Revista Coamo - Março de 2019

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Revista Coamo - Março de 2019

ENCONTRO DE VERÃO 2019

AO EFETUAR O MANEJO, O PRODUTOR OFERECE CONDIÇÕES DA CULTURA NASCER

NUMA CONDIÇÃO DE ÁREA LIMPA E CONTINUAR EM AMBIENTE CONTROLADO

cia é um período crítico que a cultura

não pode ter competição com

plantas daninhas. Se isso acontecer,

ela estará perdendo produção

sem condições de recuperação lá

na frente”, observa o agrônomo. Ele

esclarece que além da utilização

do manejo químico, o experimento

demonstrou outras alternativas de

controle. “Mostramos um pacote

de manejo, com o químico sendo a

última opção, que serve como auxílio

para o sistema”, afirma.

Ainda conforme o técnico

da Coamo, dependendo da intensidade

de concorrência da planta

daninha com a cultura, o prejuízo

pode chegar a mais de 50% da

perda de produtividade. “É como

jogar dinheiro fora. Da mesma forma

se não haver um controle eficiente

do banco de sementes, ano

a ano aumentará essa condição

desfavorável na lavoura”, alerta Seganfredo.

Conforme o pesquisador

Fernando Adegas, da Embrapa

Soja, quando se fala em manejo

com produtos químicos é importante

voltar a pensar na utilização

dos pré-emergentes, que já foram

muito utilizados no passado. “Esses

produtos estão retornando

para fazer uma recomposição com

os pós-emergentes visando uma

eficiência a mais contra as plantas

daninhas”, lembra.

Segundo ele, o tema é

atual e a tecnologia é importante.

Mas, alerta para a escolha dos produtos.

“É fundamental optar por

um bom pré-emergente que, prin-

Fernando Adegas, Embrapa Soja

cipalmente, controle folha larga e

folha estreita por um período que

possa depois fazer o controle com

pós-emergente. Os resultados são

interessantes e a tecnologia pode

ser utilizada em várias condições

de solo e clima”, conclui.

34 REVISTA

Março/2019

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