Jornal das Oficinas 161

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Jornal independente

da manutenção e reparação

de veículos ligeiros e pesados

161

Abril 2019

Periodicidade | Mensal

ANO XIV | 3 euros

Diretor | João Vieira

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EDIÇÃO DE 2019 FEZ HISTÓRIA

Demonstração

de força

Pág. 6

ATUALIDADE Pág. 14

Serão os veículos elétricos a solução

mais viável para a mobilidade do futuro?

Neste artigo, fomos à procura de respostas

TECNOLOGIA Pág. 20

E-Power: a Nissan quer fazer sucesso com

os híbridos. Saiba como pretende lá chegar

ENTREVISTA Pág. 22

Joaquim Candeias, o homem forte do

aftermarket nacional e internacional, fala

sobre o novo mandato à frente da DPAI

REPORTAGEM Pág. 32

O II Congresso de Aftermarket da ASER

abordou a transformação digital nas

organizações do pós-venda automóvel

TÉCNICA Pág. 86

Evolução das bancadas e dos sistemas

de medição para reparação de carroçarias

ENSAIO Pág. 90

A Seat entrou no mundo dos SUV de

grande porte com o imponente Tarraco

Selo SKF 90 anos.pdf 1 18/10/18

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Jogos

Mecânicos

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XV Encontro Nacional da

Reparação Automóvel

Workshop

8ª Mostra

de Modelismo

Estático - Auto

3 PAVILHÕES

Pav. 5

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Pav. 4

Pav. 3

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.com


FOLHA DE SERVIÇO

3.º Jantar Convívio

do Ramo Automóvel

EDITORIAL

5

No seguimento do sucesso dos anteriores encontros de profissionais do ramo

automóvel, realizar-se-á, no dia 13 de abril, na Sertã, o 3.º Jantar Convívio.

Trata-se de um evento de confraternização entre profissionais de vários ramos

da reparação automóvel, desde pintores, bate-chapas e mecânicos, passando

por eletricistas, mecatrónicos e estofadores, entre outros

O

Jornal das Oficinas, media partner do encontro,

desde a primeira edição, apoia, de forma ativa,

esta grande jornada de confraternização, contando,

uma vez mais, com a colaboração incondicional

de várias empresas, que oferecem valiosos brindes para

serem sorteados pelos participantes.

Assim, este ano, o Jantar Convívio do Ramo Automóvel

conta com o patrocínio das empresas Tecniverca, Bolas,

Bosch, Domingos & Morgado, Gonçalteam, Autozitânia,

Krautli Portugal, KROFtools e MGES.

O 3.º Convívio do Ramo Automóvel realizar-se-á no

DIRETOR João Vieira – joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO Bruno Castanheira – bruno.castanheira@apcomunicacao.com REDAÇÃO Jorge Flores – jorge.flores@apcomunicacao.com | Joana Calado – joana.calado@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL Mário Carmo – mario.carmo@apcomunicacao.com | GESTOR DE CLIENTES Paulo Franco – paulo.franco@apcomunicacao.com

IMAGEM António Valente | MULTIMÉDIA Catarina Gomes | ARTE Hélio Falcão | SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE Mensal | ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

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Gráficas, S.A. - Estrada Consiglieri Pedroso 90

2730 - 053 Barcarena Tel.: 214 345 400

Edição

AP COMUNICAÇÃO

N.º de Registo no ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

Propriedade/Editor João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. | Contribuinte 510447953 | Sede Bela Vista Office, Sala 2.29 – Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336

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Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

dia 13 de abril de 2019, na Quinta de Santa Teresinha,

Cabeçudo, na Sertã. O evento inclui um jantar, que começa

pelas 19h. Os interessados em participar podem

inscrever-se, entrando em contacto com os responsáveis

da organização: Rui (917 810 225); César (966 834 999);

Francisco (910 101 664); Miguel (965 404 766).

Se é profissional do pós-venda automóvel e gosta

de partilhar histórias e conhecimentos com outros

profissionais do setor, então não falte a este grande

encontro, onde irão estar reunidas mais de três centenas

de pessoas. O 3.° Jantar Convívio promete. ✱

.es

Parceiro

em Espanha

João Vieira Diretor

Antecipar

as mudanças

A

Sernauto, associação espanhola de

fabricantes de peças, realizou um

estudo sobre o futuro do pós venda,

concluindo que há, pelo menos, sete tendências

que vão condicionar o seu desenvolvimento.

Embora algumas das tendências

apresentadas no estudo sejam evidentes,

não deixam de ser preocupantes os cenários

que se abrem ao aftermarket num futuro

já muito próximo. Baseado na análise de

dados e opiniões dos principais operadores

do mercado, este estudo pretende explicar

o que se está a passar no negócio do pós-

-venda automóvel e mostrar o caminho que

o setor deverá seguir. As conclusões põem

em evidência um crescimento esperado

de 4% durante os próximos três anos no

comércio de peças, enquanto o parque

automóvel vai ter um incremento de veículos

até cinco anos e mais de 10 anos. As

pressões sobre o Diesel irão continuar, mas

os veículos movidos a gasóleo irão ainda

conviver com as novas motorizações. No

entanto, a redução da procura Diesel pode

pôr em perigo a sustentabilidade de alguns

fabricantes de peças.

O canal renting continuará a crescer e as

novas tecnologias, em conjunto com os

conceitos de mobilidade, vaticinam mudanças

no volume de negócio do mercado

das peças aftermarket e na sua própria

estrutura, assim como o aparecimento

de novos serviços e o desaparecimento de

outras fontes de receita. Num horizonte de

10 a 20 anos, o cenário pode ser completamente

diferente e é necessário antecipar a

mudança. A digitalização, juntamente com

as novas tecnologias aplicadas ao próprio

veículo (“hibridização”, “eletrificação”, conectividade

e automação), a “polarização” do

parque e os novos conceitos de mobilidade,

vão originar novos serviços e a entrada de

novos players. Para além dos obstáculos, esta

transformação traz uma série de oportunidades

para o setor. “Antecipar as mudanças”

é a palavra de ordem.

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2019 I Abril


6

SALÃO

Motortec Automechanika Madrid 2019

Abril I 2019

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Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

7

Hala Madrid

Mais expositores, mais visitantes profissionais, distribuidores e oficinas presentes

em número superior, maior presença portuguesa, mais atividades paralelas. A

15.ª edição da Motortec Automechanika Madrid, a maior feira ibérica dedicada

ao aftermarket automóvel, fez história. É caso para dizer: Hala Madrid

Por: João Vieira e Bruno Castanheira

Organizada pela IFEMA,

a Motortec Automechanika

Madrid 2019,

que se realizou de 13 a 16 de

março, foi a melhor de que há

memória. Com uma presença

bem mais acentuada de distribuidores

e oficinas, tendo os

fabricantes perdido, digamos,

um pouco de “expressão” face a

2017, a 15.ª edição da maior feira

ibérica dedicada ao aftermarket

automóvel fez história. Entre as

linhas estratégias que marcaram

o certame, estiveram a adaptação

da feira às necessidades das empresas,

a internacionalização por

áreas de influência (com Portugal

à cabeça) e países do Magreb, a

ativação de espaços de negócio,

a aposta na visibilidade mediática

do setor do pós-venda e as inúmeras

atividades paralelas.

David Moneo, diretor da feira,

mostrou-se satisfeito com o

sucesso alcançado. “O êxito da

edição de 2019 da Motortec Automechanika

Madrid deveu-se

ao número de expositores e visitantes

presentes. Os dados de

que dispomos falam por si: mais

de 700 empresas expositoras, 200

das quais provenientes de fora da

Península Ibérica; 40.000 m2 de

área total de exposição; 60.349

visitantes; 3.500 participantes

nas atividades paralelas; 50,33%

de profissionais de oficinas no

total de visitantes (+8% do que

em 2017)”, disse. Na base do sucesso

da Motortec Automechanika

Madrid 2019 estiveram, também,

as diversas conferências, apresentações

e workshops. Isto para além

das inúmeras atividades paralelas

(formativas, informativas e de networking)

que decorreram durante

os quatro dias. Independentemente

do pavilhão por onde se

caminhasse, ficou evidente que os

mercados português e espanhol

do pós-venda estão, cada vez mais,

a adotar uma linguagem ibérica

e a preparar-se para a revolução

que muitos profetizam. O tempo

passara a correr. Até 2021. ✱

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2019 I Abril


8

SALÃO

Motortec Automechanika Madrid 2019

Participação portuguesa

Orgulho lusitano

Atlantic Parts

A Atlantic Parts esteve presente no stand do

parceiro espanhol Recalvi, onde aproveitou para

divulgar a estratégia ibérica do grupo, iniciada

através da criação da RecAtlantic Parts, e da

aposta na rede de oficinas e marca de peças

RecOficial.

Blue Chem

O único fabricante português de AdBlue genuíno,

Blue Chem, esteve presente, naquela que foi a

sua segunda vez, na feira. Até há pouco tempo,

concentrava-se muito nos veículos pesados e

nas unidades industriais. Agora, com o mercado

de AdBlue a crescer a bom ritmo, a Blue Chem

tem aumentado a sua presença nos veículos

ligeiros (comerciais incluídos). Com uma rede

de distribuição ibérica bem definida e uma forte

presença nos mercados fora de Portugal, veio

a Madrid para estabelecer, também, contactos

com distribuidores locais e regionais.

Cardinais

A empresa sediada em Vila Nova de Gaia marcou

presença na feira, no espaço da Launch Ibérica,

onde deu a conhecer as novidades da LAUNCH,

da qual é representante para o nosso país.

Car Repair System

A marca própria da Carsistema apresentou-se

com um amplo stand, onde divulgou a extensa

gama de produtos non paint que, atualmente,

conta com mais de 4.000 referências. Presente

há mais de 20 anos no mercado espanhol, a

Car Repair System continuará a lançar novos

produtos de acordo com as necessidades do

mercado, como é o caso da gama Detalhe, que

já é um sucesso.

Cometil

Através do seu “braço”, espanhol, a empresa

de Pedro de Jesus exibiu na Motortec a maior

novidade da Hunter fora dos EUA: a Quick Check

Drive. Este evoluído equipamento, que será colocado

à venda no nosso país no segundo trimestre

deste ano, permite medir o alinhamento das

rodas dispensando o recurso a peças nelas colocadas

e sem necessidade de o veículo parar, o que

se traduz em maior rentabilidade e eficiência

para a oficina. Os lasers e as câmaras permitem

ainda detetar danos na pintura, guardando as

imagens de vídeo. Já o sistema WalkAway, que

mereceu o Prémio Inovação (muda quatro rodas

em 13 minutos, seja qual for o seu diâmetro), a

nova equilibradora SmartWeight Pro da Hunter,

o trolley de trabalho da Hazet com organização

e o equipamento da Butler, que recebeu homologações

por parte da Volkswagen, foram

outros destaques.

Create Business

Após ter dado os primeiros passos, em 2018,

na província da Extremadura, com a Repuestos

Guadiana, a Create dá continuidade ao seu

projeto ibérico com a criação da Auto Parts Plus

S.L. em Madrid, que irá atuar no centro de Espanha,

estando o início de atividade da empresa

marcado para este mês de abril. Contudo, na

feira, a organização esteve junto da Grupauto,

parceira desde 1 de janeiro de 2019, que tem

sede em Valência e delegações em Albacete,

Alicante e Múrcia (a próxima será em Sevilha).

A Create partiu à conquista de Espanha, estando

a inverter a tendência do mercado. Em vez de

“deixar-se adquirir” por empresas do país vizinho,

está, ela própria, a fortalecer-se para o

exterior. No fundo, está a adotar uma linguagem

ibérica, falando, pelo menos por enquanto, mais

português do que espanhol.

Dispnal

Foi a estreia absoluta da empresa de Rui Chorado

na Motortec Automechanika Madrid. Através da

Dispnal Iberia, foram exibidas as últimas novidades

das marcas Petlas, LEAO e Forerunner.

Sendo um dos principais importadores/distribuidores

de pneus para veículos comerciais, a

Dispnal oferece ao mercado pneus para todo

o tipo de veículos, aplicações, utilizações e

requisitos dos utilizadores. À luz do que

fazem os principais fabricantes, a unidade

de negócio da empresa está a evoluir,

deixando de ser apenas importador/

distribuidor de pneus para passar a

ser fornecedor de soluções.

Escape Forte

A empresa pioneira na área de filtros

de partículas e catalisadores marcou

presença na maior feira do aftermarket

a nível ibérico para divulgar

a sua marca. Apresentando,

também, os seus mais recentes

produtos e novidades no campo

das emissões, filtros de partículas

e catalisadores a um vasto público

internacional.

Fedima Tyres

A Fedima Tyres comemora 50 anos no

dia 1 de setembro. Enquanto a festa,

que terá pompa e circunstância, não

acontece, a empresa liderada por Carlos

Marques, que tem a seu lado a filha, Rita

Marques, há 11 edições que não falha a

feira de Madrid. Até porque foi através deste

certame que começou a explorar o mercado

espanhol (em 2018, assegurou 25% da faturação

total da empresa). Num stand marcado

por pneus pintados de verde, numa clara alusão

ao ambiente e fazendo apelo à necessidade de

reciclar os pneus em fim de vida, a Fedima Tyres

deu a conhecer três novos desenhos: Sirocco 2

para 4x4; ILG2 para máquinas de manutenção

e elevação; FM110 (jantes de 16” a 18”) para o

setor agrícola. Qualquer deles já está disponível.

Recorde-se que as operações de exportação

da marca (reúnem 50% do volume global da

organização) contemplam a Fedima France

(propriedade 100% portuguesa) e a fedima

Deutschland (faz, em abril de 2019, 25 anos, é

Motortec 2019 em números

4 3.500

dias de feira

participantes nas atividades paralelas

700

empresas expositoras superaram este número

40.000 m 2 área total de exposição

60.349

visitantes profissionais

Abril I 2019

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100% alemã e só opera com pneus

de competição).

Gonçalteam

António Gonçalves esteve no espaço

da Launch Ibérica, onde deu a conhecer

os mais recentes equipamentos de

diagnóstico LAUNCH e as suas novas valências,

bem como o novo equipamento

de TPMS universal, os mais modernos

estabilizadores de corrente para auxilio à

programação e os equipamentos de deteção

de fugas de fumos nos sistemas automóveis.

A Gonçalteam tem capacidade para fornecer

tudo às oficinas em termos de equipamentos

nos próximos cinco a seis anos.

Indasa

Através da sua filial do país vizinho (Indasa

España), que está sediada em Barcelona, a

empresa especialista em abrasivos e sistemas

integrados de preparação de superfícies

decidiu incluir a Motortec Automechanika

Madrid no roteiro de feiras para este ano,

no âmbito dos 40 anos da Indasa, que se

celebram no dia 4 de dezembro. Foi, por

isso, a sua segunda participação num

certame este ano, depois de a empresa

portuguesa ter estado em Nova Deli,

ainda que através de um parceiro local.

A Indasa apostou nas demonstrações

dos abrasivos dotados da tecnologia

Ultravent, tendo os exercícios efetuados

com a massa de polir Autogloss

(que reforçou a sua presença

no mercado espanhol) registado

grande adesão. Contudo, a maior

novidade foi a Workstation Pro.

Trata-se de um trolley de apoio

às oficinas que foi pensado de

raiz para os profissionais da repintura.

Está preparado para

incluir a unidade de aspiração

da Indasa, bem como as lixadoras

e a gama de polimentos

e abrasivos da Indasa.

Dispõe de uma gaveta com

fecho e quatro rodas direcionais com travão.

Este produto foi pensado de raiz e desenvolvido

pela Indasa para estar nas oficinas, Na feira, a

empresa fez mais 15 a 20% de contactos face à

edição de 2017, sobretudo junto de clientes de

Espanha, Portugal e América Latina.

Interescape

A empresa liderada por Jorge Carvalho viu na

feira uma oportunidade única para reforçar a

sua estratégia comercial. Divulgou algumas das

soluções de que dispõe para montagem, reparação

e manutenção de sistemas de escapes, das

marcas próprias, ieparts, iepower, ieservice e

ieclassic, bem como das marcas que representa.

Novidade foi a linha de escape em aço inoxidável,

de 60 mm de diâmetro, desenvolvida para as 25

unidades que alinharão no Troféu Suzuki Swift

2019, em Espanha. Sem esquecer que a empresa

presta o mesmo serviço em ambos os países,

não sendo, neste aspeto, Espanha diferente de

Portugal.

KROFtools

A KROFtools esteve presente com um grande

stand, onde apresentou a vasta gama de equipamento

oficinal e o catálogo de 2019, com 264

páginas, elaborado em português e espanhol.

Apresenta índices, características de produtos e

fotografias dos inúmeros artigos que compõem a

oferta desta marca de ferramentas profissionais.

Leirilis

A Leirilis esteve presente em força na feira.

Mesmo não dispondo de stand próprio, ocupou

o espaço do Grupo Dipart, do qual é sócia, tendo

este, sob o lema “10 años contigo”, comemorado

precisamente a sua década de existência.

Durante o certame, foi realizado um ciclo de

workshops onde as oficinas puderam obter informação

sobre a atualidade e as tendências do

mercado, bem como se devem preparar para

continuar a desenvolver o seu negócio de forma

sustentável. Além disso, foram apresentadas

diversas novidades, ações e campanhas, que

visam premiar o cliente durante a comemoração

do 10.° aniversário do grupo. Novidade

“Dia de Portugal”

conquistou visitantes

e expositores

Pela segunda vez (a primeira foi na edição de 2017), o Jornal das Oficinas,

em parceria com a Revista Autopos, realizou o “Dia de Portugal” no

stand dos nossos colegas e amigos espanhóis, por quem nutrimos especial

apreço e grande admiração. Dedicado a todos os expositores, visitantes e

parceiros de negócio portugueses que passaram pelo certame, a iniciativa

voltou a ser um sucesso, tendo passado pelo nosso espaço (5A01A) muitas

dezenas de profissionais, que aproveitaram a oportunidade para tomar

uma bebida, ouvir música, confraternizar ou simplesmente relaxar num

ambiente animado e descontraído. Durante o dia 15 de março, sexta-feira,

véspera de encerramento da feira, a equipa do Jornal das Oficinas teve

o prazer e a honra de receber, de braços abertos, muitos parceiros e

amigos. Os bons momentos vividos foram registados pelas objetivas.

As fotos podem ser vistas na nossa página de Facebook, em www.

facebook.com/jornaloficinas. ✱

1.300marcas com presença na feira

200

expositores vindos de fora da Península Ibérica

4elementos do Jornal

das Oficinas presentes

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2019 I Abril


10

SALÃO

Motortec Automechanika Madrid 2019

absoluta é a entrada da Leirilis no negócio dos

pneus, tendo, para o efeito, “contratado” Pedro

Nascimento, que, juntamente com Saulo Saco,

levará a empresa de Leiria para outra dimensão.

LIQUI MOLY Iberia

Com um stand próprio, deu a conhecer a nova

gama de óleos de motor Molygen, com particular

incidência para as referências DPF, dotada de

uma tecnologia única e inovadora. As novas soluções

e ferramentas inovadoras de que dispõe

para facilitar o dia a dia da oficina, desde produtos

de car care até artigos de limpeza, sem

esquecer, claro está, lubrificantes e aditivos,

fazem da marca alemã uma das referências

do mercado.

Lusilectra

A Lusilectra participou na Motortec exclusivamente

com a sua representada Jonnesway. A

marca, obedecendo à estratégia delineada de

crescente implantação no mercado ibérico, não

podia faltar à feira. Para além da apresentação

de um grupo de novos produtos, foi uma forma

de a marca ter um contacto mais próximo com o

mercado espanhol e identificar algumas oportunidades

de representação. Esta presença contribuirá,

de forma positiva e decisiva, para o futuro

da internacionalização europeia da Jonnesway.

Nipocar

Desde que 1987 que a Nipocar se dedica à importação

de peças para viaturas japonesas e

sul-coreanas das mais prestigiadas marcas. Na

feira, a empresa deu a conhecer a sua gama

de produtos e estabeleceu diversos contactos.

Mas a grande aposta foi mesmo a marca própria

NipoKM, criada para o aftermarket mundial.

Nortenha Tyres

A empresa liderada por José Gomes foi à feira

para divulgar a gama de pneus que comercializa,

a atividade de recauchutagem de pneus onde é

especialista e os serviços que assegura nas áreas

da valorização energética e pavimentos de segurança.

A Recauchutagem Nortenha (Recnor),

que foi fundada no início dos anos 60, intervém,

ativamente, em todas as fases do ciclo de vida do

pneu, transformando e criando recursos através

de ações de reciclagem e valorização.

OSRAM

A marca especialista em iluminação automóvel

apresentou-se com as suas equipas “automotive”

de Espanha e Portugal, num único espaço.

Num stand com 105 m 2 , estiveram disponíveis

para receber e acolher os visitantes. Sob o slogan

“Driving ahead”, destacou, na tecnologia “tradicional”,

as atualizadas lâmpadas de desempenho

da família Night Breaker e o seu Programa

Confiança para verificação da originalidade de

lâmpadas de Xénon. Na tecnologia LED, para

além das luzes de inspeção, LEDinspect, apresentou

uma nova linha: LEDriving Driving Lights.

Rodribench

A empresa de Mário Rodrigues, que tem como

lema “Ferramentas Inteligentes, Reparações

Eficientes”, passou a representar, para toda a

Península Ibérica (até aqui era apenas Portugal)

o Miracle System. Fabricado no Japão, esta

solução consiste num sistema de reparação de

painéis de aço e alumínio. Fácil, rápido, racional

e barato, a Rodribench afirma que o Miracle

System já conquistou vários prémios em exposições

internacionais, devido às qualidades

que lhe são reconhecidas. A presença na feira

teve como principal objetivo angariar clientes.

RPL Clima

A empresa liderada pela dupla Rui Pedro e Rui

Lopes, através do seu “braço” dedicado aos mercados

de exportação (RPL Automotive Parts),

naquela que foi a sua segunda participação na

feira de Madrid, deu nas vistas pela imponência

do seu stand. A marca própria RPL Quality, a

ferramenta de deteção de fugas em sistemas

de ar condicionado através de azoto e o equipamento

de deteção de avarias nas válvulas

de pressão do compressor, foram as grandes

novidades apresentadas. Sem esquecer o novo

website da RPL Automotive Parts e as marcas

com as quais trabalha.

Samiparts

A Samiparts esteve presente com um stand

totalmente dedicado à marca Restagraf, que

representa, em exclusivo para Portugal e Espanha.

O objetivo foi angariar distribuidores que

garantam a comercialização da marca francesa

em todo o território de nuestros hermanos, tendo,

igualmente, divulgado os módulos com kits para

diversos modelos.

Sousa dos Radiadores

A Sousa dos Radiadores divulgou a gama de

radiadores que fabrica, com destaque para os

de óleo, condensadores, compressores, aquecedores,

evaporadores, intercoolers e ventiladores.

Sparkes & Sparkes

A empresa marcou, uma vez mais, presença na

feira, tendo sido a quarta edição consecutiva

na Motortec. As grandes novidades foram as

caixas de velocidade de dupla embraiagem, que

a empresa já está a reconstruir, e a divulgação

da A.M. Gears, marca italiana especializada

no fabrico de eixos, pinhões, rodas de coroa e

carretos para caixas de velocidade e diferenciais.

S. José Logística de Pneus

Sendo, atualmente, um dos maiores distribuidores

de pneus a nível ibérico, a S. José Logística de

Pneus esteve presente no stand da BKT, através

dos irmãos José e Luís Aniceto, para explicar as

mais-valias e características dos principais produtos

da marca indiana. Como os pneus radiais

de agricultura AGRIMAX, os industriais MULTI-

MAX e os de engenharia civil EARTHMAX. Os

visitantes tiveram a oportunidade de conhecer

o AGRIMAX V-Flecto, um pneu feito com a mais

evoluída tecnologia, ideal para tratores de alta

potência, que se destaca pelo seu desempenho e

confiabilidade. A nova versão do AGRIMAX TERIS,

pneu de ceifeira, o pneu radial LIFTMAX LM 81,

para empilhadores, o SIERRA MAX, desenvolvido

para veículos de ATV e corrida na lama, e o LG

306, projetado para jardinagem, foram outras

presença de peso. A distribuição de bolas de

futebol aos visitantes foi outra das grandes

atrações da marca.

TurboClinic

Sempre um passo à frente na resposta às necessidades

do mercado, a TurboClinic exibiu a TCA

PRO, o primeiro equipamento de equilíbrio que

permite testar turbocompressores de veículos

ligeiros e pesados, graças à sua inovadora plataforma

de fixação de turbos.

Veicomer

Apresentou os serviços que desenvolve na

área da retificação de todos os componentes

mecânicos internos de motores de combustão

para automóveis ligeiros e veículos pesados.

Trabalho que tem vindo a ser reconhecido não

só em Portugal, mas em toda a Europa. Espanha

é um mercado com enorme potencial para a

empresa.

Atividades paralelas: agenda preenchida

l Calibração de Sistemas ADAS: jornada técnica sobre calibração, peritagem e segurança em veículos

elétricos (Centro Zaragoza e GT Motive)

l Os Grandes Desafios que Enfrentam as Estações de Serviço (Lafon)

l Competições Jovens Técnicos

l Como Avaliar Corretamente um Veículo Elétrico

l Congresso de Oficinas de Veículos Industriais (Posventa Plural)

l 3.° Fórum ADINE (Associação Nacional de Distribuidores e Importadores de Pneus)

l Encontro de Redes Oficinais (Posventa Plural)

l Motortec Automechanika Madrid Start-ups

l Challenge Truck Competition

l II Observatório do Mercado de Pós-venda Oficial

l Refabricação e Economia Circular na Indústria Automóvel (AER, Sigaus, Signus, TNU)

l 2.ª edição do concurso Melhor Técnico Motortec 2019

l Como Lidar com a Escassez de Condutores

Abril I 2019

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Galeria de Inovação premiou produtos e serviços

Pela primeira vez na história da logias desenvolvidos no âmbito do

feira, a “Galería de la Innovación”

contou com uma cerimó-

Este é o objetivo dos prémios Galeria

mercado do pós-venda automóvel.

nia de entrega de prémios: a Gala

Motortec. O evento decorreu no final

do primeiro dia do certame (13 de

de Inovação atribuídos pela Motortec

Automechanika Madrid. O júri, formado

por profissionais representantes

março) e contou com muito convidados,

de universidades, centro

que aplaudiram, com entusiasmo,

as empresas vencedoras.

Divididos por diversas categorias, que

vão desde a eletrónica aos vidros,

passando pela pintura, equipamento,

ferramentas, gestão e formação, entre

tecnológicos, consultores e imprensa

especializada, selecionou três finalistas

para cada categoria atendendo a

critérios de inovação, desenho e aplicabilidade,

assim como a sua contribuição

para a eficiência energética e

outros, os produtos e serviços

vencedores dos Prémios Inovação

representam o que de mais atual

existe no aftermarket. Os prémios

foram entregues como reconhecimento

dos esforços em I+D+I para

estimular os conhecimentos e tecno-

meio ambiente. Os 31 produtos candidatos

aos Prémios Inovação encontravam-se

expostos da Galeria de

Inovação, situada no Pavilhão 7, num

novo espaço com mais de 500 m 2 e

que superou, amplamente, as edições

anteriores. Aqui ficam os premiados.

l Categoria Mobilidade Autónoma,

Conectada e Mais Segura

Bosch Car Service Connect, da

Robert Bosch

l Categoria Componentes de

Manutenção

Escova limpa-vidros Aquablade

R, da Valeo Service

l Categoria Serviços ou Plataformas

de Gestão, Formação, Diagnóstico

e Informações na Oficina

Software de Formação Técnica

com Realidade Aumentada, da

Robert Bosch

l Categoria Equipamento e

Ferramenta para a Oficina

Hunter WalkAway Revolution

TCR1, da Cometil

l Categoria Serviço e Estações de

Serviço

Aplicativo Smartwash, da Istobal

l Categoria Componentes Elétricos e

Eletrónicos

Inteligente Corner Module, da

Schaeffler Iberia

l Categoria Energias alternativas

Bateria 48V PHEV, da Valeo

Service

l Categoria Componentes do repintuta

Equipamento de secagem a ar

Upper Filler Dry Air, da Ayser Europe

l Categoria Componentes

mecânicos

Filtro de Partículas de Travão,

da Mann+Hummel

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2019 I Abril


12

SALÃO

Expotransporte Logística 2019

A Batalha descomplica

Entre os dias 15 e 17 de março, teve lugar, na ExpoSalão, Batalha, a 8.ª edição da

Expotransporte Logística. O regresso do certame ao centro do país, depois de uma passagem

por Lisboa, em 2017, fez-se repleto de otimismo. A Expotransporte está de pedra e cal numa

zona do país “descomplicada” e de fácil acesso, com um portefólio de expositores cada vez

mais profissional. A aposta no aftermarket como complemento tem vindo a crescer

Por: Ricardo Carvalho

Depois de uma edição de 2017 (a

Expotransporte Logística realiza-se

a cada dois anos) que “não

foi uma boa experiência”, de acordo

com José Frazão, diretor da ExpoSalão

(ver caixa), a edição de 2019 voltou aos

pavilhões da Batalha para três dias de

contactos e reuniões entre os principais

players do mercado dos veículos comerciais

ligeiros e pesados, da logística

e do aftermarket como complemento

dos veículos. O objetivo de aumentar

a quantidade de visitantes revelou interesse

pelo evento, mas não deixou

de ser mais evidente a qualidade das

empresas e dos expositores que marcaram

presença na feira.

O regresso à Batalha agradou a

todos. Por isso, as expectativas para

o evento deste ano eram grandes e

confirmaram-se. Até porque o apoio

do novo parceiro, ANTP (Associação

Nacional dos Transportadoras Portuguesas),

foi deveras importante e

ainda mais aliciante. A presença de

todas as marcas de pesados (só não

esteve a Renault Trucks, por questões

de agenda), ainda que grande parte

através de concessionários, mereceu

destaque. Tal como a participação de

muitas empresas de aftermarket ligadas

a este ramo de negócio, que, para

além de marcarem presença nas feiras

específicas destinadas ao pós-venda,

fazem questão de comparecer neste

certame, que ganha fama, interesse

e potencial. O negócio dos camiões

acaba por “arrastar” uma ampla rede

de empresas ligadas ao aftermarket.

n ÁREAS BEM DEFINIDAS

A Gonçalteam aproveitou para apresentar

uma máquina de equilibrar

pneus de camião, que também opera

com pneus de veículos comerciais. E

uma máquina de desmontar rodas

com diâmetros até 26”. Na área das

ferramentas, a empresa liderada por

António Gonçalves apresentou alguns

macacos que permitem suportar entre

as 40 e as 60 toneladas. Mas a grande

novidade foi a máquina de diagnóstico

da LAUNCH que vai estar à venda a

partir de maio e que ainda se encontra

em testes na Gonçalteam. Trata-se de

uma máquina que faz diagnóstico ao

camião e efetua a calibração do sistema

ADAS. Será uma das grandes apostas

da empresa para 2019.

Na FUCHS, representada pelo distribuidor

Petromós, Filipe Peralta, gestor

de produto automóvel, deu conta que

a marca não levou qualquer novidade

à feira. Apenas o seu atual portefólio

de produtos, desde pesados a ligeiros,

passando pelos fluidos para caixas de

velocidades e travões, mereceu destaque

através do distribuidor da zona.

No espaço reservado à Pneus do

Alcaide, mais uma área relacionada

com o transporte em camião, as novidades

passaram pela recauchutagem

de pneus com pisos Goodyear e

Dunlop todos em sistema uni-círculo.

A complementar, esteve toda a gama

de pneus novos que a empresa comercializa

atualmente, bem como os sistemas

de gestão de frota. Dentro da área

dos pneus, a Pneus do Alcaide tinha a

“concorrência” da Seiça, empresa que

se dedica à reconstrução de pneus e

não só.

n SETOR ESTEVE REPRESENTADO

Na secção dos aditivos e lubrificantes,

a Bluechem mostrou a importância

do AdBlue e explicou como funciona

todo o processo de consumo deste pro-

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Abril I 2019

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13

duto, que tem vindo a deixar de ser um

quebra-cabeças para quem o utiliza.

Dentro deste mercado, destaque para a

Petrometal, S.A., para a Petrotec e ainda

para a Sosi, todas a trabalhar nesta área

de negócio. No que aos combustíveis

diz respeito e uma vez que os cartões

de frota são sempre importantes para

quem transporta produtos e bens via

camião, destacaram Prio, Cepsa e Repsol.

Já a Prosin Equipamentos, Lda., deu

a conhecer a sua gama de acessórios

luminosos para camião, enquanto a

NTA reforçou a aposta na conversão

de camiões para gás natural veicular,

que parece estar a ter uma aceitação

incrível, de acordo com os responsáveis

da empresa.

Depois de uma passagem pelos

stands do Pavilhão 2, foi possível verificar

a ocupação do espaço por empresas

de equipamentos de contentores

frigoríficos e de sistemas de GPS. Além

de empresas e escolas de formação, até

porque o novo tacógrafo vai “mexer”

com muitos condutores já este ano.

Operadores de logística, como Wtransnet

e XPO Logistics, uma vez que esta

feira também lhes era dedicada, estiveram

em evidência.

O fim de semana em que se realizou

a Expotransporte Logística pautou-

-se ainda por algumas conferências,

sempre interessantes, como foram

as alterações no tacógrafo em 2018,

as características dos combustíveis, o

futuro da mobilidade ou o gás natural

veicular. A edição de 2021 já está em

marcha. Promete ter mais um pavilhão

e maior qualidade. Lá estaremos! ✱

José Frazão, Diretor da ExpoSalão

“Lisboa não foi uma boa experiência”

A primeira pergunta a José Frazão foi inevitável: porquê o regresso à Batalha

depois de um ano em Lisboa? “Em 2017, fomos para Lisboa porque as marcas de

veículos pesados diziam que seria bom. Se a MECÂNICA funciona bem em Lisboa,

porque não a Expotransporte? E nós fomos. Mas a coisa não correu bem. Ouvimos

os expositores, os ‘artistas’ em palco como costumo dizer, que nos disseram

que a Batalha seria muito melhor, mais central e de acesso fácil, com locais de

estacionamento sem pagar, com refeições em conta e, para um feira profissional,

o melhor seria estar junto dos profissionais. E eles preferem estar aqui”.

Em relação à parceria com a ANTP, José Frazão foi perentório: “Trata-se de uma

associação mais pequena e queremos apoiá-los. Ajudam as pequenas empresas

porque as grandes já têm conhecimentos ao nível das casas-mãe das marcas e

mais facilmente chegam ao negócio ou à conversa. Os pequenos empresários

vão precisar de uma associação que lute pelos seus interesses e a ANTP tem

demonstrado isso mesmo”. E acrescentou: “A própria ANTP também esteve de

acordo que voltássemos para a Batalha por causa dos pequenos transportadores,

uma vez que muitos têm sede nesta zona, estão a crescer, a equipar as suas

empresas. Portanto, foi juntar o útil ao agradável. Este ano, a parte logística

ainda veio ‘apalpar’ terreno. Admito que andámos para trás ao termos ido para

Lisboa, E fomos prejudicados por isso. Mas, agora, temos todas as condições

para crescer e recuperar rapidamente”. Sobre o futuro da feira, José Frazão

afirmou que “está mais do que assegurado”. O objetivo, dentro de dois anos,

segundo disse, passa por “ter um terceiro pavilhão repleto de empresas”. ✱

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2019 I Abril


14

ATUALIDADE

Veículos elétricos

Solução ou ilusão?

Que a indústria automóvel está cada vez mais “eletrificada”, não restam dúvidas.

Mas serão os veículos 100% elétricos a solução mais viável para a mobilidade do futuro

ou não passarão eles de uma ilusão urbana assente num discurso politicamente correto?

Com a ajuda d’O Observador Cetelem 2019, procuramos responder a estas e outras

perguntas, circunscrevendo o tema à realidade do nosso país

Por: Bruno Castanheira

Abril I 2019

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15

A

notícia foi divulgada a 8 de

março: Dia Internacional da

Mulher. O Portal da Queixa, a

maior rede social de consumidores

em Portugal, verificou um aumento

significativo do número de reclamações

dirigidas à MOBI.E, empresa de

mobilidade elétrica responsável pelos

postos de carregamento existentes em

Portugal. Entre abril de 2018 e março

de 2019, as queixas dispararam, imagine-se,

266% comparativamente ao

período homólogo anterior (abril de

2017 a março de 2018). O Portal da

Queixa constatou que a indisponibilidade

dos postos de carregamento e as

avarias constantes dos equipamentos

são os principais motivos das reclamações

apresentadas contra a MOBI.E.

A análise de dados efetuada pelo

Portal da Queixa permitiu apurar um

registo total de 110 reclamações entre

abril de 2016 e 6 de março de 2019. E

identificou que “o total abandono no

apoio” (por parte da empresa), consiste

numa denúncia apontada pela generalidade

dos queixosos ao longo dos

anos. A atestar esta realidade, está a

Taxa de Resposta da MOBI.E às mais de

100 reclamações apresentadas: 1,1%.

Já o Índice de Satisfação, situa-se em

1,4%, refletindo, assim, o descontentamento

dos consumidores.

ver se tudo isto vai para a frente ou

se não passará de (mais) uma euforia

eletrizante.

Há nove anos que os veículos elétricos

fazem parte do “dia a dia” do consumidor

português, uma vez que 2010 foi

considerado o “ano zero” da mobilidade

elétrica no nosso país. Nessa altura, a

31%

n OUSADIA NACIONAL

“O mistério do veículo elétrico”. É

este o foco da mais recente edição

d’O Observador Cetelem, resultado de

um estudo económico e de inquéritos

aos consumidores de 16 países, entre

os quais Portugal, cujas entrevistas no

terreno foram conduzidas pela Harris

Interactive durante os meses de junas

o conceito de mobilidade urbana,

mas a forma como nos relacionamos

com o automóvel. A opção por modelos

sem emissões poluentes na sua

utilização, sem consumo de combustível

e sem ruído de funcionamento

pressupõe uma alteração dos hábitos

de condução e uma maior “consciência

ambiental”. Contudo, o preço da

tecnologia e a autonomia ainda são

barreiras a ultrapassar.

Impulsionados pelas alterações

climáticas, que levam à criação de

normas ambientais cada vez mais

apertadas, os construtores fazem

aquilo que lhes compete, ou seja,

dos portugueses afirma considerar a compra de um

veículo elétrico nos próximos 12 meses *

n GOVERNO PROMETE APOIOS

A contrastar com as queixas de os

postos de carregamento não estarem a

funcionar devidamente, um problema

que se estende, de resto, de norte a sul

do país, está o facto de os veículos elétricos

terem aumentado bastante a sua

presença nas estradas portuguesas. Ou

melhor, nas nossas principais cidades.

Mas já lá iremos. A propósito ainda dos

postos, refira-se que, recentemente,

o Governo anunciou a intenção de

criar incentivos para a instalação de

100 estações de carregamento rápido

para veículos elétricos até final deste

ano. O objetivo é começar a instalar

estas novas estações a partir do dia 1

de abril. Até parece mentira. Até porque

os apoios previstos pretendem triplicar

a oferta existente. Outra novidade

anunciada aponta para que, ainda este

ano, o carregamento passe a ser pago

em todos os postos. Cá estaremos para

49%

Nissan deu início à comercialização

do LEAF e a Mitsubishi fez o mesmo

com o i-MiEV, motivadas pela grande

aposta do Governo de José Sócrates

nas energias alternativas, com a mobilidade

elétrica à cabeça. O Programa

MOBI.E desenvolveu-se, os postos de

carregamento apareceram e os incentivos

fiscais foram criados. Até esteve

para ser construída uma fábrica da Nissan

destinada à produção de baterias.

n OFERTA A CRESCER

A oferta de veículos elétricos tem

vindo a aumentar de ano para ano

em Portugal. O aparecimento destas

propostas veio revolucionar não ape-

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desenvolvem automóveis elétricos,

dando azo a um discurso politicamente

correto que não tem fronteiras.

Em 2018, segundo dados da ACAP

(Associação Automóvel de Portugal),

a venda de veículos elétricos registou

um aumento exponencial, tendo

atingido um crescimento na ordem

dos 148% face a 2017. Após um ano

recorde de vendas, o segmento dos

automóveis elétricos continua com

forte dinamismo no nosso país: nos

primeiros dois meses de 2019, venderam-se

1.181 ligeiros de passageiros,

certamente muitos deles destinados a

frotas e organismos públicos. Os consumidores

nacionais, sem ponderarem

dos portugueses refere que a baixa autonomia é um

entrave à compra de um veículo elétrico *

muito bem o que farão aos veículos

dentro de quatro, seis ou oito anos

(muito menos se mostram preocupados

com a reciclagem das baterias

em fim de vida), parecem demonstrar

recetividade à mudança, estando (aparentemente)

sensíveis a uma atitude

ambientalmente mais responsável e

defendendo uma estratégia mais sustentável

do ponto de vista energético.

Mas será mesmo assim?

2019 I Abril


16

ATUALIDADE

Veículos elétricos

nho e julho de 2018. No total, foram

inquiridos pela CAWI mais de 10.600

indivíduos, com idades compreendidas

entre os 18 e os 65 anos, fazendo

parte das amostras representativas

de cada país. A representatividade da

amostra é assegurada pelo método

de quotas (sexo, idade). Em Portugal,

foram realizadas 500 entrevistas.

No caso nacional, os resultados apontam

para uma certa “ousadia”, fruto

da grande vontade em experimentar

veículos elétricos. Os portugueses são

mesmo aqueles que, na Europa Ocidental,

mais acreditam no sucesso de

uma estratégia assente na motorização

elétrica. E apontam para a sua importância

na resolução dos problemas de

poluição nas zonas mais densamente

povoadas. Mas não deixam de estar

atentos à necessidade de aumentar a

tor luso faz, em média, 46 km diários

e oito viagens superiores a 400 km

por ano. 31% dos portugueses afirma

considerar a compra de um veículo elétrico

nos próximos 12 meses (vs 27%

de média mundial). Os consumidores

portugueses estão, também, entre o

grupo de inquiridos que percecionam a

baixa autonomia (49%), o elevado preço

(60%) e o tempo de carregamento

(41%) como obstáculos para comprar

um veículo elétrico.

Numa análise mais detalhada ao

perfil do comprador de veículos elétricos

no futuro, O Observador Cetelem

verificou que, em Portugal, há mais

inquiridos do sexo masculino (51%)

elétricos em Portugal poderá atingir

os 32%, mais sete pontos percentuais

do que a nível global”, refere o mesmo

estudo. Que revela, também, que 65%

dos portugueses sabe como funcionam

os veículos elétricos.

uma forte componente emocional e,

acima de tudo, a resposta a uma necessidade:

mobilidade. Para determinar o

potencial e o futuro do veículo elétrico,

O Observador Cetelem afere ainda se

as diferentes características destes

veículos correspondem às expectativas.

A maioria dos automobilistas

inquiridos (83%) aponta a autonomia

como um dos pontos fracos. No caso

nacional, também a grande maioria dos

inquiridos tem essa opinião, embora

se encontre três pontos percentuais

abaixo da média do estudo. E 88%

do total de inquiridos (80% no caso

português) refere ser essencial ter um

ponto de carregamento em casa ou no

80%

dos portugueses refere ser essencial ter um ponto de

carregamento em casa ou no local de trabalho *

68%

dos portugueses associa um tempo de carregamento

longo a um veículo elétrico *

autonomia dos veículos e de melhorar

as suas baterias. Embora os reconheçam

como um meio de transporte

ecológico, os portugueses encontram

ainda entraves para adquirir veículos

elétricos (preço, falta de apoios estatais,

rede de postos de carregamento).

n PERFIL DO COMPRADOR

De acordo com O Observador Cetelem,

cada automobilista português

percorre, em média, 16.795 km por

ano, mais 800 do que a média mundial

(15.967 km). Contas feitas, cada condu-

com intenção de comprá-los do que

entre as inquiridas do sexo feminino

(39%). Já relativamente à idade, os inquiridos

com menos de 25 anos são

aqueles que, para já, menos preveem

comprar um veículo elétrico nos próximos

cinco anos (32%). A nível global,

acompanhando Portugal a tendência,

os futuros compradores de veículos

elétricos encontram-se em maior

quantidade entre os que têm entre 25

e 35 anos (51%). “Caso estas intenções

se confirmem nos próximos anos, em

2030 a quota de mercado de veículos

n BARREIRAS A ULTRAPASSAR

O veículo elétrico parece reunir todas

as características para ser um meio

de transporte urbano por excelência,

de acordo com a opinião de 68% dos

inquiridos pel’O Observador Cetelem.

Os portugueses são os que menos

concordam com esta ideia (59%, ou

seja, menos nove pontos percentuais

do que a média dos 16 países). Contudo,

para 86% do total de inquiridos e

para 84% dos portugueses, continuam

a existir poucos modelos disponíveis.

Em Portugal, apenas 45% dos inquiridos

considera que os veículos elétricos

permitirão escapar às crescentes limitações

urbanas impostas aos automóveis,

sendo mesmo os menos crentes

entre os inquiridos (-20% face à média

dos 16 países).

A compra de automóvel envolve a

avaliação de um conjunto de critérios

indispensáveis. Além das questões ambientais

e económicas, há, também,

local de trabalho. Quanto a postos de

carregamento públicos nas estradas,

84% dos inquiridos nacionais considera

não serem suficientes (+8% do que a

média global do estudo).

Já no que diz respeito à localização

dos postos, 44% dos automobilistas

em Portugal afirma estarem bem localizados

(4% acima da média global). E

mais de metade dos portugueses (68%)

associa um tempo de carregamento

longo a um veículo elétrico, enquanto

a média europeia é de 75%. Para 49%

dos automobilistas em Portugal, o limiar

de autonomia para adquirir um

veículo elétrico é de 300 km, com 26%

a considerar-se pronta a comprar um

quando a autonomia ultrapassar os 500

Abril I 2019

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17

km. Já 83% dos inquiridos nacionais é

da opinião que um veículo elétrico é

mais económico (6% acima do valor

médio registado), por exigir menos manutenção

e por gastar menos energia.

n SERÃO OS VE ECOLÓGICOS?

Eis outra questão pertinente. Depende

da origem da eletricidade. Se,

de momento, o argumento económico

não é totalmente favorável aos veículos

elétricos, o seu impacto positivo

na qualidade do ar poderá pesar na

balança. 89% dos inquiridos considera

os veículos elétricos ecológicos, ou

seja, sem resíduos poluentes no ambiente

citadino. E os portugueses são

os que mais parecem concordar com

esta afirmação: 94% (+5% do que a

média do estudo). Quando confrontados

com a possibilidade de a utilização

massiva de veículos elétricos nas zonas

urbanas permitir reduzir, significativamente,

a poluição (partículas finas

e óxidos de azoto, entre outros), as

percentagens são bastante semelhantes.

89% da média global do estudo

diz estar “Completamente de acordo” e

“Bastante de acordo”. Também aqui, a

grande maioria dos portugueses (94%)

parece concordar.

Ainda que estas respostas pareçam

óbvias, a maioria dos inquiridos sublinha

que a inocuidade ambiental global

dos veículos elétricos depende do

modo de produção da eletricidade. Na

verdade, para 88% do número total de

inquiridos, a produção e o tratamento

41%

dos portugueses refere que o tempo de carregamento

é um óbice à compra de um veículo elétrico *

de baterias usadas são problemas ambientais

graves, com especial destaque

para as respostas de Portugal (91%).

Quanto à questão ambiental resultante

do tratamento das baterias usadas, é

um facto que a generalidade dos países

inquiridos apresenta valores muito

elevados, salientando a gravidade do

tema. Num balanço global, a produção,

a utilização e o desmantelamento

dos veículos elétricos em termos de

emissões de gases com efeitos de estufa

(GEE) é, para 34% dos inquiridos,

inferior ao de um veículo de combustão,

para 16% equivalem ao de um veículo

de combustão, para 14% superior

ao de um veículo de combustão e para

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os restantes 36% depende do modo

como é produzida a eletricidade que

vai carregar a bateria e do modo como

as baterias são montadas e recicladas.

Numa análise mais detalhada ao

caso português, 11% dos inquiridos

acha que um veículo elétrico emite

GEE a níveis superiores aos de um veículo

de combustão. Para 9%, os valores

são equivalentes, 38% considera

que a emissão de GEE é inferior à dos

veículos a combustão e 42% lembra

que esse balanço só pode ser feito de

acordo com a forma como é produzida

a eletricidade que vai carregar a

bateria e de que modo as baterias são

montadas e recicladas.

60%

dos portugueses aponta o elevado preço como um

obstáculo à aquisição de um veículo elétrico *

* O Observador Cetelem 2019

n FUTURO INCERTO

Independente dos resultados do estudo

d’O Observador Cetelem 2019,

o futuro dos veículos elétricos parece

incerto. As análises económicas e de

marketing, bem como as previsões,

foram realizadas em parceria com a

empresa de estudos e consultoria

C-Ways (www.c-ways.com), especializada

em Marketing de Antecipação.

“Eletrificação” é o caminho, sem dúvida,

mas a solução para o futuro da

mobilidade poderá estar mesmo nos

modelos híbridos e híbridos plug-in.

Portanto, os motores de combustão

estão para lavar e durar. E para adensar

ainda mais a discussão em torno

desta temática, importa ter em conta a

origem da energia elétrica necessária

para alimentar um futuro feito apenas

de veículos elétricos. Ou as emissões

geradas na produção de um veículo

elétrico. Ou a reciclagem das baterias.

Ou o facto de o número de postos de

carregamento público não conseguir

dar resposta aos veículos elétricos que

circulam no nosso país. Ou a teoria

que defende que, se todos os veículos

passassem, hoje, a elétricos, as

reservas naturais do Lítio necessário

para fazer baterias acabavam em

cinco anos (e, não havendo Lítio,

como se fazem as baterias?). Ou a

saída da dependência dos países

produtores de petróleo com os

veículos elétricos para passarmos

a entrar na dependência dos países

produtores de Lítio e de baterias.

Por tudo isto, o aftermarket não parece

ter, por enquanto, motivos para grandes

preocupações. Terá de preparar-se para

uma (eventual) mudança de paradigma,

sim, mas isso ainda levará o seu tempo.

Já o Governo, terá de criar mecanismos

(leiam-se infraestruturas e incentivos)

para que os veículos elétricos possam

ser a solução mais viável para o futuro

da mobilidade, assegurando o processo

de transição. Os construtores de automóveis,

de componentes e de sistemas

vão cumprindo o seu papel, criando

novas soluções. Quanto aos consumidores,

continuarão a comprar veículos

elétricos fruto de uma certa ousadia,

sempre na expectativa de que o futuro

possa ser mais “eletrizante”. Esta não é

a visão de um pessimista, mas de um

otimista esclarecido. ✱

2019 I Abril


18

OBSERVATÓRIO

Conceitos de Mobilidade

E que tal deixarmos

os carros em casa?

A mobilidade urbana está a mudar e a cidade de Lisboa é prova disso. Num pequeno passeio pela

capital, “tropeçamos” em carros, motos e trotinettes elétricas. As bicicletas também vão ganhando

espaço. A emov, um dos principais especialistas na matéria, juntou parceiros para discutir o assunto

Por: Joana Calado

No Teatro S. Luiz, bem no coração

da cidade de Lisboa, a

emov reuniu, na mesma sala,

as trotinettes da Lime, as motos da

eCooltra, as bicicletas da GIRA e a

Free2Move do Groupe PSA, que une

o lazer ao trabalho e estende a oferta

aos veículos comerciais partilhados,

para discutir o futuro da mobilidade

na capital. Numa discussão como esta,

não podiam faltar o vereador da Mobilidade

da Câmara Municipal de Lisboa

e um representante da EDP.

Para Ignacio Rámon, diretor-geral

da emov, o mote é simples: “Devolver

a cidade às pessoas”. E a verdade

é que todos os intervenientes parecem

concordar com ele. O caminho

para alcançar o objetivo passa por

oferecer, a quem se desloca para os

centros das cidades, alternativas ao

convencional veículo. Conectar cada

vez mais a cidade, unindo os parques

de estacionamento das periferias aos

transportes para o centro da cidade,

é o objetivo.

Para o vereador da Câmara Municipal

de Lisboa, Miguel Gaspar, a mudança

tem de ser radical. E, por isso, através

da EMEL, já foram criados 21 espaços

próprios para estacionamento de

veículos partilhados, havendo já um

projeto em curso de implementação

de mais 40, estando em estudo a adoção

de outros 70. Para além destes

lugares de estacionamento, está ainda

em curso a instalação de três postos

de carregamento na cidade. Sobre

esse assunto, Gustavo Monteiro, da

EDP, alerta que “é preciso convencer

as pessoas de que os veículos elétricos

são uma solução”.

n DEBATE “ELETRIZANTE”

Veículos elétricos, trotinettes elétricas,

motos elétricas e bicicletas elétricas.

Todos sentados à “mesa” para

discutir o futuro da mobilidade em Lisboa.

Estamos a falar de mobilidade de

pessoas. Mas... e as cargas? É aqui que

entra a Free2Move, do Groupe PSA,

que oferece, não só, serviços de car

sharing para veículos ligeiros, como,

também, para veículos comerciais.

Enquanto a emov se expande para

mais zonas da cidade, como é o caso

de Benfica, Olivais e Bairro da Cruz

Vermelha, a eCooltra aumenta a

frota e melhora a aplicação, a Lime

lança a nova geração de trotinettes e

a mobilidade urbana continua a sofrer

alterações. As apostas são fortes. Mas

estará a população e os seus visitantes

prontos para a mudança? O presidente

da EMEL afirma que sim, apesar de se

notar uma diferença significativa de

geração para geração, nomeadamente

quando consideramos uma população

mais envelhecida que prefere

os transportes públicos e uma mais

jovem que utiliza estas novas formas

de mobilidade. ✱

Abril I 2019

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20

TECNOLOGIA

Nissan E-Power

Poder da

“eletrificação”

Chama-se E-Power e trata-se de um

sistema de propulsão que a Nissan

desvendou no último Salão de

Genebra. Contudo, não é novo, pois

foi lançado, em 2016, no Japão. Com

enorme sucesso, diga-se. Agora, a

marca pretende que esta fórmula,

entretanto apurada, tenha o mesmo

êxito na Europa. Saiba como uma

marca líder em veículos elétricos quer

fazer sucesso com os híbridos

Por: Ricardo Carvalho

O

sucesso dos veículos elétricos

da Nissan é evidente. Basta

ver a quantidade de unidades

do LEAF que a marca tem vendido.

Só em Portugal, nos primeiros dois

meses de 2019, foram entregues a

clientes, incluindo frotas de empresas,

500 unidades deste automóvel 100%

elétrico. Mas a Nissan não pretende

que o seu futuro passe apenas pelos

elétricos. É verdade que a marca japonesa

praticamente “abandonou” o

Diesel, mas tem apostado na gasolina

com o lançamento de novos motores,

ao abrigo da parceria que a Aliança

Renault-Nissan-Mitsubishi mantém

com a Daimler.

Mas há mais. Na última edição do

Salão de Genebra, a marca japonesa

apresentou o E-Power, sistema que

pretende promover os híbridos no

seio da sua oferta. É o passo seguinte

na conquista do que é o mundo elétrico

e híbrido. Este sistema promete

ser muito vantajoso, até porque tem

sido utilizado no Japão com enorme

sucesso.

n SEM CABO NEM TOMADA

O E-Power não é nenhum sistema

revolucionário. Trata-se de uma solução

simples que vai permitir tirar

todo o partido de um sistema elétrico/híbrido,

adicionando-lhe outros

componentes, como uma bateria e

um motor a gasolina que alimenta

a bateria sempre que for necessário.

É um elétrico com uma autonomia

“para a vida”, ainda que, do ponto de

vista industrial, esta tecnologia seja

apelidada de motorização híbrida em

série. O sistema é composto por uma

cadeia cinemática elétrica, na qual o

motor elétrico movimenta as rodas,

uma bateria, um gerador (que é um

motor alimentado a gasolina) e um

inversor.

Como vantagem óbvia deste sistema,

está o facto de se abdicar da

dependência do cabo e da tomada

que é preciso para qualquer veículo

elétrico ou híbrido plug-in, sem prescindir

da experiência de condução

de um automóvel elétrico. A Nissan

afirma que esta estrutura só precisa

de um motor e de uma bateria de

maiores dimensões. Mas a marca

aprendeu a minimizar e a reduzir

o peso, a desenvolver métodos de

controlo do motor mais reativos e a

otimizar a gestão da energia. Assim,

anuncia que o E-Power utiliza uma

bateria bem mais pequena do que a

do LEAF, sem sacrificar as vantagens

de se usufruir de um automóvel híbrido.

Ou seja, parece que a Nissan

deu um passo atrás em vez de dar

um passo à frente. Mas a verdade é

Abril I 2019

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21

1

2 3

6

5

4

1

1

1

1 Bateria 2 Inversor 3 Motor

elétrico 4 Gerador 5 Motor

5 Conjunto gerador de potência

100% elétrico E-Power Híbrido “convencional”

1 1 1 2

Alimentado pelo

motor

Motor de alto

rendimento

2 2

3 3

4

5

Alimentado pelo

motor

Motor de alto

rendimento

3 4

5

Alimentado pelos

motores elétrico e de

combustão

Motor de baixo

rendimento

1 - Motor

elétrico

2 - Inversor

3 - Bateria

1 - Motor elétrico

2 - Inversor

3 - Bateria

4 - Gerador

5 - Motor de

combustão

1 - Motor de

combustão

2 - Motor elétrico

3 - Gerador

4 - Inversor

5 - Bateria

que este sistema é tão eficiente que

os dois modelos disponíveis no Japão

que o têm instalado são um sucesso,

como o provam as 135.324 unidades

do E-Note vendidas.

n ELEVADA EFICIÊNCIA

Uma vez que o sistema E-Power da

Nissan corresponde, essencialmente,

a um veículo cujo motor elétrico

aciona diretamente as rodas, todas

as virtudes que tornam os veículos

elétricos tão populares no mercado

são mantidas. O E-Power fornece

um binário quase instantâneo, o

que melhora a resposta da transmissão

e resulta numa aceleração

forte, mas suave. O sistema opera,

também, de forma muito silenciosa,

tal como um veículo 100% elétrico.

Já que o sistema E-Power depende

do motor de combustão com uma

frequência muito baixa (e este motor

não tem de acionar as rodas diretamente),

a sua eficiência em termos

de combustível é bastante superior

à dos híbridos “convencionais”, especialmente

nos trajetos suburbanos e

em cidade.

O sistema permite utilizar todos os

benefícios de um veículo elétrico sem

a preocupação com o carregamento

da bateria. Nos sistemas híbridos

“convencionais”, um motor elétrico

de baixa potência é associado a um

motor a gasolina para acionar as rodas

quando a bateria está fraca (ou

no caso de deslocações a velocidades

elevadas). Contudo, no sistema

E-Power o motor a gasolina não

está ligado às rodas. Simplesmente

carrega a bateria. E, ao contrário de

um veículo 100% elétrico, a fonte de

alimentação tem origem no motor

a gasolina e não na energia externa

que carrega a bateria. O motor de

combustão utilizado pelos modelos

vendidos no Japão é um 1.2 de três cilindros,

que, quando se encontra em

funcionamento, ou seja, a alimentar

a bateria, está, constantemente, a tra-

balhar às 2.500 rpm. Como funciona

num regime “perfeito”, produz mais

energia e gasta menos combustível.

A nova geração deste sistema,

que pretende chegar à Europa depois

do sucesso obtido no Japão,

foi melhorada e será aplicada a partir

de 2021 em vários modelos da

Nissan. A marca nipónica mostrou

este renovado sistema no concept

IMQ, que promete ser um futuro

Qashqai híbrido. O funcionamento

é igual aquele que a marca já utiliza,

mas, no caso do IMQ, o motor a gasolina

que fornece energia à bateria

é um 1.5, permitindo um aumento

de potência considerável. Q

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2019 I Abril


ENTREVISTA

22

A era da globalização

passa pelo associativismo

Abril I 2019

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Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

Joaquim Candeias

Presidente da DPAI

23

O Jornal da Oficinas esteve à conversa com Joaquim Candeias a propósito do seu segundo

mandato aos comandos da DPAI, que termina em breve, começando, logo de seguida, um terceiro.

O homem forte do aftermarket nacional e internacional diz que o grande objetivo é melhorar

um negócio que precisa de mais união entre todos os seus intervenientes

Por: João Vieira

oaquim Candeias é um

decano do aftermarket

nacional e internacional.

O executivo, que lidera

os desígnios do bilstein

group, é, também, presidente da Comissão

Executiva da DPAI (Divisão do

Pós-Venda Automóvel Independente)

que se integra na ACAP. Numa entrevista

concedida ao Jornal das Oficinas,

abordou o presente e o futuro da DPAI,

o seu segundo mandato nesta divisão

(já prepara o terceiro), a sua relação

com as novas tecnologias, a formação,

mas, mais importante de tudo, a forma

como se relaciona com as comissões

criadas em torno do negócio do aftermarket,

para que se transforme numa

área cada vez mais forte e capaz de

ultrapassar as dificuldades que lhe saltam

ao caminho. Falou do que espera

que venha a ser o ano de 2019 e, também,

daquilo que poderá acontecer

nos anos vindouros. Uma entrevista

séria e honesta de um homem que

não teme as dificuldades e que tem

ajudado o aftermarket da forma mais

marcante que consegue...

Termina agora o segundo mandato

da Comissão Executiva da

DPAI. Pode fazer um breve balanço

deste mandato, com destaque

para as principais ações e

projetos realizados?

Estou a terminar o meu segundo

mandato. No fundo, foram seis anos.

Cada mandato é um triénio. Tenho tentado

edificar uma organização própria,

criando comissões executivas especializadas

em várias áreas, o que acabou

por ser mais ou menos conseguido

no primeiro mandato. No segundo,

tentámos resolver alguns dossiers

mais específicos e transversais a todo

o setor, situação mais morosa para se

obter frutos. Demora sempre algum

tempo. No entanto, algo que detetamos

é que por muito que se trabalhe

internamente, se não tivermos a capacidade

de mandar essa informação

cá para fora, perde-se toda essa força.

Para nós, a possibilidade de comunicar

passou a ser uma prioridade. Como

sabe, a DPAI é uma divisão totalmente

voltada para o aftermarket independente

e que defende o aftermarket em

todas as suas vertentes, chegando até

à mobilidade. Por isso, será importante

para os anos que aí vêm todas as novas

tecnologias e modelos de negócio,

para que as várias empresas possam

sobreviver. Temos de nos unir... isolados

será sempre mais complicado

alcançarmos os nossos objetivos.

Para o terceiro mandato (2019-2021),

vamos manter a mesma equipa composta

pelos representantes das comissões,

para darmos continuidade ao

trabalho desenvolvido.

Quais são os grandes projetos e

iniciativas que vão ser incluídos

no plano anual de atividades?

Para mim, o mais importante é a informação.

A partilha de dados passa a

ser cada vez mais importante no setor.

Para a DPAI,

a possibilidade

de comunicar

passou a ser uma

prioridade

Por isso, as estatísticas são algo que

estão no topo da nossa lista de prioridades

para, depois, as podermos partilhar

com os associados. É evidente

que temos a intenção de captar cada

vez mais sócios, porque esta nova

era da globalização passa, também,

pelo associativismo. O associados da

ACAP podem partilhar as suas ideias

e opiniões. Não precisam de partilhar

as estratégias próprias, mas podem

receber muita informação, que os vai

ajudar a gerir o seu negócio adequadamente,

com boas práticas, e que

lhes dá o benchmarking essencial

para a continuidade do seu negócio.

Sejam estatísticas com factos, sejam

tendências para o futuro, são sempre

bons indicadores para o nosso setor.

Em que consiste a campanha

ComuniCAR e quais são os seus

objetivos?

Todos os membros das comissões

estão envolvidos e motivados a participar.

Esta campanha consiste, precisamente,

em transmitir informação

cada vez mais importante para o setor.

E é aí que nos focamos, no novo site

ou através de outras ações que vamos

desenvolvendo e promovendo, para

que exista informação e comunicação

realmente útil para todos os players do

aftermarket independente em Portugal.

Relativamente às novas tecnologias,

como caracteriza o novo

site da ACAP e quais as principais

funcionalidades?

O novo site é moderno e tem muitas

funcionalidades. É muito fácil de navegar.

O anterior era ultrapassado e

nós sentimos necessidade de mudar.

Tem muito mais informação, fluida e

de fácil perceção. Qualquer empresa

do setor vai passar a ter acesso e pode

usufruir de toda a informação que vamos

partilhar diariamente.

E como vai ser a presença da DPAI

nas redes sociais? Considera importante

estar presente nestas

plataformas?

Claro que é muito importante. Estamos

numa era digital e não podemos

ignorar as novas plataformas.

Inclusivamente, o marketing digital

está na ordem do dia e nós estamos

a colocar a ACAP na era digital. Todo o

trabalho que estamos a fazer na DPAI

é a prepará-la para o futuro. As novas

tecnologias, bem como os novos modelos

de negócio, são essenciais para

qualquer empresário ou empresa que

queira usufruir daquilo que uma associação

do setor lhe pode dar e que é

necessário ou essencial para continuar

a ter um negócio saudável. Porque,

hoje, é cada vez mais difícil sobreviver

de forma isolada e com uma estratégia

própria.

A DPAI está a desenvolver um

novo Observatório do Pós-venda

Automóvel Independente. Que

tipo de informação e dados estatísticos

vão ser apresentados

neste novo “departamento”?

Para já, estamos a basear-nos em factos

do nosso setor. Depois, fazemos

comparativos, co-relações... Analisamos

o setor em relação à venda de

veículos novos e em relação ao PIB do

nosso país. E as novas tendências: se

as pessoas continuam a tirar a carta, se

continuam a ter apetência para serem

donos de um veículo... Há uma quantidade

de condicionantes que irão

influenciar o negócio do aftermarket

independente. Este observatório vai

ser muito abrangente e vai dar indicadores

através da estatística e dos

factos que fazem parte do passado

e que são uma boa perspetiva de futuro,

que nos ajudam a orientar e a ter

um seguimento para fazermos a nossa

gestão dentro do setor. Por isso, este

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2019 I Abril


24

ENTREVISTA

Joaquim Candeias

Temos de nos

unir... isolados

será sempre

mais complicado

alcançarmos os

nossos objetivos

observatório nunca irá estar pronto. É

um observatório dinâmico, que vai ser

atualizado constantemente e que será

melhorado de acordo com a obtenção

de dados e com a evolução própria.

Mas temos registos financeiros sobre

a atividade do setor que vamos

atualizando. O balanço de 2018 ficará

fechado dentro de dois meses e, a partir

daí, podemos fornecer os dados

sobre a performance das empresas do

setor. Tudo o resto que está interligado

com este observatório financeiro, está

em constante desenvolvimento e que

vamos mantendo vivo ao longo do

tempo.

Relativamente ao tema da formação,

o que está a ser feito pela

DPAI?

Temos um curso para executivos do

pós-venda automóvel, em parceria

com a Universidade Nova. Trata-se

de um curso que, contrariamente

ao que muita gente pensa, está totalmente

vocacionado para o nosso

setor. É bem frequentado e tem tido

resultados fantásticos. Pensamos que,

mesmo continuando com o curso na

Universidade Nova, vamos desenvolver

outros cursos mais específicos e

menos duradouros, até porque este

curso tem uma duração de seis meses,

o que acaba por ser extenso para a

área. A formação é importante e essencial

para se ter bons resultados. E nós,

na ACAP, estamos a criar alicerces para

que quem está no aftermarket tenha

possibilidades de trabalhar.

A DPAI tem feito parcerias com os

principais salões do aftermarket,

nomeadamente a Motortec e a expoMECÂNICA.

Quais os objetivos

e as mais-valias?

O interesse nestas parcerias tem a

ver com a defesa do aftermarket independente.

Ambos os eventos estão

voltados para o aftermarket independente

e, a partir daí, estamos disponíveis

para colaborar na sua promoção.

Terminou, recentemente, a Motortec

Automechanika Madrid, que teve um

crescimento considerável. Eu mesmo

fiz parte do Comité de Organização e

estou muito satisfeito com os resultados

obtidos. A feira mostrou que o

setor é muito dinâmico e que está em

crescimento. A expoMECÂNICA está à

porta e vamos ter a presença da comissão

especializada dos fabricantes de

peças, num espaço mais lúdico, mas,

também, comercial, o que mostra a

nossa vontade em fazer parte destes

eventos e a acarinhá-los com a nossa

presença, até porque traz união para

o futuro.

Relativamente às Comissão Especializadas,

quantas existem

atualmente e qual tem sido o seu

desempenho?

Debaixo da jurisdicação da DPAI,

temos a Comissão Especializada de

Fabricantes de Peças de Automóveis,

a Comissão Especializada de Distribuidores

de Peças e a Comissão de Mobilidade

e Serviço. Eu tenho um sonho,

que é ter uma Comissão Especializada

de Retalhistas. É algo que está em stand-by,

mas penso ser possível colocar em

marcha. A nível de pneus, temos a Comissão

Especializada dos Fabricantes

de Pneus, a Comissão Especializada de

Distribuidores de Pneus e a Comissão

Especializada de Retalhistas de Pneus...

Portanto, na área dos pneus, estamos

totalmente representados. Estamos,

também, em fase de arranque para a

criação de uma Comissão Especializada

de Distribuidores de Lubrificantes, que

acredito que irá ter sucesso e que deverá

arrancar este ano. Para já, são estas

as comissões que existem.

A formação

é importante

e essencial

para se ter bons

resultados

De que modo as Comissões comunicam

aos associados da ACAP e

ao mercado em geral as iniciativas

e ações que realizam?

O programa ComuniCAR é o grande

veículo de comunicação. Estas comissões

têm um representante dentro da

própria divisão. Procuramos organizar

toda a comunicação e, depois, comunicar

com o mercado, o que não

invalida que possa haver uma comunicação

que determinada comissão faça

diretamente, como já aconteceu com a

Comissão Especializada de Fabricantes

de Pneus, que realizou, com grande

êxito, algumas ações de sensibilização

sobre o estado dos pneus junto dos

condutores.

O que pretende fazer a DPAI para

aumentar o espírito associativo

das empresas e fazer com que

sejam mais participativas nas

grandes questões do setor?

Acho que começamos a ter um

pouco mais de espírito associativo.

As pessoas começam a perceber que

ter espírito associativo é importante.

É fácil perceberem que vão ter mais

sucesso e força se fizerem parte de um

grupo que lhes traz benefícios. Temos

tentado trazer mais sócios para a ACAP

e temos conseguido. Temos mais sócios

e vamos continuar a angariar

mais, para que mais empresas possam

aderir e para que o trabalho possa ser

feito por empresários que fazem parte

do setor e que colaboram em todas

as ações que temos desenvolvido e

que são necessárias para a evolução

do negócio do aftermarket. ✱

Abril I 2019

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ENTREVISTA

26

Nada ficamos a dever

aos certames europeus

Mais um pavilhão (três), mais empresas (250) e uma área de exposição 14% maior.

A expoMECÂNICA ganha expressão a cada ano que passa. Em entrevista ao Jornal das Oficinas,

José Manuel Costa, responsável da feira, não teme comparações com os certames internacionais

Por: Jorge Flores

Em 2019, a expoMECÂNICA ganhará

ainda mais dimensão.

Corpo e substância. O evento

ocupará, na edição deste ano, três pavilhões

da EXPONOR, no Porto, e uma

área de exposição 14% superior. Além

disso, estão previstos 250 expositores,

mais 25 do que no ano passado. A cerca

de um mês da abertura de portas da

edição de 2019, José Manuel Costa,

diretor-geral da expoMECÂNICA e

da Kikai Eventos, mostra-se otimista

quanto ao futuro da feira, que deverá

receber, entre 3 e 5 de maio, perto de

17 mil visitantes.

Quais as expectativas para a edição

de 2019 da expoMECÂNICA? Será

possível ultrapassar o número de

expositores e visitantes do ano anterior?

O envolvimento dos operadores

económicos do setor ultrapassou

novamente a meta que tínhamos definido.

Estamos em crer que o aftermarket

automóvel nacional vai, uma

vez mais, elevar a fasquia na expoME-

CÂNICA 2019. O evento ocupará, este

ano, três pavilhões da EXPONOR - Feira

Internacional do Porto (depois de ter

ocupado dois no ano passado), com

um total 16.000 m 2 de área expositiva.

Trata-se de uma subida de 14% na área

de exposição (em 2018 foi de 44%).

Aliás, a feira tem crescido em todas as

edições nos vários indicadores – como

expositores, ou visitantes - e sempre

sustentadamente. A edição deste ano

terá mais 25 expositores do que a do

ano anterior (a qual já havia crescido

36% neste patamar). Esperamos chegar

aos 250. A sensivelmente dois meses

da feira, tínhamos já confirmadas 39

empresas expositoras estrangeiras.

Mas estamos convictos que poderão

chegar às 45, como no ano transato

(quando representaram 20% dos agentes

setoriais da feira e quadruplicamos

a média dos anos precedentes). No que

aos visitantes diz respeito, esperamos

receber cerca de 17 mil profissionais,

o mesmo registo de 2018 (que havia

significado uma subida de 48%). Mas

não nos admiraremos se o ultrapassarmos

também! Daí estarmos a sublinhar

a extrema necessidade de os visitantes

fazerem a acreditação prévia online,

que só traz vantagens: evita-se filas de

espera, otimiza-se o tempo da visita

(naquilo que interessa), garante-se,

antecipadamente, o acesso mais facilitado

a informação (dado que a feira

voltará a ter o sistema de smart badge

em funcionamento) e maior fluidez na

base de contactos a fazer. Transcendendo

os aspetos quantitativos da feira,

sentimos uma melhoria qualitativa na

forma como a malha de agentes do

setor procura estar na expoMECÂNICA,

com stands cada vez mais apelativos,

presenças mais qualificadas (com reforço

de meios humanos) e iniciativas

de dinamização dessa participação.

Algumas novidades que possa revelar

em relação ao evento do ano

passado?

No patamar operacional, além de

o salão ter crescido para mais um

pavilhão, o número 3 da EXPORNOR,

apontaria, desde já, os novos layouts

de alguns espaços, como sejam o

desenho e os critérios estéticos de

áreas como as do expoTALKS – Ciclo

de Conferências e do DEMOTEC – Espaço

de Demonstrações, que vemos

crescentemente dinâmicos, de ano

para ano. Ambos contam já com 33

palestras/demonstrações confirmadas.

Costumamos dizer que, mais do

que as novidades organizativas, o que

importa são aquelas que os agentes

do pós-venda automóvel português

transportam para o seu certame de

referência. Estamos em crer que procurarão

voltar a surpreender na forma

como se apresentarão ao mercado, em

plena feira. Mas as novidades organizativas

existem, de facto. Idealizámos

os Jogos Mecânicos, e sob a égide da

Comissão Especializada de Fabricantes

de Peças da Associação Automóvel de

Portugal (ACAP), os mais representativos

fabricantes do segmento automóvel

far-se-ão representar. Mais do

que um ensejo para ativar (e aditivar)

as respetivas marcas e evidenciar os

seus créditos no setor, este momento

lúdico e recreativo funcionará como

uma escala de proximidade com os

empresários e os profissionais, que

dão força a um negócio (fabrico de

componentes) que vale a Portugal

11,3 mil milhões de euros, isto é, 5%

da nossa economia, graças à atividade

de 235 empresas. Outra das novidades

é a Oficina 4.0, dinamizada sob a

batuta da Create Business. A iniciativa

pretende funcionar como uma experiência

imersiva no que, atualmente, “já

é” a oficina do futuro. Por outro lado,

a ação quer igualmente fazer disparar

um alerta para os profissionais do

setor, os quais terão de preparar-se

para as mudanças tecnológicas. em

curso. A Create Business organizará,

também, a sua convenção anual, que

espera reunir cerca de 900 empresários

e profissionais das redes de distribuição

(de peças e equipamentos) e de

oficinas. Em agenda está, igualmente, a

8.ª Mostra de Modelismo Estático Automóvel,

organizada pela Model Factory

43. A iniciativa evidenciará o que de

mais significativo foi construído, em

Portugal, no modelismo auto estático.

A Praça de Alimentação, que servirá o

certame, terá, este ano, também mais

oferta e será mais diversificada. Além

disso, ver-se-á decorada de uma forma

bem disposta, tendo por mote “Como

é difícil ser mecânico!”…

Acredita que a expoMECÂNICA já é

capaz, atualmente, de ombrear com

os grandes salões internacionais do

setor?

Salvaguardando as devidas proporções,

já ombreia. A única coisa que

falta ao mercado nacional do setor

tem a ver com a escala do país. De

resto, em termos operacionais, organizativos

e dinâmicos (no pulsar dos

três dias de evento), em nada a expo-

MECÂNICA fica a dever aos grandes

certames europeus. E veja-se que os

indicadores de crescimento do salão

assumem ainda maior relevância,

mesmo em ano de grandes eventos na

Europa dirigidos ao setor. O evento vai

crescer mais de 10%, provavelmente,

em termos de massa expositiva! E essa

subida refletir-se-á noutros patamares.

Sublinhe-se que cerca de 66% dos

50 mais representativos operadores

económicos nacionais do setor, em volume

de negócios, estarão presentes,

englobando os segmentos de Peças

e Sistemas, Tecnologias de Informação

e Gestão, Estações de Serviço e

Lavagem, Reparação e Manutenção,

e Acessórios e Customização.

Abril I 2019

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José Manuel Costa

Diretor-Geral da expoMECÂNICA

27

dessas empresas no setor. Trouxeram

dimensão, profissionalismo e stands

de melhor qualidade, o que permitiu,

à nossa escala, apresentar um salão

com “cheirinho” a feira internacional,

coadjuvado com a vinda de dezenas

de empresas estrangeiras.

Com apenas seis anos de vida, a Kikai

Eventos tem feito um percurso notável.

Quais têm sido os principais

obstáculos nesta caminhada? E quais

os momentos que consideraria mais

marcantes?

De obstáculos, tivemos apenas os

inerentes ao muito trabalho que deu o

desafio de implantar, nos empresários e

profissionais do pós-venda automóvel

português, uma ideia de evento diferenciador,

que lhes fizesse justiça e que

servisse, da melhor forma, o dinamismo

do mercado. Momento marcante: todos

aqueles que compõem o reconhecimento

do tecido empresarial e

associativo pelo trabalho que estamos

a fazer, no sentido de melhorar, a cada

ano, aquele que já é o acontecimento

de referência do aftermarket.

Que balanço faz das edições organizadas

pela Kikai Eventos até hoje?

Apraz-nos registar que, além de terem

sido todos positivos, cada uma

das edições representou um sempre

acréscimo de melhoria, em termos

quantitativos e qualitativos. É para isso

que trabalhamos diariamente.

Que diferenças assinalaria entre as

várias edições?

Desde logo, a dimensão que a expo-

MECÂNICA foi adquirindo, tanto em

área como em número de expositores.

O aumento do número de expositores

foi importante, mas ainda mais

relevante foi a qualidade e o peso

A organização de um salão como a

expoMECÂNICA permite tirar o pulso

ao próprio mercado. Diria que este

se encontra de boa saúde?

Depois de anos difíceis, a curva tem

sido de crescimento nos últimos anos.

O setor é muito dinâmico e tem sabido

dar respostas à altura. Assim continuará

a ser, seguramente, numa altura em

que se adivinham profundas alterações

nos próximos anos, na indústria

automóvel, como, de resto, tem sido

debatido, de forma recorrente, ultimamente.

Seguramente que o negócio irá

mudar e sofrer transformações. Como

em tantos outros setores e momentos,

os mais preparados conseguirão continuar

o seu caminho. Os menos resistentes

e preparados terão dificuldades

e, possivelmente, alguns deles ficarão

pelo caminho... O futuro do aftermarket

estará baseado em informação, a qual

será, com certeza, a chave para uma era

digital, com importantes e decisivas

diferenças para o momento atual.

Como gostaria que evoluísse a expoMECÂNICA,

num futuro em que

o setor será dominado pelas novas

tecnologias, veículos elétricos e autónomos?

A expoMECÂNICA tenta ser sempre um

espelho mais fiel possível da condição

do setor. É assim desde a sua génese.

E assim continuará. Porque só desse

modo faz sentido, seja quais forem as

configurações do negócio.

Considera que o Plateau TV, organizado

pelo Jornal das Oficinas, é uma

aposta ganha?

O Plateau TV foi, desde o início, uma

iniciativa que funcionou como um excelente

cartão de visita do setor. Chama

a si os protagonistas do mercado para

o debater, a pensar nos profissionais,

no momento em que se transformou

na cimeira maior do aftermarket. É, por

isso, uma aposta ganha em toda a linha.

Dos conteúdos ao formato. ✱


ENTREVISTA

Estaremos

sempre na vanguarda

28

A MANN+HUMMEL reforçou a sua oferta global de filtração com a incorporação das marcas

Wix e Filtron, que se juntam à estrela da companhia: MANN-FILTER. Hélder Pereira, diretor

comercial IAM Portugal, explicou ao Jornal das Oficinas a estratégia adotada

Por: Bruno Castanheira

Abril I 2019

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Hélder Pereira

Diretor Comercial IAM Portugal da MANN+HUMMEL

29

Tendo como pano de fundo a

edição de 2019 da Motortec

Automechanika Madrid, Hélder

Pereira, diretor comercial IAM Portugal

da MANN+HUMMEL, que tem a

seu cargo, desde o passado mês de

janeiro, a direção comercial das marcas

MANN-FILTER, Wix e Filtron, esteve à

conversa com o Jornal das Oficinas. No

tom simpático e cordial que o caracteriza,

explicou a estratégia adotada e

descreveu a oferta global de produtos

de filtragem do grupo.

Pode fazer-nos uma descrição

do seu percurso profissional,

até ao atual cargo que ocupa na

MANN+HUMMEL?

Comecei, em 1999, na TRW (antiga

Lucas Automotive) como gestor de produto.

Depois, entre 2001 e 2004, estive

na Europeças, onde desempenhei o

cargo de marketing manager. De 2004

a 2013, na Valeo Service Espanha, fui

marketing manager de Portugal. Desde

2013 que estou na MANN+HUMMEL

Ibérica. Até 2017, fui country manager

Portugal. Após 2017, ocupei o cargo de

diretor comercial para o IAM de Portugal,

sendo que, a partir de janeiro de

2019, tenho também sob minha alçada

a direção comercial das marcas MANN-

-FILTER, Wix e Filtron.

Como está organizada a estrutura

da MANN+HUMMEL no mercado

ibérico? E no caso mais específico

de Portugal? Quantos distribuidores

têm?

A resposta é muito simples e direta.

Em Portugal, dispomos de 21 distribuidores

para a marca MANN-FILTER,

seis para a marca Wix e quatro para a

marca Filtron.

Que análise faz do mercado

português de filtros e qual a

estratégia que a MANN+HUMMEL

delineou para o nosso país?

O mercado de filtração evidencia

uma evolução em termos de especialização

nas vertentes de Turismos, Camiões

e Indústria, sendo essa evolução

tecnológica uma constante, que nos

obriga a ter maior responsabilidade no

desenvolvimento de uma estratégia

de distribuição das marcas e clientes.

Queremos posicionar as marcas e as

gamas com uma estratégia de oferta

global de produtos de filtragem.

A MANN+HUMMEL reforçou a

sua oferta global de produtos de

filtragem com a incorporação da

Wix e da Filtron. Qual foi o objetivo

e qual o posicionamento das

três marcas?

O principal objetivo passa por estabelecer

maior proximidade com o

mercado e com os clientes. Definir

uma estratégia comum onde posicionar

as marcas por segmentos de

mercado, parque automóvel e especialização.

A MANN+HUMMEL é um

grupo que tem uma oferta global de

filtração, conseguindo chegar quer

ao segmento premium quer de preço

competitivo com qualidade original.

Dispomos de uma oferta para o ciclo

completo de vida do veículo ou máquina,

desde a sua saída da linha de

produção até à fase final. Conseguimos,

com as nossas marcas MANN-

-FILTER, Wix e Filtron, oferecer todas

as soluções ao mercado.

E no que diz respeito aos distribuidores?

Como garantirão que

as três marcas não vão concorrer

entre si?

As marcas têm segmentos de mercado

distintos. Também essa será a

estratégia a seguir. A MANN-FILTER,

como marca premium, tem o seu

posicionamento em todas as gamas

de Turismos, Camião e Indústria,

com qualidade original e uma oferta

ampla. Já a Wix, pela sua visibilidade

enquanto marca ligada ao desporto

automóvel, tem uma maior proximidade

com as oficinas, bem como uma

gama ampla para a Indústria. Quanto

à Filtron, trata-se de uma marca muito

forte no segmento de Turismos, dispondo

de uma gama ampla e de uma

oferta competitiva para o segmento

onde o preço é um fator de diferenciação.

Qual foi o produto mais recente

lançado pela MANN+HUMMEL?

A novidade apresentada em 2018

e comunicada ao mercado foi o lançamento

do filtro Frecious Plus com

uma versão melhorada, de modo a

responder a uma contínua melhoria

do conforto e da saúde no habitáculo

para os ocupantes.

Os filtros de habitáculo são de

extrema importância para a

MANN+HUMMEL. Qual tem sido

a sua aceitação no aftermarket e

que volume reúnem?

Por ser um produto específico, onde

existe a preocupação com a saúde

dos ocupantes, os filtros de habitáculo

proporcionam o conforto que é

essencial. E é o único filtro existente

no veículo em que o ocupante pode

detetar a sua má funcionalidade, quer

seja pelos cheiros quer seja através

de irritações na respiração. As gamas

de filtros de habitáculo são, hoje, as

que mais evoluem. Desde o filtro de

habitáculo comum até ao filtro de habitáculo

de carvão ativo. O Frecious

Plus, com três camadas de filtragem,

é a última evolução. Em relação ao

volume, os filtros de habitáculo estão

a ganhar maior peso em relação aos

restantes, pelas razões que mencionei.

Onde são produzidos os filtros

das três marcas da MANN+HUM-

MEL que são comercializados em

Portugal?

Os filtros das nossas três marcas

são produzidos um pouco por todo

o mundo. A MANN-FILTER tem uma fábrica

em Saragoça, onde está o nosso

Centro de Distribuição. Mas existem

dezenas de outras fábricas espalhadas

pelo globo. Relativamente às marcas

Wix e Filtron, o mesmo se passa, havendo,

aqui, uma maior presença no

continente norte-americano, com uma

participação quase massiva em Gastonia,

na Carolina do Norte, sendo que, a

nível europeu, a fábrica e o Centro de

Distribuição se encontram na Polónia.

A MANN+HUMMEL tem marcado

presença em todas as edições

da Motortec. Que balanço faz

da presença na feira deste ano?

Para mais, tendo sido a MANN-

-FILTER premiada na Galeria de

Inovação?

Foi uma feira muito concorrida por

portugueses, com uma presença

quase massiva nos primeiros dois

dias. É sempre uma oportunidade para

convivermos num ambiente diferente

do dia a dia, onde trazemos os clientes

ao nosso “Mundo MANN+HUMMEL”,

onde partilhamos novidades e onde

criamos, também, uma aproximação

entre aqueles que, muitas vezes, estão

nos escritórios mas que também

contactam no dia a dia com os nossos

clientes. O prémio que recebemos

reconhece o forte investimento

em novas tecnologias e desenvolvimentos

que o mundo automóvel

nos obriga a fazer. Desenvolver um

produto de filtração para o sistema

de travagem foi um deles. Todos nós,

na MANN+HUMMEL, nos orgulhamos

desse desenvolvimento.

De que forma está a MANN+HUM-

MEL preparada para a filtração

do futuro, sabendo-se que já

dispõem, hoje, de produtos extremamente

evoluídos?

A evolução não é de agora. Estamos,

continuamente, a desenvolver novos

produtos e a responder às necessidades

do mercado e dos clientes. Hoje,

apresentamos produtos inovadores,

que estão em projeto e em desenvolvimento

há vários anos. Somos (e

seremos sempre) uma marca que está

na vanguarda do desenvolvimento

de soluções na área da filtração. ✱

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2019 I Abril


MÁQUINAdoTEMPO

30

Já nasci ligado

ao setor automóvel

José Morgado já nasceu ligado ao ramo automóvel. Ou não tenha, em criança, “navegado” nas

águas do Douro em câmaras de ar fornecidas pela Sópneus. Na sua longa carreira, orgulha-se

dos valores familiares e do bom relacionamento que tem com os concorrentes

Por: Jorge Flores

Abril I 2019

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Veja o vídeo em www.jornaldasoficinas.com

José Morgado

Fundador da Domingos & Morgado

31

José Morgado, fundador da

Domingos & Morgado, nasceu

ligado ao setor automóvel. Ou

não tenha passado parte considerável

da sua infância e juventude no rio

Douro, no Porto, como na canção de

Rui Veloso, a “navegar” nas câmaras

de ar fornecidas pelo “falecido senhor

Silva, da Sópneus”, hoje, uma conceituada

casa da especialidade, mas que

ainda alimenta laços de amizade com

o nosso entrevistado, nado e criado

em Miragaia, bairro histórico do qual

muito se orgulha. “Esta é a minha raiz.

Tenho grandes amigos. Sou filho de

uma operária fabril e de um antigo

agente de autoridade. Tive uma educação

um pouco militarizada, mas

excelente. Porque o bairro onde vi-

vender. Comercializávamos todo o

tipo de acessórios de uma marca

muito conhecida, atualmente, a VDO.

Tudo servia para vender”, adianta

José Morgado. “Até a etiqueta dos

90, o chamado ovo amarelo. Tudo”,

acrescenta.

Quando é que esse jovem começa

a transformar-se num empresário?

“Muito cedo”, adianta José Morgado.

Os primeiros passos foram

dados ainda antes do 25 de Abril,

em fevereiro de 1974. José Morgado

ainda mal tirara a carta de condução

e acabara de entrar numa sociedade

com um familiar para a distribuição

de pneus da marca Kleber. Um cargo

de enorme ressponsabilidade para

um jovem na casa dos vinte e poucos

n IR AO CÉU E VOLTAR

Ao longo da sua vida, José Morgado

atravessou várias crises. Esta última

não foi a primeira. “Não. E parece

que também não será a última

(risos). Comecei a trabalhar muito

cedo e tínhamos na empresa seis

trabalhadores. Chegávamos a juntar

ordenados sem receber. Havia um

conceito. Os casados recebiam primeiro.

Por uma questão de necessidade.

E, depois, os solteiros. E eu era o

último, porque, dentro dos solteiros,

era o menos pobre”, conta. Vivia-se a

crise do petróleo nos anos de 72 e 73.

“Lembro-me que estávamos na Rua

de Camões e, logo abaixo de onde

nos situávamos, havia uma bomba

de gasolina. Existia uma falta enorme

taleca para vencer as crises. Já fui ao

céu e vim. E voltei lá muitas vezes”,

garante.

n QUESTÃO DE VALORES

Para José Morgado, o mercado de

equipamentos em Portugal é complexo

e competitivo. “Por vezes, até

pouco simpático”, reconhece. Mas

o nosso interlocutor orgulha-se de

ter um “bom relacionamento com os

seus principais concorrentes”. E explica:

“Para mim, nos negócios não

vale tudo. Os valores familiares que

herdei, prevalecem. A humildade.

Esse será o segredo do sucesso da

Domingos & Morgado”, acrescenta

José Morgado, admitindo que tem

dificuldade em lidar com questões

víamos não era difícil, mas era preciso

ter cuidado com os jovens, sob pena

de estes perderem alguns valores. Eu

e os meus irmãos fomos criados com

valores que me têm sido úteis para a

vida. Honra-me falar de Miragia, precisamente

porque foi um bairro que

me ensinou tudo”, recorda. Desde

muito novo, José Morgado e os seus

irmãos foram acólitos da igreja local.

Até chegar a época dos namoros e

do “pecado da carne”, brinca. “No

fundo, acabou por dar-me endurance

para o resto da vida”, acrescenta.

José Morgado apenas trabalhou num

setor em todo o seu percurso: o automóvel,

Começou numa boutique

de acessórios. “Na época, os veículos

pouco traziam de origem. Volante, rodas,

conta-quilómetros, manómetro

de gasolina e de temperatura e carroçaria”.

Nada mais. “Tudo servia para

anos, mas que colocava à prova a

sua formação em gestão. A experiência

durou até 1997, ano em que a

Michelin acabou por comprar e assumir

a distribuição da marca. Mas a

verdade é que o conhecimento adquirido

permaneceu. Bem como os

contactos feitos neste percurso. Um

desses contactos esteve na origem

da criação da empresa que, hoje, lidera.

Juntamente com o seu colega

Domingos (José Morgado na gestão

da empresa e Domingos Lopes na

área comercial), fazia nascer a Domingos

& Morgado I, há 22 anos, a

que se seguiria a atual Domingos &

Morgado II, um ano depois, já dedicada

à distribuição de equipamentos.

A gestão da empresa mantém-se

forte desde essa altura. O segredo?

“Sobretudo, os valores que trago da

família”, diz.

de petróleo. Passávamos dias inteiros

à porta a ver se entravam clientes. E

a rua carregada de carros, a fazerem

fila para meter combustível”. Pura

ironia. “Pensávamos: estes não vêm

aqui para meter acessórios, mas sim

combustível”, recorda José Morgado.

Depois dessa crise, houve a primeira

entrada no país do FMI. O

nosso entrevistado colecionou-as todas.

“O 25 de Abril foi extraordinário,

mas, para o setor automóvel, foi brutal.

Porque, para os governantes da

altura, o automóvel era considerado

um produto de luxo. Tudo era contigentado.

Uma bomba de gasolina,

de água, uns calços de travão. Como

havia contigentação, tínhamos de ter

a licença de importação. Só depois o

produto era libertado, em função dos

montantes que o governo disponibilizava.

Não foi fácil. Mas deu-me es-

mal resolvidas. “Preocupa-me e tento

sempre resolver esses problemas”,

afirma. O principal fator distintivo

da empresa, diz, é o “profissionalismo”

com que atua no mercado,

mantendo-se sempre atualizada

em termos tecnológicos e na forma

próxima como se relaciona com clientes

e parceiros.

Haveria algo que fizesse de forma

diferente no seu já longo percurso

profissional? José Morgado não

hesita na resposta: “O acordo absolutamente

leonino que a firma onde

trabalhei fez com a Kleber e que,

poucos anos mais tarde, originou a

sua morte. Nao deveria ter assinado

o acordo e devia ter criado a minha

empresa mais cedo. Tudo o resto, faria

igual”, remata, categórico, José Morgado,

que promete manter-se ativo

ainda por muito tempo. ✱

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2019 I Abril


32

REPORTAGEM

II Congresso de Aftermarket da ASER

Alimento para

o pensamento

O II Congresso de Aftermarket da ASER, que decorreu no passado mês de fevereiro, em Madrid, foi

uma “pedrada no charco” num setor que ainda funciona de modo muito tradicional e que precisa,

urgentemente, de adaptar-se aos novos desafios da digitalização

Por: João Vieira

Antes de se realizar, o II Congresso

da ASER já era um sucesso,

tendo registado mais de

200 inscrições, embora o número de

interessados em participar tenha sido

quase o dobro. A expectativa criada foi

muito elevada e a organização esteve

à altura, conseguindo surpreender todos

os participantes.

Os temas, todos relacionados com

a transformação digital das organizações

e do negócio de aftermarket,

tiveram como oradores os melhores

especialistas da área, que trouxeram

muita informação valiosa para os empresários

presentes refletirem e colocarem

em prática nas suas empresas,

tanto do ponto de vista organizacional

como da gestão de recursos humanos,

relação com os clientes e, inclusive,

dos produtos e serviços comercializados.

José Luis Bravo, diretor-geral

da ASER, deu as boas-vindas aos convidados

e começou por referir que “a

digitalização é uma realidade que nenhum

setor deve ignorar. Temos de

ter uma visão aberta para o futuro,

porque não há alternativa: ou transformamos

as nossas organizações ou

somos ultrapassados”. Por sua vez, Max

Margalef, presidente do Conselho de

Administração da ASER, destacou os

valores de proximidade, transparência,

inovação e comunicação que caracterizam

os parceiros do grupo e colocou

especial ênfase na importância

da digitalização para permanecerem

competitivos. “A tecnologia é fundamental

e os nossos parceiros devem

acompanhar a evolução tecnológica

para estarem na linha da frente. Por

isso, organizamos este congresso, que

tem como principal objetivo transmitir

conhecimento e revelar as ferramentas

que permitem enfrentar os desafios

da digitalização sem receios. As novas

tecnologias trazem dinamismo às empresas,

permitindo-lhes moverem-se

em cenários que, de outra forma, lhes

estariam vedados”.

Max Margalef também lembrou que,

juntamente com a digitalização e as

Abril I 2019

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33

novas tecnologias, a qualidade não

deve ser deixada de lado de forma

alguma. “As empresas que fazem parte

da ASER destacam-se pela qualidade

de seus produtos, que trazem total

confiança às oficinas”, afirmou.

Benito Tesier, presidente da Comissão

de Peças da Sernauto, fez parte

da mesa de abertura do congresso e

deixou uma mensagem clara para os

governantes, referindo ser “essencial

que apoiem a digitalização das organizações

e a neutralidade tecnológica.

O setor automóvel está em constante

evolução e é um grande erro apostar

num único tipo de propulsão. Deixem

o setor fazer o seu trabalho. Legislar

sem ter em conta a realidade industrial

do país, pode fazer com que, no futuro,

os veículos que conduzirmos venham

de fora da Europa. Olhar para o meio

ambiente a partir de uma perspetiva

radical, irá causar sérias dificuldades

económicas a muitas famílias, o que

não é sensato nem inteligente.”

Com a presença de oradores de

grande nível, que realmente abriram

a mente dos congressistas em relação

à revolução digital que está a acontecer

nas empresas e nos negócios, o

II Congresso da ASER cumpriu, com

sucesso, os objetivos a que se propôs:

ser “alimento para o pensamento”.

n COLABORADORES FLEXÍVEIS

O primeiro orador convidado, Juergen

Donges, professor de economia

da Universidade de Colónia, insistiu

que “os governos não podem decidir

qual o sistema de propulsão que prevalecerá

na Europa. É a indústria que

José Luis Bravo, diretor-geral da ASER, à conversa com

Humberto Costa, gerente da Humberpeças

tem de apresentar as soluções mais

inovadoras para a sustentabilidade”.

Em sua opinião, “o futuro será sempre

incerto, mas o mais importante é que

não haja obstáculos ao desenvolvimento

tecnológico”. Para este catedrático,

“é normal que as mudanças

afetem os postos de trabalho, mesmo

as pessoas com mais qualificações. Por

isso, é necessário formação contínua

ao longo de todo a vida profissional.

30% dos empregos que vão existir em

2030, não se conhecem hoje. Temos

de ser mais flexíveis e a transformação

digital deve ser disruptiva.”

n CONECTIVIDADE É O DESAFIO

Bernardo Hernández, empresário

ligado às novas tecnologias, diretivo

da Google e considerado uma das

pessoas mais influentes em Espanha

na área da Internet, referiu que “a revolução

digital é a terceira revolução

industrial e, isso, implica uma nova

liderança. Tudo o que o homem fez

até agora, está condenado a mudar.

E estamos apenas no começo do que

está para vir. A mudança é cada vez

maior, mais rápida e mais económica”.

E deu um exemplo: “A máquina a vapor

levou quase 100 anos para ser

utilizada como meio de transporte;

a televisão levou 60 anos para cobrir

o planeta; a Internet e as redes sociais

levaram apenas alguns anos”.

“Teremos problemas de adaptação

porque nunca tivemos de enfrentar

mudanças tão grandes em tão pouco

tempo. É preciso entender a essência

das mudanças para nos podermos

adaptar a elas”, explicou Hernández.

90% da população está ligada à Internet

e apenas 17% faz compras online,

mas esta diferença será encurtada nos

próximos cinco anos”, acrescentou

o orador.

Relativamente aos veículos autónomos,

o interveniente explicou

que o grande desafio não será tanto

a condução autónoma, mas o carro

conectado, com mudanças contínuas

em robótica, inteligência artificial e

interação com os computadores.

A Humberpeças levou à edição de 2019 da Motortec

alguns clientes, que puderam ver as novidades do setor

n MUDANÇA DE PARADIGMA

Sanjay Sauldie, diretor do Instituto

Europeu de Marketing na Internet EI-

MIA e especialista na implementação

de processos digitais nas empresas,

foi outro dos oradores do congresso

a abordar o tema da transformação

digital. “Estamos diante de uma nova

mudança no mundo económico. Falamos

de disrupção, num contexto

em que as pequenas empresas tecnologicamente

evoluídas podem

Humberpeças celebra um

ano de parceria com a ASER

Em conversa com o Jornal das Oficinas, Pedro Moura, responsável de marketing e vendas da

Humberpeças, manifestou a sua satisfação pelas mais-valias conquistadas com a integração

da empresa no grupo de compras espanhol ASER. “A parceria com a ASER superou as nossas

expectativas. Passado um ano desde que integrámos o grupo, as mais-valias conquistadas já são

visíveis, quer pelo aumento do portefólio de produtos quer pelo modo de estar no mercado. A

velocidade com que o negócio se faz em Espanha obrigou-nos a ser mais ágeis para conseguirmos

responder, de forma mais rápida, às novas necessidades do mercado. Por sua vez, a exigência de uma

comunicação mais assertiva e rigorosa obrigou-nos a um grande esforço”.

A organização de convenções e congressos orientados para os parceiros, com o objetivo de lhes

transmitir conhecimentos e mostrar as tendências do negócio, tem sido uma oportunidade para a

Humberpeças evoluir e adaptar-se às mudanças do mercado. “O negócio B2B está cada vez a crescer

mais, tendo aumentado para o dobro os pedidos por esta via, muitos deles vindos diretamente do

Facebook. Vamos, por isso, melhorar a nossa comunicação nas redes sociais”, diz Pedro Moura, que irá

utilizar estas plataformas para transmitir ao mercado o conceito de negócio do Grupo ASER.

A formação às oficinas é, também, uma prioridade para a Humberpeças. Graças à parceria com a

ASER, agora é possível trazer os técnicos da empresa Carsmarobe, de Espanha, para ministrarem

ações de formação aos clientes de Portugal. Serão, igualmente, realizadas ações de formação com

o apoio das marcas, como é o caso da Motorservice, que vai trazer ao nosso país um técnico para

fazer formação sobre sistemas EGR. Apesar de ser um técnico estrangeiro, a informação será toda

transmitida em português.

Para este ano, o objetivo é, obviamente, crescer, aproveitando todas sinergias com o Grupo ASER.

“Vamos consolidar o negócio das duas lojas mais recentes, que estão num processo de crescimento,

principalmente a que está localizada no centro do Porto, que tem um grande potencial de evolução”,

concluiu Pedro Santos. ✱

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2019 I Abril


34

REPORTAGEM

II Congresso de Aftermarket da ASER

“atacar” as grandes e conquistar

uma parte importante do mercado.

Temos de começar a pensar de maneira

diferente e mudar os modelos

de negócio”. Segundo este especialista,

a concorrência não vem mais

do próprio setor, de um concorrente

direto que já conhecemos, mas de

fora, de outros setores. “O poder das

grandes marcas passou para o consumidor,

que pode comprar produtos e

serviços com um único clique. Temos

de estar conscientes de que devemos

estar visíveis e compreender como a

sociedade muda, através das redes

sociais, num mundo onde a privacidade

é partilhada”.

Para as empresas estarem atualizadas

no mundo dos negócios, têm de

entender esta nova perspetiva social e,

para isso, devem começar a aprender

os segredos da era digital, que nada

têm a ver com tecnologia ou política,

mas com reconhecimento social ou

atenção, através do Facebook, You-

Tube ou Instagram.

Segundo Sanjay Sauldie, “a experiência

do consumidor deve ser o centro

de tudo o que fazemos. Já não estamos

a falar do setor automotivo, mas

de um sistema de mobilidade. Temos

de entender como usar o digital para

ter mais clientes. O digital tem a ver,

Pedro Moura, do marketing e

vendas da Humberpeças, fez um

balanço da parceria com a ASER

ASER Automotive prepara o futuro

Embora sendo um dos mais jovens grupos de compras espanhóis, a ASER

Automotive, nascida da união dos Grupos Agerauto e Gerocusa, acumula

uma experiência de 35 anos de história dos seus sócios-fundadores, que

sempre estiveram ligados ao aftermarket.

José Luis Bravo, gerente da ASER Automotive, caracteriza o grupo como

sendo um dos mais dinâmicos e inovadores do setor. “Somos bem

conhecidos do mercado, o que nos tem ajudado a incorporar novos

parceiros, quer em Espanha quer em Portugal, onde já contamos com

a presença da Humberpeças, que é o nosso primeiro parceiro fora de

Espanha”, refere.

Graças ao grande dinamismo dos membros da direção, a ASER não só

tem conseguido manter o ritmo de crescimento, como conseguiu superar

os valor médios do mercado, tendo alcançado, no último exercício, um

aumento do volume de faturação de quase dois dígitos.

José Luis Bravo reconhece que a situação do mercado de pós-venda

espanhol e português atravessa um momento complicado, em que às

dificuldades próprias do mesmo, acrescem fatores inerentes à sua própria

evolução e à do automóvel, que, nos últimos tempos, tem surgido com

novas motorização e novas formas de mobilidade, fatores que afetam tanto

as oficinas como os grupos de distribuição e lojas de retalho.

Para José Luis Bravo, a digitalização e os dados fornecidos pelos veículos

conectados irão mudar drasticamente a forma como as oficinas vão

relacionar-se com o cliente. Por outro lado, a concentração das empresas de

distribuição de peças e a maior presença dos construtores no aftermarket,

vão obrigar os distribuidores a mudar a sua forma de atuar e de vender

peças.

“O maior desafio é a adaptação das oficinas a estas mudanças, que estão

a marcar tanto o presente como o futuro do pós venda, assim como o

processo de concentração de empresas, que está a acontecer na Europa e

que, mais tarde ou mais cedo, também vai acontecer no nosso país”, declara

José Luis Bravo.

A redução das margens é apontada pelo responsável como uma das causas

da irregularidade que o mercado está a viver, cuja origem remonta ao início

da crise, em 2008. “A recuperação tem sido lenta por causa da redução das

margens, gerada, em alguns casos, pelo aparecimento de novos players. O

principal mercado para onde o aftermarket está vocacionado, é o parque

de veículos entre os cinco e os 10 anos de idade. Mas este parque reduziu

consideravelmente, já que o número de veículos novos vendidos entre 2008

e 2013, baixou drasticamente. Isto supõe um menor volume de negócio e

redução de margens para manter ou ganhar quota”, analisa José Luis Bravo.

SEMPRE ATENTA À EVOLUÇÃO

Atenta à evolução do mercado, a ASER está, constantemente, à procura

de novas oportunidades para oferecer aos parceiros soluções que

lhes mantenham a rentabilidade dos negócios. Para isso, atualiza

frequentemente o seu portefólio de produtos, integrando novas categorias

e fazendo um mix de artigos que possam ajudar a gerir melhor as margens.

Num momento com tantas incertezas, a ASER considera que o seu papel

de consultor e orientador dos destinos dos vários parceiros tem de ser

ainda mais efetivo, de modo a prepará-los para as mudanças que estão a

acontecer. “O nosso objetivo é antecipar as mudanças e apoiar os parceiros

com ações de formação empresarial e organizativa. Para isso, contamos

com a colaboração das marcas premium que comercializamos, que nos dão

acesso às ferramentas necessárias para nos adaptarmos aos novos cenários.

Tudo isto vai permitir que estejamos preparados para responder às novas

necessidades dos clientes”, finaliza José Luis Bravo. ✱

antes de tudo, com o comportamento

humano. Se não o entendermos, estaremos

perdidos, porque, no final, é o

que está por trás de todas as mudanças”.

Sauldie destacou a importância

de conhecer os concorrentes digitais,

porque, se não, “não saberemos de

onde vêm os ataques. Da mesma

forma, é vital conhecer o novo consumidor,

já que ele agora decide onde

e de que maneira compra”. Em sua opinião,

o B2B e o B2C já desapareceram.

“Agora, tudo é C2C”, realçou.

n COMÉRCIO ONLINE A CRESCER

O congresso terminou com uma

Mesa Redonda focada nos novos

perfis digitais e na transformação

digital nas organizações. Moderado

pelo jornalista Chimo Ortega, contou

com a participação de Carlos

Martín, da WD-40, José O’Conor, do

Grupo Cegos, e Encarna Maroño, do

Grupo ADECCO. José O’Conor deu

conta que esta transformação digi-

tal gera uma revolução no mercado

de trabalho. “É urgente reconverter

as competências dos funcionários

nas empresas, porque as formas de

comprar e consumir estão a mudar”.

Por outro lado, Encarna Maroño

falou da necessidade de investir

tempo e recursos nessa mudança

de cultura. “A transformação não é

apenas tecnológica mas, também,

a maneira como nos apresentamos

diante dos nossos potenciais clientes”.

Carlos Martín destacou a importância

de entender o que está a acontecer

com as mudanças de hábitos dos

consumidores. “Não é algo exclusivo

do departamento de marketing, mas

uma mudança estratégica de toda

a empresa. Os funcionários têm de

ter formação, assim como os seus

dirigentes”.

Encarna Maroño complementou

a sua intervenção referindo que a

mudança é um processo contínuo

e que são necessários ecossistemas

complementares, de modo que as diferentes

áreas da empresa trabalhem

em equipa. “É necessário entender o

cliente, colocá-lo no centro do negócio

e construir novos produtos e

serviços. A formação deve ser contínua,

deixando ao colaborador a capacidade

de escolher e de desenvolver

as novas competências”. ✱

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36

EMPRESA

KROFtools

Identidade assumida

KROFtools. A Crofil está a assumir a identidade da sua marca própria. Criada há 30 anos,

em Braga, a empresa dispõe, hoje, de um catálogo com 2.500 referências e privilegia a relação

com os parceiros

Por: Jorge Flores

O

criador, por vezes, confunde-

-se (ou funde-se) com a sua

própria criação. Ao programar

a viagem a Braga para a reportagem à

Crofil, ao colocar o nome da empresa

no Google Maps, é a marca própria,

KROFtools, que surge no ecrã. Faz sentido

que as coordenadas do sistema

de navegação indiquem o caminho

para a marca que representa 100%

da atividade da empresa. “Existe essa

possibilidade, de passar o nome da

sociedade para KROFtools, talvez

já este ano”, garante José Bárbara,

administrador da empresa. Porquê?

“Porque é por esse nome que todos os

clientes nos conhecem. Os nomes são

parecidos. Quando criámos a marca,

optámos por colocar o ‘K’ para tornar

o nome mais internacional”, revela.

Fundada em 1989, há 30 anos, pelo

pai de José Bárbara (Francisco Bárbara)

e por um segundo sócio, tinha o atual

responsável apenas 16 anos, a Crofil

dedicou-se, nos primeiros tempos,

ao negócio das ferramentas e dos

rolamentos. Na época, a casa ainda

estava situada no centro da cidade

(onde permaneceu até 2010). Por volta

do ano 2000, na viragem do século,

José Bárbara, então já lançado na casa

dos 20 anos, começa a acreditar que

Abril I 2019

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37

existem outros caminhos a percorrer

pela empresa. Outras maneiras

de atuar no mercado. “Era altura de

enveredar por um projeto nosso, por

uma marca própria e pela redistribuição

e revenda. Em 2004, começámos

aos poucos a importar ferramentas e

a distribuí-las”, conta. Era um ponto

de viragem crucial na história da

empresa. José Bárbara começava a

ser presença regular nas várias feiras

nacionais e internacionais do setor. Até

que, em 2008, a Crofil decidiu materializar

a ideia de ter a sua própria marca,

criando a KROFtools, permitindo aos

clientes aceder a produtos adequados

às várias necessidades de uma oficina,

num menor espaço de tempo.

n 2.500 REFERÊNCIAS

O objetivo de José Bárbara é expandir,

o mais possível a marca, de

modo a “conseguir equipar de raiz

uma oficina com a KROFtools”, adianta.

Não é fácil. E tudo deve ser feito com

sustentabilidade. Mas, para já, conta

com 2.500 referências da marca própria,

o que já lhe permite responder

a muitas necessidades dos clientes.

Para o responsável, no entanto, a

venda, por si, não basta. “Queremos

que repitam a compra. Por se sentirem

satisfeitos com o produto. E para isso,

o mais importante terá de ser o nosso

pós-venda”, sublinha.

A equipa é, atualmente, composta

por 15 elementos. s“Têm sido excedíveis.

Super-heróis”, enfatiza José

Bárbara ao Jornal das Oficinas, não

fechando a possibilidade de vir a necessitar

de mais pessoas, atendendo

à procura que têm tido em Portugal

(ilhas incluídas) e além-fronteiras, em

países como França, Chipre, Bélgica e

Alemanha, por exemplo. Atualmente,

O lema da

KROFtools é

‘Wherever you go,

we go together

(onde quer que

vás, nós vamos

juntos)’

de resto, a exportação representa

já perto de 30% da atividade da

empresa. E a tendência será para

aumentar. “Não nos interessa crescer

desmesuradamente em Portugal.

Temos de dar apoio para que os nossos

parceiros façam crescer a marca por

eles”, explica. “Não é abrindo mais

clientes, mas sim protegendo aqueles

que temos. Queremos dar-lhes

condições para crescerem connosco.

Só com as parcerias se evolui”, reforça

o responsável, recordando o lema da

KROFtools: “Wherever you go, we go together

(onde quer que vás, nós vamos

juntos)”. E vai ainda mais longe. “Sem

eles, não somos nada”, acrescenta o

responsável ao nosso jornal.

Estamos a montar essas máquinas a

bom ritmo. Durante o mês inteiro. Até

abril, está tudo marcado. No mínimo,

um elevador por dia, graças à nossa

equipa técnica”, afirma.

Em relação ao futuro, José Bárbara

mostra-se confiante. Aumentar o espaço

disponível (2.000 m2) não está

fora de cogitação. Mas não só. O responsável

quer ir mais longe. “Temos

boas ideias. E queremos aproveitá-las”,

n DESENVOLVER FERRAMENTA

A empresa encontra-se na 9.ª posição

do ranking dos 25 maiores

distribuidores de equipamentos,

apresentando uma faturação de

€2.404.000. O negócio tem corrido

a preceito. “Temos crescido entre

13 a 16% ao ano. 2019 também

está a começar bem”, diz. Entre os

produtos KROFtools, as ferramentas

especiais para distribuição são as que

têm maior procura. Mas os elevadores

também têm feito aumentar a

faturação. “Muitas empresas estão

a renovar este equipamento. E temos

sabido aproveitar a situação.

adianta. Como? “Algo que nos limita é

o fabrico. Infelizmente. Mas esse é um

mal de toda a Europa – e do mundo”,

literalmente nas mãos de produtos do

oriente. Nesse sentido, atendendo à

vasta experiência acumulada ao longo

dos anos, José Bárbara pretende associar-se

à Universidade do Minho

para o eventual desenvolvimento

de uma ferramenta específica “com

algo especial e útil para a mecânica”.

Um projeto para os próximos cinco

anos? “Sim, esperamos que sim. Era

importante. Queremos apostar na

inovação, mas com o apoio de um

parceiro”, conclui. ✱

Crofil / KROFtools

Administrador José Bárbara | Sede Rua Monte de São Bento, Lote 12, 4705 – 702 Braga | Telefone 253 200 250

Email geral@kroftools.com | Site kroftools.com.pt

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2019 I Abril


38

EMPRESA

MCnur

Brinde ao futuro

No seguimento da sua estratégia para 2019, a MCnur e a MCnur Espanha apresentaram o novo

projeto MCnur Peças, que visa complementar o setor dos motores novos e reconstruídos, onde

ambas as empresas operam com sucesso. No dia 26 de fevereiro, fez-se um brinde ao futuro

Por: Bruno Castanheira

No seguimento da sua estratégia

para 2019, a MCnur

e a MCnur Espanha apresentaram

a MCnur Peças, que visa

complementar o setor dos motores

novos e reconstruídos, onde ambas

as empresas operam com sucesso.

Daniel da Costa, gestor internacional,

fez uma retrospetiva da atividade

da empresa liderada por Paulo Mascarenhas

e focou a importância da

presença em Espanha. “A MCnur,

que nasceu por causa dos motores,

tem, hoje, o complemento das

peças”, referiu. “A MCnur nasceu em

2015, numa altura em que os ventos

eram desfavoráveis a investimento.

Arrancámos com a nossa atividade

numa pequena sala, de 30 m 2 , em

Polima, perto das instalações que temos

agora. Em 2016, precisamente

um ano depois de termos iniciado

a nossa atividade, mudámos de instalações.

Depois, em 2017, sempre

numa perspetiva de crescimento,

virámo-nos para o mercado internacional.

Foi assim que nasceu a MCnur

Espanha”, acrescentou.

n PORTEFÓLIO A CRESCER

A MCnur Peças, que tem como responsável

de projeto o Eng.° Hélder

Ruel, propõe, nesta primeira fase, lubrificantes

e baterias de marca própria

(cuja produção é feita na Europa

por fabricantes premium) para todos

os segmentos do mercado automóvel.

A seguir, disponibilizará, também,

anticongelantes, sendo expectável

que a gama possa crescer ainda mais

a breve trecho. Mas não só. A MCnur

Peças fornece também aos clientes

todo o tipo de produtos mecânicos

das mais variadas e conceituadas

marcas. O portefólio é extenso.

Com uma equipa especializada

de 10 elementos, a MCnur garante

qualidade, preço e um incomparável

apoio ao cliente, fatores que, desde

2015, a têm distinguido das restantes

empresas concorrentes. Hélder Ruel,

responsável pelo projeto MCnur Peças,

não tem dúvidas: “Abrir uma loja

de peças é muito importante, pois a

procura é grande e, com este novo

projeto, suprimos a demanda dos

nossos clientes”, concluiu. ✱

MCnur

Gerente Paulo Mascarenhas | Sede Rua do Montijo, Lote 6, Trajouce, 2785 – 155 São Domingos de Rana

Telefone 219 364 236 | Fax 214 453 461 | Email geral@mcnur.com | Site www.mcnur.com

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40

EMPRESA

Vicauto / ADR 98

O parceiro certo

A Vicauto celebrou, na Motortec Automechanika Madrid 2019, o início da parceria com a ADR

98, grupo espanhol especializado em peças para veículos pesados. Com a entrada do parceiro

português, o grupo passou a dispor de 11 membros e a cobrir toda a Península Ibérica

Por: João Vieira

A

ADR 98, fundada em 1998, é,

como o nome indica, o único

distribuidor de peças exclusivamente

dedicado aos pesados. Esta

particularidade, acrescentado ao facto

de terem uma filosofia de trabalho e

de negócio muito próxima da Vicauto,

foram razões suficientes para a empresa

de Viseu entrar para membro

do grupo.

Para Ricardo Almeida, diretor de vendas

da Vicauto, “a entrada no Grupo

ADR 98 foi uma oportunidade que surgiu

há dois anos, na Motortec, e que

não quisemos perder. Estávamos (e estamos)

numa fase de crescimento”. Por

isso, “a integração num grupo como a

ADR 98 faz todo o sentido. Há sinergias

que proporcionam acesso a muitos

produtos e serviços, que sozinhos

não conseguíamos alcançar”, explica.

O grande portefólio de marcas que

a ADR 98 dispõe pode ser partilhado

pela Vicauto, com grandes vantagens

para ambos. “O stock de peças que a

ADR 98 tem no seu armazém, em San

Fernando de Henares, Madrid, permite-nos

ter acesso imediato a todas as

marcas premium e a muitos milhares

de referências. Quando houver necessidade,

as encomendas podem ser enviadas

diretamente para os clientes

portugueses”, refere Ricardo Almeida.

n OTIMISMO PARA O FUTURO

Para o responsável da Vicauto, o

futuro apresenta-se risonho. “Se

analisarmos o ranking TOP 20 dos

distribuidores de peças de veículos

pesados em Portugal, todos têm cres-

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41

ADR 98

Um percurso de sucesso

Os sócios fundadores da ADR 98 saíram do

Grupo Unión cinco anos antes de criarem

a nova empresa. Desde o início que o

objetivo foi melhorar as condições de compra e

oferecer serviços de valor acrescentado aos

parceiros. “Não é o mesmo fazer uma compra

individual ou comprar para 11 empresas e 33

pontos de venda. E há produtos em que os

fornecedores não cobrem a totalidade da gama

ou têm problemas de fornecimento. Nestes

casos, o armazém tem uma importância

fundamental. A norma é o parceiro ter em stock

as referências mais vendidas e as restantes

estarem no armazém central, porque se

tivéssemos de ter 33 stocks de, por exemplo,

bombas de água, já teríamos falido”, assegura

Manuel Gutiérrez, gerente da ADR 98.

Desde que inauguraram o armazém, em 2010,

cresceram dois dígitos em cada ano. E a crise não

afetou ou negócios. Antes pelo contrário. Foi um

impulso para os parceiros reorganizarem as

empresas. “De modo a conseguirem controlar os

stocks, os parceiros não pediram tanto a

fornecedores diretos, mas muito mais ao

armazém. A crise foi dura para todos, mas o

nosso armazém ajudou-os a suportá-la melhor,

sobretudo a gerirem melhor os stocks”, refere

Manuel Gutiérrez.

Para continuar a crescer, a ADR 98 não vai, pelo

menos para já, abrir a entrada a mais parceiros,

mas sim conquistar mais clientes que comprem

diretamente ao armazém. E apesar de ter muitos

projetos “em carteira”, o grupo vai concentrar-se

naqueles que tem em andamento e consolidálos,

não deixando de estar atento às novas

oportunidades que surjam no mercado. ✱

ADR Service

Rede de oficinas

para veículos pesados

O

projeto mais recente da ADR 98 chama-se

ADR Service e assume-se como uma rede

de oficinas para veículos pesados virada

para o futuro. Oferece às oficinas aderentes

formação técnica e comercial contínua,

ferramentas avançadas para o diagnóstico dos

veículos pesados, apoio comercial (que começa

com um plano de formação em gestão para

aumento das vendas e melhoria do marketing),

garantia ibérica (a rede vai estar presente em toda

a Península Ibérica), apoio no desenvolvimento de

campanhas de marketing e publicidade e ainda

uma imagem multimarca homogénea.

Para Manuel Gutiérrez, gerente da ADR 98, “os

objetivos da nova rede de oficinas ADR Service é

proporcionar às oficinas de pesados os

conhecimentos e as novas máquinas, tecnologias

e ferramentas que lhes permitam encarar o

futuro com confiança. Da nossa parte, podem

contar com o apoio de um projeto que oferece

garantias e seriedade, além do máximo de

assessoria. Cada oficina aderente vai estar ligada

ao parceiro ADR que lhe disponibiliza a peça no

local e hora marcados.” ✱

Parceiros CGA

A

maioria dos parceiros membros da ADR 98 são especialistas em

veículos pesados, embora alguns trabalhem, também, em

veículos ligeiros. Mas a sua capacidade de compra de peças para

veículos de turismo era muito limitada, não tendo potencial para

negociar com as marcas. A entrada do grupo para a CGA (Centro

Grunosur Asociados), foi a solução encontrada por Manuel Gutiérrez,

que afirma que “o objetivo foi oferecer aos nossos parceiros que

também trabalham veículos ligeiros uma solução que lhes permitisse

serem competitivos neste mercado. Graças às ferramentas que a CGA

disponibiliza, podemos crescer mais na venda de peças para ligeiros.

Para nós, os parceiros CGA são como se fossem também nossos

parceiros. Não os vemos como concorrência. Alguns já estão a trabalhar

connosco e à medida que nos conhecem melhor e entendem a nossa

filosofia de trabalho, que se caracteriza pelo serviço que oferecemos e

não por vendermos mais barato, vão comprar cada vez mais

produtos”. ✱

cido as vendas nos últimos anos, o que

significa que o mercado está positivo.

Acreditamos no potencial deste mercado

e, para isso, temos de estar com

os parceiros certos, nomeadamente

com as marcas que desenvolvem as

novas tecnologias utilizadas na mobilidade

do futuro, como os veículos

autónomos, as câmaras 360º ou os

sensores de ajuda à condução. São

eles que nos vão dar as ferramentas

para conseguirmos ter sucesso no presente

e no futuro, porque sozinhos

não conseguimos ter acesso a essas

ferramentas”, frisa.

A aposta na comercialização de produtos

premium tem permitido que a

Vicauto usufrua de algumas ações

de formação técnica dessas marcas,

como Hella, Valeo ou ZF. Estas ações

irão continuar em 2019, de modo a

que as oficinas possam manter-se

atualizadas com novos produtos e

novas tecnologias. Com uma equipa

de nove pessoas e um amplo stock,

a Vicauto encara o futuro com muito

otimismo, agora reforçado com a sua

entrada no Grupo ADR 98.

Os clientes podem encontrar na empresa

viseense todo o tipo de material

para pesados, reboques e autocarros,

desde material de motor, embraiagem,

caixa de velocidades, suspensão, direção,

cabine e carroçaria, entre outros.

Um leque alargado de produtos que

torna a empresa liderada por Carlos

Alberto e João Manuel num dos principais

players a operar no setor dos

pesados, cuja faturação, em 2018,

ascendeu a 2,3 milhões de euros. ✱

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2019 I Abril


42

EMPRESA

Readapt

Nova marca, nova imagem

O nome sugere uma grande capacidade de readaptação. Foi o que fez a empresa fundada por

Jorge de Almeida. Depois de uma viragem para a reparação de componentes cada vez mais

eletrónicos, a Readapt cria a marca... Reatek

Por: Joana Calado

Com mais de 40 anos de experiência

no setor, pela mão

do seu fundador, Jorge de Almeida,

a Readapt sentiu, agora, uma

forte necessidade de se reinventar e

de mostrar ao mercado que acompanha

as tendências e que está, também,

mais tecnológica do que nunca. Desta

necessidade, surgiu a marca Reatek,

que, como Yohann de Almeida,

membro da administração, afirma,

“é uma celebração dos projetos que

conseguimos implementar até agora”.

Apesar de ainda estarmos no início

de 2019, para a empresa sediada na

Venda do Pinheiro este é já um ano em

cheio, com a abertura da nova loja, em

Sacavém, com a mudança de imagem

e ainda com a construção de um novo

website, que promete ser mais uma ferramenta

de trabalho para os clientes.

Pedro Rodrigues, diretor, explica que

o essencial é manter a parte descritiva

sobre a empresa que consta no site

atual e, acima de tudo, dar ao cliente

o máximo de informação possível.

n TUDO PELO CLIENTE

A política da Readapt faz com que

os seus colaboradores mantenham

o foco no contacto pessoal com o

cliente. No entanto, com a evolução

do mercado, chegou a altura de utilizar

as ferramentas que estão, hoje,

disponíveis. Para, também, reforçar a

relação com o cliente, uma vez que a

empresa aposta forte no serviço pós-

-venda. Por isso, o novo website será

um catálogo online, onde vai ser possível

efetuar a encomenda do produto.

Para o futuro, o objetivo passa por ter

uma loja online. Yohann de Almeida

frisa: “Queremos manter a interface

o mais simples possível para que o

cliente consiga encontrar toda a informação

que necessita”. Por seu turno,

Pedro Rodrigues, perante a presença

de Jorge de Almeida, gerente, e de

Jéssica Ferreira, do departamento de

marketing, reforça a ideia atrás mencionada:

“Iremos, de facto, ter um novo

website, que será um catálogo. Mas

a criação de uma loja online, no verdadeiro

sentido do termo, onde será

possível encomendar artigos, é outro

dos objetivos que temos delineados”.

Entramos cada vez mais numa era

tecnológica e os componentes auto

são mais um exemplo dessa evolução.

Por isso, a Reatek apostou forte na reparação

de componentes eletrónicos,

nomeadamente direções elétricas,

bombas elétricas e eletrónicas e colunas

elétricas. Prova disso, é o espaço

dedicado precisamente à reparação

destes componentes que existe na

sede da empresa, localizada na Venda

do Pinheiro.

n PRESENÇA NA EXPOMECÂNICA

A empresa, que já contava com uma

filial no Porto, dispõe, agora, também

de uma loja em Sacavém. “A localização

foi crucial para o sucesso deste projeto.

Tem corrido muito bem e o feedback

dos clientes é bastante positivo”, revelaYohann

de Almeida ao Jornal das Oficinas.

A expoMECÂNICA, na EXPONOR,

que se realizará de 3 a 5 de maio, será

o local onde a Readapt apresentará todas

as novidades destes últimos anos.

“Não queremos deixar de falar com os

clientes pessoalmente”, conclui Yohann

de Almeida. ✱

Readapt

Gerente Jorge de Almeida | Sede Núcleo Empresarial 1, Zona Norte, Rua B, Pavilhão 14, 2665 - 603 Venda do Pinheiro

Loja de Lisboa Rua Barbosa du Bocage, n.° 18, 2685 - 027 Sacavém | Telefone 219 666 590 | Email info@reatek.pt

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PERFEIÇÃO

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seu controlo total. Os lubrificantes inovadores da Wolf atuam em todos

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44

EMPRESA

Vianalube

Negócio duplicado

A Vianalube ganhou uma nova e ampla casa e duplicou a sua área de atividade. À distribuição de

lubrificantes, a empresa de Caminha junta, agora, a de peças, graças a uma parceria com a Krautli Portugal

Por: Jorge Flores

À

beira de comemorar 17 anos

de atividade no ramo da

distribuição de lubrificantes,

a Vianalube vive dias dinâmicos e

energéticos. Desde logo, porque a

empresa ganhou uma casa nova,

em janeiro deste ano, na região de

Caminha, bem a norte do país. Além

de um espaço amplo e moderno, que

terá inauguração oficial a 1 de junho,

data da fundação, o edifício conta com

uma sala de formação com uma vista

privilegiada sobre a serra.

Simultaneamente, a empresa liderada

por José Américo acaba de

estrear-se na distribuição de peças

para o setor automóvel. Uma reso-

lução de ano novo que pretende

completar o negócio criado em 2002.

“A aquisição deste espaço foi para

podermos crescer também neste setor”,

explica ao Jornal das Oficinas.

A intenção de José Américo é, agora,

conciliar as duas áreas. Tudo foi pensado

ao pormenor e alicerçado em

parcerias de peso. Nos lubrificantes, a

Vianalube tem uma relação forte com

a Valvoline, bastando ver o enorme

cartaz da empresa à entrada da localidade

de Vilarelho, a poucos metros

das instalações. Agora, nas peças, a

parceria é com a Krautli Portugal.

Como a duplicação do negócio tem

poucos meses, os balanços são prematuros.

O peso dos lubrificantes,

como seria de esperar, continua

superior, na ordem dos 75%, mas as

peças já assumem a restante fatia.

“A tendência será para equiparar os

dois ramos”, afirma.

n LUBRIFICANTES E PEÇAS

A equipa é composta por seis pessoas.

Mas o acréscimo de trabalho

poderá levar à contratação de mais

um comercial. A Vianalube tem uma

carteira de cerca de 1.000 clientes

e cobre uma área geográfica que

abrange todo o distrito de Viana do

Castelo. “Desde Melgaço até aos limites

de Barcelos”, conta o responsável.

Na opinião de José Américo, o mercado

de lubrificantes é “um pouco

instável”. O que justifica a nova

aposta nas peças. “Cada vez mais,

as casas de peças estão a ‘bater’ nos

distribuidores de lubrificantes. Ao

levar as peças, entregam, também,

os óleos”, adianta. Assim, a empresa

“combate” com as mesmas armas e

completa o negócio, distribuindo

peças e lubrificantes.

Nos últimos três anos, a Vianalube

tem crescido a uma média de 20 a

30% em cada. 2019 não deverá ser

muito diferente. A empresa começou

em alta. E no balanço final, terá mais

uma área a contabilizar. ✱

Vianalube

Gerente José Américo | Sede Rua do Corgo, n.° 435, Vilarelho, 4910 – 604 Caminha | Telefone 258 922 801

Email vianalube@gmail.com | Site www.vianalube.com

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PUBLIREPORTAGEM

46

WD-40

apresenta novo

formato Flexible

Inovação e multifuncionalidade é

o que caracteriza a mais recente

novidade da reconhecida multinacional

WD-40 Company. Disponível no

mercado português desde o mês de

março, o WD-40 Flexible é o único

produto multifuncional do mercado

português com uma cânula flexível

Além de permitir chegar com facilidade

aos espaços mais difíceis de atingir, o

WD-40 Flexível economiza tempo, uma

vez que elimina a necessidade de desmontar

a zona a ser reparada. Além disso, a empresa

afirma que a aplicação muito precisa garante

economia do produto.

Integrado na tão conhecida lata azul e amarela,

este lubrificante é constituído por uma fórmula

existente há mais de 65 anos e é capaz de resolver,

de forma eficaz, inúmeros problemas,

apresentado mais de 2.000 utilizações. Com

um comprimento de 18,5 centímetros, sendo

fabricada em metal muito resistente, a cânula

dobra e mantém a sua forma, permitindo contornar

obstáculos e atingir os espaços mais difíceis

de alcançar. Permite uma pulverização de duas

formas: ampla, sem a utilização da cânula; precisa,

fazendo uso desta inovação.

O WD-40 Flexible foi desenvolvido obedecendo

aos elevados padrões de qualidade da marca e

promete ser um grande aliado para diferentes

fins. Protege contra a corrosão e oxidação, elimina

a sujidade, a gordura e a resina, lubrifica

qualquer mecanismo evitando o seu desgaste,

repele a humidade, protege contactos elétricos

de curto-circuitos e desbloqueia peças oxidadas.

O mais recente produto pode ser encontrado

num formato profissional de 400 ml e promete

corresponder às mais diversas exigências.

Pretende simplificar tarefas de forma eficaz e

garantir o bom desempenho e conservação dos

mecanismos onde é aplicado.

O foco da empresa é trabalhar no sentido de oferecer

as melhores soluções aos clientes. Desta

vez, não foi diferente. Já só falta confirmar tudo

isto por si mesmo e experimentar a mais recente

inovação, que já se encontra disponível nas lojas

especializadas.

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48

REPINTURA

Lusovintage

Reconstruir a história

Uma paixão de família, o desejo do pai e um Jaguar MK1. 20 anos depois, surgiu a Lusovintage.

Apoiada pelos produtos da Spies Hecker, está entre as melhores oficinas de repintura, tendo sido

selecionada para fazer parte do calendário anual da marca

Por: Joana Calado

O

meu pai queria um carro clássico.

Quando viu um abandonado,

contactou o dono. Mas

o negócio nunca se concretizou. Mais

tarde, apareceu o Jaguar MK1 de 1958”.

Edgar Graça começa a contar a história

daquela que é, hoje, a “menina dos

seus olhos”: a Lusovintage. A empresa

foi fundada em 2012, mas, desde 1992,

juntamente com o pai, que trabalha

em carros próprios que ambos foram

colecionando ao longo do tempo.

Entrar na Lusovintage - Restauro Automóvel

é como fazer uma autêntica

viagem no tempo.

Impulsionado pelos amigos que

conheciam a qualidade do restauro

em concursos e eventos de clássicos, o

empresário decidiu abrir as portas ao

público em geral. Neste momento, a

oficina que lidera é a mais conceituada

no que ao restauro e manutenção de

antigos e clássicos em Portugal diz respeito,

contando sempre com o apoio

da Spies Hecker, quer em termos de

produto, assim como na obtenção da

cor certa, respeitando as características

e códigos do fabricante de cada

viatura. Todas as tintas utilizadas no

restauro dos veículos são da Spies Hecker

e os colaboradores consideram

que os catálogos antigos são uma

preciosa ajuda, juntamente com o

departamento de clássicos da marca.

n OUT OF THE DARK

O calendário de 2019 da Spies Hecker

aposta no contraste entre luz e

sombras. A Lusovintage concorreu

com três carros. O feliz contemplado

foi um BMW 503 Coupé, que ilustra

o mês de abril. O carro, apesar da ter

cor escura, contrasta com as sombras

em seu redor e remete-nos para um

filme de James Bond, deixando-nos

com vontade de “saltar” lá para dentro.

Foi o próprio comercial da Spies

Hecker a incentivar Edgar Graça a

concorrer ao calendário. “Passou dois

anos a dizer-me que eu devia concorrer.

Este ano, decidi fazê-lo com dois

carros nossos e um de um cliente.

Acabámos por ser selecionados pelo

nosso BMW”, conta. Apesar de assumir

não ter tempo para reparar e cuidar

dos seus próprios carros, este BMW

teve direito a serviço de SPA antes de

ser fotografado. “Desde a limpeza ao

polimento. Nenhum pormenor foi, por

isso, deixado ao acaso”, conclui. ✱

Abril I 2019

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Cabecera ROC TOTAL PT Premios Jornal Oficinas 2018 AARR.pdf 1 12/10/2018 8:56:28 AM

C

M

Y

50

OFICINA DO MÊS

CM

MY

CY

Irmãos Batista & Santos

CMY

K

Espírito

de família

Com mais de 40 anos de atividade,

em Lisboa, a oficina Irmãos

Batista & Santos mantém uma

vasta carteira de clientes ativos.

Muitos deles, filhos e até netos

dos “fregueses” iniciais. António

Batista, gerente da casa, mantém

os pés assentes no chão, mas

prepara o futuro

Por: Jorge Flores

Presente no mercado há quatro

décadas, em Lisboa, a Irmãos

Batista & Santos ainda ostenta

o nome do seu fundador (Rui Batista)

e de um irmão ao qual se associou

numa segunda fase da empresa, mas

que viria a abandoná-la por motivos

de saúde. A filosofia da oficina permanece

a mesma da sua génese, realizando

serviços de mecânica,

carregamento de ar condicionado,

eletricidade, diagnóstico, chapa e pintura,

área onde dispõe de uma parceria,

nos últimos três anos, com uma

outra casa. Um serviço que, em tempos,

foi assegurado pelo fundador, mas que

tomou a decisão de optar pela parceria.

Embora seja recente, já está a dar

frutos. “É uma oficina recente, de um

rapaz que já trabalhou na nossa casa”,

explica António Batista, filho do fun-

dador, que é gerente da oficina há sete

anos. “Fazemos um pouco de tudo,

embora a nossa especialidade seja a

mecânica e a eletrónica”, acrescenta.

Atualmente, a oficina conta com três

colaboradores. Número suficiente,

garante o responsável, para responder

às solicitações de uma carteira de

clientes vasta, dividida entre particulares

e empresas. “Trabalhamos com

muitas companhias, mas também

temos muitos clientes antigos. Perto

de 40% desde o início. Em muitos casos,

os filhos e netos também ficam clientes”,

diz. Segundo António Batista, “a

confiança e o espírito de família” são

os traços que mais diferenciam a oficina.

“Deixamos os clientes à-vontade.

Sabem que podem contar connosco,

a qualquer hora, para o que precisem”,

garante.

n INVESTIR SEMPRE

A Irmãos Batista & Santos tem investido,

“desde sempre”, em equipamento.

António Batista tem orgulho nessa

aposta. “É cada vez mais importante.

Neste mercado, nunca podemos parar

de investir. Seja em equipamento seja

em formações”, afirma. Nesse sentido,

a equipa tem formações, duas a três

vezes por ano, com a ARAN e com o

CEPRA, das quais a oficina é associada

há muito.

O gerente está consciente de que o

setor vai mudar muito com a proliferação

dos veículos elétricos. Mas acredita

que “poucas oficinas estão

preparadas” para esta realidade. “Não

há muito que se possa mexer nesses

veículos. Numa quarta revisão, muda

um filtro de habitáculo, por exemplo.

Não se faz negócio assim”, diz.

A empresa tem tido uma evolução

permanente. “Temos muitos clientes

e números sustentados”, adianta António

Batista, que nunca se sentiu, por

isso, tentado a aderir a nenhuma das

redes oficinais existentes no mercado.

n SEGUNDA OFICINA

Com os pés bem assentes no presente,

António Batista não deixa, contudo,

de olhar para o futuro. Nesse

sentido, na sua mente, está o alargamento

da sua estrutura. Como? Através

de uma segunda oficina, também na

região da Grande Lisboa, com os mesmos

serviços da casa original – que

manterá a sua atividade. “Para já, estamos

apenas a pensar nisso. Nesta zona,

os custos são muito elevados, mas,

porventura, Camarate poderá ser uma

opção viável”, conclui. ✱

Irmãos Batista & Santos

Gerente António Batista | Morada Rua Oliveira Cadornega, 55 A, Loja D, 1950 - 211 Lisboa | Telefone 218 591 863

Email irmãosbatistaesantos@gmail.com

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52

ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

Aceite o desafio

Nesta edição, publicamos o segundo questionário relativo à fase de apuramento dos finalistas

do concurso Melhor Mecatrónico 2019. Concorra respondendo às perguntas online e habilitese

a ser um dos oito concorrentes selecionados para a Grande Final

O

concurso Melhor Mecatrónico

tem como principais objetivos

promover, anualmente, a profissão

de mecânico automóvel na área

da mecatrónica e, ao mesmo tempo,

desafiar os profissionais no ativo a

colocarem à prova os seus conhecimentos

e competências nesta área.

Entendemos que esta profissão é cada

vez mais importante na atividade da

reparação automóvel. As oficinas têm

de integrar nos seus quadros mecatrónicos

bem formados e competentes,

para poderem responder às exigências

atuais e futuras dos automóveis.

O concurso terá como ponto alto a

realização da Grande Final, nos dias 15

e 16 de novembro, na ATEC - Academia

de Formação. O júri será presidido

por Carlos Isidro, coordenador da área

de Mecatrónica Automóvel da ATEC,

que contará com a colaboração de oito

formadores. Tudo será avaliado. Desde

o conhecimento técnico, até ao manuseamento

das ferramentas, passando

por hábitos de limpeza. A avaliação

será feita com base na resolução dos

exercícios e no tempo despendido.

Quem conseguir resolver mais avarias

e tiver despendido menos tempo no

diagnóstico e reparação dos veículos,

será o vencedor.

n SUBIR A FASQUIA

Este ano, queremos melhorar ainda

mais o concurso, que é já um evento

incontornável do aftermarket em Portugal.

Para além da publicação dos

questionários, que vão servir para selecionar

os finalistas, organizaremos um

programa de eventos para a final do

concurso, onde o grande protagonista

será a profissão de mecatrónico automóvel

e todas as atividades que giram

à sua volta. Será um acontecimento

com muitos motivos de entusiasmo

e que deve ser visitado por todos os

que se interessam pela reparação automóvel

e gestão oficinal.

O setor está a atravessar uma fase de

mudança, quer no que diz respeito aos

veículos que visitam as oficinas, muito

mais evoluídos tecnologicamente,

quer no que se refere ao modelo de

negócio. E o mecatrónico é uma peça

fundamental nas oficinas que querem

evoluir num mercado em mudança,

onde já não chega ser bom. Agora, é

necessário ser excecional, em competência

técnica e nas relações com

clientes e colegas. A competência,

disciplina e organização, ajudam a

melhores níveis de rentabilidade. Para

concorrer, basta visitar o site:

www.melhormecatronico.pt. ✱

Abril I 2019

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TRAVÃO DO MERCADO DE

PÓS-VENDA PARA VEÍCULOS

ELÉTRICOS.

Quando o mundo inteiro exige inovação, a TRW tem a solução.

As nossas pastilhas de travão Electric Blue são uma solução de travagem nova e

sustentável para veículos elétricos. Reduzem o ruído, as vibrações, a poeira e as emissões.

Permitem-lhe melhorar o nível de serviço da sua oficina, para os veículos elétricos, ao

adicionar a mudança de pastilhas de travão à sua oferta de serviços de manutenção.

Uma novidade da gama Electric Blue da TRW.

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Parte da ZF Aftermarket, cada peça TRW é concebida para superar desafios, tal como

os colaboradores dedicados de todo o mundo que as fazem chegar até si. Apoiados por

uma rede global de especialistas no mercado de pós-venda, os produtos TRW ditam os

padrões da segurança e da qualidade.


54

ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

Prova de eficiência

No final deste mês de abril, será aberta a fase de inscrições para o concurso Challenge Oficinas

2019, uma iniciativa do Jornal das Oficinas em parceria com a Polivalor. Esteja atento e participe

Se a gestão oficinal é o seu foco,

este é o concurso ideal para si.

Coloque à prova as competências

da sua equipa e demonstre que pode

ser a Oficina do Ano, perante um júri

de especialistas. O concurso Challenge

Oficinas volta, este ano, a desafiar as oficinas

de Portugal a participarem numa

competição cujo objetivo, para além de

vencerem, é, também, poderem partilhar

conhecimentos e experiências

com outras oficinas, ganharem novas

competências e uma visão estratégica

diferente sobre os modelos de gestão

oficinal.

Se é uma oficina organizada, bem

equipada e com recursos humanos

competentes e atualizados, aproveite

esta oportunidade para participar num

evento único e desafiante, onde apenas

os melhores conseguem chegar à final.

Com a realização desta iniciativa, pretendemos

fomentar entre as oficinas

um espírito competitivo são, o trabalho

em equipa e a criatividade através

da realização de provas em diversas

áreas relacionadas com o pós-venda

automóvel.

Este concurso vai permitir a cada

oficina tomar consciência daquilo que

vale em termos de recursos humanos e

enquanto organização. No fundo, consiste

num processo de autoavaliação,

ao mesmo tempo que se trata de uma

competição lúdica. Desta forma, entusiasmam-se

os colaboradores para um

desafio onde as oficinas têm todo um

caminho aberto para evoluir.

n TODAS PODEM PARTICIPAR

O concurso está aberto a todas as

oficinas independentes e de marca em

Portugal Continental e Ilhas. As inscrições

decorrem até final do mês

de junho. Durante os meses de julho,

agosto e setembro, as oficinas podem

responder ao questionário que vai estar

online. No início de outubro, o júri

irá visitar as seis oficinas selecionadas

para apurar as três finalistas, que irão

disputar a final nas instalações da Polivalor,

em Camarate, nos dias 23 e 24 de

novembro. Serão oferecidos diplomas

de participação a todas as equipas e

troféus aos primeiros classificados. As

marcas patrocinadoras do Challenge

Oficinas 2019 irão, também, oferecer

prémios a todos os participantes.

A filosofia deste concurso é que cada

oficina otimize a sua eficiência e aperfeiçoe

processos, de modo a aumentar

a sua produtividade, tornando-se,

assim, mais rentável. O concurso têm

uma metodologia específica e as provas

realizam-se utilizando várias ferramentas.

Não mecânicas, mas de gestão.

Para saber tudo sobre esta iniciativa,

consulte o site www.challengeoficinas.pt.

A Polivalor é, uma vez mais,

parceira do Jornal das Oficinas neste

concurso, também ele inovador no

panorama do aftermarket nacional. ✱

Abril I 2019

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TÉCNICO

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EM TODO O MUNDO”

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A EURO REPAR CAR SERVICE é uma ampla rede internacional de reparadores, com um vasto e profundo

conhecimento do mercado multimarca. Presente em 22 países, com mais de 4000 oficinas em todo

o mundo e mais de 120 em Portugal, o nosso grupo tem tudo o que precisa para levar a sua oficina ainda

mais longe.

Algumas das vantagens dos nossos aderentes:

• SISTEMA INFORMÁTICO DE GESTÃO OFICINAL E FACTURAÇÃO

• LINHA DE APOIO TÉCNICO

• ACESSO A PLATAFORMA DE COMERCIALIZAÇÃO DE VIATURAS USADAS/SEMI-NOVAS

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NOTÍCIAS REPINTURA

56

Mercedes-AMG Petronas Motorsport

exibe novo visual

R-M Paint comemora

um século de existência

A empresa especialista em tintas premium alcançou, em 2019,

100 anos de história. A marca tem moldado a indústria de repintura

automóvel com inovações importantes e ao ritmo do

seu espírito pioneiro. A R-M Paint, marca da BASF, tem como

filosofia fazer do sucesso económico dos clientes o foco dos seus

esforços. Fundada em Detroit, a R-M surgiu quando dois amigos

decidiram unir-se para criar uma marca de repintura numa cidade

dominada pela indústria. 100 anos depois, a marca volta a fazer

história na mesma cidade, com um vídeo comemorativo sobre a

sua história, que foi exibido no stand da BASF no North American

International Auto Show (NAIAS), em Detroit.

A Mercedes-AMG Petronas Motorsport pode ser a atual Campeã Mundial de Construtores de

Fórmula 1 da FIA, tendo ganho o quinto título no final da temporada de 2018, mas a equipa

não descansa à sombra dos louros obtidos. Tudo está centrado no futuro e a imagem dos novos

carros de corrida Mercedes-AMG F1 W10 EQ Power+ não é exceção. Em julho de 2018, a

equipa começou a desenhar a imagem do W10 e já tinha uma boa ideia de como o visual iria

desenvolver-se em 2019. Um elemento fundamental para esse plano era um verde Petronas

novo, mais vibrante e empolgante. A responsabilidade de criar um novo verde coube a Andrew

Moody, head of paint and graphics da Mercedes-AMG Petronas Motorsport, na oficina de pintura

da equipa, em Brackley, Inglaterra.

Glasurit voltou a reunir rede de concessionários

SATA apresenta duo perfeito

para máximo desempenho

Sob o lema “O duo perfeito para o máximo desempenho”, a SATA

oferece um Fitness Tracker na compra de uma SATAjet 5500 X. O

Fitness Tracker regista a frequência cardíaca, calorias queimadas,

passos dados e até o sono. Desta forma, o utilizador será capaz de

controlar a sua saúde e metas de fitness. Para se certificar de que

não perde nada, o Fitness Tracker, quando ligado ao smartphone,

também mostra as chamadas recebidas, mensagens de texto e

atividades de redes sociais, bem como eventos de calendário.

Durante o período promocional, a partir de 1 de abril e enquanto

existir stock, há oportunidade de adquirir um SATA Fitness Tracker

gratuitamente na compra de uma das revolucionárias pistolas

SATAjet X 5500.

Como anualmente acontece, a Glasurit, marca premium de repintura do Grupo BASF, reuniu a

sua Rede de Concessionários Oficiais numa convenção, que, este ano, completou 34 edições.

Após as alterações organizacionais levadas a cabo na segunda metade de 2018, a Glasurit quis

aproveitar esta oportunidade, em que tem a sua rede de distribuição tanto de Espanha como

de Portugal reunida, para transmitir a sua paixão

pela mudança e analisar a situação atual e futura

do setor de repintura. A Glasurit conta com uma

Rede de Concessionários Oficiais forte e de confiança,

que tem acompanhado a marca desde

o início e que tem demonstrado, ao longo dos

anos, uma capacidade de adaptação e superação

extraordinárias. Durante a reunião de trabalho

apresentaram-se as últimas novidades e linhas

estratégicas a levar a cabo pela empresa e pela

Rede de Concessionários Oficiais, as quais se centram

na transformação digital e no uso de ferramentas que aumentem, consideravelmente, a

rentabilidade, tanto da distribuição como dos clientes.

Mota & Pimenta anuncia novidades

A Mota & Pimenta dispõe de dois novos produtos. O 3D ACA 500 Massa de Corte X-TRA é infundido com o inovador Alpha Ceramic

Alumina. Esta nova massa revolucionária consiste num abrasivo de nivelamento de baixa temperatura e alta velocidade, que

corrigirá as aplicações mais desafiadoras. Este composto de engenharia precisa aprovisiona uma correção de pintura de forma

precisa e em pouco tempo. O ACA 500 é suficientemente agressivo de forma a corrigir vernizes novos e levando ao ponto exato

de suavidade. É fácil de usar, fácil de limpar, é amigo do sol e não contém solventes nocivos. Já o 3D ACA520 Polish Acabamento,

é infundido com Alpha Ceramic Alumina. Este revolucionário polish abrasivo à base de água remove riscos sem utilização de

enchimentos e elimina arranhões de redemoinho sem deixar marcas à volta.

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57

ChromaConnect: a gestão de cores

digital mais flexível de sempre

A Cromax lançou o ChromaConnect, sistema de gestão de cores digital

avançado com ligação wi-fi. O ChromaConnect oferece às oficinas máxima

liberdade e flexibilidade nos processos digitais e totalmente sem fios em

todas as áreas, desde a identificação das cores até à mistura das mesmas.

Esta abordagem baseada na “nuvem” proporciona aos pintores

controlo total em todos os aspetos da gestão de cores através

da ligação de dispositivos com wi-fi, incluindo balanças sem

fios e impressoras sem fios, assim como o espectrofotómetro

mais avançado da Cromax, ChromaVision Pro Mini e o ChromaWeb,

o software de busca de cor abrangente baseado

na “nuvem” da Cromax. O ChromaConnect também pode

ser ligado aos sistemas de gestão existentes nas

oficinas, proporcionando aos seus proprietários

informações

úteis sobre as métricas

dos respetivos negócios.

Além disso, facilita

a gestão dos stocks e os

pedidos eletrónicos, entre

outros.

Pioneiro da Glasurit Classic Car Colors

homenageado

Jürgen Book, Classic Cars Manager na BASF Coatings Division, foi premiado com

o “Golden Piston 2019” no Bremen Classic Motorshow. Desde 2006 que o Fórum

de Veículos Históricos, mais conhecido como F-kubik ou F3, premeia aqueles

que contribuem, de forma excecional, para a autenticidade da documentação

da história automóvel. O júri reconheceu particularmente o papel de Book como

pioneiro do programa Glasurit Classic Car Colors, em que ajudou a configurar a

maior base de dados de cores do mundo como contribuição para a preservação

da história automóvel. A Glasurit, pertença do Grupo BASF, oferece a Classic Car

Colors para ajudar milhões de proprietários de automóveis clássicos em todo o

mundo com aspetos relacionados com pintura. Book, que trabalha na unidade

de negócios da BASF Automotive Refinishing Coatings Solutions desde 1975,

foi nomeado responsável da unidade de Carros Clássicos em 2017, a primeira

posição a tempo integral na indústria de tintas dedicada a essa área. O compromisso

ativo de Book com fabricantes de automóveis, clubes de carros clássicos,

museus e colecionadores privados, garante que o arquivo que contém milhares

de painéis históricos de amostra continue a crescer.

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2019 I Abril


NOTÍCIAS EMPRESAS

58

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FUCHS expande instalações

na Alemanha

A FUCHS, o maior fabricante independente de lubrificantes e produtos relacionados

do mundo, ampliou as suas instalações em Kaiserslautern, na Alemanha.

A abertura oficial foi no dia 11 de março. Num investimento total de 16 milhões

de euros, nas instalações da FUCHS LUBRITECH GMBH foram construídos um

novo armazém AS/RS, dois pavilhões de produção e mais escritórios. A fábrica,

que produz principalmente lubrificantes para aplicações especiais, tem, agora,

uma área total de 96.000 m². “O crescimento da divisão de aplicação especial e a

concentração de diversas atividades nesta localização tornaram necessária uma

expansão. A ampliação faz parte da nossa estratégia de crescimento global, que

é focada no aumento de capacidade a par da inovação tecnológica”, sublinhou

Stefan Fuchs, presidente do Conselho de Administração da FUCHS PETROLUB.

Conheça os oradores

do Aftermarket Forum 2019

A organização do Aftermarket Forum 2019 apresentou os nomes dos oradores e

do moderador deste importante evento, que vai realizar-se no dia 17 de abril, no

Mariott Hotel, em Frankfurt am Main, na Alemanha, no qual o Jornal das Oficinas

é media partner. A terceira edição do Aftermarket Forum 2019 será moderada

por Roberto Dal Corso, especialista com experiência no aftermarket de veículos

comerciais. “Como nosso parceiro de longa data, Roberto Dal Corso foi a primeira

escolha para moderar este importante evento. Apresenta-se como a pessoa indicada

para fazer as perguntas certas e saber como captar as

frases chave nas respostas. A sua experiência internacional

- privada e profissional - faz dele o candidato

natural para moderador do Aftermarket Forum 2019”,

disse Antti Wolk, diretor administrativo da Wolk After

Sales Experts. Os participantes do Aftermarket Forum

poderão conhecer melhor o aftermarket chinês através

da intervenção de Mike Yu, diretivo com experiência

de trabalho para empresas locais e internacionais que

operam na China e na Ásia. Para falar do mercado

asiático, estará Devindran Ramanatha, com 30 anos

de experiência na indústria automóvel na Malásia, Reino Unido e região ASEAN.

Os desenvolvimentos e as tendências da Europa serão cobertos pelo próprio Zoran

Nikolic, diretor-geral da Wolk After Sales Experts. Sobre o Médio Oriente, falará

Ralf Zimmermann, que responderá às perguntas sobre as novas oportunidades

de negócio e as diferenças na cultura empresarial, baseando-se nos mais de seis

anos de experiência no Al-Futtaim Group, no Dubai. O mercado da América do

sul será apresentado por Marcelo Gabriel, chefe de Pesquisa de Mercado e de

Negócios da Central de Inteligência Automotiva (CINAU), no Brasil.

OSRAM adquire Ring Automotive

Produtos e imagem de 1.ª marca a um preço imbatível

Quer ser nosso

distribuidor?

Com a aquisição da Ring Automotive, a OSRAM expande o seu portefólio de

produtos no setor automóvel. Com 160 colaboradores, a Ring Automotive

alcançou vendas anuais de cerca de 40 milhões de dólares em 2017. Ao

adquirir a Ring Automotive, a OSRAM está a investir no futuro: a empresa

britânica tem uma marca estabelecida e valiosa e um modelo de vendas

bem posicionado no aftermarket automóvel. Além disso, o portefólio

de produtos da Ring vai muito além da iluminação automóvel clássica

e complementa a gama de produtos da OSRAM. A Ring, por exemplo,

é particularmente bem sucedida na área de acessórios eletrónicos para

automóveis e é representada por mais de 3.000 revendedores especializados

em mais de 60 países, com cerca de 6.000 produtos.

Contacte

Abril I 2019

Pedro Vargas Barbosa-Mendes DIRETOR DE VENDAS PARA PORTUGAL

Tel.: +34 609 983 441


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NOTÍCIAS

Empresas

neoc19.pdf 1 21/03/19 15:40

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Grupo METELLI oferece

chaves da marca Beta

Após o sucesso alcançado com a promoção anterior, o

Grupo Metelli decidiu renová-la em 2019. A promoção

está válida até 15 de abril e tem como público alvo todas

as oficinas que escolham um kit de correia dentada das

marcas METELLI, GRAF ou KWP. Consiste numa oferta gratuita

de um conjunto de duas chaves hexagonais da marca

italiana Beta, com um valor e mercado de cerca de €21. São

chaves sextavadas com pega e faixa hexagonal (5 mm),

medindo 200x84 mm e Torx (T20 179x70 mm). Todas as

oficinas podem solicitar esta promoção diretamente ao

seu revendedor de peças de reposição.

Prémios “Personalidades do Pós-Venda”

reuniu mais de 200 pessoas

Numa cerimónia organizada pela Revista Talleres en Comunicación, realizou-se, no auditório da IFEMA,

em Madrid, a XVIII edição dos Prémios “Personalidades do Pós-Venda”, que reuniu mais de 200 pessoas.

Rocío Dolz, Jesus Anjo Sarramián e José Miguel Ibáñez foram os vencedores, enquanto Goyo Lopez e

Pere Foixench receberam prémios de reconhecimento pelas suas carreias profissionais. Auto Narvaez

e o grupo português Yes Car foram as empresas distinguidas com o prémio para a melhor oficina do

ano. Na entrega dos prémios, foram vividos momentos de grande emoção e sentimento na altura dos

premiados receberam os troféus. Palavras entusiasmadas foram dirigidas com gratidão e, também,

com reconhecimento à família e colegas. Até mesmo à concorrência. O grupo português Yes Car foi o

vencedor do troféu “Melhor Oficina do Ano”. O júri reconheceu a relevância nas respetivas áreas deste

grupo luso de oficinas de reparação automóvel, que conta com mais de 50 anos de atividade no setor

do pós-venda. Segundo Artur Rodrigo Mota Teixeira, administrador do Grupo Yes Car e sócio-gerente

das oficinas, “o que o cliente valoriza mais, acima do preço ou de qualquer outro fator, é a confiança”.

Compressores A/C

Compressores A/C

Pinças Compressores

Pinças Travão

Travão A/C

Motores Pinças

Motores

Travão

Elétricos Direção

Elétricos Direção

Caixas Motores

Caixas Direção

Direção Elétricos

Elétricas

Elétricas Direção

Veios Caixas

Veios Transmissão

Transmissão Direção Elétricas

Longitudinais

Longitudinais

Veios Transmissão Longitudinais

Material

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Original

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disponível Material disponível Original em

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Stock

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Consulte-nos!

disponível Consulte-nos! em Stock

Consulte-nos!

De profissionais para profissionais

De profissionais para profissionais

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Abril I 2019

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o nosso Visite stand na

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19

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ATENDIMENTO AO SÁBADO

ATENDIMENTO AO SÁBADO

ATENDIMENTO

9H - 13H

9H 13H AO SÁBADO

9H - 13H

(Os despachos serão efetuados na 2ª feira)

(Os despachos serão efetuados na 2ª feira)

(Os despachos serão efetuados na 2ª feira)

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3ª EDIÇÃO

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3

Transformação digital: Evolução ou Revolução?

OS DESAFIOS DA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

3 A 5

DE MAIO

Relacionamento das oficinas com os clientes

COMO GERAR UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL

VISITE-NOS

4

5

Os

Como a mobilidade está a mudar as nossas vidas

O QUE ESTÁ A MUDAR NO NEGÓCIO DA MOBILIDADE?

Qual o futuro dos distribuidores de peças?

TENDÊNCIAS DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS EM PORTUGAL

motores diesel vão acabar ou são cada vez mais uma aposta interessante?

CRISE NO DIESEL

Patrocinadores 2019


62

NOTÍCIAS

Empresas

Cepsa divulgou marca StarRessa

A Cepsa participou na Expotransporte com um stand, onde deu especial destaque à marca

StarRessa. Para falar sobre este novo produto, Marco Oliveira, responsável de Transporte

Internacional, esteve na feira da Batalha, explicando ao detalhe as suas funcionalidades. Segundo

disse, “o setor profissional é, para nós, de extrema

relevância e, por isso mesmo, não só criamos

novas opções como ajustamos as que temos aos

negócios dos clientes. Tem de haver comodidade

para que os transportadores realizem o seu serviço

no dia a dia e para que as empresas consigam gerir

as suas frotas, nacional ou internacionalmente. E,

para isso, voltámos a reforçar o destaque na Star-

Ressa.” StarRessa (StarRessa, StarRessa Eurotraffic

e StarRessa Frotas) são mais do que simples cartões. Oferecem, de forma diferenciadora,

um conjunto de soluções amplas válidas, não só para Portugal mas, também, para outros

países da Europa, resolvendo as necessidades dos profissionais no decorrer das viagens.

Lubrigrupo entregou

automóvel a vencedora da campanha

No âmbito de uma campanha desenvolvida em parceria com a Exxon-

Mobil, designada “Ganhe um Lexus CT 200h com o óleo de motor Mobil

1”, a Lubrigrupo entregou o prémio à vencedora. A iniciativa decorreu

nos meses de setembro e outubro de 2018. “Foi com enorme satisfação

que entregámos o automóvel no passado dia 22 de fevereiro, em Braga,

terra-natal da vencedora”, destacou a Lubrigrupo em comunicado. O

evento contou ainda com a participação de um representante da Exxon-

Mobil, o que enobreceu ainda mais este acontecimento. “Com Mobil 1,

líder mundial no mercado de lubrificantes sintéticos, os prémios são

garantidos”, acrescentou fonte oficial da Lubrigrupo.

TRUSTAUTO fortalece portefólio com a BUGATTI

Desta vez, a novidade do grupo liderado por Ricardo Ribeiro vai para a prestigiada marca

italiana BUGATTI, fabricante de bombas de água do Grupo Metelli. A BUGATTI Autoricambi

S.p.A. é especializada na conceção, fabrico e distribuição, à escala mundial, de bombas de

água, quer para primeiro equipamento (OE) quer para o aftermarket. Fundada em 1972

pela família Bugatti, a marca italiana está

representada em mais de 80 países a

nível mundial. Atualmente, é um dos 10

maiores fabricantes mundiais de bombas

de água. Em parceria com o Grupo

TRUSTAUTO, a BUGATTI está focada em

fortalecer a sua quota de mercado em

Portugal. A BUGATTI Autoricambi S.p.A.

dispõe de elevados padrões de qualidade

e prazos de entrega extremamente

curtos. Tal deve-se ao facto de os seus

componentes e matérias-primas a que

tem acesso serem provenientes, exclusivamente, das suas unidades na Europa. E porque

todo o processo de produção de bombas de água é realizado internamente, desde o

projeto à fundição e da montagem à embalagem.

Damien Gremes é o novo CEO da NGK

Damien Germes, vice-presidente sénior da Europa, Médio Oriente e

África da NGK SPARK PLUG, foi promovido a presidente da EMEA, presidente

e CEO da sede mundial da NGK SPARK PLUG Europe GmbH e

diretor corporativo regional no Japão a partir de 1 de abril de 2019. As

nomeações acontecem sete anos depois de Germes ingressar na empresa

pela primeira vez como diretor executivo aftermarket Europe e menos de

dois anos depois de ter ascendido ao cargo atual. Durante esse tempo,

a sua vasta experiência na indústria internacional e a sua dedicação

pessoal levaram a região EMEA a alcançar grandes sucessos, incluindo

uma expansão no portefólio de produtos de pós-venda e operações

globais mais eficientes da empresa para atender à crescente procura

dos clientes.

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64

NOTÍCIAS

Empresas

LIQUI MOLY distinguida como

melhor marca de lubrificantes para motos

Os leitores da maior revista de motociclismo europeia elegeram a LIQUI MOLY como a

melhor marca de lubrificantes de 2019. Pela primeira vez na sua história, a LIQUI MOLY

afirmou-se como a escolha favorita dos leitores da

revista alemã “Motorrad”. Os leitores da maior revista

de motociclismo da Europa atribuíram o título de

“Best Brand 2019” à marca, na categoria de óleos/

lubrificantes. “Hoje, é um grande dia para nós”, congratulou-se

o diretor da empresa, Ernst Prost, que

recebeu, pessoalmente, o prémio atribuído à LIQUI

MOLY. Nos últimos anos, a LIQUI MOLY já tinha obtido,

regularmente, o segundo lugar nas preferências

dos leitores da maior revista europeia dedicada a

motos, mas, na última edição, a distância em relação

ao vencedor tinha sido muito reduzida. Este ano,

aconteceu a grande reviravolta: sem photophinish

mas com uma vitória surpreendentemente evidente,

com 64,9% dos leitores a preferirem a empresa alemã

e 60,8% a votarem no segundo favorito, numa votação

com escolha múltipla. No campeonato de motociclismo mais conhecido do mundo, o

MotoGP, a LIQUI MOLY está presente com publicidade de grande formato em toda a pista.

FAE apresentou

nova identidade corporativa

O fabricante espanhol FAE apresentou a sua nova identidade corporativa,

com uma imagem mais clara e inovadora, que incorpora um novo

lema para a sua cultura de negócios: “A nossa paixão impulsiona o seu

veículo”. Além disso, a FAE apresentou, na Motortec, o Centro Técnico

Móvel (CTM) de que dispõe e que está em operação desde 2018, no qual

oferece assessoria técnica às oficinas e treino para o pessoal dos seus

distribuidores em produtos FAE. Apostando em oferecer atendimento

personalizado a cada cliente, a FAE integra o Serviço de Assistência

Técnica (SAT) que, até agora, era oferecido pela Carsmarobe. Desde 1

de abril de 2019 que os clientes podem ligar para a FAE diretamente

para que os especialistas resolvam qualquer dúvida ou problema técnico

em relação ao produtos.

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Comline lançou série de vídeos

chamada “Peça do Mês”

A marca britânica, que tem registado um rápido crescimento na Europa,

lançou uma série de vídeos dedicada às referências essenciais no seu

portefólio de produtos. A série, que se inicia com as referências EAF993

e EAF994 para filtros de ar, tem como objetivo dar destaque às peças de

uma maneira vistosa e envolvente.

Otimizados para serem visualizados

em redes sociais e smartphones,

as produções mensais serão partilhadas

no canal do YouTube da

Comline, onde o primeiro vídeo foi

lançado no início do mês de março.

“Estamos, constantemente, à procura

de novas formas de conectar

clientes atuais e potenciais com a

nossa marca e os nossos produtos.

Estes pequenos videoclipes curtos

foram criados tendo isso em mente, trazendo o assunto para o centro da

discussão. Exibimos informação essencial sobre o produto num formato

conciso e atraente, que pode ser partilhada”, disse Leigh Davies, diretor

de marketing da Comline.

ERA mostrou nova imagem na Motortec

A ERA participou na Motortec Automechanika Madrid para mostrar a sua nova

imagem e reforçar a sua presença no mercado espanhol, que é muito importante

para a marca, que participou na feira para estar mais perto dos clientes. Em 2018,

a ERA mudou a sua imagem e o seu posicionamento de mercado. O especialista

em componentes elétricos tornou-se fabricante de marcas próprias, EEI (relativo a

partes elétricas), MESSMER (referência para máquinas rotativas) e NIPPARTS (peças

especializadas para veículos asiáticos). Na feira de Madrid, a ERA apenas mostrou

ao mercado a marca NIPPARTS, que permite expandir a sua oferta, ampliando o

catálogo ERA para mais de 27.000 referências, agrupados em 50 famílias de produtos.

Todos os produtos podem ser encomendados através de uma plataforma

de e-commerce, sempre atualizada, que os mantém em contacto com mais de 70

países em todo o mundo.

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2019 I Abril


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NOTÍCIAS

Empresas

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Grupo TRUSTAUTO assinou acordo com a SKF

No seguimento da sua política de inovação e qualidade, o Grupo TRUSTAUTO firmou um contrato

com o gigante SKF. “É, sem dúvida, um motivo de enorme orgulho e motivação. A introdução da

marca SKF na nossa oferta é o corolário de um ano de 2018 marcado por grande intensidade e, acima

de tudo, pelo enorme sentido de unidade nesta

equipa fantástica que é o Grupo TRUSTAUTO”,

referiu Ricardo Ribeiro, CEO. Para além da indiscutível

qualidade do primeiro equipamento, há

que ter em conta a assessoria que a SKF Portugal

disponibiliza no setor do pós-venda. “A marca SKF

é, objetivamente, de um enorme valor acrescentado,

quer para os nossos membros quer para os

nossos clientes (oficinas), que vêm, no contexto

TRUSTAUTO, progressivamente a acompanhar o

desenvolvimento e a qualidade da nossa oferta e

das soluções que temos para os seus negócios” concluiu Ricardo Ribeiro ao Jornal das Oficinas, num

comunicado enviado à nossa redação.

MANN-FILTER é a mais recente

parceria da RedeInnov

Introduzida em 2019 no vasto leque de marcas que compõem

a RedeInnov, a MANN-FILTER dedica-se ao fabrico de

todo o tipo de filtros para veículos, sendo líder mundial em

sistemas de filtragem. A marca dispõe de um vasto catálogo

com inúmeras referências, de modo a dar resposta com maior

facilidade às necessidades do mercado. A MANN-FILTER é um

dos principais fornecedores de filtros para primeiro equipamento,

tendo como clientes a generalidade dos construtores

de automóveis, assegurando, assim, o fornecimento de filtros

de Qualidade Original para o aftermarket. A introdução da

MANN-FILTER na RedeInnov vem completar e fortalecer os

produtos comercializados pela rede, permitindo aos seus

membros disponibilizar e responder às necessidades dos

clientes com produtos de qualidade premium.

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Os componentes das correias desgastam-se a velocidades diferentes.

Evite a tensão nestes locais no sistema através da substituição de

todo-l os componentes como uma única unidade. Quando seja tempo

da mudança da correia, recomendamos uma substituição completa

com os kits Micro-V ® e PowerGrip ® da Gates. Qualidade de equipamento

original fiável, menos reclamações, clientes mais satisfeitos.

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Bombóleo reforçou parceria

com empresa Turbodiesel

A Bombóleo reforçou a sua presença na ilha da Madeira através

de uma parceria com a empresa Turbodiesel. Este reforço

com a empresa madeirense inclui a distribuição exclusiva

da marca Magneti Marelli, assim como o desenvolvimento

e acompanhamento da rede Checkstar. A Turbodiesel é já

uma referência na ilha da Madeira, imprimindo uma forma

muito peculiar de apoio aos seus parceiros e, também, na

escolha seletiva das marcas que distribui, apostando sempre

na qualidade. Esta parceria insere-se numa estratégia da

Bombóleo de promoção e divulgação da gama de produtos

Magneti Marelli com parceiros de excelência.


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especializada na produção industrial de baterias de alta qualidade

para todos os tipos de automóveis, tratores e máquinas agrícolas,

bem como barcos ou caravanas campistas. Produz 2,5 milhões de

baterias por ano, distribuídas para mais de 40 países. A constante

pesquisa e desenvolvimento são sinais da paixão por criar e

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68

NOTÍCIAS

Empresas

AZ Auto integrou

várias novidades da Metzger

De uma só vez, a AZ Auto integrou no seu portefólio mais

de 20 novidades da marca alemã Metzger. Muitos foram os

produtos adicionados. Eis alguns: sensores de temperatura

de gases de escape; conversores de pressão do turbo; motor

pinça de travão elétrico; torneira de chaufagem; corpo de

borboleta; bobine de ignição; relé sistema de pré-aquecimento;

parafuso suporte injetor. A marca alemã Metzger

inclui no seu portefólio produtos para um grande número

de veículos, com uma cobertura surpreendente. A AZ Auto

procura, assim, alargar a sua oferta e satisfazer, cada vez

mais, as necessidades dos clientes, reforçando a sua posição

enquanto “Especialista de referência”.

Valeo apresentou diversas inovações na Motortec

A empresa revelou, na 15.ª edição da Motortec, as suas mais recentes inovações para o aftermarket.

Graças ao seu forte investimento em inovação (cerca de 1.900 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento

no ano de 2017), a Valeo está, hoje, no epicentro das três revoluções que estão a mudar o

mundo automóvel: “eletrificação”, autonomia e conectividade. Além de inovar para o automóvel do

futuro, a Valeo inova, também, para os veículos que estão em circulação, proporcionando desenvolvimentos

tecnológicos para o mercado da reposição de peças e setor da reparação. Esta exposição

mostrou a experiência do grupo em embraiagens, cuja posição foi reforçada com a aquisição, em

outubro de 2017, da empresa FTE Automotive. Mas houve muito mais novidades, nomeadamente,

no que diz respeito à tecnologia de limpa para-brisas, na área de iluminação e no domínio da redução

das emissões de CO 2, sem esquecer a informação técnica Tech@ssist, as inovações para as oficinas e

o programa de fidelização oficinal Specialist Club.

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70

NOTÍCIAS

Empresas

Create abre operação em Madrid

através da Auto Parts Plus S.L.

Após ter dado os primeiros passos em 2018 na província

da Extremadura com a Repuestos Guadiana, a Create dá

continuidade ao seu projeto ibérico com a criação da Auto

Parts Plus S.L. em Madrid, que irá atuar no centro de Espanha.

Trata-se de uma empresa orientada para a venda de

produtos junto das casas de peças, sendo a zona central de

Espanha a sua área geográfica de atuação.

O objetivo passa por fornecer mais soluções para as casas

de peças existentes no mercado espanhol. Não apenas com a

venda de produtos, mas, também, disponibilizando serviços

de elevado valor acrescentado. Para tal, serão adotadas novas

ferramentas, de modo a poder incorporar as que a Create

tem vindo a desenvolver nos últimos 15 anos. Juan Ares,

com experiência consolidada no mercado, será o líder. Já

a Grupauto, é a parceira da Create na região do Levante.

Tenneco fornece suspensão para “Carro do Ano”

A Tenneco fez saber que fornece a suspensão para o Jaguar I-PACE, o SUV 100% elétrico que foi eleito

“Carro Europeu do Ano”. O veículo apresenta os amortecedores passivos frontais e traseiros, os módulos

de suspensão pneumática e helicoidal da Tenneco, criados para melhorar o desempenho e a

estabilidade da condução. Estes módulos de suspensão integram desenhos e materiais que oferecem

importantes benefícios para todos os veículos totalmente elétricos, como a leveza dos materiais, poupança

de espaço na parte inferior da carroçaria e integração simplificada do veículo. Reduzir o peso

geral do veículo é essencial para o funcionamento eficiente dos propulsores elétricos, que podem ser

mais pesados em comparação com os propulsores internos de combustão tradicionais. Os módulos

de suspensão da Tenneco incluem bases de mola em plástico, uma parte de montagem superior em

alumínio e outros componentes leves que podem ajudar a compensar o peso de motores elétricos e

baterias, oferecendo um desempenho melhorado do veículo.

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Baterias

Baterias Consumíveis

Consumíveis Acessórios/Extras

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Lubrificantes

Lubrificantes

Ferrari

Ferrari

Land Rover

Jaguar

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Porsche

Rover

Jaguar

Porsche

Maserati

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Renault

Dacia

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Abril I 2019

Qta. do Lavi, Limites da Abrunheira, S. Pedro de Penaferrim

Tel.: 21 043 09 10 • santogal-pecas@santogal.pt

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SERVIÇO DE ENTREGA

PEÇAS/ACESSÓRIOS AUTO

SERVIÇO DE ENTREGA

PEÇAS/ACESSÓRIOS AUTO


71

... e promove relação do ensino

com realidade empresarial

TIPS 4Y celebrou 7.° aniversário

com a Big Band Júnior...

Para celebrar o seu 7.° aniversário, a TIPS 4Y decidiu inovar. E, desta vez, na vertente

musical. Por uma tarde, fez parte da Big Band Júnior (BBJ), orquestra escola de jazz

composta por jovens talentosos, e produziu um momento musical fantástico registado

em vídeo e publicado nos canais do YouTube e LinkedIn da empresa. Ao longo

do trajeto que a TIPS 4Y tem vindo a conquistar, com uma visão inovadora sobre os

dados para o setor automóvel, a empresa sempre defendeu que a tecnologia é um

meio e não um fim.

Neste pressuposto, as pessoas e os valores são o mais importante, pelo que a escolha

da música como projeto de celebração tem precisamente esse efeito relacional, tão

prezado na cultura da TIPS. Em todos os aniversários, a TIPS 4Y procura apoiar um

projeto que sensibilize a empresa e onde o seu contributo possa representar uma

mudança ou um benefício claro. Este ano, a empresa decidiu apoiar o projeto de crowdfunding

da BBJ para viabilizar a gravação e edição do seu disco “BBJ abraça Sasseti”.

O mundo académico está no centro das atenções da empresa especialista

em sistemas de informação auto. Após várias ações realizadas em

diversas instituições de ensino direcionadas para o setor automóvel,

como IPS, CEPRA e ATEC, a TIPS 4Y pretende reforçar a sua relação com o

mundo académico e planeia já novas

ações em licenciaturas e mestrados.

Na sua mais recente interação, Pedro

Barros, CEO da TIPS 4Y, dirigiu-se aos

alunos da ATEC e partilhou alguns

dados atuais do setor automóvel,

nomeadamente sobre o perfil e as

tendências do nosso parque circulante, focando ainda a atenção dos

estudantes nos novos desafios da evolução tecnológica e das suas implicações

na área da reparação. Tanto no IPS como na CEPRA foi lançado

um concurso entre vários grupos de trabalho para resolver vários casos

reais, utilizando a plataforma de orçamentação e informação técnica

da TIPS 4Y. Os vencedores consideraram que esta foi uma experiência

muito enriquecedora, que lhes permitiu uma aplicação direta de conhecimentos

numa plataforma real. A aposta da TIPS 4Y nos futuros

profissionais do setor e na importância da relação académica com as

empresas, está a tornar-se cada vez mais apreciada.

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2019 I Abril


72

NOTÍCIAS

Empresas

Auto Delta visitou

Banco Alimentar Contra a Fome

Chegou a hora de entregar ao Banco Alimentar Contra a Fome o resultado da

campanha solidária de Natal. Durante a época natalícia, a Auto Delta dinamizou

mais uma campanha solidária, desta feita com o resultado a ser doado ao Banco

Alimentar Contra a Fome.

Na entrega de uma bateria

usada, a Auto Delta pedia aos

clientes e parceiros comerciais

que optassem por doar

um cabaz de bens de primeira

necessidade a uma entidade

mais do que competente para

proceder à sua distribuição

por quem mais necessita.

A visita da equipa da Auto

Delta serviu, não só, para a

entrega do resultado desta

campanha mas, também,

para conhecer as instalações

e o trabalho realizado

pelo Banco Alimentar Contra

a Fome Leiria-Fátima. Ficou patente o agradecimento da instituição mas, também,

foi feita a promessa de que mais iniciativas solidárias se seguirão, nunca deixando

de agradecer a todos aqueles que contribuíram para este desfecho.

Fersa Bearings é fornecedor oficial

da Daimler

Para apoiar este novo projeto, a Fersa está a investir mais de quatro milhões de

euros na sua fábrica de Saragoça, em Espanha. A Fersa será o fornecedor oficial de

rolamentos para eixos de veículos comerciais (o Actros será um deles) na fábrica

da Mercedes-Benz, em Kassel. O firme compromisso da Fersa com a inovação de

produtos, a fabricação inteligente e a transformação digital, foram os elementos-

-chave para que a Daimler Germany tivesse selecionado o fabricante espanhol

em detrimento de outras alternativas no mercado internacional. A nova linha

de produção vem aumentar a capacidade da fábrica em 20%. Esta instalação de

produção de última geração foi concebia de acordo com as tecnologias mais

avançadas existentes no mercado.

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74

NOTÍCIAS PRODUTO

Loctite apresenta

a revolução em produtos de selagem

PCC comercializa o mais recente

equipamento da Ravaglioli

A empresa especializada em equipamento oficinal já fez saber que

dispõe do mais recente equipamento da marca italiana Ravaglioli:

a mesa de elevação KT 100. Com uma capacidade de 1.000 kg, esta

mesa da Ravaglioli é anunciada como o equipamento ideal para

retirar e instalar motores, caixas de velocidade, baterias de alta

tensão (para veículos elétricos) e componentes do chassis, de forma

totalmente segura e precisa. O equipamento comercializado pela

PCC é fabricado na Alemanha, por empresas do Grupo Ravaglioli.

A vedação ideal é essencial para evitar fugas, mas a vedação tradicional tem muitas limitações

e, geralmente, não é segura. A solução oferecida pela Loctite são os Selantes

de Flanges Líquidos, com os quais resultados 100% confiáveis são obtidos com custos

menores. Os selantes Loctite aumentam a confiabilidade, a eficiência e a segurança das

reparações, substituindo as juntas rígidas tradicionais por esta tecnologia inovadora. O

novo formato, em conjunto com o Loctite 518, Rolo Pen, é mais simples e rápido de usar,

graças a um pacote inovador pronto a utilizar que permite um manuseamento mais fácil

e preciso. Com o seu prático rolo, o aplicativo produz menos resíduos e é mais limpo. Tudo

isso traduz-se em economia de tempo, armazenamento e produto.

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Bairro N° 283

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P 2580-653 Carregado Lote 8, VCD Z. Ind. Aveleda

Carambancha, Quinta Tel. 00351 P 2580-653 da Ferraguda, 263 860 Carregado Lote Lote 110 8, Rua Tel. 8,

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Tel. 40

40

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110 Z. Filial Tel. P 4485-010 P Tel. 4485-010 Ind. PORTO:

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Fax 00351 263 860 119 Fax 00351 880

Aveleda 229 Aveleda

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Quinta Fax 2580-653 00351 880

P Apartado Fax 2580-653 da 40 Ferraguda, 263 Carregado 860 119

Carregado

119 VCD P Rua Fax VCD

Fax 4485-010 do 00351 Bairro 229 Aveleda N° 982 283 889

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Fax Tel. 00351 40

Abril 263 I 860 2019 110 119 119 Fax Tel. P Fax 4485-010 00351 229 229 Aveleda

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76

NOTÍCIAS

Empresas

Delphi apresenta nova Excalibur GDi Master

A Delphi Technologies Aftermarket apresentou, na Motortec, a nova Excalibur

GDi Master of Hartridge. Trata-se de uma compacta máquina de

mesa capaz de testar sistemas GDi e PFi, sendo a mais recente adição ao

programa de serviço para GDi, juntamente com a gama de equipamentos

de limpeza ultrassónica. O Excalibur GDi Master of Hartridge, uma das

muitas soluções de verificação de nova geração para todas as marcas,

oferece às oficinas capacidades de diagnóstico de sistemas GDi, tanto na

sua bobina variante como na tecnologia de injetores PFi. Com a mesma

plataforma premiada e software MagmahTouch, esta máquina permite

um teste exaustivo em apenas cinco minutos. Graças à tecnologia completa

do evento Tempo de Resposta (FERT), a Excalibur GDi Master pode

verificar sincronismos corretos entre a oferta e a injeção de combustível,

dois parâmetros essenciais da tecnologia GDi.

Proteja a sua bomba de água

com novo invólucro da Continental

A Continental revelou um componente especialmente resistente e durável para motores

de veículos: uma nova carcaça metálica para a bomba de água. Estas tampas são,

geralmente, feitas de plástico, principalmente polietileno ou poliuretano. Este material

é relativamente barato e, portanto, muito popular na engenharia automóvel. Com o

tempo, no entanto, esse material torna-se quebradiço, como resultado de flutuações

de temperatura no compartimento do motor. A nova carcaça da bomba de água da

Continental, por outro lado, é feita de alumínio fundido e, portanto, é, significativamente,

mais resistente e mais durável. A Continental está a oferecer a peça de reposição nos

seus kits de correia dentada CT 1143WP2 e CT 1143WP3, além de uma bomba de água.

Estes são necessários para reparações no motor do Golf VI e outros motores 1.8 e 2.0

TFSI construídos entre 2004 e 2015.

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Abril I 2019

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77

José G. Neto tem novas escovas limpa-

-vidros Vision & Vision Plus

Fabricadas pela Valeo, as escovas limpa-vidros Vision & Vision

Plus, comercializadas pela empresa José G. Neto, Lda., contam

com novos modelos, sendo distribuídas pela A. Vieira, Atlantic

Parts e Sá Gomes. A Vision consiste numa escova convencional,

que disponibiliza 15 referências unitárias para proporcionar

a flexibilidade da gama. Conta com um adaptador universal

pré-montado para uma colocação fácil e rápida. E a borracha

natural que integra, confere melhor eficiência de limpeza. Já a

Vision Plus, trata-se de uma escova Flat Blade Multiconector. Com

apenas 11 referências unitárias disponíveis, a gama cobre, com

os cinco adaptadores mais importantes do mercado, uma quota

de 85% do parque automóvel europeu equipado com escovas

Flat Blade de origem.


Lemförder tem novo catálogo

de componentes borracha-metal

Os componentes borracha-metal são essenciais para se obter uma condução mais segura, estável

e confortável. A Lemförder acaba de lançar o seu catálogo mais recente, em formato PDF, de peças

de borracha-metal para veículos ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros. É constituído por

dois volumes, organizados de A a M e de N a Z. O novo catálogo apresenta uma ampliação da

gama atual com 344 referências novas, a maioria para veículos de última geração, o que permite

à marca oferecer uma das gamas mais completas do mercado. Este e outros catálogos da marca

podem descarregados, em formato PDF, no website da marca Lemförder (https://aftermarket.

zf.com/ib/pt/lemfoerder/catalogos/catalogos-pdf/).

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2019 I Abril


78

NOTÍCIAS

Empresas

Chegaram as pinças

de travão com padrão animal

A Brembo continua a experimentar cores, jogando com as últimas

tendências em moda, arte, estilo e design. Para o Salão de Genebra,

inspirou-se no mundo da moda, design, arte e estilo para revestir

algumas das suas pinças com “roupas” incomuns para um componente

de veículo, numa jornada de provocações, sugestões cromáticas e

texturas gráficas. Poderá ver pinças de travão pintadas com um

padrão de camuflagem, um clássico, aqui revisitado na cor do ano

ou, para os amantes do luxo, as pinças brilhantes. Para o mais moderno

e mais irreverente, uma pinça com a referência inconfundível

ao famoso tecido inglês com padrão “argyle”. As experiências da

Brembo não param por aqui. Se a nova tendência do momento sugere

um visual agressivo, aqui está uma pinça de travão que lembra a

pelagem manchada dos felinos e uma com um dragão “tatuado”. E

para os amantes da natureza, há, também, uma interpretação verde.

Testado e desenvolvido no camião:

novas pastilhas de travão MEYLE

A MEYLE tem sido um parceiro de cooperação técnica em corridas de camiões na Europa há

muitos anos. No foco da cooperação, está a transferência de know-how. Os conhecimentos das

corridas na Série Profi europeia de veículos utilitários estão incorporados no desenvolvimento

das próprias peças. Pela primeira vez, partindo da cooperação com uma equipa de corrida,

foram desenvolvidas as novas pastilhas de travão MEYLE-PD. As cinco referências de pastilhas

de travão são oferecidas num kit completo com todos os materiais de montagem para uma

substituição rápida e económica na oficina. As novas pastilhas de travão MEYLE-PD param,

também, os camiões com toneladas de peso: com uma combinação de pastilha de travão

especial, que foi testado em processos de diferentes níveis, o desempenho de travagem pode

ser melhorado, assim como reduzida a distância de travagem. As novas pastilhas de travão

foram fabricadas obedecendo à norma ECE-R90 e estão adaptadas às enormes cargas em

corridas de camiões e tráfego rodoviário diário.

Magneti Marelli tem várias

novidades “luminosas”

A Magneti Marelli deu a conhecer os seus últimos desenvolvimentos

na área de iluminação para o mercado de reposição automóvel. A

extensão da linha de iluminação consiste num total de 49 referências

originais, divididas entre 32 projetores,

quatro pilotos e, também,

várias peças para camiões MAN,

juntamente com seis faróis de nevoeiro

para os BMW Série 3 (E46;

E90) e Série 5 (E60). Entre as novas

aplicações da Magneti Marelli, destacam-se

os projetores de LED adaptáveis

dos BMW Série 2 (F45/F46 LCI)

e Série 5 (G30), bem como os projetores de LED Matrix que equipam

o Audi Q7 MY15 (4M) e os projetores de LED do Opel Astra MY16 (K).

Lucas_oil.pdf 1 21/11/2018 11:37

MEWA prima pela diferença

no capítulo da limpeza

O sistema de panos de limpeza com serviço integrado faz com que a empresa alemã seja

uma parceira importante para fábricas e oficinas em toda a Europa. Esta solução assegura

que máquinas e ferramentas se mantenham sempre impecavelmente limpas e 100% operacionais.

No centro do sistema, encontra-se o pano de limpeza ultra-absorvente MEWATEX.

A quantidade necessária de panos é entregue pela MEWA, que também faz recolha para

lavagem e devolução dos panos limpos. A empresa garante ainda chãos limpos e seguros.

Para este fim, disponibiliza aos clientes, para além do pano, a esteira de retenção de óleo

MULTITEX com o mesmo sistema de reutilização. A MEWA é líder mundial em gestão têxtil.

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79

Vieira & Freitas tem velas de incandescência

Hidria para o aftermarket

A vela de incandescência para o motor 1.5 BlueHDi do Groupe PSA já se encontra

disponível na gama de aftermarket da Vieira & Freitas, com a referência H5 254.

O Groupe PSA e a Opel colaboram na conceção dos modelos Opel Combo, Opel

Grandland X e Opel Crossland X, que foram premiados com diversos títulos e

têm sido um sucesso de vendas no mercado europeu. Todos os modelos acima

mencionados disponibilizam, também, o motor Diesel 1.5 BlueHDi desenvolvido

pelo Groupe PSA, estando em conformidade com a nova norma Euro 6d-TEMP,

que entrará em vigor em setembro de 2019. Sendo parceiro de confiança do

Groupe PSA, a Hidria é fornecedor OE exclusivo da vela de incandescência para

o motor 1.5 BlueHDi. Esta vela de incandescência está, também, disponível na

gama de aftermarket da Vieira & Freitas, ostentando, neste caso, a referência

de venda H5 254.

Polibaterias_top100.pdf 1 13/11/18 15:47

Japanparts Group disponibiliza

gama de filtros GPL e GNC

São mais de 40 os produtos disponíveis no catálogo desta categoria que o Japanparts

Group disponibiliza para o aftermarket. O grupo italiano propõe para o mercado do

pós-venda uma gama de filtros GPL e GNC, destinados a automóveis que consomem

combustíveis “ecológicos”. São mais de os 40 produtos disponíveis no catálogo desta

categoria. A saber: cartuchos filtrantes; filtros completos não inspecionáveis, tanto

na instalação horizontal como na instalação vertical; filtros completos inspecionáveis

(é possível substituir o cartucho interno); elementos filtrantes para automóveis do

Grupo FCA com instalação de origem; kit de O-ring para os principais produtos;

limpador do sistema de alimentação GPL. A qualidade dos produtos é garantida pela

utilização de materiais de primeira qualidade e pela montagem dos componentes

em conformidade com as especificações das empresas-mãe, que garante a total

permutabilidade com as peças originais.

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2019 I Abril


80

NOTÍCIAS

Empresas

Auto Barros Acessórios

anuncia novidades com luz

Fundada, em maio de 1985, por Ricardo Barros, a empresa de Seixezelo apresenta

uma nova campanha com preços especiais para os artigos de iluminação. A Auto Barros

Acessórios, Lda. tem uma enorme diversidade de artigos de iluminação e apresenta

uma nova campanha com preços especiais para os produtos desta área: faróis ZKW;

Equipamento Original para BMW e MAN. A empresa tem vindo, ao longo dos anos, a

crescer e a desenvolver-se. Hoje, conta com três estabelecimentos: Seixezelo (sede),

Porto e Lisboa. A Auto Barros Acessórios, Lda. refere que é, provavelmente, a empresa

que mais vende alternadores e motores de arranque em Portugal.

CONSELHOS DA TRW

Colaboração

Como melhorar o serviço

de atendimento ao cliente

Quanto menos stressado estiver, mais tempo e energia investirá naturalmente

na prestação de um serviço de atendimento ao cliente de excelência.

Para combater o stress, cada vez mais empresas de pequenas

dimensões estão a implementar práticas de reforço emocional no espaço

de trabalho. Melhorar a capacidade de resistência na sua oficina será benéfico

para a sua equipa, para os seus clientes e para os seus resultados.

A nossa capacidade de resistência emocional e física – por vezes, referida,

de forma mais simples, como “força interior” – torna-nos mais capazes de

lidar com situações desafiadoras, tanto no trabalho como na vida pessoal. Em

momentos difíceis – como quando a economia está em recessão, quando a

segurança do emprego é incerta, quando estamos sob as pressões financeiras

e as crises familiares nos afetam –, sentimos que os níveis de bem-estar

emocional ficam reduzidos. As estratégias que ajudam a gerir os nossos

níveis de stress pessoal podem aumentar e melhorar a nossa capacidade

de resistência emocional. A seguir, explicamos como melhorar o serviço de

atendimento ao cliente, desenvolvendo resistência emocional na sua oficina.

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Sono e alimentação

Não pode subestimar a importância de uma boa noite de sono no aumento

da sua capacidade de resistência. Sem ela, a saúde física sofre e você precisa

de estar forte no ambiente da oficina. A falta de sono também pode causar

uma má tomada de decisão, o que é uma notícia péssima numa empresa

em que a segurança dos clientes depende da qualidade do seu trabalho. A

falta de sono de qualidade também diminui o seu nível de resistência porque

reduz o bem-estar emocional e a confiança pessoal. O que você come também

está intimamente associado à saúde e ao desempenho – quem quer ter

um bom desempenho também deve comer bem. Segundo um relatório do

Footprint Forum, as pessoas que optam por uma boa alimentação têm uma

pontuação 28% melhor em termos de gestão do stress. Dieta, exercício físico

e sono estão intrinsecamente ligados aos níveis de stress e um stress esmagador

pode ter sérias consequências na nossa capacidade de resistência.

Boa gestão

O gerente de uma oficina pode desempenhar um papel fundamental na prevenção

de problemas de saúde na equipa, sejam físicos ou emocionais, procurando sinais

de desconforto ou mudanças no comportamento ou no desempenho. Este cuidado

vai ajudar tanto a empresa como os membros da equipa. Um bom gerente de

oficina pode evitar a perda de horas de trabalho relacionadas com o absentismo e

com problemas de saúde, assim como a perda de trabalhadores talentosos que poderiam

deixar a empresa. Estudos mostram que os trabalhadores de empresas que

demonstram cuidado e preocupação com a saúde e o bem-estar dos funcionários

têm quatro vezes mais hipóteses de continuar a trabalhar para esse empregador.

Esteja atento

Um gerente de oficina pode aprender a gerir a saúde mental no local de

trabalho e o stress, bem como as capacidades e a confiança que isso cria,

que podem fazer uma enorme diferença para o indivíduo, para a equipa

e para a reputação e o desempenho da empresa. Tendo em conta que o

stress continua a ser a causa número um do absentismo no trabalho e as

condições de saúde mental (incluindo ansiedade e depressão) são a causa

mais comum de ausência de longo prazo entre trabalhadores que realizam

trabalhos físicos e não físicos, a saúde mental no local de trabalho é, agora,

uma prioridade crítica para os empregadores. Certifique-se de que é capaz

de satisfazer as necessidades da sua equipa em termos de saúde mental.

Abril I 2019

NOTA: Para saber mais sobre este tema, consulte o site

www.trwaftermarket.com/original-workshops/pt/


81

Pro4matic apresentou novos produtos Arnott

A empresa especialista em suspensões pneumáticas anuncia o lançamento de novas peças

da marca Arnott. O intuito é ampliar a gama de produtos para os clientes da Pro4matic que

procuram qualidade a preços económicos. As novidades são variadas e têm a qualidade

habitual de um fabricante certificado, que oferece garantia de dois anos e construção de

excelência. As marcas e modelos compatíveis são os seguintes: BMW Série 7 (F01, F02 e

F04) - amortecedor pneumático traseiro; Mercedes-Benz Classe C (W205) - fole pneumático

traseiro; Jaguar XJ (X351) - amortecedor pneumático traseiro; Audi A6 quattro S6, S7 e RS7

(C7) - fole pneumático traseiro.

Autopeças Cab comercializa

baterias Comline

Devido ao enorme sucesso que a marca Comline tem conquistado

junto dos clientes da Autopeças Cab, a empresa passa a

disponibilizar baterias desta marca nas suas lojas. As baterias da

Comline são conhecidas na Europa por terem uma excelente

qualidade, uma boa imagem de apresentação ao cliente e um

preço bastante competitivo no mercado português. Nos próximos

tempos, vão existir mais novidades de novas gamas deste

fornecedor na Autopeças Cab.

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2019 I Abril


NOTÍCIAS PESADOS

82

Carlos Apolinário reforça equipa MAN TGE

A MAN Truck & Bus Portugal reforça a equipa MAN TGE com um novo responsável

de vendas de viaturas comerciais ligeiras, que abraçará um projeto ambicioso

em torno de uma gama de produtos disponível no mercado português apenas

desde 2017, mas que já conquistou uma posição de destaque entre os veículos

comerciais ligeiros. Com início de funções em fevereiro de 2019, Carlos Apolinário,

de 32 anos, assume o cargo de responsável de vendas de viaturas comerciais

ligeiras na MAN Truck & Bus Portugal. Licenciado em Relações Internacionais

pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas da Universidade Técnica

de Lisboa, especializando-se em Segurança e Informações Estratégicas, Carlos

Apolinário agregou os seus vastos conhecimentos académicos às competências

adquiridas ao longo do seu percurso profissional.

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NelsonTripa_BOLAS.pdf 1 11/03/19 17:04

VISITE O NOSSO

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WABCO expande o seu centro de testes

A WABCO Holdings Inc., fornecedor líder global de sistemas de controlo de travagem

e outras tecnologias avançadas que melhoram a segurança, realizou a cerimónia de

expansão da sua pista de testes Erich Reinecke, em Jeversen, na Alemanha. A WABCO

planeia investir mais de 18 milhões de euros para expandir a sua capacidade de testes de

veículos comerciais para camiões e autocarros pesados, consolidando ainda mais a sua

posição como líder global em tecnologia. A pista já desempenha um papel importante

em testes e desenvolvimento de novas soluções e tecnologias, que impulsionam a visão

da indústria de veículos comerciais de um futuro autónomo, conectado e elétrico. Com

esta expansão, um centro de projeto separado cobrindo uma área de mais de 1.000 m²

e dois corredores de camiões serão adicionados.

SOLUÇÕES EM A/C AUTO

E REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE

EUROPART expande participação nas

corridas de camiões

Com o lema “A paixão une-nos”, a EUROPART volta a participar nas corridas

de camiões europeias no ano de 2019. “Como empresa, valorizamos

bastante uma parceria justa e competente com os nossos clientes”, afirma

Olaf Giesen, CEO da EUROPART. “Isto não implica apenas cumprir os requisitos

e atender às necessidades dos nossos clientes – na seleção dos

produtos, na qualidade, na consultoria e na assistência técnica. Implica,

também, partilhar as paixões pessoais dos nossos clientes. Por exemplo,

a paixão pelas corridas de camiões.” Por isso, pela sexta vez consecutiva,

a EUROPART apoia a equipa da Reinert Racing. No âmbito de um evento

para funcionários, o CEO da EUROPART, Olaf Giesen, e o dono da equipa,

René Reinert, assinaram o acordo de patrocínio para a época de 2019. Tal

como no ano anterior, René Reinert volta a sentar-se aos comandos do

camião de corrida com o número 77. O piloto de sucesso na época de

2018 obteve o sétimo lugar na classificação geral do FIA European Truck

Racing Championship. Na classificação por equipas, a Reinert Adventure

obteve o segundo lugar.

Visite-nos no Facebook

Abril Rua Fernando I 2019 Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

Telefone: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt

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Nós damos uma mãozinha

Renault Trucks lança campanha

“Como novo, exceto o preço”

A Galius, empresa do Grupo Nors, representante exclusivo da Renault Trucks

em Portugal, lança uma campanha que disponibiliza uma ampla oferta de

produtos recondicionados, onde se incluem componentes de motor, sistema C

elétrico e sistema de travagem, entre outros, com 35% de desconto. Os

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produtos recondicionados distinguem-se pela qualidade, a um preço entre

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30 a 50% inferior. Os clientes têm o benefício de aceder a um produto com

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as mesmas características de um novo, testado por equipas especializadas,

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onde a qualidade e o desempenho das suas viaturas continuam assegurados.

Por outro lado, os produtos recondicionados cumprem os mesmos

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requisitos técnicos dos produtos novos, garantindo a máxima fiabilidade

e a adequabilidade perfeita. Estes componentes têm um ano de garantia K

Renault Trucks quando adquiridos ao balcão e dois anos de garantia quando

montados nas oficinas Renault Trucks.

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da sua terminologia!

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Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas da

indústria e uma tecnologia que nos permite criar

projetos à medida de cada cliente.

DT Spare Parts destaca válvula solenóide

Para oferecer aos utilizadores informações técnicas especializadas sobre peças

de reposição e as suas funções, todos os meses a DT Spare Parts cria um “retrato

de produto”, dedicado a uma família de produtos. Desta vez, o destaque vai para

a válvula solenóide, que ostenta a referência 1.13078. Um pistão móvel projetado

com precisão na unidade da válvula de alumínio isenta de cavidades, que controla

o volume de ar permitido nas conexões pneumáticas. O mecanismo de controlo

depende do fluxo de corrente através da bobina magnética. O seu acabamento

de alta qualidade garante uma ampla faixa de temperatura operacional, entre

-40°C e +100°C. A DT Spare Parts alerta para o facto de que uma falha neste

componente ser, regra geral, causada por poeira ou problemas de contacto na

ligação à alimentação elétrica.

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Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas as

repetições em novos projetos e baixar consideravelmente

o valor final do documento, mantendo

a terminilogia e o estilo de comunicação já

existentes. Um programa criado a pensar em si!

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84

CARROScomHISTÓRIA

Aston Martin DB5

My name is Martin,

Aston Martin

Este modelo fabricado pela Aston Martin foi projetado pela italiana Carrozzeria Touring

de Milão e lançado em outubro de 1963, no Salão do Automóvel de Earls Court

Por: João Paulo Lima

O

DB5 foi a evolução do DB4 e fez

parte de uma série de modelos

criados em homenagem a

Sir David Brown, proprietário da Aston

Martin de 1947 a 1972. À data do seu

lançamento, ninguém, na Aston Martin,

previa o sucesso que viria a ter o futuro

modelo. As razões prendiam-se pela

semelhança relativamente ao anterior,

que já tinha conquistado, com o seu

charme e performance, centenas de

admiradores e clientes. O carroçador

italiano utilizou para o DB4 a técnica

“Superleggera” de outras criações suas.

Construídas na fábrica Newport Pagnell

da Aston Martin, em Buckinghamshire,

esta técnica, patenteada pela Touring,

consistia em apertar a uma treliça de

tubos de aço longos painéis de alumínio

que definiam a forma do veículo.

Por baixo deste trabalho, também

com assinatura italiana, “morava” um

chassis projetado por Harold Beach

com suspensão de dois braços

triangulares à frente, eixo traseiro

independente, direção de pinhão

e cremalheira e travões de disco às

quatro rodas. O motor ficou a cargo

de Tadek Marek, um engenheiro polaco

que estava na Aston Martin desde

1954. Debitava 240 cv às 5.500 rpm

retirados de um seis cilindros em linha

de 3,7 litros, que deslocava os 1.300

kg do DB4: 0-60 mph em 9 s; 0-100

mph em 21 s. Durante os cinco anos

de produção, o DB4 sofreu inúmeras

revisões, terminando precisamente no

DB5. As principais diferenças entre o

DB4 Série V e o DB5 são a maior distância

entre eixos, mais espaço interior

e maior linha de tejadilho.

Mecanicamente o motor passou de

3,7 para 4,0 litros, a caixa para cinco

velocidades e a alimentação a cargo de

três carburadores S.U. Com este incremento,

o DB5 começou a debitar 282 cv

e a fazer 233 km/h. Em março de 1962,

antes do lançamento do DB5, todos

os modelos da Aston Martin estavam

equipados com esta motorização. Para

além destas alterações, os DB5 tinham

assentos em couro reclináveis, carpetes

de lã, vidros elétricos, ar condicionado

como opção, duplo depósito de

combustível, rodas de raios, radiador

de óleo, chassis em liga de magnésio

e até um extintor de incêndio.

A sua primeira aparição cinematográfica

aconteceu em 1964 para o filme

“Goldfinger”, conduzido por James

Bond, o agente de Sua Majestade. O

especialista em efeitos especiais John

Stears foi quem modificou um DB5 para

as filmagens, tornando-o no “carro mais

famoso do mundo”.

Por consequência, as vendas aumentaram

e o DB5 ultrapassou o

bem-sucedido DB4. Nessa altura, protagonizou-se

em torno deste automóvel

um dos exemplos mais memoráveis ​

da colocação de produtos na história.

Sean Connery, no papel de James Bond,

poderia ter acabado ao volante de um

Jaguar E-type. Ken Adam, o designer

de produção de Goldfinger, conduziu

um Jaguar e achou perfeito para

a personagem, mas a marca recusou

fornecê-lo. Este modelo apresentava

performances semelhantes e um valor

correspondente a metade do valor

de um Aston Martin. Estes automóveis

atingiram milhões de euros nas suas

transações, encontrando-se muitos na

posse de museus e colecionadores. ✱

Abril I 2019

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86

TÉCNICA&SERVIÇO

Reparação de danos estruturais

Evolução das bancadas

Neste artigo, vamos descrever, de forma genérica, a forma como as bancadas e,

fundamentalmente, os sistemas de medição para reparação de carroçarias, foram evoluindo

A

carroçaria do automóvel está

em constante evolução e o

mundo da reparação também

procura manter-se atualizado, embora

a um ritmo ligeiramente mais lento. No

que respeita à reparação estrutural da

carroçaria, atualmente os fabricantes

utilizam na mesma componentes de

aço de ultra alta resistência em muito

maior proporção do que anteriormente.

Este fator implica que as reparações

sejam muito mais complicadas.

Antigamente, as reparações em grandes

sinistros implicavam a reparação e

o estiramento de um grande número

de peças. No entanto, as carroçarias

atuais incluem muito mais sistemas de

segurança que têm de ser substituídos

nos sinistros mais significativos, os

quais, devido ao seu preço, tornam a

reparação da carroçaria pouco viável

economicamente. Este é um dos motivos

pelos quais, atualmente, são reparados

muito menos danos estruturais

do que há alguns anos. Não obstante,

a bancada continua a ser necessária

quando nos deparamos com um dano

estrutural.

n VÁRIOS TIPOS DE BANCADAS

As bancadas podem ser classificadas,

segundo o seu sistema de medição,

como bancadas de ferramentas específicas,

bancadas de ferramentas

universais, bancadas de medição com

medidor mecânico, com medidor ótico

e bancadas eletrónicas. Além do mais,

também existem os medidores eletrónicos,

que nos permitem realizar um

diagnóstico prévio da carroçaria sem

que seja necessário elevar a mesma

na bancada. Dentro destes últimos,

podemos incluir os medidores tipo

compasso de varas, também para a

medição de alturas, os quais permitem,

por exemplo, numa minibancada, controlar

todos os pontos da plataforma.

O sistema com medidor mecânico

consiste num medidor independente,

geralmente em alumínio, colocado

sobre a bancada, que, apesar de ser

universal, se foi tornando obsoleto e,

por conseguinte, foi descontinuado por

muitos fabricantes.

Relativamente à bancada de ferramentas

específicas, neste caso, as ferramentas

são específicas para cada

modelo de automóvel. Este tipo de

bancada é pouco habitual na oficina

de reparação, embora seja semelhante

ao sistema utilizado no fabrico. O mais

1 A bancada de ferramentas

universais é um dos tipos de

bancadas mais habituais nas

oficinas de carroçaria

conhecido é o Sistema MZ, da Celette, o

qual foi atualizado há alguns anos para

MZ+, com o objetivo de conter menos

ferramentas específicas. Relativamente

a este sistema, a Celette apresentou, na

última feira Automechanika Frankfurt,

uma nova evolução, denominada Cameleon,

a qual permite, através da conjugação

das ferramentas da bancada

Celette MZ+ com alguns acessórios,

que a mesma se torne numa bancada

de ferramentas universais.

A bancada de ferramentas universais,

um dos tipos de bancadas mais

habituais nas oficinas de carroçaria,

trata-se de ferramentas mais ou menos

robustas, com escalas graduadas

e que servem para todos os modelos.

Atualmente, continua a ser um dos

sistemas mais utilizados, embora esteja

a perder terreno relativamente

às bancadas eletrónicas e, sobretudo,

às minibancadas, devido ao facto de,

hoje, as reparações em bancada mais

Abril I 2019

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Colaboração

Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

87

2

2 Sistema MZ+ de ferramentas

específicas da Celette 3 Medidor

eletrónico Naja da Celette

3

habituais não incluírem danos muito

substanciais.

Um fator muito importante no momento

de escolher uma bancada e

o respetivo sistema de medição é a

atualização das fichas de dados dos

diferentes veículos. Por conseguinte,

é importante que o fabricante da bancada

seja uma entidade sólida e com

continuidade previsível no futuro, uma

vez que é possível que, caso se trate de

uma empresa pouco conhecida, poucos

anos após a aquisição da bancada

o fabricante deixe de existir. Neste caso,

as fichas da bancada deixarão de ser

atualizadas, o que implicará que a dita

bancada não possa ser utilizada para

medir veículos mais recentes.

A atualização das fichas de bancada

antigamente era realizada em papel.

Posteriormente, passou a ser em CD

e, atualmente, a operação é realizada

através da rede. A periodicidade também

sofreu alterações. Inicialmente, a

atualização era realizada uma vez por

ano. Em seguida, passou a acontecer

a cada seis meses e, presentemente,

há fabricantes que realizam atualizações

diariamente, adicionando novos

modelos constantemente.

n INFORMAÇÃO DIGITAL

Atualmente, tudo funciona em torno

da rede, da Internet e dos computadores.

E, na oficina de carroçaria, a

4 6

4 Medidor eletrónico Touch da

Spanesi 5 Sistema de medição

Meridian com o scanner laser

Galileo da Chief

5 7

realidade não é diferente. É um dos

motivos pelos quais os fabricantes

de bancadas, há já algum tempo, incorporam

modelos com medidores

eletrónicos. Os medidores eletrónicos

comunicam com o computador

e permitem obter um relatório impresso

do estado do veículo. Podem

ser utilizados tanto para a verificação

dos danos da carroçaria, como para

A utilização de medidores digitais,

tipo compasso de varas, registou

um grande crescimento na verificação

da carroçaria e, caso controlem

também a altura, podem ser utilizados

para a reparação em bancada

a medição durante a reparação em

bancada. Podem ser classificados em

monoponto ou multiponto, dependendo

de permitirem ou não medir,

simultaneamente, mais de um ponto

de controlo.

Os monoponto podem apresentar

um braço apalpador móvel através de

um rail (por exemplo, o Car-o-Tronic

Vision 2 da Car-o-liner ou o Naja da

Celette), ou um braço articulado com

sensores de ângulo (por exemplo, o

Touch da Spanesi ou o Contact evolution

da Car bench). Em ambos os

casos, é o funcionário que desloca

manualmente o braço até ao ponto

a controlar.

Os multiponto podem conter um

6 Compasso de varas e medidor

digital da Spanesi 7 Compasso

de varas eletrónico DigiMac da

Astra

sistema medidor por ultrassons (como

o modelo Shark da Blackhawk) ou um

sistema de medição através da refração

por raio laser (como o Meridian da

Chief ou o Globalscan da Glogaljig).

Nos últimos tempos, os sistemas de

medidores digitais do tipo compasso

de varas registaram um aumento nas

vendas. O custo é inferior ao dos medidores

anteriores, embora as suas

prestações em geral também sejam

inferiores. Há vários fabricantes que

dispõem deste tipo de medidor. Alguns

comunicam com o computador

(estes serão mais do tipo medidor

eletrónico) e outros, simplesmente,

incorporam um display para realizar

facilmente a leitura da medição.

A medição pode ser realizada por

simetria, medindo as diagonais (medição

indireta ou comparativa) ou por

medição direta, a própria distância

entre pontos comparando-os com

os dados do fabricante. Para além

de medirem os diferentes pontos

de controlo da plataforma, servem,

também, para medir enquadramentos

de motor, de para-brisas ou de portas.

Geralmente, dispõem de uma base

de dados completa para permitir a

comparação com as medições das

8

8 Compasso de varas eletrónico

Point X da Car-o-liner

cotas, incluindo, em muitos casos,

inclusive fotos dos pontos a controlar

para facilitar a localização dos mesmos

e, regra geral, permitem controlar,

também, a altura de cada ponto.

Nestes casos, nos quais é possível

controlar ainda a altura, podem ser

utilizados como sistema de medição.

Por exemplo, para uma minibancada.

Muitos sistemas optam pelo Bluetooth

ou pelo wi-fi como sistema de

transmissão dos dados do medidor

para o computador. Noutros, é o próprio

técnico que deve introduzir no

computador as medidas apresentadas

pela bancada em cada ponto, para obter

um relatório impresso. Incorporam

diferentes acessórios, prolongadores

de diferentes alturas, pontas de controlo,

como conectores e adaptadores

cónicos com diferentes medidas, para

adaptação aos pontos a controlar e

um adaptador magnético para manter

a fixação no ponto a medir.

Todos estes sistemas incluem um

estojo que permite manter o equipamento

e os respetivos acessórios

perfeitamente organizados, transportando-os,

se necessário, para outras

instalações para realizar medições.

Neste tipo de sistema, encontramos

muitos modelos. Alguns que contêm

um display digital, como o medidor

digital da Spanesi e o MZ cross da

Celette. E outros que comunicam

com o computador, como o Point X

da Car-o-liner, o DigiMAC da Astra

e o Eagle da Celette, que se trata

de um medidor laser, uma espécie

de compasso de varas, mas sem as

barras telescópicas. É composto por

uma pistola que incorpora o projetor

laser que é colocado num ponto e por

um captador que é montado no outro

ponto a medir. O equipamento comunica

com o computador via wi-fi. ✱

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2019 I Abril


88

TÉCNICA&SERVIÇO

BMW Série 5

BMW Série 5 E60/61

Nesta edição, revelamos como solucionar problemas ocorridos com o BMW Série 5,

nomeadamente quando a luz de airbag permanece acesa

Queixa do cliente:

l Viatura com luz de airbag acesa

PROCEDIMENTO TÉCNICO:

Ligar equipamento de diagnóstico e verificar códigos de avaria existentes.

Na memória de erros, deverá ser apresentado o erro 93F9.

que é normal acontecer, o problema é interno da unidade de comando, tendo

de ser substituída.

Após substituição da unidade de comando, a mesma tem de ser programada,

conseguindo efetuar a programação através do KTS usando o Passthru.

Este erro descreve uma avaria na reserva de tensão da unidade de comando,

ou seja, um problema interno da unidade. Deverá verificar o estado da bateria

inicialmente, pois estas viaturas são sensíveis a picos de tensão e oscilações

e até de bateria fraca. De seguida, deverá verificar o valor real da tensão de

alimentação da unidade e o estado da reserva de energia com o equipamento

de diagnóstico.

Após as verificações com o equipamento de diagnóstico, deverá efetuar

medição da alimentação da unidade de comando conforme esquema elétrico

disponível no ESI[tronic]. Se alimentações de tensão estiverem em ordem, o

Este artigo foi elaborado pela Hotline Automóvel da Bosch

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90

MUNDO AUTOMÓVEL

Seat Tarraco 2.0 TDI Xcellence

Aventura em família

A Seat entrou no mundo dos SUV de grande porte com o Tarraco. Mesmo equipado com

motor 2.0 TDI de 150 cv e tração apenas dianteira, foi concebido para a aventura em família.

Ou não tivesse ele uma (opcional) terceira fila de bancos, que eleva a lotação para sete lugares

Por: Bruno Castanheira

Depois, dos Ateca e Arona, por

esta ordem, eis o Tarraco, que

ocupa o lugar de topo na família

SUV da Seat, juntando tecnologia

de ponta, dinâmica, agilidade, sentido

prático e funcionalidade com design

elegante e sofisticado. Segundo a Seat,

o Tarraco reúne as muitas vantagens

das dimensões mais generosas para

incluir todos os elementos da vida moderna.

O nome deste SUV de grande

porte provém da cidade mediterrânica

de Tarragona, núcleo histórico e cultural

com arquitetura inspiradora, mas

com espírito jovem e aventureiro. O

nome Tarraco foi eleito na sequência da

votação de 146.124 fãs da Seat oriundos

de 134 países, que participaram

na fase final do desafio #SEATseeking-

Name, levando a melhor sobre Ávila,

Aranda e Alborán. Em Portugal, este

topo de gama está disponível com

quatro motorizações, duas a gasolina

(1.5 TSI de 150 cv; 2.0 TSI de 190 cv) e

duas Diesel (2.0 TDI de 150 e 190 cv),

caixa manual ou DSG, tração dianteira

ou 4Drive, nível de equipamento Style

ou Xcellence.

n PRESENÇA IMPONENTE

Desenhado e desenvolvido nas instalações

da Seat, em Martorell (Barcelona),

o Tarraco é produzido em

Wolfsburg (Alemanha). Este terceiro

SUV da marca espanhola revela indícios

da futura linguagem de design que

assinalará os próximos lançamentos

da Seat. Imponente e com proporções

equilibradas, o Tarraco tem na grelha

dianteira cromada e na iluminação

100% LED com assinatura triangular

os seus elementos mais marcantes. Aos

quais se juntam, nesta unidade, as jantes

de 20” “Supreme” 37/1 maquinadas

em mate (€661) e a pintura exclusiva

verde “Camouflage” (€706) que reveste

a carroçaria. Opcional é, também, o teto

de abrir panorâmico elétrico (€976). Já

os para-choques pintados, as barras de

tejadilho cromadas, os vidros traseiros

escurecidos e a moldura exterior dos

vidros cromada, são adereços propostos

de série. Não sendo um hino ao

design, a verdade é que o Tarraco tem

uma presença imponente que não

deixa ninguém indiferente. Até rimou.

Abrindo uma das portas que garante

um ótimo acesso ao interior, o

Tarraco tem tudo o que um chefe de

família pode ambicionar. A qualidade

de construção situa-se num patamar

elevado. Espaço não falta para ocupantes,

bagagem e arrumação de objetos.

A lotação, de sete lugares, deve-se à

presença da opcional terceira fila de

bancos (€710). O posto de condução,

esse, é simplesmente excelente.

Tudo está corretamente posicionado

e quer o volante quer o banco têm boa

amplitude de ajustes. No capítulo da

proteção, o Tarraco está igualmente

bem apetrechado. Mais ainda nesta

unidade, que conta com o opcional

pacote segurança (€444): assistente

de máximos; proteção proativa e extensível

a peões e ciclistas; cruise control

adaptativo até 210 km/h; sistema

de segurança alargado com proteção

proativa do passageiro; front assist com

assistente de travagem em cidade para

cruise control adaptativo; assistente de

faixa de rodagem, deteção de veículos

no ângulo morto; alerta de trânsito

cruzado à retaguarda.

Somando os €178 da connectivity box

(carregamento sem fios + amplificador

de sinal GSM), os €178 do Digital Audio

Broadcasting, os €106 da cartografia

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91

Europa, os €354 do sistema de navegação

8” e os €434 do pacote inverno (jato

de água do limpa para-brisas aquecido;

bancos dianteiros e traseiros aquecidos,

controlados separadamente; alternador

180 A), está explicada a presença

de €4.747 de extras, o que torna ainda

mais agradável a convivência com este

SUV de grande porte.

n DESEMPENHO EFICAZ

O Tarraco foi desenvolvido para

condutores que procuram emoção

e funcionalidade num único veículo.

Pessoas que precisam do sentido prático

de ter até sete lugares e espaço

para transportar família e amigos, mas

que apreciam um automóvel que reage

às exigências do condutor, garantindo

uma dinâmica envolvente. As palavras

são da Seat. Acrescentando que a chave

para este objetivo abrangente de fusão

entre o lado prático e o comportamento

dinâmico, reside na mais recente

tecnologia do Grupo Volkswagen e na

plataforma MQB-A, com arquitetura de

longa distância entre eixos, que serve

de base aos grandes SUV. Como este. O

Tarraco não é apenas um SUV grande.

É, acima de tudo, um grande SUV.

Apreciação que se deve ao elevado

nível de conforto que proporciona e

ao desempenho eficaz que alcança

em estrada e fora dela. Embora, fora

do alcatrão, a unidade aqui em ensaio

saia penalizada pelo facto de dispor de

tração apenas dianteira. Ainda assim,

mesmo não sendo o motor 2.0 TDI de

150 cv, que traz acoplada caixa manual

de seis velocidades, um fulgor, lida relativamente

bem com os 1.735 kg de

peso (em vazio) deste SUV.

Nas versões 4Drive, o perfil de condução

Seat, com botão rotativo “Driving

Experience”, inclui seis posições. Na

unidade aqui em análise, os modos

são apenas quatro: “Eco”; “Normal”;

“Sport”; “Individual”. Qualquer deles

altera diversos parâmetros e pode ser

requisitado em função das necessidades

e estados de espírito. Mediante o

dispêndio de €710, a Seat disponibiliza

ainda controlo adaptativo do chassis

(DCC), que inclui regulação hidráulica

da suspensão. Apesar dos seus mais de

4,7 metros de comprimento, o Tarraco

é um SUV ágil, reativo e fácil de controlar.

Para mais, a direção tem uma

assistência correta, o comando manual

da caixa é preciso, os travões cumprem

o seu papel com competência e o rolamento

da carroçaria em curva nem

é elevado. ✱

Imponente é um bom adjetivo para definir o Seat Tarraco, que oferece tudo o que um pai de família pode ambicionar

MOTOR

Tipo

4 cil. linha

Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1968

Diâmetro x curso (mm)

81,0x95,5

Taxa de compressão 16,2:1

Potência máxima (cv/rpm) 150/3500-4000

Binário máximo (Nm/rpm) 340/1750-3000

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção direta common rail

Sobrealimentação turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira c/ ESC

Caixa de velocidades

manual de 6+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica e progressiva)

Diâmetro de viragem (m) 11,9

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (341)

Traseiros (ø mm) discos maciços (300)

ABS

sim, c/ EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

Multilink

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 202

0-100 km/h (s) 9,8

Cons. extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 4,7/4,9/5,8

Emissões de CO 2

(g/km) 155

Nível de emissões Euro 6

Ângulos ataque/saída/vent (°) 19,1/21,4/n.d.

Passagem a vau (mm)

n.d.

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comp./larg./alt. (mm) 4735/1839/1658

Distância entre eixos (mm) 2790

Vias frente/trás (mm) 1575/1564

Altura ao solo (mm) 192

Capacidade do depósito (l) 58

Capacidade da mala (l) 230-1775

Peso (kg) 1735

Relação peso/potência (kg/cv) 11,56

Jantes de série

7Jx19”

Pneus de série

235/50 R19 99V

Pneus de teste

Pirelli Scorpion Verde,

235/45 R20 100V

GARANTIAS

Mecânica

2+2 anos ou 80.000 km

Pintura

3 anos

Anticorrosão

12 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 2 anos ou 30.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €221,40

Intervalos

2 anos ou 30.000 km

Preço (s/ despesas) €42.433

Unidade testada €47.180

Imposto Único de Circulação (IUC) €227,65

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2019 I Abril


92

MUNDO AUTOMÓVEL

NOTÍCIAS

Por: Bruno Castanheira

E Prototype: o novo modelo elétrico

da Honda

O novo veículo elétrico da Honda apresentou-se sob a forma de um concept denominado

E Prototype. Consiste numa evolução do Urban EV Concept de 2017 e é

“peça” fundamental na estratégia de “eletrificação” da Honda para a Europa. Concebido

para responder às necessidades do estilo de vida moderno, combina design exclusivo

com funcionalidades avançadas. Os elementos de destaque incluem puxadores das

portas embutidos e câmaras compactas no lugar dos tradicionais retrovisores. O

habitáculo aposta numa estética moderna e minimalista. O painel de instrumentos é

intuitivo, pode ser personalizado e apresenta uma variedade de aplicações e serviços

inteligentes. O E Prototype faz uso de uma plataforma totalmente nova, específica

para veículos elétricos. A produção da versão final deste modelo elétrico terá início

no final deste ano. ✱

Polestar 2 foi revelado

exclusivamente online

A marca de performance elétrica do Volvo Car Group apresentou,

exclusivamente online, o novo Polestar 2. Exibindo um design

vanguardista, este modelo 100% elétrico está apto a proporcionar

uma experiência única para o consumidor. Inserido no segmento

dos automóveis compactos elétricos premium, o Polestar 2 dispõe

de cinco portas e baseia-se na plataforma CMA (Compact Modular

Architecture) da Volvo. Está equipado com dois motores elétricos

e uma bateria com 78 kWh de capacidade, que permitirá atingir

uma autonomia de 500 km. O pack de baterias, de 27 módulos,

está integrado na parte inferior do veículo, contribuindo, não só,

para um aumento da rigidez do chassis como, também, para obter

melhores níveis de insonorização e vibração. O Polestar 2 oferece

408 cv de potência e 660 Nm de binário, sendo capaz de cumprir

o arranque dos 0 aos 100 km/h em menos de 5 segundos. Em

comum com todos os modelos da Polestar, está a possibilidade de

encomendar este novo automóvel exclusivamente online (www.

polestar.com). A estimar pelas projeções do mercado alemão, o

preço da versão de lançamento será de €59.900. ✱

Fiat Centoventi: democratizar

mobilidade elétrica

O Fiat Concept Centoventi é a expressão de uma visão arrojada e democrática,

baseada em 120 anos de história da marca e de experiência no setor. Basicamente,

é uma “tela em branco” pronta para ser pintada de modo a satisfazer os gostos e as

exigências do cliente, em qualquer altura da sua vida ou do seu dia, sem restrições

de personalização. Será produzido apenas numa cor de carroçaria, podendo ser

personalizado utilizando o programa “4U”, com escolha entre quatro tetos, quatro

para-choques, quatro tampões de rodas e quatro caracterizações externas. O habitáculo

é totalmente reconfigurável e capaz de acomodar até quatro pessoas, tendo

sido desenvolvido de acordo com o conceito “plug and play”. Dotado de materiais

inovadores, este protótipo dispõe um conjunto de baterias modulares, podendo a

autonomia chegar aos 500 km. ✱

Alfa Romeo Tonale:

sensualidade híbrida plug-in

A Alfa Romeo entrou no mundo da “eletrificação” com o protótipo

Tonale, o seu primeiro SUV híbrido plug-in de dimensões médias.

O design pode ser interpretado como uma expressão que olha para

o futuro com afeto. As dimensões compactas personificam a alta

costura italiana e o inconfundível estilo moderno e original da Alfa

Romeo. Um elemento que faz eco ao ADN da marca são as jantes de

21”, com representação de um disco de marcação telefónica, numa

alusão ao icónico 33 Stradale dos anos 60. O interior é orientado

para o condutor. Os painéis translúcidos iluminados e o seletor DNA

(modos “Dual Power”; “Natural”; “Advance E”), estão em evidência.

O nome escolhido para este concept, wequipado com dois motores

(combustão na frente; elétrico na traseira), faz alusão à “Passagem

de Tonale”, próxima do “Desfiladeiro de Stelvio”, nos Alpes. ✱

Abril I 2019

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EM ESTRADA

Novos modelos lançados no mercado

Por: Bruno Castanheira

93

Volvo XC40 T3 R-Design Tech Edition

Agente secreto

DS 7 Crossback 1.5 BlueHDI

Alta costura

Honda Jazz 1.5 i-VTEC Dynamic

Ritmo urbano

Renault Captur Exclusive TCe

Trajeto dourado

Vestido de negro e obedecendo aos códigos

R-Design e Tech Edition, o XC40 T3 é como um

agente secreto. Consegue ser extremamente

eficaz sem se dar por ele. E para a discrição ser

total, só faltava mesmo as jantes de 18” serem

escuras em vez de cintilantes. Mas este pequeno

SUV está muito bem assim. Até porque tem

tudo nwo sítio. Para contrariar um segmento

onde as versões Diesel são as que mais ordenam,

a Volvo responde, nesta unidade, com um

motor a gasolina de 1,5 litros com apenas...

O DS 7 Crossback tem o que mais nenhum outro

SUV exibe: charme e sensualidade. Neste automóvel,

onde todos os detalhes interessam e onde

tudo, mas mesmo tudo, é pensado ao pormenor,

condutor e ocupantes são transportados para uma

dimensão que personifica a alta costura francesa.

A versão Performance Line, equipada com jantes

de 19” escuras e carroçaria pintada de cinzento

(calhou-nos, em sorte, ser assim nesta unidade),

tem um certo ar de “gangster” que lhe assenta que

nem uma luva. Desde a grelha ao desenho dos

Há muito que o Honda Jazz habituou o segmento

dos citadinos a ouvir o ritmo urbano que caracteriza

a sua presença. Na mais “apitada” versão

1.5 i-VTEC Dynamic, naquela que é a primeira

inclusão deste motor neste modelo, pintado de

Branco “Orchid” metalizado (€500) e aprimorado

com jantes de 16” escuras, é impossível não associá-la

a uma vertente mais desportiva, que,

no fundo, a tem. E a verdade é que a sonoridade

interessante do motor (ao ralenti nem se dá por

ele), em conjunto com as prestações céleres, ex-

A avaliar pelo sucesso que tem granjeado junto

do consumidor nacional, o Captur, renovado não

há muito tempo em termos de design e revisto

no conteúdo, tem feito um trajeto dourado no

mercado português. Ainda que a versão a gasolina

de três cilindros aqui em análise não seja

propriamente a mais interessante de conduzir

(apesar de as prestações deste 898 cc, com 90

cv e 140 Nm, que traz acoplada caixa manual

de cinco velocidades e faz uso de um pequeno

turbocompressor, sejam interessantes, tal como

três cilindros. São nada menos do que 156 cv

e 265 Nm, explorados por intermédio de uma

caixa manual de seis velocidades, de comando

é preciso e escalonamento correto. A suavidade

de funcionamento são as notas mais relevantes

do desempenho dinâmico deste SUV. Para mais,

sendo a agilidade e a honestidade de todas

as reações as características a destacar, aos

quais se juntam o bom nível de conforto e as

prestações interessantes. O posto de condução

correto, o habitáculo funcional e bem elaborado,

o bom espaço para ocupantes e bagagem, o

nível de equipamento expressivo e os inúmeros

dispositivos de segurança presentes a bordo,

completam o rol de virtudes.

grupos óticos, o DS 7 Crossback transpira sensualidade

por todos os poros. No interior, mantém-se

a mesma tónica. Desde o relógio analógico até aos

bancos, passando pela iluminação e pelos painéis

das portas, tudo faz o match perfeito. É impossível

apontar um defeito estético que seja. Numa esfera

mais racional e menos emotiva, pode dizer-se que

o motor 1.5 BlueHDI de 130 cv, que traz acoplada

uma caixa manual de seis velocidades precisa e

bem escalonada, cumpre sem deslumbrar, conseguindo

combinar prestações interessantes com

consumos comedidos. O desempenho dinâmico

é de elevado gabarito, tal como o equipamento

e os dispositivos de segurança. O preço? Também

é elitista, claro. Pudera...

ploradas por intermédio de uma caixa manual

de seis velocidades (cujo comando não é muito

preciso e é algo ruidoso, diga-se em abono da

verdade), fazem do revigorado Jazz uma excelente

opção. Para mais, dispondo de um espaço

para ocupantes e bagagem que consiste numa

verdadeira referência do segmento. Dotado de um

posto de condução correto, o habitáculo agrada

ainda pelo equipamento e pela funcionalidade.

Quanto ao desempenho dinâmico do Jazz 1.5

i-VTEC, pode dizer-se que curva bem e gasta

pouco. Apenas a direção (não oferece grande

feeling) e o rolamento da carroçaria em curva

(mais acentuado do que o desejável) merecessem

revisão. De resto, tudo impecável.

os consumos, que são comedidos), o Captur reúne

uma série de argumentos que o tornam numa

proposta atraente. Desde logo, pelo design. Depois,

pelo espaço interior e volume da mala que

oferece. A seguir, adiciona-se à lista de virtudes

o nível de equipamento convincente, o posto

de condução correto e o preço acessível a que

é comercializado. O conforto também se situa

num patamar razoável. Quanto à construção,

apenas a existência de alguns materiais mais

sofríveis merecem nota menos. Seja como for, o

resultado final é positivo. Resta acrescentar que

o Captur recebeu dois novos motores a gasolina,

fruto da parceria com a Daimler: TCe de 130 e de

150 cv, ambos com FAP.

MOTOR

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1477

Potência máxima (cv/rpm) 156/5000

Binário máximo (Nm/rpm) 265/1860-3840

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 9,4

Consumo combinado (l/100 km) 7,1

Emissões de CO 2 (g/km) 144

Preço €41.925

IUC €158,92

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1499

Potência máxima (cv/rpm) 130/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 300/1750

Velocidade máxima (km/h) 194

0-100 km/h (s) 10,8

Consumo combinado (l/100 km) 3,9

Emissões de CO 2 (g/km) 102

Preço €45.473

IUC €128,96

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1498

Potência máxima (cv/rpm) 130/6600

Binário máximo (Nm/rpm) 155/4600

Velocidade máxima (km/h) 190

0-100 km/h (s) 8,7

Consumo combinado (l/100 km) 5,4

Emissões de CO 2 (g/km) 124

Preço €23.550

IUC €158,92

MOTOR

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 898

Potência máxima (cv/rpm) 90/5000

Binário máximo (Nm/rpm) 140/2250

Velocidade máxima (km/h) 171

0-100 km/h (s) 13,1

Consumo combinado (l/100 km) 5,4

Emissões de CO 2 (g/km) 139

Preço €20.355

IUC €124,38

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2019 I Abril


94

MUNDO AUTOMÓVEL

USO PROFISSIONAL Mercedes-Benz Classe V

Elegantemente MPV

Não é dos maiores sucessos da marca alemã, mas contribui para consolidar as suas vendas.

O Classe V foi lançado em 2014 e revolucionou o segmento dos monovolumes de grandes

dimensões. A base é a mesma do Vito, mas tudo o resto distancia-se. E de que maneira

Por: Ricardo Carvalho

Em Portugal, o Classe V vendeu

1.000 unidades entre 2014 e

2018, sendo que 313 foram matriculadas

no ano passado. Apesar de

pagar Classe 1 nas portagens com o

identificador da Via Verde, este modelo

tem uma utilização mais profissional,

ainda que possa muito bem ser utilizado

como primeiro veículo familiar.

Quatro anos volvidos, o Classe V

recebe um restyling subtil, um ligeiro

lavar de cara que ganha maior

relevância no capítulo mecânico

e nos dispositivos de segurança.

A possibilidade de personalização da

carroçaria aumenta com a adição de

duas novas cores metalizadas (“Cinzento

Grafito” e “Cinzento Selenita”)

e quatro novos desenhos de jantes,

entre 17 e 19”, com acabamentos

negros ou brilhantes. Os níveis de

equipamento serão três (Avantgarde,

Exclusive e AMG Line), tantos quantos

os comprimentos da carroçaria,

ainda que, em Portugal, se comercialize

apenas os tamanhos intermédio

(5,10 metros) e longo (5,35 metros).

n EVOLUÇÃO CONSIDERÁVEL

No interior, encontra-se um tablier

com desenho herdado do Classe

C, tendo sido, também ele, alvo de

melhorias. Existem novas saídas da

ventilação, novos revestimentos em

couro, com mais cores, decorações

em madeira, lacados, alumínio polido

ou fibra de carbono. Painel de instrumentos

digital, só em 2020. Ainda no

interior, outra novidade é o facto de

este modelo poder contar, em opção,

com as poltronas herdadas do Classe S

para a segunda fila de bancos. O nível

de conforto é elevado, pois os bancos

oferecem reclinação total, massagem

e climatização com três intensidades.

Em estreia surgem, também, novos

dispositivos de assistência à condução,

como a travagem ativa e os faróis de

LED com função de máximos automáticos,

entre outros. Mas a grande

novidade do Classe V encontra-se

precisamente debaixo do capot. O

antigo motor 2.1 que lhe dava fôlego

reforma-se e passa o testemunho ao

novo 2.0 litros, que foi estreado no

Classe E. A versão mais possante será

a 300d, com 240 cv e 500 Nm (mais

30 Nm em “overboost”), mas existirão

ainda as variantes de 163 cv (220d)

e de 190 cv (250d). Todas trazem

acoplada caixa automática de nove

velocidades (9G-Tronic). Resta referir

que as alterações mencionadas são

extensíveis à versão Marco Polo, a

autocaravana desenvolvida a partir

deste modelo. ✱

Mercedes-Benz

V 300d

Motor 4 cil. linha Diesel, long., diant.

Cilindrada (cc) 1951

Potência máx. (cv/rpm)

240/n.d.

Binário máx. (Nm/rpm) 500 + 30 Nm /n.d.

Velocidade máxima (km/h) 220

0-100 km/h (s) 7,9

Consumo combinado (l/100 km) 6,3

Emissões de CO 2

(g/km) 154

Preço

Não definido

Abril I 2019

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