Revista Capital Econômico

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Uma publicação especializada em Economia e Negócios

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • abril de 2019 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

O PODER

DA IMAGEM

Ela construiu um

perfil de alto impacto

no LinkedIn e

conquistou mais de

1 milhão de seguidores

Conheça a trajetória de Flávia Gamonar, Instrutora Oficial da plataforma,

que aponta caminhos para construção de uma boa imagem profissional


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R E V I S TA C A P I TA L E C O N Ô M I C O

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Editora-Chefe Kelly Couto

Diretora de Operações Bianca Santos

Diretora de Recursos Humanos Micheline Carvalho

Diretor de Tecnologia Leandro d’Oliveira

Diretor Jurídico Carlos Feitosa

Redação Monique Carvalho

Criação e Arte Lucas Teixeira

Projeto gráfico e diagramação

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rio de janeiro, rj – cep: 20090-050

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Redação e Correspondência

Av. Rio Branco, 123, sala 812, Centro, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 20040-005


S U M Á R I O

GALERIA DE FOTOS

6 Empoderadas SIM!

PANORAMA

8 Liderança feminina

ANÁLISE DE MERCADO

10 Você possui uma área de Compras ou de Suprimentos?

11 As principais vantagens do Fundo de Investimento Multimercado

12 Globalização 4.0: O admirável mundo da colaboração

NEGÓCIOS & OPORTUNIDADES

14 CNA oferece novos formatos de franquias para quem

quer empreender no segmento de educação

15 Inteligência Artificial

17 Fundação Banco do Brasil abre as inscrições para o Prêmio

Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019

18 Novo modelo de negócio da Send4 pretende revolucionar o varejo

20 Domno Importadora amplia portfólio com a chegada

de novo rótulo da vinícola Maquis

GESTÃO & SAÚDE

22 8 perguntas e respostas sobre câncer de pênis

24 Ping Pong com Tânia Machado

26 Verticalização × Terceirização da Rede Assistencial

das Operadoras de Planos de Saúde

CAPA

30 O impacto da imagem no LinkedIn

TECNOLOGIA

35 Unimed Vitória automatiza processos e aumenta controle de dados com So Expert

36 O paradoxo da privacidade em 2019

38 Encante seus olhos no futuro: a fantástica tela do Galaxy S10

41 Segurança cibernética no ambiente de produção industrial

COMPORTAMENTO & CARREIRAS

43 Previsões para liderança em 2019

44 Mão-de-obra bem treinada reduz desperdícios e gastos

47 Como aprender inglês com pouco ou nenhum dinheiro em 2019

GIRO DE NOTÍCIAS

49 Miguel Proença toma posse como presidente da Funarte

51 MRV é responsável por quase 45% das admissões

realizadas pela construção civil em 2018

52 Exportações do agronegócio sobem 6% em 12 meses e somam US$ 102,14 bilhões

53 Fim da escala do Porto de Itaguaí ameaça exportações mineiras

54 DHL Global Connectedness Index: Globalização bate novo recorde

AU TOS

56 Volvo Cars atualiza XC90 na linha 2020

VIAGEM & SABOR

59 América do Sul, Europa e Disney

60 Cervejarias investem no turismo de experiência e abrem suas portas para visitação

62 Aprenda a fazer 5 receitas de Margarita que vão fazer

PREMIAÇÃO

66 Projeto da 1Doc, com Prefeitura de Palhoça, é reconhecido em programa da ONU


a b e r t u r a

Tudo

mudou...

O

mercado atual se apresenta em versão totalmente repaginada.

O posto de trabalho transcende as paredes das fábricas,

escritórios ou arranha-céus, para o sofá, a cama, o

cantinho da mesa (escritório ou jantar), o cyber café, o espaço

compartilhado, entre outros. Os profissionais deste

novo formato são mais inquietos, competitivos, empreendedores,

flexíveis e de múltiplos conhecimentos e especializações.

As celebridades dividem espaços com os influenciadores nas campanhas

publicitárias de grandes organizações, assim como as máquinas

dividem o espaço de trabalho com o homem.

Diante de tantas mudanças, como você tem se apresentado para o

mercado? Quais cuidados você tem tido com a sua imagem?

De olho nas transformações causadas pelo efeito da tecnologia e

da imposição de um novo tipo de organização de trabalho, a Revista

Capital Econômico traz, nesta edição de lançamento, um guia completo

sobre Carreira, Empreendedorismo e Negócios dentro dos

principais setores da economia.

A reportagem da nossa capa apresenta uma história inspiradora

de como os cuidados com a imagem é imprescindível para quem deseja

alcançar o sucesso profissional, principalmente nas redes sociais.

A imagem profissional está muito além da formação, das experiências

adquiridas e dos conhecimentos relevantes. É preciso

também muito conteúdo.

Embarque nesta viagem e tenha uma boa leitura!

Kelly Couto

Editora-Chefe

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 5


g a l e r i a d e f o t o s

Empoderadas

SIM!

Março foi o mês das mulheres.

Para celebrar a data festiva, convidamos mulheres

empreendedoras, que se destacam em sua área de atuação,

e vem se tornando exemplo para as novas gerações,

a compartilharem um pouco de suas rotinas conosco.

Confira!

Micheline Carvalho, Coaching Life e sócia-fundadora na Acanga Soluções Corporativa,

e suas empoderadas em treinamento de Alta Performance.

6 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


Suellen Souza, psicóloga e fundadora

da Psimed, e suas empoderadas em

mais um evento sobre Mulheres

que buscam por Conhecimento

Simone Abreu, sócia-fundadora da

SG Medic, e sua equipe empoderada,

em confraternização de fim de ano.

Tatiana Rocha, preparadora

física e fundadora do Studio

Rocha, e suas empoderadas em

mais um dia de treinamento.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 7


p a n o r a m a

Liderança

feminina

Conheça 8 mulheres que se

destacaram como líderes

Por Luciana Gallo, diretora financeira da Cesta Nobre

De acordo com a pesquisa Panorama Mulher, realizada pela

empresa de recrutamento Talenses, apenas 18% das empresas

brasileiras são comandadas por mulheres. Mesmo

sendo um número baixo, a liderança feminina tem crescido

nos últimos anos, acompanhando uma tendência

mundial.

De fato, a consultoria Grant Thornton aponta que no mundo, elas

ocupam cerca de 24% dos cargos mais altos. Muitas dessas mulheres,

inclusive, tornaram-se conhecidas pela capacidade de gestão e

inovação em diversas áreas.

Do setor de tecnologia à política, algumas mulheres servem de

verdadeiro exemplo de superação e quebra de barreiras.

1. Mary Barra, CEO da General Motors

Há mais de 4 anos, a administradora Mary Barra

aceitou o desafio de ser a primeira mulher a liderar

uma montadora de automóveis. Se não bastasse

estar num universo tradicionalmente masculino,

ela ainda conseguiu recuperar a empresa após

um recall de 30 milhões de veículos.

Não foi por acaso que ela chegou ao cargo de direção

da GM. Mary está na empresa há 36 anos,

com uma carreira sólida e bons resultados. En -

tre eles, está o trabalho de melhorar as vendas internas

nos EUA e com um bom crescimento nos

mercados europeu e chinês. Mas não pense que

a executiva se conformou com o topo: ela planeja

desenvolver pesquisas de veículos mais sustentáveis,

entre outras inovações.

2. Sheryl Sandberg, COO do Facebook

Sandberg não se destaca apenas por ser a diretora

de operações (Chief Operating O 翿 cer) de umas

das maiores empresas globais. Ela também representa

a organização na luta pela igualdade de gênero

no ambiente de trabalho.

Em 2015, por exemplo, ela doou 31 milhões de

dólares em ações do Facebook a instituições sem

fins lucrativos que lutam pelo empoderamento feminino.

Também viaja pelo mundo todo advogando

pelos direitos das mulheres.

3. Paula Paschoal, CEO do Paypal no Brasil

Depois de 7 anos trabalhando na empresa de pagamentos

online PayPal, Paula Paschoal foi chamada

para assumir a direção da organização. Isso

depois de passar pelo maior desafio na vida de

muitas mulheres: ser mãe.

8 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


p a n o r a m a

Logo em um momento de expansão das operações

do PayPal em 2014, ela ficou grávida. No entanto,

em vez de ser prejudicada na carreira, como

acontece com muitas mulheres, ela foi promovida

logo que voltou da licença maternidade. Uma demonstração

de que é possível sim conciliar o sucesso

profissional com a vida pessoal? basta a boa

vontade das empresas.

4. Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil

Você deve conhecer bem a Microso , uma das

maiores empresas do mundo. No entanto, precisa

saber também quem é Paula Bellizia, brasileira

que se destaca como liderança feminina na área

de tecnologia. Depois de 10 anos de carreira como

executiva na Microso e outros 2 na Apple, ela foi

escolhida para liderar a Microso Brasil.

Mas não é só na tecnologia que ela se sobres -

sai. Paula também coordena ações dentro da companhia

voltadas para a maior diversidade no meio

corporativo e a participação das mulheres no

meio. Um exemplo é a campanha #MeninasPo -

demProgramar, que incentiva a presença feminina

em áreas científicas e tecnológicas.

5. Nadine Gasman, Representante da ONU

Mulheres no Brasil

A médica N'adine Gasman é mestre em saúde pública

pela Universidade de Harvard. Também é

doutora em gerenciamento de políticas públicas

pela Universidade Johns Hopkins. Com um currículo

recheado de importantes trabalhos pelo

mundo, a mexicana se destaca como uma importante

liderança feminina.

Agora ela chefia a Entidade das Nações Unidas

para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento

das Mulheres (ONU Mulheres) no Brasil. A organização

é uma divisão voltada para promover a

igualdade de gênero, o fim da violência doméstica

e outros problemas que afetam tantas mulheres

brasileiras.

6. Chieko Aoki, Fundadora e Presidente

da Blue Tree Hotels

Praticamente uma cidadã do mundo, Chieko Aoki

nasceu no Japão, foi naturalizada brasileira, é formada

pela Universidade de São Paulo (USP), mas

se especializou na área hoteleira nos Estados Unidos.

É fundadora da rede de hotéis Blue Tree Hotels,

que também inclui restaurantes e um serviço

de buffet para grandes eventos.

Além disso, Chieko ainda encontra tempo para

participar do Grupo de Líderes Empresariais

(Lide), do LIDEM (Lide Mulher), da Academia

Brasileira de Eventos e do Conselho de Empresários

da América Latina (Ceal). Só mesmo um grande

exemplo de liderança feminina para dar conta

de tanto trabalho, não é mesmo?

7. Belinda Johnson, COO da Airbnb

A Airbnb é considerada hoje uma das empre -

sas mais inovadoras do mundo, principalmente

na área de turismo e hotelaria. E boa parte desse

reconhecimento se deve ao trabalho da diretora

de operações Belinda Johnson. Quando entrou na

organização, em 2011, teve que lidar com diversas

batalhas legais, em grande parte por processos de

hotéis e outros negócios mais tradicionais.

O esforço valeu a pena. O serviço online de hospedagens

era, então, avaliado em 1 bilhão de dólares.

Agora, tem um valor de mercado de mais de

30 bilhões, com mais de 5 bilhões em patrimônio.

8. Angela Merkel, Chanceler Alemã

Para terminar a nossa lista, trazemos a mulher que

pode ser considerada a mais poderosa da atualidade.

Afinal, Angela Merkel lidera a Alemanha,

maior economia europeia e uma das maiores do

mundo, desde 2006. É a primeira chanceler alemã,

cargo mais alto do governo do país.

Mesmo tendo sido reeleita duas vezes, não pense

que a trajetória dela tem sido fácil ? Merkel diariamente

enfrenta desafios internos e externos. De

qualquer forma, com pacotes de subsídios e estímulos

econômicos, conseguiu retirar a Alemanha

de uma longa recessão e superar a crise de 2008,

fazendo com que o superavit passasse de mais de

12 bilhões de euros.

Todos esses exemplos de liderança feminina

mostram que é possível fazer sucesso na carreira

profissional, ainda que o caminho para isso seja

um grande desafio. As mulheres estão conquis -

tando cada vez mais espaço no meio corporativo,

mas ainda existem muitos entraves a serem su -

perados. De qualquer forma, que essas histórias

sirvam de inspiração para que você persista nos

seus sonhos.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 9


a n á l i s e d e m e r c a d o

Você possui

uma área de

Compras ou de

Suprimentos?

Alessandro Schlomer

Alessandro Schlomer é Vice-Reitor Financeiro, Administrativo e

TI na UNISUAM / Consultor e Palestrante na ASV Treinamento

Muitas empresas

possuem uma área

para "compra" de

materiais e serviços,

mas poucas

possuem uma área

de "Suprimentos".

Primeiramente, "compras"

significa apenas uma ativida -

de de uma área de "Suprimentos",

que trata da aquisição em

si do material ou serviço. Suprimentos

é muito mais amplo, tratando,

não somente da etapa de

aquisição, como também da negociação

e da seleção estratégica

de materiais e serviços essenciais

para o funcionamento da

Organização.

O ideal é que o time de Suprimentos

atue de forma estratégica,

com apoio da Alta Administração,

contribuindo em estudos

e negociações relevantes na empresa.

Mas na maioria das companhias,

a área de Suprimentos

funciona de forma bastante operacional

e pouco estratégica.

Uma equipe de Suprimentos

atual deve ser especialista em

suas categorias. Os Analistas

de Suprimentos devem discutir

no mesmo nível que seus clientes

internos sobre as categorias

relacionadas. O recomendado é

que sejam segregadas categorias

para cada Analista para que seja

possível o aprofundamento dos

detalhes envolvidos. Exemplo:

O Analista de Suprimentos que

cuide da categoria de Energia,

deve conhecer bem os assuntos

como Mercado livre, Energia

solar, Consumo dos principais

equipamentos, entre outras variáveis

desse segmento.

É comum que diversos departamentos

da empresa realizem

compras de forma descentralizadas.

O ideal é que o percentual

de centralização no departamento

de Suprimentos seja

cada vez maior. Dessa forma, é

possível um maior ganho nas

negociações e maior independência

na condução das aquisições

e no relacionamento com

os fornecedores.

Uma palavra-chave para o sucesso

de uma área de Suprimentos

é “Planejamento”. Não pou -

pe esforços para conscientizar

as áreas clientes, por meio de

conversas, ferramentas e treinamentos

sobre a importância de

um bom planejamento.

Você conhece sua

demanda de compras para

a próxima semana? E para

o próximo mês?

Outro tema de extrema importância

é a definição clara das

principais Políticas de Suprimentos.

Uma boa Política deve

ser objetiva, aprovada pela Alta

Administração e divulgada a todos

os envolvidos.

10 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


a n á l i s e d e m e r c a d o

Imagine você dirigindo em

uma estrada com forte neblina.

É a mesma situação que um Analista

de Suprimentos trabalhando

sem uma Política clara definida.

A empresa deve possuir e divulgar

o seu Código de Conduta

Ética para orientar o caminho

que todos os colaboradores devem

seguir. Todos os processos

de Suprimentos devem ser compliance

com as regras internas e

externas. Uma boa Política de

Compras deve definir as alçadas

de aprovações, o nível de serviço

acordado e as principais diretrizes

que a equipe de Suprimentos

deve seguir.

Para que seja possível uma

gestão de qualidade nos processos

de Suprimentos, devem ser

definidos e acompanhados os

principais indicadores envolvidos,

tais como: Lead time, Saving,

prazo médio de pagamento, entre

outros.

Por fim, mas não menos im -

portante, vem a questão do treinamento.

Não deixe de investir

no conhecimento para seu time

de Suprimentos. Tenha certeza

que terá um retorno garantido.

Existem diversos temas atuais e

relevantes para enriquecer seu

time, tais como, negociação,

metodologia de strategic sourcing,

gestão de categorias, entre

outros.

As principais

vantagens do Fundo

de Investimento

Multimercado

Edson Hydalgo Junior

Como qualquer tipo de investimento, o

Fundo de Investimento Multimerca -

do (FIM) oferece vantagens e desvan -

tagens que devem ser consideradas na

hora de escolher qual o melhor fundo

para você.

O principal diferencial do FIM em relação a outros

tipos de fundos de investimento é a grande

quantidade de opções que o gestor possui, o que

permite o desenvolvimento de diversas estratégias

de acordo com os objetivos estabelecidos

para cada investimento. Confira algumas das vantagens

mais significativas que os FIMs oferecem:

Flexibilidade e diversificação

O Fundo de Investimento Multimercado é a forma

de investimento mais flexível, possibilitan -

do a aplicação de capital em diferentes mercados

e direcionamento mais compatível com a situação

econômica do momento. A diversificação de ativos

torna os FIMs menos vulneráveis a quedas em segmentos

específicos. Isso também porque quando

se investe em vários mercados diferentes, caso um

Edson Hydalgo Junior,

Commercial O 翿 cer da Intrader DTVM

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 11


a n á l i s e d e m e r c a d o

deles esteja passando por um momento de baixa os

outros conseguem estabilizar sua renda.

Gestão feita por um especialista sem

conflito de interesse

Caso decida por investir em fundos multimercado,

o responsável pela criação de estratégias e monitoramento

dos resultados será um profissional

experiente, com capacidade de criar as melho -

res estratégias para que o retorno da sua aplicação

seja o mais alto possível. Delegar essas tarefas

para alguém mais especializado significa menos

tempo gasto acompanhando as oscilações de mercado

e procurando e pesquisando sobre outras opções

de investimento.

Outra vantagem de contar com o auxílio de um

especialista na gestão dos investimentos é que,

nos Fundos de Investimento Multimercado, esse

gestor geralmente recebe em cima da rentabili -

dade obtida. Isso significa que ele estará sempre

buscando o melhor para seu cliente.

Alta rentabilidade a médio prazo e pouca

tributação

Devido ao interesse dos gestores de sempre buscar

entregar os melhores resultados possíveis, os

FIMs tendem a ter ótima rentabilidade a longo e

médio prazo. Além disso, os Fundos de Investi -

mento Multimercado costumam apresentar rendimentos

maiores que o CDI e impostos em cima

da rentabilidade muito abaixo do cobrado em outros

tipos de investimentos.

Sobre a Intrader DTVM

A Intrader DTVM é a 8ª Instituição Financeira independente

do Brasil em administração fiduciária,

com aproximadamente 120 fundos e gestão de R$

7 bilhões em ativos. Fundada em 2012, atua como

distribuidora, administradora e custodia de fundos,

originando, estruturando e fazendo a colocação de

créditos privados. No médio prazo, a Instituição

projeta um portfólio de 400 fundos de investimen -

tos no total, chegando a 40 bilhões em ativos.

Globalização 4.0:

O admirável mundo da

colaboração

Marco Stefanini

OFórum Econômico

Mundial, que trouxe

este ano como tema

principal “Globalização

4.0: Moldando

uma Nova Arquitetura

na Era da Quarta Revolução

Industrial”, foi ideal para

que os mais de 65 chefes de Estado

discutissem como tornar

as interações internacionais

mais inclusivas e colabora -

tivas. Segundo o fundador do

evento em Davos e presidente

executivo do World Economic

Forum (WEC), Klaus Schwab,

o encontro criou uma oportunidade

para que os líderes globais

reflitam sobre a construção

de um mundo em que todos possam

mudar e crescer juntos.

Após a Segunda Guerra Mundial,

a comunidade internacional

se uniu para construir um futuro

compartilhado. Neste momento,

é hora de propor algo semelhante

para que as diversas organizações

possam usufruir de tecnologias

revolucionárias, como inteligência

artificial, big data analytics,

computação cognitiva, machine

learning e metodologias

ágeis, entre tantas outras, para

transformar o funcionamento

da sociedade, dos negócios e dos

governos.

12 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


a n á l i s e d e m e r c a d o

Marco Stefanini é CEO global da Stefanini,

quinta empresa mais internacionalizada segundo

Ranking da Fundação Dom Cabral (FDC)

Apesar da crise econômica mundial, que deixou

rastros profundos em muitos países, existe o compromisso

de muitos governantes com a democracia

e com o incremento de acordos comerciais que

possam acelerar o crescimento econômico . No

caso do Brasil, sempre reforçamos a necessidade

de estabelecer essas negociações o quanto antes,

para que possamos incentivar a utilização de novas

tecnologias, beneficiando uma série de setores,

como educação, saúde, transporte, segurança,

além de ampliar a produtividade em todos os

tipos de indústria.

Como sugere o próprio Klaus Schwab, é preciso

pensar em um novo pacto social entre os cidadãos

e seus líderes, ao invés de fechar as economias por

meio do protecionismo e da política nacionalista.

Como empreendedor que já vivenciou várias crises

e superou a maioria delas, acredito na globalização

4.0, não apenas pelo liberalismo que defendo,

mas também pelas possibilidades que todo

esse processo representa. Na nova economia, precisamos

compartilhar conhecimento , tecnolo -

gias, produtos e serviços para que possamos nos

diferenciar e nos tornar mais competitivos.

A globalização está sendo redefinida neste

momento em que as tecnologias avançadas de -

ram início a uma Quarta Revolução Industrial ,

numa velocidade sem precedentes. A integração

e o trabalho colaborativo podem contribuir

de maneira efetiva para abrir mercados e estimular

o crescimento econômico – sempre com responsabilidade,

respeito aos acordos comerciais e

à sustentabilidade. As tecnologias disruptivas ,

que marcam a era da digitalização, podem promover

inclusão, trazendo mais qualidade de vida às

pessoas, ao mesmo tempo em que abrem espaço

para novas profissões e novas formas de exercer a

empregabilidade.

A globalização 4.0 vem acompanhada de mudanças

de mindset, o que requer maior adaptabilidade

e resiliência para que as pessoas se adaptem

às novas tecnologias e formatos de fazer negócios.

Com os avanços da automação, precisamos pensar,

também, em um novo modelo de educação,

capaz de desenvolver novas habilidades para lidar

com um mundo mais global, volátil, incerto, complexo

e ambíguo.

Entendemos que para atender e colaborar com

as mudanças da sociedade, precisamos nos po -

sicionar como inovadoras , desenvolvendo solu -

ções que contribuam para mudanças de impacto

social, valorizando tanto as pessoas quanto as

novas tecnologias. E por mais que as tecnologias

sejam importantes para a evolução da sociedade,

a transformação digital é, de fato, uma transformação

cultural. Apostamos na globalização

4.0 como um caminho importante para avan -

çar nas esferas econômica e social, combinan -

do a abertura da economia com um ecossistema

inovador, que garanta o respeito ao cidadão e ao

meio ambiente.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 13


N E G Ó C I O S & O P O R T U N I D A D E S

CNA oferece novos formatos de

franquias para quem quer empreender

no segmento de educação

Com investimento de até R$ 50 mil, já será possível ser franqueado

de uma das maiores redes de franquia do Brasil

São Paulo, fevereiro de 2019 – O CNA,

uma das maiores redes de escolas de

idiomas do país, anuncia novos formatos

para quem quer empreender no segmento

de educação. Agora, a partir de R$ 50

mil já é possível ter uma franquia CNA.

Classificados como "P", "M "e "G", o CNA passa a

atender diversos tamanhos de investimentos.

Uma das novidades são as três opções de franquia

em tamanho "P": o formato "Studio", que

exige um investimento de até R$ 50 mil, o "Compacto",

de investimento de até R$ 100 mil, e "Convencional",

com investimento de R$150 mil a R$

200 mil. No caso do "Studio", a capacidade é para

até 100 alunos, enquanto o modelo "compacto"

comporta até 150 alunos.

Ambos atendem todos os formatos de cursos

CNA, possuem baixo custo operacional e são ótimas

opções para pequenos municípios e micromercados.

Já o modelo convencional, que tem capacidade

para até 350 alunos, é uma opção ideal

para pequenos e médios mercados.

"Com esses novos formatos, pessoas que te -

nham uma limitação de valor de investimento vão

poder ter acesso ao sonho de ter seu próprio negócio.

Além disso, esses modelos são mais fáceis

de serem levados a regiões distantes e municí -

pios menores, sendo fundamentais para propagar

pelo Brasil o acesso ao ensino de idiomas", explica

Eduardo Murin, diretor comercial do CNA.

Segundo o executivo, existem muitos professores

de idiomas no país que têm vontade de ter uma

escola, mas não têm condições de ter uma grande

franquia. Os novos formatos "studio" e "compacto"

atendem esse público, viabilizando a abertura

de uma escola devidamente regularizada, com a

metodologia de ensino do CNA.

Além dos modelos de tamanho P, o CNA disponibiliza

franquias em tamanho M, com investi -

mento de R$ 200 mil a R$ 250 mil, com capacidade

para até 550 alunos, e tamanho G, com investi -

mento que pode variar entre R$ 250 mil e R$ 350

mil, com capacidade para mais de 550 alunos.

"Todos os tamanhos e formatos de franquia foram

pensados e desenvolvidos para terem uma

ótima rentabilidade. Além disso, quem tiver in -

teresse em empreender com o CNA, contará com

completo suporte para fazer o novo negócio dar

certo", afirma Murin.

O CNA também oferece condições diferenciadas,

com financiamentos de até 48 meses. Os va -

lores referentes aos juros são revertidos em pa -

cote de benefícios aos novos franqueados, como

material publicitário, brindes, investimentos em

mídia, novo projeto arquitetônico, além de kit

inicial de material didático para captação de no -

vos alunos.

RAIO-X DA FRANQUIA CNA:

Modelo do negócio: Escola de Idiomas

Investimento inicial: a partir de R$ 50 mil

Taxa de franquia: de R$ 5 mil a R$ 60 mil

Capital de giro: de R$ 7 mil a R$ 80 mil

Royalties: Não cobra

Prazo de retorno: 18 a 36 meses

Área mínima por unidade: 40 m²

N o de funcionários por unidade: de 1 a 25

Faturamento médio mensal: R$ 95 mil*

Lucro médio mensal: R$ 25,5 mil*

Telefone: (11) 3053-3805

Site: http://www.cna.com.br

E-mail: franquiacna@cna.com.br

*Conforme modelo de franquia. Para mais informações,

acesse: http://www.franquiacna.com.br/

14 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

Sobre o CNA

Com 45 anos de experiência no ensino de inglês

e espanhol, o CNA é uma das maiores redes no

mercado de ensino de idiomas do país, com cer -

ca de 600 escolas e 400 mil alunos em todo o ter -

ritório nacional. Sua metodologia moderna explo -

ra elementos presenciais e a distância, além de

inovadores recursos tecnológicos, que inserem o

idioma no cotidiano do aluno a fim de proporcio -

nar fluência ao falar, ler, escrever e compreender

a língua mais naturalmente. Um dos projetos da

rede que evidencia este diferencial, o premiado

Speaking Exchange, recebeu 10 Leões no Festival

Cannes Lions 2014. O CNA é o único franquea -

dor brasileiro a receber por 26 vezes consecu -

tivas o Selo de Excelência em Franchising, da

Associação Brasileira de Franchising (ABF) e está

na lista Top 25 do Franchising Brasileiro orga -

nizada pelo Grupo Bittencourt. Em 2018, o CNA

Administração Nacional e ntrou mais uma vez na

lista da Great Place to Work de melhores empre -

sas para se trabalhar e é a única escola de idiomas

da América Latina a ter material didático exclu -

sivo em parceria com a Disney. Também é centro

aplicador autorizado dos exames internacionais

de proficiência na língua inglesa da Universidade

de Cambridge e do exame internacional de profi -

ciência em língua espanhola SIELE, desenvolvido

pelo Instituto Cervantes em parceria com a Uni -

versidad Nacional Autónoma de México (UNAM),

a Universidad de Salamanca (USAL) e a Universi -

dad de Buenos Aires (UBA).

Inteligência Artificial:

uma "caixa de ferramentas"

que pode transformar o seu negócio

de maneira exponencial

Ingrid Imanishi

Ingrid Imanishi é

gerente de soluções

avançadas da NICE.

Pelos estudos divulgados pelas principais

consultorias de mercado, a Inteligência

Artificial será uma das tecnologias mais

disseminadas no mundo até 2020. Se até

2016, o termo "IA" não estava entre os

mais 100 procurados no site do Gartner,

agora está entre os sete principais. A consultoria

estima que, nos próximos dois anos, a Inteligência

Artificial será uma das cinco prioridades de inves -

timento para mais de 30% dos CIOs. Para a Tractica,

o mercado de produtos e serviços de IA crescerá

para US$ 36 bilhões em 2025em várias indústrias,

com o objetivo de melhorar as operações, reduzir

custos e engajar clientes.

Atualmente, podemos acompanhar a utilização da

tecnologia pelas centrais de atendimento dos bancos,

operadoras de telefonia e varejistas, entre outros,

que decidiram apostar em interfaces maisintuitivas e

transações cada vez mais seguras. Com a utilização de

algoritmos com capacidade cognitiva, ficou mais fácil

acompanhar a jornada do clientee conhecer, em

profundidade, o seu perfil e o que realmente deseja da

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 15


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

empresa da qual contratou os serviços.

Fabricantes contam com Inteligência

Artificial para viabilizar

seus projetos de carros autônomos,

principalmente na tomada de decisão

a partir dos dados recebidos de

sensores de movimento, com velocidade

e inteligência para enviar

respostas e tomar ações em tempo

real. O processamento inteligente

de dados capturados de transações

e eventos de múltiplos sistemas

vai auxiliar também na prevenção,

identificação e combate a possíveis

ataques cibernéticos.

Com todo esse cenário, acreditamos

que a IA elevará o padrão de

atendimento das empresas para

com seus clientes, de forma a que

obtenham as informações que desejam,

com muito menos esforço.

O consumidor, mais conectado e

exigente, quer respostas rápidas

e solução imediata de seus problemas.

A Inteligência Artificial poderá

apoiar todas as áreas do contact

center a se transformem para

que tenham uma visão completa

do cliente, a partir da análise de

dados. Hoje, as centrais de atendimento

são um grande reservatório

de informações geradas pelas gravações,

notas dos agentes e pesquisas

de satisfação com os clientes.

Nos contact centers, a IA pode

substituir o procedimento da URA

pelos agentes virtuais inteligentes;

selecionar os profissionais que

podem atender melhor um determinado

perfil de cliente, com a ajuda

de Machine Learning(aprendizado

de máquina) e sugerir, em

tempo real, os próximos passos que

o cliente deve seguir para finalizar

a sua questão com mais eficiência

e agilidade. Tudo isso é possível ao

mergulhar fundo nos dados que antes

não eram explorados, aplicando

algoritmos sofisticados para melhorar

as operações de negócios em

toda a organização.

A título de comparação, a Inteligência

Artificial pode ser vista

como uma caixa de ferramentas,

repleta de instrumentos a serem

utilizados por toda a organização

e não apenas pelo contact center.

Para fazer da "caixa de ferramentas"

algo útil é preciso contar com

os dados como insumo a ser processado

e moldado e enfim gerar

o conhecimento mover as decisões.

Imagine o que sua organização

pode fazer com essas informações

extremamente focadas e

detalhadas. Se você ainda não está

trabalhando em um programa robusto

de Big Data e IA, saiba que

seus concorrentes estão.

A Inteligência Artificial certamente

terá um papel crítico no futuro

dos contact centers e das operações

de negócios no mundo

inteiro. As possibilidades são grandiosas

e intrigantes. Quanto mais

cedo você entender sobre os benefícios

que esta tecnologia pode trazer

ao seu negócio, melhor você atuará

neste cenário em rápida evolução

para garantir mais competitividade

e crescimento exponencial .

16 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

Fundação Banco do Brasil abre as inscrições

para o Prêmio Fundação Banco do Brasil

de Tecnologia Social 2019

A

Fundação Banco do Brasil, com apoio do

Instituto C&A, BNDES e Banco do Brasil

Tecnologia e Serviços, lança nesta segunda-feira,

25, o Prêmio Fundação Banco

do Brasil de Tecnologia Social 2019. A

ação tem por objetivo certificar, premiar

e difundir tecnologias sociais já aplicadas e em ati -

vidade, efetivas para questões relativas a alimentação,

educação, energia, geração de renda, habitação,

meio ambiente, recursos hídricos e saúde.

Nesta edição, o prêmio contará com condecorações

especiais, desenvolvidas pelo Instituto C&A,

voltadas à agroecologia, abrangendo, exclusivamente,

iniciativas sociais elaboradas no Brasil. São

elas: Mulheres na Agroecologia, que avaliará o protagonismo

feminino na gestão da produção agroecológica;

e Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,

que estará focado em modelos de governança

de organizações e comunidades na produção do algodão

agroecológico em consórcio com outras culturas.

Além disso, tanto as categorias, como as premiações

específicas, têm sinergia com os Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“No Instituto C&A, buscamos fortalecer iniciativas

inovadoras e inclusivas por meio de apoios

a atores regionais, que nos ajudam a melhorar a

qualidade de vida e a renda de pequenos produ -

tores de algodão sustentável, incentivando a produção

e a demanda da matéria-prima”, afirma

Luciana Pereira, Gerente de Matérias-Primas

Sustentáveis do Instituto C&A.

Cada prêmio receberá um aporte de R$ 100 mil,

que será dividido entre três ganhadores. Os primeiros

colocados receberão R$ 50 mil, enquanto

os segundos e terceiros classificados receberão R$

30 mil e R$ 20 mil, respectivamente. As propostas

apresentadas devem estar em atividade há, pelo

menos, dois anos. Também devem possuir evidências

efetivas de transformação social, além de ser

possível sua replicação em outras comunidades.

Instituto C&A apoiará categoria ‘Meio Ambiente’

e duas premiações especiais Mulheres na

Agroecologia e Governança e Gestão Comunitária

“Além disso, a proposta do Prêmio está alinhada

com a lente de gênero que aplicamos no Instituto

C&A, já que os projetos que promoverem o protagonismo

e empoderamento das mulheres receberão

um bônus de 5% na pontuação total”, conclui Luciana.

As tecnologias sociais certificadas pela Fundação

Banco do Brasil integrarão o BTS, base de dados

disponível no site http://tecnologiasocial. b.

org.br/, que apresenta informações sobre as tec -

nologias sociais e suas desenvolvedoras. Este é

o principal instrumento utilizado pela Fundação

Banco do Brasil para disseminar as tecnologias

sociais e fomentar a sua reaplicação.

Poderão se inscrever no processo instituições

sem fins lucrativos, tais como Instituições de Ensino

e de Pesquisa, Fundações, Cooperativas, Organizações

da Sociedade Civil e Órgãos Governamentais,

de direito público ou privado, legalmente

constituídas no Brasil ou nos demais países da

América Latina ou do Caribe. As propostas devem

ser cadastradas até o dia 21 de abril, somente através

do sitehttp://www. b.org.br/premio, e a pre -

miação acontecerá em outubro.

SOBRE O INSTITUTO C&A

O Instituto C&A atua na promoção de uma indústria

da moda mais justa e sustentável no Brasil.

Desde 2015, quando se integrou à C&A Founda -

tion, a organização conta com um time global e passou

a compartilhar as mesmas missão, visão e estratégias

para transformar a moda numa força para o

bem, focando suas ações em cinco áreas: Incenti -

vo ao Algodão Sustentável, Melhores Condições de

Trabalho, Combate ao Trabalho Forçado e ao Tra -

balho Infantil, Moda Circular e Fortalecimento de

Comunidades. A instituição oferece suporte téc -

nico e financeiro e atua em rede para permitir que

organizações sociais, marcas e outros agentes de

transformação construam uma indústria da moda

mais responsável. Saiba mais em: www.instituto -

cea.org.br.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 17


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

Novo modelo

de negócio da

Send4 pretende

revolucionar

o varejo

Mudança traz a plataforma Troque Fácil

como inovação para o mercado varejista

Com a alta demanda de devoluções de

produtos e o crescimento de reclamações

em plataformas online, o comércio

eletrônico se encontra todos os dias com

as margens de lucro comprometidas. A

média de produtos trocados ou devolvidos

ao e-commerce brasileiro é de 5%, além de alguns

setores como moda sofrerem mais com isso,

batendo incríveis taxas de 10% de suas vendas.

Reconhecida pela inovação no modelo de ne -

gócios aplicado aos pick-up points, a Send4 atendeu

à demanda do mercado e pivotou seu negócio

em junho de 2018 para oferecer uma solução

de automação para logística reversa para marcas

de bens de consumo e varejistas online: a plataforma

Troque Fácil. Com ela, a startup atingiu 50%

de crescimento por semana no número de transações

atendidas, conquistando clientes de porte

Interface

nacional e internacional, como é o caso das marcas

Osklen e Dental Cremer.

O Troque Fácil não tem concorrentes diretos no

mercado nacional. As barreiras de entradas para

novos concorrentes são: o fato de não ser um simples

plugin para e-commerces, mas sim uma solução

de pós-venda que evolui com grande velocidade;

e o foco na inovação verticalizada em trocas

e devoluções de produtos que bloqueiam gran -

des perdas financeiras que são dificilmente recuperadas

pelas empresas no modelo atual de atendimento.

A pretensão é se posicionar como uma

empresa de inovação para o varejo, que revolucionou

o mercado brasileiro com a implementação

de um serviço de qualidade e foco total na satisfação

do consumidor.

18 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9

Equipe


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

A Send4 está preparada para

usar o crescimento do e-commerce

(média de 15% ao ano) para fazer

a Troque Fácil evoluir em número

de transações online. Além

disso, planeja ultrapassar a escala

atual de crescimento, que é de

50% ao mês, em 2019. A validação

do Troque Fácil ainda deve gerar

novos produtos dirigidos ao

mercado o 翿 ine, que representa

aproximadamente 94% do varejo

nacional.

Com o valor arrecadado na segunda

rodada de investimento a

Send4 criou e iniciou a comercialização

de sua ferramenta,

Troque Fácil, fazendo diversos

testes com compradores online,

tornando assim o processo

de trocas e devoluções o mais

simples e rápido possível. Durante

o período de validação do

produto, grande parte dos consumidores

solicitavam o estorno

do dinheiro, gerando perder

ao e-commerce. Focada em criar

um processo de retenção e fidelização

do comprador, o Troque

Fácil duplica a capacidade

de conversão de estorno em créditos

no próprio site. Assim, a

startup acabou o ano com 500%

de crescimento e transacionando

mais de 7 milhões de reais em

sua plataforma apenas no segundo

semestre de 2018.

O modelo de negócios mu -

dou, mas o objetivo continua

sendo ajudar marcas a oferecer

uma experiência de primeiro

mundo aos clientes, transfor -

mando um dos principais pro -

blemas do mercado em ganhos

para marcas e clientes finais.

Leo Frade e Cristian Trentin

O Troque Fácil é integrado

nas principais plataformas de

e-commerce e ERPs usadas no

mercado nacional e abrange

mais de 50% dos players onli -

ne, que hoje representam cer -

ca de 7% do varejo nacional,

demonstrando o potencial de

crescimento da startup, uma

vez que a solução deve ser ex -

pandida para o mercado de va -

rejo tradicional.

Sobre a Send4

A Send4 é uma startup de tecnologia para o varejo focada em solução de pós-vendas para aumentar a eficiência

operacional e atingir resultados estratégicos de aquisição de clientes e reputação de marca. Conta com a maior

rede de pontos de retirada e devolução do Brasil, oferece uma solução de automação de atendimento que vai

além dos chats bots e chega no backo 翿 ce com a geração de autorização de postagem em correios ou pontos de

devolução chamada Troque Fácil.

Sobre a Troque Fácil

A Troque Fácil é uma solução integrada com as principais plataformas de e-commerce e ERPs do mercado que

simplifica o processo de troca de produtos, tornando o momento da devolução uma oportunidade para estreitar

laços comerciais entre consumidores e vendedores. A ferramenta foi criada pela Send4, empresa especializada

em inovações no varejo.

Sobre Cristian Trentin

Empreendedor eleito pela Forbes em 2014 na categoria "under 30", um dos 30 jovens abaixo de 30 anos com destaque

no Brasil. Co-founder da Send4, ele também foi idealizador da iniciativa que trouxe para o Brasil o delivery

sustentável de bicicletas, a EcoBike Courier.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 19


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

A Send4 está em plena negociação com mercados

internacionais para a comercialização do Troque

Fácil por licenciamento de canais. "Essa nova

rodada de investimento deve ajudar a empresa a

impactar não só o mercado online, mas tornar fácil

a troca produtos no o 翿 ine, além de ampliar

nosso marketshare com um produto cada vez mais

robusto", revela Cristian Trentin, um dos fundadores

da plataforma.

O Troque Fácil é um SAAS - so ware na nuvem

em que as empresas pagam uma mensalidade de

acordo com os recursos escolhidos - que auto -

matiza tarefas repetitivas da operação de atendimento

para trocas e devoluções alinhada com o

conceito de omnichannel, em que as marcas bus -

cam oferecer a mesma experiência ao consumi -

dor, independente do canal usado.

Os benefícios que o cliente adquire com a Troque

Fácil são inúmeros, incluindo custos com equipe

de SAC, bem como operação e financeiro. Na

maioria dos casos, a economia gerada pelo Troque

Fácil é tão grande que o payback se dá em menos de

um mês de utilização, para tanto, a empresa manda

reports mensais sobre os resultados operacionais.

Os esforços e investimentos da Send4 estão di -

recionados na evolução do produto Troque Fácil

para que, além da automação e retenção, seja ge -

rado aumento de receita, recompra e fidelização

de clientes. Tudo isso, em um modelo omnichan -

nel de atendimento que coloca o consumidor fi -

nal no centro da operação, trazendo um novo

olhar para a experiência no pós-venda, transformando

o contexto negativo das trocas e devolu -

ções em um diferencial competitivo.

Domno Importadora amplia

portfólio com a chegada de

novo rótulo da vinícola Maquis

Cabernet Sauvignon da renomada vinícola chilena

acaba de desembarcar no país

A

vinicultura no Chi -

le é reconhecida por

sua qualidade e forte

personalidade. Isso

porque, para o país,

a bebida vai além da

gastronomia: é uma expres -

são cultural. Agora, os aman -

tes de um bom vinho poderão

consumir mais uma opção de

rótulo da vinícola chilena Maquis,

já que a Domno Impor -

tadora traz ao Brasil o Gran

Reserva Cabernet Sauvignon,

elaborado com as uvas Caber -

net Sauvignon, e um pequeno

20 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9

Divulgação


n e g ó c i o s & o p o r t u n i d a d e s

corte das uvas Cabernet Franc, Carménère e

Petit Verdot.

O Maquis Gran Reserva Cabernet Sauvignoné

um vinho encorpado e denso, com notas herbais e

sabor marcado por frutas vermelhas. Tem um grande

equilíbrio entre frescura, elegância e expressão.

Seus taninos são bem definidos e a maturação é feita

em barris de carvalho francês durante um período

de 12 meses.

Localizada em um lugar único, no coração do

Vale de Colchagua, entre os rios Tinguiririca e

Chimbarongo, a Maquis tem uma posição privilegiada

e seus vinhedos centenários recebem as

brisas costeiras dos Andes, o que contribui para

exaltar as características de intensidade e carácter

frutado dos seus vinhos.

Para mais informações sobre os rótulos da Maquis

disponíveis no Brasil, acesse o site da Domno:

www.domno.com.br.

Sobre a Domno

Localizada na cidade de Garibaldi (RS), a em -

presa faz parte do grupo Famiglia Valduga. Res -

ponsável pela elaboração dos espumantes Ponto

Nero Cult e Ponto Nero Live Celebration, já re -

conhecidos pelo consumidor por sua qualidade

e elegância, e importadora de vinhos finos, tra -

zendo com exclusividade para o Brasil concei -

tuados rótulos de diferentes nacionalidades. In -

tegram seu portfólio de importados as vinícolas

argentinas Bodega Vistalba, Bodega Argento e

El Porvenir; as marcas Yali da Viña Ventisque -

ro, Casas del Bosque e Maquis do Chile; Brac -

co Bosca do Uruguai; o grupo Enoport e Kopke,

de Portugal; Namaqua, De Grendel e Douglas

Green, da África do Sul; Cattier, Sichel e Ar -

mand de Brignac, da França; The Crossings e

Clearwater Cove, da Nova Zelândia; Frontaura

y Victoria, Tinedo e Nexus, da Espanha, Ren -

wood dos Estados Unidos e as vinícolas Baglio

di Pianetto, Bellavista, Dievole, Pietro Rinaldi,

Principe Corsini, Tua Rita, Tenuta Ulisse, Feu -

di di San Gregorio, Podere Brizio, Bellavista,

Varvaglione Vigne & Vini, Mastrojanni e Monte

del Frá, Oliviero Toscani, da Itália. Mais infor -

mações: www.domno.com.br ouwww.facebook.

com/domno.brasil.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 21


g e s tã o & s a ú d e

8

perguntas e respostas

sobre câncer de pênis

Urologista e professor da FMABC explica causas e prevenções; Quando

descoberto no início, doença pode ter 90% de chances de cura

O

câncer de pênis é um tumor raro que

atinge homens na meia-idade. Exames

de rotina e atenção aos sintomas são

sempre fundamentais para o diagnóstico

preciso de doenças graves, ainda no

início. A importância para a descoberta

de um câncer é que num estágio mais avançado, as

chances de cura podem diminuir.

A seguir, o professor do setor de uro-oncolo -

gia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC)

e responsável pelo setor de cirurgia robótica urológica

no Hospital Brasil e rede D'Or, Dr. Marcos

Tobias Machado, esclarece informações neces -

sárias sobre causas, prevenções e tratamentos do

câncer de pênis.

1. Primeiramente, o que é câncer de pênis?

O câncer de pênis é uma neoplasia maligna (doença

em que as células anormais se dividem incontrolavelmente

e destroem o tecido do corpo), caracterizada

pela presença de um tumor que pode

se localizar desde a base da haste peniana até a

glande.

2. O que o causa câncer de pênis?

Os principais fatores envolvidos na gênese da

doença são a presença de fimose, que predispõem

a má higiene e ao acúmulo de esmegma (substância

branca e pastosa), que tem um efeito tóxico

promovendo metaplasia do epitélio e se transformando

em células malignas. Outros fatores de risco

são o tabagismo, a presença do HPV e a zoofilia.

Condições precárias de educação e higiene, também

são causas da doença, onde possui maior incidência

na África, Ásia e América do Sul. No Brasil,

os estados do Maranhão e Piauí são uma das

maiores incidências de câncer de pênis do mun -

do, fazendo com que, alguns urologistas brasileiros

sejam referência mundial no tratamento deste

tipo de tumor.

Em contrapartida, como as condições de higiene

e educação são melhores nos EUA e nos países europeus,

a indigência desta doença lá é bem menor.

Ainda segundo Dr. Marcos Tobias pesquisas estimam

que entre 30 e 70% dos casos estejam li -

gados à presença do vírus do HPV. Neste senti -

do, uma vacinação na juventude de indivíduos

do sexo masculino que ainda não tiveram contato

com os subtipos causadores de tumor, poderia

ter algum impacto na frequência do mesmo em

populações de maior risco. Como o emprego da

vacina para HPV tem pouco tempo de implantação,

esta hipótese aguarda confirmação em estudos

futuros.

3. Quais os principais sintomas da doença?

Os principais sintomas, além da presença de fimose,

são o abaulamento e tumor local, que constantemente

é verrugoso, sangrante ao toque e

apresenta mau cheiro.

4. Como evitar a doença?

A prevenção pode ser realizada com higienização

diária do órgão sexual, utilizando apenas água e

sabão. "A Sociedade Brasileira de Urologia, há alguns

anos, fez uma campanha nacional de prevenção

onde o famoso atleta Zico segurava um sabonete

na mão e dizia: Cuide bem do seu amigo!",

lembra o Dr., que reforça a necessidade de falar

sobre o assunto.

22 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g e s tã o & s a ú d e

5. O câncer de pênis tem cura? Quais os tratamentos

para a doença?

O tratamento em casos iniciais pode ser realizado com pomadas ou

tratamentos tópicos como a crioterapia e o laser. No caso da pomada,

se em 15 dias não apresentar melhoras ou até mesmo piorar, deve-se

procurar um médico para a realização de biópsia da lesão.

O índice de cura para doença localizada superficial é maior do que

90%. Em pacientes com infiltração linfonodal (órgãos de defesa) de

pequeno volume a cura chega a 80%. Pacientes com acometimento

linfonodal significativo, mas removido cirurgicamente tem sobrevida

de 40%, enquanto pacientes com doença metastática são incuráveis.

Pacientes com doença metastática podem receber quimioterapia

paliativa para melhorar os sintomas, mas não cura.

6. Qual a principal faixa etária que o câncer de pênis

pode afetar os homens?

A doença pode acometer homens entre 40 e 60 anos.

7. O uso de prótese peniana é recomendado em qual caso?

Pode ser oferecida a reconstrução do pênis para pacientes motivados

e onde a cura está estabelecida em longo prazo.

Sobre Dr. Marcos Tobias

Machado

Formado em Medicina pela

Santa Casa, Dr. Marcos Tobias

Machado acumula experiên -

cia e conhecimento em diver -

sas instituições, tendo desta -

que para residência médica no

Hospital das Clínicas da USP,

fellowship em uro-oncologia

na Universidade de Miami, es -

pecialização em laparoscopia

e robótica no H.Henri Mon -

dor em Paris, desenvolvendo

cirurgias minimamente inva -

sivas mais complexas, além de

atualmente ser chefe do setor

de uro-oncologia e cirurgia

robótica em urologia do Hos -

pital Brasil e urologista dos

Hospitais da rede D'Or – Bar -

tira, Assunção e São Caetano

do Sul.

8. A retirada total de todo o órgão sexual e testículos é

indicado em qual situação?

A ressecção parcial ou total do pênis é indicada em casos mais graves,

onde exige uma margem de segurança. A retirada dos testículos

é raramente necessária.

Dr. Marcos Tobias Machado

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 23


g e s tã o & s a ú d e

Tânia Machado

Ping Pong

com Tânia

Machado

Telemedicina: afinal,

será que a distância

interfere na qualidade

do atendimento?

Há pouco tempo foi divugado a Resolução

CFM 2.227/2018 que define a disciplina

da Telemedicina como forma de

prestação de serviços médicos, mediados

por tecnologias. E isso causou uma

longa e árdua discussão. Os Conselhos

Regionais se colocaram contrários por não terem

participado neste processo de elaboração.

Semanas depois, o Conselho Federal de Medicina

(CFM) decidiu revogar a resolução que regulamenta

como devem funcionar as consultas e cirurgias

feitas remotamente no país. A instituição

alegou que recebeu um alto número, 1.444, de propostas

para a alteração dos termos da resolução.

Ainda que os CRMs possuam inúmeras críticas

e sugestões a respeito desta temática, é necessário

ouvir todas as partes, inclusive, considerando a

participação das Sociedades de Especialidades, a

fim de melhorar a incorporação dessa tecnologia

à boa prática médica para a saúde da população.

No Ping Pong desta matéria, convidamos a Dra

Ana Regina Vlainich para apresentar seu ponto de

vista sobre o assunto. Vlainich é médica O almologista,

mestra em Ciências da Saúde pela USP;

pós-graduada em Gestão em Negócios de Saúde e

Gestão de Planos de Saúde. Confira:

Tânia Machado: Como médica e grande formadora

de opinião na gestão em saúde, como

vê essa resolução do CFM?

Dra.Vlainich: Acho que primeiro precisamos

falar como eu vejo as novas tecnologias

de comunicação, redes sociais ou de contato,

e o atendimento médico. Serão boas se trouxerem

mais saúde. Se for apenas para facilitar

a saúde, de nada servirão. E parece que isso

não foi o foco desta resolução. Os conselhos

federais e regionais de medicina, que são lentos,

burocráticos, fizeram grande mal em não

avançarem nesta discussão ao longo dos 20

anos de avanço rápido das tecnologias. Perdemos

para o público que quer mais facilidade,

mais acesso. E muitas tecnologias vêm neste

sentido. Aliás, vide Uber X Táxi, quem manda

24 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g e s tã o & s a ú d e

é o cliente. Então esta resolução, numa tacada

mal planejada, nem um pouco democrática,

faltou abrir a discussão, e inserir os consumidores,

órgãos de defesa do consumidor, etc.:

a população. O atraso levou-a essa situação.

Todo mundo quer tecnologia. Os médicos em

sua grande maioria adoram tecnologias. Vamos

ver se corrigem o curso e avançamos.

Tânia Machado: Sabemos da importância

da Tecnologia e a Telemedicina certamente é

uma ferramenta poderosa para os avanços da

medicina. Como você e seus pares enxergam

essa modalidade?

Dra. Vlainich: Todos os médicos e profissionais

assistenciais gostam da tecnologia,

mas há falta de discussão para determinar

claramente os limites. Qualquer um percebe

que tem que ter limites. Não é toda doença

que pode ser avaliada a distância. Quem é?

Como será feita a fiscalização, se até em clínicas

e hospitais a fiscalização falha, e muito?

Isso para não falar em falsos médicos. Veja:

conselhos de classe são lentos e não acompanharão

a velocidade das ideias que vem por aí.

Uma resolução como esta precisará ser revista

inúmeras vezes e não há nenhuma previsão

nela para isso, haja vista a lei sobre crimes na

internet. Muitas coisas aparecerão com interesse

puramente comercial. Aparecerão muitos

oportunistas, muitas fraudes, por exemplo,

dizer que o atendimento está sendo realizado

por médico, quando na verdade o atendimento

é feito por algum profissional paramédico; ou,

pior ainda, o consumidor não tem como perceber

se muitos desses atendimentos forem feitos

por robôs ou por profissionais de call center.

Como será a punição caso o atendimento

leve à piora do quadro? Importante também

diferenciar uma breve orientação de um atendimento

verdadeiro. O exame físico presencial

é insubstituível. Médicos estudam anos,

treinam diuturnamente para ter a capacidade

diagnóstica e os exames de imagem também.

Tânia Machado – Qual a melhor maneira de

interagir e comunicar com todos os envolvidos

os avanços da Telemedicina?

Dra.Vlainich - Usando tecnologia!! Parece

um trocadilho. Mas realmente a tecnologia

veio facilitar a discussão aberta. A democratização

da informação. O poder de decisão em

grupo. Por que não se fez esta discussão antes

da resolução? Há que se fazer agora. Corrigir

o rumo e todos remando para navegar

com tranquilidade nas boas coisas deste mundo

moderno.

A discussão é longa, mas se faz necessária. O

modelo de cuidado precisa ser pensado de for -

ma diferente por todos os elos da cadeia. O paciente

com o seu médico, um contato mais frequente

através da telemedicina... além disto,

tem a enfermeira com um monitoramento deste

cliente que também precisa ser discutido.

O trabalho precisa ser em equipe e conectado.

A Telemedicina é importante e inevitável que

precisamos da regulamentação desta prática.

Temos que discutir, regulamentar e levar essa

discussão. Temos que verificar o quanto de ganho

podemos ter para todo o sistema, com essa

prática regulamentada e difundida.

Para alargar um pouco mais a discussão, a Revista

Capital Econômico também ouviu um especialista

da área jurídica: o advogado Gilberto

Alonso, especialista em direito médico, e sócio

do escritório Urbano Vitalino.

Para o dr. Gilberto Alonso, essa possibili -

dade tecnológica poderá ampliar os atendimentos

médicos para regiões a milhares de

quilômetros de distância, no entanto é pre -

ciso cautela. E um dos principais debates é

quanto aos erros médicos. De acordo com

o especialista, é possível que existam mais

ações judiciais indenizatórias. No entanto,

os médicos não são responsabilizados por

falhas técnicas, mas sim por condutas ina -

dequadas. O profissional não deve recor -

rer apenas à telemedicina, é preciso analisar

cada caso. Outra questão é quanto à segurança:

“a consulta médica virtual deverá ser gravada

e guardada em local seguro, aliás, se -

ria de todo indicado se criptografar a troca

de imagens e sons, para aumentar a privacidade

do paciente e do sigilo médico. A resolução

não deixa claro como as consultas se -

rão gravadas para evitar vazamentos", diz.

Caso ocorra o vazamento dessas informa -

ções, a responsabilidade vai além da pes -

soa jurídica. O médico pode responder ju -

dicialmente se ficar provado que teria feito

um backup dos dados em locais inseguros ou

mesmo divulgado fotos do paciente.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 25


g e s tã o & s a ú d e

Em resumo, a efêmera norma do Conselho

Federal de Medicina - CFM poderia ter sido

mais aperfeiçoada, mas dr. Gilberto lamen -

ta a sua revogação, diante do progresso evi -

dente que ela vaticina. “Da mesma forma que

o Brasil implantou o ‘Mais Médicos’, a nova

tecnologia visa, em especial, suprir a falta de

profissionais nos rincões do Brasil. O mé -

dico não precisa – nem deve – atender o paciente

sem examiná-lo. Ao menos a primeira

consulta deve ser presencial, como consta da

resolução, salvo exceções que, com o perdão

da redundância, são excepcionalíssimas. Por

outro lado, concordo em ajustar a questão do

registro dos dados dos pacientes, que poderá

contar com imagens de seu corpo, por exem -

plo. Seria de todo útil se exigir uma forma

criptográfica de guarda e de transmissão dos

dados do paciente ou, se isso não for viável,

se poderia abrir mão da exigência de se gravar

a consulta inteira”. afirma o especialista.

“Quando há mudanças mais revolucionárias,

sempre haverá resistência por parte de

setores da sociedade, ditos ‘conservadores’.

Foi assim com a legislação quando proibiu

fumo em restaurantes, acusada de fascista;

críticas contra a legislação que exigiu o uso

de cinto de segurança nos veículos (igual -

mente alcunhada, até por socialistas, de ser

antiliberal, diante da intervenção do Estado

na liberdade individual). Não podemos paralisar

o contínuo e necessário progresso da

ciência, em especial da ciência médica, por

focarmos apenas nos malefícios potenciais

que as novidades possam trazer. Obviamen -

te precisamos ser cautelosos. Finaliza o es -

pecialista.

Agora que já houve a revogação da Reso -

lução, que se propicie um debate mais am -

plo das novidades que se pretendem ver im -

plantadas e que se aperfeiçoe o texto, para

nova edição. Mas que se continue acessa a

chama da vanguarda, da modernidade e do

progresso, para que, como ocorre mundo

afora, partamos para o uso mais vasto da Te -

lemedicina.

Verticalização × Terceirização

da Rede Assistencial

das Operadoras de

Planos de Saúde

Relatório

Analítico

Pablo Lima de Mendonça

O

setor de saúde brasileiro ainda funciona

predominantemente de forma terciária,

ou seja, contratação de hospitais, clínicas,

centros diagnósticos e laboratórios

para o atendimento dos clientes (beneficiários)

das Operadoras de Planos de

Saúde, embora o processo de verticalização começou

nos anos 70 e se fortaleceu ainda mais nos anos

90. Este movimento se deu em diversos lugares do

mundo, nos anos 70 começou de maneira inversa

(crescente), em que os hospitais privados criaram

suas próprias Operadoras e nos anos 90 a verticali-

26 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g e s tã o & s a ú d e

zação se inverteu (decrescente), com as operadoras

fundando ou adquirindo hospitais. Esse processo

continua muito forte no Brasil e em diversos lugares

do mundo, pois é visto como principal caminho

para o controle do aumento massivo dos custos

médicos em todo o cenário mundial. Segundo

o André Rosas, Diretor superintendente comercial

da HAPVIDA, um dos principais cases de verticalização

do Brasil, “há um aumento significativo dos

custos com plano de saúde nas folhas de pagamentos

das empresas. Em 2004 os custos eram de 7% da

Folha de Pagamento, passando para os atuais 15%

e chegará a 25% em 2025. As empresas não conseguirão

pagar isso e terão que encontrar novos caminhos.

E o modelo verticalizado será ótima solução”.

Outro número preocupante, principalmente

para as OPS (Operadoras de Planos de Saúde) é a

alta taxa de concentração do mercado, segundo a

ANS 40% dos hospitais privados do país estão concentrados

nas mãos de um pequeno grupo, como

Amil e Rede Dor, entre poucos outros, diminuindo

o poder de negociação das OPS aumentando seu

grau de vulnerabilidade na assistência médica nas

mãos de um oligopólio.

Este relatório tem como objetivo demonstrar os

possíveis caminhos que as OPS encontram para

expandir-se, levando em consideração os impactos

positivos e negativos de uma rede terciária ou

uma rede verticalizada e o business plan necessário

para cada estratégia. Cabe as OPS definirem seu

planejamento e suas ações de acordo com suas visões

e propósitos. Deve-se ressaltar que não foram

feitos estudos aprofundados de mercado, principalmente

em regiões específicas. Os dados apresentados

são generalistas levando-se em conta do

cenário internacional e o cenário nacional como

um todo. Por fim, este relatório concentra-se em

OPS hospitalares e não odontológicas, ativas e

com beneficiários, além de hospitais privados, ativos

e com leitos, sendo filantrópicos ou não.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 27


g e s tã o & s a ú d e

Principais Dados Do Setor

Segundo a ANS, baseado em dados

de março/2017, contávamos

com 47,6 milhões de beneficiários

nos planos de saúde pri -

vados no Brasil, uma queda de

quase 3 milhões de beneficiários

ante a mais de 50 milhões

registrados em março/2014, representando

uma retração de

quase 6%, devido a recessão que

vivemos nos últimos anos. Projeta-se

uma retomada do cres -

cimento já a partir de 2018, que

será ainda mais impulsionada

em 2019.

Olhando os números de OPS,

contávamos com 780 ativas com

beneficiários em março de 2017,

sendo 308, 38,8% do total, detendo

92% do total de beneficiários.

Vimos também uma média trimestral

de 11 novos entrantes

no mercado de saúde suplementar,

contra 22 cancelados.

Por fim e mais importante,

o mercado suplementar apre -

senta uma média aproxima -

da de 80% de taxa de sinistralidade

em seus custos totais, um

peso muito grande sobre o fa -

turamento, porém este índice

se mantém estável se compa -

rarmos aos últimos 5 anos. Essa

estabilização se dá ao fato de as

OPS acelerarem seus processos

de verticalização, racionalização

da rede, otimização de

custos, renegociação de tabe -

las com prestadores, programas

de prevenção e conscientização

do consumo inteligente dos planos

de saúde e ainda sim, não se

conseguiu uma redução como

era esperado, apenas uma estabilização!

Segundo o presidente do Conselho

da Associação Nacional

de Hospitais Privados - Anahp,

Francisco Balestrin, afirma que

“foi possível observar que 2016

foi um ano cauteloso, e que,

com a renegociação de contratos

e corte de despesas, o setor

de hospitais conseguiu manter

um equilíbrio financeiro, mesmo

com a recessão no país. Ficou

evidente como os hospitais

passaram a readequar as despesas

e os planos de investimento,

o que explica grande parte da

melhora da receita e da margem

líquida”, que caíra de 11,67% –

em 2014 – para 10,66% no ano seguinte,

e que em 2016 subiu para

11,10%”, reiterando as renego -

ciações feitas entre as Operadoras

e Hospitais citadas no parágrafo

anterior.

Apresenta-se abaixo a fórmula dos custos totais das OPS:

CT = CA + DA + DC + OD

Legenda:

CT: Custo Total CA: Custo assistencial DA: Despesas Administrativas

DC: Despesas de Comercialização OD: Outras Despesas

PÓS DA VERTICALIZAÇÃO

• Menor exposição a Inflação/Reajustes de tabelas,

fraudes, mal atendimento, monopólios dos

grandes grupos, etc;

• Reduz custos com análises de contas médicas,

auditorias e possíveis intermediários;

• Contato direto com a ponta (atendimento médico

ao paciente);

• Facilidade em implementação de programas de

prevenção e conscientização de uso;

• Mais dados disponíveis para análises epidemiológicas

e populacionais, dando maior suporte a

estratégias de otimização de rede;

• Incentivos regulatórios;

• Ganho de eficiência e escala;

CONTRAS DA VERTICALIZAÇÃO

• Possível perda de foco no core business da OPS;

• Alto custo de implementação se comparado a

terciária;

• Velocidade de expansão mais lenta se comparado

a terciária;

• Possível perda de qualidade/referência;

28 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g e s tã o & s a ú d e

BUSINESS PLAN PARA VERTICALIZAÇÃO

Primeiramente, ressalta-se que este business plan é

voltado para a verticalização decrescente, ou seja,

aquela que parte das operadoras para os hospitais,

seja através de aquisições e até construções hospitalares.

O business plan é parte fundamental, pois nele é

possível estudar o mercado, conhecer melhor as

oportunidades, identificar os riscos de forma mais

precisa e menos empírica, projetar investimento,

retorno, estruturar um plano de marketing, além

de vários outros pontos que serão detalhados a seguir,

a fim de validar uma ideia e reduzir as ameaças

e riscos presentes em qualquer projeto.

1 a ETAPA: ESTUDO DO MERCADO:

• Target Group;

• Área Geográfica;

• Perfil Sócio-Demográfico da população;

• Perfil Epidemiológico da população (Morbidade,

mortalidade, etc);

• Estimativa de demanda de leitos para atender a

população;

• Perfil dos serviços hospitalares (capacidade instalada,

infraestrutura, perfil de hotelaria, etc);

• GAP na oferta de serviços (aspectos quantitativos

e qualitativos);

• Quantidade de leitos, salas de C. Cirúrgicos,

PA, SADT, etc;

2 a ETAPA: VIABILIDADE ECONÔMICO-

FINANCEIRA:

• Dimensionamento do novo hospital ou aquisição

das oportunidades existentes;

• Projeção dos volumes de produção (alinhamento

com a velocidade do ramp-up);

• Projeção de receita bruta e líquida (alinhamento

com TM e pricing);

• Dimensionamento de Pessoal (cargos, salários,

“velocidade de cruzeiro”, índices, produtivida -

de, etc);

• Projeção de custos operacionais (Custos variáveis

e fixos, como insumos, materiais, serviços

terceirizados, etc);

• Investimento (Aquisição, reforma e/ou construção,

bem com compra/modernização dos maquinários/mobiliários,

necessidade de capital

de giro, etc);

Capital próprio X Capital de Terceiros e seus

respectivos custos;

• Projeção de caixa e demonstrativos para os próximos

5 a 10 anos (DRE, Fluxo de Caixa, etc);

• Análise da viabilidade econômico-financeira

(VPL, TIR, PayBack descontado, Break-Even

Point, etc);

• Simulação de cenários e estudos de alternativas;

3 a ETAPA: CONSOLIDAÇÃO:

• Exigências Legais

• Criação de branding;

• Plano de Marketing;

• Estudo de fornecedores e prestadores terceirizados;

• Prospecção junto a operadoras e demais players;

• Parcerias comerciais;

• Missão, Visão e Valores;

• Acordo de acionistas, se preciso for;

CONCLUSÃO

Após a conclusão do business plan, começa-se a

etapa de alinhamento, ajuste e conclusão jun -

to aos investidores, começando assim a execução

de fato. Neste ponto a operacionalização se dá em

conjunto com diversas áreas, tais como:

• Contratações/Treinamentos;

• Formulação dos fluxos/processos, bem como os

POP’s;

• Testes, validações e ajustes de acordo com o que

foi planejado e orçado;

• Acompanhamento dos investimentos, retornos,

movimentos do mercado e possíveis mudanças

de cenários internos e externos;

• Implementação dos setores, cargos, salários,

etc;

• Checagem e acompanhamentos dos índices, validação

e ajustes dos mesmos;

• Diversificação e agregação de valor

QUEM É PABLO LIMA DE MENDONÇA

Gestor formado pela FGV, pós-graduado em ges -

tão hospitalar pela São Camilo e Professional & Self

Coaching pelo IBC (Enfoque em Gestão de Pes -

soas). Trabalha na área de saúde há mais de 16 anos.

É diretor executivo da Clínica Médica Climesa, Co -

-Founder e Palestrante da ASV – Atualize Sua Ver -

são (Instituição voltada para o Desenvolvimento

Pessoal e Profissional).

Contatos: pablolimademendonca@gmail.com

LinkedIn e outras mídias: @pablomendonça

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 29


c a p a

30 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9

Produzir conteúdo na rede foi bastante

poderoso para essas conquistas.


c a p a

O impacto da

imagem no

LinkedIn

Como a jovem do interior de São

Paulo se tornou uma das principais

influenciadoras da rede

Em uma época em que a Economia 4.0 vem causando revolução

no modelo de mercado de trabalho, o marketing pessoal

no LinkedIn vem ganhando cada vez mais relevância

por àqueles que desejam tornar sua carreira ou seu negócio

um referencial na internet.

Fundado em 2003 por um grupo de amigos, ainda pequeno,

e reunindo apenas convidados dos próprios fundadores da marca,

o canal nasceu da vontade e necessidade de criar uma rede de

contatos profissionais.

Em 2011, a rede social já era a maior do mundo dentro do que se

propõe, e ganhou ações na Bolsa de Valores, assim como o Face -

book. E hoje, de acordo a empresa, a plataforma já conta com 562

milhões de usuários, em 200 países. Só no Brasil, a marca já alcançou

45 milhões de pessoas, sendo considerada a rede social mais

utilizada para relacionamentos profissionais. Tudo isso fruto do

avanço exponencial das diversas tecnologias que aproxima e mistura,

cada vez mais, o real e o digital, em um cenário em que os pequenos

acabam roubando a cena dos grandes protagonistas do mercado.

E a Flávia Gamonar sabe muito bem o que é isso.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 31


c a p a

Em 2014, quando foi demitida de uma empresa

de tecnologia juntamente com outras dezenas de

pessoas e ficou desempregada durante seis meses,

viu sua vida mudar a partir do momento em que

passou a se preocupar com a sua imagem na plataforma.

A bauruense, de 34 anos, conta que na época estava

prestes a concluir o Mestrado e já atuava na

área de Marketing. Durante o período em que fi -

cou fora do mercado de trabalho, chegou a fazer

docinhos para vender, a fim de complementar a

renda. Até que seis meses depois, finalmente, conseguiu

um novo emprego. E a oportunidade até

teve uma “ajudinha” da rede social, mas ainda não

era do LinkedIn. Foi indicação pelo Facebook, o

que a possibilitou a atuar na área de Marketing

novamente em uma empresa privada.

Naquele mesmo ano, Flávia decidiu atualizar

seu LinkedIn e começou a escrever artigos e a

compartilhar na rede, mas sem nenhuma pretensão.

Só que o que ela não contava é que seus conteúdos

estavam sendo lidos e compartilhados por

muita gente, o que acabou dando voz a uma jovem

comum do interior de São Paulo. Aos poucos, diversos

convites começaram a chegar, até que Flávia

decidiu pedir demissão para empreender. Em

seu primeiro livro publicado - Me dê seu crachá,

eu te acompanho até a porta - Gamonar fala um

pouco sobre o processo de demissão até o mo -

mento em que começou a empreender por meio

de artigos que havia publicado no LinkedIn e que

foram revisados e contextualizados.

Por conta dos conteúdos relevantes que produziu

na rede, Flávia se tornou uma grande influenciadora

na plataforma e, em 2016, a menina do interior

de São Paulo acabou recebendo o convite

para gravar na Europa, se tornando, por fim, uma

LinkedIn Top Voices.

Todos os dias encaixo pelo menos alguns minutos

para me exercitar. Pretendo equilibrar cada

vez mais profissão e vida pessoal.

32 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


c a p a

Sou bastante organizada com minha agenda para conseguir dar conta de tudo e ser produtiva.

Como foi o convite para participar do

projeto na Áustria, gravando cursos para

a plataforma LinkedIn?

Foi uma experiência incrível! Fui convidada pelo

LinkedIn Learning, cujo estúdio fica na Áustria,

para gravar cursos oficiais da plataforma, e durante

alguns dias estive por lá preparando o material

e gravando. Para me tornar Instrutora Oficial, fui

submetida a um teste de seleção que envolvia indicação,

entrevista, envio de aula teste, dentre outros

requisitos.

E qual é o segredo para atrair um público

que apresenta uma proposta tão diferen -

te das demais redes sociais?

O segredo é o conteúdo relevante e com constância.

Acredito e dissemino isso nos cursos e palestras

que dou. Não é do dia para noite que isso acontecerá,

mas o resultado sempre será bom se persistir.

Além disso é sempre levar sua essência, sua “unique

story” junto, o que torna você único, procurando

ser autêntico no que se envolve sempre.

Sobre o LinkedIn

O LinkedIn é uma empresa com um modelo de negócios

diversificado, onde a receita provém de assinaturas,

vendas de publicidade e de soluções de recrutamento.

Em dezembro de 2016, a Microso adquiriu o LinkedIn,

assim unindo o maior serviço de nuvem profissional do

mundo com a maior rede profissional do mundo.

Para quem busca investir em marketing pessoal

na plataforma, é importante ressaltar que a rede de

conexões precisa ser escolhida com critério e qualidade.

Volume não faz diferença se o público não es -

tiver alinhado aos objetivos do usuário na rede. O

que deve ser levado em consideração são as possibilidades

de networking e geração de oportunidades,

e não o número de seguidores.

E como toda e qualquer ação de marketing nas re -

des sociais, o retorno do investimento não surgirá

do dia para a noite. As grandes oportunidades de

trabalho e negócios não caem do céu, tampouco

aparecem todos os dias, sem que haja um processo

de construção e amadurecimento.

A ferramenta pode ser uma importante aliada para

o fortalecimento da carreira ou das ações, desde que

as estratégias sejam acompanhadas de planejamento

e acompanhamento árduo. Créditos: LinkedIn

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 33


c a p a

Que conselhos você dá àqueles que desejam

se destacarem no Linkedin (profissionais

ou empresas) e conseguirem uma

posição de evidência no mercado?

Primeiro procurar saber quem é você e o que

busca, quais seus objetivos hoje? Sem uma visão

clara é difícil conquistar o que deseja. Depois,

preencher ao máximo seu perfil, afinal, a plataforma

funciona a partir dos dados que coloca -

mos. E, além disso, estar presente, ativo, interagir

e produzir conteúdo que ajude as pessoas a se

lembrarem de você como um expert, alguém relevante

que está sempre compartilhando. Em breve,

estarei lançando meu segundo livro cujo título

Unique Stories falará um pouco mais sobe isso:

como criar conteúdo no LinkedIn para fortalecer

sua imagem, atrair oportunidades e se destacar no

mercado, tornando você único.

Hoje Flávia Gamonar possui três livros publicado

sobre Carreira e Marketing, e é instruto -

ra oficial LinkedIn Learning. Doutoranda em

Mídia e Tecnologia, professora na pós-gradua -

ção da ESPM e palestrante, Gamonar é Linke -

dIn Top Voices e ganhadora do Prêmio Digitalks

Content Marketing 2017 e Top 3 em 2018. Atual -

mente, além de atuar com educação corporativa,

é apresentadora de um quadro sobre redes sociais

e carreira na Record News. Seus próximos passos

é alcançar o mercado internacional, mais precisamente,

na Europa.

Para acompanhar a agenda completa de Flávia,

basta acessar: www.flaviagamonar.com

34 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


t e c n o l o g i a

Unimed Vitória automatiza

processos e aumenta controle

de dados com SoftExpert

Unidade conta com 2.353 médicos cooperados e mais de 2.400 colaboradores.

Atende 340 mil clientes e é a líder no mercado capixaba de saúde suplementar.

Joinville, fevereiro de

2019 – A Unimed Vitó -

ria automatizou rotinas

e aumentou a eficácia de

sua operação com a SoftExpert,

fornecedora de

so wares e serviços para automação

e aprimoramento de processos

de negócio, conformidade

regulamentar e governança

corporativa.

A Unimed Vitória é uma das

10 maiores cooperativas no Brasil.

Conta com 2.353 médicos

cooperados e mais de 2.400 colaboradores,

atendendo a mais de

340 mil clientes, sendo a líder no

mercado de saúde suplementar

no Espírito Santo. Desde 2016,

a cooperativa capixaba mantém

o título de Operadora Acreditada

nível Ouro, do Programa de

Qualificação das Operadoras de

Saúde da ANS.

"Considerávamos nosso processo

de gestão de documentos

muito manual, o que acarretava

em não conformidades e perda

de controles importantes. Queríamos

uma ferramenta que nos

ajudasse a reduzir falhas e erros

nestas tarefas", revela Heloisa

Rodrigues Queiroz, coordenadora

de Gestão da Qualidade e

Processos.

A companhia adotou o So Expert

EQM (Gestão da Qualidade

Empresarial) com foco na gestão

de documentos. Atualmente, em

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 35


t e c n o l o g i a

torno de 2.000 colaboradores utilizam a ferramenta

implementada em praticamente todos os departamentos.

"Automatizamos o roteiro de elaboração, revisão

e aprovação de documentos, com acompanhamento

em tempo real de pendências no fluxo da

documentação. Além disso, foi possível padro -

nizar o roteiro de consenso (validações) da documentação",

ressalta Heloisa.

A implantação foi realizada pela TNX, parceira

comercial da So Expert. O projeto de migração

de cerca de 4.000 documentos para dentro

do sistema está seguindo um cronograma de im -

portação criterioso, cumprindo etapas que ob -

jetivam minimizar impactos e perdas de infor -

mação. Com o uso da ferramenta, já é possível

perceber uma redução dos gaps de aprovações e

validações, bem como a eliminação da coleta de

assinaturas.

"A solução da So Expert está tornando mais

simples monitorar o fluxo dos consensos entre

as áreas. Alcançaremos maior controle e dispo -

nibilidade da documentação, por meio da hie -

rarquização de acessos, maior segurança e sigi -

lo das informações da Unimed Vitória, além da

conformidade com os requisitos do SGQ", ava -

lia Heloisa.

Sobre a SoftExpert

A So Expert é a empresa líder de mercado em soluções

para a excelência na gestão, fornecendo so -

wares e serviços para o aprimoramento de pro -

cessos de negócio, conformidade regulamentar e

governança corporativa.

Fundada em 1995 e contando atualmente com

mais de 2 mil clientes e 300 mil usuários ao redor

do mundo, as soluções So Expert são utilizadas por

empresas dos mais variados portes e ramos de atuação,

incluindo manufatura, governo, farmacêutico,

hospitais e laboratórios, serviços financeiros, alta

tecnologia e TI, educação, energia e utilidade pú -

blica, logística, varejo e serviços.

Em conjunto com a sua rede de parceiros nacio -

nais e internacionais, a So Expert oferece serviços

de implantação, treinamento, hospedagem, validação,

suporte e assistência técnica, com o intuito de

assegurar que seus clientes obtenham sempre o máximo

de retorno sobre seus investimentos.

Sobre a TNX Brasil

Empresa brasileira integradora de soluções de TI,

especializada em prover soluções tecnológicas através

da venda consultiva, consultoria/planejamento/

execução de serviços relacionados a soluções inovadoras

e de tecnologia avançada.

A TNX Brasil conta hoje com unidades de negócios

localizadas em Minas Gerais e Rio de Janeiro,

atendendo também o Espírito Santo e uma ampla

rede de parceiros com capacidade de atendimen -

to em todo o território nacional. Representa a SoftExpert

em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espíri -

to Santo.

O paradoxo da

privacidade em 2019

André Fernandes

Há um paradoxo na relação com o cliente pairando sobre

o mercado de contact center em 2019. Ao mesmo tempo

em que deseja serviços e interações personalizadas, os

consumidores cada vez se tornam mais exigentes com a

segurança de seus dados. A implementação da Lei Ge -

ral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil coloca al -

gum tempero nessa dicotomia.

36 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


t e c n o l o g i a

André Fernandes é Gerente de Engenharia de Soluções da NICE.

Afinal, como personalizar o

atendimento ao cliente ao mesmo

tempo em que protege a privacidade

de seus dados?

A sociedade da transformação

digital deseja ser surpreendida

com automação do atendimento

para que ele aconteça de

forma rápida e eficiente, deseja

ofertas personalizadas, quer

ser surpreendida com um atendimento

de contact center que

não faça as mesmas perguntas

todas as vezes em que haja interação

mas, ao mesmo tempo,

não quer que seus dados sejam

“capturadas” e suas atividades

on-line “vigiadas”.

Como então é possível alcançar

o equilíbrio?

A resposta é fácil: protegendo

os dados dos clientes!

As leis convergem para cor -

roborar esta afirmação. Governos

de todo o mundo estão repensando

a privacidade dos

dados que circulam na internet.

Do GDPR da União Europeia

à LGPD do Brasil, ao PIPEDA

canadense, à Lei de Privacidade

da Califórnia... até o Digital

Privacy Framework da Índia.

A privacidade está se tornando

um direito. E, na ausência de um

marco legal, está se tornando

um diferenciador da Experiência

do Cliente.

De agora em diante as organizações

precisam estar no controle

dos dados particulares que

armazenam e processam.

Nesse momento a tecnolo -

gia se torna a principal aliada!

Com a ajuda de soluções au -

tomatizadas, as empresas po -

dem capturar, reter, identificar

e recuperar todas as interações

com clientes de qualquer ca -

nal, de acordo com as diretri -

zes regulamentares específicas.

Estas soluções podem ser convergentes

com plataformas de

gravação e, neste cenário, toda

a conformidade necessária está

garantida.

Um passo à frente é oferecer

soluções que podem ser customizadas

de acordo com as leis

de proteção de dados locais. Sabemos

que muitas vezes o contact

center de uma empresa

pode atender a mais de um país.

Com a ampliação das leis de

proteção de dados, o call center

precisa de atenção redobrada.

Fazer isso sem a ajuda da tecnologia

é praticamente impossível,

por isso, uma boa olhada no

mercado pode trazer as melhores

possibilidades.

Também é necessário ter à

disposição ferramentas que garantam

autonomia no caso da

necessidade de se adaptar a leis

que mudem com a passagem do

tempo.

Dessa maneira, as companhias

podem oferecer os melhores e

mais personalizados serviços e

produtos para os consumidores

– sejam físicos ou corporativos –

entregando as melhores interações

sem ultrapassar a linha da

privacidade.

Esse certamente será um grande

desafio durante 2019. Que estejamos

todos preparados!

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 37


O Galaxy S10 traz a nova Infinity-O, na proporção

19:9, da Samsung que maximiza o espaço na tela,

oferecendo aos usuários mais espaço para fazer

mais, com mais conforto. As bordas foram reduzidas,

deixando mais espaço para o que mais importa,

como filmes, livros e jogos. De fato, em comparação

com o Galaxy S9, a borda superior ultrafina

foi reduzida em mais de três vezes.

Para liberar ainda mais pixels para o conteúdo dos

usuários, o Galaxy S10 adotou um design de câmera

na tela, reunindo uma série de tecnologias de sent

e c n o l o g i a

Imagem do Galaxy S10.

Encante seus olhos no

futuro: a fantástica tela

do Galaxy S10

Com o lançamento da linha Galaxy S10,

a Samsung Electronics mostrou mais

uma vez como está direcionando o futuro

das telas dos smartphones. Os mais

novos produtos da empresa levam sua

tecnologia de tela a outro nível, oferecendo

aos usuários imagens mais brilhantes e realistas,

além de um design que posiciona a câmera

na tela, maximizando sua área útil, e um leitor de

impressão digital ultrassônico inédito.

Absolutamente linda

sores e câmera em um pequeno espaço. A Samsung

usou uma tecnologia própria de corte a laser para

criar um pequeno orifício na tela — minimizando

os danos aos pixels ao redor — para que os usuários

desfrutem de todas as tecnologias essenciais de câmera

e sensores sem perder espaço na tela.

Aperfeiçoar esse aspecto do design permitiu que a

Samsung criasse uma tela revolucionária que cobre

toda a frente do smartphone, permitindo muito mais

imersão e diversão em jogos, filmes e muito mais.

Além disso, os usuários podem ficar tranquilos:

seja qual for a atividade em que estão envolvidos, o

Galaxy S10 usa o Gorilla Glass 6, que é duas vezes

mais durável que o Gorilla Glass 5 — é um smartphone

feito para durar.2

Tela de cinema

A nova tela dinâmica AMOLED do Galaxy S10 vai lhe

oferecer experiências realmente cinematográficas.

Com um pico de luminosidade de 1.200 nits, a tela é

capaz de produzir mais de 16 milhões de cores (uma

gama de cores 36% maior do que SDR), com 100% de

volume de cores móveis na gama de cores DCI-P3.

38 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


t e c n o l o g i a

A tela do Galaxy S10e usa o Gorilla Glass 5.

Quando testada pelos especialistas

da DisplayMate, a tela dinâmica

AMOLED recebeu uma

pontuação de 0,4 no quesito Diferença

de Cores Levemente Perceptível

(JNCD). Isso representa

uma melhoria em relação à pontuação

JNCD de 0,7 do Galaxy S9,

confirmando que a reprodução de

cores é excepcionalmente precisa

no Galaxy S10. Em outras palavras,

as cores que o usuário vê nos

novos smartphones da Samsung

são praticamente iguais às cores

na vida real.

A mais recente e revolucionária

tela da empresa é também a primeira

em smartphone do mundo

a oferecer suporte a HDR10+: um

padrão aberto de última geração

para vídeo de alta faixa dinâmica

(HDR). O suporte a HDR10+ traz

imagens de qualidade cinematográfica

aos bolsos dos usuários,

permitindo que os conteúdos

compatíveis sejam representados

exatamente como os criadores

pretendiam. Isso significa que,

no streaming do seu filme favorito,

por exemplo, as cores serão

mais precisas e a experiência de

visualização será mais imersiva.

A tela usa tecnologia de mapeamento

de tom dinâmico para

otimizar as cores, de cena para

cena, e para produzir melhor

contraste entre cenas claras e

escuras. Ela também otimiza os

níveis de brilho, para que até os

menores detalhes fiquem lindos,

e produz cores pretas verdadeiras3,

para melhores detalhes de

sombra, mesmo em condições de

pouca luz.

A tela clara e brilhante do Galaxy

S10 garante que as cores fiquem

nítidas, mesmo sob luz solar

forte. Então, ao passear por aí

ou relaxar à beira da piscina, o

sol não vai impedir você de assistir

ao seu programa favorito ou

de conferir o vídeo que acabaram

de te enviar.

Segurança biométrica

reforçada

Embutido sob a tela dinâmica

AMOLED está o novo leitor de

impressão digital ultrassônico

da Samsung4, que oferece segurança

semelhante à de um cofre

para manter seu dispositivo protegido.

O leitor funciona emitindo ondas

ultrassônicas que mapeiam o

padrão único de sua impressão digital,

detectando os pequenos espaços

entre o dedo e a tela. Esses

dados de onda são enviados de

volta ao leitor e analisados pelo

chipset principal do telefone, para

determinar se a impressão digital

é compatível.

A tecnologia de expressão de cores de baixa gradação precisa não está incluída no Galaxy S10e.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 39


O Galaxy S10e

possui um leitor

de impressão

digital capacitivo

montado na lateral

do dispositivo.

Comparado com o Galaxy S9.

Ele funciona em um piscar de

olhos e possui tecnologia antifalsificação

3D que aplica um algoritmo

baseado em aprendizado de

máquina à impressão digital na

tela, para oferecer um alto nível de

segurança. Isso garante que seu

smartphone só será aberto com a

sua impressão digital física, e não

com uma imagem dela. Sua segurança

é respaldada pela primeira

certificação de Componente Biométrico

da FIDO Alliance já emitida

no mundo todo, tendo sido

testada para funcionar nas mais

extremas condições, inclusive em

temperaturas abaixo de zero e sob

luz solar intensa.

Melhor visualização

O conforto é um dos aspectos

fundamentais do Galaxy S10, e

é por isso que a Samsung otimizou

seus mais novos produtos

principais com inovações que

tornam esses lindos dispositivos

ainda mais agradáveis aos olhos.

Se o usuário verifica regularmente

seu telefone antes de ir para

a cama, provavelmente está familiarizado

com as emissões de luz

azul que, de acordo com estudos,

podem afetar seu sono. A tela dinâmica

AMOLED foi certificada

pelos especialistas da TÜV Rheinland,

reduzindo a luz azul em

42%,5 o que pode ajudar os usuários

a proteger seus olhos. O melhor

de tudo é que, além de ajudar

os usuários a ter uma boa noite de

sono, a tecnologia de redução de

luz azul dos smartphones não requer

filtros e não compromete a

qualidade de imagem da tela.

Para oferecer maior conforto e

conveniência aos usuários, o Galaxy

S10 também tem um design

leve e confortável, além da interface

One UI da Samsung. Essa interface

é limpa e intuitiva e reduz

a desordem para ajudar os usuários

a manter o foco, além de posicionar

as informações importantes

na parte inferior da tela para

que eles possam usar o dispositivo

confortavelmente com apenas

uma mão. Além disso, ela também

traz um Modo Noturno integrado

que otimiza a exibição para visua -

lização noturna e permite que os

usuários passem tranquilamente

para ambientes mais escuros.

Sobre a Samsung

Electronics Co., Ltd.

A Samsung inspira o mundo e

cria o futuro com ideias e tecnologias

inovadoras. A companhia

está redefinindo o mundo de TVs,

smartphones, wearables, tablets,

eletrodomésticos, sistemas de conexão

e memória, sistema LSI,

fundição de semicondutores e soluções

LED. Para saber mais sobre

as últimas notícias, por favor, visite

a Sala de Imprensa da Samsung

emhttp://news.samsung.com.

40 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


t e c n o l o g i a

Segurança cibernética no

ambiente de produção industrial

Diferenças entre ambientes corporativos e de produção tornam

necessárias novas abordagens para garantir a segurança.

O

uso cada vez mais intenso de computadores,

redes e Internet no chão de fábrica

torna imprescindível que pro -

cedimentos de segurança cibernética,

anteriormente restritos às redes corporativas,

sejam estendidos para a área de

produção. Porém, esse ambiente tem diversas características

que dificultam a aplicação de soluções

tradicionais de segurança cibernética.

Para o ambiente de produção, segurança requer

manter computadores funcionando, pois de outra

forma, não podem garantir que o processo permaneça

estável ou seja levado a uma parada sem colocar

em risco equipamentos e pessoas. Já para o ambiente

de Tecnologia da Informação (TI), segurança signifi -

ca que dados não sejam perdidos nem indevidamente

acessados.

É fundamental entender e respeitar as diferenças,

para que as soluções adotadas atendam às necessidades

da empresa como um todo. Os principais aspectos

a serem observados são:

1. Restrições de Hardware

O chão de fábrica tem requisitos específicos,

como número de placas de rede, operação ininterrupta

e ambiente exigido pelos so wares industriais.

Esse cenário, aliado à pouca necessidade de

mudança, leva os ambientes de produção a serem

atualizados com frequência mais baixa do que os

ambientes de TI. Embora o melhor prazo seja discutível,

no dia a dia encontram-se computadores

desatualizados, com restrições significativas de

hardware (memória e processamento), que reduzem

as opções de segurança cibernética.

Márcia Campos

temas Embedded (principalmente em IHMs) é

muito comum. Os antivírus tipicamente não rodam

nesses ambientes, seja por incompatibilidade

com o sistema operacional, seja por falta de recursos

de memória e de processamento.

2. Sistemas operacionais

Pelos motivos citados anteriormente, no ambiente

industrial, o uso de sistemas operacionais maduros,

como Windows NT e XP, bem como sis -

Márcia Campos é graduada em Ciência da Computação pela

UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas – com MBA

em Gestão Empresarial pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Possui mais de 30 anos de experiência nas áreas técnica e

comercial em automação industrial e é autora de diversos artigos

especializados. É sócia e diretora Executiva da Aquarius So ware.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 41


t e c n o l o g i a

3. Falta de acesso à Internet

Por questões de segurança, muitos ambientes industriais

não ficam conectados à Internet e não

têm atualização automática de sistema operacional

e outros aplicativos. Dessa forma, ficam expostos

a vulnerabilidades que se tornam conhecidas.

4. Bloqueio de aplicações

No ambiente industrial, a operação segura requer

continuidade operacional. Mesmo diante de ameaças,

tem que ser possível desligar um equipamento

ou acionar uma parada emergencial. Antivírus tradicionais

são inadequados porque, quando ativos,

evitam ameaças, mas podem bloquear aplicações

e impedir a operação de equipamentos. Se os aplicativos

são excluídos da verificação a fim de evitar

essas interrupções, ficam totalmente expostos.

5. Reiniciar computadores

A necessidade de reiniciar o computador após a

instalação de patches e atualizações é incompatível

com processos industriais que rodam 24 horas por

dia, sem interrupção. Assim, recursos de segurança

que funcionam bem em ambientes corporativos

não são facilmente aplicáveis ao chão de fábrica.

6. Controle de Wi-Fi

Embora muitas empresas restrinjam acesso à Internet,

pode ser muito simples e fácil criar uma

conexão Wi-fi através de compartilhamento de

dados de celulares, proporcionando um acesso

aberto e vulnerável a invasões.

7. Portas USB e dispositivos de armazenamento

removíveis

Antivírus permitem a conexão de dispositivos

USB, como modens para comunicação, pen-drivers

e outros dispositivos de armazenamento removíveis.

Dessa forma, as portas USB tornam-se

um caminho para entrada de ameaças.

Conclusão

As diferenças entre os ambientes de TI e de produção

devem ser compreendidas e respeitadas e a solução

deve buscar tanto a segurança da informação

quanto a segurança operacional.

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empresas atendidas

+ de 200

exames realizados

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Há 14 anos contribuindo com qualidade de vida da sua empres

Medicina Ocupacional

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c o m p o r ta m e n t o & c a r r e i r a s

Previsões para

liderança em 2019

Celso Braga

Tudo que uma líder precisa saber

Sócio-diretor do Grupo Bridge

e mentor do CEO EM CEM.

Desculpem a brincadeira. Ninguém é capaz

de prever o futuro. O que posso fazer

é indicar tendências que, de alguma

forma, estão acontecendo e que, por ser

líder desde os dezenove anos, com pelo

menos trinta anos desenvolvendo líderes,

posso apontar. O que mais escutei no último

ano foram pedidos para ajudar às lideranças a serem

mais inspiradoras. Recentemente falei sobre

a diferença entre ser controlador, centralizador e

inspirador no meu livro – Empowerment – Uma

liderança que inspira.Deixei-o disponível gratuitamente

àqueles que se interessarem. Vamos lá,

por que as lideranças estão precisando se tornar

inspiradoras?

As novas gerações querem fazer parte das de -

cisões, querem admirar seus líderes, querem que

eles ou elas os apoiem em seu desenvolvimen -

to e só uma liderança inspiradora pode fazer isto.

Além do desejo dos liderados, existe a necessidade

de respostas para os desafios do momento que

se apresentam cada vez mais complexos e que precisam

ser resolvidos utilizando a potência de todos

os envolvidos. Se antes os líderes sabiam muito

sobre muito, agora sabem pouco sobre muitas

coisas que são totalmente desconhecidas.

Você acha que sabe o que é transformação cultural?

Em 2019 você vai ter que saber. Você acha que

sabe o que é excelência no atendimento ao cliente?

Em 2019 vai ser colocado diante de necessidades

destes clientes como nunca. Você acha que

sabe como ser mais eficiente? Vai descobrir em

2019 que eficiência não está só no fazer e sim em

novas formas de pensar. Você acha que sabe lidar

com os liderados? Em 2019 haverá mais gerações

e a sua liderança padrão vai desaparecer como

forma de gestão.

O que acontece que tudo está em 2019? Se tudo

andar como imaginamos, sairemos da maior crise

de nossa história no Brasil e teremos de enfrentar

muitos desafios para voltar a crescer e tudo que

podíamos fazer devagar e com paciência nos testará

a ser ágeis e equilibrados emocionalmente.

Não sei se percebem isto, mas meus liderados

são mais exigentes do que eram antes, mais questionadores

e querem mais de suas vidas que só trabalhar

intensamente. Desse modo, estão também

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 43


c o m p o r ta m e n t o & c a r r e i r a s

meus filhos, estão os grupos dos quais participo,

buscando compreender as mudanças para o futuro.

Um certo caos e loucura por correr atrás do que

deixamos de lado por uns três ou quatro anos. A liderança

nunca será tão desafiada como em 2019.

O futuro chegou e ele não é mais tão distante,

está cada vez mais perto, incerto e sem respostas

prontas. Então se você é líder e quer saber das previsões

não espere muito. Faça acontecer.

Celso Braga - Sócio-diretor do Grupo Bridge, Psicólogo

e Mestre em Educação, pós-graduado em

Psicodrama Sócio Educacional pela ABPS, Professor

supervisor pela FEBRAP. Acumula experiência

de mais de 25 anos em desenvolvimento humano e

projetos de conexões educacionais e inovação.

É autor dos livros ‘A Jornada Ôntica’ (2013), ‘O

Hólon da Liderança’ (2015), ‘Inovação: diálogos

sobre a prática’ (2016), ‘Inovação: diálogos sobre

colaboração produtiva’ (2017), A Magia dos Sen -

timentos: 27 emoções para transformar sua vida

e recentemente lançou os livros em versão digital

Lifelong Learning - Aprender para a Vida e Empowerment,

Uma liderança que inspira e coautor

do livro ‘Educação para Excelência’ (2010).

Celso Braga é mentor do CEO EM CEM – www.

ceoemcem.com.br, serviço e mentoria para auxiliar

executivos na conquista de posições de alta liderança.

Sobre o Grupo Bridge

Com 24 anos de atuação, o Grupo Bridge é uma empresa

de soluções em desenvolvimento humano que

atua fortemente na prestação de serviços de consul -

toria para empresas de diferentes segmentos utilizando

metodologia autoral pautada por três principais

autores: Jacob Levy Moreno, Paulo Freire e

Humberto Maturana. Fruto de uma parceria en -

tre Celso Braga e Sérgio Cruz, ambos psicólogos e

especialistas no comportamento humano, o Gru -

po Bridge apresenta como principal atuação o de -

senvolvimento de lideranças, das relações entre as

pessoas e da cultura das organizações. Em 2018 a

empresa reposicionou o seu negócio através de quatro

submarcas: Bridge (consultoria para empresas,

que existe desde 1995), X.Five (desenvolvimento de

pessoas), Bridge 36,5º (responsabilidade social), e

IBEX- Innovation Bridge Experience (experiências,

eventos e publicações de inovação).

A organização conta com mais de 30 colaborado -

res e atende empresas como Bradesco, Bosch, Bayer,

Cielo, Porto Seguro, Raízen, Volvo, Hospital

BP, entre outras.

Mão de obra

bem treinada

reduz

desperdícios

e gastos

Alexandre Farhan

As perdas e desperdícios na área de indústria

ainda são uma questão crí -

tica. Isso porque em muitos setores

ainda não há profissionais capacita -

dos adequadamente em treinamentos

ou na própria formação. Na indústria

de transformação de plásticos, muito funcioná -

rios acabam desperdiçando muita matéria-pri -

ma e frequentemente as misturam incorretamente,

ou operam com temperaturas incorretas, o que

geram graves problemas de produção, que reduzem

profundamente a qualidade do produto final.

No entanto, se uma empresa orientar, conscientizar

e principalmente treinar seu colaborador para

que consiga trabalhar de maneira correta, ele vai

evitar grandes desperdícios e naturalmente gerar

mais receita para o caixa.

Hoje, o problema da formação e capacitação

profissionalizante está dividido em duas partes

críticas, a do colaborador e da indústria. Muitas

vezes, um colaborador não quer se qualificar, se

especializar ou estudar. Na verdade, apenas uma

expressiva minoria pensa em crescer profissionalmente,

e isso ocorre em todos os segmentos da indústria

não apenas na produção e transformação

dos plásticos, que é minha especialidade. Acon -

tece também na área metalúrgica, usinagem, tecelagem,

e inúmeros outros segmentos. Assim o

empresário se depara com o problema da mão-de-

-obra desqualificada. E o pior é que há um exército

de profissionais que não ambiciona se de -

44 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


c o m p o r ta m e n t o & c a r r e i r a s

senvolver profissionalmente

mesmo diante dessa crise e desemprego.

Do outro lado do problema,

está um tipo de empresário,

que não investe em mão-de-obra

qualificada. Com frequência,

não quer treinar seus funcionários

e não faz questão que

eles se qualifiquem com o custeio

de sua empresa. Temos um

exemplo de um aluno nosso que

chegou na escola, que desejava

estudar e esperava alguma colaboração

da empresa, pelo menos,

liberando alguns períodos

para ele se capacitar. No entanto,

o empregador dizia que era

besteira o funcionário estudar.

Achava que bastava ficar trabalhando,

que era o suficiente. Na

verdade, nós vemos muitos obstáculos

frente a alguns empresários,

quando entendem que o

investimento em mão-de-obra

não recompensa e que o custo

pode ser “muito alto”. Uma par -

cela dos empregadores não consegue

enxergar, muitas vezes, o

retorno no investimento e acredita

que é um valor dispensável.

Na realidade, se esses empresários

observarem que seus funcionários

treinados vão evitar,

por exemplo, numerosos des -

perdícios com matérias-primas

e quebras de máquinas, perceberão

de imediato a incrível redução

no custo das paradas e

dos prejuízos de interrupção da

produção. Sem falar também, de

outros fatores como a qualidade

ruim da peça final, reprocessamento

de material e outras perdas

inerentes à produção.

Uma fábrica que investe de -

terminado valor em treinamento

de mão-de-obra, na prática

esse número tem retorno constantemente

em curtíssimo prazo,

muitas vezes em dois ou três

meses. O aporte se reverte por

conta da melhoria na redução

das quebras de máquinas e peças,

e na diminuição dos prejuízos

com os custos de matérias-

-primas. Se forem multiplicados

os valores das perdas de cada

parte da operação ao final serão

contabilizados números astronômicos

e absurdos. Há produtores

de plásticos, atualmente,

que têm estoques de toneladas

de refugo, que na verdade foram

materiais desperdiçados.

Desta maneira, é preciso, além

de proporcionar treinamento,

também conscientizar o quadro

de funcionários de sua importância

e fazer a cobrança daquilo que

foi ensinado pelos instrutores em

salas de aulas e nos equipamentos.

Se não houver cobrança efetiva

não haverá retorno e o funcionário

pode simplesmente dar

continuidade naquilo que fazia

antes do treinamento.

Alexandre Farhan é diretor-técnico da Escola LF de cursos profissionalizantes em plásticos.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 45


46 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


c o m p o r ta m e n t o & c a r r e i r a s

Como aprender inglês

com pouco ou nenhum

dinheiro em 2019

Divulgação

Apenas 3% dos brasileiros(a) tem realmente fluência no idioma.

Uma notícia que chamou

a atenção de

muitas pessoas nesse

começo de ano foram

as contratações do

Google, maior empresa

de pesquisa do mundo, de jovens

sem a exigência do inglês.

As vagas são para os escritórios

de São Paulo e a decisão foi tomada

para incluir pessoas que

não tiveram a chance de aprender

o idioma. O Google decidiu

fazer isso porque apenas 3% da

população brasileira tem realmente

fluência no inglês (Dados

da Catho - Empresa de recrutamento).

Todavia, apenas 20 candidatos

terão a oportunidade de

serem efetivamente contratados

e terão aulas do segundo idioma

intensivos na empresa.

A realidade é que o merca -

do corporativo no país pode até

oferecer, nos seus benefícios, o

aperfeiçoamento do inglês para

os seus funcionários, porém

para contratar exigem no mínimo

o nível intermediário. Ainda,

de acordo com a Catho, profissionais

que têm fluência no

inglês conseguem aumentar em

40% os seus salários. Assim, o

inglês ele tanto a porta de entrada

para contratações como também

para futuras promoções.

Esse último dado pode não ser

muita novidade, porém há novas

formas de praticar o idioma e ir

bem nas entrevistas em 2019.

“Não é novidade para algumas

pessoas que é na prática que ficamos

bons em algo, porém na

fase adulta é difícil mudar hábitos

e incluir novas ações. O indivíduo

precisa primeiro mudar

a sua concepção sobre o aprendizado

do idioma. Desmistifi -

cando que se trata de uma obrigação

para assim se tornar algo

prazeroso˜, explica Rodrigo

Berghahn, Coordenador pedagógico

da rede Minds Idiomas.

Para tornar o aprendizado do

inglês mais fácil, custando pouco,

e prazeroso, a CEO da Minds

Idiomas e especialista em educação

há mais de 20 anos, Leiza

Oliveira, lista 5 formas diferentes

para aprender inglês em 2019:

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 47


c o m p o r ta m e n t o & c a r r e i r a s

1) Pratique ou ceda a sua casa para

Couchsurfing

O Couchsurfing é um aplicativo que já envolve

mais de 1 milhão de participantes de 180 países no

mundo todo. E a lógica é simples: você oferece a

sua casa para um viajante ficar, por um tempo determinado,

sem custo, e ele em troca te oferece a

sua cultura, vivência, gastronomia, e etc. E claro:

o idioma. É uma das melhores formas de praticar

o inglês e conhecer mais de pessoas de todo o planeta.

Trata-se de uma plataforma segura, todos os

dados dos usuários são registrados, e o aplicativo

une pessoas que tenham realmente valores parecidos.

Vale muito a experiência.

2) Viaje pela América Latina

Você leu bem: pela América Latina! Custa pouco e

o motivo é simples: a maioria dos turistas que frequentam

os nossos países vizinhos como Chile, Argentina,

Uruguai e Peru são da Alemanha, da própria

Argentina, Suécia, Portugal, entre outros. Esses

4 países listados possuem alta proficiência em inglês,

de acordo com o índice de Proficiência e Inglês

(EPI), divulgado pela EF Education First. Assim

por mais que o idioma mais falado na América Lati -

na seja o espanhol, a maioria dos turistas conversam

em inglês. É uma forma econômica e muito boa de

praticar o inglês. Opte por ficar em Hostel ao viajar

para os nosso países vizinhos, favorece a interação!

3) Pratique o inglês todos os dias

Na Minds temos o curso de 18 meses que tem como

foco a prática do idioma todos os dias. Seja fazendo as

lições, nas aulas de conversação, nas visitas monitoradas

que fazemos em museus, aquários, exposições,

nos games (dentro e fora da sala de aula), e o mais importante

o aprendizado da teoria e prática unidos. Na

Minds, o jovem/adulto têm o aprendizado das regras

gramaticas e vivências do dia a dia. Não se torna uma

obrigação estudar e sim algo já natural, um hábito. O

curso também pode ser facilitado no cartão de crédito.

4) Leia livros do gênero que preferir

A leitura estimula áreas diferentes do cérebro que

a conversação e/ou escrita. Por isso, se sinta livre

para escolher quais livros lhe agradam mais. O importante

é a leitura é ser algo prazerosa. Assim não

se prenda em algumas palavras que não compreender,

as sublinhe, e entenda o contexto. Após concluir

a leitura do livro cheque o significado dos

vocábulos. Você vai perceber que não é tão complicado

entender o todo e o melhor pode comprar/

adquirir esses livros em bibliotecas (sem custo) e/

ou sebos( bem famosos nos grandes centros).

5) Anote na sua agenda: quinta-feira é o

melhor dia para falar inglês

A leitura estimula áreas diferentes do cérebro que

a conversação e/ou escrita. Por isso, se sinta livre

para escolher quais livros lhe agradam mais. O importante

é a leitura é ser algo prazerosa. Assim não

se prenda em algumas palavras que não compreender,

as sublinhe, e entenda o contexto. Após concluir

a leitura do livro cheque o significado dos

vocábulos. Você vai perceber que não é tão complicado

entender o todo e o melhor pode comprar/

adquirir esses livros em bibliotecas (sem custo) e/

ou sebos( bem famosos nos grandes centros).

Não se trata de superstição e sim porque na

maioria dos lugares do mundo, sempre as quintasfeiras,

acontecem os encontros de Couchsurfing.

Caso você ache muita modernidade dormir na

casa de alguém que não conhece e/ou ceder a tua

residência pode começar conhecendo pessoas de

vários países nos bares, e restaurantes. Os encontros

geralmente acontecem á noite para favorecer

as pessoas que trabalham durante o dia e reunem

pessoas do mundo inteiro. E claro; se comunicam

em inglês! É uma forma barata de praticar o idioma

e trocar experiência!

Sobre a Minds Idiomas

Com 12 anos de existência o segredo da rede Minds

Idiomas é a tecnologia aliada ao olho no olho. Com

mais de 70 escolas em todo país, a Minds promove a

teoria com a prática do inglês. Com professores especialistas

na captação de conteúdo, a CEO Leiza Oliveira,

tem a consciência que a forma de aprendizado

de cada criança e adulto é individual. Por isso, utiliza

de psicologia no ensino com técnicas como Meditação

e Mindfulness, além de Gameficação, Quadrinhos,

Board Games e muito mais. O tempo de duração do

curso da Minds é de 18 meses.

48 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


G i r o d e n o t í c i a s

Miguel Proença toma posse como

presidente da Funarte

Pianista renomado, que foi diretor de instituições artísticas

e secretário de Cultura do Rio de Janeiro, foi empossado pelo

ministro da Cidadania, Osmar Terra, no dia 26 de fevereiro.

Proença quer atividades

da Fundação em todas as

regiões do Brasil

O

novo presidente da

Fundação Nacional

de Artes – Funarte,

Miguel Proença, foi

empossado nesta terça-feira,

26 de fevereiro,

pelo ministro da Cidadania,

Osmar Terra, na sede do Ministério,

em Brasília. A solenidade

contou com a presença do secretário

especial da Cultura, Henrique

Medeiros Pires.

Com novas ideias para a instituição,

o pianista – com 55 anos de

carreira, de renome internacional

e premiado pela Unesco – foi diretor

artístico do Teatro do SESI –

RS e secretário Municipal de Cul -

tura do Rio de Janeiro; e dirigiu a

Sala Cecília Meirelles e a Escola

de Música Villa-Lobos.

Selecionar e unir pessoas

para atingir todo o país

A principal estratégia de Proença

é espalhar ações da Fundação

por todas as regiões do País, por

meio de parcerias com agentes

culturais de várias áreas artísticas.

“Pretendo criar uma grande

corrente de participação, incluindo

na equipe realizadores

que produziram experiências

artísticas vitoriosas em suas regiões.

Eles trabalharão nas representações

da Funarte ou em

suas cidades de origem.

Para o gestor, esse plano tem

condições de levar a Funarte a

todo o Brasil – presença essa que

faz parte da missão da entidade.

“Nesse programa, a Fundação

deve ser, antes de tudo, uma fonte

geradora de novas possibilidades

para essas programações de sucesso.

Deve ter um papel de direção

artística”. Proença cita alguns

dos futuros colaboradores: “A diretora

do Teatro da Paz, em Belém

do Pará, Glória Caputo; Maria

das Graças Neves, em Vitória

(ES) – que sempre foi uma grande

animadora cultural; Em São Paulo,

Lilian Barreto, que foi diretora

do Theatro Municipal do Rio de

Janeiro e da Sala Cecília Meireles

e idealizadora do Concurso Internacional

de Piano do Bndes, entre

outros nomes”. A ideia é que haja

um excelente produtor como diretor

artístico da Funarte, em cada

região do país, em todos os estados

onde for possível. “Promoveremos

uma grande união de todos

esses animadores culturais e isso

será muito importante”, anuncia o

presidente.

“Sou um inquieto que, essencialmente,

trabalha com impulso

criativo”, diz o presidente. Empolgado,

ele já pediu que um dos pianos

da Funarte seja colocado em

seu gabinete. “Quero tocar depois

do trabalho e, com isso, já criar

um ambiente de arte na própria

sede da instituição”, comenta.

Ações mais direcionadas

ao público – especialmente

a jovens

Essa presença nacional da Fundação

deve ter como foco essencial

o público. “Ele é meu alvo e

sempre foi. Isso me guia. É importante

formá-lo, conquistá-lo

e mantê-lo”, define. Nesse senti -

do, seus planos também incluem

ações educativas para crianças e

jovens – como concertos didáticos

e visitas guiadas a mos -

tras de artes plásticas e audiovisuais

– entre outras. “Nelas, os

jovens vão aprender tudo sobre

o que vão ver”, destaca Proen -

ça, citando sua experiência nos

concertos didáticos que instituiu

na Sala Cecília Meireles

(que, segundo tanto emocionaram

crianças e adolescentes).

“Pretendo fazer o projeto Cine

Paradiso – Guerra ao Tablet, ou

algo assim, com os mais belos filmes

para jovens, para aproximá-

-los da arte, afastando-os um pouco

do excesso de uso dos celulares

e outros dispositivos digitais”,

acrescenta. Ele planeja, ainda, que

a Funarte desenvolva propostas

com grupos de arte de comunidades

carentes. O objetivo é a inclusão

social e a qualificação de ar-

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 49


g i r o d e n o t í c i a s

tistas com grandes talentos. “Já

fizemos isso na Sala Cecília Meireles,

unindo música erudita e popular”,

reforça.

Ideias para atividades

musicais, cênicas e de

artes visuais

“Na música, quero que o Brasil

não fique mais de costas para os

outros países da América Latina.

Os músicos vão muito para a Europa.

Onde está nossa América,

que tem tantos talentos? Quero

que a Funarte faça essa união,

a partir da XXIII Bienal de Música

Brasileira Contemporânea

[2019], com apresentações especiais,

com obras de compositores

e intérpretes de outros países”

propõe o presidente.

Para o circo, ele indica o desenvolvimento

de novas expressões,

tais como “pole dance” – destacando

talentos nacionais das artes

circenses. Quer desenvolver a

relação destas com linguagens derivadas

da “commedia dell’arte” –

que, é claro, também contempla

o teatro; e interação com o balé,

em espetáculos mistos. “Pretendo

que a Funarte resgate a magia

do circo e também ajude a renová-

-lo”, afirma.

No teatro, Proença deseja que

o Dulcina, no Rio comece a apresentar

peças clássicas e a resgatar

sucessos, como Gota D’Água

(numa homenagem a Bibi Ferreira).

“Quero transformar esse teatro

– já um símbolo da Funarte

– num espaço com muitas possibilidades;

deixá-lo muito popular

e, ao mesmo tempo, nobre”.

Quanto às outras salas da instituição,

quero que haja nelas muitos

e variados espetáculos”. Pretende

apresentar, por exemplo,

pequenas óperas, semelhantes

às da Pocket Opera (EUA), com

árias destacadas. “A produção

de ópera é cara. Mas esse formato

permite difundir essa arte para

quem não a conhece, com um investimento

viável”, explica o dirigente

– inspirado na recente viagem

que fez à Alemanha, de onde

pensa em trazer bons cantores,

com a parceria de uma grande escola

de ópera.

Peças de ballet e obras que revivam

teatro de revista estão também

entre os projetos para os teatros

da Funarte. “A programação

será planejada conforme cada espaço”,

completa. Nos menores,

o dirigente quer que haja pautas

“bem didáticas”. Para os adultos,

quer implantar, em parceira com

o musicólogo e pesquisador Ricardo

Cravo Albin o “Recordando”,

projeto que resgata a memória

de grandes cantores – no qual

já homenageou Braguinha, entre

outros nomes.

Nas artes visuais, a ideia é

identificar espaços para parcerias

em exposições da Funarte,

com obras de qualidade. “Já estamos

localizando algumas galerias.

Nelas, a Fundação deve

promover visitas guiadas para

estudantes de todos os níveis escolares,

com apoio de monitores

capacitados.

O presidente pretende ainda

que a Funarte estimule a população

a ouvir música e dançar, em

logradouros públicos de várias cidades

do país, tocando gravações

de obras populares ao ar livre – de

ritmos típicos locais, como maracatu

(PE), carimbó (PA), samba

(RJ) e muitos outros – no projeto

Trabalhou, dançou.

Sobre o quadro geral de contenção

de despesas do País,

Proença reconhece que a verba

da Funarte hoje é pequena; e que,

em princípio, deverá adequar

seus propósitos a essa realidade;

“Mas vou ver o que posso fazer

quanto a isso” avalia. Diz, porém,

que em 2019 a entidade vai

executar o que já está programado

em seu orçamento.

50 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g i r o d e n o t í c i a s

A carreira de Miguel Proença

Nascido em Quaraí (RS), em 1939, Miguel Angelo

Oronoz Proença é doutor pela Escola Superior

de Música de Hannover. Lecionou no Instituto de

Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

(UERJ) e ocupou o cargo de professor convidado

da Universidade de Música de Karlsruhe (Alemanha).

Como pianista de concerto de repertório

amplo, atuou como camerista e solista, em todo o

Brasil e em vários países estrangeiros.

Nos anos 1970, coordenou a Sala Funarte. Em 1979,

participou de uma caravana de música erudita e popular

do Projeto Pixinguinha, da Fundação, ao lado da

soprano Maria Lúcia Lucia Godoy e do sexteto Viva

Rio de Janeiro, de 2017 até janeiro de 2019.

Em 1991, foi instituído comendador da Ordem do

Voz, com repertório nacional de concerto e popular. Rio Branco (Governo Federal), por suas atividades no

Gravou diversos discos, incluindo a coletânea Piano

Brasileiro (2005) – prêmio Patrimônio da Música no da trilha sonora do filme Villa-Lobos – uma vida de

cenário musical brasileiro. Executou a partitura de pia-

Brasileira da Unesco (ONU) –, e o CD Tango, gravado

com Bibi Ferreira (2006). Gravou peças Villa Lobos, recitais na França, Itália, Japão, Alemanha, e Eslovê-

paixão (2000), dirigido por Zelito Viana. Em 2003, fez

de cuja obra para piano é considerado um dos maiores

intérpretes, e de Alberto Nepomuceno, entre ou-

nal Tchaikovsky Competition, no Japão, e do Concurso

nia. No ano seguinte, integrou o júri do 5th Internatio -

tros compositores. Organizou e foi o protagonista da Internacional de Piano Vianna da Motta, em Portugal.

série de turnês Piano Brasil, que levou música erudita Jornais de vários países enaltecem seu trabalho

musical, tais como o La Marseillaise (Marseil-

a 150 municípios de todos as unidades da Federação

e a países como Itália, França, Espanha e Macedônia. le, França) – “…ama seu piano e transfere esse sentimento

ao seu público…um grande instrumentista”

Em 2015, tornou-se Cidadão Honorário do Rio de

Janeiro, onde mora. Integrou o júri de diversas competições

internacionais em países como Japão, Porturidade

de Miguel Proença tem vida…” – e o The New

–, o Daily Telegraph (Londres, Inglaterra) – “A sonogal,

França, Itália e Espanha. Integra o Hall da Fama York Times (EUA), em texto de H. Schonberg: “Domínio

técnico e belíssima da Steinway & Sons (Hamburgo, Alemanha), junta-

sonoridade…”.

mente com os maiores pianistas de todos os tempos.

Sempre atuou em projetos artísticos, educacionais

e de formação de público. De 1995 a 1998, em parce -

ria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal

de Nível Superior Capes (MEC), proporcionou

a centenas de estudantes brasileiros bolsas de estudo,

na Europa, Rússia, Japão e Brasil. Na década de

1980, foi diretor da Escola de Música Villa-Lobos, no

Rio, e, entre 83 e 88, secretário de Cultura do municí -

pio. Nesse ano e em 89, foi escolhido pela Associação

Paulista de Críticos de Arte (APCA) como o melhor

pianista do ano. Dirigiu a Sala Cecília Meireles, no

MRV é responsável por quase

45% das admissões realizadas

pela construção civil em 2018

Mais de 8 mil postos de trabalho criados.

Com crescimento significativo

na gera -

ção de novos postos

de trabalho, a MRV,

maior construtora da

América Latina, fe -

chou 2018 com índices positivos

entre admissão e demissão. Ao

todo 8.048 novos trabalhadores

foram contratados para reforçar

a equipe da companhia nas

mais de 150 cidades brasileiras

em que tem atuação. A empresa

chega então a uma marca de

mais de 27.500 colaboradores

diretos e indiretos.

Segundo Teresa Raquel de Rabelo

Campos, gestora executiva

de desenvolvimento humano

da construtora, a expectativas é

que a companhia continue contratando

em 2019. “Com a economia

brasileira dando sinais de

melhoras isso naturalmente refletirá

no mercado de trabalho,

com maior volume de contratações

e maior número de posi-

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 51


g i r o d e n o t í c i a s

ções ofertadas. Na MRV projetamos

um ano de crescimento

em lançamentos e vendas e, isso,

impactará em novos postos de

trabalho”, acredita.

Segundo últimos dados do Cadastro

Nacional de Empregados e

Desempregados (Caged), o Brasil

criou 529 mil empregos com carteira

assinada no ano passado. O

setor da construção civil foi responsável

por 17.957 admissões.

Sobre a MRV

Fundada em outubro de 1979, em Belo Horizonte, a MRV é líder na -

cional no mercado de imóveis econômicos e a primeira construtora da

América Latina a oferecer energia fotovoltaica para seu segmento de

atuação. Presente em mais de 150 cidades de 22 Estados e no Distrito

Federal, a companhia tem como compromisso contribuir para o desenvolvimento

e transformação social investindo nas comunidades onde

atua, melhorando a qualidade de vida de seus habitantes. Somente nos

últimos três anos, investiu mais de R$ 770 milhões em obras de infraestrutura,

com a construção de parques, praças, escolas, creches, Unidades

Básicas de Saúde, Estações de Tratamento de Esgoto, obras viárias,

entre outros.

Exportações do agronegócio

sobem 6% em 12 meses e somam

US$ 102,14 bilhões

Montante registrado pelo setor entre fevereiro de 2017

e janeiro de 2018 foi de US$ 96,32 bilhões.

As exportações brasileiras do agronegócio

atingiram US$ 6,63 bilhões no primeiro

mês do ano, 7,4% acima dos US$

6,17 bilhões de janeiro do ano passado.

No acumulado de 12 meses, entre fevereiro

de 2018 e janeiro último, o resultado

chegou a US$ 102,14 bilhões, em alta de 6% em

comparação com os US$ 96,32 bilhões dos 12 meses

imediatamente anteriores. As importações de

produtos do agro totalizaram US$ 14,04 bilhões, Metade para Ásia

com retração de 0,5% em relação ao período anterior.

Com isso, o saldo no período foi de US$ 88,10

bilhões (+7,2%).

Os principais desempenhos por segmentos do agro

foram complexo soja, com 40,3% de participação;

carnes, com 14,2%; produtos florestais, com 14,1%;

complexo sucroalcooleiro, com 7%; e cereais, farinhas

e preparações, com 5%.

De acordo com a Secretaria do Comércio e de Rela -

ções Internacionais do Mapa, esses produtos que representaram

79,1% do total exportado pelo setor do

agro entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018, agora

passaram a representar 80,8%. O aumento da concentração

se deve à expansão das vendas do complexo

soja e de produtos florestais, especialmente farelo

de soja e em grão e celulose.

As exportações do complexo soja aumentaram de

US$ 31,79 bilhões para US$ 41,20 bilhões (+29,6%),

com incremento de 22,1% no quantum comercializado,

além de alta na cotação média dos produtos do

setor à taxa de 6,2%.

A Ásia segue como principal destino dos produ -

tos brasileiros do agro. As vendas para o conti -

nente atingiram US$ 52,33 bilhões, 17,8% a mais

em comparação com o período entre fevereiro

de 2017 e janeiro de 2018 (US$ 44,43 bilhões).

A participação da região passou de 46,1% para

51,2%.

O segundo principal bloco de destino nos últimos

doze meses, a União Europeia, apresentou incremento

de 5,2% nas aquisições de mercadorias brasileiras

no setor, alcançando US$ 17,80 bilhões, ante

US$ 16,93 bilhões nos doze meses imediatamente

anteriores (-US$ 873,50 milhões).

52 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g i r o d e n o t í c i a s

Quando se trata de países, a China permanece

como o principal destino, com a cifra de US$ 35,96

bilhões, quase 69% das exportações agropecuárias

brasileiras para a Ásia. Em relação ao período anterior,

houve expansão de 34% no valor exportado.

Para os Estados Unidos, segundo principal destino,

as vendas diminuíram de US$ 6,79 bilhões para US$

6,74 bilhões (-0,6%).

No mês

Em janeiro, as importações no setor cresceram 0,5%,

passando de US$ 1,236 bilhão em janeiro do ano anterior

para US$ 1,242 bilhão. O índice de quantum

subiu 1% enquanto o de preço caiu 0,5%, resultando

nessa expansão de 0,5% nas importações.

Nas exportações, o crescimento se deveu ao índice

de quantum das exportações, que subiu 8,9%, enquanto

o índice de preço caiu 1,3%. A participação

no total das exportações do país foi de 35,7%, ante

36,2% em janeiro de 2018, em em função do maior

crescimento das exportações dos demais setores.

O montante representou 42,3% do total das vendas

externas brasileiras, ante 43,8% em igual período no

ano passado.

Fim da escala do Porto de Itaguaí

ameaça exportações mineiras

A principal rota prejudicada é a que liga o Rio de Janeiro à Ásia.

Em um encontro realizado

na FIEMG, no início

do mês passado, representantes

de indústrias

exportadoras Minas Gerais

e membros do Sindicato

da Indústria do Ferro Gusa

e Sindicato das Indústrias de Ferroligas

e Silício Metálico (Abrafe)

discutiram as possibilidades de

manutenção da escala de navios

no Porto de Itaguaí (Sepetiba). “A

decisão das Companhias de Navegação

de suspender a escala direta

do Rio de Janeiro para a Ásia se

configura uma decisão extremamente

prejudicial para as indústrias

de Minas Gerais e do Rio de

Janeiro”, pontua Alexandre Brito,

consultor do Centro Internacional

de Negócios da FIEMG (CIN).

Representantes das indústrias e

membros dos sindicatos afirmam

ainda que as consequências do

cancelamento da escala não serão

desprezíveis. Os custos de frete,

segundo eles, já são elevados e ficariam

ainda mais altos com a suspensão

da escala. “Este problema é

particularmente agudo para indústrias

localizadas nas regiões Central,

Zona da Mata, Rio Doce e vale

do aço, e até mesmo em regiões do

oeste do estado”, ressalta Brito.

Outro ponto levantado no encontro

são os riscos de concentração

do mercado, com a redução

das escalas e concentração em

Santos. O médio prazo uma redução

no numero de escalas não

apenas limita as opções logísticas

das empresas como tende a elevar

os custos logísticos e, portanto reduz

a competitividade das exportações

brasileiras. Enquanto as

empresas se esforçam para reduzirem

o custo e manter os clientes

no exterior, as companhias de

navegação acabam por absorver

os ganhos possíveis deste esforço.

A linha que atualmente tem

a escala no em Itaguaí atende a

mercados asiáticos muito importantes

para as exportações de

Minas e do Brasil. Além de escalas

em Santos a linha atende

aos mercados situados na Coréia

do Sul, norte (Qingdao), centro

(Shangai) e sul da China (Shenzen),

além de atracação em Cingapura

e Malásia. A linha traz

produtos asiáticos para o Brasil e

produtos brasileiros que são desembarcados

nos países asiáticos

De acordo com cálculos da

FIEMG, a partir de dados das empresas

o aumento do custo logístico

diante da eventual eliminação

da escala no Rio de Janeiro é estimado

em torno de 31%, variando de

13% em media para o setor da mi -

neração, até 55% ou mais nos setores

de ferroligas, siderurgia e agro

alimentos. Além disto, em todas as

simulações os custos de frete para

Santos tanto para rodoviário como

ferroviário aumentam para as cargas

originarias de Minas Gerais.

Brito conta que a estratégia acordada

na reunião passa pela negociação

com armadores e também

pela articulação com entidades estaduais

e nacionais como a CNI, e

também com a Antaq na busca de

soluções que viabilizem a manutenção

e entrada de novos operadores.

De acordo com as empresas, existe

uma demanda potencial que justifica

a manutenção da linha de mais

de 500 contêineres por semana.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 53


g i r o d e n o t í c i a s

DHL Global Connectedness Index:

Globalização bate novo recorde

Os fluxos internacionais de comércio, de capital,

de informações e de pessoas se intensificaram

significativamente pela primeira vez desde 2007.

A Holanda é o país mais conectado do mundo e

a Europa domina o topo do ranking regional.

Brasil é o 58 o país mais conectado.

A

DHL lançou no mês passado a edição

do DHL Global Connectedness Index

(GCI), uma análise detalhada da globalização

por medições de fluxos internacionais

de comércio, de capital, de

informações e de pessoas. O novo re -

latório do GCI representa a primeira avaliação

abrangente dos desenvolvimentos na globalização

em 169 países e territórios desde o referendo do

Brexit no Reino Unido e a eleição presidencial de

2016 nos Estados Unidos. Apesar das crescentes

tensões antiglobalização em muitos países, a conectividade

atingiu um pico recorde em 2017, pois

os fluxos internacionais de comércio, de capital,

de informações e de pessoas entre fronteiras nacionais

se intensificaram significativamente pela

primeira vez desde 2007. O sólido crescimento

econômico impulsionou os fluxos internacionais

enquanto importantes mudanças políticas, como

os aumentos nas tarifas americanas, ainda não haviam

sido implementadas.

O índice de 2018 mede o estado atual da globalização

e os rankings individuais de cada país com

base na profundidade (intensidade de fluxos internacionais)

e na amplitude (distribuição geográfica

de fluxos) das conexões internacionais dos países.

Os cinco países mais conectados globalmente do

mundo em 2017 foram Holanda, Singapura, Suíça,

Bélgica e Emirados Árabes Unidos. Oito dos dez

países mais conectados estão localizados na Europa,

o que ajuda a torná-la a região mais conectada

do mundo, especialmente devido aos fluxos de

comércio e de pessoas. A América do Norte, líder

em fluxos de informações e de capital, ficou em

segundo lugar no ranking de regiões do mundo,

seguida pelo Oriente Médio e o norte da África

em terceiro lugar. O Brasil registrou uma pequena

queda no ranking, passando ocupar a 58º posição

(mais detalhes abaixo).

“Mesmo com a globalização contínua, ainda há

um enorme potencial não explorado em todo o

mundo. O GCI mostra que, atualmente, a maioria

das movimentações e trocas que vemos é doméstica

e não internacional, embora saibamos

que a globalização é um fator decisivo para o crescimento

e a prosperidade”, explica John Pearson,

CEO da DHL Express. “A crescente cooperação

internacional continua contribuindo para a estabilidade,

então, empresas e países que aderem à

globalização têm benefícios enormes.”

“Surpreendentemente, mesmo após os ga -

nhos recentes da globalização, o mundo ainda

está menos conectado do que a maioria das pes -

soas imagina”, comenta Steven A. Altman, que é

coautor do GCI, Pesquisador acadêmico sênior

da Escola de negócios NYU Stern e Diretor exe -

cutivo do Centro de globalização de educação e

gerenciamento da NYU Stern. “Isso é importante

porque, ao superestimar os fluxos internacio -

nais, as pessoas tendem a se preocupar mais com

54 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


g i r o d e n o t í c i a s

eles. Os fatos em nosso relató -

rio podem ajudar a acalmar esses

medos e focar a atenção em

soluções reais para preocupações

sociais relativas à globalização.”

Em nível global, o GCI mostra

que, por exemplo, apenas

cerca de 20% da produção econômica

em todo o mundo é exportada,

cerca de 7% dos minutos

em chamadas telefônicas

(incluindo chamadas pela internet)

são internacionais e apenas

3% das pessoas moram fora dos

países onde nasceram. O re -

latório também desmistifica a

crença de que a distância está se

tornando irrelevante. A maioria

dos países está muito mais

conectada aos seus vizinhos do

que a nações distantes.

Economias emergentes

permanecem menos co -

nectadas do que economias

avançadas

O GCI continua revelando

grandes diferenças entre os níveis

de globalização de eco -

nomias avançadas e de econo -

mias emergentes. As economias

emergentes têm um comér -

cio quase tão intenso quan -

to as avançadas, mas estas últimas

têm integração mais de três

vezes maior nos fluxos de capital

internacionais, cinco vezes

maior nos fluxos de pessoas e

quase nove vezes maior nos fluxos

de informações. Além disso,

embora os líderes dos grandes

mercados emergentes tenham

se tornado importantes apoiadores

da globalização no cenário

mundial, o progresso das

economias emergentes no sentido

de alcançar a conectividade

global foi interrompido.

Posição Brasileira

A conectividade global geral do

Brasil diminuiu ligeiramente de

2015 a 2017, após um crescimento

anual de 2010 a 2015. Em 2017,

o Brasil ficou na 58ª posição entre

169 países incluídos no DHL

Global Connectedness Index,

caindo da 55ª posição em 2015.

Para que um país seja conectado

globalmente, ele deve ter

amplos fluxos internacionais relativos

ao tamanho de sua economia

doméstica (o que nós

chamamos de “profundida -

de”) e seus fluxos internacionais

devem ser distribuídos globalmente

em vez de ter um foco estreito

(o que nós chamamos de

“extensão”). O Brasil ocupa somente

a 147ª posição entre 169

países em profundidade, mas

ocupa a 13ª em extensão. Nos

fluxos de comércio (que cons -

tituem cerca de 35% do índi -

ce geral), a discrepância é ainda

maior: o Brasil fica na penúltima

colocação em profundidade

de comércio, mas a segunda no

mundo todo em extensão.

A baixa posição do Brasil no

ranking de profundidade indica

que os fluxos internacionais do

país são pequenos em relação

à sua atividade doméstica. Países

de larga extensão territorial

naturalmente tendem a ocupar

posições mais baixas no ran -

king de profundidade por cau -

sa das oportunidades em seus

grandes mercados internos. No

entanto, mesmo após medirmos

estatisticamente tamanho, lo -

calização, idioma e outras ca -

racterísticas, os fluxos inter -

nacionais do Brasil ainda são

menores do que nossos modelos

previram. Desde que pontua -

ções mais altas de profundidade

são associadas com crescimento

econômico mais acelerado,

esses resultados sugerem que o

Brasil apresenta oportunidades

substanciais não aproveitadas

para se beneficiar de uma maior

conectividade global.

Nações do sudeste asiático

superam expectativas

Os cinco países em que os fluxos

internacionais mais excederam

as expectativas são Camboja,

Malásia, Moçambique,

Singapura e Vietnã. Quatro desses

cinco países com melhor desempenho

estão localizados no

Sudeste Asiático. Os países do

sudeste asiático se beneficiam

de ligações com redes de cadeia

de fornecimento asiáticas mais

vastas e de iniciativas políticas

da ASEAN que promovem a integração

econômica. Essa é uma

boa notícia para a região, pois

aprofundar a conectividade global

pode ajudar a acelerar o crescimento

econômico dos países.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 55


a u t o s

Volvo Cars atualiza XC90

na linha 2020

Modelo renova detalhes externos e sofistica ainda mais

seu interior com acabamento diferenciado. Mudanças no

maior SUV da marca chegarão no decorrer do ano ao Brasil.

Após a renovação quase completa de sua linha global de

produtos, a Volvo Cars apresentou uma versão atualizada

do utilitário esportivo XC90, que agora oferece uma nova

motorização ainda mais econômica, um marco na ambiciosa

estratégia de eletrificação da empresa.

A linha 2020 do modelo estreia um avançado sistema

de frenagem com recuperação de energia cinética, utilizado com os

atuais motores a combustão interna para criar um novo powertrain

eletrificado, identificado com o selo “B”.

Este novo powertrain eletrificado oferece aos clientes até 15% de

economia no consumo de combustível e na redução de emissões ao

recuperar a energia cinética durante a frenagem.

A apresentação do XC90 com a identificação ‘B’ do motor refle -

te os investimentos da marca para oferecer uma gama completa de

modelos eletrificados. Os modelos equipados com a configuração

‘B’ vão complementar a atual oferta do motor híbrido plug-in T8 no

utilitário esportivo.

56 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


a u t o s

Externamente, o XC90 renovado traz melhorias

sutis em seu premiado design, como uma nova

grade moderna, novas rodas e cores, entre outros

detalhes.

No interior, o acabamento continua superior,

mas para atender a uma preferência do consumidor

norte-americano, a Volvo vai oferecer o XC90

– vendido nas configurações de sete lugares e quatro

bancos individuais na versão Excellence – com

uma nova opção de seis assentos (não prevista

para o Brasil).

O modelo 2020 também terá interior ainda mais

sofisticado, com novos materiais de acabamen -

to, compostos por uma nova e rica mistura de lãs

como alternativa ao couro.

Em 2015, o XC90 marcou o início da transfor -

mação global da marca, caracterizado pelos faróis

Full LED estilo Martelo de Thor e utilização da

moderna plataforma modular SPA (Scalable Product

Architecture), que possibilitou a implementação

de tecnologias então inéditas, sempre atualizadas

desde o seu lançamento.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 57


a u t o s

Um dos exemplos é o City

Safety com frenagem automá -

tica, ainda hoje o único e mais

avançado recurso de assis -

tência a condução do merca -

do, que reconhece pedestres,

ciclistas e animais de gran -

de porte, inclusive a noite.

O XC90 oferece também aos

consumidores o sistema Onco -

ming Lane Mitigation, intro -

duzido inicialmente no XC60,

e já disponível no XC90, além

do BLIS e da tecnologia Cross

Traffic Alert.

O XC90 foi ainda o primeiro

carro da marca a oferecer Apple

Carplay e Android Auto. O sistema

de infoentretenimento

Sensus recebeu várias atualizações

nos últimos anos e serviço

integrado de streaming de música

Spotify.

Como resultado, o SUV topo

de linha da Volvo atingiu mais

de 320 mil unidades vendidas

em todo o mundo.

O modelo 2020 do XC90 entrará

em produção em maio na fábrica

de Torslanda, na Suécia.

Sobre a Volvo Cars no Brasil

A fabricante sueca de car -

ros premium é uma das mar -

cas mais conhecidas e respeitadas

no mundo. Com produção

global – Europa, Ásia e Amé -

rica do Norte – vive forte mo -

mento de crescimento no mundo,

assim como no Brasil. Em

2018, comercializou 6.836 automóveis,

um crescimento de 96%

em relação a 2017, garantindo a

4ª posição entre as fabricantes

premium. Com uma linha completa

de utilitários esportivos, é

líder da categoria com o XC60

(crescimento de 24% com 2.917

emplacamentos). O XC90 teve

alta de 65,8%, de 529 para 877

unidades, e tem no XC40 um

sucesso instantâneo com 2.396

unidades comercializadas.

58 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


v i a g e m & s a b o r

América do Sul,

Europa e Disney

Economize ao programar sua viagem internacional.

Fazer uma viagem internacional

é, além de divertido,

um aprendizado.

A vivência em outros

países costuma acrescentar

(e muito) no nosso

conhecimento em história,

arquitetura e gastronomia. Sem

contar que, fazer novas amizades

mundo afora, é uma ótima

oportunidade para ter um contato

mais próximo com novas culturas.

Porém, ao organizar uma

viagem para fora do país, é preciso

levar alguns pontos em consideração

como: qual será a duração

da viagem? A hospedagem

será em hostel ou hotel? Qual

será o roteiro de passeios? Quais

os restaurantes mais badalados?

É importante que tudo contribua

para um bom aproveitamento

do destino. Para quem já está

começando a planejar a próxima

viagem, a equipe do Peixe Urbano

reuniu algumas dicas de lugares

incríveis na Europa e na

América do Sul, além da Disney,

que é a queridinha das crianças

e de muitos adultos.

Os países europeus são conhecidos

por serem verdadeiros

museus a céu aberto. É possível

aprender história com a arquitetura

presente nas ruas, com a gastronomia

e com as diversas atrações

culturais disponíveis em

grande parte dos destinos - museus

e monumentos históricos é

o que não faltam. Caso esteja planejando

viajar para o continente

conhecido como o centro do

mundo, o Peixe Urbano tem promoções

para todos os gostos e

bolsos, do leste ao oeste europeu.

E que tal explorar a Améri -

ca do Sul? Nos últimos tempos,

viajar para este continente tem

sido uma das alternativas preferidas

dos brasileiros para economizar,

já que há opções de

destinos mais em conta. Uru -

guai, Argentina, Chile e Peru

estão entre os países mais buscados.

Se animou em contem -

plar as belezas naturais estonteantes

desses lugares e beber

um bom vinho local? É possível

economizar com os pacotes do

Peixe Urbano.

Sobre o Peixe Urbano

E que tal curtir Orlando, na Flórida?

Com seus famosos parques

temáticos, como o Walt Disney

World, o destino é um dos favoritos

dos brasileiros. Todos os anos,

milhares de turistas movimentam

milhões de dólares no local, devido

à imensa variedade de produtos

e serviços voltados, em sua

maioria, para o turismo. Caso tenha

se animado em conhecer esse

lugar mágico, ainda é possível es -

ticar a viagem para Miami, cidade

conhecida por suas belas praias, e

por atrair turistas do mundo inteiro

em busca de boas compras e

vida noturna agitada.

Basta escolher o seu destino

favorito e adquirir muitas experiências

e histórias para contar.

Confira as ofertas no site do

Peixe Urbano e acompanhe também

as novidades do blog!

O Peixe Urbano é a maior plataforma de ofertas locais do Brasil. Com

mais de 30 milhões de usuários cadastrados e milhares de ofertas de

gastronomia, entretenimento, estética, turismo e produtos, sua missão

é conectar pessoas a serviços com o melhor custo-benefício. Fundado

no Brasil no início de 2010, o Peixe Urbano foi a primeira empresa latino-americana

a ser eleita a “Melhor Startup Internacional do Ano” pelo

Crunchies Awards, principal premiação dos Estados Unidos para star -

tups da área de Internet e tecnologia.Em novembro de 2017, o fundo de

investimento latino-americano Mountain Nazca, responsável pela ope -

ração do Groupon América Latina, adquiriu as operações do Peixe Urbano

e realizou a fusão entre a empresa e o Groupon Brasil.

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 59


v i a g e m & s a b o r

Cervejarias investem no turismo

de experiência e abrem suas

portas para visitação

O público pode conhecer de perto como uma cerveja é fabricada

e experimentar seus melhores rótulos

Que tal um programa diferente que pode agradar em cheio

aos amantes das cervejas artesanais e ainda ser instrutivo

e delicioso? Visitar uma fábrica cervejeira é uma ótima

pedida para aproveitar os fins de semana e ainda aprender

um pouco sobre uma das bebidas mais apreciadas em todo

o mundo. Muitas cervejarias – da capital e também do interior

de Minas Gerais abrem suas portas para visitação e oferecem

atrações que com certeza vão encantar todos membros da família

com mais de 18 anos.

A fábrica da Krug Bier, por exemplo, disponibiliza visitas aos sábados

de manhã, para que as pessoas possam conhecer suas instalações

e provar seus deliciosos rótulos direto dos tanques. Os agendamentos

são feitos às segundas e terças-feiras para grupos com

no mínimo seis pessoas e no máximo 20. O mestre cervejeiro Alfredo

Oliveira acompanha grupos em um tour guiado pela fábrica explicando

os processos, curiosidades e com degustação de cervejas

à vontade.

Já na Backer, cada tour leva uma hora e inclui a degustação de

cinco rótulos da cervejaria e um sexto que esteja sendo preparado

naquele momento, para dar aos visitantes a experiência da cerveja

fresca do tanque. As visitas são aos sábados, sempre às 11h horas e

podem ser marcadas por telefone ou pelo site da cervejaria.Assim

fica mais fácil para quem mora fora da cidade ou precisa comprar

com antecedência.

A Ho räuhaus BH possui um projeto para visitação do público

à sua fábrica quinzenalmente (sempre aos sábados), com intuito de

mostrar seus processos produtivos e toda tecnologia envolvida. Durante

o passeio, cada grupo com no máximo 20 pessoas, conhece -

rá toda a estrutura da Ho räuhaus, um pouco de sua história, seus

equipamentos e de como são produzidos os quatro estilos de cervejas

disponíveis em seu cardápio: três fixos e um sazonal, que muda

a cada mês.

A Prussia Bier, localizada na cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo

(interior de Minas), também realiza visitas guiadas em sua fábrica

para grupos com no mínimo de cinco pessoas. Os visitantes conhecem

suas instalações, degustam as cervejas e até ganham um souvenir,

mas é preciso telefonar e fazer um agendamento prévio, pois

elas são esporádicas e não possuem datas definidas.

60 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


v i a g e m & s a b o r

No município de Santana dos Montes está localizada

a fábrica da cervejaria Loba, que também

oferece programas de visitação às quintas e sextas-feiras,

das 10h às 16h e aos sábados e domingos,

das 09h às 18h. O passeio também dá direito

à degustação de alguns rótulos e a fazenda onde

está instalada a Loba possui vários outros atrativos

interessantes para os visitantes.

Krug Bier

Endereço: Rua Alaska, 115 - Jardim Canadá - Nova

Lima/MG

Dias de visitação: todos os sábados

Horários: 10h às 12h

Total máximo de participantes por visita: 20 pessoas

(mínimo 6 pessoas)

Valor por pessoa: R$ 60

Agendamento: (31) 3507-0777

Backer

Endereço: Rua Santa Rita, 220 - Olhos D’Água - Belo

Horizonte/MG

Dias de visitação: todos os sábados

Horários: 11h às 12h

Total máximo de participantes por visita: 20 pessoas

Valor por pessoa: R$ 40

Agendamento: (31) 3228-8888 ou pelo site - https://

www.lojavirtualbacker.com.br/loja/outros/visita -

cao-backer

Hofbräuhaus BH

Endereço: Avenida do Contorno, 7613 – Lourdes –

Belo Horizonte/MG

Dias de visitação: dois sábados por mês (12/01 e

26/01 e 09/02 e 23/02)

Horários: 11h às 12h

Total máximo de participantes por visita: 20 pessoas

Valor por pessoa: R$ 60

Agendamento: pode ser feito via site - http://visita -

guiada.ho raubh.com.br/produto/visita-guiada/

Prussia Bier

Endereço: Rodovia MG 129, KM1,4 - São Gonçalo

Do Rio Abaixo/MG

Dias de visitação: de acordo com agendamento

Horários: a definir

Total máximo de participantes por visita: a definir

(mínimo de 5 pessoas)

Valor por pessoa: R$ 28

Agendamento: (31) 3852-3400

Loba

Endereço: Fazenda Guarará, Zona Rural, s/n – Santana

dos Montes/MG

Dias de visitação: quintas, sextas, sábados e domin -

gos

Horários: 10h às 16h (qui e sex) e 09h às 18h (sab e

dom)

Total máximo de participantes por visita: não definido

Valor por pessoa: R$ 25 com direito a três copos

Agendamento: (31) 3726-1207 ou (31) 3814-0858

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 61


v i a g e m & s a b o r

Aprenda a fazer 5

receitas de Margarita

que vão fazer

com que você se

sinta no México

Que todo dia é um ótimo dia para tomar uma Margarita todo mundo já sabe. Mas, vale lem -

brar que fevereiro é o mês oficial desse clássico drink feito à base de fruta, tequila, e licor de

laranja. Além da versão clássica, outras (muito saborosas!) também foram criadas ao longo

do tempo. E, para que você celebre essa data em grande estilo, a el Jimador, marca de tequila

100% agave, e o restaurante Guacamole Cocina Mexicana, ensinam cinco receitas que vão te

transportar direito para o México. Confira:

Margarita Clássica

Ingredientes:

40mL de Tequila el Jimador Blanco 100% agave

20mL de suco de limão

20mL de licor de laranja

Gelo a gosto

Sal para decoração

Modo de preparo:

Bata o suco de limão com açúcar a gosto. Acres -

cente a tequila el Jimador Blanco 100% agave e

o licor de laranja. Pronto! Agora é só preparar a

taça: vire-a de cabeça para baixo e molhe a bor -

dinha em uma vasilha com água. Faça a mesma

coisa em uma vasilha com sal. Acrescente quanto

quiser de gelo, despeje a mistura do drink, coloque

uma fatia de limão na borda e... ¡salud!

Preço de venda no restaurante Guacamole Cocina

Mexicana: R$23,90.

62 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


v i a g e m & s a b o r

Margarita Frozen de Morango

Ingredientes:

50ml tequila el Jimador Blanco

20g açúcar

35ml suco de limão

10ml xarope grenadine

25ml licor de laranja

100g morango congelado

200g de gelo

Açúcar para decoração

Modo de preparo:

Em um copo de liquidificador acrescente o morango

natural congelado, o suco de limão fresco,

uma colher e meia de açúcar, a tequila el Jimador

Blanco 100% agave, licor de laranja, xarope de grenadine

e o gelo picado. Bata tudo até ficar um creme

Frozen e sirva em uma taça com a crosta de

açúcar na borda. É super refrescante e fica ainda

mais bonito com um morango de decoração!

Preço de venda no restaurante Guacamole Cocina

Mexicana: R$26,90.

Gran Coronita Blue

Ingredientes:

400ml de margarita clássica

50ml de curaçau blue

700g gelo

01 cerveja long neck Corona

Sal para decoração

Modo de preparo:

Depois de preparar a borda com sal em uma taça

grande, acrescente o gelo. Na sequência coloque

o Curaçau Blue para que fique depositado no fundo,

o que irá formar um dégradé no drink. Em seguida

acrescente a receita da margarita clássica e,

por fim, vire uma garrafa de Corona aberta dentro

do copo. Fica diferente e delicioso. Vale a pena

provar.

Preço de venda no restaurante Guacamole Cocina

Mexicana: R$84,60 (taça de 1 litro).

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 63


v i a g e m & s a b o r

Margarita Frozen de Maracujá

Ingredientes:

50ml Tequila El Jimador Blanco

20g Açúcar

35ml Suco de Limão

10ml Xarope Grenadine

25ml Licor de laranja

100g polpa de suco de maracujá

200g de gelo

Açúcar para decoração

Modo de preparo:

Em um copo de liquidificador acrescente a polpa

do suco, o suco de limão fresco, uma colher e meia

de açúcar, a tequila el Jimador Blanco 100% agave,

licor de laranja, xarope de grenadine e o gelo picado.

Bata tudo até ficar um creme Frozen. Adicione

no copo com uma crosta de açúcar e está pronto.

A mistura entre os sabores fica incrível!

Preço de venda no restaurante Guacamole Cocina

Mexicana: R$26,90.

Margarita Tropical

Ingredientes:

50ml Tequila El Jimador Blanco

15g Açúcar

35ml Suco de Limão

10ml Xarope Grenadine

25ml Licor de laranja

25ml suco concentrado de abacaxi

25ml suco concentrado de laranja

150g de gelo

Açúcar para decoração

Modo de preparo

Numa coqueteleira coloque tequila el Jimador

Blanco 100% agave, licor de laranja, açúcar, suco

de limão fresco, suco concentrado de abacaxi,

suco concentrado de laranja, gelo e bata. Prepare

a taça: vire-a de cabeça para baixo e molhe a bordinha

em uma vasilha com água. Faça a mesma

coisa em uma vasilha com açúcar. Pronto! Agora é

só servir e aproveitar.

Preço de venda no restaurante Guacamole Cocina

Mexicana: R$24,90.

64 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


v i a g e m & s a b o r

Agora que você já sabe como fazer várias receitas de

margarita, que tal aprender a fazer um prato de entrada

que harmoniza perfeitamente com os drinks?

Quesadilla Tapachula

A quesadilla é um prato que faz parte do dia-a -

-dia dos Mexicanos. Inicialmente era consumido

no café da manhã e as tortillas eram tostadas na

chapa, recheadas apenas com queijo. Atualmente,

é servido em todas ocasiões e com os mais variados

tipos de recheio como: carne, frango, camarão

e etc. Banque o chef, use a imaginação e recheie-

-as com o que preferir.

Ingredientes:

02 tortillas de trigo

Queijos mistos à gosto

200g de cubos de mignon

Molho barbacoa do Guaca (molho barbecue

de sua preferência)

Acompanhamento:

Guacamole, pico gallo, sour cream

Modo de fazer:

Pique a carne em cubos e tempere, de preferência

com alho, sal e pimenta a gosto. Frite a carne, misture

um molho tipo churrasco de sua preferência e reserve.

Agora coloque a tortilla numa chapa com um

fio de óleo e recheie-a com a carne e os queijos prato

e muçarela ralados. Deixe dourar a massa e, quando

o queijo derreter, una ambas as tortillas. Sua quesadilla

está pronta! Agora não esqueça dos acompanhamentos

para deixá-la ainda mais saborosa.

Sobre el Jimador

Presente em 59 países, el Jimador é uma tequila premium

produzida na tradicional Hacienda Herradura,

nos arredores de Guadalajara, região sul do México.

Com uma qualidade 100% agave, o que a diferencia

da maior parte das marcas de tequilas consumidas no

Brasil, a marca veio para mostrar a verdadeira experiência

em relação ao segmento de Tequila. No mercado

brasileiro, oferece dois tipos: a Blanco e Reposado.

A Blanco não tem amadurecimento no carvalho,

permanecendo até 60 dias no barril. Já a Reposado

amadurece de dois a 12 meses, o que agrega sabores e

cores inconfundíveis. Acompanhe a marca pela pági -

na no Facebook ou site institucional. www.facebook.

com/eljimadorbrasil | www.eljimador.com

Sobre a Brown-Forman

A Brown-Forman é uma empresa do segmento de

bebidas com produtos diversificados e de alta qualidade.

Foi fundada por George Garvin Brown em

1870, em Louisville, no estado do Kentucky, nos

EUA. A primeira marca da companhia, o Old Forester

Kentucky Straight Bourbon Whisky, foi o primeiro

whisky engarrafado do País e ainda permanece

como uma das principais marcas da Brown-Forman.

Geo Garvin Brown IV, descendente do fundador, faz

parte da quinta geração de membros da família Brown

engajados na companhia, além de presidir o conselho

administrativo. A Brown-Forman hoje em -

prega 4,12 mil pessoas em todo o mundo, sendo mil

alocadas em Louisville. É uma das maiores empresas

americanas de vinhos e bebidas destiladas, e está

entre as 10 maiores mundialmente. Atua em mais

de 135 países e possui diversos escritórios espalhados

pelo mundo, inclusive no Brasil, onde passou a

operar desde 2010. No total, a Brown-Forman possui

mais de 20 marcas em seu portfólio entre vinhos

e bebidas destiladas. www.brown-forman.com.br

a b r i l d e 2 0 1 9 CAPITAL econômico 65


p r e m i a ç ã o

Projeto da 1Doc, com

Prefeitura de Palhoça,

é reconhecido em

programa da ONU

Adotar a sustentabilidade

e boas práticas

de gestão no poder

público não é uma tarefa

fácil, mas a Prefeitura

de Palhoça

(SC), com o apoio da 1Doc, plataforma

em nuvem de comu -

nicação, atendimento e gestão

documental, conseguiu se destacar.

O governo municipal foi

selecionado para a Agenda Ambiental

na Administração Pública

(A3P).

O programa é uma iniciativa

do Ministério do Meio Ambiente

e da Organização das Nações

Unidas (ONU) para estimular os

órgãos públicos do país a desenvolverem

práticas de sustentabilidade.

A A3P não disponibiliza

recursos financeiros, mas fornece

assistência técnica aos seus

programas selecionados, incluindo

capacitação de servidores.

A Prefeitura de Palhoça foi incluída

em duas categorias: “Uso

de Papel”, com a implementa -

ção do memorando eletrônico, e

“Tecnologia da Informação aplicada

à Sustentabilidade”, graças

à plataforma de gestão pública.

Os dois serviços são disponibilizados

pela 1Doc desde 2015.

Graças ao Memorando Ele -

trônico, a Prefeitura de Palhoça

padronizou as comunicações

oficiais, trouxe agilidade aos

trâmites, aumentou a seguran-

Programa de gestão e serviço de memorando

eletrônico implementados na cidade integram a

Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P)

Sobre a 1Doc

Fundada no ano de 2014 em Florianópolis (SC) por Jéferson de Casti -

lhos e Jaison Niehues, a 1Doc é uma plataforma em nuvem que auxilia

os servidores públicos a organizar o trabalho, se comunicar melhor

e atender as demandas da população com maior eficiência, transpa -

rência e engajamento. Além de substituir o papel a partir do registro

das demandas internas e externas dos órgãos, a ferramenta monito -

ra o andamento das rotinas diárias em cada setor do órgão, dando to -

tal transparência de onde estão as informações e quando deve ser re -

solvido. A 1Doc já está presente em diversas prefeituras do País. Mais

informações em: www.1doc.com.br Parte superior do formulárioPar -

te inferior do formulário.

ça das informações e, principalmente,

reduziu a quantidade de

impressões. Estima-se que a iniciativa

tenha poupado 83 árvores

por dia.

Já a implementação da plataforma

de gestão pública envolve

circulares, memorandos, registros

de atendimentos, protocolos

e ouvidorias de forma eletrônica,

diminuindo a dependência

de documentos impressos. Dessa

forma, trouxe uma economia

de R$ 350 mil aos cofres públicos

ao simplificar a rotina dos

servidores e melhorar o atendimento

à população.

Além disso, até o início de 2018,

os dois serviços da 1Doc conseguiram

gerar e migrar 500 mil

documentos, uma média de 600

emissões por dia e com mais

de 12 mil atualizações ao mês.

São quase 3 milhões de visualizações

e mais de 88 mil arquivos

anexados, totalizando mais

de 18 mil pessoas atendidas.

“É difícil vencer a burocracia

e trazer inovação ao setor público.

Contudo, ver nossa iniciativa

em apoio com a 1Doc ser incluída

no Programa A3P nos motiva

a continuar trabalhando para

incluir a sustentabilidade em todos

os nossos processos”, expli -

ca Cristina Schwinden Schmidt,

Secretária de Administração de

Palhoça.

66 C A P I TA L e c o n ô m i c o a b r i l d e 2 0 1 9


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