Empreenda Revista - Ed. 23 - Abril 2019

elaineempreenda

Revista de Negócios com foco no empreendedor

R$ 14,90


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07 05


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SUMÁRIO

12 EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

18 PARE DE VENDER DO

JEITO VELHO

22 30 ANOS DE

HISTÓRIA

34 TER SUCESSO PRA

SER FELIZ, OU SER

FELIZ PRA TER

SUCESSO?

39 COMO A HUMANIZA-

ÇÃO DAS EMPRESAS

PODE AUXILIAR NO

POSICIONAMENTO

DE MARCA?

44 DESIGN DA EMOÇÃO

28


07

EDITORIAL

VOCÊ É EXTRAORDINÁRIO!

Em tempos onde as pessoas não têm tempo para

nada e ao mesmo tempo estão atoladas de coisas,

o que pode ser feito para sanar isso? Primeiro, posicione-se!

Nessa edição vamos falar da importância de se

posicionar e como isso aumenta exponencialmente

seus resultados sendo eles financeiros ou não.

Você deve se perguntar, o que as pessoas de sucesso

fazem para conseguir dar conta de tudo, ou

você pode se enganar e dizer para si mesmo, elas

são assim porque tem sucesso.

Bom, primeiro as pessoas de sucesso são felizes,

sim! Você vai entender o que a ciência da felicidade

pode ajudar você a conquistar seus objetivos.

Seus hábitos influenciam diretamente nessa relação

de sucesso que você tanto deseja ter assim

como grandes empreendedores, acredite, você é

extraordinário e seus resultados são uma questão

de como você está lidando com seu posicionamento

perante o seu negócio.

Agregar valor ao que você entrega ao seu cliente

não é só um diferencial, esse deve ser seu maior

esforço diário, ter empatia pela necessidade de

quem compra seu produto ou serviço levará você

ao próximo nível.

Uma referência nacional em empatia, em entender

o íntimo de seu cliente e extrair dele o melhor

resultado, é nossa capa da ed. 23 desse mês de

abril, Everton Rosa, um dos principais nomes nacionais

e internacionais em fotografia, além de ser

referência no que diz respeito a ensinar as pessoas

a venderem para o público AAA.

Everton tem uma história inspiradora pautada em

pilares como Fé, Família e seu público. Você vai

aprender como ele conquistou o posto de preferido

dos famosos e como seu posicionamento o leva

a um patamar desejável por muitos.

A partir dessa edição iremos trazer histórias inspiradores

de brasileiros que empreendem pelo

mundo e começamos com duas histórias de pessoas

que estão no Japão. No Brasil falamos muito

que quem empreende aqui está apto a empreender

em qualquer lugar do mundo, então vamos

viajar nessas histórias.

Acesse nosso portal, e tenha acesso aos nossos

planos de assinatura, www.empreendarevista.

com.br. Queremos estar próximos de você, por

isso sugestões de pautas, eventos, palestras, podem

ser enviadas para o nosso e-mail contato@

empreendarevista.com.br.

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Desejo a todos uma

boa leitura e até a

próxima!

ELAINE JULIÃO

Diretora da

Empreenda Revista

EXPEDIENTE

EMPREENDA REVISTA

ANO III | EDIÇÃO 23 | ABRIL 2019

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Elaine Julião

elaine@empreendarevista.com.br

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Autorretrato Everton Rosa

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mensal. A revista não se responsabiliza por

conceitos e opiniões emitidas em colunas

assinadas e materiais divulgados em anúncios

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COLUNA DO LEITOR

EDIÇÃO DE MARÇO DA EMPREENDA

É SUCESSO NAS REDES SOCIAIS


09 07


10

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO


11

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO


12

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

EMPREENDEDORES PELO MUNDO

Dizemos sempre que quem empreende no nosso

querido Brasil, empreende em qualquer lugar

do mundo. Temos muitos desafios burocráticos,

somos uma nação enorme com diferentes culturas,

cada Estado do território nacional tem suas

particularidades. Apesar de todos os desafios, somos

uma das nações mais empreendedoras do

mundo.

A partir dessa edição, vamos começar a trazer

para vocês, as histórias de brasileiros que empreendem

fora do Brasil, são pessoas que mesmo

em outros países abrem seus negócios, passam

por inúmeros desafios e vencem em solo estrangeiro.

As duas histórias que contamos nesse caderno

irá te inspirar a vencer as fronteiras e empreender

onde você quiser.

BRASILEIRO EMPREENDE NO JAPÃO E

CRIA UM PRODUTO REVOLUCIONÁRIO

QUE DIMINUI IMPACTO NO MEIO AMBIEN-

TE E MELHORA A QUALIDADE DE VIDA DE

PESSOAS PELO MUNDO

Fernando Miyoshi, paulista, descendente de japoneses

e italianos, sempre foi apaixonado por

esporte e praticou um pouco de tudo, ele tinha

o sonho de ter sua própria academia.

Um dos esportes que fascinava Fernando não

só pela técnica, mas pelo conjunto que as artes

marciais entregam como disciplina, concentração,

equilíbrio e perseverança era o caratê e

Fernando queria ir ao Japão para se graduar no

esporte.

Aos 16 anos ele viaja para o Japão para praticar

o esporte e como muitos brasileiros que chegam

ao país, foi trabalhar em uma fábrica para

pagar suas despesas. A alta jornada de 10 a 12

horas por dia no trabalho e 2 horas de treinos

não o desanimava.


13

Com competências e habilidades necessárias para se

graduar no esporte, Fernando realiza seu primeiro sonho

aos 20 anos, ele supera a jornada exaustiva e conquista

sua tão sonhada faixa preta. Como meta dada

é meta cumprida, o jovem se desafiou mais uma vez e

passou a competir. Após vencer campeonatos regionais,

chegou ao cobiçado nacional. O objetivo era um só, vencer!

E foi isso que aconteceu, o Brasileiro se tornou campeão

nacional em sua categoria.

VEIA EMPREENDEDORA.

Fernando foi criado no meio de um grande empreendedor,

o seu pai. E em 2001, no Japão, aos 21 anos viu

que havia uma possibilidade de oferecer serviços na comunidade

brasileira. Na época ele possuía 3 milhões de

ienes ( 30 mil dólares), dinheiro que o empreendedor

guardou por 3 anos e que foi aplicado em seu primeiro

negócio, a Megasystem, empresa no ramo de internet,

telefonia e informática. Os seis primeiros meses foram

muito bom, mas a falência do seu principal fornecedor

descapitalizou a empresa de Fernando que acabou quase

falindo. Fernando ficou com uma dívida de 120 mil

dólares. O empreendedor sabia que precisava devolver

cada iene para seus clientes e trabalhou duro durante 5

anos, dormia poucas horas, mas em nenhum momento

abriu mão de sua credibilidade. A cada dívida paga, Fernando

ganhava mais força para recomeçar. Com a ajuda

de um japonês do mesmo ramo que ele, Fernando recomeça

sua jornada empreendedora, as competências

adquiridas com as artes marciais foram determinantes

para que o empreendedor passasse por esse momento,

obstáculos existem para serem superados!

REINVENTADO NA CRISE.

Após os desastres naturais no Japão em 2011, Fernando

percebeu que era hora de começar a pesquisar novos

serviços e produtos com base em inovação. Alguns fatores

contribuíram para que Fernando encontrasse um

produto ideal com base em inovação e que faria a diferença

a vida das pessoas. O empreendedor, apaixonado

por carros, sempre antes de sair utilizava produtos de

limpeza, porém nada que o agradasse. Fernando então

começou a pesquisar alternativas em países mais desenvolvidos

como os Estados Unidos e Europa. Outro

fator que foi primordial para a criação de um produto

tão revolucionário foi a crise de água que estava acon-

tecendo no Brasil na época, Fernando entendeu que

precisava ajudar o planeta a não desperdiçar

esse bem.

“Então entrei em contato com laboratórios

e trabalhamos uma fórmula para

limpar sem água, que polisse ao mesmo

tempo, e claro, algo eco friendly! O desenvolvimento

levou um ano e seis meses,

até que a fórmula ficasse do jeito

que eu queria”

Em 2015 o Grupo Megasystem lança o AguaMirai, um

produto revolucionário para lavagem de veículos, como

resultado de anos de pesquisa e a colaboração de muitas

pessoas, a linha AguaMirai foi desenvolvida com excelência,

praticidade e custo baixo.

Pois o objetivo era conquistar o mercado japonês e seus

super carros! Mais do que diminuir o impacto no meio

ambiente, Fernando viu a chance de melhorar a vida

de pessoas pelo mundo, criou assim o projeto social

One for All que contribui com o projetoWalter for Good

que instala e mantém continuamente poços e bombas

d’água potável,proporcionando condições sanitárias e

de agricultura em comunidades carentes na República

da África Central, uma das nações menos desenvolvidas

do mundo.

Para cada unidade vendida do AguaMirai, a empresa

proporciona 30 dias de água potável na África Central.

“Não se trata apenas de economizar

água, o que já seria muito importante,

trata-se de levar água a

quem precisa”

Atualmente aos 39 anos, Fernando gerência

a Megasystem, e comemora os 19

anos de existência. A disciplina da cultura

japonesa, alinhada com a paixão e o

entusiasmo ocidental, faz de Fernando

Myoshi, brasileiro, um empreendedor

de muito sucesso, as vendas em ambas

as empresas ultrapassaram o faturamento

de 3 milhões de dólares no

ano 2018.

“Somos uma forte operadora

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO


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EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

de telefonia e internet em Tóquio e atualmente

fechamos uma grande parceria com

o Mauricio de Sousa, criamos o MONICA

WIFI! Internet móvel voltado a turistas e residentes.

E o grupo Ecoshine, entramos no

maior rede de produtos automobilístico ,

AUTOBACS. Nestes 3 anos ultrapassamos a

marca de 300 mil carros lavados no Japão,

vamos buscar os 500 mil nos próximos 2

anos. Empreender é criar uma solução para

a necessidade das pessoas, prefira um negócio

difícil, a concorrência será menor”.

Mario Kazuo Murayama - © Mario Kazuo Murayama

Trekking Fotográfico em Kamikochi - © Melissa Miike

Mario Kazuo Murayana, brasileiro,

65 anos, mora na cidade

de Hekinan e chegou

ao Japão em 1997, com a

mesma finalidade da grande

maioria dos brasileiros:

ter uma condição de vida

melhor. Mario trabalhou durante anos em fábricas,

mas em determinado momento percebeu que isso

não lhe daria futuro então visualizou uma oportunidade

de negócios. Muitos brasileiros estavam adquirindo

câmeras sofisticadas e caríssimas, mas estavam

utilizando como câmeras “point and shoot”,

ou seja, não estavam sabendo usar o equipamento

de forma otimizada, foi assim que Mario resolver se

tornar um empreendedor e ensinar fotografia.

DESAFIOS DE EMPREENDER

EM OUTRO PAÍS

A Câmera 3 Escola de Fotografia foi fundada em 5 de

novembro de 1997, na época das câmeras que utilizavam

filme fotográfico – as câmeras digitais ainda

não eram populares – como atividade paralela. Em 1

de abril de 2006 a escola passa a ser a atividade principal

de Mário, esse ano, 2019, a Câmera 3 Escola de

Fotografia completa 22 anos de atividade no Japão.

A maioria dos alunos da escola são brasileiros, seguido

de estrangeiros de língua espanhola como peruanos,

bolivianos e argentinos.

Entrevistamos Mario Kazuo Murayana no Japão que

nos contou como empreende em outro país, bem

como seus desafios, oportunidades, novos projetos,

e sua rotina do empreendedor.


15

O que a Câmera 3 Escola de Fotografia tem de diferente

das outras escolas no Japão?

O curso básico é o “patinho feio” das escolas de fotografia.

Quase todos preferem moda e beleza, newborn,

gestantes, casamento etc, pois o básico é “chato, demorado

e sem graça”, segundo muitos candidatos a

fotógrafos. Iniciamos o curso básico que era chamado

de “Básico Intermediário”, que depois passou a ter a

divisão “Básico I” e “Básico II”. Depois de alguns anos

voltou a se chamar simplesmente “Básico”, porém, um

básico completo, que chamamos de “básico com base

sólida”. Como um dos grandes problemas dos brasileiros

no Japão é a falta de tempo, desenvolvemos nos

últimos anos um método de ensino que encurta consideravelmente

o tempo de ensino, de um ano para

cerca de três meses.

Vocês têm algum programa

dentro da escola

que capacita os

profissionais a serem

empreendedores?

Em 2007 desenvolvemos

o curso Profissão:

Fotógrafo” e

seminário de mesmo

nome. Percebemos

que os que aprendiam

fotografia, começavam

a fazer trabalhos

profissionais

cobrando preços extremamente

baixos

– isso acontece ainda

hoje – o que abriu

uma oportunidade para a experiência que adquiri no

Brasil, onde tive um estúdio de criação e produção

para material gráfico, durante 20 anos. Para atender

os clientes do estúdio, fazíamos a produção completa

desde a criação até a entrega do impresso ou matriz

para os veículos impressos. Isso incluía a contratação

de diversos prestadores de serviços, como fotógrafos,

redatores, revisores, tradutores, ilustradores etc.

Desde 2016 iniciamos a prestação de serviços de capacitação

de profissionais, como Incubadora Câmera3.

Passeios e trekkings fotográficos, aulas especiais coletivas

(composição, revelação e impressão, fotometria

e exposição etc.), também fazem parte do leque

de ofertas. A partir de 2017 iniciamos também prestações

de serviços de implantação de fluxo de trabalho

“Lightroom Turnkey” e Controle Financeiro.

Como é a rotina do empreendedor Mario Kazuo Murayana,

e principais desafios?

A grande maioria dos brasileiros descansa aos domingos,

raramente aos sábados e domingos. Mas boa parte

deles trabalham em turnos alternados, quando os

sábados e/ou domingos não são livres. Isso limita muito

o público para a escola, especialmente com a falta

de mão de obra no Japão, desde os últimos anos. Para

amenizar o problema, desde que foi criado o Skype

até o ano passado, realizamos cursos a distância. Mas

Indy Japan 2007 - © Mario Kazuo Murayama

com a diminuição dos interessados em estudar por

esse método, o abandonamos em 2018. Outro problema

é a falta de mão de obra bilíngue – essencial para

os serviços administrativos da escola – pois por serem

para trabalhos não diários, todos preferem trabalhar

em fábricas continuamente.

A solução foi automatizar os processos de trabalho ao

máximo, usando planihas, aplicativos e métodos de

organização ágeis. Assim mesmo, é necessário trabalhar

cerca de 14 horas por dia, praticamente sem dias

de descanso. Afinal, é so fazer a empresa funcionar e

fazer a empresa crescer, ao mesmo tempo. Nem sobra

tempo para ser fotógrafo (risos); só consigo tempo

para fotografar quando estou em alguma atividade da

escola.

Assim mesmo muito

pouco para não

atrapalhar a rotina

de assistência das

atividades. No Japão

há muitas oportunidades

de serviços

para várias especializações

– onde

poderíamos terceirizar

de tudo – mas a

grande maioria ainda

prefere trabalhar

em fábricas. Os poucos

fornecedores

brasileiros para empresas

brasileiras,

estão abarrotados

de serviços.

World Heritage Shirakawago - © Mario Kazuo Murayama

Quais são as principais dificuldades dos alunos?

Não é só a escola que tem dificuldades, evidentemente.

Os alunos também têm, justamente por terem pouco

tempo também e poucos dias de descanso. O custo

de pedágio é muito alto e a maioria dos lugares é muito

longe para a grande maioria dos alunos. As férias

são sempre coletivas, de 7 a 10 dias, três vezes ao ano.

Alguns não têm ferias, devido ao tipo de revezamento

de trabalho.

O que podemos esperar da Câmera 3 Escola de Fotografia

para os próximos anos?

Com a experiência adquirida, estamos desenvolvendo

novas atividades para substituir as atividades escolares

“tradicionais” em breve. Estamos desenvolvendo

produtos digitais com materiais didáticos diversos e

e-books e também softwares, em conjunto com outras

empresas. A partir desse ano vamos reduzir gradualmente

a atividade escolar e aumentar a atividade de

editora.

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO


16

GESTÃO E NEGÓCIOS

AFINAL, O QUE DIABOS É BLOCKCHAIN?

ESTAMOS LENDO ESCUTANDO O TEMPO TODO SOBRE BI-

TCOIN, BLOCKCHAIN E CRIPTOMOEDAS, MAS NO FIM DAS

CONTAS O QUE É ISSO? SÃO A MESMA COISA?

Embora o blockchain tenha seu conceito e sua primeira

aplicação no bitcoin, sua operação e suas utilidades vão

muito além da moeda digital. O primeiro conceito a ser

esclarecido é exatamente que não são mesma coisa.

O blockchain é a tecnologia que suporta as criptomoedas

pois é uma tecnologia extremamente segura, descentralizada

e multi-validada. Está tecnologia no entanto pode

ser utilizada para registrar ou validar muitas coisas. Algumas

das aplicações que estão sendo construídas atualmente

utilizam a tecnologia para registros médicos de

pacientes, armazenamento de documentos e contratos,

registros de títulos e várias outras aplicações.

A maioria das aplicações do blockchain será imperceptível

para o usuário final. Assim como você não sabe em

que tipo de banco de dados estão as informações que

você preenche em uma compra on-line ou envia em um

aplicativo de mensagens, você não saberá quando estiver

sendo gravado em uma blockchain. Você vai utilizar

um site ou um aplicativo da mesma forma que o faz hoje

e por traz, haverá uma blockchain registrando as informações.

COSTUMO DAR UM EXEMPLO METAFÓRICO DE

COMO FUNCIONA O BLOCKCHAIN.

Imagine que estamos em um evento e queremos registrar

que o ganhador de uma disputa foi o João. Neste

momento imprimimos 10 documentos informando que

o João ganhou a disputa e pedindo para alguns dos espectadores

assinarem como testemunha. Quem chegar

primeiro assina, e será recompensado por isso.

Ao mesmo tempo outros espectadores tiram fotos daqueles

registros e compartilham entre os presentes.

Muitas pessoas tem o registro de que várias testemunhas

confirmaram que o João ganhou a disputa. É mais

ou menos assim que funciona o blockchain: quando

uma transação ou um registro é solicitado dentro de um

blockchain, vários computadores ligados a esta rede são

acionados para validar aquele registro. São os “documentos”

para a assinatura de testemunhas.

Quem conseguir validar vai ser recompensado por isso.

Isso é o que se chama de mineração. Uma vez que o

registro e validado pelo número determinado de máquinas

- as testemunhas - ele é considerado válido, imutável,

e a distribuído para todos aqueles que participam

da rede para ser arquivado como um registro definitivo.

São criados blocos, ou elos, de registros que em cadeia

formam um histórico imutável. Daí o nome blockchain:

corrente de blocos.

Como várias máquinas em vários lugares diferentes

contém partes ou o todo dos registros, é praticamente

impossível conseguir alterá-los ou fraudá-los. É um banco

de dados distribuídos, criptografado e multi-validado.

Atualmente os computadores não conseguem quebrar

a criptografia dos diferentes blockchains. Teoricamente,

com o advento do computador quântico será possível

quebrar a criptografia mas, pense bem: se você é alguém

mal intencionado que têm acesso a um computador

quântico, você vai preferir atacar um blockchain que

demorará alguns dias para ser invadido ou vai preferir

atacar um banco tradicional que levará alguns minutos

apenas para ter seus registros invadidos e alterados?

Provavelmente neste momento do computador quântico

acessível também já terá sido implantada a criptografia

quântica, com níveis muito mais complexos de

segurança. Isso vai proteger não só os blockchains mas

também outras formas de registro de dados tais quais

as que os bancos tradicionais usam.

A segurança do blockchain consiste majoritariamente

no fato de ter os registros multi-validados e seu armazenamento

distribuído.

PEDRO ALMEIDA

Co-founder & Manager Pillow

Aceleradora, Diretor de Investimento

e Invação Raja Valley,

Diretor Founder Institute BH


17

GESTÃO E NEGÓCIOS

ESCOLHAS DO EMPREENDEDOR

QUEM COMANDA UM NEGÓCIO PRECISA AGIR PENSANDO

NAS TENDÊNCIAS DO MERCADO, NAS NECESSIDADES DO

CONSUMIDOR E NA MOTIVAÇÃO DO TIME PARA PERMANE-

CEREM RELEVANTES.

Já virou clichê dizer que o mundo está mudando muito

rápido. Com o avanço tecnológico e inovações colocadas

no mercado diariamente, indústrias, produtos e modelos

de negócio estão morrendo para dar lugar a novos.

Diante desse cenário, como é possível fazer qualquer

previsão sobre a sua empresa? Será que o que você oferece

continuará sendo relevante para o consumidor no

próximo ano? Quais são as tendências que podem ameaçar

a sua participação de mercado?

Michael Porter, professor de negócios da Harvard Business

School, certa vez disse que estratégia se resume

a fazer escolhas, trade-offs, e escolher ser diferente.

Essa é a mentalidade que o empreendedor deve ter

para superar as incertezas do mundo de hoje. É preciso

se antecipar, se arriscar, decidir. Nada de ficar parado

esperando ou olhando só para dentro de casa. Lembra

do Blackberry, o celular com teclado que foi sucesso no

início da década de 2000? Esse aparelho não existe mais

porque seu CEO não tomou uma decisão na hora certa.

Em 2007, foi lançado o primeiro iPhone que, ao invés do

teclado, tinha a tela touch. A Blackberry ignorou a tendência,

continuou fazendo seus aparelhos como antes

e, em 2013, anunciava o fim da produção. A empresa

era líder de mercado em telefones celulares, mas não se

preocupou com o que acontecia fora do setor. A Apple,

até então, produzia e comercializava computadores,

mas foi quem deu início à era dos smartphones – todos

sem teclado.

Essa é a primeira lição sobre as escolhas feitas pelo empreendedor:

é preciso estar atento ao que outras indústrias

estão fazendo. As inovações podem vir de todos os

lados, não só do setor no qual ele se encontra. Aliás, nem

do país em que sua empresa está baseada. A competição

se dá mundialmente. Os consumidores têm acesso

ao que chineses, norte-americanos e europeus estão

vendendo. Portanto, se o seu produto ou serviço não

resolve um problema ou necessidade do cliente – ou resolve

sendo menos eficiente ou custando mais caro – tenha

certeza de que as pessoas buscarão a alternativa da

concorrência. As fintechs são um ótimo exemplo para

explicar os serviços user-centric (centrados no usuário).

Essas empresas de tecnologia realizam serviços financeiros,

mas não seguem os princípios que tornaram os

bancos tão engessados. Ao tomar decisões sem ficarem

restritas aos parâmetros e à reduzida velocidade dos

grandes bancos, elas encontram novos caminhos para

ser mais amigáveis e acessíveis aos clientes. Oferecem

produtos personalizados usando a tecnologia, atingem

públicos ignorados pelos gigantes, como dar crédito

para a população desbancarizada, além de reduzirem a

taxa de serviços, como a anuidade dos cartões. Assim,

conquistam um mercado que já estava cansado das empresas

tradicionais.

Acima de tudo, a maior vantagem competitiva de qualquer

empreendedor é seu time. É preciso cercar-se

de profissionais muito bons, pois são eles quem identificarão

as tendências do mercado e as necessidades

dos consumidores para criar novos produtos e serviços.

Quando o Google encontra um talento, contrata o profissional

na hora, mesmo sem cargo ou área definidos.

Assim, não o perderá para a concorrência e, quem sabe,

será essa pessoa quem criará as próximas inovações da

organização. Se os profissionais do time são competentes,

não há necessidade de colocar um supervisor acima

deles. Isso só gerará burocracia e o negócio perderá

agilidade. O conceito de freedom and responsability (liberdade

e responsabilidade), utilizado pelas gigantes de

tecnologia, determina que cada profissional da equipe é

livre para criar ideias e projetos que podem virar ou não

produtos ou serviços. Caso o time erre, será rápido para

consertar o problema e compartilhará o aprendizado

com toda a empresa.

Selecionar as pessoas certas para colocar dentro de

casa, acompanhar as tendências do mercado e prestar

atenção aos consumidores são ações essenciais para

trabalhar no mundo digital. Quando as mudanças são

diárias, as decisões não podem esperar até amanhã.

Guga Stocco

CEO da GR1D, cofundador da

Domo Invest, embaixador do

Stanford Research Institute

(SRI) no Brasil e membro dos

conselhos consultivos da

TOTVS, B3, Carrefour e

Hapvida.


18

VENDAS

PARE DE VENDER DO JEITO VELHO

Naturalmente sou um cara curioso, e desde que me entendo

por gente fico tentando entender a origem das

coisas, dos jeitos e dos acontecimentos, e desde que

assumi o papel de ajudar o varejo venho me questionando

aonde aprendemos a vender ou a montar lojas

e negócios.

Até pouco tempo na história não tínhamos cursos ou

faculdades para conduzirem ou ensinarem as pessoas

a comercializar produtos ou serviços, desde sempre

montamos negócios de uma forma empírica, ou seja,

impulsionada apenas pelas experiencias vividas e não

por técnicas especificas. Nos últimos 20 anos tivemos

uma evolução gigantesca na disponibilidade de conteúdo

técnico para a evolução das empresas, empreendedores

e claro para os vendedores. A cultura dos povos

tem o poder de se arrastar por séculos carregando características

milenares que vão desde a forma de comer,

pensar, trabalhar e acredite até o jeito de vender. e este

nosso lado empírico é abastecido a todo tempo de informações

culturais e geralmente as mesmas que de alguma

forma vem nos acompanhando por anos.

O comércio mundial surgiu há milhares de anos atrás e

teve uma poderosa força no oriente médio, justamente

por causa da sua posição privilegiada no globo aonde

facilitava a comunicação entre os continentes e por lá

tivemos sim, grandes comerciantes. Os Fenícios, os Nabateus

e Mesopotâmios dentre outros povos que foram

percursores da troca de produtos por dinheiro, povos

verdadeiramente poderosos na comercialização de produtos.

Essa minha paixão pelo comercio antigo começou

a alguns anos aqui em Portugal, lugar aonde estou

neste momento escrevendo este artigo, aqui conheci livros

lindos sobre a importância do comercio na história

da humanidade e me apaixonei pela história das vendas

e seus povos.

VIVENCIANDO A HISTÓRIA

Mas vi que não bastava os livros, tinha que vivenciar e

comecei esta jornada pelo jeito antigo de fazer comércio

há uns dois anos atrás, aonde em visitas aos Souks (mercados

antigos) dos Emirados Árabes comecei a construir

uma teoria que foi reforçada depois de passar alguns

dias vivendo a louca mistura comercial de Hong Kong.

Já com intuito de trabalhar está breve pesquisa, parti

para aonde tudo começou e iniciei os estudos na antiga

Cidade de Jafa, que em Hebraico quer dizer Bela, lugar

verdadeiramente histórico pois seria considerada umas

das cidades mais antigas do mundo, mas hoje está incorporada

a moderna Tel Aviv da linda Jerusalém. O histórico

Porto de Jafa foi a casa dos Fenícios e é considerado

o mais antigo porto comercial do mundo, e partir dali

saímos para vivenciar uma aventura pelo tempo finalizando

a viagem 15 dias depois na Alexandria, um outro

importante porto comercial dos tempos antigos. Queria

falar mais da viagem, o mundo é cheio de surpresas e

descobertas! mas vamos ao que interessa.

O JEITO NOVO DE VENDER

Queria efetivamente entender de onde vinha a atual cultura

comercial e se realmente conseguiria achar alguns

traços do mundo antigo no jeito das pessoas comercializarem

seus produtos e serviços, queria entender mais

da origem do jeito de vender, de oferecer produtos e

serviços, a tratativa de preços e valores. abordagens

comerciais e muito mais. Pois bem felizmente fui muito

feliz nas minhas pesquisas pois muitos povos ainda são

culturalmente enraizados ao passado devido ainda a

uma fraca invasão cultural ocidental em negócios locais,

suas poderosas religiões e costumes que trouxeram

durante séculos várias características atuais daqueles

povos e dentre elas seu jeito de vender, que na minha

opinião desenha ainda traços milenares na forma de negociar

seus produtos e serviços. É impressionante como

alguns mercados mantém características antigas no seu

jeito de fazer comércio, e este jeito de vender ainda está

enraizada de uma forma poderosa em toda cultura comercial

mundial, acreditem, muitos de nós ainda vendemos

“do jeito velho de vender”.

Os antigos enxergavam valores diferentes nos produtos

para comercializarem e tinha como foco central “O PRO-

DUTO” e entendiam que o preço do produto reinava

como forma determinante nas vendas, ele não se preocupava

se aquele produto levaria um benefício real para

o cliente, apenas vendia independente se vai servir por

não para aquele cliente… isto é problema dele. E o simples

fato de o cliente não querer seu produto, o vendedor

automaticamente entende que o preço é a grande

barreira e vai abaixar o preço até convencer o cliente a

fechar o negócio.


19

Outra característica comercial antiga ainda muito presente

nos vendedores atuais e que ainda funciona em

determinadas situações é aquela abordagem agressiva

e invasiva comum nos comércios populares aonde as

vezes nos sentimos quase que roubados… eu odeio,

mas ainda pode funcionar em determinadas situações,

mas não fecha a conta para o que vem por aí. Essa característica

comercial é herança dos vendedores antigos

que acreditavam que nunca mais iriam ver novamente

seus clientes e com isso usavam da pressão da fala e

atitudes físicas recheados de argumentos infundados e

até mesmo mentirosos para empurrar seus produtos e

serviços para seus consumidores.

Era “agora ou nunca” eles não faziam nenhuma questão

de saber se o produto ofertado teria alguma serventia

para seu comprador. Eles queriam te vender a qualquer

custo e de qualquer jeito. Outra característica interessante

que aprendi com estes vendedores arcaicos, é que

quando o produto é realmente de qualidade e de valor

eles se recuam a frente do comprador e perdem seu poder

de barganha negando a quase todas as ofertas.

Lembre-se quando eles ficarem cabisbaixo, podem

comprar que o produto pode ter uma boa procedência,

pode! passei a entender isso em uma temporada que

passei por Hong Kong, outro país com traços comerciais

incríveis e uma verdadeira aula de vendas.

Esse jeito de vender que usamos hoje ainda, na grande

maioria dos negócios, está lastreado em preços e alimentados

por uma cultura milenar, e acreditem, ficar

livre dela vai ser difícil, não adianta só ficar falando de

valor, é preciso ter uma estratégia de reprogramação

comercial para se adequar aos novos tempos e conquistar

este novo cliente. Os vendedores antigos foram

grandes vendedores, mas não são boas fontes de inspiração

para os dias de hoje.

criando uma incrível onda de fechamentos de empresas

no mundo, principalmente aquelas que vendem direto

ao consumidor, o Varejo.

Para vender do jeito novo precisamos primeiro tirar o

foco do produto e entender efetivamente as necessidades

dos clientes, um exercício que parece fácil, mas é

muito mais complexo do que imaginamos. Vamos tentar

colocar em segundo plano o preço, as características

e funcionalidades dos produtos e partirmos para

entender qual é verdadeiro valor e importância daquele

produto para o cliente, se realmente o atende e se conseguimos

entregar o que o cliente espera e quem sabe

até surpreendê-lo.

Para conseguir pensar do jeito acima, primeiramente,

precisamos redesenhar o seu negócio levando em

consideração um propósito real para contribuir com a

vida das pessoas através dos seus produtos e serviços

e entender que o lucro virá apenas como consequência

quando você resolver os problemas dos clientes. Meu

amigo Pezão, dono de um bar incrível em Indaiatuba,

São Paulo, diz que a venda só se concretiza quando o

cliente volta. Ou seja, temos que vender para então,

vender de verdade quando o cliente voltar.

Ao contrario que muita gente pensa o esforço de mudança

cultural é muito mais complexo e demorado de

ser feito, por isso muitas lojas fecham, elas sabem que

precisam fazer, até acreditam que aquele é o caminho,

mas culturalmente não tem poder de ativação para realizar

tamanha mudança deste novo jeito de pensar aplicado

na prática da empresa. Algumas grandes empresas

mesmo com o esforço do dono em mudar a forma

de pensar, tem uma cultura tão poderosa no modelo

antigo que talvez ela tenha que morrer para ressuscitar

em um novo negócio. ou seja, pode ser que as empresas

tenham que morrer para renascer do jeito certo.

VENDAS

Não, não estou incentivando um genocídio de empresas,

isso já está acontecendo, só prestar mais atenção,

e te garanto não é culpa da crise. De nada adianta a

empresa achar que basta investir em inovação, tecnologia,

comunicação ou mesmo nas pessoas sem antes

redefinir e validar seu verdadeiro propósito, resumindo,

pode se tornar um perigo investir nas ações acima se

não tiver um propósito legitimo para posicionar sua empresa

neste novo mercado você pode estar acelerando

sua empresa para baixo ou para seu fim mais rápido.

Fica a dica: os vendedores só vão vender do jeito novo

se a empresa estiver pensando definitivamente no jeito

novo, ou certo de fazer negócios.

Boas Novas Vendas.

VAMOS VENDER DO JEITO NOVO?

Sabe na verdade não sei se é realmente é o jeito novo,

ou o jeito certo, mas é o jeito que acredito que funciona

de verdade nos dias de hoje, as empresas que não estão

trabalhando desta estão espantando seus clientes e

Fred Rocha

Especialista em varejo


20

VENDAS

NUNCA MAIS

COBRE A META

DE VENDAS!

ISTO REALMENTE FUNCIONARÁ PARA SUA EMPRESA

COBRAR A META DE VENDAS É UM ERRO QUE IMPEDE

BOAS EMPRESAS DE AVANÇAREM NOS RESULTADOS.

ENTÃO O QUE EXATAMENTE DEVEMOS COBRAR DA

EQUIPE DE VENDAS?

Se você é um vendedor ou gestor comercial provavelmente

o que te chamou atenção desta publicação foi o

título, correto? Como pode algo que já é tão debatida

entre reuniões de kickoff, amada por alguns vendedores

e odiada pela maioria, sinônimo de disciplina e a principal

diretriz dos negócios sustentáveis, vir com um título

contraditório... A tal da meta!

Aqui no Funil de Vendas encontramos uma forma de

deixar a comunicação muito mais clara para a equipe,

evitando dores de cabeça em interpretações distintas,

que poderiam ser adotadas por cada um dos vendedores.

Colocamos contexto para tudo. A falta de contexto

pode criar diferentes interpretações e de certa forma,

até brechas para a entradas de desculpas. Antes de explicar

porque você não pode mais cobrar a meta, irei

mostrar em nosso entendimento contextual o que de

fato é uma meta.

DEFINIÇÃO DE META: Meta é a diretriz para chegar em

um ponto desejado, porém para isto ocorrer, você deve

conhecer o que é necessário para chegar com êxito à

este destino. Portanto, para nós uma meta é tudo o que

leva ao conhecimento. Para sair de 100 e chegar a 120

quaisquer coisas, é necessário conhecer o que te impede,

afinal, se deseja alcançar 20 coisas à mais e sabe

como fazer, porque ainda não fez?

Basicamente a estrutura da meta é formada por três pilares:

PROPÓSITO: O propósito está ligado ao “por quê”. Por

quê você precisa cumprir esta meta? Este propósito é

forte ou fraco?

PRAZO: O prazo simboliza o tempo que deseja executar

esta meta ou o período recorrente que irá trabalhar

nela. Para facilitar a busca por resultados, recomendamos

que segregue períodos mais curtos, como prazos

semanais ou quinzenais e determine alertas visuais para

não cair no esquecimento.

VALOR: O valor pode ser determinado por um fator

quantitativo, financeiro ou percentual de acordo com o

objetivo proposto.

Mas afinal, porque não devemos cobrar a meta?

Se a meta é uma diretriz e projeta o final de uma jornada,

ela é considerada um efeito. Sendo um efeito, você

não consegue mudar o que já aconteceu, não é mesmo?

Portanto, o efeito que a meta produz é meramente consequência

de uma série de causas. Se você está focado

somente no resultado final, provavelmente irá se deparar

com um grande desafio e certamente isto te dará

medo. É como pensar em correr seus primeiros 10km.

Para alguns corredores este número já não é desafiador,

pois estão habituados correr maratonas de 42km, porém

para quem nunca correu mais de 2km, isto se torna

algo tenebroso ao ponto de fazer desistir antes mesmo

de começar. Em vendas aplica-se este mesmo princípio

lógico e o sucesso para se conquistar um efeito positivo,

é focar em frações pequenas que desencadeiam uma

série de novos efeitos. Se quer correr uma maratona,

comece com seu primeiro quilometro, evolua na distância,

tempo, alimentação e técnicas e quando menos esperar,

você verá o resultado. Se quiser bater sua meta

siga o mesmo princípio, trabalhando nas causas. Então

como bater minha meta sem estresse? Se você atua na

área de vendas há um tempinho, provavelmente já deva

ter ouvido falar da metodologia Funil de Vendas.

Funil de Vendas é o método que garante de forma simples

e assertiva, definir o processo de vendas e conduzir

as oportunidades da prospecção até o fechamento de

negócios. Ou seja, com este método você consegue estruturar

o processo de vendas da sua empresa e ter um

controle muito maior sobre o departamento comercial,

dando direção à toda equipe para cumprir a meta. Ele de

fato funciona porque atua com uma das leis mais antigas

do universo: Causa / Efeito. Portanto se quiser bater

a meta, você deve atuar sobre um plano de ação e não

há nada melhor do que o Funil de Vendas para lhe direcionar

neste desafio. Ele dirá exatamente por exemplo,

quantas prospecções, visitas, propostas e negociações

você deve realizar, para alcançar o resultado desejado.

Conclusão: Não cobre a meta e sim o plano de ação,

usando a metodologia do Funil de Vendas para direcionar

cada passo necessário à esta conquista. Agora, que

tal colocar em prática todo este conhecimento com um

software simples e intuitivo que te ajude a bater meta

todo dia?

www.funildevendas.com.br

THIAGO PIRINELLI

Sócio Fundador

do Funil de Vendas


21

VENDAS

O MOMENTO É DE AGREGAR VALOR E

CONQUISTAR NOTORIEDADE DO PÚBLICO

O chamado share of mind é um grande desafio para os

novos negócios, afinal despertar determinada marca na

memória do consumidor, ou cliente, requer fidelização e

credibilidade. Ao visualizar o mercado, percebemos que

grandes marcas são detentoras da percepção quase que

imediata do consumidor e isso acontece primeiramente

pela qualidade do produto ou serviço prestado, seguido

pela preocupação da marca em atender as necessidades

e solucionar os problemas dos clientes.

Esse processo acontece quase que instantaneamente,

pois o bem adquirido se torna sinônimo da marca e vice-versa,

provocando aquela tradicional comparação de

citar produtos concorrentes pelo nome da marca mais

conhecida. Esse tipo de reconhecimento demonstra a

potência do negócio e o sucesso da estratégia adotada

para com o público.

Trazendo essa percepção para os novos negócios, além

da qualidade na entrega do que se propõem a comercializar,

o atendimento personalizado tem ganhado destaque,

agregando valor ao negócio.

Destacar-se como autoridade em determinado nicho

não é uma tarefa fácil, pois ao identificar o valor que o

negócio conquistou e como ele foi notado pelo público,

o empreendedor já deve estar preparado para o próximo

passo. Atuar de forma muito próxima ao interessado

e destacar os benefícios desta parceria contribuem

para o desenvolvimento de um cliente fiel ou, melhor

ainda, de um embaixador daquela marca. Desta forma,

ele passa a propagar o conceito dela, enaltecendo não

só a qualidade, mas o conjunto satisfatório das ações

que o conquistaram.

Junto à fidelização vem a credibilidade e hoje em dia temos

à disposição inúmeros meios para mostrar o quanto

somos autoridade em determinado assunto. E, por

incrível que pareça, aquele bate papo informal com um

amigo próximo, um vizinho, ou mesmo um parceiro de

trabalho para dizer o quanto curtiu determinado produto

ou serviço, ainda tem efeitos positivos para os negócios.

Isso sem contar outros recursos, como as redes sociais

e as avaliações nos sites das marcas, por exemplo.

Um dos mercados que prevê boas notícias é o da Páscoa,

que deve ter aumento de vendas neste ano, segundo

a Associação Brasileira das Indústrias de Chocolates,

Amendoim e Balas (Abicab). A entidade registrou 11 mil

toneladas de ovos e produtos de Páscoa em 2018, um

aumento de 26% em relação a 2017, já indicando uma

retomada do setor. Para 2019, a previsão segue otimista

por parte das fabricantes, que sentiram a melhora das

vendas no ano passado, mas ainda não foram divulgados

os números, por grande parte ainda estar em fabricação.

Mas já é possível perceber que o setor renderá bons negócios

para os que investiram nesse mercado. Por fim,

vale lembrar que, por mais promissor que seja o mercado,

as ações para gerar um atendimento que realmente

resolva um anseio do cliente são imprescindíveis para

sustentação do negócio. Agregar valor à marca não é

apenas entregar um excelente produto ou serviço ao

consumidor, mas sim aprimorar cada vez mais essa entrega,

sempre se questionando “como ela pode ser melhor?”

até conquistar o tão sonhado share of mind. Ao

atingir esse objetivo, sem dúvida nenhuma, seu negócio

ficará para sempre na memória do público, sendo lembrado

e indicado positivamente como uma referência.

Alfredo Soares

Head Global SMB da VTEX. É fundador da

Xtech Commerce, plataforma que em três

anos criou mais de 40 mil lojas virtuais e

transacionou mais de 500 milhões de reais.

Soares é empreendedor bootstrap, palestrante,

investidor anjo e fundador

e investidor da Socialrocket.

Um dos empreendedores promessa

endeavor 2016, eleito profissional

de tecnologia pelo

Fórum E-commerce Brasil

2017 e reconhecido como

um dos empreendedores

do ano no startup

awards.


22

ESPECIAL PÁSCOA

OS 30 ANOS

DE HISTÓRIA

CRIADA E SOB O COMANDO DE ALÊ COSTA, A MARCA É CONSI-

DERADA A MAIOR REDE DE CHOCOLATES FINOS DO MUNDO.

A Cacau Show surgiu na Páscoa de 1988, quando Alexandre

Tadeu da Costa (45), aos 17 anos, resolveu revender

chocolates e logo conseguiu uma encomenda de 2 mil

ovos de 50 gramas. Quando o jovem empreendedor

chegou com o pedido na fábrica, para a sua surpresa, foi

informado que não havia possibilidade de produzir os

produtos com esse peso. Para honrar o compromisso

assumido, Costa resolveu produzi-los por conta própria.

Comprou a matéria-prima e contratou uma senhora

que fazia chocolate caseiro para ajudá-lo com o desafio.

Assim, após três dias e com jornadas de trabalho de 18

horas, o pedido foi entregue conforme prometido. O lucro

dessa primeira encomenda, aproximadamente US$

500, foi o capital inicial para que o empresário criasse a

Cacau Show. Na época, o empreendimento se estabeleceu

em uma sala na empresa dos pais do fundador,

no bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo. Logo

depois, Alexandre Costa obteve capital suficiente para

passar a pagar um aluguel pelo espaço.

O empresário se orgulha em dizer que, durante toda a

história da empresa, em nenhum momento contou com

capital externo ou empréstimos bancários. A primeira

loja da Cacau Show nasceu no final de 2001, e o negócio

cresceu rapidamente. No ano seguinte, eram 18 pontos

de venda padronizados com a marca da empresa. Logo

depois, já eram 46 e, na sequência, 130. Mais um ano e

totalizavam 230, o que já fazia da Cacau Show a maior

rede de chocolates finos do Brasil em número de lojas.

Em 2005, Costa foi condecorado com o prêmio Melhor

Franquia do Ano, promovido pela Editora Globo em parceria

com a Fundação Getúlio Vargas. Em 2008, a Cacau

Show ultrapassou a norte-americana Rocky Mountain

e se tornou a maior rede de lojas de chocolates

finos do mundo. O império estava formado, mas

os planos de Costa continuavam: sua meta

era chegar ao final de 2010 com mil lojas

no Brasil. E conseguiu. Além do reconhecimento

como empresário de sucesso,

Costa é membro da Academia Brasileira

de Marketing. Com muitas histórias

para contar, representa uma equipe

de mais de 7 mil pessoas Brasil afora,

incluindo os colaboradores da

fábrica, área administrativa, fraqueados,

vendedores das lojas, além de

todos os envolvidos na cadeia produtiva

da Cacau Show, onde os chocolates

são feios com tanta paixão. Hoje, a empresa

conta com mais de 2 mil franquias em todo

o País. A fábrica, instalada em 2006 em Itapevi,

interior de São Paulo, possui 70 mil m², sendo 55

mil m² de área construída e produz uma diversidade

de tipos de produtos, o que varia de acordo com

a campanha. Com cinco fábricas – duas em Itapevi (SP),

Campos do Jordão (SP), São Paulo (SP) e Curitiba (PR) – e

uma produção de mais de 22 mil toneladas de chocolate

ao ano, a Cacau Show está em constante inovação

e é uma especialista em trufas. Um dos destaques é a

caixa Intensidade, que contém minitabletes de diferentes

graduações de cacau para uma experiência única na

degustação do chocolate. Além dessa, vale ressaltar a

renomada linha laCreme, que trouxe em seu diferencial

a adição de leite na formulação, que proporciona a sensação

de derretimento do chocolate a cada mordida, e

o carro chefe da marca, as tradicionais trufas. Há ainda

outras linhas inovadoras como a Bendito Cacao, que

combina e harmoniza a beleza do processo produtivo

do chocolate em uma proposta repleta de sabor, conhecimento

e prazer, e tem como um dos destaques a Caixa

Origens, que traz tabletes feitos com cacau proveniente

de quatro países – Uganda, São Tomé, Peru e Brasil.

A Cacau Show ainda apresentou ao mercado recentemente

a Gelateria Cacau Show, uma linha de sorvetes

desenvolvida especialmente para oferecer aos consumidores

mais uma inovadora maneira de consumir o

chocolate da maior rede de chocolates finos do mundo.

São seis sabores: Intensidade, Trufa Tradicional, Mezzo,

laCreme, Morango fresco e Limão-Siciliano. As datas

importantes no calendário comercial, como a Páscoa e

o Natal, representam os períodos de maior atividade e

venda para a marca. A especialidade em trufas também

tornou a Cacau Show referência quando o assunto é

ovo de Páscoa.

EMPREENDEDOR DO ANO

Alexandre Costa foi eleito o Empreendedor do Ano

2011 pela Ernst & Young Terco, e foi o único brasileiro

a representar o País no circuito mundial da premiação,

realizada em Monte Carlo, no Principado

de Mônaco. Na ocasião, o empresário foi um

dos cinco finalistas entre mais de 50 concorrentes

de todo o mundo.

O espírito empreendedor de Alexandre

Tadeu da Costa tornou a marca referência

no mercado nacional. Para o francês

Fabrice Lenud, um dos mais consagrados

pâtissiers do Brasil, Costa é o

“Bill Gates do chocolate”. Mas, para

o empresário, tudo isso tem um

significado ainda maior: cada trufa,

tablete ou bombom é uma forma de

despertar um sorriso. Por isso, a Cacau

Show se esforça ao máximo para oferecer

uma variedade de produtos e sabores para todos

os gostos e momentos.


23

Foto Lailson Santos

PRÊMIO INTERNACIONAL

Em outubro de 2013 a Cacau Show ganha um prêmio

internacional. Alexandre Costa, presidente da marca,

esteve no World Retail Awards (WRA), uma das mais

importantes premiações do universo varejista, no Salle

Wagram, em Paris. A empresa foi a vencedora na categoria

Varejista do Ano de Mercados Emergentes. A Cacau

Show concorreu com outras cinco empresas de diferentes

países: a brasileira Marisa; The MAP Group, da

Indonésia; Max, dos Emirados Árabes Unidos; Mr Price

Group, da África do Sul; e Sefam, do Paquistão. A categoria

é composta por empresas originadas nos mercados

emergentes que se destacam mundialmente pela originalidade,

inovação e trajetória de sucesso empresarial.

Empresas brasileiras, como o Grupo Pão de Açúcar, já

foram premiadas nessa categoria. A premiação é promovida

anualmente durante o World Retail Congress

(WRC), congresso com a participação de cerca de 1.500

grandes executivos de 45 países, que acompanham

uma programação com mais de 150 palestrantes entre

os principais nomes do varejo mundial.

LIVRO “O CACAU É SHOW”

Para comemorar o aniversário de 20 anos da marca,

Costa decidiu viajar pelo País em busca das verdadeiras

origens do cacau brasileiro. A expedição percorreu

a Rota do Cacau, passando por Linhares, Ilhéus e Pará.

O resultado dessa incrível viagem foi o livro O Cacau

É Show – Deliciosas Histórias do Mundo do Chocolate,

editado em 2008. A equipe percorreu 5 mil quilômetros

de rios, asfalto e poeira, para mostrar quem cultiva esse

fruto tão sedutor. “Foi, sem dúvida, um dos momentos

mais emocionantes do trabalho. Fomos colecionando

histórias e personagens, gente que nos recebeu de braços

abertos, cuja comovente simplicidade e dedicada labuta

nas plantações de cacau nos ensinaram a valorizar

ainda mais o produto final que nós bem conhecemos: o

chocolate”, conta Costa. O livro ainda possui um capítulo

especial: trata-se de um pequeno almanaque do chocolate,

de leitura rápida e agradável, que conta curiosidades

que todo mundo tem vontade de saber, mas não

sabe ao certo a quem perguntar. E, para finalizar a edição,

foram publicadas receitas simples e deliciosas, que

o leitor poderá tentar produzir na própria cozinha.

INSTITUTO CACAU SHOW

Fundado em 24 de dezembro de 2009, em Itapevi (SP),

o Instituto Cacau Show tem o objetivo de promover serviços,

programas, projetos de proteção básica e direitos

sócios assistenciais por meio de atividades educacionais,

culturais, ambientais, esportivas, jurídicas e profissionalizantes,

atingindo todas as faixas etárias. Com isso, o

Instituto vem possibilitando uma melhor perspectiva de

futuro à comunidade menos favorecida de Itapevi e região.

Para aumentar o limite de atendimento, o Instituto

Cacau Show realizou uma parceria com o Núcleo Betânia.

Para tanto, reformou todo espaço e hoje atende cerca

de 500 pessoas, sendo 455 crianças e adolescentes,

com aulas de esporte, informática e reforço escolar; e

quase 50 ‘jovens idosos’, com arte terapia, alongamento

e música. Já as instituições de Itapevi, cadastradas no

Instituto, receberam a doação de 52 toneladas de chocolates,

atingido uma média de 36.650 pessoas por mês,

somente em 2011. Outra ação que rendeu bons frutos

foi a Campanha do Agasalho do Instituto Cacau Show,

que arrecadou 600 cobertores, entregues no período de

inverno à comunidade menos favorecida da região.

O Instituto conta com verba advinda de palestras do

presidente da Cacau Show, Alexandre Costa, pelo Brasil,

além do dinheiro arrecadado com a venda do seu último

livro “Uma trufa e...1000 lojas depois!”, lançado no final

de 2010. Para esse ano, o objetivo é iniciar novos projetos,

os quais o Instituto conta com a participação de

voluntários para florescer ainda mais essa semente do

bem. www.institutocacaushow.org.br

FAZENDAS CACAU SHOW

Em setembro de 2011, Alexandre Costa adquiriu três fazendas

de cacau em Linhares (ES). Chamadas São José,

Ceará e Dedo de Deus, as novas aquisições têm como

objetivo suprir primeiro a qualidade e a quantidade de

produtos da marca. Com isso, Costa expande sua atuação,

para se tornar um “empreendedor do campo” e

conduzir a elaboração do chocolate desde o plantio até

o consumidor final. Esse mercado ainda está em formação,

e o objetivo é que, novamente, a Cacau Show

seja uma das responsáveis por incentivar a cultura de

consumir chocolates de qualidade e ensinar aos atuais e

novos consumidores a arte de apurar o paladar.

ESPECIAL PÁSCOA

LIVRO “UMA TRUFA E... 1.000 LOJAS DEPOIS!”

Em novembro de 2010, com o objetivo de motivar e

orientar empreendedores de todo o País por meio de

um guia prático e eficaz inspirado na trajetória de uma

marca sólida, o empresário Alexandre Costa lançou seu

livro Uma Trufa e... 1.000 Lojas Depois!. O título conta

com conselhos e dicas, baseados em experiências pessoais

e profissionais que ajudaram a construir e consolidar

um negócio de sucesso. A obra oferece um acervo

de imagens dos momentos mais marcantes da empresa

e, ao final de cada capítulo, há comentários e reflexões

do célebre professor José Luiz Tejon.

Acompanhe a Cacau Show pelo site oficial,

www.cacaushow.com.br, ou acesse nossas redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/CacauShow

Twitter: www.twitter.com/CacauShow

YouTube: www.youtube.com/CacauShowBR

Instagram: instagram.com/cacaushow .


24

CULTURA

EMPREENDENDO

NA MÚSICA

Brasil ocupa a 10ª posição no ranking mundial,

e movimenta 298,8 milhões de dólares em receita

em 2018.

A música atinge todas as classes sociais e é consumida

por todas as faixas etárias. Há inúmeras oportunidades

de negócios, mas também há muitos riscos e desafios

como em qualquer negócio. Todos os tipos de arte têm

a ver com empreendedorismo, a música, além de ser

uma das indústrias mais lucrativas, em 2018 faturou

298,8 milhões de dólares, pode ensinar a você que quer

empreender algumas lições como público-alvo, engajamento

e inovação. Há tempos atrás se nenhuma banda

cantasse o que você queria ouvir, você mesmo criava a

sua própria banda, assim nasceram inúmeras bandas

pelo Brasil, e acredite, sempre foi preciso ter sangue

empreender para montar sua própria banda.

Trabalhar com os recursos que se têm, se virar com pouco,

sim, os músicos iniciantes fazem isso, alguma startup

aqui se identifica? Porém, trabalhar com pouco não

quer dizer fazer um trabalho mal feito, pelo contrário,

empreender na música é quebrar paradigmas de industrias

tradicionais, assim como empreender em qualquer

outro segmento. Artistas, autores, técnicos, produtores,

e muitos outros fazem parte desse universo e para entender

melhor um pouco de como é empreender nesse

segmento, nessa edição conversamos com Rodolpho

Lemes, músico contrabaixista, compositor, regente e

produtor musical, atualmente ele integra a Banda Turma

do Pagode. Nascido em São Bernardo do Campo, região

do Grande ABC Paulista, Rodolpho Lemes é músico

profissional desde os 17 anos.

“Ser músico foi uma escolha, queria trabalhar

fazendo o que gosto já que passamos a

maior parte da vida trabalhando” – Rodolpho Lemes

Todo “bom” músico tem muitas características que são

necessárias para ser um empreendedor de sucesso,

o escritor Peter Spellman, em seu livro Indie Business

Power – faz um paralelo entre habilidades musicais e

competências empresariais. São características que andam

lado a lado como autodisciplina, processamento

mental rápido, persistência, foco, adoram correr riscos,

adaptabilidade, trabalho em equipe e colaboração, capacidade

de cumprir compromissos frente a muitas responsabilidades,

não gostam de zona de conforto, entre

muitas outras listadas no livro.

A vida de um músico empreendedor é uma inesgotável

fonte de habilidades, inspiração, inovação e atitudes

construtivas. Segundo Rodolpho, o compartilhamento

de informações facilita o trabalho nesse segmento,

deixando os empreendedores com mais campos para

atuar.

A maioria das pessoas que têm sucesso no segmento

musical, bandas por exemplo, tiverem que abrir mão de

muita coisa, para o músico o dom corresponde a 10%

do seu sucesso, a vontade, perseverança, persistência

e boas escolhas são responsáveis pelos outros 90%. A

música é a expressão artística mais presente na vida

das pessoas, a habilidade de criar melodias e impactar

a vida dessas pessoas através de notas musicais, mostra

que o DNA do músico é composto de paixão e essa

paixão é essencial para empreender em seus negócios.

Não basta simplesmente criar a melhor canção, o mundo

preciso cantar sua melhor canção, as pessoas precisam

levar essa canção para sua vida, Rodolpho nos

contou que com a Turma do Pagode eles já realizaram

alguns pedidos de casamento no palco, uma vez que os

fãs se identificam com a música.

MERCADO INTERNACIONAL

Rodolpho Lemes, nos contou que trabalhar mundialmente

com a música é a Pós-Graduação de qualquer

músico, Rodolpho já tocou fora do Brasil e ainda esse

ano é possível que vá para a Europa, para o músico compositor,

ter uma composição dele reconhecida mundialmente

seria sua maior realização. A indústria cultural

da música não para de crescer e o mercado fonográfico

responsável por gravação, edição e distribuição de mídias

sonoras, o mercado de música consolida a tendência

de crescimento nos últimos anos — no Brasil, ele foi

de 15,4%, enquanto que a média mundial foi de 9,7%.

O desempenho positivo foi impulsionado pelos serviços

de streaming (de plataformas como Spotify, Deezer e

Youtube), que aqui cresceram 46% com relação a 2017 e

no mundo todo registraram um aumento de 34%.

Crédito foto - Wadson Henrique


25


26

MATÉRIA DE CAPA


27

MATÉRIA DE CAPA

E QUE ESTÁ REEDUCANDO O MERCADO DE SERVIÇOS E

PRODUTOS DE ALTO VALOR.

Quem vê Everton Rosa, 45 anos, vestindo jeans, camiseta

preta e uma câmera na mão tirando fotos e conversando

com seus clientes de igual para igual(marca

pessoal dele), não tem ideia de tudo que ele já fez pela

imagem e pelos negócios de alguns dos homens e mulheres

mais poderosos do Brasil e do mundo. Com

uma foto na contracapa da New York Times Magazine

em uma campanha internacional da Apple, o fotógrafo

é o único do seu segmento a ter seu próprio programa

de TV e já foi matéria de grandes revistas e jornais

nacionais, explica um pouco sobre

como construiu sua imagem. Já há

5 anos, resolveu dar um passo a

mais, passou a atender sua seleta

cartela de clientes apenas em projetos

anuais de mentoria de imagem

e posicionamento para focar

num novo propósito: Reeducar o

mercado de serviços e produtos

no Brasil na venda de alto valor.

“Sua imagem pessoal, o

seu posicionamento no

mercado, é tão importante

quanto a qualidade do

seu trabalho e é isso que

muitos fotógrafos, empresários,

profissionais liberais

não entendem. A imagem

chega a mente muito

mais rápido que qualquer

palavra ou estratégia de vendas. Eu tenho

clipagens de matérias minhas desde

2007, porque para atender o público mais

seleto que existe, você não pode só ser

bom, você precisa ser visto. É o que fiz

comigo; é assim que eu transformo os resultados

com os meus clientes e alunos,

todo profissional que quer ter muito sucesso

precisa disso”

O Fotógrafo é fundador de 3 empresas, nascido em

Chapecó numa vila de operários de um frigorífico, filho

de Luís e Carlota da Rosa, é o primeiro de uma família

4 irmãos e revelou sua primeira foto antes dos 10 anos

de idade. Os pais, por conta de uma política de que

funcionários casados não poderiam trabalhar juntos

na empresa, largaram a vida de operários para tentar

a sorte numa profissão muito diferente, passaram a

revelar fotos que seu pai tirava dos amigos no fim de

semana com uma câmera que havia trocado por um

par de botas. Durante a infância e adolescência, Everton

ajudou no estúdio dos pais, vendeu bergamotas

na rua - sua grande escola de vendas, como ele mesmo

sempre diz, trabalhou em fábrica de sapatos, loja de

móveis, até entrar no seu último emprego formal aos

17 anos no Bradesco onde ele conta que o salário era

muito bom para época e isso era a única coisa boa, ele

afirma que era muito infeliz.

“Nos finais de semana eu

trabalhava com meu pai e

tirava foto, isso era o que

eu realmente amava, mas

antes de pedir demissão

do banco eu planejei a nha saída durante 6 me-

ses, só depois que eu ganhei

em uma noite o que

ganhava em 1 mês traba-

lhando naquele banco eu

me demiti”, enfatiza

mi-

Everton.

E assim começou a jornada empreendedora

de Everton como

fotógrafo, são 26 anos de trabalho

dedicado e que vai contra todos

as “regras” do seu mercado sobre

fazer sucesso e ter bons clientes.

Everton, passou a maior parte do

seu tempo de carreira morando

em Novo Hamburgo, cidade com 234 mil habitantes

no interior do Rio Grande do Sul. E mesmo assim, o

fotógrafo há muitos anos tem uma agenda lotada para

projetos fotográficos que variam de 60 a 247 mil reais

por dia de trabalho. Viena, Paris, New York, Jerusalém,

Ibiza, Roma, Cidade do Porto, Nagoya, Milão são

alguns dos lugares por onde ele já fotografou bilionários,

atores, modelos internacionais e muitas outras

figuras de grande relevância.

Foi atendendo esse público que Everton ganhou autoridade

e se posicionou com sua imagem e alavancou

seu nome no mercado de alto padrão. Perguntamos

a Everton com quem ele aprendeu a gerenciar e criar

seus negócios, segundo ele, saber atender o público

AAA e assim aprender com seus clientes foi o diferencial

que o destacou de todos os outros profissionais.


28

MATÉRIA DE CAPA

PORQUE VOCÊ

DEVE ATENDER

O PÚBLICO A?

“Everton, tudo na minha vida foi porque eu planejei,

cada passo, cada etapa, eu fiz exatamente

o que eu tinha desenhado a partir do que eu

queria”, Everton nos contou que ouviu isso de um

cliente seu após um jantar na Itália, esse empresário

havia fundado um negócio bilionário.

“Quando ele me disse isso, confirmou

para mim uma prática que eu comecei

antes mesmo de sair do banco.

Planejar, a partir do que eu queria,

quando comecei, queria trabalhar

menos e ganhar mais. E isso fez me

voltar para o público A”.

Segundo Everton, o melhor cliente é o cliente do

público A, AA e AAA. O Público A, AA e AAA é aquele

que pertence ao 1% da população que chega

a pagar de 10 a 200 vezes mais por serviços premium.

No Brasil são 2 milhões de pessoas com

maior poder aquisitivo, um mercado

que está em falta de serviços e fornecedores

dentro da fotografia, segundo

Everton. Quantas vezes você

já viu a situação de um cliente, ou

uma família rica de uma cidade do

interior que precisa viajar para fazer

ou receber atendimento premium

num serviço ou produto?

O homem ou a mulher que usa

um Rolex, compra roupas na Prada

e dirige um Porsche precisa de

cabeleireiro, advogado, fotógrafo,

dermatologista, corretor de imóveis

e muitos outros serviços no dia a

dia. Aí está a oportunidade, qualquer

profissional ou dono de empresa

que ajusta sua comunicação

e seu produto pode atender esse

público sedento por um serviço

que os satisfaça.

Para o fotógrafo, esses são os melhores

clientes, uma vez que ele investe no seu produto

ou no seu serviço, além de respeitar mais seu trabalho

e ficar mais grato, é leal, por conta do nível

que ele investiu - caso você faça um bom trabalho.


29

MATÉRIA DE CAPA

ANA MARIA BRAGA E EVERTON ROSA

E QUAL A BASE PARA

ATENDER O PÚBLICO A?

Depois de os 26 anos empreendendo e trabalhando

com fotografia, retratos e reposicionamento

de imagem, Everton finalmente resolveu

responder essa pergunta com seu conteúdo

gratuito nas mídias sociais, suas imersões e com

sua mentoria “Myself Club” onde ensina outros

empreendedores a se posicionarem e venderem

para esse público seleto.

Com a experiência de quem já vendeu para centenas

de clientes desse público, Everton identificou

que é uma combinação de fatores que fazem

com que você consiga atingir esse público.

A comunicação alinhada à imagem pessoal e a

imagem do negócio, devem estar comunicando

seu valor. COMUNICAÇÃO: a qualidade do seu

produto, seu preço, sua proposta, a maneira

como você fala, a maneira como você se comporta,

tudo isso é diferente quando você precisa

comunicar-se com o público A.

É como uma nova língua que você precisa aprender

para atuar nesse segmento. Imagem Pessoal

e Imagem do NEGÓCIO: como o próprio Everton

explicou sobre sua carreira, qualidade e ser bom

não é o bastante, seu público precisa saber disso.

Ele também diferencia a imagem de um negócio,

da imagem do dono negócio “São comunicações

completamente diferentes”, enfatiza o fotógrafo.

Seu estilo de ensinar é através de exemplos práticos

e histórias, mentoria personalizada e conteúdo

que ele descobriu, aplicou e testou. Leitor

de muitos livros, ele estuda todos os dias pela

manhã, mas com um parâmetro muito claro:

sempre lê sobre a experiência de quem já fez.

Para Everton não vale investir seu tempo com

especialistas que falam e escrevem sobre o que

estudaram, mas não fizeram. O fotógrafo afirma

que é melhor ouvir quem tem mais resultados

que você na área em que você precisa, prática

que ele aplica desde que era pequeno.

“Meu primeiro salário com 12 anos

de idade foi de R$ 230,00 eu não sabia

o que fazer com aquele dinheiro,

foi por isso que eu dei para o meu pai

e disse: pai, está aqui esse dinheiro

que eu sei que o senhor sabe usar

para ajudar nossa família, meu pai

e minha mãe foram meus primeiros

mentores, mas não são só eles, minha

mulher Patrícia e meus filhos

Victor, Maria Luiza e João, de 21, 6 e 2

anos, são o motivo e a base de minha

vida, junto com minha Fé e a Bíblia”.

JÔ SOARES E EVERTON ROSA


30

MATÉRIA DE CAPA

A BASE DO SUCESSO: A FAMÍLIA E A FÉ

“Eu estudo todos os dias, mas acima de tudo eu estudo as escrituras

sagradas, oro e medito. Porque eu sei que eu sou fraco, que eu não

sei todas as coisas, que eu preciso de ajuda, que eu preciso me esforçar

para ser melhor todos os dias. Quando as coisas vão mal, quando

quero montar um novo projeto e todos os dias da minha vida eu leio

a bíblia, medito e falo com Deus. Isso me dá clareza, humildade e

noção que eu sou pequeno, saber que tenho defeitos e para pensar,

pedir ajuda, no que fazer e como”.

Seu negócio só fica melhor, se você fica melhor,

é por isso que todas suas aulas e conteúdos

sobre técnica são regados de lições e

dificuldades que ele passou em sua jornada e

que o fizeram crescer como homem e profissional.

Sua visão de sucesso sempre envolve primeiro

a família, ser marido da Patrícia e pai do Victor,

Malu e João é o que faz Everton ser o homem

capaz de realizar todas as coisas a qual ele se

projeta. Ele nos contou que aprendeu ser líder

com seu filho Victor.

“O verdadeiro líder é o que constrói outros

líderes, que sabe e quer que seus

liderados se tornem independentes e

sigam seus caminhos. Minha maior vitória

foi quando o Victor ficou pronto

para parar de trabalhar comigo e foi

para o mundo”.

A maneira que Everton define o caminho

para ser bem-sucedido é simples, baseado

em cada um dos pontos descritos a seguir.


31

OS 3 PONTOS PARA SER

BEM-SUCEDIDO

PLANEJAR: Desenhar passo a passo do que você

quer, como você quer, quando você quer e o que

precisa fazer. Segundo ele, o segredo está nos detalhes.

Quando você faz suas metas, saber cada

pedacinho, se você quer uma casa, define qual a

cor? os móveis? onde ela fica? É importante planejar

também cada uma das informações, descobrir

o preço do que você quer, quantos trabalhos

precisa fazer para chegar lá, quantos clientes têm

que conversar para fechar esses trabalhos.

OUVIR QUEM JÁ FEZ: você só aprende com quem

tem bons resultados na área que você quer e vive

o que você gostaria de viver. O mau conselheiro

não só te ensina mal, como também te prejudica e

o leva para muito longe dos seus objetivos.

TER BASE: a família e a fé: todo bom negócio tem

um bom homem e uma boa mulher por trás, um

não existe sem o outro. “Sem a fé, os ensinamentos

sagrados, e a família, você não consegue ser

uma pessoa melhor e ter um negócio melhor. Afirma

o fotógrafo.

UMA DICA PARA OS LEITORES DA

EMPREENDA REVISTA

“Pense nos seus próximos 50 anos, tenha

grandes metas, sonhe grande, mas

passe um tempo pensando nos próximos

5 e em exatamente o que você vai

fazer, são esses 5 anos que vão determinar

todo o seu sucesso nos outros 45

e são nesses anos que a maior parte

dos empreendedores falham e desistem.

Planeje e execute, foque em fazer

os melhores 5 primeiros anos e o resto

vai seguir, isso faz toda diferença.”

MATÉRIA DE CAPA

PRÓXIMOS PASSOS

“Graças a Deus, meus negócios vão

muito bem e agora é a hora de melhorar

mais” Everton Rosa.

Mesmo crescendo cada vez mais ano a ano, Everton

pretende escrever mais livros sobre marketing,

espiritualidade. Cuidar do posicionamento e

imagem de mais empreendedores com responsabilidade

social e bons valores. Continuar com suas

mentorias e conteúdos para o mercado daqueles

que querem vender para o público A. E finalmente,

contribuir cada vez mais com o seu mercado, ajudando

desde os fotógrafos que estão começando

até aqueles que querem conhecimento e formação

mais aprofundadas.

Autorretrato

Foto Jota Moraes


32

COMPORTAMENTO

EMPREENDEDOR EXTRAORDINÁRIO!

Já ministrei mais de 1000 palestras por todo Brasil e 35

palestras em outros 12 países. Tenho contato diário

com vários vendedores, empreendedores e presidentes

de pequena, média e grande empresa. Se existe uma

diferença entre empreendedores que obtêm resultados

extraordinários daqueles que obtém resultados ordinários

é a atitude empreendedora de colher a semente do

EXTRAORDINÁRIO.

Poucos empreendedores são excepcionais (excedem as

opções concorrentes), são acima da média (não são medianos),

são fora de série (não são comparáveis), enfim,

fazem algo extra que os ordinários não fazem, enfim,

são extraordinários. Eles não seguem o que é usual ou

padrão e entregam algo muito além do comum. Empreendedores

extraordinários causam surpresa, espanto e

admiração nos clientes, fornecedores e colaboradores

por pensar e agir fora da caixa.

Quero compartilhar com você leitor algumas das qualidades

ou características que observo nesses empreendedores:

1- EXTRAORDINÁRIO - vocÊ gosTa de experiÊncias, produTos

e serviços exTraordinários? enTão, por que conTinua

aí fazendo algo ordinário? produza, comunique e enTregue

algo melHor, diferenTe e muiTo alÉm do comum. ordinário

Tem preço. exTraordinário Tem valor! ordinário Tem clien-

Tes. exTraordinário Tem fãs! planTe a semenTe do exTraordinário

em Tudo que senTir, pensar, agir e falar.

2- MOTIVAÇÃO - exTraordinários não delegam seu sucesso

aos ouTros, nem responsabilize ninguÉm pelo seus fracassos.

eles possuem um firme e claro propósiTo para levanTarem

da cama Todos os dias e alimenTam uma fÉ inabalável em sua

missão. cosTumam dizer: “É preciso crer para ver” e não “ver

para crer”.

3- PAIXÃO - mais do que moTivados, Todos são apaixonados

pelo que fazem. sempre pergunTo Às pessoas: “vocÊ conTinuaria

fazendo o que faz, mesmo ganHando na loTeria?”.

empreendedores apaixonados respondem: “cerTamenTe! eu

faria mais com mais invesTimenTo”.

5- EMPATIA - eles conquisTam rápida empaTia com clien-

Tes, colaboradores e fornecedores, pois se preocupam em

enTender, envolver e aTender suas necessidades. sabem que

os problemas, deseJos, ansiedades e dores de seus clienTes são

oporTunidades de novos produTos e negócios. enTendem que

só Há venda conTínua quando Há conexão.

6- ENTUSIASMO - enTusiasmo deriva do laTim enTeusasmus,

que significa Ter o sopro (asmus) de deus (Teus) denTro

de si (en). eles vencem Todas as crises, dificuldades e obs-

Táculos com enTusiasmo, porque acrediTam em seus sonHos.

sabem que a Jornada É longa, mas esTão sempre dando o próximo

passo.

7- NOTÍCIAS - os noTiciários, revisTas, redes sociais e grupos

de WHaTsapp Tem mais noTícia negaTiva e ruim do que

boa. enTenda que seu cÉrebro É um solo fÉrTil e que as palavras

que vocÊ ouve e replica são semenTes. elas TÊm poder de

Te aproximar ou disTanciar de seus sonHos. seJa uma árvore

fruTífera de noTícias boas nesse deserTo de noTícias ruins.

8- DETERMINAÇÃO - cHegará um momenTo em que vocÊ

pensará em desisTir e fecHar as porTas, pois Tudo dará errado.

muiTas porTas não se abrirão e alguns fracassos se

sucederão. posso aposTar que qualquer dificuldade que

vocÊ enfrenTe HoJe não É maior do que as que vocÊ enfren-

Tou quando começou. sua deTerminação será TesTada! saiba

disso! persisTa!

9- AÇÃO - HoJe muiTos empreendedores ficam fazendo business

plan, esperando financiamenTo, apoio ou que a crise

acabe… esperando o momenTo cerTo. quer saber? a pergun-

Ta que vocÊ Tem a fazer não É se esse É o momenTo cerTo para

vocÊ, mas se vocÊ É o empreendedor cerTo para seu momenTo?

Leia as iniciais de cada qualidade acima e você descobrirá

o que mais precisa fazer para se tornar um empreendedor

extraordinário: EMPREENDA hoje e sempre. Comece

pela semente do extraordinário e conclua na ação

extraordinária. O melhor da vida é a oportunidade que

temos de reescrevê-la e reinventá-la. Acredito em você!

Vamos! Chegou sua hora! EMPREENDA!

4- RELACIONAMENTO - empreendedores exTraordinários

pensam no que podem fazer pelas pessoas anTes de pensar no

que ouTros podem fazer por eles. enTendem que o sucesso É

maior e melHor quando se leva mais pessoas consigo. e sabem

escolHer bem seus conTaTos, pois enTendem que pessoas

exTraordinárias andam com pessoas exTraordinárias.

MARCOS SOUSA é conferencista internacional,

palestrante, escritor e especialista em vendas, motivação,

comportamento e Programação NeuroLinguística

(PNL). Diretor da Superação Treinamentos

e Consultoria. Graduado em Engenharia Elétrica

pela UFPb e MBA em marketing pela FGV.


35

COMPORTAMENTO


34

COMPORTAMENTO

TER SUCESSO PRA SER FELIZ,

OU SER FELIZ PRA TER SUCESSO?

Sucesso e felicidade são dois dos maiores desejos dos

seres humanos. Quando definimos SUCESSO, pensamos

em várias vertentes, mas todas elas convergem por

ter êxito em algum plano, geralmente ligado à carreira,

negócios e felicidade, de um modo geral, um estado de

espírito que tem muito a ver com o nível de satisfação

com a vida.

Por um lado, perguntas desse tipo nos sonda:

Por outra vertente as perguntas são:

Uma vida de sucesso é uma vida feliz? Ser feliz é sinônimo

de sucesso? Vou ser feliz e o sucesso virá? Se nessa

caso as respostas forem sim, então a ordem está invertida.

Para ajudar a resolvermos esse enigma vou dar minha

opinião sobre o assunto.

Uma vida feliz é uma vida de sucesso? Mesmo que não

envolva, necessariamente, ganhar dinheiro? Se a resposta

for sim, a ordem é clara, ter sucesso primeiro,

pois isso me fará feliz.

Dinheiro trás ou não trás felicidade? Na minha imersão

costumo dizer, com uma boa

dose de bom

humor, a quem acha que

dinheiro não

trás felicidade

que de

o seu pra

mim e vá

ser feliz!

Eu sou Renner Silva, criador do MÉTODO SIM – A Ciência

da Felicidade, juntamente com meu sócio e também

idealizador desse projeto, Prof. Renato Bruno talvez

consigamos esclarecer algumas dessas questões no

ponto de vista cientifico.

Mestres em Ciência da Educação, tanto Renato quanto

eu, há muito anos estudamos tudo que os estudos

científicos tem levantado sobre a felicidade ao redor do

mundo.

Nessa coluna, traremos a cada edição dessa revista

conceitos, tendências e grandes sacadas práticas, extremamente

úteis, que farão você cuidar da moeda

definitiva, a base de todo desejo do ser humano, a

“tal” da felicidade.

Nesse primeiro capítulo, nosso objetivo é definir

o que realmente importa em uma possível

escala de prioridade, qual dos dois desejos universais

vem primeiro, SUCESSO ou FELICIDADE e

qual elemento gera qual outro elemento.

Se formos considerar a contingência de informação,

vemos que, atualmente, prega-se mui-

to mais o sucesso, a produtividade, a realiza-

ção do que a felicidade.

Isso é um alerta e base para um questionamento

muito interessante para analisarmos o que

realmente importa. Baseado na psicologia positiva de

Martin Seligman, a felicidade é um constructo de 5 pilares

e apenas um desses pilares é a realização.


35

A realização é fundamental para a felicidade, se considerarmos

a definição de sucesso como êxito. Imagine uma

situação onde há uma pessoa sem nenhum tipo de conquista,

frustrada em todos os seus planos, metas e objetivos,

qual a chance dessa pessoa sentir paz de espírito e

satisfação com a vida? Praticamente, nenhuma chance!

Sim, ter sucesso é fundamental para a felicidade, segundo

todos os estudos a respeito. Ou seja, precisamos de

realizações para sermos felizes. Logo tudo que sempre

ouvimos por ai sobre, foco, disciplina, metas, verificação

de progresso, processo, planejamento, estudo, pró-atividade,

determinação e ação, muita ação, é verdade!

Você precisa, disso tudo e muito mais, para realizar e ser

feliz, além de precisar de muita energia.

AGORA CONSIDERE DOIS FATOS:

1) Tudo que vivemos, alegria, tristeza, decepção, prazer,

frustração, medo, ansiedade, amor, tedio, ódio e qualquer

outra emoção, positiva ou negativa, que tome conta

de nossa vida, do nosso bem-estar, só existe em um único

lugar, na nossa mente. É sabido e nem tão difícil de

idealizar que somos reféns do gerenciamento de nossas

emoções, uma vez que, elas determinam nossa qualidade

de vida. Nossos pensamentos desencadeiam emoções, que

desencadeiam sentimentos, que por sua vez desencadeiam

nossas ações e por fim nossos resultados. Poucas coisas

nos consomem tanta energia quanto pensamento, pois esses

sofrem todo o processo em nossa mente até resultar

nas ações do nosso corpo.

2) Temos uma quantidade limitada de energia e precisamos

usa-la em várias áreas de nossa vida. Se, estivermos

envolvido em problemas na vida como, ansiedade, depressão,

emoções negativas, tais como raiva, medo, culpa, falta

de perdão, rancor, magoa, desavença, dúvida, falta de

propósito, crenças limitantes, relacionamentos tóxicos e

tudo mais que possa estar passando por nossa mente, isso

irá gerar pensamentos, emoções, sentimentos e ações correspondentes,

sugando assim, uma grande quantidade de

energia para lidar com todos esses conflitos. Com isso,

nos restará pouquíssima energia para focar naquilo que

realmente importa, como, por exemplo, a realização e o

sucesso.

Nesse caso, a ciência prova que, se não cuidarmos dos

pilares da felicidade que envolva todas essas situações

negativas citadas anteriormente, dificilmente conseguiremos

realizar os planos e conquistar o tão sonhado

sucesso!

Esse tem sido o maior problema da falta de produtividade

em grandes e pequenas empresas, por onde passo

com consultorias e palestras. Aumentamos faturamentos,

produções e alavancamos números e rendimentos

“simplesmente” implantando nosso um programa de

felicidade nas empresas, o MÉTODO S.I.M In Company.

Os números são surpreendentes, tão surpreendente

quanto na imersão em felicidade para pessoas de todas

as áreas, de empreendedores, vendedores e profissionais

liberais à estudantes e donas de casa.

Felicidade é a moeda definitiva, o desejo universal. Tanto

que se avaliarmos e se perguntarmos, varias vezes,

“para que” queremos realizar e ter sucesso, talvez as

respostas percorram um caminho entre “para cuidar da

minha família, “para ver meus filhos felizes”, “para me

sentir realizado com isso”, “para ter paz com as pessoas

que amo” mas, muito possivelmente, a resposta vai acabar

em “para ser feliz”.

Então, todos os estudiosos da área concordam comigo

e com o Renato, não há e nunca houve dúvidas na resposta,

ainda que pareça estar na contra mão de muito o

que ouvimos por ai, principalmente quando se trata da

indústria do consumo, o caminho é muito claro:

SER FELIZ PARA TER SUCESSO!

Simples assim, porque Felicidade

é uma Ciência.

COMPORTAMENTO

Renner Silva e Renato Bruno

são Palestrantes, Consultores,

Mestres em Ciência da Educação e

Professores da PUC MINAS: Ciência

da Felicidade e Bem-Estar


36

MARKETING

A SUA MARCA PODE SE DIFERENCIAR!

André Luis Corrêa

Sim, todos os negócios podem criar

pontos de diferenciação ou posicionarem

a sua marca de forma estratégica no

mercado. Abrir uma empresa hoje no Brasil é uma tarefa

para os corajosos, o próximo passo é se deparar com

ambiente extremamente concorrido e não conseguir

fazer o seu negócio crescer.

Você sabe quantas empresas existem hoje no país?

Atualmente são 20.643.266 milhões segundo o site

https://www.empresometro.com.br. Assustou? Esse

número já poderá ter aumentado nesse exato momento

que você está lendo.

A grande reflexão que eu quero compartilhar aqui nesse

artigo é:

Como você faz para não ser apenas mais uma empresa

nessa multidão?

Qual é a diferença entre o seu negócio e o do seu concorrente?

Não importa se você é uma agência de marketing digital,

dono de um petshop ou fabricante de sofá. Hoje o mundo

está cheio de empresas e produtos parecidos, nós

somos impactados o tempo todo por diversas marcas

oferecendo milhares de ofertas. Se você tem concorrentes,

com certeza precisa saber o que significa a palavra

BRANDING. Segundo WIKIPÉDIA: “Branding palavra do

inglês, que em português significa gestão de marcas”.

A maioria das pessoas pensam que branding é apenas

criar um logotipo, mas ele é muito mais do que isso. É

uma disciplina que utiliza conceitos de marketing, administração,

design, arquitetura, antropologia, psicologia,

publicidade e outras ferramentas para comunicar uma

porrada de valores que representam uma organização

viva: A SUA MARCA. Viu como esse negócio é legal? O

branding nasceu para encontrar diferenciais, agregar

valor e gerar desejo.

Falar sobre branding de uma forma resumida é: valorizar

a sua história, entender a sua real essência, encontrar

a sua posição no mercado, criar a sua própria

identidade, cultivar relacionamentos de verdade com

os seus públicos e no final, ter algum significado para

sociedade que a sua marca está inserida. As estratégias

de branding devem ser cada vez mais encaradas como

um dos passos mais importantes no processo de gestão

de uma empresa.

O branding nunca termina, ele está sendo feito a

todo momento:

> No momento que você responde uma mensagem no

Instagram;

> No momento que a vendedora da sua loja fala “Bom

dia”;

> No momento que você defende uma ideia que você

acredita.”

Abaixo seguem algumas dicas para o seu negócio buscar

e começar a aplicar alguns diferenciais:

DICA 1: Conte a sua história, esse é o principal ponto

que ninguém poderá te copiar! Organize uma linha

do tempo de forma resumida e valorize a sua

jornada.

DICA 2: Encontre o seu real diferencial. O que faz a

sua marca oferecer um serviço ou produto único?

Não vale qualidade e atendimento, esses itens são

premissas básicas nos dias de hoje.

DICA 3: Estude a sua concorrência para conhecer o

seu mercado, mas nunca copie. Busque a sua própria

personalidade, reflita e descubra os seus reais

valores.

DICA 4: Invista um período do seu tempo para cuidar

da sua marca. Faça novos relacionamentos,

dê atenção para os seus clientes, avalie se a sua

comunicação está condizente com os seus valores.

Tem muita coisa que ainda poderá ser feita, mas

você precisa começar.

O seu negócio pode ser diferente! Pesquisa e converse

abertamente com os seus clientes, pois são eles que podem

te passar as melhores respostas. Estude como você

pode melhorar a experiência para ele e dessa forma, outras

oportunidades surgirão.

Anota aí: Tudo pode se tornar

uma marca e o seu negócio

pode SIM ser diferente! ;)


37

O MELHOR MBA DE

VENDAS DO MUNDO

DE GRAÇA (PARTE ⅛)

VENDER NÃO É UM CONHECIMENTO, É UMA HABILIDA-

DE, UM MÚSCULO QUE PRECISA SER DESENVOLVIDO.

Hoje, nós vamos começar nossa “rotina de exercícios”

que vai te tornar um vendedor que consegue o que quer

na vida e no trabalho, vende muito e deixa o cliente feliz

ao comprar.

“Primeiro, você deve provar-me e, mais importante,

a si mesmo, que pode suportar a vida de vendedor,

pois não é destino fácil o que escolheu. Verdadeiramente,

muitas vezes você me ouviu dizer

que as recompensas são grandes se se tem êxito,

mas apenas porque pouquíssimos têm êxito.”

Og Mandino(Pathros) em “O Maior Vendedor do Mundo”

Já na minha primeira tentativa de vendas sozinho

tive que enfrentar a dura realidade de ser um vendedor

(Foram 12 mil reais de dívida nessa primeira brincadeira).Quando

você observa advogados, médicos, gerentes,

psicólogos e engenheiros ruins nas suas profissões,

vê que passam dificuldades ou vivem uma vida de classe

média o que não é o caso quando falamos de vendas.

Vendedores ruins passam fome, se endividam, fecham

suas empresas. É por isso que eu sempre me lembro da

frase do livro “O maior vendedor do mundo” que coloquei

no início deste artigo. Porque para uma empresa,

ou para um profissional de vendas, vender é o maior

desafio que precisa ser vencido todos os dias.

Aqui vale alguns exemplos:

• Vender as ideias, cultura e estratégias para os próprios

funcionários, convencendo-os que esse é o melhor caminho

para a empresa.

• Vender para seus sócios, investidores e até para sua família

e amigos que você tem competência para começar

um novo negócio.

• Vender para seus clientes para manter o fluxo de caixa

e não falir.

E esses são só alguns dos momentos durante o dia em

que você vende. É por isso que eu sempre digo que só

existem mesmo duas opções sobre desenvolver sua habilidade

de vendas:

1. Não aprender e pagar o preço todos os dias.

2. Entender que você é vendedor mesmo sem trabalhar

com isso, aprender como se faz e ter uma vida mais fácil

e leve.

Porque mesmo que você escolha o segundo caminho de

aprender e se desenvolver, você ainda enfrenta um desafio

muito incômodo: Onde encontrar o conhecimento

que vai te fazer vender cada vez mais?

Na rua, na vida, no comportamento de compra das pessoas

REAIS. Só sua experiência PRÁTICA ou a experiência

de outras pessoas pode te ensinar vendas. Um exemplo

foi que dois dias atrás eu estava no rio, conversando

com meu amigo e cliente, Rony Meisler CEO da Reserva,

no Shopping Leblon do Rio - que é um grande vendedor.

“João, tá vendo aquele restaurante de luxo vazio ali no

vão do Shopping? Eu sabia que ia dar errado, as pessoas

pensam que as marcas são o bastante mas não entendem

o comportamento do cliente… Em São Paulo esse

restaurante estaria cheio, mas o carioca não gosta de ser

visto gastando muito dinheiro, eles são mais reservados”

É esse tipo de conhecimento que o Rony e outros dos

maiores vendedores do Brasil tem, e que você só aprende

na prática. Ele tem a experiência de quem já abriu

mais de 96 lojas, mas a boa notícia é que você não precisa

passar pelo mesmo para saber como ele. Você pode

aprender e aproveitar com a experiência dessas pessoas

(Recomendo fortemente o livro do Rony, “Rebeldes

Têm Asas”). Você precisa aprender com os grandes vendedores

do Brasil e do mundo e mais do que isso, você

precisa aprender com seu próprio negócio na prática. A

cada artigo vou te encomendar um livro de um grande

vendedor e um exercício para você aprender na prática.

No de hoje temos dois (O do Rony e o Maior Vendedor

do Mundo), é por isso que chegou a hora de ir para prática.

O que me leva ao nosso primeiro exercício do

MBA.

EXERCÍCIO: Converse com 3 clientes e estude seu produto

- você vai conversar sobre porque eles compraram

de você, quais os problemas e opiniões que eles têm

sobre o seu mercado e o que mais eles gostariam que

você oferecesse. E vai fazer um estudo minucioso das

3 forças do seu produto, as características que o fazem

ser bom. Porque eu estou te desafiando a fazer isso?

Conhecer um produto e seus clientes é a base de qualquer

grande vendedor. Vender é aconselhar alguém a

gastar dinheiro, como você pode aconselhar sem ser o

especialista naquilo?

REGRAS BÁSICAS:

I. Ouça muito mais do que você fala com seu cliente.

II. Deve ser por ligação mas se você puder encontrá-lo é

melhor.

III. Pela primeira vez, você vai ouvi-lo com 100% de foco

em entender o que ele pensa.

IV. Grave ou anote seu cliente enquanto ele fala.

Estudo do Produto: O estudo do produto deve ser feito

“da porta para dentro” converse com seus funcionários,

com seus parceiros e pare para refletir o que seu produto

realmente tem de bom. Depois que você escolher as

3 maiores características, você deve ter dois documentos.

Um sobre seu produto, outro sobre seu cliente. É daí

que vamos continuar na próxima aula do nosso MBA.

Boas vendas!

João Gabriel Bogado

falecomseucopywriter@gmail.com

@joao_bogado

MARKETING


38

MARKETING

RELACIONAMENTO COM CLIENTES,

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO DE ERRADO?

Você já parou pra pensar em quantos clientes perdeu

por falhar no seu relacionamento com eles?

Você acredita na sua empresa, entrega um produto de

qualidade e mesmo assim não consegue manter clientes

fidelizados ao seu negócio. Isso acontece porque

muitas empresas não investem no relacionamento efetivo

com seus clientes.

Essa relação costuma ficar presa a um ciclo natural percorrido

pelo cliente, onde ele se interessa, busca pela

empresa até finalmente comprar o produto ou serviço.

Uma compra fria e sem perspectivas de que este cliente

voltará a comprar futuramente.

Um bom relacionamento começa bem antes da venda

se concretizar, mantém-se através de um bom atendimento

durante a experiência e principalmente, continua

mesmo depois da entrega do produto ou serviço, sempre

procurando um feedback de todo o processo.

mesmo de idealizar o negócio em si. Aposte em pequenas

ações, detalhes que façam com que aquela pessoa

não se sinta só mais um cartão de visitas para você. A

tendência é realmente customizar cada contato com o

cliente, seja com uma lembrança ou uma conversa de

assuntos fora dos negócios.

O RELACIONAMENTO É HUMANO E NÃO CORPORATIVO

As conexões entre marca e clientes devem ser intermediadas

por pessoas e elas desejam fala com pessoas e

não com empresas. Sendo assim, se o seu objetivo é

ganhar a confiança, deixe de lado os scripts e pitchs de

vendas.

OUÇA

Para identificar a real necessidade do seu cliente é necessário

ouvi-lo e não só oferecer a sua solução. Deixe-o

falar e aos poucos, faça as perguntas certas até descobrir

o que ele precisa e no que a sua empresa pode ajudá-lo.

Neste processo é extremamente importante considerar

que, assim como pessoas são únicas, os clientes também

são!

Cada um possui uma necessidade diferente e precisa

ser atendido de forma personalizada. Criando esta conexão

com ele, ficará mais fácil estabelecer a tão sonhada

confiança na sua marca e nós compramos com quem

confiamos.

Aqui vão 3 dicas de ações para ganhar e fidelizar o

seu cliente de vez:

O RELACIONAMENTO VEM ANTES DO NEGÓCIO

Com essa ideia bem definida, invista nas ações antes

Sempre que possível, invista em ações para os seus

clientes, elas fazem toda a diferença e mantem a lembrança

de marca da sua empresa sempre próxima do

público.

Tatyane Luncah

Fundadora e CEO da

Agência Grupo Projeto.

@tatyaneluncah

acesse

www.tatyaneluncah.com.br


39

COMO A HUMANIZAÇÃO

DAS EMPRESAS PODE AUXILIAR

NO POSICIONAMENTO DE MARCA?

O que é a humanização de marcas?

A partir do marketing 4.0 e da revolução comportamental,

que ainda está acontecendo com a ascensão da tecnologia

e automação de processos, o cliente, usuário e

público de diferentes marcas, entraram para o centro da

equação ao se tratar de vendas e comunicação. Hoje a

comunicação é uma troca e seu cliente tem de estar no

centro dela. A humanização entra como um fator extremamente

importante nesse sentido, porque é ela que

vai determinar se seu cliente vai conseguir se conectar

de forma emocional ou não com a sua marca. Esse tipo

de conexão é uma das mais desejadas quando se trata

de compromisso e retenção de clientes, quando seus

usuários estão conectados de uma forma que não conseguem

explicar com a sua marca, eles têm mais chances

de se manter fiéis, porque aquela empresa/serviço

ou produto, tem um peso em cima de suas emoções.

Em diversos cases, sobre empresas que humanizaram

não somente a sua comunicação, mas todo o seu processo

interno, fica claro que a ideia de tecnologia e automação

são aliados nesse processo e ter uma marca

humanizada, não significa o contrário de se ter uma boa

performance. No caso da leadlovers, o processo se deu

de forma bem natural, até porque nós trouxemos a essência

de sempre nos mantermos humanos e pensando

no usuário desde nossa fundação. Mas, se seu negócio

não foi construído dessa maneira, vale a pena estudar

os processos para reconfigurar a comunicação e melhorar

a cultura organizacional da empresa. Assim, tudo o

que você criar de mídia e publicidade, vai ser apenas um

reflexo do que a sua empresa/organização já é.

O PRINCIPAL OBJETIVO DA HUMANIZAÇÃO.

Quando a tendência e a estratégia de comunicação da

empresa, se posicionam focando na humanização, o

objetivo principal tem de estar claro, gerar identificação

emocional com seu público em relação a sua marca.

Esse processo se dá a partir da compreensão do que a

empresa faz e o porquê ela faz.

E como fazer isso?

Contando uma boa história a partir de experiências que

são comuns a todos. Dessa maneira fica mais fácil se

identificar com a marca se a sua história é contada com

significado. Assim seu público entende o porquê de você

estar fazendo o que faz. As pessoas se sentem mais tocadas

quando sabem que estão se comunicando com

alguém do outro lado, a humanização e storytelling trazem

isso para o jogo. Há alguns casos, como por exemplo

o da Magazine Luiza ou Natura, que trouxeram personagens

criados graficamente para “representarem” e

personificarem o que a empresa é de fato.

E qual o Papel dos CEOs nessa estratégia?

Antes de falar dos CEOs, é importante entender que não

somente eles, mas sim todos os colaboradores de uma

organização, carregam a imagem e reflexo da cultura

de uma empresa. Ou seja, quando o time de suporte,

por exemplo, atende seus usuários, eles têm de refletir

a partir do seu atendimento aquilo que a empresa é.

E a humanização se dá pela abordagem utilizada nessa

conversa. Por exemplo, seu time comercial e de suporte

informa o nome para o cliente? Dar o nome e uma

imagem da pessoa é uma forma de humanizar o atendimento.

Seu cliente está conversando com uma pessoa e

não uma máquina, não é mesmo?

E no caso dos CEO’s, que hoje são figuras públicas de

peso dentro de estratégias de comunicação, o papel

que lhes é imposto é diversas vezes mais influenciador

na concepção e entendimento da marca do que outros

colaboradores. O CEO tangibiliza em uma pessoa os valores

e linha de pensamento de uma organização. No

caso de prestadoras de serviços, a utilização da imagem

do CEO se torna uma referência na qualidade do serviço,

a imagem dele(a) auxilia as pessoas a compreenderem

que aquele serviço é de fato bom e tem credibilidade.

Como a automação auxilia nessa humanização?

A automação de marketing auxilia na recorrência e

frequência de certos processos. Tratando-se de e-mail

marketing, dentro da leadlovers por exemplo, é possível

criar funis de e-mail que irão contar uma história ou seguir

uma sequência (linha cronológica de informações)

para seu cliente. Dessa forma ele entende que você e

sua marca estão ali disponíveis para diálogo, e segue

uma linha de raciocínio dentro da sua estratégia de

automação. Há inúmeras formas de automatizar a sua

comunicação e integrar a humanização a ela. O mais importante

nesse processo é ser transparente, claro e objetivo

com o que se quer passar para os usuários. Quer

saber mais sobre automação de marketing e garantir

que tudo vai correr como planejado em sua

estra-

tégia? Conheça uma das melhores plataformas

brasileiras. Saiba mais em:

www.automacaodevendas.com.br

Diego Carmona

Fundador da Leadlovers

MARKETING DIGITAL


40

EDUCAÇÃO

O IMPACTO DAS FINTECHS NO

MERCADO FINANCEIRO DO BRASIL

O mercado financeiro brasileiro vem passando por

grandes mudanças. Se, antes, um número reduzido de

empresas de grande porte dominava o setor, hoje, a

situação é bem diferente. Com o desenvolvimento das

tecnologias e o surgimento das fintechs – startups da

área financeira – e dos bancos digitais, a maneira como

as pessoas se relacionam com o dinheiro e suas transações

está, paulatinamente, se diversificando. Agora,

ninguém precisa mais ficar preso a um banco ou a uma

financeira, com seus juros altos e taxas sobre todas as

operações. Com essa nova realidade, as fintechs têm se

tornado grandes empresas que conseguem competir –

embora ainda não em pé de igualdade – com os grandes

bancos.

O Banco Central vem, desde 2017, concedendo abertura

às fintechs para vários tipos de operações antes feitas

apenas pelas instituições financeiras tradicionais.

segmento quase dobrou entre o fim de 2016 e o meio

de 2018, chegando a quase 400 delas. Elas oferecem

serviços como meios de pagamentos, gestão financeira

e empréstimos. A vantagem primordial das fintechs e

dos bancos digitais é que eles conseguem oferecer serviços

com preços, taxas e cobranças mais baixos que as

instituições financeiras tradicionais. Tudo por conta da

tecnologia, que permite às startups trabalhar com uma

estrutura menor, total ou parcialmente online, sem necessidade

de gastos com pessoal e locação de espaços,

por exemplo.

E ainda trazem a praticidade de o cliente conseguir fazer

tudo pelo celular, sem necessidade de ir a uma agência

– o que, por si só, já é uma grande vantagem, pois evita

gasto de tempo com deslocamento e as grandes filas. A

força das fintechs é tão grande que até mesmo alguns

grandes bancos criaram suas startups para oferecer

esse novo modelo de serviço aos clientes. O Next, por

exemplo, foi criado pelo Bradesco. É uma mudança estrutural

marcante nesse mercado que, no Brasil, sempre

foi muito dominado por poucas empresas. Essa quebra

de paradigma é muito boa para o consumidor, que passa

a ter mais opções para escolher, e estimula a competitividade,

o que pode fazer com que as companhias que

antes dominavam o setor busquem se adaptar a uma

nova realidade – e isso significa melhores serviços e menos

cobranças.

Esse movimento permitiu, por exemplo, que a Nubank,

já considerada a fintech mais inovadora da América

Latina, e tantas outras, como Neon e Next, passassem

a oferecer diversos serviços, desde contas correntes e

para recebimento de salário, empréstimos e pagamentos

com cartão de crédito. Um levantamento do Finnovation

mostrou que o número de startups que atuam no

Janguiê Diniz

Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho

de Administração do Grupo Ser

Educacional.


41

TURISMO

FERNÃO LOUREIRO É ELEITO O MAIOR GES-

TOR DE VIAGENS CORPORATIVAS DO BRASIL

ENXERGAR A ÁREA DE TURISMO COMO UM NEGÓCIO E

NÃO SOMENTE UMA ATIVIDADE SOCIAL É PRIMORDIAL

PARA QUEM DESEJA EMPREENDER NO SEGMENTO.

Em agosto do ano passado (2018), fizemos uma matéria

com Fernão Loureiro, profissional renomado do turismo,

na ocasião ele acumulava alguns prêmios como

ter sido eleito um dos 75 profissionais de turismo mais

influentes do Brasil pelo Panrotas em 2017, premiado

em Boston (EUA) pela Global Business Travel Association

(GBTA) com o The Business Travel Service Awards e

pelo Instituto Prêmio Caio como Personalidade do ano

(2017) na categoria clientes. Agora Fernão acaba de ser

eleito, o melhor GESTOR DE VIAGENS CORPORATIVAS do

país. Empreendedor, blogueiro, professor e profissional

engajado com as associações e grupos de trabalho da

indústria de Viagens e Turismo, Fernão enxerga o toda a

cadeira produtiva, isso o diferencia no mercado.

“O Melhores do Turismo Panrotas Elo é escolhido por

128 jurados de renome do mercado. Não há qualquer

votação por parte de funcionários da PANROTAS. São

fornecedores votando em quem os vende”, explica o

editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade. Vendas,

relacionamento, potencial futuro, capilaridade, qualidade

da venda e facilidade nos processos são itens levados

em conta pelos jurados. Nem todos os itens eram obrigatórios

(há jurados focados em lazer, por exemplo), e

cada categoria podia ter um máximo de dois nomes.

“Reconhecer profissionais e empresas está alinhado

com nossa missão de contar boas histórias do Turismo,

e essas três premiações se completam e dão um

bom panorama de como o mercado caminha. Vamos de

quem está na ponta, em contato direto com o cliente,

até quem decide os rumos da indústria. O objetivo não

é criar polêmica ou rankings, e sim reconhecer o maior

número de profissionais”, continua Andrade. Como empreendedor

nato, atualmente está na Philips América

Latina como Strategic Travel & Events Manager, através

de uma consultoria, é responsável pela operação de Viagens

Corporativas em nove países, trabalha com uma

série de ferramentas globais.

Em paralelo, atua em diversos projetos no mercado –

é palestrante em diversos eventos, criou em sociedade

um Workshop itinerante de qualificação de profissionais

que já passou por 7 cidades, é blogueiro, escreve para

uma revista na Espanha, professor-visitante do SENAC,

ex-Presidente de uma associação internacional de gestão

de viagens e Fundador da Loureiro Consultores, tornando-o

uma referência no mercado brasileiro.

Loureiro vê oportunidade de negócios em todo o sistema

de turismo (Lazer, Eventos e Negócios), e com base

nisso criou uma Conferência Nacional de Gestores de

Viagens que não existia no Brasil através da HSMAI

(Hospitality Sales & Marketing Association International)

- este segmento movimenta mais de 35 bilhões de reais

por ano.


42

PRODUTIVIDADE

VOCÊ PODE TER CLIENTES NO

MUNDO TODO SEM SAIR DE CASA

Se você é um empreendedor ou empreendedora já deve

ter ouvido, alguma vez na vida, a frase:

“ISSO AÍ, NO BRASIL, NÃO TEM FUTURO”

Artistas são os que mais escutam, sei disso porque ouvi

muito e tenho muitos alunos que escutam quase que

diariamente no início das carreiras. Ok, o ponto aqui não

é discutir se é ou não é possível empreender no Brasil e

sim mostrar as possibilidades que existem fora do país.

Calma aí, Ivan! Se tá difícil aqui, imagina se eu for morar

fora… Relaxa, eu estou falando em trabalhar no exterior,

sem sair de casa ;)

Como ilustrador eu já tive oportunidade de trabalhar

para projetos de várias partes do mundo, dos Estados

Unidos até a Letônia, passando pela Espanha, Austrália,

Portugal, etc, etc, etc..

Durantes 4 anos, trabalhei pra uma empresa de games

da Holanda e nunca fui pra Holanda. Estou te dando

meus exemplos pra mostrar que, com a internet, você

pode trabalhar para empresas do outro lado do mundo

como se ela estivesse no seu bairro. Você só precisa de

3 coisas importantes que eu vou listar aqui a partir de

agora.

COMPETÊNCIA

Para fazer qualquer coisa na vida você precisa desenvolver

as competências necessárias pra te levar até o seu

objetivo. No nosso caso, competências são as habilidades

que você precisa ter para conseguir trabalhar clientes

de fora do Brasil. Faça um checklist de tudo o que

você sabe e o que precisa aprender para não fazer feio

com os gringos. Idioma, forma de pagamento, forma de

entrega, conhecimento do mercado, conhecimento da

empresa/cliente… O ideal é dominar tudo o que for necessário

para entregar um resultado tão bom ou melhor

que os profissionais locais.

FERRAMENTAS

Tão importante quanto ter as habilidades necessárias é

ter ferramentas que facilitem o processo. Existem sites

como Upwork que funcionam como uma ponte entre

clientes e prestadores de serviço, organizando o contato,

a negociação e até as horas trabalhadas em cada

projeto. O Skype para reuniões e bate-papos durante a

produção ou plataformas como o Slack e Trello, são fundamentais

pra comunicação e organização dos projetos.

Além de te ajudarem no quesito, produtividade, essas

ferramentas mostram profissionalismo e te dão mais

credibilidade junto aos clientes.

CORAGEM

Na boa, competências e ferramentas são até fáceis de

ter, mas coragem não se aprende na escola e é um dos

fatores fundamentais pra ter sucesso com clientes do

exterior. Algumas pessoas não conseguem por não se

acharem prontos para “atravessar a fronteira” e ficam

esperando o momento certo chegar. Mas a verdade é

que nunca estamos prontos o suficiente e o “momento

certo” nunca vai chegar. É por isso que você precisa

de coragem. Não domina o inglês? Use o tradutor. Não

sabe por onde começar? Converse com quem já passou

por isso…

Felizmente, hoje é possível ser um produtor musical de

fado (música típica portuguesa) morando no litoral da

Paraíba ou ser um grande desenhista de mangá e trabalhar

pra uma editora do Japão morando no interior

do Paraná.

“Você só precisa ser apaixonado pelo

que faz, estar sempre disposto a

aprender e se divertir no processo”

If you can dream it, you can do it ;)

Ivan Querino

Ilustrador e professor.

Fundador do portal

eudesenho.com


43

PRODUTIVIDADE

COMO UMA IMERSÃO DE NEGÓCIOS

PODE AUMENTAR SUA PERFORMANCE

EMPRESARIAL

Da redação

As imersões de negócios vêm crescendo no Brasil, realizar

uma imersão ajuda o empreendedor a entender o

que as empresas mais bem-conceituadas do País fazem

para conseguir alcançar seus resultados. Ter acesso a

essas informações ajuda a ganhar tempo e muitas vezes

repensar algumas estratégias, melhorando assim os resultados

internos.

Algumas horas de convívio em um local que propicie

a realização de atividades visando integração entre os

participantes e empresa em geral, além de ser possível

incluir, também, treinamentos e palestras que irão desenvolver

e capacitar os participantes da imersão.

No último dia 07 de abril, A Magia do Mundo dos Negócios,

empresa que é um portal especializado em negócios

e empreendedorismo, que tem como principal objetivo

oferecer conteúdo relevante sobre esse assunto.

Participantes de diversos Estados do Brasil puderam visitar

grandes empresas e vivenciar as melhores práticas

de negócios de cada uma delas.

Se você quer fazer parte de uma imersão da Magia, a

próxima turma está aberta e acontecerá em junho. Entre

em contato com A Magia do Mundo dos Negócios e

não perca a chance de aumentar sua performance empresarial.


44

DESIGN E INOVAÇÃO

DESIGN DA EMOÇÃO

A EMPATIA NO MUNDO DOS NEGÓCIOS

O objetivo é ampliar o significado do design e do marketing

a partir da compreensão dos mecanismos de funcionamento

da mente, entendendo em profundidade os

motivadores e seus elementos de valor para as decisões

de consumo a partir de aspectos cognitivos conscientes

e influências inconscientes associadas aos sentidos e às

emoções resultantes dos mesmos.

Organizações devem interagir e conhecer a jornada de

um usuário e seus momentos e situações na relação

com serviço e produto, mais a metodologia de consumo

e investigação do neuromarketing e sua aplicabilidade

nas relações com os consumidores.

Marcas devem promover um maior entendimento das

respostas do cérebro humano aos estímulos de nossa

sociedade, notadamente aqueles emanados pelas ações

mercadológicas, de forma a gerar uma compreensão

mais profunda dos hábitos e comportamentos dos indivíduos,

possibilitando a criação de produtos e serviços,

bem como sua divulgação, da forma mais adequada às

expectativas e necessidades dos clientes. O consumidor

contemporâneo está mais ATIVO e mais consciente das

estratégias publicitárias das empresas e com mais disposição

para questionar suas práticas, está valorizando

mais o propósito de uma empresa e os aspectos simbólicos

compatíveis aos entregáveis de um produto ou

serviço, e ainda, que tenha significado relevante e percebido

por ele.

Hoje o consumidor não é um SUJEITO PASSIVO, ele faz

parte de uma sociedade caracterizada por DESAFIOS

CULTURAIS, SOCIAIS, ECONÔMICOS, POLÍTICOS E AM-

BIENTAIS. O consumidor é ator e autor de suas próprias

escolhas de consumo. A ideia central é que o consumidor

de hoje é uma espécie de empresa criativa e cada

vez mais o mercado deverá preparar-se a esse consumidor.

“consumidores são seres mutantes em

um mundo em mutação” - MORACE, Francesco.

O consumidor quer soluções resolvidas aos seus problemas,

as suas necessidades e a satisfação de seus

anseios, buscando satisfação pelos elementos de valores

funcionais, emocionas e até espirituais nas marcas,

produtos e serviços que elegem como os de sua preferência.

Essa preferência acontece quando os elementos

de valor são relevantes e percebidos atendendo aos 4

tipos de necessidades (veja o gráfico) “quanto mais elementos

são fornecidos, maior a lealdade dos clientes e

maior o crescimento sustentado da recita da empresa.”

PIRÂMIDE DOS ELEMENTOS DE VALOR

Pode ser difícil definir o que um cliente valoriza em

um produto ou serviço. Nessa pirâmide estão os 30

“elementos de valor” que satisfazem quatro necessidades

principais: funcional, emocional, mudança de vida

(transformação) e impacto social.

FONTE: Revista Harvard Business Review Brasil.

Os líderes devem reconhecer

sua capacidade de estimularem

o crescimento desses

elementos e priorizá-los.

Em geral, quanto mais

elementos são fornecidos,

maior a lealdade

dos clientes e maior

o crescimento sustentado

da receita

da empresa.


45

Diante das mudanças e transformações que vivemos,

será que construir negócios sem significado e entendimento

do que entregamos gera valor a sua marca,

produto ou serviço? Qual o perigo de criar algo sem

propósito?

A busca de gerar proposta de valor sem significado não

nos leva a uma posição de destaque perante ao novo

consumidor e a nova era que chamamos de modernidade

líquida, que é permeada por sensações difusas:

• VAZIO EXISTENCIAL;

• INQUIETAÇÃO;

• ANGÚSTIA EM RELAÇÃO AO FUTURO.

Modernidade líquida é a época atual em que vivemos, é

infinitamente mais dinâmica que a modernidade sólida

que suplantou. É o conjunto de relações e instituições,

além de sua lógica de operações, que se impõe e que

dão base para a contemporaneidade.

É uma época de liquidez, de fluidez, de volatilidade, de

incerteza e insegurança. É nesta época que toda a fixidez

e todos os referenciais morais da época anterior

(modernidade sólida), são retiradas de palco para dar

espaço à lógica do agora, do consumo, do gozo e da artificialidade.

A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças

em todos os aspectos da vida humana. Zygmunt

Bauman esclarece como se deu essa transição e auxilia

a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados

para descrever a experiência individual humana e sua

história conjunta. Bauman, Zygmunt. Modernidade Líquida.

São Paulo: Zahar, 2001.

Portanto, nosso desafio é antecipar a identificação dos

códigos racionais e emocionais e seus valores que ainda

não foram nomeados ou percebidos pelo consumidor.

Você já parou para pensar, sobre o que torna seu negócio

valioso não é o que você vende, mas sim sua a

habilidade de resolver problemas complexos ou suprir

uma necessidade.

Colocando as pessoas no centro das decisões, as organizações

se posicionam a de fato ter o propósito de

impactar vidas. Proporcionar conceitos e ferramentas

de como a organização interage e se posiciona frente

ao mundo cheio de dilemas, complexo, volátil, incerto

e ambíguo.

A reputação das marcas e da sua organização é um dos

mais importantes aspectos INTANGIVEIS de hoje, na

PERCEPÇÃO DO CONSUMIDOR. E assim devemos construir

uma organização:

DESIGN E INOVAÇÃO

• objetivo: ser protagonista de um mundo melhor

• forças: tecnologia de uma nova era

• mercado: consumidor com coração, mente e

espírito

• conceito chave: valores, propósito e essência

• função da área de marketing:

missão, visão e valores

• função da organização: PTM

(Propósito Transformador Massivo)

• função do design: estabelecer a relação

de empatia dos negócios com o usuário

• proposição de valor: funcional,

emocional e espiritual

• interação com consumidores:

colaborações muitos-para-muitos

Marcos Batista Apresentador Inova360 da Record

News, Palestrante, Professor, Consultor e Empreendedor

Inovação | Design | Empreendedorismo | Startup


46

CASE DE SUCESSO

DE COLABORADOR A SÓCIO DA EMPRESA

UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO NO RAMO

FARMACÊUTICO.

Daniel Medeiros Junior, sócio da Farmadelivery, está na

empresa desde 1999, ingressou na unidade como estoquista,

após dois anos foi promovido para auxiliar de

farmácia, chegando a líder de loja. Daniel com seu perfil

empreendedor sempre trabalhou com muita determinação

e aceitou todos os desafios que lhe eram impostos.

Ao se tornar gerente de loja, Daniel teve a oportunidade

de entrar na sociedade da farmácia que passava

por um grande desafio financeiro.

A família foi contra, Daniel era muito jovem, apenas 21

anos, mesmo assim ele identificou a oportunidade de

fazer parte de uma empresa que ele tinha certeza do

crescimento. Aceitou o desafio e passou a fazer parte da

Farmadelivery como sócio.

Com perfil arrojado, começou a fazer parte de uma so-

Daniel antes de ser sócio da empresa em 2002.

ciedade que estava prestes a falir. Ele e mais dois sócios

da Farmadelivey, abriram mão de bens que possuíam

e começaram a renegociar as dívidas, em pouco tempo,

os sócios conseguiram posicionar a empresa e com

parceiras de grandes laboratórios e representantes de

medicamentos, conseguiram criar uma estratégia comercial

e com muito esforço de vendas liquidaram as

dívidas. Em 2007 a farmácia inovou e colocou o e-commerce

como ferramenta de vendas, isso fez com que a

Famadelivery ganhasse corpo nacional.

Atualmente Daniel é responsável pela Diretoria financeira

da Farmadelivery, a empresa vem crescendo e já

conta com cento e vinte colaboradores.

SOBRE A FARMADELIVEY

Fundada em 1990 a Farmadelivery se orgulha de ter

iniciado suas atividades na região do ABC Paulista.

Da fundação até meados de 2006 atuou como os

demais players do varejo farmacêutico, se diferenciando

apenas com alguma agressividade de ofertas,

porém somente regional. A partir de outubro de

2006, quando dois novos diretores ingressaram na

sociedade, teve como direcionamento atuar na contramão

do mercado com foco em medicamentos de

marca e com o início das vendas online começou sua

trajetória de crescimento mais expressiva, mesmo

enfrentando três grandes crises econômicas no período

entre 2008 e 2018, driblou as dificuldades criando

oportunidades, atingindo um patamar de faturamento

vinte cinco vezes superior. A empresa possui

uma unidade varejista na cidade de Santo André/

SP, loja física e também possui seu centro logístico

em Vitória/ES que atende projetos especiais onde a

farmadelivery atua como atacadista. O e-commerce

atende mais de 5 mil cidades brasileiras e também o

Japão, onde os brasileiros que residem naquele país

podem comprar seus remédios de uso habitual aqui

no Brasil através através da loja virtual japan.farmadelivery.com.br

pagando em moeda local (yene) e

recebendo o medicamento via correios.


47

ALÉSSIA SALUARA UMA

MULHER DE MUITA ENERGIA

Nascida em Belo Jardim, PE, Aléssia Saluara sempre foi

uma criança muito criativa e comunicativa, participava

de tudo na escola. De uma família simples, é a primeira

pessoa de toda a família a se formar no ensino superior.

Aos sete anos de idade e morando na cidade de Petrolina,

PE, Aléssia escutava de seus parentes mais próximos

que não teria um futuro prospero em função do seu jeito

expansivo de ser. Aléssia foi dançarina de uma bande

de pagode e isso incomodava a família.

Aléssia Saluara é uma mulher de muita energia e carisma.

Ganhou o apelido de ITAIPU a maior geradora de

energia do mundo, Aléssia acredita que o sucesso vem

quando as pessoas amam o que fazem e quando tratam

as outras pessoas da mesma forma que gostariam de

ser tratadas.

CASE DE SUCESSO

Decidida a ser orgulho para seus pais, Aléssia se inscreveu

para estudar publicidade e propaganda na cidade

de Caruaru. Ela mudou seu destino, se destacou nos estudos

e conseguiu ser assistente de marketing na afiliada

da Rede Globo de Caruaru, ali Aléssia entendeu que

ela era a única responsável pelo seu futuro no mercado

de trabalho.

Ao concluir o ensino superior, Aléssia foi estudar em

Fortaleza, e após concluir sua Pós-Graduação tornou-

-se gerente de marketing de um grande grupo de distribuição

do Ceará.

Com uma expertise em marketing, Aléssia se destacou

e ao retornar para Petrolina executou vários trabalhos

de reposicionamento de marcas, com isso foi

convidada a gerenciar o departamento de marketing

de um sistema de rádio e tv também afiliado

da Rede Globo, o Sistema Grande Rio

de Comunicação. Aléssia reposicionou

todas as emissoras de rádio do grupo,

além de trazer uma nova roupagem na

comunicação interna e com os ouvintes

através de promoções e grandes

projetos.

As campanhas lançadas por Aléssia,

davam a chance de palestrar para

desenvolver o hábito de se comunicar

com o público, isso trouxe a ela

uma habilidade que a ajuda a palestrar

por todo o Brasil falando sobre

motivação e personal branding de

forma criativa e estratégica.

Atualmente Aléssia é dona de uma

agência de publicidade, ela organiza

eventos e tem acesso a grandes palestrantes

do país, como Rick Chesther,

Bráulio Bessa e Rodrigo Solano.

Aléssia é uma estudiosa de personal

branding e inteligência emocional, ela

viaja pelo mundo para aprender mais

sobre os assuntos. Já conheceu os Estados

Unidos, México, Inglaterra e Espanha onde estudou

com afinco sobre os conteúdos mais

relevantes em sua área de atuação.


48


49

A obra reflete com precisão a experiência

adquirida por Oséias Gomes ao longo de

30 anos de atuação e o sucesso das suas

iniciativas

“GESTÃO FÁCIL”

A RECEITA SECRETA PARA QUE VOCÊ

CONSIGA GERAR FACILIDADES

DICA DE LEITURA

‘’Desejo a você algo que qualquer ser humano

deveria ter por direito: toda a liberdade

do mundo. Não é possível que você

precise trocar o maior valor de todos, a

vida, pela prosperidade”. A frase é do livro

Gestão Fácil, escrito por Oséias Gomes,

fundador da Odonto Excellence, a maior

franquia odontológica do mundo, e revela

o espírito da publicação lançada em ço, pela Editora Gente.

Best seller na pré-venda da Amazon, a obra

reflete com precisão a experiência adquirida

pelo empresário ao longo de 30 anos

de atuação e o sucesso das suas iniciativas,

após ter superado os mais diversos desafios

que podem ocorrer na carreira de um

margestor.

Atualmente, Oséias Gomes possui mais

de 650 unidades espalhadas pelo Brasil e

exterior (Angola, Portugal e Paraguai), com

faturamento de mais de R$ 300 milhões,

e se consolida como uma autoridade na

área, sendo reconhecido por abrir uma

nova franquia a cada 72h.

Gestão fácil, portanto, traz receitas secretas

para que outros empresários consigam

gerar facilidades, montar equipes de sucesso

e multiplicar empresas. Mas vai além:

mostra como fazê-lo com genialidade, leveza

e sem abrir mão de outros aspectos da

vida. Nas palavras do autor “como encontrar

a solução para ser um empresário que

dorme, e muito bem”.

Ao longo dos capítulos, o livro transita por temas como

inovação, gestão fácil e eficiente, crescimento cial, estratégias para colher frutos da gestão, entre ou-

exponentros.

São informações que Oséias Gomes gostaria de ter

recebido para que crescesse mais rápido e minimizasse

a possibilidade de cometer erros.

Para lidar de maneira rápida e eficaz com os cenários da

atualidade, é fundamental que os líderes empresariais

se comprometam a investir no seu preparo, o que faz

de Gestão fácil um livro relevante e pertinente a todos

que desejam aprender com o “faça o que eu faço” e não

“faça o que eu digo”.

PERFIL: Oséias Gomes é graduado em Administração

de Empresas pela Faccrei e possui uma vasta

e sólida carreira na área de Administração e Negócios.

Empresário e gestor, é presidente e fundador

da Odonto Excellence Franchising e consultor empresarial.

Começou a trabalhar aos 7 anos de idade,

carpindo roça com os pais. Aos 15 anos, virou empacotador

de mercado e, aos 17 anos, office-boy no

Banco Bamerindus, onde, após 3 anos, se tornou gerente

de negócios. Juntou suas economias e saiu do

banco para abrir a própria empresa de consultoria.

Apaixonou-se pela área de odontologia e, com a ajudar

de um amigo, montou sua primeira clínica que,

apenas nove anos depois, se tornou a maior franquia

odontológica do Brasil.


54

COMPORTAMENTO

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