edição de 22 de abril de 2019

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DIGITAL

Google mostra Casa Conectada e

avalia oportunidades para marcas

Fabio Coelho, presidente da empresa, comenta as novidades do lar

inteligente e defende anunciantes que promovam o fim da “fricção”

LEONARDO ARAUJO

k, Google. Quando o Flamengo

joga?”, pergunta

“O

Fabio Coelho, presidente da

gigante da tecnologia no Brasil,

a uma caixa de som da JBL,

enquanto recebe a equipe do

PROPMARK na Casa Conectada,

local que, segundo a própria

empresa, é a prova de que

o brasileiro já pode ter um lar

inteligente que “conversa” em

português com aparelhos de

áudio, vídeo e iluminação, entre

muitos outros.

Durante o evento, uma pequena

tour mostrou do que a

tecnologia é capaz. Na sala de

estar, por exemplo, após um

“Ok, Google”, é possível pedir

ao assistente que ele apague as

luzes para que o morador inicie

uma meditação, ou que rode

um vídeo do YouTube da TV.

Até o aspirador pode ser controlado

pela novidade.

Mas a Casa Conectada significa

muito mais do que uma

série de aparelhos que respondem

a um comando de voz. Ela

demonstra uma vontade do

consumidor: a de que empresas

facilitem sua jornada.

“As marcas que vão ter presença

e relevância na vida das

pessoas são aquelas que conseguirem

tirar a fricção”, diz o

executivo. Aliás, uma das principais

novidades apresentadas

são as marcas que já possuem

integração com o assistente virtual

da gigante de tecnologia.

Além da já citada JBL, Sony e

TCL também são parceiras, com

as Android TVs; além de Philips,

com sua lâmpada Hue; iRobot,

com seu aspirador de pó Roomba

890; e D-Link, com sua câmera

DCS‐8000LH. Em breve,

televisores da LG e da Samsung

também terão integração.

Na casa, tudo funciona com

o “cérebro” do Google Assistente

e tudo é feito para gerar conveniência

ao morador. Para o

executivo, as marcas precisam

criar experiências “agradáveis

Fabio Coelho no jardim da Casa Conectada; marcas como JBL e Sony apostam na integração

“essa mudança

do consumidor

formando um

hábito novo

de consumo [...]

também ocorre

para as marcas

DO MERCADO

PUBLICITÁRIO”

Divulgação

e desejáveis” para as pessoas.

Segundo o presidente, a jornada

digital das empresas “não

começa e termina”. “O nosso

convite para as marcas se conectarem

é para que elas gerem

essa melhor experiência externa

e aprendam como elas podem

utilizar o Google de uma

maneira melhor, para gerar

maior eficiência e experiência”,

afirma.

Perguntado se a Casa Conectada

vai virar uma realidade

para todo o Brasil, Coelho ressalta

que o país é o terceiro no

mercado mundial em uso de

Google Assistente. “Até porque

mais de 90% dos telefones são

Android e a assistência já está

embutida. O que está neste momento

em processo de formação

é o hábito de uso. E ele vai

ser rápido”, afirma.

Obviamente, as mudanças

nos hábitos alteram todo o marketing.

Afinal, se a conexão e

os assistentes de voz se tornarem

mais populares, nada impede

que propagandas sejam

inseridas no meio da ajuda. Já

imaginou pedir uma cerveja e o

assistente oferecer um churrasco

para complementar? “O que

a gente percebe é que essa mudança

do consumidor formando

um hábito novo de consumo,

com exigências novas, com

expectativas novas, ela também

ocorre para as marcas do mercado

publicitário. Então, a gente

está ajudando os profissionais

de agências a entender como

eles podem potencializar a capacidade

criativa”, comenta.

Coelho não nega que a TV

tem um papel “importantíssimo”

para parte da audiência

brasileira. “Mas tem outros

grupos que assistem pouca ou

não assistem. A gente acredita

que as marcas têm uma experiência

completa quando elas

entendem todos os meios e entendem

com quem elas falam

em cada meio”, finaliza.

16 22 de abril de 2019 - jornal propmark

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