edição de 22 de abril de 2019

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Encontro de Mídias incentiva busca

por novos caminhos para segmento

Organizado por Claudio Venancio, evento foi realizado em São Paulo

na semana passada e também premiou grandes profissionais da área

leonardo araujo

Claudio Venancio promoveu

na última semana a oitava

edição do Encontro de Mídias.

A novidade deste ano ficou por

conta de cinco painéis ocorridos

durante a cerimônia. Os

debates reuniram nomes de

agências, anunciantes e veículos.

Além disso, houve também

a premiação que celebrou

profissionais do setor. “O que

nós precisamos é fazer com

que discussões tragam para a

indústria da propaganda caminhos

mais diferenciados, mais

inovadores, que possam promover

segurança não só para as

agências de propaganda, mas,

principalmente, para os anunciantes”,

analisa Venancio.

“O profissional de mídia precisa

ter uma mente mais aberta,

muito mais focada, ele tem de

ser multifacetado. O profissional

de mídia não é um profissional

de mídia. A gente usa um

chapéu de mídia, mas a gente

precisa saber sobre mercado,

comunicação, consumidores,

tudo que está ao redor da figura

que é o mídia”, avalia o organizador

do Encontro de Mídias.

PAINÉIS E PREMIAÇÃO

O primeiro debate falou sobre

o desafio de comunicar

para os millennials. Moderado

por José Reinaldo Gomes,

consultor da Casa dos Meios, a

discussão começou com uma

polêmica: por que as agências

ainda possuem “horas ininterruptas”

de trabalho? Giovanna

Venturelli, VP de mídia da JWT,

comentou que o momento atual

exige “tudo pra ontem”. “E

começa para todos os lados,

agências, anunciantes, veículos,

então a gente precisa fazer

tudo muito rápido. Nenhum de

nós nessa tríade entrega nosso

melhor porque não temos tempo”,

diz. Para Guilherme Cavalcante,

head de mídia e data na

GUT, o modelo de negócios das

agências reflete isso. Se antes

David Chalub Martins, Adriana Favaro, Ênio Vegeiro, Aline Souza e Eduardo Bicudo falaram sobre a eficiência de mídia e dados

mais pessoas participavam dos

processos, agora ocorre o contrário.

“Isso vem mudando e se

achatando e não achamos ainda

a fórmula certa para melhorar a

qualidade de vida da gente”,

analisa. Segundo Thiago Rodrigues,

group director da BETC,

se adaptar ao digital é díficil,

pois demanda capacidades e ciclos

diferentes.

“Essa questão do imediatismo

que o digital traz, a questão

de você ter tudo real time,

faz, acertou, errou, faz de novo,

até do lado do cliente esse imediatismo

fica muito recíproco.

Essa cobrança é constante e daí

entra nesse looping eterno”,

analisa Gabriel Roveri, diretor

de mídia da Talent Marcel.

Rachid Antun, diretor de

mídia da Wieden+Kennedy foi

mais enfático e culpou o modelo

de prospecção do mercado.

Ele alertou que há clientes

anunciantes que “até abrem

concorrência remunerada”

“O que nós

precisamos é

fazer com que

discussões tragam

para a indústria

da propaganda

caminhos mais

diferenciados,

mais inovadores”

Alê Oliveira

para beneficiar os trabalhos das

agências, mas isso não é regra.

Na sequência, o painel Renowneds

trouxe nomes de destaque

no mercado. Moderado

por David Chalub Martins, gerente-executivo

de mercado do

Grupo RBS, a discussão enveredou

para o tema dos dados. “É

nítido que o mercado mudou

e coloca questões muito mais

difíceis de alcançar. Os anunciantes

estão muito mais cientes

das ferramentas”, explicou

o mediador na abertura.

Adriana Favaro, diretora do

Kantar Ibope Media, afirma que

o grande desafio é conseguir

acompanhar esse ecossistema

da comunicação. Para ela, vivemos

“a era dos dados e algoritmos”.

Tal era, nas palavras

de Eduardo Bicudo, latam managing

director da Accenture

Interactive, deve aliar a eficiência

da compra de mídia aos

negócios.

Para Aline Souza, neuros-

38 22 de abril de 2019 - jornal propmark

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