Jornal das Oficinas 162

apcomunicacao

jornaldasoficinas.com

Jornal independente

da manutenção e reparação

de veículos ligeiros e pesados

162

Maio 2019

Periodicidade | Mensal

ANO XIV | 3 euros

Diretor | João Vieira

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GESTÃO INFORMÁTICA NA OFICINA

Revolução digital

Revolução digitalPág. 4

AF-anuncioPLR-130x115mm cc.pdf 1 18/10/18 14:41

ATUALIDADE Pág. 12

As oficinas desperdiçam cerca de 20%

da energia. Hugo Martins, da Axpo, explica

como tornar as empresas mais eficientes

TECNOLOGIA Pág. 20

A “hibridização” de 48 Volt tornou-se num

dos sistemas mais comuns nos automóveis

ENTREVISTA Pág. 22

Fernando López, novo CEO da GiPA, tem

Y

a missão de levar o negócio internacional

do grupo a um nível superior. Saiba como CM

C

M

MÁQUINA DO TEMPO Pág. 30

Em 2019, a Motormáquina faz 60 anos. Um

exemplo de longevidade contada na primeira

pessoa por Vítor Santos e Renato Santos

TÉCNICA Pág. 86

Tonalidade da pintura e brilho final do

verniz são cartões de visita da reparação

ENSAIO Pág. 90

Atrevido, sensual, elegante, emocional.

O Peugeot 508 é tudo isto. E muito mais

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3.ª EDIÇÃO

veja mais em plateautv.pt

3

Transformação digital: Evolução ou Revolução?

OS DESAFIOS DA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

3 A 5

DE MAIO

COMO GERAR UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL

VISITE-NOS

4

5

Os

Qual o futuro dos distribuidores de peças?

TENDÊNCIAS DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS EM PORTUGAL

motores Diesel vão acabar ou são cada vez mais uma aposta interessante?

CRISE NO DIESEL

Patrocinadores 2019


FOLHA DE SERVIÇO

EDITORIAL

3

3ª EDIÇÃO

Inscreva-se e ganhe prémios

As inscrições para o concurso Challenge Oficinas

2019 ainda decorrem e basta preencher o boletim

de inscrição, em www.challengeoficinas.pt,

para ganhar prémios oferecidos pelos patrocinadores.

Aproveite a oportunidade de participar num concurso

desafiante que vai pôr à prova os conhecimentos de

toda a equipa que trabalha na sua oficina. Isto para

além de poder partilhar conhecimentos e experiências

com outras oficinas e de ganhar novas competências

e uma visão estratégica diferente sobre os modelos de

gestão oficinal que, atualmente, existem no mercado.

Com a realização desta iniciativa, pretendemos fomentar

entre as oficinas um espírito competitivo são,

o trabalho de equipa e a sua criatividade, através da

DIRETOR João Vieira – joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO Bruno Castanheira – bruno.castanheira@apcomunicacao.com REDAÇÃO Jorge Flores – jorge.flores@apcomunicacao.com | Joana Calado – joana.calado@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL Mário Carmo – mario.carmo@apcomunicacao.com | GESTOR DE CLIENTES Paulo Franco – paulo.franco@apcomunicacao.com

IMAGEM António Valente | MULTIMÉDIA Catarina Gomes | ARTE Hélio Falcão | SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE Mensal | ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

Impressão – Lisgráfica - Impressão e Artes

Gráficas, S.A. - Estrada Consiglieri Pedroso 90

2730 - 053 Barcarena Tel.: 214 345 400

Edição

AP COMUNICAÇÃO

N.º de Registo na ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

Propriedade/Editor João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. | Contribuinte 510447953 | Sede Bela Vista Office, Sala 2.29 – Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336

Cacém - Portugal GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W | Tel. +351 219 288 052/4 | Fax +351 219 288 053 | Email geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

realização de provas em diversas áreas relacionadas

com o pós-venda automóvel, nomeadamente gestão

oficinal, marketing, peças, receção e técnica.

Este é um concurso que vai permitir a cada oficina

tomar consciência daquilo que vale em termos de recursos

humanos e enquanto organização. No fundo,

consiste num processo de autoavaliação, ao mesmo

tempo que se trata de uma competição lúdica.

O concurso é aberto a todas as oficinas independentes

e de marca a operar em Portugal (continente e ilhas). As

inscrições ainda estão abertas durante o mês de maio.

Nos três meses seguintes, junho, julho e agosto, poderá

responder ao questionário que vai estar online no site

do concurso: www.challengeoficinas.pt. ✱

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Parceiro

em Espanha

João Vieira Diretor

Decisões

rentáveis

Dispor de uma estrutura organizada

na oficina não é uma tarefa impossível.

Independentemente do tipo

e da dimensão, o esforço exercido para

conseguir um espaço de trabalho estruturado

valerá a pena, pois a oficina irá

obter maior rentabilidade e eficiência.

Grande parte do êxito no momento de

implementar uma estrutura organizada,

depende da capacidade do responsável

da oficina em manter uma estreita comunicação

com cada membro da sua

equipa. Quando todos conhecem as suas

responsabilidades e o que é esperado

de cada um, a probabilidade de mal-

-entendidos é menor. Adotar processos

adequados que permitam minimizar

erros e reduzir tempos e consumo de

materiais, passa pelo controlo de cada

variável. Aqui, é imprescindível dispor

de um sistema de gestão informático

adequado.

Só conseguiremos estar preparados

para lidar de forma rápida e acertada

com aquilo que não funciona, medindo

e controlando o desempenho do conjunto

da empresa em cada momento e o

comportamento de cada área e de cada

profissional que faz parte da equipa. A

redução de ineficiências é primordial.

No artigo de destaque desta edição, dedicado

à gestão informática da oficina,

pode encontrar informações úteis que

o ajudam a organizar a oficina com as

ferramentas tecnológicas adequadas

para o efeito.

Para que a oficina seja mais eficiente,

é fundamental contar com as melhores

ferramentas digitais de gestão. Ferramentas

estas que permitam medir e

monitorizar todas as áreas do negócio.

Defina as melhores práticas de oficina e

as que melhor se adaptarem à sua empresa.

E permita que os profissionais da

sua equipa participem no plano de trabalho.

Meça e tome decisões rentáveis.

www.jornaldasoficinas.com

2019 I Maio


4

DESTAQUE

Gestão informática na oficina

Quem é que ainda se lembra de ir a uma oficina e trazer um orçamento numa

folha de papel? Esta é apenas uma memória do passado. Hoje, podemos pedir

um orçamento e obtê-lo através de um clique. Sem sairmos sequer do nosso sofá

Por: Joana Calado


5

www.jornaldasoficinas.com

2019 I Maio


6

DESTAQUE

Gestão informática na oficina

Num mundo onde tudo está mais digitalizado

do que nunca, até os veículos

onde nos deslocamos dispõem

formação digital das oficinas não é o

futuro, é o agora. É uma necessidade

atual e imediata”.

Chegámos ao futuro e cada vez mais

procuramos o “facilitismo” que a tecnologia

nos oferece. Principalmente,

enquanto profissionais, as oficinas não

são exceção. E é, aqui, que empresas

como a Alidata, a Guisoft, a Inforap,

a Infortrónica, a Solera/Audatex e

em que o cliente pede o orçamento

até que o veículo sai da oficina, é possível

digitalizar o processo. Quantos

de nós recebemos mensagens da

nossa oficina habitual indicando a

data de revisão do veículo? Seguramente,

muitos. E porquê? Pelos

diferentes tipos de software que

empresas especialistas oferecem.

Estruturas como a Alidata, a Gui-

Estes sistemas permitem ao profissional

criar uma relação com o

cliente, visto que disponibilizam a

informação necessária para oferecer

ao cliente o serviço certo, na altura

correta. “O próprio software faz sugestões

de operações, cria alertas e

permite que qualquer oficina consiga

receber uma viatura, identificar

serviços a efetuar e apresentar um

“A transformação digital das oficinas não é o futuro, é o agora.

É uma necessidade atual e imediata”, afirma Cristina Cardoso

de cada vez mais tecnologia. Por isso,

também as oficinas são “obrigadas” a

digitalizar-se. Hoje, enquanto consumidores,

queremos tudo à distância

de um clique. E a realidade é pródiga

em exemplos deste género.

Cada vez mais, as organizações caminham

para se tornarem numa Oficina

4.0, até porque, nas palavras de

Cristina Cardoso, da Alidata, “a transa

s4yb encontraram a sua vocação,

facilitando o trabalho das oficinas e

permitindo dar aos clientes uma nova

experiência de manutenção e reparação

do seu veículo.

DIGITALIZAR A EXPERIÊNCIA

As empresas de que falamos trazem

para as oficinas diversas soluções de

digitalização. A partir do momento

soft e a Inforap oferecem aos seus

clientes oficinais software de Receção

Ativa e Gestão de Oficinas, o que faz

com que o processo de receção do

veículo seja feito de forma mais ágil,

bastando colocar os dados do cliente

e podendo, de forma automática, aceder

ao histórico do veículo, uma vez

que dispõem de sistemas que “unem”

todas as áreas da oficina.

orçamento, com serviços ou material

já identificados, em minutos”, explica

Arlindo Gonçalves, da Guisoft.

Aloísio Cruz, da Inforap, indica que

“se as oficinas estiverem organizadas

e dispuserem de sistemas de gestão

que lhes permitam ter um controlo

eficiente, o dia a dia será, com certeza,

mais fácil, sendo o software de

gestão uma ferramenta que permite

Maio I 2019

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9

A aposta nesta área de funcionamento

das oficinas tem sido grande

por parte das empresas que desenvolvem

software. Até porque o próprio

cliente alvo das oficinas está a mudar.

Como afirma Luís Santos, “a nova geração

‘Y’, conhecidos por Millennials, são

os clientes alvo para as oficinas. Esta

geração está bem informada e é muito

importante as oficinas conquistarem

esta nova tipologia de clientes”.

Já Álvaro Oliveira, da Infortrónica,

sublinha que este conceito é mais

antigo do que alguns possam pensar,

uma vez que remonta a 2010.

“Quando as marcas distribuidoras

de conhecimento evoluíram as suas

plataformas para a ‘nuvem’. Foi um

processo de evolução linear, sem

‘dor’, levado a cabo pela permanente

evolução tecnológica dos veículos e

equipamentos, bem como pela crescente

necessidade de mais e melhor

informação e em tempo útil”.

As mudanças nas oficinas que aderem

a este conceito são significativas,

fáceis de identificar e, claro, trazem

benefícios para os profissionais. Cristina

Cardoso, da Alidata, específica:

“As tarefas são uniformizadas, o atendimento

é automatizado, o stock está

sempre atualizado, o cliente é atendido

de forma mais célere, o histórico

de interações está sempre disponível,

os prazos são mais respeitados, os

custos são mais controlados e otimizados.

Por isso, a Oficina 4.0 entrega

inúmeros benefícios”.

Aloísio Cruz, da Inforap, vai mais

longe: “Este conceito pressupõe a

digitalização (total) de processos,

tendo em conta a conectividade que

o automóvel trará no futuro. Vai desde

diagnósticos online, passando pelos

processos de reparação, que poderão

ser à distância, até todo o processo

administrativo e de relação e comunicação

com o cliente”.

“A base da Oficina 4.0 será a conectividade

e a relação com o cliente.

Conectividade dentro da oficina

entre os sistemas, bem como entre

o veículo e os seus sistemas. E com

o cliente, por via da comunicação

e da interação, através da própria

viatura e das suas necessidades de

serviço”, conclui Arlindo Gonçalves,

da Guisoft. ✱

Untitled-3.pdf 1 06/09/18 15:38

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2019 I Maio


10

EVENTO

PLATEAU TV

PROGRAMA 2019

VISITE O STAND DO JORNAL DAS

OFICINAS E ASSISTA AO PLATEAU

TV DURANTE A EXPOMECÂNICA

Dia 3 de maio de 2019 (sexta-feira)

11h00 – 12h00 | Mesa Redonda

Oradores

Cristina Cardoso (Alidata)

Paulo Tomás (Auto Diesel)

Miguel Franco (Stratio Automotive)

Pedro Barros (TIPS 4Y)

OS DESAFIOS DA EVOLUÇÃO

TECNOLÓGICA

Transformação digital: evolução ou

revolução?

Fórum de

conhecimento

Pelo terceiro ano consecutivo, o Jornal das Oficinas estará presente,

durante os três dias da expoMECÂNICA, com a iniciativa Plateau

TV, evento cuja recetividade e interesse por parte de visitantes e

expositores tem aumentado de edição para edição

Três. A conta que Deus fez. Este algarismo tem

grande importância simbólica. Não apenas

em termos religiosos e no domínio do conhecimento,

mas no que ao aftermarket nacional

diz respeito. Se não, vejamos. Pelo terceiro ano

consecutivo, o Jornal das Oficinas estará presente

na expoMECÂNICA com a iniciativa Plateau TV, feira

que durará precisamente... três dias. Para a edição

deste ano, os temas foram escolhidos tendo em

conta os assuntos que mais dúvidas suscitam e

interesse geram junto dos profissionais do setor,

nomeadamente na área da manutenção e reparação

automóvel.

Nos dias 3, 4 e 5 de maio, partilharemos com visitantes

e expositores as opiniões de especialistas

em áreas chave do pós-venda automóvel, desde a

reparação ao comércio de peças, passando pelas

novas tecnologias e repintura.

Este evento, que se realizará pelo terceiro ano

consecutivo, é visto como um importante fórum

de conhecimento relacionado com os temas mais

atuais do aftermarket em Portugal. O leque de

oradores que compõe os diversos painéis reflete

a importância atribuída a este evento, que é reconhecido

como um dos grandes acontecimentos

da expoMECÂNICA e é respeitado por tratar-se de

uma iniciativa ímpar no panorama do aftermarket

nacional. ✱

O aftermarket automóvel está cada vez mais

digital, com a conectividade a trazer novas

possibilidades: serviços de geolocalização,

integração multimodal ou seguros baseados

na utilização. Os automóveis evoluíram

da chapa e mecânica para a integração de

múltiplas tecnologias. São, hoje, quase

“computadores com rodas”, devido à integração

da telemática (combinação de informática e

telecomunicações para troca de informação)

com as novas tecnologias, criando novas

oportunidades de diálogo com o cliente e de

negócio para os intervenientes.

Os millennials são os novos clientes das

oficinas. Caracterizam-se por serem nativos

digitais, que utilizam múltiplos dispositivos

e canais. São mais exigentes e críticos,

dão mais valor ao seu tempo e valorizam a

personalização dos produtos e serviços que

escolhem. Para a oficina acompanhar o ritmo

das necessidades variáveis do consumidor

digital, será imprescindível ter uma cultura de

melhoria constante, bem como ferramentas ao

seu dispor.

A otimização de processos rumo à

interatividade e mobilidade implica maior

eficiência, produtividade e redução dos custos.

Ao ganhar eficiência na comunicação e nos

processos, é possível ampliar os serviços e

ganhar mercado. Tudo isto implicará uma

mudança de mind set.

Em direto no Facebook

Os encontros, Mesas Redondas e debates serão transmitidos em direto, via live streaming, na página de Facebook do Jornal das Oficinas, permitindo, deste modo, que todos possam ter acesso quer

ao conteúdo apresentado pelos oradores convidados quer à partilha de experiências neste fórum de conhecimento, mesmo não estando de visita ao salão. Operadores de câmara, técnicos de som

e jornalistas irão recolher opiniões de expositores e visitantes ao longo dos três dias da feira. Sem esquecer, claro, os patrocinadores, sem os quais esta iniciativa não teria a mesma credibilidade.

Maio I 2019

www.jornaldasoficinas.com


11

www.plateautv.pt

Dia 4 de maio de 2019 (sábado)

Dia 5 de maio de 2019 (domingo)

16h00 – 17h00 | Debate

11h00 – 12h00 | Encontro

16h00 – 17h00 | Mesa Redonda

11h00 – 12h00 | Debate

Oradores

Raquel Marinho (Bosch Car Service

Jorge Cancella de Abreu (Team-Up)

Dário Afonso (ACM)

Oradores

João Calha (Axalta Coating Systems)

Tiago Ribeiro (Audatex)

Ricardo Ferreira (Hertz)

Oradores

Ricardo Lima (Soulima)

Saulo Saco (Leirilis)

José Pires (KRAUTLI Portugal)

Pedro Moura (Humberpeças)

Oradores

Francisco Ferreira (Associação ZERO)

Mónica Gonçalves (LD Auto)

Diogo Bordalo (Servidiesel)

COMO GERAR UMA EXPERIÊNCIA

INESQUECÍVEL

Relacionamento das oficinas com

os clientes

REPINTURA AUTOMÓVEL:

MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO

Superar os limites da produtividade

TENDÊNCIAS DA DISTRIBUIÇÃO

DE PEÇAS EM PORTUGAL

Qual o futuro dos distribuidores de

peças?

CRISE NO DIESEL

Os motores Diesel vão acabar ou

são cada vez mais uma aposta

interessante?

Numa oficina, manter um relacionamento

próximo e personalizado com o cliente é

fundamental para o sucesso do negócio.

Contudo, o foco não deve estar apenas no

produto ou no serviço, mas em como a

organização dará resposta às necessidades de

quem a procura e como poderá corresponder

às expectativas do cliente. A boa gestão de

relacionamento com o consumidor requer, por

isso, o maior cuidado com o atendimento. Até

porque não existe uma segunda oportunidade

para criar uma primeira boa impressão.

A oficina deve saber mostrar ao cliente que se

importa com ele e que o seu serviço é o ideal

para suprir as suas necessidades. Por outro lado,

toda a empresa deve estar envolvida na cultura

de serviços. Só quando os colaboradores das

organizações perceberem que o foco principal

são as necessidades do cliente, será possível

gerar uma experiência inesquecível. É muito

importante conhecer o cliente e personalizar

o atendimento, sempre que possível. Há que

estabelecer as principais etapas no processo

de reparação e informar o cliente acerca das

mesmas. Partilhar a informação do cliente

entre os funcionários torna mais fácil responder

às necessidades. E é importante estabelecer

relações estáveis com o cliente a longo prazo.

A revolução tecnológica dos meios que

apoiam a atividade de repintura automóvel

foi enorme nos primeiros anos deste século.

As possibilidades que se introduziram, desde

a identificação da cor, da busca da fórmula de

cor até à disponibilização imediata dos gastos

de pintura, sincronizando com os sistemas de

gestão, fazem com que seja possível aplicar

na secção de pintura métodos modernos

e inovadores para esta área da reparação

automóvel.

Com os espectrofotómetros, é possível

comparar, ajustar, formular cores e mesmo

enviar valores numéricos que as representam

para que outros possam executar o mesmo

tipo de tarefas, sem estar perto dos objetos

coloridos que se mediram. A subjetividade,

que é algo que se associa à cor, passa a ser um

elemento secundário e quase desprezível.

Os programas evoluíram de tal forma que,

hoje, é possível seguir a viatura desde que

entra na oficina até ao momento em que é

entregue ao seu proprietário. A abertura da

folha de obra permite que os consumos de tinta

adstritos lhe sejam imputados e, no limite, que,

automaticamente, passem para o programa de

faturação.

A digitalização da secção de pintura já não é

um objetivo de longo prazo. É uma realidade

dos dias de hoje. E que está a auxiliar as

oficinas aderentes a ter melhor organização,

conduzindo a maiores produtividades e

rentabilidades.

A distribuição de peças está, também ela,

a atravessar profundas alterações. Fusões,

parcerias e aquisições são palavras que já

fazem parte do léxico do aftermarket. As

expectativas do cliente, que está em constante

evolução e é cada vez mais exigente, a par

com as inovações tecnológicas aceleradas e as

mudanças ao nível da competitividade, fazem

com que a distribuição de peças tenha de

reinventar-se. Ou, pelo menos, de adaptar-se

à mudança. Estas alterações vão reformular

a forma como os negócios são realizados e a

maneira como o valor é criado.

Nos últimos anos, o pós-venda automóvel

evidenciou um crescimento salutar e uma

rentabilidade saudável. É expectável que esta

tendência não só se mantenha como, melhor

ainda, venha a aumentar até 2030. A venda de

peças é realizada através de variadas formas,

incluindo peças originais e de qualidade

equivalente, pós-venda independente, oficinas

e uma panóplia de outros modelos de negócio

ou canais, como, por exemplo, o comércio

eletrónico.

Embora a maioria dos fornecedores do

aftermarket opere, hoje, no mercado

independente através do canal de equipamento

de origem e peças de substituição, é previsível

que a evolução seja caracterizada por uma

mudança rumo a parcerias e modelos de

distribuição direta. A concentração do negócio

de venda de peças em mega distribuidores é

uma tendência que vai inevitavelmente chegar

ao nosso mercado.

Os motores de combustão ainda estão para

lavar e durar. Mas terá a gasolina mais futuro

do que o Diesel? A avaliar pelos últimos

acontecimentos, onde se inclui o anúncio do

abandono dos motores a gasóleo por parte

de alguns construtores de automóveis, parece

que o Diesel vive, de facto, um período de

grande indefinição, não obstante os contínuos

investimentos nesta tipologia de propulsores

feitos por diversos fabricantes de sistemas e

componentes.

O escândalo da Volkswagen relacionado com

a manipulação das emissões poluentes, a

alteração da legislação para medição dos gases

de escape e as restrições de acesso de veículos

a gasóleo a algumas cidades, desencadearam

muitas preocupações acerca do futuro do

Diesel, representando este, atualmente, mais

de metade das matrículas de veículos ligeiros

de passageiros e comerciais na Europa. No

segmento de frotas, então, essa proporção

atinge os dois terços.

Na maioria dos casos, o Diesel é a opção mais

válida para os condutores que fazem muitos

quilómetros. E continuará a ser assim durante

vários anos, a partir da perspetiva do custo

total de propriedade baseada na duração real

prevista, no consumo real e, em especial, na

quilometragem anual. Embora a reputação

do Diesel se tenha deteriorado junto do

consumidor, grande parte da “fuga para a

gasolina”, particularmente nos segmentos mais

baixos, deve-se ao desaparecimento de uma

oferta Diesel mais barata.

PATROCÍNIOS

www.jornaldasoficinas.com

2019 I Maio


13

O

desperdício de energia tem

uma consequência direta na

saúde financeira das oficinas.

Mas muitas empresas ainda continuam

a descurar esta importante questão no

exercício da sua atividade. “A energia

é um encargo bastante significativo

nas oficinas, sendo importante a sua

redução. A utilização não racional da

energia e a não implementação de

medidas de eficiência energética, levam

a que a energia seja desperdiçada

e não haja uma otimização da mesma”,

avança Hugo Martins, responsável da

Axpo, empresa que atua no âmbito

da energia e eficiência energética e

que, em 2015, começou a dedicar-se

ao mercado oficinal português (ver

caixa, nestas páginas). “Cerca de 20%

da energia de uma oficina é desperdiçada,

sendo através da iluminação

obsoleta ou de sistemas de ar comprimido,

entre outros, havendo um

maior desperdício em instalações mais

antigas. Podemos tornar esta energia

mais eficiente, implementando algumas

medidas simples e baixar, significativamente,

o custo desta energia”,

esclarece.

Que medidas devem ser implementadas

nas oficinas para melhorar este

campo? “Existem diversas medidas de

eficiência energética que poderão ser

implementadas nas oficinas. Entre

elas, a troca da iluminação convencional

por iluminação LED, instalação

de baterias de condensadores para

a correção do fator de potência (em

hotéis cuja tarifa seja BTE ou MT), implantação

de uma central fotovoltaica

para autoconsumo, aproveitamento

do solar térmico para a produção de

AQS, substituição de equipamentos de

ar condicionado obsoletos por equipamentos

mais eficientes, estudar a

possibilidade de outros combustíveis

nas caldeiras instaladas (por exemplo,

de gás propano para gás natural), instalação

de equipamentos de monitorização,

otimização da instalação de

ar comprimido”, elenca Hugo Martins.

n CUSTO E BENEFÍCIO

Uma mais inteligente gestão da energia

representa ganhos consideráveis

para as empresas, tanto a curto como

a médio e longo prazos. “Em qualquer

das medidas, teremos de ter sempre

em linha de conta o ponto ótimo entre

benefício e investimento. Dependendo

da medida a aplicar, podemos

ter poupanças de até 70% na iluminação,

como exemplo. Se falarmos no

fotovoltaico, terá uma poupança muito

expressiva a longo prazo, uma vez que

os equipamentos têm uma vida útil

elevada. Estamos a falar de poupanças

de milhares de euros por ano, que se

podem atingir com certas medidas”,

sublinha o responsável da Axpo.

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2019 I Maio


14

ATUALIDADE

Desperdício de energia

Axpo está presente em Portugal há quatro anos

Em nome da eficiência energética

A Axpo atua no âmbito da energia e eficiência energética há cerca de quatro anos no mercado

oficinal português. “Tem sido uma evolução bastante consistente e indo ao encontro daquilo que são

os nossos objetivos. Este é um mercado em grande evolução e queremos dar às empresas produtos

inovadores que otimizem e diminuam o consumo de energia”, refere Hugo Martins. O objetivo da

Axpo, a médio prazo, passa por “consolidar” a presença no mercado oficinal e “continuar a promover

junto dos empresários as vantagens da aplicação de medidas de eficiência energética”, explica Hugo

Martins, que não tem dúvidas. “As vantagens para o cliente são muitas, uma vez que não precisa

de se descapitalizar para implementar um projeto de eficiência energética. É-lhe feito um estudo

gratuito da sua instalação e, depois, é sugerido, dentro do nosso portefólio de produtos, a melhor

solução. A grande vantagem é que pode ter uma instalação mais eficiente, com novos equipamentos,

com elevada vida útil e poupar na sua fatura desde o primeiro dia. Com a implementação do

projeto, o cliente só tem de focar-se, efetivamente, no seu core business e não terá de preocupar-se

com os equipamentos instalados, uma vez que todas as manutenções e garantias serão da nossa

responsabilidade durante o prazo contratual. O objetivo em todos os nossos projetos é sempre

a poupança. Vamos continuar a apoiar as empresas para tornarmos as instalações amigas do

ambiente, com enfoque num mundo mais sustentável”, sublinha o responsável.

Quanto maior o investimento de

uma oficina, nesta matéria, maior o

retorno. “Este investimento dependerá

das medidas a implementar, da

dimensão e do tipo de oficina. Com

um investimento relativamente pequeno,

já é possível tornar uma oficina

mais eficiente, como a aplicação de

sensores de presença de iluminação

nas zonas de passagem (investimento

a começar nos €2.000). Para tornar

parte do consumo renovável e criar

uma imagem comprometida com

o ambiente ao instalar uma central

fotovoltaica, temos investimentos a

começar nos €35.000 (potências instaladas

acima de 30kWp). Sempre com a

filosofia da melhor solução entre custo

e benefício”, reforça Hugo Martins.

Segundo a mesma fonte, “podemos

ajudar as empresas a implementar algumas

medidas de eficiência energética,

sendo a Axpo a investir e não o

cliente, o que facilita todo o processo,

sendo mais célere e eficaz”, afirma.

“Em alternativa, temos o FEE (Fundo

de Eficiência Energética), inserido no

PNAEE (Plano Nacional de Ação para

a Eficiência Energética), que pode,

também, ser uma solução para as

empresas do setor”, acrescenta.

n DIMENSÃO DA PREOCUPAÇÃO

Existem diferenças, em termos implementação

de medidas de eficiência

energética, entre as PME e grandes

empresas do setor. “Verificamos que

as grandes empresas do setor têm

outra preocupação com a eficiência

energética, tendo implementado

várias medidas para redução da sua

fatura de energia. Muitas PME têm

vontade de fazer mais, mas o tempo

de decisão é, geralmente, maior, sendo

uma decisão muito bem pensada e

ponderada. Notamos, também, uma

diferença a nível de capacidade de financiamento

que poderá haver entre

uma PME e uma grande empresa do

setor. Neste capítulo, a Axpo poderá

ser uma mais-valia, uma vez que o

investimento é suportado por nós”,

explica ao nosso jornal.

A Axpo é uma empresa com raízes

suíças e que está presente no

mercado português há vários anos,

com diversos projetos feitos no

âmbito da eficiência energética em

Portugal, Espanha, Suíça e Itália no

mercado oficinal. “Neste momento,

temos três produtos diferentes: iluminação

LED, instalação de baterias

de condensadores para a correção do

fator de potência e fotovoltaico para

autoconsumo. Em todas as nossas

soluções, o investimento é feito pela

Axpo, não necessitando o cliente de

recorrer à banca para se financiar. Oferecemos

um produto ‘chave na mão’

(instalação, garantias, manutenção) e

o investimento poderá ser pago até

cinco anos no caso da iluminação e

até oito anos no que diz respeito ao

fotovoltaico”, diz.” O pagamento à

Axpo é feito através de uma quota

mensal durante o prazo contratual.

O objetivo é que a poupança gerada

pela implementação do projeto seja

superior à quota mensal que o cliente

terá de pagar durante o contrato.

Depois de finalizado o contrato, os

equipamentos serão do cliente, que

passará a usufruir de toda a poupança”,

conclui Hugo Martins. ✱

Energia das oficinas em números

20% 70% €2.000 €35.000

da energia de uma oficina é desperdiçada

com um sistema de iluminação antigo e com

sistemas de ar comprimido

poderá ser a poupança energética de uma

oficina que recorra a uma solução fotovoltaica

para a iluminação da casa

é o investimento mais baixo para sensores

de presença de iluminação nas zonas de

passagem de uma oficina

é o investimento mínimo necessário para

a instalação de uma central fotovoltaica com

potências acima de 30kWp

Maio I 2019

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NÃO PERCA!

Jogos

Mecânicos

por

por

por

por


XV Encontro Nacional da

Reparação Automóvel

Workshop

8ª Mostra

de Modelismo

Estático - Auto

3 PAVILHÕES

Pav. 5

Pav. 4

Pav. 3

19

.com


16

ATUALIDADE

ASER Aftermarket Automotive

El Recambiazo

chega a Portugal

A Humberpeças, sócia da ASER Aftermarket Automotive, lança, em maio de 2019,

a primeira campanha El Recambiazo em Portugal. O objetivo é adaptar o conceito espanhol

à realidade do nosso país

Por: Bruno Castanheira

As palavras de José Luis Bravo,

diretor-geral da ASER Aftermarket

Automotive, não deixam

dúvidas quanto à importância

desta campanha: “A El Recambiazo

da ASER é uma das mais completas

ações de marketing realizadas no setor

das peças de reposição, tendo os

seus objetivos muito bem definidos.

Aumentar as vendas dos nossos associados,

elevar o valor médio das notas

de encomenda e conseguir novos

clientes para os sócios do grupo, são

as grandes premissas desta iniciativa”.

n TRÊS PROMOÇÕES EM UMA

A campanha El Recambiazo, que foi

criada para o mercado espanhol, oferece

três promoções em uma. Todas

dirigidas aos clientes dos associados

do Grupo ASER Aftermarket Automotive.

Os descontos vão até aos 10%

em todas as marcas e produtos aderentes

à iniciativa, estando 90% dos

fornecedores aprovados pelo grupo.

Tal como em Espanha, no nosso país

os descontos acumulam-se numa

espécie de “bolsa” e o cliente poderá

utilizá-los nas compras que efetuar

durante o mês de junho num dos distribuidores

da ASER. Além disso, existe

uma promoção destinada aos clientes

que aumentem ou renovem as suas

ferramentas ou as utilizem na oficina.

Todas as notas de encomenda que

ultrapassem os €100 podem ser registadas

em www.elrecambiazodeaser.

com, sendo permitido optar por prémios

diretos, que consistem em ferramentas

oficinais, cujo valor total é de

€50.000. Ferramentas de diagnóstico,

carrinhos de ferramentas, conjuntos

de chaves e lanternas, são alguns dos

produtos oferecidos nesta ação.

Nas edições realizadas em Espanha,

a campanha El Recambiazo chegou a

mais de cinco milhões de pessoas e

esteve presente nos meios de comunicação

do setor, nas rádios, na imprensa

local, em outdoors, nos veículos

(motos e automóveis) dos sócios do

grupo e até mesmo em autocarros. O

balanço não podia ser mais positivo.

n ESTREIA NACIONAL

Em maio de 2019, a campanha El

Recambiazo chega a Portugal pelas

mãos da Humberpeças, que dispõe

de lojas no Porto, Fiães, Alfena, Vila

Nova de Gaia, Vale de Cambra,

Santa Maria da Feira e São João

da Madeira. A Humberpeças, gerida

por Humberto Lopes, é uma

empresa de cariz familiar que se

dedica à distribuição de peças

de reposição, acessórios e ferramentas

para o setor automóvel.

Em janeiro de 2018, integrou a

central de serviços ASER com o

intuito de fortalecer a sua posição

no mercado e de estar

melhor preparada para enfrentar os

desafios do futuro, beneficiando do

know-how de um grupo vocacionado

para servir os interesses quer dos seus

associados quer dos clientes destes. A

campanha El Recambiazo, que surge

adaptada à realidade do nosso país e

que contempla uma marca, consiste

numa iniciativa que visa promover a

Humberpeças.

“Somos uma central de serviços que

ajuda os sócios a gerir melhor os seus

negócios no dia a dia. Comunicação,

proximidade, inovação e transparência

são os quatro princípios que estão

subjacentes a todas as atividades por

nós desenvolvidas e que fazem parte

do ADN dos nossos sócios. Valores esses

que pertencem, também, ao património

genético da Humberpeças

e que se inserem na forma como ela

se relaciona com os clientes”, destaca

Mario Romero, diretor de marketing

da ASER. ✱

Maio I 2019

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18

OBSERVATÓRIO

Conceitos de Mobilidade

Inovar é a palavra

A Bosch estabelece novas parcerias de inovação com universidades do Minho e Porto,

num investimento, até 2022, superior a 50 milhões de euros. A cerimónia em Ovar contou

com a presença do primeiro-ministro

Por: Jorge Flores

50 milhões de euros. Até 2022,

este é o valor do investimento

das parcerias assinadas pela

Bosch com as universidades do Minho

e Porto, nas áreas da inovação. O

acordo, agora assinado, prevê a criação

de 300 novos postos de trabalho,

tanto no fabricante alemão, como nas

universidades envolvidas. Os projetos

a desenvolver passam pela criação de

soluções nas áreas da mobilidade, cidades

inteligentes e seguras, indústria

conectada.

A cerimónia de apresentação e

assinatura do protocolo ocorreu, recentemente,

em Ovar e contou com

a presença do primeiro-ministro, António

Costa.

n MOBILIDADE CONECTADA

A unidade da Bosch, em Braga, e a

Universidade do Minho foram pioneiros

na aproximação entre a indústria

e a academia em Portugal. Ao iniciarem,

em 2013, aquela que seria a maior

parceria de inovação no país, criaram,

também, um modelo exemplar. Desde

esta data, perto de 75 milhões de

euros foram investidos na criação de

soluções para a mobilidade e indústria

conectada, criando conhecimento crítico

que contribui, ativamente, para o

aumento da competitividade nacional

no mercado global.

As duas primeiras fases desta relação

centraram-se no desenvolvimento

de inovações na área do interface

homem-máquina, enquanto a terceira,

agora anunciada, representa

um investimento de 35 milhões de

euros e a contratação de 60 novos

colaboradores para a Bosch e de 70

investigadores para a Universidade

do Minho.

Segundo Carlos Ribas, representante

da Bosch em Portugal e administrador

técnico da Bosch em Braga, “a parceria

com a Universidade do Minho tem

sido decisiva para o crescimento da

empresa em Portugal. Hoje, a Bosch.

em Braga, é vista como um polo de

inovação e contribui fortemente para

a mobilidade autónoma e conectada.

Muito deste reconhecimento deve-se

à forte cooperação com os investigadores

dedicados aos projetos de

inovação na universidade”, salientou

o responsável.

n INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Nos próximos três anos, as equipas

da Bosch e da Universidade do Minho

estarão focadas no desenvolvimento

de tecnologia para que o veículo seja

capaz de detetar o ambiente circundante

e tomar decisões com base em

inteligência artificial e sensores.

Por sua vez, a parceria com a Universidade

do Porto propõe-se a

responder e a antecipar os desafios

que se colocam às sociedades urbanas

modernas, desenvolvendo um

ecossistema IoT (Internet of Things)

para cidades seguras. O projeto “Safe

Cities” representa um investimento de

16 milhões de euros e a integração de

30 novos colaboradores na unidade

da Bosch, em Ovar, e mais de 85 investigadores

na Universidade do Porto.

Para a Bosch, a parceria com a Universidade

do Porto é uma situação

win-win: “Se, por um lado, coloca a

Bosch Ovar no leque de empresas

que beneficiam da capacidade de

desenvolvimento e investigação das

universidades portuguesas, por outro,

permite que a empresa se projete para

o futuro de uma forma cada vez mais

consistente e assente na premissa Invented

in Portugal”, afirmou António

Pereira, administrador da Bosch em

Ovar. ✱

Maio I 2019

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TECNOLOGIA

20

“Hibridização” suave

A “hibridização” de 48 Volt transformou-se num dos sistemas mais comuns nos novos

automóveis. Trata-se de uma tecnologia que permite combinar a gasolina ou o gasóleo com

uma pequena bateria, que armazena um mínimo de energia elétrica para baixar os consumos.

O Hyundai Tucson é o mais recente exemplo desta nova “tendência” generalizada

Por: Ricardo Carvalho

A

Hyundai, com o renovado

Tucson, o seu SUV de médio

porte, protagoniza um dos

mais recentes exemplos da “hibridização”

de 48 Volt, o sistema mais

simples para transformar um veículo

“convencional” num híbrido.

Através desta solução, o modelo

sul-coreano consegue reduzir os

consumos em estrada entre 0,2 e

0,5 litros por cada 100 km percorridos,

ainda que a maior vantagem

seja a ajuda prestada aos componentes

mecânicos na realização das

suas funções, limitando os esforços

destes e, consequentemente, o seu

desgaste. Esta “hibridização” suave

já está disponível em algumas versões

equipadas com os motores 1.6

CRDi de 136 cv e 2.0 CRDi de 186

A bateria de 48V, com

0,44 kWh de capacidade,

que fornece o sistema

Mild Hybrid com energia

elétrica, está posicionada

por baixo do piso da

bagageira, enquanto

o MHSG está montado

diretamente no motor de

combustão. Uma correia

liga o MHSG à cambota

do motor de combustão.

O MHSG produz energia

cinética a partir da

recuperação, até 12 Kw e

55 Nm de binário

4

2

1 – Bateria de iões de Lítio de 48 Volt e conversor DC/DC 2 – Motor

de combustão 3 – Bateria de 12 Volt 3 – Gerador Mild Hybrid

Starter (MHSG) + Inversor

1

3

CONFORTO DESDE O ARRANQUE

O MHSG apoia um arranque do motor mais

rápido e suave, iniciando a marcha com a

potência da bateria de 48 Volt. O arranque do

motor pode ser 0,2 segundos mais célere

Maio I 2019

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21

cv do Tucson, ambos alimentados a

gasóleo. É utilizado tanto pelas versões

4x2 como nas 4x4, permitindo

reduzir os consumos a velocidades

mais baixas até meio litro aos 100

km. Por isso, esta tecnologia é encarada

como muito proveitosa em

ambientes urbanos.

A solução que abordamos nestas

páginas inclui uma bateria de

48 Volt, um gerador Mild Hybrid

Starter (MHSG) e um conversor

LDC (baixa voltagem DC/DC). Em

complemento ao sistema elétrico de

48 Volt, o Tucson está equipado com

um sistema elétrico convencional de

12V, que se encontra ligado através

do conversor DC/DC ao sistema de

48V. Alguma da energia armazenada

na bateria de 48 Volt pode ser utilizada

para estabilizar a alimentação

do sistema de 12V.

Para melhor entendermos as possibilidades

que esta tecnologia híbrida

tem para oferecer ao utilizador, aqui

fica um compêndio daquilo que ela

é capaz e da forma como é utilizada

nos automóveis.

n AJUDA NO ARRANQUE

Uma das principais funções do

sistema de 48 Volt está relacionada

com a ajuda adicional que presta

ao motor na hora de arrancar. Com

este sistema, o motor de arranque

de 12 Volt só entra em funcionamento

quando o óleo está frio. No

exato momento em que aquece, a

“hibridização” dá um pequeno “empurrão”

elétrico para que o arranque

seja mais suave e menos exigente

para o veículo.

n ACELERAÇÃO MAIS EFICIENTE

Tal como sucede no arranque, o

sistema de 48 Volt também ajuda

o veículo em acelerações sustentadas

para alcançar a velocidade

adequada. Quando se pisa o pedal

do acelerador, o sistema entra em

funcionamento e esse pequeno

“empurrão” elétrico permite que se

circule à velocidade desejada, com

consumo e emissões 7% inferiores

comparativamente a um modelo

sem este dispositivo.

n RECUPERAÇÃO DE ENERGIA

Durante as travagens ou ainda

em movimentos com inércia (basicamente,

desaceleração), a cambota

arrasta a unidade MHSG (também

encarregue de entregar a eletricidade

para o seu aproveitamento

mecânico) e recupera parte da

energia perdida, transformando-a

em energia elétrica e armazenando-a

na bateria de 48 Volt, para ser utilizada

posteriormente.

START/STOP DIMINUI CONSUMO

Enquanto na fase de recuperação

de energia a embraiagem mantém-

-se acoplada para que as perdas de

energia possam ser transformadas

em eletricidade, abaixo dos 30 km/h

e com as baterias cheias, a embraiagem

é desacoplada e o motor desliga-se

para evitar qualquer tipo de

consumo de combustível. Ajudado

pelo sistema de 48 Volt, o motor de

combustão pode voltar a ligar-se

apenas no momento em que for

estritamente necessário, o que traz

inegáveis benefícios. Q

Painel de instrumentos digital

Cockpit virtual segundo

a Hyundai

A marca sul-coreana continua na senda das inovações. E mostrou mais uma evolução do seu

painel de instrumentos digital, que tem vindo a ser otimizado desde 2015. Desde então, a

Hyundai mostrou quatro projetos, sempre com o objetivo de criar uma interface límpida.

Por isso, a mais recente evolução conta com dois ecrã táteis no volante e inclui um painel

de instrumentos 3D. Assim, o painel de instrumentos “convencional” foi substituído por um

multicamadas (MLD), que permite ao condutor manter a atenção de uma forma natural.

A diferença para os ecrãs “convencionais”, que só podem “transmitir” o seu conteúdo num

nível, é o facto de o MLD ser composto por dois ecrãs que se posicionam um atrás do outro,

a uma distância de 6 mm. Esta distância permite criar efeitos visuais em 3D: uma parte dos

gráficos é mostrada pelo ecrã frontal; a outra parte surge no ecrã traseiro.

Na área onde surgem os gráficos, é criada a sensação de surgir um objeto suspenso,

utilizado para concentrar a atenção do utilizador e proporcionar menos distrações. A

informação mais relevante sobre o limite de velocidade, por exemplo, é mostrada no ecrã

frontal para chamar a atenção do condutor. Já a informação transmitida pelos ecrãs do

volante, muda em função das indicações que surgem no painel de instrumentos e de acordo

com o tipo de condução. O condutor pode ainda mudar os acessos diretos no volante para

conseguir aceder a mais aplicações específicas adaptadas às suas necessidades individuais.

Ou personalizar a configuração com até cinco botões por ecrã, ajustados às preferências e à

frequência de utilização de forma muito idêntica ao desenho de um smartphone. O Hyundai

i30 será o primeiro modelo a utilizar esta solução.

ACELERAÇÃO

VELOCIDADE CONSTANTE

RECUPERAÇÃO

Em aceleração, o sistema MHSG apoia o motor

com uma potência extra de 4 a 12 kW

A velocidade constante, o sistema MHSG

funciona mais devagar ou como um gerador, de

forma a carregar a bateria de 48 Volt

O MHSG converte a energia cinética produzida

durante a travagem em eletricidade. Há uma

recuperação máxima entre 10 e 12 kW, que é,

posteriormente, devolvida à bateria de 48 Volt

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2019 I Maio


ENTREVISTA

22

Não há nenhuma

mudança drástica no

parque automóvel

Fernando López, novo CEO da GiPA, tem a missão de levar

o negócio internacional do grupo a um nível superior e

de impulsionar o seu crescimento nos próximos anos. Em

entrevista ao JO, faz uma análise do aftermarket em Espanha

Por: João Vieira

Nomeado CEO da GiPA em janeiro

deste ano, Fernando López é,

agora, responsável por todos os

países onde a entidade está presente,

desenvolvendo estudos para o mercado

do pós-venda automóvel. Tendo

a seu cargo três departamentos comerciais

organizados geograficamente

(América, EMEA e Ásia), irá liderar o

crescimento dos negócios com a ajuda

dos gerentes gerais locais, reportando,

diretamente, ao presidente do Grupo

GiPA, Eric Devos. Fernando López, de

48 anos, juntou-se ao Grupo GiPA há

14 anos, depois de ter passado toda a

sua carreira no mercado de pós-venda

automóvel.

Que serviços são disponibilizados,

atualmente, pela GiPA para os seus

clientes do aftermarket?

A GiPA estuda e analisa o pós-venda

há mais de 30 anos, com foco na compreensão

e na antecipação do comportamento

do condutor na manutenção

e reparação dos veículos, bem como

analisa todos os players do pós-venda.

Dedica-se apenas ao pós-venda e,

atualmente, tem uma implementação

global, abrangendo desde a Coreia do

Sul ao Chile, realizando estudos anuais

na maioria desses países e, em outros,

fazendo estudos a cada dois anos para

entender o pós-venda de cada região.

Um dos principais pontos fortes da GiPA

é que a metodologia aplicada em cada

um dos países, bem como o questionário,

são os mesmos, de modo que

os dados são comparados entre eles.

Quais são os pontos chave que definem

o pós-venda automóvel em

Espanha neste início de 2019?

Espanha está, do ponto de vista do

pós-venda, num momento de crescimento,

embora ele esteja a abrandar

e sem afetar todos os players de igual

modo. Atualmente, o canal das marcas

automóvel é o mais favorecido, tendo

dados de crescimento significativamente

maiores do que o mercado independente.

Espanha sofreu (e continua

a sofrer) uma polarização do parque

circulante, com veículos muito novos

e muito antigos, que favorece, principalmente,

as redes oficiais. Se analisar

Espanha no contexto europeu, o que

realmente faz Espanha diferente é a atomização

dos players que existe. É dos

países que mais oficinas e lojas tem para

cada 1.000 veículos e este fator torna

Espanha muito diferente em termos

de logística relativamente aos outros

países europeus.

Como é que se distribui o mercado

entre o independente e o oficial das

marcas?

Em Espanha, o mercado independente

tem sido sempre líder. Nunca as

redes oficiais capturaram a maioria das

despesas anuais do pós-venda que gera

o parque circulante. O pico mais alto

foi no ano de 2010, em que as redes

oficiais chegaram a ter 31% de quota

de mercado. Desde essa data, perdeu

muita de quota de mercado, atingindo

o mínimo de 23% em 2014. A partir daí,

as redes oficiais têm aumentado progressivamente

a sua quota, situando-se,

atualmente, em cerca dos 26%.

Consegue fazer um raio X das atuais

oficinas espanholas?

A oficina independente adaptou-se a

um mercado em mudança, que evoluiu

muito nos últimos anos. Alguns ficaram

pelo caminho, mas muitos outros abriram,

de modo que o universo de oficinas

independentes em Espanha sofreu uma

ligeira diminuição nos últimos anos. Mas

não desapareceram. Nem vão desaparecer.

Vão continuar a adaptar-se, como

sempre fizeram. Espanha tem inúmeras

oficinas e muitas delas muito pequenas

(aproximadamente, 50% das oficinas

tem uma ou duas pessoas), de todos

os segmentos. Há oficinas muito bem

equipadas e outras que ainda precisam

de se equipar e formar. Se não o fizerem,

vão encerrar. Hoje, podemos dizer que

quase 100% das oficinas independentes

têm uma máquina para fazer o diagnóstico

eletrónico que os veículos atuais exigem.

E como a tecnicidade dos veículos

progride, as oficinas também avançarão

Maio I 2019

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Fernando López

CEO da GiPA

23

no equipamento e na formação, como

não podia deixar de ser.

O mercado espanhol é um dos mais

diversificados em termos de modelos

de negócio dedicados à reparação e

manutenção. No entanto, com a padronização

e diversificação de serviços,

está a tornar-se cada vez mais

difícil obter uma diferenciação adequada.

A rentabilidade futura passa

por uma maior padronização ou um

aumento na especialização em cada

segmento?

Estamos a assistir e vamos ver as duas

coisas. Temos oficinas que procuraram

diferenciação, especializando-se numa

determinada área do pós-venda. Não

só prestam serviço ao particular mas,

também, assistem oficinas na sua área.

Por outro lado, a oficina de mecânica

geral está a tornar-se mais abrangente.

Como um veículo em Espanha faz 1,6

visitas por ano à oficina, significa que

não há muitas oportunidades para ver

o cliente durante todo o ano. E, em cada

visita, deve poder realizar todas as operações

que cada veículo precisa e que

o utilizador queira, desde a manutenção,

até pneus ou ar condicionado. Esta

evolução verifica-se, claramente, nos

especialistas de pneus, onde este componente

tornou-se apenas em mais uma

das operações que oferecem aos seus

clientes, entrando mesmo no mundo

da manutenção e reparação.

Como devem as oficinas motivar os

condutores a aumentar o ritmo de

visitas aos seus estabelecimentos?

Ou este trabalho de sensibilização

deve partir das administrações e dos

organismos oficiais?

Quando se está envolvido no negócio,

como é o caso das oficinas, é sempre

mais complicado para o condutor assimilar

objetivamente estas recomendações.

Mas não se deve esquecer que,

hoje, 72% dos condutores têm uma

oficina de confiança, onde depositam

muitas das decisões de manutenção e

reparação. Portanto, qualquer mensagem

que os profissionais de reparação

transmitam aos seus clientes, irá sempre

ajudá-los a manter o seu veículo em melhores

condições.

Sem dúvida que as administrações

e os organismos oficiais devem desempenhar

um papel importante na

consciencialização de manter o veículo

em perfeitas condições. Mas não nos

podemos esquecer que a última responsabilidade

é do proprietário, que

deve prestar atenção ao estado do seu

veículo e aos diferentes componentes,

suportado pelos profissionais de reparação,

sejam eles redes oficiais de marcas

ou oficinas independentes.

A oficina

independente

adaptou-se a um

mercado em

mudança, que

evoluiu muito nos

últimos anos

No segmento da distribuição de peças,

qual o raio X que faz das empresas

que o constituem?

Espanha está em pleno processo de

concentração. Cada vez temos menos

lojas/distribuidores independentes e

cada vez mais os grupos de compra

são menos e maiores. Espanha foi (e

ainda é) muito atomizada. Por isso,

era óbvio que haveria um processo

de concentração. Hoje, cerca de 60%

dos pontos de distribuição já estão

integrados em alguns grupos de compra,

de modo que o grande volume do

pós-venda está nas mãos dos grupos

de compras e distribuição.

Em alguns estudos, foi afirmado que

um distribuidor espanhol realiza, em

média, 33 envios por dia, o que equivale

a uma remessa a cada 15 minutos.

Considera que a distribuição é

artificialmente sobredimensionada?

O mercado realmente exige tão elevado

nível de entrega? Onde está a

fronteira entre excelência de serviço

e rentabilidade?

A fronteira está fixada pelas próprias

contas de resultado. Temos ido de serviço

para servidão. Tendo um serviço

às oficinas como nenhum país tem na

Europa, os distribuidores espanhóis

procuraram a diferença face aos seus

concorrentes locais através do serviço.

Quando o preço/desconto já não é o

valor diferenciador para as oficinas,

o serviço mal entendido, como a entrega

rápida da peça, usou-se como

diferenciação. Hoje, muitos distribuidores

travaram a sofreguidão de

chegar primeiro e entregar duas velas

de ignição para um cliente a 30 km,

porque perceberam que não só devem

Espanha foi

(e ainda é) muito

atomizada. Por

isso, era óbvio

que haveria um

processo de

concentração

agilizar e racionalizar a distribuição,

como, também, controlar os custos. E

que devem trabalhar com rotas definidas.

Portanto, ser o primeiro a entregar

a peça, por vezes, não é sinónimo de

ser rentável. A concentração que temos

está a ajudar a profissionalizar

ainda mais a distribuição de peças

direcionadas para o aftermarket em

Espanha.

Encontramo-nos num momento delicado

na história do automóvel, que

enfrenta uma mudança drástica nos

próximos anos. A curto prazo, como

serão afetadas as diferentes áreas do

pós-venda relativamente à “cruzada”

contra os veículos Diesel?

A venda de veículos Diesel baixou

drasticamente. Representava 71% das

vendas no ano de 2010 para representar

apenas 36% no final de 2018. Já com

oito anos de mudança na tendência do

tipo de motor que os condutores escolhem,

começamos a ver repercussões

no pós-venda. A mais direta, é que em

todos os produtos diretamente relacionados

com a gasolina, as vendas estão

a aumentar, em oposição a produtos

específicos Diesel, cuja procura está a

estagnar. Esta mudança na estrutura das

vendas de automóveis irá, certamente,

modificar o stock dos distribuidores e as

encomendas aos fabricantes de componentes,

adaptando seu stock para

uma crescente procura por produtos

relacionados ao parque de gasolina.

A curto e médio prazos, que mudanças

supõem a “hibridização” do

parque no aftermarket? Considera

que a tendência de “hibridização”

será mantida nos próximos anos ou

cairá em favor dos elétricos?

Não há nenhuma mudança drástica no

parque automóvel e, na verdade, nem

nas vendas de veículos a mudança é

drástica. Em 2018, do número total de

carros em Espanha, 6.131 foram elétricos

e 81.446 híbridos, de um total de

1.321.438 carros vendidos. Isso significa

que 6, 6% dos carros que são vendidos

são movidos a energias alternativas.

Do ponto de vista do pós-venda,

que é o que nos interessa, estamos

a falar, hoje, de 273.000 veículos

que são carros elétricos + híbridos,

o que representa 1,26% do parque

circulante (98,74% ainda é de combustão

“tradicional”). Se extrapolar

o que pode acontecer em cinco

anos, o peso do parque elétrico e

híbrido, pode variar entre 4 e 7%.

Hoje e amanhã, o pós-venda vai viver

do carro de combustão, é uma questão

de números não de mensagens

sensacionalistas sobre o fim do carro

de combustão.

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2019 I Maio


24

ENTREVISTA

Fernando López

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LUBRIFICANTES

Transforma o motor do

seu veículo num atleta

incansável

A concentração que

temos está a ajudar a

profissionalizar ainda

mais a distribuição

de peças aftermarket

em Espanha

Maio I 2019

Os engenheiros da Total desenvolveram a Age Resistance Technology,

ART* para os nossos lubrificantes TOTAL QUARTZ. Esta tecnologia de

última geração garante um desempenho ideal para o seu motor,

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sob condições extremas de temperatura e pressão. Escolher o TOTAL

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Outra das mudanças que está a ocorrer, é a transformação

dos hábitos de compra do consumidor,

que tendem para fórmulas de mobilidade partilhada.

Fabricantes de automóveis e algumas

redes de oficinas já entenderam que, no futuro,

vão deixar de fazer o que fazem atualmente, para

se tornarem prestadores de serviços de mobilidade.

Haverá uma concentração para servir as

frotas crescentes de veículos partilhados?

É, certamente, um movimento que tem de ser

estudado. Atualmente, dos quase 22 milhões de

veículos existentes em Espanha, apenas cerca de

5.000 estão dedicados a conceitos de mobilidade.

E, estes, só se encontram em pouquíssimas capitais

provinciais. De modo que, hoje, o impacto é quase

nulo a nível de pós-venda global. Há que ver como

estes fenómenos evoluem, mas ainda é muito cedo

para o ter presente como um fator com impacto

significativo sobre o pós-venda. O que já é um

facto são estes conceitos de mobilidade, como o

carsharing, os quais estão nas mãos das marcas de

automóveis. De modo que o pós-venda que estes

geram vai para as mãos do pós-venda das redes

oficiais. Mas, como disse antes, esta fatia de mercado

ainda é muito pequena e o seu percurso terá de

ir sendo estudado, tanto nas zonas onde já estão

presentes como, também, nas novas zonas onde

podem vir a estar. ✱


Transparência em vez de

lengalengas:

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ENTREVISTA

26

A Autopromotec

é uma grande montra

de inovação

A poucos dias da abertura de portas da Autopromotec 2019, o CEO da feira, Renzo Servadei, em entrevista

ao Jornal das Oficinas, revelou todos os detalhes da 28.ª edição desta exposição bienal internacional

Por: Bruno Castanheira

“ A

Autopromotec é considerada

a feira internacional

mais especializada em equipamentos

oficinais e produtos para

o aftermarket”. As palavras de Renzo

Servadei, CEO da feira, na antevisão

da 28.ª edição, que se realizará, de 22

a 26 de maio, em Bolonha, não deixam

dúvidas quanto à expectativa

criada em torno da exposição bienal

internacional deste ano, que é organizada

pela Promotec e que conta já

com mais de cinco décadas de história.

Este ano, a Autopromotec celebra a

sua 28.ª edição. Que balanço faz do

percurso desta feira bienal até hoje?

O que mais salta à vista é, sem dúvida,

o facto de, edição após edição, a

feira ter aumentado a sua capacidade

de inovar e de exibir cada vez mais

soluções novas para o setor. A cada

edição, novas tecnologias trilham o

seu caminho e colocam novos ce-

Maio I 2019

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Renzo Servadei

CEO da Autopromotec

nários ao aftermarket automóvel. A

evolução tecnológica nos últimos

anos acontece a um ritmo cada vez

mais rápido.

Que vantagens têm os expositores

em estarem presentes na Autopromotec?

A Autopromotec é considerada a

feira internacional mais especializada

em equipamentos para o setor

automóvel e em produtos para o

aftermarket, Ao longo dos seus mais

de 50 anos de história, a feira tem

registado um crescimento enorme,

graças à presença de expositores de

renome a nível internacional. Atualmente,

é considerada a principal feira

europeia englobando todos os grupos

de produtos do pós-venda automóvel

debaixo do mesmo teto: de pneus a

serviços, de equipamentos oficinais

a peças de reposição. Nos próximos

anos, a evolução tecnológica mudará

os negócios muito mais do que os que

aconteceram num passado recente.

Exemplos? Basta pensar no veículo

conectado - não apenas no que diz

respeito ao condutor, mas, também, à

rede de assistência – em novas formas

de mobilidade, em novas formas de

abastecimento de combustível e na

assistência à condução. Todas as inovações

exigirão assistência altamente

qualificada. São inúmeras as empresas

à Autopromotec para comparar as

diferentes propostas tecnológicas.

Esta é uma das características mais

importantes da feira. Por último,

mas não menos importante, a

Autopromotec está localizada no

coração da “Land of Motors”, que

orgulhosamente representa e exibe

não apenas o melhor do made in

Italy, mas, acima de tudo, o melhor

da tecnologia made in Europe.

Quais serão os pontos altos da

edição deste ano?

A nova iniciativa Autopromotec

Motorsport, patrocinada pela ACI

Sport e pela secção de automobilismo

da ANFIA, dedicada às empresas

que escreveram a história

do desporto motorizado graças

à inovação e a uma forte paixão.

Mas não só: Officina X.0 (atualização

da “Oficina do Futuro” apresentada

na edição de 2017, na altura como

Officina 4.0); pavilhão inteiramente

dedicado ao equipamento de diagnóstico,

que terá quase o dobro da

área expositiva de há dois anos;

novo pavilhão dedicado aos produtores

de lubrificantes.

A Autopromotec, ano após ano, tem

apresentado crescimento, tanto em

expositores como em visitantes

que apresentam as suas próprias inovações

e produtos na Autopromotec.

É, por isso, que se torna essencial a

presença dos expositores. Uma das

características da Autopromotec é

dispor de uma elevada participação

de fabricantes de equipamentos. A

necessidade dos reparadores de automóveis

de estarem tecnologicamente

atualizados é a base da feira e permite

que a cadeia de valor opere num mercado

em constante mudança. Esta é a

razão pela qual não apenas os distribuidores

participam como visitantes,

mas, também, as oficinas, que vêm

Que atividades paralelas serão

levadas a cabo?

Durante a feira, ao lado da área de

exposição, serão promovidas conferências

institucionais, no âmbito

da AutopromotecEDU, dedicadas

à análise do comércio e dos temas

mais atuais e inovadores do mercado

do pós-venda automóvel. Além

disso, debruçar-nos-emos sobre as

mudanças que afetarão a oficina

do futuro, através da Officina X.0.

A Autopromotec encarregar-se-á,

através das associações, de ações de

sensibilização junto de legisladores

europeus, para que as necessidades

do aftermarket sejam tidas em consideração.

Este ano, será lançada

uma nova iniciativa, sob a égide

2018 I Maio


28

ENTREVISTA

Renzo Servadei

da marca Autopromotec Motorsport,

que celebrará a ligação entre empresas

do setor do pós-venda e do desporto

motorizado. Na Autopromotec 2019,

a iniciativa Autopromotec Motorsport

transportará os visitantes para

um mundo de inovação, seguindo

um caminho dedicado pelos pavilhões

da feira, onde será possível ver

e tocar em produtos com tecnologia

utilizada nas corridas. Todos os expositores

com ligação direta ao mundo

das corridas estarão identificados ​com

um símbolo especial desta iniciativa:

uma bandeira de xadrez com o logótipo

Autopromotec Motorsport ao

centro. A visita também será apoiada

por um guia especial disponibilizado

aos operadores profissionais durante

os dias da feira, que elencará todas as

empresas do setor que participarão.

Qual a área total e o número de

expositores previstos?

A Autopromotec, ano após ano,

tem apresentado crescimento, tanto

em expositores como em visitantes,

atingindo novos recordes. Na última

edição (2017), registou 1.599 expositores

(somando-se mais 58 marcas

representadas) e acolheu 113.616 visitantes

profissionais, dos quais 14% internacionais.

Os números para este ano

serão superiores, graças ao excelente

trabalho realizado pela BolognaFiere.

Para melhorar ainda mais o centro de

exposições de Bolonha, conseguimos

racionalizar os espaços dedicados à Autopromotec

para beneficiar expositores

e visitantes. De facto, após a renovação

do distrito de Bologna, a nova planta

da Autopromotec cobre uma área total

de 162.000 m 2 , tendo crescido 4.000

m 2 face à edição de 2017. Acreditamos

num novo crescimento em termos de

participação, tanto em expositores

como em visitantes, comparativamente

à edição anterior. A Autopromotec já se

estabeleceu como uma feira internacional

de importância primordial para

o mercado do pós-venda automóvel.

Graças à parceria com a ITA (Agência

Italiana de Comércio), são esperadas

delegações de mais de 35 países.

A Autopromotec já se estabeleceu

como uma feira internacional de

importância primordial no pós-venda

Como foi a edição passada, que

aconteceu há dois anos?

A edição anterior contou com a

participação de 1.599 expositores

(mais 58 marcas representadas face

a 2015). A presença de empresas estrangeiras

foi de 42%, num total de

53 países representados (mais seis do

que em 2015). Depois de Itália, onde

962 empresas escolheram esta feira

como vitrine para exibirem os seus

produtos e serviços, as nações com

maior número de expositores foram:

China, Alemanha, Espanha, Reino

Unido, Taiwan, Polónia, EUA, França

e Holanda. O aumento significativo

do número de empresas expositoras

levou à expansão de certos setores

e à consequente ampliação da área

total destinada ao certame.

De que forma a organização da Autopromotec

promove contactos e

oportunidades de negócio para os

expositores?

A edição deste ano promete ser

um evento imperdível para os profissionais

do comércio, que terão a

oportunidade de ver por si mesmos

as mais recentes tecnologias e serviços

oferecidos pelo mercado automóvel.

Terão a oportunidade de se reunirem

com expositores reconhecidos mundialmente

pela sua excelência tecnológica,

com volumes de exportação

superiores a 70% da sua faturação.

Graças à intensa promoção internacional

estratégica do evento, baseada

em parcerias consolidadas com várias

câmaras de comércio e organizações

independentes em todo o mundo, a

Autopromotec 2019 espera receber

mais de 120 delegados, incluindo

compradores e operadores institucionais,

de mais de 35 países.

Como define o perfil dos visitantes

e expositores da feira?

A Autopromotec é uma feira B2B,

que abrange operadores comerciais

e compradores de todo o mundo,

devido à presença de expositores

altamente qualificados. Os visitantes

encontram apenas empresas

fabricantes (que, historicamente,

elegem Bolonha para lançar novos

produtos) e revendedores autorizados,

enquanto os expositores, por seu

turno, encontram apenas profissionais

de comércio. Inovações de produtos e

excelência industrial, tecnologias de

ponta e oportunidades de mercado,

convenções de alto nível e reuniões

B2B. Tudo isto atrai fabricantes e operadores

profissionais de todo o mundo

a um local projetado para criar redes

globalmente orientadas, impulsionar

o crescimento dos negócios e receber

importantes e estratégicas trocas de

opiniões. ✱

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30

MÁQUINAdoTEMPO

Motormáquina

60 anos de paixão

Persistência, honestidade e confiança. São estes os três valores que explicam a longevidade

da Motormáquina, que, em 2019, celebra 60 anos. A empresa de Sacavém continua a alimentar

(de peças) a paixão dos adeptos da Land Rover e dos veículos 4x4

Por: Jorge Flores

Para contar a história da Motormáquina,

é preciso recuar seis

décadas e imaginar um país

ainda mergulhado numa ditadura,

onde quem vinha de uma pequena

aldeia no concelho de Vila de Rei, tinha

de empreender grandes esforços

para alcançar Lisboa. Luís dos Santos,

avô dos atuais administradores, lutou

o que tinha de lutar e, tal como outros,

na época, fundou a sua empresa,

na rua do Alvito, em Lisboa, dedicando-se

ao comércio de peças de automóveis,

pneus, sucata e maquinaria.

De tudo um pouco, que o objetivo

era triunfar na grande cidade. Mais

tarde, assumiu, definitivamente, o

nome Motormáquina, uma vez que

parte substancial do negócio estava

relacionado com as máquinas.

A mudança para Sacavém aconteceu

por acaso, com a construção da

Ponte 25 de Abril, como relata Vítor

Santos. “Esta empresa, como muitas

outras, estava localizada onde,

hoje, estão colocados os pilares da

ponte. Na altura da construção, teve

de mudar-se para Sacavém”. Curiosamente,

anos mais tarde, a construção

da Ponte Vasco da Gama implicaria,

também, uma nova mudança, em

2016: “A construção da nova ponte

ocupou grande parte da zona onde

nos encontrávamos e desalojou algumas

empresas”, conta. Durante

muito tempo, a área das máquinas

foi essencial para a atividade da empresa,

que, desde cedo, ganhou gosto

em trabalhar os veículos 4x4 e a Land

Rover. Nesses tempos, de resto, esta

Maio I 2019

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31

era a marca “oficial” do Estado, das

corporações de bombeiros e da polícia.

Eram os grandes protagonistas.

n DAS MÁQUINAS À LAND ROVER

Vítor Santos e Renato Santos são

a terceira geração da Motormáquina.

Antes deles, foram os seus

pais a tomar conta da empresa. Eles

habituaram-se a visitá-la. A brincar

no meio dos jipes usados. Ambos

dão valor ao passado, mas, ao crescer,

perceberam que deveria haver

duas fases distintas nesta história.

A segunda começou quando assumiram

a responsabilidade conduzir

os destinos da empresa, há 24 e 25

anos, respetivamente. Vítor Santos,

primeiro, depois do falecimento do

seu pai (Firmino) e da conclusão do

curso de Gestão de Empresas. Renato

Santos, um ano mais tarde, por sucessão

do seu pai (José dos Santos),

depois de uma pequena experiência

internacional e de concluído o curso

em Comunicação Social.

Na conceção do negócio deles havia

muito a mudar. “Não tínhamos uma

empatia tão grande pelas máquinas

e acabámos por encerrar esta área,

especializando-nos nas peças para

a Land Rover”, contam. Era o início

da Motormáquina como ela é hoje.

“Não começámos do zero, porque

capital, sabíamos que uma grande

parte do negócio estava a norte. E

isso serviu de catapulta para o nosso

desenvolvimento. A partir daí, foi

manter a qualidade do nosso trabalho

e ir fidelizando cada vez mais

clientes”, afirma.

Houve outros episódios importantes

para o desenvolvimento da

Motormáquina. Um deles foi o conhecimento

travado com empresas

em Inglaterra, país onde residem

os maiores fornecedores do ramo

4x4. Outro ocorreu quando a Land

Rover foi vendida à BMW e perdeu

grande parte dos concessionários em

Portugal. “Tínhamos o know-how e

podíamos criar uma alternativa de

fornecimento a muitas empresas,

em Portugal, que trabalhavam com

a Land Rover e que, de um momento

“A Land Rover não

é só uma marca. É

um estilo de vida.

Uma tribo. Todos

sentem que

pertencem a um

grupo especial”,

diz Renato Santos

tem características muito próprias.

Muitos sabem quantos parafusos tem

o veículo. E, depois, temos o outro

público, onde somos mais fortes: as

oficinas e casas de peças. Estes precisam

do apoio de uma estrutura como

a nossa, que seja capaz de responder,

rapidamente, ao que são as suas necessidades”,

afirma.

Renato Santos complementa o

raciocínio: “Trabalhamos com uma

paixão que parece não ter fim. A Land

Rover não é só uma marca. É um estilo

de vida. Uma tribo. Todos sentem

que pertencem a um grupo especial.

Será sempre um negócio de futuro.

ram de ser considerados veículos de

trabalho. Só as pick-up mantiveram

esse ‘estatuto’. Os veículos 4x4 passaram

a custar o dobro. Claro que o

mercado mudou radicalmente. Tivemos

receio do futuro e falámos com

algumas pessoas em Inglaterra, que

nos descansaram. ‘Não se preocupem

com isso’, disseram-nos. A Land Rover

nunca acabará”, conta. Prova disso, é

que 70% dos veículos fabricados pela

marca britânica continua a andar. E

a precisar de peças. “Não é apenas a

marca que funciona. O aftermarket

também. Grande parte das peças está

em produção. Para os entusiastas,

não há esse risco, que existe noutras

marcas. Consegue-se sempre arranjar

quase tudo”, sublinha Vítor Santos.

n SEGREDO DA LONGEVIDADE

A mudança de instalações, para

Sacavém, há três anos, localização

que é privilegiada, coincidiu com a

renovação da imagem. Tudo isso foi

fundamental para dinamizar a atividade

e dar ânimo à própria equipa.

“Era um grande handicap. As pessoas

conheciam-nos como uma empresa

moderna, com grande capacidade

de resposta e conhecimento. Mas

quando vinham visitar-nos, achavam

a zona muito velha. Hoje, ficam

satisfeitos quando veem as nossas

tínhamos background, mas achámos

que devíamos mudar a empresa um

pouco à nossa imagem. Especializámo-nos

num segmento: os 4x4 e, em

grande parte, na Land Rover. Fomos

criando clientes e oportunidades de

negócio”, revela Renato Santos, que

não esquece momentos marcantes

como, por exemplo, “a criação da

loja no Porto”. Porquê? “Estando na

para o outro, ficaram sem peças”,

conta Vítor Santos, reconhecendo “o

grande salto dado na altura”. Outra

evolução da empresa, nos últimos

20 anos, foi a passagem da venda de

peças usadas para novas.

n JÓIA DA COROA

Atualmente, a Motormáquina tem

dois tipos de público. “O cliente final

Ainda hoje estamos a vender peças

para veículos com mais de 60 anos. A

Land Rover fez agora 70 anos. Temos

de estar muito atentos a tudo o que

vai surgindo, sejam modelos mais

antigos, réplicas ou novos restauros”.

Desta feita, é Vítor Santos quem

acrescenta outro ponto de vista.

“No ano 2000, houve uma alteração

aos impostos e os veículos 4x4 deixainstalações

modernas e funcionais,

com condições para estacionarem

o seu veículo em segurança”, refere

Renato Santos, rematando, de seguida,

à laia de conclusão: “O que faz

a nossa longevidade? A persistência

e a honestidade. Dois valores que nos

transmitiram. E estes valores levam

à confiança de todos os parceiros e

clientes com quem trabalhamos”. ✱

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2019 I Maio


32

REPORTAGEM

Grupo Beirauto Academia

No formar

é que está o ganho

Em 2017, o conceito estava no papel mas era preciso organizar, arranjar parcerias e um espaço.

O Grupo Beirauto pôs mãos à obra e, em 2018, surgiu a Grupo Beirauto Academia, direcionada,

principalmente, para os clientes das empresas Mondegopeças e Beirauto

Por: Joana Calado

Fundada através de parcerias

com duas grandes referências

no que diz respeito a formação,

o Instituto Superior de Engenharia de

Coimbra (ISEC) e o CEPRA (Centro de

Formação Profissional da Reparação

Automóvel), a Grupo Beirauto Academia

começa a ser já uma referência

nesta área. “Este conceito surgiu como

forma de dar mais ferramentas aos

nossos clientes, maioritariamente

mecânicos, porque percebemos

que, no distrito de Coimbra, não

havia formação para eles”, explica

Eduardo Ferreira, gestor comercial

da Mondegopeças. Apesar de, hoje,

já disporem de várias parcerias, até

mesmo com marcas, os principais

formadores continuam a vir do CEPRA.

O primeiro ano da Grupo Beirauto

Academia revelou-se um sucesso. Com

12 formações realizadas, o feedback

dos formandos tem sido positivo. “Todos

os formados preenchem uma ficha

de avaliação no final e propõem novas

ações. Por isso, o plano de formação

de 2019 foi realizado com base nestes

inquéritos e sugestões”, dá conta

o responsável.

Relativamente à parceria com o ISEC,

Eduardo Ferreira considera que esta é

uma mais-valia para a empresa, uma

vez que as formações decorrem nas

instalações de uma conceituada

instituição na área da formação em

engenharia. João Malça, presidente

do Departamento de Engenharia Mecânica,

concorda com o gestor comercial

da Mondegopeças e acrescenta:

“Esta é, também, uma mais-valia para

o nosso instituto, uma vez que, para

além de divulgá-lo, também disponibiliza

aos nossos alunos outras oportunidades

de aprendizagem”.

Todas as formações, à exceção de

algumas específicas de marcas, são

de entrada livre para os estudantes

do ISEC. Para além disso, o Grupo

Maio I 2019

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33

Beirauto disponibiliza-se ainda para

levar à entidade alguns representantes

de marcas para ministrar formações

específicas para os estudantes.

n ISEC: 98 ANOS DE HISTÓRIA

A dois anos de completar um século

de história, o ISEC está mais vivo do que

nunca. Com uma taxa de empregabilidade

de 100% no que diz respeito a

informática e engenharia mecânica,

João Malça e António Simões, ambos

responsáveis do CTESP (Curso Técnico

Superior Profissional), concordam que

a distinção do instituto se deve a duas

máximas: Prática e Qualidade.

A constante atualização dos professores

e a junção entre a teoria e a

prática, fazem do ISEC uma das entidades

mais procuradas. O presidente

do Departamento de Engenharia Mecânica

não hesita em realçar que “esta

é uma instituição nacional”, apesar de

salientar, também, o papel importante

que desempenham na formação da

região de Coimbra. ✱

As formações na Grupo Beirauto Academia começaram em abril e prolongam-se até dezembro deste ano. Os interessados

em participar nas ações, podem consultar o calendário abaixo e contactar o Grupo Beirauto para se inscreverem

CURSOS DE FORMAÇÃO CARGA HORÁRIA DATAS

Renovação da Atestação de Técnicos para Intervenção em Sistemas de AC Instalados

em Veículos a Motor

Atestação de Técnicos para Intervenção em Sistemas AC instalados em Veículos

a Motor

7h

14h

23 de abril

17 e 18 de maio

Redes de Comunicação Automóvel – Sistemas Multiplexados 14h 28 e 29 de junho

Turbos – Manutenção e Reparação de

Sensores e Atuadores

4h

4h

7 de setembro

Gestão de Tempo e Organização de Trabalho 14h 27 e 28 de setembro

Caixas com Embraiagem 2CT 8h A definir

Elétricos e Híbridos 16h 25 e 26 de outubro

Gestão Eletrónica de Motores 8h 16 de novembro

Motores a Gasolina – Injeção Direta 16h 29 e 30 de novembro

Redução Catalítica de NO X – AdBlue 8h 7 de dezembro

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2018 I Maio


34

REPORTAGEM

3.º Jantar Convívio do Ramo Automóvel

Iniciativa de sucesso

Cumprindo a tradição, realizou-se, no passado dia 13 de abril, na Quinta de Santa Teresinha,

na Sertã, o 3.º Jantar Convívio do Ramo Automóvel, que reuniu mais de 200 participantes num

ambiente de pura confraternização e amizade

Por: João Vieira

Esta iniciativa reveste-se de

grande importância, pois pretende-se

promover uma ocasião

de reencontro e convívio entre profissionais

e amigos, que, provavelmente,

não o fazem há muito e, simultaneamente,

fomentar a partilha e a troca de

conhecimento. Numa altura em que o

mercado da manutenção e reparação

automóvel vive profundas mudanças

e transformações, é ainda mais impor-

tante a realização de eventos como

este jantar, que juntem as pessoas

para analisar e debater o futuro do

pós-venda.

O evento juntou profissionais de vários

ramos da reparação automóvel,

desde pintores, bate chapas e mecânicos,

passando por eletricistas, mecatrónicos

e estofadores, entre outros.

Decorreu na bonita Quinta de Santa

Teresinha, Cabeçudo, Sertã. Os participantes

começaram a chegar pelas

19h00 e tiveram oportunidade de

confraternizar e tomar um aperitivo

antes do jantar. A comida tradicional

da região, muito saborosa e bem confecionada,

foi servida por uma equipa

atenciosa e eficiente.

Embora a região tenha sido severamente

penalizada pelos incêndios

do verão passado, as empresas estão

a recuperar da tragédia e alguns dos

negócios que dão trabalho às oficinas

estão a reaparecer e a trazer mais

dinâmica e vitalidade aos negócios

da zona.

O Jornal das Oficinas foi, uma vez

mais, media partner, tendo apoiado,

de forma ativa, esta grande jornada

de confraternização. Com o apoio de

várias empresas, levámos dezenas de

ofertas, que foram sorteadas pelos

presentes, após o jantar. O sorteio e

Maio I 2019

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35

Os vários prémios

que foram

sorteados pelos

presentes foi um

dos pontos altos

da iniciativa, que

reuniu mais de

200 pessoas

a oferta de prémios foi um dos momentos

altos do jantar e motivo de

grande alegria para todos os contemplados,

que levaram para casa valiosos

prémios.

n OBJETIVO ALCANÇADO

A comissão organizadora do 3.º Jantar

Convívio mostrou-se satisfeita pela

adesão dos profissionais à iniciativa

e promete continuar a melhorar a

organização do encontro, conforme

disse António Silva, gerente da Silva

Agriauto e membro da comissão: “Estamos

muito contentes com a adesão

dos profissionais da região a este 3.º

Convívio. Demonstra que valorizam

a iniciativa e, isso, motiva-nos a fazer

cada vez melhor. Queremos, também,

mostrar que a nossa região, apesar de

estar no interior, tem um grande potencial

de negócio para as oficinas,

mas temos de ter bons profissionais.

É pena que alguns optem por ir trabalhar

para fora, mas, aqui, há muito

trabalho e uma qualidade de vida inquestionável.

Se houver mais gente, o

mercado vai crescer ainda mais”.

Presente no momento festivo, Rui

Santos, também responsável da

comissão organizadora, deixou um

desafio para que “todos continuem

a participar neste grande encontro

de profissionais do setor e convidem

outros a vir, para engradecer esta

grande festa”.

Na ocasião, o responsável deixou

ainda palavras de agradecimento às

empresas que colaboraram com a

oferta de prémios, assim como à ARAN

e à União das freguesias de Cernache

do Bonjardim, Nesperal e Palhais, pelo

apoio institucional. “Com esta iniciativa,

pretendemos reforçar os laços de

amizade dos profissionais que trabalham

no setor da reparação automóvel,

fortalecer o espírito de equipa e

a partilha de know-how, fundamental

para que as empresas continuem

a oferecer o nível e a qualidade de

serviço elevada, que as caracteriza”,

conclui Rui Santos.

Este ano, a organização decidiu, com

o lucro obtido no evento, premiar os

Bombeiros de Ferreira do Zêzere.

n EVENTO A REPLICAR

O Jantar Convívio de profissionais

do pós-venda é uma iniciativa extremamente

válida, que pode e deve ser

repetida noutras zonas do país. “Os

profissionais da reparação automóvel

fazem parte de um todo, que é o

aftermarket. Só juntando-se e partilhando

experiências e conhecimentos,

é possível evoluírem e adaptarem-se

às mudanças do mercado”, disse Manuel

Cotrim, empresário natural de

Cernache do Bonjardim e estabelecido

na zona com a empresa de retalho MC

Peças. Segundo disse, “a importância

deste tipo de eventos para a fileira do

aftermarket, é crucial. A partilha de conhecimento,

a amizade, o convívio e o

espírito de entreajuda, são essenciais

para o crescimento do setor. Aconselho,

vivamente, outras zonas do país

a realizarem este tipo de encontros”.

Carlos Ribeiro, gerente da Pneurib

e um dos participantes do jantar,

“considera que estas iniciativas são

muito positivas e têm muito valor”. E

concluiu: “Aqui, as pessoas confrontam

ideias e opiniões, bem como apoiam-

-se mutuamente. Já tenho participado

nas edições anteriores e vou continuar

a assistir às próximas. Acredito no potencial

desta região e quem apostar

na qualidade do serviço, tem o futuro

assegurado”. ✱

Várias empresas

apoiaram o evento

Foram várias as empresas do aftermarket que apoiaram este evento, com a oferta de

equipamentos para sortear entre os participantes. No total, foram sorteados mais de 20

prémios, desde lanternas, malas de ferramentas, boosters, chaves pneumáticas e cursos de

formação técnica. O sorteio destes prémios foi um dos momentos altos do evento, tendo sido

muito apreciado e reconhecido por todos os participantes. Tecniverca, Bolas, Bosch, Domingos

& Morgado, Gonçalteam, Autozitânia, KRAUTLI Portugal, KROFtools, MGES e ALTARODA foram

as empresas que colaboraram com a oferta de prémios e, com este apoio, valorizaram o evento

e contribuíram para animar ainda mais este grande convívio.

Apoio:

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2019 I Maio


36

RedeInnov distribui ferramentas SAM

Confiança e transparência

A RedeInnov é o novo distribuidor de referência das ferramentas SAM para o

mercado de veículos ligeiros. A parceria acrescenta valor à RedeInnov, enquanto a

SAM reaparece fortalecida no mercado português

Para a SAM, as expectativas são

enormes, porque a RedeInnov é uma

empresa com muitos membros e de dimensão

nacional, o que lhe permite ter

uma cobertura total de todo o território.

“Com a RedeInnov como distribuidor,

torna-se muito mais simples comunicar

a qualidade das ferramentas SAM a

todo o país”, afirma Manuel Morales,

diretor ibérico da SAM.

Sendo fabricante das próprias ferramentas,

a SAM está sempre na linha

da frente em relação à evolução tecnológia

e ao desenvolvimento de novos

produtos. “Desenvolvemos, hoje, as

ferramentas que amanhã irão equipar

as oficinas. Somos um fornecedor muito

importante para as oficinas do futuro,

pois temos as soluções que elas necessitam”,

acrescenta Manuel Morales.

Sobre a parceria com a RedeInnov,

Manuel Morales conta como tudo começou:

“Procurei um parceiro para

construir um novo projeto SAM em

Portugal. Não tinha interesse em ter

muitos clientes, mas queria um bom,

com quem fosse possível trabalhar.

Lembrei-me do Nuno Reis. Por duas

razões. Primeira: a relação de amizade

que temos há muitos anos. Segunda:

porque sabia que ele estava a liderar um

projeto que poderia encaixar muito bem

na ideia que tinha do negócio. Combinámos

uma reunião e chegámos a

acordo. Estamos, agora, a começar a

construir este projeto, que irá crescer

com o contributo de todos os membros

da RedeInnov”.

Para Manuel Morales, “este projeto

precisa de novas ideias e mente aberta

para transmitir ao mercado a excelência

das ferramentas SAM, uma marca de

qualidade que fabrica com a mais elevada

tecnologia. A RedeInnov também

tem um novo conceito de distribuição

que encaixa perfeitamente no projeto

que a SAM tem para Portugal. A confiança

e a transparência que há entre as

Maio I 2019

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Publireportagem

37

duas empresas ajuda muito a partilhar

as dificuldades e a encontrar soluções

para o futuro”.

SAM COMPLETA REDEINNOV

Para Nuno Reis, responsável da RedeInnov,

o acordo com a SAM surgiu

no momento certo. “Há algum tempo

que procurávamos um parceiro para

a área das ferramentas. Já temos um

projeto em funcionamento numa área

mais técnica, dos equipamentos de

diagnóstico, mas queríamos completar

o leque de ofertas que temos para as

oficinas com uma marca de ferramentas

premium. A SAM foi a solução. Apesar

de ser uma marca premium, a SAM

tem a preocupação de ajustar o preço

à realidade do mercado português. Não

vale a pena vender um produto com um

preço desenquadrado da concorrência.

O facto de ser um projeto de relançamento

da marca em Portugal, também

nos permite partir de uma ‘folha em

branco’, o que torna as coisas mais

desafiantes”, explica.

Todos os membros da RedeInnov

estão a comercializar as ferramentas

SAM desde o início deste ano. Durante

os últimos meses, foram visitados pelo

veículo de demonstração SAM, que esteve

em todos os pontos de venda da

RedeInnov. O técnico da marca apresentou

a gama completa de produtos e deu

formação técnica aos vendedores, para

estes conhecerem os benefícios das ferramentas

SAM. No segundo semestre,

o veículo irá visitar novamente todos os

membros da RedeInnov para mostrar as

novidades e dar mais formação técnica.

NOVIDADES EXCLUSIVAS

A SAM fabrica as próprias ferramentas

e destaca-se pela inovação tecnológica.

O novo booster Kap’SAM,

sem bateria, demonstra bem o que é

a tecnologia SAM. Trata-se de um

equipamento de oficina revolucionário.

Este produto patenteado, único no

mundo, responde a todos os problemas

de arranque das viaturas. Utiliza uma

nova tecnologia, supercondensador

de grafeno, para fornecer a potência

necessária durante a operação de arranque.

Outro exemplo de inovação é

o carro de ferramentas inteligente, que

informa sobre a ferramenta que falta na

gaveta. Os carros também podem ser

personalizados, a nível de imagem e

tipos de ferramentas.

SERVIÇO GARANTIDO

A SAM Ibérica, liderada por Manuel

Morales, tem a sede em Pamplona, onde

dispõe de um armazém central, com

stock para Espanha e Portugal. Recebe

dois camiões por dia, vindos de França

e Holanda. Tem stock que garante o

serviço de entrega de produto entre 24

horas e 48 horas no máximo, em toda

a Península Ibérica. O serviço de pós-

-venda é assegurado pelo departamento

técnico que a marca tem em Pamplona.

No caso das ferramentas manuais, a

garantia é vitalícia. Brevemente, vai

contar com colaboradores portugueses

que vão disponibilizar suporte técnico

e comercial em português.

“Vamos investir nos recursos humanos

e no lançamento de mais produtos

inovadores, sem descurar o

serviço, que, hoje, se torna mais

importante do que o próprio

produto. O importante é fornecer

bem os distribuidores,

dando-lhes ferramentas que

os ajudem a vender bem os

produtos e a fidelizar os clientes

através de um processo

de compra simples e o mais

agradável possível. Considero

o contacto pessoal muito

importante. Por isso, vamos

privilegiar as visitas aos clientes,

com técnicos portugueses,

disponíveis para prestar todos os

esclarecimentos e informações”.

De acordo com Manuel Morales,

“em junho, a SAM vai dispor de uma

nova nova ferramenta informática. O

cliente vai poder identificar no website

a ferramenta, ver a quantidade que há

em stock e fazer a encomenda, com

toda a segurança e rapidez. “Esperamos,

com esta nova ferramenta informática,

crescer as vendas e melhorar ainda mais

o nível do serviço”.

AUMENTAR A NOTORIEDADE

Para aumentar a notoriedade da marca

SAM no nosso país, Manuel Morales

está a apostar em várias áreas. A primeira,

é a comunicação, com a publicação

de artigos e publicidade nos

meios da especialidade. A segunda, é

a presença nos salões do aftermarket,

como vai acontecer na expoMECÂ-

NICA, onde aparecerá junto com a

RedeInnov. Uma terceira área são as

campanhas e promoções de produto

“Temos três campanhas anuais, para os

períodos da primavera, verão e inverno,

que são comuns para todos os membros

da RedeInnov, mas, também, podemos

personalizar as campanhas, consoante

as necessidades e os objetivos de cada

cliente”, refere Manuel Morales.

CONFIANÇA NO FUTURO

A SAM reconhece que o mercado

português tem um enorme potencial

de crescimento para a marca. O objetivo

é servir as oficinas portuguesas com as

melhores ferramentas e dar-lhes todo

o apoio que necessitem a nível técnico

e de serviço.

“Temos, atualmente, disponíveis no

mercado várias linhas de produto para

diferentes tipos de clientes, sendo que,

no setor do aftermarket, dispomos de

um catálogo com todo o tipo de ferramentas

manuais, bem como carros de

ferramentas e, mais recentemente, uma

linha de boosters de última geração.

Acredito que estamos no bom caminho

e que, juntos, vamos contribuir para

o crescimento da SAM no mercado

português”, conclui Manuel Morales.


38

EMPRESA

Motorbus

À conquista do sul

A loja da Motorbus em Castanheira do Ribatejo ainda não tem um ano de atividade,

mas já representa 20% do negócio. E a tendência é para crescer, apesar das dificuldades

do mercado de peças para pesados

Por: Jorge Flores

A

Motorbus continua a conquistar

o mercado de peças

para veículos pesados a sul

do país. A empresa de Vila Nova de

Gaia inaugurou, há menos de um ano,

umas modernas instalações na Grande

Lisboa, mais concretamente em Castanheira

do Ribatejo. Um objetivo de

expansão alimentado pelos responsáveis

durante muito tempo e que já

começou a dar o seu devido retorno. O

balanço, até ao momento, “é extremamente

positivo”, segundo garante ao

Jornal das Oficinas, Pedro Lebre, que,

juntamente com Joel Lebre, tem a responsabilidade

de conduzir a empresa,

dividindo o seu tempo entre as lojas

do Porto e de Lisboa. Uma espécie

de vida profissional dupla. “Viemos

para Lisboa com a intenção de fazer

o nosso trabalho e de não entrar à

força, a todo o custo. Mas tudo tem

corrido bastante bem. Temos conquistado

quota de mercado. Este ano, vai

representar 20% do total do nosso negócio”,

sublinha Pedro Lebre.

A ordem, portanto, é avançar, mas

sempre com muita tranquilidade.

“Isto é uma longa maratona, não um

sprint. Não é para fazer tudo num

curto espaço de tempo. Queremos

ter substância e todos os pilares bem

alicerçados. Viemos de armas e bagagens”,

acrescenta o responsável. O

mercado, a sul, não era inóspito para

a Motorbus, que ainda antes da abertura

da loja mantinha um comercial

a desenvolver o negócio na região.

Mas tudo muda com uma presença

física. E a empresa, desde que abriu

o novo espaço, com uma elegante

exposição das marcas, já duplicou o

número de clientes que os procura

na Grande Lisboa.

Maio I 2019

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39

n PRODUTOS PREMIUM

No próximo ano, a Motorbus completará

um quarto de século de vida.

E o balanço da trajetória já percorrida

é muito positivo. “É evidente

que tem corrido muito bem, apesar

de o mercado estar a passar por um

período complicado. Particularmente

o segmento das peças para pesados”,

refere Pedro Lebre. Porquê? “Porque

as novas tecnologias têm retraído um

pouco o aftermarket”, explica. Acresce

a isto o facto de “a mão de obra estar

caríssima”. Atualmente, “já representa

um custo superior ao material, no

caso dos pesados”, esclarece. “A única

solução é estarmos cada vez melhor

capacitados, dispormos de bom stock

e serviço, de modo a conseguirmos

cas premium, é um dos grandes

trunfos da Motorbus. “Não está no

nosso horizonte, nesta altura, inverter

a situação. O camião não pode

estar parado. O transportador, ou

o mecânico, quer montar a peça e

esquecê-la. Não quer estar, uma semana

depois, a colocar novamente

o disco de embraiagem, por exemplo.

Não faz sentido”, defende. O

que também tem toda a lógica é a

relação de confiança e de grande

proximidade com parceiros e fornecedores.

“É outra das vantagens de

ter fornecedores premium. Estamos,

permanentemente, em contacto

com eles. É fundamental, tal como

darmos acompanhamento técnico

aos clientes”, diz.

alargar a oferta aos clientes. Temos

de ter uma presença forte no mercado”,

preconiza Pedro Lebre.

Trabalhar, em exclusivo, com marn

EVOLUÇÃO CONSTANTE

A evolução da Motorbus tem sido

constante. Além da duplicação do

negócio com a abertura da loja a sul

do país, a empresa tem aumentado

o número de referências em catálogo.

Há dois anos, dispunha de 30

mil referências. Hoje, esse número

aumentou para 38 mil. “Com a nova

tecnologia e com as normas Euro V e

Euro VI, somos obrigados a ter stock

e a abrir mais referências para dar

soluções aos nossos clientes”, explica

o administrador. A distribuição cobre

todo o país (ilhas incluídas), além de

vários países na Europa e em África,

embora a exportação ainda seja algo

residual para a faturação da empresa.

Pedro Lebre não fecha a porta a uma

maior aposta internacional, mas esta

não é a prioridade atual. “Em Portugal,

ainda não fizemos tudo”, conta. Para

já, o foco está colocado em Castanheira

do Ribatejo. “Neste momento,

estamos a investir bastante aqui. O

mercado a sul está deveras apetecível

e tem muito para crescer”.

A Motorbus em Lisboa tem de ser

tão forte como no Porto. Ambas têm

de estar ao mesmo nível. Mas isso

levará o seu tempo. São mais de 20

anos a trabalhar o mercado no norte.

Em pouco tempo, não é possível, até

porque a concorrência é muito ativa”,

afirma.

A equipa do Motorbus tem crescido

nos últimos anos, à semelhança das

receitas da própria empresa. 2018 foi

um ano de crescimento, na ordem dos

20%, contando, neste registo, já com

os proveitos da nova loja, mas ainda

parcialmente, uma vez que quando

esta foi inaugurada, já o ano ia a meio.

“Em 2019, temos espaço para crescer

mais. Os números vão ser melhores

este ano”, garante Pedro Lebre. “Qualidade,

diversificação e quantidade

disponível” continua a ser a receita

de sucesso. Agora, em duplicado: no

norte e no sul do país. ✱

Motorbus

Administradores Pedro Lebre e Joel Lebre | Loja da Grande Lisboa Rua do Carril, n.° 33 C, 2600 - 623 Castanheira

do Ribatejo | Telefone 263 287 000 | Email motorbus@motorbus.pt | Site www.motorbus.pt

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2019 I Maio


40

EMPRESA

Auto Esfera

História interminável

Com 72 anos, a Auto Esfera é um símbolo de longevidade no aftermarket nacional. O Jornal das

Oficinas visitou a empresa bracarense, que dispõe de um vasto armazém (atravessa duas ruas) e

que acabou de assinar uma parceria com a marca holandesa Kroon Oil

Por: Jorge Flores

Poucas empresas nacionais podem

orgulhar-se de celebrar

72 anos de atividade. No pós-

-venda automóvel, ainda menos. Mas

a história da Auto Esfera, essa, parece

interminável. Nasceu em 1947, ainda

durante o negro período da Segunda

Guerra Mundial, em Braga, com a designação

social de Auto Esfera, Lda.

e pelas mãos do fundador, Luís José

de Sá Gomes. Desde cedo, a empresa

mostrou a sua vitalidade, tanto dentro

como fora do país. Em 1977, a designação

social mudou para Sá Gomes, Lda.

e, em 2013, tornou-se numa sociedade

anónima, mantendo, porém, sempre o

mesmo nome de “guerra”: Auto Esfera.

Um legado tão vasto quanto os corredores

do seu armazém, que atravessa,

literalmente, duas ruas na cidade.

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41

Manuel Cruz Gonçalves, administrador

da empresa que abraçou há

41 anos, recebe o Jornal das Oficinas,

juntamente com Leonor Gomes e Rui

Duarte, respetivamente, filha e neto do

fundador da empresa, para contar um

pouco do que foi o percurso até aos

dias de hoje e para revelar uma outra

novidade: a parceria recentemente

firmada com a Kroon Oil (ver caixa,

nestas páginas).

n STOCK (QUASE) INFINITO

Manuel Cruz Gonçalves descreve o

pós-venda do passado como muito

distinto do atual. “Hoje, é muito mais

agressivo. Vivemos uma agressividade

descontrolada”, lamenta. Em Braga,

ainda mais. “Há 15 anos, havia três

casas de peças na cidade. Hoje, existem

103. Em Braga, a Auto Esfera era

a única que existia há 30 anos”, afirma.

Apesar disso, a empresa tem triunfado

ao longo das décadas. “Fruto

dos alicerces e da solidez financeira

e económica que sempre tivemos e

do stock disponível, conseguimos manter-nos

sempre saudáveis”, garante o

administrador.

Sobre a profundidade dos corredores

do armazém, com 5.000 m 2 , espaço

outrora pertencente a uma fábrica de

balanças (e que atravessa duas ruas

na cidade), o administrador admite

que, pela idade da empresa, algum

do produto “perdeu valor comercial”.

Ainda assim, a Auto Esfera faz a gestão

de nada mais nada menos do que

50 mil referências e perto de 2.500

clientes ativos. “O cliente chega aqui

e tem sempre a peça que deseja. Isso

é garantido. E não vendemos preços”,

afirma o responsável.

n EVOLUÇÃO SUSTENTADA

A Auto Esfera tem sob sua responsabilidade

21 funcionários efetivos e

uma equipa de oito vendedores. No

seu catálogo, dispõe de marcas como

SKF, praticamente desde os primeiros

tempos da empresa, CoopersFiamm,

Purflux, NGK, Brembo, Metelli, Federal

Mogul, GMB, Vernet, Spanjaard e Kroon

Oil, para darmos alguns exemplos.

Segundo Manuel Cruz Gonçalves, os

produtos mais procurados são filtros,

velas, amortecedores e embraiagens.

No fundo, tudo o que está relacionado

com mecânica. “Respeitamos o princípio

de fidelidade às marcas com quem

trabalhamos”, afirma o responsável,

que não tem dúvidas da importância

dos “valores” como fator distintivo

da empresa. “O espírito conservador

que tenho no negócio diferencia-nos.

Cria laços com fornecedores e clientes.

Muitos deles nunca nos deixaram”,

confidencia.

Sobre o futuro, mostra a mesma prudência.

“Gostava que houvesse alguma

evolução nos negócios. Mas que fosse

sustentável, como sempre tem sido.

Não queria ver a empresa a entrar em

alta velocidade para, depois, ter de descer,

como acontece a muitas outras.

Costuma ser uma queda vertiginosa.

É preferível uma evolução consistente

e não entrar em loucuras. É a nossa

filosofia de vida e iremos mantê-la”,

assegura Manuel Cruz Gonçalves. ✱

Parceria com

Kroon Oil

Uma das novidades da atividade da

Auto Esfera é a parceria celebrada com

a Kroon Oil. Manuel Cruz Gonçalves

confidencia que esta escolha esteve

relacionada com o vasto leque de

produtos da marca holandesa e com a

qualidade da informação prestada aos

clientes. “Achámos que seria interessante

introduzir a marca no nosso stock”,

explica. O acompanhamento técnico

não é um pormenor. “Têm prestado toda

a colaboração de que necessitamos.

Estamos a começar a trabalhar o produto.

A primeira encomenda foi em setembro.

Ainda está a nascer. Mas vai gerar os

seus efeitos”, garante o administrador.

Para Amadeu Fernandes, country

manager Portugal da Kroon Oil, a

parceria é crucial. De tal forma, que fez

questão de estar presente durante a

visita do Jornal das Oficinas. “Esta casa

já tem um relacionamento connosco, há

vários anos, através da Spanjaard. Foi

dos primeiros clientes a norte do país e

essa relação dura até hoje. Agora, aceitou

o grande desafio de trabalhar a Kroon

Oil, que é uma marca que oferece as

mesmas garantias do que a Spanjaard”,

adianta. O responsável explica outras

vantagens da marca, tanto em termos

de gamas e aprovações, como de

ferramentas disponíveis para ajudar os

clientes, como, por exemplo, uma boa

plataforma digital. “´É um conhecimento

que facilita a aquisição. Além disso, terão

o apoio da fábrica”, sublinha Amadeu

Fernandes, revelando que a empresa

bracarense, em breve, “será visitada por

um dos diretores da Holanda, que virá

cumprimentar esta antiga casa do norte”.

Auto Esfera

Administrador Manuel Cruz Gonçalves | Sede Rua Cidade do Porto, n.° 100/104, 4705 – 084 Braga

Telefone 253 200 701 | Email manuelgoncalves@autoesfera.pt | Site www.autoesfera.pt

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2019 I Maio


42

EMPRESA

Montcada

Especialistas em pneumática

A Montcada, especialista em suspensões pneumáticas há 25 anos, iniciou a comercialização dos

seus produtos em Portugal, recorrendo à mesma filosofia de negócio que utiliza em Espanha:

apoiar os parceiros com formação especializada para montagem e reparação destes componentes

Por: João Vieira

Nasceu em Barcelona, no ano

de 1994, e começou a sua

atividade dedicada à venda

de suspensões pneumáticas para

veículos industriais. Dispõe de três

armazéns em Espanha (Valência,

Madrid, Barcelona) e conta com um

serviço de entrega de encomendas

em 24 horas para qualquer ponto

da Península Ibérica. Recentemente,

iniciou a comercialização de suspensões

pneumáticas para veículos ligeiros,

tendo lançado uma gama de

marca própria: Montcada Auto. Para

além desta, tem disponível produto

de primeiro equipamento da Bilstein,

porque a filosofia é trabalhar

com um elevado nível de qualidade.

n ESTRATÉGIA BEM DEFINIDA

Xavier Rodriguez, diretor de desenvolvimento

internacional da

Montcada, explica a estratégia da

empresa para o nosso país: “Consideramos

o mercado português

muito importante para o desenvolvimento

do nosso negócio e,

por isso, queremos estar presentes

com o nosso conceito. Somos

conhecidos como especialistas em

suspensões pneumáticas para veículos

industriais, mas, agora, queremos,

também, ser reconhecidos

como especialistas deste tipo de

solução para automóveis. Temos

uma gama de produto que cobre

95% do mercado europeu”.

A Montcada não vende produtos

recondicionados, pois, como frisa

Xavier Rodriguez, considera que

“o produto recondicionado não

oferece a qualidade que estas peças

técnicas devem ter”. A marca

própria é produzida em fabricantes

que estão certificados com as normas

ISO/TS 16949 e ISO 9001:2015,

o que permite oferecer aos clientes

um produto da máxima qualidade.

“A nossa estratégia comercial

diferencia-se da concorrência, no

sentido em que oferecemos valor

acrescentado com as nossas ações

de formação. Num produto muito

técnico, como é a suspensão pneumática,

temos de escolher criteriosamente

os distribuidores e dar-lhes a

formação necessária para trabalharem

bem o produto e transmitirem

os conhecimentos aos seus clientes

oficinas”, assegura Xavier Rodriguez.

n REDE MONTCAR AUTO

A Montcada aproveitou a sua participação

como expositor na Motortec

Automechanika Madrid para

apresentar o seu mais recente projeto,

denominado Montcar Auto.

Trata-se de uma rede de oficinas

especializadas na manutenção e

reparação de suspensões pneumáticas

para veículos ligeiros. A

empresa propõe uma série de

material de apoio: imagem, formação,

informação técnica, marketing,

programa de fidelização, garantia

integral. Em relação à imagem, a

oficina terá uma placa identificativa

do tipo de serviço que presta,

mantendo a sua personalidade

própria, mas dando notoriedade

à sua especialização em suspensões

pneumáticas. As oficinas especializadas

Montcar Auto também vão

existir em Portugal, mas, por agora,

o principal objetivo é consolidar a

distribuição no nosso país e dar formação

aos vendedores, que serão

portugueses. ✱

Montcada Artículos Técnicos, SL

Diretor de desenvolvimento internacional Xavier Rodriguez | Sede C/ Garrigues, 6, Pol. Ind. Can Nada, 08185 Lliçà de Vall

Telefone +34 935 624 450 | Fax +34 935 624 541 | Email montcada@montcada.com | Site www.montcada.com

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44

FORMAÇÃO

CEPRA

Aposta na qualificação

Há quase 40 anos no ativo, o CEPRA é um nome incontornável na área da formação. Este ano,

juntou os parceiros para discutir a “Qualificação de Recursos Humanos para o Setor Automóvel -

Relevância das Intervenções das Empresas”

Por: Joana Calado

Em dois encontros realizados no

mês de março, um a 19 (sede do

Prior Velho), outro a 20 (delegação

da Maia), o CEPRA (Centro de

Formação Profissional da Reparação

Automóvel) juntou representantes de

mais de 200 empresas com as quais

trabalha diariamente na componente

de formação no contexto de trabalho.

No seu discurso de abertura, António

Caldeira, diretor do CEPRA, referiu

que, em 2018, o centro acolheu 4.352

formandos em 295 ações formativas,

o que se refletiu em 38.342 horas de

formação. Estes formandos representam,

para o CEPRA, uma taxa de

sucesso de 95,8%, sendo esta a taxa

de empregabilidade relativa a alunos

formados pela instituição.

Atualmente, o centro de formação

atua em duas áreas, que se

complementam entre si. Por um

lado, a formação nos denominados

CTE (Cursos de Especialização

Tecnológica) e na formação inicial,

com equivalência escolar. Por outro,

a prestação de serviços às empresas,

que inclui, não só, a formação

de curta duração, com deslocação

à empresa ou com os formandos a

rumarem às instalações do CEPRA,

como, também, formação modular

contínua.

n VALORIZAR OS ESTAGIÁRIOS

António Caldeira deixou ainda um

alerta às empresas: “Devemos valorizar

os estagiários e pensar neles

como uma mais-valia para as organizações”.

A parceria com o Centro

Qualifica permite ao CEPRA dar aos

seus formandos equivalências ao ensino

regular. Deste modo, a instituição

convida as empresas a oferecem

aos seus colaboradores a formação

que estes necessitam. Segundo dados

de 2016, no ramo automóvel a

grande maioria dos trabalhadores

apenas dispunha do ensino básico,

equivalente ao 9.° Ano. Através da

parceria com o Centro Qualifica, o

CEPRA já formou 179 mecatrónicos

e 582 mecânicos ligeiros. Sendo

estas as duas profissões com maior

procura, em contraste com bate-chapas

e pintores, cujo curso é o menos

procurado do centro, enfrentando,

neste momento, sérias dificuldades,

uma vez que, este ano, se iniciou com

menos formandos do que o normal.

No âmbito da parceria do CEPRA

com o IEFP, estiveram presentes nos

encontros, também, Ana Torres e

José Varela, gestores de empresas

na instituição pública, que centraram

as suas apresentações nas mudanças

de paradigma no recrutamento.

Ana Torres, destacou o facto de cada

vez mais os recrutadores procurarem

mais características sociais do

que técnicas. O CEPRA aproveitou a

oportunidade de juntar na mesma

sala vários parceiros de formação em

contexto de trabalho, ainda que de

pontos diferentes do país, para premiar

as empresas que, nos últimos

10 anos, acolheram mais estagiários,

dividindo-as por categorias: Bronze

para quem acolheu quatro a cinco

formandos; Prata para seis a nove

formandos; Ouro para 10 ou mais

formandos.

Entre os dois encontros, das 200

empresas representadas, 89 foram

premiadas, tendo sido atribuídos

13 prémios na categoria Ouro, 25

na categoria Prata e 51 na categoria

Bronze. ✱

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Y

CM

46

OFICINA DO MÊS

Arfil Trucks

MY

CY

CMY

K

Sempre a fundo nos pesados

A experiência de muitos anos ligada à competição com veículos pesados tem permitido

a Artur Fidalgo gerir a Arfil Trucks, com o mesmo dinamismo e rapidez das corridas em que participa

Por: João Vieira

Há 26 anos sempre dedicada à manutenção

e reparação de camiões,

a Arfil Trucks é das mais antigas e

conceituadas oficinas de pesados existentes

no nosso país. Localizada em Porto de

Mós, uma região muito forte na assistência

a veículos pesados, a empresa tem como

principais clientes muitos motoristas particulares

e alguns frotistas, que confiam na

sua qualidade de serviço e na capacidade

de resposta da empresa.

Com um percurso profissional sempre

ligado aos pesados, Artur Fidalgo é um

profissional especializado. Mas, também,

um grande entusiasta e praticante do desporto

motorizado, na vertente dos veículos

pesados. “A competição nos pesados

aparece pelo gosto que sempre tive pela

mecânica dos grandes camiões. Não me

considero um piloto profissional, mas um

simples amador que se dedica com paixão

a esta modalidade. Atualmente, faço

apenas demonstrações em encontros do

setor e algumas rampas, com o intuito

de divulgar a modalidade. Mas, este ano,

tenho a intenção de trazer a Portugal uma

prova a ‘sério’ de camiões, integrada no

campeonato espanhol”, disse.

A experiência de Artur Fidalgo na competição

tem trazido mais-valias para a sua

atividade profissional, pois, como afirma,

“o que acontece no mundo da competição

ajuda-nos a resolver muitos problemas

que surgem no dia a dia da oficina. Por

exemplo, atualmente, a competição não

permite que os motores façam fumo, o

que nos obriga a aperfeiçoar as mecânicas

e daí conseguimos tirar proveito para a

nossa atividade”, acrescenta.

n NOVOS PROJETOS NO HORIZONTE

A Arfil Trucks caracteriza-se por disponibilizar

vários serviços pouco habituais de

encontrar noutras oficinas, como a reprogramação

de centralinas e diagnóstico de

avarias (mecatrónica). A estes serviços, vai

acrescentar um banco de potência único

na Península Ibérica, com capacidade de

testar motores até 1.400 cv. Trata-se de um

projeto totalmente desenvolvido pela empresa,

que vai permitir preparar motores

de pesados para a competição em pista

e para o Dakar. Para além destes serviços

inovadores, a Arfil Trucks vai manter as

áreas de mecânica, bate chapa e pintura,

que irão evoluir ainda mais quando as instalações

forem renovadas e ampliadas.

n PARCEIRO DE REFERÊNCIA

A Arfil Trucks tem como fornecedor de

referência a Motorbus. “É uma parceria

antiga, que tem corrido muito bem. A

qualidade dos produtos, o serviço de

excelência e a capacidade de resposta

são fatores que têm contribuído muito

para o nosso sucesso. Não conseguimos

ter stock constante, mas com o apoio da

Motorbus, temos sempre a peça que precisamos,

no momento certo. Hoje, o nosso

cliente já não pede peças mais económicas

e de baixa qualidade, porque sabe que “o

barato sai caro”, conclui Artur Fidalgo. Q

Arfil Trucks

Gerente Artur Fidalgo | Morada Zona Industrial Amarela, n.º 1, Calvaria de Cima, 2480 - 051 Porto de Mós | Telefone 244 470 938

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Maio I 2019

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TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO


48

ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

Prova de confiança

O concurso Melhor Mecatrónico 2019 prossegue a bom ritmo. Até porque já está online

o terceiro questionário. Mas a importância dos patrocinadores é crucial para o sucesso da

iniciativa. Autozitânia e Ferdinand Bilstein Portugal reiteram o seu apoio ao Jornal das Oficinas

Filipa Pereira, Ferdinand Bilstein Portugal

bilstein group faz parte da

história do Jornal das Ofi-

“O cinas. Para nós, é sempre

importante participarmos e apoiarmos

as iniciativas por ele promovidas, solidificando,

também, a parceria estratégica

de comunicação que mantemos

há vários anos. O Melhor Mecatrónico é

mais do que um concurso para apurar

o vencedor de uma iniciativa. Representa,

também, uma oportunidade

para divulgar as nossas marcas, realizar

networking com clientes e outros

players e assistirmos ao futuro… de

perto! Esta é uma ação totalmente virada

para futuro. E é exatamente desta

forma que o bilstein group se encontra

enquadrado no mercado, sendo este

um dos grandes motivos pelos quais

decidimos associar-nos ao concurso

desde o primeiro dia.

Os participantes desta iniciativa serão

os mecânicos de amanhã. E alguns

já exercem o ofício hoje. A profissão

de mecatrónico tem-se tornado cada

vez mais significativa tendo em conta

todas as mudanças e desenvolvimentos

tecnológicos e digitais que o setor

automóvel tem assistindo, dando

força à tese de que o futuro automóvel

precisa, sem dúvida, de profissionais

qualificados e especializados na área

da mecatrónica.

As novas tecnologias emergentes

vão trazer (e trazem já) grandes

alterações ao negócio automóvel,

sobretudo em termos de reparação.

Contudo, o bilstein group está preparado

para recebê-las, para lidar com

todas as novidades tecnológicas que

chegam a ritmos alucinantes e será,

certamente, também parte desta

mudança e deste desenvolvimento

digital”. ✱

Flávio Menino, Autozitânia

“A

Autozitânia está associada

à iniciativa Melhor Mecatrónico,

organizada pelo

Jornal das Oficinas, desde a primeira

edição. Trata-se de um concurso que

consideramos importante e diferenciador

no nosso mercado. E que permite

aos mecatrónicos demonstrarem

os seus conhecimentos, colocando-os

à prova. Devido ao sucesso dos anos

anteriores, bem como à constante

evolução deste concurso, que está a

ganhar cada vez mais adeptos, decidimos

voltar a associar-nos e renovar

o apoio a esta excelente iniciativa.

A profissão de mecatrónico automóvel

é cada vez mais relevante no nosso

mercado. Antevemos que ganhe

ainda maior importância no futuro.

Com a constante e rápida evolução

dos automóveis, este ofício torna-se

cada vez mais importante. Até por-

que é fundamental ter profissionais

muito bem preparados para desempenhar

esta atividade. Também por

isso, decidimos apoiar, novamente,

esta iniciativa.

Os desafios que se colocam à atividade

da Autozitânia são inúmeros. E

enormes. A mudança e a evolução, à

velocidade vertiginosa como acontecem

atualmente, são desafios

muito exigentes que enfrentamos.

E a nossa capacidade de adaptação

torna-se, por isso, fundamental para

os ultrapassarmos com sucesso. É essencial

acompanhar de muito perto

as constantes alterações e inovações

que o mercado nos coloca, bem como

perceber qual a melhor forma de agir

para enfrentar os desafios, tendo em

conta a digitalização, a conectividade,

a automação e a ‘eletrificação’ do automóvel”.


Maio I 2019

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Este é o Russ Stanley, Diretor da Revolution

Porsche, no Reino Unido.

O Russ utilizou o marketing digital para oferecer

diversas opções de apoio online que tornaram

o seu negócio num dos maiores e melhores

especialistas da Porsche no Reino Unido.

No nosso centro de #OFICINASORIGINAIS

juntamos os Verdadeiros Originais, de oficinas

de todo o mundo, que confiam na TRW e

partilham a nossa dedicação à excelência.

Verdadeiros profissionais que utilizam as suas

ideias e soluções originais para se certificarem

de que as suas oficinas são as melhores naquilo

que fazem.

Visite #OFICINASORIGINAIS para ouvir as suas

vozes e descobrir conselhos, ideias e dicas que

fazem com que os clientes regressem sempre

às suas oficinas.

OFICINAS

ORIGINAIS

MARKETING DIGITAL

www.trwaftermarket.com/oficinasoriginais

Parte da ZF Aftermarket, cada peça TRW é concebida para superar desafios, tal como

os colaboradores dedicados de todo o mundo que as fazem chegar até si. Apoiados por

uma rede global de especialistas no mercado de pós-venda, os produtos TRW ditam os

padrões da segurança e da qualidade.


50

ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

Premiar a

eficiência

As inscrições para o concurso Challenge

Oficinas 2019 estão abertas. Mas nem

só de gestão e eficiência vive a terceira

edição desta iniciativa. Também aqui, o

apoio dos patrocinadores é fundamental.

Paulo Santos, brand manager da Valvoline,

explica as razões que levaram a marca que

representa a aderir a este evento ímpar

Paulo Santos, Valvoline

nossa representada Valvoline

olha para o after-

“A market automóvel e para

as oficinas de uma forma prioritária.

Todo o nosso trabalho desde 2010 tem

estado assente nos profissionais do

setor. As tarefas que desenvolvemos

destinam-se a salvaguardá-los. Dessa

forma, disponibilizamos toda a nossa

gama de produtos e de soluções. De

uma forma fácil e profissional, defendendo

os interesses de todos os intervenientes

e, em especial, o cliente

final. Não fomentamos nem encaramos

como forma de comercialização dos

nossos produtos a vertente online, as

grandes superfícies ou qualquer outro

tipo de canal que não seja o profissional.

Só assim podemos garantir a

correta aplicação dos nossos produtos,

bem como salvaguardar a recolha dos

mesmos em fim de vida. Numa era

tão ecológica como a que atravessamos,

parece-me contraproducente

negligenciarmos este tipo de aspetos,

como o destino dos lubrificantes em

fim de vida, por exemplo.

A nossa marca está, seguramente,

muito presente no setor oficinal. Em

especial, no que diz respeito ao aftermarket

de ligeiros. Até porque é esse

o nosso objetivo principal. No entanto,

estamos presentes em vários setores

de atividade e, se analisarmos cada

um, percebemos, por exemplo, que,

no mercado de pesados, os frotistas

tendem a ter a sua própria oficina. E,

neste caso, por exemplo, temos de

marcar presença nos pontos, sempre

através dos nossos distribuidores, que

foram eleitos para o efeito.

Hoje, a eficiência e a formação são

tão importantes como o conhecimento

técnico das peças e a correta aplicação

dos produtos. Contudo, a correta

aplicação das peças e o conhecimento

técnico das mesmas estão intimamente

relacionadas com a formação e a eficiência.

Acredito que sempre que um

componente se danifica (talvez a exceção

sejam os componentes de desgaste),

algo provocou essa degradação.

Nesse sentido, sem formação sobre a

complexidade global do equipamento,

não será fácil chegar ao diagnóstico

e efetuar uma reparação eficiente. O

conhecimento técnico do componente

a substituir, bem como a sua correta

aplicação, levam, em muitos casos, a

uma avaria repetida, uma vez que não

foi levada em linha de conta a causa

que provocou a avaria inicial. Este é um

dos maiores problemas do nosso setor:

a falta de formação e de eficiência, que

levam a um elevado nível de garantias e

de devoluções de componentes. Hoje,

é vital um diagnóstico eficiente e bem

fundamentado. Os componentes tendem

a ser cada vez mais onerosos. Um

mau diagnóstico não resolve a situação.

Antes cria inércia e desconforto no

setor. Iniciativas como as que o Jornal

das Oficinas tem levado a cabo, são

fundamentais para alertar o setor para

esta realidade. Em suma, todos os pontos

que refiro são fundamentais para

a credibilização do setor e para uma

economia mais saudável”. ✱

Maio I 2019

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NOTÍCIAS EMPRESAS

52

Exide anuncia instalação solar inovadora

em Portugal

A Exide Technologies anunciou uma nova instalação fotovoltaica de 3,5 MWp na sua fábrica, em Castanheira,

Portugal. Será apoiada por um sistema de armazenamento de energia usando a tecnologia

de bateria de alto desempenho da GNB, permitindo que a energia gerada seja consumida conforme

necessário. Será uma das maiores unidades de geração de autoconsumo com armazenamento

na Europa, demonstrando o potencial de sistemas deste tipo para serem implantados em escala.

A assinatura oficial do contrato ocorreu em abril de 2019, nas instalações de Castanheira, logo

seguido do início oficial do projeto. Stefan Stübing, presidente EMEA e vice-presidente executivo,

esteve presente em nome da Exide, enquanto a EDP foi representada por Vera Pinto Pereira, membro

do Conselho Executivo e CEO da EDP Comercial.

Brembo mostrou exposição com pinças de travão

A Brembo levou a cabo a exposição “Brembo Designing Emotions”, um projeto criado para o Fuorisalone,

sendo realizado, em conjunto, com o Salone del Mobile 2019. A instalação foi exibida no Dino

Buzzati Hall do edifício Corriere della Sera, no bairro histórico de Brera, em Milão. “Brembo, Designing

Emotions” combina pesquisa e linguagem para levar a visão do design industrial às outras dimensões

do pensamento e da identidade criativa. A exposição envolveu autores que já expuseram os seus

projetos artísticos a nível internacional, convidando-os a oferecer a sua visão do produto industrial

da Brembo. A exposição foi criada por Moreno Gentili, um designer de conceitos que, uma vez mais,

juntou artistas e indústria para trazer o design para um lugar onde sonhos, visões e impressões se

juntam numa comunicação inovadora.

NTN-SNR lança novo catálogo

de distribuição

A NTN-SNR lança um novo catálogo de distribuição para

2019, dedicado a viaturas de turismo e veículos comerciais

ligeiros. Totalmente dedicado à distribuição de motores, o

novo catálogo, com 700 páginas, propõe uma gama completa

de 1.243 referências, das quais 127 são novas, disponibilizando

aos profissionais de distribuição e reparação automóvel, uma

vasta gama que abrange as principais marcas europeias e

asiáticas, com produtos de origem ou qualidade de origem.

O novo catálogo da NTN-SNR consiste numa ferramenta de

trabalho prática e eficaz, com vários capítulos dedicados

às diferentes famílias de produtos, um índice de conteúdo

preciso e um design simples, que facilita a busca da peça.

Disponível em nove idiomas, poder ser consultado através

deste link.

Eni e Fiat Chrysler Automobiles

estabelecem acordo

No âmbito do acordo assinado em novembro de 2017, a Eni

e a FCA uniram-se para desenvolver o novo combustível com

baixo nível de emissões: o A20. Ao aproveitar o seu baixo teor

de carbono, o seu componente biológico e o seu alto índice de

octanas, o novo combustível alternativo emite até menos 3%

de emissões de CO 2

. Tal deve-se ao seu teor de metanol – 15%

- e apenas 5% de álcool etanólico. A fórmula foi concebida

para reduzir as emissões diretas e indiretas de CO 2

, de acordo

com os novos procedimentos WLTP, sendo compatível com a

maioria dos automóveis a gasolina vendidos a partir de 2001.

O teste inicial terminou há algumas semanas e foram usados

cinco Fiat 500 da frota Eni Enjoy, em Milão. Num sistema de

carsharing, os veículos foram alugados por cerca de 9.000

vezes e viajaram 50 mil km durante os 13 meses do teste,

sem apresentarem nenhum problema.

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54

NOTÍCIAS

Empresas

Auto Acessórios Formigosa

apresentou MECAFILTER

No passado dia 6 de abril, a Auto Acessórios Formigosa apresentou a MECAFIL-

TER, tornando-se, assim, num dos representantes desta marca. A apresentação

realizou-se na Quinta “O Stop 2”, onde decorreu um jantar convívio entre a Auto

Acessórios Formigosa, os clientes e os fornecedores, cujo intuito foi apresentar

a nova marca com a qual a empresa começou a trabalhar.

“Seremos os distribuidores da MECAFILTER no Alto Minho e em Espanha, perto

da nossa fronteira, visto que, para além da nossa sede, em Valença, e das filiais

em Monção e Lisboa, temos, também, a nossa empresa em Espanha: Recambios

Tui, S.L.”, deu conta a Auto Acessórios Formigosa, em comunicado enviado à nossa

redação. Fizeram parte deste convivo mais de 80 oficinas, clientes de Portugal

e Espanha, estando presentes perto de 180 pessoas no jantar, que tiveram a

oportunidade de ver os produtos MECAFILTER e obter as devidas informações

sobre os mesmos com a ajuda dos vendedores e dos representantes da marca.

Schaeffler une-se à BMW no DTM

A temporada de 2019 do Touring Car Championship Alemão (DTM) abriu com uma

grande notícia: a Schaeffler AG tornou-se parceiro premium da BMW M Motorsport,

dentro de um plano de cooperação de longo prazo. O DTM Schaeffler BMW M4,

baseado no carro de corrida da equipa BMW RMG, com uma potência de mais de

600 cv, vai usar o design verde e branco para as 18 corridas no calendário, com o

campeão da categoria. A participação em diferentes categorias de competição

sempre foi importante para Schaeffler e esta estratégia vem reforçar a sua colaboração

com a BMW Motorsport no DTM. Enquanto fornecedor de componentes e

sistemas para alta precisão, desde o motor à transmissão, passando pelo chassis e

rolamentos para muitas aplicações, o Grupo Schaeffler está a moldar a mobilidade

do futuro de uma forma muito significativa. Desde a sua criação, que a empresa

se destaca pela sua capacidade de inovar para os clientes.

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CONSELHOS DA TRW

Colaboração

Como pode o marketing

digital beneficiar a sua oficina?

O marketing digital é, simplesmente, qualquer material de marketing que se

publica online e que é visualizado em computadores, tablets ou telemóveis. Para

pequenas e médias empresas, como uma oficina de reparação de automóveis,

que não têm a equipa nem o orçamento necessários para organizar grandes

campanhas publicitárias, o marketing digital significa fazer o melhor uso das redes

sociais, emails e websites para comunicar com clientes (atuais e potenciais).

O marketing, digital ou outro, sempre esteve relacionado com a capacidade de

alcançar o seu público-alvo no sítio certo à hora certa. A maioria de nós passa

uma quantidade significativa de tempo ao telemóvel, a ler emails e a participar

em redes sociais. Atualmente, muitas pessoas já não conseguem estar a ver

televisão sem estarem a navegar ao mesmo tempo na Internet. Isso significa

que o seu esforço de marketing, seja grande ou pequeno, deve alcançar os

clientes no local onde eles já estão a passar muito do seu tempo: online.

Tratando-se de um negócio independente. Você, provavelmente, não tem uma

equipa de marketing para escrever blogs e eBooks ou para planear campanhas

de marketing por email que atraiam novas oportunidades de negócio. Mas

com um pouco de reflexão e tempo, pode usar o marketing digital a seu favor.

Existem, essencialmente, duas maneiras de atrair clientes usando marketing

digital: Outbound Marketing e Inbound Marketing. Então, qual a diferença?

Outbound Marketing

Coloca as mensagens diretamente na frente do maior número de pessoas possível

no espaço online. Por exemplo, pode pagar para colocar um banner num website

de terceiros. Trata-se de algo pelo qual terá de pagar e, a menos que tenha alguém

na sua oficina que perceba de marketing digital, normalmente teria de pagar

a um especialista em marketing pela sua ajuda. Mas há coisas que pode fazer

sozinho, sem pagar por um espaço publicitário ou pela apoio de profissionais

de marketing. Estas coisas fazem parte da categoria do Inbound Marketing.

Inbound Marketing

Usa conteúdo online para atrair clientes alvo para websites, fornecendo-lhes

informações interessantes ou úteis. Por exemplo, uma página bem escrita

num website, que explica o que a sua empresa oferece ou publicações

regulares em redes sociais com notícias e anúncios sobre promoções.

Uma grande vantagem do Inbound Marketing para pequenas e médias

empresas é que precisa de pouco ou nenhum orçamento para usá-lo.

Basta criar um conteúdo interessante ou útil que o seu público deseja

ver e o único investimento necessário é um pouco do seu tempo.

Então, onde deve começar? A melhor maneira de começar, é criar uma

lista de emails dos seus cientes atuais. Pode enviar promoções, lembretes

de serviço e novidades sobre a sua empresa a estes clientes. O truque

está em enviar mensagens periodicamente, mas não com demasiada

frequência, para que os seus clientes não fiquem irritados. Quando envia

uma mensagem, certifique-se de que há benefícios claros para o leitor,

como um lembrete de que precisam de um serviço ou então uma promoção

que os fará poupar dinheiro. Continue a aumentar essa lista de emails

adicionando os nomes de cada cliente novo que visita a sua oficina.

NOTA: Para saber mais sobre este tema, consulte o site

www.trwaftermarket.com/original-workshops/pt/

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56

NOTÍCIAS

Empresas

MEYLE tem extenso programa de patrocínio

O fabricante de Hamburgo voltará a participar ativamente no desporto automóvel

e continuará com as suas atividades de patrocínio na Truck Racing e na

série de corridas DRIFT UNITED. Em adição, a MEYLE tornar-se-á patrocinador

oficial da equipa de desporto motorizado T3 no ADAC GT Masters Série 24h

NES 500. Na Truck Racing, na comunidade do drift e, agora, também nas

corridas de automóveis Gran Turismo, a MEYLE fornece o seu apoio onde

quer que veículos e peças tenham de suportar os maiores esforços com o

máximo de desempenho. Além do seu envolvimento na série europeia de

corridas de camiões e na série de corridas Gran Turismo, a MEYLE será novamente

o patrocinador principal da popular série alemã de drifting DRIFT

UNITED em 2019.

Alexandre Ferreira

reeleito presidente da ANECRA

Decorreu, no passado dia 28 de março de 2019, a eleição dos novos Corpos Sociais da

ANECRA, no contexto da Assembleia Geral Ordinária da associação, em que se registou

o maior número de presenças desde 2007. Neste âmbito, foi renovado o mandato de

Alexandre Ferreira como presidente da direção da ANECRA para o triénio 2019/2021.

A composição dos diversos Órgãos Sociais, agora eleitos, constitui uma maior e melhor

representatividade ao abranger a generalidade dos segmentos específicos do

setor automóvel em Portugal, tanto na área do comércio de veículos automóveis, de

peças e acessórios, assim como da reparação e manutenção automóvel. Esta é, sem

dúvida, a maior ilação que se poderá tirar acerca da mais-valia que esta eleição irá

proporcionar na condução dos destinos da ANECRA.

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“Os meus clientes confiam

na minha oficina …

expoMECÂNICA Porto

3 a 5 de Maio

Venha visitar a MEYLE e a

Auto Delta no stand 5B12.

João P., João Padeiro Unipessoal Lda, Portugal

… e eu confio na MEYLE!”

Juntamente com os distribuidores, oficinas e mecânicos como o João, de João

Padeiro Unipessoal Lda, em Portugal, trabalhamos para nos certificarmos de que os

condutores de todo o mundo possam confiar nas nossas melhores peças e soluções.

Deste modo, apoiamo-lo e à sua oficina para que sejamos “DRIVER’S BEST FRIEND”.

Siga-nos em

Saiba mais em www.meyle.com

OFFICIAL DISTRIBUTION PARTNER

LEIRIA

Rua das Fontainhas, nr. 77 | Andrinos – Ap 776 | 2416-905 Leiria | T 244 830 070 | F 244 813 047

CASTELO BRANCO

Zona Industrial – Rua T, Lote 49 | 6001-997 Castelo Branco | T 272 349 580 | F 272 349 589

Email geral@autodelta.pt

www.autodelta.pt


58

NOTÍCIAS

Empresas

Car Academy e Tiagorochauto

realizaram formação

A Car Academy e a oficina Tiagorochauto ministraram, no mês de março,

uma formação subordinada ao tema “Diagnóstico em Sensores e Atuadores”,

a qual versou sobre a aplicação de técnicas de diagnóstico avançadas

em automóveis. Realizada em Valongo, a iniciativa visou a aplicação de

técnicas de diagnóstico avançadas em automóveis. As próximas ações,

a realizar no Porto, já estão agendadas: 11 e 18 de maio (dois sábados).

Ambas subordinadas ao tema “DPF e AdBlue”.

Rheinmetall volta a aumentar

volume de negócios

A Rheinmetall Automotive aumentou novamente em 2018 o seu volume de negócios

num ambiente de mercado cada vez mais desafiador, gerando vendas de 2.930

milhões de euros, o que equivale a uma subida de 69 milhões de euros, ou seja, 2,4%,

em comparação com o ano anterior. Quando ajustado pelos efeitos cambiais, o crescimento

foi de 4,2%. O resultado operacional da Rheinmetall Automotive chegou aos

262 milhões de euros no último ano fiscal, um novo recorde na história da empresa.

Este crescimento foi de 13 milhões de euros (5%) em comparação com o valor do ano

anterior (249 milhões de euros). As vendas da divisão de Mecatrónica subiram 2,7%,

para 1.664 milhões de euros em 2018, devido a um aumento adicional na procura dos

fabricantes de automóveis por soluções para reduzir o consumo de combustível e as

emissões, bem como ao crescimento dinâmico nos negócios com veículos comerciais.

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60

NOTÍCIAS

Empresas

Japanparts Group

marcará presença na Autopromotec

Será um participação fértil em novidades aquela que marcará a presença do

Japanparts Group na 28.ª edição da feira bienal de equipamentos, que se realizará

em Bolonha. No Pavilhão 16, Stand E18, o Japanparts Group dará a conhecer as

suas últimas novidades. A empresa pretende adicionar novas tecnologias ao seu

portefólio e ampliar a sua gama europeia com a abertura do novo armazém.

O plano estratégico ambicioso do Japanparts Group pretende reforçar a sua

especialização em peças de reposição para veículos asiáticos e norte-americanos,

implementando, também, as aplicações para veículos europeus, de

modo a tornar-se num ponto de referência global. As gamas asiática, europeia

e norte-americana, distribuídas pelo Japanparts Group, com 32.000 referências

codificadas para cada uma das três marcas (Japanparts, JapKo, Ashika), inclui

170 diferentes famílias de produtos, que abrangem todas as tipologias. 20 anos Hella Gutmann

Diagnósticos em Portugal

A Hella Gutmann Diagnósticos celebra 20 anos de presença em Portugal. E para

comemorar esta data, a parceria F.M. Equipamentos/Escala Versão convida todos

os clientes e amigos a visitarem o seu stand na expoMECÂNICA, de 3 a 5 de maio,

na EXPONOR. A F.M. Equipamentos/Escala Versão é distribuidor oficial dos equipamentos

de diagnóstico Hella Gutmann, conhecidos pela sua inovadora tecnologia,

fiabilidade e robustez. Desde o call center técnico ao apoio direto na oficina, do

fornecimento abrangente de dados técnicos à transmissão de conhecimentos

especializados em cursos de formação intensivos, na Hella Gutmann, todas as

soluções de diagnóstico estão direcionadas para aumentar o sucesso das oficinas.

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sachsprovenperformance.pt

OS CARROS DE TURISMO MAIS RÁPIDOS VÃO DOS

0-100km/h EM2,6

SEGUNDOS

COM UMA EMBRAIAGEM SACHS

Parceiro Oficial da BMW Motorsport


NOTÍCIAS PRODUTO

62

FUCHS lança o mais fino lubrificante

para embraiagens

A FUCHS anunciou um novo fluido de performance premium para

transmissões de dupla embraiagem, PENTOSIN FFL-10, desenvolvido

para caixas de oito velocidades da Mercedes-Benz. Com a introdução

destas transmissões de dupla embraiagem com oito velocidades,

a Mercedes-Benz definiu novos standards em termos de dinâmica

de condução e eficiência. A nova

transmissão oferece passagens

rápidas entre mudanças, máximo

conforto, trocas de velocidade

suaves e eficiência elevada.

Assim, o tema da emissão de

CO 2

assumiu uma posição importante

no setor das transmissões.

E é acompanhado por um

aumento constante na eficiência,

que também é realizado

com a utilização do lubrificante

adequado, como, por exemplo,

viscosidade reduzida. Ao mesmo

tempo, a proteção anti-desgaste

e as características de atrito não

devem ser negligenciadas. Além disso, os requisitos crescentes,

como maior estabilidade à oxidação, também desempenham um

papel fundamental.

Bosch apresenta vasta gama

de componentes de direção

Os sistemas de direção, tanto para veículos de passageiros como industriais, são um componente

essencial para a mobilidade do futuro. Por essa razão, a Bosch assumiu, em 2015, total

responsabilidade pelo desenvolvimento e comercialização dos sistemas de gestão da marca

ZFLS, uma joint venture entre a Bosch e a ZF. Atualmente, a empresa fornece

peças, equipamentos e serviços para veículos de passageiros, mas

também dispõe de um portefólio de soluções globais para veículos

industriais. No caso dos veículos de passageiros, como parte dos

sistemas hidráulicos HPS, os componentes mais importantes são a

caixa de direção e a bomba hidráulica. Além dos produtos novos,

a Bosch dispõe de uma gama de produtos de substituição (Bosch

eXchange) que conta com as mesmas características de qualidade

dos novos produtos, sendo fabricados sob os mesmos padrões e

com as mesmas especificações dos produtos originais.

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Maio I 2019

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Visite-nos de

3 a 5 de maio

Expo Mecânica 2019

Pav. 5 | Fila D | Stand nº6

Para mais informações: 93 22 22 200 | info@escapeforte.com

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64

NOTÍCIAS

Produto

MOOG inova na tecnologia

de núcleo híbrido

A MOOG melhora radicalmente a durabilidade e o desempenho

através da revolucionária tecnologia de núcleo híbrido de rolamento.

Através do uso de reforço de fibra de carbono, a tecnologia de núcleo

híbrido aumenta, significativamente, a durabilidade do rolamento

dos braços de controlo, articulações esféricas, terminais de rótula

e barras de controlo da MOOG. A durabilidade e segurança são,

constantemente, melhoradas através do uso de

endurecimento por indução dos pinos dos

componentes. O endurecimento

por indução é um processo

de tratamento térmico que

aumenta em cinco vezes a

dureza da superfície de

uma peça e pode duplicar

a resistência dos pinos. O

novo design também reduz

o aumento gradual

na deflexão radial que os

componentes podem experienciar

durante a sua

vida útil, normalmente

e mais conhecidos por

“play”.

Japanparts Group tem velas

de incandescência da HKT

Fabricadas no Japão, as velas de incandescência da HKT vêm enriquecer a oferta do Japanparts

Group, trazendo qualidade e durabilidade. Oferecem excelente desempenho no arranque a frio,

com tempos de aquecimento ultrarrápidos. As velas incandescentes da HKT, comercializadas

pelo Japanparts Group, mantêm temperaturas de pós-aquecimento a longo prazo, reduzindo

as emissões de CO 2

. A gama inclui velas de cerâmica para uma vida útil mais longa, juntando-se

às que têm pontas de metal. A qualidade do produto é garantida através da seleção

de materiais premium. A montagem de componentes está em total conformidade com as

especificações das empresas-mãe, garantindo total permutabilidade com as peças originais.

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66

NOTÍCIAS

Produto

Magneti Marelli aumenta gama

limpa para-brisas

A Magneti Marelli apresentou os seus mais recentes desenvolvimentos

na gama de motores de limpa para-brisas

para o mercado de pós-venda. A extensão consiste em 23

referências originais de qualidade, divididas em seis sistemas

completos de limpa para-brisas, quatro motores de limpa

para-brisas e 13 motores de lava-faróis. A maioria das novidades

abrange aplicações de modelos do Grupo VW, Opel,

Ford e Mercedes-Benz. Juntamente com estas inovações, a

Magneti Marelli também deu a conhecer o novo catálogo da

linha. Inclui todas as referências da gama divididas em várias

sub-famílias: motores de limpa para-brisas ou lava-faróis,

sistemas completos e até apenas a ligação.

PCC comercializa novo elevador

da marca Ravaglioli

A PCC, empresa especialista em equipamento oficinal, iniciou a comercialização do novo elevador

da Ravaglioli, que dispõe de aprovação Mercedes-Benz. O novo elevador da marca italiana (modelo

RAV8065.1.60MB), beneficia do “aval” da marca alemã. Anunciando uma capacidade de 6.500 kg

graças à sua estrutura única e à arquitetura da ponte, este equipamento garante ao utilizador a

máxima liberdade de movimentos sob o corredor e na área em frente ao elevador. As suas plataformas

de grandes dimensões (650 x 6.000 mm) revelam-se uma mais-valia para o utilizador nas

operações mais exigentes em veículos comerciais ligeiros, nomeadamente Mercedes-Benz Sprinter.

Aqui ficam as principais características técnicas do novo elevador da Ravaglioli: capacidade de 6.500

kg; plataformas de 650 x 6.000 mm; rampas longas; travessa auxiliar de 4.000 kg; kit completo de

adaptadores Mercedes-Benz; kit de iluminação LED.

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68

NOTÍCIAS

Produto

SantaremMOTOR tem

novas referências do Grupo VAG

A primeira plataforma nacional de venda a retalho de peças auto usadas dispõe de

novas referências de motores e caixas de velocidade das marcas do Grupo VAG. Entre

Audi, Seat, Škoda e Volkswagen, são mais de três dezenas as novas referências que

se podem encontrar na SantaremMOTOR. A empresa destaca-se no mercado pela

postura vanguardista com que se apresenta aos clientes, inovando sempre no tipo

e qualidade de produto final que coloca ao dispor destes. A criação de um pavilhão

autónomo para aumento de produção de unidades próprias de caixas de velocidade

recondicionadas e reconstruídas veio reforçar a posição da empresa com vista a

oferecer um serviço profissional de excelência ao consumidor final.

DAYCO anuncia reforço

da sua gama de kits BIO

Tendo sido pioneira no desenvolvimento desta tecnologia em 2007 e

premiada internacionalmente em 2009, a DAYCO anuncia o reforço da

sua gama de kits BIO. A correia banhada a óleo, mais conhecida como

“belt-in-oil” foi inventada pela DAYCO e foi uma verdadeira revolução

na transmissão de potência de motores de automóveis. Ao criar uma

correia capaz de trabalhar em banho de óleo, a DAYCO conseguiu aliar

o melhor das duas tecnologias, mantendo as vantagens da correia em

termos de solidez de arquitetura de motor, mas, também, a sinergia de

uma distribuição de corrente.

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DE SERVIÇOS

Maio I 2019

Do You ASER?

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A DESBRAVAR

NOVOS

CAMINHOS

Proteja-se dos imprevistos. Não há nada que consiga resistir às forças extremas de motores

cada vez mais potentes como os lubrificantes Champion. A Adaptive Shield Technology

cria um escudo protetor à volta das peças do motor, o que torna os lubrificantes Champion

a escolha ideal para obter um desempenho extraordinário.

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70

NOTÍCIAS

Produto

TurboClinic lança oficina completa

de reparação de turbos

Chama-se TC Workbench Heavy-Duty e foi apresentada na Motortec Automechanika

Madrid 2019. É o mais inovador e completo equipamento do mercado

para reparação de turbos, que, além das funções já conhecidas para a reparação

de turbocompressores de veículos ligeiros, alia as funções de equilíbrio de cores,

de afinação de geometrias e de teste de atuadores de turbos de veículos pesados.

Sempre atenta às necessidades dos clientes e apostada em estar continuamente

na linha da frente da inovação na área do diagnóstico e reparação de turbos, a

TurboClinic continua a lançar tecnologia de ponta para a reparação de turbos.

Agora, é possível as oficinas concentrarem todos as funcionalidades necessárias

para a reparação de turbos num único equipamento, reduzindo, assim, os custos

de manutenção destes equipamentos.

Delphi acrescenta 900 referências

para sistemas de ar condicionado

Fazendo jus à sua experiência em equipamento original, a Delphi Technologies

apresenta as suas novas incorporações à gama de ar condicionado, todas com

as últimas tecnologias para disponibilizar aos clientes componentes de elevada

qualidade e durabilidade. A sua vasta gama para ar condicionado, uma das melhores

do setor, representa, para os distribuidores e oficinas de reparação, a oportunidade

de beneficiarem do melhor de um mercado em rápido crescimento.

Sendo assim, para ajudar o mercado do pós-venda a aproveitar esta crescente

oportunidade, a Delphi Technologies lançou mais de 50 novos componentes

para mais de 900 aplicações. Com a última tecnologia na área, em conjunto

com programas de formação a nível de equipamento original, competência em

diagnóstico e conhecimentos técnicos, este extenso programa pressupõe, para

os profissionais do mercado de pós-venda, uma oportunidade de entrar num

segmento de serviço técnico rentável e em contínuo aumento.

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Equipamentos Industriais

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Higiene Segurança no trabalho

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Produtos Químicos

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Higiene e Segurança no trabalho

■ Produtos Ferramentas Químicos

■ Ferramentas

Sede CARREGADO: Filial PORTO:

Quinta Sede CARREGADO:

da Ferraguda, Rua Filial do PORTO: Bairro N° 283

Carambancha, Quinta da Ferraguda, Lote 8, Z. Rua Ind. do Aveleda Bairro N° 283

Sede

Apartado Carambancha, CARREGADO:

40 Lote 8, P Z. Filial

4485-010 Ind. PORTO: Aveleda Aveleda

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2580-653 40 Ferraguda,

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Apartado

Fax Tel. 40

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é agora ainda mais fácil e precisa do que sempre. Graças à

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A qualidade OE

ao serviço do

Aftermarket


NOTÍCIAS

72

OPINIÃO

Por: Cristina Cardoso, diretora de vendas da Alidata

Receita para uma oficina eficiente e lucrativa

Quando, há uns meses, José Rui Felizardo, do Centro de

Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel, num

interessante artigo publicado no jornal Público, referia que

o futuro do automóvel seria conectado, autónomo, neutro

e modular, foi imediata e óbvia, para mim, a ponte para a

tecnologia de suporte à manutenção e reparação automóvel.

Também ela tem de estar em linha com estas tendências,

oferecendo às oficinas ferramentas tecnológicas conectadas,

modulares e autónomas, que respondam a dois objetivos

fundamentais para qualquer empresa: eficiência e lucro.

O ritmo de mudança é acelerado e não se compadece com

soluções compartimentadas e amadoras. A oficina de sucesso

é aquela que dispõe de uma solução tecnológica integrada

que permite fazer, num único acesso, a gestão de todo o

ambiente oficinal. Marcações, orçamentos, serviços, obras,

tempo de empregados, materiais, garantias, custos de

obra e históricos completos, entre outras funcionalidades,

como possibilitar um ambiente multi-oficinal ou multisecções,

são essenciais para uma melhor perceção do

negócio e cruzamento da informação em tempo real.

É, hoje, claro para todos nós que, tal como em qualquer outro

setor, também no oficinal, a integração da informação entre

as várias áreas ou departamentos, como oficina, pintura,

chapa e escritório, entre outras, são elementares à gestão do

negócio. Mas há que adicionar a simplificação dos processos, o

acesso à informação em tempo real, em qualquer dispositivo

e em qualquer ponto do mundo, a disponibilização de dados

para uma análise simplificada, mas concreta no desempenho

do negócio, assim como a gestão completa de custos.

Uma visão 360º atualizada e integrada sobre o negócio, que

compreenda as várias áreas ou departamentos, como stocks,

oficina, faturação, receção ou outras, tem grande peso na

eficiência e desempenho financeiro do negócio e pode, em

última análise, fazer a diferença entre o sucesso e o insucesso.

Num mundo cada vez mais digital, trata-se, também, de

corresponder às expectativas do cliente, que conta ter

disponível um portal e uma loja online, poder fazer marcações

a partir do seu telemóvel, ver simplificada e abreviada

a receção da viatura quando vai ser intervencionada ou,

simplesmente, ser reconhecido na sua fidelidade à oficina.

Ou seja, a tecnologia permite unir, na agregação de diferentes

módulos, num único acesso, a gestão do negócio, mas, também,

o envolvimento com o cliente. Tal como o futuro do automóvel,

também o das oficinas, será, definitivamente, conectado.

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conhecimento do mercado multimarca. Presente em 22 países, com mais de 4000 oficinas em todo

o mundo e mais de 120 em Portugal, o nosso grupo tem tudo o que precisa para levar a sua oficina ainda

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74

NOTÍCIAS

Produto

Bahco apresenta a nova gama dinamométrica

Campanha de recondicionados

Lucas com oferta

A TRW Automotive Portugal tem em curso, até 31 de maio

de 2019, a sua tradicional campanha de motores de arranque

e alternadores da marca Lucas, dirigida à sua rede de distribuidores

e às oficinas suas clientes. Por cada recondicionado

Lucas adquirido (motor de arranque ou alternador), a TRW

Automotive Portugal oferece uma garrafa de vinho tinto.

A gama completa de motores de arranque, alternadores e,

também, de compressores de ar condicionado recondicionados

Lucas está em constante atualização. Atualmente,

estão disponíveis, para o mercado nacional, mais de 4.500

referências de motores de arranque e alternadores, bem como

mais de 900 referências de compressores de ar condicionado,

o que permite uma cobertura total do parque automóvel

europeu com um produto de elevada qualidade.

A marca de ferramentas profissionais Bahco anunciou que dispõe da mais avançada gama

de chaves dinamométricas (digitais e analógicas). Engenheiros, técnicos e todos os profissionais

que necessitem de soluções dinamométricas, que garantam medições precisas, não

terão dúvidas em acolher as mais recentes novidades da Bahco, que dispõe da mais avançada

gama de chaves dinamométricas. Oferecendo controlo total no aperto, permitindo respeitar

as mais exigentes especificações, as novas soluções de dinamometria da Bahco oferecem a

precisão, a fiabilidade e a durabilidade exigida por profissionais. A nova gama encontra-se já

disponível nos revendedores especializados da Bahco em Portugal, incluindo uma extensa

gama de chaves dinamométricas, desmultiplicadores e adaptadores, pensados e desenhados

para praticamente todas as aplicações.

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76

NOTÍCIAS

Produto

KROFtools lançou novos artigos

A marca especialista em ferramentas profissionais já fez saber

que dispõe de uma panóplia de novos artigos. Entre os diversos

novos produtos que estão disponíveis, destacam-se: kit para

moldar tubos, sendo adequado para cobre macio, alumínio, latão

e outros tubos macios; chave de impacto ½” (12,7 mm), com 650

Nm de potência máxima e tensão de carga de 18V; kit de limpeza

de assentos de injetores universal.

Cepsa lança nova gama de lubrificantes Traction

A Cepsa lançou a sua nova gama de lubrificantes para veículos pesados de alto desempenho,

Traction, que oferece significativas vantagens competitivas como o incremento da eficiência

e maior proteção dos motores, da durabilidade dos componentes, da fiabilidade dos veículos

e uma maior poupança de combustível. A utilização da tecnologia mais avançada em aditivos

dispersantes facilita a obtenção de resultados extraordinários nos testes mais severos de limpeza

do motor, reduzindo, de forma muito significativa, a formação de depósitos e lamas, assegurando

a proteção de todas peças de motor (incluindo os turbos e sistemas de pós-tratamento de gases

ou DPF), o que irá garantir maior durabilidade do motor e maior eficiência operacional. Outra

característica destes lubrificantes é a sua aditivação de detergência e anti-desgaste de última

geração, que contribui para melhor limpeza, menor desgaste e minimização da degradação

do óleo, o que resulta numa ainda melhor lubrificação e na otimização do funcionamento do

veículo em geral.

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Espanha e Portugal, pode ter a certeza de que foi tratado

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NOTÍCIAS REPINTURA

78

Calendário 2019 Spies Hecker

com presença portuguesa

Zaphiro lança novo kit para reparação de plásticos

A Zaphiro introduziu um novo kit para reparar plástico perfurante, que permite fazer

soldas tão fortes e duradoras quanto aquelas feitas pelos robots de fábrica, aumentando,

assim, a produtividade da oficina de pintura. O Punzón Kit consiste num desenvolvimento

do prestigiado fabricante francês MixPlast, que responde à crescente necessidade de

oficinas de chapa e pintura para montar e reparar peças de plástico. É especialmente

concebido para trabalhar em para-choques para a instalação, por exemplo, de sensores

de estacionamento. Suporta todos os tipos de elementos e componentes de plástico

utilizados em automóveis, tais como caixas de retrovisores e portas, entre outros.

O calendário de 2019 da Spies Hecker conta com a participação da oficina

Lusovintage, responsável pela restauração e pintura do BMW 503 coupé

que ilustra o mês de abril. O carro, apesar de ter cor escura, contrasta com

as sombras em seu redor e revela um trabalho de pintura e restauração

excecional. O BMW 503 com a respetiva pintura extraordinária exigiu muito

trabalho e produto, mas valeu a pena o esforço. Há algum tempo que Edgar

Graça, proprietário da Lusovintage, utiliza a base bicamada e o verniz

Spies Hecker devido aos resultados consistentes dos produtos. Os efeitos

de luz e a vasta gama de veículos fazem realmente com que o calendário

de 2019 da Spies Hecker seja muito especial. Todas as fotografias realçam

as competências e a paixão com que os pintores utilizam os produtos da

Spies Hecker em todo o mundo. As 12 fotografias do novo calendário de

2019 da Spies Hecker 2019, Out Of The Dark, estão disponíveis em www.

spieshecker.pt/calendario2019.

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Mantemos o seu negócio em movimento!

Confiança

Car Repair System deu nas vistas na Motortec

A Car Repair System, marca própria da Carsistema, marcou presença com um amplo

stand, onde divulgou a extensa gama de produtos non paint que, atualmente,

conta com mais de 4.000 referências. Presente há mais de 20 anos no mercado

espanhol, a Car Repair System tem participado como expositora em todas as edições

da Motortec, conforme explicou Albertino Santos, administrador da Carsistema:

“O mercado espanhol é muito importante para nós, quer em termos de volume

de negócio quer como plataforma estratégica, uma vez que fornecemos França

a partir de Espanha. Sempre tivemos um crescimento de negócios sustentável,

baseado numa qualidade de serviço pós-venda muito eficiente”. A Car Repair System

quer ser um player importante no mercado do car refinish. Por isso, está, também,

presente em mercados estratégicos, como Marrocos e, mais recentemente, Itália.

Todos os anos são desenvolvidos novos produtos de acordo com as necessidades

do mercado. “Identificamos as necessidades das oficinas nos diversos mercados

onde estamos presentes e pedimos aos nossos fornecedores que desenvolvam

produtos com as especificações que indicamos”, refere Albertino Santos.

Maio I 2019


COMPONENTES PARA REFRIGERAÇÃO DE TRANSPORTE

19

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o nosso stand

PAV4 B10

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Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

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80

NOTÍCIAS

Repintura

Centrocor realizou

1.ª Convenção introspetiva...

Cromax supera os limites de produtividade

A Cromax supera os limites de produtividade com o Sistema Ultra Performance Energy,

incluindo os novos Aparelhos Ultra Performance sem lixagem. O novo sistema pretende

oferecer aos pintores tempos de processamento mais rápidos, enquanto reduz o consumo

de energia. Graças à utilização da tecnologia revolucionária da Axalta, este sistema proporciona

às oficinas flexibilidade em combinar o volume de trabalho com os produtos

adequados, para encontrar o equilíbrio entre rapidez e consumo de energia, enquanto

garante resultados excecionais. Graças à tecnologia patenteada da Axalta, o novo Aparelho

“molhado sobre molhado” sem Lixagem Ultra Performance proporciona o processo

de preparação mais produtivo, disponível no mercado para a pintura de peças novas.

ipa_II.pdf 1 08/04/19 11:57

NelsonTripa_II.pdf 1 22/02/19 11:07

No passado dia 2 de março, a Centrocor realizou, no Penafiel Park Hotel,

a 1.ª Convenção sobre si, que juntou todos os colaboradores da organização.

O evento teve início às 9h com um breve resumo da história

da empresa e dos passos por si dados até aos dias de hoje. De seguida,

foram analisados e discutidos os resultados que a Centrocor tem vindo a

apresentar ao longos dos últimos anos, com uma troca de ideias acerca

do que pode e deve ser melhorado. Foram, também, delineados novos

objetivos para os próximos anos, bem como as potencialidades que a

mudança de infraestruturas prevista para o próximo ano poderá trazer

e os novos desafios que surgirão. A possibilidade de alargar as áreas de

negócio da Centrocor, tanto dentro como fora do ramo automóvel, foi

um dos principais assuntos discutidos nesta convenção, podendo, assim,

surgir novidades no futuro acerca deste tópico.

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NelsonTripa_II.pdf 1 22/02/19 11:06

... e promoveu formação FINI

19

Visite

o nosso stand

PAV4 B10

No passado mês de março decorreu, nas instalações da Centrocor, uma

formação interna sobre os compressores da marca FINI, em parceria com

a Bolas, S.A. Ao longo da ação, foram analisados os diferentes tipos de

compressores e os seus componentes, tais como compressores de parafuso

e compressores de pistão. Na formação, foi demonstrado em que tipo de

situações se deve usar cada um deles, de maneira a aumentar a produtividade

de quem o utiliza, porque, muitas vezes, a falta de rendimento de

determinado equipamento se deve ao mau aconselhamento ao cliente

na fase da compra. Foram analisados os compressores da marca FINI das

gamas profissional e industrial. Esta ação teve como objetivo aumentar

os conhecimentos nesta área dos colaboradores da Centrocor, de forma

a ser possível aconselhar, da melhor forma, os clientes, para que, ao longo

do seu trabalho, alcancem o rendimento desejado.

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UM MUNDO DE EXCELÊNCIA AO SERVIÇO DO AUTOMÓVEL

Rua Maio Fernando I 2019 Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

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DO AUTOMÓVEL

Coordenadas GPS - Latitude 39º5'42.83"N - Longitude 9º15'7,74"W


82

NOTÍCIAS

Repintura

AkzoNobel utiliza fotossíntese

para fixar tinta

A AkzoNobel está a desenvolver um revestimento de alta tecnologia que se fixa

nas superfícies, aproveitando a energia da luz do dia. O novo revestimento utiliza

um processo semelhante ao da fotossíntese para se fixar, quando aplicada

uma pequena quantidade manualmente. Ao converter a energia luminosa em

energia química, a tinta espalha-se sobre a superfície escolhida. O segredo está

na nanotecnologia embutida nos pigmentos, que age como um pincel invisível.

A inovação abrange todas as áreas de desenvolvimento de produtos, incluindo

a aplicação. Esperando-se que se torne num exemplo brilhante da inovação na

AkzoNobel, a tecnologia Synthesystem leva vários fatores em consideração, como

a intensidade da luz do dia e o tamanho da área que está a ser revestida. Ainda há

algum caminho a percorrer em termos de aperfeiçoamento da fórmula, mas as

tentativas iniciais foram promissoras.

Axalta promove inovação

com 17.000 lâmpadas com luz de dia

A Axalta continua a promover a inovação e demonstra o seu empenho contínuo

em responder às necessidades dos clientes com as lâmpadas de luz de dia. Até

à data, foram vendidas pela Axalta 17.000 lâmpadas de luz de dia em todo

mundo desde o seu lançamento, em 2015. As lâmpadas de LED diurnas tornam

o processo de reparação de repintura automóvel mais rápido, mais fácil e mais

fiável, uma vez que foram concebidas para estimular diferentes condições e

intensidades de luz. Graças à disposição inteligente das lâmpadas de LED de

poupança de energia, as lâmpadas diurnas podem representar luz diurna natural

intensa, assim como simular luz com um nível inferior ao do pôr do sol. Ambas

são importantes na verificação da cor, principalmente no metamerismo. O prático

funcionamento das lâmpadas sem fios, as baterias potentes e o manuseamento

ergonómico fazem com que sejam uma ferramenta de poupança de tempo e

custo para as oficinas profissionais.

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MaxMeyer reforça compromisso

com oficinas em Portugal

Juan Navarro, diretor da PPG Iberia, anunciou, em conferência de imprensa

realizada em Lisboa, no mês de abril de 2019, o compromisso do grupo em reforçar

a presença da marca MaxMeyer em Portugal. Distribuída, atualmente, pelas

empresas Tintauto e Impoeste, a MaxMeyer pretende incrementar o número

de oficinas que utilizam os seus produtos, com o objetivo de voltar a ser uma

referência no mercado português de tintas premium para o setor de repintura

automóvel. Para demonstrar o seu compromisso para com o desenvolvimento da

marca em Portugal, Juan Navarro apela a todos utilizadores finais da MaxMeyer

para que ponderem voltar à marca, estando previstas condições especiais para

estas oficinas. Comprometida com os profissionais de repintura portugueses

e com o objetivo de melhorar o desempenho das suas oficinas, a MaxMeyer

iniciou um processo de reorganização da sua rede de distribuição, de modo a

estar mais perto dos clientes. “Uma aposta que pretende oferecer às oficinas de

colisão a nossa vasta gama de produtos de qualidade premium e as ferramentas

necessárias para uma gestão mais moderna e eficiente”, disse Juan Navarro.

Maio I 2019


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84

CARROScomHISTÓRIA

Citroën SM

Entre o desportivo

e o familiar

No início dos anos 70, impulsionada pelo sucesso do DS, a Citroën lançou um modelo

que marcou a indústria automóvel francesa no segmento Grande Turismo: o SM

Por: João Paulo Lima

Inspirou-se em exemplos do pré-

-guerra de marcas como a Bugatti,

Delage ou Talbot-Lago e decidiu

criar um produto que pudesse estar

ao lado destes grandes construtores

na história do automóvel. Atendendo

à inexistência de passado neste segmento

de mercado, o novo projeto teve

forçosamente de partir pelo desenvolvimento

de um DS com motorização

mais preformante. Porém, a Citroën não

dispunha de motores à dimensão do

projeto a que se propunha fazer. Mas,

em 1968, comprara a posição da família

Orsi na marca Maserati. Com este suporte,

o problema dos motores ficou

resolvido, passando a Maserati, propriedade

da Citroën, a ser responsável pelo

desenvolvimento dos motores V6 que

foram montados em dois excêntricos

franco-italianos da altura, o Citroën SM

e o Maserati Merak.

Com base no V8 de quatro árvore

de cames, grande para ser montado

num tração dianteira, por se tornar extremamente

potente para a altura e

acrescentar muito às dimensões do capot,

Giulio Alfieri retirou dois cilindros

e, em três semanas, construiu um motor

completamente novo em alumínio,

transformando a ideia do motor inicial

num V6 pouco confiável, de muita manutenção

e muito consumo. Tolerável

apenas pelas performances, que faziam

o SM acelerar dos 0 aos 100 km/h em

8,5 segundos e o levavam a atingir uma

velocidade máxima de 228 km/h, este

motor foi, também, um dos motivos

que tornaram o SM num automóvel

muito apetecível e desejado. As suas

formas não passavam (nem passam)

despercebidas. O automóvel era interessante

mas vendeu-se de forma lenta.

O SM confundiu os clientes. Estava

entre o desportivo e o familiar de duas

portas. Um modelo desportivo não

necessita de suspensão ajustável em

altura, formas aerodinâmicas cuidadas

e tração frontal, características que garantiam

ao SM uma boa condução em

qualquer tipo de estrada, baixo ruído

em alta velocidade e um conforto

digno da marca francesa, apesar do

acanhado espaço interior.

A sua tração dianteira também não

se ajustava à imagem que pretendia

passar: esta opção torna pesada a direção

e leve a traseira. O motor posicionado

atrás do eixo dianteiro levou

a que muitos observadores o considerassem

central. Associado a um sistema

de direção inovador, acionado hidraulicamente

e que colocava o automóvel

sempre com a direção direita, mesmo

quando estava desligado, o SM superava

as expectativas. Apesar de todos

estes atributos, a Citroën concluiu que

o SM se vendeu mal. Era um excelente

carro, mas não o que as pessoas queriam.

Tinha linhas excitantes mas pouco

sexys, desencadeando pouca emoção

e confundindo o cliente alvo, que pretendia

um carro luxuoso e vistoso.

Outras marcas, como a BMW e a

Mercedes-Benz, já há muito neste segmento,

prejudicaram as vendas do SM,

particularmente no mercado norte-americano,

onde este modelo poderia

ter mais possibilidades de sucesso se

alguns incultos ao verem estacionar um

SM não o confundissem com um submarino

ou uma baleia, contrariamente

ao que acontecia com um BMW, que,

mesmo enganados, associavam-no

sempre a alguém de sucesso.

Outro problema neste mercado foi

a rede de concessionários, que encontrou

sérios problemas em formar

gente suficiente para resolver os possíveis

problemas do SM, especialmente

quando chegava a hora de reparar a

suspensão hidropneumática, a direção

ou o sistema de travagem, quando o

principal problema do carro fora

sempre a corrente de distribuição e a

bomba de óleo. ✱

Maio I 2019

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86

TÉCNICA&SERVIÇO

Reparações de qualidade

Diferentes técnicas,

o mesmo objetivo

A tonalidade da pintura e o brilho final do verniz são a carta de apresentação do veículo após uma

reparação, a qual terá de ser aprovada pelo proprietário através de uma análise visual

As camadas de tinta de acabamento

escondem muitas

horas de trabalho destinadas

à aplicação de fundos. É nesta fase

que ocorrem mais alterações durante

o processo de reparação. Nos últimos

anos, a técnica mais utilizada pelas

oficinas na reparação de chapa é a

denominada “técnica de tração”, em

substituição da mais tradicional. Existem

certas diferenças entre ambas.

Estudaremos os trabalhos de pintura

com vista a obter reparações com a

máxima qualidade. A avaliação ou

peritagem dos trabalhos de chapa e

pintura é feita em separado. O mais

habitual é que as reparações sejam

realizadas por pessoas diferentes, cada

uma especialista na sua área, mas que

acabam por convergir numa dupla

missão: atingir a máxima garantia

de qualidade e obter a mais elevada

rentabilidade nas reparações de chapa

e pintura. Portanto, os trabalhos de

chapa e pintura devem avançar em

simultâneo, sendo necessário controlar

e assegurar a finalização correta

dos trabalhos de chapa para que as

tarefas de pintura sejam iniciadas nas

condições ideais.

n TÉCNICAS E QUALIDADES

Na zona de pintura, o pintor irá

rever os trabalhos efetuados pelo

bate-chapa e determinar o processo

de pintura a realizar. Normalmente,

dependendo do método de trabalho

e da qualidade final resultante do processo

de desamolgamento da chapa, o

pintor irá distinguir três características.

l Equipamentos de tração

O pintor poderá aperceber-se da

existência de pequenas arestas e

concavidades, que formam “dentes

de serra”, resultantes da técnica de

tração. Isto traduz-se no aumento dos

trabalhos de preparação de fundos.

l Retificação de chapa

Esta reparação costuma ser a mais

indicada. Os trabalhos de reposição

das pinturas de fundo serão realizados

em menor tempo devido ao alto nível

de uniformidade conseguido pelo bate-chapa

nas superfícies reparadas.

l Reparação combinada

Com a combinação de ambas as

técnicas de reparação, a perceção da

qualidade por parte do pintor estará

mais próxima da retificação de chapa

com tempos de trabalho em pintura

mais adequados à reparação.

Se a reparação não for, de todo,

adequada, pode ter repercussões na

preparação de fundos, nos trabalhos

de acabamento e num provável au-

Maio I 2019

www.jornaldasoficinas.com


PUB

Colaboração

Centro CESVIMAP

www.centro-zaragoza.com

Reparação através de tração

Reparação através de tais e martelo

Nós damos uma mãozinha

As reparações de carroçaria através

de técnicas de tração proporcionam

uma qualidade superficial inferior

mento do custo. Passamos a esmiuçar.

A preparação dos fundos é a fase

com maior dependência da reparação

de chapa, podendo afetar:

l Maior superfície no lixamento dos

rebordos da reparação;

l Possíveis aplicações de massa de

preenchimento (novas aplicações

de massa);

l Aumento das espessuras de massa

após o lixamento devido a deformações

na chapa;

l Aumento do número de demãos e da

espessura do aparelho aplicado para

Trabalho de lixamento de rebordos

C

corrigir as imperfeições.

M

Haverá uma menor repercussão

Y

sobre os trabalhos de acabamento,

o que poderá resultar numa possível CM

diminuição da qualidade:

MY

l Superfícies com pequenas irregularidades

na reparação;

CY

CMY

l Marcas ou danos em redor do remendo

de massa (imperfeições).

K

Serão afetados outros dois parâmetros

muito importantes nas reparações

de pintura: os tempos e os materiais

utilizados.

TEMPOS DE TRABALHO

l Ligeiro aumento nos trabalhos de

fundos. Fundamentalmente, aumento

dos tempos de enchimento e de lixamento;

l Em menor medida, também os tempos

nos trabalhos de acabamento.

MATERIAIS

l Pequena subida no consumo de materiais

na parte de fundos: massas de

preenchimento, primários e aparelhos;

l Ligeiro consumo em materiais de

pintura, como abrasivos e produtos

de mascaramento, tendo em conta

Perceção da qualidade da reparação por parte do pintor

Através de tração

Retificação com tais

e martelo

Técnica combinada

Perda de qualidade Qualidade elevada Qualidade ideal

Mais tempo na pintura

Menos tempo

na pintura

Tempo adequado

na pintura

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas da

indústria e uma tecnologia que nos permite criar

projetos à medida de cada cliente.

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o valor final do documento, mantendo

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88

TÉCNICA&SERVIÇO

Reparações de qualidade

Lixamento do rebordo do risco

Lixamento do rebordo do risco

VERNIZ

COR

APARELHO

VERNIZ

COR

APARELHO

CHAPA

REPARADA

Massa lixada 500 mícrones

Risco sobre reparação antiga BEM realizada

Limpeza e desengorduramento

Lixamento dos rebordos

Limpeza e desengorduramento

Mascaramento

Aplicação de primário - aparelho

Lixamento do aparelho

Mascaramento

Aplicação da cor e verniz

Risco sobre reparação antiga MAL realizada

Limpeza e desengorduramento

Lixamento dos rebordos

Limpeza e desengorduramento

Aplicação da massa

Lixamento da massa

Nova aplicação de massa

Novo lixamento da massa

Mascaramento

Aplicação de primário - aparelho

Lixamento do aparelho

Mascaramento

Aplicação da cor e verniz

Aplicação de massa de

preenchimento

que estes materiais são os mais económicos

no processo de pintura.

Pode uma reparação antiga influenciar

o trabalho?

Ao iniciar o processo de repintura

sobre uma peça danificada, o pintor

considerará positivo que a pintura

seja a original já que, desta forma,

a nova pintura será menos morosa

comparativamente a peças repinta-

n REP. ANTIGA BEM REALIZADA

Se a reparação tiver sido executada

através de processos adequados,

tanto em chapa como em pintura,

o pintor deverá, simplesmente, realizar,

após a limpeza e o desengorduramento,

um breve lixamento dos

rebordos. Uma demão fina de massa

(ou uma camada de aparelho) permitirá

nivelar a superfície deformada.

Caso se trate de um risco, é possível

que, com a simples aplicação do

primário fosfatante e do aparelho

de preenchimento, a reparação do

dano fique solucionada no que se

refere a fundos.

n REP. ANTIGA MAL REALIZADA

Se a reparação antiga tiver sido mal

realizada, quer se trate de uma mossa

ou de um risco profundo, os tempos e

os materiais utilizados no restauro dos

trabalhos de fundos serão maiores. Podemos

considerar más reparações de

Tempos e materiais

Lixamento, aplicação de massas,

primários, aparelhos e

mascaramentos

Acabamentos

de 500 mícrones de massa após o lixamento.

Estas espessuras só devem

ocorrer em casos únicos e em zonas

muito pontuais.

n CONCLUSÕES

As reparações de carroçaria através

de técnicas de tração proporcionam

uma qualidade superficial

ligeiramente inferior à obtida com

tais e martelo. Os tempos e os materiais

necessários são ligeiramente

superiores. Utilizando as técnicas de

reparação adequadas à configuração

e acessibilidade das peças, as margens

Diferenças

Significativas

Mínimas

serão aceitáveis tanto nas reparações

de chapa como nas de pintura.

De forma consequente, a tabela de

pintura da CESVIMAP contempla os

trabalhos de fundos com a qualidade

adequada, com espessuras máximas

de 500 mícrones de massa, em zonas

pontuais, e após o lixamento, aceitando

todas as técnicas de reparação

da chapa. Repercutirá negativamente

na perda de eficiência da pintura uma

má reparação da chapa devido à utilização

de técnicas inadequadas ou

devido ao escasso tempo dedicado

à reparação. ✱

A máxima qualidade e a mais

alta rentabilidade devem ser

fatores indissociáveis nas

reparações de chapa e pintura

das várias vezes. Se a peça tiver sido

reparada e repintada, a baixa qualidade

desta reparação afetará o novo

processo de repintura.

carroçaria aquelas nas quais o pintor,

para conseguir recuperar e nivelar a

diferença entre as zonas mais altas e

mais baixas da reparação, aplica mais

Reparação através de tração

Reparação através de tais e

martelo

Maio I 2019

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90

MUNDO AUTOMÓVEL

Peugeot 508 GT Line 2.0 BlueHDI

Experiência sensorial

Atrevido, sensual, elegante, emocional. O Peugeot 508 é tudo isto. E muito mais. Ao design

arrebatador da carroçaria de cinco portas, junta-se o interior evoluído, o acabamento

GT Line e o motor 2.0 BlueHDI de 160 cv, que traz acoplada caixa automática de oito

velocidades. Conduzi-lo é uma autêntica experiência sensorial

Por: Bruno Castanheira

Nunca uma berlina do segmento

D tinha feito correr

tanta tinta. A Peugeot estabeleceu

as suas regras numa classe

demasiado “amarrada” ao conservadorismo

e criou o que muitos julgavam

improvável: um familiar de cinco

portas que lembra um concept com

estilo coupé. Sem perder a racionalidade

que se impõe numa proposta

orientada para um público bem estabelecido

e com mais de 40 anos, o

508 vem demonstrar que a crise da

meia idade não passa de um mito. E

que é possível um familiar com mais

de 4,5 metros de comprimento ser

sensual e elegante. Basta ter vontade,

coragem, imaginação e romper com

conceitos estabelecidos. É por isso

que, hoje, a Peugeot é uma marca

diferente de todas as outras. Mesmo

das restantes do Groupe PSA.

n HINO AO DESIGN

O primeiro (e mais evidente) atributo

do 508 é, como não podia deixar de

ser, o design. Na versão GT Line, que

contempla jantes “Hirone” de 18”, esta

unidade tem elevada nota artística.

Sem corrermos o risco de estar a exagerar,

mesmo reconhecendo que a

estética tem uma grande dose de subjetividade

associada, podemos afirmar

que a Peugeot “puxou dos galões” e

criou o mais arrebatador familiar do

segmento D que o mundo já viu. O

exemplar presente nestas páginas está

coberto por um manto branco “Nacré”

(pintura nacarada que obriga ao dispêndio

de €790), mas podia ostentar

qualquer outra tonalidade. Pouco ou

nada se alteraria em termos visuais.

Ao contrário das jantes e dos níveis

de acabamento, que permitem criar

um 508 à medida dos gostos de cada

um. A imponente grelha reluzente, a

assinatura visual atribuída pelas luzes

de LED dianteiras e as luzes de LED

traseiras tridimensionais, tornam este

familiar único. A inspiração nos concepts

da Peugeot faz parte do ADN do

508. Experiência arrebatadora é, também,

a saudação luminosa quando se

destranca o veículo na escuridão. Vale

a pena ver e rever vezes sem conta.

Espaçoso, bem construído e, sobretudo,

evoluído. O interior tem tudo o

que é preciso para manter a autoestima

do condutor elevada. A mais evolução

do i-Cockpit, extraído do concept

Exalt, assenta-lhe que nem uma luva,

combinando magistralmente com o

pequeno volante de três braços dotado

de base plana, com os botões

cromados existentes na consola central

(estilo interruptor) e com o seletor

da caixa automática, semelhante ao

joystick de uma aeronave. O posto de

condução é confortável e ergonómico.

Rodeado de fortes medidas de

segurança, o 508 está bem recheado

em termos de equipamento. Ainda

assim, a unidade ensaiada dispunha

de vários extras: couro preto (€1.500);

portão da bagageira com sistema

mãos livres (€450); tecnologia Night

Vision(€1.200); sistema hi-fi premium

FOCAL(€850); teto de abrir panorâmico

elétrico com cortina (€1.200);

Pack City 3 (€700).

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91

Semelhante ao cockpit de uma aeronave, o habitáculo prima pelo bom gosto e pela funcionalidade. O design fala por si

n ATITUDE FEROZ

Equipado com quatro modos de

condução (“Manual”, “Sport”, “Normal”

e “Eco”, ainda que o primeiro por via do

opcional Pack City 3), o 508 ganhou

eficácia e viu o seu peso ser reduzido

(70 kg em média) face ao modelo da

anterior geração. Dotado de travões

competentes, direção (de assistência

elétrica) incisiva, pneus Michelin Pilot

Sport, de medida 235/45 R 18 em

ambos os eixos, conforto elevado e

caixa automática bem escalonada e

de atuação rápida, o 508 tem uma

atitude feroz. Ou não fosse ele um

leão de garras (bem) afiadas. A estabilidade

a velocidades elevadas é

digna dos mais rasgados elogios, tal

como a motricidade, as travagens em

apoio e as transferências de massa.

Pouco ou nada parece desestabilizar

este familiar. Mas, se algo acontecer, o

programa eletrónico de estabilidade

(ESP) está lá para ajudar. E, já que

falamos de siglas, eis mais algumas

presentes no 508: antipatinagem das

rodas (ASR); antibloqueio das rodas

(ABS); repartidor eletrónico de travagem

(REF); assistência à travagem de

emergência (AFU); controlo dinâmico

de estabilidade (CDS); controlo de estabilidade

de atrelado (TSM).

Das três motorizações Diesel que fazem

parte da gama do 508, a unidade

ensaiada nesta edição dispõe da intermédia,

ou seja, da que está equipada

com o bloco 2.0 BlueHDI de 160 cv (recorde-se

que este motor disponibiliza

uma variante de 180 cv e que existe

o 1.5 BlueHDI de 130 cv). Na prática,

160 cv são suficientes para deslocar

os 1530 kg de peso do conjunto com

rapidez. E os números não enganam:

230 km/h de velocidade máxima; 8,4

segundos para cumprir o arranque dos

0 aos 100 km/h. Os consumos, esses,

são comedidos em todas as situações.

Já o sistema start/stop, que desempenha

um papel fundamental, está

particularmente bem calibrado.

Na versão GT Line 2.0 BlueHDI de

160 cv, que está disponível apenas

com caixa automática de oito velocidades,

o Peugeot 508 custa, sem

extras, €47.500. Não é o caso da unidade

presente nestas páginas, cujo

preço ascende a €54.190. No entanto,

este familiar vale bem cada cêntimo

pedido. Quem não acredita, que o

experimente. ✱

MOTOR

Tipo

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1997

Diâmetro x curso (mm)

85,0x88,0

Taxa de compressão 16,0:1

Potência máxima (cv/rpm) 160/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 400/2000

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira com ESP

Caixa de velocidades automática de 8+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 10,8

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (330)

Traseiros (ø mm) discos maciços (290)

ABS

sim, com REF+AFU

SUSPENSÕES

Dianteira

Pseudo McPherson

Traseira

Multibraços

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 230

0-100 km/h (s) 8,4

Cons. extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 3,9/4,5/5,7

Emissões de CO2 (g/km) 153

Nível de emissões Euro 6.2

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,26

Comp./larg./alt. (mm) 4750/1859/1403

Distância entre eixos (mm) 2793

Vias frente/trás (mm) 1593/1590

Capacidade do depósito (l) 55

Capacidade da mala (l) 487 a 1537

Peso (kg) 1530

Relação peso/potência (kg/cv) 9,56

Jantes de série

7 1/2Jx18”

Pneus de série 235/45 R 18

Pneus de teste

Michelin Pilot Sport

235/45 ZR 18 98Y XL

GARANTIAS

Mecânica

2 anos

Pintura

2 anos

Anticorrosão

12 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 30.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €290

Intervalos

1 ano ou 30.000 km

PREÇO (s/ despesas) €47.500

Unidade testada €54.190

Imposto Único de Circulação (IUC) €258,78

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2019 I Maio


92

MUNDO AUTOMÓVEL

NOTÍCIAS

Por: Bruno Castanheira

Maio I 2019

Mercedes-AMG apresentou

CLA 35 4Matic

Apresentado, mundialmente, no New York International Auto Show e com

lançamento previsto para o mês de agosto de 2019 na Europa, o novo CLA 35

4Matic é o mais recente membro da Mercedes-AMG. Este coupé de quatro portas

partilha a tecnologia com o Classe A produzido em Affalterbach, mas é ainda

mais arrojado com o seu emblemático design e o inteligente assistente MBUX.

O motor sobrealimentado de 2,0 litros, com quatro cilindros, oferece 306 cv e

400 Nm, distribuídos, variavelmente, às quatro rodas através de uma caixa automática

de dupla embraiagem com sete velocidades, permitindo-lhe cumprir o

arranque dos 0 aos 100 km/h em 4,9 segundos. Equipado com jantes de 18” (19”

em opção), conta com um ecrã multimédia tátil e com ecrãs AMG individuais,

que permitem visualizar os programas da transmissão, o AMG Track Pace e os

dados de telemetria. A consola central específica da AMG, com touchpad de

série, inclui botões adicionais que controlam, por exemplo, as funções do ESP.

Opel Grandland X

ganha duas novas versões

Ultimate e IntelliGrip são as duas novas versões do Grandland X que a

Opel vai lançar no mercado português, tornando a gama deste SUV ainda mais

competitiva. Com uma lista recheada de equipamento de série, o Grandland

X Ultimate assume a posição de topo de gama e destaca-se na relação preço/

equipamento. A lista inclui jantes de 19”, tejadilho pintado de preto, vidros traseiros

escurecidos, faróis AFL LED com comutação automática médios/máximos,

bancos forrados a couro e tecido, bancos dianteiros e traseiros aquecidos, só para

citarmos alguns itens. A versão IntelliGrip, por seu turno, surge equipada com

o avançado sistema de controlo de tração eletrónico com o mesmo nome, que

dispõe de cinco modos de funcionamento. Como na restante gama, as novas

versões estão disponíveis com motorizações a gasolina e gasóleo, com caixas

de velocidade manuais ou automáticas.

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Porsche reduziu CO 2 em 75% desde 2014

A Porsche está no caminho para o sucesso em matéria de sustentabilidade,

tendo reduzido em mais de 75% as emissões de CO 2

por veículo desde 2014. No mesmo período, o consumo de energia

correspondente diminuiu cerca de 31%. Ao mesmo tempo, o número

de veículos produzidos em Zuffenhausen e Leipzig aumentou 82%,

tendo passado de 101.449 unidades em 2014 para 184.791 em

2018. O facto que tornou a Porsche capaz de reduzir as emissões

de CO 2

de forma tão significativa (mais de 75% em apenas cinco

anos), deveu-se, acima de tudo, à utilização constante de energia

proveniente de fontes renováveis, certificadas pela TÜV. Desde o

início de 2017 que o construtor alemão produz os seus modelos

com energia renovável, que vem com um certificado da origem da

fonte física de eletricidade. O que vai ao encontro dos mais elevados

padrões ecológicos. Os carris para a logística da Porsche dentro

da Alemanha são, agora, neutros em termos climáticos, estando a

marca a trabalhar, também, na redução do seu impacto ambiental

através da cadeia de valor.

Audi e-tron disponível desde €84.251

O e-tron, o primeiro veículo totalmente elétrico da Audi, já

está disponível em Portugal. Equipado com dois motores, este SUV

disponibiliza uma potência total de 408 cv e um binário máximo

de 664 Nm. A tração integral elétrica, o pack de baterias de alta

tensão de grande capacidade, o cockpit virtual e o facto de pagar

Classe 1 nas portagens (com ou sem Via Verde), são outros ex-líbris.

Com uma autonomia de 417 km, o e-tron anuncia uma velocidade

máxima limitada eletronicamente a 200 km/h, 6,6 segundos para

cumprir o arranque dos 0 aos 100 km/h e está apto a receber até 80%

da carga em 30 minutos, graças ao carregamento a 150 kW, sendo

o primeiro modelo a dispor da funcionalidade “High Performance

Charging”. Dotado de suspensão pneumática adaptativa, controlo

de estabilidade de quatro fases e sete perfis de condução, que

podem ser selecionados através do Audi drive select, o e-tron conta

com interface myAudi, que permite uma utilização mais eficiente

e com o máximo de comodidade dos inovadores serviços, através

de um smartphone, tablet ou PC.


EM ESTRADA

Novos modelos lançados no mercado

Por: Jorge Flores

93

Honda Civic Sedan 1.5 Turbo Executive

Direto à essência

Mitsubishi Eclipse Cross 1.5 CVT Instyle

Estilo arrojado

Nissan Qashqai 1.3 DIG-T Tekna

Gasolina, pois então...

Seat Ibiza 1.0 TSI DSG FR

Valor seguro

Para os apreciadores do tradicional, o Honda Civic

Sedan é uma proposta a ter em consideração. Não

pelas linhas, de contas feitas com a evolução dos

tempos, ainda que sem grandes rasgos criativos,

mas, sobretudo, pela sua essência. Trata-se de

um modelo que procura, acima de tudo, assegurar

o que existe de mais essencial: espaço, boa

construção, segurança e prazer de condução com

consumos aprazíveis. Que mais se pode pedir a

um modelo que já alcançou a sua 10.ª geração

e por cá continua? O espaço da bagageira (519

O Mitsubishi Eclipse Cross é a primeira aposta

da marca depois da aliança Renault/Nissan.

De estilo arrojado, de linhas pronunciadas,

o modelo parte da plataforma do Outlander,

embora seja mais curto, rígido e leve.

Estamos, portanto, perante um SUV que procura

marcar pontos entre os entre os segmentos C e

D, graças a uma carroçaria com 4,5 metros de

comprimento, 2,5 metros de distância entre eixos

e 1,7 metros de altura. De frente, é praticamente

impossível não associar o Mitsubishi Eclipse Cross

O mundo automóvel parece estar a revoltar-se

contra o Diesel. E a Nissan acaba de dar o seu

contributo para a “guerra” com o lançamento de

uma proposta a gasolina de última geração e de

valor acrescentado para a causa. Trata-se do novo

bloco de 1,3 litros, sobrealimentada, com quatro

cilindros, desenvolvido em conjunto pela Aliança

(Renault-Nissan-Mitsubishi) e a Daimler. Uma

proposta que, seguramente, pretende continuar a

alimentar os recordes de vendas que este SUV vai

granjeando no mercado. Com 160 cv, associada a

O Seat Ibiza continua a beneficiar das virtudes

do pequeno motor 1.0 TSI. Trata-se de um valor

seguro. Nunca compromete, sobretudo quando

surge associado à transmissão automática de

dupla embraiagem (DSG). Com 115 cv de potência,

disponível entre as 5000 e as 5500 rpm, e

um binário máximo de 200 Nm, constante entre

as 2000 e as 3500 rpm, o Ibiza é um modelo

bastante equilibrado e com uns consumos anunciados

contidos: 4,7 l/100 km. A transmissão é de

sete velocidades. Uma caixa rápida e inteligente

litros) é uma referência e aquilo que mais o

diferencia da versão de cinco portas. Equipado

com o motor 1.5 Turbo de 182 cv de potência às

5500 rpm e 240 Nm de binário, constante entre

as 1800 e as 5500 rpm, o Civic Sedan é um bom

companheiro de viagem. Não gasta muito (5,7

l/100 km em ciclo combinado) e não empata:

210 km/h de velocidade máxima e 8,1 segundos

dos 0-100 km/h. O preço justifica-se: €33.750.

ao Outlander. As semelhanças são muitas. Na

traseira, destaca-se o óculo bipartido (Twin Double

Design), principal elemento diferenciador.

Generoso, o habitáculo, dispõe de pormenores

interessantes de modularidade. A bagageira oferece

um volume que começa nos 341 ou 448 litros

com os bancos traseiros na posição normal. Tudo

da posição dos assentos destes (deslizantes). O

motor eleito para mover este SUV é um 1.5 a

gasolina, com 163 cv às 5500 rpm e 250 Nm

de binário máximo, constante entre as 1800 e

as 4500 rpm. A aceleração dos 0 aos 100 km/h

faz-se em 9,3 segundos, a velocidade máxima é

de 200 km/h e os consumos médios anunciados

situam-se em 6,7 l/100 km.

caixa manual de seis velocidades, o Qashqai 1.3

DIG-T proporciona bons momentos ao volante,

nomeadamente, acima das 3500 rpm. De acordo

com dados da marca nipónica, o Qashqai 1.3 DI-

G-T é capaz de atingir uma velocidade máxima de

200 km/h e consome não mais do que 5,7 l/100

km em ciclo combinado. Na versão de equipamento

Tekna, o preço ascende aos €32.800. Não

sendo um valor aliciante, ajusta-se face a tudo

aquilo que é proposto.

na leitura das situações, revelando-se deveras

competente para cumprir o arranque dos 0 aos

100 km/h em 9,3 segundos e para alcançar uma

velocidade máxima de 195 km/h. Se, por fora,

o Ibiza continua a exibir uma estética futurista,

mas sem exageros, por dentro, procura manter o

ambiente o mais “limpo” possível. Os comandos

estão arrumados na consola central, onde se encontra

o ecrã tátil de 8”, com grafismo atraente e

informação legível. O preço da versão ensaiada

fica apenas nos €19.000. Sem dúvida mais um

forte argumento.≠

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1498

Potência máxima (cv/rpm) 182/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 240/1800-5500

Velocidade máxima (km/h) 210

0-100 km/h (s) 8,1

Consumo comb. (l/100 km) 5,7

Emissões de CO 2 (g/km) 130

Preço €33.750

IUC €158,92

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1499

Potência máxima (cv/rpm) 163/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 250/1800-4500

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 9,3

Consumo comb. (l/100 km) 6,7

Emissões de CO 2 (g/km) 154

Preço €29.400

IUC €158,92

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1332

Potência máxima (cv/rpm) 160/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 260/2000-3500

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 8,9

Consumo comb. (l/100 km) 5,7

Emissões de CO 2 (g/km) 130

Preço €32.800

IUC €158,92

MOTOR

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 115/5000-5500

Binário máximo (Nm/rpm) 200/2000-3500

Velocidade máxima (km/h) 195

0-100 km/h (s) 9,3

Consumo comb. (l/100 km) 4,7

Emissões de CO 2 (g/km) 108

Preço €19.000

IUC €94,42

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2019 I Maio


94

MUNDO AUTOMÓVEL

USO PROFISSIONAL Volkswagen Transporter 6.1

Por: Ricardo Carvalho

Evolução tecnológica

A Volkswagen mostrou a nova geração da Transporter na BAUMA, em Munique,

a maior feira de construção civil e maquinaria do mundo. Num ambiente de trabalho,

a marca alemã revelou a versão furgão do seu modelo mais famoso, que chega

como uma evolução de software: 6.1

Depois de ter mostrado a Multivan,

no Salão de Genebra,

a Volkswagen aproveitou a

ocasião da BAUMA, feira dedicada à

maquinaria e construção civil, que

decorreu em Munique, de 8 a 14 de

abril, para exibir a nova faceta da versão

de trabalho da Multivan. A famosa

Transporter evolui para a geração 6.1

num momento em que recebe um upgrade

tecnológico muito generoso e

modificações estéticas muito realistas,

que são mais evidentes na secção dianteira,

mas que têm, também, grande

expressão no habitáculo. O objetivo é

melhorar o dia a dia de quem lida com

estes veículos de trabalho.

n ALTERAÇÕES ÓBVIAS

A nível de desenho, as alterações são

óbvias. A grelha foi redesenhada, assim

como o enorme para-choques frontal.

É a única mudança mais profunda

num veículo que vai continuar a ser

proposto em versões furgão, Combi de

passageiros e chassis cabina (simples

e dupla) para adaptações específicas.

Continuarão a existir diferentes distâncias

entre eixos para proporcionar

o máximo de aplicações comerciais.

A maior alteração a nível técnico diz

respeito à presença da direção assistida

eletromecânica, em detrimento

da direção hidráulica que existia até

Trunfos (alguns)

da VW Transporter 6.1

• Nova secção dianteira

• Novos sistemas de assistência à condução

• Versões furgão, Combi de nove

lugares e chassis cabina

• Motores 2.0 TDI de 90, 110, 150

e 199 cv (Euro 6d-TEMP)

• Chega a Portugal em novembro de 2019

• Espaço de arrumação por baixo

do banco do acompanhante

• Funcionalidade para carregamento

de objetos longos

agora. Esta adaptação vai permitir que

a Transporter possa receber sistema

Lane Assist, Trailer Assist ou assistente

de estacionamento automático. As

novas Transporter podem ainda ser

equipadas com alerta de trânsito cruzado,

sistema de reconhecimento de

sinais de trânsito ou sistema de ajuda

à condução com ventos fortes.

n HABITÁCULO ERGONÓMICO

O interior foi redesenhado e conta,

agora, com um tablier mais moderno,

com um volante modernizado e com

um painel de instrumentos com nova

imagem. A instrumentação é analógica,

mas baseada na última geração do

computador de bordo da Volkswagen.

O dispositivo de infoentretenimento é

o Composition Audio de nova geração,

com sistema Bluetooth mãos livres e

funções de ligação à Internet, como,

por exemplo, informação de trânsito

em tempo real.

A nível prático, a Transporter estreia

um curioso sistema de bloqueio, que

pode fechar as portas da caixa de carga,

deixando as da cabina destrancadas.

Ou vice-versa. Muitos transportadores

vão agradecer esta função. Outra novidade

prática, é o facto de, agora, ser

possível aproveitar o espaço disponível

por baixo do banco do acompanhante,

de modo a carregar objetos de grandes

dimensões. Junto ao banco do condutor,

encontra-se uma tomada de 230

V e um compartimento seguro, que

pode ser fechado com chave.

Quanto a motores, a nova Transporter

vai estar disponível com blocos a gasóleo

2.0 TDI, compatíveis com a norma

Euro 6d-TEMP, anunciando potências

de 90, 110, 150 e 199 cv. No futuro,

deverão existir versões a GNC (gás natural

comprimido). A versão elétrica,

feita em parceria com a ABT, só deverá

estar disponível, numa primeira fase, na

Alemanha. A Transporter 6.1 chegará

ao mercado português em novembro

deste ano. ✱

Maio I 2019

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