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Hospitais Portugueses ANO V n.º 24 julho-agosto 1953

HÁ QUALQUER COISA QUE FALTA O HOSPITAL E O DOENTE - ELEMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE TRATAMENTO E ASSISTÊNCIA HOSPITALAR CUSTO E RENDIMENTO DOS SERVIÇOS A CONTABILIDADE MECÂNICA COMO MEIO DE MELHORAR A ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR A TELEVISÃO AO SERVIÇO DA MEDICINA NOTÍCIAS PARA MÉDICOS NOTÍCIAS PARA FARMACÊUTICOS ENFERMAGEM GENTE DOS HOSPITAIS NOTÍCIAS DOS HOSPITAIS NOTÍCIAS DO ULTRAMAR PUBLICAÇÕES

HÁ QUALQUER COISA QUE FALTA
O HOSPITAL E O DOENTE - ELEMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE
TRATAMENTO E ASSISTÊNCIA HOSPITALAR
CUSTO E RENDIMENTO DOS SERVIÇOS
A CONTABILIDADE MECÂNICA COMO MEIO DE MELHORAR A ADMINISTRAÇÃO
HOSPITALAR
A TELEVISÃO AO SERVIÇO DA MEDICINA
NOTÍCIAS PARA MÉDICOS
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ENFERMAGEM
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~HOSPITAIS<br />

PORTVGVESES<br />

No V-N. 0 <strong>24</strong> ~ JULHO-AGOSTO J.G) 1 9 53


HOSPITAIS PORTUGUESES<br />

REVISTA DE HOSPITAIS E ASSISTf:NCIA<br />

SOCIAL<br />

Dá qualquer eoisa que falta<br />

DIRECÇÃO<br />

CORIOLA NO FERREIR A M. RAMOS LO P ES<br />

ADM INISTRADOR<br />

EVARISTO DE MENEZES PASCOAL<br />

REDACÇÃO E<br />

ADMINISTRAÇÃO:<br />

A V EN IDA SÃ DA BANDEIRA, 90-92<br />

Telefone 2843<br />

SUMÁRIO:<br />

HA QUALQUER COISA QUE FALTA<br />

COIMBRA<br />

Composto e impresso na Tip. da «Atlântidal<br />

Rua Ferreira Borges, I03·III- CoiMBRA<br />

O HOSPITAL E O DOENTE- ELEMENTOS PARA A ELABORAÇÃO DOS PL<strong>ANO</strong>S DE<br />

TRATAMENTO E ASSISTE:NCIA HOSPITALAR- MARIA DE LOURDES CABRAL<br />

CUSTO E RENDIMENTO DOS SERVIÇOS- DR. EVARIHO DE ME~EZES<br />

A CONTABILIDADE MECANICA COMO MEIO UE MELHORAR A ADM INISTR.-\ÇÂÜ<br />

HOSPITALAR- SILVESTER ELLIS PIERCE<br />

A . TELEVISÃO AO SERVIÇO DA MEDICINA -<br />

NOTÍCIAS PARA MÉDICOS<br />

NOTÍCIAS PARA FARMACf:UTICOS<br />

ENFERMAGEM<br />

GENTE DOS HOSPITA IS<br />

:1\0TÍCIAS DOS HOSPITAIS<br />

NOTÍCIAS DO ULTRAi\IAR<br />

PUBLIC1\ÇOES<br />

RICHARD T. VIGI'\ERS e MARJOHIE L. SIIEA<br />

V ÁRIA: Qualidades e aptidões que deve ter uma enfermeit a; Conselhos de ocasião; Coar·<br />

denação dos Serviços nospitdlares com a assistência Nacional aos Tuberculosos; Santa<br />

Casa da .Misericórdra de Portalegre; Refrigeração.<br />

EDIÇÃO E PROPRIEUADE DE CORIOL<strong>ANO</strong> FERREIRA<br />

ESTE NÚMEI~O<br />

FOI VISADO PELA COMISSÃO DE CENSUHA<br />

Não há dúvida de que nos falta qualquer coisa.<br />

Qualquer coisa que dê unidade a estas centenas de<br />

hospitais, espalhados por todo o país. Qualquer coisa<br />

a criar-lhes a consciência de que têm um fim comum,<br />

se debatem com problemas semelhantes, lhes foi assinada<br />

uma missão e constituem uma força.<br />

O Estado escreveu acertadamente na Estatuto da Assistência<br />

que a sua actividade havia de ser meramente supletiva da acção dos.<br />

particulares e que a sua interferência na gerência das instituições nãOJ<br />

havia de ir além das funções de simples fiscalização e coordenaçãO',<br />

de modo a não absorver nem desvirtuar a iniciativa privada.<br />

Quis assim dar às instituições a plena consciência dos seus<br />

direitos e das suas responsabilidades.<br />

Mas poderão elas, as instituições, assumir, no estado actuai,<br />

todas as responsabilidades e exercer todos os direitos que lhes pertencem?<br />

Supomos que não.<br />

Pois não é verdade que, para além do problemazinho que a<br />

cada uma surge para equilibrar o seu próprio orçamento, arranjar<br />

urna boa enfermeira, organizar os serviços clínicos, conseguir a comparticipaçãozinha<br />

para o remendo ou para a construção do seu hospital,<br />

pedir e conseguir o· subsídio anual de que depende a sua existência,<br />

não é verdade que, para além destes problemas parciais, pró-·<br />

Prios de cada hospital, há os grandes problemas da coordenação da<br />

acção hospitalar com a previdência, e o problema da ligação com as<br />

Câmaras Municipais, e o problema dos abastecimentos em conjunto,<br />

e o problema do estatuto nacional do empregado da assistência, e o<br />

Problema da contabilidade uniforme, e o problema do regulamento<br />

geral-tipo, etc., etc. ?


' Assim como esperamos que o. Estado nos dê o edifício, nos dê<br />

o subsídio, nos dê a enfermeira, nos dê o aparelho de Raios X, também<br />

aguardamos pacatamente que nos dê a solução de todos os<br />

outros grandes problemas gerais, sem que, da parte das instituições,<br />

haja um prévio trabalho de estudo e elaboração em conjunto, servindo<br />

de base à acção governamental, insubstituível na fase final da<br />

decisão e do comando.<br />

Simplesmente, em nossa opinião, modesta e independente,<br />

nunca chegaremos à união e consciencialização dos hospitais como<br />

«corpo» social, enquanto os não ligarmos através de um organismo<br />

que a todos una, oriente e represente. A separação, o atomismo em<br />

que andamos- cada um para seu lado vive a sua própria vida sem<br />

conhecer a do vizinho- há-de impedir-nos, por muito tempo, de<br />

darmos ao Governo a colaboração que este espera e tem o direito de<br />

nos exigir.<br />

Se a Direcção-Geral de Assistência quiser conhecer a opinião<br />

dos hospitais acerca de cada um daqueles problemas gerais acima<br />

enunciados ou dos muitos outros que ficam por indicar, só tem o<br />

recurso de se dirigir separadamente a cada um dos responsáveis e<br />

-recolher as suas opiniões individuais ou o fruto das suas experiências<br />

pessoais. Mas a soma aritmética destas opiniões ou destas experiências<br />

não constitui a opinião ou a experiência, orgânicamente colhida<br />

ou obtida, dos hospitais portugueses. Que fazer então ? A solução<br />

está achada e em plena execução em quase todos os países do mundo.<br />

Não é, pois, novidade nem empresa de resultados duvidosos. É certeza<br />

há muito verificada.<br />

Falta-nos qualquer coisa. Esta qualquer coisa é a Federação<br />

Ao menos que esse impulso venha quanto antes.<br />

O ltospital e o doetate - Eletne!•rtos ·<br />

· p~•·a a elabo•·a~áo dos plattos de<br />

t•·atameitto e assistêtaeia ltospitalat·.<br />

Paoo. a organização<br />

dum<br />

plalno de tliatamento,<br />

vários<br />

aspectos podem<br />

infiunr. Entre<br />

eles podemos c i­<br />

tar:<br />

1. 0 As actividades<br />

que dlizem respeito a cuidados<br />

hig·iérrilcos, tanJto nas ref.eDentes ao<br />

ambienJt:e, 'COmo a/OS que fu1atam da<br />

pessoa, tomando-se em vista a lim­<br />

Pesa, elnlminação, p•os'ições •correctas,<br />

exercício, !'eahilitação, repouso, ocupações,<br />

nutrição e tr.e~igião .<br />

2. 0 Medi/das que se poldem usar<br />

Para •aliwo Idas dores fís1oas ou<br />

morais.<br />

3.o Con{jja•r com a terapêutica<br />

Prescrita pelo médico.<br />

O doente entra no hosp~tal com a<br />

sua 1 doOUJmentaçã'O •em oxdem piara s:er<br />

rece~brdo na •end)enmalr.ia. É a·oo•lhido<br />

corn calfli!Ilho, osatis:flação •e sorriso de<br />

bom humor. Logo às prn'mei•naos im­<br />

Pressões fica o seu •espírlito tranquiii­<br />

Zado e baoiiliam-lhe no cérebro TI-radia­<br />

ÇÕes de coisas gflandes - o seu bem<br />

estar, um furt:uro mel!hor e oa sua CUII'a<br />

rápida. É neoessário que enocmtre na<br />

PersOl!latltildra!de Idas enfei1mei.ms, pes-<br />

Por D. MARIA DE LOURDES CABRAL<br />

soas •suas arnig·a


. esta:do ·anormal etJc. Flill'affimente o<br />

gráfruco de teJmperartulf'a om:ie se 'I'Iegistaim<br />

T. P. R. e T / A e Pesro. A<br />

T. P. R. são ti!l'ados duas Viezes ao dia<br />

por Tdtina íde manhã e à tarde setnldo<br />

registaldos die aco1fldo 'COm •as cores<br />

tdma\das e combi!fllaldas •como veiferên­<br />

·cia. A pif1es'crição •c~tiJca da papeleta<br />

será passatda piara a tfollia de 1:erapêu-<br />

1:Jil0a do tpi101Des51o e dlisso s'erá o clínico<br />

infoflmaldo. O !doente será então estudado<br />

e Ide •a,corldo 1001m 'a sua lcloença<br />

e terapêutToa mécl!ioa será organizado<br />

o p~ano de 1otúdados, não esqueceindo<br />

I11U1nioa que •este é f.eilto palia servir o<br />

doenlte.<br />

Toma:vem·os .as·sim., por •ex·emplo,<br />

UJm doentle 'calfldí,aJco a 'nosso 'cuidado<br />

e em tr.aços g·emis orgarnZiemos •o s 1 eu<br />

pLano, muJiJto slistemaltiza1do.<br />

8 horas- Toi•1ette da manhã -<br />

paraia1l ou rtotia'l- 'oanforme 'a indicaçã'O<br />

rclíniloa.<br />

9 h()lflas - Pequeno ailrmoço.<br />

Das 9 às 12 'horas- T ·erapêUiti,oa<br />

e visita médioa, P'oidenJdo os .doentes<br />

no iiJnterva/}to que Va~ 8.tg'Uaii"dJa[]do para<br />

a sua Vlez, •la de<br />

Mdratos de carbono ~l iberta 4 rca1odas,<br />

que 1 gmma rde gordU!I'as 1lib'erta aproximadamente<br />

9 10aiJ.orii'a's :e os raLbrumi ­<br />

n:ditdes 4 .oa1:orias fàloi,limoote S'e P'Orde<br />

organizar rulma nação atilmenlta·r de<br />

acorido rco:m o peso Ida pessoa, estrutura,<br />

sexo, repouso, 'tJialbailiho, idade e<br />

doença. Na ração ta'lilmentarr é inrdi·spensável<br />

aoi;n:da a pres.ença rde certos<br />

~a'ctor.es !Como por ·e~emrpl'o as vitaminas.<br />

Sabemos que a siUa íalta ou deficiên!o~a<br />

•causam .as •cha'ma!dlas av'iltaminoses<br />

ou doenças po'r carêntóa. As<br />

mai'S oonheoildas •entre nós são 'as provooa'das<br />

pda failitla Ide Vitamina C,<br />

sendo-nos relatada nalgumas estmfes<br />

dos Lusíadas n:a ba~~a da tripulação<br />

que sof11eu 'a armada Ide V asco da<br />

Gama a roami.!niho da Índia.<br />

As ~i'tia1miltl1a:s sã'o des'i.gnaldras p eLas<br />

letras do alf~beto e costumam rdiViidk-se<br />

em: hilposdlú'V'eis :oomo a Vil!:. A<br />

- anrtiJCefldftailmiilca - combatoodo inflamações<br />

Ido ,a1parell!ho nespimrt:ório,<br />

digestiVio, rurlinário e pie'Jie.<br />

Vit. D - arn1!i-·flaquíti!ca - 1C'ombaten'do<br />

I'aquirtismo e até deformações<br />

ósseas.<br />

Vi t. E - anti -'estJéril.<br />

lHdrosolúv·eis rcamo: V'it. B, C ·e P.<br />

Assim é necessário saber os alimentos<br />

·em qUJe .existem resta's vi'ta·rninas<br />

Pa11a poderem ser radrrrinistmdas.<br />

Bá alimentos que não roontêm todas<br />

as Vitaminas 'ma·s pddem no entanto<br />

ser-Ilhes tll!dminisltrardas por di'lllição.<br />

Daqui se vê 0 paipel ~mpO'flbante na<br />

alimentação e res'tlaruro do organismo<br />

tanto duma pesso'a saudável como<br />

PoRTUGUESES<br />

doente. Está tdte há muito assrenrte<br />

que a racionra'l oonfecção re dis!trriibuiçã:o<br />

Ide al~entos •aos doentes hospita']izaldos,<br />

é u.m proc1esso tempêurti•co<br />

~mpO'rtantíss.imo. Eis uma noção qrue<br />

os médicos moldernu·s esrtão porndo elm<br />

voga ·e que inrte11essa não só à enfermei!la<br />

saber •co11no •exige também a srura<br />

C'Oilabo.ração. O doen 1 te com corrnida<br />

que t1!he 'agrade, des'de que esteja de<br />

a'covdo ·com as 'Suas n'eCiessi•dades orgâlniiCats<br />

'OUlia maÍis ldetplf'es&a. Todas<br />

nós s'abemos avat1!iar 'O srupiHcio m1aior<br />

ou menor qrue é comum a todos os<br />

doenltes ·elm fa•ce duma c01mida pouco<br />

a:tJrarentte, maQ •salborasa 'e pess:ima,mente<br />

apresentalda, fornrecilda pelas cosinhas<br />

gigan!ties Idos hospi1ta.is. Não adimilfla<br />

portanto que isso ·se reflirta na maior<br />

•ou menor PaJpirdez de 'cura. Um médk'O<br />

fm:ncês g.arantia que era tão c!rimÍ!nJoso<br />

dar Ulm l'elmêdio otrooardo, como<br />

fom·eCier 'a'O doefllte um1a •aliimen•t:lação<br />

irra!dequada, mas isto s:erá para mim<br />

rum pornto de pa1r1tirda rde observação<br />

•a1lém Idos meus lirmi'tes P'essoais, porque<br />

n'as •enfiermal'~as , Iimitar-nos-emos<br />

a seguir •as ofldens 'in,dicadras p elo médico.<br />

Tem Ide seir este s-emp11e o noss:o<br />

ponrt:o Ide vista. Em algUinS países<br />

como na França, ISuíça, Bélgica e<br />

outflos, ·exis·tem 'Ca•rgos (}!e ,enfrermeiras<br />

distiln1tas !'esponsáv:eis . pellos cozinhados<br />

de todas ,as rdi1etas neleessári,as às<br />

ditfenentes doenças •e pela 'arptreS"entaçã'O<br />

dos diversos prra1los. Seria oom<br />

pmz:er, •com ma'is •entusiasmo ·e até<br />

com orgu'l!ho própri:o que se fiz:esse<br />

sentir ·a dbra anterior até que nós passássemos<br />

da teoria à prátiea. Seria<br />

a rltura rde se apresen'ta


pratos e dietas qrUJe seriam obras primas<br />

de alite ·cuiinária e rigor cientí­<br />

·fá


li<br />

I<br />

I!<br />

I<br />

I'<br />

riorti!da 1 de 'etn ·r:elação ao indivíduo<br />

normail tanto física 'como mentalm<br />

lente e não admír:a por i•sso que a<br />

atitude do doenJte ·ante .a sua inferioridalde<br />

e lesão, fonffila 1como 'V'ive e situa­<br />

·ção que pr·ôcum, podem :decidir da<br />

·evolução e não fatigante é menos preju­<br />

:dida[ que •a ansiedade •e as ocupações<br />

sobre a vida que a >inaotiv~dade ocasionou.<br />

A um tclispneioo 1e.s·tarão indi­<br />

'Cados por e;,cemp[o o trircot mlllito leve<br />

num c urto espaço de ·tempo, o enrolar<br />

ligaduras, as l>eitur.as, os desenhos, os<br />

jogos, etc.,· desde que o lcloen1Je se 'coloque<br />

nUima posição co!liÍofltáv.el com os<br />

braços bem apoi•ados. Nos tulbercuàosos<br />

é essenda1 uma oC'll!pação para<br />

remediar os inconveni•enJtes da ociosidade<br />

•com as alterações de •carácter<br />

nem sempre dev~das à própria intoxicação,<br />

mas •an~tes às oirounstândas<br />

desfavoráv()~J()-C()IMI3~A<br />

I\<br />

I<br />

HOSPITAIS<br />

PORTUGUESES<br />

9<br />

I'


I II<br />

Pelo Dr. EVARISTO DE MENEZES<br />

Pode considerar-se satisfatófi.a a seguinte dassif~cação<br />

de 'contas, !devidamente analisada, de harmonia<br />

com as necessidades do organismo 'Cons~tderado.<br />

1. Despesas directas com vendas<br />

2. Propaganda e fomento das vendas<br />

3. TranspoPtes<br />

4. A11mazéns e d epósitos<br />

S. Despesas Ide cobrança<br />

6. Despesas financei.ras<br />

7. D espesas Gem·is de Administração.<br />

O fim pri!I1!cipal da dassifi•cação por funções é agrupar as despesas sob<br />

a responsa'l>ilidade dum único empregado.<br />

Parn detertmlinar o •custo de distribuição dum da'do produto é preciso<br />

dividir previamente as despes•as em classes. Esta di·v·isão, comum a vários critérios<br />

de ~mputação, pode ser a s•eguinte : d espesa·s directas, semi-ti~re cta s e<br />

indire1ctas.<br />

Quando o número de produtos é pequeno é ·acons•el!hável fa:rer a aná1ise<br />


"<br />

eotatabil.dade •neeaJttea<br />

.<br />

eotno<br />

1neio de •nelbot•at• a adJninisbospitala•·<br />

tt·a~ão<br />

Por SYLVESTER ELLIS PIERCE<br />

B. M. A. S. E.<br />

O ESCRITóRIO- UMA NOVA FONTE DE REC'EITIA<br />

Antes de discutir as vantagens da contabi-lidade<br />

mecân~oa, quando aplicada ·aos !hospitais, parece oportuno<br />

inrdi,car sumàriamente os fa'ctores que deram 1ugar a atterações<br />

re'V'Olucionárias nos sistemas Ide rcontalbiEdade em<br />

vários ramos ·de negócios. Durante os últimos Vlinte anos<br />

e ·em ·especial durante a úH;ilma décarda, o aumento das<br />

despesas relacionadas ·com a realização dos negócios,<br />

olbriga,ram a administração das organizações comerciais,<br />

a procurar no ·escritório noVIOs meios de receita. Os<br />

dirig·errtes chegaram à condusão que os •a,rquivos eram<br />

os «olhos do negócio» e que era•m neoessárias ~nformações<br />

rápirdas, relatórios adequados ·e despesas •oertas. E.Jes<br />

conduiram que, sem informações no momento próprio e<br />

de forma precisa, seria •extremamente difíci'l orierrtar um negócio satis·fatõri·amente.<br />

Pela aplfcação aos serviços de ·escritório dos principios expev~mentados<br />

e provados em gerênc-ias f•albris, mdhorou-se a ·eficiência do ·escritório ao ponto<br />

de pdder ser comparado a uma fábrica moderna. As ·economi·as resuQ:tantes, por<br />

si só, justificariam as transformações operadas. No entanto nos departamentos<br />

fabris, ·as maiores economias foram obtidas em rcas. O serviço de ·enfermagem foi<br />

elev·aldo a um mais a~to nível de ·eficiência, em 'resultado de um 'contínuo programa<br />

teiducati'VIo.<br />

Mas o que diz,er sobr·e a parte :a 1 dm!inistrativa ? Encontramos nós aí, as<br />

mesmas oondições que v~rifiocámos existir nos outros departamentos do hospital ?<br />

Serão os empregados 'cuidadosamente s'eleccionados, tomando-se em consideração<br />

as suas arptildões especrais ? Será encor-ajado e farciEttado o estudo e<br />

pesquisa ? 8-~á feita alguma •coisa para estimular o interesse ·em novas ~deia s ?<br />

Os arquivos e outro materia'l 'de escritór-io que se fornece será de tipo apro­<br />

Priado?<br />

AIJ.gutns hospitais terão •escritórios mo'dernos, mas a rexperiêrrci>a 'Con>hida<br />

por contabilistas te >téonlicos de ocg·anização é de que as autovidades hospitalares<br />

tem-se 'dedicardo quase rque ex!C'lusivamente ao cuidado rprofissiona'l dos doentes<br />

em prejuízo da tparte administtrativ·a. As !despesas em muitos oasos são incontestàvelmente<br />

ailtas e o 'C'ontro1'e financeiro não é ministrado 'Convenientemente.<br />

O ESCRITóRIO DEViE MERECER UMA ATENÇÃO ESPECIAL<br />

O aurmento no pedfiido Ide hoSipitlaliz>ação vesurltantt:e do seguro, rde a'Cidentes<br />

de trabar~ho ·e dum púbHco •cada vez 1 mais •consden'te rda saúde, a faiJ.ta de .enfermeiros<br />

e :médilcos e o 'elevado rcus·to da organização, ocoil:oca·ra.m ·muitos hospitais<br />

numa situação ·critica. Se se desejar obter economia nestes serviços terão de se<br />

eliminar as difi


sos· e arquivos cilentiücamente •con!cebidos, U!ma melhor. selecção e arpl~~cação 1 de<br />

máquinas •e outt'o materi.'a~ e um pessoal dev~damente tl'einatdo, bem pago e bem<br />

ol'i,enta·clo- «Eis aqu~ a realidade dos factos».<br />

OS OBJECTIVOS DA OONTABILIUADE ORÇAMENTAL<br />

Uma das necessidades de uma administração .efidenrtJe é a t:~}abomção do<br />

plano das despesas e recertas por meio dU!m orçamento. Sucintamente indicados,<br />

os principais 'Oibjeot!irvos da .contarbilidalde são:<br />

1. Fazer, antecipadamente, a rest'i.m·a1Jirva necessária para operar e manter<br />

a instituição e o rpagamento das suas dívidas alinda não liquidadas.<br />

2. Detoominar o va1lor das R eceitas que ·estão disponíveis para fazer<br />

faroe às neoessidades.<br />

3. Olassif~car a •estimativa das despesas a funções •e objectos específicos.<br />

4. Limitar ·as d espesas às verbas orçamentadas.<br />

Qua~qurer que seja o sistema orçamen!ta[ adoptado pelo hospíta1 de<br />

deverá ter a slllflrciente elastkida'de para que possa ser ajustado de aroordo com<br />

as exigêndi!as dos servU.ços da Instituição.<br />

um empregado. As .despesa's com o pessoal pertencem às fo}has d e vencimentos<br />

dos empregados, ta'l qura~ a importâlflloia que se paga em numerário e como tal<br />

deverão ser i111·otu~das nos vencim ent~ s. Se não se 'Conhecer as despesas de a.Jimentaçã'O<br />

'com os ·empregados, não haverá maneira de deteTtminar f'igorosamente<br />

um vencimento justo para o empregaldo que recebe parte em ld!inhteiro, parte em<br />

alimenrtJação, comparado •com outro empregado que meebe tudo em dinheiro,<br />

em troca dos seus serviços.<br />

A NECESSIDADE DE DESPESAS CORRECTAMENTE ELABORADAS<br />

A importânoi·a da Hmitação das despesas às ·11eoeitas não fornecerá um<br />

padrão para medir a ,efi.ciência de e~~cução. Certamente não in!dicará a perda<br />

de .trabalho ou di·spêndio de materi'ais. Despesas correctamente elaboradas são<br />

o úni'co rneio rexfistente' que fornecerá rtal controle.<br />

Um sistema de d espesas<br />

1<br />

ef~ctivo ·deverá permitir à adiministração:<br />

1. De!te11minar, se nas ·con!dições existentes, o trarbafJ!ho está a ser realiz·ardo<br />

economicamente.<br />

2. Determina·r ·a eficiência da mão rde obra e das máquinas.<br />

3. Fa~er uma ·estimat'iva ri.nteligenrte do


!<br />

li<br />

li<br />

11<br />

li<br />

terá que ser e·l~minaldo. Têm de ser ·aproveitadas as hor:as de ·trabalho. Métodos<br />

e processos de resultados práticos de contabilidade terão que ser instalados.<br />

AS MAQUINArS DE CONT ABIL'lDA'DE SÃO UMA NE)C.ESSIDADE<br />

BÃSIOA · NOS ESCRITóRIOS MODBRNOS<br />

A mecanização é Ulffi requisito fundamenta'! dos s·istemas ·de contatbirHdade<br />

modeinos. Ao .contrário do que se pensa eJm cerltos soctores a mecanização não<br />

se limita apenas a gmndes Empresas •e C'Ompanhias. A ld·ecisã'O rde mecanizar<br />

não deve ser infil.uencialda pelo tamanho do hosp1tal<br />

.<br />

nem pela sua pos1ça<br />

. '"'o<br />

fiinanceira.<br />

Um ma~or deta·lrhe de lançamentos, ·economia e SUJper-ior :ardministração<br />

são os f.arcto'l'es decisivos a rconsitderar.<br />

Existem máquinas de contabilidade que resolvem quase todos os pro·<br />

b1e:mas rde contabi'llidade. Há máquinas al'ta:men1Je aut01máticas pam as insta•la·<br />

~"Ões maioties · ·e máquinas menos ·automáJt:icas para as instar1ações mais pequenas.<br />

:.. ' 'li·<br />

Algumas são •espeóa'lm:ente •construídas para efecrtuar uma fase da contabl<br />

dalde· otlltras são coruc1ebidas para .efectuavem váriras espécies de tra'barlhOS·<br />

' Trartando-rse de uma pequena 0Pganizração a máquina pam Contabilizar<br />

e Distribuir tdiàriamente os serviços prestados aos doentes, pouco mais custa<br />

do que uma máquina de somar. .<br />

Esta máquina poderá igualmente ser empregada para lançar e distn·<br />

buir ras compms o regiSito de recibos de •Caixa e desembolsos e rlançar as contas<br />

pag.as e recebidas,<br />

'<br />

.armazéns ·e contas correntes. Quando se tenha de regl's<br />

· t<br />

a<br />

r<br />

números directamente no resu'lrtardo finar!, com uma ·máqrui•na, r·eduz-s·e o volume<br />

de números que se teniha de trata·r. U ·ma ta 1 maqUina, ,. quan d o nao ~ es• teJ·aaser · •<br />

utirlizada pail"a cálculo de tdooumrentos, poderá ser usada na soma e subtracçao<br />

de miscelânea de con'bas.<br />

Nas maiores organiZ'ações, existem máqUiinas que 'lançam, controlam e<br />

lançam no tdiário ·as •conrtas dos doentes, distribuem os serviços numa só ope·<br />

ração; no registo da descnçao . ~<br />

e pi1eço d e veqUJsiçoes . . - e no 1 ançamen t o, prova e<br />

registo diário da conta corrente dos armaz·ens , numa ú moa . operaçao,<br />

~ . no cálculo<br />

~<br />

dos venoimen•tos dos empregaldos e na unpressao . ~ fi itl1 't a · di •re ct amen t e nos cartoes<br />

de rentrarda e saída; no regristo de 'Cheques das foLhas de vencimentos, iançam~nto<br />

. ~<br />

destes mesmos V'endmentos ·e na cnaçao de 1mpressos . secun' d, anos . como seJB111<br />

as folhas de vencimentos e recibos dos ·empregados.<br />

O QUE SE PODERÁ DIZER, QUANTO AOS RESULTADOS OBTIDOS?<br />

Mostraremos agora o que um hospi·ta . 1 consegUiu . ~ea 1' tza~ com o auxílio<br />

de máquinas. No ano de 1938 este hOSipirtal . reorgaruzou • cornp~'


O resultaldo- de questionár-ios a grandes •e pequenos hospitais, localizados<br />

em toda a paPte 'dos Estados Uni'dos e do Canadá, sobr1e as vanttag•ens da contaibi~1!dade<br />

mecâni,ca são ig•ua1mente •e 1rancamente ~avoráveis. Tais experiências<br />

:não devem dcixar dú~da alguma quanto 1ao valor das máqulinas de ·contabilidade<br />

1e efi'Ciente P'essoa•l de ·escritório.<br />

SÃO NECESSÁRIOS DIRECTORES DE VISÃO CLARA<br />

Ao pensar Ide hospitais e :dos seus problemas de contáhilidalde, lembro-me<br />

duma afirmação feita por um professor, Dr. Raliph W . Sockman, aos a[unos da<br />

Uni·versidade de Ohio W~sleyan. Este proressor no decurso da sua pa~estra e<br />

pa:r;a rea'lçar .rerta passagem, diss•e: As vez'es gosto de passear n•as ruas tortuosas<br />

de Greenwich Vill!lage 'e outras secções da c1dade ele Nov:a York era ainlda uana<br />

pequena vila. No ·entanto, anos depois, chegou o di1a em que a ddalde foi cres­<br />

-cendo 'e se toonou consciente de que as ruas que tinham sido tão boas em tempos<br />

:idos, já não ·eram· suf~cilentes para perm1'bir todo o gra·nde tráfego duma grande<br />

cidatle. E, portanto, projectou as suas moldemas averudas e ruas, tão •caracteristiiCas<br />

de Nova York, tão direitas e todas cruzando-se em· ângulos rectos. E,<br />

também, com o andar dos tempos construiu estas magníficas auto-estradas e<br />

ligações .com a cidade que rubstituiram as veiJhas estradas de W•es'tchester e New<br />

Jersey. Na v~da da nossa cidade temos visto coisas tortas tomarem-s·e direitas<br />

'Clev~do a um senso de grandeza futura».<br />

T·al ·cdffio se verifica •com uma ddade, poder-se-á verif,j,car ·Com um hospitaL<br />

Ele não poderá Jievar ·a efeito o seu movimento Ide hoj'e em ·dia, com os<br />

métodos de ·outr-oro, •a não ser •com g·randes despesas.<br />

As adminiSltrações dos hospitais de hoje necessiltam de rever as suas ideias<br />

e daf\em nova ~da à pa•rte aldministrati'V'a, el~minanldo tudo qUie seja antiquado<br />

e laborioso e introduzir métodos que reduz•am as despesas e garantam uma eficiente<br />

organização hospitalar. Hoje ·em dia são necessários 'chefes que saibarn<br />

quais as irnormações •essenciais no controle de despesas, como poderá ser dbtido<br />

0<br />

e cdmo deverá ser usado. Neces·sittam de chefes com a coragem de el~minar<br />

«velho» 1e introduzi,r o


Qttalidades e aptidões qtte deve<br />

possttit• u1na ettfet•tnett•a<br />

' • ' • • I<br />

Após os deba~s da conferênc~a de Gene'br.a sobre Enfermagem, publi­<br />

-cou-se um .reLatório do qual extraímos o importantíssimo capítulo:<br />

«A enfenneim cuj'a necessidade se faz sentir em todas as partes do mundo<br />

é aquela que, por uma ·cultura geml e uma formação profissiona•l correspondentes<br />

às erigências do meio socia[, está apta a pafltic~par ·como membro da equipa<br />

sanitári1a nos •cuildaldos dados aos doen1tles, na iuta contra a doença e na melhoria<br />

da saude.<br />

Como •consequênda, a enfermeira dev;e,:<br />

1) 'Der personailidad!e, nill:tura g.er·al, formação profissional, g;rau de<br />

maturildade e uma aptidão de desenvolver-se que lhe permitirão faz.er um traba[ho·<br />

efi1c:az no seu meio social.<br />

2) Estar preparada paifa se aperceber das modificações que se produzem<br />

no domínio socia[, económ1co, médico, dre enfermagem e sanitário e adaptar-se<br />

a essa evdlução.<br />

3) Estar bem aldapttada às suas condições de vi'da (meio, trabalho e<br />

relações •com o próx~mo); encontrar segurança e s·atisfiação no seu modo de vida<br />

e no soo trabailho, .esforçatndo-se por melhorar •a sua si1:U:ação; ter o sentido das<br />

suas responsabiHdades individuais 'e prof~ssi•onais ..<br />

4) Possuir 1as atpltildõ·es e a v;ontade necessári•as para continuar a desenvolver-se<br />

·e a •ape.tfeiçoar-se profissiona1menrt1e.<br />

5) Ser •capaz, graças aos seus •conhecimentos gerais, de trabalhar em<br />

qualquer domínio dos •cuidados de enf•ermaglem.<br />

6) Es'tar pronta a tomar a responsalbi1Jik:l•ade do conjunto dos cuidados<br />

de eillfermagem, quer dizer, ocupar-se do doente sob tados os pontos de vista:<br />

físico, menta'l, aifectivo e soci!al.<br />

7) Ser capaz:<br />

a) Na sua qual]jldade de membro da equipa sanitáci•a, de discernir a<br />

natuifeza dos •CUÍ'dados de enfermagem de que os indivíduos temam necessidade,<br />

tanto doentes 'COmo saudáveis, organizando e assegul'ando esses cuidados;<br />

b) aplic'ar ela mesma com destreza as técnioas da sua profissão;<br />

c) ·ensinar •a maneira de prestar cujJdaldos e as regras de higiene a outras<br />

enrermeiras, 'ao pessoa•l auxiliar, aos 'doentes, às fatru1.ias e •a Clertos grupos da<br />

colectividade e de ~eocer uma vigi'lãncti.a nestes assuntos;<br />

d) colaborar na exocução de programas de inte11esse públi:co e de participar<br />

na actividade de associações profissionais de enfermeiras.<br />

20<br />

A necessidade Ide •conservai' à ,enfermeira a. sua principal função, quer<br />

dizer:


I<br />

li<br />

.•<br />

·Uonselhos de ocasião<br />

*Atenção aos orçamentos ! A gerência vai adiant , ~ .<br />

as suas ·Contas correntes co<br />

ada ·e, se nao tiver<br />

m o orçamento em dia arri ,<br />

do limite autorizado· Dep .. , . ' sca-se a gastar para alem<br />

. ots e prectso uma série d I'<br />

coisa no são na altura d . . . · ·e «comp 'I•cações» ·até pôr a<br />

A • ' • • o pnm.etrro orçamento suplementar.<br />

De 'ho}e mesmo uma vista de o1hos aos sa•ldos das verbas orçamentais.<br />

*É olam que, se tiver a administr ~ b<br />

deverá ter na sua mesa u b .açao ' em montada, mensa-lmente<br />

m a 1 ancete da postção das v b<br />

balancete deve dar ,,... n~ , er as orçamentais. Esse<br />

-lcue ao so a comparaç~ d .<br />

e receita previstas e liqu'd d a~ o moJVtmento do mês -despesa<br />

1 a as - mas amda · 1 ~<br />

anteriores. a recap1tu' •açao dos meses<br />

Se quis·err, peça-nos, que pelo correio lhe<br />

moldelo deste bailrancete.<br />

LIGADURAS<br />

GESSADAS<br />

A .li.gadura ~essada preferida há muitos anos na<br />

ch~IC~ particular e hospitalar, pelas suas carac·<br />

ter1si1Cas especiais.<br />

mandamos, gostosamente o<br />

CELLONA<br />

As únicas. ~igaduras gessadas que, pela sua resistência<br />

e maleablhdade, permitem executar todo o género de<br />

aparelhos gessados.<br />

FABRICADAS POR LOHMANN KG-FAHR am RHEIN ALEMANHA<br />

. I<br />

Representantes poro Portugal e Ultramar:<br />

J. A. BAPTISTA D'ALMEIDA L DA<br />

Ruo Actor Taborda, 13 _L 1 S B c{ 1\ -·N.<br />

Coot•denaçã;o dos<br />

a Assistênei'a<br />

set•viços<br />

J'IW aeional<br />

hospitalares eom<br />

aos Tubet•eulosos.<br />

Com data de 11 de Ju~ho, proferiu o Suibsecretário de Estado da Assistência<br />

Social um despacho do ma'ior a1oance. Nele, além das prooedentes observações<br />

fei~as acel'ca da descoordenação existente entre os hospitais e o Instituto<br />

de Assistência Naciona'l aos Tuberculosos, dá, a titu'lo de simp1es sugestão, as<br />

regras seguintes :<br />

a) No que respeita aos doentes curáveis:<br />

Os ho9pitais deviam l~mitar-se:<br />

1. A internar os doentes que não possam ser tratados ·em regime ambulatório,<br />

•em dispensário ou em consulta •ex-tema e que ·aguardam s·anat~riz


.ti. · t~levi;sá·o 'ao set•vi·~o · da ·•nedieina<br />

. ·, :, . •.<br />

(Exclusivo em Portugal para flospitais <strong>Portugueses</strong>)<br />

Por RICHARD T. VIGUERS E MARJORIE L. SHEA<br />

Foram excelentes os resuLtados conseguidos pe'lo New<br />

England Oenter Hospital ao sel'VIir-se da televisão como meio<br />

de diVUJlgação no •ensino da medicina, uti'lizando-•a numa tmnsmissão,<br />

que fez recentemente, e em que ap:res·entou seis cas


assim como os f.ins educati'Vos do programa, históri•a essa que acompanhará<br />

as imagens. Deve haver 1:ambém uma autoriz·ação especial assinada por todos<br />

os doentes que tomam parte no espectá.culo de televisão. Esta •autori~ação deve<br />

abranger as agências pa11Jiópantes e também a purbliddade nos jornais, mesmo<br />

quando o progmma seja transmit ido para um número vestrito de espectadores,<br />

como este, transmit~do para os médi•cos que firequentam a assoembleila dos<br />

licenciados.<br />

Da primeira tentati'Va de t eiJ.eyisão feita no New Englla.nd Center Hospital<br />

extraímos as seguintes observações:<br />

1 -As dimensões dos mapas devem estar n a Delação d e t rês un~ldade s da<br />

altura par-a qu atro d e ·largura; isto é, se o mapa tiver 40 p olegadas de compri·<br />

m ento, deverá ter 30 de a~tur:a. É oerto que nem sempre é possíve1 conseguir<br />

isto, principalmente com filmes de R·aios X , mas quando se ·cons·egue, o mapa<br />

·adapta-se p erfeitamente no écran da :televisão. É também ·a•consellhável prepa·<br />

rar um fUJildo dnz·ento para os ·cartazes ou ·map as, visto que um fum:J.o branco<br />

reflecte a ·luz ·e prejudioa uma exibição nítida. Os fotostatos não são bem repro·<br />

duZ'idos pela :televisão, por causa da sua &UJPerfí•cioe 'brilh afllte, mas os filmes de<br />

Raois X adaptam-se p erfeit amente à televisão •e a assistência pode ver distin·<br />

tamente todos os pormenores. Tam b ém se uti~ i za ra:m a'lgu mas gravuras colo·<br />

ridas de quatro p or quatro pclegadas, qu'e deram resultados bastante satisfatórios,<br />

pois o público viu sem dificu:rda de as ·eSJtrurtur-as.<br />

2 - Os médicos devem começar o seu :traba]ho na hor-a exacta que lhes<br />

foi marcada. Pode-se ma['lcar, por •exemplo, a hora de iní'Cio d uma operação<br />

d rúrgvca, m as, p ara ta•l, é necessário uma •oooper·açã o de esforços para que no<br />

momento exad o o d oente já est eja preparado e anestesiado e •com a primeira<br />

incisão feita. Como alguns •casos não preen•chem todo o tempo que lhes foi<br />

destinado, a•conse1ha-se •a cornparênda dos médicos antes da hora marcada para<br />

a sua exibição. Sucedeu que o ·Caso apresentado a seguir ao caso neurológico<br />

estavà marcado para ·correr das 11 h. às 11,30 h., mas apenas levou 20 minutOS<br />

a passar; foi necessário apresen·tar o ·caso seguinte, de síncope cardíaca,<br />

das 11,20 h . às 12 h. , pam pr·eencher o tempo.<br />

3 -É importante também preparar com minúcia a passagem da apresentação<br />

dum caso para ou't110. Tem de se levar e trazer da s·a•l-a o equipamento<br />

necessário, sem interromper o ·espectáculo, e isto consegue-se fazendo incidir a<br />

câmam na pessoa que se enc-arrega de fazer •a introdução do caso dínico,<br />

enquanto s·e procede à mudança.<br />

4- Se há duas câmaras na sala de operações, os resUJl.tados serão muitO<br />

meLhores, pois será possíve'l. .mudar da câmara fix·a, que apenas foca o carnPo<br />

operatório para uma câm-ara de estúldio, que pode apresentar toda a sala de<br />

operações e alguns pormenores como por ex·emplo o trabalho do anestesista·<br />

Seria muito interessante que o operador tivesse um pequeno microfone sob a<br />

26<br />

máscara , para ir comentando a operação. Noutros espectáculos de tele-&isão<br />

também deu óptimos reslrltados haver um outro cirurgião a c0mentar a 'operação,<br />

enquanto o oper·ador só se servia do microfone para fazer quaisquer<br />

outros corn·entários que parecessem aconselháveis.<br />

5-O ,ensario geral deve aproximar-se tanto quanto possível do espec.táculo<br />

verdadeiro. Só assim se podem descobrir probllemas e dificuldades que<br />

podem surgir no momento da transm~ssão.<br />

Um operador d e televisão e um membro do pessoal do New England<br />

Center Hospital trabalham nos preparativos para o primeiro espectáculo<br />

de televisão efectuado naquele hospital.<br />

6 - A melhor maneira de solucionar o problema do mi•crofone é o de<br />

haver um m~crofone portáti!J., que a pessoa que fala segura na mão e que depois<br />

Passa à pessoa que se segue. Quando o médi•co que está a falar precisa das duas<br />

mãos, para mostrar um processo ou examinar um doente, quatlquer assistente<br />

lhe Püde segurar o microfone.<br />

7- Será bom que os médicos avisem os operadores de televisão das<br />

llludanças de cena. Por exemp·lo, se um médi•co vai mostrar uma radiografia e<br />

antes disser:- «Se atentarmos agora na projecção» - esta observação dá<br />

tempo ao operador de fazer a mudança necessária na sua câmara, o que não<br />

27


j<br />

I<br />

sucederá se o médi·oo ror di


Média da despesa feita por asi·lado e por dia:<br />

Alimentação<br />

· S$p0<br />

Pessoa'l, roupas e Iimpeza . 2$40<br />

OUTROS SERVIÇOS HOSPITALARES<br />

Operações de grande •cirurgia<br />

Operações de pequena ci1"urgia<br />

Operações pagas .<br />

Operações gratuitas<br />

CuratiV'Os feitos no Banco .<br />

Consultas externas<br />

Radiografias feitas durante o ano<br />

Análises .feitas durante o ·ano . . . .<br />

Sessões de Diatermia - ondas curtas - .<br />

Sessões de raios 1nfra-'V'ermelhos<br />

Sessões de raios ultra-violetas<br />

Consultas de doenças mentais<br />

Consultas de Urologia .<br />

383<br />

<strong>24</strong>4<br />

146<br />

481<br />

1.051<br />

1.346<br />

1.512<br />

2.166<br />

21<br />

299<br />

139<br />

68<br />

33<br />

RENDIMENTO DO CORTEJO DE OFERENDAS<br />

Dinheiro recebido dos peditórios e entregue directamente<br />

na Secretaria do Hospital . . . . .<br />

Recebido 1 de firmas e outros parhculalfes de fora do<br />

concelho de Portalegr·e . . . .<br />

Da venda de animais e outros objectos, cereais e<br />

frutas que se tornaram dispensáveis por serem<br />

de fá'Cil deterioração . . . . .<br />

De artigos e géneros alimentícios que ficaram no<br />

Hospita'l para •consumo .<br />

Soma<br />

RECEBIDO DE ENTIDADES OFICIAIS<br />

Do Ministério do Interior . .<br />

Do Governo Civil de Port:alegre . .<br />

Da Câmara Municipal de Portalegre. .<br />

Da Comissão Municipal de Portalegre .<br />

Total<br />

20.000$00<br />

10.000$00<br />

5.000$00<br />

1.000$00<br />

8$00<br />

60.420$00<br />

4.133$50<br />

65.934$60<br />

45.911$60<br />

176.399$70<br />

36.000$00<br />

-<br />

212.399$70<br />

30 HOSPITAIS<br />

FICHEIRO DE FORNECEDORES RECOMENDADOS<br />

Alimentação e Dietética<br />

* Lacticinios de Aveiro, L. da- Produtos<br />

VougaSul: Manteiga, Queijo,<br />

Leite Pasteurizado.<br />

* Lusa-Atenas, L, da, S.or- Mercearias<br />

por grosso, papelaria, miudezas.<br />

Depósito das águas Vidago, Melgaço<br />

e Pedras Salgadas. R. do Amado -<br />

Telefone 2126 - Coimbra- Apartado<br />

17.<br />

Materiais e actividades de construção e instalação<br />

* Aleluia & Aleluia (Fábricas Aleluia)<br />

-Materiais de Construção, Azulejos<br />

e louças sanitárias. Cais da Fonte<br />

Nova- Aveiro. Telefone 22- Telegramas:<br />

Fábricas Aleluia.<br />

* Barboza & Carvalho, L.da - Fábrica<br />

de Estores «SOLCRIS» (estores<br />

de madeira e em duro - alumínio).<br />

Aços finos para construção e ferramentas.<br />

Materiais de construção e<br />

representações. Rua de José Falcão,<br />

61- Porto. Telefone 25150/I<br />

-Telegramas: SOLCRIS.<br />

* Fábricas «LUFAPO» de Faianças e<br />

Porcelanas- S. A. R. L. Louças sanitárias,<br />

domésticas, azulejos, mosaicos,<br />

ladrilhos, artigos de grês e refractários<br />

especiais. Sede e Fábricas: Loreto­<br />

-Coim bra. Filial no Porto, Monte do<br />

Seminário.<br />

Material e aparelhagem médico-cirúrgica<br />

* A. G. Alvan- Gatguts-linho e<br />

seda para sutura «Lukens». Rua da<br />

Madalena, 66-2, 0 -E- Lisboa. Telefone<br />

25722.<br />

* Siemens Reiniger, S. A. R. L.<br />

-Aparelhos de Raios X, Electromedicina<br />

e Electrodentária. Rua de<br />

Santa Marta, 33-1. 0 - Lisboa. Telefone<br />

44329- Teleg.: Electromed.<br />

Mobiliário, rouparia, colchoaria e artigos de borracha<br />

-\1- Adelino Dias Costa & C.a, L.da<br />

(Fábrica Adico)- Mobiliário cirúrgico<br />

e hospitalar (Fábrica de).- Avanca<br />

-Portugal. Telef. 2-Avanca-Telegramas:<br />

Adico.<br />

* «Fábrica de Borracha Monsanto», L. da<br />

-Borracha:- Anilhas, botões «Sanitas<br />

», guarnecimentos de rodas de<br />

marquezas, juntas «Unitas», ponteiras<br />

para bengalas e muletas, rolhas<br />

para frascaria de laboratório, tapetes<br />

para lavabos, tubos de irrigador, tubagem<br />

diversa, válvulas para auto-<br />

-<br />

PORTUGUESES<br />

clismo, emboques para bidets, revestimentos,<br />

passadeiras e carpetes em<br />

todas as dimensões e toda a espécie<br />

de artefactos mediante amostra<br />

ou simples desenho. Rua do Centro<br />

Cultural, 35 -Alvalade, Lisboa,<br />

- Tel. 58.330.<br />

* José Custódio Gomes- Recauchutagem<br />

e vulcanização de pneus. Diversos<br />

fabricos de Artefactos de borracha.<br />

R. Figueira da Foz, 77- Coimbra.<br />

Te\. 3007· Teleg. Lusa.<br />

(Segue)<br />

31<br />

'


!<br />

i<br />

* Teixeira de Abreu & C.a, L.da- Fabrico<br />

especial de Panos de Linho de<br />

Guimarães. Atoalhados. Panos de<br />

algodão. Colchas de seda ' ~ de 'algo-<br />

· dão .. Enxovais. ·Bordados Regionais.<br />

Lenços de linho e de algodão. -<br />

La~go do Prior do Crato- Guima·<br />

· rães - Tel'el. 4rog.<br />

Produtos químicos e farm'acêutiços<br />

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t.éna~ corantes. Preparações diversas<br />

~ara ~icroscopia. · Prepataaos para<br />

fms· Científicos. Papéis reagentes e<br />

papéis de filtro. Produtos químicos<br />

e far_macêuticos.-:-'" Rua Sapateiros, 39<br />

- Lisboa - Telefon~s <strong>24</strong>286, 2 4 287,<br />

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R. X., etc.- Rua Garrett, 88- Lis~<br />

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papéis Raios X e cardiográficos, ma~<br />

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Refi•igeração<br />

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e delprecisão. Os melhores<br />

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e técnicos (Raios X - contacto,<br />

redução e diapositivos ; fotocópias;<br />

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55-57- Lisboa<br />

-<br />

averiguado que a r·efrigeração é mais cara do que 0<br />


ResU'lrtados igualmente encorajardo~es foram observados por médicos<br />

suíços. Foram reg.istadas melhoras no espaço de 48 horas em todos de 11 casos<br />

de febre Q tratados pela terramidna, com volta de temperatura ao normal<br />

dentro de 72 horas, ·coil'forme rdeclamção dos Drs. G. Bi•ckel e H. P1attner na<br />

revista médka Schweizerische Medizinische Wochenschrift. Anteriarmente, a<br />

terramicina havia sido declarado (mm agente muito mais efectivo», :contra os<br />

~ermes causadores da ·fe!bre Q em provete, do que os outros antibióticos de<br />

·amplo campo de acção, a •aureomicina e o cloranfen:i'col, pelo Dr. Joseph E.<br />

Smardel e seus associados do Departamento de Pesquizas !Médicas do Exército<br />

dos Estatdos Unidos, •em Washington.<br />

Sangue conservado a ;9 o<br />

Para a •conservação do sangue, submetido a ·a·ltas temperaturas fizeram-se<br />

ultimamente •experiências que obtiveram êxito notável.<br />

O sangue, •contendo anticoagulantes, é mi•sturado a um volume iguai de<br />

glicerina e elev~tdo , em seguida a 79° centígrados. Quando, m•ais tarde, se faz<br />

a separação, por diáEse, verifica-se que, ao fim de um dia 90% dos glóbulos<br />

estão inta


NO, seus sais e prepamdos, dos quais<br />

são ·conhecidos no coméi'Cio os denominardos<br />

«'Dromorane» e «Met.'horphinane».<br />

Dh·ecção do G.t•émio<br />

Nacional das Fa•·naácias<br />

Tomou po.sse a nova Direcção do<br />

GJiémio Nacional das Farmácias, que<br />

fi>cou assim compos-ta: Presidente, António<br />

Augusto Duarte da Sirlveira;<br />

Secretário, Dr. l'ldefonso Molarinho<br />

Mendes e Tesoureiro, Manuel António<br />

da Conoeição.<br />

Descontos no• medica­<br />

•nentos<br />

A DiPecção Geral de ·Saude, pelos<br />

Serviços T·écni•cos do Exercício de<br />

Farmácia e Compmvação de Medioamentos,<br />

ouvida a Comissão Pel'manente<br />

para ra elalboração da revisão<br />

dos Rreços dos Medicamentos, propôs,<br />

obtendo a .con~ordârncia de sua<br />

EX!oelência o Ministro·, os seguintes<br />

descontos:<br />

M•edicamentos Especia-<br />

Ezados 7%<br />

Medicamentos Manipulados<br />

. 20 %<br />

Em virtude desta determinação, a<br />

Direcção do Grémio Nacional das<br />

Farmácias deliberou na sua reunião<br />

de 11-6-953 informar o seguinte aos<br />

seus agremiados:<br />

«1. 0 Que o desconto de 20 % a<br />

fazer-se nos m edicamentos manipu1a-<br />

36<br />

dos seja ·ex~ensivo a todas as enti•dades<br />

a que se ref·e11e o parágrafo 1. 0 do<br />

artigo 5. 0 do Regurlamento do Comércio<br />

dos Medi•camentos espec-ializados;<br />

2. 0 Que continua em vigor, conforme<br />

foi rde~erminardo pela Cemissão<br />

Reguladora dos Produtos Químicos e<br />

Farmacêuticos, o desconto de 7 %<br />

nos medicamentos especializados fornecidos<br />

àquelas entidades;<br />

3. 0 Que aqueles des.contos sejam<br />

na totalidade •e directamente à Instituição<br />

·e nunca ao benefi~iário ainda<br />

que este pague uma parte do valor<br />

do medicamento».<br />

11 Cong•·esso Luso Espanllol<br />

tle FaJ'JUácla<br />

Foi purbli•cado o Re'latório deste<br />

Congresso, que rconstirtui 3 grossos volumes,<br />

•estando já em distribuição<br />

(grátis) a tordos os congvessistas. Em<br />

nome da Comissão Organizadora, os<br />

Srs. Drs. Amrara'l e Allbuquerque, Pi­<br />

:niheim Nunes e Aluisio Leal respecti·<br />

vamente director da Faculdade de<br />

Farmácia do Porto, professor da Escola<br />

de Farmácia de L-isboa e director<br />

dos Sel'Viços Farmacêuticos do Hospital<br />

Escolar de Lisboa •entregaram há<br />

dias ao Senhor Pres~dente da Repú·<br />

blioa um exempl•ar do referido Relatório.<br />

Escola tle Fat•mácia<br />

de Lisboa<br />

Neste estabelecimento de ensinO<br />

diplomaram-se: no ano lectivo de<br />

1947-48, 59 farmacêuticos ; 1948-4 9 ,<br />

HOSPITAIS<br />

44; -949-50, 60; 1950-51, 42; 1951-52,<br />

53 e 1952-53 (1. 0 período) 21. Total:<br />

279.<br />

Impot•taçôes de Antibióticos<br />

Em Janeiro e F evereiro de <strong>1953</strong>,<br />

Portugal importou antibióticos no valor<br />

de 3.869 'contos dos seguintes<br />

países:<br />

f1ramas contos<br />

E. U. da América 498.723 2.285<br />

Canadá . 10.880 57<br />

Dinamarca 31.210 417<br />

França 189.659 1.005<br />

Itália 10.000 105<br />

Falecimentos<br />

Capitão Farmacêutico José Augusto<br />

Fernandes. - FaQeceu em Cete<br />

o sr. cap. Farm. José Augusto Fernandes,<br />

de 76 anos de idade, natural<br />

de Campeã (Vila Rea'l), que desempenhou<br />

os ca·rgos: de rchefe rdos serviços<br />

favmacêubcos de Timor .e Ma.cau,<br />

de 1901 a 1914; de as~istente da Faculdade<br />

de Farmácia do Porto, de 1916<br />

a 19<strong>24</strong> ; Ide director rda farmácia do<br />

Hospital Oonde de Ferreira. Colaborou<br />

em diversas l"evistas e jornais e<br />

fez parte das reda.cções da «Tribuna»<br />

e do «Diário do Porto». Como escritor,<br />

deixou as obras: «Timor, Gente<br />

de Cor»; «Da Hora que Passou» e<br />

«Dicionário dos Termos Farmacêuticos».<br />

As nossas ·condolências.<br />

PORTUGUESES 37


:Noções gerais de J'atlioieJ•apia (2)<br />

Os apa1•elbos an·odntores de Raios X<br />

Pela Enfermeira D. MARIA DA PIEDADE SILVA<br />

4. Quão longo foi o caminho percorrido desde as ampolas de gás,<br />

durante muito tempo as únicas utilizadas, até às actuais ampola; de cátodo<br />

incandescente, muito mais. perfeitas, permitindo-lhes suportar os altos regimens,<br />

correntemente, utilizados em Roentgenterapia !<br />

Para fazer funcionar uma ampola de raios X, o problema consiste em<br />

t1·ansformar uma corrente contínua ou alterna de baixa voltagem e alta inten·<br />

sidade em corrente de fraca intensidade mas altíssima voltagem, necessária à<br />

excitação da ampola, mantendo a diferença de potencial (voltagem) suficiente<br />

para deslocar os electrões com uma velocidade capaz de produzirem raios X.<br />

Portanto, os raios X , são produzidos pela transformação, em condições parti·<br />

culares, da energia eléctrica, e do seguinte modo: quando os electrões partidos<br />

do eléctrodo-negativo ou cátodo (formando um feixe catódico) animados duma<br />

certa velocidade, são interrompidos no seu traje~ to por um corpo qua·lquerr1este<br />

caso anti-cátodo da ampola- dão lugar a uma nova forma de ene·rgia,<br />

conhecida pelo nome de raios X, ou raios Roentgen.<br />

O problema da transformação da corrente, foi resolvida pela construção<br />

de transformadores, que utilizam os fenómenos de indução eléctrica.<br />

Um transformador é essencialmente constituído por um circuito primáriO<br />

no qual passa a corrente que se quer transformar, dum núcleo de ferro macio,<br />

que reforça por indução magnética, a acção do circuito secundário, no qual<br />

se produz a corrente que será utilizada.<br />

S. Nos aparelhos destinados ao tratamento pelos raios X a ampola<br />

'<br />

esta encerrada dentro dum invólucro protector, opaco e espesso, ' no qual há<br />

apenas uma abertura em frente do anti-cátodo, ou seja a parte da ampola por<br />

onde se escapa o feixe de raios X.<br />

A ampola e o invólucro são fàoilmente manejáveis, uns por meio de dis·<br />

positivos especiais, outros por meio de botões ligados à electricidade podendo<br />

ser levados à posição desejada, sem dificuldade.<br />

· '<br />

6. Ao contorno da abertura ou janela aberta no invólucro da ampola,<br />

38 HOSPITAIS<br />

adaptam-se localizadores que têm formas e dimensões variáveis, conforme<br />

a extensão e a profundidade da região a tratar. Podem ser cilíndricos, de abertura<br />

circuÍar, quadrados e em losango.<br />

Os localizadores, usam-se logo que haja necessidade de reduzir o feixe<br />

de raios X, aos tecidos, com 0 fim de modificar ou destruir os tecidos doentes,<br />

sem alargar a acção biológica aos tecidos sãos periféricos, impondo-se portanto<br />

o uso de dispositivos e meios de protecção.<br />

Além dos localizadores que, já por si, estabelecem um processo de resguardo<br />

para os tecidos vizinhos, temos ainda para os casos em que há necessidade<br />

duma limitação de campos mais rigorosa, as placas de chumbo e placas de<br />

borracha chumbinea, que têm van~agem sobre o próprio chumbo de se·r mais<br />

leve e portanto mais tolerado pelo doente.<br />

Estas placas ou lâminas, devem ser por consequência bem talhadas e,<br />

quando escolhidas, duma espessura conveniente para os diferentes casos, mas<br />

geralment~ de 3 a 4 mm. O chumbo além de se cortar com facilidade, tem<br />

vantagem sobre ou outros metais, pois que estes provocam radiações secundárias<br />

e dão causa com maior facilidade a radiodermites.<br />

7. Ainda como acessórios dos aparelhos de raios X, além dos vários<br />

modelos de localizadores, temos os filtros indispensáveis, em quaisquer tratamentos<br />

de Roentgenterapia.<br />

São substâncias em metal variado que escolhem num feixe de raios X,<br />

os raios mais moles, que eles sobre o filtro, deixando passar ou atravessar os<br />

raios mais duros, isto é raios de maior ou menor comprimento de onda, conforme<br />

o número de electrões emitidos pela maior ou menor incadescência do<br />

poJo negativo.<br />

Em resumo, um feixe de raios X , é, ao p'B.rtir do anti-cátodo, constituído<br />

Por uma gama de raios X de força de penetração diferente, que ao chocarem<br />

com uma substância interposta e conforme a espessura ou natureza do metal<br />

que a constitue, a atravessa, penetrando no organismo, com maior ou menor<br />

intensidade.<br />

Casamento das eufe•·•neiras<br />

Consta-nos que a Liga Portuguesa<br />

de Profi•laxia Social está disposta a<br />

bater-se pela revogação da lei do -celibato.<br />

A este respeito proferiu 'há tempos<br />

na Assembleia Nacional um judicioso<br />

discurso o deputado Dr. José Guilherme<br />

de Melo e Castro.<br />

Aderimos totalmente ao modo sensato<br />

e esclarecido por que ·este deputado<br />

•encarou o problema.<br />

o ~ludlcaio e a pJ•oflssão<br />

Também nos 'consta que a ilustre<br />

Direcção do Sindicato tem em estudo<br />

vários prdblemas dos de maior interesse<br />

para a profissão. É preciso, pois,<br />

39


que este o11ganismo se sinta apoiado<br />

pelos seus associados. Só assim poderá<br />

sentir-•se verdadeiro representante<br />

dos profissionais de ·enfermag·em.<br />

Revista «IIOSJ)italidade»<br />

A Província Portuguesa da Ordem<br />

Hospitaleira de S. João de Deus edita<br />

uma revista a que •chama «Hospitalidade».<br />

Esta publi,cação está alcançando<br />

dia a dia um nível de ·a,ctualidade e<br />

di'VU!lgação técnica verdardei:ramente<br />

notável.<br />

Aconselhando-a a todas as ·enfermeiras<br />

e enfermeiros, estamos certos<br />

de 1hes prestar um bom serviço.<br />

Revista tla enfe•·magem<br />

Anuncia-se para breve o aparecimento<br />

da «R evista de Enfer·magem»,<br />

a publicar pelo Sindi•cato respectivo e<br />

sob a di11ecção do seu Presidente.<br />

À Direcção do Sindicato são devidas<br />

as mais sinceras felicitações pela<br />

.iniciativa.<br />

Há muito já que a profissão necessita<br />

de um órgão Ide imprensa que<br />

a represente e ~he defenda os interesses<br />

matedais e espirituais.<br />

«<strong>Hospitais</strong> <strong>Portugueses</strong>» procurou<br />

desde o seu primeiro número, através<br />

desta modesta secção, preencher ·essa<br />

fa'lha. É daro que não podia dar-1he<br />

a extensão que a enfermagem merece<br />

e precisa. Isso não impediu contudo<br />

que à nossa volta se formasse avultado<br />

grupo de profissionais que sempre nos<br />

apoiaram e incitaram na campanha<br />

40<br />

que iniciamos Ide elevação e dignifica·<br />

ção da ent:ermagem.<br />

Ao anundarmos agor~ o breve<br />

aparecimento de um órgão sindi,cal,<br />

tota•lmerrte dedicado aos prob1emas<br />

da profissão, possuidor de um ·alcance<br />

e autorida'de de longe superior aos<br />

nossos, fazêmo-•lo com s'incero júbilo<br />

e augmamos-,lhe 'longa •e frutuosa<br />

vida.<br />

A aposentação<br />

O decreto-1ei n . 0 · 37:418, de 18 de<br />

Maio de 1949, se, por um lado au·<br />

mentou a remuneraçãü global dos en·<br />

fePmeiros-•chet:es, reduziu, no entanto,<br />

o seu vencimerrto base. Daí que as<br />

pensões de reforma •calculadas sdbre<br />

o vencimen•t>o •e não sdbre a gratificação<br />

são mais baixas do que aquilo<br />

com justiça pertenceria a estes profissionais.<br />

Apelamos para o Governo •e pedimos<br />

a imedi·ata reVIisão 'legal da situação.<br />

Escolas e exames<br />

Acabaram os exames. Por todas<br />

as Escolas f•oi grande a ·azáfama e<br />

grandes as aflições. Os juris funcionaram<br />

com a dignidade e elevação<br />

que já vai sendo tradicional.<br />

No ano 'Corrente ainda os •exames<br />

finais das Escolas particu[ares se fizeram,<br />

a titulo transitório, nas suas sedes<br />

e não nas ca


iográfi•cos do Dr. Macias Teixeira, .a quem agradecemos todas as 'atenções<br />

tidas para a nossa rev-ista.<br />

DR. SANTANA RODRIGUES- Foi elei'to sócio da Academia Inter·<br />

nacional de Medicina Legal e Socia1 o Dr. Santana Rodrigues.<br />

DR. ANTóNIO DO NASCIMENTO LEITÃO- Es•te i ~lustre médico<br />

do quadro Ido Ulrtramar a'caba de ·entregar à Misericórdia de Aveiro a avultada<br />

quantia de 140 contos para a construção de um pav:i,lhão de isolam·ento·.<br />

Louvemos tão generoso gesto.<br />

DRS. GOUVEIA MONTEIRO, IBÉRICO NOGUEIRA e HERMÉ·<br />

NIO CARDOSO- No passado dia 14 de Junho, reatizou-se na sa'la dos Cape·<br />

los da Universildade de Coimbra, sob a presidência do Vi:ce-Reitor Prof. Carlos<br />

Moreira, a cerimónia de imposição de insígnias doutora.is aos Drs. Gouveia<br />

Monteiro, Ibérico Nogueira e Herménio Cardoso.<br />

À cerimónia, que decorreu com o bri'l!ho e ·a imponência tradicionais,<br />

assistiram numerosas ·entidades de destaque no meio de Coimbra, muitas senho·<br />

r-as e elevado número de Professores da Universidade.<br />

As nossas S 1 inoems felicitações.<br />

PROF. SALAZAR LEITE- Regressou a Lisboa o Prof. Salazar Leite,<br />

do Instituto de M etdi,cina Tropical, que, em missão de estudo do Instituto de<br />

Alta Cu'ltura, visitou os Estados Unidos da América.<br />

PROF. PEDRO MONJARDINO-Partiu para os E. U. A. ·o Professor<br />

Pedro Monja["dino, chefe do serviço de Ginecologia do Hospital do Ultramar,<br />

que, em m~ssão of1Jcia·l, foi participar no I Congresso Internacional de<br />

Esterilidade, que se realizou em Nova Iorque.<br />

DR. FERNANDES LOPES- Partiu para Copenhague, fazendo parte<br />

da delegação po.rt:uguesa ao VII Congresso Internacional de Radio•logia, 0<br />

Dr. Fernandes Lopes, -chefe do Serviço de RaldioQogia do H. M. P. e do Hospital<br />

Miguel Bomba11da. Daquela cidade, segue para a Suécia, a fim de visitar,<br />

e~ missão gratuita de serviço púi:YHco, alguns dos principais serviços de<br />

Radiologi·a.<br />

DR. AGOSTINHO CARDOSO- Regressou ao Funchal o Dr. Agostinho<br />

Cardoso, directqr do Sanatório Dr. João de A'lmada, que veio a Lisboa<br />

tomar parte nos trabalhos da reunião plenária da U. N., de que é presildente da<br />

comissão distrital.<br />

HOSPIT~t\IS<br />

<strong>Hospitais</strong> Civis de Lisboa<br />

1. Depois da publicação da reforma<br />

dos serviços a que nos referimos<br />

no último númePo, os médicos<br />

internos graduados .entregaram ao<br />

Ex. mo sr: Enfermei·ro-mor uma exposição<br />

na q ua.J pedi11am :<br />

Lo- que ao lugar de Graduado<br />

seja dada garanti•a de estabilidade e<br />

que o ·chamado período de 6 anos<br />

seja anulado. É mais justo e mais<br />

lóg·ico exigir-se que ao fim daquele<br />

período de 6 anos, à s·emelhança da<br />

exigênda da prestação de pro~as de<br />

doutoramento aos Assistentes das Faculdades,<br />

se obrigue a concorrer aos<br />

lugares de Ass'istentes, um.a vez que<br />

haja vagas nos respectivos quadros.<br />

Sempre que o gmduado não concorra<br />

àqueles lugares, uma vez abertos concursos,<br />

ou concorrendo fique 1"erpro­<br />

Vado, ser-lhe-ia então res·cindido o<br />

respectivo 'Contra to. Porém, apro­<br />

Vado em mérito ·albsoluto, 'continuaria<br />

no desempenho do lugar.<br />

2.o- •que a designação de Interno<br />

seja abolida, ficando só a de Graduado,<br />

e que fiquem directamente<br />

dependentes do Senhor Enfermeiro­<br />

-1vior e não do Chefe dos Internos,<br />

tanto mais que na citada portaria<br />

são


li<br />

a compar-ti:ópação de 533.000$00,<br />

para obras de ampliação .e remodelaç~o<br />

do seu hospital.<br />

Dr. João<br />

de Alma•la<br />

~anatõ1•lo<br />

A Direcção Gera'l dos Edifícios<br />

e Monumentos Na'Cionais foi autnrizatda<br />

a celebmr •contrato, pela 1rnportâlfl!cia<br />

de Esc. 3.<strong>24</strong>5.800$00, para a<br />

construção de um pavilhão com que<br />

será ampliado o Sanatório Dr. João<br />

de Almada, no Funoha'l.<br />

IIOSJlital de Estar·r·eja<br />

Foi concedido pelo Fundo do Desemprego,<br />

à Miserkói'dia de Estarrej•a,<br />

a •compaTti'Cirpação de 62.000$00,<br />

para dbras de •aldaptação •e remodelaçãt><br />

do hospita'l daquela vila:<br />

nospital de Pinltel<br />

No mês de Maio houve o seguinte<br />

movimento de doentes:<br />

Internados-do sexo mascuhno,<br />

12; feminino, 13; Socorros prestados<br />

no Banco: de sexo mm:~cuiJ.ino, 190, do<br />

sexo feminino, 154; Inte11nados no<br />

parvilthão de isolamen:to (tube!1culosos),<br />

masculinos 3-femininos 2; falecidos<br />

1 (mas·cuEno); V:acinadoscrianças,<br />

169; adultos 15.<br />

Hospitai-Sauator•io fie Celas<br />

Na Direcção-Geral dos Edifícios<br />

e Monumentos Nac


. ~s CaJ•tas de Sande<br />

A po!'!:aria n. 0 14:346, de 21 de<br />

Abril último, manda publicar em todas<br />

'as Províncias Ultramarinas o De­<br />

CI'eto-•lei n. 0 38:961, de 23 de Outubro<br />

de 1952, relativo rà abolição Idas cartas<br />

de saude.<br />

!iiiludlcato ~acloual dos<br />

FaJ•macêntlcos<br />

do Estado •la ludla<br />

Ma-ndou o Governo' rela R·epública<br />

Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar,<br />

nos termos da aHnea b) do artigo<br />

11. 0 da Carta Orgânica em vigor,<br />

que sejam publ~cados no Bdletim Oficial<br />

do Estado da Índia os estatutos<br />

do Sindicato Na·ciOIITal dos Farmacêuti-cos<br />

do Estado da Índia, devidamente<br />

aprovtados. (Portaria n. 0 14:435, de<br />

29 de Junho de <strong>1953</strong>.<br />

8 caucJ•o em Jlacau<br />

No orçamento para o presente ano<br />

económi·co da Comissão Central de<br />

Assistência PÚ!blica, foi incluída uma<br />

verba destinada à manutenção da Clínicà<br />

Anticancerosa «Lara Reis».<br />

Nos comentál'ios da impr.ensa aos<br />

benefícios distribuídos pelos vários<br />

departamentos de arssi·stência médica,<br />

diz-se, por exemplo: «Macau continua<br />

a dar ao mundo um ·exemplo<br />

drgni.fiicante, como term rcaritati'V'a por<br />

excelência, verdadeira mansão de paz<br />

e de •concórdia, onde elementos de<br />

todas as raças e ·credos se misturam,<br />

vivem e trabalham na maior harmonia<br />

e no mais perf•eito espírito de tolerânda<br />

mútua».<br />

Tabelas de houoJ•árlos<br />

clínicos<br />

Por portaria do Governo de Angola<br />

foram fixados os preços dos serviços<br />

díniros, médico-·cirúrgicos, de<br />

espedaHdades e de enfermagem. Esta<br />

nova tabela entrou em vigor no dia 15<br />

de Abril último.<br />

Centro de Jlediciua<br />

DespoJ•tiva<br />

Uma portaria publicada em Moçambique<br />

organiza o Centro de M edicina<br />

Desportiva, criado pelo Decreto<br />

n. 0 38:890, de 8 de Novembro de 1952.<br />

Boletim da Santa Casa da Misericórdia<br />

do Porto .<br />

Com o título «Miseri·córdia», •começou<br />

a publi•car-se no PoM:o o Boletim<br />

da Santa Casa da Misericórdia. O<br />

PPimeiro número apar·ecido refere-se<br />

aos meses de Janeiro-Abril •e foi distribuído<br />

no dia de Santo António,<br />

patrono do maior hospital pertencente<br />

à Misericórdia.<br />

Des-tina-se o Boletim a fomecer<br />

ampla e pontual informação da actividade<br />

e gerência da instituição aos<br />

Irmãos e mais pessoas inter·essadas.<br />

Além Ido editorial «ln limine» · escrito<br />

coni uma elegância pouco vulgar,<br />

o Boletim dá-nos noticia do projecto<br />

de remodelação dos serviços da<br />

Santa Oas•a, ·movimento de Irmãos,<br />

donativos, legados, festa da misericórdia,<br />

cobrança de dívidas, revalorização<br />

do património, ocorrências de<br />

Pessoal, ·abastecimentos, notkias de<br />

vários estabeleci,mentos seus dependentes,<br />

•quadro estatístico da actividade<br />

assistencia'l, panorama económ~co<br />

e financeiro da Misericórdia, notas<br />

históricas, etc.<br />

A avaliar por este primeiro número,<br />

temos em Portugal mais uma<br />

PUblicação de mérito ao serviço da<br />

assistência. Regosijemo-nos, por isso<br />

e enviemos à Mesa e Provedor da Mi-<br />

seritcórdia do Porto os mais sinceros<br />

cumprimentos de fel~dtações.<br />

4.Pd!I4DCl 80<br />

IUARIIA miU.I\ ·CO!HBRA<br />

S•oAS•'o.,..lM•l•..,nJo<br />

d.o b& ralko. l~,_.., ot<br />

"I'IOSAÍ


O saldo da gerência íoi de Esc.<br />

125.815$30. Foram internados 486<br />

doentes, com 5.348 dias de internamento.<br />

Consultas, 4.082; Injecções,<br />

4.043; Tratamentos e pensos 1.719.<br />

As nossas felicitações à digna<br />

Mesa.<br />

Santa Casa da Misericórdia de Manteigas<br />

- Relatório da gerência<br />

de 1952.<br />

Mais uma vez temos pres·ente o<br />

pequenino opúsculo ·com que a M esa<br />

desta Misericórdia dá anualmente<br />

conta da sua gerênci>a. ,<br />

Das breves palavras de introldu ­<br />

ção destacamos aquelas em que é<br />

referido o encargo enorme que r.epresenta<br />

o tratamento dos numerosos<br />

doentes com «F ebre de Malta» e as<br />

que fala'm da construção de uma Ma·<br />

ternidade.<br />

As receitas foram de 121.658$30;<br />

doentes internados 164; dias de per·<br />

manência 6.581; demora média por<br />

doente 40 dias ; custo diário por<br />

doente, 11$90.<br />

As nossas felicitações.<br />

•<br />

Película radiográfica.<br />

CURIX -<br />

SCOPIX -Para a fotografia do ecrao.<br />

DENTUS FILM - Para radiografia deu·<br />

tá ria<br />

PAPEL ELECTROCARDIOGRAFO<br />

Material para câmara escura, reveladores,<br />

fixadores. etc.<br />

Garcez, L.da<br />

LISBOA<br />

Alimentação e dietética<br />

IN DICE PUBLICITÁRIO<br />

Lacticlnios d e Aveiro, Limitada<br />

Ficheiro de jon1eccdores recommdados<br />

Alimentação e dietética<br />

Materiais de construção e instalação.<br />

Material e aparelhagem médico-cirúrgica<br />

Mobiliário. rouparia, colchoaria e artigos de borracha<br />

Produtos qulmicos e farmacêuticos<br />

Vidraria, óptica e material fotográfico<br />

II<br />

~--------------------------------<br />

-<br />

M uteriais e nctividades de co11stmção<br />

Conselllos (Je ocasião<br />

fábrica de Mosaicos Santa Isabel, Lirrlitada<br />

M atet'ialmtidico-cirúrgico<br />

47<br />

* Vão realizar-se eleições pa~a deputados. Fomeceu •em tempo devido<br />

as notas Ido seu pessoal •e dos doentes abrangidos rpela •lei •ao r·ecenseamento<br />

Garcez. Limitada<br />

]. A. Baptista de Almeida. Limitada<br />

eleitora•! ? Houve mudanças depo~s dessa comunicação, nas moradas dos<br />

eleitores?<br />

* Um jardim em volta do hospital é da maior vantagem pa~a os doentes<br />

e para o pessoal. Comece já a pensar nas árvores que há-de plantar, nas flores<br />

e nas trepadeiras que há-de semear na ·a'ltura própria. Que não lhe aconteça<br />

•como neste ano em que a cerca do seu !hospital não teve o encanto de um can·<br />

teiro, nem a sombra de uma árvore.<br />

experiência.<br />

*É no verão que deve >eomprar os cobertores. Diz-lho quem tem disso<br />

;I<br />

Produtos químicos e farmacêuticos<br />

Instituto Luso-farmaco<br />

Instituto Pasteur de Lisboa.<br />

Laboratórios da farmácia Cosmos<br />

M. Rodrigues Loureiro<br />

Sociedade Portuguesa de Produtos Wander, Limitada<br />

Assinatura anual . { metrópole, colónias,<br />

!pagam e nto adian tad o• outros países . . .<br />

Número avulso<br />

Cobrança pelo correio mais<br />

Espanha e Brasil<br />

9<br />

(capa)<br />

I9<br />

37<br />

28<br />

75$00<br />

90$00<br />

15$00<br />

5$00<br />

PUBLICA-SE BIMESTRALMENTE


.. .. .....<br />

f/.épa.<br />

GRAJEIAS<br />

GRANULADO<br />

COLERÉTICO<br />

•<br />

Á C I DO DE H I D R O C Ó L I C o· E<br />

H EXAMETILENATETRAMINA<br />

•<br />

Boião frasco de 50 grojeios<br />

COLAGOGO<br />

•<br />

S' ULFATO DE MAGNÉSIO E<br />

PEPTONA<br />

•<br />

Caixa de 100 gromos<br />

GRANULADO<br />

COLAGOGO E COLERÉTICO<br />

•<br />

SULFATO DE MAGNÉSIO ,<br />

PEPTONA, ÁCIDO CÓLICO<br />

E<br />

RHAMNUS FRANGULA<br />

•<br />

Coixo d e 100 gramas<br />

GRAJEIAS<br />

REÉDUCADOR DA FUNÇAO INTESTINAL<br />

•<br />

ÁCIDO CÓLICO, OXIMEriLANTRA·<br />

QUINONAS, RESINA DE PODOFILO<br />

E EXTRACTO DE BELADONA<br />

•<br />

Boiã o-frasco d e 50 gro jeios<br />

lubo plástico d e 10 g rojeios<br />

INSTITUTO PASTEUR DE LISBOA

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