maio 2019

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REVISTA

ANO VII | Nº 03 | MAIO 2019

www.copiosaredencao.org.br

COPIOSA

REDENÇÃO

O OLHAR PARA OS

ABANDONADOS

Devemos ser como

Jesus: Misericordiosos

para com os irmãos

Pág. 04

NOVAS CRIATURAS

DE DEUS

Com novas atitudes cristãs,

Cristo nos confia o

ministério da reconciliação

Pág. 05

ESTAMOS PERDENDO

A SENSIBILIDADE

Ser sensível implica

em sermos

mais humano

Pág. 11

O CHAMADO DE DEUS

PARA UMA FAMÍLIA:

Conheça a história de Irmã

Carmelinda, matriarca

de uma família de religiosos


AGENDA DE EVENTOS

MAIO E JUNHO

01 a 15

Peregrinação Mariana

MAIO

MAIO

Ir. Zélia, CR

Portugal e Itália

17 a 18

Retiro de Cura Interior

JUNHO

Ir. Zélia, CR

Itália

31 a 02

Retiro para solteiros

Ir. Zélia, CR

Curitiba/PR

O amigo da redenção é um sinal da

providência, do amor e da misericórdia de

Deus. É alguém que evangeliza conosco,

que acredita na ação missionária e partilha

generosamente deste carisma com sua vida

e doação. É um membro efetivo de nossa

família que nos ajuda a manter essa

obra de redenção.

08 a 09

Retiro de Cura e Libertação

JUNHO

Ir. Zélia, CR

Paraguay

QUERO CONTRIBUIR


EDITORIAL

Por Emerson Luiz da Silva

Olá, caro leitor

Estamos em maio, mês dedicado as mães.

Mulheres que batalham para criar seus filhos e

que os auxiliam a trilhar um caminho de fé e redenção.

Nossa matéria de capa traz um exemplo

de mulher fiel a Deus. Irmã Carmelinda nos concedeu

uma entrevista, onde conta um pouco sobre

sua vida antes e depois de entrar na Copiosa

Redenção, além de falar sobre a graça recebida

em sua família, de ter filhos e filhas religiosos.

Na coluna Espiritualidade, Padre Fernando nos

convida a sermos novos homens e mulheres durante

esse período pascal, novas criaturas que

ressuscitam do pecado para viver a Boa Nova

de Cristo.

A violência, infelizmente, está se tornando algo

cada vez mais comum nas diversas cidades do

país. As tragédias que estamparam as capas de

jornais, envolvendo os jovens, chocam a sociedade

que busca respostas para um basta nessas

situações. Mas de quem seria a culpa de tantos

acontecimentos ruins? Na coluna atualidade,

somos convidados a refletir sobre esse assunto

que vem ganhando destaque no dias de hoje.

A Independência é algo que muitos jovens desejam

conquistar quando chegam à maioridade,

entretanto se tornar independente vai além de

ter autonomia para fazer escolhas. Na coluna

jovem desse mês, trazemos a questão da maturidade

do jovem, qual o momento certo para

amadurecer e como é feito esse processo de

enriquecimento interior.

Além disso, trazemos nesta edição, o Relato de

Redenção de uma acolhida que esteve em uma

de nossas casas de recuperação. E no Ecos da

Palavra, Diácono Fabrício medita a liturgia de

domingo.

REVISTA

COPIOSA

REDENÇÃO

Fundador da Copiosa Redenção

Padre Wilton Moraes Lopes, CSsR

Superiora Geral das Irmãs da CR

Madre Silvonete Ap. Soares

Superior Geral dos Irmãos da CR

Padre Luis Cesar de Oliveira

Correção Ortográfica

Dominus Comunicação

Foto capa

Acervo Copiosa Redenção

Projeto gráfico

Irmã Daniely Duarte Santos, CR

Diagramação

Irmã Daniely Duarte Santos, CR

Maria Aline Chemin

Revisão

Emerson Luiz da Silva

Fale Conosco

Rua: Doralício Correia, 357

Ponta Grossa-PR

Tel: 042 3226 1144

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FUNDADOR

O olhar para os abandonados

Por Padre Wilton Moraes Lopes, CSsR

ESPIRITUALIDADE

Homem e mulher criaturas novas:

a espiritualidade pascal

Por Padre Fernando Bauwelz, CR

ATUALIDADES

Adolescência, juventude e

violência

Por Irmã Danila Diana de Souza, CR

ECOS DA PALAVRA

Somos salvos pelo amor

Por Diác. Fabrício, CR

CAPA

A vocação que brota em família

Por Emerson Luiz da Silva

JOVENS

Amadurecer é necessário

Por Emerson Luiz da Silva

SER HUMANO

Estamos perdendo nossa

sensibilidade

Por Padre Alisson Valduga, SAC

RECUPERAÇÃO

O olhar social sobre as mulheres

dependentes químicas

Por Irmã Elaine Cristina de Oliveira, CR

RELATOS DE VIDA

MIDIAS SOCIAIS

NA REVISTA

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FUNDADOR

O OLHAR PARA OS

ABANDONADOS

Por Padre Wilton Moraes Lopes, CSsR

Somos convidados a contemplar,

neste mês, como Jesus é misericordioso

para o seu povo, que está

abandonado. “Ao desembarcar,

Jesus viu uma grande multidão e

compadeceu-se dela, porque era

como ovelhas que não têm pastor.

E começou a ensinar-lhe muitas

coisas”. (Mc 6, 34).

Há muito tempo, Deus tem me dito

no coração e me alertado sobre

a necessidade de acolher pessoas

que estão no abandono. Por vezes,

nós não temos paciência para acolher

aquele que de alguma maneira

é desprezado: atendemos tranquilamente

uma pessoa pela primeira

vez, na segunda já atendemos inquietos

e já em uma terceira vez,

talvez fazemos de conta que não

há ninguém em casa ou que fomos

fazer alguma outra coisa para escapar

de um momento que teria

sido celebrativo, de acolhimento.

Devemos acolher os abandonados,

Jesus me coloca no coração,

quando eu pregava um retiro em

Maringá, sua grande dor: Ele pedia

os ventres sacerdotais emprestados,

para neles colocar os seus filhos

abandonados e mortos, seja

pelo pecado ou pelos sofrimentos,

para que esses filhos fossem devolvidos

para Deus e para a vida.

É necessário entender que nossa

vida é um chamado ao sacrifício

do servir, no acolhimento de

quem se aproxima de nós. Não é

fácil estar sempre disponível, ter

um sorriso no rosto, um olhar de

compaixão, um abraço que acolhe,

mas isso é vital. Devemos superar

o nosso comodismo, superar o

direito que temos sobre o nosso

tempo e o nosso lazer, para assim

sermos para o outro, Cristo vivo,

que acolhe os mais abandonados

deste mundo.

Jesus nos pede que tenhamos compaixão

que nos ampara por todas as

pessoas que se sentem desprezadas,

pois a maior tristeza que elas

trazem no coração é a dor da solidão.

As pessoas nunca sentiram-se

tão desamparadas, carentes, solitárias,

sem encontrar um pastor

ou alguém que possa ser luz para

mostrar o caminho de Jesus.

E como Ele mesmo disse: “porque

eram como ovelhas que não têm

pastor”. Que eu seja, então, através

do acolhimento dessas pessoas, como

um pastor que recebe no coração

este hóspede que é meu irmão,

que chega procurando abrigo em

nossa vida, em nossa comunidade,

em nossas capelas, em nossos

oratórios, lembrando que eles são

a imagem do próprio Cristo que

continua tendo compaixão de nós.

PARA MEMORIZAR

“Jesus viu uma

grande multidão e

compadeceu-se dela,

porque era como ovelhas

que não têm pastor.

E começou a ensinar-lhes

muitas coisas.”(Mc 6,34)

PARA REZAR

Senhor, dê-me uma

verdadeira compaixão por

todos os abandonados

deste mundo.

PARA PENSAR

Será que sou capaz de

acolher, com amor, da

mesma maneira que Jesus

acolhia os abandonados

que se aproximavam

D’Ele?

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COPIOSA REDENÇÃO | MAIO 2019


HOMEM E MULHER CRIATURAS NOVAS:

A ESPIRITUALIDADE PASCAL

Na carta de São Paulo aos Coríntios ouvimos: “ Irmãos:

Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo

velho desapareceu. Tudo agora é novo. ” (2 Cor 5,17).

Por Padre Fernando Bauwlz, CR

ESPIRITUALIDADE

Durante todo o Tempo Pascal, que

são os 50 dias celebrados após o

domingo de Páscoa, caracterizados

pela alegria da presença do

Senhor, renovamos em nós justamente

esta certeza recebida em

nosso Batismo, de sermos criaturas

novas mortas para o pecado e ressuscitadas

para uma nova vida em

Cristo.

Para nos ajudar viver melhor esse

tempo, podemos ficar atentos

a algumas atitudes fundamentais

das mulheres, dos discípulos e das

primeiras comunidades:

Procurar o Senhor sem se cansar

“Depois do sábado, ao raiar o

primeiro dia da semana, Maria

Madalena e a outra Maria foram

ver o sepulcro. Maria tinha ficado

perto do túmulo, do lado de

fora, chorando. Enquanto chorava,

inclinou-se para olhar dentro

do túmulo... Jesus perguntou-lhe:

Mulher, por que choras?... Então,

Maria Madalena foi anunciar aos

discípulos: Eu vi o Senhor” (cf. Mt

28,1; Jo 20, 11.15.18).

O encontro de Jesus com Maria

Madalena nos revela que devemos,

neste Tempo Pascal, procurar

o Senhor sem nos cansar! É o

tempo favorável, no qual o Senhor

se deixa encontrar por todos aqueles

que O procuram de coração

sincero. “Por que choras?”, Jesus

pergunta a cada um de nós. Agora

é tempo de alegria, de júbilo, pois

mesmo em meio à dor, nós podemos

encontrar e ver o Senhor! E

qual é o melhor lugar para encontrar

Jesus Ressuscitado?

A Palavra e a Eucaristia

“Naquele mesmo dia, no primeiro

dia da semana, dois dos discípulos

iam para um povoado chamado

Emaús. Enquanto conversavam

e discutiam, o próprio Jesus

se aproximou e começou a caminhar

com eles, e começando por

Moisés e passando por todos os

Profetas, explicou-lhes em todas

as Escrituras, as passagens que se

referiam a ele. Depois que Jesus se

sentou à mesa com eles, tomou o

pão, pronunciou a bênção, partiu-o

e deu a eles. Neste momento, seus

olhos se abriram e eles o reconheceram”

(cf. Lc 24,13.15.27.30s).

Jesus partilhou com os discípulos

de Emaús o pão da Palavra e

o pão da Eucaristia. O encontro

do Senhor com esses discípulos

nos ensina que os Sacramentos

são os lugares mais favoráveis

para vê-lo! Podemos sentir a real

presença de Jesus quando escutamos

sua Palavra com atenção e

quando comungamos o seu Corpo

e Sangue na Eucaristia. E isso nos

leva à próxima prática pascal...

Viver em Comunidade

“Tomé, que era um dos Doze, não

estava com eles quando Jesus

veio. Oito dias depois, os discípulos

encontravam-se reunidos

na casa e Tomé estava com eles.

Estando as portas fechadas, Jesus

entrou e pôs-se no meio deles.

Depois disse a Tomé: Põe o teu

dedo aqui e olha as minhas mãos.

Tomé respondeu: Meu Senhor e

meu Deus! Jesus lhe disse: Creste

porque me viste? Bem aventurados

os que não viram e creram!”

(cf. Jo 20,24.26-29).

Os Sacramentos são celebrados

em comunidade. A experiência de

Tomé com Jesus é o retrato perfeito

do que acontece quando estamos

fora de comunidade: não

há fé, não há a alegria da ressurreição,

não há a paz que vem de

Cristo. A partir do momento em

que Tomé deixou-se envolver pela

comunidade, ele pôde ter também

a experiência de ver o Senhor.

Esses cinquenta dias do Tempo

Pascal nos recordam que Jesus

passou cinquenta dias aparecendo

a seus discípulos, não ao mundo,

mas às pessoas que creram nEle,

ensinando-as, consolando-as e alegrando-as.

O Tempo Pascal é justamente

o tempo de VER o Senhor!

Procuremos pelo Senhor sem

nos cansarmos, através da vivência

sacramental em comunidade!

Que Jesus Ressuscitado nos dê a

sua paz. Amém.

MAIO 2019 | COPIOSA REDENÇÃO

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ATUALIDADES

ADOLESCÊNCIA,

JUVENTUDE E VIOLÊNCIA

Quem defenderá nossos filhos?

Por Irmã Danila Diana de Souza, CR

É crescente o índice de violência

envolvendo crianças e adolescentes

no Brasil e no mundo.

Não precisamos conhecer com

exatidão os números, basta assistirmos

tv por cinco ou dez minutos

ou recorrer à internet com a sua

infinidade de plataformas sociais.

Um exemplo claro e recente que

chocou a nossa nação foi o massacre

ocorrido na Escola Estadual

Professor Raul Brasil, em Suzano,

município localizado na Região

Metropolitana de São Paulo.

Tragédias como essa nos levam a

perguntar a nós mesmos quem são

os culpados, ou os responsáveis por

elas. Andamos à procura de razões

para que alguém aja com tamanha

violência e impiedade. Em geral,

quando não se encontram motivos

– e para tais coisas quase nunca se

tem um que seja suficiente –, se recorre

às justificativas. Porém, não

podemos pensar em respostas simplistas,

que satisfaçam ou, no mínimo,

atenuem a nossa consciência.

Acontecimentos assim devem, na

realidade, conduzir-nos a uma reflexão

mais profunda a respeito dos

valores, ganhos e perdas que vem

sofrendo a nossa sociedade em decorrência

da gritante inversão de

valores no seu contexto atual.

Há muito tempo a família deixou

de ser um referencial. Muitos pais

não têm mais tempo para acompanhar

os próprios filhos, muitas vezes

deixados sob os “cuidados” das

mídias sociais e dos games. Com

isso, não se pretende dizer que a

“culpa” da criminalização de crianças,

adolescentes e jovens seja propriamente

dos jogos, do Facebook

ou do Instagram. Mas, quem está

formando a consciência da nossa

geração? Com quem nossos filhos

estão debatendo temas importantes

como adolescência, sexualidade,

bullying, violência, dependên-

cia química, exposição nas mídias

sociais (isso só para citar alguns)?

É certo que hoje em dia pais e mães

devem fazer verdadeiros malabarismos

entre vida familiar e profissional.

Por isso, em termos quantitativos,

o tempo é quase uma limitação

para as relações familiares e

interpessoais. Mas, ainda que se

disponha de pouco tempo, qual é a

qualidade deste?

Não é o momento de pensarmos

que muito mais que bens materiais,

os filhos estão precisando de

orientação, de amor, de presença?

De acompanhamento? Pais e mães

deveriam avaliar com frequência

sua participação na vida dos filhos,

desde a convivência dentro de casa

à participação em sua vida escolar,

desde à relação com os irmãos

maiores ou menores ao relacionamento

com amigos no ambiente

escolar, esportivo e virtual.

Infelizmente nosso contexto social

atual é muito complexo. Convivemos

todos os dias com o medo

da violência, com a preocupação de

obter o pão de cada dia trabalhando

às vezes em dois ou três empregos,

de quatorze a dezoito horas por

dia. Sem contar a grande transformação

cultural e a enxurrada de informações

às quais nós e nossos filhos

têm acesso. Fala-se em globalização,

informatização, ideologia de

gênero, revolução política, liberdade

religiosa e liberdade em não ter

uma religião. É justo que as coisas

mudem, que a sociedade mude, que

comportamentos mudem. Faz parte

de todo processo de evolução.

Todavia, como seres racionais, ou

melhor, como seres humanos, devemos

levar em consideração que

determinados valores internalizados

não se podem negociar, não

obstante as grandes mudanças às

quais estamos expostos.

COPIOSA REDENÇÃO | MAIO 2019

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SOMOS SALVOS

PELO SEU AMOR

Por Diácono Fabrício, CR

5 de maio

3º DOMINGO DA PÁSCOA

“É preciso obedecer a Deus, antes que

aos homens” (At 5,29)

ECOS DA PALAVRA

A solenidade da Páscoa continua a nos

contagiar com a alegria da ressurreição

de nosso Senhor Jesus Cristo, que,

vencendo a morte, nos concede a vida

eterna. A profundidade da vivência do

nosso batismo nos convida a chamar a

Deus de Pai. Neste domingo, o Senhor

Jesus deseja resgatar em nós essa

dimensão filial, que o nosso pecado

nos faz esquecer, e assim nos convida

a participar da Sua intimidade. Ele se

revela na glória da Sua ressurreição

na solidão mais profunda da nossa

vida e nos pergunta: “Tu me amas?”,

para nos dizer que nada e ninguém

nos pode separar do Seu Amor. Somos

em Cristo filhos amados de Deus, por

isso sejamos obedientes à Sua voz e

lancemos as nossas redes em águas

mais profundas, buscando viver em

tudo a Sua vontade e acreditando

que Ele é Emanuel, Deus que caminha

sempre conosco. (Jo 21,1-19)

12 de maio

4º DOMINGO DA PÁSCOA

“As minhas ovelhas escutam a minha

voz, eu as conheço e elas me seguem”

(Jo 10, 27)

Quando rezamos a oração que o próprio

Cristo nos ensinou, o Pai Nosso,

já nas primeiras palavras rezamos:

“Pai Nosso”. Chamar a Deus de Pai é

reconhecer que somos filhos, é saber

diferenciar a voz amorosa do Pastor

que dá a vida por suas ovelhas, da

voz do mercenário que deixa as suas

ovelhas desprotegidas. Por isso, devemos

buscar uma relação profunda

com Cristo, para não nos enganarmos

com tantas outras vozes que buscam

nos confundir, uma vez que somente o

Bom Pastor é capaz de dar-nos a vida

eterna. Ele diz: “(…) e elas jamais se

perderão. E ninguém vai arrancá-las

de minha mão”. (Jo 10, 27-30)

19 de maio

5º DOMINGO DA PÁSCOA

“Eis que faço novas todas as coisas.”

(Ap 21,5)

Toda a nossa fé pode se resumir em

uma única palavra: “Amor”. De fato,

Jesus, no alto da cruz nos ensina

que amar é se doar de modo incondicional

por todos, ao ponto de dizer:

Pai, perdoa-lhes, porque não sabem

o que estão fazendo. Neste domingo

o Senhor deseja recordar-nos que somos

chamados a dar a vida por nossos

irmãos, a realizar profundamente,

em nós, a essência do nosso batismo:

“somos todos irmãos”. Talvez o Senhor

te chame hoje ao perdão, a perdoar

aqueles que te ofenderam, assim como

somos perdoados por Cristo. O Amor

transforma vidas, por isso que Jesus

nos diz hoje: “(…) amai-vos uns aos outros.

Como eu vos amei assim também

vós deveis amar-vos uns aos outros.” E

como Cristo nos amou? Doando a sua

vida, é Ele o verdadeiro Amor, o único

capaz de fazer novas todas as coisas.

(Jo 13,31-33a.34-35)

26 de maio

6º DOMINGIO DA PÁSCOA

“Não se perturbe nem se intimide o

vosso coração (…) Vou, mas voltarei a

vós” (Jo 14,27-28)

A liturgia deste domingo resgata dentro

de nós a grande verdade que São

Paulo nos diz: “Jesus Cristo é a única

esperança que não nos desampara.”

(cfr. Rm5,5). Foi Ele que “tomou sobre

si nossas enfermidades, e carregou os

nossos sofrimentos.” (Is 53,5). Por isso,

Jesus hoje nos diz: “Vinde a mim

vós todos que estais aflitos sob o fardo,

e eu vos aliviarei.” (Mt 11,28). Neste

domingo não deixemo-nos abater pela

aparente solidão, tristeza, angústia,

porque “Quem nos separará do amor

de Cristo? A tribulação? A angústia? A

perseguição? A fome? A nudez? O perigo?

A espada? (…) estou persuadido

de que nem a morte, nem a vida, nem

os anjos, nem os principados, nem o

presente, nem o futuro, nem as potestades,

nem as alturas, nem os abismos,

nem outra qualquer criatura nos poderá

apartar do amor que Deus nos

testemunha em Cristo Jesus, nosso

Senhor.” (Rm 8, 35-39).Tua mão no

meu lado aberto, sente meu coração,

eu estou aqui!

MAIO 2019 | COPIOSA REDENÇÃO

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CAPA

A VOCAÇÃO

QUE BROTA

EM FAMÍLIA

Mãe de 12 filhos, Irmã Carmelinda é um

exemplo de mulher de fé e que gerou

para Igreja, filhos e netos religiosos

Por Emerson Luiz da Silva

Tarde fria e nublada em Ponta

Grossa/PR. Na Casa Geral Mãe

da Divina Graça reside uma Irmã,

que após criar seus 12 filhos, entregou-se

por inteiro a Cristo. Irmã

Carmelinda é um exemplo de mulher

de fé, que batalhou, viveu o

matrimônio e gerou para a igreja filhos

religiosos: dois padres e duas

freiras. Sentada em um sofá da sede

geral da Congregação, ela nos esperava

com um terço e uma bíblia ao

seu lado. Animada e com seus 89

anos, lembrava do passado que vivera

junto de seus pais e do seu falecido

marido. Carmelinda Antônia

de Chiodi tem 24 anos de Copiosa

Redenção. Nasceu na cidade de

Realeza, no interior do Paraná, e

por lá viveu até se tornar viúva aos

51 anos de idade. Das recordações

de criança, o que mais lhe marcou

foram as brincadeiras, em especial

a de ‘esconde e esconde’: “Quando

mais jovem, eu gostava muito de

brincar. Além disso, como morávamos

na roça, tínhamos que trabalhar.

Plantávamos amendoim, milho”,

recorda.

Sua caminhada na vida religiosa

começou muito cedo, quando ainda

jovem. Em entrevista à nossa

equipe, Irmã Carmelinda contou

um pouco sobre sua trajetória vocacional.

COPIOSA REDENÇÃO | MAIO 2019

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AO LADO

Irmã Carmelinda no dia

de sua profissão religiosa

ABAIXO

Junto aos seus filhos

Copiosa: Como surgiu a vocação

na senhora?

Irmã Carmelinda: Ah, a vontade de

ser freira sempre esteve em meu coração,

mas depois eu comecei a namorar,

noivei e depois já tive meus

filhos. Daí eu pensei: Agora não posso

mais, casei. – diz aos risos. Ai realizei

minha primeira vocação, a matrimonial.

Copiosa: A senhora tem uma família

muito religiosa, como se sente em

relação a isso?

Irmã Carmelinda: Meus filhos são

religiosos, pois quando eu casei eu

disse umas palavras bem fortes. Eu

estava para casar, eu já disse meu

sim, mas eu pedi que Deus me desse

um filho ou uma filha religiosa e

assim Deus realizou. Eu nunca havia

falado isso para o meu falecido

marido, só para meu filho Valdecir

– Frei Valdecir– e no dia da ordenação

dele, ele contou isso para todos.

Copiosa: Com quantos anos a senhora

se tornou viúva e ingressou

na Copiosa Redenção?

Irmã Carmelinda: Eu não tenho muita

lembrança daquela época. Mas do

pouco que lembro, o Moacir já era

Frei. E dali, o Valdecir que era o mais

novo, tinha 22 anos, daí eu falei para

entrar nessa Congregação.

Copiosa: A senhora se sente realizada

em estar aqui na Congregação?

Irmã Carmelinda: Sim, apesar de ter

deixado meus filhos, a minha família,

me sinto bem aqui. Deus me chamou.

Copiosa: A senhora é de onde?

Morava onde e como era sua vida?

Irmã Carmelinda: Eu sou lá do Rio

Grande, de Nova Araçá. Naquela

época nós não tínhamos uma igreja

próxima, andávamos cerca de 15 km

para irmos à missa. A gente morava no

sítio, na roça mesmo, sabe? Era tudo

gente pobre.

Copiosa: E como é a sua rotina aqui

na casa, irmã?

Irmã Carmelinda: Ah, hoje eu só faço

oração e auxilio as irmãs em algumas

atividades. A Madre falou para

que eu fizesse apenas as minhas orações,

ai eu fico aqui, rezando por todos.

A gente precisa rezar pelas pessoas.

Eu acordo às 5 da manhã, me

acostumei, pois lá na roça levantávamos

cedo, eu fazia o fogo, o café e

tirava o leite das vacas e dava comida

para os outros animais. Agora eu vou

à adoração logo cedo e no decorrer do

dia eu faço as minhas orações.

Copiosa: Para finalizar, Irmã, qual o

recado a senhora deixa para aqueles

irmãos que sentem no coração

que são vocacionados religiosos?

Irmã Carmelinda: Que a gente sempre

pode começar, nunca é tarde para

começar! Eu vou fazer 89 anos em

junho, vou realizar o sinal de Deus em

minha vida.

MAIO 2019 | COPIOSA REDENÇÃO

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JOVENS

AMA

DU

RE

CER

É NECESSÁRIO

Por Emerson Luiz da Silva

Quando crianças, sonhamos em

completar a maioridade, ter independência,

nosso espaço, nosso

tempo. Os anos passam, a vida

adulta chega e quando percebemos

que nosso caminho de maturidade

já deveria ter chegado, nos comportamos

como verdadeiras crianças,

que não souberam que na vida

adulta devemos ralar, e muito, para

conquistar o que desejamos.

O que vemos na atualidade são jovens

imaturos, que não trabalharam

dentro de si uma maneira de viver a

vida adulta. Viver no sentido de ser

responsável, comprometido com

projetos que enriquecem o interior.

Completar 18 anos não é achar que

estará livre para fazer o que bem entender.

Estar nesta idade é começar

a caminhar para uma vida adulta de

conversão – principalmente – do

nosso eu. É olhar para o mundo e

perceber que aquilo não é um conto

de fadas, que dinheiro não nasce da

noite pro dia, que na vida aquilo que

almejamos só vem através do nosso

sacrifício e que sem ajuda de Deus,

nós não somos absolutamente nada.

O amadurecimento é conquistado

diariamente, através de nossas experiências

e não é algo tão fácil como

muitos imaginam. Entretanto,

aqueles que buscam um crescimento

intelectual e espiritual, começam

a compreender a si mesmo, amadurecem

com cada oportunidade de

aprendizado, seja de um sofrimento

ou de uma dificuldade, ficamos fortalecidos

quando isso vier a ocorrer

novamente.

O amadurecimento requer passos

para ser conquistado gradativamente.

São etapas que auxiliam para uma

conquista interior que beneficia não

só a nós, mas as pessoas que estão à

nossa volta, pois podemos servir de

modelo de pessoa adulta e madura:

Devemos ter cautela: Pensar sempre

antes de agir é um aspecto importante

para um amadurecimento

intelectual. Quando agimos desta

forma, conseguimos controlar os

impulsos causados pela ansiedade.

Ter autoconfiança: Conhecer a si

é um sentimento poderoso e que

transforma o ser humano. Isso traz

segurança em momentos de desafio,

como falar em público, por

exemplo.

Os erros são uma escola: Quando

aprendemos com os nossos erros

e porque não, com os erros dos

outros, nos tornamos conscientes

de que aquilo ou aquela ação pode

ocorrer.

Reclame menos, faça mais: Ter

ação, pró atividade é se tornar mais

adulto, maduro. Quando trabalhamos

dentro de nós esse aspecto de

liderança, se tornamos referência

para aos que estão à nossa volta.

Permite uma nova visão de mundo.

Espero que você, jovem, entenda

que amadurecer e se tornar adulto

é muito mais que uma simples idade

avançada, é saber que seu interior

está preparado para fazer ações que

movem não só você, mas a todos que

estão próximos de você, para fazer

uma sociedade cada vez - melhor.

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COPIOSA REDENÇÃO | MAIO 2019


SER HUMANO

ESTAMOS PERDENDO

NOSSA SENSIBILIDADE

Ser sensível implica ser sempre mais humano

cultivando a vida psíquica e emocional

Por Padre Alisson Vadulga, SAC

Nos dias de hoje ouvimos muito

falar que é o tempo das manifestações

emocionais e que

se está mais sensível aos afetos

e aos outros. Que estamos na era

do humano. Porém, como podemos

conciliar essa afirmação teórica

com o fato real da vida onde

temos mais pessoas pensando em

si mesmas e menos sensíveis ao

sofrimento do outro? Se alguém

está sofrendo ao nosso lado ou

passando por alguma dificuldade,

muitas vezes nós não nos deixamos

comover com isso. Parece que

tais sofrimentos não nos atingem.

Assim como aconteceu com o sacerdote

e o levita no texto bíblico

da “Parábola do Bom Samaritano”

(Lc 10, 25-37), onde os passantes

estavam tão preocupados consigo

mesmos e com seus afazeres que

não se envolveram com o homem

caído à beira do caminho todo machucado,

vítima de um assalto. Nos

dias atuais não é tão diferente.

Mas que tipo de humanidade estamos

vivendo?

Dar atenção ao outro é uma maneira

de comprometimento. Nossa!!!

Compromisso!!! Parece que nos

assusta ainda mais essa ideia. Tal

ideia de não comprometer-se atinge

muitas áreas da nossa existência.

Os psicólogos e psiquiatras

estão com as agendas cheias, pois

sempre mais pessoas procuram

esses profissionais para falar de si,

de suas mazelas emocionais e afetivas.

Mas por que procuram esses

profissionais? Será que é por que

eles se comprometem com a pessoa?

Será por que as pessoas não

tem mais amigos para partilhar

suas vivências? Ou afinal de contas

todos de fato estão doentes?

Muitos fatores dos quais mencionamos

acima podem levar ao

adoecimento emocional, que muitas

vezes, passa também a surtir

efeitos no corporal. Dado isso, os

efeitos se dilatam para o ambiente

de trabalho, para as relações interpessoais,

etc. O psiquiatra Nelio

Tombini coloca dois caminhos que

podem levar ao adoecimento emocional.

Um deles decorre das alterações

bioquímicas no cérebro envolvendo

os neurotransmissores como

a dopamina, serotonina, noradrenalina-

etc. Nesse caso, em geral,

a pessoa há um histórico familiar

com esses déficits e isso vem de

alterações genéticas. Pessoas com

esse histórico, os remédios são de

grande ajuda para um equilíbrio do

humor. Em todo caso, não dispensa

a ajuda da psicoterapia.

Referência:

Bíblia Sagrada. 8º Ed. São Paulo: Edições CNBB.

Tombini, Nelio. A arte de ser infeliz: desarmando armadilhas emocionais. Porto Alegre: Mateus Colombo Mendes, 2017.

Outro caminho de adoecimento

emocional vem dos nossos conflitos

imaginários que armazenamos

na psique. Nesse caso, os eventos

externos tem menos influência no

surgimento de sofrimentos psíquicos.

Muitas vezes nos deparamos

com pessoas que estão tristes, desanimadas,

com medo, e tomaram

remédios não obtendo resultados

positivos. É necessário então descobrir

a origem psíquica desses sofrimentos.

Nesse caso, a psicoterapia

é bem indicada para retirar

a pessoa do subterrâneo psíquico

no qual se encontra.

Levando tudo isso em consideração,

seria bom cuidar da nossa vida

psíquica para evitar chegar ao

colapso, onde por força, deveremos

apelar aos remédios e a psicoterapia

para poder restabelecer

nossas vidas perdidas por falta de

observação pessoal. Cultivar relações

saudáveis onde se pode falar

de si, partilhar das alegrias e das

esperanças pode contribuir na

saúde psíquica. Sermos sensíveis

e nos comprometermos com nossos

pares também é fonte de vida

psíquica bem como colore a nossa

vida de sentido. Para cooperar ainda

mais na saúde emocional e psíquica

não podemos esquecer dos

valores naturais que são fontes de

prazer e estimulam nossos neurotransmissores

ajudando quimicamente

nos mantermos saudáveis.

MAIO 2019 | COPIOSA REDENÇÃO

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RECUPERAÇÃO

O OLHAR SOCIAL SOBRE AS

MULHERES DEPENDENTES

QUÍMICAS

“A Pastoral da Sobriedade é uma das que responde

à delicada questão do uso de drogas”

Por Irmã Elaine Cristina de Oliveira, CR

Há algumas décadas, as mulheres

têm evoluído no olhar da sociedade,

diante da busca de seus

direitos, de igualdade social, da

sua independência financeira, nas

divisões de tarefas domésticas

com seus parceiros e no cuidado

dos filhos. Em várias situações

as mulheres assumem muitos papéis

dentro de seus lares, realizando

também as funções paternas

quando há ausência do parceiro

em sua família.

Por vezes, a mulher é considerada

uma super heroína pelo fato

de gerar filhos, de cuidá-los, de

trabalhar fora, enfim, assumir várias

responsabilidades de uma só

vez. Neste universo feminino, que

muitas vezes parecem ser tão fortes,

a dependência química também

existe, e segundo os autores

Marangoni e Oliveira (2012), com

as mudanças do papel social da

mulher e as aproximações entre

os papéis sociais de homens e mulheres,

têm sido apontadas pela literatura

como um dos maiores fatores

para o aumento do consumo de

drogas pelo público feminino.

Em uma pesquisa realizada

pela Fundação Oswaldo

Cruz (FIOCRUZ) em 2013 sobre

o consumo de cocaína/crack, revelou

que no país há cerca de 370

mil usuários de crack, dos quais

21,3% são mulheres, e certamente

este índice tem aumentado até

o momento atual. No entanto, a

imagem de “mulher usuária de

drogas” ainda é vista com muitos

preconceitos pela sociedade, seja

pelo uso abusivo das drogas, ou

seja, pelo fato dela descumprir um

padrão esperado pela sociedade

que mulheres/mães, tem que ser

boas, virtuosas, frágeis, e afetivas,

de acordo com o imaginário social

do passado. E devido a este tipo

de olhar sobre o público feminino,

muitas não procuram ajuda para se

tratarem, verbalizam ter vergonha

enquanto mulheres estarem nesta

situação.

O fato de olhar para o

público feminino considerando o

papel esperado e desejado socialmente

pelas mulheres, implicou

até mesmo na saúde pública, de

ofertar serviço especializado para

mulher usuária de drogas, pois

acreditava-se que a dependencia

quimica nao acometia este público.

No entanto, as mulheres nesse

cenário foram marginalizadas, devido

às interpretações de cunho

moral e sociocultural em torno do

gênero feminino e dos seus papéis

sociais segundo o autor (Ferreira,

2013).

Atualmente há serviços especializados

para mulheres dependentes

químicas como; comunidades

terapêuticas femininas, grupos específicos

para mulheres nos CAPS

AD, alas específicas em hospitais

para desintoxicação das mesma. A

Copiosa Redenção conta com um

método específico no atendimento

à mulheres, respeitando o processo

a ser desenvolvido com um

olhar singular para o gênero feminino,

realizando o acolhimento das

mães usuárias com seus bebês, para

assim, desenvolverem seus processo

de recuperação e resgatar o

vínculo mãe/filho perdido durante

o tempo de drogadição, condição

esta de doença que afeta tanto os

homens quanto as mulheres nos

tempos de hoje.

Referências:

Marangoni, R. S., & Oliveira, M. L. F. (2013). Fatores desencadeantes do uso de drogas de abuso em mulheres. Texto & Contexto Enfermagem.

Fundação Oswaldo Cruz. (2013). Maior pesquisa sobre crack já feita no mundo mostra o perfil do consumo no Brasil. Recuperado de https://portal.fiocruz.br/pt-

-br/content/ maior-pesquisa-sobre-crack-j%C3%A1-feita-no-mundomostra-o-perfil-do-consumo-no-brasil. Ferreira, L. O. (2013). Saúde e relações de gênero:

Uma reflexão sobre os desafios para a implantação de políticas públicas de atenção à saúde da mulher indígena. Ciência & Saúde Coletiva.

12

COPIOSA REDENÇÃO | MAIO 2019


Sou Sheila Aparecida Samuel, tenho 37 anos.

Entrei na Copiosa no dia 05 de Dezembro de

2002 e sai no dia 25 de Maio de 2005. Tudo começou

quando eu tinha 13 anos. Foi nessa idade

que usei maconha pela primeira vez. Por volta

dos meus 16 anos, fui para a cocaína e usava

direto. Tinha meu trabalho, tinha “amizades que

não eram boas”. Começou uma fase da minha vida

que eu tinha que usar drogas todo dia, saia do

meu trabalho, eu passava no boteco que tinha perto

de casa e ali eu ficava por horas. Aos 17 anos

me casei e o meu marido também era um dependente

químico. Fomos levando essa vida e com

meus 22 anos, me separei dele. A partir daí, foi o

final da minha vida, pois fui morar sozinha, andei

com pessoas que não deveria. Minha mãe veio

atrás de mim, estendeu a mão e me levou em uma

das casas da Copiosa. Ela entrou em contato com

a chácara das Irmãs, fiz a entrevista e entrei.

RELATOS DE VIDAS

Foram os dois melhores anos da minha vida.

Eu me redescobri, sou melhor do que era antes.

Aprendi a me valorizar. Hoje tenho uma filha,

a Maria Vitória – seu nome foi escolhido por

Maria ser o nome da Mãe de Jesus e Vitória, pois

ela é uma vitória em nossas vidas. Ela veio para

nos fortalecer. Ela é meu porto seguro. Além

disso, meu relacionamento com a minha mãe

fortaleceu, depois que eu sai da Copiosa eu consegui

dentro de mim, perdoar muitas pessoas.

Minha mãe e minha filha são meu tudo, meu

porto seguro. Saí da Copiosa com 25 anos.

SHEILA

17 anos de

sobriedade

Nunca mais eu usei droga, nunca tive uma recaída.

Deus sempre esteve comigo. Para as pessoas

perdidas no mundo: Não percam a esperança,

não se deixem levar com esse mundo sombrio

das drogas. Existe um mundo colorido e melhor.

MARÇO MAIO 2019 | COPIOSA REDENÇÃO

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MÍDIAS SOCIAIS NA REVISTA

copiosaredencao Encontro Shekina

#07abr #Ribeirão Claro/PR

copiosaredencao Encerramento

missão na Bahia #10abr

#Jeremoaba/BA

copiosaredencao Domingo de

Ramos em Caltanissetta #13abr

#Sicília/IT

copiosaredencao Retiro das irmãs

idosas #26abr #Ponta Grossa/PR

copiosaredencao Tríduo Pascal -

Paróquia São João Batista#18-20abr

#Presidente Médici/RO

copiosaredencao Tríduo Pascal-

Casa Mãe da Divina Graça #18-20abr

#Ponta Grossa/PR

copiosaredencao Ordenação

diaconal Raffael Moreira #28abr

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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Sua primeira aparição foi no dia 13

de maio de 1917, em uma pequena

aldeia de Fátima em Portugal,

chamada de “Cova de Ira”. Lá ela

apareceu para os três pastorinhos:

Lúcia, Francisco e Jacinta. Segundo

relatos dos três pastorinhos, a visão

da Santa era de uma “Senhora mais

brilhante que o Sol”, e em suas mãos

estava um Rosário. Calmamente e

serena, disse às crianças: “Vim para

pedir que venhais aqui seis meses

seguidos, sempre no dia 13, a esta

mesma hora. Depois vos direi quem

sou e o que quero. Em seguida,

voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

Durante sete meses ela apareceu,

conforme o prometido. Antes de ir

embora, Nossa Senhora de Fátima

ressaltou: “Rezem o Terço todos os

dias, para alcançarem a paz para o

mundo, e o fim da guerra.”

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