Revista Coamo Edição de Abril de 2019

blzinfo

Revista Coamo Edição de Abril de 2019.

VIA SOLLUS, 11 ANOS DE PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO COM TRANQUILIDADE

www.coamo.com.br

ABRIL/2019 ANO 45

EDIÇÃO 490

AGO DA OCEPAR

Assembleia teve eleição

da nova diretoria,

prestação de contas e

lançamento de livros

AGRICULTURA

DE PRECISÃO

Manejo criterioso

e tecnologias

avançadas foram

o ponto chave da

safra de verão

Ivandir Antônio Benso, o popular Chico Benso, com

os filhos Felipe e Guilherme, de Coronel Vivida (PR)

UMA PAIXÃO CHAMADA

FUTEBOL

Especialistas no campo da produção agrícola, a cada dois anos os

cooperados trocam as botinas pelas chuteiras para participar da Copa

Coamo, um projeto de esporte, lazer e integração da família cooperativista


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 45 | Edição 490 | Abril de 2019

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

www.coamo.com.br - coamo@coamo.com.br

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Diego Rogério Chitolina, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Willian Ferreira Sehaber (Efetivos). Calebe Honório Welz Negri, Clóvis Antonio Bruneta, Reginaldo

Antonio Mariot (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2018: R$ 14,79 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2018: R$ 436,73 milhões.

Abril/2019 REVISTA

3


SUMÁRIO

24

Agricultura de Precisão

Sistema de manejo integrado de informação e tecnologia é um diferencial para o associado Coamo

que busca aumento nas produtividades e redução de custos para a correção e conservação do solo

4 REVISTA

Abril/2019


SUMÁRIO

Entrevista

08

Carmem Rodrigues Truite, gerente de Operações Adjunta de Produtores Rurais e Convênios do BRDE,

é a entrevistada do mês. Ela revela que se encanta com o cultivo da terra e a produção de alimentos

Alimentos Coamo na Mercosuper

Tradicional no evento, Coamo marcou presença na feira supermercadista com a exposição dos

Alimentos Coamo, por meio das marcas Coamo, Primê, Anniela e Sollus.

12

14

Copa Coamo 2019

O maior evento esportivo rural do Brasil começou no dia 27 de abril e segue até 27 de

julho. A Revista Coamo foi a campo acompanhar a preparação de equipes que disputarão

o evento no PR, SC e MS. Na imagem, Volmir Marin, cooperado em São Domingos (SC)

Unidades vintenárias

Coamo está comemorando 20 anos de instalação em Candói e Guarapuava, Centro-Sul do Paraná.

Associados celebram a data e a evolução alcançada por meio do cooperativismo e apoio da cooperativa

Via Sollus, 11 anos

29

35

Fornecer e contratar seguros em diversos segmentos para atender às necessidades dos segurados

cooperados, funcionários e da comunidade, é o trabalho diário da Via Sollus Corretora de Seguros

AGO do Sistema Ocepar

47

José Roberto Ricken foi reeleito presidente do Sistema. Assembleia contou com prestação e aprovação

de contas, além do lançamento de livros, sendo um do presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini

Abril/2019 REVISTA

5


#ConteConosco

Lançamento JCI

BICOS JACTO

VERSATILIDADE E

INOVAÇÃO PARA

MAIOR ECONOMIA

E RENDIMENTO

2dcb.com.br

A Jacto oferece a você, agricultor, uma linha completa de

bicos plásticos e cerâmicos de alta performance para a

proteção da sua lavoura.

jacto.com


EDITORIAL

Mercado agrícola e a Copa Coamo

Cada ano é diferente, assim

como cada safra, o mercado

agrícola e a comercialização

das commodities. Em

anos anteriores tivemos um misto

de boa produção e bons preços

que agradaram os produtores

associados da Coamo. É isso que

como agricultores desejamos,

pois plantamos com tecnologia e

fazemos muito bem feita a nossa

parte nesta nossa atividade que

é uma verdadeira indústria a céu

aberto. Porém, estamos suscetíveis

ao clima e ao mercado agrícola,

que dependendo de vários

fatores podem determinar preços

altos ou baixos.

A realidade que estamos

observando neste início de 2019

não é de boas perspectivas, em

função do estoque da produção

que força os preços para baixo.

No ano passado o cenário estava

pior, já que os preços da soja estavam

ao redor de R$ 61,00 a saca,

abaixo dos R$ 65,50 praticados

neste final do mês de abril. Mas já

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente

vibramos muito quando chegou

e ultrapassou aos R$ 80,00 a saca

em períodos anteriores.

Como os preços sofrem

oscilações, recomendamos que

as vendas sejam feitas em função

dos custos de produção e das necessidades

dos produtores. Com

a venda parcelada e ocorrendo

o escalonamento da fixação da

produção, os produtores poderão

ganhar na média de suas comercializações.

Mas, como cada

produtor tem um custo, uma

tecnologia e uma produção diferente,

é importante que cada um

de acordo com a sua realidade

analise, e de acordo com a sua

posição tome a sua decisão no

momento oportuno.

Às vezes, pela nossa natureza

de produtores rurais, perdemos

boas oportunidades de

fazer bons negócios em função

de querermos vender sempre

mais e melhor. Mas nem sempre

as oportunidades passam várias

vezes à nossa frente, por isso é

necessária cautela na tomada

de decisão. O melhor preço de

ontem poderá não ser o do futuro.

É assim que funciona o mercado,

não tem outro jeito senão

aproveitar as ferramentas de

comercialização que a cooperativa

oferece, pensando sempre

na melhor lucratividade para os

cooperados.

No campo do esporte e

do lazer, iniciamos com a regional

Vale do Ivaí a 15ª Copa Coamo

de Cooperados – Futebol

suíço com 63 equipes em cinco

"A Copa Coamo é um

importante e bem

sucedido projeto de lazer e

esporte, integração social

e profissional, que une a

família cooperativista em

toda a área de ação da

cooperativa."

etapas dia 27 de abril reunindo

mais de 800 atletas e dirigentes.

Os 33 campeões regionais que

serão conhecidos nas sete etapas

de 27 de abril a 6 de julho

estarão reunidos dia 27 de julho

em Campo Mourão na grande final

que reunirá os grandes campeões

da festa de 2019.

Trata-se de um importante

e bem sucedido projeto de lazer e

esporte que deu certo desde a implantação

em 1993, que vem atingindo

seus objetivos de integração

social e profissional, e unindo

a família cooperativista em toda a

área de ação da Coamo.

A nossa expectativa é repetir

o sucesso das edições anteriores

com mais de 30 mil pessoas

entre cooperados, familiares e comunidade

prestigiando este evento

que é o maior do gênero no

Brasil Rural e cumpre sua função

de fortalecer e aumentar os laços

entre cooperados e cooperativa,

confirmando o seu slogan de ser o

“Gol da União” e um jeito gostoso

de viver o cooperativismo.

Abril/2019 REVISTA

7


CARMEM RODRIGUES TRUITE

“Cooperativas têm um potencial que

impressiona, são inovadoras e de valores.”

Neta de agricultores, engenheira

agrônoma e

com experiência de ter

morado em um sítio onde produzia

frutas, a gerente de Operações

Adjunta de Produtores

Rurais e Convênios do Banco

Regional de Desenvolvimento

do Extremo Sul (BRDE) Carmem

Rodrigues Truite, conhece bem a

realidade de quem trabalha com

a produção agrícola. "Plantar era

fácil, difícil mesmo era o recurso

para o custeio e fazer a comercialização,

pois naquela época não

havia muito crédito, tão pouco

acesso ao crédito como temos

hoje. Tempos difíceis!”, recorda.

Ela revela que se encanta

com o cultivo da terra e a produção

de alimentos. "É como mágica!

Me faz bem ajudar quem trabalha

com esta mágica e precisa

de orientação e apoio para se

desenvolver e crescer. Me identifico

com os valores e objetivos

do agronegócio: gerar empregos

e renda, e fixar o homem

no campo. O agronegócio é um

misto de desafios e realizações.

Nada é fácil, mas tudo é possível.

E isto vicia!”

Carmen Rodrigues Truite, nasceu em Maringá, é filha de um engenheiro mecânico e uma dona de casa,

e neta de agricultores. É casada e tem uma filha. Desde jovem queria ser engenheira agrônoma e se

formou em 1991 pela Universidade Federal do Paraná. Ao sair da faculdade se mudou para um sítio de

propriedade da família e foi produzir frutas. Da propriedade rural ela voltou para Curitiba, trabalhou em

uma empresa de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto até passar no concurso da Caixa Econômica

Federal onde trabalhou por três anos. Então entrou no BRDE onde está há 15 anos e há 12 na gerência

de Operações de Produtores Rurais e Convênios.

Revista Coamo: Qual a importância

do BRDE para o desenvolvimento

das cooperativas e do

agronegócio?

Carmem Rodrigues Truite: O BRDE

apoia as cooperativas da região

Sul desde o nascimento delas.

Isto é um orgulho para nós. Oferecer

crédito e apoio técnico aos

produtores rurais, cooperativas e

empresas do setor é nossa missão.

Sem os financiamentos do BRDE

certamente o crescimento seria

mais lento. Pretendemos continuar

apoiando o agronegócio e as cooperativas

de produção e de crédito.

Tem a ver com nosso DNA.

RC: Como avalia sua evolução

pessoal e profissional após ingressar

no BRDE?

Carmem: Estou no BRDE há 15

anos. Já entrei com uma boa bagagem

de vida e experiência

8 REVISTA

Abril/2019


profissional, mas foi no BRDE que

consegui aplicar tudo o que eu trazia

e transferir isto para o projeto

de outras pessoas. Me sinto auxiliando

um pouquinho o desenvolvimento

dos Estados do Paraná e

do Mato Grosso do Sul, possibilitando

a distribuição dos recursos

em operações pulverizadas. Tem

sido gratificante profissional e pessoalmente.

Numa próxima etapa

pretendo auxiliar estudantes das

Ciências Agrárias com palestras e

rodadas de conversas, para que

conheçam mais o crédito rural e

se conscientizem da importância

crucial de planejar a propriedade

como um todo, bem como os investimentos

necessários, para só

então buscar o crédito.

RC: Qual o seu principal desafio

como representante do BRDE?

Carmem: Localizar e apoiar as pequenas

cooperativas e produtores

rurais, que precisam de apoio

do BRDE, e a forma de atendê-

-los, assim como foi lá atrás com

as atuais grandes cooperativas

do Paraná. É um público que tem

carências na gestão e na administração,

o que dificulta o acesso

ao crédito adequado. Podemos

catalisar esforços de várias instituições

para que estas pequenas

cooperativas cresçam e venham

a gerar resultados para os cooperados.

Também nos preocupa a

busca de alternativas financeiras

para atendimento aos clientes do

agronegócio nestes novos tempos

de redução dos subsídios.

RC: Por que é importante apoiar o

cooperativismo?

Carmem: Acreditamos no cooperativismo.

Quando se coopera, o

pensamento é no todo, o esforço

é de todos e o resultado também.

No cooperativismo, todos têm direitos

e deveres iguais, todos são

iguais respeitando suas diferenças.

O cooperativismo se importa

com o crescimento da cooperativa,

de seus associados e de sua

região de atuação. Propicia educação

financeira, troca e geração de

conhecimento, assistência técnica,

social, meio ambiente, trabalho,

cumprimento das formalidades,

tributos e valor agregado. O cooperativismo

que conheço, seja na

forma que for – de produção, de

crédito, de saúde, de transportes,

é a forma justa de “governar” a comunidade.

“O BRDE apoia o

cooperativismo

porque acredita nele.

Quando se coopera, o

pensamento é no todo,

o esforço é de todos e o

resultado também."

RC: Como avalia as transformações

e potenciais das cooperativas

paranaenses?

Carmem: As cooperativas paranaenses

são exemplos para o

Brasil e o mundo. São um orgulho

para os paranaenses e precisam

ser mais conhecidas, principalmente

no meio urbano. As pessoas

do meio urbano ainda não

sabem o que é o cooperativismo.

Eles ouvem falar, mas não se envolvem,

como se fosse algo que

não é para eles. Com o crescimento

das cooperativas de crédito isto

já melhorou bastante, mas precisa

ser mais difundido. O potencial

das cooperativas é gigantesco.

As cooperativas possuem enorme

capacidade para superar crises,

obstáculos, dificuldades. São inovadoras

sem perder os valores,

são como enormes formigueiros:

uma grande área de abrangência,

números que impressionam e a

solidez das grandes corporações,

mas tudo embasado na dedicação,

produção e colaboração de

milhares de brasileiros.

RC: Diante do atual cenário econômico

quais são os desafios do

cooperativismo?

Carmem: Garantir a continuidade

de recursos adequados para manter

os níveis de investimento dos

últimos anos, tanto na produção

primária, quanto na verticalização

da mesma; tanto para seus investimentos,

quanto de seus cooperados.

As cooperativas precisam

e podem mostrar ao Governo e

à sociedade que “manter o sistema

de crédito rural não é um

privilégio, mas uma das grandes

políticas públicas relevantes, pois

atende a verdadeira locomotiva

da economia nacional. Em todas

as nações evoluídas, a agricultura

é considerada área essencial que

merece apoio e proteção especial

do Estado, tendo o crédito rural

subsidiado como uma das mais

eficientes políticas de apoio” –

conforme palavras do Presidente

do Serviço Nacional de Aprendizagem

Rural (Senar) de Santa

Catarina. Esta política de subsídio

se reverte integralmente em benefícios

da nação brasileira: é segurança

alimentar e garantia de bons

resultados do PIB.

RC: Quanto aos recursos atuais,

eles atendem à demanda do agronegócio?

Abril/2019 REVISTA

9


CARMEM RODRIGUES TRUITE

“OFERECER CRÉDITO E APOIO TÉCNICO AOS PRODUTORES RURAIS, COOPERATIVAS E EMPRESAS

DO SETOR É NOSSA MISSÃO. SEM OS FINANCIAMENTOS, O CRESCIMENTO SERIA MAIS LENTO."

Carmem: Não. E respondo diante

de toda a demanda não atendida

de dezembro/18 para cá, por esgotamento

dos recursos equalizados

e até alguns com taxa pós,

via BNDES. Os recursos livres também

não foram suficientes neste

plano-safra e tem muito produtor

aguardando para investir em itens

básicos do agronegócio como

correção e conservação de solos.

Isto é muito ruim e perigoso.

RC: Qual a importância dos juros

controlados e de longo prazo para

o crédito rural?

Carmem: Não sou especialista

em economia e finanças, e posso

estar falando algo absurdo

para os entendidos, mas acho

que o agronegócio é algo muito

diferente dos outros setores

da economia. Acredito piamente

que juros controlados e de longo

prazo são necessários, pois dão

segurança para todos os envolvidos:

produtores, instituições

financeiras, Governo e todos os

que dependem do agronegócio.

Veja bem, sabendo exatamente

Carmem Truite faz questão de sempre participar

da Assembleia da Credicoamo, em Campo Mourão

o custo do financiamento o produtor

sente confiança, pode se

programar e avaliar o tamanho de

sua capacidade de investimento

se comprometendo com algo

conhecido e investindo. Desta

forma ele cresce. A instituição financeira

ganha segurança à medida

que seu cliente está comprometido

com algo que pode

pagar, pois o agricultor investe

naquilo que acredita. Ele não é

do tipo que aposta. O Governo

por sua vez ganha pela certeza de

que os investimentos necessários

para o crescimento do setor estão

acontecendo, e no longo prazo

colhe aumento das exportações,

da geração de empregos e da

autonomia da produção. Produzimos

commodities e “comida”, e

ninguém vive sem “comida”.

RC: Como está o atual cenário

econômico?

Carmem: Estamos num momento

crítico (mais um!), onde temos

que unir forças e sacrifícios para

arrumar a casa. A política de crédito

rural está sendo revista, mas

é preciso que o novo Governo

entenda que financiar o setor primário

é crucial para a segurança

alimentar. Sempre ouvi dizer que

o Brasil seria o celeiro do mundo

com seu enorme potencial

agropecuário. Temos solo, clima,

água, tecnologia e mão de obra

para isso, mas não há como continuar

a produzir sem condições

adequadas e proporcionais aos

riscos e sazonalidades do campo.

Claro que seguro agrícola vem

sendo seguidamente discutido e

é fundamental crescermos nisto,

mas não há seguro que resolva

a falta de armazenagem, solos

esgotados e maquinário sucateado.

Também seria oportuno o

Governo adotar uma estratégia

que auxilie na relação comercial

com outros países, garantindo

uma comercialização mais justa,

mais simples e sem tantas surpresas

ou sustos.

RC: Como analisa a expansão do

agronegócio no Brasil?

Carmem: O agronegócio cresceu

muito nos últimos 10 anos. As

tecnologias aplicadas e o consequente

aumento da produtividade,

a entrada do país em novos

mercados e o crescimento do setor

de proteínas vão indo muito

bem. Com grandes desafios, claro.

Mas nós paranaenses temos a

grande sorte de viver num Estado

atendido por inúmeras cooperativas,

que catalisam os esforços individuais

tornando a tarefa menos

árdua.

RC: Como avalia o agronegócio

como meio de geração de emprego

e renda?

Carmem: Fundamental. O agronegócio

é diversificado, emprega

profissionais de diversas categorias,

está em todos os cantos do

país, distribuído fora dos grandes

centros, espalhando o desenvolvimento.

Não é o único gerador

de empregos e renda, óbvio, mas

contribui de forma significativa e

categórica para isto.

RC: O Brasil apresentou uma variação

positiva. Há perspectivas para

investimentos futuros no agronegócio?

Carmem: Nestes últimos três ou

10 REVISTA

Abril/2019


quatro anos vários investimentos

foram postergados em função

das incertezas e da crise existente.

Está na hora de recomeçar. De

certa forma, para o agronegócio

paranaense, estes últimos anos de

postergação foram bons para consolidar

investimentos anteriores.

Porém, tem muito investimento

por acontecer visando à agregação

de valor de nossos produtos

e, também, investimentos na produtividade

e diversificação em

nossas áreas.

RC: É preciso pensar em novas

estratégias para o crescimento e

fortalecimento dos investimentos

para os produtores rurais?

Carmem: Sempre. E cito três pontos:

melhoria da gestão das propriedades,

mais planejamento nos

investimentos e seguro agrícola.

Não podemos mais jogar com

probabilidades. As margens são

pequenas e o mercado externo

nos afeta demais. É preciso, portanto

aprofundar conhecimento e

transformar o produtor rural cada

vez mais em um empresário rural,

independente do seu porte. E as

cooperativas são fundamentais

para esta transformação.

RC: Como observa a evolução da

Credicoamo no cooperativismo

de crédito?

Carmem: A Credicoamo tem foco

total no produtor rural. Ela luta

por direitos e benefícios para seus

associados, e tem um excelente

time para isto. Profissionais preparados,

que trabalham de forma

coordenada e com espírito de excelência.

Cuidam para que nada

saia errado. Cumprem as regras

e normas à risca e são leais a seus

cooperados e valores. A Credicoamo

cresceu muito e oferece a cada

dia mais opções e alternativas para

seus associados, com o diferencial

do atendimento pessoal e direto.

E o grande mérito? A Credicoamo

cresceu independente e tem tudo

para continuar nesta trajetória de

sucesso!

RC: Quais as vantagens da parceria

entre Credicoamo e o BRDE

nesses anos todos?

Carmem: A Credicoamo e o BRDE

cresceram, e em ambas as instituições

nossa parceria foi fundamental

para este crescimento.

Juntos conseguimos cumprir nossa

missão de conceder crédito, e

o fizemos de forma pulverizada e

para um público diferenciado. Um

público com tradição na agricultura

e na pecuária, com patrimônio

consistente, assistência técnica e

apoio comercial da Coamo. É crédito

assistido! A busca por conhecimento

é necessidade constante

em todas as áreas.

“Trabalhar com os

profissionais da

Credicoamo, da Coamo

e da Via Sollus é

trabalhar num mundo

ideal. Há respeito à

vida, à família e ao

homem do campo.

Respeito ao coletivo."

RC: Qual o nível de profissionalismo

no segmento do agronegócio?

Carmem: Na parte técnica somos

bons, dedicados e comprometidos,

mas na assessoria ao crédito

os profissionais ainda pecam

muito. Os profissionais de campo

precisam conhecer mais de

crédito rural, custeio e investimentos

para auxiliar no planejamento

das propriedades rurais.

Devem conhecer um pouco mais

os programas e as alternativas

para auxiliar o produtor a investir,

e qual a melhor opção. Ando por

aí e vejo nas universidades, nas

instituições púbicas e privadas

que somos especialistas cada

qual em sua área: ou técnica ou

crédito, e esta diferenciação muitas

vezes mais atrapalha do que

ajuda. E este é um diferencial

da Credicoamo, pois ali vemos

um maior entrosamento entre os

técnicos de campo da Coamo e

os técnicos bancários da Credicoamo,

trabalhando de forma

complementar e beneficiando o

associado. Mas isto não é a realidade

do País, nem de muitas regiões

do nosso Estado.

RC: Deixe sua mensagem para a

Coamo e Credicoamo.

Carmem: Já disse isto uma vez e

repito: trabalhar com os profissionais

da Credicoamo e da Coamo

é trabalhar num mundo ideal. E

aqui incluo os profissionais da Via

Sollus Corretora de Seguros, que

complementam o trabalho e a

prestação de serviços da Coamo

e da Credicoamo. Este mundo

ideal não é um mundo perfeito.

Tem falhas, tem problemas, tem

desafios, tem dias que dá vontade

de chorar, mas tem respeito

à vida à família e ao homem do

campo. Respeito ao coletivo. Tem

busca pelo aperfeiçoamento e

pelo que é justo e não apenas o

que é legal. Tem investimento na

comunicação visando à informação

rápida e transparente a quem

merece toda nossa dedicação: o

brasileiro que produz!

Abril/2019 REVISTA 11


ALIMENTOS COAMO

Coamo participa da

MERCOSUPER 2019

Grande número de clientes visitou o

estande da Coamo nos três dias da feira

Os Alimentos Coamo por

meio das marcas Coamo,

Primê, Anniela e

Sollus, participou mais uma vez

da Mercosuper, entre os dias 9 e

11 de abril. O evento reuniu empresas

de todo Brasil para apresentar

novidades, promover debates

e expandir os negócios. Ao

todo foram 300 expositores, três

palestras magnas e mais de 40

palestras, oficinas e workshops e

reuniu cerca de 45 mil varejistas

de todo o Estado para a concre-

tização de aproximadamente R$

540 milhões em negócios. A feira

cresceu 200% nos últimos quatro

anos e se consolidou como um

dos maiores e mais importantes

eventos supermercadistas do

país. Segundo o presidente da

Apras, Pedro Joanir Zonta, todos

os empresários estão comprometidos

e engajados para o sucesso

da feira.

A Coamo expositora tradicional

do evento, recepcionou

em seu estante, nos três dias de

feira, um número significativo de

clientes. “Durante a Mercosuper

a equipe de funcionários da Coamo

pode agradecer a parceria

que a cada ano está crescendo,

bem como demonstrou as novidades

que estão por vir e os

investimentos que estão sendo

feitos para que os Alimentos Coamo

se mantenham como um fornecedor

estratégico dos clientes.

A receptividade das conversas,

feitas com transparência e comprometimento,

impactou positi-

12 REVISTA

Abril/2019


ALIMENTOS COAMO

vamente o relacionamento entre

a Coamo e seus clientes”, afirma

o superintendente Comercial da

Coamo, Alcir José Goldoni.

Goldoni ainda ressalta

que a Coamo tem alimentos

de qualidade para apresentar.

“Os Alimentos Coamo são diferenciados

pela sua origem, que

vem dos campos dos associados,

donos da cooperativa. Eles produzem

alimentos com responsabilidade

e qualidade. Quando

você sabe da onde vem a matéria-prima

do alimento que se

está industrializando é possível

assegurar a segurança deste

produto para o consumidor final.

Essa qualidade começa nos

campos com o uso de sementes

de qualidade e certificadas e

está em todas as demais etapas

do processo de transporte e industrialização.”

Durante a Mercosuper os

Alimentos Coamo confirmaram

a renovação para 2019 e 2020

do uso de imagem da Ana Maria

Braga como a personalidade

dos Alimentos Coamo. O superintendente

Comercial da Coamo

ressalta que, “Nesse último

ano a repercussão da mensagem

sobre qualidade e sabor com

economia foi fortalecida com a

presença da Ana Maria Braga,

nos meios de comunicação e nos

pontos de vendas, e o resultado

foi além das expectativas. Para

esse novo projeto estamos preparando

novidades que tornarão

os Alimentos Coamo ainda mais

diferenciados e surpreenderão

clientes e consumidores.”

De acordo com o presidente

da Coamo, José Aroldo

Gallassini, a Coamo participa

há muitos anos da Mercosuper

expondo os produtos industrializados

oriundos da matéria prima

do seu quadro social. “Este

é um evento que participamos

com grande satisfação. Sempre

procuramos mostrar aos nossos

parceiros a qualidade dos nossos

produtos. É a produção dos

associados da Coamo transformada

em alimento seguro. E

para atender a demanda que

temos, estamos construindo em

Dourados/MS, duas indústrias

de produtos originados da soja,

que nos permitirá duplicar a

produção de óleo refinado, gordura

vegetal e de margarinas”,

enfatiza Gallassini.

Equipe da Coamo presente na feira

Abril/2019 REVISTA 13


COPA COAMO

Associado Ivandir Antônio Benso, o popular Chico

Benso, com os filhos Felipe e Guilherme, integram

a equipe, atual campeã, de Coronel Vivida (PR)

Saem as botinas,

entram as chuteiras

14 REVISTA

Abril/2019


COPA COAMO

MAIOR EVENTO ESPORTIVO RURAL DO BRASIL, A COPA COAMO REÚNE COOPERADOS

PARA UM DIA DE ESPORTE E LAZER. EVENTO CHEGA A 15ª EDIÇÃO EM 2019

Especialistas no campo da

produção agrícola, a cada

dois anos os cooperados

da Coamo aliam o trabalho do

dia a dia nas propriedades, com

a participação no maior projeto

de esporte, lazer e integração da

cooperativa: A Copa Coamo de

Cooperados Futebol Suíço.

Iniciado em 1993 e realizado

a cada dois anos, o evento

é o maior do setor esportivo

rural do mundo que se tenha

notícia, envolvendo a participação

de cerca de 500 equipes

de futebol suíço de todas

as regiões da Coamo nos Estados

do Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul.

A Copa Coamo desperta

emoção e integração e reforça

a filosofia da cooperação, cumprindo

muito bem o seu papel

de socialização e lazer. “É um dia

de falar de tudo, menos de soja,

milho, trigo e comercialização. É

dia de diversão e distração”, afirma

o presidente da Coamo, José

Aroldo Gallassini, sempre presente

nos dias de realização do

evento.

Assim como ocorre no

trabalho diário dentro das propriedades,

onde os cooperados

buscam o melhor desempenho

das lavouras e, consequentemente,

mais rentabilidade, na Copa

Coamo eles valorizam acima de

tudo a participação na competição,

mas sem deixar de lado o

espírito competitivo. As equipes

são formadas quase sempre em

Família Benso conta com estrutura de treinamento e campo de futebol na propriedade onde sempre reúne os amigos

comunidades rurais e em alguns

casos por famílias associadas à

cooperativa que, muitas vezes, se

preparam por um longo período

antes da participação nos jogos,

treinando semanalmente antes

do evento com o intuito de fazer

bonito em campo.

Campeões da fase final

na última edição em 2017, a equipe

Caçador/Linha Torteli/Alto Pinhal,

que reúne mais de uma comunidade

em Coronel Vivida, no

Sudoeste do Paraná, é uma das

muitas que vem se preparando

para o evento deste ano. Um dos

grandes incentivadores do time

é o cooperado Ivandir Antônio

Benso, o popular "Chico Benso",

produtor de leite e soja naquela

região e que faz questão de participar

da festa do cooperativismo.

“´Para mim é uma alegria imensa,

pois participei de todas edições,

desde 1993 até a última em 2017,

e não vou ficar de fora dessa”, diz

ele, revelando a ansiedade pela

espera da Copa. “Quando encer-

Equipe de Coronel Vivida está realizando treinamento visando a disputa da regional no dia 18 de maio

Abril/2019 REVISTA 15


COPA COAMO

NÚMEROS CONSOLIDAM O ESPÍRITO ESPORTIVO, O ORGULHO E O ENTUSIASMO

DA FAMÍLIA COAMO, QUE VALORIZA ESTE GRANDE PROJETO DE ESPORTE E LAZER

ra uma, já não vemos a hora de ter outra. Esperamos

com ansiedade porque sabemos que em breve teremos

outra Copa Coamo para nossa alegria e dos familiares”,

diz o cooperado, que é gaúcho de Tenente

Portela, no Noroeste Riograndense, e sempre foi um

desportista nato. Gosta tanto de futebol e do projeto

realizado pela Coamo, que fez um alto investimento

para construir no sítio, bem ao lado da residência da

família, uma invejável estrutura composta por campo

de futebol suíço com iluminação, irrigação automatizada,

alambrados, vestiários confortáveis e até materiais

de treinamento, como uma barreira estática utilizada

para cobrança de faltas, que ele mesmo mandou

construir. No local, Chico Benso recebe semanalmente

os amigos, familiares e equipes adversárias para o

desfrute de momentos de lazer, que servem também

para o treinamento da equipe, detentora inclusive de

vários títulos de campeonatos municipais realizados

na região.

Para o cooperado, estar na Copa Coamo é

sempre motivo de alegria. No entanto, ele não esconde

a vontade de ganhar. “A participação é sempre

motivadora, mas é claro que também queremos

ganhar, até pelo fato da conquista da fase regional

garantir o direito de estar na final, em Campo Mourão.

Contudo, na final o mais é importante poder envolver

a família, estar com os amigos neste grande

evento preparado com muita dedicação e organização

para nós associados”, declara Benso, orgulhoso

pela oportunidade também de poder jogar ao lado

dos filhos Felipe, que já participou das últimas três

Atletas da equipe de Coronel Vivida reunidos para um dos treinos

edições, e o Guilherme, o caçula, que vai disputar a

Copa pela primeira vez ao lado do pai e do irmão.

“Emancipei o Guilherme não só para jogar a Copa,

mas para já seguir no cooperativismo. Eles me ajudam

aqui na atividade e até mais dentro de campo”,

brinca Chico.

Felipe, o filho mais velho, foi autor do gol de

empate em 1 a 1, que levou a equipe para as penalidades

e a conquista do título geral na fase final, em 2017.

Ciente da importância do projeto, ele também valoriza

a oportunidade de participar. “É uma grande satisfação

poder trabalhar e jogar futebol, especialmente na

Copa Coamo, ao lado da minha família”, confessa.

Já Guilherme, que vai debutar na competição,

se mostra mais ansioso com a proximidade do

evento. “Sempre quis estar junto e este ano chegou

a minha vez. Vai ser ótimo poder jogar a Copa Coamo

e participar da cooperativa junto com meu pai e

irmão”, comemora.

Campo de futebol na propriedade da família Benso

Estrutura conta com vestiários confortáveis para os atletas da casa e visitantes

16 REVISTA

Abril/2019


COPA COAMO

Volmir Marin, cooperado em São Domingos

(SC) coleciona várias premiações da Copa

Coamo pela equipe Nova Arvorezinha

Tradição em campo

Outra tradicional equipe integrante da

Copa Coamo é formada na comunidade Nova Arvorezinha,

em São Domingos, Santa Catarina. Levando

o nome da comunidade, o time é impulsionado

pelo cooperado Volmir Luiz Fornari Marin, um

folclórico agricultor da região, amante do futebol

e das coisas do campo, e participante assíduo do

cooperativismo. Jogador no passado, hoje com

orgulho ele é dirigente da equipe que surgiu no

início da década de 1980, onde atuava nas competições

da cidade e nas peladas da semana. “Desde

aquela época temos o hábito de nos reunir todas as

quartas-feiras na comunidade para bater uma bolinha

e aproveitar para treinar para a Copa Coamo”,

conta Marin, informando que o Nova Arvorezinha

também esteve em todas as edições do evento,

desde o primeiro ano em 1993. “Fomos para a final

logo na primeira edição, mas perdemos”, revela o

cooperado. “Mas estivemos já em sete finais da regional

aqui em São Domingos, sendo campeão em

três delas”, completa ele, expondo com satisfação

os troféus conquistados pela equipe nas regionais

disputadas em São Domingos.

Mais que uma competição esportiva, a Copa

Coamo, segundo Volmir Marin representa uma grande

integração entre cooperados, familiares e funcionários

da cooperativa, caracterizando um momento

de pura união entre os participantes. “Um momento

Abril/2019 REVISTA 17


COPA COAMO

A CADA DOIS ANOS A CENA SE REPETE: ASSOCIADOS DA COAMO ENTRAM EM

CAMPO PARA MOSTRAR SEU TALENTO E PROMOVER UMA GRANDE INTEGRAÇÃO

Volmir Marin atua como dirigente motivador da equipe de São Domingos (SC)

único, onde podemos todos nos encontrar e trocar

ideias. Este projeto une os associados, as famílias e

a cooperativa como um todo”, comenta o dirigente,

que tem o filho Renato como braço direito nas atividades

do sítio e no campo de futebol. “Eu participo

desde 2003, e assim como meu pai e meu avô que

fazem parte desde a primeira edição, para mim é

uma honra poder jogar a Copa Coamo e fazer parte

desta festa do cooperativismo. Ficamos esperando

chegar este momento, onde encontramos os amigos

e confraternizamos com nossas famílias e a comunidade

toda”, acrescenta Renato Marin. “Somos

tricampeões aqui da regional e estamos nos preparando

para mais um título”, prevê o cooperado,

registrando a grande participação das famílias. “Assim

como a gente que joga, nossas esposas e filhos

também chegam cedo, levam o chimarrão e fazem

uma grande festa na torcida por nós que estamos

em campo”, lembra.

Aos 61 anos de idade, o também cooperado

Olinto Francisco Heneriche, contribui na organização

da equipe Nova Arvorezinha e enaltece a competição

e o espírito de cooperação aflorado pelo

evento. “É uma oportunidade que temos de levar a

família, esposa e filhos, num ambiente muito gostoso

onde encontramos os amigos. Por isso, criamos

tanta expectativa de participar e nos divertir a cada

edição do evento. É uma grande festa que valorizamos

muito”, conclui.

Atletas da comunidade Nova Arvorezinha em

uma noite de preparação para a Copa Coamo

18 REVISTA

Abril/2019


COPA COAMO

A primeira vez

Associados de Itaporã (MS) farão

a estreia na Copa Coamo

Entre os mais de 120 entrepostos

da Coamo, a unidade

de Itaporã, localizada na região

de Dourados, no Sudoeste do

Mato Grosso do Sul é a mais nova

unidade a entrar em atividade na

área de ação da cooperativa e,

também, terá representante na

Copa Coamo 2019.

Como não poderia ser diferente,

expectativa e ansiedade

é o que não faltam para a equipe,

capitaneada pelo cooperado

André Carlos Secretti, que assim

como todo time, vai participar do

evento pela primeira vez, representando

o município de Itaporã.

“Estamos com muita expectativa

e queremos fazer uma grande

apresentação, pois vamos representar

a nossa unidade e nossa

cidade”, argumenta o cooperado,

imaginando como será fazer parte

da Copa, que até então ele só

Abril/2019 REVISTA 19


COPA COAMO

REGIONAIS DA COPA COAMO SERÃO REALIZADAS NO PARANÁ, SANTA CATARINA E

MATO GROSSO DO SUL, DE ONDE SAIRÃO OS 33 CAMPEÕES PARA A FINAL EM JULHO

ouvia falar. “Vejo que é uma grande

oportunidade de conhecer

novas pessoas, fazer amizade e

agregar conhecimento. Estamos

muito ansiosos para que chegue

logo o dia”, afirma André, que tem

o apoio da esposa Sara Donadon

Secretti para disputa da primeira

Copa Coamo da sua vida. “Estamos

sempre acompanhando e

pelo que sabemos da Copa Coamo

é uma integração muito grande.

Isso é muito bom para nós, já

que vamos em busca de novas

amizades e confraternização. Será

um dia de comemoração e agradecimento”,

completa Sara.

Integrante da equipe, o

cooperado Beno Liebich há tempos

não entrava num campo de

futebol mas, acabou sendo convencido

a compor o elenco e

mesmo diante da falta de ritmo

diz que vai se esforçar para ajudar

o time dentro de campo e

participar da festa fora dele. “O

importante é participar e nos divertir.

Com certeza vamos entrar

Equipe de Itaporã (MS) vem treinando e aguarda com expectativa pelo evento esportivo

para história porque seremos a

primeira equipe de Itaporã a participar

do evento. Estamos treinando

duas vezes por semana e

aos poucos vamos melhorando

nosso entrosamento dentro e

fora do campo”, enfatiza.

Equipe posa para foto antes de um jogo treino e ao lado com familiares que acompanham e motivam os atletas/associados na disputa da Copa Coamo

20 REVISTA

Abril/2019


COPA COAMO

Copa Coamo está na 15ª edição

A Copa Coamo é uma grande festa do cooperativismo

e da família Coamo. É um evento que integra

e fortalece os laços de amizade e orgulho da família

cooperativista nos campos do Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul. Os números da Copa Coamo consolidam

a alegria, o espírito esportivo, o orgulho e o

entusiasmo da família Coamo, que valoriza este grande

projeto de esporte e lazer. O evento é preparado

e organizado com muito empenho, amor e dedicação

pelos funcionários voluntários em prol do lazer, entretenimento

e satisfação da família cooperada.

Tudo começou em 1993 quando uma equipe

encabeçada pelo coordenador geral da Copa

Coamo, Paulo Gilmar Fuzeto, foi incumbida de criar

um projeto de lazer para os cooperados. Ele conta

que um torneio de futebol suíço entre os associados

agradaria a todos e que a competição foi moldada

seguindo o exemplo dos jogos realizados entre funcionários

(JIU). O formato é o mesmo seguido até

hoje. “Na primeira Copa Coamo projetamos em tor-

no de 200 times, o que já era um projeto bastante

arrojado se comparado aos torneios de outras cooperativas

na época. Para nossa surpresa se inscreveram

389 equipes. Foi um sucesso total e os cooperados

gostaram da ideia, assim como os funcionários

e diretoria da Coamo que, desde então, não medem

esforços para a realização do evento”, diz Fuzeto.

A Copa Coamo é realizada a cada dois anos,

sempre em números ímpares. Porém, nos três primeiros

anos, 1993, 1994 e 1995, foi realizada anualmente,

sendo que em 1995 houve recorde de inscrição

com 541 times. “Como todos os eventos que

fazemos, há uma grande cobrança de nós mesmos

para que seja cada vez melhor. Acabou ficando complicado

a realização todos os anos, já que também

temos os jogos dos funcionários. Diante disso, ficou

decidido que a Copa Coamo seria realizada a cada

dois anos, em anos ímpares para não coincidir com

a Copa do Mundo e nem com os Jogos Olímpicos.”

Conforme o coordenador, a Copa Coamo tem cum-

CAMPÕES DAS 14 EDIÇÕES DA COPA COAMO

Jogos movimentam atletas e torcidas

ANO CAMPEÃO

1993 Sambatti (Campo Mourão)

1994 Grêmio Caçador (Coronel Vivida)

1995 Flamengo (Manoel Ribas)

1997 Rio do Meio (Pitanga)

1999 Bela Vista (Campo Mourão)

2001 Fantin (Mamborê)

2003 Fantin (Mamborê)

2005 Boa Esperança (Toledo)

2007 Xiqueirinho (Araruna)

2009 Joia do Oeste (Nova Santa Rosa)

2011 Amigos do Darce (Cândido de Abreu)

2013 UTI (Pitanga)

2015 Araucária (Mangueirinha)

2017 Caçador/Linha Tortelli/Alto Pinhal, de Coronel Vivida

Abril/2019 REVISTA 21


COPA COAMO

COPA COAMO VISA A INTEGRAÇÃO DOS COOPERADOS NAS ATIVIDADES DA COOPERATIVA

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA DE PARTICIPANTE NA SOCIEDADE COOPERATIVISTA

Cerimonial de abertura da Copa Coamo com associados e diretoria da cooperativa

prido o objetivo e a cada nova

edição há uma evolução na parte

de organização e técnica das

equipes. “Disciplina é um ponto

forte da Copa Coamo. Os cooperados

e dirigentes participam

com o objetivo de integração do

quadro social e da família com

funcionários e diretoria da Coamo.

Os cooperados se divertem,

sempre respeitando os regulamentos

e os adversários. É uma

disputa sadia”, frisa Fuzeto.

Final será no dia 27 de julho

Considerado o maior

evento esportivo rural do país, a

15ª edição da Copa Coamo começou

com jogos na Regional

Vale do Ivaí, reunindo associados

nas etapas de Engenheiro Beltrão,

Fênix, São João do Ivaí, Ivaiporã e

Faxinal, além de familiares e comunidade.

As fases regionais serão

realizadas de 27 de abril a 06

de julho compreendendo 33 etapas

que irão classificar os 33 campeões

para participar no dia 27

de julho da grande final da Copa

Coamo, em Campo Mourão.

Receber o troféu de campeão da Copa Coamo é o ponto alto da competição. Momento é festejado por jogadores, familiares e a comunidade que fica na torcida

22 REVISTA

Abril/2019


COPA COAMO

Conforme disposto no artigo 5º

do Regulamento Geral da Copa Coamo,

poderá participar do evento somente o

cooperado com cadastro ativo na Coamo

até 29 de março de 2019 e só pode

integrar uma equipe e participar da Unidade

onde estiver cadastrado (local de

acerto) até 31/12/2018.

Cada equipe deverá inscrever no

mínimo dez atletas e no máximo 12 atletas,

e inscrever também um técnico e um

dirigente responsável. Durante o jogo

cada equipe deverá manter no mínimo

três atletas nascidos até 31/12/1976.

A Copa Coamo visa a integração

dos cooperados nas atividades da Coamo

despertando a consciência de participante

na sociedade cooperativista. Bem como, a

ampliação da sua inserção social e a confraternização

com a família Coamo.

“A Copa Coamo é um grande

evento, um grande projeto de esporte

e lazer criado em 1993 e mantido ao

longo desses anos com muito sucesso.

Em 2017 chegamos a 14ª edição, com a

prática de uma atividade esportiva saudável

e organizada, proporcionando

momentos de lazer e descontração entre

os cooperados e familiares, sendo

um jeito gostoso de viver o cooperativismo”,

explica o presidente de honra

da Copa Coamo e presidente da Coamo,

José Aroldo Gallassini.

O presidente da Comissão

Central Organizadora (CCO) da Copa

Coamo, Marcelo Sumiya, informa que é

grande a expectativa com relação a 15ª

edição do maior evento rural esportivo

do Brasil Rural. “Tudo está sendo preparado

com muito esmero e dedicação

para que a Copa Coamo deste ano repita

o sucesso da integração das edições

anteriores. A expectativa é reunir

mais de 30 mil pessoas entre associados

– atletas e dirigentes, familiares e

também a comunidade participantes

nas 33 regionais.”

CALENDÁRIO 2019

2ª Regional: Sul/Centro-Sul Data da realização: 18/05

Data de inscrição: 30/04

Data do Congresso Técnico: 07, 08 e 09/05

Sul: Mangueirinha/Palmas, Coronel Vivida/Honório Serpa/Vista Alegre,

Abelardo Luz/Ouro Verde/Xanxerê e São Domingos/Ipuaçu

Centro-Sul: Candói/Pinhão/Guarapuava e Cantagalo/Goioxim

3ª Regional: Oeste Data da realização: 25/05

Data de inscrição: 07/05

Data do Congresso Técnico: 14,15 e 16/05

Toledo/Dez de Maio/Dois Irmãos, São Pedro Iguaçu/Ouro Verde do Oeste, Tupãssi/

Bragantina/Brasilândia do Sul/Paulistânia, Vila Nova/Nova Santa Rosa, Goioerê/

Rancho Alegre do Oeste/Quarto Centenário/Moreira Sales/Mariluz e Juranda

4ª Regional: Mato Grosso do Sul Data da realização: 08/06

Data de inscrição: 21/05

Data do Congresso Técnico: 29 e 30/05

Caarapó/Amambai/Dourados/Itaporã e Laguna Carapã/Aral Moreira/ Maracaju/Sidrolândia

5ª Regional: Centro-Oeste Data da realização: 15/06

Data de inscrição: 28/05

Data do Congresso Técnico: 04,05 e 06/06

Mamborê, Boa Esperança/Janiópolis, Altamira do Paraná, Roncador e Iretama

6ª Regional: Centro Data da realização: 29/06

Data de inscrição: 11/06

Data do Congresso Técnico: 17,18 e 19/06

Pitanga, Manoel Ribas, Cândido de Abreu/Reserva, Boa Ventura de São Roque e

Palmital/Santa Maria do Oeste

7ª Regional: Sede Data da realização: 06/07

Data de inscrição: 18/06

Data do Congresso Técnico: 25 e 26/06

Campo Mourão/Farol, Peabiru, Luiziana/Corumbataí do Sul e Araruna

Fase Final: Campo Mourão Data da realização: 27/07

Data do Congresso Técnico: 11/07

Abril/2019 REVISTA 23


AGRICULTURA DE PRECISÃO

Produção uniformizada

Agricultura de Precisão

é um diferencial

para o associado que

busca aumento na

produtividade e redução

de custo para a correção e

conservação do solo

O

manejo criterioso e a

utilização de tecnologias

avançadas foram

o ponto chave da safra de verão

2018/2019. Finalizada esta etapa

e com os dados computados,

essa afirmação se tornou ainda

mais verdadeira, uma vez que, o

clima não foi um bom aliado do

produtor rural. Seja no Paraná,

Santa Catarina ou Mato Grosso

do Sul, a falta de chuva causou

queda na produtividade. Contudo,

o cooperado que seguiu as

recomendações técnicas, sentiu

o valor do investimento e teve

perdas menos significantes.

Uma importante ferramenta

neste processo é a agricultura de

precisão. A reportagem da Revista

Coamo ouviu relatos de associados

que adotaram a tecnologia e

obtiveram bons resultados, quando

comparado com áreas sem a

agricultura de precisão e com as

mesmas condições climáticas.

Em Mangueirinha (Sudoeste

do Paraná), os associados

Ildo e Jones Maldaner, pai

e filho, encerraram a colheita da

soja no início de abril. Eles fizeram

a agricultura de precisão na

propriedade há três anos e desde

então viram a produtividade

aumentar entre dez e 15 sacas

por alqueire. “É uma ferramenta

importante para quem quer alcançar

altas produtividades. Fizemos

todos os corretivos necessários

e vamos repetir a agricultura

de precisão para ver como o solo

suportou a essas duas safras, e

fazer novamente as correções,

caso seja necessário”, diz Jones.

Ele revela que a média na

propriedade era de 140 a 150 sacas

por alqueire e que houve um

aumento considerável, passando

de 200 sacas em alguns talhões.

24 REVISTA

Abril/2019


AGRICULTURA DE PRECISÃO

Ildo e Jones Maldaner, pai e filho, encerraram a colheita da soja no início de abril em

Mangueirinha (PR). Resultados comprovaram eficiência da agricultura de precisão no campo

“São vários os fatores que podem

influenciar na safra. A escolha da

cultivar, época de plantio e, principalmente,

o clima. Mas, quando

temos um solo fértil e bem corrigido

notamos que a lavoura fica

mais uniforme e suporta por mais

tempo a falta de chuva.”

Maldaner conta que antes

de fazer a agricultura de precisão

pensou em fazer aplicação fixa

de calcário, imaginando que poderia

ter um custo menor. Contudo,

as amostras coletadas e

analisadas mostraram que o solo

precisava de menos calcário do

que se imaginava. “Ficou comprovado

que podemos economizar

para fazer a correção e ainda

aumentar a produtividade.”

O engenheiro agrônomo

José Ricardo Pedron Romani, da

Coamo em Mangueirinha, ressalta

que a fertilidade do solo deve

ser o início de tudo, quando se

trata da agricultura. “O associado

precisa, cada vez mais, conhecer

a sua área e corrigir as deficiências.

Essa análise é mais eficiente

com a agricultura de precisão. É

uma tecnologia que deve fazer

parte do planejamento da safra

para que o associado possa alcançar

todo o potencial produtivo

da lavoura.”

Irmãos Selvino e Jandir Bevilaqua,

de Ipuaçu (SC), colheram a primeira

safra após a agricultura de precisão e

sentiram diferença na produtividade

Bom para a soja

e para o milho

Os irmãos Selvino e Jandir

Bevilaqua, de Ipuaçu (SC),

colheram a primeira safra após

a agricultura de precisão. “Até

pouco tempo atrás não pensava

em fazer esse trabalho na área.

Porém, no ano passado resolvi

apostar e a diferença foi muito

grande. Já no primeiro ano, praticamente

tirei o investimento”,

comenta Selvino.

A média na área com

agricultura de precisão ficou em

80 sacas por hectare enquanto

que na outra sem a tecnologia, a

média foi de 63 sacas por hectare.

“É uma diferença considerável. As

duas áreas são divididas apenas

por uma estrada. As lavouras cres-

Abril/2019 REVISTA 25


AGRICULTURA DE PRECISÃO

AGRICULTURA DE PRECISÃO É UMA FERRAMENTA QUE DEVE SER ALIADA À OUTRAS

JÁ ADOTADAS NO CAMPO QUE VISAM UM AJUSTE FINO NA ATIVIDADE AGRÍCOLA

Há cerca de três anos,

Gilberto Kiyoharu Nishioka, associado

da Coamo em Dourados

(MS), realizou a agricultura

de precisão em parte da área

de cultivo. Ele conta que a área

ficava sempre com produtividaceram

com as mesmas condições

climáticas, ficando 18 dias sem

chuva e desde o desenvolvimento

era visível a diferença, com as

plantas mais uniformes”, assinala.

O cooperado planta uma

área de 63 hectares e a agricultura

de precisão foi realizada em 46

hectares. Ele conta que a ideia é

completar a área com a tecnologia

ainda neste ano. “É um investimento

que vale a pena. Ainda tem

a questão de redução de custo já

que para fazer a correção do solo

foi utilizada a quantidade certa de

produtos”, destaca Selvino.

Jandir notou a diferença

da produtividade no milho de verão.

A produtividade média ficou

em 245 sacas por hectare, somando

cerca de 60 sacas a mais

do que em áreas sem a agricultura

de precisão. “As plantas responderam

muito bem ao investimento.

Em um ano como esse,

Selvino e Jandir Bevilaqua fizeram a

agricultura de precisão em parte da

área e já planejam concluir o trabalho

em toda a propriedade

em que o clima não contribuiu,

comprovamos que vale a pena

seguir as recomendações e utilizar

boa tecnologia na condução

da lavoura”, assinala o associado.

De acordo com o engenheiro

agrônomo Júlio Cesar Lunardelli

Trevisan, da Coamo em

Ipuaçu, a agricultura de precisão

foi um diferencial nas lavouras

dos irmãos Selvino e Jandir Bevilaqua.

“Foram realizadas as correções

necessárias e as plantas

suportaram bem as condições

adversas do clima. Foram vários

os casos de queda na produtividade

e eles [Selvino e Jandir]

tiveram incremento de até 20

sacas quando comparado à lavouras

vizinhas. Isso comprova a

eficiência da agricultura de precisão”,

comenta.

Associado Gilberto Kiyoharu Nishioka analisa os

dados levantados com a agricultura de precisão

ao lado do engenheiro agrônomo Marcelo

Cordeiro de Abreu, da Coamo em Dourados

Sistema otimizado

26 REVISTA

Abril/2019


AGRICULTURA DE PRECISÃO

des médias abaixo do restante

da propriedade e o trabalho foi

para uniformizar. “No primeiro

ano houve um aumento de três

sacas por hectare e a cada safra

sentimos uma melhora”, ressalta.

A produtividade média

de soja na propriedade foi de

49,5 sacas por hectare. De acordo

com ele, um número bom

em comparação a áreas vizinhas

e levando em conta as condições

climáticas. “Foram dois períodos

longos de estiagem que

afetaram as lavouras. As plantas

suportaram melhor ao estresse

hídrico em comparação as áreas

sem agricultura de precisão”, diz

Nishioka.

O associado revela que

pretende expandir a agricultura

de precisão para toda a área

com o objetivo de elevar a produtividade

e, também, de reduzir

custos com a correção do solo.

“Com a agricultura de precisão

utilizamos somente os corretivos

necessários. Isso gera uma grande

economia”, diz.

Além da agricultura de

precisão, Nishioka utiliza outras

tecnologias e sistemas como, por

exemplo, o consórcio de brachiária

na segunda safra de milho, e

controle de pragas e doenças.

“Seguimos as recomendações

técnicas da Coamo e da pesquisa

visando lavouras mais produtivas.

A agricultura de precisão é

uma importante ferramenta nesse

processo de evolução.”

O engenheiro agrônomo

Marcelo Cordeiro de Abreu, da

Coamo em Dourados, destaca

que agricultura de precisão vem

ajudando a aumentar a produtividade

e a diminuir custos nas

"Com a agricultura de precisão utilizamos

somente os corretivos necessários. Isso gera uma

grande economia." Gilberto Kiyoharu Nishioka,

associado da Coamo em Dourados (MS)

propriedades. “Em um ano como

esse, em que o clima não contribuiu,

fica mais evidente a importância

da tecnologia para o sistema

produtivo. Na primeira safra

após a agricultura de precisão já

houve um incremento na produtividade

e isso mostra a eficiência

do serviço disponibilizado pela

Coamo com o objetivo de aumentar

a produção e a renda dos

associados.”

Abril/2019 REVISTA 27


Saiba mais em microessentials.com.br

COLHA OS MELHORES

RESULTADOS COM

MICROESSENTIALS ® .

Produzido com a exclusiva tecnologia Fusion®, MicroEssentials®

reúne em um só grânulo uniforme todos os nutrientes que sua safra

precisa durante todo o período de cultivo.

+ 8 5 ,

sc/ha*

Fósforo

Nitrogênio

Dois tipos

de enxofre

* Média de incremento de produtividade na cultura

de milho verão obtida de 2005 a 2018 em 171

campos dos estados de RS, SC, PR, SP e MG,

com a utilização do produto MicroEssentials ® .

Conheça a história de alguns dos produtores

rurais mais tecnificados do país.

mosaicnossasraizes.com.br


CANDÓI E GUARAPUAVA

Unidades vintenárias

Coamo está comemorando 20 anos de instalação em Candói e Guarapuava, Centro-Sul do

Paraná. Associados celebram a data e a evolução alcançada por meio do cooperativismo

Sebastião Pinheiro é o associado mais antigo da Coamo em Candói. Ele é o patriarca de uma família que tem a união e o cooperativismo como filosofia de vida

Desde a sua fundação, há 48 anos, a Coamo

sempre teve como objetivo ficar mais próxima

dos associados. Com esse propósito, há

20 anos a cooperativa chegou a Guarapuava e Candói

(Centro-Sul do Paraná). A instalação foi por meio

de uma parceria com a então Cooperativa Agropecuária

Mista de Guarapuava (Coamig). A parceria,

em forma de arrendamento, ampliou a presença da

Coamo na região Centro-Sul do Paraná, beneficiando

antigos cooperados, que se deslocavam por vários

quilômetros para entregar a produção.

Aos 76 anos de idade, ‘seo’ Sebastião Pinheiro

é o patriarca de uma família que tem a união

e o cooperativismo como filosofia de vida. Ele é o

associado mais antigo da Coamo em Candói. A história

dele com a cooperativa começou bem antes

da chegada no município, já que era sócio em Mangueirinha

(Sudoeste do Paraná).

‘Seo’ Sebastião tem quatro filhos associados

– Jair, Jandir, Jailso e Giovani. Também fazem parte

do quadro social a neta Tâmara, e Antônio Moreira

Alves, casado com outra neta dele. O envolvimento

da família com a Coamo é grande e os filhos Jair e

Jandir são membros do Comitê Educativo no entreposto

em Candói.

Catarinense de Abelardo Luz (Oeste de Santa

Catarina), ‘seo’ Sebastião lembra que a Coamo

ajudou a mudar a realidade do município, trazendo

novas tecnologias que ajudaram a melhorar a produção

e, consequentemente, a renda dos cooperados.

Ele recorda que a esposa Terezinha fez até promessa

para que a Coamo se instalasse em Candói.

Abril/2019 REVISTA 29


CANDÓI E GUARAPUAVA

DESDE A SUA FUNDAÇÃO, HÁ 48 ANOS, A COAMO SEMPRE TEVE COMO OBJETIVO FICAR MAIS

PRÓXIMA DOS ASSOCIADOS PARA ENTREGA DE INSUMOS E RECEBIMENTO DA PRODUÇÃO

Vista aérea da Coamo em Candói

“Era tudo mais difícil. A gente entregava nossa produção

em Mangueirinha [distante 80 quilômetros],

num trajeto longo e de estradas ruins. Hoje ficou

tudo mais fácil, melhorou tudo.”

‘Seo’ Sebastião destaca vários benefícios de

ser associado à Coamo, entre eles as sobras distribuídas

ao final de cada ano e a segurança proporcionada

pela cooperativa. “É um retorno importante

que faz a alegria de quem recebe. Entregamos toda

nossa produção na Coamo porque sabemos da segurança

e solidez da cooperativa”, assinala.

Imagem antiga da colheita de trigo na propriedade da família Pinheiro

A família cultiva em torno de 150 alqueires

na comunidade Linha Arroio dos Índios, no município

de Foz do Jordão. Todos trabalham integralmente

com a cooperativa. Jair Antonio Pinheiro é

um dos filhos do ‘seo’ Sebastião e um grande entusiasta

para a instalação da Coamo em Candói. Ele

recorda que participava em Mangueirinha de todas

as Reuniões de Campo com a diretoria e sempre reivindicava

uma unidade no município. “Quando o Dr.

Aroldo abria para pergunta, a gente já se levantava

e pedia para que a Coamo se instalasse em Candói.

A cooperativa no município foi um sonho realizado

e muitos foram os avanços nesses últimos 20 anos”,

pondera.

O associado comenta que a chegada da

Coamo ajudou no desenvolvimento da agropecuária

na região. Ele cita como exemplo a produtividade

de soja que na época não passava de

110 sacas e hoje tem casos que ultrapassam as

200 sacas. “A cooperativa trouxe tecnologias que

ajudaram essa evolução. Assim como a Coamo,

nossa família cresceu e evoluiu num trabalho de

união e esforços. Temos muito o que comemorar

nesses anos de parceria.”

30 REVISTA

Abril/2019


CANDÓI E GUARAPUAVA

Duas décadas de evolução

A Coamo implantou no município a

sua filosofia de trabalho, ampliando as instalações,

assistência técnica de qualidade, com

agrônomos treinados e colocando à disposição

dos cooperados instrumentos adequados,

como financiamento das lavouras, insumos de

qualidade, as quais tem como objetivo melhorar

a renda e, consequentemente, a melhoria

da qualidade de vida das famílias cooperadas.

Nessas duas décadas, a cooperativa

sempre investiu em melhorias nas estruturas

físicas, visando o melhor atendimento aos associados

no recebimento da produção e entrega

de insumos agrícolas. Prova disso, que

em dezembro de 2012, foi inaugurado um moderno,

amplo e completo escritório administrativo,

e armazém de insumos na entrada da

cidade. A estrutura anterior, às margens da BR

277, continuou funcionando como unidade de

recebimento de produtos e fornecimento de

insumos. Os cooperados contam ainda com a

unidade de recebimento na comunidade Napoleão,

no trevo de acesso a Goioxim.

O cooperado Sérgio Alves Teixeira

é um dos beneficiados com a chegada da

Coamo em Guarapuava. Até então, ele era

associado em Cândido de Abreu (Centro-

-Norte do Paraná). “A Coamo veio para fortalecer

a agropecuária na região, oferecendo

assistência técnica, insumos, máquinas

e implementos agrícolas, além de peças.

Com a cooperativa, passamos a ter acesso

a várias tecnologias que ajudaram a incre-

Associado Sérgio Alves Teixeira é um dos beneficiados com a chegada da Coamo em Guarapuava

mentar a produção no campo”, comenta.

Ele ressalta que acompanhou todo o desenvolvimento

da Coamo no município e evoluiu junto. “A cooperativa

já está integrada com a comunidade. Presenciei

a chegada e o crescimento da Coamo. Sou um dos pioneiros,

participando desde o início e a comemoração por

esses 20 anos é minha também”, destaca Teixeira.

Imagens do escritório administrativo e barracão de insumos na cidade e das duas unidades de recebimento que ficam às margens da BR 277, sentido Foz do Iguaçu

Abril/2019 REVISTA 31


EMPREENDEDORISMO NO CAMPO

Cooperada Rose Marie com o engenheiro agrônomo Marcio Rech dos Santos

Pecuária e agricultura integram o sistema produtivo da associada

Da economia à agropecuária

Cooperada Rose Marie Anache Georges, de Aral Moreira (MS), está na atividade agrícola há cerca

de 20 anos. Ela deixou a carreira na área de economia para se dedicar ao trabalho no campo

Sentados em uma cadeira na área de uma antiga

construção na Fazenda Ponta Porã, no

município de Aral Moreira (Sudoeste do Mato

Grosso do Sul), a associada Rose Marie Anache

Georges e o sobrinho Alexandre Portiolli Georges

receberam a equipe de reportagem da Revista Coamo.

O dia quente estava propício para um tereré,

bebida típica no Estado sul-mato-grossense e que

fez parte da roda de conversa.

Entre uma fala um pouco mais descontraída e

perguntas mais técnicas para o engenheiro agrônomo

Marcio Rech dos Santos, da Coamo em Aral Moreira,

o papo foi fluindo. O assunto principal, é claro,

não poderia ser outro a não ser a agropecuária. Um

pouco de lembrança do que foi a safra de verão, que

devido a falta de chuva não saiu como o planejado,

e sobre as boas expectativas com o milho que toma

conta da propriedade na segunda safra. A pecuária

também foi assunto já que é uma atividade que faz

parte das raízes da família.

Rose Marie é cooperada da Coamo

desde a chegada da cooperativa no município, em

2005. Formada em economia, ela atua na atividade

agrícola há cerca de 20 anos, após ser convocada

pelo pai Iskandar Georges (já falecido) para ajudar

a conduzir as propriedades, que na época eram exclusivamente

para a criação de gado. Além da Fazenda

Ponta Porã, em Aral Moreira, que atualmente

trabalha com agricultura e bois em confinamento, a

associada tem outra propriedade em Bela Vista (Sudoeste

do Mato Grosso do Sul), onde desenvolve a

cria e recria de animais.

Todas as decisões tomadas nas propriedades

são da cooperada. Ela é extremamente participativa

e acompanha todo o processo da lavoura e

da pecuária. “Devo tudo o que sei ao meu pai, que

acreditou em mim desde o início. Aos poucos fui

aprimorando o conhecimento, evoluindo e enfrentando

todos os desafios, que foram muitos. Alguns

deles, por eu ser mulher. Se hoje, ainda existem desconfianças,

imagina há 20 anos!”, assinala a cooperada.

De acordo com ela, mesmo com todos desafios

nunca pensou em desistir. “Pelo contrário, isso me

estimulou ainda mais. Encontrei grandes parceiros

que me incentivaram”, frisa.

O chamado do pai para que o ajudasse na

atividade agrícola, surgiu em um momento que a

associada estava focada nos estudos. Ela fazia pós-

32 REVISTA

Abril/2019


EMPREENDEDORISMO NO CAMPO

-graduação na área de Economia

no Rio de Janeiro. Durante

a conversa com ela, a pergunta

se tinha se arrependido de ter

feito a troca não poderia faltar

e a resposta foi bem direta. “Eu

me vejo fazendo a coisa certa.

Gosto muito desse meio agrícola

que participo. Me sinto útil”,

destaca. Mas, faz questão de

acrescentar que todo o conhecimento

adquirido na vida acadêmica

é utilizado na condução

e administração dos negócios.

“Conduzo as propriedades de

forma empresarial. Trouxe a parte

econômica e administrativa

para dentro da propriedade”,

comenta.

Dona Rose revela que a

pecuária é uma paixão mantida

pela família e que a agricultura

começou com a ideia de reformar

os pastos. “Meu pai sempre

foi pecuarista e continuamos assim

para conservar a paixão dele.

No início, plantamos lavoura em

algumas áreas para revitalizar o

pasto. As plantas se saíram bem e

aproveitamos o solo que tem nessa

região para ampliar a cada ano

as áreas de plantio. Atualmente,

uma atividade complementa a

outra. Quando uma não está bem,

a outra ajuda a manter a renda da

propriedade”, pondera.

Ela conta que quando a

Coamo se instalou no município,

já a conhecia de nome e sabia

que era uma cooperativa séria

e sólida. “Tenho a Coamo como

uma grande parceira tanto na

agricultura quanto na pecuária.

Me sinto amparada pela cooperativa.

Trabalhamos em cima de

planejamento, com muita transparência

e tranquilidade.”

“Eu me vejo fazendo a coisa certa. Gosto muito desse

meio agrícola que participo. Me sinto útil.” Rose Marie

Anache Georges, associada em Aral Moreira (MS)

Abril/2019 REVISTA 33


34 REVISTA

Abril/2019


SEGURO

VIA SOLLUS, 11 ANOS

de proteção do patrimônio com tranquilidade

Fornecer e contratar seguros

em diversos segmentos

para atender às necessidades

dos segurados cooperados,

funcionários e da comunidade.

Este é o trabalho diário da Via

Sollus Corretora de Seguros que,

em maio completa 11 anos. Entre

os seguros oferecidos estão os

de veículos, máquinas e implementos,

residencial, vida, empresarial,

prestamista e agrícola.

A Via Sollus Corretora de

Seguros atua no mercado com as

principais seguradoras do país,

buscando sempre as melhores

coberturas e atendimento. “É um

trabalho sério que vem sendo feito

há 11 anos. A corretora oferta

seguros em vários ramos beneficiando

diretamente um grande

público entre cooperados, funcionários

da Coamo e a comunidade”,

explica o presidente da

Coamo, José Aroldo Gallassini.

“Trabalhamos para buscar

credibilidade e reconhecimento

do mercado segurador e

um dos nossos diferenciais tem

sido o atendimento. Atendemos

o segurado da forma como gostaríamos

de ser atendidos, promovendo,

intermediando e administrando

contratos de seguro

e, assim, disseminando a cultura

do seguro fazendo com que as

pessoas percebam a sua importância

para proteger a vida e o

patrimônio”, considera Sidinei

Seguros disponíveis para Associados,

funcionários e toda a comunidade.

Lucheti Martioli, gerente da Via

Sollus. Segundo ele, os segurados

confiam e sabem que tem

com a Via Sollus acompanhamento

desde a contratação até

o pagamento da indenização,

caso aconteça o sinistro. “Este é

um diferencial importante. A Via

Sollus trabalha com a seriedade,

solidez, qualidade e o comprometimento

da marca Coamo

afirma.

Os números da Via Sollus

Corretora de Seguros vem

crescendo ano a ano. Em 2018

o trabalho desenvolvido ao público

em geral e de modo especial

junto aos cooperados e funcionários

da Coamo resultou na

contratação de mais de 18,3 mil

apólices de seguros com veículos,

máquinas e residências, em

mais de 5,2 mil apólices de seguro

agrícola e no atendimento

de uma área de cerca de 407 mil

hectares. O profissionalismo e

a qualidade no atendimento da

Via Sollus garantem o objetivo

do seguro, que é a reposição do

bem, a reparação dos danos, a

continuidade das atividades e a

proteção financeira dos segurados.

“Os resultados da Via Sollus

mostram que nesses 11 anos,

a corretora está conquistando

uma significativa participação

no mercado, disseminando a

cultura do seguro e ajudando

na proteção do patrimônio e na

garantia da tranquilidade”, avalia

o presidente da Coamo, José

Aroldo Gallassini.

Abril/2019 REVISTA 35


SEGURO

Segurança não tem preço

Família Sonza, de Palmas (PR), literalmente viu a estrutura construída para confinamento de

animais voar pelos ares. Sorte que eles tinham seguro e recuperaram todo o investimento

Francisco Adão Reis Sonza e seus

irmãos são responsáveis por tocar a

propriedade da matriarca da família

Se fosse possível prever o

futuro, muitas situações

poderiam ser evitadas.

Porém, como não existe bola de

cristal e todo o empreendimento

rural está exposto ao tempo e,

consequentemente, às intempéries

climáticas, sai na frente quem

se garante por meio do seguro.

Por esta razão, a família Sonza,

proprietária da Fazenda Rodeio,

conseguiu recuperar um investimento

realizado há pouco mais

de um ano.

Francisco Adão Reis Sonza

e seus irmãos são responsáveis

por tocar a propriedade da matriarca

da família. Eles financiaram

via programa ABC um curral e outros

melhoramentos para a área

de pecuária. Após um ano de

conclusão do empreendimento,

aconteceu um vendaval e houve

perda total de toda a nova instalação.

“Como havíamos contratado

seguro junto à Credicoamo e Via

Sollus, conseguimos recuperar o

prejuízo”, revela Francisco.

O cooperado revela que

após o vendaval, a família fotografou

o desastre e enviou para

à Credicoamo e Via Sollus e,

prontamente, foram atendidos.

“Além do prejuízo de perda da

cobertura do curral, o gado ficou

um tempo sem cobertura dificultando

os tratos. Mas, pelo menos

conseguimos refazer toda a

cobertura tão logo acionamos o

seguro, minimizando o prejuizo.”

Além do curral, contratar

o seguro para os bens da família

36 REVISTA

Abril/2019


SEGURO

Nova estrutura foi construída após a primeira

ser totalmente destruída por um vendaval

sempre foi uma premissa dos irmãos

Sonza. “Trata-se de um investimento

que fica exposto ao

tempo, e não podemos prever

o que pode acontecer. Inclusive,

nesse mesmo dia, o vendaval

estragou nossa mangueira de

gado e o barracão de máquinas,

cobertos por outro seguro realizado

antes do investimento no

programa ABC”, conta Francisco.

A família Sonza não hesita

em afirmar que adquirir seguro

é um investimento. “Vale a

pena segurar todo o seu patrimônio.

Tanto que temos seguro

de todo nosso maquinário, implementos,

residência, veículo e

dos barracões. Inclusive dos barracões

acionamos duas vezes,

por estarem localizados em uma

área que venta muito”, informa o

associado.

Segundo o gerente da

Credicoamo em Palmas, Fábio

Júnior de Souza, a família Sonza,

assim como outros cooperados

da região comprovam a importância

do seguro. “Nossa região tem

histórico de vendaval e outras intempéries

climáticas. Ficamos satisfeitos

quando o seguro realiza o

trabalho pelo qual ele é necessário,

ou seja, ressarcir prejuízos inesperados.

Ninguém espera ou quer

passar por situações como essa,

mas caso ocorram, tem o seguro.”

Souza ainda reforça que

a Credicoamo e Via Sollus contam

com seguros de todas as

modalidades. “O que aconteceu

na Fazenda Rodeio é um exemplo

de seguro que temos. Mas,

temos várias opções que vão

desde o seguro da lavoura até

do veículo de passeio. Queremos

dar conforto ao nosso cooperado,

para que ele possa ficar

tranquilo. Fazemos o seguro para

nunca usar, mas caso aconteça,

em uma situação inesperada, o

associado estará amparado. O

preço que se paga num seguro é

muito pouco em relação a segurança

e conforto que se tem.”

Francisco Adão Reis Sonza com o gerente da Credicoamo em Palmas, Fábio Júnior de Souza

Abril/2019 REVISTA 37


38 REVISTA

Abril/2019


PLANTIO DIRETO

Conservar o solo é garantir o futuro

Região de Campo

Mourão foi a segunda

do Brasil a implantar o

sistema de plantio direto

O

Dia Nacional da Conservação

do Solo é comemorado

anualmente

no Brasil no dia 15 de abril. A

conservação e proteção do solo

é resultado da aprovação em 13

de novembro de 1989 da Lei Federal

7.876. Portanto, deve ser

uma missão de todos os agricultores

do país, que tiram dele o

sustento para si e familiares, e

produzem alimentos para o Brasil

e o mundo.

Nas regiões da Coamo,

os agricultores associados da

cooperativa vêm fazendo a sua

parte e participando do processo

evolutivo nos trabalhos de

conscientização com a utilização

de ferramentas que tornaram

possível ao longo dos anos o uso

de tecnologias para a melhoria

dos sistemas de plantio e cuidados

com o solo. “Conscientizar

os produtores, no início, principalmente

na década de 1970,

na região de Campo Mourão,

de que o controle da erosão era

o único futuro para a agricultura

não foi tarefa fácil. Felizmente,

conseguimos aos poucos introduzir

as técnicas de conservação

do solo e plantio direto, as quais,

literalmente, foram a salvação da

lavoura”, lembra o engenheiro

agrônomo José Aroldo Gallassini,

diretor presidente da Coamo.

A cidade de Campo Mourão

sediou em 04 de setembro

de 1976, na Praça Bento Munhoz

da Rocha Netto. Ela foi escolhida

para sediar o lançamento do

Plano Nacional de Conservação

de Solos (PNCS). No local está

exposto um monumento alusivo

à conservação de solos.

Entre as ferramentas

para conservar o solo está o

plantio direto. Campo Mourão

foi a segunda cidade do Brasil à

implantar o sistema, em 1973/74,

que revolucionou a agricultura

brasileira, com o pioneirismo dos

agricultores Joaquim Peres Montans,

Antonio Álvaro Massareto

e Ricardo Accioly Calderari, Gabriel

Borsato e Henrique Gustavo

Salonski (em memória).

No final da década de

1970, a região de Campo Mourão

contava com dez mil hectares

de PD. Mas, foi a partir dos

anos 80 que a tecnologia teve o

Pioneiros do plantio direto na região de Campo Mourão: Joaquim

Montans, José Aroldo Gallassini, Álvaro Massareto e Ricardo Calderari

seu grande momento. Em 1984

já tinha catalogado na região

de Campo Mourão cerca de 60

mil hectares de lavouras em PD.

Hoje, o sistema ocupa praticamente

100% das áreas de cultivo

da região.

Quem comemora o

sucesso da agricultura com o

advento do Plantio Direto é o

engenheiro agrônomo Ricardo

Accioly Calderari, diretor-secretário

da Coamo. “O progresso foi

tão grande nos últimos 44 anos

que os novos agricultores nem

imaginam como eram os solos

e a agricultura lá na década de

1970”, diz. Calderari lembra que

os agricultores na época, tinham

duas grandes preocupações:

precisavam de chuva, mas quando

chovia, às vezes nem precisava

ser muito forte, para que as

terras fossem literalmente ‘lavadas’

e tudo se perdia, a lavoura

e o solo. “Se existe agricultura

hoje é porque existe o plantio

direto”, conta.

Abril/2019 REVISTA 39


PECUÁRIA

Boas práticas na produção de leite

Sistema de Compost Barn possibilita condições que expressam o

melhor comportamento dos animais, gerando renda à atividade

Casal Fábio e Tatiane Groff

Hemkemeier, de Manoel Ribas

(PR) implantou o Compost Barn

para novilhas e vacas em lactação

Já imaginou um sistema de

produção de gado de leite

que garante aos animais

conforto por meio de um local

seco, sem urina nem fezes, onde

possam ficar durante o ano todo

produzindo em alta escala? Pois

saiba que este sistema existe e

vem gerando excelentes resultados

para quem o desenvolve.

Trata-se do Compost Barn, uma

tecnologia que visa reduzir custos

de implantação e manutenção,

melhorar índices produtivos

e sanitários dos rebanhos e possibilitar

o uso correto de dejetos

orgânicos (fezes e urina) provenientes

da atividade leiteira.

Consiste em espaço físico coberto

para descanso das vacas, onde

a área é revestida com serragem,

sobras de corte de madeira e esterco

compostado.

A reportagem da Revista

Coamo foi conhecer em Manoel

Ribas (Centro-Norte do Paraná),

este método que concilia a produção

e o meio ambiente, visto

que se baseia na ação de microrganismos

que utilizam a matéria

orgânica como substrato.

O Compost Barn pode oferecer

aos pequenos e médios produtores

uma alternativa para elevar

a produtividade, além de possibilitar

mais conforto e higiene

para o rebanho, contribuir para a

redução de problemas de perna

e casco, diminuir a contagem de

células somáticas (CCS), melhorar

a detecção de cio e, aumentar

a produção de leite e diminuir o

odor e incidência de moscas.

Atualmente, algumas

propriedades rurais no Brasil

40 REVISTA

Abril/2019


PECUÁRIA

de produção. Além disso o sistema

permite uma nutrição mais

eficiente dos animais e a redução

de problemas locomotores e de

qualidade do leite”, acrescenta o

veterinário.

Fábio e Tatiane com o médico veterinário Márcio Adriano Delecrod, da Coamo em Manoel Ribas

VANTAGENS

dos compost barns

têm implantado o sistema para

novilhas e vacas em lactação. É

o que vem acontecendo no sítio

Hemkemeier, de propriedade da

família com o mesmo nome, cujo

trabalho é realizado pelo casal Fábio

e Tatiane Groff Hemkemeier,

assistidos pela parceria com a

Coamo. Iniciado há menos de um

ano na propriedade, os resultados

já podem ser observados, segundo

o cooperado. “O sistema

proporciona muito conforto para

os animais, menos estresse e não

tem sofrimento com manejo, protegendo

o rebanho do sol e chuva,

por exemplo”, informa Fábio.

O cooperado destaca

que no confinamento é possível

regular a dieta dos animais. “Eles

comem sempre o mesmo composto

e na quantidade certa. E tem

acesso mais fácil à água também”,

explica o produtor, lembrando do

antes e depois da instalação do

sistema. “Nosso sistema antes era

à pasto, o que gerava muitas perdas

em dias de muito calor ou de

chuva em excesso. O gado ficava

desconfortável no tempo, e agora

não, o clima é sempre igual. Melhorou

para os animais e para nós

que manejamos”, comemora.

Com pouco tempo de

utilização do sistema, Fábio

e Tatiane perceberam que já

houve melhora na produção

de leite. Hoje, com sete vacas

a menos na linha de produção,

a quantidade de leite extraída

por dia é a mesma do que antes

do compost barn entrar em

operação. “Essa integração facilitou

bastante o manejo e já sentimos

os reflexos positivos do

investimento. Tivemos redução

de mastite e, consequentemente,

de descartes e diminuição

de custo. Isso está agregando

valor à produção que inclusive

aumentou. Estamos produzindo

uma média de 500 litros de leite

por dia, com menos animais”,

afirma Tatiane.

O novo sistema implantado

na propriedade dos Hemkemeier,

possibilitou, segundo

o médico veterinário Márcio

Adriano Delecrod, da Coamo

em Manoel Ribas, condições que

expressam o melhor comportamento

dos animais, gerando

renda à atividade. “Trouxe um

incremento produtivo importante

numa atividade que é preciso

estar sempre atento aos custos

Propicia mais conforto térmico aos

animais, pela cobertura de serragem;

Garante condições sanitárias mais

saudáveis;

Melhora a qualidade do leite, por diminuir

a contaminação dos tetos, o que possibilita

Contagem de Células Somáticas (CCS)

mais baixa;

Colabora com a redução dos problemas de

casco;

Aumento da produção de leite;

Aumento na detecção de cio;

Diminui a incidência de insetos;

É uma prática adequada às atuais

exigências de bem-estar animal;

Aproveitamento da cama como adubo em

lavouras.

Abril/2019 REVISTA 41


A MAIOR INOVAÇÃO DA ÚLTIMA

DÉCADA PARA PROTEÇÃO DO

MILHO CONTRA PRAGAS E

ERVAS DANINHAS.

• Máxima proteção desde 2011

• Mais segurança

• Amplo espectro de

controle em todos

os estágios

Agrisure® Viptera é da Syngenta

PROTEJA

A BIOTECNOLOGIA.

PLANTE REFÚGIO.

42 REVISTA Abril/2019


INDÚSTRIA

Obras em

Dourados

chegam a 70%

Com 70% do trabalho já concluído, as obras

da nova indústria da Coamo em Dourados

(Sudoeste do Mato Grosso do Sul) seguem

dentro do cronograma previsto. A parte de infraestrutura

de terraplenagem, drenagem e pavimentação

está com 84% já realizada. A obra conta com

mais de 1.200 colaboradores de 24 empreiteiras

com contrato direto com a Coamo e outras 101 subcontratadas,

e um total de 39 colaboradores diretos

da cooperativa.

“Está concluída a lista de transmissão de

energia, e em andamento os trabalhos para implantação

de 16 subestações secundárias e casa

de controles de motores (CCMS). Já os prédios

administrativos estão em fase final de acabamento

e as plantas avançadas em fase de montagem e

manutenção. A previsão de entrada em operação

das novas indústrias será no segundo semestre

deste ano”, afirma Divaldo Correa, superintendente

Industrial da Coamo.

Estrutura está em fase adiantada de montagem

Nova indústria entrará em funcionamento no segundo semestre deste ano

Abril/2019 REVISTA 43


PARCERIA

Cooperado Luiz Carlos Zamboni,

de Coronel Vivida (PR)

Produção otimizada

Associado Luiz Carlos Zamboni, de Coronel Vivida (PR), tem a Coamo

como importante parceira no desenvolvimento das atividades agrícolas

A

parceria formada pelo cooperado Luiz Carlos

Zamboni e a Coamo há cerca de 25 anos,

tem gerado bons resultados para ambos e

fomentado a filosofia cooperativista na medida certa.

“Sempre tem valido muito a pena trabalhar com

a Coamo, é uma parceria que começou lá atrás e

não largamos de jeito nenhum”, declara o produtor.

Parceria que começa dentro de casa, com

a esposa e as duas filhas, que também contribuem

para o desenvolvimento do trabalho na propriedade

de 46 alqueires, sendo 28 de plantio, localizada

na região conhecida como Linha Borges. Um vale

que impressiona pela topografia formada por morros

e paredões e a beleza do lugar, esculpido pela

natureza, bem na divisa dos municípios de Coronel

Vivida e Pato Branco, no Sudoeste do Paraná.

Junto com a família, Luiz Zamboni explora

de forma sustentável soja, milho verão, milho de segunda

safra, aveia, trigo e feijão, adotando rotação

de culturas e outras técnicas que contribuem para

o melhor desempenho das lavouras. “É desta forma

que estamos conseguindo nos desenvolver, e muito,

ao lado da cooperativa, que oferece os melhores

produtos com melhores preços, além de bons serviços

para que possamos conduzir a nossa atividade

com tranquilidade e segurança. Na Coamo encontramos

tudo que precisamos, desde o plantio até a

colheita e ainda o apoio necessário para a execução

44 REVISTA

Abril/2019


PARCERIA

de projetos”, lembra.

Com visão empreendedora

e foco no crescimento dos

negócios, Zamboni diversifica

não somente as culturas que

cultiva, mas também as atividades

da propriedade. Além de

uma pequena quantidade de

gado de corte, há 15 anos investe

em granja de frangos, inicialmente

produzindo aves para

corte. Logo depois, há cerca de

10 anos, adaptou a estrutura

para alojar galinhas de postura

e hoje possui 28 mil galinhas,

num sistema de integração.

“São aviários alugados que nos

dão um bom rendimento, um

lucro líquido tanto quanto as

outras atividades, que se complementam”,

explica o cooperado,

valorizando a agregação

de resultados. “Se a gente dependesse

de uma atividade

talvez não daria tão certo. Hoje,

tanto a agricultura como a avicultura

caminham bem e uma

completa a outra”, informa.

Realizado com o trabalho

e as decisões acertadas que tomou

ao longo da vida, Luiz Carlos

Zamboni agradece, sobretudo, a

parceria com a Coamo. “Estamos

muito felizes com tudo que tem

acontecido. Ficamos muito gratos

com a Coamo porque temos

resposta e solução para todos os

nossos problemas”, conclui.

A dedicação ao bom andamento

das atividades e o sistema

de manejo adotado pelo

cooperado, são motivos de elogio

da assistência técnica da

cooperativa, que acompanha de

perto a evolução da propriedade

como um todo. “Ele se dedica ao

máximo e o respeito ao manejo

Luiz Carlos Zamboni acompanhando o desenvolvimento da safra de verão com o engenheiro agrônomo Evandro Rubini

adequado tem feito a diferença.

Os bons resultados e esse grande

desenvolvimento, certamente

estão relacionados a forma como

conduz tudo, junto com a família”,

observa o engenheiro agrônomo

Evandro Rubini, da Coamo

em Coronel Vivida.

Vista da propriedade que impressiona

pela topografia formada por morros e

paredões bem na divisa dos municípios

de Coronel Vivida e Pato Branco

Abril/2019 REVISTA 45


46 REVISTA

Abril/2019


COOPERATIVISMO

José Roberto Ricken é reeleito

presidente do Sistema Ocepar

Sistema possui 215

cooperativas registradas,

que atuam em sete

diferentes ramos. Em 2018,

movimentaram R$ 83,5

bilhões, um crescimento de

18,77% sobre os R$ 70,3

bilhões de 2017

José Roberto Ricken assumiu

pela primeira vez a presidência

da entidade em 2016

O

engenheiro agrônomo

José Roberto Ricken foi

reconduzido ao cargo

de presidente do Sistema Ocepar

para a gestão 2019/2023, no

dia 1º de abril, em Curitiba, durante

a Assembleia Geral Ordinária

(AGO) de prestação de contas

do exercido de 2018. Ricken assumiu

pela primeira vez a presidência

da entidade em 2016.

O Sistema Ocepar possui

215 cooperativas registradas,

que atuam em sete diferentes

ramos (agropecuário, crédito,

saúde, infraestrutura, trabalho,

consumo e transporte). Em 2018,

elas movimentaram R$ 83,5 bilhões,

o que representa crescimento

de 18,77% sobre os R$

70,3 bilhões de 2017. As exportações

atingiram US 3,9 bilhões.

O setor abrange 1,8 milhão de

cooperados e emprega mais de

96 mil pessoas. Também responde

por cerca de 60% da produção

agropecuária paranaense.

“Obrigado pela confiança

e vamos em frente”, agradeceu

Ricken. Na sequência, ele

listou os propósitos que deverão

nortear a sua gestão nos

próximos quatro anos à frente

do Sistema Ocepar. “Em âmbito

nacional, vamos sempre apoiar

a Organização das Cooperativas

Brasileiras (OCB) para que que

ela continue fazendo uma representação

bem-feita do cooperativismo

brasileiro. A profissionalização

da representação é uma

necessidade no Brasil. Da mesma

forma, vamos assessorar os deputados

e senadores da Frente

Parlamentar do Cooperativismo

(Frencoop) para que eles possam

nos apoiar nos projetos de interesse

das cooperativas em tramitação

no Congresso Nacional.

Vamos ajudar também a Frente

Parlamentar da Agricultura (FPA),

o que é uma novidade para nós.

Se trabalharmos junto com a FPA

poderemos ter a esperança de

saírem pontos favoráveis para

os produtores e cooperativas no

plano agrícola da próxima safra”,

ressaltou. “Vamos estabelecer

uma pauta de prioridades, tanto

para a Frencoop como para a

FPA, o que está sendo trabalhado

pela OCB também”, acrescentou.

Abril/2019 REVISTA 47


COOPERATIVISMO

AGO DO SISTEMA OCEPAR ENCERROU, COM O LANÇAMENTO DE TRÊS LIVROS, SENDO UM DESTES, A

BIOGRAFIA DO PRESIDENTE DA COAMO: “JOSÉ AROLDO GALLASSINI: UMA VISÃO COMPARTILHADA”

Em âmbito do cooperativismo

paranaense, o presidente

do Sistema Ocepar disse

que o grande desafio é alcançar,

ainda nessa nova gestão, os R$

100 bilhões de faturamento do

setor, uma das metas do PRC

100, o planejamento estratégico

das cooperativas do Paraná.

“Também queremos dar continuidade

dos investimentos do

Sistema Ocepar na capacitação

de lideranças e do público interno

das cooperativas. Nós não

podemos abrir mão disso. Outro

propósito é difundir e apoiar as

ações de intercooperação entre

as cooperativas nas áreas onde

houver convergência de interesses,

como tecnológica, atuação

no mercado externo, redução de

custos, compartilhamento de estruturas

meio. A Ocepar tem uma

expertise nisso. Já apoiamos vários

bons exemplos das nossas

cooperativas”.

Natural de Manoel Ribas

(Centro do Paraná) e no Sistema

Ocepar desde abril de 1988,

Ricken atuou como assessor no

departamento técnico e econômico.

A partir de 1991, gerenciou

a implantação do Programa de

Autogestão das Cooperativas Paranaenses.

Em 1996 assumiu a

superintendência da Ocepar. No

início de 2000, coordenou a implantação

do Serviço Nacional de

Aprendizagem do Cooperativismo

(Sescoop/PR), do qual também

foi superintendente até o dia

de abril de 2016, quando foi

eleito presidente do Sistema Ocepar,

para complementar o mandato

de João Paulo Koslosvski.

José Roberto Ricken é o

sétimo cooperativista a assumir

a presidência da Ocepar. Desde

1971, quando a entidade foi criada,

também exerceram o cargo:

Guntolf van Kaick, nos períodos

de 1971-1972, 1973 a 1975, 1981

a 1983 e 1984 a 1986; Benjamim

Hammerschmidt, de 1976 a 1978

e 1979 a 1980; Wilson Thiesen,

de 1987 a 1989 e 1990; Ignácio

Aloysio Donel de 1991 a 1992;

Dick Carlos de Geus, de 1993 a

1995, e João Paulo Koslovski, de

1996 a 2016.

Na AGO, também foram

eleitos os novos integrantes da

diretoria da Ocepar para a gestão

2019/2023: Alvaro Jabur,

Clemente Renosto, Dilvo Grolli,

Frans Borg, Jefferson Nogaroli,

Jorge Hashimoto, Jorge Karl,

José Aroldo Gallassini, Luiz Lourenço,

Paulo Roberto Fernandes

Faria, Valter Pitol, Valter Vanzella,

Wellington Ferreira e Yuna Ortenzi

Bastos.

Dirigentes de cooperativas e autoridades durante a Assembleia Geral Ordinária da Ocepar para prestação de contas do exercício de 2018 e eleição da nova diretoria

Gallassini é membro da

diretoria da Ocepar para

a gestão 2019/2023

Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Ocepar para prestação

de contas do exercício de 2018, também foram eleitos os novos integrantes

da diretoria da Ocepar para a gestão 2019/2023. O presidente

da Coamo, José Aroldo Gallassini agora também compõe a diretoria da

entidade.

48 REVISTA

Abril/2019


COOPERATIVISMO

Prestação de contas

é aprovada pelas

cooperativas do PR

Foi aprovada por unanimidade

a prestação de contas

do exercício de 2018 do Sistema

Ocepar. No ano passado, as 215

cooperativas registradas no Sistema

Ocepar, de sete diferentes ramos

(agropecuário, crédito, saúde,

infraestrutura, trabalho, consumo e

transporte) registraram um crescimento

de 18,9% no faturamento,

atingindo a soma de R$ 83,5 bilhões.

O número de cooperados

aumentou 19,2% no exercício de

2018. Mais 300 pessoas aderiram

movimento, que hoje abrange

1,8 milhão de cooperados. O

setor emprega diretamente mais

de 96 mil pessoas e as exportações

atingiram no ano passado

US$ 3,9 bilhões, valor 17,6% superior

a 2017. Os investimentos

alcançaram R$ 1,9 bilhão e o

segmento recolheu R$ 2,1 bilhões

em impostos. O cooperativismo

de crédito detém R$

43,8 bilhões em ativos e as cooperativas

de saúde contabilizam

dois milhões de beneficiários.

No ano passado, os investimentos

em formação profissional e

promoção social possibilitaram a

realização de 8.898 eventos, com

251 mil participações em treinamentos

do Sescoop/PR.

Gallassini lança biografia em Curitiba

A Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema Ocepar encerrou, com o

lançamento de três livros, sendo um destes, a biografia do presidente da

Coamo: “José Aroldo Gallassini: uma visão compartilhada”, cujo autor é o

jornalista Elias Awad. Na oportunidade também foram lançados os livros:

“Organização do quadro social: participação responsável e de resultados”,

de autoria do ex-presidente da entidade, João Paulo Koslovski, e a biografia

“Wilson Thiesen: Minha vida, meu legado”, escrita pelo jornalista Samuel

Zanello Milléo Filho. Os três participaram do evento, autografando as obras.

Ricardo Calderari é homenageado com o

troféu "Cooperativas Orgulho do Paraná"

O diretor-secretário da Coamo, Ricardo Accioly Calderari, foi homenageado

durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) ocorrida na tarde desta

segunda-feira (01/04), em Curitiba. Ele recebeu o troféu “Cooperativas Orgulho

do Paraná”, em reconhecimento ao trabalho realizado na diretoria da

entidade, em defesa dos interesses do cooperativismo paranaense.

Fonte: Ocepar

Abril/2019 REVISTA 49


GENÉTICA

SUPERIOR

HÍBRIDOS

EFICIENTES

morgansementes.com.br

INVISTA NA

EFICIÊNCIA

SUPORTE TÉCNICO

50 REVISTA

ESPECIALIZADO

Abril/2019


FORMAÇÃO NO CAMPO

Coamo inicia 23ª turma de

JOVENS LÍDERES COOPERATIVISTAS

Com 43 jovens cooperados

representando municípios

de várias regiões do

Paraná e do Mato Grosso do Sul,

foi realizado entre os dias 24 e 26

de abril o primeiro módulo da 23ª

turma do Programa Coamo de

Formação de Jovens Líderes Cooperativistas.

“Precisamos capacitar

e preparar bem os nossos jovens,

pois eles são o presente e serão o

futuro do nosso cooperativismo e

do agronegócio. Possuem grande

interesse e uma grande potencialidade

na busca do seu desenvolvimento

pessoal e profissional, e no

desempenho de uma administração

focada para o incremento dos

seus negócios e da cooperativa”,

explica o engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini, presidente

da Coamo que, em 1998, idealizou

a primeira turma deste importante

trabalho de formação e educação

cooperativista.

Para Gallassini, as mudanças

de forma geral e no ambien-

Professor Juacir João Wischneski é o responsável pelo curso praticamente desde o início do programa

te rural, no cooperativismo e no

agronegócio, passam pela educação

e o desenvolvimento das

pessoas, de forma gradual e contínua.

Um exemplo disso é o trabalho

da Coamo com os jovens

deres. Desde a primeira turma,

o programa já formou cerca de

mil jovens produtores associados

que representam todas as unidades

e regiões da cooperativa.

O instrutor e professor

Juacir João Wischneski, que desenvolve

este trabalho na Coamo

praticamente desde o início

do programa, é admirador dos

jovens e da visão da cooperativa

na preparação de uma nova geração

de cooperados. “Esses jovens

possuem grande interesse e dão

uma resposta muito rápida, eles

cresceram muito já nesse primeiro

módulo, fruto da integração, talento

e necessidade de conhecer

mais para serem melhores como

cooperados e cidadãos.”

Diretoria da Coamo com os associados participantes da

23ª turma do Programa Jovens Líderes Cooperativistas

Abril/2019 REVISTA 51


52 REVISTA

Abril/2019


CURSOS SOCIAIS

Ponto de encontro e de conhecimento

Os Cursos Sociais promovidos pela Coamo

em toda a área de ação são pontos de

encontros, troca de informações, de conhecimento

e interação entre as pessoas das comunidades

próximas. Sempre com temas atuais, os

eventos são um sucesso e fazem a alegria de quem

participa. Os cursos sociais são promovidos em

parceria com o Sescoop/PR e os Alimentos Coamo

são ingredientes que não podem faltar nas receitas.

Confira alguns dos eventos realizados.

Ovos de Páscoa de colher, em Bragantina (Oeste do Paraná)

Carnes e acompanhamentos, em Cantagalo (Centro-Sul do Paraná)

Receitas integrais, em Dourados (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Ovos de Páscoa de colher, em Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná)

Ovos de Páscoa de colher, em Mamborê (Centro-Oeste do Paraná)

Ovos de Páscoa de colher, em Palmital (Centro do Paraná)

Trufas e bombons, em Pitanga (Centro do Paraná)

Receitas na Panela de Pressão, em Rancho Alegre do Oeste (Centro-Oeste do PR)

Abril/2019 REVISTA 53


Fatias Húngaras

salgadas

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

Ingredientes

Massa

2 batatas pequenas descascadas

½ xícara (chá) de leite

¾ de xícara (chá) de Óleo de Soja Coamo

1 colher (chá) de sal

2 colheres (sopa) de açúcar

2 ovos

½ envelope de fermento biológico seco

2 ½ xícaras (chá) de Farinha de Trigo Coamo

Recheio

1 pacote de 50 g de queijo parmesão ralado

3 dentes de alho espremidos

2 colheres (sopa) de Margarina Extra

CREMOSA 60%

Pincelar

1 ovo

1 fio de azeite

Modo de preparo

Massa - Cozinhe as batatas até que fiquem bem macias. Amasse-as

ainda quentes e reserve até amornar. Em uma tigela, misture o leite

com o óleo, o sal, o açúcar e os ovos. Adicione as batatas e misture

bem. Junte 1 xícara da farinha de trigo com o fermento e bata bem.

Acrescente a farinha restante amassando a massa até que ela solte

das mãos. Se necessário, adicione um pouco mais de farinha.

Abra a massa formando um retângulo de 40 x 30 cm. Espalhe o

recheio sobre ele e enrole como um rocambole. Corte fatias com cerca

de 2,5 cm de espessura e, com o recheio para cima, coloque-as sobre

uma assadeira untada e enfarinhada. Cubra com um pano limpo e

reserve por 40 minutos ou até dobrar o volume. Pincele com o ovo

batido com o fio de azeite e asse no forno preaquecido à temperatura

moderada (180 ºC) até que fiquem bem douradas. Sirva mornas

ou à temperatura ambiente.

Recheio - Basta misturar os ingredientes.

54 REVISTA

Abril/2019

More magazines by this user
Similar magazines