Jornal Paraná Maio 2019

LuRecco

Jacarezinho

investe em

cultura e educação

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OPINIÃO

A guerra do açúcar

Apesar de ser responsável por 1/4 da produção global,

o Brasil já não detém o monopólio do comércio

EDUARDO LEÃO

DE SOUSA (*)

Acidade de Salvador

ainda não havia

amanhecido quando

uma potente esquadra

composta por 26 navios e 500

canhões iniciava o que seria o

maior conflito político-militar da

era colonial brasileira. Aquele 9

de maio de 1624 marcaria o

início das chamadas invasões

holandesas, que tinham como

principal objetivo garantir o

controle da produção e o monopólio

da comercialização do

açúcar à então poderosa Companhia

Holandesa das Índias

Ocidentais, multinacional controlada

pelo governo holandês.

A invasão, que posteriormente

se estendeu para Pernambuco,

a maior província produtora de

açúcar naquele período, como

se sabe, não durou muito

tempo. Em 1654, os holandeses

eram expulsos do nosso

país.

Quatro séculos se passaram e

o Brasil já não detém o monopólio

do comércio do açúcar,

apesar de ainda ser o mais

competitivo do mundo, responsável

por 1/4 da produção global

(38,6 milhões de toneladas

no ciclo 2017/2018) e quase

metade de todo o comércio

(27,8 milhões de toneladas).

O curioso é que, após todos

estes séculos, o açúcar continua

um dos produtos com

maior intervenção governamental

do planeta. A guerra se

dá não mais pelo controle do

comércio, mas pela proteção e

pesados subsídios ao produto

nos mais de cem países produtores.

Por sua vez, o combate,

outrora por meio de canhões,

atualmente se trava nos órgãos

de solução de controvérsias da

Organização Mundial do Comércio

(OMC).

Grandes países produtores de

açúcar, mas que são importadores

líquidos, oferecem incentivos

expressivos à produção

local e criam diversas formas

de barreiras para proteger seus

produtores. É o caso de EUA,

Europa e China. Os três juntos

consomem cerca de 45 milhões

de toneladas ao ano, o

que corresponde a mais de

25% do consumo mundial. No

entanto, e apesar de sua baixa

competitividade na produção,

produzem 80% desse consumo

e importaram apenas

20% de suas necessidades,

por meio da imposição de tarifas

elevadíssimas (que chegam

a ser mais altas que o próprio

valor do produto) e cotas largamente

restritivas.

Por sua vez, os grandes países

exportadores não só oferecem

mecanismos artificiais de apoio

ao produtor doméstico, como

também elevados subsídios às

exportações. Incluem-se aí a

Tailândia e a Índia, que na última

safra exportaram mais de 20%

do comércio mundial, gerando

forte depressão nas cotações

internacionais e penalizando os

países que atuam dentro das

regras de mercado.

Somente nesta última safra a política

indiana foi responsável por um

prejuízo de mais de US$ 1,3 bilhão

aos produtores nacionais.

Particularmente, a política indiana

para o açúcar tem sido

motivo de grande preocupação

para todos os países produtores

e exportadores. Desde o

ano passado, este país tem

oferecido generosos volumes

de apoio aos seus produtores

locais, além de subsídios às

exportações, o que ampliou

ainda mais a queda dos preços

internacionais do produto, atingindo

as menores cotações

dos últimos dez anos. Segundo

estimativas feitas pela União da

Indústria de Cana-de-Açúcar

(Unica), somente nesta última

safra a política indiana foi responsável

por um prejuízo de

mais de US$ 1,3 bilhão aos

produtores nacionais.

O governo brasileiro tem sido

sensível aos apelos do setor

privado e, nos últimos três

anos, já entrou com três painéis

na OMC questionando as

políticas da Tailândia, da China

e, mais recentemente, no final

de fevereiro, da Índia. São

exemplos de como o governo

pode se posicionar em relação

às barreiras comerciais, defendendo

o livre-comércio e a

competitividade do produto

brasileiro.

Já o setor privado também

pode trabalhar numa agenda

positiva e colaborativa, ajudando

países produtores a

buscar alternativas para a

cana-de-açúcar, a exemplo do

programa de etanol brasileiro.

Essa opção pode não só oferecer

uma solução de longo

prazo aos produtores, mas

também permitir equilíbrio e

previsibilidade ao mercado de

açúcar, ao mesmo tempo em

que contribui para o meio ambiente

e a saúde pública nas

grandes cidades.

(*) Diretor Executivo

da Unica.

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SAFRA 2019/20

Só 19 usinas vão moer no Paraná

Estado esmagou 35.641.489 toneladas de cana na safra 2018/19, queda de

3,8%, e produziu 2.121.768 toneladas de açúcar e 1,6 bilhão de litros de etanol

Dia 31 de março foi encerrada

oficialmente a

safra 2018/19 de

cana-de-açúcar no

Centro-Sul e começou, no dia 1

de abril, a safra 2019/20. No

Paraná, que tradicionalmente

inicia a retomada da colheita

mais cedo que nos demais estados,

após a parada no final do

ano para manutenção, nove

unidades produtoras já estavam

operando dia primeiro de abril.

No último relatório da Alcopar,

dia 16 de abril, já eram 16 moendo.

Nesta safra, só 19 unidades

irão operar no Estado.

A cooperativa Coopcana, de

Paraíso do Norte, foi a primeira

a retomar a colheita de cana,

dia 18 de fevereiro. Mas, tudo

que foi moído no período foi

computado como da safra

2018/19. Segundo o presidente

da Alcopar, Miguel Tranin, foram

esmagadas 35.641.489 toneladas

de cana, 3,8% a menos que

os 37.047.410 toneladas registradas

no ano safra 2017/18.

Do total esmagado na safra

2018/19, 55,31% da matéria

prima foi destinada para a produção

de etanol e 44,69% para

o açúcar, deixando o mix bem

mais alcooleiro do que normalmente

ocorre no Estado, que

tradicionalmente concentra

seus esforços na produção de

açúcar, mesmo em anos de superávit

mundial da commodity.

Na safra 2017/18, por exemplo,

o mix foi de 41,66% para etanol

e 58,34% para açúcar.

Na safra encerrada, a produção

de açúcar totalizou 2.121.768

toneladas, 27,4% a menos que

as 2.920,682 toneladas da

safra 2017/18. Com relação ao

etanol, foram produzidos 1,6

bilhão de litros, 26,7% a mais

que os 1,264 bilhão do período

anterior. Do total, 515,853 milhões

de litros foram de etanol

anidro, queda de 11% em relação

aos 579,868 milhões de litros

da safra anterior; e 1,085

bilhão de litros de hidratado, aumento

de 58,6% comparado

aos 683,695 milhões de litros

da safra 2017/18.

A quantidade de Açúcar Total

Recuperável (ATR) por tonelada

de cana no acumulado da safra

2018/19 ficou 1,4% abaixo do

observado na safra 2017/18,

totalizando 139,24 kg de ATR/t

de cana, contra 141,25 kg ATR

anteriormente.

A Alcopar ainda não finalizou

sua estimativa da safra

2019/20, mas nos últimos

anos, o volume colhido na safra

anterior tem sido o indicativo da

próxima, repetindo os números.

O canavial continua envelhecido

e o percentual de renovação

ficou aquém do considerado

ideal, comenta Tranin.

Até o dia 16 de abril, já na safra

2019/20, a moagem foi de

1.475.169 toneladas, 18,5% a

menos comparado com as

1.809.966 toneladas registradas

no mesmo período do ano

safra 2018/19. A produção de

açúcar totalizou 65.487 toneladas

e a de etanol 62 milhões de

litros, sendo 11,2 milhões de

anidro e 50,8 milhões de litros

de hidratado. A quantidade de

ATR por tonelada de cana ficou

0,8% acima do valor observado

na safra anterior, atingindo

118,14 kg de ATR/t de cana.

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RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Pedido da Santa Terezinha

é deferido pela Justiça

Usina tem prazo até o dia 14 de junho para apresentar um plano.

Diretoria diz em nota “estar certa de que transitará pelo processo ainda mais fortalecida”

Opedido de recuperação

judicial da Usina

Santa Terezinha,

com sede em Maringá,

e das outras empresas

que compõem o grupo Usaçucar

foi deferido pela juíza

substituta da 4ª Vara Cível de

Maringá, Roberta Scramim

de Freitas, no último dia 15 de

abril. A usina tem prazo até o

dia 14 de junho para apresentar

um plano de recuperação

judicial “concreto e objetivamente

viável, fundamentado e

documentado, para soerguimento

das empresas, sob

pena de convolação em falência”,

determinou a sentença

judicial.

A Santa Terezinha, que é a

maior usina sucroenergética

do Paraná e uma das dez

maiores do país, entrou com

o pedido de recuperação judicial

no dia 22 de março após

um revés nas negociações

com os 18 bancos credores.

A dívida, segundo publicações

na imprensa, é estimada

em R$ 4,49 bilhões, a maior

parte em dólar. A solicitação

de recuperação judicial foi

motivada pelos pedidos de

execução na Justiça feitos

pelo banco Votorantim por

causa dos cerca de R$ 150

milhões devidos ao banco, o

que pegou a empresa paranaense

de surpresa, já que

ela estava prestes a assinar

um acordo de renegociação

dos termos de sua dívida.

Em nota oficial a diretoria da

Usina disse que o objetivo da

medida tomada “é permitir a

continuidades das atividades

operacionais e preservar os

empregos gerados direta e indiretamente,

continuando a

contribuir com o desenvolvimento

socioeconômico em

toda sua área de abrangência”.

Com mais de 11 mil funcionários,

conforme publicações

na imprensa, a Santa

Terezinha está entre as cinco

empresas do agronegócio

brasileiro que mais empregam

e é também a terceira

maior exportadora de açúcar

do país.

A nota emitida pela empresa

ainda aponta que “nos últimos

meses a usina não mediu

esforços na busca de

uma solução amigável com

os credores financeiros. Contudo,

a demora na resolução

da solução negocial e extrajudicial,

adicionado ao cenário

comercial de extrema adversidade

decorrente de uma

contínua deterioração dos

preços do açúcar VHP no

mercado internacional (principal

produto comercializado)

e a quebra da safra de canade-açúcar

ocasionada por intempéries

climáticas, trouxe

impactos severos para a empresa.”

“Certa de que transitará pelo

processo de recuperação Judicial

ainda mais fortalecida,

a usina conta com o apoio de

seus colaboradores e de seus

parceiros que construiu ao

longo de seus mais de 50

anos de atividade”, pontua

ainda a nota da diretoria da

usina.

Segundo publicações na imprensa,

a dívida da usina é

basicamente com bancos e

praticamente não há pagamentos

em atraso com fornecedores

nem impostos

vencidos, e atrasos com credores

trabalhistas são pouco

representativos. Nesse período

em que não realizou

pagamento aos bancos, a

Santa Terezinha manteve

seus investimentos em capital

de giro e em bens de capital.

Além da queda do preço do

açúcar no mercado internacional,

mais a situação gerada

pelo engessamento do

preço da gasolina no governo

PT, as adversidades climáticas

na região de atuação da

usina, no noroeste do Paraná,

nos últimos anos e a falta de

renovação dos canaviais, levaram

a redução na oferta de

cana-de-açúcar fazendo com

que três das 11 usinas do

grupo não operassem na

safra 2018/19.

A empresa processou 14 milhões

de toneladas de cana

neste ciclo, mas já chegou a

moer 18 milhões de toneladas

na safra 2016/17. Para a

temporada 2019/20, iniciada

em abril, a Santa Terezinha

também suspendeu a moagem

na Usina Moreira Sales,

direcionando a cana da região

para a Usina Tapejara. A companhia

ainda tem participação

em dois terminais portuários

(Pasa e Álcool do Paraná)

e da CPA Trading.

Dentro do trabalho de reestruturação

financeira que vinha

realizando, a Santa Terezinha

fez mudanças em sua estrutura

de governança para profissionalizar,

sobretudo, a

gestão operacional, contratando

executivos do mercado

e formando clusters de produção,

integrando as atividades

operacionais de usinas

geograficamente próximas,

apontou reportagens publicadas

na imprensa.

Dentro do processo judicial, a

Usina Santa Terezinha e as

outras 28 empresas arroladas

na recuperação judicial vão

precisar apresentar relatórios

mensais com uma série de

informações solicitadas pela

juíza e serão analisados periodicamente

os relatórios

das movimentações financeiras

de cada uma das empresas.

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CLIMA

El Niño vai até a primavera

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos falou

sobre o assunto no 1° Encontro Sintegração 2019

Num ano totalmente

atípico, sem qualquer

ano análogo, finalmente

o El Niño se

mostra iniciando no outono, o

que é também bastante raro. A

constatação foi feito pelo agrometeorologista

Marco Antonio

dos Santos, sócio-diretor da

Rural Clima no 1° Encontro Sintegração

2019, no dia 21 de

março em Maringá (PR), onde

falou sobre “Previsões Climáticas

para a Safra 2019: El Nino

vem ou não?”.

Marco citou que vários meteorologistas

vinham apostando

desde junho do ano passado na

ocorrência do El Niño, que significa

chuva em quantidade e

qualidade no Sul do Brasil, além

de, principalmente, altas temperaturas.

Entretanto, o que se viu

foram oscilações entre as características

do El Niño e da La

Niña, com estiagens entre o

final do ano passado e início

deste. “Era ano de El Niño, mas

a atmosfera estava respondendo

como La Niña. Só a partir

de fevereiro deste ano é que

o fenômeno se caracterizou

fortemente. Em março tivemos

o que deveria ser o nosso janeiro”,

afirmou.

Segundo Marco, todos os modelos

de previsões climáticas

indicam para um ano de altas

temperaturas e manutenção do

El Niño até a primavera, o que

significa um outono e inverno

chuvosos. Ele alerta, entretanto,

que isso não significa ausência

de geadas. “Em anos de El

Niño, o risco de geadas é

menor, mas nestes anos também

ocorreram geadas mais

intensas porque a massa polar

que consegue romper o bloqueio

também é mais intensa”.

Isso pode significar problemas

para o andamento da colheita

de cana-de-açúcar nas principais

regiões produtoras e

menor concentração de ATR

(Açúcar Total Recuperável) na

cana-de-açúcar no período

normalmente tido como ideal

para a colheita e produção de

açúcar.

O Sintegração 2019, evento

promovido pela Syngenta em

parceria com a Alcopar, contou

ainda com outras palestras. O

professor doutor Paulo Alexandre

Monteiro de Figueiredo, da

UNESP Dracena/SP, falou sobre

os “Impactos Climáticos na Fisiologia

da Cana-de-açúcar” e

Adriano Mastro, da Syngenta,

comentou sobre “Colletotrichum,

um novo desafio para a

cultura”. A palestra de encerramento

do evento foi sobre os

“Impactos Climáticos no Manejo

do 3º Eixo e sobre como

Minimizar esses Impactos”,

com o pesquisador doutor Marcos

Landell, do IAC de Ribeirão

Preto/SP.

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DOENÇAS

Cresce e preocupa a ocorrência

de podridão vermelha

O fungo que causa a doença tem entrado direto no tecido das canas com baixo vigor,

e não mais só pelo furo da broca, se tornando um problema muito mais sério

Ofungo Colletotrichum

falcatum, que causa

uma doença conhecida

como podridão

vermelha, é um velho conhecido

dos produtores de canade-açúcar.

Normalmente, o

fungo entra na planta pelo furo

causado pela broca, mas sempre

foi considerado um problema

secundário na cultura.

Nos últimos anos, com o acúmulo

da palha no solo, que

conserva a umidade do solo,

mas serve de abrigo para pragas

e doenças, entretanto, o

fungo vem ganhando importância

se tornando um novo

desafio para a cultura da canade-açúcar.

E o pior, o fungo tem entrado

diretamente no tecido das canas

com baixo vigor, e não

mais somente pelo furo da

broca, se tornando um problema

muito mais sério, segundo

Adriano Mastro, da empresa

Syngenta, que falou sobre

o assunto durante o 1º Sintegração

2019, evento promovido

pela empresa em parceria

com a Alcopar.

Citando consultas feitas aos

pesquisadores doutor Álvaro

Sanguino e doutor Modesto

Barreto, Mastro disse que entre

os danos causados pelo fungo

estão a redução na produtividade

em até 30%, redução da

ATR (Açúcar Total Recuperável)

de 10% a 30%, falhas na

brotação da soqueira e canas

usadas como mudas com até

30% de falhas.

Os sintomas são lesões avermelhadas

nas nervuras das folhas,

vasos avermelhados no

interior do entrenó atacado e

murchamento do internódio

atacado, ficando a planta com

vários internódios murchos,

mas com o ponteiro verde, que

é o que diferencia das demais

doenças.

Mastro ressaltou que a preocupação

com a doença pelos

pesquisadores consultados é

porque, aparentemente, todas

as variedades são suscetíveis,

faltando pesquisas a respeito,

e não há alternativas de controle.

Ele comenta que a podridão

vermelha tende a aumentar

muito, já estando presente em

toda a região Centro-Sul e que

tem se comportado de forma

muito agressiva.

Dentre as medidas que ajudam

a amenizar o problema, Mastro

disse que recomendação é antecipar

a safra em áreas com o

problema, já que variedades

colhidas do meio para o final da

safra apresentam os maiores

prejuízos, e reduzir a quantidade

de resíduos da colheita. E

cita o manejo da cigarrinha e

da broca como o mais importante.

Vários trabalhos foram realizados

pela Syngenta com o objetivo

de encontrar uma solução

para o problema e os primeiros

resultados mostram

que um eficiente controle de cigarrinha

e broca não mostrou

uma tendência de menor incidência

da podridão nas nervuras

das folhas, mas diminuiu a

incidência nos colmos.

Também, o controle da cigarrinha

e da broca e mais duas

aplicações de Priori Xtra (acertando

a época de controle para

março e abril) proporcionaram

menor incidência do fungo nas

nervuras das folhas e incremento

de 7 toneladas de cana

em relação a testemunha. Também

concluiu-se que não há

necessidade do aumento da

dose do fungicida, mas que o

time de aplicação é o mais importante.

“No próximo ano devemos

ter resultados mais

efetivos”, finalizou Mastro.

Os sintomas são lesões

avermelhadas nas

nervuras das folhas,

vasos avermelhados

no interior do entrenó,

murchamento e

ponteiro verde

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Perfume

DOIS

PONTOS

Biodiesel

Feplana

O Grupo Boticário lançou dois

perfumes que usam etanol de

segunda geração feito a partir

da biomassa em suas fórmulas.

De acordo com o grupo,

em até cinco anos é possível

que a maior parte dos produtos

da empresa seja feita com

álcool de segunda geração,

versão mais verde. A meta da

empresa é liderar um movimento

no setor. A pegada do

etanol celulósico é 35% menor

que a do tradicional.

Etanol em MT

Somente neste ano, Mato

Grosso deve receber mais

de R$ 5 bilhões em investimento

no setor de produção

de etanol. Atualmente, o estado

possui 11 indústrias

que usam a cana de açúcar

e o milho na produção do

biocombustível. A previsão é

que até o final do ano outras

três entrem em operação,

nos municípios em Sorriso,

Unica

Sinop e Campo Novo do Parecis.

Elas vão usar o milho

para produzir etanol. Cada

uma dessas novas indústrias

deve gerar entre 250 a 300

empregos diretos. Mato

Grosso produz 1.850 bilhão

de litros de etanol por ano.

Segundo o setor, esse volume

deve triplicar nos próximos

cinco anos, chegando

a 5 bilhões de litros.

O Presidente do Conselho de Administração da São Martinho,

Marcelo Ometto, assumiu a Presidência do Conselho

Deliberativo da União da Indústria de Canade-Açúcar,

substituindo Pedro Mizutani, completando o

tempo restante do mandato 2018/2020. Com mais de 30

anos de experiência no setor, Ometto é graduado em administração

de empresas pela Universidade de Ribeirão

Preto e tem especialização em administração agrícola pela

Fundação Getúlio Vargas, foi membro do Conselho Consultivo

do Centro de Tecnologia Copersucar, membro do

Conselho de Administração da Santa Cruz S.A. Açúcar a

Álcool e presidente do Conselho de Administração da Nova

Fronteira Bioenergia S.A.

A mistura obrigatória de

11% de biodiesel no diesel

consumido no Brasil deve

ficar para o segundo semestre

deste ano, em mais

um atraso ante as previsões

iniciais, segundo a Associação

Brasileira das Indústrias

de Óleos Vegetais

(Abiove). Foram realizados

45 testes pela indústria automotiva

com o chamado

B15, com 15% de biodiesel.

Do total, três análises apresentaram

"inconformidades

não conclusivas", comprometendo

o cronograma para

misturas intermediárias,

como o B11. A recomendação

da Associação

Nacional dos Fabricantes de

Veículos Automotores contra

o B15 foi feita em fevereiro,

o que resultou em

atraso para a entrada do

B11, prevista para junho.

Ainda assim, aposta que há

espaço para o B11 ainda

neste ano. As principais associações

representativas

do setor - Abiove, Aprobio e

Ubrabio - já divulgaram documento

em que dizem que

um eventual atraso na implantação

do B11 afetaria

todo o cronograma de misturas

e poderia até atrapalhar

o RenovaBio, a nova

política nacional de biocombustíveis.

Ethanol Summit

O Ethanol Summit 2019,

maior evento do setor sucroenergético

da América Latina,

ocorrerá nos dias 17 e 18 de

junho, na Fecomércio, em

São Paulo. Durante dois dias,

autoridades nacionais e internacionais,

empresários, acadêmicos

e especialistas debaterão

os principais temas

do setor para um público de

cerca de 1.200 pessoas, entre

brasileiros e estrangeiros.

Serão realizados 18 painéis e

quatro plenárias, com temas

como políticas públicas, comércio

internacional, infraestrutura,

bioeletricidade, biocombustíveis

de segunda geração

e inovação, entre outros.

A apresentação será do

jornalista William Waack, que

completa 10 anos no comando

do evento. Essa edição

do Ethanol Summit terá

um espaço inédito exclusivo

para startups focadas no

agronegócio e especificamente

na indústria da canade-açúcar.

O atual presidente da Federação

dos Plantadores

de Cana do Brasil (Feplana).

Alexandre Lima,

foi reconduzido para

mais um mandato durante

Assembleia Geral

Ordinária da entidade. O

dirigente canavieiro, que

foi eleito, junto com os

demais membros da diretoria,

responderá pela

presidência durante o

triênio 2019/2022.

Dívida

O endividamento das usinas

e destilarias brasileiras

em março deste ano atingiu

R$ 100,05 bilhões, alta de

12,44% sobre igual período

o ano passado, recorde

para o período. A estimativa

é da Archer Consulting. Segundo

a consultoria, a elevação

da dívida do setor

ocorreu pela valorização do

dólar em relação ao real e

representa cerca de R$ 180

por tonelada moída de

cana-de-açúcar.

Jornal Paraná 7


PROJETO

Usina Jacarezinho investe

em cultura e educação

Serão oferecidas, gratuitamente, aulas de balé e danças urbanas

para crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino

Oprojeto “Bom de

Nota, Bom de Dança”,

terá seu primeiro

núcleo inaugurado

na cidade de Jacarezinho,

no Paraná, neste primeiro

semestre de 2019, para

beneficiar crianças e adolescentes

do município.

A iniciativa é patrocinada pela

Usina Jacarezinho, através da

lei de incentivo à cultura, e faz

parte do Plano Anual da Associação

Pró-Esporte e Cultura

(APEC).

Segundo Sabrina Mendes,

responsável pela área de responsabilidade

social da empresa,

a ideia central do “Bom

de Nota, Bom de Dança” é

apresentar uma nova perspectiva

de mundo para os

alunos, colocando a dança

como extensão do aprendizado

em sala de aula. “O projeto

atende de forma gratuita

e fornece uniforme e lanche

para as crianças e será de

grande importância, uma vez

que irá oferecer atividades no

contra turno escolar”, ressalta.

Eduardo Zanello, da Associação

Pró-Esporte, conta que o

projeto tem como objetivo estimular

o aluno a buscar

novos desafios e oferecer atividades

que tragam regras e

benefícios que serão fundamentais

para o desenvolvimento

pessoal: “O projeto

não beneficiará somente os

melhores alunos, muito pelo

contrário, será uma grande

oportunidade para que cada

criança e adolescente supere

suas dificuldades a cada dia

e isso reflita no desempenho

escolar”.

Para Eduardo Lambiasi, diretor

Corporativo do Grupo Maringá,

do qual a Usina

Jacarezinho faz parte, projetos

desta forma são garantia

de sucesso, pois investem no

futuro: “Nada melhor que o

esporte e a cultura para colaborar

na formação cidadã de

nossas crianças e adolescentes”.

Além da formação cultural

com as aulas de danças urbanas

e balé, o projeto “Bom

de Nota, Bom de Dança” também

trabalha metodologia de

controle de talentos, incentivando

a frequência e o bom

comportamento escolar. Ao

todo serão beneficiadas cerca

de 70 crianças e adolescentes,

com idade entre sete e 14

anos.

Além da formação cultural, projeto incentiva a

frequência e o bom comportamento escolar

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