L+D 73
Edição: maio| junho de 2019
Edição: maio| junho de 2019
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Imagens: A/D/O<br />
¿QUÉ PASA?<br />
PLASMANDO O INVISÍVEL<br />
“Uma investigação acerca dos elementos invisíveis que<br />
moldam o nosso entorno e de que maneira a tecnologia<br />
pode ser usada para conferir-lhes uma forma física.” Assim<br />
é definida a exposição “Wave. Particle. Duplex.” por seus<br />
criadores, a arquiteta japonesa Azusa Murakami e o artista<br />
britânico Alexander Groves, que, juntos, comandam o coletivo<br />
Studio Swine (Super Wide Interdisciplinary New Explorers)<br />
desde 2011.<br />
As duas obras apresentadas na exposição resultaram de um<br />
intenso trabalho de pesquisa e experimentação desenvolvido<br />
ao longo de seis meses, como parte do programa de residência<br />
artística oferecido pelo A/D/O – um espaço criativo dedicado<br />
à exploração do futuro do design oferecido pela marca<br />
automobilística MINI – em Nova York, Estados Unidos. Juntas,<br />
as instalações exploram elementos efêmeros, como a névoa e a<br />
luz, materializando-os em um ambiente imersivo e etéreo.<br />
A primeira delas, Dawn Particles, é composta de uma série<br />
de recipientes tubulares de vidro soprado preenchidos com<br />
criptônio – um gás nobre – na forma de plasma. Considerado<br />
o quarto estado da matéria (além do sólido, do líquido e do<br />
gasoso), o plasma é abundante no Universo, constituindo o Sol<br />
e as demais estrelas e sendo responsável pelos belos efeitos<br />
proporcionados pelas auroras boreais. Seu comportamento<br />
responsivo ao magnetismo foi estimulado por meio da aplicação<br />
de tensão elétrica oscilante, fazendo o plasma, em meio ao<br />
vácuo no interior do vidro, emitir luz de intensidade variável,<br />
com aspecto quase sobrenatural.<br />
Já Fog Paintings apresenta duas vitrines preenchidas por uma<br />
espécie de névoa em movimento que atua como um difusor<br />
para a luz dos projetores instalados no interior da peça. Aliado<br />
a filtros dicroicos, o movimento da fumaça, ora turbulento, ora<br />
mais calmo, distorce a intensidade e a cor das luzes, criando<br />
uma visão contemporânea das transcendentais pinturas de<br />
paisagens de artistas como Turner e Thomas Cole e remetendo<br />
a situações sublimes da natureza, como o momento em que a<br />
luz do sol atravessa os gases e as nuvens na atmosfera. (D.T.)<br />
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