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Edição: maio| junho de 2019

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Max Touhey<br />

David Mitchell<br />

David Mitchell<br />

David Mitchell<br />

Max Touhey<br />

David Mitchell<br />

¿QUÉ PASA?<br />

DE VOLTA PARA O FUTURO<br />

O icônico terminal TWA foi projetado pelo arquiteto<br />

finlandês-americano Eero Saarinen, nos anos 1960, para abrigar<br />

as operações da companhia Trans World Airlines no Aeroporto<br />

John F. Kennedy, em Nova York, Estados Unidos. O edifício – que<br />

deixou de funcionar em 2001 por não ser mais compatível com<br />

o porte das aeronaves modernas – passou por uma importante<br />

remodelação que o transformou em um hotel, a ser inaugurado<br />

durante o mês de maio deste ano.<br />

O projeto, desenvolvido em conjunto pelos escritórios norte-<br />

-americanos Lubrano Ciavarra Architects e Beyer Blinder Belle,<br />

previu a construção de 512 suítes de luxo, seis restaurantes e<br />

oito bares, além de espaços para conferências e eventos e de um<br />

amplo mirante aberto ao público. Responsáveis pelos interiores<br />

dos espaços públicos, os arquitetos do INC Architecture &<br />

Design adotaram a cor vermelha – a mesma da logomarca<br />

da companhia aérea – como elemento-chave, presente no<br />

mobiliário do lounge central do hotel. A arquitetura marcante<br />

desse espaço, com suas lajes côncavas de concreto e suas<br />

amplas fachadas envidraçadas, é ressaltada pela luz natural e<br />

pela iluminação artificial indireta, que é complementada por<br />

projetores integrados às claraboias lineares que acompanham<br />

o desenho do teto, mantendo os planos de concreto livres de<br />

interferências visuais.<br />

As suítes foram instaladas em duas novas alas, construídas<br />

atrás do edifício principal, e contam com fachadas envidraçadas<br />

de piso a teto, com vistas para as pistas de decolagem e pouso.<br />

Por esse motivo, sua fachada é constituída de uma das peles de<br />

vidro mais espessas do mundo – contando com sete camadas<br />

– para bloquear o ruído dos aviões. Desenhadas pelo escritório<br />

Stonehill Taylor, as acomodações tiveram forte inspiração<br />

na cultura, na arquitetura e na ambientação dos anos 1960,<br />

a começar pelo mobiliário, composto de peças autênticas<br />

desenhadas por Saarinen. Com exceção das luminárias<br />

decorativas de cobre, de design sessentista, e da iluminação de<br />

camarim ao redor do espelho do banheiro, toda a iluminação<br />

da suíte é integrada a detalhes arquitetônicos – como a<br />

iluminação indireta incorporada às molduras de madeira das<br />

paredes – e ao mobiliário – para iluminar a escrivaninha, o<br />

guarda-roupa e a pia. O projeto conta, ainda, com certificação<br />

ambiental LEED. (D.T.)<br />

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