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Edição: maio| junho de 2019
Edição: maio| junho de 2019
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As prateleiras da estante da<br />
biblioteca são iluminadas<br />
individualmente de forma<br />
a acentuar o pé-direito<br />
duplo do saguão. Os demais<br />
ambientes seguem com<br />
uma distribuição regular<br />
de luminárias fixadas sob<br />
a laje de modo a iluminar<br />
os espaços uniformemente.<br />
Abaixo, o fechamento atrás<br />
do palco do auditório é feito<br />
pela caixilharia da fachada,<br />
permitindo a entrada<br />
abundante de luz natural, em<br />
geral raro em ambientes com<br />
esta tipologia.<br />
O saguão de entrada é também iluminado por sistema de iluminação que permite combinar diversas tipologias de distribuição<br />
fotométrica, de temperatura de cor e de montagem.<br />
pintado de branco fosco. Os brises são distribuídos de acordo<br />
com a posição do sol durante o ano, limitando a incidência direta<br />
de luz solar e evitando, assim, o ofuscamento e o aquecimento<br />
interno, sem perder contato visual com o exterior. Além de seu<br />
caráter funcional, os brises também ajudam a definir o desenho<br />
das fachadas do edifício, as quais são iluminadas de cima para<br />
baixo, fatiando o volume arquitetônico em quatro partes, definidas<br />
a partir das dimensões das aberturas verdes. Essa solução<br />
constitui a iluminação de fachada, que pode funcionar tanto<br />
com a iluminação das áreas internas acesa quanto apagada.<br />
As áreas internas foram iluminadas por um sistema único<br />
de iluminação, customizado em parceria com os arquitetos<br />
com o intuito de se adaptar ao uso do edifício no decorrer de<br />
sua existência, sem alterar a aparência do desenho do forro.<br />
Para isso, foi criada uma família de luminárias que permite<br />
combinar diversas distribuições fotométricas, de acordo<br />
com o uso, a necessidade visual e a identidade luminosa de<br />
cada ambiente.<br />
O sistema é composto de lentes de polimetilmetacrilato<br />
(PMMA), material que permite 90% de reflexão e desenho<br />
óptico catadióptrico, que combina a reflexão e a refração da<br />
luz. A dissipação de calor do LED é feita por meio do próprio<br />
corpo da luminária, o que garante eficiência e longevidade na<br />
operação e minimização da manutenção.<br />
As fontes luminosas têm alta qualidade de reprodução<br />
das cores, com o intuito de se harmonizar com as qualidades<br />
da iluminação natural presente no edifício. O conjunto óptico,<br />
composto de microlentes, é capaz de produzir quatro tipos<br />
de facho diferentes: concentrado, médio, aberto e elíptico.<br />
A montagem do sistema também pode variar em embutido,<br />
sobreposto ou pendente. Nesta última montagem, a lente de<br />
PMMA também faz as vezes de cúpula da luminária, que, além<br />
da emissão direta por meio dos 90% de reflexão interna,<br />
permite a emissão indireta de 10% da luz.<br />
Nas áreas de escritório e de vendas e nas áreas comuns do<br />
edifício foram especificadas temperaturas de cor de 4.000 K,<br />
enquanto nas áreas de exposições do museu e nos restaurantes<br />
elas são de 3.000 K. Para garantir a consistência das temperaturas<br />
de cor no empreendimento, foi utilizado step 1 na elipse MacAdam.<br />
O projeto foi vencedor de diversos prêmios internacionais,<br />
incluindo o LIT Awards 2018, na categoria Interior Architectural<br />
Illumination.<br />
AMOREPACIFIC<br />
Seul, Coreia do Sul<br />
Projeto de iluminação:<br />
Arup Alemanha<br />
Alexander Rotsch (coordenador de projeto)<br />
Projeto de arquitetura e interiores:<br />
David Chipperfield Architects<br />
Cliente:<br />
Amorepacific Corporation<br />
Fornecedores:<br />
BEGA, Erco, Selux, Traxon Technologies,<br />
Viabizzuno e Wästberg<br />
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