Newslab 153

newslab.analytica

A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

ISSN 0104838-4

R$ 25,00

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Ano 26 - Edição 153 - Abr/Mai 2019

DB INAUGURA

MEGA UNIDADE

CURITIBA.

A MAIOR E MAIS

MODERNA

UNIDADE DO

DIAGNÓSTICOS

DO BRASIL


evista

Ano 26 - Edição 153 - Abr/Mai 2019

editorial

Saúde, sociedade, mercado,

tecnologia e ciência: a receita para

pensar qualidade na gestão e nos serviços

Nesta edição da Newslab, trazemos ao leitor três importantes artigos, que se relacionam diretamente

com as análises clínicas e com a saúde de modo geral. Sendo as superbactérias um tema que se torna

cada vez mais recorrente no campo da saúde, acompanhada de importantes descobertas nesta área, um

dos artigos desta edição aborda as infecções do trato urinário, sendo uma das mais comuns infecções

bacterianas e o perfil de resistência aos antimicrobianos. Ainda seguindo esta importante temática,

trazemos também um artigo sobre as infecções hospitalares envolvendo a Klebsiella pneumonae produtora

da enzina KPC e as dificuldades em torno da escolha do antibiótico. Permanecendo na linha de

relevância em diagnóstico, completamos nossa tríade científica abordando a leucemia linfoide aguda e

seus aspectos gerais e diagnóstico.

Além disso, trazemos também nossa seção sobre analogias de medicina e a seção de diagnóstico por

imagem retrata o adenocarcinoma em uma situação de apresentação atípica, diagnosticado via ressonância

magnética. Para solidificar ainda mais uma ligação importantíssima e pouco realizada, trazemos

um debate de direito e saúde e o uso medicinal de canabidiol. Na seção Lady News, iniciada na edição

passada, trazemos um importante debate sobre controle de qualidade laboratorial, complementando

isso, em Panorama de Biomedicina abordamos a gestão laboratorial sobre uma nova perspectiva: o

mundo da tecnologia, as redes sociais e o caminho para se adaptar à uma nova realidade no mercado.

Há 4 meses desde o desastre de Brumadinho em Minas Gerais, autoridades alertam possíveis surtos

de doenças infecciosas. Nesta edição, retomamos os aspectos socioambientais e de saúde deste acidente,

refletindo qual o papel e o cenário desafiador de atuação de todos do ramo da saúde.

Uma edição organizada com o que há de mais atual no mercado e na ciência, associando pesquisa e

tecnologia para o desenvolvimento da área da saúde em níveis cada dia maiores e melhores.

AMANDA NAVARRO

Expediente

Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Amanda Navarro | redação@newslab.com.br

Assessoria de Imprensa: | publicidade@newslab.com.br | Assinaturas: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues - 11 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Coordenação de Arte: HDesign - arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Vox Gráfica | Periodicidade: Bimestral

04

Ano 26 - Edição 153 - Abr/Mai 2019

DEN Editora - Revista NewsLab - Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

tel.: 11 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 74.310.962/0001-83 - Insc. Est.: 113.931.870.114 - ISSN 0104-8384

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


06

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


07


evista

Ano 26 - Edição 153 - Abr/Mai 2019

normas de publicação

para artigos e informes assinados

DB INAUGURA

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CURITIBA.

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MODERNA

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DIAGNÓSTICOS

DO BRASIL

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para publicação de artigos, aos autores interessados.

Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo

as normas para publicação de artigos, aos autores

interessados. Caso precise de informações adicionais,

entre em contato com a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos educacionais,

resumos de teses etc. Os editores levarão em

consideração para publicação toda e qualquer contribuição

que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores. Os autores deverão informar

todo e qualquer conflito de interesse existente, em

particular aqueles de natureza financeira relativo a

companhias interessadas ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados com a

contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de

compromisso assinado por todos os autores, atestando

a originalidade do artigo, bem como a participação

de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português,

mas com Abstract detalhado em inglês. O Resumo

e o Abstract deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

TELEFONE: (11) 3900-2390

EMAIL: redacao@newslab.com.br.

pedimos que a resolução do escaneamento seja de

300 dpi’s, com extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados

por e-mail, ordenados em título, nome e

sobrenomes completos dos autores e nome da

instituição onde o estudo foi realizado. Além disso,

o nome do autor correspondente, com endereço

completo fone/fax e e-mail também deverão constar.

Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos,

Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o

sobrenome do devido autor, seguido pelo ano da

publicação, segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência

citadas no texto devem vir listadas no fim, com o

sobrenome do autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes.

Título: subtítulo do artigo. Título do livro/periódico,

volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão

ser mencionadas como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: Paolo Enryco – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

Acesse nossa homepage: www.newslab.com.br

Siga-nos no twitter: @revista_newslab

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes assinados

são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:

08

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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juntos conseguem chegar

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Ano 26 - Edição 153 - Abr/Mai 2019

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ordem alfabética

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pág

Aimara 131

Alvaro Apoio 82

Apparat Brasil 25 | 49

Arena Técnica 153

Becton Dickinson 5 | 85 | 115

Bio Advance 119

Biotecno 41

Byosystems 111

Celer Biotecnologia 103

Cellavision 39

CMG - Conceito Diagnóstica 99

Comercial 3 Albe 107

Controllab 137

DB Diagnósticos 1 | 156

Diagmaster 17

Diagno 100 | 101

Ebram 129

Fanem 109

FirstLab 52-53

Fujirebio 135

Gold Analisa 81

Greiner Bio-One Brasil 97 | 143

Grifols 9

GT Group 19

Hermes Pardini 117

Horiba 2-3 | 127

Hospitalar 147

In Vitro 45

J. R. Ehlke 20-21

Anunciante

pág

Laboratório São Marcos 113

Labrede 121

Labtest 105

Liga Sistemas 47

LumiraDx 73

M Biolog 27

Mayo Clinic 75

Med Max 63

Mobius Life Science 123

Nihon Kohden do Brasil 13 | 66-67

Opticam 10-11

PNCQ 141

Polar Técnica 139

Prime Cargo 154-155

Quest Diagnostics 79

SBAC 148-149

SBPC 151

Sebia 133

Seegene Brazil 6-7

Senne Liquor 35

Serion Brasil 89 | 91

Siemens 93 | 125

Snibe 95

Stramedical 87

TBS Binding Site 37

Veolia 14 -15

Veríssimo 145

Vida Biotecnologia 29

Wama 31

Conselho Editorial

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Prof. Dr. Carlos A. C. Sannazzaro –

Professor Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Dr. Marco Antonio Abrahão – Biomédico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof.

Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr.

Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Jacques Elkis – Médico Patologista, Mestre em Análises Clínicas da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética

da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia

Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas | Dra. Suely Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva | Dra. Gilza Bastos Dos

Santos – Farmacêutica-Bioquímica | Dra. Leda Bassit - Biomédica do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue.

Colaboraram nesta Edição:

Geraldo Edson Souza Guerra Júnior, Ane Caroline Texeira de Freitas, Kelma Dayana de Oliveira Silva Guerra, Daniela Araujo Veloso Popoff, Carlos Eduardo Mendes D’Angelis, Arena

Técnica, Benvindo Soares de Souza Junior, Lucas Luiz de Lima Silva, Aline Rodrigues Gama, July Mayene Rebouças, Luciana Nogueira Rebouças, Francisco Edson Ferreira Paz, Willer

Malta De Sousa, Vanessa Mizubuti Brit, Klaus Schumacher, Bruna Zaidan, Antônio Eustáquio Dantas da Silva Júnior, Patricia Fukuma, Adma Diamenti, Ana Santos, Humberto Façanha,

Luís Eduardo Coelho Andrade, Taís Machado Pozza e Fredson Serejo

012

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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Í n d i c e

Ano 26 - Edição 153 - Abr/Mai 2019

MATÉRIA DE CAPA

DB INAUGURA

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A MAIOR E MAIS

MODERNA

UNIDADE DO

DIAGNÓSTICOS

DO BRASIL

50

ARTIGO 1

INFECÇÕES URINÁRIAS EM PACIENTES

AMBULATORIAIS: PREVALÊNCIA E PERFIL

DE RESISTÊNCIA AOS ANTIMICROBIANOS

AUTORES:

GERALDO EDSON SOUZA GUERRA JÚNIOR 1

ANE CAROLINE TEXEIRA DE FREITAS 2

KELMA DAYANA DE OLIVEIRA SILVA GUERRA 3

DANIELA ARAUJO VELOSO POPOFF 4

CARLOS EDUARDO MENDES D'ANGELIS 5

ARTIGO 2

INFECÇÃO EM ÂMBITO

HOSPITALAR POR KLEBSIELLA PNEUMONIAE

PRODUTORA DE ENZIMA KCP

22

negativo para linfoblastos 3,15 .

AUTORES:

O subtipo L3 é o mais raro entre os demais, apresentando células homogê

BENVINDO SOARES DE SOUZA JUNIOR 1,

LUCAS LUIZ tamanho DE LIMA grande, SILVA 2, cromatina fina, núcleo regular de forma redonda ou ovalar, um

ALINE RODRIGUES GAMA 3*

nucléolos grandes e proeminentes por célula, citoplasma abundante, basofilia e vacu

32

LLA: Aspectos gerais e Métodos dia

Esse subtipo, afeta, na maioria dos casos, adolescentes e jovens, com ida

13 e 19 anos. Suas células podem ser facilmente confundidas com os mieloblastos do

da leucemia mielóide aguda – LMA, sendo diferenciados através de reações cito

como as colorações mieloperoxidase (peroxidase) e sudan Black, que apresentam

citoplasmáticas evidentes (Figura 3).

04 Editorial

18 Agenda

54 Informe Científico

60 Direito e Saúde

68 Diagnóstico por Imagem

76 Radar Científico

80 Laboratório em Destaque

102 Lady News

108 Informes de Mercado

150 Logística Laboratorial

152 Analogias em Medicina

ARTIGO 3

LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA: ASPECTOS GERAIS E

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS

AUTORES:

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2 .

PANORAMA EM BIOMEDICINA

BIOMEDICINA

A ETERNA PROFISSÃO DO FUTURO:

SEREMOS EXTINTOS OU TEMOS QUE EVOLUIR?

Este subtipo associa-se morfologicamente ao linfoma de Burkitt, um

neoplasia das células B, altamente agressiva para o sistema linfático 3, 15,16 .

3.3 Métodos diagnósticos

GESTÃO LABORATORIAL

E PROFISSIONAL

SOLUÇÕES EM GESTÃO PROFISSIONAL PARA PEQUENOS E

MÉDIOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS

42

Figura 3: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L3,

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

86

Embora existam várias técnicas citoquímicas e citogenéticas que pe

identificação e a classificação dos tipos de LLA com mais precisão, um simples he

92

016

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


- Utiliza apenas 100µl de sangue total ou plasma;

- Ideal para prontos socorros.

HUBI PCT

diagnóstico

HUBI D-Dímero

simplificado

HUBI PCT HUBI

D-Dímero

HUBI PCT

DiagM ster

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta

-

correlação

Diagnóstico

com

preciso

o instrumento

em apenas

de

15

diagnóstico

minutos;

de referência;

- Excelente

- Utiliza

precisão,

apenas

sensibilidade,

100µl de sangue

especificidade

total com EDTA,

e acurácia.

Citrato ou plasma;

- Alta sensibilidade e especificidade.

HUBI PCT

diagnóstico simplificado

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência;

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

HUBI 3 in 1

HUBI PCT

requer procedimento simples

cification HUBI PCT of HUBI- - Tenha a melhor hCG decisão no diagnóstico de sepse

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade - e 3 acurácia marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo;

- Diagnóstico rápido em pacientes com suspeita de infarto do miocárdio;

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- Qualidade do laboratório na velocidade POC.

Rápido, Rápido, Preciso Preciso e Decisivo

Decisivo e nos nos nos momentos críticos críticos

G

HUBI HCG

HUBI PCT

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

- 3 marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo

- Milhares de usuários em PS e UTI

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disponível

HCG

- Qualidade do laboratório na velocidade POC

HUBI

D-Dímero

HUBI PCT HCG

HUBI- hCG Specification

diagnóstico simplificado

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Tenha a melhor

Specification HUBI-hCG (Cat. No. ANP-8025)

- Utiliza apenas 100µl decisão sangue no diagnóstico total ou de plasma; sepse;

Test Method Rapid Quantitative Immunoassay

- Ideal Alta correlação para prontos com socorros. o instrumento de diagnóstico de referência;

Result within 15 min

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

Specimen

Sample Volume

Detection Limit

HUBI HCG

EDTA whole blood

100 uL


agenda

agenda

14ª Congresso Brasileiro de Dor

Data: 19/16/2019

Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo, SP.

Informações: www.sbed.org.br/14o-cbdor

XVII International Conference on Eletrical Bioimpedance

Data: 09/06/2019 a 13/06/2019

Local: Joinville, SC

Informações: www.icebi2019.joinville.br

40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Data: 20/06/2019 a 22/06/2019

Local: Transamérica Expo Center - São Paulo, SP.

Informações: www.socesp2019.socesp.org.br/feira-de-exposicao/expositores

13º Congresso Mineiro de Nefrologia

Data: 23 a 25 de maio

Local: Santíssimo Resort – Tiradentes,MG

Informações: www.smn.org.br/congresso

24º Encontro Pernambucano de Angiologia e Cirurgia Vascular

Data: 23 a 25 de maio

Local: Mar Hotel Conventions – Recife, PE

Informações: www.jalan.com.br/eventos/angiologia2019

XVIII Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Glaucoma

Data: 23 a 25 de maio

Local: Word Trade Center - São Paulo, SP

Informações: sistemacenacon.com.br/glaucoma2019

VIII Congresso Internacional de Osteopatia

Data: 30 de maio a 2 de junho

Local: Expo Dom Pedro – Campinas, SP

Informações: ciost.org

13ª Convenção Brasileira de Hospitais

Data: 01 e 02/08/2019

Local: Salvador – BA

Informações: www.convencaofbh.com.br

XXXI Congresso Brasileiro de Genética Médica

Data: 01 a 05/07/2019

Local: Hotel DeVille Prime – Salvador, BA

Informações: cbgm2019.com.br/home.asp

16º Congresso de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica

Data: 30/05/2019 a 01/06/2019

Local: Atlântico Búzios Hotel – Búzios, RJ.

Informações: www.sobracilrj.com.br/congresso2019/index.asp

018

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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021


AUTORES:

GERALDO EDSON SOUZA GUERRA JÚNIOR 1

ANE CAROLINE TEXEIRA DE FREITAS 2

KELMA DAYANA DE OLIVEIRA SILVA GUERRA 3

DANIELA ARAUJO VELOSO POPOFF 4

CARLOS EDUARDO MENDES D'ANGELIS 5

imagem ilustrativa

artigo 1

022

Infecções Urinárias

em pacientes ambulatoriais:

prevalência e perfil

de resistência aos antimicrobianos

Introdução

A infecção do trato urinário (ITU) é a causa mais comum de

infecções comunitárias e causa importante de infecções relacionadas

à assistência em saúde, o que gera grande impacto

para a saúde pública e alto custo para as instituições hospitalares

(CARNEIRO, FERREIRA, GARCIA; 2018), no Brasil, as ITUs

são consideradas as mais comuns das infecções bacterianas,

responsáveis por 80 em cada 1.000 consultas clínicas (SAN-

TANA et. al.,2012).

As ITUs ocorrem em homens e mulheres das mais variadas

idades, porem os grupos mais frequentemente acometidos são

recém-nascidos do sexo masculino, homens com obstrução

prostática, idosos de ambos os sexos e, em especial, mulheres

jovens sexualmente ativas (BRAOIOS et.al., 2009). A ITU pode ser

definida como a presença de microorganismos patogênicos em

qualquer parte do trato urinário alto e/ou baixo, gerando uma

resposta imunológica do urotélio (OLIVEIRA, SOUTO; 2018).

Principais sintomas clínicos podem ser destacados a polaciúria,

disúria, dor lombar, urgência miccional, febre, alteração de cor e

odor da urina (OLIVEIRA, SOUTO; 2018).

Casuísticas europeias consideram a ITU como a segunda

causa mais comum de indicação de tratamento antimicrobiano

empírico na atenção primária e, em um estudo realizado

no sul do Brasil, essa condição foi responsável por 13,3% das

prescrições de antibióticos, número menor apenas que o das

infecções das vias aéreas superiores e amigdalites (ALVES,

1 Biomédico, Mestre em Cuidado Primário em Saúde, Colaborador do

Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMOC) e Biomédico do Núcleo de

Atenção à Saúde e Práticas Profissionalizantes (NASPP)

2Farmacêutica, Colaboradora do Núcleo de Atenção à Saúde e Práticas

Profissionalizantes (NASPP)

3 Médica Anestesiologista, Mestranda em Cuidado Primário em Saúde da

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES)

4 Dentista, Pós-doutora em mal formações e Sindromes com envolvimento

Orofacial, Professora Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMOC) e da

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES)

4Biomédico, Doutor em Ciências Farmacêuticas, Professor Centro

Universitário FIPMoc (UNIFIPMOC) e da Universidade Estadual de Montes

Claros (UNIMONTES)

EDELWEISS, BOTELHO; 2016). A escolha empírica de um fármaco

adequado para o combate das ITUs é sempre uma importante

e difícil iniciativa médica.Atualmente, é sabido que

os agentes causadores de infecção urinária desenvolvem resistência

aos antimicrobianos comumente utilizados, portanto,

o seu uso indiscriminado favorece o aumento do número de

cepas resistentes (FREITAS et.al., 2016).

O perfil de resistência bacteriana local contribui na escolha

dos antimicrobianos, considerando a eficácia clínica ante um

determinado grupo de bactérias, a prevalência de resistência

local e os custos. Estas avaliações têm sido úteis no controle de

infecção tanto comunitária como hospitalar. Entretanto, estudos

não recomendam a utilização de um determinado fármaco na

terapia empírica quando a sua taxa de resistência local for superior

a 20% (ELIAS, RIBEIRO; 2017).

A resistência bacteriana aos antibióticos pode ser considerada

uma manifestação natural devido ao processo evolutivo da

adaptação genética de organismos que se alteram no seu próprio

meio ambiente (ELIAS, RIBEIRO; 2017), estudos periódicos,

avaliando a prevalência dos uropatógenos, em uma determinada

região, provêm informações importantes e precisas para

orientação de terapia empírica adequada e direcionada a estes

pacientes (FREITAS et.al., 2016).

Neste estudo, investigarmos os dados laboratoriais referente

ao perfil dos agentes causadores de ITUs com relação a idade,

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


sexo, correlacionando-os a prova de nitrito,

avaliando o perfil de sensibilidade

antimicrobianain vitro dos principais patogenos

isolados dos pacientes atendidos

laboratório de uma clinica escola da cidade

de Montes Claros/ MG.

Material e métodos:

Este estudo foi transversal, realizado

no Núcleo de Atenção à Saúde e Práticas

Profissionalizantes (NASPP) através de

uma pesquisa no histórico documental

baseada nos laudos laboratoriais do

setor de microbiologia do Laboratório

de Análises Clínicas (LAC) do NASPP de

janeiro a de dezembro 2018. Os critérios

de inclusão usados foram pacientes de

ambos os sexos, sem limite de idade, cor

e classe social que realizaram cultura de

urina e os critérios de exclusão pacientes

cujos laudos não estavam disponíveis ou

pacientes fora do período de estudo.

Para análise os dados foram expressos

em números absolutos e em porcentagens

utilizando-se o StatisticalPackage

For The Social Sciences 21.0 (SPSS 21.0) e

Excel for Windows (2010), os resultados

foram apresentados de forma descritiva

por meio de tabelas e figuras, indicando-

-se frequências e prevalências.

As amostras de urina foram coletadas

seguindo as orientações de assepsia da

região genital na intenção de eliminar

contaminações do material enviado ao

laboratório de microbiologia; a coleta

foi realizada através de jato médio em

frascos assépticos, sendo realizadas pela

manhã, quando há maior possibilidade

de se concentrar a urina por permanecer

um período maior na bexiga, ou, se a

amostra for coletada no decorrer do dia,

orientou-se o paciente a permanecer no

mínimo por quatro horas sem urinar.

Foram analisados fatores como idade, sexo

e resultados das análises química (nitrito) e

microbiológica (cultura bacteriana negativa

ou positiva, isolamento, identificação do

agente patogênico e antibiograma), obtidos a

partir das amostras urinárias analisadas.

A detecção de nitrito urinário foi

realizada utilizando-se fita reagente

(Combur10 Test® M, Roche) com leitura

manual. Todas as amostras foram semeadas

seguindo as recomendações da

Anvisa (BRASIL,2013). A semeadura das

amostras foi realizada utilizando-se alça

calibrada de 0,01 mL (10 μL) em agar

CLED (cistina-lactose eletrólito deficiente

- NEWPROV) e Agar MacConkey (NEW-

PROV) com incubação em estufa bacteriológica

à temperatura de 36ºC ± 1°C

por 24-48 horas. Foram consideradas

positivas as culturas que apresentaram

crescimento igual ou superior a 100.000

UFC/mL. As colônias foram submetidas à

coloração de Gram (NEWPROV) e à identificação

bioquímica por meio do Rugai

com Lisina (NEWPROV) e provas de

identificação para estafilococos e o antibiograma

realizado por meio do método

qualitativo de disco-difusão (técnica de

Kirby-Bauer). Brevemente, colônias selecionadas

a partir de uma cultura positiva

após 24-48 horas de incubação a 36ºC ±

1°C foram suspensas em solução de NaCl

a 0,85% ( P/V) até a obtenção de uma

turbidez correspondente a 0,5 na escala

de McFarland ( 108 UFC/mL)e então semeadas

em Agar Müeller-Hinton (NEW-

PROV). Os discos de antibióticos foram

distribuídos nas placas e na seqüência

incubadas à temperatura de 36ºC ± 1°C

por 24-48 horas. Para a interpretação e

liberação do resultado foram seguidos os

padrões recomendados pelo Clinical and

Laboratory Standards Institute (CLSI).

Os antibióticos rotineiramente avaliadoscontra

enterobacterias são:

amoxicilina + clavulanato;ampicilina,

aztreonam, cefalotina, cefuroxima,

ceftriaxona,ceftazidima, cefotaxima,

cefepima, ciprofloxacina,gentamicina,

nitrofurantoina, norfloxacina, sulfametoxazol+

trimetoprima e tetraciclina.

Para os estafilocococos, osantibióticos

comumente testados são: amoxicilina +

clavulanato,amicacina, cefalotina, ciprofloxacina,

clindamicina,eritromicina, gentamicina,

nitrofurantoina, norfloxacina,

penicilina, rifampicina, sulfametoxazol +

trimetoprima, teicoplamina, tetraciclina e

vancomicina (Braoloset.al., 2009).

O estudo foi aprovado pelo comitê de

ética em pesquisa das Faculdades Integradas

Pitágoras parecer número 3.184.748.

Resultados:

No ano de 2018 foram realizados um

total de 402 uroculturas no laboratório do

NASPP, com 76 (18,9%) culturas positivas

e 2 (0,5%) contaminações, na tabela 1

apresenta a incidência de uroculturas positivas

por sexo.

(vide tabela 1)

Na tabela 2, apresenta a frequência

de uroculturas positivas em relação

a faixa etária dos pacientes. Tendo

a faixa etária de 31 a 40 anos com a

preponderância de culturas positivas

e a faixa etária de menor positividade

sendo entre 11 a 20 anos.

(vide tabela 2)

Os microorganismos gram-negativos

foram os patógenos mais frequentemente

isolados nas uroculturas (92%), sendo a

Escherichia coli (E. coli) o principal patógeno

com 48 (63,3%) uroculturas positivas,

seguido da Enterobacter sp. (18,4%), Klebsiella

sp. (7,9%), Staphylococcus sp. (6,8%)

e com 1,2% as bactérias Enterococcus sp,

Morganella morganii e Proteus sp.

(vide gráfico 1)

Em relação a faixa etária e bactérias

isoladas a faixa de 31 a 40 anos de idade

foi a que apresentou a maior predomínio

de resultados positivos, também nesta

faixa foram encontradas as duas contaminações,

já a faixa de 11 e 20 anos de idade

foi a de menor predomínio de resultados

positivos. A bactéria E. coli foi encontrada

em todas as faixas etárias do estudo.

(vide tabela 4)

O teste de nitrito na urina rotina ao

correlacionar com as culturas, observou-

-se correlação de 34 das uroculturas

positivas e não houve culturas negativas

023


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

GERALDO EDSON SOUZA GUERRA JÚNIOR 1

ANE CAROLINE TEXEIRA DE FREITAS 2

KELMA DAYANA DE OLIVEIRA SILVA GUERRA 3

DANIELA ARAUJO VELOSO POPOFF 4

CARLOS EDUARDO MENDES D'ANGELIS 5

artigo 1

Os discos de antibióticos foram distribuídos nas placas e na seqüência incubadas à

temperatura de 36ºC ± 1°C por 24-48 horas. Para a interpretação e liberação do resultado

foram seguidos os padrões recomendados pelo Clinical and Laboratory Standards

Institute (CLSI).

Os antibióticos rotineiramente avaliadoscontra enterobacterias são: amoxicilina +

clavulanato;ampicilina, aztreonam, cefalotina, cefuroxima, ceftriaxona,ceftazidima,

cefotaxima, cefepima, ciprofloxacina,gentamicina, nitrofurantoina, norfloxacina,

sulfametoxazol+ trimetoprima e tetraciclina. Para os estafilocococos, osantibióticos

comumente testados são: amoxicilina + clavulanato,amicacina, cefalotina,

ciprofloxacina, clindamicina,eritromicina, gentamicina, nitrofurantoina, norfloxacina,

penicilina, rifampicina, sulfametoxazol + trimetoprima,teicoplamina, tetraciclina e

vancomicina (Braoloset.al., 2009).

O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa das Faculdades

Integradas Pitágoras parecer número 3.184.748.

Resultados:

No ano de 2018 foram realizados um total de 402 uroculturas no laboratório do

NASPP, com 76 (18,9%) culturas positivas e 2 (0,5%) contaminações, na tabela 1

apresenta a incidência de uroculturas positivas por sexo.

Tabela 1: Distribuição dos resultados de culturas no ano de 2018 por sexo dos

pacientes

Resultados N (%)

Feminino Masculino

Total 402 (100,0) 302 100

Positivas 76 (18,9) 72 (94,7%) 04 (5,3%)

Negativas 324 (80,6) 228 96

Contaminadas 02 (0,5) 02 00

Fonte: Dados produzidos pelo próprio estudo

Na tabela 2, apresenta a frequência de uroculturas positivas em relação a faixa

Tabela 2: Distribuição da frequência de uroculturas positivas de pacientes atendidos

etária dos pacientes. Tendo a faixa etária de 31 a 40 anos com a preponderância de

por faixa etária e sexo

culturas positivas e a faixa etária de menor positividade sendo entre 11 a 20 anos.

Idade (em anos) Culturas positivas Sexo

024

Feminino

Masculino

0 a 10 10 10 0

11 a 20 2 2 0

21 a 30 8 7 1

31 a 40 16 15 1

41 a 50 15 14 1

51 a 60 8 8 0

61 a 70 10 10 0

Acima de 70 7 6 1

Total 76 72 4

Fonte: Dados produzidos pelo próprio estudo

Os microorganismos gram-negativos foram os patógenos mais frequentemente

isolados nas uroculturas (92%), sendo a Escherichia coli (E. coli) o principal patógeno

com presença de nitrito e nem culturas

com Gram positivas. A tabela 4 apresenta

o teste do nitrito em relação aos

microorganismos que foram encontrados

no estudo do total de 34 positivas

tivemos um total de 27 E. coli, 03 de

Enterobacter sp. e Klebsiella sp e 1 de

Morganella morganii. Na tabela também

apresentou as culturas positivas que não

foram realizadas urina rotina.

(vide tabela 4)

A tabela 5 apresenta o perfil de sensibilidade

dos 4 microorganismos mais

isolados no laboratório do NASPP no ano

de 2018, para E. coli verificamos a maior

resistência no antibiótico Ampicilina

48%, Sulfazotrim com 44% e Ácido Nalidixico

com 40%, para Enterobacter sp.

Ácido Nalidixico, Nitrofurantoina e Sulfazotrim

todos com 43% de resistência,

Klebsiella sp. tivemos Ácido Nalidixico

com 50%, Nitrofurantoina e Sulfazotrim

com 34% de resistência, também

foram os microorganismos com maior

número de antibióticos 100% sensíveis

e Staphylococcus sp. observamos Ácido

Nalidixico e Ceftriaxona com 80% de resistência

e Ampicilina com 60%.

(vide tabela 5)

Discussão

No presente estudo tivemos um percentual

de 18,9% de uroculturas positivas,

um número muito semelhante a

outros da literatura como em ELIAS,

RIBEIRO (2017) -17,2%, FABIAN, FRI-

GUETTO, BOGONI (2018) – 15,57%, ME-

NEZES et al (2016) – 22,62%, SALTON,

MACIEL (2017) – 16%, GUERRA JÚNIOR

et al (2018) – 23,2%.

A incidência da ITU é maior nas mulheres,

devido ao menor comprimento

da uretra e à maior proximidade com

o ânus. Estudos apontam que uma em

cada três mulheres irão apresentar esse

tipo de infecção pelo menos uma vez

na vida (ARAUJO; QUEIROZ, 2012). Já

nos homens, a uretra longa e as secreções

prostáticas bactericidas dificultam

a infecção (Fonseca et al. 2016). Corroborando

com a literatura, identificou que

94,7% das culturas positivas no sexo feminino

muito semelhante ao estudo de

MULLER et al (2008) – 92,3%, verificou-

-se também elevada frequência em outros

estudos de SALTON, MACIEL (2017)

– 87%, REIS et al (2016) – 85,1%, DIAS,

COELHO DORIGON (2015) – 82,4%.

Grupo de bactérias Gram-negativas

representaram 92,1% do total de culturas

positivas, tendo a maior incidência

de E. Coli, representando 63,3%.

Estes dados são similares a outros

estudos realizados no Brasil como

OLIVEIRA e SOUTO (2018), ELIAS e

RIBEIRO (2017), DIAS, COELHO DO-

RIGON (2015), SOARES et al (2006),

POLETTO e REIS (2005). Escherichia

coli é pertencente à microbiota normal

do intestino humano, podendo se

manifestar em outros sistemas ocasionando

subsequentemente, infecções

extra-intestinais, tornando se assim

o principal agentes etiológicos das

infecção no trato urinário. (Menezes et

al 2017).Segundo Koch et al. (2008),

E. coli é a bactéria mais incidente em

infecções urinárias no mundo inteiro,

ratificando nosso estudo.

Corroborando com estudos de

DIAS, COELHO, DORIGON (2015), as

infecções do trato urinário podem estar

presente em todas as fases da vida.

No trabalho de SILVA et al. (2017),

observou prevalência na faixa etária

entre 21 a 30 anos, já neste estudo

incidência foi na faixa etária de 31 a

40 anos de idade, seguido por 51 a 40

anos de idade.

Já para o sexo masculino como o

número de culturas positivas(n=4)

não se pode estabelecer uma relação

com a faixa etária, desviando se assim

da prevalência de outras citados na literatura,

que se espera que faixa etária

mais acometida para o sexo masculino

seja acima dos 60 anos. Estes pacientes

são possivelmente acometido,

devido ao aumento prostático que

dificulta assim o esvaziamento vesical

(SALTON, MACIEL 2017)

Um método de triagem para diagnóstico

de ITU que se utiliza é teste da

tira reagente, onde se obtém de modo

qualitativo e indireto a presença de

bactérias redutoras de nitrato a nitrito

(OLIVEIRA, SOUTO; 2018).As vantagens

em utilizar o nitrito urinário são o baixo

custo, a rapidez com que os resultados

tornam-se disponíveis e sua habilidade

para categorizar os pacientes em

dois grupos distintos, nitrito positivo

ou negativo (LARSON et al., 1997).

Os pacientes geralmente são tratados

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

GERALDO EDSON SOUZA GUERRA JÚNIOR 1

ANE CAROLINE TEXEIRA DE FREITAS 2

KELMA DAYANA DE OLIVEIRA SILVA GUERRA 3

DANIELA ARAUJO VELOSO POPOFF 4

CARLOS EDUARDO MENDES D'ANGELIS 5

artigo 1

026

Grafico 1 : Prevalência de Microorganismos isolados de culturas positivas

70

60

50

40

30

20

10

0

63,3%

18,4%

Fonte: Dados produzidos pelo próprio estudo

Tabela 4: Relação de Bactérias isoladas por faixa etária

Em relação a faixa etária e bactérias isoladas a faixa de 31 a 40 anos de idade foi

Faixa Etária

a que apresentou a maior predomínio de resultados positivos, também nesta faixa foram

0 a 10 11 a 20 21 a 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 61 a 70 Acima de

encontradas as duas

anos

contaminações,

anos anos


anos

a faixa

anos

de 11 e

anos

20 anos

anos

de idade

70 anos

foi a de menor

predomínio Bactérias de resultados positivos. A bactéria E. coli foi encontrada em todas as faixas

etárias isoladas do estudo.

E. coli 7 2 2 11 12 6 4 4

Klebsiella sp. 1 0 0 0 2 1 1 1

Enterococcus sp. 0 0 1 0 0 0 0 0

Enterobacter sp. 1 0 2 5 1 1 3 1

Staphylococcus 1 0 2 0 0 0 2 0

sp.

Morganella 0 0 0 0 0 0 0 1

morganii

Proteus sp. 0 0 1 0 0 0 0 0

Total 10 02 08 16 15 07 10 07

Fonte: Dados produzidos pelo próprio estudo

7,9% 6,8%

1,2% 1,2% 1,2%

Tabela 4: Relação dos microorganismos encontrados nas culturas positivas e nitrito

positivo O e teste negativo de nitrito nas amostras na urina rotina de urina ao correlacionar do estudo com as culturas, observou-se

correlação de 34 das uroculturas positivas e não houve culturas negativas com presença

Microorganismos

Nitrito

de nitrito e nem culturas com Gram positivas. A tabela 4 apresenta o teste do nitrito em

relação aos microorganismos que Negativo foram encontrados Positivo no estudo do total Não de realizado 34 positivas urina

tivemos um total de 27 E. coli, 03 de N Enterobacter sp. e Klebsiella N sp e 1 de Morganella rotina

N

morganii. Na tabela também apresentou as culturas positivas que não foram realizadas

E. coli 16 27 05

urina Enterobacter rotina. sp. 09 03 02

Klebsiella sp. 03 03 00

Staphylococcus sp. 05 00 00

Enterococcus sp. 01 00 00

Morganella morganii 00 01 00

Proteus sp. 01 00 00

Total 35 34 07

Fonte: Dados produzidos pelo próprio estudo

com base na suspeita clínica. Uma prática comum entre os

médicos é relacionar sintomatologia de ITU com resultado de

nitrito positivo na tira reagente com infecção por BGN (SATO

et al.,2005).Segundo Murray et al., para a maioria dos bacilos

Gram-negativo (BGN), incluindo E. coli, essa conversão ocorre

em 99%-100% dos casos, também este valor é relatado por

Martinelli, Rocha (2003). No levantamento das amostras de

urina de pacientes com uroculturas positivas, o teste de nitrito

positivo na fita de urina diverge dos relatos encontrados

na literatura. No presente estudo houve divergência em 34

amostras (47,2%), resultados semelhantes foram apontados

A tabela 5 apresenta o perfil de sensibilidade dos 4 microorganismos mais isolados

no laboratório do NASPP no ano de 2018, para E. coli verificamos a maior resistência no

antibiótico Ampicilina 48%, Sulfazotrim com 44% e Ácido Nalidixico com 40%, para

Enterobacter sp. Ácido Nalidixico, Nitrofurantoina e Sulfazotrim todos com 43% de

resistência, Klebsiella sp. tivemos Ácido Nalidixico com 50%, Nitrofurantoina e

Sulfazotrim com 34% de resistência, também foram os microorganismos com maior

número de antibióticos 100% sensíveis e Staphylococcus sp. observamos Ácido

Nalidixico e Ceftriaxona com 80% de resistência e Ampicilina com 60%.

por OLIVEIRA, SOUTO (2018) – 43,1% dos casos e de BORTO-

LOTTO et al. (2016) – 32,4%. Segundo Yoshida et al.(2006),

alguns fatores podem influenciar no resultado negativo de

nitrito nos testes de Urofitas, como o tempo de contato entre

a bactéria e o nitrato . Resultado falso negativo pode ocorrer

quando detectada terapia antibiótica, ou por concentração

muito baixa de nitrato na urina, que pode ser ocasionado por

dietas pobres em nitratos ou por alta diluição da amostra por

diurese. Já o resultado falso positivo pode ocorrer pela presença

de corantes de uso diagnóstico ou terapêutico. No nosso

estudo, das 34 positivas, apenas BGN foram identificadas

com nitrito positivo, destas 27 (35,5%) das culturas positivas

foram E. coli, percentual muito parecido com estudo de OLI-

VEIRA, SOUTO (2018) – 35% e próximo ao de BORTOLOTTO

et al. (2016) – 33,9% dos casos, em nosso estudo não tivemos

casos de Gram-positivos com nitrito positivo, divergindo

dos estudos de OLIVEIRA, SOUTO (2018), BORTOLOTTO et al.

(2016) e SATO et al. (2005).

Quando analisado o perfil de susceptibilidade dos microorganismos

encontrados neste estudo, a família Enterobacteriaceace

apresentaram maior sensibilidade a Nitrofurantoina e Ceftriaxona,

já para o perfil de resistência desse mesmo grupo este estudo evidenciou

a Ampicilina e o Sulfazotrim como sendo os antibióticos

com alto índice de resistência assim como nos estudos de FABIAN,

FRIGUETTO, BOGONI (2018). Em relação ao grupo das gram positivo

o Ácido Nalidixico, a Ampicilina e a Ceftriaxona foram os antibióticos

que apresentaram maior índice de resistência.

Fatores que influenciam o desenvolvimento da resistência

bacteriana está no número de bactérias no sitio da infecção,

no estado imunológico do paciente, no nível e no mecanismo

de como o antibiótico atinge os agentes causadores da infecção

(TISSIANI, et al., 2018). O monitoramento dos padrões de

sensibilidade e resistências dos microorganismos é de suma

importância, devido à crescente falhas nos tratamentos. O

número crescente de bactérias resistentes a antibióticos é um

grande desafio para o sucesso dos tratamentos das infecções

(Elias e Ribeiro, 2015).

A expressão “multirresistência” pode ser empregada quando

um micro-organismo apresentar resistência a três ou mais grupos

de agentes antimicrobianos (SALTON, MACIEL, 2017), sendo

ocorrido no micoorganismos do estudo. O perfil de sensibilidade

aos antimicrobianos dos Gram negativos mostra-se preocupante

considerando que todos apresentaram resistência a pelo

menos três classes de agentes antimicrobianos.

A utilização empírica de um antibiótico para o tratamento da ITU

não é recomendada quando a sua taxa de resistência, para um determinado

patógeno, for maior que 20% (SILVA et al., 2017; ALVES,

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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Imagem Ilustrativa

AUTORES:

GERALDO EDSON SOUZA GUERRA JÚNIOR 1

ANE CAROLINE TEXEIRA DE FREITAS 2

KELMA DAYANA DE OLIVEIRA SILVA GUERRA 3

DANIELA ARAUJO VELOSO POPOFF 4

CARLOS EDUARDO MENDES D'ANGELIS 5

artigo 1

Tabela 5: Perfil sensibilidade dos principais microorganismos isolados -%

E.

coli

Enterobacter

sp.

Kelbsiella

sp.

Staphylococcus

sp.

Ácido

Nalidixico

Amoxicilina +

Ac.

Clavulânico

Ampicilina

Cefepime

Ceftriaxona

Ciprofloxacina

Antibiótico

Sensível 60% 57% 50% 20%

Resistente 40% 43% 50% 80%

Intermediário 00% 00% 00% 00%

Sensível 69% 57% 66% 60%

Resistente 31% 36% 34% 20%

Intermediário 00% 07% 00% 20%

Sensível 52% 07% 83% 40%

Resistente 48% 93% 17% 60%

Intermediário 00% 00% 00% 00%

Sensível 81% 79% 100% 80%

Resistente 19% 21% 00% 20%

Intermediário 00% 00% 00% 00%

Sensível 88% 86% 100% 20%

Resistente 10% 14% 00% 80%

Intermediário 2% 00% 00% 00%

Sensível 67% 79% 100% 60%

Resistente 27% 14% 00% 40%

Intermediário 6% 07% 00% 00%

EDELWEIS, BOTELHO, 2016; DIAS; COELHO;

DORIGON, 2015), de acordo com estudo os

antibióticos que poderiam ser usados na terapia

empírica para E.coli poderia Cefepime,

Ceftriaxona, Gentamicina e Nitrofurantoina,

Enterobacter sp. Ceftriaxona, Ciprofloxacina,

Gentamicina e Levofloxacina, para

Staphylococcus sp. o estudo apresentou

apenas Gentamicina, e para Klebsiella sp.

foram que tivemos menores quantidades

de antibióticos resistentes apenas no Acido

nalidixico, Amoxicilina + Ácido clavulanico,

Nitrofurantoina e Sulfazotrim.

Segundo estudo de D’ANGELIS et

al., atualmente no tratamento empírico

indica norfloxacina ou ciprofloxacina

como tratamento de primeira escolha,

no estudo temos ciprofloxacina e norfloxacina

tendo 100% de sensibilidade

para Klebsiella sp. justificando para

este microorganismo a escolha, já para

E. coli, Enterobacter sp. e Staphylococcus

sp. não seria bom a escolha pois temos

resistência a estes antibióticos.

Na E. Coli foi verificada uma resistência

em 44% da Sulfazotrim, sendo maior que

no estudo de SALTON E MACIEL (2017)

de 29% e SILVA et al. (2017) 24,65% no

ano de 2014 e menor que nos estudos de

ELIAS E RIBEIRO (2017) com 62% e CAT-

TO, AZEREDO e WEIDLICH (2016),

Em 2011, a Sociedade de Doenças Infecciosas

da América (IDSA) recomendou

que trimetoprim-sulfametoxazol (cotrimoxazol),

nitrofurantoína, fosfomicina ou

pivmecillinam fossem usados se as taxas de

resistência local de uropatógenos causando

UTIs não complicadas não excedessem

20% ou se a cepa infectante fosse conhecido

por ser suscetível a essas drogas (LEE,

LEE, CHOE, 2018).

Antibióticos como trimetoprim,

sulfametoxazol e ciprofloxacina estão

entre as terapias mais comumente recomendadas

para infecções do trato

urinário (LIYA, SIDDIQUE, 2018).

Além disso, genes portadores de

Enterobacteriaceae que conferem resistência

a quase todos os antibióticos

e plasmídeos contendo esses determinantes

de resistência podem ser transferidos

entre bactérias, mesmo entre

espécies, de modo que a aquisição de

resistência a novos antibióticos pode

ser apenas uma questão de tempo

(LEE, LEE, CHOE, 2018).

Conclusão

Mediante o exposto, foi possível

verificar que os microorganismo mais

frequentes nas amostras de uroculturas

encaminhadas para o laboratório

do NASPP, foi a E. coli (63,3%) seguida

da Enterobacter sp. (18,4%), ambas

do grupo gram-negativo. Enquanto

para o grupo das gram-positivas

se apresentou o Staphylococcus sp.

(6,8%) com maior frequência.

Quando relacionado ao gênero e

a faixa etária, foi visto que o sexo feminino

entre 31 a 40 anos foi a classe

mais acometida pela ITU’s. Assim estas

infecções permanecem como uma

importante patologia relacionada ao

sexo feminino.

Para o perfil de sensibilidade e resistência

dos principais microorganismos

citados neste estudo, temos a Nitrofurantoina

e a Ceftriaxona com maior

sensibilidade e a Ampicilina e o Sulfazotrim

com maior índice de resistência

para o grupo dos gram- negativos.

Ressaltamos assim a importância do

levantamento do perfil de sensibilidade

e resistência antimicrobiana é de grande

valor no tratamento e na prevenção

de microorganismos multirresistentes.

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028

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

GERALDO EDSON SOUZA GUERRA JÚNIOR 1

ANE CAROLINE TEXEIRA DE FREITAS 2

KELMA DAYANA DE OLIVEIRA SILVA GUERRA 3

DANIELA ARAUJO VELOSO POPOFF 4

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IJMM_17_415.

030

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


AUTORES:

BENVINDO SOARES DE SOUZA JUNIOR 1 ,

LUCAS LUIZ DE LIMA SILVA 2 ,

ALINE RODRIGUES GAMA 3*

artigo 2

imagem ilustrativa

1

Aluno do curso de Biomedicina da Faculdade Alfredo Nasser

2

Professor do curso de Biomedicina da Universidade Paulista

3

Professora da Faculdade Alfredo Nasser

032

Resumo

A klebisiella pneumoniae carbapenemase (KCP) é uma enzima produzida por algumas bactérias gram-

-negativas que apresentam resistência aos antibióticos carbapenêmicos. Essa resistência trás preocupação,

pois esta adaptação da bactéria ao medicamento dificulta a escolha do antibiótico a ser usado no tratamento

dos pacientes internados no hospital, que é um local de fácil e rápida disseminação, devido ao estado de

saúde debilitado dos internos. Os sintomas da contaminação por Klebsiella pneumoniae produtora de KPC

dependem do órgão acometido, que podem ir desde infecções respiratórias como pneumonia até mesmo

a infecções urinárias grave, doenças que podem levar o indivíduo a óbito. O objetivo deste estudo foi coletar

dados em artigos científicos disponibilizados em plataformas on-line que tratavam o tema da infecção por

KPC no âmbito hospitalar. Para alcançar esses objetivos optou-se pela execução de uma revisão bibliográfica

buscando artigos referentes ao tema abordado em plataformas como Google Acadêmico, Scientific

Electronic Library Online (SciElo), manuais da ANVISA e PubMed com os descritores: Klebsiella, Enzima KPC,

Bactérias Gram-negativas. Foram pesquisados artigos escritos na língua Inglesa e Portuguesa Brasileira

disponível a partir do ano de 2001 até o ano de 2017.

Palavras-chaves: Klebsilella. Enzima KPC. Superbactéria Hospitalar.

Abstract

Klebisiella pneumoniae carbapenemase (KCP) is an enzyme produced by some gram-negative bacteria that

are resistant to carbapenem antibiotics. This morphing the presence of the convenient hospitality has been a

hospital disease in the treatment of patients and distributed dissemination, due to debilitated health of the

inmates. The symptoms of contamination in the bacterium KCP depend on the affected organ, which is capable

of breathing like pneumonia even the serious urinary infections, diseases that can lead the individual to death.

The objective of this study was to collect the information about the data provided by the online companies

that dealt with the subject of infection by the bacterium KCP in the hospital scope. In order to achieve these

objectives, a bibliographic review was carried out in relation to the topics covered in sites such as Google Scholar,

SCIELO, Scientific Electronic Library Online, ANVISA and PubMed manuals. The newspapers written in the

English and Portuguese Brazilian languages were available from the year 2001 to the year 2017.

*Autor correpondente: Rua Princesa Isabel Qd. 31 A, Lt

1/13 Jardim Maria Inês, Aparecida de Goiânia – Go. E-mail:

alinerodriguesgama15@gmail.com. Telefone: 62 991604932

Infecção em Âmbito

Hospitalar por Klebsiella Pneumoniae

produtora de enzima KCP

Keywords: Klebsilella. Enzyme KPC. Superbacteria Hospitalar.

1. Introdução

Em 1928 Alexander Fleming descobriu

a penicilina, o primeiro antibiótico. Este

medicamento foi amplamente usado

contra diversas infecções, que iam desde

a pneumonia e tuberculose até a sífilis e

gonorreia, a população acreditava inclusive

ter descoberto a cura para todas as

doenças. (FIOCRUZ, 2010).

No entanto, logo surgiram os primeiros

casos de resistência a estes medicamentos.

As bactérias possuem um curto tempo

de reprodução o que faz com que elas

apresentem uma rápida adaptação as mudanças

no meio onde habitam. Portanto,

quando novos antibióticos são postos no

ambiente às bactérias rapidamente reagem

se tornando resistentes a nova droga.

A resistência bacteriana aos antibióticos é

uma consequência natural de sua habilidade

de adaptação (SANTOS, 2004).

Em 1996 nos Estados Unidos à primeira

bactéria Klebsiella pneumoniae produtora

de carbapenemase foi detectada em um

isolado do bacilo Gram-negativo. A resistência

apresentada por K. pneumoniae

vem se tornando um problema de saúde

pública, aumentando sua incidência a cada

ano, o que causa preocupação em diversos

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


campos da saúde. Segundo o Ministério da

Saúde, apenas no Distrito Federal (DF) 187

notificações foram feitas apenas no ano de

2010, destes casos 18 pessoas vieram a óbito.

(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).

K. pneumoniae foi modificada geneticamente

e tornou-se capaz de produzir

a enzima carbapenemase que atua

contra diversos antibióticos. Esta bactéria

normalmente não causa danos a

pessoas saudáveis (SPANU et al., 2002).

K. pneumoniae produtora de KPC pode

expressar resistência a até 95% dos antibióticos

existentes (BRADFORD, 2001).

Sua colonização em seres humanos

provavelmente ocorre por contato com

as diversas fontes ambientais e pode ser

encontrada colonizando a orofaringe e

fezes de pessoas sadias, mas as infecções

são mais frequentes em pacientes imunodeprimidos

hospitalizados ou com

dispositivos como cateteres, sondas ou

em outra situação que possa favorecer a

infecção bacteriana, pois no organismo

de pessoas imunocomprometidas esta

bactéria encontra um ambiente propício

para seu crescimento, levando aos

quadros de infecção (MARCHAIM et al.,

2008; MARTINEZ et al., 2004).

Fora do ambiente hospitalar esta bactéria

ainda não representou um perigo significativo,

mas no âmbito hospitalar o paciente

pode apresentar sinais e sintomas

como febre, hipotermia, taquicardia, piora

do quadro respiratório. Pode ocorrer em

casos mais severos pneumonia associada

à ventilação mecânica, infecção do trato

urinário, infecção no sangue (bacteremia),

hipotensão, inchaço e até mesmo falência

múltipla de órgãos (OLIVEIRA, 2010).

O uso indiscriminado de antibióticos

vem aumentando o número de diferentes

espécies bacterianas resistentes

aos medicamentos disponibilizados no

mercado. Algumas infecções estão se

tornando praticamente incuráveis ou até

mesmo intratáveis devido à resistência

bacteriana aos antimicrobianos. Essa

resistência adquirida pela bactéria aos

antibióticos é um grave problema nos

hospitais. Existem três principais forças

que estão envolvidas nas infecções hospitalares.

A primeira força é o uso excessivo

de antimicrobianos nos hospitais. A

segunda força está entre os profissionais

que muitas das vezes falham em não

adotar as medidas básicas de controle de

infecção hospitalar, como uma simples

lavagem das mãos. A terceira está em

pacientes hospitalizados que possuem

um sistema imune muito comprometido

(SANTOS, 2004).

O meio hospitalar é um excelente

ambiente para as bactérias adquirirem

resistência aos medicamentos antibióticos,

pois os pacientes se encontram

imunodeprimidos e sujeitos a diversas

terapias invasivas, que os tornam prontamente

susceptíveis a adquirir infecção

hospitalar diante de qualquer falha ou

negligência dos profissionais de saúde

(OLIVEIRA, 2010).

Caminhamos para um momento em

que não existam novos antibióticos capazes

de neutralizar essas bactérias resistentes,

e as infecções vão se tornar cada

vez mais devastadoras, duradouras e com

altos custos de tratamentos alternativos,

que por sua vez podem não ser suficientes

e a bactéria não neutralizada acaba

levando o individuo a óbito. A resistência

bacteriana não é um problema pessoal,

principalmente no ambiente hospitalar, se

trata de um fenômeno de impacto coletivo

e mundial, existe uma necessidade de

mudança radical no comportamento pessoal,

da indústria, dos farmacêuticos e nas

atitudes de todos em relação ao controle

da resistência bacteriana.

O objetivo deste trabalho foi determinar

as principais formas de resistência bacteriana

e o seu impacto em âmbito hospitalar.

2.Metodologia

Este estudo foi realizado por meio de

uma pesquisa bibliográfica de aspecto

descritivo. As pesquisas desse tipo têm

como finalidade fornecer conhecimentos

para contextualizar a significância do problema

e resolver, apontando e discutindo

possíveis soluções, oferecendo alternativas

de métodos e técnicas que tem sido utilizada

para solucionar os problemas.

A busca por referências foi realizada a

partir de pesquisa bibliográfica nas bases

de dados virtuais Biblioteca Virtual em

Saúde (BVS), ScientificElectronic Library

Online (Scielo), National Livrary of Medicine

(PubMed) e Google Acadêmico. Todos

os artigos pesquisados compreendem

publicações dos últimos 16 anos, escritos

na língua inglesa e portuguesa. Os descritores

utilizados na busca foram: Klebsiella,

Enzima KPC, Bactérias Gram-negativas.

Durante a coleta de dados foram excluídos

estudos de monografias, teses e dissertações,

além de outros temas que não

contribuem com informações satisfatórias

sobre o tema abordado.

3.Referencial Teórico

Os antibióticos são fármacos de grande

importância no meio clínico sem eles os

nascimentos prematuros seriam difíceis, a

maior parte das cirurgias e dos transplantes

seriam impossíveis, terapias contra o

câncer levariam a infecções mortais e os

hospitais se tornariam focos de doenças

infecciosas. Porém, infelizmente a disseminação

do uso de antibióticos fez com

que as bactérias desenvolvessem defesas

relativas aos agentes antibacterianos, com

o consequente aparecimento de resistência,

o que impõe sérias limitações às

opções para o tratamento de infecções

bacterianas, representando uma ameaça

para a saúde (BRITO; CORDEIRO, 2012).

A resistência aos antibióticos é uma

resposta natural da bactéria na tentativa

de se adaptar ao hospedeiro. A velocidade

com que as bactérias desenvolvem essa resistência

aos antibióticos é maior do que a

velocidade com que novos antibióticos são

descobertos e elaborados (SANTOS, 2004).

Uma das formas mais comuns de resistência

bacteriana é a Resistencia Plasmidial,

onde pequenas moléculas circulares

033


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

BENVINDO SOARES DE SOUZA JUNIOR 1 ,

LUCAS LUIZ DE LIMA SILVA 2 ,

ALINE RODRIGUES GAMA 3*

artigo 2

de DNA (plasmídios) possuem genes

responsáveis pela síntese de enzimas que

destroem um antibiótico antes que ele

destrua a bactéria. São os chamados plasmídios

R (de resistência aos antibióticos).

Os plasmídios também possuem genes

que permitem sua passagem ou troca de

uma bactéria para outra. Quando dois ou

mais tipos de plasmídios R estão presentes

em uma mesma bactéria, os genes de um

deles podem passar para outra bactéria

por recombinação gênica, conjugação,

transformação ou transdução. Esse mecanismo

faz com que surjam plasmídios

R portadores de diversos genes para resistência

a diferentes antibióticos. (CASE,

FUNKE, TORTORA, 2000).

Os mecanismos de resistência bacteriana

sempre refletem mudanças genéticas

que podem ser classificadas como

intrínsecas provenientes da troca genética

entre a própria espécie, ou adquiridas,

resultantes de mutações (ALTERTHUM e

TRALULSI, 2004). A transferência gênica

entre bactérias ocorre, principalmente, por

conjugação e por transdução, que permitem

a passagem de material genético para

indivíduos da mesma espécie, de espécies

diferentes e até mesmo de gêneros diferentes

(GRIFFITHS, 2000).

Estudos indicam que o uso abusivo e

inconsequente de antibióticos gera bactérias

resistentes. Existe uma prescrição

exagerada e indiscriminada de antibióticos

para infecções, que muitas das vezes

nem são causadas por bactérias, ou que

não serve para aquele tipo de doença. Um

estudo denominado “Variability in Antibiotic

Prescribing for Community-Acquired

Penumonia”, constatou que quase metade

das crianças estudadas na pesquisa receberam

o antibiótico inadequado para o

tratamento da pneumonia (LORY, 2017).

Essas bactérias são predominantemente

envolvidas em infecções nosocomiais

e sistêmicas. K. pneumoniae produtoras

da enzima beta lactamases conferem

susceptibilidade diminuída a praticamente

todos os antibióticos β- lactâmicos.

Bactérias produtoras de KPC são resistentes

a muitas outras moléculas nãoβ-lactâmicas,

deixando poucas opções

terapêuticas disponíveis. A detecção de

bactérias produtoras de carbapenemase

pode ser difícil com base em testes rotineiros

de susceptibilidade a antibióticos.

Portanto, é crucial implementar medidas

eficientes de controle de infecção para

limitar a disseminação desses agentes

patogênicos (LORY, 2017).

3.1 Mecanismos de resistência

bacteriana aos antibióticos

A resistência apresentada por K. pneumoniae

produtora de KPC aos antibióticos

nos últimos anos se tornou um problema

de saúde pública e trouxe preocupação em

todos os campos da saúde. Notícias sobre

mortes causadas por essa bactéria provocaram

alarde em todo o Brasil. Segundo

dados do Ministério da Saúde, apenas no

DF foram feitas 187 notificações de contaminação

por K. pneumoniae produtora de

KPC no ano de 2010, desses pacientes 18

vieram a óbitos. Em São Paulo foram registrados

cerca de 70 casos entre 2008 e

2010 (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).

O uso inapropriado de antibióticos contribui

para a resistência bacteriana além

de gerar danos diretamente aos pacientes,

como por exemplo, a exposição aos

efeitos adversos, custos desnecessários

com as medicações, e sérias complicações

decorrentes de um tratamento ineficiente

ou inadequado. Há 20 anos já existia uma

preocupação acerca da resistência bacteriana

aos antibióticos, em 1998 já havia

um questionamento quanto a que ponto

a resistência bacteriana iria chegar, nesse

ano foi publicado no British Medical Journal,

um editorial intitulado: “Resistência

a antibióticos: um problema crescente?”,

após um grande avanço na tecnologia

houve um aprimoramento, produção

e testes de diversos novos antibióticos,

porém, este assunto nunca deixou de ser

uma preocupação importante no meio

hospitalar (HERSH, 2017).

A resistência bacteriana aos antibióticos

é associada à expressão fenotípica das

próprias bactérias, que pode se apresentar

de duas formas: resistência adquirida ou

intrínseca. A resistência adquirida ocorre

quando há o aparecimento de resistência

em uma espécie bacteriana anteriormente

sensível a droga, resultante da mutação de

genes reguladores ou estruturais, aquisição

de genes de resistência veiculados por

elementos genéticos móveis ou da combinação

entre eles. O fenótipo resultante

desta resistência não estará presente nas

células genitoras, e sim nos indivíduos de

uma linhagem bacteriana derivada de um

organismo susceptível. Os genes muitas

vezes são adquiridos através de elementos

móveis, como plasmídeos e transposons

(DIAS, 2008). Já a resistência intrínseca faz

parte das características naturais/fenotípicas

do microrganismo, ou seja, faz parte

de sua herança genética sendo transmitida

verticalmente a prole sem perda da

característica. O principal determinante

deste tipo de resistência é a presença ou

ausência do alvo para a ação da droga

(CAVALLO et al., 2008). Algumas bactérias

apresentam susceptibilidade a antibióticos

que é resultado da ausência total de

mecanismos de resistência, impossibilitando

a sobrevivência das bactérias na

presença de determinados medicamentos

(HARBOTTLE et al., 2006).

O termo bactéria multirresistente é usado

para descrever os organismos resistentes a

um grande número de antimicrobianos.

A disseminação dos genes que causam a

resistência está sendo mais rápida que a

capacidade dos pesquisadores em produzir

novos antibióticos efetivos capazes de

combater os mecanismos de resistência da

bactéria. O hospital acaba por se destacar

como o principal ponto de seleção das bactérias

resistentes, em função do grande uso

de antibióticos, especialmente os de última

geração (MELLO, 2005).

034

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Experiência e inovação para o melhor diagnóstico


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artigo 2

036

Como mencionado anteriormente, os

mecanismos de resistência bacteriana surgem

de mudanças genéticas, resultantes

de mutações ou transferência gênica, caracterizando

assim a resistência adquirida

(ALTERTHUM, 2004). Os plasmídeos das

bactérias possuem grande importância

neste processo, através da conjugação o

fator de resistência pode ser transferido

com facilidade e a combinação de fatores

pode acontecer formando super plasmídeos

com genes de resistência contra várias

drogas, dando à bactéria a capacidade

de multirresistência (CASE, 2000).

A resistência é um mecanismo natural

de defesa da bactéria. Sendo assim, elas

vão adquirir resistência para cada novo

antibiótico desenvolvido. K. pneumoniae

produtora de KPC possui um gene chamado

SHV-1 que tem a capacidade de

fornecer resistência a quase todos os antimicrobianos

existentes no mercado, inclusive

os carbapenêmicos, específicos para

tratamento de infecções multirresistentes

(DEL PELOSO, 2010). Entre as K. pneumoniae

produtora de KPC a produção de

enzimas β-lactamases é o principal mecanismo

de resistência a β-lactamâmicos.

Essas enzimas produzidas são capazes de

hidrolisar os antibióticos, o que faz com

que os compostos percam sua atividade

antimicrobiana (BUSH, 2001).

Cepas produtoras de beta-lactamases

de espectro estendido (ESBL) comumente

apresentam resistência aos antimicrobianos

de importância clínica, como penicilinas,

cefalosporinas, aminoglicosídeos e

quinolonas. Outras formas de resistência

emergentes, de grande importância são a

produção de beta-lactamases tipo AmpC,

que hidrolizam cefoxitina, e de carbapenemases,

como as metalo-beta-lactamases

(MBL) e carbapenemases tipo KPC

(PEIRANO et al., 2009).

3.2 Enzima carbapenemase

A KPC possui a capacidade de inativar

inúmeros agentes antimicrobianos e atualmente

é apontada como principal causadora

de certas infecções devido à resistência

que confere aos medicamentos. O gene

para expressão de KPC se encontra no plasmídeo,

por essa razão possui alto potencial

de disseminação, sendo mais frequente em

K. pneumoniae que apresenta grande capacidade

de acumular e transferir genes de

resistência dificultando assim o controle de

epidemias e a elevação nas taxas de mortalidade

(ANVISA, 2011).

Essa enzima pode ser produzida por

diversos tipos de bactérias e segundo

Monteiro et al. (2009) diferenciada em

KPC-1 a 4: KPC-1 isolados em K. pneumoniae;

KPC-2 em K. pneumoniae, K.

oxytoca, Salmonella enterica e em Enterobacter

sp.; KPC-3 em K. pneumoniae e

E. cloacae; KPC-4 em nenhum microrganismo

até o momento (CAI et al., 2008).

As bactérias produtoras de carbapenemases

são normalmente resistentes a todos

os agentes lactâmicos tais como cefalosporinas,

penicilinas e o aztreonam.

Bactérias que adquirem a capacidade de

secretar KPC normalmente são resistentes

também a várias outras classes de

agentes antimicrobianos utilizados como

opções de tratamento limitando assim a

escolha de antibióticos para o tratamento

de infecções graves (FONTANA et al.,

2010; KITCHEL et al., 2009).

As carbapenemases ocorrem mais frequentemente

em enterobactérias, e são

codificadas por genes dos grupos blaKPC,

blaIMP, blaVIM, blaNdm e blaOxa, entre as

quais a produção da enzima KPC tem se

tornado um mecanismo emergente. Se

comprovada a resistência da bactéria aos

carbapenêmicos, a Agência Nacional de

Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda

em sua Nota Técnica 01/2013 que seja

realizado testes de inibição enzimática,

com a utilização combinada de inibidores

específicos de betalactamases, como o

ácido fenilborônico (AFB), a cloxacillina e

o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA).

Entretanto, esses testes fenotípicos consistem

em uma triagem, pois apenas os testes

moleculares, como a reação em cadeia

da polimerase (PCR) e sequenciamento,

são confirmatórios (LASCOLS ET AL., 2012;

ANVISA, 2013).

3.3Diagnóstico da bactéria

KPC

A identificação de K. pneumoniae

produtora de KPC é feita através da

comparação entre os testes bioquímicos

que refletem as atividades

metabólicas da mesma com os dados

publicados por gêneros e espécies

conhecidos. As bactérias produtoras

de KPC são caracterizadas por serem

bacilos Gram-negativos da família Enterobacteriaceae,

não móveis, encapsuladas

e em forma de bastão, produzem

lisina descarboxilase, mas não produzem

ornitina descarboxilase (MURRAY

et al., 2005).

Se a identificação da mesma não

for possível por testes bioquímicos

tradicionais, existem alguns métodos

alternativos de rastreio para bactérias

produtoras de KPC, tais como:

resistência intrínseca das espécies conhecidas,

produção de β-lactamases,

focalização isoelétrica, disco-difusão

sendo este um dos principais métodos

de triagem fenotípica, onde se realiza

antibiograma com discos de cefalosporinas

subclasse III e imepenem, E-

-test e teste de Hodge que apresenta

sensibilidade e especificidade para

confirmação de carbapenemase. Pode-se

ainda pesquisar o gene blaKPC

pela técnica de PCR, processo menos

utilizado devido ao seu alto custo. Há

sistemas de automação que realizam

PCR, no entanto, podem não identificar

com precisão os isolados KPC positivos

(ANDERSON et al., 2007).

Outro método empregado é a identificação

molecular. O exame molecular

é o único meio para diferenciar as

carbapenemases tipo KPC de outros

tipos como a Enzima Serratia Marcescens

(SME), imipenemase/non-metallocarbapenemase-A

(NMC-A-IMI),

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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Albumina, Freelite, Cistatina e

Imunoglobulinas no liquor.

Menu de testes

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina e

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

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artigo 2

e Guiana extended-spectrum (GES). A

identificação das variantes, instituído

pela triagem molecular define um

padrão de substrato específico, que

pode ser usado para identificar o tratamento

com antibiótico adequado

(IREDELL; SINTCHENKO, 2006). Dentre

as técnicas descritas para a identificação

molecular de patógenos pertencentes

a família Enterobacteriaceae

esta a Pulsed Field Gel Electrophoresis

(PFGE), considerada padrão ouro devido

sua alta capacidade de discriminação

baseada na análise do perfil de

restrição do DNA genômico por meio

de eletroforese. Apesar dos benefícios,

apresenta como desvantagem a

necessidade de vários dias para sua

execução, o que impede a tipagem de

algumas cepas bacterianas devido à

degradação do DNA, além do alto custo

empregado (SILBERT et al., 2003).

3.4 Danos provocados pela

bactéria produtora de KPC no

ambiente hospitalar

A multirresistência adquirida pelas

bactérias contra os diversos antibióticos

e agentes quimioterápicos

impõem sérias limitações nas opções

para o tratamento de infecções bacterianas,

o que constitui uma ameaça

para a saúde, motivo que torna essa

infecção o maior problema de saúde

pública existente (SÁ, 2006).

Os pacientes mais vulneráveis a

infecção por bactérias que possuem a

capacidade de produzir a KPC são pertencentes

ao grupo de pessoas com

comorbidades, como por exemplo, os

pacientes transplantados, neutropênicos,

em ventilação mecânica e aqueles

em UTI. Quanto mais longo o período

de internação maior é o risco de infecção

ou colonização pelas bactérias

multirresistentes. As cepas produtoras

de KPC podem causar qualquer tipo

de infecção sendo a evolução destas

associadas a uma alta taxa de mortalidade

(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).

O paciente com infecção pela bactéria

produtora de KPC apresenta

sinais e sintomas como febre ou hipotermia,

taquicardia, piora do quadro

respiratório e nos casos mais graves

hipotensão, inchaço e até falência de

múltiplos órgãos. Em relação ao sítio

de infecção, a bactéria produtora de

KPC pode causar pneumonia associada

à ventilação mecânica, infecção do

trato urinário, bacteremia, infecção de

partes moles e outros tipos de infecção

(OLIVEIRA, 2010).

Os pacientes que acabam ficando

internados por muito tempo no hospital

são mais susceptíveis as infecções

bacterianas que requerem tratamento.

Com isso, materiais e superfícies contaminados

com microrganismos modificados

deste paciente entram em

contato com outros pacientes, também

os infectando, criando assim um

ciclo interminável (HOLFEL, 2006). A

grande disseminação das bactérias

multirresistentes acaba dificultando

o controle de epidemias, gerando

uma grande preocupação não apenas

no meio hospitalar, mas também no

meio científico (TOYE, 2009).

3.5 Prevenção e tratamentos

para infecções por bactérias

produtoras de KPC

De acordo com a Organização Mundial

de Saúde (OMS), mais de 50%

das prescrições de antibióticos no

mundo são inadequadas (POUNARAS,

2009). Em hospitais particulares 71%

dos isolados analisados apresentaram

a enzima KPC (BRATU, 2005).

A prevenção é principal forma de

combater a bactéria produtora de

KCP, pois o tratamento é considerado

muito complexo devido a ineficiência

das antibióticos. Medidas devem ser

tomadas para diminuir a disseminação

das bactérias multirresistentes,

tais como: formação e treinamentos

adequados para todos os funcionários

que atuam dentro dos hospitais,

para garantir um correto manuseio

de equipamentos e de adequadas

técnicas assépticas garantindo uma

manipulação correta dos pacientes,

esterilização completa de uniformes

e roupas de cama para que não haja

infecção cruzada entre os pacientes,

médicos e enfermeiros devem tomar

certos cuidados quanto à higienização

das mãos, bem como os visitantes,

além de utilizar luvas e máscaras para

uma prevenção mais efetiva (DEL PE-

LOSO et al., 2010).

Mesmo contribuindo, essas medidas

isoladas não são completamente

eficazes contra a disseminação das

bactérias, pois o uso indiscriminado

de antibióticos vem crescendo a cada

dia, quando isso ocorre utiliza-se antibióticos

com espectro cada vez mais

amplo o que pode selecionar bactérias

com múltiplas resistências. Por causa

da escassa e muito limitada escolha

de antibióticos para combater as bactérias

multirresistentes existentes no

ambiente hospitalar, inúmeros grupos

de pesquisa tem buscado novos antibióticos,

porém o número de antimicrobianos

aprovados para a comercialização

vem diminuindo ao longo dos

anos (MILLAN, 2012).

O isolamento de pacientes com

suspeita de contaminação e a preocupação

com a limpeza dos locais é

outra questão importante para evitar

a disseminação da bactéria com expressão

da enzima KPC nas UTIs ou

nos locais de atendimento de pronto-

-socorro. De acordo com o Ministério

da Saúde desde 2010 a venda de antimicrobianos

se tornou mais rígida,

sendo exigida apresentação de receita

médica especial nas farmácias e drogarias

e a retenção da mesma, sendo

038

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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027


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artigo 2

esta normativa válida em todo o Brasil

(RAMALHO, 2010).

O tratamento para as infecções causadas

por bactérias KPC não é padrão,

o mesmo vai variar de acordo com a

suscetibilidade da bactéria. Os principais

antibióticos usados no tratamento

são a polimixina B, tigeciclina

e amicacina. Existe atualmente um

problema de resistência a amicacina

o que diminui a sua escolha no tratamento,

a tigeciclina possui uma dificuldade

de difusão nos tecidos, o que

diminui a possibilidade terapêutica

para apenas a polimixina B, esse tratamento

vem acompanhado de alguns

riscos, pois o mesmo tem efeitos nefrotóxicos

e neurotóxicos, dessa forma

as opções de tratamento tornam-se

cada vez mais escassos (ALVES, 2013).

4. Considerações

Finais

Bactérias produtoras de KPC constituem

um importante patógeno

hospitalar devido sua alta capacidade

de resistência aos antimicrobianos e

seu grande poder de disseminação,

por essa razão medidas rigorosas de

prevenção e o rápido diagnóstico são

extremamente importantes no controle

de infecções causadas por esses

organismos. A implementação de

precauções de contato e tratamento

adequado, auxiliam na redução dos

índices de morbidade e mortalidade

dos pacientes. A ampla resistência

destas bactérias mostra a necessidade

de restringir ao máximo o uso de antibióticos

beta-lactâmicos. É importante

o papel dos profissionais de saúde

no controle da infecção hospitalar,

cabe aos profissionais da saúde refletirem

sobre as graves consequências

do uso indiscriminado de antibióticos

e da importância de se adotar, rigorosamente,

as medidas de assepsia para

o controle de infecção hospitalar.

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the family Enterobacteriaceae in Italy:

implications for resistance to beta-

-lactams and other antimicrobial drugs.

Antimicrob Agents Chemother . v.46,

n.1, p.196-202, 2002.

Toye B, Krajden S, Fuksa M, Donald EL,

Pillai DR. Car- bapenem resistance in

Canada. Canadian Medical Association

Journal, 2009; 180:1225-6

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citoplasmáticas evidentes (Figura 3).

AUTORES:

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2

artigo 3

1Bacharéis em Biomedicina – Faculdade de Tecnologia Intensiva

2Professor de Hematologia – Faculdade de Tecnologia Intensiva

Endereço Correspondência

Rua Doutor Antônio Carneiro, 412, Vicente Pinzon

(85) 3262.0927 / (85) 99696.9791

jully.biomed87@gmail.com

Leucemia Linfóide Aguda:

3.3 Métodos diagnósticos

Aspectos Gerais e métodos

Diagnósticos

Resumo

Figura 3: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L3

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

Este subtipo associa-se morfologicamente ao linfoma de Burki

neoplasia das células B, altamente agressiva para o sistema linfático 3, 15,16 .

Embora existam várias técnicas citoquímicas e citogenéticas q

identificação e a classificação dos tipos de LLA com mais precisão, um simp

A leucemia linfocítica aguda (LLA) caracteriza-se pela produção maligna e exarcebada de células linfóides imaturas na medula óssea, causando sérias complicações

clínicas como anemias, infecções e sangramentos nos pacientes afetados. O diagnóstico é feito através de técnicas citoquímicas e citogenéticas, que permitem

a identificação e a classificação dos tipos de LLA com mais precisão. O tratamento varia de dois a três anos, porém, as taxas de sobrevida dos pacientes afetados tem

tido grande aumento na última década. O objetivo desse estudo é enriquecer a literatura científica acerca da LLA em seus aspectos gerais e diagnóstico precoce. Para

o presente trabalho, foi realizado um estudo bibliográfico exploratório, a partir de materiais encontrados nas bases de dados eletrônicas Scielo, LILACS, MEDLINE e

Pubmed, publicados nos últimos 10 anos. Para seleção dos materiais de interesse, foram utilizados os descritores em português: Leucemias, Leucemia Linfocítica

Aguda e Diagnóstico das leucemias agudas. A leucemia constitui o subtipo mais comum de câncer hematológico, sendo mais frequente em crianças de 2 a 5 anos de

idade e idosos acima de 60 anos. Seus primeiros sinais na infância são dores músculo-esqueléticas nos membros inferiores e articulações e, devido à inespecificidade

e retardo no aparecimento de suas alterações hematológicas, pode ocorrer atraso significativo no diagnóstico da doença, sendo necessário melhor acompanhamento

dos pacientes com suspeita clínica da mesma. Contudo, conclui-se que, devido à sua rápida evolução, o constante estudo da LLA em seus aspectos gerais, tem sido de

grande importância para o conhecimento e determinação do tipo de célula afetada, terapêutica a ser seguida e, prognóstico de cada paciente.

imagem ilustrativa

Palavras-chaves: Leucemias. Leucemia Linfocítica Aguda. Diagnóstico das leucemias agudas

Abstract

Acute lymphocytic leukemia (ALL) is characterized by malignant and exacerbated production of immature lymphoid cells in the bone marrow, causing serious

clinical complications such as anemia, bleeding, and infections in affected patients. The diagnosis is made by cytochemical and cytogenetic techniques which allow the

identification and classification of types of ALL more accurately. Treatment varies from two to three years, however, the survival rate of affected patients have had large

increases in the last decade. The aim of this study is to enrich the scientific literature about the ALL in its general aspects and early diagnosis. For this study, we performed

an exploratory bibliographic study, from materials found in electronic databases Scielo, LILACS, MEDLINE and PubMed, published in the last 10 years. For the selection of

materials of interest, the descriptors were used in Portuguese: Leucemias, Leucemia Linfocítica Aguda e Diagnóstico das leucemias agudas. Leukemia is the most common

subtype of blood cancer and is most common in children 2-5 years old and seniors over 60 years. His first signs in childhood are musculoskeletal pain in the lower limbs and

joints and, due to the nonspecific and delayed onset of their hematological changes, significant delays can occur in the diagnosis of disease, requiring better monitoring of

patients with clinical suspicion of it. However, it is concluded that due to its rapid evolution, the constant study of the ALL in its general aspects, has been of great importance

for the understanding and determining the type of affected cell, therapy to be followed and prognosis of each patient.

Keywords: Leukemia. Acute lymphoblastic leukemia. Diagnosis of acute leukemia.

042

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


INTRODUÇÃO

O câncer é um crescente problema

de saúde pública mundial. No Brasil,

as neoplasias malignas estão entre as

principais causas de morte. Cerca de 8%

de crianças e adolescentes, com idades

entre 1 e 19 anos, morrem em decorrência

de algum tipo de neoplasia maligna,

principalmente as que atingem o sistema

hematopoiético, como as leucemias,

que representam de 25% a 35% do total

das neoplasias pediátricas 1 .

A leucemia linfóide aguda (LLA) é

um tipo de câncer das células brancas

sanguíneas, caracterizada pela

proliferação anormal de células linfóides

imaturas, as quais substituem

progressivamente as células normais

da medula óssea, reduzindo a produção

de células vermelhas e plaquetas,

causando complicações clínicas como

anemias, infecções e sangramentos

(em casos mais graves) 2 . Embora possa

ocorrer em qualquer idade, sexo e

etnia, acomete, em sua maioria, crianças

entre 2 e 5 anos de idade, de etnia

branca e sexo masculino, além de idosos

acima dos 60 anos 3,4,5 .

Várias técnicas citoquímicas e citogenéticas

são utilizadas para o diagnóstico

desse tipo de alteração maligna,

permitindo a identificação e a classificação

dos tipos de LLA com mais precisão,

porém, um simples hemograma

de rotina pode ser o passo inicial para

o diagnóstico precoce dessa doença,

pois, através dele, é possível observar

alterações sanguíneas importantes, características

desse tipo de hemopatia 6,7 .

Os primeiros sinais de LLA na infância

são dores músculo-esqueléticas

nos membros inferiores e articulações,

seguido de outros sintomas. Como são

muito inespecíficos, os sintomas da

LLA podem ser facilmente confundidos

com outras doenças, podendo

atrasar significativamente o diagnóstico

da mesma 8 .

O tratamento da LLA varia de dois

a três anos e divide-se, geralmente,

em cinco fases: indução da remissão;

intensificação-consolidação; reindução;

prevenção da leucemia no sistema

nervoso central (SNC) e continuação

ou manutenção da remissão 4,9 . Por ser

bastante agressivo, o tratamento antineoplásico

traz consigo diversos efeitos

colaterais, tais como, diminuição das

qualidades sensoriais e aversões alimentares,

causando perda de apetite

e, consequentemente, a debilidade do

estado nutricional dos pacientes afetados10.

Em alguns casos, o transplante

de medula óssea é indicado 9.

Com base nas informações acima

citadas, o presente estudo de revisão bibliográfica

tem como principal objetivo

desenvolver uma melhor compreensão

acerca da leucemia linfocítica aguda e

seu diagnóstico precoce, dando ênfase

à importância do conhecimento sobre

os melhores e mais eficientes métodos

de diagnósticos utilizados para detecção

e classificação desse tipo de leucemia,

visando sempre o aumento das taxas de

sobrevida da população afetada.

2.METODOLOGIA

Para o presente trabalho, foi realizado

um estudo exploratório baseado em

uma pesquisa bibliográfica a partir de

materiais já elaborados anteriormente,

tais como, artigos científicos, teses e

monografias, nos idiomas português e

inglês, encontrados nas bases de dados

eletrônicas Scielo (Scientific Electronic

Library Online), LILACS (Literatura LatinoAmericana

e do Caribe em Ciências

da Saúde) e MEDLINE (Medical Literature

Analysis and Retrieval System Online),

publicados nos últimos 10 anos

(2005 a 2015).

Para o levantamento dos dados,

foram utilizados os seguintes descritores,

em português: Leucemias, Leucemia

linfocítica aguda e Diagnóstico

das leucemias agudas, e, após o levantamento

desses dados, procedeu-se a

análise e o tratamento dos mesmos,

que foram selecionados por área de

interesse (hematologia e análises clínicas),

considerando como critérios

de inclusão as bibliografias que abordassem

a leucemia linfóide aguda em

seus aspectos gerais e consequentemente

a temática, excluindo aqueles

que não atenderam a esses critérios ou

não se correlacionavam com as áreas

de interesse acima citadas.

3.RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Aspectos gerais

A leucemia linfóide aguda é uma

doença genética decorrente da proliferação

descontrolada e acúmulo de

linfócitos imaturos na medula óssea

e em outros tecidos linfóides, resultando

na substituição progressiva das

células normais da medula óssea por

células neoplásicas, causando a perda

da sua capacidade de diferenciação e

sérias complicações clínicas 2 .

Esse tipo de leucemia constitui o

subtipo mais comum de câncer das

células sanguíneas, sendo responsável

por 80% dos casos da doença na

infância, um dado ainda muito preocupante

para os profissionais de saúde

envolvidos na busca de novos métodos

para prevenção e cura da doença 1 .

Embora haja uma grande variação

epidemiológica da doença nas diversas

regiões brasileiras, estudos do

Ministério da Saúde junto ao Instituto

Nacional do Câncer – INCA, revelam

maior incidência da doença na região

Norte e menor prevalência da mesma,

na região Sul. Os dados também revelam

que a LLA acomete com maior

frequência crianças na faixa etária

entre 2 a 5 anos de idade, voltando a

incidir em idosos com mais de 60 anos

e sendo incomum em adolescentes e

jovens, os quais são considerados um

grupo de maior risco 3,11,12 .

Os primeiros sinais clínicos de LLA na

infância são as dores músculo-esqueléticas

nos membros inferiores e articulações,

que se iniciam intermitentes com

tendência a tornarem-se persistentes,

043


artigo 3

citoplasmáticas evidentes (Figura 3).

Imagem Ilustrativa

LLA: Aspectos gerais e Métodos diagnósticos

nucléolos indistintos ou não-visíveis e ligeira basofilia citoplasmática (Figura 1). É o subtipo

mais comum entre as crianças afetadas 3 .

AUTORES:

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2

LLA: Aspectos gerais e Métodos diagnósticos

seguido de outros sintomas, como: nucléolos fadiga,

letargia, perda de peso e febre (em as do subtipo L1. Apresentam-se com cromatina fina, núcleo irregular, um ou mais nu-

indistintos No subtipo ou L2, não-visíveis essas células e são ligeira heterogêneas basofilia e tem citoplasmática tamanho um pouco (Figura maior 1). que É o subtipo

Figura 3: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo

alguns casos). Como são muito mais inespecíficos,

os sintomas da LLA podem abundante e pouca basofilia (Figura 2).

comum cléolos entre grandes as crianças e proeminentes afetadaspor 3 L3,

célula, quantidade de citoplasma moderadamente

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, . 1996.

ser facilmente confundidos Este subtipo com outras associa-se morfologicamente ao linfoma de Burkitt, um tipo de

doenças, entre elas a artrite reumatóide

neoplasia das células B, altamente agressiva para o sistema linfático

juvenil, a febre reumática, o lúpus eritematoso

sistêmico, a púrpura trombocito-

3, 15,16 .

pênica idiopática, 3.3 Métodos a aplasia diagnósticos medular e a

mononucleose infecciosa, entre outras 8 .

Figura 1: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L1,

Existe, ainda, na literatura, uma associação

da leucemia com outras doenças

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

Embora existam várias técnicas citoquímicas e citogenéticas que permitem a

genéticas hereditárias, identificação como e a classificação Síndromes

de Down e de Bloom e a Anemia de No subtipo L2, essas células são heterogêneas e tem tamanho um pouco maior

dos tipos de LLA com mais precisão, um simples hemograma

Fanconi, explicada pela hipótese de haver

que as do subtipo L1. Apresentam-se com cromatina fina, núcleo irregular, um ou mais

uma mutação genética ainda no período

intra-uterino capaz de desencadear nucléolos a doença

após o nascimento da criança 13 .

grandes e proeminentes por célula, quantidade de citoplasma moderadamente

Devido à inespecificidade e ao abundante retardo e pouca Figura basofilia 1: Distensão (Figura de medula 2). óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L1,

no aparecimento das alterações hematológicas,

pode haver atraso significa-

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

tivo no diagnóstico da leucemia, sendo

No subtipo L2, essas células são heterogêneas e tem tamanho um pouco maior

necessária a realização de hemogramas

seriados para os pacientes com que suspeita as do subtipo L1. Apresentam-se com cromatina fina, núcleo irregular, um ou mais

clínica da doença 8 .

O estudo da classificação e dos nucléolos métodos

diagnósticos das leucemias agudas

grandes e proeminentes por célula, quantidade de citoplasma moderadamente

é essencial e está sempre em constante abundante e pouca basofilia (Figura 2).

evolução, visto que são de grande importância

para a determinação do tipo

de célula afetada, terapêutica a ser seguida

e prognóstico de cada paciente 3 .

3.2 Classificação da LLA

De acordo com o grupo French American

British (FAB), a LLA pode ser

Figura 2: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L2,

classificada em três subtipos morfológicos:

L1, L2 e L3, diferenciados de

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

acordo com o tamanho celular, forma Esse subtipo, afeta, na maioria dos casos, adolescentes e jovens, com idades entre 13 e

do núcleo, número e protuberância dos 19 anos. Suas células podem ser facilmente confundidas com os mieloblastos do tipo M0

nucléolos e aspecto do citoplasma6, 14 . da leucemia mielóide aguda – LMA, sendo diferenciados através de reações citoquímicas,

Na LLA subtipo L1, as células se como as colorações mieloperoxidase (peroxidase) e sudan Black, que apresentam resultado

negativo para linfoblastos 3,15 .

apresentam homogêneas, em tamanho

pequeno, com cromatina fina ou aglomerada,

núcleo regular, quantidade de tamanho grande, cromatina fina, núcleo regular de forma redonda ou ovalar, um ou mais

O subtipo L3 é o mais raro entre os demais, apresentando células homogêneas, em

Figura 2: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L2,

citoplasma escassa, nucléolos indistintos nucléolos com grandes coloração e proeminentes May-Giemsa, por 1.000x. célula, citoplasma Fonte: Atlas abundante, of Hematology, basofilia 1996. e vacuolizações

citoplasmáticas evidentes (Figura 3).

ou não-visíveis e ligeira basofilia citoplasmática

(Figura 1). É o subtipo mais Este subtipo associa-se morfologicamente ao linfoma de Burkitt, um tipo de neoplasia

comum entre as crianças afetadas 3 . das células B, altamente agressiva para o sistema linfático 3, 15,16 .

8

044

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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negativo para linfoblastos 3,15 .

O subtipo L3 é o mais raro entre os demais, apresentando células homogêneas, em

Imagem Ilustrativa

tamanho grande, cromatina fina, núcleo regular AUTORES: de forma redonda ou ovalar, um ou mais

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

nucléolos grandes e proeminentes por célula, FRANCISCO citoplasma EDSON abundante, FERREIRA basofilia PAZe 1 , vacuolizações

WILLER MALTA DE SOUSA 2

citoplasmáticas evidentes (Figura 3).

artigo 3

046

PAS, os linfoblastos da LLA apresentam

importância para a confirmação do diagnóstico

das leucemias, pois através de uma anéis concêntricos, com grânulos gros-

uma coloração bem evidente e forma de

punção, feita na medula óssea é possível

3.3 Métodos seiros diagnósticos ou blocos maciços. Seu resultado

observá-la com hipercelularidade, diminuição

dos espaços adiposos e a presença linhagem T e quase sempre positivo para

é, geralmente, negativo para células de

de numerosos linfoblastos (>20%) em células de linhagem B 7,14.

pois além de complementar o diagnóstico,

detecta, também, o nível do processo

seu interior, características estas, que são Embora existam várias técnicas citoquímicas e citogenéticas que permitem a

De acordo com dados da Organização

indicativas de quadro clínico leucêmico 6 , Mundial de Saúde (OMS) e do European leucêmico, sendo possível avaliar o prognóstico

de cada paciente 19 identificação e a classificação dos tipos de LLA com mais precisão, um simples hemograma

.

porém, em 15% dos casos, o aspirado de

medula óssea é insuficiente, necessitando

de biópsia para o diagnóstico 2 .

Os métodos citoquímicos têm como

principal finalidade diferenciar as leucemias

linfóides das leucemias mieloides

agudas 17 . Consiste, basicamente, na utilização

de corantes químicos nas células

sanguíneas e medula óssea, permitindo

que as composições químicas específicas

dessas células sejam evidenciadas sem

alterar suas características morfológicas 18 .

As técnicas de coloração mais utilizadas

para identificação e diferenciação

dos blastos linfóides e mielóides são as

reações de Mieloperoxidade (MPO), Sudan

Black (SBB) e Ácido Periódico de Schif

(PAS), geralmente feitas em associação 18 .

As colorações MPO e SBB são de grande

importância para a confirmação do

diagnóstico das LMA, pois, coram,

especificamente, células de linhagens

Group for the Immunological Classification

of Leukemias (EGIL), as leucemias

linfocíticas agudas podem ser, também,

classificadas pelo status das células B ou

T, de acordo com a expressão dos seus

antígenos de superfície específicos, encontrados

através de uma análise imunofenotípica

do paciente afetado 1,15 .

As LLAs de linhagem B podem ser

subdivididas em quatro subtipos: pró-B,

B comum, pré-B e B madura. Sendo o

subtipo B comum o mais frequente entre

as crianças afetadas, representando, em

média, 75% dos casos, seguido pelos subtipos

pré-B (15%), próB (5%) e B madura

(2%) 1,7. Essa linhagem pode, ainda, ser

definidas pela expressão de, pelo menos,

dois antígenos, tais como: CD79a cit, CD19

ou CD2214, conforme mostra a tabela 1 .

As LLAs de linhagem T ainda não têm

uma classificação bem estabelecida,

porém, de acordo com a diferenciação

3.3 Métodos diagnósticos

Embora existam várias técnicas citoquímicas

e citogenéticas que permitem

Figura 3: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L3,

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

a identificação e a classificação dos tipos

de LLA com mais precisão, Este subtipo um simples associa-se morfologicamente ao linfoma de Burkitt, um tipo de

hemograma de rotina pode ser o passo

neoplasia das células B, altamente agressiva para o sistema linfático

inicial para o diagnóstico precoce da

3, 15,16 .

doença, pois, através dele, já é possível

observar alterações 3.3 Métodos sanguíneas diagnósticos predominantemente

características desse tipo

de hemopatia, tais como: baixas taxas de

Embora existam várias técnicas citoquímicas e citogenéticas que permitem a

eritrócitos e hemoglobina, alteração dos

índices hematimétricos identificação e (caracterizando

a classificação dos tipos de LLA com mais precisão, um simples hemograma

quadro anêmico normocítico-normocrômico),

trombocitopenia, leucocitose com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

Figura 3: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L3,

e presença de numerosos blastos, célula

normalmente ausente no sangue de Este filos, tendo subtipo resultado associa-se positivo morfologicamente para LMA subtipos ao pró-T, linfoma pré-T, T cortical de Burkitt, e T madu-

um tipo de

granulocíticas, como basófilos e eosinó-

tímica normal, podem ser divididas nos

pessoas saudáveis 3,7 .

e negativo para LLA 19 . Na coloração de ra1,7. De acordo com o antígeno expres-

O Mielograma é um exame de neoplasia grande das células B, altamente agressiva para o sistema linfático 3, 15,16 .

so por essas células, é possível identificar

o nível do processo leucêmico em que se

encontra o paciente14, assim como descrito

na tabela 2.

Atualmente, a imunofenotipagem é

considerada um método indispensável,

3.4 Tratamento

O tratamento da LLA é bem prolongado,

varia de dois a três anos

e, embora os protocolos modernos

possam ser invariavelmente modificados

de acordo com o caso de cada

paciente, é constituído, geralmente,

por cinco grandes fases: I. Indução

da remissão, onde são utilizadas de

três a quatros drogas, como: corticóide,

vincristine, L-asparaginase

e daunoblastina; II. Intensificação-

-consolidação, indicada para erradicar

as células leucêmicas residuais,

utilizando substâncias não empregadas

anteriormente; III. Reindução,

onde são readministrados os medicamentos

usados na fase de indução

da remissão; IV. Prevenção da leu-

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


047


citoplasmáticas evidentes (Figura 3).

imunofenotípica do paciente afetado 1,15 .

As LLAs de linhagem B podem ser subdivididas em quatro subtipos: pró-B, B

Imagem Ilustrativa

comum, pré-B e B madura. Sendo o subtipo AUTORES: B comum o mais frequente entre as crianças

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

afetadas, representando, em média, 75% LUCIANA dos casos, NOGUEIRA seguido pelos REBOUÇAS subtipos pré-B 1 , (15%), pró-

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

B (5%) e B madura (2%) 1,7 . Essa linhagem WILLER pode, MALTA ainda, DE ser SOUSA definidas 2 pela expressão de, pelo

menos, dois antígenos, tais como: CD79a cit, CD19 ou CD22 14 , conforme mostra a tabela 1.

artigo 3

048

cemia no sistema nervoso central

(SNC), que já é parte integral do

tratamento curativo, feita mediante

ao uso de quimioterapia intratecal e

radioterapia do crânio e V. Continuação

ou manutenção da remissão 4,9.

Por serem bastante agressivos, os

tratamentos antineoplásicos, principalmente

a quimioterapia, tem

como consequência diversos efeitos

colaterais, tais como, diminuição

das qualidades sensoriais de sabor,

odor, textura e aparência, aversões

alimentares e inapetência, comprometendo

o seu estado nutricional

e dificultando as respostas da

terapêutica, devido a debilidade e

vulnerabilidade do seu organismo 10 .

Em alguns casos, o transplante de

medula óssea é indicado. Isso ocorre,

geralmente, quando o paciente

tem uma doença não muito reagente

à terapêutica convencional e uma

queda significativa da possibilidade

de cura pela utilização da mesma

maior que a esperada com a realização

do transplante. Na LLA, o TMO

é considerado quando o paciente

atinge a segunda remissão após

uma recaída 20 .

O objetivo de todo o tratamento é

destruir as células leucêmicas, para

que a medula óssea volte a produzir

células normais. Atualmente,

cerca de 70% a 75% das crianças

afetadas, alcançam a possibilidade

de cura utilizando os protocolos de

tratamento atuais 9,10.

Tabela 1 – Principais Marcadores das LLAs B, segundo a OMS.

TdT CD19

Figura 3: Distensão de medula óssea na leucemia linfóide aguda, subtipo L3,

CD7 cito CD22 cito CD34 CD10

com coloração May-Giemsa, 1.000x. Fonte: Atlas of Hematology, 1996.

Pró-B + + + + + -

Este subtipo associa-se morfologicamente ao linfoma de Burkitt, um tipo de

B Comum + + + + -/+ +

neoplasia das células B, altamente agressiva para o sistema linfático 3, 15,16 .

Pré-B + + + + - +

B madura + + + + - +/- 12

3.3 Métodos diagnósticos

LLA: Aspectos gerais e Métodos diagnósticos

TdT = Terminal desoxinucleotidil transferase; CD7 cito = CD7 intracitoplasmático; CD22 cito = CD22

possível intracitoplasmático; identificar o +: nível expressão do processo do antígeno; leucêmico +/-: expressão em que variável, se encontra frequentemente o paciente positiva; 14 , -: assim

Embora existam várias ausência técnicas de citoquímicas expressão do e antígeno; citogenéticas -/+: expressão que permitem variável, a frequentemente negativa. Fonte: Adaptado

como de Fadel, descrito 2010 na (14) tabela . 2.

identificação e a classificação dos tipos de LLA com mais precisão, um simples hemograma

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A LLA é uma doença de rápida

evolução, por isso deve ser sempre

considerada como uma doença de

grande risco.

Para confirmação do diagnóstico

das leucemias linfóides agudas é

necessário a presença de mais de

As LLAs de Tabela linhagem 2 - Principais T ainda Marcadores não têm uma para classificação LLA-T bem estabelecida,

porém, LLA-T de acordo Precoce com a diferenciação CD7+ CD3 tímica cito normal, + CD3 podem - ser CD4 divididas - CD8 nos - subtipos pró-T,

pré-T, T cortical e T madura 1,7 . De acordo com o antígeno expresso por essas células, é

LLA-T Intermediária CD3 cito + CD3 - CD4 + CD8 + CD1a +

LLA-T Tardia CD3 + CD4 + CD8 + CD1a -

CD3 cito = CD3 intracitoplasmático; +: expressão do antígeno; -: ausência de expressão do antígeno.

Fonte: Adaptado de Fadel, 2010 (14) .

20% de linfoblastos na medula ós-

Atualmente, a imunofenotipagem - Faculdade é considerada Saúde um método Pública, indispensável, Curso pois

de Pós-Graduação em Saúde Pública,

sea, sendo indispensável o uso do 2014.

além de complementar o diagnóstico, detecta, também, o nível do processo leucêmico, sendo

método correto para o diagnóstico 2.Cunha RL. Leucemia linfocítica aguda

19 em

possível avaliar o prognóstico de cada paciente .

indivíduos adultos jovens [monografia].

Governador Valadares: Uni-

preciso da doença. A avaliação das

células leucêmicas por imunofenotipagem

e análise morfológica, e Gestão de Laboratório, 2011. 3.Farias

versidade Vale do Rio Doce, Curso de

Pós-Graduação em Análises Clínicas

MG, Castro SM. Diagnóstico laboratorial

das leucemias linfóides agudas. J

3.4 permite Tratamento conhecer o tipo de leucemia

(B ou T), classificá-las (L1, L2 ou L3) Bras Patol Med Lab 2004; 40(2): 91 – 8.

e tratá-las com o uso da terapêutica 4.Pedrosa F, Lins M. Leucemia linfóide

aguda: Uma doença curável. Rev Bras

mais adequada O tratamento ao caso da de LLA cada é paciente.

bem prolongado,

Saud Matern

varia

Infant

de

2002;

dois

2(1):

a três

63

anos

– 8.

e, embora os

protocolos modernos possam ser invariavelmente 5.Fontelonga modificados A. Leucemia de acordo aguda com linfoblástica.

[Internet]. Alert life scienc

o caso de cada

Atualmente, as técnicas de diagnóstico

é constituído, clínico e laboratorial geralmente, têm por cinco em grandes 2015 novembro fases: I. Indução 5]; Disponível da remissão, em: onde são

2001 [atualizado em 2001 nov 19; citado

paciente,

elevado em até 70% as taxas de cura

http://www.alertonline.com/br/medicalutilizadas

de três a quatros drogas, como: -guide/leucemia-aguda-linfoblastica.

corticóide, vincristine, L-asparaginase e

e sobrevida dos pacientes afetados.

6.Lemos JS. Leucemia linfóide aguda:

daunoblastina; Por isso, o diagnóstico II. Intensificação-consolidação, precoce Avanços indicada no diagnóstico para erradicar [monografia]. as células leucêmicas

Recife: Universidade Paulista Centro

mesma é de extrema importância

de Consultoria Educacional, Curso de

residuais, utilizando substâncias não empregadas anteriormente; III. Reindução, onde são

para um bom prognóstico e aumento

das possibilidades medicamentos de cura. usados na 2013. fase de indução da remissão; IV. Prevenção da

Pós-Graduação Latu Sensu em Hematologia

e Hemoterapia Laboratorial,

readministrados

7.Oliveira RAG; Poli Neto A. Anemias e

leucemia REFERÊNCIAS no sistema nervoso central (SNC), Leucemias: que já é parte Conceitos integral Básicos do tratamento e Diagnóstico

por Técnicas Laboratoriais.

curativo,

1.Maia RRP. Infecções na infância,

feita características mediante ao uso maternas de quimioterapia e leucemia intratecal

São Paulo:

e radioterapia

Roca, 2004.

do crânio e V. Continuação ou

linfocítica aguda em crianças [tese].

8.Barbosa CMPL, Nakamura C, Terreri

São Paulo: Universidade

manutenção da remissão 4,9 de São Paulo

.

MT, Lee MLM, Petrilli AS, Hilário MOE.

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Manifestações músculo-esqueléticas

como apresentação inicial das leucemias

agudas na infância. J Pediatr

2002; 78(6): 481 – 4.

9.Elman I, Silva MEMP. Crianças portadoras

de Leucemia linfóide aguda:

Análise dos limiares de detecção dos

gostos básicos. Rev Bras de Cancerol

2007; 53(3): 297 – 303.

10.Garófolo A, Lopez FA. Novos conceitos

e propostas na assistência nutricional

da criança com câncer. Rev Paul

Pediatr 2002; 20(3): 140 – 46.

11.Brasil MS, Instituto Nacional de

Câncer. Estimativa 2014: incidência de

câncer no Brasil. [atualizado em 2014;

citado em 2015 outubro 31]; Disponível

em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2014/estimativa-24042014.pdf.

12.Wood WA, LEE, SJ. Malignant hematologic

diseases in adolescents an young

adults. Rev Blood 2011; 117: 5803 – 5815.

13.Lichtvan LCL. Citogenética nas Leucemias

linfóides agudas [dissertação].

Curitiba: UFPR - Universidade Federal

do Paraná, curso de Pós-Graduação

em Saúde da Criança e do Adolescente,

Setor de Ciências da Saúde, 2007.

14.Fadel AP. Investigação laboratorial

da LLA. Rev Virt Hemat AC&T Cient

2010; 1(2): 2–4.

15.Salto Junior JJ. Leucemias infantis.

[Internet]. A.C. Camargo Canc Cent

2015 [atualizado em 2015 jan 12; citado

em 2015 novembro 5]; Disponível em:

http://www.accamargo.org.br/tudo-

-sobre-o-cancer/leucemias-infantis/23.

16.Oncoguia E. Tipos de Leucemia linfóide

aguda (LLA). [Internet]. Instituto

Oncoguia 2012 [atualizado em 2012

abril 18; citado em 2015 novembro 7];

Disponível em: http://www.oncoguia.

org.br/conteudo/tipos-de-leucemia-

-linfoide-aguda-lla/1146/316.

17.Cavalcanti Jr. Importância da aplicação

de anticorpos monoclonais no

diagnóstico laboratorial das leucemias

linfóides agudas. Rev Bras Anal Clin

1997; 29(3): 159 – 67.

18.Resende GAD. Reprodutibilidade

intra e interobservacional dos diagnósticos

morfológicos e citoquímicos das

Leucemias agudas frente à imunofenotipagem

[tese]. Uberaba: Universidade

Federal do Triângulo Mineiro, curso de

pós-graduação em Ciências da Saúde-

-Patologia Humana, 2013.

19.Silva GC, Pilger DA, Castro SM, Wagner

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leucemias agudas. J Bras Patol Med

Lab 2006; 42(2): 77 – 84.

20.Bouzas LFS. Transplante de medula

óssea em pediatria e transplante de

cordão umbilical. Medicina, Ribeirão

Preto, 2000; 33: 241 – 263.

049


matéria de capa

DB inaugura Mega

Unidade em Curitiba

A nova Unidade possui mais de 7 mil m² de área construída e

capacidade para realizar mais de 5 milhões de exames por mês

Se 2018 foi um ano de crescimento e comemorações para o DB, com quebras

de recordes na produção de exames, inauguração da unidade Recife/PE, além

dos investimentos realizados nas demais unidades espalhadas pelo Brasil, em

2019 não faltará motivos para celebrar mais um grande desafio alcançado com

muito esforço, dedicação e trabalho ao longo dos oito anos de atuação no mercado

de análises clínicas.

O Diagnósticos do Brasil inaugura no segundo semestre a Mega Unidade de

Curitiba, com mais de 7.400 m² de área construída e capacidade para realizar

mais de 5 milhões de exames por mês. Com uma localização estratégica, ainda

mais próxima do aeroporto e com fácil acesso às principais rodovias do Estado,

a nova unidade oferece maior eficiência e agilidade aos laboratórios, reduzindo

o tempo de transporte das amostras e permitindo um ganho de tempo na

análise dos resultados.

Com a conclusão da Mega Unidade, o DB se consolida como o maior laboratório

de apoio do país. Hoje, a área total construída ultrapassa os 26 mil m², com isso,

a capacidade de produção sobe para 15 milhões de exames por mês. Todos os

investimentos realizados reforçam a excelente atuação do DB no mercado, com o

intuito de fortalecer ainda mais a relação de parceria com os laboratórios, tornando-se

a extensão da área técnica do cliente.

Parte desse sucesso se deve ao conceito de exclusividade em apoio que o

Diagnósticos do Brasil honrou com seus clientes desde o início, em 2011, de que

juntos podem superar os desafios do mercado, gerando oportunidades de crescimento,

independente do porte do laboratório. Para o diretor comercial do DB,

Tobias Thabet Martins, a chave para o sucesso com os laboratórios parceiros se

resume à confiança e à credibilidade. “Somos totalmente focados em serviço

de apoio, ou seja, não temos unidades de rua e, dessa forma, não concorremos

com nossos clientes.”

Mega unidade DB Curitiba

050

DB+ é sinônimo de apoio total

A premissa de ser um laboratório exclusivo de apoio, com objetivo de tornar-se a

extensão da área técnica dos clientes, fez do DB o único laboratório 100% de apoio

do país, que de forma ética e transparente, nunca ofereceu nenhuma relação de concorrência

com os seus clientes.

Com o objetivo de gerar crescimento e sustentabilidade financeira aos laboratórios

parceiros do Diagnósticos do Brasil, foi lançado o programa DB+. A

finalidade é desenvolver a gestão do negócio do cliente com base nos pilares

financeiros e técnicos, através da consultoria terceirizada, focada nos princípios

da ética e da transparência.

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


O DB+ quer caminhar ao lado do

cliente e crescer junto, procurando

entender as necessidades diárias

apresentadas. O objetivo não é apenas

terceirizar os exames, mas dar sustentabilidade

aos laboratórios, explica o

diretor geral do DB, Antonio Fabbron.

“Nossos clientes sendo grandes e sustentáveis,

o DB, consequentemente,

também será. Por isso, parte-se do

princípio que apoio total também é

superar os limites juntos.”

Atendimento ao cliente é

prioridade no DB

Um dos maiores desafios do DB é

melhorar cada vez mais a qualidade do

atendimento aos clientes, ou seja, oferecer

apoio não apenas na realização dos

exames, mas sim disponibilizar toda a

estrutura dos setores de TI, de Qualidade,

de Gestão, de Assessoria Científica

e, principalmente, fortalecer o relacionamento

e a proximidade com o cliente.

Para Fabbron, o trabalho de engajamento

que os colaboradores desenvolvem

com os clientes, de ir muito além

do processamento de exames e transformar

cada contato em uma experiência

positiva representa o sucesso do DB.

“Compreender e acompanhar as necessidades

individuais de cada cliente até

que o problema seja resolvido, mostra

como o DB trabalha de forma exclusiva

hoje no mercado.”

Para 2019, o objetivo do DB é fomentar

ainda mais a relação de parceria com os

laboratórios através de investimentos direcionados

ao estudo de reestruturação

de processos e novas tecnologias.

Logística é mais um

diferencial DB

O setor de logística é referência no

país, no mercado de medicina diagnóstica,

ao oferecer uma gestão estratégica

que assegura o transporte das amostras

coletadas por todo o Brasil, com agilidade,

confiabilidade e segurança, via

malha aérea e terrestre.

Com a nova unidade, o ganho de

tempo repercute positivamente no

processamento das amostras e confiabilidade

dos resultados, uma vez que

passam menos tempo em transporte

até a unidade processadora, preservando

suas características básicas.

Sucesso do DB

Em oito anos de atuação, o DB

tornou-se um dos maiores líderes no

segmento de análises clínicas no Brasil.

Hoje, o grupo conta com cinco unidades

técnicas, sendo três processadoras, focadas

em análises clínicas, a Mega Unidade

de Curitiba (PR), além de Sorocaba

(SP) e Recife (PE), e duas especializadas,

com abrangência nacional, o DB Molecular,

localizado na capital paulista, e o

DB Patologia, em Sorocaba (SP).

Segundo Fabbron, esse projeto é fruto

de um planejamento estratégico focado

na necessidade do cliente: “Desde que

idealizamos o DB, nosso foco sempre foi o

cliente, por isso precisamos estar cada vez

mais próximo dele. O DB sempre acreditou

no potencial do mercado de diagnóstico

laboratorial e hoje disponibiliza ao cliente

tudo o que há de mais moderno em inovação,

tecnologia e serviços.”

Com o propósito de encantar, inspirar,

transformar vidas e negócios, o DB

fez com que esse desejo se tornasse o

ingrediente chave de uma cultura organizacional

forte, sustentável e duradoura.

A nova matriz representa a soma de

todas as conquistas e realizações do DB

desde sua fundação, e todos os clientes

fazem parte dessa conquista.

Tobias Thabet Martins –

Diretor Comercial DB

Antônio Fabbron Junior –

Diretor Geral DB

051


052

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


053


Informe Científico

Água pura para o laboratório

clínico moderno

A água pura é essencial em um laboratório clínico e a tendência certamente é em direção a requisitos de pureza

mais alta para atender à gama de análises realizadas. A má qualidade da água afeta não apenas os testes diretamente,

mas também todos os aspectos da operação do analisador. Ter um bom sistema de purificação de água,

fornecendo recirculação por meio das principais tecnologias de purificação, é a chave para o controle eficaz e de

longo prazo da bactéria, que é o aspecto mais desafiador da purificação da água. Essa abordagem, combinada com

operação duplex e uma boa assistência técnica, fornecerá a água pura necessária.

Introdução

A pureza da água sempre foi importante em diagnósticos clínicos,

mas os desenvolvimentos contínuos na abordagem dos

testes clínicos, na sofisticação e variedade de testes disponíveis

tornaram a pureza da água ainda mais crítica.

Os principais requisitos de água para analisadores clínicos são:

• fornecimento altamente confiável e ininterrupto;

• alta pureza consistente;

• baixos custos de funcionamento;

• fácil operação e mínima intervenção do usuário.

Tradicionalmente, os sistemas de água de alimentação dos

analisadores eram destinados a análises baseadas em química

que usavam principalmente tecnologias • colorimétricas e

de eletrodos íon seletivos. A tendência geral para tecnologias

menos invasivas levou a menores amostras de sangue e seu

uso para uma gama mais ampla de testes. Amostras de 500

ml devem fornecer material para os testes iniciais e algumas

reservas para novos testes ou estudos posteriores. Isso

se tornou viável com melhorias nas técnicas de pipetagem

que permitem alta precisão em volumes de apenas alguns

microlitros. A diluição da amostra com água pura antes do

ensaio impõe exigências extremamente elevadas à pureza da

água, uma vez que os efeitos de qualquer contaminação são

imediatamente multiplicados pelo fator de diluição. Amostras

limitadas também podem restringir o escopo de fazer

o teste novamente, adicionando pressões clínicas extras às

pressões financeiras de assegurar que resultados confiáveis

sejam obtidos já na primeira vez.

Cada vez mais, os sistemas automatizados de imunoensaio

têm sido introduzidos na rotina nos laboratórios clínicos. Eles

tendem a usar cubetas e pontas de pipetas de amostragem

descartáveis, mas ainda precisam de água pura para lavagem,

pipetagem e diluição de reagentes a granel. Geralmente,

é necessária uma qualidade superior de água para o imunoensaio,

devido ao uso de tecnologias altamente sensíveis,

como a quimiluminescência, direta ou indireta, ou a fluorescência

enzimática. Muitos testes dependem de processos em

múltiplos estágios usando enzimas como a fosfatase alcalina.

Qualquer diminuição na pureza da água pode afetar seriamente

a qualidade e confiabilidade desses testes.

Atualmente, a automação nos laboratórios de análises clínicas

progrediu para agrupar todos os testes de alto volume em plataformas

comuns, independentemente da tecnologia de medição.

Agora, é bastante comum usar sistemas como o Abbott

Diagnostics Architect® ci8200 e a plataforma Roche cobas®

6000, que combinam testes de imunoensaio e testes químicos.

A alimentação com água desses sistemas tende a ser usada por

ambos os tipos de tecnologia, e então toda a água deve ser pura

o suficiente para as tecnologias de imunoensaio mais sensíveis.

Usos de água para analisadores clínicos

A má qualidade da água afeta não apenas os testes em si, mas também a operação geral do analisador, o que reduzirá a

confiabilidade dos resultados do teste. A água é usada em praticamente todos os processos dentro do analisador:

• lavagem de cubetas de reação;

• estações de água para lavagem de sondas e pás de agitação;

• diluição de reagentes, amostras e detergentes;

• banhos da incubadora;

• como uma interface entre a seringa e a amostra.

054

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Usos de água reagente

Figura 1 - Usos de água pura

1 Estação de lavagem de cubetas

1. Estação de Consiste lavagem água de de cubetas alta qualidade para uma

Consiste em água lavagem de eficaz alta de qualidade cubetas, eliminando para uma a lavagem

contaminação.

eficaz de cubetas, eliminando a contaminação.

2 Sonda de amostragem e estação de lavagem

2. Sonda de amostragem e de Água de alta qualidade aumenta a estabilidade da

Água de alta qualidade aumenta a da calibração

e elimina amostra a contaminação para amostra. cruzada de amostra para

calibração e elimina a contaminação cruzada de

amostra.

3. Seringas de

3. Seringas

pipetagem

de pipetagem

Água de alta qualidade, livre de partículas para

Água de alta qualidade, livre de partículas para uma pipetagem

mais exata e do reagente. e precisa da amostra e do

uma pipetagem mais exata e precisa da amostra

reagente.

Usos de água reagente

4. 4. Reservatório interno

Lâmpada UV e filtro de 0,2 mícra para

Lâmpada UV e filtro de 0,2 mícra para controle de bactérias

controle de bactérias e partículas, eliminando

e partículas, a contaminação eliminando bacteriana. a contaminação bacteriana.

5. Sonda 5. de reagente e estação e estação de lavagem de lavagem

Água Água de de alta alta qualidade e livre e livre de bactérias de bactérias garante maior

garante maior estabilidade e elimina a

estabilidade e elimina a contaminação de reagente para

contaminação de reagente para reagente.

reagente.

6. Banho 6. de incubadora

Água Água livre livre de de bactérias e e partículas para leituras para leituras fotométricas

exatas e precisas.

fotométricas exatas e precisas.

Visão esquemática de como a água purificada é usada em um analisador clínico

Padrões para água reagente usados em laboratórios clínicos

Muitos laboratórios estão migrando para o credenciamento, que geralmente está disponível localmente. No entanto, o credenciamento

Padrões para água Padrões reagente para água reagente usados usados em em laboratórios clínicos clínicos

do College of American Pathologists (CAP) é usado nos EUA e em laboratórios em muitos outros países. A recomendação do CAP é

Muitos laboratórios estão estão migrando para para o credenciamento, o que geralmente que geralmente está disponível está disponível localmente. localmente. No entanto, No entanto, o credenciamento

que, no mínimo, a água no laboratório atenda ao padrão Água Reagente para Laboratório Clínico (CLRW), especificado pelo o CLSI credenciamento

do College of American Pathologists (CAP) é usado nos EUA e em laboratórios em muitos outros países. A recomendação do

do College of American Pathologists (CAP) é usado nos EUA e em laboratórios em muitos outros países. A recomendação do CAP é

que, no mínimo, a água no laboratório atenda ao padrão Água Reagente para Laboratório Clínico (CLRW), especificado pelo CLSI

O CLSI também estabelece a água de alimentação instrumento:

CAP é que, no mínimo, a água no laboratório atenda ao padrão Água Reagente para Laboratório Clínico (CLRW), especificado pelo CLSI

A especificação de Água Reagente para

“O uso da CLRW para esta aplicação deve ser confirmado com o

O CLSI também estabelece a água de alimentação do instrumento:

A

A

especificação

especificação de

de

Água

Água

Reagente

Reagente

para

fabricante

para

“O uso

O CLSI de

da CLRW

também um instrumento

para

estabelece específico.

esta aplicação

a água

deve

de Deverá alimentação ser utilizada

ser confirmado

do

com

instrumento:

“O de uso um da instrumento CLRW para específico. esta aplicação Deverá deve ser ser utilizada confirmado água

água

Bactéria

< 10 CFU/ml

o

que atenda às especificações do fabricante". O CLSI claramente

fabricante

Resistividade

Bactéria

> < 10 MO-cm CFU/ml

prevê que a CLRW pode não ser pura o suficiente para todos os

que

com

atenda

o fabricante

às especificações

de um instrumento

do fabricante".

específico.

O CLSI

Deverá

claramente

abastecimentos do analisador. A ênfase está na empresa ser utilizada

água que para atenda validar às suas especificações químicas e do usar fabricante”. água reagente O CLSI clara-

com

do

Carbono Orgânico Total (TOC)

< 500 ppb

Resistividade

> 10 MO-cm

prevê que a CLRW pode não ser pura o suficiente para todos os

analisador

Partículas Filtração de 0,2 µm abastecimentos do analisador. A ênfase está na empresa do

Carbono Orgânico Total (TOC)

< 500 ppb

a pureza adequada para fornecer resultados precisos e

Sílica (SiO2)

50 ppb (Tipo 1 para CAP) analisador mente prevê para que validar a CLRW suas pode químicas não ser e usar pura água o suficiente reagente para com todos

pureza os abastecimentos adequada para do analisador. fornecer A ênfase resultados está na precisos empresa e do

Partículas Filtração de 0,2 µm reprodutivos.

a

Sílica (SiO2)

50 ppb (Tipo 1 para CAP)

Laboratório Clínico (CLRW) é:

reprodutivos.

analisador para validar suas químicas e usar água reagente com a

Laboratório Clínico (CLRW) é: é:

pureza adequada para fornecer resultados precisos e reprodutivos.

Efeitos de impurezas na água Efeitos de impurezas na água

A especificação da CLRW limita os principais tipos de impureza em água pura: íons, particulados, orgânicos, bactérias e subprodutos

Efeitos A de da impurezas CLRW limita os na tipos água de impureza em água pura: íons, particulados, orgânicos, bactérias e subprodutos

bacterianos. Todos terão impacto no desempenho do analisador, seja por interferência direta nos produtos químicos dos testes, seja

A especificação da CLRW limita os principais tipos de impureza em água pura: íons, particulados, orgânicos, bactérias e subprodutos

indiretamente, pela terão introdução de erros nas medições. Os tipos gerais de interferência são apresentados na Tabela 1 e na Tabela seja indiretamente,

2 como alguns pela introdução exemplos de interferências erros nas medições. químicas Os tipos em testes gerais específicos. de interferência são apresentados na Tabela 1 e na Tabela 2 como alguns

bacterianos. Todos terão impacto no desempenho do analisador, seja por interferência direta nos produtos químicos dos testes, seja

indiretamente, pela introdução de erros nas medições. Os tipos gerais de interferência são apresentados na Tabela 1 e na Tabela

exemplos 2 como alguns de interferências exemplos de químicas interferências em testes químicas específicos. em testes (vide específicos. tabela 1 e 2)

Causa de impureza da água

Causa de impureza da água

Partículas ou contaminação bacteriana

Partículas ou contaminação bacteriana

Partículas ou contaminação bacteriana em banho-maria

Partículas ou contaminação bacteriana em banho-maria

Contaminação da água de lavagem com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação da água de lavagem com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação da água de lavagem com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação da água de lavagem com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação de diluente com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação de diluente com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação de diluente com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação de diluente com íons, orgânicos ou bactérias

Contaminação do padrão zero (por exemplo, com Ca, Mg, PO4, HCO3)

Contaminação do padrão zero (por exemplo, com Ca, Mg, PO4, HCO3)

Contaminação iônica produzindo baixa resistividade

Contaminação iônica produzindo baixa resistividade

Partículas ou contaminação bacteriana ou compostos insolúveis

Partículas ou contaminação bacteriana ou compostos insolúveis

Depósitos insolúveis - contaminação com compostos pouco solúveis

Tabela Depósitos 1 - Efeito insolúveis das impurezas - contaminação na água com compostos pouco solúveis

Efeito

Efeito

Precisão reduzida do volume de pipetagem

Precisão reduzida do volume de pipetagem

Erros de leitura fotométrica

Erros de leitura fotométrica

Contaminação da cubeta/transferência

Contaminação da cubeta/transferência

Contaminação da sonda de reagente e de amostra

Contaminação da sonda de reagente e de amostra

Erros na amostra e diluição do reagente

Erros na amostra e diluição do reagente

Má estabilidade do reagente

Má estabilidade do reagente

Estabilidade e sensibilidade de calibração reduzidas

Estabilidade e sensibilidade de calibração reduzidas

Operação do sensor de nível incorreto, levando ao desperdício de reagente

Operação do sensor de nível incorreto, levando ao desperdício de reagente

Bloqueio capilar

Bloqueio capilar

Incrustação

Incrustação

Tabela 1 - Efeito das impurezas na água

055


Teste clínico Interferente presente na água Parâmetro de pureza da água afetado

Informe Científico

Cálcio total Oxalato, Resistividade, TOC

sulfato de cálcio

Resistividade

Fosfatase alcalina Fluoreto, fosfato, zinco Resistividade

manganésio, arsenato

Resistividade

EDTA

Resistividade, TOC

bactéria

CFU

endotoxina

Endotoxina

Creatina-quinase Agentes oxidantes Resistividade, TOC

Amilase Oxalato, citrato e EDTA Resistividade, TOC

Lactatodesidrogenase Ureia TOC

Fósforo Citrato e oxalato Resistividade, TOC

Nitrogênio da ureia Citrato Resistividade, TOC

Ferro EDTA, oxalato Resistividade, TOC

fluoreto

Resistividade

Triglicerídeos Glicerol TOC

LDH Peróxido de hidrogênio (Resistividade) Teste específico

Reações baseadas em Peroxidase Peróxido de hidrogênio (Resistividade) Teste específico

Tabela 2 - Exemplos de interferências químicas

Pureza necessária da água

Pureza necessária da água

A especificação de resistividade CLRW > 10 MQ-cm restrin-

A especificação de resistividade CLRW > 10 MQ-cm restringe as

concentrações ge as concentrações de impurezas de impurezas iônicas iônicas para níveis para de níveis ppb de ou ppb menos ou

e, de fato, requer a eliminação de dióxido de carbono. Isso é

menos e, de fato, requer a eliminação de dióxido de carbono. Isso

adequado para a maioria dos trabalhos clínicos, incluindo ensaios

gerais

é adequado

de produtos

para a maioria

químicos,

dos trabalhos

eletrólitos,

clínicos,

ensaios

incluindo

de lipídios

ensaios

e

proteínas, gerais de produtos enzimologia, químicos, imunoensaio eletrólitos, ensaios enzimático, de lipídios monitoramento e proteínas,

toxicológico enzimologia, e imunoensaio terapêutico enzimático, de fármacos monitoramento e, mais recentemente, toxicológico

técnicas

e terapêutico

de

de fármacos

biologia

e,

molecular.

mais recentemente,

Quando

técnicas

precisam

de biologia

ser

determinados elementos traços, a resistividade da água precisa

molecular. Quando precisam ser determinados elementos traços, a re-

ser muito maior que 18,2 MQ-cm.

sistividade da água precisa ser muito maior que 18,2 MQ-cm.

A ausência de partículas é um requisito geral para todos os tipos de

A ausência de partículas é um requisito geral para todos os tipos

de aplicação, e é especialmente crítica com baixos volumes de

líquidos

aplicação,

usados

e é especialmente

nos ensaios

crítica

modernos.

com os baixos

As

volumes

partículas

de líquidos

podem

entupir usados nos agulhas ensaios e modernos. coletores As de partículas manuseio podem de entupir amostras. agulhas Os e

depósitos coletores de de manuseio partículas de amostras. aumentam Os a depósitos formação de partículas de biofilmes aumen-tam a formação

o

crescimento bacteriano,

de biofilmes

e

e

podem

o crescimento

afetar a

bacteriano,

transmissividade

e podem afetar

a transmissividade e o comprimento do caminho das células espec-

e o

comprimento do caminho das células espectroscópicas. A CLRW

conta com filtração para remover partículas. No entanto, os filtros

de

troscópicas.

0,2 µm especificados

A CLRW conta

nem

com

sempre

filtração

podem

para remover

ser adequados.

partículas.

Da

No

entanto, os filtros de 0,2 µm especificados nem sempre podem ser adequados.

Da mesma forma, a especificação TOC de < 500 ppb em CLRW

mesma forma, a especificação TOC de < 500 ppb em CLRW é um

reflexo de padrões anteriores e permite o escopo para a presença

de uma ampla variedade de compostos orgânicos, como ácidos

carboxílicos e poliaromáticos, que poderiam comprometer os

ensaios. Os ácidos carboxílicos podem interferir na enzimologia e

em imunoensaios enzimáticos por ligação a locais ativos e

complexação com cofatores metálicos. Outros orgânicos podem

inibir enzimas e afetar a detecção de fluorescência.

é um reflexo de padrões anteriores e permite o escopo para a presença de

uma ampla variedade de compostos orgânicos, como ácidos carboxílicos e

poliaromáticos, que poderiam comprometer os ensaios. Os ácidos carboxílicos

podem interferir na enzimologia e em imunoensaios enzimáticos

por ligação a locais ativos e complexação com cofatores metálicos. Outros

orgânicos podem inibir enzimas e afetar a detecção de fluorescência.

A contaminação bacteriana tem sérios efeitos em todos os aspectos

da operação do analisador. A chave é alcançar níveis consistentemente

baixos. Por exemplo, podem surgir problemas no

imunoensaio devido à liberação de fluoresceína de bactérias (por

exemplo, pseudômonas aureuginosa), fornecendo altos padrões

em branco e fora da faixa durante a calibração e falsos positivos

com amostras.

O CLSI enfatiza a necessidade de uma rigorosa tendência dos

parâmetros do sistema de água para garantir que seja alcançada e

mantida a sua pureza. A água deve ser validada como adequada para

o propósito e é altamente recomendada a validação do sistema de

purificação de água. (vide tabela 3)

A contaminação bacteriana tem sérios efeitos em todos os

aspectos da operação do analisador. A chave é alcançar níveis

consistentemente baixos. Por exemplo, podem surgir problemas

no imunoensaio devido à liberação de fluoresceína de bactérias

(por exemplo, pseudômonas aureuginosa), fornecendo altos

padrões em branco e fora da faixa durante a calibração e falsos

positivos com amostras.

O CLSI enfatiza a necessidade de uma rigorosa tendência dos

parâmetros do sistema de água para garantir que seja alcançada

e mantida a sua pureza. A água deve ser validada como adequada

para o propósito e é altamente recomendada a validação do

sistema de purificação de água.

Tecnologia Íons Sílica / Partículas Orgânicos Bactéria Subprodutos de

bactéria

Química geral ✓ ✓

Enzimas ✓ ✓ ✓ ✓

EIA ✓ ✓ ✓ ✓

Elementos de traço ✓ ✓

Toxicologia (TDM) ✓ ✓ ✓

Teste molecular ✓ ✓ ✓ ✓

Analisador ✓ ✓ ✓

Tabela 3 - Requisitos de pureza da água para tecnologias do analisador

056

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


para realizar testes químicos e imunológicos resultaram em

um requisito geral para água de alto grau de pureza, capaz

As necessidades de pureza da água das principais tecnologias

do analisador estão resumidas na Tabela 3. No en-

As necessidades de pureza da água das principais tecnologias do analisador estão resumidas na Tabela 3. No entanto, como discutido

anteriormente,

tanto, como discutido

volumes

anteriormente,

menores de reagentes

volumes

e

menores

amostras,

de

e a maior

de atender

integração

a todas

de tecnologias

as especificações

para realizar

padrão

testes

do analisador,

químicos e

imunológicos resultaram em um requisito geral para água de alto grau de pureza, capaz de atender a todas as especificações padrão do

analisador,

reagentes e

conforme

amostras,

mostrado

e a maior

na Tabela

integração

4.

de tecnologias conforme mostrado na Tabela 4.

Impureza Parâmetro Pureza necessária da água

Íons Resistividade > 10 MO-cm

Orgânicos TOC < 30 ppb C

Bactéria CFU < 1 CFU/ml

Partículas Filtração 0,2 µm ou menor

Tabela 4 - Pureza recomendada da água para aplicações clínicas

Tecnologias de purificação da água

Tecnologias de purificação da água

Para atingir essa pureza, todos os íons de impureza e moléculas

orgânicas deverão ser removidos da água de alimentação

e o crescimento da bactéria, minimizado. Isso é mais

bem alcançado com uma série de tecnologias de purificação.

Na primeira etapa do pré-tratamento, as partículas na água

Para atingir essa pureza, todos os íons de impureza e moléculas orgânicas deverão ser removidos da água de alimentação e o

crescimento da bactéria, minimizado. Isso é mais bem alcançado com uma série de tecnologias de purificação.

Na primeira etapa do pré-tratamento, as partículas na água de alimentação são removidas por filtração e resíduos de desinfecção, como

cloro e cloraminas, são postos para reagir com carvão ativado.

A osmose reversa (OR) é agora o método estabelecido para remover a grande maioria das impurezas. É uma técnica de membrana em

que

de alimentação

mais de 95%

são

dos

removidas

íons são rejeitados

por filtração

junto

e resíduos

com praticamente

de desinfecção,

massa. como No cloro entanto, e cloraminas, ela produz água são postos pura de para forma reagir relativamente lenta e sua água do produto (permeado) é normalmente

todas as partículas, coloides, bactérias e moléculas orgânicas com

maior

armazenada em um reservatório.

com carvão ativado.

A osmose reversa (OR) é agora o método estabelecido para

Para atender à CLRW, ou em um patamar melhor, a água precisa ser purificada ainda mais, geralmente por exposição à luz ultravioleta

e microfiltração para manter níveis muito baixos de contaminação bacteriana e passagem por leitos de resinas de troca iônica que

remover a grande maioria das impurezas. É uma técnica de

reduzem a contaminação iônica a níveis extremamente baixos.

membrana em que mais de 95% dos íons são rejeitados junto

com praticamente todas as partículas, coloides, bactérias

e moléculas orgânicas com maior massa. No entanto, ela

produz água pura de forma relativamente lenta e sua água

do produto (permeado) é normalmente armazenada em um

reservatório.

Para atender à CLRW, ou em um patamar melhor, a água

precisa ser purificada ainda mais, geralmente por exposição

à luz ultravioleta e microfiltração para manter níveis muito

baixos de contaminação bacteriana e passagem por leitos de

resinas de troca iônica que reduzem a contaminação iônica a

níveis extremamente baixos.

Para aplicações de uso intenso, a fim de reduzir significativamente

a frequência com que os cartuchos de troca iônica

precisam ser trocados para atingir uma pureza de água mais

consistente, é possível incluir um estágio de eletrodeionização

(EDI) para remover a maioria dos íons do permeado de

OR antes de ser armazenado no reservatório. O EDI usa leitos

de resina de troca iônica que são continuamente regenerados

por corrente elétrica de baixa tensão.

Tendo alcançado água de alta pureza, o desafio é mantê-

-la pura e fazê-lo com a mínima intervenção do operador. A

chave é o design do sistema, com atenção aos detalhes — o

uso de um projeto com componentes testados e comprovados,

como filtros mais finos de 0,05 μm, para dar o nível extra

de proteção contra partículas menores.

A experiência com todos os tipos e escalas de sistemas

de purificação de água demonstrou a necessidade de recirculação

periódica da água pura por meio das tecnologias de

purificação. O uso de qualquer tipo de reservatório levará ao

crescimento bacteriano. A recirculação através de um filtro

em linha e da luz UV removerá as bactérias, permitindo atingir

um nível de estado estacionário muito baixo. Isso também

vai minimizar o crescimento bacteriano, reduzindo a matéria

orgânica disponível. Confiar apenas nos filtros de ponto de

uso pode permitir que cresçam dentro do sistema uma “sopa”

microbiológica e um biofilme extensivo com apenas uma

única barreira para evitar a contaminação grave por água do

produto. Não é possível o monitoramento rápido da eficácia

de tal barreira antes do uso. A recirculação é recomendada

pelo CLSI — “a recirculação deverá incluir processos de purificação

de água suficientes para manter um nível consistente

de pureza no ciclo” — como é a sanitização periódica —

“ocorrerá o desenvolvimento de biofilme [...] e a sanitização é

a única maneira de combatê-lo”, “A higienização dos sistemas

de armazenamento e distribuição deve ser realizada com frequência

suficiente para evitar uma acumulação significativa

de biofilme”. É essencial tornar a sanitização mais fácil e

menos perturbadora possível.


Informe Científico

Além dos efeitos de interferência direta, as bactérias são

fonte de uma série de subprodutos, como fosfatase alcalina,

endotoxina, RNase e DNase, que podem afetar os ensaios por

si só. Sua presença é resultado de um controle bacteriano deficiente

e eles são mais bem minimizados pela manutenção

de níveis bacterianos muito baixos pela recirculação ativa. Por

exemplo, um nível bacteriano de


exemplo, um nível bacteriano de


“Canabidiol

para uso medicinal”

Direito a Saúde

060

Popularmente conhecida pelo nome

de maconha, a Cannabis sativa L., até

então vista de forma negativa por parte

da sociedade quando utilizada de forma

recreativa, vem consolidando, dia após

dia, o reconhecimento de sua eficácia

terapêutica dentro de vários setores. Ao

longo dos anos, pesquisas vêm demonstrando

o grande potencial do canabidiol

e do THC (compostos extraídos da Cannabis)

no tratamento de doenças como

epilepsia, esclerose múltipla, câncer,

glaucoma, asma, Parkinson e no alívio

de dores crônicas.

Muito embora seu uso para fins medicinais

remonte a 2.000 anos, com registro

de que os chineses já utilizavam

chá de maconha no tratamento de

gota e reumatismo, seus efeitos terapêuticos

ganharam maior repercussão

em 2012, quando foi amplamente divulgado

pela mídia o controle das cerca

de 300 crises convulsivas por semana

da garotinha americana Charlotte Figi,

então com 5 anos e portadora de síndrome

de Dravet (que causa epilepsia

refratária), com o uso de um óleo rico

em canabidiol.

A partir daí, as discussões sobre o

uso medicinal da Cannabis ganharam

cada vez maior repercussão, sendo

impossível não reconhecer, atualmente,

seus benefícios para pacientes

portadores de inúmeras doenças.

Importância do canabidiol para

uso medicinal

O canabidiol (CBD), que constitui

40% das substâncias ativas da planta,

sozinho, não é capaz de curar enfermidades,

mas estudos apontam

melhora na qualidade de vida em

pacientes que o utilizam , em especial

quando falamos em doenças

neurodegenerativas (Parkinson e Alzheimer)

e epilepsia. O THC, por sua

vez, tem sido muito utilizado para

dores crônicas. Pesquisas ainda têm

revelado que a associação do CBD

em conjunto com doses específicas

da substância psicoativa tetraidrocanabinol

(THC), podem aumentar a

eficácia do tratamento .

Diante da robustez dos dados

indicando o grande potencial terapêutico

do CBD e THC, extraídos da

Cannabis e, da demanda constante

dos pacientes que veem nos produtos

advindos da Cannabis a possiblidade

de melhorar sua qualidade de

vida, a ANVISA, órgão responsável

por regular o uso de medicamentos

no Brasil, não se manteve passiva.

Em 2015, regularizou a importação

de produtos à base de canabinóides,

por pessoas físicas e em caráter de

excepcionalidade, mediante prescrição

de profissionais da saúde legalmente

habilitados, conforme Resolução

da Diretoria Colegiada (RDC)

da Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (ANVISA) nº. 17/2015,

posteriormente alterada pela RDC

nº. 66/2016 da ANVISA.

Ainda nesta esteira, aprovou o

medicamento Mevatyl®, à base de

THC e Canabidiol e indicado para o

tratamento de contração muscular

moderada a grave de portadores de

esclerose múltipla.

Segundo dados da New Frontier

Data , consultoria especializada em

Por Patrícia Fukuma*

mercado de Cannabis, o Brasil tem

aproximadamente 3,4 milhões de

pacientes que poderiam se beneficiar

de produtos com CBD e THC,

com movimentação de US$ 1,4 bilhão

por ano.

Mas o caminho para que tais

produtos e medicamentos estejam

acessíveis para todos os pacientes

que dele necessitam ainda é longo,

não só por conta dos diversos entraves

legais existentes, já que a cannabis

é uma droga proscrita e somente

autorizada para uso medicinal, bem

como por conta da burocracia para

ter acesso aos medicamentos e do

alto custo do tratamento.

Fato é que o desconhecimento e o

preconceito são as maiores barreiras

para que o uso medicinal da Cannabis

seja devidamente regulamentado

no Brasil, em especial no que diz

respeito à autorização do seu cultivo

para fins terapêuticos.

Panorama da legislação no Brasil

Recentemente, a ANVISA alterou

a lista das denominações comuns

brasileiras por meio da RDC nº.

156/2017, para incluir, entre outras,

a Cannabis sativa L. sob a descrição

de planta medicinal.

Além disso, por meio da RDC

nº 17/2015, alterada pela RDC nº

66/2016, regulamentou a importação

em caráter de excepcionalidade

de produto à base de canabinóides

por pessoa física e para uso próprio,

mediante prescrição médica.

Para importação, o produto deve

ser constituído de derivado vegetal,

ser produzido e distribuído por

estabelecimentos devidamente regularizados

pelas autoridades de

seus respectivos países de origem e

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


conter certificado de análise com especificação

e teor de CBD e THC que

atenda às respectivas exigências regulatórias

dos países de origem. Sua

aquisição poderá ser intermediada

por entidade hospitalar, unidade governamental

ligada à área da saúde,

operadora de plano de saúde ou entidade

civil representativa de pacientes

legalmente constituída, para o

atendimento exclusivo e direcionado

ao paciente previamente cadastrado

na ANVISA.

Para facilitar a verificação por quem

depende da substância, a Agência

disponibilizou uma lista dos produtos

que atendem aos requisitos exigidos, e,

portanto, autorizados para importação.

Ainda que existam críticas ao processo

burocrático para a importação

dos produtos, a realidade é que a

ANVISA, dentro de seu papel de zelar

pela saúde dos consumidores, buscou

adotar as cautelas necessárias para

salvaguardar o uso seguro dos produtos.

Não restam dúvidas de que a

legislação precisa ser aprimorada para

que mais pessoas possam ter acesso

às terapias advindas da Cannabis, porém

já demos um passo importante

para o uso destes produtos.

Já no âmbito legislativo, foram

apresentados alguns Projetos de Lei

no Congresso Nacional, a exemplo,

o PLS 514/2017 e PL 7187/2014,

cujo escopo principal é alterar a Lei

Federal nº 11.343/2006 (conhecida

como Lei Antidrogas), a fim de que o

plantio da cannabis tanto para pesquisa

quanto para uso terapêutico

não seja considerado crime.

A aprovação do PLS 514/2017 pode

ser um divisor de águas para o acesso

a estas terapias no Brasil, visto que o

plantio local possibilitará a redução

de custos para a produção do medicamento,

a diminuição da burocracia

para o acesso ao produto, que não

mais precisará passar pelo complexo

processo de importação, bem como

permitirá a ampliação das pesquisas

realizadas no Brasil para drogas com

substâncias advindas da cannabis.

Mas as discussões em torno destes

projetos precisarão quebrar tabus

e olhar o tema, não sob o enfoque

daqueles que usam a maconha para

fins recreativos, esfera na qual residem

as maiores polêmicas , mas sim

sob a ótica dos milhares de pacientes

que poderão ser beneficiados com o

uso terapêutico da cannabis e para

os quais o Estado não pode fechar

os olhos, nem tampouco negar o

direito à saúde previsto em nossa

Constituição Federal.

Nesse contexto, enquanto o plantio

ainda é proibido por lei, mesmo

que para fins terapêuticos, a única

forma de aquisição de produtos

canabinóides é por meio de importação,

mediante autorização da AN-

VISA ou por intermédio de liminares

concedidas pelo Poder Judiciário.

Dificuldades Para Importar

A regulamentação da importação

pela ANVISA facilitou o acesso a produtos

à base de canabinóides, porém,

ainda são pouquíssimos os médicos que

prescrevem a cannabis para uso medicinal.

Isso porque, apesar da prescrição

do CBD ser autorizada desde 2014 pelo

Conselho Federal de Medicina, os médicos

ainda têm receio em prescrevê-lo,

por terem informações limitadas sobre

seus benefícios, dosagem, forma de

uso e dos possíveis eventos adversos do

canabidiol combinado com outros canabinóides

(como o THC) que possuem

ativos psicotrópicos.

Não bastasse isso, há um processo

burocrático para o paciente

ter acesso a produtos derivados da

cannabis. Para realizar a importação

como pessoa física, a pessoa

interessada deve possuir prescrição

médica, realizar cadastro junto a

ANVISA e requerer autorização da

Agência para importação. Após esse

trâmite, o produto passará por nova

fiscalização da Agência, realizada

no momento da entrada do produto

no país seja via porto, aeroporto ou

fronteira terrestre.

Tudo isso, faz com que a aquisição por

quem precisa do tratamento se torne extremamente

demorada e onerosa.

Sem condições financeiras e sem

poder esperar tanto pela importação,

pacientes têm procurado, como

alternativa, o Poder Judiciário para

obter autorização para o plantio caseiro

da Cannabis sativa L. e extração

do canabidiol.

Decisões favoráveis ao plantio

caseiro da cannabis têm se tornado

comuns e, com isso, surgiram associações

como a ABRACE (Associação

Brasileira de Apoio Cannabis Esperança),

que se dedicam a auxiliar

pessoas que necessitam de tratamento

com CBD.

Em abril de 2017, a Associação

conseguiu autorização judicial para

cultivar e manipular a Cannabis sativa

L. exclusivamente para fins medicinais.

Entretanto, devido à falta de regulamentação

pela ANVISA no que se

refere a importação de sementes de

cannabis e a proibição legal do plantio,

a organização tem encontrado embaraços

em ter seu direito reconhecido.

De acordo com matéria publicada no

portal da Associação, um de seus lotes

de sementes da planta foi apreendido

no Aeroporto de São Paulo. A publicação

afirma que a apreensão ocorreu

devido à falta de autorização da AN-

VISA para a importação de sementes,

mesmo sendo apresentada a cópia da

decisão judicial, resultando na devolução

do produto ao país de origem.

Portanto, a dificuldade em produzir

em solo nacional qualquer produto à

base de canabinóides é gigantesca, já

que, em situações como a da ABRACE,

mesmo com respaldo em decisões

judiciais, há o risco das sementes

importadas para plantio da Cannabis

sativa L. serem barradas nas aduanas.

E, buscando contornar os desafios

existentes para o plantio para fins me-

061


Direito a Saúde

dicinais no Brasil, em março do corrente

ano, a empresa Prati Donaduzzi

obteve da ANVISA o Certificado de

Boas Práticas de Fabricação para seu

novo laboratório em Toledo (PR), que

deve trabalhar no desenvolvimento e

fabricação de um CBD sintético.

Importância do aprimoramento

da Regulamentação

Com um único medicamento à base

de substâncias derivadas da Cannabis

sativa L. aprovado perante a ANVISA

até o momento , o maior obstáculo às

empresas interessadas neste segmento

é o cumprimento dos atuais requisitos

da ANVISA para regularização do

produto como medicamento, visto

a obrigatoriedade de comprovar sua

segurança e eficácia mediante estudos

clínicos, por vezes inexistentes para

alguns produtos importados, visto não

serem tratados no exterior como medicamentos,

mas sim como alimentos.

Este descompasso entre a legislação

brasileira e a vigente em países com

EUA e Canadá, onde o uso medicinal

e até mesmo recreativo já é autorizado

há muito, impede que muitos produtos

lá comercializados sejam devidamente

internalizados no Brasil como medicamentos,

única situação em que seu uso

é permitido.

A verdade é que a expectativa para

que o Brasil avance na regulamentação

do tema é enorme e necessária.

Na América do Sul, nove países, entre

eles o Brasil, já permitiram o uso da

cannabis para fins medicinais, estando

Uruguai, Colômbia e Chile mais avançados

na regulamentação, permitindo

o plantio e comércio da cannabis.

Canadá, Holanda, Portugal e Estados

Unidos (em alguns estados) já autorizaram

o comércio da cannabis, até

mesmo para fins não-médicos.

O desconhecimento sobre o tema e o

preconceito não devem se sobrepor ao direito

constitucional dos pacientes a terem

acesso à saúde. É preciso romper barreiras!

As discussões infindáveis sobre a capacidade

do Estado em fiscalizar o plantio

para uso medicinal X maior facilidade de

acesso à cannabis para uso recreativo da

droga, não pode servir como desculpa

para que o Estado não legisle e se olvide

dos milhares de pacientes que precisam

da cannabis para amenizar suas dores

crônicas, melhorar sua qualidade de vida,

diminuir suas crises.

Assim, espera-se que o Poder Legislativo

faça sua parte, regulamentando

o plantio da cannabis para fins medicinais,

harmonizando a legislação brasileira

com as normas de outros países,

nos quais o plantio para tais fins já é

uma realidade. Certamente esta mudança

de paradigma no Brasil permitirá

o avanço das pesquisas, investimentos

da indústria de medicamentos neste

segmento, melhoria e facilidade no

acesso às terapias advindas da cannabis

por pacientes que dela necessitam,

independentemente de sua condição

financeira.

*Patrícia Fukuma

Escritório jurídico-regulatório fundado em 2002, com foco na prestação de serviços jurídicos e regulatórios

especializados nas áreas de alimentos, medicamentos, produtos para saúde, cosméticos e saneantes e

biotecnologia. Pelo 3° ano consecutivo, o escritório Fukuma Advogados & Consultores aparece em posição

de destaque no ranking ADVOCACIA 500, publicado pela Análise Editorial. Tanto o escritório como a Dra.

Patrícia Fukuma aparecem em 1º lugar na categoria de Direito Regulatório.

Mini CV Patrícia Fukuma

Atua há 25 anos na área regulatório-sanitária. Indicada pela Chambers entre as melhores advogadas na

área de Life Sciences e pela Advocacia 500 entre as melhores advogadas na área de Alimentos e Bebidas

e de Direito do Consumidor. Graduada em Direito em 1989 pela Faculdade de Direito da Pontifícia

Universidade Católica – PUC/SP. Especialista em Direito das Relações de Consumo também pela

Pontifícia Universidade Católica – PUC/SP. Conselheira do CIB - Conselho de Informação sobre

Biotecnologia. Atualmente Membro da Comissão de Direito Sanitário da OAB/SP.

Presidiu a subcomissão de alimentos da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados de

São Paulo, na gestão de 2001 a 2003. De 1992 a outubro de 2002, gerenciou o Departamento Jurídico

da ABIA – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, onde atuou nas áreas de legislação

sanitária, em especial na área de alimentos, metrologia legal, direito do consumidor e biotecnologia.

Foi responsável, na área jurídica, pelo contato e intercâmbio da Entidade com os órgãos relacionados

à defesa do consumidor, Ministério da Saúde (ANVISA), Ministério da Agricultura, Ministério da

Justiça e Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Na área de Biotecnologia, coordenou a

edição dos livros “Alimentos Geneticamente Modificados – Segurança Alimentar e Ambiental”

e “Biotecnologia – uma abordagem jurídica”. Autora de diversos artigos publicados sobre a área

regulatório-sanitária, consumidor, alimentos e biotecnologia.

Contato:

patricia@fukumaadvogados.com.br

+55 11 3083 3539 - Ramal 202

Rua Gomes de Carvalho, 1069 . Cj 112

Vila Olímpia . São Paulo . SP . CEP 04547-004

www.fukumaadvogados.com.br

062

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


063


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ao rápida equipamento e imediata. e diversos Essa organização processos

centros. existe, porém, o avanço tecnológico em vem tempo entrando real “Real com força Time nos Telemicroscopy

grandes rápida processo e imediata. não entre Essa em colapso organização acarretando

entregou,

O escaneamento

nos últimos

digital

tempos,


uma e pequenos

“, é uma

laboratórios.

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em

é essencial

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para que

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esse

de

série de vantagens para a medicina Além de dispor de um sistema

de armazenamento online, visua-

falho diagnóstico.

amostras e, consequentemente, um

existe, porém, o avanço tecnológico vem entrando com força nos grandes processo não entre em colapso acarretando

em contaminações, perda de

atual. E esses avanços, consequentemente,

trazem tecnologias com lização simultânea para análises coo-

Em caso de urgência, qual-

entregou, nos últimos tempos, uma e pequenos laboratórios.

série de vantagens para a medicina Além de dispor de um sistema

de

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maior utilidade e praticidade para o perativas e comparativas em tempo quer tipo de problema envolvendo

atual.

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Em caso de urgência, qual-

real,

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visua-

dis-

falho

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diagnóstico.

pode afetar e encarecer o

maior utilidade e praticidade para o perativas e comparativas em tempo quer tipo de problema envolvendo

dia a dia dos especialistas.

real, o equipamento da Opticam dis-

a logística pode afetar e encarecer o

064

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


mento em diferentes especialidades

médicas, e-learning e tele-educação

para comunidades remotas que não

são de fácil acesso.

Amostras de baixa qualidade

e com diversas áreas mais espessas

que o desejado, podem ser resultado

do descalibramento de ferramentas

como micrótomo e criostato, além

da baixa qualidade de insumos utilizados

na amostra. Independentemente

do resultado final da lâmina, nosso

equipamento possui um sistema inprocesso,

ou seja, o deslocamento

dos profissionais e das amostras podem

demorar no transfer o que atrapalha

na análise do mesmo sem contar

o alto custo da logística brasileira.

Logo, a Telemicroscopia possui

um imediatismo que consegue

resolver a situação de uma maneira

eficiente e eficaz. O equipamento se

adequa ao usuário e não o contrário,

pois, a partir de uma simples mensagem

ou ligação para o especialista

responsável, inicia-se imediatamente

a análise remota da amostra de onde

quer que ele esteja, descartando a

presença física do mesmo no local,

otimizando custos dos laboratórios,

acelerando o fluxo de trabalho e facilitando

a vida desses profissionais.

Existe também a possibilidade

da elaboração de teleconferências

que são utilizadas numerosas vezes

em atividades educacionais, incluindo

escolas de pós-graduação, treinateligente

“Autofocus prestige” que

realiza o escaneamento de diversas

áreas específicas ou a amostra por

completo de 10 a 400 µm, garantindo

imagens de ultra resolução em 4k.

Portanto, de acordo com os

fatos analisados, verificou-se que o

equipamento de Telemicroscopia da

Opticam, vem de fato trazendo diversas

soluções de relevância no mundo

para a atualidade, com inovações

para educação, pesquisa, análise e

conferências.

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resultado de diagnóstico, sendo necessário total acompanhamento do médico responsável.


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Orientador: Antônio Eustáquio Dantas da Silva Júnior³

Preâmbulo

O caso é uma apresentação típica em localização atípica e curiosa. Escolhemos esse

caso por ilustrar especialmente a resolução espacial da ressonância magnética.

diagnóstico por imagem

Adenocarcinoma

em divertículo duodenal

Preâmbulo

O caso é uma apresentação típica em localização atípica

e curiosa. Escolhemos esse caso por ilustrar especialmente

a resolução espacial da ressonância magnética.

História clínica

ID: paciente do sexo feminino, 64 anos.

HX: paciente relata dor epigástrica pós-prandial, do tipo

cólica, há quatro meses, associado à náuseas e vômitos.

Estava em tratamento para anemia ferropriva há 8 meses.

Há cerca de 2 meses apresentou hematêmese, associado

à melena e hipotensão, com necessidade de internação e

hemotransfusão.

ExF: BEG, descorada +/4+, anictérica, acianótica, afebril.

Tórax: MV+ sem ruidos adventícios, BRNF 2 tempos sem sopros.

Abdome flácido, indolor à palpação RHA+.

Endoscopia digestiva alta

Foto 1 Foto 2

História clínica

ID: paciente do sexo feminino, 64 anos.

Autor: Vanessa Mizubuti Brito¹

Colaboradores: Klaus Schumacher¹, Bruna Zaidan²

Orientador: Antônio Eustáquio Dantas da Silva Júnior³

HX: paciente relata dor epigástrica pós-prandial, do tipo cólica, há quatro meses,

associado à náuseas e vômitos. Estava em tratamento para anemia ferropriva há 8

¹ Médico residente do Departamento de Radiologia da Faculdade de

meses. Há cerca de 2 meses apresentou hematêmese, associado à melena e

Ciências Médicas – FCM / UNICAMP.

hipotensão, com necessidade de internação e hemotransfusão.

² Médica patologista formada pela FCM / UNICAMP.

ExF: BEG, descorada +/4+, anictérica, ³ Médico Radiologista acianótica, assistente afebril. do Departamento de Radiologia da

Tórax: MV+ sem ruidos adventícios, BRNF 2 tempos

Faculdade

sem

de Ciências

sopros.

Médicas – FCM / UNICAMP.

Abdome flácido, indolor à palpação RHA+.

Exames laboratoriais:

Hb 11.50 g/dL FALC 82 U/L

Plaquetas 308.000 mm³ TGO 16 U/L

GGT 44 U/L TGP 16 U/L

US de outro serviço: lesão ovalada em região de flanco direito sugestiva de

espessamento parietal de alça intestinal.

EDA de outro serviço:

1.

Exames laboratoriais:

US de outro serviço: lesão ovalada em região de flanco

direito sugestiva de espessamento parietal de alça intestinal.

EDA de outro serviço:

1. esofagite não erosiva

2. sem progressão ao nível do arco duodenal.

A seguir mostraremos as imagens do caso. Antes de visualizar

o próximo tópico, tente interpretar os achados de

imagem e formular algumas hipóteses diagnósticas.

Foto 3

068

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Ressonância Magnética

Foto 4

Foto 5

Foto 6

Foto 7

As imagens mostradas acima serão revistas com as devidas explicações e serão acompanhadas de legendas

que formalmente descreverão os achados mais relevantes.

069


Foto 8

diagnóstico por imagem

Tomografia Computadorizada (TC) em cortes axiais sem contraste (a), evidenciando lesão expansiva excêntrica, heterogênea na segunda porção duodenal

(seta), que obstrui parcialmente a luz intestinal (cabeça de seta); nas fases portal (b) e excretora (c) apresenta realce heterogêneo ao meio de contraste

(setas), com áreas de necroses e permeio (círculo).

Foto 9

070

TC com contraste na fase portal em cortes axiais (a) e (b) demonstrando lesão expansiva na segunda porção duodenal (seta), com obstrução parcial da luz

intestinal (circulo), resultando em estase gástrica (*). Nos cortes coronal (c) e sagital (d) esta lesão ocupa o interior de diverticulo duodenal com presença

de interface gasosa entre suas paredes e a supracitada lesão (seta), não sendo observado dilatação de vias biliares (setas rachuradas), há, ainda, íntimo

contato com a cabeça pancreática (colchetes).

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Foto 10

RM nas sequências ponderadas em T2 cortes coronal (a) e axial (b) evidenciando lesão expansiva excêntrica heterogênea na segunda porção

duodenal que cresce para fora da formação diverticular no aspecto anteromedial.

Foto 11

RM nas sequências ponderadas em T2 Fiesta cortes coronal (a) e axial (b) observando-se dilatação do aspecto anteromedial da segunda porção

duodenal com paredes bem delimitadas contiguas com a parede duodenal (setas), há lesão expansiva heterogênea em seu interior e presença

de interface liquida entre elas (*).

Foto 12

Estudo dinâmico com RM: (a) Corte coronal T1 pré- Gd; (b): Corte coronal pós- Gd arterial e (c): Corte axial pós-Gd tardio evidenciando realce

heterogêneo pelo meio de contraste da lesão.


Foto 13

diagnóstico por imagem

Produto de ressecção cirúrgica com lesão expansiva recoberta por serosa no interior de formação diverticular, justaposta ao arco duodenal, quando seccionado,

evidencia mucosa diverticular preservada e lesão vegetante invadindo sua luz.

Agora faremos uma associação entre os diferentes fenótipos que estudamos acima, para que possamos associar as

imagens com a antomia patológica.

Foto 14

Lesão expansiva heterogênea, que cresce para formação diverticular na segunda porção duodenal ao exame TC (A), de aspecto

similar ao estudo de RM (B), em concordância com a peça cirúrgica (C).

072

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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Foto 15

diagnóstico por imagem

Observa-se lesão vegetante que obstruía parcialmente a luz duodenal ao exame de EDA (A), prosseguiu-se com exame de imagem onde evidenciou-se lesão

expansiva obstruindo parcialmente a luz da segunda porção duodenal (B). Paciente foi submetida à tratamento cirúrgico, com peça cirúrgica evidenciando

o aspecto vegetante da lesão (C).

Foto 16

RM evidenciando lesão expansiva ocupando divertículo duodenal (A), ao zoom nota-se interface liquida entre a parede duodenal e a lesão (B), achado este

confirmado ao estudo anatomopatológico (C), onde se observa as camadas muscular e mucosa da parede diverticular preservadas (1), presença de espaço

entre a parede diverticular e a lesão (2), que no caso é adenocarcinoma (3).

CONCLUSÃO

Trouxemos hoje um raro caso de adenocarcinoma

periampular sem determinar obstrução de vias biliares

e com crescimento para divertículo duodenal. Tal comportamento

clínico (oligossintomático) pode ter dificultado

o diagnóstico precoce, uma vez que a paciente

apresentava sintomatologia inespecífica.

O caso se mostra na interface radio-histológica, onde

o comportamento de sinal na RM ilustra perfeitamento

tanto o posicionamento anatômico como a natureza

tecidual.

A história clínica e o exame físico orienraram a realização

da endoscopia digestiva alta, que identificou a lesão.

Os exames de imagem auxiliaram o estadiamento loco

regional da doença e o planejamento cirúrgico.

074

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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075


Radar Científico

Brumadinho-MG:

quais desafios estão

colocados à nível de

atenção e garantia da

saúde?

*Amanda Navarro

Biomédica e mestranda em Saúde Pública pela

Faculdade de Saúde Pública da USP

O desastre de Brumadinho aconteceu em 25 de janeiro de 2019. Desde então, a situação de saúde tem se agravado

para todas as comunidades afetas e em regiões próximas. Surtos de doenças infecciosas como dengue e febre amarela,

e de doenças crônicas como ansiedade e diabetes. Quais os desafios para os setores privados e públicos da saúde

neste momento?

O desastre socioambiental de Brumadinho ocorreu a cerca

de 4 meses e algumas pesquisas já indicam futuras consequências

que serão colhidas por todos os afetados. Pesquisadores

de todo país se unificam em busca de caminhos para

auxiliar no manejo do desastre. A Fundação Oswaldo Cruz

(Fiocruz), realizou um estudo que avaliou os impactos à curto

prazo do desastre da mineradora Vale em Brumadinho. Os estudos

foram apresentados no evento “Impactos sobre a saúde

e desafios para a gestão de riscos”, que ocorreu em fevereiro

deste ano.

Os dados coletados pelos grupos de pesquisa da Fiocruz indicam

um cenário que, mesmo a curto prazo, irá requerer toda

força social para intervir no sentido de amenizar os impactos.

O Centro de Pesquisa em Emergências e Desastres em Saúde,

conformado com o objetivo de mobilizar conhecimentos

informações voltadas para desastres, publicou recentemente

um guia de preparação e resposta do setor de Saúde para desastres.

Brumadinho, Minas Gerais: visão aérea da região afetada

pela lama de rejeitos. (André Penner/AP)

Brumadinho, Minas Gerais: visão aérea da região afetada pela lama de rejeitos. (André Penner/AP)

076

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Segundo os pesquisadores, é importante

demarcar que, após o desastre

da Samarco em Mariana, houve uma

melhora na organização dos diferentes

níveis de saúde. Mariano Andrade da

Silva, pesquisador do CEPED-Fiocruz,

mostrou esse avanço exemplificando

através da experiência prática de como

os agentes de saúde, em nível estadual

e municipal, não ficaram sabendo

do desastre por vias formais, como de

órgãos da Defesa Civil ou de sua hierarquia

do setor de saúde. O fato de não

saberem imediatamente para intervir

de forma ágil e concisa, o que foi feito

no desastre em Brumadinho, mostra

que esforços estão conseguindo impor

uma melhor dinâmica e organização

desde Mariana.

Brumadinho: considerações à

nível socioambiental

É importante demarcar a situação

socioambiental da região atingida

pela avalanche de lama de rejeitos da

barragem da Vale S.A. para se analisar

todos os possíveis danos a curto, médio

e longo prazo. Os desastres com barragens

de mineradoras podem gerar inúmeros

problemas, para além das destruições

imediatas, como por exemplo:

inundações, crise hídrica, epidemia de

febre amarela e dengue. De imediato,

os dados coletados pelos pesquisadores

mostram que se observa, em um

primeiro momento, alta letalidade e

baixa morbidade do desastre. Abaixo,

tem-se um gráfico compilado a partir

das informações divulgadas no evento

da Fiocruz:

Vide Gráfico 1

Em relação à lama de rejeitos,

estima-se que o rompimento da

barragem tenha liberado em torno

de x milhões de m³ de rejeitos de

Gráfico 1. Situação dos óbitos no desastre da Vale S.A em Brumadinho, 2019

Fonte: Centro de Estudos e Pesquisas de Emergências e Desastres em Saúde (CEPEDES) / FIOCRUZ / MS

minério. As pesquisas em relação

à composição físico-química da

lama ainda estão em andamento,

contudo é possível presumir que,

considerando o quadrilátero ferroso

da região, possa ocorrer reações

físico-químicas que podem vir causar

doenças à longo prazo. Até o

presente momento, sabe se que é o

maior desastre ambiental do Brasil,

em termos de óbitos de extensão de

danos ambientais. Sobre os danos

ambientais pode afirmar que são extensos,

atingindo não só no Córrego

do Feijão, mas também há possibilidade

de o desastre chegar até a

bacia hidrográfica do Paraopeba, o

que significa que atingiria o rio São

Francisco, além de 510 municípios

que poderiam ser afetos.

As mudanças das condições de

vida também impactam em relação

à população e aos danos da

barragem: assim como o desastre

da Samarco, no Rio Doce, provocou

modificações das condições de vida

e formas tradicionais já inseridas

nesse território, acredita-se que o

mesmo se repetirá com Brumadinho.

Como desdobramentos ambientais

do desastre, os pesquisadores contabilizam

147 hectares de perda de

mata atlântica e possibilidade de deposição

de rejeitos em partes do rio,

que virão a secar e se tornar poeira,

expondo a população do entorno ao

contaminantes.

É importante demarcar também

que os problemas de saúde não eram

nulos antes do desastre, entretanto

agora nota-se uma condição maior

de risco. Assim, faz-se necessário a

maior organização do setor de saúde,

para que possa ser possível uma

resposta adequada em melhores

condições aos eventos que virão.

Saúde: perspectivas de morbidade

para Brumadinho e região

A perspectiva oferecida pelos pesquisadores

da área da saúde em relação

aos impactos na região de Brumadinho,

advém em grande parte das

experiências com desastres anteriores.

Neste sentido, o desastre da Samarco

em Marina (MG) serviu como um grande

aprendizado. Em nível de destruição

socioambiental, a lama de rejeitos libe-

077


Radar Científico

rada pela barragem da Samarco afetou

uma área de 750 km, 38 municípios e

2 Estados, afetando cerca de 3 milhões

de habitantes. Em comparação com

Brumadinho, considerando apenas

o Rio Paraopeba, foram afetados 48

municípios e cerca de 1,3 milhões de

habitantes foram expostos aos rejeitos,

comprometendo o consumo de água e

irrigação, flora e fauna.

Em Barra Longa, município mais

afetado pelo desastre da Samarco,

atingiu 5 mil habitantes, um cenário

similar ao que se observa em

Brumadinho. Um estudo realizado

pelo CEPEDES sobre o desastre da

Samarco em Mariana (MG), comparou

os dados de saúde relativos à

morbidade nos anos de 2014 e 2015,

depois da tragédia. Notou-se um aumento

substancial na prevalência de

doenças crônicas não transmissíveis

e infecciosas neste período.

A prevalência ou diagnóstico de

ansiedade em Barra Longa (MG) foi

5 vezes maior após o desastre da Samarco

em Mariana. Para dermatites o

aumento foi de 7 vezes, para diabetes

foi de 11 vezes e hipertensão foi de

15 vezes. Para doenças infecciosas,

observa-se um aumento de 11 vezes

para gastroenterites, em decorrência

da falta de acesso à água tratada. O

caso mais escandaloso é em relação à

dengue: não havia registro de diagnóstico

ou prevalência anterior de dengue,

que saltou 123 casos após o desastre.

Outro estudo realizado, via questionário

espontâneo, no mesmo

período pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade,

notificou um aumento

das doenças do aparelho respiratório,

transtornos mentais, doenças

do aparelho digestivo, entre outros.

O Isolamento das comunidades, afetadas

pela lama, também impõe um

fator limitante no cuidado e atenção

à saúde, uma vez que dificulta o

acesso para os serviços de saúde.

Em Brumadinho, o quadro prévio

de morbidade da população

pode ser um indicativo do nível de

problemas de saúde que surgirão

após o desastre. Estudos anteriores

apontam que Brumadinho e o vale

do Rio Paraopeba, são zonas de

transmissão de esquistossomose.

Assim, o risco pode agravar diante

da debilidade em termos de saneamento

básico. Estudos anteriores

também indicaram também surtos

de febre amarela em 2016 e 2017 na

região de Mariana, regiões do Vale

do Rio doce e na região metropolitana

de Belo Horizonte, chegando

até Brumadinho. Assim, é necessário

um alerta, principalmente no verão

que pode propiciar a proliferação dos

mosquitos, sobre um possível surto

de febre amarela.

A dengue, Chikungunya, Zika e

febre amarela, configuram um problema

nacional de saúde pública,

que tendem à se agravar diante de

desastres socioambientais. É imprescindível

que não faltem ferramentas

para reestabelecer as condições

de saúde, reforçando aparelhos

de saúde, exames e diagnósticos,

bem como o tratamento da população

afetada. Políticas de prevenção

devem sempre estar aliadas

às políticas de assistencialismo, de

forma que juntas possam garantir

uma atenção ainda mais integral. As

ações devem integrar desde o combate

aos vetores, até a garantia de

exames capazes de diagnosticar tais

doenças infecciosas, buscando rapidez

e eficácia, para tratar e proteger

a população mineira que enfrenta

maiores riscos.

Bibliografia:

1. ROMÃO, A. ; FROES, C.;

BARCELLOS, C.; SILVA, DX.; SALDANHA,

D.; GRACIE, R.; PASCOAL, V. Avaliação

preliminar dos impactos sobre a saúde

do desastre da mineração da Vale

(Brumadinho,MG). Disponível em: < https://

www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/32268/2/

Avalia%C3%A7ao_preliminar_saude_

Brumadinho2019.pdf> Acessado em: 29 de

abril de 2019.

2. DA SILVA, MA.; FREITAS, CM.;

Desastre da Vale S.A: Barragem I da mina do

Córrego do Feijão. Disponível em: Acessado em: 29 de abril de 2019

3. FIOCRUZ. Desastre da Vale

S.A. em Brumadinho – Impactos sobre a

saúde e desafios para a gestão de riscos.

Disponível em: Acessado em: 20 de

abril de 2019

078

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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079


Laboratório em Destaque

Fleury amplia

sua plataforma de

negócios em saúde

com a inauguração de

Centro de Infusão

Fleury Medicina e Saúde

O Fleury Medicina e Saúde ampliará sua plataforma de negócios em saúde com a inauguração de um Centro de

Infusão na Unidade do Morumbi e passa a oferecer, além de exames, aplicação de medicamentos endovenosos, subcutâneos

e intramusculares para pacientes com doenças autoimunes e inflamatórias crônicas.

Newslab: O que motivou o

Fleury a impulsionar o projeto de

Centros de Infusão?

Luís Eduardo: O Fleury tem consolidada

tradição de excelência no

suporte ao diagnóstico, que é uma das

primeiras etapas da cadeia da saúde.

Ultimamente, temos buscado ampliar

nosso leque de atuação, oferecendo

o mesmo nível de excelência a outras

etapas da cadeia, que inclui a prevenção

e o tratamento. No polo da prevenção,

temos oferecido serviços de gestão

de saúde empresarial, incluindo a recente

aquisição da SantéCorp. O polo

oposto é o do tratamento e é aí que

entra o Centro de Infusões Terapêuticas

do Fleury (Fleury Infusões).

Nos últimos anos, consolidou-se

uma nova modalidade terapêutica

representada por medicamentos imunobiológicos,

que são macromolécu-

O mercado potencial de infusões é estimado em R$ 140

milhões. O serviço começa com atendimento na unidade

Fleury Morumbi e no Itaim na capital de São Paulo. No entanto,

possui potencial de expansão para mais 12 unidades

na capital paulista e região. “O projeto tem como um dos pilares

a experiência do paciente e prevê, além do atendimento

diferenciado Fleury, a redução do tempo para administração

do medicamento se comparado à alternativa hospitalar”, informa

a diretora executiva de Negócios da marca Fleury Medicina

e Saúde, Dra. Jeane Tsutsui.

O conforto e praticidade que as unidades do Fleury proporcionam

na hora de realizar exames agora estendem-se

para quem necessita de medicamentos imunobiológicos

intravenosos ou subcutâneos, sobretudo, para tratar doenças

autoimunes e inflamatórias, bem como imunodeficiências. Os

pacientes contam com equipe multidisciplinar e especializada

nas terapias disponíveis e segurança necessária durante as

aplicações, sempre sob supervisão médica.

Para entender a amplitude e importância do projeto iniciado

pelo Grupo Fleury, a Newslab entrevistou o Dr. Luís

Eduardo Coelho Andrade, reumatologista do Fleury Medicina

e Saúde, responsável pelo Centro de Infusões.

las que não são passíveis de absorção

por via oral convencional. Portanto, é

necessária a aplicação parenteral, seja

por via endovenosa, subcutânea ou

intramuscular. Assim, o Fleury Infusões

busca complementar o suporte já oferecido

aos clientes na etapa diagnóstica,

agora também durante o tratamento,

mantendo o padrão de acolhimento,

qualidade e idoneidade.

É importante frisar que o Fleury Infusões

nasce no contexto do Centro Integrado

de Alergia e Imunologia, pois

a maior parte dos medicamentos imunobiológicos

aplica-se a enfermidades

de base imunológica. Há alguns anos o

Grupo Fleury vem praticando o conceito

de Centros Integrados, como Vila da

Saúde, Gestar Fleury, de Cardiologia e

de Ortopedia. O Centro Integrado de

Alergia e Imunologia está hoje localizado

na Unidade Itaim e reúne expertise

médica nas áreas de alergia, doenças

autoimunes e imunodeficiências inatas

ou adquiridas. Além dos tradicionais

exames realizados em amostras de

sangue ou outros líquidos biológicos,

o Centro Integrado de Alergia e Imunologia

realiza exames in vivo, como

a aplicação de alérgenos na pele (prick

e patch teste). Em breve passaremos

também a oferecer testes de provocação

alimentar, de grande importância

para o diagnóstico de determinados

tipos de alergia e que hoje tem disponibilidade

muito restrita.

O centro de infusões complementa e

expande o escopo de atuação do Centro

Integrado de Alergia e Imunologia,

estando hoje localizado em duas Unidades,

a do Itaim e a do Morumbi. No

entanto, possui potencial de expansão

para mais 10 unidades na capital paulista

e região.

080

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


Newslab: Para vocês, qual é

o principal ganho em termos

de qualidade dos serviços que

o Fleury oferece e este novo

projeto?

Luís Eduardo: Um dos pilares do

Fleury Infusões é oferecer ao cliente

uma experiência compatível com a

qualidade de acolhimento, eficiência

e segurança tradicionais do Fleury.

Considerando que esses clientes

necessitam receber a medicação de

forma recorrente (a cada mês ou a

cada duas semanas, dependendo

do medicamento), é importante que

haja ótimo acolhimento e que o procedimento

seja confortável e tão rápido

quanto possível. Muitos desses

clientes têm vida profissional ativa e

devemos procurar interferir o mínimo

possível em sua rotina. O centro

de infusões é desenhado em todos

os detalhes para alcançar este objetivo,

podendo o cliente trabalhar em

seu notebook, assistir a um filme, ou

simplesmente descansar, conforme

sua preferência e necessidade. Outro

ponto importante é a segurança,

temos uma farmácia e farmacêutico

dedicados para a preparação da

medicação estritamente de acordo

com protocolo estabelecido para

cada tipo de imunobiológicos. Temos

também um sistema de tripla

conferência que garante a qualidade

e adequação do medicamento a ser

infundido. Ademais, o centro de infusões

tem infraestrutura específica

para eventuais complicações que

possam ocorrer durante ou logo após

a infusão, possibilitando um atendimento

imediato semelhante ao recebido

em um ambiente hospitalar.

Newslab: A importância e qualidade

de exames diagnósticos do

Fleury são amplamente reconhecidas.

Como o laboratório encara

agora com este novo projeto a

ligação entre exames e infusões

em relação à importância clínica?

E para o mercado?

Luís Eduardo: Nos últimos anos,

tem ficado claro que o tratamento de

doenças inflamatórias crônicas com

medicação imunobiológica, quando

corretamente indicada, contribui para

melhora da qualidade de vida e capacidade

funcional dos pacientes. Por

exemplo, pacientes com artrite reumatoide

que antes podiam se tornar

restritos a cadeira de rodas e incapacitados

para a vida laboral e social, hoje

estão plenamente ativos em todos

os sentidos, graças ao uso de terapia

imunobiológica adequada. Do ponto

de vista da economia da saúde, isso

significa menos comorbidade e menor

sinistralidade. Ademais, pessoas funcionalmente

produtivas são capazes de

contribuir efetivamente na contratação

de serviços da cadeia da saúde. Portanto,

o mercado de trabalho vê com bons

olhos essa nova modalidade terapêutica.

Nesse sentido, o Fleury Infusões irá

desempenhar um papel importante ao

aplicar também nessa área sua longa

experiência na prestação de serviço

ético, com segurança e qualidade.

Newslab: Dentre as doenças

autoimunes e anti-inflamatórias

crônicas, quais são as mais comuns

e quais são as doenças que

o Fleury oferecerá exames, diagnósticos

e também infusões?

Luís Eduardo : A maior parte das

medicações imunobiológicas hoje é hoje

direcionada às enfermidades de fundo

imunológico, principalmente doenças

autoimunes e inflamatórias crônicas.

Entre essas, podemos listar a artrite

reumatoide, espondilite anquilosante,

doença de Crohn, psoríase, neuromielite

óptica, esclerose múltipla, artrite idiopática

juvenil e esclerose múltipla. Outra

importante parcela beneficiada são os

pacientes com imunodeficiências primárias

que requerem a aplicação recorrente

de imunoglobulinas endovenosas. No

entanto, o escopo da terapia imunobiológica

tem expandido rapidamente para

outras áreas. Assim, certas formas de

osteoporose beneficiam-se muito com

o tratamento com um imunobiológicos

contra o RANKL, assim freando a reabsorção

óssea e permitindo a progressiva

recuperação do tecido ósseo. Também

algumas enfermidades endocrinológicas

específicas, gastrointestinais, oftalmológicas

e neoplásicas se beneficiam com o

uso de medicamentos imunobiológicos.

É pertinente imaginar que o espectro de

aplicação dos imunobiológicos deverá se

expandir progressivamente à maior parte

das áreas da medicina.

O Fleury Infusões já tem disponíveis

os seguintes medicamentos:

• Abatacepte (Orencia®)

• Acetato de gosserelina (Zoladex®)

• Acetato de Leuprorrelina (Lupron Depot®)

• Acetato de Leuprorrelina (Lectrum®)

• Acetato de octreotida (Sandostatin Lar®)

• Ácido zoledrônico (Aclasta®)

• Adalimumabe (Humira®)

• Belimumabe (Benlysta®)

• Canaquinumabe (Ilaris®)

• Carboximaltose férrica (Ferinject®)

• Certolizumabe pegol (Cimzia®)

• Ciclofosfamida (Genuxal®)

• Denosumabe (Prolia®)

• Etanercepte (Enbrel®)

• Golimumabe (Simponi®)

• Golimumabe (Simponi IV®)

• Guselcumabe (Tremfya®)

• Imunoglobulina Humana (Endobulin Kiovig®)

• Imunoglobulina Humana (Sandoglobulina Privigen®)

• Infliximabe (Remicade®)

• Mepolizumabe (Nucala®)

• Metilprednisolona (Solu-medrol®)

• Metotrexate (Fauldmetro®)

• Natalizumabe (Tysabri®)

• Ocrelizumabe (Ocrevus®)

• Omalizumabe (Xolair®)

• Palivizumabe (Synagis®)

• Rituximabe (Mabthera®)

• Sacarato de hidróxido férrico (Noripurum®)

• Secuquinumabe (Cosentyx®)

• Tocilizumabe (Actemra SC®)

• Tocilizumabe (Actemra IV®)

• Ustekinumabe (Stelara®)

• Vedolizumabe (Entyvio®)

Entretanto, este portfólio está em

constante e acelerada expansão.

083

Laboratório em Destaque


Laboratório em Destaque

Newslab: Como o Fleury

encara a entre a relação exame-diagnóstico-infusões

e a

relação com o médico, bem

como com o tratamento em

longo prazo destas doenças,

com o lançamento dos centros

de Infusão?

Luís Eduardo: O Fleury Infusões foi

concebido tendo em vista a perspectiva

dos pacientes e dos médicos prescritores.

Nesse sentido, é importante imaginar

o ritual do paciente submetido

a uma infusão. Após os procedimentos

tradicionais da recepção, o paciente é

examinado por um médico dedicado,

que deverá constatar se o paciente

está em condições de receber a medicação.

Caso haja algum impedimento,

nosso médico fará contato com o médico

do paciente para discutir a melhor

conduta a ser tomada. Caso não haja

impedimento, o paciente segue para

o procedimento, que é supervisionado

por enfermeira dedicada, com supervisão

médica. Terminada a infusão e

o período de observação, o paciente é

novamente examinado pelo médico,

que elabora um laudo contendo as

informações médicas relevantes. Cada

infusão realizada no centro de infusões

gera um item acessível online à semelhança

dos itens referentes aos exames

diagnósticos. Este item tem a mesma

estrutura de um laudo de exame laboratorial,

contendo informação sobre

as condições de entrada do paciente,

como se comportou e suas condições

Fleury Medicina e Saúde - UNIDADE ITAIM

no momento da liberação. Durante o

procedimento da infusão, nosso médico

tem acesso a todos os exames já realizados

pelo paciente no Fleury, podendo

assim integrar esses achados para

benefício do atendimento ao paciente

e interação com o seu médico. Para o

médico do paciente, esse sistema traz

bastante segurança e transparência,

tendo a equipe e a estrutura do Fleury

Infusões como parceiros dedicados ao

melhor resultado para o seu paciente.

Newslab: Pensando sobre a

visão do laboratório do futuro,

qual a importância deste novo de

exame-diagnostico-infusões?

Luís Eduardo: Um conceito que

vem sendo cultivado nos últimos anos

é o da “Theranostics”, que se refere em

uma integração entre terapêutica e

diagnóstico. Cada vez mais, a Medicina

caminha rumo à personalização do tratamento,

o que exige um detalhamento

diagnóstico cada vez mais refinado.

Por outro lado, o efeito terapêutico

ocasionado por medicações imunobiológicas

pode exigir monitoração de

parâmetros laboratoriais diversos. Em

ambas as direções, percebe-se nitidamente

a necessidade de integração

entre diagnóstico e terapêutica. Neste

cenário, o Fleury Infusões oferece ao

médico e seu paciente uma solução

adequada às exigências da Medicina

Personalizada.

Newslab: De alguma forma,

o inovador e ousado projeto do

Fleury teme que os médicos vejam

nesta nova operação uma

abertura para futuro Hospital/

Clínica Fleury?

Luís Eduardo: Desde sua fundação,

o Fleury busca oferecer o melhor

serviço de suporte diagnóstico para os

médicos e seus pacientes. Ao longo de

sua história, o Fleury vem inovando

de forma consistente, ampliando seu

espectro de ação, porém sempre de

forma sinérgica com a classe médica.

Assim foi com pioneirismo na integração

de análises clínicas e métodos

diagnósticos de imagem, na disponibilização

de resultados pela Internet,

na expansão geográfica de sua rede

de unidades, incluindo o atendimento

domiciliar. Em função da consolidada

reputação de ética, qualidade e competência

angariada pelo Fleury ao

longo de quase 100 anos, os médicos

certamente estarão confiantes de que

esta nova atuação do Fleury trará mais

segurança, conforto e qualidade ao

atendimento de seus pacientes.

Dr. Luís Eduardo Coelho Andrade,

reumatologista do Fleury Medicina e Saúde,

responsável pelo Centro de Infusões.

084

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


panorama em biomedicina

Posicionamento do seu negócio:

O que você pode mudar para

atrair mais clientes?

Fredson Costa Serejo

086

Você tem certeza de que sua empresa

está funcionando bem? Essa é uma

pergunta que eu tenho respondido em

minhas consultorias e que na Edição 150,

realizamos uma pequena pesquisa com

os Leitores da Revista Newslab. Vamos

discutir alguns pontos que você e a sua

equipe podem começar a mudar! Leia a

matéria até o final que te farei um desafio!

Uma das grandes sacadas que tem revolucionado

o posicionamento das empresas

é a utilização da tecnologia digital

com a internet. “Somos o que compartilhamos”

talvez essa seja uma frase que

passou a configurar em nosso dia a dia.

Vivemos em um modelo mental “Onffline”.

Isso mesmo não está escrito errado! E

vamos entender o que significa?

O mundo de hoje é como dois lados de

uma moeda. Em todos os momentos do

dia temos atividades que fazemos no

universo Onffline como trabalhar, interagir

com clientes e fornecedores, levar

os filhos na escola ou mesmo jantar

com uma pessoa querida. Mas, simultaneamente,

também estamos a todo

momento interagindo com o universo

online. Seja negociando com um cliente

pelo Whatsapp, acessando um aplicativo

de trânsito para saber a melhor rota,

acompanhando as notícias dos jornais

e “zapeando” as redes sociais para se

distrair com fotos ou vídeos de amigos,

parentes ou de empresas que temos

empatia. E está aí um boa estratégia!

Relatório divulgado pelas empresas

We are Social e Hootsuite, mostrou que

62% da população brasileira está nas

redes sociais, permanecendo conectado

em média de 9 horas. Além disso, o

relatório também indicou que 58% já

buscou por um serviço ou produto pela

internet antes de realizar a sua compra.

Entre as redes sociais mais acessadas

pelos brasileiros estão: YouTube, com

60% dos acessos, Facebook com 59%,

o WhatsApp com 56% e o Instagram

com 40%. As mídias digitais já passam

a assumir um forte papel nas estratégias

de marketing das empresas.

Ou seja: O jogo mudou! As redes sociais

tornaram-se as mídias de maior impacto,

e com maior eficiência para vender

produtos e ideias. Até presidentes foram

eleitos, como nos EUA e no Brasil, se

apoiando nas redes sociais. Atualmente,

as redes sociais desempenham um

importante papel para empresas dos

mais diversos ramos. Não possuir canais

de comunicação via redes sociais hoje,

configura uma verdadeira debilidade

em seu projeto de crescimento. Essa mudança

de jogo é necessária e estratégica

para garantir a sua vantagem competitiva

frente à concorrência.

É muito mais fácil e barato influenciar

o meio digital para gerar resultados no

meio offline. É no online que você pode

aumentar a sua lucratividade, porque:

• Você aumenta o valor percebido do seu

produto (influenciar) por meio de conteúdo

persuasivo, conseguindo cobrar muito

mais e aumentando a lucratividade e;

• É também onde você consegue atrair

muito mais clientes (escalar) por um custo

por aquisição muito mais baixo do que no

ambiente off-line.

Discussões sobre o posicionamento da

marca e estratégia foram levantadas a

partir de uma pesquisa feita através de

formulário online, que contou com a

participação de 73 pessoas. O formulário

consistia num conjunto de perguntas que

buscariam traçar um perfil da atuação nas

redes sociais por parte das empresas. A

coleta dos dados pessoais foi opcional, e

se fornecidos, foram mantidos em sigilo.

Na sua maioria (54,8%) eram profissionais,

seguidos por responsáveis pelo

marketing (27,4%), donos da empresa

(9,6%) e outros (8,2%). A maioria

ficou sabendo da pesquisa através do

Instagram (45,5%), seguido da versão

impressa da revista (27,5%), grupos de

Whatsapp (18,2%) e Facebook (9,1%).

Em relação ao investimento em divulgação

por parte da empresa para atrair mais

clientes, 45,5% das pessoas responderam

“sim”. Entretanto, 45,5% responderam

que fazem algum tipo de divulgação

quando é possível e 9,1% não fazem uso

nenhum das redes sociais.

É necessário abrir uma discussão em

relação a estes dados: estamos tratando

de laboratórios que querem aumentar

suas vendas. Assim, é preciso que

os compradores do serviço saibam da

existência da empresa.

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


panorama em biomedicina

088

Outro grupo de perguntas do formulário

permitia que fossem marcadas mais de

uma alternativa, não sendo necessário

que marcassem todas as opções. Dentre

as respostas mais assinaladas notou-se

que 90,9% dos entrevistados colocaram

que utilizam a internet como mecanismo

de divulgação, contudo 63% consideram

ainda o “boca a boca” muito importante

para o seu negócio. A pesquisa também

indicou que 27,3% utilizam anúncios

em revistas e jornais, 27,3% usam email

marketing, 18,2% usam outdoor, 18,2%

panfletagem e 9,1% ainda usam a rádio

para as suas divulgações. Cada público

alvo, está inserido dentro de uma realidade

socioeconômica e etária. Ou seja,

é imprescindível que se reconheça seu

público alvo, onde ele está diariamente e

o que faz, como e onde absorve as informações

sobre seu processo de decisão da

compra. No momento que entendermos

isso, e tivermos métricas dos resultados

em cada tipo de canal é possível saber

onde devemos focar mais nossos esforços

para obter mais retorno.

Outro grupo de perguntas focou somente

naqueles que utilizavam a Internet como

o seu principal canal de comunicação

com o seu cliente. O Instagram tem sido

a principal ferramenta hoje e 90,9% dos

entrevistados tem perfil nessa rede social

e divulgam sua marca. Mas as empresas

são multicanais e também estão no

Whatsapp (63,6%), Facebook (54,5%),

Google (36,4%), Youtube (9,1%). Nenhum

dos entrevistados afirmou utilizar

a ferramenta de blogs.

Uma grande dica que dou é que a utilização

das redes sociais deve ser feita

para atrair, postar conteúdos de interesse,

mostrar dores e situações que os clientes

vivenciam ou podem vivenciar, ainda

que desconheçam. Mas, não é nas redes

sociais que o processo de venda irá acontecer,

uma vez que elas são ferramentas

de engajamento com a marca. O indivíduo

que busca alguma informação sobre

exames laboratoriais não irá nas redes sociais,

e sim para os mecanismos de busca

como Google e Youtube. Lá, o consumidor

digita, por exemplo, “preço do exame de

glicemia” ou “precisa de jejum para exame

de sangue? ”. Faça essa pesquisa também

no Google, partindo da premissa de questionar

o que o seu cliente digitaria. Com

esse pequeno teste é possível notar que

se não há anúncios para essas perguntas,

a empresa pode estar perdendo muitos

clientes. Nas pesquisas por vídeos aparecem

materiais de uma grande empresa de

laboratórios na primeira busca. Logo, essa

empresa passa a ter mais “credibilidade”,

porque foi ela que esclareceu minha dúvida.

É isso que grava na mente do cliente:

“Essa empresa é boa naquilo que faz”.

Outro ponto muito importante é em relação

a frequência que você aparece para

seu cliente: é necessário que esteja sempre

ativo com seus clientes. Consistência

é tudo! Você tem que planejar melhor as

suas publicações e anúncios. Na pesquisa,

em relação a frequência que a empresa faz

divulgações mensais veja como foram as

respostas no gráfico abaixo:

Gráfico 1. Frequência de divulgação mensal dos entrevistados.

Gráfico 1. Frequência de divulgação mensal dos entrevistados.

Gráfico 1. Frequência de divulgação mensal dos entrevistados.

Fonte: Dados coletados através de formulário do autor.

Fonte: Dados coletados através de formulário do autor.

A maioria

maioria

das

das

empresas

empresas

faz

faz

diariamente

diariamente

(36,4%). Contudo, o que mais chama atenção

é que 27,3% (36,4%). Contudo, o que mais chama

A maioria não das tem empresas nenhum faz controle diariamente sobre (36,4%). esse parâmetro, Contudo, realizando o que mais a chama divulgação atenção de

Fonte: Dados coletados através de formulário do autor.

atenção é que 27,3% não tem nenhum

é maneira que 27,3% totalmente não tem aleatória. nenhum A controle concorrência sobre está esse cada parâmetro, dia maior realizando e estar mais a divulgação presente na de

maneira vida do controle consumidor totalmente

sobre

aleatória. é esse fundamental. parâmetro,

A concorrência Mas, realizando não está estamos cada falando

A maioria das empresas faz diariamente (36,4%).

dia

Contudo,

maior de e publicações

o que

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mais

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atenção

na

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é que

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27,3%

consumidor “compre meu

não tem

é produto” fundamental. e nem

nenhum controle

Mas, “promoção

sobre

não estamos com os

esse parâmetro,

falando preços mais de

realizando

publicações baixos”. Se

a divulgação

de fizer anúncio dessa

de

dizendo forma, o

maneira

“compre cliente foge

totalmente

meu pela

aleatória.

produto” repetição e

A

nem exagerada

concorrência

“promoção e

está

com sua

cada

os margem preços

dia maior

mais de lucro

e

baixos”. só tende

estar mais

Se

presente

fizer a cair. dessa O

na

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vida do

o da cliente autoridade

consumidor

foge pela e da

é fundamental.

repetição liderança exagerada de mercado

Mas, não estamos

e está sua margem quando você

falando

de

de

lucro busca

publicações

só se tende conectar

de

a cair. com

anúncio

O

o cliente, principalmente de maneira emocional com a sua marca. Tornar-se um aliado, um

a divulgação de maneira totalmente aleatória.

A concorrência está cada dia maior e

estar mais presente na vida do consumidor

é fundamental. Mas, não estamos falando

de publicações de anúncio dizendo

“compre meu produto” e nem “promoção

com os preços mais baixos”. Se fizer dessa

forma, o cliente foge pela repetição exagerada

e sua margem de lucro só tende a

cair. O segredo da autoridade e da liderança

de mercado está quando você busca se

conectar com o cliente, principalmente de

maneira emocional com a sua marca. Tornar-se

um aliado, um amigo, aquele que

mais tira dúvidas e entrega soluções para

os problemas: esse é o ponto de inflexão

para se tornar diferente do concorrente e

desejado na hora da compra.

Apesar disso, 72,7% das empresas somente

fazem postagens com texto/

imagens com a descrição de produtos/

serviços que a empresa oferece com promoções

e preços. É necessário diversificar

e utilizar outras estratégias. Por exemplo,

vídeos educativos sobre a empresa e seus

bastidores não são explorados e apenas

18,2% dos entrevistados afirmaram terem

feito. Existem muitas datas comemorativas

e eventos que acontecem ao longo

do ano que as empresas podem aproveitar

para impulsionar suas publicações,

mas apesar disso, somente 9,1% têm se

dedicado a buscar essas alternativas.

Outro fator relevante, abordado em edi-

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


089


panorama em biomedicina

090

ções anteriores, é que a taxa de entrega de

publicações para a sua audiência é de menos

de 10%. O que significa isso? Se você

hoje tem uma página no Facebook ou um

perfil no Instagram com 50 mil pessoas

pode ser que a sua publicação seja vista

por apenas 5 mil pessoas. Contraditoriamente,

a taxa de entrega das publicações

tende a piorar quanto maior a quantidade

de seguidores: se a página tem 500 mil

seguidores, sua taxa de entrega pode ser

inferior a 5%, justamente para forçar o

pagamento de anúncios.

Mas, como criar um anúncio? Para isso é

necessário que você entre em uma área

administrativa do Facebook, onde o gerenciador

pedirá uma série de informações

de campanha, teste A/B, otimização

de orçamento e uma infinidade de outros

dados e siglas. Então, o usuário normal

pode desistir por achar um “bicho-de-sete-cabeças”.

Então, o Facebook criou uma

coisa “amigável” que foi o impulsionador

de publicação. Você faz um post que mais

engajou em termos de curtidas e comentários,

comparado às últimas publicações

e logo aparece um botão e com dois cliques

você já pode mostrar pra mais pessoas.

Algo assim já aconteceu com você?

Em relação à tal condição, foi realizada

essa pergunta se já tinham feito algum

tipo de impulsionamento nas publicações

e 54,5% das pessoas responderam que

fazem somente de maneira orgânica, sem

gastar nenhum dinheiro. Já 27,3% fazem

mais orgânicas e fazem eventualmente

um impulsionamento. Enquanto 18,2%

fazem impulsionamento por maior comodidade

e falta de tempo para aprender

a configurar, mas eventualmente, fazem

também as orgânicas. Tem problema

fazer isso? Não. Mas, desde que você

conheça as suas métricas e saiba se está

obtendo retorno.

Na pergunta direta que indicavam se faziam

anúncios e o quanto de orçamento

reservavam para essa prática mensal,

63,6% responderam que só utilizavam

postagens orgânicas. Os demais agrupei

em 2 categorias: Médio risco (18,2%) que

gastavam na faixa de R$ 500 a R$ 1.000

por mês, talvez por ser apenas mais um

canal e os iniciantes curiosos (18,2%) que

gastavam menos de R$ 100 por mês só

para testar a ferramenta. Tais investimentos

são bem singelos frente ao que grandes

empresas têm investido. Só pra se ter

uma ideia, empresas que faturam de 6 a

7 dígitos mensais já estão reinvestindo 10

a 30% do que ganham mensalmente em

anúncios nas redes sociais.

Fazer anúncios para o seu negócio é

importante. O problema é que dentro

da jornada de compra do seu cliente

como ele está sendo atingido? Independente

do seu negócio, podemos

classificar 4 etapas fundamentais:

1ª etapa - Atração que tem o objetivo

de percepção: “Isso parece interessante”

2ª etapa – 1ª conversão onde desperta

o interesse: “Quero saber mais”

3ª etapa - Valorização onde explica

porque o seu produto ou serviço fun-

a desconfiança, motivada pela falta de

conhecimento. A faculdade, muitas vezes

restrita ao ensino técnico, não ensina os

ciona: “acho que isso pode me ajudar”

4ª etapa – 2ª Conversão que é a

compra em si: “vale a pena comprar”

Dessa forma, o investimento em cada

uma dessas etapas tem que ser diferente

e estratégico para atingir o cliente

ideal. A maioria das pessoas que responderam

a pesquisa (82%) investiu

em anúncios focados apenas no Facebook

e Instagram, e não soube medir o

retorno do investimento das suas ações

como mostra o gráfico a seguir.

O despertar tem que começar: 81% dos

entrevistados relataram que sua postagem

não expressado envolvimento

(curtidas, comentários e compartilhamentos)

e já procuram alternativas.

Nas pequenas empresas ainda é o dono

(40%) o responsável por fazer esse tipo

de serviço de divulgação. Contudo, a

mentalidade tem mudado e empresas

consideram contratar um funcionário

específico para tal atividade (40%) ou

mesmo terceirizar o serviço (20%).

Esse panorama nos revela principalmente

que as empresas não têm utilizado as

ferramentas de marketing de maneira

correta, sendo um dos principais motivos

Dessa forma, o investimento em cada uma dessas etapas tem que ser diferente e

estratégico para atingir o cliente ideal. A maioria das pessoas que responderam a pesquisa

Dessa forma, o investimento em cada uma dessas etapas tem que ser diferente e

(82%) investiu em anúncios focados apenas no Facebook e Instagram, e não soube medir o

estratégico para atingir o cliente ideal. A maioria das pessoas que responderam a pesquisa

retorno do investimento das suas ações como mostra o gráfico a seguir.

(82%) investiu em anúncios focados apenas no Facebook e Instagram, e não soube medir o

Dessa forma, o investimento em cada uma dessas etapas tem que ser diferente e

retorno do investimento das suas ações como mostra o gráfico a seguir.

estratégico Gráfico para 2. atingir Mensuração o cliente do ideal. retorno A maioria do investimento das pessoas em anúncios. que responderam a pesquisa

(82%) investiu em anúncios focados apenas no Facebook e Instagram, e não soube medir o

Gráfico 2. Mensuração do retorno do investimento em anúncios.

retorno do investimento das suas ações como mostra o gráfico a seguir.

Gráfico 2. Mensuração do retorno do investimento em anúncios.

Fonte: Dados coletados através de formulário do autor.

do problema. Em meus treinamentos,

costumo reforçar a seguinte frase: “Entendemos

do nosso negócio e não de

Fonte: Dados coletados através de formulário do autor.

O despertar tem que começar: 81% dos entrevistados relataram que sua postagem

não expressado envolvimento (curtidas, comentários e compartilhamentos) e já procuram

O despertar tem que começar: 81% dos entrevistados relataram que sua postagem

alternativas. futuros profissionais à importância destas

ferramentas,

negócios”. É importante destacar os

Fonte: Nas Dados pequenas coletados empresas através ainda de formulário é o dono (40%) do autor. o responsável por fazer esse tipo

não expressado envolvimento

sendo este o

(curtidas,

estopim

comentários

profissionais

e

precisam

compartilhamentos)

se incorporar neste

e já procuram

de serviço de divulgação. Contudo, a mentalidade tem mudado e empresas consideram

alternativas. Nas pequenas empresas ainda é o dono (40%) o responsável por fazer esse tipo

contratar O um despertar funcionário tem que específico começar: para 81% tal dos atividade entrevistados (40%) ou relataram mesmo terceirizar que sua postagem o serviço

de serviço de divulgação. Contudo, a mentalidade tem mudado e empresas consideram

não (20%). expressado envolvimento (curtidas, comentários e compartilhamentos) e já procuram

contratar um funcionário específico para tal atividade Revista (40%) NewsLab ou mesmo | Abr/Mai terceirizar 2019 o serviço

alternativas. Esse Nas panorama pequenas nos empresas revela principalmente ainda é o dono que (40%) as o empresas responsável não por têm fazer utilizado esse tipo as

(20%).

de ferramentas serviço de de divulgação. marketing Contudo, de maneira a mentalidade correta, sendo tem mudado um dos e empresas principais consideram motivos a


“novo momento”, dado que não são todos

os profissionais que sabem fazer um

hemograma e, ao mesmo tempo gerir e

vender um negócio.

Bem, fico por aqui e quero te propor

um desafio: suas postagens não tem

engajamento ou sua conta tem poucos

seguidores? Está com dificuldades para

Fredson Costa Serejo

começar a usar as redes sociais no seu

negócio e atrair mais clientes? Farei a

análise do seu perfil gratuitamente! Até

a próxima edição!

Doutor e Mestre em Biofísica – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Especialista em Educação na Saúde para Preceptores do SUS – Hospital Sírio

Libanês/Ministério da Saúde.

Especialista em Micropolítica e Gestão do Trabalho em Saúde – UFF

Biomédico – CRBM 15688 – Hospital Municipal São Francisco de Assis – Porto

Real/RJ

Professor Adjunto do Centro Universitário de Barra Mansa – UBM/RJ.

Canais de contato:

Instagram: @prof.fredson_serejo

Celular: (024) 988280848.

fcserejo@gmail.com


gestão laboratorial

092

Pequenos e médios laboratórios

clínicos são um bom investimento?

Primeira parte.

Por Humberto Façanha*

1.INTRODUÇÃO: este artigo é o primeiro

de um conjunto com duas

partes. Acreditamos que o tema seja

muito pertinente considerando os

tempos atuais do mercado das análises

clínicas. As faculdades não cessam

de formar profissionais, muitos deles

carregam o espírito empreendedor,

gerando uma profusão de novas empresas.

Contudo, é válido ressaltar que

quando falamos de investimentos,

não se trata unicamente de novos

empreendimentos, mas também em

investimentos nos laboratórios já

existentes, pois isto demonstra que

seus proprietários acreditam que os

negócios tenham boas perspectivas,

dito de outra forma, estão otimistas,

confiam no futuro. Pelo exposto, fica

evidente o volume financeiro envolvido

no tema proposto e a importância

decorrente, uma vez que são milhares

de estabelecimentos no País.

2.GENERALIDADES: sempre que

falamos em investimentos, vem imediatamente

a ideia do custo de oportunidade,

cujo conceito em economia

pode ser resumido para indicar o custo

de algo em termos de uma oportunidade

renunciada, bem como os benefícios

que poderiam ser obtidos a

partir desta oportunidade renunciada

ou, ainda, a mais alta renda gerada em

alguma aplicação alternativa. Em outras

palavras: O custo de oportunidade

representa o valor associado a melhor

alternativa não escolhida. Ao se tomar

determinada escolha, deixa-se de lado

as demais possibilidades, pois são excludentes,

(escolher uma é recusar outras).

Ainda, o mais alto valor associado

aos benefícios não escolhidos, pode ser

entendido como um custo da opção

escolhida. Em síntese, ao colocar recursos

em laboratórios, novos ou já operando,

os investidores estão abrindo

mão dos retornos que seriam obtidos

se estes mesmos recursos fossem alocados

em investimentos alternativos,

tais como: renda fixa, renda variável,

imóveis, câmbio, debêntures, negócios

estruturados e outros. A grande questão

se resume na correta avaliação

do melhor retorno associado ao

menor risco, dentre as inúmeras

combinações possíveis. A situação

fica mais complexa se forem adicionados

fatores relativos à necessidade de

trabalhar ou não (tirar dinheiro do dinheiro

ou do trabalho, da produção), à

realização profissional, à projetos pessoais

ou busca de sentido para a vida.

Aqui trataremos somente dos fatores

econômicos e ou financeiros.

3.ASPECTOS TEÓRICOS: um laboratório

clínico é uma alternativa de investimento

que deve ser comparada a

outros investimentos de mercado. Será

bom negócio se o retorno esperado for

maior que as alternativas propostas.

Uma vez tomada à decisão, para

comparar resultados, basta confrontar

diretamente os lucros obtidos.

Entretanto, avaliar os riscos

associados a cada um dos investimentos

possíveis é uma tarefa

bastante complexa.

Os investimentos de mercado (carteira

de ativos) têm seus riscos avaliados em

modelos baseados no conceito de carteiras

eficientes que maximizam os retornos

esperados para uma dada variância,

tais como: Modelo de Precificação de

Ativos (CAPM), Modelo de Precificação

por Arbitragem (APT), Modelos Multifatoriais

e Modelos Proxy. As formas para

avaliar e apresentar os riscos presentes

em um investimento são:

1) Valor ajustado ao risco (VAR): os valores

ajustados para o risco tentam incorporar

o efeito do risco em nossas estimativas

para o valor de um ativo e utilizam,

por exemplo, a abordagem de fluxos de

caixa descontados, estimando uma taxa

de desconto ajustada para o risco;

2) Abordagens probabilísticas: análise

de cenários, árvores de decisão e

simulação (Monte Carlo). Em vez de

calcular um valor esperado que busque

refletir diferentes desfechos possíveis,

esses modelos nos permitem conhecer

informações sobre qual o valor que o

ativo terá para cada um dos desfechos

possíveis ou, no mínimo, para alguns

desfechos. Os laboratórios clínicos não

dispunham até agora de instrumentos

para avaliar o risco de insolvência,

ficando limitados aos tradicionais da

contabilidade geral e matriz de riscos,

adotando ações preventivas basicamente

com seguradoras.

Criamos um modelo, o Programa de

Proficiência em Gestão Laboratorial

– PPGL, que veio preencher esta lacuna,

calculando os retornos econômicos

e financeiros associados

à análise do risco de insolvência

e competitividade dessas organizações.

Este sistema, inserido no

universo da Tecnologia da Informação

(TI), contempla o ciclo PDCA de

gestão, na sua totalidade, proporcionando

a identificação, mensuração e

análise de problemas (diagnóstico),

causas e soluções (ações corretivas

e preventivas). O modelo contem-

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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probabilísticas presentes na realidade

destas empresas tais como

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mercado), custos fixos, marginais e

produtividade, dentre outras variáveis.

A escala métrica intervalar para

a medição do risco de insolvência foi

elaborada com base estatística do banco

de dados oriundo das organizações

estudadas, observando o comportamento

posterior à implantação do

modelo, reproduzindo, portanto, a realidade

decorrente da experiência vivida

e refletida. Aswath Damodaran, no seu

livro “Gestão Estratégica do Risco”, afirma

que “a experiência torna mais fácil

o processo de estimativas e diminui os

erros de estimativa, em comparação

com a avaliação de um projeto único”.

Não há dúvida de que toda a formulação

feita a partir de uma base de dados

reais já tem sua validação fortalecida.

Por definição de risco entende-se

que ele é inerente à vida; risco e

sobrevivência andam juntos desde

o homem das cavernas, uma vez

que quem se arriscava, conseguia

alimentação. A própria evolução

da civilização somente foi possível

porque pessoas se arriscaram para

testar as invenções: ferramentas,

automóveis, aviões, foguetes, vacinas,

remédios, etc. Alguém se dispôs

a correr riscos e desafiar o estado

das coisas. Muitos dos riscos que

corremos não são voluntários, pois

mesmo que estejamos no lugar mais

seguro do planeta, corremos o risco

de um infarto do miocárdio, AVC e

outros eventos desta natureza. Mas,

além dos riscos involuntários, muitas

vezes, tomamos a decisão de correr

riscos. Dirigir em alta velocidade, e

muitas vezes alcoolizados, praticar

esportes radicais, apostar em jogos

de azar. Podemos correr riscos investindo

em projetos de novas empresas

no ramo da tecnologia (start up),

sem qualquer risco físico, ao passo

que quem pratica esportes radicais

fica sujeito a grandes riscos físicos

sem nenhuma recompensa econômica,

ao contrário, pagando por isto.

Na época das grandes navegações,

os pobres arriscavam a própria vida,

pois eram os tripulantes das embarcações;

já os ricos comerciantes

arriscavam o capital investindo nas

frotas e mercadorias, porém, ambos

visando ao esperado retorno.

O próprio sistema de certificação

para a construção naval, origem

das normas “ISO” e as apólices de

seguros nasceram da necessidade

de reduzir os riscos inerentes à navegação.

O risco está presente em

todas as atividades, tendo tantas definições

quanto às áreas de atuação,

da Engenharia à Economia, passando

pela Biologia. Talvez, a definição

mais abrangente venha do Oriente,

do ideograma chinês utilizado para

definir “risco”, que combina os conceitos

de “perigo” e “oportunidade”,

representando os aspectos da perda

e do ganho numa distribuição de

resultados. Esta definição pressupõe

que qualquer ação de minimização

dos riscos reduz também a expectativa

das oportunidades. A Engenharia

nos fornece também uma boa

definição para o risco: é o produto da

probabilidade de um evento indesejável

(acidente) ocorrer pelo prejuízo

(financeiro ou vidas) estimado para

a ocorrência desse evento. No âmbito

das finanças, a definição de risco é

dada em termos da variabilidade dos

retornos observados de um investimento

em comparação com o retorno

esperado do investimento, mesmo

quando esses retornos representam

resultados positivos.

De uma forma geral, podemos dizer

que o risco é a possibilidade de perda

decorrente de um determinado

evento. E isto sob o ponto de vista

das organizações, perda significa

prejuízo, lucro menor ou redução de

ativos. Pelo exposto, fica evidente

que a busca obstinada pela redução

máxima dos riscos tem um custo

considerável e que as empresas para

obter sucesso não devem eliminar os

riscos, mas detectá-los e explorá-los

em proveito próprio. Portanto, a gestão

do risco além de buscar reduzir

a exposição ao risco, deve também

identificar quais riscos e em que proporções

se expor.

Que riscos devem ser explorados e

quais as melhores maneiras de se fazer

isto são questões inerente à gestão de

riscos empresariais. Eis alguns:

A) Risco empresarial total: segundo

Paulo Sérgio M. dos Santos em “Gestão

de riscos empresariais”, é o somatório

de todos os riscos ao qual uma

empresa está exposta, sejam eles

oriundos do ambiente externo ou do

âmbito interno da organização.

Estes riscos estão classificados conforme

quadro a seguir. Em função do propósito

do artigo, somente serão tecidos

comentários sobre alguns destes riscos

que consideramos mais importantes.

Do risco empresarial total, os que

apresentam a maior amplitude para

os laboratórios clínicos, de uma forma

geral, são os descritos a seguir.

a) Macroambiente:

1) Risco Político/legal: é mais importante

para os pequenos laboratórios

clínicos que têm uma dificuldade maior

de atendimento dos requisitos legais

impostos pelos órgãos regulatórios e

de fiscalização vinculados aos governos,

por exemplo, as vigilâncias sanitárias

nos níveis municipal, estadual e federal.

Existem os riscos de notificação, multa,

interdição ou até fechamento de

unidades. Complementarmente as le-

094

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


1

MAGLUMI 800

MAGLUMI 2000 MAGLUMI 2000 Plus MAGLUMI 4000 Plus MAGLUMI X8

Tumor Markers

Fertility

Cardiac

Thyroid

Hepatic Fibrosis

Ferritin

AFP

CEA

Total PSA

f-PSA

CA 125

CA 15-3

CA 19-9

HCG/β-HCG

Tg (Thyroglobulin)

PAP

CA 50

CYFRA 21-1

CA 242

CA 72-4

NSE

S-100

SCCA

TPA-snibe

Pepsinogen I

Pepsinogen II

Gastrin-17

H.pylori IgG

β2-MG

Calcitonin

Proinsulin

ProGRP

HE4

HER-2

H.pylori IgA

H.pylori IgM

*PIVKA-II

Drug Monitoring

Digoxin

CSA (Cyclosporine A)

FK 506 (Tacrolimus)

Kidney Function

β 2

-MG

Albumin

*NGAL

FSH

LH

HCG/β–HCG

PRL

Estradiol

Testosterone

free Testosterone

DHEA-S

Progesterone

free Estriol

17-OH Progesterone

AMH

SHBG

Androstenedione

*PlGF

*sFlt-1

TORCH

Toxo lgG

Toxo lgM

Rubella lgG

Rubella lgM

CMV lgG

CMV lgM

HSV-1/2 lgG

HSV-1/2 lgM

HSV-2 lgG

*HSV-2 IgM

*HSV-1 IgG

*HSV-1 IgM

EBV

EBV EA lgG

EBV EA lgA

EBV VCA lgG

EBV VCA lgM

EBV VCA lgA

EBV NA lgG

EBV NA IgA

Immunoglobulin

lgM

lgA

lgE

lgG

CK-MB

Troponin I

Myoglobin

NT-proBNP

Aldosterone

Angiotensin I

Angiotensin II

D-Dimer

LP-PLA2

hs-cTnl

hs-CRP

Direct Renin

H-FABP

BNP

*MPO

Prenatal Screening

AFP (Prenatal Screening)

Free β–HCG

PAPP-A

HCG/β–HCG

free Estriol

Inflammation Monitoring

hs-CRP

PCT (Procalcitonin)

IL- 6

*SAA

Anemia

Vitamin B 12

Ferritin

Folate (FA)

*RBC Folate

Bone Metabolism

Calcitonin

Osteocalcin

25-OH Vitamin D

Intact PTH

*β-CrossLaps (β-CTx)

*total P1NP

TSH (3rd Generation)

T 4

T 3

FT 4

FT 3

Tg (Thyroglobulin)

TGA (Anti-Tg)

Intact PTH

Anti-TPO

TRAb

TMA

Rev T 3

*T-Uptake

Infectious Disease

HBsAg

Anti-HBs

HBeAg

Anti-HBe

Anti-HBc

Anti-HCV

Syphilis

Anti-HAV

HAV IgM

HIV Ab/Ag combi

Chagas

HTLV I+II

H.pylori IgG

H.pylori IgA

H.pylori IgM

*Anti-HBc IgM

Glyco Metabolism

C-Peptide

Insulin

ICA

IAA (Anti Insulin)

Proinsulin

GAD 65

Anti-IA2

Years

1

9

9

5

2

-

0

924

HA

PIIIP N-P

C IV

Laminin

Cholyglycine

Autoimmune

TGA(Anti-Tg)

Anti-TPO

TRAb

TMA

ICA

IAA(Anti Insulin)

GAD 65

Anti-IA2

Anti-dsDNA IgG

ANA Screen

ENA Screen

Anti-Sm IgG

Anti-Rib-P IgG

Anti-Scl-70 IgG

Anti-Centromeres IgG

Anti-Jo-1 IgG

Anti-M2-3E IgG

Anti-Histone IgG

Anti-nRNP/Sm IgG

Anti-SS-B IgG

Anti-SS-A IgG

Anti-CCP

*Anti-Cardiolipin IgG

*Anti-Cardiolipin IgM

*Anti-MPO

Others

Cortisol

GH (hGH)

IGF-I

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gestão laboratorial

Quadro – Classificação dos riscos empresariais.

Quadro Fonte: Gestão – Classificação de riscos dos empresariais, riscos empresariais. 2002, pg. 25.

um pequeno laboratório clínico, basta

uma ação perdida para eliminar todo

o lucro de um ano de operações.

c) Riscos financeiros:

1) Risco de liquidez: está mais presente

novamente nas pequenas e médias

empresas e, sobretudo, naquelas

cuja gestão é familiar. Muitas vezes, é

oriundo do desequilíbrio financeiro/

econômico decorrente do hábito de

não distinguir entre os recursos da

organização e os recursos das pessoas

físicas dos proprietários (Faltando

com o Princípio da Entidade).

2) Riscos de crédito: no Brasil, as

taxas de juros estão entre as mais

elevadas do planeta e isto é mais

acentuado para as operações de cur-

Fonte: Gestão de riscos empresariais, 2002, pg. 25.

to prazo. Muitos pequenos e médios

gislações Do trabalhista, risco comercial, empresarial fiscal, total, negociar os bons que preços apresentam para os insumos, a maior laboratórios clínicos - normalmente

cambial,

amplitude

financeira e de

para

propriedade

os laboratórios

perdendo

clínicos,

competitividade.

de uma

A distância

forma geral, familiares, cujos executivos financeiros

foram “formados” na rotina

intelectual Do impactam risco nas empresarial empresas. total, dos centros que de distribuição apresentam e a guerra a maior

são os descritos a seguir.

2) Econômico: amplitude os laboratórios para os laboratórios clínicos

são são a) diretamente os descritos Macroambiente:

afetados a seguir. por buem para onerar mais ainda os negócios. capacitação adequada à função -

fiscal entre clínicos, estados da de federação uma forma contri-

geral, diária da própria empresa, sem a

planos ou pacotes governamentais, Finalmente, o porte dos fornecedores em

a) 1) Risco Macroambiente:

Político/legal: é mais importante para os pequenos fazem operações de capital de giro

altas taxas de inflação, taxas de juros,

recessões, 1) Risco taxas Político/legal: de câmbio, sa-

é preços mais mais importante elevados às mercadorias. para os pequenos prazo, justamente as linhas de cré-

relação aos compradores ajuda a impor

laboratórios clínicos que têm uma dificuldade maior

normalmente

de

financiadas no curto

fras agrícolas, atendimento dos requisitos legais impostos pelos órgãos

laboratórios

níveis de desemprego

clínicos que

2)

têm

Risco

uma

de concorrentes:

dificuldade

normalmente

não vinculados são feitas aos pesquisas governos, de por

maior dito de mais caras.

e outros regulatórios eventos desta natureza. e de fiscalização

atendimento dos requisitos legais impostos pelos órgãos Também ocorre que o financiamento

3) Risco exemplo, tecnológico: as novamente vigilâncias os mercado, sanitárias por parte nos dos níveis empreendedores

os do riscos setor dos de laboratórios notificação, clíni-

multa,

municipal,

pequenos

regulatórios e de fiscalização vinculados aos governos, para por os investimentos - sejam eles

estadual e médios e laboratórios federal. clínicos

são exemplo, as vigilâncias sanitárias nos níveis municipal,

Existem em equipamentos, mobiliário e, até

interdição os mais suscetíveis ou à este até cos por fechamento ocasião de aberturas de de novos unidades. imóveis operacionais - serem feitos

tipo de estadual e federal. Existem riscos de notificação, multa,

Complementarmente risco função da dificuldade

financeira interdição ou até fechamento de unidades.

as negócios. legislações Isto leva trabalhista, a uma expansão comercial,

capital próprio ao invés de terceiros,

com linhas especiais e juros

fiscal, de cambial, manter o parque financeira de novas e de organizações propriedade localizadas, intelectual

produtivo Complementarmente atualizado tecnologica-amente. fiscal, A velocidade cambial, de lançamento financeira saturado, e de repercutindo propriedade em todo o am-

intelectual financiamento a clientes (convênios)

muitas legislações vezes, em trabalhista, regiões de mercado comercial,

impactam nas empresas.

baixos de longo prazo. Finalmente, o

de novos impactam equipamentos nas decorrente empresas. biente setorial. Ainda, fusões e aquisições

impactam de forma profunda empresários, mas o custo do fatura-

normalmente é “esquecido” pelos

do processo de industrialização da

produção de exames é inexorável. neste tipo de risco, atingindo grandes 6

mento pago em 30, 60 ou mais dias

As pequenas e médias empresas não e pequenos empreendimentos.

é relevante

6

para os resultados dos

têm capacidade de financiamento 3) Risco de clientes: atualmente em laboratórios clínicos.

para compra ou volume de produção

suficiente para operações tipo tização dos consumidores, Código de 1) Da estrutura de custos: conside-

função das campanhas de conscien-

d) Riscos operacionais gerais:

comodato. O risco de sucateamento Defesa do Consumidor, mobilização ramos o maior risco presente nos

do parque produtivo é significativo. de escritórios de advocacia e intercâmbio

de informações entre países, mental disto é extremamente sim-

laboratórios clínicos. A razão funda-

b) Ambiente setorial:

1) Risco de fornecedores: impactam, está em desenvolvimento uma cultura

de promoção de ações civis na área (simplesmente todos) os custos inples

e decorre do fato de que TODOS

principalmente, os pequenos e médios

laboratórios clínicos que não conseguem da saúde. Muitas vezes, no caso de corridos em uma empresa têm uma

096

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


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gestão laboratorial

fonte responsável (uma origem, uma

autoria) e, por razões óbvias, este

agente responsável - seja ele um fornecedor

de qualquer insumo ou até

o sindicato dos empregados - estará

empenhado em controlar cada centavo

fornecido sob qualquer motivo.

Controlar significa que irá cobrar a

quitação nos prazos, aplicar juros

de mora, colocar em cartório se necessário

for, mas não é somente isto.

Irá também procurar incrementar de

forma sistemática o volume e ou o

valor de qualquer insumo, fornecer

menos por mais.

Considerando as centenas de insumos

de um laboratório clínico, haverá

dezenas de pessoas fiscalizando

os prazos de pagamento e buscando

majorar, sempre que possível volume

e preço dos insumos. Entretanto, são

poucas as pessoas numa pequena ou

média empresa e, até, numa grande

organização a gerenciar todo o elenco

de fornecedores. Adicionalmente,

a tendência natural do ser humano

é não conseguir manter controles rígidos

por longos períodos de tempo,

existindo ainda, certa compulsão pelo

consumo. A combinação destes fatores

tende levar a estrutura de custos

ao desequilíbrio e, muitas vezes, até à

insolvência da organização.

2) De sucessão: este risco é mais presente

em laboratórios clínicos cuja

gestão não é profissionalizada. Soma-

-se a isto o aspecto de ser familiar ou

não. Cada vez mais existem consultorias

para preparar as empresas para

enfrentar o risco da sucessão, fruto da

importância deste evento.

e) Riscos operacionais funcionais:

1) Da área de compras: principalmente

nas grandes corporações é um setor

mais sensível a desvios e fraudes.

Agrega-se a isto, a possibilidade de

que os suprimentos não sejam gerenciados

de forma eficiente, tanto

no aspecto dos custos de aquisição

como no controle de estoques. Para

os pequenos e médios laboratórios

clínicos, o principal risco é o decorrente

do baixo poder de negociação

com os fornecedores, fato que reduz a

rentabilidade final dos negócios.

2) Das áreas de marketing/vendas:

este risco está relacionado com os de

mercado e concorrência e afeta diretamente

as receitas dos laboratórios

clínicos impactando na competitividade

empresarial.

3) Da área de produção/logística: os

riscos presentes aqui envolvem um

grande elenco de possibilidades,

que vão desde falhas no suprimento

de insumos básicos/matéria-prima,

até a ocorrências com processos de

clientes, decorrentes da má qualidade

e dos erros na elaboração dos

laudos dos exames.

4) Da área de sistemas/internet: atualmente,

praticamente nenhuma organização

opera de forma independente

da tecnologia de informação.

Panes nesta área podem conduzir

até à paralisação total das operações.

A pertinência dos sistemas de

informática às necessidades dos

laboratórios clínicos é fundamental

para os resultados destas empresas.

5) Da área contábil/fiscal: o Brasil

tem atualmente uma das maiores

cargas tributárias do mundo aliada

a um sistema fiscal extremamente

complexo. A principal consequência

disto é uma queda da rentabilidade

das organizações brasileiras que

conduz, muitas vezes, ao risco de

insolvência. A prova desta constatação

é o volume de empresas em dívida

com o fisco, o elevado número

destas presentes nos programas de

financiamento de dívidas tributárias

(REFIS e outros).

O sistema de arrecadação de impostos

é extremamente eficiente,

as multas implacáveis e desproporcionais.

Uma empresa que tenha

dificuldade para honrar os compromissos

com o fisco num determinado

mês, dificilmente irá se recuperar

no seguinte, fato que gera multas.

Isto cria uma espiral que conduz a

dívidas praticamente impagáveis,

obrigando os governos a proporem

os referidos programas de financiamento

ou até mesmo ao fechamento

das empresas.

f) Ações de gestão:

O Balanced Scorecard (BSC) é parte

importante do planejamento

estratégico de uma organização e

contempla uma atenção especial

para a análise dos riscos. Portanto,

recomenda-se que a gestão de riscos

seja considerada como um assunto

de importância estratégica para os

laboratórios clínicos.

Dependendo do porte da empresa,

deve ser avaliada a possibilidade de

criação de uma área específica com

esta finalidade. De qualquer forma,

recomenda-se pelo menos um profissional

voltado para este segmento.

Pode ser criado um comitê de gerenciamento

de riscos para atuar em

conjunto com outras áreas que pela

afinidade de propósitos, podem agir

de forma sinérgica com o comitê. Citamos

as áreas de compliance, controladoria,

auditoria e seguros. Estas

áreas dispõem de ferramentas para

identificar riscos tais como a “tempestade

de ideias”, correlação linear

entre a produção, custos variáveis e

fixos da organização com inflação,

taxas de câmbio e de juros, Produto

Interno Bruto (PIB) e outros.

O comitê deve elaborar uma matriz

de riscos, onde são identificados os

principais riscos, atribuídas notas para

cada um em função da probabilidade

de ocorrência e da repercussão na empresa

e, por fim, um plano de ações

para prevenir a ocorrência e em último

caso, minimizar o efeito. Complementarmente,

o comitê deve se valer das

098

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


gestão laboratorial

análises de balanços, operações com

seguradoras, informações cadastrais e

sobre a concorrência, agir em conjunto

com sindicatos e sociedades científicas

na área política/legal e utilizar modelos

matemático-financeiros para a

gestão de riscos. O PPGL oferece aos

seus usuários um relatório específico

*Humberto Façanha da Costa Filho

para análise do risco, sua mensuração

e identificação das causas prováveis,

restando ao gestor somente a decisão

para a tomada de ações preventivas ou

corretivas em tempo hábil.

Esperando termos contribuído para

os negócios na área das análises clínicas,

nos despedimos até a próxima

edição da revista NewsLab, na qual

concluiremos com a segunda parte,

o assunto sobre a decisão de investir

ou não em laboratórios clínicos.

Boa sorte e sucesso!

Professor e engenheiro, atualmente é professor do Centro de Ensino e

Pesquisa em Análises Clínicas (CEPAC) da Sociedade Brasileira de

Análises Clínicas (SBAC) e do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo

Ângelo (IESA), Curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas. Diretor da Unidos

Consultoria e Treinamento.

CONTATO: 51 99841-5153 | e-mail: humberto@unidosconsultoria.com.br

0100

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


COLORAÇÃO

HEMATOLÓGICA RÁPIDA

A utilização de corantes para identificação e diferenciação de células sanguíneas

foi iniciada pelo médico Paul Ehrlich. Para isso, ele utilizou um dos primeiros

corantes sintéticos derivados do Trifenilmetano, o qual era obtido a partir da

Anilina. Posteriormente, essa técnica foi modificada por Dmitri Leonidovich

Romanowsky, que utilizou Eosina e Azul de Metileno oxidado. Todas as outras

colorações desenvolvidas a partir disso ficaram então conhecidas como

“Derivadas de Romanowsky”. Dentre os tipos de coloração hematológica

existentes, a coloração rápida tem ganhado destaque, principalmente pela sua

praticidade e curto tempo de realização.

CORANTE 1

CORANTE 2

Os corantes rápidos são baseados no método de Field, que foi introduzido para

fornecer um método rápido para coloração de Plasmodium spp. Com algumas

modificações, esse método pode ser usado para coloração rápida de esfregaços

sanguíneos. Nesse caso, corantes aniônicos e catiônicos são aplicados

separadamente. Dessa forma, um kit de coloração hematológica é composto por

três tipos de corantes:

O primeiro frasco é composto por um corante Triarilmetano. O objetivo dessa solução é fixar o sangue na lâmina.

O segundo frasco contém um Xanteno, que é um corante ácido (aniônico). Esse tipo

de corante possui carga negativa e, dessa forma, interage com a carga positiva

de proteínas. Corantes aniônicos são captados por componentes acidófilos, como

a hemoglobina, e irão apresentar coloração cor-de-rosa. Além disso, também

há interação desses corantes com componentes eosinófilos, como é o caso dos

grânulos de eosinófilos, os quais apresentarão coloração laranja.

CORANTE 3

O terceiro frasco tem como base um tipo de Tiazina, que é um corante básico

(catiônico). Esse possui carga positiva, a qual interage com a carga negativa de

ácidos nucleicos, nucleoproteínas e grânulos de basófilos e neutrófilos. Dessa

forma, componentes denominados basofílicos, como citoplasma e alguns tipos

de grânulos, apresentarão coloração azul e púrpura, respectivamente. Já os

componentes azurófilos, representados por outros tipos de grânulos, apresentarão

cor violeta.

De forma resumida, a tabela abaixo descreve qual a coloração cada componente celular adquire após a realização de uma coloração

hematológica rápida.

COLORAÇÃO DOS COMPONENTES DAS CÉLULAS SANGUÍNEAS

CROMATINA PÚRPURA GRÂNULOS DE NEUTRÓFILOS, LINFÓCITOS E PLAQUETAS VIOLETA

CITOPLASMA DOS LINFÓCITOS AZUL GRÂNULOS DOS BASÓFILOS PÚRPURA

CITOPLASMA DOS MONÓCITOS AZUL GRÂNULOS DOS EOSINÓFILOS LARANJA

CITOPLASMA DE BASÓFILOS AZUL ESCURO ERITRÓCITOS ROSA

BAIN, B. J. Células Sanguíneas - Um Guia Prático. BAIN, B. J.; LEWIS, S. M. Preparation and staining methods for blood and bone marrow films. Tenth Edit. Elsevier Ltd, 2016. BEZRUKOV, A. Romanowsky staining , the Romanowsky effect and thoughts on the question of scientific priority,

2019. HOROBIN, R. W. How Romanowsky stains work and why they remain valuable — including a proposed universal Romanowsky staining mechanism and a rational. 2014. KRAFTS; HEMPELMANN; OLEKSYN. Chapter 13 - Romanowsky Stains - Essentials in Cytopathology, 2013. SILVA,

P. H. DA et al. Hematologia Laboratorial: Teoria e Procedimentos, 2016. ACHARYA, K. R.; ACKERMAN, S. J. Eosinophil granule proteins: Form and function. Journal of Biological Chemistry, v. 289, n. 25, p. 17406–17415, 2014. Fonte das imagens:

http://www.uel.br | https://www.pinterest.co.kr | www.bpac.org.nz | ACHARYA, K. R.; ACKERMAN, S. J. Eosinophil granule proteins: Form and function. Journal of Biological Chemistry, v. 289, n. 25, p. 17406–17415, 2014.


lady news

OFAC convida e Dr. Abol Correa: palestra com

um visionário das Análises Clínicas, Controle de

Qualidade em laboratórios e os então

chamados “jovens”.

“Trabalhamos com vida humana e temos a responsabilidade de preservá-la.”

(Correa, Abol).

Por Taís Machado Pozza Fucks*

É impossível começar mais uma matéria

especial da nossa publicação

bimestral, Lady News, da Organização

Feminina de Análises Clínicas (OFAC)

sem que a emoção venha à tona.

Emociona-me por vários motivos,

mas dois destes são mais importantes.

Primeiro com o que o nosso

grupo OFAC tem se tornado. São

mulheres reais, cada qual de seu

Estado, com sua experiência profissional,

seus laboratórios, gerência,

bancada, plantões, família, filhos,

cachorro, trabalho, anseios, lutas,

amor, carinho, enfim, tanta coisa,

que entre estas, reservam um tempo,

e digo que é bastante tempo, a este

grupo. No início, há praticamente um

ano atrás, esta união era despretensiosa,

porém hoje está planejada,

organizada e com sede de aprender

e ensinar, levar conhecimento, trocas

e energia a quem quiser fazer parte.

O evento “OFAC convida” são encontros

quinzenais via grupo de whatsapp,

no qual convidamos um palestrante

sobre um tema específico,

referente às Análises Clínicas. Formamos

um grupo para geralmente

256 espectadores de todo o Brasil

composto por gestores, proprietários

de laboratório e empresas convidadas

para assistirem a uma aula que

geralmente ocorre por uma hora.

Segundo, emociona-me também,

porque o nome escolhido para ministrar

a palestra da OFAC Convida do

dia 28 de março de 2019 foi o Dr. Abol

Correa, pois lembro bem desse senhor

apresentando-me o Programa Nacional

de Controle de Qualidade (PNCQ)

há alguns anos atrás, com brilho nos

olhos me recebeu em sua sala e me

apresentou o complexo empresarial

que é referência na América Latina

em Controle de Qualidade.

Dr. Abol nos recebeu durante o congresso

do ano passado da Sociedade

Brasileira de Patologia Clínica e ficou

a par do que era a OFAC. Sentou

com algumas de nós, impulsionou a

iniciativa de organização e nos concedeu

diversas dicas valiosíssimas.

“Esse grupo de mulheres vai longe”,

completou Dr. Abol. Ele mal imaginava

que já estava participando de

uma live em redes sociais, que inspirou

alguns espectadores de nossa

página no Facebook e engrandeceu a

OFAC com sua perspicácia, inteligência

e sabedoria.

Naquela noite, os nossos espectadores

entraram no link de acesso ao

grupo criado após dias de planejamento,

organização e discussão de

como seria realizado o OFAC Convida

sobre qualidade. Neste dia foram

sorteados alguns brindes, como por

exemplo, inscrições para o Congresso

da Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas (SBAC) que este ano ocorrerá

em Belo Horizonte/MG e para o

Congresso de Ciências Farmacêuticas

que ocorrerá em Brasília/DF.

O tema da palestra foi: “A importância

dos benefícios da implantação do

controle de qualidade em laboratórios

de análises clínicas”. Na sequência

algumas perguntas enviadas

previamente pelos profissionais que

acompanhavam foram respondidas

pelo palestrante. Ao todo, o evento

durou em torno de uma hora.

Dr. José Abol Correa é farmacêutico

bioquímico, graduado pela Faculdade

de Farmácia da Universidade

Federal do Pará e possui diversas

0102

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


0103


lady news

especializações na área das análises

clínicas. Em 1957, foi aprovado pelo

concurso da Força Aérea Brasileira

onde atuou até se aposentar como

coronel, cargo pelo qual recebeu

várias medalhas. Assumiu a chefia

de diversos laboratórios de análises

clínicas no Estado do Mato Grosso

do Sul e no Rio de Janeiro. Foi conselheiro

federal do Conselho Federal

de Farmácia e do Conselho Regional

de Farmácia do Rio de Janeiro. Foi

membro de vários comitês de sociedades

científicas internacionais

como a International Federation of

Clinical Chemestry (IFCC).

Além disso, Dr. Abol fundou a Confederação

Latino-Americana de

Bioquímica Clínica e participou da

elaboração de vários livros de Controle

de Qualidade e Análises Clínicas,

sendo que seu último livro, intitulado

Tratado de Análises Clínicas, foi publicado

pela Atheneu em 2018. Dr.

Abol é amplamente reconhecido por

ser fundador e o sócio número um

da Sociedade Brasileira de Análises

Cínicas (SBAC), além de fundador e

o coordenador do Programa Nacional

de Controle de Qualidade desde 1978.

Atualmente ele preside e dirige o conselho

de administração do PNCQ.

Segundo ele “A qualidade, não é obrigatória,

mas a sobrevivência dessa

empresa também não. Se não temos

qualidade de nosso produto e serviço

uma empresa não irá sobreviver”.

As três definições de controle de qualidade

para laboratórios clínicos são:

a) promoção da satisfação do cliente;

b) totalidade de características de

uma entidade que lhe confere a capacidade

de satisfazer as necessidades;

e c) não é uma medida absoluta, mas

sim um alvo em constante deslocamento,

uma vez que as necessidades

e expectativas dos clientes estão em

constante mudança.

Há dois tipos de controle de qualidade:

a) interno: busca efetivamente a

precisão do laboratório, que deve

ocorrer diariamente;

b) externo: busca a exatidão e a sua

frequência depende do tipo de provedor;

que no caso do PNCQ, o programa

básico é mensal e para alguns

programas avançados é trimestral.

A implantação de procedimentos

para o controle de qualidade é de

responsabilidade da chefia do laboratório

e o objetivo do laboratório

de análises clínicas é fornecer

laudos com qualidade para

ajudar nas decisões médicas

e assegurar que todos os procedimentos

da realização dos

exames foram relativamente

cumpridos. Ou seja, é necessário

garantir que as amostras tenham a

representatividade desejada, mantendo

a integridade e estabilidade

de sua composição e funcionalidade.

Além disso, é necessário garantir o

treinamento de pessoas, a padronização

dos procedimentos, os registros

das atividades, aplicação de

indicadores de procedimentos de

desempenho para avaliar a qualidade

e a oportunidade de melhoria.

Segundo Dr. Abol, há três fases do

Controle de Qualidade: a pré-analítica;

a analítica e a pós-analítica.

Além disso, explicou que é na fase

pré-analíticos que residem a maioria

dos erros que existem em nossa

atividade. Tais erros, fruto da atuação

profissional infelizmente não são

percebidos, e neste sentido, é necessário

buscar a redução dos mesmos

através da descoberta deles pelo CQ.

OFAC: Dr. Qual a importância,

portanto, do Laboratório Clinico?

Assegurar que o resultado seja

verdadeiro, diminuindo o risco e

as não-conformidades. É definido

internacionalmente que 70% dos

diagnósticos médicos dependem

do laboratório clinico. Portanto, o

diagnóstico médico depende da decisão

laboratorial. Quando o médico

solicita um exame de laboratório,

ele quer determinar uma doença

ou higidez do paciente. Assim, ele

precisa confirmar a sua objetividade

no diagnóstico, que se dá através de

nossos resultados. Ele precisa classificar

a doença e o tipo de patologia

que há através desse resultado. O

médico precisa tratar o paciente,

e a partir disso, necessita de novos

testes laboratoriais para verificar se

a malignidade foi extirpada, para

seguir a sua evolução caso não haja

o tratamento rápido que defina efetivamente

a higidez do paciente

“Os nossos informes têm que ser precisos

e os mais exatos possíveis para

manter a credibilidade do laboratório

clínico e diminuir o risco do paciente.

Ao se tratar de vidas humanas os nossos

resultados têm que ser preservados

ao máximo. Identificar os erros e implementar

ações corretivas ou preventivas

para eliminar a possibilidade de

que venha acontecer novamente”.

A implantação de um sistema de

controle de qualidade total dentro

de um laboratório permite também

uma melhora na autoestima dos

funcionários e laudos eficientes e

corretos para os pacientes. A identi-

0104

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


R

A Labtest é a maior indústria brasileira

de diagnóstico in vitro. Uma empresa

certificada e reconhecida, com presença

no mercado nacional e internacional.

Nossos reagentes e analisadores

carregam a tradição e a excelência de

uma empresa comprometida com a vida.

Labtest is the largest IVD industry in Brazil. A certified and

recognized company, present in national and international

markets. Our reagents and analyzers bring the tradition and

excellence of a company committed to life.

GMP


lady news

ficação do erro é o principal foco da

implantação do sistema de controle

de qualidade.

Não se deve olhar o erro como uma fatalidade,

mas como uma parte do planejamento

do sistema de trabalho e do

exercício profissional. Os erros podem

ser minimizados com a implantação de

um bom sistema de gestão da qualidade,

chamado acreditação.

“O Brasil tem a maior parte de laboratórios

acreditados da América latina e graças

a SBAC conseguimos mais de 3.800

laboratórios no país acreditados”.

A RDC 302 da Agência Nacional de

Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece

a obrigatoriedade do CQ,

tanto interno ou externo, desde que

haja a amostra controle disponível.

OFAC: E como funciona o controle

externo da qualidade?

É um sistema que avalia objetivamente

os resultados do laboratório clinico

através de um agente externo, ou seja,

um provedor. No Brasil, o PNCQ e a CON-

TROLAB são dois provedores que têm a

capacidade para fazer estes testes.

No PNCQ, enviamos as amostras desconhecidas

para o laboratório credenciado

no programa, sabemos os resultados

dos exames e não divulgamos. O laboratório

realiza os exames nas amostras

enviadas para avaliar a concentração

dos analitos. As amostras são enviadas

na primeira e segunda semana do mês,

para que o resultado esteja preparado

até o dia 05, cuja data é fixa. No dia 06

é feita a avaliação e no dia 07 é enviado

o resultado para os laboratórios. O PNCQ

foi o primeiro provedor de CQ que ofereceu

aos laboratórios essa velocidade de

entrega de resultados.

“Os resultados de cada laboratório são

comparados com uma média de todos os

outros que utilizam o mesmo método ou

com o valor designado de um laboratório

de referência. Quando nós não temos

uma quantidade suficiente de laboratórios

que enviam por um determinado

método, nós aplicamos o que chamamos

de cálculo estatístico especial”.

O controle interno é muito importante.

Quando se recebe tem que se estabelecer

a média dentro do laboratório,

pois seu sistema analítico é diferente do

nosso. Esta é a razão pela o laboratório

precisa construir a sua própria média. As

amostras de controle interno utilizadas

devem ser aliquotadas e armazenadas

em freezer, pois em temperatura ambiente

ocorre crescimento bacteriano.

OFAC: Como é feita a investigação

de um erro laboratorial?

Resultados que sejam não-conformes

exigem que seja feita uma pesquisa dos

erros grosseiros, dos problemas técnicos,

dos problemas metodológicos com

avaliação dos resultados, dos problemas

com amostras controle de qualidade e

de alguns problemas que não identificamos,

o que são considerados um dos

maiores problemas.

Quando os resultados forem insuficientes

do controle externo da qualidade

deve-se averiguar entre alguns pontos

os problemas da fabricação dos reagentes

e padrões ou com a especificação dos

instrumentos. É importante entrar em

contato com o fabricante para avaliar

cada problema.

“Chamo a atenção para o cuidado com o

controle interno da qualidade. É necessário

que seja feito todos os dias, conforme

indica a norma. Não se pode esquecer que

trabalhamos com vida humana e temos

a responsabilidade de preservá-la. Temos

que fazer para os clientes o que gostaríamos

que fizessem por nós”.

OFAC: Para quem está começando

e se inscreve no PNCQ quais os

passos a seguir?

Basicamente o laboratório deve receber

a amostra controle do kit, composto por

todas as amostras controle do programa

básico ou avançado. A partir disso, o

laboratório deve tirar a planilha específica

de todas as dosagens que ele esta

cadastrado para saber quais serão os

próximos passos.

As instruções de diluição constam no frasco

do material, sendo 99% do material

liofilizado. Deve-se diluir este material

com água reagente, assim você já estará

com o material igual a amostra do paciente.

É necessário ter disponível uma

planilha caso o método usado pelo laboratório

seja manual. Após estes primeiros

passos, realiza-se a dosagem e anota-

-se os resultados. Se você já implantou

planilhas automáticas os resultados irão

diretamente para lá.

É importante que a realização do

controle não seja feita no último dia.

O ideal é que logo após o recebimento

do material, inicia-se o cadastramento

e insere na rotina. Em geral, o

técnico da rotina que é responsável

por realizar o controle de qualidade.

OFAC: Para terminar, qual controle

devemos fazer como prioridade?

O interno. Este deve ser bem tratado,

com carinho. Evitar a contaminação e

não deixar o produto em temperatura

ambiente por muito tempo. Atentar-se

em congelar as enzimas para serem

preservadas, pois são muito lábeis, evitando

a contaminação bacteriana.

Finalizamos assim com uma pequena

homenagem ao bioquímico visionário

que introduziu as análises clínicas para os

farmacêuticos e demais profissões. Um

senhor de noventa anos merece todos os

0106

Revista NewsLab | Abr/Mai 2019


aplausos e as demais honrarias. As medalhas

agora são do coração dos jovens,

sedentos por conhecimento e de todas

nós mulheres que compomos a OFAC.

Empreendedor, justo, sonhador e preocupado

com todos à sua volta: é assim que

o definimos. Dr. Abol ainda possui uma

disposição em aprender uma nova tecnologia

e com a maravilhosa atitude em nos

ceder uma palestra virtual.

Fica a lição de que, dinamismo,

aprendizado, conhecimento e troca

vão além da idade, que na realidade é

sinônimo de muita sabedoria e experiência.

E a emoção ainda toma conta.

Obrigada Dr. Abol Correa.

Taís Machado Pozza Fucks

Farmacêutica Bioquímica, Diretora da OFAC com especialização em gestão

em Saúde e Estética


informe de mercado

Informes de Mercado

Esta seção é um espaço publicitário dedicado

para a divulgação e ou explanação dos produtos e

lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Fanem apresenta novo modelo de sua caixa

aquecedora 1502.

A Fanem apresentará durante a

Feira Hospitalar 2019, um novo modelo

de sua Caixa Aquecedora modelo

1502, além de outros lançamentos.

O equipamento foi projetado para

aquecimento e manutenção da temperatura

de diversos materiais, onde até

60°C são requeridos e pode ser utilizado

tanto em laboratórios como em centros

de diagnósticos por imagem (CDI)

para o aquecimento prévio de meios

de contraste, frascos e seringas com

substâncias a serem administradas em

veias, artérias, articulações ou ingeridas

via oral, como também, em ambiente

hospitalar como aquecedora de soro

fisiológico (bolsas de 500 ou 1000 ml).

Sua construção robusta e de alta durabilidade

engloba resistências de aquecimento

modulares de fácil substituição,

tampa superior em acrílico para visualização

do material interno e fechadura

com trava para evitar abertura indevida,

aumentando a segurança do usuário.

Além da nova caixa aquecedora, estarão

presentes na Feira Hospitalar as

novas câmaras Hematoimuno, 3357 que

emprega o conceito de Design Thinking

cuja concepção levou em conta pesquisas

com usuários e normas internacionais,

resultando em excelente usabilidade,

equilíbrio térmico e eficiência no consumo

de energia. O projeto incorporou

investimentos em modernos processos

industriais e alta tecnologia.

Já os tradicionais modelos de câmaras

3347/1 e 3347/2 contarão agora com a

opção EBS (Energy Backup System), que

ajuda a garantir dias de autonomia do

equipamento, em pleno funcionamento.

Já na linha de centrífugas, o modelo

Excelsa i 2206 estará em exposição

para que os visitantes possam conhecer

seus diferenciais (alguns encontrados

apenas em equipamentos importados),

que são: certificação nas normas IEC

61010-1, IEC 61010-2-020 e IEC 61326;

tempo de aceleração com mínimo de 10

seg e máxima de 240 seg, Painel Touch,

trava dupla e ajuste pelo RPM e força G.

Modernidade, design arrojado e teclado

touch elevado com tela LCD de fácil visualização

e operação.

Na área de conectividade, um espaço

exclusivo do estande será ocupado

pela Sensorweb®, parceira da Fanem®

que desenvolve soluções para o monitoramento

online das temperaturas

utilizando tecnologia IOT (Internet

das coisas), já utilizada em diversos

hospitais, clínicas oncológicas, bancos

de sangue, ambientes de pesquisa e

laboratórios de todo do Brasil.

Visite o estande da Fanem na Feira Hospitalar:

Rua 13 | 80 – pavilhão Verde.

Mais informações

www.fanem.com.br

marketing@fanem.com.br

+55 11 2972-5700

0108

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

BIOCON, de cara nova

Giuliano Araújo | Diretor Comercial

Newslab: Esse mês, tivemos uma

rápida conversa com Sr. Giuliano Araújo,

CEO da Biocon sobre o momento de

expansão que a empresa esta passando.

Giuliano Araújo: É um prazer falar

um pouco sobre os projetos de expansão

da Biocon.

Newslab: Em termos de estratégias comerciais

o que você ressalta como melhorias

dentro do atual momento da empresa?

Nova Filial - Nova Lima -MG

Giuliano Araújo: Estamos passando

por um momento único, prestes há completarmos

10 anos a Biocon tem marcado

o seu lugar no mercado, se tornando

uma marca confiável, trabalhamos com

produtos de alta qualidade, respeitando

e valorizando o nosso maior patrimônio,

``Nossos Clientes´´ Nossas estratégias

estão baseadas no desenvolvimento

continuo de novos produtos, manutenção

da qualidade, qualificação de nossos

colaboradores, melhoria dos nossos

processos e serviços, buscando dia a dia

soluções confiáveis para o seguimento.

Newslab: 2018 foi um ano turbulento

para o mercado de uma forma em geral,

como foi para Biocon?

Giuliano Araújo: Um cenário ruim

para as importações devido às inconstâncias

politicas e cambiais, mas ainda

sim, crescemos cerca de 20%, desenvolvemos

no geral mais de 25 itens, investimos

em novas contratações, foi um ano

de muitos investimentos, inclusive determinante

nas obras da nossa filial.

Newslab: Conte-nos mais sobre a

nova unidade.

Giuliano Araújo: A filial esta situada

a 25 km de Belo Horizonte - MG,

na cidade de Nova Lima/Alphaville. A

região está se tornando um polo em

desenvolvimento de Biotecnologia e

de produtos para saúde, além disso,

sua excelente localização geográfica

facilita a distribuição para todo Brasil,

com a nova unidade a empresa ganha

mais 4.000 m² para suas operações,

uma melhora substancial de sua capacidade

operacional e amplia a capilaridade

na distribuição de seus produtos.

Newslab: Quais os diferenciais competitivos

se destacam na sua visão?

Giuliano Araújo: A qualidade é requisito

básico para manutenção dos nossos

negócios, nossos produtos são aprovados

e validados pelas principais entidades de

saúde do Brasil e muitos produtos com

certificações de qualidade internacional.

Newslab: O que esperar para os próximos

anos?

Giuliano Araújo: Continuar sendo

uma opção confiável para atender o

mercado de saúde, esse é o nosso foco.

Os nossos diferenciais competitivos

falam por si, com menos de 10 anos

de mercado já estamos presentes

(com uma linha ou outra) em mais de

60% dos laboratórios mineiros, a nível

nacional, nossos produtos podem ser

facilmente encontrados em quase todas

as regiões do Brasil, sou otimista,

bons frutos a vista, aguardem!!

Site: biocondiagnosticos.com.br

Contato: comercial@biocondiagnosticos.com.br

31 2552-8384”

0110

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


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com função STAT com ISE opcional.

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com flexibilidade máxima.

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Publieditorial

O São Marcos tem quase 80 anos de tradição e

história de credibilidade em Minas Gerais. Com

76 unidades na Região Metropolitana de Belo

Horizonte e São Paulo, oferecemos um portfólio

amplo de serviços nas áreas de Análises Clínicas,

Anatomia Patológica e Citologia, Biologia

Molecular, Genética, Diagnóstico por Imagem,

Medicina Nuclear e Vacinas.

Por meio do São Marcos Laboratório de Apoio, já

estamos presentes em 16 estados, contribuindo

para o crescimento do negócio de mais de 500

clientes que confiam no nosso trabalho, de

qualidade reconhecida pelos certificados: ONA,

PALC, SBim e ISO 2008. Garantimos:

Nossa capacidade produtiva é de 3 milhões de

exames por mês, sendo mais de 500 mil para

os nossos clientes apoiados. Nosso sistema

possibilita não só geração de etiqueta primária,

como rápida integração, seja via WebService ou

XML (upload de dados no nosso portal).

Além disso, disponibilizamos diversos canais

de comunicação com a nossa Assessoria

Científica, sempre pronta para oferecer o suporte

necessário. Fale com a gente!

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representantes pelo telefone: (31) 2104-0133.

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• Resultados com qualidade e precisão

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Responsável Técnico: Dr. Cláudio M. M. Cerqueira - CRM: 6888

O São Marcos tem quase 80 anos de tradição e história de credibilidade em Minas Gerais. Com 76 unidades

nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e São Paulo, oferece um portfólio amplo de serviços nas áreas

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parceiro fundamental para o crescimento do negócio

dos nossos clientes.


informe de mercado

LINHA MAXCEL Contadores Hematológicos

Tecnologia e Qualidade

A Medmax Laboratorial apresenta

a linha MaxCel, são três modelos de contadores

hematológicos desenvolvidos com a

mais alta tecnologia para atender diversas

rotinas dos laboratórios.

MAXCEL300 – Contador Hematológico

utiliza apenas 2 reagentes para realização

de hemogramas. 60 testes/ hora; 23

parâmetros e contagem de diferencial em

3 partes para células brancas.

MAXCEL500D- Contador Hematológico

utiliza apenas 3 reagentes para realização de

hemogramas. 60 testes/ hora; 29 parâmetros

e contagem de diferencial em 5 partes

para células brancas.

MAXCEL500D AUTO – Contador Hematológico

automático de hematologia

utiliza 4 reagentes para realização de hemogramas.

80 testes/ hora; 29 parâmetros

e contagem de diferencial em 5 partes para

células brancas

Medmax Equipamentos Médicos

A linha de produtos da Medmax é

uma alternativa viável e competitiva às

marcas das multinacionais de alto custo

e de alto desempenho, não perdendo

em qualidade e performance a um custo

extremamente competitivo. Saiba mais:

Tel.: (11) 4133-6300

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BD Inaugura nova Fábrica no Brasil

Com investimento de R$ 120 milhões,

multinacional passa a produzir no país tubos

de coleta de sangue a vácuo; planta é

uma das mais tecnológicas do mundo.

A BD, empresa de tecnologia médica,

está inaugurando uma nova fábrica de

tubos para coleta de sangue a vácuo no

Brasil. Com um investimento de cerca de

R$ 120 milhões, a unidade, localizada em

Curitiba (PR), tem a expectativa de ampliar

os negócios da companhia no país.

A expansão da planta, referência em tecnologia

em saúde no polo industrial local

desde 1986, chega para contribuir com a

evolução dos produtos da linha BD Vacutainer®,

que está completando 70 anos de

pioneirismo e liderança no segmento.

A nova fábrica é uma das mais tecnológicas

do mundo e irá fabricar os Tubos BD

Vacutainer® EDTA , Gel e Seco. “A linha de

produção é totalmente automatizada e

cumpre com altos padrões de qualidade e

boas práticas de fabricação, o que garante

mais segurança aos profissionais que

trabalham com a coleta de sangue, maior

qualidade das amostras e segurança no

diagnóstico”, explica o diretor da Unidade de

PAS no Brasil, Luis Almeida.

A unidade está localizada ao lado de outra

fábrica da BD, que, atualmente, produz,

entre outros itens, alguns tipos de agulhas

e de seringas. Cerca de 200 trabalhadores e

mais de 40 fornecedores foram responsáveis

pela construção da planta que possui

4.500 mil metros quadrados.

Contato

BD Life Sciences – Preanalytical Systems

Tel 0800 055 5654

e-mail: consultoria_vacutainer@bd.com

bd.com.br

0114

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

LUMIRATEK Testes RápidosLUMIRATEK i15

Diagnóstico simples e rápido para Influenza A/B

Com a chegada do outono e do inverno,

a diminuição da temperatura e a baixa umidade

relativa do ar, aumenta a prevalência

de doenças respiratórias devido a exposição

e proliferação dos agentes patogênicos.

A população fica mais suscetível a

surtos de doenças infecciosas como a

gripe, faringite, infecção respiratória,

meningite entre outras.

O vírus Influenza A e B vulgarmente

conhecidos como os agentes causadores

da “gripe”, causam uma infecção

viral altamente contagiosa, transmitida

através de tosse e espirros com gotículas

contendo o vírus ativo.

Surtos de influenza ocorrem todos os

anos durante as estações de outono e inverno.

O vírus do tipo A é tipicamente mais

prevalente do que o vírus do tipo B, estando

• Menu amplo e flexível

associados a epidemias de influenza mais

grave, enquanto que as infecções do tipo B

são geralmente mais leves.

A tira de teste rápido Lumiratek Influenza

A + B detecta qualitativamente a presença

de antígeno de Influenza A e/ou Influenza

B em swab nasal, swab de garganta ou

amostra de aspirado nasal, fornecendo resultados

em 15 minutos.

A utilização dos testes rápidos permite

maior acessibilidade ao diagnóstico de

PORTABILIDADE COM SEGURAN

ANALISADOR PARA GASES SANGUÍNE

ELETRÓLITOS E METABÓLITOS

Inteligente • Rápido • Preci

Analisador portátil automático para gases sangu

eletrólitos e metabólitos em amostras de sangue

Punção arterial, venosa ou capilar heparinizado

diversas doenças através de metodologia

simples e confiável, reduzindo o tempo

de liberação de atenção de resultados, à saúde. auxiliando indivíduos

e profissionais da saúde quanto a

necessidade de uma conduta terapêutica.

• Amostra não tem contato com o equipamento

• Cartucho único e descartável

• Aspiração automática da amostra

• Calibração automática

O LUMIRATEK i15 permite o monitoramento e ger

dos pacientes de forma rápida e eficaz em qua

• Não requer manutenções

• Peso < 4Kg

• Resultados em 45 segundos

• Parâmetros medidos: pH, pO

K + , Ca ++ , Cl - , Glu, Lac, Hct e c

(*) Parâmetros Calculados: cH + , cH + (T), pH(T), pCO 2 (T), pO 2 (T), HCO 3– act, HCO 3– std, BB(B), BE(B), BE(ecf), ctCO 2 , Ca ++ (7.4), AnGa

pO 2 (A-a), pO 2 (a/A), pO 2 (A-a)(T), pO 2 (a/A)(T), RI(T), pO 2 (T)/FIO 2 , RI.

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A J.R.EHLKE aposta em Nova linha de análise celular

hematológica – Mindray - CAL 6000

0116

O CAL 6000 faz parte de uma nova geração

em análise celular de hematologia, para

bancada. A combinação de duas unidades

de analisadores hematológicos BC-6000

(amostras de sangue total ou fluidos biológicos)

e uma unidade de SC-120 (automação

em distensão e corador de lâminas)

perfaz a velocidade de 220 hemogramas/

hora e 120 lâminas/hora. O CAL 6000 é

um equipamento com três plataformas de

carregamento e três plataformas de descarregamento

contínuos com alta capacidade

de amostras. As esteiras de carregamento

dos analisadores hematológicos são bidirecionais,

sendo uma patente Mindray. O

primeiro analisador de hematologia permite

a distribuição rápida de amostras, melhorando

a eficiência e produtividade. Caso os

resultados da amostra acionem os critérios,

o carregador automático de cada analisador

retornará os racks de amostra para verificação

automática ou repetição de reflexo.

Amostras de emergência são permitidas

com resultados em tempo reduzido. Utilizando

adaptador com patente própria, vários

tipos de tubos são permitidos. Simplesmente

seguindo 3 etapas de “load and go”,

os usuários do SC-120 podem obter lâminas

finalizadas que estão prontas para a revisão

microscópica. As racks de tubos podem ser

personalizadas em cores diferentes determinando

os modos de teste específicos. As

amostras STAT podem ser carregadas em

modo aberto para diminuir o tempo de execução

do teste ou em racks com prioridade.

Ao mudar o status on-line para o off-line, os

usuários podem desconectar cada analisador

de hematologia da estação de trabalho

e operar como uma unidade apenas.

J.R.EHLKE

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Revista NewsLab | Abr/Mai 19


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sensíveis a temperatura e/ou umidade?

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falhas nas condições de armazenamento?

• Demanda relatórios de armazenagem

ou transporte que atendam exigências

da ANVISA/MAPA?

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de temperatura/umidade, bem como

de eventos como: porta aberta, falta de

energia elétrica, presença de fumaça ou

presença de pessoas?

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local, além de eventos como: porta aberta

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Estas informações são registradas e

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0118

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

0120

IgG4 específica na resposta alérgica mediada por IgE

18

A utilização da IgG4 alérgeno-

A dosagem da IgG4 alérgeno-específica e seu papel no monitoramento da imunoterapia.

As imunoglobulinas IgG4 específica da classe IgG, em na pendente resposta de IgE, induzida alérgica por alérgenos mediada sões concretas, bem por como IgE delinear melhor

humanos, são classificadas A dosagem em da 4 IgG4 subclasses

e exibem características individuais resulta em redução de longo prazo nos ní-

Na prática, a dosagem da IgG4 espe-

alérgeno-específica nos basófilos. A imunoterapia e seu papel com no alérgeno monitoramento o papel da de imunoterapia.

outras imunoglobulinas.

As imunoglobulinas da classe IgG, em séricos da IgE específica para o como delinear melhor o papel de outras

para propriedades biológicas de ligação a veis séricos da IgE específica para o alérgeno.

resposta Reduções de fase significativas inicial também na resposta foram de Na de prática, pacientes a recebendo dosagem imunoterapia da IgG4 sucífica

pode ter papel no monitoramento

humanos, são classificadas em 4 alérgeno. Reduções significativas na imunoglobulinas.

antígenos. subclasses São identificadas, e exibem características

segundo a

ordem individuais decrescente de para concentração, propriedades como fase demonstradas.

inicial também foram demonstradas específica blingual e ou pode subcutânea, ter papel onde há no muitas

se segue: biológicas IgG1 (60,3 de ligação - 71,5%), a antígenos. IgG2 (19,4 São

monitoramento desistências ou falhas de de adesão pacientes pelo paciente.

Outra imunoterapia aplicação sublingual seria a avaliação, e

Características anti-inflamatórias

- 31,0%), identificadas, IgG3 (5,0 - segundo 8,4%) e IgG4 a (0,7 ordem -

recebendo

de IgG4

4,2%). decrescente Embora a IgG4 de concentração, tenha um percentual como se

ou

A troca do braço de Fab leva a

de subcutânea, modo indireto, onde da potência há muitas dos extratos

fornecidos pela indústria farmacêuti-

segue: IgG1 (60,3 - 71,5%), IgG2 (19,4

desistências ou falhas de adesão pelo

menor em relação às demais, pode atingir

anticorpos funcionalmente

- 31,0%), IgG3 (5,0 - 8,4%) e IgG4 (0,7

paciente. Outra aplicação seria a

até 75% do total de IgG após exposição crônica

a um antígeno, como na imunoterapia

monovalentes. Isso impede a

- 4,2%). Embora a IgG4 tenha um

formação de complexos imunes.

avaliação,

ca. A resposta

de modo

seria o acompanhamento

indireto, da

percentual menor em relação às

potência da progressão dos extratos das fornecidos doses prescritas pela de

Baixa afinidade para ativação de

com demais, alérgenos pode e também atingir até em 75% indivíduos do total

receptores Fcg.

indústria imunoterapia, farmacêutica. através A resposta da coleta seria de soro

saudáveis de IgG que após possuem exposição gatos e crônica apicultores. a um

o acompanhamento

Não fixa complemento.

antes do início do da tratamento progressão e das o seguimento

prescritas com a dosagem de imunoterapia,

da IgG4 específica

Está antígeno, demonstrado como cientificamente na imunoterapia que com a

doses

Atua como um anticorpo bloqueador

IgG4

alérgenos

associa-se intimamente

e também

com

em

a

indivíduos

produção

de IgE e tem relevância para o estudo

alérgica.

início do tratamento e o seguimento

para competir com IgE por ligação

através

em periodicidade

da coleta de

variável

soro

até

antes

um ano.

do

saudáveis que possuem gatos e

A mensuração de IgG4 específicas foi

apicultores. Está demonstrado

das doenças alérgicas.

Supressão direta de mastócitos e

com a dosagem da IgG4 específica em

cientificamente que a IgG4 associa-se basófilos por ligação cruzada de periodicidade

utilizada em

variável

estudos

até

clínicos

um ano.

de doenças

Imunoterapia intimamente com para a alergias produção de IgE e FcεRI e FcgRIIb com IgE e IgG4. A mensuração alérgicas incluindo: de IgG4 asma, específicas rinite, urticária, foi

O tem primeiro relevância relato descrevendo para o estudo a imu-danoterapia

doenças foi publicado alérgicas. em 1911, quando Aplicações clínicas

doenças Concentrações alérgicas de incluindo: IgG4 específicas asma, au-

utilizada eczema em e problemas estudos clínicos gastrointestinais. de

Noon Imunoterapia descreveu que para a injeção alergias subcutânea

de O um primeiro extrato relato de pólen descrevendo suprimiu os a

específica A monoterapia mostra-se com promissora alérgeno (AIT) em é rinite, mentadas urticária, são eczema observadas e problemas

pacientes

um

diversos

tratamento

aspectos,

eficaz para

dentre

alergia

eles,

e rinoconjuntivite

com ou sem asma. O padrãoa

gastrointestinais.

tratados com AIT,

Concentrações

incluindo imunoterapia

com aeroalérgenos (ácaro, pólen) e

de

facilidade de determinação, por ser um

sintomas imunoterapia induzidos foi por publicado alérgenos. em Desde 1911,

IgG4 específicas aumentadas são

marcador sérico.

observadas em pacientes tratados com

então, quando a imunoterapia Noon descreveu com alérgenos que a injeção tem -ouro de eficácia da AIT é a avaliação de

sido subcutânea usada na prática de um médica extrato para de tratar pólen Aplicações clínicas

AIT,

venenos

incluindo

de himenópteros.

imunoterapia com

sintomas clínicos e medicamentos durante

suprimiu os sintomas induzidos por A monoterapia com alérgeno (AIT) é

aeroalérgenos Metodologia (ácaro, de Quantificação

pólen) e

com sucesso a hipersensibilidade a muitos a exposição a alérgenos.

alérgenos. Desde então, a um tratamento eficaz para alergia e

venenos Não de há himenópteros.

valores de referência definidos

alérgenos, incluindo ácaros, grama e pólens

de usada árvores, na veneno prática de médica insetos para e pêlos. foram

Em uma revisão de artigos científicos,

imunoterapia com alérgenos tem sido rinoconjuntivite com ou sem asma. O e recomenda-se a determinação de IgG4

Metodologia de Quantificação

tratar padrão-ouro avaliados de vários eficácia biomarcadores da AIT é do a Não alérgeno-específica há valores de referência antes e após definidos a AIT.

A imunoterapia com sucesso com a alérgeno hipersensibilidade é apropriada

para muitos pacientes alérgenos, que sofrem incluindo de doenças ácaros, mas medicamentos existem apenas durante algumas a exposição conclusões a IgG4 mgA/l alérgeno-específica e utiliza apenas 40µL antes de e soro. após

a monitoramento avaliação de da sintomas eficácia clínica clínicos da AIT, e e recomenda-se O ensaio mede a determinação faixa 0.07–30 de

alérgicas grama mediadas e pólens por de imunoglobulina árvores, veneno E de sobre alérgenos. a relação entre biomarcadores e dados

Em clínicos uma revisão (resposta de versus artigos não científicos, resposta). O ensaio de IgG4 mede especifica na através faixa de da 0.07–30 metodologia

a AIT. O Lab Rede, disponibiliza a dosagem

(IgE), insetos como a e rinite pêlos. alérgica A imunoterapia sazonal, a rinite

perene, a asma alérgica, anafilaxia a A IgG4 específica parece ser o marcador HISTÓRIA mgA/l e utiliza REPLETA apenas 40µL DE de SUCESSO

soro.

com

alérgeno é apropriada para pacientes foram avaliados vários biomarcadores

que sofrem de doenças alérgicas do monitoramento da eficácia clínica da

ImmunoCAP (Thermo-Fisher®) para diversos

O Lab Rede, disponibiliza a dosagem

veneno de insetos.

mais efetivo para monitorar o tratamento. Há 18 anos, o Lab Rede nasceu para oferecer

mediadas por imunoglobulina E (IgE), AIT, mas existem apenas algumas de IgG4

alérgenos.

especifica

Exemplos:

através

ácaros

da

(IgG4

Através de diferentes mecanismos • exames especializados com alto padrão de

como a rinite alérgica sazonal, a rinite conclusões Uma dosagem sobre sérica a baixa relação de IgG4 entre específico

biomarcadores é, potencialmente, e dados um marcador clínicos Fisher®) Cyn D1, para Phlp SB, diversos Phl p1), alérgenos. venenos de in-

metodologia para Der p1 ImmunoCAP eDer p2), pólen (Thermo- (IgG4 para

qualidade e rapidez. Hoje, após atingir a

de interação perene, a com asma antígeno alérgica, e anafilaxia células a

maioridade, além da escolha de confiança,

(mastócitos veneno de e basófilos), insetos. a IgG4 exerce preditivo (resposta negativo versus não e a falha resposta). na indução A IgG4 de Exemplos: setos, alimentos ácaros e (IgG4 outros. para Der p1

o Lab Rede também se consolida como

um papel Através imunomodulador de diferentes mecanismos com atividade

de IgG4 específica específico parece também ser o pode marcador ser indicativa mais eDer p2), pólen (IgG4 para Cyn D1,

uma opção Assessoria pela Médica tradição. Lab Rede

interação

anti-inflamatória.

com antígeno e células de efetivo inadequação para monitorar à adesão o tratamento. ao tratamento. Phlp SB, Phl Referências: p1), venenos 1.Shamji MH de et al. insetos, Biomarkers for

(mastócitos e basófilos), a IgG4 exerce Uma dosagem sérica baixa de alimentos monitoring e outros. clinical efficacy of allergen immunotherapy

A regulação negativa da resposta alérgica • Recomenda-se usar IgG4 específico

for allergic Muito rhinoconjunctivitis obrigado a and todos allergic os asthma: nossos an

um papel imunomodulador com IgG4 específico é, potencialmente, um

parceiros, clientes e funcionários por

em um

atividade

paciente

anti-inflamatória.

submetido à imunoterapia em

marcador

vez de IgG

preditivo

total como

negativo

um

e

biomarcador

na indução para avaliar de IgG4 a resposta específico imunológica também à Referências allergic responses. 3.James, L.K, Till, J.S. Potential

EAACI position

a falha

Assessoria paper. Allergy Médica 2017;72:1156–1173.2.Van

Lab Rede

de Veen, Willem et al. Role of IgG4 in IgE-mediated

estarem juntos conosco nessa trajetória

com A alérgenos regulação é atribuído negativa ao aumento da resposta de

1. Shamji MH et Mechanisms al. Biomarkers de for desafios IgG4 for monitoring Inhibition e conquistas.

clinical of Immediate

IgG1, alérgica IgG4 e IgA, em e um também paciente à diminuição submetido à AIT pode seja ser na indicativa pesquisa de clínica inadequação e ou no desenvolvimento

adesão ao tratamento. de medicamentos.

rhinoconjunctivitis and allergic asthma: an 2016;16(3):23.

EAACI

à

efficacy Hypersensitivity of allergen immunotherapy Reactions. Curr Allergy for allergic Asthma Rep.

de IgE. imunoterapia Esta alteração está com ligada alérgenos a reduções é

position paper. Allergy 2017;72:1156–1173.

significativas atribuído no ao número aumento de células de IgG1, T, basófilos,

IgG4 e Mais Recomenda-se estudos, especialmente usar comparando

efeitos locais com efeitos sistêmicos ain-

IgG4

2. Van de Veen, Willem et al. Role of IgG4 in IgEmediated

allergic responses.

IgA,

eosinófilos

e também

e neutrófilos.

à diminuição

Os anticorpos

de IgE. específico em vez de IgG total como

3. James, L.K, Till, J.S. Potential Mechanisms for

Esta alteração está ligada a reduções um biomarcador para avaliar a

IgG4 Inhibition of Immediate Hypersensitivity

IgG4 também bloqueiam a histamina deda

são necessários para Av. desenhar Raja Gabaglia, 182 conclu-

• Gutierrez • Belo Horizonte • MG

(31) 2519.7500 • contato@labrede.com.br

significativas no número de células T, resposta imunológica à AIT seja na Reactions. Curr Allergy Asthma Rep. 2016;16(3):23.

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basófilos, eosinófilos e neutrófilos. Os pesquisa clínica e ou no Revista NewsLab | Abr/Mai 19

anticorpos IgG4 também bloqueiam a desenvolvimento de medicamentos.

anos

COMO É BOM REVISITAR A PRÓPRIA


18

anos

COMO É BOM REVISITAR A PRÓPRIA

HISTÓRIA REPLETA DE SUCESSO

Há 18 anos, o Lab Rede nasceu para oferecer

exames especializados com alto padrão de

qualidade e rapidez. Hoje, após atingir a

maioridade, além da escolha de confiança,

o Lab Rede também se consolida como

uma opção pela tradição.

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parceiros, clientes e funcionários por

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0121


informe de mercado

CellaVision:

Morfologia Celular Digital para Líquidos Corporais

O software de análise de Líquidos Corporais

permite aos laboratórios automatizar,

padronizar e simplificar o estudo morfológico

de preparados de fluidos biológicos,

tais como líquor, líquido ascítico, pleural,

peritoneal, entre outros.

Esta aplicação compreende a análise

e pré-classificação de leucócitos

em cinco tipos celulares: Neutrófilos,

Eosinófilos, Linfócitos, Macrógafos (o

que inclui Monócitos) e outros (Blastos,

células de linfoma, entre outros).

Como funciona?

O software extrai características

morfológicas a partir de imagens digitais

e realiza a pré-classificação das

células utilizando uma complexa rede

neural artificial. A pré-classificação é

então revisada e verificada pelo profissional

de laboratório.

A pré-classificação automatizada do

software acelera o processo de revisão

dos casos. Além disso, padroniza os

processos operacionais promovendo

maior consistência.

Características:

• Digitaliza a área completa da amostra e marca campos de interesse.

• Visualização dos tipos celulares dispostos lado a lado ou todas as

células em tela cheia.

• Aumento ajustável das imagens celulares.

• Permite adicionar células de sua casuística para criar um atlas de referência.

• Permite adicionar comentários em qualquer caso, classe celular ou célula

específica.

• Compartilhamento de imagens celulares para colaboração e consulta

com colegas através de acesso remoto ou e-mail.

• Arquivamento das imagens das células como parte do histórico do paciente.

Para mais detalhes acesse: www.cellavision.com

Contato: wagner.miyaura@cellavision.com

0122

QCMD chega ao Brasil com a Mobius

A Mobius Life Science trouxe para o Brasil

o Programa QCMD: Controle de Qualidade

para Diagnóstico Molecular, líder de mercado

na Europa e presente em 100 países.

O QCMD é um programa de Avaliação

Externa de Qualidade (EQA) acreditado

pela ISO 17043 que atua de forma independente,

trazendo uma visão objetiva do

desempenho dos sistemas de diagnósticos

moleculares. Ideal para laboratórios de referência,

pesquisa, microbiologia e bancos

de sangue que realizam testes moleculares.

Com este Controle, o laboratório poderá

manter e melhorar a qualidade analítica dos

seus testes e ter o relatório de conformidade

para a acreditação na ISO 15189.

O QCMD traz 90 programas moleculares

com frequência e flexibilidade de testes,

mais de 300 organismos alvos inteiros para

a avaliação externa de qualidade (EQA).

Os relatórios gerados após os desafios são

individuais e de fácil interpretação. Os resultados

são disponibilizados em um prazo de

2 a 4 semanas através de um software “user

friendly” disponíveis em várias linguagens.

Mobius Life Science

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Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

Análise de Talassemias Com Celltac Es MEK-7300

RDW-SD: Um parâmetro potencial para

identificação de anemias.

Department of Clinical Laboratory, The University of Tokyo Hospital

A talassemia é uma doença sangüínea

ou hemoglobinopatia, que é hematologicamente

classificada como anemia hipocrômica

microcítica com maior incidencia

nos povos do mediterrâneo, que originaram

grandes contingentes de imigrantes para o

Brasil. Talassemia e anemia ferropriva têm

sintomas clínicos semelhantes. Assim, uma

identificação mais rápida ajudaria o médico

em seu diagnóstico. O analisador de hematologia

Celltac Es MEK-7300 da Nihon

Kohden possui o parâmetro RDW-SD. Um

parametro eficaz para auxiliar nesse diagnóstico,

aliado ao uso de duas agulhas que

distribuem a amostra em suas respectivas

camaras, reduzindo o arraste Carry Over,

tornando seus resultados mais precisos.

Verificamos a eficácia do parâmetro

RDW-SD do Celltac Es MEK-7300 como

um parâmetro potencial para identificação

de anemia, comparando contagens de

células sanguíneas relacionadas com RBC

e histogramas para talassemia e anemia

ferropriva.

Então, encontramos diferença significativa

no RDW-SD de pacientes com

talassemia e anemia ferropriva enquanto

o RDW-CV e histogramas não mostram

diferenças significativas.

Para o rastreio de talassemia, o RDW-

-SD do Celltac Es MEK-7300 efetivamente

fornece dados eficazes para um

diagnóstico preciso do médico. Como

mostrado no Gráfico.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com.br

FirstLab: seu novo conceito em produtos laboratoriais

0124

A FirstLab é a mais nova empresa

de um grupo sólido que trabalha pela

vida há mais de 25 anos com grande

conhecimento no mercado da saúde.

Nosso objetivo principal é atender

com eficiência a crescente demanda

do mercado brasileiro por soluções

laboratoriais que compreendem

desde a fase pré-analítica até

a entrega precisa do resultado,

contribuindo assim com a qualidade

da saúde da população.

Prezamos pela excelência dos nossos

produtos, por isso nossos parceiros

têm reconhecimento internacional.

Em nosso setor produtivo, investimos

em equipamentos de alta performance,

segurança, inovação e sustentabilidade

– entregamos produtos que respeitam

as normas de qualidade, com

redução do uso de matéria-prima,

controlando cada etapa do processo

para garantir a satisfação de nossos

clientes, considerando sempre o melhor

em custo-benefício. É com esse

intuito, que nós da FirstLab lançamos

nossos produtos ao mercado.

Fase Analítica

Microbiologia

Microcospia

Pipetas e ponteiras

Tubo, microtubo e microplaca

Fase Pré-Analítica

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Coleta de Sangue

Seja um cliente FirstLab e saiba mais

sobre nossos produtos.

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E-mail: atendimento@firstlab.ind.br

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


Ensaio de Troponina I de alta

sensibilidade é um dos marcadores

cardíacos mais eficazes atualmente

As doenças cardiovasculares já chegam a marca de uma morte a cada 40 segundos

Comprometida em sempre oferecer a melhor experiência para o

paciente e expandir os cuidados com a saúde e a medicina de precisão,

a Siemens Healthineers apresenta marcadores cardíacos cada

vez mais eficazes como o uso da Troponina I de Alta Sensibilidade*

para o diagnóstico precoce do Infarto Agudo do Miocárdio. Devido

à maior sensibilidade e precisão diagnóstica para a detecção de infarto

agudo do miocárdio na admissão, o intervalo de tempo para

a segunda avaliação de troponina cardíaca pode ser reduzido com

o uso de ensaios de alta sensibilidade. Isso pode diminuir, significativamente,

o atraso do diagnóstico, reduzindo também o tempo de

hospitalização no departamento de emergência e, consequentemente,

os custos e a necessidade de utilização de testes adicionais

e a utilização de demais marcadores durante a investigação.

O ensaio da Siemens Healthineers atende a todas as diretrizes

atuais e garante resultados confiáveis a partir de uma tecnologia

comprovada com Éster de Acridina, conjunto com três novos anticorpos

monoclonais, para as plataformas Atellica IM e ADVIA

Centaur ®, e tecnologia LOCI para as plataformas DIMENSION:

Resultados rápidos: 18 min (ADVIA Centaur) e 10 min (Atellica

IM e Dimension)

Limite de Detecção: 2,21 pg/mL (ADVIA Centaur) e 1,60 pg/ml

(Atellica IM), 2,7 pg/ml (Dimension)

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a

introdução dos ensaios de Troponina de Alta Sensibilidade permitiu

a detecção de níveis mais baixos, em menor tempo, após

o início do infarto, com poder de detecção 10 a 100 vezes maior

que as troponinas convencionais. Os ensaios de Troponinas de

Alta Sensibilidade precisam medir índices abaixo do percentil 99

e acima do limite de detecção (LoD), em pelo menos 50% de

indivíduos saudáveis - Com CV


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Novo Novo Analizador Analizador Yumizen Yumizen H550 H550

Hematologia Hematologia em em todos todos os os lugares e além

A HORIBA Medical apresenta o

Yumizen A HORIBA H550, Medical o mais apresenta novo o

Yumizen membro H550, da família o mais de novo analalizadores

família hematológicos de analalizadores Yumizen. hemato-

Base-

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da

lógicos ado em Yumizen. tecnologias Baseado comprovadas em tecnologias

e inovadoras, comprovadas o Yumizen e inovadoras, H550 o

Yumizen responde H550 à necessidade responde à necessidade

analisador de um analisador robusto e robusto não requer e não

de um

requer manutenção manutenção do usuário. do usuário.

O Yumizen H550 é um sistema de

hematologia O Yumizen compacto H550 é um com sistema carregamento

automático compacto integrado com carrega-

de rack

de

hematologia

mento de amostra. automático Ele fornece integrado ao de operador rack de

amostra. uma capacidade Ele fornece total ao operador de 40 tubos uma

capacidade com carga total contínua. de 40 tubos Baseado com carga

tecnologias contínua. comprovadas Baseado em tecnologias e inovado-

em

comprovadas ras, o Yumizen e inovadoras, H550 responde o Yumizen à

H550 necessidade responde de à um necessidade analisador de robusto

e não requer robusto manutenção e não requer do usuá-

ma-

um

analisador

nutenção rio. A fim do de usuário. garantir A fim um de processo garantir

um confiável, processo o Yumizen confiável, H550 o Yumizen permite H550 a

permite homogeneização a homogeneização automática automática de rack

de e Identificação rack e Identificação positiva positiva de tubos. de tubos.

As

racks

As

de

racks

10

de

tubos

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são

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com o Yumizen H1500 / 2500.

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Menus abrangentes com gráficos e flags.

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- Com amostra base de na sangue, micro-amostragem incluindo pediatria. de 20 µL de sangue total, o Yumizen H550 pode executar qualquer tipo de

amostra - 27 parâmetros de sangue, com incluindo WBC completo pediatria. e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

- 27 (Células parâmetros grandes com imaturas). WBC completo e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

(Células grandes imaturas).

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

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RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

LES - Lupus eritematoso sistêmico

De acordo com dados do Ministério

da Saúde, o Lúpus eritematoso sistêmico

(LES) é uma doença autoimune

sistêmica caracterizada pela produção

de autoanticorpos, formação e deposição

de imunocomplexos, inflamação

em diversos órgãos e dano tecidual. Sua

etiologia permanece ainda pouco conhecida,

porém sabe- se da importante

participação de fatores hormonais,

ambientais, genéticos e imunológicos

para o surgimento da doença. As características

clínicas são polimórficas,

e a evolução costuma ser crônica, 13026 com

períodos de exacerbação e remissão.

Ainda de acordo com o Ministério 3026 da

Saúde, o LES afeta indivíduos de todas

as raças, sendo 9 a 10 vezes mais freqüente

em mulheres durante a idade

6026

reprodutiva. A incidência estimada em

diferentes locais do mundo é de 11026 aproximadamente

1 a 22 casos para cada

100.000 pessoas por ano, e a prevalência

pode variar de 7 a 160 casos para

cada 100.000 pessoas. No Brasil, estima-se

uma incidência de LES em torno

de 8,7 casos para cada 100.000 pessoas

por ano, de acordo com um estudo

epidemiológico realizado na região

Nordeste. A mortalidade dos pacientes

com LES é cerca de 3 a 5 vezes maior

do que a da população geral e está

relacionada a atividade inflamatória da

doença, especialmente quando há acometimento

renal e do sistema nervoso

central (SNC), a maior risco de infecções

graves decorrentes da imunossupressão

e, tardiamente, às complicações da

própria doença e do tratamento, sendo

a doença cardiovascular um dos mais

importantes fatores de morbidade e

mortalidade dos pacientes.

QUIMICOL – H – HDL Colesterol

Mesmo não sendo Linha um Bulk teste específico,

a determinação de Anti-DNA é considerado

QUIMICOL como um – marcador H – HDL Colesterol diagnóstico

para LES, segundo

Linha

critérios

Geral

do ACR

(American QUIMICOL College – H of – Rheumatology),

HDL Colesterol

pois sugere a presença de autoanticorpos,

podendo direcionar o raciocínio clínico

e a investigação laboratorial para a

QUIMICOL – H – HDL Colesterol

Linha específica QUIMISAT 450

pesquisa de autoanticorpos específicos.

A positividade para Anti-DNA pode

variar, dependendo da atividade ou

órgão de manifestação da doença

sendo > 95% no LES com o comprometimento

renal, > 90-70% no LES

ativo sem comprimento renal e


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• Detecção: troponina I cardíaca humana

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

ARBOVIROSES

CHIKUNGUNYA (IgM)

• Detecção: anticorpos IgM contra o vírus Chikungunya

• Amostras: sangue total, soro ou plasma.

• Tempo do teste: 15 minutos.

• Apresentação: 25 testes (cassete)

DOENÇAS INFECCIOSAS

HCV

• Detecção: anticorpo contra o vírus de Hepatite C (HCV)

• Amostras: Sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

HbsAg

• Detecção: antígeno de superfície de Hepatite B (HBsAg)

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 15 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

DENGUE IgG/IgM

• Detecção: anticorpos IgG e IgM contra o vírus da Dengue

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

ZIKA IgG/IgM

• Detecção: anticorpos IgG e IgM para o vírus Zika

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

DENGUE NS1

• Detecção: antígeno NS1 do vírus da Dengue

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

MARCADORES TUMORAIS

LANÇAMENTO

SANGUE OCULTO (FOB)

• Detecção: ≥40ng/ml de sangue oculto humano

• Amostra: fezes

• Tempo do teste: 5 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

www.ebram.com


informe de mercado

Aimara inicia atuação em toda a região de Minas Gerais

com as Linhas Abbott (Antiga Alere) e Olympus

Iniciando suas operações em 1987

atuando como distribuidora oficial dos

produtos diagnósticos do Abbott Laboratórios

do Brasil no interior do Estado

de São Paulo, a Aimara vem desempenhando

um crescimento constante, e

significativo, acrescentando parcerias

com marcas conceituadas do setor diagnóstico

e ampliando sua área de atuação.

Dentre estas parceiras distribui atualmente

em todo Estado de São Paulo as

linhas da Abbott Diagnósticos, Abbott

Diagnósticos Rápidos, BD, Sebia e, desde

2018, representa a gigante multinacional

Olympus, distribuindo toda a sua linha de

Microscopia Biológica.

O sucesso em conjugar marcas conhecidas

e aprovadas, com um atendimento

personalizado e serviço diferenciado, resultante

da atuação de uma equipe de representantes

experiente, tem ampliado ainda

mais o campo de atuação da Aimara. Mais

um resultado desse trabalho eficiente é a

conquista da distribuição das linhas Abbott

Diagnósticos Rápidos e Olympus para todo

o Estado de Minas Gerais.

A partir de agora a empresa leva também

aos mineiros o mesmo profissionalismo na

representação de marcas diagnósticas de

peso pelo qual a Aimara tem sido reconhecida

em toda a sua trajetória. Serão comercializadas

em toda Minas Gerais as linhas de

automação e testes rápidos da Abbott, líder

mundial em Point of Care, e também a linha

Olympus de Microscópios Biológicos.

Para mais informações, visite:

www.aimara.com.br

KIT ESPERMOTESTE - VIDA Biotecnologia

A VIDA Biotecnologia se destaca

como uma das mais eficientes empresas

brasileiras fabricantes de reagentes para

diagnóstico clínico. E já a alguns anos, a

empresa comercializa mais um produto de

fabricação própria, o Kit de Espermoteste.

O produto tem como finalidade realizar

o espermograma, exame utilizado

para a avaliação da qualidade e capacidade

de produção do espermatozoide,

indicando assim, a sua capacidade ou

não de fecundação e a saúde de todo

sistema reprodutivo masculino.

O teste se divide em exames macroscópicos,

microscópicos e bioquímicos.

O kit de Espermoteste da VIDA

Biotecnologia, é uma ótima forma de

padronização do exame nos laboratórios

clínicos e de fertilidade.

A VIDA Biotecnologia se destaca no

mercado de ciências da vida, se fazendo

presente nas maiores clínicas de

fertilidade do Brasil.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento (31) 3466-3351

ou através do site www.vidabiotecnologia.com.br.

0130

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


0131


informe de mercado

Sondas de Hibridação para Citogenética Molecular

As sondas LIVe (Lexel In Vitro experience),

da empresa Lexel, oferecem

uma gama de opções para a técnica de

Hibridação fluorescente in situ (FISH),

pensadas para diversas aplicações em

Citogenética Molecular.

As sondas LIVe são sequências específicas

de DNA marcados com moléculas fluorescentes,

desenhadas para hibridar com

máxima especificidade e eficiência às suas

regiões alvo. Além disso, graças à alta atividade

específica de seus reagentes, é possível

obter resultados seguros com apenas 30

minutos de hibridação, permitindo realizar

diversas reações em um mesmo dia.

Prontos para uso (DAPI incluso) e

transportados à temperatura ambiente,

nossos produtos oferecem uma grande

versatilidade quanto:

•Tempos de hibridação;

•Possibilidade de combinação entre sondas;

•Apresentação (5, 10 e 20 ensaios);

•Tipos de amostra (células em suspensão

ou tecido emblocado em parafina);

• Aplicações (oncológicas como breakapart,

fusão dupla, fusão simples, inversão,

locus específicas e tumores sólidos, além

de enumeração e pintura total cromossômica,

microdeleção e subteloméricas).

Tudo isso posiciona a LIVe como uma

excelente opção na hora de escolher seus

reagentes para FISH, além de possuirmos

suporte técnico especializado e possibilidade

de cursos e treinamentos customizados

com nossas sondas em laboratório

no interior de São Paulo.

t9;14 Dulpa Fusão

Contato: (31) 2515-3003

contato@seegenebrazil.com.br

HISTOPOT faz história

Há 5 anos marcando presença no mercado, Histopot trouxe aos

laboratórios brasileiros uma verdadeira inovação no quesito biópsias.

A Stra Medical, empresa brasileira que comercializa produtos

para a saúde, quis garantir excelência no produto e

saiu na frente da concorrência. Em 2014 foram importados

os frascos da fabricante Serosep Ltd – a marca irlandesa

detentora de quase 100% do mercado em seu país e com

exportações para mais de 25 regiões do mundo, sendo

considerada líder absoluta de fornecimento. Sua solução é

pronta para uso e elimina de vez as preocupações logísticas

em monitorar diversos fornecedores e prazos.

Quer segurança? Histopot contribui para a saúde e bem-estar

dos profissionais envolvidos.Tem volume? Consulte-nos sobre

rótulo personalizado. Não adianta contestar. Histopot é uma

unanimidade. Consolidado, aprovado e recomendado.

CONFIRA ALGUNS DE NOSSOS CLIENTES QUE RECOMENDAM

HISTOPOT:

Beneficência Portuguesa de São Paulo, SP

CDB – Centro de Diagnósticos Brasil –São Paulo, SP

IPD Laboratórios – Varginha, MG

HISTO Laboratório de Patologia Cirúrgica e Citologia – João Pessoa, PB

Hospital Memorial Arthur Ramos – Maceió, AL

SAMEL Serviços de Assistência Médico Hospitalar – Manaus, AM

UNIMED – João Pessoa, PB

IDEXX Brasil Laboratórios – Cotia, SP

Entre em contato e solicite uma amostra grátis.

HistoPot

(47) 3183-8211

https://www.histopot.com.br

vendas7@stramedical.com.br

Stra Medical

(47) 3183-8200

https://www.stramedical.com.br

Rua São Paulo, 105 – Bairro dos Estados

Balneário Camboriú/SC

0132

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

Em 2019, a Fujirebio quer estar presente

em todo o Brasil.

A Fujirebio tem uma forte tradição de colaboração com especialistas

da comunidade clínica mundial para o desenvolvimento

de testes inovadores e de alta qualidade que abrangem

diversas doenças, como por exemplo o HIV, HCV, HTLV, Sífilis,

HBV, HPV, Fibrose Cística, Alzheimer, entre outros.

Suas linhas de produtos IVD abrangem desde testes manuais

e até soluções para testes laboratoriais de rotina totalmente

automatizados.

A Fujirebio é hoje membro do Miraca Group e emprega

mais de 1.200 pessoas na Ásia, Europa e América. No Brasil,

a Fujirebio está presente com os distribuidores Ciscre (São

Paulo), Promovendo (RJ), Imagex (RJ, ES, GO, TO e DF), Especialista

(RS, PR, SC, MS e MT) e Albalab (Nordeste e PA).

Entre em contato com a

Fujirebio Diagnósticos do Brasil

através do e-mail brazil@fujirebio.com

ou pelo telefone 11 2176-2070

0134

Plataforma Optilite da Binding Site já é

sucesso no Brasil

Como principal lançamento no Brasil

em 2018, a Binding Site do Brasil

disponibilizou para seus clientes o Optilite®,

sua mais nova plataforma para

automação laboratorial.

Trata-se de um analisador projetado

para simplificar o processo analítico de

proteínas plasmáticas, fazendo com

que o fluxo de trabalho seja otimizado.

Através do carregamento contínuo

de amostras e reagentes, e completa

rastreabilidade de reagentes, controles

e calibradores por código de barras,

o Optilite® é a solução ideal para

laboratórios que buscam eficiência e

segurança para seus processos.

A empresa comercializa produtos para

a área de proteínas plasmáticas, sendo

mundialmente reconhecida pelo desenvolvimento,

produção e comercialização

de kits para dosagens de biomarcadores

utilizados da área de Onco-Hematologia,

como o Freelite® (dosagem de Cadeias

Leves e Livres (CLLs) Kappa (κ) e Lambda

(λ) em soro) e o Hevylite® (dosagem dos

isotipos entre as cadeias leves e pesadas

das imunoglobulinas- IgG, IgM e IgA).

O menu de kits ofertado para o Optilite®

no Brasil é bastante amplo.

Além do Freelite® e Hevylite® como

já comentado, destacam-se outros

testes para:

Imunodeficiência: IgA, IgM, IgG, IgD e

IgE, Suclasses de IgG e IgA, Sistema do

Complemento (CH50, C1 inativador, C1q,

C2, C3c e C4).

› Sistema nervoso central: Albumina,

Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

› Nefrologia: Cistatina, Microalbumina e

Beta-2-Microglobulina.

› Proteínas Específicas: PCR, ASO, Fator

Reumatóide, Ferritina, Transferrina, Pré-

-Albumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina,

Alfa-1-Antitripisina, Alfa-2-Glicoproteína

Ácida, Lipoproteína(a), entre outros.

Atualmente o Optilite já está na rotina

de grandes laboratórios como no grupo

Diagnósticos da América (DASA), Grupo

Fleury Medicina e Saúde, Diagnósticos

do Brasil (DB) e em etapa final de validação

em diversos outros hospitais e laboratórios

de renome. “Já são 8 Optilites

instalados até o momento. Nossos parceiros

tem se preocupado em utilizar o

que há de mais moderno e seguro para o

resultado clínico dos pacientes”, comenta

Fúlvio Facco, diretor geral da empresa.

Quanto ao Freelite®, reiteramos que

houve a incorporação do exame no ROL

de procedimentos e eventos em saúde da

Agência Nacional de Saúde (ANS), estando

em vigor desde janeiro de 2018.

Desde então, todos os planos de saúde

são obrigados a cobrir os custos desse

exame. O código utilizado para os pedidos

do exame é: 4.03.24.26-5 – Quantificação

de cadeias kappa/lambda leves

livres, dosagem, sangue.

O FUTURO DAS

ANÁLISES DE PROTEÍNAS ESPECIAIS

www.bindingsite.com.br

www.freelite.com.br • info@bindingsite.com.br

O Optilite ® é a mais moderna plataforma para quantificação de proteínas

especiais. De tamanho compacto, software intuitivo, a plataforma foi

desenvolvida para trazer simplicidade a processos analíticos complexos.

Revista NewsLab | Abr/Mai 19

Melhora a eficiência Otimiza o fluxo de trabalho Segurança nos resultados

Gamopatias Monoclonais

®

Menu de testes

Nefrologia


Tendigo®

Auto-LIPA/LIA®

AutoBlot 3000 (H)

β

β


informe de mercado

GT Group completa 10 anos, e amplia seu portfólio de

produtos

Completando dez anos de atuação no

mercado de insumos laboratoriais, com

foco em análises clínicas e diagnósticos,

a GTgroup vem se consolidando com

uma das principais referências do país;

com duas frentes de atuação: produtos

de distribuição (com as marcas de maior

reputação no mercado) e produtos de

marca própria, validados e consolidados

nos principais laboratórios do país.

Referência em reagentes de Bioquímica

desde o início de sua trajetória, a

GTgroup fez uma importante transição

no ano de 2018, trazendo a produção

de toda a linha para o território nacional.

Com isso ganhamos em agilidade

tanto na produção, quanto na entrega

dos reagentes para nossos clientes. Além

de contarmos com um corpo técnico-

-científico para auxílio na calibração dos

equipamentos e em eventuais dúvidas

ou informações necessárias.

Contamos ainda com a linha completa

de tubos para coleta à vácuo, tanto no

plástico como no vidro. Qualidade e tecnologia

também nos referenciam nessa

linha, que assim como a Bioquímica foi

testada e validada nos maiores laboratórios

do Brasil.

Temos inserido periodicamente novos

produtos em nossa cartela de marca própria,

e já contamos com linha completa

de uroanálise, coagulação e coleta à vácuo.

Além da GT Plastic, nossa linha de

descartáveis plásticos que está ganhando

novos produtos a cada novo ciclo de

lançamento.

Venha conhecer a tecnologia e as condições

que a GTgroup oferece!

GTGROUP

Rua Mucuri, 255 - Floresta - Belo Horizonte / MG

Telefone: (31) 3589-5000

www.gtgroup.net.br

SAC - Atendimento ao Cliente

Email: sac@gtgroup.net.br

Central de vendas: vendas@gtgroup.net.br

Nova Sede da Conceito Diagnóstica

Fornecedora exclusiva em Minas

Gerais da Roche, BD e Sebia, a Conceito

Diagnóstica atua há 19 anos no mercado

diagnóstico laboratorial. A empresa

inaugura sua nova sede com modernas

instalações no Condomínio Empresarial

Portal Sul, no Bairro Olhos D’água em

Belo Horizonte – Minas Gerais.

O local possui área ampla e ambiente

com infraestrutura adequada para a

operação da empresa e realização de

treinamentos, o que garante agilidade e

qualidade no atendimento aos clientes.

Favorece a atuação nas diversas linhas

de produtos e equipamentos diagnósticos:

Bioquímica, Imuno-Hormônio,

Hematologia, Gasometria, Eletrólitos,

Coagulação, Point of Care, Eletroforese

e Microbiologia (hemocultura automatizada

e identificação).

Segundo o Sr. Antônio Marcos, presidente

da Conceito Diagnóstica “A nova

sede é mais um passo na implementação

da missão da empresa: fortalecer

a parceria com os clientes através do

desenvolvimento contínuo e do atendimento

consultivo.” Prezando pela segurança

e confiabilidade nos diagnósticos,

a empresa se estabelece no mercado

pelo trabalho inovador oferecendo soluções

diagnósticas personalizadas.

Informações de contato

Telefone: (31) 3411-2484

Email: comercial@conceitodignostica.com.br

Site: www.conceitodiagnostica.com.br

0136

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


informe de mercado

Senne Liquor Diagnóstico completa 45 anos e inicia uma

nova fase com reposicionamento da marca

Referência nacional em análise de Líquor, recebe amostras de outros laboratórios e possui certificação ONA

“Experiência e inovação para o melhor

resultado”. É assim que o Senne Liquor

Diagnóstico apresenta ao mercado a sua

nova marca, com o objetivo de ser, cada

vez mais, o serviço de escolha preferencial

da comunidade médica, na área de

coleta, análise e diagnóstico através do

Líquido Cefalorraqueano (LCR).

Com 45 anos de atuação, o Senne Liquor

Diagnóstico é um centro de referência nacional

que se dedica a auxiliar o médico na

precisão do diagnóstico através do Líquor.

Atende a 70 hospitais nas regiões metropolitanas

de São Paulo e Campinas e recebe

amostras de laboratórios de todo o país que

necessitam dos seus serviços.

O Senne Liquor Diagnóstico foi o primeiro

a conquistar o ONA 3 (Organização

Nacional de Acreditação), nível de excelência,

em 2017.

A assessoria prestada aos médicos solicitantes

dos exames e o direcionamento

em relação ao diagnóstico é um grande

diferencial, já que o Senne Liquor Diagnóstico

mantém com eles uma relação

de parceria. Trata-se de uma correlação

clínico-laboratorial. Outro diferencial é

possuir um corpo técnico formado, em

sua maioria, por biomédicos.

Uma nova fase

A campanha de reposicionamento da

marca, que acaba de completar 45 anos,

demonstra o quão importante é para a

medicina e para toda a sociedade o traba-

lho que o Senne Liquor Diagnóstico realiza,

devido à especificidade do exame; à necessidade

de uma equipe capacitada para as

análises e coleta; e devido aos investimentos

que precisam ser feitos em equipamentos,

pesquisas e estruturas.• 2 unidades – São

Paulo e Campinas

• 70 hospitais nas regiões metropolitanas

de São Paulo e Campinas

• Atendimento a 60 operadoras de Planos

de Saúde

• 30 mil atendimentos por ano

• Equipe multidisciplinar de 50 médicos

CONTATO

www.senneliquor.com.br

São Paulo - Av. Angélica, 2.071, 3º andar -

Consolação - CEP: 01227-200

Tel. 11 3286.8989

Campinas - Av. Francisco Glicério, 2.331,

cj. 12 - Vila Itapura - CEP: 13020-210

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oferecendo o mais moderno software para

Gestão Laboratorial. Conheça as vantagens

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de saúde humana ou animal:

Atendimento técnico personalizado: O

suporte é completo e centralizado de todas

as soluções, através de sistema de ticket’s,

telefone, email e aplicativos. Com possibilidade

de visitas técnicas, profissionais alocados

e atendimento 24h.

Software Modular: O sistema é ideal para

pequenos, médios e grandes Laboratórios.

Solução Completa: A LIGA Sistemas

oferece soluções para todos os processos

laboratoriais, sem necessidade de aquisição

de outro software ou serviço. Isso

garante a qualidade em serviços de saúde

através de processos sem erros, com agilidade

e rastreabilidade.

Equipe Multidisciplinar: A equipe é formada

por graduados, mestres e especialistas

em Tecnologia da Informação; Bioquímicos,

Biomédicos, Médicos e Enfermeiros.

Soluções da LIGA Sistemas: InfoLAB

(gestão laboratorial); InterMAX (interfaceamento);

Biometria; Certificação Digital;

QualiMAX (controle de qualidade); InfoTI-

ME (gestão financeira); LIGAData (Business

Intelligence); Autorizadores de Convênios;

Autorem (offline e online); ResultNET (laudos

pela internet); B2B (integração com

sistemas e laboratórios de apoio); Soroteca;

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Horizonte - MG

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0138

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


Aplicações clínicas de cuidados de saúde

informe de mercado

Bioquímica clínica e imunologia

Nos laboratórios clínicos, a água

deverá seguir as normas adequadas de

qualidade da água; a mais relevante é

o Tipo de água reagente para laboratório

clínico (CLRW) do Clinical Laboratory

Standards Institute (CLSI).

A água utilizada para alimentar

analisadores clínicos, ou em quaisquer

procedimentos de preparação ou análise

deverá ser de qualidade elevada,

sendo produzida através de uma combinação

de tecnologias de purificação.

A qualidade da água exigida para analisadores

clínicos é especificada pelo

fabricante e terá, tipicamente, uma resistividade

>10 MΩ-cm, TOC


logistíca laboratorial

AV400: um aparelho único, diversas possibilidades

Projetado para facilitar a localização de veias, o scanner vascular Greiner Bio-One AV400 pode ser utilizado

em inúmeros procedimentos – da coleta de sangue ao tratamento estético!

A coleta de sangue é um dos procedimentos

clínicos mais comuns para

a realização de exames com diversas

finalidades na área médica. Porém,

apesar de corriqueiro, e aparentemente

simples, a combinação de conhecimento

técnico, equipamentos de qualidade

e atenção dos profissionais na execução

do processo, são essenciais para garantir

a confiabilidade dos resultados e a

integridade dos pacientes.

Dores, hematomas ou até perfuração

de artérias, são alguns exemplos de

complicações que podem ocorrer devido

a falhas durante a coleta, muitas vezes,

causadas pela dificuldade de visualizar

os vasos sanguíneos em pacientes que

possuem acessos não muito aparentes,

como idosos e crianças, que tendem a ter

veias mais delicadas e de difícil localização

para a realização da coleta de sangue

ou infusão de medicamentos.

Para evitar estes e outros possíveis

transtornos, o mercado passa a oferecer

cada vez mais opções de ferramentas e

equipamentos e, claro, a tecnologia se

tornou uma grande aliada dos profissionais

da saúde para evitar danos ou

desconforto aos pacientes.

Entre essas tecnologias, está o scanner

vascular Greiner Bio-One AV400, um

aparelho eficaz e prático para quaisquer

procedimentos em que a visualização

das veias seja necessária, desde a coleta

de sangue, infusão de quimioterápicos e

contraste até em tratamentos faciais de

dermatologia, estética ou mesmo vasculares.

O dispositivo utiliza luz infravermelha,

que através da absorção da hemoglobina,

detecta veias subcutâneas e projeta-as

com máxima definição na superfície da

pele em tempo real. Além de portátil, leve

e de fácil manuseio, possui foco automático

e pode ser utilizado a partir de qualquer

ângulo. Converte-se facilmente no modo

“mãos livres“ com o uso de suportes opcionais

móveis ou fixos, para o profissional

realizar o procedimento tranquilamente.

Extremamente prático, não requer

calibração, manutenção de rotina ou

preventiva. Ainda, não precisa estar conectado

a uma tomada elétrica por ser

alimentado pela bateria interna de longa

duração e a recarga é rápida quando

não está em uso.

O AV400, não substitui ou minimiza

a importância do conhecimento técnico

do profissional da saúde, mas trata-se

de uma tecnologia simples que auxilia

na localização dessas veias de difícil

acesso e que, com certeza, traz mais

tranquilidade aos pacientes que ficam

menos sujeitos aos riscos e a dor de uma

falha no procedimento de coleta de sangue

ou aplicação de medicamentos.

Para saber mais sobre o AV400

e suas funcionalidades,

entre em contato pelo

e-mail: info@br.gbo.com.

Exames de neuro-oncologia; Diagnóstico, prognóstico e

opções de terapia para neuro-oncologia

e opções de tratamento. Essa abordagem maximiza a quantidade

de informações disponíveis, permitindo assim a personalização

do plano de tratamento.

0142

Na Exames Mayo Clinic, oferecemos de neuro-oncologia

uma metodologia completa para

exames que visam os melhores resultados para o paciente. O nosso

método de exames combina análise molecular e citogenética

(além de uma avaliação morfológica e histológica padrão) a fim

de proporcionar um quadro claro do diagnóstico, prognóstico

Diagnóstico, prognóstico e opções de terapia para neuro-oncologia

Na Mayo Clinic, oferecemos uma metodologia completa para exames que visam os

melhores resultados para o paciente. O nosso método de exames combina análise

molecular e citogenética (além de uma avaliação morfológica e histológica padrão) a

fim de proporcionar um quadro claro do diagnóstico, prognóstico e opções de

tratamento. Essa abordagem maximiza a quantidade de informações disponíveis,

permitindo assim a personalização do plano de tratamento.

Exames em destaque

• Neuo-Oncology Expanded Panel with Rearrangement, Tumor (ID da Mayo:

NONCP)

• Chromosomal Microarray, Tumor, Formalin-Fixed Paraffin-Embedded (ID da

Exames em destaque

•Neuo-Oncology Expanded Panel with Rearrangement, Tumor

(ID da Mayo: NONCP)

•Chromosomal Microarray, Tumor, Formalin-Fixed Paraffin-

-Embedded (ID da Mayo: CMAPT)

•MGMT Promoter Methylation, Tumor (ID da Mayo: MGMT)

•Pathology Consultation (ID da Mayo: PATHC)

Mayocliniclabs.com

mclglobal@mayo.edu

+1-855-379-3115

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


your power for health

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Pavilhão Azul - Rua 2 - Estande 59

Greiner Bio-One AV400

Um aparelho único. Diversas possibilidades.

O AV400 é um scanner vascular que ajuda o profissional a

localizar o melhor acesso venoso para punção, projeta as

veias periféricas na pele em tempo real e com o máximo de

definição.

Foco automático, sem necessidade de ajustes

Visualização perfeita em qualquer ângulo

Fácil de usar, leve e portátil

Encaixado em suporte móvel ou fixo, as mãos ficam

livres para realizar o procedimento

O Greiner Bio-One AV400 foi projetado para facilitar a arte

de encontrar e avaliar a veia adequada em conjunto com a

ciência do mapeamento de veias em tempo real.

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informe de mercado

Nihon Kohden do Brasil Brand Consolidation

A Nihon Kohden do Brasil reuniu pelo 7° ano consecutivo de

operações diretas no brasil toda sua equipe de liderança e time

de distribuidores de todas as linhas de produtos no Brasil para

seu DSM – Distributor Sales Meeting.

Com o Slogan BRAND CONSOLIDATION, a empresa apresentou

o ótimo resultado obtido em 2018 e iniciou o seu programa de

consolidação da marca no Brasil para as linhas de Monitorização,

Neurologia, Cardiologia, ressuscitação e Diagnóstico em Vitro

(IVD). Esse programa consiste em aplicar a filosofia de sua matriz

Japonesa, que consiste em atender o mais alto nível de qualidade,

segurança e confiabilidade de seus produtos, além de contribuir

para o mundo combatendo doenças e melhorando a qualidade de

vida com tecnologia avançada.

O evento contou com palestras com especialistas na área de Compliance

Dr. Carlos A. J. de Castro e em empreendedorismo e inovação

Dr. Wagner de Pádua, PhD. A intenção foi de informar todos os seus

parceiros diretos e indiretos para as conformidades as leis brasileiras

e internacionais, além de prepará-los para as inovações tecnológicas

que serão disponibilizadas pela empresa para os próximos anos.

A Nihon Kohden produz vários instrumentos eletrônicos médicos

de última geração. Com o desenvolvimento da medicina,

os produtos da Nihon Kohden ramificaram-se em muitas áreas.

No entanto, a visão original não mudou e ainda inspira os desenvolvedores

da empresa.

A Nihon Kohden continuará crescendo como uma empresa que

contribui para o mundo, esforçando-se para usar tecnologia avançada

com base em nossas experiências para combater doenças e

melhorar os serviços de saúde.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17 - Mauá

São Caetano do sul/SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - Fax: + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com.br

0144

Grupo Polar é representante autorizado das vestimentas

DuPont Tyvek ® IsoClean ® para ambientes controlados

A vestimenta reduz riscos de contaminação, enquanto garante proteção para os processos, produtos e

pessoas. Ela será exposta entre os dias 21 e 23 de maio na FCE Pharma

Com quase 20 anos de experiência, o

Grupo Polar é atualmente o maior fabricante

nacional no segmento de produtos

refrigerantes para transporte de insumos

que requerem tempo e temperatura controlada.

Pioneirismo é a marca da empresa,

que recentemente ampliou a parceria

para se tornar representante autorizado

da vestimenta Dupont IsoClean® para o

setor farmacêutico no Brasil.

Levando em consideração o fato de

que as pessoas são a maior fonte de

contaminação em salas limpas (75% da

contaminação vem através delas), as vestimentas

são a última barreira no controle

de contaminação. A Tyvek® Isoclean®, por

exemplo, apresenta uma barreira bacteriana

de 98.4% e pode ser usada na indústria

farmacêutica, de biotecnologia, laboratórios,

hospitais, produção de eletrônicos,

equipamentos médicos e outros setores

que necessitam dessa segurança.

Composta por 100% polietileno de alta

densidade, garante proteção completa

para o processo, produto e pessoa. Proteção,

durabilidade e conforto são diferenciais

das vestimentas Tyvek® IsoClean® em

relação as demais disponíveis no mercado.

As vestimentas descartáveis, não passam

por diversos ciclos de lavagem, mantendo

sua barreira e eficiência consistentes

e diminuindo o risco de contaminação

cruzada, elas são esterilizadas por meio

de irradiação gama validada, um processo

que faz com que tenham o mais eficiente

nível de esterilização.

Garantir a segurança do processo de

produção nunca foi tão fácil, as vestimentas

Tyvek® IsoClean® estão no mercado

para mostrar que isso é possível e ajudam

a eliminar as incertezas de orçamento relacionadas

a manutenção, danos e perdas

das roupas, o que torna os gastos previsíveis

e controlados.

Para ver de perto as vestimentas

Tyvek® IsoClean® os consumidores podem

visitar o stand E-107, do Grupo Polar, na

24º edição da FCE Pharma, maior feira da

indústria farmacêutica na América Latina,

entre os dias 21 e 23 de maio no São Paulo

Expo, em São Paulo.

Peça já o seu orçamento: www.grupopolar.com.br

/ vestimentas@polartecnica.

com.br

Grupo Polar

Com o objetivo de oferecer aos clientes soluções

completas em todos os elos da cadeia fria, o Grupo

Polar integrou verticalmente todas as atividades

desenvolvidas pelas empresas Polar Técnica, Cibragel,

Valida e Polar Store. Sendo a única do setor a ter a

certificação ISO 9001:2015.

Para mais informações, consulte um de nossos

representantes pelo telefone: (11) 4341-8600

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


Vai participar da Feira Hospitalar? Então conheça nossos serviços:

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Especialistas no transpore de produtos sensíveis:

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informe de mercado

Diagnóstico Rápido para Dengue

Wama Diagnóstica disponibiliza kit que detecta anticorpos IgG e IgM contra o vírus da Dengue em soro e

plasma humanos

A WAMA Diagnóstica, empresa líder no

mercado de testes rápidos no Brasil, possui

o kit Imuno-Rápido Dengue IgG/IgM que

permite o diagnóstico da Dengue, uma arbovirose

transmitida pelo mosquito Aedes

aegypti. O teste se baseia no método de

imunocromatografia e detecta qualitativa

e diferencialmente anticorpos IgG e IgM

contra os 4 sorotipos do vírus da Dengue

em soro e plasma humanos.

Anualmente, quase 400 milhões de

pessoas são infectadas pelo vírus da Dengue

e, por conta da distribuição geográfica

do mosquito transmissor, metade da população

mundial está sujeita às doenças

causadas por esse agente etiológico.

Embora possam ser assintomáticas, as

infecções pelo vírus da Dengue também

ocasionam a Febre do Dengue (FD) e a

Febre Hemorrágica do Dengue/Síndrome

do Choque do Dengue (FHD/SCD), sendo

a última uma grave doença que pode levar

ao óbito se não for rapidamente diagnosticada

e tratada.

Quando sintomáticas, as infecções pelo

vírus da Dengue podem ser confundidas

com outras infecções virais, como a gripe.

Os sintomas são caracterizados por febre

alta (39°C a 40°C) de início abrupto, seguida

de cefaleia, mialgia, prostração, artralgia,

dor retro-orbital, astenia, anorexia, náuseas,

vômitos, exantema e prurido cutâneo.

Entre cinco a oito dias após o aparecimento

dos sintomas, inicia-se a produção

de anticorpos IgM anti-dengue, os quais

geralmente persistem por 1 ou 2 meses.

A presença desses anticorpos IgM sugere

uma infecção recente ou fase aguda da

doença. Por outro lado, a produção de anticorpos

IgG anti-dengue tem início após

14 dias do aparecimento dos sintomas.

Esses anticorpos IgG podem persistir por

toda a vida do paciente e, portanto, sua

detecção pode ser utilizada como um

marcador de infecção pregressa.

Em razão da resposta imune ser heterogênea,

infecções secundárias por diferentes

sorotipos são possíveis e relativamente

comuns. Ou seja, como a infecção por um

sorotipo não confere imunidade aos demais

sorotipos, podem ocorrer reinfecções

ou infecções secundárias, com aumento

de IgG específica entre 1 a 2 dias após o

aparecimento dos sintomas e surgimento

de IgM específica mais tardiamente.

O Imuno-Rápido Dengue IgG/IgM da

WAMA é um teste imunocromatográfico,

em fase sólida, para a detecção qualitativa

e diferencial de anticorpos IgG e IgM

contra os 4 sorotipos do vírus da Dengue

em soro e plasma humanos (EDTA, Citrato

de sódio e Heparina). Seus resultados são

fundamentais para a tomada de decisões

clínicas, uma vez que permite a identificação

de infecções primárias e secundárias.

Sendo assim, a WAMA Diagnóstica

reafirma o compromisso de manutenção

da excelência de seus produtos oferecendo

um kit diagnóstico da Dengue com eficiência

certificada por um rigoroso controle

de qualidade, justificando sua crescente

participação nos mercados nacional e internacional

de diagnóstico laboratorial.

Apresentações: 10, 20 e 40 testes.

Relacionamento Wama Diagnóstica:

Tel: +55 16 3377.9977

SAC: 0800 772 9977

wamadiagnostica.com.br

atendimento@wamadiagnostica.com.br

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0146

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


logistíca laboratorial

Gestão da Qualidade

Para falarmos sobre a importância

da qualidade na logística, precisamos

falar sobre a importância do sistema

de Gestão da Qualidade.

A principal atividade do sistema de

Gestão da Qualidade é gerar melhorias

em seus produtos e serviços, garantindo

a completa satisfação dos clientes e

superando suas expectativas.

A NBR ISO 9001, é uma das principais

referências de qualidade para as empresas

por orientá-las a focar seu trabalho na satisfação

do cliente, na melhoria constante

e no gerenciamento dos processos.

A atuação do farmacêutico é fundamental

para que a empresa consiga atingir uma

alta qualidade na prestação dos serviços,

com a realização de treinamentos aos colaboradores,

qualificação de fornecedores

e agentes de carga, controle de higiene,

limpeza do local e dos veículos, controle de

pragas e vetores, controle de temperatura e

umidade do estoque e dos veículos, compatibilidade

de cargas, garantindo a chegada

ao usuário final, de produtos íntegros e com

qualidade assegurada.

A empresa deve dispor de uma boa

infraestrutura para a guarda e armazenamento

dos produtos, com área

construída adequada que permita o

monitoramento de temperatura e a

conservação dos produtos, fatores relacionados

diretamente a qualidade dos

medicamentos e produtos para a saúde.

A empresa deve cumprir a legislação

vigente para a distribuição e transporte de

produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos

para a saúde conforme determinação

da ANVISA, órgãos certificadores e vigilância sanitária do

município onde atua.

A iniciativa da empresa em desenvolver um planejamento

a curto, médio e longo prazo, e o comprometimento

dos seus gestores é fundamental para aimplementação

do SGS

Para aplicar a Gestão da Qualidade nos processos logísticos

é necessário que os gestores entendam a necessidade

de aprimorar os procedimentos de armazenagem

e transporte, a necessidade de qualificar a mão de obra, a

implantação dos indicadores de desempenho que possibilitam

validar a execução das tarefas e assegurar que estejam

sendo cumpridas, possibilitando a tomada de decisões

estratégicas e assertivas, a eficiência na gestão de estoque

a fim de evitar processos ineficientes que geram desperdícios

e prejuízos, o registro das informações permite que

haja eficiência e agilidade na execução das atividades.

Com o sistema de Gestão da Qualidade implementado,

com a atuação direta do farmacêutico, com

mão de obra qualificada e com o comprometimento

dos gestores é possível garantir as boas práticas de

armazenagem e distribuição de produtos farmacêuticos,

cosméticos e produtos para a saúde.

Tâmisa Da Silva Barbosa

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade

Avenida Piraíba, 296 parte A | Centro Comercial Jubran –

Barueri - SP | CEP: 06460-121 | 0800 591 4110 | (11) 4280 9110

www.primecargo.com.br

0150

Revista NewsLab | Abr/Mai 19


analogias em medicina

Golfista acerta torcedor

em torneio nos Estados

Golfista acerta torcedor em torneio nos

Estados Unidos

(Foto: Agência AP)

(disponível em:

https://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2014/03/torcedor-e-

Unidos (Foto: Agência

-atingido-por-bola-de-golfe-e-fica-com-um-galo-enorme-na-cabeca.html,

acessado em 20/12/2018)

AP) – Fonte:

http://globoesporte.globo.com

/outrosesportes/noticia/2014/03/torce

dor-e-atingido-por-bola-degolfe-e-fica-com-um-galoenorme-na-cabeca.html,

que nos atingem são ex-

As causas e mecanismos de

lesões

tremamente

acessado em

variados.

20/12/2018.

Algumas

das manifestações patológicas

mais comuns por traumatismos

são: inchaço, congestão vascular

e fenômenos hemorrágicos. A

ação da força mecânica sobre o

organismo produz diversos tipos

de lesões, genericamente chamadas

de traumáticas ou impropriamente

rotuladas de trauma

mecânico, já que este é o agente

causal e não a consequência.

por O desleixo denominado da “Galo anatomia.

Cabeça”

é um tipo de hematoma

formado sobre algum osso do

crânio. Quando tomamos uma

pancada, vasos sanguíneos que

passam debaixo da pele se rompem

e o sangue vaza. O vazamento

pode gerar dois tipos de

lesão: equimose, quando o sangue

difunde-se entre os tecidos e

músculos e hematoma, quando o

sangue fica represado, como em

uma bolsa. Nas partes do corpo

onde a pele fica muito próxima

do osso (cabeça e canela, principalmente),

a bolsinha de sangue

GALO NA CABEÇA

As causas e mecanismos de lesões que nos atingem

extremamente variados. Algumas das manifestações patol

mais comuns por traumatismos são: inchaço, congestão vas

fenômenos hemorrágicos. A ação da força mecânica so

organismo produz diversos tipos de lesões, generica

chamadas de traumáticas ou impropriamente rotuladas de t

mecânico, já que este é o agente causal e não a consequência

O denominado “Galo na Cabeça” é um tipo de hematoma fo

sobre algum osso do crânio. Quando tomamos uma pancada

sanguíneos que passam debaixo da pele se rompem e o s

vaza. O vazamento pode gerar dois tipos de lesão: equ

quando o sangue difunde-se entre os tecidos e múscu

hematoma, quando o sangue fica represado, como em uma

Nas José partes de Souza do Andrade-Filho* corpo onde a pele fica muito próxima do

*Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da Academia Mineira de Medicina

(cabeça e Professor e de canela, Patologia da principalmente), Faculdade de Ciências Médicas a de bolsinha Minas Gerais. de sangue pro

elevação da pele, formando um caroço, pois é mais fácil em

a pele do que o osso. Naturalmente, o sangue é reabsorvido

vasos sanguíneos e o hematoma desaparece depois de algun

Em casos extremos, quando o sangue não é abs

naturalmente, o coágulo precisa ser extraído via bisturi. Ma

o médico, “galo” é bom sinal, pois sugere que o sangue não

para dentro do cérebro. De qualquer forma, caroços muito g

e que demoram para abaixar devem ser avaliados por um médico, pois pancadas vio

podem fraturar o crânio. Contudo, não se encontra explicação para a comparação do hem

no crânio com a expressão “galo na cabeça”. Segundo alguns o nome científico da lesã

hematoma subgaleal, relativo à membrana ou gálea (=elmo) aponeurótica que cobre o