edição de 27 de maio de 2019

boccatto

prêmios

BrAsiLEirAs prEmiADAs

AGÊNCIA LÁPIS AMARELO LÁPIS GRAFITE LÁPIS DE MADEIRA TOTAL

Africa 1 4 4 9

AlmapBBDO 0 2 2 4

Grey 1 0 2 3

David 0 1 2 3

AKQA 0 2 0 2

F/Nazca S&S 0 0 2 2

Leo Burnett Tailor Made 0 0 2 2

Wieden+Kennedy 0 0 2 2

Young & Rubicam 0 0 2 2

GTB 1 0 0 1

BETC/Havas 0 1 0 1

Z+/Innocean 0 0 1 1

TOTAL 3 10 19 32

questiona a ideia, a apresentação

da ideia, a originalidade e

o ineditismo da ideia”, diz. De

acordo com Gordilho, a definição

de prêmios não se limita à

comparação entre os trabalhos

inscritos em uma determinada

categoria. “O D&AD tem um

olhar histórico diante do que

já foi referência de qualidade

criativa no próprio D&AD e isso

deixa a situação ainda mais difícil”,

avalia. Sobre o resultado

do Brasil, com o recorde de 32

Lápis, Gordilho afirma que o

país foi muito bem, “mas os

brasileiros foram melhores ainda”.

“Nunca vi tantos nomes

de profissionais brasileiros em

fichas técnicas de tantos Lápis

importantes dos outros países”,

comenta, ao afirmar que

vários criativos que já atuaram

em diversas agências de São

Paulo assinam projetos como

a campanha Dream Crazy, da

Nike, e o filme Viva la Vulva.

Gordilho também ressaltou a

qualidade dos trabalhos brasileiros

com recursos tecnológicos.

“Não somos uma indústria

de tecnologia, mas sabemos

usá-la muito bem”, diz. Marcelo

Nogueira, diretor de criação da

AlmapBBDO, que participou do

júri de Film Advertising, competição

na qual o Brasil ganhou

dois Lápis, avalia que o D&AD

ainda mantém um posicionamento

muito local em relação

ao Reino Unido. “Ainda é um

prêmio muito britânico. Metade

do meu júri era inglês, por

exemplo”, conta. Para Nogueira,

o fato de o Brasil aumentar

sua participação no festival e

conquistar um maior número

de Lápis “é a nossa nova criatividade,

que é forte o bastante

para quebrar essa barreira”.

Andrea Hirata, vice-presidente

de mídia da Leo Burnett

Tailor Made, integrante do júri

Case TagWords, da Africa para Budweiser: cinco Lápis, entre eles, um Amarelo

da competição de Mídia, conta

que as avaliações para definir

prêmios foram feitas a partir da

importância de “priorizar o que

é mídia”. “Não é sobre um filme

veiculado na TV ou sobre um

case digital visto online. Avaliamos

como o meio foi utilizado

de uma forma inovadora e de

uma forma criativa. Também

tentamos identificar os resultados

de mercado que uma determinada

peça proporcionou,

mas isso não foi um critério

Divulgação

“o d&Ad questionA

A ideiA, A

ApresentAção

dA ideiA, A

originAlidAde

e o ineditismo

dA ideiA”

fundamental, pois não estávamos

avaliando um prêmio de

efetividade. Priorizamos criatividade

e execução”, ela diz.

Tim Lindsay, CEO do D&AD,

avalia que “foi mais um ano de

destaque para a criatividade

global”. Para ele, os prêmios

refletem o tema do festival

deste ano, Shaping the Future

(Formatando o Futuro). “É um

conceito que se reflete nas campanhas

que vimos aqui, muitas

delas mostrando a força da criatividade

para ajudar a construir

um futuro melhor”.

pArCEriA

Em mais uma iniciativa promovida

pela FilmBrazil e Apex-

Brasil, a Apro (Associação Brasileira

da Produção de Obras

Audiovisuais) participou do

D&AD 2019, com representantes

de sete produtoras - Alice

Filmes, Antfood, Conspiração,

Le Cube, Satélite Audio, Trio e

Utopia. A associação, presidida

por Marianna Souza, desenvolveu

ações de networking e uma

agenda de negócios com visitas

a agências na capital inglesa.

Também foram realizadas

reuniões com a organização do

festival para reforçar uma parceria,

iniciada há quatro anos,

para desenvolvimento de projetos

de formação profissional.

“A presença no festival amplia

o potencial de negócios para as

produtoras brasileiras e, além

disso, a parceria com o D&AD

é importante para nossos objetivos

de qualificação técnica”,

explicou Marianna. Ela conta

que, no ano passado, o Reino

Unido foi responsável por uma

fatia de 17%, a segunda maior,

do volume de US$ 44 milhões

de exportações com trabalhos

de produtoras brasileiras. Os

Estados Unidos ocupam o primeiro

lugar, com 33%.

58 27 de maio de 2019 - jornal propmark

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