Jornal das Oficinas 163

apcomunicacao
  • No tags were found...

Topbanner_PLR.pdf 1 17/01/19 14:23

C

M

Y

PUB

CM

MY

CY

CMY

K

jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

163

junho 2019

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XIV | 3 EUROS

PUB

DETALHE E Valeting

Spa automóvelPÁG. 6

Motormáquina2.pdf 1 17/05/19 16:20

expomecânica

PÁG. 10

Reportagem da melhor edição de

sempre da feira, onde o Plateau TV

voltou a ser protagonista

chema rodríguez

PÁG. 68

Administrador da Recalvi está M

convencido que, dentro de poucos

Y

anos, o mercado será ibérico

C

bp celebra 90 anos

PÁG. 72

Petrolífera está presente no nosso

país desde 1929. Cronologia dos

momentos mais marcantes

carros autónomos

PÁG. 90

Saiba em que estado se encontra

esta tecnologia e qual vai ser o seu

percurso até chegar às oficinas

CM

MY

CY

CMY

K

PUB

PUB

60 anos

desde 1959

Distribuidor oficial

www.asborrego.pt

PUB


Get inside

Electrodo central mais pequeno (0.4mm)

Maior potência

Melhora o rendimento do motor

Até 5% de economia no consumo

de combustível

contribuem para uma melhor experiência de condução. Por essa razão, não surpreende que nove em cada dez automóveis sejam equipados de

origem com peças DENSO. Produtos como as nossas velas de iridium, que melhoram a acelaração e evitam falhas de incandescência.

Se os princi

aftermarket.iberia@denso-ts.it


Editorial

DIRETOR

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO

Bruno Castanheira

bruno.castanheira@apcomunicacao.com

REDAÇÃO

Jorge Flores

jorge.flores@apcomunicacao.com

Joana Calado

joana.calado@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL

Mário Carmo

mario.carmo@apcomunicacao.com

GESTOR DE CLIENTES

Paulo Franco

paulo.franco@apcomunicacao.com

IMAGEM

António Valente

MULTIMÉDIA

Catarina Gomes

ARTE

Hélio Falcão

SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

E CONTABILIDADE

financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE

Mensal

ASSINATURAS

assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente

interdita a utilização ou a reprodução desta

publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização

prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

IMPRESSÃO

Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, S.A. - Estrada

Consiglieri Pedroso 90

2730 - 053 Barcarena Tel.: 214 345 400

N.º de Registo na ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

.es

Parceiro

em Espanha

EDIÇÃO

AP COMUNICAÇÃO

Propriedade/Editor João Vieira - Publicações

Unipessoal, Lda.

Contribuinte 510447953

Sede Bela Vista Office, Sala 2.29, Estrada de Paço de

Arcos, 66 - 66A, 2735 - 336 Cacém - Portugal

GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W

Tel. +351 219 288 052/4 | Fax +351 219 288 053

Email geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no

site www.jornaldasoficinas.com

BEM-VINDO

ao NOVO JO

Mais moderno, mais arrojado, mais atraente, mais fácil de ler. O Jornal das Oficinas que, hoje, vos

chega às mãos, é o reflexo de uma nova aposta gráfica e editorial, no ano em que o título celebra

14 anos de existência.

Num mundo cada vez mais digitalizado, ultrapassar uma década de publicação regular é,

também, sinónimo de que, do lado de lá, estão milhares de leitores e parceiros que nos preferem e

que se reveem no produto que fazemos. Que nos escrevem a incentivar. Que nos obrigam a fazer mais e melhor.

Quero, por isso, agradecer a todos, sem exceção, a preferência que têm dado ao Jornal das Oficinas ao longo

destes anos de profundas mudanças, o que constitui um motivo de orgulho para a equipa que produz este órgão

de comunicação social especializado. Mas esta mudança é, também, uma enorme responsabilidade,

pois obriga-nos a trabalhar arduamente, a inovar em todos os domínios e a

nunca desistir daquele que é o nosso principal objetivo: valorizar o setor

com as publicações que editamos e os eventos que realizamos.

Nascemos num tempo em que os profissionais do pós-venda procuravam

informação que lhes desse uma perspetiva sobre o aftermarket em

Portugal e no mundo. Queriam artigos sobre as empresas, as marcas

e as novidades lançadas no mercado. Rever as primeiras edições do

Jornal das Oficinas, é como fazer uma autêntica viagem no tempo. São

“só” 14 anos, mas muita coisa mudou desde 2005. É, hoje, tão diferente

a forma como comunicamos e interagimos com o mundo graças às novas

tecnologias... A informação chega-nos, agora, ao segundo. E é preciso ter

grande capacidade de síntese e de seleção para publicarmos o essencial.

Nos dias que correm, não basta dar as últimas notícias. É cada vez

mais importante apoiar quem nos segue a mover-se no imenso mar

de informação que rodeia este setor.

Por detrás de cada edição, há muitas horas de trabalho investidas

por uma equipa empenhada em trazer a informação mais

completa e atual do aftermarket em Portugal e no mundo. Por

isso, criámos um jornal mais fácil de ler, com um design mais

atrativo e com artigos especialmente desenvolvidos para os

profissionais da manutenção e reparação automóvel.

Comunicar melhor os artigos que, mensalmente, publicamos

na edição impressa foi, pois, o ponto de partida para

desenvolvermos este novo layout. Considerámos importante

criar para cada uma das secções um ambiente gráfico

diferenciado e imediatamente reconhecível, para que o

leitor tenha uma perceção imediata da área em que se

encontra. Esperamos, pois, que esta nova abordagem seja

do agrado de todos. l

João Vieira Diretor


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

A CRIÓN É A NOSSA

APOSTA DE FUTURO.

PERMITE À OFICINA

GANHAR TEMPO,

UMA VEZ QUE OS

PROCESSOS ESTÃO

TODOS INTEGRADOS

CARLOS NASCIMENTO

DIRETOR-GERAL DA CREATE BUSINESS

JO EM RITMO ACELERADO

Chegámos a meio do ano com um ritmo intenso de presenças nos principais eventos do aftermarket

nacional, ibérico e europeu. Começámos em março, na Motortec Automechanika Madrid,

onde partilhámos um stand com o nosso parceiro em Espanha, a revista Autopos. No mês de

maio, estivemos em dois salões, nomeadamente expoMECÂNICA, em Matosinhos, e Autopromotec, em

Bolonha. Embora tratando-se de certames diferentes no que toca a conceitos e dimensões, não deixámos

de estar presentes com o mesmo empenho. Sempre atenta às novidades e atividades que trazem valor ao

setor, a equipa do JO fez uma cobertura completa dos acontecimentos, com mais ênfase na expoMECÂ-

NICA, onde o nosso stand, com o Plateau TV, voltou a merecer a atenção dos visitantes, que procuravam

mais informação. Foram três dias de debates, entrevistas e reportagens, que ficam registadas nas páginas

desta edição, no site e no Facebook. Mas até acabar o ano, vamos estar ainda no Salão Equip Auto,

em Paris, na MECÂNICA, em Lisboa, nos concursos “Melhor Mecatrónico” e “Challenge Oficinas” e, por

último, mas não menos importante, na Gala TOP 100, que, pelo sétimo ano consecutivo, irá premiar as

maiores empresas do aftermarket em Portugal.

O CONCEITO DE

‘IBERIZAÇÃO’ ENTRE

OS MERCADOS

PORTUGUÊS E

ESPANHOL NÃO

SE COLOCA. NEM

SEQUER EXISTE

SEMÁFORO

JOSÉ PIRES

DIRETOR-GERAL DA KRAUTLI PORTUGAL

FILTROS DE PARTÍCULAS

DIESEL vs ELÉTRICO

EXPOMECÂNICA 2019

SABEMOS QUE AS

COISAS VÃO MUDAR,

MAS O DIESEL

NÃO IRÁ ACABAR.

OS MOTORES A

GASÓLEO AINDA SÃO

UMA BOA SOLUÇÃO

MÓNICA GONÇALVES

DIRETORA DE MARKETING DA LD AUTO

Condenável do ponto de vista ético

e legal, retirar ou desativar o filtro de

partículas quando este se avaria continua

a ser uma “praga” à solta no mercado.

Os motivos são evidentes. O preço de

um filtro novo é muito elevado e a

limpeza também é cara, não oferecendo

garantias de ficar sempre bom. Por outro

lado, os centros de inspeções não têm

equipamentos para detetar se o filtro

de partículas foi ou não retirado do

veículo. O nosso Semáforo Vermelho, de

indignação, tem dois destinatários: quem

procura este “serviço” e quem o realiza.

Inimigo número um de vários governos

e proscrito de várias gamas de muitos

fabricantes, o gasóleo parece ser um “alvo

a abater” na indústria automóvel. Mas

será ele merecedor de tal perseguição?

O nosso Semáforo Amarelo convida

à reflexão. Um estudo recente do

Instituto IFo, de Munique, revela que,

se considerarmos as emissões de CO 2

provenientes da produção de baterias

e o mix de energia da Alemanha (onde

o carvão domina), os veículos elétricos

emitem entre 11% e 28% mais CO 2 do

que os modelos a gasóleo.

De ano para ano, a expoMECÂNICA

continua a afirmar-se no panorama do

aftermarket nacional. Cumprida a edição

de 2019, a 6.ª da sua história, foram

vários os recordes batidos em relação à

feira realizada no ano passado: mais um

pavilhão (três), mais empresas (254)

e uma área de exposição superior. O

nosso Semáforo Verde, de aplauso, é

endereçado a José Manuel Costa, a Sónia

Rodrigues e a toda a equipa da Kikai

Eventos, que tem conseguido elevar o

nível do certame, que nada fica a dever a

outras feiras ibéricas e europeias do setor.

4 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


GAMA ACTUALIZADA

ÓLEOS DE MOTOR

E CAIXAS DE VELOCIDADES

QUALIDADE / PREÇO / PERFORMANCE

PARA SI E PARA OS SEUS CLIENTES!

LONGEVIDADE

E EFICIÊNCIA

RESISTÊNCIA

À OXIDAÇÃO

FLUIDEZ

A FRIO

LIMPEZA

DO MOTOR

RESISTÊNCIA À

TEMPERATURA

RESPONDE ÀS EXIGÊNCIAS DOS PRINCIPAIS CONSTRUTORES

PROTECÇÃO

DO AMBIENTE

MAR. 2019

GAMOBAR PEÇAS: pecas&acessorios@gamobar.pt | 226 152 700

PSA RETAIL: psaretail.ppe@mpsa.com | 219 497 730

SOFRAPA: sofrapa.sa@sofrapa.pt | 219 379 970

www.eurorepar.com


Destaque

DETALHE E VALETING

RELAÇÃO

DE AMOR

O DETALHE E O VALETING SÃO DUAS ÁREAS QUE

ESTÃO A GANHAR EXPRESSÃO NO NOSSO PAÍS.

UNEM-SE EM VÁRIOS PONTOS, MAS DIVERGEM

NOUTROS TANTOS. PRINCIPALMENTE, NA “RELAÇÃO

DE AMOR” COM QUE SÃO REALIZADAS AOS

AUTOMÓVEIS por Joana Calado

Os próprios nomes explicam

o conceito das

áreas de atuação. No

entanto, é necessário

aprofundar o tema

para perceber de que

forma se unem as duas áreas e de que

forma se separam. O Valeting está incluído

no Detalhe, na medida em que

faz a manutenção do tratamento já

realizado. Mas enquanto o Detalhe devolve

ao automóvel o seu aspeto inicial,

o Valeting ajuda a mantê-lo. Confuso?

Leia as linhas que se seguem.

Detalhe: o que é e como surgiu

O conceito surgiu nos EUA no mundo

dos veículos de exposição, onde qualquer

pormenor poderia dar a vitória a

um preparador em detrimento de outro.

Desde a sua utilização em showcars

até passar a ser utilizado pelos

apaixonados dos automóveis, foi um

pulo. O Detalhe passou, assim, a ser

utilizado, não para ganhar prémios,

mas para permitir ter um automóvel

novo. Para sempre.

Desde 2004 que os apaixonados pelo

Detalhe em Portugal reúnem-se num

fórum online chamado detalhe.net.

José Viegas, da Loja do Detalhe, não

hesita: “Foi deste fórum que saíram

os primeiros detalhistas”. Lá, debatem

desde a técnica à ferramenta, passando

pelos produtos”, revela.

Nessa altura, pouco se falava de Detalhe

Automóvel. O período ideal para se

realizar a intervenção no veículo eram

dois dias. Hoje, subiu para uma semana.

Muitos detalhistas profissionais começaram

por realizar este trabalho como

uma segunda fonte de rendimento,

optando por ele apenas aos fins de semanas

e feriados. Denominavam-se

“Weekend Warriors”.

Pedro Pinto, da Tom Detail, afirma

que “muitas vezes, somos confundidos

com lavagem automóvel. Mas de lavagem,

fazemos muito pouco”. Em média,

um veículo que entre neste tipo de


DETALHE

E VALETING

espaços demora entre uma a duas semanas

a ser preparado para ser entregue

ao cliente. Mas é garantido que o

veículo fica como novo. É esta a premissa

das empresas que trabalham na

área do Detalhe. Daí levarem a limpeza

do veículo ao extremo. Tanto por

dentro como por fora, são desmontados

componentes para garantir que o

veículo fica totalmente limpo e com

um aspeto fantástico. Desde a pintura

aos pequenos pormenores de interior,

tudo é limpo, protegido e, se necessário,

reparado. “Chegamos a andar com

cotonetes a limpar grelhas e pequenos

orifícios”, explica Pedro Pinto.

Produtos específicos

Para além das adversidades naturais a

que os veículos estão expostos, como é

o caso do sol e da chuva, a forma como

se trata da limpeza dos mesmos também

condiciona a vida útil da pintura.

para o efeito, a fim de manter o investimento

do cliente nos mais elevados níveis

de qualidade” explica, Bruno Reis,

da Auto Shine.

Entrega total

“Todos nós temos um carro de sonho.

Ou um carro novo que nos traz felicidade.

São estas as pessoas que nos procuram”,

explica Sérgio Carneiro, da

Minúcia Garagem. Se, por um lado,

são procurados por pessoas com uma

forte ligação emocional a um veículo,

seja porque é o da família ou porque

era de algum familiar próximo, por

O desapego que se começa a sentir em

relação ao veículo poderá condicionar

esta área de negócio. Pedro Pinto,

da Tom Details, revela: “Já me entraram

aqui pessoas que gostavam muito

de trabalhar connosco. Mas daqui

a três ou quatro anos, o veículo é para

devolver e não justifica o investimento”.

No entanto, Pedro Pinto também

já conheceu o reverso da medalha. Um

cliente com um veículo que, à partida,

não valeria o investimento, mas cujo

valor sentimental do proprietário pelo

mesmo é tão elevado, que o cliente

não pensa duas vezes. “Existe um pou-

Futuro problemático?

Estamos a falar de uma área com

grande expansão em Portugal. No

entanto, esta expansão desmesurada

poderá estar a trazer problemas aos

verdadeiros detalhistas. “Podemos

encontrar várias lojas que se autointitulam

Detalhistas, em que poderemos

encontrar trabalhos com resultados

menos satisfatórios Assim, como

consequência, esta arte poderá não

ter o crescimento que queríamos”, adverte

Sérgio Carneiro, da Minúcia Garagem.

São poucas as pessoas que, neste momento,

se dedicam à área do Detalhe

a tempo inteiro, o que dificulta as empresas

que estão, hoje, já integradas

no mercado para encontrar mão de

obra qualificada. Pedro Pinto, da Tom

Details, alerta: “Houve um crescimento

muito acentuado nesta área. A

tendência, agora, passa por diminuir

O DETALHISTA CRIA UMA FORTE LIGAÇÃO EMOCIONAL COM O automÓVEL.

cuida DELE COMO SE tratasse DE UMA RELAÇÃO amorosa

“São necessários produtos e ferramentas

especificas para cada secção do veículo,

panos e acessórios de microfibra

de qualidade, polidoras orbitais, ceras,

selantes... São muitos os produtos necessários

para um detalhista fazer o

seu trabalho corretamente”, assegura

José Viegas, da Loja do Detalhe.

Não são só os produtos utilizados que

são importantes para a realização de

um bom serviço. A própria luz que envolve

o ambiente em que os veículos

são mantidos durante a realização das

ações de Detalhe, é um fator importante.

O espaço deverá estar bem iluminado

e com lâmpadas que se assemelhem

o mais possível à luz do dia,

uma vez que alguns micro riscos são

apenas visíveis com esse tipo de luz.

“O Detalhe investe na recuperação e

manutenção atempada, bem como na

prevenção dos estragos. Oferece um

tratamento exclusivo ao veículo para

que o seu proprietário possa transmitir

a melhor imagem de si próprio através

do seu automóvel. Valeting só fazemos

em veículos detalhados por nós

ou por colegas de profissão certificados

outro são visitados por pessoas que

acabam de comprar um veículo novo

e querem protegê-lo para que se conserve

o seu aspeto imaculado durante

o máximo de tempo possível.

Não é só o amor dos clientes pelos veículos

que alavanca este negócio. Também

os próprios profissionais afirmam

ser necessário ter um grande amor à

profissão. “Para se fazer detalhe, tem

de ser-se apaixonado. Só assim conseguimos

passar 20, 30, 40 ou até 300

horas no mesmo veículo. Tratamos um

automóvel como se estivéssemos a trabalhar

no nosso”, afirma Bruno Reis,

da Auto Shine.

co a ideia de que nós só trabalhamos

com modelos da Ferrari. Claro que é

o cliente tipo, até porque é o que tem

mais posses, mas temos muitos clientes

que compraram o seu ‘simples’

Peugeot e que se esforçaram para adquiri-lo.

Por vezes, são os que têm mais

amor ao automóvel”, frisa.

Os próprios detalhistas criam uma relação

forte com os automóveis que tratam.

Bruno Reis completa: “Passamos

horas e horas para pô-los impecáveis,

dentro do nosso padrão de qualidade.

E dói quando vêm fazer uma manutenção

após um detalhe e já trazem um

arranhão ou vem mal cuidado”.

repentinamente. Não há mercado para

tanta oferta”.

Parcerias com empresas de renting

não serão uma opção para os verdadeiros

detalhistas, uma vez que a forma

de trabalhar de uns e outros não

combina. O Detalhe pressupõe um

trabalho minucioso e de longas horas.

E as empresas de renting querem fazer

a entrega de um veículo para ir buscá-

-lo uma hora depois.

De há dois anos para cá que Pedro Pinto

nota uma alteração no seu negócio.

O número de veículos novos acabados

de sair do stand que lhe entram pela

loja, subiu consideravelmente. “Tenho

aqui uma carrinha que nem matrícula

traz. Os veículos saem do stand diretamente

para nós para que possamos

aplicar, desde logo, as proteções de

pintura. São viaturas para manter durante

algum tempo e as pessoas querem

tratar delas desde início”, explica

Pedro Pinto. A opinião dos intervenientes

neste artigo é, de resto, unânime:

as alterações na mobilidade vão

condicionar o próprio negócio do Detalhe

automóvel. l


10 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


SALÃO

EXPOMECÂNICA 2019

ORGULHO

NACIONAL

ELOGIADO POR MUITOS, RECONHECIDO POR

TODOS. O 6.° SALÃO DE EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS

E PEÇAS AUTO CONSEGUIU O QUE PARECIA

IMPOSSÍVEL: SUPERAR A EDIÇÃO DE 2018. DE 3 A

5 DE MAIO, PASSARAM PELOS TRÊS PAVILHÕES DA

EXPONOR 16.035 VISITANTES PROFISSIONAIS, QUE

ENCONTRARAM 254 EXPOSITORES AO LONGO DOS

16.000 M 2 DE ÁREA. ALÉM DE SER UM ORGULHO

NACIONAL, A EXPOMECÂNICA HÁ MUITO QUE SE

TORNOU NUMA REFERÊNCIA ENTRE AS FEIRAS

DEDICADAS AO AFTERMARKET

por Bruno Castanheira

Foi o segundo ano consecutivo

que a expoMECÂNICA adicionou

um pavilhão da EXPO-

NOR – Feira Internacional do Porto

à sua área expositiva. Organizado

pela Kikai Eventos, o Salão de Equipamentos,

Serviços e Peças Auto estreou-se

em 2014. E rapidamente se

afirmou no panorama nacional de

eventos automóveis, figurando entre

os certames ibéricos de referência dedicados

ao aftermarket. O evento tem

vindo a crescer, consecutivamente,

desde que foi criado. Há cinco anos,

o arranque fez-se com 105 empresas

e entidades expositoras, que demonstraram

a vitalidade do aftermarket luso

pelos 7.000 m 2 de área. Este ano,

a exposição dividiu-se por três pavilhões

(3, 4 e 5), totalizando 16.000

m 2 , e contou com a presença de 254

operadores de peças e sistemas, reparação

e manutenção, tecnologias de

informação e gestão, estações de serviço

e lavagem, acessórios e customização.

Sem mãos a medir

Os indicadores (positivos) acima mencionados

traduzem um crescimento

13%

de crescimento no número

de inscritos face a 2018

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 11


EXPOMECÂNICA

2019

EXPOMECÂNICA

2019 EM NÚMEROS

de 142% no número de expositores

e de 129% em área desde a primeira

edição, há cinco anos. Tal permite

cimentar a importância da expoME-

CÂNICA na dinâmica do aftermarket

nacional, com as empresas expositoras

a reforçarem a sua confiança na

Kikai Eventos, em particular nas

pessoas de José Manuel Costa, diretor-geral,

e Sónia Rodrigues, diretora

comercial, entidade organizadora

que não poupou esforços na altura de

investir na renovação de conteúdos e

estruturas de várias iniciativas complementares

à feira, já que esta vive

de novidades, necessidades, negócios

e oportunidades, não se esgotando

nas relações comerciais puras e duras,

nem nos momentos de reflexão,

debate e, formação e informação.

Durante três dias (3 a 5 de maio),

o certame fervilhou de conversas,

negócios, atividades lúdicas, ações

de formação, palestras, apresentações

e demonstrações. A equipa do

Jornal das Oficinas não teve mãos

a medir. Para mais, com a iniciativa

Plateau TV (ver páginas 16 a 24

da presente edição), que acolheu,

de braços abertos, 17 oradores divididos

por cinco painéis de uma hora

cada, onde foram abordadas diversas

temáticas que estão na ordem

do dia e que preocupam os players

do aftermarket nacional. Quer se

percorresse o pavilhão 3, 4 ou 5 da

EXPONOR, havia sempre um denominador

comum: o sucesso do

certame. Depois de um primeiro dia

(sexta-feira) ameno em termos de

visitantes (o período da tarde teve

maior afluência), a expoMECÂNI-

CA registou uma boa moldura humana

no sábado e no domingo. Elogiado

por muitos e reconhecido por

todos, o 6.° Salão de Equipamentos,

Serviços e Peças Auto gerou entusiasmo,

confiança e otimismo junto

dos expositores. E demonstrou que

está para lavar e durar. Tanto mais,

que a edição de 2020 já tem data

marcada: 17 a 19 de abril.

Agenda preenchida

A organização da expoMECÂNICA

trouxe para dentro da feira soluções

e respostas eficientes para o impacto

tecnológico, cultural e identitário do

automóvel. Nas oficinas e na sociedade.

Daí a aposta no projeto Oficina

4.0, que contou com o know-how

da Create Business. Mas toda a programação

do salão foi forte. E a dinâmica

imparável. Atividades paralelas

que ocorreram em simultâneo com o

certame foram mais de 100, distribuídas

por vários formatos. A saber:

DEMOTEC – Espaço de Demonstrações

by CEPRA; expoTALKS - Ciclo

de Conferências by Schaeffler; Plateau

TV by Jornal das Oficinas; 15.°

Encontro da Reparação Automóvel

da ANECRA; workshops da ARAN

(Associação Nacional do Ramo Automóvel);

Sessão Técnica da ANCIA

(Associação Nacional de Centros de

Inspeção Automóvel) sobre equipamento

de diagnóstico eletrónico via

3

dias de feira

m 2 de área expositiva

68

3pavilhões alocados ao

certame (3, 4 e 5)

11

14%

de crescimento na área

expositiva face a 2018

expositores presentes

66%

700

takes tirados pelo JO TV

100

15

128

gigabytes de fotos tiradas pelo

16.035

visitantes profissionais

16.000 254

empresas expuseram pela primeira

vez na feira (27% do total)

associações setoriais

do aftermarket

automóvel envolvidas

no evento (cinco delas

espanholas - Galiza)

número de

demonstrações

técnicas no

espaço DEMOTEC

6

Jornal das Oficinas

países

representados:

Portugal, Espanha,

Itália, Alemanha,

Holanda e Polónia

dos 50 mais representativos

operadores económicos nacionais

do setor, em volume de negócios,

estiveram presentes

16%

atividades paralelas inseridas

na feira superaram este número

40

expositores estrangeiros: 26

espanhóis, 11 italianos, um

holandês, um alemão e um polaco

5debates realizados pelo

Plateau TV

8

elementos do Jornal

das Oficinas

no espaço

17palestras

expoTALKS

900

número de participantes na

Convenção da Create Business,

inserida na iniciativa Oficina 4.0

2

de empresas

internacionais

presentes

convenções setoriais

incluídas no programa

da feira

12 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Transparência em vez de

lengalengas:

5 anos de garantia.

Os profissionais das oficinas de automóveis não precisam de promessas vazias, mas sim de qualidade

na qual podem confiar. Por isso, oferecemos aos parceiros registados uma garantia de 5 anos em todos

os produtos do Power Transmission Group para o Automotive Aftermarket. Sem restrições.

www.contitech.de/5


M

EXPOMECÂNICA

2019

A EXPOMECÂNICA MOSTROU A FORÇA E A DINÂMICA DO

AFTERMARKET NACIONAL, IBÉRICO E EUROPEU

60

entrevistas em vídeo realizadas

pelo JO TV

“On Board Diagnose (OBD)”; 1.ª Mostra

de Miniaturas da expoMECÂNI-

CA; Desafio Mecatrónica Online; Jogos

Mecânicos patrocinados pelos

fabricantes de peças da DPAI/ACAP.

No balanço da 6.ª edição da expoME-

CÂNICA, José Manuel Costa, diretor

da feira, acredita estar no caminho

certo. “A qualidade da exposição esteve

bem patente no seu todo e em cada

um dos stands. A Kikai Eventos limitou-se

a dar o exemplo e até nós ficámos

surpreendidos com a qualidade

das apresentações e a dinâmica de alguns

espaços. É caso para dizer que a

feira se vestiu a preceito, preenchendo

as medidas de tudo e de todos”, disse.

Quem, como nós, acompanha a feira

desde a sua primeira edição, está habituado

a ser positivamente surpreendido.

Mas quem lá esteve pela primeira

vez, ficou, simplesmente, rendido.

A expoMECÂNICA alcançou este ano

a sua maior projeção de sempre e foi

considerada a melhor edição de que

há memória. Até onde pode ir o Salão

de Equipamentos, Serviços e Peças

Auto organizado pela Kikai Eventos

na EXPONOR? Só o futuro o dirá. l

Veja o vídeo em

jornaldasoficinas.com

PUB Untitled-3.pdf 1 06/09/18 15:38

Y

Y

Y


YES WE HAVE

Mais de 30.000 referências • 172 linhas de produto • gama Asiática, Europeia e Americana

NOVO ARMAZÉM

PARA UM TOTAL

DE 60.000 METRO

QUADRADOS

ESTAMOS

EXPANDINDO

A GAMA

EUROPEA

Novos Catalogos 2019

Confira nosso site:

www.japanpartsgroup.com


Evento

PLATEAU TV 2019

INICIATIVA SEM

PARALELO

PELO TERCEIRO ANO CONSECUTIVO,

O JORNAL DAS OFICINAS ESTEVE

PRESENTE, DURANTE OS TRÊS

DIAS DA EXPOMECÂNICA, COM O

PLATEAU TV, INICIATIVA ÍMPAR CUJA

RECETIVIDADE E INTERESSE POR

PARTE DE VISITANTES E EXPOSITORES

SUPEROU AS EXPECTATIVAS. DE 3 A

5 DE MAIO, ACOLHEMOS, DE BRAÇOS

ABERTOS, 17 ORADORES E INÚMERAS

PERSONALIDADES DO PÓS-VENDA.

FORAM CINCO HORAS DE MESAS

REDONDAS, DEBATES E ENCONTROS

por Bruno Castanheira


MESA REDONDA

OS DESAFIOS DA

TRANSFORMAÇÃO

DIGITAL

CRISTINA CARDOSO, ALIDATA

PAULO TOMÁS, AUTO DIESEL

MIGUEL FRANCO, STRATIO AUTOMOTIVE

PEDRO BARROS, TIPS 4Y

N

No painel subordinado à

evolução tecnológica,

Cristina Cardoso, chief

sales officer da Alidata,

foi a primeira a usar da

palavra. “Para a Alidata, que tem 35

anos de atividade, a antecipação das

necessidades dos clientes é primordial.

Por isso, oferecemos um leque

de soluções, softwares já existentes,

interfaces com o TecDoc e soluções

próprias, que são mais-valia para o

cliente. O universo de soluções da

Alidata é tão vasto, que o cliente

pode personalizar tudo aquilo que

pretende”. A responsável garantiu

que “a solução taylor made é a mais

procurada, uma vez que cada gestor

tem a sua forma particular de gerir

a informação da empresa”. E que “o

futuro do negócio passa pelo envolvimento

de todos os departamentos

das empresas. O processo da digitalização

não ocorre só na oficina”.

Paulo Tomás, da Auto Diesel, garantiu

que a empresa que gere já é

uma “Oficina 4.0 reconhecida pela

Jaltest”, pois consegue acompanhar,

ao minuto, qualquer camião de qualquer

cliente de qualquer marca onde

quer que ele esteja. “A telemática

está sempre a compilar dados para

enviá-los para a cloud, permitindo

a todos os players verificar as avarias

dos camiões ou até antecipá-las”.

Mas o melhor da sua intervenção

estava guardado para o fim, quando

anunciou uma novidade mundial:

“A partir da cloud, iremos propor ao

mercado um produto que permite ter

acesso ao estado do veículo, descarregar

dados do tacógrafo e analisar o

tipo de terreno onde se presta o serviço.

Trata-se de um produto abrangente,

que tem módulos específicos

de formação para motoristas, por

exemplo E que tem um preço muito

razoável: 1,3 cêntimos por km para

um veículo que percorra 100 mil km

ano”.

A TIPS 4Y já nasceu em plena era

digital. E a evolução ao longo dos

seus sete anos de existência tem sido

gigante. Pedro Barros, fundador e

CEO, assegura que “ao longo desse

tempo, os veículos e os clientes mudaram

completamente. Os veículos

têm cada vez mais tecnologia. Nos

últimos anos, foram colocados no

mercado cerca de 6.000 veículos

novos, ou seja, milhões de inputs de

informação, que foi preciso absorver.

Surgiu um conjunto de desafios

que não existia quando a TIPS 4Y

nasceu”. Transformação digital é

a palavra da década. Acompanhar

o processo, envolver os clientes e

transformá-los. “Depois, existe todo

um leque de transformações de processos

de negócio. As exigências, a

tecnologia e todas as realidades fazem

com que se pense na melhor

forma de ganhar dinheiro. E, isso, é

provocado por determinado modelo

de negócio”, explicou.

Já a Stratio Automotive, quer mudar

a indústria da manutenção automóvel,

antecipando uma avaria para que

o cliente posssa planear melhor a sua

ida à oficina e reduzir o impacto na

operação. A empresa quer ser líder

na área da manutenção preditiva e na

inteligência artificial. “Quando começámos,

em 2015, eram os Diesel,

mas, depois, surgiram os elétricos, o

gás natural e o hidrogénio. A nossa

empresa, através da sua box, recolhe

toda a informação de sensores. Lê a

informação do veículo e envia para a

cloud. Recolhe um gigabyte de dados

por mês de cada veículo e, com eles,

previne as avarias”, revelou Miguel

Franco, diretor comercial. A digitalização

é a primeira fase do processo

de tabalho da Stratio Automotive.

Primeiro, digitaliza-se a frota. Depois,

entrega-se o histórico. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 17


PLATEAU TV 2019

DEBATE

COMO GERAR

UMA EXPERIÊNCIA

INESQUECÍVEL

RAQUEL MARINHO, BOSCH CAR SERVICE

JORGE CANCELLA DE ABREU, TEAM-UP

DÁRIO AFONSO, ACM

O

Opainel dedicado ao relacionamento

entre oficinas

e clientes, a conversa

foi divertida e animada,

como se de encontro de

amigos se tratasse. E, isso, refletiu-se

nas intervenções dos oradores. Para

Raquel Marinho, responsável da

Bosch Car Service, “a era digital está

a mudar a forma como as oficinas

se relacionam com os clientes, mas,

também, lhes traz oportunidades de

negócio. As oficinas devem tornar-se

digitais porque isso vai permitir-lhes

gerar proximidade com o cliente.

Antigamente, as oficinas estavam

confinadas ao seu espaço, a quem as

conhecia ou a quem passava na rua.

Hoje, essas barreiras derrubam-se e

as oficinas ganham a possibilidade de

ter uma presença na net muito grande.

A oficina está logo ali e o cliente

vai escolher a mais atrativa, aquela

que for mais simpática e que responder

às suas dúvidas de forma rápida”.

Jorge Cancella de Abreu, responsável

da Team-Up, acredita que “a era digital

traz uma responsabilização à oficina.

A rede social vai permitir difundir

pelo mundo se gostamos ou não

de determinada oficina, se o serviço

foi bom ou não. Através dos instrumentos

digitais, é possível arruinar

o nome de uma oficina. E elas têm

de estar conscientes disso. Por isso,

precisam de ter cuidado com a forma

como tratam este novo método de

passar a palavra. Se uma oficina não

responder aos problemas, deixa de ter

clientes”, alertou.

Dário Afonso, diretor-geral da ACM,

defende o princípio de que a oficina

deve estar onde o cliente está. “Se ele

está online, a oficina deve estar com

ele. Por outro lado, as oficinas utilizam

as plataformas de forma menos

correta. É importante que as oficinas

percebam que, agora, o patamar é

outro. Estamos, atualmente, noutro

nível e é preciso aprender a trabalhar

nessas plataformas. As pessoas preocupam-se

em fazer bem mas não se

preocupam em comunicar o que fizeram

bem. Hoje, é indiscutível que as

pessoas tem de ter experiências positivas.

É possível recuperar um cliente

através de uma reclamação bem tratada”.

As novas gerações de clientes e o que

esperam elas da oficina, foram outros

temas em debate Raquel Marinho

disse que a mescla de gerações que

existe, velhos e novos, têm interesse

distintos, que têm de ser geridos pela

oficina. Um cliente de 75 anos valoriza

que o tratem pelo nome. Um mais

novo quer valorizar o que a oficina

tem para lhe oferecer”. Jorge Cancella

de Abreu frisou que “é importante a

oficina ouvir o cliente. E elas esquecem-se

disso. Tem de haver comunicação

fácil entre oficinas e clientes.

As gerações podem parecer distantes,

mas contagiam-se”. Já Dário Afonso,

acredita que é preciso customizar o

cliente. Ir ao encontro das suas expectativas

é primordial. “Para a Bosch

Car Service, este assunto é tratado

pela rede. Têm canais de comunicação

que representam a rede como um

todo e que são geridos pela própria

Bosch. É preciso ter alguém específico

para este trabalho. A oficina não tem

competência para dar respostas no

Facebook, porque irá reagir negativamente

ao cliente e passará uma imagem

negativa sobre si”. l


Desde a origem

MANN-FILTER – para Equipamento Original e para o mercado pós-venda.

Filtro de habitáculo

FP 31 003

Tecnologia de

três camadas biofuncional

MANN-FILTER, a marca líder em filtragem no setor das peças sobressalentes, disponibiliza as soluções mais inovadoras para os novos

desafios em sistemas de filtragem. Tanto no equipamento original como nas peças sobressalentes, na sua famosa caixa verde e amarela,

para ligeiros, veículos industriais, soluções para maquinaria agrícola e aplicações para veículos especiais: os autênticos filtros

MANN-FILTER com qualidade de equipamento original são mundialmente reconhecidos. Escolha sempre MANN-FILTER, qualidade de

equipamento original 100%.

MANN-FILTER – Perfect parts. Perfect service.

www.mann-filter.com


PLATEAU TV 2019

ENCONTRO

REPINTURA

AUTOMÓVEL

JOÃO CALHA, AXALTA COATING SYSTEMS PORTUGAL

TIAGO RIBEIRO, AUDATEX

RICARDO FERREIRA, HERTZ

Vv isto

por muitos como o

“patinho feio” da oficina

e que não se pode

distanciar de tudo o

que é a digitalização,

a repintura esteve na ordem do dia.

João Calha, da Axalta Coating Systems

Portugal, começou por referir

que “a evolução nesta área acontece

em vários níveis. Começa logo pela

qualidade dos acabamentos dos automóveis

e pelas várias tipologias de

cor, que obrigam a diferentes tipos

de abordagem na hora de reparar.

A evolução deste mercado é visível

pelas cerca de 1.000 novas cores que

são lançadas anualmente”. Assim

sendo, “é preciso saber evoluir a oficina

ao mesmo ritmo das cores”, alertou.

João Calha abordou, também, a

orçamentação como “a melhor forma

de rentabilizar uma oficina, seja ela

de pintura ou de mecânica”. E, no

final, falou da importância da formação

no crescimento do pintor:

“É uma profissão pouco valorizada

quando comparada, por exemplo,

com a de mecatrónico. Há trabalho

de fundo que tem de ser feito para se

poder valorizar a profissão de pintor.

A Axalta aposta forte na formação,

criando módulos para ensinar os jovens”.

Tiago Ribeiro, da Audatex, reforçou

a ideia das oficinas, em conjunto com

os fornecedores de tinta, procurarem

soluções para utilizarem as novas tecnologias

e rentabilizarem o negócio.

Ӄ preciso acompanhar estas novas

tendências. Um dos maiores desafios

da repintura, que está relacionado

com as oficinas, prende-se com a

gestão. O nível de gestão na oficina

tem de ser elevado. Este nível tem de

ser exigente. É preciso perceber o encadeamento

da oficina. A gestão da

pintura tem de estar organizada e saber

quais os tipos de produtos que se

vão utilizar”. E deixou um alerta: “Há

quem veja a orçamentação como um

custo e não como um investimento.

É preciso mudar o mindset”.

Para Ricardo Ferreira, da Hertz, “a

repintura automóvel é um mercado

em transformação, com tudo o que

envolve a Oficina 4.0 e a Internet

of Things (IoT)”. Como fez questão

de frisar, “o desafio que temos entre

mãos é, de facto, generoso. É preciso

que as empresas se adaptem ao mercado.

Para a Hertz, que tem oficinas

própria que ‘arranjam’ os seus veículos,

a formação é necessária com

a chegada das novas tecnologias. A

questão da informação e da formação

é fundamental, mas tem de haver

investimento por parte da empresa

para adquirir tecnologia e equipamentos”.

Segundo acrescentou, “tudo

começa num orçamento. Se este for

bem feito, a empresa está a ganhar

dinheiro. A orçamentação é o ponto

de partida para uma correta gestão

oficinal. Começámos por fazer uma

standardização de processos. Um

bom BMS (Body Management System),

que contenha uma integração

completa entre o software de orçamentação,

é essencial”. l

20 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


MAIS ENERGIA

PARA O SEU NEGÓCIO

QUALITY

CERTIFIED

EXCELLENCE

AWARDS

35

years

ex perience

QUALIDADE DAS GRANDES MARCAS

A UM PREÇO MAIS COMPETITIVO

A AUTOPART está no mercado desde 1982. É uma empresa

especializada na produção industrial de baterias de alta qualidade

para todos os tipos de automóveis, tratores e máquinas agrícolas,

bem como barcos ou caravanas campistas. Produz 2,5 milhões de

baterias por ano, distribuídas para mais de 40 países. A constante

pesquisa e desenvolvimento são sinais da paixão por criar e

seguir as últimas tendências. www.autopart.pl

Exclusivo

T.: 210 534 808/210 534 809 | F.: 210 534 809 | E.: geral@afkt.pt | www.trustauto.pt


PLATEAU TV 2019

MESA REDONDA

TENDÊNCIAS DA

DISTRIBUIÇÃO

RICARDO LIMA, SOULIMA

SAULO SACO, LEIRILIS

JOSÉ PIRES, KRAUTLI PORTUGAL

PEDRO MOURA, HUMBERPEÇAS

A

final,

o mercado espanhol

é igual ao português

ou apresenta tendências

muito distintas,

numa altura em que se

fala, cada vez mais, de realidade ibérica?

O futuro dos distribuidores de

peças esteve em cima da mesa. Para

Saulo Saco, “o conceito de ‘iberização’

não existe. Existe, sim, um conceito

de globalização”. O responsável da

Leirilis disse que se nota a tendência

das empresas em fazer parcerias

e sinergias. Mas não crê que exista

uma “iberização”. Quanto à perda de

margem na venda de peças no nosso

país, Saulo Saco também não acha

que exista. “As empresas têm de ser

dinâmicas, têm de ser mais eficazes. É

preciso fazer as coisas de forma diferente

e, por isso, gastar mais dinheiro.

Mas as peças vendem-se sempre”.

Já no que toca ao custo logístico das

entregas, afirmou que, “se olharmos

para o mercado europeu, ainda não

há overservice em Portugal. As empresas

ainda não estão a fazer as seis/

sete entregas por dia, como acontece

lá fora”.

Pedro Moura da Humberpeças, também

referiu que a ideia de “iberização”

é exagerada. Garante que aquilo

que as empresas procuram são parcerias.

“Espanha e Portugal são diferentes

e vão continuar a ser”. No tema da

perda de margem, acredita que aquilo

a que se está a assistir não é propriamente

uma perda, mas um aumento

de custos. “Tudo o que as marcas precisam

para estar presentes no mercado

está a aumentar de custos, desde

o ponto de vista logístico ao digital.

Atualmente, é mais caro ter uma empresa”.

Questionado sobre a mobilidade

e os veículos elétricos, o responsável

acredita que, provavelmente,

“vamos ter de começar a chamar Casa

de Recambios, como em Espanha, a

uma loja de peças para automóveis,

porque eles não se dedicam apenas às

peças mas a tudo o que são veículos”.

Já José Pires, da KRAUTLI Portugal,

acredita que à medida que a evolução

vai chegando, tudo se vai encaixando

de forma a funcionar quase na perfeição.

Segundo disse, “o conceito de

‘iberização’ não se coloca. Nem sequer

existe”. E explicou: “Os mercados são

muito diferentes e não faz qualquer

sentido falar num mercado único”.

Quanto à perda de margem, “depende

sempre do ponto de vista ou da forma

como ocorrer a distribuição. Quando

se fala de importadores que vendem

às oficinas, não há perda de margem.

Se se falar de importadores que vendem

à revenda, a perda de margem

é significativa”, assegurou. Em relação

aos custos logísticos, “presta-se

ao cliente um serviço que é mais do

que o necessário. “Nós, na KRAUTLI

Portugal, temos entregas quatro vezes

por dia, o que é um exagero. A oficina

não precisa desse serviço, que acaba

por ser feito por alguém se não o fizermos”,

frisou.

Ricardo Lima, da Soulima, fez questão

de salientar que a tendência do

mercado aponta para a globalização.

“O mercado espanhol é muito

diferente do português. O próprio

mercado espanhol é diferente entre

si. Existe aproximação dos dois países,

existem contactos de procura de

sinergias, da busca de modelos e de

práticas dos dois mercados, sim, mas

são diferentes”. No campo das inovações

técnicas, a posição da Soulima

passa pela formação como ferramenta

muito importante, de modo a estar

sempre dentro de um mercado em

constante mutação. Quanto aos novos

contornos da mobilidade, Ricardo

Lima tem uma posição bem definida,

que remete para os hábitos do consumidor,

que estão a mudar. l

22 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PLATEAU TV 2019

DEBATE

CRISE NO DIESEL

MÓNICA GONÇALVES, LD AUTO

DIOGO BORDALO, SERVIDIESEL

RICARDO RAMOS, GRUPO GAMOBAR

E

Estará o Diesel a atravessar,

de facto, um período de

crise? Ou estaremos perante

um manifesto exagero?

Mónica Gonçalves, da

LD Auto, abriu este painel. “Não há

crise no Diesel. O que está é a acontecer

uma mudança, que não é de hoje.

A LD Auto trabalha no Diesel desde

sempre e tem observado várias alte-

rações ao nível do negócio da reparação

e da otimização de processos”,

começou por dizer. A responsável

acredita que este tipo de combustível

não vai acabar. Até porque “os motores

a gasóleo ainda são uma boa

solução. A questão é que podem não

ser uma boa solução para todos, uma

vez que não temos todos as mesmas

necessidades”, acrescentou. A LD

Auto tem investido na variação de

serviços e negócios para diversificar

riscos e estar atenta às realidades que

vão surgindo. “A limpeza do filtro de

partículas é um negócio interessante,

no qual se investiu tempo e dinheiro,

área onde a LD Auto tem sido feliz.

Mas esta diversificação não teve nada

a ver com qualquer crise no Diesel.

Sabemos que as coisas vão mudar,

mas o Diesel não vai acabar”, frisou

Mónica Gonçalves.

Ricardo Ramos, do Grupo Gamobar,

também foi perentório em relação

ao futuro deste combustível: “O Diesel

é a principal fonte de faturação

da nossa empresa, tanto na venda

de viaturas novas como usadas. A

gasolina começa a surgir, mas para

clientes que têm uma utilização mais

urbana. Não há crise nenhuma no

Diesel. Ainda há, aliás, muito para

crescer nesta área”. Convidado a

pronunciar-se sobre as palavras do

Ministro do Ambiente, em janeiro

passado, sobre os veículos Diesel,

Ricardo Ramos respondeu que “teria

sido mais correto se ele tivesse apresentado

um plano para reduzir as

emissões de CO2 ou uma estratégia

para renovar o parque automóvel nacional.

O ministro ‘condenou’ o gasóleo

porque está na moda ‘condená-

-lo’. Nada mais”. Sem nunca deixar de

defender os motores Diesel, Ricardo

Ramos insistiu no facto de estarmos

a entrar numa nova fase de transição

para algo. “O veículo elétrico é uma

realidade, mas ainda não existe parque

circulante suficiente para tirar

conclusões, até porque a rede de postos

de carregamento ainda é escassa”,

completou.

Já Diogo Bordalo, da Servidiesel,

achou que “é uma injustiça o que estão

a ‘fazer’ ao Diesel”. E acrescentou:

“Ao contrário do que se diz, estes motores

não vão acabar. O que se fará

aos veículos pesados de transporte de

mercadorias e passageiros? Na distribuição

urbana, o veículo elétrico

faz sentido. E em longo curso? Mesmo

ao nível das fábricas, ainda há

muita coisa a ser desenvolvida com

o Diesel. Neste momento, a questão

da poluição continua a beneficiar os

veículos a gasóleo”. Diogo Bordalo é

da opinião que deve existir aconselhamento

ao consumidor antes de

este comprar a viatura, para perceber

qual a melhor opção, seja ela Diesel,

elétrica ou gasolina. “A Servidiesel

atua na área do Diesel e, também, na

da gasolina. Mas como 70% do parque

automóvel circulante é a gasóleo,

é normal que a empresa faça jus ao

seu nome”, enfatizou. Confrontado

com a questão da “eletrificação”,

Diogo Bordalo recordou os 35 anos

de história da Servidiesel, explicando

que, atualmente, consegue fazer de

tudo. “A evolução tem sido gigante

em todos os aspetos. A ‘eletrificação’

não nos assusta. Só precisamos de

evoluir e de nos adaptarmos a ela”. l

Veja o vídeo em

jornaldasoficinas.com


Evento

ECAR SHOW

“ELETRIFICAÇÃO”

CHEGOU À CAPITAL

O CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA, LOCAL ICÓNICO DA CAPITAL, CONHECIDO COMO A “ANTIGA FIL”,

RECEBEU, ENTRE OS DIAS 3 E 5 DE MAIO, O ECAR SHOW - SALÃO DO AUTOMÓVEL HÍBRIDO E ELÉTRICO. O

JORNAL DAS OFICINAS, MEDIA PARTNER DO CERTAME, MARCOU PRESENÇA NESTE EVENTO “ELETRIFICADO”

por Ricardo Carvalho

O

paradigma da nova mobilidade

esteve no centro das atenções

em Lisboa, durante o primeiro

ECAR SHOW realizado na capital.

Depois do sucesso alcançado no

Porto, o salão dedicado aos automóveis

híbridos e elétricos teve lugar em

Lisboa. Às muitas novidades do setor

automóvel, juntaram-se experiências

ao volante e seminários, tendo sempre

a mobilidade como pano de fundo.

A importância deste evento para o

aftermarket também foi uma evidência,

graças aos vários seminários que

foram acontecendo durante o fim de

semana, que focaram temas relacionados

com a “eletrificação” do automóvel.

O pavilhão principal do Centro de

Congressos de Lisboa acolheu 60 veículos,

entre duas e quatro rodas, tendo

contado com a presença de 18 marcas

de automóveis. Contudo, o objetivo

não foi apenas mostrar as novidades.

A ideia foi, ao mesmo tempo, criar

uma feira dedicada à mobilidade, que

juntou um pouco dos muitos serviços

que podem complementar este “novo

mercado automóvel”, que, para já,

ainda é um nicho.

Ligado à corrente

Desde marcas que se dedicam à comercialização

de carregadores para

veículos elétricos e híbridos plug-in a

empresas de carsharing (representadas

pela emov e pela primeira empresa

em Portugal que só aluga veículos elétricos,

a Watts On Wheels), houve de

tudo um pouco no ECAR SHOW. Mas

o espaço da Tesla foi um dos mais concorridos.

Também a empresa pioneira

na comercialização de veículos elétricos

em Portugal, ZEEV, não faltou

à chamada e exibiu os Fisker Karma e

26 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PUB

“TEMOS, AQUI, UM SALÃO

PARA O FUTURO”

JOSÉ OLIVEIRA, DIRETOR DO ECAR SHOW

José Oliveira, diretor do salão, explicou a essência do certame e as suas expectativas. Até porque a

Zest – Marketing e Eventos, organizadora da feira, já tem experiência nesta área, nomeadamente

através da realização das duas edições do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico no Centro de

Congressos da Alfândega do Porto, que recebeu, em cada uma, 30 mil visitantes. José Oliveira

afirmou ao Jornal das Oficinas que o ECAR SHOW realizado em Lisboa superou as expectativas. “O

grande objetivo do evento foi poder trazer novos clientes para esta forma de mobilidade. Pessoas

que estão abertas a alterar o seu próprio paradigma. Há muito trabalho a ser desenvolvido neste

campo. O público está ainda muito pouco informado. Por vezes, até confuso. Por isso, pretendemos

dar respostas, esclarecer dúvidas e fazê-lo com base na experiência. Trazer as pessoas até aos

veículos e levá-los a experimentar esta realidade”, explicou o diretor do salão. “O mercado de

Lisboa é de grande dimensão. E não tinha salões nesta área. Como havia vontade por parte das

marcas de automóveis, das empresas de carsharing e dos fornecedores de energia, reunimos as

condições necessárias para a realização do primeiro ECAR SHOW na capital”, concluiu.

Fiat 500 elétrico (este último não é

vendido no nosso país pela Fiat).

Destaque mereceram, também, as

empresas que se dedicam à comercialização

de carregadores, wallboxes

e painéis solares, como a EV

Chargers e a NRG Kick. A ABB

também deu nas vistas ao desvendar

os carregadores rápidos domésticos

de 25 kWh e os supercarregadores

de 150 kWh. Já as empresas

petrolíferas Galp e Prio, cada vez

mais focadas neste conceito de mobilidade,

mostraram a sua oferta de

serviços para veículos elétricos.

José Sá Fernandes, vereador de

Energia e Ambiente da Câmara

Municipal de Lisboa, visitou o certame

e participou no encerramento

do seminário Cooler World. O edil

fez um balanço do trabalho desenvolvido

pela autarquia na área da

mobilidade sustentável e abordou,

com algum detalhe, os projetos em

curso no âmbito da eleição de “Lisboa

Capital Verde Europeia 2020”.

A avaliar pelo que se viu no Centro

de Congressos de Lisboa, o futuro

dos veículos híbridos e elétricos

parece ser promissor, com as marcas

a apostarem em modelos e soluções

mais inovadoras e as entidades

a desenvolverem as infraestruturas

necessárias para serem disponibilizados

pontos de carregamento aos

cidadãos. A União Europeia estima,

aliás, que existam 40 mil pontos de

carregamento públicos em 2020. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 27


OPINIÃO

PEDRO NASCIMENTO, DIRETOR-GERAL DA PNEUIMPEX

OFICINA AUTO VS

ESPECIALISTA DE PNEUS

O FUTURO ESTÁ AÍ. E AGORA, O QUE FAZER? OS GESTORES MAIS ASTUTOS NÃO PERDEM TEMPO E OPTAM

PELA SOLUÇÃO QUE MELHOR SE ADAPTA ÀS SUAS NECESSIDADES E À ESTRATÉGIA DA SUA EMPRESA

Tendencialmente, o especialista

de pneus opta por oferecer um

serviço mais amplo ao implementar

“mecânica rápida”. Em sentido

oposto, as oficinas estão, cada vez

mais, a disponibilizar o serviço de

pneus. A curto prazo, um misto destes

serviços será uma realidade. No entanto,

irão manter a sua génese, visto

que ambos os negócios detêm algumas

especificações técnicas muito

próprias. É o caso dos “puros” especialistas

de pneus (vulgo casas de pneus

ou retalhistas de pneus), que, além do

serviço de pneus ligeiros (75%), contam,

também, com as áreas de pneus

de camião, industrial e agrícola (25%).

Por outro lado, existem oficinas com

um know-how forte, especializadas

nas áreas Diesel, elétrica e de turbos.

Extrapolando, se somarmos as 7.500

oficinas legalizadas do mercado nacional

com a totalidade dos 2.200 especialistas

de pneus, chegamos a uma

soma de quase 10.000 operadores na

área dos serviços oficinais. Atualmente,

quase todos oferecem os mesmos

serviços. Visto que a quantidade de

veículos circulantes continua a ser a

mesma, pergunto: iremos ter serviço

para todos os operadores?

O maior desafio desta fusão dentro de

cada organização, são os recursos humanos.

Aqui, as oficinas levam vantagem,

pois é mais fácil formar um técnico

em pneus do que uma casa de

pneus formar ou contratar um bom

mecatrónico. Se juntarmos todo este

AINDA EXISTEM

CASOS EM

QUE A OFICINA

REENCAMINHA

O SEU CLIENTE

PARA O

ESPECIALISTA

DE PNEUS,

SEMPRE QUE ELE

NECESSITA DE

COLOCAR PNEUS

NO SEU VEÍCULO

cenário, com a evolução tecnológica

dos veículos atuais, o único caminho é

a integração numa rede. E, mesmo assim,

a tipologia de rede a integrar terá

de ser muito bem analisada.

As redes atuais têm na sua génese várias

origens. Umas nascem de fabricantes

e distribuidores de pneus, outras

de fabricantes e distribuidores de

peças. Aqui, uma vez mais, as redes

com origem nas peças levam vantagem,

pois um especialista em pneus

encontrará muito mais benefícios

em agrupar-se a uma rede que

lhe traga know-how técnico e

imagem oficinal, que uma

rede de pneus não lhe

dará. Quanto às oficinas,

dificilmente se agruparão

a uma rede de pneus,

pois veem um pneu como

mais uma peça. O mais caricato

de tudo isto, é que ainda

existem casos em que a oficina

reencaminha o seu cliente para o

especialista de pneus, sempre que ele

necessita de colocar pneus no seu

veículo. l

PUB

www.pcc-lda.pt

EMPRESA CERTIFICADA

ESPECIALISTAS EM

EQUIPAMENTO OFICINAL


“Os meus clientes confiam

na minha oficina …

João P., João Padeiro Unipessoal Lda, Portugal

… e eu confio na MEYLE!”

Juntamente com os distribuidores, oficinas e mecânicos como o João, de João Padeiro

Unipessoal Lda, em Portugal, trabalhamos para nos certificarmos de que os condutores de todo

o mundo possam confiar nas nossas melhores peças e soluções. Deste modo, apoiamo-lo e à sua

oficina para que sejamos “DRIVER’S BEST FRIEND”.

Siga-nos em

Saiba mais em www.meyle.com

OFFICIAL DISTRIBUTION PARTNER

LEIRIA

Rua das Fontainhas, nr. 77 | Andrinos – Ap 776 | 2416-905 Leiria |

T 244 830 070 | F 244 813 047

CASTELO BRANCO

Zona Industrial – Rua T, Lote 49 | 6001-997 Castelo Branco |

T 272 349 580 | F 272 349 589

Email geral@autodelta.pt

www.autodelta.pt


ObservATÓRIO

CONCEITOS DE MOBILIDADE

CÁPSULAS

AUTÓNOMAS… E RURAIS

Quando se fala de veículos autónomos,

por norma, associamos

esta forma de mobilidade

às grandes cidades. Mas esta

solução poderá fazer ainda mais sentido

em zonas rurais ou industriais,

longe das grandes metrópoles, servindo,

de forma eficaz, como transportes

públicos. Essa é, pelo menos,

a ideia do Ministério dos Transportes

de França, que se encontra,

neste momento, a testar 16 modelos

autónomos, com estas funções, em

vários pontos do país. Estas cápsulas

autónomas e elétricas da Navya têm

superado, com sucesso diga-se, toda

a fase experimental, prevendo-se

que venham a alargar o seu espaço

de ação.

Numa segunda fase de testes, as duas

DUAS CÁPSULAS

AUTÓNOMAS E

ELÉTRICAS DA NAVYA

ENCONTRAM-SE EM

TESTES EM VÁRIAS

REGIÕES FRANCESAS.

O OBJETIVO É SERVIREM

DE TRANSPORTE

PÚBLICO NAS ZONAS

RUAIS E INDUSTRIAIS,

LONGE DAS GRANDES

METRÓPOLES

por Jorge Flores

cápsulas da Navya, cada uma delas

com cinco lugares, prestarão serviços

na comunidade de Coeur de Brenne,

no centro de França, onde o ministério

analisará a eficácia destes modelos

autónomos no transporte de uma

população espalhada pelo território.

Regra geral, as distâncias entre casa

e trabalho obrigam os locais a dispor

de viatura própria, uma vez que

não existe um serviço centralizado de

transportes públicos, disponível num

circuito a qualquer hora do dia. Com

esta solução, tudo poderá mudar.

Transporte público

Os testes não ficarão circunscritos

à comunidade francesa de Coeur de

Brenne. Em Nantes, na zona oeste,

serão realizadas várias experiências

com as cápsulas da Navya. Ambos

os modelos circularão no espaço de

uma linha férrea (desativada), onde

está previsto o transporte de perto de

300 pessoas por hora durante o período

de maior afluência de tráfego.

Também em Sophia-Antipolis, n o

ponto oposto do país, junto à fronteira

com a Itália, as cápsulas autónomas

serão colocadas à prova. O

objetivo, aqui, será fazer a ligação

entre as várias indústrias dispersas

na região, como se fossem veículos

de trabalho, substituindo, uma vez

mais, o automóvel particular.

Numa terceira fase de testes, prevê-se

que estes modelos sejam utilizados

para o transporte de mercadorias,

entre o comércio local e os

restaurantes de Montpellier. l

30 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


empresas

DP AUTOMOTIVE BY LEIRILIS

RELAÇÃO

DE CONFIANÇA

FERNANDO RIESCO, DIRETOR-GERAL DA DIPART, E SAULO SACO,

ADMINISTRADOR DA LEIRILIS, SABEM QUE, NOS NEGÓCIOS, COMO NA

VIDA, A BASE DO SUCESSO ESTÁ NA CONFIANÇA. FOI, POR ISSO, COM

TODA A NATURALIDADE QUE A EMPRESA PORTUGUESA SE JUNTOU

AO GRUPO ESPANHOL, QUE, POR SEU TURNO, É SHAREHOLDER

DA GLOBAL ONE AUTOMOTIVE por Bruno Castanheira

Fundada em 1986, a Leirilis desde cedo

apresentou um crescimento no mercado

português. No ano de 2005, a empresa

mudou de instalações, em Leiria, conseguindo

aumentar, exponencialmente, a sua gama de produtos,

tendo alargado a sua oferta para a área da

mecânica. Desde 2010 que a Leirilis tem expandido

a sua cobertura geográfica, abrindo novos

armazéns e balcões de atendimento em Coimbra,

Lisboa e Porto. Em 2016, a PneuImpex, empresa

sediada na ilha da Madeira, passou a integrar o

grupo português, tendo este alargado ainda mais

a sua área de abrangência. Em 2017, a Leirilis

tornou-se sócia do grupo ibérico Dipart que, por

seu turno, é shareholder da Global One.

10 anos de atividade

Ao tornar-se sócia da Dipart, a Leirilis fortaleceu

a sua posição no mercado através do aumento

do know-how, do poder negocial com os

fornecedores e da notoriedade dentro e fora de

portas. Decisão esta que foi tomada em virtude

de ser necessário crescer de forma sustentada e

tendo o aumento da quota de mercado em mente,

chegando, assim, a todas as zonas de Portugal, o

que se consegue com a integração de novos associados.

Fernando Riesco, diretor-geral da Dipart, recorda

ao Jornal das Oficinas como tudo começou:

“A Dipart surgiu no início de 2009. Quando arrancámos

com a nossa atividade, nunca nos assumimos

como um grupo de compras, mas como

uma empresa que oferece serviços aos seus franchisados

e clientes, o que condiciona toda a nossa

forma de atuar no mercado, sobretudo no espanhol”.

A Dipart arrancou, há 10 anos, com seis

distribuidores e 35 pontos de venda em Espanha.

Hoje, dispõe de 29 distribuidores e 110 pontos de

32 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


DP AUTOMOTIVE

BY LEIRILIS

AO toRNAR-SE SÓCIA DA DIPART, A LEIRILIS FORtaLECEU A SUA

POSIÇÃO NO MERCADO atRAVÉS DO AUMENTO DO KNOW-HOW, DO

PODER NEGOCIAL COM OS FORNECEDORES E DA NOTORIEDADE

venda a nível ibérico. “Temos uma

cobertura bastante razoável de todo

o território espanhol, onde chegamos

a cerca de 80% do parque automóvel.

A integração na Global One Automotive

fez com que tivéssemos de

nos expandir, numa lógica de conceito

ibérico. Foi assim que estabelecemos

contacto com a Leirilis, empresa

que cumpria perfeitamente todos

os nossos requisitos e expectativas.

Tanto mais, que a nossa filosofia de

negócio não é vender diretamente às

lojas de peças nem às oficinas”, explica

Fernando Riesco.

Para entrar em Portugal e poder

crescer, era preciso encontrar um

parceiro de grande envergadura.

Que desenvolvesse o conceito DP

Automotive. “Iniciámos a nossa parceria

com a Leirilis no final de 2017.

O ano de 2018 serviu, acima de tudo,

para nos estabelecermos no mercado

português e para enraizarmos os

conceitos da Dipart, integrando-os

nos da Leirilis”, dá conta Fernando

Riesco. Em 2019, a Dipart celebra

10 anos de atividade. E fez questão

de assinalar a efeméride na Motortec

Automechanika Madrid e, também,

na expoMECÂNICA.

Rota de crescimento

Em Espanha, a Dipart aposta na exclusividade

por zona. Em Portugal, o

conceito é o mesmo. “A Leirilis está

encarregue de desenvolver o negócio

e de criar uma rede dentro do país,

de modo a que as oficinas possam

ter bem próximos os seus fornecedores

de peças”, assegura Fernando

Riesco. Acrescentando, de seguida,

que, “em Portugal, o único sócio da

Dipart é (e será) a Leirilis, que tem a

missão de assegurar toda a cobertura

do território nacional. O desenvolvimento

do conceito em Portugal implica

aproximar a peça à zona onde

está localizada a oficina. E, para tal,

existem duas formas. Primeira: fazê-

-lo com os próprios meios da Leirilis,

investindo na abertura de pontos de

venda em determinadas zonas. Segunda:

procurar parceiros que ajudem

a alcançar esse objetivo num

conceito de master franchising”. O

conceito DP Automotive será, também,

lançado em Espanha, mas, para

já, o grupo decidiu não mudar ainda

de nome.

Já Saulo Saco, administrador da Leirilis,

não esconde que poderão existir

mais empresas em Portugal a ser integradas

na Dipart. “A ideia é termos

mais organizações a trabalhar connosco,

mas num conceito de associado

e não numa perspetiva de sócio da

Dipart. O nosso objetivo é procurar

parceiros para desenvolvermos o negócio

e fazê-lo crescer. A nossa ideia

é que os parceiros tenham uma imagem

exterior uniformizada (DP Automotive

by....), sendo a plataforma

de vendas a mesma, a gama de produtos

muito similar, o nível de serviços

igual e a forma de trabalhar os

conceitos uniformizada”, explica ao

Jornal das Oficinas.

Todos os parceiros da Leirilis terão

de estar alinhados e ter a sua atividade

homogeneizada. E todos terão

melhores condições de compra e

acesso à informação de todo o grupo

através de novos softwares. E quanto

aos conceitos? Saulo Saco explica:

“O DP Service, que existe há quatro

anos em Espanha, será, brevemente,

implementado em Portugal. No

fundo, consiste numa hotline técnica

que presta às oficinas assessoria telefónica

no momento em que o veículo

está a ser intervencionado. O

que existe, neste momento, no nosso

país, ao nível do DP Service, são

formações e apoio técnico na área

dos equipamentos. Já o DP Gold

(DP Oro em Espanha), é um serviço

de excelência que contempla, por

exemplo, o DP Service e a pesquisa

de peças por matrícula (a informação

técnica está toda disponível online).

Este estatuto é atribuído em função

do volume de compras. Em Portugal,

existem 30 oficinas DP Gold. Quanto

ao DP Ambiente (que não existe

em Espanha), consiste num serviço

de gestão de resíduos e de consultoria

ambiental criado para as oficinas.

Finalmente, o DP XPoint, que é um

programa de fidelização com pontos,

podendo estes ser trocados por brindes

ou serviços”. l

34 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A DESBRAVAR

NOVOS

CAMINHOS

Proteja-se dos imprevistos. Não há nada que consiga resistir às forças extremas de motores

cada vez mais potentes como os lubrificantes Champion. A Adaptive Shield Technology

cria um escudo protetor à volta das peças do motor, o que torna os lubrificantes Champion

a escolha ideal para obter um desempenho extraordinário.

Descarregue a nossa aplicação

Lubricant Finder na

App Store e Google Play.

Desenvolvido para ir mais além.

Saiba mais em www.championlubes.com

RELEASE THE FULL POTENTIAL


ENTREVISTA

RUI LOPES, SÓCIO-GERENTE DA RPL CLIMA

ESTOU NO

NEGÓCIO CERTO

NA ÁREA DA CLIMATIZAÇÃO AUTOMÓVEL, HÁ UMA PERSONALIDADE

QUE TEM SEMPRE A TEMPERATURA BEM REGULADA: RUI LOPES.

NÃO “FERVE EM POUCA ÁGUA” NEM É DEMASIADO CONDESCENDENTE.

MAS RECONHECE QUE SE “TRANSFORMA” DE MAIO A OUTUBRO,

PERÍODO EM QUE O NEGÓCIO ESTÁ NO AUGE. NESTA ENTREVISTA,

O SÓCIO-GERENTE DA RPL CLIMA ABRE O CORAÇÃO E REVELA

O SEU LADO MAIS INTIMISTA por Bruno Castanheira

Existem pessoas com as quais nos identificamos.

Rui Lopes é uma delas. Bem disposto,

afável e de uma honestidade rara,

o sócio-gerente da RPL Clima, que, juntamente

com Rui Pedro, gere os destinos

da empresa localizada na Reserva Nacional da

Qualidade de Vida, ou seja, em Vilamoura, no Algarve,

recebeu o Jornal das Oficinas de braços abertos.

Nesta entrevista, recordou o passado, analisou

o presente e projetou o futuro. Sempre com um sorriso

rasgado e no tom cordial que o caracteriza. Rui

Lopes abriu o coração e revelou o seu lado mais intimista.

Uma conversa entre dois amigos que, aqui,

publicamos na íntegra.

O que levou dois homens de Leiria (Rui Pedro e Rui

Lopes) a abrir uma empresa de climatização no

Algarve?

A pergunta é curiosa e muitas pessoas fazem-na.

Como diz o adágio popular, “Quem não está bem,

muda-se”. Foi o que fizemos. Eu o Rui Pedro trabalhávamos,

na altura, numa empresa de climatização

situada em Leiria e, com o passar do tempo, percebemos

que não teríamos grande futuro se lá continuássemos.

O nosso desagrado virou oportunidade.

Procurámos os fornecedores que existiam no mercado

e anunciámos que queríamos dar o salto. Como

o Algarve era uma região que, na altura, não estava

abrangida pelo fornecedor com quem falámos,

este decidiu apoiar-nos incondicionalmente no nosso

novo projeto. Havia um nicho de mercado no Algarve

na área da climatização automóvel. E como

não existiam distribuidores no sul do país, estavam

reunidas as condições para eu e o Rui Pedro criarmos

a RPL Clima.

Como foram os primeiros 19 anos de atividade da

RPL Clima? Sente que o negócio se desenvolveu à

temperatura ideal?

O negócio da climatização automóvel está intimamente

relacionado com as condições meteorológicas.

A RPL Clima não tem uma equipa de vendedores

que anda no terreno. O nosso principal vendedor

é o tempo. Anos de muito calor são anos de muito

trabalho. E de muitas vendas. Em anos mais amenos,

as vendas não são tão fluidas como nos anos

quentes. O que é certo é que a temperatura na RPL

Clima tem vindo a subir todos os anos. 2018 não fugiu

à regra. Estamos num período de crescimento de

vendas. O que é fantástico.

36 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


RUI LOPES

Considera que a climatização automóvel é um

negócio sazonal, ou seja, que há um pico de maio a

outubro e, depois, um abrandamento de outubro a

abril?

Absolutamente. Mas nós, especialistas nesta área, temos

um pico durante 12 meses, por incrível que possa

parecer. Isto é, dividimos os 12 meses em metades

iguais. Seis meses são dedicados intensivamente

à compra e nos outros seis meses não temos mãos a

medir com as vendas. Nos meses de inverno, também

temos crescido. Claro que o que baliza o negócio são

os meses de verão, mas é curioso como temos crescido

também nos meses mais frios.

De que forma se pode contrariar essa

sazonalidade? Com outros produtos e áreas de

negócio? Ou dando o máximo nos meses de maior

pico?

O que nos faz crescer anualmente é a especialização

que temos, a dedicação que nos caracteriza e o facto

de abraçarmos a 100% a área da climatização automóvel.

Não querendo ser presunçoso, que, aliás, é

característica que não me assiste, a verdade é que isto

faz a diferença relativamente a todas as casas de

peças e a todos os players que estão no mercado. E

repare-se que, hoje, todas as casas de peças vendem

compressores, sejam eles novos ou reconstruídos. O

que é certo é que temos vindo a crescer. Portanto, não

faz sentido nenhum começarmos a vender baterias,

escovas limpa-vidros ou pastilhas de travão. Isso não

faz, de todo, parte do nosso objetivo.

A mudança, em janeiro de 2017, para as instalações

onde nos encontramos, permitiu à RPL Clima

aumentar o seu stock e trouxe-lhe novos

argumentos...

Sem dúvida. Deixámos de comprar contentores de

20 pés para passar para os de 40 pés. E, isto, faz logo

a diferença a nível de armazenagem e de negociação

perante os fabricantes. Fica-nos mais barato mandar

vir contentores de 40 pés do que vários de 20 pés.

Portanto, ganhámos em todas as frentes.

Considera-se um “patrão” exigente com

os colaboradores? O que não tolera a nível

profissional?

Exigente, não. Extremamente exigente. Se assim não

fosse, a RPL Clima não teria chegado onde chegou.

Contra tudo e contra todos. Num mercado cada vez

mais concorrido e inundado de grupos. Nós, pé ante

pé, continuamos a crescer. Devagarinho, é certo, mas

a crescer. E a atingir patamares interessantes fora de

Portugal. Não tolero a nível profissional a falta de honestidade,

de compromisso e de pontualidade. Sou

extremamente exigente com a pontualidade. Não

tolero que os colaboradores cheguem às 9h. Têm de

chegar antes. A partir das 9h, não gosto de cumprimentar

ninguém da empresa, o que demonstra bem

a minha exigência dentro da RPL Clima.

Além de representar fabricantes de topo, a RPL

Clima dispõe da gama, própria RPL Quality, que

assume particular relevância na vossa atividade...

É verdade. Há mais de 10 anos que representamos,

a nível nacional, os três maiores fabricantes de compressores

do mundo em primeiro equipamento

HÁ MAIS DE 10 ANOS

QUE REPRESENTAMOS,

A NÍVEL NACIONAL,

OS TRÊS MAIORES

FABRICANTES DE

COMPRESSORES DO

MUNDO EM PRIMEIRO

EQUIPAMENTO

(Sanden, Denso e Delphi). E reparámos que havia

na RPL Clima uma lacuna: a inexistência de uma segunda

linha de produtos. Em 2013, fomos os últimos

a adotar no mercado da climatização automóvel uma

linha alternativa. E os últimos porquê? Porque não

nos sentíamos confortáveis em apresentar compressores

a qualquer custo, a qualquer preço e sem qualquer

qualidade. Preferimos estudar a questão e visitar

fabricantes (sobretudo na Ásia, que é o “mundo”

do ar condicionado). Tínhamos de escolher os parceiros

certos. E foi assim que surgiu a RPL Quality,

uma marca que está patenteada e registada, apresentando

preços competitivos. Tudo para dar ao cliente

a opção de uma segunda linha de produto novo de

qualidade elevada.

Como analisa o mercado da climatização

automóvel em Portugal, circunscrevendo à área de

atuação da RPL Clima?

Já estamos no mercado há 19 anos. No início, vendiam-se

muitos equipamentos. Mas a RPL Clima

surgiu com uma visão um pouco mais à frente. Se

existiam tantos equipamentos a ser vendidos, então

vamos agarrar-nos aos acessórios. E é aqui que,

neste momento, fazemos a diferença. Somos líderes

inquestionáveis de mercado nesta área. Por mais

players e grupos que venham. Continuamos a ter

uma visão de futuro.

E quanto à RPL Automotive Parts (anterior RPL

Clima 2), que é o braço de exportação da RPL

Clima? Como têm corrido as coisas?

A mudança de nome deveu-se à facilidade de pronunciar

RPL Automotive Parts em qualquer idioma.

Passámos a ser vistos por outros mercados

com outros olhos. Em 2017, a nossa área de exportação

faturou €350.000 e, em 2018, subimos para

€650.000. Para este ano, o nosso objetivo é chegar

a €1.000.000.

A RPL Clima considera-se uma empresa digital?

Costuma dizer-se que na relação profissional/

38 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


pessoal, a empresa sai sempre beneficiada. No

percurso na RPL Clima, não há nenhuma decisão

que se arrependa de ter tomado?

Há. Em 2007 ou 2008, tive a infeliz ideia de trazer

o franchising de uma oficina para o Algarve. A ideia

era boa mas os tempos é que não eram os mais apropriados.

Ao fim de cinco anos, a coisa não correu assim

tão bem como estávamos à espera. Hoje, se pudesse

voltar atrás, não tomaria essa decisão.

Como gostaria que fosse o negócio da RPL Clima

nos próximos 20 anos?

Gostava que o portal de vendas passasse a assegurar

80% do nosso volume total de faturação em vez dos

atuais 20%. Penso que num espaço de cinco ou 10

anos podemos consegui-lo, atendendo às novas gerações

de mecatrónicos, de gestores de oficinas e de

líderes de empresas, bem como à cada vez maior formação

do setor. Creio que o futuro vai passar por aí.

O MAIS DIFÍCIL PARA

AS EMPRESAS É A

GESTÃO DE RECURSOS

HUMANOS. GERIR

PESSOAS, É GERIR

PROBLEMAS

Fala-se muito de “eletrificação”, de conectividade,

de condução autónoma... O que é facto é que a RPL

Clima está numa das melhores áreas de negócio,

nada tendo a temer com essa realidade...

Concordo a 100%. Considero-me, aliás, um afortunado

nesta área. Quando abrimos a empresa, em janeiro

de 2000, sem pensar no que poderia vir a acontecer

dentro de 19 anos, tivemos a sorte de calhar

num negócio onde os veículos híbridos e elétricos

precisam de ar condicionado para funcionar. Já não

estamos a falar apenas de conforto, mas de um elemento

essencial para os veículos circularem, uma vez

que é o ar condicionado que vai permitir arrefecer as

baterias desses veículos. Estou no negócio certo. Em

10 novos compressores que a Sanden planeia introduzir

no mercado a breve trecho, oito serão para veículos

híbridos e dois destinados a veículos elétricos.

É preciso estar sempre a regular a temperatura dos

colaboradores ou eles interiorizam diariamente os

valores que fazem parte do ADN da RPL Clima?

O mais difícil para as empresas é a gestão dos recursos

humanos. Isto está cada vez mais difícil. A todos

os níveis. O compromisso, a pontualidade, a responsabilidade...

É duríssimo gerir pessoas. Gerir pessoas,

é gerir problemas. Quanto mais colaboradores

existem na nossa estrutura (neste momento, são 13

contando comigo), mais problemas há para resolver.

Contudo, a temperatura dos colaboradores nos meses

de inverno é muito idêntica ao trabalho. É amena e

mais descontraída. Tudo flui. Mas eles já sabem que,

a partir de maio, o Rui Lopes vai transformar-se. Vai

falar alto, vai exigir mais, vai olhar para o relógio e vai

estar em cima deles permanentemente. Não há tempo

para pausas a meio da manhã nem a meio da tarde.

O que mais sai são compressores e condensadores.

Que balanço faz dos 17 anos de presença em

salões do aftermarket? Para mais, tendo a RPL

Clima estado, por duas vezes, presente como

expositora na Motortec Automechanika Madrid?

A parte dos salões ajudou-nos a crescer. Sem dúvida.

Já estivemos em Lisboa e fomos presença assídua

na Batalha, quando não havia expoMECÂNI-

CA no Porto... Há que dar mérito à Exposalão, que

reuniu o setor a nível nacional e, durante 10 ou 12

anos, conseguiu fazer uma feira de referência em

Portugal. Depois, apareceu uma entidade organizadora

com um pouco mais, digamos, de know-how e

de visibilidade. Neste momento, estamos com a expoMECÂNICA

e estamos bem. É a feira de referência

a nível nacional. E uma vez que o mercado de exportação

está a crescer (começámos a virar-nos para

fora do país em 2013 com a RPL Clima 2, hoje RPL

Automotive Parts), faz cada vez mais sentido a nossa

presença em Espanha. Este ano, fomos com mais

visibilidade e com outras armas para o certame de

Madrid. No entanto, os 19 anos da RPL Clima foram

feitos de visitas aos clientes. Todas na minha

pessoa. A presença nos salões é extremamente importante,

mas sempre associada às visitas. Percorro

entre 10 a 15 mil km em cerca de dois meses. Faço-o

desde que a empresa nasceu. l

Veja o vídeo em

jornaldasoficinas.com

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 39


A MELHOR FORMA DE PROPORCIONAR A TERCEIROS UM ACESSO SEGURO

AOS DADOS DO VEÍCULO, É ATRAVÉS DE UMA PLATAFORMA EXTERNA


EM FOCO

EXTENDED VEHICLE

COMPREENDER

O CONCEITO

OS VEÍCULOS GERAM UMA PANÓPLIA DE INFORMAÇÃO. E EMBORA OS DADOS GERADOS SEJAM, NA SUA

MAIORIA, DE NATUREZA TÉCNICA, CERTOS TIPOS PODEM SER UTILIZADOS PARA PRESTAR SERVIÇOS. O

EXTENDED VEHICLE PERMITE A PARTILHA DE ALGUNS DESTES DADOS COM TERCEIROS

Os fabricantes de veículos estão a desenvolver

os seus próprios modelos de acesso a dados,

incluindo o conceito Extended Vehicle, o qual

prevê o acesso a dados no interior do veículo apenas

através de um servidor externo sob o seu controlo.

Contudo, esta abordagem suscitou sérias preocupações

nos últimos anos devido a lacunas identificadas

no que toca ao âmbito técnico e legal, bem como à

legislação relativa à concorrência. Entidades diversas

analisaram a posição e os argumentos dos protagonistas

chave - as oficinas independentes - e os

elementos reunidos confirmam que o tratamento do

acesso a dados no interior do veículo - semelhante

ao acesso a dados gerais - não segue um roteiro claro

partilhado por todas as partes interessadas. E não

tem em consideração desenvolvimentos regulamentares

europeus, tais como o mercado único digital.

Embora os consumidores estejam recetivos a novos

serviços baseados em dados, continuam a demonstrar

um forte interesse em manter a liberdade de escolha

no que toca ao prestador de serviços em vez de

serem orientados com base em dados que não controlam

ou que não consideram totalmente transparentes.

Servidor neutro e seguro

A melhor forma de proporcionar a terceiros um

acesso seguro a dados do veículo, é através de uma

plataforma externa, ou seja, de um servidor neutro

e seguro a partir do qual os prestadores de serviços

podem aceder aos dados em vez de acederem diretamente

ao veículo, sem qualquer controlo.

Esta plataforma externa proporciona acesso aos dados

do veículo em conformidade com regras técnicas

de concorrência e proteção de dados, claramente

definidas através de várias interfaces e meios externos

de armazenamento de dados, reduzindo, por

conseguinte, os riscos de segurança, fiabilidade e

responsabilidade. Para assegurar a interoperabilidade

em todo o globo, é necessário padronizar estes

meios de acesso externo a dados e as respetivas interfaces.

Para este efeito, foi desenvolvida uma norma

ISO (20077-1), mais conhecida como conceito

de “Extended Vehicle”. Trata-se de um veículo com

extensões externas de software e hardware que são

desenvolvidas, implementadas e geridas pelo fabricante

do veículo.

Os servidores neutros podem ser implementados

para disponibilizar dados a prestadores de serviços

de terceiros interessados, sem envolver a assinatura

de contratos com fabricantes de automóveis. Estes

servidores são totalmente “neutros”, o que significa

que não são operados nem financiados pelos

fabricantes, mas sim por um terceiro independente.

Naturalmente que estes operadores de servidores

neutros são obrigados a implementar medidas

de segurança e proteção de dados de última geração.

Várias empresas já se mostraram interessadas em

desenvolver estes servidores geridos independentemente.

A IBM, por exemplo, lançou, recentemente,

um serviço para tornar acessíveis os dados dos veículos

através da sua plataforma em “nuvem” a terceiros

que pretendam desenvolver serviços novos e

inovadores.

Porquê partilhar dados automóveis?

Atualmente, os veículos são cada vez mais “conectados”,

no sentido em que podem trocar uma panóplia

de informação com outras viaturas, utentes da estrada,

fabricantes de veículos e prestadores de serviços

de terceiros. Com o aumento do volume dos dados

gerados por veículo, os terceiros estão cada vez mais

interessados no seu acesso e utilização com vista à

prestação de serviços. Estes prestadores de serviços

incluem, por exemplo, oficinas e soluções de assistência,

companhias de seguros, operadores de parques

de estacionamento, prestadores de serviços financeiros

e de frota e operadores de infraestruturas

rodoviárias, entre outros. Também podem incluir

protagonistas não tradicionais do setor automóvel,

tais como entretenimento, viagens e turismo, redes

sociais e operadores de motores de busca.

A partilha de dados de veículos com estes intervenientes

poderá melhorar a experiência de condução,

aumentar o conforto do condutor, otimizar produtos

e contribuir para a concretização de metas sociais,

tais como a melhoria da segurança rodoviária e

a redução do consumo de combustível.

em benefício do condutor

Eis alguns exemplos de como os dados gerados por

veículos podem ser utilizados em benefício do condutor:

l Recomendações relativamente aos percursos mais

fáceis e seguros, evitando “engarrafamentos” e perigos

rodoviários;

l Informações relativamente a “estacionamento inteligente”;

l Capacidade para contactar serviços de emergência

em caso de acidente;

l Possibilidade de “prever” períodos de manutenção

ou reparação para evitar avarias;

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 41


EXTENDED VEHICLE

l Pagamento automático de estacionamento ou

portagens;

l Para permitir que companhias de seguros ofereçam

prémios de seguro personalizados e com valores

mais baixos (por exemplo, com base na distância

percorrida, estilo de condução e itinerários);

l Capacidade de proporcionar informação local relevante

instantaneamente;

l Capacidade de proporcionar entretenimento e outros

serviços personalizados;

l Acesso a música, canais de redes sociais, emails.

Dados partilhados

Os tipos de dados que os automóveis geram – e que

podem ser utilizados para prestar determinados serviços

– variam de marca para marca. E, inclusivamente,

nas próprias marcas, de modelo para modelo.

Vários tipos de dados gerados pelos veículos podem

ser utilizados para melhorar a experiência de condução,

aumentar o conforto do condutor, otimizar

produtos e para contribuir para a concretização de

metas sociais, tais como a melhoria da segurança rodoviária

e a redução do consumo de combustível:

pressão dos pneus; velocidade do veículo; quilometragem;

consumo de combustível; nível do óleo; estado

do motor; estado de carga da bateria; ângulo da

direção; temperatura exterior do veículo.

Os dados gerados por veículos não incluem dados

importados por utilizadores de veículos (tais como

listas de contactos de telemóvel e destinos selecionados

para navegação), nem dados recebidos a partir

de fontes externas (por exemplo, informações transmitidas

por unidades fixas de comunicação ou outros

veículos e utentes das estradas vulneráveis). Na

sua maioria, os dados gerados pelo automóvel são de

natureza técnica. Existem temporariamente apenas,

são utilizados localmente nos sistemas do veículo e

nunca são armazenados.

Liberdade para reparar

Os consumidores são livres de escolher onde querem

que o seu automóvel seja reparado. Através de um

servidor neutro, os utilizadores dos veículos têm liberdade

para obter serviços do fabricante do mesmo,

da sua rede de reparadores autorizados ou de qualquer

outro prestador de serviços à sua escolha. Portanto,

o servidor neutro garante a liberdade de escolha

do consumidor. Os prestadores de serviços têm

acesso justo, razoável e não discriminatório aos dados

de que necessitam para oferecerem os seus serviços

aos utilizadores de veículos. Este universo inclui

oficinas de reparação independentes, operadores de

frota e companhias de seguros, só para citarmos três

exemplos.

Quaisquer informações disponibilizadas para a rede

de reparadores autorizados do fabricante do veículo

serão disponibilizadas nas mesmas condições a terceiros

independentes que ofereçam serviços concorrentes:

o mesmo tipo, a mesma quantidade, a mesma

qualidade de dados e, ao mesmo tempo, igual preço.

Este conceito para a transferência de dados gerados

por veículos assegura acesso de forma totalmente

não discriminatória e anónima, contribuindo, desta

forma, para a inovação e permitindo uma concorrência

aberta e justa. l

PUB

D E 1 9 5 8

Q U A L I D A D E O R I G I N A L

E X P E R I Ê N C I A E C O M P R O M I S S O

A gama mais ampla, que oferece a melhor cobertura de parque do

mercado, em constante crescimento, com extensões de gama para

cobrir novas necessidades.

w w w . d o g a p a r t s . e s


DIVERTIMENTO

NO VERÃO

Prepare-se para um verão divertido com os prémios que vai conquistar com

as suas compras de pastilhas e discos de travão TRW.

A campanha de pastilhas e discos de travão TRW contempla a oferta de um

conjunto de prémios que lhe proporcionam momentos descontraídos e divertidos,

com a família e amigos, na praia ou no campo:

GANHE

PRÉMIOS

• Saco mochila

• Geleira

• Baralho de cartas

• Conjunto de raquetes de praia

• Bola de voleibol

DIVERTIDOS AO

COMPRAR

TRW

Para mais informações sobre os termos e condições desta campanha,

contacte um distribuidor TRW.

Descontraia e divirta-se no verão com a TRW!

www.trwaftermarket.com


Empresa

GRANLOURES

DEZ ANOS A DIZER

CRIADA HÁ 10 ANOS, EM LOURES, A GRANLOURES HABITUOU-SE A DIZER SEMPRE “SIM” AOS PEDIDOS DOS

SEUS CLIENTES. “NÃO TEMOS” É EXPRESSÃO PROIBIDA NA EMPRESA DO GRUPO GRANMOTOR

por Jorge Flores

“SIM”


Nesta casa, não se diz que não há

ou que não se arranja”. João

Garcia, responsável da Granloures,

não é pessoa de meias palavras.

A empresa, pertencente ao Grupo

Granmotor, comemora 10 anos e

orgulha-se de ter uma resposta afirmativa

para os clientes.

Ao Jornal das Oficinas, João Garcia

conta como tudo começou, no final

de 2008: “Depois de dois anos de

prospeção e estudo de mercado, na

região de Loures, verificámos que as

vendas e as solicitações manifestadas

pelos clientes justificavam a abertura

de uma loja na zona”. Nascia, assim,

a Granloures, na rua Avelar Brotero,

num espaço com 200 m 2 , em abril de

2009. Uma data que coincidia com

um longo período de crise do país. “Na

altura, todos diziam que estávamos a

arriscar de mais. Sempre tivemos noção

das nossas limitações, mas, acima

de tudo, das nossas capacidades. Sabíamos

que o caminho não seria fácil,

tal como não foi quando abrimos em

Rio de Mouro. O Grupo Granmotor

tomou a decisão de abrir esta loja em

Loures porque sabia que conseguiríamos

fazer a diferença”, revela.

“Lojas de peças à volta de Lisboa, já

existiam muitas. Contudo, tenho um

lema que repito assiduamente aos

meus colaboradores e clientes: nesta

casa, não se diz que não há ou que

não se arranja”, frisa. “Procuramos

sempre responder afirmativamente.

Prova disso, é o aumento da crescente

carteira de clientes e do volume de

vendas, que, em 2013, levou-nos a

procurar e a adquirir um novo espaço.

Mudámos em fevereiro de 2014 para

o local onde, hoje, nos encontramos.

A loja tem 800 m 2 e excelentes condições

de estacionamento, localização e

visibilidade”, assegura.

Qualidade de serviço

Desde a constituição da Granloures,

João Garcia tem ouvido dizer que a

empresa deve fidelizar os clientes.

Mas, de certa forma, o responsável

discorda. “Acho que sim, que são os

clientes, no dia a dia, que se auto-fidelizam

com o fornecedor de peças

que melhores condições lhes dá. Não

vêm apenas pelos descontos, mas,

sobretudo, pela qualidade do serviço

prestado pelos nossos técnicos, pelos

orçamentos em tempo útil, pela

disponibilidade de stock, pelo nosso

compromisso nas entregas bi-diárias

e, acima de tudo, pela qualidade dos

nossos produtos”, afirmou. Sem tudo

isto, é ponto assente que não haveria

fidelidade dos clientes.

Bons parceiros

A Granloures não vende produtos

GRANLOURES

Sede Rua Marechal Carmona,

n.° 3 A, Quinta Nova de S. Roque,

2670 - 513 Loures

Telefone 219 847 050

email geral@granloures.pt

Site www.granmotor.pt

“baratos, cuja qualidade possa ser

colocada em causa e que possam vir

a criar problemas”, explica João Garcia,

acrescentando, de seguida, que

“problemas, evito-os!”. Entre o stock

da empresa de Loures, encontram-se

várias marcas premium: Valvoline,

Ate, Galfer, SWF, LuK, INA, FAG,

ContiTech, SWAG, Blue Print, Bilstein,

Purflux, MANN e TRW. Preocupação

para João Garcia é que os clientes

estejam sempre informados. Para

isso, “pontualmente”, são realizadas

ações de formação nas instalações da

empresa. E o facto de a Granloures

contar com “bons parceiros de negócio”,

permite-lhe oferecer “melhores

condições aos clientes”.

Neste momento, a empresa tem uma

posição “consolidada” no mercado,

mas João Garcia continua focado

numa “perspetiva de continuidade e

crescimento”. No fundo, “como resposta

às necessidades e exigências do

mercado” onde operam. “Em 2009,

éramos apenas quatro elementos.

Hoje, somos uma equipa composta

por 14 pessoas empenhadas em servir

bem os clientes, respeitando os nossos

parceiros de negócio”, conclui. l

44 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A GRANLOURES INCLUI NO SEU PORTEFÓLIO PRODUTOS PREMIUM, POIS SÓ

ESTES EVITAM PROBLEMAS. A VALVOLINE É UMA DAS SUAS MARCAS ÂNCORA


A INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO NA MAIA FOI O DESTAQUE DA EMPRESA

NA SUA PRIMEIRA PRESENÇA COMO EXPOSITORA NA EXPOMECÂNICA


Empresa

ALECARPEÇAS

REGRESSO AO NORTE

A ALECARPEÇAS VOLTA A COLOCAR O NORTE NO CENTRO DA SUA ATIVIDADE. COM A INAUGURAÇÃO DO

ESPAÇO NA MAIA, A EMPRESA PASSA A CONTAR COM ARMAZÉNS NOS DOIS POLOS DO PAÍS E VINCA A SUA

PRESENÇA NACIONAL por Jorge Flores

A

AlerCarPeças está de regresso

ao norte. E em força. Cumpridos

20 anos sobre o encerramento

da sua delegação no Porto, a

empresa inaugura, agora, um armazém

na cidade da Maia. Um investimento

que coincidiu com a primeira

presença na expoMECÂNICA. Uma

oportunidade aproveitada para dar a

conhecer a nova casa ao mercado da

região. Pedro Rodrigues, responsável

da AleCarPeças, está convicto de que

este era o momento para avançar,

uma vez que a dimensão do negócio

e a abrangência dos clientes já justificavam

uma presença a norte. Acabou

por ser uma “estratégia coincidente”,

como explica o responsável ao Jornal

das Oficinas. “Os timings foram perfeitos.

E conseguimos fazer, durante a

expoMECÂNICA, a apresentação do

nosso armazém na Maia. Foi uma espécie

de dois em um”, acrescenta.

Presença nacional

Pedro Rodrigues e Paulo Agostinho,

o primeiro administrador, o segundo

responsável de marketing, receberam

o nosso jornal a poucos dias da

abertura de portas do novo espaço. E

deram conta de como tudo aconteceu

muito depressa. “A decisão foi tomada

em janeiro. Não passaram nem

cinco meses”. Para Pedro Rodrigues,

a nova aposta nada tem a ver com o

passado. Desde logo, a empresa passa

a dispor de armazéns nos dois polos

do país, a norte e a sul. “Fechámos

há 20 anos. Mas este regresso ao

norte é muito diferente. Nessa altura,

tínham um espaço mais local, regional.

Com este novo armazém,

passamos a estar mais próximos de

um mercado que tem algum peso.

Assumimos, também, uma estratégia

nacional.

A geografia nunca será um pormenor

na atividade. “Para um setor, como o

nosso, que faz seis entregas diárias,

ainda mais tem relevância”, completa

Paulo Agostinho. Por outras palavras,

a proximidade é a única forma de res-

ponder, de forma eficaz, às exigências

do mercado atual.

Administrador Pedro

Rodrigues

Sede Estrada de Manique,

1610, Armazém 2/3, 2645 – 550

Alcabideche

Telefone 214 602 465

Email geral@alecarpecas.pt

Site www.alecarpecas.pt

Investimento humano

O investimento mais relevante, para

Pedro Rodrigues, foi o realizado em

termos “humanos”. E explica o motivo:

“Pode parecer um chavão, mas

não é! Foi primordial. Foi por aí que

começámos a construir os alicerces do

projeto. O resto veio depois”, afirma.

Neste momento, alocados ao novo espaço,

estão cinco colaboradores. Mas

aumentar a equipa está nos planos.

“Temos perfeita noção de que, a curto

prazo, a estrutura vai aumentar”, frisa.

No total, entre a loja e o armazém,

a AleCarPeças, na Maia, dispõe de

um espaço próximo dos 800 m 2 . E o

stock contemplará de tudo um pouco.

“Vamos tentar ser o mais abrangentes

possível. Essa tem sido a nossa filosofia.

Caso contrário, seríamos apenas

mais um”, refere o responsável.

Sobre o crescimento a norte do país,

Pedro Rodrigues dá conta que acontece

de uma forma orgânica. “Não queremos

andar atrás de objetivos. Não é

isso que nos guia”, garante. Mas será

possível, um dia, a faturação de ambas

as lojas, nos dois pontos do país,

se equipararem? “Sim, é bem possível”,

reconhece o administrador. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 47


ENTREVISTA

MARCELO SILVA, DIRETOR DE OPERAÇÕES DA AUTO DELTA

QUEREMOS SER A

PRINCIPAL PORTADORA

DE SOLUÇÕES AUTOMÓVEIS

DINÂMICA E DEFENSORA DE RELAÇÕES DE PROXIMIDADE COM OS PARCEIROS, A AUTO DELTA

PREPARA UMA NOVA ÁREA DE NEGÓCIO PARA FECHAR O CICLO E DISPOR DE TODAS AS SOLUÇÕES

AUTOMÓVEIS DO MERCADO NACIONAL por Jorge Flores

A Auto Delta não olha para trás. Mas para a frente.

E para quem caminha consigo no negócio, lado a

lado. A empresa de Leiria continua a valorizar a

relação de proximidade com os parceiros e clientes.

Em entrevista ao Jornal das Oficinas, Marcelo Silva,

diretor de Operações, revela a intenção de abrir

uma nova área de atividade que permita passar a

contar com todas as soluções do ramo automóvel

aos seus clientes.

A Auto Delta conserva uma energia notável no

mercado. Qual é o segredo deste dinamismo?

O segredo passa pela dedicação que toda a equipa

coloca em cada dia de trabalho. A energia e o dinamismo

são transversais a todos aqueles que aqui

entram, cientes da dimensão da empresa e da responsabilidade

que significa poder contribuir para

os seus resultados. Por outro lado, desde a primeira

hora que perseguimos estratégias de mercado que

sejam dinamizadoras e aumentem a dimensão da

Auto Delta, procurando, também, manter a equipa

satisfeita, ponto essencial para este comportamento

bastante ativo.

Um dos trunfos da empresa tem sido a relação

de grande proximidade que tem com clientes e

parceiros. Concorda?

Sem dúvida. Todos os nossos clientes e parceiros

são valiosos para a Auto Delta, sejam eles de Leiria

e nos visitem todos os dias, ou estejam localizados

a norte, a sul ou nas ilhas. Essa proximidade apenas

é possível através do acompanhamento permanente

que a nossa equipa comercial faz, atendendo

sempre às especificidades de cada cliente e parceiro,

quanto às suas preferências e expectativas sobre o

que a Auto Delta pode fazer pelo seu negócio

.

Que ações e campanhas têm sido desenvolvidas

nesse sentido?

Desde há alguns anos que procuramos desenvolver

um trabalho estruturado e adaptado à medida do

cliente, oferecendo os produtos que este necessita e

prefere, com condições melhoradas, situação que é

perfeitamente conjugada com um apoio comercial

personalizado, o que demonstra que a proximidade

ainda faz a diferença.

Com a nova sede, a Auto Delta aumentou a

capacidade de stock e não tem parado de

aumentar as suas linhas de produto. Que

novidades destaca?

O grande destaque vai para, já no ano passado, o

início da comercialização de pneus. Assim, ficou

mais uma vez demonstrado que a Auto Delta procura

ir no sentido de ser uma empresa que disponibiliza

ao mercado todo o tipo de soluções para o automóvel.

Importa, também, destacar que a entrada no

Grupo CGA permitiu a disponibilização de linhas

de produto exclusivas, como lubrificantes, iluminação,

motores de arranque e alternadores.

Quais as marcas mais relevantes na atividade da

empresa?

Todas as marcas têm um peso importante na atividade

da empresa e representam muito para nós.

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 49


MARCELO SILVA

O CAMINHO DA AUTO

DELTA CENTRAR-SE-Á

NA ATENÇÃO AO CLIENTE

E NA DISTRIBUIÇÃO

DE PRODUTOS

DE QUALIDADE

Ainda assim, importa salientar o trabalho

que tem sido desenvolvido com

empresas como a MEYLE, Federal

Mogul, Schaeffler, Continental e Motorservice,

todos parceiros muito importantes

(entre outros). Alguns deles

de longa data, que permitem que a

Auto Delta disponibilize as melhores

gamas com o melhor serviço.

Como vê o mercado atual,

nomeadamente numa região tão

competitiva como a de Leiria?

Extremamente exigente, sem dúvida.

Mas, também, muito gratificante

por este motivo, pois verificamos que

o trabalho por nós desenvolvido numa

região como Leiria, ajudou a criar

novos posicionamentos, algo sempre

bem-vindo pela Auto Delta, quando

o objetivo passa pelo aumento da

capacidade do mercado. Estaremos

sempre atentos às variáveis do mercado,

nesta e noutras regiões, por forma

a melhor responder aos estímulos

que surgem.

Que obstáculos encontram neste

mercado?

Se a exclusividade do fator preço é

um obstáculo que tem sido identificado,

desde a primeira hora, importa

salientar o comportamento das lojas

exclusivamente online e o fenómeno

das peças falsificadas. Se o primeiro

pode ter um impacto minimizado,

fruto de uma estratégia de pós-venda

mais atenta e eficaz, ganhando cada

vez mais a confiança dos clientes, o

segundo é um fenómeno que tem sido

combatido em estreita articulação

com os fabricantes, os outros principais

visados.

O número de clientes tem crescido?

Tem crescido em linha com o projetado.

Apesar de este ser um critério

muito importante, a qualidade

dos clientes ainda é mais decisiva.

Clientes com maior visão, capacidade

de adaptação, resiliência e desenvolvimento

de linhas de produto são

aqueles que procuramos, que querem

qualidade a excelentes condições e

que servem o seu cliente de forma rápida,

competente e profissional.

E a faturação?

O ano passado foi mais um exemplo

de que a estratégia de crescimento

delineada e que tem sido seguida nos

últimos anos está totalmente correta.

Atingindo um volume de negócios de,

aproximadamente, 25 milhões de euros,

demos mais um passo no sentido

de tornar a Auto Delta um player cada

mais forte e com maior presença

no mercado nacional.

Qual tem sido o esforço da Auto

Delta em matéria tecnológica?

Temos feito um esforço gradual na

adaptação tecnológica da empresa

em todas as suas dimensões. Fomos

pioneiros na criação de uma loja online,

bem como de um portal de devoluções

e garantias, aos quais os

nossos clientes estão perfeitamente

adaptados. Mas continuamos a procurar

sempre a melhor qualidade no

nosso serviço de apoio ao cliente. Assim,

ainda durante este ano, a nossa

loja online será relançada, com mais

e melhor informação, permitindo ao

cliente servir cada vez melhor a oficina.

Considera que os clientes estão

cada vez mais informados?

Cada vez mais informados e exigentes,

no que toca ao seu negócio e ao

mercado numa perspetiva geral. Na

verdade, é exatamente isso que preci-

samos: clientes de qualidade elevada,

que estão focados no crescimento de

mercado, através de produtos e serviços

de valor acrescentado, com um

comportamento ético e respeitador

das regras estabelecidas.

Como encara o futuro e o que

podemos esperar da Auto Delta nos

próximos tempos?

O caminho futuro da Auto Delta será

em muito semelhante ao que tem

vindo a ser trilhado até aqui. Centrado

na atenção ao cliente e na distribuição

de produtos de qualidade

e sempre atentos a novas oportunidades,

bem como às inovações tecnológicas

mais recentes, procurando

responder mais cedo às eventuais

necessidades de mercado. Olhando

mais para cenários concretos, iremos

avançar, durante este ano, com

um programa de fidelização bastante

atrativo, bem como trabalharemos

para desenvolver uma nova área de

negócio de onde até aqui estávamos

arredados pois, como já foi mencionado,

o nosso objetivo passa por afirmar

a Auto Delta como a principal

portadora de soluções automóveis no

mercado português. l

50 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


AS FORÇAS POLICIAIS (COMO A PSP E A PJ) ESTÃO ENTRE OS

CLIENTES MAIS ANTIGOS DA OFICINA. A GRANDE MAIORIA DOS

SERVIÇOS É REALIZADA EM FROTAS EMPRESARIAIS


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

UM PASSO À FRENTE

ESPECIALIZADA EM VEÍCULOS DA PSP E DO INEM, A A. GOUV PROCURA ANTECIPAR O FUTURO E ESTÁ A

FORMAR A SUA EQUIPA PARA INTERVENCIONAR MODELOS ELÉTRICOS. EM BREVE, A OFICINA LIDERADA POR

ANDRÉ GOUVEIA, EM LOURES, IRÁ ADERIR À REDE MOTRIO por Jorge Flores

O

percurso da oficina A. GOUV

tem sido marcado pela vontade

de André Gouveia (que

empresta o seu nome à sigla da empresa)

em vencer num mercado competitivo

como nunca. Com apenas 32

anos, o responsável tem dado passos

seguros, mas determinados, procurando,

sempre que possível, jogar em

antecipação. E contando com o apoio

incondicional da sua mulher, Tanya

San Roman (na área administrativa)

e do seu pai, Pedro Ferreira, como

faz questão de explicar ao Jornal das

Oficinas. Basta ver que, apesar de

trabalhar no ramo da contabilidade,

o pai optou por tirar um curso de

mecânico para melhor conseguir entender

e acompanhar o investimento

do filho.

A A. GOUV nasceu há 10 anos. Uma

consequência natural do trabalho

iniciado por André Gouveia. Primeiro,

durante as suas noites de juventude,

ainda na garagem da sua mãe,

onde realizou os primeiros serviços

de reparação. Depois, através da

sua carreira profissional, ao serviço

da BMW. Tudo apontava para uma

aposta em nome próprio. A oficina

mudou-se, há cinco anos, para a Flamenga,

em Loures.

Serviço completo

Desde a primeira hora que a A.

GOUV beneficiou de uma carteira

com perto de 200 clientes da BMW,

graças ao seu trabalho na marca. Mas

o grande boom do negócio aconteceu

com a conquista do mercado estatal:

INEM, PSP, PJ e Bombeiros foram

apenas algumas das instituições e

corporações que confiaram as suas

viaturas a André Gouveia.

As frotas das empresas continuam

a representar a fatia maior do negócio

da oficina, apesar de esta

dispor de quase 1.000 registos de

entradas de clientes particulares.

Num espaço de 1.000 m 2 , a oficina

disponibiliza todos os serviços relacionados

com automóveis: mecânica

geral, eletricidade, chapa e pintura

(subcontratada). Nem podia ser se

outra forma, dado que a casa obteve,

em 2018, um certificado que lhe

A. GOUV – REPARAÇÃO

DE MANUTENÇÃO DE

VEÍCULOS, LDA.

Gerente André Gouveia

Morada Rua Almirante Gago

Coutinho n.° 96 B, Flamenga,

2660 - 038 Loures

Telefone 211 379 882

Email

ag.andregouveia@gmail.com

Site: www.agouv.pt

permite fazer reparações em todas as

marcas, sem perder as garantias dos

fabricantes.

Futuro elétrico

André Gouveia acredita no poder de

antecipação. E gosta de estar preparado.

Razão pela qual tem apostado

na formação da equipa (11 colaboradores)

em veículos elétricos. Uma

área onde “ainda muito poucos estão

preparados”, mas cuja realidade é

cada vez mais presente. “São investimentos

consideráveis”, admite André

Gouveia, com a concordância de

Tanya San Roman, “mas temos de

acompanhar as tendências do mercado”.

Em breve, a A. GOUV passará a fazer

parte da rede Motrio. “Já assinámos

tudo. Falta apenas tratar da imagem”,

revela André Gouveia, que não

deixa de realçar a importância de

parceiros como a Granloures e a JAP

Automotive no percurso de sucesso

já efetuado. “Sem eles, não teríamos

aguentado os primeiros tempos”,

conclui. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 53


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

CRIÓN EM MEGA CONVENÇÃO

A

empresa liderada por Carlos Nascimento aproveitou a expoMECÂ-

NICA 2019 para realizar uma mega convenção, onde reuniu mais

de 900 clientes oficinais, aos quais apresentou a Crión. Trata-se de

uma plataforma completamente inovadora no mercado, que consegue agregar

tudo o que uma oficina necessita para prestar um serviço mais eficiente

e rentável. Tem quatro módulos de gestão completamente diferenciados em

todas as áreas das operações que um veículo tem numa oficina. O processo

começa com a receção da viatura e a sua identificação através da matrícula.

CREATE BUSINESS

No caso do veículo já ter estado na oficina, consegue-se consultar o histórico

das intervenções. Segue-se o processo de orçamentação para o cliente e a

integração desse orçamento com a folha de obra, numa plataforma completamente

integrada, que termina na conectividade com o cliente. Ou seja,

a plataforma vai permitir manter o histórico e, com ele, criar alertas para o

regresso do veículo à oficina. A plataforma Crión resulta de uma parceria

com a empresa Guisoft, que dá formação e presta apoio de gestão às oficinas

que utilizarem a plataforma, sejam elas de pequena ou grande dimensão.

54 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


MEYLE DISTINGUIU 14 REVENDEDORES

OMD EM PORTUGAL

COM A DISTINÇÃO OFFICIAL MEYLE

DEALER (OMD), O FABRICANTE DE

HAMBURGO FORTALECE A SUA

RELAÇÃO COM OS CLIENTES NO ÂMBITO

DA ESTRATÉGIA CONCEPTUAL QUE

DEFINIU E AMPLIA A SUA REDE DE

DISTRIBUIÇÃO. A AÇÃO DECORREU

NO STAND DA AUTO DELTA, EM PLENA

6.ª EDIÇÃO DA EXPOMECÂNICA. O

FABRICANTE CONCEDEU O ESTATUTO

EXCLUSIVO DE OFFICIAL MEYLE DEALER

(OMD) A 14 REVENDEDORES NACIONAIS

ESPECIALIZADOS, EM COOPERAÇÃO

COM O SEU PARCEIRO DE LONGA DATA,

AUTO DELTA, QUE É UM DISTRIBUIDOR

ESTRATÉGICO PARA A MEYLE.

NOVO WEBSITE CORPORATIVO

DRiV | Empresa lançou a primeira fase do seu novo website

corporativo (www.driv.com). O conteúdo inicial do espaço

cibernauta apresenta uma introdução sobre a empresa, os seus

produtos e marcas. Também incluirá um novo vídeo em HD que

conta a história da DRiV Incorporated. Com o tempo, o novo

website será expandido para se tornar num espaço cibernauta

corporativo completo, com informações financeiras, uma sala

de notícias, um centro de oportunidades, um portal e muito

mais, fruto da evolução tecnológica que se faz sentir.

PRESENTE NO SALÃO NACIONAL

DO TRANSPORTE

Visoparts | No ano em que comemora o 15º Aniversário,

a empresa viseense vai estar presente como expositor no Salão

Nacional do Transporte, que decorre de 28 a 30 de junho,

no Centro Municipal de Exposições de Pombal. A Visoparts

convida todos os clientes, amigos e parceiros a fazerem uma

visita ao seu stand. José Carlos Oliveira, gerente da Visoparts,

considera que estas participações são uma grande mais-valia

para entender as necessidades de cada um e encontrar clientes

localizados por todo o país.

PUB

3


3


3





®

XEN HAL XEN

HAL

XEN HAL

1)


Notícias

Empresas

SECRETÁRIO-GERAL DA ANECRA

ZF AFTERMARKET

CONSELHOS PARA EMBRAIAGEM

Instalar a embraiagem é uma tarefa extremamente exigente, pois requer uma separação

entre a transmissão e o motor. Para evitar uma substituição desnecessária e dispendiosa

de toda a unidade, é fundamental efetuar uma avaliação prévia. Para tal, a ZF Aftermarket

oferece a sua opinião profissional às oficinas, ajudando a evitar a ocorrência de erros no que

respeita à instalação de discos da embraiagem. Há muitos fatores que podem causar defeitos

na embraiagem. Por exemplo, a embraiagem é, muitas vezes, sujeita a cargas pesadas devido

à condução frequente com atrelados ou a um sistema de gestão do motor defeituoso. Os especialistas

da ZF Aftermarket recomendam que se verifique sempre os componentes adjacentes

em caso de avaria da embraiagem, incluindo o seu acionamento e os vedantes do motor, do

volante do motor e da transmissão.

Roberto GASpar | Desde o dia 1 de maio que a ANECRA

conta com um novo secretário-geral. Roberto Saavedra Gaspar é

licenciado em Gestão de Empresas e tem profundo conhecimento

do setor automóvel. Ao longo dos últimos 10 anos, foi responsável

a nível nacional e internacional pela comercialização de serviços

especializados, realçando-se o seu posicionamento como parceiro/

fornecedor de serviços para alguns dos principais operadores do

mercado automóvel, casos da BMW, Ford, Nissan, Kia Motors, Fiat,

Seat, Mercedes-Benz, SIVA, LeasePlan, Arval e ALD Automotive,

entre outros. Anteriormente, exerceu funções na direção-geral e

direção comercial e marketing em alguns dos principais players

a operar no mercado português da gestão de frotas. A estrutura

organizacional da ANECRA passa a estar ainda mais reforçada,

passando o anterior secretário-geral, Jorge Neves da Silva, a

desempenhar funções de assessor da direção.

PUB

C

M

C

C

CY

M

CM M

Y

MY Y

CM

CM

MY CM CY

MY

CY

CMY

CY

CMY

CY K

CMY K

CMY

K

K


PRO4MATIC AIR SUSPENSION CENTER

GRANDE FORMA

Novo edifício, novos mercados, novo conceito. A Pro4matic, empresa portuguesa especialista

(e exclusiva) no nicho das suspensões pneumáticas, está preparada como

nunca para o futuro. A ronda de investimentos da empresa liderada por Nuno Durão

vai permitir alargar a gama de produtos e investir mais em stock, de forma a disponibilizar

ainda mais opções aos clientes. O crescimento sustentado, todo o esforço, dedicação e

reconhecimento no decorrer destes quase 10 anos de atividade, por parte de clientes e fabricantes,

estão, agora, a ser refletidos positivamente. Para celebrar esta nova mudança, a

Pro4matic Air Suspension Center está a desenvolver uma rede de distribuição e uma rede

de oficinas, com intuito de reforçar a presença das marcas e o apoio técnico especializado,

que deverá estar finalizado no decorrer de 2019.

WORKSHOP COM ATLANTIC PARTS

Tudévora | Uma dezena de profissionais da reparação automóvel,

entre gerentes, chefes de oficina, rececionistas e técnicos, juntaram-se

durante a tarde de sábado, dia 27 de abril. As instalações da Tudévora

acolheram mais uma ação de gestão oficinal promovida pela Atlantic Parts,

no âmbito do projeto RecOficial. A intervenção dos vários participantes

enriqueceu este workshop, que visou acrescentar valor às oficinas.

FORMAÇÃO DA SCHAEFFLER

ATM | No dia 25 de abril, realizou uma formação/convívio com a Schaeffler

para os seus colaboradores, que decorreu no Kartódromo do Montijo. A

equipa comercial da ATM participou na ação, que decorreu durante o período

da manhã, sobre novas tecnologias e novos produtos. Depois de um almoço

convívio, realizou-se uma prova de karting por equipas. A ATM considera que

este foi “um dia bastante agradável pela diversão e convívio”.

Ms_Motor.pdf 1 14/05/19 10:31

PUB

SOLUÇÃO DE REPARAÇÃO

SOLUÇÃO DE REPARAÇÃO

PEÇAS DE REPOSIÇÃO ORIGINAIS PIERBURG

PEÇAS COMPONENTES DE REPOSIÇÃO DO SISTEMA ORIGINAIS E SERVIÇO PIERBURG PARA UMA REPARAÇÃO PROFISSIONAL

PEÇAS DE REPOSIÇÃO ORIGINAIS PIERBURG

COMPONENTES www.ms-motorservice.comDO SISTEMA E SERVIÇO PARA UMA REPARAÇÃO PROFISSIONAL

COMPONENTES DO SISTEMA SERVIÇO PARA UMA REPARAÇÃO PROFISSIONAL

www.ms-motorservice.com

www.ms-motorservice.com

OUR HEART BEATS FOR YOUR ENGINE.

OUR HEART BEATS FOR YOUR ENGINE.

OUR HEART BEATS FOR YOUR ENGINE.


Notícias

Empresas

TIPS 4Y

NOVO catÁLOGO TECDOC 3.0

Disponível desde abril de 2019, o novo catálogo TecDoc 3.0 destaca-se por exibir um

design mais atual e um novo ambiente de navegação mais intuitivo e funcional,

em que o utilizador obtém resultados precisos com maior rapidez e eficiência no

processo de identificação de peças auto. A integração mais funcional dos dados de manutenção

e reparação (RMI - Repair and Maintenance Information), permite que os utilizadores

acedam, de forma mais direta, a esta informação técnica quando identificam peças

auto. Trata-se de um sistema modular com uma estrutura interativa muito funcional. O

TecDoc Catalogue é considerado o catálogo mais utilizado no mercado do pós-venda automóvel,

contendo mais de 110.000 modelos de veículos e 6,6 milhões de artigos de mais de

700 marcas de peças auto, 254 milhões de ligações e 48 grupos de produto.

CENTRO TÉCNICO É SERVIÇO OFICIAL

RedeInnov | O Centro Técnico RedeInnov é, agora, um Serviço

Técnico Oficial da CTR, naquele que é um sinal da confiança demonstrada

pelo prestigiado fabricante de estações de carga de ar condicionado na

estrutura do Centro Técnico da RedeInnov. Esta certificação da marca vem

acrescentar valor ao centro, pois permite trabalhar com técnicos que têm

formação constante ministrada pela CTR, dispondo, assim, de todos os

conhecimentos e competências sobre produtos e serviços disponibilizados

por este fabricante, nomeadamente nas mais recentes tecnologias

incorporadas nas máquinas de ar condicionado. As peças utilizadas para a

manutenção são originais e dispõem de garantia da CTR. As intervenções

realizadas pelo serviço oficial permitem manter a garantia do fabricante

no que diz respeito aos seus equipamentos.

PUB

www.vieirafreitas.pt

geral@vieirafreitas.pt

T - +351 253 607 320

+351 935 550 369

+351 935 550 376


Informações

93 22 22 200

info@escapeforte.com

www.escapeforte.com


Notícias

Empresas

SIEGEL AUTOMOTIVE DISTINGUIDO

COMO FORNECEDOR CERTIFICADO

HÁ QUasE DOIS ANOS QUE OS

PRODUTOS DA MARCA SIEGEL

AUTOMOTIVE APARECEM LISTADOS

NO CATÁLOGO ELETRÓNICO TECDOC,

DA TEcaLLIANCE. PARA FORNECER

as MELHORES INFORMAÇÕES

POSSÍVEIS aos UTILIZADORES DO

catÁLOGO, É NECESSÁRIO DAR

MUITOS DADOS DETALHADOS DE

PRODUTOS E APLICATIVOS, OS QUAIS

SÃO VERIFICADOS REGULARMENTE.

para ISSO, A TEcaLLIANCE

CONCEDEU À SIEGEL AUTOMOTIVE O

TÍTULO DE “FORNECEDOR DE DADOS

CERTIFICADO”, DEMONSTRANDO QUE

OS CRITÉRIOS tamBÉM SE APLICAM À

EMPRESA DISTINGUIDA.

JAPANPARTS GROUP

SUSPENSÕES PNEUMÁticas

ogrupo italiano já fez saber que dispõe de novos catálogos de suspensões pneumáticas

e de controlo eletrónico para as marcas Japanparts, Ashika e JapKo. O Japanparts

Group amplia a sua gama com a adição de novas suspensões pneumáticas

e de controlo eletrónico para todos os automóveis em circulação que utilizam esta

tecnologia, bem como a nova gama europeia de amortecedores de mala de acionamento

elétrico. Cada componente é projetado com cuidadosas operações de engenharia reversa

em amostras originais e respeitando as rigorosas especificações do fabricante no que diz

respeito à montagem. As ligas metálicas utilizadas, bem como os materiais plásticos e as

borrachas vulcanizadas, estão sempre em conformidade com o projeto dos componentes

OE, com especial atenção à melhoria dos pontos críticos já demonstrados durante os

anos de circulação das peças do equipamento original.

Polibaterias_top100.pdf 1 13/11/18 15:47

PUB

TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


“FOCUS GROUP” COM

OFICINAS DE LEIRIA

DAYCO | Com a Europeças e a José Monteiro de

Sousa, realizou, no passado dia 11 de abril, um

“Focus Group” com oficinas de Leiria. Segundo

Ricardo Caldas, diretor comercial da DAYCO, apesar

da “companhia ser líder mundial no fabrico de

componentes de transmissão de potência, é

muito importante continuar a ouvir os clientes

finais, que são os aplicadores das nossas peças, as

oficinas independentes. Foi uma conversa informal,

seguida de jantar, com 10 oficinas, num dos mais

antigos restaurantes de Leiria”. A Europeças e a

José Monteiro de Sousa deram um feedback muito

positivo e oportunidades de melhoria a partilhar

com as Direções Técnica e Industrial da DAYCO.

MEWA

LIMPEZA INDUSTRIAL EM OUTSOURCING

Que panos e quantos? Quem os arranja e quantas vezes? Quem os descarta e quais os requisitos legais?

Quanto queremos investir? Como vamos organizar a disponibilidade dos panos dentro das

nossas instalações? Cada uma destas perguntas já é complexa por si só. Quem consegue manter aqui

uma visão global? A MEWA. Há mais de um século que a marca disponibiliza panos de limpeza específicos

para indústria e oficinas com um sistema de serviço completo. Isto significa que a MEWA assume toda a

logística de limpeza industrial. Quem escolher a MEWA como parceira, já não precisa de recear perguntas,

uma vez que o cliente recebe o sistema inteligente “chave na mão” nas suas instalações. A MEWA identifica

as necessidades específicas da fábrica ou oficina e aconselha a qualidade. Com o sistema de panos de limpeza

da MEWA, a oficina apresenta-se de forma bem organizada, profissional e amiga do ambiente.

dayco.pdf 1 16/05/19 12:32

PUB


Notícias

Empresas

MEMBRO DO GRUPO TRUSTAUTO

Auto JALEMA | Fundada em 1976 é, atualmente, uma das mais

respeitadas empresas da região de Vila Real e Mirandela. São duas

lojas que oferecem um elevado nível de serviço aos clientes, apostando

na fiabilidade, na confiança e na qualidade. Sendo membro do Grupo

TRUSTAUTO, a Auto JALEMA é, portanto, sinónimo de inovação, dispondo

de parcerias com fabricantes de primeira linha, tais como SKF, HELLA,

HENGST, OCAP, TRW, BUGATTI e AUTOPART, só para citarmos alguns. Neste

processo de inovação, a Auto JALEMA oferece às oficinas um programa

de trabalho VALOR TRUST, o qual, objetivamente, alicerça a componente

do serviço de peças à assessoria da reparação. Nomeadamente, por via

da plataforma de e-commerce que disponibiliza aos clientes, webshop

integrada com HAYNES Pro, programa de Formação TRUSTAUTO e serviço

de call center (também TRUSTAUTO) para apoio técnico.

IV ROADSHOW VISITOU NORTE DE PORTUGAL

KYB | Depois dos bons resultados obtidos na Extremadura, Madrid e Lisboa, o fabricante japonês de amortecedores

lançou uma nova edição do roadshow, desta vez no norte de Portugal. Durante os meses de abril e maio, foram visitadas

mais de 200 oficinas no Porto e arredores. Passando, também, por Coimbra, Aveiro, Guimarães, Braga e Viseu. O principal

objetivo do promotor da KYB foi divulgar o programa de soluções para suspensão automóvel, bem como as ferramentas de

interação e fidelização comercial que o compõem e que a KYB coloca à disposição. O grande destaque vai para a aplicação

“Suspension Solutions”, com novas funcionalidades, que permite uma comunicação simples, clara e objetiva com o cliente e

para o Caderno de Verificação do estado dos amortecedores, com o qual a oficina poderá fazer chegar ao cliente um relatório

de diagnóstico, com a respetiva solução. A KYB disponibiliza ainda aos seus parceiros cartazes informativos para serem

colocados na oficina, de forma a que esta possa interagir com os clientes e dar a conhecer a importância dos amortecedores.

PUB


CAMPANHA DIGITAL

Bosch Car Service | A era digital e a rápida incursão de

novas tecnologias na vida quotidiana estão a mudar estilos de vida

e hábitos de consumo, mas, também, geram novas oportunidades

de negócio para aqueles que podem adaptar-se a esta alteração.

É, por isso, que a rede de oficinas Bosch Car Service desenvolve,

continuamente, novas soluções digitais de comunicação para

oficinas e clientes. Sob essa premissa, lançou uma nova campanha

que visa melhorar o posicionamento da marca digital e colocá-la

como líder na digitalização do setor, tendo sido a mensagem

principal escolhida “Na rede de oficinas Bosch Car Service, solicite

uma consulta num CLICK e ligue-se à sua oficina”. Esta frase irá ser

transmitida em diferentes banners e adaptações locais para a rede

de oficinas na web e em MiBoschCarService (plataforma própria).

ZF [PRO]POINTS

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO

O

programa de fidelização para oficinas ZF [pro]Points está a revelar-se uma história

de grande sucesso em termos de fortalecimento das relações com as oficinas. Com a

aproximação do seu primeiro aniversário, a empresa anuncia que cerca de 5.500 membros

irão receber um presente especial como forma de lhes agradecer pela sua fidelização. A

surpresa será enviada diretamente para as oficinas participantes no programa na newsletter

especial de aniversário. O programa ZF [pro]Points está disponível, gratuitamente, para

todas as oficinas na Alemanha, Áustria, Espanha, França, Grã-Bretanha, Polónia e Portugal.

Os pontos são atribuídos por cada compra de produtos, com a qualidade do equipamento original,

das marcas da ZF Aftermarket: Lemförder, Sachs e TRW. É extremamente fácil aderir

ao programa e todos os novos membros recebem 50 pontos de boas-vindas quando efetuam o

registo. Até 30 de junho de 2019, os participantes podem receber o dobro dos pontos (100).

Para aderir ao programa, as oficinas devem registar-se em www.zf-propoints.com.

PUB


Notícias

Empresas

difícil. Mas mesmo que considere o comentário injusto, a forma como

gere estas interações é determinante, já que é isso que os potenciais

clientes vão avaliar acerca da sua empresa.

COMO LIDAR COM COMENTÁRIOS

NEGATIVOS NAS REDES SOCIAIS

Quer se queira quer não, as avaliações online são, agora, parte

fundamental de qualquer negócio. Um estudo recente

sugere que 60% dos clientes lê regularmente os comentários

de outras pessoas. E, desses, 93% afirma que os comentários que

leem online têm impacto nas suas decisões de compra. “Todos os

empresários sabem que o seu defensor mais autêntico e impactante é

um cliente feliz e a tecnologia tornou a voz do cliente extremamente

poderosa”, disse Eric Rea, CEO da Podium, a empresa que realizou

o estudo. “Os nossos dados demonstram a confiança que os

consumidores depositam uns nos outros e como estes defensores

podem afetar as decisões de compra e fazer crescer o reconhecimento

da marca através de comentários online”, acrescentou.

A forma como a oficina encara um comentário negativo pode ser

potencialmente mais prejudicial do que o comentário em si. Se a

oficina ignorar um comentário negativo ou responder de forma

inapropriada ou pouco profissional, podem soar sinais de alarme para

potenciais clientes. Todas as empresas recebem comentários negativos

de vez em quando. O que importa é a forma como lida a organização

com esses comentários. Os potenciais clientes sabem disso e vão

analisar a forma como a oficina responde aos comentários negativos. É

um exemplo real de como a oficina processa as reclamações.

primeira coisa a fazer

Antes de mais, não fique chateado nem se deixe afetar demasiado

pelo comentário. A dada altura, todas as empresas, por mais que se

esforcem, vão encontrar quem faça um comentário negativo.

CONSELHOS TRW

segunda coisa a fazer

Não responda imediatamente. Pense bem na resposta para evitar

dizer algo de que possa vir a arrepender-se. Não vai querer inflamar a

situação. Durma sobre o assunto se tiver de ser.

terceira coisa a fazer

Quando se sentir calmo e objetivo, está na altura de responder.

Comece por agradecer o comentário. O facto de terem deixado uma

opinião, mesmo que negativa, significa que pode fazer alguma coisa

acerca do assunto. Responda educadamente. O seu tom irá refletir-se

na sua marca e na sua empresa.

Se acha que a reclamação é justificável, explique brevemente os

passos que a sua oficina está a dar para resolver o problema.

Se não acha que seja justificável, explique brevemente a sua política

para demonstrar que acredita ter cumprido os termos do contrato

de boa fé. Se quiser e puder, pode oferecer ao cliente um produto

ou serviço adicional. Não como pedido de desculpas, mas por uma

questão de cortesia.

Encare críticas e explique como resolveu

Se oferecer ao cliente insatisfeito um produto ou serviço adicionais,

como um gesto de boa vontade e ele mantiver o comentário negativo,

certifique-se de que faz menção disso na sua resposta. Um potencial

cliente ao ler o comentário vai ver a sua oficina de forma positiva.

É fácil descartar comentários negativos como resultado de uma

experiência má pontual ou das exigências excessivas de um cliente

comentários de clientes satisfeitos

Uma ótima maneira de responder a um comentário negativo é evitar

entrar num debate online com um cliente sobre o problema que

causou a reclamação.

Em vez disso, abafe as más notícias com boas notícias, procurando

comentários positivos de clientes que sabe estarem felizes com

o seu serviço. Se os conhecer bem, peça-lhes ajuda. Outra boa

maneira de recolher comentários positivos é enviar um simples

email, algo do tipo:

Olá [nome do cliente],

É bom tê-lo como cliente e a julgar pelo seu último serviço,

acreditamos que também está satisfeito com a nossa empresa.

No momento, estamos a pedir aos clientes para nos deixarem um

comentário breve em [link para o site com os comentários]. Pode

ajudar-nos? Não precisa de ser uma mensagem longa. Uma ou duas

linhas basta.

Obrigado pelo seu tempo e pelo apoio. É um prazer tê-lo como cliente.

Atentamente, [o seu nome]

Muitas empresas evitam relacionar-se com os clientes e pedir-lhes

para deixar comentários. Mas um pequeno esforço pode proporcionar

grandes recompensas. O estudo da Podium mostrou que 77% dos

clientes não se importa de deixar um comentário online mediante o

pedido de uma empresa local. No entanto, apenas 13% das empresas

locais pede para os clientes deixarem comentários, deixando por

explorar uma potencial ferramenta de vendas de fácil acesso e

poderosa.

“Essencialmente, os clientes felizes são a sua melhor ferramenta de

marketing e fazem-no de graça”, referiu Eric Rea. “O potencial para

ampliar as vozes dos clientes online é tremendo para empresas de

todos os tamanhos”, acrescentou.

experiência negativa vira positiva

Ninguém deseja receber um comentário negativo. Mas pode

inverter essa situação. Gerir comentários negativos de uma maneira

profissional pode dar-lhe a oportunidade de criar uma impressão

muito positiva em potenciais clientes.

NOTA: Para saber mais sobre este tema, consulte

o site www.trwaftermarket.com/oficinasoriginais

PUB

64 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Classificados

ANUNCIE NOS CLASSIFICADOS

41jeep_VMMotori_2016_12modulos.pdf 2 24/09/18 15:34

09mod_APMariaPia_betle_2016.pdf 1 19/09/18 10:52

AUTO PEÇAS MARIA PIA, LDA

“Com 25 anos de experiência”

C

M

Y

CM

C

MY

M

Y

CM

CY

CMY

K

MY

CY

CMY

K

HORÁRIO >2ª a 6ª Feira - 9h às 12h30 - 14h30 às18h30 >Sábado - 8h às 12h

Especializados nas marcas VW, SKODA, SEAT, AUDI e em peças para VW Carocha

Tel.: 213 964 690 | 213 964 837 | Fax: 213 971487

Rua Freitas Gazul,13B - C. Ourique - 1350-148 Lisboa

autopecasmariapia@gmail.com

PEÇAS ORIGINAIS

. .

geral@41jeep.com 261 931 456 www.41jeep.com

.

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 65


produto

OS NOVOS PRODUTOS COBREM A ESMAGADORA MAIORIA DAS CAIXAS

DE VELOCIDADE AUTOMÁTICAS QUE SE ENCONTRAM EM CIRCULAÇÃO


AISIN PREMIUM AT FLUIDS

APOSTA FLUIDA

DEPOIS DO ANTICONGELANTE PREMIUM DE LONGA DURAÇÃO (G12/G12+), A JAPOPEÇAS LANÇA A SEGUNDA

APOSTA FLUIDA DA AISIN: PREMIUM AT FLUIDS. COM OS NOVOS LUBRIFICANTES ATF 6, ATF 6+ FE

E CVTF PARA CAIXAS AUTOMÁTICAS, O FABRICANTE NIPÓNICO MANTÉM-SE NA VANGUARDA DA PERFEIÇÃO

E NO TOPO DA QUALIDADE por Bruno Castanheira

O

fabricante e fornecedor número

um de caixas de velocidades

automáticas OEM, AISIN,

lança em Portugal, através do seu

distribuidor, Japopeças, os Premium

AT Fluids. Desenvolvida para cumprir

as especificações e atender às necessidades

do mercado europeu, com

uma solução concreta para cada tipo

de caixa automática, a nova gama de

lubrificantes contempla os produtos

ATF 6 (seis velocidades), ATF 6+ FE

(acima de seis velocidades, com economia

de combustível) e CVTF (variação

contínua).

BASe sintética

Adequada para transmissões automáticas

de fabricantes asiáticos, europeus

e norte-americanos, esta

linha de produtos sintéticos é composta

pela nova geração de aditivos e

faz uso dos mais avançados óleos de

base sintética. A AISIN, que é o sexto

maior fabricante e fornecedor mundial

OEM, sendo membro do Toyota

Group, faz a sua segunda aposta fluida

nos novos Premium ATF Fluids.

Com a introdução destes três produtos,

a Japopeças passa a oferecer

mance do veículo e para cumprir todas

as funções que o fluido desempenha

nos sistemas de transmissão

automática.

Timing cerTO

A AISIN e a Japopeças alertam para

as consequências de se usar um lubri-

5 FUNÇÕES PRIMÁRIAS

DE UM FLUIDO DE

QUALIDADE PREMIUM

• Lubrificar o trem epicicloidal, assim como engrenagens

e vedantes

• Transmitir o binário do motor para a transmissão

(no interior do conversor de binário)

• Controlar a mudança de velocidades através de

pressão hidráulica (no corpo da válvula)

• Refrigeração do sistema de transmissão

• Transportar impurezas e limalhas metálicas para

os filtros do cárter

a linha completa de fluidos AISIN,

após ter lançado, em 2018, o anticongelante

premium de longa duração

(G12/G12+), projeto que, de resto,

está já consolidado.

O aumento de popularidade das

transmissões automáticas conduziu a

melhorias e desenvolvimentos enormes

nestes sistemas nas últimas décadas.

As transmissões automáticas

oferecem maior suavidade nas mudanças

de velocidade e permitem

que o motor faça menor esforço, alcançando

uma economia de combustível

difícil de reproduzir nas caixas

manuais. Esta é uma das razões pelas

quais as vendas de veículos equipados

com caixas automáticas tem

vindo a aumentar significativamente

na Europa.

Os lubrificantes das caixas automáticas

têm um papel fundamental nos

veículos modernos, desempenhando

várias funções. A saber: função

hidráulica que opera no sistema; lubrificação;

refrigeração; controlo de

fricção; limpeza; vedação; proteção

contra corrosão; economia de combustível.

A qualidade do produto é

indispensável para garantir a perforficante

inadequado ou que não cumpra

as especificações OEM, uma vez

que se trata do segundo sistema mais

dispendioso de um veículo, logo atrás

das reparações no motor. E que consequências

são essas? Redução da vida

útil da caixa de velocidades; performance

de arranque e mudança de

velocidades ineficiente; aumento da

vibração, ruído e dureza; formação de

depósito e oxidação geradas nos componentes

internos, causando desgaste

prematuro; perda de controlo de

fricção e capacidade de lubrificação,

criando níveis de desgaste acelerados;

falha prematura do sistema automático.

Estes três novos produtos (ATF 6,

ATF 6+ FE e CVTF) cobrem a esmagadora

maioria das caixas de velocidade

automáticas em circulação.

Após o primeiro passo dado com o

anticongelante premium de longa

duração (G12/G12+), é agora o timing

certo para desenvolver este produto

no mercado português. A Japopeças

mantém a sua aposta e a sólida

parceria com a AISIN, comercializando

todas as linhas de produto deste

prestigiado fabricante nipónico. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 67



OS MELHORES ANOS

PARA A RECALVI

FORAM 2012, 2013

E 2014. O MERCADO

DE VEÍCULOS

NOVOS PAROU,

MAS VENDÍAMOS

INÚMEROS

COMPONENTES DE

SUBSTITUIÇÃO


Em foco

CHEMA RODRÍGUEZ, ADMINISTRADOR DA RECALVI

EM BREVE,

O MERCADO

SERÁ IBÉRICO

CORRIA O ANO DE 1980 QUANDO CHEMA RODRÍGUEZ ABANDONOU O DESPORTO MOTORIZADO

PARA ABRIR CAMINHO NO MUNDO DAS PEÇAS DE SUBSTITUIÇÃO. PRATICAMENTE 40 ANOS

VOLVIDOS, CRIOU UM IMPÉRIO QUE DOMINA A PENÍNSULA IBÉRICA E A AMÉRICA DO SUL,

ATUANDO EM VÁRIAS ÁREAS, TODAS LIGADAS AO SETOR AUTOMÓVEL por João Vieira

Desde a sua fundação, em 1984, até ao presente,

a Recalvi passou de uma pequena empresa de

distribuição de peças para automóveis a um

importante grupo especializado neste setor. Com 40

centros, mais dois entrepostos logísticos (Vigo; Madrid)

e cerca de 400 colaboradores, a “marca” gerida

por Chema Rodríguez sempre foi fiel ao princípio

de oferecer um serviço completo aos clientes. Cobre,

atualmente, toda a Península Ibérica e tem ainda sete

centros na América Central e do Sul, República Dominicana,

Cuba, Panamá, Costa Rica, Equador, Miami

e, agora, abrirá lojas na Argentina. Foi aumentando

as suas sociedades até formar uma grande cadeia

que participa, em boa parte, nos negócios do setor

automóvel. Desde peças à venda de veículos e motores,

passando pelo merchandising oficial de equipas

e marcas de competição, sem esquecer a distribuição

de lubrificantes e pneus. Um império que fechou o

ano de 2018 com 93 milhões de euros faturados.

“Começámos com uma loja pequena nos anos 80.

Correu bem e fomos abrindo mais lojas a nível regional,

na Galiza. Depois, pouco a pouco, fomos inaugurando

outros espaços em várias províncias de Espanha.

Atualmente, estamos presentes em todas as

comunidades”, revelou Chema Rodríguez. O sucesso

foi tão grande que a Recalvi não parou de crescer. “Os

melhores anos foram 2012, 2013 e 2014. O mercado

de veículos novos parou, mas nós vendíamos inúmeros

componentes de substituição. Foram anos de

enorme crescimento. Talvez o salto mais importante

nestas quatro décadas. Andámos em contraciclo”,

acrescentou.

Portugal e Espanha

Sobre o mercado sul-americano, a Recalvi admite

que tem problemas com os pagamentos por causa da

falta de segurança, bem evidente nos países da América

do Sul. “Há muita procura, mas os pagamentos...

Como muitas empresas estão vinculadas ao Estado,

há sempre interesses extra. As margens são boas, mas

o pagamento é péssimo. Em Cuba, por exemplo, chegámos

a vender num ano 22 milhões de euros. Agora,

o que vendemos não chega a um milhão. A queda

foi gigante, mas queremos continuar, porque sabemos

que assim que houver abertura dos governos, o

negócio das peças de substituição voltará a crescer. E

como já estamos presentes, será mais fácil começar a

faturar”, deu conta Chema Rodríguez.

A conversa com o responsável, tendo a expoMECÂ-

NICA como pano de fundo, prosseguiu a bom ritmo.

Mas mudou o azimute. Em Espanha, onde a Recalvi

é muito forte, a empresa chega a todas as áreas do

automóvel e trabalha com grande parte dos fabricantes

mais importantes. Tem marcas exclusivas, acessórios,

opera ainda a área das carroçarias e a pintura.

Mas um dos negócios que mais “gozo” dá a Chema

Rodríguez é o merchandising oficial da Fórmula 1,

que a empresa vende em lojas de renome, como o El

Corte Inglés, entre outras.

A logística e a distribuição são totalmente diferentes

entre Portugal e Espanha, refere o responsável. Portugal

é um país de importação de produtos. Por isso,

estabelecem-se grandes empresas de importação.

Em Espanha, compram-se peças diretamente aos

fabricantes através de acordos nacionais. A Recalvi

não pertence a nenhum grupo internacional e tem-

-se conseguido manter praticamente independente.

Mas existem vários interessados na sua aquisição. A

própria Aliança Renault-Nissan, com a qual a Recalvi

mantém acordos de distribuição na Península

Ibérica, está interessada na compra de uma parte da

empresa. Chema Rodríguez fala abertamente sobre o

tema, mas não desvenda tudo. “Estamos em conversações”,

garantiu.

Rede RecOficial

Deu para perceber pela forma como falou que o responsável

não está preocupado com a venda da empresa.

E que está perfeitamente seguro da sua capacidade

como gestor e do potencial da marca. Por isso,

enumerou as mais-valias da Recalvi. “Somos a única

empresa de peças de substituição em Espanha que

detém uma marca de veículos elétricos 100% espanhola,

chamada Little, já lá vão oito anos. E temos

outra marca, a Movelco, que se dedica a vender o que

produzimos, porque também vendemos para as marcas

de veículos elétricos. Ainda através da Movelco,

comercializamos carregadores e veículos elétricos de

outras marcas, como Renault ou Nissan”, revelou o

administrador.

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 69


CHEMA RODRÍGUEZ

A dimensão da Recalvi é reforçada

pela rede de oficinas RecOficial e pela

gama de produtos que comercializa.

Só dispõe de produtos de qualidade

e não pensa sequer em vender produtos

chineses. A empresa trabalha com

marcas de primeira linha, sempre com

preços muito competitivos. Se não

tem o produto oficial, apresenta um

equivalente, de marca própria, com a

mesma qualidade. Ora, isto representa

números. E, uma vez mais, Chema

Rodriguez faz contas de cabeça, mas

tem os algarismos bem presentes. “Os

componentes da nossa marca contabilizam,

atualmente, 15% do total da

vendas de peças, mas o nosso objetivo

é que dentro de três ou quatro anos,

represente 30 ou 40% do total das

mesmas”, projetou.

Apesar dos muitos anos que está no

ativo, a rede de oficinas RecOficial

ainda é jovem. A ideia é não massificar,

para que se diferencie do que já

existe no mercado. Todas têm de saber

dar assistência a veículos elétricos

e híbridos plug-in. Em Portugal, por

NÃO É FÁCIL

INTEGRAR A

NOSSA REDE

OFICINAL.

TEM DE SER

UMA OFICINA

DE MÉDIA

DIMENSÃO E JÁ

COM ALGUNS

ANOS DE

TRABALHO

exemplo, a rede tem seis oficinas, todas

preparadas para negociar com as

gestoras de frotas, todas qualificadas

e com formação. “Não é fácil integrar

a nossa rede”, alertou Chema Rodríguez.

“Tem de ser uma oficina de média

dimensão e já com alguns anos

de trabalho no mercado”, completou.

Sempre pronto para abordar os mais

variados temas, o responsável máximo

da Recalvi falou, também, sobre a entrada

de distribuidores espanhóis de

peças em Portugal. “Estou convencido

que, dentro de poucos anos, se vai falar

de mercado ibérico e não de Espanha e

Portugal. Pouco a pouco, seremos um

mercado único, que tem de ser equiparado.

Desde os preços à quantidade e

ao tipo de produto”, concluiu. l

ATLANTIC PARTS: O PARCEIRO PORTUGUÊS

A

Recalvi está em Portugal há cinco anos, através de uma

parceria estabelecida com a Atlantic Parts. As mais-valias

para ambas são visíveis. A Atlantic Parts ganhou

dimensão e passou a poder comercializar em toda a Península Ibérica.

Além disso, beneficiou com a introdução de mais produtos e acabou

por alargar os seus serviços. Se não tiver os artigos em stock, pode

sempre comprar a partir da webshop da Recalvi. Esta união foi ainda a

melhor forma de a empresa lusa, liderada por José Alves Pires, entrar

numa rede de oficinas, pois, assim, a fidelização é mais simples. A

Atlantic Parts aproveita ainda o know-how da Recalvi na área da

mobilidade elétrica. Em suma, esta junção trouxe inúmeras vantagens

para a empresa portuguesa.

PUB

XTREME

RENDIMENTO.

O SISTEMA XTREME : UM NOVO UNIVERSO

PARA A SUA CABINE DE PINTURA.

Agora disponível para pintura rápida de peças novas.

O novo VOC-Xtreme Wet-on-Wet Filler U7650 reduz os tempos de

processo em até 50%. Graças à tecnologia patenteada da Axalta, o

Sistema Xtreme é a única solução de reparação que permite a secagem

a 40 ° C e até 20 ° C. Isso significa que você pode economizar até

70% de energia. Dependendo das prioridades da sua oficina, o Sistema

Xtreme oferece a escolha entre secagem muito rápida para aumentar

o rendimento ou baixo consumo de energia. De qualquer maneira, isso

torna o seu negócio mais produtivo do que nunca, ao mesmo tempo em

que oferece excelentes resultados de acabamento.

© 2018 Axalta Coating Systems. All rights reserved.

NOVO!


MÁQUINA

D0 TEMPO

1929

Surge no nosso país como Companhia

Portuguesa dos Petróleos Atlantic

Fotografia BP

1956

Começa a operar no aeroporto

de Lisboa como Air BP

Abre a primeira estação de retalho de

combustíveis em Portugal

Companhia de Petróleos Atlantic

cede a sua posição à Companhia de

Petróleo Britânica e nasce a Companhia

Portuguesa de Petróleos, BP

Fotografia BP1955

1957 – Cria serviços de

fornecimento de óleos

lubrificantes à Marinha

Fotografia BP

90 ANOS DA BP EM PORTUGAL

INOVAÇÃO & DESCOBERTA

A BP FAZ PARTE DAS NOSSAS VIDAS. E É MUITO MAIS DO QUE UMA GASOLINEIRA. QUEM NÃO SE

LEMBRA DE IR AO POSTO TROCAR PONTOS PELOS TÃO AMBICIONADOS BRINDES? EM 2019, A MARCA

COMPLETOU 90 ANOS EM PORTUGAL E 110 ANOS DESDE A SUA FUNDAÇÃO. por Joana Calado

Fundada em 1909, um ano depois

da descoberta de um

poço de petróleo na Pérsia, a

BP tinha, na altura, o nome

de Anglo-Persian Oil Company, fazendo

jus ao local onde tinha sido

encontrado o poço e à nacionalidade

(britânica) do seu fundador: William

D’ Arcy.

Apenas 20 anos depois, a BP (British

Petroleum) chega ao nosso país,

com o nome de Companhia Portuguesa

dos Petróleos Atlantic. Nessa

altura, a sua principal atividade era

a comercialização e distribuição de

lubrificantes, tendo sido a primeira

multinacional a operar em Portugal.

Há 90 anos que a BP Portugal tem

vindo a destacar-se como pioneira

nas mais diversas áreas. l

72 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


1967 – Inaugura as instalações

de Faro

1986 – Abre o primeiro posto

de abastecimento self-service

Fotografia BP

1987

Implementa o conceito de loja no local de

abastecimento, BP Shop, combinando combustível,

lavagens e loja com bens de primeira necessidade,

como artigos de mercearia, congelados e bebidas

1964

BP passa a disponibilizar Gás

de Petróleo Liquefeito (GPL)

1993 – Pioneira na introdução da gasolina sem chumbo 98

1996 – Anuncia uma joint venture com a Mobil

1998 – Patrocina a Expo’98

Início do século XXI – Lança combustíveis de 2.ª e 3.ª gerações

2001 – Adquire a Castrol e passa a comercializar esta marca

2002 – Nova sede no Lagoas Park, em Oeiras

2003 – Adota, oficialmente, o nome de BP Portugal

Fotografia BP

2004

Lança a nova geração

de garrafas de gás, mais

leves e fáceis de manusear.

Distinguida com o

1.º lugar no ranking das

“Melhores empresas para

trabalhar”

2016

Distinguida com o “Prémio Cinco

Estrelas”

Air BP comemora 60 anos em Portugal

Hoje, está presente nos aeroportos de

Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e

Pico, bem como nos aeródromos

de Tires e Évora

2011

Lança os combustíveis Invigorate, sendo

pioneira na comercialização desta linha

Lança a nova gama de lubrificantes

Castrol Edge

2012 – Criação do programa BP

Segurança ao Segundo

2014 – Comemora 85 anos em Portugal

com o lançamento do Protocolo de

Empregabilidade BP/CAIS

2015 – Lança o novo conceito de lojas

de conveniência, em parceria com o

Pingo Doce

2018 – Recebe, novamente,

o “Prémio Cinco Estrelas”

Miguel Oliveira torna-se

embaixador da BP para a

Segurança Rodoviária

2019 – BP comemora 90

anos em Portugal

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 73

Fotografia BP


Evento

VI MEETING ANUAL VALVOLINE

À CONQUISTA

DE NOVOS MERCADOS

A VALVOLINE REALIZOU, NO PASSADO MÊS DE MAIO, A 6.ª CONVENÇÃO DE DISTRIBUIDORES OFICIAIS PARA

FAZER O BALANÇO DOS ÚLTIMOS DOIS ANOS E PERSPETIVAR OS PRÓXIMOS. A GRANDE APOSTA VAI SER NA

GAMA DE CAR CARE E NOS LUBRIFICANTES PARA O SETOR AGRÍCOLA por João Vieira

Realizada nas Caves Aliança, em

Sangalhos, a convenção contou

com a presença da maioria dos

distribuidores e foi uma ocasião para

os responsáveis da marca prepararem

a rede para as iniciativas que serão levadas

a cabo nos próximos dois anos.

A nível de novidades, foi lançada uma

renovada gama de car care, na qual a

marca deposita elevadas expectativas

para os anos de 2019 e 2020. Esta

gama ficou bastante mais completa e

conta, agora, com 33 referências, divididas

por seis famílias, para além de

uma imagem renovada.

Para Paulo Santos, brand manager da

Divisão de Vendas Valvoline, “o objetivo

da realização desta VI Convenção

Valvoline foi plenamente atingido.

Fizemos uma retrospetiva do que

realizámos nestes últimos dois anos e

propusemos fazer em 2017, por altura

da anterior convenção. Conseguimos

concretizar mais de 90% dos projetos

anunciados, o que foi muito positivo.

Quisemos, também, fazer uma prestação

de contas aos nossos distribuidores

em função dessa mesma realidade

e o que perspetivamos fazer para

os próximos dois anos”.

alargar território

Um dos grandes motes desta convenção

foi a procura de novos mercado,

conforme referiu Paulo Santos. “Para

continuarmos a crescer, temos de pro-

74 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PUB

curar novos mercados. O setor agrícola

vai ser a nossa grande aposta

para os próximos dois anos. Vamos

fazer um investimento significativo

na Feira Nacional da Agricultura,

que vai ter lugar em Santarém, no

próximo mês de junho. É uma das

feiras agrícolas mais importantes

do país, onde iremos estar presentes

UM DOS MOTES DESTA CONVENÇÃO

FOI A PROCURA DE NOVOS

MERCADOS, COM ÊNFasE PARA OS

SETORES AGRÍCOLA, PRODUTOS

QUÍMICOS E CAR CARE

com um stand, em parceria com o

nosso distribuidor Orcopeças.

Para Paulo Santos, “os maiores desafios

que encontramos no imediato

passam pelo mercados agrícola,

de produtos químicos e car care. A

nossa gama de produtos e soluções

nestas duas áreas de negócio estão

bastante ajustadas as reais necessidades

do mercado e vamos intensificar

a comercialização ao longo do

ano. As oportunidades estão diretamente

relacionadas com o potencial

do mercado e a nossa capacidade de

adaptação irá ditar o nosso sucesso”,

explicou o responsável ao Jornal das

Oficinas.

Quota consolidada

No aftermarket automóvel de ligeiros

e pesados, a Valvoline tem uma

quota de mercado consolidada e

equilibrada, não havendo oscilações

na estrutura da distribuição. “As situações

que têm acontecido estão

relacionadas com a integração de alguns

distribuidores em zonas onde

não estavam antes. Neste momento,

procuramos, efetivamente, novos

mercados e encontrar soluções para

que os nossos distribuidores e o negócio

da Valvoline continue a crescer

em Portugal”, disse Paulo Santos.

Nos próximos anos, a estratégia para

aumentar as vendas e continuar a

crescer vai centralizar-se no fortalecimento

da imagem local da marca

e dos distribuidores oficiais Valvoline,

assim como atingir uma performance

que permita ter uma posição

melhorada no setor da agricultura”,

concluiu.

No final do meeting, foram oferecidos

prémios aos distribuidores que

mais se destacaram nos dois últimos

anos em diferentes aspetos, nomeadamente

no volume de vendas, promoção

da marca e revelação. ELPS,

Paulo & Daniela, Phaarmpeças,

Granloures e Centralbat, foram as

empresas premiadas. Seguiu-se um

almoço no ambiente típico das caves

e uma visita guiada ao Aliança Underground

Museum, muito apreciado

por todos os participantes. l


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

C

M

Y

CM

MY

CY

MÓDULOS DE ARREFECIMENTO EGR

A

MS

MOTORSERVICE

Motorservice International GmbH ampliou o seu portefólio de

produtos com três novos módulos de arrefecimento EGR, que cobrem

uma vasta gama de modelos da Volkswagen AG para veículos

ligeiros com motores Diesel. Os novos módulos de arrefecimento EGR, com

qualidade de fabricante de equipamento original, abrem um potencial de

mercado de mais de oito milhões de veículos. Oferecem uma solução profissional,

correspondendo exatamente à tendência atual de módulos compactos

com válvula EGR integrada e válvula de bypass. Para além disso,

convencem através de uma funcionalidade fiável e carcaça de aço inoxidável

de alta qualidade. Afinal de contas, estão expostos a condições extremas com

condensação de gases de escape agressiva, temperaturas de até 700ºC e até

3 bar de pressão.

CMY

K

76 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


DETETOR DE FUGAS H2N2

Bombóleo | O distribuidor da Magneti Marelli lançou para o mercado mais

um equipamento para verificar a pressurização do sistema de ar condicionado.

Verifica fugas de gás; utiliza uma mistura de gás (nitrogénio – 95%; hidrogénio –

5%), ecológico e não inflamável, para análise do circuito; capta e recolhe todas as

moléculas de hidrogénio. Estas são apenas algumas das características do H2N2..

GAMA DPF DO GRUPO VW

veneporte | Empresa disponibiliza ao aftermarket uma gama de referências

de filtros de partículas Diesel ovais do Grupo Volkswagen (Audi, Seat, Volkswagen,

Škoda), demonstrando, uma vez mais, estar atenta às evoluções do mercado e às suas

necessidades, solidificando o seu posicionamento como um dos líderes no setor dos

sistemas de controlo de emissões. Esta gama de filtros de partículas conta com aplicações

que respeitam as normas Euro 4 e Euro 5, bem como os mais elevados standards a nível

técnico e tecnológico. Gama é 100% homologada.

PCC

ELEVADORES RAVAGLIOLI

A

empresa

especialista em equipamento oficinal dispõe de novos elevadores de

colunas independentes da Ravaglioli, adaptados para tratores agrícolas.

Respondem pelas designações de RAV262AGR (versão eletromecânica)

e RAV308H.2AGR (versão eletrohidráulica sem fios) os novos equipamentos comercializados

pela PCC. Os novos elevadores da Ravaglioli adaptados para veículos

agrícolas são compostos por duas colunas independentes com 8.500 kg de capacidade

cada. Este sistema permite ao utilizador um perfeito acesso ao trator, facilitando,

assim, os serviços em travões e pneus.

PUB

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 77


Notícias

produto

carrEGAMENTO DE A/C

texa | KONFORT 712R é a nova estação de carregamento

de ar condicionado, que apresenta características típicas dos

modelos topo de gama, como a gestão do serviço de manutenção

totalmente automático e a medição da quantidade de óleo

recuperado com uma balança eletrónica. Pode ser adquirida

na versão R134a ou R1234yf, com a possibilidade de se alterar,

posteriormente, a configuração por meio de um kit opcional.

Outras características são a possibilidade de instalar o Kit

Identificador de Refrigerante e o uso em conjunto com o REC+,

dispositivo para a recuperação de refrigerantes contaminados.

KONFORT 712R

A nova proposta FULL AUTOMÁTICA

NEW

2019

EFICAZ,

AUTOMÁTICA,

ROBUSTA

TEXA S.p.A.

Via 1 Maggio, 9

31050 Monastier di Treviso

Treviso - ITALY

Tel. +39 0422 791311

Fax +39 0422 791300

www.texa.com - info.it@texa.com

CEPSA

GAMA tractioN PARA PESADOS

N

ova

linha anuncia significativas vantagens competitivas, como o incremento da eficiência

e a maior proteção dos motores, durabilidade dos componentes, fiabilidade dos veículos

e uma maior poupança de combustível. Consubstancia a estratégia da Cepsa em produzir

produtos de última geração e é composta por quatro linhas de produto: Traction Pro, Traction

Advanced, Traction Max e Traction. Para João Madeira, responsável de lubrificantes da Cepsa,

“a expoMECÂNICA é uma referência ibérica no setor, pelo que é estratégico para a Cepsa estar

presente junto das empresas transportadoras, oficinas e clientes finais”. A gama de lubrificantes

Traction está desenhada para veículos de transporte de passageiros e mercadorias, máquinas

de obras públicas, minas e agricultura. Inclui, também, todos os tipos de frotas.

PUB

78 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


FILTROS PARA PEUGEOT 508

sogefi |Fornecedor original da segunda geração do modelo

francês com filtros de óleo e gasóleo. Graças à tecnologia de

plissagem em chevron exclusiva, o filtro de gasóleo assegura

a proteção do sistema de alimentação da injeção através da

eliminação de todas as impurezas contidas no combustível. O

módulo baseado na tecnologia Diesel3Tech protege tanto o

sistema do motor quanto a injeção, mesmo sob níveis extremos

de contaminação da água. A Diesel3Tech.

NOVIDADES NA EXPOMECÂNICA

MGM | Variada gama de produtos para reparação de

compressores de parafuso e palhetas; representante oficial

de compressores da prestigiada marca italiana BALMA; novos

modelos de patelas e porcas para elevadores de viaturas

ligeiras e pesadas; introdução da mesa elevatória Ravaglioli

Master Gear 1.0; apresentação do elevador eletromecânico de

duas colunas da marca OMCN; novos secadores profissionais da

marca OMI.

COMBUTEC NO PORTEFÓLIO

escape forte | Empresa apresenta a mais recente

solução para viaturas equipadas com filtro de partículas do

Groupe PSA. A nova adição à linha Combutec dá pelo nome

de Combutec 4. Este novo produto foi criado, especificamente,

para os modelos Peugeot 508 e Citroën C5, encontrando-se

disponível em embalagens de três litros. Com um preço

competitivo, cada uma delas é acompanha por um kit de

enchimento.

CARRO MULTIFUNÇÕES

kroftools | Ostenta a referência 8635 o novo carro

de ferramentas da marca. Equipado com nove gavetas (oito

frontais e uma lateral) e uma prateleira para colocar o portátil,

apresenta como medidas 890 x 675 x 1.085 mm. Cinco gavetas

medem 725 x 400 x 70 mm, duas medem 725 x 400 x 140 mm.

“A KROFtools tenta sempre ser diferente, quer no produto quer

em novas soluções de trabalho”, referiu José Bárbara, gerente

da KROFtools.

Tacofrota - banner batery.pdf 1 14/05/19 11:55

QUALIDADE E PERFORMANCE

EM QUALQUER SEGMENTO

Suzuki

VW

VOO

Audi

PUB

Seat

Rolls-Royce

Tel.: 263 650 050 - geral@tacofrota.pt

VEÍCULOS LIGEIROS, PESADOS, MOTOCICLOS,

MÁQUINAS DE CONSTRUÇÃO E AGRICOLAS

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 79


ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

APOIO FUNDAMENTAL

INTERESCAPE E BAHCO REITERAM A SUA CONFIANÇA NO CONCURSO MELHOR MECATRÓNICO 2019,

ORGANIZADO PELO JORNAL DAS OFICINAS EM PARCERIA COM A ATEC, DEMONSTRANDO QUE

O APOIO DOS PATROCINADORES É FUNDAMENTAL PARA A REALIZAÇÃO DESTA INICIATIVA

MIGUEL IVO, BAHCO

JORGE CARVALHO, INTERESCAPE

D

o lado da Bahco, habitual

parceira do concurso (desde

a primeira edição), o seu

responsável deu conta da visão da

marca em relação ao concurso. “A

Bahco, enquanto fabricante de classe

mundial, com ferramentas criadas

com e para os utilizadores finais, sempre

alicerçou a sua posição com produtos

inovadores, como forma de

promover um contacto direto com o

profissional que necessita de ferramentas

no seu dia a dia. Assim, torna-

-se natural aliarmos a marca Bahco a

iniciativas que visam promover o melhor

da classe a utilizadores que valorizam

as ferramentas de cariz profissional,

como as nossas”, sublinha. No

seu entender, “estamos perante uma

profissão por onde passa, obrigatoria-

mente, o futuro do ramo automóvel”.

Para Miguel Ivo, “enquanto fabricante

de ferramentas, o maior desafio da

marca passa por ser capaz de entender

as necessidades dos mecatrónicos e de

ser capaz de continuar a criar soluções/

ferramentas que venham a facilitar/

simplificar o seu trabalho”. Quanto ao

futuro, para um fabricante com mais

de 150 anos, “o maior desafio prende-

-se com a capacidade de resposta a um

mundo cada vez mais rápido, onde a

inovação se processa a uma velocidade

nunca vista antes”, afirma. “Nesse sentido,

a Bahco tem vindo a investir, nos

últimos anos, num reforço das suas

equipas de desenvolvimento de produto

e desenvolvimento industrial, de

forma a dar resposta, em tempo útil, às

novas solicitações do mercado”.

o

responsável da Interescape

não hesita quando questionado

sobre o motivo de a

empresa voltar a associar-se ao concurso

Melhor Mecatrónico. “A Interescape,

como líder de mercado ibérico na

sua área de atuação, até pelo seu ‘ADN

de inovação’ na área, associa-se, mais

uma vez, a esta iniciativa, que procura

dar visibilidade aos melhores recursos

humanos que o mercado oficinal tem

para oferecer ao consumidor final”.

Na sua perspetiva, “tendo a Interescape

sido pioneira a introduzir no mercado

ibérico um serviço de limpeza de

filtro de partículas e catalisadores certificado

pela TÜVRheinland e estando

na linha da frente na comunicação ao

mercado, através da campanha #SE-

JAORIGINAL, que aconselha as oficinas

e o consumidor final a manter o filtro

de partículas original, acreditamos

que quanto melhor formado estiver o

mecatrónico, mais facilmente poderá

ser um interveniente ativo na tomada

das melhores decisões no que toca aos

filtros de partículas”, acrescenta.

De acordo com Jorge Carvalho, a profissão

de mecatrónico é essencial para

o futuro do setor. “A Interescape, ao

longo dos seus 34 anos de existência,

viu evoluir o parque automóvel em

geral, mas, também, a linha de escape

de forma substancial, onde a complexidade

é cada vez maior. Isso obriga

a termos profissionais mais competentes

e mais informados acerca das

constantes inovações tecnológicas dos

veículos, como é o caso dos filtros de

partículas”. l

80 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Porque razão damos atenção

ao mais ínfimo detalhe?

Porque a perfeição é algo

de que nos orgulhamos.

Para uma qualidade sem cedências,

escolha a LEMFÖRDER.

PRECISÃO ALEMÃ

RECONHECIDA MUNDIALMENTE

lemfoerderprecision.pt


ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

CONHECIMENTO À PROVA

COM AS INSCRIÇÕES PARA O CONCURSO CHALLENGE OFICINAS 2019 A DECORRER, AUSCULTÁMOS A OPINIÃO

DE CARLOS SILVA. O RESPONSÁVEL DA YUASA, MARCA PATROCINADORA DO CONCURSO, CONSIDERA QUE

A EFICIÊNCIA E A FORMAÇÃO SÃO TÃO IMPORTANTES, HOJE, COMO O CONHECIMENTO TÉCNICO DAS PEÇAS

E A CORRETA APLICAÇÃO DOS PRODUTOS

CARLOS SILVA, YUASA


A

YUASA reconhece um elevado

profissionalismo das

oficinas em Portugal. E daí

a importância e quota de mercado

que o aftermarket tem no nosso país”.

As palavras pertencem a Carlos Silva,

responsável da YUASA, marca que

patrocina, uma vez mais, o Challenge

Oficinas, concurso organizado, pela

terceira vez, pelo Jornal das Oficinas,

em parceria com a Polivalor. Conforme

sublinha, “a YUASA é uma das

marcas líder mundial no setor de fornecimento

de energia, designadamente

das baterias de arranque, e fornecedor

OE nos principais fabricantes

de veículos”, refere. “Com base nesse

know-how e presença, a YUASA está

muito empenhada em colaborar, ativamente,

com todos os profissionais

para poder responder a todas as necessidades

relacionadas com a evolução

do setor automóvel. As Oficinas

são elementos essenciais no sucesso

do nosso negócio”, explica Carlos Silva

ao nosso jornal.

Refira-se que a “distribuição da YUA-

SA é feita no canal profissional, garantido

que a marca chega às oficinas

pela distribuição tradicional dos retalhistas.

Temos a confiança de um conjunto

de distribuidores locais, que nos

permitem ter uma cobertura no continente

e ilhas e, assim, chegar às melhores

oficinas do nosso país”, acrescenta.

Mas será que a eficiência e a formação

são tão importantes, hoje, como o

conhecimento técnico das peças e a

correta aplicação dos produtos? “Plenamente

de acordo com a afirmação.

E, esse, é um dos nossos desígnios na

distribuição da marca YUASA. A importância

da formação e a melhoria

do conhecimento de todos os players

é essencial para o sucesso de marcas.

E, dessa forma, reforçam a sua posição

de líderes. A KRAUTLI Portugal,

na qualidade de distribuidor da

YUASA, tem efetuado, regularmente,

formações e roadshows técnico-comerciais,

que nos permitem transferir

conhecimento para os intervenientes

neste negócio. Para, dessa forma, aumentar

a eficiência e produtividade de

todos os profissionais”, remata Carlos

Silva. l

82 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Evento

AFTERMARKET FORUM 2019

VOLTA AO MUNDO

NUM DIA

A EQUIPA DA WOLK AFTER SALES EXPERTS E OS ORADORES CONVIDADOS PARA O AFTERMARKET FORUM

2019 LEVARAM OS 160 PARTICIPANTES NUMA JORNADA PELO AFTERMARKET MUNDIAL, VISITANDO CINCO

CONTINENTES EM APENAS UM DIA por João Vieira

A

terceira edição do Aftermarket

Forum (as anteriores tiveram

lugar em Bonn e Essen, nos

anos de 2017 e 2018, respetivamente)

decorreu no Hotel Marriott em

Frankfurt, nos passados dias 16 e 17

de abril, mesmo em frente aos pavilhões

da Messe onde se realiza a feira

Automechanika. O Jornal das Oficinas

foi media partner para Portugal

deste evento. “Desde a primeira edição

do Aftermarket Forum, em 2017,

que o nosso objetivo é oferecer aos

participantes informações relevantes

para os seus negócios e uma boa

oportunidade de networking”, começou

por explicar Zoran Nikolic, diretor-geral

da Wolk After Sales Experts.

Por isso mesmo, o Aftermarket Forum

2019 começou com um evento:

“Come Together”.

O convidado especial daquela noite

foi Jack Walsh, vice-presidente da Jefferies

Automotive Aftermarket, uma

companhia de investimento norte-americana

especializada no mercado

automóvel. O responsável analisou

o aftermarket do ponto de vista financeiro

(baseado no índice JEF de

capital de risco, cotado em bolsa), referindo

que “o mercado do pós-venda

continua a ser uma boa aposta para

os grandes grupos investidores, uma

vez que os distribuidores tradicionais

continuam a abrir delegações e a crescer,

existindo bastante capital à espera

de oportunidade para ser investido.

O que é, hoje, a realidade nos EUA,

pode muito bem ser a realidade na

Europa amanhã, já que a consolidação

ainda está longe de terminar”.

Visão intercontinental

O grande objetivo da edição de 2019

foi oferecer uma visão intercontinental

do negócio de aftermarket,

para conseguir ter uma fotografia do

pós-venda mundial o mais completa

possível no seu conjunto. “É necessário

conhecer estas realidades para

operar nos mercados de forma correta.

Informação é poder, no sentido de

ser necessária para tomar as decisões

certas. Mas nem toda a informação

é importante nesta era de excesso de

dados a que temos acesso. O que é

realmente necessário é poder contar

com os Smart Data, saber com toda

a certeza quais são os dados mais

importantes para otimizar o tempo

de análise e conseguirmos ser mais

eficientes e eficazes na estratégia que

escolhemos para as nossas empresas”,

disse Zoran Nikolic.

América do Sul

O segundo dia do evento começou

com a apresentação de Marcelo Gabriel,

diretor de Pesquisa de Mercado

e Business Intelligence da CINAU,

sobre o mercado sul-americano. 70%

dos veículos deste continente estão no

Brasil e na Argentina. Por um lado,

significa que esses dois países são suficientes

para estabelecer uma forte

presença no continente, mas, ao mesmo

tempo, apresentam desafios únicos.

“63% dos veículos no Brasil são

flex fuel, ou seja, podem ser abastecidos

com gasolina ou bioetanol. Como

a origem do etanol está prontamente

disponível, os veículos elétricos não

estarão presentes antes de 2035”, disse

Marcelo Gabriel.

China e Rússia

Mike Yu, diretor-geral da iRM eCommerce,

assumiu a tarefa de explicar

ao público o complexo sistema de

distribuição de peças na China, que é

fortemente influenciado por grandes

empresas locais de tecnologia. Entre a

China e a Europa, há a Rússia. Sergey

Udalov, diretor-geral e coproprietário

da Autostat, uma empresa de análise

de dados automotive, explicou aos

participantes a influência da moeda

local, que perdeu, significativamente,

valor desde 2014. E como esta perda

está a afetar as vendas de peças e o

facto de 80% do parque automóvel

russo ser produzido internamente.

Atualmente, as grandes oficinas independentes

na Rússia têm 53 % do

mercado de pós-venda, os reparadores

oficiais 27%, as pequenas oficinas

independentes 16% e as redes de oficinas

4%. A tendência aponta para

uma diminuição das oficinas independentes

e para um crescimento das

oficinas de marca em 2024.

Índia e EUA

Na Índia, a estrutura do aftermarket é

diferente de qualquer outra. “Existem

equipas de mecânicos que trabalham

nas ruas e são bastante competentes

naquilo que fazem. Ao mesmo tempo,

existem cerca de 3.000 oficinas

independentes de veículos de topo,

com três, quatro ou mais elevadores,

algumas com uma área de pintura.

No total, existem 570.000 oficinas e

430.000 retalhistas, que estão ansiosos

por dispor de aparelhos de diagnóstico,

formação técnica, software de

identificação de peças e muito mais. É

um mercado com grandes oportunidades

para o negócio do pós-venda,

84 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


O GRANDE OBJETIVO DA EDIÇÃO DE 2019 FOI OFERECER UMA

VISÃO INTERCONTINENTAL DO NEGÓCIO DE AFTERMARKET, PARA

CONSEGUIR TIRAR UMA FOTOGRAFIA DO PÓS-VENDA MUNDIAL


AFTERMARKET

FORUM 2019

O AFTERMARKET FORUM 2019 FOI, taMBÉM, UM TRAMPOLIM PARA

A WOLK AFTER SALES EXPERTS CRIAR UMA REDE DE ESPECIALISTAS, COM

O OBJETIVO DE FORNECER aoS CLIENTES DADOS DE MERCADO

que representa, na atualidade, 2.700

milhões e euros para o setor independente

e 1.800 milhões para a origem”,

explicou Dirk Schlage, presidente de

Hemps, uma consultora que opera na

Índia desde 2014.

O Aftermarket Forum 2019 revisitou

os EUA, analisando mais de perto os

processos de consolidação que estão

em andamento há décadas. O objetivo

é a integração vertical total, como

referiu Bill Burns, CEO do distribuidor

independente LLC. Os fenómenos

de concentração vão continuar a

acontecer durante os próximos anos,

incluindo entre empresas especializadas

em peças para veículos ligeiros e

as que são especializadas em veículos

industriais, estando previsto o crescimento

de oficinas multimarca independentes.

África e Médio Oriente

Marc Zander, diretor de Africon, destacou

o aumento da classe média africana,

o que faz prever interessantes

oportunidades de crescimento para

as companhias que decidam investir

em África, como já fizeram Bosch e

MANN+HUMMEL. Com um parque

de 52,5 milhões de veículos e onde

existe um claro domínio dos modelos

europeus, a média de idade é de 11,5

anos. O responsável deu como exemplo

o caso da Nigéria, onde a reparação

está, maioritariamente, nas mãos

da origem, embora existam grandes

redes independentes, como a Auto

Expert, cujo mercado ainda está organizado

com base nos importadores,

sendo uma boa oportunidade para a

instalação de armazéns.

O Médio Oriente, por seu turno, é uma

região onde as grandes mudanças do

pós-venda estão a acontecer de forma

muito rápida (condução autónoma,

presença forte nas redes sociais, muito

comércio eletrónico) e onde determinadas

famílias de produto, como as

baterias e pneus, têm grande rotatividade

devido ao clima. “Nem toda a

gente sabe que 88,5% das pessoas que,

atualmente, vivem nos Emirados Árabes

Unidos são exilados”, disse Ralf Zimmermann,

diretor-geral do Al-Futtaim

Group. Além disso, os operadores

do pós-venda automóvel são empresas

familiares com quase 50 anos e três gerações

de história.

Sudeste asiático

A jornada terminou no sudeste da

Ásia. De acordo com Devindran Ramanathan,

diretor executivo e consultor

principal da ACS ASIAPAC, a

Malásia destaca-se nesta região como

um país altamente motorizado e com

um mercado de pós-venda bastante

desenvolvido. “Muitas vezes, o acesso

rápido a informações de reparação

e manutenção é fornecido por freelancers

europeus remotamente, mas

ainda existe uma grande procura por

conhecimento especializado e apoio

a oficinas independentes. Existem

grandes oportunidades para empresas

estrangeiras que desejam ter uma

plataforma de lançamento para a re-

gião mais populosa do mundo”, disse

Devindran Ramanathan.

O próximo Aftermarket Forum

acontecerá em abril de 2020. “Com

o tema e o local a serem divulgados

em breve, estamos já ansiosos

por futuras edições do nosso evento,

que já garantiu o seu lugar nos

calendários das conferências europeias

dedicadas ao aftermarket. Em

três anos, conseguimos concentrar

a atenção dos principais operadores

independentes do mercado de pós-

-venda e, isso, é um testemunho da

nossa experiência como fornecedores

de dados compreensíveis, num

mundo inundado por todo o tipo de

informações”, concluiu Antti Wolk,

diretora-geral da Wolk After Sales

Experts. O Aftermarket Forum 2019

foi, também, um trampolim para a

Wolk After Sales Experts criar uma

rede de especialistas, com o objetivo

de fornecer aos clientes dados de

mercado, estudos e insights numa

escala verdadeiramente global. l

86 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

TÉCNICO

SUSPENSÃO VISIBILIDADE KIT DE

ESCAPE

DISTRIBUIÇÃO

“A MINHA OFICINA

JÁ É RECONHECIDA

EM TODO O MUNDO”

FAÇA PARTE DA REDE EURO REPAR CAR SERVICE

A EURO REPAR CAR SERVICE é uma ampla rede internacional de reparadores, com um vasto e profundo

conhecimento do mercado multimarca. Presente em 22 países, com mais de 4000 oficinas em todo

o mundo e mais de 120 em Portugal, o nosso grupo tem tudo o que precisa para levar a sua oficina ainda

mais longe.

Algumas das vantagens dos nossos aderentes:

• SISTEMA INFORMÁTICO DE GESTÃO OFICINAL E FACTURAÇÃO

• LINHA DE APOIO TÉCNICO

• ACESSO A PLATAFORMA DE COMERCIALIZAÇÃO DE VIATURAS USADAS/SEMI-NOVAS

• GAMA DE PEÇAS MULTIMARCA EUROREPAR COM MAIS DE 10.000 REFERÊNCIAS,

INCLUINDO PNEUS E LUBRIFICANTES

Vá já a www.eurorepar.pt e solicite a nossa visita


A BOSCH, ENQUANTO PRINCIPAL FORNECEDOR DE COMPONENTES

PARA AUTOMÓVEIS, É UM IMPORTANTE PARCEIRO PARA AS

OFICINAS, REFERE MÓNICA ALVES


Técnica

&Serviço

JORNADA TÉCNICA AUTOCREW

HÍBRIDOS, DIESEL

E PASSTHRU

UMA SALA, TRÊS FORMADORES, SEIS FORMANDOS E MUITA MAQUINARIA HÁ MISTURA. FOI ASSIM

QUE, NO DIA 30 DE ABRIL, DECORREU A JORNADA TÉCNICA AUTOCREW, DIRECIONADA PARA OFICINAS

INDEPENDENTES QUE FORAM CONVIDADAS HÁ UM ANO. VEÍCULOS HÍBRIDOS E ELÉTRICOS, SISTEMAS

DIESEL E DIAGNÓSTICO PASSTHRU FORAM OS TEMAS ABORDADOS por Joana Calado

A

AutoCrew surgiu há seis anos

e assume-se como uma aposta

da Bosch, um dos principais

fornecedores de componentes automóvel

em Portugal. A rede oferece,

hoje, um grande número de mais-

-valias às oficinas independentes

que queiram fazer parte do conceito.

Atualmente, a rede AutoCrew tem

cerca de 60 oficinas em Portugal, espalhadas

de norte a sul (são mais de

100 em Espanha).

Adotando uma política de crescimento

que aposta, acima de tudo, na consolidação

da própria marca, Mónica

Alves, responsável da rede AutoCrew

em Portugal e Espanha, afirma que

o evento realizado “serviu para mostrar

que a Bosch, enquanto principal

fornecedor de componentes para automóveis,

é um importante parceiro

para as oficinas”. Ser uma oficina AutoCrew

oferece diversas vantagens,

não só em termos de suporte técnico,

através da Bosch, como, também, “a

nível de formação, ferramentas de

marketing, gestão empresarial e programa

de qualidade”, acrescenta a responsável.

Formação especializada

Todas as oficinas AutoCrew dispõem

de uma imagem unificada, de forma

a que possam utilizar as ferramentas

oferecidas pela Bosch, que as ajudarão

a comunicar com os clientes e

a angariar novos, desenvolver o seu

negócio e melhorar a qualidade de

atendimento e do serviço, o que, muitas

vezes, não é contabilizado nem

tido em conta. A Jornada Técnica

AutoCrew consiste num pequeno e

condensado exemplo do que a rede

oficinal e a própria Bosch oferecem

no que diz respeito a formação. Já em

2018, a AutoCrew tinha realizado um

evento onde foi apresentado o próprio

conceito oficinal e onde se falaram de

temas bastante importantes para as

oficinas, como, por exemplo, a reparação

conectada.

No ano passado, foram convidadas

algumas oficinas, todas elas independentes,

a deslocarem-se a Lisboa, não

só para conhecerem as instalações da

Bosch, como, também, para frequentarem

a formação técnica da marca,

que apesar de ter sido condensada em

apenas um dia, foi bastante enriquecedora.

Mário Maia, responsável pela

Área Técnica, não hesita em destacar

a formação altamente especializada

que foi oferecida no dia 30 de abril.

“Arrisco dizer que, centros de formação

como o nosso, deverão existir

muito poucos em Portugal”, assegura.

Learning by doing

Esta formação, inserida na Jornada

Técnica AutoCrew, foi direcionada

para o Diesel, nomeadamente injeção

e gases de escape. Mas abordou,

também, motores híbridos e elétricos

e sistemas de diagnóstico PassThru.

Para além de uma parte teórica, os

formandos tiveram, também, uma

vertente prática, onde puderam colocar

“as mãos na massa” e experimentar

diversos equipamentos Bosch disponíveis

na zona de formação.

Sendo toda a formação vocacionada

para o learning by doing, ou seja,

dando grande ênfase à componente

prática, o responsável da Área Técnica

frisa que “a Bosch tem todos os

equipamentos necessários para mostrar,

na prática, como se faz”. Acrescentando

de seguida: “Queremos que

os nossos formandos experimentem e

saiam daqui totalmente esclarecidos”.

A Bosch aposta numa formação

abrangente, que vai desde o sistema

elétrico e eletrónico do veículo, passa

pelo diagnóstico, pelos sistemas de

injeção e, também, sendo esta uma

área em expansão, pelos sistemas de

propulsão alternativos. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 89


Técnica

&Serviço

VEÍCULOS AUTÓNOMOS

MUDANÇA DE PARADIGMA

FALAR DE VEÍCULOS AUTÓNOMOS, TAL COMO DE DRONES, YOUTUBERS OU INFLUENCERS, ESTÁ NA MODA.

NO ENTANTO, NÃO É TÃO COMUM SABER REALMENTE EM QUE ESTADO SE ENCONTRA ESTA TECNOLOGIA E

QUAL VAI SER O SEU PERCURSO ATÉ CHEGAR ÀS OFICINAS

As mudanças que se avizinham

no setor automóvel nos próximos

anos vão transformar

completamente a forma de fabricar,

de comercializar e de reparar veículos.

A condução autónoma será um

dos grandes desafios que o setor vai

enfrentar, com implicações para todos

os players que intervêm na cadeia de

valor e com consequências inclusivamente

para o último elo da mesma: o

condutor.

No entanto, até que todas essas mudanças

que se avizinham estejam im-

plementadas no dia a dia do condutor

e da oficina, ainda há um longo caminho

a percorrer, pelo que a adaptação

a todas essas alterações será gradual.

Ainda que a adaptação exija um esforço

no que respeita à formação e transformação

dos negócios de reparação,

essas mudanças serão viáveis, tal como

as alterações que o setor experienciou

nos últimos 15 ou 20 anos.

A chegada dos veículos autónomos

vai implicar uma mudança de paradigma

na mobilidade, na conceção

dos espaços urbanos e na propriedade

do veículo, visto que a utilização

tende a ser partilhada. Os veículos

autónomos serão, por certo, movidos

a novas energias, fundamentalmente

eletricidade (nem sequer tecnologia

híbrida), devido à facilidade que estes

veículos proporcionam para automatizar

a condução e graças à sua eficiência

de funcionamento. Perante o novo

conceito de mobilidade eficiente, seria

um paradoxo continuar a contaminar

a população com os gases tóxicos que

libertam os veículos de combustão interna.

Tecnologia complicadíssima

Um veículo autónomo necessita de

três “camadas” diferentes de tecnologia:

perceção, decisão, atuação:

1. Perceção do espaço envolvente e interpretação

do que é percecionado;

2. Decisão sobre qual a melhor opção;

3. Atuação sobre o controlo do veículo.

Das três, a última é a que se consegue

alcançar. Já se pode atuar sobre um

veículo “convencional”, ou seja, pode

ser “teledirigido”. Isto é possível porque

o controlo do veículo há muito

90 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PUB

Colaboração Centro CESVIMAP

www.cesvimap.com

tempo que passou a ser gerido pela

electrónica: acelerador eletrónico, travões

com ESP (eletrónico) e direção

elétrica. E, de facto, os sistemas ADAS

já assumem o controlo do veículo em

qualquer circunstância, sem problemas

de maior.

O problema surge com a perceção do

espaço envolvente. Não é fácil para

um sistema informático ler com clareza

o espaço envolvente e interpretá-

-lo. Atualmente, utilizam-se câmaras,

sensores LiDAR (o mais famoso é

conhecido como Velodyne) e radares

cujo preço é elevadíssimo. No entanto,

a imagem composta está muito longe

de ser perfeita e a análise da mesma é

muito complexa. Hoje, um veículo autónomo

ainda não é capaz de traduzir

o espaço envolvente e todos os seus

parâmetros. O ser humano é muito difícil

de imitar.

A tecnologia de perceção ainda tem

muito caminho a percorrer até ser

completamente fiável, mas há muitos

profissionais especializados a tentar

melhorá-la. De facto, fazem-no, mas

o horizonte continua a estar ainda

distante. Se ao problema da perceção

acrescentarmos o da decisão, elevamos

à enésima potência a casuística de funcionamento

de um veículo autónomo.

Quem programa as decisões e com

base em que critérios? Contemplam-

-se todos os cenários? De quem será a

responsabilidade em caso de acidente?

E o que ainda é mais inquietante: pode

um veículo autónomo, perante a máxima

avaliação de risco, optar por matar

o seu ocupante? O mal menor?

Onde estamos?

A norma internacional SAE J3016

define o que é um veículo autónomo

e quais são os níveis de automatização

necessários para chegar ao mesmo.

Assumindo que o nível 0 é um veículo

“convencional” e o 5 um veículo autónomo,

vejamos as características de

cada um:

NÍVEL 1: veículos equipados com

ADAS capazes de realizar alguma

função automaticamente (como, por

exemplo, a manutenção na faixa ou o

controlo adaptativo da velocidade de

cruzeiro).

NÍVEL 2: automatização em certas

condições, sempre sob a supervisão do

condutor e sendo sempre este responsável

pelo que se passa. Pode soltar o

volante durante pequenos períodos de

tempo, mas não feche os olhos.

NÍVEL 3: veículo que pode circular,

automaticamente, em determinados

ambientes, mas que, em certas circunstâncias,

pedirá ao condutor que

intervenha, pelo que o mesmo tem de

estar preparado para tal. Por exemplo:

obras e saídas na autoestrada.

C

Nos restantes ambientes para os quais

M

não está programado, ocorrerá uma

condução manual ou parcialmente Y

assistida. Baseiam-se neste nível os

CM

testes científicos que são, atualmente,

MY

realizados. Os ambientes controlados

CY

podem ser autoestradas e parques de

CMY

estacionamento. Na Europa, é necessária

uma permissão especial da auto-ridade

correspondente para se poderem

fazer testes em estrada aberta.

NÍVEL 4: trata-se do mesmo veículo,

mas nos ambientes para os quais esteja

programado, não perguntará ao condutor,

tomando a opção que considere.

Nos restantes ambientes, continuará a

ocorrer uma condução manual ou parcialmente

assistida.

NÍVEL 5: o condutor não é necessário.

O automóvel irá levá-lo ao trabalho e,

depois, estacionará sozinho.

Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas da

indústria e uma tecnologia que nos permite criar

projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas as

repetições em novos projetos e baixar consideravelmente

o valor final do documento, mantendo

a terminilogia e o estilo de comunicação já

existentes. Um programa criado a pensar em si!

Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt www.jornaldasoficinas.com | Web: jaba-translations.pt

Junho I 2019 91


VEÍCULOS

AUTÓNOMOS

Dando uma vista de olhos às vendas de

veículos, não estando a maioria ainda

equipada com ADAS (nível 1), parece

impossível que tenhamos um veículo

autónomo já em 2020. Talvez um

nível 3 (que já anda em testes) ou um

nível 2 com um preço de generalista.

Para onde vamos?

Um dos desafios que as oficinas de colisão

vão ter de enfrentar no futuro, é a

redução da sinistralidade derivada das

novas tecnologias aplicadas aos veículos

autónomos. Segundo o estudo “Self

driving cars”, da KPMG, em 2040, a

incidência de colisões terá uma redu-

tura mantenham os seus negócios. Em

primeiro lugar, as câmaras, os sensores

e todos os sistemas de ajuda à condução

(ADAS) que já são instalados e vão

sê-lo ainda em maior número nos automóveis

nos próximos anos (montados

tanto na carroçaria como no para

brisas e restantes vidros), requerem (e

vão requerer mais ainda) calibragem,

manutenção e reparação. Por conseguinte,

dispor de equipamento específico

(como um de diagnóstico e uma

ferramenta de calibragem de câmaras

e radares, os quais funcionam de forma

combinada e inseparável), é e será

cada vez mais importante na oficina.

Conceito smart repair

Ao impacto da conectividade e da

condução autónoma no setor, há que

somar a crescente tendência de personalização

das carroçarias, com o surgimento

de veículos cuja configuração

pode ser concebida segundo os gostos

e as necessidades do condutor. Estas

deverão tornar-se populares nos próximos

anos e irão requerer manutenção.

E, se necessário, reparação numa

oficina especializada.

Em suma, existem inúmeros argumentos

que permitem antever que os

condutores continuarão a necessitar

dos serviços das oficinas de chapa e

Obstáculos autónomos

Existe um consenso unânime em relação

à teoria que defende que, se todos

os veículos fossem simultaneamente

substituídos por autónomos, seria

muito mais fácil a mobilidade. Complicado

será a transição. A convivência

de veículos autónomos com condutores

humanos e a interação dos veículos

autónomos com peões. A quem é cedida

a passagem? Haverá faixas dedicadas?

Como entrarão nas rotundas? Saberão

interpretar gestos dos ciclistas?

Além do mais, esta tecnologia precisa

de grandes redes de comunicação

entre os próprios veículos e, também,

A CONVIVÊNCIA DE VEÍCULOS autónomos COM CONDUTORES HUMANOS E A

INTERAÇÃO DE VEÍCULOS autónomos COM PEÕES NÃO SERÁ tareFA FÁCIL

ção de até 80% no que respeita a danos

materiais. Contudo, o referido estudo

também indica que quando os acidentes

ocorrerem, os custos serão mais

elevados.

No entanto, na condução autónoma

em si, nem sequer no seu nível 5 (o

de maior autonomia) o fator humano

será eliminado, visto que os automóveis

terão sempre a alternativa de

passar à opção “manual”, na qual o

ocupante passará a ser o condutor, tal

como existe hoje.

Embora a conectividade implique

uma maior interação dos veículos entre

si (V2V - Vehicle to Vehicle), com

as infraestruturas (V2I - Vehicle to Infrastructure)

e, inclusivamente, com as

pessoas (V2P - Vehicle to Pedestrian),

existem inúmeras variáveis que vão

permitir que as oficinas de chapa e pin-

De igual modo, a estrada continuará

a criar situações nas quais, independentemente

da “decisão” do automóvel

autónomo, a colisão será inevitável,

ainda que os efeitos da mesma sejam

minimizados. Por outro lado, enquanto

as carroçarias não evoluírem, continuarão

a estar expostas às condições

climatéricas e aos fenómenos atmosféricos

(chuvas de granizo, incidência

do sol, poeiras). De igual forma, também

não será possível evitar a queda

de objetos devido a fortes rajadas de

vento, os efeitos do salitre, insetos, excrementos

de pássaros ou a passagem

do tempo. Por conseguinte, os veículos

também continuarão vulneráveis

a atos de vandalismo ou a “acidentes”

provocados por outros humanos, sem

que exista a intervenção de outro veículo.

pintura quando os automóveis autónomos

já circularem nas nossas

estradas. Algo que, além do mais, só

acontecerá depois de superados todos

os obstáculos legais que os governos

terão pela frente nos próximos anos.

Uma vez solucionadas estas questões,

os automóveis autónomos continuarão

a coexistir com os automóveis

“tradicionais” durante vários anos, já

que a renovação total do parque e o

desaparecimento por completo dos

automóveis “tradicionais” (a acontecer)

demorarão décadas.

O automóvel autónomo poderá reduzir

a procura pelas reparações mas

implicará o aumento de outro tipo de

manutenções. Por exemplo, uma das

tendências que, provavelmente, terá

crescimento relevante nos próximos

anos, será a conhecida “smart repair”).

com a infraestrutura para lidar com

enormes fluxos de informação (estão

em desenvolvimento as redes 5G). Em

2018, entrou em vigor a obrigatoriedade

do sistema eCall para novas homologações,

mas ainda há muito caminho

a percorrer. Por outro lado, impera a

grande preocupação sobre a possibilidade

de serem pirateados os veículos

autónomos. Imagine-se o que alguém

pode fazer se tomar o controlo do veículo?

As famosas palestras de “Safety

& Security”. Já há conferencistas que

falam de 2050 como data crucial.

Veremos. O que parece evidente, é que

lá chegaremos. E quem sabe se haverá

lugar para aqueles que gostam de conduzir.

Talvez nessa época já não restem

amantes das quatro rodas, mas apenas

utilizadores de eletrodomésticos que

transportem gente. l

92 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Técnica

&Serviço

TEMPO DE CICLO

NO REDUZIR

É QUE ESTÁ O GANHO

UM DOS FATORES QUE MAIS INFLUENCIA A FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE DA OFICINA É O TEMPO QUE

O VEÍCULO PASSA NAS INSTALAÇÕES. QUANTO MAIS BREVE FOR A ESTADIA, MAIOR SERÁ A SATISFAÇÃO

DO CLIENTE. E MAIS PROBABILIDADES DE ELE VOLTAR EXISTIRÃO

É

aqui que entra em jogo o famoso

termo «tempo de ciclo»,

sobre o qual a maioria dos profissionais

do setor já ouviu falar, mas

cujo significado e implicações poucos

conhecem.

De que se TRATA?

O tempo de ciclo não é mais do que

o tempo associado a cada reparação.

É composto por diversas perspetivas:

financeira, de gestão, de administração,

de processamento de pedidos,

de produção. No que diz respeito ao

tempo de ciclo ligado à produção, podemos

dizer que este é o tempo que

decorre desde que o veículo chega à

oficina até ao momento em que é devolvido

reparado ao cliente. Por isso,

não devemos confundi-lo com o tempo

que decorre enquanto se trabalha

no veículo (tempo produtivo).

O tempo de ciclo inclui pré-produção,

produção e pós-produção, bem como

o trabalho administrativo associado.

Toda a reparação contém os diferentes

processos pelos quais passa o veículo:

preparação do orçamento, peritagem

(se for o caso), gestão da peça

de substituição, carroçaria, pintura,

mecânica de apoio, preparação para a

entrega. Cada qual com o correspondente

tempo de processo associado.

Indicador de rapidez

O tempo total de ciclo é um indicador

de rapidez, que mostra quanto tempo

demoramos a entregar o veículo

reparado. Está diretamente relacionado

com a capacidade do processo

(volume de produção da oficina),

utilizando os recursos ao máximo, ou

seja, quantos automóveis podem ser

reparados num intervalo de tempo

determinado (por exemplo, um dia).

O tempo de ciclo é, essencialmente,

uma relação matemática entre o trabalho

a decorrer (quantos veículos

estão a ser processados na oficina) e

a capacidade do processo (quantos

veículos são reparados por dia). Por

conseguinte, cada vez que o número

de veículos no processo aumenta, o

tempo de ciclo médio também sobe.

Assim, para otimizar os tempos de

ciclo, têm de ser controladas as entradas.

VANTAGENS de tempos curtos

Visto que reparações mais rápidas

resultam em clientes mais satisfeitos,

o objetivo de qualquer oficina será reparar

os veículos no período de tempo

mais curto possível, já que a celeridade

traz vantagens relevantes. Por um

lado, otimiza a utilização de todos

os recursos disponíveis, simplificando

as intervenções. Além do mais,

aumenta a capacidade da oficina, reduz

despesas, diminui ineficiências e

constrições, aumenta a rentabilidade.

Por outro lado, melhora os índices de

crescimento e a capacidade de aproveitar

as oportunidades do mercado,

amplia o retorno sobre os ativos, otimiza

o fluxo de caixa, desenvolve a

moral e o nível de compromisso dos

funcionários, reduz a possibilidade de

danos no veículo em reparação e, por

último, ajuda-nos a permanecer competitivos.

Quanto mais rapidamente for concluída

uma reparação, mais depressa

a oficina estará em condições de iniciar

a seguinte. Contudo, a agilidade

necessária requer planificação e uma

integração completa no negócio e nos

processos de gestão. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 93


epintura

O ENCONTRO REALIZADO EM COIMBRA EVIDENCIOU A ENERGIA

POSITIVA QUE EXISTE NA RELAÇÃO ENTRE A PORTEPIM E A CROMAX


REUNIÃO DE DISTRIBUIÇÃO CROMAX

BALANÇO AFIRMATIVO

A PORTEPIM FEZ UM BALANÇO “AFIRMATIVO E IMPRESSIVO” DOS TRÊS ANOS DE APOSTA NA MARCA

CROMAX. O ENCONTRO COM A REDE DE DISTRIBUIDORES NACIONAIS TEVE UMA ADESÃO A 100%

E SERVIU PARA APRESENTAR MUITAS NOVIDADES por Jorge Flores

Gestão digital

Por último, mas não menos importante,

o ChromaConnect, uma solução

digital e flexível para a gestão de

cores. Neste último caso, João Calha

fez questão de fazer uma demonstratura

automóvel, que reconheceram a

alta qualidade dos produtos da marca

Cromax, associado à alta competitividade

dos seus preços e tão ou ainda

mais importante que estes fatores, reconheceram

o ímpar nível do serviço

pós-venda prestado em permanência

às oficinas e rede de distribuiçao, pela

direção técnica da Portepim SA”, disse

Albertino Santos, sublinhando a importância

da Portepim e da Carsistema

“funcionarem como um grupo”.

Soluções Cromax

Durante os trabalhos, acompanhados

pelo Jornal das Oficinas, Virgílio

Maia e João Calha, da Axalta Coating

Systems Portugal, trataram, respetivamente,

de explicar o “conceito e o

valor da marca” e de dar a conhecer as

“soluções Cromax” aos presentes. Novidades

também não faltaram ao evento.

Exemplos? O verniz CC6500 High

Performance VOC, um produto ideal

para quando o profissional dispõe de

prazos apertados para a realização do

trabalho. De aplicação bastante fácil

(bastam duas demãos), garante uma

secagem rápida e uma excelente resistência,

características que prometem

melhorar a produtividade dos serviços.

O sistema de Ultra Desempenho Energético

também esteve em destaque no

encontro de distribuidores da Cromax.

Trata-se de um sistema inovador, ca-


Afirmativo e impressivo”. Albertino

Santos, responsável da

Portepim, não hesitou na escolha

das palavras para descrever o balanço

dos primeiros três anos de aposta

na marca Cromax. Uma mudança

estratégica para uma marca premium

de “grande prestígio” e que permitiu

conquistar perto de 160 novos clientes.

Exemplo da energia positiva na

relação entre a Portepim e a Cromax

foi o encontro realizado, em Coimbra,

com a rede de distribuidores nacionais.

“O encontro serviu para fazer um

balanço, que não é apenas positivo. É

afirmativo e impressivo, dado que os

resultados alcançados excederam, em

muito, aquilo que eram as previsões

mais otimistas há três anos”, garantiu.

A adesão a 100% dos distribuidores

foi uma mensagem de peso. “É muito

importante e significa o compromisso

total da rede de distribuição para com

a nossa empresa. Significa que os nossos

serviços são compreendidos e que

a nossa atuação, junto dos distribuidores,

é bem aceite. Daí esta adesão

massiva de toda a nossa rede de distribuição

no país”, acrescentou.

Em apenas três anos, a Portepim conseguiu

assegurar a segunda posição no

ranking das marcas mais vendidas no

mercado. Algo apenas possível graças

ao crucial papel “dos distribuidores

e total adesão das oficinas de repinpaz

de obter um “maior rendimento,

utilizando menos energia”. Por outras

palavras, proporciona tempos mais rápidos

dos processos, o que representa

mais veículos pintados, funcionando a

60°C, 40°C e mesmo a 20°C.

ção, in loco, das virtudes do programa.

Uma ferramenta que proporciona às

oficinas o controlo total sobre todos

os aspetos de gestão de cores e inclui:

espectrofotómetros para uma medição

digital e precisa das cores, ChromaWeb,

a base de dados de fórmulas

na “nuvem” para resultados sempre

atualizados, conexão sem fios a periféricos,

como impressoras ou balanças e

acesso remoto ao stock da oficina, gestão

da secção de pintura e encomendas

online, entre outras virtudes. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 95


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

NOVIDADES WALCOM

A

Impoeste apresentou, na sua sede, dois novos produtos da marca

Walcom: pistola Slim Kombat e sistema de pintura Termodry Technology

TD3 pro. Luigi Gambin, diretor de vendas e marketing

da Walcom, esteve nas instalações da Impoeste a fazer a apresentação destas

novidades para a equipa técnica e comercial da empresa portuguesa. A

Slim Kombat não é apenas uma nova pistola de pintura, mas representa

um novo conceito. A marca começou há dois anos com uma nova filosofia

de produção, utilizando novos materiais, como fibra de carbono, kevlar e

magnésio. A nova Slim Kombat utiliza magnésio na construção do corpo,

IMPOESTE

o qual é revestido por fibra de kevlar. Esta foi a forma de obter não apenas

a pistola de pintura mais leve do mercado, mas, também, a mais robusta,

derivado às características do kevlar, que é muito resistente e leve. Quanto

ao equipamento TD3 pro, a sua finalidade é conseguir melhores resultados

na repintura. Está dividido em duas partes. Uma para filtrar o ar, outra

para aquecer. Define a temperatura que necessita para aplicar a tinta e

um termóstato mantém a temperatura constante. Trata-se de um conceito

único no mercado, que está patenteado e pode oferecer melhorias significativas

no trabalho de repintura.

96 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PUB

PUB

“Seja onde for, vamos juntos.”

NOVIDADE

NOVA PÁGINA DE FACEBOOK EM PORTUGUÊS

Glasurit | Com base na sua estratégia de digitalização, continua a trabalhar

para colocar à disposição dos clientes e seguidores toda a informação sobre as últimas

novidades e eventos no mercado português, através de novos canais de difusão. Desta

forma, a Glasurit lançou a sua própria página de Facebook para Portugal. Através da

conta @glasurit.pt, os seguidores portugueses da marca alemã podem estar a par das

últimas novidades e de tudo aquilo que acontece em torno da marca a nível global mas,

também, local. “Estamos muito felizes por lançar este canal social, que nos permite

comunicar as últimas novidades, mas, acima de tudo, estar mais próximo dos nossos

clientes e seguidores, trocando facilmente informações, opiniões e inquietudes através da

conhecida rede social”, referiu o responsável da marca.

QUER EVITAR MANCHAS INDESEJADAS?

Spies Hecker | A base bicamada é aplicada. Quando começa a secar, as

irregularidades tornam-se lentamente visíveis. No entanto, este problema pode ser

evitado. A Spies Hecker utiliza a base bicamada Permahyd Hi-TEC 480 para evitar esses

efeitos indesejados na reparação de cores metalizadas. A tinta deve ser aplicada com o

gatilho totalmente premido para que os pigmentos possam ser distribuídos de forma

uniforme numa película homogénea. A base bicamada Permahyd Hi-TEC 480 é aplicada,

primeiro, numa cabina de pintura fechada a uma distância normal. Em seguida, a

passagem do efeito é aplicada sobre a tinta molhada a uma distância ligeiramente maior

do substrato para ser possível obter um efeito uniforme e uma ocultação total. Logo após

a aplicação da base bicamada, a película de tinta deve parecer uniforme.

Composição:

- 9 gavetas (8 frontais e 1 lateral).

- 1 prateleira para colocar o portátil.

Medidas do carro: 890x675x1085mm.

Medidas gavetas:

- (5x) 725x400x70mm.

- (2x) 725x400x140mm.


Notícias

repintura

SINNEK

ESTREIA NA AUTOPROMOTEC

A

marca

de repintura de Bernardo Ecenarro esteve, pela primeira vez, na feira Autopromotec,

em Bolonha. O principal objetivo foi consolidar a sua presença no mercado

italiano, dando continuidade ao intenso trabalho de expansão que vem sendo realizado

desde o seu lançamento. O plano da marca tem sido bem sucedido, até porque tem já

grande presença nos mercados espanhol, francês, alemão, escandinavo e belga, para mencionarmos

apenas alguns. Entre os produtos, a marca apresentou a série W6000, um sistema

de base de água de alta cobertura, secagem rápida, fácil aplicação e combinação perfeita.

Anuncia-se como uma solução tecnológica abrangente, ágil e muito eficiente.

NOVIDADES PARA LAVAGEM auto

Mota & Pimenta | A empresa sediada em Vila Nova de

Famalicão dispõe de diversas novidades para o mercado de lavagem

automóvel. Tornador de lavagem e tornador de espuma são os

últimos produtos que a Mota & Pimenta adicionou ao seu portefólio

para o segmento em causa. O tornador de lavagem destina-se a

uma limpeza mais rápida e potente. Anuncia ser eficaz em manchas

persistentes e áreas muito sujas. As sujidades são imediatamente

eliminadas de tecidos, carpetes e superfícies sólidas. Já o tornador

de espuma, transforma qualquer zona de limpeza numa “nuvem”

de espuma espessa e de longa duração. Torna o lavador ou champô

auto preferido mais espesso e faz com que a espuma tenha longa

duração. A pistola de espuma pneumática trabalha com um

compressor de produto espumoso e uma espuma rica com elevada

aderência. Pode ser utilizado em detalhes interiores e exteriores.

PUB


NelsonTripa_01.pdf 1 16/05/19 13:00

PUB

UM MUNDO DE EXCELÊNCIA AO SERVIÇO DO AUTOMÓVEL

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

VERMELHO CENTENÁRIO

r-m | Para assinalar os 100 anos da marca premium da BASF, fãs e clientes de todo

o mundo votaram entre três tons de vermelho definidos pelos designers de cores da

América do Norte, EMEA e Ásia-Pacífico o que melhor a define. ZOOMING RED foi a cor

vencedora, que representa, na perfeição, a imagem que o cliente tem da marca. Para

que os clientes da R-M consigam reproduzir com exatidão as cores, especialistas trabalham

em laboratórios de cor em todo o mundo, analisando as últimas tendências do

mercado automóvel. As fórmulas de mistura são atualizadas no banco de dados para

os sistemas de correspondência de cores, como o COLORTRONIC 12/6. A ZOOMING RED

foi formulada pelos especialistas de cor em Clermont de l’Oise e, agora, encontra-se

online no banco de dados de cores em todo o mundo.

K

Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

Telefone: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt

Coordenadas GPS - Latitude 39º5'42.83"N - Longitude 9º15'7,74"W

ZAPHIRO

NOVO CATÁLOGO 2019

A

empresa

de produtos non paint adicionou ao seu catálogo

de 2019 um grande número de novos artigos, importantes,

não só, para aumentar o portefólio da empresa,

mas, também, porque envolvem a renovação do seu compromisso

de oferecer às oficinas soluções da mais elevada qualidade ao

melhor preço. Recentemente, foram apresentadas a nova pistola

DeVilbiss DV1 e a lâmpada IRT SpotCure UVA manual. No catálogo

de produtos da empresa, entre outras inovações, destacam-

-se discos com esponja, almofadas adesivas para colar as placas,

polimento Heavy Cut Plus, em embalagens de 250 ml e 1 litro,

e discos de polimento fácil, Easy Pad (150x12mm), Classic Pad

(150x20mm) e Easy Pad Mini (90x12mm), todos em três durezas.

O novo catálogo da Zaphiro dispõe de um grande número

de programas para dar resposta às necessidades das oficinas de

repintura.

Produtos e imagem de 1.ª marca a um preço imbatível

Quer ser nosso

distribuidor?

Contacte

Pedro Vargas Barbosa-Mendes DIRETOR DE VENDAS PARA PORTUGAL

Tel.: +34 609 983 441


Mundo

automóvel

MERCEDES-BENZ E 300D STATION

DIESEL POWER

NUMA ALTURA EM QUE SE ESTÁ A LEVANTAR MUITO “FUMO” SOBRE

A TEMÁTICA DO DIESEL, A MERCEDES-BENZ RESPONDE COM A E 300D

STATION. EQUIPADA COM MOTOR 2.0 DE QUATRO CILINDROS, COM

245 CV, QUE TRAZ ACOPLADA CAIXA AUTOMÁTICA DE NOVE

VELOCIDADES, ESTA CARRINHA DEMONSTRA QUE, NA MARCA, AS

OPÇÕES A GASÓLEO NÃO TÊM OS DIAS CONTADOS por Bruno Castanheira

Os motores de combustão estão para lavar e

durar. Mas a avaliar pelos últimos acontecimentos,

que dão conta do anúncio do

abandono dos motores a gasóleo por parte de alguns

construtores, o Diesel parece viver um período

de grande indefinição. Realidade ou exagero,

não é, de todo, o caso da Mercedes-Benz, que, na

oferta do Classe E, das 10 motorizações disponíveis,

seis são Diesel. Para mais, sabendo-se que,

atualmente, mais de metade das matrículas de

veículos ligeiros de passageiros e comerciais na

Europa são asseguradas por versões a gasóleo. No

segmento das frotas, então, a proporção atinge

dois terços. Quem acha que a reputação do Diesel

se deteriorou junto do consumidor, ponha os

olhos na Mercedes-Benz E 300d Station.

Sensualidade germânica

Face à mais conservadora limousine, a station,

mesmo não estando tão descomprometida como

as carroçarias coupé e cabrio, é mais elegante e,

sobretudo, mais consensual. Sem perder um certo

“certo nipónico” que caracteriza esta geração,

a carrinha consegue despertar muita curiosidade

e reunir bastante admiração. Essencialmente,

por dois motivos. Primeiro: um Mercedes-Benz

é sempre um Mercedes-Benz, estando, por isso, a

sua imagem associada a estatuto elevado e pertencendo

a uma classe à parte. Segundo: a opcional

linha de design AMG (€1.900), que, ao incluir

jantes de 19” com cinco raios duplos e para-choques

mais desportivos, tem bastante influência no

resultado final. O sistema de luzes inteligente de

LED, as discretas barras no tejadilho, os vidros

traseiros escurecidos (óculo posterior incluído) e

as duas saídas de escape retangulares, são outros

elementos que resultam bem, tal como a pintura

metalizada azul “Cavansite” (outro extra, este disponível

por €1.100) que reveste a carroçaria.

Por dentro, dificilmente a E 300d Station podia

agradar mais. Os acabamentos em madeira de

freixo preta porosa (€300) são elegantes e o Pack

Premium (€3.400) oferece uma panóplia de itens.

A saber: assistente de ângulo morto; cockpit panorâmico;

bancos dianteiros aquecidos; Pack Espelhos;

Pack memória do condutor; COMAND

Online; carregamento wireless para smartphones;

Multibeam LED; Pack Parking com câmara 360°.

100 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A PRESENÇA VISTOSA É APENAS UM DOS INÚMEROS ATRIBUTOS DA

MAIOR CARRINHA DA MERCEDES-BENZ. A LINHA DE DESIGN AMG

E A PINTURA METALIZADA (DOIS OPCIONAIS) FAVORECEM-NA


MERCEDES-BENZ E 300D STATION

Motor Diesel de 2,0 litros com

245 cv, caixa automática de nove

velocidades, suspensão Agility

Control, cinco modos de condução

MOTOR

Tipo

4 cil. linha Diesel, long., diant.

Cilindrada (cc) 1950

Diâmetro x curso (mm)

82,0x92,3

Taxa de compressão 15,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 245/4200

Binário máximo (Nm/rpm) 500/1600-2400

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

traseira com ESP

Caixa de velocidades automática de 9+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (eletromecânica)

Diâmetro de viragem (m) 11,6

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (305)

Traseiros (ø mm) discos maciços (300)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

Traseira

Barra estabilizadora (diant./tras.)

Multilink

Multilink

sim/sim

QUALIDADE ELEVADA, ESPAÇO À DESCRIÇÃO,

EQUIPAMENTO DE TOPO, FORTES MEDIDAS DE

SEGURANÇA. NADA FALTA NESTA CARRINHA

O posto de condução é simplesmente

ótimo. O volante oferece uma pega

muito boa, todos os comandos estão

bem localizados e são de fácil leitura,

o banco dispõe de múltiplas regulações,

proporcionando um apoio

lateral e lombar de grande nível. A

qualidade merece não menos do que

a nota máxima, tal como o amplo espaço

para ocupantes e bagagem e as

fortes medidas de segurança. Já no

que ao equipamento diz respeito, embora

bem apetrechada, esta unidade

eleva ainda mais a fasquia ao incluir

os opcionais acima mencionados. Aos

quais se juntam os assentos rebatíveis

incorporados na bagageira (€1.550), o

que faz com que esta carrinha ofereça

sete lugares, e o Pack Night (€600).

Rainha do prazer

Equipada com suspensão Agility

Control, dotada de afinação desportiva,

opcionais jantes de 19”, montadas

em larguíssimos pneus Michelin Primacy

3 (de medida 245/40 R 19 98 Y

no eixo dianteiro e 275/35 R 19 100

Y no eixo traseiro), direção comunicativa,

rápida caixa automática de

nove velocidades (9G-Tronic), travões

potentes e cinco modos de condução

(“Eco”, “Comfort”, “Sport”, “Sport+” e

“Individual”, por ordem ascendente),

a E 300d Station prima pela elevada

eficácia dinâmica que proporciona,

sendo, por isso, a rainha do prazer.

Tudo com um invejável nível de conforto.

Mesmo no modo mais “agressivo”,

segurança, facilidade e homogeneidade

são as palavras de ordem

numa carrinha que eleva a condução

a outro patamar. Exibindo um pisar

sólido e uma estabilidade acima da

média, a E 300d Station transmite a

sensação de que nada (nem ninguém)

a pode desestabilizar.

Apesar dos 1.840 kg de peso e dos

4,93 metros de comprimento desta

carrinha, as prestações alcançadas

pelo motor 2.0 de quatro cilindros,

com 245 cv e 500 Nm, demonstram

porque continuam os motores Diesel

a ser uma boa opção. Sobretudo, os

de elevado gabarito, como é o caso

do que equipa esta versão. Se dúvidas

houvesse, atente-se nos 250 km/h de

velocidade máxima e nos 6,5 segundos

que são necessários para cumprir

o arranque dos 0 aos 100 km/h (dados

anunciados pela Mercedes-Benz).

Os consumos de gasóleo situam-se

em níveis perfeitamente apelativos.

Tendo em conta a tecnologia que integra

e as prestações que oferece...

Para o final, deixámos o preço. O

que é bom, paga-se. Para mais, com

extras. Assim, em vez de €72.100, a

unidade ensaiada está avaliada em

€81.306. Não é para todos. l

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 250

0-100 km/h (s) 6,5

Cons. extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 4,6/5,2/6,1

Emissões de CO 2 (g/km) 156

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,26

Comp./larg./alt. (mm) 4933/1852/1475

Distância entre eixos (mm) 2939

Vias frente/trás (mm) 1600/1609

Capacidade do depósito (l) 50

Capacidade da mala (l) 640 a 1820

Peso (kg) 1840

Relação peso/potência (kg/cv) 7,51

Jantes de série

7 1/2Jx17”

Pneus de série 225/55 R 17

Pneus de teste (diant./tras.) Michelin Primacy 3,

245/40 R 19 98 Y – 275/35 R 19 100 Y

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

GARANTIAS

2 anos

2 anos

Até 30 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 25.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €500

Intervalos

1 ano ou 25.000 km

PREÇO (s/ despesas) €72.100

Unidade testada €81.306

Imposto Único de Circulação (IUC) €227,65

102 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

SUVMANIA

por Jorge Flores

MITSUBISHI OUTLANDER PHEV

EVOLUÇÃO SUAVE

A

um primeiro olhar, o novo Mitsubishi Outlander PHEV em pouco ou nada se distingue da

anterior geração. A evolução, pode dizer-se, foi suave e discreta. Registem-se, no entanto,

uns retoques na secção dianteira e umas jantes com novo desenho, no exterior. Por dentro,

também pouco haverá a mencionar. Já no “miolo”, ou seja, no seu sistema híbrido, foram efetuadas

alterações consideráveis. Continua a manter a lógica de dois motores elétricos, um por eixo, como

auxiliares de um propulsor de combustão interna (gasolina). O “velho” e conhecido motor de 2,0

litros, porém, foi, agora, substituído pelo novo bloco de 2,4 litros com 135 cv de potência e 211

Nm de binário máximo. Por sua vez, o motor elétrico dianteiro (82 cv) continua idêntico, mas a

potência do traseiro aumentou, “libertando”, agora, 95 cv. O gerador ganhou, nesta evolução, 10% de capacidade, enquanto as baterias

passaram a dispor de 13,8 kWh. Disponível por €53.000, o Mitsubishi Outlander PHEV tem uma autonomia de 54 km, quando circula em

regime, exclusivamente, elétrico.

Motor 4 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 2360 Potência máxima (cv/rpm) 135/4500 Binário máximo (Nm/rpm) 211/4500

Motor elétrico dianteiro 82 cv Motor elétrico traseiro 95 cv Velocidade máxima (km/h) 170 0-100 km/h (s) 10,5

Consumo combinado (l/100 km) 1,8 Emissões de CO 2 (g/km) 40 Preço €53.000 IUC €197,69

NISSAN QASHQAI 1.3 DIG-T TEKNA

BEST-SELLER A GASOLINA

A

Nissan

continua a apostar forte nas motorizações a gasolina de última geração,

“cavalgando”, de certa forma, as tendências europeias de “perseguição” aos Diesel.

Desta feita, trata-se do novo bloco de quatro cilindros, 1.3 DIG-T, desenvolvido

em conjunto pela Aliança (Renault-Nissan-Mitsubishi) e a Daimler, aplicado, neste caso, à

gama Qashqai: uma proposta que procurará engrossar os números deste best-seller de origem

japonesa. Com 140 cv de potência, disponíveis entre as 5000 e as 5500 rpm, é competente

para proporcionar bons momentos de condução, primando sempre por uma enorme suavidade

de rolamento e por uma excelente insonorização. Segundo valores da marca nipónica, o Nissan

Qashqai 1.3 DIG-T é capaz de atingir uma velocidade máxima de 193 km/h e consome 5,3 l/100 km

em regime combinado, apesar de os valores comprovados, na prática, durante o ensaio, terem sido ligeiramente superiores. Na versão de equipamento

Tekna, o preço ascende aos €26.900. Mais um argumento a ter em conta, sobretudo atendendo à vocação familiar deste crossover.

Motor 4 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 1332 Potência máxima (cv/rpm) 140/5000-5500 Binário máximo (Nm/rpm) 240/1600-2000

Velocidade máxima (km/h) 193 0-100 km/h (s) 10,5 Consumo combinado (l/100 km) 5,3 Emissões de CO 2 (g/km) 130 Preço €26.900 IUC €158,92

104 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


USE AISIN ATF6+, PREMIUM ATF 6, PREMIUM CVTF

PARA AUMENTAR A VIDA ÚTIL DA SUA TRANSMISSÃO

A AISIN é o 6º maior fabricante mundial de peças auto devido à sua tradição no equipamento original.

Membro do grupo Toyota, a AISIN produz qualidade há mais de 50 anos.

A base de óleo é o fluido transportador que assegura a qualidade intrinseca do produto através da sua viscosidade e

poder de lubrificação. Com a passagem do tempo pode ocorrer oxidação devido ao contacto do óleo com o ar quente

dentro da transmissão. O óleo oxidado em combinação com as impurezas, fazem com que se verifique acidez que provoca

a corrosão interna das peças metálicas da transmissão. As tolerâncias das transmissões fabricadas têm diminuido, ao

mesmo que os indices de resistência à pressão e perda de viscosidade têm aumentado, resultando num aumento da

proteção dos componentes da transmissão.

AISIN EUROPE, SA - 21, avenue de l’industrie - 1420 Braine lÁlleud - Belgium - +32 2 387 01 36 - www.aisinaftermarket.eu


tecnologia

PORSCHE 911 HYBRID BY VONNEN

TRANSFORMAÇÃO

AMBIENTAL

A PORSCHE NÃO COMERCIALIZA (AINDA) NENHUM 911 HÍBRIDO. MAS SAIBA QUE PODE TER UM.

BASTA CONTACTAR A NORTE-AMERICANA VONNEN, QUE ESTÁ HABILITADA A COLOCAR

UM SISTEMA HÍBRIDO NUM PORSCHE. VEJA COMO FUNCIONA ESTE SISTEMA E QUANTO CUSTA

ESTA TRANSFORMAÇÃO AMBIENTAL por Ricardo Carvalho

São várias as empresas de aftermarket

que desenvolvem kits

de propulsão híbrida para serem

adaptados em automóveis “convencionais”.

O objetivo é converter em

híbridos veículos que nunca o foram

ou que nunca tiveram qualquer versão

equipada com este tipo de propulsão,

na tentativa de obter melhores prestações

e consumos mais reduzidos. Há

vários exemplos no mercado, incluindo

modelos mais desportivos, como,

por exemplo, a conhecida ABT e o seu

meteórico Audi RS6 Avant, que é capaz

de debitar 1.000 cv com um kit

deste género. O mais recente exemplo

da transformação de desportivos

é dado pela empresa norte-americana

Vonnen Performance, que apresenta

um kit híbrido que pode ser montado

nos Porsche 911, Cayman e Boxster,

com o qual estes modelos conseguem

“ganhar” mais 175 cv, sem desvantagens

absolutamente nenhumas.

Porsche mais antigos

A Vonnen Performance consiste numa

spin-off da Elephant Racing, um preparador

especializado em suspensões

para a Porsche. O sistema híbrido desenvolvido

pela Vonnen adapta-se perfeitamente

a qualquer 911, Boxster ou

Cayman produzido entre 2012 e 2016.

Trata-se de um sistema simples, praticamente

plug&play, ou seja, montar e

andar.

O protagonista é um motor elétrico,

que substitui o volante de inércia de

origem do veículo. Os outros componentes

chave do módulo são um inversor

de corrente e uma bateria, que é

montada na bagageira dianteira existente

neste tipo de modelos. O seu funcionamento

é idêntico ao de qualquer

106 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


VONNEN PREPARA STAGE II

Animada pela recetividade ao 911 híbrido, a Vonnen está a ultimar uma versão mais potente para condutores mais exigentes, que, essencialmente, pretendem ter mais potência do que um 911 Turbo

ou GT2, mas sem incrementar as emissões. Nesta versão, denominada Stage II, a empresa norte-americana monta uma bateria com o dobro da capacidade e um motor com o dobro da potência, o que

vai permitir ao mais “anémico” dos 911 de 2016 elevar os 370 cv originais para uns bem mais entusiasmantes 724 cv, fruto dos 354 cv adicionais fornecidos pelo motor elétrico de grandes dimensões

INVERSOR

Comunicação através da CAN Bus

Peso: 7,5 kg

Refrigerado a líquido

O inversor converte a corrente DC em AC para

alimentar a bateria e o MGU. Tem eletrónica e

autonomia para escolher entre o modo “força” ou o

modo gerador

MÓDULO DA BateRIA

Potência: 145 kW

Voltagem: pico a 400 VDC

Corrente: 400 Amps

Armazenamento de energia:

1.000 Wh

Células: 144

Peso: 29,5 kg

A bateria é montada na bagageira dianteira do 911. É de grande densidade

e foi desenhada para carregar e descarregar simetricamente a mais de 400

amps. Como benefício suplementar, a parte química desta bateria é uma

das mais seguras que está disponível no mercado, porque é de titanato de

lítio e não perde propriedades térmicas

MOTOR GENERATOR UNIT (MGU)

Potência: 175 cv

Tipo: Magneto permanente AC

Binário máximo: 203 Nm

Corrente: 400 A

Peso: 17 kg

Refrigerado a líquido

O MGU funciona como gerador e motor. É montado no local do volante de inércia. O rotor é

montado imediatamente a seguir à cambota e o estator fica posicionado entre o motor e o eixo de

transmissão. O MGU tem menos de 70 mm de comprimento e fica no espaço anteriormente ocupado

pelo volante de inércia. O motor e o eixo de transmissão estão separados por apenas 25 mm para

conseguirem acomodar o MGU. Em modo força, o MGU fornece potência. Em modo regeneração,

funciona como um gerador que carrega o módulo da bateria. O MGU é utilizado para ligar o motor.

Assim, o motor de arranque é removido, tal como o volante de inércia. Desta forma, é possível

substituir a bateria de 12V por uma unidade mais leve

GESTÃO TÉRMICA

Tal como acontece num veículo

“convencional”, o motor elétrico da

Vonnen e o módulo de baterias são

refrigeradas por líquido. Tal permite

que mantenham, constantemente, a

temperatura ideal tendo em conta as

condições meteorológicas exteriores

VONNEN CONTROL UNIT (VCU)

Velocidade: 65 Mhz

Input/Output: 2x Can BUS, Bluetooth, USB, 16 digital

É o cérebro do sistema. O VCU assume toda a lógica

de controlo e os algoritmos. Monitoriza e faz a gestão

de toda a operação. O software do VCU é atualizado

através dos smarthpones iPhone ou Android

outro sistema mild-hybrid moderno.

É compatível tanto com versões de

caixa manual como com as de caixa

automática, sem “arruinar” o carácter

do motor. Disponibiliza um extra de

potência em todos os regimes.

Modo de funcionamento

O motor elétrico não movimenta o

veículo por si só, mas disponibiliza o

já mencionado extra de 175 cv de potência

e 203 Nm de binário ao eixo

primário da caixa de velocidades. Mediante

um módulo de controlo ligado à

ECU do veículo, o motor elétrico junta

a sua força ao motor térmico, criando

mais potência sempre que se pisa o

pedal do acelerador. A energia é recuperada

através das travagens e das desacelerações,

sendo armazenada numa

bateria de 1 kWh montada na parte

dianteira do veículo. O melhor de todo

este sistema é que pesa apenas 50 kg e

não interfere com as prestações originais

anunciadas. Antes pelo contrário.

Como é possível, então, que o sistema

pese apenas 50 kg? Em primeiro lugar,

porque o motor elétrico substitui o

volante de inércia instalado de origem

no modelo. Para além disso, já não é

necessário um motor de arranque para

o veículo, pois o motor elétrico cumpre

essa tarefa e coloca em movimento o

motor térmico. Por fim, a bateria dianteira

elimina a necessidade de uma

pesada bateria de 12V, substituindo-a

por uma mais pequena de iões de lítio,

suficiente para o consumo de todos os

componentes acessórios. É, também,

impressionante o facto de tanto o motor

elétrico como a bateria serem refrigerados

a líquido. O preço deste módulo

custa 75 mil dólares, o suficiente

para comprar um 718 Cayman. l

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2019 107


Mundo

AUTOMóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

PORSCHE CAYENNE S

COUPÉ DESDE €137.334

AUDI RS 4 AVANT

JÁ CHEGOU A PORTUGAL

a

quarta geração do Audi RS 4 Avant já está disponível em Portugal. Equipado com o motor

V6 TFSI de 2,9 litros, com 450 cv e 600 Nm, é proposto desde €110.330. Anunciando

uma velocidade máxima de 250 km/h (280 km/h com o opcional pacote Dynamic RS),

esta supercarrinha cumpre o arranque dos 0 aos 100 km/h em 4,1 segundos. Se o motor biturbo

de injeção direta de gasolina é um dos seus ex-líbris, já a tração integral permanente quattro e a

caixa tiptronic de oito velocidades contribuem para um desempenho dinâmico de cortar a respiração.

As jantes de 20”, pintadas de preto antracite brilhante, os faróis Matrix LED e as opcionais

maxilas de travão lacadas em vermelho brilhante, são outros atributos.

A Porsche lançou uma nova variante do Cayenne Coupé, que já pode

ser encomendada e chega a Portugal no final de julho. Equipado

com o motor V6 a gasolina biturbo de 2,9 litros, com 440 cv e 550

Nm, este arrojado SUV acelera dos 0 aos 100 km/h em 5,0 desde

que através do Pacote Sport Chrono, proposto de série. Valor este

que desce para 4,9 segundos com um dos três opcionais pacotes

desportivos de peso reduzido. A velocidade máxima cifra-se nos 263

km/h. O Cayenne S Coupé, cujo preço começa nos €137.334, junta-se

aos Cayenne Coupé (340 cv) e Cayenne Turbo Coupé (550 cv),

que chegam no final de maio. Com proporções mais vincadas e uma

secção lateral única, o Cayenne Coupé dispõe de um spoiler traseiro

adaptativo, dois tipos de conceito de tejadilho e um banco traseiro

com as características de bancos individuais, com uma posição 30

mm mais baixa comparativamente ao Cayenne “convencional”.

OPEL APRESENTOU

GRANDLAND X HYBRID4

PRIMEIROS VOLKSWAGEN ID.3

ESTÃO ESGOTADOS

E

m pouco mais de 24 horas, todas as unidades da série limitada ID.3 First disponíveis para

Portugal esgotaram na pré-reserva. Os clientes que se registaram no site da Volkswagen

e depositaram €1.000, serão os primeiros a receber o novo elétrico da marca alemã, em

meados de 2020. A série limitada ID.3 First conta com uma bateria de 58 kWh, que lhe confere

uma autonomia de 420 km (WLTP). O ID.3 é o primeiro membro da nova família de veículos

100% elétricos da Volkswagen. Quando chegar ao mercado, este compacto contará com três níveis

de bateria, que assegurarão autonomias entre 330 e 550 km (WLTP). Os preços da gama ID.3 para

Portugal começarão nos €30.000. Após o lançamento do ID.3, a gama será alargada com outros

modelos, conhecidos até agora por ID. CROZZ, ID. VIZZION e ID. ROOMZZ.

O novo Grandland X Hybrid4 é uma das peças chave com as quais

a Opel dá corpo à estratégia de “eletrificação” da sua gama de

produtos. O novo híbrido plug-in, que dispõe de tração às quatro

rodas, posiciona-se no topo da oferta SUV da marca alemã, que

é composta, também, pelos modelos Crossland X e Mokka X. O

Grandland X Hybrid4, que poderá ser requisitado, em opção, com

pintura preta no capot, alia o motor a gasolina 1.6 Turbo a dois

motores elétricos. A potência oferecida pelo conjunto é de 300 cv

O valor de consumo de combustível, em ciclo misto, de acordo com

a mais recente norma WLTP, é de 2,2 l/100 km, com as emissões de

CO 2 a estarem afixadas nos 49 g/km. Equipado com uma bateria de

iões de lítio que pode recarregar em apenas uma hora e 50 minutos,

quatro modos de funcionamento (“Elétrico”, “Híbrido”, “AWD”,

“Sport”) e travagem regenerativa que converte desaceleração em

eletricidade, o Opel Grandland X Hybrid4 começará a ser entregue

aos clientes no início de 2020.

108 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL RENAULT EZ-FLEX

MICRO MACHINE

DE TRABALHO

A RENAULT MOSTROU O CONCEPT EZ-FLEX, UM PEQUENO FURGÃO ELÉTRICO QUE JÁ ESTÁ MUITO PERTO

DA REALIDADE. A IMAGEM É APELATIVA E AS DIMENSÕES SÃO AS DE UM TWINGO. COM UM VOLUME

DE CARGA DE 3 M 3 , PROMETE CHEGAR AO MERCADO DENTRO DE UM OU DOIS ANOS por Ricardo Carvalho

Inspirado no EZ-PRO, protótipo

autónomo de distribuição de mercadorias,

a Renault apresentou o

seu mais recente projeto no âmbito

dos veículos comerciais. Chama-se

EZ-FLEX e é um veículo de distribuição

100% elétrico. Trata-se de um

mini furgão (tem dimensões comparáveis

às de um Twingo) e foi desenhado

tendo o máximo de aproveitamento

do espaço de carga em mente.

E quais são os planos da Renault para

este concept? Será que vai chegar à

comercialização um veículo como este

EZ-FLEX?

Dimensões compactas

Este é um furgão realmente pequeno.

Mede apenas 3,86 m de comprimento,

1,65 m de largura e 1,88 m de altura.

O seu formato, praticamente quadrado,

tem um objetivo: aproveitar ao

máximo o espaço disponível. A caixa

de carga tem 3 m 3 de volumetria, com

uma forma totalmente regular. Idealizado

para a chamada distribuição do

“último quilómetro”, tem um design

simpático, é simples e futurista. Toda

a sua zona inferior está coberta com

plástico negro e tanto os faróis como

os farolins estão convenientemente

protegidos.

O interior do EZ-FLEX foi desenhado

para que a entrada e saída seja muito

fácil de realizar. É possível aceder ao

habitáculo pela porta do condutor,

mas é permitido entrar, também, pelo

lado do acompanhante. O tablier tem

vários espaços porta-objetos e um só

ecrã central, que agrupa toda a infor-

mação do veículo. O volante exibe um

desenho novo e atrás de si há espaço

para pastas e documentos. Na zona de

carga, a altura do bocal é de 76 mm.

Ótima a nível ergonómico, de acordo

com os engenheiros.

O EZ-FLEX é um furgão 100 elétrico,

cuja potência e capacidade das

baterias ainda não é conhecida. Não

obstante, a Renault afirma que este

concept pode percorrer 150 km numa

utilização real. A marca francesa vai

iniciar um programa de testes piloto

com vários profissionais de toda a Europa,

equipando o furgão com sensores

que enviam informação detalhada

acerca da sua utilização. O objetivo é

aperfeiçoar o EZ-FLEX, adaptando-o

às necessidades reais dos transportadores

europeus. l

110 Junho I 2019 www.jornaldasoficinas.com

More magazines by this user
Similar magazines