NewsLab 136

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A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

Ano 23 - Edição 136 - Jun/Jul 16

R$ 20,00

Artigo 1

Aspectos moleculares da

leucemia linfóide aguda:

uma revisão

Artigo 2

Anemia ferropriva em crianças:

revisão integrativa

DB completa 5 anos

de trajetória e

inaugura nova sede.

São muitos motivos

para comemorar.

Artigo 3

Hemocultura e segurança do

paciente: a importância da fase

pré-analítica


evista

editorial

Ano 23 - Edição 136 - Jun/Jul 16

Áreas de

interesse

Prezado leitor,

Para iniciar o segundo semestre do ano com o pé

direito, a edição 136 da Revista Newslab entra em

circulação com os temas mais relevantes do setor de

laboratórios e para toda nossa audiência.

Primeiramente, publicamos o artigo “Aspectos

Moleculares na Leucemia Linfoide Aguda” de Beatriz

Bratz, Mônica Gatzke e Matias Frizzo que apresenta

uma revisão cujo objetivo é avaliar os novos recursos

moleculares utilizadas no diagnóstico, prognóstico e

tratamento desse tipo de câncer.

Em seguida, Luciana Rebouças, July Rebouças,

Francisco Paz e Willer de Sousa elaboraram um estudo

cujo escopo é analisar as evidências científicas sobre

anemia ferropriva em crianças, por meio de uma revisão

integrativa com base em artigos científicos encontrados

nas bases de dados da Biblioteca Virtual de

Saúde e LILACS, no período de 2005 a 2015.

O terceiro artigo dessa edição da Revista Newslab

expõe a importância da fase pré-analítica naquilo que

tange hemocultura e segurança do paciente. O estudo

divulgado por Fernanda Lúcio e Alessandra Cardoso

apresenta os riscos da deflagração de um resultado

falso positivo, que poderá induzir um tratamento errôneo

por parte da equipe médica assistente, colocando

sob suspeita a qualidade de análise do laboratório

clínico e, acima de tudo, colocando em risco a estabilidade

e a vida do paciente.

Ainda, nessa edição, há a imperdível coluna

“Analogias em Medicina” do doutor José de Souza

Andrade-Filho, que esmiúça a úvula, mais conhecida

como “campainha” ou “uva no céu da boca”, em

seus aspectos patológicos e estruturais.

Por fim, não deixe de verificar a nossa agenda,

que seleciona os principais eventos do setor para

nossos leitores estarem sempre em contato e compartilhando

informações.

Boa leitura!

Os editores

04

Expediente

Ano 23 - Edição 136 - Jun/Jul 2016

DEN Editora - Revista NewsLab - Av. Paulista, 2.073 - Ed. Horsa I - Cj. 2316 - 01311-940 - São Paulo-SP

tel.: 11 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 74.310.962/0001-83 - Insc. Est.: 113.931.870.114 - Issn 0104-8384

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Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

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Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Gráfica Vox | Periodicidade: Bimestral


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evista

Ano 23 - Edição 136 - Jun/Jul 16

normas de publicação

para artigos e informes assinados

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para publicação de

artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

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Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais,

artigos originais, revisões, casos educacionais,

resumos de teses etc. Os editores levarão em consideração

para publicação toda e qualquer contribuição

que possua correlação com as análises industriais,

instrumentação e o controle de qualidade.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores. Os autores deverão informar

todo e qualquer conflito de interesse existente, em

particular aqueles de natureza financeira relativo a

companhias interessadas ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados com a contribuição

e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a

originalidade do artigo, bem como a participação de

todos os envolvidos.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: Paolo Enryco - redação

Av. Paulista, 2073. Ed. Horsa I - cj. 2.315 -

CEP 01311-940 São Paulo-SP

ou por email: redacao@newslab.com.br

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mas com Abstract detalhado em inglês. O Resumo

e o Abstract deverão conter as palavras-chave e

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reprodução. Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

pedimos que a resolução do escaneamento seja de

300 dpi’s, com extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados

por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes

completos dos autores e nome da instituição

onde o estudo foi realizado. Além disso, o nome

do autor correspondente, com endereço completo

fone/fax e e-mail também deverão constar. Seguidos

por resumo, palavras-chave, abstract, keywords,

texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos, Parte

Experimental, Resultados e Discussão, Conclusão)

agradecimentos, referências bibliográficas, tabelas

e legendas.

As referências deverão constar no texto com o

sobrenome do devido autor, seguido pelo ano da

publicação, segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência

citadas no texto devem vir listadas no fim, com o

sobrenome do autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas do prenomes.

Título: subtítulo do artigo. Título do livro/periódico,

volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão

ser mencionadas como “no prelo” ou “in press”.

Qualquer dúvida, contate: (11) 3900-2390.

contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Paulista, 2073. Edifício Horsa I. Conjunto 2.316 - Cep: 01311-300. São Paulo. SP

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes

assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:

08

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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Ano 23 - Edição 136 - Jun/Jul 16

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ordem alfabética

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Alvaro Centro de Análises e Pesquisas Clínicas 81

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Bio-Rad Laboratories 65

Bio Advance 63

Bio Systems 15

BD 5 | 93

Biotécnica Ind. e Com. Ltda. 43

Biologística 103

Control Lab 99

Diagno 75

Diagnósticos do Brasil 1ª capa | 116

De Leo 21

Ebram 83

Euroimmun 49

Greiner Bio-One Brasil Prod. Méd. Hospit. Ltda. 31 | 67

Grifols 69 | 71 | 73

Hemo 109

Hermes Pardini 13

Horiba Medical 2 -3 | 89

Hotsoft Informática Ltda. 11

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Indrel 101

Insitus 53

In Vitro 79

J.R. Ehlke 6 - 7

Laborclin 33

Labivix 45

LumiraDx 77

Mayo Clinic 41

PNCQ 87

Polar 97

Pró-Med 115

Psychemedics Brasil 25

SBAC 107

SBPC 112 -113

Serion Brasil 47

Siemens 27

Syslab 35

TBS - The Binding Site 85

Telecargo Logistics 105

Veolia 9

XPM Logística 51

Wama Produtos para Laboratórios Ltda. 111

Conselho Editorial

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Prof. Dr. Carlos A. C. Sannazzaro

– Professor Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Dr. Marco Antonio Abrahão – Biomédico | Prof. Dr. Antenor Henrique

Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital

Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Jacques Elkis – Médico Patologista, Mestre em Análises Clínicas da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof.

Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente

do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas | Dra. Suely Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva

| Dra. Gilza Bastos Dos Santos – Farmacêutica-Bioquímica | Dra. Leda Bassit - Biomédica do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue.

Colaboraram nesta Edição:

Alessandra Marques Cardoso, Beatriz Sabrina Giebelmeier Bratz, Fernanda Hélia Lucio, Francisco Edson Ferreira Paz, José de Souza Andrade-Filho, July Mayene Rebouças, Luciana Nogueira Rebouças,

Matias Nunes Frizzo, Mônica Gatzke e Willer Malta de Sousa

010

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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evista

Í n d i c e

Ano 23 - Edição 136 - Jun/Jul 16

DB completa 5 anos

de trajetória e

inaugura nova sede.

São muitos motivos

para comemorar.

56

ARTIGO 1

Aspectos moleculares

na Leucemia Linfoide

aguda: uma revisão

AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ |1|

MÔNICA GATZKE |1|

MATIAS NUNES FRIZZO |2|

ARTIGO 2

Anemia Ferropriva

em crianças:

revisãointegrativa

AUTORES:

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS |1|

JULY MAYENE REBOUÇAS |1|

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ |1|

WILLER MALTA DE SOUSA |2|

16

28

04 Editorial

14 Agenda

48 Informes Científicos

54 Entrevista

60 Informes de Mercado

ARTIGO 3

Hemocultura e segurança

do paciente: a importância

da fase pré-analítica

AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO |1| 36

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO |2| *

92 Notícias

114 Analogias em Medicina

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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013


agenda

agenda

43º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas

Data: 26 a 29 de junho

Local: Palácio das Convenções do Anhembi - São Paulo-SP

Informações: Tel.: (21) 2187.0800 | Fax: (21) 2187.0805 | sbac.org.br

21º International Chromosome Conference

Data: 10 a 13/07/2016

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center – Foz do Iguaçu-PR

Informações: Tel.: (14) 3880 0462/0493

E-mail: icc2016@ibb.unesp.br | lgigenomics@gmail.com | Hotsite: ibb.unesp.br/icc2016

VIII Congresso Sul Mineiro de Laboratórios Clínicos

Data: 26 a 28/08/2016

Local: Centro de Convenções do Hotel Guanabara - São Lourenço-MG

Informações: Tel.: (35) 3331-5864 | www.afarbica.com.br | congresso@afarbica.com.br

Genética 2016

Data: 11 a 14/09/2016

Local: Hotel Glória - Caxambu-MG

Informações: Tel.: (16) 3621-8540

contato@sbg.org.br / congressosbg.com

HEMO 2016

50º Congresso Brasileiro

de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

Data: 27 a 30/09/2016

Local: Centro de Convenções Sul América

Rio de Janeiro-RJ

Informações: Tel.: (21) 3077-1400 e 0800 023-1575

cbpcml.org.br | sbpc@sbpc.org.br

Data: 10 a 13/11/2016

Local: Centro Sul - Centro de Convenções de Florianópolis-SC

Informações: hemo.org.br/

014

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ 1

MÔNICA GATZKE 1

MATIAS NUNES FRIZZO 2

artigo 1

Aspectos moleculares

na Leucemia Linfoide

aguda: uma revisão

1- Acadêmicas do Curso de Biomedicina – 8º Semestre.

Instituto Cenecista de Ensino Superior de

Santo Ângelo – CNEC-IESA.

beatriz.sabrina.6020@gmail.com

monicagkelm@gmail.com

2- Doutor em Biologia Celular e Molecular. Professor

do Curso de Biomedicina. Instituto Cenecista de

Ensino Superior de Santo Ângelo – CNEC-IESA

matias.frizzo@gmail.com

Imagem Ilustrativa

Resumo

A Leucemia linfoide aguda é o tipo mais

comum de câncer infantil, representando

80% das leucemias agudas, com uma perspectiva

de cura de 80% diante do tratamento

quimioterápico intensivo. No processo de

diferenciação de células hematopoiéticas,

estas se comprometem com sua linhagem,

até no momento em que a célula sofre uma

transformação neoplásica, transformando-

-se em um clone proliferativo desencadeando

um acumulo de células imaturas na

medula e consequentemente invasão sobre

os tecidos hematopoiéticos normais. O

diagnóstico clínico é estabelecido pelos sinais

e sintomas apresentados pelo paciente

em conjunto com os achados laboratoriais

iniciando-se pelo hemograma. Na avaliação

laboratorial da LLA, a análise molecular se

tornou parte essencial, pois detecta anormalidades

genéticas. Além disso, os estudos

relacionados a marcadores moleculares

aumentam o entendimento na trajetória

crucial da transformação leucêmica. Dessa

forma, estudos que avaliem os aspectos moleculares/genômicos

propiciam implicações

diagnósticas, prognósticas e terapêuticas. O

presente estudo tem como objetivo avaliar

os novos recursos moleculares utilizadas no

diagnóstico, prognóstico e tratamento da

Leucemia Linfocítica Aguda.

Palavras-chave: leucemia linfoide

aguda, diagnóstico, prognóstico, tratamento.

Summary

Acute lymphoblastic leukemia is the most

common type of childhood cancer, accounting

for 80% of acute leukemia, with an 80% cure

perspective on intensive chemotherapy. In the

process of differentiation of hematopoietic

cells, they are committed to a lineage,

even when the cell undergoes neoplastic

transformation, becoming a proliferative

clone triggering an accumulation of immature

cells in the bone marrow and hence invasion

of normal hematopoietic tissues . The

clinical diagnosis is established by the signs

and symptoms presented by the patient in

conjunction with laboratory findings starting

by CBC. In laboratory evaluation of ALL,

molecular analysis has become an essential

part, for detecting genetic abnormalities.

In addition, studies related to molecular

markers increase the understanding on crucial

trajectory of leukemic transformation. Thus,

studies evaluating the molecular / genomic

aspects provide diagnostic, prognostic and

therapeutic implications. This study aims to

evaluate new molecular resources used in the

diagnosis, prognosis and treatment of Acute

Lymphocytic Leukemia.

Keywords: acute lymphocytic leukemia,

diagnosis, prognosis, treatment.

016

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Introdução

A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é

considerada, atualmente, o câncer mais

comum diagnosticado em crianças e

representa aproximadamente 25% dos

diagnósticos de câncer em crianças

menores de 15 anos, ocorre numa taxa

anual de 35 a 40 casos por 1 milhão de

pessoas nos Estados Unidos (EUA) (1).

As LLAs representam 80% das leucemias

agudas, com uma perspectiva

de cura de 80% diante do tratamento

quimioterápico intensivo, já em pessoas

adultas, ela representa 20% das

leucemias agudas com sobrevida global

prolongada em torno de 30% a 40%

(2,3). Devido à hiperproliferação leucêmica

as células clonais se acumulam na

medula óssea, suprimindo a expansão

das células progenitoras hematopoiéticas

normais, desencadeando, assim,

inúmeras manifestações como anemia,

trombocitopenia, que são comumente

observadas na leucemia aguda (4).

No processo de diferenciação de células

hematopoiéticas, estas se comprometem

com sua linhagem, isto é,

vão diferenciando-se até formarem as

células diferenciadas que então passam

para a circulação. Por inúmeros

fatores em algum momento, uma das

células que se encontra em fase precoce

de diferenciação sofre uma transformação

neoplásica, transformando-

-se em um clone proliferativo com sua

diferenciação bloqueada, desencadeando

um acumulo de células imaturas

na medula e consequentemente invasão

sobre os tecidos hematopoiéticos

normais e aparecimento na circulação.

A LLA não é hereditária nem contagiosa,

é considerada como um resultado

de um dano genético adquirido no

DNA de uma única linhagem de células

na medula óssea (5).

O diagnóstico e a classificação

das leucemias agudas baseiam-se

praticamente, a maioria em análise

morfológica e citoquímica das células

neoplásicas, no entanto à falta de

reprodutibilidade desses critérios e a

dificuldade para classificar a doença

em alguns pacientes demonstra a necessidade

de exames complementares

para auxiliar no diagnóstico da doença.

Dessa forma, o diagnóstico e a classificação

das leucemias agudas apoia-se,

em grande parte, nos estudos imunofenotípicos

por citometria de fluxo, assim

como na citogenética clínica e demais

exames moleculares para avançar no

diagnóstico, prognóstico bem como no

tratamento das LLAs (6).

Nos últimos anos, ocorreram inúmeros

avanços no campo da biologia

molecular, permitindo compreender

melhor os aspectos patológicos e

diagnósticos das síndromes mielo e

linfoproliferativas. A análise molecular

se tornou parte essencial tanto

no diagnóstico, prognostico ou tratamento

desta leucemia, pois apresenta

capacidade de detecção singular para

anormalidades moleculares associadas

ao desenvolvimento da doença (7).

Atualmente as técnicas de biologia

molecular são mais rápidas, sensíveis

e específicas para a detecção de anormalidades

moleculares em pacientes

com LLA, bem como recentes estudos

demonstram que estudos de cariotipagem,

FISH (Hibridização in situ por fluorescência)

e sequenciamento de DNA

podem ser utilizados para predizer o

aparecimento da neoplasia antes mesmo

que ela se constitua. Nesse sentido,

o presente estudo tem como objetivo

avaliar os aspectos moleculares utilizados

para o diagnóstico, prognóstico e

tratamento da LLA.

Leucemia Linfoide

Aguda

A Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

é o câncer mais comum na infância,

representa cerca de 80% das doenças

malignas em crianças e adolescentes

menores de 15 anos de idade e 15%

em adultos (8;9). É caracterizada pela

produção excessiva e descontrolada de

blastos do tipo linfoide na medula óssea

e pelo bloqueio na produção normal

glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

A LLA é dividida em três subtipos,

onde são encontrados três tipos distintos

de blastos, como estão ilustrados

nas figuras abaixo:

Figura1. LLA subtipo L1 - células primitivas imaturas uniformes, um tanto

pequenas, com citoplasma escasso e nucléolos arredondados ou fendidos,

geralmente com apenas um nucléolo. Fonte: Fadel, 2013 (10).

017


AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ 1

MÔNICA GATZKE 1

MATIAS NUNES FRIZZO 2

artigo 1

Figura 2. LLA Subtipo L2: células primitivas imaturas que variam consideravelmente de tamanho e quantidade

de citoplasma; a proporção núcleo/citoplasma raramente é tão elevada quanto uma L1. Os núcleos são variáveis.

Fonte: Fadel, 2013 (10).

Figura3. LLA subtipo L3: células primitivas

imaturas com citoplasma

de coloração azul intenso contendo

numerosos vacúolos perinucleares

pequenos. Fonte: Fadel, 2013 (10).

Já no início da patologia os blastos

passam a circular na corrente sanguínea

substituindo os elementos normais do

sangue (11), desenvolvendo citopenias

das demais linhagens celulares. As alterações

moleculares sejam elas cromossômicas,

estruturais ou polimórficas

promovem aos blastos uma redução na

susceptibilidade à morte celular programada,

ou seja, a apoptose, resultando

então na manutenção do evento proliferativo

sem diferenciação dos clones

leucêmicos (12). Os blastos leucêmicos

infiltram na medula óssea, ocupando

de 20% a 30% das células brancas,

podendo chegar, em alguns casos 80%

do total dessas células. A expansão dos

blastos ocupa o espaço necessário para

a produção de células hematológicas

normais na medula, acarretando então

em uma provável pancitopenia (2).

Essa desordem do sistema hematopoiético

é resultado de um processo

multifatorial decorrente de uma ou

mais alterações em fatores genéticos,

ambientais e susceptibilidade individual,

como, por exemplo, genes de alto

e baixo risco, grupo étnico, sexo, entre

outros (13). A partir dos 15 anos de

idade, existe mudança progressiva e

significativa no comportamento biológico

do ser humano, tornando este

quadro desfavorável em portadores de

LLA, contribuindo para muitos fatores

prognósticos negativos vista na população

adulta (14).

Aspectos moleculares

Nos estágios iniciais da leucemia, o

seu diagnóstico é difícil, porque os sintomas

desta doença são semelhantes

aos de outras doenças. Conforme as células

leucêmicas que ficam acumuladas

na medula óssea eliminam a expansão

das células progenitoras hematopoiéticas

normais, desencadeiam-se inúmeras

manifestações clinicas que são observadas

no diagnóstico da leucemia aguda,

como: anemia, infecções e hemorragias.

Relativamente às leucemias tanto as linfoides

quanto as mielóides, ambas são

agressivas e de rápido avanço, podendo

evoluir para o óbito rapidamente. Nesse

sentido destaca-se a necessidade da

realização de um diagnóstico precoce,

sensível e que possa inferir acerca do

prognóstico e tratamento para possibilitar

uma maior chance de cura ao paciente

(12).

O diagnóstico clínico é estabelecido

pelos sinais e sintomas apresentados

pelo paciente em conjunto com os achados

laboratoriais. Laboratorialmente,

inicia-se pelo hemograma, no entanto,

as alterações na leucometria podem não

ser aparentes, podendo-se detectar apenas

algum grau de anemia e/ou trombocitopenia,

sendo, assim, limitada sua

capacidade diagnóstica. O diagnóstico

precoce e sem equívocos da LLA implica

em maiores chances de cura, diminuição

das sequelas e maior sobrevida do

paciente (15), dessa forma, para a confirmação

diagnóstica de LLA realiza-se

o mielograma, com analise morfológica

complementada por imunofenotipagem,

citogenética e biologia molecular,

estes últimos fundamentais para o direcionamento

e seleção do tratamento (8).

Na avaliação laboratorial da LLA,

a análise molecular se tornou parte

essencial, pois detecta anormalidades

genéticas. Estudos envolvendo

a biologia molecular dos rearranjos

018

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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completamente automática no sangue total

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Confiança em resultados com ensaio seguro e de qualidade

• Excelente precisão (CV ≤ 3%) e exatidão (viés ≤ 5%) nas faixas de decisão médica (unidades

IFCC)

• Forte correlação com a Referência NGSP e Métodos HPLC

• Metodologia enzimática, não afetada por variantes de hemoglobina S, C, D & E

• Resultados precisos na presença de derivados de hemoglobina acetilados, carbamilados e

lábeis

* NGSP: Programa Nacional (dos Estados Unidos) de Padronização de Glicohemoglobina

** IFCC: Federação Internacional de Bioquímica Clínica

*** DCCT: Estudo de Controle e de Complicações do Diabetes

**** HPLC: Cromatografia Líquida de Alta Eficiência

Put science on your side.

019


AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ 1

MÔNICA GATZKE 1

MATIAS NUNES FRIZZO 2

artigo 1

cromossômicos fornece a percepção

do mecanismo de tumorigênese. O

sequenciamento do DNA genômico

dos blastos leucêmicos é o ensaio mais

sensível e preciso para detectar os polimorfismos

gênicos, assim como a

técnica de FISH é a mais adequada para

avaliar as alterações numéricas e estruturais

nos cromossomos dos blastos

leucêmicos (16).

A técnica de FISH é um método histoquímico

que permite a visualização

direta em microscópios epifluorescentes

de que ácidos nucléicos podem ser avaliados

sem alterar sua morfologia celular.

Sendo assim, nesta técnica há a combinação

da precisão da genética molecular

com a informação visual em microscópio

ótico. Atualmente, a técnica possibilita a

investigação de diversas alterações genéticas

numa única reação por meio de

uma plataforma abrangente de sondas.

Este método de análise é mais rápido e

mais sensível que a análise citogenética

convencional, pois é capaz de detectar

alterações submicroscópicas não detectadas

por cariótipos, porém sua sensibilidade

é limitada e apresenta um custo

bastante elevado (17).

Atualmente são avaliados diferentes

Single Nucleotide Polimorphism (SNPs)

associados a evolução da patologia,

bem como orientam na terapêutica e

detectam alterações submicroscópicas,

que nem mesmo as técnicas de FISH não

seriam capazes de avaliar as alterações

moleculares. Neste contexto, é a técnica

mais adequada para o sequenciamento

destes polimorfismos gênicos, determinantes

para o diagnóstico, classificação,

prognóstico e tratamento das LLAs (18).

Nos últimos anos, o desenvolvimento

de métodos mais eficazes para

a detecção de anormalidades de base

única (SNPs) levou a uma revolução no

seu uso como marcadores moleculares.

O SNP é um método de rastreio que

revolucionou a maneira de encontrar

alterações genéticas permitindo estudo

de ligação e associação de entre o

genótipo SNP e doenças, bem como a

identificação de alterações do conteúdo

de DNA no genoma inteiro. Ao contrario

da citogenética convencional, estas

plataformas não são dependentes da

disponibilidade de células mitoticamente

divisórias no interior do tecido

do tumor, pois é utilizado o DNA genômico.

Além disso, as plataformas de

SNP tem diversas vantagens, dentre

elas, a sensibilidade, precisão, resolução

e capacidade de gerar múltiplos dados

por amostra. Outro aspecto importante

é deque a matriz requer uma pequena

quantidade de material de entrada,

sendo capaz de fornecer informações

sobre amplificações e/ou exclusões em

todos os cromossomos (18).

De forma geral, pode-se afirmar que

os métodos moleculares são mais rápidos,

sensíveis e específicos que a cariotipagem

na detecção de anormalidades

genéticas. São rápidos, pois obtêm o

resultado dentro de poucas horas, sensíveis,

pois através de técnicas como

PCR, é possível detectar uma célula

leucêmica entre 105 e 106 células normais

e, específicos porque está sendo

pesquisado um determinado rearranjo,

portanto só este será identificado.

Além disso, os estudos relacionados a

marcadores moleculares aumentam o

entendimento na trajetória crucial da

transformação leucêmica, contribuindo

assim para melhoria no diagnóstico e

do entendimento da biologia molecular

na LLA (2).

Imunofenotipagem

O método de eleição para a identificação

e caracterização imunofenotípica das

células leucêmicas é a citometria de fluxo,

permitindo uma análise multiparamétrica

das células sanguíneas, avaliando as propriedades

celulares na medida em que as

células se movem em solução isoelétrica,

através de detectores de fluorescência. A

técnica apresenta alta especificidade, sensibilidade,

reprodutibilidade e rapidez na

análise das características celulares (19).

O método se baseia na análise do padrão

de expressão antigênica intracelular

e da superfície linfocitária mediante

o emprego de anticorpos monoclonais,

que reconhecem moléculas de membrana

associada à linhagem e permitem

a sub identificação de leucemias

que derivam de células B ou células T,

e assinala também a etapa de diferenciação

e maturação em que ocorre a

transformação maligna, a diferenciação

de blastos linfoides e mieloides indiferenciados,

bem como e extremamente

precisa para determinar os imunofenótipos

aberrante dos linfoblastos (20).

Além de a imunofenotipagem avaliar

a maturação das células e detecção de

aberrações fenotípicas, ela fornece informações

suficientes sobre a heterogeneidade

desses tumores e também permite

um sistema de classificação reprodutível,

com aplicação clínica e sua atribuição

nos grupos de risco (20). A técnica realiza

uma investigação da presença

ou ausência de antígenos encontrados

na superfície ou no citoplasma celular,

determinando o grau de diferenciação

celular, a expressão antigênica aberrante

nas populações celulares malignas e a

presença ou não de clonalidade (19).

Outro aspecto significativo acerca da

técnica de imunofenotipagem possibilita

a classificação das LLAs realizando

a análise das características dos linfoblastos,

além da detecção da leucemia

através deste método é possível classificar

o grau de diferenciação das células

leucêmicas possibilitando, então, um

diagnóstico mais específico. Essa técni-

020

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ 1

MÔNICA GATZKE 1

MATIAS NUNES FRIZZO 2

artigo 1

ca fornece uma análise simples rápida e

adequada em procedimentos de triagem

clínica, permite identificar o perfil celular,

mesmo quando está presente em

pequenas populações (21).

Prognóstico e

tratamento das LLAs

O prognóstico da LLA é determinado

pela idade, imunofenótipo e pelas alterações

moleculares. A identificação de

vários fatores prognósticos permite a

estratificação dos pacientes em grupos

de risco, possibilitando, então, a uma

abordagem terapêutica diferenciada,

ocorrendo de duas formas: a primeira,

por estratificação estática, que inclui as

características clinicas, como idade, raça,

sexo, contagem inicial de leucócitos em

sangue periférico, expressão imunológica

da doença e alterações cromossômicas

específicas nas células leucêmicas; a

segunda, por estratificação dinâmica, na

qual é avaliada a resposta da doença ao

tratamento (22).

A partir dos 15 anos de idade, existe

uma mudança progressiva, significativa

e desfavorável no comportamento biológico

do paciente portador de LLA. Contribui

de maneira expressiva para este

cenário a grande concentração de fatores

prognósticos negativos, verificada na população

adulta: a incidência de LLA Ph+

é de 25% em adultos e 3% em crianças,

ou a translocação entre os cromossomos

(12;21) e a hiperdiploidia superior a 50

cromossomos, que, em crianças, constituem

grupos de prognóstico favorável,

totalizando 50% dos casos, não ocorre

nem em 10% da população adulta, e, o

pior, perdem o seu valor preditivo, favorável

nesses pacientes (14).

Pacientes que possuem hipodiploidia

(entre 41 a 45 cromossomos) possuem

um prognóstico desfavorável, enquanto

aqueles com hiperdiploidia (47 a 50 cromossomos)

costumam apresentar boa

resposta ao tratamento. Dessa maneira,

existem as alterações moleculares estruturais

e de hipodiploidia que influem adversamente

na resposta no tratamento e,

por fim, no prognóstico (23).

Dentre os fatores considerados favoráveis,

destaca-se a faixa etária variando

entre 2 e 10 anos, leucometria inferior a

20.000/µl, ausência de organomegalias,

perfil imunofentipico pré-B comum,

hiperdiploidia, sexo feminino, subtipo

morfológico L1 e baixo percentual de

blastos na medula óssea. As determinantes

de pior prognóstico encontram-

-se: extremos de idade ao diagnóstico,

presença de hiperleucocitose, necessidade

de um período superior a 4 semanas

para obtenção na remissão (falha indutória),

má resposta à monoterapia com

corticosteroides, presença de infiltração

do sistema nervoso, presença de hipodiploidia

ou triploidia nos linfoblastos e

alterações citogenéticas: t(9;22) Ph+,

t(4;11), cariótipo complexo (5 ou mais

anormalidades cromossômicas), BCR-

-ABL ou rearranjos cromossômicos envolvendo

a região 11q23 (14).

A presença da translocação t(9;22),

envolvendo os genes BCR e ABL, predomina

em pessoas adultas e está

associada a uma sobrevida livre da

doença entre 10% a 20%. Aproximadamente

25% das LLAs em adultos

expressam a proteína BCR-ABL que

resulta na presença do cromossomo

Philadelphia, t(9;22) (24). Em pacientes

cromossomo Ph+, a t(9;22)

BCR-ABL pode ser detectada em até

95% dos casos por bandeamento

cromossômico, contudo em 5% dos

casos, há uma latência de alguns dias

(25). Em consequência ao cromossomo

Ph, há uma produção excessiva

da enzima tirosino-quinase levando a

medula óssea vermelha a desenvolver

uma excessiva proliferação de células

brancas leucêmicas. Nesse caso, o uso

de inibidores de tirosino-quinase, junto

com a quimioterapia e transplantes,

pode ser útil (26).

Outro aspecto molecular importante é

ativação aberrante da via Wnt (wingless

type MMTV integration site Family) desempenha

um papel patogenético em

tumores, e tem sido associada com efeito

adverso na leucemia linfoide aguda.

O fator linfoide potenciador de ligação

1 (LEF1) desempenhando um papel

crucial no desenvolvimento precoce de

linfoblastos. A expressão LEF1 está relacionada

ao mau prognóstico no individuo

precursor de LLA (27).

Uma contagem absoluta de linfócitos

mais alta depois da recuperação de

transplante halogênico, está relacionada

com um melhor prognóstico. Essa recuperação

dos linfócitos após um transplante

halogênico é considerado um

fator prognóstico para a prevenção da

recaída e a sobrevivência global, de tal

forma que os que eles têm contagem superiores

com um risco menor de morrer

por progresso maligno ou outra complicação

(28).

A definição de novos marcadores prognósticos,

bem como o achado de novas

alternativas moleculares terapêuticas

podem aumentar o tratamento anti-

-neoplásico, sem aumentar a toxicidade

ao mesmo. A conduta terapêutica auxilia o

diagnóstico e, na maioria das vezes, até o

prognóstico de anormalidades cromossômicas

da doença (29).

Matérias e métodos

Revisão descritiva da literatura científica,

abordando temas referentes à biologia

molecular e a leucemia linfocítica aguda,

incluindo o diagnóstico molecular, prognóstico

e tratamento desta patologia.

022

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


O presente estuda foi realizado na

forma de uma pesquisa bibliográfica, na

qual o processo de revisão foi realizado

através de uma busca nas bases de dados

eletrônica, Scielo, Lilacs, Medline,

no ano de 2015, utilizando os seguintes

descritores: Leucemia Linfocítica

Aguda (Leukemia Lymphocytic Acute),

Diagnóstico Molecular (Molecular

Diagnostics), Prognóstico (Prognosis) e

Tratamento (Treatment). Os artigos encontrados

passaram por uma analise de

titulo e resumo para, então, selecionar os

artigos relacionados ao tema abordado,

destacando somente artigos publicados

a partir do ano 2010. A metodologia está

ilustrada na figura abaixo:

Descritores:

Leucemia Linfocítica Aguda (Leukemia Lymphocytic Acute), Diagnóstico Molecular

(Molecular Diagnostics), Prognóstico (Prognosis) e Tratamento (Treatment )

Pubmed

58 artigos

69 Artigos Incluídos por

Título e Resumo

Incluídos por Leitura

na Íntegra = 31 artigos

Scielo

26 artigos

107 Artigos Encontrados

Excluídos por Leitura

na Íntegra = 38 artigos

Figura 4: Fluxograma de análise dos artigos.

Medline

23 artigos

38 Artigos Excluídos por

Título e Resumo

31 Artigos Selecionados

Resultados e

discussão

A LLA é causada por mutações genéticas

que induzem o bloqueio da maturação

linfoide normal, apoptose e

proliferação descontrolada de blastos

leucêmicos (30). É caracterizada pela

presença de blastos na medula óssea

e no sangue periférico, estes podem se

espalhar para nódulos linfáticos, baço,

fígado e até mesmo o Sistema Nervoso

Central (SNC), entre outros órgãos.

Conforme estudo realizado por Tasian

e Gardner (2015)(1) estima-se que,

somente nos EUA, acontecem cerca

de 4000 novos casos em crianças e

adolescentes menores de 20 anos,

sendo que estudos epidemiológicos

apontam para um aumento gradual

da incidência da doença nos últimos

25 anos. Sendo que, a maior incidência

de LLA é em crianças de 2 a 3 anos

de idade e, acomete principalmente

crianças brancas, chegando a ser três

vezes maior nessas quando comparadas

às crianças negras.

Atualmente verifica-se um aumento

nos índices de sobrevivência em

crianças e adolescentes com câncer.

Entre 1975 e 2010, a mortalidade de

crianças diminuiu em mais de 50%

e, a taxa de sobrevivência durante

este mesmo período aumentou de

60% para aproximadamente 90%

em crianças menores de 15 anos de

idade, já para adolescentes de 15 a

19 anos essa taxa aumentou de 28%

para 75%. Uma maior compreensão

da heterogeneidade biológica da LLA

na infância tem facilitado o desenvolvimento

de novos regimes de quimioterapia

com estratificação de risco

de administrar a terapia intensiva de

forma adequada para cada subgrupo

de pacientes. Atualmente estudos sobre

a sobrevida de pacientes com LLA

descrevem que quase metade destes

pacientes possuem recaídas e, na ausência

de esquemas de tratamentos

específicos e mais eficazes limita-se

significativamente a sobrevida dos

pacientes (19).

Nesse sentido, os avanços biomoleculares

são fundamentais não apenas

para um diagnóstico precoce, mas

também na identificação de marcadores

moleculares específicos das LLAs

a fim de desenvolver um tratamento

mais específico focalizado especificamente

nos clones leucêmicos e

na expressão diferencial de oncogenes

relacionados à tumorigênese e

agressividade da leucemia. As novas

estratégias de cura para tratamento

de adultos com LLA estão focados na

indução de remissão com agentes terapêuticos

mais específicos aos clones

leucêmicos, com menos efeitos tóxicos

aos pacientes (1).

Estudos envolvendo a biologia molecular

dos rearranjos cromossômicos


AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ 1

MÔNICA GATZKE 1

MATIAS NUNES FRIZZO 2

Conclusão

Embora a LLA tenha a maior incidência

na infância, ela pode ocorrer

em qualquer idade. Como a causa

desta patologia ainda é desconhecida,

é provável que seja resultante do

acumulo de múltiplos processos e,

não somente de um evento isolado. É

uma doença de progressão rápida e,

por isso necessita de um diagnóstico

e tratamento precoces. Sendo assim,

para um diagnóstico mais completo

é necessário a associação de vários

critérios diagnósticos, incluindo,

inicialmente, hemograma e, para

confirmação realiza-se o mielograma

com análise morfologia complementada

por imunofenotipagem, citometria

de fluxo e biologia molecular.

Nesse sentido, os avanços diagartigo

1

fornecem a percepção do mecanismo

de tumorigênese. A reação em cadeia

da polimerase (PCR) é um ensaio molecular

que fornece o método mais

sensível e rápido para detectar rearranjos

genéticos clonais. Translocações

que resultam na fusão de genes

são adequados, principalmente, para

análise com RT-PCR, na qual a fusão

do RNAm é transcrita reversamente

dentro do cDNA e, então amplificada

por PCR usando primers para genes

específicos (2).

Os SNPs que atualmente são estudados

exaustivamente e demonstram

não somente potencialidade diagnóstica

e prognóstica, mas principalmente

no caráter preditivo, uma vez

que estudos que avaliam pacientes

não leucêmicos e os SNPs em DNA

de células de mielograma têm demonstrado

algumas mutações que

não promovem um desenvolvimento

imediato das LLAs, mas ao longo de 2

a 3 anos tem a capacidade de induzir

a formação de uma leucemia, essa

capacidade preditiva é única aos SNPs

e permite um conhecimento que leve

ao tratamento preventivo à leucemia e

não ao tratamento da mesma.

As alterações moleculares encontradas

em pacientes portadores de LLA

podem ser cromossômicas, estruturais

ou polimórficas (12). É notória a importância

das alterações cromossômicas,

tanto para o diagnóstico quanto

para o prognóstico, e resultam em uma

melhor conduta terapêutica. Dentre as

alterações cromossômicas, incluem-se

a hiperdiploidia com mais de 50 cromossomos

nos blastos leucêmicos e a

translocação dos cromossomos 12 e 21,

onde estas representam aproximadamente

50% dos casos de LLA na infância

e representam um bom prognóstico.

No entanto, o mau prognóstico está

diretamente relacionado à translocação

t(9;22), que ocorre aproximadamente

em 20% dos adultos e 3% em crianças

portadores de LLA (2).

Também cabe ressaltar que a biologia

molecular não pode ser entendida

como uma ferramenta isolada e esta

em constante associação tanto com a

hematologia quanto com a imunologia,

pois segundo o National Cancer

Institute - NCI (2015) (31), a citometria

de fluxo deve ser realizada para

caracterizar a expressão antigênica

e permitir a identificação do subtipo

especifico de LLA. Além disso, para as

doenças de linhagem B, a citometria

deve ser complementada obrigatoriamente

com ensaios moleculares uma

vez que as células malignas devem

ser analisadas usando as técnicas de

RT-PCR e FISH para evidencia do gene

de fusão BCR-ABL.

A citometria de fluxo tem menor

sensibilidade e é mais reproduzível

nos laboratórios por ter um custo menor

que a prova de biologia molecular,

apesar de que os métodos moleculares

são mais rápidos sensíveis e específicos

que a cariotipagem na detecção

de anormalidades. Apesar das inúmeras

vantagens, os métodos baseados

em PCR não podem ser substituídos à

análise citogenética devido à presença

de aberrações numéricas, translocações

balanceadas desconhecidas,

hiperploidia e outras anormalidades

que não podem ser detectadas por

esta técnica. É por esta razão, que a

avaliação citogenética é também fundamental

para um completo diagnóstico

da LLA (21).

Outro aspecto relevante na citometria

de fluxo é de que as células

leucêmicas expressam antígenos específicos

de linhagem, no qual são

utilizados para fazer o diagnóstico e

definir os subtipos (19). Os antígenos

de superfície e intracelulares podem

funcionar como um alvo terapêutico

utilizado para o desenvolvimento de

novas estratégias de tratamento com

anticorpos monoclonais, da mesma

forma que os marcadores moleculares

e oncoproteínas também são ferramentas

para um avanço no tratamento

mais eficaz e curativo das LLAs.

Dessa forma, estudos que avaliem

os aspectos moleculares/genômicos

propiciam implicações diagnósticas,

prognósticas e terapêuticas. Elucidar

patogênese da leucemia parece ser

uma contribuição promissora para

estratificação precisa dos pacientes,

reduzindo a toxicidade e efeitos adversos

causados pela intervenção

médica/farmacológica, a fim de personalizar

o tratamento e utilizar uma

terapia-alvo eficaz, que reduza ainda

mais a mortalidade da doença e aumente

as chances de cura.

024

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


AUTORES:

BEATRIZ SABRINA GIEBELMEIER BRATZ 1

MÔNICA GATZKE 1

MATIAS NUNES FRIZZO 2

artigo 1

nósticos, nos últimos anos, têm contribuído

para um melhor prognóstico

e um tratamento mais precoce, tornando

cada vez mais possível a cura,

com tratamentos mais precisos e menos

agressivos e invasivos, baseado

nas características de cada individuo.

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redirected chimeric antigen receptor-modified

T cells: a promising immunotherapy for children

and adults with B-cell acute lymphoblastic

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Comparación de las características clínicas al

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Services/National Institutes of Health/

National Cancer Institute/USA.gov. Disponível

em: Acesso em:

12/10/2015.

026

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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AUTORES:

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2

artigo 2

Anemia Ferropriva

em crianças: revisão

integrativa

1 - Bacharéis em Biomedicina – Faculdade de

Tecnologia Intensiva

2 - Professor de Hematologia – Faculdade de

Tecnologia Intensiva

Endereço para correspondência

Rua Marquês de Caravelas, 665, Vicente Pinzon

Tel.:(85) 3234.4999 / (85) 99922.9457

Luciana.reb@hotmail.com

Imagem Ilustrativa

Resumo

A anemia ferropriva é a desordem nutricional

de maior prevalência no mundo, acometendo,

principalmente, crianças menores de 5 anos

e mulheres em idade fértil. Na infância, a

carência de ferro, pode provocar dificuldades

na aprendizagem da linguagem, distúrbios

psicológicos e comportamentais, além de

debilitar as defesas imunológicas, facilitando

a ocorrência e/ou o agravamento de doenças

infecciosas. O estudo tem como objetivo analisar

as evidências científicas sobre anemia ferropriva

em crianças. Para este, foi realizada uma revisão

integrativa com base em artigos científicos,

encontrados nas bases de dados da Biblioteca

Virtual de Saúde e LILACS, no período de 2005

a 2015, utilizando as palavras-chave, de forma

integrada: “anemia ferropriva em crianças” e, de

forma individual: anemia ferropriva, carência de

ferro infantil e análise laboratorial das anemias.

Foram considerados critérios de inclusão artigos

publicados nos últimos 10 anos, no idioma

português; e, como critérios de exclusão, artigos

sem contribuições à temática do estudo e que

não possuíam resumo e/ou texto completo

disponibilizados nas bases de dados acima

citadas. Para complementação do estudo, as

informações encontradas foram organizadas,

avaliadas, interpretadas e sintetizadas,

resultando na utilização de apenas 20 artigos

inerentes à problemática, os quais delatam

acerca da anemia ferropriva em seus aspectos

gerais, métodos de diagnóstico e tratamento,

para, assim, baseado nesses resultados,

ajudar no desenvolvimento de planejamentos

estratégicos para controle, prevenção e cura

da doença, melhorando e contribuindo para o

desenvolvimento do país.

Palavras-chave: Anemia ferropriva.

Carência de ferro infantil. Análise laboratorial

das anemias.

Summary

Title: Iron deficiency anemia in children:

integrative review

Iron deficiency anemia is the most

prevalent nutritional disorder in the world,

affecting mainly children under five years and

women of childbearing age. In childhood, iron

deficiency, can cause difficulties in learning

the language, psychological and behavioral

disorders, as well as weakening immune

defenses, facilitating the occurrence and/or

aggravation of infectious diseases. The study

aims to analyze the scientific evidence of iron

deficiency anemia in children. For this, an

integrative review was carried out on the basis

of scientific articles found in the Virtual Library

Databases Health and LILACs, from 2005 to

2015, using the key words in an integrated

way, “iron deficiency anemia in children” and

individually: iron deficiency anemia, Lack of

child iron and laboratory analysis of anemia.

They considered inclusion criteria published

articles in the last 10 years in the portuguese

language; and exclusion criteria, articles

without contributions to the theme of the

study and who had no abstract and/or full text

available on the above mentioned databases.

To complement the study, the information

found were organized, evaluated, interpreted

and summarized, resulting in the use of only

20 articles related to the problem, which

denounce the fence of iron deficiency anemia

in its general aspects, diagnostic methods and

treatment for as well based on these results,

assist in developing strategic plans for control,

prevention and cure of the disease, improving

and contributing to the country’s development.

Keywords: Iron deficiency anemia in

children. Lack of child iron. Iron deficiency.

Laboratory analysis of anemia.

028

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


1. Introdução

De acordo com a Organização Mundial

de Saúde (OMS), a anemia é definida

como um processo patológico

no qual a concentração de hemoglobina,

contida nos glóbulos vermelhos,

encontra-se anormalmente baixa, em

consequência de várias situações como

infecções crônicas, problemas hereditários

sanguíneos e/ou carência de um

ou mais nutrientes essenciais para o

amadurecimento da hemoglobina 1 .

A anemia ferropriva ou ferropênica

é a desordem nutricional de maior

prevalência no mundo e, embora

possa ocorrer em pessoas de qualquer

idade e sexo, acomete, principalmente,

crianças menores de cinco anos e

mulheres em idade fértil, em decorrência

do desmame precoce e a introdução

de alimentos pobres em ferro e

dos sangramentos da menstruação. A

anemia na infância pode provocar dificuldades

na aprendizagem da linguagem,

distúrbios psicológicos e comportamentais

e desenvolvimento do

retardo psicomotor, além de debilitar

as defesas imunológicas, facilitando

a ocorrência e/ou o agravamento de

doenças infecciosas 1,2 .

Este tipo de anemia é decorrente

de uma dieta com carência em ferro, e

exige a realização de medidas preventivas

como incentivo ao aleitamento

materno exclusivo até o sexto mês de

vida e orientação adequada para uma

dieta complementar de qualidade, devendo

ser prioridade na política nacional

com ações voltadas para melhoria

da nutrição, alimentação e assistência

à criança, principalmente na área da

atenção primária em saúde, podendo

trazer repercussões no desenvolvimento

do país 3 .

A Pesquisa Nacional de Demografia

e Saúde (PNDS) da Criança e da

Mulher realizada pelo Ministério da

Saúde, constatou que a prevalência de

anemia em crianças menores de cinco

anos foi de 20,9%, sendo de 24,1%

em crianças de 6 meses a menores de

dois anos. A prevalência de crianças

com anemia de gravidade moderada

foi 8,7% e a prevalência de crianças

e mulheres com valores considerados

marginais foi de 59,5%. Das regiões

do país, o Nordeste foi a que apresentou

maiores prevalências de anemia

entre crianças (25,5%), e as crianças

moradoras de áreas rurais do país

apresentaram menor prevalência de

anemia quando comparadas com as

crianças nas áreas urbanas, em decorrência

da alimentação destes ser mais

rica em carnes de criação própria, verduras

e vegetais sem adição de agrotóxicos

e/ou conservantes 3 .

O ferro é uma substância essencial

para a formação das hemácias, que,

por sua vez, são responsáveis pela

oxigenação de todo o organismo. A

ausência dessa substancia na medula

óssea, causa distúrbios da atividade

hematopoética, justificando-se a necessidade

de controle da concentração

férrica orgânica 12 .

Os sinais clínicos da deficiência de

ferro não são facilmente identificáveis

e, por isso, muitas vezes, a anemia não

é diagnosticada. Portanto, uma análise

laboratorial é imprescindível para um

diagnóstico preciso da doença 1 .

O diagnóstico primário da anemia

ferropriva pode ser dado através da

leitura de um hemograma, pois ele

fornece, de forma qualitativa e quantitativa,

dados importantes para a

investigação da maioria das doenças

hematológicas, através dos seus índices

hematimétricos5. Porém, para

um diagnóstico mais completo e mais

preciso da doença, existem outros

exames mais complexos e específicos

que ajudam na identificação do tipo

de anemia e indicam a terapêutica

mais adequada ao caso, dentre eles:

dosagem de ferro sérico, ferritina sérica,

transferrina e capacidade total de

ligação do ferro (CTLF) 6,7 .

A anemia ferropriva se apresenta

com células microcíticas e hipocrômicas,

sendo caracterizada pela diminuição

do volume corpuscular médio

(VCM), geralmente acompanhada

pela diminuição da hemoglobina corpuscular

média (HCM) e da concentração

de hemoglobina corpuscular média

(CHCM) 7,14 . Entretanto, esse tipo de

anemia pode ser causada, também,

por outras doenças hematológicas,

como as Beta-talassemias, anemias

de doenças crônicas e anemias sideroblásticas,

sendo diferenciadas pela

elevação ou diminuição do índice de

anisocitose eritrocitária (RDW) 6,7

Diante da gravidade do problema e

com vista na prevenção e controle da

anemia em todo o país, o Ministério da

Saúde (MS) estabeleceu algumas ações

com a finalidade de diminuir a frequência

de acometimentos da “doença”,

principalmente entre a população com

menores condições sociais. O Programa

Nacional de Suplementação de Ferro

(PNSF), o fornecimento de micronutrientes

em pó para fortificação dos alimentos

preparados para as crianças e a

promoção da alimentação adequada e

saudável para aumento do consumo de

alimentos fontes de ferro, são algumas

das ações empregadas pelo MS 8 .

Baseado nas informações acima

citadas, o presente estudo tem como

principal objetivo analisar as evidências

científicas sobre anemia ferropriva

em crianças e ajudar no planejamento

de estratégias relacionadas à deficiência

de ferro e modificação dietética.

029


AUTORES:

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2

artigo 2

2. Metodologia

Para esse estudo foi utilizada a Revisão

Integrativa (RI), que é um método

de pesquisa que busca reunir, analisar

de forma crítica e proporcionar síntese

de determinado tema, proporcionando

melhorias aos cuidados prestados aos

pacientes e um saber crítico para as

condutas e tomadas de decisões 9 .

Para construção da RI, foram seguidas

seis etapas, sendo a primeira a

identificação do tema e questão-norteadora;

a segunda o estabelecimento

dos critérios de inclusão e exclusão dos

estudos; a terceira especificar as informações

a serem retiradas dos estudos

selecionados; a quarta etapa elaboração

de uma análise criteriosa dos estudos

selecionados; a quinta é a discussão

de resultados e a sexta conclui-se

os achados da RI, apresentando-a 9 .

A pesquisa foi realizada mediante

busca aos estudos na Biblioteca Virtual

em Saúde (BVS) e LILACS. Durante a

busca foram utilizadas palavras-chave

de forma integrada: “anemia ferropriva

e criança” e de forma individual:

anemia ferropriva, carência de ferro e

análise laboratorial das anemias. Como

critérios de inclusão foram considerados

artigos publicados nos últimos 10

anos (2005 a 2015), no idioma português;

e como critérios de exclusão artigos

sem contribuições à temática do

estudo, e que não possuíam resumo e/

ou texto completo disponibilizados na

BVS. As informações encontradas foram

organizadas em categorias, sendo,

em seguida, avaliadas, interpretadas e

sintetizadas.

3. Resultados e

discussão

A anemia ferropriva, é a desordem

nutricional mais prevalente em todo o

mundo, sendo considerada um importante

problema de saúde pública, pois

está diretamente ligada aos processos

de organização social, atingindo cerca

de 80% da população que vive em

comunidades de baixa renda e precária

cobertura de esgotamento sanitário 10.

Embora possa ocorrer em qualquer

idade e sexo, acomete principalmente

crianças menores de 5 anos e mulheres

em idade fértil, em decorrência

do desmame precoce e dietas pobres

em ferro e das perdas sanguíneas da

menstruação, respectivamente 1 . Esse

tipo de distúrbio na infância pode

ocasionar diversas sequelas, entre

elas: dificuldades na aprendizagem da

linguagem, distúrbios psicológicos e

comportamentais e debilidade das defesas

imunológicas, facilitando a ocorrência

e/ou o agravamento de doenças

infecciosas 11 .

Como relatado anteriormente, a anemia

ferropriva se dá em decorrência da

carência de ferro no organismo. O ferro

desempenha funções importantes no

organismo e pode ser encontrado sob

duas formas: ferrosa (Fe++) ou Heme,

encontrado nas células sanguíneas e

alimentos de origem animal, e férrica

(Fe+++) ou Não-Heme, encontrado

em alimentos de origem vegetal e

ovos, sendo o seu conteúdo corpóreo

de 3 a 5g. Grande parte desse conteúdo

(70 a 80%) desempenha funções

metabólicas e oxidativas, enquanto o

restante (20 a 30%) encontra-se em

forma de armazenamento como ferritina

e hemossiderina no fígado, baço e

medula óssea. Cerca de 65% do ferro

existente no nosso organismo, encontra-se

na hemoglobina, cuja principal

função é o transporte de oxigênio, por

isso, o ferro torna-se indispensável na

produção eritrocitária 4 .

O passo inicial para o diagnóstico das

anemias ferroprivas se dá através do

hemograma e da análise microscópica

do esfregaço sanguíneo, dois exames

simples, porém de suma importância

para esse diagnóstico, pois fornecem,

de forma qualitativa e quantitativa,

dados importantes para a investigação

da maioria das doenças hematológicas,

através dos seus índices hematimétricos,

principalmente para excluir outras

causas não decorrentes da deficiência

de ferro 5,13 .

Inicialmente, o hemograma mostra

uma leve diminuição leucocitária com

granulocitopenia, podendo ser acompanhada

de uma pequena quantidade

de neutrófilos hipersegmentados e número

de plaquetas aumentado, entre

outras alterações hematimétricas 13,14 .

A anemia ferropriva é o tipo mais

comum de anemia microcítica, sendo

caracterizada pela diminuição do volume

corpuscular médio (VCM), geralmente

acompanhada pela diminuição

da hemoglobina corpuscular média

(HCM) e da concentração de hemoglobina

corpuscular média (CHCM), o

que, também, caracteriza a presença

de hipocromia associada 7,14 . Entretanto,

a anemia microcítica pode ser

causada, também, por outras doenças

hematológicas, tais como: Beta-talassemias,

anemias de doenças crônicas

e anemias sideroblásticas, sendo diferenciadas

pela elevação ou diminuição

do índice de anisocitose eritrocitária

(RDW) 6,7 .

A anemia ferropriva é caracterizada

pela elevação do índice de amplitude

de distribuição das hemácias, mas,

para um diagnóstico mais completo

e mais preciso desse tipo de anemia,

030

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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AUTORES:

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2

artigo 2

existem outros exames mais complexos,

específicos e importantes para a

confirmação desses resultados, dentre

os quais se incluem: Dosagem de ferro

sérico, Ferritina sérica, Transferrina

e Capacidade total de ligação do ferro

(CTLF) 6,7 .

Cabe ressaltar, que a deficiência de

ferro no organismo ocorre de forma

progressiva e as alterações laboratoriais

têm uma dinâmica de ocorrência, sendo

observadas da seguinte maneira: Na

fase de depleção do estoque de ferro,

os níveis de ferritina sérica estão em

menores quantidades, enquanto que

na fase de deficiência da eritropoese,

há uma elevação dos níveis de Receptor

solúvel da Transferrina (sTfR) e da

Capacidade de ligação do ferro (TIBC),

além da presença de anisocitose 13 .

032

Tabela 1 – Diagnóstico laboratorial da AF

VCM, HCM

Reduzidos

RDW

Elevado

CHr/RetHe

Reduzidos

% de hemácias hipocrômicas Elevada

Contagem de reticulócitos

Reduzida em relação à

anemia

Ferro sérico

Reduzido

TIBC

Elevado

Saturação da transferrina

Reduzida

Ferritina sérica

Reduzida

sTfR

Elevado

sTfR/logFerritina

Elevado

ZPP

Elevado

VCM: Volume Corpuscular Médio. HCM: Hemoglobina Corpuscular Média. RDW: Índice de anisocitose.

TIBC: Capacidade Total de Ligação do Ferro. STfR: Receptor Solúvel de Transferrina

Sérica. ZPP: Zinco Protoporfirina. Fonte: Adaptada de Grotto HZW. Diagnóstico laboratorial

da deficiência de ferro, 2010.

De modo geral, uma pessoa é considerada

anêmica por deficiência de

ferro, quando dois ou mais parâmetros,

utilizados no diagnóstico laboratorial,

se apresentam anormais 15 , conforme

as alterações observadas na tabela 1.

As consequências da deficiência de

ferro são particularmente muito graves,

pois normalmente, essa carência

está associada à privação de outros

nutrientes, cujos efeitos são inter-relacionados.

Por ser um problema muito

comum entre as crianças, o diagnóstico

e o tratamento adequado da deficiência

de ferro, é quase sempre ignorado,

resultando em um maior agravamento

da doença 15 .

Além das sequelas já conhecidas da

deficiência de ferro, tais como fraqueza,

fadiga, inapetência e taquicardia, se

não tratada precoce e adequadamente,

a anemia ferropriva evolui a quadros

mais graves, relacionados aos processos

metabólicos do organismo, tais

como: síntese de DNA, metabolismo

enzimático e transporte de elétrons,

causando sérias complicações à resposta

imune e às funções cognitivas

das crianças e lactentes afetados, além

de aumentar os ricos de evolução a

quadros leucêmicos, onde os tratamentos

são muito mais rigorosos e

mais agressivos, de acordo com o prognóstico

de cada paciente 4,15,16 .

Diante da relevância do problema

e com vista em reforçar a prevenção e

controle da anemia em todo o país, o

Ministério da Saúde estabeleceu as seguintes

ações: o Programa Nacional de

Suplementação de Ferro (PNSF), que

consiste em fornecer suplementos de

ferro em doses profiláticas, conforme

mostra a tabela 2, abaixo; o fornecimento

de micronutrientes em pó para

fortificação dos alimentos preparados

para as crianças; exigência às indústrias

em fortificar as farinhas de trigo

e milho com ferro e ácido fólico; e a

promoção da alimentação adequada

e saudável para aumento do consumo

de alimentos fontes de ferro, como formas

de diminuir a frequência de acometimentos

e a quantidade de casos,

principalmente entre a população mais

carente 8 .

O controle parasitário e o reforço

alimentar das crianças nas escolas

e creches, onde elas passam grande

parte do dia, também são medidas

importantes na prevenção da doença

anêmica 8,17 .

Nas últimas duas décadas, a importância

da deficiência de ferro e da

anemia como um problema de Saúde

Pública vem sendo reconhecida pelas

autoridades de Saúde e governantes 18 .

Para o tratamento da doença ferropênica,

a administração de sulfato

ferroso é a medicação de primeira escolha,

devido ao seu baixo custo, que

o torna acessível a toda população, e

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


033


AUTORES:

LUCIANA NOGUEIRA REBOUÇAS 1 ,

JULY MAYENE REBOUÇAS 1 ,

FRANCISCO EDSON FERREIRA PAZ 1 ,

WILLER MALTA DE SOUSA 2

artigo 2

sua alta biodisponibilidade. Deve ser

ingerido antes das refeições para não

ter sua ação prejudicada pelos alimentos

presentes no estômago e, quando

possível, essa administração deve ser

conjunta com bebidas que contenham

vitamina C, como o suco de laranja, por

exemplo, que facilita sua absorção 18 .

A partir de seis semanas de tratamento

já é possível verificar melhora

nos níveis sanguíneos do paciente

afetado, porém, a medicação deve ser

continuada, ainda, por um período de

quatro a seis meses, para que os estoques

de ferro sejam totalmente repostos,

já que o ferro diminui sua absorção

após a cura da anemia 18,19 .

O acompanhamento da resposta

desse tratamento deve ser realizado

através da avaliação e contagem de

reticulócitos, hematócrito e hemoglobina,

sugeridos em um novo hemograma,

onde os níveis desses índices

devem aparecer elevados já a partir de

72h do inicio do tratamento 20 .

Os resultados da PNDS 2006 alertam

para uma preocupação com a situação

nutricional das crianças brasileiras 8 .

Assim, este estudo visa contribuir no

planejamento de estratégias de controle

da anemia ferropriva por profissionais

da atenção básica em saúde,

descrevendo aspectos relacionados aos

grupos de risco, às consequências da

deficiência de ferro em crianças e, também,

as estratégias para modificação

dietética e tratamento da doença.

4. Conclusão

Embora as principais causas da

anemia sejam as carências nutricionais

de substâncias essenciais,

como o ferro e o ácido fólico, elas

também podem ser sintomas de

outras doenças. No Brasil, a anemia

é considerada um grande problema

da saúde pública, por estar diretamente

ligada aos processos de organização

social.

Este tipo de anemia, decorrente da

carência de ferro, exige a realização

de medidas preventivas, tais como:

o incentivo ao aleitamento materno

exclusivo até o sexto mês de vida e a

orientação adequada para uma dieta

complementar de qualidade, além

da promoção de campanhas para

alertar a população sobre as causas

e consequências desta doença, suas

diferenças, importância do diagnóstico

precoce e tratamento, devendo

ser prioridade na política nacional,

com ações voltadas para melhoria da

nutrição, alimentação e assistência à

criança, principalmente nas áreas de

atenção primária em saúde.

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1. Lacerda APF, Nazário ACM, Coelho SC,

Lavinas FC. Anemia ferropriva em crianças.

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2. Vieira RCS, Ferreira HS. Prevalência

de anemia em crianças brasileiras, segundo

diferentes cenários epidemiológicos. Rev Nutr.

Tabela 2 – Suplementação de Ferro na infância. Indicação e doses, segundo a OMS

GRUPO INDICAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO DOSE DE FERRO ELEMENTAR DURAÇÃO

Baixo peso ao nascer

Universal.

2mg/kg/dia

Dos 2 aos 23 meses

Crianças entre

6 meses e 2 anos

de idade

Crianças entre

2 e 4 anos de idade

Crianças maiores de

5 anos de idade

Sempre que a dieta não inclua

alimentos fortificados ou se a

prevalência da anemia ferropriva

for maior que 40%.

Prevalência da anemia ferropriva

for maior que 40%.

Prevalência da anemia ferropriva

for maior que 40%.

2mg/kg/dia

2 a 30mg/kg/dia

30mg/dia

Dos 6 aos 23 meses

3 meses

3 meses

Fonte: Adaptada de Ferraz ST, 2012.

034

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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www.portaleducacao.com.br/farmacia/

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035


AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO¹,

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO²*

artigo 3

Hemocultura e

segurança do

paciente: a importância

da fase pré-analítica

Imagem Ilustrativa

Resumo

Um dos principais exames laboratoriais

para diagnóstico de sepse é a hemocultura.

Contudo, vários fatores podem interferir no resultado

final desse exame, colocando em risco

a qualidade e veracidade do laudo liberado. A

positivação de hemoculturas é uma ocorrência

frequente no ambiente nosocomial, entretanto

nem sempre essa positividade é verdadeira,

podendo deflagrar-se um resultado falso positivo,

o qual poderá induzir um tratamento

errôneo por parte da equipe médica assistente,

colocando sob suspeita a qualidade de

análise do laboratório clínico e, acima de tudo,

colocando em risco a estabilidade e a vida do

paciente. A avaliação e execução adequada de

todo o processo, desde a fase pré-analítica,

pode garantir a qualidade final do exame e

resguardar a segurança do paciente quanto à

assistência à saúde. Além disso, assegura ao

médico assistente informações condizentes

para o tratamento adequado do assistido.

Palavras-chave: Hemocultura, Antissepsia,

Segurança do paciente, Fase pré-analítica.

Introdução

A hemocultura é considerada um dos

principais exames para diagnóstico de

sepse em pacientes hospitalizados. Entretanto,

para que o resultado dessa cultura

seja satisfatório, faz-se necessário cumprir

os procedimentos recomendados para

coleta da amostra clínica (1). O termo

sepse designa a ocorrência de infecção

na corrente sanguínea, tanto por agentes

bacterianos quanto fúngicos (2).

Summary

One of the main laboratory tests for the diagnosis

of sepsis is blood culture. However, several

factors can and will affect the final result of the

review, jeopardizing the quality and veracity of

the report released. The assertiveness of blood

cultures is a frequent occurrence in nosocomial

environment, however this is not always positive

is true, and can trigger up a false positive

result. A final report false positive may lead to

an erroneous treatment by the assistant medical

team, putting on suspicion analyzing quality of

clinical laboratory and, above all, putting at risk

the stability and life of the patient. The evaluation

and proper execution of the entire process,

from pre-analytical phase, can guarantee the

final quality of the examination and to protect

patient safety with regard to health care. It also

ensures consistent information to the attending

physician for proper treatment of assisted.

Keywords: Blood culture, Antisepsis,

Patient safety, Pre-analytical phase.

A presença de bactérias viáveis na corrente

sanguínea é denominada bacteremia.

Esse fenômeno tem grande significado

clínico, uma vez que está diretamente

relacionado a altos índices de morbidade

e mortalidade. A bacteremia pode ser

classificada em bacteremia primária e

bacteremia secundária (3).

A qualidade das amostras de hemoculturas

pode ser prejudicada pela técnica de

coleta, gerando erros de interpretação do

1 - Biomédica, Especialista em Microbiologia Clínica

e Medicina Laboratorial pela Pontifícia Universidade

Católica de Goiás (PUC Goiás).

2 - Biomédica, Doutora e Mestre em Medicina

Tropical e Saúde Pública, com área de concentração

em Microbiologia (UFG); Professora Adjunta da

Escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e

Biomédicas da PUC Goiás; Biomédica da Secretaria

Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO).

*Autor correspondente: Alessandra Marques

Cardoso. Endereço: Rua Tambuqui, Quadra 175,

Lotes 2 e 3, Apto. 604, Residencial Tambuqui, Parque

Amazônia, Goiânia-Goiás, CEP: 74.835-530

Tel.: (62) 8469-1569

E-mail: alemarques5@yahoo.com.br

resultado final da cultura (4). O processo de

antissepsia precedente à coleta de sangue

para a realização de hemocultura é um fator

primordial para um resultado fidedigno,

desde a interpretação do laudo final até a

intervenção clínica do médico assistente

ante o resultado apresentado (1).

O uso de Equipamentos de Proteção

Individual (EPI’s) é um procedimento indispensável

no processo de barreira contra

contaminação de amostras clínicas. As

luvas, por exemplo, devem ser utilizadas

desde o início do preparo do paciente para

a realização da coleta, e deve ser substituída

sempre que o procedimento com

aquele paciente for finalizado. A utilização

das luvas diminui em até 50% o risco de

contaminação da amostra clínica, uma vez

que o próprio profissional de saúde pode

inocular algum agente contaminante na

amostra em questão (5).

Dessa forma, o presente estudo objetivou

estabelecer um paralelo, através da

revisão da literatura científica especiali-

036

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


zada, entre a importância dos processos

pré-analíticos na realização do exame de

Hemocultura e a Segurança do Paciente. A

meta foi instruir e orientar de forma clara,

precisa e eficaz, os profissionais da área de

saúde que desenvolvem seus ofícios no

âmbito laboratorial, levantando questões

desde a responsabilidade profissional

(conduta responsável) até implicações

jurídicas na assistência à saúde (segurança

do paciente).

Trata-se de uma revisão bibliográfica,

com levantamento de artigos nos bancos

de dados LILACS, MEDLINE, SciELO, Google

Acadêmico, PUBMED e ANVISA.

A hemocultura e sua

importância clínica

A hemocultura é considerada um dos

procedimentos de maior importância realizados

no laboratório de microbiologia

clínica, sendo sua realização recomendada

em todos os casos em que haja suspeita

de bacteremia. Dessa forma é considerada

um dos exames mais importantes para o

diagnóstico de infecção na corrente sanguínea,

porém, para uma correta interpretação

do resultado obtido com a cultura

dessa amostra, faz-se necessário um

cuidado especial com a coleta do material.

Sendo assim, é imprescindível a realização

de um processo adequado de antissepsia

da pele (1,2,6).

A realização da hemocultura visa o

isolamento de micro-organismos viáveis

presentes inadequadamente na corrente

sanguínea, seguindo da identificação e

pesquisa de suscetibilidade dos mesmos

para, a partir de então, proceder a assistência

terapêutica mais adequada. Contudo,

no decorrer dessa rotina, é comum

evidenciar-se a realidade das contaminações

das amostras clínicas (5).

A bacteremia é representada pela presença

de micro-organismos viáveis na

corrente sanguínea, desencadeando subsequentemente

um processo de Infecção

da Corrente Sanguínea (ICS). É em casos

como esse, por exemplo, que a hemocultura

tem um papel fundamental e, em

caso de positividade verdadeira, pode

passar a ter valor preditivo de infecção

(3), denominando-se sepse (2). Quando

as bacteremias não são contidas, pode

haver o desenvolvimento do processo de

infecção grave na corrente sanguínea (7).

As bacteremias podem se originar de

fontes diferentes, e de acordo com sua

origem, segue sua classificação. A sepse

contínua ocorre quando o foco primário

da infecção é o ambiente intravascular, e a

sepse intermitente, quando o foco primário

das infecções se encontra em sítios distais,

sendo a corrente sanguínea o tecido

secundário de infecção (2).

Segundo Araújo (2012), as bacteremias

podem ainda ser subdividas em outros quatro

segmentos distintos: bacteremia transitória,

bacteremia intermitente, bacteremia

contínua e bacteremia de escape (3).

As bacteremias transitórias são definidas

pela rapidez com que ocorrem, sendo

passageiras e com duração de poucas horas

ou até mesmo de minutos; sua origem

se dá através da manipulação de abscessos

e/ou outros tecidos potencialmente

infectados (3).

Bacteremias intermitentes se caracterizam

por sua manifestação em intervalos

variáveis de tempo, na presença de febre

e cujo foco de infecção não esteja ainda,

algumas vezes, indicado (3). Sua ocorrência

se dá quando o sítio de infecção

(foco primário) seja distal, tais como trato

urinário, tecidos moles, pulmões (2). Em

situações onde o foco infeccioso já tenha

sido identificado, sugere-se a coleta

de amostra clínica referente ao sítio em

questão concomitantemente à coleta de

hemoculturas (4).

Já as bacteremias contínuas, por serem

primárias, isto é, seu foco de infecção

primário já é a corrente sanguínea, são

bastante específicas. Estão presentes, por

exemplo, em casos de endocardite e infecções

associadas a cateter intravascular (2).

As bacteremias de escape podem ser

consideradas as mais preocupantes de

todas as citadas anteriormente. Isso porque

elas se caracterizam pela presença

de micro-organismos viáveis na corrente

sanguínea, mesmo quando o paciente já

está sob antibioticoterapia. Significa que

o micro-organismo em escape conseguiu

sobreviver ao antimicrobiano utilizado,

mesmo apresentando-se sensível a ele no

início do tratamento. Todo esse processo

pode representar agravamento do estado

clínico do paciente (3).

Segundo a Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (ANVISA), as infecções da

corrente sanguínea podem ser divididas em

Infecções Primárias da Corrente Sanguínea e

Infecções Secundárias da Corrente Sanguínea.

As infecções primárias podem ainda

ser subdivididas entre as infecções primárias

da corrente sanguínea laboratoriais e as infecções

primárias da corrente sanguínea clínicas.

Isto é, aquelas hemoculturas que são

positivas e aquelas cujo diagnóstico se dá

somente pela avaliação clínica do paciente,

o que gera certa subjetividade (8).

A segurança do

paciente

“Errar é humano: construindo um sistema

de saúde mais seguro”, foi o tema do

documento publicado por “O Instituto de

Medicina (IOM)”, em 1999. Nesse documento

foi apresentada a preocupação em

relação à segurança do paciente durante

a assistência em saúde e subsequente,

sua relação com a qualidade do processo.

A Organização Mundial de Saúde

(OMS) estima que dezenas de milhares

de pessoas sofram danos à saúde durante

procedimentos de assistência à saúde.

Segundo a Classificação Internacional de

Segurança do Paciente (ICPS), o termo

erro diz respeito a todo o processo onde há

falhas de execução de um plano de ação

(erro de ação) ou quando outro plano,

diferentemente do plano original, é desenvolvido

(erro de omissão). A ausência

de processos que promovam a segurança

do paciente na assistência à saúde e seu

devido cumprimento cria uma distância

significativa entre os resultados possíveis e

os resultados alcançados nessa assistência

prestada (9).

037


AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO¹,

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO²*

artigo 3

Incidentes na

assistência à saúde

Quando se trata de segurança do

paciente, alguns aspectos devem ser

considerados, entre eles, a ocorrência de

incidentes. Por incidente pode-se entender

um evento ou circunstância que gerou

ou poderia ter gerado danos ao paciente.

Esses incidentes estão representados na

Figura 1 e podem ser divididos em: Incidente

que não atingiu o paciente, também

denominado Near miss; Incidente

sem dano, quando o paciente é atingido

pela ação danosa, porém não é prejudicado,

não sofrendo dano à sua saúde; e

Incidente com dano ou evento adverso,

quando o paciente sofre o dano e deste,

decorre consequências à integridade do

paciente (9).

Segurança do paciente:

incidentes, contaminação

e qualidade

da amostra clínica

Os incidentes nos serviços em saúde

trazem uma questão que vai além do

tratamento final conferido ao paciente.

Têm-se aí implicações éticas, sociais e ainda

jurídicas, que resguardam os direitos e

a segurança do paciente (10). Processos

judiciais podem ser movidos em casos

Figura 1 – Incidentes relacionados ao cuidado de saúde com base na ICPS.

INCIDENTE

Near miss Incidente sem dano Incidente com dano

Incidente que não

atingiu o paciente

Incidente que

atingiu o paciente,

mas não causou dano

Incidente que

resulta em dano ao

paciente (Evento Adverso)

Fonte: Proqualis (2012). Adaptado.

onde seja constatado dano ao paciente e

negligência da assistência em saúde (11).

No que tange à equipe de diagnóstico

laboratorial, a atenção quanto à coleta da

amostra clínica e sua devida identificação

configura fator sine qua non no processo

geral. Se instalado erro de identificação

do espécime clínico em questão, possivelmente

haverá erro de omissão, o que pode

configurar um resultado final adverso ao

real (9,12).

Resultados positivos de hemocultura

nem sempre representam a certeza da

correta realização dos procedimentos de

coleta e a real condição clínica do paciente.

Esses casos devem ser devidamente

avaliados, pois podem refletir erro do processo

que culminou em contaminação da

amostra clínica na fase pré-analítica (8).

A pele é o tecido de maior extensão do

corpo, sendo por isso a parte com maior

exposição externa, isto é, com maior contato

com meio exterior. Assim, com esse

contato constante, está sujeita a diversos

tipos de interações, incluindo aquelas com

micro-organismos diversos presentes no

ambiente. Fato esse que leva à colonização

natural desse tecido tanto por bactérias

quanto por fungos (11).

A essa colonização natural da pele dá-

-se o nome de microbiota, que pode ser

dividida em microbiota transitória e microbiota

residente. A microbiota transitória

se caracteriza pela presença de micro-

-organismos colonizadores da superfície

da pele, patogênicos ou não, cuja remoção

se dá facilmente através da utilização de

água e degermantes. Entretanto, alguns

desses micro-organismos podem provocar

infecções relacionadas à assistência à

saúde. A microbiota residente, por sua vez,

é caracterizada pela presença de micro-

-organismos em camadas mais profundas

da pele, sendo resistentes à remoção

por métodos simples de higienização,

fazendo-se necessária a utilização de

antissépticos. Entre os micro-organismos

considerados residentes, estão os estafilococos

coagulase-negativos (11).

Há ainda um terceiro grupo descrito,

denominado microbiota infecciosa. Nesse

grupo incluem-se aqueles micro-organismos

de fato patogênicos, cuja ação

certamente desenvolverá uma patologia

clínica. Nele estão presentes, por exemplo,

o Staphylococcus aureus e estreptococos

beta-hemolíticos (11).

Visto isso, uma coleta de amostra clínica

de sangue para a realização de hemocultura

deverá obedecer a critérios próprios

de coleta, tendo vistas a diminuição

de fatores contaminantes desse espécime

clínico. A presença de microbiota contaminante

na amostra cultivada ocasionará

falhas no processo de diagnóstico, gerando

um resultado falsamente positivo,

promovendo o desencadeamento de erro

por todo o processo seguinte relacionado

ao tratamento do paciente (12).

038

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Identificação, coleta

segura e transporte da

amostra clínica

Cada amostra coletada deverá ser devidamente

identificada. O objetivo da correta

e legível identificação das amostras

clínicas é evitar a ocorrência de incidentes

na assistência ao paciente. Cada amostra

deverá ser identificada de forma segura,

no corpo do recipiente, jamais na tampa,

contendo nome completo do paciente,

leito, registro interno, data e hora da coleta

e nome de quem a realizou. Todos os

dados possíveis devem ser anotados, oferecendo

maior confiabilidade ao serviço

prestado (12).

O profissional responsável pela coleta

deve ser devidamente treinado para o

ofício, tendo como base todas as diretrizes

de cuidados individuais e com o paciente.

Como cuidados individuais entende-se o

uso de Equipamentos Individuais de Proteção

(EPI’s), que são barreiras de proteção

exigidas para cada procedimento a ser realizado.

Deve-se considerar toda amostra

clínica como potencialmente infectante,

de forma que todos os processos de manuseio

da mesma devem ser precedidos

de medidas de segurança individuais e

coletivas. Além disso, o ambiente onde

se realiza a coleta deve permanecer adequado,

evitando-se a contaminação dos

colegas de trabalho que virão subsequentemente

(12).

O transporte dos espécimes clínicos

deverá ser realizado imediatamente ao

laboratório, obedecendo-se o tempo de

estabilidade da amostra. A atenção com a

viabilidade do micro-organismo é determinante

para a realização da cultura microbiológica.

Pode-se considerar como fatores

determinantes o tempo de transporte e o

acondicionamento da amostra (12).

As infecções relacionadas

à assistência à saúde e a

importância da fase préanalítica

da hemocultura

As Infecções Relacionadas à Assistência

à Saúde (IRAS) são uma realidade preocupante

na assistência à saúde. Podemos

defini-las como todo e qualquer acometimento

infeccioso a que seja submetido o

paciente, tanto em assistência hospitalar,

ambulatorial ou domiciliar, desde que este

esteja associado, de alguma forma, a algum

procedimento assistencial terapêutico ou

diagnóstico (13,14).

São consideradas infecções hospitalares

aquelas em que o paciente é acometido

dentro da unidade de assistência ou ainda

aquelas que se desenvolvem posteriormente

à alta, porém em decorrência da

permanência do paciente na instituição de

saúde (14,15).

O aparecimento das infecções hospitalares

é favorecido por muitos mecanismos,

um deles, e talvez o mais simples, porém

determinante, é o contato dos profissionais

da assistência à saúde com o paciente.

O potencial de contaminação partindo

dos profissionais e a vulnerabilidade do

paciente são aspectos determinantes para

o desencadeamento do processo infeccioso.

A falta de adoção do hábito de lavar as

mãos por parte dos assistentes em saúde

tem sido motivo de grande preocupação

no tange o cuidado com o paciente (16).

A estimativa de IRAS no Brasil é motivo

de grande preocupação, sendo considerada

a quarta causa de mortalidade em Unidades

de Terapia Intensiva nos serviços de

assistência à saúde (13,17) e podem estar

associadas a doenças graves, intervenções e

a complicações graves (15). São consideradas

IRAS associadas ao ambiente hospitalar,

aquelas cuja manifestação dos sintomas

se deu em até 72 horas após a admissão

do paciente na instituição de saúde e cujo

rastreamento dos sintomas anteriores a esse

período de admissão não seja possível (14).

Hemoculturas inesperadamente positivas

ou com apenas uma amostra positivada

de duas ou mais coletadas, sendo

a positividade ocasionada por micro-organismos

pertencentes à microbiota da

pele, são consideradas potencialmente

contaminantes. A antissepsia correta da

pele antes da coleta das amostras de hemocultura

é de fundamental importância,

pois é uma das formas mais determinantes

para se evitar a contaminação da

amostra clínica em questão, evitando-se,

consequentemente, erros de interpretação

do laudo final (3).

Higienização das mãos

Os profissionais de saúde devem entender

a higienização das mãos como procedimento

ético, uma vez que essa medida

preventiva pode interferir diretamente na

qualidade do processo de cuidado conferido

ao paciente, sendo medida determinante

para a segurança da sua integridade.

Tendo por princípio essa necessidade,

os protocolos de higienização devem ser

seguidos cuidadosa e frequentemente por

esses profissionais (11).

A higienização das mãos, além de medida

reconhecidamente prioritária pelo

Ministério da Saúde (MS) por reduzir com

eficiência o risco de IRAS, contribui ainda

com questões de interesse econômico

para a instituição de assistência à saúde

(16). A prevenção de infecções hospitalares

reduz os gastos da instituição, o que

permite o investimento de recursos em

áreas adequadas (15).

O grande problema encontrado no

processo de higienização das mãos não é

a eficácia ou não dos antissépticos e sim

o comprometimento dos profissionais

de saúde. As mãos desses profissionais

podem veicular micro-organismos patogênicos

aos pacientes, uma vez que elas

poderão estar contaminadas (11).

Especialmente no que tange à coleta de

amostra clínica para realização de hemoculturas,

as medidas adequadas de antissepsia

são fundamentais para a diminuição dos

casos de culturas falso positivas, isto é, contaminadas.

Se adotadas adequadamente,

as medidas de antissepsia contribuirão com

a redução de custos de uma forma geral,

incluindo testes de identificação e suscetibilidade,

além de medicamentos e tempo

de internação desnecessários, dado cada

caso (5).

039


AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO¹,

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO²*

artigo 3

Segundo a ANVISA, em situações onde

as mãos dos profissionais de saúde estejam

visivelmente sujas, preconiza-se a

lavagem com água e sabão. Esse processo

recebe o nome de degermação. Nos casos

onde a sujeira não seja visível, basta a aplicação

adequada de antissépticos, como o

álcool, por exemplo, em concentrações de

60% a 80% (18).

Alunos do curso de Enfermagem de

uma universidade de São Paulo realizaram

uma pesquisa sobre a importância da higienização

das mãos no ambiente nosocomial.

O estudo teve como objetivo reforçar

a importância da higienização correta

das mãos e, após cada período estipulado

na pesquisa, avaliar o cumprimento do

procedimento pelos participantes do

estudo. Participaram da pesquisa alunos

do segundo, terceiro e quarto períodos

do curso de enfermagem, sendo que os

alunos do segundo período receberam as

instruções pertinentes ao ato de higienizar

as mãos adequadamente e foram avaliados

quanto à execução correta do processo

de acordo com que progrediam para os

períodos subsequentes (16).

O resultado obtido após a conclusão do

estudo supracitado foi que os participantes

deixavam de executar corretamente

o processo de higienização das mãos à

medida que progrediam nos períodos da

graduação. Algumas hipóteses foram levantadas

para justificar o motivo pelo qual

a instrução se perdeu ao longo do tempo.

Entre elas, foi citado o tempo decorrido

entre a instrução e o final do processo de

avaliação; outra, o fato de os alunos estarem

há algum tempo em período de estágio

e a falta de supervisão direta, poderia

ter levado à banalização da importância

do procedimento. Assim, a pesquisa concluiu

a importância da educação continuada

dos profissionais envolvidos nos

processos de assistência à saúde, fato que

poderá contribuir substancialmente no

processo de redução de IRAS (16).

Equipamentos de

proteção individual

e antissépticos

Os equipamentos de proteção individual

exigidos para o profissional da saúde

(19), segundo o manual de Medidas

de prevenção de Infecção Relacionadas à

Saúde, publicado pela ANVISA em 2013

são gorro, máscara, avental e luvas estéreis.

A utilização das luvas não descarta a

necessidade do procedimento de higienização

das mãos (18).

Para um resultado eficiente da cultura

sanguínea devem ser observados pontos

muito importantes, que precedem a

realização de fato do exame microbiológico.

Entre eles, a simples e eficaz medida

de lavagem das mãos e a antissepsia

adequada da pele do paciente (12).

A antissepsia é caracterizada pela

inibição de crescimento dos micro-

-organismos ou mesmo sua eliminação

e deve ser realizada, obviamente, com a

aplicação de produtos químicos denominados

antissépticos (5,18).

Os antissépticos são substâncias de

ação inespecífica que devem ser utilizadas

externamente e que têm por objetivo

a eliminação tanto quanto possível de

micro-organismos colonizadores da pele,

destruindo e/ou impedindo temporariamente

seu desenvolvimento (5,18). São

agentes biocidas capazes de inibir o crescimento

de micro-organismos em tecidos

vivos, pele e mucosa (20).

Os antissépticos e desinfetantes têm

papel importante no controle e prevenção

das infecções e contaminações (20).

Recomenda-se que os antissépticos

sejam suaves e de baixo custo. Ainda,

que não sejam tóxicos e possuam ação

antimicrobiana imediata, com efeito residual

ou persistente (11).

No que diz respeito à antissepsia da

pele, podem ser utilizados vários antissépticos

de ação rápida e eficaz, tais

como tintura de iodo, povidona iodada,

clorexidina aquosa e clorexidina com

base alcoólica (5). No Quadro 1 estão os

principais antissépticos utilizados e seus

respectivos espectros de ação, segundo

o Centers for Disease Control and Prevention

(CDC).

Educação continuada

dos profissionais da

saúde

O somatório de todos os esforços para

a conquista da qualidade deve ser motivado

periodicamente através da implantação

da educação continuada nas

instituições de assistência à saúde (14).

Os programas de Educação Permanente

em Saúde (EPS) ou Educação Continuada

(EC) tem por objetivo aprimorar

as atividades desempenhadas pelos

profissionais de saúde, além de permitir a

identificação de fatores limitadores do desempenho

adequado dessas atividades,

oportunizando, dessa forma, a correção

daquilo que se faz necessário. São, por

assim dizer, práticas de ensino-aprendizagem

(21). Todo o procedimento relacionado

à EC deverá ser devidamente

registrado (22), sendo de responsabilidade

do empregador a continuidade desse

processo de educação (19).

040

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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041


AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO¹,

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO²*

artigo 3

Recomendações para

a coleta adequada de

hemoculturas

Ainda hoje na realidade hospitalar,

existe um problema sério e não raro, que

é a contaminação de hemoculturas pelo

processo de coleta (5).

Ao se realizar um diagnóstico por hemocultura,

deve-se atentar para fatores

que podem ser determinantes. Entre

eles, a coleta de duas amostras clínicas,

em sítios anatômicos diferentes. O objetivo

dessa medida é evitar interpretações

errôneas quanto à possiblidade de aparecimento

de amostras contaminadas,

isto é, falso-positivas. Concomitante a

isso, faz-se necessária a aplicação de

técnica adequada de antissepsia (12).

Protocolo de coleta de

sangue para

hemoculturas

O primeiro passo para a realização da

coleta da amostra clínica deve ser a correta

instrução do profissional da saúde.

Ele deve reconhecer os procedimentos

de segurança e coleta a serem seguidos

e as providências que deverão ser tomadas

diante de qualquer situação que se

lhe apresente. Ter conhecimento sobre a

amostra clínica a ser coletada, o tempo de

transporte da mesma e as ações a serem

desenvolvidas em caso de acidentes com

a amostra, reconhecendo-as como potencialmente

infectante. O profissional de

coleta deverá ser devidamente treinado e,

periodicamente, reciclado (12).

O início da correta realização das hemoculturas

dá-se com a identificação da

amostra clínica:

a) Feito isso, o profissional de saúde

deverá realizar a higienização das mãos e

se paramentar adequadamente, fazendo

uso dos EPI’s indicados para cada caso;

b) Devidamente protegido, o profissional

então entrará em contato com o

paciente, explicando o procedimento

que será realizado, procedendo em seguida

a escolha do local para a punção;

c) Realizar a antissepsia do local com

o antisséptico padronizado pela instituição

de saúde: Álcool 70%, Clorexidina

0,5%, Iodo Polivinilpirrolidona (PVPI).

A antissepsia deverá ser realizada com

algodão e antisséptico em movimento

circulares por cerca de 30 segundos e

repetir o processo com novo algodão e

antisséptico para garantir a higienização

correta do local de punção, evitando-se

dessa forma, a contaminação da amostra

clínica. Uma vez realizado o processo

de antissepsia, o local da coleta não deverá

mais ser tocado;

d) A coleta da amostra deverá obedecer

aos critérios estipulados pelo laboratório

de microbiologia responsável,

observando o frasco adequado para

a inoculação do sangue coletado e o

volume ideal a ser coletado, tendo em

vista a metodologia utilizada e as especificações

técnicas de cada caso. Obter o

maior volume indicado pelo fabricante

(observando-se as condições individuais

do paciente), pois dessa forma

aumenta-se a chance de isolamento do

micro-organismo, se presente;

e) A coleta deve ser realizada preferencialmente

por acesso venoso, uma

Quadro 1 - Espectro antimicrobiano e características de agentes antissépticos utilizados para higienização das mãos.

GRUPO

Álcoois

Bactérias

Gram

positivas

+++

Bactérias

Gram

negativas

+++

Micobactérias

+++

Fungos

+++

Vírus

+++

Velocidade

de ação

Rápida

Comentários

Concentração ótima: 70%;

não apresenta efeito residual

Clorexidina

(2% ou 4%)

+++

++

+

+

+++

Intermediária

Apresenta efeito residual;

raras reações alérgicas

Compostos de

lodo

+++

+++

+++

++

+++

Intermediária

Causa queimaduras na pele, irritantes

quando usados na higienização

antisséptica das mãos

Lodóforos

+++

+++

+

++

++

Intermediária

Irritação de pele menor que a de

compostos de iodo; apresenta efeito

residual; aceitabilidade variável.

Triclosan

+++

++

+

-

+++

Intermediária

Aceitabilidade variável para as mãos.

+++ excelente | ++ bom | + regular | - nenhuma atividade antimicrobiana ou insuficiente

Fonte: Adaptada de CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Outubro/2002.

042

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


043


AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO¹,

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO²*

artigo 3

vez que sangue arterial não contribuirá

para a captura de micro-organismos;

f) Preferencialmente, coletar antes da

administração de antibióticos. Caso não

seja possível, coletar antes da próxima

administração de antimicrobiano;

g) Observar se o paciente está em

pico febril, pois é nesse momento do

episódio febril que há a maior destruição

microbiana, o que dificulta o isolamento

e recuperação dos mesmos. Neste caso,

proceder às coletas assim que detectado

o início do episódio febril;

h) Determina-se a coleta de duas

amostras ou mais, de sítios anatômicos

distintos, com vistas a eliminar casos de

crescimento de contaminantes. Além

disso, favorece a recuperação de micro-

-organismos em sítios diferentes;

i) Nos casos de solicitação de hemocultura

de sangue de cateter, coletar

amostra pareada de sangue venoso

periférico. Assim, se tornará possível

a distinção de infecção relacionada ao

cateter ou não, levando-se em conta a

positividade e o tempo de positividade

das amostras clínicas em questão;

j) A amostra clínica deverá ser encaminhada

imediatamente ao laboratório

de microbiologia, à temperatura ambiente,

obedecendo ao seu tempo de

estabilidade (3,12).

Qualidade da amostra

e o resultado final

A qualidade da amostra é o primeiro

passo para que o laboratório de microbiologia

consiga liberar um laudo final

fiel à realidade do paciente. Para que o

resultado de todo o processo de diagnóstico

em microbiologia seja satisfatório,

algumas medidas diretas devem

ser adotadas. O cuidado com a amostra

clínica na sua identificação de forma correta

e legível, o transporte dessa amostra

em tempo hábil e sua coleta representativa

são de fundamental importância

para se alcançar a qualidade do processo

final. Outro fator em destaque é a coleta

da amostra clínica antes da instituição

da antibioticoterapia. A desatenção

nessa área do processo pode induzir a

resultados falsamente negativos. Porém,

caso o tratamento com antimicrobiano

já esteja em curso, a ANVISA recomenda

que essa coleta seja efetuada antes da

administração da próxima dose (6,12).

A interpretação dos resultados obtidos

com a hemocultura configura etapa

de extrema importância, uma vez que

a positivação, se houver, poderá ser advinda

de um processo de contaminação

dessa amostra clínica (6,8).

Resultados de amostras de hemocultura

com crescimento de micro-

-organismos pertencentes à microbiota

residente da pele devem ser avaliados

com critério. São considerados prováveis

contaminantes das amostras de hemocultura

Staphylococcus coagulase negativa

(SCN), Micrococcus spp., bactérias

corineformes, Propionibacterium spp.,

Bacillus spp. Diante dessa possibilidade

de positividade por micro-organismos

contaminantes pertencentes à microbiota,

devem-se seguir as orientações

de coleta de, no mínimo, duas amostras

extraídas de sítios anatômicos diferentes.

Assim, devem-se interpretar

os resultados de amostras positivas da

seguinte forma: duas amostras coletadas

e apenas uma positivada com

SCN - não realizar antibiograma, pois se

trata de provável contaminação. Solicitar

nova coleta imediatamente. Quando

há positivação de duas amostras de

hemocultura, por SCN – se forem da

mesma espécie, porém com resultados

divergentes de antibiograma, trata-se

de uma possível contaminação de coleta.

Repetir a hemocultura coletando-se

nova amostra (3,12).

Se duas amostras foram coletadas

e as duas amostras positivarem com

o SCN, cujo antibiograma de ambos

seja o mesmo, liberar laudo final com

resultado da cultura e antibiograma, e

reportar a seguinte observação, determinada

pela ANVISA (2010) no Manual

de Microbiologia Clínica para o Controle

da Assistência à Saúde, “Bactéria da flora

cutânea. Instituir tratamento específico

se houver evidências clínicas de infecção.

Se o paciente estiver com cateter, possível

colonização” (3,12).

O número de amostras de hemoculturas

ideal a ser coletado é de duas a quatro,

pois ampliando o espectro de pesquisa

tem-se também ampliadas as chances de

recuperação de micro-organismos, caso

presentes. Um ponto ainda a ser considerado

é a interação entre a equipe assistente

do paciente e o laboratório de microbiologia.

Os resultados obtidos devem ser

discutidos entre as equipes, nos casos em

que haja dúvidas, intercorrências detectadas

e variação do laudo final com a clínica

apresentada pelo paciente (12).

Considerações

finais

Reconhecendo a importância e a

complexidade do processo diagnóstico

das bacteremias através da realização

das hemoculturas, faz-se necessário

um acompanhamento desse processo

desde seu início, na fase pré-analítica.

Na esfera do processo pré-analítico

são encontrados pontos singulares, os

044

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


AUTORES:

FERNANDA HÉLIA LUCIO¹,

ALESSANDRA MARQUES CARDOSO²*

artigo 3

quais devem ser explorados. Entre eles,

o quesito segurança do paciente. Esse

termo é bastante utilizado em ambientes

hospitalares, uma vez que engloba

todo o processo de manuseio do paciente

até o resultado final de qualquer dos

procedimentos a este realizados. Sendo

assim, a fase pré-analítica do processo

de diagnóstico laboratorial é fator determinante

no resultado final, interferindo

diretamente na segurança do paciente.

O primeiro passo para a obtenção de

um processo diagnóstico satisfatório é a

correta execução dos protocolos previamente

estabelecidos por cada instituição

de assistência à saúde. Esses protocolos

podem ser desenvolvidos internamente,

de acordo com a rotina estabelecida pela

unidade em questão, considerando-se

as estatísticas e necessidades internas do

local, observando-se, evidentemente, as

normas gerais de regulamentação dos

processos relacionados. Essas normas

podem ser obtidas nos manuais lançados

periodicamente pela ANVISA, ou

ainda através de notas técnicas publicadas

pela mesma, cujo objetivo é o esclarecimento

dos profissionais e adequação

dos processos.

Há que conscientizar os profissionais

da saúde quanto à sua responsabilidade

profissional no trato com o paciente.

Questão ética, que deve ser tratada de

forma séria e contínua, com objetivo de

resguardar a integridade do indivíduo

assistido, integridade do profissional, integridade

judicial da instituição, levando

ao melhoramento, necessário e alcançável,

de todo o processo na assistência à

saúde (considerando-se custos e qualidade

final) e controle das IRAS, tão

crescentes no âmbito da saúde no Brasil.

Referências

Bibliográficas

1. SOUSA, M. A.; MEDEIROS, N.

M.; CARDOSO, A. M.; CARNEIRO,

J. R. Microrganismos prevalentes em

hemoculturas de pacientes da Unidade de

Terapia Intensiva de um Hospital Escola de

Goiânia, GO. NewsLab, v. 1, p. 88-94, 2014.

2. MURRAY, P. R.; ROSENTHAL, K. S.;

PFALLER, M. A. Microbiologia Médica, 5a

ed., p. 207, 2006.

3. ARAUJO, M. E. Hemocultura:

recomendações de coleta, processamento

e interpretação dos resultados. Journal of

Infection Control, v. 1, n. 1 p. 8-19, 2012.

4. RIGATTO, O. Diretrizes para tratamento

da sepse grave/choque séptico – abordagem

do agente infeccioso - diagnóstico. Revista

Brasileira de Terapia Intensiva, v. 23, n. 11,

p. 134-144, 2011.

5. RUBIA-ORTÍ, J. D. LA. Taxa de

contaminação de testes hematológicos e

seus fatores determinantes. Acta Paul., v.

27, n. 2, p. 144-150, 2014.

6. MENDES, R. Fatores que podem

interferir no resultado de hemocultura em

unidade de terapia intensiva pediátrica.

Jornal de Pediatria, v. 75, n. 1, p. 34-38,

1999.

7. BONVENTO, M. Acessos vasculares

e infecção relacionada à cateter. Revista

Brasileira de Terapia Intensiva, v. 19, n. 2,

p. 226-230, 2007.

8. ANVISA. Critérios diagnósticos de

infecção relacionada à assistência à saúde.

1a Ed., 2013a.

9. ANVISA. Assistência segura: uma

reflexão teórica aplicada à prática. 1ª Ed.,

2013b.

10. OLIVEIRA, T. N. DE; CORTEZ, A.

C. L.; MADEIRA, M. Z. D. A. A. Técnica de

higienização das mãos pelos profissionais

da saúde na Unidade de Terapia Intensiva.

Revista Piauiense de Saúde, v. 2, n. 1 p. 1-5,

2013.

11. ANVISA. Segurança do Paciente em

Serviços de Saúde - Higienização das Mãos,

1ª Ed., 2009.

12. ANVISA. Microbiologia Clínica

para o Controle de Infecção Relacionada

à Assistência à Saúde - Módulo 4 -

Procedimentos Laboratoriais: da requisição

do exame à análise microbiológica e laudo

final, 1a Ed., 2010.

13. OLIVEIRA, A. C. DE; IQUIAPAZA,

R. A.; LACERDA, ANA C. DE S. Infecções

relacionadas à assistência em saúde e

gravidade clínica em uma unidade de terapia

intensiva. Revista Gaúcha de Enfermagem,

v. 33, n. 3, p. 89-96, 2012.

14. FREIRE, I. L. S.; MENEZES, L. C. C.

DE; SOUSA, N. M. L. et al. Epidemiologia

das Infecções Relacionadas à Assistência

à Saúde em Unidade de Terapia Intensiva

Pediátrica. Revista Brasileira de Ciências da

Saúde - USCS, v. 11, n. 35, p. 9-15, 2013.

15. GUIMARÃES, A. C.; DONALISIO, M.

R.; SANTIAGO, T. H. R.; FREIRE, J. B. Óbitos

associados à infecção hospitalar ocorridos

em um hospital geral de Sumaré-SP, Brasil.

Revista Brasileira de Enfermagem, v. 64, n.

5, p. 864-869, 2011.

16. FELIX, C. C. P.; MIYADAHIRA, A.

M. K. Avaliação da técnica de lavagem das

mãos executada por alunos do Curso de

Graduação em Enfermagem. Revista Escola

de Enfermagem da USP, v. 43, n. 1, p. 139-

145, 2009.

17. DERELI, N.; OZAYAR, E.; DEGERLI,

S.; SAHIN, S.; KOÇ, F. Três anos de avaliação

das taxas de infecção nosocomial em UTI.

Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 63,

n. 1, p. 79-84, 2013.

18. ANVISA. Medidas de Prevenção

de Infecção Relacionada à Assistência à

Saúde, 1ª edição, 2013c.

19. BRASIL. Norma Regulamentadora

32 - Segurança e Saúde no Trabalho em

Serviços de Saúde, NR 32, n. 32, p. 37, 2011.

20. Ministério da Saúde, Brasília.

Formulário Terapêutico Nacional, 2ª Ed.,

2010.

21. HETTI, L. B. EL; BERNARDES,

A.; GABRIEL, C. S.; FORTUNA, C. M.;

MAZIERO, V. G. Educação Permanente

e Educação Continuada como Estratégia

de Gestão em um Serviço de Atendimento

Móvel de Urgência. Revista Eletrônica de

Enfermagem, v. 15, n. 4, p. 973-982, 2013.

22. Resolução da Diretoria Colegiada

302. RDC, Brasília, p. 1-1, 2005.

046

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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informe científico

H1N1

A temível gripe suína

EUROIMMUN Brasil

A gripe H1N1, ou influenza A, é

provocada pelo vírus H1N1, um subtipo

do influenza vírus do tipo A. Ele

é resultado da combinação de segmentos

genéticos do vírus humano

da gripe, do vírus da gripe aviária e

do vírus da gripe suína.

Em março deste ano avolumaram-se

os casos da gripe inicialmente chamada

suína em locais onde a ocorrência

do vírus Influenza não era esperada

para essa ocasião do ano. O número de

casos graves de gripe já superaram os

registrados durante todo o ano de 2015.

Conforme atualizações do Ministério

da Saúde, atualmente o diagnóstico

do vírus Influenza A (H1N1) deve

ser feito em amostras de secreção

de nasofaringe por RT-PCR específico

para este vírus. Após o período virêmico

(3 a 7 dias) para o diagnóstico

diferencial, acompanhamento e evolução

dos casos de gripe amostras

de sangue devem ser coletadas para

realização de testes sorológicos.

Testes comerciais rápidos para

identificação do vírus Influenza A e B

em secreções respiratórias não permitem

a confirmação diagnóstica do

vírus Influenza A/H1N1, portanto não

devem ser utilizados para esta suspeita

diagnóstica.

A EUROIMMUN Brasil possui registrado

na ANVISA o teste sorológico que

detecta anticorpos IgA e IgG no sangue

por metodologia ELISA. O teste IgM não

é oferecido uma vez que a maioria dos

pacientes foram imunizados ao vírus ou

provém de reinfecção. Portanto, o IgM

não é um bom marcador da doença.

No diagnóstico diferencial da Influenza

deve ser considerado um

grande número de infecções respiratórias

agudas de etiologia viral. Dentre

essas, destacam-se as provocadas

pelo Vírus Respiratório Sincicial (VRS)

e pelo Adenovírus.

A EUROIMMUN Brasil possui a solução

completa para acompanhamento

e diferenciação do vírus da gripe oferecendo

os kits diagnósticos Influenza A

e Vírus Sincicial Respiratório, deixando

seu laboratório atualizado e pronto para

enfrentar as epidemias nacionais.

048

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe científico

Partícula do vírus da Influenza A

Vírus da influenza A

IgA e IgG

Antígenos da cepa "Texas" (H3N2), "California" (H1N1) e "Singapura" (H1N1) indicado para ensaio 'in vitro' semi-quantitativo

ou quantitativo de anticorpos humanos da classe IgA e IgG contra o vírus da Influenza A por método ELISA.

EI 2691-9601 G Vírus da Influenza A IgG – 96 teste 10338930169

EI 2691-9601 A Vírus da Influenza A IgA – 96 testes 10338930170

Vírus sincicial respiratório

IgA, IgG e IgM

Biochip com células infectadas indicado para ensaios ‘in vitro’ qualitativo ou semi-quantitativo de anticorpos humanos da

classe IgA, IgG e IgM contra o vírus Sincicial Respiratório por método imunofluorescência indireta (IFI).

FI 2670 A

FI 2670 G

FI 2670 M

Vírus Sincicial Respiratório

IgA – 30 ou 50 testes

Vírus Sincicial Respiratório

IgG - 30 ou 50 testes

Vírus Sincicial Respiratório

IgM - 30 ou 50 testes

10338930176

10338930163

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050

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe científico

Quebra-cabeça de

onco-hematologia

A importância da correlação entre clínica,

morfologia, imunofenótipo e genética.

Dr. André Marinato

Hematologista | CRM-SP 103154

A evolução no tratamento das doenças

hematológicas malignas tem sido

um propulsor para o desenvolvimento

de novas técnicas e exames para o

refinamento diagnóstico, definindo

grupos específicos de pacientes que

se beneficiam de novas estratégias de

tratamento e especialmente de terapias

com alvo bem definido. Nesta mesma

linha, a classificação da Organização

Mundial da Saúde para estas doenças

vem evoluindo no sentido de diferenciar

subgrupos de acordo com características

fenotípicas e genéticas que

tenham implicação prática no prognóstico

e tratamento dos pacientes. Sendo

assim, o laboratório deve estar atento à

necessidade de evoluir tecnicamente,

sem, no entanto, abandonar os conceitos

que nos fizeram chegar onde estamos,

mantendo a essência do diagnóstico

que gera informações de relevância

para a tomada de decisão clínica.

As leucemias mielóides agudas tem

sido um importante exemplo disto.

Este grupo de doenças, até recentemente

subclassificadas apenas por

número de blastos e linhagens celulares

envolvidas, atualmente demandam

uma caracterização genética minuciosa

a fim de se definir entre tratamento

com apenas quimioterapia, para as de

melhor prognóstico, ou quimioterapia

seguida de transplante de medula óssea

em primeira linha, para os vários

grupos de mau prognóstico. Tamanha

responsabilidade do clínico, ao instituir

terapias com alto potencial de morbidade

e mortalidade, deve ser compartilhada

conosco, que à frente das amostras

de sague ou medula óssea de seus

pacientes, podemos fazer a diferença

no sucesso deste tratamento.

Temos então que chegar aos pontos

de análise de alta relevância para cada

caso, sem, no entanto, desperdiçar

recursos. Se não podemos, e considero

que não devemos lançar mão de

amplos painéis cegos de imunofenotipagem

e investigação genética, temos

que montar este quebra-cabeça com

as melhores peças que temos. Uma

boa investigação clínica certamente

define que materiais devem ser encaminhados

para análise, os quais bem

analisados morfologicamente darão

subsídios à definição de um painel de

imunofenotipagem com grande chance

de conclusão diagnóstica. Neste ponto

teremos segurança de indicar a melhor

investigação genética, exames específicos

para as alterações mais relevantes

para cada caso, a fim de confirmar

um diagnóstico, definir prognóstico ou

alvos terapêuticos. Assim, ao observarmos

que um paciente apresenta blastos

no sangue, infiltração gengival, medula

óssea com mieloblastos, monoblastos,

eosinófilos com granulação anômala,

podemos ser precisos ao indicar um

painel de imunofenotipagem para uma

leucemia mielomonocítica e solicitar

ao citogeneticista especial atenção a

uma possível inversão no cromossomo

16, realizando um FISH ou PCR se

necessário para confirmação desta

alteração, e a pesquisa de mutação no

c-KIT para refinar o prognóstico. Definimos

um novo horizonte para o tratamento

desta pessoa, que com uma

leucemia mieloide aguda com inv(16)

(p13.1q22);CBFB-MYH11 e ausência de

mutação no c-KIT poderá ter uma estratégia

de tratamento menos agressiva

e com ótima perspectiva de sucesso.

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052

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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matéria de capa

Expansão do DB fomenta

mercado de análises clínicas

Com a nova unidade em Sorocaba-SP, o Diagnósticos

do Brasil expande sua capacidade de produção para sete

milhões de exames por mês

Apesar da atual crise econômica

no país, o Diagnósticos do Brasil deu

um grande passo ao expandir seus

negócios no setor de análises clínicas.

A diretoria não se intimidou e investiu

consideravelmente, no final do ano

passado, ao adquirir a nova unidade

técnica em Sorocaba-SP.

Essa decisão deu-se, sobretudo, em

virtude do enorme crescimento do DB

nesses cinco anos de trajetória, seguidos

de muitos desafios e conquistas.

Desde sua inauguração, em São José

dos Pinhais-PR, em 2011, a proposta

sempre foi trabalhar com um conceito

de parceria total para o mercado laboratorial,

e grande parte do seu sucesso

se deve, principalmente, ao fato de ser

um laboratório exclusivo de apoio, não

oferecendo concorrência aos clientes.

Desde o início, o DB não poupou investimentos,

tanto em equipamentos

modernos de alta tecnologia quanto na

contratação dos melhores profissionais

para atender com agilidade e segurança

as mais diversas áreas de atuação. Prova

da excelência nos serviços prestados

são as conceituadas certificações ISO,

DICQ e PALC recebidas em tão pouco

tempo de atuação no mercado.

Com a aquisição da nova unidade

técnica em Sorocaba, o DB amplia

sua capacidade de produção para sete

milhões de exames por mês, além de

contar com uma operação descentralizada,

o que garante maior segurança

e efetividade em seus processos, permitindo

que a unidade de São José dos

Pinhais atenda com maior agilidade e

efetividade as amostras processadas.

Outro fator importante é a localização,

uma vez que a cidade de Sorocaba é

geograficamente estratégica para a logística

do DB, considerando seu nível de

atuação em todo o território nacional.

056

Revista NewsLab | | Abr/Mai Jun/Jul 16


Nova unidade técnica Sorocaba – Imagem ilustrativa

057


matéria de capa

Tobias Thabet Martins - Diretor comercial DB

Logística DB

O setor de logística é referência no

país, no mercado de medicina diagnóstica,

ao oferecer uma gestão estratégica

que assegura o transporte das amostras

coletadas, em mais de mil cidades brasileiras,

com agilidade, confiabilidade e

segurança, via malha aérea e terrestre.

Atualmente, a frota conta com mais

de 130 veículos especialmente adaptados

com refrigeradores e freezers,

cumprindo todos os requisitos da RDC

20, para garantir o transporte dos materiais

nas condições adequadas de

resfriamento ou congelamento.

O moderno sistema de acompanhamento

do transporte, desde o ponto de

origem até a chegada dos materiais ao

DB, é outro diferencial. Os veículos são

rastreados em tempo real, indicando a

posição exata das amostras, além de

permitirem o controle minucioso da

temperatura durante todo o trajeto.

Com a nova unidade em Sorocaba,

as amostras coletadas em algumas

regiões do Brasil chegam ao DB, via

malha aérea, com uma redução de até

15 horas. Para o estado de São Paulo,

a redução de tempo de transporte, em

algumas cidades, é de até 12 horas.

Conforme explica o diretor comercial,

Tobias Thabet Martins, devido à

localização da Unidade Sorocaba, a

agilidade para atender a todas as cidades

brasileiras é muito maior, por estar

próxima aos três principais aeroportos

do país (Guarulhos, Congonhas e Vira-

Copos, em Campinas), que são centros

de conexões das mais importantes

companhias aéreas.

Parque tecnológico conta com

mais de 8.000 m²

Com a nova unidade técnica em

Sorocaba, o DB praticamente duplicou

o parque tecnológico, passando

de cinco mil para mais de oito mil

metros quadrados de área construída.

Toda a estrutura foi projetada

cuidadosamente para ter um fluxo de

operação que permite maior agilidade

no processo. O DB passa a contar com

plantas espelhadas, em Sorocaba e

São José dos Pinhais, o que permite

um crescimento modular, sem trazer

nenhum impacto aos clientes.

Com equipamentos de ponta com

alto nível de automação e uma equipe

de especialistas de elevada capacidade

técnica e científica e vasta experiência

no setor de análises clínicas, o

DB está pronto para atender a grande

demanda do mercado. Segundo Tobias,

todo o investimento em tecnologia

permite um crescimento seguro,

produção com alto nível de segurança

para o paciente, mantendo o rigoroso

padrão de qualidade. “A sede de Sorocaba

dispõe de um parque ininterrupto

de operações, o que representa

contingência e segurança ao trabalhar

com uma unidade desse porte”.

O gerente operacional do DB, Fabiano

Henrique Matheus, acrescenta ainda

que, com a nova unidade, as amostras

passam por um processo de triagem

automatizada, com menos intervenção

humana e menor risco de perda, através

do sistema de aliquotagem, melhorando

o fluxo de trabalho e reduzindo o

tempo de processamento. “Todos esses

058

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Setor de Hormônios e Bioquímica da Unidade Técnica de Sorocaba – Imagem ilustrativa

investimentos significam segurança

nos resultados e maior velocidade de

processamento”, afirma Fabiano.

Unidades de processamento de

amostras

O Diagnósticos do Brasil conta com

quatro unidades técnicas. Além das unidades

em São José dos Pinhais e Sorocaba,

os clientes dispõem das unidades

de especialidades: DB Molecular, em São

Paulo, divisão dedicada exclusivamente

ao diagnóstico molecular, de infraestrutura

cuidadosamente planejada, com

salas exclusivas para diferentes exames

ou etapas do processo, atendendo com

rigor às exigências de cada uma, e o DB

Patologia, também em Sorocaba, dedicado

exclusivamente ao diagnóstico

anátomopatológico e citopatológico.

Eficiência no atendimento aos

clientes é prioridade

A evolução do Diagnósticos do

Brasil não passa somente por altos

investimentos em equipamentos e

funcionários qualificados. Uma das

prioridades da empresa é o bom relacionamento

e o foco na satisfação dos

clientes. Oferecer um suporte técnico

eficiente é um diferencial do DB, e,

diante dos últimos investimentos realizados,

com a aquisição da unidade

em Sorocaba, o grupo apresenta um

novo modo de fazer apoio, buscando

atender cada vez mais as necessidades

de seus clientes. Segundo Tobias

Martins, o setor comercial está desenvolvendo

várias ações que visam

melhorar o relacionamento com o

cliente, para aproximar e oferecer um

atendimento diferenciado.

Ao longo desses cinco anos, o DB

colheu muitas conquistas e também

passou por muitos desafios. Esse

importante passo, ao adquirir a nova

unidade de processamento em Sorocaba,

comprova que o Diagnósticos

do Brasil está no caminho certo, consolidado

no mercado e pronto para

atender a grande demanda, sempre

seguindo o propósito inicial, que é

ser um laboratório exclusivo de apoio,

atuando de forma ética e transparente,

sem oferecer nenhuma relação de

concorrência aos clientes.

CONTATO

DB - Diagnósticos do Brasil

Tel.: (41) 3299-3400

www.diagnosticosdobrasil.com.br

db@dbdiagnosticos.com.br

059


informe de mercado

Informes de Mercado

Esta seção é um espaço publicitário dedicado

para a divulgação e ou explanação dos produtos e

lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Maiores informações: contato@newslab.com.br

RIDASCREEN ® Calprotectina: um marcador sensível e especifico

A Calprotectina (CP) pertence à família

S100 e é uma proteína liberada

pelos neutrófilos polimorfonucleares

no intestino.

Níveis elevados de Calprotectina

têm sido constantemente detectados

nas fezes de pacientes com Doença

Inflamatória Intestinal (DII). A doença

inflamatória Intestinal, que inclui a

Doença de Crohn e Colite Ulcerativa,

é uma condição crônica marcada por

episódios recorrentes de inflamação

no trato gastrointestinal.

Os valores da Calprotectina fecal têm

correlação proporcional ao grau de inflamação

da mucosa intestinal, sendo

este, um marcador sensível e específico

para detectar a inflamação intestinal.

Como é utilizado?

É um exame de fezes utilizado para

detectar a inflamação intestinal, esta

pode estar associada a algumas infecções

bacterianas e, em pacientes com

doença inflamatória intestinal (DII).

O teste de Calprotectina está sendo

utilizado para distinguir entre DII e

doenças não-inflamatórias.

Um diagnóstico de DII geralmente

é confirmado através da realização de

uma colonoscopia ou sigmoidoscopia

para examinar o intestino e pela obtenção

de uma biópsia para avaliar a

inflamação e as mudanças na estrutura

do tecido.

Quando é indicado?

Um teste calprotectina pode ser solicitado

quando um paciente tem sintomas

que sugerem uma inflamação

gastrointestinal (diarreia com sangue

ou liquefeita, cólicas abdominais ou

dor, febre, perda de peso, sangramento

retal e fraqueza) e quando o médico

quer distinguir entre DII e uma condição

intestinal não-inflamatória para

determinar a necessidade de uma colonoscopia

ou sigmoidoscopia.

O que o resultado do teste

significa?

Resultado elevado: é observado nas

Doenças Inflamatórias Intestinais, mas

também em infecções bacterianas,

parasitárias, e em câncer colorretal.

Em pessoas diagnosticadas com DII,

as concentrações de calprotectina podem

ser muito elevadas.

Resultado moderadamente elevado:

pode indicar que existe alguma

inflamação presente ou que a condição

de uma pessoa está piorando. O

teste de calprotectina repetido com

um resultado que ainda está moderadamente

elevado ou que tem aumentado

é necessário uma investigação

mais aprofundada e pode justificar

uma endoscopia.

Resultado baixo: significa que os

sinais e sintomas são provavelmente

devido a uma doença não-inflamatória

intestinal, como a Síndrome do Intestino

Irritável (SII), e infecções virais

gastrointestinais.

Mais informações?

Tudo o que provoca a inflamação

nos intestinos podem causar um aumento

de calprotectina nas fezes, ela

pode ser aumentada com o dano do

tecido intestinal e hemorragia, que,

por vezes, é visto com utilização de

fármacos anti-inflamatórios não-esteróides

(AINEs).

Ridascreen Calprotectina

A Alka apresenta do fornecedor

alemão R-Biopharm um teste imunoenzimático

(ELISA) para determinação

quantitativa de Calprotectina

fecal humana.

• Valor de corte para detecção

(cut-off): 50mg/kg.

• Escolha do método opcional: utilização

de apenas 1 ponto de calibração

ou uma curva de 5 pontos em

um único kit.

• Controles de qualidade incluso:

positivo e positivo baixo.

Alka

Tel.: (11) 5573-8814

alka@alka.com.br

www.alka.com.br

060

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe de mercado

CHIKUNGUNYA Diagnóstico rápido e preciso

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br

A Bio Advance avança com o

compromisso de oferecer dispositivos

seguros para diagnósticos de

doenças que assolam a saúde pública

Brasileira. Com o lançamento

do Teste Rápido Onsite Chikungunya

IgM, vem fornecendo uma solução

rápida, precisa e inovadora para detecção

do vírus CHIKV.

A Chikungunya é uma doença

infecciosa febril, causada pelo vírus

Chikungunya (CHIKV), que pode ser

transmitida pelos mosquitos Aedes

aegypti e Aedes albopictus.

O vírus é transmitido pela picada

da fêmea de mosquitos infectados.

São eles o Aedes aegypti, de presença

essencialmente urbana, em

áreas tropicais e, no Brasil, associado

à transmissão da dengue; e

o Aedes albopictus, presente majoritariamente

em áreas rurais, também

existente no Brasil e que pode

ser encontrado em áreas urbanas e

peri-urbanas em menor densidade.

O mosquito adquire o vírus CHIKV

ao picar uma pessoa infectada, durante

o período de viremia.

O Ministério da Saúde definiu que

devem ser consideradas como casos

suspeitos todas as pessoas que

apresentarem febre de início súbito

maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular)

ou artrite intensa com início

agudo e que tenham histórico recente

de viagem às áreas nas quais

o vírus circula de forma contínua.

O início dos sintomas pode ocorrer

de dois a dez dias, podendo chegar

a 12 dias. Esse é o chamado período

de incubação. O vírus só pode

ser detectado em exames de laboratório.

São três os tipos de testes

capazes de detectar o Chikungunya:

sorologia, PCR em tempo real (RT‐

PCR) e isolamento viral. Todas essas

técnicas já são utilizadas no Brasil

para o diagnóstico de outras doenças

e estão disponíveis nos laboratórios

de referência da rede pública.

O Teste Rápido Onsite Chikungunya

IgM detecta anticorpos IgM

em amostras de Sangue Total, Soro

ou Plasma. Produto registrado na

Anvisa sob número: 80524900031

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

062

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe de mercado

Aconteceu na Bio-Rad

No dia 02 de maio de 2016, a Bio-Rad

realizou o Primeiro Workshop de Lições

Básicas em Controle de Qualidade em

seu escritório de São Paulo.

Estiveram presentes 25 clientes de

todo o Brasil que puderam aprender

mais sobre as diferenças entre os diversos

tipos de controle, dividir suas experiências

e relembrar alguns conceitos e

boas práticas em laboratório.

Além do Workshop, todos os participantes

foram convidados a fazer um

tour pelas instalações do novo escritório

onde conheceram o novo Suporte

Científico da Bio-Rad e também o

ShowRoom, onde em breve serão realizadas

treinamentos e demonstrações.

“Em 2016 ainda faremos muitas outras

atividades de troca de experiências

e aprendizado mútuo. O sucesso deste

primeiro WorkShop demonstrou uma

demanda para a Educação em Controle

de Qualidade, portanto aguardem que

há muito mais por vir”

Marcio Tomiyoshi, Gerente de Marketing,

Quality System Divison

Feedbacks do 1º Workshop em

Controle de Qualidade Bio-Rad

“O material apresentado estava excelente!

Gostei do muito das experiências

trocadas e do local.” (T.N - Pos Analitico)

“Disponibilidade da palestrante e dos

participantes em trocar experiências.”

(A.D - Controle de Qualidade)

Turma Controle de Qualidade Bio-Rad

“Conteúdo, apresentação da assessora,

local (interno e externo), apresentação

didática, principalmente

sendo um Curso Básico, coffee break,

apostila com o conteúdo prático.”

(V.M – Coordenação)

Bio-Rad

suportecientifico@bio-rad.com

www.bio-rad.com

Descubra o novo mundo da microscopia digital portátil

Os microscópios digitais além de

serem indicados como uma melhor

solução para a indústria e ciências da

vida, também podem ser utilizados

como hobby: investigar ou educar

sobre moedas, selos, formigas etc ou

usá-lo para compartilhar fotos com o

seu médico de sinais de pele suspeitos.

As possibilidades são infinitas.

Buscando oferecer aos seus clientes

equipamentos que somam tecnologia,

confiabilidade e custo x benefício, a

Labvix lançou durante a Feira Hospitalar

2016 o microscópio digital portátil

Q-scope fabricado pela Euromex, na

Holanda. Um equipamento completo,

composto pelo software Q-focus, indicador

de calibração, cabo e suporte básico.

Prepare-se para descobrir o mundo

da microscopia digital!

Labvix

Tel.: +55 27 3183-6935

labvix@labvix.com.br

www.labvix.com.br

064

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Bio-Rad Laboratories

C O N TRO L E D E Q UAL IDADE


QCNet BRASIL

A Bio-Rad anuncia o lançamento do QCNet Brasil

Você cliente da Bio-Rad que já acessa o QCNet agora tem muito mais facilidades.

Com o lançamento do QCNet Brasil você tem acesso aos Relatórios do Unity

e as Bulas Eletrônicas (My eInserts) em português.

Para isso, basta acessar o link www.qcnet.com/br e fazer o login.

Para quem ainda não conhece o QCNet, aproveite a oportunidade de conhecer a

grande variedade de Controles de Qualidade da Bio-Rad e obter maiores informações

a respeito.

Conheça também a nossa equipe comercial e lista de distribuidores e representantes

de acordo com a região em que atuam e muito mais.

Acesse e confira!

Para mais informações: 4003 0399 (capitais e regiões metropolitanas) | 0800 200 8900 (demais localidades) | suportecientifico@bio-rad.com


informe de mercado

Lançamento de reagente de UIBC (Capacidade de

Fixação do Ferro Não Saturado)

BioSystems S.A. oferece agora o método

direto para a medir a CAPACIDADE

DE FIXAÇÃO DO FERRO NÃO SATURADO

em soro e plasma.

Ao contrário do método equivalente

IBC (agora TIBC), as medições com o

reagente de UIBC são totalmente automatizadas

e não precisam de nenhum

procedimento manual de precipitação.

A soma da concentração de Ferro e

UIBC representa a Capacidade Total de

Fixação do Ferro (TIBC).

Pode-se produzir uma diminuição da

Capacidade de Fixação do Ferro na hemocromatose,

intoxicação aguda pelo

Ferro, cirrose ativa ou hepatite aguda. A

Capacidade de Fixação do Ferro é geralmente

aumentada em caso de anemia

por deficiência de Ferro.

BioSystems introduz este método

(Ferrozine – bioreagente diferencial)

em seu portfólio para ambos os sistemas,

manuais e automáticos. Eles estão

disponíveis em diferentes apresentações:

Manual (50 mL), AX5 (50 mL) e

BA400 (150 mL).

É calibrado usando os nossos calibradores

de matriz sérica: Calibrador Bioquímica

e Calibrador Bioquímica Humano, e

utiliza o nosso Controle Sérico de Bioquímica

para verificar a funcionalidade do

procedimento de medição.

BioSystems

www.biosystems.es

Tubo Âmbar para Sorologia com Gel Separador VACUETTE®

Roteção e estabilidade da amostra desde a coleta até a análise

Exclusividade da Greiner Bio-One,

o Tubo Âmbar para Sorologia com Gel

Separador VACUETTE® é ideal para análises

de substâncias fotossensíveis. Por

ser um tubo para coleta de sangue primário,

não há necessidade de realizar a

técnica de aliquotagem, pois utiliza-se

um único tubo para a coleta, preparo,

transporte até o processamento da

amostra biológica.

• Dispensa o uso de proteção adicional

contra luz, o que pode ocasionar

problemas na identificação da amostra.

• Padronização na proteção das

amostras fotossensíveis sem impedimento

da coleta de amostras que não

necessitam da proteção, pois não interfere

nas análises laboratoriais.

• Melhora da rotina laboratorial

e na qualidade do serviço prestado,

evitando recoletas por perda de proteção

contra a luz.

• Coleta, transporte, armazenamento

e processamento das amostras

em um único tubo, melhorando

a rastreabilidade e segurança do processo

laboratorial.

No momento da coleta e durante o

transporte a cor âmbar do tubo protege

a amostra contra possíveis alterações

pela exposição direta a luz. No processamento

da amostra biológica a presença

do gel separador permite a formação

de uma barreira física e estável

após a centrifugação, separando o soro

do coágulo. Estas características garantem

maior segurança, estabilidade da

amostra e qualidade nos resultados.

Greiner Bio-One

info@br.gbo.com

www.gbo.com/

066

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Visite-nos no 43º Congresso Brasileiro

de Análises Clínicas

De 27 a 29 de junho de 2016

Palácio das Convenções no Anhembi/SP

Tubo para Sorologia Âmbar com Gel VACUETTE®

Proteção fotorresistente com gel separador para estabilizar a amostra

Dispensa o uso de proteção adicional contra luz

Padronização na proteção das amostras fotossensíveis

Melhora da rotina laboratorial, evitando recoletas

por perda de proteção contra a luz

Coleta, transporte, armazenamento e processamento

das amostras em um único tubo

Exclusividade da Greiner Bio-One Brasil

Greiner Bio-One Brasil | Avenida Affonso Pansan, 1967 | CEP 13473-620 | Americana | SP

Tel: +55 (19) 3468-9600 | Fax: +55 (19) 3468-9601 | E-mail: info@br.gbo.com

www.gbo.com/preanalytics


informe de mercado

GRIFOLS: comprometida com o crescimento e inovação

em diagnóstico

A Grifols, uma companhia fundada

em 1940, sempre esteve dedicada à

criação de produtos e serviços inovadores,

dentro dos mais altos padrões

éticos e com forte senso de responsabilidade.

Líder no campo da Medicina

Transfusional, consolida-se ano após

ano no mercado brasileiro de Imunohematologia.

Com uma ampla gama de

tecnologias para testes imunohematológicos,

e automatização completa

e robusta, atendemos plenamente aos

segmentos de doadores e pacientes,

garantindo resultados confiáveis, transfusões

seguras e compatíveis.

Por

Angela Ribas de Souza - Manager Diagnostico da Grifols Brasil

Na área de Diagnóstico Clínico,

nossa grande aposta é a linha de Hemostasia,

que conta com um amplo

portfólio de reagentes para ensaios

gerais, provas especiais e fatores

de coagulação, assim como instrumentação

para distintos volumes de

amostras , o Q Analyzer e o inovador Q

Smart. É importante ressaltar que em

ambas as linhas a Grifols possui tecnologia

de produção própria de seus

analisadores automáticos.

A Grifols mantém continuamente

seu compromisso com a educação e

aperfeiçoamento científico, organizamos

frequentemente atividades educacionais,

dentre elas, realizamos em

Junho em São Paulo, o Grifols Master

Class em Imunohematologia, que contou

com a presença de 80 profissionais

da área de banco de sangue. O evento

foi muito bem apreciado, pois contribuiu

com atualizações sobre os avanços

no campo da Imunohematologia.

Grifols Brasil, Ltda.

Rua Umuarama, 263 - Vila Perneta

Condominio Portal Da Serra

Pinhais, Paraná CEP 83325-000, Brasil

Tel.: +55 41 36682444

www.grifols.com

Biotécnica: dosagem de ferritina sérica

A Ferritina é uma proteína esférica,

constituída de uma casca de apoferritina

e no seu interior um cerne de

oxiidróxido férrico cristalino, localizada

no fígado. É a mais importante proteína

de reserva do ferro e é encontrada em

quase todas as células, especialmente

naquelas envolvidas na síntese de

compostos férricos, no metabolismo e

na reserva de ferro; está presente nas

células absortivas da mucosa intestinal,

acreditando-se que junto com a transferrina,

regulem a absorção do ferro.

O teor de ferritina está associado às

reservas de ferro no sistema retículo-histocitário,

de modo que sua determinação

auxilia no diagnóstico e controle de deficiências

e sobrecargas do ferro.

A determinação da ferritina é a mais

sensível e segura avaliação da deficiência

de ferro. Quantidades diminuídas do

nível tecidual refletem exatamente na

redução das reservas corporais de ferro

e na deficiência de ferro, é acompanhada

de redução do nível sérico de ferritina.

Isto ocorre antes do aparecimento

de alterações nos testes do ferro sérico.

Encontram-se elevações quando ocorre

acúmulo de ferro e também em várias

doenças como: inflamações agudas, infecção

ou traumatismo, além disso; várias

doenças crônicas como, por exemplo,

hepatites virais ou lesões hepáticas

tóxicas que podem provocar aumento

mais persistente dos níveis de ferritina,

incluindo as que diminuem o ferro sérico

e os valores da Capacidade Total de

Fixação de Ferro (CTFF) no soro.

A ferritina pode aumentar seus valores

de referência com o passar dos anos

pelo fato que está relacionado com a

maior incidência de infarto do miocárdio

e de mortalidade.

A Biotécnica disponibiliza em sua

linha de produtos o kit para dosagem

de ferritina com metodologia turbidimétrica.

Consulte nosso site, acesse:

www.biotecnica.ind.br.

Referência Bibliográfica:

1. MOTTA, V. T. Bioquímica Clínica para o

Laboratório. Princípios e Interpretações. 4 ed.

Porto Alegre: Médica Missau, 2003.

2. BURTIS, C. A; ASHWOOD, E. R. Tietz

Fundamentos de Química Clínica. 4 ed. Rio de

Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

3. RAVEL, Richard. Laboratório Clínico.

Aplicações Clínicas dos Dados Laboratoriais. 6

ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

Caroline C. S. Pizzo

BioTécnica Ind. e Com. Ltda

sac +55 (35) 3214-4646

www.biotecnica.ind.br

068

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


SOLUÇÕES PARA

TRANSFUSÕES SEGURAS

E COMPATÍVEIS

A Grifols é uma empresa mundial de cuidados

com a saúde, que se orgulha de celebrar 75

anos de contribuição para a melhoria da saúde

e do bem estar das pessoas ao redor do mundo.

Como líder em Medicina Transfusional, nosso

objetivo é disponibilizar produtos inovadores,

que ajudem você a trabalhar com mais eficiência

para fornecer sangue seguro e compatível a

seus pacientes.

NAT Solutions

By Hologic and Grifols

www.grifols.com


informe de mercado

Grupo Polar inova e lança elemento térmico específico

para transporte de carga seca durante a FCE Pharma

Com uma tecnologia que aumenta a temperatura do ponto de fusão,

o Thermo Control é um gelo refrigerado que mantém a temperatura

entre 15ºC e 30ºC

O Grupo Polar, maior fabricante

do País no segmento de produtos

térmico para transporte de insumos

que requerem tempo e temperatura

controlados, apresenta ao mercado

o Thermo Control, primeiro elemento

refrigerante destinado ao transporte

de carga seca, ou seja, itens

que devem ser armazenados entre

15ºC e 30ºC. O lançamento aconteceu

durante a FCE Pharma, maior

feira da indústria farmacêutica na

América Latina, entre os dias 10 e

12 de maio no Transamérica Expo

Center, em São Paulo.

“Com o aquecimento global e aumento

da temperatura média da Terra

- 1,22º mais alta que a média de

todo o Século XX, segundo dados da

Agência Nacional Oceânica e Atmosférica

dos Estados Unidos (NOAA), é

necessário pensar em novas soluções

para a carga seca, que na maioria das

vezes, é transportada sem materiais

que permitem o isolamento térmico

e manutenção da temperatura ideal.

E, não raro, em transportes tanto

pelo modal aéreo quanto pelo rodoviário,

encontram-se picos de temperatura

de até 72°C. A falta do controle

de temperatura ocasiona para

medicamentos até a degradação. Por

exemplo, os cremes dermatológicos

podem ter quebra da emulsão”, explica

a farmacêutica e Analista Técnica

do Grupo Polar, Nathália Lima.

Produzido a partir da espuma do

Ice Foam, o Thermo Control possui

um aditivo que muda o ponto de

fusão para uma faixa de temperatura

entre 2ºC e 8ºC, o que faz com

que ele seja um gelo refrigerado e

não congelado e mantenha, assim,

a temperatura do produto entre

15ºC a 30ºC. Além de diminuir o

impacto das variações térmicas

geradas pela alta temperatura externa

nas embalagens.

Sobre o Grupo Polar

O Grupo Polar tem como objetivo

oferecer aos clientes soluções completas

em todos os elos da cadeia

fria, por isso integrou verticalmente

todas as atividades desenvolvidas

pelas empresas Polar Técnica, Cibragel

e Valida. Com experiência e competência

técnica há mais de 15 anos,

o Grupo foi pioneiro no segmento

de fabricação de elementos refrigerantes

e hoje atua também com a

fabricação de embalagens térmicas

e serviços de qualificação de equipamentos,

veículos com baú refrigerado,

embalagens e ambientes.

Informações à imprensa:

RS Press

Tel.: (11) 3875-6296

Laís Cavassana:

laiscavassana@rspress.com.br

070

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


ELES SÃO

COMPATÍVEIS

SUA MANEIRA DE TRABALHAR

TAMBÉM É A NOSSA.

SUA MANEIRA DE TRABALHAR

TAMBÉM É A NOSSA.

Você acabou de concluir os testes, e os resultados são claros: Maria e João são

compatíveis para transfusão.

Os instrumentos e os reagentes da Grifols para avaliação de compatibilidade

pré-transfusional garantem que cada paciente receba a transfusão mais segura no

momento certo.

Cobrimos a gama mais ampla de tecnologias disponíveis em imunohematologia:

tecnologia de aglutinação em colunas, testes em tubo, técnicas de fluxo lateral e

genotipagem de grupos sanguíneos.

Nosso compromisso é fornecer a técnica certa para o seu laboratório. Sabemos que

você precisa ter certeza de que o paciente e o doador sejam compatíveis, da mesma

maneira que a Grifols é claramente compatível com você.

Você acabou de concluir os testes, e os resultados são claros: Maria e João são

compatíveis para transfusão.

Os instrumentos e os reagentes da Grifols para avaliação de compatibilidade

pré-transfusional garantem que cada paciente receba a transfusão mais segura no

momento certo.

Cobrimos a gama mais ampla de tecnologias disponíveis em imunohematologia:

tecnologia de aglutinação em colunas, testes em tubo, técnicas de fluxo lateral e

genotipagem de grupos sanguíneos.

Nosso compromisso é fornecer a técnica certa para o seu laboratório. Sabemos que

você precisa ter certeza de que o paciente e o doador sejam compatíveis, da mesma

maneira que a Grifols é claramente compatível com você.

Para obter mais informações, consulte:

Para obter mais informações, consulte:

Grifols International, S.A.

Grifols International, S.A.

Tel. +(34) 935 935710 710500 500 mkt.diagnostic@grifols.com


informe de mercado

Remoção de Endotoxinas

Em determinadas aplicações laboratoriais

é de suma importância a remoção

de endotoxinas, RNase, DNase

e bactérias. Para isso a Elga Labwater

desenvolveu os produtos da Linha

Purelab, Ultra Genetic e um Biofiltro,

que pode ser instalado em qualquer

ultrapurificador da gama de produtos

da Elga LabWater.

Endotoxina é uma toxina que integra

a parede celular de algumas

bactérias e é liberada quando há

destruição da célula bacteriana, sendo

nas Gram negativas o lipopolissacarídio

(LPS) e menos frequente, nas

Gram positivas, peptideoglicano. As

endotoxinas são menos potentes e

menos específicas que a maioria das

exotoxinas. São também chamadas

toxinas intracelulares.

As endotoxinas interagem com as

células causando uma vasta gama de

efeitos prejudiciais, particularmente

com as aplicações, tais como na

fertilização in vitro e cultura celular,

ou ainda causar febre, no caso dos

lipopolissacarídio que são moderadamente

tóxicos.

O equipamento PURELAB, Ultra

Genertic, é um forte aliado para barrar

as endotoxinas, fornecendo água

ultrapura diretamente de uma fonte

de água pré-tratada. De acordo com

o tipo de aplicação, é possível recorrer

ao Biofiltro, instalado no ponto de uso

dos equipamentos, que fornece água

isenta de impurezas biologicamente

ativas e adequada para utilização em

aplicações bioquímicas, tais como a

cultura de células .

elgabrasil@veolia.com

www.elgalabwater.com/portuguese

A TI como aliada da gestão laboratorial

Dra. Maúde Narciso Franklin,

do Laboratório Hospitalar Nossa Senhora

dos Prazeres, de Lages-SC

Para manter a excelência da área

técnica sem comprometer a viabilidade

do negócio os laboratórios estão

investindo cada vez mais em gestão. O

Laboratório Hospitalar Nossa Senhora

dos Prazeres, de Lages-SC, é um bom

exemplo de organização que valoriza

a administração. Passou a servir outros

hospitais e atende a população

em geral em regime de 24 horas. A

Dra. Maúde Franklin revela que “o foco

na organização, com investimento nas

pessoas e na qualidade dos serviços são

os fatores que impulsionam o nosso

crescimento”. E acrescenta “trabalhamos

em estreita colaboração com o

nosso fornecedor de software laboratorial

”. Com a implantação da Gestão

de Estoque o laboratório otimizou o

estoque e aumentou o capital de giro.

Com o Painel de Monitoramento conseguiu

reduzir o tempo de entrega dos

laudos, possibilitando a renegociação

dos contratos. Rone Yudi, Gerente de

Suporte da Hotsoft, destaca que “as

nossas conversas com a Dra. Maúde

são sempre muito proveitosas, pois

conseguimos entender as necessidades

dela e apresentar e implantar os recursos

tecnológicos que vão auxiliá-la da

melhor forma possível”.

www.hotsoft.com.br

072

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Smart

A escolha inteligente para

laboratórios de hemostasia

de médio e pequeno porte

Smart é um analisador de acesso randômico

totalmente automatizado, projetado especifi camente

para diagnóstico clínico in vitro para realizar testes

de hemostasia em laboratórios clínicos de médio e

pequeno porte ou laboratórios especializados em

hemostasia.

System é um sistema de plataforma de analisadores em escala para

laboratórios que demandam coagulômetros distintos baseados na mesma

tecnologia e com capacidades semelhantes para diferentes volumes de teste:

• Baseado na mesma metodologia

• Cubetas e consumíveis comuns

• Software compartilhado

• Analisadores com interconexão, usando uma única planilha para

gerenciamento de amostras e resultados

• Desempenho de ensaio Idêntico

• Reagentes de rotina líquidos e prontos para uso

A Grifols desenvolveu reagentes líquidos prontos

para uso, que ajudam a minimizar erros e oferecem a

máxima segurança durante todo o processo de rotina.

A completa linha de kits disponível para a triagem

e detecção de potenciais distúrbios da hemostasia,

oferece os mais altos padrões de precisão e

confi abilidade.

For more information:

Tel. (11) 2306-0487 brasil@grifols.com

Distribuidor exclusivo no Brasil:

vendas@hemogram.com.br

Tel.: (11) 4035 – 8500


informe de mercado

DIAGNO - A melhor solução para o setor de diagnóstico,

tendo a qualidade de seus produtos como força norteadora

de seus caminhos

A Diagno está há mais de quinze

anos no mercado brasileiro,

sempre se empenhando para oferecer

as melhores soluções para

o setor de diagnóstico in vitro.

Atualmente suas linhas operacionais

e administrativas funcionam

nas modernas instalações de seu

prédio matriz, situado em Belo

Horizonte. Sua área construída

de 3.400m² garante o abastecimento

de todo mercado Latino-

-Americano.

Seu foco é oferecer as melhores

soluções para o setor de diagnóstico,

tendo a qualidade de seus

produtos como força norteadora

de seus caminhos.

Com o grande objetivo de ser

reconhecida como a melhor provedora

de soluções em diagnóstico,

a Diagno desenvolveu uma

sólida política de qualidade que

objetiva:

I – Proporcionar uma linha de

produtos em desenvolvimento

constante para atender clientes

de diferentes demandas;

II – Fabricar produtos de qualidade

comprovada;

III – Garantir aos seus clientes

serviços que assegurem a utilização

dos reagentes produzidos;

IV – Proporcionar contínuo

aperfeiçoamento das operações a

fim de maximizar a satisfação dos

nossos clientes e buscar a posição

de líder no mercado;

V – Cumprir todas as metas

com qualidade, utilizando materiais

e processos com pouco ou

nenhum impacto ambiental.

Todos os processos produtivos

da Diagno possuem Certificado

de Boas Práticas de Fabricação e

a empresa se orgulha por poder

garantir aos seus clientes a melhor

qualidade em todos os seus

produtos.

Uma empresa que se renova

constantemente e que sempre

descreve seus passos rumo ao futuro.

Reflexo disto é o seu setor

de Pesquisa e Desenvolvimento,

ao qual 5% do faturamento anual

de toda a empresa são destinados.

O grande objetivo da Diagno

junto ao seu setor de P&D,

formado por uma equipe multidisciplinar

de conhecimento

convergente, é o aprimoramento

permanente dos seus produtos já

existentes e a expansão de suas

linhas para soluções em diagnóstico.

A empresa atende ao mercado

hoje com a seguinte linha de produtos:

I - Analisadores Hematológicos

Icounter: Já no mercado a pouco

mais de um ano, atendendo com

grande sucesso temos o Icounter

3D e apresentado na Hospitalar

2016 inovando o setor o Icounter

5D junto do primeiro equipamento

desenvolvido especificamente

para o setor Veterinário, o Icounter

Vet, ambos serão comercialização

no segundo semestre de

2016.

II - Reagentes e Controles Hematológicos:

Produzidos sob licença

da Diagon da Hungria, são

produtos de alta qualidade para o

setor de diagnóstico in vitro.

Esta é a Diagno, uma empresa

em constante renovação e desenvolvimento,

onde a qualidade

norteia seus passos. Ao longo de

muitos anos de trabalho e dedicação,

nossos clientes, fornecedores

e colaboradores se firmaram

como parceiros de confiança.

O resultado deste relacionamento

é uma forte ligação que vai

muito além do comercial.

Conheça mais sobre a empresa

e produtos no site www.diagno.

ind.br. Faça parte do nosso time!

DIAGNO

Tel.: (31) 3489-5100

Diagno.ind.brmarketing

@diagno.ind.br

www.diagno.ind.br

074

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Precisão e Confiança!

A solução ideAl pArA hemAtologiA

Av. Joaquim José diniz, 787 . Bairro Fernão dias . Belo horizonte . mg

+55 31 3489-5100 . www.diagno.ind.br


informe de mercado

LumiraDx recebe a visita do gerente geral da divisão

América Latina da Arkray

No início de maio a LumiraDx

representada por seu CEO Sérgio

Oliveira e seu diretor executivo Gerson

Pereira receberam a visita do

Sr. Toshio Serizawa, gerente geral

da divisão América Latina da Arkray

Global Business Inc.

Um dos objetivos de tal visita, foi

conhecer as instalações da LumiraDx

no Brasil bem como seus colaboradores,

após a assinatura do contrato

de distribuição do equipamento

SPOTCHEM EZ SP-4430.

O SPOTCHEM EZ SP-4430 será lançado

em breve focando o segmento

de POCT (Point of Care Testing) do

mercado diagnóstico brasileiro. O

equipamento para química seca irá

proporcionar a realização de tes-

tes de bioquímica individuais, bem

como perfis com até seis parâmetros,

possibilitando no seu conjunto, a realização

de até nove parâmetros por

paciente (painel + três testes individuais),

realizados em sangue total.

O equipamento SPOTCHEM EZ SP-

4430 vem preencher uma lacuna no

segmento POCT e agregar valor na

resposta diagnóstica rápida e precisa

tão necessária em hospitais e clínicas,

pronto atendimentos, emergências,

pronto socorros e unidades de

terapia intensiva.

Toshio comentou ter uma expectativa

positiva para o lançamento e

ainda ressaltou estar muito satisfeito

com o profissionalismo da equipe

LumiraDx .

SPOTCHEMTM EZ SP-4430

• Reflectometria e Ensaios Cinéticos;

• Micro - Centrifuga interna que reduz a movimentação

manual das amostras (plasma ou soro);

• Menu com 21 parâmetros que abrange: Perfil Hepático /

Pancreático / Renal /Bioquímico / Iônico e Lactato;

• Auto Calibração por cartão magnético;

• Resultados Disponíveis em 5 a 7 minutos;

Matriz: Av. Dr. Chucri Zaidan, 1550

conjuntos 1705/1706 - São Paulo

Filial: Av. Portugal, 1100 - Itapevi (BOMI)

Tel.: 55 (11) 5185-8181

faleconosco@lumirabrasil.com.br

076

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


LUMIRATEK i15 i15

LUMIRATEK

adáblios

STATE OF THE ART

INTELIGENTE • RÁPIDO • PRECISO

Analisador portátil automático para gases sanguíneos,

eletrólitos e metabólitos em amostras de sangue total.

O LUMIRATEK i15 permite o monitoramento e gerenciamento

dos pacientes de forma rápida

e eficaz em qualquer ponto de

atenção à saúde - POCT*.

Menu amplo e flexível

Calibração automática

Cartucho único e descartável

Amostra não mantém contato com o equipamento

Não requer manutenções

Peso < 4kg

Resultados em 45 segundos

Parâmetros medidos: pH, pO 2

, pCO 2

, Na + , K + , Ca ++ ,

Cl – , Glu, Lac, Hct e calculados**

Os produtos anunciados estão devidamente registrados na ANVISA

(*) Point of Care Testing / Testes Laboratoriais Remotos (TLR).

(**) Parâmetros Calculados: cH + , cH + (T), pH(T), pCO 2

(T), pO 2

(T), HCO 3–

act, HCO 3–

std, BB(B), BE(B), BE(ecf ),

ctCO 2

, Ca ++ (7.4), AnGap, tHb(est), sO 2

(est), pO 2

(A-a), pO 2

(a/A), pO 2

(A-a)(T), pO 2

(a/A)(T), RI(T), pO 2

(T)/FIO 2

, RI.

“State of the Art” significa o mais alto nível de desenvolvimento de um aparelho, técnica ou campo científico,

atingido em um tempo em particular (Fonte Wikipédia).

Tel.: 55 11 5185-8181

faleconosco@lumirabrasil.com.br


informe de mercado

Equipamento com baixo consumo de água: nossa

obrigação com o meio ambiente.

A demanda por recursos hídricos

para a indústria brasileira contará com

um aumento de 400%, entre 2000 e

2050, segundo estudo realizado pela

ONU (Organização das Nações Unidas).

Na América Latina, o principal desafio

é promover ações sustentáveis entre a

gestão do consumo de água e o desenvolvimento

socioeconômico.

Aspectos referentes à economia e ao

tratamento de água não são levados

em consideração e isto pode onerar no

custo da máquina e também os gastos

do laboratório.

Referência em economia de consumo

de água, o Humastar 600 utiliza

apenas 3,5L/ hora, podendo gerar uma

economia para o laboratório de aproximadamente

60 mil reais por ano.

• Analisador de química clínica com

acesso randômico de alta velocidade

• Até 600 testes/hora

• Bandeja de reagentes refrigerada

para ate 48 reagentes

• 160 cuvetas de reação em 2 bandejas

separadas

• Código de barras para reagentes,

amostras e racks

• Frascos dedicados e exclusivos

• Fácil manuseio

• Alimentação contínua

COMPARATIVO DE CONSUMO DE ÁGUA NO ANO

HUMASTAR 600 X CONCORRENTES

EQUIPAMENTOS

HUMASTAR 600

CONCORRENTE 1

CONCORRENTE 2

CONCORRENTE 3

Litros / hora

3,5

20

24

40

Horas trabalhadas por dia

12

12

12

12

Consumo de água mensal (litros)

1.260

7.200

8.640

14.400

Consumo de água anual (litros)

15.120

86.400

103.680

172.800

Custo de consumo de água anual

R$ 9.072,00

R$ 51.840,00

R$ 62.208,00

R$ 103.680,00

Custo médio de água tratada por litro: R$0,60 (sessenta centavos). | Fonte: Pesquisa de mercado.

In Vitro | Tel.: 55 (31)3654-6366 | www.invitro.com.br

078

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Linha Bioquímica In Vitro

HUMASTAR 200

O EQUIPAMENTO RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE

QUE SERÁ O DIFERENCIAL DO SEU LABORATÓRIO.

Conheça o analisador de acesso randômico para laboratórios de

pequeno e médio porte para a dosagem de proteínas, substratos,

enzimas, eletrólitos por absorbância e turbidimetria.

O HS 200 foi vencedor do

IF Product Design Award

2014, importante prêmio

de design na Europa.

• Throughput: 200 testes/hora,

típico: 120/130 testes/hora

• 80 cuvetas de reação reutilizáveis

• Estação de lavagem com 8 canais

• Tubos primários ou cubetas

de amostra

• Sensor de nível de líquidos

• 30 posições para reagentes e 60

posições para amostras

• Refrigeração contínua

dos reagentes

• Checagem da integridade

dos reagentes

• Leitor de código de barras

para amostras

• Detector de choque de agulha

• Pré e pós-diluição

• Verificação do ciclo de vida dos

componentes e manutenção

• Consumo de água inferior

a 2 l/hora

Conheça toda a nossa linha de Bioquímica:

www.invitro.com.br

+55 31 3654 6366


informe de mercado

Exames toxicológicos para motoristas profissionais

A medida entrou em vigor em março deste ano. Entenda como os testes são

realizados pela DASA.

Desde o dia 2 de março de 2016, o

Conselho Nacional de Trânsito exige

que motoristas profissionais apresentem

o exame Toxicológico de Larga

Janela de Detecção em Cabelo, junto

aos demais exames obrigatórios, tanto

para obter ou renovar a Carteira

Nacional de Habilitação, quanto em

processos de contratação em CLT. O

objetivo é reduzir mortes ocorridas

em estradas brasileiras, uma vez que

o álcool e as drogas estão entre as

principais causas de acidentes.

Apenas os laboratórios acreditados

com a ISO 17025 e CAP e com

cadastro no DENATRAN estão aptos

a fazer o exame, e o laboratório

ChromaTox, parceiro da DASA, preenche

esses requisitos. O exame é

acessível, seguro e ágil. As amostras

não precisam ser enviadas para

análise no exterior e os resultados

tem prazo de até 10 dias úteis.

Os exames são feitos a partir de

uma amostra de queratina do paciente.

A análise da amostra revela se

houve uso diversas substâncias entorpecentes,

entre elas álcool, maconha,

cocaína, crack, heroína e ecstasy , e

ainda pode indicar o uso ou abstinência

por um longo período de tempo.

Para que o profissional obtenha resultado

negativo no exame, é necessário

pelo menos 90 dias de abstenção.

Assim é possível identificar usuários habituais

ou dependentes, impedindo sua

contratação e/ou barrando a obtenção

e renovação de sua CNH.

DASA

Alvaro

Tel.: 0800 643 8100

www.laboratorioalvaro.com.br

Sérgio Franco

Tel.: 0800 888 7030

apoio.sergiofranco.com.br

Atalaia

Tel.: (62) 3230-1078

www.atalaia.com.br

Fertilidade e Hormônios

A infertilidade é definida pela

incapacidade de um casal engravidar,

sem nenhuma razão aparente,

após um ano ou mais de relações

sexuais frequentes e sem o uso de

qualquer método contraceptivo.

Pode ser causada por diversos fatores:

hormonais, ovulatórios, anatômicos,

endometriose, estilo de vida,

nutrição e fatores ambientais.

Ao contrário do que se acreditava

antigamente, a infertilidade é um

problema do casal e não exclusivo da

mulher. Portanto, a investigação deve

ser realizada simultaneamente no homem

e na mulher.

Este problema pode ser resolvido

muitas vezes com medidas simples

como uma avaliação médica associada

à dosagem de hormônios

associados à fertilidade, por

exemplo, os produzidos pela hipófise

e ovários, visando avaliar o funcionamento

destes órgãos e identificar

possíveis alterações responsáveis pela

infertilidade.

Em parceria com a Diasource, a Serion

Brasil oferece kits ELISA para

determinação de níveis de hormônios

ligados à fertilidade: 17-OH Progesterona,

DHEA, DHT, Estradiol, Estrona,

Estriol Livre, Testosterona

Livre e Testosterona Total.

São kits com alta sensibilidade e especificidade,

que podem ser utilizados

de forma manual ou automatizada.

Serion

Tel.: (41) 3089-2070

serion@serionbrasil.com.br

www.serionbrasil.com.br

080

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe de mercado

Linha Hematologia Ebram

Tecnologia avançada e fabricação brasileira certificada.

A EBRAM é uma empresa nacional

que em 2016 completará 38 anos

no mercado diagnóstico, há 8 anos

inauguramos nossa segunda unidade

industrial para produção exclusiva

de reagentes hematológicos. Aliada

a fornecedores de matéria-prima,

que são lideres no mercado mundial,

produzimos reagentes de qualidade

incontestável, com um custo aces-

Llinha completa hematologia

sível, e de fácil aquisição para o mercado

nacional.

Análises criteriosas são realizadas

antes, durante e depois do processo de

fabricação para assegurar a qualidade

efetiva do produto e, esse diferencial

nos reagentes Ebram é claramente

evidenciado porque não existe variação

de lote para lote, dispensando

ajustes nos equipamentos.

A Linha de Hematologia EBRAM

é destinada para os seguintes analisadores:

• Coulter - S-SERIES, S-PLUS SERIES, STKR*

• Coulter – MAXM, MAXM A/L, HMX,

STKS E GEN-S*

• Abbott CD – 1400, 1600, 1700*

• Abbott CD – 3000*

• Abbott CD – 3500/ 3700*

• ABX Micros - 45/60*

• Sysmex - KX-21*

• EBRAM QUINTUS EB24

• EBRAM Medonic EB20 - Classic, Plus,

Autosample

• Controles Hematológicos.

*Marcas registradas de propriedade de seus

respectivos fabricantes.

EBRAM

Tel.: (11) 2291-2811

Fax: (11) 2618-4096

www.ebram.com

Conceito Diagnóstica

Em 15 anos de atuação em Minas

Gerais, a Conceito Diagnóstica

já tem reconhecido o seu lugar

como empresa de excelência na

área da saúde.

Atuando em toda a cadeia de distribuição,

da importação até a entrega

ao cliente final, a empresa oferece um

pós-venda diferenciado e conta com

profissionais qualificados e capacitados

para oferecer o melhor do seu

portfólio de soluções diagnósticas.

Hoje, além das consagradas fabricantes

Roche e BD, a Conceito representa,

também, a fabricante francesa

Sebia, líder mundial no mercado

de eletroforese.

Parcerias de sucesso fortalecem o

nosso negócio, que se apoia no tripé:

ética, excelência e respeito.

Conceito Diagnóstica

Tel.: 31 34112484 | Fax: 31 34113944

www.conceitodiagnostica.com.br

082

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


Bioquímica BULK

Mais economia por teste

A linha de Bioquímica BULK foi desenvolvida pela Ebram especialmente

para os laboratórios que buscam reduzir o custo por teste sem perder o

padrão de qualidade e performance dos reagentes.

PRODUTO

QUIMIURIC - ÁCIDO ÚRICO

QUIMIALB - ALBUMINA

QUIMIBIL-D- BILIRRUBINA DIRETA

QUIMIBIL – T- BILIRRUBINA TOTAL

QUIMICREA – CREATININA

QUIMIGLIX OX - OXIDASE

QUIMIPROT - PROTEÍNA TOTAL

QUIMIURE - URÉIA

QUIMICAL - CÁLCIO

QUIMIFER – FERRO

QUIMIFOS – FÓSFORO

QUIMIMAG – MAGNÉSIO

QUIMICOL – COLESTEROL

QUIMICOL-H- HDL COLESTEROL ULTRA - SENSÍVEL

QUIMITRI – TRIGLICÉRIDES

QUIMIAMIL – AMILASE

QUIMIALT – ALT/TGP

QUIMIAST - AST/TGO

QUIMINAC – CKNAC

QUIMIMB – CKMB

QUIMIDHL – LACTATO DESIDROGENASE

QUIMIFAL - FOSFATASE ALCALINA

QUIMIGAMA – GAMA GT

QUIMICLORO – CLORETOS

APRESENTAÇÕES

1x 500mL

1x 500mL

R1= 1x 200mL / R2=1x 5mL

R1= 1x 200mL /R2= 1x5mL

1x 500mL

1x 500mL

1x 500mL

1x 500mL

1x 500mL

R1= 1x 200mL / R2= 1x50mL

1x 500mL

1x 500mL

1x 500mL

R1= 1x 210mL / R2= 1x 70mL / P= 1x 1mL

1x 500mL

1x 200mL

1x 500mL

1x 500mL

R1= 1x 200mL / R2= 1x 50mL

R1= 1x 200mL / R2= 1x 50mL / S.C.= 1x 1,0mL

R1=1x 200mL / R2= 1x 50mL

R1= 1x 200mL / R2= 1x 50mL

R1= 1x 200mL / R2= 1x 50mL

1x 200mL / P= 1x 1mL

Menor custo por teste

Frascos de 200mL a 500mL

Reagentes com a mesma

qualidade Ebram

Estabilidade prolongada

dos reagentes

QUIMIADA – ADENOSINA DEAMINASE R1= 1x 200mL / R2= 1x 100mL Ebram Produtos Laboratoriais Ltda

Tel.: 11 2291-2811 | www.ebram.com


informe de mercado

Freelite é incorporado à CBHPM

O exame de Cadeias Leves Kappa/

Lambda Leves Livres, mais conhecido

como Freelite, foi incorporado à

Classificação Brasileira Hierarquizada

de Procedimentos Médicos (CBHPM)

sob o código 4.03.19.04-0, após

aprovação da Associação Médica

Brasileira. À partir de agora, médicos

e pacientes terão maior acesso a esse

exame fundamental ao diagnóstico e

monitoramento de Mieloma Múltiplo

e outras doenças relacionadas.

Após longo processo de comprovação

técnica da eficácia do Freelite,

os laboratórios clínicos poderão receber

pela realização desse exame. “A

The Binding Site Brazil (TBS) já está

trabalhando junto aos principais convênios

para que essa cobertura seja

automática. “Trata-se de uma iniciativa

particular nossa para levar as

informações sobre custo-efetividade

do Freelite até as fontes pagadoras do

mercado de saúde suplementar. Não

restam dúvidas que o investimento

no diagnóstico precoce e, principalmente,

no melhor monitoramento

dos pacientes em tratamento com

quimioterápicos, traz economia futura

aos planos de saúde e melhor

qualidade de vida aos pacientes”,

comenta Fulvio Facco, Diretor da TBS.

A oferta do exame Freelite

apresenta-se como um importante

fator de diferenciação para os laboratórios

clínicos brasileiros. É um

ensaio que pode ser realizado em

equipamentos de bioquímica pelo

método de imunoturbidimetria e

também por nefelometria. “Temos

kits desenvolvidos e validados para

as principais plataformas existentes

nos laboratórios, como: Roche, Siemens

e Beckman. Além dessas, os

clientes podem contar com o nosso

próprio sistema chamado SPA Plus”,

salienta Marlos Fonseca, Especialista

de Produto da TBS.

Para facilitar a localização dos laboratórios

clínicos que oferecem o

Freelite, criamos o website www.

freelite.com.br .Somente os locais

indicados nesse site é que oferecem

o exame correto, atendendo aos

requerimentos da Portaria 708 de

2015 do Ministério da Saúde. “Temos

feito um trabalho muito intenso

de educação médica e todos os clínicos

que se dedicam aos casos de

Mieloma Múltiplo sabem e orientam

seus pacientes para realizar o exame

Freelite somente nos laboratórios

constantes nesse site da internet”,

comenta Dra. Elyara Soares, Diretora

Científica da TBS.

“A crescente importância do

exame de quantificação de Cadeias

Leves Kappa/Lambda Leves Livres

fica evidente quando vemos que

as principais sociedades médicas

(SBPC, SBAC e ABHH) já incluíram

esse tema na programação científica

de seus congressos que acontecem

nesse ano de 2016”, acrescenta a

Dra. Elyara Soares.

Tudo isso é parte do desafio diário

da TBS para integrar os diferentes

atores e efetivamente levar o benefício

dessa tecnologia aos médicos e

pacientes por meio de parcerias com

laboratórios clínicos, que buscam

diferenciar-se no mercado de diagnóstico

in vitro.

Binding Site

info@bindingsite.com.br

www.bindingsite.com.br

084

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


é incorporado à CBHPM

A Associação Médica Brasileira aprovou a inclusão do exame

de Cadeias Kappa-Lambda Leves Livres à tabela CBHPM

(Classificação Brasileira de Procedimentos Médicos).

Através do código 4.03.19.04-0 – Cadeia Kappa-Lambda leve

livre os laboratórios clínicos poderão ser remunerados pelos

planos de saúde.

FREELITE ® Único ensaio de Cadeias Leves Livres

indicado na portaria do Ministério da Saúde

O que é Freelite?

Freelite é o primeiro teste que quantifica

os níveis de cadeias leves kappa e lambda

livres presentes no soro. Único teste a

utilizar anticorpos policlonais capazes

de identificar e reagir com os diferentes

epítopos existentes na estrutura molecular

das cadeias leves livres (CLLs).

Relação kappa/lambda

A relação anormal entre a quantificação

das cadeias kappa/lambda é um marcador

sensível e específico de gamopatias

monoclonais clinicamente importantes

como: Mieloma Múltiplo, Amiloidose,

dentre outras.

Como o Freelite é usado?

De acordo com as diretrizes médicas e a portaria número 708 do Ministério da Saúde,

[1-5], o Freelite deve ser usado em combinação com a eletroforese de proteínas do soro

(EFPs) e outros testes necessários à triagem de pacientes com suspeita de gamopatias

monoclonais. Juntos proporcionam 100% de sensibilidade no diagnóstico de mielomas

múltiplos [4-6]. Após o diagnóstico, o Freelite também é uma importante ferramenta de

monitoramento da resposta dos pacientes aos tratamentos médicos.

Para saber quais laboratórios clínicos atualmente realizam

o exame Freelite visite a webpage www.freelite.com.br

Freelite ® é marca registrada da empresa Binding Site Ltd, Birmingham, Reino Unido.

Referências

1.

2.

3.

4.

Rajkumar S V, et al. The Lancet Oncology 2014

Dispenzieri A, et al. Leukemia 2009; 23:215-224

Katzmann JA, et al. Clin Chem 2009; 55:1517-1522

Hungria V et al. Rev Bras Hematol Hemoter

2013;35(3):201-17

5.

6.

7.

Ministério da Saúde-PORTARIA Nº 708, DE 6 DE AGOSTO

2015 “Aprova as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do

Mieloma Múltiplo”

Keren. Warde Report 2010; 21

Bakshi, et al. Am J Clin Pathol 2005; 124:214-218

The Binding Site Brasil-São Paulo-SP.

Tel: +55 16 98173-6436 | info@bindingsite.com.br | www.freelite.com.br

A Empresa Especializada em Proteínas


informe de mercado

Acredite seu laboratório!

Desenvolvido pelo PNCQ, o curso

PNCQ Gestor tem como intuito o preparo

de profissionais para a implantação

do Sistema de Gestão da Qualidade. Os

laboratórios recebem orientações para

estruturar melhorias contínuas, assegurando

sua eficiência e competência técnica

de suas atividades.

Incluído no pacote do curso há um

software aperfeiçoado de acordo com

os requisitos do Sistema Nacional de

Acreditação – DICQ/SBAC, da RDC

302:2005 da ANVISA, e da ABNT NBR

NM ISO 15.189:2015. De fácil operação, o

programa PNCQ Gestor auxilia a elaborar

os procedimentos e controlar documentos

de laboratórios que investem em

capacitação com foco na Qualidade e na

Acreditação.

O próximo curso acontece nos dias

24 e 25/06, em São Paulo, antes do 43º

Congresso Brasileiro de Análises Clínicas.

Veja o calendário dos cursos de 2016 em

www.pncq.org.br, descubra onde esta-

remos nos próximos meses, escolha a

cidade mais próxima e preencha a ficha

de pré-inscrição.

Os laboratórios que participam do

curso têm direito à inscrição de até 2

profissionais, recebem o software PNCQ

Gestor e consultoria por e-mail, além de

incentivos para a Acreditação pelo DICQ

(como descontos para quem agendar a

Auditoria em até 120 dias após o curso).

PNCQ - pcnq@pcnq.org.br

Tel.: (21) 2569-6867

Agora a família URIVISION está completa

086

Depois do sucesso do leitor de urina

Urivision – 200 a Wama Diagnóstica

fará o lançamento do mais novo integrante

da família: URIVISION 720. O

analisador de urina URIVISION 720 é

um equipamento que integra óptica

moderna, microeletrônica e com sistema

contínuo de execução de testes com

esteira de transporte. Utiliza a mesma

tira de urina para leitura visual.

O sistema óptico adota o LED como

fonte de luz confiável e de baixo consumo,

utilizando três comprimentos

de onda diferentes, o URIVISION 720

possui alta sensibilidade, confiabilidade

nas leituras dos testes e conta com a

interface amigável e de fácil operação.

Permite o interfaceamento com o

sistema do laboratório e possui entrada

de leitor de código de barras.

O URIVISION 720 está equipado

com um sensor do tipo scanner que

possui três conjuntos de LEDs que

emitem luz em comprimentos de

onda diferentes e tem a capacidade de

armazenar até 1000 resultados.

O software utiliza os valores obtidos

para calcular a variação de cada

parâmetro através da sua cor decomposta,

fornecendo o resultado com

precisão e confiabilidade, eliminando

também interferentes de cor da urina

(através do parâmetro de referência)

como tonalidades alteradas e outros

URIVISION 720

componentes que venham a interferir

na cor padrão.

Wama Diagnóstica

www.wamadiagnostica.com.br

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe de mercado

Horiba lança programa de fidelidade inédito no mercado

A iniciativa Boas Escolhas, Melhores

Resultados é o programa

de fidelidade da Horiba, criado para

valorizar os clientes que utilizam os

reagentes hematológicos 3 DIFF originais

da marca.

Cada embalagem de reagente original

3 diff (ABX Miniclean, ABX Minilyse

LMG e ABX Minoton LMG) soma pontos

que podem ser trocados por produtos

da linha 3 diff Horiba.

Para participar do programa, o

cliente deverá cadastrar-se no site –

www.donuz.co/boasescolhashoriba –

e digitar o código único de cada embalagem

para acumular pontos.

Com essa iniciativa, a Horiba reforça

a relação de confiança com seus clientes,

através de produtos de alta qualidade

e tecnologia, grandes diferenciais

da marca no Brasil e no mundo.

Brazil -HORIBA

Instruments Brasil, Ltda.

HORIBA Instruments Brasil, Ltda.

Tel.: +55 11 2923-5400

+55 11 2923-5490

www.horiba.com

Embalagens reagentes

DROGAS de abuso e toxicologia

Soro Humano, Sangue Total, Cabelos/Pelos, Saliva e Urina

Desde 2014, a ControlLab disponibiliza

ensaios de toxicologia em seu

Programa de Ensaio de Proficiência,

enviando múltiplos itens por rodada

e alternando constantemente as concentrações

dos materiais enviados.

Esse procedimento de envio é comum

nos provedores internacionais

de grande reconhecimento mundial,

o que ajuda ainda mais os laboratórios

participantes do programa a se

diferenciarem no mercado nacional

e internacional.O aprimoramento dos

materiais e a ampliação dos ensaios

têm sido constantes na ControlLab.

Recentemente, o programa de Drogas

de Abuso foi lançado não somente

para atender ao requisito dos laboratórios

frente à RDC302/2005, mas

também a uma exigência da Lei Federal

13.103/15 referente às análises

toxicológicas em motoristas profissionais

(categoria C, D e E). A ControlLab

acredita nos laboratórios brasileiros e

por isso oferece a eles as ferramentas

necessárias para conquistarem os

seus reconhecimentos. Um exemplo

é a disponibilidade de 135 ensaios de

toxicologia em diversas metodologias

de análise. Um grande diferencial do

programa, e que não pode deixar de

ser destacado, é a disponibilidade de

outras matrizes além de urina. Mais

uma vez a ControlLab sai na frente e

disponibiliza também as matrizes de

saliva, cabelo e pelo para as Drogas de

Abuso. Na semana do dia 30/5, o Inmetro

auditou e ampliou o escopo da

ControlLab. Em breve, esses ensaios e

matrizes estarão no site do Inmetro e

do EPTIS.

ControlLab

Tel.: 21 3891-9900

Fax: 21 3891-9901

contato@controllab.com.br

www.controllab.com.br

088

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


informe de mercado

Valorizar o médico radiologista é o nosso diferencial

O Grupo Hermes Pardini é referência

em medicina diagnóstica e preventiva.

A nossa experiência, infraestrutura e tecnologia

nos posicionam entre os maiores

grupos desse segmento no país.

Nosso pioneirismo no apoio laboratorial

permitiu o desenvolvimento

de uma inteligência logística e

operacional de extrema eficiência,

proporcionando um diferencial competitivo

de agilidade e confiabilidade

aos nossos parceiros.

Baseados neste know-how, investimos

no desenvolvimento de um

modelo de negócio em Telemedicina

(Telerradiologia e Telecardiologia) e

damos apoio a mais de 100 laboratórios,

clínicas e hospitais. O corpo clínico

da Telemedicina atualmente é formado

por mais de 30 médicos.

Por que nossa proposta é

diferente?

O Grupo Hermes Pardini entende a

importância do Médico Radiologista

para a excelência na prestação do serviço

de Telerradiologia. Por isso, criamos

vantagens exclusivas a esses profissionais,

além de darmos suporte necessário

para o trabalho.

Valorização do serviço: tabela de

honorários acima do mercado. Uma das

melhores remunerações do segmento.

Grupo consolidado: empresa de

saúde nacionalmente reconhecida em

apoio diagnóstico.

Sistema web: software multiplataforma,

amigável, rápido e seguro que otimiza

o recebimento e emissão dos laudos.

Flexibilidade de trabalho: o

profissional que estabelece seu próprio

horário e tem a possibilidade de atuar

em home office.

Benefício especial: reembolso

parcial do seguro de Responsabilidade

Civil Profissional (RCP).

Torne-se um parceiro e faça

parte do nosso corpo clínico especializado

em Telerradiologia.

A empresa Radiologistas Associados

é uma importante parceira do Hermes

Pardini na gestão do corpo clínico. Além

da admissão médica e gerenciamento do

fluxo de exames, trabalhamos em conjunto

para o desenvolvimento de projetos

tecnológicos e de melhoria nos processos.

Nosso objetivo é impactar positivamente

as pessoas, sejam elas profissionais

associados ou pacientes.

Hermes Pardini

leila.rodrigues@hermespardini.com.br

Blood Stop Divertido - Bandagem pós coleta

A preocupação com o atendimento

no setor de serviços é cada vez mais importante

em nossa sociedade. Os consumidores

ganharam muito poder com as

redes sociais digitais. Hoje eles elogiam e

questionam as empresas com tremenda

velocidade e alcance. Esse atendimento

não se traduz apenas nas pessoas ligadas

ao serviço. É claro que, recepcionistas,

enfermeiras e outros profissionais bem

treinados são fundamentais, mas hoje

o atendimento também deve levar em

conta, o ambiente e os produtos utilizados

nesse processo.

Quando falamos de crianças, a questão

é ainda mais sensível. As bandagens

voltadas para o mercado profissional,

diferente dos curativos vendidos nas

farmácias diretamente para o consumidor

final, dificilmente possuem alguma

característica lúdica que ajuda os profissionais

no atendimento dos pequenos

pacientes. Vendo esta questão,

a AMP vem desenvolvendo cada vez

mais o Blood Stop Divertido. Como uma

forma de ajudar o mercado de análises

clínicas no atendimento mais atencioso

para com as crianças.

O Blood Stop traz uma embalagem

de 500 unidades de bandagens decoradas

com ilustrações diversas. Fazendo

com que, os atendentes possam descontrair

a criança no momento da coleta

de sangue ou da aplicação de uma

injeção. Tornando o processo mais fácil

e passando a sensação aos pais de um

melhor atendimento.

AMP

Tel.: 0800-136006

vendas@ampltda.com.br

090

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

Notícias

Fique por dentro do que acontece no setor laboratorial.

Maiores informações: contato@newslab.com.br

BPC/ML publica editais para título de especialista em patologia clínica e

Smedicina laboratorial

Inscrições podem ser feitas durante o mês de julho e aplicação da prova ocorre em setembro na

sede da SBPC/ML, no Rio de Janeiro

Médicos interessados em obter o

título de Especialista em Patologia Clínica/Medicina

Laboratorial já podem

consultar os editais para as categorias

TEPAC Tradicional e TEPAC Especial. As

inscrições podem ser feitas entre 1 e

30 de julho, e a prova está marcada

para o dia 26 de setembro na sede da

SBPC/ML, localizada no Rio de Janeiro.

Para fazer o download dos editais, acesse

o site da SBPC/ML (www.sbpc.org.br)

Confira os requisitos para cada categoria

de titulação:

TEPAC

Tradicional

O candidato deve atender a um dos

requisitos abaixo:

- Médico que concluiu o Programa

de Residência Médica em Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial, credenciado

pela Comissão Nacional de

Residência Médica (CNRM), ou

- Médico portador de certificado de

conclusão de treinamento na especialidade,

com duração semelhante à do

Programa de Residência Médica do

MEC, reconhecido pela SBPC/ML, ou

- Médico com treinamento na especialidade

por um período de tempo

equivalente a duas vezes o recomendado

pela CNRM do MEC, comprovado

por atuação em atividades profissionais

e participação em atividades científicas,

atingindo, no mínimo, 100 pontos, conforme

tabela utilizada pela AMB, ou

- Médico graduado com, no mínimo,

cinco anos de formado, completos

até a data de realização da prova, que

tenha atuado na especialidade e que

comprove essa atuação em laboratório

de instituição universitária ou em

laboratório clínico, abrangendo pelo

menos 36 meses de atividade direta

ou de consultoria especifica na especialidade,

continuada ou em períodos

consecutivos, durante os últimos cinco

anos, contados desde a data da graduação

até a da prova.

TEPAC

Especial

Destina-se a:

- Graduado em Medicina há mais de

15 anos, tendo como referência a data de

inscrição na prova. Também deve atender

a pelo menos um dos seguintes requisitos:

- Ter completado Programa de Residência

Médica em Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial (três anos), ou

- Ter estagiado seis anos, em tempo

integral, em Patologia Clínica/Medicina

Laboratorial, ou

- Ter seis anos de atividade comprovada

em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

Não são consideradas as atividades

anteriores à graduação em Medicina.

Para fazer a prova de TEPAC Especial

também é necessário apresentar documento

assinado por dois Associados

Titulares ou Eméritos da SBPC/ML da

região de trabalho do candidato (cidade

ou estado), que devem descrever

suas atividades profissionais.

Fonte: SBPC/ML

092

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

A Intuity Medical, Inc., uma empresa

privada que desenvolve tecnologias

inovadoras para administração de

diabetes, anunciou hoje que recebeu

liberação da Food and Drug Administration

(FDA) dos EUA para comercializar

o sistema de monitoramento de

glicose no sangue POGO® Automatic.

O Sistema POGO é o primeiro

medidor de glicose e cartucho multi-

-exames a prover exame automático

com lancetamento, coleta de sangue

e análise em uma etapa única e fácil.

Ao mesclar todos os suprimentos de

teste de glicose necessários em um

cartucho independente e conveniente

para 10 exames, o POGO provê facilidade

de uso e discrição para milhões

de pacientes que precisam testar regularmente

sua glicose sanguínea na

gestão de sua diabetes.

O número de adultos com diabetes

chega a incríveis 422 milhões em todo

o mundo, com a doença sendo a 7a.

principal causa de morte nos EUA. De

acordo com a Associação Americana

de Diabetes, aproximadamente metade

dos 29 milhões de pacientes nos

EUA não estão atingindo o controle

glicêmico na gestão de sua diabetes.

Os fardos associados com o exame

de glicose no sangue estão entre as

razões para o fraco controle glicêmico;

para muitos pacientes, gerenciar

o número de suprimentos necessários

para desempenhar o teste de glicose

pode ser desafiador. O POGO elimina a

necessidade de carregar e usar suprintuity

Medical recebe liberação da FDA para comercializar sistema de

Imonitoramento de glicose no sangue POGO ® Automatic

POGO é o primeiro medidor de glicose e cartucho multi-exames que mescla lancetamento, coleta de

amostra e análise em um exame fácil e em uma etapa sem a necessidade de tiras e lancetas separadas

mentos de exames separados, incluindo

um dispositivo de lancetamento,

lancetas e tiras para exame. Isso significa

que os pacientes podem realizar

um exame de glicose discreto e rápido,

onde quer que estejam.

Para realizar um exame, o paciente

simplesmente pressiona a porta de

exames do POGO, e o POGO automaticamente

lanceta o dedo, coleta uma

amostra de sangue e exibe o resultado

após quatro segundos. O medidor só

requer uma pequenina amostra de

sangue de 0,25 microlitros para analisar

o valor da glicose. Após todos os

dez testes serem concluídos, o paciente

se desfaz do cartucho independente,

eliminando a necessidade de lidar

com tiras de exame usadas ou lancetas

visto que elas permanecem dentro do

cartucho. Isso reduz os agentes patogênicos

de lancetas usadas e tiras de

exame usadas em lugares públicos.

“O POGO traz recursos novos e exclusivos

ao monitoramento de glicose

no lar”, comentou Steve Edelman, MD,

Professor Clínico de Medicina na Universidade

de San Diego e Diretor-Fundador

de Taking Control of Your Diabetes

(TCOYD). “Ao reduzir o número

de etapas e suprimentos necessários

ao teste, o POGO trata de algumas

das barreiras comuns para exames e

dá aos pacientes uma nova maneira

de testar sua glicose. Como clínicos,

tornar os exames mais convenientes

ao paciente é essencial ao seu cuidado

com diabetes.”

Quando mesclada com a aplicação de

Administração de Diabetes Patterns® ,

da Intuity Medical, um sistema seguro

baseado na nuvem para administração

das informações de glicose, o POGO

proporciona tanto a profissionais de

assistência à saúde quanto a pacientes

uma plataforma compartilhada abrangente

para detectar e gerenciar padrões

e tendências importantes que impactam

o controle geral da glicose.

“A tecnologia exclusiva e patenteada

do POGO tem o potencial de mudar

as vidas de milhões de pacientes

que veem o exame de glicose como

fatigantes. Mais da metade dos 287

pacientes em nosso estudo clínico

central relataram que prefeririam

aderir ao cronograma de testes recomendado

por seu profissional de

assistência à saúde usando o POGO,

quando comparado com seu medidor

atual”, comentou Emory V. Anderson,

presidente e CEO da Intuity Medical.

“Com esse marco da liberação da

FDA,a equipe da Intuity estará focada

em arrecadar capital e desenvolver a

infraestrutura da empresa para o lançamento

comercial do POGO.”

A Intuity Medical está focada em

proporcionar soluções para diminuir os

esforços diários de pessoas que vivem

com diabetes. A tecnologia do POGO

proporciona aos pacientes um exame

de glicose fácil e de etapa única.

Fonte: Newswire

094

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


A/ B/ A(H1N1) Pande

A/ B/ A(H1N1) Pandemic A/ B/ A(H1N1

A/ B/ A(H1N1) Pandemic A/ B/ A(H1N1


notícias

Um novo futuro para o diagnóstico precoce do câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer

mais comum entre as mulheres no

Brasil e no mundo, depois do câncer de

pele não melanoma, segundo dados

do Instituto Nacional de Câncer (INCA),

respondendo por 25% dos novos casos

a cada ano. Para 2016, a expectativa é

de quase 58 mil novos casos e o diagnóstico

precoce ainda é o maior aliado

contra esses números. Entre as formas

mais eficazes de diagnosticar a doença

está relacionado ao exame de imagem,

com especial atenção àquelas com o tecido

mamário denso.

As mamas densas são aquelas que

possuem mais tecido mamário do que

a gordura em sua composição o que

pode difiultar a identificação de lesões

até mesmo nos exames de imagem. Por

exemplo, em uma mamografia realizada

em uma mulher com mamas densas,

esse tipo de tecido aparece de forma

‘branca’ no exame, assim como também

apareceria o suspeito nódulo. Dessa

forma, é possível que esse nódulo seja

mascarado pelo próprio tecido da mama

da mulher. De acordo com um estudo

publicado no New England Journal of

Medicine, a sensibilidade da mamografia

é reduzida entre 36% e 38% nas mulheres

com mamas densas, dificultando o

diagnóstico nesses tipos de casos.

Hoje, estima-se que 40% das mulheres,

no mundo, possuem mamas densas

e esse perfil tem de quatro a seis vezes

mais chance de desenvolver o câncer de

mama. Com o objetivo de aumentar o alcance

de diagnóstico para esse grupo de

mulheres, uma nova tecnologia, lançada

no exterior pela GE Healthcare, chega

ao Brasil: o INVENIA ABUS. Trata-se um

equipamento de ultrassom de mama,

que complementa o exame de mamografia

e permite que o nódulo suspeito

apareça em uma cor diferente do tecido

mamário denso, permitindo a detecção

de tumores que não foram identificados

anteriormente. Por meio dessa tecnologia,

estudos mostram que houve um

aumento relativo de 55% na detecção de

câncer de mama invasivo em mulheres

com mamas densas, quando utilizado

juntamente da mamografia.

De acordo com a Dr. Athina Vourtsi,

PhD, radiologista e presidente da Hellenic

Breast Imaging Society, na Grécia,

essa recente tecnologia, já usada por

ela em seu consultório, possibilita dar

às pacientes com suspeitas de câncer,

principalmente aquelas com mamas

densas, a oportunidade de detectar a

doença o mais cedo possível e aumentar

suas chances de cura.

Com o diagnóstico precoce desse

tipo de câncer, as histórias de muitas

mulheres podem ser bem diferentes

das atuais estatísticas de cura da doença.

Assim, na medida em que a batalha

contra o câncer de mama progride, a

forma de diagnosticar e tratar também

está em constante evolução.

Fonte: GE Healthcare

Serviço de rastreamento de câncer de pulmão mais eficiente e com menor risco

Equipe multidisciplinar conta com equipamentos de última geração que ajudam no diagnóstico

precoce para o tratamento do câncer de pulmão

Com um aumento de 2% ao ano de

novos casos no mundo, o câncer de

pulmão atinge todos os anos a 28 mil

homens e mulheres no Brasil, de acordo

com as estimativas do Instituto Nacional

de Câncer (Inca). Os fatores de risco

que mais influenciam para o surgimento

da doença incluem histórico familiar

e a exposição a agentes cancerígenos,

dentre eles o tabaco. Homens e mulheres

com idade entre 54 e 74 anos que

tenham fumado um maço de cigarros

por dia por um período de pelo menos

30 anos, e até mesmo quem parou de

fumar há menos de 15 anos estão dentro

da população de risco.

Como esse tipo de câncer só costuma

apresentar sintomas quando já se

encontra em estágio mais avançado, é

preciso estar atento -- pois apesar de

sua agressividade, pode ser curado se

diagnosticado precocemente. Para proporcionar

um diagnóstico precoce o núcleo

de doenças pulmonares e torácicas

096

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

do Hospital Sírio-Libanês reuniu uma

equipe multidisciplinar para rastreamento

de câncer de pulmão, composta

por cirurgião torácico, pneumologista,

radiologista e oncologista. Essa equipe

conta com a ajuda de equipamentos de

última geração, entre eles a tomografia

computadorizada de baixa dose para

um diagnóstico mais preciso.

Esses equipamentos facilitam o diagnóstico

precoce do câncer de pulmão.

De acordo com o Dr. Ricardo Terra, cirurgião

de toráx do núcleo de doenças

pulmonares e torácicas do Hospital

Sírio-Libanês, “Já foi demostrado que

para pacientes que têm alto risco de ter

câncer de pulmão, uma forma de detectá-lo

de forma precoce é a realização

da tomografia de tórax, uma vez que o

raio-X não é suficiente para captar nódulos

pequenos”, explica. Inicialmente é

feita uma avaliação inicial do paciente,

que em seguida é encaminhado para a

realização do exame de tomografia. O

resultado é analisado pela equipe multidisciplinar

junto com o paciente. “O

número de nódulos encontrados nesses

exames não é pequeno. O importante

é diferenciar os nódulos que precisam

ser investigados dos que precisam ser

acompanhados”, observa o Dr. Terra.

Após essa primeira análise é feita

a definição dos próximos passos, que

pode exigir uma investigação detalhada

do nódulo ou simplesmente o seu

acompanhamento. O objetivo maior é

tentar reduzir a mortalidade por câncer

de pulmão, minimizando inclusive

os riscos com procedimentos invasivos.

“No passado o grande desafio era

fazer um exame que capturasse os nódulos,

mas que oferecesse baixo risco

ao paciente. Na época, a tomografia

oferecia uma radiação muito alta, que

poderia acarretar o desenvolvimento

de outras neoplasias. Hoje, com o suporte

da tomografia computadorizada

de baixa dose os riscos são mínimos”,

afirma Dr. Terra.

Fonte:

Assessoria de imprensa do

Hospital Sírio-Libanês

ntidades firmam parceria pelo avanço da Patologia brasileira

ESociedade Brasileira de Patologia e A.C.Camargo anunciam parceria

A partir de maio de 2016, a Sociedade

Brasileira de Patologia (SBP) e a Escola

de Patologia Oncológica Avançada Humberto

Torloni (Epoaht), do A.C.Camargo

Cancer Center, passam a unir esforços

pelo avanço da especialidade no Brasil.

Com a parceria científica, patologistas

associados da SBP passam a ter descontos

nos cursos e treinamentos oferecidos

pela Escola, assim como na anuidade da

Epoaht em 2017. Além disso, a Sociedade

passa a auxiliar na realização desses

eventos com a presença de especialistas

e membros da diretoria e na divulgação

das ações da Epoaht para os 1.700 patologistas

que fazem parte da base da SBP.

De acordo com o patologista e diretor

de Anatomia Patológica do A.C. Camargo,

Fernando Augusto Soares, a Epoaht

surgiu com a proposta de oferecer educação

continuada aos patologistas brasileiros

e residentes da área. “Hoje, 15 meses

depois, já contamos com mais de 900

afiliados, sendo que destes 100 são do

exterior. A parceria agora firmada com a

SBP vai levar este ideal ainda mais longe,

permitindo que o aprendizado dos patologistas

seja mais intenso e abrangente.

Essa parceria vai permitir que a SBP ofereça

a todos os seus sócios uma grade

de cursos de alto nível, e voltada para a

prática do patologista”, ressalta.

Para o presidente da Sociedade Brasileira

de Patologia, Dr. Clóvis Klock, as

parcerias científicas são importantes

para o desenvolvimento da patologia

no País. “Essa união entre a sociedade

da especialidade e uma entidade com a

relevância do Epoaht e do AC Camargo

representa um ganho para os patologistas

de todo o Brasil. Esse avanço acontece

tanto em nível científico quanto profissional”,

finaliza.

Fonte: RS Press

098

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

I ndrel: 50 anos de evolução e conquistas

Em cada década de sua história, a empresa inovou e trouxe soluções que hoje a colocam no topo do

mercado de refrigeração científica

“Cada sonho deixado pra trás é um

pedaço do futuro que deixa de existir”.

O pensamento de um dos maiores visionários

tecnológicos do século XXI, Steve

Jobs, se encaixa perfeitamente no caminhar

da Indrel ao longo das suas cinco

décadas de história completas este ano.

Um sonho que começou a ganhar

contornos reais no ano de 1966, num pequeno

imóvel na cidade de Londrina (PR).

Hoje, a Indrel é uma realidade. O futuro da

empresa chegou, colocando-a como um

dos principais players do País no desenvolvimento

de refrigeradores científicos para

as áreas médico-hospitalar, laboratorial e

de pesquisas científicas em geral.

Uma caminhada de muita inovação e

ousadia na criação de tecnologias que

até então o mercado não conhecia, com

equipamentos diferenciados que atendem

rigorosos padrões nacionais e internacionais,

com os mais diversos ISOs

e certificações.

Um dos fundadores da Indrel e atual

presidente do conselho diretor, Alberto

Rapcham, busca na memória que a

área de refrigeração era muito carente no

País naquela época, inclusive de geladeiras

para uso doméstico.

Junto com a área de refrigeração doméstica

e comercial, a empresa já iniciou

também o foco na linha científica,

que mais tarde se tornaria o principal

negócio da Indrel.

Com a chegada da Universidade Estadual

de Londrina (UEL) e, principalmente,

o curso de medicina, Alberto Rapcham

começou a desenvolver equipamentos

com foco na instituição educacional. O

engenheiro mecânico iniciou uma série

de pesquisas e análises junto aos médicos

da universidade para atender às normas

internacionais de conservação de medicamentos,

vacinas e sangue. Após dois anos

de pesquisas intensas, a Indrel fabrica o

seu primeiro equipamento de conservação

de sangue e o comercializa para a UEL.

Não demorou muito para que toda

a qualidade dos equipamentos Indrel

ultrapasse as fronteiras nacionais e a

empresa ganhasse clientes pelo mundo.

No início dos anos 2000, os diretores

da empresa elaboraram um plano audacioso

para iniciar os processos de exportação,

o que envolveu investimentos

em pesquisa, novas certificações - incluindo

a conquista da Certificação Europeia

(CE) - e outras adequações para

atender este mercado tão exigente.

Hoje, cerca de dezesseis anos depois do

início do trabalho, a empresa participa das

principais feiras médico-hospitalares do

mundo, da América do Sul, passando pela

Europa, até o mundo árabe, com clientes

fieis nos principais países do planeta.

Com a evolução dos equipamentos,

maior foco no design, colaboradores capacitados

por todo o País e, claro, boas

vendas, a Indrel não tinha outro caminho

a não ser a expansão. No final de 2014,

a empresa inaugurou uma nova área de

1,9 mil m², com um novo laboratório

interno de pesquisa e desenvolvimento

de produtos (P&D), refeitório e cozinha

profissionais para os colaboradores, além

de uma área de lazer.

Além disso, a empresa lançou em maio

do ano passado, um showroom aconchegante,

de 65 m², no bairro da Lapa, em São

Paulo. Um espaço para receber clientes no

maior centro financeiro, corporativo e

médico-hospitalar do País. “Hoje, eu não

tenho dúvidas de que a Indrel está bem

solidificada e preparada para os próximos

50 anos. Temos ideias consistentes

do passado para serem seguidas e novos

pensamentos que estão chegando com os

mais novos que estão assumindo a empresa.

Sem dúvida, um cenário bastante

promissor”, complementa o presidente do

conselho, Alberto Rapcham.

0100

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

E xcessos de exames: Posicionamento da SBPC/ML

Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial acredita que o exame correto

beneficia tratamento e promove iniciativas para ampliar uso adequado

Cerca de 70% das decisões médicas

se baseiam em resultados de exames

laboratoriais, o que demonstra sua importância

na cadeia assistencial. Para a

Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/

Medicina Laboratorial (SBPC/ML), que

reúne médicos, especialistas e laboratórios

clínicos, os testes laboratoriais

produzem informações importantes para

prognóstico, diagnóstico, prevenção e

estabelecimento de riscos referentes a

diversas patologias e na definição de

terapias personalizadas, e são minimamente

invasivos para os pacientes.

Quando bem indicados e corretamente

interpretados, os exames laboratoriais

auxiliam de forma significativa a realização

do diagnóstico e reduzem os novos

pedidos de procedimentos mais complexos,

mais invasivos e mais caros.

A SBPC/ML refuta a informação divulgada

recentemente pela mídia de que

30% dos exames não são sequer retirados,

numa tentativa de desqualificar

a necessidade de pedidos. Reforçamos

que nos laboratórios de patologia clínica

associados à entidade, este dado não

chega a 5%. Vale lembrar que ao falar de

exames, estamos incluindo três especialidades:

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial,

Radiologia e Imagem e Anatomia

Patológica e os dados da SBPC/ML

referem-se somente ao primeiro caso.

“Para ser efetivo, é preciso que o pedido

do exame seja correto, pois o mau

gerenciamento na utilização de procedimentos

laboratoriais gera o risco de

subdiagnóstico e de subtratamento, elevando

o custo assistencial”, comenta Alex

Galoro, presidente da SBPC/ML. Outro

aspecto é a importância dos laboratórios

na indicação de tratamentos na medicina

personalizada, e lembrar que a subutilização

de exames pode trazer prejuízos

para os desfechos clínicos.

Como o laboratório não prescreve exames,

mas tem o profissional médico que

pode auxiliar o especialista na indicação

do exame mais custo-efetivo, a entidade

investe muito em educação e ainda mantém

o portal Lab Tests Online BR (www.

labtestsonline.org.br), com o objetivo de

ser uma fonte confiável, uma vez que é

escrita por especialistas em Medicina Laboratorial,

isenta e não comercial sobre

testes laboratoriais para profissionais de

saúde e público leigo. O portal teve mais

de 2,5 milhões de acessos em 2015, auxiliando

a melhorar o conhecimento sobre

o que está sendo pedido, sem substituir a

consulta nem a orientação dos médicos.

A SBPC/ML apoia, ainda, a iniciativa

da Fundação ABIM, nos Estados Unidos,

“Choosing Wisely” (“Escolher sabiamente”,

em português), para estimular

o diálogo entre pagadores de serviços e

pacientes e ajudá-los a tomar decisões

baseadas em evidências, evitar a duplicidade

de exames ou sua repetição e

realizar apenas testes que são realmente

necessários. Com base nesse programa,

a American Society for Clinical Pathology

(ASCP) elaborou uma relação de

questões que devem ser debatidas entre

médico e paciente antes de solicitar um

teste laboratorial. Ainda neste aspecto,

a SBPC/ML tem publicado anualmente

editoriais e posicionamentos técnicos

nas diversas especialidades laboratoriais,

apresentando aspectos clínico-laboratoriais

e metodológicos sobre os exames.

“Quanto mais conhecimento os colegas

de outras Especialidades Médicas

tiverem sobre a medicina laboratorial,

mais sábias serão as escolhas e o uso

racional dos exames laboratoriais”, comenta

Galoro. A SBPC/ML participa e

divulga no país as iniciativas do projeto

em cursos, congressos e divulgando informações

sobre o tema.

Falar em aumento do número total de

pedidos não significa dizer que os exames

estão em excesso. O advento das novas

tecnologias, o envelhecimento da população

e consequentemente do número de

pacientes com doenças crônicas, o empoderamento

dos pacientes e sua procura

por saúde e a medicina preventiva com

um maior número de pessoas saudáveis

fazendo exames, contribuem para a maior

utilização dos serviços de saúde.

Mas é possível e necessário estruturar

ações para evitar a realização desnecessária

de exames, como por exemplo: evitar

o uso de requisições que estimulam a

utilização de exames sem critério; a eliminação

de exames obsoletos; a instituição

de algoritmos diagnósticos baseados

em evidências científicas; a aproximação

dos médicos solicitantes com os médicos

patologistas clínicos, sendo estes

consultores e especialistas na correlação

clínico laboratorial dos resultados; os

sistemas de decisão clínica; a introdução

da disciplina de patologia clínica/medicina

laboratorial no currículo do curso de

graduação médica, entre outras.

Fonte: Advice Comunicação Corporativa

0102

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

HCor alerta para a importância do diagnóstico de cardiopatias no período gestacional

Cardiologista fetal do HCor alerta para a realização de exames de imagens, como o ecocardiograma

fetal, que tem como objetivo prevenir, diagnosticar e tratar possíveis anomalias no coração do bebê

Cerca de 2% de todos os bebês

nascidos são portadores de malformações

congênitas, sendo as cardiopatias

as mais frequentes e graves. As

patologias do coração têm incidência

significativa, atingindo de cinco a

oito crianças a cada 1000 nascidas.

Todos os anos, cerca de 130 milhões

de crianças nascem no mundo com

algum tipo de cardiopatia congênita.

Desse total, cerca de 24 mil nascem

no Brasil.

No HCor (Hospital do Coração), em

São Paulo, referência no tratamento

e intervenções cirúrgicas de crianças

portadoras dessa doença, foram

realizados mais de 300 procedimentos

cirúrgicos em crianças menores

de 15 anos no ano passado. Graças

ao diagnóstico pré-natal realizado

pelo ecocardiograma fetal e, devido

à complexidade de alguns casos,

em 2015, foram realizados 58 partos

dentro do hospital.

“Estes partos garantiram o tratamento

precoce e impediram a desestabilização

da condição clínica destas

crianças criticamente afetadas pelas

diferentes anomalias congênitas do

coração. As cardiopatias de apresentação

neonatal são as mais críticas e

requerem um manejo muito acertado

e programado para que o bebê tenha

chances de sobreviver”, esclarece

Dra. Simone Pedra, cardiologista fetal

e coordenadora da Unidade Fetal

do HCor (Hospital do Coração).

É importante que os pais saibam

da importância do diagnóstico precoce

das anomalias cardíacas pois

isso pode fazer toda diferença para

o êxito do tratamento. A Dra. Simone

Pedra, cardiologista fetal do HCor

tem observado uma maior procura

por diagnósticos mais completos de

possíveis problemas cardíacos ainda

na gestação.

De acordo com a cardiologista do

HCor, cerca de 50% das cardiopatias

congênitas são tão graves que

podem trazer sintomas ainda dentro

do útero ou imediatamente após o

nascimento, com a necessidade de

tratamento específico nas primeiras

horas ou dias de vida. O conhecimento

pré-natal destas anomalias

favorece imensamente a evolução

clínica destes bebês, pois permite

uma programação do local ideal do

nascimento e da condução médica e

cirúrgica pós-natal.

“Em casos específicos, o tratamento

pode ser realizado ainda durante

a gestação. O grupo de cardiologia

fetal do HCor já realizou mais de 50

intervenções cardíacas fetais, sendo

considerado um dos maiores centros

de terapia cardíaca fetal do mundo”,

explica Dra. Simone Pedra.

Atualmente já é possível tratar ou

melhorar 70% das cardiopatias congênitas,

principalmente aquelas de

menor gravidade, com técnicas de

cateterismo. “Em casos mais graves

a cirurgia se faz necessária e nos

mais complexos optamos pelos procedimentos

híbridos, em que o cirurgião

e o intervencionista trabalham

juntos”, ressalta o Dr. Carlos Pedra,

intervencionista pediátrico do HCor.

O ecocardiograma passou a ser o

principal recurso diagnóstico dos casos

de cardiopatias congênitas - anteriormente

o estetoscópio tinha esse

papel. Além disto, o ecocardiograma

passou também a ser aplicado para

diagnosticar as malformações cardíacas

ainda na vida fetal.

A importância do diagnóstico fetal

nos primeiros meses de gestação:

as cardiopatias congênitas podem

ser detectadas ainda na vida fetal.

Durante a gestação alguns exames

facilitam a detecção da doença. Os

exames de ultrassom morfológico realizados

rotineiramente nos primeiro

e segundo trimestres gestacionais

fazem o rastreamento da má formação

no coração da criança. Quando há

a suspeita de alguma anormalidade é

realizado então um ecocardiograma

do coração do feto, que permite

avaliar e detectar detalhadamente

anormalidades estruturais e da função

cardíaca.

Herança Genética: um dos fatores

de risco para o desenvolvimento da

cardiopatia congênita é a herança

genética. Pais e mães portadores de

cardiopatias congênitas apresentam

uma chance duas vezes maior de

gerar um bebê cardiopata. “O mesmo

ocorre quando o casal já gerou

um bebê com malformação cardíaca.

0104

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


notícias

Algumas cardiopatias, em particular,

têm uma chance de recorrência ainda

maior, chegando até 10% em gestações

subsequentes”, ressalta Dra.

Simone.

Não há formas de prevenir a doença.

Porém algumas mudanças

comportamentais podem ajudar para

o bom desenvolvimento do bebê.

“Antes de engravidar, a mulher deve

procurar um médico para verificar o

seu estado de saúde e iniciar a ingestão

diária de uma vitamina chamada

“ácido fólico”, que deve ser receitada

pelo obstetra. A deficiência dessa

vitamina pode ser um fator desencadeador

de malformações cardíacas e

do sistema nervoso central do feto”,

destaca a cardiologista.

Unidade Fetal do HCor: a unidade

foi criada com o objetivo de oferecer

o que há de mais moderno no

diagnóstico e tratamento precoce de

cardiopatias congênitas graves. Com

uma equipe altamente especializada,

formada por renomados profissionais

da área, a Unidade Fetal do HCor conta

com o suporte de aparelhos altamente

sofisticados e de ponta para o

atendimento dos seus pacientes.

Depois de constatada a anomalia

de alta gravidade o parto é programado

e realizado no próprio HCor,

com o acompanhamento da equipe

de obstetrícia especializada em gestantes

de alto risco. Imediatamente

após o nascimento, o bebê é encaminhado

para a Unidade de Terapia

Intensiva Neonatal onde receberá

os medicamentos necessários e será

programada a terapêutica específica

seja ela por cateterismo cardíaco terapêutico

ou por cirurgia cardíaca.

Fonte:

Assessoria de Imprensa do HCor

Hospital do Coração

arecer técnico ASBAI e SBIm sobre a Vacina Influenza em pacientes alérgicos a ovo

PEm função da atual epidemia de Influenza e necessidade da ampliação do uso da vacina, inúmeras

dúvidas vêm surgindo em relação a contraindicações para alérgicos ao ovo.

A vacina Influenza é cultivada em

fluido alantoide de ovos embrionados

de galinha e a quantidade de proteínas

do ovo pode variar de 0,2 μg/ml a 42

μg/ml. Observou-se que as vacinas com

maior conteúdo destas proteínas teriam

mais probabilidade de ocasionar eventos

adversos. Entretanto, atualmente,

a quantidade de proteínas de ovo nas

vacinas para a gripe comercializadas é

menor que 1,2 μg/ml.

Estudos de revisão apontam que a vacina

trivalente para influenza não ocasionou

nenhuma reação grave em pacientes

alérgicos ao ovo – como desconforto respiratório

ou hipotensão. As baixas taxas de

reações menores, como urticária e sibilos,

foram semelhantes entre alérgicos e não

alérgicos ao ovo. Nos pacientes com anafilaxia

ao ovo também houve boa tolerância

e constatou-se que não é necessário realizar

testes com a vacina ou aplicá-la em

doses fracionadas, mas recomenda-se

observar o paciente por 30 minutos em

ambiente adequado, com equipamentos e

pessoal técnico habilitado para reconhecer

e tratar eventuais reações (as quais podem

ocorrer também por sensibilidade a outros

componentes da vacina).

A segurança da vacina e a liberação

para alérgicos ao ovo são compartilhadas

pelo Ministério da Saúde, Secretaria

de Vigilância em Saúde, Departamento

de Vigilância das Doenças Transmissíveis

no Manual de 2014, endossadas

no Guia de Imunização ASBAI/SBIm

2015-2016 e embasadas também em

documentos da Academia Americana

de Alergia, Asma e Imunologia, Colégio

Americano de Alergia e Imunologia e da

Academia Americana de Pediatria.

Atualmente, portanto, existem claras

evidências de que a Vacina Influenza

pode ser administrada com segurança a

pacientes com alergia ao ovo, que pode

protegê-los de uma doença que causa

milhares de hospitalizações e mortes

todos os anos. Assim, o risco de não vacinar

estes pacientes, claramente excede o

risco da vacinação.

Fonte: Gengibre Comunicação

0106

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


• 43º CBAC na maior

capital do país

• RBAC 100% online

e nova publicação

a SBAC no Laboratório

• Cursos presenciais ao redor

do país através das Regionais

e Delegacias SBAC além das

videoaulas

• Presença online com site responsivo, ações em redes

sociais e um aplicativo com tudo que a SBAC oferece

• Fórum de Proprietários de laboratórios

lançado no 42º CBAC, permanente no

aplicativo e no portal e com a 2ª edição

no 43º CBAC

• Representatividade de

classe junto aos órgãos

reguladores

• Lançamento da Frente Parlamentar

em Defesa dos Laboratórios de

Análises Clínicas

Obrigado a todos àqueles que fazem o setor das Análises Clínicas

crescer e prosperar! Jerolino Aquino - presidente da SBAC


notícias

BPC/ML convida associados a integrarem comitês científicos

SComitês compreendem 15 áreas do conhecimento e reúnem profissionais com interesses específicos

A Sociedade Brasileira de Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/

ML) convida seus associados, de diferentes

formações e áreas de atuação,

a participar de comitês científicos

criados pela entidade. A criação dos

comitês tem como objetivo elaborar

posicionamentos e práticas sobre determinados

temas, além de assessorar

a diretoria da SBPC/ML, responsável

por apoiar o trabalho.

As áreas de conhecimento contempladas

são as seguintes: bioquímica;

educação em patologia clínica; endocrinologia;

fases pré e pós-analítica;

gestão; hematologia; imunologia; informática

laboratorial; líquidos biológicos;

medicina molecular; microbiologia;

parasitologia; qualidade; testes laboratoriais

remotos; e toxicologia.

“A iniciativa de criar os comitês faz

parte do projeto Conhecendo nossos

associados, proposto pelo colega Flávio

Alcântara”, explica Alex Galoro, presidente

da SBPC/ML. Galoro destaca

também que a composição dos comitês

está em aberto e que todos os associados

estão convidados a participar. Cada

comitê terá um coordenador e, depois

de definidos os membros, será estabelecido

um cronograma de reuniões para

cada grupo.

Os associados da SBPC/ML interessados

em compor um ou mais comitês

científicos devem enviar um e-

-mail para Lucia Gomes (secretaria@

sbpc.org.br), informando as áreas de

interesse. Outra opção é atualizar os

dados cadastrais e incluir os temas

de interesse. Para isso, é preciso

enviar um e-mail para Lidia Cortes

(adm03@sbpc.org.br), solicitando a

alteração do cadastro.

Fonte: SBPC/ML

BD anuncia investimento de US$ 30 milhões em nova fábrica no Brasil

Na contramão de um cenário econômico incerto, a companhia norte americana de tecnologia médica

direciona um aporte robusto para o Brasil e reafirma a relevância do mercado brasileiro para a empresa.

Na mesma semana em que completa

60 anos de atuação no Brasil, a BD –

empresa de tecnologia médica sediada

nos Estados Unidos e com operação em

mais de 190 países – anunciou um forte

investimento em uma nova fábrica no

país. Serão destinados 30 milhões de

dólares para uma nova linha de produção,

a de tubos de coleta de sangue. A

nova fábrica será construída ao lado da

planta já existente em Curitiba (PR).

“O Brasil tem uma importância estratégica

para a BD por dois motivos:

primeiro, porque a BD Brasil foi uma

das primeiras unidades da empresa fora

dos Estados Unidos; segundo porque é

um importante mercado emergente”,

afirma CEO e Chairman da companhia,

Vincent Forlenza, que esteve no Brasil

recentemente para as comemorações

de 60 anos da empresa no país. O executivo

acredita ainda que o Brasil irá

mais uma vez superar os seus desafios

econômicos.

A nova fábrica em Curitiba deverá

abastecer os mercados nacional, da

América Latina e até mesmo mundial.

Além do aporte na nova fábrica, a BD

concluiu em 2015 a aquisição da Care-

Fusion, empresa norte americana que

transformou a BD em uma companhia líder

na administração de medicamentos.

Fonte: XCom

0108

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


HEMOR

CONGRESSO

BRASILEIRO

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HEMOTERAPIA

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10 a 13/novembro/2016 - Florianópolis/SC/Brasil

8/novembro/2016

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9/novembro/2016

HIGHLIGHTS OF ISBT

10 a 12/novembro/2016

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ODONTOLOGIA / PSICOLOGIA / FÓRUM DAS INSTITUIÇÕES

10 a 13/novembro/2016

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notícias

inistério da Saúde prorroga estratégia para diagnóstico de microcefalia

MTotal de casos com conclusão de diagnóstico aumentou 136% durante os 90 dias iniciais da iniciativa.

Ação continuará por mais dois meses para ampliar busca ativa e exames

O Ministério da Saúde prorrogou

por mais 60 dias a estratégia de busca

ativa e de conclusão do diagnóstico

de todos os bebês com suspeita de

microcefalia. Desde o lançamento, em

março, o número de definições de

caso aumentou 136%. Os diagnósticos

concluídos passaram de 1.927

para 4.561. Antes, havia 745 casos

confirmados com microcefalia e 1.182

descartados. Agora, são 1.489 que tem

diagnóstico positivo da malformação e

3.072 descartados. Por outro lado, os

casos notificados cresceram em menor

velocidade em relação à conclusão

dos diagnósticos: 25,4%. Passaram de

6.158 há três meses, com base no Informe

Epidemiológico nº 16, para 7.723

no levantamento mais recente, concluído

no dia 28 maio. Além disso, os casos

que permanecem em investigação oscilaram

de 3.162 para 4.231 no período. A

estratégia garantiu o repasse de R$ 2,2

mil do Ministério da Saúde aos estados

por cada caso notificado sob suspeita

de microcefalia. Esse recurso

é aplicado para a localização, o

transporte, a hospedagem e exames

do paciente. Para isso, cada unidade

da federação ficou responsável por

elaborar o fluxo desses serviços junto

aos municípios e informar a rotina dos

atendimentos, semanalmente à pasta.

Estabelecida em parceria com o Ministério

do Desenvolvimento Social e

Agrário (MDS) para durar 90 dias, a

iniciativa tem, também, o objetivo de

oferecer proteção e assistência social

aos bebês e as famílias. De acordo com

o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a

renovação visa à garantia do cuidado

integral das crianças, incluindo

as consultas na Atenção Básica, os

tratamentos permanentes nos serviços

especializados e, por fim, os atendimentos

na rede de assistência social do

MDS. A renovação da Estratégia busca

identificar e concluir a avaliação de

todos os bebês notificados, e é um

reforço aos estados para que sejam

direcionados imediatamente para o

processo de estimulação precoce e de

reabilitação, ampliando as oportunidades

de minimizar a severidade da malformação,

além de serem inseridos nas

ações socioassistenciais, avalia.

ASSISTÊNCIA

SOCIAL

Nas unidades de assistência social,

as famílias deverão ser instruídas para

a solicitação do Benefício de Prestação

Continuada (BPC), um auxílio de um

salário mínimo (R$ 880) garantido pela

Previdência Social a núcleos com renda

per capita comprovada de até R$

220. Para isso, será emitido um laudo

circunstanciado em duas vias, por

médico vinculado ao Sistema Único

de Saúde e assinado pelo responsável

do serviço de saúde. Um via fica com o

responsável da criança, para solicitação

do BPC. A outra fica sob a guarda do

gestor estadual do SUS.

SIRAM

O acompanhamento da assistência

à saúde de cada criança diagnosticada

com malformação será aprimorado

por meio do Sistema de Registro

de Atendimento às Crianças

comMicrocefalia (SIRAM). A plataforma

começou a funcionar em todo o território

nacional no dia 25 de maio. Dessa

forma, será possível uniformizar, em

uma ferramenta única, as informações

transmitidas pelos estados, tanto para a

vigilância quanto para a atenção à saúde.

Com o SIRAM, tanto o Ministério da

Saúde quanto os estados e municípios

poderão monitorar o tipo de procedimentos

e de tratamento que estão sendo

aplicados em cada caso. O sistema

registra as entradas nos serviços de

saúde, como serviços de reabilitação,

exames realizados, entre outras informações

sobre o atendimento recebido.

Nas próximas semanas, o Ministério da

Saúde treinará os profissionais e gestores

dos estados e municípios, prioritariamente

das regiões Norte e Nordeste,

mais atingidas pela epidemia, que

serão responsáveis por preencher as

informações sobre o acompanhamento

das crianças nos serviços de saúde,

bem como disponibilizará guias e

manuais sobre o funcionamento do

sistema.

Fonte: Agência Saúde

0110

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


50 anos de Congressos agregando conhecimento

e tecnologia em favor da prática clínica

Venha ao

em Rio

2016

www.cbpcml.org.br


Programação Científica Preliminar

50º CBPC/ML:

Análise crítica da fase préanalítica

Biofilme e resistência aos

antimicrobianos

Mieloma múltiplo: cadeias

leves e pesadas

Avaliação Externa da

Qualidade

Exoma completo

Troponinas de alta

sensibilidade de

laboratório hospitalar

Coagulação em tempo real:

tromboelastometria

Acreditação – Um

diferencial para os

laboratórios acreditados

PALC – O melhor Programa

nacional de acreditação,

com novidades

A importância do ensino da

Medicina Laboratorial na

prática clínica

Laudos integrados em

hematologia

Vitamina D: a febre já

passou?

Novos parâmetros em

automação hematológica

Aspectos regulatórios no

funcionamento dos

laboratórios clínicos

Aedes aegypti o vetor: zika,

dengue e chikungunya

Presente, passado e futuro

da medicina laboratorial

Fórmulas para estimar o

ritmo de filtração

glomerular: creatinina,

cistatina C e mistas

Genética médica – 2020

Controle Interno da

Qualidade: como estruturar

a sua rotina

TLR - Estruturação da rotina

hospitalar

Marcadores tumorais

BrCAST – A padronização

nacional de sensibilidade

aos antimicrobianos

Hormônios tireoidianos

HIV – Estruturação

diagnóstica

2º CBIL:

Business inteligence

aplicada ao laboratório

A TI na Olimpíada do

Rio 2016

Big Data

TIID - Tecnologia,

Informática, Inovação

e Disrupção

Automação no

laboratório clínico

Bioinformática no

laboratório

Padrões em Medicina

Laboratorial

Apresentação de

cases em TI

Talk show: O futuro

das coisas

Visitas guiadas


analogias em medicina

Por José de Souza Andrade-Filho.

Patologista-Hospital Felício Rocho, BH; Professor de Patologia da Faculdade de

Ciências Médicas de Minas Gerais e Membro da Academia Mineira de Medicina.

Pequena Uva no Céu da Boca

Fig.1. Disponível em

www.sw.org/HealthLibrary

A úvula, estrutura anatômica

localizada na parede posterior

e mediana do palato

mole, é formada pela união

dos músculos palatoestafilinos

direito e esquerdo, glândulas

mucosas e tecido conjuntivo

submucoso com rica

rede vascular (Fig. 1).

A palavra úvula, originada

do latim, significa pequena

uva. Em anatomia

é definida como pequena

massa carnosa pendente

no palato mole. Segundo

os anatomistas, todos os

mamíferos possuem úvula.

Popularmente é conhecida

como sininho, campainha

ou sineta.

Céu da boca é termo informal

e assim denominado

por semelhança com o

palato ou abóbada palatina.

A abóboda celeste, em

astronomia, é o hemisfério

celeste visível, conhecido

como firmamento pelo

povo. O conceito de céu da

boca, provavelmente, resultou

da semelhança com

a abóbada celeste.

A literatura médica traz

diversos artigos sobre a

úvula. Por um lado foi considerada

como tendo função

na fonação e na imunidade,

e de outro como um órgão

potencialmente desastroso,

talvez responsável pela síndrome

da morte súbita do

recém-nascido. São hipóteses

controversas. Em estudo

prévio de pacientes que sofreram

uvulopalatofaringoplastia,

foi sugerido que a

mais importante função da

úvula se deve à sua musculatura

e com o ato de beber.

Outros a consideram como

um remanescente filogenético

dos mamíferos, que

ingerem a água curvando o

seu pescoço para baixo.

Contudo, a maioria concorda

que a úvula humana

consiste de um conjunto de

glandulas serosas e seromucosas,

tecido muscular e

canais excretores. Apresenta

movimentos musculares

e é inervada por um ramo

do nervo vago Assim sendo,

é uma estrutura sofisticada,

capaz de produzir uma

grande quantidade de saliva

e que pode ser excretada

em um tempo curto.

Quanto aos seus distúrbios,

participa de roncos e

respiração pesada durante

o sono. Quando tocada,

provoca náuseas e vômitos

e problemas para respirar,

falar e comer. Está também

sujeita a processo inflamatório

(uvulite), ampliando

de três a cinco vezes o seu

tamanho. Suas deformidades

podem ser congênitas

ou adquiridas. A mais

comum é a úvula dividida

ou fendida, denominada a

úvula bífida. Um tumor benigno

– o papiloma – pode

surgir na úvula, provavelmente

relacionado ao papiloma

vírus humano (HPV).

Em alguns países da África,

como Nigéria, Sudão,

Tanzânia, Etiópia e outros

fora do continente africano,

a retirada da úvula – uvulectomia

total ou parcial

– é procedimento cirúrgico

tradicional e, muitas vezes,

executado por curandeiros

durante rituais.

O desconhecimento do

termo úvula e da sua localização

anatômica pode,

eventualmente, criar situações

embaraçosas ou mesmo

hilárias, como ocorreu

em salão de beleza em Beagá.

Minha esposa Zaíra

me contou que uma cliente

estava se queixando:

Hoje amanheci com uma

dorzinha… um incômodo

na minha úvula… Logo a

Gerente advertiu: E a senhora

vem falar disto aqui

no meu Salão? Foi necessário

explicar à Gerente, com

muito jeito, que úvula nada

mais é que uma carninha

pendurada no céu da boca

de todas as pessoas... a popular

campainha.

(Texto baseado em autores nacionais, incluindo artigos da Revista Brasileira de Otorrinolaringologia e Internet).

0114

Revista NewsLab | Jun/Jul 16


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