Revista Milkshake de Mentes

gabriela.ceranto

Revista Milkshake de Mentes é um projeto acadêmico de design editorial.

Essa almirante da Marinha dos

Estados Unidos é uma das grandes

responsáveis por tornar a linguagem

de computador

“mais humana”.


Grace Hopper é considerada a mãe

da programação de computadores.

Criou a Linguagem Comum Orientada

para Negócios (COBOL, na sigla

em inglês), a primeira linguagem

complexa de computador, que é

utilizada até hoje por empresas de

todo o mundo. Esta norte-americana

obteve um doutorado em Matemática

por Yale em 1934 e, quando os

EUA entraram na Segunda Guerra

Mundial, abandonou seu trabalho de

“Se é uma boa ideia,

prossiga e leve-a adiante.

É muito mais fácil pedir

desculpas do que conseguir

a permissão necessária.”

Hopper estava abrindo caminho

para tornar mais fácil a codificação

para computadores.

Também ficou conhecida por ter batizado

o primeiro bug de computador

da história. Uma mariposa ficou

presa em um relé do computador

Mark II, e foi ela quem chamou o ato

de remover o inseto de debugging

(que virou debugar, em português).

Em 1986 se aposentou da Marinha

em caráter definitivo, sendo naquele

momento sua oficial mais idosa. Depois,

continuou dando conferências,

atuou como consultora e participou

de programas educacionais até 1992,

quando morreu aos 85 anos. Foi a

segunda mulher homenageada com

um navio, o USS Hopper, um destroyer

ainda em atividade. O lema

do navio é “aude et effice - ouse e

faça”. Fonte brasil.elpais.com

professora de matemática e ingressou

na Marinha, onde chegou à

patente de contra-almirante.

A Marinha a enviou à Universidade

Harvard, onde trabalhou como

programadora do primeiro computador

de grande capacidade, o Mark

I. Quando o viu, pensou: “Caramba,

é o aparelho mais bonito que vi até

hoje”. Depois da guerra, produziu o

primeiro compilador para processamento

de dados que usava ordens

em inglês; sem saber.

5


Henry Charles Bukowski Jr. (1920

—94) foi um poeta, contista e romancista

de origem alemã, mas criado na

América. Mudou-se para os Estados

Unidos aos três anos. Foi criado

em meio à pobreza de Los Angeles,

cidade onde morou por cinquenta

anos, escrevendo e embriagando-

-se. Bukowski começou a escrever

poesias aos 15 anos, mas só publicou

seu primeiro conto em 1944, aos 24

anos de idade. Seu primeiro livro foi

publicado em 1955.


Sua vida é sua vida

Não deixe que ela seja esmagada na fria submissão.

Esteja atento.

Existem outros caminhos.

E em algum lugar, ainda existe luz.

Pode não ser muita luz, mas

ela vence a escuridão

Esteja atento.

Os deuses vão lhe oferecer oportunidades.

Reconheça-as.

Agarre-as.

Você não pode vencer a morte,

mas você pode vencer a morte durante a vida, às vezes.

E quanto mais você aprender a fazer isso,

mais luz vai existir.

Sua vida é sua vida.

Conheça-a enquanto ela ainda é sua.

Você é maravilhoso.

Os deuses esperam para se deliciar

em você.

O coração risonho

Bukowski

Obsceno, antissocial, despudorado

tanto no cotidiano como na obra.

Bukowski teve uma vida que se resume,

de fato, a empregos precários,

bebedeiras e mulheres de ocasião,

ele próprio parece ter propositalmente

contribuído para exagerar um

tanto a sua fama de alcoólico, pobre,

vagabundo, desregrado. Sua literatura

é extremamente autobiográfica

de estilo simples, livre, coloquial, e

de uma aparente forma desleixada

com a escrita, sem maiores preocupações

estrutural. Abordando

temas como: prostitutas, alcoolismo,

corridas de cavalos e experiências

pessoais. Ao longo de sua vida, publicou

mais de 45 livros de poesia e

prosa. São seis os seus romances.

Bukowski publicou em vida oito

livros de contos e histórias, alguns

ainda permanecem inéditos no

Brasil. Várias antologias, além de

livros de poemas, cartas e histórias

foram publicadas postumamente,

como “O capitão saiu para o almoço

e os marinheiros tomaram conta do

navio”. Este livro é uma espécie de

diário comentado dos últimos anos

de vida do autor.

Charles Bukowski divide opiniões,

para alguns apenas um vestígio da

geração beat, (embora nunca tenha

se associado com outros representantes

beat como Jack Kerouac e

Allen Ginsberg), para outros — como

o filósofo francês Jean-Paul Sartre

— “O maior poeta da América”.

Fonte: lounge.obviousmag.org

7


Anni foi uma artista têxtil e

gravurista americana

nascida na Alemanha e creditada

com a confusão entre as linhas

tradicionais de arte e artesanato.


Nasceu em Berlim, na Alemanha, em

12 de junho de 1899. Como parte de

sua formação, desde pequena era

professora de pintura. Em 1922, ingressou

na prestigiada Bauhaus de

Walter Gropius, em Weimar, tendo

como professores Johannes Itten,

Georg Muche, Wassily Kandinsky e

Paul Klee.

Apesar da vanguarda da Bauhaus,

as mulheres só poderiam ter alguns

dos workshops ministrados. Albers

estava interessado na oficina de

vidro; mas lhe foi negado o registro,

e para garantir sua permanência

na escola, ele teve que entrar na

oficina têxtil e trabalhar no tear

manual. No começo, ela não estava

tão convencida, nunca em sua vida

tinha tecido ou bordado “, eu pensei

que era bastante brega e efeminada.

Mas toda vez eu ficava mais intrigado

com ele e aos poucos achei ele

(a oficina têxtil) muito satisfatório “,

escreveu Anni Albers.

A técnica limitada do tear foi o que

despertou em Anni o interesse de

experimentar, criar possibilidades

em um meio que não tivesse o reconhecimento

da disciplina artística.

Fortalecer as artes plásticas através

do artesanato e vice-versa, foi um

dos maiores legados da Bauhaus;

Neste contexto, Anni Albers foi pioneira.

Ele descobriu nele a combinação

perfeita de subjetividade e um

método técnico que torna consciente

a construção, as escolhas de materiais,

cores e formas. Na Bauhaus

ele conheceu seu parceiro vitalício,

o artista abstrato Josef Albers;

ambos passaram de estudantes para

professores até o fechamento da

escola em 1932 pelo Partido Nazista.

Como muitos artistas e intelectuais

europeus, eles migraram para os

Estados Unidos, encontrando na

América um território virgem para

experimentação artística total sem

o peso da tradição européia. Não só

ela é um grande exemplo de uma

mulher artista para fazer o seu caminho

em uma cena dominada por

homens. Fonte: casavogue.globo.com

Em 1949, Anni Albers é a primeira artista

têxtil a expor individualmente no MoMA

em Nova York.

9


Alan Turing (1912-1954) foi um

matemático britânico, pioneiro da

computação e considerado o pai da

ciência computacional e da

inteligência artificial.


Alan Mathison Turing (1912-1954),

conhecido como Alan Turing,

nasceu na cidade de Paddington,

na Inglaterra, no dia 23 de junho

de 1912. Filho de Julius Mathison,

funcionário do Serviço Civil Indiano

e de Ethel Sara Stoney teve uma infância

rígida e estudou na tradicional

Escola Sherbourne. Desde cedo

demonstrou interesse pelas ciências

e pela lógica.

Com 15 anos já resolvia problemas

matemáticos complexos, sem ainda

ter estudado cálculo.

Com 16 anos conheceu Christopher

Morcom, por quem sentiu atração,

descobrindo-se homossexual. Em

1930, Marcom morreu repentinamente.

Em 1931 Turing graduou-se

em Matemática com honras, pela

Universidade de Cambridge.

Depois de formado, empreendeu

estudos para criar uma máquina

automatizada, que materializasse

a lógica humana e solucionasse

qualquer cálculo representado no

formato de um algoritmo, que seriam

exibidos no formato de instruções a

serem processadas de forma mecânica,

dentro da própria máquina.

A “Máquina de Turing” se tornou um

protótipo dos computadores modernos.

Alan Turing trabalhou como

funcionário do Governmente Code

and Cypher School e entre 1940 e

1941, e desenvolveu uma máquina

capaz de decifrar o “Enigma”, código

utilizado pelos nazistas, durante

a Segunda Guerra Mundial, dando

assim aos aliados uma vantagem

que permitiu derrotar mais depressa

a Alemanha.

Depois da guerra, trabalhou no

Laboratório Nacional de Física do

Reino Unido onde pesquisou e trabalhou

no projeto para o programa

de armazenamento de dados, o ACE.

Interessou-se também por química,

quando passou um período trabalhando

nos laboratórios da Bell, nos

Estados Unidos.

Em 1952, Alan Turing enfrentou um

processo criminal, pois na época, na

Inglaterra, o homossexualismo era

considerado crime. Foi destituído de

seu posto no Bletchley Park, o centro

inglês de descodificação, condenado

e castrado quimicamente.

Com seu prestígio relegado, Alan

morreu aos 41 anos por intoxicação

de cianeto. A princípio acreditou-se

que teria sido suicídio, mas estudiosos

concluíram que o envenenamento

se deveu a remédios que ele

compulsivamente tomava.

Uma campanha de perdão ao matemático

começou na internet, exigindo

um pedido póstumo por parte do

governo britânico.

Somente em 2009, o primeiro ministro

do Reino Unido, Gordon Brown,

pediu desculpas publicamente em

nome do governo britânico. “Alan e

muitos outros milhares de homens

gays que foram condenados por leis

homofóbicas foram tratados terrivelmente”,

disse Brown.Inglaterra, no

dia 7 de junho de 1954.

Alan Turing faleceu em Wilmslow,

Inglaterra, no dia 7 de junho de 1954.

Fonte: ebiografia.com

11


Nascido na cidade de Sobral, estado

de Ceará, no dia 26 de outubro de

1946 deixou sua marca na cultura

brasileira como cantor, músico,

compositor e intelectual.


O artista começou sua carreira ainda

criança como repentista e cantor

de feira livre a conseguia chamar

a atenção pela forma diferenciada

com que se apresentava. Belchior

sempre foi um inovador e buscava

transpor as barreiras do comum.

Na adolescência e juventude além

de aprender tocar violão dedicou-se

a estudar música e aprendeu piano,

ler partitura e desenvolveu de maneira

rápida seus conhecimentos.

O cantor chegou a trabalhar numa

rádio na cidade de Sobral, mas deseja

ir mais além e, então, resolve mudar-se

para Fortaleza onde cursou

Filosofia e chegou a dar aulas.

Nutrindo um sonho antigo o artista

começou a cursar medicina, mas foi

envolvido pela música e resolveu

abandonar seu curso e seguir com

o grupo de artistas cearenses para

São Paulo e para onde tivesse um

festival de música. O cantor era um

verdadeiro nômade e saiu do Rio de

Janeiro onde morava e foi para São

Paulo e, sempre andando desde o

final de sua vida.

Seu canto é rasgado, falado, à moda

das lavadeiras e dos penitentes nordestinos.

Nas músicas que tratam do

espaço urbano seu canto é gritante,

com a finalidade de incomodar o ouvinte,

elemento incorporado do rock.

Sua inserção na mídia é dificultada

pelo fato de investir numa obra

poética de caráter crítico.

Apenas um Rapaz e Não Leve

Flores, do álbum Alucinação,

passam algum tempo retidas na

Minha alucinação é suportar o

dia-a-dia, e o meu delírio é a

experiência com coisas reais.

censura, assim como Caso Comum

de Trânsito (1977). Por outro lado,

realiza shows com frequência e fica

conhecido por canções que falam

de amor e paz e ao mesmo tempo

incitam às lutas sociais. A canção

Velha Roupa Colorida, por exemplo,

denuncia o cerceamento da liberdade

da juventude, às vésperas do Ato

Institucional nº 5 (AI-5). Em Máquina

II, a palavra “máquina” se repete

20 vezes, um procedimento poético

concretista que alude ao processo

de industrialização e reificação do

homem.

Em 30 de abril de 2017 o artista

morreu numa casa onde morava de

favor em Santa Cruz do Sul após

sofrer um infarto com rompimento

da aorta. O cantor estava com 70

anos e longe dos holofotes da mídia

desde 2009 quando o Fantástico levantou

a polêmica sobre o sumiço e

os muitos processos de Belchior. Na

época o mesmo estava numa casa

no Chile. Fonte biografiaresumida

- Alucinação (Belchior)

13


Médico e bacteriologista inglês

(6/8/1881-11/3/1955).

Descobre a penicilina, a base dos

antibióticos, produto revolucionário

da medicina do século XX.


Antes de se mudar para Londres,

estudou nos colégios Louden Moor,

Darvel e na Academia Kilmarnock.

Na capital britânica, frequentou a

Faculdade Real Politécnica. Trabalhou

por quatro anos num escritório

de despacho e, mais tarde, ingressou

na St. Mary’s Medical School, na

Universidade de Londres. Qualificou-se

com distinção nos exames

e começou a realizar pesquisas sob

a orientação de Sir Almroth Wright,

um importante médico e pioneiro

nas pesquisas de tratamento com

vacinação.

No começo de sua carreira médica,

Fleming interessou-se pela ação

bacteriana no sangue e pela natureza

dos antissépticos.

Logo, dedicou-se a buscar uma

substância antibacteriana que

não fosse tóxica. Após um espirro

acidental sobre uma placa em que

observava o desenvolvimento de

colônias bacterianas, descobriu a

lisozima, uma substância capaz de

destruir as células bacterianas. Em

1928, também em decorrência de

condições acidentais em seu laboratório,

descobre que uma cultura

de mofo do gênero Penicillium seria

capaz de destruir bactérias responsáveis

por gerar enfermidades nos

seres humanos. Após pesquisar mais

aprofundada mente o fenômeno,

confirmou a eficácia da substância

gerada por essa cultura de mofo,

que prevenia o crescimento de bactérias

patogênicas mesmo quando

diluída 800 vezes.

A substância que descobriu foi chamada

de Penicilina, e permitiu uma

verdadeira revolução nos métodos

de tratamento médicos, marcando

o início da era dos antibióticos. No

entanto,

Fleming não conseguiu apoio financeiro

para aprofundar as pesquisas

e aperfeiçoar o medicamento, o que

foi feito apenas na primeira metade

da década de 1940, por iniciativa dos

cientistas Howard Florey e Ernst

Boris Chain, que iniciaram a produção

e distribuição em massa do

antibiótico.

A invenção lhes rendeu o prêmio

Nobel de medicina em 1945.

O cientista britânico morreu de

ataque cardíaco em 1955, e foi

enterrado na Catedral Saint Paul, em

Londres. Fonte: acervo.estadao.com

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Compositor estadunidense e está

entre os compositores mais influentes

do final do século XX.

A sua música é normalmente

chamada de minimalista


Consistindo na “simplicidade” estética,

no que diz respeito à complexidade

de sua técnica, podemos

atribuir o conceito minimalista

desde ao formato da carroceria dos

atuais carros de fórmula 1, que não

costumavam ser montados em uma

peça única, até ao gênero da

música eletrônica, que busca a

repetição constante de trechos com

função de tema e explora as possíveis

variações de acordo com o

desenvolvimento dos compassos.

Apesar de ter repulsa pela nomenclatura,

é, sem sombra de dúvidas,

um compositor minimalista.

Talvez a associação com os DJ’s

atuais o incomode, ou, quem sabe,

a limitação da palavra para definir

um artista que se consagrou ao

longo de sua carreira lançando cds

com as mais diversas participações

(destaca-se Björk, Ravi Shankar,

Yo-Yo Ma e Uakti), trilhas sonoras

para o cinema, óperas, concertos de

câmara e sinfonias.

Glass trabalhou no inusitado Nosso

Lar (2010) após um grande interesse

no roteiro, que foi enviado pelo diretor

Wagner de Assis, que também

fez o convite para que ele

trabalhasse na produção de toda a

música do filme.

Em entrevista, Wagner afirma que

Philip Glass ficou extremamente

instigado com relação ao pós-vida e

realizava ligações telefônicas questionando

sobre tal assunto.

Além disso, o compositor também

trabalhou no filme Jenipapo (1995),

que contava com Julia Lemmertz e

Marília Pêra no elenco e abordava

os conflitos de terra no interior do

país, o que – pasmem – para aquela

época já era um grande problema,

que continua sem muita solução.

A diretora Monique Ganderberg, que

dirigiu Jenipapo, está atualmente

envolvida em sua turnê de comemoração

aos 80 anos do músico,

com a divulgação de seus estudos

pessoais para piano, que ele afirma

terem dois propósitos: acrescentar

seu acervo de música solo de recital

e exercitar sua evolução no instrumento.

O que então viria a singularizar

a obra de Glass, de modo que

não vejamos semelhança entre suas

composições e a música eletrônica?

Algo chamado de Modalismo, que se

baseia em um sistema musical baseado

em modos, isto é, uma forma

específica de organizar os sons.

Até aqui se sente a presença do seu

amor pelo que faz: Glass assume

estas regras em nome da sua

disponibilidade concentrada para

a Música e vai buscar este “quadro

normativo” à própria Música:

“Quando eu era uma criança, os

meus pais puseram-me a estudar

Música porque era um sinal exterior

de uma boa educação. Quando

chegou a vez dos meus filhos, eu

apliquei-lhes a mesma receita, mas

por razões diferentes - quis, sobretudo,

que eles aproveitassem os

hábitos de trabalho que a Música

exige e que ficam para toda a vida,

seja qual for o ramo de atividade”-

Fonte: planoaberto.com.br.

19


Joseph Antoine Ferdinand Plateau,

nascido em 14 de outubro de 1801,

era um físico belga. Ele foi a primeira

pessoa a demonstrar a ilusão de uma

imagem em movimento.


Para fazer a ilusão de uma imagem

em movimento, ele usou discos de

rotação contrária repetindo imagens

desenhadas em pequenos incrementos

de movimento em uma e

fendas regularmente espaçadas na

outra. Ele chamou este dispositivo

de 1832 o Fenakistoscope.

Seu pai, nascido em Tournai, era um

talentoso pintor de flores; aos seis

anos, o jovem Joseph Plateau já sabia

ler, e isso fez dele uma criança

prodígio naqueles tempos. Enquanto

freqüentava as escolas primárias,

ele ficou particularmente impressionado

com uma lição de física:

encantado com os experimentos

vistos, ele prometeu a si mesmo penetrar

em seus segredos mais cedo

ou mais tarde.

Ele costumava passar suas férias

escolares em Marche-Les-Dames,

com seu tio e sua família: seu primo

e companheiro de brincadeira era

Auguste Payen, que mais tarde se

tornou um arquiteto e o principal

projetista das ferrovias belgas. Aos

quatorze anos ele perdeu o pai e

a mãe: o trauma causado por essa

perda o fez adoecer. Em 1827 ele se

tornou professor de matemática na

escola “Atheneum” em Bruxelas.

Ele estudou na Universidade de Liège,

onde se formou como doutor em

ciências físicas e matemáticas em

1829. Naquele ano, Joseph Plateau

apresentou sua tese de doutorado

ao seu mentor Adolphe Quetelet

para aconselhamento. Continha

apenas 27 páginas, mas formulou

um grande número de conclusões

fundamentais. Continha os primeiros

resultados de sua pesquisa sobre o

efeito das cores na retina (duração,

intensidade e cor), sua pesquisa

matemática sobre as interseções

das curvas de revolvimento (locus),

a observação da distorção das imagens

em movimento e a reconstrução

das cores. imagens distorcidas

através de discos giratórios contrários

(ele apelidou esses discos

anortoscópicos). Em 1832, Plateau

inventou um dispositivo estroboscópico

inicial, o “phenakistoscope”,

o primeiro dispositivo a dar a ilusão

de uma imagem em movimento.

Consistia em dois discos, um com

pequenas janelas radiais equidistantes,

através das quais o observador

poderia olhar, e outro contendo uma

sequência de imagens. Quando os

dois discos giravam na velocidade

correta, a sincronização das janelas

e das imagens criava um efeito

animado. A projeção de fotografias

estroboscópicas, criando a ilusão

de movimento, levou ao desenvolvimento

do cinema.

Plateau também estudou os fenômenos

da ação capilar e da tensão

superficial (Statique expérimentale

et théorique des liquides soumis aux

seules forces molecculaires, 1873).

O problema matemático da existência

de uma superfície mínima com

um determinado limite é nomeado

em sua homenagem. Ele realizou

extensos estudos de filmes de sabão

e formulou leis de Plateau que descrevem

as estruturas formadas por

tais filmes em espumas. Em 1835, foi

nomeado professor de física experimental

na Universidade de Ghent.

Em 27 de agosto de 1840 ele se casou

com Agostinho Clavareau: eles

tiveram um filho um ano depois,

em 1841. Sua filha Alice Plateau se

casou com Gustaaf Van der Mensbrugghe

em 1871, que se tornou seu

colaborador e depois seu primeiro

biógrafo.

Fascinado pela persistência de

impressões luminosas na retina, ele

realizou um experimento no qual

ele olhou diretamente para o sol por

25 segundos. Ele perdeu a visão

mais tarde em sua vida e atribuiu

a perda a esse experimento. No

entanto, isso pode não ser o caso, e

ele pode ter sofrido de uveíte crônica.

Ele morreu em Ghent em 15 de

setembro de 1883.

Fonte: .amazingbelgium.be

21


Brian Epstein, o homem que descobriu

os Beatles e os transformou na

maior sensação musical do século 20.

Mencionado muitas vezes como o

quinto integrante dos Beatles.


Brian nasceu e passou boa parte da

infância em Liverpool, mas durante

a Segunda Guerra Mundial, seu

pai decidiu levar a família para um

lugar longe das áreas conflituosas

de algumas cidades da Inglaterra

dos anos 40. Na adolescência,

chegou a pedir ao pai para estudar

design de moda e com a recusa

do senhor Harry Epstein, um judeu

de fortes convicções, Brian se viu

tendo que trabalhar no negócio

da família. A loja de discos NEMS,

ficava na Great Charlotte e ali ele

viria ter seu primeiro contato com o

nome Beatles quase que por acaso.

Na gerência do lugar, Brian teve seu

interesse despertado, quando um

cliente veio na loja, procurando um

compacto da banda. Como havia

um lema no estabelecimento de que

qualquer pedido deveria ser considerado,

ele anotou: “My Boonie. The

Beatles. Verificar na segunda-feira.”

Assim começava a história de Brian

Epstein, um gerente de uma loja

de discos que viria a transformar

quatro garotos despretensiosos de

Liverpool em um sucesso sem igual.

Em 6 de Novembro de 1961, no

famoso bar temático Cavern Club,

Brian assistia pela primeira vez uma

apresentação dos Beatles. Ele ficou

extasiado com a sonoridade e personalidade

dos 4 músicos no palco

e como já trabalhava indiretamente

no ramo, resolveu arriscar e oferecer

a proposta de empresariá-los.

Apesar de bem relutantes de inicio,

o primeiro a aceitar as imposições

por Brian foi Paul McCartney. E olha

que não foram poucas. Sem jamais

imaginar as grandiosas pretensões

de Brian, John Lennon, Paul Mc-

Cartney, George Harrison e Ringo

Starr tiveram que se adaptar uma

verdadeira revolução no visual e no

comportamento da banda. A partir

daquele instante, não era mais permitido

usar jeans, jaqueta de couro,

beber e fumar durante os shows,

dentre outras inúmeras coisas.

Quando os Beatles se aposentaram

da performance ao vivo em 1966,

Epstein achou sua influência no

grupo que estava diminuindo. Ele

usava anfetaminas desde os primeiros

dias com a banda, mas o

uso de pílulas tornou-se um problema

crescente à medida que ele se

envolvia mais com a cena de drogas

dos anos 60. Durante a gravação

de Sgt Pepper, Epstein passou um

tempo tentando chutar seu vício em

drogas, incluindo feitiços no Priorado

em Putney, em Londres.

Brian Epstein morreu de uma overdose

acidental de drogas em 27 de

agosto de 1967 .

Sua morte foi provavelmente devido

a um acúmulo do sedativo Carbitral,

misturado com álcool.

Fonte: nerdpride.com.br e beatlesbible.com

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O físico alemão Wilhelm Conrad

Röntgen estudou na Holanda e na

Suíça, formando-se em Zurique.Pela

descoberta dos raios X, foi o primeiro

a receber o Prêmio Nobel de Física,

em 1901.


No dia 27 de março de 1845, nasceu

na Alemanha o físico que revolucionaria

as ciências naturais ao descobrir

que a radiação pode atravessar

substâncias opacas à luz comum.

Röntgen interessou-se pela Física

após haver cursado engenharia

mecânica. Em novembro de 1895,

já trabalhando como professor da

Universidade de Würzburg, observou

um fenômeno surpreendente ao

fazer experimentos com um tubo de

raios catódicos.Sabia-se, na época,

que certos materiais emitiam luz

quando expostos a raios catódicos.

O tubo de raios catódicos tinha

sido inventado pelo inglês William

Crookes anos antes. Era um tubo de

vidro, dentro do qual um condutor

metálico aquecido emitia elétrons

– os raios catódicos – em direção

a outro condutor. Quando Röntgen

ligou o tubo, uma placa de material

fluorescente – bário – brilhou. Ele

desligou o tubo e o brilho sumiu.

O brilho persistiu quando ele colocou

um livro e uma folha de alumínio

entre o tubo e a placa. Alguma

coisa saía do tubo, atravessava

barreiras e atingia a placa de bário.

Röntgen concluiu que o tubo emitia,

além dos raios catódicos, algum tipo

de radiação desconhecida. Por isso

lhe deu o nome provisório de raios

X. Preferiu aperfeiçoar seus experimentos

antes de divulgá-los. Em

menos de dois meses, havia acumulado

conclusões suficientes para

publicar seus resultados.

Em dezembro, fez a radiação atravessar

a mão de sua esposa, Bertha,

durante 15 minutos. Do outro lado,

colocou uma chapa fotográfica.

Depois de revelá-la, viam-se nela

os contornos dos ossos da mão: era

a primeira radiografia da história. A

imprensa noticiou o fato com destaque

em 5 de janeiro de 1896.

A descoberta de Röntgen fez enorme

sucesso na medicina, porque

permitia, pela primeira vez, observar

o interior do corpo mantendo-o

intacto. Nesta época, ainda não se

sabia que estes raios, em excesso,

podem prejudicar o organismo. Ao

usar os raios X em suas pesquisas,

o físico francês Becquerel, alguns

meses mais tarde, descobriu a radioatividade.Röntgen

recusou um título

de nobreza que lhe foi oferecido

e preferiu não patentear qualquer

aparelho ou processo relacionado

com os raios X, pois desejava que a

humanidade se beneficiasse da sua

descoberta.

Sem ela, não conheceríamos as estruturas

das moléculas, não haveria

esperanças de curar o câncer, não

teríamos informações importantes

sobre o interior de uma série de

organismos (inclusive das múmias),

nem poderíamos ver as explosões

do Sol.

Os raios X são ondas eletromagnéticas

de comprimento muito curto,

cerca de um milhão de vezes menor

do que 1 milímetro. A tomografia

computadorizada, uma superevolução

do raio X, equivale a cerca de

130 mil radiografias.

Fonte: www.dw.com

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