Revista dos Pneus 55

apcomunicacao

GESTÃO Otimizar tarefas comuns na oficina

REPORTAGEM Convenção AB Partner decorreu no Luso

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

55

Junho 2019

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Trimestral

Entrevista alberto granadino

A Goodyear Dunlop Iberia atravessa um dos

melhores períodos da sua história. O diretorgeral

dos dois países explica porquê

LEIRILIS

APOSTA NOS PNEUS

Empresa distribuidora de peças

pretende ser uma referência

também nesta área de negócio

TIRESUR

NOVO ARMAZÉM

2020 promete ser um ano

histórico para a organização

liderada por Armando Lima

MERCADO SUV

Calçado

da moda

Tendência do segmento | Potencial de crescimento | Opinião dos players


GAMA ACTUALIZADA

ÓLEOS DE MOTOR

E CAIXAS DE VELOCIDADES

QUALIDADE / PREÇO / PERFORMANCE

PARA SI E PARA OS SEUS CLIENTES!

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E EFICIÊNCIA

RESISTÊNCIA

À OXIDAÇÃO

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PSA RETAIL: psaretail.ppe@mpsa.com | 219 497 730

SOFRAPA: sofrapa.sa@sofrapa.pt | 219 379 970

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Competência e

profissionalismo

JOÃO VIEIRA, Diretor

A

formação de profissionais

qualificados é um fator da

máxima importância para

que a experiência dos automobilistas

quando visitam

determinada oficina seja algo que satisfaça

plenamente as suas necessidades, tornando-se

num aspeto diferenciador que ajuda a fidelizar

o cliente final. A questão da formação é vital

para o sucesso do negócio e para a criação de

valor no ponto de venda.

Também a forma como o consumidor procura

informação e procede à compra está a mudar.

Cada vez mais, as soluções digitais ganham

relevância no negócio, pelo que as oficinas de

pneus têm necessariamente de acompanhar

esta tendência. A comunicação com o cliente

através das novas plataformas digitais, como

Facebook, WhatsApp ou Instagram, deverá

ser uma aposta permanente das oficinas para

conseguirem atrair as novas gerações de condutores.

Embora o mundo digital abra novas oportunidades

de comunicação e interação, também

contribui para oferecer demasiada informação

ao consumidor final, colocando-o, em determinadas

ocasiões, numa posição superior aos

profissionais das casas de pneus. Este fator não

é negativo, mas requer uma adaptação de

todos os intervenientes deste novo processo

de venda, que conta com uma referência de

preço muito clara. De facto, o preço deixa de

ser um fator diferenciador, pois está acessível

online em todos os sites das marcas e do retalho.

Mas se o negócio dos pneus tem sempre associado

um serviço de montagem, este tem de

ser feito com o máximo de qualidade. Neste

momento, a pressão de preços baixos oferecidos

ao consumidor final têm forçado as casas

de pneus a perder qualidade. Mas o sucesso

do negócio de pneus assenta numa relação de

confiança entre a loja e o cliente final. E essa

confiança só existe se os produtos tiverem qualidade.

Só com uma boa oferta de produto se

consegue criar lealdade no consumidor final e

uma rede de clientes para sustentar o negócio.

Cada vez mais, é fundamental que as casas de

pneus saibam onde querem estar no futuro,

garantindo um justo valor dos seus serviços, de

forma a poderem remunerar devidamente os

colaboradores de que dispõem e a equiparem-

-se para continuar a evoluir, garantindo sempre

mais qualidade nos serviços que prestam.

Como é óbvio, a sustentabilidade das casas

de pneus exige uma gestão rigorosa do negócio,

com especial atenção para as vertentes

da gestão financeira, comercial e de recursos

humanos. Estratégias erradas e campanhas

agressivas que pouca margem deixam para

suportar os custos das empresas, são o princípio

do fim de muitas casas de pneus.

Mas temos de perceber que os preços também

descem motivados pelo facto de haver, no

mercado, empresas que não funcionam com

as mesmas regras daquelas que cumprem a lei,

existindo total impunidade sobre operadores

que, deliberadamente, não honram os seus

compromissos financeiros. Deveria trabalhar-se

mais em soluções para ajudar a combater este

flagelo. É preciso mais fiscalização, maior critério

e mais certificação para abrir uma empresa e

mantê-la aberta ao público. Ao mesmo tempo,

o público continua a ser pouco exigente e a

maioria não valoriza a importância do pneu

na sua segurança. Continuar a eleger apenas

o preço como fator de compra, é manter as

empresas menos capazes no mercado. E, isso,

é uma questão cultural que passa por marcas e

autoridades trabalharem em conjunto.

Os desafios colocados pelo mercado e os níveis

de exigência do consumidor final vão continuar

a pressionar os operadores a prestar um serviço

de maior qualidade e de oferta diversificada.

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

Dunlop SportSmart Mk3

Inteligência

desportiva

Com o lançamento do SportSmart Mk3, a Dunlop chega aos cinco novos modelos

hypersport, no espaço de dois anos. A nova gama garante uma aderência 20%

superior em piso molhado e 23% mais eficaz em piso seco

Por: Jorge Flores

A

Dunlop continua a dar cartas

nas gamas de pneus

hypersport. Com o lançamento

do SportSmart

Mk3, o fabricante chega

aos cinco novos modelos

nesta categoria para motos, em apenas dois

anos. E não se trata de uma gama de pneus

comum. Até porque vinca o compromisso

da marca em proporcionar um produto para

cada tipo de motociclista. Os testes realizados

no circuito da Dunlop, em Mireval,

confirmam, de resto, um aumento de aderência:

20% em piso molhado; 23% em piso

seco. O SportSmart Mk3 cria, desta forma,

um novo segmento na gama hypersport, estando

centrado no desempenho dinâmico

em estrada, juntamente com o SportsSmart

TT, concebido para uma combinação de utilização

em estrada e em pista.

NOVO COMPOSTO

O SportSmart Mk3 conta com um composto

MultiTread (MT) completamente novo e com

um trio de compostos, no pneu traseiro, que

garantem aos motociclistas uma maior confiança

nas condições mais difíceis. Tudo isso

contribui para o supracitado aumento de

aderência: 20% em piso molhado; 23% em

piso seco. Ou seja, não comprometendo o desempenho

em piso molhado e melhorando a

aderência em condições de piso seco.

A tecnologia MT contém um composto central

da banda de rolamento resistente, proporcionando

uma forte tração e também se

estendendo sob a matéria mais macia dos

ombros, para ajudar a reforçar a construção.

Além disso, o composto MT para os ombros

conta com a nova resina de aderência em piso

húmido da Dunlop, combinada com as recentes

tecnologias Hi Silica e Fine Carbon. Uma

mistura “exótica” e que garante um tempo de

aquecimento mais rápido, elevando o potencial

do pneu em curva, mesmo nas condições

mais frias.

Segundo o fabricante, as maiores vantagens

que estes compostos proporcionam ao motociclista

são a “confiança e a estabilidade no

momento de travar forte”, além de permitirem

que o próprio utilizador avalie melhor os níveis

de aderência ao rolar a grande velocidade.

O agressivo padrão do piso complementa a

tecnologia: aumenta a aderência sobre piso

molhado, sem comprometer a quilometragem.

Mais: ao maximizar a evacuação ≠da água,

mas limitando o movimento que sentiriam

os motociclistas com um desenho normal, o

SportSmart Mk3 assegura grandes prestações

em todas as condições da estrada, um rápido

aquecimento e um desgaste uniforme. Tudo

em prol de uma performance duradoura. ♦

04 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Equipamento do mês

Ravaglioli RAV262AGR e RAV308H.2AGR

Jogada dupla

A PCC, empresa especialista em equipamento oficinal, lançou no mercado dois

novos elevadores de colunas independentes da marca italiana Ravaglioli. Ambos são

adaptáveis a tratores agrícolas. Um é eletromecânico, outro eletrohidráulico

Por: Jorge Flores

A

PCC acaba de lançar no mercado

não um, mas dois elevadores da

Ravaglioli. A empresa especialista

em equipamentos oficinais

aposta, desta forma, forte na conceituada

marca italiana, fundada em 1958, que é,

atualmente, um dos maiores fabricantes

mundiais do setor e líder europeu no fabrico

de elevadores e equipamentos para

pneus, com níveis de exportação de 85%

e presente em todos os continentes e em

mais de 140 países.

Os dois elevadores da Ravaglioli, agora comercializados

pela empresa de Vila Nova de

Famalicão, respondem pelas designações

de RAV262AGR (versão eletromecânica)

e RAV308H.2AGR (versão eletrohidráulica,

sem fios).

TRABALHO FACILITADO

Os novos elevadores da Ravaglioli, adaptados

para veículos agrícolas, são compostos

por duas colunas independentes com 8.500

kg de capacidade cada. Este sistema permite

ao utilizador um perfeito acesso ao veículo,

facilitando assim, os serviços em travões e

pneus. Ambas as colunas são equipadas com

adaptadores frontais e traseiros (S300A2).

O primeiro modelo (RAV262AGR) tem um

motor com 3,7 kW e uma capacidade, por

coluna, de 8.500 kg. O tempo de subida estimado,

anunciado pelo fabricante, é de 135’’.

Por seu turno, o segundo modelo

(RAV308H.2AGR) conta com um motor um

pouco menos potente (3 kW) e uma capacidade

de 670 kg por coluna. O tempo de

subida é de 120´´e de descida de 70’’.

A PCC insere-se no setor do comércio de

equipamentos auto, com implementação

do sistema de qualidade em conformidade

com a norma NP EN ISO 9001:2015. Além

disso, a empresa famalicense disponibiliza

aos parceiros e clientes o projeto de implementação,

acompanhamento da obra

e respetiva montagem de todo o tipo de

soluções auto. Representante das principais

marcas de equipamentos auto, conhecidas

internacionalmente pela sua qualidade, a

PCC disponibiliza um forte apoio pós-venda

a todos os clientes. ♦

06 | Revista dos Pneus | Junho 2019


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Mercado

Acima e abaixo

Em abril de 2019, o mercado de pneus novos de substituição, em Portugal, no

segmento Consumer, caiu 5,8% face a igual mês de 2018. Já no acumulado dos

primeiros quatro meses deste ano, verificou-se uma ligeira subida: 1,3%

Por: Bruno Castanheira

Segundo dados do Europool a que

tivemos acesso, em abril de 2019,

no que ao mercado de pneus novos

de substituição disse respeito,

venderam-se, em Portugal, no segmento

Consumer (ligeiros de passageiros, comerciais

ligeiros e 4x4), 247.639 unidades, ou seja,

menos 15.203 comparativamente ao período

homólogo do ano anterior. O que, na prática,

traduziu-se numa descida de 5,8%. Quanto

ao acumulado dos primeiros quatro meses

deste ano, registou-se uma pequena subida,

1,3% (989.296 unidades contra 977.074 transacionadas

entre janeiro e abril de 2018).

Na divisão por categorias, no quarto mês

de 2019, o mercado nacional “absorveu”

213.791 pneus radiais para veículos de passageiros

(-6,7% do que em abril de 2018),

19.538 pneus radiais para veículos comerciais

ligeiros (+0,9%) e 14.310 pneus 4x4 (-0,2%).

No acumulado de janeiro a abril de 2019,

por comparação com os primeiros quatro

meses de 2018, o Europool revela que foram

vendidos no nosso país 856.812 pneus radiais

para veículos de passageiros (+1,5%), 76.440

pneus radiais para veículos comerciais ligeiros

(+0,8%) e 56.044 pneus 4x4 (-1,5%).

Analisando os segmentos, em abril de 2019,

a maior fatia pertenceu aos pneus premium,

com 114.979 (-3,9%), seguindo-se os budget,

com 77.629 (+2,5%), e os mid, com 54.788

(-18%). No acumulado de janeiro a abril de

2019, os números alteram-se para 457.594

pneus premium (-4,3%), 273.478 pneus budget

(+3,5%) e 255.182 pneus mid (+11,4%)

comparativamente aos quatro primeiros

meses de 2018.

Quanto à tipologia, em abril de 2019, foram

comercializados 74.149 pneus HRD, ou

seja, destinados a jantes de 17” para cima

(+11,6%), 14.184 pneus SUV/4x4 (-1,1%),

11.366 pneus RFT (+38,7%) e 1.400 pneus

All Season (+38,6%). Números que, no acumulado

de janeiro a abril de 2019, alteram-se

para 273.663 pneus HRD (+7,1%), 55.918

pneus SUV/4x4 (-1,7%), 50.096 pneus

RFT (+21,8%) e 6.381 pneus All Season

(+45,5%). ♦

08 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Europool

UNIDADES ABRIL 2018 ABRIL 2019 VARIAÇÃO

Passageiros 229.134 213.791 -6,7%

Comerciais 19.363 19.538 +0,9%

4x4 14.345 14.310 -0,2%

TOTAL 262.842 247.639 -5,8%

All Season 1.010 1.400 +38,6%

HRD 66.457 74.149 +11,6%

RFT 8.193 11.366 +38,7%

SUV/4x4 14.345 14.184 -1,1%

Budget 75.752 77.629 +2,5%

Mid 66.780 54.788 -18%

Premium 119.675 114.979 -3,9%

12” 55 70 +27,3%

13” 12.574 10.374 -17,5%

14” 37.568 33.146 -11,8%

15” 72.596 62.280 -14,2%

16” 72.945 67.052 -8,1%

17” 41.788 47.669 +14,1%

18” 16.444 17.465 +6,2%

19” 5.029 5.903 +17,4%

20” 1.683 1.802 +7,1%

21” 1.223 1.170 -4,3%

22” 290 131 -54,8%

23” 0 9 -

UNIDADES JAN./ABR. 2018 JAN./ABR. 2019 VARIAÇÃO

Passageiros 844.328 856.812 +1,5%

Comerciais 75.847 76.440 +0,8%

4x4 56.899 56.044 -1,5%

Total 977.074 989.296 +1,3%

All Season 4.387 6.381 +45,5%

HRD 255.455 273.663 +7,1%

RFT 41.126 50.096 +21,8%

SUV/4x4 173.504 133.365 -23,1%

Budget 264.279 273.478 +3,5%

Mid 229.036 255.182 +11,4%

Premium 478.117 457.594 -4,3%

12” 119 168 +41,2%

13” 40.341 41.842 +3,7%

14” 134.640 138.483 +2,9%

15” 268.872 265.081 -1,4%

16” 271.993 266.692 -1,9%

17” 155.811 165.867 +6,5%

18” 65.278 73.807 +13,1%

19” 23.050 21.140 -8,3%

20” 6.982 8.397 +20,3%

21” 3.755 3.710 -1,2%

22” 583 728 +24,9%

23” -4 14 -350%

www.revistadospneus.com | 09


Destaque

Calçado

10 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Pneus para SUV

da moda

Os SUV são a grande tendência europeia no mundo automóvel. As vendas anuais

crescem a uma média de 30 a 40%. Mas e os pneus que os equipam? Também

estarão em alta no mercado nacional? Para este artigo, contactámos diversos

fabricantes e distribuidores. Mas só alguns nos deram respostas

Por: Jorge Flores

www.revistadospneus.com | 11


Destaque

Pneus para SUV

Mais do que um produto

de estação, os pneus

ligeiros para veículos

SUV equipam, sobretudo,

uma forte tendência

da indústria

automóvel. Um segmento com crescimento

médio anual, em toda a Europa, entre os

30 e os 40%. Mas os números deste tipo de

pneus não condizem, porém, com a enorme

procura dos modelos que equipam.

Embora, muitas vezes, estes pneus se cruzem,

na essência, com os 4x4 (ambos pertencem

à categoria Consumer), ambos têm

especificações próprias. Desde logo, porque

um veículo SUV não terá, necessariamente,

uma versão 4x4, dispensando o recurso a

este tipo de “calçado”. Pela mesma razão,

um pneu para SUV não foi concebido de

raiz para lidar com as mesmas “agressões”

de um pneu todo-o-terreno. São realidades

paralelas, mas algo distintas.

Mas quem melhor dos que cinco fabricantes

(e um distribuidor) para explicar a importância

deste segmento de mercado no

competitivo setor dos pneus em Portugal?

BRIDGESTONE: SEGMENTO DEPENDENTE

Em resposta à Revista dos Pneus, André

Bettencourt, diretor de marketing da Bridgestone

Europe – Sucursal em Portugal,

começou por chamar a atenção para a

“forte quebra” que este segmento sofreu

em 2018. “Segundo dados do Europool, o

segmento de mercado 4x4/SUV caiu 24%,

mas, na realidade, o importante é perceber

se o mercado teve uma quebra ou se,

porventura, voltou a valores mais realistas

com o consumo nacional”, adiantou. Segundo

estudos que a Bridgestone levou

a cabo nos últimos três anos, “o consumo

de pneus 4x4/SUV esteve bastante acima

da tendência das vendas deste tipo de

veículos, em especial os SUV com jantes

superiores a 18”. Como tal, este segmento

de mercado terá estado, em 2016 e 2017,

muito condicionado por vendas de pneus

para exportação e essa situação acabou

por condicionar os resultados em 2018,

onde se terá verificado uma redução dessa

atividade”, explicou o responsável, que

não duvida de que estamos perante um

“segmento cada vez mais condicionado

pelas vendas de veículos crossover e SUV,

em detrimento dos veículos ‘tradicionais’,

como os todo-o-terreno”. Mais: “Nos últimos

anos, graças à tendência da venda deste

tipo de veículos (mais vocacionados para

utilização em estrada) vimos surgirem

medidas de grandes dimensões, que outrora

não existiam neste segmento e que

se limitavam a jantes de 15”, 16” e 17”. Por

estes motivos, vemos, hoje, venderem-se

pneus em jantes de 18”, 19”, 20” e 21” que

outrora eram apenas presença nos veículos

ligeiros. Este incremento tem trazido

ao segmento de mercado outra dinâmica,

mas, acima de tudo, outra realidade no que

diz respeito à gestão de stocks de todos os

operadores no mercado”, assinalou ainda

André Bettencourt.

“A escolha como equipamento de origem

Bridgestone Dueler AT001

É a principal estrela do conceituado fabricante nipónico neste segmento. “Um pneu para

condutores de veículos SUV e 4x4 que procurem uma boa capacidade de tração, autolimpeza,

resistência aos furos e cortes, sem sacrificar a segurança em estrada (um fator onde muitos dos

pneus deste segmento não são fortes)”, adiantou André Bettencourt, diretor de marketing da

Bridgestone Europe – Sucursal em Portugal à Revista dos Pneus.

tem, ainda hoje, um peso muito grande,

em especial quando acoplado a esse fator

temos uma medida específica ou tecnologia

associada como, por exemplo, Run

Flat. No caso dos veículos SUV, a escolha

está mais relacionada com esse fator, mas,

no caso dos veículos todo-o-terreno, a opção

de compra vai sempre para o tipo de

utilização que se dá ao veículo, optando

12 | Revista dos Pneus | Junho 2019


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Destaque

Pneus para SUV

Continental EcoContact6

Em destaque no portefólio da marca alemã, nesta categoria. “Trata-se de um modelo de elevado

teor tecnológico, que proporciona melhorias substanciais. Oferece mais 20% de quilometragem,

uma resistência em rolamento 15% menor, melhor precisão de direção e menores distâncias de

travagem em pisos molhados e secos”, adiantou Bruno Santos, da Continental Pneus Portugal.

os clientes por escolher um pneu misto

que permita maior tração e resistência a

cortes e furos”, explicou. “Dentro desta tipologia

de consumidor, existem ainda os

verdadeiros apaixonados pela evasão, que,

não raramente, fazem viagens até destinos

longínquos, como Marrocos, em que

os pneus têm de ir a rolar durante muitos

quilómetros e, depois, desempenhar uma

função fora de estrada. Nestes casos, os

pneus mistos ou A/T como internamente

grande parte das marcas os designam (All

Terrain, ou Todos os Terrenos), são os mais

indicados”, avançou. E continuou: “Em 2017,

lançámos o Dueler AT 001, que é o pneu

indicado para este tipo de utilizações e que

tem obtido resultados muito positivos junto

destes clientes pela sua capacidade roladora

(silencioso e confortável) e resistência

a cortes. No entanto, este tipo de cliente é

cada vez mais residual e, no geral, a venda

de pneus neste segmento vive, essencialmente,

da presença como equipamento

de origem, da disponibilidade do produto

e do preço”.

Por tudo isto, na sua opinião, o sucesso

da venda deste segmento, no nosso país,

continuará a estar “dependente do sucesso

das vendas de veículos crossover e SUV”.

Não há outra forma. “As vendas de veículos

todo-o-terreno não são residuais, mas

fruto da legislação atual, acabam por ser

bastante afetadas e, como tal, vemos que

os pneus mistos ou fora-de-estrada (M/T)

acabarão por se tornar irrelevantes nas vendas

globais deste segmento. No entanto,

fruto das decisões de alguns construtores

de automóveis, baseadas na utilização particamente

estradista dos crossover e SUV,

os pneus que passarão a equipar as suas

viaturas serão mais e mais pneus ligeiros.

Desta forma, as vendas poderão ser afetadas,

mas nunca se sabe se alguma marca

automóvel não tirará da cartola um modelo

que possa, novamente, revolucionar o mercado

de veículos 4x4 e, consequentemente,

as vendas deste tipo de pneus. Para já, não

é essa a tendência”, garantiu.

CONTINENTAL:

POTENCIAL DE CRESCIMENTO

Bruno Santos, gestor de produto da Continental

Pneus Portugal, por sua vez, considera

que estamos perante um segmento

com potencial para crescer. “O segmento

SUV assistiu a um enorme crescimento e

diversificação da oferta nos últimos anos

no mercado automóvel português e europeu,

em especial, no equipamento de

origem. Nos últimos cinco anos, as vendas

de veículos do segmento SUV cresceram

46%, em média, por ano, em Portugal.

Hoje, o segmento SUV representa quase

1/3 do mercado de ligeiros de passageiros.

O mercado de substituição de pneus SUV só

pode beneficiar deste crescimento”, disse.

14 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Na sua visão, os SUV têm características

que os “distinguem de outros automóveis.

Combinam a elegância de um sedan, o espírito

aventureiro de um jipe, o comportamento

dinâmico de um desportivo, mas

são suficientemente confortáveis, práticos

e adaptam-se a qualquer circunstância do

dia a dia”, referiu. “Os SUV têm centro de

gravidade e peso mais elevados, quando

comparados com os utilitários ‘tradicionais’,

conjugado com a exigência de um

comportamento dinâmico, com estabilidade

e agilidade, elevando os padrões de

conforto. Obrigam a um grande desafio

na investigação e desenvolvimento dos

pneus”, sublinhou Bruno Santos.

“Nas categorias de SUV (desportivos, luxuosos,

SUV compactos, mini SUV e outros SUV

4x2), os pneus são utilizados, maioritariamente,

em estrada. Nestas categorias, os

condutores privilegiam o comportamento

dinâmico com estabilidade e agilidade, bem

como com elevados padrões de segurança

e conforto”, explicou. Por sua vez, nas categorias

de SUV 4x4 e pick-up para utilização

mista e/ou fora de estrada, “os condutores

privilegiam robustez e tração, conjugadas

com características de condução em estrada,

tais como segurança e conforto”,

reforçou. “Obviamente, que a notoriedade

da marca e a recomendação do ponto de

venda são outros fatores a ter em conta e

que influenciam o consumidor na escolha

da marca de pneus, bem como o equipamento

de origem do veículo”, acrescentou

o responsável da Continental Pneus Portugal,

crente de que o segmento SUV vai

“continuar a crescer e a diversificar a oferta,

em especial no equipamento de origem”.

www.revistadospneus.com | 15


Destaque

Pneus para SUV

Porquê? “Os principais construtores de automóveis

têm feito, nos últimos anos, uma

grande aposta neste segmento, com o lançamento

de novos modelos. Logo, o mercado

de substituição só poderá beneficiar

deste aumento dos modelos disponíveis.

Além de que o aumento generalizado da

idade do parque automóvel, em Portugal,

leva a que, ao longo da vida útil do automóvel,

este tenha de substituir mais vezes

os pneus”, rematou.

KUMHO TYRE: MERCADO EM ALTA

Luis Hernández, diretor de marketing da

Kumho Tyre Ibérica, considera que, tanto

em Portugal como em grande parte da Europa,

este “é um mercado em alta, como

consequência da também elevada produção

deste tipo de veículos”, começou por

afirmar. Mais vai mais longe: “É um mercado

onde muitas marcas do segmento budget

não têm presença e têm mais relevância as

Kumho Crugen KL33

Coqueluche da Kumho Tyre entre os pneus destinado aos SUV e 4x4 é o Crugen KL33. Um

produto que prima pelas qualidades em termos de conforto de condução, poupança de combustível

e aderência em pisos secos e molhados. Por sua vez, o mais recente lançamento do fabricante, neste

segmento, é o Venture AT61.

marcas premium e algumas quality. Por sua

vez, dentro destas últimas, existem marcas

que se especializaram neste mercado”, revelou

Luis Hernández à nossa revista.

De modo geral, acrescentou, “em qualquer

segmento de pneus, o elemento essencial

é a segurança. Mas no mercado SUV/4x4,

esta questão assume ainda maior relevância,

uma vez que os veículos são maiores e

mais pesados, pelo que as prestações do

pneu devem estar em consonância com o

modelo”, contou. “Na hora de escolher um

pneu adequado, neste segmento, entram

em jogo mais fatores do que num pneu de

turismo, como pode ser o caso da utilização

que o veículo terá, as estradas por onde

andará; se será na estrada ou fora dela; se

terá uma utilização mista; e, dependendo

da proporcionalidade, com diferentes percentagens

on/off road”. Em resumo, “o fator

chave é poder compaginar os critérios de

segurança e utilização com um preço razoável”,

acrescentou. Quando ao futuro,

Luis Hernández é otimista. “Quanto às inovações

tecnológicas, é certo de que, tanto

fabricantes de veículos como de pneus,

colocam grande parte dos seus esforços

em avanços para os turismos, já que são

a maior parte do parque. À medida que

esses avanços forem surgindo, logo aparecerão

nesse mercado, tanto utilitários,

como desportivos (totalmente elétricos) e,

consequentemente, pneus especiais para

esse tipo de veículos”, sublinhou o responsável

da Kumho Tyre Ibérica.

YOKOHAMA IBERIA: ABRANDAR RITMO

Maria Eduarda e Andrés A. Castro, responsáveis

da Yokohama Iberia, sustentam a sua

opinião com base nos números. “Segundo

dados do Europool, no acumulado de 2018,

registou-se uma subida de 3,2%, no que

ao mercado de pneus novos de substituição

disse respeito. Quer dizer, 2.868.331

unidades, contra 2.780.517 colocadas em

2017. No entanto, no caso do segmento 4x4,

verificou-se uma diminuição no consumo.

Esta tendência continua a manifestar-se

no primeiro trimestre de 2019”, afirmaram.

De seguida, completaram o seu raciocínio:

“Sendo evidente que os SUV são um segmento

que está, atualmente, em expansão

(e convém realçar que, em Portugal, no ano

de 2018, os SUV representaram 28% do mercado

de ligeiros de passageiros, quando,

há 10 anos, representavam apenas 1,4%),

16 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Destaque

Pneus para SUV

Yokohama Geolandar MT G003

Principal modelo da Yokohama no segmento. “Um verdadeiro MT (Mud Terrain), destinado a

4x4, pick-up e SUV, com aplicação de 80% fora de estrada e 20% de estrada. O conceito do produto

aponta uma excelente quilometragem, uma tração insuperável em terrenos mais difíceis e uma

comodidade superlativa dentro do segmento on/off. Conta com um desenho agressivo do piso e do

flanco”, garantem os responsáveis do fabricante japonês.

podemos interpretar este decréscimo no

consumo de pneus com o facto de as viaturas

4x4 da década de 90 serem cada vez

menos, já que com vendas em alta e oferta

de novos modelos, os SUV ‘invadiram’ o mercado,

roubando espaço a outros segmentos.

Após dois anos fortes na venda de viaturas

novas, é normal que, nos anos seguintes,

se note um abrandamento do mercado de

pneus de substituição”, salientaram ambos.

Mas o que procuram os utilizadores? Os

responsáveis não hesitam: “A segurança

é um dos fatores determinantes para os

proprietários de veículos SUV/4x4 na hora

de escolher o automóvel. Em estrada, o desempenho

da travagem é a prioridade número

um para os consumidores de pneus de

elevado desempenho (UHP) para veículos

SUV, seguido da capacidade de aderência

em pisos molhado e seco. O que significa?

Os condutores procuram sistemas que proporcionem

a um SUV a flexibilidade de um

utilitário. Em suma, o condutor de um SUV

procura o mesmo que qualquer utilizador:

conduzir com tranquilidade e desfrutar da

viagem”, asseguraram.

“O segmento automóvel que mais cresce

na Europa é o dos SUV e Portugal não fica

fora desta tendência. O volume de vendas

dos SUV revela um forte crescimento

em todas as marcas e as previsões para os

próximos anos seguem o mesmo ritmo de

crescimento. A verdade é que os fabricantes

alargaram a sua oferta de SUV. Nos últimos

cinco anos, foram introduzidos no mercado

64 novos modelos no segmento e estão

43 modelos em processo de lançamento.

Conclui-se que um novo modelo de automóvel

requer um novo modelo de pneus

adaptado às necessidades dos condutores.

Isso refletir-se-á num crescimento natural

deste segmento de pneus a curto e médio

prazos. Definitivamente, o conceito veio

para ficar”, frisaram.

MICHELIN: MENOR INTENSIDADE

Nuno Ferreira, responsável de relações

institucionais da Michelin, considera que

“o mercado 4x4, em Portugal, esteve em

crescimento de forma ininterrupta até 2015.

A partir dessa altura, com algumas oscilações,

manteve-se mais ou menos estável.

No entanto, a tendência continua a ser de

crescimento”, afirmou. Quais as virtudes

que estes pneus devem ter? “São veículos

que, pelas suas características, necessitam

de pneus que suportem as enormes cargas

dinâmicas, sem esquecer que o utilizador

exige a máxima segurança, precisão de

condução, duração, conforto, ruído otimizado

e, no caso de 4x4 radicais, resistência

e tração”, explicou Nuno Ferreira, que não

deixou de dar a sua perspetiva quanto ao

futuro desta categoria de pneus. “O segmento

SUV/4x4 experimentou um enorme

crescimento nos últimos anos, chegando

a alcançar, atualmente, cerca de 6% do

mercado. A previsão é que continue a ter

um crescimento percentual acima do que

existe em turismo, ainda que com menos

Michelin Pilot Sport 4 SUV

Grande novidade no catálogo do fabricante francês. Especialmente concebido para veículos SUV,

beneficia das vantagens e últimas tecnologias desenvolvidas para as gamas de altas performances

da Michelin. “Permite desfrutar de uma utilização confortável em cidade, de uma precisão de

condução em estrada e de um excelente comportamento do veículo, tanto em piso seco como

molhado.

18 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Destaque

Pneus para SUV

intensidade do que até agora”, defendeu

o responsável da Michelin.

DISPNAL: IMPORTÂNCIA CRESCENTE

Mas o que pensará um distribuidor de

pneus sobre este mercado em particular?

Luís Martins, general market manager Portugal

& Espanha da Dispnal Pneus, expressou

o seu ponto de vista à Revista dos Pneus.

“Analisando as contas finais do mercado

automóvel em 2018, concluímos, uma vez

mais, o crescente interesse dos automobilistas

portugueses pelos modelos deste

segmento, sendo o mesmo acompanhado

pelo crescimento da oferta por parte dos

principais fabricantes de automóveis. O

segmento dos SUV é, sem dúvida, aquele

que mais tem crescido nos últimos tempos

em todos os mercados. Portugal não é exceção,

e podemos encontrar dois SUV no

top 5 das vendas nacionais: Nissan Qashqai

e Renault Captur. O mercado de substituição

de pneus reflete esta mesma tendência

de crescimento, evidente para todo o segmento

SUV e com especial relevo nas jantes

de 16”, 17”, 18” e 19’’”, assegurou.

“A oferta da Dispnal nas marcas Toyo, Mickey

Thompson, Cooper, Petlas e Nankang, entre

outras que fazem parte do nosso portefólio,

reflete o foco que temos e o grau de especialização

neste tipo de produto, relativamente

ao qual não deixamos de informar e alertar

os nossos clientes para a importância crescente

do mesmo”. Luís Martins elencou, de

seguida, os critérios que considera cruciais

neste segmento: “Segurança, economia,

comportamento em estrada e, nas curtas

incursões fora de estrada (na maioria dos

casos), o conforto e o rendimento quilométrico,

que são sempre fatores decisivos

na compra, sendo que o design dos pisos

e a parede lateral também é considerado

na hora de eleger o pneu para este tipo de

viaturas. As nossas marcas respondem com

Toyo Proxes Sport SUV

É a mais recente aposta da Dispnal. “Responde às necessidades de um comportamento em

estrada focado nas prestações incondicionalmente desportivas. Os condutores mais exigentes não

abdicam de características como uma direcionalidade rigorosa e um comportamento exemplar

em condições de condução em piso molhado”, adiantou Luís Martins. Concebido e desenvolvido

com o propósito de “responder a estas necessidades críticas, sem esquecer o conforto de eleição em

condução e um rendimento quilométrico superior”, acrescentou. A tecnologia é de última geração:

Nano Balance.

distinção a todos os parâmetros mais relevantes

na hora de eleger um pneu SUV/4x4.

Existe ainda o nicho de mercado dos pneus

mais ‘trialeiros’, mais fora de estrada, onde

as nossas marcas Toyo, Mickey Thompson e

Cooper se destacam pela oferta de qualidade

superior e referencial”, disse.

Além disso, “é fundamental vender ao

cliente final o produto adequado ao seu

tipo de utilização, que poderá variar entre

100% estrada até 80 a 100% fora de

estrada. Fundamental para a satisfação do

cliente final é a seleção correta do pneu que

melhor se adequa à sua utilização diária”,

enfatizou o responsável. O futuro para este

tipo de pneus? “Com muitas propostas a

chegarem a este segmento, destaque para

os SUV elétricos, onde serão introduzidos

este ano o Audi e-tron e o Mercedes-Benz

EQC para fazer ‘companhia’ aos Jaguar I-

-PACE e Tesla Model X. Este segmento do

mercado dos pneus continuará a crescer.

As nossas marcas continuam a lançar novos

produtos e novas medidas de pneus, com o

foco sempre voltado para a qualidade dos

produtos e para a rentabilidade dos nossos

clientes na comercialização dos mesmos.

Sendo que queremos sempre disponibilizar

os melhores produtos do mercado, não

deixamos de trabalhar todos os dias com o

objetivo de assegurar aos nossos clientes

as melhores taxas de rentabilidade para o

seu negócio. Queremos ser os campeões

da rentabilidade para os nossos clientes”,

reforçou Luís Martins. u

20 | Revista dos Pneus | Junho 2019


www.hankooktire.com/es

O pneu de Altas

Prestações

que junta o

desportivismo e a

sustentabilidade

O equilíbrio

perfeito entre

o rendimento,

o conforto e a

segurança

A escolha mais

inteligente e

ecológica para o

condutor atual

SINTA A CONEXÃO

O que o separa da estrada é o que o une a ela

Portugal_Revista dos Pneus_190x270mm.indd 1 2019. 4. 30. 오후 3:51


Atualidade

Dois em um

A Goodyear revelou, no Salão de Genebra, em março, o seu mais recente protótipo

de pneu. O AERO tanto circula em estrada como serve de hélice para os automóveis

voadores autónomos do futuro

Por: Bruno Castanheira

Nada menos do que um pneu

“dois em um”. É, desta forma,

que a Goodyear classifica o AERO,

concebido para os automóveis

voadores autónomos do futuro. Este protótipo

funcionaria tanto como um pneu

para circular em estrada como uma hélice

para voar pelos céus. “Ao longo de mais de

120 anos, a Goodyear perseguiu, obsessivamente,

as inovações e as invenções, associando-se

aos pioneiros no impulsionar da

mudança e das descobertas no mundo do

22 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Goodyear AERO

tes para os pneus, enquanto que, outras,

poderão tornar-se na base de novas ideias

e produtos para o futuro. “Os protótipos

da Goodyear pretendem desencadear um

debate sobre os pneus e as tecnologias de

transporte, rumo a um novo ecossistema de

mobilidade”, afirmou Chris Helsel.

Entre as diversas características inovadoras

do protótipo AERO, encontra-se o design

multimodal: conceito multimodal de rotor

de inclinação. Serve como um trem motriz

para transferir e absorver forças para e a

partir da estrada, numa orientação tradicional

e como um sistema de propulsão

de avião, para proporcionar uma elevação,

noutra orientação. Aplicado a veículos capazes

de o fazer, o AERO daria aos futuros

passageiros a liberdade de se moverem na

perfeição da estrada para o céu.

Outro dos ex-líbris do AERO é a sua estrutura

não pneumática. Os braços do protótipo

proporcionam apoio para suportar o peso

do veículo ou atuam como lâminas de ventilador,

de modo a garantir elevação quando

o pneu esteja inclinado. Este pneu, sem ar

único, utiliza uma estrutura não pneumática

que é suficientemente flexível para amortecer

os impactos quando se conduz em estrada,

sendo suficientemente resistente para girar

às elevadas velocidades necessárias para que

os rotores criem uma elevação vertical.

PROPULSÃO MAGNÉTICA

Do rol de características do AERO, faz parte

a propulsão magnética. Este protótipo utilizaria

a força magnética para proporcionar

propulsão sem fricção. Tal permitiria alcançar

elevadas velocidades de rotação necessárias

para conduzir o veículo no solo e quando a

roda estivesse inclinada, de modo a levantar

transporte”, referiu Chris Helsel, diretor de

Tecnologia da Goodyear. “Com as empresas

de mobilidade, que procuram, no céu, a resposta

para os desafios do transporte urbano

e do congestionamento, o nosso trabalho

em arquiteturas e materiais avançados para

pneus levou-nos a imaginar uma roda que

poderia servir como um pneu tradicional na

estrada e como um sistema de propulsão

no céu”, acrescentou o responsável.

DESIGN MULTIMODAL

Embora o AERO seja um design puramente

concetual, a Goodyear encontra-se a desenvolver

algumas das suas tecnologias

mais importantes, como uma estrutura

não pneumática e capacidades inteligeno

veículo no ar e propulsioná-lo para a frente.

Já a deteção ótica que integra, faz uso de

sensores de fibra ótica baseados em luz

para monitorizar as condições da estrada,

o desgaste do pneu e a respetiva integridade

estrutural. Quanto à Inteligência

Artificial, o AERO inclui um processador

de IA integrado, destinado a combinar a

informação dos sensores do pneu com os

dados das comunicações veículo-veículo

(V2V) e veículo-infraestrutura (V2I). O processador

de IA analisa estes fluxos de dados

para recomendar uma determinada ação

(permitir que um veículo se adapte a um

modo de voo ou condução), identificar e

resolver eventuais problemas relacionados

com os pneus antes que estes ocorram. u

www.revistadospneus.com | 23


Atualidade

Leirilis aposta nos pneus

Desafio

aceite

Pedro Nascimento aceitou

o desafio de introduzir a

comercialização de pneus

na atividade da Leirilis.

O objetivo é tornar a

empresa distribuidora

de peças também num

player de referência

nesta nova área

de negócio

Por: Jorge Flores

Pedro Nascimento é um dos “históricos”

do setor dos pneus em

Portugal. E um homem que gosta

de estímulos profissionais. Recentemente,

abraçou o projeto de introduzir a

comercialização de pneus na atividade da

Leirilis, empresa conceituada na distribuição

de peças. “O setor dos pneus é sempre

um grande desafio, pois está em constante

mudança. Estou inserido no ramo há mais

de 20 anos e aprendo todos os dias. Sou e

serei sempre um homem de desafios. E este,

particularmente, diz-me muito. Aceitei-o

pela Leirilis e, em especial, pelos seus responsáveis.

Partilhamos os mesmos ideais,

carisma, eficiência e ambição”, afirma.

Uma aliança forte. “A Leirilis entrou no capital

social da PneuImpex, dando início a uma

estratégia em que ambas as empresas retiram

vantagens. A PneuImpex lançou-se na

distribuição de peças na Região Autónoma

da Madeira e, em contrapartida, a Leirilis

inicia-se no mercado dos pneus, equipamentos

e acessórios em Portugal”, explica

Pedro Nascimento. E acrescenta: “O meu conhecimento

do mercado dos pneus leva-me

a iniciar, dentro da organização Leirilis, a

nova área de negocio que até então não

existia. Sabendo que, dificilmente, qualquer

distribuidor de peças consegue entrar no

mercado de pneus, aceitei o desafio, pois

acredito que será mais fácil para a Leirilis

conseguir ser um verdadeiro player de referência

em Portugal na área dos pneus”.

PNEUS E EQUIPAMENTOS

A empresa já comercializa equipamentos

para o setor dos pneus. A tendência

será para a área de pneus crescer dentro

da empresa? “Sim. A Leirilis já comercializava

equipamentos de roda da marca

Bosch, produzidos pela Sicam, em Itália.

Da mesma fábrica, saem os equipamentos

para a Beissbarth. A Bosch abandonou a

produção deste tipo de equipamentos,

abrindo-se uma janela de oportunidade

para comercializarmos a Sicam em exclusivo

para Portugal. É uma marca de alta

qualidade de equipamentos de roda profissionais

e temos como intenção fazê-la

crescer dentro da nossa empresa”, sublinha

Pedro Nascimento.

Em termos de volume de negócio, o objetivo

será a área dos pneus “crescer a par

com os nossos clientes”, adianta. “Apesar de

ser uma nova área de negócio, acreditamos

que poderá ter um incremento substancial

na faturação total da empresa”, juntamente

com os clientes que “arranquem, também,

com pneus”, esclarece. “No entanto”, avisa a

mesma fonte, “é prematuro falarmos sobre

este assunto”.

CRIAR BASES SÓLIDAS

No segmento premium, a Leirilis comercializa

marcas como Michelin, Bridgestone,

Goodyear e Continental. Entre os pneus

quality, estará a Firestone (para a gama

de pneus comerciais) e a Hankook. “Para

marcas com a melhor qualidade a preço

mais económico, apostamos na Debica e,

em exclusivo para Portugal, na marca Atlas,

produzida pela Linglong”, reforça Pedro

Nascimento à Revista dos Pneus.

Neste primeiro ano, mais importante do

que os números, “a nossa preocupação

é criar bases sólidas, tanto para a Leirilis,

como para os nossos parceiros”, assegura. “A

empresa cresce com os seus clientes e, para

isso, a nossa estratégia está bem definida.

Estamos a formar técnicos especialistas em

pneus dentro das oficinas e a preparar os

nossos clientes para a entrada dos pneus

nas peças”, conclui. u

24 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Atualidade

Horizonte

longínquO

2020 promete ser um ano histórico para a Tiresur Portugal. A inauguração do armazém

de 8.000 m 2 , num terreno total de 24.500 m 2 , em Alverca do Ribatejo, será um forte

contributo para a empresa alargar o seu horizonte

Por: Jorge Flores

Q

uanto mais panorâmica for a

visão, melhores são as perspetivas

de futuro de uma empresa.

Armando Lima, diretor-geral da

Tiresur Portugal, está ciente disso e explicou

à Revista dos Pneus os motivos que levaram

a empresa a investir num terreno com 24.500

m 2 de área total, dos quais 8.000 m 2 são armazém,

em Alverca do Ribatejo - cuja imagem

revelamos, em exclusivo, pela primeira vez.

Um projeto ambicioso? “É realmente ambicioso

e uma grande aposta da empresa no

nosso país. Mas vamos por partes. Surgiu-nos

uma boa oportunidade de investimento aqui,

em Alverca do Ribatejo, muito próximo da

localização das atuais instalações, onde já

nos sentimos verdadeiramente em casa e

onde os clientes já nos identificam”, começa

por adiantar. “Além disso”, acrescenta, “é uma

região dotada de excelentes vias de comunicação

e que nos permite ter uma localização

estratégica para atender todo o mercado nacional.

Por fim, temos ainda a componente

de que esta região está a valorizar muito em

termos imobiliários, o que, de certa forma, nos

dá garantias de valorização do nosso ativo

e, consequentemente, da empresa em si”.

Na opinião do responsável, este era um

passo “absolutamente necessário para o

crescimento e consolidação da Tiresur em

26 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Novo armazém da Tiresur

Portugal”. Porquê? “Temos um plano estratégico

a curto/médio prazo muito claro e bem

definido. Queremos crescer não só a nível

de volume de unidades e de faturação, nos

produtos que já oferecemos ao mercado,

mas, acima de tudo, crescer em áreas que

definimos como estratégicas, como poderão

ser os pneus de camião, agrícolas, industriais

e OTR. Para isso, precisamos, literalmente, de

espaço e condições de serviço melhoradas”,

sublinha Armando Lima, acrescentando, de

seguida, que, “com estas novas instalações,

vamos poder trabalhar melhor e prestar um

serviço de excelência aos clientes, que são a

razão da nossa existência e a nossa motivação

para crescermos e melhorarmos, dia após dia”.

CONCEITO 360

O investimento da Tiresur Portugal insere-se

no conceito 360 da empresa. “No ano passado,

iniciámos esta filosofia, tanto na central

do grupo, em Espanha, como nas várias

filiais: Portugal, Brasil e Panamá. Sob o lema

“Sim, temos o que procura!”, queremos que

os clientes vejam em nós um parceiro forte

e, acima de tudo, um operador capacitado

para fornecer pneus para todas as aplicações

e segmentos existentes no mercado. Desde

pneus de moto a pneus ligeiros (turismo, 4x4/

SUV, comerciais), pneus de camião, agrícolas e

industriais. Temos uma oferta muito ampla e

completa a nível de marcas premium, quality

e budget. Basicamente, queremos ser uma

solução para toda e qualquer necessidade

que os clientes possam ter a nível de pneus”,

explica Armando Lima à nossa revista.

O responsável admite que o investimento

no novo espaço representa um esforço financeiro

significativo. “Sim, claramente. A

aposta, no nosso país, iniciou-se há cerca

de seis anos. De então para cá, felizmente,

tem sido sempre a crescer, fruto de muito

trabalho e de uma aposta em marcas fortes,

com produtos de qualidade comprovada e

reconhecida no mercado. A empresa quer

continuar a crescer no nosso país e, para isso,

é preciso investir e criar melhores condições

de trabalho e serviço”, garante.

CALENDÁRIO DE FORMAÇÃO

Mas o que poderemos, então, esperar do

novo armazém da Tiresur Portugal? “Além

do claro aumento da nossa capacidade de

armazenagem, vai permitir melhorar muito

o nosso nível de serviço, já que nos ajudará

a ser mais eficientes em termos operacionais

e, consequentemente, mais competitivos.

Teremos melhores condições de trabalho e

com as novas instalações vamos, por exemplo,

poder cumprir um sonho antigo, que é

ter um calendário anual de formação para

os clientes. Desde formação técnica, teórica

e prática nos mais variados capítulos, a

apresentações e lançamentos de produto”,

enfatiza o diretor-geral da Tiresur Portugal.

“O novo armazém vai permitir-nos avançar

na nossa visão de Qualidade-Fiabilidade-

-Continuidade! Aspetos fundamentais, relacionados

com as marcas e produtos que

representamos e vendemos, assim como

relacionados com a nossa equipa humana,

que, com melhores condições, pode ser

ainda melhor”, frisa.

Segundo Armando Lima, o novo armazém

obrigará a reforçar a força laboral.

“Sim, sem dúvida. Vamos crescer e, isso,

fará, certamente, com que tenhamos de

reforçar a equipa. Não tanto pela questão

da quantidade, mas sim pela componente

da qualidade, por forma a podermos prestar

um melhor serviço aos clientes. Além

disso, ao queremos crescer em áreas consideradas

muito técnicas, vai obrigar-nos a

ter profissionais ainda mais qualificados e

especialistas nessas áreas. De acordo com

o responsável, o novo espaço deverá estar

operacional já “no final do primeiro trimestre

do próximo ano”, até porque o objetivo é que

“2020 seja um ano histórico para a nossa

empresa!”, conclui. u

www.revistadospneus.com | 27


Opinião

Preço de compra

ou preço de venda?

A estória que, aqui, vos

conto remonta ao final

dos anos 90, trabalhava

eu num fabricante

alemão de pneus, com

responsabilidades

repartidas pelos mercados

português e espanhol

Luís Martins

General Market Manager Portugal

& Spain da Dispnal Pneus

Na altura, em Espanha, tínhamos

um problema de volume de

vendas com uma das marcas

e procurávamos dar-lhe uma

nova vida, que passava por encontrar

uma rede de dimensão nacional que

tivesse interesse em fazer um trabalho de

dedicação à marca. Encontrámos a rede

perfeita, “patrocinada” por um fabricante

concorrente, onde grande parte de

nós tinha trabalhado e nascido para o

comércio dos pneus. Preparámos, então,

a estratégia, que passava por manter

os clientes que já comercializavam a

marca e introduzi-la, nesta rede, com

um nível de preços de compra inferiores

ao dos clientes “antigos”, mediante um

acordo de volume que justificaria este

nível inferior de preços de compra. Para

além dos preços de compra “afinados”,

preparámos um pacote promocional

da marca, em consonância com as

ambições que tínhamos para a marca

e o grau de sofisticação do cliente.

Preparámos a mais sofisticada,

espetacular e divertida apresentação de

que havia memória. Sim, divertida. É que,

na altura, muita gente no comércio de

pneus confundia seriedade com sisudez,

esquecendo-se de uma das leis básicas

do comércio: ninguém compra nada

a um vendedor aborrecido. Ou pode

até comprar, se este vendedor, além de

chato, for insistente. Mas tenhamos a

certeza que será apenas para se livrar

dele e não por prazer. Prazer. Acredite ou

não, é isto que os clientes procuram.

Oferecer prazer é, definitivamente,

a melhor maneira de cativar

uma pessoa. E nós tínhamos

de cativar o presidente da

citada rede... o Mariano.

Com uma apresentação,

é a mesma coisa.

Ninguém

resiste a um produto simpático e a uma

apresentação divertida. Caprichámos na

apresentação. Foi perfeita. O produto

era, de facto, muitíssimo simpático e a

apresentação ultradivertida. O Mariano,

presidente da rede, gostou muito e

deu-nos os parabéns pela performance.

O problema veio depois. O Mariano,

fumando o seu “puro”, confirmou que o

produto era perfeito para a sua rede, nós

éramos pessoas com luz própria, carisma

e simpatia... tudo perfeito. Relativamente

aos preços de compra, quase não olhou

para eles, o que nos pareceu estranho.

Apenas perguntou, uma única vez e

em tom solene: “Esses são os vossos

melhores preços?”. Respondemos,

perentoriamente, que sim. Nesse preciso

momento, o Mariano disse: “Ok, nem

vou olhar para os preços de compra. No

entanto, na vossa brilhante apresentação,

falta o mais importante. A que preços

podemos vender os vossos pneus?”

Ficámos quase paralisados. De facto,

o Mariano tinha carradas de razão.

Deu-nos uma grande lição. E ainda

deu uma estocada final, afirmando,

perentoriamente, que, na sua

organização, todos os pontos de

venda conseguiam, em 80% dos casos,

vender aos clientes as marcas que

mais margem lhes garantiam. Hoje,

esta equação é ainda mais verdade.

De que serve um estupendo preço de

compra se, depois, não conseguimos

vender os produtos com um preço de

venda minimamente compensador

em termos de margem? Atualmente,

passamos demasiado tempo a negociar

preços de compra e nunca discutimos

preços de venda. Comercializar marcas

que garantam preços de venda sem

pressão concorrencial, é absolutamente

fundamental para um negócio de

pneus próspero e rentável. u

28 | Revista dos Pneus | Junho 2019


C

revistapneus_maio2019.pdf 2 20/05/2019 16:00:45

M

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CM

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CMY

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Salão

Forte

presença

dos pneus

A 6.ª edição da expoMECÂNICA

voltou a bater um novo recorde,

com 254 expositores, três

pavilhões e um total de 16.035

visitantes. Várias empresas de

pneus marcaram presença neste

certame dedicado ao aftermarket

Por: João Vieira

Da estreia para a 6.ª edição, o Salão

de Equipamentos, Serviços

e Peças Auto cresceu 142% em

número de expositores e 129%

em área ocupada. E foi o segundo ano

consecutivo que o evento acrescentou um

pavilhão ao seu espaço. A seguir fazemos

referência às empresas de pneus que estiveram

presentes no certame.

1 Alcaide & Salco

Criada recentemente, a Alcaide & Salco é um

novo posto de pneus localizado em Leça da Palmeira.

Faz parte de dois grupos, Pneus do Alcaide

e Grupo Salco, e esteve presente na feira

com o objetivo de mostrar os serviços que executa

para veículos ligeiros e pesados. A parte da

recauchutagem mereceu, também, destaque,

assim como a apresentação de novos pneus,

como o modelo Asymmetric 5 da Goodyear.

2 Euro Tyre

Especialista na distribuição de pneus, a Euro

Tyre apresentou-se na expoMECÂNICA com um

nova imagem e algumas novidades das marcas

Achilles e Infinity, que representa em exclusivo

para Portugal, nomeadamente os modelos

Radial 2233 UHP e Ecomax UHP. Com um

stock que se situa entre as 125 mil e 130 mil

unidades, a Euro Tyre vende, em média, entre

Portugal e Espanha, cerca de 55 mil pneus por

mês. Cobre cerca de 75% do território nacional

com duas entregas diárias. Para Telmo Barradas,

purchasing manager da unidade de pneus,

“no topo das nossas prioridades está o stock,

seguindo-se-lhe a disponibilidade, o serviço e

só depois o preço. Embora todos este fatores

sejam essenciais na nossa atividade, apostamos

na rentabilidade. O que vendemos tem de

ser rentável”.

3 Recambios Frain Portugal

A funcionar desde o dia 1 de janeiro, a empresa

aproveitou a realização da expoMECÂNICA para

se apresentar aos profissionais do setor. Francisco

Dorado, gerente, fez um balanço muito

positivo: “Fiquei muito satisfeito com a afluência

dos visitantes ao nosso stand, onde apresentámos

a gama da Nokian, que representamos

em exclusivo para Portugal. Fizemos uma

reunião com os distribuidores da marca, que

30 | Revista dos Pneus | Junho 2019


expoMECÂNICA 2019

contou com a presença de um representante

da Nokian, onde apresentámos a estratégia

para os próximos anos”. Tratando-se de uma

empresa com grande experiência no mercado

do pós-venda, pois está presente em Espanha

desde 1992, tem como objetivo replicar o modelo

de negócio no nosso país, conforme disse

Francisco Dorado. “A filosofia da empresa

sempre foi dar um serviço integral às oficinas,

desde pneus, passando pelas peças, equipamentos

e serviços diversos. Queremos trazer

este conceito para Portugal, mas será um processo

por fases, feito com calma e ponderação”,

alertou.

5 RSM

A Recauchutagem São Mamede (RSM), com

sede em Guimarães, tem como foco principal

da sua atividade a recauchutagem de pneus a

frio, em específico pneus pesados e comerciais.

Atualmente, conta com 30 funcionários. Com 18

anos de experiência a atuar, essencialmente, no

mercado nacional, encontra-se, hoje, em franca

expansão internacional, com o objetivo claro

do aumento de relações comerciais, sustentado

pela qualidade dos seus produtos e serviços e

pelo pós-venda, essencial no acompanhamento

dos clientes. No stand, estavam expostos alguns

pisos novos de marcas representadas pela

1

um serviço de gestão de frotas, com assistência

rápida disponível 24 horas e cobertura europeia.

José Lameira, responsável de operações,

estava satisfeito com a presença da empresa

na feira, que reforçou os laços de proximidade

com os clientes. Fator que é, de resto, muito

valorizado pela empresa.

7 Tiremaster

A empresa de Leça da Palmeira, que, curiosamente,

está situada a escassas centenas

de metros da expoMECÂNICA, esteve bastante

ativa nos três dias da feira. Rafael Louzán,

gerente, destacou os três eixos distintos da

2

3

4

5 6

7

4 Sobralpneus

Apresentou a sua nova representação de

pneus agrícolas e agroindustriais da marca

Vredestein, para além de divulgar a marca

Marshal e as jantes Alcoa. António Eduardo,

gerente, referiu: “A Vredestein encaixa na

nossa estratégia, pois dispõe de uma extensa

gama de produtos, desde os tratores vinhateiros

até aos de maiores dimensões, passando

pelos pequenos equipamentos, enfardadeiras

e ceifeiras. Com esta representação, estaremos

mais perto dos clientes de pneus agrícolas,

competindo com um produto de excelência”.

A Sobralpneus aproveitou a feira para

receber os clientes e confraternizar, num ambiente

mais descontraído.

8

empresa, como Marangoni e Vipal. Para Eugénio

Pereira, sócio-gerente, o balanço foi muito

positivo, tendo realizado muitos contactos com

transportadoras e público em geral.

6 Seiça

No ano em que comemora o seu 60.° aniversário,

a Seiça apresentou-se com uma imagem

moderna e renovada, de acordo com os objetivos

de crescimento que a empresa pretende

atingir. Pioneira no setor da reconstrução de

pneus, é, hoje, uma referência no mercado da

recauchutagem e fornece algumas das principais

empresas de transporte em Portugal.

Atualmente, dedica-se, também, à comercialização

de pneus novos multimarca e dispõe de

empresa: posto de venda ao público, no qual

presta o serviço a veículos ligeiros, comerciais,

4x4, pesados e de engenharia civil; assistência

a frotas de camiões 24 horas, 365 dias por ano;

revenda, que assenta numa estratégia clara de

multimarca/multiproduto. Além da distribuição

dos produtos da Z Tyre, do Grupo Zenises, a Tiremaster

deu particular ênfase à Westlake, uma

das marcas da ZC Rubber, que dispõe de uma

ampla gama de modelos para veículos de turismo

(SUV incluídos) e comerciais ligeiros.

8 Xarepa

A empresa sintrense apresentou como novidade

o Fleetpulse, um kit de monitorização da

pressão dos pneus, que pode ser montado em

qualquer tipo de jante. A marca de jantes de alumínio

Accuride, que a empresa representa em

exclusivo para o nosso país, estava presente

com alguns modelos. Sobre estas jantes, João

Silvestre, gerente, afirmou que “são o futuro no

setor dos veículos pesados. Nos EUA, de onde

são originais, 80% dos camiões usa este tipo de

jantes. Graças ao seu menor peso, asseguram

uma poupança de travões e combustível. E em

matéria de segurança, as jantes em alumínio

não têm rival”. u

www.revistadospneus.com | 31


Reportagem

Espírito

de união

A AB Tyres juntou, no primeiro dia do mês de junho, os seus principais parceiros para

anunciar uma nova estratégia de rede para o futuro, alicerçada na confiança e grande

espírito de união, conforme ficou demonstrado na convenção que decorreu no Luso

Por: João vieira

32 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Convenção AB Partner

A

Convenção AB Partner realizou-se

no Grande Hotel do

Luso, tendo contado com

mais de 100 parceiros, que

participaram, ativamente,

nesta jornada de trabalho, a qual incluiu

uma apresentação do Grupo Alves Bandeira

e das empresas Alves Bandeira Tyres e Alves

Bandeira Tyres Internacional, uma análise

do mercado automóvel nacional, por António

Cavaco, da ACAP, diversos workshops e

ainda uma Mesa Redonda, que contou com

a presença do diretor da Revista dos Pneus

como um dos moderadores. Rui Bandeira,

CEO do Grupo Alves Bandeira, deu as boas-

-vindas a todos os presentes e apresentou os

objetivos do grupo para os próximos anos,

sempre com o foco no cliente. O responsável

relembrou os desafios que as empresas vão

enfrentar a curto prazo, nomeadamente a

falta de recursos humanos e a alteração de

paradigma quanto à fonte energética que

moverá os veículos do futuro.

CONCEITO AB PARTNER VAI EVOLUIR

A Convenção AB Partner marca o início de

uma era para a relação da AB Tyres com os

seus parceiros oficinas. “Realizámos esta

convenção com o propósito de mostrar ao

mercado, em geral, e aos nossos parceiros,

em particular, a nossa proposta de valor

futuro”, disse Filipe Bandeira, responsável

da AB Tyres.

Durante o segundo semestre deste ano,

toda a equipa da AB Tyres estará dedicada

a transmitir aos parceiros a nova estratégia

FALKEN CONQUISTA MERCADO

O responsável de vendas da Falken para a Península Ibérica, Yuri Peréz

Alonso, começou por apresentar a história da marca criada em 1983 e que

pertence ao fabricante japonês Sumitomo Rubber Industries, o quinto

maior produtor mundial de pneus. A empresa construiu uma rede de

vendas de cerca de 8.000 revendedores de pneus em toda a Europa, onde

se incluem os parceiros AB Partner. “Dentro da indústria global de pneus,

a Falken é vista como a marca mais inovadora e a mais jovem, que está

na linha da frente do desenvolvimento tecnológico, como comprova o

recém criado Advanced 4D Nano Design, um processo de construção

que melhora a eficiência dos pneus nos parâmetros referidos na etiqueta

europeia: economia de combustível, nível de ruído e aderência em piso

molhado”, referiu Yuri Alonso.

Graças a esta nova tecnologia, a Falken lançou o modelo Ecorun, o

primeiro pneu da marca com etiqueta “AA”, desenvolvido especificamente

para veículos elétricos e híbridos. A Falken desenvolveu, também, o Silent

Core, que consiste numa camada inovadora de espuma de poliuretano que

reveste o interior do pneu e reduz o ruído até 10 decibéis. O revestimento

muito leve da espuma não afeta o desempenho dos pneus e graças à sua

resistência ao desgaste, dura toda a vida útil do pneu. Outra novidade

tecnológica apresentada foi o Sensing Core, que transforma o pneu num

sensor. É capaz de detetar o nível de tração do pneu e a perda de pressão

através de algoritmos de software, sem qualquer hardware adicional, como

os sensores.

A nível de produto, Yuri Alonso destacou os pneus UHP para automóveis e

SUV, nomeadamente os modelos Azenis FK510 e FK510 Azenis SUV, que

obtiveram a qualificação “Exemplar”, concedida pela Auto Bild no último

teste importante de pneus de verão feito por esta revista alemã. Serão cerca

de 40 as novas medidas que a Falken lançará este ano para a sua gama de

pneus de verão destinada a automóveis e SUV. Para veículos comerciais,

a Falken dispõe do modelo Van11, gama Euroall modelo de verão Linam

Van01 e Eurowinter Van01 para inverno.

Para homenagear a memória de Carlos Viñas, diretor ibérico da Falken

recentemente falecido, foi decidido oferecer anualmente um prémio

a uma personalidade do setor que se tenha destacado pelo contributo

ao desenvolvimento da marca no mercado. Este ano, o prestigiado

prémio foi oferecido a Paulo Santos, diretor de vendas da AB Tyres, pelo

exemplar trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos na promoção e

divulgação da marca Falken no nosso país.

www.revistadospneus.com | 33


Reportagem Convenção AB Partner

da empresa no que diz respeito à criação de

um novo conceito de rede oficinal, que tem

como grande mais-valia as sinergias que

o Grupo Alves Bandeira aporta, nomeadamente

os mais de 15.000 clientes ativos de

que dispõe e as muitas dezenas de postos de

abastecimento de combustíveis espalhados

por todo o país.

“Temos como foco apostar em marcas exclusivas

e trabalhar mais de perto com os

nossos parceiros. Vamos, também, incluir no

nosso portefólio mais dois produtos: peças e

lubrificantes. No caso das peças, temos uma

parceria com a AS Parts, do Grupo Nors, que

garante o fornecimento de uma gama completa

de produtos premium para veículos

ligeiros e pesados, e também equipamento

oficinal”, afirmou Filipe Bandeira.

A convenção foi o fórum ideal para a direção

da AB Tyres pensar em conjunto com os

seus parceiros os moldes de funcionamento

futuro da nova rede e, assim, ajudá-los a

desenvolverem o seu negócio, muito focado

nos pneus. A atual rede AB Partner

conta com 146 parceiros. “O nosso objetivo

é cobrir todo o território nacional e termos

um grande parceiro em todos os concelhos.

O limite mínimo para conseguirmos essa

cobertura são 200 parceiros, mas tem muito

a ver com a zona geográfica de cada um”,

frisou Filipe Bandeira.

FUTURO DESAFIANTE

Relativamente ao desenvolvimento do projeto

da nova rede AB Partner, Filipe Bandeira

esclareceu: “Vamos ter sempre uma equipa

comercial dedicada no terreno, que serão os

nossos interlocutores, junto dos clientes e

irão explicar a nossa proposta de mais valor

para as oficinas. O novo conceito de rede

AB Partner está a ser criado e vai ser implementado

por fases até ao final deste ano.

Quando mostramos o projeto aos parceiros,

a recetividade é muito positiva e é nesse

sentido que queremos continuar a evoluir.

Estamos bastante esperançosos. E dado o

trabalho, profissionalismo e empenho de

toda a equipa, estamos confiantes no sucesso

do novo projeto”.

Para informar os parceiros sobre a estratégia

de criação de valor, foram realizados vários

workshops, onde se destacou a exclusividade

das marcas de pneus comercializadas,

nomeadamente Falken e Davanti, a nova

parceria com a AS Parts e ainda um brainstorming

com todos os convidados, que serviu

para ouvir as suas necessidades e, também,

a troca de ideias acerca do que pode e deve

ser melhorado.

Foram, também, delineados novos objetivos

para os próximos anos, bem como

as potencialidades que o novo conceito

de rede poderá trazer e os novos desafios

que surgirão. A possibilidade de alargar as

áreas de negócio dos parceiros AB Partner,

foi um dos principais assuntos discutidos

nesta convenção, podendo, assim, surgir

novidades no futuro acerca deste tópico.

No final da convenção, houve uma Mesa

Redonda, onde os moderadores convidados

lançaram diversas questões à plateia sobre

o comércio de pneus no geral. Foi um dos

momentos altos do evento, pois permitiu

ouvir diversas opiniões sobre alguns dos

temas que mais preocupam os profissionais

do setor na atualidade e no futuro.

A AB Tyres pretende continuar a realizar este

evento anualmente, pois ações como esta

contribuem para a melhoria e evolução da

empresa, através da identificação de problemas

existentes e as suas possíveis resoluções.

Para que a cada dia que passa seja possível

servir melhor e com mais profissionalismo

os clientes. u

34 | Revista dos Pneus | Junho 2019


PNEUS DAVANTI REFORÇAM NOTORIEDADE

Comercializados em exclusivo pela AB Tyres

há apenas oito meses, os pneus Davanti já conseguiram

conquistar a confiança dos parceiros

e clientes finais. Peter Cross e Sean Maddocks,

respetivamente diretor-geral e diretor

de vendas da Davanti, estiveram presentes

na convenção para apresentarem a gama

completa da marca e reforçarem o compromisso

de oferecerem um produto de segmento

quality com um preço muito competitivo e

elevada qualidade. Totalmente desenvolvidos

pelo departamento técnico que a marca dispõe

no Reino Unido, os pneus Davanti têm pisos

próprios e exclusivos, bem como uma gama

muito completa para veículos ligeiros, 4×4 e

comerciais, com foco especial nas medidas

superiores a 17” e, também, Run Flat. Os

pneus da Davanti são testados e dispõem

de certificado TÜV e IDIADA, bem como

etiquetas energéticas com grande prestação.

De referir que todos os pneus Davanti são

vendidos com uma “Garantia de vida”, que

assegura a substituição de qualquer pneu que

esteja defeituoso devido ao processo de fabrico

ou apresente danos irreparáveis resultante do

desgaste habitual de estrada.

Com o objetivo de aumentar a notoriedade

junto do cliente final, a Davanti tem apostado

em grandes ações de marketing, sendo, atualmente,

parceiro oficial do Everton Footbal

Club. Em Portugal, é fornecedor exclusivo de

pneus para a Racing School, uma escola de

condução de veículos desportivos que funciona

no Autódromo Internacional do Algarve

(AIA). Para além de um teste à resistência e

performance dos pneus Davanti modelo DX,

é, também, um modo eficaz de comprovar o

excelente desempenho em condições extremas

de condução.

A Davanti foi lançada em 2015, depois de

alguns anos de desenvolvimento e testes. Em

quatro anos, a marca já oferece uma gama

que abrange todos os segmentos do mercado.

Desde o lançamento que a marca tem conhecido

crescimento de vendas, comercializando,

atualmente, os seus pneus em cinco continentes.

“Os pneus Davanti são produzidos numa

das mais avançadas fábrica do mundo. Isto dá

aos clientes um excelente value for money, tal

como os excelentes resultados que têm obtido

nas vendas e a eficiência da sua cadeia de

distribuição”, concluiu Peter Cross.

www.revistadospneus.com | 35


MáquinadoTempo

Raízes

militares

A Petlas Tire Industry and Trade

Company surgiu em 1976,

na Turquia. Mas não como a

conhecemos hoje. A empresa

foi formada pelas dificuldades

dos tempos, nomeadamente

devido ao embargo aplicado

ao país em 1974 para equipar

aviões militares

Por: Joana Calado

1976

A Petlas é fundada

sob o nome de Petlas

Tire Industry and

Trade Company

1993

Primeira campanha

de pneus para aviões

militares das forças

armadas turcas

1997

Transferência de ações

conclui processo de

privatização da Petlas

2004

Obtenção de certificados

de sistema de gestão

ambiental ISO 14001 e

sistema de qualidade

ISO 9001:2000

2005

Aquisição da Petlas

pelo AKO Group

36 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Petlas

No ano da criação da Petlas, a Turquia

estava há dois anos sob embargo,

depois da sua invasão ao

Chipre, o que conduziu à criação

de uma política cuja base era dar respostas

às necessidades da defesa, recorrendo

sempre a recursos nacionais. Assim, a 19

de agosto de 1976, foi criada a Petlas Tire

Industry and Trade Company, empresa estatal

cujo único objetivo era fabricar pneus

para equipar os caças da força aérea turca.

A jornada não foi fácil para a empresa de

pneus. Depois de 13 anos de pesquisa e

desenvolvimento, em 1989 é produzido o

primeiro pneu Petlas. Ao longo dos anos,

o fabricante melhorou e aumentou a sua

capacidade de produção, contando, hoje,

com um espaço de, aproximadamente, dois

milhões de milhas quadradas, no qual está

localizada a fábrica, com cerca de 250 mil

milhas quadradas.

A Petlas manteve-se a trabalhar para as

forças armadas turcas durante mais de 20

anos, tendo, em 1993, implementado a sua

primeira campanha de marketing para os

pneus que fabricava para a força aérea. Nessa

altura, já decorriam os processos de negociação

para a privatização da empresa, tendo

estes demorado sete anos a ficar concluídos.

A empresa só viria a ser privatizada em 1997.

Este foi um ponto de viragem para a Petlas,

que começou a apostar cada vez mais na

certificação da qualidade. Mas seriam precisos

mais 10 anos para ver a Petlas tomar o

rumo que, hoje, conhecemos. Quando, em

2005, o AKO Group adquiriu o fabricante

de pneus turco, começou a desenhar-se a

mudança de estratégia dentro da empresa,

até aqui especializada apenas em pneus

para aplicações militares.

Em 2007, a empresa produziu os primeiros

pneus radiais para tratores e, a partir

daí, abriu as portas a vários segmentos de

mercado. Hoje, a Petlas está presente nas

mais variadas áreas e gamas. É uma das

principais marcas no mundo dos pneus,

contando com mais de 40 anos de história

e presença em 98 países. u

Petlas é fundada

a 19 de agosto

1976

2.150

Pessoas trabalham

na Petlas

Petlas opera em

98

países

Área coberta das instalações é de

250.000

milhas quadradas

m 2

Localizada numa área com

2.000.000

milhas quadradas

2007

Início da produção de

pneus radiais de tratores

2008

Início da produção de

pneus de inverno para

automóveis de passageiros

com jantes de 13” a 16”,

em mais de 100 tamanhos

2010

Produção dos primeiros

pneus PCR e UHP de

17” e 18”. Investimento

em pneus TBR

2011

Produção dos primeiros

pneus UHP DE 19”,

pneus LVR quatro

estações e SUV (A/T)

2012

Produção dos

primeiros pneus A/T

SUV de inverno com

conhecimento da Petlas

www.revistadospneus.com | 37


tGn

d

Entrevista

O nosso negócio

em Portugal é

maduro, rentável

e sustentável

A Goodyear Dunlop Iberia atravessa um dos melhores períodos da sua história. Alberto

Granadino, diretor-geral, garante que, em Portugal, o negócio é maduro, rentável e

sustentável. Uma entrevista que vale a pena ler do princípio ao fim

Por: Bruno Castanheira

As marcas Goodyear e Dunlop

dispensam apresentações. Em

Portugal e Espanha, o negócio

assenta numa lógica de organização

ibérica, tendo como responsável máximo

Alberto Granadino. Numa entrevista

concedida à Revista dos Pneus, o diretor-geral

abordou o mercado, os novos produtos e

o futuro.

Como foi o desempenho da Goodyear em

2018 a nível mundial, especialmente na

Península Ibérica?

2018 foi um bom ano para a Goodyear. Regressámos

aos resultados positivos nas nossas

operações globais. Na EMEA (Europa, Médio

Oriente e África), região onde estão inseridos

os países da Península Ibérica, encerrámos

o exercício de 2018 com um pequeno crescimento,

cujo número total andou perto do

milhão de pneus vendidos. Se formos analisar

os mercados de Espanha e Portugal, constatamos

que voltámos a crescer nos segmentos

chave, aqueles que trazem valor acrescentado

(como o das jantes de 17” e superiores), que

é onde nos interessa liderar no futuro.

Quais são as perspetivas para 2019 em

relação a novos projetos, vendas e investimentos

a nível global?

Existem muitos projetos que a Goodyear tem

em curso atualmente, o que nos permitirá

ter uma posição de liderança no futuro.

Recentemente, anunciámos investimentos

importantes na modernização de duas das

nossas fábricas mais importantes da Europa

(Hannau e Fulda, ambas na Alemanha), onde

são produzidos muitos pneus que se vendem

em Portugal. A Goodyear investirá 106

milhões de euros nessas duas fábricas, de

modo a torná-las mais competitivas. O que

significa isto? Com esta transformação, ambas

as unidades terão capacidade para produzir

até três milhões de pneus do segmento mais

rentável e procurado, o que tem início nas

jantes de 17”. Também está em fase final de

desenvolvimento a construção de uma nova

fábrica no Luxemburgo, chamada Mercury,

na qual foram investidos 77 milhões de

euros e que terá capacidade para produzir

500 mil pneus por ano. A Mercury utilizará

um processo patenteado com estações de

trabalho altamente automatizadas e interligadas,

que utilizam tecnologias de fabrico

adaptáveis para produzir, de forma eficiente,

pneus de primeira qualidade em pequenas

quantidades sob pedido, dependendo das

necessidades dos mercados de reposição e

de equipamento original.

E quanto ao lançamento de novos produtos

em 2019?

Há semanas, teve lugar, no Circuito Ascari,

perto de Málaga, um evento muito importante

para a Goodyear. Assinalou-se o lançamento

mundial da nova linha Eagle F1 para o

segmento consumer e foi dado a conhecer o

novo posicionamento da marca. No circuito

Ascari, a Goodyear apresentou, perante mais

de 1.000 clientes de todo o mundo, incluindo,

naturalmente, os do mercado português, os

seus novos pneus para o segmento UHP e a

38 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Alberto Granadino, Diretor-Geral da Goodyear Dunlop Iberia

al

ber

oraa

ino

www.revistadospneus.com | 39


Entrevista

Alberto Granadino

gama que lhe permite regressar ao segmento

UUHP. O Eagle F1 Asymmetric 5 é o novo

modelo para o segmento UHP, que encurta

a distância de travagem em 4% e assegura,

também, maior precisão na direção. Estará

disponível para jantes de 17” a 22”, com

larguras de 205 a 315 mm e séries 50 a 25,

podendo ser montados em modelos que

variam entre o Volkswagen Golf e veículos

de grandes dimensões, como Mercedes-Benz

o Eagle F1 SuperSport RS, um pneu de circuito

homologado para estrada destinado a

veículos tão especiais como os Porsche 911

GT2 RS ou GT3 RS, de modo a atingir melhores

tempos em circuito. Mas as novidades

de produto não dizem apenas respeito ao

segmento consumer. No mundo das duas

rodas, lançámos um novo modelo hypersport,

chamado Dunlop SportSmart Mk3, e, nos

camiões, apresentámos as novas gamas de

trabalhando em conjunto com os principais

fabricantes de automóveis para dar resposta

às necessidades destes. A nossa liderança em

equipamento de origem permite-nos trabalhar

em conjunto com as principais marcas

de automóveis. Audi, BMW, Mercedes-Benz,

Porsche, Citroën, Renault, Maserati, Jaguar,

Land Rover e muitas outras marcas, trabalham

com a Goodyear para desenvolver os pneus

que são montados de fábrica nas viaturas e

O mundo da mobilidade está a mudar rapidamente

e nós devemos adaptar-nos a essas alterações

Classe C e BMW Série 3. Inclusivamente, as

versões standard do Porsche 911. Acima deste

ícone, apresentámos, também, a gama Eagle

F1 SuperSport, que contempla três pneus

desenvolvidos para serem utilizados em

estrada e em circuito, com três níveis claramente

diferenciados. Para uma utilização

em estrada e algumas incursões ocasionais

em circuito, existe o Eagle F1 SuperSport,

com jantes de 18” a 21”, projetado para veículos

compactos e desportivos de elevado

desempenho, tal como o Volkswagen Golf

GTI, para berlinas de elevado rendimento,

como BMW M3 e Mercedes-AMG C63, ou

para superdesportivos de utilização diária,

como o Porsche 911 Turbo. A seguir, existe

o Eagle F1 SuperSport R, para uma utilização

50% em estrada e 50% em circuito, estado

disponível, também, em jantes de 18” a 21”.

Foi desenvolvido para versões mais focadas

no desempenho, como Volkswagen Golf GTI

Clubsport, BMW M4 CS ou Porsche 911 GT3.

Mas a principal estrela desta nova gama é

pneus de longo curso K-Max e FuelMax Gen2.

Toda esta panóplia de novidades reforça a

nossa posição no mercado e traduz que a

Goodyear não deixa de investir para colocar

no mercado os melhores pneus, sendo uma

garantia para os clientes que confiam em nós.

Que visão tem a Goodyear em relação ao

pneu do futuro?

O mundo da mobilidade está a mudar muito

rapidamente e nós, como elemento chave

dessa mobilidade, devemos adaptar-nos às

alterações. Nos últimos tempos, temos assistido

a fabricantes tradicionais de automóveis

a entrar em novos negócios relacionados com

a mobilidade, como, por exemplo, o carsharing

ou as scooters elétricas urbanas. O que

sabemos é que os automóveis do futuro continuarão

a necessitar de pneus. E esses pneus

terão de ser capazes de estar conectados com

o veículo, de receber e transmitir informação

e de ser inteligentes. Neste sentido, a

Goodyear está a fazer grandes progressos,

que, em seguida, são colocados à venda no

mercado de substituição. O melhor exemplo

de como deve ser o pneu conectado

do futuro é-nos trazido pela parceria que

temos com a Tesloop, uma empresa que

opera com veículos autónomos da Tesla no

estado norte-americano da Califórnia. Esses

veículos percorrem uma média de até 27 mil

km por mês. Os pneus Goodyear utilizados

integram sensores, cujo objetivo é melhorar

a gestão global do pneu e maximizar o seu

tempo de atividade na frota, sendo capazes

de medir e registar, de forma contínua, a pressão

e a temperatura. Esta valiosa informação

é combinada com outros dados do veículo

e conecta-se aos algoritmos armazenados

na “nuvem” da Goodyear para melhorar as

operações globais da frota e prever quando

os pneus necessitam de serviço ou de serem

substituídos, podendo ser programadas as

mudanças na mesma altura em que se recarregam

as baterias. Tudo isto, que parece

muito futurista no segmento consumer, já

40 | Revista dos Pneus | Junho 2019


está a ser aplicado na unidade de negócio

de camião, onde todas estas características

fazem parte do pacote de serviços e soluções

que oferecemos às frotas e aos transportadores

que trabalham connosco e que fazem

parte do programa Goodyear Total Mobility.

Considera positiva a participação em salões

internacionais? Que benefícios traz

para a Goodyear?

saber antecipar as necessidades dos clientes

e dar-lhes o apoio que estes necessitam de

um fabricante são essenciais para mantermos

a estabilidade como um dos principais

players do setor.

Qual o segmento de pneus que considera

ter mais futuro? Porquê?

O de jantes de 17” para cima. Isso mesmo é

demonstrado pelo crescimento de 8,3% ao

ano alcançado na região EMEA no segmento

UHP nos últimos tempos. Em Portugal, o crescimento

de dois dígitos em 2018 neste tipo

de produtos é outro bom exemplo, refletindo

a tendência do parque circulante de veículos,

que cada vez utiliza jantes de maior diâmetro.

Devemos, também, prestar especial atenção

ao mercado de veículos elétricos e “eletrificados”,

que, em Portugal, tem mais vantagens

fiscais do que em Espanha. Neste segmento,

também são requisitados pneus para jantes

de 17” em diante. A posição da Goodyear

também é muito forte nesta área. O Tesla

Model X monta pneus Goodyear Eagle F1

em jantes de 22”, o Jaguar I-PACE equipa com

Eagle F1 de 20” e o mais recente Audi e-tron

faz uso de pneus Eagle F1 em jantes de 21”,

para citar três exemplos atuais.

Quais são, hoje, os maiores desafios para

um fabricante de pneus?

Sem dúvida que operamos num mercado

Há quanto tempo está a Goodyear presente

no mercado português?

Esta pergunta não poderia ter vindo em

melhor altura. Em 2019, celebramos 60

anos desde que a Goodyear foi constituída

como empresa em Portugal, o que aconteceu

em março de 1959. Com seis décadas

no mercado, podemos afirmar que a nossa

experiência em Portugal é sólida e madura.

E em relação à Vulco, que análise faz?

A Vulco é a nossa rede abandeirada e tem

uma presença muito destacada em Portugal,

onde conta, após as últimas adições, com 40

oficinas. Atualmente, temos uma cobertura

muito boa, que nos permite prestar serviço

a qualquer cliente em zonas estratégicas do

país. Mas não descartamos novas adesões,

desde que nos permitam melhorar a cobertura

em áreas chave. Os planos para a

rede passam pela continuidade da aposta

na formação e no apoio, em linha com os

planos que temos vindo a executar nos últimos

anos. Assim como começar a pensar

em como adaptar os modelos de negócio às

necessidades dos condutores do futuro, que

não serão iguais aos atuais devido à evolução

da mobilidade.

Que comparação faz entre os mercados

português e espanhol?

Ambos os mercados são maduros e estáveis,

em 2019, celebramos 60 anos desde que a goodyear

foi constituída como empresa em Portugal

A Goodyear está presente internacionalmente

apenas no Salão de Genebra, que

é visto como uma montra fantástica para

mostrarmos as nossas inovações e a visão

que temos acerca do pneu do futuro. Na

nossa empresa, todos os dias milhares de

engenheiros trabalham afincadamente para

desenvolver e melhorar os nossos produtos,

assim como a pensar como devem ser

eles no futuro. E, isso, é algo que outros fabricantes

não fazem. Por esse motivo, um

certame como o de Genebra é o local ideal

para mostrarmos ao grande público a aposta

continuada que fazemos na área da inovação.

Que medidas entende serem prioritárias

para garantir a sustentabilidade do negócio

de pneus em Portugal?

O nosso negócio em Portugal é maduro, rentável

e sustentável, pelo que a prioridade

é continuarmos a fazer as coisas como nos

últimos anos. Ganhar quota de mercado nos

pneus para jantes de grandes dimensões,

muito complexo, no qual existem muitos

fatores que devemos gerir. O que mais nos

tem afetado nos últimos tempos é o aumento

do preço das matérias-primas, algo que é,

de resto, transversal a todos os fabricantes.

Quanto mais aumentam os preços dos materiais

com que são fabricados os pneus, mais

caros fica produzi-los e, logicamente, nem

sempre é possível transferir esse aumento

de custo para o mercado. Outros fatores que

nos afetam diretamente são práticas como

a venda de pneus usados, algo que acarreta

grandes riscos para o condutor, já que não é

possível garantir as condições mínimas de

segurança com este tipo de produtos.

Que perspetivas tem a Goodyear para o

mercado português?

O mercado português, enquanto for maduro

e estável, continuará a ser uma prioridade

para a Goodyear. No início deste ano, Portugal

registou um crescimento percentual

superior ao mercado espanhol.

ainda que existam, logicamente, diferenças

notáveis em alguns aspetos entre os dois. Por

exemplo, Portugal cresceu no ano passado

e tem vindo a crescer em 2019 comparativamente

a Espanha a nível de sell out. Este

crescimento ocorre tanto no que diz respeito

ao mercado total como no segmento das jantes

de 17” para cima. Em Espanha, devido ao

clima e à geografia do país, as temperaturas

são mais extremas do que em Portugal e levou

a que os pneus All Season, que não eram

vendidos em Portugal, ganhassem expressão

no mercado espanhol. Esta é outra diferença

notável entre os dois mercados da Península

Ibérica. O espanhol é mais sensível ao clima

do que o português. Por isso, na Goodyear

Iberia, operamos em dois mercados com

semelhanças e diferenças entre eles, razão

pela qual parte dos nossos equipamentos

são ibéricos e outros são específicos para o

mercado português, de modo a dar resposta

às necessidades específicas dos clientes portugueses.

u

www.revistadospneus.com | 41


Entrevista

A Tiremaster

encontra-se

numa fase de

expansão

Sereno, humilde, low profile. Rafael Louzán

pertence à terceira geração de um grupo que

foi fundado, em 1942, no país vizinho, por Jesús

Louzán Giráldez, seu avô. Há cerca de oito anos,

o Grupo Louzan criou a Tiremaster, que, tal como

destaca o gerente nesta entrevista, se encontra

numa fase de expansão

Por: Bruno Castanheira

42 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Rafael Louzán, Gerente da Tiremaster

A

Tiremaster nasceu há cerca de oito anos em Leça da Palmeira

pelas mãos do Grupo Louzan, que considerou interessante

entrar, de forma direta, no mercado português. Numa

entrevista concedida à Revista dos Pneus, Rafael Louzán,

gerente, que representa a terceira geração de um grupo fundado, em

1942, pelo seu avô, Jesús Louzán Giráldez, no país vizinho, abordou a

história da Tiremaster, os projetos de expansão e as grandes apostas

da empresa.

Qual é a história que está por detrás da Tiremaster?

A Louzan, que é, hoje, um grupo, consiste na 15.ª maior empresa de

distribuição de pneus em Espanha. Há cerca de oito anos, adquiriu,

em Portugal, a Bompneu, que estava a atravessar uma situação económica

muito difícil. Esta é a origem da Tiremaster, que, quando foi

criada, já tinha este nome. Os clientes da Bompneu, bem como a sua

equipa, já eram muito bons. Foi isso que nos animou a dar este passo

em Portugal. Antes de criarmos a Tiremaster, entrevistámos cada um

dos colaboradores da Bompneu. Percebemos logo o enorme potencial

que havia para entrar no mercado português de forma direta. O

Grupo Louzan, que está localizado em Porriño, perto da fronteira com

Portugal, é proprietária da Tiremaster. Eu faço parte da terceira geração

do negócio, que começou com o meu avô, há 77 anos.

Pode dizer-se que a Tiremaster aposta em três eixos distintos?

Absolutamente. O primeiro, é o ponto de venda ao público, no qual

prestamos serviço a veículos ligeiros, comerciais, 4x4, pesados e de

engenharia civil. Desde o tratamento de toda a parte dos pneus, serviços

rápidos e manutenção de automóveis ligeiros. O segundo, é a

assistência a frotas de camiões 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Para esse efeito, dispomos de duas carrinhas e um camião-grua, bem

como uma equipa de técnicos com mais de 15 anos de experiência.

Além disso, a Tiremaster pertence a uma rede líder de assistência 24

horas a pneus da Península Ibérica (SEAS 24 Horas S.L.), que, por sua

vez, integra o grupo europeu TEN, o que nos possibilita dar assistência

noturna. O terceiro, é a revenda de pneus, com base numa estratégia

clara multimarca/multiproduto.

A Tiremaster encontra-se, atualmente, numa fase de expansão...

De facto, a Tiremaster está a atravessar uma fase mais “expansiva”.

Implementámo-nos no norte de Portugal, onde criámos um armazém

e ampliámos a equipa comercial. Mas estamos a operar, também, na

zona de Lisboa. Somos 15 pessoas na Tiremaster. Até há pouco tempo,

tínhamos apenas uma oficina. Agora, temos um armazém também,

que nos permite fazer uma distribuição a nível nacional e não apenas

na região norte de Portugal. Em 2018, contratámos um comercial para

a zona sul e estamos a expandir o nosso negócio. Dentro de pouco

tempo, prevemos abrir um armazém em Lisboa. Vendemos pouco

para fora da região norte, mas queremos expandir-nos para sul. O

novo armazém vai ajudar. O nosso objetivo é duplicar a faturação

dentro de dois anos.

Como define a Tiremaster?

A Tiremaster é uma empresa séria e sólida, que não está obcecada

com volumes nem com vendas. Pensa e define bem os seus objetivos.

Gosta de fazer as coisas com calma. Dentro de pouco tempo,

pretendemos abrir um armazém no sul de Portugal para expandirmos

o nosso negócio. Queremos dar um passo de cada vez. Não somos

www.revistadospneus.com | 43


Entrevista

Rafael Louzán

um distribuidor de volume nem uma empresa

que faz negócio de qualquer maneira,

olhando apenas para o preço. Esta forma de

estar no mercado foi-me passada pelo meu

avô e pelo meu pai. Queremos replicar na

zona sul o bom trabalho que temos feito no

norte de Portugal. Pertenço a uma família

trabalhadora. A família Louzan não gosta

de protagonismo. Prefere, antes, trabalhar

em silêncio e deixar os resultados aparecer.

Qual é a especialidade da Tiremaster?

Para além de todos os serviços relacionados

com pneus, fazemos mecânica rápida (distribuições,

pastilhas, mudanças de óleo...),

que assegura cerca de 25% do nosso volume

total de faturação. Mas é nossa intenção aumentar

essa percentagem. Além disso, somos

distribuidores, há muitos anos, de Michelin e

Hankook (esta de forma direta em Portugal).

Mas comercializamos Continental, Mabor,

Goodyear, Bridgestone, Firestone... E, depois,

somos representantes exclusivos da Z Tyre,

do Grupo Zenises, e da Westlake, uma das

marcas da ZC Rubber. Comercializamos pneus

a tiremaster é uma empresa séria e sólida, que

não está obcecada com volumes nem com vendas

para os segmentos premium, quality e budget.

E para veículos de passageiros, comerciais

ligeiros e camiões. O volume de faturação

da Tiremaster, no que aos pneus diz respeito,

divide-se entre ligeiros e de camião, numa

relação de 50% para cada lado.

As marcas Westlake e Z Tyre são as grandes

apostas da empresa?

Sem dúvida. São duas marcas muito importantes,

ainda que cada uma pelas suas razões.

A Westlake é uma marca de projeção, que,

dentro de cinco, seis ou sete anos, será um

player muito importante a nível mundial. Já

a Z Tyre, tem um conceito distinto. É produzida,

tal como a Westlake, na China, mas foi

desenhada na Europa para o mercado europeu.

É uma marca de altas prestações. O que

vendemos na Z Tyre são, sobretudo, pneus

para jantes de 17” e superiores, uma vez que

concorre no mercado de gama alta. No caso

da Westlake, que é uma marca mais generalista,

tem uma oferta mais vasta (começa

em jantes de 13”) e concorre numa gama

média. Ambas representamos em regime de

exclusividade para Portugal, ainda que, no

caso da Z Tyre, a comercialização seja feita

através de 40 agentes exclusivos, mais localizados

no norte de Portugal. Já a Westlake,

vendemos diretamente às casas de pneus.

Todas as encomendas saem, atualmente, do

nosso armazém, em Leça da Palmeira. Na zona

norte, dispomos de entregas bi-diárias. No

resto do país, asseguramos o fornecimento

em 24 horas. Com a abertura do armazém em

Lisboa, a nossa intenção é assegurar entregas

bi-diárias também no sul.

A Westlake prepara-se para ser uma marca

de referência a nível mundial?

Prepara-se. É interessante verificar o processo

que está a ser levado a cabo pelo governo

chinês, que eliminou uma série de marcas

para ficar apenas com algumas importantes

a nível mundial. A ZC Rubber, proprietária da

Westlake, é o principal fabricante de pneus

na China e o 10.° a nível mundial. A Westlake

é 100% participada pelo governo chinês, ao

contrário de outras marcas deste país que

encontramos no mercado, cuja participação

do governo chinês é de 25%. A Westlake é

uma aposta forte do governo chinês. E dentro

de poucos anos, terá um crescimento exponencial

em qualidade e quota de mercado

a nível mundial. É esta a mudança que está

a acontecer no mundo dos pneus chineses.

Que balanço faz da participação da Tiremaster

na expoMECÂNICA 2019?

Destacámos na feira as duas marcas próprias

que representamos em regime de exclusividade

para Portugal, Westlake e Z Tyre, que

oferecem uma garantia única no mercado. E

que explica porque apostamos tanto nelas.

Todos os fabricantes de pneus oferecem garantia

contra defeitos de fabrico. É de lei. Mas

a vantagem da Westlake e da Z Tyre, é que

incluem uma garantia adicional de satisfação

de 30 dias. O que significa que, durante este

período, se o cliente, por alguma razão, não

gostar dos pneus depois de tê-los experimentado,

pode perfeitamente devolvê-los sem

ter de dar sequer uma explicação. Tirando a

Westlake e a Z Tyre, nenhuma marca faz isto.

Mais: estas duas marcas ainda dispõem de

garantia que dura todo o ciclo de vida do

pneu. Em caso de desgaste, furo ou toque

num passeio, é colocado um pneu novo no lugar

do danificado para que o condutor possa

continuar a desfrutar do produto e gastá-lo

até ao final da sua vida útil. u

44 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Empresa

46 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Tuga Pneus

Nova marca para

empilhadores

A Tuga Pneus tem apostado na diversificação de mercado com os pneus

para pesados e, mais recentemente, com uma nova marca de pneus para

empilhadores, denominada Velox

Por: João Vieira

Com as novas instalações a funcionar

em pleno, Filipe Sereno

decidiu incrementar a venda de

pneus para empilhadores com

a nova marca Velox. Trata-se de um pneu

maciço fabricado, na Índia, que a empresa

comercializa, em exclusivo, para a Península

Ibérica. “Quisemos reforçar a nossa presença

no mercado de pneus para empilhadores

com uma marca de qualidade e um serviço

especial. Deslocamo-nos às instalações dos

clientes para ir buscar as rodas com os pneus

maciços usados e devolvemos as rodas com

os pneus novos já montados. É um serviço

que faz a diferença”, refere Filipe Sereno.

Para realizar este serviço, a Tuga Pneus

dispõe de uma prensa específica, que faz

a desmontagem e montagem do pneu com

toda a segurança. Embora este mercado

seja reduzido, a concorrência é menor e

as vendas ajudam a empresa a aumentar a

sua quota de mercado nestes segmentos,

juntamente com pneus de camião e jantes.

BALANÇO POSITIVO

Em termos globais, o ano de 2018 foi positivo

para a Tuga Pneus. “Crescemos no segmento

de pneus para camião, onde conseguimos

vender mais unidades, e baixámos um pouco

as vendas nos pneus de turismo. Mas conseguimos

ganhar nas outras áreas”, revela

Filipe Sereno.

A nível de produto para veículos ligeiros,

para além das marcas premium, a empresa

comercializa marcas provenientes da China.

Está a fazer quatro entregas diárias com carrinhas

próprias na zona do Porto e para o

restante país trabalha com transportadoras.

A Tuga Pneus dispõe de dois armazéns, com

uma área de 5.000 m 2 , um stock médio de

30.000 pneus e uma equipa de 15 colaboradores.

Sobre o futuro do comércio de pneus, no

geral, Filipe Sereno é da opinião que “vão

aparecer mais dificuldades para os distribuidores,

porque o mercado não está a

crescer. Pelo contrário, está estabilizado. E

a concorrência está cada vez mais agressiva,

principalmente da parte dos fabricantes, que

chegam diretamente à oficina”.

A concluir, Filipe Sereno afirma: “O futuro

não me parece que seja muito risonho.

Temos de manter uma estrutura pequena,

minimizar todos os custos e diversificar os

mercados. Queremos consolidar as vendas

com a mesma equipa. Vender o dobro ou o

triplo não me interessa, porque isso obriga a

aumentar a estrutura. Interessa sim, ter uma

base pequena para ser competitivo”. u

Tuga Pneus

Administrador Filipe Sereno | Sede Rua Serpa Pinto, n.° 161, 4050 – 585 Porto | Telefone 229 687 004 | Fax 229 686 427

Email geral@tugapneus.pt | Site www.tugapneus.pt

www.revistadospneus.com | 47


Racing Mania

FALKEN É MAIS-VALIA

A oficina de Penacova aposta na parceria com a AB Tyres desde

o seu nascimento, ainda em Coimbra. A marca Falken é encarada

como uma mais-valia para o negócio

A

Racing Mania surgiu em

Coimbra, há dois anos, num

armazém que João Pedro,

proprietário da oficina, já

dispunha. Mas, seis meses

depois, o responsável começou a pensar

em grande. E adquiriu os dois lotes onde,

hoje, se erguem, majestosamente, os edifícios.

Durante o tempo em que as obras

decorreram, o proprietário foi adquirindo

os equipamentos que considerou necessários

para se distinguir dos outros, porque,

tal como indica, “não queria ser mais uma

oficina”.

Ainda em Coimbra, João Pedro começou

a sua aventura juntamente com a Falken,

sendo a marca da Sumitomo Rubber Company,

hoje, a maior aposta da empresa.

O proprietário define-a, aliás, como uma

“aposta de qualidade”. Por isso, não é de

estranhar que se encontre nas suas instalações

máquinas topo de gama para todo

e qualquer serviço, desde a montagem de

pneus Run Flat até pneus pesados. Muitas

máquinas que existem na oficina são importadas,

pelo que são pouco utilizadas

em Portugal.

Da calibragem ao diagnóstico, a Racing

Mania está em todas as frentes. João Pedro

explica: “Alinhamos, por exemplo, a direção

de um veículo, mas ele continua com um

ligeiro desvio. Temos uma máquina que

mede a tração do pneu na estrada e que

nos permite perceber se existe algum defeito

no pneu”. Nesse caso, é possível entregar o

pneu à marca para que este seja trocado.

“Sugerimos os pneus Falken aos clientes

essencialmente pela excelente relação

qualidade/preço que apresentam. Estamos

perante um bom pneu comercializado a um

preço bastante acessível”, frisa João Pedro. E

as vendas falam por si. O proprietário afirma

que, anualmente, a Racing Mania comercializa

entre 600 a 1.000 pneus Falken. Só no

passado mês de março, a oficina colocou

500 unidades Falken no mercado.

Tendo dois armazéns ao seu dispor, João

Pedro optou por “separar as águas”. Num

48 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Publireportagem

HÁ 15 ANOS COM A AB TYRES

Parceria de sucesso

Com um stock de cerca de 700

pneus, entre ligeiros, Run Flat e

pesados, João Pedro desdobra-se

em elogios para com a empresa

que tem sido sua parceira há mais

de uma década, salientando a

disponibilidade e a proximidade com

o cliente. “Há 15 anos, quando tive a

minha primeira oficina, já trabalhava

com a AB Tyres”, recorda. A aposta

para o futuro passa por aumentar

a gama da marca, mantendo o

produto, mas adicionando medidas

diferentes para continuar a satisfazer

as necessidades do cliente. O

objetivo, esse, é claro: “Queremos

continuar a atingir (e, se possível,

superar) os objetivos que temos

definidos com a Falken”, adianta.

faz todo e qualquer serviço para veículos

ligeiros. Já o armazém contíguo, está altamente

preparado para receber veículos pesados.

No que toca à maquinaria, dispondo

a maioria dos equipamentos de montagem

e calibragem de pneus pesados de um comando

ligado por fio, os que se encontram

na Racing Mania são wireless, o que faz com

que o mecânico que as opere tenha total

liberdade de movimentos, facto que lhe

permite realizar outras tarefas.

APOSTA NA “ELETRIFICAÇÃO”

Como nem só de pneus vive esta oficina,

João Pedro levanta o véu para nos revelar

que já se encontra a apostar na formação

RACING MANIA

Gerente

João Pedro

Morada

Zona Industrial da Alagoa, Lote B4/

B5, 3360 - 052 Figueira de Lorvão

(Penacova)

Telemóvel

916 702 449

Email

joaopedro@racingmania.pt

para começarem a intervencionar veículos

elétricos. O proprietário vai ainda mais longe

e revela que pretende mesmo colocar postos

de carregamento nas suas instalações,

devido à parca oferta existente na região.

Para além dos postos de carregamento

para veículos elétricos, o proprietário está

ainda a preparar uma pequena sala de espera

para oferecer aos clientes uma forma

mais cómoda de esperar enquanto o seu

veículo recarrega as baterias. Ainda a pensar

no futuro e apostando nos veículos elétricos,

João Pedro não esquece os motores

de combustão e tem nas suas instalações

uma área totalmente dedicada à reparação

de injetores e turbocompressores. ♦

www.revistadospneus.com | 49


Notícias

Empresas

Quer participar

nos Dunlop Days?

A Dunlop dá, pela primeira vez, início, em Portugal e Espanha,

aos Dunlop Days. Esta atividade pretende permitir a qualquer

motociclista que use pneus Dunlop na sua moto rodar com os

mesmos em circuito e com um custo muito contido, já que apenas

terá de despender €40. Os Dunlop Days contam com um completo

programa, composto por seis datas em circuitos de primeira

categoria, distribuídos por toda a Península Ibérica, o qual dará

oportunidade a qualquer motociclista, indepedentemente da sua

origem, de rodar com a sua moto em circuito. O tiro de partida

será dado a 16 de junho no Motorland com a primeira etapa,

terminando, no mês de dezembro, em Jerez. A mecânica para

participar nos Dunlop Days é simples. Uma vez adquirido o jogo de

pneus nas oficinas aderentes, o cliente terá de solicitar às mesmas

um código de validação, que deverá introduzir no seu registo no

site www.dunlopdays.com após selecionar a data e o circuito em

que pretende rodar e pagar €40, nos quais se incluem o seguro e os

custos de gestão. Os lugares disponíveis por circuito são limitados.

Pirelli lançou novela gráfica

para contar a sua história

A Pirelli condensa os seus 147 anos de história em formato de novela gráfica digital de

cinco episódios, que poderá ser seguida no site da marca, em www.pirelli.com. A tecnologia

e a inovação, em termos de produto, a cultura corporativa e a comunicação,

conduzem sempre o espetador para um mundo que mistura técnicas de ilustração,

imagens históricas e gráficos em movimento, que goza de opções de aceder a conteúdo

extra em cada entrega. O projeto procura difundir os episódios mais importantes

da história da Pirelli ao grande público, a partir de materiais procedentes do arquivo

da Fundação Pirelli e das passagens recolhidas pelo livro “Pirelli. Inovação e paixão”,

do professor Carlo Bellavite Pellegrini e publicado por Il Mulino. Os cinco episódios,

acompanhados por uma banda sonora e ilustrações, cobrem toda a história da empresa,

desde a sua fundação, em 1872, até à atualidade. Os últimos 147 anos da Pirelli são

protagonizados por pessoas, tecnologia e por um espírito pioneiro reconhecido por

todo o mundo, complementado por uma importante tradição histórica e uma cultura

corporativa que une a indústria e a humanidade.

Euro Tyre anuncia

acordo com EUROMASTER

A Euro Tyre continua a investir em parcerias, firmando, desta feita,

um acordo com a rede EUROMASTER para comercialização de pneus

e peças auto. A EUROMASTER é uma das maiores redes de serviço

de pneus e mecânica rápida na Europa desde o seu início, em 1963,

cobrindo todo o tipo de viaturas, desde turismo até 4x4, passando

por comerciais. Por seu turno, a Euro Tyre dispõe do maior stock e

capacidade de resposta nacional, mantendo-se na linha da frente

do serviço de excelência. Esta parceria estabelecida com a Euro Tyre

abrange mais de 70 oficinas da rede EUROMASTER em Portugal.

ContiService inicia segunda fase

da Certificação de Qualidade

No âmbito do plano de atividades definido com vista à Certificação da Qualidade dos

agentes da rede ContiService, que está, neste momento na sua segunda fase, decorreu

mais uma ação de formação que teve a oficina como tema central. A organização oficinal

no interior e no exterior, a importância de uma boa organização, a gestão de equipas

e o plano de formação, foram alguns dos tópicos abordados nesta ação de formação

ministrada pela Polivalor. Com esta formação, pretendeu-se dotar os participantes

de ferramentas que lhes permitam otimizar e melhorar procedimentos internos e de

organização, com vista à obtenção de ganhos de eficácia e de rentabilidade. Segundo

Sandra Melo, responsável pela rede ContiService, a organização do espaço de trabalho

e tudo o que lhe está subjacente, bem como a gestão de equipas, “são os dois pontos

identificados como fundamentais para um bom desempenho em qualquer área de

negócio. No final da ação, os nossos parceiros estavam francamente satisfeitos com os

conteúdos ministrados, reconhecendo a sua elevada importância”, referiu.

50 | Revista dos Pneus | Junho 2019


LASO põe o “País a Rolar”

com a Bridgestone

A Bridgestone lançou o quarto episódio da webserie “País a Rolar”, onde apresenta o

seu cliente LASO Transportes. A empresa nasceu em 2007 e dedica-se aos transportes

especiais, sendo uma das líderes na Europa, que conta com mais de 960 colaboradores

em Portugal. “Na LASO, temos o lema de ultrapassar obstáculos e de aplicarmos,

diariamente, esta ideia no nosso trabalho. Sendo que o pneu é uma das peças mais

importantes de qualquer transporte. É com a Bridgestone que encontramos a fiabilidade

que necessitamos no dia a dia. Acreditamos que, com o apoio da Bridgestone,

não há obstáculo que nos consiga abrandar”, afirma Paulo Franco, administrador

da LASO Transportes. Sobre a escolha desta empresa, André Bettencourt, diretor de

marketing da Bridgestone Europe Sucursal em Portugal, afirmou que “a LASO é uma

das empresas que mais contribui para desenvolver o país e trabalha numa área difícil,

como é a dos transportes especiais, onde a segurança da equipa, dos procedimentos e

dos equipamentos impacta o sucesso do negócio”. Poderá acompanhar os episódios e

saber mais sobre esta webserie na página de Facebook da Bridgestone Portugal.

Campeonato Europeu de

Camiões FIA com a Goodyear

Com o início da temporada de 2019, a Goodyear confirma o seu

compromisso de longo prazo com as corridas de camiões. Para o

fabricante de pneus, é um orgulho anunciar o prolongamento da

sua parceria com a FIA enquanto fornecedor exclusivo de pneus

do Campeonato Europeu de Camiões por mais três anos, até

2021. Todos os participantes competirão, exclusivamente, com

pneus Goodyear Truck Racing. A exclusiva relação alargada com

a FIA e com a Associação Europeia de Corridas de Camiões (ETRA)

proporciona à Goodyear o cenário perfeito para mostrar as suas

inovadoras capacidades tecnológicas em pneus para camiões,

assim como para testar novas tecnologias para pneus em condições

exigentes e competitivas. Os pneus Goodyear Truck Racing são

fabricados na medida 315/70 R22,5 e utilizam uma carcaça similar

à dos pneus Goodyear de série para camiões.

BKT e Cesvi juntos

pela floresta amazónica

Acertar num pneu BKT, montar um puzzle em dois minutos, dar um pontapé numa

bola e fazer golo. Foi este o desafio lançado pela BKT na BAUMA 2019: um circuito

para desportivos experimentados mas, também, para sinceros amantes do ambiente,

como evocado pelo nome da iniciativa, “Play and stay green!”. Um jogo simples, mas

que irá contribuir, de modo concreto, para sustentar a vida da floresta Amazónica. Graças

à colaboração com a Cesvi, para os 350 participantes que percorreram o circuito

com sucesso, serão mesmo plantadas e protegidas 350 árvores. O planeta está em

perigo, mas a BKT tem-no sempre presente. É, por isso, que se empenha, constantemente,

na pesquisa de processos de materiais mais sustentáveis, além de participar

em projetos internacionais de salvaguarda do ambiente. Partindo da conceção de um

simples jogo, a BKT cumpre, assim, um novo passo na dimensão da responsabilidade

ambiental. E o prémio a ganhar é, como sempre, de altíssimo valor: contribuir para

tornar o mundo um lugar melhor para todos.

Aguesport é o novo

representante da Sportiva

Anteriormente a cargo da rede ContiService, a Sportiva, marca de

pneus do Grupo Continental, passa, agora, a ser distribuída, em

exclusivo, pela Aguesport. As duas empresas assinaram o acordo

de exclusividade, válido para os próximos cinco anos. A Aguesport,

liderada por Pedro Conceição, pretende, assim, juntar à sua oferta

de produtos uma marca com o carimbo de um líder de mercado.

Com a Sportiva, a empresa sediada em Águeda aumenta o seu

portefólio com uma marca de produção europeia e com o aval da

Continental.

www.revistadospneus.com | 51


Notícias

Empresas

Goodyear desenvolve protótipo

de pneu para concept Citroën

A Goodyear ficou encarregue de desenvolver o C100, um protótipo de pneu feito

à medida para o protótipo Citroën 19_19, um concept eleito pela Citroën para

comemorar o seu centenário, tendo sido desenhado para oferecer exclusividade,

conforto e privacidade. A Goodyear desenvolveu um pneu exclusivo para

este automóvel, em que se destacam, principalmente, as suas dimensões e uma

estética que combina com o espetacular design do 19_19. O protótipo de pneu

Goodyear C100 foi desenvolvido para oferecer a comodidade e a performance

inteligente que este veículo único requer. Ainda que o C100 seja um projeto puramente

concetual, algumas das tecnologias de que faz uso, como a estrutura

alta e estreita, são já uma realidade, enquanto que, outras, como as capacidades

inteligentes dos pneus, estão em desenvolvimento.

Rodrigues & Filhos estabelece

parceria com STARMAXX

A marca STARMAXX passou, desde o passado dia 2 de maio, a ter

como novo importador em Portugal para todas as categorias de

produto a empresa Rodrigues & Filhos. Sediada em Braga, é uma

das mais antigas empresas do setor em Portugal e decidiu, agora,

dar uma nova dimensão ao seu segmento de distribuição, com este

acordo selado, recentemente, com o fabricante de origem turca.

“Vimos como muito aliciante este desafio que nos foi lançado pelo

importante fabricante europeu, porque a marca tem uma gama

de produtos que encaixa perfeitamente na nossa estratégia”,

disse Fernando Rodrigues, administrador da empresa bracarense,

com mais de 60 anos de atividade, que vê nesta parceria uma

oportunidade excelente para servir todos os clientes e, ao mesmo

tempo, explorar novos mercados onde a sua empresa ainda não

estava presente. José Saraiva, diretor comercial da empresa e

elemento fundamental deste projeto, afirmou: “A qualidade dos

seus produtos e a extensão de gama da marca será um real valor

acrescentado que iremos proporcionar a todos os clientes”.

Continental Pneus Portugal

participa em ação de limpeza

No âmbito do Encontro anual de Quadros, os colaboradores da Continental

Pneus Portugal participaram numa ação de limpeza na praia da Vagueira, em

Vagos, Aveiro. Divididos em sete grupos, os colaboradores tiveram uma manhã

diferente, onde contribuíram, ativamente, para a limpeza de praias e recolha de

plásticos. A ação foi coordenada pela Surfrider Foundation, organização mundial

sem fins lucrativos dedicada à proteção e valorização ambiental, nomeadamente

dos lagos, rios e oceanos. Pedro Teixeira, diretor-geral da Continental Pneus Portugal

(CPP), destaca a importância destas iniciativas como alertas para a necessidade

de preservação dos oceanos e promoção da proteção do meio ambiente.

“Ações como estas mobilizam as pessoas e geram mudanças de comportamento,

ao mesmo tempo que o voluntariado ambiental assume-se como uma atividade

cívica cada vez mais importante na sociedade atual”.

Tiresur inaugura

armazém no Brasil

Perante o crescimento do volume de negócios da Tiresur no Brasil, o

distribuidor acaba de inaugurar um armazém no estado de Espírito

Santo, ampliando, deste modo, a sua presença numa das regiões mais

importantes do Brasil, como é o caso do sudeste, eixo geográfico

estratégico para o abastecimento da zona central e sul do continente

americano. A presença comercial da Tiresur verifica-se na maior parte

da América Latina e não deixa de crescer em termos de número de

países para onde já exporta, batendo recordes de faturação ano após

ano. Daí que tenha sido necessário contar com dois novos centros

logísticos, que aumentam, consideravelmente, a capacidade de stock

da Tiresur a nível global. Deste modo, a Tiresur conta já com um

total de nove armazéns, dos quais quatro estão situados no Brasil

(Salvador da Baía, Fortaleza, Recife e Espírito Santo), quatro em

Espanha (Granada, Madrid, Barcelona e Santiago de Compostela) e

um em Portugal (Lisboa). Este último, em breve será ampliado com

a construção de um importante centro logístico, cujo terreno foi,

recentemente, adquirido.

52 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Trelleborg TLC Plus recebe “2019 Disruptor Excellence Award”

O TLC Plus da Trelleborg Wheel Systems é um sistema de controlo avançado, baseado em sensores que medem a pressão dos pneus. Na Big

Disruption Conference, realizada, em Amsterdão, nos dias 11 e 12 de abril, a empresa recebeu o “2019 Disruptor Excellence Award”, que celebra

inovações disruptivas. A solução inovadora para medir a pressão dos pneus do trator em tempo real para, depois, compará-lo com o objetivo de

pressão ótima, sugerido pela aplicação TLC Plus, foi reconhecido como um grande fator na indústria de agricultura de precisão. O júri foi formado

por executivos seniores de grandes empresas globais com experiência específica em inovação corporativa e transformação digital. Lorenzo Ciferri,

vice-presidente de marketing e comunicações da Trelleborg Wheel Systems, destacou: “O nosso processo de transformação digital começou há

alguns anos, com base na nossa estratégia de oferecer ferramentas inovadoras aos clientes para otimizar as suas operações agrícolas, melhorar a

eficiência das suas máquinas e garantir o desenvolvimento sustentável para a agricultura”.

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Notícias

Empresas

Grupo Soledad renova

plataforma B2B

O Grupo Soledad atualizou a sua plataforma B2B com um design

renovado que procura facilitar o processo de compra, melhorar o

acesso às informações de cada produto e oferecer novas funções

que lhe permitam adaptar-se melhor ao produto e às necessidades

do setor. A empresa continua na vanguarda e está comprometida

com a inovação na distribuição. Por isso, a plataforma B2B também

terá acesso, através da Amazon, à assistente Alexa, que permitirá

formalizar pedidos ou solicitar informações sobre produtos, preços,

prazos de fornecimento e características mais importantes. Tudo

por voz. A Plataforma B2B dispõe de um menu mais visual e

intuitivo, onde as informações mais úteis, gráficos e informações

visuais predominam. Todas estas diferentes opções tornam o B2B

do Grupo Soledad personalizado para cada um dos seus milhares

de utilizadores, já que é a própria oficina que decide como deseja

configurar a sua plataforma e quais as informações que precisam

de ter em todos os momentos.

Ricardo Pereira é o novo embaixador

da Nokian em Portugal

Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira, conhecido, simplesmente, como Ricardo,

ex-guarda-redes da seleção portuguesa de futebol, é o embaixador da marca Nokian

em Portugal. Utilizador habitual dos pneus Nokian nas suas viaturas, Ricardo privilegia

a boa aderência dos pneus em estradas secas e molhadas e o baixo ruído de rolamento.

Recentemente, deslocou-se à Pneubase, oficina da rede Euromaster, para montar

o mais recente produto da marca finlandesa, os novos Powerproof. Concebidos para a

condução a alta velocidade, os novos pneus UHP Nokian Powerproof mantêm-se seguros,

precisos e exatos tanto em estradas molhadas como secas. O comportamento

extremamente estável proporciona uma direção muito precisa e oferece tranquilidade

tanto em mudanças de faixa a alta velocidade como em travagens súbitas. A associação

entre Ricardo e a Nokian não podia ser mais clara para os responsáveis da marca.

Tal como Ricardo, a Nokian quer ser o n.º1 da escolha dos portugueses. Esta parceria

estratégica reforça a posição da Nokian e a sua assinatura de marca.

©L2ARCHIVE

Nexen Tire inaugura complexo “univerCITY Nexen”

A Nexen Tire anunciou que realizou a cerimónia de inauguração da “univerCITY Nexen”, que deverá ser a força motriz para o crescimento futuro,

no passado dia 30 de abril de 2019. Localizada no complexo industrial de Magok, em Seul, a “univerCITY Nexen” tem um edifício de mais de 57.000

m 2 , com oito andares superiores e dois andares subterrâneos, que inclui complexos comerciais e de pesquisa. O espaço de trabalho foi concebido

como um ambiente de inovação aberta para maximizar a concentração e o trabalho em equipa. Para ajudar a preparar o caminho para uma

tecnologia mais inteligente, entre as várias instalações estão um centro de pesquisa e desenvolvimento (R&D) que pode prever e implementar

desempenhos ideais, como fabricação de produtos OE, tecnologia AI e técnica virtual de pneus. Existe, também, um centro de desempenho para

avaliar a performance de pneus e veículos, bem como um centro de pesquisa de materiais para analisar diversas dimensões nano e macro.

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54 | Revista dos Pneus | Junho 2019


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Notícias

Empresas

Dispnal Iberia assina

acordo com Petlas

Trelleborg avança com projeto

para redução de CO 2

A Trelleborg Wheel Systems irá redesenhar completamente o processo de produção

de vapor no Sri Lanka, introduzindo uma caldeira de biomassa avançada. Este é um

investimento importante, que não só reduzirá a pegada ambiental da fábrica, como,

também, melhorará a eficiência da produção. As instalações da Trelleborg, localizadas

em Makola, perto de Colombo, empregam mais de 850 pessoas e produzem pneus

sólidos para o manuseamento de materiais e indústrias portuárias. Embora a produção

de vapor seja essencial para o processo de cura de pneus, é tradicionalmente feita

numa caldeira a óleo, que é responsável pelas emissões de CO 2. Agora, a Trelleborg

está a investir numa caldeira de biomassa avançada que reduz as referidas emissões

em mais de 90%.

A Dispnal Iberia, empresa do Grupo Dispnal, anunciou a assinatura

de um acordo com a Petlas para a distribuição exclusiva da marca

de pneus turca em Espanha no que às gamas de turismo (verão

e inverno), van, SUV/4x4 e camião diz respeito, mantendo a

distribuição exclusiva para Portugal de todas as gamas deste

fabricante europeu. Em comunicado, a Dispnal Iberia destaca que

“a Petlas fabrica, na Europa, pneus de turismo, van, SUV/4x4,

camião, agrícolas, industriais, OTR e de avião, dispondo de todas

as certificações de qualidade em conformidade com a norma ISO

9001 e o certificado de garantia de qualidade industrial AQAP-110”.

Rui Chorado, presidente do Grupo Dispnal, destaca que “a ampla

gama de pneus, de qualidade inquestionável, assegura uma oferta

de valor superior aos pontos de venda dos nossos clientes. Com a

marca Petlas e a colaboração indispensável dos nossos clientes,

oferecemos o melhor serviço do mercado. É uma tripla cooperação

entre fabricante, distribuidores e cliente final”.

Pirelli celebra 25 anos do seu slogan

“A potência sem controlo de nada serve”. Este slogan, lançado há, exatamente, 25

anos, identificou a Pirelli a nível mundial. A empresa dedicou o seu Relatório Anual de

2018 a esta famosa frase, celebrando a efeméride com as reflexões de três escritores

internacionais, uma peça audiovisual e uma coleção de imagens que abordam as suas

múltiplas interpretações. O lançamento do slogan, “A potência sem controlo de nada

serve”, realizou-se em conjunto com uma campanha que ilustrava Carl Lewis, fotografado

por Annie Leibowitz, na clássica posição do velocista nos tacos de partida das

corridas de velocidade, calçando uns sapatos vermelhos de tacão alto. A fotografia,

realizada no Texas, em 1994, é um ícone da criatividade publicitária e transmite uma

mensagem que permaneceu vigente com o passar dos anos pela sua grande vinculação

com o produto final: o pneu. Ao mesmo tempo, foi superado os limites do campo

material, porque num veículo, como na vida, “a potência sem controlo de nada serve”.

Esta reflexão intemporal tem interpretações inesgotáveis e ainda hoje guia homens e

mulheres de qualquer geração com o propósito de encontrar um equilíbrio entre dois

elementos, à priori, contraditórios.

ContiService: formação

em equipamento de origem

A rede ContiService, no âmbito do ambicioso plano de formação

definido para 2019, promoveu, em Lisboa e no Porto, ações

direcionadas para técnico de serviços rápidos em manutenção de

equipamento de origem. Com esta formação, pretendeu dotar-se

os participantes de ferramentas que lhes permitam proceder à

manutenção correta do veículo, em função dos padrões e das

normas definidas pelo fabricante do mesmo. O conteúdo do módulo

contemplou diversas temáticas, desde o comando do motor,

substituição do kit e distribuição, seguindo a informação técnica

fornecida pelo fabricante do veículo. O sistema de redução de

emissão de gases poluentes, AdBlue, Éolis (PSA) e a manutenção

dos sistemas de transmissão preconizada pelo fabricante, foram,

igualmente, objeto de discussão e conversação entre os formandos.

Segundo Sandra Melo, responsável pela rede, “o programa Training

Academy, desenvolvido pelo ContiService, tem como objetivo

proporcionar aos agentes um plano de formação que potencie o seu

negócio no dia a dia e dar um acompanhamento personalizado e

pormenorizado às necessidades de cada um no que diz respeito à

formação técnica – pneus e mecânica – que permitirá prestar um

melhor serviço”.

56 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Vulco, Galusal e

Alcaide juntas no Porto

A Vulco, rede de oficinas apoiada pela Goodyear

Dunlop, especializada em pneus e mecânica rápida,

continua a crescer e acaba de anunciar a incorporação

de uma nova oficina na cidade do Porto.

A abertura deste espaço representa um antes e depois,

dado que é a primeira vez que dois dos maiores

clientes da Vulco em Portugal unem esforços para

desenvolver um projeto comum. A oficina, situada

na Rua Veloso Salgado, conta com modernas instalações

e está equipada para prestar assistência a veículos

de turismo, SUV, 4x4 e, também, camiões. Esta

nova abertura consiste na oficina número 40 que a

Vulco tem associada em Portugal, juntando-se às

mais de 290 que, atualmente, compõem a rede em

Espanha. A inauguração da oficina, que teve lugar

no passado dia 14 de maio, contou com a presença

de Alberto Granadino, diretor-geral da Goodyear

Dunlop Iberia, e de Mario Recio, diretor de retail da

Goodyear Dunlop Iberia, além de outros responsáveis

da empresa. Por parte do Grupo Salco, marcou

presença o seu diretor executivo, Agustín Salinas. Já

em representação da Pneus do Alcaide, esteve David

Laureano.

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Notícias

Empresas

Procura-se piloto Michelin

A aliança, iniciada em 2018 pela Michelin e pelo Motor & Sport Institute, ganha maior impulso com as novas ações conjuntas durante o ano de

2019. O patrocínio da equipa Teo Martín Esports no simracing continuará a ser a principal aposta. Faz pouco mais de um ano que a Michelin se

tornou no patrocinador oficial da equipa de simracing MSi eSports e no patrocinador do Motor & Sport Institute (MSi). A aposta da Michelin na

disciplina dos eSports assumiu uma nova dimensão com um êxito absoluto na sua primeira temporada. Agora, em 2019, o acordo de colaboração

entre ambas as entidades torna-se ainda mais forte e vai para além do âmbito das competições de videojogos. Enquanto patrocinador do MSi, a

imagem da Michelin tornou-se visível nas suas instalações, um complexo de 15.000 m 2 dedicado à competição, ao ensino e à tecnologia, sempre

centrados no mundo dos motores. As exclusivas instalações da Teo Martín, únicas em Espanha, contam com tecnologia de ponta e equipamento

de última geração para impulsionar o talento académico e desportivo, assim como para oferecer novas experiências aos aficionados do automobilismo.

O ponto forte da colaboração entre a Michelin e a MSi voltará a ser o campeonato “Procura-se piloto Michelin”, que celebra, em 2019, a

sua segunda edição. Uma competição com que se espera encontrar o futuro talento dos eSports na disciplina de simracing. A segunda edição do

concurso contará com o mesmo formato de rondas de qualificação para a grande final, que, desta vez, será disputada ao abrigo das finais das ESL

Mapfre Racing Series, que terão lugar em dezembro. O vencedor do concurso conquistará a oportunidade de pilotar um F3 em circuito.

ACAP realiza ação de sensibilização em Coimbra

A ACAP (Associação Automóvel de Portugal), através da sua Comissão Especializada de Produtores de Pneus (CEPP), regressou, no início de junho,

às estradas nacionais, para verificar o estado em que se encontram os pneus dos automobilistas portugueses, na nova edição da campanha de

sensibilização pública dirigida aos condutores: “Pneus? Muito mais que um acessório, a sua segurança”. Desta vez, a ação foi realizada na cidade

de Coimbra. A ACAP tem levado a cabo ações de sensibilização junto dos condutores nas cidades de Lisboa e Porto, iniciando, agora, um plano

mais abrangente a nível nacional, que integra outras zonas do

país, para além dos grandes centros urbanos. Esta campanha,

tal como todas as campanhas promovidas pela ACAP, tem como

objetivo a promoção da segurança, a eficiência económica e

ambiental do transporte rodoviário, procurando-se sensibilizar

os automobilistas para a importância dos “sapatos” dos seus automóveis.

Nas edições anteriores, a campanha revelou resultados

preocupantes, nomeadamente em relação à profundidade

do piso e da pressão dos pneus. Em 2018, foi realizado check-up

a cerca de 900 viaturas, verificando-se que, quanto ao desgaste

dos pneus (grau, uniformidade e profundidade do desenho da

banda de rodagem), 35% dos pneus analisados não estavam

em conformidade e que 48% dos pneus analisados não tinham

a pressão correta. No que respeita ao estado global dos pneus

verificados, 32% foi mesmo considerado muito perigoso para

a circulação rodoviária. Às campanhas promovidas pela ACAP/

CEPP, associam-se, ainda, a Valorpneu, a Quercus, a ANSR (Autoridade

Nacional de Segurança Rodoviária), o IMT (Instituto

da Mobilidade e dos Transportes), a PSP (Polícia de Segurança

Pública) e a GNR (Guarda Nacional Republicana).

58 | Revista dos Pneus | Junho 2019


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Notícias

Produto

Yokohama aposta forte

na gama GEOLANDAR

A Yokohama iniciou a comercialização do GEOLANDAR X-CV,

um pneu de estrada da gama GEOLANDAR para SUV. O pneu

está disponível em 23 medidas, desde 275/40 R22 108W

até 255/55 R18 109W. A denominação “CV” do GEOLANDAR

X-CV significa, em inglês, “Crossover Vehicles” (veículos

crossover). É um pneu de utilização 100% de estrada

desenvolvido, especificamente, para este segmento, cada

vez mais popular, de médios e grandes crossovers e SUV

de alto rendimento, que oferecem um desempenho em alta

velocidade e manobrabilidade. Além de cumprir com todos

os requisitos de segurança, conforto, durabilidade e eficiência

de combustível ideal para SUV, o GEOLANDAR X-CV dispõe da

designação M+S. Adicionalmente, todas as medidas do pneu

têm código de velocidade “W”, indicado para velocidades

de até 270 km/h. O pneu conta com um piso assimétrico de

quatro sulcos retos e uma combinação de lâminas em 2D e 3D.

Falken AZENIS FK510

equipa Porsche Macan

A Falken foi aprovada como fornecedor de equipamento original para a atual geração

do Porsche Macan com o modelo Azenis FK510, nas medidas 235/60 R18 e 255/55 R18.

A versão para SUV deste pneu tem código de velocidade “W” (até 270 km/h) e um índice

de carga de 103 e 105. Este pneu para SUV incorpora, com sucesso, um novo e inovador

design que lhe permite oferecer resposta de direção precisa, cujo perfil aumenta perfeitamente

a flexibilidade das paredes laterais. O que se traduz num conforto extraordinário

de condução, garantindo um desempenho muito equilibrado. Este pneu está adaptado

às exigências do Porsche Macan graças a tecnologias como o ACP (pressão constante,

adaptada na sigla em inglês), o que aumenta a potência de travagem, a estabilidade e a

dinâmica de condução.

Bridgestone inova

com lançamentos para a BMW

A Bridgestone, o principal fornecedor de pneus da BMW, está a dinamizar o mercado com a mais recente

tecnologia do setor. As novas versões das Séries X5, 8 e 3 lançadas pela marca alemã vieram comprovar

isso, todas elas dotadas de pneus Bridgestone como equipamento de origem. Os pneus de equipamento

de origem que a Bridgestone fornece foram especificamente desenvolvidos para cada tipo de veículo, um

processo que pode levar mais de dois anos. Isto levou a Bridgestone a reduzir a resistência ao rolamento

para níveis inéditos, diminuindo o consumo de combustível e melhorando a vida útil do pneu, enquanto

tem continuamente melhorado a segurança, travagem, condução e conforto. Ao mesmo tempo, fornece

a Tecnologia Run Flat, criada e aperfeiçoada para permitir que os veículos continuem a andar com pneus

furados, e a tecnologia Ologic, desenvolvida, especificamente, para atender aos pedidos exclusivos de

veículos elétricos, como os BMW i3, i3s e i8.

60 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Michelin Track

Connect: o pneu

conectado

Com o lançamento do Michelin Track Connect

na Europa, em 2018, a Michelin tornou-

-se no primeiro fabricante do mercado a

oferecer um pneu conectado para os condutores

que desejam melhorar a experiência

de condução em circuito durante os track days.

Agora, a Michelin lança esta oferta no mercado

português. Uma inovadora solução, derivada

da tecnologia utilizada em competição,

com a qual os condutores podem dispor de

aconselhamento e informação personalizada

para ajustar a pressão dos pneus de

forma adequada, em função das condições

do circuito, com o objetivo de melhorar a performance.

O sistema funciona graças à aplicação

Michelin Track Connect, que o condutor

pode instalar no seu smartphone, e aos sensores

instalados no interior dos pneus, que estão

encarregues de receber e enviar a informação

a um recetor que se coloca no interior do

veículo. O recetor transmite a informação à

app Michelin Track Connect.

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Notícias

Produto

Continental lança primeiro pneu para autocarros elétricos

Os autocarros elétricos são, regra geral, mais pesados do que os seus congéneres Diesel devido ao peso das baterias. Para responder a esta necessidade,

é necessário combinar aderência, robustez e capacidade de carga superior face a um pneu “convencional”. A Continental dá resposta

a esta necessidade com os novos pneus Conti Urban HA3 315/60 R22.5 154/148J (156/150F). Estes pneus, para todos os eixos, direcionados para

o transporte urbano de passageiros, apresentam uma aderência excelente e uma capacidade de carga até oito toneladas por eixo, ou seja 0,5

toneladas a mais do que o convencional. O Conti Urban HA3 apresenta um índice de carga superior graças à sua carcaça robusta, com elevada

densidade e espessura de aço. Dispõe, também, de um composto do piso com elevada durabilidade, com uma elevada proporção de borracha

natural, o que aumenta a resistência à abrasão, cortes múltiplos e arrancamentos, proporcionando uma longa vida útil à utilização total do potencial

de quilometragem do pneu.

Aeolus oferece garantia

de 100% para os seus pneus

Na compra de pneus Aeolus, o cliente recebe uma garantia de 100% por dois anos. A

Aeolus é a única marca a oferecer este tipo de garantia neste segmento. Tal significa que o

cliente será totalmente reembolsado, independentemente da causa, se o pneu tiver de ser

substituído dentro de dois anos. Esta garantia, juntamente com a garantia de revestimento e

assistência rodoviária 24 horas por dia e 7 dias por semana, comprova a sólida relação preço/

qualidade dos pneus Aeolus. Desde 2016 que os pneus são produzidos sob licença e com o

know-how da Pirelli. Isto resultou em pneus com tecnologia de alta qualidade e baixo preço

por quilómetro. Os pneus são tão fiáveis que a fábrica está disposta a oferecer uma garantia

extra, além da garantia standard. O que dá aos utilizadores paz de espírito durante dois anos

após a compra, visto que estes não terão de despender dinheiro se os pneus precisarem de

ser reparados. A Aeolus está a usar o lema “Dare us” (Desafie-nos), para lançar a sua nova

campanha de garantia.

62 | Revista dos Pneus | Junho 2019


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

TÉCNICO

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Notícias

Produto

Michelin amplia gama

de pneus para

camiões e reboques

Os X Multi HD D, para eixo motriz, e X Multi T2, para

eixo de reboques de plataforma baixa, destinados ao

setor do transporte polivalente regional de médio curso,

chegam ao mercado com performances melhores,

graças a um desenho inovador da banda de rolamento

e a uma estrutura de carcaça reforçada. Os pneus

Michelin X Multi HD D, nas medidas 315/70 R22.5 e

315/80 R22.5, foram desenvolvidos para eixos motrizes

de unidades tratoras, destinadas ao transporte regional

com condições de utilização mais duras, como

são os transportes especiais, o acesso a zonas não

asfaltadas no ambiente rural e/ou de obras.

A sigla HD significa Heavy Duty (Trabalhos

Duros). Já os pneus Michelin X Multi T2,

nas medidas 205/65 R17.5, 215/75 R17.5,

235/75 R17.5 e 245/70 R17.5, foram concebidos

para equipar os eixos dos reboques

de plataforma baixa destinados, ao

transporte de veículos ou ao transporte

excecional. A característica comum destes

novos pneus é a sua robustez.

Vipal comemora recuperação do

mercado de recauchutados na Europa

A Vipal teve uma importante participação no processo para assegurar competitividade e

equidade comercial contra a importação de pneus asiáticos. Prova disso, é a forte ação da

empresa no processo de combate às práticas de dumping e de concessão de subsídios em

relação à importação de pneus asiáticos para a Europa, ameaça iniciada em 2012 e que vinha

prejudicando sobremaneira o mercado de renovações de pneus. A empresa mantém estreita

relação com os recauchutadores e promove a sua valorização. No caso da formatação da lei

anti-dumping, não foi diferente. Em 2016, após uma mobilização do setor em que a Vipal

estava presente desde o início, foi formada a Commission Implementing Regulation (CIR),

grupo que teve como finalidade investigar as possíveis irregularidades comerciais praticadas

na importação de produtos da Ásia. Neste processo, a Vipal uniu forças com associações e

entidades para assegurar competitividade e equidade a este mercado. Os esforços deram

resultado. A comissão aprovou um documento que confirmava a irregularidade em relação

à importação de pneus da China para a Europa, o qual foi publicado no Official Journal

of the European Union, em outubro de 2018. Assim, os valores comerciais destes pneus

importados voltaram a patamares competitivos, equilibrando novamente os preços junto dos

compradores.

“Replicat -X”: a sapatilha

que uniu a Puma à Pirelli

O som de um carro de competição é claramente reconhecido e representa sinónimo de

potência. A Pirelli, empresa lendária da indústria dos pneus, está a aproveitar este facto

há mais de um século, tanto dentro como fora dos circuitos. Em breve, esta emoção será

transferida da pista para o calçado. A Puma e a Pirelli uniram esforços para controlar

o processo. A partir da combinação do pneu Cinturato Blue, utilizado na categoria

rainha do mundo motorizado, com o legado no desporto automóvel da Puma, surge a

nova Replicat-X, concebida para ter um desempenho como um automóvel moderno,

cujas prestações emanam do circuito para a estrada. A Replicat-X conta com uma sola

sobredimensionada fabricada em borracha a 100 por 100, com um cómodo “sockliner”

moldado. O desenho da sola replica o do Cinturato Blue, concebido para assegurar a

máxima tração no asfalto molhado e assegurando aderência e controlo para os pés. A nova

Replicat-X, com o seu esquema de cores de lançamento está disponível desde o dia 15 de

maio no site da marca.

64 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Continental apresenta

nova gama para

aplicações portuárias

A Continental vai estrear o seu novo portefólio de

pneus para portos no TOC Europe, que acontece de 18

a 20 de junho, em Roterdão, na Holanda. A nova gama

foi desenvolvida para dar resposta às exigências dos

veículos utilizados nas operações dos terminais. Com

este novo portefólio de pneus, especificamente projetados

para aplicações de carregamento e transporte,

a Continental torna-se fornecedor completo de soluções

para operações portuárias. Com o lançamento

de três novos pneus radiais para aplicações portuárias,

o ContiRT20 em tamanhos de 24”, o ContainerMaster

Radial e o StraddleMaster Radial, a Continental inicia

um novo capítulo na sua história portuária. Os pneus

são perfeitamente adequados para vários tipos de

veículos utilizados em aplicações de carregamento e

transporte, incluindo empilhadoras pesadas, manipuladores

de contentores vazios, reach stackers, straddle

carriers e tratores de terminal.

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Serviço

Sabe como

otimizá-las?

Tal como acontece em qualquer outro negócio ou empresa, o sucesso

ou fracasso de uma oficina depende de inúmeros fatores. No entanto, existe

um elemento fundamental na receita para o êxito: o trabalho bem feito

Para prestar um ótimo serviço, é

necessário contar com os melhores

profissionais. Mas, também,

com instalações e equipamentos

adequados, além de uma estrutura e orga-

nização sólidas na qual cada um saiba qual

é a sua função e como a deve executar. Uma

oficina deve funcionar de forma fluida. Tem

de ser como uma máquina perfeitamente

oleada, na qual todas as engrenagens se

unem com um mesmo objetivo: a satisfação

do cliente. Em seguida, indicamos diferentes

pontos cruciais para otimizar as tarefas e

facilitar um pouco mais o percurso da oficina

rumo ao sucesso.

66 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Tarefas comuns na oficina

PONTOS CRUCIAIS

Para otimizar tarefas numa oficina, há que

ter em conta diversos fatores:

l Em primeiro lugar, o fator humano. Os

profissionais devem ter a preparação técnica

e os conhecimentos necessários para

realizarem o respetivo trabalho de forma

eficiente. É sua obrigação estar em constante

formação, mantendo-se atualizado

relativamente às novas tecnologias. Além

disso, a oficina deve saber manter os seus

profissionais motivados para que se entreguem

a 100%.

l Por outro lado, as instalações e os equipamentos

têm de cumprir todos os requisitos

em matéria de eficiência, manutenção e

segurança.

l Por último, está a própria organização

da oficina e a realização dos processos e

procedimentos necessários ao tratamento

eficaz dos veículos que lhe chegam.

Em seguida, veremos como conjugar estes

fatores para conseguir otimizar os resultados

quando se realizam as tarefas mais

comuns numa oficina de mecânica.

TRABALHO NO FOSSO

O fosso de inspeção é o local onde o mecânico

verifica o estado da zona inferior

do veículo, detetando possíveis fugas ou

problemas na direção e suspensão, entre

outros. Atualmente, existem fossos de inspeção

autoportantes. Vêm de fábrica com

tudo o que é necessário para serem transportados

e instalados imediatamente na

cavidade do fosso. Estes novos fossos são

denominados “pisos modulares” e ajudam

a melhorar a eficiência, diminuindo os custos,

agilizando o trabalho e facilitando o

respetivo transporte.

SISTEMAS ELETRÓNICOS

Os mecânicos já conhecem o funcionamento

básico quando se trata de trabalhar

com sistemas elétricos, sejam de arranque

ou auxiliares. No entanto, atualmente, a

maioria dos automóveis tem sistemas eletrónicos

baseados em mini-centralinas, as

quais importa conhecer e dominar. Para

reprogramar ou substituir as centralinas

eletrónicas que gerem o funcionamento do

motor, é necessário ter um equipamento de

diagnóstico adequado aos dados do fabricante.

Além disso, há que ter em conta que

qualquer interrupção durante o processo de

programação da centralina a deixará inutilizada,

pelo que será necessário manter

em funcionamento a bateria do automóvel

(ligando-a a um gerador alternativo), assegurar

que o portátil onde estão os dados

não vai ficar sem bateria, ou que não há

qualquer elemento que possa interferir no

diagnóstico (telemóveis, por exemplo). Estas

premissas são básicas, sobretudo tendo em

conta que o custo de uma nova centralina

pode rondar os €1.000.

SUBSTITUIÇÃO DE PNEUS

É uma das operações mais comuns e simples

com que um mecânico tem de lidar.

Neste caso, não existem truques, segredos

ou conselhos para otimizar esta tarefa, para

além da própria prática e da utilização do

equipamento adequado.

ALINHAMENTO DA DIREÇÃO

Para alinhar corretamente um veículo, é

necessário ter bem claros conceitos como

camber ou caster, que, em traços gerais, se

referem aos desvios e inclinações nos eixos

dos veículos provocados por pancadas, desgaste

das suspensões ou dos pneus, entre

outros. A melhor opção para otimizar o alinhamento

da direção em veículos é contar

com um sistema totalmente informatizado

baseado em sensores (quatro, seis ou até

oito) que se colocam no veículo e transmitem

a informação a um computador, onde

é processado um modelo 3D com todas as

modificações a realizar para que o veículo

volte aos valores de calibragem de fábrica.

INTERVENCIONAR TRAVÕES

É básico contar com o equipamento necessário

para montar e desmontar pastilhas

e discos de travão, assim como com as

ferramentas necessárias para estabelecer

um diagnóstico correto (um calibrador para

medir a grossura do disco, por exemplo).

Há que ter em conta que existem diversos

tipos de travões. Por exemplo, dentro dos

travões de disco podemos encontrar discos

ventilados ou discos sólidos. É imprescindível

saber que se deve respeitar sempre o

tipo de travões que o veículo traz de série.

Há outro leque de conselhos que se devem

seguir para otimizar esta tarefa ou, pelo menos,

para não se perder tempo em dilemas

absurdos. Por exemplo, ao retirar as pastilhas

de travão pode fazer-se uma marca para

saber o sítio e a orientação em que devem

ser colocadas as novas pastilhas.

SUBSTITUIÇÃO DA EMBRAIAGEM

O sistema de transmissão, formado por embraiagem

e caixa de velocidades, é outra

das revisões e reparações mais frequentes

numa oficina de mecânica. Para otimizar o

processo de substituição da embraiagem,

podem seguir-se vários conselhos. Por um

lado, é necessário, antes de proceder à instalação

da mesma, verificar se há óleo na

junta do volante do motor ou da caixa de

velocidades. Em caso afirmativo, há que

proceder à limpeza ou substituição das

mesmas. O mesmo se passa para cardans

e rolamentos. Por outro lado, no momento

de instalar peças, como o disco ou o prato, é

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Serviço

Tarefas comuns na oficina

necessário usar o centrador de embraiagem

para que tudo fique perfeitamente ajustado.

AMORTECEDORES

O bom estado dos amortecedores é essencial

para a estabilidade do veículo.

Existem inúmeros tipos de amortecedor,

dependendo do sistema de suspensão que

utilizem (hidráulicos, de rigidez variável)

ou do tipo de condução para o qual foram

concebidos. Logicamente, qualquer bom

mecânico deve saber como e onde instalar

cada um deles. Hoje, também existe outra

solução que pode ajudar os mecânicos a

poupar muito tempo e dinheiro na oficina.

Trata-se dos amortecedores telescópicos

pré-montados. São amortecedores que já

vêm montados de fábrica e que poupam

muito trabalho no processo de montagem.

Além disso, existe uma grande variedade

de amortecedores de diferentes fabricantes

para praticamente todos os modelos de

automóveis atuais. Também é conveniente

destacar que a maioria das oficinas de mecânica

não inclui o alinhamento da direção

no serviço de substituição dos amortecedores

e que isso poderá ser uma importante

vantagem competitiva.

MANUTENÇÃO GERAL

Trata-se de tarefas de manutenção geral

que podem, inclusivamente, ser realizadas

por alguém que não seja profissional. Por

isso, os principais pontos para otimizar

estas tarefas têm que ver com o funcionamento

da oficina. Ou seja, a chave está na

organização do trabalho e em quem deve

realizar estas operações básicas de manutenção.

Não se trata de discriminação, mas

sim de organização e hierarquia. Isso irá

ajudar quem o faz a familiarizar-se com as

tarefas e a ir realizando, progressivamente,

tarefas de maior dificuldade. Seria um erro

para a produtividade da oficina colocar os

mecânicos mais especialistas a realizar este

tipo de tarefas.

SUBSTITUIÇÃO DE VIDROS

Também há que ter em conta alguns serviços

que significam uma vantagem para

o cliente, como, por exemplo, a instalação

de vidros e o tratamento dos mesmos com

resinas acrílicas que repelem a água. Por

outro lado, há que considerar outra série de

aspetos, como, por exemplo, a recalibragem

ou autocalibragem dos sistemas ADAS de

ajuda à condução. Por outro lado, quando

se realizam outras operações com vidros

(instalação de películas de escurecimento),

deve usar-se o poliéster e nunca o vinil.

INSTALAÇÕES PARA MELHORAR EFICIÊNCIA

Por último, as instalações em geral da oficina

também devem cumprir certos requisitos.

A saber:

l Um bom acesso é fundamental para facilitar

a entrada dos clientes e para um bom

atendimento por parte do mecânico.

l A distribuição da oficina também é essencial.

Todos os departamentos e áreas

de trabalho devem estar perfeitamente

separados e delimitados. Cada zona deve

ser exclusiva (salvo exceções) de cada profissional

especializado. Área de mecânica, de

carroçaria, de pintura, armazéns de peças,

armazéns de resíduos… Todas devem estar

separadas umas das outras.

l Para facilitar o trabalho em qualquer

destas áreas ou o acesso às ferramentas e

equipamentos, é necessário manter todas

as zonas o mais limpas e ordenadas possível.

É importante ter um equipamento para

lavagem de peças no exterior do recinto.

l Para garantir o funcionamento de todas as

ferramentas, também é necessário verificar

o bom estado da instalação elétrica e se

a potência contratada é suficiente. Neste

campo, também se melhorará a eficiência

e se reduzirá a fatura energética.

l Para que os mecânicos possam desempenhar

o respetivo trabalho de forma

adequada, é essencial que não existam

obstáculos ou elementos mal colocados

que dificultem o trabalho. Naturalmente,

todos os perigos devem estar sinalizados de

acordo com a legislação de modo a evitar

pancadas, quedas ou queimaduras.

l E, por fim, mas da máxima importância,

numa oficina devem ser proporcionadas

as condições ambientais ideais para que

os profissionais possam desenvolver o seu

trabalho comodamente. Isto inclui condições

de temperatura, humidade, ventilação

e iluminação adequadas. u

68 | Revista dos Pneus | Junho 2019


OUTROS PONTOS CRUCIAIS

PARA MELHORAR A EFICIÊNCIA

DIAGNÓSTICO

Conhecer e dominar as operações de

diagnóstico dos veículos é essencial.

Uma oficina deve ter um equipamento

de diagnóstico, para se comunicar com

a centralina e fazer um diagnóstico do

veículo o mais rápido e exato possível.

É um equipamento indispensável em

qualquer oficina.

PREVISÃO E PLANIFICAÇÃO

DOS TRABALHOS

Há que ter bem claro quais são os projetos

a curto e médio prazos e como, quando e

quem os vai desenvolver. Também se tem

de gerir corretamente a carga de trabalho.

Um profissional com demasiadas urgências

é suscetível de cometer erros, diminui a

qualidade do seu trabalho e/ou sente stress.

ATENDIMENTO AO CLIENTE

É uma das tarefas mais comuns numa

oficina, visto que o mecânico lida

diretamente com os clientes. Portanto, um

bom atendimento também é importante

para o sucesso da oficina. É imprescindível

contar com uma zona de receção onde

atender os clientes, longe de ruídos

e fumos, assim como disponibilizar outros

métodos de comunicação para além

da visita presencial (telefone, página web,

redes sociais). Há que estabelecer excelentes

políticas internas de controlo de qualidade,

que permitam evitar o desperdício de tempo

e de recursos na repetição de trabalhos

mal realizados.

ANÁLISES PERIÓDICAS

Outro ponto fundamental é a realização

de consultorias ou análises periódicas

que permitam apurar as qualidades

e as debilidades da oficina. Isto é essencial

para reforçar os pontos fortes e tratar

de minimizar os pontos fracos. Qual

o departamento que oferece menos

rentabilidade à oficina? A que se deve esse

mau desempenho? Em que medida é culpa

dos profissionais, dos equipamentos

ou da própria organização da oficina?

Como solucionar o problema?

TRABALHO DE EQUIPA

Uma oficina é um local de trabalho

onde os profissionais não estão isentos

de viver momentos de stress ou cansaço,

que diminuem o seu rendimento laboral.

Para evitar que este stress seja produzido

pelo próprio trabalho e se repercuta

negativamente no rendimento do

trabalhador e na própria segurança deste,

são necessários vários fatores: motivação,

especialização e descanso. Evidentemente

que também é fundamental o trabalho em

equipa. No entanto, por vezes, este termo é

mal interpretado, sendo associado ao facto

de toda a equipa se ajudar entre si e de todos

os trabalhos se realizarem em conjunto.

Não obstante, o trabalho em equipa

numa oficina (e em qualquer outro âmbito)

também significa saber até onde vão

as competências de cada um ou respeitar

as ferramentas, equipamentos ou espaço

de trabalho do colega para não interferir

nas funções do mesmo.

Em suma, para aperfeiçoar as tarefas mais

comuns numa oficina, é essencial ter

o equipamento adequado, mas, também,

uma correta organização e gestão dos

recursos, além de uma aposta na formação

e no valor dos profissionais. u

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Avaliação Obrigatória

Melhor de

dois mundos

Equipado com uma evoluída motorização híbrida, que inclui tecnologia i-MMD

(intelligent Multi Mode Drive), o Honda CR-V Hybrid reúne o melhor de dois

mundos, ao tornar a convivência entre combustão e eletricidade numa simbiose

perfeita. Na versão 2WD Elegance, custa uns elitistas €41.925

Por: Bruno Castanheira

70 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Honda CR-V Hybrid 2WD Elegance

Tanto cumpre os requisitos dos chefes

de família como vai ao encontro

das necessidades dos jovens condutores

que pretendem aumentar

o seu agregado familiar. O CR-V Hybrid, que,

na versão 2WD, paga Classe 1 com Via Verde,

é o primeiro SUV híbrido da Honda na Europa.

O seu ex-líbris deve-se, precisamente,

ao sistema híbrido de elevada performance

que o move A Honda recorreu à tecnologia

i-MMD (intelligent Multi Mode Drive), de modos

múltiplos, que compreende dois motores

elétricos, uma unidade de controlo de

potência, um motor a gasolina, baterias de

iões de lítio e uma transmissão de relação fixa,

que oferece elevados níveis de refinamento,

capacidade de resposta e eficiência.

PRESENÇA VISTOSA

Com um design exterior renovado, sofisticado

e desportivo, o CR-V Hybrid destaca-se pelas

linhas arqueadas largas pelos contornos

mais abruptos no capot e na secção traseira,

bem como pela evolução da linguagem es-

tilística da Honda, que se encontra expressa

na zona frontal, com os seus característicos

faróis, que integram, de série, luzes de LED.

Pintado de branco e equipado com jantes de

18”, este SUV nipónico exibe uma presença

vistosa, nunca passando despercebido. Até

tem um certo ar “americanizado” por incrível

que possa parecer.

Espaçoso, bem construído, recheado de

equipamento, rodeado de fortes medidas

de segurança e dotado de inúmeros locais

de arrumação, o habitáculo convence em

todos os domínios. A bagageira continua ampla.

Mais confortável, mais funcional e mais

conectado do que nunca, o interior aposta

num design, elegante, que transmite uma

sensação de força e de solidez, enquanto a

grande variedade de materiais, altamente

táteis, reforça o ambiente premium.

O CR-V Hybrid registou, também, melhorias

ao nível da qualidade de condução, resposta

da direção, controlo da carroçaria e gestão

dos níveis de ruído, vibração e aspereza. Mas

a característica mais marcante deste SUV é

mesmo o sistema híbrido que o move. Concebido

para oferecer o melhor de dois mundos,

torna a convivência entre combustão

e eletricidade numa simbiose perfeita. O

CR-V Hybrid está equipado com um eficiente

motor que funciona de acordo com o ciclo

Atkinson. Trata-se do 2.0 i-VTEC a gasolina,

de 145 cv, que é complementado por dois

motores elétricos (ainda que um deles atue

como gerador para recarregar as baterias),

perfazendo um total de 184 cv de potência

e 315 Nm de binário.

COCKTAIL TECNOLÓGICO

A tecnologia i-MMD (intelligent Multi Mode

Drive) da Honda permite, como o próprio

nome indica, mudar, de forma automática

e inteligente, entre os três modos de condução,

proporcionando elevada eficiência.

No modo “EV” (100% elétrico), o conjunto

de baterias, de iões de lítio, alojado no piso

da bagageira, alimenta o motor elétrico de

propulsão. No modo “Hybrid”, o motor de

combustão fornece energia ao gerador que,

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Avaliação Obrigatória

Honda CR-V Hybrid 2WD Elegance

Bridgestone Dueler H/L 33

Confiança total

w O Honda CR-V Hybrid que a Revista dos Pneus testou vinha equipado

com Bridgestone Dueler H/L 33, de medida 235/60R18 103H, em

ambos os eixos. Segurança, estabilidade e excelente desempenho em

autoestrada são as três principais características anunciadas por este

pneu. Projetado para proporcionar baixa resistência ao rolamento, o

Dueler H/L 33 desempenha um papel fundamental para que o CR-V

Hybrid ofereça boa manobrabilidade, elevada estabilidade e economia

de combustível. Amplamente elogiada por dispor de uma extensa linha

de pneus projetados para condições que variam entre estradas comuns

e terrenos mais difíceis, a gama Dueler da Bridgestone foi selecionada

como equipamento de origem para os principais SUV de classe premium

mundial. Como o CR-V Hybrid. A confiança do fabricante nipónico de

automóveis no fabricante nipónico de pneus é, por isso, total.

por sua vez, a direciona para o motor elétrico.

No modo motor de combustão, este está,

diretamente, ligado às rodas motrizes através

de uma embraiagem de bloqueio (denominada

“embraiagem lock-up”). Na maior parte

das situações de condução urbana, o CR-V

Hybrid alterna entre o modo híbrido e o modo

100% elétrico, oferecendo, assim, a melhor

eficiência em todas as situações.

Os controlos do seletor de condução do CR-V

Hybrid estão posicionados na consola central,

exibindo um design estilo interruptor

compacto em vez de alavanca convencional.

As posições “Park”, “Neutral” e “Drive” são selecionadas

premindo os respetivos botões,

ao passo que a seleção da marcha-atrás

(“Reverse”) lembra o “premir do gatilho”, tal

e qual como se faz com a ativação do travão

de estacionamento eletrónico. Mas há mais.

O botão “Sport”, por seu turno, faz com que o

acelerador e a direção tenham uma resposta

mais célere para o sistema híbrido. Já o botão

“Econ”, permite tornar a condução mais

eficiente, sendo toda esta gestão efetuada

pelo sistema híbrido mediante a análise de

diversos parâmetros, por mais que o condutor

“force” determinadas situações. Caso a

bateria disponha de carga suficiente, o botão

“EV” permite circular em modo 100% elétrico

durante, aproximadamente, 2 km, dependendo,

claro está, do estilo de condução e

da velocidade.

Confortável, eficaz e fácil de conduzir, o CR-V

Tecnologia não

falta no Honda CR-V

Hybrid, que dispõe

de três modos de

condução

MOTOR DE COMBUSTÃO

Tipo

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1993

Diâmetro x curso (mm)

81,0x96,7

Taxa de compressão 13,0:1

Potência máxima (cv/rpm) 145/6200

Binário máximo (Nm/rpm) 175/4000

Distribuição

2 v.e.c./i-VTEC, 16 válvulas

Alimentação

injeção eletrónica multiponto

RENDIMENTO COMBINADO

Potência máxima (cv) 184

Binário máximo (Nm) 315

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira com ESP

Caixa de velocidades

automática de variação contínua

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 11,0

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (320)

Traseiros (ø mm) discos maciços (310)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

Multilink

Barra estabilizadora dianteira/traseira sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 180

0-100 km/h (s) 8,8

CONSUMO (L/100 KM)

Extra-urb./comb./urb. 5,4/5,3/5,0

Emissões de CO 2

(g/km) 120

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comprimento/largura/altura (mm) 4600/1855/1679

Distância entre eixos (mm) 2663

Vias frente/trás (mm) 1601/1630

Altura ao solo (mm) 182

Capacidade do depósito (l) 57

Capacidade da mala (l) 497 a 1694

Peso (kg) 1614

Relação peso/potência comb. (kg/cv) 8,77

Jantes de série

7 1/2Jx18”

Pneus de série 235/60R18

PNEUS DE TESTE

Bridgestone Dueler

H/L 33, 235/60R18 103H

PREÇO (s/ despesas) €41.925

Unidade testada €41.925

Imposto Único Circulação (IUC) €197,69

Hybrid oferece boas prestações com consumos

reduzidos. E em vez de recorrer a uma

transmissão convencional, dispõe de uma

relação fixa, que cria ligação direta entre os

componentes móveis, resultando numa transferência

de binário mais suave. Esta opção

faz com que o sistema da Honda seja mais

compacto e mais refinado comparativamente

a uma transmissão planetária eCVT, normalmente

utilizada por outros veículos híbridos.

Dotado de travões maiores com função regenerativa

em desaceleração e equipado com

sistema start/stop, o CR-V Hybrid custa, na

versão 2WD Elegance, €41.925. E, desde o dia

1 de maio de 2019, passou a dispor de sete

anos de garantia sem limite de quilómetros,

a que acresce ainda a oferta de sete anos de

assistência em viagem. u

72 | Revista dos Pneus | Junho 2019


Em Estrada

Por: Bruno Castanheira

Ford Fiesta Active+ 1.5 TDCi

Ar de SUV

É a versão mais descomprometida do Ford Fiesta. Chama-se

Active e recorre, no caso da unidade ensaiada, aos préstimos

do motor 1.5 TDCi de 85 cv, que traz acoplada caixa manual de

seis velocidades. Mas nem só de visual exuberante vive este

utilitário com ar de SUV. O posto de condução ergonómico,

a boa qualidade de construção e a elevada competência dinâmica,

são outros argumentos deste modelo. Aos quais se

juntam as boas prestações e os consumos comedidos em todas

as situações. O habitáculo cumpre os requisitos exigíveis para

um automóvel deste segmento e, em matéria de segurança

e equipamento, o Fiesta Active está bem apetrechado. Equipado

com direção comunicativa,

caixa precisa e travões

competentes, este utilitário

consegue ser envolvente e

proporcionar bons momentos

ao volante. A estabilidade

elevada, a tração superior e o

pisar sólido, contribuem para

alcançar um desempenho

digno dos mais rasgados elogios.

Por €25.206, valor que

não deixa de ser competitivo, a Ford criou um modelo que

ganha o seu espaço e que prima pela diferença.

Škoda Karoq 2.0 TDI Style

Mundo de aventura

Depois do Kodiaq e antes do Kamiq, a Škoda lançou o Karoq, o

seu SUV de dimensões médias. Equipado com cockpit virtual e

inúmeros dispositivos de assistência à condução, este modelo

checo foi projetado para a aventura. Nesta unidade, dotada

do nível de equipamento Style, a presença de alguns extras

contribui para a elevada agradabilidade a bordo. Contudo, na

sua essência, o Karoq é um SUV bem construído, elegante e

recheado de soluções Simply Clever. Pelo que não precisa de

muitos extras para impor as suas qualidades. O habitáculo espaçoso,

o posto de condução correto e a elevada competência

dinâmica tornam a convivência com este modelo bastante salutar.

O Karoq é a companhia

ideal. Seja na azáfama do

quotidiano, seja nas escapadelas

aos fins de semana.

O motor 2.0 TDI de 150 cv,

associado a caixa manual

de seis velocidades, é uma

boa opção para combinar

boas prestações com consumos

reduzidos. Por tudo

isto, €34.217 pedidos para esta versão acabam por ser um

valor mais do que justo. Quem não quiser despender tanto,

tem à sua disposição versões mais acessíveis.

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1499

Potência máxima (cv/rpm) 85/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 215/1750-2500

Velocidade máxima (km/h) 170

0-100 km/h (s) 12,6

Consumo comb. (l/100 km) 4,2

Emissões de CO 2 (g/km) 103

Preço €25.206

IUC €128,96

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1968

Potência máxima (cv/rpm) 150/3500-4000

Binário máximo (Nm/rpm) 340/1750-3000

Velocidade máxima (km/h) 205

0-100 km/h (s) 9,0

Consumo comb. WLTP (l/100 km) 5,6

Emissões de CO 2 WLTP (g/km) 148

Preço €34.217

IUC €227,65

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Em Estrada

Por: Bruno Castanheira

Mercedes-Benz A 160

Amargo de boca

Não só é o Classe A mais acessível da gama como é, também, a

versão de entrada na oferta a gasolina. Equipado com um motor

de 1,3 litros com 109 cv, que traz acoplada caixa manual de seis

velocidades, o A 160 deixa um amargo de boca a quem o conduz.

Tudo porque as prestações são sofríveis e a agradabilidade

de condução ressente-se bastante, ainda que o conforto seja a

nota mais dominante. Longe do acerto dinâmico e do visual mais

“encorpado” das versões Diesel mais céleres (que, muitas vezes,

recorrem a extras que as tornam mais acutilantes), o A 160 dispõe

de um acabamento que dispensa grandes elaborações. Tudo em

nome de um preço de venda

mais apelativo. São €26.400

euros sem extras. Ainda assim,

“salva-se” o posto de condução

muito bom, a elevada

qualidade de construção, o

ambiente interior evoluído,

os inúmeros dispositivos de

segurança e, claro, está o sedutor

sistema MBUX, com o

qual se estabelece diálogo na terceira pessoa do singular. O espaço

disponível para ocupantes e bagagem convence, tal como

os consumos.

Peugeot Rifter GT Line 1.5 BlueHDi

Viver em harmonia

Espaçosa, funcional, confortável e fácil de conduzir. A Peugeot

Rifter vem demonstrar que não são apenas os SUV

e monovolumes que conseguem proporcionar uma vida

preenchida, onde trabalho e lazer podem muito bem andar

de mãos dadas. Pintada de opcional castanho “Copper”

metalizado (€360) e acabamento GT Line (meio caminho

andado para que não passe despercebida), a Rifter deve

à ampla superfície vidrada a luminosidade que invade o

habitáculo, deixando a descoberto os inúmeros locais de

arrumação, o espaço amplo para ocupantes e bagagem e o

posto de condução ergonómico. Equipada com o competente

motor 1.5 BlueHDi

de 130 cv, que traz acoplada

caixa manual de seis

velocidades, a Rifter oferece

um desempenho dinâmico

eficaz e à prova de

erro. Não é propriamente

envolvente (nem tinha de

sê-lo), mas porta-se “como

deve ser”. O seu principal trunfo, não desfazendo a segurança

nem o equipamento, é mesmo a facilidade com que

se adapta a qualquer tarefa. Muito graças às portas laterais

deslizantes. Os €32.450 pedidos pela versão GT Line é que

não estão ao alcance de todas as bolsas.

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1332

Potência máxima (cv/rpm) 109/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 180/1375-3500

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 10,9

Consumo comb. (l/100 km) 5,8

Emissões de CO 2 (g/km) 137

Preço €26.400

IUC €158,92

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1499

Potência máxima (cv/rpm) 130/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 300/1750

Velocidade máxima (km/h) 183

0-100 km/h (s) n.d.

Consumo comb. WLTP (l/100 km) 5,9

Emissões de CO 2 WLTP (g/km) 155

Preço €32.450

IUC €158,92

74 | Revista dos Pneus | Junho 2019

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