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EMPREENDA REVISTA ED. 25 - JUNHO/19

Revista de negócios focada em trazer conteúdo relevante e aplicável aos empreendedores. Capa do mês, Fred Rocha.

Revista de negócios focada em trazer conteúdo relevante e aplicável aos empreendedores. Capa do mês, Fred Rocha.

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R$ 14,90


04


07 05


06

SUMÁRIO

11 EMPREENDA SUMMIT

REUNE 19 PALESTRAN-

TES DE TODO BRASIL

EM SANTO ANDRÉ

16 O FUTURO DO VAREJO

20 VAREJO DIGITAL:

UM DESAFIO PARA OS

EMPREENDEDORES

VIRTUAIS

38 A NOVA ERA DO

MARKETING

DE VAREJO

44

SUA MARCA,

PERFORMANDO

COM PROPÓSITO.

48

COMO A TAXA DE JU-

ROS TEM IMPACTO

NA VIDA DO EMPRE-

ENDEDOR?

28


07

EDITORIAL

PRIMEIRO SEMESTRE CONCLUÍDO COM SUCESSO

Estamos concluindo o mês de junho, e para muitos empreendedores

é o momento de rever suas estratégias,

avaliar o que está dando certo ou errado e reestruturar

seu segundo semestre para que possa concluir o ano

de 2019 com o resultado planejado. O mundo está em

constante transformação, a forma com que vendíamos

aos nossos clientes mudaram e continuam mudando,

hoje não podemos ficar refém do que era bom a meses

atrás, temos que semanalmente reavaliar nossas decisões

e muitas vezes alterá-las.

Não podemos parar essa grande transformação que

nos impulsiona a patamares nunca antes esperado. A

rotina de trabalho mudou, a forma com que lidamos

com os problemas mudaram, o varejo vem mudando.

A forma de comprar, vender e até receber nossas compras

mudou.

Essa edição relata um pouco dessa transformação e

como todos os setores estão se adaptando para que

cada vez mais os novos negócios possam aparecer e

melhorar a experiência de consumo.

Fred Rocha, capa dessa edição, é um apaixonado por

varejo e consumo e nada melhor que ele, um expert no

assunto para nos relatar o que podemos esperar desse

mercado tão rico e com vasta experiência como o VA-

REJO.

A Empreenda esteve presente no maior evento de transformação

digital da América Latina, a VTEX DAY 2019

que entre muitos convidados trouxe ao Brasil o 44º. Presidente

dos Estados Unidos da América, Barack Obama.

Fizemos uma matéria especial sobre o evento que você

poderá ler nessa edição, além de alguns vídeos que estão

em nosso site e canal do youtube.

Para comemorar os dois anos de circulação da Empreenda

Revista, realizamos o EMPREENDA SUMMIT ABC

que contou com a participação de 19 grandes nomes do

empreendedorismo nacional. O evento aconteceu em

Santo André e contou com 15 horas de um conteúdo

riquíssimo sobre marketing, vendas, inovação e criatividade.

Quero convidar você a fazer parte dessa comunidade

de empreendedores, estamos nos conectando mundialmente

para que cada vez mais possamos entregar um

conteúdo relevante e aplicável a você que empreende e

que quer ter sucesso em seus negócios. Acesse nosso

portal, www.empreendarevista.com.br e faça sua assinatura

da Empreenda.

Queremos estar próximos de você, por isso sugestões

de pautas, eventos, palestras, podem ser enviadas para

o nosso e-mail redacao@empreendarevista.com.br.

@empreendarevista

/empreendarevista

@empreendarev

/empreenda-revista

Desejo a todos uma

boa leitura e até a

próxima!

ELAINE JULIÃO

Diretora da

Empreenda Revista

EXPEDIENTE

EMPREENDA REVISTA

ANO III | EDIÇÃO 25 | JUNHO 2019

www.empreendarevista.com.br

contato@empreendarevista.com.br

DIRETORA RESPONSÁVEL

Elaine Julião

elaine@empreendarevista.com.br

DEPTO. MARKETING

Sidney Santos

marketing@empreendarevista.com.br

REDAÇÃO

Eliz Claro

redacao@empreendarevista.com.br

ASSINATURA:

www.empreendarevista.com.br/assinaturas

FALE CONOSCO

(11) 4546-7271

DEPARTAMENTO COMERCIAL

comercial@empreendarevista.com.br

Produção de conteúdo e desenvolvimento

Grupo Empreenda - Rua Cedral, 91 - Mauá

CNPJ: 10.378.146/0001-29

DIAGRAMAÇÃO / CAPA

Carlos Celice

carlos@impactographics.com.br

FOTO CAPA

Juliano Arantes

A EMPREENDA REVISTA é uma publicação

mensal. A revista não se responsabiliza por

conceitos e opiniões emitidas em colunas

assinadas e materiais divulgados em

anúncios publicitários.


08

COLUNA DO LEITOR

EDIÇÃO DE MAIO DA EMPREENDA

É SUCESSO NAS REDES SOCIAIS


09 07


10

REUNE 19 PALESTRANTES DE

TODO BRASIL EM SANTO ANDRÉ

No último dia 15 de junho, a Empreenda

Revista realizou o Empreenda Summit

ABC. Grandes nomes do empreendedorismo

nacional estiveram reunidos em

mais de 14 horas de muito conteúdo

empreendedor.

O evento aconteceu em comemoração

aos dois anos da Empreenda Revista,

publicação que já ultrapassou as

fronteiras e hoje conta com centenas

de assinantes no Japão. “Promover o

encontro das principais referências

do cenário empreendedor brasileiro

com a diversidade de temas relevantes

nos proporciona uma sensação

ímpar de estarmos cumprindo com a

nossa missão”, revela a diretora Elaine

Cristina Julião.

Todas as pessoas presentes no evento

puderam ter acesso a palestras voltadas

a criatividade, marketing, inovação

e vendas.

Dentre os convidados que passaram pelo palco estavam

Alfredo Soares, Alessia Saluara, Daniel Godoy,

Davi Braga, Edilene Loiola, Eduardo Shinyashiki, Felipe

Carvalho, Fernando Seabra, Fernão Loureiro, Ivan

Querino, Junior Souza, Luiz Schimitd, Marcos Batista,

Marcos Sousa, Rafa Prado, Rafael Baltresca, Renner

Silva, Rick Chesther, Taty Luncah, Thiago Matsumoto

eThiago Pirinelli.

O evento contou com grandes parceiros, sendo a

Showdesigner, Imapcto Graphics, Illuminum Pró,

Vcom Soluções e Uau Disney.

O Empreenda Summit terá mais edições esse ano e começa

a percorrer todo o território nacional.


FOTOS: João Victor Nobrega - Gustavo Alves - Renato Bueno

11


12

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

EXPO TALKS 2019 PRIMEIRA EDIÇÃO

Brasileiros participaram da Expo Talks em Aichi

A Expo Talks Japan reuniu aproximadamente

mil pessoas da comunidade brasileira, no

mês de maio, na província de Aichi-ken, cidade

de Chiryu.

Os temas empreendedorismo, autoconhecimento

e inovação foram abordados pelos

palestrantes, Rick Chesther, Leila Navarro e

Rafael Baltresca que vieram diretamente do

Brasil para participar do evento. Além dos

palestrantes acima, o evento também contou

com palestrantes locais que representaram

a comunidade brasileira e abordaram

temas importantes do cotidiano bem como

suas histórias de superação, Claudio Akiyama,

Sheila Onishi, Sugiura Naoki, Fernanda

Ando e Tisae Sanefugi.

O Empresário Flavio Augusto da Silva, teve

sua participação no evento via streaming

direto de Orlando, EUA. Flavio deixou claro

que é importante que o empreendedor faça

pesquisa e que esteja atento às oportunidades

de negócios que os mesmos podem criar

se souberem analisar dados mesmo que pequenos.

As autoridades japonesas também marcaram

presença no evento. O Governador de

Aichi, Sr. Oomura Hideaki e o Prefeito de

Chiryu, Sr. Hayashi Ikuo falaram da importância

que os brasileiros têm para a região e

ambos estavam felizes com o evento.

A Expo Talks Japan foi patrocinada pelas empresas,

Online Pró, NeoFest, Aruko, Konishi

Sangyo, Connection Flow, Springer School e

Flow In, todas tiveram suas marcas expostas

a centenas de pessoas que passaram pelo

local.

Os organizadores do evento, Sergio Tinen e

Eduardo Tsuchida conseguiram proporcionar

a comunidade brasileira um dia de muito

conteúdo empreendedor. Essa primeira

edição foi realizada pela Expo Premium que

trouxe um novo olhar sobre os eventos que

acontecem no país.

A próxima data do evento já foi divulgada e

acontecerá no dia 27 de outubro desse ano,

no Inuyama City Community Hall, os ingressos

para a 2ª. edição estarão disponíveis a

partir do dia 27 de maio no site www.expotalks.org.


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FOTOS: Kazuo Yamaguchi e Aline Biazotto

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO


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EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

SHEILA ONISHI, EMPREENDE NO JAPÃO TEM UMA DAS

MAIORES LOJAS DE ROUPAS PARA BRASILEIRAS DO PAÍS.

Sheila Bittencourt Onishi, natural de São Paulo, cresceu no município

de Rio Grande da Serra, no ABC Paulista, e aos 15 anos

embarca para o Japão cheia de sonhos, era o ano de 1997.

Abandonando muitos amigos, famílias, o sonho de fazer uma

faculdade e quem sabe trabalhar em uma multinacional. “Na

época essa era a minha definição de sucesso”, conta a empreendedora.

Durante o tempo que trabalhou em fábrica, Sheila ouvia suas

amigas reclamarem da dificuldade de comprar calças jeans no

Japão. As calças japonesas não subiam nas coxas, não encaixavam

no corpo cheio de curvas das brasileiras. Sheila ouvia as

queixas, mas não tinha ideia de abrir um negócio, até que durante

uma viagem ao Brasil, ela percebeu a oportunidade que

estava ao seu alcance. Não pensou duas vezes, encheu duas

malas com calças jeans e voltou ao Japão com novas expectativas

e novos sonhos.

As vendas foram um sucesso, as amigas que trabalhavam na

fábrica compraram todas as peças. Daquele momento em

diante a empreendedora não parou mais, e malas e mais malas

saiam do Brasil com roupas para Sheila comercializar no Japão.

Quando o Japão entrou em crise, mais de 200 brasileiros que

trabalhavam na fábrica foram demitidos e Sheila foi uma delas.

“Essa frase eu levo comigo durante toda a minha vida, e sempre

me dá forças para olhar para desafios como a oportunidade de

ir para o próximo patamar”.

Sheila procurou a prefeitura local e pediu uma licença para vender

acessórios na estação da cidade onde morava. Não conseguiu

a licença, mas ficou sabendo sobre um projeto que apoiava

o empreendedorismo, onde ela poderia se candidatar a

conseguir um espaço para montar uma loja, e assim aconteceu.

“Minha primeira loja tinha apenas 5 metros quadrados, em um

salão compartilhado com outras lojas. Fiquei muito feliz com a

minha primeira grande conquista, nunca pensei que era pouco

para mim. Porque para quem queria ser camelô, eu já tinha conseguido

realizar um sonho maior do que eu tinha desejado”.

Durante as primeiras semanas foi muito difícil para que Sheila

se adaptar, o pouco movimento e a renda menor que a fábrica

estava deixando a empreendedora desanimada, para não

desistir ela começou a pensar no que poderia fazer para aumentar

suas vendas, e tece uma ideia. “E se eu montar uma loja

ambulante e visitar as minhas clientes na casa delas?”

A ideia era ótima, mas tinha um grande empecilho, Sheila não

tinha habilitação. Foi aí que surgiu a oportunidade de ela ir até

a Tailândia e tirar sua carteira de habilitação internacional.

“Eu poderia ter ficado somente viajando e me divertindo, mas

observando o que acontecia ao meu redor eu descobri um grande

polo atacadista de roupas. O que me ajudou muito a ter preços

mais competitivos e muita variedade de produtos.”

Voltando ao Japão, Sheila montou sua loja em uma van e começou

a visitar os prédios onde os brasileiros moravam. Bateu

de porta em porta das pessoas e convidava todas para olhar

as roupas que ela tinha no carro. As redes sociais ainda não

eram de fácil acesso, sem GPS, Smartphone, Facebook, Sheila

precisou ir descobrindo onde tinham prédios de brasileiros

para poder potencializar suas vendas. Pouco a pouco as vendas

cresceram e o negócio também. Três anos após ter montado

sua primeira loja física e ficar vendendo roupas em seu carro,

Sheila conseguiu montar uma loja bem maior e com espaço exclusivo

só para ela.

“A princípio eu não tive dinheiro para a reforma. Eu aluguei o

ponto, fizemos o chão de madeira, pintamos os blocos das paredes

e penduramos panos no teto para enfeitar a loja. Abri sem

porta, sem vitrine e sem ar condicionado, este padrão de loja

não existia aqui no Japão, mas eu fiz com as condições que eu

tinha, por que se eu fosse esperar o momento perfeito, esperar

ter dinheiro para montar uma butique eu nunca teria feito.”

Foi a melhor decisão que Sheila tomou, ela abriu a loja e foi

melhorando aos poucos. Era sua loja de 50m2.

“Aqui vivi os melhores anos da minha vida, os negócios iam muito

bem, e eu comecei a sentir que o espaço estava pequeno e eu

queria mais, foi então que decidi comprar um terreno e construir

uma loja própria”

Um novo desafio enfrentado pelo Japão em 2008, fez com que

Sheila passasse por sérios problemas financeiros. O Japão estava

vivendo a pior crise de sua história e muitos brasileiros

resolveram voltar ao Brasil.

Sheila precisa se recuperar uma vez que a maior parte de seus

clientes estavam voltado ao Brasil, foi aí que ela descobriu um

produto que muitos brasileiros queriam trazer de presente aos

parentes que estavam aqui. Eram as “jaquetas de fórmula 1”,

Sheila foi ousada e para comercializar o produto lançou um comercial

na TV. Os resultados das vendas foram incríveis e Sheila

venceu a crise.

”Em abril de 2009 no auge da crise no Japão eu realizo o meu

maior sonho. Inauguro a minha loja de 150m2 em prédio próprio

em um terreno com 500m2”

Ano a ano a loja de Sheila vem crescendo e em 2019 ela completa

19 anos, sendo assim, a loja de roupas brasileiras mais

antiga do Japão. Sheila está no Japão há 22 anos, hoje aos 37

anos de idade é sinônimo de uma mulher de sucesso.

“OLHANDO PARA MINHA TRAJETÓRIA EU PERCE-

BO QUE ALGUNS ASPECTOS ME TROUXERAM ATÉ

AQUI. ESTAR ATENTA ÀS NECESSIDADES DO MER-

CADO ME PROPORCIONOU TER VISÃO DE NEGÓCIO

E GERAR OPORTUNIDADES. PERSISTÊNCIA, POIS

MESMO EM MOMENTOS DIFÍCEIS NÃO DESISTI, MAS

BUSQUEI ENCONTRAR SOLUÇÕES PARA QUE EU PU-

DESSE MUDAR O CENÁRIO QUE ESTAVA VIVENDO.

OUSADIA E CORAGEM PARA DEIXAR O MEDO DE

LADO E CORRER ATRÁS DOS MEUS SONHOS. E MUI-

TA PACIÊNCIA PARA CAMINHAR UM PASSO DE CADA

VEZ CONSTRUINDO O CAMINHO PARA O SUCESSO”.

Mario Kanou


15

GESTÃO E NEGÓCIOS

O aplicativo de automação de marketing, vendas e pós-

-vendas é sucesso em todo o Brasil. Com o slogan, trago

o seu cliente de volta em 3 dias, a StayApp vem crescendo

exponencialmente em todo o Brasil. Anderson Pádua,

31 anos, CEO da StayApp é dono de uma expertise

em campanhas e consegue entregar grandes resultados

a seus clientes.

Quando era proprietário de uma agência de marketing

focada em performance, ele e sua equipe atendiam

e-commerce e lojas físicas. Anderson sentia que quando

se tratava de loja física não era possível performar com

o mesmo controle dentro da loja, assim como faziam no

e-commerce. O empreendedor então visualizou uma

oportunidade de negócios para que pudesse entregar

a seus clientes de lojas físicas números de performance,

com isso criou o StayApp.

Em novembro de 2017, Anderson e sua equipe lançam

o MVP (Mínimo Produto Viável) e em 2018 lançam oficialmente

a ferramenta que em apenas 1 ano e meio de

mercado já conquistou abrangência nacional e possui

oferta de investidores para que a ferramenta possa ser

vendida em outros países da América Latina. A expectativa

para 2019 é que a empresa cresça 5 vezes mais.

André e Ludmila Proprietários do

Café S/A, contrataram o StayApp

e se surpreenderam com

os resultados em vendas.

STARTUP AJUDA LOJAS FÍSICAS

A FAZEREM O PÓS-VENDA VENDER (MUITO)!

O antigo cartão fidelidade que as lojas entregavam a

seus clientes e que muitas vezes eles perdiam ou esqueciam,

não é mais um problema para o lojista. O StayApp

é a evolução do cartão fidelidade, é um aplicativo que o

lojista pode criar campanhas de fidelização inteligente

para seus clientes, e com risco zero de perder ou rasgar

o cartão. Ao criar promoções, o lojista envia um SMS a

todos os clientes naquele raio de alcance determinado

por ele, além disso é possível enviar mensagens gratuitas

aos clientes inativos, fazendo que eles voltem a frequentar

a loja.

A ferramenta acelera as vendas e é capaz de aumentar

do faturamento mensal da loja de 5% a 25% mês, a estratégia

é vender para quem não realiza compras no automático,

trazendo o ex-cliente de volta e fazendo com

que o mesmo aumente o valor de suas compras.

Entregando a oferta certa para a pessoa certa, seu cliente

será fiel, comprará mais e ainda indicará a loja para

outras pessoas. Hoje em dia os estabelecimentos físicos

ainda têm muita dificuldade em trabalhar o pós-venda.

O StayApp se destacou por ser sobretudo um serviço,

ele automatiza a relação entre loja e cliente. Não só colocando

para funcionar o “pós-venda” como fazendo dele

um importante canal de venda.

O StayApp é uma ferramenta de automação do pós-venda,

segundo Anderson, é mais fácil, melhor e mais barato

vender para um cliente inativo do que captar um

novo cliente.

Uma das funcionalidades do StayApp é uma pesquisa

de satisfação aos clientes, com isso você consegue entender

como melhorar seu negócio para que possa continuar

atendendo seu cliente da melhor forma possivel.

Venda no automático, escale suas vendas, e tenha muito

sucesso utilizando o StayApp.


16

GESTÃO E NEGÓCIOS

O FUTURO

DO VAREJO

É comum ouvir que o Varejo está caindo em declínio

e pode vir a morrer nos próximos anos, com extrema

segurança eu lhes digo que “Não”, o varejo não está

morrendo e sim, mudando como tudo em nossa NOVA

ECONOMIA.

É necessário compreender que a velocidade da mudança

está maior, e com isso os clientes esperam suas

entregas com a mesma velocidade que os atende uma

entrega realizada pela RAPPI. Neste NOVO HOJE, não

existem espaços para falhas ou erros constantes. Ou

você entrega de fato ou logo cairá em desuso, uma vez

que aquele que faz o mesmo que você não fechou os

olhos para os novos modos de fazer negócios.

O fato é que, enquanto alguns mantém seu modelo de

negócio sem realizar alterações, acreditando que a onda

da inovação passará logo, outros já compreenderam

que o cliente não compra mais o produto em si, ele compra

a experiência, que deve conectar o mesmo ao seu

produto, para que ele se torne um comprador constante

e um agente efetivo no fortalecimento do Marketing de

Indicação.

Com os avanços tecnológicos, não podemos ainda esperar

que o velho modo de vender atraia clientes, em

um momento que é possível conhecê-los mais que eles

mesmos, não existem desculpas para que você busque

encantá-los ainda mais.

Atualmente, investir em inovação não é luxo e sim, uma

necessidade para que seu negócio tenha continuidade e

consequentemente consiga se manter vivo.

O foco deve estar na experiência do usuário, para que

ele possa realizar uma inesquecível jornada do cliente,

pois jornadas inesquecíveis, nos fazem querer repeti-las

constantemente. O sucesso de todo negócio, embora

cheguem diariamente alternativas, está na fidelização

do cliente e no modo como ele passa a fazer parte da

“família” de sua marca.

Não seja você aquele que caíra em desuso em meio a

tantas novidades, seja aquele que conseguiu modernizar

e inovar ideias simples, continuou curando dores,

dando ao seu cliente a melhor experiência, aquela que

será passada por gerações, criando conexões e alcançando

todos os sentidos humanos que podem ser otimizados

com tal experiência.

“Se abra ao novo

sem perder sua

essência inicial!”

FERNANDO SEABRA,

especialista em inovação,

Empreendedorismo e Startups.

Líder do Acelera FIESP e líder da

equipe de analistas do programa

SharkTank Brasil.


17

GESTÃO E NEGÓCIOS


18

GESTÃO E NEGÓCIOS

5 INDICADORES

QUE VOCÊ

NECESSITA TER

EM VENDAS PARA

NÃO FRACASSAR

Será que é possível avançar em alguma meta, ou até ultrapassá-la,

sem observar quais estratégias estão dando

certo e quais estão sendo ineficazes?

Quando alguma pessoa estuda para um concurso, é

imprescindível que ela realize testes e coloque seus conhecimentos

à prova, para saber onde estão as falhas e

reorganizar suas estratégias.

O mesmo é válido para o gerenciamento de negócios

e para o bom desenvolvimento de uma empresa. Só é

possível focar no que dá resultado se houver formas de

medir cada processo das vendas (Funil de Vendas) e

acompanhar dados gerados ao longo do tempo.

Por isso, hoje separei 5 indicadores essenciais em vendas

para que seu negócio deslanche, sem que você se

perca em todos os números gerados ao longo do ano.

Indicadores em vendas: o que são?

Muitos administradores ainda acreditam que os únicos

indicadores em vendas relevantes para uma empresa

são os números financeiros, como lucro e faturamento.

Mas quem está atento às tendências de marketing e

vendas sabe que os indicadores vão muito além disso.

Talvez você até já tenha ouvido falar em termos como

ciclo de vendas, churn, ticket médio e taxa de conversão.

Esses e outros indicadores são classificados como Key

Performance Indicator, ou seja, indicadores-chave de

performance, em português.

E recebem esse nome porque, mais do que os aspectos

financeiros, eles medem o desempenho de uma empresa

em diferentes atividades e processos, a fim de criar

melhorias para os pontos identificados como problemáticos.

Então, se você pretende ser mais competitivo e converter

mais negócios, é imprescindível acompanhar as etapas

e indicadores de seu Funil de Vendas.

Pense que você irá viajar de avião, e que este não tem

nenhum indicador em seu cockpit. Mesmo sabendo que

o piloto irá conduzir esta aeronave às cegas, você ainda

sim embarcaria para esta viajem? Acredito que sua resposta

seria não, correto?

O fato é que a grande maioria das empresas, mesmo

sendo de tecnologia, não possuem indicadores básicos

para conduzir suas aeronaves (negócios). Uma hora

este avião irá cair, e o pior, as pessoas que estão dentro

não irão sobreviver.

É drástico este ponto de vista, mas aqui a analogia nos

alerta dos perigos de não possuirmos os números para

gerir nossas vendas e negócios.

Para isso, conheça melhor alguns indicadores em vendas

que podem te ajudar a traçar melhores estratégias.

1. TAXA DE CONVERSÃO

A taxa de conversão é sem dúvida um dos principais

indicadores que o Funil de Vendas possui, pois ela determina

o esforço que o time de vendas prospecta versus

o quanto fecha. Com a taxa de conversão é possível

determinar o seu plano de bordo, ou seu planejamento

de meta.

Eis alguns exemplos de como ela irá lhe ajudar a melhorar

seus resultados:

Quantas oportunidades são necessárias para alcançar

a meta?

Digamos que você saiba sua taxa de conversão, (tudo

que entra de oportunidades x tudo que saí de negócios

fechados) e que precisaria fechar 20 clientes para alcançar

a meta.

Cada cliente em média compra R$1.000,00. Seu resultado

seria de R$20.000,00. Quantas oportunidades seriam

necessárias prospectar para converter 20 clientes, tendo

uma taxa de conversão de 17%?


19

Meta: R$20.000,00

Ticket Médio: R$1.000,00

Taxa de conversão: 17%

Conversão de clientes: 20

Matemática: C ÷ (TX ÷ 100) = P

C = Clientes

P = Prospecções

TX = Taxa de Conversão

Resultado = 20 ÷ 0,17 = 117,64

Seriam necessárias 117,64 oportunidades prospectadas

para alcançar os R$20.000,00.

2. CICLO DE VENDAS

Essa métrica consiste em uma série de etapas até que

uma venda seja concretizada. O ciclo de vendas se inicia

no primeiro contato com o cliente, passa pela qualificação

dos novos leads, segue para a apresentação

do produto, depois para a negociação e a efetivação da

compra, e é finalizado no pós-venda.

Quando a equipe retorna à prospecção de novos leads,

o ciclo todo é iniciado outra vez. O primordial do ciclo de

vendas é que ele não seja tão longo que os investimentos

em marketing e vendas, e que outras despesas não

demorem para gerar retornos financeiros, se não pode

levar à falência ou estagnação da empresa.

Assim, compreendendo qual o tempo do ciclo de vendas

de seus leads, é possível traçar estratégias e ações

que conversem diretamente com o seu cliente em cada

etapa da jornada de compra, e minimize o tempo entre

uma etapa e outra.

3. TICKET MÉDIO

O ticket médio do produto é o indicador em vendas que

demonstra qual o valor médio que seu consumidor costuma

investir em seu negócio. Ele possibilita compreender

o comportamento de seus clientes com a sua marca.

Entre os indicadores em vendas, este é de grande relevância

para as estratégias de marketing, porque está

diretamente ligado ao faturamento e ao lucro da empresa.

Seu conhecimento também permite que estratégias

sejam traçadas para aumentar o ticket médio, como a

oferta de descontos progressivos e a criação de combos

de produtos ou serviços.

Para calcular o ticket médio basta seguir as seguintes

fórmulas:

A) FATURAMENTO BRUTO / VOLUME DE VENDAS

(CONTRATOS OU PEDIDOS)

OU

B) TOTAL DE VENDAS EM R$ / NÚMERO DE CLIENTES

VOCÊ TAMBÉM PODE CALCULAR O TICKET MÉDIO POR

FAMÍLIA DE PRODUTOS, GRUPO DE CLIENTES, REGIÃO,

VENDEDORES, ETC.

4. RECEITA

Voltada para a compreensão da saúde financeira da empresa,

a receita é um indicador em vendas que determina

a lucratividade do negócio. Nesse sentido, a receita é

o capital (dinheiro) obtido através da concretização de

vendas, serviços ou aplicações financeiras realizadas.

Ela representa o lado positivo da conta de lucros, aquilo

que gera um acréscimo no patrimônio de uma empresa.

A receita é subdividida em sete tipos: receita bruta, receita

líquida, receita primária, receita secundária, receita

financeira, receita não recorrente e, quando possível, receita

de sobra de materiais.

Para conhecer a receita bruta, basta identificar todo o

valor recebido com a venda de mercadorias ou de serviços

realizados. Já para obter a receita líquida é necessário

descontar da receita bruta tudo aquilo que é referente

à encargos, descontos concedidos e devoluções

ou cancelamentos.

5. CHURN

Independente do quanto o ERP seja básico ou completo,

para funcionar ele deve ter uma fonte de alimentação.

E falando em receita, o Churn é um indicador em vendas

que identifica o número de evasão de clientes, ou ainda

a taxa de cancelamento.

Ou seja, o quanto sua empresa teve a receita prejudicada

em determinado período.

Esta é uma taxa importante de ser acompanhada porque

ela possibilita conhecer o nível estável de clientes

que uma empresa deve ter para manter-se saudável financeiramente.

Essa métrica pode ser calculada mensal, semestral ou

anualmente. E

la é o inimigo número um de todo time de Customer

Success e de qualquer SaaS, porque quanto maior a

taxa, maior o número de cancelamentos.

Seu cálculo é simples e consiste em somar o número

de clientes que evadiu de seu serviço em um período

estipulado.

Para reduzir a taxa é indicado estabelecer um bom

relacionamento com o cliente, valorizando os feedbacks

e também entregando a melhor cia

experiênpossível.

THIAGO PIRINELLI

Sócio Fundador

do Funil de Vendas

GESTÃO E NEGÓCIOS


20

GESTÃO E NEGÓCIOS

VAREJO DIGITAL: UM DESAFIO PARA

OS EMPREENDEDORES VIRTUAIS

O varejo tem passado por grandes transformações digitais,

seja pelo omnichannel, migração da loja física para

o comércio eletrônico, ou pelos marketplaces, espaços

virtuais que reúnem diversas lojas para venda de bens e

serviços. Esses canais, além da loja física, auxiliam no estabelecimento

de um atendimento unificado e, quando

satisfatório em ambas modalidades, fazem uma enorme

diferença na fidelização do cliente.

Se de um lado muitos acreditam no futuro digital do varejo,

há um comportamento que é essencial ser observado:

o do consumidor. Um recente estudo da Associação

Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), realizado

em parceria com a Ebit/Nielsen, mostra que empresas

tradicionais do varejo, que iniciaram sua atuação por

meio das lojas físicas nas ruas e em shoppings centers,

vendem mais na internet do que as empresas que nasceram

como um e-commerce. O estudo também revela

que o comportamento do consumidor brasileiro está

apresentando mais confiança em relação às compras

online, registrando um aumento de 6,4% no primeiro

trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período

do ano anterior. Além disso, as compras realizadas

por meio de smartphones passaram de 33% para 35%.

Esses dados revelam a força e a credibilidade do varejo

tradicional, que mesmo migrando posteriormente para

o e-commerce, atingiu 51% das vendas totais e faturamento

de R$ 27 bilhões em 2018, um crescimento de

12% em relação ao ano anterior.

Para 2019, a expectativa para o e-commerce brasileiro

é de 265 milhões de pedidos e cerca de R$ 79,9 bilhões,

segundo a Ebit/Nielsen. Portanto, o desafio para os empreendedores

de negócios que nasceram no comércio

eletrônico é atuar com ousadia e competitividade entre

as gigantes do varejo no universo online. Por isso, vale

priorizar as inovações do e-commerce e estar de olho

nas ações da concorrência para se diferenciar, inclusive

dessas grandes empresas. Agora, se você é um empreendedor

com uma loja física e ainda não migrou para o

e-commerce, estruture seu negócio e prepare-se para

isso. Como podemos ver no levantamento da Abcomm,

a maioria das varejistas já domina esse ramo de negócio

e tende a crescer ainda mais. Se tem uma coisa que

é inevitável, é o varejo físico estar conectado ao varejo

online, acompanhar a revolução tecnológica para uma

operação cada vez mais bem-sucedida.

Para se destacar nesse mercado, é fundamental investir

em cada detalhe do negócio, começando pelas plataformas

de atendimento totalmente adaptadas, como o

tradicional site para desktop e uma interface pensada

exclusivamente para o mobile. Além disso, é necessário

ter um fluxo de caixa sustentável, oferecer um atendimento

de excelência ao cliente, motivar a equipe de

vendas, investir no pós-venda, adotar ou aperfeiçoar

metas e métricas de cada serviço oferecido, gerenciar e

estruturar o marketing por meio de estratégias competitivas

para a boa performance da loja virtual.

Evidentemente, aprimorar tais práticas vai ser determinante

na sobrevivência do empreendedor virtual,

seja oriundo de loja física ou não, priorizando sempre

o atendimento ao cliente, sabendo quem ele é e se importando

com cada visita que ele faz ao seu e-commerce,

estando certo de que ele voltará para sua loja por

encontrar ali uma excelente oferta de produtos, ou serviços,

e a melhor experiência de compra. Atualmente, o

mercado está repleto de soluções para o e-commerce,

tais como: operação, vendas, segurança, logística, meios

de pagamento, estratégias de marketing, entre outros.

Esses recursos são essenciais, mas aproveito para deixar

como reflexão uma das frases que sempre uso em

minhas palestras, que é: “Não venda pela internet, use

a internet para vender”. Portanto, explore ao máximo o

potencial da rede.

Vale todo o investimento e tempo dedicado,

agora é hora de vender!

Alfredo Soares

Head Global SMB da VTEX. É fundador da

Xtech Commerce, plataforma que em três

anos criou mais de 40 mil lojas virtuais e

transacionou mais de 500 milhões de reais.


21

GESTÃO E NEGÓCIOS


22

GESTÃO E NEGÓCIOS

ATENDIMENTO,

TREINAMENTO

E CRESCIMENTO

A MÁGICA TRINDADE

DO VAREJO!

Segundo um estudo realizado pela Harvard Business

Review, 84% dos consumidores entrevistados relataram

que suas expectativas não foram superadas em

sua última experiência de atendimento. Por outro lado,

segundo um estudo da consultoria Brain & Co, 80% das

empresas acreditam entregar atendimento e serviço de

qualidade superior. Essa diferença entre a percepção da

empresa e a percepção do consumidor se chama “delivery

gap” (diferença de entrega, em tradução livre), e

pode ser o fator decisivo para empresas de qualquer

setor do varejo.

É importante lembrar que o consumidor dos dias de

hoje tende a possuir um padrão mais alto de atendimento,

devido às empresas que oferecem experiências

altamente estimulantes com o foco voltado diretamente

para ele. A própria Disney, uma das empresas que mais

investem nesse tipo de experiência, desenvolveu uma

série de técnicas de atendimento que visam entregar ao

consumidor uma percepção de encantamento completa.

Vejamos duas delas:

• TAKE FIVE – O TERMO VEM DO INGLÊS “TAKE FIVE MINUTES”,

QUE SIGNIFICA TIRE 5 MINUTOS. MAS PARA QUE? A EMPRESA INCENTI-

VA SEUS FUNCIONÁRIOS A TIRAR TEMPO DE SUAS TAREFAS DESIGNADAS

PARA PROPORCIONAR UMA EXPERIÊNCIA MÁGICA AOS CLIENTES. UM

EXEMPLO DISSO É QUANDO ALGUNS FAXINEIROS DOS PARQUES PARAM

TUDO O QUE ESTÃO FAZENDO PARA DESENHAR UMA DAS PERSONAGENS

DA EMPRESA NO CHÃO, USANDO APENAS UMA VASSOURA MOLHADA.

TIRAR 5 MINUTOS PARA ENCANTAR O CLIENTE É UM DOS FATORES QUE

LEVARAM A DISNEY A SER A EMPRESA COM UMA TAXA DE FIDELIZAÇÃO

DE CLIENTES MAIOR DO QUE 70%.

• DESIGN DE EXPERIÊNCIA – JÁ PENSOU EM DESENHAR A

EXPERIÊNCIA DO SEU CONSUMIDOR PASSO A PASSO? A DISNEY SABE

EXATAMENTE AS FASES PELAS QUAIS SEU CONVIDADO PASSA DURANTE

SEU DIA NO PARQUE. ISSO É FRUTO DE MUITO ESTUDO E DA CONTRA-

TAÇÃO DE PROFISSIONAIS ESPECIFICAMENTE TREINADOS PARA PENSAR

NESTAS FASES. UM EXEMPLO DISSO É QUE A RUA PRINCIPAL DO MAGIC

KINGDOM (PRINCIPAL PARQUE DA DISNEY EM ORLANDO) É LEVEMENTE

INCLINADA. ISSO FAZ COM QUE NO INICIO DO DIA, O CLIENTE QUE ESTÁ

ANIMADO E COM ENERGIA, NEM PERCEBA ESSA PEQUENA INCLINAÇÃO

PARA CIMA, MAS AO FIM DO DIA, QUANDO ESTÁ CANSADO, A INCLINA-

ÇÃO PARA BAIXO O AJUDA SUAVEMENTE A SE DESLOCAR PARA A SAÍDA.

O consumidor está cada vez mais engajado com as

marcas que o atendem bem e entendendo que tipo de

experiência quer ter, e é vital para todas as empresas

que se prestam a atender esse tipo de consumidor, se

preparem para tal. E como uma empresa se prepara

para atender bem seus clientes? Sim, treinamento, treinamento

e treinamento. Pensando nisso, a Disney, ob-

jeto de meus incansáveis estudos

e de minha profunda admiração

pessoal, desenvolveu uma série

de treinamentos tanto para seus

novos colaboradores, quanto

para renovar os conhecimentos

dos mais antigos. Desta maneira,

treinamento após treinamento é

o jeito Disney de inculcar em seus

membros do elenco (modo como os

funcionários são chamados) a cultura

de atendimento desenvolvida pelo seu fundador,

Walter Elias Disney. Assim, mais recentemente

após a morte de Walt, a The Walt Disney Company criou

a Disney University, universidade voltada exclusivamente

para treinar seus colaboradores, além do Disney

Institute, instituto cujo objetivo

é ensinar o padrão

Disney para profissionais

de outras empresas ao redor

do mundo.

Por muito tempo foi difícil

convencer os empresários

brasileiros de que propaganda

e marketing são investimentos e não custos.

Hoje, passamos por um desafio semelhante quanto a

questão do treinamento. Somente treinando os colaboradores,

os varejistas conseguirão propor e atingir

metas mais audaciosas, principalmente em tempos difíceis

como o que vivemos. Para se ter uma ideia, uma

outra consultoria americana estima que os lojistas perdem

cerca de US$83 bilhões todo ano, devido ao mau

atendimento causado pela falta de treinamento de seus

colaboradores. Enquanto isso, a Target, rede de supermercados

americana, investiu mais de US$1 bilhão em

treinamento e atingiu em 18 meses a sua meta de crescimento

projetada para 5 anos.

Não se engane, atendimento ao cliente

é sobre criar a magia todos os dias para

todos os cliente. Mas para criar a magia

é preciso treinamento exaustivo!

BRUNO GONÇALVES

Especialista em metodologia

Disney @uau.business


23

GESTÃO E NEGÓCIOS

NEGOCIAÇÃO

HABILIDADE ESSENCIAL PARA EMPREENDEDORES DE SUCESSO

Existem diversas variáveis que podem contribuir para o

sucesso de um empreendimento. Algumas são internas,

outras de mercado, mas a que considero mais importante

para a alavancagem e perenidade do negócio é a

capacidade de negociação do empreendedor – no sentido

amplo, não se restringindo à habilidade de comprar-

-vender. Empreendedores negociam durante a maioria

absoluta do seu tempo, mesmo que não percebam. É

difícil pensar em atividades que não requeiram essa

habilidade. A vida do empreendedor gira em torno de

convencer e mover pessoas a destinarem seus recursos

(tempo, dinheiro, energia, atenção) para atender aos

seus interesses e necessidades.

É preciso convencer o time a se juntar “à causa”, mesmo

que a remuneração inicial não seja atrativa e a instabilidade

constante. Convencer clientes a adotar uma solução

e pagar por ela. Obter apoio financeiro para conseguir

tirar o projeto do papel. Conquistar apoiadores que

promovam suas ideias. Desenhar parcerias estratégicas

para potencializar o negócio e ampliar a presença.

A mentalidade da negociação como uma batalha, em

que é preciso vencer a qualquer custo e que pode até

gerar pequenas conquistas em casos pontuais, é um

grande obstáculo ao crescimento sustentável de uma

empresa. Empreendedores de sucesso conseguem enxergar

a negociação como um processo colaborativo,

em que é possível juntar partes de um quebra-cabeça

para promover soluções criativas, viáveis e que satisfaçam

a todos os envolvidos.

Alguns pontos importantes podem ajudar os empreendedores

a enxergar a negociação de forma estratégica:

Discutir os reais interesses de cada um: É muito comum

que as negociações se transformem em um jogo de poder,

em que cada um tenta impor suas demandas. É preciso

minimizar o peso do que cada um diz que quer e direcionar

a discussão para as razões e necessidades por

trás desses pedidos. As posições podem ser incompatíveis,

mas os interesses conciliáveis. Preparar-se previamente:

Com a falta de tempo, é comum que as pessoas

entrem na negociação sem se preparar, confiando em

sua intuição e experiência para fechar negócios. É possível,

porém, negociar com muito mais confiança e inteligência,

se for feito um simples trabalho de preparação,

ampliando a visão sobre o acordo, através de 3 aspectos

principais: mapeamento de todos os potenciais impactados

por esse acordo (que não se reduz à pessoa que

está a mesa negociando), os reais interesses de cada um

(tentar imaginar interesses tangíveis e intangíveis que

podem estar em jogo) e as alternativas das partes (o que

cada um faria se esse acordo não fosse possível – isso

determina quem é a parte forte na negociação).

Ouvir mais do que falar: Ao defender suas ideias, muitos

empreendedores repetem com entusiasmo todo

o roteiro que montaram, respondendo firmemente a

todas as objeções que encontram, mas não percebem

que uma crítica é uma excelente oportunidade! É uma

chance de observar algo que não foi explorado, um problema

que parecia irrelevante para você, mas que pode

ser um obstáculo ao fechamento de um negócio. Questionar

suposições: Muitos empreendedores entram em

todas as negociações desconfiados, pensando que os

outros só querem se aproveitar dele ou tirar vantagem

e esperam uma frase mal colocada para confirmar todo

o roteiro que criaram em suas mentes e se fecharem

ainda mais. A postura agressiva e dura coloca ambos na

defensiva e gera negócios menos elaborados, sem potencial

para criação de valor. Não se deve entrar desconfiando

de todos, nem com a ingenuidade de acreditar

qualquer um. É melhor entrar vazio e formar percepções

durante a conversa (não através de ideias pré-concebidas

e estereótipos).

BRENO PAQUELET é uma das principais

referências em negociação no Brasil

atualmente. É professor em cursos

de MBA, atua como consultor e realiza

treinamentos de negociação para diversas

empresas e instituições.

@breno.paquelet


24

MARKETING

COMO ESTÁ O VAREJO NA ERA DIGITAL?

Muitas empresas acreditam que precisam seguir “a

moda” do digital, estar firmes e fortes disponíveis para

o seu cliente em todas plataformas e canais possíveis,

como por exemplo Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn,

Youtube, ter um aplicativo, e por aí vai…

A parte ruim não é estar presente em todos esses meios,

pelo contrário, isso é ótimo, porém, de que adianta estar

em dez canais e administrar apenas um ou dois?

De nada adianta estar onde o seu consumidor quer te

ver, mas não ter o suporte e atendimento eficaz que ele

espera, não é mesmo?

Para atuar em diversos canais, você precisa entender

que cada um deles demanda um tipo de cuidado específico.

Sem uma estratégia bem definida antes de colocar

as ações em prática, talvez os seus perfis em algumas

plataformas sejam só mais alguns na multidão, abandonados,

e muitas vezes, não serão vistos nem pelos seus

fiéis clientes. Sem um caminho traçado, a empresa se

perde e o cliente também.

Além disso, precisamos sempre lembrar que o online e

off-line se complementam, ou seja, não podemos deixar

nenhum de lado, nem trocar um pelo outro. A capacidade

de união e transformação nesses meios é o que

torna as empresas grandes competidoras entre si.

FAÇA O SEU CLIENTE VIVER

A MELHOR EXPERIÊNCIA

POSSÍVEL COM O SEU

PRODUTO OU SERVIÇO.

Aproveite a tecnologia para inovar sempre, facilitando o

processo de compra do seu cliente, diminuindo o tempo

e a jornada que ele precisa trilhar até ser dono do produto

ou adquirir o serviço.

Tenha sempre em mãos um storytelling da sua marca,

onde você consiga contar do início ao fim toda a história,

dê ao consumidor uma experiência de imersão exclusiva.

“Hoje para ser visto é preciso estar presente em todos

os lugares” é o que mais ouvimos por aí, concorda? Mas

lembre-se que, isso só vale à pena se for com a estratégia

traçada e seguida do início ao fim, caso contrário,

seu produto estará em uma vitrine invisível.

Gostou das dicas?

Continue me acompanhando nas redes sociais:

@tatyaneluncah

Você precisa saber em que momento da vida seu cliente

está, para abordá-lo da melhor forma. Saber o nome, a

idade e o gênero já não é mais o suficiente.

No começo deste ano tive o prazer de estar presente na

NRF, a maior Feira de Varejo do Mundo, e vou compartilhar

aqui as principais dicas que trouxe de lá:

Tatyane Luncah

Fundadora e CEO da

Agência Grupo Projeto.


25

MARKETING

ESTÁ CORRENDO NA RUA OU NA ESTEIRA?

No mundo dos negócios, “estar na correria” é um assunto

comum, principalmente entre empreendedores. O dinamismo

presente no dia a dia faz com que a gente precise

correr, ou seja, agir de forma rápida, para evoluir.

A diferença básica desses perfis está no mindset, ou

seja, na mentalidade, no conjunto de atitudes mentais

que influencia diretamente no comportamento humano.

Podemos fazer uma associação do tema em questão

com os dois tipos de mindset, criados por Carol S. Dweck,

professora de psicologia e escritora do livro “Mindset:

a nova psicologia do sucesso”. Segundo a autora, as

pessoas podem ser separadas em dois grandes grupos:

mindset de crescimento e mindset fixo.

Acredito, ainda mais nos dias de hoje, que isso é necessário

para o crescimento de quem empreende, mas

pode ser encarado como um problema dependendo de

como essa “corrida” está sendo feita.

Conversando com alguns empresários, criei uma analogia

com corrida e segmentei os perfis identificados, basicamente,

em dois: corredor(a) de rua e de esteira. No

primeiro perfil, encaixam-se as pessoas que enfrentam

o desconhecido, estando mais vulneráveis aos fatores

externos, com a mudança constante do cenário, porém

possuindo maiores chances de ampliar a performance

e alcançar objetivos, dependendo de suas decisões estratégicas.

Já os empreendedores que estão “correndo na esteira”

são aqueles que vivem meses, e até mesmo anos,

na mesma situação, com as empresas estagnadas, sem

grandes perdas, porém sem grandes ganhos. Este perfil

é muito perigoso, pois as pessoas que se enquadram

nele, geralmente, estão no famoso “piloto automático”,

com mais probabilidade de declínio do que evolução.

Qual desses perfis você mais se identifica?

Acredita que esteja correndo mais na rua ou na esteira

ultimamente? Mesmo que você não seja empreendedor(a),

esses dois extremos podem ser relacionados à

carreira profissional também, e até mesmo na vida pessoal.

O primeiro grupo é composto por pessoas otimistas,

persistentes, resilientes, que acreditam na sua capacidade

e transformação. As pessoas com mindset de

crescimento também erram, mas olham o erro como

um aprendizado para a evolução e usam isso como uma

virtude para seguir em frente.

Já as pessoas com mindset fixo, ao contrário do primeiro

grupo, são conformadas, resignadas, aceitam as condições

que lhe são impostas e “deixam a vida lhe levar”.

Normalmente, são inseguras e duvidam de sua capacidade,

fazendo com que isso trave seu crescimento.

Correr na rua é ter um mindset de crescimento. É buscar

mais desafios, abrir-se às oportunidades e enfrentar as

ameaças de maneira mais incisiva. Isso exige um desprendimento

de energia grande, porém a probabilidade

de trazer mais satisfação e recompensas é muito maior

também.

Claro que, por sermos seres humanos, vivendo em

constante transformação e com diversos obstáculos,

mesmo quem prefere correr na rua, uma hora ou outra

vai buscar a esteira um pouco. O importante é ter essa

consciência sobre nosso comportamento e mudar atitudes

visando o alcance dos objetivos.

Cadu Capella Reis

Sócio da INSANE Estratégia

e Comunicação e do Clube

do Insight.


26

MARKETING

GUILHERME TAVARES EMPREENDE

COM INTENSIDADE E TEM FOME DE

RECÉM-NASCIDO NOS NEGÓCIOS

CEO da TagPlus, investidor serial, apresentador

do programa Mercadin Show e escritor

do livro A Ciência do Medo.

Mesmo nascido em uma família de empreendedores,

Guilherme Tavares optou por

experimentar o outro lado da moeda e trabalhar

como funcionário antes de migrar para a vida empresarial.

Essa atitude lhe deu a experiência necessária

para que em 15 anos se tornasse investidor anjo, fundador

da aceleradora de negócios Q4 Angels e do TagPlus

(www.tagplus.com.br), um sistema de gestão comercial

e emissão de nota fiscal eletrônica para micro e pequenas

empresas que hoje atende mais de 10 mil micro e

pequenos empresários no Brasil e mais recentemente

escritor, com sua obra A Ciência do Medo.

médias empresas.

No período de 2002 a 2010 a empresa cresceu 57%,

ganhou corpo e uma equipe de 30 profissionais. E essa

boa aceitação do mercado o levou a aprofundar seus

conhecimentos em TI, formando-se em Sistemas para

Internet na UNIBH. Nesse meio tempo, lançou o TagComércio

- uma versão mais completa do software EasyStore

-, pela TagSoft e abriu a TagPlus.

Hoje suas empresas ficam sediadas no Raja Valley, o

mais novo pólo de inovação em Belo Horizonte, e conta

com uma equipe de mais de 80 colaboradores, 11 sócios

e cinco empresas em processo de aceleração pela Q4

Angels.

A jornada desse belo-horizontino começou bem cedo,

aos 12 anos, quando, por iniciativa própria, começou

a trabalhar no LavaJato de seu padrasto. Quatro anos

depois, foi atuar como caixa no motel da família, e em

paralelo teve seu primeiro contato com o universo de

TI, quando fez um curso de DataControl. A paixão foi

imediata e um ano depois, com 17 anos, foi emancipado

para poder abrir sua primeira empresa: uma escola de

informática, que funcionou por 1 ano e meio.

Precoce, durante o ensino médio teve a oportunidade

de desenvolver sua primeira startup, a TagSoft que nasceu

da demanda de um software para gerenciamento

do caixa e do estoque da escola infantil onde estagiava.

Tavares aceitou o desafio, e em poucos meses entregou

a versão beta do software, chamado EasyStore, que

depois passou a comercializar para outras pequenas e


27

MARKETING

SOBRE O LIVRO A

CIÊNCIA DO MEDO

Ao longo de sua caminhada, Guilherme conheceu muitas

pessoas, e passou a observar a maneira como elas

enxergam o que é o sucesso.

“Nos meus aprendizados, vislumbrei que essas minhas

“fontes inspiradoras” desenvolveram a capacidade de

compreender, claramente, que o sucesso não deve ser

um fim. Ele deve ser um meio, um caminho”, conta

Guilherme.

Imagine-se menos ansioso, mais compreensivo e paciente.

Ao entender os mecanismos que o ego cria

para te proteger, você terá uma visão mais clara de

si mesmo e dos outros. Compreender estes aspectos

trará luz para vários de seus medos. Medos estes que

você nem imaginava possuir.

O livro fala de uma forma abrangente sobre como a

maneira de pensar, a forma que você foi criado influenciam

em suas escolhas profissionais e pessoais e

como isso direciona e orienta a sua vida.


28

MATÉRIA DE CAPA

O Empreendedor Fred Rocha, viaja o mundo buscando

inspiração, inovação e paixão pela arte

de vender, para compartilhar com seu público o

que tem de mais relevante NO MUNDO DOS NE-

GOCIOS. A sua missão é transformar o negócio

das pessoas em um lugar incrível e zelar pelos

COMERCIANTES E PRESTADORES DE SERVIÇOS do

Brasil! OS VAREJISTAS.

Seu desejo por conhecer o mundo e

novas histórias começou na infân-

Fred Rocha, nascido em Minas Gerais, na cidade

de Montes Claros, filho de um industrial, Mauro

Rocha e da professora (TUDINHA), Edertrudes

Veloso, sempre teve o pioneirismo enraizado em

seu ser. Aos 12 anos, foi o primeiro brasileiro,

nessa idade, a realizar um salto duplo de paraquedas

no país e aos 13 anos se tornou o garoto

mais novo a praticar voos de paraglider aqui

no Brasil. Fred conta que essa aventura

toda é herança de seu pai que praticava

esportes radicais e inovadores.

Aos 17 anos Fred venceu o primeiro

campeonato mineiro na categoria

voos de paraglider.

cia, com a família, viajou a bordo de um trailer, pela

América do Sul durante quatro meses.

SEU INÍCIO NO EMPREENDEDORISMO

Fred começou a empreender quando estava cursando

a faculdade DE ECONOMIA EM MONTES CLAROS.

Seu primeiro negócio teve o apoio do seu PAI, era

uma LOJA DE MÁQUINA DE COSTURA. Em 1999, Fred

Rocha entra no mundo digital, a empresa NetSite foi

sua grande escola profissional, passou de ser apenas

um pequeno provedor de internet para ser a

terceiro maior provedor de internet do país. Fred

é um visionário e mesmo em 1999 quando muitos

diziam que as vendas na internet não emplacariam,

ele enxergou uma grande oportuni-

dade de negócios.

Como o próprio empreendedor

gosta de falar

“NAQUELA ÉPOCA

VENDÍAMOS LOJAS

VIRTUAIS QUANDO

O GOOGLE AINDA

ENGATINHAVA”.


29

MATÉRIA DE CAPA


30

MATÉRIA DE CAPA

Muito à frente de seu tempo, um empreendedor

totalmente fora da caixa, Fred

não perde uma boa oportunidade,

não se importa se é preciso largar

uma boa carreira e um bom salário

para iniciar algo memorável.

Em toda sua trajetória a venda sempre foi o

seu impulsionador, ele foi pioneiro em food

truck nos anos 2000, criou o Choop Show

em Belo Horizonte.

O empreendedor também vendeu pano

para faixas de porta em porta, teve

uma distribuidora de carvão, trabalhou

com cachaça artesanal.


31

Fred diz que seus pais são as pessoas que o inspira, ele

enfatiza que sua mãe o inspira pelos seus acertos, foco,

disciplina e força de venda e seu pai o inspira pelos seus

erros, que o conduz o tempo todo ao acerto, Fred diz

que aprende muito mais com os erros do que os tos.

acer-

“QUANDO ALGUÉM

ERRA, É COMO SE

ALGUÉM APONTASSE

O BURACO PARA NÓS.

MESMO AO “QUEBRAR”

A EMPRESA MEU PAI FEZ

COM QUE OS FILHOS

PUDESSEM SER

BEM-SUCEDIDO,

ENCARAMOS O

MUNDO COMO ERA”.

Uma outra pessoa que inspirou Fred Rocha foi Luiz Mauro

Lunardi, CEO da Netsite, que convidou a empreendedor

a fundar a empresa Jet, que na época era um produto

da Netsite, e que fez com que Fred pudesse conviver

com Lunardi, o que ele classifica como sua melhor faculdade.

MATÉRIA DE CAPA

Foto Jota Moraes


32

MATÉRIA DE CAPA

OUSADIA, CORAGEM E UMA LINDA TRAJETÓRIA

Fred Rocha morou em várias cidades e criou vários

negócios. Ele lembra que alguns negócios não deram

certo, mas sua força de discernimento, de auto entendimento,

de competência, e sua capacidade de fazer as

coisas junto com a sua vontade de encarar o mundo e

dizer que você pode, davam a Fred o que ele precisava

para continuar empreendendo. O empreendedor percorre

o mundo conhecendo negócios, o que possibilita

com que compartilhe conteúdos que só ele com suas

aventuras e expedições, é capaz de gerar!

Entendendo seus gaps e pontos fracos, você começa a

melhorá-los. Fred é claro com as pessoas, e diz que as

pessoas não adoram pessoas boazinhas e sim pessoas

que fazem acontecer.

IDENTIFICANDO OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS

Como empreendedor Fred tem um aprendizado constante,

e para ele vivenciar as coisas é a sua melhor forma

de viver. Ao viajar, Fred consegue pesquisar e ser

seu gerador de conteúdo único, atualmente ele estuda

vivenciado, tendo assim um aprendizado único.

“A convivência é curta, mas o aprendizado é pesado”,

com essa frase Fred classifica que tem a honra de vir

convivendo com muitas pessoas e que tem no mínimo

50 pessoas que diariamente o tornam um profissional

melhor. Dos pilares do sucesso profissional, o conhecimento

é sem dúvida o grande negócio e principal pilar.

Através de vivências, você potencializa seu aprendizado.

Acreditar em algo, ser verdadeiro, se entregar, é fundamental

para quem quer empreender.

A estrutura conservadora ainda enraizada no Brasil faz

com que o empreendedor lute diariamente até com ele

mesmo. Ter uma autocrítica poderosa é essencial, entender

efetivamente sua competência de empreender,

estudar muito e validar a ideia é importante para que

você possa ser um empreendedor.

“A coragem para ir e o discernimento para equalizar,

ir ou não ir e se eu for, saber exatamente onde você

quer chegar. Não crie limitação, mas trabalhe suas futu-

ras decepções”, para Fred Rocha, sua maior dificuldade

sempre foi gestão, ele busca disciplina

para que não perca o foco em seus

resultados.

“A DISCIPLINA É ALGO

MUITO FORTE NOS

NEGÓCIOS, ALIÁS EU NÃO

CONHEÇO NINGUÉM

DISCIPLINADO POBRE.”

Fred é investidor de alguns negócios, e identifica oportunidades

pela sua missão de vida, ele quer que

os donos de negócios sejam felizes com os

negócios deles. Sua bandeira é ajudar as

pessoas a construírem negócios em sua

vida.

Por diversas vezes, Fred precisou lidar

com o fracasso, ele acredita que

hoje pode ensinar muito mais com

sua experiência, para manter sua

criatividade ele procura viver coisas

incríveis e ao buscar solução,

ele sempre se esforça

para viver coisas novas

o tempo

todo.


33

DEFININDO VAREJO

O que é varejo? Diferente do que muita gente imagina, o

conceito, assim como a atividade em si, é amplo, diversificado

e abrangente. Para Parente (2000, p. 22) “o varejo

consiste em todas as atividades que englobam o processo

de venda de produtos e serviços para atender a uma

necessidade pessoal do consumidor final”. Outra ideia

que complementa é que “ele inclui todas as atividades

envolvidas na venda de bens e serviços diretamente aos

consumidores finais para uso pessoal” (KOTLER, 1998,

p. 493).

Sendo assim, partimos do princípio que o varejo nada

mais é que o processo de compra de produtos em quantidade

relativamente grande dos produtores, atacadis-

tas (distribuidores) ou indústrias e outros fornecedores,

para venda em quantidades menores ao consumidor

final. Para ser varejo não precisa necessariamente ven-

der produtos. Um dentista, por exemplo, é um varejista

porque oferece, assim como os demais prestadores de

serviço, soluções e produtos aos consumidores finais.

“Só ganha dinheiro quem consegue resolver os problemas

das pessoas”.

APRENDENDO COM O VAREJO AMERICANO

Fred Rocha, tem um trabalho intenso e dedicado voltado

a visitação e aquisição de conhecimento em rela-

ção ao funcionamento do varejo na América.

A cada viagem, o empreendedor bus-

ca expandir sua mentalidade com foco

em aplicabilidade no contexto da realidade

brasileira voltada ao pequeno

negócio.

Fred visita empresas que

de alguma forma tem contribuído

para mudar o merca-

do, é o chamado varejo disruptivo

Em setembro desse ano, Fred, mais uma

vez, embarcará para uma imersão nos Estados

Unidos e levará com eles empreen-

dedores dispostos a conhecer o que há

de melhor no varejo americano.

EMPREENDEDOR PREMIADO

Em 2016, Fred Rocha foi eleito duas vezes o melhor

profissional de marketing do País e hoje é o palestrante

mais contratado no segmento de varejo do Brasil!

Em 2019, foi eleito em segundo lugar como profissional

de marketing do Brasil pela ABCOM.

DICA

“UMA DICA PARA QUEM QUER EMPREENDER,

NÃO EMPREENDA PELO DINHEIRO, CONS-

TRUA UM NEGÓCIO PARA AJUDAR AS PESSO-

AS EM ALGO, TENHA UM PROPÓSITO REAL”.

MATÉRIA DE CAPA

“PREÇO É

TUDO PARA

QUEM NÃO

TEM MAIS

NADA A

OFERECER”


34

COMPORTAMENTO

MUDE O FILME!

Quando comecei minha empresa de treinamentos, deparei-me

com alguns medos, preocupações e dificuldades

como a maioria dos empreendedores que começam

um negócio próprio. Eu era gerente regional Norte-Nordeste

de uma distribuidora líder no segmento, mas não

estava satisfeito, nem me sentia realizado. Ganhava

bem, mas o salário não preenchia o espaço deixado

por uma falta de propósito para minha vida. E por mais

grosso que fosse o envelope no final do mês, mais vazia

era minha vida. Então, decidi empreender e seguir um

chamado para palestrar e capacitar pessoas, ajudando-

-as a vender mais, alcançar suas metas e conquistar seus

sonhos. Olhando para trás com a experiência que tenho

hoje, tenho certeza de que uma parte considerável do

medo, resultados insatisfatórios e problemas que encarei

são frutos de crenças limitantes que eu repetia para

mim mesmo todos os dias. Na época eu não entendia

o mecanismo das crenças e seu poder de influência na

minha vida pessoal e profissional. No fundo, no fundo,

eu não tinha certeza de que venceria por que não tinha

100% de fé em mim mesmo. Por não acreditar em mim

mesmo e no meu sonho, eu me limitava enquanto via

outros com menos recursos e condições alcançarem resultados

melhores e maiores. Você certamente já deve

ter ido a um cinema. O que você vê na tela ou parede

não é o filme, mas a projeção dele. Antigamente os filmes

vinham gravados em rolos magnéticos. Agora vem

em mídias de alta qualidade ou são baixadas de um servidor.

Mas o princípio é o mesmo. Alguém roda ele num

projetor e abre a portinha para que a imagem vá para a

grande parede! Voilà!

Sua vida é a tela. Seus pensamentos são os pedacinhos

ou cenas desse rolo. Se você está insatisfeito com o filme

não adianta rasgar a tela ou atirar objetos na parede.

Temos que acessar nossa sala de projeção (mente) e

descobrir que filme estamos rodando em nossa cachola.

Talvez no roteiro de nosso filme apareça alguma dessas

frases: “Eu sou pobre. Quem nasce pobre, vai morrer

pobre!”. “Só faz dinheiro quem tem dinheiro”. “Sou

muito pequeno, não tenho como competir”. “Nessa rua

nada dá certo”. “Vou tentar, mas sei que tudo que faço

dá errado”. “Tá tudo indo bem, mas logo logo acontece

uma desgraça”. “Se eu treinar meu pessoal, eles vão

para a concorrência”. “Concorrente bom é concorrente

morto”. “Não acredito nisso”. “Vou me ferrar!”…

Que filme você acha que verá em seu varejo repetindo

essas frases acima todos os dias? Quão longe você chegará

se acreditar com todas as suas forças em frases negativas

e limitantes? As frases, opiniões ou impressões

que algumas vezes falamos para nós mesmos e para os

outros terminam tomando força e se tornam verdades

absolutas e leis imutáveis. De tanto falarmos e ouvirmos,

diante de tantos exemplos semelhantes, acabamos

por crer também nelas e elas se tornam profecias

autorealizáveis e inquestionáveis em nossa vida. Afinal,

buscaremos fatos, modelos, estatísticas e exemplos que

as comprovem.

Essas opiniões tornam-se nossas crenças, nosso código

de programação mental, nossa mentalidade, nosso

mindset. Se impregnam em todas as células do corpo.

Uma crença limitante, negativa e infeliz de uma pessoa

contagia a equipe, líder, proprietário, mercado, bairro,

rua, cidade, um país e um planeta. Resultado? Resultados

limitados, negativos e infelizes!

Quer ver seu varejo dando certo? Ótimo! Fique atento

às crenças que você e sua equipe alimenta, às palavras

que vocês verbalizam, pois sua vida e seu negócio serão

uma projeção do filme que você roda em sua mente.

Quer começar um novo negócio? Quer que seu negócio

atual comece a dar certo? Alimente crenças positivas e

impulsionadoras.

No próximo artigo vou ensiná-los como neutralizar crenças

negativas e alimentar as positivas. Por enquanto, vigie

suas palavras. Elas são frutos de suas crenças. E suas

crenças são reforçadas por elas. Você fala aquilo que

acredita e acredita naquilo que fala. Eu não digo: “Só

vendo para crer!”, pois sei que preciso CRER PARA VER!

Marcos Sousa é conferencista

internacional, palestrante, escritor e

especialista em vendas, motivação,

comportamento e Programação NeuroLinguística

(PNL).

@palestrantemarcossousa

www.marcossousa.com.br


33

COMPORTAMENTO


36

MARKETING

SEMINÁRIO ESPECIAL EM SÃO PAULO

COMO VIRAR O JOGO COM LEILA NAVARRO E RAFAEL BALTRESCA

Dois ícones do mundo das palestras motivacionais mostram

como virar o jogo em tempo

de incertezas e melhorar o seu desempenho na vida

pessoal, no trabalho, nos negócios,

na carreira e nos relacionamentos

No dia 15 de agosto, quinta-feira, a partir das 18 horas,

a capital paulistana será prestigiada com a presença de

dois ícones do mercado de palestras nacional e internacional,

num único evento. Leila Navarro, a única mulher

palestrante Top of Mind no Brasil, e Rafael Baltresca,

Conferencista internacional, empreendedor, palestrante

e mentor na Formação Bravo em Hipnose Clássica e

Terapêutica estarão juntos no Seminário motivacional

Como Virar o jogo no mundo das incertezas, no Teatro

Arthur Rubinstein, no Clube Hebraica em São Paulo.

Por meio de seus estudos e pesquisas, os autores e palestrantes

motivacionais Leila Navarro e Rafael Baltresca

constataram que um número expressivo de pessoas

pergunta como é possível virar o jogo e ser bem-sucedido

apesar das crises, das diferenças e da situação cada

vez mais caótica no mundo. Esses questionamentos impulsionaram

à realização do seminário especial “Como

Virar o jogo com Leila Navarro e Rafael Baltresca” que

une informação, humor inteligente e irreverência em

um verdadeiro show voltado para pessoas que anseiam

por autodesenvolvimento e melhoria do seu desempenho

na vida pessoal, no trabalho, nos negócios, na carreira

e nos relacionamentos.

Com um conteúdo envolvente, interativo e provocativo,

Leila Navarro e Rafael Baltresca mostram que a conquista

de uma vida bem-sucedida e feliz está intimamente

ligada ao conhecimento de quem somos, o que gostamos

de fazer e que todas as pessoas têm a possibilidade

de aprender e exercitar esses aspectos em sua própria

vida. Com essa consciência as pessoas tornam-se mais

tolerantes, conscientes, generosas, resilientes, atentas

ao meio ambiente, ao equilíbrio, à aprendizagem e à

prática do amar.

Com esta dobradinha motivacional, o público participante

será prestigiado com abordagens capazes de alinharem

pensamentos e ações de acordo com seus propósitos,

a partir dos seguintes conteúdos:

• O que fazer quando a motivação é baixa e faltam-nos

recursos para virar o jogo?

• Desafiar medos, enfrentar crises (externas e internas)

e ampliar horizontes.

• Aprendendo a utilizar nosso poder de influência

para gerir – nossa automotivação

• Reacender sonhos e planejar estratégias para

conquistá-los.

• Focar na inovação contínua, o novo diferencial

competitivo.

• Como se blindar de ambientes desmotivadores e

gerenciar a automotivação?

• Entender que felicidade e sucesso independem

de crises e circunstâncias.

• Ter energia para melhorar a qualidade de vida

pessoal e profissional.

• A visão além dos olhos: aprendendo a programar

nossa mente por meio da visualização positiva;

As vagas para o seminário especial Como Virar o jogo no

mundo das incertezas com Leila Navarro e Rafael Baltresca

são limitadas e existe pacote diferenciado para

grupos e sócio Hebraica.

Mais informações no http://www.ahebraica.org.br/


37

MARKETING


38

MARKETING DIGITAL

A NOVA ERA DO MARKETING DE VAREJO

Uma nova era no marketing de varejo surgiu nos últimos

anos, e ela não parece mostrar tendências para desacelerar

em seu aperfeiçoamento. O cliente mudou e

com ele o mercado mudou também.

Não que o toque humano e a experiência física com o

produto/ambiente sejam descartáveis, muito pelo contrário!

Mas sim, porque o movimento e trajetória de venda

mudam conforme as facilidades vão surgindo.

O setor de Varejo, que antes era conhecido por não

precisar trabalhar seu branding, ou por não precisar se

reinventar em suas tecnologias, hoje é um dos maiores

exemplos que a utilização da automação e da tecnologia,

de forma integrada, auxiliam no marketing e no desempenho

das marcas.

Essa nova realidade é proporcionada por diferentes tecnologias

emergentes, como a Inteligência Artificial, Automação

de Processos e Comunicação, além de ideias

muito inovadoras.

Foram longos anos até o varejo conseguir se destacar

como pioneiro em lançamentos de serviços dentro de

seu mercado, e agora é a sua vez de brilhar.

Vamos entender um pouco mais sobre ele?

Como funciona o setor de varejo?

O varejo é um setor reconhecido por oferecer de tudo

para o consumidor final e diretamente para ele. Lojas

famosas nesse setor são os supermercados, lojas de eletrônicos

e de roupa. Ou seja, um mercado que vende

diversas mercadorias, em quantidades adequadas para

o comprador final.

Com o advento da tecnologia e principalmente da internet,

o movimento e trajetória de compra nesse setor

mudou drasticamente. Sendo que os fatores antes

cruciais para o negócio, como localização física e atendimento

pessoal, já possuem alternativas robotizadas e

automáticas, que muitas vezes se mostram mais baratas

e eficientes do que se feitos manualmente.

Fatores que são cruciais para esse mercado e para o sucesso

das vendas, são a exposição das mercadorias, o

atendimento, e a localização dos pontos comerciais.

O NOVO MARKETING DE VAREJO

Quando falamos no novo marketing de varejo, a automação

é um fator crucial em quase todos os processos.

Dentro desse mercado, a automação é apenas uma das

coisas básicas que as marcas precisam desenvolver.

Seja na comunicação, como na entrega do serviço como

um todo.

O marketing de varejo envolve diversas vertentes, e o

seu principal objetivo é conhecer cada vez mais os seus

consumidores e elaborar uma experiência inesquecível,

como uma forma de se diferenciar nesse mercado.

O Brasil ainda tem que inovar bastante nesse setor, na

experiência dos clientes, na elaboração de uma experiência

com a marca efetiva e memorável.

Já os Estados Unidos, se tornou uma máquina de inovação

na experiência do usuário no mercado de varejo.

Uma das marcas que inovou e continua a melhorar seus

serviços, é a Amazon.

Ela é um dos maiores e melhores exemplos de como

uma estratégia de marketing, unida a automação (Big

Data, AI…), podem revolucionar um mercado inteiro,

desde o primeiro contato com a marca, até a última ponta

na entrega do produto, eles oferecem um serviço de

excelência.


39

No Brasil, uma das maiores varejistas, que ganhou o

Prêmio de Marketing Citizen, é a rede Magazine Luiza,

que a partir da sua humanização e automação de diferentes

processos, conseguiu se diferenciar de seus concorrentes

em um mercado tão padronizado.

Pensando nesses cases, e em como a tecnologia de automação

de processos podem auxiliar em estratégias de

marketing…

Como empreendedores podem se inspirar nessas grandes

redes?

2. AUTOMATIZE SEUS PROCESSOS ASSIM COMO A SUA CO-

MUNICAÇÃO. A AUTOMAÇÃO, SE AINDA NÃO FAZ PARTE DA

SUA CULTURA ORGANIZACIONAL, DEVE COMEÇAR A FAZER

A PARTIR DE HOJE! AS FERRAMENTAS ESTÃO DISPONÍVEIS E

OS PREÇOS NUNCA FORAM TÃO ACESSÍVEIS. CONVERSE COM

SEUS COLABORADORES E CLIENTES DE MANEIRA INTEGRADA,

ASSERTIVA, E NO TIMING CERTO. A ECONOMIA DE TEMPO E

ESFORÇOS HUMANOS A PARTIR DA AUTOMAÇÃO É DE FATO

BRILHANTE E UMA GRANDE FORMA DE AUXILIAR E MELHORAR

SEUS PROCESSOS.

MARKETING DIGITAL

Algumas ferramentas e tecnologias ainda não chegaram

para o público geral, mas com pequenas mudanças e

algumas otimizações do processo, fica muito mais fácil

abordar e conversar com seu público, tornando a experiência

deles mais assertiva e surpreendente.

A automação envolve diferentes ferramentas, desde automatizar

e-mails, chatbots, pop-ups, anúncios online,

recursos omnichannel, etc.

Todas são formas de engajar e comunicar novamente

com clientes e prospects para engajá-los novamente. E

os empreendedores, como um dos agentes da mudança

em seu mercado de automação, devem permanecer conectados

e antenados em relação às tendências.

3. NÃO PERCA DE VISTA O CLIENTE, ELE É A RAZÃO DE VOCÊ

FAZER O QUE FAZ. TODOS OS PROCESSOS, MELHORAMENTO

DE MÉTODOS, PRODUTOS OU SERVIÇOS, GIRAM EM TORNO DA

SATISFAÇÃO E MELHOR ENTREGA PARA O CLIENTE. VERIFIQUE

ANTES SE AS SUAS ESTRATÉGIAS FAZEM SENTIDO, PENSE EM

COMO MELHORAR PROCESSOS E EFETUE ISSO EM COLABORA-

ÇÃO COM OS OUTROS INTEGRANTES DO SEU NEGÓCIO.

Há sempre o que melhorar, e o mercado de varejo te dá

vários exemplos de como fazer isso.

Gostou das nossas dicas?

Não faltam motivos para você começar

a automatizar a sua estratégia de

Marketing Digital.

E para garantir que tudo vai correr como

planejado, conheça uma das melhores

plataformas brasileiras.

Saiba mais em:

www.automacaodevendas.com.br

POR ISSO, AQUI VÃO ALGUMAS DICAS:

1. FIQUE DE OLHO NÃO SOMENTE NO SEU MERCADO, MAS

EM TODOS. AS NOVIDADES NÃO CHEGARÃO COM CERTEZA

A PARTIR DO MERCADO EM QUE VOCÊ ATUA, POR ISSO, SE

MANTER ANTENADO EM RELAÇÃO A DIFERENTES MERCADOS É

TÃO IMPORTANTE. NO CASO DO SETOR DE VAREJO, EXISTEM

DIVERSAS OPÇÕES PARA OTIMIZAR E MELHORAR A EXPERIÊN-

CIA DO USUÁRIO, E OS EUA, COM CERTEZA SE TORNOU UMA

GRANDE REFERÊNCIA NISSO.

Diego Carmona

Fundador da Leadlovers


40

EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO CRIATIVA

Falar de educação é pensar, normalmente, na educação

tradicional, com a figura do professor e, mais recentemente,

o uso das tecnologias nas salas de aula como um

suporte de aprendizado. No entanto, esse conceito vem

mudando, junto com a expectativa de pais e filhos em

relação às escolas.

Educação é a maneira que a nossa mente e comportamentos

são moldados para viver em sociedade. É errado

pensar que nesse processo devemos inibir nossa

criatividade, afinal, ela é parte fundamental para o processo

educacional.

A criatividade é ferramenta principal dos empreendedores

e deve ser encarada como chave para tudo: é através

da criatividade que o homem consegue superar a

maioria de seus problemas.

Quando se fala de criatividade, achamos que ela está ligada

exclusivamente às artes. Quase não imaginamos

que a criatividade é uma capacidade que todo ser humano

possui e que pode ser desenvolvida, mas também

pode ser reprimida.

Na educação antiga, a criatividade era reprimida, porém,

esse pensamento tem mudado e, cada vez mais,

estamos influenciando nossas crianças e jovens a serem

criativos.

Muitas escolas e outros espaços ligados à educação têm

tentado adotar um tipo de educação diferenciada e inovadora,

mas na verdade acabam caindo no mesmo modelo

educacional de anos atrás.

Por isso, é fundamental entender a importância da criatividade

e saber como ela pode ser estimulada no pro-

cesso educacional, permitindo que a escola esteja mais

conectada com o mundo contemporâneo.

Estimular a criatividade no cotidiano de uma sala de

aula é um desafio quando nem o currículo nem a própria

organização escolar são pensados neste sentido.

Mas não é impossível. É possível trabalhar de forma que

o processo de criação caminhe em paralelo ao conteúdo

das disciplinas tradicionais, favorecendo o aprendizado

e a busca por novas respostas para as situações.

Talvez a melhor definição de educação criativa é aquela

que nos instiga a descobrir nosso potencial e possibilidades.

Investir na educação criativa é a inovação do

ensino.

É ter a certeza que o currículo escolar precisa de aulas

de português, matemática e inglês, mas, precisa também

de robótica, artes, música e gastronomia.

“É ENXERGAR UMA NOVA

MANEIRA DE ENSINAR E,

TAMBÉM, DE APRENDER.”

Janguiê Diniz

Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho

de Administração do Grupo Ser

Educacional.


41

PRODUTIVIDADE

CRESCER DÓI

Por que será que é tão difícil mudar e começar a fazer

uma coisa nova? Por que dói tanto sair do estágio que

você está hoje pra ir para um próximo nível?

Com certeza você conhece alguém (ou você mesmo) que

tem um monte de projetos na gaveta, ou que, a cada 10

minutos tem uma ideia que vai mudar o mundo ou te

deixar rico, etc, etc, etc…

Pois é, mas 5 segundos depois dessa ideia sensacional,

você começa a lembrar que a segunda-feira vai chegar e

que vai ter que voltar pra sua rotina…

Afinal, os boletos sempre vão chegar e você acaba deixando

esse projeto revolucionário pra depois.

Eu sei bem como é isso…

Crescer dói, a subida de nível é difícil, cheia de obstáculos

e cansativa, parece que tudo conspira pra que você

volte pra baixo, pro lugar aonde você estava que, mesmo

estressante e chato, não te exigia tanto esforço. Esse

lugar se chama Zona de Conforto e, apesar do nome

acolhedor, é um convite à estagnação.

Na minha opinião, existem 3 grupos de pessoas, que

apesar de acreditarem estar fazendo de tudo, sempre

travam e acabam no mesmo resultado que é ZERO.

1 - Existem pessoas que começam empolgadas, mas

nunca terminam.

2 - As pessoas que esperam as condições perfeitas para

começar.

3 - E as pessoas que não começam por culpa do governo,

da guerra na Síria ou do aquecimento global.

Talvez você se veja numa dessas situações, se sim… aceite,

você está na zona de conforto.

Estar na zona de conforto é se contentar com o que tem

(sendo bom ou ruim), é o famoso “deixa a vida me levar”.

A verdade é que, na maioria das vezes, antes de melhorar,

piora…

Mas esse “piorar” quer dizer que você deve aprender

coisas novas e fazer coisas se quiser evoluir, só que isso

é desconfortável.

É difícil sair de um estágio onde você domina e se ver

completamente perdido em um novo mundo que se

abre na sua frente.

O nosso cérebro está sempre alerta e pronto para não

nos deixar morrer, e isso faz com que ele sempre nos

traga pra um lugar seguro e confortável.

Independente de saltar de paraquedas, fazer um novo

curso ou falar em público, nosso cérebro identifica os

perigos dessa atividade e faz de tudo pra nos trazer de

volta à “terra firme”.

Quando aprendemos algo novo com o objetivo de crescer

como empreendedores, nossas responsabilidades

aumentam e, para o nosso cérebro, é como saltar de

paraquedas. O que vai te dar segurança é se planejar e

se preparar, para que esse crescimento seja mais tranquilo.

Algumas dicas:

1 - ACOSTUME-SE A APRENDER UMA COISA NOVA TODO DIA.

ISSO VAI TE DAR MAIS SEGURANÇA E “TREINAR” SEU CÉRE-

BRO PARA NOVIDADES.

2 - TENHA UM PLANO - COLOQUE NO PAPEL CADA ETAPA DA

SUA JORNADA ATÉ O SEU OBJETIVO.

3 - CONSTRUA PONTES PARALELAS - TRABALHE NO NOVO

SEM AFETAR O QUE JÁ ESTÁ FUNCIONANDO.

4 - CONHEÇA HISTÓRIAS DE QUEM JÁ PASSOU POR ISSO -

MENTORES OU LIVROS TE DEIXARÃO MAIS CONFIANTES.

5 - BUSQUE MOTIVAÇÕES - DESCUBRA QUAL É O SEU COM-

BUSTÍVEL (FAMÍLIA, DINHEIRO, CAUSA, ETC..).

6 - TENHA FÉ - ACIMA DE TUDO, ACREDITE NO SEU TRABA-

LHO, SE VOCÊ ESTIVER PREPARADO E TRABALHAR DURO, O

SUCESSO É INEVITÁVEL.

Essas dicas vão te dar mais confiança para avançar. Crescer

dói, mas é extremamente necessário, seu negócio é

como uma planta, ou está crescendo, ou está morrendo.

Ivan Querino

Ilustrador e professor.

Fundador do portal

eudesenho.com


42

PRODUTIVIDADE

KRUG BIER,

PIONEIRA NO SEGMENTO

DE CERVEJARIA ARTESANAL

EM BELO HORIZONTE É

REFERÊNCIA EM ENCANTA-

MENTO DE CLIENTES.

Quem diria que Herwig Gangl escolheria Minas Gerais

para empreender em uma de suas maiores paixões, a

cerveja.

Nascido na Áustria dentro de uma família de muita tradição

cervejeira, ele chegou ao Brasil em 1993 para iniciar

negócios com uma pedreira de granito, e após um

ano montou um dos primeiros provedores de internet

na capital.

Passado alguns anos, Herwig recebeu um convite para

inauguração de uma choperia em Belo Horizonte, onde

teve um insight de montar uma cervejaria, uma oportunidade

de iniciar um novo negócio, pois até aquele momento

segundo ele, não havia experimentado nada que

o remetesse ao seu paladar cervejeiro.

Juntamente com os sócios Theo, Rodrigo Ferraz e

Markus Brodnik, começava ali em setembro de 1997 a

história da primeira cervejaria artesanal de Minas Gerais,

a Krug Bier.

Em 2002, Herwig percebeu que precisava de um lugar

maior para ampliar seu projeto, mas somente em 2005

mudou para a cidade de Nova Lima, no bairro Jardim

Canadá, que hoje é conhecido como polo cervejeiro de

Minas Gerais.

À medida que se passaram os anos, Herwig com toda

sua expertise em cervejas e contando com seu sócio,

aprimorou o negócio e fez questão de colocar a tradição

austríaca a seu favor, elaborando receitas que estivessem

próximo ao gosto do brasileiro, fazendo com que

à apreciação da marca ganhasse cada vez mais admiradores,

que o levaram a enxergar que estava no caminho

certo.

Após vários anos de uma amizade muito sólida com o

amigo e mestre cervejeiro Alfredo Figueiredo, Herwig

fez um pedido ao amigo propondo que ele vendesse

sua cervejaria, e passasse a integrar como sócio na Krug

Bier. Mediante ao pedido do amigo, Alfredo enxergou

com bons olhos e aceitou o convite.

Com a tradicional linha de cervejas Áustria, a marca hoje

conta com um de seus xodós, que é a linha expressionista,

que tem como proposta remeter o princípio de trabalhar

a arte de dentro para fora. Ao total são 25 rótulos e

mais de 200 mil litros de cervejas por mês produzidos,

passando pelas linhas Rock (03 rótulos), linha Áustria

(07 Rótulos), linha Expressionista (08 Rótulos) além dos

Chopes.

Este sucesso que está prestes a completar 22 anos sempre

busca encantar seus clientes. Recentemente contrataram

o sommelier Heitor Silva como embaixador da

marca, que tem como papel trabalhar as características

da cerveja nos pontos de venda, para harmonizar a carteira

de cervejas com pratos, valorizando a experiência

do cliente na degustação nos vários pontos de venda.

O lado empreendedor de Herwig vai mais longe, observando

um espaço ocioso dentro do terreno da fábrica

resolveu criar o Biergarten, um espaço destinado à realização

de eventos.

Segundo Herwig, o ponto forte que o faz permanecer

por tantos anos no mercado é a persistência, e considera

que a qualidade, tradição e o pioneirismo são três

pontos de muita importância para marca, que a levam

estar sólida e com os pés no chão. A dica que Herwig

deixa aos empreendedores é fazer uma boa análise de

seus negócios aliado a um bom planejamento, que seja

capaz de se adaptar as oscilações de mercado. A Krug

Bier está com planos arrojados de distribuição para vários

estados, podendo levar cada vez mais longe o nome

da cervejaria.

O lado Austríaco e a forte tradição de Herwig combinavam

com o estilo técnico e inovador de Alfredo. O crescimento

da marca com a união dos dois sócios aumentou

ainda mais o sucesso da Krug Bier, que continuou a encantar

apaixonados por cerveja.

RODOLFO VIANA - HEITOR SILVA - HERWIG GANGL - ALFREDO FIGUEIREDO - ALEXANDRE BRUZZI - da esquerda para direita.


43

PRODUTIVIDADE


44

DESIGN E INOVAÇÃO

SUA MARCA, PERFORMANDO

COM PROPÓSITO.

APRENDA A COMBINAR SUA MARCA COM UMA CAUSA, ONDE PROPÓSITO E VALOR VÊM ANTES DOS LUCROS.

Estamos diante de grandes transformações e de novos

hábitos de consumo, e isso têm provocado mudanças

em todos os setores que buscam se posicionar ao novo

momento do consumidor, que está mais conectado e

atento as propostas das organizações em relação ao seu

papel no mercado ou na sociedade.

Organizações precisam acompanhar a tendência indicada

pelo comportamento do consumidor e as nuances

da nova economia. É preciso atuar de maneira mais

ampla, porque aquilo que antes era reduzido a gerar

empregos ou impulsionar a economia hoje é bem mais

complexa, há uma exigência maior de que suas empresas

tenham reputação e contribuam por meio do seu

propósito e essência. Nossas empresas serão reconhecidas

pelo tamanho dos problemas que resolvemos, das

transformações que provocamos e das experiências

que proporcionamos. Sendo assim, nossa comunicação

precisa ser relevante e percebida pelas pessoas, falar

menos dos nossos produtos e serviços, e passar a falar

das emoções e mudanças que proporcionamos na vida

das pessoas.

Segundo Simon Sinek, que desenvolveu o Golden Circle

(círculo dourado), uma técnica para ajudar sua equipe

a comunicar com mais relevância e obter sucesso nas

vendas ou em qualquer setor de sua vida, identificou um

padrão no modo de comunicar utilizado por grandes líderes

e corporações. O círculo dourado é dividido em

três camadas, conforme a figura (1).

A camada central do círculo dourado é “why” (por que),

a intermediária é o “how” (como) e a mais periférica é

“what” (o quê). Isso é, para obter sucesso é preciso ir

além da primeira camada, ou seja, é preciso saber além

do “o que” você faz. Quando exploramos mais o círculo

dourado é possível entender qual o segredo do sucesso

de algumas empresas e pessoas.

“as pessoas não compram o que você

faz, elas compram o porque você faz.

E o que você faz serve apenas como

prova do que você acredita.”

Simon Sinek

Por isso, vamos entender como aplicar esse conceito na

comunicação e nas vendas, para conquistar melhores

resultados a partir da construção de uma plataforma de

marca e propósito. Por meio do conhecimento dos conceitos

do branding e das ferramentas para a construção

de uma plataforma de marca, conseguimos definir

o seu posicionamento, missão, visão e valores, dentre

outros itens como o propósito transformador massivo,

que tem como princípio engajar as pessoas em torno do

seu futuro.

E podem ser propostas ações ligadas à administração

das marcas, tomadas com conhecimento e competência,

fazendo com que se tornem parte da cultura, influenciando

e impactando a vida das pessoas.


45

Branding ou gestão da

marca não é uma atividade

ou um projeto, é uma

nova postura empresarial

e uma questão de sobrevivência.

O Processo de Branding

e construção da plataforma

de marca, visa além

de ações estratégicas, o

estabelecimento da conexão emocional entre a marca

e esses diversos públicos, agregando valor ao negócio.

O aspecto principal do branding é a consciência, por

parte dos gestores, de que os clientes não percebem a

marca apenas como um logotipo, mas como um identificador

sintético da totalidade de experiências com o consumo

de um produto ou serviço, assim sendo, a gestão

de uma marca é uma tarefa complexa que consiste no

planejamento, execução e controle dos diversos aspectos

da experiência.

Branding é um processo de construção da marca e gestão

dos pontos de contato com seu público-alvo, para

que o potencial consumidor perceba a marca como a

única solução para o que ele busca.

Construir uma marca ou uma organização do ponto de

vista estratégico engloba a definição da missão, visão e

valor em busca de um propósito que encante.

PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA COM

PROPÓSITO PRECISAMOS DEFINIR:

1. POSICIONAMENTO, uma ação de diferenciação de uma

empresa, produto, marca ou serviço por meio de atributos

reais ou simbólicos, que a empresa irá tomar para se

diferenciar do concorrente e ser percebida pelos consumidores

positivamente. Podemos definir seu posicionamento

por meio de algumas perguntas:

• O quê: o único da categoria

• Como: que se diferencia pelas características e atributos

• Quem: para o nicho especifico

• Onde: localizados (geografia de mercado)

• Por quê: e desejam, precisam e querem (estado de necessidade)

• Quando: durante (tendência subjacente)

5. VALORES E ATRIBUTOS, conceitos que as empresas consideram

fundamentais ao conduzirem suas atividades.

Geralmente identificados na pesquisa/diagnóstico e podem

ser valores desejados pela empresa, necessidades

atendidas ou soluções para um problema.

6. TAGLINE, é uma variação de um slogan e marca. Geralmente

é utilizado em materiais e anúncios. Em português,

podemos dizer que a tagline é o mote da marca, a

ideia por trás do conceito de criar uma frase marcante

que será uma referência para a marca.Deve ser: Curto,

diferenciado de seus concorrentes, único, deve sintetizar

a essência e posicionamento da marca, fácil de dizer

e lembrar, não deve ter qualquer conotação negativa, é

tipicamente representado em texto pequeno, deve ser

protegido e registrado, e evoca responsabilidade emocional.

7. TRUELINE, é uma linha de posicionamento interno, é

aquele fato verdadeiro que pode ser dito sobre a marca,

com base na declaração de único.

8. TOM DE VOZ, é a linha de comunicação verbal de uma

empresa, seu Tom de Voz. O objetivo é definir qual a

tônica da comunicação verbal (em especial da redação),

para que sua empresa possa a todo momento comunicar-se

em seu mercado de forma alinhada, fortalecendo

o seu posicionamento. O Tom de Voz é utilizado para

orientar o trabalho de produção de conteúdo para o site

ou a redação de anúncios da empresa, também pode ser

usado para definir modelos de resposta por e-mail e padrões

de atendimento.

9. EXPERIÊNCIA DE MARCA, quais são as experiências que

vocês querem proporcionar ao mercado consumidor?

No mundo que todo produto ou serviço se transforma

em commoditie instantaneamente após seu lançamento,

ou seja, a dec-isão de compra é sempre pelo preço,

preço, preço... A experiência da marca é o desafio na

tentativa de conquistar a fidelidade.

Dois fatores devem ser considerados para o sucesso

dessa tarefa:

• A consistência no trato com o cliente;

• Coerência na comunicação que deve reforçar, repetidamente,

o posicionamento da empresa, seus valores e

os atributos da sua marca. Todos os “pontos de contato”

com o cliente devem ser mapeados e monitorados para

garantir a previsibilidade na transação comercial em todas

as suas fases; - “O diabo, mora nos detalhes”.

DESIGN E INOVAÇÃO

2. PROPÓSITO TRANSFORMADOR MASSIVO, engajar as

pessoas em torno do seu futuro com discurso autêntico,

capaz de inspirar a todos por um propósito que encante.

Pensar grande com ousadia é se atrever a “sonhar grande”.

Propósito Transformador Massivo é tão inspirador

que forma uma comunidade de fãs e seguidores ao redor

da organização.

3. VISÃO, descreve as aspirações para o futuro. As visões

com mais efeito são aquelas que criam inspiração, e esta

inspiração é normalmente querer mais, maior e melhor.

4. MISSÃO, a visão torna-se tangível com a definição da

missão. Esta reflete aquilo em que um líder pensa sobre

a razão de ser da marca.

“Para se ter um projeto e marca que

promova experiência, toque a alma”

O mundo já está cheio de ideias,

produtos e serviços, mas qual

tem propósito?

Marcos Batista Apresentador

Inova360 da Record News, Palestrante,

Professor, Consultor e Empreendedor

Inovação | Design | Empreendedorismo

| Startup


46

DIREITO

O PAPEL DO COMPLIANCE NAS ORGANIZA-

ÇÕES PARA O EMPODERAMENTO FEMININO

No último dia 30 de Maio, o ex-presidente americano,

Barack Obama, subiu ao palco do VTEX Day, maior evento

de Inovação Digital, e falou a uma plateia de cerca

de dez mil pessoas que “A presença de mulheres é fundamental.

Se houver apenas homens que pensam da

mesma forma, as lideranças acabam perdendo informações”.

Corroborando este discurso, nota-se um grande movimento

de crescimento feminino nas empresas, e este

trabalho em conjunto com o compliance é essencial

para que as mulheres tenham mais oportunidades de

crescer e conquistar seus espaços. Em resumo, o termo

compliance tem origem no verbo em inglês to comply,

que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução

interna, ou seja, estar em “compliance” é estar

em conformidade com leis e atender as exigências dos

órgãos reguladores, bem como dos regulamentos internos.

A maioria das empresas já possuem uma área de compliance

para estabelecer normas que estejam de acordo

com preceitos éticos e legais, com a cultura da empresa

e também para fiscalizar se as mesmas estão sendo

cumpridas.

É muito comum nas empresas as políticas de compliance

estabelecerem os procedimentos de anticorrupção,

cumprimento de obrigações trabalhistas, ambientais,

concorrenciais, fiscais (contábeis e tributárias), regulatórias,

entre outros. Contudo, as empresas não podem

ignorar a importância de inserir nos seus programas

questões como igualdade de gênero e até mesmo a criação

de políticas de combate ao assédio sexual.

As empresas precisam entender o quanto essas boas

práticas são importantes dentro de uma corporação,

refletindo diretamente na imagem da empresa perante

a sociedade como um todo, pois a empresa vende não

só o seu produto, mas também o que ela representa,

o ideal que ela transmite (sua integridade e reputação).

Respeitar as diferenças e reconhecer a importância da

diversidade e inclusão, deveria ser a responsabilidade

e o comprometimento de todas as empresas, pois a

diversidade e igualdade de gêneros são fundamentais

para que se obtenha competitividade no mercado global,

sem deixar de mencionar os prejuízos causados a

uma empresa ao fomentar uma cultura organizacional

calçada nas desigualdades, como baixa produtividade e

não retenção de talentos.

Assim, ao criar políticas de compliance em busca de um

ambiente mais igualitário em termos não só de gênero,

mas também de raça e orientação sexual, a organização

destaca-se e recebe o reconhecimento do mercado, pois

sabemos que empresas mais diversas são mais inovadoras

pelas formas de pensar soluções eficazes.

Os programas internos de compliance devem contemplar

a maior contratação e integração de mulheres, inclusive,

e especialmente em posições de liderança, além

da criação e implementação de políticas relacionadas a

não discriminação, investigação de condutas abusivas e

discriminatórias, de uma forma a buscar um ambiente

de trabalho inclusivo, que trate

todos os funcionários com respeito,

apoie novos pensamentos e

ideias, incentive o aprendizado e

sobretudo valorize diferenças.

CAMILA MEDEIROS

Advogada da Mulher

Especialista em Empoderamento

Feminino


47

DIREITO

O IMPACTO DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO

DE DADOS NO VAREJO

Assim como toda a humanidade, o Varejo também é

impactado pela Era Digital, através de um processo exponencial

de informatização e inclusão tecnológica, no

controle de estoque, venda, financeiro, estatístico da

empresa, bem como na captação dos dados dos clientes.

Eis que surge a importância da Lei Geral de Proteção de

Dados (LGPD), que entrará em vigor em agosto de 2020,

com o objetivo de assegurar a titularidade de dados

pessoais; garantir os direitos fundamentais de liberdade,

intimidade e privacidade no tratamento de dados;

amenizar os riscos e estabelecer regras bem definidas

sobre a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento

de dados, por meio de práticas transparentes

e seguras.

A Lei promove o desenvolvimento sustentável, competitivo,

econômico e tecnológico brasileiro, capaz de trazer

a segurança jurídica e fortalecer a confiança a essa nova

sociedade da informação, garantindo ainda a livre iniciativa,

livre concorrência e defesa do consumidor.

A LGPD define o consentimento do titular dos dados

pessoais, através da concordância quanto ao tratamento

de seus dados que deverá ocorrer de forma livre, informada,

inequívoca e para uma finalidade determinada,

vale destacar que o consentimento é sempre uma

autorização temporária, podendo ser revogada a qualquer

momento pelo titular. O titular tem o direito de ter

acesso aos dados, exigir correções ou revogar o consentimento

de uso das informações perante as empresas.

As penalidades são muito pesadas para quem cometer

infrações. É necessário um processo complexo de adequação

das normas nas empresas, que envolva uma

ampla revisão das políticas de segurança e privacidade,

termo de uso e adoção de novos procedimentos.

Em caso de vazamento, ou uso indevido dos dados,

cabe ao controlador, que será um novo agente de tratamento,

responsável pelas decisões referentes ao tratamento

de dados pessoais em adequação às regras

da LGPD, bem como pelas medidas para amenizar os

danos, informar sobre o vazamento e responder pelo

prejuízo causado.

Cada empresa terá seus próprios desafios para a nomeação

de equipe com profissionais responsáveis por

medidas operacionais, sistêmicas, estratégicas e jurídicas,

com poder decisório e acesso a todos os níveis

hierárquicos empresariais para desenvolver seu trabalho,

além da familiaridade com questões relativas à segurança

da informação, proteção de dados, reputação

digital e compliance.

Diante do exposto, a LGPD é uma conquista da sociedade

brasileira, as empresas que se adiantarem nesse

processo e traçarem um plano de conformidade, será

avaliada por potenciais clientes, como um valor diferencial

no mercado, atraindo um bom relacionamento,

confiança, adoção de boas práticas e medidas de segurança

na gestão dos dados, o que poderá ser

explorado no plano de marketing da empresa.

GABRIELA BARRETO, Advogada,

Palestrante e Coautora do Livro

“Mulheres que Empreendem e

Transformam” .

gabriela.lima.barreto@hotmail.com

@gabrielabarretoadv


48

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

COMO A TAXA DE JUROS TEM IMPACTO

NA VIDA DO EMPREENDEDOR?

O mercado está mais líquido. E a taxa mais famosa do

Brasil, a Selic, é a responsável por essa liquidez. Mas

como essa taxa impacta a vida do empreendedor?

Para quem ainda não parou para conhecer a importância

da taxa Selic, eu te digo, ela faz parte da sua vida, do

seu bolso, das suas finanças. Se você empreende, pensa

em abrir um novo negócio, ou quer investir, com certeza

vai se deparar com ela em cada centavo somado.

Também pudera, indicando 6,5% ao ano, o piso mais

baixo de sua trajetória desde seu lançamento nos anos

80, a Selic é um índice que pauta a economia do país. É

a nossa taxa básica de juros.

Mas, me conta uma coisa, quem aí tomou um susto

quando leu nos jornais que a taxa Selic caiu? Foi uma

enxurrada de “e agoras” como nunca tinha visto antes.

As pessoas se preocuparam, afinal estavam falando de

dinheiro, do nosso dinheiro.

Se tem uma coisa que mexe com a cabeça da galera é

esse assunto. Muitas vezes a falta de informação, ou

desconhecimento do caso, faz piorar o quadro de medo

e incerteza.

Por outro lado, na internet muito se falou e ainda se fala

sobre o assunto, mas são tantos veículos com informações

diferentes que pode atrapalhar quem busca uma

saída para as dúvidas.

Mesmo debaixo de muita especulação o mercado concorda

em um veredito: esse é um momento favorável

aos novos projetos.

ESSA TAL DE TAXA SELIC

Desde que a taxa Selic estacionou nos 6,5% ao ano,

mantendo-se estável em 2019 - ano de muitas novidades,

inclusive de troca de governo federal - novos horizontes

se abriram. O mercado reaqueceu em várias

frentes como no ramo imobiliário, no agronegócio, no

setor de energia, e nas startups.

Principalmente as startups que estão em um momento

bem interessante. Mas vou falar mais delas, logo mais.

O mercado passou a sinalizar uma boa nova temporada

favorável aos investimentos.

A taxa Selic não é um bicho de sete cabeças, e saber um

pouco mais sobre ela é super saudável, além de necessário.

Em sua atual posição, com o piso mais baixo já

visto na história financeira do Brasil, pode ajudar muita

gente, em negócios e investimentos.

Na verdade, uma taxa alta, em torno dos 14% como era

há alguns anos, não ajudava os brasileiros em nada, não

como agora.

Pra você ter uma ideia, nos Estados Unidos a taxa relativa

a nossa Selic, é de menos que 2% ao ano, muito menor

que o nosso piso hoje e os americanos estão relativamente

contentes com isso. Porque aqui deveríamos

nos desesperar?

Todo dinheiro tomado em empréstimos quando a taxa

estava alta, custava caro, com juros muito elevados. Na

situação da taxa estar mais baixa como acontece agora,

o previsível é pagar menos juros pelo dinheiro que você

pede ao banco.

E isso é bom, não é? A resposta é sim, desde que os bancos

pratiquem uma taxa de juros mais baixa.

DINHEIRO BOM É DINHEIRO NO SEU BOLSO


49

Lá em cima eu ia dizendo sobre a liquidez do mercado.

Sim ela é real. Justamente por isso, os investidores estão

mais tentados a correr riscos, se não maiores, pelo

menos mais diversificados. Afinal é preciso aproveitar

da taxa de juros mais baixa e garimpar as boas opções

do mercado.

Ainda hoje, tem muita gente que acredita na poupança,

mas a forma mais tradicional de guardar dinheiro

no Brasil, já não é a melhor. A poupança rende muito

pouco e deixar o dinheiro parado em uma caderneta é

perder dinheiro com certeza.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

A boa notícia é que embora ainda muito conhecida, a

poupança começa a deixar de ser utilizada. Uma prova

disso é que os brasileiros retiraram R$ 718,7 mi da pança em maio, segundo o Banco Central. Dinheiro com

pou-

destino bem variado

O mercado está recebendo os empreendedores com

vontade. Você pode investir agora para resgatar num

momento próximo, com rentabilidade e sem ficar preso

apenas na renda fixa.

O queridinho do investidor, a aplicação de renda fixa

que apresenta menor risco e paga mais em suas aplicações

quando os juros estão em alta, ficou em segundo

plano e abriu espaço para empreendedores investirem

em projetos interessantes a partir da taxa mais baixa.

QUE VENHA O PRÓXIMO UNICÓRNIO

Se a taxa Selic anda baixa, é sinal que a inflação também

baixou.

Está pensando como isso acontece? Simples. Quando a

taxa está alta, as pessoas compram menos, o consumo

cai e temos menos dinheiro circulando.

Nesse interim, os preços começam a baixar e consequentemente

a inflação diminui também, esbarrando

na taxa Selic que tende a cair. Foi dessa forma que chegamos

a uma taxa de 6,5% ao ano. Com a taxa menor os

empreendedores voltam ao trabalho.

Novas empresas começam a aparecer e ideias antes esquecidas,

começam a sair de dentro das

gavetas, em busca de novos orçamentos,

aceleradoras e investidores.

É um novo momento para as

rodadas de investimentos em diversos nichos, principalmente

para a inovação e

tecnologia.

E isso está acontecendo, principalmente entre as startups.

Todo mundo quer ser ou ter o próximo unicórnio, aquela

ideia brilhante que vem sanar uma necessidade ou

desejo do consumidor que ele nem sabia que tinha. Mas

vai além.

Startups unicórnio, passam a influenciar pessoas, conseguem

avaliações na casa do bilhão de dólares e seguem

rumo a abertura de capital na bolsa. Uma corrida

e tanto que pode ser um risco, mas pode ser o próximo

sucesso inesperado, com vários exemplos fantásticos

na área da alimentação, aviação, streaming e por aí vai.

Nessa época onde criamos hacks pra tudo, um dos bons

no setor financeiro, é estar por dentro do valor da taxa

de juros e buscar um dinheiro mais barato, ou seja, se

você precisa de um empréstimo ou se está em busca de

rentabilidade, fugir de bancos que cobrem uma taxa de

5 ou 6% ao mês - pasme! mas isso acontece todos os

dias e está fora da realidade - e buscar uma taxa justa,

algo em torno de 1% já estaria sendo muito bem paga.

Vale notar que no banco ninguém teria essa rentabilidade

de 6% ao mês, então pra você é um ótimo negócio.

Se você me acompanhou até aqui, agora sabe o quanto

a taxa básica de juros afeta a vida e as finanças de

todo mundo, que é bom manter um olho nela e principalmente

que esse é um bom momento para investir,

buscar taxas de juros mais

baixas e desengavetar ideias

adormecidas.

CAROL PAIFFER

Sócia fundadora ATOM -

Especialista em Mercado

Financeiro


50

CASE DE SUCESSO

MILA CASTRO:

A ARTE DE

TRABALHAR

COM MAQUIAGEM

Escrito por: Rafael Revadam

Bailarina profissional, empresária encontrou no hobby

uma profissão e se especializou em serviço premium a

domicílio.

Trabalhar com maquiagem não era o foco profissional

de Mila Castro. Bailarina clássica, o primeiro contato

com este mercado veio da necessidade de se maquiar

para apresentações. “Sou formada pela Escola Municipal

de Bailado de São Caetano e pela Fundação das Artes. Segui

carreira na dança, como artista e também professora.

Já nessa época, a maquiagem estava muito presente em

espetáculos e na criação de caracterizações para o palco,

e iniciei maquiando muitos dos meus colegas de profissão

e alunos”, revela.

A demanda artística fez com que Mila procurasse um

primeiro curso, de automaquiagem. Sem pretensão de

atuar na área, a profissional foi surpreendida pelo retorno

positivo do primeiro professor, que viu nela facilidades

de aprendizado e aplicação, orientando-a a se

inscrever em um curso profissional. De curso em curso,

a profissionalização aconteceu e Mila conseguiu o primeiro

emprego como maquiadora, em um salão especializado

em noivas, em São Caetano. “Fui com a cara e

a coragem levar meu material que, comparado ao meu

trabalho hoje, era péssimo”, revela, aos risos. “O salão

me deu uma chance. Perguntaram-me se eu sabia fazer

penteados, eu disse que somente coque, mas que poderia

aprender. E assim tudo começou”.

Do primeiro emprego aos dias de hoje, vieram especializações

e a prática diária, com clientes crescendo a cada

dia. Como no salão a atuação acontecia de forma freelance,

surgiu a necessidade de buscar um público mais

fiel, que se identificasse com o trabalho oferecido por

Mila. Ao perceber a demanda do mercado por profissionais

fora dos centros de estética, a profissional idealizou

seu segmento atual: a maquiagem a domicílio.

Trabalho premium, no conforto de casa.

Uma produção digna dos melhores estabelecimentos

de beleza, no conforto da própria residência. Este é o

conceito da maquiagem a domicílio, tendência que vem

conquistando cada vez mais mulheres. Para Mila Castro,

o diferencial deste mercado é romper a burocracia dos

salões, que envolve agenda e tempo de execução para

cada processo, proporcionando um trabalho diferencial

e exclusivo. “Nos salões, tudo é cronometrado, fazendo

com que muitas vezes o resultado seja um trabalho

massificado, igual, fora a quantidade de pessoas a serem

atendidas em um curto espaço de tempo. Eu busco fugir

deste tipo de prestação de serviços. Com a maquiagem a

domicílio, não existe este cenário, o que permite testar

cores, fazer uma preparação da pele e realizar exatamente

o trabalho que a pessoa deseja”, revela.

Em seu catálogo, Mila oferece os serviços de maquiagem,

penteado, Dia da Noiva e convidadas, Dia da Princesa,

bem como todo o segmento de maquiagem social.

Para garantir a exclusividade de cada trabalho, a profissional

atende, no máximo, quatro pessoas por pacote

contratado. “O objetivo é que cada cliente participe da

construção de sua maquiagem, sugerindo cores e observando

cada detalhe. Meu papel é oferecer um resultado

elegante, que valorize sua beleza, e não que a mascare”.

Ensaios fotográficos e maquiagem artística integram

serviços personalizados. Juntamente com os serviços

para embelezar mulheres, Mila também trabalha com a

maquiagem artística. “É uma maquiagem diferenciada,

voltada para o teatro e cinema. Neste caso, exige alguns

procedimentos diferenciados. É necessário conhecer

a pessoa a ser maquiada antecipadamente, pois esta

técnica envolve próteses, que são idealizadas especialmente

para seu rosto”, detalha a profissional. A maquiagem

artística é utilizada em casos de envelhecimento ou

quando o ator necessita de modificações faciais detalhadas.

A profissional também iniciou uma Deivison parceria Pedroza e sociedade

com o fotógrafo Renato Bueno, CEO Verde oferecendo Ghaianovos

serviços para clientes que desejam uma produção mais

social, como ensaios fotográficos com maquiagens que

permeiam pela arte e pela realidade do dia a dia. Esta

sociedade também proporcionou um projeto de atendimento

para pessoas com deficiências físicas e intelectuais:

“Nosso objetivo é realizar sonhos, e mostrar que a

beleza existe em tudo e em todos, quebrando os preconceitos

já existentes em nossa sociedade”.

Os trabalhos de Mila Castro estão disponíveis em sua

página no Facebook:

Mila Castro Make Up

www.facebook.com/milacastromakeup/

Instagram, @milacastromakeup.

Foto Renato Bueno


51

Jovem empreendedor, portador da Síndrome

de Down, é referência em vendas de

brigadeiros Gourmet no Brasil.

Nascido no Rio de Janeiro, Gabriel Bernardes é um jovem

empreendedor de apenas 23 anos, com uma história

de muita superação, motivação e amor. Gabriel veio

para São Paulo com nove anos de idade, e nem imaginava

que seria um “empresário gourmet”, afinal, nem na

cozinha ele podia ficar, pois poderia se machucar.

Esse é o pensamento de muita gente que não conhece

Gabriel, portador de Síndrome de Down, que desde

os dez anos já se aventurava na cozinha na ausência da

mãe. Martha, mãe de Gabriel, descobriu aos três meses

de gestação que estava gerando um bebê com Síndrome

de Down. A decisão foi de levar adiante a gravidez,

mesmo contra a vontade de alguns. Começava ali um

longo período de estudos sobre o que era a Síndrome

de Down. Durante a gestação, Martha foi atrás de tudo

que pudesse melhorar a vida do filho. Logo após o nascimento

de Gabriel, começaram os primeiros estímulos.

EMPREENDEDORISMO

TRANSFORMA A VIDA DE

GABRIEL BERNANDES,

CRIADOR DA DOWNLICIA

O empreendedorismo surgiu na vida da família Bernardes

quando tiveram problemas financeiros. Martha ficou

sem trabalho e a situação muito difícil, a ponto de

não terem o que comer. Quando Gabriel começou a fazer

seus primeiros brigadeiros, ela levou para o padre

da Igreja do bairro. Não demorou muito para que os

frequentadores soubessem que Gabriel estava vendendo

brigadeiros gourmet, e que eram deliciosos. Depois

de algumas encomendas e a conclusão de alguns cursos

de gastronomia, a família decidiu criar a marca de

brigadeiros gourmet – a DOWNLICIA. “A partir desse

momento e como forma de inclusão no mercado de

trabalho, procuramos exposições, feiras e eventos diversos

para que ele conseguisse mostrar seu delicioso

trabalho”, diz Martha.

Hoje, a DOWNLICIA faz mais de 6 mil brigadeiros por

mês e possuí um cardápio variado, com sabores diversos:

tradicional, tradicional com M&M, churros, romeu

e julieta, paçoca, café, leite ninho, pistache, entre outros,

todos feitos artesanalmente. Depois que ganhou

uma FOOD BIKE, grandes empresas começaram a

contratar Gabriel para vender seus brigadeiros dentro

de seus espaços. E isso contribui ainda mais para o

sucesso da empresa. Em todos os eventos Gabriel vai

pessoalmente entregar seus brigadeiros

para os convidados, e se

apresenta uniformizado com sua

Dólmã. “Nosso objetivo é que ele

seja cada vez mais independente”,

comenta a mãe.

CASE DE SUCESSO

Na época a família não tinha recursos para manter

uma fisioterapeuta e uma fonoaudióloga todos os dias,

então, os exercícios eram feitos em casa diariamente,

conforme orientação, e uma vez por semana iam até as

profissionais. O maior estímulo de Gabriel era a irmã

Carolina, pois tudo que ela fazia, ele queria fazer igual.

Martha conta que também sempre estimulou o filho,

pedindo para ele fazer um sanduíche, lavar louça, cuidar

do cachorro, brincar... “Tomava conta da casa melhor

do que eu e a irmã, se virava muito bem sozinho”,

acrescenta.

Percebendo o amor que Gabriel tinha em cozinhar, a

mãe o matriculou em alguns cursos de gastronomia. E

lá, ele recebia muitos elogios por ser esperto, comunicativo

e muito simpático. Quando as mães souberam

que ele ficava sozinho em casa e fazia muitas guloseimas,

ficaram surpresas. Então, surgiu a ideia de gravar

um vídeo para estimular as outras mães e mostrar para

elas que os seus filhos também eram capazes. De forma

muito simples e equipamento precário, mãe e irmã,

começaram a gravar os vídeos de Gabriel e postar nas

redes sociais. O primeiro vídeo teve mais de 2 mil visualizações

em pouquíssimo tempo.

E quem disse que esse garoto tão

especial ficaria só indo em eventos.

Agora, ele também é um digital

influencer. Com a visibilidade

e o alto engajamento nas redes

sociais, o “chef” chama atenção de

algumas marcas e principalmente de seus seguidores,

que se identificam com os conteúdos publicados e a

vida que Gabriel leva.

Gabriel é um empreendedor SUPER, MEGA especial

em todos os sentidos. Desde a barriga da mãe já sabia

o que viria fazer nessa vida. Mostrar às pessoas

que elas são capazes de fazerem o que quiserem, pois

não há nada, nem ninguém que possa impedi-las de

realizarem seus sonhos. E a mensagem que Gabriel

deixa é...

Fotos Andre Miranda

“Trabalhe muito para conseguir

realizar seus sonhos,

e bora vender muito pessoal”.


52

EVENTO

VTEX DAY 2019

EVENTO SE CONSOLIDA COMO MAIOR ENCONTRO

DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DA AMÉRICA LATINA.

Mais de 22 mil participantes estiveram presentes na

7ª edição do VTEX DAY, realizado nos dias 30 e 31 de

maio, em São Paulo.

Com mais de 43 mil m² dedicados à inovação digital,

com 11 training sessions que foram pensadas para

atender aos diferentes perfis na tomada de decisão,

com palestras práticas, claras e interativas que abordam

casos reais. Os temas foram divididos por assuntos

de interesse, como: omnichannel, marketplace

management, e-commerce manager, marketing, logística,

customer experience, indústria, moda e supermercados.

Uma das áreas mais movimentadas

foi o espaço de negócios

e ativações #boravender

que contou com muitas

ações temáticas para geração

de negócios. Teve um grande

palco para receber conteúdo

dos palestrantes, lançamento

de livros e outras atividades

que tinham como principal

objetivo, criar uma experiência

inovadora entre os empreendedores.

Grandes nomes

passaram por essa arena

como, por exemplo, Thiago

Nigro, Leila Navarro, Talles

Gomes e Rick Chesther, autor

do best seller “Pega a visão”.

Alfredo Soares, Head Global

SMB, e embaixador da causa,

fez uma sessão de autógrafos

de seu livro Bora Vender que

foi lançado no evento.

A Abertura oficial da VTEX DAY

foi conduzida por Mariano Gomide

de Faria, co-CEO da empresa,

que contou com uma

apresentação musical especial de 50 jovens da ONG

Meninos do Morumbi. A professora e embaixadora do

Instituto Ayrton Senna, Débora Garofalo, reconhecida

entre os 10 melhores docentes do mundo no Global

Teacher Prize 2019, esteve presente no evento que fez

questão de homenagear todos os professores do Brasil.

Geraldo Thomaz Jr., co-CEO da VTEX, recebeu o 44º

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para

uma conversa que destacou o professor como figura

central da inovação e do desenvolvimento. “Vejo

uma diversidade impressionante no Brasil, similar

à que temos nos EUA. Desse encontro de pes-

soas diferentes e livres, surgem a criatividade e

a inovação”, disse Obama no início de sua palestra.

“No mundo, há ecossistemas como o Vale do Silício,

com fundos de financiamento e um ambiente pré-existente

de negócios. Mas as boas ideias não dependem

de geografia. Argentina, Brasil e qualquer país podem

fazer parte desse mundo se houver investimentos nas

pessoas e nos professores”, destacou Obama.

“O VTEX DAY 2019 exibiu um ecossistema que vai

além dos parceiros de tecnologia. As grandes marcas

de varejo puderam expor suas inovações, empresas

anunciaram negócios e o conteúdo não cobriu apenas

e-commerce, mas toda a experiência

do consumidor no mundo

digital. Esse ano apostamos nas

sessões de treinamento porque

acreditamos na capacitação das

pessoas como base para fortalecer

o mercado brasileiro”, afirma

Alessandra Hypolito, head

do VTEX DAY.

Com 179 empresas patrocinadoras

e 60 apoiadoras, entre

elas TOTVS, Stone e Mastercard,

50 cases e 196 palestrantes em

24 horas de conteúdos inéditos,

distribuídos em dois dias de

evento, que teve como temas-

-chave: inovação, transformação

digital e multicanalidade.

Para assinar e executar os trabalhos

de cenografia dos principais

ambientes da VTEX DAY, a

agência OLV Eventos, responsável

por mais essa edição, convidou

o time de especialistas em

arquitetura efêmera da BUENO

Arquitetura Cenográfica, uma

empresa do ABC Paulista. É comum

nos eventos que alguns convidados tenham algumas

particularidades, mas o contexto ganha ainda

mais exigência quando é necessário se adaptar a segurança

americana, foi o caso da VTEX DAY 2019 que precisou

se adaptar as exigências da equipe de segurança

nacional dos Estados Unidos.

Em uma situação como essa é preciso um aparato

detalhado que vai desde a forma construtiva de algumas

áreas que ele frequenta, passando por acessos e

controles de equipe, além da disponibilidade de terminar

tudo em um prazo diferente para que exista um

tempo hábil da segurança fazer a varredura. O evento

contou com uma área vip construída para receber um


53

público de 2 mil convidados foi idealizada com conceito

de sofisticação e conforto. Além disso, também foi

construída uma área vip da vip para receber o próprio

Barack Obama e espaço para receber um número seleto

de convidados para tirar foto com ele e outro ambiente

para os seus seguranças.

Além da palestra do presidente Barack Obama, o

encontro contou com outros nomes de peso, entre

eles: Ricardo Amorim, empreendedor, jornalista e

apresentador; Cristina Junqueira, cofundadora e VP

do Nubank; Paulo Correa, CEO da C&A; Jorge Saraiva

Neto, diretor presidente e de RI na Saraiva; Graziella

Veiga Falotico, country manager Brazil da Pandora;

Caito Maia, CEO da Chilli Beans; Bruno Nardon, sócio-

-fundador da Rappi Brasil; Diego Rocha Ferreira, direct

sales da Whirlpool; Pedro Magalhães, head de tecnologia

na ZX Ventures, uma empresa AB InBev; Vanessa

Destéfani, head de e-commerce da Motorola; Rick

Chesther, escritor e palestrante; Bruno Van Enck, CEO

da Barbearia Corleone; Pedro Daltro, CEO da Cyrela

CCP; Oderi Leite, diretor digital da Cobasi; Ana Szasz,

head da Ebit | Nielsen; Mauricio de Sousa, criador da

Turma da Mônica, Steven Bartlett, CEO e fundador da

Social Chain Group, Monique Evelle, empreendedora e

criadora de conteúdo, entre outros.

EVENTO

FOTOS EVERTON ROSA / DIVULGAÇÃO


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DICA EMPREENDA


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INSTITUTO ENSINA PROMOVE BAZAR

PARA CAPTAR RECURSOS

O Instituto Ensina é uma organização sem fins lucrativos

que tem como missão fortalecer os projetos sociais e

contribuir para assegurar os direitos sociais dos indivíduos.

O caminho que o Instituto escolheu para realizar seus

objetivos foi ofertar para as organizações cursos e assessoramento

gratuitos com temas pertinentes ao

terceiro setor. No último Dia 15/6 o Instituto realizou

seu primeiro bazar, “BAZAR ENSINA” que contou com

a mobilização de parceiros e apoiadores, com objetivo

de captar recursos para ampliar seus projetos e programas,

conheça mais no site: www.institutoensina.org.br.

paria, Leandro Gabionetta, Sempre Bella, Dona Joana,

Paetê Closet, Safira Acessórios, Artidéia Saboaria e Mary

Kay com a consultora Stephanie Souza.

O apoio e patrocínio foi garantido pela Ecograph, Padaria

Vitória Régia, Andreia Esteticista, Transportadora

Moromizatto, Expanson, supermercados Lourencini,

Açougue Big Pig, Mais Você Isenções, Medellin Lounge

Bar, Ortho Implantes, Lojas Top Lar, Pelle Capelli, Paula

Leme designer de interiores, Pirroncelli Audiovisual, Leardini,

Spetacollare Hair e Salão Studio Jardim.

EVENTO

A tarde do bazar, além de diversas peças de roupas e

acessórios novos e seminovos de marcas nacionais e internacionais,

também contou com a participação especial

das cantoras Vanessa Jackson e Karen K, do humorista

Rodrigo Sanches, da jornalista Vanessa Palazzi da

rede Mulheres de Quarenta e a consultora de imagem e

estilo Tais Jobas da clínica Mizukami.

Os convidados desfrutaram de um coquetel especial

preparado pela Monica Sant’Anna, padaria Vitoria Régia

e Supermercados Lourencini e ainda puderam degustar

da linha Alimentos Saudáveis da Congeladinho.

Respeito e carinho com convidados foi marcante nesse

evento, que puderam aproveitar do cantinho terapêutico

da Denise Peralta Estética que ofertou tratamento

para mãos e revitalização facial.

Também tiveram a oportunidade de apreciar o lançamento

dos produtos de cosméticos da Alquifarma “Cosmeteria

Gourmet” e conversar com a coach Alessandra

Leme e a Terapeuta de Constelação Familiar, Dra. Roseli

Souza.

A união das lojas de roupas e empresas da região foi

marcante mostrando a responsabilidade social das

mesmas em apoiar e levantar a bandeira do terceiro

setor.

Estiveram presentes as lojas, Atualmania, Bella

Boutique, Lene e Cia, Rou-


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