Revista Coamo Edição de Junho de 2019

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Revista Coamo Edição de Junho de 2019

GALLASSINI RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO EM HONÓRIO SERPA (PR)

www.coamo.com.br

JUNHO/2019 ANO 45

EDIÇÃO 492

COPA COAMO

Oito campeões das

regionais Oeste e MS

Família Janguas, de

Engenheiro Beltrão (PR)

SEGUNDA

SAFRA

Colheita com bons

resultados no

campo

FRUTOS DA

COOPERAÇÃO

No campo ou na cidade, milhares de pessoas são beneficiadas

pelo cooperativismo. Um sistema econômico, justo e igualitário,

que promove o desenvolvimento e o bem comum das famílias


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 45 | Edição 492 | Junho de 2019

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

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ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

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Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Diego Rogério Chitolina, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Willian Ferreira Sehaber (Efetivos). Calebe Honório Welz Negri, Clóvis Antonio Bruneta,

Reginaldo Antonio Mariot (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2018: R$ 14,79 bilhões. Tributos e

taxas gerados e recolhidos em 2018: R$ 436,73 milhões.

Junho/2019 REVISTA

3


SUMÁRIO

23

Copa Coamo 2019

Confira os 11 campeões das regionais Vale do Ivaí e Sul/Centro-Sul já classificados para a final no dia 27

de julho. Copa Coamo vem repetindo o sucesso de edições anteriores com integração dos associados

4 REVISTA

Junho/2019


SUMÁRIO

Entrevista

08

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, avalia os resultados, conquistas e avanços

do cooperativismo. Reeleito para mais quatro anos, projeta as perspectivas do setor para o futuro

Cooperação em ação

No campo ou na cidade, o sistema cooperativista garante o desenvolvimento de famílias, municípios

e comunidades. É a ação do bem semeada na vida de milhares de pessoas direta e indiretamente

12

27

Copa Coamo de Cooperados

Foram realizadas mais duas Regionais da Copa Coamo, a Oeste do Paraná e a do Mato

Grosso do Sul, de onde saíram mais oito classificados para a final, no dia 27 de julho

Juranda 40 anos

Coamo está comemorando quatro décadas no município. Durante todo este tempo, foram muitos

os investimentos para melhorar o atendimento e a qualidade de vida de cooperados e familiares

Tour de Sementes

32

37

Apresentar o cenário da produção de sementes, as exigências do mercado, novas tecnologias e investimentos

da cooperativa foram os objetivos do programa de visita, para 400 cooperados na UBS de Furnas, no Paraná

Cidadão Honorário

48

O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, é o mais novo cidadão honorário de Honório Serpa

(Sudoeste do Paraná). A sessão solene para a entrega do título foi realizada na noite de 04 de junho

Junho/2019 REVISTA

5


O agro evoluiu.

A confiança também.

Fox ® Xpro. A evolução da confiança.

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amplificada: três modos de ação e três ingredientes ativos.

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EDITORIAL

Plano Safra 2019/20 terá R$225 bilhões

Um total de R$ 225,59

bilhões será liberado

pelo governo para a safra

2019/2020, beneficiando

pequenos, médios e grandes

produtores. O anúncio do Plano

Safra foi no dia 18 de junho em

Brasília e pode ser considerado

como positivo diante da situação

econômica do país e das

expectativas que indicavam a

falta de recursos e o aumento

nas taxas de juros.

O montante anunciado

pelo governo é de R$ 169,33

bilhões para o custeio, comercialização

e industrialização, R$

53,41 bilhões para investimentos,

R$ 1 bilhão para seguro rural

e R$ 1,85 bilhão para apoio à

comercialização.

O Ministério da Agricultura

informou que as taxas de

juros, para custeio, comercialização

e industrialização, serão de

3% e 4,6% ao ano para pequenos

produtores, participantes do

Programa Nacional de Fortalecimento

da Agricultura Familiar

(Pronaf); permanece a mesma

da safra passada de 6% ao ano,

para os médios produtores e

aumenta de 7 para 8% para os

grandes produtores. Já para as

linhas destinadas à investimentos,

os juros cobrados variarão

de 3% a 10,5% ao ano.

O valor total anunciado

é praticamente o mesmo praticado

na safra passada, mas

o seguro agrícola teve grande

incremento no valor de subvenção,

passando de R$ 370 mi-

lhões para R$ 1 bilhão. O governo

informa que os recursos do

plano agrícola começam a ser

liberados agora em julho e irão

até junho de 2020.

A Organização das

Cooperativas Brasileiras (OCB)

avalia que o Plano Safra atende

as prioridades dos produtores

rurais e das cooperativas agropecuárias

brasileiras. O presidente

Márcio Lopes de Freitas,

em nome de todas as entidades

do setor produtivo, disse

ao presidente Bolsonaro que o

setor agrícola teve sua voz reconhecida,

em um processo de

construção democrática que

contou com a participação de

todo o segmento.

É importante destacar a

vontade política do novo governo

e, em especial, agradecer ao

trabalho e a defesa da ministra

da Agricultura, Tereza Cristina,

que valoriza o nosso setor e reconhece

a sua importância para

produzir alimentos e ajudar o

Brasil a crescer, gerando riquezas

para alavancar a balança comercial

brasileira.

Com o plano lançado

e os recursos confirmados, os

cooperados da Coamo seguem

o seu planejamento com apoio

da sua cooperativa para em

poucos meses semear a nova

safra com esperanças renovadas.

Acreditando sempre em

clima favorável, e trabalhando

para o desenvolvimento satisfatório

das suas lavouras e altas

produtividades.

"Cooperados da

Coamo seguem o

seu planejamento

com apoio da sua

cooperativa para em

poucos meses semear

a nova safra com

esperanças renovadas."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente

Junho/2019 REVISTA

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JOSÉ ROBERTO RICKEN

“Cooperativismo paranaense tem compromisso

com o desenvolvimento sustentável do Brasil”

N

atural de Manoel Ribas,

na região central do Paraná,

José Roberto Ricken

é engenheiro agrônomo formado

pela Universidade Federal

do Paraná (UFPR), mestre em

Administração pela Ebape – Escola

Brasileira de Administração

Pública e de Empresas da Fundação

Getúlio Vargas e especialista

em Cooperativismo, com vários

cursos no Brasil e no exterior. Ele

é o sétimo cooperativista a assumir

a Presidência da Ocepar. Foi

reconduzido ao cargo de presidente

do Sistema Ocepar, durante

a Assembleia Geral Ordinária,

para um novo mandato de

quatro anos - gestão 2019/2023.

Ricken assumiu pela primeira vez

a presidência da entidade em

2016. O presidente da Ocepar,

é o entrevistado desta edição da

Revista Coamo e relata os avanços

e conquistas do sistema cooperativista

paranaense.

José Roberto Ricken é o sétimo cooperativista a assumir a presidência do Sistema Ocepar

Revista Coamo: Presidente, qual

foi o resultado em 2018 do cooperativismo

paranaense?

José Roberto Ricken: No ano

passado, as 215 cooperativas registradas

no Sistema Ocepar, de

sete diferentes ramos (agropecuário,

crédito, saúde, infraestrutura,

trabalho, consumo e transporte),

registraram um crescimento de

18,9% no faturamento, atingindo

a soma de R$ 83,5 bilhões. O

número de cooperados aumentou

19,2% no exercício de 2018.

Mais 300 mil pessoas aderiram

ao movimento que hoje abrange

1,8 milhão de cooperados. O setor

emprega diretamente mais de

100 mil pessoas e as exportações

atingiram no ano passado US$ 3,9

bilhões, valor 17,6% superior ao

de 2017. Os investimentos alcançaram

R$ 1,9 bilhão e o segmento

recolheu R$ 2,1 bilhões em impostos.

O cooperativismo de crédito

detém R$ 43,8 bilhões em ativos

e as cooperativas de saúde contabilizam

2 milhões de beneficiários.

No ano passado, os investimentos

em formação profissional e promoção

social possibilitaram a realização

de 8.898 eventos, com 251

mil participações em treinamentos

do Sescoop/PR.

RC: O senhor acredita que atingir

100 mil empregos diretos no cooperativismo

é uma marca que merece

ser comemorada?

8 REVISTA

Junho/2019


Ricken: Com certeza, as cooperativas

paranaenses demonstram firme

compromisso com o desenvolvimento

sustentável do Brasil. São

mais de cem mil pessoas contratados

diretamente pelo setor, além

de centenas de milhares de empregos

indiretos gerados como

desdobramentos dos investimentos

das cooperativas, no campo e

nas cidades. Milhares de famílias

estão economicamente ligadas ao

cooperativismo.

RC: Como o setor explica a geração

de tantos empregos, mesmo

num cenário de retração da economia?

Ricken: Certamente não apenas

com discursos, mas sim com um

propósito realista dos cooperados,

suporte do trabalho dos dirigentes

e gestores, por meio de

planejamento e investimentos na

melhoria das estruturas e serviços.

A marca histórica de 100 mil empregos

diretos gerados mostra a

importância do cooperativismo

paranaense para o desenvolvimento

econômico e social do

estado e do país. Anualmente, as

cooperativas paranaenses aplicam

R$ 2 bilhões em seus funcionários,

incluindo salários, benefícios,

FGTS, INSS e outros encargos.

Esse dinheiro amplia o consumo

dos setores do comércio e serviços

e, muitas vezes, se materializa

na conquista da casa própria, em

garantir o estudo para os filhos,

enfim, na chance de uma vida com

mais qualidade e conforto.

RC: Qual é o principal objetivo do

cooperativismo?

Ricken: O objetivo primordial do

cooperativismo é potencializar os

negócios de seus cooperados,

prestar os melhores serviços, potencializar

a competitividade dos

associados. Para isso, as cooperativas

atuam na difusão de tecnologia,

capacitação da gestão e

diversificação das atividades. As

pessoas se unem em cooperativas

para ganhar escala, ter acesso

a novas tecnologias, capacitação,

serviços e mercados, num modelo

sustentável que aumenta a competitividade

e as chances de crescimento.

E, também, é importante

destacar quem contribui com seu

trabalho para o crescimento do

cooperativismo. Os 100 mil funcionários

dão vida a um sistema do

qual dependem mais de 2 milhões

de paranaenses. Um setor que tem

o desafio de manter o crescimento

"Cooperativas

registraram em 2018

um crescimento de

18,9% no faturamento,

atingindo a soma de

R$ 83,5 bilhões."

e a competitividade de seus cooperados.

Atualmente, o cooperativismo

do Paraná responde por

metade dos empregos gerados

pelas cooperativas brasileiras (198

mil, de acordo com dados do Sistema

OCB – Organização das Cooperativas

Brasileiras).

RC: Quanto aos investimentos,

qual o montante investido nos últimos

anos?

Ricken: Nos últimos cinco anos,

o setor investiu R$ 11,2 bilhões, a

maior parte dos recursos destinados

à melhoria da atividade produtiva,

industrialização, logística

de armazenagem e estruturas de

serviços e modernização tecnológica.

Ao gerar empregos e potencializar

os negócios de seus associados,

cria-se um círculo virtuoso

de desenvolvimento social, com

consequências positivas para a

economia paranaense, num processo

de interiorização dos investimentos.

O resultado desta estratégia

tornou o cooperativismo do

estado um player internacional

do agronegócio, com produtos

comercializados em mais de 100

países.

RC: Qual a importância do setor

agropecuário no cooperativismo?

Ricken: Nas cooperativas agropecuárias,

os investimentos em industrialização,

para agregar valor

à produção dos cooperados, e a

profissionalização da gestão foram

ações decisivas para o crescimento

econômico do setor, com diversificação

e mais renda no campo,

e geração intensiva de postos de

trabalho. O ramo agropecuário

responde por 79% dos empregos

gerados e a estratégia de crescimento

direciona investimentos

contínuos em industrialização. Ao

potencializar os negócios de seus

associados, cria-se um círculo virtuoso

de desenvolvimento social,

com consequências positivas para

a economia paranaense, num processo

de interiorização dos investimentos

e do emprego.

RC: O setor vem investindo bastante

também na capacitação dos

funcionários.

Ricken: É verdade, pois na outra

ponta, o consistente trabalho de

capacitação proporcionado pelo

Sescoop/PR aprimorou tanto pro-

Junho/2019 REVISTA

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JOSÉ ROBERTO RICKEN

INVESTIMENTOS EM INDUSTRIALIZAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO DA GESTÃO

FORAM AÇÕES DECISIVAS PARA O CRESCIMENTO ECONÔMICO DO COOPERATIVISMO

fissionais operacionais, quanto

gestores e dirigentes, aperfeiçoando

mecanismos de governança

e planejamento. Para isso,

investimos de forma constante em

agregação de valor da produção

dos cooperados e, com o apoio

do Sescoop/PR, promovemos a

formação pessoal profissional.

Não se criam 100 mil empregos

diretos com discursos bonitos,

mas sim com investimento, organização

e muito trabalho dos administradores

e cooperados. Essa é a

receita do cooperativismo para o

crescimento e a geração de renda

e empregos, mesmo num período

de crise e desemprego.

RC: Qual foi o total de investimento

do Sescoop/PR em 2018 visando

a melhoria da prestação de serviços

aos cooperados?

Ricken: Em 2018, o Sescoop/

PR investiu R$ 45,7 milhões

em treinamento, capacitação e

monitoramento. Em média, o

volume de investimentos cresce

10% ao ano, abrangendo a

qualificação de profissionais de

todas as áreas de atuação nas

cooperativas. O PRC 100, planejamento

estratégico do cooperativismo

do Paraná, projeta um

faturamento de R$ 100 bilhões

nos próximos anos. Sabemos

que o setor atingirá essa meta,

mas nossa preocupação é em

como as cooperativas vão estar

estruturadas em termos de gestão

e governança. O crescimento

traz novos desafios.

RC: Quais as principais frentes de

“O objetivo primordial

do cooperativismo é

potencializar os

negócios de seus

cooperados e prestar os

melhores serviços."

atuação do Sistema Ocepar?

Ricken: A atuação da Ocepar será

sempre em defesa dos interesses

das cooperativas paranaenses junto

aos três poderes (Executivo, Legislativo

e Judiciário) e à diversos

outros organismos visando propiciar

avanços. Em 2018, destacamos

a desoneração da folha de

pagamento, a aprovação do Refis

do Funrural na Câmara dos Deputados,

a redução dos juros para o

crédito rural, o aumento de linhas

de financiamento para as cooperativas

de saúde e amplificação

do Programa Paraná Competitivo,

com a utilização de créditos para

compra de caminhões e insumos.

RC: O senhor foi reeleito recentemente

para mais quatro anos à

frente do Sistema Ocepar. Quais

propósitos deverão nortear sua

nova gestão?

Ricken: Em âmbito nacional, vamos

sempre apoiar a Organização

das Cooperativas Brasileiras (OCB)

para que ela continue fazendo

uma representação competente

do cooperativismo brasileiro. Da

mesma forma, vamos assessorar

os deputados e senadores da

Frente Parlamentar do Cooperativismo

(Frencoop) para que possam

nos apoiar nos projetos de

interesse das cooperativas em tramitação

no Congresso Nacional.

Vamos ajudar também a Frente

Parlamentar da Agricultura (FPA).

A Ocepar continuará a defender

os interesses das cooperativas

junto à Receita Federal, atuar positivamente

pela reforma tributária

e continuar com ações voltadas

à melhoria da infraestrutura

de transporte. O Brasil não pode

depender apenas do modal ro-

José Roberto Ricken na Assembleia da Coamo

10 REVISTA

Junho/2019


“Em âmbito do

cooperativismo

paranaense, o grande

desafio é alcançar,

ainda nessa nova

gestão, os R$ 100

bilhões de faturamento

do setor, uma das

metas do PRC 100,

o planejamento

estratégico das

cooperativas do

Paraná."

“A marca histórica de

100 mil empregos

diretos gerados,

mostra a importância

do cooperativismo

paranaense."

doviário. Outro objetivo dessa

gestão será buscar linhas de financiamento

junto ao Banco Nacional

de Desenvolvimento Econômico e

Social (BNDES) para as cooperativas

de saúde e infraestrutura. Se

conseguirmos mais recursos para

a saúde e infraestrutura, todos os

ramos podem se desenvolver”.

Em âmbito estadual, a

ideia é continuar apoiando o G7,

grupo formado pelas principais federações

representativas do setor

produtivo paranaense, do qual a

Ocepar faz parte. Outro propósito

é dar prosseguimento às ações

para tornar o Paraná livre de febre

aftosa sem vacinação. A entidade

vai ainda buscar atender as de-

mandas das cooperativas em relação

ao ICMS. Hoje temos mais de

R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS

acumulados em nossos balanços.

Vamos buscar recursos para

equacionar essa situação e tentar

negociar com o BNDES, para que

o setor cooperativista paranaense

continue investindo, no mínimo,

R$ 2 bilhões por ano em agroindústrias

e, assim, contribua para

o desenvolvimento do Paraná. Em

âmbito do cooperativismo paranaense,

o grande desafio é alcançar,

ainda nessa nova gestão, os

R$ 100 bilhões de faturamento do

setor, uma das metas do PRC 100,

o planejamento estratégico das

cooperativas do Paraná.

Junho/2019 REVISTA 11


Família Janguas, de Engenheiro Beltrão (PR) tem na

cooperação a receita para o sucesso pessoal e profissional

Trocando o EU por NÓS

No campo ou na cidade,

o sistema cooperativista

garante o desenvolvimento

de famílias, municípios e

comunidades. É a ação do

bem semeada na vida de

milhares de pessoas

No pequeno sítio, localizado

em Engenheiro Beltrão

(Centro-Oeste do Paraná),

morava o casal Aparecida

e Anselmo Janguas com o filho

Vilson, ainda de colo. O ano era

1972 e o trabalho com a agricultura,

nada fácil. “Existiam muitos

‘picaretas’, que davam o preço e

decidiam quando e se pagariam

pela produção”, lembra ‘seo’ Anselmo.

Com preços injustos e

muitos golpes, o patriarca lembra

que a situação financeira da

família não estava bem.

Diante dessa situação,

aconselharam ‘seo’ Anselmo a se

associar em uma cooperativa de

Campo Mourão, há 40 quilômetros

de onde ele morava. A partir

de 1977, a então Cooperativa

Agropecuária Mourãoense (Coamo),

hoje Coamo Agroindustrial

Cooperativa, passou a ocupar posição

estratégica nos projetos da

família. "A cooperativa sempre esteve

e está ao nosso lado. Crescemos

com esta parceria", assegura.

12 REVISTA

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COOPERAÇÃO

‘Seo’ Anselmo com os filhos, também cooperados, Nilson, Wilson, Vilson, Cilso

As primeiras produções

foram entregues ainda em Campo

Mourão, mas logo em seguida

a cooperativa inaugurou unidade

em Engenheiro Beltrão,

facilitando ainda mais o trabalho.

Hoje, com uma unidade de recebimento

na porta de casa, no distrito

de Ivailândia, e com filhos e

netos também associados, ‘seo’

Anselmo colhe os frutos de uma

vida dedicada ao trabalho e ao

cooperativismo. "Somos uma família

que acredita nos benefícios

da cooperação, pois temos uma

associação dentro da nossa própria

casa", comemora.

Com 95 anos, o cooperado

tem uma memória que impressiona.

Ele diz que são duas

as receitas para longevidade: ter

uma enxada na mão, ou seja, trabalhar

duro, e a outra é cooperar.

“Sempre trabalhei muito e com

toda a minha família unida.” Entre

filhos, netos, bisnetos e tataranetos,

são mais de 30 pessoas.

Todos sobrevivem da agricultura.

Os negócios foram crescendo

ao longo dos anos, a partir

da compra do primeiro sítio,

de 2,5 alqueires, onde a família

mora até hoje. "Foi o nosso começo

na agricultura", lembra o

cooperado. Os primeiros cultivos

foram de café, soja e lavouras

para subsistência. Os sete filhos

- quatro homens e três mulheres,

sempre estiveram juntos. Com

essa união a família cresceu e se

desenvolveu, no melhor estilo

"um por todos e todos por um".

A família que passou por

momentos difíceis até chegar

onde está, nunca esqueceu o

'Seo' Anselmo com os netos associados Adilson, Antonio, Luiz, Valdecir

que os fez crescer: a união familiar

e o cooperativismo. De empregados

nas lavouras de café,

hoje são bem sucedidos empresários

rurais. Cada um dos filhos

tem o seu próprio lote de terra,

que somados chegam a 132 alqueires

de área própria. A família

ainda arrenda outras áreas e, tirando

a parte do pai, as despesas

e receitas são divididas proporcionalmente

entre os irmãos,

com base em uma tabela de percentagem,

elaborada por eles.

"Juntos somos grandes", salienta

o primogênito Vilson Janguas.

Com esse berço de cooperação,

Luis Anselmo Janguas,

não poderia trilhar um caminho

diferente. Ele é filho de Vilson e,

também, associado da Coamo.

“Cresci vendo meu avô e meu pai

trabalhando na agricultura. Sabemos

da importância de ter uma

cooperativa que nos dá suporte

e segurança. Sem a Coamo tudo

seria mais difícil e não podemos

deixar esse legado se perder.”

Junho/2019 REVISTA 13


COOPERAÇÃO

Lado a lado

Sempre de mãos dadas,

o casal Deize e Cleidimar Sanches,

de Arapuã (Centro-Norte

do Paraná), também é exemplo

de que a cooperação é capaz de

impulsionar a vida das pessoas.

Inclusive, eles têm em casa a

extensão da cooperativa. O trabalho

na agricultura é realizado

pelos dois, e cada um tem uma

função. Deize é responsável pela

administração e Cleidimar, mais

conhecido por ‘Batata’, coordena

o trabalho na lavoura. Em

sintonia, sabem que os negócios

da família caminham bem devido

a cooperação e dedicação

de todos.

O trabalho do casal começa

bem cedo. Segundo Deize,

a agricultura exige organização

e planejamento. Mas, para isso é

preciso empenho de toda a equipe.

“Eu e meu marido trabalhamos

em sintonia, e nesse mesmo ritmo

estão nossos funcionários. Costumo

dizer que a cooperativa é o

nosso suporte, pois tudo que precisamos

encontramos na Coamo.”

Para Cleidimar, a Coamo

é o braço direito da família. “Estamos

felizes com a nossa cooperativa.

Somos cooperados já há vários

anos e vimos o quanto nossa

vida progrediu nesse tempo. Meu

pai já era cooperado em Manoel

Ribas e vi todo o desenvolvimento

que ele teve. Sem dúvida, dentro

do cooperativismo vivemos como

uma família. Uma mão segurando

na outra e juntos crescemos.”

Conforme o casal, exis-

Deize e Cleidimar aplicam a filosofia cooperativista como lema de vida

tem coisas que o dinheiro não

compra, como a tranquilidade

de trabalhar em um sistema econômico

justo e seguro. “A noite,

quando nos deitamos, temos a

certeza de que estamos trabalhando

com gente honesta e do

bem. No cooperativismo temos

justiça e igualdade. Não existe

produtor rural grande ou pequeno.

Todos somos iguais, fazemos

parte da família cooperativista e

quando nossos dois filhos crescerem,

darão continuidade à

essa história”, afirma.

14 REVISTA

Junho/2019


COOPERAÇÃO

Filho de cooperado, Cleidimar, levou o cooperativismo para a família que formou

Resultados da propriedade da família Sanches são atribuídos a união de todos

História para contar

Diante de inúmeras histórias de famílias que

prosperaram trabalhando e cooperando, a Coamo

contagiou e se espalhou por dezenas de municípios

no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Isso

sem contar as cidades próximas às unidades da cooperativa

que também se beneficiam dessa força que

somente a cooperação é capaz de gerar. São histórias

de milhares de famílias que começaram como a

dos Janguas e dos Sanches, e que continuam sendo

construídas pela união de todos.

Foram 79 agricultores que acreditaram na

ideia do jovem extensionista da então Arcapa (atual

Emater), José Aroldo Gallassini, em 1970, e juntos

fundaram aquela que se tornaria a maior cooperativa

da América Latina, beneficiando atualmente mais de

120 mil pessoas diretamente. Sem contar, a economia

dos municípios onde a Coamo está instalada e,

consequentemente, o comércio local. Somando-se

ainda as comunidades, uma vez que, a cooperativa

realiza diversos projetos sociais e culturais, espalhando

o bem por todos os cantos.

O cooperado e fundador Moacir José Ferri,

de Campo Mourão, é testemunha e lembra dessa história

como se fosse ontem. “Quando começamos jamais

imaginávamos que iriamos chegar a esse ponto.

Nossa ideia era criar uma cooperativa para nos defender

das empresas que estavam nos explorando tanto

na venda quanto na compra dos nossos produtos”,

recorda. Para o associado, o cooperativismo é indispensável.

“Quando houver cooperação, quando um

ser humano pensar em conjunto com outro, só pode

Alcides Brunetta ao lado das filhas Geovana e Ana

Junho/2019 REVISTA 15


COOPERAÇÃO

ALÉM DO APOIO TÉCNICO E ECONÔMICO, COOPERATIVAS REALIZAM DIVERSOS

PROJETOS SOCIAIS E CULTURAIS, ESPALHANDO O BEM POR TODOS OS CANTOS

ir para a frente. Desde o momento

que penso pelo bem de uma

pessoa e essa pessoa pensa no

meu bem, mesmo que não nos

conheçamos, só pode dar certo.

É um conjunto de esforços visando

o bem comum.”

Otimista por natureza,

trabalhador dedicado, perseverante

e incansável, Alcides

Brunetta, residente em Mamborê

(Centro-Oeste do Paraná)

há 41 anos, é outro exemplo de

cooperativista nato. A sua his-

tória no cooperativismo começou

logo que chegou no município.

Para Brunetta, o cooperativismo

ajudou muito o seu crescimento

no campo. Tudo o que

precisava encontrava na cooperativa.

“Tínhamos problemas,

mas contávamos com a Coamo

e com ela crescemos. Tivemos

uma grande ajuda, não perdíamos

mais tempo, e só pensávamos

em trabalhar, plantar e colher

nossas lavouras”, lembra.

Cooperativismo puro e simples

Manter a essência do

cooperativismo em todas ações

e decisões é o que move a Coamo.

Por esta razão, o presidente

da Organização das Cooperativas

Brasileiras (OCB), Márcio

Lopes de Freitas, avalia o crescimento

impulsionado pela coo-

Presidente da OCB enaltece cooperativismo praticado pela Coamo

perativa, como a expressão mais

pura do cooperativismo. “A Coamo

sempre esteve preocupada

com a sua base, com o desenvolvimento

das pessoas. É por isso

que tem um sucesso tremendo.

Ela soube administrar a escala de

crescimento, com a manutenção

Cooperado e fundador Moacir José Ferri acredita

que a união de esforços só pode dar certo

da essência do cooperativismo,

que é o compromisso extremo

com as famílias de seus cooperados.

Isso acaba refletindo, nas

comunidades onde está presente

e no bem-estar das pessoas. É

a obediência de um ciclo virtuoso

do crescimento, e o seu sucesso

está nesse segredo de fazer

uma boa gestão cooperativa.”

Com esses valores ninguém

ficou para trás, e no decorrer

de sua trajetória, a Coamo incorporou

nove cooperativas que

passavam por dificuldades econômicas.

Escolhas que, segundo

José Aroldo Gallassini, determinaram

o desenvolvimento de milhares

de agricultores e suas famílias.

16 REVISTA

Junho/2019


COOPERAÇÃO

Para Márcio Lopes, tais

incorporações, provam que a

Coamo vive a essência do cooperativismo.

“Essa é a nossa diferença,

nos preocupamos com

gente. Então, quando a Coamo

percebe que uma cooperativa ou

alguma localidade demanda pela

Do jeito do homem do campo

O objetivo da Coamo

é unir esforços para melhorar e

facilitar a vida dos associados.

Diante disso, em 1989, uma nova

necessidade surgiu e as portas da

Credicoamo se abriram para que

o homem do campo também tivesse

apoio nas operações financeiras.

Hoje, com mais de 18 mil

cooperados distribuídos no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul, a cooperativa conta com

linhas exclusivas de produtos e

serviços, assim como disponibiliza

assistência financeira com o

Sérgio Batasim e Airton Justen na agência de Toledo/PR

organização dessas pessoas para

se coordenar, ela se faz presente.

Antes de pensar no negócio em

si, está pensando na cooperação,

em atender as pessoas e resgatar

a cidadania. O negócio é uma

consequência”, considera o presidente

da OCB.

propósito de fomentar a produção,

a produtividade e a comercialização.

Airton Justen é associado

desde 1999, quando a Credicoamo

se instalou em Toledo (Oeste

do Paraná). Toda a movimentação

financeira dele é realizada na

cooperativa de crédito. “A agricultura

depende muito de apoio

para que possa se desenvolver.

Na Credicoamo temos financiamentos

para lavoura, linhas de investimentos

para maquinários e

seguro agrícola, além de programas

que visam melhorar a qualidade

de vida dos associados,

como o Moradia Feliz”, assinala.

De acordo com o associado,

o principal diferencial da

Credicoamo é o trabalho focado

no produtor rural, diferente de

outras instituições que atendem

vários segmentos. “Esse trabalho

é importante, pois oferece tudo o

que precisamos sem burocracia e

com taxas mais acessíveis”, frisa.

O município de Toledo

tem um dos mais elevados PIB

(Produto Interno Bruto) do Brasil

e VBP (Valor Bruto da Agropecuária)

do Paraná. Ocupa destaque

em desenvolvimento, motivado,

principalmente, pela produção

agrícola. Justen entende que

o trabalho no campo tem um

grande reflexo na cidade. “Moro

há 52 anos em Toledo e presenciei

o crescimento do município.

Com toda a certeza, a Coamo e a

Credicoamo ajudaram para que

esse desenvolvimento ocorresse.

A distribuição de sobras é um

bom exemplo disso, já que é um

dinheiro que fica na cidade e que

movimenta o comércio.”

Segundo o gerente da

Agência da Credicoamo em Toledo,

Sérgio Batasim, a cooperativa

vem cumprindo o seu papel,

proporcionando todo o suporte

e assistência de crédito para o

trabalho no campo. “Passei por

vários municípios e é nítido a importância

da Credicoamo para o

desenvolvimento dos produtores

rurais. As linhas oferecidas pela

cooperativa visam o desenvolvimento

e atendem as necessidades

dos associados, seja na produção

agrícola ou para melhorar

a qualidade de vida das famílias.”

Junho/2019 REVISTA 17


COOPERAÇÃO

Campo tecnificado

Produzir alimentos trata-

-se de uma nobre missão, e nada

mais correto do que fornecer

todo o suporte para que o homem

do campo cumpra o trabalho

da melhor forma. Para isso,

desde sua fundação, a Coamo se

preocupa em oferecer assistência

técnica e insumos de qualidade

com foco no incremento da

produtividade, geração de renda

e o constante desenvolvimento

da atividade.

Fiel ao modelo participativo

e colaborativo, a cooperativa

busca inovações e acompanha

tecnologias, as quais são

repassadas depois de testadas e

aprovadas. Com as últimas transformações,

por exemplo, novos

sistemas de gerenciamento foram

desenvolvidos.

Os associados estão

sempre antenados, especializados

e conhecendo as demandas

tecnológicas do agronegócio.

“Somos um elo muito importante

que beneficia diretamente o

cooperado, com 262 agrônomos

em campo e mais 25 médicos

veterinários repassando

tecnologia e inovação. Somos

o batalhão de frente, a área que

faz o corpo a corpo com o cooperado.

Disponibilizamos a melhor

tecnologia ao cooperado,

seja voltada ao manejo, correção

de solo, rotação de culturas

entre outros, ou de tecnologias

digitais, como o programa Gestor

Rural, que garante ao cooperado

uma forma mais segura de

gerir a propriedade diminuindo

o custo e agregando lucro”, explica

o gerente de assistência

técnica, Marcelo Sumiya.

Além do Gestor Rural,

a Coamo oferece outros programas

e serviços voltados ao

aperfeiçoamento da atividade

agropecuária. Neste sentido, a

Agricultura de Precisão vem ganhando

espaço, por meio de tecnologias

que envolvem maquinários

e implementos agrícolas

conectados a GPS’s.

Tudo é utilizado com

um propósito: fomentar o crescimento

e fortalecer a atividade

agropecuária. “Quanto mais

ferramentas, mais informações.

Cooperados utilizam modernas tecnologias que melhoram a produção no campo

Quanto mais informação, mais

efetividade no resultado”, garante

Marcelo.

Importante mecanismo

neste processo de difusão tecnológica,

é a Fazenda Experimental

da cooperativa. Criada

há 44 anos, o laboratório a céu

aberto, foi fundamental nessa

trajetória. Na opinião do superintendente

técnico, Aquiles de

Oliveira Dias, a estação experimental

ao lado da assistência

técnica, foram responsáveis diretos

na disseminação de novas

tecnologias. “É na Fazenda

Experimental que ajustamos as

novidades apresentadas pelas

18 REVISTA

Junho/2019


Fazenda Experimental conta com centenas de ensaios para validar tecnologias que são repassadas aos cooperados

instituições de pesquisa para a

realidade das regiões produtoras

da Coamo”, observa Dias.

A Fazenda Experimental

Coamo foi alicerce para pesquisas

voltadas às tecnologias

básicas para a conservação de

solos, como o sistema de plantio

direto, que revolucionou a agricultura,

bem como, rotação de

culturas, com um ensaio de mais

de 30 anos - um dos mais antigos

do Brasil. Com esses problemas

resolvidos o tempo passou e as

tecnologias se sofisticaram, promovendo

novos desafios para o

setor. “Temos o objetivo de estar

na frente do que está acontecendo”,

argumenta Dias.

Os resultados evidenciam

a importância dessa difusão

tecnológica. “Saímos de

uma produção de no máximo 70

sacas de soja por alqueire, para

200”, lembra. Dias acrescenta

que a estação de pesquisa trabalha,

anualmente, com grande

número de ensaios. “Para se ter

uma ideia temos mais de 150

trabalhos de pesquisa e experimentação.”

Corrente do bem

Presidente da Coamo entrega homenagem à Valdelicia Ribeiro Gonzales

Se no campo da produção

os benefícios são inúmeros,

por trás dos bastidores existem

quase oito mil funcionários que

têm na solidez e segurança da

cooperativa um emprego que

traz além da valorização profissional,

a certeza de participar

de uma corrente do bem. Além

disso, a corporação valoriza o

quadro funcional por meio do

programa ‘Tempo de Casa’, onde

aqueles que completam 10, 20,

30 e 40 anos de serviços são homenageados.

Do clube dos quarentenários,

Valdelicia Ribeiro Gonzales,

encarregada pelo Laboratório

da Fiação de Algodão, revela

que sempre procurou realizar

sonhos profissionais e pessoais.

“Desempenhei diversas funções,

Junho/2019 REVISTA 19


COOPERAÇÃO

GENTE DO BEM GERA BOAS AÇÕES. POR ISSO, OS MILHARES DE FUNCIONÁRIOS

DA COAMO PARTICIPAM ATIVAMENTE DE PROJETOS QUE VISAM O BEM COMUM

e a Coamo me oportunizou treinamentos

e capacitações, para

me tornar apta para as oportunidades

que surgiriam ao longo do

tempo.”

Para Valdelicia, trabalhar

mais de 40 anos numa cooperativa

é um privilégio. “Eu consigo

identificar meus próprios valores

Marino vive o cooperativismo dentro e fora da cooperativa

refletidos na condução dos negócios

e na filosofia de trabalho.

Dei a minha contribuição para o

sucesso e crescimento da Coamo,

fiz meu melhor e me sinto

parte disso. Acredito na filosofia

do cooperativismo, pois além

de ser um modelo sócio econômico

é uma filosofia de vida que

proporciona melhoria de renda

e qualidade de vida em prol de

todos”, enfatiza.

"A maior vantagem de

trabalhar em uma cooperativa é

o sentimento de pertencimento

e de corresponsabilidade de

todos os integrantes, que unem

seus esforços em prol de objetivos

comuns." A afirmação é de

Marino Mugnol, gerente da unidade

de Guarapuava (Centro-Sul

do Paraná), que também está

na Coamo há mais de 40 anos.

“Pude participar de todo o desenvolvimento

e crescer junto.

Nesse tempo vi um grande trabalho

ser desenvolvido em torno

da agropecuária e fortalecimento

do cooperativismo.”

Além da contribuição

profissional tanto da cooperativa

com os funcionários, como dos

funcionários com a cooperativa,

existe uma preocupação com o

bem-estar e qualidade de vida

dos colaboradores. “Vivemos

o cooperativismo dentro e fora

da Coamo. Aqui encontrei valores

que coincidem com os que

aprendi em casa. Sem contar,

que tenho um trabalho com salário

justo, onde existe uma preocupação

com o meu bem-estar e

de minha família.”

Ele lembra que em sua

maioria, a Coamo está presente

em pequenas cidades e se preocupa

em garantir a qualidade de

vida das pessoas com diversos

benefícios e ações. “O cooperativismo

ajuda a desenvolver as comunidades

como um todo. Com

a filosofia cooperativista da Coamo

vi muitas vidas serem transformadas

e sou grato por fazer

parte dessa história.”

Funcionários

participativos

Gente do bem gera boas

ações. Por isso, os milhares de

funcionários da Coamo participam

ativamente de projetos que

visam o bem comum. Um desses

projetos de responsabilidade social

é a Casa das Fraldas, que surgiu

em 2008 em Campo Mourão,

e é mantida por voluntários. A

Coamo é uma das empresas que

ajuda a manter a instituição. “A

Casa das Fraldas não tem funcionários.

Assim, a atuação voluntária

é realizada pela comunidade

de Campo Mourão, por pessoas

que diariamente prestam serviços

na entidade. No caso da Coamo,

o Programa de Qualidade 5S

motiva os funcionários a se revezarem

e, frequentemente, doam

um pouco do seu tempo para o

20 REVISTA

Junho/2019


em comum”, disse a idealizadora

da Casa das Fraldas, Marta

Kaiser (em memória), na edição

de dezembro de 2016 da Revista

Coamo.

São produzidas mensalmente

15 mil fraldas geriátricas

descartáveis que são destinadas

à entidades beneficentes.

Funcionários da Coamo reunidos durante ação em prol da Casa das fraldas

Cooperar com a comunidade

O diretor-presidente da

Coamo, José Aroldo Gallassini,

é um dos fundadores do Rotary

Clube Campo Mourão, e incentivador

para que funcionários participem

de clubes de serviços.

Em Barbosa Ferraz (Centro-Norte

do Paraná), o gerente da Unidade

da Coamo, Edilson Duarte

de Aquino, já exerceu todas as

funções do conselho diretor no

Rotary local. “Participamos ativamente

da comunidade em ações

voluntárias. Entre os trabalhos

destaco o apoio em eventos de

saúde, profissional, lazer, esporte,

meio ambiente, segurança e

em ações que visam a melhoria

da qualidade de vida da população”,

destaca Edilson.

A Santa Casa de Campo

Mourão é um hospital beneficente

e filantrópico que atende pacientes

de toda a região de Campo

Mourão. Fundada em 1955,

o hospital passou por várias melhorias

com a participação da diretoria

e funcionários da Coamo.

A primeira delas foi na década

de 1970, quando o hospital es-

tava instalado numa pequena

área com condições precárias.

Participante ativo do Rotary, José

Aroldo Gallassini liderou um movimento

para melhorias no local.

Tempos depois, surgiu o

projeto para a construção de uma

nova estrutura para a Santa Casa.

Novamente, Gallassini tomou as

deas do projeto e envolveu o

Rotary, Coamo, comunidade e

empresas da cidade. Além disso,

a cooperativa destinou recursos

provenientes de benefícios fiscais

para as obras.

Constantemente, a diretoria

do Hospital Santa Casa

é composta por pelo menos

um funcionário da Coamo, que

trabalha de forma voluntária.

Atualmente, o gerente Financeiro

da cooperativa, Joel Makohin,

é o segundo tesoureiro

da entidade. “É uma questão

de valores e crenças adquiridos

durante a vida. Mas tem,

também, do que aprendemos

com o cooperativismo, de todos

trabalhando por um propósito

em comum.”

Força da cooperação garantiu a arrecadação de alimentos para entidades de Campo Mourão

Junho/2019 REVISTA 21


COOPERAÇÃO

Geração de renda beneficia o comércio e comunidades em dezenas de municípios na área de ação da Coamo

Impulso econômico

“O comércio não seria o

mesmo sem a Coamo. A maior

cooperativa da América Latina

gera empregos e movimentação

nas lojas de Campo Mourão. A

Coamo é referência não só em

nossa cidade, mas em todos os

municípios que está presente”.

A frase é do presidente da Associação

Comercial e Industrial de

Campo Mourão (Acicam), Alcir

Rodrigues da Silva.

A cooperativa trabalha em

parceria com a entidade já há algum

tempo, quando o presidente

da Coamo, José Aroldo Gallassini,

encabeçou um movimento com

empresários da cidade para a

construção da sede da associação.

O envolvimento da Coamo

segue ativo, e sempre conta

com funcionários da cooperativa

na diretoria da Acicam. Atualmente

fazem parte do quadro os

superintendentes Divaldo Corrêa,

Industrial, e Alcir José Goldoni,

Comercial. Eles são vice-

-presidentes da associação. “São

profissionais qualificados que

desenvolvem um importante trabalho

na Coamo, e que prestam

serviço voluntário. É um olhar

especial da cooperativa para o

comércio de Campo Mourão”,

destaca Silva.

De acordo com ele, um

momento importante para o

comércio é quando acontece a

distribuição de sobras aos associados.

“Com certeza, muitas empresas

aguardam e se preparam

para esse momento. As sobras

impulsionam as vendas e são

bem-vindas para o comércio”, diz

o presidente da Acicam.

Futuro da cooperação

Tantas histórias, esforços

e benefícios precisam perpetuar

e beneficiar futuras gerações.

Para isso, a Coamo realiza desde

1998, em parceria com o Serviço

Nacional de Aprendizagem do

Cooperativismo (Sescoop/PR),

o curso de formação de Jovens

deres Cooperativas. Assim, a

cooperativa capacita e prepara

Jovens cooperados são orientados pelo professor Juacir João Wischneski

22 REVISTA

Junho/2019


PARA PERPETUAR O SISTEMA COOPERATIVISTA, COAMO CONTA COM O CURSO

DE FORMAÇÃO DE JOVENS LÍDERES DESDE 1998, COM APOIO DO SESCOOP/PR

os jovens do campo. O programa

já formou mais de mil associados

de toda a área de ação da

cooperativa, e foi premiado em

2004 pela OCB e Revista Globo

Rural como o “Melhor Programa

de Educação Cooperativista” do

Brasil.

A Coamo acredita que o

processo de mudança para tornar

o cooperativismo e o agronegócio

mais produtivo e eficiente

passa pela formação, educação

e desenvolvimento dos cooperados.

Para o diretor-secretário,

Ricardo Accioly Calderari, os jovens

cooperados representam

o presente e, também, o futuro

promissor do cooperativismo e

do agronegócio e, por isso, a diretoria

é a principal apoiadora e

incentivadora para a realização

deste processo de formação.

Segundo o presidente

do Sistema Ocepar, José Rober-

Geovana foi a oradora da sua turma de Jovens Líderes

Emílio e a esposa Stefhany trabalham em espírito de cooperação

to Ricken, o programa de Jovens

deres Cooperativistas da Coamo

é a iniciativa mais significativa

que se tem no cooperativismo no

Paraná. “É o programa de maior

duração e muito bem focado na

formação profissional do jovem

e na prática de atuação dele na

cooperativa. Ninguém aprende

cooperativismo na escola, temos

que levar essa mensagem para

que o jovem, sintonize e se decida

pela cooperativa”, diz.

Filha de cooperado e

cooperada, Geovana Brunetta,

de Mamborê (Centro-Oeste do

Paraná), participou da 19ª turma

do programa de formação. “Sou

de uma geração felizarda por

ter esta estrutura já implantada.

A cooperativa fecha todo o ciclo

da cadeia produtiva, e assim podemos

trabalhar com segurança.

Quero dar continuidade ao que

meu pai iniciou.”

Para o jovem cooperado

Emílio Magne Guerreiro Júnior,

de Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), membro da

terceira geração de agricultores

da família e da 15ª turma, é motivo

de orgulho fazer parte de

um sistema que deu certo. “O

cooperativismo nos dá o suporte

técnico para o dia a dia. É uma

soma de fatores que agregam ao

nosso trabalho e às produtividades.

Com a força e união, todos

ganham”, afirma.

José Roberto Ricken sobre a formação de Jovens

deres: "É a iniciativa mais significativa que se tem

no cooperativismo paranaense."

Junho/2019 REVISTA 23


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SANIDADE VEGETAL

Começa o vazio sanitário da soja

O

Paraná iniciou dia 10

de junho o vazio sanitário

da soja, uma

das principais estratégias para

o manejo do fungo causador

da ferrugem-asiática da soja.

Desde o dia 15 de junho, o

vazio sanitário se estendeu

também para outros cinco estados

brasileiros: Santa Catarina,

São Paulo, Mato Grosso do

Sul, Mato Grosso e Rondônia.

No Brasil, 13 estados e o Distrito

Federal adotam a medida,

estabelecida por meio de normativas

estaduais.

O vazio sanitário é o

período de, no mínimo, 60 dias

em que não se pode semear

ou manter plantas vivas de soja

no campo. A medida objetiva

reduzir a sobrevivência do fungo

causador da ferrugem-asiática

(Phakopsora pachyrhizi )

durante a entressafra e assim,

atrasar a ocorrência da doença

na safra. De acordo com a

pesquisadora Claudine Seixas,

da Embrapa Soja, o fungo que

causa a doença precisa da planta

de soja para se desenvolver

e se multiplicar. “Por isso, é importante

que o produtor elimine

as plantas de soja guaxa ou

voluntária (plantas de soja que

nascem espontaneamente) na

entressafra para interromper o

ciclo de multiplicação do fungo

e reduzir a quantidade de

esporos presentes no ambiente,

retardando o surgimento da

doença na safra”, diz Claudine.

A pesquisadora Cláu-

dia Godoy reforça a importância

da adoção do vazio sanitário

para reduzir a população do

fungo nas semeaduras comerciais

precoces. “Com a disponibilidade

de cultivares precoces

de alta produtividade no mercado,

muitos produtores têm

adotado o plantio precoce para

semear uma segunda safra de

milho e escapar das altas pressões

do fungo causador da ferrugem”,

diz Cláudia.

Apesar de não existir

soja imune à doença, há opções

de cultivares com genes

de resistência que reduzem o

seu desenvolvimento. Essas

cultivares não dispensam o uso

de fungicidas, mas auxiliam no

manejo da doença, porque o

fungo se multiplica menos e a

pressão da ferrugem-asiática é

menor. Associada a esta questão,

estas cultivares são mais

estáveis em situações de alta

pressão de doença como, por

exemplo, semeaduras tardias

ou situações onde ocorre atraso

de aplicações em função de

condições climáticas desfavoráveis”,

explica Cláudia.

“A cultivar com gene de

resistência tem a mesma limitação

dos fungicidas sítio-específicos

e essa resistência pode ser

vencida pelo fungo, por isso, o

uso dessas cultivares tem que estar

sempre associada ao controle

químico”, reforça. A pesquisadora

explica que as duas estratégias,

quando utilizadas juntas,

colaboram para reduzir a seleção

de populações do fungo com

resistência aos fungicidas e também

diminuir o risco de “quebra”

de resistência das cultivares.

Fonte: Embrapa Soja e Ocepar

Vazio sanitário é o período de, no mínimo, 60 dias em que não se pode semear ou manter plantas vivas de soja no campo

Junho/2019 REVISTA 25


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Junho/2019

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COPA COAMO

Seis novos campeões na Regional Oeste

Cooperados atletas e dirigentes entendem o espírito da Copa Coamo. É um

evento de esporte e lazer para integrar ainda mais a família cooperativista

Lajeado, por Vila Nova; Sabatine

Esporte Clube, em

Goioerê; Grupo União, por

Juranda; Ouro Verde “C”, em

São Pedro do Iguaçu; Concórdia

“B”, por Toledo e Fica Gelo,

em Tupãssi. Esses foram os seis

campeões da Regional Oeste da

Copa Coamo de Cooperados –

Futebol Suíço, realizada no dia

25 de maio e com a participação

de mais de 1,2 mil atletas e dirigentes

de 84 equipes.

Em três, das seis decisões

para apontar os campeões que

estarão na final da Copa Coamo

no dia 27 de julho em Campo

Mourão, os vencedores foram

conhecidos após cobranças de

penalidades. Em Goioerê, no

tempo normal empate sem gols

Junho/2019 REVISTA 27


COPA COAMO

NA REGIONAL OESTE FORAM REGISTRADOS 307 GOLS EM 133 JOGOS, COM MÉDIA

DE 2,3 GOLS POR PARTIDA, E MAIS DE 1,2 MIL ATLETAS E DIRIGENTES DE 84 EQUIPES

entre Sabatine Esporte Clube Mariluz

e Gianetto, mas nos pênaltis,

vitória do time de Mariluz por

3x2. A equipe Fica Gelo venceu

em Tupãssi, o Canarinho por 4x2

nas penalidades, após empate

no tempo normal. Em Toledo, o

campeão foi Concórdia “B” na vitória

por 5x4 nos pênaltis diante

do Unidos Dez de Maio. Em Vila

Nova, o Lajeado sagrou-se campeão

ao derrotar a Linha Pietrovski

por 4x0; o Grupo União faturou

o título em Juranda, ao vencer

por 1x0 o Paulista “B”, e em São

Pedro do Iguaçu, o vencedor foi

o Ouro Verde “C” que derrotou o

Ouro Verde “A” por 3x0.

Vagner Presença, de Juranda

Ricardo Calderari, diretor-secretário da Coamo, prestigiou a Regional Oeste da Copa Coamo

Goioerê: Sabatine Esporte Clube Mariluz

Juranda: Grupo União

28 REVISTA

Junho/2019


COPA COAMO

Na Regional Oeste foram registrados

307 gols em 133 jogos, com média

de 2,3 gols por partida. “Os cooperados

atletas e dirigentes entendem o espírito da

Copa Coamo, que é um evento para integrar

ainda mais a família cooperativista por

meio do esporte e lazer. A etapa Oeste foi

coroada de êxito e atendeu os objetivos

do evento”, afirma o gerente de Assistência

Técnica, Marcelo Sumiya, presidente da

Comissão Central Organizadora.

Para o diretor-secretário da Coamo,

Ricardo Accioly Calderari, a Copa Coamo

é um evento diferente a medida que

por meio do cooperativismo, reúne nos

campos várias gerações em torno de um

mesmo objetivo. "Ficamos felizes em ver

os cooperados se divertindo e praticando

o futebol. Muitos deles só jogam na Copa

Coamo, por isso, esperam com expectativa

o evento a cada dois anos. É muito bom ver

famílias reunidas, e nos campos de jogo

pais e filhos, e em alguns casos três gerações.

A Copa Coamo é uma grande festa

para celebrar a união e o cooperativismo",

comenta Calderari.

O cooperado Vagner Presença,

de Juranda, também faz questão de participar

todos os anos da Copa Coamo. “É

um dia de festa da família Coamo, onde

todos se empenham para que o evento

seja um sucesso. Não chegamos à final da

competição, mas o que vale é participar e

prestigiar os amigos”, assinala.

São Pedro do Iguaçu: Ouro Verde C

Toledo: Concórdia B

Tupãssi: Fica Gelo

Vila Nova: Lajeado

Junho/2019 REVISTA 29


COPA COAMO

Definidos os campeões da Regional MS

Mais dois times garantidos na final em Campo Mourão (PR), no dia 27 de julho

Em Laguna Carapã, superintendente de Logística e Operações, Airton Galinari conversa com os cooperados/atletas e dá o ponta pé inicial na Copa

Veteranos de Laguna, por Laguna Carapã

e União Douradense, por Caarapó, são os

campeões das duas regionais da Copa

Coamo de Cooperados – Futebol Suíço – 2019,

disputadas no sábado, 8 de junho, nas cidades de

Laguna Carapã e Caarapó, na etapa Mato Grosso

do Sul do maior evento esportivo rural do Brasil.

Estiveram em campo nas regionais um total de 18

times representando os Municípios de Amambai,

Aral Moreira, Caarapó, Dourados, Itaporã, Laguna

Carapã, Maracaju e Sidrolândia.

A decisão em Caarapó foi entre União

Douradense e Amambai, com vitória por 2x0 do

time de Dourados. Em Laguna Carapã, os Veteranos

de Laguna venceram a equipe Piratini de Maracaju

por 2x0. Nas duas regionais foram marcados 98 gols

em 31 jogos e foi considerado positivo o aspecto

disciplinar, com distribuição de um número pequeno

de cartões. Os campeões do MS estão classificados

para a grande final da Copa Coamo, programada

para o dia 27 de julho em Campo Mourão.

O voluntariado dos funcionários é um

ponto forte do evento, segundo o gerente da

Coamo em Caarapó, José Sales Saraiva. “A Copa

Coamo é um projeto de esporte e lazer diferente,

e como está no seu slogan, é um jeito gostoso de

viver o cooperativismo. Nós funcionários, ficamos

felizes em participar com alegria e entusiasmo,

como voluntários nesta grande festa, que se torna

uma das maiores nas cidades e regiões da área de

ação da Coamo.”

Em Laguna Carapã o cooperado Anilson

Parizoto, lembrou que era grande a expectativa

antes da regional, e houve grande preparação

da sua equipe. “Todo mundo quer ir para a final

em Campo Mourão. A Copa Coamo é um projeto

muito interessante que virou tradição em Laguna

Carapã, pois envolve toda a família. Isso é muito

bacana”, afirma.

30 REVISTA

Junho/2019


COPA COAMO

Anilson Parizoto, de Laguna Carapã

Walmir Pazinato, de Aral Moreira, com os filhos

Gabriel e Leandro e os sobrinhos Patrick e Ricardo

José Luiz Liguri, de Caarapó

Francisco Soto Dias, de Dourados

Mais que jogar futebol, a Copa Coamo proporciona

momentos inesquecíveis para quem participa. O cooperado

Walmir José Pazinato, por exemplo, de Aral Moreira,

comemora a oportunidade de jogar ao lado dos dois filhos

Gabriel e Leandro e os sobrinhos Patrick e Ricardo. “É uma

grande emoção ter meus filhos e meus sobrinhos jogando

comigo. É algo que eu sempre quis e agora estou podendo

realizar este sonho com 59 anos de idade. É muito prazeroso

este momento, um sentimento único que a Copa Coamo

está me proporcionando”, revela.

Emocionando também estava o cooperado José

Luiz Liguri, de Caarapó. Praticante do futebol, jogou a Copa

Coamo no Paraná, quando morava no Estado, e agora

participa do evento em Mato Grosso do Sul. “É uma festa

maravilhosa. Perde quem fica de fora. Eu mesmo não ia

jogar neste ano, mas não aguentei e estou aqui novamente e

muito feliz. Convido todos os associados que não deixem de

participar”, convoca o cooperado.

Aos 69 anos de idade quem não deixa de participar,

dentro e fora de campo é Francisco Soto Dias, associado à

unidade da Coamo em Dourados. “É um evento que nunca

esquecemos e que nunca pode acabar. A Copa Coamo é um

instrumento de união. Todas as famílias participam e isso é

muito gratificante. A Copa Coamo é nota 10”, classifica ele.

Evento admirado também pela comunidade,

funcionários da Coamo e diretoria, a Copa Coamo

chega neste ano à 15ª edição, cumprindo um papel

de integração. “Ficamos muito felizes em participar

deste evento porque o clima é muito bom. É um dia de

voluntariado por parte dos colaboradores, pensando

sempre no associado. Eles vêm, trazem suas famílias e

se divertem muito. É uma grande iniciativa da diretoria

que, certamente, irá durar por muitos anos”, declara

o superintendente de Logística e Operações, Airton

Galinari, que esteve na etapa Mato Grosso do Sul.

Caarapó: Equipe União Douradense

Laguna Carapã: Veteranos FC

Junho/2019 REVISTA 31


Vista aérea da Coamo em Juranda,

que está completando 40 anos

Evolução alicerçada

no cooperativismo

Unidade da Coamo em Juranda (PR) está comemorando 40 anos de fundação.

Nessas quatro décadas houve crescimento da cooperativa e dos cooperados

Há 53 anos ‘seo’ Augustinho Roldi

trocou Birigui (Noroeste de São

Paulo), por Juranda (Centro-

-Oeste do Paraná). No interior de São

Paulo ele morava na zona rural e trabalhava

com café. Por aqui, começou na

produção de feijão e milho. A mudança

para a cidade paranaense foi em busca

de novas oportunidades e crescimento

na atividade rural. Quando chegou no

Paraná encontrou uma região em transformação

e pujante. O cooperativismo

já caminhava como uma alternativa

de desenvolvimento no campo. Pouco

tempo depois, foi fundada a Coamo,

em 1970, e nove anos depois a cooperativa

chegou em Juranda.

Na época, ‘seo’ Augustinho trabalhava

com outra cooperativa, mas

assim que a Coamo chegou em Juranda,

logo foi conhecer e já se associou.

A ficha de inscrição dele é de 1980. O

cooperado é um dos muitos agricultores

beneficiados pela Coamo nesses

40 anos de instalação em Juranda. Assim

como a cooperativa, a família Roldi

cresceu e evoluiu. Com 81 anos, ‘seo’

Augustinho já não trabalha como antigamente.

A parte operacional está com

o filho João Mauricio, mas o patriarca da

família sempre faz uma coisa ou outra

como forma de se manter na atividade.

32 REVISTA

Junho/2019


JURANDA 40 ANOS

Cooperados Augustinho e Maurício Roldi.

Pai e filho, acompanharam e cresceram

junto com a Coamo em Juranda

e sistemas que melhoraram o

sistema produtivo. “As práticas

que adotávamos antigamente,

são bem diferente das de hoje.

A gente arava a terra, plantava

trigo e queimava a palhada

para deixar tudo limpo. Depois

que a Coamo chegou, fomos

adotando novas tecnologias

que impulsionaram a produção.

Seguimos todas as orientações

técnicas e produzimos cada vez

mais. Temos muito o que comemorar

e agradecer a Coamo”,

diz ‘seo’ Augustinho.

João Maurício Roldi destaca

que os benefícios e serviços

oferecidos pela Coamo foram

fundamentais na evolução de

produtividade na região de Juranda.

“Fazemos sempre a nossa

parte para alcançar boas médias.

A cooperativa oferece tudo que

precisamos desde a semente até

o recebimento da produção de

forma ágil e segura. Participamos

de dias de campo, eventos técnicos

e seguimos as orientações

dos agrônomos da Coamo que

são capacitados para prestar um

bom trabalho aos cooperados”,

observa.

Ele recorda que no começo

da Coamo em Juranda, a

produção era entregue no município,

mas que para receber o

pagamento tinha que se deslocar

até Campo Mourão. “Com

o tempo foi só melhorando e

a cooperativa trazendo tudo o

que precisávamos para produzir.

Faço tudo com a Coamo, desde

financiamentos até a entrega da

produção. Sou um cooperado

100% que valoriza a parceria.

Também temos a Credicoamo,

que é a nossa cooperativa de

crédito e onde encontro tudo

que preciso”, assinala.

O associado ressalta

que a Coamo ajudou na evolução

da atividade agrícola,

incentivando os agricultores a

investir em novas tecnologias

Augustinho e Maurício Roldi com o

engenheiro agrônomo Ronaldo Lopes Costa

Junho/2019 REVISTA 33


ESPECIAL CREDICOAMO

Credicoamo rumo aos 30 anos

Fundadores comemoram benefícios e crescimento da cooperativa de

crédito, idealizada para facilitar o trabalho do associado da Coamo

Na História, no ano 10

Em 1999, por ocasião do

seu 10º aniversário, a Credicoamo

homenageou os

cooperados fundadores e

lançou o cartão de autoatendimento,

que possibilitou

mais facilidade nas operações

com a cooperativa,

com acesso direto aos terminais

de atendimento para

saques, consultas e extratos.

Joaldo Saran tem orgulho em participar da história da Credicoamo

O

associado nº 10 da Credicoamo,

Joaldo Saran faz

questão de saudar os colegas

fundadores e parabenizar os

associados da Credicoamo. “Tenho

um orgulho imenso em fazer parte

deste grupo de 29 fundadores da

Credicoamo, foi um trabalho intenso

e não esperava que ela crescesse

tanto e ocupasse esse lugar de

destaque”, diz Saran.

No Jornal Coamo de novembro

de 1989, Joaldo Saran

comemorou a instalação da Credicoamo.

“Sem dúvida, era necessária

uma cooperativa de crédito

em função das dificuldades em se

obter empréstimos para o cultivo

das lavouras. Era chegada a hora,

decidimos e está aí”, destaca em

trecho da publicação.

Em entrevista em junho

de 2019, ele afirmou que a Credicoamo

chegou nesta posição

porque o seu presidente José

Aroldo Gallassini nasceu para

administrar cooperativas, conta

com profissionais capacitados e

promove a participação dos associados.

“Foi muito boa ideia a

criação de uma cooperativa de

crédito, que atende tudo o que

os cooperados precisam, sem

burocracia e sem necessidade

de procurar outros bancos, porque

a Credicoamo é o nosso

banco. Podemos financiar e fazer

todas as operações em um

mesmo lugar. Fico feliz em comemorar

esta data e afirmo com

alegria que sou fundador da Credicoamo

e estou na história.”

Criação do slogan

Na mesma solenidade, foi

lançado o novo slogan que

desde então, faz parte do

seu dia a dia: “O homem do

campo assina embaixo”.

34 REVISTA

Junho/2019


ESPECIAL CREDICOAMO

Tudo dentro de casa

“Na Credicoamo o atendimento

é muito bom, não tem

burocracia, os produtos e serviços

são de qualidade, aqui a gente se

sente em casa.” A afirmação é do

cooperado fundador da Credicoamo,

Martin Kaiser, titular da matrícula

nº 15.

Segundo Martin Kaiser,

trata-se de um excelente benefício

que foi criado para atender

as necessidades dos cooperados.

“É um banco completo, com tudo

o que precisamos. O cooperativismo

é muito bom e facilita a

vida de todos nós cooperados. O

atendimento é simples e eficiente,

abre no mesmo horário da Coamo

e daí a gente vai direto no caixa e

faz o que tem que fazer. Depois de

resolver tudo em casa a gente vai

cuidar das outras coisas.”

O fundador aponta um

valor para o sucesso da cooperativa

de crédito dos associados da

Martin Kaiser, fundador nº 15, destaca que a cooperativa é bem administrada

Coamo: a confiança. “Tudo o que

preciso eu encontro na Coamo e

na Credicoamo, duas cooperativas

bem administradas que têm a

confiança dos produtores. Isso é

muito importante.”

2019: Cinco mil

associados utilizam o

Internet Banking/Mobile

Sem sair de casa ou da

propriedade rural, o cooperado

está realizando transações

bancárias na Credicoamo. Isso

porque o serviço de Internet

Banking/Mobile tem toda a confiança

e segurança que o homem

do campo precisa.

Atualmente, mais de cinco

mil associados estão utilizando

esta tecnologia.

Junho/2019 REVISTA 35


CRÉDITO RURAL

Plano Safra com R$ 225 bilhões

Acima da safra passada, valores serão liberados por meio de operações de crédito

agrícola; financiamentos para agricultores familiares, médios e grandes produtores

O

governo anunciou no

dia 18 de julho durante

cerimônia no Palácio do

Planalto, a liberação de R$ 225,59

bilhões em financiamentos por

meio do Plano safra 2019/2020

para os pequenos, médios e grandes

produtores. O valor é pouco

acima dos R$ 225,3 bilhões anunciados

na safra passada. A liberação

dos recursos do plano agrícola

começará em julho e seguirá

até junho do ano que vem.

O Ministério da Agricultura

informou que as taxas de

juros, para custeio, comercialização

e industrialização, serão de:

3% e 4,6% ao ano para pequenos

produtores, participantes do Programa

Nacional de Fortalecimento

da Agricultura Familiar (Pronaf);

6% ao ano para os médios

produtores; 8% para os grandes

produtores.

Nas linhas destinadas a

investimentos, os juros cobrados

variarão de 3% a 10,5% ao ano.

ger sua atividade, assegurando

o pagamento de obrigações no

caso de quebra de safra ocasionada

por eventos climáticos ou

variação de preços.

“Toda a agricultura, independentemente

de seu porte,

desempenha papel fundamental

para garantir a nossa segurança

alimentar e de nossos 160 parceiros

comerciais. Então essa é

a primeira vez, depois de muito

tempo, que lançamos um único

Plano Safra 2019/2020

Recursos

Crédito Rural

Apoio à comercialização

PLANO SAFRA 2019/2020

222,74

(bilhões)

Plano Safra. Fato que merece

ser realçado: temos enfim uma

só agricultura alimentando com

qualidade o Brasil e o mundo”,

destacou a ministra Tereza Cristina

(Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

no anúncio, acompanhado

pelo presidente Jair

Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão,

diversos ministros, secretários

do ministério, parlamentares

e representantes dos setores

agrícola e pecuário.

2019/20 (R$)

Custeio 169,3 bilhões

Investimento 53,4 milhões

1,85 bilhões

NOVA CLASSIFICAÇÃO DE PRODUTORES

1,0 bilhões

Seguro Rural

pelo Ministério da Agricultura de acordo com

Total a renda bruta anual

225,6 bilhões

Seguro rural

Classificação

Taxa de Juros

Enquadramento

(19/20 – renda bruta)

De acordo com o governo,

o valor da chamada “subvenção”

ao seguro rural de R$ 1 bilhão

em 2019/2020, mais do que dobrou

em relação ao plano anterior.

Com isso, os produtores

terão mais ajuda para adquirir

uma apólice de seguro e prote-

Pequeno Produtor

PRONAF

Médio Produtor

PRONAMP

Grande produtor

Demais produtores

3% e 4,6% a.a Até 415 mil reais

6% a.a De 415 mil até 2 milhões

8% a.a Acima de 2 milhões

Nova classificação de produtores pelo Ministério da Agricultura de acordo com a renda bruta anual

36 REVISTA

Junho/2019


TECNOLOGIA

Cooperados por dentro da

produção das sementes Coamo

Programa da cooperativa reúne 400 associados de 30 unidades, para conhecer

modernas tecnologias e investimentos da UBS de Furnas, na região Centro do Paraná

Quando o associado de

Marilândia do Sul (Centro-Norte

do Paraná),

Alex Peloja, terminou a visita na

Unidade de Beneficiamento de

Sementes (UBS) da Coamo em

Furnas, em Manoel Ribas (Centro

do Paraná), teve a exata dimensão

do trabalho realizado pela cooperativa

na produção de um dos

insumos mais importantes para os

produtores. “É com a semente que

tudo começa. Precisamos escolher

e adquirir bem as sementes para

plantar e colher altas produtividades.

Após a aula que tivemos, fico

bem mais tranquilo, pois aprendi

muito. Conhecendo de perto

como a Coamo faz, temos mais

segurança”, explica.

Cerca de 400 cooperados

de 30 unidades participaram,

de 12 a 14 de junho, de um tour

pela UBS de Furnas fazendo parte

do Programa de Qualidade de

Sementes Coamo. O objetivo foi

apresentar as etapas da produção

de sementes de soja, as exigências

do mercado de uma forma

geral, além dos investimentos

e novas tecnologias da Coamo,

como o resfriamento dinâmico de

sementes.

O associado Domingos

Tour teve uma programação que abordou temas de interesse dos associados

Mercial, de Rancho Alegre do

Oeste (Centro-Oeste do Paraná),

agradeceu a oportunidade. “Eu

tinha muita vontade de conhecer

a UBS, só ouvia falar, vi que tem

muita diferença entre as sementes.

Quando utilizamos a tratada

industrialmente, a lavoura fica

uniforme. Foi muito bom também

conhecer o potencial e o tamanho

da Coamo na área de sementes.”

“É sempre bom ir atrás do

conhecimento que a Coamo nos

transmite. É gratificante saber que

plantamos a melhor semente”, diz

o associado Jonas Donato, de Pitanga

(Centro do Paraná).

José Antonio Sestak, de

Goioerê (Centro-Oeste do Paraná),

associado da Coamo

mais de 20 anos, não imaginava

o tamanho da UBS em Furnas. "Fiquei

impressionado com o que vi.

Chamou a atenção a maneira de

conservar e guardar a semente, e

a estrutura do resfriamento do tratamento

de sementes. Estou mais

apaixonado pela Coamo.”

Junho/2019 REVISTA 37


TECNOLOGIA

Sementes tratadas,

produtividade garantida

Cooperados conheceram tecnologia de Tratamento de Sementes Industrial (TSI)

“Quando os associados da

Coamo abastecem as máquinas

com sementes tratadas, eles levam

a solução para as propriedades.” A

afirmação é do engenheiro agrônomo

Cleber Dienes Voidelo, da

gerência de Sementes da Coamo.

Segundo Voidelo, a solução que

beneficia os produtores está relacionada

ao controle de pragas e

doenças, preocupações operacionais

e a garantia de capacidade

máxima do potencial produtivo de

acordo com a escolha das variedades.

“O associado retira a semente

que está pronta para o plantio, assim

não precisa fazer o tratamento

se expondo aos produtos químicos

e ao manuseio. A Coamo faz isso

em ambiente controlado com o máximo

de rigor por meio de tecnologias

e profissionais capacitados.”

A cooperativa vem se

atualizando com modernização

de máquinas e equipamentos

para atender às necessidades

dos seus associados. O chefe

do Laboratório de Sementes da

cooperativa, Breno Rovani afirma

que o mercado está cada vez

mais exigente e a Coamo está

acompanhando a evolução. “O

que se exige muito é a questão

da qualidade e dois aspectos: vigor

e germinação. A Coamo busca

de maneira incessante, com

tecnologias modernas e aprimoramento

gradual e contínuo, produzir

sementes com a mais alta

qualidade.”

Segundo Alexandre Bianchi,

coordenador de Fornecimento

de insumos agrícolas da Coamo,

o processo de resfriamento

dinâmico de Sementes chamou

muito a atenção dos associados

que visitaram a UBS. “É uma nova

tecnologia implantada em Furnas

e, mais recentemente, nas UBS´s

de Campo Mourão e Mamborê.

O objetivo é manter a semente

armazenada a uma temperatura

de 15º C, que é ideal para a longevidade

do produto. Este tour foi

uma oportunidade para mostrar

todo o processo de qualidade da

produção de sementes”, ressalta.

38 REVISTA

Junho/2019


TECNOLOGIA

Qualidade que brota da terra

Os cooperados da Coamo

têm a certeza de adquirir sementes

tratadas com a máxima qualidade

e origem. Assim, a segurança resulta

em credibilidade e confiança

para os associados. “A qualidade

das sementes Coamo é um fator

preponderante para a implantação

e o sucesso das lavouras, por isso, a

cooperativa faz investimentos para

produzir e fornecer sementes de

soja, trigo e aveia com alta qualidade,

vigor e poder de germinação.

É metade do sucesso da safra”,

atesta o superintendente Técnico

da Coamo, Aquiles Dias.

Dias lembra que quanto

mais o cooperado conhece a sua

cooperativa, mais participa dela.

“No caso da semente, quanto mais

os produtores conhecem o funcionamento,

a estrutura e o trabalho,

mais têm a certeza de levar para

Aquiles Dias, superintendente Técnico, na abertura de uma das turmas de associados na UBS, em Furnas (PR)

propriedade insumos que vão gerar

altas produtividades. A tecnologia

do tratamento industrial de

sementes, o TSI, é um grande serviço

que a Coamo disponibiliza ao

quadro social, fazendo com que

os associados tenham o trabalho

somente de colocar a semente direto

na plantadeira.”

Junho/2019 REVISTA 39


40 REVISTA

Junho/2019


MILHO SEGUNDA SAFRA

Cooperado Gilmar Nerci Rosler, de Nova Santa

Rosa (Oeste do Paraná), investiu mais neste ano

e conseguiu um bom resultado com o milho

Safra de encher os olhos

Movimento intenso de

colheitadeiras no campo

mostra mais uma safra

sendo colhida nas regiões

produtoras de milho

segunda safra e com boa

expectativa de produção

Já há algum tempo a segunda

safra de milho deixou

de ser apenas um complemento

à produção do cereal e

ganhou espaço importante nos

campos da produtividade. Se

antes era chamada de safrinha,

hoje já não pode se dizer o mesmo

se levar em consideração a

produtividade. O movimento intenso

de colheitadeiras no campo

mostra mais uma safra sendo

colhida nas regiões produtoras

da lavoura e com boa expectativa

de produção.

Na região Oeste do

Paraná, a colheita foi retomada

no início de junho, após ser

paralisada pelas chuvas no final

de maio. A expectativa é grande

com o cereal que toma conta das

áreas de produção. Neste ano, o

cooperado Gilmar Nerci Rosler,

de Nova Santa Rosa (Oeste do

Paraná), investiu mais e conseguiu

um bom resultado com o

milho. Ele fechou com produtividade

média de cerca de 350

sacas por alqueire na área de

38 alqueires. “As plantas semeadas

primeiro renderam menos

do que as plantadas mais tarde.

Junho/2019 REVISTA 41


MILHO SEGUNDA SAFRA

NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ, A COLHEITA FOI RETOMADA NO INÍCIO DE JUNHO,

APÓS SER PARALISADA DEVIDO AS CHUVAS QUE CAÍRAM NO FINAL DE MAIO

Fizemos uma adubação e correção

do solo buscando o máximo

em produtividade”, assinala.

De acordo com o associado,

o clima contribuiu para

o bom desenvolvimento da lavoura,

e a chuva registrada no

final de maio não prejudicou a

qualidade e a produção. “Houve

apenas uma paralisação na

colheita. Esperamos secar bem

e continuamos o trabalho”, diz

Rosler.

O cooperado recorda

que a safra de verão foi ruim

devido ao clima que derrubou

a produtividade, e a boa produção

da segunda safra de milho

dá um alívio maior no campo.

“Tivemos perdas significantes

com a soja e ficaram algumas

contas que serão quitadas com

o milho”, ressalta Rosler. Ele

acrescenta que a soja é a principal

safra, mas que o milho tem

sua importância para a geração

de renda dos agricultores.

Segundo o engenheiro

agrônomo Thiago Fabrício

Nagaoka da Silva, da Coamo

em Nova Santa Rosa, houve um

grande investimento por parte

dos cooperados com o objetivo

de altas produtividades e o resultado

foi dentro do esperado. “A

colheita está mostrando que teremos

uma boa produção, contribuindo

para o associado que

teve prejuízos com a soja. Tivemos

áreas com colheitas que não

passaram de 50 sacas por alqueire

e essa boa produtividade do

Cooperado Gilmar Nerci Rosler com o engenheiro agrônomo Thiago Fabricio Nagaoka da Silva

milho ameniza a perda de renda”,

pondera.

O agrônomo revela que as

lavouras plantadas até o dia oito

de janeiro, sofreram um pouco

mais do que as cultivadas após o

dia 15. Isso devido ao clima seco

registrado em março. “As condições

climáticas não favoreceram

o desenvolvimento da cultura e

ainda tivemos ataques de pragas

e doenças. Contudo, ainda

estávamos vendo boas produtividades.

O associado que segue

as orientações técnicas e faz um

bom investimento, acaba tendo

Irmãos João e Luiz Pavaneli acompanham a colheita com o engenheiro agrônomo Marcos Cosme de Araújo

42 REVISTA

Junho/2019


MILHO SEGUNDA SAFRA

um resultado melhor. Isso é o

que estamos vendo no campo”,

comenta Silva.

Mais investimento

João e Luiz Pavaneli são produtores

tradicionais de milho segunda safra e

investem na cultura como opção de renda

No distrito de Bandeirante

do Oeste, município de

Quarto Centenário (Centro-

-Oeste do Paraná), o sol já estava

se pondo e mais um dia

de trabalhando terminando em

uma das áreas com milho segunda

safra dos irmãos João e

Luiz Pavaneli. Foram 59 alqueires

cultivados com o cereal e

uma produtividade média de

300 sacas por alqueire. “Foi um

ano muito bom para o milho.

Plantamos um pouco mais cedo

o que nos animou para um investimento

maior e o resultado

dentro da expectativa”, observa

Luiz Pavaneli.

O associado é produtor

tradicional de milho segunda

safra. Ele ressalta que no início

da cultura não havia muito investimento

até porque faltavam linhas

de financiamentos e tinham

poucas variedades. “Com o tempo,

novas tecnologias surgiram e

elevaram a produção. Hoje não

podemos mais dizer que é uma

safrinha, é sim uma safrona, uma

safra cheia”, comemora. Porém,

ele recorda que nem sempre o

clima contribui. “Em 2018, a safra

não foi tão boa e até ficamos com

um pouco de medo de investir

neste ano. Mas, no final, acabamos

fechando com uma boa produção.”

Pavaneli destaca que a

segunda safra de milho faz parte

do sistema produtivo dos irmãos

e tem grande importância

na agregação de renda. “Sempre

buscamos novas variedades e

tecnologias que possam incrementar

a produtividade”, frisa o

associado.

Segundo o engenheiro

agrônomo Marcos Cosme de

Araújo, da Coamo em Quarto

Centenário, o bom resultado no

campo é fruto do investimento e

interesse dos associados pela segunda

safra de milho. Ele ressalta

que neste ano tudo ocorreu bem,

desde o clima até o período de

plantio, que foi antecipado. “Os

investimentos fizeram com que

as plantas alçassem todo o potencial

produtivo. É um trabalho

que vem sendo realizado a cada

ano, com adoção de novas tecnologias

e manejos adequados

na lavoura. As produtividades

vêm aumentando, gerando mais

renda e animo no campo.”

Junho/2019 REVISTA 43


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BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS

Coamo recebe “Expedição

da Agricultura para a Vida”

A

Coamo recebeu em Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), nos dias 29 e 30 de

maio, a “Expedição da Agricultura para a

Vida”, da Corteva Agriscience. Trata-se de um projeto

educacional itinerante lançado para promover as

Boas Práticas Agrícolas em cinco pilares fundamentais

na agricultura: tecnologia de aplicação, manejo

integrado de ervas daninhas, manejo integrado de

pragas, manejo integrado de doenças e exposição

do trabalhador.

Além de Campo Mourão, o projeto passou

por Toledo (Oeste do Paraná) e Mangueirinha (Sudoeste

do Paraná). As apresentações foram realizadas

por pesquisadores de várias instituições, de

forma dinâmica e interativa, em um caminhão adaptado

para receber os participantes.

O engenheiro agrônomo Alisson Augusto

Barbieri Mota, da AgroEfetiva – empresa de pesquisa

na área de tecnologia de aplicação –, explica que as

boas práticas na aplicação dos defensivos tornam a

agricultura mais sustentável, segura e economicamente

viável. “Abordamos os principais pontos para equilibrar

o uso de defensivos agrícolas. São ações que vão

desde a escolha da ponta de pulverização, conhecimento

das condições meteorológicas, equipamentos

e misturas em tanque. Tudo isso para que ocorra o mínimo

de perdas e que a aplicação seja eficiente contra

pragas, doenças ou plantas daninhas”, assinala.

Segundo o especialista na área de plantas

daninhas da Universidade de Passo Fundo (RS), engenheiro

agrônomo Mauro Antônio Rizzardi, por se

tratar de um projeto itinerante, o primeiro passo é

interagir e trocar informações com o agricultor sobre

a realidade local. “Traçamos um paralelo do que

está acontecendo e do que pode vir em termos de

espécies tolerantes ou resistentes aos herbicidas.

Colocamos alternativas para enfrentar o problema

e, acima de tudo, diminuir o processo de disseminação

ou dispersão dessas espécies nas diferentes

regiões do Brasil.”

Rizzardi observa que o principal modelo

produtivo adotado pelos agricultores é o simplista,

com repetição de culturas na mesma área ao longo

do tempo. “Os agricultores precisam diversificar as

culturas e rotacionar herbicidas. É preciso pensar o

sistema como um todo”, ressalta.

A engenheira agrônoma Simone Silva Vieira,

pesquisadora da Unesp Botucatu (SP), mostrou que

o manejo integrado de pragas e doenças deve ser

construído ao longo do tempo. “O que é feito em

uma safra influencia na outra. As boas práticas agrícolas

podem ajudar o agricultor a tirar o máximo de

proveito das ferramentas de controle”, comenta.

Conforme a pesquisadora, se o controle não

for realizado de forma eficiente as pragas que estão

em uma cultura acabam se adaptando em outra. “A

população dos insetos aumenta e se multiplica e a

mesma coisa ocorre com as doenças. A falta de manejo

em um ano pode influenciar no outro ano e,

nesse sentido, as estratégias e as boas práticas favorecem

ao longo dos anos para um bom manejo de

pragas e doenças”, diz Simone.

Junho/2019 REVISTA 45


46 REVISTA

Junho/2019


Junho/2019 REVISTA 47


RECONHECIMENTO

Luciano Dias, prefeito de Honório Serpa, José Aroldo Gallassini,

Paulo Sérgio da Silva, presidente da Câmara de Vereadores, e

Rotílio Antunes de Chaves, vereador proponente do título

Gallassini recebe título de Cidadão

Honorário de Honório Serpa

O

engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini,

idealizador e presidente

da Coamo, é o mais novo cidadão

honorário de Honório Serpa

(Sudoeste do Paraná). A sessão

solene para a entrega do título

foi realizada na noite de 04 de

junho com a presença de cooperados,

lideranças e autoridades.

"Estou feliz e honrado. A Coamo

está presente e contribuindo

para o aumento das produtividades

nas lavouras dos cooperados

em Honório Serpa há 35 anos”,

comemora Gallassini.

O homenageado lembra

o início das atividades no muni-

cípio, na safra 1983/1984. “Na

primeira safra foram recebidas

25 mil sacas de soja e milho. Na

safra 2018/2019, foram 621 mil

sacas desses produtos, com um

fornecimento de insumos de

Gallassini com vereadores e prefeito durante a sessão solene em Honório Serpa

mais de R$ 31 milhões, gerando

mais de 80 empregos, considerando

os trabalhadores efetivos,

temporários e avulsos”, ressalta.

De acordo com Gallassini,

o trabalho está sendo possí-

48 REVISTA

Junho/2019


RECONHECIMENTO

vel graças a harmonia existente

entre o quadro de cooperados,

diretoria e funcionários. “Devido

a este tripé constituído por estes

três entes, que a Coamo é impulsionada

rumo ao permanente

sucesso no cenário empresarial

brasileiro”, destaca.

Gallassini diz ainda que

se tornar cidadão honorário de

um município é gratificante, porque

tal honraria é concedida pelo

reconhecimento da população

por algum feito realizado em prol

dessa comunidade. “Ao povo de

Honório Serpa, agora meus concidadãos,

deixo o meu comprometimento

de honrar o nome do

nosso município, e a certeza de

que tudo farei para dignificar a

cidadania que tão gentilmente

me concederam. Farei de tudo,

como sempre fiz, para buscar o

crescimento contínuo de nossa

Homenageado com cooperados que prestigiaram a entrega do título

agropecuária e melhoria da qualidade

de vida da nossa sociedade

como um todo.”

O presidente da Câmara

de Vereadores, Paulo Sérgio

da Silva, destaca que a comunidade

viveu uma noite especial

e a entrega do título é um reconhecimento

a quem muito fez

pela agricultura local e, também,

nacional. "Esta noite entra para

a história de Honório Serpa. O

doutor Aroldo merece esta honraria

por tudo o que fez pelo cooperativismo

e agricultura do Brasil.

Honório Serpa mudou com a

chegada da Coamo", recorda o

vereador.

A proposição da honraria

foi do vereador e cooperado,

Rotílio Antunes de Chaves,

e aprovada por unanimidade no

Poder Legislativo. “Era um sonho

entregar esse título ao presiden-

Evandro, Gallassini e Isidoro Dalchiavon, exprefeito

de Honório Serpa e um dos incentivadores

para que a Coamo se instalasse no município

te da Coamo. Fico feliz em ver a

comunidade e cooperados participando

desse momento tão

importante para Honório Serpa.

Sou cooperado desde a chegada

da cooperativa no município

e sei da transformação e evolução

que a região passou depois

da sua instalação”, pondera.

O prefeito Luciano Dias

enaltece o trabalho da Coamo

e a liderança do homenageado.

"Trabalhei na Coamo durante

13 anos e aprendi com o doutor

Aroldo os princípios de honestidade

e transparência, valores

da cooperativa que servem para

a vida. Estou lendo o livro com

a biografia do Gallassini e vejo

grandes ensinamentos que servem

para a vida pública. Está homenagem

é um reconhecimento

para o presidente da Coamo que

é um expoente no cooperativismo

e agricultura brasileira."

O título em Honório Serpa

é o 53º recebido por Gallassini

em municípios do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul,

sem contar as honrarias em nível

estadual e nacional.

Junho/2019 REVISTA 49


CAPACITAÇÃO

Mulher Atual encerra

turma em Goioerê

Curso contou com 20

mulheres que tiveram

acesso a importantes

assuntos ligados aos

aspectos culturais,

emocionais, profissionais,

sociais e ambientais

O

dia 30 de maio ficou

marcado na vida de 20

mulheres em Goioerê

(Centro-Oeste do Paraná). Foi

a data escolhida para o último

encontro do curso Mulher Atual,

promovido pela Coamo em parceria

com o Serviço Nacional de

Aprendizagem Rural (Senar/PR).

São dez semanas de curso, onde

as participantes se conhecem,

debatem e aprendem sobre o

despertar de uma nova postura

frente a desafios pessoais, sociais

e profissionais, desenvolvendo

comportamento mais adequado

e proativo nas esferas humana,

social e econômica.

Juraci Aparecida Gastaldo

de Araújo conta que terminou

o curso já com saudades e boas

lembranças. “Não imaginava que

seria tão bom. São novos conhecimentos

que levarei para o resto

da vida”, frisa. Ela conta que com

o curso aprendeu a lidar com

situações tanto na vida pessoal

quanto na atividade rural. “Sei

que poderia fazer muito mais,

mas faltava incentivo. Com o curso,

poderei colocar em prática e

mudar a vida para melhor. São

novas situações que levei e estou

levando para a família toda. Saio

do curso outra pessoa, mais forte,

uma mulher atual para a vida

toda.”

Renata Bonadio Manhanini

Pereira relata que o curso resgatou

e despertou a vontade de

viver e de fazer mudanças. “Nos

encontros, os assuntos e temas

50 REVISTA

Junho/2019


CAPACITAÇÃO

Luciane Lousano Pimentel, instrutora do Senar/PR, coordenou o grupo nos encontros

eram apresentados de forma simples

e de fácil compreensão não

só na parte teórica como também

na prática, adequados para

a nossa realidade e experiência.”

Para ela, o curso ajuda no autoconhecimento

e a ter novos valores.

“Aprendemos que cada pessoa é

diferente e que precisamos respeitar

o espaço e limite de cada

um. Saio do curso uma outra

pessoa, com mais conhecimento

e sabendo que precisamos nos

atualizar sempre, além de trocar

informações e experiências com

as outras pessoas.”

A instrutora do Senar/

PR, Luciane Lousano Pimentel,

coordenou o grupo nos dez encontros.

“As participantes já eram

ativas e bastante participativas na

comunidade e na atividade rural.

Como resposta do curso, elas

saem mais desejosas por algo a

mais, em colocar em prática todo

conhecimento adquirido nos encontros.

Todas elas têm um grande

potencial. Podemos afirmar

que 20 novas líderes se formaram

neste curso, mulheres que deixaram

a zona de conforto em busca

de uma vida melhor”, assinala.

Juraci Aparecida Gastaldo de Araújo

"Sei que poderia fazer muito mais, mas faltava incentivo.

Com o curso, poderei colocar em prática e

mudar a vida para melhor."

Renata Bonadio Manhanini Pereira

"Nos encontros, os assuntos eram apresentados

de forma simples e de fácil compreensão não só

na parte teórica como também na prática, levando

para a nossa realidade e experiência."

Junho/2019 REVISTA 51


52 REVISTA

Junho/2019


PROMOÇÃO SOCIAL

Cursos Sociais

Os Cursos Sociais promovidos pela Coamo em parceria com o Serviço Social

de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), oferecem oportunidades

para que as cooperadas, esposas e filhas de cooperados possam se

reunir e aprender mais sobre culinária, artesanato, dentre outras atividades.

Confira nas imagens abaixo alguns dos cursos realizados pela Coamo.

Trufas e bombons, em Dois Irmãos (Oeste do Paraná)

Alimentação saudável, em Guarapuava (Centro-Sul do Paraná)

Curso de Biscuit, em Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná)

Cozinha fácil, em Janiópolis (Centro-Oeste do Paraná)

Biscoitos amanteigaidos e cookies, em Pitanga (Centro do Paraná)

Compotas e geleias, em Rancho Alegre do Oeste (Centro-Oeste do Paraná)

Bolos recheados e simples, em Santa Maria do Oeste (Centro do Paraná)

Cozinha fácil, em Juranda (Centro-Oeste do Paraná)

Junho/2019 REVISTA 53


Bolo de milho

com coco

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

Ingredientes

20 pedaços

- 1 lata de milho verde, sem água, ou

- 4 espigas de milho in natura

- 4 ovos

- 1 caixinha de creme de leite

- ½ xícara (chá) de Óleo de Soja Coamo

- ½ xícara (chá) de Margarina Família 80%

- 2 xícaras (chá) de Farinha de Trigo Coamo

- 2 xícaras (chá) de açúcar

- ½ xícara (chá) de coco seco ralado

- 1 colher (sopa) de fermento em pó

- Açúcar de confeiteiro e canela para polvilhar

Modo de preparo

No liquidificador, bata o milho com os ovos, o creme de leite,

o óleo e a margarina. Despeje em uma tigela e junte o açúcar,

a farinha, o coco e o fermento. Coloque em uma forma retangular

(28 x 18 cm) untada com margarina e polvilhada com

farinha. Asse no forno preaquecido à temperatura moderada

(180 ºC) por cerca de 50 minutos ou até que ao espetar um palito,

ele saia seco. Desenforme morno e polvilhe com o açúcar

de confeiteiro e a canela.

Dica: Experimente umedecer o bolo com 1 vidro de leite de

coco misturado com 1 colher (sopa) de açúcar e ½ lata de leite

condensado e polvilhe coco ralado seco.

54 REVISTA

Junho/2019


Muito

mais

sabor.

Acerte em cheio na escolha. Use Alimentos Coamo.

A matéria-prima direto do produtor é sua garantia de qualidade e confiança para fazer receitas com muito mais sabor.

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