2019 - Revista PME

apcomunicacao

ENTREVISTA HÉLDER PEDRO, ACAP | ESTUDO MCKINSEY O AFTERMARKET EM 2030

2019

Edição

TRIBUTAÇÃO AUTÓNOMA

O QUE DIZ A LEI

EXEMPLOS PRÁTICOS

OBSERVATÓRIO DPAI

PÓS-VENDA INDEPENDENTE

VISTO À LUPA

as melhores

Empresas

After

market

em Portugal

2018

do

INDICADORES DE EXCELÊNCIA

NÚMEROS A CRESCER

NOVOS FINANCIAMENTOS

UMA EDIÇÃO


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

TÉCNICO

SUSPENSÃO VISIBILIDADE KIT DE

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EDITORIAL

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Consulte o Estatuto Editorial

no site www.jornaldasoficinas.com

Inovação e

diferenciação

Embora o número de PME Líder e Excelência do aftermarket em 2018 se

tenha mantido estável, o volume de faturação destas empresas cresceu em

relação ao ano anterior, assim como o número de trabalhadores, o que é um

sinal positivo e traduz a capacidade de liderança e resiliência dos empresários

deste setor.

Nesta edição, voltamos a publicar o ranking das PME Líder e Excelência.

Muitas delas, se não a maioria, figuram nesta listagem há já vários anos, com ligeira oscilação

no lugar ocupado. Mas também há, felizmente, empresas que figuram pela primeira vez. Todas

estão de parabéns, pois veem realçado o esforço desenvolvido. A atribuição deste estatuto, para

além de ser uma marca de notoriedade a quem a aufere, reconhecida entre o meio empresarial,

traduz-se, entre outras vantagens, num acesso facilitado a diferentes fontes de financiamento.

Com a publicação da Revista PME, procuramos evidenciar o que, a nível empresarial, há de

mais significativo no aftermarket em Portugal. Os resultados obtidos não podem deixar de

transmitir uma elevada dose de orgulho a todos os que trabalham neste setor, independentemente

de poderem ou não contribuir para ele. O bom momento que o aftermarket atravessa

tem vindo a beneficiar dos juros baixos da banca, da retoma da economia mundial e do crescimento

acentuado do turismo. Mas todos estes fatores são de natureza externa e conjuntural.

Logo, passíveis de poderem cessar a qualquer momento menos esperado, o que aconselha a

que sejam tomadas medidas cautelares a médio e longo prazos.

As empresas têm de continuar a apostar na inovação, aproveitando o know-how adquirido,

passando-o para a economia e criando valor. É, também, necessário incentivar a colocação de

recursos humanos qualificados nas empresas, pois não há inovação sem pessoas qualificadas.

Num setor competitivo como o do pós-venda automóvel, para concorrer em mercados exigentes,

de rápida mutação e de alto valor acrescentado, a adaptabilidade e flexibilidade são, cada

vez mais, elementos de diferenciação. E trazem grande vantagem competitiva.

As oportunidades de negócio continuarão a inspirar empresários que, certamente, não deixarão

de as aproveitar, contribuindo para o reforço e modernização do aftermarket em Portugal.

Para além dos desafios que se colocam às empresas, deve prevalecer uma atitude proativa que

conduz a um progressivo reforço da sua capacidade de inovação e da sua posição competitiva

no mercado.

A aposta na inovação tem sido de forma muito determinada, aplicada na prática contínua a

sustentada. Sem inovação e diferenciação, não teríamos assistido ao crescimento das empresas

aftermarket da forma como ele ocorreu. O estatuto de PME Líder e Excelência exige elevados

níveis de desempenho em diversos domínios, que só serão alcançados com estruturas fortes,

bem organizadas e bem equipadas. Assim como com colaboradores qualificados e alinhados

com a cultura e a visão da empresa. n

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

03


ÍNDICE

06

Atualidade

Em 2018, as empresas nacionais

distinguidas como PME Excelência

alcançaram um nível histórico

08

Tributação

Autónoma

Conheça a atualização da taxa e quais os

escalões a suportar pelas organizações.

Exemplos por categorias de modelos

10

Mercado

Novos financiamentos

A boa prestação das PME continua a

estimular a economia nacional. Mas o

acesso a financiamento é fundamental

16

Ranking

Foram 61 as empresas do aftermarket

automóvel que atingiram o estatuto

máximo em 2018. Um exemplo a seguir

24

Entrevista

Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP,

analisou o mercado automóvel e apontou

as medidas que devem ser tomadas

28

Observatório DPAI

Os mais recentes dados divulgados pela

subcomissão estatística da ACAP

32

Estudo FileMaker Inc.

Filial da Apple apresentou dados curiosos

relativos a mais de 400 organizações

44

Empresas

No universo das PME Líder e Excelência,

as que se seguem estiveram em evidência

44 AleCarPeças

46 Auto Delta

48 Autozitânia

50 Filourém

52 MGM

54 Mota & Pimenta

56 Readapt

58 Servidiesel

60 Sparkes & Sparkes

62 Vicauto

64

Líder e Excelência

Aftermarket 2018

Listagens das empresas que desenvolvem

a sua atividade no setor automóvel

14

Números de excelência

Indicadores financeiros

e dados de mercado

34

ANTEVISÃO Aftermarket

em 2030

O mais recente estudo da consultora

McKinsey faz uma antevisão do que será

o mercado em 2030 e sugere que todos

os players tomem medidas pragmáticas

04 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


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ATUALIDADE PME Excelência

Número

recorde

Em 2018, as empresas nacionais classificadas como PME Excelência alcançaram um

número histórico: 2378. Mais 2.000 do que as distinguidas em 2008, ano da criação do estatuto.

Neste capítulo, o tecido empresarial luso cresce acima da média europeia

06 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


Braga

240

petente das empresas, no ano transato, é

o recorde das que foram distinguidas, em

2018, com o estatuto de PME Excelência:

2378. Um número (ainda mais) histórico

quando comparado com o registado há

uma década (2008), ano em que foi criado

o estatuto. São, hoje, mais 2.000 as

empresas que alcançaram este reconhecimento.

Em relação a 2017, a subida tam-

Aveiro

276

Distribuição geográfica das

PME Excelência

E

Em 2018, o tecido empresarial português

mostrou uma vitalidade ímpar face a anos

anteriores, com inúmeras empresas a deixarem

a sua marca. Não apenas no nosso

país, mas, também, no panorama internacional.

Prova da qualidade e da prestação com-

Lisboa

509

bém foi expressiva: mais 430. Trata-se, de

resto, do terceiro ano consecutivo em que

o número de empresas com este estatuto

aumenta.

De modo geral, todas as PME Excelência

2018 apresentaram melhores níveis de desempenho

e solidez do que as distinguidas

no ano anterior, com volumes de negócio

e resultados líquidos mais fortes, melhores

rácios de autonomia financeira, rentabilidade

e produtividade. Um dinamismo

Porto

436

empresarial que, no fundo, acaba por ser o

espelho da própria economia nacional no

exercício de 2018.

Acima da média europeia

O ciclo de crescimento das PME Excelência

nacionais, verificado, sobretudo, nos

últimos anos, coloca as empresas lusas

numa rota de crescimento superior ao da

própria média europeia. Uma tendência

ciativa Indústria 4.0, o reforço da oferta

de instrumentos financeiros, bem como

mecanismos implementados para acelerar

a disponibilização de fundos europeus às

empresas. Como resultado destas medidas,

as empresas registam, atualmente, o dobro

Faro

193

que não será alheia à recuperação de investimentos

no tecido empresarial e nos

programas de estímulos à exportação.

Em 2015, ano que marca uma acentuada

subida das PME Excelência, foram tomadas

várias medidas governamentais para

criar “tração” às empresas. São vários os

exemplos de sucesso: Programa Capitalizar,

Internacionalizar e Interface, a Inida

execução verificada durante o mesmo

período do quadro comunitário anterior.

Num mercado cada vez mais globalizado e

competitivo, as PME Excelência nacionais,

com destaque para o dinamismo das que

representam o aftermarket automóvel,

têm dado provas de competência, inovação

e capacidade para estabelecer parcerias

estratégicas com vista à otimização dos

recursos e rentabilidade da atividade. No

fundo, é o que se pretende para dinamizar

a economia portuguesa e para poder fazê-

-la crescer. n

Leiria

176

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

07


ATUALIDADE Tributação Autónoma

?


contas?

fizeram Com a Tributação Autónoma, as empresas foram obrigadas a fazer as contas.

Mais uma vez. A taxa é mais simpática para veículos com preço inferior a €25.000

ou que sejam “amigos do ambiente”

08 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


N

€25.000”, começa por explicar a lei fiscal.

Mas vai mais longe. “Quando o custo

de aquisição seja igual ou superior a

€25.000 e inferior a €35.000 a taxa de

Tributação Autónoma é de 27,5%, sendo

incrementada para 35% no caso de viaturas

com um custo de aquisição igual ou

superior a €35.000”, acrescenta o mesmo

documento.

O Peugeot 508 Business Line 1.5 BlueHDi de

130 cv, por exemplo, com preço igual ou

superior a €25.000 e inferior a €35.000, tem

uma taxa de 27,5%

No momento de escolher a composição

da frota automóvel, as empresas devem

ter em consideração não apenas as características

específicas dos modelos em

questão, nomeadamente, tudo o que seja

matéria de consumos, algo que traduzirá

em despesas recorrentes, mas, também,

aos valores da Tributação Autónoma (TA)

cobrados pelo Estado. Uma taxa criada

pelo Governo e que obriga as empresas a

redobrar as suas atenções com as frotas.

Mas de que se trata, afinal, esta taxa?

Como funciona e a quem se aplica? “A

taxa de 10% aplica-se aos encargos suportados

ou efetuados por sujeitos passivos

não isentos subjetivamente, relacionados

com viaturas ligeiras de passageiros

ou de mercadorias, motos ou motociclos

cujo valor de aquisição seja inferior a

Os veículos elétricos, híbridos ou híbridos

plug-in têm uma taxa de 5%, 10% ou 17,5%

“No caso de viaturas ligeiras de passageiros

híbridas plug-in, as taxas referidas são

reduzidas para 5%, 10% e 17,5%, respetivamente.

Nos casos de viaturas ligeiras

de passageiros movidas a GPL ou GNV,

as taxas referidas correspondem a 7,5%,

15% e 27,5% respetivamente”, refere. Um

“convite” do Estado para que as frotas a

adquirir pelas empresas sejam compostas

por veículos sustentáveis do ponto de vista

ambiental.

Acima dos €35.000, a TA ascende aos 35%

Um modelo, como o Fiat Tipo 5p Lounge Tech

1.3 Multijet de 95 cv, cujo preço seja inferior a

€25.000 tem uma taxa de 10%

Aumento chumbado

A Tributação Autónoma continua a ser

uma dor de cabeça para as empresas. Mas

poderia ser bem pior, caso o agravamento

que chegou a ser apresentado pelo Governo

tivesse sido aprovado. Em causa estavam

40 milhões de euros que esta subida

de 50% do imposto, logo no primeiro

escalão, traria para os cofres do Estado,

mas que acabaram por não figurar do

Orçamento de Estado, porventura, pela

ameaça que traria às micro e PME nacionais,

que necessitam de frotas automóveis

para desenvolver a sua atividade. n

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

09


MERCADO Novos financiamentos

Estímulos ao

sucesso

A boa prestação das PME continua a estimular a economia nacional. Mas para manter o ritmo,

aumentar as exportações e competir além-fronteiras, necessitam de conseguir aceder a financiamentos

10 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


A

A prestação notável das PME nacionais,

nos últimos anos, não deixa margens, no

entanto, para qualquer abrandar da atividade.

A competitividade, dentro e fora de

portas, continua a pautar o ritmo do sucesso.

Todos os dias. O crescimento é um

“trabalho continuamente inacabado”. Ainda

que os números sejam positivos, muitas

destas empresas – e outras que a este

estatuto pretendem chegar – continuam

a debater-se com problemas de várias ordens,

nomeadamente ao nível do financiamento,

o que impede, não raras rezes, o investimento

na produtividade. Em muitos

casos, apesar da melhoria verificada desde

2015, sobretudo, muitas empresas ainda

não recuperaram, na plenitude, os prejuízos

acumulados durante os anos de crise

económica que assolaram o país.

Para que as PME nacionais continuem a

crescer, importa que estas consigam ter

acesso a novos modelos de financiamento,

de modo a poder investir na otimização da

sua atividade e numa maior percentagem

de exportações. Ou apenas para conseguir

substituir equipamentos obsoletos, improdutivos

e com elevados custos energéticos,

para garantir uma aposta consistente na

digitalização ou ainda para incrementar

soluções de sustentabilidade ambiental da

empresa por via da reciclagem, assunto na

agenda das políticas europeias.

Ganhar músculo

Segundo dados da Central de Balanços do

Banco de Portugal (relativos a setembro de

2018), nos últimos quatro anos, assistiu-se

a uma estrutura interessante de financiamento

das PME: o seu capital próprio em

percentagem do ativo total tem vindo a

aumentar, de forma regular, passando de

34,4% para quase 38% - no início da crise

financeira, este valor cifrava-se nos 25%.

Por outro lado, verificou-se uma redução

quase idêntica dos financiamentos bancários

obtidos pelas empresas. A pressão

a que o sistema bancário foi obrigado,

durante a presença da Troika, ajudará a

explicar parte desta evolução. Mas a mudança

de estratégia empresarial também

é notória, com os gestores a recorrerem

a formas mais corretas de financiarem as

empresas.

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PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

11


MERCADO Novos financiamentos

Neste contexto, o Programa Capitalizar

(e as medidas que trouxe) parece ter tido

uma palavra a dizer. Mas outras haverá

a destacar, tais como o apoio fiscal ao

investimento em ativos fixos ou a devolução

do fundo de maneio às empresas,

como, por exemplo, o IVA alfandegário.

Se alguns modelos de financiamento contribuíram

para a boa prestação das PME

nacionais, muitos outros se perfilam no

horizonte. Seguem-se alguns exemplos.

Remuneração convencional

Promover incentivos ao financiamento

através de capitais próprios, na conversão

de suprimentos em capital, alargando o

âmbito de aplicação do regime de remuneração

convencional do capital social no

sentido de maior neutralidade no tratamento

fiscal das duas medidas de financiamento.

Por outras palavras, promover

o alargamento do regime da remuneração

convencional do capital social – já previsto

no artigo 41.° A o Estatuto dos Benefícios

Fiscais, mas alterado, de forma a abranger

as seguintes características:

1) Os aumentos de capital por conversão

de direitos de crédito de terceiros em participações

sociais;

2) Os aumentos de capital com recurso a

lucros gerados no próprio exercício, desde

que o registo do aumento de capital se

realize até à entrega da declaração anual

de rendimentos relativa ao exercício em

questão.

Com estas medidas, os incentivos reforçariam

os níveis de capitais próprios das

empresas pelos seus sócios ou terceiros,

atenuando o “favor” que, tradicionalmente,

o sistema fiscal atribui ao financiamento

por dívida. Os benefícios são de

duas ordens. Primeiro: permitem que o

benefício atualmente reconhecido às empresas,

em sede de IRC, no caso em que

os créditos dos sócios sejam convertidos

em capital, seja igualmente reconhecido

e aplicável nas situações em que terceiros

aceitem a conversão dos seus créditos.

Segundo: incentivam as empresas a reter

lucros para reforço dos seus capitais

próprios. Até aqui, os lucros que fossem

reinvestidos, desta forma, seriam tributados,

bem como o que fosse distribuído

pelos sócios.

Dinamização do mercado

Em perspetiva, está ainda o lançamento

de um programa de capacitação de empresas

para o mercado de capitais, designado

Finance for Growth (FFG), uma medida

inspirada em experiências de sucesso realizadas

em Itália e na Irlanda. Dinamizado

pela Associação Empresarial de Portugal

(AEP) e pela Associação Industrial Portuguesa

(AIP) e cofinanciado pelo Compete

2020, através do Portugal 2020 e com o

apoio da Caixa Geral de Depósitos, trata-

-se de uma medida que pretende estimular

a Inovação, a Estratégia e o Financiamento,

áreas cruciais para as empresas no atual

contexto globalizado dos mercados.

De salientar também a criação de um instrumento

de grande utilidade para as empresas:

os Certificados de Dívida de Curto

Prazo, destinados ao financiamento de necessidades

de tesouraria de curto e médio

prazos, nomeadamente no caso daquelas

que exercem uma atividade exportadora.

O objetivo é criar condições para que estas

sejam elegíveis para aplicações de carteiras

de Fundos de Investimento e diversifiquem

as suas alternativas de financiamento. n

12 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


Mercado pme em números

Indicadores positivos

para PME nacionais

Os indicadores das PME nacionais são positivos. O tecido empresarial do setor está a

dar mostras de eficácia e dinamismo. Exemplo disso é que, das 2.378 PME Excelência

distinguidas em 2018, 61 delas pertence ao aftermarket automóvel

A

A atividade das PME nacionais tem sido

frenética. Sobretudo, nos últimos tempos,

revelando estas uma forte ambição inter-

nacional, provando que não é fechando o

negócio dentro das próprias fronteiras que

se constroem organizações de sucesso a nível

global. Basta referir, a propósito, que,

entre 2016 e 2018, os índices de exportação

destas mesmas empresas subiu na ordem

dos 28%. Um crescimento que é bastante

significativo e revelador do seu

dinamismo. Além disso (e, também, por

esse motivo), o volume de negócios das

PME, dentro deste mesmo período tempo-

ral, aumentou 42%. De resto, o próprio

crescimento do número de empresas distinguidas

como PME Excelência é elucidativo.

Em 2015, estas não passavam de

1.509, sendo que, em 2018, ascendem já a

2.378. Refira-se ainda que, deste universo,

61 tratam-se de empresas pertencentes ao

aftermarket automóvel. Setor que, neste

cenário, dá, também ele, provas de que

tem sabido reinvetar-se, investir de forma

competente e inovar na sua atividade. n

14 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


EXPORTAÇÕES

2016 a 2018

+28%

VOLUME DE

NEGÓCIOS

2016 a 2018

+42%

NÚMERO DE EMPRESAS PME EXCELÊNCIA

376

1.105 1.411 1.314

1.103

1.850

1.509

1.786

1.949

2.378

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

EVOLUÇÃO PME EXCELÊNCIA

2500

2000

1.786 1.949 2.378

1500

1.509

1.652

1000

1.029

1.225 1.336

500

423 466 518 604

0

57

95 95 122

2015 2016 2017 2018

Pequenas Médias Micro Total

CRESCIMENTO DA

ESTRUTURA FINANCEIRA

2018

(2.378 empresas)

2017

(1.949 Empresas)

2016

(1.786 Empresas)

8000

6000

4000

2000

0

CAPITAL

PRÓPRIO

ATIVO EBITDA

DADOS FINANCEIROS PME EXCELÊNCIA RÁCIO/MÉDIA

AUTONOMIA

FINANCEIRA

60,0 27,6 19,2 25,3

59,9 27,2 19,8 25,1

57,8 27,0 19,9 24,5

RENTABILIDADE

LÍQUIDA DO

CAPITAL PRÓPRIO

EBITDA/VOLUME

DE NEGÓCIOS

EBITDA/ATIVO

2016

(1.786

Empresas)

2017

(1.949

Empresas)

2018

(2.378

Empresas)

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

15


RANKING PME EXCELÊNCIA 2018

Em busca da

perfeição

Implementado há 10 anos, o estatuto de PME Excelência confere uma notoriedade

acrescida às melhores empresas do aftermarket nacional, reconhecendo os seus elevados níveis

de desempenho e a excelência dos seus recursos humanos

16 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


Portugal 2020

O Governo reconhece a importância das

PME para a economia nacional e tem criado

instrumentos que ajudam ao seu desenvolvimento

e crescimento. É o caso da

nova geração de fundos vindos do Portugal

2020, no valor de 2,4 mil milhões de euros

em fundos para empresas (632 milhões de

euros num total alavancado de cinco mil

milhões de euros). O novo modelo de financiamento

às empresas vai permitir alavancar

os recursos e recorrer em simultâneo

à banca (recursos privados), de modo

a manter o mesmo apoio às empresas com

menos recursos públicos.

São 14 os bancos que passam a ser uma

peça chave no processo de atribuição de

fundos comunitários, na medida em que

serão eles a avaliar o risco financeiro e

económico da empresa e do investimento.

Agora, os empresários não têm quaisquer

encargos financeiros relativamente à

parte do incentivo proveniente do banco.

Os incentivos previstos no Portugal 2020

visam, principalmente, o aumento de produtividade

e competitividade, tendo como

QUANDO SE ATINGE DETERMINADO NÍVEL,

SURGE IMEDIATAMENTE A NECESSIDADE

DE SUBIR DE PATAMAR

E

Em 2018, foram distinguidas 2.378 empresas

em Portugal com o estatuto de PME Excelência.

Destas, 61 são empresas da área do

aftermarket. É de enaltecer e saudar todos

estes empresários, que, fiéis às suas convicções,

criam e desenvolvem, diariamente,

soluções para as múltiplas dificuldades que

enfrentam. É mais do que justo, por isso,

reconhecer as melhores entre as melhores,

aquelas que, por atingirem patamares de

excelência em vários parâmetros, foram

distinguidas em 2018 com o estatuto de

PME Excelência. É o que fazemos nas páginas

seguintes, com a publicação do ranking

de todas as empresas do aftermarket que

foram distinguidas com este estatuto.

Exibir o selo de PME Excelência, para além

de certificar as empresas pelas melhores

práticas, constitui, igualmente, um forte

incentivo para os empresários continuarem

na senda da inovação e na procura de melhorar,

cada vez mais, os produtos e serviços

que oferecem aos clientes.

O estatuto de Excelência requer o cumprimento

de apertados requisitos financeiros,

a apresentação de estratégias competitivas

e de crescimento, bem como elevados níveis

de rating atribuídos pelos bancos. Fruto da

evolução positiva da economia portuguesa,

são cada vez mais as empresas merecedoras

desta distinção de sustentabilidade e solidez,

atribuída pelo IAPMEI em parceria

com 10 bancos a operar em Portugal.

Definir o conceito

A excelência empresarial é definida como

o nível de organização alcançado por uma

empresa que tem resultados satisfatórios,

sejam eles económicos, produtivos ou sociais,

sendo reconhecidamente competente

pela sociedade e pelo mercado. Embora não

exista uma organização perfeita, do mesmo

modo que o ser humano perfeito não existe,

há um conceito de empresa excelente,

que funciona dentro de determinados

parâmetros. E a busca pela excelência

deve ser entendida como a preocupação

constante pela melhoria da organização. As

PME que buscam a excelência são aquelas

cujas estratégias de crescimento e de reforço

da sua base competitiva assentam no

difícil equilíbrio entre a valorização do seu

capital humano, a atenção que dedicam ao

desenvolvimento de novos produtos e serviços

e a capacidade que demonstram em

adaptar-se a um mundo dinâmico e em

constante mudança.

prioridade o apoio a investimentos das

empresas de produção de serviços transacionáveis,

como é o caso das empresas do

pós-venda automóvel. O projeto de candidatura

das empresas aos fundos disponíveis

no Portugal 2020, irá reforçar a sua

capitação empresarial através da inovação

organizacional, aplicando novos métodos

e processos organizacionais e incrementando

a flexibilidade e a capacidade de

resposta no mercado, com recurso a investimentos

na área da competitividade,

nomeadamente a implementação e certificação

de sistemas de gestão, reforço de

gestão estratégica da empresa, inovação

digital, desenvolvimento de serviços e processos.

Portanto, o caminho será começar de

imediato a construir projetos, para além

de 2020, estruturando-os e alicerçando-

-os em áreas de interesse, que conduzam

ao real desenvolvimento das empresas. É

importante que os novos programas d e

apoio envolvam cada vez mais as pessoas,

já que serão estas que melhor identificarão

as lacunas, vontades e oportunidades. n

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

17


RANKING PME EXCELÊNCIA 2018

Nº EMPRESA DISTRITO VOLUME

NEGÓCIOS

2017

18 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

ATIVO

2017

AUTONOMIA

FINANCEIRA

RESULTADO

LIQUÍDO

2017

CAPITAL

PRÓPRIO

2017

1 José Aniceto & Irmão, Lda. Cantanhede 33 412 23 753 77,4 3 498 18 383 19,0

2 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. Lisboa 32 677 28 178 45,3 2 359 12 763 18,5

3 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. Leiria 22 608 15 743 69,4 1 699 10 925 15,6

4 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. Braga 13 222 12 937 66,5 1 105 8 600 12,8

5 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. Proença-a-Nova 12 436 13 395 67,0 1 186 8 975 13,2

6 Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda. Lisboa 10 874 7 733 44,5 467 3 444 13,6

7 Motorbus - Reparações e Peças Auto, Lda. Porto 9 729 7 078 58,2 688 4 117 16,7

8 Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda. Faro 9 083 5 419 64,4 785 3 488 22,5

9 Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A. Leiria 8 565 6 639 46,3 538 3 077 17,5

10 Rodapeças - Pneus e Peças, S.A. Aveiro 7 437 4 424 47,3 362 2 092 17,3

11 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. Braga 7 072 3 708 59,9 903 2 222 40,6

12 Alecarpeças - Acessórios de Automóveis, Lda. Lisboa 7 005 3 603 46,1 365 1 660 22,0

13 Isuvol - Importação e Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda. Santarém 6 717 5 095 51,7 425 2 636 16,1

14 Europe Rubber Tree -Tires, Lda. Lisboa 6 556 3 032 50,2 745 1 522 48,9

15 Carsistema Portugal, Representações, S.A. Coimbra 6 171 4 807 43,0 342 2 066 16,6

16 Travocar - Lubrificantes Águeda 6 153 4 779 52,2 341 2 495 13,7

17 Sintética, Lda. Ovar 5 767 3 299 61,8 576 2 039 28,2

18 Portepim - Sociedade de Representações, S.A. Coimbra 5 752 6 233 71,4 571 4 453 12,8

19 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. Porto 5 034 4 953 81,1 780 4 018 19,4

20 Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Químicos, Lda. Aveiro 5 033 6 009 74,1 674 4 451 15,1

21 Adelino Pedro - Comércio de Peças Automóvel, Lda. Açores 4 821 3 178 50,2 336 1 594 21,1

22 Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda. Vila Real 4 033 3 493 76,6 429 2 676 16,0

23 Tecniamper - Comércio e Reparação de Veículos e Peças, Lda. Lisboa 4 025 5 506 62,6 588 3 446 17,1

24 Auto Torre da Marinha - Com. e Peças para Veículos Automoveis, Lda. Setúbal 4 015 3 089 45,2 312 1 397 22,3

25 Empilhapeças - Com. de Peças e Componentes para Empilhadores, Lda. Porto 3 945 3 420 54,2 238 1 855 12,8

26 J. F. de Oliveira - Importação e Exportação Lda. Lisboa 3 816 2 571 68,5 312 1 761 17,7

27 Arnaldo & Berenguer, Lda. (Vulcanizadora 25 de Abril) Funchal 3 728 3 817 68,6 340 2 620 13,0

28 Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores) Porto 3 613 4 608 89,0 746 4 101 18,2

29 J. Alves-Oficinas Auto, Lda. Porto 3 447 2 057 68,4 441 1 407 31,3

30 Mondegopeça - Comércio de Acessórios para Automóveis, Lda. Coimbra 3 257 2 275 46,4 161 1 056 15,2

31 Macos Extras e Acessórios para Automóveis, Lda. Porto 3 208 3 104 81,1 358 2 518 14,2

32 Servidiese l- Rep. e Com. de Bombas Injec. e Turbocompressores, Lda. Lisboa 3 137 1 540 54,7 137 843 16,3

33 ELPS, Lda. Madeira 2 776 1 803 39,1 165 705 23,4

34 Via Pesados - Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda. Viana do Castelo 2 688 1 877 42,4 144 796 18,1

35 Fluxoimpor, Lda. Porto 2 549 2 215 68,8 289 1 523 19,0

36 MCS - Peças e Acessorios para Automoveis e Camiões, Unipessoal, Lda. Lisboa 2 444 1 489 44,8 189 667 28,3

37 Electro - Marques - Reparações Eléctricas Auto, Lda. Santarém 2 416 1 762 75,4 246 1 328 18,5

38 Gulosipeças - Peças e Acessórios Auto, Lda. Viana do Castelo 2 361 1 674 41,6 148 696 21,3

39 Auto Duque - Oficinas de Reparações Automóveis, Lda. Porto 2 224 1 424 39,4 81 561 14,4

40 DMS-Trucks, Lda. Leiria 2 189 3 028 89,5 432 2 711 15,9

41 M.C.D. Garcia, Lda. Lisboa 2 154 1 043 78,9 187 823 22,7

42 Rugempeças, Lda. Lisboa 2 081 1 175 86,6 200 1 017 19,7

43 Simporal. soc. Importadora de Peças para Automóveis, Lda. Lisboa 1 974 1 243 49,7 115 618 18,6

44 Sotinar Porto - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. Porto 1 955 1 142 47,5 124 543 22,8

45 Viamorim - Comércio de Automóveis e Acessórios, Lda. Porto 1 873 913 46,2 92 422 21,8

46 Motorbest Algarve, Lda. Faro 1 717 878 57,7 117 507 23,1

47 Canfer - Peças e Acessórios Auto Lda. Lisboa 1 658 1 392 56,0 114 779 14,6

48 Turbotest, Lda. Braga 1 614 1 218 52,3 96 637 15,1

49 Dadicauto - Comércio e Reparação de Automóveis Lda. Faro 1 603 1 276 41,8 154 534 28,8

50 Sotinar Dois - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. Aveiro 1 603 1 530 74,0 166 1 132 14,7

51 M.A.E. - Peças para Automóveis Lda. Santarém 1 593 1 241 69,5 134 862 15,5

52 RAF Portugal, Lda. Leiria 1 568 1 078 77,8 113 839 13,5

53 Darquepeças - Comércio de Peças e Acessórios, Unipessoal, Lda. Viana do Castelo 1 565 1 275 57,9 164 738 22,2

54 Comercialpeças - Mário de Almeida & Martins, Lda. Porto 1 509 1 695 47,4 146 803 18,2

55 Mário Santos Silva - Manutenção e Rep.de Veículos Automóveis Lda. Leiria 1 504 1 254 62,3 131 781 16,8

56 Autojofer, Comércio e Reparação de Automóveis Lda. Lisboa 1 300 730 41,5 90 303 29,7

57 Station Viana - Centro de Manutençãde Veículos Viana do Castelo 1 254 554 52,9 104 293 35,5

58 Sobrais - Fábrica Radiadores e Componentes Térmicos, Lda. Coimbra 1 193 970 48,8 123 473 26,0

59 Arenes Car - Reparação e Comércio de Automóveis Lda. Lisboa 1 130 862 74,2 103 640 16,1

60 Auto Carapelhos, Lda. Coimbra 1 115 874 64,1 96 560 17,1

61 Jorge Ferreira Rodrigues - Parts Unipessoal, Lda. Leiria 1 102 518 49,8 64 258 24,8

62 Scancar - Comércio e Reparação de Veículos, Lda. Castelo Branco 1 021 1 107 79,2 110 877 12,5

RENTABILIDADE

CAP. PRÓP.


VALOR

ACRESCENTADO

BRUTO 2017

CRESCIMENTO

VOL. NEG.

CRESCIMENTO

LUCROS

ENDIVIDAMENTO

Nº TRABALHADORES

2017

PASSIVO SOLVABILIDADE PRODUTIVIDADE RENTABILIDADE

VOL.NEG.

RENTABILIDADE

ATIVO

5 196 6,8 23,8 23 45 5 370 3,4 742,5 10,5 14,7 1,4

6 376 17,9 20,9 55 84 15 415 0,8 389,0 7,2 8,4 1,2

4 521 10,3 -12,7 31 89 4 818 2,3 254,0 7,5 10,8 1,4

2 579 5,3 8,2 34 53 4 337 2,0 249,5 8,4 8,5 1,0

2 743 14,6 41,7 33 72 4 420 2,0 172,7 9,5 8,9 0,9

1 558 32,9 139,5 55 25 4 289 0,8 435,0 4,3 6,0 1,4

1 545 20,0 1,8 42 22 2 961 1,4 442,2 7,1 9,7 1,4

2 563 16,1 18,6 36 62 1 931 1,8 146,5 8,6 14,5 1,7

3 884 6,3 49,9 54 121 3 562 0,9 70,8 6,3 8,1 1,3

1 823 7,8 53,4 53 73 2 332 0,9 101,9 4,9 8,2 1,7

1 600 44,7 13,7 40 15 1 486 1,5 471,5 12,8 24,4 1,9

1 172 25,9 26,3 54 34 1 943 0,9 206,0 5,2 10,1 1,9

1 742 15,8 7,3 48 48 2 459 1,1 139,9 6,3 8,3 1,3

1 058 - - 50 13 1 510 1,0 504,3 11,4 24,6 2,2

1 085 8,0 16,7 57 11 2 741 0,8 561,0 5,5 7,1 1,3

1 146 8,9 42,7 48 18 2 284 1,1 341,8 5,5 7,1 1,3

1 372 10,6 31,5 38 20 1 260 1,6 288,4 10,0 17,5 1,7

1 827 18,2 1 259,5 29 8 1 780 2,5 719,0 9,9 9,2 0,9

1 544 13,8 39,8 19 23 935 4,3 218,9 15,5 15,7 1,0

1 417 6,5 64,0 26 22 1 558 2,9 228,8 13,4 11,2 0,8

1 006 5,2 -9,7 50 28 1 584 1,0 172,2 7,0 10,6 1,5

900 19,1 -1,2 23 18 817 3,3 224,1 10,6 12,3 1,2

1 265 18,0 64,2 37 14 2 060 1,7 287,5 14,6 10,7 0,7

967 9,5 17,3 55 23 1 692 0,8 174,6 7,8 10,1 1,3

572 6,8 -0,4 46 8 1 565 1,2 493,1 6,0 7,0 1,2

810 5,1 -3,1 32 26 810 2,2 146,8 8,2 12,1 1,5

1 053 0,0 277,8 31 48 1 197 2,2 77,7 9,1 8,9 1,0

1 595 1,8 23,3 11 28 507 8,1 129,0 20,6 16,2 0,8

1 549 7,3 40,0 32 65 650 2,2 53,0 12,8 21,4 1,7

757 23,0 27,8 54 25 1 219 0,9 130,3 4,9 7,1 1,4

901 0,8 3,5 19 23 586 4,3 139,5 11,2 11,5 1,0

1 206 11,7 75,6 45 44 697 1,2 71,3 4,4 8,9 2,0

526 13,7 32,0 61 15 1 098 0,6 185,1 5,9 9,2 1,5

599 7,2 48,5 58 10 1 081 0,7 268,8 5,4 7,7 1,4

705 0,8 -8,8 31 14 692 2,2 182,1 11,3 13,0 1,2

623 8,0 1,1 55 18 822 0,8 135,8 7,7 12,7 1,6

1 069 13,3 20,0 25 33 434 3,1 73,2 10,2 14,0 1,4

542 1,8 5,7 58 19 978 0,7 124,3 6,3 8,8 1,4

741 25,4 15,7 61 32 863 0,7 69,5 3,6 5,7 1,6

1 008 1,6 0,5 10 13 317 8,6 168,4 19,7 14,3 0,7

478 9,9 31,7 21 12 220 3,7 179,5 8,7 17,9 2,1

485 12,0 10,5 13 16 158 6,4 130,1 9,6 17,0 1,8

680 6,9 2,7 50 15 625 1,0 131,6 5,8 9,3 1,6

489 14,8 34,8 52 11 599 0,9 177,7 6,3 10,9 1,7

384 21,0 22,7 54 11 491 0,9 170,3 4,9 10,1 2,1

750 12,3 82,8 42 14 371 1,4 122,6 6,8 13,3 2,0

607 54,5 21,3 44 14 613 1,3 118,4 6,9 8,2 1,2

532 0,4 24,7 48 28 581 1,1 57,6 5,9 7,9 1,3

629 20,7 20,3 58 21 742 0,7 76,3 9,6 12,1 1,3

495 10,3 137,1 26 9 398 2,8 178,1 10,4 10,8 1,0

484 28,8 67,5 31 11 379 2,3 144,8 8,4 10,8 1,3

353 2,0 -8,9 22 10 239 3,5 156,8 7,2 10,5 1,5

476 7,3 156,3 42 11 537 1,4 142,3 10,5 12,9 1,2

386 12,9 49,0 53 10 892 0,9 150,9 9,7 8,6 0,9

669 5,6 -22,0 38 18 473 1,7 83,6 8,7 10,4 1,2

580 27,0 233,3 58 20 427 0,7 65,0 6,9 12,3 1,8

442 1,1 70,5 47 14 261 1,1 89,6 8,3 18,8 2,3

633 0,3 -39,7 51 20 497 1,0 59,7 10,3 12,7 1,2

372 5,0 -6,4 26 10 222 2,9 113,0 9,1 11,9 1,3

271 9,5 5,5 36 13 314 1,8 85,8 8,6 11,0 1,3

263 6,9 -15,8 50 9 260 1,0 122,4 5,8 12,4 2,1

442 1,0 -14,1 21 12 230 3,8 85,1 10,8 9,9 0,9

ROTAÇÃO

ACTIVO

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

19


TOP 10 PME EXCELÊNCIA

METODOLOGIA

DOS CRITÉRIOS AVALIADOS

AS MELHORES POR CRITÉRIOS

Elevados níveis

de desempenho

Os rácios e indicadores que fazem o retrato económico e financeiro

das PME Excelência do aftermarket, bem como a avaliação da sua

performance, servem de base à escolha das melhores empresas

por critérios

As melhores empresas por critérios resultam

da aplicação de uma metodologia rigorosa

na recolha e análise de dados por parte

da IF4, empresa responsável pelo estudo

Em parceria com o Jornal das Oficinas, foi

selecionado um conjunto de indicadores e

rácios económicos-financeiros que permitem

avaliar o desempenho de cada uma

das empresas PME Excelência do aftermarket.

A inclusão neste ranking pressupõe

que as empresas tenham entregue a informação

financeira individual, referente ao

último ano fiscal disponível.

Os rácios escolhidos nesta avaliação permitem

fazer um retrato das principais empresas.

A descrição que fazemos a seguir

dos termos técnicos utilizados permite que

o leitor fique a conhecer o que significam,

como se calculam e como se interpretam

os indicadores e rácios utilizados, que tanto

são de natureza quantitativa como de

índole qualitativa.

Ativo Líquido

Valor dos recursos à disposição da empresa.

Corresponde ao valor dos ativos correntes

e não correntes líquidos de depreciações,

amortizações e ajustamentos.

Autonomia Financeira

É um indicador do equilíbrio financeiro da

empresa, já que mede o grau de financiamento

do ativo pelos capitais próprios.

Calculada pelo quociente entre os capitais

próprios e o ativo total líquido. Indica o

peso dos capitais próprios no financiamento

da empresa e complementa o rácio

de endividamento.

P

Para fazer a avaliação do TOP 10 Excelência,

a empresa de estudos de mercado IF4

utilizou um conjunto de indicadores e rácios

económico-financeiros. Os critérios

que estão na base da escolha das melhores

empresas PME Excelência do aftermarket

são os que publicamos nos quadros a seguir.

A opção por este grupo de critérios radica

no facto de, em conjunto, permitir avaliar

a contribuição das empresas para a econo-

mia, verificar o seu dinamismo, medir a

sua rentabilidade e compreender o equilíbrio

financeiro, que são condições necessárias

para garantir o futuro do negócio. Para

medir o dinamismo, recorremos ao crescimento

de vendas verificado no último exercício.

Para averiguar a consistência deste

crescimento, considerou-se, também, o

crescimento dos resultados líquidos. O

equilíbrio financeiro, que é um fator de

grande importância, é testado através dos

rácios da liquidez geral e da solvabilidade. O

primeiro destes rácios permite avaliar se a

empresa conseguirá mobilizar, em tempo

útil, recursos suficientes para satisfazer os

seus compromissos de curto prazo, enquanto

o segundo nos diz se o passivo tem ou não

uma adequada cobertura do capital próprio.

Capital Próprio

Valor calculado pela soma do capital das

ações próprias, das prestações suplementares

e/ou acessórias, dos prémios de emissão

de ações/quotas, dos ajustamentos de partes

de capital, das reservas, dos resultados transitados

e do resultado líquido do exercício.

Crescimento do Volume

de Negócios

Critério essencial para avaliar o dinamismo

e a eficácia da empresa em tempo de crise.

Calculado com o aumento das vendas e

prestações de serviços entre o exercício corrente

e o anterior. Valores positivos indicam

crescimento das vendas, dinamismo empresarial

e conquista de novos clientes ou

quotas de mercado.

Endividamento

Relação entre passivo e ativo líquidos.

20 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


Mede a participação de capitais alheios no

financiamento. Quando superior a 100,

considera-se situação de falência técnica. É

complementar ao rácio de autonomia financeira.

Número de Trabalhadores

Indicador que dá sinais para a expansão futura

da empresa. Em tempo de crise, a manutenção

do emprego já pode ser considerado

um resultado ambicioso face à onda de

encerramentos e dispensas de pessoal. O

dado indicado refere-se ao número de funcionários

ao serviço da empresa em 31 de

dezembro de 2017 e serve para o cálculo da

produtividade do trabalho.

Passivo

Valor dos passivos correntes e não correntes

da empresa. Pode ser obtido subtraindo

o capital próprio do ativo líquido.

Produtividade Real

Valor da contribuição do trabalhador para o

volume de negócios da empresa. Mede a eficiência

da empresa na utilização dos seus

recursos humanos, representando os valores

mais elevados maior produtividade.

Comparações entre a produtividade de empresas

de diferentes setores devem ser feitas

com precaução, tal como comparações de

produtividade entre setores de atividade diferentes.

Por exemplo, uma indústria de

capital intensivo terá, em condições normais,

uma produtividade do trabalho superior

a uma de mão de obra intensiva.

Rentabilidade do Ativo

Líquido

Mede a capacidade dos ativos da entidade

em gerar retorno financeiro. O cálculo é

efetuado dividindo os resultados líquidos

pelo valor líquido dos ativos da entidade,

expresso em percentagem. Um resultado

elevado significa que os ativos da entidade

têm elevada capacidade para gerarem retorno

financeiro.

Rentabilidade dos Capitais

Próprios

Mede a capacidade dos capitais próprios da

entidade em gerar retorno financeiro. Assumindo

que os capitais próprios da entidade

representam a sua situação patrimonial líquida,

isto é, o seu valor contabilístico, pode

considerar-se a rendibilidade do capital

próprio como sendo a rendibilidade da entidade.

O cálculo é efetuado dividindo os

resultados líquidos pelo valor dos capitais

próprios da entidade.

Rentabilidade das Vendas

Mede a capacidade da entidade para gerar

resultado líquido a partir das vendas e outros

proveitos de exploração, apresentando

o resultado obtido pela entidade para cada

unidade monetária de vendas.

Valor Acrescentado Bruto

Calculado mediante a soma das vendas e

das prestações de serviços, trabalhos para

a própria empresa, variação de produção,

subsídios destinados à exploração e receitas

suplementares, menos consumos intermédios

e fornecimentos e serviços externos.

SER LÍDER É UMA AMBIÇÃO DE TODAS AS EMPRESAS,

MAS APENAS UMA ELITE CONSEGUE CONTRIBUIR,

VERDADEIRAMENTE E DE FORMA DETERMINANTE,

PARA O DESENVOLVIMENTO DESTE SETOR

n. 0 empresa ativo líquido

1 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 28 178

2 José Aniceto & Irmão, Lda. 23 753

3 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. 15 743

4 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. 13 395

5 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. 12 937

6 Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda. 7 733

7 Motorbus - Reparações e Peças Auto, Lda. 7 078

8 Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A. 6 639

9 Portepim-Sociedade de Representações, S.A. 6 233

10 Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Quimicos, Lda 6 009

n. 0 empresa resultados líquidos / lucro

1 José Aniceto & Irmão, Lda. 3 498

2 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 2 359

3 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. 1 699

4 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. 1 186

5 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. 1 105

6 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 903

7 Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda. 785

8 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 780

9 Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores) 746

10 Europe Rubber Tree - Tires, Lda. 745

n. 0 empresa rentabilidade capital próprio

1 Europe Rubber Tree-Tires, Lda. 48,9

2 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 40,6

3 Station Viana-Centro de Manutençãde Veículos 35,5

4 J. Alves - Oficinas Auto, Lda. 31,3

5 Autojofer, Comércio e Reparação de Automóveis Lda 29,7

6 Dadicauto - Comércio e Reparação de Automóveis Lda 28,8

7 MCS - Peças e Acessorios para Automoveis e Camiões, Unipessoal, Lda 28,3

8 Sintética, Lda. 28,2

9 Sobrais - Fábrica Radiadores e Componentes Térmicos, Lda. 26,0

10 Jorge Ferreira Rodrigues - Parts Unipessoal, Lda. 24,8

n. 0 empresa autonomia financeira

1 DMS - Trucks, Lda. 89,5

2 Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores) 89,0

3 Rugempeças, Lda 86,6

4 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 81,1

5 Macos Extras e Acessórios para Automóveis, Lda. 81,1

6 Scancar - Comércio e Reparação de Veículos, Lda. 79,2

7 M.C.D. Garcia, Lda 78,9

8 RAF Portugal, Lda. 77,8

9 José Aniceto & Irmão, Lda. 77,4

10 Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda. 76,6

n. 0 empresa capital próprio

1 José Aniceto & Irmão, Lda. 18 383

2 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 12 763

3 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. 10 925

4 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. 8 975

5 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. 8 600

6 Portepim - Sociedade de Representações, S.A. 4 453

7 Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Quimicos, Lda. 4 451

8 Motorbus - Reparações e Peças Auto, Lda. 4 117

9 Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores) 4 101

10 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 4 018

n. 0 empresa valor acrescentado bruto

1 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 6 376

2 José Aniceto & Irmão, Lda. 5 196

3 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. 4 521

4 Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A. 3 884

5 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. 2 743

6 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. 2 579

7 Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda. 2 563

8 Portepim - Sociedade de Representações, S.A. 1 827

9 Rodapeças - Pneus e Peças, S.A 1 823

10 Isuvol - Import. e Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda. 1 742

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

21


TOP 10 PME EXCELÊNCIA

Resultados Líquidos/Lucros

Corresponde ao lucro (ou prejuízo) de

uma empresa, num determinado período

de tempo. Geralmente, o exercício económico

coincide com o ano civil. Considera-

-se o valor líquido de impostos.

Rotação do Ativo

Vendas a dividir pelo ativo líquido. Mede o

grau de eficiência na utilização dos recursos.

Solvabilidade

Expressa a capacidade da entidade para satisfazer

os compromissos com terceiros, à

medida que estes vão vencendo. Valores superiores

a 1, indicam que o património da

entidade é suficiente para cobrir todas as

suas dívidas, dizendo-se, assim, que a empresa

é solvente. n

n. 0 empresa crescimento volume negócios

1 Canfer - Peças e Acessórios Auto Lda. 54,5

2 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 44,7

3 Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda. 32,9

4 M.A.E. - Peças Para Automóveis Lda. 28,8

5 Autojofer, Comércio e Reparação de Automóveis Lda. 27,0

6 Alecarpeças - Acessórios de Automóveis, Lda. 25,9

7 Auto Duque - Oficinas de Reparações Automóveis, Lda. 25,4

8 Mondegopeças - Comércio de Acessórios Para Automóveis, Lda. 23,0

9 Viamorim - Comércio de Automóveis e Acessórios, Lda. 21,0

10 Dadicauto - Comércio e Reparação de Automóveis Lda. 20,7

n. 0 empresa crescimento resultados líquidos / lucros

1 Portepim - Sociedade de Representações, S.A. 1 259,5

2 Arnaldo & Berenguer, Lda. (Vulcanizadora 25 de Abril) 277,8

3 Autojofer, Comércio e Reparação de Automóveis Lda. 233,3

4 Darquepeças - Comércio de Peças e Acessórios, Unipessoal, Lda. 156,3

5 Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda. 139,5

6 Sotinar Dois - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda. 137,1

7 Motorbest Algarve, Lda. 82,8

8 Servidiesel - Rep. e Com. de Bombas Injec. e Turbocompressores, Lda. 75,6

9 Station Viana - Centro de Manutenção de Veículos 70,5

10 M.A.E. - Peças para Automóveis Lda. 67,5

n. 0 empresa endividamento

1 DMS -Trucks, Lda. 10

2 Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa Dos Radiadores) 11

3 Rugempeças, Lda. 13

4 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 19

5 Macos Extras e Acessórios para Automóveis, Lda. 19

6 Scancar - Comércio e Reparação de Veículos, Lda. 21

7 M.C.D. Garcia, Lda 21

8 RAF Portugal, Lda. 22

9 José Aniceto & Irmão, Lda. 23

10 Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda. 23

n. 0 empresa n. 0 trabalhadores

1 Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A. 121

2 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. 89

3 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 84

4 Rodapeças - Pneus e Peças, S.A. 73

5 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. 72

6 J. Alves - Oficinas Auto, Lda. 65

7 Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda. 62

8 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. 53

9 Isuvol - Importação e Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda. 48

10 Arnaldo & Berenguer, Lda. (Vulcanizadora 25 de Abril) 48

n. 0 empresa passivo

1 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 15 415

2 José Aniceto & Irmão, Lda. 5 370

3 Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda. 4 818

4 José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Unipessoal, Lda. 4 420

5 Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda. 4 337

6 Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda. 4 289

7 Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A. 3 562

8 Motorbus - Reparações e Peças Auto, Lda. 2 961

9 Carsistema Portugal, Representações, S.A. 2 741

10 Isuvol - Import. e Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda. 2 459

n. 0 empresa solvabilidade

1 DMS -Trucks, Lda. 8,6

2 Manuel Pereira e Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores) 8,1

3 Rugempeças, Lda 6,4

4 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 4,3

5 Macos Extras e Acessórios para Automóveis, Lda. 4,3

6 Scancar - Comércio e Reparação e Veículos, Lda. 3,8

7 M.C.D. Garcia, Lda. 3,7

8 RAF Portugal, Lda. 3,5

9 José Aniceto & Irmão, Lda. 3,4

10 Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda. 3,3

n. 0 empresa produtividade

1 José Aniceto & Irmão, Lda. 742,5

2 Portepim-Sociedade de Representações, S.A. 719,0

3 Carsistema Portugal, Representações, S.A. 561,0

4 Europe Rubber Tree-Tires, Lda. 504,3

5 Empilhapeças - Com. de Peças e Componentes p/empilhadores, Lda. 493,1

6 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 471,5

7 Motorbus - Reparações e Peças Auto, Lda. 442,2

8 Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda. 435,0

9 Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A. 389,0

10 Travocar - Lubrificantes 341,8

n. 0 empresa rentabilidade volume negócios

1 Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores) 20,6

2 DMS-Trucks, Lda. 19,7

3 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 15,5

4 Tecniamper - Comércio e Reparação de Veículos e Peças, Lda. 14,6

5 Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Quimicos, Lda. 13,4

6 J. Alves - Oficinas Auto, Lda. 12,8

7 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 12,8

8 Europe Rubber Tree -Tires, Lda. 11,4

9 Fluxoimpor, Lda. 11,3

10 Macos Extras e Acessórios para Automóveis, Lda. 11,2

n. 0 empresa rentabilidade ativo

1 Europe Rubber Tree -Tires, Lda. 24,6

2 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 24,4

3 J. Alves - Oficinas Auto, Lda. 21,4

4 Station Viana-Centro de Manutenção de Veículos 18,8

5 M.C. D. Garcia, Lda. 17,9

6 Sintética, Lda. 17,5

7 Rugempeças, Lda. 17,0

8 Manuel Pereira De Sousa, Lda. (Sousa Dos Radiadores) 16,2

9 Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda. 15,7

10 José Aniceto & Irmão, Lda. 14,7

n. 0 empresa rotação ativo

1 Station Viana - Centro de Manutenção de Veículos 2,3

2 Europe Rubber Tree - Tires, Lda. 2,2

3 Jorge Ferreira Rodrigues - Parts Unipessoal, Lda. 2,1

4 M.C.D. Garcia, Lda. 2,1

5 Viamorim - Comércio de Automóveis e Acessórios, Lda. 2,1

6 Servidiesel - Rep. e Com. de Bombas Injec. e Turbocompressores, Lda. 2,0

7 Motorbest Algarve, Lda. 2,0

8 Alecarpeças - Acessórios de Automóveis, Lda. 1,9

9 Blue Chem - Indústria e Comércio, S.A. 1,9

10 Autojofer, Comércio e Reparação de Automóveis Lda. 1,8

22 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


TOP100_2019.pdf 1 19/06/19 16:13

É uma empresa TOP 100 do Aftermarket?

Então esta revista é para si!

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Entrevista Hélder Pedro, Secretário-Geral da ACAP


Em termos fiscais,

a situação não

é favorável para

as PME adquirirem

veículos


Numa entrevista concedida à Revista PME, Hélder Pedro,

secretário-geral da ACAP, fez o balanço do mercado automóvel

nos primeiros cinco meses deste ano e elencou as medidas

consideradas prioritárias para descarbonizar a economia e

melhorar um setor que (ainda) circula sobre rodas

A

A ACAP (Associação Automóvel de Portugal),

que integra, hoje, a Autoinforma,

a VALOCAR, a Valorpneu, a Mobinov e

a Sogilub (além das diversas comissões

que integram a DPAI), remonta a 1910.

E tem sabido defender os interesses das

empresas do setor, nomeadamente junto

do Governo e da Administração Pública.

Numa entrevista concedida à Revista

PME, Hélder Pedro, secretário-geral, fez

o balanço do mercado automóvel nos primeiros

cinco meses deste ano e elencou as

medidas prioritárias para descarbonizar a

economia e melhorar um setor que (ainda)

circula sobre rodas.

Que análise faz do mercado

automóvel, numa altura em que

as vendas de veículos novos nos

primeiros cinco meses deste ano

caíram?

De facto, o mercado automóvel português,

indo um pouco atrás, teve nas recessões

de 2009 e 2012 as maiores quebras em

termos de setores económicos em Portugal.

O setor automóvel foi, aliás, dos mais

afetados pela crise económica desses anos.

Onde, designadamente o mercado de particulares,

registou quedas próximas dos

60%. Naturalmente que, depois, com o retomar

da atividade económica e com a melhoria

dos indicadores económicos, a partir

do segundo semestre de 2013, o setor

veio a recuperar. Teve crescimentos, enfim,

significativos em termos percentuais nos

anos de 2014, 2015 e 2016, mas foram

crescimentos que estavam, digamos, a repor

aquilo que, de facto, o mercado tinha

perdido. Em 2018, o mercado estabilizou

e a perspetiva para 2019 é de nivelamento

face ao ano passado. Eventualmente, com

uma ligeira descida de mercado mesmo,

que é aquilo a que assistimos nos primeiros

cinco meses deste ano. O mercado

24 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


egistou uma ligeira queda (3%) entre janeiro

e maio, invertendo a tendência dos

anos anteriores. É uma situação que analisaremos

ao longo deste ano. Em abril, por

exemplo, o mercado não caiu mais porque

o rent a car teve uma presença muito forte

(em termos percentuais, o share deste canal,

no quarto mês de 2019, foi o dobro do

que costuma ser ao longo do ano). Se não

fosse a contribuição do rent a car, a queda

seria, neste momento, maior. Importa

ainda registar a entrada em vigor do novo

ciclo de consumos e emissões WLTP, que

trouxe um agravamento do ISV (Imposto

Sobre Veículos) em alguns modelos. Portugal,

tendo uma tributação automóvel

muito baseada nas emissões de CO 2

(é assim,

aliás, em cinco dos 28 países da União

Europeia), a entrada das novas normas

terá contribuído, também, para esta queda

de mercado.

Como reagiu a ACAP às declarações

do ministro do ambiente, João Matos

Fernandes, em janeiro último, sobre a

questão dos veículos Diesel?

A ACAP, nesse mesmo dia, reagiu à frase

proferida pelo ministro do ambiente, que

disse que os veículos Diesel não teriam valor

comercial dentro de quatro anos. Em

nossa opinião, esta frase não corresponde

à verdade. Nós defendemos o principio da

neutralidade tecnológica, ou seja, os construtores

de automóveis têm posições de

metas a atingir na redução das emissões

(aliás, uma é agora para 2021, tendo sido

definida há seis anos). O que se pede é que

sejam os construtores a definir quais serão

as melhores opções e, também, o consumidor,

que terá um papel fundamental na

escolha da solução que melhor servirá as

suas necessidades. O Diesel tem sido, de

facto, alvo de algumas restrições em certas

cidades alemãs. E não podemos ignorar o

dieselgate, que criou uma imagem negativa.

Mas o que temos de perceber é que a

norma de emissões atualmente em vigor

(Euro 6), reduz bastante ou elimina os

gases poluentes que são libertados para a

atmosfera pelos veículos novos. E não são

estes que estão em causa, mas sim os que

têm mais de 8, 9 ou 10 anos. Não podemos

confundir as situações. Os veículos que

são, hoje, colocados à venda, cumprem as

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

25


ANTEVISÃO Entrevista Aftermarket Hélder Pedroem

2030

normas europeias e têm emissões muito

menores. A ACAP protestou quando tomou

conhecimento dessa frase, que não

foi, até hoje, desmentida pelo ministro do

ambiente, tendo o membro do Governo

já falado de prazos mais alargados. Essa

frase caiu muito mal, sobretudo junto dos

nossos associados (concessionários de automóveis

e comerciantes de veículos usados,

que têm os seus stocks e clientes), que

ficaram perturbados. E como temos dito,

não foi um comentador que proferiu essa

frase. Foi um membro do Governo. E as

pessoas pensam, com razão, que haverá

mais qualquer coisa. Mas não há. O ministro

do ambiente e o secretário de estado já

vieram até dizer, posteriormente, que não

está prevista qualquer restrição ao Diesel

nem nenhuma legislação para o abolir. Foi

uma frase infeliz, em nossa opinião, mas

o que podemos assegurar é que não está

prevista nenhuma norma europeia nem

nenhuma restrição. O Diesel funcionará

enquanto houver procura. E não nos podemos

esquecer que não são apenas os ligeiros

de passageiros. O Diesel foi o tipo

de combustível escolhido por 99,5% dos

comerciais ligeiros em maio de 2019. Nos

veículos pesados, é igual. Não se pode “diabolizar”

o Diesel. Temos é de investir em

soluções para a descarbonização, ou seja,

Considera que o Governo é mais

“amigo” dos particulares ou das PME

no que toca a impostos e benefícios

fiscais? Ou nem de um nem de outro?

Diria que nem de um, nem de outro. O

consumidor particular português tem uma

carga de impostos quando compra o veículo

ou o abastece muito superior à do seu

vizinho espanhol, para dar o exemplo mais

próximo do único país com quem temos

fronteiras terrestres. O consumidor português

é fortemente descriminado face ao

consumidor espanhol na compra de veículo,

para não dizer face ao consumidor italiano

ou francês. Portanto, o consumidor

nacional faz um esforço muito maior para

adquirir um bem necessário à sua mobilidade

devido à carga de impostos face ao

consumidor espanhol, italiano ou francês.

Esta é, desde logo, uma situação discriminatória

para o consumidor particular. No

que respeita às PME, existem várias situana

redução de emissões. Todas as soluções

técnicas e tecnológicas são bem-vindas.

Mas já lá vai o tempo em que as

vendas eram dominadas por

veículos equipados com motores de

combustão...

Exatamente. As marcas de automóveis têm

vindo a apostar, cada vez mais, nos veículos

elétricos e híbridos plug-in. Na Europa,

estes modelos reuniram apenas 2% das

vendas globais em maio de 2019. Em Portugal,

essa percentagem chegou aos 2,1 no

mês de abril (nos primeiros meses andou

nos 3,2%). Portanto, estamos ainda muito

incipientes na globalidade do mercado. As

marcas de automóveis têm a oferta, mas

terão de ser os clientes a escolher essas

opções. Os construtores desenvolvem as

tecnologias. Um dos drivers da indústria

automóvel para a próxima década passará,

de facto, pelo aumento da oferta de

veículos elétricos e híbridos plug-in (em

2020, 40% dos novos modelos estarão

“eletrificados”). Mas este processo levará o

seu tempo. Todas as soluções tecnológicas

são bem-vindas, quer na indústria automóvel

quer na indústria petrolífera. Descarbonizar

é a palavra de ordem. Há mais

de uma década que a ACAP acompanha,

atentamente, toda a temática dos veículos

elétricos. Aliás, tanto assim é que, recentemente,

em conjunto com a VALORCAR,

inaugurámos, na nossa sede, um inovador

ponto de carregamento para veículos elétricos,

que utiliza eletricidade produzida

por painéis solares fotovoltaicos e que é armazenada

em baterias de lítio reutilizadas

de veículos elétricos.

26 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


ções. As PME têm alguns benefícios no

que respeita à redução de impostos, mas,

no período da Troika, foram fortemente

agravadas as taxas de tributação autónoma

que as PME pagam e que não foram,

até hoje, revertidas. Ou seja, as taxas de

tributação autónoma foram, inexplicavelmente,

agravadas durante o período da

Troika e esta norma não foi revertida até

hoje. A ACAP falou com o Governo sobre

esta matéria, mas, no último Orçamento

de Estado (o que foi apresentado para o

ano de 2019), para surpresa nossa, o Governo

veio até com uma proposta de agravamento

das taxas de tributação autónoma,

começando, desde logo, no primeiro

escalão (os veículos que são adquiridos pelas

PME, pelas microempresas e pelos empresários

em nome individual). Com este

agravamento (que era de 50% no primeiro

escalão), o Governo pretendia encaixar

mais 40 milhões de euros só à conta da

tributação autónoma. A ACAP reuniu-se

com vários partidos políticos com assento

parlamentar e conseguiu que, no plenário,

esta proposta de agravamento fosse chumbada.

Como se constata, o Estado também


respeita à tributação autónoma, houvesse

uma evolução linear de modo a que não se

dessem “saltos” quando um veículo passa

determinado patamar de preço e sofre um

agravamento muito grande. A dedução

das despesas do IVA também com veículos

a gasolina é outra das medidas que defendemos,

porque, hoje, uma PME também

pode adquirir um veículo a gasolina (seja

ele híbrido ou não) e não tem de estar

confinada apenas aos modelos a gasóleo.

Estes são dois pontos que gostaríamos

que fossem tidos em conta pelo Governo.

Claro que o mais importante seria a redução

da carga fiscal na sua globalidade. O

IVA sobre o ISV tem sido uma das nossas

“batalhas”, mas o Governo não prescinde,

digamos assim, desta receita.

Que medidas a ACAP entende serem

prioritárias tomar em termos

transversais no setor?

A primeira medida passa pela renovação

do parque automóvel. O nosso, que já teve

uma idade média antes da crise de 2009

muito abaixo dos 10 anos (sete ou oito

anos no caso dos ligeiros de passageiros),

ção de veículos muito antigos para colocar

novos com emissões bem mais baixas. O

Governo tem recusado, sistematicamente,

esta proposta, que existiu no passado

e que existe noutros países. E vem agora

colocar só para majoração o incentivo ao

veículo elétrico se for enviado um veículo

para abate. O que a ACAP entende que

seria, realmente, estruturante, é a adoção

de uma medida de renovação do parque

automóvel em circulação, que está, digamos,

a degradar a segurança rodoviária e

que é, também, responsável pelo aumento

das emissões, fruto do seu envelhecimento.

Poderia haver um programa de incentivo

ao abate com uma verba do fundo ambiental

(o Governo dispõe, aliás, de uma verba

que é utilizada para a descarbonização da

economia). Ao utilizar-se um determinado

montante pré-definido desse fundo ambiental,

que estaria em vigor até ser esgotado

ou até ser atingido certo período, seria

uma forma de descarbonizar a economia

ao retirar de circulação milhares de veículos

com níveis de emissões muito elevados,

substituindo por novos destinados a particulares

e empresas, fossem eles elétricos ou

EM PORTUGAL, EXISTEM 700 MIL VEÍCULOS

COM MAIS DE 20 ANOS A CIRCULAR. A ACAP

ENTENDE SER PRIORITÁRIA A RENOVAÇÃO DO

PARQUE AUTOMÓVEL NACIONAL. A BEM DA

SEGURANÇA E DAS EMISSÕES POLUENTES

não é “amigo” das PME. Tanto mais, que

há a eterna questão da dedução do IVA na

gasolina (é possível deduzir uma percentagem

do IVA no gasóleo dos veículos, o

mesmo não acontecendo no caso da gasolina),

o que inviabiliza a aquisição de híbridos

por parte das PME para as suas frotas

(o mesmo acontece com os táxis). Ao nível

das PME, há também aqui, em termos fiscais,

uma situação que não é cómoda nem

favorável para a aquisição de veículos.

O que seriam boas notícias para as

PME então?

Para as PME, aquilo que a ACAP defende

é que, não sendo possível reverter todas as

taxas agravadas em anos anteriores no que

está, hoje, a rondar os 13 anos. E, isto, é

sinónimo de um parque envelhecido. As

emissões mais poluentes não provêm de

veículos que são vendidos agora, mas

dos mais antigos. Em Portugal, existem

a circular 700 mil veículos com mais de

20 anos. A ACAP integra a VALORCAR,

entidade gestora de veículos em fim de

vida e que controla o processo das viaturas

que seguem para abate nos centros de

desmantelamento. Neste momento, estão

com uma idade média de 21 anos, quando,

antes da crise, se situavam nos 16 anos.

A ACAP entende, por isso, que a primeira

medida estrutural ou transversal a tomar

seria a renovação do parque automóvel, incentivando,

digamos, a retirada de circulaestivessem

eles equipados com motores de

combustão. O Governo tem recusado, sistematicamente,

esta proposta, que outros

países já adotaram. Outra medida passaria

pelas incontornáveis questões fiscais.

Existem sempre uma grande insegurança.

Nunca se sabe o que trará o próximo Orçamento

de Estado em matéria fiscal. Não

é garantido que os veículos elétricos, por

mais que as suas vendas aumentem exponencialmente,

continuem isentos de impostos

e tenham benefícios fiscais. Fala-se

até em outras formas de tributar estes veículos

no futuro. São estes problemas que

nos preocupam. Achamos que devia haver

uma clarificação, uma vez que o setor vive

em permanente sobressalto. n

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

27


Estudo Observatório DPAI

Aftermarket

visto à lupa

A edição 2019 do Observatório do Pós-Venda Independente da DPAI permite

ao setor conhecer a sua própria essência e antecipar cenários do futuro da atividade.

Segue-se o aftermarket visto à lupa

o

O pós-venda automóvel nacional começa,

aos poucos, a conhecer a sua essência.

Mais: a criar um importante histórico so-

bre a sua atividade. Um registo criterioso

que lhe permite analisar o desempenho do

tecido empresarial que o compõe, de forma

a melhor acompanhar a própria evolução

e dinamismo do setor. Nessa perspetiva, o

trabalho desenvolvido, anualmente, pelo

Observatório do Pós-Venda Independente,

realizado pela DPAI (subcomissão estatística

da ACAP), é um instrumento fundamental

para entender o “estado da Nação” e para

estabelecer metas que permitam antecipar

e preparar o futuro do negócio. E, não menos

importante, para que as todas as decisões

dos vários players do mercado sejam

sempre tomadas em antecipação e perfeita

consciência.

O estudo, em análise, possibilita, desta forma,

compreender a evolução do setor do

pós-venda, tendo como base informações

do negócio atual, mas recorrendo, também,

a elementos adicionais do futuro da

sociedade de consumo, que, seguramente,

28 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


ESTRUTURA EMPRESARIAL DO AFTERMARKET

PERCENTAGEM DE EMPRESAS POR ESCALÃO

%

De 2014 para 2017, a proporção de empresas, por escalão de faturação, manteve-se,

sensivelmente, inalterada

70

65.0 65.2

60

50

40

30

20

26.5

25.5

10

0

3.6 1.8 0.3

2

2014

Escalão A 500m€ e 2M€ e 5M€

Peças OE

PME Excelência

AUTONOMIA FINANCEIRA

CAPITAL PRÓPRIO/ATIVO * 100

%

Também são as PME Excelência aquelas que apresentam maior autonomia financeira,

aproximadamente 60% (em 2017). É, também, de salientar que a performance das

empresas deste setor, no que respeita à sua autonomia financeira, apresenta melhoria

de 2014 para 2017, onde apenas as empresas do escalão C apresentam decréscimo

70

57.9

interferirão com a atividade. A designada

informação preditiva, acrescente-se.

Pontos em análise

Nesta edição, o observatório versa, essencialmente,

sobre cinco cruciais temas:

Estrutura Empresarial do Aftermarket;

Autonomia Financeira; Rotação de Inventários;

Rentabilidade das Vendas e Serviços

Prestados; Rentabilidade dos Capitais Próprios

(ver os gráficos, em destaque, nestas

páginas).

O período analisado é o compreendido entre

os anos de 2014 e 2017, assentes na Base

de Dados Iberinforma. Para a amostra, os

autores do estudo selecionaram empresas

com o CAE 453 (Pós-Venda Independente

para Veículos Automóveis), dedicados, exclusivamente,

a este setor. E ainda com uma

60

50

40

30

20

10

0

23.2

42.9

50.1

2014

39.5

Escalão A 500m€ e 2M€ e 5M€

Peças OE

PME Excelência

40.5

31.2

29


Estudo Observatório DPAI

contabilidade disponível, no período em

análise. Foram excluídas as empresas com

serviço sobre vendas superior a 10%. Para

se aferir a dimensão do trabalho, basta referir

que o total de empresas, em 2017, ascendeu

a 1.265, por comparação com as 1.149

de 2014. Começando pelo primeiro ponto,

alusivo à Estrutura Empresarial do Aftermarket,

é possível concluir que, de 2014

para 2017, a proporção de empresas por escalão

de faturação manteve-se, “sensivelmente”,

inalterada: 65,0% face a 65,2%.

Uma subida meramente residual.

Em relação ao ponto dois, a Autonomia

Financeira, que expressa a participação

do capital próprio no financiamento da

atividade e que traduz a capacidade da

empresa de financiar o ativo, através desses

mesmos capitais próprios sem ter de

recorrer a empréstimos, as diferenças são

evidentes. E a evolução positiva. Durante

este período em análise, apenas as empresas

de escalão C (->2M€ e


%

o grau de eficiência com que a empresa

está a efetuar a sua gestão de inventários

em stock, será de referir a prestação das

empresas de peças OE. “São elas que apresentam,

de forma demarcada, uma melhor

eficiência na sua rotação”, afirma o estudo.

PME Excelência em destaque

O ponto quatro, referente à Rentabilidade

das Vendas e Serviços Prestados, rácio que

mostra o retorno em termos de resultado

líquido do volume de negócio realizado,

importa sublinhar que “quer em 2014

quer em 2017, este indicador apresentou

valores baixos para quase todas as empresas

do setor, onde, mais uma vez, as PME

Excelência se destacaram em relação às

outras empresas, com um valor comparativamente

mais elevado”. De acordo com o

observatório, “a evolução da rentabilidade

de 2014 para 2017, no setor, foi, de modo

geral, descendente”. Mas o documento vai

ainda mais longe. “Apenas as empresas do

escalão B (->500M€ e 2M€ e


Estudo FileMaker Inc.

16%

+ de 1000

funcionários

5%

500 a 999

funcionários

11%

200 a 499

funcionários

AMOSTRA

DE EMPRESAS

INQUIRIDAS

48%

5 a 49

funcionários

20%

50 a 199

funcionários

Estará a inovação

a ser levada para o

local de trabalho?

Numa altura em que se vive a terceira revolução industrial, onde os cidadãos

são cada vez mais e autónomos, poderão as empresas estar agarradas

a processos do passado que condicionam a sua produtividade?

A

A FileMaker Inc., filial da Apple que desenvolve

a FileMaker, uma plataforma de

inovação para o ambiente de trabalho des-

da melhor forma, poderão condicionar a

produtividade dos funcionários.

Caso as empresas se identifiquem com alguma

das situações abaixo identificadas,

devem lembrar-se de que não estão sozinhas

no “barco”. O estudo foi realizado

junto de mais de 400 empresas em todo o

mundo, que permitiram à FileMaker Inc.

analisar “o bom, o feio e o mau” da tecnologia

empresarial.

Todos os negócios têm como principal obtinada

a equipas de poucas pessoas até várias

centenas presas numa rotina laboral

da qual não podem escapar, nem com a

ajuda das apps especializadas nem dos sistemas

empresariais, foi à procura de respostas

à pergunta que surge no título. No

estudo, encontram-se diversas razões para

a redução da produtividade dos players

nos seus respetivos locais de trabalho. As

operações inerentes a um negócio podem

ser complicadas. E caso não sejam geridas

32 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


EMPRESAS PARTILHAM PROBLEMAS

jetivo os clientes. Manter os antigos e angariar

novos. Então, como devem os funcionários

estar motivados e focados nesse

objetivo? O estudo FileMaker Inc. indica

que, se os processos operacionais não forem

eficazes, então estará a ser retirada aos

funcionários energia, atenção e recursos

que estes poderiam utilizar em prol do objetivo

principal: os clientes.

Principais dificuldades

Segundo o estudo realizado pela File-

Maker Inc., as principais dificuldades que

as empresas enfrentam no seu dia a dia são

a informação dispersa, os processos manuais

e as tecnologias rígidas (imagem #1).

Chama-se à junção destes “problemas”

Rotina de Trabalho (Work Rut). E se estamos

em plena era de inovação e tecnologia,

então será este o caminho para encontrar

uma solução. Para a FileMaker Inc., a solução

passará pelas plataformas de inovação,

ou seja, uma plataforma que preenche o

“buraco” deixado pelos sistemas empresariais,

muito pouco flexíveis, e as apps personalizadas,

geralmente demasiado caras.

Haverá lugar para o papel?

A realidade é que, apesar de todos termos a

tecnologia na ponta dos dedos, as empresas

ainda dependem do papel para gerir os

seus processos negociais, o que poderá tornar

os processos ineficientes.

No estudo divulgado pela FileMaker Inc.,

52% das empresas inquiridas admite desperdiçar

demasiado tempo em entradas

manuais de informação. Tomemos esta situação

como exemplo: um comercial que

necessite de parar todos os dias durante

duas horas para introduzir manualmente

dados que poderiam ser introduzidos automaticamente

no sistema, estará afastado

dos seus clientes 10 horas por semana.

Assim, percebemos que, ao estar afastado

dos clientes para proceder à introdução

manual de dados, este comercial estará a

retirar energia e atenção do seu principal

objetivo: o cliente. A prova de que numa

era profundamente digital e tecnológica

ainda há lugar para o papel, é que 61% das

empresas inquiridas, ou seja, aproximadamente,

249, admite estar demasiado dependente

dos procedimentos em papel

(imagem #2).

Plataformas de inovação

As plataformas de inovação pretendem

aproximar os players das diferentes áreas

do negócio, dando-lhes ferramentas que

facilitem o seu dia a dia, de forma a que

96%

tem problemas

com processos

operacionais

PROCESSOS MANUAIS E EM PAPEL NÃO SÃO DO PASSADO

PLATAFORMAS DE INOVAÇÃO POUPAM TEMPO E DINHEIRO

Quanto reduziram as tarefas ineficientes depois de implementada uma plataforma de

inovação?

75 – 100%

51 – 74%

26 – 50%

1 – 25%

Nada

19%

21%

25%

INFORMAÇÃO MAIS CONFIÁVEL

Em que medida as apps personalizadas ajudam a reduzir erros de introdução de dados?

75 – 100%

51 – 74%

26 – 50%

1 – 25%

Nada

7%

58%

desperdiça tempo

com tarefas

administrativas

6%

17%

possam focar-se mais no objetivo principal:

o cliente.

Estas plataformas pretendem compilar a

informação necessária para os processos

negociais. 72% dos inquiridos neste estudo

aponta a diversificação de plataformas

e ficheiros onde o funcionário pode encontrar

a informação como o principal problema

que enfrentam, acabar com a partilha

de informação através de email, sendo esta

uma forma de contornar o problema anteriormente

descrito e minimizar os custos

monetários e de tempo envolvidos na personalização

de outras apps.

Assim, economizam tempo e dinheiro, disponibilizam

informação mais segura, fidedigna

e visível, fornecem a hipótese de integração

com os mais diferentes softwares

72%

tem problemas

com partilha de

ficheiros

52%

considera gastar

demasiado tempo

a inserir dados

manualmente

29%

26%

27%

24%

94%

tem dificuldade

com apps

e softwares

existentes

61%

considera estar

muito dependente

dos processos em

papel

e a possibilidade de transportar o ambiente

de trabalho para uma versão mobile.

Com a junção destes parâmetros, conseguirão

obter-se clientes e funcionários

mais felizes e motivados.

Segundo o estudo divulgado pela File-

Maker Inc., 85% das empresas inquiridas,

cerca de 348, registou uma poupança de

tempo e dinheiro após aplicarem no seu

negócio uma plataforma de inovação. Dessas

348 empresas, 198, ou seja 57%, consideram

ter reduzido em mais de 50% as

tarefas ineficientes (imagem #3).

Também no que diz respeito aos erros de

introdução de dados, as empresas mostraram-se

satisfeitas, sendo que 53% dos inquiridos

considera que a redução foi acima

dos 50% (imagem #4). n

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

33


ANTEVISÃO Aftermarket em 2030

ANTEVISÃO Aftermarket em 2030

Preparado para o

futuro?

O mais recente estudo da consultora McKinsey faz uma antevisão do que será o mercado do

pós-venda em 2030 e sugere que todos players tomem medidas pragmáticas que os ajudem a

preparar-se para novos modelos de negócio e a tirar o máximo partido das oportunidades

V

Vislumbram-se mudanças drásticas para

o mercado do pós-venda automóvel, um

setor que tem sido um gerador de lucro

importante e estável para a indústria automóvel

em geral. Estas incluem a alteração

das expectativas dos consumidores,

a adoção acelerada de novas tecnologias

e mudanças na competitividade. Assim,

a criação de valor e os modelos de negócio

no mercado do pós-venda automóvel

também serão profundamente remodelados

por estas mudanças.

Nos mercados maduros da América do

Norte e da Europa, o ritmo da consolidação

irá acelerar e a concorrência irá surgir

por parte de players inesperados. Por

exemplo, nativos digitais que procuram

oportunidades de acederem ao espaço do

mercado de pós-venda automóvel. Nos

mercados emergentes, áreas totalmente

novas de necessidades dos consumidores

34 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


irão surgir e pressionarão as empresas do

mercado do pós-venda a dar resposta.

O advento de novas tecnologias e as mudanças

de mercado que as acompanham

estão a forçar os players do aftermarket

a avaliarem as respetivas posições e a

adotarem estratégias para manterem posições

de força num ambiente em rápida

mutação. Aprendendo com disrupções

anteriores noutras indústrias, sabemos

que não ter as estratégias necessárias

para enfrentar estas disrupções pode levar

ao declínio, não só de empresas individuais

estabelecidas, como, também, de

um conjunto de sub-indústrias. Mas por

muito que os especialistas concordem que

se vislumbram mudanças significativas,

continua a ser necessário desenvolver

uma visão geral de todas as tendências e

ideias para as enfrentar.

Este relatório da McKinsey pretende esclarecer

acerca das mudanças e das tendências

perturbadoras que o mercado do

pós-venda automóvel vai enfrentar nos

próximos anos, bem como dar resposta a

algumas das principais questões que estas

tendências colocam a todos os players. A

saber:

l Que tendências terão impacto no mercado

do pós-venda automóvel e como será

perturbada a cadeia de valor do mercado

do pós-venda?

l Como irão mudar o envolvimento e o

percurso dos clientes?

l Como irão mudar as fontes de lucro ao

longo da cadeia de valor?

l Quais os passos iniciais que os players do

aftermarket deverão dar de modo a estarem

preparados?

Ao discutir a situação atual, as tendências

e as ações pragmáticas recomendadas, a

McKinsey baseia-se nas suas diversas experiências

no âmbito do aftermarket, no

conhecimento da indústria e em opiniões

provenientes de entrevistas a mais de 40

especialistas e executivos do mercado do

pós-venda automóvel.

10 tendências que alterarão o

aftermarket

O mercado do pós-venda automóvel global

tem, atualmente, um valor comercial

de, aproximadamente, 800 mil milhões

de euros e prevê-se que cresça 3% ao ano,

até cerca de 1.200 mil milhões de euros em

2030. Nos próximos anos, eis as 10 tendências

que irão alterar profundamente o

aftermarket:

Mudanças nas expectativas

dos consumidores e na

criação de valor

1.Digitalização de canais e interfaces

2.Os big data (macro dados) e a

análise tornam-se novas fontes de

criação de valor

3.Importância crescente de frotas

geridas profissionalmente

4.Surgimento de mercados emergentes

e uma nova lógica de serviço

Aparecimento de veículos de

próxima geração

5.A “eletrificação” diminui a fonte

de lucro

6.Importância crescente de software

que exige novas competências

7. Condução autónoma que leva a

menos acidentes, mas a intervalos de

manutenção mais curtos

8.Veículos conectados que permitem

manutenção preditiva

Mudanças na competitividade

9. Novos players que entram no mercado

10.Maior aceleração da consolidação

e integração da indústria

Estas mudanças têm três efeitos principais:

disrupções ao longo da cadeia de valor, mudança

no acesso ao cliente final e mudança

nas fontes de lucro.

A disrupção ao longo da cadeia de valor

será impulsionada, não só, por players da

indústria já existentes mas, também, por

novos players. Os fabricantes de software e

de componentes de veículos elétricos (VE)

entrarão no início da cadeia. Além disso, os

players do comércio eletrónico e digital irão

interferir no negócio tradicional de distribuição

de peças e as oficinas irão assistir à

proliferação de players especializados (por

exemplo, manutenção de VE ou de frotas).

As start-ups e os players já estabelecidos

irão cumprir funções como intermediários,

aproveitando oportunidades para ligarem

clientes e serviços de novas formas.

A nova conceção da cadeia de valor irá

traduzir-se numa maior transparência do

preço para o cliente ao longo de toda a cadeia

de valor. Serão criados novos pontos

de contacto, dando aos novos players acesso

aos clientes finais e ameaçando reduzir

o acesso destes a outros players.

Além disso, os clientes irão confiar cada

vez mais em sistemas automatizados e

recomendações. Por fim, haverá uma mudança

das necessidades particulares para

as comerciais, devido à maior quantidade

de operadores de frotas profissionais no

mercado do pós-venda.

Fontes de lucro podem mudar

Como consequência, as fontes de lucro podem

mudar, significativamente, entre todas

as etapas da cadeia de valor. Com base no

impacto estimado de tendências como os

VE, automóveis conectados e comércio eletrónico,

mais de 100 mil milhões de euros,

ou 30 a 40% dos lucros do mercado do pós-

-venda podem ser sujeitos a redistribuição

ao longo da cadeia de valor em 2030. As

mudanças serão bidirecionais para cada

grupo de partes interessadas e a nova distribuição

irá depender da forma como as

respetivas partes interessadas gerirem o seu

próprio posicionamento no novo ecossistema

do mercado do pós-venda. Cremos que

estes efeitos disruptivos submetem cada

parte interessada a uma clara ordem de

mudança.

OEM

Os OEM deverão assegurar o negócio principal

e reforçar a respetiva posição no mercado

do pós-venda independente. De modo

a proteger a quota de mercado e o volume

de vendas, os OEM têm de tornar-se mais

centrados no cliente e melhorar a respetiva

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

35


ANTEVISÃO Aftermarket em 2030

ao cliente e, ao mesmo tempo, considerarem

uma remodelação do espaço físico para

estabelecerem uma nova lógica de serviço

ao cliente. Por fim, as oficinas devem explorar

formas de se posicionarem claramente

contra as redes concorrentes.

O impacto destas tendências irá afetar, significativamente,

o futuro cenário da indústria

do mercado do pós-venda automóvel.

É, agora, tempo de todos os players da cadeia

de valor tomarem medidas para delinear

o futuro cenário do setor, garantirem

a sua competitividade e talvez até expandirem-se

para fontes de lucro inexploradas.

abordagem à segmentação e à experiência

do cliente. Adicionalmente, a introdução de

estratégias multicanal ajudará a proteger

as receitas contra novos players com genes

digitais. Mudar o enfoque para o mercado

do pós-venda em mercados emergentes

é outro meio de ação que tem de ser utilizado.

À medida que o volume de veículos

mais antigos aumenta, os OEM têm de

olhar para além das vendas de automóveis

novos e envolver-se mais nas áreas de atuação

tradicionais do mercado do pós-venda

independente.

Fornecedores

Os fornecedores devem explorar as vendas

alternativas, o branding e as estratégias de

preços. Podem, igualmente, desenvolver

canais de vendas adicionais para aumentar

o acesso de clientes diretos. Exemplos bem

sucedidos da indústria incluem a introdução

de uma segunda linha de preços com

uma marca diferenciada, a promoção da

integração ao longo da cadeia de valor ou

a disponibilização de conceitos mecânicos a

um vasto conjunto de oficinas. Ao mesmo

tempo, os fornecedores também devem

reagir, ativamente, à pressão competitiva

e à consolidação através, por exemplo, de

parcerias com os distribuidores ou protagonistas

digitais mais fortes. Ou seguindo

estratégias multimarca.

na análise pode incluir uma otimização das

suas próprias plataformas online, explorar

a análise de big data e participar nas plataformas

de dados de clientes. Os distribuidores

também são aconselhados a escolher

uma estratégia de crescimento adequada:

players mais pequenos podem ocupar nichos

rentáveis, ao passo que os grandes

players têm de focar-se no crescimento

orgânico e inorgânico para conseguirem a

escala necessária e manterem barreiras de

entrada elevadas.

Oficinas

As oficinas devem profissionalizar-se para

enfrentarem a crescente complexidade.

Investir em recrutamento, formação e equipamento

será fundamental para as oficinas

desenvolverem a sua capacidade de lidar

com a crescente complexidade tecnológica

dos veículos da próxima geração. Quanto à

forma de lidar com os clientes, devem investir

em proporcionar um percurso digital

DADOS E CARACTERÍSTICAS

DO AFTERMARKET

O mercado do pós-venda automóvel irá

enfrentar uma grave perturbação nos próximos

anos. Não ter uma perspetiva abrangente

ou não entender completamente as

consequências desta perturbação, pode

levar ao declínio de todos os sub-negócios,

como testemunhámos noutras indústrias,

tais como imprensa escrita, telemóveis e

máquinas fotográficas. Este relatório pretende

apresentar uma perspetiva abrangente

das tendências perturbadoras e deixar algumas

recomendações de ações iniciais às

principais partes interessadas. Para os efeitos

deste relatório, o mercado do pós-venda

engloba todos os negócios de pós-venda. Os

dois segmentos de serviço (a manutenção e

reparação por um lado; o negócio de peças

por grosso e a retalho por outro), estão divididos

bastante equitativamente em termos

de valor. Para além destas noções básicas, o

mercado do pós-venda revela algumas outras

características fundamentais.

Estrutura do mercado

Ao nível mais fundamental, o conjunto de

Distribuidores

Os distribuidores devem intensificar as respetivas

ofertas de serviços digitais. Adotar

o digital e a análise é um compromisso importante

que garantirá que os distribuidores

já estabelecidos não são ultrapassados

por novos players com genes digitais. Para

os distribuidores, um enfoque no digital e

36 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


empresas do mercado do pós-venda está

dividido entre duas categorias: a rede OEM

e o mercado do pós-venda independente

(IAM). Dentro de cada uma destas categorias,

estão representados cinco grupos

distintos de partes interessadas, mas que

interagem entre si: fabricantes de peças,

distribuidores de peças, oficinas, intermediários

e clientes finais (QUADRO I)

pós-venda por veículo devido à predominância

de VE e VA.

Crescimento regional

As diferenças no crescimento do mercado

do pós-venda por região são, em grande

parte, uma função da maturidade do mercado.

Mais especificamente, os mercados

to continue, levando a uma receita de, aproximadamente,

340 mil milhões de euros na

América do Norte e de, aproximadamente,

300 mil milhões de euros na Europa em

2030. À medida que a idade média dos automóveis

também aumenta nestes mercados

consolidados, os players do mercado do

pós-venda também terão, aqui, necessidade

Dimensão do mercado

A McKinsey estima que o valor do mercado

do pós-venda global seja de, aproximadamente,

800 mil milhões de euros. O

negócio na América do Norte representou

cerca de 270 mil milhões da receita global, a

Europa foi segunda com, aproximadamente,

240 mil milhões de euros e o negócio

na China gerou perto de 90 mil milhões de

euros.

Desenvolvimento do mercado

Prevemos que o mercado do pós-venda automóvel,

no geral, cresça cerca de 3%, atingindo,

aproximadamente, 1.200 mil milhões

de euros em 2030. Contudo, algumas

tendências perturbadoras terão influências

fortes e de oposição no desenvolvimento

deste mercado e na distribuição de valor

pelos players. A mobilidade partilhada será

um dos fatores que aumentará a despesa

anual em manutenção de veículos partilhados,

devido a uma maior distância percorrida

anualmente. No lado oposto – limitando

o crescimento do mercado – os VE irão,

provavelmente, requerer menos esforços de

manutenção. E também se prevê que a despesa

na reparação por acidentes de veículos

autónomos (VA) diminua potencialmente

até 90% por veículo até 2030. Prevemos

que estas tendências opostas resultem num

decréscimo líquido do valor do mercado do

emergentes assistirão a taxas de crescimento

que excedem as dos mercados consolidados.

Será a taxa elevadíssima de posse de

automóveis na China que irá aumentar a

quota da Ásia do mercado do pós-venda automóvel

global para mais de um terço (430

mil milhões de euros) já em 2030. Entre a

manutenção e as peças, é o mercado da manutenção

que irá exibir maior crescimento

à medida que a idade média dos veículos na

China aumenta.

Nos mercados maduros, o crescimento no

mercado do pós-venda ocorreu apenas no

intervalo de 1 a 2% ao longo da última década.

Prevê-se que este crescimento modesde

dar resposta às necessidades do segmento

de veículos mais antigos.

10 TENDÊNCIAS E O EFEITO

PERTURBADOR NO ECOSSISTEMA

Com base nas suas próprias análises e no

conhecimento da indústria, bem como

em opiniões de importantes especialistas

do mercado do pós-venda, a McKinsey

identificou 10 tendências perturbadoras

diferentes que se prevê poderem ter um

impacto significativo no mercado do pós-

-venda automóvel (QUADRO II). Estas

tendências podem ser associadas a três

desenvolvimentos principais: 1) mudanças

O PODER DOS BIG DATA E DA ANÁLISE AVANÇADA

NA OTIMIZAÇÃO DA CADEIA DE VALOR

Os big data e a análise avançada permitirão aos players do aftermarket guardar e processar dados do veículo, do cliente e da utilização do veículo para

otimizar a cadeia de valor integralmente com base na manutenção preventiva. Os dados dos clientes proporcionam informações importantes acerca dos

intervalos de manutenção normais e previsões para a probabilidade de visitas de manutenção atípicas no caso de erros do veículo ou danos excecionais.

Os dados do veículo proporcionam informações acerca do grau de desgaste, bem como da quilometragem. Se for reunida e processada informação

correta suficiente, estatísticas de big data associadas a análises específicas do cliente podem levar a uma previsão precisa da próxima visita do cliente e

das respetivas peças e serviços.

Com base em previsões tão precisas, as oficinas, os distribuidores e fornecedores de peças e os OEM podem otimizar a sua logística. Primeiro, um

conhecimento mais preciso da necessidade da próxima manutenção permite diminuir a taxa de devolução de entregas falhadas. Segundo, o aumento

de entregas atempadas permite diminuir a quantidade média de existências. Por fim, melhores previsões a médio prazo podem levar, inclusivamente, a

ciclos de produção de peças mais otimizados.

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

37


ANTEVISÃO Aftermarket em 2030

nas expectativas dos consumidores e na

criação de valor. 2) aparecimento de veículos

de próxima geração. 3) mudanças na

competitividade. Dependendo da região,

do segmento de mercado e dos players, estas

tendências poderão variar na sua manifestação

e importância.

Seguidamente, abordamos as tendências

e, depois, descrevemos o efeito combinado

das mesmas no ecossistema do mercado

do pós-venda, isto é, cadeia de valor, envolvimento

dos clientes e fontes de lucro.

I - Mudanças nas expectativas

dos consumidores e na criação

de valor

Digitalização de canais e interfaces

Com a ajuda de motores de comparação e

análises online, os clientes estão mais informados

e mais capacitados do que nunca.

Resta saber se o mercado do pós-venda

será remodelado de forma similar a outras

indústrias (por exemplo, turismo e banca

de retalho - Quadro III). No entanto, é

provável que evolução de clientes preparados

e informados pela Internet mude o

mercado do pós-venda automóvel de duas

formas fundamentais:

Transparência de preço

Um grande número de clientes está a utilizar

canais digitais para conseguir uma ideia

mais clara de custo e qualidade. Mais de um

quarto dos clientes no Reino Unido, França

e Alemanha utilizam canais online para avaliar

oficinas. E mais de um terço utiliza ferramentas

digitais para prestar informações

acerca das respetivas compras de peças.

Vendas online

Atualmente, as oficinas recorrem, quase

exclusivamente, aos canais tradicionais

para adquirirem peças automóveis, com 85

a 95% de todas as compras a acontecer nas

respetivas plataformas B2B ou através de

canais físicos. No entanto, olhando para o

futuro, prevê-se que as oficinas aumentem

a sua atividade de comércio eletrónico em

plataformas B2B independentes de distribuidores

e comprem menos através dos

canais físicos tradicionais dos distribuidores

de peças. No entanto, este modelo de

distribuição em massa B2B também pode

mudar, visto que os clientes finais utilizam

cada vez mais as plataformas digitais para

adquirirem peças online (por exemplo, via

Amazon ou kfzteile24).

Em conjunto, estas disrupções proporcionam

novas oportunidades para a indústria

do mercado do pós-venda abordar diretamente

os clientes finais. Os OEM, os distribuidores

e as cadeias de oficinas já estão

a aumentar a sua participação online e a

abrir novas plataformas. Alguns OEM até

disponibilizam um percurso totalmente

digital ao cliente, começando pela marcação

online de serviços de manutenção,

passando pelas notificações push acerca do

estado do serviço e acabando até no levantamento

do veículo e pagamento.

II - Os big data e a análise

tornam-se novas fontes de

criação de valor

Uma onda massiva de novos dados está a

crescer. Atualmente, um veículo conectado

já gera 25 gigas de dados por hora, incluindo

o conjunto de telemática e de dados de

comportamento do condutor. Em combinação

com as capacidades de análise corretas,

este nível de dados abre a porta a perspetivas

diferenciadoras da concorrência.

No ponto de interseção entre os big data e

a análise de dados avançada, existem várias

oportunidades revolucionárias para a indústria

do mercado do pós-venda que têm

o potencial para aumentar as receitas e/ou

tornar as operações mais eficientes:

Perspetivas de consumidores

aprofundadas

A análise dos big data tem o poder de ajudar

os players do mercado do pós-venda

a entender os comportamentos, as preferências

e as necessidades dos clientes. Esta

informação de micro nível pode ajudá-los a

personalizarem as suas ofertas, levando a

maiores receitas e a uma maior satisfação

dos clientes.

Novos casos de utilização

A recolha digital de dados acerca de, por

exemplo, inventário/armazenagem de peças

e atividade de automóveis e de frotas,

poderá ajudar os players do mercado do

pós-venda a aperfeiçoar as suas operações,

a gerarem contactos e a impulsionarem

as vendas. Os especialistas do mercado

do pós-venda preveem que os big data e a

análise avançada se tornem numa enorme

vantagem competitiva no futuro. Contudo,

atualmente, a convicção geral é de que

a maioria dos players do mercado do pós-

-venda automóvel não está suficientemente

preparada para tirar partido da oportuni-

38 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


dade proporcionada pelos big data. De facto,

mais de 70% dos especialistas do mercado

do pós-venda acredita que os players

do mercado do pós-venda estão, na melhor

das hipóteses, apenas na fase de arranque

ou, na pior das hipóteses, completamente

impreparados (Quadro IV). Aqueles que

tiverem capacidade para agir de forma rápida

e eficaz neste âmbito, terão o potencial

de diferenciar-se da concorrência.

III - Importância crescente de

frotas geridas

profissionalmente

A atual aceitação da mobilidade partilhada

poderá significar que cerca de um em cada

10 automóveis vendidos em 2030 será um

veículo partilhado. Além disso, novos clientes

de frotas empresariais irão entrar no

mercado, como a Uber, com a sua ampla

frota de veículos. Esta evolução significará

uma quota mais pequena de automóveis

individuais e uma maior procura de frotas

geridas profissionalmente, com implicações

específicas para o mercado do pós-venda:

Maior utilização

Os veículos de frotas passam, habitualmente,

mais tempo na estrada. E, isso, implica

um desgaste adicional. A utilização é crucial

para os resultados dos fornecedores de

mobilidade, assumindo a inatividade uma

nova importância para os players do mercado

do pós-venda. Portanto, é necessário

desenvolver conceitos avançados de mercado

do pós-venda, garantindo uma elevada

utilização e um TCO competitivo.

Ênfase no B2B

À medida que a quota de clientes empresariais

aumenta, a gestão de serviços torna-

-se mais centralizada. Em conjunto, estes

desenvolvimentos geram novas necessidades,

tais como processos de compra profissionalizados

e operações de manutenção.

Além disso, a atenção dada ao custo total

de propriedade muda para o enfoque e para

as necessidades a ter em consideração nas

ofertas de serviços e na política de preços.

IV - Surgimento de mercados

emergentes e uma nova lógica

de serviço: exemplo da China

O número de veículos na China é, atualmente,

equivalente a cerca de 60% do número

existente na Europa, mas prevê-se

que iguale a quantidade da Europa já em

2025. À medida que este grande volume de

veículos relativamente novos envelhece, é

previsível que a China se torne muito mais

importante na indústria global do mercado

do pós-venda. Em combinação com a perspetiva

de que os consumidores chineses encaram

o atendimento ao cliente como uma

experiência abrangente e estão dispostos a

pagar algo mais por ela, os players do aftermarket

quererão olhar para dois elementos

da experiência do cliente:

Ofertas personalizadas

Diversas segmentações de clientes “baseadas

nas necessidades” em todas as regiões

da China demonstram que uma abordagem

única para todos os casos muito provavelmente

não irá funcionar. Aqui, os clientes

do mercado do pós-venda requerem ofertas

personalizadas e de serviços premium.

Exemplos de ofertas personalizadas incluem

serviços personalizados de emergência

na estrada, serviços ao domicílio e lavagem

de automóveis.

Medidas de retenção

de clientes

Para satisfazer as necessidades do mercado

do pós-venda da China, os players da indústria

terão, cada vez mais, de impulsionar

medidas diferenciadas de retenção de

clientes (por exemplo, programas de fidelização).

Mais de 40% dos especialistas da

indústria entrevistados prevê que a China

irá experienciar as maiores alterações de

mercado ao longo dos próximos 10 anos

na indústria do mercado do pós-venda automóvel.

Os players da indústria que esperam

estar à altura das circunstâncias terão

de adaptar as suas abordagens ao produto,

às vendas e a retenção à perspetiva específica

do mercado acerca do serviço.

V - Aparecimento de veículos

de próxima geração

“eletrificação” diminui

a fonte de lucro

A “eletrificação” crescente do grupo motopropulsor

é uma das maiores manifestações

da preocupação crescente com o ambiente,

que terá implicações muito específicas para

o mercado do pós-venda automóvel:

Novas competências técnicas

Com a crescente “eletrificação”, surge um

crescente conjunto de novos componentes

para os automóveis (por exemplo, bateria,

motor elétrico). Um conhecimento técnico

destes componentes será necessário por

parte de todos os players do mercado. Portanto,

a participação na cadeia de valor dos

VE e na fonte de lucro exigirá um novo conjunto

de capacidades em relação às requeridas

pelos players do aftermarket.

Peças e serviços ecológicos

A proliferação de grupos motopropulsores

O MERCADO DO PÓS-VENDA AUTOMÓVEL ABRANGE

UM CONJUNTO DIVERSO DE PLAYERS ESTABELECIDOS

E NOVOS EXEMPLO: ALEMANHA

Aftermarket independente (IAM) Rede OEM

Fabricantes

de peças

OEMs

VW, BMW,

Daimler, entre

outros

Fornecedores

Bosch, Hella,

ZF, entre outros

Fabricantes

genéricos

Distribuidores de peças

Unidades de vendas OEM

Distribuidores afiliados

Grupos

de compra

ATR, CARAT,

entre outros

Distribuidores

independentes

LKQ, Wessels

+ Muller,

Autodis,

Alliance,

entre outros

Distribuidores

online

Amazon, eBay,

kfzteile24,

entre outros

Oficinas

Oficinas OEM e

concessionários

franchisados

Auto Centros

e Serviços Rápidos

A.T.U.,

Pitstop, entre outros

Redes de oficinas

AutoCrew, Meisterhaft,

entre outros

Pequenas Oficinas

Intermediários

Clientes finais

Seguros

Allianz, HUK,

entre outros

Clubes

Automóveis

ADAC, entre outros

Leasing

ALD, entre outros

Sites de

encaminhamento

Fair Garage, entre

outros

Quadro I

Particulares

Empresas

Frotas

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

39


ANTEVISÃO Aftermarket em 2030

AS 10 PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PERTURBADORAS DO AFTERMARKET

Quadro II

Mudanças nas expectativas

dos consumidores e na criação

de valor

Aparecimento de veículos

de próxima geração

Mudanças na competitividade

A digitalização dos canais

e interfaces (por exemplo,

comércio eletrónico) reduz a

assimetria da informação e

aumenta a transparência de

preços para os clientes

Os big data (macrodados)

permitem a análise

avançada dos dados dos

setores e dos clientes,

permitindo casos de utilização

quer no lado das receitas quer

dos custos

A importância crescente

dos clientes de frota

que requerem ofertas

diferenciadas de serviço

A mudança do crescimento e

da dimensão nos mercados

emergentes requer a

adaptação da lógica de

serviço para novos clientes

A consciência ecológica leva

à “eletrificação” dos grupos

motopropulsores e à mudança

dos requisitos do mercado dos

pós-venda

A crescente importância do

software tem impacto nas

necessidades de manutenção e

exige um conjunto de competências

atualizado ou completamente novo

A condução autónoma reduz

os acidentes, mas aumenta a

complexidade dos produtos e leva

a intervalos de manutenção mais

curtos

Os veículos conectados

permitem serviços preventivos de

manutenção de informação

A entrada de novos players

(por exemplo, empresas digitais,

intermediários) aumenta a pressão

competitiva através da tomada de

negócios rentáveis

A consolidação e integração da

indústria forçam todos os players

do aftermarket a ampliarem o seu

valor

O IMPACTO DA

RESPETIVA TENDÊNCIA

VARIA ENTRE AS

REGIÕES E AS PARTES

INTERESSADAS

eletrificados reforça ainda mais as preferências

dos clientes pela sustentabilidade, mesmo

após a aquisição inicial por parte dos

mesmos de um híbrido ou de um VE. Para

os players do aftermarket, existe uma oportunidade

de conseguirem uma vantagem

competitiva: 1) tornando os respetivos produtos

e operações mais sustentáveis (por

exemplo, peças recuperadas); 2) desenvolvendo

cadeias de fornecimento ecológicas

ou até com zero emissões; 3) dando ênfase

ao “verde” nas respetivas comunicações de

marketing.

Perfil de serviço diferente

Os motores elétricos têm menos peças

móveis e, assim, menos desgaste. De uma

forma geral, prevê-se que os custos de manutenção

no mercado do pós-venda dos

veículos elétricos a bateria sejam, aproximadamente,

40% inferiores aos dos veículos

“convencionais” com motor de combustão.

No entanto, este fenómeno não é

estritamente um “redutor” da fonte de lucro

para os players do aftermarket, visto que

existem oportunidades num investimento

em conjuntos de competências, ofertas e

mensagens que correspondem à crescente

exigência de sustentabilidade.

VI - Importância crescente de

software que exige novas

competências

O PODER DOS BIG DATA E DA ANÁLISE AVANÇADA

NA OTIMIZAÇÃO DA CADEIA DE VALOR

Os big data e a análise avançada permitirão aos players do aftermarket guardar e processar dados do veículo, do cliente e da utilização do veículo para

otimizar a cadeia de valor integralmente com base na manutenção preventiva. Os dados dos clientes proporcionam informações importantes acerca dos

intervalos de manutenção normais e previsões para a probabilidade de visitas de manutenção atípicas no caso de erros do veículo ou danos excecionais.

Os dados do veículo proporcionam informações acerca do grau de desgaste, bem como da quilometragem. Se for reunida e processada informação

correta suficiente, estatísticas de big data associadas a análises específicas do cliente podem levar a uma previsão precisa da próxima visita do cliente e

das respetivas peças e serviços.

Com base em previsões tão precisas, as oficinas, os distribuidores e fornecedores de peças e os OEM podem otimizar a sua logística. Primeiro, um

conhecimento mais preciso da necessidade da próxima manutenção permite diminuir a taxa de devolução de entregas falhadas. Segundo, o aumento

de entregas atempadas permite diminuir a quantidade média de existências. Por fim, melhores previsões a médio prazo podem levar, inclusivamente, a

ciclos de produção de peças mais otimizados.

40 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


O software está a tornar-se cada vez mais

fundamental nos veículos. Num cenário

extremo, no qual o conhecimento de software

se torna não apenas uma competência,

mas a principal competência, as

oficinas “convencionais”, baseadas na mecânica,

podem não continuar a ter lugar

no ecossistema do mercado do pós-venda.

O inquérito a especialistas demonstra que

mais de 50% dos especialistas da indústria

prevê que os serviços do mercado do

pós-venda se tornem mais importantes do

que as peças. E 40% prevê que os serviços

se tornem tão importantes como as peças

(Quadro V). Para os players do aftermarket

que começam a desenvolver os seus

conjuntos de competências de software,

existe um potencial significativo para a

otimização das operações e novos casos de

utilização valiosos em duas áreas específicas:

Manutenção e monitorização

Os diagnósticos remotos a bordo podem

ajudar os OEM a identificarem antecipadamente

problemas técnicos no ciclo de

vida. Este “aviso antecipado” pode permitir-lhes

intervir rapidamente com atualizações

de software ou otimizar o tempo

de resposta a potenciais campanhas de

recolha, minimizando, assim, o risco de

acidentes relacionados com recolhas e o

custo de litígios prejudiciais para a marca.

O software também pode permitir atualizações

adicionais regulares às funcionalidades

existentes do produto, utilizando

tecnologia rápida “over-the-air”.

Apoio virtual à reparação

Para os players das áreas de manutenção e

reparação, maior competência de software

cria potencial de ser capaz de substituir

módulos remotamente ou disponibilizar

serviços “orientados virtualmente”, reduzindo,

ambas as situações, a necessidade

de os clientes se deslocarem fisicamente

à oficina. O potencial de diferenciação da

marca, de geração de receita e de poupança

de custos destas funções e serviços com

base em software, contribui para o valor do

software no mercado do pós-venda automóvel.

VII - Condução autónoma leva

a menos acidentes, mas a

intervalos de manutenção mais

curtos

Ao longo dos últimos anos, o volume global

de sistemas avançados de assistência

ao condutor (ADAS) cresceu 23% anualmente.

No entanto, é improvável que os

veículos totalmente autónomos sejam comercializados

antes de 2030. Entretanto,

os ADAS vão desempenhar um papel crucial

ao prepararem as entidades reguladoras,

os consumidores e as empresas para a

realidade de a médio prazo os automóveis

virem a assumir o controlo cada vez mais.

Num cenário agressivo, aproximadamente

50% dos veículos de passageiros vendidos

em 2030 poderá ser altamente autónomos

e, aproximadamente, outros 15% totalmente

autónomos. A crescente autonomia dos

veículos irá afetar o mercado do pós-venda

automóvel de diversas formas:

Menos acidentes

Os VA irão reduzir e, eventualmente, eliminar

o elemento de condução do erro

MÚLTIPLOS FATORES PODEM AFETAR A VELOCIDADE E O GRAU DE IMPLEMENTAÇÃO

DA DIGITALIZAÇÃO NO AFTERMARKET

Meios de

Comunicação

Quadro III

O digital está a afetar

profundamente todas as indústrias,

com um impacto variável

Telecomunicações

Ponto de

viragem

Turismo

Petróleo

e gás

Químicos

Fábricas

Hightech

Aftermarket

Automóvel

Retalho

Banca

Dinâmica

do vencedor

leva tudo

Fatores que reduzem a probabilidade de digitalização

l Grandes clientes B2B que contam com as relações de longo prazo junto dos fabricantes

de peças do mercado do pós-venda para o crescimento económico

l Risco de retaliação por parte de importantes distribuidores tradicionais em mercados

desenvolvidos

l Compreensão limitada dos produtos e instalação por parte dos consumidores

Fatores que aumentam a probabilidade de

digitalização

l Múltiplos níveis de distribuição proporcionam a oportunidade de reduzir

a cadeia de valor

l Novos modelos de logística e players que surgem no mercado (por

exemplo, protagonistas totalmente online, comerciantes online de

grande escala)

l Novos players agressivos sem custos fixos que pretendem disponibilizar

plataformas comerciais

l Crescente utilização digital entre utilizadores B2B e B2C

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

41


ANTEVISÃO Aftermarket em 2030

OS BIG DATA PERMITEM A ANÁLISE DOS DADOS DE CLIENTES E AUTOMÓVEIS,

POSSIBILITANDO A MANUTENÇÃO PREDITIVA E A GESTÃO OTIMIZADA DA LOGÍSTICA

DE PEÇAS

Quadro IV

Dados

dos clientes

Implicações

Dados dos automóveis

(Telemática e comportamento de condução)

40

25

Microprocessadores

que estão num

moderno veículo

conectado

Gigabytes de

dados por hora são

gerados

l Perspetivas de consumidores aprofundadas: ajuda a compreender

o comportamento, as preferências e as necessidades dos clientes

l Novos casos de utilização: a recolha digital de dados poderá

ajudar os players do aftermarket a aperfeiçoar as suas operações,

a gerarem contactos e a impulsionarem as vendas

Em que medida a análise de big

data irá tornar-se numa vantagem

competitiva para os players do

aftermarket?

Até que ponto estão os atuais

players do aftermarket preparados

para utilizar a análise de big data

nas suas operações diárias?

Visão dos especialistas

60

FORTE

29

BEM PREPARADOS/

PREPARADOS

40

MODERADA/

FRACA

71

UTILIZAÇÃO

APENAS

NUMA FASE

PILOTO DE

ARRANQUE OU

IMPREPARADOS

humano. O menor controlo humano será o

principal fator de uma redução no número

de colisões, visto que mais de 90% de

todos os acidentes nos EUA, por exemplo,

são provocados, essencialmente, pela ação

do condutor. Isto tem impacto não só nos

players diretos do mercado do pós-venda

(por exemplo, oficinas) mas, também, nos

intermediários, tais como seguradoras, que

terão de adaptar os modelos de negócio.

NA FUTURA INDÚSTRIA

DO AFTERMARKET, O

SERVIÇO IRÁ TORNAR-SE,

SIGNIFICATIVAMENTE, MAIS

IMPORTANTE DO QUE AS

PEÇAS

54%

SERVIÇO

6%

PEÇAS

40%

AMBOS

Quadro V

O que será mais importante no futuro do

aftermarket: o serviço ou as peças?

Necessidades de manutenção

alteradas

Os VA estão concebidos para funcionarem

de forma ideal. Uma vez que muita da manutenção

dos veículos está relacionada com

a forma como os mesmos são utilizados

(por exemplo, comportamento de travagem),

os automóveis autónomos irão sofrer

menor desgaste. Por outro lado, estes

veículos têm de ser totalmente funcionais

de modo permanente e, portanto, estarão

equipados com componentes mais sensíveis

(por exemplo, sensores), que, provavelmente,

irão exigir testes de diagnóstico mais

frequentes. Adicionalmente, a interação do

serviço entre o cliente e a oficina irá mudar,

uma vez que os veículos poderão dirigir-se

sozinhos à oficina, eliminando da equação

as interações humanas presenciais.

Maior responsabilidade

Como os condutores se tornam menos

ativos no controlo dos veículos, os enquadramentos

regulamentares poderão transferir

mais responsabilidade em direção aos

OEM. Isto tem o potencial de tornar os modelos

de manutenção apoiados pelos OEM

preferíveis aos modelos de manutenção e

reparação independentes. Sendo a reparação

de acidentes e a manutenção baseada

na utilização fundamental para o atual

modelo do mercado do pós-venda, a análise

revela que as funcionalidades de segurança

ativa podem eliminar, aproximadamente,

30 mil milhões de euros da fonte de receita

do mercado do pós-venda automóvel até

2030 (Quadro VI). Além disso, os VA podem

eliminar entre 10 a 80 mil milhões de

euros adicionais, dependendo da adoção

dos mesmos no mercado.

VIII - Veículos conectados que

permitem manutenção preditiva

Uma variedade de sensores e de serviços

baseados na Internet (por exemplo, sistemas

de navegação) está a permitir novas

funcionalidades, tais como monitorização

do itinerário, procura e ajuda ao estacionamento,

assistência em caso de acidente

e avaria, procura de concessionário e informação

do estado do veículo. Tipos adicionais

de tecnologia de recolha de dados

estão, neste momento, a ser implementados,

tais como dongles aperfeiçoados que

recolhem dados acerca do comportamento

do condutor. Para os players do aftermarket,

o aumento da conectividade proporciona

potenciais relações próximas e mais

imediatas com os clientes.

Recomendações de resposta e

disponibilidade

Um serviço avançado de avarias irá, não

só, solicitar assistência rodoviária mas,

42 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


também, transmitir dados específicos

do acidente, ajudando a entidade que dá

resposta a proporcionar o serviço mais

adequado, sabendo antecipadamente que

peças do automóvel são necessárias. O

serviço também irá recomendar um local

para a assistência. O estudo dos consumidores

indica que, aproximadamente, 60%

dos condutores nos EUA, na Alemanha,

no Brasil e na China irá seguir a recomendação.

Manutenção preditiva

Os dados relativos ao estado operacional

enviados continuamente pelos veículos

conectados permitem a análise e a verificação

instantânea do veículo. Se uma avaria

atual ou potencial for detetada, podem ser

tomadas medidas adequadas. Esta possibilidade

de manutenção preditiva também

permite a melhoria contínua do veículo

(para além de reparações agendadas) e

uma melhor distribuição do volume de

trabalho nas oficinas.

Diagnóstico remoto a bordo

Em vez da ocorrência da manutenção do

veículo a intervalos de tempo regulares, a

manutenção preventiva será baseada no

comportamento de condução e na utilização

do veículo em condições reais. Este

tipo de serviço poderá aumentar o movimento

nas oficinas através de recomendações

de manutenção e campanhas de

manutenção direcionadas, especialmente

quando a garantia termina e a fidelidade

dos clientes, por norma, decresce.

Novos serviços digitais

A conectividade permite uma nova gama

de serviços digitais que os clientes podem

adquirir conforme necessário (por exemplo,

disponibilização a bordo de serviços

relacionados com mobilidade, tais como

infoentretenimento ou serviços de concierge,

segurança baseada em utilização e

recomendações personalizadas). A conectividade

permite que o automóvel se torne

num sistema para os players do aftermarket.

Isto coloca a questão: quem irá ter a

posse dos contactos dos clientes no futuro?

De acordo com 60% dos especialistas

do mercado do pós-venda automóvel, os

OEM serão os principais players. O nível

a que os diversos players irão controlar os

dados e as interfaces dos clientes depende

fortemente das futuras diretrizes regulamentares.

n

PREVÊ-SE QUE OS ADAS E OS VEÍCULOS AUTÓNOMOS REDUZAM

AS RECEITAS DO MERCADO DO PÓS-VENDA

Impacto

Fatores

direcional nas

vendas de peças Justificação

Quadro VI

Primários: número de colisões

A diminuição do controlo humano será o principal

fator por detrás de um menor número de colisões

Substituição de peças

motivada por colisões

Percentagem de veículos que são controlados

por humanos

Número de quilómetros percorridos por

veículos autónomos em relação a veículos não

autónomos

Secundários: gravidade das colisões

Os veículos autónomos irão reduzir e,

eventualmente, eliminar o elemento de condução do

erro humano

Mais condução devido ao aumento da comodidade,

menos condução devido à utilização conjunta e aos

itinerários de condução otimizados

Diminuição da gravidade dos acidentes análoga à

verificada com os sistemas de segurança ativa

Terciários: custo das peças

Maior utilização da tecnologia de sensores expostos

em zonas de colisão dos automóveis parcialmente

compensada por uma redução no preço

Substituição de peças

não motivada por colisão

Primários: quantidade de peças de desgaste;

comportamento de condução

Número de quilómetros percorridos por

veículos autónomos em relação a veículos

não autónomos

Secundários: custo das peças

Comportamento de condução ideal que resulta num

menor desgaste de peças, como pneus e travões

Mais condução devido ao aumento da comodidade,

menos condução devido à utilização conjunta e aos

itinerários de condução otimizados

Tecnologia autónoma sofisticada que tem ciclos

de substituição que ultrapassam a vida útil do

automóvel

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

43


Empresa

Fundada por

Jochen Staedtler

a 2 de julho de

1982

Soluções

Made in

Germany

Dois armazéns:

Estoril e Maia

AleCarPeças

C

M

Y

Mais de

100

gamas de produtos

Fundada há 37 anos por Jochen Staedtler, a AleCarPeças rapidamente se assumiu como

uma empresa de cariz familiar vocacionada para a distribuição de produtos aftermarket

automóvel de origem alemã. Ao longo do seu percurso, a empresa liderada por Pedro

Rodrigues e Alexandra Staedtler foi desenvolvendo a sua atividade baseada em Lisboa

com componentes de desgaste rápido e elevada qualidade, tendo nascido aí a sua atual

assinatura: Soluções Made in Germany. Com mais de 40.000 referências em stock, 22

marcas representadas e mais de 100 gamas de produtos, a AleCarPeças, que participou,

pela primeira vez como expositora, na expoMECÂNICA 2019, regressou ao norte do país.

E em força. É que cumpridos 20 anos sobre o encerramento da sua delegação no Porto

(em tempos existiu uma também em Viseu), a empresa inaugurou um armazém na cidade

da Maia. São cerca de 800 m 2 de espaço, que se juntam, assim, aos 1.200 m 2 de área

do armazém central, localizado no Estoril. Com balcões em Lisboa, no Estoril e na Maia,

a AleCarPeças encontra-se de boa saúde e recomenda-se.

CM

MY

CY

CMY

K

Mais de

40.000

referências em stock

24 marcas

representadas

44

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


NOVA

LOJA NA MAIA

AleCarPeças - Peças e Acessórios Automóveis, Lda

Lisboa: Av. Afonso III 57 Lj 1/3 - Ed. Tágide, 1900-041 Lisboa - Tel.: 218 150 044

Estoril: Estrada de Manique - 1610 A - Armazém 2/3, 2645-550 Alcabideche - Tel.: 214 602 465

Maia: R. Eng. João Tallone 243 - ZI da Maia - Sector IX - 4470-516 Maia - Tel.: 221 105 346

Email: geral@alecarpecas.pt | www.alecarpecas.pt

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

45


Empresa

Fundada em maio de 1977

Auto delta

Plataforma online

criada com a TecDoc

Atendimento personalizado

Mais de

120.000

referências em stock

Como se os 42 anos que a empresa fundada por Armindo Romão e Catarina

Luísa leva no ativo não fossem suficientes, aqui ficam alguns valores que

tornam a Auto Delta num dos nomes mais fortes do aftermarket nacional:

ética, profissionalismo e confiança; respeito pelos compromissos assumidos;

lealdade para com os seus parceiros; qualidade e inovação; excelência dos

serviços prestados. Com mais de 120 mil referências em stock, a Auto Delta,

que está sediada em Leiria e que conta com uma filial localizada em Castelo

Branco, é reconhecida, ininterruptamente, desde 2010, com o estatuto de

PME Excelência. Especialista nas campanhas “Fabricante do Mês”, que têm

como objetivo destacar, mensalmente, uma marca comercializada pela empresa,

a Auto Delta integrou, no final de 2018, o Grupo CGA, tendo distinguido,

recentemente, os 14 parceiros que fazem parte do projeto OMD (Official MEY-

LE Dealer). Até final deste ano, a empresa de Leiria deverá ter um novo armazém,

que desempenhará um papel crucial rumo ao seu crescimento. Porque,

como a própria empresa afirma:“Com os melhores, a caminho do futuro”.

Satisfação

do cliente

Qualidade

nos serviços

prestados

46 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


Leiria: Rua da Fontainhas, nº 77 - Andrinos | 2416 - 905 Leiria | Tel.: 244 830 070 - Fax: 244 813 047 | email: geral@autodelta.pt

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

Castelo Branco: Zona Industrial - Rua T, Lote49 | 6001-997 Castelo Branco I Tel.: 272 349 580 | Fax: 272 349 589 | email: geral.cb@autodelta.pt

47


Empresa

Em 2019, comemora

33 anos de atividade

Autozitânia

Marcar a tendência

do aftermarket

TAcionista da

EMOT

International

Credibilidade, confiança, responsabilidade. O estatuto de PME

Excelência representa tudo isso. A Autozitânia tem sabido, como

poucas, manter-se sempre no patamar mais alto do aftermarket.

Sendo uma empresa que se dedica à importação e distribuição de

peças para automóveis em todo o território nacional, trabalha com os

melhores fabricantes de componentes, que garantem uma oferta de

excelente qualidade. Além disso, a Autozitânia conta com um grupo

de colaboradores que alia a sua experiência à formação técnica e

comportamental. Tudo para poder tratar o cliente como um parceiro

e como uma natural extensão do seu negócio. Mais do que a simples

venda de peças para automóveis, a empresa sediada em Famões,

no município de Odivelas, pretende prestar um serviço de excelência

a todos os níveis. O conceito “Drive Repair” é uma solução que

oferece aos clientes, para que estes possam disponibilizá-lo às

suas oficinas. Distinguida pela TEMOT International com o prémio

“Best Shareholder Compliance”, a Autozitânia comemora 33 anos de

atividade em 2019. Um exemplo a seguir, portanto.

Importação

e distribuição

de peças

Gerar valor

para os parceiros

Portal de compras online para clientes

48

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


Instale já!

APP

Catálogo & Webshop

Esta aplicação permite consultar o

stock e os preços dos nossos

produtos, fazer encomendas, fazer

orçamentos personalizados por

viatura e consultar informação

técnica para reparação auto em

qualquer local e a qualquer

momento. A opção de pesquisa,

para além da procura por marca,

modelo, produto e referência

permite ainda a procura por busca

gráfica ou através de matrícula. E

ainda inclui as bases de dados:

Tecdoc, Autodata, HaynesPro e

Eurotax.

www.autozitania.pt

PME Líder & Instagram

Excelência Aftermarket Junho 2019

49


Empresa

Distribuidor exclusivo Original Birth desde 2010

Preços competitivos

Filourém

A presença da Filourém na expoMECÂNICA 2019 é apenas o reflexo da postura que

a empresa tem adotado ao longo dos anos e que pretende manter: contacto direto e

fidelização dos clientes, destaque das suas principais marcas, modernização, procura

de novos mercados e fornecedores. Tudo isto na busca incessante de oferecer um

serviço personalizado, rápido e consistente. Para a empresa, voltar a ser PME Líder

foi o reconhecimento do trabalho, dedicação e ambição colocados no dia a dia, que,

certamente, se traduzirá em responsabilidade para continuar a fazer sempre mais

e melhor. No entanto, a palavra “estatuto”, por si só, não melhora o atendimento e

não aumenta o stock: só uma gestão rigorosa, dinâmica, equilibrada e um tremendo

esforço da equipa permitirá continuar a evolução da Filourém. Longe vão os tempos

onde a empresa de Ourém começou por se especializar em material alemão e filtros,

havendo, agora, uma aposta contínua no alargamento de stock, com novas linhas

de produtos, mas mantendo a qualidade do material com preços competitivos. Sem

dúvida que Original Birth, Bremsi, FIBA e Japko são marcas essenciais no crescimento

da empresa, pela relação de confiança e estabilidade existentes (em parte,

por serem representantes únicos), pela grande variedade da sua oferta e ainda pela

forte aceitação perante os clientes. Naturalmente que, neste setor, todos querem

crescer ano após ano. E a Filourém não será exceção.

Produtos de

elevada

qualidade

Stock

alargado

de artigos

Constituída em

2002

50

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

51


Empresa

ˆˇ

Comercialização

de equipamentos

e acessórios

Maior

stock ibérico

de porcas de elevadores

13 técnicos

qualificados para

todo o território

nacional

MGM

Manuel Guedes Martins. Ou, simplesmente, MGM. A empresa que ostenta o nome

do seu fundador é uma das referências nacionais na reparação e manutenção de

equipamentos auto e industriais, atuando com competência, profissionalismo, seriedade

e dedicação. A MGM presta serviços de assistência técnica e manutenção

preventiva e curativa em elevadores de viaturas, compressores, máquinas de lavar

de alta pressão, máquinas de montar e desmontar pneus, aspiradores e bombas de

óleo, aspiradores e lavadores de estofos, máquinas de soldadura MIG e TIG e corte

plasma. Para além de comercializar equipamentos, vende, também, todo o tipo de

acessórios e peças de reposição referentes aos equipamentos acima referidos. A

formação é outra das áreas consideradas primordiais para a organização liderada

por Manuel Guedes Martins. Tanto mais que, nas suas instalações, promoveu uma

ação dedicada aos veículos híbridos. Uma das grandes apostas da MGM este ano

foi o investimento na formação de três colaboradores em manuseamento de gases

fluorados em equipamentos de refrigeração.

Ser uma

referência

no setor da

reparação

Competência,

profissionalismo,

seriedade,

dedicação

Certificação

ISO 9001:2015

52

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


Rua do Agro, 150

4410-089 SERZEDO VNG

Tel. 22 764 27 22 / Telm. 91 406 80 71

www.mgm.com.pt / geral@mgm.com.pt

FAÇA AS MANUTENÇÕES PERIÓDICAS

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

53


Empresa

Comercialização

de tintas e produtos

non paint

Fundada em

1978

Mota & Pimenta

Assistência técnica

24h

A caminho dos 41 anos de história, a Mota & Pimenta, designação que resulta da conjugação

dos apelidos de Virgílio e Margarida Conceição, respetivamente, atua na área

mais colorida do aftermarket. Com uma equipa composta por 19 colaboradores, a empresa

de Vila Nova de Famalicão tem na assistência técnica 24 horas e no Centro de

Formação Tecnológico para repintura automóvel dois dos seus ex-líbris. Importadora da

marca DeBeer desde 1997, a Mota & Pimenta, que comercializa tintas e produtos non

paint, considera extremamente importante alargar o portefólio de artigos para continuar

a crescer. Até porque, sendo o mercado cada vez mais exigente, é fundamental que a

Mota & Pimenta tenha argumentos para responder às alterações solicitadas. E uma

das formas de colmatar estas evoluções é precisamente através da implementação de

novas marcas e novos produtos. Sendo uma empresa que está orientada para responder

às necessidades das oficinas, a Mota & Pimenta concilia qualidade com rentabilidade,

dispondo de um leque de produtos bastante diversificado.

19

Centro de

Formação

Tecnológico

colaboradores

Importadora da

DeBeer

desde 1997

54 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019


PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

55


Empresa

Mais de

40 anos

de experiência

Marca

Reatek

é nova

aposta

Reconstrução e distribuição

de componentes auto

Readapt

Foco

no contacto pessoal

com o cliente

Especializada na área da reconstrução e distribuição de componentes para automóveis,

a Readapt Portugal tem colhido na experiência adquirida ao longo dos anos a eficácia, o

profissionalismo, a honestidade e o respeito pelos clientes, fornecedores e parceiros com

que desenvolve a sua atividade. Preocupada com a assistência pós-venda, criando relações

construtivas baseadas em laços de parcerias, transparência e confiança, a Readapt

Portugal sentiu uma forte necessidade de se reinventar e de mostrar ao mercado que

acompanha as tendências e que está, também, mais tecnológica do que nunca. Fruto

dessa necessidade, surgiu a marca Reatek, que é encarada como uma celebração dos

projetos implementados até agora. E 2019 está a ser um ano em cheio para a empresa

sediada na Venda do Pinheiro. Abriu uma nova loja em Sacavém, mudou de imagem e

está a desenvolver um novo website, que promete ser mais uma ferramenta de trabalho

para o cliente. A política da empresa fundada por Jorge de Almeida faz com que os seus

colaboradores mantenham o foco no contacto pessoal com o cliente.

Sede na Venda

do Pinheiro, filial

no Porto, loja em

Sacavém

Mudança

de imagem,

construção de

novo website

56

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


Brevemente

Disponível

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

57


Empresa

Fundada a 9 de julho de 1984

Reparação de bombas injetoras, injetores e turbos

Servidiesel

Especializada na reparação de sistemas de injeção Diesel/gasolina,

bem como de turbocompressores para viaturas ligeiras e pesadas,

a Servidiesel foi fundada, em Sintra, a 9 de julho de 1984, como

Serviços Diesel de Amadeu Joaquim Cristovão Bordalo. A alteração

do nome para Servidiesel ocorreu em 1994, com a mudança de instalações.

O facto de, este ano, a empresa ter sido distinguida com

o estatuto de PME Excelência, é encarado como o reconhecimento

do bom trabalho realizado por uma equipa de grandes profissionais.

Até porque ser PME Excelência é sempre importante junto de fornecedores

e clientes. O balanço dos 35 anos de atividade da Servidiesel

é, de resto, muito positivo. A empresa cresceu em dimensão,

em conhecimento e em capacidade técnica e tecnológica, encontrando-se,

hoje, num patamar de reconhecimento nacional e internacional

do que de melhor existe ao nível da reparação de sistemas

Diesel e turbos, assim como no automóvel. A recente aquisição de

um novo equipamento para regeneração de filtros de partículas é

encarada pelos responsáveis como uma decisão acertada.

Sala limpa com certificação

ISO 6

Regeneração de

filtros de

partículas

Especialistas em

Diesel

58

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

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Empresa

Revendedora oficial da A.M. Gears

para Portugal e Espanha

Presença em quatro feiras no ano de 2019

Sparkes & Sparkes

Parceria

com a marca de

lubrificantes

FUCHS

Mais

1.000

de

caixas de velocidade

armazenadas

Serviço de montagem

Especializada na reconstrução de caixas de velocidade manuais

para veículos ligeiros (passageiros e comerciais), a Sparkes &

Sparkes é uma empresa única em Portugal no seu setor de atividade.

Facto que lhe permite manter o seu próprio controlo de qualidade,

onde um profissional com grande perícia e competência técnica

reconstrói o componente. Isto só é possível devido ao grande stock

de peças novas, rolamentos e mais de 1.000 caixas de velocidade

que são mantidas armazenadas. A Sparkes & Sparkes oferece um

serviço rápido no fornecimento de caixas de velocidade manuais

reconstruídas ao cliente, propondo um ano de verdadeira garantia,

sendo a unidade usada devolvida em troca. Todas as caixas de

velocidade são fornecidas com lubrificantes Titan da FUCHS, fruto de

uma parceria estabelecida com a marca no final de 2018. A empresa

liderada por Diamantino Costa, “braço direito” da família britânica

Sparkes, destaca a presença em quatro feiras este ano e o facto de

ser revendedora oficial para Portugal e Espanha da A.M. Gears.

Grande stock de peças novas e rolamentos

60

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

61


a

Empresa

A caminho dos

27 anos de experiência

Vicauto

Membro do

grupo espanhol

ADR

Parceiro de confiança

Com quase 27 anos de presença no mercado português, a Vicauto

é uma referência no aftermarket de pesados, comercializando todo

o tipo de peças para camiões, reboques e autocarros. A entrada no

Grupo ADR 98, celebrada na Motortec Automechanika Madrid 2019,

é vista pelos responsáveis da empresa de Viseu com um passo

decisivo. Até porque existem sinergias que proporcionam acesso

a muitos produtos e serviços, que, de forma isolada, a Vicauto não

conseguiria alcançar. O grande portefólio de marcas que o Grupo

ADR 98 dispõe pode, assim, ser partilhado pela Vicauto, com grandes

vantagens para ambos. O futuro para a empresa viseense apresentase

risonho. O mercado das peças para pesados encontra-se no

“verde” e a Vicauto acredita no seu potencial. Mas, para isso, sabe

que é fundamental estar com os parceiros certos, nomeadamente

com as marcas que desenvolvem as novas tecnologias utilizadas

na mobilidade do futuro. A aposta na comercialização de produtos

premium tem permitido à organização liderada por Carlos Alberto e

João Manuel usufruir de ações de formação técnica.

Mais de

25.000

referências para pesados

Aposta em produtos

premium

Melhores marcas, melhores produtos, melhores preços

62

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019 2018


Mantemos o seu negócio em movimento!

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2019

63


PME Líder aftermarket 2018

Orgulho nacional

Em 2018, o tecido empresarial português mostrou uma vitalidade ímpar face a anos anteriores,

com inúmeras empresas a deixarem a sua marca. Não apenas no nosso país, mas, também,

no panorama internacional. O que demonstra a qualidade e a prestação das organizações lusas

Empresa

Concelho

Empresa

Concelho

A Rectificadora de Guimarães - Rectificações de Motores, Lda.

Guimarães

A. Esteves, Lda. Cinfães

A. Vieira, S.A. Guimarães

A.J. Monteiro, Lda.

Matosinhos

Abílio Lourenço, Herdeiros, Lda.

Oliveira de Azeméis

Açorpeças - Peças e Acessórios para Automóveis, Lda.

Ponta Delgada

Acraluv, Unipessoal, Lda.

Seixal

Adelino Pedro - Comércio de Peças Automóvel, Lda. (APL Expresso) Ponta Delgada

Agostiauto - Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda.

Setúbal

AleCarPeças - Acessórios de Automóveis, Lda.

Lisboa

Algarchapa - Comércio de Peças para Automóveis, Lda.

Albufeira

Alidata - Soluções Informáticas, Lda.

Leiria

ALTARODA, S.A.

Paredes

Ambrocar - Reparação e Comércio de Automóveis, Lda.

Moita

Angopeças - Soc. Comercial e Importadora de Peças, Lda.

Odivelas

António Sá Pacheco & Ca., Lda.

Ovar

Arenes Car - Reparação e Comércio de Automóveis, Lda.

Torres Vedras

Arnaldo & Berenguer, Lda.

Funchal

Atwoo Carcosmetics, Lda.

Batalha

Auto Acessórios Jalema, Lda.

Vila Real

Auto Carapelhos, Lda.

Mira

Auto Delta - Comércio de Peças, Acessórios e Automóveis, Lda.

Leiria

Auto Duque - Oficinas de Reparações de Automóveis, Lda.

Porto

Auto Filivone, Lda.

Paços de Ferreira

Auto Fornecedora - Acessórios, Lda.

Porto

Auto Índia, S.A.

Loures

Auto João & Jorge - Comércio e Reparação de Automóveis, Lda.

Seixal

Auto Jota - Peças, Lda.

Seixal

Auto Mecânica do Monte, Lda.

Lisboa

Auto Peças Barlavento, Lda.

Lagoa

Auto Ramiro, Lda.

Aguiar da Beira

Auto Rana - Centro de Manutenção de Veículos, Lda.

Cascais

Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda.

Porto

Auto Reparadora Carlos A. D. Rosa, Lda.

Mealhada

Auto Reparadora Eléctrica de Fátima, Lda.

Ourém

Auto Silva – Acessórios, S.A.

Porto

Auto Torre da Marinha - Comércio Peças Veículos Automóveis, Lda.

Seixal

Auto Truck F.H. 2000, Lda.

Alenquer

Autoaval - Acessórios de Automóveis do Mondego, Lda.

Coimbra

Auto - Cambota, Lda.

Odivelas

Auto - Chico - Reparações de Automóveis, Lda.

Cascais

Autocor - Reparações de Automóveis, Lda.

Ovar

Autoengenhocas - Reparações de Automóveis, Lda.

Alenquer

Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Químicos, Lda.

Santa Maria da Feira

Autogarsilva, Lda.

Miranda do Corvo

Autojofer - Comércio e Reparação de Automóveis, Lda.

Sintra

Autoni - Pneus e Óleos, Lda.

Santo Tirso

Autopeças Cab - Acessórios e Lubrificantes, Lda.

Seixal

Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A.

Odivelas

Autozitânia II - Veículos e Peças, S.A.

Odivelas

B. C. L. Car – Automóveis, Lda. Porto

BlueChem - Indústria e Comércio, S.A.

V. N. de Famalicão

Bolas - Máquinas e Ferramentas de Qualidade, S.A.

Évora

Bompiso - Comércio de Pneus, S.A.

Valongo

Bragalis - Peças e Acessórios para Automóveis, S.A.

Braga

Brás & Filho, Lda.

Porto

C. Y. R. - Comércio Ibérico de Rolamentos, Lda. Torres Vedras

Calçada & Costa Reparação de Automóveis, Lda.

Ponte de Lima

Caldeira & Caldeira, Lda.

Figueira da Foz

Canfer - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Mafra

Caralmada - Centro de Manutenção de Veículos , Lda.

Almada

Carsistema Portugal - Representações, S.A.

Coimbra

Cascauto - Auto Reparadora, Lda.

Cascais

Central Diesel, Lda.

Lisboa

Centro Glass - Comercialização e Aplicação de Vidros, Lda.

Leiria

Centrocor - Comércio de Tintas e Ferramentas, Lda.

Penafiel

Comercialpeças - Mário de Almeida & Martins, Lda.

Matosinhos

Cometil - Comércio Equipamento Técnico Industrial, S.A.

Loures

Coprial - Comércio Peças e Rolamentos para Automóveis, Lda.

Torres Vedras

Corcet, Lda.

Penafiel

Coteq, S.A.

Braga

Covipneus, Lda.

Fundão

Cunha & Filhos, Lda.

Porto

Cunha, Santos & Abelheira, Lda.

Porto

D. Costa - Peças e Equipamentos Rolantes, S.A. (Coperol) Loures

Dadicauto - Comércio e Reparação de Automóveis, Lda.

Lagoa

Daniel Antunes - Reparação de Travões e Embraiagens, Lda.

Braga

Daniel Mestre - Comércio de Pneus Unipessoal, Lda.

Beja

Darquepeças - Comércio de Peças e Acessórios, Unipessoal, Lda. Viana do Castelo

David Abreu, Unipessoal, Lda.

Guimarães

Dingipeças - Comércio de Peças Automóveis, Lda.

Leiria

Dispnal Pneus, S.A.

Penafiel

DMcar, Lda.

Mortágua

DMS Trucks, Lda.

Leiria

Ecopartes, Lda.

Leiria

Electro - Marques - Reparações Eléctricas Auto, Lda.

Ourém

Electropeças Auto de Braga, Lda.

Braga

Elps, Lda.

Funchal

Emanuel Gouveia Rodrigues - Comércio e Reparação Auto, Lda.

Funchal

Empilhapeças - Com. Peças e Componentes para Empilhadores, Lda.

Maia

Equiwash - Comércio Produtos Equipamentos Auto, Lda.

Guimarães

Eurocomponentes - Componentes para Veículos Industriais, Lda. Condeixa-a-Nova

Europe Rubber Tree - Tires, Lda.

Lisboa

Fabriscape - Fábrica de Escapes para Automóveis, Lda.

Torres Novas

Fanlac, Lda.

Sintra

Filourém - Comércio de Peças Auto, Lda.

Ourém

Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda.

Braga

Fluxoimpor, Lda.

Porto

Francecar - Peças Automóveis, Lda.

Viseu

Gaiafor - Comércio de Peças Auto, Lda.

Vila Nova de Gaia

64 PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2018 2019


Empresa

Concelho

Empresa

Concelho

Garagem Estrela Cantanhede - Sacarrão & Sacarrão, Lda.

Cantanhede

Gondofor - Comércio de Peças para Automóveis, Lda.

Gondomar

Granmotor - Comércio de Peças Auto, Lda.

Torres Vedras

Gulosipeças - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Viana do Castelo

H. & J. Barradas, Lda. Estremoz

H.B.C. II - Peças Auto, Lda.

Batalha

Henrique Primo Unipessoal, Lda.

Marinha Grande

Heroeléctrica - Reparação e Acessórios Automóveis, Lda.

Lisboa

Indústrias Metálicas Veneporte, S.A.

Águeda

Interescape - Fabricação de Escapes para Automóveis, Lda.

Vila do Conde

Isuvol - Importação e Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda.

Cartaxo

J. Alves - Oficinas Auto, Lda. Santo Tirso

J. F. de Oliveira - Importação e Exportação, Lda. Oeiras

Jaime & Rodrigues, S.A.

Anadia

Jorge Ferreira Rodrigues - Parts, Unipessoal, Lda.

Leiria

José Aniceto & Irmão, Lda. (S. José Pneus)

Cantanhede

José Areias, Unipessoal Lda.

Alcobaça

José Bandeira - Comércio de Automóveis e Acessórios, Lda. Vila Nova de Gaia

José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Lda.

Proença-a-Nova

José Lourenço & Filhos, Lda.

Proença-a-Nova

José Manuel Rodrigues Fortunato, Lda.

Fundão

Jovilucas – Automóveis e Acessórios, Unipessoal, Lda.

Castelo Branco

Juncauto - Auto Reparadora de Mecânica Pesada, Lda.

Loures

KRAUTLI Portugal - Equipamentos para Veículos, Lda.

Loures

Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A.

Leiria

Leirilis - Acessórios e Peças para Automóveis, S.A.

Leiria

Lobo & Arzileiro - Comércio Peças e Acessórios Auto, Lda.

Coimbra

Loja de Tintas - Comércio de Tintas, Lda. (LTintas)

Almada

Lovistin - Comércio de Máquinas e Tintas, Lda.

Viseu

Lubrifátima Pneus, Lda.

Ourém

Lubrinordeste - Peças e Acessórios, Lda.

Vila Real

Lusofiltros - Filtros e Acessórios para Veículos, Lda.

Vila Nova de Gaia

M. F. Pinto - Importação e Exportação Peças Auto, S.A. Sintra

M.A.E. - Peças para Automóveis, Lda.

Ourém

M.C.D. Garcia, Lda.

Sintra

M.C.S.- Peças e Acessórios para Automóveis e Camiões, Lda.

Loures

Macos - Extras e Acessórios para Automóveis, Lda.

Porto

Maiorpeças - Acessórios Automóveis, Lda.

Rio Maior

Manuel Guedes Martins, Unipessoal, Lda. (MGM)

Vila Nova de Gaia

Manuel Maria & Caetano, Lda.

Lagoa

Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores)

Vila Nova de Gaia

Mário Santos Silva - Manutenção e Rep. de Veículos Automóveis, Lda. Porto de Mós

Meadela - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Viana do Castelo

Megape - Comércio e Indústria de Pneus, S.A.

Loures

Menapeças - Comércio e Importação Peças, S.A.

Alenquer

Mendes Gomes & Companhia, Lda.

Funchal

Metalúrgica do Fundão, Lda.

Fundão

Mondegopeças - Comércio de Acessórios para Automóveis, Lda.

Coimbra

Mota & Pimenta, Lda.

V. N. de Famalicão

Motorbest Algarve, Lda.

Olhão

Motorbus - Reparação e Peças Auto, Lda.

Vila Nova de Gaia

Multishop Auto - Comércio de Pneus e Acessórios, Lda.

Lisboa

Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda.

Loures

Neocom - Distribuição Componentes Automóvel, Lda.

Aveiro

Nipocar - Importação e Comércio, Lda.

Gondomar

Oliveira Moreira & Azevedo, Lda.

S. João da Madeira

Paulo & Daniela - Comércio de Peças Auto, Lda. (PD Auto)

Braga

Peçaslimia - Comércio Peças e Acessórios Auto, Lda.

Vila Verde

Peçasram - Comércio de Peças e Acessórios, Lda.

Funchal

Peciloures - Comércio de Peças, Lda.

Loures

Phaarmpeças, Unipessoal Lda.

Viseu

Pinto, Guedes de Oliveira, Lda.

Vila Nova de Gaia

PLA Peças, S.A.

Leiria

Placauto - Chapas Matrícula e Acessórios Auto, S.A.

Sintra

Pneus D. Pedro V - Comércio de Pneus, S.A.

Trofa

Pneus Josilex, Lda.

Felgueiras

Pneuser - Manutenção Automóvel, Lda.

Penalva do Castelo

Pneusmir, Lda.

Mira

Pneuvita - Comércio e Serviços de Automóveis, Lda.

Sintra

Popapneus - Acessórios Automóveis, Unipessoal, Lda.

Torres Vedras

Portepim, Sociedade Representações, S.A.

Coimbra

Póvoa Hidráulica - Soc. Importação Componentes Carroçarias, Lda. Póvoa de Varzim

Primopeças - Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda.

Amares

Projetiva - Representações e Serviços, Lda.

Torres Novas

Q&F - Comércio de Automóveis e Acessórios, Lda.

Valongo

Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda.

Peso da Régua

R. L. & C. Cassiano, Lda. Santa Cruz

RPL Clima - Ar Condicionado para Automóveis, Lda.

Loulé

R.S. Contreras, Lda.

Oeiras

Raf Portugal, Lda.

Leiria

Recauchutagem Guiense, Lda.

Pombal

Recauchutagem São Mamede, Lda. (RSM)

Guimarães

Remaçor - Sociedade de Representações, Lda.

Vila do Porto

Renacentro - Reparação de Veículos Automóveis, Lda.

Aveiro

Reparaz, Auto-Reparadora, Lda.

Reg. de Monsaraz

Ricardo Ferreira - Reparações de Automóveis, Unipessoal, Lda.

Alenquer

Roberlo Portugal - Produtos Químicos, Unipessoal, Lda.

Albergaria-a-Velha

Rocha & Soares, Lda.

Ponte de Lima

Rodaflex Pneus, Lda.

Santa Maria da Feira

Rodapeças - Pneus e Peças, S.A.

Pombal

Rofel - Indústria Metalúrgica de Águeda, Lda.

Águeda

Rubber Vulk, Lda.

Oliveira de Frades

Rugempeças, Lda.

Sintra

Sá Gomes, S.A. (Auto Esfera)

Braga

Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda.

Portimão

Saraiva & Irmão, Lda. (Discar)

Aveiro

Scancar - Comércio e Reparação de Veículos, Lda.

Castelo Branco

Servidiesel - Reparação e Comércio de Bombas Injetoras e Turbos, Lda.

Sintra

Silva & Carvalhas, Lda.

São Pedro do Sul

Simporal - Sociedade Importadora de Peças para Automóveis, Lda.

Lisboa

Sintética, Lda.

Ovar

Sobrais - Fábrica de Radiadores e Componentes Térmicos, Lda.

Cantanhede

Sociedade Importadora Romafe, S.A.

Porto

Sonergil - Sociedade de Recuperação de Energias, S.A.

Palmela

Sotinar Dois - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda.

Aveiro

Sotinar Porto - Tintas e Sistemas de Pinturas, Lda.

Maia

Soulima - Comércio de Peças, S.A.

Odivelas

Sousa & Branco, Lda.

Loures

Sousa & Santos, Lda.

Montijo

Sparkes & Sparkes - Componentes Automóveis, Lda.

Santo Tirso

Spinerg - Soluções para Energia, Unipessoal, Lda.

Oeiras

Station Carregado - Centro de Manutenção de Veículos, Lda.

Alenquer

Station Leiria - Centro de Manutenção de Veículos, Lda.

Leiria

Station Viana - Centro de Manutenção de Veículos, Lda.

Viana do Castelo

Tecniamper - Comércio e Reparação de Veículos e Peças, Lda.

Loures

Tecnisalsa - Reparações Elétricas, Lda.

Lisboa

Travocar - Automóveis e Lubrificantes, Lda.

Águeda

Turbomax - Comércio de Componentes Auto, Lda.

Setúbal

Turbotest, Lda.

Fafe

Unilubes, Lda.

Évora

Vales & Vales - Acessórios Auto, Unipessoal, Lda.

Matosinhos

Vauner Trading, S.A.

Gondomar

VIAPESADOS - Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda.

Viana do Castelo

Viamorim, Lda.

Vila do Conde

Vicauto - Peças para Viaturas Pesadas, Lda.

Viseu

Vieira & Freitas, Lda.

Braga

Vilas, Nunes & Branco, Lda.

Torres Novas

Vitor Cardoso Car Service, Lda.

Maia

Vulcal - Vulcanizações e Lubrificantes, S.A.

Pombal

PME Líder & Excelência Aftermarket Junho 2018 2019

65


PME excelência aftermarket 2018

Empresa

Concelho

Empresa

Concelho

Adelino Pedro - Comércio de Peças Automóvel, Lda. (APL Expresso) Ponta Delgada

AleCarPeças - Acessórios de Automóveis, Lda.

Lisboa

Arenes Car - Reparação e Comércio de Automóveis, Lda.

Torres Vedras

Arnaldo & Berenguer, Lda.

Funchal

Auto Carapelhos, Lda.

Mira

Auto Delta - Comércio Peças, Acessórios e Automóveis, Lda.

Leiria

Auto Duque - Oficinas de Reparações de Automóveis, Lda.

Porto

Auto Recto - Acessórios para Automóveis, Lda.

Porto

Auto Torre da Marinha - Comércio Peças Veículos Auto, Lda.

Seixal

Autoflex - Comércio de Tintas e Produtos Químicos, Lda.

Sta. Maria da Feira

Autojofer - Comércio e Reparação de Automóveis, Lda.

Sintra

Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A.

Odivelas

BlueChem - Indústria e Comércio, S.A.

V. N.de Famalicão

Canfer - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Mafra

Carsistema Portugal - Representações, S.A.

Coimbra

Comercialpeças - Mário de Almeida & Martins, Lda.

Matosinhos

Dadicauto - Comércio e Reparação de Automóveis, Lda.

Lagoa

Darquepeças - Comércio de Peças e Acessórios, Unipessoal, Lda. Viana do Castelo

DMS Trucks, Lda.

Leiria

Electro-Marques - Reparações Eléctricas Auto, Lda.

Ourém

Elps, Lda.

Funchal

Empilhapeças - Com. Peças e Componentes para Empilhadores, Lda.

Maia

Europe Rubber Tree - Tires, Lda.

Lisboa

Fimag - Importação e Comércio de Acessórios, Lda.

Braga

Fluxoimpor, Lda.

Porto

Gulosipeças - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Viana do Castelo

Isuvol - Importação e Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda.

Cartaxo

J. Alves - Oficinas Auto, Lda. Santo Tirso

J. F. de Oliveira - Importação e Exportação, Lda. Oeiras

Jorge Ferreira Rodrigues - Parts, Unipessoal, Lda.

Leiria

José Aniceto & Irmão, Lda.

Cantanhede

José Lourenço - Pneus e Combustíveis, Lda.

Leiridiesel - Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, S.A.

M.A.E. - Peças para Automóveis, Lda.

M.C.D. Garcia, Lda.

M.C.S. - Peças e Acessórios para Automóveis e Camiões, Lda.

Macos - Extras e Acessórios para Automóveis, Lda.

Manuel Pereira de Sousa, Lda. (Sousa dos Radiadores)

Mário Santos Silva - Manutenção Reparação Veículos Automóveis, Lda.

Mondegopeças - Comércio de Acessórios para Automóveis, Lda.

Motorbest Algarve, Lda.

Motorbus - Reparação e Peças Auto, Lda.

Nasacar - Sociedade de Importação e Comércio de Peças Auto, Lda.

Portepim, Sociedade Representações, S.A.

Quimirégua - Detergentes Químicos da Régua, Lda.

Raf Portugal, Lda.

Rodapeças - Pneus e Peças, S.A.

Rugempeças, Lda.

Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda.

Scancar - Comércio e Reparação de Veículos, Lda.

Servidiesel - Reparação e Comércio Bombas injetoras e Turbos, Lda.

Simporal - Sociedade Importadora de Peças para Automóveis, Lda.

Sintética, Lda.

Sobrais - Fábrica de Radiadores e Componentes Térmicos, Lda.

Sotinar Dois - Tintas e Sistemas de Pintura, Lda.

Sotinar Porto - Tintas e Sistemas de Pinturas, Lda.

Station Viana - Centro de Manutenção de Veículos, Lda.

Tecniamper - Comércio e Reparação de Veículos e Peças, Lda.

Travocar - Automóveis e Lubrificantes, Lda.

Turbotest, Lda.

VIAPESADOS - Comércio de Peças e Acessórios Auto, Lda.

Viamorim, Lda.

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Coimbra

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Leiria

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