REVISTA AUGE - EDIÇÃO 33

redacao

A edição junina da Revista AUGE sai do calor das máquinas de impressão gráfica para o calor que emana dos encontros neste período alegre e festivo. Na nossa capa, um manifesto em favor da cultura local, estampamos a obra – uma releitura – de Otávio Zanzini, artista cuja inquietação por movimentar o cenário artístico da cidade tornou concreta a “1ª Expo Art”. Não apenas a exposição, como também outras duas mostras e a exibição de filme, descortinaram o vasto catálogo de produções culturais com assinatura de artistas daqui; confira o texto “Arte da gente”. A matéria principal intitulada “Clima promissor”, por outro lado, realça o potencial econômico do São João para os empreendedores locais. Um outro destaque vai para a playlist junina obrigatória que a cantora Joyce França montou a pedido da AUGE. Entrevistamos, ainda, o fotógrafo de natureza Rui Rezende que cedeu imagens inéditas da sua doce Amargosa. Em “Informe”, fatos inspiradores sobre os 50 anos do Rotary Club local e os 24 anos da Rádio Andaiá FM. Na seção de arquitetura, lançamento da Casa AUGE, Mostra Mais Design, dicas de decoração e oportunidades de bons investimentos em imóveis compactos. Saúde e bem-estar com angiologia e odontologia de referência. Moda com conceito e atitude. Boa leitura e sinta-se à vontade para aconchegar a edição #33 nos braços e dançar um forrozinho. A revista é sua.

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EDITORIAL

A REVISTA,

O FORRÓ

A edição junina da Revista AUGE sai do

calor das máquinas de impressão gráfica

para o calor que emana dos encontros

neste período alegre e festivo. Na nossa

capa, um manifesto em favor da cultura

local, estampamos a obra – uma releitura

– de Otávio Zanzini, artista cuja inquietação

por movimentar o cenário artístico

da cidade tornou concreta a “1ª Expo

Art”. Não apenas a exposição, como também

outras duas mostras e a exibição

de filme, descortinaram o vasto catálogo

de produções culturais com assinatura

de artistas daqui; confira o texto “Arte

da gente”. A matéria principal intitulada

“Clima promissor”, por outro lado,

realça o potencial econômico do São

João para os empreendedores locais. Um

outro destaque vai para a playlist junina

obrigatória que a cantora Joyce França

montou a pedido da AUGE. Entrevistamos,

ainda, o fotógrafo de natureza Rui

Rezende que cedeu imagens inéditas da

sua doce Amargosa. Em “Informe”, fatos

inspiradores sobre os 50 anos do Rotary

Club local e os 24 anos da Rádio Andaiá

FM. Na seção de arquitetura, lançamento

da Casa AUGE, Mostra Mais Design,

dicas de decoração e oportunidades de

bons investimentos em imóveis compactos.

Saúde e bem-estar com angiologia

e odontologia de referência. Moda com

conceito e atitude. Boa leitura e sinta-se

à vontade para aconchegar a edição #33

nos braços e dançar um forrozinho. A

revista é sua.

8 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


EXPEDIENTE

DIRETOR GERAL

GLEYSON SILVA

FINANCEIRO

TUANY OLIVEIRA

ATENDIMENTO

FABI ANDRADE

JORNALISTA

EDVAN LESSA - DRT5125/BA

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

GLEYSON SILVA

FOTÓGRAFO

GEORGE BITENCOURT

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO

LAISA MARTINS

LUAN SANTOS

FERNANDA MERCÊS

ISRAEL PIRES

RUI REZENDE

MARCELO NUNES

CIRCULAÇÃO

SANTO ANTÔNIO DE JESUS

MORRO DE SÃO PAULO

CRUZ DAS ALMAS

AMARGOSA

VALENÇA

ARTE DA CAPA

OTÁVIO ZANZINI

CAPA DA EDIÇÃO #32

DA AUGE POR @ERICK_MDEM

REVISTA AUGE

COMERCIAL - 75 99190-0276

ANUNCIE@REVISTAAUGE.COM.BR

INSTAGRAM: @REVISTAAUGE

FACEBOOK: REVISTA AUGE

TEXTOS E SUGESTÕES DE PAUTA

REDACAO@REVISTAAUGE.COM.BR

OS ANÚNCIOS E PUBLIEDITORIAIS ASSINADOS

NÃO REPRESENTAM A OPINIÃO DESTA REVISTA.

NA FORMA DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR, A DIREÇÃO

DA REVISTA AUGE NÃO SE RESPONSABILIZA POR

CONCEITOS EMITIDOS EM ARTIGOS ASSINADOS. A REPRO-

DUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DO CONTEÚDO DESTA OBRA

É EXPRESSAMENTE PROIBIDA SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO.

10 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


Chegando em grande

SUMÁRIO

12 A VIDA E UM LONGA

TAU TOURINHO

16 SINTONIA SOLIDÁRIA

RÁDIO ANDAIÁ

22 TRATAMENTOS DE VARIZES

DRA. MARIANA TERRA

24 MAIS QUE UM SORISSO

DR. IGOR BRITO

28 BOTAS WESTERN

LAISA MARTINS

32 CLIMA PROMISSOR

SÃO JOÃO DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS

40 FORRÓ NO REPEAT

PLAYLIST JUNINA

42 A CASA É SUA

REVISTA CASA AUGE

46 VARANDA GOURMET

EDUARDA BULHÕES

48 MODERNO E SOB MEDIDA

VOG IMPERIAL

50 LÍMPIDA REPUTAÇÃO

ITRANSFORME VIDROS

52 INÉDITA E ORIGINAL

BELLA CASA

56 ALMOFADAS E QUADROS

SANTO DESIGN

58 ARTE DA GENTE

PRODUÇÃO ARTÍSTICA LOCAL

62 OLHAR NATIVO

RUI REZENDE

64 SÃO FELIPE

LUAN SANTOS

66 ELAS PODEM

EMPREENDEDORISMO FEMININO

68 AMOR NO QUE FAZ

MARCLEYA CASTRO

70 MEIO SÉCULO DE ALTRUÍSMO

ROTARY CLUB

74 A CIÊNCIA NO CARDÁPIO

PINT OF SCIENCE

12 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


ORIGINAL AUGE

TEXTO EDVAN LESSA | FOTOS DIVULGAÇÃO

A VIDA

E UM

LONGA

FILME DOCUMENTAL DO

ARTISTA TAU TOURINHO

RETRATA, COM EMPATIA,

A CULTURA POPULAR DO

RECÔNCAVO

No perfil do Instagram do artista

visual, produtor cultural e cineasta

Tau Tourinho, a legenda de uma foto

publicada no dia 23 de fevereiro de

2019 tornaria dispensável qualquer entrevista

sobre o trabalho mais recente

do eclético santoantoniense. “De uma

grande amizade nasceu um filme...”.

Nesse trecho ele resume o bastidor do

longa-metragem “Guilú e o Tirador de

Retrato”, exibido pela primeira vez em

Cachoeira e, depois, em uma sessão

na terra natal do autor.

Na foto da rede social, um dia depois

da exibição inédita, Tourinho aparece

ao lado de Guilú, agricultora, sambadeira,

pescadora e rezadeira natural

da zona rural de Cachoeira. Quase

nonagenária, mãe de 23 filhos e sem

jamais ter frequentado a universidade,

ao lado do “tirador de retrato”, como

o próprio Tau se chama em terceira

pessoa no longa, a personagem segura,

de maneira simbólica, o memorial

do trabalho de conclusão de curso do

artista.

14 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

15 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


ORIGINAL AUGE

“Eu perguntei: ‘Dona Guilú, vamos fazer

um trato? Eu faço um filme sobre a senhora

e esse filme vai servir para a minha

graduação’. Ela topou e então comecei a

gravar”, lembra Tourinho. Segundo a neta

de Guilú, Tamires Pereira, 26 anos, o filme

retrata bem uma parte da história da vida

da matriarca. “Todos nós e, principalmente

a minha avó, ficamos muito felizes pelo

grande trabalho que Tau nos apresentou

e pelo jeito com que ele fez expandir o conhecimento

e maturidade de uma senhora

tão sábia e alegre”, avalia.

POR TRÁS DAS CÂMERAS

Ao lado, Guilú com trabalho

acadêmico de Tau, que posa

com os cordéis e capa do filme.

Acima, cordel em evidência. Nas

páginas anteriores, artista na

exibição do longa, no SESC.

A descrição emocionada de como se deram

os bastidores, numa conversa despretensiosa

ocorrida no marco fundante da sua

cidade natal, aflorou o cuidado de Tau

Tourinho com o filme de uma hora e dezesseis

minutos. De acordo com Tourinho,

a liberdade criativa se tornou um desafio

ao buscar uma teoria – já que se tratava

de um trabalho para obtenção do diploma

universitário – que refletisse o conjunto de

imagens.

Tourinho narra, ainda, o sentimento de ter

na paisagem sonora do filme a musicalidade

do seu filho Jamberê Cerqueira, membro

da orquestra NEOJIBA. “Conhecia o meu

filho como um regente, não como compositor

e, quando editava, ouvir a música dele

me fez chorar”, confidencia. “Na história

de Guilú houve um envolvimento total,

com ela e a família. Eu fui juntando um

banco de dados durante três anos e meio

e, quando chegou no processo de montagem,

se concatenaram todas as emoções”,

acrescenta.

Egresso do curso de cinema da Universidade

Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

com um produto documental, a formação

acadêmica de Tourinho apenas assinala

uma trajetória artística de décadas. “A

contribuição do filme para a produção audiovisual

do Recôncavo é total: um filho da

terra falando sobre sua gente, sua cultura,

seu território”, expõe a professora da URFB

e orientadora, Ana Paula Nunes.

EXIBIÇÃO DO FILME

Em Santo Antônio de Jesus, Tau

já integrou a extinta Banda

Rthvs Die Izgothvs (lê-se “ratos

de esgoto”), figurou na novela

Velho Chico, da Rede Globo,

assinou coletânea de poemas

com autores locais, teve sua

arte estampada em um mural a

céu aberto e expôs em espaços

coletivos, como a abertura

do Serviço Social do Comércio

(Sesc), onde exibiu o longa em

maio deste ano.

Segundo Thaís Caribé, produtora

cultural do Sesc, a ideia de

exibir o documentário foi bem

aceita por ser uma produção artística

regional, alinhada com a

política cultural da instituição. A

atividade integrou a programação

de aniversário do Sesc e da

Rádio Andaiá FM. Para o diretor

da emissora, Fernando Henrique

Chagas, o longa mostra o

olhar sensível de Tau Tourinho e

capta o universo rico do Recôncavo

através da simplicidade de

Guilú.

O filme enfatiza a importância

da memória, segundo o músico

e pesquisador Almir Côrtes, da

Universidade Federal do Rio de

Janeiro (Unirio). “O filme apresenta

de forma bem rica a sabedoria

e cultura popular através

da história de Guilú, das plantas

medicinais que ela vende na feira,

as festividades retratadas, as

datas comemorativas e feriados

religiosos que acontecem em

Cachoeira, o Samba de Roda

e a presença dela muito viva”,

salienta.

NOVO CINEMA NOVO

A experiência de Tau Tourinho

com cinema inclui a passagem

pelo extinto Cineclube Papa-Jaca,

da Universidade do Estado

da Bahia (Uneb), campus V,

participação em mostras nacionais

e internacionais de cinema

com peças originais, dentre elas,

“Incarcânu a Tiortina: Quando o

vício é liberdade”, obra sobre alcoolismo,

disponível no Youtube.

Junto com os colegas Gabriel

Pontes e Lucas Virgolino, Tau

assina o manifesto do “NOVO-

CINEMANOVO”, cuja inspiração

seriam o Neorrealismo italiano,

a Nouvelle Vague francesa e o

Cinema Novo brasileiro. “Diria

que é uma premissa. Prestigiamos

o conteúdo em detrimento

da técnica. Abordamos temas

tabus que, por si só, são incompatíveis

com o modo convencional

de fazer cinema”, explica

Virgolino.

Para Gabriel Pontes, essa forma

de cinema rejeita o roteiro pré-

-estabelecido porque o filme

surgiria ao ser filmado. “Nós

estamos preocupados com

ideias. Queremos propor algo

novo, e não simplesmente

repetir fórmulas, processos e

procedimentos já consagrados”,

resume Pontes. Primeiro longa

do movimento e terceira obra

fílmica produzida pelo trio, Guilú

e o Tirador de Retrato ousa,

transpassar o rigor da técnica

e evoca sutil a ancestralidade

e a potência do feminino no

Recôncavo.

16 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

17 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


INFORME

SINTONIA

SOLIDÁRIA

PERCURSORA DA REDE

BAIANA DE RÁDIO HÁ 24

ANOS É CANAL ABERTO

ENTRE CIDADE E PESSOAS

Depois de levantar da cama, a primeira

coisa que a autônoma Ana Celeste Lessa,

51 anos, faz é ligar o rádio, na Andaiá FM,

frequência 104,3. É com o som indistinto

do aparelho, em alto volume, que os filhos

acordam enquanto Ana passa o café. A

rádio que em março celebrou 24 anos de

existência, como ela diz, orienta seus dias

entre notícias, avisos da hora certa e músicas

românticas madrugada adentro.

A história da emissora que faz parte do cotidiano

de Ana é narrada, hoje, por Fernando

Henrique Chagas, diretor da emissora. Ele

se divide entre a capital baiana e as cidades

onde estão as rádios Jaraguar, em Jacobina,

Costa Sul, em Canavieiras, Vale, em

Amargosa e Andaiá, em Santo Antônio de

Jesus, ambas pertencentes à Rede Baiana

de Rádio (RBR).

19 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


INFORME

ELO COM A COMUNIDADE

Chagas, com larga experiência na

implantação de emissoras baianas

de rádio e tv, começou em Salvador,

como diretor administrativo e financeiro

dos Diários Associados. Depois,

assumiu a direção comercial das

rádios Excelsior e Piatã. Dirigiu e implantou

a TV Sudoeste, em Vitória da

Conquista, e TV Oeste, em Barreiras.

No momento, preside a Associação

Baiana de Empresas de Rádio e Televisão

(ABART) e é membro do conselho

consultivo da Associação Brasileira

de Emissoras de Rádio e Televisão

(ABERT).

A criação da rádio Andaiá se deu em

março de 1995 e tem, no presente,

mais de 20 colaboradores e terceirizados.

De acordo com Fernando Henrique,

a emissora surgiu em sociedade

entre ele, Raul Menezes e doutor

Renato Machado. “A meta principal

era fazer do rádio um meio solidário,

companheiro de todos, de todas as

classes sociais”, conta.

Quando a Andaiá surgiu, a parceria

com a Rádio Sociedade AM e Princesa

FM, ambas de Feira de Santana,

foi fundamental. Fernando Henrique

lembra que a programação interativa,

descontraída e moderna, equipamentos

de última geração e equipe formada

por profissionais qualificados,

alçou à rádio ao primeiro lugar em

audiência – atualmente com aproximadamente

60%, segundo o Instituto

Opiniões, Tendências e Estatísticas

(OPTE).

A veiculação de conteúdo jornalístico

na rádio teve um marco com a chegada

de Dilson Barbosa, comentarista e

sócio da Andaiá, lembrado por narrar

copas do mundo. O caráter noticioso

da emissora evoluiu e tem, em seu

time, a experiente jornalista Cristina

Pita. O desenvolvimento técnico, por

sua vez, é conduzido por José Eduardo

Chagas, profissional graduado em

Tecnologia da Informação.

A comemoração dos 24 anos da Rádio

Andaiá FM ocorreu ao longo de 24

dias, neste ano. Os ouvintes da emissora

foram premiados em sorteios e a

grade incluiu o programa Na Trilha do

Forró para divulgar talentos musicais

da cidade e região. Além disso, a

rádio promoveu um fim de semana

de atividades esportivas, uma feira

de saúde e a exibição de filmes de

estudantes da Universidade Federal

do Recôncavo da Bahia (UFRB), dentre

eles, o longa Guilú e o Tirador de Retrato,

do artista Tau Tourinho.

Em destaque, nas páginas anteriores, atual estúdio da Andaiá.

À esquerda, o diretor Fernando Henrique Chagas.

Acima, na sequência: Evento do 1º ano da rádio;

primeira ampliação com novos equipamentos; concurso Garota

e Garoto Andaiá e passeio ciclístico, ambos na década de 1990.

Através da Rádio Andaiá FM, o

público reivindica melhores serviços

para a comunidade. Desde a sua

fundação, a Rádio Andaiá FM organiza

o Natal Solidário para ajudar

pessoas em situação de vulnerabilidade

socioeconômica.

“Acredito que o fato mais marcante,

nesses 24 anos, foi a explosão

de fogos no ano de 1998, em que

foram ceifadas 64 vidas e houve

tantos danos a várias famílias”,

conta Maria Dorea Santos, a colaborada

mais antiga da Rádio Andaiá.

“Tivemos também episódios

como o emocionante encontro de

pai e filha que, não se conheciam,

e a rádio Andaiá lhes proporcionou

isso”, relembra.

INOVAÇÃO

Em 2018, a Rádio Andaiá adquiriu

equipamentos mais sofisticados

e melhorou o seu layout interno.

“Em breve, a rádio será equipada

com transmissor de 30 quilowatts

(kW). O objetivo é proporcionar

aos ouvintes e clientes a melhor

tecnologia usada pelas principais

empresas de radiodifusão do país”,

explica Fernando Henrique. O investimento

pretende modificar, ainda

este ano, a atual frequência para a

sintonia 97.1 e aumentar a potência

da emissora em até três vezes

mais kW.

w w w . a n d a i a f m . c o m . b r

@ a n d a i a f m 1 0 4 . 3

20 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

21 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


PUBLIEDITORIAL

TRATAMENTOS DE VARIZES

PROCEDIMENTOS AVANÇADOS AMPLIAM

POSSIBILIDADES PARA OS PACIENTES

ESCLEROTERAPIA:

Indicada para teleangiectasias

simples, sem nutrição de varizes.

Realizada com injeção de glicose no

interior do vaso.

LASER TRANSDÉRMICO:

Indicado para as teleangiectasias

e veias reticulares. As veias reticulares

são veias de até 3 milímetros

(mm) que podem nutrir os vasinhos,

levando à dificuldade de tratamento

deles. Com o Laser Transdérmico

associado à escleroterapia (método

CLaCs) conseguimos ter um bom

resultado a longo prazo e, principalmente,

evitando-se uma cirurgia das

veias reticulares. O laser transdérmico

também pode ser utilizado em

veias e vasinhos de face.

ESPUMA DE POLIDOCANOL:

Indicada para tratamento de varizes

de grau 1 a 6. Possibilita o tratamento

de pacientes com úlceras venosas

e casos avançados de varizes

ou em pacientes que têm contraindicação

de tratamento cirúrgico.

Excelentes resultados também são

observados em pacientes que já foram

operados diversas vezes ou recidivam

de varizes complexas. Importante

ressaltar que não é necessário

repouso após o tratamento.

Cirurgia de Varizes: Indicada para

varizes acima de 3mm de diâmetro.

LASER ENDOVASCULAR:

Indicado para insuficiência de safena.

Ótimos resultados a longo prazo

e recuperação mais rápida que o

procedimento tradicional. O paciente

retorna mais rápido às atividades

diárias (trabalho e atividade física).

Qualquer um desses tratamentos

devem ser realizados após consulta

médica e realização de doppler, de

preferência, realizado pelo próprio

médico que irá tratar a paciente.

“Quando eu faço o exame do paciente

que vou tratar eu já consigo

visualizar qual será o melhor

tratamento naquele caso específico.

Normalmente, avaliamos alguns

detalhes específicos para cada caso,

para decidir qual tratamento deve

ser feito naquele paciente.

Muitos pacientes chegam com exames

realizados em outros serviços,

sendo necessário repetí-los para

complementar a avaliação para a

tomada de decisão”, relata Dra.

Mariana Terra.

Atualmente, é muito difícil que um

paciente fique sem tratamento para

varizes. Existe uma gama enorme

de procedimentos e associações dos

mesmos que acabam atendendo às

particularidades de cada paciente.

Importante procurar um médico

especialista na área de cirurgia vascular

para avaliação do seu caso.

Varizes são veias dilatadas e

tortuosas que podem causar dor,

edema e sensação de peso nas

pernas. Muitas pacientes têm

apenas queixa estética, ou seja,

se incomodam com o aspecto

que as varizes causam nas pernas.

Sendo assim, cada caso deve

ser avaliado com muito critério

para que se consiga atingir o resultado

esperado pela paciente.

As varizes são classificadas de 1

a 6, sendo 1 as teleangiectasias

(vasinhos), evoluindo até 6 (úlcera

venosa). Dentro dessa gama de

apresentações, devemos adequar

determinado tratamento a cada

estágio das varizes.

Dra. MARIANA TERRA - CIRURGIÃ VASCULAR

HOSPITAL SANTO ANTÔNIO: (75) 3637-3725

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22 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

23 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


PUBLIEDITORIAL

A clínica de Dr. Igor Brito conta com a experiência

do cirurgião dentista, especialista em

implantes dentários, próteses e cirurgia.

A equipe inclui, ainda, a Dra. Ana Carla, com

título em endodontia, atuando com clínica geral

e tratamento de canal.

Os tratamentos feitos pelo odontólogo e sua

equipe, com efeitos surpreendentes, inspiram

e motivam a busca da autoestima através do

sorriso. “O atendimento da clínica vai além dos

procedimentos técnicos. Cordialidade e gentileza

complementam o profissionalismo e competência

dos doutores”, reforça a professora e

paciente Ana Maria Santos.

A clínica de Dr. Igor Brito, frise-se, é especializada

em reabilitação oral. Esse procedimento

envolve uma análise dedicada da cavidade oral

(osso, gengiva e dentes) para que ela recupere

as suas funcionalidades, dentre as quais está o

bom mastigar, a fonética adequada e a estética

desejável. O foco, no entanto, é sempre a

saúde do paciente.

Os recursos avançados, que revelam na

disposição dos modernos equipamentos,

associados à habilidade da equipe profissional,

resultam em diagnósticos céleres e

confiáveis que fazem toda a diferença para

a saúde do paciente.

Confiança no profissional e o bom tratamento,

ainda segundo Ana Santos, transmite segurança,

tranquilidade e bem estar. De maneira

humanizada, o time de Dr. Igor se dedica ao

cuidado especializado e individualizado da condição

de cada pessoa. Valoriza-se o sorriso e todos

os bons sentimentos que ele pode irradiar.

MAIS QUE UM SORRISO

COM EQUIPE DEDICADA, CLÍNICA ODONTOLÓGICA

DE DR. IGOR BRITO TEM AR DE CUIDADO E PRIMOR

NO ATENDIMENTO

No passado, era comum que as pessoas se deslocassem para outras cidades, a exemplo de Salvador,

em busca de tratamentos especializados, incluindo a atenção odontológica. Essa já não é

uma necessidade devido à oferta qualificada de uma vasta lista de serviços feita por profissionais

credenciados como Dr. Igor Brito e Dra. Ana Carla.

Na clínica de Dr. Igor, as cirurgias são monitoradas

de maneira segura, com infraestrutura

de excelência. Ressalte-se, inclusive, o controle

rigoroso de potenciais infecções no centro

cirúrgico.

Há salas apropriadas para atender a emergência

médica, dispondo de equipamentos odontológicos

específicos.

DR. IGOR BRITO - REABILITAÇÃO ORAL E IMPLANTODONTIA

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TELEFONE: (75) 3631-1089 – 988464241.

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24 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

25 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


SENTIDOS

TEXTO REDAÇÃO

FORRÓ NO REPEAT

DE GONZAGÃO A MASTRUZ COM LEITE, CANTORA

JOYCE FRANÇA COMPARTILHA PLAYLIST JUNINA

Na inédita seção Sentidos, a

AUGE abre espaço para que

um convidado ou convidada

compartilhe algo que tenha feito

sentido para ele ou ela e possa

despertar sentidos e sensações

nos outros.

Neste espaço, cabem relatos

sobre produtos e experiências e

há um interesse aberto, seja em

filmes, séries, livros, músicas, frases,

fotografias, viagens e outras

formas de manifestar o sensível.

Quem abre a seção, em ritmo junino,

é a cantora santoantoniense

Joyce França. A pedido da

AUGE, ela montou uma playlist

junina obrigatória.

“As minhas indicações são com

base no que eu canto e percebo

que o público fica nostálgico.

Muita gente confunde o forró

com esse estilo de vanerão que,

na verdade, é uma mistura do

sertanejo com o estilo baiano

arrocha. Mas o São João nos

remete ao forró xote”, explica

França.

FORRÓ NOSTÁLGICO

POR JOYCE FRANÇA

17 MÚSICAS

Pagode russo - Luiz Gonzaga

Forró no escuro - Luiz Gonzaga

Numa sala de reboco - Luiz Gonzaga

O xote das meninas - Luiz Gonzaga

Que nem jiló - Luiz Gonzaga

Forró de cabo a rabo - Luiz Gonzaga

Olhinhos de fogueira - Mastruz com Leite

A praia - Mastruz com Leite

Meu vaqueiro, meu peão - Mastruz com Leite

Flor do mamulengo - Mastruz com Leite

Noda de caju - Mastruz com Leite

Confidências - Falamansa

Anjo querubim - Limão com Mel

Na emenda - Trio Nordestino

Até mais vê - Trio Pé de Serra

Mirando a Lua - Amelinha

Frevo mulher - Alceu Valença, Elba Ramalho,

Geraldo Azevedo

A lista abaixo, segundo ela, deve

ser ouvida ao pé da fogueira,

com cheiro de fogos, e é um

guia para não se esquecer a

essência do São João ante à

mistura de ritmos musicais incentivada

na atualidade.

MAKE: ALANE LÔBO

FOTO: THIAGO ROSASII

STYLE: CLAREAR

RUA SETE DE SETEMBRO, 112

CENTRO, SANTO ANTÔNIO DE JESUS

TELEFONE: (75) 3631-4626

INSTAGRAM: BLESS_LOJAFEMININA

26 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


CONCEITO

TEXTO LAISA MARTINS | FOTOS GEORGE BITECOURT

BOTAS

WESTERN

TENDÊNCIA PARA

SE SENTIR BEM E

CONFORTÁVEL

O inverno é uma estação que sempre traz um

charme a mais e as tendências que surgem

são as responsáveis por isso. Voltando o

olhar para o que calçar nesse inverno 2019,

podemos apostar, sem medo, nas botas. Elas

estão roubando a cena. Não estou falando

de botas que vem e vão em todo inverno.

Mas sim, daquelas botas que remetem ao

Velho Oeste, sabe?!

As botas western ou cowboy boots, como

também são chamadas, foram febre nos

anos 50. As #trends parecem que vão sumir

pra sempre, mas, do nada, essa tendência

dos anos 50 volta em pleno século 21 reinventada

e cheia de força. É por isso que eu

amo a moda. Eu sei que parece que estamos

falando de algo “ultrapassado”, mas não! As

cowboy boots repaginadas podem ser encontradas

em diversas configurações. Porém, vai

ser bem comum vê-las em animal print. E se

for para apostar em uma cor, opte por um

tom terroso, pois será uma escolha acertada

para este inverno. Sem esquecer, é claro, do

pretinho nada básico.

LOOK | LOJA DIX ESTILO

BOTA | AREZZO

BOLSA | AREZZO

MAKE: @ALANELOBOMAQUIAGENS

28 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


Uma vantagem das cowboy boots é a possibilidade

de fazer composições com looks mais elaborados.

O comprimento das peças não importa.

Se você gosta de ousar, dá para fazer produções

maravilhosas com saias e vestidos midi.

Caso você prefira algo mais tradicional, as calças,

saias e shorts acima do joelho são ótimas opções

e podem ser usadas com botas em qualquer

comprimento – seja no meio da canela ou na

linha do tornozelo. Em looks clássicos, criativos

ou minimalistas a tendência das western boots

pode e deve ser usada. Mas você não precisa

se prender a um estilo que não é seu. Seja você

mesma e use as tendências que te fazem se sentir

bem e confortável. Afinal, não há #trend mais

fashion do que essa. Ah, e nunca esqueça do que

disse Coco Chanel: “A moda sai de moda, o estilo

jamais”.

POR: LAISA MARTINS - DIGITAL INFLUENCER

CASADA, CRISTÃ E GRADUANDA EM ODONTOLOGIA

CONTATOS: (75) 98810-2570

INSTAGRAM: @LAISAMARTIINS

LOOK | LOJA DIX ESTILO

BOTA | SELARIA GOMES

MAKE: @ALANELOBOMAQUIAGENS

LOCAL: GREE GARDEN

30 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 31 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


CAPA

TEXTO EDVAN LESSA

CLIMA

PROMISSOR

EMPRESÁRIOS COMPARTILHAM

EXPECTATIVAS OTIMISTAS E

ESTRATÉGIAS DE AÇÃO NO SÃO

JOÃO LOCAL

Ao lado das solitárias palmeiras imperiais, dançam

bandeirolas coloridas. Nas ruas, as fogueiras apartadas

umas das outras se servem do calor das famílias

em suas fartas celebrações. A cidade dá as mãos aos

turistas no “vaivém” da rodoviária e numa grande festa

com boas expectativas para os negócios locais. O êxito

comercial do São João de Santo Antônio de Jesus, como

dizem especialistas, é um caminho sem volta.

Segundo a Secretaria de Cultura Municipal, responsável

pela programação oficial do São João, a população

atual da cidade, cerca de 100.605 pessoas, conforme

estimou em 2018 o Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística (IBGE), praticamente dobra em cada dia de

festa. Para se ter uma ideia, um levantamento da Agerba

incluiu Santo Antônio de Jesus na lista dos destinos

mais procurados no Terminal Rodoviário de Salvador

para os festejos juninos.

“Por essa tradição que a Bahia

e o Nordeste guardam ao realizar

eventos dessa magnitude,

é fácil desenvolver os festejos

juninos em cidades que já

têm estrutura para receber

um contingente populacional

como Santo Antônio de Jesus”,

sublinha Renato Droguett,

mestre em Desenvolvimento

Regional e Meio Ambiente

pela Universidade Estadual de

Santa Cruz (UESC). Na visão

do economista, os festejos dialogam

com a vocação para o

comércio que a cidade já tem.

Em resumo, a cidade fica movimentada

e uma população

flutuante, ainda maior do que

o normal, movimenta os estabelecimentos.

Mas, na prática,

como são as experiências de

quem empreende nesta época?

O economista alerta que é

preciso conhecer a cartela de

clientes e fazê-la entrar verdadeiramente

no clima junino.

Para Raphael Passos, diretor

do Shopping Itaguari, a

decoração é decisiva para que

a população se envolva com

os festejos. “A gente investe

pesado porque o consumidor

local é muito sensível ao clima.

Se o clima junino se instala,

ele fica mais animado, compra

com mais prazer e gasta mais

no shopping”, compartilha. No

FOTO MARCELO NUNES

estabelecimento, são esperadas

de 10 a 12 mil pessoas por

dia, ao longo da festa.

“A gente tem uma população

bastante empreendedora que

tem ofertado uma série de

atividades agregadoras ao

São João”, analisa o gerente

regional do Serviço Brasileiro

de Apoio às Micro e Pequenas

Empresas (Sebrae). “O festejo

junino é um grande impulsionador

de alguns setores. O

primeiro setor é o de alimentos,

uma oportunidade para

fornecer comidas típicas, licor,

canjica e bolo”, observa.

32 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 33 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


CAPA

OPORTUNIDADE NO PALADAR

O vendedor de beiju Edmilson Conceição, natural de

Sapeaçu, viaja pelo Recôncavo com o seu produto

e dele tira o sustento. Em Santo Antônio de Jesus,

visita o centro e alguns bairros mais distantes. “Nessa

época, aumentam as vendas e também o trabalho.

Em família, na união com a minha esposa, minha filha

e meu irmão, aumento a produção do beiju”, afirma.

“No dia a dia eu saio com 100, 120 beijus, mas quando

chega uma época dessa, a gente vende de 600 a

700 unidades, conforme as pessoas encomendam”,

completa.

Quem também vê uma oportunidade durante o período

junino é Ângela Maria dos Santos, dona da marca

Biscoito Saboroso. Revezando-se entre o forno e novos

pedidos, ela afirma que no São João consegue fazer

um salário de pelo menos R$2 mil. “Eu preparo meu

estoque com antecedência porque o comércio evolui

durante as festas”, diz.

Os sequilhos caseiros são acondicionados em potes

plásticos, rotulados e vendidos em supermercados. O

diferencial da marca, que dispõe de onze tipos de biscoitos,

é a degustação para os seus clientes, ressalta a

empresária. Diferente de Ângela, que já tinha o negócio,

Adriana Garrido e Ana Paula Barbosa, criaram os

seus respectivos delivery, apostando no cuscuz de milho.

Ambas aproveitaram o potencial das redes sociais

e gerenciam, separadamente, o relacionamento com

os clientes pelo Instagram e WhatsApp.

O Cuscuz de Minuto, em que Ana Paula é sócia,

entrega cuscuz de milho recheado, cuscuz cremoso e

bolo de milho. “Por ser uma época de safra do milho

e quando as pessoas recebem outras para as festas,

o mercado de Santo Antônio de Jesus se aquece e há,

consequentemente, um aumento da demanda por

produtos tipicamente juninos”, expõe. A expectativa

do negócio iniciado em junho é vender 600 unidades

por dia.

A Cuscuzeria Gourmet, administrada por Adriana

Garrido, contratou mais um funcionário para atender

a demanda e aumentar em até 75% a produção da

iguaria. “Tenho outra empresa, a La Casa Bolos, e estava

buscando uma nova forma de aumentar a renda.

Minha irmã viu esse segmento e resolvemos investir”,

detalha.

34 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


CAPA

Nesse sentido, o São João também se mostra

promissor para os negócios com produtos direcionados,

como é o caso do delivery de cuscuz e

da empresa KZA do Licor, que produz a bebida

há 30 anos. Mas é também um período para

inovar, a exemplo da pizzaria Forno à Lenha, que

passou a ter produção própria de licores, aproveitando

o apelo junino.

Carlos Henrique, do Sebrae, os estudos que analisam

como os festejos podem ser favoráveis para

alguns segmentos incluem não só alimentação,

como também vestuário e beleza.

Nesse grupo está a empresária Lucimar Domingues,

da Bless, que investe em moda de alta qualidade,

peças selecionadas e marcas exclusivas,

com preços mais baixos se comparadas às lojas

com a mesma proposta. “As clientes já ficam

ansiosas pelos looks das festas de São João. A

gente triplica o estoque e espera aumentar o

faturamento de 40% em diante”, garante.

“No São João a gente fatura mais do que nas

outras festas por causa do fluxo de pessoas nas

ruas, festas fechadas que movimentam a cidade.

É algo cultural”, avalia. Uma oportunidade identificada

neste ano, ela comenta, é abertura nas

festas privadas para que as mulheres possam

festejar com looks escolhidos por elas, sem a necessidade

da camisa específica. Do cafezinho ao

pé de moleque, Lu, como é conhecida, investe em

arranjos e licores feitos por profissionais reconhecidos

para bem receber a sua exigente clientela.

A loja Dix Estilo, no Shopping Itagurari, se prepara

para atender os consumidores com uma

decoração típica e ao mesmo tempo conceitual.

“Além de um atendimento qualificado, com

peças de qualidade e exclusivas, oferecemos

um bom licor com frutas da época, amendoim e

uma boa música junina”, enumera Assis Amancio,

gerente de vendas.

A expectativa de Amancio é incrementar o

faturamento da Dix em 50%. Para ele, a grade

de atrações divulgadas pela Prefeitura, numa

programação extensiva, é o que dá pistas de

que este será um ano de bom desempenho em

vendas.

Instalada na rodoviária, a lanchonete e restaurante

Tedesco tem mix de produtos fixo, mas decora

as suas instalações com ícones juninos e há

planejamento da produção para atender a média

de 1200 pessoas por dia. Segundo o sócio diretor

Melentino Antonio Tedesco, há contratação provisória

de colaboradores com treinamento específico

referente à norma em que a empresa está

certificada. “Nos cinco dias de festejos juninos

estimamos elevar em 50% o nosso faturamento.

Estamos preparados para atender a demanda

que nos for proporcionada”, detalha Tedesco.

No setor de moda, a fama de Santo Antônio de

Jesus é pulsante. No radar dos clientes, motivados

pela variedade e preços acessíveis, está a feira

municipal de roupas, às quartas-feiras, como

também as lojas, galerias e shoppings. Segundo

Larissa Souza, sócia do L’Atelier Studio de Beleza,

estima também um aumento de 50% no

faturamento e a expectativa é de que passem

pelo salão, em média, 70 clientes por dia. “Ofereço

comidinhas típicas da época, mimos a nossos

clientes como, canjica, milho, amendoim e um

delicioso licor daqui mesmo de nossa região”,

salienta.

IMPACTO DO SÃO JOÃO NA ECONOMIA

“As celebrações têm um papel importantíssimo

ao considerarmos o número de empregos

diretos, indiretos e os temporários. E

o aumento da renda nas cidades”, constata

o economista Renato Droguett. “Em Caruaru,

o São João chega a movimentar 200

milhões, no ano, na época da festa”, traz.

Não existem, hoje, estudos que denotem o

impacto do São João no Recôncavo, conforme

as respectivas assessorias de comunicação

da Secretaria de Turismo Estadual

(Setur) e da Superintendência de Fomento

ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa).

Procurada, assessoria da Secretaria do

Planejamento também informou a inexistência

de indicadores ou projeções estatísticas

baseadas no São João sobre a cidade

e a região.

36 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 37 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


CAPA

Nesta página: Praça Padre Matheus com decoração junina. Foto: Marcelo

Nunes. Página 36: produtos da KZA do Licor; restaurante e lanchonete

Tedesco; empresária Lu, da Bless. Fotos: Divulgação. Página 37: cliente

na Loja DIX; L’Atelier Studio de Beleza; decoração junina do shopping

Itaguari. Fotos: Divulgação.


CAPA

Na Secretaria de Cultura Municipal ou no

âmbito das Entidades Empresariais (Associação

Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas e

Sindicato Patronal). “Esse é um questionamento

sobre o desempenho econômico que é feito

dentro da própria diretoria da Associação, mas

não há estudo”, reforça Carlos Henrique, do

Sebrae.

“A gente sempre é questionado sobre esses

dados quando vai buscar patrocínio”, completa

Dene Côrtes, secretária municipal de cultura.

De acordo com ela, a Ouvidoria do município,

que já avalia a satisfação do turista em relação

ao São João, pretende colher dos empresários

no centro e demais bairros informações sobre

o desempenho em vendas, a fim de gerar um

indicador inédito.

Conforme a assessoria de comunicação das

Entidades Empresariais informou, a única

pesquisa com abordagem quantitativa e com

ênfase em números inclui um universo de 540

empresas, isto é, apenas aquelas associadas. Os

números têm limitação, na verdade, porque são

oriundos de consultas realizadas sobre clientes,

no cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito

(SPC), para aprovar vendas no crediário. O levantamento

foi feito de 1 a 23 de junho de 2018

e detectou aumento de 7,35% das vendas em

relação ao anterior, mas exclui, por exemplo,

cartões de crédito e pagamento à vista.

OUTROS GRUPOS

frisa.

Nesse sentido, a secretária de Cultura Dene

Côrtes assinala que uma das ações da Prefeitura

no âmbito dos trabalhadores informais é

a inscrição, mediante sorteio, em pelo menos

100 vagas nas barracas instaladas no circuito

da festa. “Oitenta por cento dessas pessoas

sobrevive do trabalho nas festas populares e de

largo e o São João é um grande negócio para

eles”, denota.

FORA DA CURVA

O Hospital Incar é um exemplo de como o São

João pode inspirar ações criativas e tocantes,

numa área que não está na lista de segmentos

diretamente impulsionados pelos festejos.

“Todo ano trazemos um trio nordestino que

percorre os setores do hospital para animar um

pouquinho os nossos pacientes que estão internados,

seus familiares, as equipes que estão

de plantão”, se orgulha Conceição Gonzalez,

diretora comercial.

“Nos colocamos a postos 24 horas. Não dá pra

pensar em limitações ou oportunidades com o

São João porque nossa perspectiva é a responsabilidade

em assistir o paciente”, adiciona.

Nesse caso, uma outra orientação do economista

Renato Droguett é seguida à risca: as empresas

precisam definir as datas comemorativos

que têm maior afinidade com a própria missão.

Dentre os setores impulsionados com o São

João, segundo as Entidades Empresariais, estão,

ainda, sapatarias, lojas de confecções, lojas de

presentes e departamento; postos de combustível,

restaurantes, supermercados e hotéis.

Destacaram-se o setor imobiliário com aluguéis

de casas e profissionais na área de transportes,

a exemplo de moto taxistas, taxistas e motoristas

de vans e ambulantes.

O gerente regional do Sebrae, Carlos Henrique,

ressalta a importância da administração pública

reconhecer a festa como uma oportunidade

para todos e apoiar os empreendedores locais.

“Santo Antônio entrou num caminho sem volta

que é se destacar entre os principais eventos do

país e a economia vai girando em torno disso”,

40 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


INFORME

TEXTO REDAÇÃO | FOTOS GEORGE BITECOURT

A CASA É SUA

NOVO SELO AUGE DIALOGA COM

PROFISSIONAIS E LOJISTAS DO

SETOR DE DECORAÇÃO E

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Se alguém duvidava da força que

emana dos segmentos de arquitetura

e design de interiores, em

Santo Antônio de Jesus e cidades

circunvizinhas, essa interrogação

já foi sanada no icônico evento

da AUGE, promovido na última

semana maio.

Na adega DOC, espaço acolhedor,

rústico e ao mesmo tempo sofisticado,

brindaram profissionais de

larga experiência, olhar criativo e

sólida visão para os negócios, no

coquetel de lançamento da exclusiva

CASA AUGE.

A revista, altamente segmentada

dialoga com aqueles que têm

ideias, projetos, produtos, serviços –

e assunto – no setor de decoração,

materiais de construção, metal mecânica,

arquitetura, design e afins.

“Idealizamos a publicação como

um produto de alto padrão para

desafiar o próprio mercado que a

AUGE funda. Conteúdo leve, atraente

e assertivo, de um jeito que

você ainda não viu” afirma Gleyson

Silva, diretor da Revista Auge.

O evento de lançamento do projeto

contou com a cobertura dedicada

da imprensa local, notadamente

a Rádio Andaiá e o portal Voz

da Bahia, e presença maciça dos

principais nomes das agências de

publicidade e propaganda Design

Print, Muito Mais, Iori e do designer

Luciano Nogueira.

Para saber mais, acompanhe nossos

posts e entre em contato.

Estamos com os sentidos apuradíssimos

para captar pautas e ideias

que possam trazer você e seu cliente

para mais perto da gente.

42 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 43 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


INFORME


A PRESENÇA MACIÇA DOS

PRINCIPAIS NOMES DAS

AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE

E PROPAGANDA, DESIGN

PRINT, MUITO MAIS, IORI E

DO DESIGNER LUCIANO

NOGUEIRA.


PUBLIEDITORIAL

VARANDA GOURMET

ACONCHEGANTE, FUNCIONAL E

DESPOJADO, AMBIENTE COMBINA

COM DESCANSO E BONS ENCONTROS

1. A varanda gourmet,

hoje, é o local de encontro

da família e dos amigos. Trata-se

de uma extensão da

sala e cozinha, o que é maravilhoso

já que a cada dia

as casas e os apartamentos

estão mais reduzidos.

2. Por conta da falta de

segurança durante a alimentação

fora do lar, as

pessoas tendem a receber

os amigos em casa. Dá

para seguir referências,

por exemplo, daquele seu

bar ou restaurante preferido

e recriá-lo do seu jeito.

3. O principal conceito

desse tipo de ambiente é

a descontração; são espaços

com ar despojado

de varanda, funcionalidade

de cozinha e aconchego

de sala de estar.

4. Para uma varanda

realmente aconchegante e

receptiva não pode faltar

uma bancada, churrasqueira,

forno de pizza, TV, cervejeira,

adega climatizada

e uma mesa grande que

consiga atender aos moradores

e visitantes. Quando

há uma área mais vasta, é

possível montar um lounge

com poltronas, sofás

e até um jardim vertical.

5. Por ser uma festa em

que, invariavelmente, se

recebe parentes e amigos

em casa, o São João pode

ser o despertar que faltava

para quem ainda não montou

a sua varanda gourmet.

6. Nesse caso, se o espaço

já existe, a dica é decorar

com bandeirolas, tecidos

coloridos, elementos

naturais; cozinhar amendoim

e milho, preparar um

licorzinho e chamar os amigos

para dançar um forró.

7. O escritório Eduarda

Bulhões transformou até

uma garagem – sim, confira

as fotos – numa maravilhosa

varanda gourmet.

8. Em cada projeto, o

escritório Eduarda Bulhões

prioriza a personalização,

ou seja, as necessidades

da família; os gostos e hábitos

dos moradores. Tudo

isso ajudará a aproveitar

o ambiente da melhor forma,

priorizando, dentre os

elementos já destacados,

aspectos como ventilação

e iluminação natural.

EDUARDA BULHÕES

ARQUITETURA E

INTERIORES

CAU: A121310-5

Sabe aquele cantinho onde você pode fazer uma refeição, relaxar e ainda receber a família e os amigos?

A varanda gourmet, ambiente presente em casas e apartamentos modernos e de alto padrão, está

ao alcance tanto de quem dispõe de amplo espaço quanto de quem tem área reduzida. A arquiteta

Eduarda Bulhões lista informações preciosas que vão te deixar inspirado a ter a sua varanda gourmet.

EDUARDA BULHÕES - ARQUITETURA E INTERIORES

RUA TEODORO DIAS BARRETO, N° 866, SALA 05,ANDAIA

SANTO ANTÔNIO DE JESUS - BAHIA.

CONTATO: 98808-4466 . EMAIL: EBAARQUITETA@GMAIL.COM

INSTAGRAM: @EDUARDABULHOESARQUITETA

46 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


PUBLIEDITORIAL

O projeto inteligente da Zúniga & Gramacho

reúne marcenaria sob medida, integração

de espaços e funcionalidade para o dia a

dia da família. A seleção de peças, objetos

e acabamentos dão o charme e elevam o

grau de beleza do apartamento. Sem falar na

modernidade, com sala e cozinha conectados,

mantendo a funcionalidade e, ao mesmo

tempo, tornando os espaços mais amplos. De

acordo com Carol Zúniga e Fernanda Gramacho,

a composição planejada cria pontos de

cor por meio dos itens decorativos, ressalta o

aconchego e valoriza a iluminação natural. O

resultado é um ambiente com vastas possibilidades

de uso.

Para completar o pacote, o condomínio é

entregue com as áreas comuns já decoradas

e equipadas, e possui clube completo, com

piscina, quadra poliesportiva, academia, salão

de festas e jogos, espaço gourmet, parque

infantil e praças internas de convivência. Para

os clientes que já querem se mudar, a boa

notícia é que os últimos apartamentos prontos

ainda estão disponíveis. Há unidades a

partir de R$120 mil. Os clientes que entrarem

para a lista de espera, por sua vez, poderão

aguardar o lançamento da segunda fase do

empreendimento.

MODERNO E

SOB MEDIDA

VOG OFERECE PRATICIDADE

E SOFISTICAÇÃO COM PREÇO

A PARTIR DE R$120 MIL

Não à toa muitos chamam o próprio

lar de “cantinho”. Mas será que esse

diminutivo não remete a um espaço,

muitas vezes, reduzido? Se você busca

um imóvel compacto e ainda assim

quer imprimir nele o seu jeito, vale dar

um passeio pelo apartamento decorado

produzido pelo Escritório Zúniga &

Gramacho, no local do empreendimento

VOG Imperial.

A marca VOG é referência dentro e fora

do estado da Bahia, e traz condomínios

fechados com conforto e sofisticação

que combinam, sim, com um imóvel de

até 52 metros quadrados com suíte. E

não é preciso muita mágica, não.

APARTAMENTOS

EMPREENDIMENTO VOG IMPERIAL

2/4 - Com suíte

52 a 67 m²

De área privativa e apartamento

térreo Garden

1 Vaga de garagem descoberta vinculada

100% De aprovação por parte dos

clientes nas unidades vistoriadas

+ Lazer completo: Piscina, quadra

poliesportiva, parque infantil, academia,

salão de jogos, salão de festas,

espaço gourmet, praças internas.

48 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


PUBLIEDITORIAL

LÍMPIDA

REPUTAÇÃO

JOVEM E CONSISTENTE, INDÚSTRIA

SANTOANTONIENSE DESPONTA NO

SETOR DE VIDROS TEMPERADOS

O imperativo vem no nome, do verbo transformar:

Transforme Vidros. Mas, muito mais do que um negócio

do setor vidreiro, há quatro anos a empresa tem extrapolado

o sentido de qualidade, uma marca dos produtos

ofertados, e atuado de forma sistemática para preservar

sólidos e honestos relacionamentos com seus clientes,

colaboradores e parceiros.

A atuação da Transforme envolve lisura e cumplicidade,

nos ambientes formais e informais, segundo Andray

Gomes, gerente de vendas da Vivix, indústria brasileira

de vidros planos. O vínculo entre as duas organizações

também completa quatro anos em 2019. “Podemos destacar

vários atributos desta parceria: Confiança, transparência,

atendimento e qualidade”, enumera Gomes.

A Transforme Vidros atende os setores da construção

civil e movelaria e tem portfólio com vidros temperados,

espelho e ferragens. Para Luis Fábio Barbosa, da vidraçaria

Design Vidros, os diferenciais da indústria incluem

pontualidade e capacidade de corrigir eventuais erros.

“A Transforme é uma jovem empresa que nasceu pequena

e cresceu muito rápido pelo empenho para com

os seus clientes, pontualidade, qualidade do material e

prazo de reposição”, justifica.

O jovem percurso da Transforme é marcado também

pela escuta ativa e envolvimento dedicado de seus colaboradores.

“A minha trajetória e meu aspecto de vida

mudaram muito, pois o fato de trabalhar com pessoas

permite passar conhecimento e aprender mais ainda

com elas; viver uma experiência única de transformações”,

reconhece a colaboradora Andreia Lisboa.

A criação da empresa foi iniciada por quem já tinha

experiência no ramo e decidiu empreender. “Nascemos

no auge da crise. Apesar disso, a nossa persistência fez

com que, apesar de tudo, conseguíssemos nos inserir no

mercado, justamente através do diferencial de qualidade.

Investimos em frota própria para entregar no prazo

combinado, por exemplo”, relembra a diretora administrativa

e sócia Geórgia Pereira.

A indústria está sempre atenta à inovação, ciente de que

o mundo é globalizado e a velocidade da informação é

imediata. “Inovar é preciso, e não estamos falando em

reinventar a roda, mas, sim, permitir às pessoas a possibilidade

de dar o seu melhor nas condições que têm

e criar uma corrente de transformação e possibilidades

jamais imaginada por suas equipes”, analisa Gerson

Almeida, diretor comercial e sócio.

Na visão do diretor de produção e sócio Joaquim Pereira,

a diferença entre as corporações não se dá mais pelo

parque tecnológico e, sim, por sua equipe, desde o auxiliar

de serviços gerais aos diretores. “Esses é que farão a

diferença. E, para nós, a qualificação dos profissionais é

mais do que uma meta a ser perseguida, é um mantra”,

denota o diretor.

Atenta aos desafios de se tornar um indústria 4.0 – com

a descentralização do controle dos processos produtivos

e uma proliferação de dispositivos inteligentes interconectados

–, a Transforme se planeja para atender todo

o mix de produtos em vidro, voltado para a construção

civil. A expectativa da diretoria é inaugurar a sede própria,

em até 24 meses, numa área até duas vezes maior,

se comparada à atual, e alçar o negócio a um novo

patamar no ramo industrial vidreiro.

2015 - Criação e inauguração da Transforme Vidros.

Formação do time de colaboradores.

Inauguração com crescente rede de clientes.

2016 - Início dos processos de certificação. Aumento

gradual da rede de clientes e do mix de produtos. Participação

em notáveis eventos do ramo vidreiro.

2017 - Conquista da certificação Inmetro e da norma de

padronização ISO 9001. Adesão ao Programa Agentes

Locais de Inovação (Sebrae). Participação na feira de

vidros, na Itália. Início de mudanças estratégicas na

organização. Abertura para estágio em parceria com a

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

2018 - Participação na mostra CASACOR. Sofisticação produtiva através

do Programa Lean Manufacturing, realizado pelo SENAI.

Parcerias com centros de ensino para realização de visita técnica dos

discentes.

2019 - Aumento no número de produtos oferecidos. Comemoração dos 4

anos, em parceria com a indústria Vivix.

50 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

transformevidros.com.br | @transformevidros


PUBLIEDITORIAL

1

INÉDITA E

ORIGINAL

MOSTRA DE DESIGN DE

INTERIORES DA BELLA CASA

TEM FINA CURADORIA DE

PROFISSIONAIS DA REGIÃO

2

3

A mostra buscou inspiração num

conceito, no mínimo, original e

abrangente: “Brasilidade”. A estilista

Zuleika Angel Jones, Zuzu Angel, é

lembrada como a pioneira a usar a

concepção de brasilidade, ao priorizar

materiais tipicamente regionais

e evocar temas folclóricos, alegria e

criatividade, em passarelas internacionais.

A “Mostra Mais Design”, refletindo

tais aspectos, a seu modo, foi realizada

ao longo dos dias 5, 6 e 7 de

junho e fortaleceu parcerias entre

arquitetas e designers de interiores,

de cidades do Recôncavo e Vale do

Jiquiriçá, lojistas e representantes

comerciais de renomadas marcas. O

evento atraiu a imprensa e potenciais

clientes.

5

A ideia era apenas reorganizar melhor

os ambientes da loja, situada à avenida

Antonio Carlos Magalhães. Mas a

experiência no ramo e o perfil inquieto

de Alane Viana e de seu companheiro

Márcio Peixoto, ambos sócios da empresa

de móveis Bella Casa, os fizeram

ir além. Convidaram, então, 26 profissionais

e montaram a “Mostra Mais Design”

com 14 ambientes e os principais

lançamentos do ano, no setor.

4

6

52 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

53 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


7

11

13

AMBIENTES

DA MOSTRA

MAIS DESIGN

1. ACQUA BRASILIS

ALYNE COSENZA

8

12

2. ADEGAS DO SUL DO BRASIL

ANA VALÉRIA SOUSA E AMANDA LESSA

3. A TERRA DAS PALMEIRAS

ISABELA DE ANDRADE E BRUNA OLIVEIRA

14

4. COISA MAIS LINDA:

A BOSSA NOVA BRASILEIRA

LAÍS PRAZERES E BRUNA MIRANDA

5. HOME RETRATO

DO POVO BRASILEIRO

CLÁUDIA BITTENCOURT E IAGO BITTENCOURT

9

10

Todo o processo de curadoria das peças e

composição dos espaços levou cerca de um

mês. Os ambientes desenhados, dignos de

mostras com maior visibilidade, remetiam

à urbanização sustentável, aproximação

da natureza com o cotidiano, bem como

despertavam sentimentos nostálgicos e autóctones

com elementos afetivos da cultura

nordestina, ícones indígenas, poemas autorais

e cores receptivas. De tão intimistas,

alguns espaços davam a ideia de já estarem

sendo habitados.

Um dos destaques da mostra foi o trabalho

do fotógrafo Rui Rezende, radicado em

Amargosa e residente em Santo Antônio

de Jesus há quatro anos. Rezende assinou

fotografias de natureza em ao menos dois

ambientes. A exposição também prestigiou

o fotógrafo Reinaldo Giarola, convidado da

noite de abertura. A programação, na noite

de lançamento, contou com homenagens,

buffet personalizado e muitas selfies.

6. ÍNDIO BRASILEIRO

ITANA LEMOS E EDUARDA BULHÕES

7. LIVING OFFICE OÁSIS TROPICAL

GISÉLIA BRITO E CAROLINE BRITTO

8. LOUNGE PROSA E ARTE

JAMILE GOMES E VANESSA SANTOS

9. OS ENCANTOS DO NORDESTE

ANA ARQUITETURA

10. QUARTO AMAZÔNIA:

A BELEZA BRASILEIRA

MALU LOBO E MARIANA ROSA

11. REFÚGIO URBANO

GABRIELA BARBOSA E VANESSA BITENCOURT

12. SER “TÃO”

LAÍRA ANDRADE E MARIA VICTÓRIA

13 - URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL

MARINA VELAME E CECÍLIA MARIA

14. VARANDA NÁUTICA

ELIZABETE SAMPAIO

54 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 55 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


VITRINE DECOR

ALMOFADAS

e QUADROS

Onde comprar

SANTO DESIGN | 75 3632-1861

RUA RUY BARBOSA, PRAÇA DA BÍBLIA

754 - CENTRO - SANTO ANTÔNIO DE

JESUS - BAHIA

PROJETO:

RENATA CABRAL

DESIGN DE INTERIORES

ABD 26056

56 . AUGE . EDIÇÃO 32 | 2019


ORIGINAL AUGE

TEXTO EDVAN LESSA

ARTE

DA GENTE

NO MÊS DO SEU ANIVERSÁRIO,

SANTO ANTÔNIO

DE JESUS REVELA DIVERSO ACER-

VO ARTÍSTICO

A pintura que estampa a capa da edição de junho

da AUGE foi pintada por Otávio Zanzini, 31 anos, em

2018. Trata-se de uma releitura de “Bandeirinhas”,

obra do artista ítalo-brasileiro Alfredo Volpi. Além da

capa, a tela compôs um dos ambientes na primeira

mostra de design de interiores da cidade, em junho,

e um mês antes foi exposta a céu aberto na praça

Padre Matheus, de 29 a 31 de maio.

Na praça, Zanzini reuniu quase 40 pessoas, incluindo

artistas plásticos como ele, artesãos e escultores,

para realizar uma a inédita “Expo Art”. “Já era uma

ideia antiga reunir artistas de Santo Antônio de Jesus

para apresentá-los à cidade e mostrar como temos

talentos escondidos, apenas esperando uma oportunidade

para mostrar seus trabalhos e, através deles,

firmar uma profissão, um sustento”, explica.

58 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 59 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


Organizada ao longo de um mês, a mostra exibiu

obras ecléticas e experimentalismos com distintos

materiais – de cascas de ovos de avestruz à madeira

de demolição. Alguns trabalhos exploravam cenas

ou elementos icônicos da memória da cidade. Uma

tela do artista Joelson Amaral, por exemplo, remetia

à época em que Santo Antônio de Jesus estava na

rota ferroviária da Bahia. Na cena em três dimensões,

exageros à parte, um trem parece saltar da

pintura.

O artista plástico Antonio Augusto Leal, 65 anos,

experiente com artesanato, escultura e direção

teatral expôs um trabalho que remete ao pop dos

anos 1970. “Considero algo bem pessoal, criativo,

mas que não tem uma definição”, descreve. “O saldo

para mim foi muito bom, pois estava um pouco

fora do circuito de artes. Tive contato com grandes

artistas”, considera.

“Todo artista precisa de um espaço para expor e ali

foi democrático, livre e onde as famílias puderam

apreciar as melhores obras de Santo Antônio de

Jesus”, constata Mamute, como assina o empresário

aposentado Alcides Santana, 66 anos. De acordo

com ele, apenas do seu acervo foram expostas cerca

de 10 peças.

Para a artista Magda Lúcia Silva, 50 anos, que expôs

25 dos seus trabalhos nos três dias da mostra, projetos

com esse caráter ajudam os artistas a revelarem

as próprias criações. “Com essa iniciativa, nós

incentivamos os artistas que ainda estão no armário

para que eles tenham a liberdade de expor os seus

trabalhos. Muitos se inibem por falta de oportunidade”,

lamenta.

A artista plástica e artesã Mariângela Zanzini, 66,

optou por exibir apenas as suas peças de artesanato

chamadas filtro de sonhos. “As oportunidades

que apareceram foram os novos convites, a consciência

das pessoas sobre a existência dos artistas,

a possibilidade de adquirir arte aqui mesmo, sem

precisar sair da cidade, e abrir novos caminhos para

os artistas que devem sobreviver da sua arte”, diz

Mariângela.

“A contribuição desse evento ao aniversário de

Santo Antônio de Jesus é inserir na evolução dessa

cidade a arte que tanto embeleza a vida e enobrece

o cidadão. Como diz o ditado: ‘nem só de pão vive o

homem’”, parafraseia Otávio Zanzini. Para reunir os

artistas, ele buscou indicações em grupos da rede

social WhatsApp e, após notar que havia um grande

número de profissionais, os reuniu em grupo ali

mesmo e foi em busca de parcerias para realizar a

exposição.

60 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

Nas páginas anteriores, releitura de

“Bandeirinhas” por Otávio Zanzini. Acima,

respectivamente, artistas da mostra Expo

Art; obra pop de Antonio Leal; moldura de

Joelson Amaral; Adailton Nunes e público

mirim na “(des) dobra”.

ALÉM DAS MOLDURAS

Nos dias 7 e 8 de junho ocorreu a 1ª Mostra de Arte e Diversidade (MAD SAJ).

O evento inédito e plural tem assinatura de Marcos Borges, 25 anos, artista

visual, ator e dançarino e foi concebido a partir do que aflora a expressão

“Pulsa Recôncavo”. “O Recôncavo é um local de forte produção artística. A

gente tem a influência das universidades e tem muita gente produzindo arte,

pensamento e movimentações comunitárias”, afirma Borges.

Segundo ele, todos os artistas inscritos na MAD SAJ foram convidados a

expor. Diferente da 1ª Mostra Expo Art, o evento é fruto de um edital do

município, o Prêmio Mestre Roque, promovido pela Prefeitura, através da

Secretaria de Cultura.

O irrestrito potencial artístico local se revela no momento em que o município

completa anos de emancipação, sem que haja um programa consolidado

e abrangente de apoio aos artistas da casa. Zanzini, organizador da

Expo Art, afirma que foi necessário recorrer aos empresários locais para tirar

o projeto do papel. “Foi infrutífero o atendimento da Secretaria de Cultura

de tudo que envolvia a mostra. E os empresários não deixaram a desejar.

Prontificaram-se em colaborar com toda infraestrutura envolvida, cada um

de uma maneira”, completa.

LONGA, ORIGAMIS

No domingo anterior à mostra artística, o cineasta Tau Tourinho realizou

o lançamento do longa metragem “Guilú e o Tirador de Retrato”, produto

do seu trabalho de conclusão do curso de Cinema, na Universidade Federal

do Recôncavo da Bahia (UFRB). A exibição se deu após uma parceria entre

Rádio Andaiá FM e Serviço Social do Comércio (Sesc).

No Sesc, o artista santoantoniense Adailton Nunes, 30 anos, expôs tsurus

– um tipo de origami – e outras peças de sua autoria na exposição “(des)

dobra”. Graduado no Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Tecnologias

contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a mostra é fruto

do trabalho que Nunes desenvolve com origamis há sete anos, voltadas à

arte de guerrilha e ao compartilhamento de experiências através das dobraduras.

“A ideia é mostrar uma arte acessível, que pode ser feita por você mesmo

e replicada”, conta o artista. Na exposição estão aquarelas, nanquim e

lápis de cor; uma videoarte e fotografias. Há, ainda, um poema escrito em

parceria com o artista recifense Perron Ramos, e duas obras criadas para a

exposição que são a instalação de origamis e o autorretrato feita com tinta

acrílica sobre tela.

“As peças trazem uma narrativa da minha relação com a água e a memória

e junto ao Rio Taitinga”, completa. Na exposição, que segue até 27 de julho,

Adailton Nunes tem a intenção de aproximar as pessoas e mostrar que fazer

arte é possível e não precisa estar exclusivamente na galeria.


ORIGINAL AUGE

TEXTO EDVAN LESSA | FOTOS RUI REZENDE

QUE TIPO DE IMAGEM VOCÊ JÁ PRODUZIU SOBRE

AMARGOSA?

Quando vivia em Salvador, fotografei casamentos, formaturas;

fiz books, fotos de crianças e de produtos. Com o dinheiro dos

primeiros trabalhos, viajei aos lugares onde passei a infância

para fazer fotos, principalmente, a fazenda da minha mãe, em

Amargosa. As fotos compuseram a minha primeira exposição

em um shopping de Salvador, naquele mesmo ano, em homenagem

à primavera.

Nesse período, fiz um monte de fotos do Timbó, na região de

mata Atlântica em Amargosa, numa parceria com o Grupo

Ambientalista da Bahia (GAMBÁ) e Centro Sapucaia, uma

organização não governamental (ONG). Parte destas fotos foi

exposta em Joanesburgo, no evento RIO +10.

OLHAR NATIVO

AMARGOSA CELEBRA 128 DE

EMANCIPAÇÃO SOB A LENTE E

O APEGO DO FOTÓGRAFO RUI

REZENDE

No mês em que o município de Amargosa comemora

128 anos de emancipação, a AUGE traz um ping

pong com Rui Rezende, 41 anos, destacado fotógrafo

de natureza, expoente das belezas naturais da Bahia,

especialmente do Oeste e da Chapada Diamantina,

para o Brasil e para o mundo. Neste breve bate-papo,

o fotógrafo com 20 anos de carreira, nascido na

maior cidade do Vale do Jiquiriçá, reconta as memórias

afetivas de infância e apresenta, com exclusividade,

fotos inéditas de uma Amargosa autóctone.

No São João da sua terra natal, Rui lança o livro de

fotografias “Vaqueiros do Raso da Catarina”, mas o

grande ato em tributo à cidade que ele acreditava

estar “em dívida” é esperado para o final do ano e

já está em pré-venda: Um livro sobre as paisagens

locais de sua “doce” Amargosa.

QUAIS SÃO OS SENTIDOS OU AFETOS QUE EMERGEM AO

LANÇAR OLHAR PARA ESSE LUGAR?

Sou natural de Amargosa e lá, quando garoto, saía de bicicleta

com meus amigos para pescar, caçar com estilingue,

comer jaca na roça de minha mãe, de meu avô e em fazendas

próximas à minha casa, na rua Nova e Rodão. Aos finais de

semana, eu ia com a minha mãe para as roças ajudar na lida

com o cacau. Estudei um ano na escola agrotécnica e isso me

deu uma boa base para a fotografia de natureza.

Eu e dois amigos, quando criança, éramos “os caçadores de

emoção”. Com o passar do tempo, cada amigo tomou um

destino diferente e eu segui sozinho com a minha caça por

emoções e a fotografia me deu ferramentas para isso.

A minha cidade está totalmente ligada ao meu DNA fotográfico

e tem influência na minha formação pessoal e profissional.

Como fotógrafo de natureza, sempre tive um grande carinho

pela minha cidade, mas os meus projetos me levavam para

cada vez mais longe.

O LIVRO QUE ESTÁ PRODUZINDO É UM TIPO DE TRIBUTO

À CIDADE?

Sempre quis fazer um trabalho sobre minha cidade. É como

se fosse um erro mostrar outros lugares antes de mostrar “minha

casa”. Como meu trabalho tem me levado cada vez mais

para longe, a ideia de que poderia fazer um livro de Amargosa

parecia estar cada vez mais distante. Mas me deparei com

um marco: Faria 20 anos de carreira fotográfica, em fevereiro,

então pensei que este ano seria um bom momento de “parar

e fazer a lição de casa”.

Para viabilizar a impressão do meu livro sobre Amargosa, passei

a realizar a pré-venda. Além disso, aqueles que compram

antecipadamente têm o seu nome impresso na obra. Ora...

Se fui cobrado por muitas pessoas para produzi-la, acho justo

que todos possam fazer parte disso também.

Livro na pré-venda:

Email: ianerezende0@gmail.com

WhatsApp: (071) 9 8880-2299

62 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 63 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


MURAL

TEXTO LUAN SANTOS | FOTO VICENTE NETTO

SÃO FELIPE

O RELATO DE UM JORNALISTA CUJO CORAÇÃO

MORA NA “CAPITAL MUNDIAL DA ALEGRIA”

Um dia desses entrei num

táxi, puxei conversa com o

motorista e começamos a

falar do São João. Ele, curioso,

perguntou onde eu iria

celebrar a melhor festa do

ano. Disse a ele que passaria

em São Felipe, minha

terra natal, que chamo de

capital mundial da alegria

e da felicidade. O taxista,

então, abriu um sorriso e

começou a falar nomes de

pessoas que ele conhece de

São Felipe, e eu sabia quem

eram todas. Essa é uma das

vantagens de viver numa

cidade pequena.

Na prosa, o taxista foi além:

começou a narrar experiências

que teve em suas

andanças pela capital, desde

pescarias no rio Copioba

até festas de São João na

roça, com direito a fogueira

e licores de sabores que ele

nunca soube reconhecer. O

relato do meu amigo taxista

me deixou nostálgico para

falar sobre minha cidade,

que no dia 29 de maio

comemorou 139 anos de

emancipação política.

São Felipe não se destaca

pelo comércio forte, como

Cruz das Almas e Santo

Antônio de Jesus, nem tem

festas glamourosas como

as famosas vizinhas. Mas

talvez nenhuma delas tenha

o charme e receptividade de

São Felipe, uma terra aconchegante

e acolhedora.

O charme da Praça da Matriz,

point que reúne jovens e

idosos, religiosos e profanos,

e concentra ao seu redor

construções de arquitetura

belíssima, como a própria

Igreja e a sede da prefeitura.

E, pasmem, o pôr do sol na

Praça da Matriz é incrível!

E não posso deixar de falar

da receptividade de pessoas

simples e sorridentes que

andam pelas ruas falando

com todo mundo. Todo

mundo se conhece, é verdade,

mas até os visitantes são

recebidos com um cumprimento

que muitas vezes é

difícil de compreender, mas

você só responde. É como

um ‘olá’ ou um ‘oi’.

Gosto de chegar em São

Felipe, parar na praça e sair

andando pelas ruas, falando

com todo mundo, embora já

não conheça boa parte da

galera. De alguma forma,

me sinto mais vivo.

Uma ida a São Felipe é uma

verdadeira experiência estética

- amigos meus de Salvador

comprovam isso. Como

minha casa é na zona rural,

a experiência é ainda mais

intensa: bichos, rio, galo cantando

às 4h30, pegar uma

laranja no pé. Mas, para

mim, o mais impressionante

continua sendo o céu. A lua,

as estrelas. A composição,

para mim, é mágica.

Sempre que vou à minha

terra, volto pra Salvador

me sentindo mais vivo de

alguma forma ou com as

baterias recarregadas.

Talvez São Felipe não tenha

nada de muito diferente das

cidades pequenas, é verdade.

Talvez esse meu relato

não se encaixe nas impressões

de outras pessoas. Mas,

para mim, ela vai ser sempre

a capital mundial da alegria

e da felicidade.

64 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


ORIGINAL AUGE

TEXTO EDVAN LESSA | FOTOS DIVULGAÇÃO

ELAS PODEM TUDO

PRIMEIRA E MAIOR REDE DE EMPREENDEDORISMO

FEMININO DO BRASIL CAPACITA MULHERES NA REGIÃO

ALCANCE DA REDE

A IRME foi idealizada por Ana Lúcia Fontes, em

2010, e é uma associação que oferece a mais de 500

mil mulheres cadastradas oportunidade econômica,

tornando-as confiantes e preparadas para o autodesenvolvimento

pessoal e profissional. No Brasil, é a

primeira e maior plataforma de empreendedorismo

feminino e signatária dos princípios de empoderamento

da ONU Mulheres.

Na visão de Daiany Saldanha, coordenadora do

IRME, a independência financeira feminina impacta

nas famílias e na sociedade. “É esse propósito que

nos move: Romper os ciclos de violência e empoderar

mulheres para tomarem as decisões sobre as

suas vidas e sobre o que fazer com o seu dinheiro”,

destaca. “Em cidades do interior, as mulheres nem

sempre têm perspectivas, então fortalecer esse

projeto é possibilitar que elas sonhem, conheçam

outras possibilidades e construam seus projetos de

vida”, completa.

No Brasil, segundo Maria Guadalupe Souza, há

105 mulheres que atuam, voluntariamente, como

multiplicadoras do “Ela pode” em 23 estados e no

Distrito Federal. Em Santo Antônio de Jesus e região

foram realizados ao menos dois encontros e está

prevista uma nova ação em junho.

“Esperamos que, ao final da capacitação, as participantes

tenham maior compreensão sobre os principais

conceitos e práticas de liderança, educação

financeira, imagem pessoal, networking, negociação

e vendas e uso de ferramentas digitais”, compartilha

Guadalupe Souza. De acordo com ela, o Serviço

Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

(Sebrae) é um parceiro importante.

Analista técnica do Sebrae, instituição onde Maria

Guadalupe atua há 20 anos, Jamile Andrade

destaca o impacto de um evento ocorrido no

município de Santo Amaro. “Guadalupe sensibilizou

as mulheres de forma sistemática porque

é psicóloga e entend para que elas possam desenvolver

os seus negócios obtendo os melhores

resultados e sabendo das potencialidades de

cada uma”, lembra.

A meta da IRME, através de ações com a de Maria

Guadalupe, é capacitar 135 mil brasileiras. “A

comunidade local deve esperar muito “rebuliço”,

capacitação e oportunidades para as mulheres,

no plural: Negras, jovens, trans, lésbicas, quilombolas,

dentre outras”, pontua Daiany Saldanha.

Podem fazer parte da rede mulheres a partir

dos 16 anos, desempregadas ou que estejam

buscando emprego; empreendedoras ou que

queiram empreender, sejam em situação de vulnerabilidade

socioeconômica; buscando emprego

ou apoio para empreender, fazer crescer ou

reposicionar o próprio negócio. Para isso, devem

se inscrever numa das ações programadas na

respectiva região.

Acompanhe as ações do “Ela pode” na página:

elapode.com.br

Após assistir a palestras sobre o

tema empreendedorismo feminino,

a empresária Cleonicia Teles,

de Itaberaba, na região da Chapada

Diamantina, sentiu que

já não seria a mesma de antes.

Bastante inspirada, guardou as

falas que remetiam à força, visão

para os negócios e autonomia,

ditas por Maria Guadalupe

Souza. A palestrante é psicóloga

e multiplicadora voluntária de

uma rede nacional que encoraja

mulheres a empreender.

Maria Guadalupe é uma espécie

de porta-voz local do “Ela

Pode”, programa realizado pelo

Instituto Rede Mulher Empreendedora

(IRME) com o apoio

do Google. Selecionada após

inscrição, no ano passado, num

edital que priorizava experiência

na temática, a palestrante,

está entre as seis voluntárias, na

Bahia, treinadas pela IRME para

capacitar mulheres.

“Já trabalho com empreendedorismo

e desenvolvimento de

pessoas há alguns anos, especialmente

com mulheres. Faz

parte de meu propósito de vida

o encorajamento de mulheres”,

explica a psicóloga. Para ela, a

discriminação baseada nos estereótipos

de gênero é fator que

atrapalha o desenvolvimento

feminino, influenciando em sua

subjetividade e seu desenvolvimento.

66 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019

67 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


AUTORAL

TEXTO REDAÇÃO | FOTO ISRAEL PIRES

Dar conta do acúmulo de funções, cuidar da

casa, dos animais de estimação, da alimentação,

do corpo, dar atenção para o marido, à

família e amigos e ser uma boa profissional.

Para que tudo isso seja possível, caso se esteja

disposta, é necessário fazer algumas mudanças

na agenda. Isso significa criar novos hábitos,

organizar uma rotina e, de vez em quando,

também sair dela.

O perfil “Um dia com amor”, no Instagram,

foi criado por Marcleya Castro, 37 anos, para

mostrar com naturalidade o dia a dia de uma

dona de casa que também trabalha fora ou

vice versa. O objetivo do perfil na rede social

é passar uma mensagem de positividade e

otimismo. “Eu amo ser dona de casa e amo o

meu lado como profissional; ser independente é

muito bom”, pontua.

As postagens são feitas de maneira casual no

ato simples de cozinhar e limpar a casa. “Mesmo

com todo serviço pesado, conseguimos ser

divertidas e vaidosas”, afirma Marcleya Castro.

“Acredito que nós mulheres devemos nos cuidar

sempre”, garante.

De acordo com Castro, é gratificante a relação

entre ela e seus seis mil seguidores no Instagram.

“Procuro sempre levar informação para

facilitar a rotina das pessoas”, diz. “No caso

das dicas de limpeza, mostro que o principal

segredo é não deixar o trabalho se acumular,

senão fica mais difícil”, finaliza.

AMOR NO QUE FAZ

PERFIL NO INSTAGRAM TRAZ DICAS CUIDADOSAS

E ÚTEIS DE ORGANIZAÇÃO, BELEZA E SAÚDE

MARCLEYA CASTRO, GERENTE

@UMDIACOMAMOR

68 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


INFORME

MEIO SÉCULO

DE ALTRUÍSMO

NO ANO EM QUE O ROTARY

CLUB DE SANTO ANTÔNIO DE

JESUS FAZ 50 ANOS, AUGE

DESTACA AÇÕES LOCAIS DA

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA

Em 2018, 42 mortes de recém-nascidos vivos

foram registradas no Hospital e Maternidade

Luiz Argolo Santa Casa de Misericórdia, em

Santo Antônio de Jesus. O número de óbitos

poderia ser menos alarmante, caso a instituição

dispusesse de ao menos uma unidade de

terapia intensiva (UTI) neonatal. Em prol dessa

causa, nos 50 anos do Rotary Club local, a

associação iniciou uma campanha a fim de

arrecadar fundos e construir cinco UTIs.

A postura ousada e altruísta do Rotary Club

em Santo Antônio de Jesus remete ao próprio

passado da organização secular. Na década

de 1980, quando no mundo eram registrados

350.000 casos de poliomielite, doença viral que

ataca os sistema nervoso e pode levar à paralisia,

o Rotary Internacional começa a doar vacinas

amplamente aos países que registravam a

doença. No Brasil, a poliomielite foi erradicada

no ano de 1989

“Onde quer que possua uma sede, a missão do Rotary é ajudar a comunidade por meio de

diversos projetos”, salienta José Carlos Júnior, presidente do Rotary Club Municipal. Segundo

ele, aqui há programas permanentes, com resultados bastantes significativos, a exemplo

da criação de um banco permanente de bengalas para pessoas com deficiência visual.

“A bengala é um dos instrumentos mais importantes para a pessoa cega porque é a ajuda

técnica na locomoção. Há muitas pessoas carentes e nós, há algum tempo, já tínhamos

essa necessidade”, expõe Josiel Barreto, coordenador de projetos da Associação dos Deficientes

Visuais (ASDEV). “O Rotary faz uma política pública que deveria ser feita pelo poder

público. Nossa gratidão a este grande parceiro”, completa.

70 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


INFORME

“O ROTARY FAZ UMA

POLÍTICA PÚBLICA QUE

DEVERIA SER FEITA PELO

PODER PÚBLICO. NOSSA

GRATIDÃO A ESTE

GRANDE PARCEIRO

JOSIEL BARRETO, DA ASDEV

ANIVERSÁRIO

O Rotary Clube de Santo

Antônio de Jesus completou

50 anos no dia 25 de

Maio de 2019, quase metade

do Rotary Internacional,

com 114 de existência

completados em fevereiro.

Aqui, em celebração ao

meio século de atuação,

houve culto na igreja onde

prega o Pastor Eli, no dia

20 de abril; missa na igreja

do São Benedito, ministrada

pelo padre Edson, no

dia 25 de maio, pintura da

sede e seção especial itinerante

da Câmara de Vereadores,

também ocorrida

nas instalações do Rotary

Club, aberta à população.

ORGANOGRAMA

Atualmente, há 11 companheiros

rotarianos. Além

disso, a organização conta

com a Casa da Amizade,

formada pelas esposas

dos membros – atualmente

seis. “Sou rotariano há

cerca de 35 anos, servindo

a essa comunidade, sem interesse

pessoal ou político,

seguindo o lema: ‘dar de

si antes de pensar em si’”,

pontua o empresário Joel

Leal.

A diretoria, com mandato

até o mês de junho, é

composta pelo presidente

José Carlos Santiago Veiga

Júnior, vice-presidente Fernando

Henrique Chagas,

secretária Dorothy Mary

Nunes Pinto, tesoureiro

Sérgio Mello Ribeiro e o

responsável pelo Protocolo

Robson Conceição.

“O desafio atual do Rotary

Club Santo Antônio de

Jesus é buscar apoio junto

ao Rotary Club no Brasil

e em outros países, além

de estabelecer parcerias

locais com as empresas

para alcançar a meta de

entregar cinco leitos de UTI

neonatal”, reforça o presidente

José Júnior. A ação

deverá beneficiar ao menos

23 municípios diminuindo

a taxa de mortalidade de

recém nascidos vivos.

No dia 4 de agosto, uma

festa com a dupla Lukas e

Gustavo e a banda The Fevers

terá os lucros direcionados

para a doação dos

cinco leitos da UTI neonatal

à Santa Casa Municipal.

A compra da camisa da

festa, que dará direito ao

acesso ao evento, incluindo

o consumo de churrasco,

comidas típicas e bebidas,

pode ser feita através do

contato da instituição.

Para ajudar, adquira a

camisa.

CONHEÇA AS AÇÕES DO ROTA-

RY CLUB DE SANTO ANTÔNIO DE

JESUS

Criação de um banco de cadeira de

rodas e cadeiras de banho. Atualmente

são doadas 55 cadeiras por

ano; 300 no total.

Criação de um banco permanente

de bengalas para deficientes visuais.

O projeto foi iniciado em 2018 com

20 unidades.

Visita ao Lar dos Idosos Maria da

Glória Oliveira.

Realização do Natal Solidário em

que são doadas mais de 500 cestas,

arrecadadas em parceria com

organizações não governamentais

(ONGs), rádios da cidade e cidadãos.

Evento Flores Holambra, promovido

ao longo de 10 dias. Há sorteio de

brindes, com espaço para as crianças,

show de bandas locais, artesanato

e lanchonete;

Escolinha, na rua do Amparo, mantida

em parceria com a Prefeitura;

Programa Interact, voltado aos adolescentes

de 12 a 18 anos, no qual

eles aprendem a ajudar a comunidade,

por meio de seus próprios projetos,

inclusive, podendo participar de

intercâmbios internacionais.

Programa Rotaract, voltado para

jovens de 18 a 30 anos, prepara os

futuros rotarianos e desenvolvem

projetos independentes com o auxílio

e supervisão do Rotary.

PARA AJUDAR, ADQUIRA A CAMISA:

LOTE 1 (LIMITADO): R$100 | LOTE 2: R$120 | LOTE 3: R$ 150

CONTATOS: (075) 9 9940-5544 | 9 8352-5274 | 9138-0449

PONTOS DE VENDA:LOJAS DIX: AVENIDA GOVERNADOR

ROBERTO SANTOS, S/N, LOJA 16, CENTRO; RUA LANDULFO ALVES, N 162, CENTRO.

SEDE DO ROTARY CLUB: RUA RIO DE JANEIRO, S/N, SANTA RITA

72 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 73 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


MURAL

TEXTO EDVAN LESSA

A CIÊNCIA NO

CARDÁPIO

BARES E RESTAURANTES ABREM AS PORTAS

PARA FESTIVAL DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Apesar de não ser um fato inédito para os

cientistas, o ano de 2019 tem sido marcado

por cortes orçamentários sistemáticos

em ciência e tecnologia. Alinhadas aos

atos que questionam o contingenciamento

de recursos, algumas ações tensionam

também a forma como a ciência produzida

vem a público. Nesse sentido, o Festival

Pint of Science, de caráter mundial,

chama a atenção para a importância de

popularizar o conhecimento científico de

maneira descontraída.

No município, a coordenação regional do

festival é responsabilidade da professora

Kelly Cristina Atalaia e da sua equipe,

integrantes do Núcleo de Neurociência e

Neuropsicologia Cognitiva (NUNNCOG),

da Universidade Federal do Recôncavo

da Bahia (UFRB). Na prática, o evento de

divulgação científica se desdobra de uma

palestra promovida por um pesquisador,

em sua especialidade, geralmente num

bar ou restaurante, utilizando uma linguagem

acessível.

“Em seguida, abre-se um espaço para

que a plateia possa fazer perguntas e

conversar com o palestrante”, explica Atalaia.

“O objetivo do evento é aproximar a

comunidade ao conhecimento que é produzido

nas universidades”, contextualiza

a docente da UFRB. No mundo, em 2019,

o Pint of Science aconteceu em 24 países.

Neste ano, o Pint of Science aconteceu

em 85 cidades brasileiras. No estado da

Bahia, apenas Salvador e Santo Antônio

de Jesus o promoveram. As palestras

foram ministradas na praça de alimentação

do Shopping Itaguari e no bar Espeto

Rei. Colaboraram os docentes da UFRB

Leandro Lourenção, Amélia Reis, Isabella

de Matos, Inayara Santana, e da Universidade

do Estado da Bahia (UNEB), Daniel

dos Santos.

Considerando o público, ao menos 250

pessoas compareceram à edição local do

festival, ocorrida nos dias 20, 21 e 22 de

maio, organizada ao longo de seis meses.

Ainda de acordo com Kelly Atalaia, um

dos princípios do Pint of Science é a diversidade

de temas. Neste ano, as palestras

trataram sobre ritmos biológicos, influência

social, fungos, psicologia da libertação,

representação da masculinidade

negra e obesidade.

DESAFIOS

No interior, avalia Kelly, há desafios para

o Pint of Science que passam pela consciência,

ainda prematura, de que Santo Antônio

de Jesus é uma cidade universitária.

Os palestrantes são convidados, definem

os temas e são firmadas parcerias com

os estabelecimentos para a realização

das palestras. Isso inclui obter, ainda,

patrocínios para produzir os materiais de

divulgação e membros voluntários.

74 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019 75 . AUGE . EDIÇÃO 33 | 2019


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