RCIA - EDIÇÃO 168 - JULHO 19

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO168 - JULHO/2019

CAPA

Ele está com nova cara

NEGÓCIO

Tulipa sob nova direção

SINHORES

Associados na Fispal

HOMENAGEM

O adeus de Nenê Ferrenha

08 8 10

14

18

O RCIARARAQUARA apresenta

novo formato para mostrar a

cidade como realmente ela é.

Reinaldo Dias de Lima compra

loja de Wanderley Figueiredo e

inicia uma nova fase da Tulipa

Visitantes viram atrações inéditas

que ampliam o conhecimento

dentro do setor alimentício

Integrante da nossa história,

Pedro Paulo Ferrenha conquistou

a cidade pela simplicidade

Indústria

06| A Cutrale, líder mundial na

produção de suco concentrado,

associa-se ao Ciesp Araraquara

Sincomercio

16| Entenda a Declaração de

Direitos de Liberdade Econômica

e o Horário do Comércio

Falecimento

32| Araraquara perdeu em junho

um dos seus mais importantes

empresários: Jorge Affonso

Canasol

46| Canasol no Congresso

Internacional da WABCG em

Ribeirão Preto

Saber os movimentos e com eles aprender

Acertando as contas

Os alunos do Curso Técnico em Teatro

do Senac Araraquara apresentaram

em junho na Esplanada das Rosas,

a intervenção urbana “Movimentos

de Aprender”. O evento celebrou,

de forma poética, as trajetórias do

olhar para o ato de aprender. Em

movimentos silenciosos, 20 intérpretes

se deslocaram por praças e vias

públicas da cidade observando

e transformando a paisagem do

cotidiano. Além de ser uma novidade,

é verdade que cada personagem vive

uma experiência diferenciada pois

Aprendendo com as pessoas

os movimentos são infinitamente

diversificados - uns dos outros. O

corpo de intérpretes é formado por

alunas e alunos da turma vespertina

2019 do Curso Técnico em Teatro.

A Prefeitura reabriu o prazo para adesão

ao Programa Municipal de Regularização

Tributária e oferece nova oportunidade a

devedores de impostos para acertarem

suas pendências com o município. A

adesão ao programa pode ser feita até 6

de setembro, podendo ser renegociados

débitos acima de R$ 6 mil, de natureza

tributária ou não tributária relacionados

à Prefeitura e ao Daae (Departamento

Autônomo de Água e Esgotos), vencidos

até 31 de maio de 2019, de pessoas

físicas e jurídicas, inclusive se forem

objetos de parcelamentos anteriores.

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DA REDAÇÃO

ORGULHO

O trabalho e suas normas

26

Ivo Dall’Acqua participa da

Conferência Internacional do

Trabalho da OIT na Suiça

INCORPORAÇÃO

Agitação no mercado local

33

Em Araraquara o Sicoob da

Av. Barroso assume controle do

SicoobCoopara

por: Sônia Maria Marques

Vermelho levanta a lebre e causa mal

estar na administração pública

José Eduardo Vermelho, importante membro do Partido

dos Trabalhadores em Araraquara até 2007, hoje radicado

ao PSOL, em junho impactou as redes sociais com

questionamentos ao seu ex-colega de partido, o prefeito

Edinho Silva, sobre sua conduta na administração da cidade.

O ex-petista colocou em xeque a liberação de recursos

da Prefeitura Municipal para atender as necessidades

da Empresa Ferroviária S/A, via Morada do Sol Eventos

que administra a Arena da Fonte. “Apesar da Arena ser

administrada pela Morada do Sol Eventos S/A, quem paga

as despesas de manutenção da Arena é o governo municipal.

É correto?”, perguntou Vermelho. Outro detalhe focado

por ele é o “Centro de Treinamento do Pinheirinho, próprio

municipal, que é usado intensamente e quase exclusivamente

pela Empresa Ferroviária S/A. Como próprio, quem paga a

manutenção do Centro de Treinamento, ou seja, cuida do

local e garante a infraestrutura, a qualidade do gramado é a

Prefeitura”, revela.

Professor Ulisses

50| Ensinando karatê de graça, ele

mostra que a boa vontade muda

os nossos caminhos

Cartilha sobre Injúria Racial

A Cartilha Municipal

sobre Injúria Racial foi

oficialmente apresentada

ao público em evento

na Biblioteca Municipal

“Mário de Andrade”. O

material é uma iniciativa

da Coordenadoria de

Políticas de Promoção

da Igualdade Racial e

do Centro de Referência

Afro Mestre Jorge, em

parceria com o Conselho

Municipal de Combate

à Discriminação e

ao Racismo e com a

Secretaria Municipal de

Comunicação. O objetivo

da cartilha é apresentar

o funcionamento da

rede de atores públicos

As Grandes Bandas

56| Trabalho de pesquisa de Juraci

Brandão de Paula conta a

história do Grupo 5

institucionais responsáveis

por dar tratamento e

resolução aos casos de

racismo e injúria racial,

subsidiando as vítimas

sobre os procedimentos

necessários para que seja

possível dar tratamento

para essa forma de

violência. A publicação

traz considerações sobre

racismo e injúria racial,

conceitos de liberdade

de expressão, exemplos

práticos de discriminação

e preconceito, legislação

relacionada, o que fazer

em caso de injúria racial,

mapeamento da rede de

atores institucionais e rede

de apoio.

Luiz

Fernando

Costa de

Andrade

durante

lançamento

da cartilha

sobre

Injúria

Racial

Por mais que amemos a Ferroviária, o prefeito não pode e

nem deve colocar recursos públicos na sustentação de uma

empresa formada por acionistas. Poderão dizer que ele não

faz isso, mas qualquer um sabe que só seria diferente se a

Ferroviária jogasse fora da Arena e não treinasse em um

próprio da municipalidade. É claro o benefício que se dá a

esta empresa que cria e vende jogadores; só que ao repartir

o bolo de uma venda, o município fica a chupar o dedo,

quem ganha são os acionistas.

Portal RCIARARAQUARA.COM

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Suze Timpani

Design: Bete Campos e Érica Menezes

PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3303 5900

A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Atendimento: (16) 3336 4433

Rua Tupi, 245 - Centro

Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

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Sucocítrico Cutrale associa-se

ao Ciesp Araraquara

Desde janeiro, empresa integra os quadros da entidade

industrial e mira novos objetivos

Em 2019, o Centro das Indústrias do Estado de

São Paulo (Ciesp) recebeu em seu quadro de associados

uma das maiores empresas do Brasil: a Sucocítrico

Cutrale. Denominada assim desde 1967,

quando a antiga Citrícula Brasileira – primeiro empreendimento

do grupo – adquiriu a Suconasa em

Araraquara, a indústria não parou mais de crescer e

se estabeleceu na Morada do Sol, com a transferência

de seu centro administrativo para a cidade em

1986. Anteriormente, esse setor estava localizado

em São Paulo.

Hoje com fábricas em Colina, Conchal, Uchôa,

Itápolis, Avaré e Araraquara, além de operar dois

terminais portuários em Santos e Guarujá, a Cutrale

conta com 18 mil colaboradores em períodos de

safra, divididos nas suas unidades agrícolas, industriais

e centro administrativo. Ao lado da produção

cítrica, a empresa atua também no ramo da soja,

com escritório regional em Rondonópolis-MT, e no

mercado nacional e internacional de banana.

Especializada na cultura da laranja, a indústria

se aprofundou em cada segmento, da formação

de mudas ao plantio, do processamento de sucos

e subprodutos à entrega final nos mercados consumidores

mundiais. No processo produtivo “in natura”,

a fruta é beneficiada com os mais modernos

equipamentos eletrônicos de embalagem para esse

trabalho, inclusive com classificação por meio de

imagens digitais e fotos infravermelhas para a comercialização

nos mercados interno e externo.

Além disso, a Cutrale comercializa ainda outros

produtos gerados por meio de extração, como o

farelo de polpa cítrica, que é vendido para pecuaristas

como ingrediente para ração animal, e óleos

essenciais provenientes da casca, que podem ser

utilizados nas indústrias alimentícia, farmacêutica,

cosmética e de produtos de limpeza.

Exportação e modelo ambiental

Mesmo com ampla atuação no mercado internacional,

a Cutrale pretende conquistar novos campos

e trilhar mais caminhos para chegar aos clientes estrangeiros.

Atualmente, 98% da produção de suco de

laranja da empresa é destinada para exportação em

mais de 90 países. Entre os principais compradores,

estão fabricantes de sucos prontos, grandes marcas de

refrigerantes e redes de hipermercados.

Esse alcance eleva o nível de excelência dos produtos

e possibilita à Cutrale um desenvolvimento contínuo.

A grande experiência da empresa nesse intercâmbio

comercial também será útil ao Ciesp, que poderá

repassar esse conhecimento para outras indústrias.

A parceria também terá benefícios ambientais, com o

objetivo de ampliar todas as atividades de produção

agrícola e industrial de acordo com as normas vigentes.

AGENDA CIESP

Julho e Agosto

15 e 16/7 - Treinamento Estratégia de Venda B2B

e B2C Coworking - com Paulo Torrezan

30/7 - Treinamento PPCP com Planejamento de

Previsão de Venda Futura

05/8 - Palestra Oratória - com Emerson Pádua

13/8 - Workshop Integrado com Business e

Venda - com Ricardo Rossetto

16/8 - Treinamento - Capacitação de Compliance

19 e 20/8 - Treinamento - Oratória: da prática a

teoria - com Emerson Pádua

26 e 27/8 - Treinamento Metodologia para

Redução de Custos de Produção

16 3322 1339

16 3322 7823

CIESP.com.br/araraquara

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instagram.com/CIESPararaquara

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ARARAQUARA


EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

A cobiça política efetivamente tem causado danos

à cidade e à alma das pessoas de bem

Araraquara possui 31 partidos políticos, muitos deles pequenos e encabrestados pelos líderes das

grandes siglas; uns funcionam com Comissões Provisórias dispensando número de filiados, quando na

verdade deveriam ser Diretórios Municipais. Sem ideologia, alguns são manipulados e atraídos para

um balcão de negócios que visa transformar o candidato a vereador num cabo eleitoral que favoreça

o majoritário, onde o candidato que obtiver a maioria absoluta de votos é eleito. No município, há

partidos com 1, 4, 5, até mesmo 8 filiados, juntando-se aos grandes.

Não há o que se reclamar do

prefeito eleito, se a maioria assim

o desejou; no caso de Edinho

Silva, foi um índice de 41,71% nas

eleições de 2016 e logo há que

se respeitar o montante de votos

- 41.220 votos, contra 28.595

(28,93%) de Edna Martins, do PSDB,

segunda colocada. Uma vitória

aparentemente tranquila de quem

se dispôs a trabalhar o eleitorado

de periferia.

Questionar sua vitória como tem

ocorrido nestes últimos três anos e

atribuir essa responsabilidade ao

povo que o elegeu, parece não ser o

caminho correto, já que a ganância

de cada um dos outros cinco

candidatos quer nos parecer ter uma

responsabilidade muito maior que o

interesse da população suburbana.

Naquela oportunidade, dois motivos

impediriam a vitoriosa eleição do

petista: sua prisão na Operação

Lava Jato por questões perfeitamente

conhecidas do povo brasileiro ou a

formação de um bloco com todos os

partidos, por entender que Edinho

não atingiria 35% dos votos válidos. Dois erros grotescos: não foi preso e

sua marca bateu em quase 42%. Nenhum dos partidos pode contestar os

números e muito menos negar que na noite de 21 de agosto de 2016, uma

reunião aconteceu para consolidação de um acordo que ficou travado na

tal vaidade.

Assim, Edna Martins (28,93%), Aluisio Boi (12,56%), Nino Mengatti (8,53%),

Célio Peliciari (5,58%) e João Farias (2,68%) se tivessem estabelecido uma

concordância, teriam alcançado 58,28% contra os 41,71% de Edinho, que

não teria sido eleito e nem estaria sendo vítima do descaso, onde uma

classe subestima a outra pela ignorância daqueles que se alcunham - líderes

partidários.

De três anos para cá a população acredita, pelas suas manifestações

nas redes sociais, que a desgraça que tem caído sobre a cidade não é

mais do que o produto da cobiça política que efetivamente tem causado

danos à alma das pessoas de bem. Ainda assim, não podemos contestar

o resultado eleitoral, mas avaliar uma administração que tenta se manter

pelo assistencialismo, já que politicamente não se sustentará pelos atos

insanos dos governantes que o país suportou por 16 anos e as adversidades

partidárias que agora enfrenta.

Ao ver que um partido vai lançar fulano e outro apresenta ciclano,

totalizando cinco ou seis candidatos a prefeito em 2020 - com 31 siglas

partidárias na cidade, isso não apenas repetirá o que já aconteceu, mas

deixa transparecer a admissão da ganância, da vaidade e da ignorância,

que em certos momentos caminham juntas com sintomas de um parentesco

inábil e quem sabe proposital. Se Edinho já tem hoje 30%, é burrice admitir

que o segundo mais votado com 29,99% seja o vencedor. Não é possível

que tramas assim ainda sejam praticados em uma população incrédula.

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Fevereiro de 2018 o começo de tudo

Em julho uma nova apresentação

MATÉRIA DE CAPA

PORTAL RCIARARAQUARA.COM.BR

Entre ontem e hoje as diferenças a serviço

da informação com critério e seriedade

Em novo formato, o Portal RCIARARAQUARA.COM.BR inicia

uma fase diferenciada dentro da comunicação regional.

Compromissado com a ética jornalística e sem vinculações

políticas, ele age de maneira independente, estando a

serviço da comunidade nas 24 horas do dia.

Por iniciativa do jornalista Ivan Roberto

Peroni, em fevereiro de 2018 o

Portal RCIAraraquara implantou seu

primeiro site como experiência, com o

objetivo de contribuir com internautas

que costumam coletar informações

pelas redes sociais. O foco também

seria permitir uma interação com a

Revista Comércio, Indústria e Agronegócios,

há 14 anos circulando mensalmente

em Araraquara, mantendo

uma assiduidade em sua circulação,

por sinal uma característica importantíssima

para o desenvolvimento

pessoal e profissional da sua equipe.

Com uma plataforma extremamente

simples, sua editoria conseguiu

atingir milhares de leitores. Seria

então o primeiro passo para fixação

da imagem do veículo, aprendizado

mais profundo com a tecnologia da

informação, a descoberta das necessidades

e preferências dos que

navegam por uma cidade de 232 mil

habitantes. O empenho da jornalista

Rita Motta, na época fazendo parte

da implantação do projeto, foi significativo,

pois ela tornou-se persistente

para nos convencer que era este o

caminho do jornalismo no futuro, facilitando

a vida das pessoas. De fato,

a tecnologia que a cada dia está mais

presente na vida de todos, cresce e

se aperfeiçoa diariamente também

para ser uma potente ferramenta na

divulgação dos fatos e tornar-se como

utilidade pública no atendimento aos

anseios de uma comunidade, assegurava

a jornalista.

Com o passar do tempo, observamos

a aceitação do público e agora

estamos aperfeiçoando nosso sistema

de trabalho trazendo a inovação.

Passamos assim por mais uma das

transições sociais que vêm mudando

a sociedade ao longo dos anos e para

entender o processo, é preciso compreender

as mudanças da própria sociedade,

no seu modo de pensar, se

relacionar e se comunicar, bem como

a evolução dos dispositivos que provocaram

parte dessas mudanças.

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Jornalista Rita Motta começou a escrever a

trajetória do RCIARARAQUARA em 2018

Atualmente a jornalista Suze Timpani

responde pela editoria do portal

“Sabemos que um projeto que

demanda tempo, até nos familiarizarmos

com novas ferramentas e tecnologias

dentro de uma outra plataforma,

pois o sistema que possibilita

a informação é complexo”, comenta

a jornalista Suze Timpani, editora do

RCIARARAQUARA há seis meses.

Desde janeiro estamos trabalhando

neste processo de capacitação

com a participação de profissionais

ligados às novas tecnologias, pois

percebe-se que as transformações sociais

estão ligadas às transformações

tecnológicas das quais a sociedade

se apropria para se desenvolver e se

manter.

Em julho, quando apresentamos o

novo Portal, sentimos que os objetivos

em linhas gerais foram atingidos,

evidente que vamos nos deparar com

algumas dificuldades, porém nossa

assessoria em TI nos possibilita esse

avanço.

Por outro lado, nota-se cada

vez mais, em diferentes ambientes,

como casa, trabalho e escola,

a modernização das novas tecnologias

de comunicação e seus

avanços influenciando o comportamento

do ser humano e interferindo

em sua relação com os demais.

Durante este tempo que o Portal esteve

no ar, conseguimos cerca de seis

mil arquivos, que foram repassadas à

comunidade. Isso mostra a agilidade,

apuração e a forma rápida com que o

Portal atingiu pessoas com informações

precisas e na maioria das vezes

com continuidade e rotatividade.

Segundo Suze, este número demonstra

que hoje a empresa está no

caminho certo, acreditando na nova

tecnologia e na tendência dentro da TI,

afinal a informação se torna cada vez

mais dependente das redes sociais.

“Nosso Portal atinge diversas editorias

no campo da informação, apenas

uma optamos por não propagar,

que é a apresentação de noticias

policiais. “Entendemos que há outros

meios de comunicação que

Bete Campos, Érica Menezes e

Sônia Marques na área de criação e

atualização diária do portal

fazem a divulgação do trabalho da

polícia em Araraquara e na região.

Nossa revista sempre teve seu olhar

voltado para quatro segmentos; comércio,

indústria, agronegócio e prestação

de serviço, até por uma opção,

dado o perfil da revista.

Com a implantação do novo Portal,

abriremos também possibilidades

para o mercado de trabalho,

começando uma interação com estagiários

em processo de estudo na

área jornalística, para que tenham

acesso ao primeiro emprego na

área pelas portas do RCIAraraquara.

Seu diretor, o jornalista Ivan Roberto

Peroni, explica que o Portal tem um

olhar apurado dentro da economia,

e acompanha de perto o desenvolvimento

de Araraquara. “Ainda que

a crise econômica, quase crônica

nestes últimos 10 anos, abata sobre

grande parte dos municípios brasileiros,

pretendemos ampliar ainda mais

as informações relacionadas a este

segmento, mostrando diariamente os

índices econômicos com a participação

da Bovespa. A política, ainda mais

num ano que é antessala para as eleições,

fará parte da rotina do nosso noticiário,

para que o leitor esteja bem

informado sobre o que acontece no

Executivo e Legislativo de Araraquara.

O Sistema Marzo que tem 30 anos

de tradição em comunicação, conta

com a Revista Comércio, Indústria e

Agronegócio, o Portal RCIARARAQUA-

RA.COM.BR e sua agência Marzo

Comunicação.

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MERCADO VAREJISTA

Reinaldo Lima

compra a “Tulipa”

de Wanderley

Após 26 anos na administração da “Tulipa”, o

empresário Wanderley Figueiredo sempre tendo ao

seu lado a esposa Maria Christina, decidiu negociar

a Tulipa, uma das mais conceituadas lojas de

artigos para cama, mesa e banho da região.

Foram dois meses de negociações

e o empresário Reinaldo Dias

de Lima decidiu ‘bater o martelo’ e

anunciar - ‘negócio fechado’. Assim,

no primeiro dia de julho assumiu a

Tulipa, loja especializada em artigos

para mesa, cama e banho, adquirida

junto ao amigo Wanderley Figueiredo

que apresenta uma extraordinária folha

de serviços prestada ao comércio

araraquarense.

A divulgação oficial da transação

comercial foi feita por ambos em um

momento único e com as esposas

ao lado: Reinaldo casado com Ana

Cláudia Souza Lima e Wanderley

com Maria Christina Pazetto Camilo

Figueiredo.

A nossa revista convidou

os dois casais: Christina-

Wanderley Figueiredo e

Ana Cláudia - Reinaldo

Dias de Lima para uma

foto histórica no momento

do fechamento do negócio

Wanderley conta que ao todo são

64 anos no varejo, dos quais 38 anos

nas Casas Pernambucanas: “Essa

convivência com o público foi maravilhosa;

aprendemos a conhecer as

pessoas, criamos amizades, superamos

os desafios e hoje, agradecidos

a Deus, Chrystina e eu, vamos viver

para os netos. Somos gratos a todos

que nos apoiaram”, ressalta.

A arquiteta Dagmar

Bizzinotto vem

desenvolvendo

os projetos de

revitalização da

loja bem na região

central da cidade.

Com 27 anos no

ramo de confecções

e conhecedor

profundo do varejo,

Reinaldo já atuou

na diretoria da

ACIA e também do

Sincomercio

Durante essa interação com a comunidade

e comércio, Wanderley foi

diretor da ACIA e vice-presidente do

antigo Asilo de Mencididade (hoje Lar

São Francisco), durante nove anos.

A NOVA DIREÇÃO

Em Reinaldo Dias de Lima o que

não falta é entusiasmo ao anunciar

revitalização na loja: contratou os

serviços da arquiteta Dagmar Bizzinotto

que já projetou uma nova identidade

visual para a fachada da loja,

preservando contudo o nome Tulipa

considerado uma singeleza para o

público que busca cama, mesa e

banho. A esta linha de confecções, o

novo proprietário da Tulipa vai acrescentar

marcas famosas de tapetes e

cortinas.

Reinaldo também traz para sua

nova loja, a experiência obtida quando

da sua participação societária na

Montreal em Araraquara. “Mudanças

são importantes naqueles que buscam

desafios e novos projetos”, conclui,

convidando desde já a população

para conhecer as novidades.

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Igor Marangone, diretor técnico do Tribunal; promotor Herivelto Almeida; Paulo Dimas Cesar, vice-presidente da ASPA; Marcelo

Zaccaro, Tribunal de Contas de Araraquara e Adilson Custódio, presidente da ASPA

VOANDO ALTO

A projeção da ASPA em defesa de uma classe

Servidores Públicos agora

dispõem de novos benefícios

No mês do seu aniversário, a ASPA, representada pelos seus

diretores Adilson Custódio e Paulo Dimas Cesar, é convidada

a apresentar na sede do Tribunal de Contas em Araraquara,

o seu trabalhado em favor dos servidores públicos.

O Arquivo Público do Estado, órgão

central do Sistema de Arquivos

do Estado de São Paulo, em parceria

com o Tribunal de Contas do Estado,

organizou o “21º Encontro Paulista

sobre Gestão Documental e Acesso

à Informação”.

O evento foi realizado em junho

(5), das 9h às 16h30, na unidade regional

do Tribunal de Contas do Estado,

localizada à Rua Dr. Euclides da

Cunha Viana, 551, Jardim Santa Mônica,

em nossa cidade, com um café

da manhã oferecido pela Associação

de Servidores Públicos de Araraquara

(ASPA).

O objetivo do encontro foi dar

às Prefeituras e Câmaras paulistas,

fundamentos legais e técnicos para

a criação de Arquivos Públicos Municipais,

para a implementação de políticas

de gestão documental e para

a difusão do efetivo cumprimento

do direito de acesso à informação

pública, conforme o estabelecido

na Constituição Federal e nas Leis

nº 8.159/1991 e nº 12.527/2011.

De forma assim, assegurar o direito

essencial para o pleno exercício da

cidadania, o controle das finanças e

a transparência administrativa, bem

como a preservação do patrimônio

documental.

O evento foi apoiado pelo Ministério

Público do Estado de São Paulo,

pelo Senado Federal, pelas Câmaras

Municipais de Limeira e Araraquara

e também pela Associação de Servidores

Públicos de Araraquara (ASPA).

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Com um público de cerca de 200

pessoas, composto por servidores

municipais de diversas Prefeituras

e Casas de Leis do Estado de São

Paulo, Fernando Padula Novaes,

Coordenador do Arquivo Público do

Estado, representou o governador

João Doria e ressaltou a importância

da preservação e organização da entidade,

onde está fixado há 127 anos.

Há seis anos, uma reforma completa

no imóvel o transformou em um espaço

próprio para arquivos históricos

“Olhar para o passado é importante

para não se cometer os mesmos erros”

– afirmou Padula.

Representando Araraquara, o presidente

da Câmara, Tenente Santana,

disse que o acesso à informação é

imprescindível aos cidadãos.

Paulo Dimas vice-presidente da

ASPA, acompanhado do presidente

da entidade Adilson Custódio, relatou

sobre os anos em que trabalhou na

prefeitura de Araraquara, cuidando

com todo zelo do arquivo do município.

Falou também sobre a preservação

dos documentos para assegurar

a história, restabelecendo cada período.

Ressaltou ainda que “se os municípios

não formarem pessoas para

cuidar de seus arquivos, se perderão

na história”.

APRESENTANDO A ASPA

Considerado momento oportuno

pois naquele ambiente se reuniam

servidores municipais de diversas

prefeituras e Casas de Leis do Estado

de São Paulo, os diretores da

ASPA aproveitaram para fazer uma

Paulo Dimas Cesar, Adilson Custódio, vereador Tenente Santana e o diretor técnico do

Tribunal de Contas de Araraquara, Marcelo Zaccaro

apresentação sobre a missão da entidade

junto ao seu quadro associativo.

A ASPA, disse Adilson Custódio, representa

os servidores públicos municipais,

estaduais e federais, concedendo-lhes

inúmeros benefícios. Hoje ao

todo, são cerca de 40 mil servidores

na região de Araraquara.

Na área de Saúde, explicou Paulo

Dimas Cezar, a ASPA oferece planos

de saúde com tabelas e preços diferenciados

(Unimed e São Francisco),

além do Cartão Homecard (Clínica

Mais Saúde e Siplasa, um sistema

planejado de saúde particular).

Para o diretor técnico do Tribunal

de Contas de Araraquara, Marcelo

Zaccaro, que abriu as portas da unidade

para receber o evento que visa a

boa gestão documental, foi importante

a participação da ASPA no evento,

por ser uma instituição com 57 anos

de existência e sempre cercada pela

credibilidade dos seus dirigentes.

Herivelto Almeida, 4º Promotor do

Ministério Público de Araraquara, palestrou

sobre o acesso à informação

contendo a amplitude e restrições.

A chefe do Serviço de Consultoria

Técnica Arquivística – SGIDOC

– COARQ Senado Federal, Samanta

Nascimento da Silva Santos, palestrou

também sobre o programa de

gestão arquivística e preservação

da memória do Senado Federal.

Já no período da tarde, Paulo

Massaru Uesugi Sugiura, diretor técnico

do Tribunal de Contas do Estado,

falou sobre a fiscalização e deu

orientações referentes ao Portal da

Transparência.

Encerrando as palestras, Giane

Boscolo, chefe do Departamento de

Registros, Arquivos e Documentos da

Câmara Municipal de Limeira, explanou

sobre mobilizar para acontecer

mostrando a todos o papel fundamental

dos recursos humanos em uma

gestão documental eficiente. Houve

ainda perguntas por parte dos participantes

aos palestrantes até o encerramento

da programação.

Paulo Dimas

Cesar faz uma

explanação sobre

a ASPA; dias antes,

ele e o presidente

Adilson Custódio

estiveram falando

da entidade na

Câmara Municipal

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A movimentação dos visitantes na feira em São Paulo

EXPO CENTER NORTE

SinHoRes leva empresários

à Fispal 2019 na capital

Visitantes puderam conferir atrações inéditas que ampliam o

conhecimento sobre os novos rumos do consumo, gestão de

negócios e demais temas ligados ao setor da alimentação

Empresários araraquarenses participaram

em junho da Fispal Food

Service, a maior feira para o setor de

alimentação fora do lar da América

Latina, que chegou a sua 35ª edição

neste ano. Mais de 50 mil pessoas

passaram pelo pavilhão do Expo Center

Norte, entre os dias 11 e 14 de

junho para conferir as mais novas soluções,

lançamentos e inovações de

470 expositores e 1.800 marcas para

restaurantes, pizzarias, lanchonetes,

bares, hoteis e demais estabelecimentos

do setor.

Com a disponibilidade de um ônibus,

o SinHoRes (Sindicato de Hotéis,

Restaurantes, Bares e Similares) levou

os empreendedores até a capital,

onde eles viram que pelo menos

80% dos expositores presentes no pavilhão

exibiam insumos e ingredientes

vindos de diversos países, como

Egito, Grécia, Indonésia, Tailândia,

China, Sri Lanka, Itália, entre outros.

José Carlos Pascoal Cardozo,

presidente do SinHoRes, comenta

ainda agora, que a feira apresentou

também uma série de atrações inéditas

que foram desenvolvidas para

aprimorar o conhecimento dos empresários

que atuam na alimentação

fora do lar.

Para ele, o food service em Araraquara

- a exemplo do que ocorre

no Brasil, vem crescendo ano a ano

e tem potencial para expandir muito

mais, contudo para acompanhar este

ritmo, é preciso que o empresário esteja

antenado com as principais exigências

do consumidor.

A delegação de Araraquara nas portas

de entrada da feira e um dos estandes

preparados para este ano

Na verdade, as atrações do evento

mostraram conteúdo que auxiliam na

atualização e ampliação do conhecimento

do público. Além disso, exibem

os caminhos que o empreendedor

deve seguir para ter sucesso em seu

negócio.

A HISTÓRIA

José Carlos

Pascoal Cardozo,

presidente do

SinHoRes, que

levou seus

empresários até

a Fispal 2019

Em 35 anos de história, a Fispal

Food Service se consolidou como referência

para este setor devido aos

esforços para trazer informação de

qualidade ao seu público. As palestras

ocorridas tiveram como foco

principal a gestão de bares e restaurantes,

mas também trataram

de assuntos importantes para esse

mercado, como redução de custos e

aumento de rentabilidade, marketing

e novas tendências.

Sempre atenta às principais mudanças

do mercado, a Fispal Food

Service apresenta neste ano uma

série de atrações inéditas. A primeira

delas é o Fispal Innovation, um espaço

criado para apresentar inovações

que chegam para ajudar a ampliar

a competitividade de

empresas deste setor.

Quem passar por este

espaço poderá conferir

soluções acessíveis que

podem ajudar o estabelecimento

a proporcionar

uma interação mais

positiva com o cliente,

além de proporcionar

redução de custos operacionais

e aumento da

produtividade.

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15|


ARTIGO

Declaração de Direitos de Liberdade Econômica

(MP 881/2019) e o Horário do Comércio

Foi publicada em 30/04/19, no Diário

Oficial da União, a Medida Provisória

881/2019“... que estabelece normas

de proteção à livre iniciativa e ao livre

exercício de atividade econômica...”

(art. 1º, caput). Dentre outros

dispositivos, assim define a MP

881/2019: “Art. 3º - São direitos

de toda pessoa, natural ou jurídica,

essenciais para o desenvolvimento e

o crescimento econômicos do País,

observado o disposto no parágrafo

único do art. 170 da Constituição:

... “II - produzir, empregar e gerar

renda, assegurada a liberdade

para desenvolver atividade

econômica em qualquer horário

ou dia da semana, observadas:...”.

Numa leitura superficial da citada

norma, fica a impressão de

que tal regra já esteja valendo,

independentemente da atividade

econômica exercida (indústria,

serviços, etc.). Interpretando a

mencionada parte do texto, diversos

sites e blogs passaram a veicular

notícia de que o comércio, de forma

geral, poderá funcionar em qualquer

dia e horário, já que autorizado pela

MP 881/19. Não é bem assim.

Em primeiro lugar, a referida medida

provisória, apesar de produzir os

seus efeitos jurídicos com força

de lei desde o momento de sua

edição, necessita de aprovação

do Congresso Nacional para que

possa ingressar em definitivo no

cenário jurídico brasileiro. Logo,

por segurança jurídica, é preciso

aguardar a conclusão de todo o

trâmite do processo legislativo, já

que a MP 881/19 conta com mais de

300 emendas parlamentares (sendo,

no mínimo, 6 delas – emendas nº 2,

24, 96, 145, 191 e 207 – atinentes

Dr. Iran Carlos Ribeiro

Jurídico / Sincomercio

Araraquara

à questão do horário do comércio)

e tudo pode mudar.

Em segundo lugar, de acordo com

o Supremo Tribunal Federal, a

competência para legislar sobre o

horário do comércio é do município

e não de outros entes federativos

(União ou Estados): “Súmula

Vinculante 38 - É competente o

Município para fixar o horário de

funcionamento de estabelecimento

comercial.” Por isso, mesmo

considerando que o art. 3º, II, da MP

881/19, refere-se a toda e qualquer

atividade econômica, caso aprovada

a proposição sem alteração deste

comando, tal disposição deverá

ser interpretada com cautela no

que se refere à atividade comercial

exercida em municípios que

possuem regulamentação legal

sobre a matéria.

Em terceiro lugar, o próprio inciso

II do art. 3º da MP 881/19, em

sua alínea “d”, impõe que seja

observada a “legislação trabalhista”,

neste sentido, o exercício da

atividade comercial deve ser

desenvolvido com respeito às

regras das respectivas convenções

coletivas de trabalho (pactuadas

entre sindicato de empregados e

de empregadores) a ela aplicáveis,

na medida em que a própria CLT –

Consolidação das Leis do Trabalho

– define que essas normas coletivas

têm prevalência sobre a lei (art. 611-

A). Desse modo, se a MP 881/19

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determina que deve ser observada

a legislação trabalhista para que

impere a liberdade de horário

da atividade econômica, deve-se

verificar se há convenção coletiva

que limita a atividade profissional

do comerciário, como por exemplo,

quanto à autorização do trabalho

em feriados. Em caso de conflito

entre tais regras, aplicam-se as da

norma coletiva e não as previstas

na medida provisória (ainda que

transformada em lei), por força do

que determina a CLT.

Por outro lado, mostra-se pertinente

a reflexão da Assessoria Técnica da

Federação do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo do Estado de

São Paulo (FecomercioSP) sobre

a importância da MP 881/19 no

contexto econômico atual: “De

acordo com o Ministro do STF Luis

Roberto Barroso ’Os princípios

constitucionais da livre iniciativa e

da livre concorrência asseguram

aos agentes econômicos a liberdade

de formular estratégias negociais

indutoras de maior eficiência

econômica e competitividade’.

Há prevalência do interesse

nacional, que hoje é o estímulo à

atividade empresarial e à geração

de empregos, com a redução dos

entraves impostos por intervenção

do Poder Público nos negócios.

Portanto, as leis municipais que

dispõem sobre o horário de

funcionamento atualmente devem

se conformar à nova legislação

federal.”. (Informativo Empresarial

Mix Legal 172/19)

Enfim, é certo que a MP 881/19

regula apropriadamente questões

que são cruciais para a propulsão do

crescimento econômico do país, com

previsão de necessárias medidas

restritivas à interferência estatal na

atividade empresarial e cujo teor -

valorização da liberdade econômica

- deve servir de modelo para os

legisladores. Contudo, no que diz

respeito à liberdade do exercício da

atividade comercial, não se deve

perder de vista a jurisprudência do

STF sobre o assunto, bem como

as leis municipais de horário de

funcionamento do comércio vigentes

e as regras das convenções coletivas

incidentes quanto às condições de

trabalho dos comerciários.

SERVIÇO

Sindicato do Comércio Varejista de

Araraquara (Sincomercio)

Avenida São Paulo, 660 • Centro

Contato: (16) 3334 7070

sincomercio@sincomercioararaquara.com.br

www.sincomercioararaquara.com.br

17|


Pedro Paulo Ferrenha, o

“Nenê Escapamentos”,

presidente da APAE e

perda irreparável para a

nossa comunidade

HOMENAGEM

Nenê Ferrenha parte mas deixa um

rastro de saudade e bons exemplos

Presidente da APAE por cinco anos, Nenê Ferrenha

acreditou no poder de realização do ser humano, quebrou

preconceitos e levou a sociedade a ter outro entendimento

sobre a entidade e as pessoas com deficiências. Sua morte

entristece a cidade.

sua dor no momento de estender as

mãos para os pequeninos da APAE.

De forma resumida podemos dizer

que foi um exemplo de pessoa.

COMO ERA

Alguém disse um certo dia: “O Brasil

precisa de pessoas como ele”. De

fato, com Nenê Ferrenha poderíamos

ter um Brasil sem máculas e ser este

país por inteiro a nossa casa, mas

impossível quando não se possui a

fórmula para a produção de seres humanos

com visão de paz e decência,

voltados para o próximo.

Uma outra pessoa até se expressou

de maneira emotiva: “Nenê é um

exemplo de amor ao próximo. Sua

forma de trabalhar fez a sua marca

em Araraquara. Quem convive com

o Nenê só nos confirma que o que

plantamos de bom, colhemos depois.

Está sempre dando exemplo de como

se viver com amor.”

Passado o tempo e num certo

período da sua vida, entendemos

que Nenê foi mais que isso, entrincheirando-se

nos campos de batalha

disposto a quebrar regras e protocolos

para que a cidade entendesse a

Humilde, de gestos simples, afastaria

em vida pelo seu jeito de ser, o

reconhecimento, a valorização e os

elogios que fazemos agora, mesmo

porque este é um momento para ele,

de apenas ouvir, afinal o guerreiro

descansa e sabe da importância que

é cumprir uma missão com dignidade

e respeito. Foi assim que ele seguiu

sua trajetória, longe dos elogios e

bem perto da solidariedade.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

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19|


Para suas amizades mais próximas

ele disse numa certa manhã:

“Assumo a APAE, mas sei que falar

de inclusão, em nossa sociedade, é

um desafio”. Questionado sobre a

razão de falar assim, ele respondeu

com a voz rouca: “Porque

simplesmente, uma sociedade

possui barreiras; não

possui entendimento sobre

as necessidades especiais

destes seres tão queridos”.

Tanto era sua missão

que Nenê buscava incansavelmente

dar à APAE,

uma estrutura física capaz

de atender cada vez mais

e melhor aos necessitados,

sabendo no seu interior que

com o poder público pouco

poderia contar. E se a APAE

hoje é vista como modelo

entre as entidades sociais,

muito se deve a ele, que parte ciente

da obra que deixa para vida eterna

de uma cidade.

SUA VIDA

Pedro Paulo Ferrenha, o Nenê,

nasceu em 12 de março de 1950,

filho de Darcy e Maria, uma família

composta por mais cinco irmãos:

Lázaro, Francisco, José Laerte, Jair e

Hélio. Nenê que gostava de jogar futebol,

estudou no Florestano Libutti, no

“Sua vida cheia de histórias é algo que

emociona pois poucos são os que se

deram tanto por uma causa. Implacável

nas decisões, era uma espécie de

comandante em um barco exposto a

tempestades em alto mar”

IEBA, no Poli, desfrutando do respeito

e da admiração de todos.

Frequentou o ensino superior no

Colégio São Bento, onde cursou Filosofia.

Ele foi por oito anos funcionário

Doce lembrança da APAE onde Nenê passou parte da sua vida

das Casas Texidal, uma importante

loja de tecidos nos anos 60. Trabalhou

dois anos em São Paulo e, em

1973, se tornou empresário, fundando

a Nenê Escapamentos, tendo ao

seu lado o inestimável amigo e irmão

Arthur Wormhoudt. Casou-se com Dóris

Teresinha em 1977 e deixa três

filhos: Rodrigo, Diego e Gustavo.

Nenê foi diretor da Associação

Comercial e Industrial de Araraquara

(ACIA) e diretor adjunto na Associação

Ferroviária de Esportes (AFE). Fazia

parte do Rotary Club Oeste, onde ocupou

vários cargos. Através do Rotary,

chegou à APAE prestando serviços

voluntários em eventos e, em 2014,

tornou-se presidente da entidade.

Ele teve um envolvimento expressivo

com o esporte, atuando em

clubes amadores e participando das

atividades em clubes sociais.

Isso tudo se junta na

formação de uma pessoa

querida e respeitada pela

sua visão empresarial.

Em fevereiro, Nenê chegou

a ficar internado no

Hospital São Paulo, em Araraquara;

dois meses atrás

foi levado para Ribeirão

Preto (Hospital São Lucas

Ribeirânia) para intensificar

o tratamento, não conseguindo

vencer a doença

que o acometeu durante

anos. Ao todo foram quatro

meses de internação.

A informação sobre sua morte

foi dada na madrugada do dia 17 de

junho. Velado em uma das salas do

Memorial Fonteri, o empresário foi

sepultado no Cemitério São Bento. À

família nossos sentimentos.

Nenê com seus

familiares por ocasião

da homenagem que lhe

foi prestada na Câmara

em 2017

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PROFISSÃO TRABALHO

‘Seo Eudes’ diz que se lembra com

saudades de um tempo que passou

A convivência com o centro velho da cidade tornou Eudes

um autêntico personagem; dos tempos da Kibelanche

e depois com seu próprio bar e café, viveu mais de três

décadas fazendo amizades e cativando os fregueses - sua

marca registrada.

Bar do Eudes em dois

momentos: da agitação ao

servir o café e a famosa torta

de sardinha, no contraste com

a calmaria dos domingos

Ao perder o filho Renato em 2003,

Eudes Fernandes sentiu que parte do

seu mundo desabara. Somou a força

que o filho lhe dava para seguir em

frente com um bar na Rua 9 de Julho

e o cansaço de tantos anos atrás de

um balcão, para dar adeus à profissão

que abraçara.

Dezesseis anos depois estamos

diante de Eudes, agora com 94 anos

de idade e a mesma disposição para

contar histórias buscadas nos tempos

do grupo escolar de Uchoa, cidade

onde nasceu e viveu parte da

sua adolescência. Chegando aos 95

anos de vida (27/agosto), ele experimentou

aos 18 anos o sabor da emergência

paulistana em plena IIª Guerra

Mundial e para cuidar do pai Rafael

Fernandez que se mudara para Araraquara,

deixou São Paulo - 14 anos

depois, já casado desde 1957 e disposto

a novos desafios ao lado da

esposa Inocência Conde Fernandes,

que conhecera na capital.

O emprego conseguido com Tuffy

Jorge na Feira das Meias em Araraquara

foi apenas o começo para

quem estava disposto a enfrentar a

vida. Dois anos depois estava ele a

O Bar do Eudes na

Rua 9 de Julho era

ponto de parada para

quem queria encontrar

boas amizades e

entre elas, um dia

apareceu o baixinho

José Valien Royo, ator

hispano-brasileiro.

Nacionalmente famoso

por ser de 1986 a 2010

o garoto-propaganda

da cerveja Kaiser.

dirigir a Cantina do Ieba que comprara

em sociedade com o cunhado

Ezio da Silveira, onde permaneceu

por seis anos: “Um tempo de felicidade

na cantina, pois convivia com os

jovens e o Ieba estava despontando

como uma das melhores escolas da

região”, lembra Eudes.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

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23|


Eudes e a esposa Inocência que preparava uma

deliciosa torta de sardinha. Ela faleceu em 2012.

Encontro em família: Neusa Maria da Silva (nora), Thaís (neta), Eudes, Ana

Lúcia Bernardes Fernandes (nora) e Maíra (neta)

Foi em 1969 que Eudes Fernandes

estava entendendo que este seria

o momento certo de investir em algo

que fosse seu; deixou a Kibelanche

e o agradecimento de Apparecido

Dahab, o “Aparício da Kibelanche”

pelos anos de convivência. Comprou

um restaurante na Vila Melhado

para atender os caminhoneiros que

descarregavam laranja na Cutrale e

por quatro anos ali ficou, até surgir a

oportunidade de chegar ao centro da

cidade emergente.

Com o Bar do Eudes que havia

sido recomendado pelo amigo Sebastião

Costa, Eudes retornou aos olhos

da clientela que havia conhecido na

Kibelanche: “O que não faltava pra

mim, era o apoio da Inocência que

fazia uma torta de sardinha jamais

saboreada. Era o X da questão”, comenta

ele até com certa euforia.

A esta altura, o filho Renato estava

com 11 anos e crescendo foi

ajudando o pai nos afazeres, detalhe

que se ajustava à educação antiga

dentro do meio familiar. Era praticamente

um ambiente de trabalho entre

Eudes, Inocência e acompanhado

de perto por Tereza que durante 14

anos prestou serviços ao pequeno e

agitado café. No entanto, a morte do

filho Renato agora com 42 anos de

idade e casado, o abalou: “Era ele

praticamente que vinha assumindo

o bar; me entristeceu e resolvi parar”,

relembra. A esta altura, o outro filho

Cláudio, seguia em frente com sua

atividade profissional, casado com

Neusa e residente em São Carlos O

casal tem uma filha, chamada Maíra.

Já o Renato casado com Ana, tinha a

filha Thaís. As duas netas simbolizavam

a felicidade da família.

Toda família

reunida em

1995

A VIDA COMO ELA É

Pronto para comemorar 95 anos,

Eudes recorda o romantismo da 9 de

Julho entre os seus dois períodos de

convivência. Um deles o leva aos tempos

da Kibelanche com a sede do 27

de Outubro na porta da lanchonete

e de tantos outros bons vizinhos - A

Esmeralda da família Saba, a Casa

das Linhas com dona Olga e Juarez; a

própria King Lanche, do Gordinho, ao

lado da Kibe Lanche. São coisas, diz

ele, que não dá pra gente esquecer

e cada vez que lembramos, nos aprofundamos

ainda mais neste tempo de

alegria, amizade e fraternidade.

Da Kibelanche ao Bar do Eudes

as coisas mudaram muito embora

tivessem ocorrido em uma faixa de

pouco menos 10 anos; ocorre que a

cidade vivia um período emergente

com os anos 70/80 emplacando o

desenvolvimento econômico: “O que

fica na gente é a saudade dos clientes,

dos amigos que formamos e não

há dinheiro que pague a alegria da

convivência”.

Ao baixar as portas do bar em

2003, depois de 30 anos de trabalho,

Eudes se vê mergulhado na companhia

das noras, netas e do filho Cláudio,

já com 60 anos de idade. “Na

vida tudo passa”, comenta Eudes.

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25|


Ivo Dall’Acqua, o quarto da direita para a esquerda, entre os representantes da CNC

ORGULHO

Ivo Dall’Acqua participa da Conferência

Internacional do Trabalho da OIT na Suiça

A Organização Internacional do Trabalho é uma agência

multilateral da Organização das Nações Unidas,

especializada nas questões do trabalho, especialmente no

que se refere ao cumprimento das normas (convenções e

recomendações) internacionais. É na conferência que são

definidas as normas internacionais do trabalho e as políticas

gerais da OIT.

No ano em que comemora 100

anos de sua criação, a Organização

Internacional do Trabalho (OIT) realizou

de 10 a 21 de junho, sua 108ª

conferência, em Genebra (Suíça). A

entidade reuniu mais de 5 mil participantes

credenciados em todo o

mundo, estando entre os participantes

o araraquarense Ivo Dall’Acqua

Junior, ex-presidente do Sincomercio

(Sindicato do Comércio Varejista) e

atualmente vice-presidente da FecomercioSP

(Federação do Comércio de

Bens, Serviços e Turismo do Estado

de São Paulo). Ele também preside

o Conselho de Assuntos Sindicais da

entidade, o que para nós, é motivo

de orgulho.

Promovida anualmente pela agência

multilateral da Organização das

Nações Unidas (ONU), a Conferência

Internacional do Trabalho é uma

oportunidade de representantes dos

Estados-Membros discutirem os futuros

desafios do trabalho, tentando

antecipar problemas e encontrar soluções.

Cada Estado-Membro é representado

por dois delegados do governo,

um delegado de empregadores e um

de trabalhadores, além dos respectivos

assessores. Os delegados de

empregadores e trabalhadores são

nomeados pelas organizações nacionais

mais representativas e têm direito

a voto. Membros de organizações

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Mais de 180 países participando da conferência em Genebra

Ivo com a embaixadora do Brasil

junto à ONU, Maria Nazareth

Farani Azevedo, que teve papel

determinante na conferência

internacionais e não governamentais

(ongs) também podem participar

como observadores do evento, não

tendo direito à fala ou a voto.

A delegação brasileira conta com

representantes da Secretaria do Trabalho

do Ministério da Economia e

do Itamaraty; de todas as centrais

sindicais de trabalhadores e de confederações

de empregadores. A comitiva

governamental é chefiada pelo

secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo.

A empresarial é coordenada pela

Confederação Nacional do Sistema

Financeiro (CNF), e a dos sindicatos

de trabalhadores, pela Força Sindical.

Considerado um fórum onde

questões sociais e trabalhistas de

importância para o mundo inteiro são

debatidas, a conferência é um espaço

para a proposição da elaboração

e adoção de normas internacionais

de trabalho. Seus membros também

supervisionam a implementação de

convenções e recomendações em

nível nacional e vota resoluções que

fornecem orientação para a política

geral e atividades futuras da OIT.

PARTICIPAÇÃO DA CNC

A Confederação Nacional do Comércio

de Bens, Serviços e Turismo

(CNC) está presente na conferência

em Genebra, representada pelo seu

presidente, José Roberto Tadros, e

por uma comitiva de presidentes e

diretores. O grupo é composto também

por representantes de outras

confederações que buscam se alinhar

às melhores práticas mundiais para o

desenvolvimento brasileiro.

Representantes do Brasil discursaram

na plenária da conferência

Internacional do Trabalho da OIT,

na Suíça. Murilo Portugal, representante

da CONSIF, falou em nome do

grupo dos empregadores brasileiros,

delegação integrada pela CNC por

meio do presidente José Roberto Tadros

e diretores da entidade. Bruno

Dalcomo, secretário de Trabalho do

Ministério da Economia, também

discursou, representando o governo

brasileiro. Além da delegação da CNC,

também assistiu ao discurso a embaixadora

brasileira na ONU, Maria

Nazareth Farani Azevedo.

Entre os assuntos abordados, estiveram

o futuro do trabalho, questões

relacionadas ao assédio no ambiente

de trabalho e uma declaração sobre o

centenário da OIT, assim como a posição

em relação à inclusão do Brasil

na lista de 24 países para análise na

Comissão de Aplicação de Normas

da OIT.

AGRADECIMENTO

A presença de um araraquarense

em uma conferência de caráter mundial,

representando ao lado dos seus

diretores a Fecomercio e a CNC, não

expressa apenas um sentimento de

orgulho para nós. É o reconhecimento

que se dá ao dirigente que se fez pelo

seu trabalho, visão administrativa e

formação profissional, comentou o

presidente do Sincomercio, Antonio

Deliza Neto. De fato, Ivo sempre teve

uma ligação muito forte com a Fecomércio

e deste relacionamento com a

entidade conquistou inúmeros benefícios

para a sua terra natal, um deles

a construção do Sesc Araraquara, que

tornou-se referência como entidade

sócio-recreativa e cultural.

27|


ARTIGO

Ubiratan Reis

Desconsideração da Personalidade Jurídica

O Brasil não é para amadores, especialmente na seara jurídica.

Falando um pouco mais sobre a MP nº 881/2019, esta norma

adentrou a uma das mais controvertidas celeumas da ciência

do Direito, a chamada desconsideração da personalidade

jurídica, que se caracteriza pelo desvio de finalidade ou pela

confusão patrimonial entre a empresa e seus sócios, onde

o juiz, em processo judicial, a requerimento geralmente de

um credor, a desconsidera para que os efeitos de certas e

determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos

bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa

jurídica, beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.

A controversa está exatamente no fato de que, especialmente

na empresa limitada, esta desconsideração e possibilidade de

atingir os bens particulares dos sócios, seria uma afronta ao

objetivo principal para qual existe esta espécie de sociedade:

segregar os bens, delimitar e restringir a responsabilidade de

cada sócio ao valor de suas respectivas cotas sociais.

A MP 881/2019 inseriu várias regras que, a princípio, dificultam

a possibilidade de comprovação de abuso ou desvio de

finalidade da empresa, com o objetivo, suponho, de propiciar

estímulo e segurança jurídica para que investidores apliquem

capital ocioso na retomada de desenvolvimento e crescimento

do país.

Pelas novas regras, a confusão patrimonial é a ausência

de separação de fato entre os patrimônios da empresa e

de seus sócios e administradores, caracterizada por: (i)

cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio

ou do administrador ou vice-versa (por exemplo, pagar contas

particulares pela conta bancária da empresa); (ii) transferência

de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações,

exceto o de valor proporcionalmente insignificante (exemplo,

transferência bancária para cobrir o limite do especial da conta

particular) e (iii) outros atos de descumprimento da autonomia

patrimonial (por exemplo, usar o carro da empresa como se

particular fosse).

Outra alteração foi a de que não constitui desvio de finalidade

a mera expansão ou a alteração da finalidade original da

atividade econômica específica da pessoa jurídica, bem como a

mera existência de grupo econômico, por si só, não justifica a

desconsideração da empresa.

Embora as alterações somente possam ser aplicadas em casos

novos, não se pode fazer vista grossa ao atual entendimento

do Poder Judiciário, neste caso específico, a recente decisão

da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, na

hipótese de ocorrência de fraude para oportunizar sonegação

fiscal ou esvaziamento patrimonial dos reais devedores, que a

lei permite estender para todas as pessoas jurídicas integrantes

do grupo econômico a indisponibilidade de bens (Recurso

Especial n. 1.656.172).

Entendeu o STJ que nas execuções fiscais contra uma empresa

integrante de um grupo econômico, em “se tratando de atos

fraudulentos, a indisponibilidade de bens decorrente da

medida cautelar fiscal não encontra limite no ativo permanente,

podendo atingir quaisquer bens, direitos e ações da pessoa

jurídica e, eventualmente, dos sócios, nos termos do artigo 11

da Lei 6.830/1980”.

O STJ entendeu que haveria a possibilidade de aplicar a

indisponibilidade de bens a todas as empresas integrantes do

grupo econômico, seus sócios e administradores, em medida

cautelar fiscal nos casos onde se verifica “fortes indícios de

fraude”.

O ponto de divergência de entendimento, a nosso sentir, está no

fato da MP 881 determinar que o abuso ou o desvio deverão ser

provados, enquanto que o STJ direcionou um entendimento para

a constatação de indícios.

Este tipo de insegurança jurídica é um dos grandes entraves

para o efetivo crescimento e desenvolvimento da economia,

mormente quando se vislumbra tamanha disparidade de

entendimento adotado pelo Poder Executivo que em certa

medida está diametralmente oposto ao entendimento do Poder

Judiciário.

Ubiratan Reis é advogado tributarista/econômico

e escreve para a Revista Comércio, Indústria e

Agronegócio (ubreis@gmail.com)

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29|


ORGULHO

Município já

recebeu R$ 107

milhões do Estado

De IPVA, Araraquara ficou

com pouco mais de R$ 40

milhões, diz Secretaria da

Fazenda.

O governo do Estado de São Paulo

transferiu de janeiro até a primeira

semana de julho cerca de R$ 107

milhões de reais ao município de

Araraquara. Deste total, pelo menos

R$ 66 milhões são de ICMS (Imposto

Sobre a Circulação de Mercadorias),

segundo a Secretaria da Fazenda do

Estado de São Paulo. Os depósitos

semanais são realizados por meio da

secretaria em questão, sempre até

o segundo dia útil de cada semana.

Outros valores também são creditados

na conta corrente da Prefeitura

Municipal. Por exemplo - o

IPVA de janeiro a junho somou R$

40.536.346,50, afirma a pasta. Só

em janeiro o município foi contemplado

com mais de R$ 21 milhões, baixando

para R$ 9 milhões em fevereiro,

R$ 6 milhões em março e nos dois

meses seguintes, R$ 3.5 milhões. Em

IPI diz a nota, Araraquara ficou com

R$ 486 mil.

Em linhas gerais, janeiro foi o mês

que o governo mais repassou: R$ 33

milhões; em junho o pior deles, cerca

de R$ 9 milhões.

FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

PDT e o fortalecimento das

suas raízes na cidade

Em maio, o Partido Democrático

Trabalhista (PDT Araraquara), presidido

pelo engenheiro Pedro Baptistini, reuniu

na cidade seus militantes para um

encontro com membros da Fundação

Leonel Brizola. Entre eles, Alberto

Pasqualini (FLB-AP), responsável por

articular os momentos de debates

programáticos. Na cidade, o partido

começou a discutir o processo de

elaboração do Programa de Governo

para as Eleições de 2020 e segundo

Baptistini, o PDT terá candidato próprio

ao Executivo. Além das questões

políticas, entrou em debate a Reforma

da Previdência com o Prof. Dr. Nelson

Marconi da Fundação Getúlio Vargas de

SP (FGV/SP) e Antônio Neto, Presidente

Nacional da Central dos Sindicatos

Brasileiros (CSB).

Sem revelar nomes mas garantindo

presença no pleito, Baptistini comentou

que o lançamento da campanha será

Instalação de

câmeras nas

entradas da cidade

podemos considerar

iniciativa louvável

do munícipio pois

controla o acesso

de quem entra, de

quem sai. Cidades

criativas não é

de hoje, utilizam

o sistema como

forma de garantir

a segurança dos

habitantes. Pode não

resolver, mas dificulta

o acesso e facilita a

identificação dos que

por aqui circulam

com más intenções.

O prédio da Estação

de Tratamento de

Água na Fonte

Luminosa que está

com sua estrutura

em petição de

miséria, simboliza o

mau uso do dinheiro

pela administração

pública. Gasta-se

com o que é

desnecessário,

como a compra

do campo do Estrela

e abandona-se a

conservação de um

prédio histórico,

colocando em

risco até a vida

das pessoas.

Os professores Matheus Santos e Nelson

Marconi com o administrador Antônio Neto

e o engenheiro Pedro Baptistini, presidente

do PDT em Araraquara

no mais alto estilo, inclusive com a

presença do seu líder político, Ciro

Gomes que nas eleições presidenciais

do ano passado, teve em Araraquara

no primeiro turno 15,81% dos votos

(17.917), percentual bem próximo de

Fernando Haddad, do PT (16,74% -

18.967 votos).

Baptistini comenta que é importante o

partido encampar essa simpatia pelos

seus projetos, coisa que não aconteceu

no ano passado quando o eleitorado

estava mais focado em tirar o PT do

poder. Ainda assim, Ciro Gomes teve

uma extraordinária votação.

SUBINDO DESCENDO Record absoluto

A cidade ainda está

traumatizada com os

números dos afetados pela

dengue em Araraquara:

quase 13 mil no final de

junho. Por um lado a falta

de cidadania de uma

grande parte da população,

criando e preservando

terrenos sujos, descartes

irregulares; do outro o

desleixo da Prefeitura

Municipal que ao longo

dos tempos se omitiu em

estabelecer regras e tão

pouco exercer um poder

de fiscalização. Agora a

prefeitura paga pelos erros

cometidos, saindo mais caro

o molho do que a carne.

|30

Semanalmente o Governo Estadual

deposita dinheiro na conta da Prefeitura

A bela e doce Yasmin

Assassinato da estudante Yasmin da

Silva Nery, 16 anos, em maio, deixou a

população estarrecida. Crime praticado por

um adolescente de 17 anos, demonstrou

não apenas a frieza, mas o grau de

perversidade. Caso abre investigação

sobre grupos que usam redes sociais para

disseminar ideias e convicções sobre atos

semelhantes ao ocorrido em Suzano.

Yasmin

da Silva

Nery


FRASE

Rodrigo Ribeiro

Estava passando pelo local e fiz uns

registros com meu smartphone, até que fui

identificado pelo professor Tadeu Marcato,

que avisou ao Dimitri, líder do PCO que eu

estava presente. Este, pegou o microfone

e começou a me chamar de inimigo dos

professores e estudantes e incitou os

manifestantes a me intimidarem.

Frase de Rodrigo Ribeiro, membro da

Direita São Paulo e assessor do deputado

Estadual Douglas Garcia (PSL). Ele estava

na praça de Santa Cruz em junho (14),

durante manifestação sobre a reforma

da Previdência e o contingenciamento

da Educação, quando foi percebido

por manifestantes, sendo hostilizado e

obrigado a se retirar do local. Falando

que foi agredido, o assunto terminou em

Boletim de Ocorrência Policial.

Pastor João Cruz

Por seu trabalho social e de

evangelização junto à comunidade,

o pastor João Francisco Santos

Cruz recebeu o título de Cidadão

Araraquarense na Câmara Municipal

(14/06). O reconhecimento é uma

das mais importantes honrarias

concedidas a pessoas não nascidas

na cidade. A indicação foi feita

pelo vereador Toninho do Mel (PT)

e aprovada por unanimidade pelos

parlamentares.

A volta de PC Oliveira

Depois de um ano, o técnico Paulo

César de Oliveira retornou ao

comando de um time de futebol.

Assumiu o Clube Esportivo Aimoré,

de São Leopoldo, Rio Grande do Sul,

para comandar a equipe na Copa

Gaúcha. Seu primeiro trabalho como

treinador de futebol, em 2017, livrou

a Ferroviária do rebaixamento e a

tornou campeã da Copa Paulista.

31|


Empresário Jorge Affonso

LEMBRANÇA DO EMPRESÁRIO

Jorge Affonso

em um adeus

Empresário dos mais

respeitados, teve com a

família efetiva participação

no desenvolvimento da

cidade.

Na madrugada do dia 21 de

junho, faleceu Jorge Affonso, 91

anos de idade. Ele permaneceu

internado por pelo menos 10 dias no

Hospital São Paulo em Araraquara,

onde veio a falecer. Após ser velado

no Almeida, Jorge Affonso foi sepultado

no Cemitério São Bento.

Empresário bem sucedido em

nossa cidade, ele deixou a esposa

Marlene Sualdini e seis filhos do

seu casamento com Leatrice:

Maria Cristina, Paulo Affonso, Rita,

Leatrice, Georgia e Isabel.

Jorge, um empreendedor, nasceu

em São José dos Campos em 17 de

maio de 1928 e seguiu os passos

do pai, Graciano da Ressurreição

Affonso.

Desde que Graciano veio de

Portugal, sempre foi um empreendedor

e o filho Jorge herdou isso

do pai. Depois que montou a concessionária,

Graciano criou a Usina

Maringá. Jorge contudo trabalhou

com o pessoal da Usina Santa Cruz

e ficou encantado com o assunto.

Pesquisando começou a fazer

álcool de cana para perfume, vendendo

o produto para a Phebo.

Entusiasmado montou uma destilaria

e a usina atualmente deixou de

funcionar, pois após o falecimento

de Graciano, Jorge resolveu cuidar

dos seus negócios e os cunhados,

acabaram assumindo o controle.

Jorge era proprietário das agências

da Chevrolet e Massey Ferguson de

Araraquara e de outras cidades da

região.

A FAMÍLIA

Por ter sido um dos proprietários

da Usina Maringá e depois produtor

de cana, a Canasol distribuiu

nota lamentando o falecimento de

Jorge. Além dos trabalhos criados

por Graciano e Jorge, outros empreendimentos

foram importantes para

a nossa cidade como os antigos

cinemas: Odeon, Paratodos, 9 de

Julho, Coral, Veneza, Capri e Coral,

coordenados por Roberto Affonso.

|32


INCORPORAÇÃO

Em Araraquara o Sicoob da Av. Barroso

assume controle do Sicoob Coopara

Unidas em uma só cooperativa, o Sicoob soma mais

cooperados e mais força para crescer

Sicoob 4434,

na Avenida

Barroso

A notícia correu solta no final de

junho quando foi oficialmente anunciado

que a cooperativa Sicoob da

Av. Barroso havia incorporado a cooperativa

SicoobCoopara, também

com sede em Araraquara, ampliando

assim o número de cooperados e

área de atuação para todo o estado

de São Paulo. Agora, são mais de 8

mil associados e uma cooperativa

ainda mais forte e competitiva.

“A união das cooperativas

Coopara e 4434 segue as orientações

do Banco Central para o

fortalecimento do sistema do cooperativismo

de crédito em todo o país.

Assim, fortalecemos a economia em

nossa região e estado. Deixamos

de atender apenas a região de

Araraquara para atuarmos em todo

o estado. Com isso, nos tornamos

mais competitivos no mercado”,

explica o presidente do Sicoob da Av.

Barroso, Antônio Tomazelli Gaban.

Para o diretor administrativo

do Sicoob da Av. Barroso, Walter

Francisco Orloski, a incorporação é

importante tanto economicamente

quanto estrategicamente. “A união

destas forças amplia as condições

de fortalecimento da nossa cooperativa.

O desafio é grande, mas

as possibilidades de evolução são

ainda maiores. Estamos muito confiantes”,

afirmou Orloski.

PONTOS DE ATENDIMENTO

Com a incorporação do Sicoob

Coopara, o Sicoob da Avenida

Barroso passa a ter cinco Pontos

de Atendimento (PA): Araraquara

(dois pontos), São Paulo, Matão e

Dobrada.

O SICOOB

O Sicoob é o maior sistema financeiro

cooperativo do país com mais

de 4,4 milhões de cooperados e

2,9 mil pontos de atendimento em

todo Brasil. É composto por cooperativas

financeiras que oferecem

serviços de conta corrente, crédito,

investimento, cartões, previdência,

consórcio, seguros, cobrança bancária,

adquirência de meios eletrônicos

de pagamento, dentre outros.

Nas cooperativas financeiras, os

clientes são os donos e os resultados

financeiros são divididos entre

os cooperados.

Sentados: Sidinei Oltremari (diretor operacional) e Antônio

Tomazetti Gaban (presidente) e Walter Francisco Orloski (diretor

administrativo)

O SicoobCoopara na Rua 9 de Julho é sem dúvida uma

cooperativa forte e que ao lado do Sicoob 4434, deve expandir

ainda mais suas atividades no Estado de São Paulo

33|


O CAÇADOR DE RAIOS

Fotógrafo araraquarense

vence concurso nacional

Se existe manifestação da natureza, lá está ele caçando raios

pelas vias da cidade. Assim, ninguém mais do que ele torce

por um bom relâmpago.

Guilherme Américo Peres

Martins mostra a cobiçada

camiseta que ganhou no

concurso; atrás está a foto

que lhe deu o prêmio

Se existe manifestação da natureza,

lá está ele caçando raios pelas

ruas da cidade. Guilherme Américo

Peres Martins, de 26 anos, professor

de geografia e formado pela Unesp

de Ourinhos como geógrafo, não

perde uma oportunidade de caçar

raios, nem que tenha que andar

por quilômetros na madrugada para

encontrar um bom ângulo.

Guilherme começou por hobby

a fotografar, logo depois fez curso

de edição de imagem e atualmente

cursa fotografia no Senac. Ele conta

que em seu curso de geografia conseguiu

unir a matéria com fotografia

voltada para descargas elétricas. Na

faculdade formaram um grupo, onde

participam fotógrafos profissionais,

amadores, geógrafos e meteorologistas

da América Latina. O grupo

troca informações sobre eventos climáticos.

O concurso nacional de raios teve

seu início em 17 de fevereiro com 68

participantes e o resultado foi dado

em 13 de abril deste ano, tendo

como vencedor o araraquarense

Gabriel Martins que hoje faz parte

do grupo Thunderstorm Chasers

caçador de tempestades, com uma

foto tirada em Ourinhos a 45km da

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descarga. As melhores fotos foram

escolhidas pelos administradores do

grupo e por três meteorologistas.

Um próximo concurso já está

marcado para setembro, onde as

fotos serão sobre tempestades “incidências

severas”.

Gabriel disse que o prêmio foi uma

camiseta do grupo Thunderstorm

Chasers, mas o que conta, é o reconhecimento,

“porque em Ourinhos

todos os caçadores queriam uma

camiseta desta”.

Do grupo da faculdade que sai

para fotografar raios, são em torno

de 10 pessoas e Gabriel afirma que

sem o apoio deles jamais conseguiria

chegar ao nível que chegou,

pois foram eles que o ajudaram,

principalmente o fotógrafo Ricardo

Carnaval e Márcia Sato. Também

teve a ajuda da especialista em

fotos de raios, Fernanda Trento, que

hoje tem suas fotos publicadas até

mesmo em revistas internacionais.

Uma das

obras

primas de

Guilherme,

na Vila Xavier

Gabriel quer fazer agora mestrado

no Instituto Nacional de

Pesquisas Espaciais. Seu TCC

baseado em “Relâmpagos e o uso

da fotografia como recurso científico

e didático já aconteceu”, tendo

como colaborador o doutor Osmar

Pinto Junior, que é um dos especialistas

mais conceituados em raios

no Brasil, trabalhando no IMPE em

São José dos Campos e contou com

a orientação de Carla Sena.

Hoje os fotógrafos seguem os

eventos climáticos pelo aplicativo

Ligthining Alarm ou pelo site IPMET

de meteorologia de Bauru. Já de

volta a Araraquara, morando na Vila

Xavier, Guilherme não tem mais o

grupo da faculdade para caçar raios,

o que faz de seu pai o companheiro

das tempestades, já que Gilberto

Martins também gosta da emoção.

Os locais com maiores incidências

de raios em Araraquara segundo

Guilherme, vêm de São Carlos, e

ele costuma aguardar para fotografar

no posto Bambina, quando vem

de Ribeirão Preto ele se posiciona

perto do Sesi, na Vila. Mas já andou

durante a noite mais de 30km para

conseguir uma foto entre Matão e

Motuca.

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INFORMATIVO

AGRO

N E G Ó C I O S

Edição: Julho/2019

ETERNAMENTE LEMBRADOS

Araraquara comemora em julho o

Dia do Agricultor

O Dia do Agricultor é 28 de julho, porém, Sindicato Rural, Canasol, Sebrae, Fundação Itesp,

CATI e Coordenadoria Municipal de Agricultura vão comemorar a data dois dias antes.

O presidente Nicolau de Souza Freitas, durante reunião com parceiros na sede do Sindicato Rural de Araraquara

Em junho, o Sindicato Rural de

Araraquara definiu com a Canasol,

Sebrae, Fundação Itesp, CATI e também

a Coordenadoria Municipal de

Agricultura, quais os produtores rurais

serão homenageados no dia 26 de

julho por ocasião das comemorações

do Dia do Agricultor. Na verdade, a

data é festejada em 28 de julho, mas

tradicionalmente o Sindicato Rural a

comemora sempre na última sextafeira

de julho.

Representantes das entidades e

órgãos já têm a programação do evento,

sempre pontuada pela emoção

causada por homenagens que visam

reconhecer o trabalho realizado pelos

produtores no campo.

SER AGRICULTOR

Para o presidente do Sindicato

Rural, Nicolau de Souza Freitas que

comandou a reunião, a data celebra

a importância dos agricultores para

o crescimento econômico do país e

para a sociedade. Além da produção

de alimentos, disse ele, as atividades

desenvolvidas por esse profissional

geram matéria-prima para a fabricação

de inúmeros produtos essenciais

à comunidade.

Considerada uma das profissões

mais antigas da humanidade, a agricultura

tem mudado o mundo há

mais de 10 mil anos; Com o passar

dos séculos, o agricultor desenvolveu

técnicas que possibilitaram o avanço

da agricultura como a conhecemos

hoje – em especial, a mecanização

no campo – responsável pelo aumento

na produtividade e geração de

alimentos. Na verdade, este foi um

grande passo para o Brasil se tornar

o maior produtor mundial de canade-açúcar,

café, laranja, soja e feijão,

culturas que sustentam a economia

da nossa região.

37|


DIA DO AGRICULTOR

Sindicato Rural e Canasol vão

homenagear três produtores rurais

Anualmente, no Dia do Agricultor, comemorado em 28 de julho, o Sindicato Rural

de Araraquara e a Canasol escolhem três dos seus associados para lhes prestar uma

homenagem como reconhecimento ao trabalho de cada um no campo. A data será

festejada no dia 26 de julho.

HILÁRIO ELEUTÉRIO DE SOUZA

de-açúcar, uma das mais importantes

culturas da nossa economia.

Dentro da simplicidade que o caracteriza,

jeito matuto, afirma que viver

da terra tem seus altos e baixos,

mas ama o que faz e onde mantém

hoje seus 36 hectares - no entorno,

todos fazem parte da mesma família,

o que torna o lugar mais aconchegante

e com cheirinho de casa de mãe.

Em 1967 casou-se com Carmem

Soeli Bisegle, que conhecera em um

baile nas redondezas de seu sítio. Do

amor nasceram três filhos: Silvia Aparecida

de Souza Adalberto, Hilário Junior

e Fabio Caetano de Souza. Também

quatro netos – Letícia Areadne

Adalberto, Beatriz Helena de Souza,

Hilário Neto e Pedro Hilário de Souza,

completam a felicidade do casal.

Hilário e sua esposa viveram no

sítio por 45 anos, hoje moram no Jardim

Imperador, mas não deixam de

estar presentes na propriedade, onde

além da cana têm uma granja, criação

de porcos que é feita pelo filho,

gado e cavalos para garantir a diversão

dos netos que herdaram também

o amor pela terra.

A homenagem que será prestada

no Dia do Agricultor é um justo prêmio

a Hilário, sua esposa Carmem

e demais familiares por sua luta no

campo. Ele nunca se curvou diante

do tempo, tornando-se uma pessoa

querida e respeitada.

Hilário

Eleutério

de Souza

É do campo que saem as melhores

almas, já diziam os mais antigos e

não seria diferente com o menino Hilário

Eleutério de Souza, que nasceu

nas terras dos pais, mais precisamente

no Sítio São Paulo, na Cabeceira

do Boi, em 20 de fevereiro de 1940.

Hilário, como ele mesmo diz, vem

de uma grande família onde eram em

10 irmãos, e hoje aos 79 anos são

apenas dois, ele e Nicolau de Souza

Freitas, atualmente presidente do Sindicato

Rural de Araraquara.

Desde criança aprendeu com os

pais a sentir o verdadeiro amor pela

terra. “E dela, devo confessar, tirei

tudo o que podia, o que tenho hoje”,

diz o sertanejo puro conhecedor das

safras, principalmente do que plantou

- café, laranja e atualmente a cana-

GILMAR ARGIONA

Nascido no bairro do Sumaré em

São Paulo, Gilmar Argiona aprendeu

a conviver com o campo nos anos

80. Até então, com 25 anos de idade

e proprietário de pelo menos três

postos de gasolina, dividia a responsabilidade

do cotidiano com o primo

Lindomar Argiona Lescovar.

Ele conta que o falecimento do pai

Florival Argiona que era construtor,

praticamente mudou os seus planos.

A família então, que já era proprietária

da Fazenda Coqueiro em nosso

município, decidiu vendê-la e criar a

Fazenda F.A - siglas que identificam

o nome de Florival Argiona. Cerca de

112 hectares aos poucos foram se

transformando em uma cultura citrícola

e a produção hoje supera 120

mil caixas anualmente.

Gilmar

Argiona

|38


Só que a adaptação com Araraquara

não foi nada fácil, pois paulistano

nato teve que alterar completamente

seu ritmo de vida, assimilando

os costumes do interior. Voltar nem

pensar pois vendera os postos de

gasolina em São Paulo e aplicara

grande parte dos recursos na propriedade

em Araraquara: era um período

também que a produção da laranja

passava por transformação.

O futebol que ele tanto gostava lhe

deu então essa proximidade com as

pessoas e ao tornar-se associado do

Clube Araraquarense, foi convencido

pela esposa Fran Palazzi Argiona a

permanecer na cidade, vivendo hoje

os novos tempos que lhes são proporcionados

pelas filhas Vanessa,

Andressa e Larissa, todas casadas.

“Hoje sinto-me extremamente feliz

em viver aqui, pois as amizades

criadas com o futebol que adorava

jogar, me convenceram a ficar na cidade;

elas ainda permanecem e com

o passar do tempo, o mundo agrícola

me levou a participar das atividades

do Sindicato Rural e um outro círculo

de amizades se estabeleceu para fortalecer

este vínculo com Araraquara”,

assegura.

Integrado à diretoria do sindicato

em várias gestões, Gilmar Argiona -

nascido em 25 de abril de 1956 - por

sua visão administrativa e empreendedora

herdada do pai Florival, sente-se

grato à cidade que o acolheu:

“Veja, a influência das pessoas na

minha atividade por conta do que

faço como produtor, da interação

que existe quase que diariamente,

do companheirismo ao pertencer a

uma classe e do círculo de amizades

que a família criou com o passar do

tempo, se solidifica e passa a exercer

uma influência muito grande em nossa

vida”, afirma Gilmar.

Em linhas gerais, isso exprime seu

agradecimento ao receber a homenagem

que lhe é feita; já por parte do

sindicato, homenagear Gilmar, significa

reconhecer o expressivo trabalho

dedicado à entidade.

DORIVAL BERGAMO

Quando o vapor Las Palmas vindo

de Gênova (Itália) chegou ao Porto de

Santos em agosto de 1892, com o

casal Luigia-Natale Bergamo a bordo,

também estavam os filhos Gerólamo,

Maria, Donato, Secondiano e Antonio.

A esperança saltava nos olhos de

todos e eles sentiam que o mundo

poderia lhes sorrir, bem melhor do

que na Itália que ficara para trás.

Secondiano, um dos filhos, começa

a escrever uma bela história de vida

voltada ao campo.

De lá a família veio para um vilarejo

chamado “Tatú”, mais tarde Tatuí,

próspera cidade na confluência das

bacias dos rios Sorocaba e Tatuuvú

(hoje Bairro do Barreiro). Um ano depois,

os Bergamo’s se encontravam

em uma fazenda no município de Rincão,

trabalhando na cultura do café.

O tempo foi passando e com trabalho

e muita luta, Natale e os filhos foram

adquirindo terras. Com sua morte

veio a divisão: as filhas receberam

sua parte em dinheiro e aos filhos

foram dadas as terras.

Secondiano, um dos filhos, a esta

altura já tinha família estruturada e

a Dorival Bergamo, o pai arrendou

20 alqueires por 6 anos. Neste meio

tempo com o falecimento do pai, Dorival

esperou o final do contrato para

nova divisão, agora correspondente

aos 20 alqueires do pai Secondiano.

No rateio, Dorival hoje possui 12 alqueires,

onde está a sede da Fazen-

Dorival Bergamo

é o produtor

indicado pela

Canasol para

receber a

homenagem no

Dia do Agricultor

da Americana, sendo 9 alqueires de

cana, mais o pasto e a plantação de

mil pés de café.

Atualmente com 83 anos de idade

e o único filho vivo, ele relembra

com saudade o legado deixado pelo

pai que teve uma vida extremamente

difícil, porém, com ativa participação

no desenvolvimento da agricultura na

região. Um dos fatos marcantes, segundo

ele, foi sua participação na fundação

da Canasol, em 1952. A partir

daí o vínculo da Família Bergamo foi

crescendo e justamente Dorival, que

possuía um relacionamento mais amplo

com o campo, passou a substituir

o patriarca.

Por 22 anos, lembra Dorival, me

mantive como um dos responsáveis

ao lado de Edgard Iost, pelo Ambulatório

da Canasol, onde também fui diretor

em diversos cargos. Da mesma

forma essa convivência ocorreu com

o Sindicato Rural, sempre de forma

participativa. Dorival Bergamo é o que

dá sequência ao espírito pioneiro do

avô Natale e do pai Secondiano, além

dos quatro tios que desembarcaram

em 1892 no Porto de Santos. Ele é

casado com Ignez Castellari Bergamo,

há 63 anos. O casal não tem filhos,

porém, uma afetividade familiar que

mostra a importância do trabalho em

três gerações. Por ser um brilhante

produtor de cana, Dorival Bergamo

receberá esta homenagem no Dia do

Agricultor.

39|


Aplicação de agrotóxicos em propriedades rurais torna ainda mais rígida a fiscalização

FAZENDA MARINGÁ

Empresas estão atentas ao

cumprimento das normas

Ação desta feita foi desenvolvida na Fazenda Maringá com o

objetivo de capacitar os trabalhadores rurais

Para capacitar produtores rurais

sobre a aplicação de agrotóxicos, o

Serviço Nacional de Aprendizagem

Rural (Senar/SP), órgão vinculado à

Federação da Agricultura e Pecuária

do Estado de São Paulo (FAESP), promoveu

o treinamento de “Segurança

e saúde no trabalho com agrotóxicos”

na Fazenda Maringá. A iniciativa contou

com o apoio do Sindicato Rural de

Araraquara.

O treinamento auxiliou no cumprimento

do que está estabelecido

no item 31.8.8 da NR-31, Portaria nº

2.456, de 14 de dezembro de 2011

do Ministério do Trabalho e Empre-

Participantes do curso com o instrutor Cláudio Barbosa

go, que trata sobre agrotóxicos, adjuvantes

e produtos afins, da norma

de segurança e saúde no trabalho na

agricultura, pecuária, silvicultura, exploração

florestal e aquicultura.

De acordo com o coordenador

regional do Senar, João Henrique de

Souza Freitas, os conteúdos técnicos

e práticos visam a compreensão de

medidas que possam minimizar acidentes

de trabalho, doenças ocupacionais

e que protegem a integridade

e capacidade de trabalho da pessoa.

“O Senar oferece treinamentos gratuitos

para auxiliar o cumprimento

da NR-31, porque para uma correta

aplicação é necessário conhecer os

agrotóxicos e saber manipular os

equipamentos de proteção individual”,

complementou.

Entre os conteúdos abordados

estavam o conceito e características

de agrotóxicos, formas de exposição

direta e indireta, consequência do

uso inadequado, sinais e sintomas

de intoxicação, uso de vestimentas e

equipamentos de proteção pessoal,

limpeza e manutenção das roupas e

equipamentos de proteção pessoal,

medidas de primeiros socorros, destinação

correta de embalagens vazias,

rotulagem e segurança na aplicação,

no transporte e no armazenamento.

O instrutor Cláudio Barbosa enfatizou

a importância de qualificar a

mão de obra dos trabalhadores rurais

para ampliar os resultados nas

atividades, com uma atuação mais

assertiva e eficaz. “A avaliação da

turma é positiva, pela participação,

compreensão e execução das ações.

Os agricultores estavam ansiosos

pela informação e se dedicam para

colocar em prática aquilo que é abordado.

Quando iniciou o treinamento,

colocaram as principais dificuldades

dos agricultores em suas vivências,

desta forma buscou-se solução na

prática”, observou.

Trabalhou-se não só a teoria,

como a parte de saúde e segurança

na aplicação e uso dos equipamentos

de proteção individual (EPI), mas

abordou-se toda a questão da tecnologia

de aplicação de agrotóxicos,

com o princípio de “aprender a fazer,

fazendo”.

Sendo assim, uma parte do treinamento

direcionou-se à eficiência,

economia, segurança, pulverização,

aplicação, produto adequado, juntamente

com os participantes in loco,

a regulagem e calibragem de pulverizador

costal e pulverizador de barra,

tamanho de gota, pressão, vazão e

dosagem. Esses itens são de fundamental

importância para que o agricultor

possa associar a questão de segurança

na aplicação com a prática.

|40


FEIRA DO PRODUTOR RURAL

Boas práticas

mostram como

manipular os

alimentos

Novos feirantes vêm sendo

preparados em nossa cidade

para dar vazão aos produtos

vindos do campo

Em maio e junho houve a sequência

nos trabalhos do Programa Feira

do Produtor Rural organizado pelo

Sindicato Rural, Senar SP e Fundação

Itesp. Com metodologia participativa

e envolvendo os participantes em todas

as decisões, durante dois dias

eles foram capacitados em Boas Práticas

na Manipulação de Alimentos.

Nos dias 6 e 7 de maio, orientados

pela instrutora Angela Barbieri

Nigro, os alunos tiveram contato com

os assuntos pertinentes ao módulo

Boas Práticas. Na oportunidade, a

instrutora Ângela Nigro trabalhou com

os participantes todos os aspectos

relacionados à higienização dos alimentos;

os hábitos e práticas necessários

para garantir ao consumidor

produtos de qualidade e com garantia

de procedência. “Este módulo é fundamental

a todos que comercializam

alimentos, visto que a qualidade de

Aula teórica para preparação do grupo de futuros feirantes

vida e satisfação do consumidor são

os objetivos primeiros de qualquer

tipo de comercialização”, comentou

a instrutora satisfeita com o desempenho

dos participantes.

O módulo foi trabalhado através

de orientações teóricas minuciosas,

tratando de aspectos diversos relacionados

à responsabilidade do produtor

ao comercializar diretamente ao seu

consumidor. Para Maria Clara Piai da

Silva, da Fundação Itesp, o produto

colocado à venda pelo futuro feirante

deve ser visto como cartão de visita

bem como os aspectos de higiene

do estante e tudo a ele relacionado.

Além disso, foram desenvolvidas dinâmicas

que possibilitaram aos produtores

perceber a importância das

boas práticas.

A Feira do Produtor Rural atualmente é

organizada em três bairros da cidade:

Vila Ferroviária, Valle Verde e Santa Júlia,

premiando os produtores rurais com ótimos

pontos para comercialização dos seus produtos

Já na continuidade do programa

no final de maio, teve início o módulo

Produtos para Comercialização. Neste

módulo, além da apresentação

da possibilidade de comercialização

de produtos exóticos, estimulando a

diversidade, ainda foram realizadas

visitas a alguns produtores para verificar

nas propriedades, os produtos

que os feirantes não estão habituados

a comercializarem, mas que podem

gerar lucros, como flores, plantas

medicinais e mudas em vasos.

Para os participantes deste curso

de capacitação, Ângela Nigro explicou

que o Programa Feira do produtor é

resultado da parceria entre Sindicato

Rural de Araraquara, Senar, Prefeitura

Municipal de Araraquara, Sebrae

e Fundação Itesp - GTC Araraquara.

Todos os servidores envolvidos estão

sempre presentes buscando contribuir

para o sucesso dos trabalhos.

Os participantes

em momentos de

estudos e dinâmicas

conduzidos pela

Instrutora Ângela

Barbieri Nigro

41|


No segundo semestre

os instrutores

preparados em nossa

cidade, deverão passar

os conhecimentos

adquiridos para

os trabalhadores e

produtores rurais

NOVA CARTILHA

Senar forma 10 instrutores

para motoniveladora

Treinamento seguindo nova cartilha aconteceu

no Sindicato Rural e depois em propriedade da

Usina São Martinho, em Américo

Instrutores observam as técnicas constantes da nova cartilha

Um repasse para instrução de

Operação de Motoniveladora possibilitando

a formação de dez novos

instrutores aconteceu em uma das

propriedades da Usina São Martinho,

em Américo Brasiliense, durante o

mês de junho.

Pelo fato da São Martinho ter uma

ligação muito forte com o Senar e o

Sindicato Rural, um acordo fez com

que a parceria concentrasse em Araraquara

e Américo as novas técnicas

contidas na cartilha, preparando os

instrutores para os cursos que serão

implantados em breve. Assim, o Gru-

po São Martinho disponibilizou duas

motoniveladoras para que os instrutores

se adaptassem para o programa

que será implantado pelo Senar.

Um instrutor de motoniveladora do

Senar de Minas Gerais, está formando

agora nove novos instrutores, para

que em agosto o curso seja oferecido

aos parceiros, com duração de quatro

dias com 8 horas diárias.

Para o aluno interessado em

operar a motoniveladora, o caminho

é um pouco longo: primeiro tem que

realizar um curso de tratorista com

especialização em retroescavadeira

e pá-carregadeira para depois então

participar do programa de motoniveladora.

Segundo João Henrique de Souza

Freitas, coordenador regional do

Senar em Araraquara, o processo é

feito desta forma para que o aluno

entenda toda a grade oferecida. “Se

você não sabe dirigir um trator, não

tem condições de seguir a grade, até

pelo risco que o aluno e o instrutor

correm durante o curso”, disse João

Henrique. Para o próximo ano, o Senar

prepara ainda o último curso da

linha amarela que seria o de pá-hidráulica

para o corte de eucalipto.

Vale ressaltar que todos os cursos

são gratuitos e certificados, garantindo

que o aluno tenha condições de

acessar o mercado de trabalho.

João Henrique, coordenador regional do Senar, acompanha o

trabalho de Francisco Carlos de Arruda junto aos instrutores

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CAPACITAÇÃO

Curso mostra a

eficiência das

semeadoras

Uso da semeadora para

a distribuição das sementes

e evitar perdas na produção

da lavoura foram também o

foco do curso .

De 10 a 13 de junho foi realizado

o curso de Operação de Tratores

com semeadora de precisão na chácara

do associado do Sindicato Rural,

Fernando Rapatoni, em Santa Lúcia.

Produtores e trabalhadores rurais se

inscreveram para terem capacitação

na operação/manutenção de tratores

agrícolas e o uso deles com semeadoras

de precisão.

Francisco Carlos de Arruda, experiente

instrutor do Senar, coordenou

o curso, explicando inicialmente os

tipos de semeadoras. Na verdade,

elas são classificadas em dois tipos

principais conforme a forma de distribuição

das sementes, podendo

ser de precisão para semeadura de

grãos graúdos como soja e milho, ou

de fluxo contínuo para semearem

Semeadoras que foram utilizadas durante o curso na chácara de Fernando Rapatoni

sementes miúdas como trigo, sorgo

e milheto.

A grande diferença entre os dois

tipos de semeadoras é que a de precisão

distribui as sementes em intervalos

regulares entre elas e com

espaçamento maior entre linhas, utilizando

dosadores dos tipos discos

horizontais ou dosadores a vácuo. As

semeadoras de fluxo contínuo distribuem

as sementes no sulco de forma

contínua e são utilizadas principalmente,

para culturas que requerem

menores espaçamentos entre sementes

e entre linhas, culturas com elevada

taxa de dosagem por metro de

linha. Para esta forma de trabalho, as

semeadoras utilizam principalmente

mecanismo dosador dos tipos rotor

acanalado.

O coordenador regional do Senar

em Araraquara, João Henrique

de Souza Freitas, acompanhando a

realização do curso, foi questionado

sobre o papel do Sindicato Rural e o

Senar na execução destes programas

de capacitação.

Para ele, as fabricantes e montadoras

de máquinas agrícolas e os produtores

brasileiros estão começando

a voltar os olhos para a qualificação

da mão de obra do campo. “O foco

pode ser uma solução para o déficit

de trabalhadores profissionalizados,

um problema geral da economia brasileira

que encontra no agronegócio

um agravante, que é a alta mecanização

da produção”.

De fato, nos últimos cinco anos,

o Brasil virou referência na produção

de tecnologias de agricultura de

precisão, mas faltou combinar com

os produtores como operar as novas

máquinas, cada vez mais complexas.

Para suprir essa necessidade ocorre

a intervenção do Senar para aprimorar

os conhecimentos dos produtores.

Finalizado o curso os participantes são fotografados num momento histórico para eles

43|


FOLHAS DECORATIVAS

Novo curso

para abertura

de mercado

Mulheres demonstram

comprometimento com o

aprendizado e começam

a trabalhar com folhas

decorativas.

No Assentamento Monte Alegre,

aconteceu em junho, durante quatro

dias, o curso de Artesanato com folhas,

decorativos e técnicas, ministrado

pela instrutora Cilene Godinho de

Souza. As participantes aprenderam

com o Senar Araraquara a transformar

cascas e flores em artesanato

histórico, produzindo itens não só

decorativos, mas também utilitários.

Cilene, responsável pelas aulas

teóricas e práticas, iniciou o curso

realizando o resgate cultural local entre

as participantes e as despertando

para a valorização do artesanato.

Para as participantes que teceram

elogios ao curso, o Senar transforma

Rosas que são feitas com

palhas do milho e outros

materiais recolhidos no

próprio campo

vidas. Com isso, disseram elas, além

de resgatar nossa cultura, desenvolvemos

também nossa capacidade

criativa, elogiando o profissionalismo

e a pontualidade da instrutora.

O coordenador regional do Senar,

João Henrique de Souza Freitas destaca

que a grande preocupação do

Senar é levar conhecimento e ações

sociais ao campo e ajuda a melhorar

a qualidade de vida e a renda das

pessoas que produzem e contribuem

para o desenvolvimento do município.

No caso do programa desenvolvido

no Assentamento, disse ele, é

importante mostrar o comprometimento

das mulheres, aprendendo a

confeccionar peças que poderão ser

vendidas ou então embelezar a sua

própria casa. Para o coordenador, o

Brasil desenvolve uma agropecuária

que é modelo para o mundo, produz

e, ao mesmo tempo, preserva o meio

ambiente.

A cada dia, disse ele, o Senar abre

caminhos e busca novos rumos para

oferecer a capacitação profissional

exigida com o crescimento, dinamismo

e grandiosidade da agropecuária

brasileira.

E completou: “Em todos os cursos

e treinamentos, procuramos difundir

noções de responsabilidade social e

de preservação do meio ambiente,

pois sabemos que isso é preciso”.

CURSOS

JULHO / 2019

• PROCESSAMENTO ARTESANAL

DA CANA-DE-AÇUCAR- MELADO,

RAPADURA E AÇUCAR MASCAVO -

TÉCNICAS

01 e 02/07

Local: Assentamento Monte Alegre

• JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO -

MÓDULO IV

01 a 29/07

Local: Araraquara

• JOVEM AGRICULTOR DO FUTURO -

MÓDULO IV

01 a 29/07

Local: Motuca

• FEIRA DO PRODUTOR RURAL -

CONSTRUÇÃO DO ESTANDE DE

BAMBU (MÓDULO IV)

03, 04, 17, 18 e 31/07

Local: Sítio 3 Ramos

• PROCESSAMENTO ARTESANAL DE

MANDIOCA – TÉCNICAS

04 e 05/07

Local: Canasol

• PROLEITE – SANIDADE (MÓDULO X)

07, 08, 09, 19, 20 e 21/07

Local: Fazenda Baguassu

• OLERICULTURA ORGÂNICA –

TRATOS CULTURAIS (MÓDULO V)

08 e 22/07

Local: Assentamento

VIVEIRISTA – PRODUÇÃO DE MUDAS

NATIVAS

10 a 12/07

Local: Assentamento

• OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE

MOTOSSERRA (ainda não confirmado)

11 a 13/07

Local: São Martinho

• SEGURANÇA EM MÁQUINAS E

IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS – NR 31.12

15 a 17/07

Local: Terral

• SEGURANÇA EM MÁQUINAS E

IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS – NR 31.12

15 a 17/07

Local: São Martinho

• AGROTÓXICOS – USO CORRETO E

SEGURO – NR 31.8

22 a 24/07

Local: São Martinho

• DIA DO AGRICULTOR

26/07

Local: Nosso Ninho

• SEGURANÇA EM MÁQUINAS E

IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS - NR 31.12

26 a 28/07

Local: Fazenda Jamaica

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

João Henrique de Souza Freitas

Foto ao lado mostra

as participantes no

primeiro dia do curso

no Assentamento

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45|


NOTÍCIAS

CANAS

L

EDIÇÃO JULHO | 2019

ENCONTRO DOS PRODUTORES DE BETERRABA AÇUCAREIRA E CANA-DE-AÇÚCAR

Canasol no Congresso Internacional

da WABCG em Ribeirão Preto

Setor viu na realização

da conferência no Brasil em

2019, uma excelente

forma de divulgar que é

possível ser um dos maiores

produtores agrícolas do

mundo e, ao mesmo tempo,

ser o país que mais preserva

as florestas no mundo.

A escolha de Ribeirão Preto como

sede do Congresso Internacional da

WABCG, foi definida no ano passado

em Roterdã (Holanda), quando estiveram

reunidos representantes de

suas 30 associadas. Durante o longo

período preparatório do evento, os

organizadores entenderam que seria

uma oportunidade para divulgação

de sua estratégia de ações e dos diferenciais

do setor sucroenergético

no tocante a produção de alimentos

e bioenergia.

A 13ª Conferência da WABCG

ocorreu entre os dias 3 e 6 de junho

e contou com mais de 20 delegações

de países produtores de beterraba

açucareira e cana-de-açúcar. A WAB-

CG organizou o encontro em conjunto

com a Orplana (Organização de Plantadores

de Cana da Região Centro-

Sul), sendo exclusivo aos principais

produtores e lideranças de matériasprimas

para a produção de açúcar

no mundo, isto é, cana-de-açúcar e

Eduardo Vasconcellos Romão assume a

presidência da WABCG

beterraba açucareira.

Também na ocasião, Eduardo Vasconcellos

Romão, vice-presidente da

ORPLANA e presidente da ASSOCI-

CANA – Jaú, assumiu a presidência

da WABCG - Associação Mundial de

Produtores de Beterraba e Cana-de-

Açúcar, a mais importante do mundo.

Romão é o primeiro brasileiro a assumir

o tão importante cargo.

ANIVERSÁRIO

Canasol: 67 anos

de conquistas

Fundada em 7 de junho de

1952 por um grupo de produtores

que viram a força do associativismo,

a Canasol nasceu com o intuito

de defender os interesses dos produtores

de cana e de representar

o setor sucroenergético da região

central do Estado de São Paulo.

Nestes 67 anos, a Canasol teve papel

relevante no desenvolvimento

social e econômico da agricultura

regional, tornando-se uma entidade

atuante e respeitada. Muito obrigado

a todos os associados, parceiros

e colaboradores que fazem o sucesso

da Canasol.

CAPACITAÇÃO

Lideranças que

vão surgindo

Durante dois dias de junho (4 e

6) a Canasol realizou em seu auditório

o curso com o tema: Liderança de

Equipes, organizado pelo Senar SP

- Regional Araraquara, em parceria

com o Sindicato Rural.

Os participantes realizaram várias

dinâmicas em grupos, demonstrando

as diferenças entre Líder/Chefe e a

importância do trabalho em equipe.

Os participantes saíram motivados

e satisfeitos com o curso ministrado

pelo instrutor Eduardo Luiz Perez.

Shivajrao Dreshmukh da Índia, falando

sobre sua experiência no cultivo de

beterraba açucareira naquele país

À esquerda, os diretores da Canasol,

Tatiana Teixeira e Jorge Piquera no

congresso internacional da WABCG, onde

um dos principais temas foi o RenovaCalc

Eduardo Perez ministrando o curso no

auditório da Canasol

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Canasol participou do Ethanol

Summit 2019 em São Paulo

Lançado pela UNICA em

2007 e realizado a cada

dois anos, o Ethanol Summit

é um dos principais eventos

do mundo voltados para

as energias renováveis,

particularmente o etanol e

os produtos derivados da

cana-de-açúcar.

Luís Henrique e Nicolau ao lado do Toyota

Corolla híbrido e flex lançado neste ano

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos

Deputados, discursando no evento

Durante a realização do Ethanol

Summit no Espaço da Fecomércio na

capital paulista em junho, a ministra

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,

Tereza Cristina, afirmou que

o Governo está empenhado em modernizar

e aumentar a produção agropecuária

e que as mudanças que se

fizerem necessárias serão adotadas

independentemente de opiniões contrárias

de Ong’s ou países estrangeiros.

Para ela, a inovação tecnológica

pautará a produção sucroenergética

em nosso país. Além disso, declarou

que a Ásia é e continuará a ser estratégica

para as exportações brasileiras

de açúcar, seguida pela África. Há um

potencial de consumo de 41 milhões

de toneladas/ano, afirmou.

Esta edição contou com 150

palestrantes e moderadores com

diferentes repertórios compondo

20 painéis, quatro plenárias e duas

palestras magnas. A cerimônia de

abertura, que aconteceu neste dia

17 de junho, além da ministra Tereza

Cristina, dos ministros Bento Albuquerque

(Minas e Energia), Onyx

Lorenzoni (Casa Civil), Ricardo Salles

(Meio Ambiente), do governador de

São Paulo, João Dória, do presidente

da Câmara dos Deputados, Rodrigo

Maia, do presidente da Apex-Brasil,

Sergio Ricardo Segovia Barbosa, entre

outras autoridades.

Representando o setor agro de

Araraquara, estiveram presentes o

presidente do Sindicato Rural Nicolau

de Souza Freitas, o presidente da Associação

dos Fornecedores de Cana

(Canasol) Luís Henrique Scabello de

Oliveira e o engenheiro agrônomo

também da Canasol, Guilherme Lui

Paula Bueno.

Após participar do evento, o presidente

da Canasol, Luís Henrique,

relatou aos seus companheiros de

diretoria que o Ethanol Summit é um

marco para o setor sucroenergético.

Destacou que o Brasil é o segundo

maior produtor de etanol do mundo

e o maior exportador de açúcar e que

apresenta um potencial de produção

de energia elétrica equivalente a quatro

Usinas Belo Monte. Tudo isso com

alto nível de sustentabilidade e geração

de renda. O setor sucroenergético

deve ser fonte de orgulho para todos

os brasileiros”, complementa.

Guilherme Lui de Paula Bueno, Luís

Henrique Scabello de Oliveira e Nicolau de

Souza Freitas, no Ethanol Summit 2019

PALÁCIO DOS BANDEIRANTES

Os 50 anos do Centro de

Tecnologia Canavieira

No Hall Nobre do Palácio dos Bandeirantes,

o Centro de Tecnologia Canavieira

(CTC) comemorou em junho

(16) o seu cinquentenário. Do evento

participaram Luís Henrique Scabello

de Oliveira, presidente da Canasol e

Nicolau de Souza Freitas, presidente

do Sindicato Rural.

Inovação e transformação são

duas características que marcam a

história do Centro de Tecnologia Canavieira.

A empresa 100% nacional,

com foco em pesquisa, desenvolvimento

e comercialização de variedades

de cana-de-açúcar, completa,

em 2019, 50 anos de sua fundação.

Com sede em Piracicaba, o CTC teve

uma longa trajetória até se tornar a

principal referência em tecnologia canavieira

no Brasil e no mundo

Diretores e conselheiros da Orplana

presentes nos 50 anos do CTC

47|


A FESTA MAIS ANIMADA DA REGIÃO

Noite Italiana do Redenção

e a alegria de um povo feliz

Comer, beber e cantar - ingredientes proporcionados pelos

costumes de um povo que tem a receita da felicidade.

Prepare-se, pois no dia 20 de julho

a cidade vai viver um dos seus

momentos mais festivos com a tradicional

Noite Italiana, organizada pelo

Lar Escola Redenção, agora em sua

trigésima sétima edição. O encontro

das famílias é transformado em uma

noite repleta de emoções e alegrias,

acompanhada de jantar e músicas

típicas, diz o presidente Jorge Lorenzetti,

que ressalta “a felicidade que

os imigrantes e seus descendentes

encontram num ambiente totalmente

decorado”.

Na verdade este é um momento

único em que todos se juntam, independente

da nacionalidade, cultivando-se

a fraternidade e a alegria

através das tarantelas, diz Lorenzetti.

Um vasto e belo serviço de buffet

apresenta pratos quentes, saladas,

sobremesas e uma carta de vinhos

de qualidade. Ele lembra ainda que

os participantes recebem a tarantela,

um chocalho típico italiano para

o acompanhamento das músicas,

embalados pela alegria contagiante.

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CONVITES

Como muitos frequentadores nos

anos anteriores têm se queixado que

não conseguiram os convites, pois

geralmente esgotam-se com antecedência,

a organização da festa solicita

que os interessados acelerem as reservas,

mesmo porque, na compra de

dois ou mais convites, pode ocorrer o

parcelamento do pagamento.

LAR ESCOLA REDENÇÃO

O Lar Escola Redenção é uma

entidade que atende gratuitamente

crianças e adolescentes em três

unidades em Araraquara. Com os

recursos obtidos durante o período

de realização da Noite Italiana, o Lar

Escola Redenção consegue manter

suas atividades, daí a importância da

colaboração em participar da festa.

Jorge Lorenzetti, presidente do Lar

Escola Redenção e um dos membros

da Comissão Organizadora. Ele

reforça o pedido para que os

interessados em participar da festa

façam a reserva dos convites, o que

permite inclusive o parcelamento

Ambiente festivo proporcionado pelos

participantes de uma noite inesquecível

49|


O cumprimento ou

saudação, sinais de eterno

respeito ao adversário

ULISSES, O PROFESSOR CORAGEM

Quando a boa vontade

muda os nossos caminhos

Se doando à solidariedade, professor de karatê arrebanha

adeptos para um projeto que nasceu em sua garagem

Professor Ulisses

Assim como ‘Ulisses que teve a

ideia de construir o cavalo de Tróia’,

colocando fim à guerra com a Grécia

que durou 10 anos, temos aqui um

novo personagem, que não é rei na

ilha de Ítaca, mas também tem alma

nobre.

Ulisses Luiz da Silva que é analista

de sistema durante o dia na Nigro

Alumínio, à noite se traveste de solidariedade

e aos poucos tenta acabar

com a falta de acesso às escolinhas

de esportes para as crianças do seu

bairro.

No início o professor de Karatê do

estilo Wadô Ryu, começou a ensinar

seus filhos na garagem de sua casa,

devagar eles trouxeram os amigos, e

quando Ulisses se deu conta, já não

havia mais espaço, então resolveu fazer

as aulas na Praça Maria Valéria

Galvão Medina, no Cecap.

O projeto encabeçado por ele e pelos

pais, deu tão certo que todos os

dias aparecem crianças até mesmo

de outros bairros querendo participar

das aulas, que já contam com 20

alunos fixos. Hoje a praça é tomada

por crianças três vezes por semana

para aprender a arte e também pelos

pais, os maiores entusiastas do projeto.

Vale ressaltar que Ulisses ainda

ensina vôlei voluntariamente aos sábados

na escola Professora Angelina

Lia Rolfsen, no mesmo bairro, sem a

cooperação do poder público.

Os kimonos para as aulas, Ulisses

encontra com parceiros e doações,

assim consegue que todos fiquem

uniformizados. “Eu me sinto realizado

em poder fazer o bem; consigo e

tiro essas crianças das ruas, da frente

de um computador e celular e principalmente,

desvio essa garotada dos

caminhos das drogas, isso é o mais

importante. O meu pagamento é o

sorriso de cada um. Isso me deixa

muito feliz”.

Recentemente, os alunos do professor

Ulisses participaram pela primeira

vez de um torneio na cidade

de Américo Brasiliense e trouxeram

medalhas e troféus: “A alegria deles

é meu pagamento”, disse o mestre.

Natália de 35 anos, mãe de Ana

Júlia de Freitas Costa, de 7 anos,

diz que depois que a filha começou

a fazer as aulas, tudo mudou, “está

mais obediente, educada e tem mais

respeito, também está mais focada

na escola. O karatê ensinou a ela o

que é disciplina”. Ana Júlia, embora

pequenina e delicada, disse que gosta

do esporte pois já aprendeu a se

defender da violência.

Matheus Henrique Soares Oliveira,

12 anos, que pratica há sete meses,

diz que começou para aprender

por auto-defesa, mas, pretende seguir

os passos do mestre e também ensinar

a arte a outras crianças que não

têm condições de pagar pelas aulas.

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Os pais voltam às praças acompanhando os filhos

A transformação das crianças

Bruna, mãe de Matheus, disse

que as aulas têm ajudado muito ao

filho, onde ele já entendeu que não

pode mais brigar na escola, interferindo

até mesmo no comportamento

de outros, deixando o ambiente mais

calmo e responsável. “Ele era uma

criança que não saía de casa e o esporte

o tirou do celular e computador,

hoje ele é muito disciplinado”.

Com boa vontade, cidadania e

solidariedade, Ulisses faz com que

crianças tenham uma nova oportunidade,

uma janela para um futuro

melhor. Evidente que ele não cessará

com a eterna guerra de Tróia que persiste

nas ruas, mas afasta das crianças

combates que poderiam levá-las

a caminhos sombrios, sendo assim,

vai colorindo a praça com sorrisos e

provando que doar um pouco de seu

tempo em prol do próximo, o coloca

no pódio como campeão na vida.

Parabéns, Ulisses!

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Texto: Benedito

Salvador Carlos,

o Benê, com a

colaboração de

Deives Meciano

Benê, todo cuidado é pouco na curva

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

‘Correndo devagar’,

a gente chega lá...

Correndo devagar é

uma simbologia que

aprendi que a vitória

tem o seu momento

exato e que só os

verdadeiros campeões

é que conhecem a hora

exata de aplicá-la.

Benê

A corrida era para ser realizada

nas ruas de Araraquara, assim como

em outras oportunidades e fazia parte

dos festejos de aniversário de nossa

cidade. Por motivos de política e

de segurança, a Prefeitura Municipal

e Corpo de Bombeiros não concederam

a autorização para a realização

do evento.

Como tudo estava em cima da

hora, a mídia toda desenvolvida e o

convite já realizado para outras equipes

também pólos de velocidade,

como as das cidades de Bauru, Goiania

e Santos, o Moto Clube Araraquara

conseguiu que esse evento fosse

transferido para a vizinha cidade de

Jaú, outro reduto de pilotos de competição,

em especial dos “Lambreteiros”,

Waldemar Zago e Carlos Murari,

campeões brasileiros da categoria.

A cidade de Jaú sempre nos recebeu

muito bem. Por quatro anos

participei de eventos relacionados a

corridas naquele local. Primeiro com

Adolpho Signini, que generosamente

assumiu a responsabilidade no meu

transporte junto à empresa de ônibus,

que não permitia a viagem de menores

de idade desacompanhados. Depois

no ano seguinte com Diogo Faito,

quando tive remotas expectativas de

fazer minha primeira corrida, oportunidade

em que esperava correr com

a cinquentinha Italjet, sem preparo

algum, com motor fraco e com a embreagem

patinando, que resultou em

um abandono antes mesmo da prova

se iniciar.

No ano de 1974, já de Yamaha

FS1 que caprichosamente preparada

por Celso (Baiano Faito) Martinez,

instalando em minha motocicleta um

carburador Italiano de marca Dellorto

para alimentar todas as modificações

compatíveis com a nova motorização

do cilindro e cabeçote preparados

conforme projeto da fábrica da Yamaha

no Japão, a motocicleta ganhou

muita rotação e só trabalhava

em alta, o que proporcionava para

mim um grande prazer na pilotagem,

andando sempre no limite da máquina

e do homem, o que me dava esperanças

de voos maiores. Naquele

dia tinha uma expectativa de grande

resultado, pois carregava comigo um

sentimento simples, quanto mais perto

de Penha (José da Penha Moreira)

e Neto (Olympio Bernardes Ferreira

Neto) estivesse, mais próximo estava

da vitória e para isso era necessária

muita obstinação, o que não aconteceu,

porque cai.

Acho que foi meu primeiro grande

tombo. Direito não sei por que aconteceu.

Só me lembro que vinha acelerando

muito, confiante e sem medo

algum, ia a limites que achava não

ter, quando de repente, sem aviso al-

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Penha e Baiano Faito

gum, numa curva que antecedia uma

distância média de alta velocidade,

vim fazendo o balé que imitava os

grandes pilotos, a redução firme de

marchas e freios muito fortes, corpo

fora da motocicleta em pêndulo abusado

e roda traseira que foi se desgarrando

no asfalto me levando ao chão,

carregando comigo o carburador diferenciado,

instalado lateralmente, que

na queda se desprendeu do bloco do

motor, pondo fim de prova para mim,

encerrando ali meu sonho de vitória.

No ano seguinte, já em 1975, vitima

de outro acidente ainda mais grave,

não vim mais para correr, e sim

humildemente para aprender, pois

nutria ainda as esperanças de algum

dia voltar a pilotar, só assistindo e em

um circuito novo, diferente daquele

ao redor da Igreja de São Benedito,

das versões anteriores.

Nesta hora tive uma das maiores

lições de humildade, própria dos

grandes campeões. Acompanhando

Penha (José da Penha Moreira), bicampeão

Paulista da categoria e por

sua sugestão, fizemos uma volta de

reconhecimento da pista, fazendo

uma caminhada de observação no

que me sugeriu de limparmos um

pequeno trecho, situação que nunca,

nos melhores sonhos teria imaginado,

de acompanhar um campeão com

uma vassoura limpando uma área de

escape. Sua observação para mim foi

de que, na primeira volta, com certeza

muitos pilotos chegariam juntos

naquele local e era preventivo pensar

em uma saída diferente de todos.

Caminhamos lentamente até aquela

esquina e de posse de uma vassoura

para cada um, de forma paciente,

varremos aquele cantinho inóspito.

– “Se precisar é aqui que vou passar

na hora do aperto”.

Penha de complexão física muito

leve, mecânico perfeccionista

extraordinário que era, tinha em sua

motocicleta um motor muito potente

e ajustado, com muitas e muitas horas

de trabalho e aperfeiçoamento,

conseguindo com isso uma maravilhosa

retomada de curva e manutenção

de bom ritmo de corrida, pois

sua italianinha Mondial era cercada

de todos os detalhes, com o motor

trabalhando sempre muito bem tanto

em baixa como em alta rotação. A

mesma possuía também carenagem,

Diogo Faito

o que lhe proporcionava quebrando o

vento frontal, alguns Km a mais em

velocidade final. Suspensão traseira

redesenhada com amortecedores

hidráulicos e de molas e ainda freio

duplo dianteiro, recurso por demais

apreciado aos grandes pilotos em

suas estratégias vitoriosas, o que

lhe dava o favoritismo para vencer a

prova.

Na caminhada a pé, um repórter

esportivo local lhe perguntou: -

“Como pensa vencer aqui?” e ele na

sua santa ingenuidade respondeu:

- “Correndo devagar”, o que foi motivo

de chacota do entrevistador, que

imediatamente retirou o microfone

da direção de sua boca e foi embora

sarcasticamente. A expressão “Correr

devagar”, que eu só vim a entender

com o tempo, significava para ele nas

primeiras voltas, ter calma, paciência,

não se arriscar tanto e nem à toa, esperando

para ver como ia ser o ritmo

da prova e depois focar no que realmente

interessava.

Terminada a prova com mais uma

brilhante vitória sua, entre abraços e

comemorações de todos nós, fomos

novamente interrompidos pelo repórter,

que agitado perguntou: -“Como é

vencer aqui?” -“Correndo devagar....

Correndo devagar.... Correndo devagar...

seu babaca.” e risos para todos

os lados.

Velhos Tempos Belos Dias

53|


SEU NOME ESTÁ NA RUA

SAMUEL BRASIL BUENO - IN MEMORIAM

Confeitaria Zoega, onde

o mundo era mais doce

Um verdadeiro artista do ramo de confeitaria, o dom de

fazer doces herdados de seus antepassados.

RENATO ZOEGA

Renato nasceu em Rio Claro (29 de

fevereiro de 1904), sendo seus pais

Guilherme Zoega, filho de suecos e

Catharina Boller Zoega, filha de alemães.

Renato teve três irmãos: Arthur,

casado com Nena; Hilda, casada com

Attílio Gignini e Ottília, casada com Licanor

Brancini (todos falecidos). Ele

fez seus estudos, do primário até o

curso de Contabilidade, no Colégio

Koelle na sua terra natal. Na década

de 20 a família veio para Araraquara,

onde fincaram raízes.

Em 24 de setembro de 1933,

casou-se com Lucrécia Guaglianone

(Nina), filha de Vicente Guaglianone e

Sophia Guaglianone. O casal Renato

e Lucrécia teve uma única filha: Nilza

Maria, casada com Pedro Roberto

Amaral em 6 de julho de 1963. Deste

casamente nasceu Renata, sua única

neta que infelizmente Renato não

chegou a conhecer.

Batalhador, seguindo a tradição

da família, Renato abriu a Confeitaria

Zoega, na Avenida Espanha, entre

as Ruas Nove de Julho e São Bento.

Durante três décadas, de 30 a 60,

a confeitaria foi o ponto de encontro

de todas as gerações no centro da

cidade. Crianças, jovens e adultos

ali se encontravam para saborear as

deliciosas bombas, cocadas, queijadinhas,

bombocados e demais doces

fabricados pelo Zoega, como era conhecido.

Vendia seus doces também

na região, bem como confeccionava

bolos que enchiam de alegria as festas

de aniversário e casamento.

Foi um homem simples, bom e generoso.

Em ocasiões especiais distribuía

seus doces às crianças pobres

dos orfanatos. Nos fundos da confeitaria

funcionava uma fábrica, onde

Renato podia dar emprego a muitos

pais de família que o ajudavam na

fabricação dos doces, entre eles, o

José, que era o chefe da fábrica.

Hoje, a neta Renata, que durante

muitos anos ficou fora de Araraquara,

trabalhando na vida artística pelo

Brasil, está de volta para cuidar da

sua mãe Nilza. Ela continua dançando,

dando aulas de ballet e teatro, e

fazendo vários trabalhos como modelo,

apresentadora e influencer pela

região... Dona Nilza, mesmo em tratamento

não abandonou o trabalho

voluntário, pois continua se dedicando

ao “Grupo Coração” criado por ela

há mais de 10 anos, confeccionando

enxovais para bebês carentes, e gorros,

meias, mantas, cachecóis para

os idosos, que estão nos asilos e casas

de caridade. Na herança, a filha,

dona Nilza e sua neta Renata Zoéga

continuam o trabalho que Renato

Zoega começou para ajudar os mais

necessitados.

Renato Zoega e sua esposa Nina

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Renato na porta da sua confeitaria e ao

fundo a esposa Nina

Sua segunda paixão era a pescaria.

Saia com seus companheiros “Pedrão”

e Jydalo Jorge no seu “fordinho

29” e iam para a beira do rio. Seu

segundo sonho foi realizado certa feita,

quando a turma do Totó Casella foi

passar 15 dias pescando no Rio Coxim,

Mato Grosso. Chegou a escrever

um diário contando a famosa viagem:

“A Caravana da Moleza”.

Renato amava os pássaros e criava

periquitos australianos. Possuía um

enorme viveiro, onde os periquitos,

canários e pintassilgos ficavam soltos

como se estivessem no seu próprio

“habitat”. A lembrança de sua figura

esguia, calvo, doceiro, pescador e

amigo permanece viva nos corações

daqueles que o conheceram e com

ele conviveram.

Renato na festa de formatura de sua filha

Nilza, no antigo Teatro Municipal

Filha Nilza, o genro Pedro e a neta Renata

Renato Zoega faleceu no dia 19 de

novembro de 1963, com apenas 59

anos, longe da “sua confeitaria”, pois

já havia vendido para um seu parente,

que manteve a tradição por mais

alguns anos. Sua esposa, dona Nina,

faleceu aos 88 anos, no dia 19 de

janeiro de 1996.

Dona Nilza e Renata, filha e neta

de Renato Zoega

SEU NOME ESTÁ NA RUA

Seu nome está na rua através do

decreto nº 5009, de 11 de abril de

1984, que passou a denominar Avenida

Renato Zoega, a Via Pública conhecida

por Avenida “D”, do Loteamento Imperatriz,

que tem seu início na divisa da

propriedade de Serafim Bernardo e o o

seu término na Avenida “E”.

55|


Série

Bandas e

Grupos Musicais

da Cidade

Texto

Juraci Brandão

de Paula

O baile vai começar.

No palco, o Grupo 5.

Dos anos 60 aos 80, a cidade

viveu a febre dos grandes

grupos musicais também

chamados de bandas ou

conjuntos, animando bailes e

brincadeiras dançantes. Com

isso despontaram excelentes

músicos.

Em meados de 1969, Pedro Caldeira,

então funcionário do Departamento

de Estrada de Rodagem do

Estado de São Paulo – DER, decidiu

investir no ramo musical e formou o

grupo “Os Bruxos”. A ideia deu tão

certo que Caldeira acabou montando

mais três conjuntos: “Grupo 5”,

“Impacto” e “Brasilian Sound”. Era a

Promoções Artísticas Caldeira da Silva,

que vendia os quatro conjuntos da

empresa além de outros que também

representava.

Mazzei, Arlindo, Haroldo, Betão, Aníbal e Paulo, primeira formação do Grupo 5 em 1972. Foto tirada

às margens da rodovia Washington Luís

GRUPO 5 EM 1972

Sérginho Sanchez, Paulo

Benetti e Flavinho Gattaz em

momento de descontração

(final de 1973)

O músico João Carlos Mazzei conta

que, quando Caldeira começou a

montar Os Bruxos, o convidou para

tocar. Como tinha apenas quinze

anos, Caldeira teve que falar com o

seu pai, João Mazzei, que também

era seu colega de trabalho no DER.

O pai concordou mas impôs condições.

Iria acompanhar o filho, menor

de idade, nos locais onde o conjunto

fosse se apresentar. Realmente, em

todos os bailes dos Bruxos na nossa

região, sempre tinha uma mesa reservada

para o João Mazzei, sua esposa

Maria Aparecida Alves Mazzei e a filha

Vânia Maria. Por motivos escolares o

Mazzei acabou saindo do conjunto.

Entretanto ao criar o Grupo 5, Caldeira

foi buscá-lo novamente que, agora

com 18 anos, já não precisou mais da

autorização dos pais. O Betão, Arlindo,

Haroldo e Paulão já estavam no

grupo e ensaiando. Então chegou o

Mazzei e, posteriormente, veio o Aníbal.

O Paulão confessa que eles todos

eram praticamente iniciantes, exceção

feita ao Aníbal que tinha tocado

nos Atômicos e ao Mazzei nos Bruxos.

Então, segundo o Arlindo, a primeira

formação ficou da seguinte forma:

José Roberto de Oliveira (Betão), baixo

e voz; Paulo Cezar Benetti Mendes

(Paulão), bateria; João Carlos Mazzei,

teclado; Haroldo Ribeiro da Silva, sax;

Arlindo Pires, guitarra base e vocal e

Aníbal Ângelo Romano, guitarra solo.

|56


A segunda

formação

do Grupo 5

por volta de

1974 em foto

tirada na casa

do prefeito

Clodoaldo

Medina. O

uniforme foi

inspirado na

capa do LP da

Banda Black

Sabbath

Definidos os músicos, começaram

os ensaios para montar um repertório

para bailes jovens, com músicas que

passavam por vários cantores e grupos

como Tim Maia (“Eu amo você”,

“Azul da cor do mar”, “É primavera”),

Terry Winter (“Summer holiday”) e

pelos Pholhas (“My mistake”). Incluía

também clássicos da excelente banda

norte-americana de soft-rock, o grupo

Bread, com suas canções românticas

como: “If” de 1971 e“Baby I’m

a want you”, “Everything I own”,“The

guitarman”e “Down on my knees”,

todas de 1972.

O uniforme era um terno vermelho

e, o primeiro baile, foi o réveillon de

1972 em Ibitiuva, um povoado com

cerca de 2.000 habitantes na época,

distrito de Pitangueiras/SP, onde o

Paulão tinha morado.

Os bailes eram mais nas cidades

da nossa região, e lá estava sempre

o médico, advogado e professor, Dr.

Guaracy Lourenço da Costa (já falecido),

amigo da família Mazzei, que

adorava o grupo. Com o passar do

tempo e maior experiência e entrosamento

dos músicos, Caldeira passou

a vender bailes também em algumas

cidades de outros estados, como o

norte do Paraná, sul de Goiás e Minas

Gerais.

No final de 1973, com a saída

de alguns componentes, o conjunto

adotou o nome de “Paranóia”, tendo

a seguinte formação: Paulo Benetti

(bateria), Sergio Sanches (baixo e

voz), Luiz Antonio Pavan (guitarra),

Flavio Gattaz (teclado e voz), Marco

Antônio Pascoal (Totó / voz e percussão).

Depois de sua primeira fase, a

banda passou por essa outra, que podemos

chamar de intermediária, que

durou pouco tempo. Pedro Caldeira

constatou que o novo nome não era

sugestivo o bastante e não ajudava a

vender os bailes.

Grupo Paranóia em

1973: Sérgio Sanches,

Marco Antonio Paschoal

(Totó) e Wilson Pesse

(técnico de som). O

motorista da Kombi que

não está na foto era o

Fiscarelli.

O Grupo 5 com seis componentes:

Haroldo, Betão e Arlindo; Paulo, Mazzei e

Aníbal (1972)

Haroldo,

Mazzei, Arlindo,

Betão e Aníbal,

integrantes do

Grupo 5 em sua

primeira fase

57|


A ÚLTIMA PARADA

Os músicos então retornaram o

nome para “Grupo 5”, adquiriram

novos instrumentos e aparelhagens,

deixaram Pedro Caldeira, passando a

ser independentes e exclusivamente

empresariados agora pela Som de

Ouro – Promoções Artísticas Ltda,

de Pedro Rodrigues (Mugão). Essa

segunda e última fase durou até final

de 1975.

Gattaz conta que nesta formação

a banda ficou madura, com músicos

Anos depois Luizinho Pavan, Serginho Sanchez, Flávio Gattaz e Paulo Benetti

se encontram com o redator da nossa revista, Juraci Brandão de Paula

mais experientes, exceção feita apenas

no seu próprio caso. Som mais

pesado e melhor qualidade, graças

aos novos equipamentos, deram um

toque de requinte.

O repertório adequado para bailes

agradava o público formado de jovens

e adultos, tocando Deep Purple,

Sant’Anna, Pink Floyd mas também

sambas, boleros e músicas românticas.

Passaram a tocar em cidades

da região como Jaú, Bauru, Ribeirão

Preto, Bebedouro, Sertãozinho, Barretos,

com o calendário fechado para

o ano todo em cidades nos estados

vizinhos, por sinal onde já tocavam

(norte do Paraná e sul de Minas Gerais

e Goiás).

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APOIO:

Por Sérgio Sanchez

O Rei

do Rock

Tudo e mais alguma coisa já foi falado

sobre este cara bonitão, talentoso,

milionário e com muitas histórias para

contar. Elvis até hoje é idolatrado e

seus discos continuam a vender mais

do que antes, sendo considerado um

fenômeno no mundo da música.

LANTERNINHA DE CINEMA

Nasceu em 12 de setembro de

1948, em Tupelo Mississipi de um

parto difícil, de gêmeos, onde seu

irmão não sobreviveu, logo depois

sua família muda-se para Memphis,

Tennessee, onde viveu toda sua infância.

De família pobre, trabalhou

como lanterninha de cinema e como

caminhoneiro. Em 1953, concluiu

seus estudos secundários. Começou

cantando no coro da igreja, aprendendo

guitarra e participando de concursos

musicais na cidade.

UM CANTOR BRANCO

CANTANDO BLUES

Toda sua influência musical está no

country, blues e na música gospel. Tudo

começa com algumas gravações bem

amadoras feitas para o aniversário de

sua mãe. Em 1954, estas gravações

chamaram a atenção de Sam Phillips,

dono da “Sun Records” que buscava

algo diferente, a procura de um cantor

branco que cantasse blues. E encontrou

Elvis.

Em 1954 Elvis gravou seu primeiro

disco, um compacto com as músicas

“That’s all right” e “Blue Moom of Kentucky”.

Suas apresentações encantavam

as plateias. No dia 2 de outubro fez

sua primeira apresentação fora de seu

estado, em Atlanta, Geórgia. O sucesso

foi imediato e com seus rebolados

e sua performance, enlouqueceram todas

as cidades por onde se apresentou.

SUCESSO INTERNACIONAL

Em 1955, contratado pela gravadora

RCA, o sucesso toma formas internacionais,

com sucesso atrás de sucesso.

Vieram os filmes (o primeiro Love Me

Tender -1956). Os amigos como Frank

Sinatra, o encontro com os Beatles,

shows, filmes muitos acontecimentos

em sua vida tumultuada, resultado da

fama e do estrondoso sucesso em todo

o mundo.

O FIM

Nos anos 70, Elvis realiza grandes

shows e se apresenta em Las Vegas,

em várias temporadas. Grava novo disco

e as músicas “Suspicious Minds”, “In

the Ghetto”, despontam nas paradas.

Seu rebolado provoca reações histéricas

nas plateias. Em janeiro de 1973,

separa-se de Priscilla Presley.

No auge de sua carreira, apresenta

sérios problemas de saúde, acima do

peso e viciado em remédios controlados

evita aparecer em público. No dia

21 de junho de 1977, Elvis fez seu último

show em Los Angeles. No dia 16 de

agosto aos 42 anos Elvis Presley morre,

de ataque cardíaco.

Frank Sinatra e Elvis

59|


Crianças em casa

VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Olá, querido leitor! O mês de julho é sinônimo de alegria, muitas atividades e férias

em família. E você já preparou sua lista para se divertir com os seus pequenos durante

o período? Mesmo que a viagem não ocorra, é possível proporcionar dias incríveis na

cidade para que os filhotes recarreguem a bateria para o resto do ano. Mas, além de

muita diversão procure se possível encaixar períodos que eles curtam sua companhia em

casa. Que tal iniciar uma leitura gostosa de alguma aventura de tirar o fôlego? Estimule

a criatividade das crianças e coloque em prática o contador de histórias que habita em

você. Outra dica bacana é ir para a cozinha e preparar algo fácil e gostoso para o lanche.

As crianças crescem e as lembranças ficam, pense nisso e ótimas férias!

Camila Criscolin

Marção, Daniele

Belentani e Patrícia

Oliveira

Maria Raquel Rossi

e Samira Serra

Luciana Pavão, Marta Carvalho

e Karina Oliveira

Shayra Lobo, Clau

Almeida e Thiago

Albuquerque

|60


VIP

Ingrid Dias e

Quele Quadrado

Adriana Baracat Cortese

Conde e Maria Aparecida

de Paula

Juliana Caracho

Nunes e Carolina

Carvalho de Oliveira

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Maribel Santos

VIPS

EM DESTAQUE

Além mar...

Empresários portugueses estiveram na

cidade realizando o Business Day.

O objetivo do evento foi fomentar o

empreendedorismo local e aquecer

o mercado consumidor oferecendo

novas tecnologias e modelo

de consumo.

Luiz Felipe

Scaranti Navarro

do Sebrae/

Araraquara,

o empresário

de Américo

Brasiliense, Lucas

Henrique

da Silva e o

empresário

português

Tiago Coelho

O empresário português

Humberto Roussado Pinto

Clube Araraquarense

Mariana Toyoshima

Alexandra Martins Castelli

Fotos: Marcela Campos

Leila Zaniolo Paulucio e Paulo Antônio Paulucio

Antonio Augusto Dias, Edil Leme, João Rossi e

Paulo Sérgio Campos Leite

|62


VIP

63|


VITRINE

VITRINE

DA REDAÇÃO

JOÃO CARLOS

SEMPRE AMIGOS

Tu Patreze e o reencontro com

o amigo Chalin Savegnago

em um momento importante

para a economia local. Ambos

sempre atuaram no mesmo

ramo de atividade

Tuca Serraglio e Beth Jamarino

Serraglio

Érica Garutti, diretora da Business Class, comemorando

parceria feita com a ASPA em Araraquara

Hilário Eleutério de Souza e esposa Carmem

em visita a nossa redação

ANIVERSÁRIOS

Julho|2019

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

NOME

EMPRESA

DATA

NOME

EMPRESA

01/07

01/07

01/07

01/07

03/07

03/07

03/07

03/07

04/07

05/07

06/07

06/07

09/07

09/07

10/07

10/07

11/07

11/07

12/07

13/07

Cícero Dalla Vecchia

Lais de Souza Lima

Rita de Cássia França Saião

Sergio Fernandes

Atílio Luiz Mori

Eliete Pena A. Ferreira

Juliana Cecchetto

Marlene Dulcineia Sualdini

Viviane Mascarin Guidelli

José Benedito Pilon

Jose Antonio Neves

Marlene Porsani

Derli Vitorino Derencio

Neusa Maria Medeiros

Diego Luiz Martins

Ricardo João Mahfuz

Luis Carlos Barelli

Valentin Sérgio Rodela

Aparecido Antonio Rodela

Silas Compre

Lojas Cem

Agulinha

Rita Sayão

Dream Store Colchões

Amalfi Mori Peças

Vestylle Mega Store

Drogaria Total Unid. São Bruno

Graciano R Affonso/GRA Tratores

Mark’s Tintas

Jopasa

União Formaturas

Drogaria Borsari

Vitorino Imobiliária

Magazine Fascinação

Jock’os

J Mahfuz

Esc. Barelli de Contabilidade

Drogaria Iguatemy

Drogaria Iguatemy

Esc. Exatus de Contabilidade

13/07

15/07

16/07

17/07

17/07

18/07

19/07

20/07

22/07

22/07

22/07

23/07

23/07

25/07

25/07

26/07

28/07

30/07

30/07

31/07

Udilce Zago Nogueira

Alexandre Aurélio Harteman

Jose Antonio dos Santos

Aliene dos Santos

Daniel Gustavo Ciriani da Silva

Nelson Carlos Biancolini

Eliane Fátima Tedeschi Barros

Eliana Michetti R. Laurini

Edna Souza Costa

Gerson Meneghesso

Thiago Acquarone Gomes

Clari Benjamin Pancera

Luiz Camilo Trevisan

Carlos Lucas Romero

Lúcia Zambon Fornielles

Eugenio Lamoréa

Romoaldo Smirne

Maria Braghini Mori

Ricardo Caparelli

Benedito Aquino

Odontoclinic

Help Informática

Imobiliária São Paulo

Armazém da Cesta

Mundo Verde

Autoara Veículos

Liceu Monteiro Lobato

Francine Jóias

Passarinho Hortifruti

Esfera Musical

Imobiliária São Paulo

Alfaiataria Del Rey

Esc. Trevisan de Contabilidade

Esc. São Lucas de Contabilidade

Francisco Fornielles Contabilidade

Comercial Lamoréa

Smirne Madeiras e Mat. Construção

Amalfi Mori Peças

Móveis Caparelli

Chaveiro Pavanelli

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Sergio que é Bonini, em sua loja na 9 de Julho

O MAIS QUERIDO

Em grande estilo, o Clube 22 de

Agosto reeditou sua tradicional

festa junina com a presença de

associados e convidados.

Zeni Almeida e José Augusto

Chrispim

Cristiane e André de Souza

Jô Pool e Di Factus

Vinicius Rangel, Fábio

Carneiro, Nélvio De Vito e

Marco Matos, na Coopercitrus

Stefano Keller e Josi e os seus

19 anos de casados

Fernanda Pomim e José

Roberto Cobra

Família Souza e Silva reunida em junho para comemorar festa junina

sob o comando da matriarca Zilah Pinto

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Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e cronista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

A imortalidade e o provérbio chinês

O homem não se conforma em ser

mortal. Ele crê ser diferente dos outros

seres mortais, ele não se considera fazendo

parte dos seres que integram

o inevitável ciclo da vida e da morte.

Ao contrário, julga, arrogantemente,

pertencer a uma espécie única, privilegiada

do universo. Todos os seres vivos

morrerão um dia e tornar-se-ão pó.

Ele não, vai mais além, muito além

da morte comum, pois crê na imortalidade

da alma, ou do espírito — que

define a seu bel prazer. Acredita, porque

é inteligente, porque é racional.

Nisso ele supera os demais seres, que

julga irracionais, muito embora a ciência

atual esteja provando que a inteligência

não é exclusiva do ser humano.

Mas a razão é uma faca de dois

gumes: ao mesmo tempo que eleva

o homem às alturas, ela o conduz à

angústia existencial da qual raramente

consegue escapar. E suas fugas podem

ser encontradas ou na religião,

na filosofia ou até mesmo em ambas

ao mesmo tempo.

Se o pensar demais para ele torna-se

doloroso, procura reagir com

o não-pensar, o que não deixa de ser

uma forma de pensar, mas esta possui

uma vantagem especial: a ausência de

angústia, com a ausência da razão. Então,

ele livra-se da pungente condição

humana em permanente crise existencial

com o viver, pura e simplesmente.

Como ele é um inconformista, com

sua breve passagem pela vida, tenta

escapar dessa sua mediocridade. Para

isso acredita piamente na imortalidade,

não de seu corpo, nem de sua carne,

mas de sua alma, de seu espírito.

Ele tem de ser, quer ser diferente dos

animais, pois estes não possuem alma.

Ele sim. Aqueles morrem; ele tem uma

sobrevida espiritual, pois para isso ele

pensa.

Essa é uma das grandes molas da

religião, além da crença na existência

de Deus, que supostamente o criou, à

sua imagem e semelhança, pois não

basta apenas acreditar Nele: há de

se acrescentar também a crença na

imortalidade da alma, de seu espírito.

Encontrou-se uma fórmula ideal para

se passar pela vida sem tanta turbulência,

sem tanta dúvida: crer num

ente supremo e na imortalidade do

espírito.

Mas sem querer aprofundar-se no

assunto — o que é a alma, o que é o

espírito? — o homem acha que encontrou

também uma outra forma de

escapar da mortalidade, ou, pelo menos,

de protelá-la ao máximo possível.

E a maneira encontrada foi a de tentar

aplicar um antigo provérbio chinês,

que não é apenas uma receita de realização

pessoal, mas, sobretudo, o da vã

pretensão de tentar alcançar a imortalidade,

e que é a de ter filhos, plantar

uma árvore e escrever um livro.

Então, ter filhos não é somente

propagar sua espécie, sua raiz genética,

mas também procurar ser lembrado

por sua descendência, que

pode ultrapassar gerações; da mesma

forma, plantar uma árvore, querendo

provar que não somente fez algo de

útil à humanidade, mas também esperar

ser lembrado por isso por muito

tempo e finalmente escrever um

livro, que é não somente contar sua

experiência pessoal, mas também e

principalmente legar aos pósteros o

seu pensamento.

Se ele não acreditar nem em Deus,

e menos ainda numa vida futura após

a morte, tentará aplicar aquele provérbio.

Mas aí também ele estará enganando-se

a si próprio, pois, mesmo

que consiga realizar seus desejos —

ter um filho, escrever um livro e plantar

uma árvore —, assim mesmo não

conseguirá atingir seu objetivo máximo,

que é o de ser lembrado eternamente,

o que significa não morrer na

memória dos outros.

Porque tanto sua descendência,

quanto sua obra são transitórias. Ele

será lembrado por algum tempo, mas

não durante todo o tempo. No máximo

por uma ou duas gerações e aí

então cairá no esquecimento eterno.

Na terceira ou quarta geração, vagas

serão as lembranças, além do que a

árvore um dia morrerá, nem sempre

produzirá frutos e o seu livro talvez

será encontrado num sebo de quarta

categoria, isso se não for vendido por

quilo para reciclagem de papel. Essa

é a regra.

Há exceções. A obra de Platão permanece

há 2500 anos, os livros clássicos

perduram, mas um dia também

serão deixados de lado. Seus descendentes

já se foram há muito, restando

apenas seus ensinamentos na memória

dos homens. E as sequoias são árvores

fósseis, de outras eras.

De onde chega-se à inevitável

conclusão de que a imortalidade

não existe mesmo. Por isso o homem

precisa deixar de querer ser Deus para

recolher-se à sua humilde condição de

um simples mortal, como todos os outros

seres vivos do universo.

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