Estudo de Práticas Empreendedoras da Região no Âmbito dos TICE

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Póvoa de Varzim Empreendedora

Aazza


Índice

Introdução .................................................................................................................... 4

Associação Empresarial da Póvoa de Varzim – AEPVZ ................................................. 5

Caracterização da Região ............................................................................................. 9

Estrutura empresarial da região ................................................................................. 15

Caracterização Estrutura empresarial da região da Póvoa de Varzim....................... 15

Análise SWOT da Póvoa de Varzim .......................................................................... 20

Caracterização Estrutura empresarial da região de Vila do Conde ........................... 22

Análise SWOT de Vila do Conde .............................................................................. 26

Práticas de TICE implementadas no tecido empresarial da região ........................... 27

O empreendedorismo ................................................................................................ 32

Empreendedorismo, o que é? ................................................................................. 32

Motivações para ser empreendedor ....................................................................... 32

Competências do empreendedor ............................................................................ 32

Como criar e desenvolver novas ideias e negócios? ................................................... 35

Ferramentas de criatividade .................................................................................... 35

A importância da criatividade .................................................................................. 35

Parcerias Estratégicas .............................................................................................. 36

Processo de desenvolvimento da ideia ao negócio .................................................. 36

Setores emergentes para o Empreendedorismo...................................................... 38

Fontes de Financiamento e Sistemas de Incentivo .................................................. 38

Entidades de referência da região (Contactos úteis) .................................................. 49

Documentos Úteis ...................................................................................................... 51

Bibliografia ................................................................................................................. 53

Sites visitados.......................................................................................................... 53


Índice de Tabelas, gráficos e ilustrações

Tabela 1- População residente: total e por grandes grupos etários ............................. 11

Tabela 2 - População residente: total e por grupos etários (entre 15 e 64 anos) ......... 11

Tabela 3 - Nº de idosos por cada 100 jovens – menores de 15 anos ............................ 12

Tabela 4 - Nº de indivíduos em idade ativa por idoso .................................................. 12

Tabela 5 - Desempregados inscritos no IEFP em % da população residente com 15 a 64

anos ............................................................................................................................ 13

Tabela 6 - Poder de compra NUTS e Concelhos – indicador per capita e % .................. 14

Tabela 7- População residente: total e por grandes grupos etários Error! Bookmark not

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Tabela 8 - População residente: total e por grupos etários (entre 15 e 64 anos) ... Error!

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Tabela 9 - Nº de idosos por cada 100 jovens – menores de 15 anos ..... Error! Bookmark

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Tabela 10 - Nº de indivíduos em idade ativa por idoso ..... Error! Bookmark not defined.

Tabela 11 - Desempregados inscritos no IEFP em % da população residente com 15 a

64 anos ............................................................................ Error! Bookmark not defined.

Tabela 12 - Poder de compra NUTS e Concelhos – indicador per capita e % .......... Error!

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Tabela 13 - Empresas em 2016 – Póvoa de Varzim ........... Error! Bookmark not defined.

Tabela 14 - Empresas em 2016 – Vila do Conde .......................................................... 23

Tabela 15 - Fatores motivacionais para ser empreendedor ......................................... 29

Tabela 16 - Fatores para investimento na região ......................................................... 29

Tabela 17- Tecnologias utilizadas nas empresas .......................................................... 30

Tabela 18 - Atualização das tecnologias digitais nas empresas .................................... 30

Tabela 19 - Mais-valias da utilização das tecnologias digitais nas empresas ................ 30

Tabela 20 - Fatores críticos de sucesso para novos empreendedores .......................... 31

Gráfico 1 - Empresas da amostra por escalão de pessoal ao serviço ............................ 28

Gráfico 2 - Antiguidade das empresas da amostra ....................................................... 28

Ilustração 1 - Como criar um negócio - Passos a seguir ................................................ 36


Introdução

O projeto “Póvoa de Varzim Empreendedora”, promovido pela AEPVZ –

Associação Empresarial da Póvoa de Varzim – tem como principal objetivo a promoção

do Espírito Empresarial, estando inserido no “Norte2020” (Programa operacional

Regional do Norte), programa este que apoia financeiramente o desenvolvimento da

região Norte portuguesa a partir das prioridades identificadas durante o

desenvolvimento do mesmo, nomeadamente a necessidade de apoio às micro e

pequenas empresas da região que possuam projetos de internacionalização, inovação

e investigação; apoio ao sistema urbano, apoio às iniciativas públicas de investigação,

desenvolvimento tecnológico e inovação; entre outros. No total serão aplicados 3,4 mil

milhões de euros até 2020 na região Norte, sendo que a totalidade destes fundos

monetários provém da União Europeia, integrados no acordo de parceria “Portugal

2020”, que é o ciclo de fundos estruturais atualmente em vigor no nosso país.

Este projeto envolve diversas atividades que permitem desenvolver a área

económica da região, entre as quais se insere o “Estudo das Práticas Empreendedoras

da Região/ Apoio ao Empreendedor”. As características inerentes às regiões de Póvoa

de Varzim e Vila do Conde, quer sejam elas políticas, socioeconómicas ou culturais,

traduzem-se num desenvolvimento de determinadas áreas específicas em cada uma

das regiões. É em torno destes pressupostos que este projeto pretende atuar,

indicando as melhores alternativas à formação de possíveis negócios.

As empresas envolvidas no espectro regional das áreas acima referidas podem

determinar realidades que indiquem o melhor caminho a seguir a possíveis

empreendedores da região. Conhecendo bem as áreas de atuação e os principais

riscos adjacentes, o testemunho destas organizações pode ser uma mais-valia

importante para a criação de novos negócios.

Apesar de toda a conjuntura da região, a palavra empreendedor projeta elevados

níveis de motivação e competência necessárias para que o sucesso seja atingido. O

próprio desenvolvimento da ideia, e posteriormente do negócio em si, é assumido

como a base de todo este processo. É também preciso ter em conta as entidades que

podem apoiar novas ideias de negócio.

Aliando todas estas realidades referidas à criatividade necessária para colocar

uma ideia em prática, o presente estudo promovido pelo projeto “Póvoa de Varzim

Empreendedora” pretende facilitar ao máximo as ações empreendedoras da região e

fazer com estas se tornem recorrentes.


Associação Empresarial da Póvoa de Varzim – AEPVZ

A Associação Empresarial da Póvoa de Varzim (AEPVZ) é uma associação

empresarial sem fins lucrativos de âmbito regional que conta já com cento e vinte anos

de existência e uma longa história no apoio às empresas e empresários dos concelhos

da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Os seus associados (cerca de 2.000 no total) são

empresas dos mesmos concelhos, dos quais a associação possui um forte

conhecimento e apresenta uma ligação enraizada pelos anos.

Tendo começado como uma associação de cariz comercial foi, ao longo do

tempo, alargando o seu âmbito, fruto da diversificação dos seus associados. Assim, em

1997, tomou a denominação de Associação Comercial e Industrial da Póvoa de Varzim

e, em 2009, de Associação Empresarial da Póvoa de Varzim (AEPVZ), assumindo um

carácter transversal a todos os setores de atividade.

A Associação representa todas as pessoas singulares ou coletivas e entidades

equiparadas associadas que intervêm na atividade económica do concelho da Póvoa

de Varzim ou que nele têm a sua sede, ou concelhos limítrofes, como Vila do Conde,

que tenham interesse em associar-se.

A AEPVZ tem por fins dinamizar a atividade empresarial e associativa da região,

promover o desenvolvimento estratégico das empresas, das atividades económicas e

do tecido empresarial da respetiva região e, em especial, garantir a crescente

participação dos seus associados nos processos de decisão, programas e atividades

que se relacione com seus fins, objeto, atribuições e objetivos.

De acordo com os seus estatutos, a AEPVZ, enquanto associação empresarial

representativa de todas as pessoas singulares ou coletivas e entidades equiparadas

associadas, tem por objetivo a representação e defesa dos interesses comuns de todos

os associados, tendo em vista o respetivo progresso técnico, económico e social,

nomeadamente:

1. Realizando, em cooperação com os seus associados, uma política com vista à

resolução dos seus problemas;

2. Definindo, elaborando e difundindo estudos relativos a soluções que visem o

desenvolvimento e prosperidade dos seus associados;

3. Colaborando com a administração pública, através de uma efetiva audiência,

em matéria de relações laborais, previdência, crédito, segurança e outros assuntos

relacionados com a missão e fins da Associação;

4. Disponibilizando a todos os seus associados, sem exceção, os serviços

destinados a apoiar e incentivar o respetivo desenvolvimento;

5. Conjugando a sua atividade com a de outras associações congéneres, para a

resolução de problemas comuns;


6. Procurando a defesa dos seus associados contra práticas de concorrência

desleal e toda a espécie de delitos económicos, por todos os meios ao seu alcance;

7. Criando e desenvolvendo atividades sociais, culturais, desportivas

recreativas, lúdicas e de formação profissional;

8. Filiando-se, cooperando ou celebrando protocolos com quaisquer outros

agrupamentos ou movimentos associativos e associações congéneres.

Face aos ambiciosos objetivos ditados pelos estatutos da associação, ao longo

do tempo, a AEPVZ foi promovendo o desenvolvimento, com sucesso, de inúmeras

iniciativas e projetos que lhe permitem deter um invejável envolvimento com as

empresas da região. A sua relação de proximidade com o tecido empresarial é

bastante forte e de grande cumplicidade. Por isso, todas as iniciativas e/ou projetos

que desenvolve e/ou participa, seja a título individual ou em parceria, respondem a

necessidades específicas de empresas.

A atuação da AEPVZ, especialmente através da parceria com outras entidades

de relevo da região, sustentaram iniciativas e projetos diversos de elevado impacto na

região, dos quais, nos últimos cinco anos, podem-se apontar:

- Promoção e desenvolvimento do projeto do Parque Industrial de Laúndos;

- Implementação de iniciativas promotoras da Igualdade de Oportunidades nas

empresas, com a execução do projeto “Igualdade rumo à Eficiência”;

- Execução de projetos de apoio à modernização do comércio, no âmbito de

iniciativas apoiadas pelo Comércio Investe;

- Implementação e desenvolvimento de projetos de formação-ação destinados

às empresas do concelho (maioritariamente), nomeadamente duas edições do QI-PME

Norte e uma do QI-PME Norte – Formação de Empresários;

- Desenvolvimento de formação para os ativos da região, nomeadamente com

a implementação de planos de formação modulares;

- Realização de sessões de esclarecimentos e informação diversa para as

empresas da região;

- Adesão à Rede de Apoio à Propriedade Industrial promovida pela AIMinho;

- Desenvolvimento e edição da revista “Póvoa Empresarial”;

- Prestação de serviços aos associados nas áreas fiscal e do direito laboral, etc.

Sendo uma das principais preocupações da atual Direção proporcionar

formação qualificada às empresas e respetivos colaboradores, permitindo-lhes

aprofundar conhecimentos e colmatar lacunas sentidas para o desenvolvimento dos

seus negócios, de entre estas iniciativas destaca-se a participação, enquanto entidade

beneficiária, em três projetos de formação-ação que em muito contribuíram para o


desenvolvimento das empresas deste concelho, na sua maioria suas associadas e

aproximaram ainda mais a associação do tecido empresarial.

Assim, a AEPVZ possui diversos projetos financiados, dirigidos às PME’s da

região, e que se constituem como importantes elementos de proximidade e

conhecimento da associação ao tecido empresarial. De realçar ainda que, dado o

desenvolvimento de ações de formação na associação, esta realiza, para cada biénio,

um inquérito de diagnóstico de Necessidades de Formação. Este levantamento traduzse

num importante estudo de avaliação do tecido empresarial da área de intervenção

da AEPVZ, ao nível das necessidades de formação, e consequente desenho de plano de

formação adaptado a essas necessidades.

A melhoria da competitividade das empresas sempre foi um dos objetivos da

AEPVZ. Neste sentido, já em 2004, a associação implementou o Programa Gerir do

IAPMEI em que participou em duas edições, dirigidas a 30 empresas associadas e que

lhe permitiu desenvolver uma metodologia de formação-ação.

Como experiências mais recentes, destacam-se o Projeto QI-PME Norte -

Formação de Empresários e o Projeto QI-PME Norte – Qualidade e Inovação (3ª e 4ª

Edição). No primeiro, a AEPVZ apoiou 32 empresários/empresas e, no segundo, 62.

Assim, para além das ações de formação-ação referidas no ponto anterior, a

associação implementou, nos últimos anos, os seguintes projetos de formação:

- De 2008 até à data: Formação POPH (Medida 2.3. – Formações Modulares

Certificadas);

- De 2010 até à data: Formação POPH (Medida 3.1 – Formação – Ação);

- Em 2013: Formação POPH (Medida 7.2 – Planos para a Igualdade).

Atualmente tem em curso um Projeto Conjunto de Qualificação designado por

“PÓVOA INOVADORA” que iniciou em 2015 e irá ser concluído em 2018. As empresas

participantes neste projeto são da região Norte. Tem como objetivo geral a

qualificação das PME envolvidas através da implementação do Sistema de Gestão da

Qualidade (Implementação e certificação do Sistema de Gestão da Qualidade, de

acordo com a Norma NP EN ISO 9001), da implementação do Sistema de Gestão

Ambiental (Implementação e certificação do Sistema de Gestão da Ambiental, de

acordo com a Norma ISO 14001) e da implementação de Sistemas de Gestão da

Investigação, Desenvolvimento e Inovação (Implementação e certificação de Sistemas

de Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação, de acordo com a Norma NP

4457).

A Associação tem em curso o SIAC Empreendedorismo designado por “Póvoa

de Varzim Empreendedora”, projeto do qual faz parte o presente estudo, e que tem,

conforme já referido, o intuito de promover o espírito empresarial na região Norte,

particularmente nos concelhos da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, através da


dinamização de iniciativas inovadoras que pretendem dotar o público-alvo com

conhecimentos e competências orientadas para a inovação e para o

empreendedorismo.

Possui, ainda, um SIAC Internacionalização designado por “Varzim Náutico”

tendo como principal objetivo a promoção da internacionalização da região,

apostando na promoção a nível internacional do turismo regional, posicionando a

região enquanto destino de eleição no âmbito do turismo náutico.

Desta forma, a AEPVZ através do Projeto Póvoa Empreendedora tem a

capacidade de apoiar o desenvolvimento de novos negócios na região, que

posteriormente, como associados poderão usufruir dos seus serviços, com o objetivo

principal da promoção da competitividade através da capacitação constante

(formação) e inovação.


Caracterização da Região

A região de intervenção do projeto Póvoa de Varzim Empreendedora, assim

como da AEPVZ é composta pelos concelhos vizinhos da Póvoa de Varzim e Vila do

Conde.

Ilustração 1 - Mapa da região da Póvoa de Varzim e Vila do Conde

Fonte: ACES Póvoa de Varzim | Vila do Conde

Localizada no litoral da região Norte de Portugal, mais propriamente no distrito

do Porto, servida pelos rios Cávado e Ave está a região composta pelos concelhos de

Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Faz fronteira com os concelhos de Barcelos e

Esposende a norte, Vila Nova de Famalicão e Trofa a este e a sul pela Maia e

Matosinhos.

A Póvoa de Varzim ocupa uma área de 82,2km 2 , que representa 4,0% da Área

Metropolitana do Porto, enquanto Vila do Conde possui uma área de 149,03km 2 ,

representado cerca de 7,3% da Área Metropolitana do Porto. Desta forma, a região

ocupa um território de 231,23km 2 , cerca de 11,3% da Área Metropolitana do Porto.

As cidades da Póvoa de Varzim e Vila do Conde formam um aglomerado urbano

único, com cerca de 100 mil habitantes. É a sétima maior aglomeração urbana em

Portugal e a terceira da região Norte.

Várias valências são partilhadas pelas duas cidades, como o porto de pesca, o

centro hospitalar, a antiga variante à N13 (atualmente integrada na A28), e

futuramente a rede de transportes urbanos.

Após a reorganização administrativa do território das freguesias em 2013, o

concelho da Póvoa de Varzim deixou de possuir 12 freguesias e começou a contar

apenas com 7, sendo elas: Balazar, Estela, Laúndos, Rates, União de Freguesias de


Aguçadoura e Navais, União de Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso e União

de Freguesias de Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai.

Já o concelho de Vila do Conde agora é composto por 21 freguesias, das quais 7

Uniões de Freguesias - Árvore, Aveleda, Azurara, Fajozes, Gião, Guilhabreu, Junqueira,

Labruge, Macieira, Mindelo, Modivas, Vila Chã, Vila do Conde e Vilar do Pinheiro,

União de Freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada, União de

Freguesias de Fornelo e Vairão, União de Freguesias de Malta e Canidelo, União de

Freguesias de Retorta e Tougues, União de Freguesias de Rio Mau e Arcos, União de

Freguesias de Touguinha e Touguinhó e União de Freguesias de Vilar e Mosteiró.

Ilustração 2 - Freguesias da Póvoa de Varzim e Vila do Conde

Fonte: Adaptado de Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias.


População

Segundo dados do INE, habitavam na Póvoa de Varzim em 2017, um total de

62.360 pessoas, sendo 14,6% com menos de 15 anos, e 17,6% com idade igual ou

superior a 65 anos. De acordo com a mesma fonte, Em Vila do Conde a população em

2017 era de cerca de 79.373 habitantes, sendo 14,6% com menos de 15 anos, e 17,9%

com idade igual ou superior a 65 anos. É possível verificar que a região constituída por

estes dois concelhos possui uma distribuição muito homogénea da sua população por

grandes grupos etários.

Tabela 1 - População residente: total e por grandes grupos etários

Total 0-14 15-64 65+

Póvoa de Varzim

62.360 9.098 42.274 10.988

100% 14,6% 67,8% 17,6%

Vila do Conde

79.373 11.605 53.535 14.233

100% 14,6% 67,4% 17,9%

Total da Região

141.733 20.703 95.809 25.221

100% 14,6% 67,6%

Fonte: Pordata, acesso em 18/06/2018.

No que diz respeito à população entre os 15 e os 64 anos, representada

maioritariamente por população em idade ativa, está dividida de forma bastante

equilibrada na região, com destaque para os 3 grupos etários entre os 40 e os 54 anos,

que juntos representam 35,4% do grande grupo etário em análise e quase 24% da

população total da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

Tabela 2 - População residente: total e por grupos etários (entre 15 e 64 anos)

Total 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 60-64

Póvoa de Varzim

42.274 3.711 3.702 3.536 3.651 4.253 5.051 5.046 4.900 4.438 3.989

67,8% 8,8% 8,8% 8,4% 8,6% 10,1% 11,9% 11,9% 11,6% 10,5% 9,4%

Vila do Conde

53.535 4.522 4.402 4.426 4.945 5.856 6.587 6.205 6.171 5.463 4.962

67,4% 8,4% 8,2% 8,3% 9,2% 10,9% 12,3% 11,6% 11,5% 9,3% 6,3%

Total da Região

95.809 8.233 8.104 7.962 8.596 10.109 11.638 11.251 11.071 9.901 8.951

67,6% 8,6% 8,5% 8,3% 9,0% 10,6% 12,1% 11,7% 11,6% 10,3% 9,3%

Fonte: Pordata, acesso em 18/06/2018.

Face aos índices de dependência de idosos e de envelhecimento, a Póvoa de

Varzim e Vila do Conde apresentam-se como uma região em que o número de idosos

por cada 100 jovens menores de 15 anos é mais baixo em comparação com a região


Norte e Área Metropolitana do Porto, no entanto, verifica-se um envelhecimento

gradual da sua população (especialmente em Vila do Conde), assim como na Área

Metropolitana do Porto e na Região Norte.

De acordo com os dados do PORDATA, o número de idosos por cada 100 jovens

menores de 15 anos na Póvoa de Varzim em 2017 é de 120,8 enquanto no ano

anterior era de 113,8, ou seja, verificou-se uma subida de 6,1% face ao ano de 2016.

Face a 2013, o último ano em que o número de idosos por cada 100 jovens menor de

15 anos se registou abaixo de 100, registou-se uma subida de cerca de 27,7%.

Em 2017, o índice de envelhecimento em Vila do Conde foi de 122,7, 4,5%

superior ao índice do ano anterior. No período em análise (2013-2017), registou-se um

aumento de cerca de 23,3% no concelho para este indicador, enquanto na Área

Metropolitana do Porto e na Região Norte se verificaram subidas de 22,6% e 22,8%

respetivamente.

Tabela 3 - Nº de idosos por cada 100 jovens – menores de 15 anos

Índice de Envelhecimento

Anos 2013 2014 2015 2016 2017

Póvoa de Varzim 94,6 100,5 106,9 113,8 120,8

Vila do Conde 99,5 105,5 111,8 117,4 122,7

Área Metropolitana do Porto 118,0 124,7 131,7 138,4 144,7

Região Norte 122,0 128,7 135,8 142,9 149,8

Fonte: Pordata, acesso em 18/06/2018.

Quanto ao número de indivíduos em idade ativa por idoso, em 2017 a Póvoa de

Varzim e Vila do Conde contavam com 3,8 indivíduos em idade ativa por idoso, um

número ligeiramente superior quando comparado a Área Metropolitana do Porto e

com a região Norte. No entanto, verifica-se uma constante redução ao longo dos

últimos anos, registando uma queda de 18,4% no número de indivíduos em idade ativa

por idoso na Póvoa de Varzim e 15,8% em Vila do Conde, redução essa que também se

verificou na Área Metropolitana do Porto (17,6%) e na Região Norte (14,7%).

Tabela 4 - Nº de indivíduos em idade ativa por idoso

Índice de Sustentabilidade Potencial

Anos 2013 2014 2015 2016 2017

Póvoa de Varzim 4,5 4,3 4,2 4,0 3,8

Vila do Conde 4,4 4,2 4,1 3,9 3,8

Área Metropolitana do Porto 4,0 3,8 3,7 3,5 3,4

Região Norte 3,9 3,7 3,6 3,5 3,4

Fonte: Pordata, acesso em 18/06/2018.


Desemprego

O desemprego registado na Póvoa de Varzim em 2017 encontrava-se nos de

6,6%, representado uma redução de 1,4% no desemprego no concelho face ao ano

anterior. Já o desemprego registado em Vila do Conde em 2017 foi de 5,9%, com uma

redução de 1,1% no desemprego no concelho face a 2016. A Região Norte (1,5%) e a

Área Metropolitana do Porto (1,6%) registaram um recuo ligeiramente superior no

mesmo período.

Como se pode também verificar na tabela abaixo apresentada, relativamente ao

quinquénio 2013-2017, verifica-se uma descida da taxa de desemprego na Póvoa de

Varzim de 3,6%. Já o desemprego registado em Vila do Conde desceu gradualmente

em todos os anos do período em análise, totalizando uma descida de 4,6%.

Importa referir que o indicador para a Póvoa de Varzim e Vila do Conde tem-se

mantido sempre inferior em comparação com a média regional. Na Área

Metropolitana do Porto verificou-se uma descida de 4,5% e na Região Norte a descida

ficou-se pelos 4,3% entre 2013 e 2017.

Importa referir que o Indicador Local de Desemprego Registado (ILDR) exprime o

desemprego registado em percentagem da população residente do grupo etário no

qual se concentra a maior parte da população ativa. Não se trata de uma taxa de

desemprego, nem de uma tentativa de aproximar o valor da taxa de desemprego, uma

vez que nem toda a população residente do grupo etário de referência se integra na

população ativa. Não sendo uma taxa de desemprego, o ILDR tende, mesmo assim, a

acompanhar o sentido da evolução da taxa de desemprego estimada pelo INE.

Tabela 5 - Desempregados inscritos no IEFP em % da população residente com 15 a

64 anos

Desemprego Registado

Anos 2013 2014 2015 2016 2017

Póvoa de Varzim 10,2 9,2 8,4 8,0 6,6

Vila do Conde 10,5 9,0 7,8 7,0 5,9

Área Metropolitana do Porto 13,0 12,2 10,8 10,1 8,5

Região Norte 11,9 11,0 9,7 9,1 7,6

Fonte: Pordata, acesso em 18/06/2018.


Poder de Compra

Em 2017 foi publicado pelo INE um estudo que aborda o poder de compra em

Portugal, relativo ao ano de 2015, com indicadores no âmbito das NUTS I, II e III, e dos

seus respetivos Concelhos. Numa análise comparativa, é possível verificar que, nesse

ano, o poder de compra no concelho da Póvoa de Varzim fixou-se nos 94,88 e em Vila

do Conde em 95,59; valores que se encontram abaixo da média nacional, no entanto,

superiores ao mesmo indicador para a Região Norte que à data se encontrava nos


92,09, e inferiores à Área Metropolitana do Porto, que em 2015 se fixava nos 104,82.

O poder de compra na Póvoa de Varzim representou nesse ano cerca de 0,574% do

poder de compra de Portugal, enquanto o poder de compra em Vila do Conde

representou cerca de 0,742%.

Tabela 6 - Poder de compra NUTS e Concelhos – indicador per capita e %

NUTS e Concelhos

Poder de Compra

Indicador per capita

de Poder de Compra

(2015)

Percentagem de

Poder de Compra

(2015)

Portugal 100 100

Região Norte 92,09 32,093

A. M. Porto 104,82 17,471

Arouca 69,49 0,144

Espinho 104,58 0,300

Gondomar 83,95 1,350

Maia 113,16 1,485

Matosinhos 123,68 2,075

Oliveira de Azeméis 83,35 0,540

Paredes 78,16 0,654

Porto 161,43 3,350

Póvoa de Varzim 94,88 0,574

Santa Maria da Feira 84,57 1,141

Santo Tirso 85,14 0,573

São João da Madeira 136,12 0,282

Trofa 91,14 0,337

Vale de Cambra 88,19 0,187

Valongo 91,05 0,838

Vila do Conde 96,59 0,742

Vila Nova de Gaia 99,60 2,901

Fonte: INE, Estudo Sobre o Poder de Compra Concelhio 2015, acesso em 19/06/2018.

Uma unidade territorial pode concentrar uma proporção significativa do poder

de compra nacional, isso não significa no entanto que tenha um valor de Indicador per

Capita elevado, se concentrar um efetivo populacional elevado, na medida em que a

distribuição espacial da Percentagem do Poder de Compra resulta do efeito conjugado

das concentrações espaciais do IpC e da população.

Desde 2012 foram registadas variações positivas no que diz respeito ao número

de empresas instaladas na região da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, tratando-se

portanto de uma recuperação económica verificada no período pós-crise. No entanto,

o volume de negócios associado a essas empresas apenas começou a apresentar uma

recuperação a partir de 2014.

Estes indicadores, em conjunto com a redução do desemprego registado na

região, permitem concluir que se verifica uma melhoria nas condições para o

investimento, o empreendedorismo e a geração de emprego na Póvoa de Varzim e Vila

do Conde.


Estrutura empresarial da região

Caracterização Estrutura empresarial da região da Póvoa de Varzim

O Concelho da Póvoa de Varzim, não obstante a vocação turística e a

predominância populacional da cidade a nível concelhio, apresenta uma estrutura de

população empregada com algumas debilidades no setor terciário, uma indústria

transformadora com um peso considerável e um setor primário ainda significativo.

O município da Póvoa de Varzim, no que diz respeito às atividades económicas,

possui uma antiga ligação ao mar, representada na presença da Fortaleza e do Porto

de Pesca, no entanto depara-se com a regressão das suas atividades características,

que são a pesca e apanha de sargaço.

Enquanto o turismo balnear estabelece um outro modo de relação com o mar,

bem representado pelo Casino e pela Marginal, o esforço recente de perspetivar a

cidade da Póvoa de Varzim como polo de lazer mais diversificado justifica a construção

de equipamentos desportivos e a implementação de eventos culturais, como, por

exemplo, as Correntes de Escrita.

A produção agropecuária intensiva verifica-se em duas vertentes: a horticultura

na área das masseiras, com e sem recurso a estufas, encontra representação na Feira

de Estela. A produção de leite também é particularmente expressiva no interior do

concelho.

No concelho, foram distinguidas 17 empresas com o estatuto “PME Excelência”

em 2017, dos quais se destacam as 9 empresas incorporadas no setor económico

“Alojamento, restauração e similares”, demonstrando o valor e a competência do

concelho neste setor.

Conforme já referido, uma parcela importante da sua economia ainda está

voltada para o mar. A indústria piscatória, através do pescado que chega diariamente

ao Porto de pesca para o fabrico de conservas e para venda no mercado da cidade, a

agricultura nas dunas, a apanha de sargaço para fertilizar os campos e o turismo são o

resultado da sua geografia.

O turismo e a indústria derivada são bem mais relevantes na economia poveira

nos dias de hoje, dado que a pesca e a indústria a ela ligada têm perdido muita

importância.

Apesar da sua pequena dimensão territorial, o concelho é um importante centro

alimentar. A norte da cidade há uma grande concentração de explorações hortícolas,

onde se cultiva cenoura, cebola, couve-galega e a penca da Póvoa.

A zona rural interior é uma importante bacia leiteira. O Centro Empresarial da

Agros da Lactogal (maior produtora de leite e derivados em Portugal) inclui parque de


exposições e laboratórios de referência, sendo o maior projeto agrícola do Norte de

Portugal.

Já a Poveira é um caso de sucesso na indústria conserveira da Póvoa de Varzim,

uma das empresas mais antigas do setor em Portugal e que conta atualmente com

uma das melhores unidades fabris do país. A elevada qualidade dos seus produtos

resulta da qualidade do pescado e do método de produção (com certificação de

sustentabilidade dos recursos marinhos), que levou a empresa a exportar para mais de

30 países.

Na cidade está sediada também a divisão de cordas de amarração para águas

profundas da Royal Lankhorst Euronete. É importante referir a indústria têxtil artesanal

de Beiriz, Terroso e Laundos, e a indústria da madeira em Rates. No setor da

construção destaca-se o Grupo Monte, empresa poveira multinacional que é a sétima

maior no setor em Portugal e conta atualmente com novas áreas de negócio:

Ambiente, Imobiliário, Comércio e Serviços, Turismo e Geotecnia.

Na Póvoa de Varzim estão sediadas algumas das empresas nacionais na

produção de software de gestão, a exemplo do Grupo PIE Portugal S.A. e da BMS

Informática.

A SANIPOWER é também uma das grandes empresas da Póvoa de Varzim, e foi

uma das empresas que, em 2017 recebeu o estatuto de PME Excelência. A Sanipower

constituiu-se na base de um projeto sólido e seguro, que conta atualmente com seis

pontos de venda e uma equipa comercial com abrangência em todo o território

nacional. A empresa é um caso de sucesso no comércio de artigos sanitários, materiais

de canalização, soluções de climatização, aquecimento e painéis solares.

Atualmente a Docapesca – Portos e Lotas, que integra o Setor Empresarial do

Estado e é tutelada pelo Ministério do Mar, presta uma variedade de serviços além da

gestão dos portos de pesca, estaleiros, marinas e docas de recreio, nomeadamente no

âmbito da náutica de recreio e dos estaleiros de construção e reparação naval,

apresentando um papel expressivo na náutica e turismo náutico em Portugal.

No I Congresso Empresarial, realizado no final de 2016, o Presidente da Câmara

Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira referiu que “temos ativas, na Póvoa de

Varzim, 6.900 empresas, das quais 96% têm até 10 funcionários; 268 empresas contam

com menos de 50 funcionários; com mais de 50, o concelho tem 20 empresas”.

Segundo o Presidente da Câmara Municipal, “um dos motivos pelos quais as

empresas têm procurado a Póvoa de Varzim para se instalarem é o facto de não lhes

ser cobrada derrama. Este é o único município da Área Metropolitana do Porto e do

distrito do Porto que não cobre a derrama. O único município no distrito do Porto que

pratica a mais baixa taxa de IMI de 0,3% e ainda devolvemos 1% de IRS. Isto quer dizer

que uma empresa que hoje queira vir para a Póvoa de Varzim tem este quadro fiscal

estabilizado há mais de quatro anos. É um aspeto competitivo”.


Outra mais-valia referida no âmbito do Congresso, foi a localização estratégica

da Póvoa de Varzim: “estamos servidos por um conjunto de autoestradas, a 20

minutos do aeroporto, a 25 minutos do Porto de Leixões e a 20 minutos do Porto de

Viana”.

O Turismo e o seu desenvolvimento têm beneficiado de um crescimento notável:

“ao longo dos últimos anos temos realizado dois grandes eventos por mês para

quebrar a sazonalidade, quer sejam eles desportivos ou culturais. Hoje, as 1.700 camas

que os nossos estabelecimentos oferecem são manifestamente insuficientes para

acolher todos os que querem cá ficar”.

Importa referir que as múltiplas acessibilidades, assim como as importantes

infraestruturas instaladas no município, são aliadas fundamentais das empresas da

região, possibilitando uma boa ligação quer com clientes, quer com fornecedores,

fator fundamental para o fortalecimento da dinâmica empresarial e para o fomento

das exportações.

A diversidade de opções, serviços e condições naturais que a Póvoa de Varzim

dispõe na área do turismo, cultura e lazer, possuem capacidade para potenciar o

surgimento de novos projetos nesta área. Os variados fatores de atratividade lúdica e

turística criam ainda as condições ideais para o fomento comercial, nomeadamente

um comércio de proximidade que se empenhe na boa recetividade, na inovação e na

qualidade.

Conforme já referido, os investimentos na Póvoa de Varzim estão isentos do

pagamento da derrama autárquica, que poderá corresponder em outros municípios a

um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável do IRC.

Podemos considerar as atividades económicas relacionadas com o Turismo com

grande potencial para o empreendedorismo na região. O Presidente da Câmara

Municipal, no encontro “Turismo é agora!” realizado no dia 5 de Abril de 2017,

afirmou que a Póvoa de Varzim, a meia hora do Porto, de Viana ou de Braga, “é

excelente ponto de partida para quem queira conhecer a fachada atlântica do

noroeste peninsular, e oferece vastos motivos de interesse (o património, a

gastronomia, a agenda cultural, a animação, o comércio e o desporto (…), constituindo

portanto um produto com vasto mercado potencial.

Jorge Marques, docente da Universidade Portucalense, abordou o turismo sob o

ponto de vista empresarial e afirmou que, “para além do alojamento, dos espaços para

reuniões, das acessibilidades e das organizações locais de apoio representarem uma

grande importância no momento de escolha do local para realizar ou assistir a uma

conferência ou outro evento de negócios, também a atratividade do destino,

relacionada com as atividades culturais, recreativas e de lazer possíveis de se

realizarem antes, durante ou depois do trabalho influencia a escolha”.


A Póvoa de Varzim, grande estância balnear do Norte, já possui a referida

estrutura de apoio a atratividade como destino turístico. É o concelho da região Norte

que oferece a mais vasta e qualificada rede de animação sociocultural e a mais

procurada animação noturna (Casino, bares, restaurantes, etc.).

É ainda um concelho seguro, no qual as expressões de marginalidade são

residuais, possui mão-de-obra qualificada, graças à elevada percentagem de residentes

com formação superior, como também a que se radicou nas cidades vizinhas.

Tabela 7 - Empresas em 2016 – Póvoa de Varzim

de Nº Pessoal Volume de

Setor económico

Empresas ao Serviço Negócios

Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca 905 1 630 61 431 612

Indústrias extrativas 2 * *

Indústrias transformadoras 459 4 242 244 349 097

Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio 11 11 26 523

Captação, tratamento e distribuição de água, (…) 7 74 5 156 129

Construção 528 1 720 67 815 492

Comércio por grosso e a retalho (…) 1 699 5 104 766 723 299

Transportes e armazenagem 61 325 16 582 648

Alojamento, restauração e similares 564 1 884 65 020 335

Atividades de informação e de comunicação 55 190 6 765 846

Atividades imobiliárias 227 365 17 513 410

Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similar 624 1 203 25 283 018

Atividades administrativas e dos serviços de apoio 633 1 176 21 195 447

Educação 368 568 7 199 133

Atividades de saúde humana e apoio social 565 1 391 62 928 895

Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas (…) 137 520 25 430 693

Outras atividades de serviços 412 575 8 741 305

Total 7 257 20 982 1 402 241 948

Fonte: INE, acesso em 24/07/2018

Legenda:

* - Informação inexistente

No que diz respeito à caracterização do tecido empresarial o concelho da Póvoa

de Varzim, segundo os dados apresentados pelo INE referentes ao ano de 2016, e

como se comprova na tabela acima, destacam-se os seguintes setores económicos:

Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e

motociclos

Este setor constituído por 1.699 empresas representava em 2016 cerca de

23,4% do número total de empresas da Póvoa de Varzim. A importância deste setor

económico para o concelho é também inegável do ponto de vista do volume de

negócios, segundo os dados disponíveis, 54,68% do volume de negócios da Póvoa de

Varzim é proveniente do comércio por grosso e retalho (…), um valor muito superior à

média verificada na restante Área Metropolitana do Porto (38,25%) e na Região Norte

(37,13%). É importante também realçar que este setor emprega cerca de 24,33% do

pessoal ao serviço no concelho.


Destacam-se especialmente as 1.114 empresas (15,35%) pertencentes ao

subsetor “Comércio a retalho, exceto de veículos automóveis e motociclos”, sendo

este o subsetor na Póvoa de Varzim com o número de empresas mais elevado e

também com maior número de pessoal ao serviço, com cerca de 14,18% da população

empregada no concelho.

Indústrias transformadoras

Apesar de ser apenas o sexto setor económico com mais empresas no concelho,

com 459 empresas (6,32%), é o segundo setor com maior volume de negócios na

Póvoa de Varzim, com 17,43% do volume total de negócios do concelho, um valor

superior à média da restante Região Norte (11,16%) e inferior à Área Metropolitana do

Porto (30,56%). Importa destacar ainda que se trata também do segundo setor com

mais postos de trabalho, com 20,22% do pessoal ao serviço, no entanto um número

inferior à média da região Norte, onde 28,13% do pessoal ao serviço se encontra

presente neste setor económico.

Dentro dos subsetores das “Indústrias Transformadoras”, é de salientar a

“Indústria do vestuário”, constituído por 172 empresas que empregam cerca de 8,8%

da população empregada da Póvoa de Varzim.

Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

Constituído por 905 empresas, que representam cerca de 12,47% do número

total de empresas presentes na Póvoa de Varzim, este setor é o segundo é o segundo

mais representativo do concelho no que diz respeito ao número de empresas, no

entanto emprega apenas cerca de 7,7% da população ativa. De referir também que

este setor representa 4,38% do volume total de negócios do município, em função da

média de funcionários por empresa ser bastante reduzido, especialmente se

comparado com setores com a indústria transformadora ou a construção. Verificam-se

também alguns contrastes em relação às regiões em que o concelho se encontra

inserido, sendo que, na Área Metropolitana do Porto este setor económico apenas

representa 3,67% do número total de empresas e um volume de negócios de apenas

0,58%, já na restante Região Norte, apesar da percentagem de empresas ser

ligeiramente superior (13,45%), a percentagem de número de pessoal ao serviço é

menor (5,08%) assim como o volume de negócios (1,05%).

TURISMO

O setor do turismo, na tabela acima representada, relativa às empresas por

atividades económicas, o setor do turismo está maioritariamente representado no

grupo “Alojamento, restauração e similares”. Importa referir que os dados são


elativos ao ano de 2016, estando, especialmente no que diz respeito à oferta de

alojamento, desatualizados.

De acordo com o Registo Nacional de Turismo, do Turismo de Portugal,

atualmente (Out/2018) o concelho da Póvoa de Varzim tem registo de 11

empreendimentos turísticos, dos quais 10 unidades hoteleiras e 1 parque de

campismo/caravanismo, com capacidade total para 3.402 hóspedes.

O município conta ainda com 214 unidades de Alojamento Local registadas, que

teriam, segundo os dados do Turismo de Portugal, capacidade para mais 1.342

hóspedes/utentes. No entanto, uma breve pesquisa indica que algumas unidades

possuem dados de registo desatualizados, levando à conclusão de que atualmente

esta capacidade de alojamento já seja superior.

De acordo com os dados do INE, em 2016 havia 498 restaurantes e similares no

concelho.

Relativamente às empresas de Animação Turística, constam atualmente no

Registo Nacional de Turismo 18 empresas sediadas na Póvoa de Varzim, das quais 6

empresas são classificadas como operadores marítimo-turísticos, e realizam portanto

atividades na vertente do turismo náutico. As restantes vertentes de animação

turística são as atividades de touring cultural e paisagístico e ar livre / natureza e

aventura.

O turismo, além de gerar volume de negócios nas atividades diretamente

relacionadas com o setor (alojamento, restauração e animação turística), influencia

ainda diversas atividades económicas, com destaque para o comércio e espaços

recreativos (casinos, casas de espetáculos, espaços para eventos), e até mesmo a

indústria, a pesca e a agricultura, que sofrem um aumento da procura pelos seus

produtos e podem ainda ligar-se ao setor de forma mais próxima, através de

atividades nos segmentos de Turismo Rural, Turismo Náutico, Turismo Industrial, etc.

Análise SWOT da Póvoa de Varzim

Pontos fortes

As numerosas acessibilidades estabelecem condições para um melhor acesso e

contacto pessoal, quer com clientes, quer com fornecedores, fortificando a

dinâmica empresarial e incentivando as exportações;

A Póvoa de Varzim apresenta uma das zonas nacionais de maior exploração

hortícola de grande qualidade e pertence à maior bacia leiteira de Entre Douro

e Minho;

Detém um dos Portos de Pesca nacionais, os negócios relacionados com a

atividade piscatória são representativos, desde a própria pesca até à indústria

conserveira, passando pelo comércio do pescado;


Boa oferta de alojamento turístico de nível médio e superior, direta ou

indiretamente ligado ao turismo de negócios, tendo sido o 4º concelho com

maior número de dormidas na Área Metropolitana do Porto, ficando apenas

atrás do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos (dados de 2016);


Apresenta múltiplos fatores de atratividade lúdica e turística, estão criadas as

condições ideais para o fomento comercial, nomeadamente um comércio de

proximidade que se empenhe na boa recetividade, na diferença e na qualidade;

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza atribuiu a 8

praias da Póvoa de Varzim a designação de "Praia com Qualidade de Ouro";

Não existe pagamento de derrama no concelho, este imposto corresponde a

um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável, no entanto, na Póvoa de Varzim

este imposto não é cobrado;

O IMI no município é de 0,30%, sendo este valor, a taxa mínima exigida pelas

câmaras municipais;

No concelho, foram distinguidas 17 empresas com o estatuto PME Excelência

em 2017, dos quais se destacam as 9 empresas incorporadas no setor

económico “Alojamento, restauração e similares”, demonstrando a

competência do concelho neste setor.

Apoio da Associação Empresarial da Póvoa de Varzim aos empresários da

região.

Oportunidades

Quadro de apoios comunitários Portugal2020;

Redução do número de desempregados, situação económica pós-crise, mais

favorável e com oportunidades de trabalho;

Aprovação em 2018 de oito projetos no âmbito do Plano Estratégico de

Desenvolvimento Urbano (PEDU), no valor de 11 milhões de euros, para a

melhoraria da qualidade de vida da população e de seus visitantes.

Pontos fracos







Baixos níveis de qualificação da população em idade ativa;

Recente aumento da emigração da população em idade ativa, com nível

superior de escolaridade;

Redução da taxa bruta de natalidade no município em 2017 (-0,3%), após uma

evolução positiva nos anos anteriores;

Cenário de indefinição do setor leiteiro;

Escoamento de produtos hortícolas;

Reduzida conservação do património.

Ameaças


Envelhecimento gradual da população, o número de idosos por cada 100

jovens (menores de 15 anos) passou de 122 para 149,8 em 5 anos (2013-2017),

assim com o número de indivíduos em idade ativa por idoso, que passou de 4,5

para 3,8 no mesmo período;

Saldo da balança comercial irregular e bastante baixo, em 2017, o saldo foi de

apenas 3,23%;

Sazonalidade da atividade turística.

Caracterização Estrutura empresarial da região de Vila do Conde

Vila do Conde tem tido uma expansão industrial assinalável. Instalaram-se no

concelho indústrias de cordoaria, de fiação, de tecelagem, de construção naval, de

adubos e de produtos alimentares, entre outras. Não se pode deixar de referir a

importância da pesca como forma de sustento de muitas famílias. À medida que a área

urbana do concelho se expande, tem havido o crescimento do setor do comércio e dos

serviços.

Apesar de as freguesias que se encontram junto à costa serem as mais

desenvolvidas, as freguesias do interior - Modivas, Gião, Aveleda - possuem um

contributo económico assinalável para o concelho. Nestas freguesias podem-se

encontrar empresas como: a Agros em Modivas; Azkar na Aveleda, que conta ainda

com uma zona industrial bastante importante; em Rio Mau estão localizadas a Quantal

e a Formstampa, empresas do Quantal Group, em Gião podemos encontrar a maior

fábrica de produção de canoas a nível mundial (Nelo), bem como a Cardoso e Maia,

uma empresa com filiais em todo o território nacional; em Vilar do Pinheiro está

localizada a Lucios, empresa referência no setor da Engenharia e Construção S.A. e

der na área da reabilitação.

Como exemplo de empreendedorismo e sucesso, com investimentos recentes,

está a MAR Kayaks, conhecida pela marca Nelo e sediada na freguesia de Fajozes. A

empresa é líder mundial em caiaques de competição e está a alargar a sua operação ao

remo, à vela, ao kitesurf e ao paddle.

Em Vila do Conde encontra-se também a Nanium, importante produtora de

semicondutores que atendem as indústrias de consumo, comunicação, automóvel,

médica e de informática, sendo relevante também destacar o papel da Cooperativa

Agrícola de Vila do Conde, que conta ainda com um armazém, loja, posto de

combustível e ainda serviço administrativos, situado em Bagunte.

A Câmara Municipal de Vila do Conde, fruto de um trabalho realizado com o

cruzamento de 6 estudos, concluiu que, no que respeita ao volume global de negócios

gerado pelas empresas com sede no concelho, em 2014 atingiu os 1.607 mil milhões

de euros. Em 2015 verificou-se um crescimento de 7,7% fazendo com que o valor

global de faturação atingisse os 1.732 mil milhões de euros. Relativamente à dimensão


das empresas com sede no concelho, à semelhança do que se verifica no país,

predominam as empresas que têm menos de 9 funcionários, representando 84% do

total. As empresas com mais de 250 funcionários representam 0,5% do universo de

todas as empresas vila-condenses.

Face às potencialidades ambientais do concelho, nomeadamente à sua linha de

costa, com 18km de praias, o turismo tem sido e continuará a ser certamente uma

aposta de Vila do Conde.

Como anfitriã de uma das mais prestigiadas feiras de artesanato, também esta é

uma característica marcante em Vila do Conde. Desde a tradição das mantas de trapos,

as camisolas de lã, os trabalhos em ferro forjado, com particular relevo para as rendas

de bilros, de tradição secular.

Nos meses de verão decorrem os eventos mais importantes do município, como

o Festival Internacional de Curtas Metragens, a Feira Nacional de Artesanato, a Feira

da Gastronomia, as Memórias no Centro da Festa, a Feira das Atividades Agrícolas e as

Festas a S. João, padroeiro de Vila do Conde.

Em Tougues, pode-se encontrar uma das melhores pistas nacionais de BTT, pista

que todos os anos acolhe o Campeonato nacional de BTT. Para além de Tougues,

também existe uma pista em Gião, que outrora recebeu o campeonato nacional de

BTT e atualmente recebe uma competição de maratona de BTT.

Pelas terras vila-condenses também passam bastantes peregrinos em direção a

Santiago de Compostela, sobretudo nas freguesias de Árvore, Aveleda, Vila Chã,

Modivas, Vilar, Gião, Vairão, Macieira da Maia, Tougues e Arcos. Devido a este

“turismo religioso” existem diversas casas de abrigo para peregrinos, sendo mais

casual encontrá-las em Gião, Vairão e Macieira da Maia.

Tabela 8 - Empresas em 2016 – Vila do Conde

de Nº Pessoal Volume de

Setor económico

Empresas ao Serviço Negócios

Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca 713 2 530 87 478 800

Indústrias extrativas 1 * *

Indústrias transformadoras 581 8 538 1 006 551 738

Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio 21 * *

Captação, tratamento e distribuição de água, (…) 10 199 27 942 342

Construção 591 2 622 160 200 009

Comércio por grosso e a retalho (…) 1 926 6 673 1 128 605 938

Transportes e armazenagem 106 1 565 231 422 019

Alojamento, restauração e similares 649 1 817 56 628 340

Atividades de informação e de comunicação 78 253 11 752 055

Atividades imobiliárias 232 327 41 439 896

Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similar 713 1 407 56 898 324

Atividades administrativas e dos serviços de apoio 729 1 065 21 212 747

Educação 470 605 5 044 636

Atividades de saúde humana e apoio social 636 900 24 515 675

Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas (…) 193 276 6 705 271

Outras atividades de serviços 455 637 8 499 630


Total 8 104 29 471 2 875 396 565

Fonte: INE, acesso em 24/07/2018

Legenda:

* - Informação inexistente

Conforme se pode verificar na tabela acima, em Vila do Conde, segundo dados

do INE de 2016, os seguintes setores destacam-se no concelho:

Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e

motociclos

Este setor destaca-se dos restantes em função da sua liderança no que diz

respeito ao número de empresas (1.926, cerca de 23,77% do número total de

empresas vila-condenses) e no volume de negócios (39,25% do volume total de

negócios do concelho). Em termos de pessoal ao serviço, ocupa a segunda posição,

com 6.673 empregados, este setor económico abrange cerca de 22,64% do total de

pessoas empregadas no concelho de Vila do Conde.

Neste setor destacam-se os subsetores, “Comércio a retalho, exceto de veículos

automóveis e motociclos” e “Comércio por grosso (inclui agentes), exceto de veículos

automóveis e motociclos”. O primeiro destaca-se pelos cerca de 10,62% do pessoal

empregado no concelho, sendo o subsetor que emprega mais pessoas em Vila do

Conde, e o segundo evidencia-se por ser o subsetor com maior volume de negócios,

tendo em 2016 totalizado cerca de 18,94% do volume de negócios de todo o concelho.

Indústrias transformadoras

O setor destaca-se a nível do número de pessoal ao serviço, empregava em 2016

8.538 pessoas, o que representa cerca de 28,97% do pessoal ao serviço à data no

concelho. Este setor destaca-se também pela sua relevância no volume de negócios,

representando cerca de 35,01% do volume total de negócios do concelho, um número

ligeiramente superior à Área Metropolitana do Porto (30,56%) e bastante superior à

Região Norte (11,16%).

Apesar do número de pessoal ao serviço e do volume de negócios ser bastante

elevado, o número de empresas deste setor representa apenas 7,17% do total de

empresas do concelho, em função da média de funcionários por empresa superior em

comparação com os outros setores (média de 14,7 pessoas por empresa).

Transportes e armazenagem

Apesar de estar representado apenas por 106 empresas (14º setor) em Vila do

Conde, com apenas 1,31% do tecido empresarial do concelho, o setor dos Transportes

e Armazenagem é o terceiro com maior volume de negócios no concelho com 8,05%


do volume total de negócios, um valor superior à Região Norte (3,90%) e à Área

Metropolitana do Porto (5,00%).

TURISMO

O setor do turismo, na tabela acima representada, relativa às empresas por

atividades económicas, o setor do turismo está maioritariamente representado no

grupo “Alojamento, restauração e similares”. Importa referir que os dados são

relativos ao ano de 2016, estando, especialmente no que diz respeito à oferta de

alojamento, desatualizados.

De acordo com o Registo Nacional de Turismo, do Turismo de Portugal,

atualmente (Out/2018) o concelho de Vila do Conde tem registo de 6

empreendimentos turísticos, dos quais 3 unidades hoteleiras e 1 parque de

campismo/caravanismo, 1 casa de campo e uma unidade de turismo de habitação,

com capacidade total para 809 hóspedes.

O município conta ainda com 188 unidades de Alojamento Local registadas, que

teriam, segundo os dados do Turismo de Portugal, capacidade para mais 1.246

hóspedes/utentes. No entanto, uma breve pesquisa indica que algumas unidades

possuem dados de registo desatualizados, levando à conclusão de que atualmente

esta capacidade de alojamento já seja superior.

De acordo com os dados do INE, em 2016 havia 601 restaurantes e similares no

concelho.

Relativamente às empresas de Animação Turística constam atualmente no

Registo Nacional de Turismo 31 empresas sediadas em Vila do Conde, das quais 11

empresas são classificadas como operadores marítimo-turísticos, e realizam portanto

atividades na vertente do turismo náutico. As restantes vertentes de animação

turística são as atividades de touring cultural e paisagístico e ar livre / natureza e

aventura.

O turismo, além de gerar volume de negócios nas atividades diretamente

relacionadas com o setor (alojamento, restauração e animação turística), influencia

ainda diversas atividades económicas, com destaque para o comércio e espaços

recreativos (casinos, casas de espetáculos, espaços para eventos), e até mesmo a

indústria, a pesca e a agricultura, que sofrem um aumento da procura pelos seus

produtos e podem ainda ligar-se ao setor de forma mais próxima, através de

atividades nos segmentos de Turismo Rural, Turismo Náutico, Turismo Industrial, etc.


Análise SWOT de Vila do Conde

Pontos Fortes


Localização estratégica na Área Metropolitana do Porto, um dos motores

económicos do país, e a meio caminho entre o Porto e Viana do Castelo;

Facilidade na ligação entre as infraestruturas ferroviárias, rodoviárias (A7, A28,

N13), portuárias (Porto de Leixões) e aéreas (Aeroporto Francisco Sá Carneiro)

existentes;






Capacidade de atração populacional com significativo dinamismo demográfico,

apresentando um índice de envelhecimento mais baixo e um índice de

sustentabilidade potencial mais alto que a média da região Norte e da Área

Metropolitana do Porto, resultando numa população mais jovem;

Níveis de receita da Câmara Municipal elevados, tendo sido a 4ª autarquia

dentro da Área Metropolitana do Porto que arrecadou mais receita no ano de

2017 e a 22ª a nível nacional;

Concelho do Norte do país com maior volume de negócios no setor da

“Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca”;

Criação da Via verde para o licenciamento, estrutura que permite um

acompanhamento personalizado à tramitação inerente à construção de novos

edifícios ou à remodelação, reconstrução, ampliação e reconversão de

empresas existentes;

Cooperação empresarial impulsionada pelos 2 fóruns anuais do “Ciclo de

Conferências Vila do Conde 2020, lançado com o objetivo de capacitar as

empresas com uma visão estratégica a partir da competitividade e inovação,

através da partilha de experiências e indicadores de gestão.

Oportunidades





Quadro de apoios comunitários Portugal2020;

Aposta na competitividade através de recursos e processos endógenos do

Norte de Portugal e incremento do setor turístico na região;

Aposta no desenvolvimento de fontes de energia renováveis;

Existência de um gabinete de apoio a empreendedores e empresários de Vila

do Conde, denominado por “Vila do Conde 2020” promove o apoio à

internacionalização e à competitividade empresarial.

Pontos fracos




População menos qualificada e com um rendimento inferior à média nacional;

Dificuldade de reconversão do tecido empresarial e na criação líquida de

emprego;

Perda de dinamismo do setor primário (Agricultura e Pescas);


Endividamento elevado da autarquia, sendo, segundo dados de 2016, a 24ª

autarquia mais endividada a nível nacional e a 6ª dentro da Área Metropolitana

do Porto, onde o endividamento por habitante é muito superior à restante

Região Norte assim como à Área Metropolitana do Porto.

Ameaças




Envelhecimento gradual da população de Vila do Conde, o número de idosos

por cada 100 jovens (menores de 15 anos) neste concelho passou de 99,5 em

2013 para 122,7 em 2017. O número de indivíduos em idade ativa por idoso

registou uma descida no mesmo período, passando de 4,4 em 2013 para 3,8

em 2017;

Perda de oportunidades na atração de promotores e investimentos turísticos a

favor de outras regiões, em parte devido à persistência dos obstáculos de

natureza burocrática e jurídico-formal na aprovação e no licenciamento;

Sazonalidade da atividade turística.

Práticas de TICE implementadas no tecido empresarial da região

No sentido de realizar um diagnóstico das práticas empreendedoras e da

utilização das TICE nas empresas da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, foram

contactados os gestores de 150 empresas da região da Póvoa de Varzim e Vila do

Conde, para a apresentação do projeto Póvoa do Varzim Empreendedora e realização

de inquérito telefónico com perguntas estruturadas, tendo como principal critério de

seleção a representação da diversidade de atividades económicas da região.

A escolha da técnica de recolha de dados recaiu sobre o inquérito (entrevista)

telefónico, em função do reduzido tempo disponível dos empresários para

colaboração no diagnóstico. Um dos principais fatores limitativos das entrevistas foi a

necessidade de resposta por parte dos gestores das empresas, em função das

questões estarem direcionadas ao empreendedorismo, não podiam portanto ser

respondidas por um funcionário.

O inquérito foi organizado em 4 partes:




Identificação da empresa: nome, área de negócio, nº de funcionários e ano em

que a empresa foi criada;

Decisão de ser empreendedor: fatores motivacionais e fatores de investimento

na região;

Utilização das tecnologias digitais no negócio: tecnologias digitais utilizadas,

periodicidade de atualização, mais-valias ao negócio e boas práticas aplicadas

no negócio;


Informação aos novos empreendedores da região: fatores críticos de sucesso

para ser empreendedor.

Foi possível reunir respostas ao inquérito de 50 empresários da Póvoa do

Varzim e Vila do Conde, que serão apresentadas a seguir.

Das empresas participantes no diagnóstico, as empresas com maior

representatividade desenvolvem atividades nos setores do comércio por grosso e

retalho (…) e indústrias transformadoras.

No que diz respeito ao pessoal ao serviço nas empresas, estas são

maioritariamente de PME’s, das quais 64% têm somente até 10 funcionários, tratandose

portanto de microempresas, 30% são pequenas empresas (até 50 funcionários), e

apenas 6% das empresas possuem mais de 50 empregados (médias ou grandes

empresas).

Gráfico 1 - Empresas da amostra por escalão de pessoal ao serviço

30.0%

22.0%

8.0% 6.0% 1-5 pessoas

6-10 pessoas

34.0%

11-25 pessoas

26-50 pessoas

+ 50 pessoas

Quanto à antiguidade das empresas, é muito importante destacar que 56% dos

gestores entrevistados investiu (foi empreendedor) em empresas que já possuem mais

de 20 anos de existência, fator este que evidencia a longevidade empresarial da região

e indica o potencial de sucesso para novos investimentos.

Gráfico 2 - Antiguidade das empresas da amostra

8.0%

12.0%

56.0%

8.0%

16.0%

Até 5 anos

6 - 10 anos

11 - 15 anos

16 - 20 anos

+ 20 anos


Decisão de ser empreendedor

Quanto aos fatores motivacionais para iniciar um negócio, os gestores

identificaram o grau de importância, de 1 a 4 (4 = Muito importante, 3 = Importante, 2

= Pouco importante, 1 = Não importante) para cada um dos fatores abaixo indicados.

Com maior destaque, foram indicados como fatores motivacionais mais relevantes

para a decisão de ser empreendedor, a vontade de ter o seu próprio negócio (peso 4

para 78% dos entrevistados); realização pessoal (peso 4 para 74%); desejo/vontade de

ganhar mais dinheiro; e experiência no setor (ambos com peso 4 para 62%).

Os fatores motivacionais de menor importância para estes empreendedores foram

por estar desempregado (peso 1 para 62% dos entrevistados) e a continuidade de um

negócio familiar (peso 1 para 52%).

Tabela 9 - Fatores motivacionais para ser empreendedor

Fatores motivacionais 1 2 3 4

Vontade de ter o seu próprio negócio 2% 0 20% 78%

Realização Pessoal 0% 6% 20% 74%

Desejo/vontade de ganhar mais dinheiro 4% 4% 30% 62%

Experiência no setor 12% 12% 14% 62%

Setor de atividade em crescimento 18% 6% 36% 40%

Continuidade de um negócio familiar 52% 6% 10% 32%

Por estar desempregado 62% 8% 12% 18%

No que diz respeito à decisão para investir na região, estes empreendedores

tiveram em conta principalmente o seu local de residência, a localização estratégica da

Póvoa de Varzim ou de Vila do Conde e a facilidade de ligações (rodoviárias, etc.).

Tabela 10 - Fatores para investimento na região

Investimento na região 1 2 3 4

Local de residência 10% 6% 4% 80%

Localização estratégica 10% 14% 22% 54%

Facilidade de ligações (rodoviárias…) 8% 16% 30% 46%

Proximidade dos (potenciais) clientes 20% 18% 20% 42%

Tinha algum património investido na região 42% 4% 20% 34%

Infraestruturas e recursos naturais 24% 16% 38% 22%

Impostos mais baixos (Ex: Derrama e IMI) 34% 24% 24% 18%


Utilização das tecnologias digitais no negócio

Relativamente à utilização das tecnologias digitais nas empresas representadas

pelos seus empreendedores, o correio eletrónico e os mailings, assim como um

software para gestão empresarial estão presentes na atividade de quase a totalidade

das empresas da amostra (98% e 96% consecutivamente); seguida pelas redes sociais

(86%); website (80%), programas de mensagens e vídeo chamadas (64%); e catálogos e

brochuras eletrónicas. Os vídeos ainda são utilizados em apenas 40% das empresas; e

a loja online é uma realidade somente em 28% das empresas.


Tabela 11- Tecnologias utilizadas nas empresas

Tecnologias Utilizadas %

Correio eletrónico e mailings 98%

Software de gestão empresarial 96%

Redes Sociais 86%

Website 80%

Programas de mensagens e vídeo chamadas 64%

Catálogos e brochuras eletrónicas 60%

deos 40%

Loja online 28%

No que diz respeito ao período médio de atualização das tecnologias digitais nas

empresas, grande parte é revista nomeadamente de 3 e 3 meses, com exceção das

lojas online e dosdeos nos quais 72% e 60% dos empreendedores

(consecutivamente) indicaram ainda não terem passado por qualquer atualização.

Tabela 12 - Atualização das tecnologias digitais nas empresas

Atualização das

tecnologias digitais

Não - 3

meses

3-6

meses

6-9

meses

9-12

meses

+ 12

meses

Newsletter 14% 76% 2% 0% 4% 4%

Website 20% 52% 8% 2% 12% 6%

Loja online 72% 24% 0% 0% 4% 0%

Redes Sociais 16% 80% 0% 0% 2% 2%

Software de gestão

4% 72% 12% 2% 8% 2%

empresarial

Catálogos e brochuras

40% 42% 0% 2% 16% 0%

eletrónicas

deos 60% 28% 0% 6% 4% 2%

Quanto às principais mais-valias da utilização das tecnologias digitais nas

empresas, todas as opções são muito importantes (peso 4) para mais da metade dos

empreendedores. No entanto, há algumas mais-valias que se destacam, como facilitar

o acesso a diferentes fontes de conhecimento; comunicação mais eficaz e rápida; e

otimização de tempo e de recursos.

Tabela 13 - Mais-valias da utilização das tecnologias digitais nas empresas

Mais-valias das tecnologias digitais 1 2 3 4

Facilitar o acesso a diferentes fontes de 2% 0 18% 80%

conhecimento

Comunicação mais eficaz e mais rápida 2% 2% 18% 78%

Otimização de tempo e de recursos 2% 2% 18% 78%

Trabalhar remotamente 12% 8% 10% 70%

Controlo e gestão financeira mais

2% 12% 16% 70%

eficientes

Estimular a inovação e a criatividade 2% 12% 24% 62%

Permitir a internacionalização 18% 4% 22% 56%


Informação aos novos empreendedores da região

Por fim, os entrevistados indicaram os fatores críticos de sucesso de maior

relevância como informação útil aos novos empreendedores da região. Com peso 4 no


grau de importância, o destaque está nos seguintes fatores: encontrar a equipa certa

(96%); manter-se atualizado (tendências de mercado); e aprender com os erros

(ambos com 94%).

Tabela 14 - Fatores críticos de sucesso para novos empreendedores

Fatores críticos de sucesso 1 2 3 4

Encontrar a equipa certa 0% 0% 4% 96%

Manter-se atualizado (tendências de mercado) 0% 0% 6% 94%

Aprender com os erros 0% 0% 6% 94%

Conhecer bem o mercado (clientes) 0% 2% 10% 88%

Antecipar os problemas 0% 4% 8% 88%

Utilizar os melhores canais de divulgação e comercialização 0% 0% 14% 86%

Ser persistente 0% 0% 16% 84%

Trabalhar por objetivos 0% 0% 20% 80%

Saber utilizar o networking 0% 2% 24% 74%


O empreendedorismo

Empreendedorismo, o que é?

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”

(Albert Einstein).

Empreender é realizar um esforço para concretizar um resultado. O pressuposto

base é concretizar algo de diferente do que existe, ou fazê-lo de forma diferente (pode

ser uma empresa, um produto, um processo, etc. Empreendedorismo é também

agregar valor, saber identificar oportunidades e transformá-las em negócios rentáveis.

Por outras palavras, o empreendedorismo é o processo através do qual um ou

mais indivíduos identificam (ou formam) e posteriormente, exploram oportunidades

de negócio. Oportunidades são ideias para satisfazer necessidade do mercado

(necessidades de consumidores ou problemas de empresas e outras organizações).

Motivações para ser empreendedor

Entre os principais fatores que motivam alguém a ser empreendedor, é

importante destacar:

Independência;

Realização profissional;

Controlo do próprio destino;

Gratificação financeira;

Desejo de causar impacto positivo na vida de pessoas;

Ter a solução para problemas comuns do dia-a-dia;

Paixão pelo conceito ou área em que se pretende atuar.

Competências do empreendedor

Competências pessoais

Ao analisar autênticos empreendedores, é provável reconhecer um conjunto de

aspetos que lhes são muito próprios: 1. Os empreendedores são talentosos em

identificar e explorar oportunidades. 2. São notáveis na arte de criar (novos produtos,

serviços ou processos). 3. Conseguem pensar “fora da caixa”: a maioria das pessoas,

por recear o insucesso e ser avessa ao risco, tem dificuldade em considerar novas

formas de abordar problemas e perspetivar a realidade.

Mas para além destas, há um conjunto de outras características comuns aos

empreendedores:


• Curiosidade;

• Capacidade de adaptação;

• Capacidade de resistência (física e emocional); • Visão;

• Orientação para objetivos;

• Aptidão para resolução de problemas;

• Independência;

• Empenho;

• Exigência;

• Inovação;

• Elevada propensão ao risco calculado; • Criatividade;

• Tolerância à ambiguidade e à incerteza; • Iniciativa;

• Integridade;

• Capacidade de angariação de recursos;

• Capacidade de persuasão;

• Forte apetência pela mudança;

• Empatia;

• Tolerância ao fracasso;

• Grande capacidade de trabalho; • Capacidade de liderança;

Competências relacionais



Liderança visionária - Competência para inspirar e guiar os indivíduos ou grupos

em torno de uma visão convincente;

Influência - Aptidão para persuadir os outros através dos métodos mais

adequados a cada situação;

Desenvolver os outros - Capacidade para identificar

necessidades/oportunidades de desenvolvimento dos outros profissionais para

que possam promover o alargamento das suas competências;





Comunicação - Ser bom ouvinte e ser capaz de comunicar de modo claro e

convincente;

Gestão de conflitos - Capacidade para gerir os conflitos que poderão surgir na

organização;

Criar laços – Competência que permite a criação e desenvolvimento de redes

de relações interpessoais;

Espírito de equipa e cooperação – Capacidade para colaborar eficazmente com

os outros, criando sinergias de grupo na prossecução de objetivos comuns.

Competências de conhecimento

Esta dimensão agrega o conjunto de conhecimentos, a que habitualmente se

chama know-how. Muitos destes conhecimentos são resultantes da formação

académica do empreendedor ou de um esforço autónomo de pesquisa e estudo.


Conhecimentos de Gestão Empresarial - Quando transformam uma ideia num

negócio, o empreendedor está perante um quadro empresarial que precisa de

gerir com atitude profissional. Como principal responsável pelo sucesso do

negócio, o empreendedor irá beneficiar de um boa formação nas diversas

disciplinas de Gestão Empresarial.


Conhecimentos de Gestão de Marketing - Os conhecimentos de Gestão de

Marketing merecem uma referência especial, pelo papel que desempenham no

diagnóstico de mercado, na definição de uma visão estratégica para a empresa

e no desenvolvimento de um plano de marketing que operacionalize a

atividade da empresa de forma sustentada.

Conhecimento de Gestão da Comunicação - A Comunicação, sendo um

elemento chave da gestão de marketing, tem um papel importante na

interação da empresa ao mercado, questão fundamental para garantir o

sucesso da empresa.

Competências técnicas





Gestão por objetivos - Estabelecer objetivos ambiciosos e realistas é uma base

fundamental para a motivação da equipa, para o planeamento coerente das

atividades e para a avaliação do progresso do negócio.

Planeamento, Organização e método - Uma empresa que está na fase de

arranque, vai enfrentar dificuldades e seguramente escassez de recursos. De

modo a minimizar estes problemas e a maximizar as hipóteses de sucesso, é

fundamental um bom planeamento das fases de implementação e das diversas

atividades, bem como uma boa organização das tarefas.

Fluência em línguas estrangeiras - Dependendo do projeto e dos mercados

alvo, o domínio de uma ou mais línguas estrangeiras é fundamental para a

abordagem dos mercados internacionais.

Utilização de meios informáticos - Se o projeto não exigir competências

informáticas específicas, a capacidade de usar a informática ao nível de

utilizador é um requisito mínimo.


Como criar e desenvolver novas ideias e negócios?

Ferramentas de criatividade

As ferramentas mais utilizadas na geração de ideias e inovações são o

Benchmarking, para uma aprendizagem de forma sistemática a partir de casos de

sucesso, e o Design Thinking, como a base da criação de novas ideias, produtos,

serviços e processos, que tragam valor agregado ao consumidor, quando utiliza um

determinado serviço ou produto.


Há quatro tipos de Benchmarking:

Benchmarking competitivo - está relacionado com os processos e gestão de

empresas concorrentes;

Benchmarking genérico - consiste na comparação de parâmetros da

funcionalidade das empresas, em aspetos como o tempo que um determinado

produto demora a chegar ao cliente. Requer uma conceituação ampla e

complexa do processo analisado e tem potencial para revelar as melhores das

melhores práticas;

Benchmarking funcional - é a forma mais utilizada, pois não há necessidade de

comparar-se com um concorrente direto. As empresas investigadas, geralmente

são de ramos distintos, que adotam técnicas interessantes em atividades

específicas, que possam ser colocado em prática na empresa do investigador,

como por exemplo embalagem, faturação ou controlo de estoques;

Benchmarking interno - que é tomar como referência as práticas e processos de

outras áreas dentro da própria empresa, e tentar apropriá-los ou melhorá-los

para outros departamentos.

A importância da criatividade

Criatividade é a habilidade de unir conceitos e gerar novas ideias. A criatividade

é a valorização de ideias para a sua transformação em inovação empresarial, no

sentido de diferenciar os seus produtos e serviços, constituindo-se como um fator

competitivo. “Não há dúvida de que a criatividade é o recurso humano mais

importante de todos. Sem criatividade, não haveria progresso e estaríamos para

sempre repetindo os mesmos padrões.” – Edward de Bono. A criatividade é, portanto,

um fator essencial no empreendedorismo.

O conceito de criatividade refere-se não só à criação de uma ideia, mas

também à sua concretização, ou seja, enquanto processo inovador, diz respeito à

aplicação prática no mercado.

As empresas globais integram a criatividade na sua cultura organizacional,

sendo caraterizadas por uma utilização sistemática de perspetivas e técnicas criativas,


que permitem alimentar o processo contínuo de inovação e criação de ideias,

distinguindo-se da concorrência, aumentando o seu valor e as margens dos seus

negócios.

Parcerias Estratégicas

O desenvolvimento de parcerias estratégicas, através do networking, é fundamental

especialmente na vida profissional de um empreendedor.

A rede de contactos deve ser criada e gerida com profissionalismo, em função da sua

importância para os negócios, num contexto de mercados globalizados. Trata-se de um

sistema de suporte à partilha de serviços e informações entre profissionais com

interesses em comum.

Além de serem angariados novos contactos, é também fundamental mantê-los, sendo

mais importante a qualidade do que a quantidade desses mesmos contactos.

Os elementos chave da utilização das plataformas de networking são: rigor, qualidade,

honestidade e atualidade da informação.

É necessário garantir que a equipa consiga manter as plataformas atualizadas e com

qualidade de informação, pois a sua imagem será influenciada por estes meios. É

importante ainda ser seletivo e escolher as que correspondem a uma exigência

mínima.

É recomendável ainda a presença numa plataforma de gestão de dados profissionais.

Processo de desenvolvimento da ideia ao negócio

O ato de empreender deve ser compreendido como um processo organizado para a

concretização de uma ideia que tem valor para os potenciais clientes, um percurso de

investimento pessoal, com uma sequência lógica, representada no esquema abaixo.

Ilustração 3 - Como criar um negócio - Passos a seguir

Fonte: Guia de Boas práticas e de Empreendedorismo – Assimagra, 2015.


Um bom negócio começa numa boa ideia, estruturada em função de um modelo de

negócio focado na criação de valor para o cliente, podendo ser desdobrado nos

seguintes aspetos essenciais:

• Depois de elaborado um autodiagnóstico de competências empreendedoras e de

identificadas as competências e os recursos próprios, baseados numa ideia valiosa

para os potenciais clientes, devemos definir melhor as necessidades de mercado e os

aspetos que criam valor acrescentado, realizando um estudo de pertinência de

mercado. Fica-se, assim, com informação fundamental sobre o potencial de negócio e

com a ideia aperfeiçoada, no sentido de aumentar a sua probabilidade de sucesso.

Relativamente à pertinência de mercado, há um conjunto de questões básicas que

devem ser sempre consideradas, como: o que vender/comprar, esforço necessário

para vender, concorrentes, preço adequado ao mercado, valor acrescentado, como

produzir, principais parceiros e fornecedores, etc.

• O próximo passo é conceber um plano para transformar a ideia em negócio, ou seja,

um Plano de negócio que, numa análise à dimensão financeira, permite perceber a

efetiva viabilidade da ideia. Uma vez terminada esta etapa, será possível repensar o

negócio ou concretizá-lo.

Existem diferentes tipos de viabilidade para a criação de um novo negócio:

Tenho capacidades?

Existe mercado?

Pode fazer-se?

É permitido?

É rentável

• Viabilidade Profissional

• Viabilidade Comercial

• Viabilidade Técnica

• Viabilidade Legal

• Viabilidade Económica

• Caso o Plano de Negócios indique de que a ideia é viável, inicia-se uma nova fase do

processo, a agregação de recursos e busca de financiamentos.

Nem sempre a concretização de um negócio implica a criação de uma nova empresa.

Muitas vezes, pode ser realizada no âmbito de uma outra estrutura organizativa (com

ou sem fins lucrativos). Devido à crescente flexibilidade e volatilidade dos mercados,

cada vez mais os empreendedores tendem a considerar a hipótese de se associarem

em rede.

Caso a opção tenha de passar pela constituição de uma empresa, é conveniente

solicitar apoio na elaboração de um Plano de Negócios. Esta ferramenta, elaborada

com o apoio de alguém que, à partida, não acredita na ideia, torna-se essencial para

identificar e definir o modo de contornar os riscos de empreendimento num negócio.

É, também, um instrumento essencial para motivar possíveis investidores ou parceiros.


Estão disponíveis na internet diversos modelos de Plano de Negócios, ao qual

destacamos o Guia Explicativo “Como elaborar um Plano de Negócios”, disponível na

página do IAPMEI. Aqui considera-se importante dar indicações sobre a sua sequência

lógica, identificando as temáticas e as questões primárias para o desenvolvimento de

um negócio.

• Relativamente às competências empreendedoras, estas são sempre variáveis e

podem ser desenvolvidas, depois de feita a autoavaliação, justifica-se definir quais as

áreas em que é necessário melhorar.

Setores emergentes para o Empreendedorismo

Serviços da vida quotidiana: serviços ao domicílio, jardim-de-infância, novas

tecnologias de informação e comunicação, centros de atendimento direcionado

aos jovens, etc.;

Serviços de melhoria da qualidade de vida: restauração das habitações, segurança,

transportes coletivos locais, requalificação dos espaços urbanos, comércio de

proximidade, entre outros;

Serviços de lazer: Turismo, ferramentas de audiovisual e multimédia, valorização

do património cultural, desenvolvimento da cultura local, desporto e saúde;

Serviços na área ambiental: gestão de resíduos e reciclagem, reabilitação e

requalificação de espaços públicos na antureza, etc.;

Serviços para empresas: gestão da Qualidade, gestão Ambiental, segurança e

prevenção de riscos profissionais, subcontratação de serviços, sistemas de

informação e telecomunicações, entre outros;

Setor agrícola: agricultura biológica, culturas especiais, etc.;

Negócios na internet: comércio eletrónico e serviços de valor acrescentado.

Fontes de Financiamento e Sistemas de Incentivo

O financiamento da empresa está relacionado com o capital necessário para assumir

as despesas de arranque e funcionamento da atividade. O empreendedor deverá estar

a par dos mecanismos de financiamento disponíveis, mas também da melhor

estratégia de financiamento, dada a natureza e dimensão do negócio, bem como da

capacidade da futura empresa honrar os seus compromissos.

As fontes de financiamento podem ser próprias ou alheias. No caso dos

financiamentos próprios, este é suportado pelos sócios da empresa, sendo

imprescindível que os empreendedores participem no investimento inicial com algum

capital próprio. Outra forma de obter financiamento é através de recursos

disponibilizados por familiares e amigos.


Em relação ao capital social, a tendência normal será iniciar a atividade com a máxima

participação de capitais próprios, definindo-se com quanto contribuirá cada sócio.

Importa, no entanto, não se esgotar todos os recursos, dado que podem surgir

despesas e gastos inesperados.

Uma empresa pode obter mais dinheiro sem recorrer a empréstimos ou a pedidos aos

sócios. Trata-se de reinvestir os lucros gerados pela própria atividade económica e

que, em vez de serem repartidos pelos sócios, podem ser utilizados como meio de

financiar novos investimentos da empresa.

Já os financiamentos alheios provêm de fontes externas à empresa, podendo

subdividir-se em dois tipos: as formas de financiamento tradicionais, mais conhecidas

e utilizadas, e as novas formas de financiamento alternativas.

‣ FORMAS TRADICIONAIS

Aluguer de Longa Duração (ALD) – se baseia num contrato de aluguer celebrado entre

uma locadora e um locatário/comprador, no qual é cedido um equipamento

(normalmente um veículo), sob a forma de aluguer, mediante o pagamento de uma

renda mensal. Até ao final do contrato, o equipamento é da propriedade da empresa

locadora, contudo, o locatário é obrigado a comprar o equipamento.

Contas Correntes Caucionadas – contas nas quais o banco coloca à disposição um certo

capital para cobrir as necessidades pontuais de financiamento das empresas, mesmo

sem saldo na conta. Pagam-se juros pela parte do capital utilizado e uma pequena

comissão sobre o saldo remanescente. Chamam-se caucionadas pois o banco detém

uma caução no seu valor parcial ou total (normalmente um depósito ou aplicação

financeira dos sócios ou familiares).

Descobertos Bancários Autorizados – resulta do acordo prévio entre o cliente e o

banco, onde se estipula um limite para o descoberto (à semelhança dos créditos), uma

taxa de juro e o período de vigência do saldo a descoberto. Este sistema permite às

empresas que mantenham saldos da sua conta bancária negativos até certo limite

mediante o pagamento de juros. É um sistema simples e fácil de gestão de tesouraria

da empresa que tem como principal desvantagem o custo, já que as taxas aqui

aplicadas são, no mínimo, o dobro das dos restantes produtos financeiros.

Empréstimos Bancários – o banco disponibiliza a totalidade da quantia contratada, em

troca, do pagamento de juros desde a sua concessão, sendo uma modalidade

adequada para financiar investimentos a longo-prazo (máquinas, imóveis, veículos). Os

empréstimos normalmente só são autorizados mediante a apresentação de uma

garantia real ou da existência de um fiador, isto é, o banco tem que garantir que, caso

o beneficiário do empréstimo não cumpra com as suas obrigações, haverá outras

formas do banco reaver o dinheiro emprestado.


Leasing – semelhante ao ALD, este é um instrumento de financiamento de ativos fixos

a médio/longo-prazo. Consiste num contrato em que se aluga um bem por prestações

com a opção final de compra, mediante o pagamento do valor residual do bem

contratado, sendo que a propriedade só se transfere para a empresa no final do

contrato, pelo que são financiamentos com mais garantia para o financiador (o banco).

Esta forma de financiamento possibilita a antecipação total do contrato ou cessão de

posição contratual do mesmo, e oferece ainda benefícios fiscais para as empresas.

Renting – é geralmente utilizado para financiar a aquisição de viaturas, mediante o

pagamento de uma renda mensal, por um período e quilometragem prédeterminados.

Este instrumento tem incluído algumas prestações de serviços

inerentes à utilização/desgaste do equipamento, como por exemplo: manutenção da

viatura e avarias, substituição de pneus, gestão de impostos e seguro e Inspeção

Periódica Obrigatória. Esta forma é frequentemente utilizada para minimizar os

encargos iniciais da atividade.

‣ FORMAS ALTERNATIVAS

As necessidades específicas das PME, os constrangimentos das formas tradicionais de

financiamento e, consequentemente, a necessidade de encontrar formas de

financiamento alternativas, têm levado ao aparecimento de alguns mecanismos

financeiros de financiamento às empresas, com características distintas daqueles que

são mais usuais utilizar.

Business Angels – são empreendedores de sucesso com meios económicos, que

investem o seu dinheiro e know-how em start-ups e empresas existentes com alto

potencial de crescimento, em troca de uma parte do capital do negócio. Tipicamente,

os business angels cedem capital a empresa emergentes, cuja dimensão é ainda muito

pequena para atraírem capital de risco, assumindo-se, atualmente, como

intervenientes indispensáveis no processo de financiamento de novas iniciativas

empresariais. Por outro lado, tendem a desempenhar um papel de grande colaboração

com o empresário, contribuindo com a sua experiência.

Capital de Risco – consiste no financiamento pela via de participação temporária e

minoritária, de uma Sociedade de Capital de Risco (SCR) no capital social da empresa.

O capital de risco não exige o tradicional pagamento de encargos financeiros, nem

contrapartidas sob a forma de garantias reais ou pessoais para os empresários. O que

há é uma entrada de dinheiro em que a rentabilidade dos investidores depende

exclusivamente da probabilidade de sucesso e insucesso da empresa.

Este sistema está muito vocacionado para negócios inovadores, de base tecnológica e

de elevada rentabilidade. Também às empresas que pretendam expandir o seu

mercado e/ou em que se perspetiva um crescimento rápido do negócio.


O empreendedor deverá abordar a SCR como um futuro sócio, baseando a relação na

honestidade, veracidade e confiança mútua. Caso o negócio se concretize e a SCR

participe no capital social, esta nomeia o representante que acompanhará a empresa,

como orientador da evolução do negócio, contribuindo para a sua gestão e decisões

importantes.

O capital de risco assenta essencialmente em 3 grandes pilares: é minoritário, é

temporário e é empenhado. Este tipo de capital não assegura remuneração ao

financiador, mas estabelece condições de entrada e de saída do financiamento.

Segmentos do Capital de Risco:





Capital Semente (Seed Capital) – destina-se a desenvolver o conceito de

negócio, por exemplo: elaboração de um plano de negócios, protótipos, etc.

Este tipo de financiamento é de risco elevado, por isso tem uma taxa de

retorno elevado;

Capital de Arranque – este tipo de financiamento visa o apoio ao arranque de

novas empresas;

Capital de Desenvolvimento – apoio à expansão da empresa, auxilia o

crescimento de uma empresa já estabelecida e concede apoio a situações de

aquisição do controlo da empresa;

Capital de Substituição – permite que os atuais acionistas/sócios sejam

substituídos pela SRC, isto é, verifica-se a substituição de acionistas no capital

da empresa. Assume um nível de risco baixo e por isso o retorno é baixo.

Crowdfunding – sistema de financiamento colaborativo, é uma prática relativamente

recente e é já transversal a várias áreas de atividade em Portugal. Para aceder, os

empreendedores devem inscrever os seus projetos numa plataforma online de

crowdfunding e fazer o seu pedido de financiamento. O público interessado no projeto

pode aceder à plataforma e fazer a sua contribuição em dinheiro. No caso de

conseguirem garantir 100% do financiamento pedido, no prazo de tempo definido, os

empreendedores podem atribuir recompensas aos seus investidores. Caso não

consigam, os fundos serão devolvidos. As redes sociais são veículos privilegiados de

disseminação dos projetos, bem como as plataformas que surgem para conciliar

projetos com financiadores, ou seja, com o público em geral. Temos o exemplo da

RAIZE, uma plataforma portuguesa online em que milhares de pessoas emprestam

dinheiro a micro e pequenas empresas. O conceito designa-se por “crowdfunding de

crédito” e permite às empresas pedir dinheiro a milhares de pessoas (anónimas) que

emprestam um pouco cada uma, ao invés de recorrer ao tradicional empréstimo

bancário. Qualquer pessoa, com apenas 50€, pode investir, obtendo em troca os juros

que, de outra forma, iriam para os bancos.

A RAIZE faz o mesmo tipo de análise que os bancos tradicionais fazem antes de

concederem um empréstimo. Em média, só cerca de 10 a 15% das empresas são


aprovadas para a obtenção de financiamento, sendo que cada empresa recebe uma

“Classificação de Risco” em que a melhor é A (ou juros mais baixos) e B e C possuem

juros mais altos, dado o maior risco de incumprimento.

As empresas são obrigadas a dar garantias para o empréstimo, à semelhança do que

sucede com os bancos. Os juros e a amortização do empréstimo são mensais e caem

na conta da plataforma (do investidor).

Este tipo de plataformas de crowdfunding é tão recente que ainda tem muito pouca

legislação e é necessário ter noção de que o capital não é garantido e que se corre o

risco de perder dinheiro, sendo que é este fator que permite ter juros mais altos.

Garantias Mútuas – sistema vocacionado para as PME que visa promover a melhoria

das condições de financiamento, impulsionar o investimento, desenvolvimento,

reestruturação e internacionalização empresarial, fundamentalmente, através da

prestação de garantias financeiras que facilitem a obtenção de crédito em condições

de preço, prazo e contragarantias adequados aos seus investimentos.

As Sociedades de Garantia Mútua (SGM) podem prestar garantias em todas as

operações em que o sistema financeiro as solicite às empresas/empresário, libertandoo

da constituição das correspondentes garantias reais ou pessoais, nomeadamente:

a. Garantias a Empréstimos: ao trabalhar com prazos de financiamento

adequados às necessidades, permite às empresas mutualistas equilibrar e

adequar a sua estrutura financeira, em condições preferenciais de taxa de juro,

comissões e plano de amortização. O valor a garantir poderá atingir um

montante até 75% do capital do financiamento. As garantias a empréstimos

incidem sobre créditos de curto, médio ou longo-prazo, leasings, linhas

garantidas e operações FINICIA, designadas mais adiante.

b. Protocolos com Instituições Financeiras e Linhas Garantidas: as SGM têm vindo

a celebrar protocolos com os principais bancos nacionais. Esses protocolos

destinam-se a favorecer a rapidez na realização das operações de crédito,

assim como estabelecer limites do spread a praticar pelo banco financiador.

Microcrédito – pequeno empréstimo bancário, destinado a apoiar pessoas que têm

dificuldades em aceder ao crédito bancário tradicional, mas que pretendem

desenvolver uma atividade económica por conta própria criando, assim, o seu próprio

emprego. Essa atividade deve ser capaz de gerar um excedente de rendimento e

garantir o reembolso do capital emprestado.

Em Portugal este sistema foi implementado pela Associação Nacional de Direito ao

Crédito (ANDC), sendo que, atualmente existe um conjunto de entidades que

disponibilizam soluções de microcrédito para financiamento de projetos de reduzida

dimensão. Estas entidades têm uma natureza diversificada, desde instituições não-


ancárias, como institutos públicos, associações sem fins lucrativos, cooperativas, que

em seguida se apresentam, a instituições bancárias.

a. ANDC: O valor mínimo do empréstimo é 1.000 euros e o valor máximo é 12.500

euros, para o primeiro ano do negócio, período a partir do qual o candidato

poderá solicitar um reforço adicional de 2.500 euros, sujeito a análise. A partir

de 5.000 euros o empréstimo é disponibilizado em mais de uma parcela, sendo

a calendarização feita segundo as prioridades do investimento apresentadas.

A concessão de microcrédito não é feita diretamente pela ANDC, mas através das

instituições de crédito com as quais tem protocolos, nomeadamente, com o

Millennium BCP, Caixa Geral de Depósitos, Novo Banco e Crédito Agrícola. A

Associação avalia o projeto apresentado, prepara a candidatura para o financiamento

bancário e acompanha o seu desenvolvimento.

A ANDC está credenciada como Entidade Prestadora de Apoio Técnico (EPAT),

reconhecida pelo IEFP, para os mecanismos de apoio à Criação do Próprio Emprego

(CPE), apoio à Criação de Empresas (Microinvest e Invest+) e Investe Jovem.

O IEFP financia a ANDC em termos proporcionais ao número de contratos de

empréstimo celebrados.

b. Sociedades Financeiras de Microcrédito (SFM): realizam operações de

concessão de crédito de montantes reduzidos para desenvolver uma atividade

económica, prestando aconselhamento e acompanhamento dos respetivos

projetos. As operações visam o financiamento de pequenos projetos

empresariais (até 25.000 euros) suscetíveis de criar ou manter postos de

trabalho de forma sustentável, nomeadamente o autoemprego, promovidos

por indivíduos cujo perfil lhes dificulta o acesso ao mercado de crédito

tradicional.

c. Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP): instituto público, que tem

como missão promover a criação e a qualidade do emprego e combater o

desemprego. O IEFP possui um Programa de Apoio ao Desenvolvimento da

Economia Social (PADES), que permite o acesso a programas específicos de

desenvolvimento das suas atividades de natureza social e solidária às entidades

da economia social sem fins lucrativos. Deste programa faz parte o Programa

Nacional de Microcrédito, que tem como destinatários todos aqueles que

tenham especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho e estejam em

risco de exclusão social, possuam uma ideia de negócio e perfil empreendedor,

e formulem e apresentem projetos viáveis de criação de postos de trabalho.

Cabe à Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) a

coordenação e o acompanhamento deste programa, em articulação com o


IEFP, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) e à

Inovação e a Direcção-Geral de Tesouro e Finanças.

O IEFP dinamiza também as linhas de crédito Microinvest e Invest+ que têm como

objetivo a criação de empresas de pequena dimensão que originem a criação de

emprego. Têm como destinatários as pessoas inscritas nos centros de emprego numa

das seguintes situações:






Desempregados inscritos há menos de 9 meses em situação de desemprego

involuntário;

Inscritos há mais de 9 meses, independentemente do motivo da inscrição;

Jovens à procura de primeiro emprego com idade entre 18 e 35 anos (ensino

secundário completo ou nível 3 de qualificação);

Quem nunca tenha exercido atividade profissional por conta própria ou por

conta de outrem;

Trabalhador independente com rendimento médio mensal inferior à

retribuição mínima mensal garantida.

Condições das linhas de crédito:

LINHA DE

CRÉDITO

Investimento

Montantes Máximos

Financiamento

Prazos

Taxas de Juro

MICROINVEST


que, por sua vez, é contra garantida, em regra em 75% do valor da garantia,

pelo Fundo de Contragarantia Mútuo (FCGM).

Além das linhas de microcrédito protocoladas, o IEFP ainda disponibiliza:




Apoios diretos à contratação de colaboradores (programas Estímulo Emprego,

Incentivo Emprego, ambos sustentados na dispensa de contribuições sociais

durante um período inicial de contratação sem termo);

Apoios à contratação de jovens estagiários (programa estágios-emprego);

Apoios à criação do próprio emprego por beneficiários de prestações de

desemprego, medida que consiste na atribuição de apoios a projetos de

emprego, através da antecipação das prestações de desemprego, desde que os

mesmos assegurem o emprego, a tempo inteiro, dos promotores subsidiados;

e. Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI): através do seu

programa FINICIA, parte integrante do Programa +E+I (Programa Estratégico

para o Empreendedorismo e a Inovação, do Ministério da Economia), facilita o

acesso a soluções de financiamento e assistência técnica na criação de

empresas, ou empresas em fase de arranque, com projetos empresariais

diferenciadores ou com potencial de valorização económica.

No que diz respeito aos incentivos reembolsáveis disponibilizados pelo IAPMEI,

importa Destacar:


SI Empreendedorismo Qualificado e Criativo – destina-se a PME’s com

menos de 2 anos, com projetos em setores com fortes dinâmicas de

crescimento, incluindo os integrados em indústrias criativas e culturais,

e/ou setores com maior intensidade de tecnologia e conhecimento ou

de I&D na produção de novos bens e serviços. São portanto apoiadas

atividades de elevado valor acrescentado, dotadas de recursos

humanos qualificados.

Incentivo: Incentivo Reembolsável (I.R.) entre 30 e 75%.

Condições de Reembolso: Prestações Semestrais, 8 anos com 2 de

carência (sem juros).


SI Inovação Produtiva – visa promover a inovação empresarial através

das tipologias Inovação Produtiva PME e Inovação Produtiva Não PME.

Em ambos os casos são suscetíveis de apoio projetos para: produção de

novos bens e serviços ou melhorias significativas da produção atual

através da transferência e aplicação de conhecimento; adoção de novos

ou significativamente melhorados processos ou métodos de fabrico.

Consideram-se enquadráveis os investimentos de natureza inovadora

que se traduzam na produção de bens e serviços transacionáveis e

internacionalizáveis e com elevado nível de incorporação nacional, que

correspondam a um investimento inicial.


Incentivo: Incentivo Reembolsável (I.R.) entre 30 e 75%.

Limites: Existem limites que deverão ser consultados no RECI e no Aviso

a que o promotor apresenta candidatura.

Condições de Reembolso: Prestações Semestrais, 8 anos com 2 de

carência (sem juros).

Para garantir o acesso aos meios financeiros, o Estado, através do IAPMEI, partilha o

risco destas operações com Sociedades de Capital de Risco (SCR), Instituições

Bancárias, Sociedades de Garantia Mútua (SGM) e Business Angels.

Do lado do crédito, o Programa FINICIA dinamiza o acesso às linhas disponibilizadas

pelas principais instituições de crédito a operar em Portugal, da seguinte forma:




Com garantia a 75% das SGM, linha de microcrédito que cobre 100% de

financiamento dos projetos, até um montante máximo de 25.000€, sem

entrada, com maturidade de 3 anos e spreads até 5,25%;

Também com garantia a 75%, projetos de early stage, entre 25.000€ e

200.000€, em que os promotores investem no mínimo 10.000 euros de capital,

com maturidades entre 3 e 5 anos, até 6 meses de carência e spreads

superiores a 7%;

Fundos municipais, envolvendo diversas câmaras municipais, bancos parceiros

e associações empresariais, com montantes de financiamento máximos de

45.000€, maturidades entre 3 e 6 anos, spreads inferiores a 5,25% com

cobertura entre 85 e 100% do capital necessário, sendo o empréstimo

garantido a 80% por uma sociedade de garantia mútua e os restantes 20% por

um município protocolado.

O Programa FINICIA possui uma rede de parceiros financeiros, sendo eles: Norgarante,

Garval, Lisgarante e Agrogarante, Sociedades de Garantia Mútua com intervenção

definida por zona geográfica. No entanto, o programa dispõe ainda parcerias a nível de

bancos, que apresentam soluções de microcrédito e early stage - Banco BPI, Montepio,

Novo Banco, Santander Totta e Bankinter.

f. Associação Microcrédito Portugal (MICRE): uma associação sem fins lucrativos,

que desenvolve projetos na área do microcrédito e empreendedorismo em

Portugal e em países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa

(CPLP). O objetivo da MICRE é o de fomentar o acesso ao microcrédito (até

20.000€) a desempregados, pessoas à procura do primeiro emprego, pequenos

empresários e pessoas que vivem na pobreza e cuja condição impede o acesso

a bancos e aos meios tradicionais de financiamento, por não possuírem bens

que possam oferecer em garantia e/ou histórico de créditos.

g. Banco de Inovação Social (BIS): é uma plataforma dinamizada pela Santa Casa

da Misericórdia de Lisboa que agrega um conjunto de 27 parceiros, instituições,


entidades do terceiro setor e empresas que desempenham um papel de relevo

no apoio à inovação social e ao empreendedorismo de cariz social. Destina-se a

projetos/negócios apresentados por pessoas em situação de desemprego,

emprego precário ou à procura do primeiro emprego. Estes projetos devem

prever a criação do emprego do seu promotor; negócios que apresentam uma

resposta inovadora a uma das quatro necessidades sociais identificadas como

prioritárias: criação de emprego; promoção do envelhecimento ático; combate

ao desperdício; e combate ao abandono escolar. Os apoios podem ser de

diferente natureza e terão em conta as necessidades de cada projeto: apoio

técnico, financeiro, jurídico ou logístico.

Prémios e Concursos Empresariais – concursos promovidos tanto a nível nacional

como internacional, destinados a ideias, projetos e/ou PME.

Plataforma Planet of Finance

Planet of Finance é uma plataforma que liga investidores e oportunidades de

investimento. Presente em 63 países e com ativos que representam mais de 13 biliões

de dólares, a Planet of Finance tem a partir de agora representação em Portugal.

O fundador Olivier Collombin explica que “a plataforma se abriu aos investidores

privados no último ano e até agora temos um mil milhão de pedidos de códigos” de

atendimento.

O principal objetivo desta plataforma passa por ser um intermediário na transição

entre a banca tradicional e o digital. Estão conectados na plataforma a diversos países,

mas também presentes localmente com Nuno Rocha, representante em Portugal.

Antes do Planet of Finance não existia forma de os investidores privados encontrarem

um bom serviço que comparasse as opções, agora há uma forma de selecionar o

operador financeiro online antes de dar o primeiro passo que é o de entrar em

contacto. É possível na plataforma ver o que está a acontecer com as criptomoedas,

com a blockchain, entre outros, porque por trás desta tendência há uma visão.

Para Collombin, a educação financeira é muito importante. Foram escritos e-books

sobre novas tendências sobre negócios e investimento, mas que são facilmente

compreendidos por pessoas não especializadas no assunto, sendo possível fazer o

download destes suportes na plataforma. Para complementar essa informação, estão

ainda à disposição algumas recomendações sobre quem são os profissionais e quem

são as instituições que o podem ajudar a começar a investir.

Sistemas de Incentivos

São instrumentos da política económica que definem condições de elegibilidade e

formatos de financiamento do investimento das empresas. Os sistemas de incentivos


estão catalogados em programas de competitividade e programas regionais, e têm

como objetivo apoiar a economia, nomeadamente através do tecido empresarial,

contrariando a disparidade de desenvolvimento regional no espaço europeu e

ativando os fatores de competitividade.

No entanto, os incentivos devem ser vistos como uma ajuda e nunca como a base para

iniciar o negócio. Na fase de implementação da empresa é necessário obter

financiamento a partir dos próprios meios, dado que o dinheiro do incentivo só será

atribuído, quando já tiverem sido efetuados alguns investimentos.

Grande parte dos incentivos chega de três diferentes programas:

‣ Incentivos Reembolsáveis – empréstimos com ou sem juros que poderão

usufruir de perdão de dívida parcial ou total. Exemplos: SI Empreendedorismo

Qualificado e Criativo e FINICIA – referidos anteriormente (ambos do IAPMEI);

‣ Incentivos Não-Reembolsáveis – os denominados incentivos a fundo perdido.

Exemplos: SI2E, Vale Indústria 4.0 e Vale Incubação (ambos do IAPMEI);

‣ Outros Incentivos Financeiros – diminuição das taxas de juro de empréstimos e

créditos destinados à atividade empresarial. Exemplos: linhas de crédito

Microinvest e Invest+, que também já foram referidas.

No âmbito dos incentivos não reembolsáveis, que não foram já abordados, importa

destacar:

SI2E Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego foi lançado no

contexto dos apoios do Portugal 2020 com o principal objetivo de promover o

empreendedorismo e a criação de emprego. Na Região do Norte, é implementado com

verbas do NORTE 2020, através do FEDER e do FSE, e gerido por Grupos de Ação Local,

Comunidades Intermunicipais e Área Metropolitana do Porto. Tem como destinatários

micro e pequenas empresas, incluindo entidades que exerçam uma atividade artesanal

ou outras atividades a título individual ou familiar, sociedades de pessoas ou

associações que exerçam regularmente uma atividade económica.

Incentivo não reembolsável;

Apoio entre 30% e 40% do investimento dependo da localização, sendo que este valor

pode ser majorado em 20% dependendo do aviso de abertura;

Apoio por posto de trabalho criado: até 15 meses (ou 18 meses para territórios baixa

densidade). Limite por mês: 1 IAS.


Entidades de referência da região (Contactos úteis)

AEPVZ - Associação Empresarial da Póvoa de Varzim

Promotora do projeto Póvoa de Varzim Empreendedora.

Sede: Praça do Almada, 26/27, 4490-438, Póvoa de Varzim

Telefone: 252 624 661 / 252 626 067

E-mail: geral@aepvz.pt

Site:

www.aepvz.pt

IAPMEI — Agência para a Competitividade e Inovação, I. P.

Organismo público, que entre os seus domínios de intervenção tem a promoção do

empreendedorismo, da inovação e da eficiência coletiva, através de estímulo à criação

de novos negócios com potencial inovador, à valorização económica do conhecimento,

entre outras ações empresariais.

Sede:

Rua dos Salazares, 842 4100-442 Porto

Telefone/fax: 226 152 000 / 226 152 022

E-mail:

Site:

info@iapmei.pt

www.iapmei.pt

IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional

Entidade que promove um conjunto de instrumentos de promoção do

empreendedorismo através de apoios à criação de empresas e do próprio emprego, no

âmbito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego e

no âmbito do programa Investe Jovem.

Sede:

Av. Vasco da Gama - Edif. Coimbra I - R/ch, 4490-410 Póvoa de Varzim

Telefone/fax: 252 219 600 / 252 219 637

E-mail:

Site:

ce.povoavarzim@iefp.pt

www.iefp.pt

BIC Porto – NET, Novas Empresas e Tecnologias

A NET - BIC do Porto tem por missão fomentar a criação de negócios de características

inovadoras, com grande potencial de crescimento e elevada taxa de sucesso, através da

promoção do lançamento de micro e pequenas empresas e a modernização de PME's já

existentes. A sua área de influência circunscreve-se à Região Norte.

Sede:

Rua de Salazares, 842 - 4149-002 Porto

Telefone: 225 322 000

E-mail:

net@net-sa.pt

Site:

www.net-sa.pt

Vila do Conde 2020 – Centro Municipal da Juventude


Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo, às Empresas e Formação

Sede:

Av. Júlio Graça, Vila do Conde

Telefone 252 646 613 / 252 645 579

E-mail: viladoconde2020@cm-viladoconde.pt

Site:

www.viladoconde2020.pt

Associação Portuguesa de Business Angels

A missão da APBA é de fomentar o desenvolvimento e o investimento em early stage

em Portugal de modo a desenvolver o espírito de empreendedorismo e de contribuir

para o crescimento de uma economia sustentada e inovadora.

Sede: Rua Duque de Palmela, 2 - 4º Esq. 1250-098 Lisboa

Telefone: 969 160 325 / 213 147 948

E-mail:

Site:

apba@apba.pt / lurdesgramaxo@apba.pt

www.apba.pt

Invicta Angels – Associação de Business Angels do Porto

Tem como objectivo promover uma rede de Business Angels, com incidência nas regiões

norte e centro do país, e especial foco no Arco Metropolitano do Porto e "eixo" Aveiro-

Porto-Braga/Guimarães e Vila Real.

Sede: Rua José Joaquim Gomes da Silva 45, Matosinhos

Telefone: 229 397 062

E-mail:

Site:

geral@invictaangels.pt

www.invictaangels.pt


Documentos Úteis

Guia do Empreendedor. Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, disponível em

http://www.cm-pvarzim.pt/areas-de-atividade/investemais/guia-do-empreendedor

Guia de Apoio ao Investimento em Vila do Conde. Câmara Municipal de Vila do

Conde, 2014, disponível em

http://elevaroseunegocio.pt/images/recursos/guia_de_apoio_ao_investimento.pdf

Manual de Apoio - Sistema Integrado de Apoio às Empresas (SIAE) – Município Vila

do Conde. Câmara Municipal de Vila do Conde, disponível em http://www.cmviladoconde.pt/uploads/document/file/690/58951.pdf

Criar e consolidar empresas (g)locais passo a passo. Glocal - Empresas locais,

orientação global, 2011, disponível em https://

www.iapmei.pt/getattachment/PRODUTOS-E-SERVICOS/Empreendedorismo-

Inovacao/Empreendedorismo/Guias-e-Manuais-de-

Apoio/CriarConsolidarPassoaPasso.pdf.aspx?lang=pt-PT

Manual do Empreendedor. IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P.,

Abril 2016, disponível em https://www.iapmei.pt/PRODUTOS-E-

SERVICOS/Empreendedorismo-Inovacao/Empreendedorismo/Documentos-

Financiamento/ManualdoEmpreendedor.aspx

Guia Prático do Empreendedor. IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação,

I.P., Abril 2016, disponível em https://www.iapmei.pt/getattachment/PRODUTOS-E-

SERVICOS/Empreendedorismo-Inovacao/Empreendedorismo/Guias-e-Manuais-de-

Apoio/GuiaEmpreendedor.pdf.aspx?lang=pt-PT

Guia de Boas Práticas de Empreendedorismo e Criatividade. ASSIMAGRA – Associação

Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins, 2017, disponível em

http://www.geostrategia.pt/protected/wp-content/uploads/2015/04/GUIA-

EMPREENDEDORISMOpdf.pdf

Como elaborar um plano de negócios - Guia explicativo. IAPMEI – Agência para a

Competitividade e Inovação, I.P., Abril 2016, disponível em

https://www.iapmei.pt/getattachment/PRODUTOS-E-SERVICOS/Empreendedorismo-

Inovacao/Empreendedorismo/Guias-e-Manuais-de-

Apoio/ComoElaborarPlanodeNegocio-(5).pdf.aspx?lang=pt-PT

Dossier do empreendedor – Projecto Promoção do Empreendedorismo Imigrante.

ACIDI – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P., 2014,

disponível

em


http://www.acm.gov.pt/documents/10181/27766/Dossier_do_Empreendedor_compl

eto.pdf/b64e0c8a-8755-45ea-93ef-6fc3d3269505

As redes sociais no sucesso das empresas. AICEP Portugal Global, 2016, disponível em

http://portugalglobal.pt/PT/RevistaPortugalglobal/2016/Documents/Portugalglobal_n

91.pdf


Bibliografia

Cristina Coelho, M. B. (2011). Criar e Consolidar Empresas (g)locais - Passo a passo.

Obtido de IAPMEI: www.iapmei.pt

Guia do Empreendedor. (s.d.). Obtido de Inovar no Presente, Garantir no Futuro:

www.cm-pvarzim.pt

Guia prático do Empreendedor. (Abril de 2016). Obtido de IAPMEI: www.iapmei.pt

Inovar no Presente, Garantir no Futuro . (s.d.). Obtido de Vantagens de investir na

Póvoa de Varzim: www.cm-pvarzim.pt

Manual do Empreendedor . (Abril de 2016). Obtido de IAPMEI: www.Iapmei.pt

Minerais, A. R. (s.d.). Guia de boas práticas de Empreendedorismo e Criatividade.

Obtido de Geostretegia: www.geostrategia.pt

Portuguesa, A. I. (Junho de 2014). Novas Soluções de Microfinanciamento para a

Inovação. Obtido de Câmara Municipal de Albufeira: www.cm-albufeira.pt

Sites visitados

Câmara Municipal Póvoa de Varzim – www.cm-pvarzim.pt

Câmara Municipal Vila do Conde - www.cm-viladoconde.pt

PorData- www.pordata.pt

Instituto Nacional de Estatística – www.ine.pt

IEFP – www.iefp.pt

IAPMEI – www.iapmei.pt

Aicep, Portugal Global – www.portugalglobal.pt

FNABA- www.fnaba.org

Norte 2020 - http://www.norte2020.pt/

Alto Comissariado para as Migrações – www.acm.gov.pt

Geostrategia – www.geostrategia.pt

Jornal Económico (notícia sobre o Planet of Finance)

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/planet-of-finance-a-plataforma-quequer-conquistar-os-investidores-portugueses-311596

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