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Página 2 A VOZ DO VALE De 7 a 13 de julho de 2019

José Carlos Santos Peres

E AMANHÃ?

O prefeito inaugurou uma série de obras na última

semana, a maioria delas pensada e desenvolvida pelos

gestores que lhe antecederam. Até o processo de municipalização

do horto entrou no pacote.

A questão não é a de tirar os méritos do atual mandatário,

mas sim ressaltar a condição de continuidade

administrativa que garante as conquistas.

Poio Novaes também ajudou a cortar fitas de obras

importantes, iniciadas na administração Barchetti que, por

sua vez, também inaugurou obras do governo anterior. É

assim que a nave navega. Bom mesmo quando os mandatários

dividem paternidades... Questão de justiça.

É a roda-contínua de uma administração pública.

Deve-se observar que a maioria dos empreendimentos

decorre de uma concepção do governo estadual, e em

menor número, do governo federal.

Investimento municipal, sem contrapartida de outras

esferas dos governos, é caso raro. O município não tem

recursos para ir além do fluxo rotineiro do Caixa; mal faz

para o custeio e pequenas intervenções rotineiras.

Daí a importância das administrações procurarem

manter o andamento das obras, proporcionar sequência

sem se ater a vaidades ou interesses políticos. Mesmo

que um administrador público não disponibilize um prego,

faz bem em não atrapalhar.

Até o final de sua gestão Jô Silvestre pode entregar à

população outras obras importantes como o AME (Brabância)

– Ambulatório Médico de Especialidades – e o

Arenão, no Parque Fernando Pimentel, pelo menos em

estágio avançado.

É preciso destacar, em nome da verdade, que houve

empenho do prefeito em colocar alguns instrumentos

urbanos em funcionamento, casos das lanchonetes no

horto e no Camping e a chamada Praça da Alimentação.

O que preocupa é o outro lado da questão: finalizadas

as obras em andamento - as que vieram do passado -,

pouco restará ao próximo Executivo, que até poderá ser

ele mesmo, a ser entregue à população a partir de 2020.

O prefeito deve pensar, no pouco tempo que lhe resta

como mandatário, em também construir estruturas para

que o processo de continuidade administrativa, em relação a

movimentação de obras, não sofra solução de continuidade.

MEMÓRIA

1955 – TORNEIO RIO/SÃO PAULO

PORTUGUESA – 2 x PALMEIRAS - 0

Local:Pacaembu

Árbitro: Mário Vianna (RJ)

Público estimado: 40.000 pagantes

PORTUGUESA (campeã): Cabeção; Nena, Floriano,

Djalma Santos, Brandãozinho, Zinho, Julinho

Botelho, Ipojucan, Aírton, Edmur e Ortega.

Técnico: Délio Neves

PALMEIRAS: Laércio; Manoelito, Mário, Belmiro,

Valdemar Carabina, Gérsio, Renato, Humberto,

Nei, Ivan e Rodrigues.

Técnico: Cláudio Cardoso

Gols: Julinho Botelho e Ipojucan

1957 – TORNEIO RIO/SÃO PAULO

FLUMINENSE (campeão) – 3 x Portuguesa - 1

Local: Pacaembu

Árbitro: Eunápio de Queiroz

Público: 10.287 pagantes

PORTUGUESA: Cabeção; Djalma Santos e Beiço

(Mário Ferreira); Julião, Orlando e Hermínio; Amaral,

Didi (Ipojucã), Liminha, Zezinho (Nelsinho) e Edmar.

Técnico: Mauricio Cardoso.

FLUMINENSE: Vítor Gonzalez; Cacá e Roberto

(Beto); Ivan, Clóvis e Altair; Telê, Robson, Waldo,

Jair Francisco (Léo) e Escurinho (Djair).

Técnico: Silvio Pirilo.

Gols do Flu: Waldo, 2 e Leo.

Gol da Portuguesa: Liminha

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César, Holambra II, Iaras, Itaí, Itatinga e Paranapanema.

José Carlos Santos Peres

JULHO EM FOCO

Berço cultural, em todos os sentidos. Neste mês,

mais precisamente neste domingo, 14, os franceses

comemoram a Queda da Bastilha, símbolo da

vitória da Revolução Francesa, em 1789. Fim da

monarquia e instalação da Primeira República.

Também em julho, no dia 4 do ano 1776, tivemos

a Declaração da Independência americana e

o advento do regime republicano.

O interessante no arcabouço republicano reside

na separação dos poderes: Executivo, Legislativo

e Judiciário.

Cada instância com os seus afazeres, com as

suas obrigações. Independência total entre eles,

e harmonia para o bom funcionamento, na salvaguarda

das necessidades do País.

Igual no Brasil, com a sua República Federativa.

Só que não!

O leitor, por acaso, enxerga independência

nos três poderes da república brasileira? Ora, estamos

vivendo a semana da aprovação da reforma

previdenciária. E nos últimos meses, juízes

da Alta Corte discursavam pedindo pela aprovação

da Reforma, e o Executivo, por sua vez, liberando

milhões e mais milhões aos políticos numa

inacreditável troca de favores.

No Brasil o Legislativo é um braço estendido do

Executivo. Um deputado vota a favor ou contra alguma

medida se seus interesses forem atendidos.

A importância da lei em discussão, do reflexo da

medida na vida do cidadão não conta.

O Executivo, isso em qualquer instância administrativa,

age em parceria com o Legislativo. Assim,

são distribuídos os chamados cargos de confiança.

Há uma troca descarada de favores. Em consequência,

um vereador, por exemplo, não fiscaliza o

prefeito “porque tem o rabo preso”.

O nosso julho, com a chamada Reforma da Previdência

que envolveu os três poderes no mesmo

prato de uma balança, não é igual ao julho de

americanos e franceses. Na Europa e na América

a Democracia sobrevive graças a independência

dos poderes. Aqui é tudo junto e misturado. E nem

sempre a mistura prima pela melhor composição.

José Carlos Santos Peres

FUTEBOL DE VOLTA

Até que enfim, o futebol voltou. Chato passar a

semana sem um joguinho, pelo menos. Passamos

agora a contar com o Brasileirão, a Copa do Brasil

e a Libertadores. Fortes emoções pela frente.

E daqui a pouco, início da champions.

Quem se deu bem na Copa do Brasil foi o Cruzeiro,

com o surpreendente placar de 3 a zero diante do

Atlético Mineiro. Não deixará passar a oportunidade

de sacramentar a classificação, que o time é bom e

está familiarizado com esse esquema de mata-mata.

O Palmeiras poderia ter feito um placar maior diante

do Internacional, teve o jogo nas mãos, mas faltou

maior poder de decisão na hora de puxar os contra-

-ataques e matar o jogo. De qualquer maneira, louvável

a participação do sistema defensivo alviverde.

O Atlético do Paraná jogou mais, criou mais e

acabou desperdiçando a chance de vitória do Flamengo.

Agora decide no Rio, onde o time carioca

melhor produz.

O São Paulo, desta vez, garante aos seus torcedores

que Anthony fica. Mas deixa em aberta a

possibilidade de conversar, se aparecer uma oferta

na casa dos 80 milhões de Reais. Parece que

Guardiola viu o garoto jogar e gostou.

Vale o mesmo para o Cebolinha, do Grêmio .

O time gaúcho aceitar conversar, a partir de uma

oferta de 80 milhões. E o City, do Guardiola, estaria

disposto a bancar.

Difícil para o futebol brasileiro segurar suas promessas

por muito tempo. O Anthony é bom jogador,

com a ótima característica de verticalizar o

jogo e fazer infiltrações. Mas ainda é uma aposta.

Aposta de 80 milhões de Reais.

José Carlos Santos Peres

O GAIATO

Outro dia – disse Frederico Pacheco, em gravação

da Polícia Federal – eu tava aqui pensando,

acordei às 0h30: o que eu tô fazendo? O que eu

tenho com isso? Eu não trabalho para o Aécio, não

sou funcionário público. Eu sou empresário que trabalha

pra caralho. O que eu ganho com isso? Veja

só onde eu estou me metendo!”.

O leitor deve se lembrar do diálogo envolvendo

Aécio e Joesley quando o açougueiro recebe o pedido

de dois milhões de Reais do senador, e ambos

montam a logística da entrega. O empresário então

escala Ricardo Saud e o senador, por sua vez, nomeia

“um cara que a gente mata antes de fazer delação”.

É aí que entra de gaiato o pobre (?) do Fred.

Muy amigo o Aécio. Pachequinho teria feito

três viagens entre Minas Gerais e São Paulo

como carregador de malas. 500 paus em cada

uma de suas incursões. Para ganhar o quê? É ele

quem faz a pergunta. Rosca?

E ainda ficar com a fama de agente descartável,

desses que a gente (gente no caso, não somos

nós) confia, mas também pode jogar na lata do

lixo... Ou numa vala qualquer, mesmo que no sentido

figurado, que não fara falta alguma na paisagem

dos nossos – deles, claro - interesses.

Frederico, pelo que se deduz daquela sua fala,

ficou puto com o primo e, de tabela, até deu uma

estocada no seu interlocutor, o executivo Ricardo

Saud, o outro elemento da mala:

- “Sabe Ricardo, você trabalha para uma empresa,

tem razão de estar aqui fazendo esse papel.

Mas eu, cara? Eu só tenho a perder. Meu compromisso

com o Aécio é de lealdade, apenas”.

O Pachequinho deixou implícito ao Executivo da

carne: você faz parte dessa merda toda, esse modus

operandi é de sua obrigação... Mas eu? Como

diria o ditado português: não sou casado, não me

chamo Manuel, nem moro em Niterói.

Óbvio que inocente o Fred não é, porque sabia

muito bem o que havia naquelas malas e o papel

que estava desempenhando. Mas fica evidente que

no contexto o cara entrou de gaiato.

Papel de mula. Ou seria de burro, mesmo?

Ah, o Aécio foi reeleito, tem lá suas vantagens

que o cargo lhe propicia, no próprio PSDB há uma

corrente que defende a sua permanência no time.

E o Pachequinho... Bem esse ou desse já nem se

ouve mais falar. Deve estar remoendo suas tristes

lembranças. Caiu na vala comum, a do esquecimento.

Talvez, bom para ele.

José Carlos Santos Peres

UMA NOVA PRAÇA

A praça que fazia frente à Paróquia Nossa Senhora

de Fátima, no bairro Brabância, foi transformada em

amplo estacionamento e, também e principalmente,

como espaço propício à instalação de barracas, quando

de eventos festivos, como a tradicional Festa do Milho.

Como toda intervenção mais preponderante, quando

se trata de motivos urbanos, a polêmica se estabeleceu.

Há opiniões favoráveis e contrárias à ação feita

pelos dirigentes da Igreja.

Não vamos entrar na polêmica, por ora. Até porque

sobejam razões para ambos os lados da discussão.

Vamos, sim, propor uma saída que beneficiária a todos.

Pelo menos, essa é a premissa do articulista.

No caso, a prefeitura poderia entrar em acordo com

a Associação Avaré de Antigomobilismo (Aavant), que

opera, além de um amplo espaço coberto, uma área

externa, fronteiriça à Igreja, e promover adaptações no

local para, sem prejuízo as atividades da do Museu do

Automóvel, permitir o uso à população.

A área em questão acomoda, em dias de mostras,

os veículos dos expositores. Os espaços foram delimitados

para tanto. Poderiam permanecer como estão,

inclusive com o alambrado existente.

Em síntese a sugestão é a seguinte: a engenharia

pensaria na adaptação do local para servir o Museu e a

população. Bancos removíveis poderiam ser instalados;

iluminação bem dimensionada e pisos com mosaicos

caracterizando o conceito praça.

É isso: a praça já está lá. Se houvesse acordo entre

Aavant e a Prefeitura, poderíamos ter um local bonito,

acolhedor, seguro, sem prejuízo às atividades do Museu

e bastante salutar á vida comunitária.

Pensem nisso, senhores!

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