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Ano 26 - Edição 154 - Jun/Jul 2019

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evista

Sistema imunoensaio Point of Care

Ano 26 - Edição 154 - Jun/Jul 2019

Sistema imunoensaio Point of Care

editorial

Chegamos a 154ª edição da revista Newslab, preparada cuidadosamente para trazer a maior gama de

assuntos referentes ao setor de análises clínicas. Contamos com três artigos que abrangem diferentes e

igualmente importantes temas da área: o primeiro sobre a importância do exame de urina, que além de

simples e de baixo custo, é imprescindível para o diagnóstico de diversas doenças; o segundo artigo é

sobre o câncer do colo do útero e seus resultados laboratoriais; e o terceiro, da importância dos exames

de imagem no diagnóstico de aterosclerose e da autopsia para definições de caráter conclusivo acerca

da doença.

Além dos artigos científicos, seguimos com a seção de Diagnóstico por Imagem trazendo um caso

curioso do mundo da medicina: condição onde todos os órgãos do indivíduo assumem posição contrária.

Em Direito e Saúde trazemos a discussão sobre o caminho que a ANVISA tem trilhado para agilizar a

disponibilidade de produtos para saúde no Brasil. Na seção Lady News, um tema nostálgico e importantíssimo

ganha destaque: a microscopia e seu papel fundamental para as ciências da saúde. Em Radar

Científico, damos luz à um debate atual sobre a condição da sífilis no Brasil e os métodos diagnósticos

associados ao agravo. Por fim, mantemos a nossa coluna despojada e divertida de Analogias em Medicina,

desvendando o termo “Coluna de bambu”.

Tudo isso associado à uma importante agenda de eventos e as melhores inovações e soluções do

mercado de análises clínicas, reunindo as maiores empresas do ramo. Agradecemos à todos que colaboraram

com essa edição!

Boa leitura a todos!

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Expediente

Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Amanda Navarro | redação@newslab.com.br

Assessoria de Imprensa: | publicidade@newslab.com.br | Assinaturas: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues - 11 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Coordenação de Arte: HDesign - arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Vox Gráfica | Periodicidade: Bimestral

04

Ano 26 - Edição 154 - Jun/Jul 2019

DEN Editora - Revista NewsLab - Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

tel.: 11 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 74.310.962/0001-83 - Insc. Est.: 113.931.870.114 - ISSN 0104-8384

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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Bio Advance

Diagnósticos

Diversos Testes

SelexOn TM analisa mais de 30 tiras diferentes para diversos

Diversos Testes

testes de doenças cardíacas, câncer, tireóide e infecciosas.

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Cardíacos

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Diabetes

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Tireóide

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Normas de Publicação

para artigos e informes assinados

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para publicação de artigos, aos autores interessados.

Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo

as normas para publicação de artigos, aos autores

interessados. Caso precise de informações adicionais,

entre em contato com a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos educacionais,

resumos de teses etc. Os editores levarão em

consideração para publicação toda e qualquer contribuição

que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores. Os autores deverão informar

todo e qualquer conflito de interesse existente, em

particular aqueles de natureza financeira relativo a

companhias interessadas ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados com a

contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de

compromisso assinado por todos os autores, atestando

a originalidade do artigo, bem como a participação

de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português,

mas com Abstract detalhado em inglês. O Resumo

e o Abstract deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

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A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

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REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

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por e-mail, ordenados em título, nome e

sobrenomes completos dos autores e nome da

instituição onde o estudo foi realizado. Além disso,

o nome do autor correspondente, com endereço

completo fone/fax e e-mail também deverão constar.

Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos,

Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o

sobrenome do devido autor, seguido pelo ano da

publicação, segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência

citadas no texto devem vir listadas no fim, com o

sobrenome do autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes.

Título: subtítulo do artigo. Título do livro/periódico,

volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão

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Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: Paolo Enryco – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

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Componente

de de alérgeno

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Extrato Extrato Componente

alergênico

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específico

• Sem • Sem risco risco de de reações adversas

• Alta • Alta qualidade do do extrato alergênico

• Baixo • Baixo coeficiente de de variação

• Não • Não requer suspensão de de medicação

• Para • Para qualquer perfil perfil de de paciente

• Necessário • apenas um um pequeno

volume de de sangue

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes assinados

são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

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Imagem Ilustrativa

AUTORES:

BENVINDO SOARES DE SOUZA JUNIOR 1 ,

LUCAS LUIZ DE Ano LIMA 26 - Edição SILVA 154 2 , - Jun/Jul 2019

AUTORA:

SIUMARA

ALINE RODRIGUES

TULIO

GAMA 3*

artigo 1

010 026

Índice cos fundamentados remissivo na quantificação da estudos de clínicos anunciantes

recentes que demons-

raborando sua utilidade diagnóstica. A

energia luminosa dispersada por soluções

que contenham imunocomplexos. cistatina C pode também ser utilizada padronizados está disponível na maioria

traram que a determinação da sérica da determinação laboratorial com reagentes

ordem alfabética

A nefelometria consiste em medir a turbidez

como biomarcador de doenças cardíacas, dos grandes laboratórios brasileiros, emlógica,

desenvolvida após reação imuno-

devido sua menor variabilidade sérica. bora seu custo ainda seja relativamente

o equipamento mede a difração A cistatina C é secretada pelos cardiomiócitos,

sua síntese Anunciante aumenta quando o marcadores. pág

elevado quando comparado aos outros

Anunciante da luz ao passar pela solução contendo pág

Apparat os imunocomplexos, Brasil luz difundida (ME- 25 coração | 109 está sob Livro isquemia Atlas e seu acúmu-

pode desencadear Livro Progelab efeitos adversos, 6. Referências 103

93

Arena DEIROS, Técnica 2010) (16).

77lo

Becton A turbidimetria Dickinson mede a redução da luz 37 como | 65 | 79 a deposição LumiraDx amiloide no interior 1.ABRAHAMSON, 27 M.; GRUBB, A.;

Bio Advance 5

Mayo Clinic OLAFSSON, I.; 71LAUNDWALL, A. Molecular

ao passar pelos imunocomplexos formados

na reação, portanto a luz absorvida. 57 O aumento na 30º concentração Congresso Brasileiro sérica de da Microbiologia 111

dos vasos (GRUBB, 1992) (11).

cloning and sequence analysis of cDNA

Biotecno

coding for the precursor of the human

Celer Estes Biotecnologia métodos permitem quantificar 63cistatina C está Mobius fortemente Life Science associado ao cysteine proteinase 49 inhibitor cystatin C.

Cellavision o analito com precisão e exatidão em 11risco de desenvolvimento Nihon Kohden do de Brasil doenças FEBS Lett, v. 216, 8-9 p. | 81 229-233, 1987.

2.ABRAHAMSON, M.; DALBOGE, H;

Cepheid função do fundamento físico químico 1 cardiovasculares | 43 | 45 PNCQ (MINGHUI et al. 2015)

101

OLAFSSON, I.; CARLSEN, S; GRUBB, A.

Congrelab utilizado. 2019 É possível detectar entre 0,23 99(17). A HCC apresenta Prime Cargo boa estabilidade Efficient production 114-115of native, biolocally

DB a 7,25 Diagnósticos mg/L da HCC sérica, dependendo 116 para determinação Roche laboratorial e não active human cystatin 91 C by Escherichia coli.

Diagmaster dos reagentes e do equipamento utilizados

(MEDEIROS, 2010) (16).

61de referência entre Sebia indivíduos do sexo

69existem diferenças SBPC relevantes nos valores FEBS Lett, v.236,

53 |

n.

113

1, p. 14-18, 1988.

3.ASTOR, B. C.; SHAFI, T.; HOOGEVEEN,

Diagno

R. C.; MATSUSHITA,

55

K.; BALLANTYNE,

Álvaro A HCC Apoio apresenta | Folder boa estabilidade para 66feminino e masculino Seegene (MEDEIROS, Brazil 2010) C. M.; INKER, 13L. A.; CORESH, J. Novel

FirstLab determinação laboratorial e não existem 29(16).

Siemens markers of kidney 19 | 47 function as predictors of

Formato diferenças Clínico relevantes nos valores de referência

entre indivíduos do sexo feminino 51 abrem | 85 novas perspectivas Stramedical para que ou-

15 Os resultados Snibe relatados nesta revisão ESRD, cardiovascular disease, and mortality

33

in the general population. Am J Kidney Dis,

Fujirebio v. 59, n. 5, p. 653-662, 21 2012.

Greiner e masculino. Bio-One No Brasil entanto, pode haver aumento

Group da (Biosul) concentração sérica em idosos, 23jetivo de investigar Veolia a utilidade da cista-

peptidases. Methods Enzymol, v. 244, p.

41 tros | 87estudos sejam TBS Binding realizados Site com o ob-

4.BARRET, 35 A.J. Classification of

GT 83

com idade superior a 60 anos, devido à tina C como biomarcador do diagnóstico 1-15, 1994.

Hermes Pardini 97

Veríssimo 5.CAVALCANTI, 107 A. B.; HEINISH, R.

diminuição da função renal (GABRIEL et de outras doenças cardiovasculares além

Horiba 2-3 | 89 Vida Biotecnologia H.; DE CAMPOS, 59 E. A.; ZUNINO, J. N.

al., 2011; MEDEIROS, 2010) (8,16).

do infarto do miocárdio.

J. R. Ehlke 72-73

Wama

Diagnóstico do

75

Infarto Agudo do Miocárdio.

Labrede 7

Valor da dosagem de mioglobina sérica

4. Discussão

5. Conclusão

comparada com a creatinofosfoquinase e

sua fração MB. Arq Bras Cardiol, v. 70, n.

As doenças cardiovasculares são importantes

causa de morte no Brasil e no uma proteína não glicosilada de baixa 6.COLL, E.; BOTEY, A.; POCH, E.;

A determinação sérica da cistatina C,

2, 1998.

mundo e os doentes renais crônicos têm massa molecular, comumente utilizada QUINTÓ, L.; SAURINA, A.; VERA M.;

maior risco de apresentarem doenças cardiovasculares.

Devido à ampla distribuição merular, demonstrou ser um promissor

como um marcador da filtração glo-

PIERA, C.; DARNELL, A. Am J Kidney Dis,

Conselho Editorial

v. 36, n. 1, p. 29-34, 2000.

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em 7.FANOS, Imunologia pela V.; USP/SP MUSSAP, | Prof. Dr. M.; Carlos PLEBANI, A. C. Sannazzaro –

Professor Doutor da da Faculdade HCC em de Ciências fluídos Farmacêuticas corporais da USP como | Dr. líquor, Amadeo Saéz-Alquézar biomarcador - Farmacêutico-Bioquímico para predição | do Dr. Marco risco de Antonio Abrahão M.; CATALDI, – Biomédico L. | Prof. Cystatin Dr. Antenor C in Henrique pedriatric Pedrazzi – Prof.

Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr.

saliva e plasma sanguíneo a determinação infarto do miocárdio e útil para reduzir nephrology. Present situationand prospects.

Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Jacques Elkis – Médico Patologista, Mestre em Análises Clínicas da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética

da Faculdade Objetivo/UNIP sérica | da Dr. cistatina José Pascoal C têm Simonetti demonstrado – Biomédico, ser Pesquisador o Titular risco do de Depto morte, de Virologia se do utilizado Instituto Oswaldo rotineiramente

na prática clínica. A performan-

Cruz - Fiocruz - RJ Minerva | Dr. Sérgio Pediatr, Cimerman v. 51, – n. Médico-Assistente 5, p. 167-177, do 1999. Instituto de Infectologia

Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman Análises Clínicas | Dra. Suely Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista, 8.GABRIEL, Mestre I. em C.; Saúde NISHIDA, Coletiva | Dra. S. Gilza K.; Bastos Dos

Santos um bom marcador

– Farmacêutica-Bioquímica | Dra. Leda do Bassit volume - de filtração

Biomédica do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue. KIRSZTAJN, G. M.; Cistatina C sérica: uma

glomerular em doentes renais crônicos ce da cistatina C como marcador de alternativa prática para avaliação de função

Colaboraram (ASTOR et nesta al., 2012) Edição: (3).

doença cardíaca tem sido avaliada em renal?. J. Bras Nefrol, v. 33, n. 2, p. 261-267,

José de Souza Andrade-Filho, Tainá Cardoso dos Santos Pires, Rosalina Guedes, Ana Clara da Silva, Karla Valéria Santos de Campos, Izalina Carla Oliveira do Nascimento, José Eduardo

Batista Filho, Vanessa

Este

Danille

estudo

Diniz

de

da Silva,

revisão

Gerusinete

apresentou

Bastos Santos,

diferentes

José Eduardo

populações

Batista, Guilherme

de pacientes

Ribeiro

cor-

2011.

Juliano, Aline Cristina Souza da Silva, Mariana Silva Oliveira, Lourimar

José de Morais, Camila Lourencini Cavellani, Vicente de Paula Antunes da Teixeira, Mara Lúcia da Fonseca Ferraz, Kairo Silveira, Patricia Fukuma , Ana Hasegawa, Marilene Scodeler,

Mauren Isfer Anghebem, Amanda Navarro D’Oliveira

Revista NewsLab | Fev/Mar | Jun/Jul 2019

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Í n d i c e

Ano 26 - Edição 154 - Jun/Jul 2019

MATÉRIA

DE CAPA

42

C

M

ARTIGO 1

O VALOR DIAGNÓSTICO DO SUMÁRIO

DE URINA NA MEDICINA LABORATORIAL

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES;

ROSALINA GUEDES;

ANA CLARA DA SILVA.

16

Y

CM

MY

CY

CMY

K

ARTIGO 2

ANORMALIDADES CITOLÓGICAS E ÍNDICE DE

QUALIDADE DE AMOSTRAS CITOPATOLÓGICAS DE

MULHERES QUILOMBOLAS NO ESTADO DO MARANHÃO

AUTORES:

KARLA VALÉRIA SANTOS DE CAMPOS;

IZALINA CARLA OLIVEIRA DO NASCIMENTO;

JOSÉ EDUARDO BATISTA FILHO;

GERUSINETE BASTOS SANTOS;

JOSÉ EDUARDO BATISTA.

30

04 Editorial

14 Agenda

54 Diagnóstico por Imagem

58 Radar Científico

67 Direito à Saúde

78 Informes de Mercado

110 Logística Laboratorial

112 Analogias em Medicina

A Revolução Molecular começa aqui.

ARTIGO 3

IMPORTÂNCIA DA AUTÓPSIA NA ASSOCIAÇÃO

DE ACHADOS DE ATEROSCLEROSE

E SÍNDROME METABÓLICA

AUTORES:

GUILHERME RIBEIRO JULIANO

ALINE CRISTINA SOUZA DA SILVA

GRACE KELLY NAVES DE QUINO FAVARATO

LUCIANO ALVES MATIAS DA SILVEIRA

CAMILA LOURENCINI CAVELLANI

VICENTE DE PAULA ANTUNES DA TEIXEIRA

MARA LÚCIA DA FONSECA FERRAZ

GESTÃO LABORATORIAL

E PROFISSIONAL

SOLUÇÕES EM GESTÃO PROFISSIONAL PARA PEQUENOS E

MÉDIOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS

LADY NEWS

PAIXÃO PELA MICROSCOPIA

38

46

74

012

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


agenda

agenda

XII Curso de Inverno em Imunologia

Data: 15 a 26 de julho de 2019

Local: Ribeirão Preto, SP

Informações: https://cursodeinvernoiba.wordpress.com/?utm_source=galoa-agenda&utm_medium=page&utm_campaign=galoa-event-5772

XVI Congresso Catarinense de Cardiologia

Data: 1 a 3 de agosto de 2019

Local: Florianópolis, SC.

Site: http://www.sbcsc2019.com.br/?lng=pt-br

PROGRAMA CERTIFICADO

Gestão

Laboratorial

na Prática

XXVI Congresso Brasileiro de Física Médica

Data: 21 a 24 de agosto de 2019

Local: Santos, SP.

Site: https://www.cbfm.net.br/

53º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

Data: 24 a 27 de setembro

Local: Rio de Janeiro, RJ.

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Ferramentas para o controle e erradicação

Data: 22-27 de julho (modo teórico) e 29-31 julho (modo prático) - Local: Belo Horizonte, MG.

Site: https://cidipirr.wixsite.com/cidip2019

ONDE : Hotel Melia Ibirapuera, São Paulo, Brasil

QUANDO: 19-23 Agosto 2019

13ª Convenção Brasileira de Hospitais

Data: 1º a 2º de agosto - Local: Salvador, BA.

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XXIII Congresso Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea

Data: 31 de julho a 3 de agosto

Local: Brasília, DF.

Site: http://sbtmo2019.com.br/

24º Congresso Brasileiro

Multidisciplinar em Diabetes

Data: 25-28 de julho - Local: São Paulo, SP

Site: http://www.anad.org.br/eventos/congresso/

17º Congresso Gaúcho de

Análises Clínicas

Data: 1 e 2 de novembro - Local: Porto Alegre, RS

Site: https://congrelab.com.br/

Haverá Tradução Simultânea

O que você irá aprender:

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3. Liderança e Gestão de Mudanças

4. Gerenciar Finanças

Novos gestores que necessitam um

conhecimento de base sobre gestão

de laboratório

Planejamento sucessório para um

completo desenvolvimento práctico

das habilidades de gestão laboratorial

Líderes de Projetos que querem

entender a operação do laboratório

014

55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical –

MedTrop 2019

Data: 28 a 31 de julho de 2019

Local: Belo Horizonte, MG.

Site: https://www.medtrop-parasito2019.com.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=436

XVII Congresso da Sociedade Brasileira de Parasitologia

Chagasleish 2019

Data: 28 a 31 de julho de 2019 - Local: Belo Horizonte, MG.

Site: https://www.medtrop-parasito2019.com.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=436

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

5. Gerenciar Qualidade no Laboratório

Os alunos receberão um

certificado ao final do curso.

#1274

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Certificate Issuer

American National Standards Institute

Organizado por

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Copyright © LTS Learning. All rights reserved.


mais de 60 anos de idade (10).

artigo 1

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

ROSALINA GUEDES 2

ANA CLARA DA SILVA 3

O Valor Diagnóstico do Sumário

de Urina na Medicina Laboratorial

RESUMO

A urinálise é um exame simples, de baixo custo e de fácil obtenção de

amostra. É considerado, portanto, como um exame de rotina que auxilia no

diagnóstico de diversas doenças, entre elas a ITU que pode comprometer o

trato urinário baixo (cistite) e/ou o trato urinário superior (pielonefrite). Desta

forma, o presente estudo teve o objetivo de avaliar a associação do sumário de

urina no diagnóstico de doenças renais, com ênfase na cistite e pielonefrite.

A escolha dos artigos foi feita a partir dos títulos encontrados inicialmente e,

quando disponíveis, dos resumos obtidos a partir da busca eletrônica. Para a

realização do exame é preciso o conhecimento acerca das condições pré-analíticas

como o tipo de coleta da amostra mais apropriada. A avaliação completa

deste exame inclui os testes físico, químico e microscópico. Há também alguns

exames complementares úteis para o diagnóstico de ITU como a urocultura,

o antibiograma, a hemocultura e os exames de imagem, afim de representar

um diagnóstico mais preciso que indique o tratamento mais eficaz, permitindo

erradicar a bactéria do trato urinário com consequente melhoria dos sintomas.

Contudo, o estudo notou o baixo valor que os clínicos atribuem a este exame,

ignorando na grande maioria os seus resultados, mesmo quando anormais.

Palavras-Chave: Sumário de urina; ITU; Cistite; Pielonefrite; Medicina

Laboratorial.

1

FTC, E-mail: taina.piires@hotmail.com

2

FTC, E-mail: rosaguedes2000@yahoo.com.br

3

FTC, E-mail: clara.aline@hotmail.com;

ABSTRACT

Urinalysis is a simple examination, inexpensive and easy to obtain sample.

It is considered therefore a routine examination that aids in the diagnosis of various

diseases, including the ITU may compromise the lower urinary tract (cystitis)

or upper urinary tract (pyelonephritis). Thus, the present study evaluated

the effectiveness of urinalysis in the diagnosis of kidney diseases, with emphasis

on cystitis and pyelonephritis. The choice of material for the theoretical

support was made from the titles and abstracts found initially obtained from

the electronic search. To perform this type of analysis is necessary to know

about the pre-analytical conditions, the types of sample collection. In addition,

this complete analysis includes the physical, chemical and microscopic

tests. There are also some useful additional tests for the diagnosis of UTI, such

as urine culture, antibiogram, blood cultures and examinations using image in

order to present a more accurate diagnosis indicating the most effective treatment

, allowing eradicate the bacteria from the urinary tract, which treats the

symptoms. However, the study noted that clinical professionals underestimate

the importance of this examination since they usually ignore the results of this

analysis, even when there are positive results.

Keywords: Urine Summary; ITU; cystitis; pyelonephritis; Laboratory

Medicine.

INTRODUÇÃO

O sistema urinário é divido em superior e inferior, a parte superior

formada pelos rins e ureteres e a parte inferior composta

pela bexiga e uretra. A bexiga urinária é caracterizada por ser

distensível, sendo definida como uma víscera oca com paredes

musculares resistentes. Situa-se na pelve menor (adultos) e é

considerado livre no meio do tecido gorduroso subcutâneo, com

exceção do seu colo que é fixado pelos ligamentos pubovesicais,

em mulheres, e pelos ligamentos puboprostáticos, em homens.

A uretra é um canal muscular que encaminha a urina do óstio interno

da uretra da bexiga urinária até o óstio externo da uretra (1).

O ureter é um ducto delgado formado por três níveis diferentes.

A mais externa é constituída por tecido conjuntivo com

parte envolta de serosa nos locais onde o ureter mantém contato

com o peritônio, sendo chamada de túnica adventícia. A

túnica média é integrada por musculatura lisa e o terceiro nível

formado por camada mucosa, sendo a túnica interna (2).

Em adultos, o rim apresenta um diâmetro longitudinal de 10-12cm

(3). Sua função primária é preservar a homeostase do meio interno por

meio de três funções: a filtração, a reabsorção e a secreção, resultando

imagem ilustrativa

na formação de um produto final, a urina (4).

Segundo Lima et al. (3), os túbulos proximal

e distal, a alça de Henle e o ducto

coletor são encarregados pela reabsorção

e secreção de íons e outras substâncias,

afim de obter-se um equilíbrio homeostático.

Esses processos são regulados por

vários hormônios, dentre eles o sistema

renina-angiotensina-aldosterona e o

hormônio antidiurético (ADH). Quando

há um desequilíbrio neste processo pode

haver o surgimento de doenças relacionadas

a este sistema, que pode ser diagnosticadas

pelo exame sumário de urina.

A urinálise é um exame simples, de baixo

custo e de fácil obtenção de amostra,

considerado, portanto, como um exame

de rotina (5). Apresenta, então, três etapas:

o exame físico, o exame químico e

a sedimentoscopia. Todos apresentam

contribuições, sendo os dois primeiros de

desempenho mais simples e o terceiro

sendo classificado como mais complexo

(6). Este exame fornece dados sobre

doenças renais e do trato urinário, além

de outras enfermidades extra-renais (7).

Dentre as doenças identificadas pela

Urinálise estão as infecções do trato urinário

(ITU), caracterizadas pela presença e

multiplicação de bactérias neste sistema,

causando transtornos ao mesmo (8). O

espectro clínico de ITU é bastante extenso

abrangendo distintas formas de apresentação,

entre elas a cistite e a pielonefrite (9).

As ITUs se manifestam em qualquer faixa

etária, porém há uma maior prevalência em

crianças com até seis anos de idade, mulheres

jovens sexualmente ativas e adultos

idosos com mais de 60 anos de idade (10).

A incidência de infecção do trato urinário

varia de acordo com a faixa etária, sendo

que no primeiro ano de vida é mais corriqueira

no sexo masculino em consequência

do grande número de má-formações

congênitas nesse gênero. Após essa fase,

é mais frequente em mulheres devido às

suas condições anatômicas, além de fatores

associados a episódios prévios de cistite, o

deficiente (FIGURA 1) (11).

ato sexual, o uso de métodos contraceptivos,

gestação, diabetes e higiene deficiente

(FIGURA 1) (11).

Quanto aos fatores anatômicos, a uretra

feminina apresenta-se mais curta

(aproximadamente 4 cm), com proximidade

entre o ânus e vagina. Facilitando a

ascendência de bacilos colônicos Gram-

-negativos pelo aparelho urinário. No sexo

feminino, a contaminação fecal também

é um dos fatores que implicam nas infecções

causadas por bactérias entéricas (12).

Apesar de grande parte das mulheres experimentem

Fonte:

um único

SROUGI,

episódio

2005,

de ITU,

p.

cerca

de 25% a 50% podem desenvolver in-

103

fecção recorrente, resultando em consultas

repetidas, uso excessivo de antimicrobianos

e em outras comorbidades, aumentando os

custos do tratamento (13).

A correlação entre a atividade sexual e

infecções do trato urinário, como a cistite

aguda (conhecida como “cistite da lua de

mel”) em decorrência de bacteriúria pós-

-coito está bem estabelecida. A relação

sexual apresenta relevância na patogenia

da ITU em mulheres por conta da intro-

cm), com proximidade entre É o comum ânus e também vagina. em Facilitando gestantes, a ascendência de ba

Gram-negativos pelo aparelho

devido

urinário.

às alterações

No

fisiológicas

sexo feminino,

como

a contaminação

a dilatação do sistema coletor renal e do

um dos fatores que implicam elevado nas crescimento infecções bacteriano causadas decorren por bactérias entéricas (12

te das alterações na composição urinária,

mulheres do qual a bacteriúria experimentem está relacionada um único episódio de ITU

Apesar de grande parte das

com a maior morbi-mortalidade materna

e fetal e com a prematuridade (16).

a 50% podem desenvolver infecção recorrente, resultando em consultas

excessivo de antimicrobianos Estudos e em comprovam outras comorbidades, que muitos clínicos aumentando os custo

dução de bactérias no sistema urinário. não conferem valor ao sumário de urina,

(13).

A micção logo após a relação sexual é desconsiderando, muitas vezes, seus resultados,

mesmo quando anormais (17).

considerada um fator que diminui o risco

de cistite, eliminando as bactérias introduzidas

durante o ato sexual (14). objetivo de avaliar a associação do sumário

Assim sendo, o presente estudo teve o

Certos métodos contraceptivos como de urina no diagnóstico de doenças renais,

os espermicidas e o diafragma, têm sido com ênfase na cistite e pielonefrite.

considerados fatores que predispõem

as mulheres sexualmente ativas à ITU. A

presença do diafragma pode ocasionar

obstrução uretral, mas não se associa ao

risco de infecção. Porém, quando associado

ao gel espermicida provoca alterações

do pH e da flora vaginal, através da perda

de lactobacilos produtores de peróxido de

hidrogênio (H2O2), relevantes reguladores

da microbiota urogenital, que mantém a

acidez do pH vaginal, propiciando, assim, a

ascendência das bactérias ao trato urinário.

Da mesma forma, a utilização de preservativos

só predispõe ITU quando associados

com espermicidas (15).

METODOLOGIA

O presente estudo trata-se de uma

pesquisa teórica de caráter qualitativo. A

pesquisa foi realizada nas bases de dados

Scientific Eletronic Library Online (SCIELO),

Literatura Latino Americana e do Caribe em

Ciências da Saúde (LILACS) e artigos pulicados

em Revistas Universitárias. A triagem

foi feita a partir dos títulos dos artigos encontrados

inicialmente e, quando disponíveis,

dos resumos obtidos a partir da busca

eletrônica. Foram selecionados 137 artigos,

destes foram utilizados 36 por estarem relacionados

com o tema proposto. Os critérios

016

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

A incidência de infecção do trato urinário varia de acordo com a faixa etária

primeiro ano de vida é mais corriqueira no sexo masculino em consequê

número de má-formações congênitas nesse gênero. Após essa fase, é mai

mulheres devido às suas condições anatômicas, além de fatores associados a ep

de cistite, o ato sexual, o uso de métodos contraceptivos, gestação, diab

Figura 1. Incidência etária das infecções urinárias sintomáticas e assintomáticas.

Figura 1. Incidência etária das infecções urinárias sintomáticas e

assintomáticas. Fonte: SROUGI, 2005, p. 103

Quanto aos fatores anatômicos, a uretra feminina apresenta-se mais curta (apro

017


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

ROSALINA GUEDES 2

ANA CLARA DA SILVA 3

artigo 1

018

de inclusão das referências foram possuir

aderência ao objetivo proposto, restringidos

aos idiomas inglês e português. Foram excluídos

da pesquisa artigos que não obedeciam

ao tema proposto. Não houve critério

de exclusão relacionado ao ano de publicação,

tendo-se em vista a necessidade de

análise histórica abrangente com relação

à infecção urinária. Todavia, deu-se maior

atenção aos artigos mais recentes, pois expõem

aplicabilidade mais coerente com a

prática médica atual. Os descritores foram:

urinálise, cistite e pielonefrite.

omas inglês e português. Foram excluídos da pesquisa artigos que não obedeciam ao tema

posto. Não houve critério de exclusão relacionado ao ano de publicação, tendo-se em vista

ecessidade de análise histórica abrangente com relação à infecção urinária. Todavia, deu-se

ior atenção aos artigos mais recentes, pois expõem aplicabilidade mais coerente com a

tica médica atual. Os descritores foram: urinálise, cistite e pielonefrite.

SULTADOS

RESULTADOS

ura 2. Resultados dos artigos selecionados

NTE: Autores da Figura pesquisa, 2. Resultados 2016 dos artigos selecionados

FONTE: Autores da pesquisa, 2016

SCUSSÃO

DISCUSSÃO

TÉCNINAS DE COLETA MAIS APRO-

PRIADAS PARA A URINÁLISE

A identificação da ITU é fundamen-

CNINAS DE COLETA MAIS APROPRIADAS PARA A URINÁLISE

identificação da ITU é fundamentada em bases clínicas e laboratoriais. As técnicas de

leta e interpretação geralmente resultam tada em em bases diagnósticos clínicas e laboratoriais. precisos e tratamentos As eficientes

maioria das condições clínicas (18).

técnicas de coleta e interpretação geralmente

resultam em diagnósticos preci-

reciso o conhecimento acerca das condições pré-analíticas como tipo de coleta da amostra

sos e tratamentos eficientes na maioria

acionando com a variabilidade biológica, influência de sangue (sangramento menstrual ou

das condições clínicas (18).

nário), fluido seminal ou qualquer contaminante fisiológico da amostra (19).

É preciso o conhecimento acerca das

condições pré-analíticas como tipo de

s testes laboratoriais de rotina clínica, é preferível a urina fresca de jato médio, pois este

porciona menor variabilidade comparada coleta da amostra a outros tipos relacionando de amostras com (19). a Isto, porque o

o inicial é desprezado, eliminando variabilidade os possíveis biológica, contaminantes influência encontrados de na uretra e no

roito vaginal (18).

sangue (sangramento menstrual ou urinário),

fluido seminal ou qualquer contaminante

fisiológico da amostra (19).

Nos testes laboratoriais de rotina clínica,

é preferível a urina fresca de jato médio, pois

este proporciona menor variabilidade comparada

a outros tipos de amostras (19). Isto,

porque o jato inicial é desprezado, eliminan-

do os possíveis contaminantes encontrados

na uretra e no introito vaginal (18).

Carvalhal et al. (18) destaca que,

por vezes, em pacientes neuropatas e

crianças pequenas, a coleta pode ser

difícil. Assim sendo, pode-se utilizar

outras técnicas como o cateterismo

vesical ou a punção suprapúbica.

A primeira é mais indicada para

pacientes do sexo feminino, pois há

uma maior probabilidade de contaminação

na coleta de jato médio em

micção espontânea. Nesta, o primeiro

jato também é descartado de forma

a minimizar possíveis contaminações

uretrais. Contudo, este procedimento

com o cateterismo uretral pode trazer

riscos de inserir novos germes no trato

urinário e levar uma urina potencialmente

estéril à contaminação (20).

Já a técnica de punção suprapúbica

é recomendável em algumas situações

clínicas, como em neonatos e crianças

pequenas, e também em pacientes imunossuprimidos,

que podem desencadear

novas infecções pela introdução de microorganismos

através da uretra. Portanto,

como a urina normalmente é estéril, qualquer

achado de microrganismos nesta

técnica, indica presença de ITU (18).

De acordo com Carvalhal et al. (18), o

diagnóstico de ITU é baseado em exames

clínicos e laboratoriais. Portanto, procedimentos

corretos na coleta e na interpretação

da urinálise resultam em diagnósticos

precisos e terapêutica eficiente em grande

parte das condições clínicas, sendo necessário

o conhecimento geral dos profissionais

envolvidos nesta área e no atendimento

básico à saúde.

RELEVÂNCIA DOS EXAMES FÍSICO-

-QUÍMICOS E DA SEDIMENTOSCOPIA

O exame de urina fornece informações

sobre doenças renais e do trato urinário,

bem como algumas moléstias extra-

-renais. Sua avaliação completa inclui

exames físico, químico e microscópico.

Cada um deles tem seu valor, sendo os

dois primeiros de execução mais simples

e o último sendo considerado moderamente

completo (21).

A primeira etapa para a realização da

urinálise é o exame físico, sendo o ponto

inicial para o estudo dessa amostra

biológica. Embora os médicos da antiguidade

não contassem com a ajuda de

sofisticados métodos, obtinham dados

diagnósticos observacionais, como volume,

cor, odor, turbidez (7).

O volume urinário só apresenta relevância

clínica em coletas de urina de 24

horas. Quanto ao odor urinário, atualmente,

não é muito utilizado na rotina

laboratorial, ressaltando que a principal

indicação de odor da urina é a produção

de amônia pelas bactérias que provocam

infecções urinárias (22).

Quanto à cor da urina, é causada pela

presença do pigmento de urocromo,

produto do metabolismo endógeno.

Existem outros dois tipos de pigmento,

uroritrina e urobilina, mas pouco contribuem

para a coloração. As colorações

normais variam em relação a concentração

de urocromo apresentando-se em

amarelo-claro, amarelo-citrino e amarelo-escuro,

como mostra a figura 2. Já as

urinas de colorações anormais (FIGURA 3)

geralmente estão associadas a eliminação

de drogas ou processos patológicos (22). (

vide figura 2 e 3)

O aspecto da urina é normalmente límpido,

sendo a turbidez geralmente provocada

por um aumento da concentração de partículas,

especialmente eritrócitos, leucócitos,

células epiteliais, bactérias e cristais (22).

A segunda parte do sumário de urina é

composta pelo exame químico. O exame químico

é realizado com fitas reagentes (FIGURA

4), tendo por finalidade tornar a determinação

mais rápida, simples e econômica. Este exame

realiza dez ou mais análises bioquímicas clinicamente

importantes, como proteínas, cetonas,

hemoglobina, urobilinogênio, densidade,

pH, glicose, bilirrubina, nitrito e leucócitos (7).

Uma coloração reagente na área de

esterase leucocitária permite diagnosticar

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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a eliminação de drogas infecções ou urinárias processos (22). patológicos (22).

principal indicação de odor da urina é a produção de amônia pelas bactérias que provocam

infecções Quanto à urinárias cor da (22). urina, é causada pela presença do pigmento de urocromo, produto do

principal indicação de odor da urina é a produção de amônia pelas bactérias que provocam

metabolismo endógeno. Existem outros dois tipos de pigmento, uroritrina e urobilina, mas

infecções urinárias (22).

Quanto à cor da urina, é causada pela presença do pigmento de urocromo, produto do

pouco contribuem para a coloração. As colorações normais variam em relação a concentração

metabolismo Quanto à cor endógeno. da urina, é Existem causada pela outros presença dois do tipos pigmento de pigmento, de urocromo, uroritrina produto do e urobilina, AUTORES: mas

de metabolismo urocromo endógeno. apresentando-se Existem outros em dois amarelo-claro, tipos de pigmento, amarelo-citrino uroritrina e urobilina, e amarelo-escuro, mas TAINÁ como CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

pouco Uma contribuem coloração para reagente a coloração. na As área colorações de esterase normais leucocitária variam em relação permite a concentração

ROSALINA diagnosticar GUEDES presença de

or da urina é a produção mostra pouco de a contribuem amônia figura pelas 2. para Já a bactérias coloração. as urinas As que colorações de provocam colorações normais variam anormais em relação (FIGURA a concentração 3) geralmente estão

2

de ANA CLARA DA SILVA

leucócitos urocromo de urocromo apresentando-se na urina, em atraídos em amarelo-claro, amarelo-claro, pela amarelo-citrino invasão amarelo-citrino de e amarelo-escuro, microrganismos e amarelo-escuro, como no sistema como urinário. 3

associadas a eliminação de drogas ou processos patológicos (22).

O

mostra mostra a figura a 2. Já as urinas de de colorações colorações anormais anormais (FIGURA (FIGURA 3) geralmente 3) estão geralmente estão

or da urina é a produção desenvolvimento amônia pelas de bactérias cor na que área provocam de nitrito indica a presença de bactérias que reduzem nitrato a

é causada pela presença associadas do pigmento a de de urocromo, drogas ou processos produto patológicos do (22).

. Amostras de urina associadas de cor normal a eliminação Figura de drogas 3. Amostras ou processos de urina patológicos de cor anormal (22).

artigo 1

020

Imagem Ilustrativa

Existem nitrito (7).

FSC (2016) outros dois tipos de pigmento, uroritrina Fonte: UFSC e urobilina, (2016) mas

coloração. é causada As pela colorações presença normais do pigmento variam de em urocromo, relação a concentração produto do presença de leucócitos na urina, atraídos nual, mas o avanço tecnológico permite

Em estudo, pesquisadores determinaram pela que invasão a de sensibilidade microrganismos da no sistema esterase a de automação leucócitos dos exames é de

Existem do-se da urina em outros amarelo-claro, é normalmente dois tipos amarelo-citrino de pigmento, límpido, uroritrina sendo e amarelo-escuro, a e turbidez urobilina, geralmente como mas provocada por um

de urina que

urinário. O desenvolvimento de cor na área demonstram resultados confiáveis na

coloração. 58% na previsão da quantidade de leucócitos no sedimento urinário, mas observam também

da s urinas concentração de As colorações de anormais variam

partículas, (FIGURA em relação

especialmente 3) geralmente a concentração

eritrócitos, estão

de nitrito leucócitos, indica presença células de bactérias que análise quantitativa dos elementos presentes

do-se e drogas em ou amarelo-claro, processos uma patológicos Uma amarelo-citrino coloração correlação (22). reagente negativa, e amarelo-escuro, na área quantitativamente, de esterase como leucocitária

reduzem

entre permite

nitrato

a diagnosticar nitrito

densidade presença

(7).

e os resultados de na

na urina,

esterase

visando

de

bactérias de esterase e cristais leucocitária (22). permite diagnosticar presença de

a padronização

s urinas de colorações leucócitos. Figura anormais 2. 2. Amostras na

Pois (FIGURA urina, de de urina os urina

atraídos de neutrófilos 3) cor de normal cor geralmente pela

normal

invasão Figura estão lisados

de 3. Amostras microrganismos

Figura Em ou 3. estudo, de destruídos Amostras urina pesquisadores cor no anormal sistema

urina rapidamente de determinaram cor

urinário.

anormal na

O

urina, e a diminuição principalmente período de realização das

ela invasão de microrganismos Fonte: no sistema urinário. Fonte: UFSC (2016)

que

O

e parte drogas do ou processos sumário patológicos desenvolvimento Fonte: UFSC

a sensibilidade da esterase de leucócitos análises (26). Essa automação surge com

em urina

amostras

é (22). (2016) de cor na área de nitrito indica a presença Fonte: UFSC de bactérias (2016)

composta

alcalinas

pelo

ou

exame

de baixa

químico.

densidade.

O exame

Essas

químico

que reduzem

células

é

nitrato a

lisadas não são detectadas no

e nitrito indica a presença Figura nitrito O aspecto 2. (7). Amostras da de urina bactérias de é urina normalmente de que cor normal límpido, reduzem sendo nitrato a turbidez Figura é de 58% 3. geralmente Amostras na previsão de provocada urina da quantidade de por cor um anormal de leucócitos

UFSC a determinação

equipamentos baseados em “software” fazendo

um

om fitas reagentes O Fonte: exame aspecto (FIGURA UFSC do da (2016) urina sedimento

4), tendo é normalmente por

urinário,

finalidade límpido, mas

tornar

apresenta sendo Fonte: no turbidez positividade sedimento (2016) geralmente mais

urinário, na mas reação provocada observam da por esterase aumento da concentração de partículas, especialmente eritrócitos, leucócitos, células

uma leucocitária

comparação das imagens dos

Em estudo, pesquisadores determinaram que a sensibilidade da esterase de leucócitos é de

mples e econômica. aumento epiteliais, Este da bactérias exame concentração e cristais realiza (22). de dez partículas, ou mais especialmente também análises uma correlação bioquímicas

eritrócitos, negativa, leucócitos, quantitativamente,

a turbidez urinário,

células componentes urinários com um banco de

O aspecto

(23). 58% na da previsão urina da é quantidade normalmente de leucócitos límpido, no sendo sedimento

entre a geralmente mas observam

densidade e os provocada também

resultados por dados um

te

ou na citometria de fluxo observado

na figura 7 (27). ( vide figura 7)

inaram importantes, que a sensibilidade como epiteliais,

uma A segunda proteínas, bactérias

correlação parte

da negativa, do cetonas, e sumário cristais

esterase quantitativamente, de hemoglobina, (22). urina é composta

de leucócitos entre pelo urobilinogênio, a exame

na é densidade químico.

esterase e O resultados densidade,

exame químico na esterase é de

aumento concentração de partículas, especialmente de leucócitos. eritrócitos, Pois leucócitos, neutrófilos células

As realizado tiras com fitas reagentes de (FIGURA urinas 4), concedem tendo por finalidade informações tornar a determinação mais aprimoradas, mais

e, bilirrubina, nitrito leucócitos. e Pois os (7). neutrófilos são lisados ou destruídos

e leucócitos no sedimento urinário, mas observam também são lisados

rapidamente

ou destruídos

na urina,

rapidamente

principalmente

acarretando numa

a de cor normal epiteliais, A Figura segunda na Na citometria de fluxo mensura-se os

rápida, 3. bactérias Amostras parte do

simples e de e econômica. cristais urina sumário de cor (22). de

Este anormal urina é composta pelo exame químico. O exame químico é

exame realiza dez ou mais análises bioquímicas

Fonte: maior em amostras UFSC precisão (2016) alcalinas no ou de diagnóstico baixa densidade. de Essas ITU urina, células principalmente (24). lisadas Na não em atualidade, são amostras detectadas alcalinas há no

realizado

a disponibilidade elementos que transitam de individualmente

clinicamente com importantes, fitas reagentes como proteínas, (FIGURA cetonas, 4), tendo hemoglobina, por finalidade urobilinogênio, tornar densidade, a determinação mais

tivamente, entre A segunda a exame densidade do e os resultados na esterase ou de

equipamentos parte sedimento do que sumário urinário,

realizam de mas urina apresenta

a é leitura composta positividade

das pelo baixa na

fitas exame reação

reagentes, densidade. químico. da esterase Essas qualificando O células leucocitária exame lisadas químico o grau por é uma câmara de contagem atraídas por

a pH, glicose, bilirrubina, nitrito e leucócitos (7).

de precisão ao

malmente de cor normal límpido,

rápida,

sendo Figura

lisados ou destruídos

(23). a 3. turbidez

simples Amostras geralmente de e urina econômica. de cor provocada anormal Este

por

exame

um

realiza dez ou mais análises bioquímicas

realizado Fonte: UFSC rapidamente com (2016) fitas reagentes na urina, (FIGURA principalmente

4), tendo não por são finalidade detectadas no tornar exame a do determinação sedimento mais um fluxo constante de um líquido condutor

e

ão

na

de

área

partículas, clinicamente esterase leucocitária

especialmente extinguir parte importantes,

permite

eritrócitos, do elemento como

diagnosticar

leucócitos, proteínas, subjetivo

presença células cetonas, característicos urinário,

hemoglobina,

mas apresenta à mudança urobilinogênio,

positividade de na cor rea-densidadeção

no

pelo olho eletricidade. humano Os analisadores (7). urinários por

xa densidade. rápida, Essas

As tiras

células simples reagentes

lisadas e econômica. de urinas

não

concedem

são Este detectadas exame informações realiza mais dez aprimoradas, ou mais acarretando análises numa bioquímicas

tais da esterase leucocitária (23).

citometria de fluxo não utilizam apenas uma

traídos malmente (22). pela límpido, pH,

invasão de sendo glicose,

microrganismos a turbidez bilirrubina, geralmente nitrito

no sistema urinário. provocada e leucócitos

O por um (7).

clinicamente maior precisão importantes, no diagnóstico como proteínas, de ITU (24). cetonas, Na atualidade,

as apresenta positividade na reação da esterase leucocitária As

hemoglobina, há a

tiras reagentes de

urobilinogênio, disponibilidade

urinas concedem informações

mais no aprimoradas, mercado acarretando os leitores numa semiautomáticos paz de identificar e diferenciar ou os elementos

densidade,

ão

metodologia e sim um conjunto, sendo ca-

na área de de partículas, nitrito indica especialmente a presença de bactérias eritrócitos, que reduzem leucócitos, nitrato a células

ário de urina é composta pH,

equipamentos

Além glicose, pelo exame

dos bilirrubina,

que químico. realizam

leitores nitrito O a leitura exame

de tiras e leucócitos

das químico fitas

manuais, (7).

reagentes, é qualificando o grau de precisão ao

existem tais (22).

ntes (FIGURA 4), tendo extinguir por finalidade parte do elemento tornar a subjetivo determinação característicos mais maior à mudança precisão de no cor diagnóstico pelo olho de humano ITU (24).(7).

Na urinários, visto que estes apresentam uma

es determinaram que a sensibilidade totalmente da automatizados esterase de leucócitos como é de mostram atualidade, as figuras há a disponibilidade 5 e 6. Esses de equipamentos

onde que realizam a reflexão a leitura das fitas luz reagen-

nas almofadas tamanho e dos formas ensaios semelhantes (16).

equipamentos grande variedade são baseados

ário ômica. de urina Este é exame composta realiza pelo dez exame ou químico. mais análises O exame bioquímicas químico é

de tamanhos e formas ou

ntidade cedem leucócitos informações no sedimento

no princípio mais urinário, aprimoradas, mas

fotometria

observam também acarretando por reflectância numa

, ntes como (FIGURA proteínas, 4), cetonas, tendo Além por dos leitores de tiras manuais, existem no mercado os leitores semiautomáticos ou

, quantitativamente, entre a Figura

hemoglobina, finalidade tornar

densidade 4. Tira reagente e os resultados urinária

urobilinogênio, a determinação

- Uriquest®

densidade, mais

na esterase de

de ITU (24). Na

Fonte:

atualidade,

CENTERKIT, 2016

há a disponibilidade tes, de qualificando o grau de precisão ao extinguir Pesquisadores comparam a microscopia

ômica. a reduz totalmente na automatizados proporção da como intensidade mostram figuras da cor 5 gerada e 6. Esses pela equipamentos concentração são baseados da substância testada (16).

ófilos itrito reagente

são e leucócitos Este urinária exame

lisados ou (7). - Uriquest® realiza dez ou mais análises bioquímicas

destruídos rapidamente na urina, principalmente

ERKIT, 2016

parte do elemento subjetivo característicos à automatizada com imagem digital com a

, no princípio da fotometria por reflectância onde a reflexão da luz nas almofadas dos ensaios

ura u como de baixa das proteínas, fitas densidade. reagentes, cetonas, Essas células hemoglobina, qualificando lisadas não urobilinogênio, são detectadas o grau no densidade, precisão mudança ao de cor pelo olho humano (7).

microscopia convencional, onde o equipamento

produz uma única camada de sedi-

inário, itrito e mas leucócitos apresenta (7). positividade

reduz na

na

proporção

reação da

da

esterase

intensidade

leucocitária

da cor gerada pela concentração da substância testada (16).

tivo característicos à mudança de cor pelo olho humano (7). Além dos leitores de tiras manuais, existem

no mercado os leitores semiautomámento

urinário por centrifugação da amostra

Figura 4. Tira reagente urinária - Uriquest®

Fonte: CENTERKIT, 2016

ticos ou totalmente automatizados como em uma cubeta especial. Então, o sedimento

rinas concedem informações mais aprimoradas, acarretando numa

mostram as figuras 5 e 6. Esses equipamentos

ou são baseados no princípio da fotometria e uma câmera digital gera as imagens, se-

é analisado em microscopia de campo claro

gnóstico de ITU (24). Figura Na 4. atualidade, Tira reagente há urinária a disponibilidade - Uriquest® de

uais, existem no Fonte: mercado CENTERKIT, os 2016 leitores semiautomáticos

am a leitura das fitas reagentes, qualificando o grau de precisão ao

por reflectância onde a reflexão da luz nas parando-as categorias diferentes, de acordo

nto ostram subjetivo as característicos figuras 5 à mudança e 6. Esses de cor pelo equipamentos olho humano (7). são baseados

almofadas dos ensaios reduz na proporção com o tamanho e a forma (27).

flectância onde a reflexão da luz nas almofadas dos ensaios da intensidade da cor gerada pela concentração

6. da Analisador substância automático testada Urisys (16). (vide reconhecimento de partículas, há a cap-

No princípio da imagem digital com

a - Uriquest®

iras manuais, existem no Figura mercado 5. os Analisador leitores semiautomáticos semi-automático ou

Figura

da cor gerada pela concentração da substância testada (16).

s como mostram as figuras Figura PETRODIS

5 e 6. Esses 5. 720. Analisador Faz a leitura da

equipamentos são semi-automático

tira de

2400®. Completamente Figura automatizado. 6. Analisador automático Urisys

baseados

figura 5 e 6)

tura de imagens digitais em amostras de

PETRODIS

urina com determinação

720.

de

Faz

11 parâmetros.

a leitura da tira de

Analisa 240 amostras

2400®.

por hora

Completamente

e possui

automatizado.

ria a - Uriquest® por reflectância onde a Fonte: reflexão PETRODIS, da luz nas 2016 almofadas dos ensaios

400 fitas

urina com determinação de 11 parâmetros. Entre

reativas

os três

em

componentes

cada kit.

Analisa 240 do amostras sumário de por hora urina e não possui centrifugada sendo analisador

Fonte: ROCHE, 2016

tensidade da cor gerada pela Fonte: concentração PETRODIS, da substância 2016 testada (16).

urina, a sedimentoscopia 400 fitas é reativas o exame em mais cada kit. um “software” que fará a classificação e

solicitado no laboratório Fonte: clínico, ROCHE, já que 2016 a parte

macroscópica apresenta algumas limita-

a forma, tamanho, textura e contraste. Os

quantificação das partículas de acordo com

ções (17). Além de ser uma técnica simples, elementos são distinguidos em leucócitos,

auxilia no diagnóstico de várias doenças, agregados de leucócitos, eritrócitos, células

visualizando a identificação de elementos epiteliais, células epiteliais não escamosas,

de importância diagnóstica como as células, bactérias, cilindros hialinos, cilindros não

cilindros e bactérias (25) (21).

classificados, leveduras, espermatozóides.

i-automático

Figura 6. Analisador automático Urisys

Em muitos laboratórios clínicos este Substâncias amorfas, muco e cristais (27).

ura da tira de

2400®. Completamente automatizado.

1 co parâmetros. Figura Analisa 240 6. amostras Analisador por hora automático e possui Urisys exame ainda é realizado de forma ma-

A automação em urinálise precisa ser

de

s.

400 fitas reativas em cada kit.

2400®.

Fonte: ROCHE,

Completamente

2016

automatizado.

Analisa 240 amostras por hora e possui

400 fitas reativas em cada kit.

Fonte: ROCHE, 2016

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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Europeia e diversos outros países do mundo;

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in vitro, possui marcação CE e registro ANVISA.

Cumpre com todas as exigências da diretriz

Europeia 98/79EG de produtos para diagnósticos

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oratórios clínicos este exame ainda é realizado de forma manual, mas o avanço

Entre os três componentes do sumário de urina, a sedimentoscopia é o exame mais solicitado

no laboratório clínico, já que a parte macroscópica apresenta algumas limitações (17). Além

de ser uma técnica simples, auxilia no diagnóstico de várias doenças, visualizando a

identificação de elementos de importância diagnóstica como as células, cilindros e bactérias

(25) (21).

rmite a automação dos exames de urina que demonstram resultados confiáveis

antitativa dos elementos presentes na urina, visando a padronização e a

ríodo de realização das análises (26). Essa automação surge com equipamentos

Em muitos laboratórios clínicos este exame ainda é realizado de forma manual, mas o avanço

tecnológico permite a automação dos exames de urina que demonstram resultados confiáveis

na de análise dados quantitativa ou na citometria dos elementos de presentes fluxo na observado urina, visando na a figura padronização 7 (27). e a

diminuição período de realização das análises (26). Essa automação surge com equipamentos

baseados em “software” fazendo uma comparação das imagens dos componentes urinários

“software” fazendo uma comparação das imagens dos componentes urinários

avaliada com cautela levando em consideração

o volume de análises realizadas,

com um banco de dados ou na citometria de fluxo observado na figura 7 (27).

disponibilidade de profissionais capacitados

para a análise dos resultados do

equipamento, bem como a população a

ser atendida. Ressaltando que estas metodologias

devem ser complementadas com

a microscopia convencional ou de contraste

Figura 7. Citometria de fluxo SYSMEX UF-1000i. de fase, afim de que o diagnóstico seja o

rugionosa, Klebsiellasp, Figura Homogeneíza 7. Citometria Enterobactersp, e aspira de a amostra fluxo Enterococcus (sem SYSMEX centrifugação UF-1000i. faecalis e de fungos,

Homogeneíza prévia), possibilitando e aspira a avaliar amostra o núcleo (sem (DNA) centrifugação

e mais fidedigno possível para a real situação

Cândida sp (11). citoplasma (RNA) das células e bactérias na urina.

prévia), possibilitando avaliar o núcleo (DNA) clínica e do paciente (16).

Fonte: SYSMEX, 2016

citoplasma (RNA) das células e bactérias na urina. Todos estes métodos contribuem para

Na citometria Quadro de fluxo 1. Agentes mensura-se etiológico os elementos mais frequentes transitam na ITU individualmente por uma

Fonte: SYSMEX, 2016

Agentes etiológicos

Frequência

o diagnóstico de várias doenças fornecendo,

quando associados à anamnese e ao

câmara de contagem atraídas por um fluxo constante de um líquido condutor de eletricidade.

Escherichia coli 79%

Os de analisadores fluxo Staphylococcus urinários mensura-se por saprophyticus citometria os elementos de fluxo não utilizam que 11% apenas transitam uma metodologia

quadro individualmente e sim

clínico, os dados que por praticamente uma

um conjunto, sendo Klebsiella capaz de identificar SP e diferenciar os elementos 3% urinários, visto que estes

tagem atraídas Proteus por mimbilis um fluxo constante 2% de um líquido confirmam condutor o diagnóstico de eletricidade.

de ITU (11).

artigo 1

apresentam uma grande variedade de tamanhos e formas ou tamanho e formas semelhantes

Enterococcus faecalis 2%

(16). s urinários por Outros citometria de fluxo não 2% utilizam apenas ACHADOS uma metodologia CLÍNICOS NA URINÁLISE e sim RE-

Variados 3%

Pesquisadores sendo capaz comparam de

LACIONADOS ÀS DOENÇAS DE MAIOR

Fonte: identificar a Adaptado microscopia automatizada e SROUGI, diferenciar 2005 com imagem os elementos digital com a urinários, microscopia visto que estes

convencional, onde o equipamento produz uma única camada de sedimento INCIDÊNCIA urinário por : CISTITE E PIELONEFRITE

a grande variedade de tamanhos e formas ou tamanho A ITU e está formas entre as semelhantes

centrifugação rato Urinário da pode amostra apresentar em uma ou cubeta não especial. sintomas, Então, sendo o sedimento denominada é analisado bacteriúria em

mais infecções bacterianas

mais comuns no ser humano (28).

microscopia ausência de de campo sintomas. claro e Quanto uma câmera à localização, digital gera as imagens, é categorizada separando-as como categorias alta ou

É caracterizada pela presença de 100.000

diferentes, de acordo com o tamanho e a forma (27).

cção pode comprometer o trato urinário baixo, evidenciando o diagnóstico unidades formadoras de de colonas bacterianas

digital por mililitro com de a urina microscopia

comparam a microscopia automatizada com imagem

r ao mesmo tempo o trato urinário inferior e o superior, caracterizando uma (UFC/ml) (29).

Suas manifestações clínicas são variadas

podendo variar desde uma infecção

alta, onde denominando-se o equipamento pielonefrite produz (30). uma única camada de sedimento urinário por

da amostra em uma cubeta especial. Então, o sedimento assintomática do é trato analisado urinário até em

ente se apresenta com urgência miccional, polaciúria, nictúria, disúria e dor

aquelas

e campo claro e uma câmera digital gera as imagens,

de

separando-as

um processo infeccioso

categorias

destrutivo do

ste tipo de infecção não é comum a presença de febre. Um parênquima diagnóstico renal levando a insuficiência

acordo e deve ser com valorizado o tamanho na história e a forma clínica (27). do paciente. A urina pode renal apresentara

presença de leucócitos, Figura 8. Presença ou avermelhada de bactérias e leucócitos devido a presença Esta de sangue, doença apresenta agentes etioló-

crônica (16).

Fonte: UFSC, 2016

bactérias gicos (bacteriúria) envolvidos de e eritrócitos forma mais (hematúria). frequente

resença de litíase ou pelo próprio processo inflamatório (11). Fonte: UFSC, 2016

demonstrados no quadro 1, como o Escherichia

coli, o Staphylococcus saprophyticus,

em início, geralmente, como um caso de cistite, após o paciente apresentar

espécies de Proteus e de Klebsiella e o

trinta e oito graus centígrados), calafrios e dor lombar, uni ou bilateral. Enterococcus Esses faecalis, respectivamente.

presentes na maioria dos casos de ITU alta. A dor lombar pode Sendo disseminar a primeira responsável por mais de

70%das infecções do trato urinário adquiridas

na comunidade. Porém, quando a

ou para os flancos e, ocasionalmente, para a virilha, condição que indica a

ulo, com ou sem infecção, dependente da presença de sintomas ITU associados

é adquirida em ambiente hospitalar

urinário ou doenças que comprometem os mecanismos agentes de defesa são diversos, do paciente com predomínio (32).

de enterobactérias, diminuindo a frequência

de do E. coli trato e aumentando a frequência

icos se alteram em conformidade com a localização. A infecção

u cistite apresenta leucocitúria e bacteriúria, hematúria microscópica, de Proteussp, aumento Pseudomonasaerugionosa,

s e leucócitos Figura 9. Presença de leucócitos (leucocitúria), Klebsiellasp, Enterobactersp, Enterococcus

faecalis e de fungos,

ria discreta (FIGURAS 8 e 9). Na pielonefrite aguda detecta-se a presença de

bactérias (bacteriúria) e eritrócitos (hematúria).

principalmen-

Figura 9. Presença de leucócitos (leucocitúria),

As hipóteses diagnósticas definem o tratamento específico, como apresenta a figura 10,

buscando erradicar a bactéria do trato urinário, com consequente melhoria dos sintomas (31).

É importante que se defina as infecções do trato urinário em complicada e recorrente, afim de

que se escolha a melhor medida terapêutica. A ITU complicada associa-se a condições de alto

risco ou insucesso de tratamento, gerando alterações estruturais e funcionais do sistema

A ITU recorrente reaparece após aparente cura. Quando é causada pela mesma bactéria após o

tratamento, significa que a bactéria não foi totalmente erradicada, sendo definida como ITU

recidiva. Já a reinfecção ocorre quando as bactérias foram erradicadas e novos

Imagem Ilustrativa

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

ROSALINA GUEDES 2

ANA CLARA DA SILVA 3

te e Cândida sp (11). (vide quadro 1)

A Infecção do Trato Urinário pode apresentar

ou não sintomas, sendo denominada

bacteriúria assintomática na ausência de

sintomas. Quanto à localização, é categorizada

como alta ou baixa. Essa infecção pode

comprometer o trato urinário baixo, evidenciando

o diagnóstico de cistite, ou atingir ao

mesmo tempo o trato urinário inferior e o

superior, caracterizando uma infecção urinária

alta, denominando-se pielonefrite (30).

A cistite geralmente se apresenta com

urgência miccional, polaciúria, nictúria, disúria

e dor suprapúbica. Neste tipo de infecção

não é comum a presença de febre. Um diagnóstico

anterior de cistite deve ser valorizado

na história clínica do paciente. A urina pode

apresentar-se turva devido a presença de leucócitos,

ou avermelhada devido a presença de

sangue, provocada pela presença de litíase ou

pelo próprio processo inflamatório (11).

A pielonefrite tem início, geralmente,

como um caso de cistite, após o paciente

apresentar febre (superior a trinta e oito

graus centígrados), calafrios e dor lombar,

uni ou bilateral. Esses sintomas estão presentes

na maioria dos casos de ITU alta. A dor

lombar pode disseminar para o abdômen

ou para os flancos e, ocasionalmente, para

a virilha, condição que indica a presença de

cálculo, com ou sem infecção, dependente

da presença de sintomas associados (30).

Os achados clínicos se alteram em conformidade

com a localização. A infecção do

trato urinário baixo ou cistite apresenta leucocitúria

e bacteriúria, hematúria microscópica,

aumento do pH e proteinúria discreta

(FIGURAS 8 e 9). Na pielonefrite aguda

detecta-se a presença de cilindros bacterianos,

cilindros leucocitários e os achados

presentes na cistite. Alguns achados laboratoriais

ressaltam o aumento da uréia e creatinina

plasmática. Já a pielonefrite crônica

distingue-se por apresentar cilindros adiposos,

céreos, granulares e largos, havendo

incremento da proteinúria e diminuição na

depuração da creatinina (16). (figura 8 e 9)

microrganismos, de reservatório fecal, foram introduzidos. Acontece, geralmente, após

anos, cilindros leucocitários

Fonte: UFSC,

e os

2016

achados presentes na cistite. Alguns achados

algumas semanas da conclusão do tratamento, principalmente em mulheres (32).

saltam o aumento da uréia e creatinina plasmática. Já a pielonefrite crônica

as definem o tratamento específico, como apresenta a figura 10,

r apresentar cilindros adiposos, céreos, granulares e largos, havendo

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

téria do trato urinário, 022com consequente melhoria dos sintomas (31).

roteinúria e diminuição na depuração da creatinina (16).

na as infecções do trato urinário em complicada e recorrente, afim de

Estamos há mais de 10 anos no mercado de insumos laboratoriais

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023


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

ROSALINA GUEDES 2

ANA CLARA DA SILVA 3

artigo 1

Figura 10. Hipóteses diagnósticas e terapêuticas para a cistite e a pielonefrite

Figura FONTE: 10. Autores Hipóteses da pesquisa, diagnósticas 2016 e terapêuticas para a cistite e a pielonefrite

FONTE: Autores da pesquisa, 2016

O tratamento medicamentoso Quadro 2. Opções deve terapêuticas ser escolhido para infecções criteriosamente, do trato urinário levando-se em consideração

Fármaco Mecanismo de Ação Resistência

a repercussão Aminoglicosídeo que pode Inibição causar da à síntese flora protéica intestinal do normal, Produção já que é de o enzimas principal reservatório das

ribossomo.

modificadoras do

bactérias uropatogênicas (31).

aminoglicosídeo

A primeira Beta lactams opção deve Inibição ser a via da síntese oral, da afim parede de celular facilitar da e Produção melhorar de beta a aderência ao tratamento.

(penicilina, cafalos- bactéria

lactamase

Os tratamentos porina, aztreonam) por via Intramuscular (IM) ou Intravenosa (IV) devem ser aderidos quando a

ITU for Nitrofurantoína causada por bactérias Inibição do resistentes sistema enzimático à droga de várias administrada Desconhecida pela vira oral ou quando esta

bactérias

vem acompanhada e sinais e sintomas sugestivos de pielonefrite ou septicemia (febre alta,

Sulfonamidas + Antagonista do metabolismo

Diminui o folato

queda do Trimetoprim estado geral, vômitos, bacteriano toxemia) (31).

Quinolonas Inibição da DNA-girase da bactéria Mutação da girase bactéria

A terapia antimicrobiana para a infecção do trato urinário deve ser escolhida de acordo com a

024

As hipóteses diagnósticas definem o

tratamento específico, como apresenta a

figura 10, buscando erradicar a bactéria do

trato urinário, com consequente melhoria

dos sintomas (31). É importante que se

defina as infecções do trato urinário em

complicada e recorrente, afim de que se

escolha a melhor medida terapêutica. A ITU

complicada associa-se a condições de alto

risco ou insucesso de tratamento, gerando

alterações estruturais e funcionais do sistema

urinário ou doenças que comprometem

os mecanismos de defesa do paciente (32).

A ITU recorrente reaparece após aparente

cura. Quando é causada pela mesma bactéria

após o tratamento, significa que a bactéria

não foi totalmente erradicada, sendo

definida como ITU recidiva. Já a reinfecção

ocorre quando as bactérias foram erradicadas

e novos microrganismos, de reservatório

fecal, foram introduzidos. Acontece, geralmente,

após algumas semanas da conclusão

do tratamento, principalmente em mulheres

(32).( video figura 10)

O tratamento medicamentoso deve ser

escolhido criteriosamente, levando-se em

consideração a repercussão que pode causar à

flora intestinal normal, já que é o principal reservatório

das bactérias uropatogênicas (31).

A primeira opção deve ser a via oral,

afim de facilitar e melhorar a aderência ao

tratamento. Os tratamentos por via Intramuscular

(IM) ou Intravenosa (IV) devem

ser aderidos quando a ITU for causada por

bactérias resistentes à droga administrada

pela vira oral ou quando esta vem acompanhada

e sinais e sintomas sugestivos de

pielonefrite ou septicemia (febre alta, queda

do estado geral, vômitos, toxemia) (31).

A terapia antimicrobiana para a infecção

do trato urinário deve ser escolhida de

acordo com a apresentação da infecção, do

agente e do hospedeiro. As medidas feitas

em concordância com os grupos específicos

aumentam os benefícios e reduz custos,

efeitos adversos e aparecimento de microrganismos

resistentes (30). O quadro 2 resume

estas opções. ( vide quadro 2)

O tratamento medicamentoso deve ser escolhido criteriosamente, levando-se em consideração

a repercussão que pode causar à flora intestinal normal, já que é o principal reservatório das

bactérias uropatogênicas (31).

A primeira opção deve ser a via oral, afim de facilitar e melhorar a aderência ao tratamento.

Os tratamentos por via Intramuscular (IM) ou Intravenosa (IV) devem ser aderidos quando a

ITU for causada por bactérias resistentes à droga administrada pela vira oral ou quando esta

vem apresentação acompanhada infecção, e do sinais agente e do sintomas hospedeiro. sugestivos As medidas feitas de em pielonefrite concordância ou com septicemia (febre alta,

Vancomicina Inibição da síntese da parede celular da Alteração enzimática do

os grupos específicos aumentam bactéria os benefícios e reduz custos, peptidoglicam efeitos adversos e aparecimento

queda do estado geral, vômitos, toxemia) (31).

de microrganismos resistentes (30). O quadro 2 resume estas opções.

Fonte: Autores da pesquisa, 2016

EXAMES COMPLEMENTARES UTILIZA-

DOS PARA O DIAGNÓSTICO DE ITU

Alguns exames complementares se apresentam

úteis no diagnóstico de ITU como a

urocultura, o antibiograma, a hemocultura

(em casos de pielonefrite) e os exames de

imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada

e ressonância magnética).

A urocultura positiva é tida como o

padrão-ouro no diagnóstico de ITU em

pacientes sintomáticos com piúria, onde

valores superiores 10(5) UFC/mL correlacionam-se

fortemente com Infecção do Trato

Urinário. Contudo, uma contagem inferior

a este valor, acompanhada de sintomática

característica, deve ser valorizada (32).

A contagem de colônias é mais específica

para infecção urinária, pois raramente amostras

contaminadas apresentam uma contagem

tão expressiva de bactérias. Porém, esse

número é pouco sensível para o diagnóstico de

ITU, sendo contestada por diversos autores. A

poliúria apresentada pelos pacientes com cisti-

A terapia antimicrobiana para a infecção do trato urinário deve ser escolhida de acordo com a

EXAMES COMPLEMENTARES UTILIZADOS PARA O DIAGNÓSTICO DE ITU

apresentação da infecção, do agente e do hospedeiro. As medidas feitas em concordância com

Alguns exames complementares se apresentam úteis no diagnóstico de ITU como a

os grupos específicos aumentam os benefícios e reduz custos, efeitos adversos e aparecimento

urocultura, o antibiograma, a hemocultura (em casos de pielonefrite) e os exames de imagem

de (ultrassonografia, microrganismos tomografia resistentes computadorizada (30). e ressonância O quadro magnética). 2 resume estas opções.

A urocultura positiva é tida como o padrão-ouro no diagnóstico de ITU em pacientes

sintomáticos com piúria, onde valores superiores 10 (5) UFC/mL correlacionam-se fortemente

com Infecção do Trato Urinário. Contudo, uma contagem inferior a este valor, acompanhada

de sintomática característica, deve ser valorizada (32).

A contagem de colônias é mais específica para infecção urinária, pois raramente amostras

contaminadas apresentam uma contagem tão expressiva de bactérias. Porém, esse número é

pouco sensível para o diagnóstico de ITU, sendo contestada por diversos autores. A poliúria

apresentada pelos pacientes com cistite, decorrente do processo irritativo da infecção, pode

levar a uma concentração de bactérias na urina que são atinja os valores esperados (18).

Uma cultura de urina quantitativa, analisada em amostra de urina de jato médio colhida

assepticamente, pode fornecer o agente etiológico causador da infecção contribuindo para a

determinação de um tratamento mais eficaz. Este exame é ainda muito indicado em casos de

te, decorrente do processo irritativo da infecção,

pode levar a uma concentração de bactérias na

urina que são atinja os valores esperados (18).

Uma cultura de urina quantitativa, analisada

em amostra de urina de jato médio colhida

assepticamente, pode fornecer o agente

etiológico causador da infecção contribuindo

para a determinação de um tratamento mais

eficaz. Este exame é ainda muito indicado

em casos de falha na terapia empírica, viabilizando

a realização do antibiograma, que

indicará uma nova conduta terapêutica (15).

Porém, a cultura de urina é um exame

demorado na obtenção dos resultados. Em

pacientes com cistite não complicada tratados

empiricamente, na maioria dos casos,

já está curado quando o resultado é obtido.

Nestes casos, a urocultura torna-se inútil,

além de dispendiosa (15).

Alguns patógenos como Chlamydia e

Mycoplasmasó podem ser identificado em

meios de cultura especiais. Em casos de pacientes

com sintomas de ITU e piúria com

urocultura negativa, suspeita-se de infecção

por estes microrganismos (33).

Teste de sensibilidade in vitro a antimicrobianos

(TSA), mais conhecido como

antibiograma, apresenta-se como teste

complementar à urocultura. A presença do

antibiograma é de grande utilidade naqueles

casos em ocorre falha terapêutica, fornecendo

antimicrobianos potencialmente

úteis a serem prescritos (30).

A correlação entre o antibiograma e a

resposta clínica costuma ser satisfatória.

Existem casos em que o paciente responde

à intervenção terapêutica mesmo na

presença de organismos resistentes aos

antimicrobianos utilizados. Um dos motivos

para que isso aconteça é que os testes

de sensibilidade utilizam os níveis de concentração

plasmática dos antibióticos, em

vez das concentrações urinárias atingidas

pelos mesmos, as quais podem ser muito

superiores (18).

A hemocultura não apresenta valor

diagnóstico em indivíduos com cistite, já

nos casos de pielonefrite é de extrema relevância.

Nesta infecção sua positividade está

entre 25% e 60%, levando à informação do

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


artigo 1

do sistema urinário, tendo indicação restrita aos casos de cistite/pielonefrite não resolvidos

com o tratamento (15). A principal finalidade dos exames de imagem é detectar possíveis

exames de imagem dão solicitados tanto para o diagnóstico como para estabelecer a medida

consequências de surtos anteriores de ITU sobre o parênquima renal (31). A adequação de um

terapêutica (35)

exame radiológico varia em uma escala de 1 a 9, sendo 1 menos apropriado e 9 mais

Os apropriado exames radiológicos (35) são importantes para evidenciar alterações estruturais e/ou funcionais

do sistema urinário, tendo indicação restrita aos casos de cistite/pielonefrite não resolvidos

Em pacientes em condições saudáveis com quadro de pielonefrite não complicada, na maioria

com o tratamento (15). A principal finalidade dos exames de imagem é detectar possíveis

das vezes não há necessidade de realizar exames radiológicos se responderem às medidas

consequências de surtos anteriores de ITU sobre o parênquima renal (31). A adequação de um

terapêuticas com antibiótico em 72 horas. Quando não obtém-se resposta, a urografia é o

exame radiológico varia em uma escala de 1 a 9, sendo 1 menos apropriado e 9 mais

método mais eficaz em termos de custos para a avaliação, como observa-se no quadro 3 (35).

apropriado (35)

Quadro 3. Índice de adequação dos exames radiológico em pacientes saudáveis com pielonefrite não complicada

Em Exame pacientes radiológico em condições saudáveis Índice com de quadro Comentários de pielonefrite não complicada, na maioria

adequação

das Cintilografia vezes não com há tenécio necessidade de realizar 2 exames Estudos radiológicos mostram que se exames responderem imagem às pouco medidas

terapêuticas com antibiótico em 72 horas. Quando

acrescentam

não obtém-se

ao tratamento,

resposta,

se

a

o

urografia

paciente

é o

responde a terapia dentro de 72 horas.

método Pielografia mais anterógrada eficaz em termos de custos 1 para a avaliação, Veja acima como observa-se no quadro 3 (35).

Raios-X simples de abdome 2 Veja acima

Quadro

RM renal

3. Índice de adequação dos exames radiológico

1

em

Veja

pacientes

acima

saudáveis com pielonefrite não complicada

Exame TC renal radiológico com e sem contraste Índice 2 de Comentários Veja acima

Ultrassonografia renal adequação 2 Veja acima

Cintilografia Uretrocistografia com tenécio 2 2 Estudos Veja acima mostram que exames de imagem pouco

Urografia excretora 3 acrescentam Veja acima ao tratamento, se o paciente

Fonte: Adaptado de SANDLER et al., 2004 responde a terapia dentro de 72 horas.

Pielografia anterógrada 1 Veja acima

Raios-X simples de abdome 2 Veja acima

RM Pacientes renal diabéticos ou imunodeprimidos 1 provavelmente Veja acima deverão ser avaliados 24 horas após

TC renal com e sem contraste 2 Veja acima

Ultrassonografia do diagnóstico renal com TC pré e pós-contraste 2 Veja (QUADRO acima 4). O ultrassom indica-se para

Uretrocistografia 2 Veja acima

pacientes com suspeita de pielonefrite e aqueles para os quais a exposição à radiação ou ao

Urografia excretora 3 Veja acima

Fonte: contraste Adaptado é prejudicial de SANDLER (35). et al., 2004

Quadro 4. Índice de adequação dos exames radiológico em pacientes diabéticos ou imunodeprimidos

Pacientes diabéticos ou imunodeprimidos provavelmente deverão ser avaliados 24 horas após

Exame radiológico

Índice de Comentários

do diagnóstico com TC pré e pós-contraste adequação (QUADRO 4). O ultrassom indica-se para

Cintilografia com tenécio 3 Não pode diferenciar doença renal

pacientes com suspeita de pielonefrite e aqueles parenquimatosa para quais de a sem exposição o uso de contraste. à radiação ou ao

Pielografia anterógrada 1 Nunca exame inicial

contraste Raios-X simples é prejudicial de abdome (35).

2 Informação insuficiente para por si só guiar a

terapia.

Quadro RM renal 4. Índice de adequação dos exames radiológico 4 em pacientes diabéticos ou imunodeprimidos

Exame TC renal radiológico com e sem contraste Índice 8 de

adequação

Comentários Geralmente o melhor estudo para avaliar

complicações de pielonefrites, tais como abcesso

Cintilografia com tenécio 3 Não ou extensão pode perinefrética. diferenciar doença renal

Ultrassonografia renal + RX

Pielografia simples de anterógrada abdome

Raios-X simples de abdome

6

1

2

parenquimatosa Um pouco menos de sem sensível o uso que de contraste. a TC, mas usado

Nunca preferencialmente exame inicial se existir comprometimento

Informação da função insuficiente renal. RX para simples por de si abdome só guiar para a

terapia. avaliar cálculos ou gases.

RM Uretrocistografia renal 4 2 Veja acima

TC Urografia renal com excretora e sem contraste 8 2 Geralmente Não é parte o da avaliação melhor estudo inicial para avaliar

Urografia excretora (função 4 complicações Menos sensível de pielonefrites, que a TC, mas tais como pode abcesso ser usado

renal normal)

ou para extensão excluir perinefrética. obstrução.

FONTE: Adaptado de SANDLER, 2004

Os exames iniciais são, geralmente, o de ultrassonografia (US) de rins e das vias urinárias que

posteriormente será complementado com cintilografia renal com ácido dimercaptossuccínico

(DMSA) indicado para o diagnóstico de pielonefrite aguda quando realizada durante o

período de ITU ou na detecção de possíveis cicatrizes renais, avaliando a função de cada rim

(31) (32).

026

agente etiológico nem sempre identificado

na urocultura e sinaliza o risco de sepse

(15). A hematúria, é comum nas infecções

do trato urinário micro ou macro, particularmente

nas causadas por S. saprophyticus. A

hipercalciúria também pode se apresentar

com hematúria e disúria, portanto é preciso

considerar tal hipótese (32).

A confirmação bacteriológica da infecção

através de hemocultura dificilmente está

disponível em todos os serviços, apresenta

baixa sensibilidade e seu resultado não é

obtido precocemente (34).

Geralmente, a infecção está presente do

trato urinário inferior e nestes casos os exames

clínicos e laboratoriais são suficientes.

Porém, quando há envolvimento renal ou

quando apresenta dificuldade para diferenciar

uma ITU de um envolvimento do parênquima

renal, os exames de imagem dão

solicitados tanto para o diagnóstico como

para estabelecer a medida terapêutica (35)

Os exames radiológicos são importantes

para evidenciar alterações estruturais

e/ou funcionais do sistema urinário, tendo

indicação restrita aos casos de cistite/

pielonefrite não resolvidos com o tratamento

(15). A principal finalidade dos

exames de imagem é detectar possíveis

consequências de surtos anteriores de

ITU sobre o parênquima renal (31). A

adequação de um exame radiológico varia

em uma escala de 1 a 9, sendo 1 me-

Nos casos de pielonefrite, a ultrassonografia não é muito indicada às pacientes do sexo

feminino, porém auxilia no diagnóstico de abscesso renal no caso de febre persistente por

mais de 72 horas após ter iniciado o tratamento com antibióticos. A tomografia

computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) apresentam boa sensibilidade para o

diagnóstico e localização de abcessos renais perinefrogênicos, além de definir quadros de

comprometimento renal (35).

A US é um exame prático e de baixo custo, porém tem baixa resolução no diagnóstico de

abcessos renais e perinefrogênicos. Portanto, em casos de suspeita, deve-se indicar a TC sem

hesitação (32). A urografia excretora é utilizada para avaliar os ureteres e a bexiga que

podem ser acometidos pela infecção (36). A TC e a urografia excretora podem ser necessárias

em casos de suspeita de cálculos não diagnosticados na US (32).

A uretrocistografia miccional é indicada em casos de ITU recorrente no pós-transplante para

afastar refluxo ao rim transplantado (9) É considerado melhor parâmetro de visualização do

trato urinário inferior, auxiliando na demonstração de alterações vesicais e na presença de

Refluxo-Vesicoureteral (RVU). O ideal é que, quando indicada, seja feita de quatro a seis

semanas depois do tratamento da infecção urinária aguda e de uma urocultura negativa (32).

Geralmente, a urografia excretora e a uretrocistografia miccional são indicadas nos casos em

que as anormalidades encontradas precisam de melhor visualização estrutural e morfológica

do sistema urinário (31).

Imagem Ilustrativa

nos apropriado e 9 mais apropriado (35)

Em pacientes em condições saudáveis

com quadro de pielonefrite não complicada,

na maioria das vezes não há necessidade de

realizar exames radiológicos se responderem

às medidas terapêuticas com antibiótico em

72 horas. Quando não obtém-se resposta, a

urografia é o método mais eficaz em termos

de custos para a avaliação, como observa-se

no quadro 3 (35). ( vide quadro 3)

Pacientes diabéticos ou imunodeprimidos

provavelmente deverão ser avaliados

24 horas após do diagnóstico com TC pré

e pós-contraste (QUADRO 4). O ultrassom

indica-se para pacientes com suspeita de

pielonefrite e aqueles para os quais a exposição

à radiação ou ao contraste é prejudicial

(35). (vide quadro 4)

Os exames iniciais são, geralmente, o

de ultrassonografia (US) de rins e das vias

urinárias que posteriormente será complementado

com cintilografia renal com ácido

dimercaptossuccínico (DMSA) indicado

para o diagnóstico de pielonefrite aguda

quando realizada durante o período de ITU

ou na detecção de possíveis cicatrizes renais,

avaliando a função de cada rim (31) (32).

Nos casos de pielonefrite, a ultrassonografia

não é muito indicada às pacientes

do sexo feminino, porém auxilia no diagnóstico

de abscesso renal no caso de febre

persistente por mais de 72 horas após ter

iniciado o tratamento com antibióticos.

A tomografia computadorizada (TC) e a

ressonância magnética (RM) apresentam

boa sensibilidade para o diagnóstico e

localização de abcessos renais perinefrogênicos,

além de definir quadros de comprometimento

renal (35).

A US é um exame prático e de baixo custo,

porém tem baixa resolução no diagnóstico

de abcessos renais e perinefrogênicos.

Portanto, em casos de suspeita, deve-se

indicar a TC sem hesitação (32). A urografia

excretora é utilizada para avaliar os ureteres

e a bexiga que podem ser acometidos pela

infecção (36). A TC e a urografia excretora

podem ser necessárias em casos de suspeita

de cálculos não diagnosticados na US (32).

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

ROSALINA GUEDES 2

ANA CLARA DA SILVA 3

A uretrocistografia miccional é indicada

em casos de ITU recorrente no pós-transplante

para afastar refluxo ao rim transplantado

(9) É considerado melhor parâmetro

de visualização do trato urinário inferior,

auxiliando na demonstração de alterações

vesicais e na presença de Refluxo-Vesicoureteral

(RVU). O ideal é que, quando indicada,

seja feita de quatro a seis semanas depois

do tratamento da infecção urinária aguda e

de uma urocultura negativa (32).

Geralmente, a urografia excretora e

a uretrocistografia miccional são indicadas

nos casos em que as anormalidades

encontradas precisam de melhor

visualização estrutural e morfológica

do sistema urinário (31).

Assim, demonstra-se que para fechar

um diagnóstico preciso de ITU é importante

a associação dos diversos exames de acordo

com a clínica e sintomática do paciente para

que o médico prescreva as medidas terapêuticas

apropriadas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sumário de urina avalia a presença

de doenças renais, auxiliando no diagnóstico,

permitindo o monitoramento

e a visualização de um progresso destas

enfermidades. Técnicas corretas na

coleta e na interpretação do sumário

de urina fornecem diagnósticos mais

precisos levando a um tratamento mais

eficaz. Assim, é evidente na relevância

deste exame na rotina laboratorial. No

entanto, após a análise dos resultados

obtidos nesta revisão, foi perceptível

o baixo valor que os clínicos atribuem

a este exame, ignorando na grande

maioria os seus resultados, independente

de anormais ou não.

O profissional biomédico atua no laboratório

clínico também no setor urinálise, devendo

ter consciência do auxílio no diagnóstico que

objetiva a saúde do paciente. Para isso, executa

os procedimentos, avalia e interpreta os resultados,

buscando compreender e aplicar os

procedimentos de garantia de qualidade nas

fases pré-analítica, analítica e pós-analítica.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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(1) P. Ponikowski, A.A. Voors, S.D. Anker, et al.2016 ESC Guidelines for the diagnosis

and treatment of acute and chronic heart failure: The Task Force for the diagnosis

and treatment of acute and chronic heart failure of the European Society of

Cardiology (ESC). Developed with the special contribution of the Heart Failure

Association (HFA) of the ESC Eur Hear J., 18 (2016), pp. 1-85

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Imagem Ilustrativa

AUTORES:

TAINÁ CARDOSO DOS SANTOS PIRES 1

ROSALINA GUEDES 2

ANA CLARA DA SILVA 3

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artigo 1

028

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KARLA VALÉRIA SANTOS DE CAMPOS 1 ,

IZALINA CARLA OLIVEIRA DO NASCIMENTO 1 ,

JOSÉ EDUARDO BATISTA FILHO 1 ,

VANESSA DANILLE DINIZ DA SILVA 2 ,

GERUSINETE BASTOS SANTOS 3

JOSÉ EDUARDO BATISTA 4 *

artigo 2

030

Anormalidades Citológicas

e Índice de Qualidade de amostras

citopatológicas de mulheres Quilombolas

no Estado do Maranhão

Resumo

O câncer do colo do útero é caracterizado pela replicação desordenada

do epitélio de revestimento do órgão, comprometendo o tecido subjacente

(estroma) e podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou à distância.

As comunidades quilombolas apresentam dificuldades de acesso aos serviços

de saúde, comparadas à população em geral. Detectar anormalidades

citológicas em esfregaços cervicais de mulheres quilombolas nos municípios

do litoral leste no estado do Maranhão entre janeiro e junho de 2016

e analisar os indicadores de qualidade dos exames citopatológicos. Foram

incluídas 152 mulheres entre 15 a 75 anos. Os exames citopatológicos do

colo do útero foram realizados com base nos indicadores de Monitoramento

Interno de Qualidade (MIQ). Dos 152 resultados de exames citopatológicos,

92,1% (140/152) foram considerados inflamatórios, enquanto 7,2% apresentaram

anormalidades citológicas, havendo maior prevalência para HSIL

3,2% (5/152). O índice de positividade foi 7,8%, o percentual de células

escamosas atípicas nos exames satisfatórios 2,6%; a razão entre células

escamosas atípica e lesões intraepitelial escamosas 0,5% e os exames compatíveis

com lesão intraepitelial escamosa de alto grau 3,2%. Os resultados

apontam maior prevalência para lesões de alto grau, os indicadores de qualidade

da população estudada dentro dos parâmetros determinados pelo

Ministério da Saúde.

PALAVRAS-CHAVE: Citopatologia, Neoplasia do colo do útero, Quilombola.

Abstract

¹ Especialista em Citopatologia – Farmacêutica pela Universidade Federal do Maranhão

2 Farmacêutica pela Universidade Federal do Maranhão

3 Especialista em Citopatologia/Mestranda em Ciências da Saúde-UFMA

4 Professor Universidade Federal do Maranhão, Brasil –Doutor em Medicina Tropical e Saúde Pública -

Departamento de Patologia/UFMA

* Corresponding author:

Department of Pathology, Center of Biological and Health Sciences, Federal University of Maranhão, Avenida

dos Portugueses - SN, CEP: 65.025-560, São Luís-MA, Brazil.

Prof. Dr. José Eduardo Batista

E-mail: jbatistaufma@gmail.com

Telefone: 98-3272-9591; Fax: 98- 3272-8535

Cervical cancer occurs when the cells lining the cervix begin to grow out

of control, compromising the underlying tissue (stroma), which may lead to

invasion of other structures and adjacent or distant organs. In Brazil, people

from quilombo communities have a real difficult access to health services,

if compared to the general population. This paper presents the results for

cervical cytological abnormalities (CCAs) detected in cervical smears tests

(Pap smears) performed on quilombola women in towns from Maranhao

East coast, between January 2016 and June 2016, to analyze the quality

indicators of cytopathology exams. 152 women between 15 and 75 years

old were selected for this study. Cervical cytopathology exams were carried

out based on indicators from the internal quality monitoring (IQM) program

for cytopathology laboratories. Out of the 152 smears, 92.1% (140/152) were

considered inflammatory, while 7.2% presented cytological abnormalities,

with a higher prevalence for High Grade Squamous Intraepithelial Lesions

(HSIL), 3.2% (5/152). The percentage of positive results was 7.8%, and the

percentage for atypical squamous cells among satisfying exams was 2.6%,

the ratio ASC/SIL was 0.5%, and percentage of tests compatible with highgrade

squamous intraepithelial lesion was 3.2%. Results indicate higher

prevalence for high grade lesions, with quality indicators for the population

studied being within the parameters determined by the Ministry of Health.

KEYWORDS: Cytopathology, Cervical neoplasia, Quilombola

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

imagem ilustrativa

INTRODUÇÃO

O câncer do colo do útero é caracterizado

pela replicação desordenada

do epitélio de revestimento do órgão,

comprometendo o tecido subjacente

(estroma) e podendo invadir estruturas

e órgãos contíguos ou à distância.

Há duas principais categorias de carcinomas

invasores do colo do útero, dependendo

da origem do epitélio comprometido:

o carcinoma epidermoide,

tipo mais incidente e que acomete o

epitélio escamoso (representa cerca de

80% a 90% dos casos) e o adenocarcinoma,

tipo mais raro e que acomete o

epitélio glandular (10% dos casos) (1).

Para o ano de 2016, no Brasil, foram

esperados 16.340 casos novos

de câncer do colo do útero, com um

risco estimado de 15,85 casos a cada

100 mil mulheres. O câncer do colo

do útero é considerado um importante

problema de saúde pública (2).

A taxa de incidência do câncer do

colo do útero vem diminuindo ao

longo das últimas três décadas, na

maioria dos países em processo de

transição socioeconômica. Tal fato

reflete, principalmente, as implementações

de programas de prevenção.

Geralmente a doença começa

a partir dos 30 anos e aumenta seu

risco rapidamente até atingir as faixas

etárias acima de 50 anos (2).

O rastreamento do câncer do colo do

útero no Brasil, recomendado pelo Ministério

da Saúde, é o exame citopatológico

em mulheres de 25 a 64 anos. A rotina é

a repetição do exame Papanicolau a cada

três anos, após dois exames normais

consecutivos realizados com um intervalo

de um ano. A efetividade do programa

de controle do câncer do colo do útero

é alcançada com a garantia da organização,

da integralidade e da qualidade

dos serviços, bem como do tratamento

e do seguimento das pacientes (2).

Para o rastreamento do câncer

do colo do útero, o método mais

amplamente utilizado é o teste de

Papanicolau (exame citopatológico

do colo do útero). Segundo a Organização

Mundial da Saúde (OMS),

com uma cobertura da população-

-alvo de, no mínimo, 80% e com a

garantia de diagnóstico e tratamento

adequados dos casos alterados, é

possível reduzir, em média, de 60% a

90% a incidência do câncer cervical (3).

A experiência de alguns países desenvolvidos

mostra que sua incidência

foi reduzida em torno de 80% onde

o rastreamento citológico foi implantado

com qualidade, cobertura, tratamento

e seguimento das mulheres (3).

O laboratório tem um papel fundamental

nos programas de rastreamento

do câncer do colo do útero baseados no

exame citopatológico Papanicolau. Os

dados nele coletados permitem o monitoramento

e a avaliação não somente

das atividades do próprio laboratório,

mas também dos indicadores da qualidade

programática. O Programa de

Controle do Câncer do Colo do Útero tem

formas e graus variados em sua organização

em função das especificidades

de cada região, estado ou município

em que está implantado. É fundamental

o monitoramento de cada etapa do

programa, com o cuidado de adequar

os parâmetros e indicadores utilizados,

respeitando as diferenças locais (2).

Com pouco conhecimento sobre o

câncer do colo uterino por comunidades

tradicionais não é algo muito discutido

em pesquisas científicas, pois essas

tratam, em sua maioria, sobre o exame

preventivo. Estudo realizado com mulheres

quilombolas residentes em cidades do

litoral leste do Maranhão, destacando-se a

necessidade de reorganização dos serviços

de saúde para o enfrentamento dos fatores

associados à não realização do exame

preventivo por parte dessas mulheres (4).

O baixo acesso ao conhecimento sobre

câncer do colo uterino em comunidades

quilombolas é apontado por

pesquisa que destaca também a precária

presença de serviços de saúde,

o preconceito e a falta de informação

como fatores relacionados a essa falta

de conhecimento sobre o tema. Além

disso, poucos são os estudos sobre a

saúde das mulheres desenvolvidos nas

comunidades quilombolas, principalmente

relacionados ao conhecimento

e perspectivas dessas mulheres (4).

Diante disso, objetivou-se, neste estudo,

detectar e caracterizar as anormalidades

citológicas presentes em esfregaços cérvico-vaginais

de mulheres quilombolas no

Maranhão no período de Janeiro de 2016 a

Junho de 2016, bem como avaliar os indicadores

de qualidade das análises realizadas.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo de corte transversal

realizado na comunidade rural

quilombola do litoral leste, remanescente

dos quilombos, formada pelos

municípios de Alcântara e Bequimão,

municípios que estão no litoral do estado

do Maranhão. As comunidades foram

certificadas pela Fundação Palmares e

localizam-se a cerca de 30 quilômetros

da capital. Foram incluídas no estudo

152 mulheres com variação de idade

entre 15 a 75 anos. As participantes

eram residentes e cadastradas nas áreas

de abrangência das equipes Saúde

da Família, dos munícipios já citados. O

estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética

da Universidade Federal do Maranhão

com o Parecer n° 1.502.349. Todas as

mulheres assinaram o Termo de Consentimento

Livre e Informado; os aspectos

éticos foram rigorosamente respeitados,

de acordo com a Resolução 466/12 do

Conselho Nacional de Saúde. Após assinatura

do termo de Consentimento Livre

e Esclarecido, as mulheres responderam

um questionário sociodemográfico,

foram coletadas amostras de raspado

cérvico-vaginal e confeccionadas as lâminas

para realização de citologia convencional.

Os exames foram analisados

pelos citopatologistas da rede SUS (Sistema

Único de Saúde) do município de

São Luís-Maranhão. As amostras foram

analisadas por dois citopatologistas e,

em caso de resultados discordantes, um

terceiro citopatologista estabeleceu o

diagnóstico de consenso. Os esfregaços

foram submetidos a um rigoroso controle

de qualidade adotado pelo referido

laboratório, realizado através da revisão

rápida de todos os esfregaços negativos

e revisão detalhada dos esfregaços

insatisfatórios, suspeitos e positivos.

Os resultados relativos à adequabilidade

das amostras, alterações reativas

031


Imagem Ilustrativa

KARLA VALÉRIA SANTOS DE CAMPOS 1 ,

IZALINA CARLA OLIVEIRA DO NASCIMENTO 1 ,

JOSÉ EDUARDO BATISTA FILHO1,

VANESSA DANILLE DINIZ DA SILVA 2 ,

GERUSINETE BASTOS SANTOS 3

JOSÉ EDUARDO BATISTA 4 *

Date:Sep. 24-27

Date:Sep. Booth No.:112 24-27

Booth Date:Sep. No.:112 24-27

Booth No.:112

artigo 2

032

e anormalidades em células epiteliais

foram interpretados de acordo com os

critérios citológicos definidos no Sistema

de Bethesda revisado em 2001 (5).

A avaliação da qualidade foi realizada

com base em cinco indicadores de Monitoramento

Interno de Qualidade (MIQ),

cujas variáveis selecionadas seguem descritas

em suas respectivas fórmulas (6):

A - Índice de Positividade (IP),

expressa a prevalência de alterações celulares

nos exames e caracteriza a sensibilidade

do processo do rastreamento em

detectar lesões na população examinada.

FÓRMULA:

NÚMERO DE EXAMES ALTERADOS x 100

TOTAL DE EXAMES SATISFATÓRIOS

B - Percentual de exames compatíveis

com células escamosas

atípicas (ASC) entre os exames satisfatórios

– caso de dúvida diagnóstica

de lesão intraepitelial, incluindo

os casos de ASC-US e ASC-H.

FÓRMULA:

NÚMERO DE EXAMES COM ASC-US

E ASC-H x 100

TOTAL DE EXAMES SATISFATÓRIOS

C - Razão ASC/SIL (lesão intraepitelial

escamosa) – razões ASC/

SIL muito altas necessitam determinar

a causa desse resultado e pode

ser necessário rever os critérios citológicos

tanto de ASC quanto de SIL.

FÓRMULA:

NÚMERO DE EXAMES COMPATÍVEIS

COM ASC-US E ASC-H

NÚMERO DE EXAMES COM LSIL E HSIL

D - Percentual de exames compatíveis

com lesão de alto grau (HSIL)

- lesões verdadeiramente precursoras

do câncer do colo do útero. Aquelas

que apresentam efetivamente potencial

para progressão da doença, cuja detecção

é primordial para a prevenção.

FÓRMULA:

NÚMERO DE EXAMES HSIL x 1 00

TOTAL EXAMES SATISFATÓRIOS

E - Percentual de amostras insatisfatórias:

fornece informações sobre a

forma correta para fixação e transporte do

material. Pode ser útil para orientação das

ações corretivas junto a unidade de saúde.

FÓRMULA: Nº DE AMOSTRAS INSATISFATÓRIAS NO

MÊS x 100 TOTAL DE EXAMES LIBERADOS NO MÊS

ANÁLISES

ESTATÍSTICAS

O banco de dados foi organizado em planilha

do aplicativo Microsoft® Office Excel

2007 e a análise estatística para o cálculo do

tamanho amostral das mulheres quilombolas

foi feito utilizando-se o programa estatístico

PASS11(2012) e os seguintes parâmetros:

Prevalência de 10% de Doenças Sexualmente

Transmissíveis (DSTs) em populações quilombolas

em Turiaçu - MA (7), nível de significância

(alfa) de 5%, erro tolerável de 7%, poder de

teste 80%, sendo a amostra de 152 mulheres.

Para a análise bivariada observou-se as associações

entre as variáveis independentes (idade)

com a variável dependente (ter apresentado ou

não lesão do colo útero). Foi adotado o teste do

qui-quadrado de Pearson e valor de p


6

RESULTADOS

Durante o período de julho de 2015 a março de 2016 foram atendidas 152 mulheres nos

Postos de Saúde nos Quilombos do Maranhão cadastrados pela Fundação Palmares. Em relação à

adequabilidade das amostras todas foram consideradas satisfatórias.

A Tabela 1 mostra a distribuição dos resultados citológicos de acordo com as faixas etárias.

Observa-se que a maior prevalência de anormalidades foi na faixa de 25 a 50 anos, 5,92% (9/152),

distribuídos nos quatro tipos de lesões. Foi observado que entre as mulheres com idade inferior a 25

anos foram encontrados resultados benignos compatíveis com inflamação e nas mulheres acima de

50 anos apenas 1,97% (3/152) apresentaram lesões, sendo uma com lesão de baixo grau e duas com

lesões de alto grau. Uma associação significativa foi observada entre o resultado citopatológicos

com alterações atípicas relacionados com a idade (p < 0,001).

Imagem Ilustrativa

KARLA VALÉRIA SANTOS DE CAMPOS 1 ,

IZALINA CARLA OLIVEIRA DO NASCIMENTO 1 ,

JOSÉ EDUARDO BATISTA FILHO1,

VANESSA DANILLE DINIZ DA SILVA 2 ,

GERUSINETE BASTOS SANTOS 3

JOSÉ EDUARDO BATISTA 4 *

artigo 2

034

Tabela 1. Distribuição dos resultados citológicos de acordo com a idade.

Alteração/

Idade

Inflamatório ASC-US ASC-H LSIL HSIL Total P

< 25 anos 12 0 0 0 0 12 < 0,001

7

25 a 50 anos 83 2 2 2 3 92 < 0,001

mulheres com anormalidades citológicas 91,6% (11/12) apresentaram os três tipos de epitélios nos

> 50 anos 45 0 0 1 2 48 < 0,001

esfregaço cervicais. Não houve associação estatisticamente significante entre os tipos de

ASC-US - Atypical squamous cells of undetermined significance; LSIL - Low grade squamous

anormalidades

intraepithelial lesion;

e os epitélios

ASC-H -

representados

Atypical squamous

na amostra.

cells cannot exclude high-grade squamous intraepithelial

lesions; HSIL - High grade intraepithelial lesion.

Tabela 2. Tipos de epitélio representado na amostra e relação com anormalidades citológica.

A Tabela 2 mostra as anormalidades Escamoso,

Escamoso

citológicas e a representatividade

Total

celular nos

Glandular e/ou

Diagnóstico

P

esfregaços satisfatórios. Esfregaço apresentando Metaplásico

citológico

apenas representação do epitélio escamoso foram

n % n % n %

observados em 25,7% (39/152) dos casos e células escamosas acompanhadas de células

Inflamatório 38 25,0 102 67,1 140 92,1 0,263

metaplásicas e/ou glandulares estiveram presentes em 74,3% (113/152). Considerando apenas as

ASC-US 1 0,7 1 0,7 2 1,3 0,224

LSIL 0 0,0 3 1,9 3 1,9 0,242

ASC-H 0 0,0 2 1,3 2 1,3 0,226

HSIL 0 0,0 5 3,3 5 3,3 0,236

Total 39 25,7 113 74,3 152 100

ASC-US - Atypical squamous cells of undetermined significance; LSIL - Low grade squamous

intraepithelial lesion; ASC-H - Atypical squamous cells cannot exclude high-grade squamous intraepithelial

lesions; HSIL - High grade intraepithelial lesion.

Tabela 3. Frequência de anormalidades citológicas.

O diagnóstico citopatológico de maior prevalência foi de reações benignas compatíveis com

Resultado citopatológico N %

inflamação presente em 92,1% (140/152) dos casos; o diagnóstico de atipias representou 7,9%

Inflamatório 140 92,1

(12/152) dos esfregaços cervicais, sendo a lesão de alto grau HSIL representando a maior

ASC-US 2 1,3

prevalência 3,3% (5/152) (Tabela 3).

ASC-H 2 1,3

LSIL 3 1,9

HSIL 5 3,3

Total 152 100

ASC-US - Atypical squamous cells of undetermined significance; LSIL - Low grade squamous

intraepithelial lesion; ASC-H - Atypical squamous cells cannot exclude high-grade squamous

intraepithelial lesions; HSIL - High grade intraepithelial lesion.

A Tabela 4 mostra as informações referentes aos indicadores de qualidade das análises

realizadas. As relações entre os diagnósticos foram realizadas de acordo com o preconizado no

Manual de Gestão da Qualidade para Laboratório de Citopatologia (4). O índice de positividade foi

de 7,8%, Os percentuais de exames compatíveis ASC entre os exames satisfatórios foi de 2,6%; a

razão de células ASC/SIL foi 0,5% e a razão de percentual de exames compatíveis com HSIL foi de

3,2%.

gistrados no SISCOLO em 2013, 78,7%

foram realizados no grupo etário alvo

de 25 a 64 anos de idade, dados estes

compatíveis com os nossos resultados.

De acordo com o Instituto Nacional do

Câncer (2), os exames em mulheres com

mais de 64 anos representaram 5,6% do

total de exames, dados esses divergentes

do nosso estudo visto que as mulheres

acima de 50 anos representaram 31,6%.

Em relação à faixa etária, há poucas

evidências objetivas sobre quando as mulheres

devem encerrar o rastreamento do

câncer do colo do útero. Desde a última

edição das Diretrizes Brasileiras para o

Rastreamento do Câncer do Colo do Útero,

de 2011, elevou-se de 59 para 64 anos

a idade da mulher sem história prévia de

doença pré-invasiva para encerrar o rastreamento,

o que está em concordância com

o conhecimento mais atual e com a grande

maioria das recomendações vigentes (8).

De fato, entre as ações prioritárias

previstas no Plano de Ações Estratégicas

para o Enfrentamento das Doenças

Crônicas não Transmissíveis no Brasil,

de 2011-2012, está na ampliação e/ou

manutenção da cobertura de exame citopatológico

do câncer do colo do útero

em mulheres de 25 a 64 anos (8). Esta é

a faixa etária em que as mulheres mais se

8

beneficiam deste exame. Deve-se, portanto,

direcionar esforços no sentido de

garantir a oferta de exames para o público

feminino em todas as regiões do país,

bem como nos quilombos do Maranhão.

Existe grande controvérsia e pobreza de

evidências sobre eficácia e efetividade de

práticas diferentes de rastreamento em

algumas populações especiais, tais como

indígenas e outras que podem estar mais

expostas a fatores sociais ou ambientais

para o câncer do colo do útero (8).

Neste estudo também, apenas 7,9 % das

pacientes encontravam-se na faixa etária

abaixo dos 25 anos. De acordo com o SIS-

COLO, em 2013, cerca de 16% dos exames

foram realizados em menores de 25 anos.

Chama a atenção os mais de 550 mil exames

realizados em jovens menores de 20

anos, pois não é recomendado rastreamento

populacional para este grupo etário, devido

à maior ocorrência de sobrediagnóstico (2).

Dois indicadores importantes para avaliar

a qualidade da coleta do exame citopatológico

do colo do útero são: proporção de

exames considerados pelo laboratório como

insatisfatórios para análise e a proporção de

lâminas sem representação do epitélio da

Zona de Transformação (ZT), que é a região

onde se encontra a maior parte das alterações

pré-malignas e malignas. Segundo as Diretrizes

Brasileiras, exames com estes resultados

devem ser repetidos, o que gera aumento

dos custos e perda de oportunidade (2).

Neste estudo houve representação de canal

endocervical e/ou zona de transformação em

7,2% (11/152) das mulheres quilombolas com

diagnósticos alterados.

Esfregaços considerados insatisfatórios

para análise são aqueles que apresentam

material acelular ou hipocelular (menos

10% da superfície da lâmina recoberta

por células escamosas), fatores de obscurecimento

que prejudiquem a interpretação

de mais de 75% das células epiteliais,

ou, ainda, outras causas que devem ser

especificadas. No entanto, os esfregaços

com fatores de obscurecimento dificultando

a leitura, mas com raras células

suspeitas de alterações pré-malignas ou

malignas, não podem ser classificados

como insatisfatórios e devem ser classificados,

no mínimo, como atipias de

significado indeterminado, dependendo

das alterações celulares encontradas.

No presente estudo, não tivemos

lâminas consideradas insatisfatórias.

O sistema de monitoramento da qualidade

compreende um conjunto de ações

que se desenvolvem tanto internamente,

no laboratório, quanto externamente.

Visa acompanhar e avaliar os procedimentos

dos exames citopatológicos do

colo do útero, permitindo determinar

áreas em que seja possível planejar e

implementar ações corretivas, melhorias

e, ainda, avaliar o impacto dessas ações

e a incorporação de novas práticas (8).

Os esfregaços apresentando apenas

representação do epitélio escamoso foram

observados em 25,66% dos casos.

Esfregaços normais somente com células

escamosas em mulheres com colo do

útero presente devem ser repetidos com

intervalo de um ano e, com dois exames

normais anuais consecutivos, o intervalo

passará a ser de três anos. Para garantir

boa representação celular do epitélio do

colo do útero, o exame citopatológico

deve conter amostra do canal cervical(8).

Em mulheres com menos de 25 anos

há vários fatos indicando que, direta ou

indiretamente, o rastreamento não tem

impacto na redução da incidência ou

mortalidade por câncer do colo do útero

(8). Pode ser observado neste estudo que

entre as mulheres com idade inferior a 25

anos, foram encontrados apenas resultados

benignos compatíveis com inflamação,

ausente, portanto, nesta faixa etária

a presença de anormalidades citológicas.

Em estudo prévio, em mulheres quilombolas

do Maranhão, realizado no

Centro de Análises Clínicas Rômulo Rocha

da Faculdade de Farmácia da Universidade

Federal de Goiás, utilizando

revisão rápida de 100% dos esfregaços

como monitoramento de qualidade

das amostras encontrou-se um índice

de positividade de 7,37% na população

examinada (9). Estes dados foram similares

ao encontrado no presente estudo

onde o índice de positividade foi de 7,8

nas mulheres quilombolas. O Ministério

da Saúde preconiza o índice de positividade

compatível com a prevalência de

alterações celulares considerados como

satisfatório variando de 3% a 10%. No

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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9

Imagem Ilustrativa

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JOSÉ EDUARDO BATISTA 4 *

Tabela 4. Percentuais de Indicadores de Qualidade das análises realizadas em material

artigo 2

citológico de mulheres quilombolas do Maranhão.

Índices Índice encontrado Maranhão

Percentual recomendado

Índice de Positividade 7,8% 2,0% Entre 3% e 10%

- Percentual de exames

compatíveis com células

escamosas atípicas (ASC)

entre os exames satisfatórios

- Razão Atipia escamosa

de significado indeterminado

Lesão intraepitelial

escamosas (Razão ASC/SIL)

- Percentual de exames

compatíveis com lesão

intraepitelial de alto grau

(HSIL)

2,6% 0,9%

No máximo 4% a 5% de

todos os exames

0,5% 1,0% Não superior a 3%

3,2% 0,2% Variável

ASC-US - Atypical squamous cells of undetermined significance; LSIL - Low grade

squamous intraepithelial lesion; ASC-H - Atypical squamous cells cannot exclude highgrade

squamous intraepithelial lesions; HSIL - High grade intraepithelial lesion.

Maranhão o índice de positividade é de

2,0%, abaixo do que é preconizado como

No presente estudo, a maioria das mulheres quilombolas encontrava-se na faixa etária 25 a 50

satisfatório pelo Ministério da Saúde.

Neste estudo o percentual de exames

compatíveis com ASC foi de 2,6%, entre os

exames satisfatórios. Esta taxa encontra-se

pouco abaixo do limite preconizado para

estes diagnósticos que é de 4% e 5% de

todos os exames satisfatórios. No Maranhão

o percentual de exames compatíveis

com ASC é de 0,9% percentual muito

abaixo do limite estabelecido pelo Ministério

da Saúde, porém semelhantes aos

encontrados em outras regiões do País (10).

Este estudo mostrou uma prevalência

de HSIL de 3,2%, considerada alta,

se comparada aos índices apresentados

nacionalmente, como no estudo realizado

em Goiás, que avaliou os Indicadores

da Qualidade dos Exames Citopatológicos

do Colo do Útero de Laboratórios

Privados credenciados pelo Sistema

Único de Saúde. Os laboratórios monitorados

apresentaram uma média de

0,6%, enquanto os não monitorados

evidenciaram 0,2% (11). Entretanto o

índice desse estudo é semelhante aos

índices relatados por Bortolon et al.

(2012) em uma outra população(10).

Os altos índices de HSIL encontrados

podem ser resultado de um controle de

qualidade mais eficiente, realizando uma

correta leitura e revisão, alcançando assim

uma melhor abrangência de resultados,

reduzindo assim a ocorrência de falsos

negativos. Outro ponto importante é que

estas maiores taxas de HSIL podem ser

também um reflexo das próprias características

da população, da dificuldade de

DISCUSSÃO

anos equivalendo a 60,5%, seguido pelas mulheres com mais de 50 anos que correspondem a 31,6%. Do

total de 8.951.266 exames citopatológicos do colo do útero registrados no SISCOLO em 2013, 78,7%

acesso à informação aos serviços de saúde,

bem como possíveis fatores genéticos.

De acordo com Oliveira et al. (2014),

vários autores apontam para a relevância

de etnia/raça na produção de enfermidade,

porém, poucos de fato demonstraram

a existência de tal associação(2).

A relação entre saúde/enfermidade

nas minorias étnico-raciais pode ser

abordada de acordo com ele sob duas

vertentes complementares: 1) saúde e

enfermidade como resultante de desigualdades

sociais e/ou discriminação

étnico-racial e 2) saúde e enfermidade

como resultante de fatores biogenéticos.

A partir desta abordagem pode ser possível

ter um olhar mais abrangente sobre a

população quilombola e os diversos fatores

que contribuem para os resultados encontrados

neste estudo, levando em consideração

a miscigenação, cultura, acesso aos

serviços de saúde e ao próprio isolamento

geográfico. Desta forma, a oportunidade

de levantar dados referentes a grupos étnicos

específicos é especialmente importante

para o entendimento das condições de saúde

desta população, bem como de delineamento

de estratégias para melhorias na detecção

precoce e seguimento no tratamento.

CONCLUSÃO

Os resultados para lesões de alto grau

obtidos no estudo contribuem para o entendimento

da situação de um dos grupos

étnicos nos quilombos do Maranhão.

Os índices dos indicadores de qualidade

encontrados, apesar de estarem dentro

dos parâmetros determinados pelo Ministério

da Saúde, reforça a necessidade

de investimento em qualidade dos laboratórios

de citopatologia no Maranhão.

Na análise de 152 de exames citopatológicos,

92,1% (140/152) foram considerados

inflamatórios, enquanto 7,2%

apresentaram anormalidades citológicas,

havendo maior prevalência para HSIL

3,2% (5/152). O índice de positividade

foi 7,8%, percentual de células escamosas

atípicas nos exames satisfatórios foi

2,6% a razão entre células escamosas

atípicas e lesões intraepitelial escamosas

foi 0,5%, exames compatíveis com lesão

intraepitelial escamosa de alto grau foi

3,2%. Os resultados apontam, assim,

maior prevalência para lesões de alto

grau, os indicadores de qualidade da população

estudada dentro dos parâmetros

determinado pelo Ministério da Saúde.

Deste modo, faz-se necessária a intensificação

de ações dos programas de controle e rastreamento

do câncer de colo uterino na população

estudada visando a detecção e tratamento precoce

das lesões precursoras do câncer do colo

uterino, para a redução da incidência e mortalidade

entre a população quilombola.

Conflito de Interesse

Não há conflitos de interesse envolvidos

nesta pesquisa.

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4544, 2014.

036

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


artigo 3

imagem ilustrativa

GUILHERME RIBEIRO JULIANO 1

ALINE CRISTINA SOUZA DA SILVA 2

MARIANA SILVA OLIVEIRA 3

GRACE KELLY NAVES DE AQUINO FAVARATO 4

LOURIMAR JOSÉ DE MORAIS 5

LUCIANO ALVES MATIAS DA SILVEIRA 6

CAMILA LOURENCINI CAVELLANI 7

VICENTE DE PAULA ANTUNES DA TEIXEIRA 8

MARA LÚCIA DA FONSECA FERRAZ 9

Resumo

O objetivo do estudo foi demonstrar a importância da autópsia convencional

e do exame de imagem no diagnóstico de aterosclerose em vasos

cerebrais e sua associação com a Síndrome Metabólica. Nós descrevemos o

caso de uma mulher de 75 anos com história clínica de hipertensão arterial

sistêmica, obesidade e dislipidemia. Deu entrada ao Pronto Atendimento com

rebaixamento de nível de consciência, sendo internada e mantida em sedação

contínua e sob ventilação mecânica, porém faleceu três dias após a admissão.

Durante a internação foi realizada tomografia computadorizada de crânio que

revelou atrofia encefálica, ateromatose da artéria carotídea e basilar, acidente

vascular isquêmico à direita e lesão hipodensa em hipófise sugestiva de

adenoma. Já na análise anatomopatológica, a causa imediata do óbito foi

uma embolia trombótica pulmonar acentuada, acometendo bilateralmente

o tronco das artérias pulmonares. A doença básica foi uma trombose venosa

profunda de membros inferiores; no entanto, foi encontrada aterosclerose

acentuada dos vasos da base encefálica, sendo confirmada por tomografia

computadorizada post-mortem com imagem radiopaca de vasos alterados.

Concluímos que a associação da autópsia convencional com o exame de imagem

foi determinante para o diagnóstico, visto que a paciente apresentava

características clínicas de Síndrome Metabólica podendo estar associada a

aterosclerose acentuada encontrada nos vasos cerebrais.

Palavras-chaves: autópsia, aterosclerose, tomografia

1

Biomédico, mestre em ciências da saúde, Disciplina de Patologia Geral,

Universidade Federal do Triângulo Mineiro, email: guiribeiro85@yahoo.com.br

2

Biomédica, mestre em ciências da saúde, Disciplina de Patologia Geral,

Universidade Federal do Triângulo Mineiro, email: aline.souza_1@hotmail.com

3 Enfermeira, mestre em ciências da saúde, Disciplina de Patologia Geral,

Universidade Federal do Triângulo Mineiro, email: maholiveira7@hotmail.com

4

Grace Kelly Naves de Aquino Favarato, enfermeira, mestre em ciências

da saúde, Disciplina de Patologia Geral, Universidade Federal do Triângulo

Mineiro, email: gracekellynaves@hotmail.com

5

Mestre em ciências da saúde, Disciplina de Patologia Geral, Universidade Federal do

Triângulo Mineiro, email: lourimar_morais@yahoo.com.br

6

Médico, bacharel em medicina, Disciplina de Anestesiologia, Universidade Federal do

Triângulo Mineiro, email: drluciano@hotmail.com

7 Biomédica, doutora em ciências da saúde, Disciplina de Patologia Geral, Universidade

Federal do Triângulo Mineiro, email: camila@patge.uftm.edu.br

8 Médico, doutor em ciências da saúde, Disciplina de Anestesiologia,

9 Bióloga, doutora em ciências da saúde, Disciplina de Patologia Geral,

Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba-MG, Brasil, email: mara.

ferraz@uftm.edu.brUniversidade Federal do Triângulo Mineiro, email: vicente.

teixeira@uftm.edu.br

Importância da autópsia

na associação de achados de

aterosclerose e síndrome metabólica

Abstract

The aim of this study was to demonstrate the importance of conventional

autopsy and imaging in the diagnosis of atherosclerosis in cerebral vessels and

its association with the Metabolic Syndrome. We describe the case of a 75-yearold

woman with a clinical history of systemic arterial hypertension, obesity and

dyslipidemia. She was admitted to the Emergency Room with lowered level of

consciousness, being hospitalized and maintained in continuous sedation and

under mechanical ventilation, but she died three days after admission. During

the hospitalization, a CT scan of the skull revealed a brain atrophy, atheromatosis

of the carotid and basilar artery, right ischemic stroke and a hypodense lesion in

the hypophysis suggestive of adenoma. In the anatomopathological analysis, the

immediate cause of death was a pronounced pulmonary thrombotic embolism,

bilaterally affecting the trunk of the pulmonary arteries. The underlying disease

was deep vein thrombosis of the lower limbs; However, a marked atherosclerosis

of the vessels of the brain base was found, being confirmed by post-mortem

computed tomography with radiopaque image of altered vessels. We conclude

that the association of the conventional autopsy with the imaging examination

was determinant for the diagnosis, since the patient had clinical characteristics of

Metabolic Syndrome and may be associated with marked atherosclerosis found

in the cerebral vessels.

Keywords: Klebsilella. Enzyme KPC. Superbacteria Hospitalar.

imagem ilustrativa

INTRODUÇÃO

A Síndrome Metabólica (SM) é definida

como um conjunto de fatores de

risco cardiovascular, como a obesidade

central, dislipidemia, hipertensão

arterial sistêmica (HAS), resistência

periférica à insulina e um estado pró-

-inflamatório, sendo considerado um

problema de saúde pública mundial

(KAWADA et al., 2015; KAYA et al., 2015;

WON et al., 2015; BHATT et al., 2015).

De acordo com a XII Diretriz Brasileira

de Hipertensão Arterial, é considerado

portador da SM o indivíduo que apresentar

pelo menos três das seguintes

alterações: pressão arterial sistólica

(PAS) ≥130mmHg e pressão arterial

diastólica (PAD) ≥ 85mmHg, circunferência

abdominal igual ou superior a

94cm para homens e igual ou superior

a 80cm para mulheres, HDL-colesterol


principais ramos, com aneurisma de 3x1 cm antes do tronco celíaco. Também foram

encontradas arteriosclerose acentuada dos vasos da base encefálica (Figura 1); cardiopatia

hipertensiva e isquêmica com hipertrofia do miocárdio e arteriosclerose GUILHERME com RIBEIRO JULIANO 1

ALINE CRISTINA SOUZA DA SILVA 2

comprometimento de aproximadamente 30% da artéria circunflexa; fígado cardíaco, baço MARIANA SILVA OLIVEIRA 3

esclero-congestivo e nefrosclerose benigna, apresentando hialinose arteriolar moderada; GRACE KELLY NAVES DE AQUINO FAVARATO 4

LOURIMAR JOSÉ DE MORAIS 5

necrose tubular aguda; esclerose glomerular focal e global. Posteriormente foi realizada LUCIANO uma ALVES MATIAS DA SILVEIRA 6

TC post-mortem que detectou imagens radiopacas nos vasos cerebrais basilar e vertebral, CAMILA LOURENCINI CAVELLANI 7

compatíveis com placas ateroscleróticas.

VICENTE DE PAULA ANTUNES DA TEIXEIRA 8

MARA LÚCIA DA FONSECA FERRAZ 9

Imagem Ilustrativa

your power for health

REFERÊNCIAS

artigo 3

Figura Figura 1. 1. Artéria cerebral analisada macroscopicamente quanto quanto ao grau ao de aterosclerose. grau de aterosclerose.

Observe Observe a a presença de placa amarelada na na porção porção medial medial e proximal e proximal da artéria da basilar artéria e vertebral basilar e

vertebral estreitamento estreitamento do lúmen do da lúmen artéria cerebral da artéria posterior cerebral esquerda posterior (setas). esquerda (setas).

desenvolvimento de resistência à insulina,

aumentando a glicemia de jejum, que atre-

Discussão

No lada presente ao aumento estudo da foi circunferência relatado abdominal

com desencadeia o diagnóstico no aumento de SM, da uma expressão

um achado

Glicação),

importante

um

de

dos

autópsia

principais

que

mecanismos

responsáveis por danos celulares e

pode estar

associado vez que a paciente apresentava todas as alterações

clínicas compatíveis de mediadores com pró-inflamatórios a síndrome. Dentre (ZEB e

teciduais. Os AGEs estão relacionados à

dos fatores associados a SM, o acúmulo de

040

BUDOFF, 2015; GUIMARÃES et al., 2015;

KARAMAN et al., 2014).

O tecido adiposo é considerado um

órgão endócrino, já que produz adipocinas,

citocinas (IL-6) e fatores pró-

-inflamatórios (TNF-α). O desequilíbrio

na produção e liberação desses mediadores

estimulam um processo inflamatório

permanente de baixa intensidade,

desencadeando resposta imunológica

local, com a liberação de biomarcadores

da inflamação, como a proteína C

reativa e espécies reativas do oxigênio

(OUCHI et al., 2011).

A obesidade, caracterizada por IMC ≥

30 kg/m², acarreta em piora no quadro

inflamatório uma vez que há cessação da

liberação de mediadores anti-inflamatórios

e aumento na secreção de fatores pró-inflamatórios,

como a IL-6, IL-8 e TNF-α, levando

a distúrbios metabólicos e disfunção endotelial.

O padrão secretório assumido pelo

tecido adiposo mostra relevância na instalação

de um processo inflamatório contínuo,

que acarreta alterações sistêmicas,

dentre elas, disfunção do endotélio vascular,

desencadeando doenças cardiovasculares

como a aterosclerose (HABICH e SELL, 2015;

SCHMIDT et al., 2015; OUCHI et al., 2011).

A HAS e a diabetes mellitus lesam o

endotélio vascular, que pode progredir

para deposição de placas ateromatosas.

A hiperglicemia resulta em disfunção

endotelial por inúmeros mecanismos,

sendo um dos mais pesquisados a formação

AGEs (Produtos Avançados da

capacidade de modificar propriedades

químicas e funcionais de diversas estruturas

biológicas, incluindo células

endoteliais, e favorecendo assim o surgimento

da aterosclerose (NOWOTNY et

al., 2015; BARBATO e TZENG, 2004).

Durante a internação da paciente,

foi verificado o excesso de peso, a

hipertensão arterial descompensada,

alteração de glicemia e dislipidemia,

fatores que estão associados com a

SM e com o desenvolvimento de alterações

cardiovasculares. Esses achados

foram confirmados durante o exame

anatomopatológico assim como na

TC. A doença aterosclerótica grave da

aorta e dos vasos cerebrais confirma

que os fatores de risco para SM foram

relevantes para o desenvolvimento da

disfunção endotelial e da lesão dos

vasos e portanto contributivas para o

óbito da paciente.

CONCLUSÃO

Concluímos que os achados anatomopatológicos

associados com a

tomografia computadoriza foram

imprescindíveis para o correto diagnóstico

e elucidação da causa mortis

da paciente em estudo. Todos estes,

em destaque a aterosclerose, estão

associados com a Síndrome Metabólica,

podendo ser um indicativo

do desencadeamento do sistema

nervoso central.

6

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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043


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C

M

O sistema GeneXpert® oferece um vasto portfólio de testes nas Influeza A e B/RSV que libera o resultado em menos de 20 minutos

de forma simples, sendo extremamente importante para os

mais variadas áreas da medicina, como:

-Infecções Associadas à Internação Hospitalar:

serviços de emergência. Outra área que vem ganhando destaque

Carba-R, C. Difficile, MRSA, Norovirus e outros.

é a Virologia, hoje completamos o nosso time com os três mais

-Doenças Infecciosas Críticas: Tuberculose, Influenza A, B e RSV e Enterovirus importantes testes: Xpert HIV, HCV e HBV, todos podendo ser

A Revolução Saúde Molecular da Mulher: CT/NG, HPV, começa Streptococcus do aqui. Grupo B, e outros. usados no mesmo equipamento GeneXpert.

Virologia: Carga Viral HIV e HCV

GeneXpert® - uma tecnologia que revolucionou

A vida é cheia Oncologia: de perguntas. BCR/ABL (Monitoramento Os diagnósticos LMC) moleculares o Mercado consolidados de Diagnósticos com

o sistema Cepheid Genética: GeneXpert Fator II & V

® entrega as melhores respostas. A tecnologia Nós dos testes estamos GeneXpert® representa indubitavelmente

precisos uma revolução e mais no Mercado Mundial de Diagnósti-

ajundando os sistemas A Cepheid no de Brasil saúde a avançar com resultados

rápidos, quando

A Cepheid

e onde

conta

for

com

preciso.

a vantagem de possuir um corpo de cos. O teste Xpert® MTB/RIF para tuberculose, foi endossado

profissionais da área de saúde constantemente atualizado. pela Organização Mundial de Saúde – OMB e revolucionou

A Cepheid entrega Universidades resultados de ponta, comunidade no mesmo acadêmica dia em bastante mais de as políticas 20,000 de diagnóstico locais e tratamento de tuberculose no

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utilizam e recomendam os testes Xpert®, o que facilita o situação de tratamento de tuberculose no mundo todo mudou

de maneira radical – de até 7 semanas para se obter um

reconhecimento dos benefícios desta tecnologia. Estamos

A Revolução

presentes

Molecular

na rede pública de

começa

Hospitais, laboratórios

aqui.

de referência

de em perguntas. grandes capitais Os e até diagnósticos em regiões remotas moleculares do do para consolidados 1 hora e 50 minutos com em média. O impacto disso na

diagnóstico completo de tuberculose, este prazo foi reduzi-

A vida é cheia

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ajundando Biologia os sistemas Molecular. de saúde a avançar com resultados Outro precisos grande exemplo e mais de revolução são os testes para rastreio

de agentes que causam infecção hospitalar, Xpert® MRSA

rápidos, quando

Previsão

e

de

onde

novos

for

testes

preciso.

no Brasil

Segundo Cleverson Porto, Gerente de Marketing para América

Latina, entrega a Cepheid resultados continua avançando, no mesmo investindo dia no em desen-

mais de fecção 20,000 hospitalar locais e que, infelizmente, podem levar pacientes a

e Xpert® C. Difficile, os maiores responsáveis por casos de in-

A Cepheid

em todo volvimento o mundo. de novos Saiba testes mais e melhorando em cepheidinternational.com.

os testes já existentes: óbito. Com a introdução destes testes, os médicos já podem

044

“Um exemplo disto é o Xpert® MTB Ultra, já disponível no Brasil,

um teste ainda mais sensível, com avanços na especificidade e

sensibilidade. Isso é Inovação”

Outros exemplos de novos lançamentos são os testes para a

área de Oncologia, como BCR-ABL, além do novo teste rápido

para Streptococcus do Grupo A, com resultados em 30 minutos e

ter a exata ideia sobre a necessidade ou não de administração

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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gestão laboratorial

Pequenos e médios laboratórios

clínicos são um bom investimento?

Segunda parte.

1) RETORNO FINANCEIRO E RISCO

EM LABORATÓRIOS CLÍNICOS:

o risco empresarial total pode ser

considerado como o risco de falência

ou insolvência, lembrando que aqui

não estamos nos preocupando com

os conceitos clássicos do direito e da

contabilidade. Ainda, adotamos a

premissa de que a competitividade

é diretamente inversa ao risco, ou

seja, existe uma correlação inversa

entre estas variáveis, na medida em

que quanto maior a competitividade,

menor será o risco de insolvência.

Portanto, conhecendo uma destas

variáveis, conheceremos ambas. As

variáveis representativas de processos

são controladas por indicadores

de desempenho (itens de controle e

de verificação). Um processo para ser

controlado deve ser medido e comparado

com referenciais (benchmarking).

Os laboratórios são formados

por um conjunto de processos, sendo

que o macro processo pode ser traduzido

pela produtividade, que é um

conceito de eficiência, relacionando

resultados e recursos (em termos econômicos,

receitas e custos). A competitividade

é a consequência da maior

ou menor produtividade dentre as organizações.

Pelas fórmulas de regressão

pode-se facilmente evidenciar

que os indicadores da “Margem de

segurança”, “Margem líquida de lucro”

e do “Dia em que o ponto de equilíbrio

é atingido”, são indicadores pertinentes

para avaliar adequadamente

as relações entre saídas e entradas

(outputs e inputs), ou entre resultados

e recursos, portanto, indicadores

Por Humberto Façanha*

Este artigo (seção) conclui o assunto começado na edição anterior, de número 153.

adequados para a competitividade

e o risco. Finalmente, tendo sido

mensurado e comparado o risco de

insolvência (risco empresarial total)

dos laboratórios e, sabendo a Margem

média de lucro destas empresas,

cabe ao leitor comparar estes

parâmetros com qualquer outro

tipo de investimento existente no

mercado, possibilitando a análise

do custo de oportunidade e concluir

se laboratórios de análises

clínicas são boas oportunidades

de investimentos, considerando a

atual conjuntura.

2) GESTÃO DO RISCO DE INSOLVÊN-

CIA EM LABORATÓRIOS: objetivo

do estudo é classificar laboratórios

do País segundo uma escala de risco

de insolvência e identificar causas

comuns que permitam propor ações

resolutivas. É composto por trinta e

um eventos distribuídos por laboratórios

do Brasil, na proporção: Região

Sul - 60,87% e regiões Sudeste, Nordeste

e Centro-oeste com 13,04%

cada uma. Resultados: Pelo critério

da margem de segurança percentual

22,58% dos laboratórios encontra-se

em alto risco de insolvência; 16,13%

em risco moderado; 32,26% em risco

baixo e 29,03% em risco muito baixo.

Pelo critério da margem líquida de

lucro (regime de caixa) em relação

à produção 32,26% dos laboratórios

encontra-se em alto risco de insolvência;

16,13% em risco moderado;

22,58% em risco baixo e 29,03%

em risco muito baixo. Pelo critério do

número de dias para atingir o ponto

de equilíbrio 16,13% dos laboratórios

encontra-se em risco muito alto

de insolvência; 12,90% em risco

alto; 51,61% em risco moderado e

19,35% em risco baixo. As principais

causas dos riscos são: baixo valor dos

exames, alto valor de financiamento

para capital de giro, custos elevados

com serviços de terceiros, reagentes,

pessoal e aluguéis.

A gestão do risco começa com sua

identificação e avaliação. Os laboratórios

são do ponto de vista de seus

proprietários, em essência, uma alternativa

de investimento de risco, portanto,

avaliar o maior risco que é o da

insolvência constitui, no mínimo, uma

atitude preventiva fundamental para

não só preservar o valor investido como

para buscar o devido retorno esperado.

A avaliação do risco de insolvência e

a classificação dos laboratórios em

escalas métricas intervalares de níveis

de risco, visam a auxiliar os gestores

das organizações a tomarem decisões

com a maior segurança de informações

qualificadas, aprimorando as vantagens

estratégicas.

A identificação das causas raízes que

podem levar a insolvência deve proporcionar

aos executivos os fundamentos

para estabelecer um plano de

ações visando ao controle do risco. Mas

só um plano não resolve, é necessário

implantar e monitorar os resultados,

corrigindo eventuais desvios. O objetivo

final está acima da luta pela sobrevivência

da empresa, a meta é torná-la

mais competitiva, assegurando lucratividade

para os acionistas.

Risco, por definição, é a possibilidade

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046

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


gestão laboratorial

048

de perda decorrente de um determinado

evento. Representa o grau de

incerteza em relação à possibilidade

do evento, o que, em caso afirmativo,

redundará em prejuízos. A perda

para os laboratórios significa prejuízo,

lucro menor ou redução de ativos. As

variáveis produção/vendas, receitas e

custos são determinantes para estabelecer

o risco de insolvência.

Neste estudo, que envolveu laboratórios

de diversas regiões do País durante

um período de cinco anos e três

meses, foi utilizada uma ferramenta

basilar para viabilizar a pesquisa.

Esta ferramenta executa o cálculo

dos custos e analisa a rentabilidade

dos laboratórios clínicos, detalhando

a rentabilidade individual de parâmetros/exames,

clientes/convênios,

equipamentos e setores/áreas dos

laboratórios. Ainda, testa em tempo

real tabelas de preços de exames e

compara de forma dinâmica tabelas

de preços entre clientes. Finalmente,

calcula o desempenho geral da

organização através de dezenas de

indicadores, determina o ponto de

equilíbrio e fornece subsídios para o

planejamento orçamentário e análise

de negócios. Isto permite a padronização

da coleta de dados, tornando os

resultados comparáveis entre si.

As variáveis produção/vendas, receitas,

custos e margem operacional são

informações chaves em simulações utilizadas

para examinar os efeitos de riscos

contínuos e foram empregadas no

presente estudo, através dos conceitos

contidos nos indicadores de desempenho

que constituem o critério para

avaliar o risco de insolvência. Estes indicadores

são a margem de segurança

percentual, a margem líquida de lucro

(regime de caixa) em relação à produção

e o número de dias para atingir o

ponto de equilíbrio financeiro.

Os cálculos destes indicadores levam

em conta as seguintes variáveis: número

de exames realizados, valor/preço dos

exames, produção, receitas à vista e faturada,

custos fixos e variáveis, inadimplência

e receita recebida. Portanto, o

critério estabelecido para avaliar o risco

de insolvência através deste conjunto

de indicadores, tem a capacidade de

atingir diversas dimensões do negócio

dos laboratórios clínicos, quais sejam:

volume do mercado (número de exames),

qualidade do mercado (valor/

preço dos exames), eficiência do parque

produtivo (custo unitário variável dos

exames), controle dos custos fixos (produtividade

dos custos fixos) e relação

receita produzida “versus” receita recebida

(inadimplência, glosas, eficiência do

faturamento e prazo médio). Concluindo,

a efetiva gestão do risco diz mais respeito

às escolhas estratégicas do que às

escolhas na esfera financeira e vê o risco

não só como um perigo, também como

uma oportunidade. Esta é a essência do

propósito deste estudo.

MATERIAL E MÉTODOS

As atividades de pesquisa foram desenvolvidas

em laboratórios de análises

clínicas totalizando 31 eventos.

Estes laboratórios estão localizados e

distribuídos no País da seguinte forma:

Região Sul com 60,87% e nas regiões

Sudeste, Nordeste e Centro-oeste

13,04% em cada uma. O período de

abrangência do estudo varia de janeiro

de 2006 a março de 2011. Em cada laboratório,

foi utilizada uma ferramenta

que permite a padronização da coleta

de dados e a comparação dos resultados

das variáveis (indicadores de desempenho)

integrantes do estudo.

As variáveis selecionadas para avaliar

o risco de insolvência foram a margem

de segurança percentual, a margem

líquida de lucro (regime de caixa) em

relação à produção e o número de dias

para atingir o ponto de equilíbrio. As

escalas para mensuração dos níveis

do risco de insolvência que permitem

a classificação dos laboratórios são

estruturadas com base na realidade

objetiva do universo pesquisado. Foi

feita uma atribuição subjetiva dos

graus de risco buscando a adequada

representação da realidade dos laboratórios,

conforme descrito a seguir:

1- Margem de segurança percentual:

risco alto – valores menores que

10%; risco moderado – valores iguais

ou maiores que 10% e menores que

20%; risco baixo – valores iguais ou

maiores que 20% e menores que

30%; risco muito baixo – valores

iguais ou maiores que 30%;

2- Margem líquida de lucro (regime de

caixa) em relação à produção: risco alto

– valores menores que 5%; risco moderado

– valores iguais ou maiores que

5% e menores que 10%; risco baixo

– valores iguais ou maiores que 10%

e menores que 15%; risco muito baixo

– valores iguais ou maiores que 15%;

3- Número de dias para atingir o

ponto de equilíbrio: risco muito alto

– valores iguais ou maiores que 30;

risco alto – valores menores que 30

e iguais ou maiores que 25; risco moderado

– valores menores que 25 e

iguais ou maiores que 20; risco baixo

– valores menores que 20.

RESULTADOS

As figuras 1, 2 e 3 mostram, respectivamente,

o risco de insolvência segundo os

critérios da margem de segurança percentual,

margem líquida de lucro (regime de

caixa) em relação à produção e do número

de dias para atingir o ponto de equilíbrio.

A figura 4 apresenta as causas mais frequentes

que concorrem para o risco de insolvência.

Estas causas são as comuns ao grupo

de laboratórios que foi classificado com os

níveis de risco alto e muito alto nos três critérios

simultaneamente. Este grupo representa

22,58% dos laboratórios pesquisados.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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049


gestão laboratorial

A figura 4 apresenta as causas mais frequentes que

concorrem para o risco de insolvência. Estas causas são as

comuns ao grupo de laboratórios que foi classificado com os

níveis de risco alto e muito alto nos três critérios

simultaneamente. Este grupo representa 22,58% dos

laboratórios pesquisados.

050

Figura 1- Distribuição percentual

dos laboratórios na escala de risco.

Critério: margem de segurança.

Fonte: o autor.

(vide figura 4)

DISCUSSÃO

Dentre os inúmeros riscos presentes

em um empreendimento, o risco da

insolvência, sem dúvida, é o mais

importante. Os indicadores de vendas,

que no caso dos serviços que são

consumidos na medida em que são

produzidos, representam a produção

dos laboratórios, receitas e custos são

determinantes para a gestão do risco.

Estes indicadores, dentre outros, são

levados em consideração nos critérios

adotados neste estudo e mostram

que somente seis variáveis são responsáveis

por 80,95% dos resultados.

Isto é corroborado pelo Princípio de

Pareto onde fica evidente que 20%

das causas são responsáveis por 80%

dos resultados.

A pesquisa mostrou que o valor dos exames,

o volume dos financiamentos para

capital de giro e os custos dos serviços

de terceiros, reagentes, mão de obra e

aluguéis são vitais para o processo de

sobrevivência dos laboratórios. É válido

ressaltar que serviços de terceiros aqui

6

considerados, são os enquadrados como

custo fixo, portanto, os serviços dos laboratórios

de apoio, que são custos variáveis,

não pertencem a este grupo. Não ficou

evidente neste estudo, se o impacto dos

financiamentos para capital de giro é devido

somente ao volume ou também aos

custos destes. Ainda, o mais importante,

não foram identificadas as causas da necessidade

destes financiamentos. De que

eles são consequência? Baixo preço dos

exames? Alto custo de produção? Inadimplência?

Descontrole dos custos fixos? Ou

simplesmente de retiradas número sistemáticas

número

dos sócios, acima da capacidade de geração

de caixa dos laboratórios? Estas questões

são importantes, pois a solução delas

provavelmente irá mudar a priorização das

causas ou o próprio risco da insolvência.

Figura 1- Distribuição percentual dos laboratórios na escala de risco. Critério: margem de

segurança.

Fonte: o autor.

Figura 2 - Distribuição percentual

Figura 2 - Distribuição percentual dos laboratórios na escala de risco. Critério: Margem de

lucro.

dos laboratórios na escala de risco.

Figura 2 - Distribuição percentual dos laboratórios na escala de risco. Critério: Margem de

Fonte: o lucro. autor. Critério: Margem de lucro.

Fonte: o autor. Fonte: o autor.

Figura 3 - Distribuição percentual

Figura 3 - Distribuição percentual dos laboratórios na escala de risco. Critério:

Figura 3 de - Distribuição dias do mês para percentual atingir o ponto dos laboratórios de equilíbrio. na escala de risco. Critério:

de dias do mês para atingir dos laboratórios o ponto de na equilíbrio. escala de risco.

Fonte: o autor.

Fonte: o autor.

Critério: número de dias do mês

para atingir o ponto de equilíbrio.

Fonte: o autor.

3)CONSIDERAÇÕES FINAIS – CON-

CLUSÕES: os resultados mostram que

um laboratório clínico em cada grupo de

cinco apresenta risco de insolvência classificado

como muito alto ou alto, simultaneamente

nos três critérios de avaliação

do risco. As principais variáveis comuns a

estes laboratórios, que causam a maior

repercussão no resultado operacional,

são apenas seis: valor dos exames (1), o

volume dos financiamentos para capital

de giro (2), os custos dos serviços de

terceiros (3), reagentes (4), mão de obra

(5) e aluguéis (6).

O item reagentes é decorrente de um

contexto maior que, em última análise,

representa a eficiência do parque

produtivo. Outro resultado notável é

que praticamente um laboratório em

cada grupo de três, ou seja, 29,03%

atingem o ponto de equilíbrio somente

a partir do dia 25 de cada mês. Isto

significa que aproximadamente um

terço dos laboratórios produz lucros

para os acionistas tão somente seis

dias por mês. Cada organização apresenta

uma realidade, não obstante, as

causas dos problemas serem comuns.

As maneiras de solucionar, por exemplo,

os elevados custos com serviços

de terceiros e mão de obra serão certamente

diferentes para cada uma. É

fundamental, uma vez identificado e

mensurado o risco, que se proponham

ações no planejamento estratégico da

empresa, mas, sobretudo, que estas

ações sejam efetivamente implantadas

e controlada a eficiência individual.

Este certamente é um caminho seguro

para a competitividade empresarial.

Finalmente, lembrar que tudo que foi

dito vale para laboratórios de pequeno

e médio porte, não alcançando o

conceito do ganho de escala, característica

inerente às grandes organizações.

Outro aspecto de grande

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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vantagem para todos os tipos de laboratórios com diferentes

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gestão laboratorial

052

competitiva (a concorrência é aguerrida),

a existência de grandes players

no mercado, a queda generalizada

dos valores pagos pelos exames, não

obstante, o aumento da demanda, a

exigência cada vez maior de qualidade

técnica certificada por terceira parte,

a consciência crescente dos clientes

(Código de Defesa do Consumidor

– CDC), o constante aumento dos

requisitos técnicos legais por parte

das autoridades (VISA’s), a velocidade

da atualização tecnológica, a cultura

das demandas judiciais (trabalhistas

e cíveis), a inflação dos custos controlados

pelo Estado e o custo Brasil,

existe a imperiosa necessidade

de gestão profissional para os

laboratórios clínicos sobreviverem,

sejam eles novos entrantes

ou já em operação. Quem optar

Figura 4- Causas mais frequentes para o alto risco de insolvência.

para investir em laboratórios hoje,

Figura Fonte: os 4- autores. Causas (vide mais figura 4) frequentes para o alto risco de insolvência.

deve levar isto em consideração. Não

Fonte: importância os autores.

é que o Brasil é um país determinante para o retorno financeiro

e para o risco de insolvência, na decisão para um futuro inteligente.

existe alternativa honesta possível, como

de dimensões continentais, fato que

implica na existência de muitos nichos medida em que o estudo identificou

Discussão

com mercados variados, atingindo características

com amplitude extremas. e lucros maiores que laboratórios com negócios na área das análises clínicas,

laboratórios com menor ticket médio Esperando termos contribuído para os

Por exemplo, o valor médio dos exames

(ticket médio), pode estender-se elevados, com características produ-

da revista NewsLab.

valor médio dos exames bem mais nos despedimos até a próxima edição

num range aproximado de R$ 5,00 até tivas de qualidade semelhante. Isto

R$ 35,00 (fantásticos 600%!). Ainda, nos leva à conclusão de que, considerando

a atual conjuntura,

Boa sorte e sucesso!

o aspecto da qualidade da gestão é

altamente

Dentre os inúmeros riscos presentes em um

empreendimento, o risco da insolvência, sem dúvida, é o

mais importante. Os indicadores de vendas, que no caso dos

serviços que são consumidos na medida em que são

*Humberto produzidos, Façanha da Costa representam Filho a produção dos laboratórios,

receitas e custos são determinantes para a gestão do risco.

Professor e engenheiro, atualmente é diretor da Unidos Consultoria e Treinamento

e do Laboratório Unidos de Passo Fundo/RS, professor do Centro de Ensino

e Pesquisa em Análises Clínicas (CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas (SBAC) e professor do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo

Ângelo (IESA), curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

Estes indicadores, dentre outros, são levados em

consideração nos critérios adotados neste estudo e mostram

que somente seis variáveis são responsáveis por 80,95% dos

resultados. Isto é corroborado pelo Princípio de Pareto onde

fica evidente que 20% das causas são Revista responsáveis NewsLab | Jun/Jul 2019 por 80%

dos resultados.

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053


diagnóstico por imagem

Situs Inversus Totalis

Situs inversus é uma variação

congênita, autossômica recessiva,

na qual os principais órgão do tórax

e do abdômen situam-se em uma

posição reversa ou espelhada em

relação à topografia habitual, que é

denominada situs solitus. O situs

inversus ocorre em cerca de 1 em

cada mil indivíduos, sendo a maior

parte dos acometidos assintomática.

Entretanto até 5% dos indivíduos

com diagnóstico de situs inversus

apresentam alguma malformação

cardíaca, das quais a transposição

dos grandes vasos é a mais comum.

Autor: Dr. Kairo Silveira

Parceria com: Dr. Pixel

Foto 1

Caso ilustrativo de um recém-nascido com diagnóstico radiológico de situs

inversus totalis.

No situs inversus o coração pode

manter a topografia habitual à esquerda

do tórax (levocardia) ou

pode apresentar-se à direita do tórax

(dextrocardia). A condição em

que apenas o coração do indíviduo

situa-se em posição anômala, desviado

para a direita (dextrocardia)

é denominada situs solitus com

dextrocardia. A associação de

situs inversus e dextrocardia é denominada

situs inversus totalis.

Situs inversus com levocardia é uma

condição extremamente rara, quase

sempre associada a cardiopatia congênita

complexa.

Na heterotaxia, o fígado localiza-se

na linha média, o baço é ausente ou

múltiplo e há sinais de mal rotação

intestinal. Essa condição é definida

como situs ambiguous.

054

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


diagnóstico por imagem

Foto 2

Caso ilustrativo de situs inversus

em um adulto (“scout” tomográfico).

Nesse exemplo e em 80% dos

casos de situs inversus totalis, o arco

aórtico está voltado para a direita

(círculo vermelho).

Foto 4

Caso ilustrativo de tomografia

computadorizada do tórax, com

contraste, em um indíviduo com

situs inversus totalis.

Foto 3

Caso ilustrativo de tomografia computadorizada do abdômen, com contraste, em um indíviduo com situs inversus.

056

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

057


Radar Científico

Sífilis em gestantes:

a importância do

diagnóstico laboratorial e

do tratamento adequado

*Amanda Navarro

Biomédica e mestranda em

Saúde Pública pela

Universidade de São Paulo.

Membro do conselho editorial da

Revista Newslab.

A cada dia torna-se ainda mais urgente o combate frontal com a sífilis. Considerada um problema de saúde pública e

uma epidemia mundial, apesar de seu diagnóstico simples e tratamento de baixo custo, a sífilis é hoje um problema de

saúde pública que bate à porta de todos os hospitais e laboratórios. A resposta à tal problema requer atenção e urgência.

058

A sífilis é uma doença sexualmente

transmissível (DST) causada pela

bactéria gram negativa em formato

de espiroqueta: Treponema pallidum.

Apesar de altamente patogênica, o

diagnóstico e tratamento da sífilis

são fáceis e de baixo custo, o que

coloca em perspectiva dezenas de

questionamentos acerca das altas

taxas de detecção de sífilis adquirida,

em gestantes e congênita. À nível de

Saúde Pública, a principal preocupação

sobre a sífilis e sua condição

epidemiológica atual reside no fato

de que uma das formas de transmissão

é a vertical, ou seja, de mãe para

feto, ocasionando a sífilis congênita.

A sífilis congênita é considerada

um evento evitável, uma vez que o

tratamento adequado da gestante

com sífilis é capaz de prevenir a sífilis

congênita. Dessa forma, uma série

de questionamentos são levantados

sobre qualidade de assistência pré-

-natal, procedimentos diagnósticos e

tratamentos adequados.

A situação epidemiológica

da sífilis no Brasil

Os dados mais atuais, que constam

no Boletim Epidemiológico da Sífilis

de 2018, produzido pelo Ministério

da Saúde, mostra que houve um aumento

progressivo da sífilis no Brasil.

Uma vez que, em termos de Saúde

Pública, o principal foco é a sífilis em

Avanço da sífilis em emgestantes e sífilis e sífilis congênita congênita alertam alertam autoridades autoridades de todo demundo.

todo

mundo. Foto: SA SA HEALTH AND AND MEDICAL MEDICAL RESEARCH RESEARCH INSTITUTE INSTITUTE

Os aumentos nas taxas são explicados não somente pelo aumento real do

número de casos notificados, como também indica uma melhora considerável na

coleta das informações de vigilância epidemiológica da sífilis. A sífilis em gestantes

passou a ser considerada um agravo de notificação compulsória através da Portaria

nº 33 de 14 de julho de 2005. O foco na sífilis em gestantes reside justamente no

gestantes e sífilis congênita, trataremos

de explorar tais pontos e os principais

elementos, principalmente em

termos de diagnóstico. Considerando-

-se a série histórica de 2010 a 2017,

nota-se que houve um crescimento

significativo na taxa de incidência de

sífilis em gestantes que saltou de 3,5

a cada 100 mil nascidos vivos para

17,2 a cada 100 mil nascidos vivos.

Um incremento significativo também

é observado no mesmo período da sífilis

congênita que sobe de 2,4 a cada

100 mil nascidos vivos para 8,6 a cada

100 mil nascidos vivos. Os aumentos

progressivos também foram observados

em todas as regiões do país, com

destaque para algumas que apresentaram

taxas maiores do que a nacional

para sífilis em gestantes no ano

de 2017, como Sudeste (20,8/1.000

nascidos vivos) e Sul (20,1/1.000

nascidos vivos). Segundo o Boletim, a

região que mostrou maior incremento

na taxa foi a região Sul. Em relação à

sífilis congênita, as regiões Sudeste

(9,4 casos/1.000 nascidos vivos) e Sul

(9,1 casos/1.000 nascidos vivos) apresentaram

no ano de 2017 as maiores

taxas, acima da média nacional.

Os aumentos nas taxas são explicados

não somente pelo aumento

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

059


Radar Científico

real do número de casos notificados,

como também indica uma melhora

considerável na coleta das informações

de vigilância epidemiológica da

sífilis. A sífilis em gestantes passou a

ser considerada um agravo de notificação

compulsória através da Portaria

nº 33 de 14 de julho de 2005. O foco

na sífilis em gestantes reside justamente

no fato de que o diagnóstico

e tratamento da gestante infectada

é estratégico para o combate da sífilis

congênita. Logo, a vigilância epidemiológica

sistemática, tanto sobre

os casos notificados, quanto sobre o

perfil destas gestantes é fundamental

para pensar o acesso ao pré-natal e a

saúde da gestante e do bebê. Assim,

um breve panorama da situação epidemiológica

demonstra as importantes

batalhas que estão colocadas desde

os serviços públicos até os serviços

privados na epidemia de sífilis que

avança sobre o país.

Sífilis: informações gerais

acerca da patologia

A sífilis é uma doença de evolução

crônica e divide-se em das fases de

atividade clínica e de latência. As fases

de atividade clínica são divididas em:

primária, caracterizada pela presença

de um tipo de lesão denominada “cancro”,

que surge no local da infecção

após 10 a 20 dias do contágio inicial;

secundária, caracterizada pelo aparecimento

de lesões do tipo pápulas entre

a 6ª e 8ª semana, que somem após

o tratamento; e terciária, caracterizada

pela disseminação da bactéria por

todo organismo, o que pode levar de

3 até 12 anos após o contágio, e que

consequentemente implica em sintomas

à nível menos local e mais amplo,

como demência e doenças cardiovasculares.

A fase de latência da sífilis se

subdivide em recente ou tardia e sua

definição é dada dos exames.

Entretanto, independente das diferenças

que apresentem à nível de sintoma

clínico, como por exemplo lesões

cutâneas, mucosas ou sintomas

sistêmicos, é importante ressaltar que

o diagnóstico se apoia principalmente

nos achados laboratoriais, sendo estes

de extrema importância para a tomada

da decisão da terapêutica e conduta

médica. Neste sentido, o pré-natal

de qualidade é fundamental, pois garante

o rastreamento de doenças e a

intervenção clínica oportuna.

O diagnóstico da sífilis é feito através

de exames sorológicos, através da

pesquisa de anticorpos de sífilis no

soro do paciente, e pode ser realizado

em qualquer fase da doença. Assim,

para que os exames possam ser realizados

é necessário coletar sangue do

paciente em tubo seco sem presença

de anticoagulante.

Os exames utilizados para o diagnóstico

de sífilis são classificados dois

tipos: treponêmicos e não treponêmicos.

Os testes não-treponêmicos possuem

baixa especificidade, assim os

resultados não necessariamente serão

reagentes apenas para sífilis. |Esta

característica é explicada pela sua

metodologia, tomemos como exemplo

de teste não treponêmico o VDRL

(Veneral Disease Research Laboratory,

na sigla em inglês). O VDRL está entre

os mais comuns dos exames laboratoriais

aplicados para sífilis, pois

possui alta sensibilidade e execução

simples e de baixo custo. Tais testes

utilizam antígeno biologicamente

inespecífico: a cardiolipina, um fosfolipídio

presente em tecidos animais.

No caso do VDRL. Assim, detecta-se

anticorpos anti-lipídicos no paciente,

incluindo da sífilis, que se formam

nos indivíduos, que são liberados das

próprias células lesadas. O VDRL é um

teste de floculação, ou seja, quando o

soro infectado entra em contato com

o antígeno, produz-se uma reação de

aglutinação com formação de grumos

visíveis via microscopia.

COMPARAÇÃO ENTRE CALIBRADORES

E CONTROLES HEMATOLÓGICOS

A utilização de controles comerciais em laboratórios de Análises Clínicas garante a precisão e a confiabilidade dos

resultados liberados. Os controles hematológicos devem ser utilizados para o controle interno de qualidade e não são

apropriados para a calibração de equipamentos, que deve ser realizada com calibradores específicos.

A seguir, será apresentada uma breve comparação entre calibradores e controles hematológicos.

OBJETIVO

INDICAÇÃO

DE USO

MÉTODO

DE ESCOLHA

MÉTODO

ALTERNATIVO

INFORMAÇÕES

ADICIONAIS

Aline Cruz

Mestre em Bioquímica e Imunologia - UFMG

Coordenadora de Produção - Diagno

CALIBRADOR

Avaliar a exatidão* de analisadores

hematológicos.

Calibradores hematológicos devem ser

utilizados:

• Durante a instalação do equipamento;

• Após a realização de manutenções que

emandem troca de peças.

• Após alterações no sistema analítico

(troca de fornecedor de reagente, por

exemplo).

Calibrador comercial com valores de

referência para cada tipo de analisador

hematológico.

Utilizar amostras de sangue de indivíduos

saudáveis, com valores normais de

hemoglobina, hematócrito, hemácia,

leucócitos e plaquetas. Os valores devem

ser estabelecidos em um analisador

hematológico de referência devidamente

calibrado.

Calibradores comerciais possuem um

range muito estreito, o que permite ajustar o

equipamento quando necessário.

A integridade da calibração de um analisador

hematológico é verificada por meio da

utilização diária de controles hematológicos.

CONTROLE HEMATOLÓGICO

Avaliar a precisão** de analisadores

hematológicos.

Controles hematológicos devem ser utilizados

diariamente de forma a detectar e corrigir erros

aleatórios. Normalmente, são disponibilizados

três níveis de controle - baixo, normal e alto

- que devem ser utilizados em conjunto, e

não de forma isolada. Isso permite avaliar o

desempenho do equipamento com amostras

normais e alteradas.

Controle comercial devidamente registrado

pela Anvisa.

Analisar amostras do dia anterior e

comparar os resultados. As amostras

devem ser devidamente acondicionadas em

refrigeradores a temperaturas entre 2 e 8°C.

Controles comerciais são disponibilizados com

uma bula contendo valores de média e limite

para os parâmetros hematológicos. Esses

valores funcionam como uma referência para o

operador.

Cada laboratório deve estabelecer seus

próprios valores de média e desvio padrão de

acordo com o perfil da população atendida e

método analítico utilizado.

*Exatidão: É a medida de proximidade entre o valor obtido em relação ao valor de referência (considerado verdadeiro).

**Precisão: Avalia o grau de variação em um conjunto de medições. Relaciona-se à reprodutibilidade dos resultados.

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da diretoria colegiada- RDC nº 302, de 13 de outubro de 2005. Disponível em: < http://portal.anvisa.gov.br/legislacao/?inheritRedirect=true#/visualizar/27658> Acesso em: 14/05/2019. Bourner, G, et al. ICSH guidelines for the verification and performance of automated cell counters for body fluids. International Journal of

Laboratory Hematology. 2014; 36: 598-612. International Organization for Standardization. Medical laboratories – particular requirements for quality and competence ISO document 15189. 2nd edition. Geneva (Switzerland): International Organization for Standardization; 2007. Lages, GFG. Controle de qualidade em hematologia: enfoque para aparelhos automatizados. Monografia. Faculdade de

Farmácia – UFMG, 2010. Oliveira, RAG. Hemograma: como fazer e interpretar. 7.ed. São Paulo. LMP, 2007. 505p. Silva, PH, et al. Hematologia Laboratorial: Teoria e Procedimentos. E-book. Porto Alegre. Artemed, 2016. 434p. Verbrugge, SE & Huisman, A. Verification and standardization of blood cell counters for routine clinical laboratory tests. Clinics in Laboratory Medicine. 2015; 35: 183-196.

Erupções cutâneas típicas da da sífilis. sífilis. Foto: Foto: SEL SEL

Entretanto, independente das diferenças que apresentem à nível de sintoma

clínico, como por exemplo lesões cutâneas, mucosas ou sintomas sistêmicos, é

importante ressaltar que o diagnóstico se apoia principalmente nos achados

laboratoriais, sendo estes de extrema importância para a tomada da decisão da

terapêutica e conduta médica. Neste sentido, o pré-natal de qualidade é

fundamental, pois garante o rastreamento de doenças e a intervenção clínica

060

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

061


Radar Científico

Exame FTA-Abs positivo. Foto: CDC/ Russell

FTA-Abs positivo. Foto: CDC/ Russell

Para o teste de FTA-Abs incuba-se o soro do paciente sobre as lâminas com

treponemas Para sua fixados. execução Assim, laboratorial, para é que amostra seja diluída revelada em diferentes a produção títulos se de explica anticorpos pela sua na metodologia.

amostranecessária investigada, a centrifugação as lâminas do tubo preparadas também é uma passam ferramenta para porevi-

tar resultados falsos-negativos, humanasque

com anticorpos fluoresceína. no soro do Este paciente atra-

processo Os testes de treponêmicos incubação detectam

com umseco conjugado de sangue, para deseparação anticorpos do anti-globulinas

processoro permite e lâminas que, com poços emcirculares

casos reagentes, podem advir os do treponemas efeito pró-zona. se O liguem vés de ao determinantes composto antigênicos

fluorescente para que ese se possa relevem realizar a diluição brilhantes efeito napró-zona microscopia é observado dequando

fluorescência. do T. pallidum Ainda . Por fazerem que uso de

seja extremamente do exame. Este ponto sensível, é de extrema tal característica há presença excessiva está ligada de anticorpos à fatores antígeno como específico, qualidade a reação entre

dos equipamentos importância, pois e testes insumos, como o beme como os resultados da falsos-negativos execução por nos parte antígeno do profissional.

e anticorpo serão necessariamente

laboratório condizentes com o ao agravo

Assim, VDRL estetambém teste deve são utilizados ser rigorosamente para testes não-treponêmicos, padronizado como em cada o

auxílio de monitoramento soros controle, do processo bem como de VDRL, realizado justamente por pela profissionais baixa especificidade

oferecida pela metodologia os mais utilizados são o TPPA (En-

capacitados.

investigado. Dentre os disponíveis,

tratamento, uma vez que indicam

a redução da infecção bacteriana descrita anteriormente, podem gerar saio de aglutinação de Treponema

Em 2012, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 3.242 que determinou

o fluxograma no paciente. laboratorial Nos diferentes parapoços

diagnóstico alteração da de resultados. sífilis. Os O efeito testes pró-rápidos pallidum também ) e o FTA-ABS foram (Teste de

colocados

realiza-se

no fluxograma

diluições em ordem

e restritos

crescente

de

à

-zona

situações

pode ocorrer

específicas

de 1-2% dos pacientes,

em

e somente

absorção

como

de anticorpos

caráter

treponêmico

de triagem. As

diluição:

metodologias

1:1, 1:2, 1:4,

diagnósticas

1:8,

utilizadas

especial nas

devem

gestantes.

seguir

fluorescente)

as instruções

.

dos

e assim por diante. A visualização Os testes treponêmicos são exames

que possuem maior especifici-

o soro do paciente sobre as lâminas

Para o teste de FTA-Abs incuba-se

fabricantes, com a realização do controle de qualidade inquestionavelmente, uma

dos grumos gerados pela reação positiva

é observada em microscópio e dade e são utilizados para confirmar com treponemas fixados. Assim,

vez que é a via pela qual se pode garantir a confiabilidade dos resultados. Os

caminhos a serem seguidos por cada laboratório pode variar, porém o fluxograma

quanto maior a diluição em que for resultados prévios nos testes de triagem

não- treponêmicos. A especifi-

de anticorpos na amostra investiga-

para que seja revelada a produção

descreve três etapas obrigatórias. A primeira etapa consiste na realização de teste

possível observar os grumos, maior

treponêmico

será a carga

ou não

bacteriana.

treponêmico;

É importante

destacar que a e, averiguação por fim, da atestes terceira não-treponêmicos, etapa natambém

realização por processo de um de incubação teste com um

a

cidade

segunda

destes testes,

etapa

bem

consiste

como nos

na

da,

realização

as lâminas preparadas

de um

passam

teste treponêmico;

treponêmico com metodologia distinta do que foi realizado na segunda etapa. Além

disso, o fluxograma também evidencia que os testes realizados em quaisquer

etapas devem utilizar, preferencialmente, a mesma amostra. O fluxograma Revista NewsLab também | Jun/Jul 2019

determina que os exames sejam realizados em amostras não diluídas e em diluição

062

063


Radar Científico

conjugado de anticorpos anti-globulinas

humanas com fluoresceína.

Este processo permite que, em casos

reagentes, os treponemas se liguem

ao composto fluorescente e se relevem

brilhantes na microscopia de

fluorescência. Ainda que seja extremamente

sensível, tal característica

está ligada à fatores como qualidade

dos equipamentos e insumos, bem

como da execução por parte do profissional.

Assim, este teste deve ser

rigorosamente padronizado em cada

laboratório com o auxílio de soros

controle, bem como realizado por

profissionais capacitados.

Em 2012, o Ministério da Saúde

publicou a Portaria nº 3.242 que determinou

o fluxograma laboratorial

para diagnóstico da sífilis. Os testes

rápidos também foram colocados

no fluxograma e restritos à situações

específicas e somente como caráter

de triagem. As metodologias diagnósticas

utilizadas devem seguir as

instruções dos fabricantes, com a

realização do controle de qualidade

inquestionavelmente, uma vez que

é a via pela qual se pode garantir

a confiabilidade dos resultados. Os

caminhos a serem seguidos por cada

laboratório pode variar, porém o fluxograma

descreve três etapas obrigatórias.

A primeira etapa consiste na

realização de teste treponêmico ou

não treponêmico; a segunda etapa

consiste na realização de um teste

treponêmico; e, por fim, a terceira

etapa na realização de um teste treponêmico

com metodologia distinta

do que foi realizado na segunda etapa.

Além disso, o fluxograma também

evidencia que os testes realizados

em quaisquer etapas devem utilizar,

preferencialmente, a mesma amostra.

O fluxograma também determina

que os exames sejam realizados em

amostras não diluídas e em diluição

de 1:8, e se reagente, prosseguir com

as demais diluições para certificar-se

do título daquela amostra.

Assim, é imprescindível que os

exames sejam executados e o fluxograma

de proposto pelo Ministério

da Saúde seja seguido para garantir

o diagnóstico adequado. Associado a

isto, é de extrema importância que

o diagnóstico da sífilis seja realizado

precocemente, para que com o tratamento

adequado e oportuno seja

possível prevenir a sífilis congênita.

Este desafio ainda está dado para o

Brasil e para grande parte dos países

da América Latina e do mundo.

Em 2018, ainda que grande parte

das gestantes foram diagnosticadas

no primeiro período gestacional

(39,8%), há porcentagens consideráveis

de gestantes diagnosticadas

tardiamente: 28% no segundo

trimestre e 26,7% no terceiro trimestre.

Estudo realizado no Rio de

Janeiro mostrou que há um despreparo

dos profissionais no manejo da

sífilis em gestantes, o que também

é um fator limitante para prevenção

de sífilis congênita, indicando que

existe pouca familiaridade com os

protocolos propostos pelo Ministério

da Saúde, bem como barreiras na

abordagem das DSTs em geral.

O diagnóstico precoce e adequado

da sífilis nas gestantes durante o pré-

-natal realizado de maneira adequada

e com qualidade é fundamental

nesta batalha contra a sífilis congênita,

para que possamos responder à

imensa crise instalada no Brasil e no

mundo hoje. Assim, é estratégico que

os laboratórios saibam capacitar seus

funcionários e utilizar metodologias

adequadas, certificando-se da qualidade

dos procedimentos realizados,

se apoiando nos protocolos propostos

pelo Ministério da Saúde, para que o

combate à sífilis possa se tornar uma

futuro possível aos brasileiros.

Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância

Epidemiológica. Boletim epidemiológico

Sífilis 2018 Brasília: Ministério da Saúde; 2018. Disponível

em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2018/

boletim-epidemiologico-de-sifilis-2018

2. Brasil. Ministério da Saúde. Sistema Nacional de

Assistência à Saúde. Departamento de Programas

de Saúde. Manual de Procedimentos para Testes Laboratoriais.

Disponível em: http://bvsms.saude.gov.

br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_tes

tes_laboratoriais.pdf

3. Brasil. Gabinete do Ministro. Portaria nº 3.242,

de 30 de dezembro de 2011. Dispõe sobre o Fluxograma

Laboratorial da Sífilis e a utilização de testes

rápidos para triagem da sífilis em situações

especiais e apresenta outras recomendações.

DOU nº 1 de 02 de janeiro de 2012 - seção 1 p. 50-

52 [portaria na internet]. Disponível em: https://

www.google.com/search?q=portaria+n+3242+de+

30+de+dezem bro+de+2011&rlz=1C1SQJL_pt-

-BRBR784BR784&oq=portari a+n+3242amp;a

qs=chrome.1.69i57j0.10468j0j7&sourceid=chr

om e&ie=UTF-8

4. SHEEHAN, C.; JOHN, R. Syphilis: Etiologic Agent

and Pathogenesis. The Immunossay Handbook:

Theory and applications of ligand binding, ELISA

and related techniques. Kindlington: 2013. p. 930 931

5. São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde. Centro

de Controle de Doenças. Programa Estadual de

DST/Aids. Guia de Bolso para o manejo da sífilis

em gestantes e sífilis congênita. São Paulo. 2016.

112p. ISBN: 978-85-99792-28-5bro+de+2011&

rlz=1C1SQJL_pt-BRBR784BR784&oq=portari

a+n+3242amp;aqs=chrome.1.69i57j0.10468

j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

4. SHEEHAN, C.; JOHN, R. Syphilis: Etiologic Agent

and Pathogenesis. The Immunossay Handbook:

Theory and applications of ligand binding, ELISA

and related techniques. Kindlington: 2013. p. 930

931 5. São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde.

Centro de Controle de Doenças. Programa Estadual

de DST/Aids. Guia de Bolso para o manejo da sífilis

em gestantes e sífilis congênita. São Paulo. 2016.

112p. ISBN: 978-85-99792-28-5

064

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


+

de

+

de

400

profissionais

trabalhando

no Apoio.

4300

clientes

atendidos

todos os dias.

Maior

esteira

de Análises Clínicas

da América Latina

no mercado de Apoio.

Esforços da ANVISA para agilizar

a disponibilidade de produtos para

saúde no mercado brasileiro

O mercado de produtos para saúde

inclui uma gama diversa de dispositivos

médicos, que vão desde uma simples

compressa de gaze até um equipamento

de ressonância magnética.

Fato é que hoje estamos diante de

um cenário no qual as tecnologias

inovadoras vem ganhando cada vez

mais espaço, contribuindo significativamente

para um diagnóstico mais

preciso e precoce de determinadas doenças,

melhorando assim a qualidade

de vida dos pacientes, direcionando

tratamentos com drogas específicas, e

consequentemente trazendo um importante

impacto na redução de custos

no sistema de saúde.

De acordo com os dados da ABIMED

– Associação Brasileira da Indústria de

Alta Tecnologia de Produtos para Saúde,

no acumulado de janeiro a setembro

de 2018, o índice de consumo aparente

– que reflete o comportamento

do mercado de produtos para a saúde

– cresceu 14,8% na comparação com

o mesmo período de 2017. A alta foi

impulsionada pela elevação de 6,5%

na produção doméstica e de 20,8%

nas importações.

E tal crescimento expressivo reflete

Metas

Implementar modelo de notificação de produtos para

saúde de classe de risco I até 2019.

Ampliar o percentual de emissão de certificação internacional

de produtos, por meio do Medical Device Single

Audit Program (MDSAP), passando de 4%, em 2017, para

15%, em 2019.

diretamente na demanda por regularização

destes produtos junto à ANVISA.

Comercializar um produto para saúde

no Brasil pode ser um processo complexo,

longo e custoso, especialmente

quando se trata de um produto de alto

risco sanitário. Uma série de etapas

regulatórias devem ser cumpridas, de

forma a demonstrar especialmente

a segurança, eficácia e qualidade do

produto, garantindo desta maneira a

segurança, adequada performance e

minimização de riscos aos pacientes.

Segundo os dados do Relatório de

Gestão 2018 da ANVISA, em 2018

foram regularizados 5.780 novos dispositivos

médicos, dos quais 1.106

registros (produtos de maior risco pertencentes

as classes de risco III e IV) e

4.674 cadastros (produtos de menor

risco pertencentes as classes de risco

I e II), representando um crescimento

de 11,4% em apenas três anos (2016-

2018).

Ainda que a Gerência Geral de Tecnologia

de Produtos para Saúde tenha

demonstrado alta produtividade (regularização

de cerca 16 novos produtos

por dia), o Relatório da ANVISA também

mostra um saldo negativo para o

Indicador

Por Patrícia Fukuma*

total de petições, ou seja, o número de

entradas de petições foi maior do que o

número de saídas.

Ciente disto, a ANVISA, como órgão

regulador e consciencioso da sua responsabilidade

na cadeia de saúde, vem

se empenhando em buscar formas de

acelerar os processos de regularização

dos produtos a ela submetidos, reforçando

ações que visam contribuir para

a redução dos tempos para disponibilização

de novas tecnologias de produtos

para saúde aos serviços de saúde, e

consequentemente, aos pacientes.

Entre as principais ações implementadas

pela ANVISA no sentido de

agilizar as análises dos processos , sem

contudo abrir mão de uma avaliação

conscienciosa destes novos produtos,

citamos a adoção de auditorias MDSAP

nos processos de Certificado de Boas

Práticas de Fabricação (CBPF), peticionamento

eletrônico com protocolo on

line de petições de regularização de

produtos para saúde e a notificação de

produtos para saúde classe de risco I. A

adoção de auditorias MDSAP e notificação

de produtos classe I são metas

da ANVISA, conforme demonstrado no

Relatório de Gestão 2018 da ANVISA :

Percentual de implementação do modelo de notificação

de produtos para saúde de classe de risco I.

Percentual de produtos para saúde que tiveram certificação

internacional por meio do Medical Device Single

Audit Program (MDSAP).

Direito a Saúde

066

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

Metas e Indicadores - Relatório de Gestão 2018 ANVISA

067


- Utiliza apenas 100µl de sangue total ou plasma;

- Ideal para prontos socorros.

Direito a Saúde

068

Programa de Auditoria Única

em Dispositivos Médicos

(MDSAP)

Para que um produto para a saúde

de alta classe de risco (classes III e

IV) possa ser importado e comercializado

no Brasil, é necessário que sua

planta fabril possua a Certificação de

Boas Práticas de Fabricação da ANVI-

SA, cuja validade é de 2 anos e deve

ser renovada de forma a manter a

comercialização do produto.

A RDC n° 183/2017, estabelece

que a concessão da certificação de

fabricantes internacionais de Boas

Práticas de Fabricação de produtos

para saúde classes de risco III ou IV,

poderá ocorrer mediante inspeção

“in loco” realizada pela ANVISA, ou

através da apresentação de relatório

de auditoria válido, emitido por

organismo auditor terceiro, conforme

programas específicos, reconhecidos

pela ANVISA.

O Programa de Auditoria Única

em Dispositivos Médicos (MDSAP)

é uma iniciativa liderada pelas Autoridades

Regulatórias do Fórum

Internacional Regulatório de Dispositivos

Médicos (IMDRF) cujo objetivo

é implementar um programa

de certificação que reconhece que

um Organismo Auditor de Terceira

Parte (AO) pode conduzir uma auditoria

única em um fabricante de

dispositivos médicos. E esta auditoria

poderá ser aceita por diversas

agências reguladoras, quanto

ao cumprimento dos requisitos de

Sistemas de Gestão da Qualidade e

Boas Práticas de Fabricação.

Até março de 2019, a ANVISA

possuía 13 Organismos Auditores

internacionais reconhecidos pela

ANVISA no âmbito do MDSAP. Austrália,

Brasil, Canadá, Estados Unidos

e Japão são os países membros

do programa e, de acordo com a soberania

e exigências específicas de

suas agências reguladoras, utilizam

os dados dos relatórios de auditoria

para Certificação em Boas Práticas

de Fabricação.

Existem algumas vantagens importantes

relativas à certificação

de Boas Práticas de Fabricação via

Organismo Auditor do programa

MDSAP, entre as quais destacamos:

• Redução do número de inspeções

a serem realizadas pela ANVISA

Fluxo CBPF: etapas desde a solicitação até a emissão do CBPF; em vermelho: etapas que podem ser “eliminadas” com a utilização do MDSAP, acelerando o processo de

certificação. Fonte: Webinar ANVISA: benefícios e perspectivas do programa MDSAP de 18/04/2019.

Fluxo CBPF: etapas desde a solicitação até a emissão do CBPF; em vermelho: etapas que podem ser “eliminadas” com a

utilização do MDSAP, acelerando o processo de certificação. Fonte: Webinar ANVISA: benefícios e perspectivas do programa MDSAP

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

de 18/04/2019.

nas empresas fabricantes;

• Celeridade nas certificações de

Boas Práticas de Fabricação da AN-

VISA;

• Racionalização de recursos dos

fabricantes;

• Reconhecimento como padrão

internacional de qualidade.

Para as empresas importadoras

de Produtos para a Saúde, o maior

benefício da escolha por Organismo

Auditor para a realização da certificação

internacional de Boas Práticas

de Fabricação é a redução do tempo

estimado para a realização da auditoria

e obtenção do Certificado de

Boas Práticas, essencial para o registro

de seus produtos na ANVISA.

Atualmente, a certificação realizada

através de inspeção realizada

pela ANVISA na empresa fabricante

pode demorar de 08 a 12 meses, em

média, conquanto pelo programa

MDSAP poderá ser realizada em até

30 dias, desde que o relatório do

Organismo Auditor aponte para um

resultado satisfatório , sem pendencias

ou não conformidades a serem

esclarecidas.

HUBI PCT

diagnóstico

HUBI D-Dímero

simplificado

HUBI PCT HUBI

D-Dímero

HUBI PCT

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HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

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HUBI HCG

HUBI PCT

HUBI

D-Dímero

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D-Dímero

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-

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Diagnóstico

com

preciso

o instrumento

em apenas

de

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diagnóstico

minutos;

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HUBI

disponível

HCG

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HUBI-hCG

HUBI PCT HCG

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e especificidade.

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HUBI HCG

HUBI HCG HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

HUBI 3 in 1

Specimen

Sample Volume

Detection Limit

EDTA whole blood

100 uL


Direito a Saúde

Peticionamento Eletrônico

com Protocolo On-line

Uma outra evolução da ANVISA na

direção de acelerar a disponibilidade

de produtos para saúde no mercado

brasileiro, é a implementação do

Sistema de Peticionamento Eletrônico

pela a GGTPS (Gerência Geral de

Tecnologia de Produtos para Saúde),

que possibilita o peticionamento

eletrônico e protocolização on-line

das petições.

Este avanço da área vem sendo feito

gradativamente, certo que a partir

de 16 de abril de 2019, as petições

primárias e secundárias da GGTPS

passaram a ocorrer via peticionamento

eletrônico e protocolização

on line, não sendo mais necessário

o encaminhamento de documentos

físicos para a ANVISA, exceto os

peticionamentos de Transferência de

Titularidade.

Com estas ações, a ANVISA tem

buscado agilizar o trâmite de documentos

submetidos à análise da

GGTPS, com redução significativa de

custos administrativos e logísticos,

tanto para o setor regulado como

para o órgão regulador. Este progresso

impacta não somente na redução

de tempo, mas na racionalização de

recursos e sustentabilidade do meio

ambiente, devido à menor geração

de papel.

De forma a ter transparência e

orientar o setor regulado, a ANVISA

realizou um Webinar específico sobre

este tema em 15/04/2019.

Notificação de Produtos

para Saúde Classe de Risco I

Item da Agenda Regulatória

2017-2020 da ANVISA, a Notificação

de Produtos para Saúde Classe

de Risco I é um tema de alta urgência

e relevância para o setor. Diante

disto, a ANVISA propôs a simplificação

de procedimentos para regularização

de produtos para a saúde

de baixo risco (produtos classe de

risco I), que passam a ser somente

notificados pelas empresas. Em

contrapartida, a GGTPS pode focar

seus esforços na regularização de

produtos que oferecem maior risco

à população, considerando a natureza

do produto e o risco sanitário

envolvido na sua utilização.

Segundo dados da ANVISA de

2019, as análises das petições de

produtos de Classe I representam

aproximadamente 37% das petições

primárias analisadas nos últimos 2

anos. Apesar da grande proporção,

esses produtos de baixo risco geram

poucas queixas técnicas e eventos adversos

graves relacionados a situações

de “óbito” e “lesão permanente” em

comparação com ocorrências relacionadas

a produtos de maior risco.

Desta forma, a simplificação na regularização

dos produtos de menor

risco possibilitará que tecnologias

inovadoras e de maior risco, que antes

seguiam o mesmo fluxo de análise

de um produto mais simples ou

de baixo risco, tenham atenção mais

dedicada da área técnica, acelerando

o processo de análise e alcançando o

mercado mais rapidamente.

A regulamentação da Notificação de

Produtos para Saúde Classe de Risco I

deu-se por meio da Consulta Pública

nº 528/2018 e posteriormente, pela

publicação da Resolução da Diretoria

Colegiada – RDC nº 270/2019, que

dispõe sobre a migração do regime de

cadastro para o regime de notificação

dos dispositivos médicos de classe de

risco I e passou a vigorar a partir do dia

02 de maio de 2019.

A ANVISA realizou um Webinar

sobre Notificação de Dispositivos

Médicos no dia 29/04/2019, trazendo

orientações importantes ao setor

regulado sobre a nova modalidade de

regularização de produtos para saúde

e sua implementação.

A implementação destas novas ferramentas

e práticas da ANVISA tendem

a acelerar os processos de regularização

dos produtos para saúde no Brasil,

tornando mais rápido o acesso dos

serviços de saúde aos materiais e equipamentos

de uso em saúde, bem como

dos produtos para diagnóstico in vitro.

O resultado destas medidas certamente

refletirá positivamente no

sistema de saúde como um todo, vez

que permitirá aos pacientes ter acesso

com maior rapidez às novas tecnologias

e diagnósticos cada vez mais

precisos.

*Patrícia Fukuma

É sócia fundadora do escritório

Fukuma Advogados,

escritório altamente especializado na

área regulatória sanitária.

Com agradecimento à colaboração de

Ana Hasegawa e Marilene Scodeler.

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070

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

075


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021 073


lady news

074

Paixão pela Microscopia

Por Mauren Isfer Anghebem

Há pouco mais de 400 anos, o mundo

microscópico só era visível aos olhos

divinos. Nesta época, ao homem só

cabia a observação de objetos maiores

que um fio de cabelo, uma vez que o

menor tamanho que o olho humano

tem capacidade de enxergar é aproximadamente

100 micrômetros. Foi em

1591 que dois holandeses fabricantes

de óculos, Hans e Zacharias Janssen,

pai e filho, criaram o primeiro microscópio

óptico. A partir daí o universo outrora

invisível aos nossos olhos começa

a ser desvendado.

Graças a esta ferramenta, a ciência

avançou significativamente, como

podemos observar através da história.

Ainda que a invenção do primeiro microscópio

seja atribuída aos Janssen,

outro holandês, o cientista Anton van

Leeuwenhoek, é considerado o pai do

microscópio. Ele teria aperfeiçoado as

lentes da versão original e criado seu

próprio instrumento monocular. Suas

descobertas microscópicas e a observação

de “animalículos” vivos em materiais

biológicos contribuíram em diversos

campos da ciência, com destaque para

a análise do sêmen. Na mesma época, o

cientista britânico Robert Hooke desenvolveu

o primeiro microscópio binocular

composto por três lentes. Hooke foi o

primeiro a observar unidades vivas em

fatias de cortiça, as quais denominou de

células, dando início a teoria celular. O

italiano Marcello Malpighi foi outro cientista

a utilizar a microscopia como ferramenta

de trabalho. Várias estruturas fisiológicas

microscópicas observadas por ele

foram nomeadas em sua homenagem,

como as pirâmides de Malpighi nos rins.

Malpighi foi um dos primeiros estudiosos

a observar as hemácias ao microscópio.

Seguindo a história, destaca-se

Robert Koch, microbiologista alemão

pioneiro na comprovação de que bac-

térias podem provocar doenças nos

seres vivos. Através de testes com animais

e análises microscópicas, Koch fez

algumas das maiores descobertas no

campo da Microbiologia. No ano de

1876, conseguiu isolar e descrever o

Bacillus anthracis; em 1883, descobriu

o agente causador da cólera, o Vibrio

cholerae. Mas, foi um ano antes que

Koch deu sua maior contribuição para

a ciência com a descoberta do bacilo

causador da tuberculose, o Mycobacterium

tuberculosis ou Bacilo-de-Koch.

Este feito lhe rendeu o Prêmio Nobel de

Medicina no ano de 1905.

A contribuição da microscopia para

o desenvolvimento da ciência não para

por aí. Em 1920, o médico grego Georgios

Papanicolaou desenvolveu uma

técnica simples para detectar precocemente

lesões celulares precursoras

do câncer do colo do útero. A citologia

esfoliativa ou Exame de Papanicolaou

passou a ser a principal ferramenta no

rastreio do câncer de colo de útero, que

mata aproximadamente 300 mil mulheres

por ano em todo o mundo.

O microscópio, indispensável na rotina

dos laboratórios de análises clínicas,

tem passado por um longo processo de

aprimoramento tecnológico desde sua

primeira invenção (quadro 1). Existem

dois tipos principais de microscopia: a

microscopia óptica (ou de luz) e o microscopia

eletrônica. Os microscópios

ópticos são os mais utilizados em laboratórios

de análises clínicas e englobam

o microscópio ultravioleta, o microscópio

de fluorescência, o microscópio

de contraste de fase e o microscópio de

polarização. Os microscópios eletrônicos,

que utilizam feixe de elétrons para iluminar

o objeto, ao invés da luz, podem

ser de dois tipos: microscópio eletrônico

de varredura ou microscópio eletrônico

de transmissão. O microscópio óptico

tradicional permite a observação de

objetos de 200-500 nanômetros de diâmetro

através da passagem da luz visível,

com capacidade de aumentar seu

tamanho em até 2.000 vezes. A microscopia

eletrônica produz imagens em alta

resolução e tridimensionais, podendo

aumentar o objeto em até 1 milhão de

vezes. (video quadro 1)

Mais recentemente foi criada uma

nova área dentro da microscopia, a

partir da obtenção de imagens digitais

e o controle computadorizado do

microscópio, denominada de microscopia

digital. Já estão disponíveis no

mercado microscópios digitais pouco

Quadro 1. Evolução da Microscopia

Evolução da microscopia

Década de 1850: Carl Zeiss revoluciona a qualidade das lentes de microscopia.

1878: Ernst Abbe desenvolve teoria matemática ligando a resolução ao

comprimento de onda da luz, características relevantes para a microscopia.

1903: Richard Zsigmondy desenvolveu o ultramicroscópio, que permitiu

a observação de objetos ainda menores usando um sistema de espalhamento

da luz.

1932: Frits Zernike inventa o microscópio de contraste de fase que

permite o estudo de materiais biológicos transparentes.

1938: Ernst Ruska desenvolve o microscópio eletrônico, melhorando a resolução.

1981: Gerd Binnig e Heinrich Rohrer inventam o microscópio de varredura,

tornando possível a obtenção de imagens tridimensionais.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

Rev.: 06/2019

Tecnologia e agilidade

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PCT

T4

TSH

tPSA

Vitamina D

Constante Evolução


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maiores que uma caneta, com capacidade

de aumento do objeto em

500 vezes. Softwares de aquisição de

imagens acoplados aos equipamentos

laboratoriais, denominados de sistema

automático de microscopia com digitalização

de imagens ou sistema de

morfologia celular digital, estão cada

vez mais presentes no laboratório de

análises clínicas.

Ao longo dos séculos a microscopia

sempre fascinou. Quem nunca se encantou

com a descoberta de um mundo microscópico

invisível aos olhos nus? Quem

nunca se perdeu no tempo ao admirar

uma imagem ampliada centenas de vezes,

revelando detalhes de um fungo, uma

alteração celular, uma estrutura parasitária

patognomônica? Estas experiências só

se tornaram possíveis com o advento do

microscópio. Foi pensando nessa paixão

pela microscopia que a identidade visual

da OFAC – Organização Feminina de Análises

Clínicas foi criada.

No início, a OFAC era representada

pela imagem de uma árvore, remetendo

à vida e ao crescimento em ascensão

vertical. Mas, as mulheres integrantes

da Organização, carinhosamente denominadas

de OFACanas, perceberam que

estariam mais identificadas com uma

imagem que pudesse refletir o objetivo,

a missão e a visão da OFAC, que tem

como cerne o conhecimento científico e

sua ampla divulgação. Depois de muita

troca de ideias, o designer gráfico Weverton

Santos de Almeida, marido da

OFACana Silvana Almeida, criou e presenteou

a OFAC com a primeira versão

do que seria a atual logomarca da OFAC,

o Scarpin Microscópio.

O desenho original de Weverton

recebeu ainda sugestões de Marcelo

Rosário da Silva, marido da OFACana

Caroline Jung; até que, em janeiro de

2019, foi apresentada a versão final da

logomarca da OFAC. A proposta foi acatada

por todas, que adoraram o sapatinho

vermelho com um salto alto em

formato de microscópio, representando

a feminilidade e a elegância, somadas

à ideia de “carregar” o conhecimento e

ampliar o campo de visão.

A OFAC está se fortalecendo e fortalecendo

o segmento das análises clínicas

nacional. As integrantes do grupo

são atuantes nas mais diversas áreas

do segmento, como gestoras, analistas,

docentes, pesquisadoras, representantes

em entidades de classe e sociedades

científicas. E a paixão só aumenta,

do micro para o macro.

Referências:

•Ribatti D. An historical note on the cell

theory. Exp Cell Res. 2018 Mar 1;364(1):1-4.

•Wollman AJ, Nudd R, Hedlund EG, Leake

MC. From Animaculum to single

molecules: 300 years of the light microscope.

Open Biol. 2015 Apr;5(4):150019.

•Ferlay J, Colombet M, Soerjomataram

I, et al. Estimating the global cancer

incidence and mortality in 2018: GLO-

BOCAN sources and methods. Int J

Cancer. 2019 Apr 15;144(8):1941-1953.

•https://www.microscope.com/

education-center/microscopes-101/history-of-microscopes

•https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.

inca.local/files//media/document//nomenclatura-brasileira-para-laudo-citopatologicos-cervicais-2012.pdf

C

M

Y

CM

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CY

CMY

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Mauren Isfer Anghebem

Farmacêutica-bioquímica. Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Citologia

Cérvico-Vaginal. Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas com ênfase em Análises Clínicas. Professora

da Escola de Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professora do Departamento

de Análises Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Apaixonada pela microscopia.

076

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

077


Informes de Mercado

informe de mercado

Esta seção é um espaço publicitário dedicado

para a divulgação e ou explanação dos produtos e

lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

A QIAGEN anuncia seu novo Vice-Presidente

na América Latina

Paulo Gropp se une à QIAGEN como Vice-Presidente, chefe de operações comerciais LATAM.

Paulo Gropp | Vice-Presidente

A QIAGEN, líder mundial em soluções

para testes moleculares, anunciou em junho

deste ano que Paulo Gropp é o novo

vice-presidente da companhia para a

América Latina. Paulo liderará as equipes

comerciais sediadas no Brasil e no México

e também os distribuidores que atuam

em outros países da região, suportando

os clientes de Diagnóstico Molecular e

Ciências da Vida.

Paulo e sua equipe serão fundamentais

para a execução dos planos de

crescimento e expansão da QIAGEN na

América Latina, contribuindo para o lançamento

global de novas soluções de automação

e consumíveis e cumprindo os

objetivos de crescimento da companhia.

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extrair, purificar e estabilizar os ácidos

nucléicos (DNA e RNA) e proteínas de

amostras biológicas e conta com um

vasto portfólio que abrange todas as

aplicações de testes moleculares para

doenças infecciosas, oncologia e doenças

hereditárias. A versatilidade e flexibilidade

dos produtos QIAGEN permitem sua

ampla aplicação tanto em diagnóstico,

quanto em pesquisas científicas e medicina

translacional. Os diferentes sistemas

de automação da QIAGEN reúnem todas

as etapas de um teste molecular em um

fluxo de trabalho integrado e os softwares

de bioinformática da companhia analisam

e interpretam uma enorme quantidade

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informações valiosas, oferecendo soluções

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078

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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focado antes de passar pela abertura. Somado a isso, o” DynaHelix Flow” previne

totalmente contra o risco de a mesma célula ser contada duas vezes (retorno) usando o

exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse avançado sistema recém desenvolvido melhora

expressivamente a precisão e confiabilidade das contagens.

A tecnologia ótica ”DynaScatter Laser” analisa e diferencia as células WBC em seu estado

“quase-nativo” com muita precisão. O inovador sistema de detecção de espalhamento de

laser de 3 ângulosr provê uma melhor detecção de WBC realizando uma medição precisa

de luz espalhada. Obtendo a informação do tamanho do WBC de um sensor chamado

“FSS”, as informações de estrutura e complexidade das partículas do núcleo são coletadas

por um sensor chamado “FLS” e a informação da granularidade interna e da lobularidade

são obtidas através de um sensor chamado “SDS”. Essa informação gráfica 3D é calculada

então por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.

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laboratório proporcionando resultados mais rápidos e precisos.

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- Até 90 amostras por hora | - 33 parâmetros | - Processamento de pequenas amostras | - Modo de análise STAT/manual

HL7 permite transferência de informação bidirecional

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sem interrupção laboratory information systems.

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O indicador de estado do Celltac G é

Cada tubo é coletado do rack colorido

Os modos STAT e Pré

localizado no painel frontal e mostra

e suavemente homogeneizado por

podem analisar microtais

como amostras pe

DIAGNÓSTICO IN VITRO claramente | CARDIOLOGIA os diferentes | NEUROLOGIA estados | de MONITORIZAÇÃO um DE braço PACIENTES homogeneizador | RESSUSCITAÇÃO interno. O

operação do analisador. Por exemplo, o

carregamento automático contribui

coletadas do lobo auric

• P: Existem amostras positivas

• E: Erro de contagem

• B: Erro de leitura do código de barras

operador pode rapidamente reconhecer a para um resultado de amostra muito

dedinho. O Celltac G p

necessidade de troca de reagente apenas mais rápido, para uma tomada de

soluções baseadas na

olhando a mudança do indicador de

decisão clínica e melhora a eficiência

necessidades dos labo

estado para a cor vermelha.

do fluxo de trabalho.

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

085

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hora, apenas inserindo os racks no carregador.

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O sistema “Smart ColoRac Match” ajuda a localizer rapidamente amostras

clinicamente alteradas e também tubos cujo código de barras não pôde ser lido

usando um exclusiva codificação através de racks coloridos que são

associados ao programa gerenciador de dados do Celltac G . Isso aumenta

muito a eficiência do laboratório sem investimento extra, sem aumento de

espaço e sem a necessidade de treinamento extra para o operador. O sistema

O sistema “Smart ColoRac Match” ajuda a localizer rapidamente amostras

clinicamente alteradas e também tubos cujo código de barras não pôde ser lido

usando um exclusiva codificação através de racks coloridos que são

associados ao programa gerenciador de dados do Celltac G . Isso aumenta

muito a eficiência do laboratório sem investimento extra, sem aumento de

espaço e sem a necessidade de treinamento extra para o operador. O sistema

“Smart ColoRac Match” definitivamente maximiza a produtividade do seu

laboratório proporcionando resultados mais rápidos e precisos.

• P: Existem amostras positivas

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Transformando as possibilidade

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33 parâmetros

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até 7 racks com 10 tubos

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Homegeneização de racks embutida

Sistema “Smart ColoRac Match”

A tecnologia chamada “DynaHelix Flow”

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para uma contagem de alta impedância c

Gerenciamento focado antes de reagentes de passar pela e controles abertura. po So

de barras totalmente contra o risco de a mesma cé

exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse

expressivamente a precisão e confiabilid

Inovações par

DYNAHELIX FLOW

Indicador de estado Homogeneização de tubos Modo STAT

A tecnologia ótica ”DynaScatter Laser” a

“quase-nativo” com muita precisão. O ino

laser de 3 ângulosr provê uma melhor de

de luz espalhada. Obtendo a informação

“FSS”, as informações de estrutura e com

por um sensor chamado “FLS” e a inform

são obtidas através de um sensor chama

então por um algoritmo exclusivo da Niho


informe de mercado

Diagnóstico clínico

– impurezas específicas e os seus efeitos em ensaios

A qualidade da água é extremamente

importante no diagnóstico clínico. A qualidade

da água que esteja abaixo dos níveis

aceitáveis não só afeta a química dos ensaios,

como também pode afetar o funcionamento

geral do analisador que, por sua

vez, irá reduzir a fiabilidade dos resultados

do ensaio e aumentar os tempos de calibragem

e os custos dos reagentes

A água pode ser utilizada para

muitas funções diferentes num analisador

clínico, incluindo:

• Lavagem de cuvetas de reação

• Alimentação de estações de lavagem para

sondas e pás de agitadores

• Diluição de reagentes, amostras e detergentes

• Banhos de incubadora

• Uma interface entre seringa e amostra

Uma água com pouca qualidade

pode afetar o desempenho do analisador

de várias formas, incluindo:

• Redução da exatidão do volume de medição

com pipeta devido a partículas e bactérias

• Erros nas leituras fotométricas resultantes

da interferência de partículas quando é utilizado

um banho em água

• Contaminação na lavagem de cuvetas,

passagem e marcas de água

• Contaminação na lavagem da amostra e

sonda do reagente e passagem

• Afetar amostras e diluição causando erros

e pouca estabilidade do reagente

• Enquanto padrão zero (Ca, Mg, PO4 , HCO3 ,

etc.) a estabilidade da calibração e a sensibilidade

são reduzidas

• Nos sistemas de imunoensaios, os subprodutos

bacterianos (principalmente fosfatase

alcalina) podem interferir com alguns resultados

de ensaios baseados em enzimas.

A fiabilidade é talvez o aspecto mais

importante da água para analisadores de

patologia automatizados. Os laboratórios

sem orçamento ou espaço para um sistema

"duplex" (como segurança), necessitam

de um design robusto que incorpore

sistemas "contínuos" para serem utilizados

na eventualidade de uma emergência

ou falha nos sistemas.

Para mais informações entre em contato com a Elga Veolia

Watertech.marcom.latam@veolia.com -

11 3888-8800

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082

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


informe de mercado

Existe diferença entre EDTA K3 e EDTA K2?

A maioria dos tubos de coleta de sangue

contém um aditivo que acelera a coagulação

do sangue (ativador de coágulos)

ou evita a coagulação (anticoagulante).

Isso preserva a amostra garantindo o processamento

adequado para cada exame.

Os tubos são divididos pelas suas funções

e aditivos através de um código de cores.

O ácido etileno-diamino-tetraacético

(EDTA) é o anticoagulante mais utilizado,

seu uso é registrado desde o início da

década de 50. Sua função é inibir o processo

de coagulação através da remoção

do cálcio do sangue por complexação. É

recomendado para rotinas de hematologia

por ser o melhor anticoagulante a

preservar a morfologia celular.

Existem três formas diferentes de

EDTA, o sal dissódico (Na2EDTA), dipotássico

(K2EDTA) e tripotássico (K3EDTA). O

Na2EDTA e K2EDTA são mais comuns na

forma sólida, enquanto o K3EDTA é utilizado

em solução 15%, ou 1,8 mg/mL.

Apesar de algumas controvérsias existirem

sobre a influência da concentração

do K2EDTA e K3EDTA no hemograma em

sangue normal, estudos comparativos

mostram apenas pequenas discrepâncias

quando feitas em condições abaixo do ideal:

• Volume corpuscular médio (VCM) de

glóbulos vermelhos

Em concentrações mais altas o K2EDTA

aumenta ligeiramente o VCM.

• Efeito no hematócrito

Em concentrações mais altas o K3E-

DTA influencia o volume de células do

sangue centrifugado.

No entanto, em condições ideais, concentração

apropriada de anticoagulante e

realização do exame entre 1 e 4 h após a

flebotomia, não são observadas diferenças

significativas entre K2EDTA e K3EDTA.

Saiba mais sobre os

produtos FirstLab : www.firstlab.ind.br

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Evento internacional incentiva a inovação e promove

negócios em Ciências da Vida na América Latina

“ Inovação & Partnering para Alavancar

a Bioeconomia na América Latina”

é o tema 5º edição da BIO Latin

America, conferência organizada pela

Biotechnology Innovation Organization

(BIO) e Biominas Brasil. Durante dois

dias, painéis e sessões de debate irão

focar em soluções para desafios enfrentados

pelo setor latino-americano

de biotec e ciências da vida.

São esperados mais de 700 participantes,

dentre eles executivos de alto

nível, líderes do setor, formuladores de

políticas, empreendedores, acadêmicos

e investidores de todo o mundo. Através

do sistema BIO One-on-One Partnering

todos os participantes poderão

agendar reuniões de negócios que

acontecerão no local do evento. Uma

incomparável oportunidade de se reunir

com os principais players nacionais

e internacionais das áreas de saúde humana,

saúde animal, agbio e industrial.

O evento conta ainda com a Arena

de Inovação, permitindo acesso a uma

nova geração de empresas e startups

que antecipam o futuro transformando

ideias em soluções inovadoras. Serão

mais de 30 expositores, incluindo

patrocinadores, instituições parceiras,

empresas e startups (identificadas

como “the ones to watch”).

Abra espaço para inovação, compartilhe

conhecimento e crie novas

oportunidades reais de negócios na

BIO Latin America 2019!

Data: 3 e 4 de Setembro de 2019

Local: São Paulo – Brasil, Hotel Grand

Hyatt

Inscrições e mais informações: www.

biolatinamerica.com

Contato: bla@biominas.org.br

Metodologia Flow Chip para detecção do HPV

A captura híbrida foi uma inovação

importante há algumas décadas

e ainda é muito utilizada, mas hoje já

existem métodos mais avançados para

o diagnóstico do HPV.

A tecnologia Flow Chip faz a detecção

e genotipagem simultânea de 35 tipos

diferentes de HPV identificando também

outros tipos menos comuns através de

uma sonda universal de HPV, com amostras

de escovados citológicos, citologia

líquida e tecidos em parafina.

Como funciona?

O processo ocorre por meio de uma

reação em PCR seguida de uma hibridização

reversa (dot blot) utilizando

sondas específicas de DNA imobilizadas

em uma membrana de nylon (CHIP).

Dessa forma, a amostra é analisada de

maneira ampla e tridimensional.

Com o Flow Chip, é possível identificar

tanto os tipos de alto risco (oncogênicos)

quanto de baixo risco (lesões

benignas ou baixo grau). Tudo isso

com uma única amostra e sem necessidade

da extração de DNA.

Diferenciais

- Detecção de 18 tipos de alto risco,

incluindo 16 e 18 (câncer cervical) e do

11 (câncer de cabeça, pescoço e laringe).

- Detecção de 17 tipos de baixo risco

mais comuns.

- Identifica coinfecção por mais de um

tipo de HPV.

- Processamento do teste leva em torno

de 4 horas.

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084

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

085


C

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informe de mercado

M

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Greiner Bio-One lança Cateteres CLiP® e SWiTCH com

CM

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03 2019 AN PACateter (210x280 cm) - NL - aprovado.pdf 1 17/06/2019 10:56:27

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C

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Com um portfólio de produtos que

unem o melhor da tecnologia à anos

de experiência no mercado, a Greiner

Bio-One oferece soluções completas

para o setor de análises clínicas quando

o assunto é pré-analítico. Entre os

lançamentos de 2019, estão os novos

cateteres periféricos CLIP® e cateteres

arteriais SWiTCH.

Lançados na 26ª edição da Hospitalar,

os produtos trazem custo-benefício,

segurança e conforto aos pacientes.

Os cateteres possuem agulhas de

alta qualidade, ultra afiadas e cortadas

em forma de bisel. Seu sistema de travamento

de segurança é acionado automaticamente,

prevenido acidentes,

além de serem fáceis de manusear. O

design compacto dos produtos, assim

como das embalagens, diminui a geração

de resíduos e impacto ambiental.

O Cateter Periférico CLiP® Neo Safety

é um cateter intravenoso de segurança

especialmente desenvolvido

para acessos difíceis e delicados como

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a segurança

C

escolha

CMY

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a segurança

Cateteres

Cateteres

CliP

CliP ® ® e

SWiTCH

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CLiP ® Neo é um cateter intravenoso especialmente

desenvolvido para veias delicadas dos pacientes neonatais,

pediátricos e idosos;

pacientes O CLiP neonatais, pediátricos, oncológicos

e geriátricos. O design ®

® Winged é um cateter intravenoso, fácil de

manusear e disponível em vários calibres. Enquanto o CLiP

Winged é equipado com um suporte de asas removível

para posterior fixação no paciente, o CLiP facilita

a visualização na punção, pois

® Ported possui,

além das asas, uma entrada extra para fácil acesso a

corrente sanguínea;

O SWiTCH é um cateter arterial com interruptor de fluxo

sanguíneo para total controle, minimizando o risco de

o sangue

exposição

aparece

ao sangue.

entre o cateter e a

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agulha, em frente às asas, assim que

a agulha encontra o acesso. Disponível

nos calibres 24G e 26G, são feitos

de FEP, material praticamente livre de

fricção para permitir uma inserção

suave.

Os Cateteres Periféricos CLiP® Winged

Safety e CLiP® Ported Safety são

cateteres intravenosos com dispositivos

de segurança, disponíveis em

diversos calibres (14G ao 24G) para

atender as diversas demandas, tanto

físicas quanto clínicas. São testados

para alta pressão – acima dos 305 psi

(requisito mínimo: 300 psi); assim, o

profissional escolhe aquele que melhor

atende à necessidade do paciente

para evitar punções adicionais. Além

disso, o CLiP® Winged é equipado

com um suporte de asa removível que

permite segurar o cateter e ter total

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Cateteres CliP ® e SWiTCH

Cateteres com dispositivo de segurança automático

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CLiP ® Neo é um cateter intravenoso especialmente

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CY

controle durante procedimento. O e

pediátricos e idosos;

CLiP® Ported Safety possui uma entrada

extra, facilitando o acesso rápido a

pediátricos e idosos;

corrente sanguínea, caso haja necessidade

de ministrar medicamentos.

O Cateter Arterial SWiTCH Safety

corrente sanguínea;

possui dispositivo de segurança automático

e com interruptor de fluxo

corrente sanguínea;

sanguíneo, minimizando o risco de

exposição

ou

ao sangue.

a perda indesejada de

exposição ao sangue.

sangue durante a punção, assim como

nos cuidados pós-punção. O cateter,

integrado ao design da agulha, permite

uma inserção rápida e de forma

simples, através da técnica direta ou

transfixada – característica importante,

uma vez que os cateteres arteriais

são frequentemente utilizados em situações

críticas.

desenvolvido para veias delicadas dos pacientes neonatais,

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corrente sanguínea;

C

O SWiTCH é um cateter arterial com interruptor de fluxo

M

sanguíneo para total controle, minimizando o risco de

exposição ao sangue.

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K

de

manusear O CLiP ® e Winged disponível é em um vários cateter calibres. intravenoso, Enquanto fácil o CLiP de

®

Winged manusear é e disponível equipado em com vários um suporte calibres. de Enquanto asas removível o CLiP ®

Winged para posterior é equipado fixação no com paciente, um suporte o CLiP de ® Ported asas removível possui,

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O SWiTCH é um cateter arterial com interruptor de fluxo

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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Yumizen responde H550 à necessidade responde à necessidade

analisador de um analisador robusto e robusto não requer e não

de um

requer manutenção manutenção do usuário. do usuário.

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hematologia O Yumizen compacto H550 é um com sistema carregamento

automático compacto integrado com carrega-

de rack

de

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amostra. uma capacidade Ele fornece total ao operador de 40 tubos uma

capacidade com carga total contínua. de 40 tubos Baseado com carga

tecnologias contínua. comprovadas Baseado em tecnologias e inovado-

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comprovadas ras, o Yumizen e inovadoras, H550 responde o Yumizen à

H550 necessidade responde de à um necessidade analisador de robusto

e não requer robusto manutenção e não requer do usuá-

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analisador

nutenção rio. A fim do de usuário. garantir A fim um de processo garantir

um confiável, processo o Yumizen confiável, H550 o Yumizen permite H550 a

permite homogeneização a homogeneização automática automática de rack

de e Identificação rack e Identificação positiva positiva de tubos. de tubos.

As

racks

As

de

racks

10

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tubos

10 tubos

são

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compatíveis

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com o Yumizen H1500 / 2500.

veis com o Yumizen H1500 / 2500.

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Menus abrangentes com gráficos e flags.

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Fácil manuseio com treinamento mínimo do operador.

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Sistema especialista em alarmes para o guia de interpretação.

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- Com amostra base de na sangue, micro-amostragem incluindo pediatria. de 20 µL de sangue total, o Yumizen H550 pode executar qualquer tipo de

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- 27 (Células parâmetros grandes com imaturas). WBC completo e 6 Diferencial : LYM%#, MON %#, NEU %#, BAS %#, EOS#% and LIC%#

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

(Células grandes imaturas).

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

- Parâmetros específicos para diagnóstico de anemias por deficiência de ferro e distúrbios por PLT: RDW-CV,

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


informe de mercado

Curso de Gestão Laboratorial na Prática: prepare

seu gestor para um melhor desempenho no laboratório.

Lançamento da Formato Clinico e LTS.

A Formato Clínico está organizando com

a empresa LTS (consultoria internacional

especialista em melhoria de desempenho

de laboratórios), o curso de Gestão

Laboratorial na Prática que será realizado

durante 5 dias (19 a 23/8 de 2019), no

hotel Meliá Ibirapuera em São Paulo.

O curso desenvolve capacidades requeridas

para a gestão de um laboratório,

desde o conhecimento prático sobre

tópicos chaves de gestão até habilidades

interpessoais necessárias para tomada de

ação com confiança.

O objetivo é preparar o gestor do laboratório

para as atividades que são essenciais

para conduzir a empresa a atingir

seus objetivos estratégicos.

O curso é para:

mento básico de liderança e gestão de

Novos gestores, que necessitam de uma mudanças.

base de entendimento mais ampla de Ter a habilidade de controlar custos e

gestão laboratorial

entender a gestão financeira.

Preparar melhor os colaboradores que Entender a gestão da garantia da qualidade

irão substituir gestores desenvolvendo

no laboratório.

habilidades de gestão de laboratório Qualquer informação adicional entre em

Líderes de projeto que desejam entender contato. Esperamos que possam participar

a operação do Laboratório

de mais esta iniciativa de educação

Com um currículo inovador projetado continuada da Formato Clínico.

para implementação prática o participante

irá:

Entender a gestão de operações e processos

Procalcitonina

laboratoriais.

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Entender como gerenciar equipes.

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Diagnóstico

Ter a habilidade

e acompanhamento

de criar um ambiente

de septicemia

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Diagnóstico e acompanhamento de septicemia

A septicemia é definida como uma

“resposta sistêmica inflamatória causada

por infecção” por parte do American

College of Chest Physicians e a Society of

Critical Medicine Consensus Conference

(Northbrook, IL, EE. Agosto, 1991).

A procalcitonina (PCT) é um biomarcador

que proporciona informação

importante em etapas precoces da

septicemia, assim como durante o tratamento

antimicrobiano.

Com um abrangente menu de testes,

o equipamento mLabs® executa o teste

de PCT em até 8 minutos, fornecendo

informações de diagnóstico para diferenciar

septicemia de reações inflamatórias

de origem não infecciosa.

A septicemia é definida como uma “resposta sistêmica inflamatória causada por

infecção” por parte do American College of Chest Physicians e a Society of Critical

Medicine Consensus Conference (Northbrook, IL, EE. Agosto, 1991).

A procalcitonina (PCT) é um biomarcador que proporciona informação importante em

etapas precoces da septicemia, assim como durante o tratamento antimicrobiano.

AGILIDADE E EFICIÊNCIA NA AVALIAÇÃO

DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

A quantificação da PCT contribui para - Detecta-se PCT no período de 3 a 6

No Brasil, a Insuficiência cardíaca (IC) afeta mais de dois milhões

a otimização da antibioticoterapia e monitoramento

do tratamento, reduzindo

(1) .

horas depois pessoas, de um com processo 240.000 novos infeccioso,

casos diagnosticados por ano

com um O pico peptídeo até natriurético de 1000 do ng/mL tipo B (BNP) depois e a fração N -terminal

(NT-proBNP) são biomarcadores padrão na IC, sendo considerado

custos e tempo de permanência em unidades

de terapia intensiva.

- Vida média: ~ 24 horas

de 6 a 12 pelas horas. diretrizes da American College of Cardiology como classe I,

quando há dúvida no diagnóstico.

A dosagem do BNP e NT-ProBNP sérico oferece uma medida

Cinética de procalcitonina em - Específico

não-invasiva

em infecções

e objetiva

de origem

para a

bacteriana.

avalição de pacientes sob risco

e monitoramento de Insuficiência Cardíaca, liberando os

pacientes sépticos

resultados em até 8 minutos.

- Reflete a gravidade da infecção

Com um abrangente menu de testes, o equipamento mLabs ® executa o teste de PCT

em até 8 minutos, fornecendo informações de diagnóstico para diferenciar septicemia

de reações inflamatórias de origem não infecciosa.

A quantificação da PCT contribui para a otimização da antibioticoterapia e

monitoramento do tratamento, reduzindo custos e tempo de permanência em unidades

de terapia intensiva.

Cinética de procalcitonina em pacientes Com um abrangente sépticos menu de testes, o sistema Mlabs possui ainda os testes de Troponina I,

Painel cardíaco, Procalcitonina e D-Dímero disponíveis em seu menu.

Consulte-nos para maiores • informações. Detecta-se PCT no período de

(1) P. Ponikowski, A.A. Voors, S.D. Anker, et al.2016 3 ESC a Guidelines 6 horas for the diagnosis depois de um processo

and treatment of acute and chronic heart failure: The Task Force for the diagnosis

and treatment of acute and chronic heart failure infeccioso, of the European Society com of um pico até de 1000

Cardiology (ESC). Developed with the special contribution of the Heart Failure

Association (HFA) of the ESC Eur Hear J., 18 (2016), ng/mL pp. 1-85 depois de 6 a 12 horas.

• Vida média: ~ 24 horas

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bacteriana.

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Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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Tel.: 55 11 5185-8181– faleconosco@lumiradx.com.br

Os produtos anunciados estão devidamente registrados na ANVISA.


informe de mercado

092

Lab Rede 19 anos

Lab Rede 19 anos

Uma equipe forte para um serviço de qualidade

Uma equipe forte para um serviço de qualidade

Lab Rede 19 anos Uma equipe forte para um

O Lab Rede® - Laboratório de Referência em

serviço Lab Rede® de qualidade

Laboratório de Referência em

Atualmente, com mais de 200 parceiros, o Lab Rede

Atualmente, com mais de 200 parceiros, Lab Rede

Diagnósticos Especializados é fruto de uma visão é referência em atendimento, pautado por seus

Diagnósticos Especializados fruto de uma visão

referência em atendimento, pautado por seus

empreendedora, voltada para a realização de principais valores: Os ganhos transparência, com a qualidade ética, são tão

empreendedora, voltada para realização de principais valores: transparência, ética,

exames especializados com alto padrão, rapidez e sustentabilidade, relacionamento expressivos que impelem diferenciado, a equipe a

exames especializados com alto padrão, rapidez sustentabilidade, relacionamento buscar sempre mais. diferenciado,

custos compatíveis, que se dedica, desde a sua responsabilidade e reconhecimento, fruto do

custos compatíveis, que se dedica, desde sua responsabilidade Inúmeros reconhecimento, diferenciais do fruto Lab Rede do

fundação, às boas práticas laboratoriais.

amadurecimento, da experiência e da construção de

fundação, às boas práticas laboratoriais.

amadurecimento, da experiência podem ser destacados, da construção além da reconhecida

anos qualidade, no mercado, como a atuando

de

Reconhecendo a importância e trabalhando com um um time forte. São 19

Reconhecendo importância trabalhando com um um time forte. São 19 anos no mercado, atuando capacidade

sistema de gestão da qualidade bem consolidado, o exclusivamente como de produção laboratório de seu de moderno apoio parque em

sistema de gestão da qualidade bem consolidado, exclusivamente como laboratório de apoio em

Lab Rede é acreditado pelo Programa de análises clínicas. tecnológico, a busca contínua por inovação

e desenvolvimento, a ampliação

Lab Rede acreditado pelo Programa de análises clínicas.

Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), pelo

Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), pelo

constante do menu de serviços, o perfil

questionador da empresa sempre

Sistema Nacional de Acreditação (DICQ) e pela

Sistema Nacional de Acreditação (DICQ) pela

Organização Nacional de Acreditação Nível III

Organização Nacional de Acreditação Nível III

à procura de onde e como é possível

(ONA). A difusão da cultura da qualidade em todos

fazer melhor, dentre outros. Mas, um

(ONA). difusão da cultura da qualidade em todos

os níveis da organização, desde a alta direção até o

diferencial que merece ser ressaltado

os níveis da organização, desde alta direção até operacional, tem sido imprescindível para um

18

é o seu time, comprometido com a

operacional, tem sido imprescindível para um

qualidade e com foco voltado para o

sistema de qualidade consistente.

sistema de qualidade consistente.

atendimento ao cliente. Uma empresa

é tão forte quanto a equipe que a

O Lab Rede acredita que quando o colaborador

Lab Rede acredita que quando colaborador

entende o valor que a qualidade agrega ao seu

compõe. É a equipe Lab Rede, que trabalha

para atender a necessidade de

entende valor que qualidade agrega ao seu

trabalho, suas tarefas passam a ser mais leves e

trabalho, suas tarefas passam ser mais leves prazerosas, não se tornando apenas uma obrigação

cada cliente, numa atmosfera de dedicação,

empatia e encantamento, que

prazerosas, não se tornando apenas uma obrigação

para atender a um requisito de determinada norma.

para atender um requisito de determinada norma.

constitui

anos

o valor intangível agregado

Os ganhos com a qualidade são tão expressivos que

ao serviço laboratorial de qualidade.

Os ganhos com qualidade são tão expressivos que

impelem a equipe a buscar sempre mais.

Atualmente, com mais de 200

impelem equipe buscar sempre mais.

Inúmeros diferenciais do Lab Rede podem ser

parceiros, o Lab Rede é referência

Inúmeros diferenciais do Lab Rede podem ser

em atendimento, pautado por seus

destacados, além da reconhecida qualidade, como a

COMO É BOM REVISITAR A PRÓPRIA

destacados, além da reconhecida qualidade, como principais valores: transparência, ética,

sustentabilidade, relacionamento

HISTÓRIA REPLETA DE SUCESSO

capacidade de produção de seu moderno parque

capacidade Equipe Lab de Rede produção no 46º Congresso de Brasileiro seu moderno Análises Clínicas parque – Belo Horizonte.

Há 18 anos, o Lab Rede nasceu para oferecer

tecnológico, a busca contínua por inovação e

diferenciado, responsabilidade e

exames especializados com alto padrão de

tecnológico, busca contínua por inovação desenvolvimento, a ampliação constante do menu

reconhecimento, qualidade e rapidez. fruto Hoje, do após amadurecimento,

da experiência e da cons-

atingir a

desenvolvimento, ampliação constante do menu

maioridade, além da escolha de confiança,

de serviços, O Lab Rede® o perfil - Laboratório questionador de Referência

em Diagnósticos perfil questionador

da ditação empresa (DICQ) e pela Organização Nacional

empresa Equipe Lab Rede no 46º

o Lab Rede também se consolida como

de serviços,

Especializados

da de Acreditação Nível III (ONA). trução Congresso de um Brasileiro time forte. de São Análises 19 anos

uma opção pela tradição.

sempre à procura de onde e como é possível fazer Equipe Lab Rede no 46º Congresso Brasileiro de Análises

sempre é fruto procura de uma visão de onde empreendedora,

como possível A difusão fazer Clínicas – Belo Horizonte.

da cultura da qualidade em no mercado, atuando exclusivamente

melhor, dentre outros. Mas, um diferencial que Clínicas – Belo Horizonte.

voltada para a realização de exames todos os níveis da organização, desde como laboratório

Muito obrigado

de apoio

a todos

em

os nossos

melhor, dentre outros. Mas, um diferencial que

análises

clínicas.

parceiros, clientes e funcionários por

merece

especializados

ser ressaltado

com alto

é o

padrão,

seu time,

rapidez

a qualidade e custos compatíveis, e foco que voltado se sido para imprescindível o para um sistema

comprometido

a alta direção até o operacional, tem

estarem juntos conosco nessa trajetória

merece ser ressaltado seu time, comprometido

com de desafios e conquistas.

com qualidade com foco voltado para atendimento dedica, desde ao cliente. a sua fundação, Uma empresa às boas é de tão qualidade forte consistente.

atendimento práticas laboratoriais. ao cliente. Uma empresa tão O Lab forte

quanto a equipe que a compõe. É a equipe Lab Rede acredita que quando

quanto Reconhecendo equipe que a importância compõe. e tra-

equipe o colaborador Lab entende o valor que

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cliente, qualidade numa

numa bem atmosfera

atmosfera consolidado, de dedicação,

de dedicação, o Lab suas empatia

empatia

tarefas passam a ser mais leves

e encantamento, Rede é acreditado que pelo constitui Programa o de valor e intangível prazerosas, não se tornando ape-

encantamento, que constitui valor

Acreditação de Laboratórios Clínicos nas

intangível

agregado ao serviço laboratorial de qualidade. uma obrigação para atender a

agregado (PALC), ao pelo serviço Sistema laboratorial Nacional de de Acre- qualidade.

www.labrede.com.br

um requisito de determinada norma.

LR-002-18 - AD 18 ANOS - 205x275mm.indd 1

Os últimos anos foram caracterizados por importantes avanços

no diagnóstico e classificação de doenças hematológicas,

como o uso de contadores hematológicos automatizados na

realização do hemograma e a introdução de novas tecnologias

na rotina clínica, como imunofenotipagem por citometria de

fluxo multiparamétrica, testes genéticos (cariótipo, FISH e CGH-

Array) e estudos moleculares (PCR e sequenciamento de nova

geração). No entanto, a análise morfológica do sangue periférico

permanece como uma ferramenta essencial na avaliação inicial

de pessoas com alterações hematológicas, sendo fundamental

na elaboração das hipóteses diagnósticas e na escolha dos testes

diagnósticos subsequentes durante a investigação clínica.

A importância da análise morfológica de sangue periférico na

rotina laboratorial é demonstrada no “Atlas do sangue periférico

e doenças hematológicas”, que traz um compilado de imagens

de alta qualidade das principais alterações hematológicas nos

componentes eritroide, leucocitário e plaquetário encontradas

durante a análise microscópica de lâminas de sangue e registradas

pelos autores durante seus vastos anos de prática laboratorial.

O “Atlas do sangue periférico e doenças hematológicas” é

organizado de uma forma simples e didática, sendo de grande

utilidade na formação de novos profissionais e como um guia

prático de consulta de bancada, podendo ser utilizado por

técnicos de laboratório, biomédicos, biólogos, farmacêuticos e

patologistas clínicos, independente do seu nível de experiência.

Alex Freire Sandes

Médico Assessor em Hematologia e Citometria de Fluxo do Grupo Fleury

Professor Adjunto da Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da UNIFESP.

www.labrede.com.br

21/03/18 11:31 AM

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

ATLAS DO SANGUE

PERIFÉRICO E DOENÇAS HEMATOLÓGICAS

ATLAS DO SANGUE

PERIFÉRICO E DOENÇAS

HEMATOLÓGICAS


edição

GUIA PRÁTICO

Luiz Arthur Calheiros Leite

Samuel Daniel de Souza Filho

Guilherme Dienstmann

Karina Tolfo Avi

Cristiane Frezzato

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A Bio Advance segue trazendo o que há

de melhor para o mercado de diagnóstico

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maneira precisa HBA1C em um sistema

totalmente automatizado, utilizando espectrofotometria

e afinidade por Borato.

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A1C permite ao usuário eficiência e acurácia

muito além de qualquer outro produto encontrado

no Brasil. Sua base de análises se

equivale ao padrão HPLC, portanto é a solução

ideal para pequenas rotinas, mas que

exigem acima de tudo qualidade.

O teste será concluído com apenas 4ul de

amostra e tempo total de 5 minutos

Especificações

Tipo de Amostra: Sangue total de

capilar, sangue venoso com anticoagulante

Detecção do Teste: 20~130 mmol/

mol(IFCC), 4.0~14.0%(NGSP)

Quantidade de amostra/Tempo de

teste: -4ul / 5min.

Temperuta de Operação: 17~32ul

(63~90ul)

Opções: Software com interfaceamento

para PC, scanner de código de barras (Uso

de ID), impressora térmica e módulo de glicose

no sangue

Luiz Arthur Calheiros Leite, PhD

Especialista em Hematologia e Hemoterapia

Universidade Federal de São Paulo

Escola Paulista de Medicina, UNIFESP/EPM.

Mestre em Ciências, Disciplina de Hematologia,

Departamento de Medicina, UNIFESP/EPM.

Doutor em Bioquímica,

Universidade Federal de Pernambuco, UFPE.

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

A cada dia a hematologia avança de forma exponencial, exigindo uma constante corrida

por qualidade e liberação rápida do hemograma. Neste contexto, emerge um grande desafio,

explorar os recentes parâmetros dos analisadores hematológicos, e ver o que as máquinas

não conseguem detectar. Para solucionar este desafio foi editado e publicado este guia

prático, “Atlas do Sangue Periférico e Doenças Hematológicas”, uma obra confeccionada

por autores de diferentes regiões do Brasil, com vasta experiência em Hematologia e

citomorfologia. O Atlas trás imagens com descrição de anormalidades morfológicas dos

eritrócitos, leucócitos, plaquetas, leucemias agudas, leucemias crônicas, linfomas periféricos,

bem como hemoparasitas. Assim, a obra configura-se como um guia prático de bancada para

profissionais e estudantes. As imagens foram cuidadosamente selecionadas, em diferentes tons

de coloração, para que o leitor se identifique com suas colorações hematológicas rotineiras. A

inserção de casos típicos, bem como raros, foram discutidos e inseridos no livro para auxiliar

tanto profissionais iniciantes, como os que trabalham em hospitais ou centros de referência em

Hematologia e doenças infecciosas. A primeira edição do Atlas do Sangue Periférico e Doenças

Hematológicas conta com 200 imagens e esta obra torna-se útil para estudos e consultas de

dúvidas frequentes sobre o imenso universo das complexas alterações citomorfológicas no

sangue periférico, benignas ou neoplásicas, possuindo uma apresentação didática, prática e

objetiva, afim de mostrar o caminho aquedado para descrição morfológica das anormalidades

citológicas que podem nortear diagnósticos de diversas doenças.

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Evolução do Point Of Care – Finecare Fia Meter

o aprimorar a sua Linha Finecare Fia Meter Point Of Care, a Celer Biotecnologia disponibiliza novos

s, destacando o FINECARE FIA METER PLUS lançado na Hospitalar 2019, considerado a evolução do

E FIA METER II que já é um equipamento consolidado no mercado há 4 anos pela Celer. A nova

ia traz como inovação um layout mais robusto e o novo Sistema Operacional Android, que facilita o

eamento aos sistemas Informe LIS/HIS, de Mercado permite adicionar ao Informe equipamento de Mercado um leitor de código Informe de de barras Mercado

l que pode ser complementado com teclado e mouse, os dados do paciente são inseridos antes da

Evolução do Point Of Care – Finecare Evolução Fia Meter do Point Of Care – Finecare Evolução Fia Meter do Point Of Care – Finecare Fia Meter

ão dos testes da amostra no sistema e garante maior segurança e rastreabilidade nos exames

os.

Buscando aprimorar a sua Linha Finecare Buscando Fia Meter aprimorar Point Of Care, a sua a Linha Celer Finecare Biotecnologia Fia Meter disponibiliza Point Of novos Care, a Celer Biotecnologia disponibiliza novos

informe de mercado

Buscando aprimorar a sua Linha Finecare Fia Meter Point Of Care, a Celer Biotecnologia disponibiliza novos

modelos, destacando o FINECARE FIA METER modelos, PLUS destacando lançado na o Hospitalar FINECARE 2019, FIA METER considerado modelos, PLUS destacando lançado a evolução na o Hospitalar do FINECARE 2019, FIA METER considerado PLUS lançado a evolução na Hospitalar do 2019, considerado a evolução do

FINECARE FIA METER II que já é um equipamento FINECARE FIA consolidado METER II no que mercado já é um há equipamento 4 FINECARE anos pela FIA consolidado Celer. METER A nova II que mercado já é um há equipamento 4 anos pela consolidado Celer. A nova no mercado há 4 anos pela Celer. A nova

tecnologia Buscando traz aprimorar como a inovação sua Linha Finecare um layout Fia tecnologia Meter mais Point robusto Of traz Care, e como novo inovação Os Sistema novos um Operacional equipamentos layout tecnologia mais Android, robusto têm como traz que e como o principal facilita novo inovação Sistema o vantagem um Operacional layout mais Android, robusto que e o facilita novo Sistema o Operacional Android, que facilita o

interfaceamento a Celer Biotecnologia aos disponibiliza sistemas LIS/HIS, novos modelos, permite interfaceamento destacando adicionar o aos a equipamento sistemas compatibilidade LIS/HIS, um dos permite leitor interfaceamento testes de adicionar que código já estão de aos barras disponibilizados

equipamento sistemas LIS/HIS, um leitor permite de adicionar código de ao barras equipamento um leitor de código de barras

universal FINECARE que FIA METER pode ser PLUS complementado lançado na Hospitalar com universal 2019, teclado considerado

a evolução dos do testes FINECARE da FIA amostra METER II no que sistema já realização é um equipamento e garante dos testes maior sendo da segurança amostra eles: Marcadores no e rastreabilidade sistema realização Cardíacos, e garante dos Hormonais, nos testes maior exames da Tumorais, segurança amostra de no e rastreabilidade sistema e garante nos maior exames segurança e rastreabilidade nos exames

que e pode mouse, ser e registrados complementado dados junto paciente à com universal ANVISA são teclado inseridos e que reconhecidos e pode mouse, antes ser os no da complementado dados mercado,

paciente com são teclado inseridos e mouse, antes os da dados do paciente são inseridos antes da

realização

realizados.

realizados.

realizados.

Evolução do Point Of Care – Finecare Fia Meter

os equipamentos têm como principal vantagem a compatibilidade dos testes que já estão

ilizados e registrados junto à ANVISA e reconhecidos no mercado, sendo eles: Marcadores Cardíacos,

ais, Tumorais, de Sepse, entre outros. Além disso, a Celer Biotecnologia está com processo em

nto para registro do novo equipamento – FINECARE FIA METER III PLUS, sistema semiautomático que

a plataforma operacional

consolidado

com

no

acesso

mercado

randômico

há 4 anos pela Celer.

e permite

A nova tecnologia

a execução

traz Sepse, de até entre 80 outros. testes Além consecutivos

disso, a Celer Biotecnologia está

hora, sendo ideal para como laboratórios inovação um layout com mais maior robusto volume e o novo Sistema de amostras.

Operacional com processo em andamento para registro do novo equi-

Os novos equipamentos têm como principal Os novos vantagem equipamentos a compatibilidade têm como principal dos Os novos testes vantagem equipamentos que já a estão compatibilidade têm como principal dos testes vantagem que já a estão compatibilidade dos testes que já estão

disponibilizados Android, que facilita e registrados o interfaceamento junto aos à sistemas ANVISA disponibilizados LIS/HIS, e reconhecidos permite e registrados no pamento mercado, junto – FINECARE sendo à ANVISA eles: disponibilizados FIA Marcadores e METER reconhecidos III PLUS, Cardíacos, e registrados no sistema mercado, semiautomático

Celer de Sepse, Biotecnologia que traz entre uma outros. Hormonais, plataforma está Além com Tumorais, processo operacional disso, a Celer em de com Sepse, Biotecnologia acesso entre outros. está com Além processo disso, a em Celer Biotecnologia está com processo em

junto sendo à ANVISA eles: Marcadores e reconhecidos Cardíacos, no mercado, sendo eles: Marcadores Cardíacos,

Hormonais, adicionar ao equipamento Tumorais, um de leitor Sepse, de código entre de outros. Hormonais, barras universal Além Tumorais, que disso, a

andamento pode ser complementado para registro com do teclado novo e equipamento mouse, os andamento dados – do FINECARE paciente para registro FIA randômico METER do novo III e PLUS, permite equipamento sistema a andamento execução semiautomático – FINECARE de para até 80 registro FIA testes que METER do consecutivos

em a execução uma hora, com de acesso sendo até traz 80 ideal randômico uma testes para plataforma consecutivos

laboratórios e permite operacional com a execução maior com de acesso até 80 randômico testes consecutivos e permite a execução de até 80 testes consecutivos

novo III PLUS, equipamento sistema semiautomático – FINECARE FIA que METER III PLUS, sistema semiautomático que

traz são uma inseridos plataforma antes da realização operacional dos testes com da acesso amostra traz uma randômico no sistema plataforma e

permite operacional

em uma hora, sendo ideal para laboratórios em com uma maior hora, volume sendo ideal volume amostras. para de laboratórios amostras. em com uma maior hora, volume sendo ideal amostras. para laboratórios com maior volume de amostras.

garante maior segurança e rastreabilidade nos exames realizados.

GT Group completa 10 anos, e amplia seu portfólio de

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FINECARE FIA METER II Finecare Fia Meter Plus Finecare Fia Meter Plus III

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ologia de

Meter POC FS 112;

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fluorescência;

- Todas as características do laboratórios com rotinas maiores

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Finecare Fia Meter Plus FS113

Finecare Fia Meter Plus III

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modelo FS112 ,com

com execução de até 80 testes por

- Sistema já consolidado no mercado há 4 anopela

metodologia de Imunofluorescência;

- Todas as características do modelo FS112, - Semi automação para atender laboratórios

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ências, clínicas médicas, complemento da

hora, sendo 20 testes simultâneos;

tórios de qualquer porte,

- Ideal para beira

Nova

de leitos,

Interface

emergências,

Amigável,

clí

- Incubação interna,no próprio

com complemento da Nova Interface Amigável,

conexão direta

com rotinas maiores com execução de até 80

UTIs, CTIs, sistemas móveis nicas médicas, laboratórios conexão de direta qualquer LIS/HIS; porte,

equipamento;

LIS/HIS;

testes por hora, sendo 20 testes simultâneos;

ate, unidades Pediátricas; UPAS, UTIs, CTIs, - sistemas Tela grande móveis de Touch resgate, de 8” - Tela grande - Touch Maior de 8” facilidade LCD; de - Incubação interna,no próprio equipamento;

tado para pequenos unidades Pediátricas; LCD;

- Leitor de Código interfaceamento;

de Barras universal;

- Maior facilidade de interfaceamento;

s de amostra; - Projetado para - pequenos Leitor volumes de Código de amostra; de Barras - Opção para - acessórios Tela Touch como teclado de e 10”LCD;

mouse; - Tela Touch de 10”LCD;

tados rápidos de 3 a 15 - Resultados rápidos universal; de 3 a 15 minutos; - Armazena - até Bandeja 30.000 resultados. externa para descarte - Bandeja dos externa para descarte dos

s;

- Plataforma externa - Opção que permite para a acessórios

execução

cassetes já testados; cassetes já testados;

forma externa que permite de 5 testes a simultâneos; como teclado e mouse; - Acesso randômico; - Acesso randômico;

ão de 5 testes simultâneos; - Recursos para - conexão Armazena de LIS ou até HIS; 30.000 - Em fase de registro na Anvisa, - Em fase de registro na Anvisa, previsão de

sos para conexão de LIS - Impressora ou térmica resultados. acoplada;

previsão de lançamento na lançamento SBPC na SBPC 2019.

- Chip para identificação de lote;

2019.

ssora térmica acoplada;

- Pequeno, portátil e seguro;

- Possui controle de qualidade;

para identificação de lote;

- Armazena até 10.000 resultados.

eno, portátil e seguro;

i controle de qualidade;

zena até 10.000 resultados.

Referência em reagentes de Bioquí-

Obs.: Sistema com compatibilidade dos Obs.: testes Sistema para os com três compatibilidade equipamentos. Testes dos Obs.: testes registrados: Sistema para com infecciosos três compatibilidade equipamentos. Testes dos testes registrados: para infecciosos três equipamentos. Testes registrados: infecciosos

(Procalcitonina, Obs.: Sistema PCR+HsPCR), com compatibilidade Coagulação (Procalcitonina, (D-Dímero), Marcadores Cardíacos (NTpro-BNP, (Procalcitonina, Troponina PCR+HsPCR), I, Coagulação (D-Dímero), Marcadores Cardíacos (NTpro-BNP, Troponina I,

(D-Dímero), Marcadores PCR+HsPCR), Cardíacos Coagulação (NTpro-BNP,

Troponina I, Painel Cardíaco),

(D-Dímero), Marcadores Cardíacos (NTpro-BNP, Troponina I, mica desde o início de sua trajetória, a

Painel dos testes Cardíaco), para os Diabetes três equipamentos. (HbA1c), Injúria Painel Renal Cardíaco), (Cistatina Diabetes C) e Fertilidade (HbA1c), (-HCG). Injúria Painel Renal Cardíaco), (Cistatina Diabetes C) e Fertilidade (HbA1c), (-HCG). Injúria Renal (Cistatina C) e Fertilidade (-HCG).

GTgroup fez uma importante transição

Trabalhando juntas para sua saúde!

Testes registrados: infecciosos (Procalcitonina,

PCR+HsPCR), Coagulação na C) e Fertilidade ( -HCG).

Diabetes (HbA1c), Injúria Renal (Cistati-

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Com isso ganhamos em agilidade

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stema com compatibilidade dos testes para os três equipamentos. Testes registrados: infecciosos

itonina, PCR+HsPCR), Coagulação (D-Dímero), Marcadores Cardíacos (NTpro-BNP, Troponina I,

ardíaco), Diabetes (HbA1c), Injúria Renal (Cistatina C) e Fertilidade (-HCG).

Completando dez anos de atuação no

mercado de insumos laboratoriais, com

foco em análises clínicas e diagnósticos,

a GTgroup vem se consolidando com

uma das principais referências do país;

com duas frentes de atuação: produtos

de distribuição (com as marcas de maior

reputação no mercado) e produtos de

marca própria, validados e consolidados

nos principais laboratórios do país.

tanto na produção, quanto na entrega

dos reagentes para nossos clientes. Além

de contarmos com um corpo técnico-

-científico para auxílio na calibração dos

equipamentos e em eventuais dúvidas

ou informações necessárias.

Contamos ainda com a linha completa

de tubos para coleta à vácuo, tanto no

plástico como no vidro. Qualidade e tecnologia

também nos referenciam nessa

linha, que assim como a Bioquímica foi

testada e validada nos maiores laboratórios

do Brasil.

Temos inserido periodicamente novos

produtos em nossa cartela de marca própria,

e já contamos com linha completa

de uroanálise, coagulação e coleta à vácuo.

Além da GT Plastic, nossa linha de

descartáveis plásticos que está ganhando

novos produtos a cada novo ciclo de

lançamento.

Venha conhecer a tecnologia e as condições

que a GTgroup oferece!

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Telefone: (31) 3589-5000

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Email: sac@gtgroup.net.br

Central de vendas: vendas@gtgroup.net.br

094

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

095


informe de mercado

Novo Celltac-G – Segurança, Qualidade e Tecnologias

Exclusivas para seu laboratório

Tecnologias Exclusivas para o seu Laboratório

DynaHelix Flow

DynaScatter Laser

Smart ColoRac Match

Walk Away System - O sistema

“Walk Away System” de acesso randômico

e totalmente automatizado atinge

até 90 testes por hora, apenas inserindo

os racks no carregador.

DynaScatter Laser - A tecnologia

ótica ”DynaScatter Laser” analisa e diferencia

as células WBC em seu estado

“quase-nativo” com muita precisão. O

inovador sistema de detecção de espalhamento

de laser de 3 ângulos provê

uma melhor detecção de WBC realizando

uma medição precisa de luz dispersada.

Obtendo a informação do tamanho do

WBC de um sensor chamado “FSS”, as

informações de estrutura e complexidade

das partículas do núcleo são coletadas

por um sensor chamado “FLS” e a

informação da granularidade interna e da

lobularidade são obtidas através de um

sensor chamado “SDS”. Essa informação

gráfica 3D é calculada então por um algoritmo

exclusivo da Nihon Kohden.

DynaHelix Flow - A tecnologia chamada

“DynaHelix Flow” alinha perfeitamente as

células WBC, RBC e PLT para uma contagem

de alta impedância com precisão usando um

fluxo hidrodinâmico focado antes de passar

pela abertura. Somado a isso, o” DynaHelix

Flow” previne totalmente contra o risco de a

mesma célula ser contada duas vezes (retorno)

usando o exclusivo “DynaHelix Flow stream”.

Esse avançado sistema recém desenvolvido,

melhora expressivamente a precisão e

confiabilidade das contagens.

Smart ColoRac Match - O sistema

“Smart ColoRac Match” ajuda a localizar

rapidamente amostras clinicamente alteradas

e tubos cujo código de barras não

pôde ser lido usando uma exclusiva codificação

através de racks coloridos que são

associados ao programa gerenciador de

dados do Celltac G. Isso aumenta muito a

eficiência do laboratório sem investimento

extra, sem aumento de espaço e sem a

necessidade de treinamento extra para o

operador. O sistema “Smart ColoRac Match”

definitivamente maximiza a produtividade

do seu laboratório proporcionando

resultados mais rápidos e precisos.

Seamless information transfer - O

sistema de troca de dados baseado no protocolo

HL7 permite transferência de informação

bidirecional sem interrupção.

Reagent Management - O sistema

de gerenciamento de reagentes do Celltac

G torna muito fácil a manipulação dos mesmos.

Contribuindo assim para resultados

com o mais alto padrão de qualidade.

Novos parâmetros – Os novos

parâmetros Índice de Mentzer e RDW-

-I adicionam valiosas informações clínicas

para que se possa diferenciar os traços de

possibilidade de uma Beta-talassemia de

uma possível anemia ferropriva nos casos

de anemia microcítica. E com os novos parâmetros

Band%, Band# e Seg%, Seg# sua

análise diferencial será muito mais precisa

e confiável, já que o equipamento separa a

contagem de neutrófilos em Segmentados

% e # e Bastonetes % e #.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com.br

096

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

097


informe de mercado

Plataforma Optilite da Binding Site é sucesso nos

grandes laboratórios e destaque nos eventos da área clínica

Venha para o maior congresso de análises

clínicas do sul do Brasil!

O FUTURO DAS

ANÁLISES DE Como PROTEÍNAS principal lançamento ESPECIAIS no Brasil em

O Optilite ® é a mais moderna plataforma para quantificação de proteínas

especiais. De tamanho 2018, compacto, a Binding software Site intuitivo, do Brasil a plataforma disponibilizou

foi

desenvolvida para trazer simplicidade a processos analíticos complexos.

para seus clientes o Optilite®, sua mais nova

plataforma para automação laboratorial.

Menu de testes

Gamopatias MonoclonaisTrata-se de

Nefrologia

um analisador projetado para

Freelite ® (quantificação de cadeias leves e Cistatina, Microalbumina e

livres) e Hevylite

simplificar o processo analítico de proteínas

® (quantificação de cadeias Beta-2-Microglobulina, Transferrina

leves/pesadas das imunoglubulinas)

Proteínas Específicas

Sistema Imune

PCR, ASO, fator Reumatóide, Ferritina,

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, plasmáticas, Suclasses de IgG fazendo Transferrina, Pré-Albumina, com que Ceruloplasmina, o fluxo de

e IgA, Sistema Complemento (CH50, C1 Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

inativador, C1q, C2, C3c e C4)

Alfa-2-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

trabalho seja otimizado. entre outras.

Sistema nervoso central

Através do carregamento

contínuo de amostras e reagentes, e

Albumina, Freelite, Cistatina e

Imunoglobulinas no liquor.

Freelite

completa rastreabilidade de reagentes, controles

e calibradores por código de barras, o

® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido

Filial no Brasil:

DIAMEDICA - Uma empresa do grupo

The Binding Site

Rua: Gastão Vieira, n. 451

Pq: Santa Felicia

Tel: +55 16 3415-2829

CEP: 13.562 - 410

info@bindingsite.com.br

São Carlos - SP, Brasil

www.freelite.com.br

Optilite® é a solução ideal para laboratórios

que buscam eficiência e segurança para

seus processos.

No último mês de junho a empresa

participou de dois importantes eventos

da área clínica: o 46 Congresso Brasileiro

de Análises Clínicas (CBAC) em Belo Horizonte

com a exposição do Optilite® e

materiais específicos sobre nos produtos; e

no II Encontro de Gamopatias Monoclonais

em São Paulo. Durante o CBAC, nos dias 16

a 19 de junho na cidade de Belo Horizonte,

os visitantes do stand tiveram a oportunidade

de conhecer o Optilite®, assim como

participar de uma explicação guiada pelos

assessores científicos da empresa, e conhecer

todo o menu de produtos que pode

ser realizado pelo analisador.

Melhora a eficiência Otimiza o fluxo de trabalho Segurança nos resultados

Já no II Encontro de Gamopatias Monoclonais

em São Paulo no período de

28-29 de junho, a empresa participou juntamente

com os médicos hematologistas

da Associação Brasileira de Hematologia e

Hemoterapia (ABHH) e do Grupo Brasileiro

de Mieloma Múltiplo (GBRAM) com apoio

da Clínica Mayo dos Estados Unidos. Estiveram

presentes médicos, farmacêuticos,

biomédicos e outros profissionais da área

da saúde totalizando mais ou menos 240

participantes. A Binding Site disponibilizou

materiais contemplando a utilidade

clínica do Freelite, Hevylite e outros testes

que fazem parte do painel diagnóstico

e do monitoramento dos pacientes com

Mieloma e outras enfermidades relacionadas.

Além disso os especialistas da empresa

discutiram a interpretação do Freelite e

sua utilidade na prática clínica diária.

A empresa comercializa um menu

produtos para a área de proteínas plasmáticas,

sendo mundialmente reconhecida

pelo desenvolvimento, produção e

comercialização de kits para dosagens

de biomarcadores utilizados da área de

Onco-Hematologia, como o Freelite®

(dosagem de Cadeias Leves e Livres

(CLLs) Kappa (κ) e Lambda (λ) em soro)

e o Hevylite® (dosagem dos isotipos entre

as cadeias leves e pesadas das imunoglobulinas-

IgG, IgM e IgA).

No Brasil, o menu de produtos ofertado

é bastante amplo. Além do Freelite®

e Hevylite® como já comentado, destacam-se

outros testes para:

Imunodeficiência: IgA, IgM, IgG, IgD

e IgE, Suclasses de IgG e IgA, Sistema

do Complemento (CH50, C1 inativador,

C1q, C2, C3c e C4).

› Sistema nervoso central: Albumina,

Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

› Nefrologia: Cistatina, Microalbumina

e Beta-2-Microglobulina.

› Proteínas Específicas: PCR, ASO, Fator

Reumatóide, Ferritina, Transferrina, Pré-

-Albumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina,

Alfa-1-Antitripisina, Alfa-2-Glicoproteína

Ácida, Lipoproteína(a), entre outros.

Como já mencionado, atualmente o

Optilite já está na rotina de grandes laboratórios

como no grupo Diagnósticos

da América (DASA), Grupo Fleury Medicina

e Saúde, Diagnósticos do Brasil

(DB) e em etapa final de validação em

diversos outros hospitais e laboratórios

de renome. “Já são 8 Optilites instalados

até o momento. Nossos parceiros tem se

preocupado em utilizar o que há de mais

moderno e seguro para o resultado clínico

dos pacientes”, comenta Fúlvio Facco,

diretor geral da empresa.

Quanto ao Freelite®, é importante relembrar

que a incorporação do exame no

ROL de procedimentos e eventos em saúde

da Agência Nacional de Saúde (ANS),

está em vigor desde janeiro de 2018.

Desde então, todos os planos de saúde

são obrigados a cobrir os custos desse

exame. O código utilizado para os pedidos

do exame é: 4.03.24.26-5 – Quantificação

de cadeias kappa/lambda leves

livres, dosagem, sangue.

www.bindingsite.com.br

www.freelite.com.br • info@bindingsite.com.br

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O CONGRELAB - Congresso Gaúcho de Análises

Clínicas, ocorre a cada dois anos na cidade de Porto Alegre/RS, reunindo

grandes empresas, profissionais e acadêmicos para discutir, junto de

palestrantes renomados, temas ligados a:

Hematologia, Imunologia, Bioquímica, Microbiologia,

Citologia e Gestão Estratégica e da Qualidade.

Nos encontramos dias 1 e 2 de novembro no

Centro de Eventos da PUCRS - CEPUC - Porto Alegre/RS

Faça sua inscrição no site:

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Master

098

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


informe de mercado

Sequenciamento de próxima geração para

malignidades mieloides

O sequenciamento de próxima geração

(Next-generation sequencing, NGS) é

uma metodologia de diagnóstico molecular

completa capaz de investigar diversas

regiões do DNA do tumor genômico

em um único estudo. Muitas neoplasias

hematológicas são caracterizadas por semelhanças

morfológicas ou fenotípicas,

mas podem apresentar mutações somáticas

características em muitos genes.

Além disso, muitas neoplasias mieloides

carecem de uma confirmação citogenética

no momento do diagnóstico (cariótipo

normal), mas podem ser diagnosticadas

e classificadas de acordo com o perfil de

mutação gênica. A presença e o padrão

de mutações genéticas podem oferecer

aos médicos responsáveis pelo tratamento

informações cruciais de natureza diagnóstica,

prognóstica e, às vezes, terapêutica.

Sequenciamento de próxima geração para malignidades mieloides

O sequenciamento de próxima geração (Next-generation sequencing, NGS) é uma metodologia

de diagnóstico molecular completa capaz de investigar diversas regiões do DNA do tumor

genômico em um único estudo. Muitas neoplasias hematológicas são caracterizadas por

semelhanças morfológicas ou fenotípicas, mas podem apresentar mutações somáticas

características em muitos genes. Além disso, muitas neoplasias mieloides carecem de uma

confirmação citogenética no momento do diagnóstico (cariótipo normal), mas podem ser

diagnosticadas e classificadas de acordo com o perfil de mutação gênica. A presença e o

padrão de mutações genéticas podem oferecer aos médicos responsáveis pelo tratamento

informações cruciais de natureza diagnóstica, prognóstica e, às vezes, terapêutica.

Exames em destaque da Mayo Clinic

Exames em destaque da Mayo Clinic

• OncoHeme Next-Generation Sequencing

for Myeloid Neoplasms (ID da Mayo: NGSHM)

• Next-Generation Sequencing, Acute

Myeloid Leukemia, Therapeutic Gene Panel

(ID da Mayo: NGAMT)

• Next-Generation Sequencing, Acute

Myeloid Leukemia, 11-GenePanel (ID da

Mayo: NGAML)

• Next-Generation Sequencing, Reflex

from Acute Myeloid Leukemia 4- or 11-

Gene Panels (ID da Mayo: NGSFX)

Para obter mais informações:

• Mayocliniclabs.com / • mclglobal@mayo.edu /

• +1-855-379-3115

©2019 Mayo Foundation for Medical Education and

Research. Todos os direitos reservados.

• OncoHeme Next-Generation Sequencing for Myeloid Neoplasms (ID da Mayo: NGSHM)

• Next-Generation Sequencing, Acute Myeloid Leukemia, Therapeutic Gene Panel (ID da

Mayo: NGAMT)

• Next-Generation Sequencing, Acute Myeloid Leukemia, 11-GenePanel (ID da Mayo:

NGAML)

• Next-Generation Sequencing, Reflex from Acute Myeloid Leukemia 4- or 11-Gene

PNCQ Panels conquista (ID da Mayo: NGSFX) a Acreditação ABNT NBR ISO 17034:2017

como Produtor de Material de Referência Certificado

O PNCQ conquista, através da Coordenação

Geral de Acreditação do INMETRO (Cgcre),

a Acreditação como Produtor de Materiais

de Referência Certificados, de acordo

com a norma ABNT NBR ISO 17034:2017.

O MRC PNCQ é um Material de Referência

acompanhado por um certificado,

com valores de propriedade e incertezas

definidas, utilizado em todos os estágios

de medição, inclusive para a validação de

métodos analíticos como também na calibração

de um sistema de medição. Este

MRC é um calibrador de origem humana

estabilizado e liofilizado de concentrações

e pureza conhecidos. Os padrões

de medição com valores certificados

foram determinados usando padrões

rastreáveis internacionalmente. O MRC

é envasado e liofilizado em frasco âmbar

em volume de 2mL.

Estão disponíveis os seguintes MRC de

Bioquímica: Ácido Úrico, Cálcio, Cloro, Colesterol,

Creatinina, Glicose, Magnésio, Potássio,

Sódio, Triglicerídeos e Ureia.

A demanda por novos materiais de referência

de maior qualidade está crescendo,

tanto como consequência da melhoria da

precisão dos equipamentos de medição,

quanto pela exigência de dados mais exatos

e confiáveis na área de procedimentos analíticos

nos processos de Acreditação dos Laboratórios

Clínicos e validações das reações

de diagnósticos in vitro. Novos parâmetros

estão em fase de caracterização para ampliar

o escopo do MRC do PNCQ na atividade

de análises laboratoriais.

Um Produtor de Material de Referência,

precisa demonstrar a sua competência técnica

e científica para assegurar a qualidade

apropriada na produção de um MRC. O

PNCQ é o pioneiro na produção de um MRC

nesse segmento da Química Clinica.

O PNCQ foi avaliado por uma equipe de

especialistas da Coordenação Geral de Acreditação

do Inmetro (Cgcre), que outorgaram

ao PNCQ a competência na operação de

Produção de Material de Referência.

Informações pelo e-mail pncq@pncq.org.br ou

pelo telefone (21) 2569-6867.

0100

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


informe de mercado

A J.R.EHLKE amplia seu portfólio com equipamentos

para Hemoglobina Glicada por eletroforese capilar

Celebrando as 5000 instalações do cobas® 8000

Em 2018 comemoramos 5000 instalações

do cobas® 8000, e também

o lançamento do cobas e 801, o mais

novo membro da série de analisadores

modulares cobas® 8000, que veio para

revolucionar a eficiência dos laboratórios.

Utilizando a consolidada tecnologia de

Eletroquimioluminescência (ECL), o novo

módulo é capaz de praticamente duplicar

a capacidade de testes de imunologia

atualmente disponível sem aumentar a

necessidade de espaço físico. O conceito

de modularidade permite mais de 450

configurações para área de soro com até

quatro módulos cobas e 801 configurados

em série, oferecendo até 1.200 testes/hora

em até 192 posições de reagente.

Com amplo portfólio de mais de 100

ensaios de imunologia, o sistema requer

baixo volume de amostra e oferece abastecimento

contínuo de consumíveis e

reagentes, com ponteiras descartáveis,

eliminando o risco de contaminação cruzada

em ensaios de imunologia.

Essas características viabilizam um

crescimento sustentável, beneficiam

pacientes e profissionais de saúde, fornecendo

resultados rápidos e precisos

para suportar as decisões médicas para

o melhor tratamento.

Registro ANVISA: 10287411196;

MC-BR-00362-©2019 Roche – Abril/2019

COBAS é uma marca registrada da Roche.

As demais marcas mencionadas são de

responsabilidade de suas respectivas empresas.

Roche Diagnóstica Brasil Ltda. Av. Engenheiro

Billings, 1729 - prédio 38

São Paulo, SP, 05321-010 - Brasil

0800 77 20 295

0102

Sebia Capillarys Flex Piercing 2

é um sistema multiparâmetros baseado

no princípio de eletroforese

por capilaridade. Neste, frações de

hemoglobina e proteínas são separadas

em capilares de sílica, por sua

mobilidade eletroforética e fluxo

eletro-osmótico em alta tensão, as

quais são, então, detectadas por espectrofotometria

de absorção.

O sistema proporciona análise totalmente

automatizada, desde o tubo

de amostra primário até o processamento

dos resultados e transferência

dos dados em rede de interface.

Dessa forma, aliado ao carregamento

contínuo com capacidade primária

de 104 amostras, é promovida a taxa

Humberto Façanha da Costa Filho – Autor

Nasceu em Santiago/RS. Atualmente é diretor da

Unidos Consultoria e Treinamento. Professor da Pós-

-Graduação em Análises Clínicas do curso de Biomedicina

– Instituto Cenecista de Ensino Superior de

Santo Ângelo (IESA). Professor do Centro de Ensino e

Pesquisa de Análises Clínicas da Sociedade Brasileira

de Análises Clínicas (CEPAC/SBAC). Professor titular

(aposentado) da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Mestre em administração pela Universidade Federal do

Rio Grande do Sul (UFRGS), e doutorando em projetos

pela Fundação Universitária Iberoamericana (FUNI-

BER). Engenheiro eletricista pela Universidade Federal

de Santa Maria (UFSM). Engenheiro de segurança do

trabalho pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialista

em engenharia de análise e planejamento de

operação de sistemas pela Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG/ELETROBRAS). Formação em

gestão da qualidade e auditor líder em ISO 9000.

de processamento de 38 testes/hora

(HbA1c) e 78 testes/hora (eletroforese

de proteínas).

O software dedicado, responsável

pelo tratamento dos resultados e

identificação automática das frações,

possibilita a interpretação simultânea

de 48 resultados, visualmente

separados por cores para consequente

validação e detecção de anomalias.

No que tange a técnica de HbA1c, o

reconhecimento de hemoglobinopatias

subjacentes é mais acessível e

pode servir como ferramenta de vigilância

passiva em populações chave,

através do provimento de informações

adicionais para abordagens de

tratamento multidisciplinar.

Paulo Vinício Estivalett Prestes – Coautor

Nasceu em Santiago/RS. Atualmente é consultor da Unidos

Consultoria e Treinamento. Formado em gestão financeira

pela Universidade Anhanguera Passo Fundo.

Contatos:

Unidos Consultoria e Treinamento Ltda.

Passo Fundo – Rio Grande do Sul

Telefones:

(51) 99841-5153

(54) 99999-0957

Humberto Façanha – Diretor

Home Page:

www.unidosconsultoria.com.br

E-mail:

humberto@unidosconsultoria.com.br

E-mail particular:

hfcfunidos@yahoo.com.br

Para rotinas menores, Sebia Minicap

Flex Piercing oferece a mesma

qualidade e padrão de análises em

escala estrutural reduzida, com taxa

de processamento de 8 testes/hora

(HbA1c) e 20 testes/hora (eletroforese

de proteínas).

Qual a justificativa do livro? Na sua origem, encontramos a necessidade de

resolver um grave problema que atualmente assola o mercado das análises

clínicas no Brasil, que pode ser sintetizado por: “RISCO CRESCENTE DE

INSOLVÊNCIA DOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS DECORRENTE DA QUEDA DA

COMPETITIVIDADE”. O objetivo do livro é ajudar a solucionar este problema,

não somente dos empresários do setor, na medida em que os laboratórios

empregam milhares de pessoas, muitas das quais são arrimo de família e,

num sentido mais amplo, da sociedade em geral, pois recepcionam e coletam

mais de meio milhão de pacientes/dia. Ainda, segundo a literatura médica,

“70% das decisões tomadas pelos profissionais de saúde, estão baseadas

nos resultados dos exames laboratoriais, os quais fornecem informações que

podem ser utilizadas para fins de diagnóstico e prognóstico, prevenção, grau

de risco para determinadas doenças, definição de tratamentos e até mesmo,

em alguns casos, evitar os que podem ser desnecessários”. A importância

do tema tratado pelo livro fica evidente, então, resta saber como colaborar na

solução do problema. Propomos o Programa Nacional para Profissionalização

da Gestão Laboratorial – PROGELAB, objetivando a socialização de sistemas

de gestão laboratorial e de apoio à decisão, aliados à um processo de

benchmarking competitivo, abrangendo todas as regiões do País e operados

via internet. O método contempla dois vetores. O primeiro é a capacitação

presencial e à distância dos empresários e executivos laboratoriais, na

área da gestão econômica. O segundo consiste na aplicação prática dos

conhecimentos na rotina diária, através de duas ferramentas da tecnologia

da informação – TI: o Programa de Proficiência em Gestão Laboratorial

– PPGL e o Sistema de Apoio à Decisão Rápida e Inteligente – SADRI. O

valor agregado por elas no controle dos laboratórios é reconhecido pelos

clientes. A comercialização pela internet, na modalidade de aluguel, facilita o

acesso, democratizando a gestão profissional, cuja implantação nas formas

tradicionais, a torna impraticável para as organizações de menor porte, as

quais, muitas vezes, são as que dela mais necessitam. Fizemos o possível

Av. João Gualberto, 1661

Juvevê - Curitiba / PR – Brasil

CEP 80030-001

Tel + 55 41 3352-2144

www.jrehlke.com.br

jrehlke@jrehlke.com.br

para socializarmos nossos conhecimentos sobre gestão de laboratórios

clínicos, pois acreditamos firmemente que a divisão do conhecimento é na

verdade, a multiplicação das oportunidades para todos, resultando em uma

sociedade mais justa e um País melhor.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

PROGELAB GESTÃO ECONÔMICA APLICADA PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS HUMBERTO FAÇANHA DA COSTA FILHO

GESTÃO ECONÔMICA APLICADA

PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS

Inovações disruptivas sobre o tema

PROGELAB

Programa Nacional

para Profissionalização

da Gestão Laboratorial

HUMBERTO FAÇANHA

DA COSTA FILHO

1ª EDIÇÃO

Farmacêutico Químico pela UFRGS

Ex. Diretor RT Laboratório Lafont Ltda.

Ex. Presidente da Associação dos Laboratórios

de Análises Clínicas do RGSUL – ALAC.

Ex. Presidente do Sindicato dos Laboratórios

de Análises Clínicas do RGSUL – SINDILAC.

Ex. Membro/Diretor do Conselho Estadual de

Saúde RGSUL.

Ex. Membro/Diretor do Conselho Municipal de Saúde Porto Alegre.

Ex. Presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas Regional RGSUL

– SBACRS.

Ex. Vice-Presidente Nacional da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas –

SBAC.

Ex. Presidente Nacional da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – SBAC.

Diretor Lab-Farm Consult LTDA.

NÃO EXISTE ALTERNATIVA: A DECISÃO PARA UM FUTURO

INTELIGENTE PASSA EM TRANSFORMAR UMA GESTÃO EMPÍRICA

EM PROFISSIONAL

Início o pavilhão auditivo desta obra (mais sofisticado do que escrever

orelha – a qualidade do livro assim exige) transcrevendo a frase acima. Não

é minha. É do autor, escrita de forma muito clara e convincente nas suas

reflexões com os gestores laboratoriais.

Humberto Façanha da Costa Filho é, sem margens para contestações,

o profissional que mais percorreu os caminhos, meandros e atalhos para

implantar Sistemas de Gestão para Laboratórios Clínicos. Engenheiro por

formação, sempre atento e estudioso a todos os processos relacionados

com gestão, tributos, conceitos e preceitos financeiros. Exerceu por muitos

anos suas atividades profissionais na Companhia Estadual de Energia Elétrica

do RGSUL – CEEE. Por três ocasiões foi o Presidente da Fundação CEEE.

Ao mesmo tempo, acompanhava o crescimento do Laboratório Unidos,

de Passo Fundo – RS, Empresa familiar liderada por sua esposa, Farmacêutica

Rosa Mayr Prestes da Costa. Desta forma, conjugados seus

conhecimentos em gestão e a competência técnica da Rosinha e equipe

transformaram o Laboratório Unidos num modelo de excelência técnica e

administração.

Portanto, o autor é Profissional de Laboratório ... por aderência, e atento ao

acompanhar o crescimento vertiginoso da importância do setor laboratorial na

cadeia do diagnóstico clínico.

Essa importância transformou de forma instigante todo o cenário que regula

o mercado laboratorial, onde a principal porta de entrada são os de pequeno

e médio porte, empresas familiares, uniprofissionais, ou sociedades

de profissionais habilitados. A concorrência aumentou, forçando os preços

pra baixo. Os profissionais na sua maioria, proprietários dos estabelecimentos,

excepcionais na bancada, não possuíam o necessário preparo para enfrentar

as tarefas de gestão, extensas e cada vez mais complexas. E o caixa

raramente permite a contratação de um gestor competente. Portanto, obras

dessa natureza serão sempre benvindas:

PROGELAB – Programa Nacional Para a Profissionalização da Gestão

Laboratorial oferece aos profissionais de laboratório interessados no tema a

reafirmação dos conhecimentos fundamentais aliados a inovações da maior

importância, portanto, adicionando mais ao melhor.

Seus eixos fundamentais, PPGL – Programa de Proficiência em Gestão

Laboratorial e o SADRI – Sistema de Apoio à Decisão Rápida e Inteligente

constituem os grandes diferenciais que proporcionarão ao leitor a margem

de segurança para implantar e sedimentar um prático e eficiente sistema

de gestão.

Parabéns ao autor e à Rosinha, mulher sábia e feliz.

Boa leitura e melhor proveito.

Irineu Grinberg

CAPA.indd 1 04/06/19 18:43

PROGELAB

GESTÃO ECONÔMICA APLICADA

PARA LABORATÓRIOS CLÍNICOS

Diante da crise que o país enfrenta, otimizar custos e produção torna-se

cada vez mais uma tarefa de primeira ordem. É neste sentido que Humberto

Façanha produziu o “Progelab: gestão econômica aplicada para laboratórios

clínicos”.

“Se você que aumentar os lucros e a competitividade, bem como reduzir

o risco de insolvência de um laboratório, então, certamente este livro

será muito útil! Ele ensina de forma teórica e, sobretudo, prática, como

os laboratórios podem ganhar dinheiro, fazer mais com menos e, o que é

melhor, sem necessidade de novos investimentos. Somente com aporte de

gestão.”

Humberto Façanha, especialista em Gestão Laboratorial.

Foto da capa do livro ao lado

O livro apresenta métodos inéditos no universo da administração destas organizações. Únicos, trata-se de descobertas, conhecimentos novos,

compatíveis e necessários para gestores profissionais que enfrentam desafios titânicos de um mercado altamente competitivo.

Para adquirir entre em contato conosco: assinatura@newslab.com.br | Tel.: 11 3900-2395


informe de mercado

Lançamento do GynoPrep Processor GP-100

Allplex STI/BV Panel Assays – Painel completo para o

cuidado da Saúde da Mulher

O GynoPrep é um kit de citologia em

meio líquido alemão importado com

exclusividade pela Stra Medical que

está no mercado há mais de quatro

anos conquistando clientes fiéis e satisfeitos

em todo o Brasil. Desde então

seu principal diferencial é possibilitar

o processamento em cito centrífuga a

um custo extremamente atrativo para

os laboratórios.

Além disso, GynoPrep melhora de

maneira significativa a morfologia

individual das células e distribuição

consistente na lâmina, do mesmo jeito

que reduz drasticamente o número

de amostras insatisfatórias e de novas

coletas.

Em maio deste ano, no 32° Congresso

Brasileiro de Patologia a Stra

Medical fez o lançamento do Gyno-

Prep Processor GP-100. O equipamento

de fabricação Sul Coreana conta

com o exclusivo filtro duplo de

membrana, tem capacidade de processamento

de duas lâminas por vez e

até 100 lâminas por hora, além de

um excelente custo benefício.

O GP-100 traz a automação ao GynoPrep

e vem para ser referência

em velocidade de processamento

de amostras de citologia em meio líquido.

Somente com GynoPrep você pode

escolher a forma de processamento

que melhor se adequa às suas necessidades,

seja ela por automação

com o GP-100 ou semi-automação

com a Cito Centrífuga Cellspin

Tharmac.

A Stra Medical é única no mercado

que além da compra do equipamento

processador, fornece também a possibilidade

de aluguel e comodato. Além

disso, você pode realizar testes com os

nossos equipamentos, antes de fechar

o negócio. Solicite uma validação sem

custos em seu laboratório!

Stra Medical

Renata Gullo

Tel: 47 3183-8200

Cel: 47 9 9730-0345

vendas4@stramedical.com.br

www.gynoprep.com.br

Allplex STI/BV Panel Assays é um

ensaio de PCR em tempo real multiplex

para detectar simultaneamente

4 vírus, 16 bactérias, 1 parasito e 7

espécies de Candida spp. Composto

por quatro produtos distintos, esse

painel permite uma avaliação rápida

e assertiva dos principais agentes

causadores de doenças em mulheres

no mundo todo. Baseados na tecnologia

exclusiva da Seegene MuDT,

esse ensaio detecta e identifica múltiplos

alvos patogênicos em uma única

reação e informa valores individuais

de Ct de múltiplos patógenos em

um único canal. Utilizando o sistema

UDG, que previne contaminação por

arrasto, e controles positivos e da

reação, permite resultados precisos

e maior rapidez e assertividade no

tratamento do paciente.

Fluxo de trabalho prático utilizando

o sistema de plataforma única da

Seegene, com extração e preparo

da placa totalmente automatizáveis,

bem como interpretação dos dados

obtidos através do software exclusivo

Seegene Viewer, interligável ao

sistema LIS de seu laboratório.

Com o portfólio todo baseado em

uma única plataforma, os produtos da

Seegene são a opção mais tecnológica,

eficiente e barata para otimização

de toda a rotina de diagnóstico molecular

de seu laboratório.

Seegene Brazil

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contato@seegenebrazil.com.br

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0104

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

0105


informe de mercado

Diagnóstico rápido para Dímero-D

WAMA Diagnóstica disponibiliza kit para detecção de moléculas de Dímero-D em amostras de sangue total

ou plasma humano

L O G Í S T I C A

L O G Í S T I C A

Tecnologia

TMS TMS

Integração Integração total total com com o cliente o cliente

A WAMA Diagnóstica, empresa líder de

testes rápidos no mercado brasileiro, apresenta

um aliado no diagnóstico de doenças

trombóticas, como a Trombose Venosa Profunda

(TVP), caracterizada pela formação

de coágulos em veias profundas da parte

inferior das pernas e braços, podendo ser

fatal quando o coágulo se solta e alcança

os pulmões, causando o tromboembolismo

pulmonar: o kit Imuno-Rápido Dímero-

-D. O teste detecta quantitativamente a

concentração de Dímero-D em amostras

de sangue total ou plasma humano, identificando

indivíduos com risco de doenças

trombóticas.

A Trombose Venosa Profunda apresenta

complicações importantes, sendo, na

fase aguda, o alto risco de deslocamento

do coágulo, que pode alcançar os pulmões

e ocluir um de seus vasos, ocasionando

o Tromboembolismo Pulmonar. Quando

há oclusão múltipla ou de vasos maiores,

há o risco de falência cardíaca, infarto pulmonar

e até morte. Na fase crônica, o risco

de Tromboembolismo Pulmonar diminui

significativamente, porém, devido ao represamento

do sangue, há o aumento do risco

de Insuficiência Venosa Crônica. Esta pode

ocasionar sofrimento considerável ao portador,

se caracterizando por inchaço crônico,

sensação de peso e dor, escurecimento das

pernas e, nos casos mais graves, abertura de

feridas que podem demorar meses ou anos

para cicatrização.

A formação dos coágulos se dá quando

a cascata de coagulação é ativada, polimerizando

o fibrinogênio solúvel do sangue,

que possui um domínio E e dois domínios

D, originando a fibrina. Posteriormente,

ligações adicionais entre os domínios D do

fibrinogênio são sintetizadas, formando um

gel insolúvel que forma o suporte para a

formação do coágulo. Quando há a digestão

dos coágulos, são clivadas as ligações entre

os domínios D e E, deixando as ligações entre

os domínios D intactas. Esses dímeros de

domínios D são então liberados na corrente

sanguínea. Dímeros D não são presentes

regularmente no plasma humano, sendo

um marcador da fibrinólise endógena e,

portanto, um indicativo de trombose ou

coagulação intravascular disseminada.

O diagnóstico precoce da TVP é muito

importante, pois minimiza o risco de

complicações tromboembólicas, uma

vez que a terapia anticoagulante é eficaz

na redução de sua morbidade e da mortalidade.

Além disso, evita a exposição

de pacientes sem a doença aos riscos da

terapia com anticoagulantes.

Além disso, alguns estudos sugerem que

a quantificação de Dímero-D pode diferenciar

pacientes portadores de Dissecção Aguda da

Aorta, Tromboembolismo Pulmonar e Infarto

Agudo do Miocárdio, sendo um teste útil na

triagem desses pacientes, podendo indicar

mais precisamente o exame a ser realizado.

O kit Imuno-rápido Dímero-D da Wama

é um kit imunocromatográfico altamente

sensível e específico para detecção quantitativa

de dímeros-D no sangue total ou plasma

humano, identificando indivíduos portadores

de doenças trombóticas. Dessa forma,

a WAMA Diagnóstica oferece a seus clientes

mais um kit garantido pelo rígido controle de

qualidade ao qual o produto é submetido,

justificando assim sua crescente participação

no cenário nacional e internacional.

IMUNO-RÁPIDO QUANTI:

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- Hemoglobina Glicada

- Microalbuminúria

- PCR Ultrassensível

- Procalcitonina

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e 80 testes.

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LICENÇAS

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CERTIFICADOS

CERTIFICADOS

Tecnologia WMS WMS

O WMS Veríssimo aumenta a

O WMS Veríssimo aumenta a

eficiência e produtividade na gestão

eficiência e produtividade na gestão

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do armazém

tempo real,

ao

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fornecer

otimizar

informações

custos e

em

ao

tempo

reduzir

real,

o tempo

ao otimizar

operacional.

custos e

ao reduzir o tempo operacional.

0106

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


informe de mercado

Toxicologia Ocupacional

Maior controle dos níveis de agentes químicos na indústria brasileira

Uma das metas da OMS para 2030 é

reduzir o número de mortes por intoxicação

relacionadas a produtos químicos. Aqui no

Brasil há uma preocupação muito grande

quanto às indústrias, que eventualmente

podem expor seus funcionários ao contato

com produtos químicos altamente tóxicos.

Indústrias nos setores de alimentos;

automobilística; baterias; borrachas; colas,

plásticos e resinas; construção civil; petroquímica;

metalúrgica; química; e têxtil,

trabalham com variados produtos químicos

que podem intoxicar os trabalhadores expostos.

Os mais conhecidos são: Chumbo,

mercúrio, alumínio e zinco presentes em

quase todos os setores industriais citados

acima. A identificação desses produtos no

organismo pode ser feita por meio da coleta

de urina ou sangue, dependendo do agente

químico que se deseja identificar.

“Meta 3.9: Até 2030, reduzir substancialmente

o número de mortes e

doenças por produtos químicos perigosos,

contaminação e poluição do

ar e água do solo.” (OMS)

O caso mais famoso no Brasil foi o da cidade

de Santo Amaro da Purificação, cidade

no interior da Bahia com cerca de 61.407

habitantes segundo dados do IBGE. O município

ficou conhecido como A Chernobyl

Brasileira, devido aos seus altos níveis de

chumbo remanescentes no solo. Um estu-

do da UFBA, de 2011 identificou a cidade

como a mais contaminada por chumbo do

mundo. A grande responsável por isso foi a

COBRAC (Companhia Brasileira de Chumbo,

posteriormente denominada Plumbum

Mineração e Metalurgia Ltda.), que, no período

de 30 anos despejou mais de 400 mil

toneladas de rejeitos contaminados no solo

e na água, mesmo após quase 3 décadas

cessadas as atividades industriais na região,

permanecem sob os efeitos da intoxicação

sobre o ambiente e população local.

A intoxicação por chumbo pode causar

danos no cérebro, coração, sistema digestivo,

sistema nervoso e nos rins.

Além de intoxicação por contato ou ingestão

como esta, é preocupante também

a intoxicação por compostos inalados, pois

gases tóxicos são partículas extremamente

finas e quando inalados podem se alojar nos

pulmões, além de ir para a corrente sanguínea,

prejudicando outros órgãos.

Indústrias do segmento do metal, por

exemplo, que realizam soldagens, apresentam

altos índices de fumos e gases tóxicos,

altamente prejudicial à saúde e qualidade

de vida dos trabalhadores destas indústrias,

por isso o uso de EPI’S e EPC’S são fundamentais

na rotina de trabalho.

A fim de monitorar e minimizar intoxicações

crônicas e agudas em atividades laborais,

a Norma Reguladora nº7 da Portaria nº

24 da Secretaria de Segurança e Saúde no

Trabalho, de 29 de dezembro de 1994, estabeleceu

níveis biológicos para o controle de

exposição a agentes químicos.

O que diz a lei?

PORTARIA N.º 24, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994.

Art. 1º - Aprovar o texto da Norma Regulamentadora

n.º 7 (NR 7 - PROGRAMA DE

CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIO-

NAL) – EXAMES MÉDICOS, que passa a ter

a seguinte redação:

7.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR

estabelece a obrigatoriedade de elaboração

e implementação, por parte de todos os

empregadores e instituições que admitam

trabalhadores como empregados, do

Programa de Controle Médico de Saúde

Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de

promoção e preservação da saúde do conjunto

dos seus trabalhadores.

7.2.2 O PCMSO deverá considerar as

questões incidentes sobre o indivíduo e

a coletividade de trabalhadores, privilegiando

o instrumental clínico-epidemiológico

na abordagem da relação entre

sua saúde e o trabalho.

7.2.3 O PCMSO deverá ter caráter de prevenção,

rastreamento e diagnóstico precoce

dos agravos à saúde relacionados ao trabalho,

inclusive de natureza subclínica, além

da constatação da existência de casos de

doenças profissionais ou danos irreversíveis

à saúde dos trabalhadores.

Para atender integralmente e contribuir

com qualidade à legislação, o DB conta com

um setor exclusivo de toxicologia ocupacional

e análises instrumentais, com um menu

completo e exames complementares que

estão de acordo com a NR – 7. Além de

um moderno espaço com equipamentos

de cromatografia líquida, cromatografia

gasosa, ICP-MS e espectrofotometria, conta

ainda com uma equipe técnica especializada

em toxicologia ocupacional, para realizar

a interpretação dos resultados. Além de

atendimento e assessoria científica específica

para atender casos de toxicologia.

Referências

https://www.diarioliberdade.org/brasil/320-consumoe-meio-natural/16336-a-chernobyl-brasileira.html

https://www.paho.org/bra/index.

php?option=com_content&view=article&id=567

6:organizacao-mundial-da-saude-divulga-novasestatisticas-mundiais-de-saude&Itemid=843

http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr7.htm

http://redsang.ial.sp.gov.br/site/docs_leis/st/st13.pdf

KIT ESPERMOTESTE - VIDA Biotecnologia

A VIDA Biotecnologia se destaca

como uma das mais eficientes empresas

brasileiras fabricantes de reagentes para

diagnóstico clínico. E já a alguns anos, a

empresa comercializa mais um produto de

fabricação própria, o Kit de Espermoteste.

O produto tem como finalidade realizar

o espermograma, exame utilizado

para a avaliação da qualidade e capacidade

de produção do espermatozoide,

indicando assim, a sua capacidade ou

não de fecundação e a saúde de todo

sistema reprodutivo masculino.

O teste se divide em exames macroscópicos,

microscópicos e bioquímicos.

O kit de Espermoteste da VIDA

Biotecnologia, é uma ótima forma de

padronização do exame nos laboratórios

clínicos e de fertilidade.

A VIDA Biotecnologia se destaca no

mercado de ciências da vida, se fazendo

presente nas maiores clínicas de

fertilidade do Brasil.

Para mais informações, entre em contato

com sua Central de Atendimento (31) 3466-3351

ou através do site www.vidabiotecnologia.com.br.

0108

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

0109


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Brasileira de

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apresenta:

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Qualidade na Armazenagem

A Prime Storage com atuação na

área de logística votado para saúde,

conta com ampla estrutura totalmente

customizada para seus clientes visando

maior agilidade em seus processos

fazendo seus clientes sentirem confortáveis

diante a transparência em

toda cadeia operacional, outro ponto

fundamental para que esse processo

seja sustentável é garantir a qualidade

com bons procedimentos, equipes

constantemente treinadas e foco na

área de atuação.

Nosso Warehouse conta com 6500m²

e contempla estrutura para receber

produtos com temperatura controladas

de 15 a 25ºc, 15 a 30ºc 2 a 8ºc, -20º

além de temperatura ambiente.

Temos equipes personalizadas

capacitadas para atendimentos de

urgências, emergências para clinicas

e hospitais, sistema WMS que permite

total controle e rastreabilidade

nos processos, o sistema permite aos

nossos clientes fazer todo acompanhamento

do processo operacional

desde a entrada do pedido até sua

finalização, além desse acompanhamento

para os clientes, entendemos a

importância de gerar informações que

permitem ações corretivas em casos

de desvios operacionais, essas informações

estão disponíveis na web para

cada cliente cadastrado.

Existem vários relatórios disponíveis

na web para nossos clientes que podem

ser acessados a qualquer momento sem

a necessidade de solicitar ao operador.

Todo processo logístico é feito por

coletores para garantir agilidade confiabilidade

em cada fase do processo,

contamos também com painel de

gestão a vista e imagem 3D do nosso

armazém

A Prime Storage tem 99% de seus

clientes voltados para saúde, isso nos

faz sentir cada vez mais importante

dentro da cadeia de saúde no Brasil

gerando resultados ao nossos clientes

e contribuindo para saúde dos pacientes

dos nossos clientes com processos

seguros e garantindo a integridade

dos produtos. O Grupo Prime Cargo se

orgulha em fazer parte da história de

nossos clientes entendendo que a saúde

física e mental sobre põe a qualquer

outro resultado que possa existir.

Quem tem prime tem tudo!

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0110

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019


A cidade maravilhosa está

esperando por você!

analogias em medicina

0112

À esquerda – Radiografia de “COLUNA EM BAMBU” – Disponível em: https://

pt.slideshare.net/pauloalam bert/espondiloartrites-35086931 . À direita-

Desenho esquemático paciente com Espondilite anquilosante. Disponível em

http://lrfisio.blogspot. com (acessados em 25/02/2019).

COLUNA EM BAMBU

O bambu é matéria-prima muito

utilizada em diversas partes do mundo

para os mais variados fins. No Brasil

ainda não se aproveita todo o potencial

dessa gramínea gigante.

A espécie vegetal conhecida vulgarmente

por bambu pertence à família

das Gramineae e apresenta mais de

mil espécies espalhadas pelo planeta.

A maioria das espécies encontra-se

distribuída nos Continentes Asiático e

Americano. A Ásia é o maior centro de

biodiversidade do bambu, podendo ser

considerada seu berço, principalmente

pela grande aceitação que encontra

junto à população.

Devido às suas múltiplas utilizações

e pela facilidade em se efetuar seu

plantio, é considerado, principalmente

pelos povos asiáticos, como uma dádiva

dos deuses, o ouro verde da floresta e o

amigo do homem. No entanto, em outros

países, como no Brasil, ao bambu

ainda é atribuído, de forma pejorativa,

o título de “madeira dos pobres”.

O bambu tem uma utilização comercial

bem explorada graças à rigidez de

seus caules. É comum a fabricação de

instrumentos musicais a partir de seu

caule ou de móveis, cestos e, em alguns

casos, até mesmo na construção civil,

compondo edifícios construídos que

sejam resistentes a terremotos.

A espondilite anquilosante (EA) (vide

fotos) é uma doença inflamatória de

causa desconhecida que afeta principalmente

o esqueleto axial, sobretudo

articulações sacro-ilíacas e vertebrais,

embora possa apresentar manifestações

músculo-esqueléticas generalizadas,

mais comum no homem que na

mulher e que se inicia geralmente na 2ª

ou 3ª década. As articulações da coluna

vertebral sofrem inflamação e fibrose e,

com o progredir do processo, há destruição

das bordas dos corpos vertebrais

e ossificação metaplásica e endocondral

dos discos, gerando anquilose. A calcificação

e ossificação dos ligamentos

para-vertebrais dão origem à formação

de pontes ósseas, denominadas sindesmófitos.

O quadro final é de uma coluna

rígida, com fusão dos corpos vertebrais

e dos ligamentos, lembrando o caule

cilíndrico e inflexível do bambu com os

respectivos nós e entrenós a intervalos

regulares, recebendo a denominação de

coluna vertebral em bambu (em inglês:

bamboo spine). O quadro radiológico é

característico.

A primeira análise da EA parece

ter sido a do médico irlandês Bernard

Connor que, em 1691, publicou um livro

descrevendo "esqueleto obtido em

cemitério de igreja ou ossário" em que

os ossos estavam "tão intimamente

unidos, com seus ligamentos primorosamente

ossificados e suas articulações

tão apagadas, que pareciam ser

formados por uma só peça óssea contínua"

(cit. Resnick, Donald.- Diagnosis

of Bone and Joint Disorders 3rd Ed.- P.

1008. 1995).

(Artigo adaptado do livro Analogias

no Ensino Médico 1ª Ed.- Editora Coopmed-BH)

José de Souza Andrade-Filho*

*Patologista no Hospital Felício Rocho-BH;

membro da Academia Mineira de Medicina e

Professor de Patologia da Faculdade de Ciências

Médicas de Minas Gerais.

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

A PATOLOGIA CLÍNICA/MEDICINA LABORATORIAL

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0116

Revista NewsLab | Jun/Jul 2019

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