19ª Edição_Revista ATRAÇÃO julho 2019

isaiasmarinho

R E V I S T A

Ciências:

Magnética e Espírita

19ª Edição - julho de 2019

Associação entre

Transtornos

Mentais e

Obsessões

Espirituais

O exemplo

feminista de

Anália Franco

Além do

Corpo Carnal

O Duplo Etérico

Hipertensão e

Espiritualidade:

qual a relação?

1


EXPERIÊNCIA GERANDO CONHECIMENTO

Cujo objetivo é produzir resultados

-

Série Corpos Sutis

Além do Corpo Carnal

O DUPLO ETÉRICO

Por Isaias Marinho

Aracaju - SE

Vamos fazer uma síntese sobre este elemento que

nasce com o homem e desaparece após a morte. Aqui

estamos enfatizando a existência deste fluido pertencente

ao corpo astral.

Podemos relatar que antes não se usava o termo

Duplo Etérico, mas Kardec, ao escrever que o períspirito

é constituído de matéria sutil, nervosa e inerte, estava

se referindo ao períspirito como um corpo complexo,

não de natureza única.

Há outro indício dessa complexidade quando

Kardec se refere à evolução do períspirito. Vamos encontrar

no capítulo IV de O Evangelho Segundo o Espiritismo,

a afirmação de que “o próprio períspirito

sofre transformações sucessivas, eterizando-se cada

vez mais até a depuração completa, que constitui os

espíritos puros”. O codificador nos diz ainda: “sabemos

que, quanto mais eles se depuram, mais a essência

do períspirito se torna etérea, de onde se segue que

a influência material diminui à medida que o espírito

progride, isto é, conforme o períspirito se torna mesmo

menos grosseiro”.

Uma prova da existência desses corpos sutis pode

ser analisada através da afirmação existente em O Livro

dos Médiuns quando diz: “sua natureza se eteriza à

medida que ele se depura e eleva na hierarquia”. Isso

significa dizer que a eterização do períspirito é de tal

ordem que ele vai abandonando determinadas camadas,

à proporção que vai se elevando na hierarquia espiritual.

André Luiz (espírito), em seu primeiro livro, faz

referências a vários corpos espirituais: duplo etérico,

corpo astral, corpo mental e corpo causal. Não podemos

olvidar que, inicialmente, ele utiliza o termo períspirito

em sentido estrito para o segundo corpo após o

físico. Ele usa os termos corpo astral, corpo espiritual

e psicossoma como sinônimos. Para os outros corpos

são usados vocábulos consagrados entre os magnetizadores

e espiritualistas (duplo etérico, corpo mental e

corpo causal).

Leopoldo Cirne (1870 – 1941), no primeiro volume

de Doutrina e Prática do Espiritismo, já deduzia,

das experiências de materialização, a existência de um

corpo invisível no ser encarnado, distinto do períspirito,

que poderia subsistir por algum tempo depois da morte

física, mas que não permaneceria ligado ao espírito

desencarnado. Para ele, esses corpos passaram a ser

chamados de corpo etéreo, duplo astral e corpo astral,

que seria responsável pela possibilidade de materializações

dos espíritos. Cirne, após a sua morte, confirmou

esse ponto de vista sobre a existência de um corpo não

físico durante a vida, através de seu relato publicado

na obra O Homem Colaborador de Deus.

2


-


Durante as experiências

de Quando magnetização um paciente

busca Durville, o H. atendi-

Baraduc e

dos sensitivos,

Albert de Rochas,

Hector

outros verificaram que estes

descreviam mento o magnético,

desdobramento

de um “fantasma ódico”

que busca tinha uma muito cor alaranjada

à direita e azulada a es-

mais

querda

que

estando

um simples

ligado ao

corpo

atendimento.

físico por um

(...)

cordão

fluídico fixado na região esplênica.


Continuemos com André Luiz. Ele enfatiza que o

duplo etérico é:

“Um conjunto de eflúvios vitais que asseguram

o equilíbrio entre a alma e o corpo de

carne, (...) formado pelas emanações neuropsíquicas

que pertencem ao campo fisiológico e

que, por isso, não conseguem maior afastamento

da organização terrestre, destinando-se à desintegração,

tanto quanto ocorre ao instrumento

carnal por ocasião da morte renovadora”.

O DUPLO ETÉRICO nada mais é do que o corpo

vital, também denominado de corpo ódico e corpo

ectoplásmico, exatamente o que cede o ectoplasma

para a produção de efeitos físicos. Nas materializações,

ele pode se desdobrar a partir do corpo físico, permitindo

ao espírito comunicante uma sobreposição.

Quando o médium se desdobra sem muita prática,

faz com que o duplo etérico seja levado para fora

do corpo físico, aparecendo ao vidente como se fosse

um duplo do indivíduo, porém, com deformações.

Dessa forma, ele não poderá ficar mais do que cinco

ou dez metros longe do corpo físico. Pode também

surgir ao vidente do lado direito e esquerdo, às vezes

também com a cor azul.

O estudo do duplo etérico me fez entender um

fato ocorrido comigo quando da minha primeira visita

ao Pronto Socorro Espiritual Bezerra de Menezes – PRO-

SEBEM. Lá estando no salão doutrinário, justamente na

hora da prece proferida por Sandoval Barros (ex-presidente

da FEES – in memorian), com sua voz portentosa,

grave, que empolgava e fazia a gente se sentir mais

próximo de Deus, eu tive a sensação de estar saindo do

meu corpo físico, mas permanecendo lúcido e ao mesmo

tempo preocupado, pois estava no início de minha

caminhada na doutrina espírita. Foi uma experiência

amedrontadora e ao mesmo tempo fascinante.

Nas experiências realizadas pelo coronel Albert de

Rochas com Eusápia Paladino em estado de hipnose, a

médium descreveu o surgimento de um fantasma de

cor azul, de cuja substância o espírito Jonh se servia

durante as reuniões.

Durante as experiências de magnetização dos sensitivos,

Albert de Rochas, Hector Durville, H. Baraduc

e outros verificaram que estes descreviam o desdobramento

de um “fantasma ódico” que tinha uma cor alaranjada

à direita e azulada a esquerda estando ligado

ao corpo físico por um cordão fluídico fixado na região

esplênica.

Uma coisa é certa. Nosso corpo fluídico nos dá

inúmeras possibilidades de entendimento sobre a energia

que trazemos ao orbe terreno, objetivando a nossa

“luta” diária enquanto aqui estivermos

3


É necessário ENTENDER e tirar

o melhor proveito de nossa MENTE

* "Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes,

gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós,

oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob

o comando de nossos próprios desígnios."

Daí, podermos avaliar a importância de nossas ações visando o

bem comum antes e durante o tratamento magnético, na recuperação

da saúde dos assistidos. Pensemos nisso.

Fonte:

*Nos Domínios da Mediunidade_Capítulo 1 - André Luiz - Psicografia de Chico Xavier

DEPOIMENTOS

Atendimento:

Quartas-feiras, Quintas-feiras

e Sábados.

Graziela Nunes

Administradora e professora

Especialista em Revisão de Textos para Livros e Revistas

A Revista ATRAÇÃO trata de cultura,

educação, ciência e espiritualidade de

forma objetiva, positiva, com linguagem

simples e acessível, enxertando-nos com

conhecimentos extraídos de experiências

vivenciadas cotidianamente. Os assuntos

abordados aqui são de grande relevância

para nossa evolução espiritual individual

e coletiva. Parabenizo e agradeço a Isaias

Marinho e toda equipe da Revista por sua

dedicação e carinho em tudo que fazem.

Givaldo Almeida dos Santos

Doutor em Ciências da Propriedade Intelectual.

Técnico em Educação da Universidade Federal de Sergipe.

Atua como professor nas áreas de Educação,

Eletrotécnica e Tecnologia da Informação

Ao ler pela primeira vez a Revista ATRAÇÃO fui tomado

pelo sentimento nostálgico dos tempos do Estudo Sistematizado

da Doutrina Espírita (ESDE) no “André Luiz” e do

Curso de Magnetizadores no “Irmã Sheilla”, ambos minis

trados pelo irmão Isaías Marinho, pessoa de extrema competência

e habilidade no trato dos conceitos que envolvem

o espiritismo Kardecista. Como não poderia ser diferente, o

fio condutor que torna a revista muito importante para os

seguidores da nossa doutrina é o poder da cura através do

Magnetismo Animal, que nos faz perceber a importância

de se avançar nos estudos sobre essa importante temática

que tem o potencial de trazer benefícios para as pessoas.

A qualidade dos textos apresentados na revista demonstra

a relevância da continuidade dos estudos e ensinamentos

do espiritismo para além de uma curiosidade ingênua,

portanto, parabenizo a todos que contribuem para a manutenção

da Revista ATRAÇÃO, em especial ao irmão Isaías

pela dedicação e qualidade desse importante veículo de

comunicação digital.

Quando comecei a ler a revista

Atração fiquei bastante feliz em ter um

conhecimento de qualidade acerca da

Doutrina Espírita.

A revista aborda temas que despertam

ainda mais o nosso interesse no

aprendizado espiritual. Agradeço ao meu

querido amigo Isaías Marinho por lembrar

de mim e me mostrar um conhecimento

de qualidade através da revista Atração.

Paz e luz para todos.

Sânia Menezes

Formada em Pedagogia

Trabalha como artesã

19ª Edição - Julho de 2019

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REVISTA

O magnetismo de Deus em nossas vidas

É um veículo destinado a promover e fortalecer o Movimento Espírita, assim

como levar a ciência Magnética ao conhecimento da humanidade em prol

da saúde física e espiritual no cenário mundial. Visa também consolidar o

intercâmbio doutrinário em favor da humanidade, resultante da união das

duas ciências.

Revista Atração, ano 02 nº 19. A partir dessa edição, a Atração passa a ter publicação mensal, por conta dos inúmeros

pedidos, motivos pelo qual, a direção, resolveu atender seus leitores.

COLABORAM NESTA EDIÇÃO: Antônio Francisco (Saracura), Domingos Pascoal, Jacob Melo, Rita Freire, Michele Félix, Norma A

de Oliveira, Telma M S Machado, Silvan Aragão, Lourdinha Lisboa, Graziela Nunes

Diretora Responsável IVONETE SANTOS CONCEIÇÃO

Editor ISAIAS MARINHO CONCEIÇÃO

Revisor(a) GRAZIELA NUNES

Diagramação BERGSON MARINHO

Fotografias: LOURDINHA LISBOA

Atendimento ao Leitor: MICHELE FÉLIX

Aracaju - Sergipe - Brasil

Publicidade / Contato

atracao.magnetismo.emrevista@gmail.com

Fones: (79) 99650.4887 VIVO


Atendimento Magnético em Goiás

COMUNIDADE

ESPÍRITA RAMATIS

Alameda Couto Magalhães, rua 1049 - Setor Pedro Ludovico - Goiânia -

Contatos: Sra. Ubirene / Dezir Vencio / Rosângela de Oliveira / Osvaldo Carvalho

Telefone:(62) 3251-5244 / 9991-2634 / 9634-1701 / 8563-8573 / 8145-7237

Agradecendo a Deus por ser magnetizador

Editorial

Fazer parte de uma atividade que tem como objetivo ajudar o próximo, ajudar a humanidade,

é motivo de “orgulho”, satisfação e, acima de tudo, de responsabilidade permanente.

O magnetismo deixou de ser uma prática de poucos para se tornar de muitos. E um

dos mecanismos responsáveis pela massificação e vulgarização da Ciência Magnética pelo

mundo é, sem dúvida, os Encontros Mundiais de Magnetizadores Espíritas – EMME, impulsionados

por Jacob Melo. Até agora foram realizados 12, e o XII aconteceu na cidade do

Porto, em Portugal – Europa, conquistando o Velho Mundo.

Ser magnetizador não é fácil, mas também não é um “bicho de sete cabeças”. Basta

agir com dedicação e perseverança. O compromisso é de todos. Podemos dizer que acabou

aquela coisa de afirmar aos quatro cantos do mundo que não pode isso, não pode aquilo.

Podemos e devemos ser semeadores do bem através do uso da energia animal que cada um

possui – a bioenergia. Deus nos deu condições para tal.

Kardec foi um eminente magnetizador e inseriu, nas páginas da codificação, os reais

valores e importância dessa ciência como base da Doutrina Espírita. Nas obras de André

Luiz (espírito) também encontramos menções da presença de grandes instrutores que foram

magnetizadores enquanto encarnados, e continuam sendo no mundo espiritual.

Eu só tenho a agradecer a Deus pelo chamado para fazer parte do círculo de magnetizadores,

pois nada é por acaso. O primeiro chamado foi formulado pela espiritualidade no

ano de 2002, estando no PROSEBEM, Aracaju – SE, e hoje continuo contribuindo

para essa ciência extremamente maravilhosa .

Os artigos “corpos sutis” (espirituais) publicados na 18ª edição e nessa

19ª edição, fizeram-me ver que era necessário efetivar esse agradecimento,

por isso, aqui o faço publicamente:

— Obrigado, meu PAI e CRIADOR, por tudo e por todos. Por eu estar

magnetizador, fazendo eu me sentir útil ao fazer o bem sem olhar a

quem.

Isaias Marinho

Magnetizador Espírita e também fundador do Instituto Paulo de Tarso - AJU - SE

Coordenador Adjunto da CSE - Federação Espírita do Estado de Sergipe

Fundador e mantenedor da Revista Atração

Professor, Designer Gráfico e Publicitário

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TRANSTORNOS PSÍQUICOS EMOCIONAIS

O equilíbrio do eu interior gerando paz e SAÚDE

Associação entre

Transtornos Mentais e

Obsessões Espirituais

Por Dra Norma A. de Oliveira

Aracaju - SE

Médica Psiquiatra (RQE: 2898), Mestre em Ciências da Saúde (UFS), Pós graduação

em Psicologia Transpessoal e em Terapia Regressiva; Membro da Associação Brasileira

de Psiquiatria, da Associação Médico-Espírita do Brasil e da Academia de Letras

Espíritas de Sergipe. Presidente da Associação Sergipana de Psiquiatria. Autora dos

livros Transtorno Mental sob um Novo Prisma, Associação entre Depressão e Síndrome

Coronariana Aguda e Psicanálise Transpessoal e Terapia de Vivências Passadas.

A obsessão, influência perniciosa de um ser

sobre outro, geralmente é um distúrbio espiritual

de longo curso com graves consequências, podendo

resultar em distonias mentais e desequilíbrios

fisiológicos, de forma que muitos transtornos

mentais têm início em processos de obsessão

espiritual. Raramente um transtorno mental não

vem acompanhado de uma obsessão espiritual.

O intercâmbio pernicioso e persistente entre

mentes encarnadas e desencarnadas pela afinidade

psíquica, sentimentos de vingança, culpa,

remorso, medo e outras negatividades afetivas, os

fluidos deletérios da imposição psíquica e insidiosa

entre os envolvidos afetam os neurotransmissores,

facultando que moléculas – neuropeptídeos

– responsáveis pelo equilíbrio das comunicações,

que se desorganizam na sua distribuição, produzam

alienações de diversos tipos (FRANCO, 1999,

XAVIER, 1995).

As descargas mentais do hospedeiro liberam

fluidos tóxicos que penetram nas estruturas

neurais e estimulam a eliminação de substâncias

excessivas que desequilibram o organismo neurofisiológico.

Os fluidos deletérios do obsessor,

se contínuos e ostensivos, danificam os delicados

tecidos energéticos do perispírito e as estruturas

do sistema nervoso, afetando a disponibilidade

dos neurotransmissores com repercussão no comportamento

(FRANCO, 1999; FRANCO, 2010).

À medida que se agrava, ocorre destruição

progressiva da arquitetura psíquica atingindo

mais amplas regiões do encéfalo, prolongandose

pela rede linfática a todo o organismo, danificando

as áreas afetadas. As energias deletérias

das graves atuações dos hospedeiros interferem

na produção dos neurotransmissores cerebrais

como serotonina e noradrenalina, desencadeando

transtornos mentais diversos como depressão,

ansiedade, transtorno de pânico, transtorno obsessivo,

etc., implicando uma abordagem que

trate o ser humano sob a perspectiva multidimensional

(FRANCO, 1995; FRANCO, 2010).

REFERÊNCIAS:

* FRANCO, D. P., Espírito Joana de Ângelis. [psicografado por]Divaldo Pereira Franco. Dias Gloriosos. Dias Gloriosos.

p. 12. 1ª edição. Salvador: Editora LEAL, 1999.

* ___________, Espírito Manoel Philomeno de Miranda [psicografado por]Divaldo Pereira Franco. Distúrbio

Depressivo. Tormentos da Obsessão. p 270-284. 9ª edição. Salvador: Editora LEAL, 2010.

* XAVIER, F.C. Alienados Mentais “No Mundo Maior”. Pelo Espírito André Luiz. Capítulo 19. p 210 -218, 14.ed.

Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995.

6


Posseguir

Nascido em Paris - França, militar da “corps royal de l’artillerie”

e comandante da école d’artillerie de La Fère, Amand Marie Jacques

de Chastenet de Puységur.

Psicofluidista e conhecedor do sonabulismo, ele conduzia

suas teorias, mas insistentemente, defendendo o potencial que é a

vontade do magnetizador e sua convicção com o magnetismo, para

realização do tratamento de seus pacientes. Além disso, para ele, a

vontade do operador, em vez de impor a vontade ao paciente, seria

somada com a do mesmo, sendo assim, o sucesso é a soma das

vontades e auxílio dos dois. Puységur e o magnetismo animal era

uma realidade. Armand de Chastenet, passa por uma experiência

fantástica, quando em repouso em sua área de Buzancy arredores

de Soissons, enquanto ele aliviava pelo magnetismo um jovem camponês,

Victor. Puységur observa que em vez das convulsões da "crise

mesmérica", Victor caiu em um sono tranquilo e profundo. Para sua

surpresa, Victor, o camponês, embora aparentemente adormecido,

manifestava-se uma intensa atividade mental, o qual, era expressado

sem o seu arcaico dialeto e com temas que ultrapassavam suas

condições cotidianas.

O Marquês observou durante as experiências, que em transe,

Victor ajudava Puységur a diagnosticar os males de seus outros pacientes

e explicava como se comportar em relação a eles. Aqui, ele

concluia que se tratava de "lucidez magnética" ao descrever a visão

no sonambulismo, a qual, discorre sua própria doença e de outros,

indicando os remédios que melhor os tratariam.

Puységur também descobriu que: “ ...um sonâmbulo

pode ver dentro de seu corpo, enquanto ele é magnetizado, pode

diagnosticar a doença, a previsão da data da sua cura, e até mesmo

se comunicar com os mortos e ausentes."

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COMPREENDENDO A ESSÊNCIA DIVINA

Base Energética da Vida em Plenitude

Simplificando

Hipertensão e

Espiritualidade:

qual a relação?

Por Halley Ferraro Oliveira

Santo André - SP

*Doutorando em Ciências da Saúde

*Mestre Ciências da Saúde

*Professor Adjunto da UFS

*Professor Adjunto da UNIT

Segundo a Sociedade Latino-Americana

de Hipertensão, a pressão 120 por 80 é

considerada ótima. Acima de 140 por 90, a

pessoa já é hipertensa. A hipertensão atinge

32% da população adulta brasileira, o equivalente

a 36 milhões. E somente 50% sabem

que são hipertensos, dos quais apenas 50%

se tratam. Isto causa um impacto expressivo

na saúde pública, mas as causas deflagradoras

da hipertensão arterial sistêmica (HAS)

primária ainda não são totalmente entendidas.

Das HAS, 15% têm uma causa multifatorial

e multicausal, possuindo relação com

fatores genéticos, fatores geradores de hipertensão

(obesidade, resistência à insulina, ingestão

de álcool) e influência sobre fenótipos

intermediários (ingestão de sódio, reatividade

vascular e contratilidade cardíaca). Dos 85%

restantes, a medicina não explica ao certo a

causa de sua origem. E pelas teorias espiritualistas,

a causa das nossas doenças está no

espírito, bem como as lesões do corpo físico

são projeções doentias do pensamento e dos

sentimentos, mais especificamente do ego,

da personalidade ou máscara.

“A HAS ocorre em pacientes com personalidade

controladora, que, ao perderem o

controle de uma determinada situação, geram

um sentimento de raiva que, descarregado

sobre o seu próprio corpo somático,

produz, entre outras coisas, a hipertensão

arterial”. Sabe-se que espiritualidade, religiosidade

e fé interferem de maneira positiva no

enfrentamento dos obstáculos e dificuldades

da vida, além de aumentarem a resiliência do

paciente, melhorando sua condição patológica.

Cuide de você: previna-se (faça exercícios

físicos ou restrição de sal), perca peso, tome

os remédios (se necessário), ore, medite, tenha

contato com a natureza, seja feliz e saudável.

Você merece!

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Sinto saudades daquele tempo

Tempo que não me pertence mais

Tempo da pureza e da inocência

Tempo de brincar

Tempo de nadar

Correr de pega-pega

E amarelinha pular.

Andar e pedalar de bicicleta

Sentir o vento na testa

Não ver o tempo passar

Viver sem ter pressa

Correr e mergulhar no rio

Abrir os olhos e ver os peixinhos.

Esse tempo para mim passou

Mas tem outras crianças que chegaram

No mesmo cantinho do Rio São Francisco

Onde eu me banhava, brincava e pintava.

Elas desfrutam com destemor

Onde reina a alegria, inocência e amor.

Aquele pequeno canto do rio

Não é mais como antes

O tempo e o homem

Não o favoreceu

Suas margens secaram

E as plantas morreram.

As flores nas margens, eu pegava

Para as suas águas enfeitar

Procuro hoje

Só existe o vazio no lugar

Tudo está seco

E só Deus para fazer voltar.

As saburicas e piabas nas margens

Disputavam um lugar

A criançada enchia bacias

Para casa levar

O rio não deixava o alimento

De muitas famílias faltar.

Se talvez não tivesse ido embora

Poderia ter lutado sem demora

E ter alcançado uma vitória

Vitória de não ver a vida nas margens

Morrer ou ter ido embora.

Hoje meus filhos nadam nesse lugar

Sabem da história

Porque não deixo de contar

Conto com emoção

Choro de tristeza da destruição

Que meu rio teve que passar.

Rio São Francisco

Parte da minha infância

Foi do teu lado estar

Vou matar a saudade

Em tuas águas me banhar

E nas tuas margens

O lixo vou catar.

Mestra em Ciências da Educação,

escritora e professora de língua portuguesa.

Membro da Academia Japoatanense

de Letras e Artes

Ensinando aos semelhantes

Que da natureza fazes parte

E devemos cuidar

Pois é dela que bebemos, comemos

E respiramos o ar

É por isso que devemos sempre

De ti, cuidar!

Cuidar hoje para amanhã

Não ter lamentação

Dizer que tudo é o homem

Onde também nós pomos as mãos

E depois por a culpa em Deus

Quando não fazemos a nossa obrigação.

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Domingos

Pascoal

O escritor e Acadêmico Domingos Pascoal,

rende homenagem a poetisa, educadora e

escritora de intensa vida literária

A inspiração e a criatividade metodológica faziam parte de

sua vida laboriosa, como frutos de sua capacidade idealizadora.

Uma mulher enaltecida por todos. Lígia FOI e É unanimidade

1019ª edição_Revista ATRAÇÃO_julho de 2019

julho 2019


A Revista ATRAÇÃO nos dá, nesta edição, um

presente de extrema grandeza, ao homenagear a professora,

literata e acadêmica Maria Lígia Madureira

Pina, intelectual detentora de latente essência educadora

e mulher das letras.

Lígia Pina lecionou em diversos colégios de Aracaju,

dentre eles: Escola Normal, Atheneu e no Colégio

de Aplicação da UFS. Nesta ins-tituição de ensino,

desenvolveu uma série de atividades e materiais

didáticos com o propósito de dinamizar as aulas

de história. Em 1991 encerrou as suas atividades

pedagógicas, passando a se dedicar às suas obras

literárias e às atividades da Academia Sergipana de

Letras.

Agora, quando buscamos informações através

de discentes mais antigos, é o mesmo que desejar

comprovar e corroborar as inúmeras afirmativas já

existentes a respeito da metodologia aplicada, e como

era o relacionamento entre professora e alunos. As

atividades aplicadas na época, davam mostras dos

métodos avançados como: teatro, jograis, júris simulados,

dentre outros.

Sua trajetória de vida, no que diz respeito à sua

formação e ao exercício do magistério, permite evidenciar

as contribuições na formação em curso normal e

ensino superior, no tocante às práticas pedagógicas.

Sua atuação no Colégio de Aplicação, pode-se

dizer, era pautada por métodos. E sua participação no

universo intelectual sergipano é inquestionável, contribuindo

de forma decisiva para o engrandecimento

das atividades literárias.

Lígia, uma alma feminina possuidora do mais

extenso sentido do saber, fez da história educacional

um amplo sentido de vida, sempre levando conhecimentos

na mais alta aquisição para o ser consciente.

Muito mais do que um simples meio de transmissão

de conteúdo, suas ações eram verdadeiras exemplificações

de cidadania no exercício do ensino, com suas

inúmeras possibilidades de ampliação.

Lígia – uma literata que sempre buscou gerar

perspectivas que visassem a dignificação da história social e do

ensino sem restrições, onde as inúmeras possibilidades pudessem

trazer enriquecimento no saber.

Suas obras, seu legado

Uma obra que

traduz a sua

grandeza

Publicou os livros de poesias:

“Flagrando a Vida” e “Satélite

Espião observa a Vida no Planeta

Azul”. Historiadora, possui

trabalhos como: “Tudo

isso é Brasil” e “História do

Brasil (da Colônia à revolução

de 1930)”, ainda inéditos.

Lígia Pina também se destacou

na área de pesquisa. É

autora do livro “A Mulher na

História”. Em 2008 lançou

o livro “A Relíquia, Contos e

Crônicas”. É membro da Academia

Sergipana de Letras,

cadeira 27, cujo patrono é

o educador Manuel Luís de

Azevedo; membro do Instituto

Histórico e Geográfico

de Sergipe e da Associação de

Imprensa de Sergipe.

19ª edição_Revista ATRAÇÃO_julho de 2019 11


-

DO MUNDO ESPIRITUAL SURGEM

Elementos que fomentam o progresso humano

-

A Grande Revolução

Planetária

Por Dra. Michelle Félix

Jaguaquara - BA

Licenciada em Geografia

Doutora em Geografia

É incrível como as coisas estão se processando

no orbe terreno. São mudanças jamais vistas

e que vêm chamando a atenção da humanidade.

Visualizamos governos mundiais caindo por terra,

o povo saindo às ruas motivadas por um ideal

de justiça, cobrando mudanças, exigindo retidão

dos seus representantes, escancarando aos quatro

cantos do mundo todas as torpezas existentes

com um grito de basta.

E no campo da tecnologia! Ah! Não dá para

mensurar tanto progresso. Coisas que jamais poderiam

passar em nosso imaginário estão acontecendo,

unindo os povos e tornando a Terra em

uma aldeia global literalmente. É aí, que a gente

começa a viajar de volta no tempo, quando nos

lembramos da obra de Ivone A. Pereira 1 , em um

de seus capítulos:

Receptor de cenas, sons e fatos.

Esse receptor, também transmitia os aromas

que envolve todas as situações humanas, inclusive

os odores desagradáveis. Era usado em cada dormitório

de cada paciente para o recebimento de

mensagens e ou receber visitas mentais.

O aparelho bastante sofisticado, feito de

substâncias eletromagnéticas que acumula altíssima

potência de atração, seleção, reprodução e

transmissão, fefletindo em sua parte espelhada

quaisquer imagem e sons que aos pacientes forem

caridosamente dirigidos.

Aí, temos a certeza de que o que lá existia

àquela época, aqui também existe atualmente ou

existirá num futuro muito próximo. É só aguardar.

Outra coisa que chama a atenção do leitor atento,

é que os desencarnados hospitalizados (no mundo

espiritual), sentem o cheiro / odores como se

estivessem junto aos encarnados. Esse fato me

faz lembrar de um colóquio entre portugueses e

um locutor da rádio Quinta do Conde – Portugal,

quando alguém residente na Austrália e estando

sintonizada através do Skype, disse que estava a

tomar seu café, e o locutor disse que "estava" sentindo

o aroma dentro do estúdio. Alguém riu, então

o locutor disse: “não duvido que , do jeito que

12


-

“As atrações e palpitações

estão em todos os

segmentos. Não podemos

esquecer que o veículo

carnal é um turbilhão eletrônico,

regido pela consciência.

Cada corpo tangível

é um feixe de energia

concentrada.


as coisas andam, a gente um dia venha conseguir

ver e ao mesmo tempo sentir o cheiro dos alimentos

em preparação, através de aparelhos eletrônicos.

Isso é uma possibilidade creio eu”.

Agora, vejamos o que disse Emmanuel, em

Pedro Leopoldo, no mês de outubro de 1954, no

século passado.

“E, desde o último quartel do século XX, a

Terra se converteu num reino de ondas e raios,

correntes e vibrações”. 2

Ele se reporta às investigações e descobertas

científicas. Mas nós sabemos que isso vai muito

além, atingindo a vida planetária num todo. É a

mudança que se processa a tudo que aqui existe.

É a certeza de que temos que passar.

As atrações e palpitações estão em todos os

segmentos. Não podemos esquecer que o veículo

carnal é um turbilhão eletrônico, regido pela

consciência. Cada corpo tangível é um feixe de

energia concentrada. Agradeçamos ao Pai, tudo

que nos tenha revelado e ofertado. É chegada a

hora em que se processa a entrada do orbe na Era

de Aquário – na Era do Espírito, sob a luz da Religião

Cósmica do Amor e da Sabedoria. Deus tem

nos dado o aguçamento das faculdades mediúnicas

com imensurável intensidade.

O reino hominal vive aflitivas questões na

atualidade, porém, imprescindíveis. Cabe a cada

um ajudar o próximo com o carinho de um pai

benevolente e sábio, como se fosse enfermeiro ou

médico, ajudando e salvando vidas, gerando alegria

de ambos os lados.

Somos, pois, vastíssimo conjunto de inteligências,

sintonizadas no mesmo padrão vibratório de

percepção, integrando um todo constituído de

alguns bilhões de seres, que formam, por assim

dizer a humanidade terrestre.

As mudanças acontecem e são necessárias

¹ Memórias de Um Suicida – pelo espírito Camilo Cândido Botelho – psicografia

de Ivonne do Amaral Pereira

2 Nos Domínios da Mediunidade – pelo espírito André Luiz – psicografia de

Chico Xavier

13


ENTENDER E PRATICAR O EVANGELHO

A compreensão chegará para todos

Como lês o

EVANGELHO?

Parte 5

“Que está escrito na Lei? Como lês?”

Jesus (Lucas 10:25-37)

Por Silvan Aragão

Aracaju - SE

Formado em Administração.

Funcionário aposentado do Banco Brasil. Maricultor.

Membro do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho (NEPE) -

Bittencourt Sampaio

João Batista propunha o arrependimento

das faltas cometidas e um mergulho no Rio

Jordão como marco simbólico de uma nova vida,

de um “homem novo”. Jesus, que não tinha do

que se arrepender, submeteu-se àquele ritual externo

apenas para cumprir a profecia que previa:

“Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar

sobre ele, é o que batiza com o Espírito Santo”

(João, o evangelista, 1:33). Com isso, João Batista

teve o ensejo de identificar Jesus como o

Messias aguardado: “Eis o cordeiro de Deus...”

(João, o evangelista, 1:29).

Mas, referindo-se a Jesus, João Batista

disse também: “Ele vos mergulhará no Espírito

Santo e no fogo” (Mateus 3:11). Como assim?

Os judeus entendiam por Espírito Santo,

ou simplesmente Espírito, a ação de Deus junto

à sua criação. Em diversas passagens dos Evangelhos

e do livro de Atos vemos que a expressão

diz respeito à mediunidade. À guisa de exemplo,

vejamos apenas um, no dia que ficou conhecido

como de Pentecostes (Atos 2:1-42): os apóstolos

estavam cercados de pessoas de diversas

nacionalidades quando “se tornaram visíveis lín-

guas como de fogo, que se distribuíam para eles;

e sobre cada um deles sentou {uma delas}. Todos

ficaram cheios do Espírito Santo e começaram

a falar em outras línguas, segundo o espírito lhe

concedia declarar”. De fato, a mediunidade, quando

exercida com seriedade (disciplina, abnegação,

boa vontade, etc.), proporciona ao praticante ensejo

de alcançar novo patamar espiritual, não por

causa de um mergulho em água, mas devido à sua

transformação moral.

E o que seria o batismo no fogo? Também

diz respeito à transformação moral, à reforma íntima.

Essa sim, é o que nos torna melhores, e não

a água material, simbólica. É em nossas inúmeras

reencarnações que vamos carpindo nossos defeitos;

que vamos expiando nossas faltas perante as

Leis Divinas; que vamos nos burilando. E buril é

fogo. É através dele que a pedra bruta é transformada

em diamante, não é?

Portanto, o batismo no Espírito Santo e

no Fogo é real, não é simbólico. Não depende de

terceiros (os “João Batista” da vida), mas apenas

de nós mesmos. É esforço próprio. Tem a ver com

meritocracia

14


EXPERIÊNCIA INQUESTIONÁVEL

Fruto de uma vida bem vivida

O Santo

de Sergipe

Do livro - Os Curadores de Cobra e de Gente

Por Antônio Saracura

Itabaiana - SE

Romancista, Contista, Cronista e Poeta

Formado em Administração pela Universidade

Federal de SE

Membro da Academia Itanbaianense de Letras

e da Academia Sergipana de Letras

Ato 0

Introdução

Eu acho que ele é santo

E poderia estar

Em cada altar do mundo

Para o povo venerar.

Pode haver algum igual

Mais querido e coisa e tal

Nenhum mais santo não há!

É um santo brasileiro,

E sergipano também...

Ele tem merecimento

Viveu praticando o bem

E engrandeceu a igreja...

Não importa de onde seja,

É o santo que a gente tem.

Ato 1

A origem

Seu nome é Pedro Oliveira

Padre Pedro Oliveira

foi um sacerdote secular que vivia como São

Francisco de Assis. Tudo doava à igreja e aos pobres. Até a casa onde

morava deixou, em testamento, para a Arquidiocese de Aracaju.

Peço a sua bênção!

E nasceu no Riachão

No interior de Sergipe

Na beirada do sertão

Filho de uma família pobre

Mas de comportamento nobre

Tangente à religião.

Foi no ano zero quatro (1904)

Que o fato aconteceu

Não houve nenhum rei mago

Nem estrela apareceu...

E no dia três de julho

Um casal com muito orgulho

Esse filho recebeu.

Maria de Oliveira

E Vilobaldo Amaral

É o casal venturoso...

E, desse mesmo casal

No seu humilde palácio

Também nasceu Jota Inácio

Um artista universal.

Mais outros filhos nasceram

De Vilobaldo e Maria

Foram dez ao todo, mas

Como sempre acontecia

Metade foi em pequeno

Ao paraíso sereno

Aonde iremos um dia.

Jota Inácio dá um livro

Pelo valor que ele tem

Mas deixo que outro poeta

Se ocupe desse porém

Farei uma crônica ligeira

Sobre Pedro Oliveira

Espero me sair bem.

Ato 2

O Seminarista

Criou-se seguindo a fé

E no regime cristão

De piedoso coroinha

Passou logo a sacristão

Foi levado ao seminário

Pelas mãos do seu vigário,

Monsenhor Serapião.

Para pagar os estudos

E ajudar na formação

Lá mesmo no seminário

(E em pagamento à pensão)

Dava aulas de Francês,

De Latim e Português

Conforme a situação.

Ordenou-se sacerdote

Na festa da padroeira,

Foi em oito de dezembro,

Um dia de quinta-feira 1 ,

Vinte e oito foi o ano (1928)

Em que nosso conterrâneo

Rezou a missa primeira.

Ato 3

Vida de padre

Logo que se ordenou


“ Fazer o bem muitas vezes,

Agride a quem não faz,

E o agressor quase sempre

É o companheiro incapaz

O profeta é apedrejado

Jesus foi crucificado...

O que posso dizer mais?

Foi vigário em Propriá

Em seguida, foi o pároco

Da cidade de Arauá...

Trabalhou em Santo Amaro

Em Tobias, no Rosário...

Bastava o Bispo mandar.

Por mais de quarenta anos

Foi capelão dedicado

No hospital Santa Isabel

Onde ainda é venerado.

Reconfortava o doente

Auxiliava o carente

Orientava o drogado.

O povo vinha à porta

Ver padre Pedro passar

Trazia os filhos pequenos

Para ele abençoar.

Onde o padre passava

Por algum tempo ficava

A santidade no ar.

E para sobreviver

(Padre não ganha salário)

Foi professor no Tobias,

No Atheneu, no Seminário...

Quando a comida faltava

A vizinhança ajudava

No que fosse necessário.

Já no fim de sua vida

Depois de tanto lutar

De espalhar a fé cristã

E integralmente se dar...

O gerente do negócio

Proibiu-lhe o sacerdócio

E o tirou do altar.

— Como pode um homem são

Fazer tanta caridade:

Dar seu sapato ao pedinte

Mendigar pela cidade?

Abrir mão de todo bem?

Doar a casa que tem?

Isso é insanidade!

Fazer o bem muitas vezes,

Agride a quem não faz,

E o agressor quase sempre

É o companheiro incapaz

O profeta é apedrejado

Jesus foi crucificado...

O que posso dizer mais?

O decreto eclesiástico

Que o tirou do altar

Revoltou os seus devotos

E o acabou de matar.

— Fazer o que mais na terra

Se o meu irmão que erra

Eu não posso perdoar?

Morreu em noventa e sete (1997)

Humilde como nasceu

Anos depois, foi eleito

(Sergipe em peso o elegeu)

O maior dos sergipanos

Que nos últimos cem anos

Em nossa terra viveu.

Ele hoje está no céu.

É certeza que está,

Se ele não está no céu

Quem mais poderia estar?

Fez o bem sem distinção

E sangrou seu coração

De tanto aos outros se dar.

Quando eu o conheci

Ele já era velhinho.

E conto logo a seguir

Como eu sendo um rapazinho,

Tive a imensa graça

De beber na mesma taça

Alguns goles do seu vinho.


Ato 4 - Manhãzinha

no pé da ladeira

Lá vai padre Pedro

Subindo a ladeira

Com a mão apoiada

Atrás, nas cadeiras,

Como se ajudando

No duro subir...

E os bofes na boca

Querendo sair...

Cabelo ao vento

(Flocos de algodão)

Batina surrada

Roçando no chão...

A testa suada,

O peito a arfar...

A missa das cinco

Precisa rezar!

Continuaremos na próxima edição

1 Nem vão conferir essa rima.

O poeta, às vezes, perde a paciência.

17


CONVITE AO MUNDO DOS GRANDES VULTOS

Exemplos de valores para a humanidade

Ajudar sem olhar

a quem:

O exemplo feminista

de Anália Franco

Por Maria Victória A. Oliveira

Aracaju - SE

Faz parte da Juventude Espírita da FEES

Evangelizadora infantil no CELUC - Centro Espírita Luz do Caminho.

Amante das Artes Marciais

Nas horas vagas é cosplayer

Licenciada em Geografia pela UFS

Anália Emília Franco, dotada de conhecimentos

pedagógicos, utilizou-os para resgatar crianças, filhas

de africanos trazidos como escravos, da ignorância,

transformando-se numa mártir por sua luta em prol

da educação infantil e do abolicionismo na época.

Ademais, para além desta ação, a educadora prescindiu

papel essencial ao resgatar dignidade de muitas

mulheres assoladas por uma sociedade extremamente

machista e patriarcal pela qual o Brasil era (e ainda é)

assombrado.

À luz do Espiritismo encontramos a questão 817

do Livro dos Espíritos, onde é enfatizado pelos mentores

que a mulher e o homem são vistos igualmente

perante Deus, pois receberam a mesma capacidade

de discernir bem e mal e a missão de progredir sempre.

Partindo deste princípio, Anália cria, em meados

de 1906, a Colônia Regeneradora D. Romualdo, destinada

a crianças órfãs, idosos, pessoas desvalidas e

mulheres arrependidas (ex-prostitutas).

Lá, para além da educação das ciências, era oferecido,

especialmente às mulheres, oficinas de flores e

chapéus, artesanato, costura, o que tinha por objetivo

apresentar-lhes um novo olhar para suas capacidades

e profissionalizá-las. Estes produtos eram vendidos no

Bazar da Caridade, mantido para custear a instituição.

Além dos produtos comercializados, eram oferecidos

serviços de tipografia e venda de ingressos para o teatro

infantil. Vale lembrar que nessa colônia criou-se a

banda feminina Regente Feijó e o Grupo Dramático

Musical.

Portanto, já percebemos o quanto Anália era

Anália

Franco

uma mulher de visão aguçada e uma grande empreendedora.

É um exemplo, do ontem para hoje, de

humildade e empatia feminina, quando ao invés de

julgar mulheres e seus passados, traz à tona o amor

próprio de cada uma. Por mais que o Espiritismo trate

da igualdade dos gêneros, este conceito é um tanto

esquecido por uma parcela da humanidade. Então

o feminismo vem para relembrar, por meio de luta,

o direito à mesma oportunidade, independente do

gênero.

18


19


CONVITE À REFLEXÃO DA OBRA CRISTÃ

Aceitando a BASE que nos ensina a viver

Solipsismo,

egoísmo

e solidão

Por Dra. Telma Mª S. Machado

Aracaju - SE

Delegada da ABRAME (Associação brasileira dos Magistrados

Espíritas) em Sergipe, Graduada em Ciências Biológicas e em Direito,

Pós-Graduada em Direito Processual Público, Juiza Federal,

Mestre em Filosofia, Diretora de Eventos da ALEESE e coordenadora

de Estudos da FEES.

Segundo o filósofo italiano Nicola Abbagnano

(1901-1990), o filósofo alemão Max Ferdinand

Scheler (1874-1928) designou como egocentrismo

a atitude que consiste em confundir o mundo

que nos circunda imediatamente com o "mundo"

no sentido próprio do termo, ou seja, em atribuir

ao ambiente imediato uma função universal ou

cósmica; que o solipsismo é a atitude egocêntrica

que “preside à concepção dos objetos no mundo

real” e que o egoísmo é o aspecto prático ou volitivo

do egocentrismo (Abbagnano in: Dicionário

de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p.

316).

Para restar mais clara a abordagem que se

seguirá a esse introito, importante uma breve explicação

sobre solipsismo. Pois bem. Abbagnano

esclarece que é a tese de que só eu existo e de que

todos os outros entes (homens e coisas) são ideias

minhas, sendo que um dos termos mais antigos

para indicar essa tese é o egoísmo. (id., ibid. p.

934).

Na explicação sobre a inolvidável fala de Jesus

sobre serem bem-aventurados os puros de coração,

vê-se no capítulo VIII, item 3 de O Evangelho Segundo

o Espiritismo, que a pureza de coração não

somente é inseparável da simplicidade e da humildade,

como também exclui toda ideia de orgulho e

de egoísmo. Tal explicação reforça o que os Espíritos

disseram a Kardec na resposta à questão 487

de O Livro dos Espíritos, em que o Codificador indagou:

“Dentre os nossos males, de que natureza

são os de que mais se afligem os Espíritos por nossa

causa? Serão os males físicos ou os morais?”.

A resposta foi clara e objetiva: “O vosso egoísmo

e a dureza dos vossos corações. Daí decorre tudo

o mais. [...]”. E na questão 785, cuja pergunta é

“Qual o maior obstáculo ao progresso?”, os Espíritos

não deixaram pairar qualquer dúvida quanto à

nocividade deste sentimento, ao responderem: “O

orgulho e o egoísmo”.

Nesse mundo restrito em que a pessoa se

sente o único ser relevante do Universo, o egoísta,

por não ser empático e nem saber interagir, está na

solidão existencial (embora não se comporte como

alguém solitário) porque não sabe reconhecer a

dimensão dos outros. Enfim, não participa afetivamente

de sentir com os outros, nem pratica a

simpatia.



Nesse mundo restrito

em que a pessoa se sente o

único ser relevante do Universo,

o egoísta, por não

ser empático e nem saber

interagir, está na solidão

existencial (embora não se

comporte como alguém

solitário) porque não sabe

reconhecer a dimensão

dos outros. (...).


Nathalie Barbosa de la Cadena no artigo Scheler,

os valores, o sentimento e a simpatia, pondera

que a convivência permite aos seres humanos não

apenas se reconhecerem através da empatia, mas

segundo Scheler há uma participação afetiva que

permite a uma pessoa sentir a alegria ou tristeza

alheia, chamada de simpatia; que a simpatia é a

unificação afetiva que fundamenta o sentir o mesmo

que o outro, e quanto mais capaz de participar

do sentimento do outro, quanto mais intensa é a

unificação afetiva, maior o desenvolvimento. Ainda

acrescenta que a simpatia tem, portanto, duas

formas, quais sejam, a de “sentir com o outro” e

“simpatizar com”; enfatiza que primeiro “sentimos

com o outro”, depois “simpatizamos com”, e que

“simpatizar com” traz à nossa consciência o caso

particular do outro, e também uma realidade igual

a nosso próprio eu. Por fim, destaca que ter por

igual esse real é a base do movimento do amor espontâneo

ao ser humano. (Revista Ética e Filosofia

Política – Número XVI – Volume II – dezembro de

2013 www.ufjf.br/eticaefilosofia).

O luminoso Espírito Joanna de Ângelis faz

uma conexão entre a maturidade moral e a sublimação

do egoísmo, pontuando que a primeira

liberta, por despedaçar os códigos da hipocrisia e

das circunstâncias que facultam o desenvolvimento

do egoísmo, da vaidade, da autocracia (no contexto

do livro, achar-se com poder absoluto, inquestionável).

Ainda arremata:

“O amadurecimento psicológico é imperativo

que surge naturalmente, ou por necessidade que

se estabelece no processo da evolução.

O ser imaturo, ambicioso, apaixonado,

frustra-se, irrita-se sempre,

mata e mata-se, porque o significado da

sua vida é o ego perturbador e finito [...].

Superar o estado egocêntrico para

tornar-se útil socialmente, caracteriza o

rompimento com o círculo familiar da

infância e abre-o à comunidade, que

é a grande escola da vida.” (Joanna de

Ângelis in: O Ser Consciente. Psicografia

de Divaldo Franco).

Conhecer tudo isso é relevante, mas não o

bastante; o fazer-se melhor a partir do que se sabe

é que nos fará dar passos largos rumo à perfeição

21


O REAL SENTIDO DA VIDA

Aproveitando o aprendizado do dia-a-dia

A busca da

realização

Por Domingos Pascoal

Aracaju - SE

Formado em Filosofia e Ciências Jurídicas e pós-graduado em

Gestão de Pessoas, Advogado, Jornalista e ocupante da cadeira

nº 17 da Academia Sergipana de Letras. Membro da Associação

Cearense de Escritores - ACE

“Dizem que se conselho fosse bom, não se

dava: vendia-se”.

Existe outra assertiva que diz:

“Somente os ignorantes não aceitam conselhos,

os inteligentes procuram-nos”.

Quem está certo?

Onde está a diferença?

O que vem a ser a sorte de cada um?

Muito se tem indagado sobre o porquê de

uns conseguirem tanto sucesso e outros patinarem

sempre no mesmo lugar, não indo além da

mediocridade ou da estagnação.

Por que existem os que, às vezes até com

pouco esforço, conseguem uma projeção; enquanto

outros se esforçam, andam em círculo, e

não saem do lugar?

É claro que a resposta mais cômoda é a de

que “isso é a sorte” ou, a falta dela.

É isso que chamamos de sorte? Será mesmo?

Abstraindo as coisas inexplicáveis, aquelas que

creditaremos ao infortúnio, ao acaso, ao mistério

como, por exemplo, problemas insolúveis que às

vezes já nascem com a gente e nos impossibilitam

manejar as oportunidades na busca da realização

plena; ou ainda os incidentes que ocorrem durante

a trajetória de nossa vida, acreditamos que a

maioria dos problemas que carregamos ao longo

da existência são, quase todos, de nossa própria

responsabilidade, quer seja por ação, omissão ou

ignorância.

Deste modo, sorte ou azar representa uma

consequência das nossas decisões, nossos atos,

atitudes, pensamentos e ações e não meramente

influências “ocultas”, como sói acontecer.

É demais conhecida a máxima que diz “querer

é poder”, contudo, além do poder, é necessário

fazer, e para fazer é necessário saber, e para saber

imagina-se que alguém pensou, teve a ideia.

A ideia, no entanto, só se realiza com a ação.

A ação é o combustível da ideia. Assim como um

automóvel só consegue se “automover”, se devidamente

abastecido com um combustível, a ideia

também. Sem a ação, ela não anda.

Não adianta ter a melhor ideia do mundo,

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Criar, realizar, construir,

aí reside toda

a riqueza do homem,

material ou emocional,

pois é na construção

que este se realiza. É no

fazer que ele transforma

para melhor o mundo.


se a ela não adicionarmos o combustível que é

a ação, sem o que ela também não se “automoverá”.

Ora, se toda realização precisa de uma ideia e

se toda ideia para se tornar realidade necessita da

ação, podemos concluir que, de fato, não precisamos

muito de sorte, necessitamos de boas ideias e

de que a ela adicionemos bastante ação, pois assim

teremos a realização que é, em última análise,

o que todos buscamos.

Criar, realizar, construir, aí reside toda a

riqueza do homem, material ou emocional, pois é

na construção que este se realiza. É no fazer que

ele transforma para melhor o mundo.

Parodiando o mestre, quando diz que “toda

realização, toda riqueza ganha, tem seu início

numa ideia” e considerando também que a ideia

sem o seu combustível propulsor, a ação, não é

nada; podemos concluir que não existe “sorte”

nem falta de sorte.

O que existe, na verdade, é a ignorância, a

preguiça e a falta de conhecimento.

Pois tudo é uma questão de causa e efeito: só

colhemos o que plantamos. Portanto, não pretendamos,

por exemplo, semear discórdia e colher

harmonia, pois são sementes diversas que com

certeza darão frutos também diferentes.

A sorte é também uma questão de escolha.

A todo o momento abrem-se duas estradas à nossa

frente.

Qual delas tomar é o que faz a diferença.

Normalmente os caminhos que oferecem menos

obstáculos são os mais escolhidos, são também,

por consequência, os mais perigosos; pois caminhando-se

por eles não se passa pelo estágio da

purificação, do aprendizado, da sublimação.

De forma oposta, os caminhos que oferecem

sacrifícios deixam experiência e é dessa experiência

que se abastece todo espírito criativo para a

superação (superação).

Permitir que o tempo e as condições governem

a nossa trajetória, não nos leva à realização

do nosso ideal pleno.

O homem existe para criar, fazer, interferir,

mudar, avançar. Portanto, tudo é consequência

dos nossos passos, rumo ao sucesso ou ao fracasso.

Temos todas as condição de torná-la realidade

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HAURIR CONHECIMENTO DIVINO

É entrar em sintonia com o Pai Celestial

REFLEXÃO DE BOA VONTADE

A riqueza que

provém do Céu

Por Paiva Netto

Rio de Janeiro - RJ

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas

e meus Irmãos, a grande felicidade de nossa vida

é a substantiva jornada ao entendimento das Normas

do Governo Divino de Jesus. Seguir por essa

senda luminosa é gáudio para o espírito perscrutador,

aquele que deseja haurir o Conhecimento

Pleno da Fonte da Água da Vida Eterna, disposta

pelo Cristo de Deus a todos que a buscam. Narra

João, o Evangelista-Profeta, no último livro da

Bíblia Sagrada, a respeito de sua visão mediúnica

da Nova Jerusalém, que lhe é apresentada por um

anjo, ou seja, uma Alma Bendita:

O ser espiritual-humano ecumenicamente esclarecido

pelo Evangelho-Apocalipse de Jesus enriquece

qualquer nação. Por isso, com urgência

necessita, por intermédio da prece, entrar em sintonia

com a Sabedoria Superior, que o Pai Celestial

nos tem a oferecer. Orar, do fundo da alma, movido

pelo espírito de generosidade, não faz mal nem

deixa ninguém alienado, como alguns apressadamente

ainda dizem por aí, numa demonstração de

pura ignorância das questões vitais, que demandam

ser aclaradas. Enquanto a criatura humana

não souber o que espiritualmente veio fazer

neste planeta, continuará dando topadas pelos

caminhos da vida.

1 E ele me mostrou o rio da água da Vida Eterna,

resplandecente como cristal, que sai do trono

de Deus e do Cristo.

2 No meio da sua praça, de uma e outra

margem do rio, está a Árvore da Vida Eterna, que

produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em

mês, e as suas folhas servem para a cura das nações

(Apocalipse, 22:1 e 2).

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Os meus olhos não enxergaram você...

O meu coração tá doendo,

Pois eu já te amava,

Mas você quis de mim se livrar...

Preferiu sua liberdade, preferiu ser amada

em diversas camas ao anoitecer,

Mas não me amou,

Eu sonhei com teu sorriso,

E hoje me assusto com ele.

Por quê?

Você não pensou em mim?

Por que não me acolheu em teus braços?

Juntos você e eu seríamos consolo,

Eu em teu ombro e você no meu.

Oh mamãe,

Então por que em teu ventre me gerou?

Se a teu lado não me queria...

Só posso a ti dizer pense bem antes de

cometer outro crime,

Pois meu coraçãozinho se partiu,

Ao sentir o mau a me olhar,

A sentir o seu ódio,

A sentir a sua dor ao ver que eu dentro de

você crescia.

Ainda estava me formando,

Pouco a pouco te amando,

Eu era propósito em tua vida,

Mas isso nem sequer notou,

Doí, como doí...

Queria ser teu,

Mas não sou,

Queria te enxergar, mas não posso,

Por um momento eu te amei,

Mas hoje isso passou.

Marcos Alberto de Oliveira Neto_Escritor

* Cursando o 1ª série do Ensino Médio

* Participante do Grupo de Jovens Escritores de Japoatã e da

Academia Estudantil, que será instalada em agosto de 2019.

Tendo como madrinha, Célia Mônica A. da Silva, coordenadora da

Escola Mun. Profª Eliete de Melo - Japoatã/SE

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O VALOR DO ESTUDO

E o empenho na execução da arte do amor

A arte do

Magnetismo

Por Jacob Melo

Natal - RN

Estudioso e praticante do Espiritismo e do Magnetismo há mais de

50 anos. Autor de vários livros sobre o tema, é um dos fundadores

do EMME, bem como da Casa que dirige: o Lar Espírita Alvorada

Nova, de Parnamirim (RN). Reside em Natal (RN). É formado em

Engenharia Civil e pós-graduado em Psicanálise.

A palavra arte se aplica a muitas coisas, especialmente

quando se refere a algo que transcende em seus resultados.

De outra forma, ela também é muito adequada

quando se percebe que esse algo oferece muitos meios e

caminhos para se realizar o que se objetiva e que, entretanto,

indica regras ou técnicas que precisam ser bem seguidas,

a fim de não por a perder o que se deseja expressar.

Por exemplo: cozinhar é considerado uma arte, dentre

outras coisas pelo enorme leque de possibilidades que

oferece na produção de pratos deliciosos e encantadores,

mas que se o “artista” se descuidar em alguns aspectos

poderá sofrer a decepção perante os resultados decorrentes

dos descuidos ou das quebras de regras da cozinha. E

mesmo quando dois cozinheiros usam os mesmos ingredientes

e fazem tudo dentro dos mesmos critérios, ainda

aí o sabor final difere um prato do outro, por conta de um

certo “toque” imperceptível aos olhos, mas crucial dentro

do contexto.

Temos no Magnetismo muito de arte. Como esta,

ele não pode – ou não deve – ser feito de qualquer maneira,

sem cuidados ou sem foco. A aplicação do Magnetismo

requer conhecimento dos elementos, tanto como das

regras para aplicá-lo com bons efeitos finais. A vontade é

um dos elementos mais fundamentais no processo artístico

de se vencer as enfermidades, porém sem as técnicas

pode-se comprometer o que se busca atingir. É pela vontade

que se exsuda, se exterioriza fluidos a serem “manipulados”,

e ainda é pela vontade que de certa forma se

direciona e se “dá ordens” (comandos mentais) para que

esses mesmos fluidos desempenhem os papeis para os quais

foram destinados.

Outro elemento de real valor é o conhecimento dos

princípios sob os quais o Magnetismo é bem conduzido.

Comparando com a arte de cozinhar, por exemplo: se você

precisa primeiro ferver determinada porção de massa e só

depois acrescentar outros elementos, se você assim não fizer

poderá vir a perder a massa. Por isso é bom ter em mente

que os princípios pedem respeito e atenção.

Conhecer a anatomia e a fisiologia do corpo humano

é ferramenta extremamente útil e que permite “requintes

na obra” que se executa com o Magnetismo. Há quem obtenha

grandes resultados sem conhecer muito bem essas matérias.

Mas para tal é preciso contar com habilidades naturais

e interferências espirituais, o que nem sempre e nem todos

conseguem a todo tempo.

Contudo, o toque essencial na receita dessa arte

abençoada é o sentimento íntimo, o empenho real, o toque

do amor pelo que se faz. Aí é que se encontra todo esplendor

dessa arte.

Portanto é preciso que se tenha saberes, nobres vontades,

dedicação, estudo, foco e doação verdadeira, local

onde tudo se reforça com a pureza dos sentimentos.

Fica aqui meu convite: sejamos artistas, os melhores

artistas que pudermos ser, pois o grande admirador de nossas

obras é o Senhor

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