Revista da Sociedade JUNHO 24p resolucao 1112 semcorte

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REVISTA

DA SOCIEDADE

DESDE 1967 | JUNHO | 2019 | GESTÃO 2019/2020

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

COMO

ESCOLHER

UM CONDOMÍNIO PARA

MORAR


Artigo

FRENAGEM

em tempos de disrupção

Alexandre Casaril

Nos próximos anos, a indústria automotiva irá

vivenciar ainda mais intensamente que nos últimos

tempos transformações tecnológicas muito significativas,

que serão impulsionadas por três grandes

correntes. Uma delas é a segurança, à medida que o

desenvolvimento de novos dispositivos e a otimização

de dispositivos existentes possibilitarão tornar a

circulação de veículos mais segura sem impactar o

custo dos mesmos de forma proibitiva. O desejo de

aumentar a segurança do condutor, dos passageiros

e também do ambiente onde está inserido o veículo,

incluindo pedestres e bens materiais, impulsionará

a utilização cada vez maior de dispositivos de segurança,

seja pelo desejo do consumidor ou mesmo por

força de legislação.

No Brasil, o Conselho Nacional de Trânsito

(Contran) estuda atualmente um conjunto com dezenas

de medidas que visam incrementar a segurança

no trânsito. Um dos passos mais importantes nessa

jornada em nosso País será a obrigatoriedade do ESC,

um dispositivo que utiliza artifícios de frenagem para

auxiliar o condutor em situações de perda iminente

do controle do veículo. A exemplo do que ocorreu

com os dispositivos de ABS e airbag em 2014, também

o ESC passará a ser obrigatório a partir de 2020

para novos modelos e se consolidará em 2024 para

toda gama de veículos.

Outra grande corrente de inovação, que vem

impulsionando a transformação da indústria automotiva

e o fará de forma cada vez mais contundente

nos próximos anos, é a eletrificação da tração veicular.

A demanda pela eliminação de agentes poluidores

oriundos de motores à combustão, principalmente

em ambientes urbanos, tem alavancado fortemente o

desenvolvimento de modelos elétricos cada vez mais

competitivos. A longo prazo, entende-se que a eletrificação

será uma solução mais sustentável do que a

combustão interna, sob os aspectos de interesse que

abrangem a construção, a utilização e a disposição de

veículos automotores.

Na perspectiva do sistema de freio, uma vez

que a eletrificação possibilita a regeneração de uma

grande fração da energia dissipada no controle de

velocidade do veículo, espera-se uma alteração significativa

no regime de serviço. Estudos comparativos

com veículos de passageiros indicam que em situações

comuns de trafegabilidade um veículo com motor

elétrico e capacidade de regeneração de energia

de frenagem pode reduzir em mais de 80% o número

de atuações do freio de fricção e em mais de 90% a

energia dissipada pelo mesmo, quando comparado a

um veículo de combustão interna, sem regeneração

de energia. Frente a estes dados, é pertinente admitir

que há grandes oportunidades para otimizar ou mesmo

redesenhar os sistemas de freio de fricção, além

de se utilizar materiais mais leves e tecnológicos em

benefício da redução de massa e em nome da eficiência

energética, buscando compensar o impacto das

baterias na massa total do veículo.

Uma terceira corrente que deverá impactar não

apenas a construção dos veículos automotores, mas

também o próprio relacionamento que temos com

eles é a ascensão da direção autônoma. Com um forte

apelo de segurança, ao passo em que eliminará o fator

humano da condução dos veículos, e também de produtividade,

visto que nosso tempo em deslocamento

poderá ser mais bem aproveitado, a direção autônoma

tem se mostrado promissora para virar realidade

num horizonte dos próximos 10 a 20 anos.

Essas e outras tecnologias foram discutidas

no 14º Colloquium Internacional SAE BRASIL de

Freios & Mostra de Engenharia – Controle de Movimentos,

que recebeu especialistas de renome no

mercado para discussões técnicas e trocas de experiência

nos dias 8 e 9 de maio, na Casa Perlage, em

Farroupilha, RS, com o objetivo de contribuir para a

competitividade da indústria brasileira neste cenário

de desafios.

Alexandre Casaril é chefe de Engenharia e Inovação

da Fras-le e chairperson do 14º Colloquium Internacional

SAE BRASIL de Freios & Mostra de Engenharia

– Controle de Movimentos

02 Revista da Sociedade


Palavra da

DIRETORIA

Cesar Antônio Vessani

Presidente

A engenharia é fator determinante para o desenvolvimento de uma nação. Por isso é fundamental

para o profissional da área desenvolver uma visão sistêmica do mundo.

No entanto, no Brasil é comum ouvirmos que o engenheiro é preocupado apenas com a técnica,

que é um profissional frio e insensível às questões sociais e políticas, que é “exato demais e

humano de menos”. Esse modelo não interessa a nós.

A atual diretoria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São José do

Rio Preto refuta a separação entre a teoria e a prática.

Compreendemos a não neutralidade da tecnociência e a sua importante relação com as forças

estruturantes da sociedade.

Acreditamos na concepção de opções tecnológicas que fomentem um desenvolvimento socialmente

justo, economicamente igualitário e ambientalmente responsável.

Com base nesses princípios, a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de

São José do Rio Preto vem incentivando a busca por conhecimento, por meio da realização de

palestras, cursos e debates.

Além de ampliar os horizontes do conhecimento, tais iniciativas também são consideradas

importantes ferramentas de aproximação dos profissionais da área, que atuam na região.

Por meio dessas atividades, a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São

José do Rio Preto está certa de que pode auxiliar no desenvolvimento da capacidade de análise

crítica dos profissionais sobre os papéis da engenharia e dos diferentes atores sociais públicos e

privados.

Revista da Sociedade 03


Índice

02 - Frenagem em tempos de

disrupção

REVISTA

DA SOCIEDADE

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Composição nova diretoria biênio

janeiro 2019 - dezembro 2020

03 - Palavra do presidente

05 - Como escolher um condomínio

para morar

Engenheiro Civil

Paulo Henrique da Silva

1º Vice-Presidente

Diretoria

Engenheiro Civil

Cesar Antônio Vessani

Presidente

Engenheiro Agrônomo

Maurício Tucci Marconi

2º Vice-Presidente

08 - Audi AI:ME traz visão da

mobilidade do futuro

Engenheiro Civil

Lucas Tamelini

1º Secretário

Engenheiro Agrônomo

Carlos Henrique Ravacci Pires

1º Tesoureiro

Engenheiro Eletricista

Fábio Henrique dos Reis

2º Secretário

Eng. Metalurgista e de Segurança

Ricardo Scandiuzzi Neto

2º Tesoureiro

13 - Cozinhas americanas: modernas

e práticas

18 - Veículos do futuro

Arquiteto

Marco Antônio Miceli

Diretor de Sede

Arquiteto

Antônio Sérgio Agustini

Diretor Cultural

Expediente

Engenheiro Civil

Rogério C. Azevedo Souza

Diretor de Esportes

Engenheiro Civil

Renato Luis Grollla

Diretor Social

Diretor de Produção

Vergílio Dalla Pria Jr.

Produção Gráfica

Thiago Dantas

Jornalismo

Marcelo Ferri | Mtb: 39.205/SP

Michelle Monte Mor | Mtb: 31.925/SP

Fotografia

Editora

Impressão

Gráfica São Sebastião

Logística

BR2

Distribuição Condomínio

Agora Eu Acho (17 3235-4141)

Tiragem

15.000 exemplares

Publicação mensal

A Revista da Sociedade é uma publicação mensal

da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto (AEAASJRP).

Rua Raul Silva, 1417, Nova Redentora

CEP 15090-260

São José do Rio Preto/SP

www.sociedadedosengenheiros.com.br

Fone: (17) 3227-7000 / 3305-7001

04 Revista da Sociedade


COMO

ESCOLHER

UM CONDOMÍNIO PARA

MORAR

Quem sonha em comprar o imóvel próprio deve levar em conta

uma série de fatores antes de fechar o negócio. Você sabe o que

avaliar ao escolher um condomínio? Além de decidir sobre casa

ou apartamento, valor de mercado e localização, é necessário

avaliar outros pontos importantes antes de assinar o contrato.

Revista da Sociedade 05


O comprador deve estar bem informado e consciente

para tomar a decisão certa. E escolher um bom

condomínio faz parte dessa escolha, seja de casas ou

apartamentos. Além de um imóvel com cômodos bem

distribuídos na planta, estrutura e aparência em perfeitas

condições, é muito importante levar em conta o

perfil do condomínio do qual ele faz parte.

Isso porque a utilização das áreas comuns e as

regras de condomínio são definidas de acordo com o

estilo e as necessidades dos moradores. Caso o perfil

dos condôminos seja muito distinto, isso pode gerar

desavenças, fazendo toda a diferença na sua qualidade

de vida e na da sua família.

Especialistas recomendam que se gaste no máximo

30% da renda com aluguel ou com a compra

do imóvel. O ideal é que essa faixa fique nos 25%.

Lembre-se da taxa condominial, também.

Para te ajudar a acertar na escolha, separamos

algumas dicas para escolher bem o condomínio, para

que seu sonho da casa própria não vire um pesadelo.

Confira:

1) O que você busca em um condomínio? 4) Custo-benefício

Aos procurar um condomínio, tenha em mente

quais são as suas prioridades, saiba exatamente aquilo

que você não dispensará. Quando você define suas

prioridades, fica mais fácil fazer escolhas difíceis na

hora de selecionar os locais. Não abra mão da sua

qualidade de vida e da sua família.

2) Verifique a convenção do condomínio

Lembre-se de pedir uma cópia da convenção

do condomínio. Esse documento reúne as regras de

convivência, bem como alguns artigos de lei a serem

obedecidos. A convenção deve ser cumprida, por isso

antes de pensar na compra do imóvel você precisa

estar ciente de cada detalhe ao qual você vai se comprometer.

3) Avalie a infraestrutura do condomínio

Ao visitar um apartamento ou casa, analise

toda infraestrutura do condomínio, desde fachadas

a áreas comuns. Verifique a existência de reformas

por fazer, rachaduras, mofos e infiltração. As áreas

comuns do prédio devem apresentar uma estrutura

adequada tanto quanto o imóvel que você escolheu.

Gostou do condomínio? Verifique as taxas para

saber se estão dentro do seu orçamento. Mas tente fazer

uma avaliação dos valores em relação às despesas

e benefícios que o condomínio possui. Por exemplo:

se oferece porteiro 24h; a quantidade de empregados

para limpeza; se há câmeras e todo um sistema de

segurança instalado; áreas de lazer com playground

para crianças, jardins ou piscina. Todos esses benefícios

demandam manutenção, portanto agregam o valor

e elevam o custo do condomínio. Tudo isso deve

ser levados em consideração. Peça um demonstrativo

de pelo menos 6 meses das taxas condominiais, para

saber o que mais causa impacto nos custos.

5) Tente conhecer seus vizinhos

Durante a procura do imóvel, vá até o local,

converse com os moradores, saiba como é o convívio

entre eles. Afinal, ninguém deseja morar em um

condomínio onde os vizinhos não se respeitam, ou

colaboram para o bem comum. Busque saber se o

condomínio aceita animais de estimação, se há muitas

crianças e se as pessoas são mais interativas ou

reservadas. Converse muito com o síndico, com moradores,

com o administrador, até com o porteiro.

06 Revista da Sociedade


6) Localização

Encontrou o imóvel no condomínio perfeito?

Lembre-se, no entanto, de verificar quantas saídas o

bairro tem para as demais localidades. Assim, você

evita dores de cabeça na hora de sair para trabalhar,

por exemplo. Para ajudar, faça um tour de casa para

o trabalho ou mesmo para os locais onde você mais

frequenta e perceba a fluidez do trajeto.

7) Segurança

A segurança dentro do condomínio também

é importante. Observe se o local possui sistema de

vigilância com câmeras e se estão em pleno funcionamento.

Verifique como funciona a entrada para visitantes.

8) Acessibilidade do bairro

Encontrou o imóvel no condomínio perfeito?

Lembre-se, no entanto, de verificar quantas saídas o

bairro tem para as demais localidades. Assim, você

evita dores de cabeça na hora de sair para trabalhar,

por exemplo. Para ajudar, faça um tour de casa para

o trabalho ou mesmo para os locais onde você mais

frequenta e perceba a fluidez do trajeto.

9) Situação do terreno

Enchentes, deslizamentos... Um aspecto importante

ao escolher um condomínio é verificar a situação

do terreno. Conheça mais sobre o histórico da

região onde se encontra o imóvel. Saiba se houve enchentes

nas proximidades e como funciona o sistema

de esgoto. Se informe também sobre coleta seletiva

de lixo e outras ações que contribuam para o meio

ambiente. Isso auxilia na valorização do imóvel.

Revista da Sociedade 07


Mobilidade

08 Revista da Sociedade


Mobilidade

Audi AI:ME

traz visão da

mobilidade do futuro

A Audi apresentou na China, durante a Auto

Shanghai 2019, o AI:ME, veículo conceito que traz a

visão da fabricante alemã sobre a mobilidade urbana

nas megacidades do futuro.

O protótipo é compacto, com interior espaçoso,

tração elétrica e tem capacidade autônoma nível

4, que permite aos ocupantes fazerem o que gostam

durante o trajeto.

Compacto só por fora

O Audi AI:ME tem 4,30 metros

de comprimento por

1,90 metro de largura, medidas que o colocam na categoria

dos carros compactos.

No entanto, o chassi de 2,77 metros e a altura

de 1,52metro indicam dimensões internas encontradas

geralmente em veículos de categoria superior.

O Audi AI:ME abriga com conforto até quatro

ocupantes, que podem desfrutar de uma variedade de

configurações para posicionar os bancos e de espaços

para armazenagem.

O surpreendente espaço interno é possibilitado

graças à arquitetura da tração elétrica, que permitiu

uma menor distância entre eixos, além da eliminação

do túnel do diferencial.

Inteligência artificial

Os sistema de inteligência artificial da Audi fazem

com que os veículos AI da marca sejam capazes

de aprender e pensar de maneira proativa e pessoal.

O Audi AI:ME tem capacidade de interagir

tanto com as passageiros, quanto com as redondezas,

adaptando-se da melhor forma frente às exigências

dos ocupantes.

O carro do futuro da Audi traz tais referências

no próprio nome. O AI é o sistema de inteligência artificial

(AI) e o ME representa a interação total com

os passageiros.

Autônomo Nível 4

O Audi AI:ME é projetado para uso na cidade

e condução autônoma Nível 4, o segundo nível mais

alto na escala internacional de automatização.

Embora o veículo não necessite de qualquer assistência

por parte do motorista, sua função é limitada

a uma área com infraestrutura especifica.

Quando fora destas áreas automatizadas, o

Audi AI:ME precisa um motorista e para isso o carro

traz volante tradicional e elementos de controle da

pedaleira.

O veículo e seus sistemas de comunicação e interação

funcionam através de movimentos dos olhos,

comando de voz e campos sensíveis ao toque.

O Audi AI:ME traz também sistemas que dão

boas-vindas aos ocupantes de acordo com seus níveis

de estresse.

Os algoritmos inteligentes capacitam o veículo

a conhecer cada vez melhor o motorista e suas opções

prediletas.

Audi AI:ME

O Audi AI:ME é o terceiro carro veículo visionário

apresentado pela fabricante alemã. O primeiro

foi o Audi AIcon, em 2017, no salão do automóvel de

Frankfurt (Alemanha).

No verão de 2018, a novidade foi o esportivo

PB 18.

Com o motor elétrico instalado no eixo traseiro

e capaz de mobilizar 125kw, o Audi AI:ME

roda predominantemente em velocidade entre 20 e

70Km/h.

Sua bateria tem capacidade de armazenagem

de 65 quilowatt/hora é suficiente para atender a tais

demandas.

Ainda neste ano, em setembro, a Audi promete

revelar seu quarto carro do futuro, no Salão do Automóvel

de Frankfurt, na Alemanha.

Revista da Sociedade 09


Mobilidade

10 Revista da Sociedade


RESOLUÇÃO Nº 1.112,

DE 28 DE MARÇO DE 2019.

Revoga o parágrafo único do art. 5º e altera o

art. 22 do Anexo I da Resolução nº 1.030, de 17

de dezembro de 2010, que institui o Programa

de Desenvolvimento Sustentável do Sistema Confea/Crea

e Mútua.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA

E AGRONOMIA – CONFEA, no uso das atribuições

que lhe confere o art. 27, alínea “f”, da

Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e

Considerando o Regulamento do Programa de

Desenvolvimento Sustentável do Sistema Confea/Crea

e Mútua – Prodesu, aprovado pelo

Anexo I da Resolução nº 1.030, de 17 de dezembro

de 2010;

Considerando que o parágrafo único do art. 5º

do Regulamento do Prodesu possibilita a contribuição

econômica, de órgãos ou entidades

integrantes da administração direta ou indireta

da União, Estados, Municípios ou do Distrito Federal,

atraindo para o referido diploma a legislação

aplicável aos recursos oriundos dos entes

públicos;

Considerando que efetivamente a composição

orçamentária encontra-se regulada nos incisos I,

II e III do art. 5º do Regulamento do Prodesu,

contemplando o Crea participante, o Confea e a

Mútua, com a origem discriminada dos recursos

em comento;

Considerando que se deve aplicar as normativas

que busquem uma maior eficiência e eficácia administrativa

ao convênio; e

Considerando o art. 24 da Lei nº 5.194, de 24

de dezembro de 1966, que disciplina a atividade

finalística do Confea e dos Creas quanto à

fiscalização do exercício profissional.

RESOLVE:

Art. 1º Revogar o parágrafo único do art. 5º do

Anexo I da Resolução nº 1.030, de 17 de dezembro

de 2010, que institui o Programa de Desenvolvimento

Sustentável do Sistema Confea/

Crea e Mútua – Prodesu, publicada no Diário

Oficial da União – DOU de 23 de dezembro de

2010 – Seção 1, págs 169 a 171.

Art. 2º Alterar o art. 22 do Anexo I da Resolução

nº 1.030, de 17 de dezembro de 2010,

publicada no Diário Oficial da União – DOU

de 23 de dezembro de 2010 – Seção 1, págs

169 a 171, que passa a vigorar com a seguinte

redação:

“Art. 22. A prestação de contas dos recursos repassados

obedecerá ao disposto nos normativos

federais que regulamentam o tema, no que couber.”

(NR)

Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de

sua publicação.

Brasília, 05 de abril de 2019.

Eng. Civ. Joel Krüger

Presidente

Publicada no DOU de 9 de abril de 2019, Seção

1 – página 133

Revista da Sociedade 11


Arquitetura

Neste projeto, feito para

clientes que adoram cozinhar

e receber amigos,

a sala de almoço ficou integrada

a cozinha, para

refeições rápidas e diárias

da família

12 Revista da Sociedade


Arquitetura

COZINHAS

AMERICANAS:

modernas e práticas

Essa opção é indicada para imóveis de pequena

e média metragem e para que gosta de ambientes integrados

e contemporâneos

Espaços integrados, amplitude, otimização de

espaços e contemporaneidade são as principais características

das cozinhas americanas. Também conhecida

como cozinha integrada ou gourmet, tem como

proposta unir dois ambientes: cozinha e sala de jantar

ou estar. A ideia de cozinha americana pressupõe

ambientes integrados e menos formais.

“Geralmente esse projeto agrada moradores

que curtem uma estética mais contemporânea e

é muito indicada para imóveis de pequena e média

metragens, pois eliminar paredes é uma solução que

amplia”, explicam as arquitetas Mayara Clá e Natasha

Haddad, da MN Arquitetura e Interiores. As

profissionais alertam que o essencial após escolher

esse tipo de cozinha é otimizar a planta e planejar os

armários com atenção.

Atualmente, os imóveis residenciais estão cada

vez menores e por isso, os projetos precisam ser inovadores.

Nesses casos, integrar é quase um imperativo.

Mas existem prós e contras da cozinha americana.

“A vantagem é que ter uma integração possibilita um

ambiente mais descolado e amplo. Entre as desvantagens

estão a falta de privacidade, o barulho e o odor

na hora de preparar uma refeição”, explica Marília

Veiga, profissional de design de interiores.

Apesar de parecer mais simples, nem sempre o

projeto de cozinha americana é mais barato que um

tradicional. De acordo com as arquitetas da MN Arquitetura,

o fato de ter de demolir paredes existentes

para a integração acaba sendo um custo. Por isso, a

cozinha americana tem mais a ver com estilo do que

custo. Por outro lado, se o imóvel já for projetado, o

custo é menor.

E por falar em estilo, as profissionais dão algumas

dicas sobre tendência em revestimentos e cores.

“A ideia de usar tons neutros como base, nas bancadas,

por exemplo, nos permite ousar nos revestimentos

das paredes e nas cores dos armários. Das

tendências atuais, o verde menta é o que tem nos chamada

mais atenção”.

A arquiteta Claudia Alionis explica que o conceito

de cozinha americana surgiu no século XX, mas

só era encontrado em casas da elite. Atualmente é

o estilo de cozinha mais pedido para os arquitetos.

“Para solteiros, que recebem bastante em casa, casais

mais novos, com filhos, a preferência é ter uma cozinha

fechada para o dia a dia, pois a demanda é muito

grande e difícil deixar organizado. Mas às vezes,

dependendo do projeto, podemos ter uma cozinha

gourmet e uma cozinha fechada para usar diariamente.

Meus projetos são sempre feito para cada perfil

individual do cliente, da família, do dia a dia familiar.

O importante é realmente deixar a casa com o gosto

e praticidade de cada jeito de viver e gosto. Gosto de

trabalhar com as cores, materiais naturais e dar prioridade

ao conforto”, conta.

Defina o seu estilo

Por ser muito específica, a cozinha americana

não depende só do projeto da casa ou do apartamento,

depende também do hábito do morador. “Um ponto

importante é que devido ao ambiente ser aberto e

integrado com outros espaços, deve-se manter organizado,

pois é um espaço que estará sempre em evidência.

Uma pessoa que gosta de cozinhar para grupo

de amigos, a cozinha americana é uma boa opção”,

explica a designer Marília Veiga.

Revista da Sociedade 13


14 Revista da Sociedade


Arquitetura

É necessário ficar atento à harmonização entre

os ambientes. “O cuidado com a cor dos armários,

os itens de decoração e a bancada, que em alguns

casos pode se estender para o ambiente mais próximo.

Tendo em vista que, pelo fato de ser um ambiente

inserido em outro espaço, há uma necessidade de

continuar o projeto. Outra dica importante é ter uma

boa coifa para obter uma boa sucção”, diz Marília

Veiga.

Profissionais do escritório Martins Valente

indicam a cozinha em estilo americano para pessoas

que adoram cozinhar e preferem integrar a cozinha

para receber amigos. Outro caso são projetos que

possuem uma cozinha muito pequena. Neles, a cozinha

americana dá mais amplitude ao ser integrada à

sala de estar.

Dicas para um projeto de cozinha americana:

- Aposta em cores neutras, como preto, branco

e cinza. Afinal, é um espaço que estará aberto para

a sala;

- A bancada é integrada, vale ressaltar que

sempre deve se pensar na beleza somada a função,

como um objeto de decoração. Entre os tons pode se

usar o branco, o acinzentado, e outros tons neutros,

depende muito da linguagem do ambiente. Outra

dica importante é fazer um frontão inteiro, fica mais

agradrável, traz estilo e proteção;

- Por segurança, evite pisos polidos;

- Por falar em pisos, lembre-se antes de escolher

que eles terão e conversar os dois ambientes

(cozinha e sala). Às vezes, é possível utilizar o mesmo

piso ou destacar um ambiente do outro, mas que

combinem;

- Bancadas e marcenaria em tons claros deixam

o ambiente mais clean e dão mais amplitude ao

espaço;

- O conceito de cozinha americana e aquela

separada da sala somente por um passa-pratos é diferente.

Na cozinha com passa-prato você tem mais

privacidade, é um ambiente mais isolado, não é um

ambiente que de fato integra com outros espaços.

Porém, é uma alternativa para quem quer interagir

com outro ambiente, mas manter a privacidade. Outra

opção é colocar uma porta de correr.

- Os moradores devem ter senso de organização,

pois a cozinha ficará exposta para a sala. Por

isso é importante deixar sempre tudo no lugar. Assim

como a organização, a limpeza também é super

importante.

- Esteja ciente que os ruídos da cozinha e da

sala vão se misturar e isso pode ser um problema

para algumas pessoas. Quem curte assistir séries na

TV da sala, por exemplo, vai ter que se acostumar

com o barulho mais intenso vindo da cozinha.

- É preciso ter uma boa coifa. Se você não curte

esse item, melhor desistir da ideia de ter uma cozinha

americana. Ele é indispensável para que a fumaça

e gordura não se espalhem para a sala.

- Uma ideia bacana é investir em armários

planejados, prateleiras, nichos e outros locais embutidos,

para guardar todos os utensílios possíveis.

Essa alternativa é ótima para que não sobre nada

de bagunça visível para quem circular pela sala ou

cozinha.

Fonte: MN Arquitetura e Interiores; Marília Veiga,

designer de interiores; arquiteta Claudia Alionis e escritório

Martins Valente

Revista da Sociedade 15


Arquitetura

16 Revista da Sociedade


Arquitetura

Revista da Sociedade 17


Tecnologia

18 Revista da Sociedade


Tecnologia

Veículos

do

futuro

Montadoras revelam tecnologias dos carros na Consumer

Electronics Show (CES), em Las Vegas, nos EUA

Os veículos autônomos hoje já são uma realidade

em algumas cidades do mundo. Com tanta

tecnologia disponível, os carros estão cada vez mais

inteligentes. “Avisam” quando o motorista queima

a faixa de rolamento, estacionam sozinhos e alguns

oferecem até serviço de concierge.

Muito em breve, os carros autônomos ganharão

as ruas e, pensando nisso, algumas marcas aproveitam

as feiras de tecnologia, como a Consumer

Electronics Show (CES), que aconteceu em janeiro,

em Las Vegas, nos EUA, para mostrar sua visão da

mobilidade do futuro. Além de sistemas de entretenimento

de bordo, a feira reuniu novidades em design,

inteligência artificial e assistentes pessoais para carros

sem motorista.

Equipados com computadores, os veículos deverão

aprender a “falar” com os motoristas/usuários.

Entre as marcas que revelaram suas novidades futurísticas

na CES, a feira de alta tecnologia, estão a

BMW, Hyundai, Nissan, Kia, Audi, FCA, Ford, Honda

e Daimler (Mercedes-Benz). Enquanto algumas

levaram estandes enxutos e mais simples, outras

aproveitaram para fazer grandes revelações.

BMW revela condução totalmente conectada

Durante a CES, entre os principais destaques

apresentados pelo BMW Group, estavam a Realidade

Mista, revelada no carro-conceito BMW iNEXT;

o protótipo de motocicleta autônoma da BMW Motorrad,

baseada na maxi trail BMW R 12000 GS, capaz

de fazer manobras sem piloto; e o Assistente Pessoal

Inteligente BMW, presente em modelos BMW,

entre eles os novos Série 3, X5 e X7.

O grande destaque da montadora alemã foi o

BMW Vision iNEXT. Com produção em série prevista

para 2021, o SUV BMW Vision iNEXT pretende

oferece uma experiência de condução virtual,

totalmente conectada, autônoma e livre de emissões.

Durante a CES, os visitantes puderam passar

por uma experiência imersiva, imaginando o passeio

durante um dia do ano de 2025, em uma megacidade

futurista como paisagem. Logo no início, o Assistente

Pessoal Inteligente da BMW sugeria a agenda

para o dia e planejava o percurso. Por meio de óculos

de realidade virtual, o condutor mergulhava em um

mundo virtual, inicialmente no comando do veículo,

e em seguida o deixando o veículo assumir no modo

autônomo, momento em que o volante e o pedal desaparecem,

ampliando o espaço na cabine.

A partir daí, a interação maior era com o assistente

pessoal, que fazia sugestões e controlava vários

serviços digitais para o motorista, desde realizar

uma videoconferência até fazer compras e comparti-

Revista da Sociedade 19


Tecnologia

lhar documentos, neste que agora é o “escritório móvel”

do motorista.

A cabine do BMW Vision iNEXT, foi projetada

para melhorar a qualidade de vida do motorista

/ usuário como um “espaço favorito” ideal para relaxar,

interagir, entreter-se ou se concentrar. Além

dos painéis digitais e volante, não há outras telas ou

controles no interior do modelo conceito.

Outra atração da BMW foi uma versão futurista

de barraca de camping. O projeto foi concebido por

meio de uma colaboração entre a Designworks, uma

empresa do BMW Group, e a fabricante norte-americana

de equipamentos e vestuário The North Face.

O abrigo foi desenvolvido para apresentar um tecido

inovador da The North Face e chamado FUTURE-

LIGHT , que utiliza a tecnologia Nanospinning

para criar o material mais avançado, respirável e impermeável

do mundo.

Nissan aposta em realidade virtual

A japonesa Nissan fez uma imersão no futuro

e mostrou que, além dos carros autônomos, também

usaremos óculos de realidade virtual quando viajarmos

com eles. Desta forma, o motorista poderá, por

exemplo, substituir um dia de chuva por uma paisagem

ensolarada. Ou se estiver viajando sozinho, a realidade

virtual poderá inserir um amigo no banco ao

lado. A Nissan chamou essa tecnologia de Invisible-

-to-Visible, que ajuda os motoristas a “enxergarem o

invisível” ao mesclar o mundo real e virtual.

Outra atração da Nissan foi o LEAF e+, seu

carro elétrico com mais potência e autonomia.O “e+”

se refere à maior densidade de energia da bateria do

modelo, mesmo com um tamanho similar ao da bateria

do LEAF comercializado atualmente, além da

maior potência disponibilizada pelo modelo elétrico.

O novo motor do LEAF e+ oferece aproximadamente

40% a mais de autonomia ao carro elétrico.

Equipado com o sistema semiautônomo de

condução ProPILOT*1 e o modo e-Pedal, que permite

dirigir utilizando apenas um pedal, o LEAF e+

se diferencia pela frente redesenhada com destaques

em azul e o logo “e+” abaixo da tomada de recarga.

O veículo elétrico deve chegar às concessionárias do

Japão no fim de janeiro de 2019. Já as vendas nos Estados

Unidos devem começar no segundo trimestre

de 2019.

Sistema da KIA avalia expressões faciais

Em seu estande na CES 2019, a Kia Motors

apresentou o conceito de “direção emotiva”. Ao entrar

no veículo, as expressões faciais, a frequência

cardíaca e a atividade eletrodérmica do passageiro

são rastreadas. A partir daí, uma série de atividades

são sugeridas. Se ele estiver alegre, poderá desfrutar

de um jogo em realidade aumentada. Se estiver triste,

o carro poderá escolher o caminho mais bonito para

distrai-lo.

A “Condução Adaptável às Emoções em Tempo

Real” (R.E.A.D.) mira um futuro no qual os veículos

terão o potencial de dirigir sozinhos. A marca

coreana montou uma cabine interativa inspirada na

inteligência artificial e centralizada nos sentidos humanos.

A tecnologia permite que o sistema estabe-

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Tecnologia

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Tecnologia

leça uma linha de base no comportamento

do usuário e, em seguida,

identifique padrões e tendências

para personalizá-la.

Veículos da Ford vão “ouvir”

e “conversar”

É isso mesmo. A Ford anunciou

na CES, a maior feira de tecnologia

do mundo, que vai oferecer

a tecnologia de comunicação do veículo-com-tudo

pelo celular, a chamada

C-V2X, em todos os seus veículos

novos nos Estados Unidos, a

partir de 2022.

A C-V2X é uma tecnologia de

comunicação sem fio que permite

aos veículos “ouvir” e “conversar”

uns com os outros, com os pedestres

e com a infraestrutura de trânsito

para transmitir informações

de segurança e ajudar a criar um

sistema de transporte inteligente e

conectado.

A C-V2X foi planejada para

operar com a rede de celular 5G.

Ela permite a comunicação direta

entre os dispositivos conectados.

Ou seja, o sinal não precisa viajar

primeiro para uma torre de celular,

por isso é muito rápida.

Ela também complementa

outros sistemas de assistência ao

motorista, como sensores de radar

e câmera, que usam processos computacionais

similares.

“Atravessar cruzamentos, por

exemplo, será muito mais fácil com

a C-V2X, pois os veículos poderão

se comunicar entre si para negociar

qual tem a preferência.

Da mesma forma, um carro

envolvido em um acidente pode informar

a ocorrência para os demais

e um pedestre na pista com telefone

celular pode ser localizado pelos

veículos, mesmo se estiver fora do

campo de visão”, diz Don Butler, diretor

executivo de Veículos Conectados

da Ford.

Harley-Davidson mostra

sua motocicleta elétrica

Outra que inovou na Consumer

Electronics Show foi a Harley-

-Davidson. A marca apresentou a

LiveWire, sua primeira motocicleta

elétrica. Com propulsão elétrica de

alto desempenho e conectividade celular

para o motociclista a LiveWire

acelera de 0 a 100 km/h em menos

de 3,5 segundos. O torque é fornecido

pelo motor H-D Revelation, que

produz 100% de seu torque nominal

no momento em que o acelerador é

acionado. O motor elétrico não requer

embreagem nem troca de marchas

A motocicleta é equipada com

H-D Connect, que conecta motociclistas

com suas motos por meio de

uma unidade telemática. Com isso, o

piloto tem informações sobre status

da carga da bateria e a autonomia

disponível ; recebem alerta de violação

e localização do veículo; além de

lembretes e notificações de revisão

e serviço. A motocicleta elétrica da

Harley-Davidson tem capacidade de

percorrer cerca de 180 quilômetros

de vias urbanas com uma única carga

completa.

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