Revista da Sociedade JULHO RESOLUÇÃO 1117 semcorte

revistaordem

REVISTA

DA SOCIEDADE

GESTÃO 2019/2020

DESDE 1967 | JULHO | 2019

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

IMPRESSORAS 3D,

TECNOLOGIA DO PRESENTE


02 Revista da Sociedade


Palavra da Diretoria

CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO

Gostaria primeiramente de agradecer a

você por estar lendo a edição de estreia

da Revista Sociedade, publicação mensal

da Associação dos Engenheiros, Arquitetos

e Agrônomos de São José do Rio Preto

– SP.

A cada edição você vai ter a chance de

acompanhar alguns dos principais fatos e novidades

que envolvem as atuais 34 ramificações da

engenharia, além de arquitetura e urbanismo.

Também vai ficar por dentro da programação de

cursos, palestras e eventos da associação.

Ao lado da promoção e realização de diversos

cursos e palestras, a Revista Sociedade surge

como mais uma iniciativa que reforça a busca da

atual diretoria em recriar a associação como ambiente

de aproximação, aprendizagem, reflexões

e debates sobre os rumos da profissão.

O momento pede que o engenheiro deixe

de ser visto como profissional preocupado apenas

com a técnica, alguém frio e insensível às questões

sociais e políticas.

A engenharia é fator determinante para o

desenvolvimento de uma nação e por isso é fundamental

para o profissional da área desenvolver

uma visão sistêmica do mundo.

O modelo “exato demais e humano de menos”

não pode mais a nós interessar.

Associação dos Engenheiros, Arquitetos

e Agrônomos de São José do Rio Preto acredita

que pode auxiliar no desenvolvimento da capacidade

de análise crítica dos profissionais sobre

os papéis da engenharia e dos diferentes atores

sociais públicos e privados.

César Antônio Vessani, presidente da Associação

dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São

José do Rio Preto

Revista da Sociedade 03


ÍNDICE

3 - Palavra da Diretoria

Conhecimento e desenvolvimento

5 - Arquitetura

A vez da cozinha

8 - Urbanismo

A cidade do futuro de Da Vinci

10 - Artigo

Veículos elétricos são viáveis no Brasil?

GESTÃO 2019/2020

Engenheiro Civil

Paulo Henrique da Silva

1º Vice-Presidente

REVISTA

DA SOCIEDADE

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Composição nova diretoria biênio

janeiro 2019 - dezembro 2020

Diretoria

Engenheiro Civil

Cesar Antônio Vessani

Presidente

Engenheiro Agrônomo

Maurício Tucci Marconi

2º Vice-Presidente

12 - Sustentabilidade

Garrafas plásticas viram carpetes e tapetes automotivos

16 - Tecnologia

Impressoras 3D, tecnologia do presente

22 - Engenharia

Cinco tendências do futuro da engenharia

Engenheiro Civil

Lucas Tamelini

1º Secretário

Engenheiro Agrônomo

Carlos Henrique Ravacci Pires

1º Tesoureiro

Arquiteto

Marco Antônio Miceli

Diretor de Sede

Arquiteto

Antônio Sérgio Agustini

Diretor Cultural

Engenheiro Eletricista

Fábio Henrique dos Reis

2º Secretário

Eng. Metalurgista e de Segurança

Ricardo Scandiuzzi Neto

2º Tesoureiro

Engenheiro Civil

Rogério C. Azevedo Souza

Diretor de Esportes

Engenheiro Civil

Renato Luis Grollla

Diretor Social

Expediente

Diretor de Produção

Vergílio Dalla Pria Jr.

Produção Gráfica

Thiago Dantas

Jornalismo

Marcelo Ferri | Mtb: 39.205/SP

Michelle Monte Mor | Mtb: 31.925/SP

Fotografia

Editora

Impressão

Gráfica São Sebastião

Tiragem

15.000 exemplares

Publicação mensal

A Revista da Sociedade é uma publicação mensal

da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto (AEAASJRP).

Rua Raul Silva, 1417, Nova Redentora

CEP 15090-260

São José do Rio Preto/SP

www.sociedadedosengenheiros.com.br

Fone: (17) 3227-7000

04 Revista da Sociedade


Arquitetura

A VEZ DA COZINHA

Espaço ganha destaque nos projetos e se integra a outros

ambientes da casa

Revista da Sociedade 05


GESTÃO 2019/2020

Arquitetura

As cozinhas estão cada vez mais funcionais e modernas.

Além de um ambiente planejado para preparar alimentos,

a cozinha também funciona como um local para receber

amigos. Com diversas opções de projetos, um dos

principais atualmente é a chamada cozinha americana.

Com espaços integrados, as cozinhas americanas oferecem

diversas vantagens. Como não há paredes, somente uma divisão

por balcão, ilha ou mesa, são mais vistas em apartamentos pequenos,

mas podem ser usadas em vários tipos e tamanhos de

ambiente.

Esse tipo de projeto é indicado por quem busca integração

e funcionalidade na construção. Também conhecida como cozinha

integrada ou gourmet, tem como proposta unir dois ambientes:

cozinha e sala de jantar ou estar. A ideia de cozinha americana

pressupõe ambientes integrados e menos formais.

“Geralmente sugerimos a cozinha americana para clientes

que adoram cozinhar e preferem integrar a cozinha para receber

amigos e também quando a cozinha é muito pequena para dar

mais amplitude aos espaços integrando com o living”, explicam

as arquitetas Debora Valente e Marta Martins.

Apesar de parecer mais simples, nem sempre o projeto de

cozinha americana é mais barato que um tradicional. Se for necessário

demolir paredes existentes para a integração, o custo acaba

sendo maior. Por isso, a cozinha americana tem mais a ver com

estilo do que com economia. Por outro lado, se o imóvel já for

projetado o custo é menor.

“Geralmente esse projeto agrada moradores que curtem

uma estética mais contemporânea e é muito indicada para imóveis

de pequena e média metragens, pois eliminar paredes é uma solução

que amplia”, explicam as arquitetas Mayara Clá e Natasha

Haddad. As profissionais alertam que o essencial após escolher

esse tipo de cozinha é otimizar a planta e planejar os armários

com atenção.

Atualmente, os imóveis residenciais estão cada vez menores

e por isso, os projetos precisam ser inovadores. Outra dica é usar

tons neutros como base, por exemplo, nas bancadas. Isso permite

ousar nos revestimentos das paredes e nas cores dos armários.

De acordo com a arquiteta Claudia Alionis, o conceito de

cozinha americana surgiu no século 20, mas só era encontrado

em casas da elite. Atualmente é o estilo de cozinha mais pedido

para os arquitetos. “Para solteiros, que recebem bastante em casa,

casais mais novos, com filhos, a preferência é ter uma cozinha fechada

para o dia a dia, pois a demanda é muito grande e difícil

deixar organizado. Mas às vezes, dependendo do projeto, pode-

06 Revista da Sociedade


Arquitetura

mos ter uma cozinha gourmet e uma cozinha

fechada para usar diariamente. O importante é

realmente deixar a casa com o gosto e praticidade

de cada jeito de viver e gosto”, conta.

Ambiente integrado: atenção às desvantagens

Antes de definir o projeto é importante

avaliar as vantagens e desvantagens da cozinha

americana. Se por um lado a integração possibilita

um ambiente mais descolado e amplo, por

outro há a falta de privacidade, o barulho e o

odor na hora de preparar uma refeição.

Tenha em mente que por ser um ambiente

aberto, durante o preparo de uma refeição, pode

acontecer do cheiro e fumaça se espalharem

pela casa. Porém, há como evitar que isso aconteça

investindo em uma boa coifa ou depurador.

Porque investir em uma cozinha americana

A principal vantagem é a integração dos

ambientes. Nesse tipo de projeto é possível integrar

dois cômodos ou mais. Sem divisões e

paredes, o espaço fica mais amplo, e o ambiente

mais acolhedor, já que é possível observar todas

as pessoas presentes e manter uma conversa.

Além disso, o acesso é prático, rápido e fácil a

qualquer produto na cozinha.

A cozinha americana também facilita o

planejamento de móveis feitos sob medida. Com

o auxílio de um profissional, é possível ampliar

e aperfeiçoar esse ambiente e o uso desses itens,

até mesmo os menores. Isso deixa a cozinha ainda

mais funcional e compacta.

Outro ponto positivo é que a cozinha

americana é uma ótima opção para espaços pequenos.

A integração entre cômodos e a abertura

proporcionam uma sensação de amplitude

e conforto. E por causa dessa integração, esse

tipo de cozinha tem mais iluminação do que

uma cozinha comum. Com menos paredes e

mais janelas há mais luz e ventilação entrando.

Dicas para um projeto de cozinha americana:

- Invista em cores neutras, como preto,

branco e cinza;

- A bancada é integrada, vale ressaltar

que sempre deve se pensar na beleza somada a

função. Entre os tons opte pelo branco, o acinzentado,

e outras cores neutras;

- Evite pisos polidos, por segurança;

- Por falar em pisos, lembre-se antes de

escolher que eles terão de ‘conversar’ com os

dois ambientes (cozinha e sala). Às vezes, é possível

utilizar o mesmo piso ou destacar um ambiente

do outro, mas que combinem;

- Bancadas e marcenaria em tons claros

deixam o ambiente mais clean e dão mais amplitude

ao espaço;

- O conceito de cozinha americana e aquela

separada da sala somente por um passa-pratos

é diferente. Na cozinha com passa-prato

você tem mais privacidade. Mais isolado, não

é um ambiente que de fato integra com outros

espaços. Porém, é uma alternativa para quem

quer interagir com outro ambiente, mas manter

a privacidade. Outra opção é colocar uma porta

de correr.

- Esteja ciente que os ruídos da cozinha e

da sala vão se misturar e isso pode ser um problema

para algumas pessoas. Quem curte assistir

séries na TV da sala, por exemplo, vai ter

que se acostumar com o barulho mais intenso

vindo da cozinha.

Revista da Sociedade 07


Urbanismo

08 Revista da Sociedade


Urbanismo

A CIDADE DO FUTURO DE DA VINCI

Entre as ideias do gênio que morreu há 500

anos, uma é considerada o primeiro planejamento

urbano do mundo ocidental

Quinhentos anos depois de sua morte, Leonardo di

Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da

Vinci, continua a impressionar por sua genialidade.

Entre suas contribuições para a arte e a ciência,

uma que chama a atenção até hoje é a cidade do futuro.

Presente nas listas de principais ideias do gênio, a

cidade do futuro traz a engenharia em sua essência. É a

aplicação do conhecimento científico, econômico, social

e prático, com intuito de melhorar estruturas, sistemas e

processos.

Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, na Itália, em

15 de abril de 1452. Morreu em Amboise, na França, no dia

2 de maio de 1519.

Sobrevivente do surto de peste bubônica que matou

cerca de um terço da população de Milão entre 1484 e

1485, notou que a peste atingia mais as áreas urbanas do

que as rurais.

Também percebeu que as péssimas condições sanitárias

das cidades contribuíam para espalhar doenças. Foi

quando inspirou-se em conceitos renascentistas para elaborar

o que é conhecido como o primeiro planejamento urbano

do mundo ocidental.

Os desenhos de Da Vinci trazem uma cidade dividida

em camadas e todo descarte humano seria conduzido por

um sistema de canais até o nível inferior.

Ao dividir a cidade verticalmente, Da Vinci buscou

separar as áreas usadas para comércio e transporte daquelas

para lazer e moradia.

Em um nível inferior fica a zona comercial, onde

transitariam as carroças e cavalos. Um segundo nível traz

uma área elevada e reservada para a passagem de pedestres.

Por último, uma camada subterrânea ligaria a rede

de canais diretamente aos porões dos prédios, para que os

produtos e mantimentos fossem descarregados e armazenados

ali.

Na cidade do futuro havia planos até para um sistema

de distribuição de água limpa, usando bombeamento bem

semelhante aos utilizados hoje em dia, cinco séculos depois.

Revista da Sociedade 09


Artigo

VEÍCULOS ELÉTRICOS

SÃO VIÁVEIS NO BRASIL?

Em sintonia com a tendência mundial a

evolução do transporte elétrico no Brasil

pode ser dada como certa no contexto

dos negócios relacionados à mobilidade,

em toda a sua abrangência. Os sinais são

evidentes no país pela presença - maior a cada

ano - de produtos e soluções em veículos, eletropostos

e subsegmentos eletrificados, como

patinetes e bicicletas, além de iniciativas de

startups e importadoras que só fazem aumentar

com a eletromobilidade.

No quesito tecnologias, a eletrificação começa

agora avançar para modais como a aviação.

Não é de hoje que isso acontece. O programa

SORA-e gerou o primeiro avião elétrico

tripulado de dois lugares produzido na América

Latina, que fez seu primeiro voo sobre São José

dos Campos – SP em 2015. Porém, atualmente

grandes grupos do segmento anunciaram o

início de atividades efetivas para o desenvolvimento

de aeronaves elétricas tripuladas.

Possibilidades à parte é preciso considerar

que a infraestrutura de recarga para a mobilidade

terrestre está entre os desafios a que os

veículos elétricos tenham seu uso intensificado

no Brasil, na medida da necessidade de uma nação

como a nossa, de dimensões continentais. A

dificuldade é real, mas iniciativas como o Corredor

Elétrico Sul, que estabelece condições de

recarga entre Curitiba – PR e Florianópolis –

SC, já estão em prática com o objetivo da criação

de uma malha de estações capaz de tornar

viáveis as viagens em trechos de longos percursos

intermunicipais e interestaduais.

A importância da criação de eletrovias é

indiscutível, mas essa é apenas uma parte do

complexo universo sinérgico que envolve a eletromobilidade

no Brasil, onde, diga-se, faltam

usuários. Ainda carecemos de medidas capazes

de alavancar a introdução massiva de veículos

leves e pesados propelidos por eletrificação na

frota local.

10 Revista da Sociedade


Artigo

Nessa ótica o transporte público de passageiros

e de cargas é o que se mostra mais

propício à criação de rotas e ao uso de estrutura

planejada. No entanto, a infraestrutura

para recarga de baterias de uma frota de ônibus

elétricos é outro desafio a ser resolvido, no mínimo

quanto aos seus custos, implicações para

o entorno e a própria manutenção do sistema.

Mundo afora, os países que decidiram

pela adoção dos propulsores elétricos antes de

nós ainda trabalham na tarefa de descobrir soluções

locais para fazer do elétrico um negócio

rentável. É assim que deve ser. Soluções são

sempre o melhor que se pode fazer por um determinado

tempo, até que novas saídas sejam

necessárias.

Enquanto o governo alemão introduziu

bônus ambiental para fomentar a compra de

carros elétricos para alcançar a meta de 1 milhão

de veículos no país até 2020, a qual está

longe de conseguir, a Noruega ostenta a maior

concentração mundial de carros elétricos em

relação ao número de habitantes.

Por aqui a cadência é outra, e as oportunidades

também. São imperativas neste momento

a discussão, atualização e análise do estado da

arte do mercado com as novas iniciativas e lançamentos,

perante o panorama industrial e econômico,

a política industrial representada no

ROTA 2030 e o envolvimento do setor elétrico

em projetos e modelos de negócio para eletromobilidade

no País.

Esse será basicamente o foco do Simpósio

SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos,

agendado para 13 de agosto, em São Paulo.

Enquanto isso, o movimento brasileiro

rumo à eletromobilidade segue seu curso.

Duas montadoras presentes no País instalaram

suas manufaturas de VEs por aqui, uma para

a fabricação de veículos leves (híbridos-etanol

flexfuel) e outra para pesados - ônibus (híbrido-

-elétrico flexfuel), e caminhão (puro elétrico),

já em operação em uma distribuidora de bebidas

parceira no projeto. Sim, os elétricos são

viáveis no Brasil.

Ricardo Takahira é engenheiro eletricista

e presidente do 8º Simpósio SAE Brasil de Veículos

Elétricos e Híbridos. É consultor sênior na

Research & Technology, sócio fundador da startup

Key Advanced Technology, professor universitário

de pós-graduação na Facens e no Instituto Mauá

de Tecnologia, nas cadeiras de Veículos Elétricos,

Mobilidade e Conectividade, tendo prestado serviços

para o Projeto de Cooperação Internacional

em Eletromobilidade em Brasília em parceria com

ministérios

Revista da Sociedade 11


Sustentabilidade

12 Revista da Sociedade


Sustentabilidade

GARRAFAS PLÁSTICAS VIRAM

CARPETES E TAPETES AUTOMOTIVOS

Fabricante automotiva Ford vem transformando garrafas

plásticas em tapetes e carpetes para seus veículos

A

cada minuto, 1 milhão de garrafas plásticas são compradas

ao redor do mundo. Levando em consideração a estimativa,

são 526 bilhões de garrafas plásticas por ano e a maioria

acaba descartadas em aterros, rios e oceanos.

Em meio a tanto lixo que vem colocando espécies, em especial

as marinhas, em risco, a Ford encontrou um modo inteligente de

reciclar esse material, transformando-o em acessórios para veículos.

Cada EcoSport, por exemplo, leva o equivalente a 470 garrafas

plásticas em material reciclado na forma de tapetes e carpetes.

Desde o lançamento da nova geração global do utilitário esportivo,

em 2012, mais de 650 milhões de garrafas já foram recicladas

para esse fim. Enfileiradas, as mais de 8 mil toneladas de

plástico dariam duas voltas ao redor do mundo.

Há tempos

A Ford começou a usar plástico reciclado em seus veículos há

mais de 20 anos, no Mondeo. Hoje, a fabricante recicla 1,2 bilhão de

garrafas PET por ano em todo o mundo para a produção de componentes

automotivos, presentes em todos os seus modelos, desde o

Ka, Ranger e Edge ST até o Mustang.

“Hoje os consumidores têm consciência maior do dano que o

descarte de plástico pode causar ao ambiente. Mas há muito tempo

trabalhamos com a missão de aumentar o uso de materiais reciclados

e renováveis nos nossos veículos”, diz Tony Weatherhead, engenheiro

de materiais da Ford na Europa.

O processo para transformar plástico em tapetes e carpetes

começa com a fragmentação das garrafas e tampas em pequenos

flocos. Depois, em empresas especializadas, esses flocos são fundidos

a 260°C e extrudados em fibras com a espessura de um fio de

cabelo. Essas fibras são então combinadas com outras e passam por

um processo têxtil, formando o material que dá origem ao carpete.

Brasil

Todos os tapetes e carpetes dos veículos da Ford produzidos

no Brasil contêm PET reciclado.

O trabalho realizado nos laboratórios globais da marca para

desenvolver melhores materiais, tanto em termos de durabilidade

como de impacto ambiental, é complementado por pesquisas locais

de matérias-primas de origem natural.

Um exemplo é a fibra de juta, que foi adicionada ao polipropileno

no compósito usado na fabricação da tampa do porta-malas do

Ka, com ganhos de resistência, redução de peso e sustentabilidade.

“A sustentabilidade é um dos pilares do sistema de desenvolvimento

de produto da Ford. Por isso, em todos os projetos de veículos

aplicamos a filosofia dos 4R para reduzir, reutilizar, reciclar

e repensar o consumo de materiais e insumos, pesquisando novas

tecnologias e processos”, diz Cristiane Gonçalves, supervisora de

Engenharia de Materiais da Ford América do Sul.

Revista da Sociedade 13


RESOLUÇÃO Nº 1.117, DE 28 DE JUNHO DE 2019.

Aprova o regulamento eleitoral para as

eleições dos membros da Diretoria da

Caixa de Assistência dos Profissionais do

Crea: diretor-geral, diretor-financeiro e diretor-administrativo.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGE-

NHARIA E AGRONOMIA – CONFEA,

no uso das atribuições que lhe confere o

art. 27, alínea “f”, da Lei n° 5.194, de 24

de dezembro de 1966, e

Considerando o disposto no art. 18 da

Resolução nº 1.020, de 8 de dezembro

de 2006 - Estatuto da Mútua, pelo qual a

Caixa de Assistência dos Profissionais do

Crea será administrada por uma Diretoria-

-Regional composta por três profissionais

do Sistema, quais sejam: diretor-geral, diretor-financeiro

e diretor-administrativo;

Considerando que o § 1°, do art. 18, da

Resolução nº 1.020, de 8 de dezembro

de 2006 - Estatuto da Mútua dispõe que

os mandatos dos diretores regionais serão

de três anos, coincidentes com o do

presidente do Crea, permitida uma recondução,

sendo o seu exercício gratuito e

honorífico;

Considerando a Resolução nº 1.114, de

26 de abril de 2019 - Regulamento eleitoral

para as eleições de presidentes do

Confea e dos Creas e de conselheiros federais;

Considerando a necessidade de adequação

do normativo que trata das eleições

dos membros da Diretoria da Caixa de

Assistência dos Profissionais do Crea;

Considerando que o processo eleitoral

deve ser organizado de forma a assegurar

a unidade de ação entre o Confea e

os Creas, preconizada no art. 24 da Lei

nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar o regulamento eleitoral

para as eleições dos membros da Diretoria

da Caixa de Assistência dos Profissionais

do Crea: diretor-geral, diretor-administrativo

e diretor-financeiro.

TÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES COMUNS

CAPÍTULO I

DAS ELEIÇÕES

Art. 2º O processo eleitoral terá início

com a convocação da eleição pela Comissão

Eleitoral Federal - CEF e será concluído

com a homologação do resultado pelo

Plenário do Confea.

Art. 3º O calendário eleitoral será proposto

pela CEF e aprovado pelo Plenário do

Confea.

Art. 4º A eleição será convocada pela CEF

por meio de edital, que será publicado no

Diário Oficial da União – DOU e disponibilizado

no sítio eletrônico do Confea.

Parágrafo único. O edital deverá conter,

obrigatoriamente, as principais datas do

calendário eleitoral, inclusive o dia da

eleição, os locais, horários, condições e

prazos para registro de candidatura bem

como os sítios eletrônicos para acompanhamento

do pleito e obtenção do Regulamento

Eleitoral e de todos os demais atos

administrativos normativos, referentes ao

processo eleitoral.

Art. 5º As eleições dos membros da Diretoria

da Caixa de Assistência dos profissionais

do Crea ocorrerão em turno único,

pelo voto direto e secreto dos eleitores,

sendo considerado eleito o candidato que

14 Revista da Sociedade

obtiver a maioria dos votos, não computados

os em branco e os nulos.

Parágrafo único. Em caso de empate, será

considerado eleito o candidato registrado

há mais tempo no Sistema Confea/Crea

e, persistindo o empate, será considerado

eleito o candidato mais idoso.

Art. 6º Os resultados da eleição serão homologados

pelo Plenário do Confea e divulgados

pela Comissão Eleitoral Federal.

Art. 7º Os eleitos tomarão posse em conjunto

com o Presidente eleito do Crea respectivo.

Art. 8º Todos os documentos, informações

e autos de processos eleitorais, físicos ou

eletrônicos, são públicos e poderão ser

consultados e acessados por qualquer

pessoa, a qualquer tempo, mediante solicitação.

Art. 9º Todos os prazos constantes deste

regulamento eleitoral serão computados

em dias corridos e começarão a correr

a partir da data da cientificação oficial,

quando publicado no sítio eletrônico do

Confea ou do respectivo Crea, excluindo-se

da contagem o dia do começo e incluindo-se

o do vencimento.

Parágrafo único. Considerar-se-á prorrogado

o prazo até o primeiro dia útil seguinte

se o vencimento cair em dia em que

não houver expediente ou este for encerrado

antes do horário normal.

Art. 10. Os membros das Mesas Eleitorais

e das Comissões Eleitorais, durante o processo

eleitoral, não poderão se manifestar

de qualquer forma a favor ou contra

candidaturas, sob pena de afastamento e

responsabilizações civis, penais e administrativas.

Art. 11. Os órgãos do processo eleitoral

formarão sua convicção amparados pelo

presente regulamento eleitoral, pela livre

apreciação dos fatos públicos e notórios,

dos indícios e presunções e prova produzida,

atentando para circunstâncias ou

fatos, ainda que não indicados ou alegados

pelas partes, mas que preservem

a legitimidade e moralidade do processo

eleitoral.

Art. 12. Em nenhum caso haverá impugnação,

recurso ou aplicação de sanção e

penalidade de ofício, sem que seja assegurado

aos interessados ampla defesa e

contraditório.

Art. 13. As decisões relativas ao processo

eleitoral tomadas pelo Plenário do Confea

não são passíveis de pedido de reconsideração.

Art. 14. Se necessário, a Comissão Eleitoral

poderá requerer a realização de

sessão plenária extraordinária, que será

convocada na forma do Regimento.

Parágrafo único. A Comissão Eleitoral

promoverá a ampla divulgação da convocação

da sessão plenária extraordinária

e publicará edital contendo a relação de

todos os processos que serão apreciados

para fins de acompanhamento pelos interessados.

Art. 15. Os casos omissos serão resolvidos

pela Comissão Eleitoral Federal.

CAPÍTULO II

DOS ÓRGÃOS DO PROCESSO

ELEITORAL

Art. 16. São órgãos do processo eleitoral:

I - o Plenário do Confea, com circunscrição

em todo o território nacional;

II - o Plenário do Crea, na respectiva circunscrição

regional;

III - a Comissão Eleitoral Federal – CEF,

com circunscrição em todo o território nacional;

IV - a Comissão Eleitoral Regional – CER,

na respectiva circunscrição regional; e

V - as Mesas Eleitorais.

Art. 17. Aplicam-se às eleições dos membros

da Diretoria da Caixa de Assistência

dos profissionais do Crea todas as competências

e disposições relativas aos órgãos

do processo eleitoral disciplinadas

no regulamento eleitoral para as eleições

de presidentes do Confea e dos Creas e

de conselheiros federais, no que couber,

inclusive no tocante à composição e funcionamento

das Comissões Eleitorais.

Art. 18. Compete ao Plenário do Crea eleger

o diretor-financeiro da Caixa de Assistência

dos Profissionais do Crea, na forma

prevista neste regulamento eleitoral.

Art. 19. Compete à Comissão Eleitoral

Regional conduzir os trabalhos das eleições

dos membros da Diretoria da Caixa

de Assistência dos profissionais do Crea

bem como cassar registro de candidatura

em caso de falta de condições de elegibilidade

e/ou de inelegibilidade supervenientes.

CAPÍTULO III

DO CUSTEIO

Art. 20. Todas as despesas relativas ao

processo eleitoral da Diretoria da Caixa

de Assistência dos profissionais do Crea

serão objeto de ressarcimento pela Mútua,

mediante convênio a ser firmado com

o respectivo Crea.

Art. 21. O Crea interessado na celebração

do convênio deverá apresentar à Mútua,

em até 120 (cento e vinte) dias antes

do pleito, plano de trabalho, contendo, no

mínimo:

I - estimativa de despesas no processo eleitoral;

II - forma de execução das atividades e/

ou ações;

III - plano de mídia para divulgação das

eleições; e

IV - cronogramas físico e financeiro.

Art. 22. O plano de trabalho será analisado

pela Mútua quanto à sua viabilidade

e adequação das despesas ao processo

eleitoral.

Parágrafo único. Caso aprovado o plano

de trabalho pela Diretoria Executiva da

Mútua, o convênio deverá ser celebrado

em até 30 (trinta) dias antes das eleições.

Art. 23. A prestação de contas por parte

do Crea deverá ser apresentada diretamente

à Mútua, contendo os documentos

de comprovação das despesas e do cumprimento

do objeto, como listas de presença,

fotos, vídeos, entre outros.

Art. 24. Eventual divergência entre os

convenentes será dirimida pelo Plenário

do Confea, após análise da Comissão de

Controle e Sustentabilidade do Sistema

(CCSS).

CAPÍTULO IV

DOS CANDIDATOS

Art. 25. Para concorrer às eleições dos

membros da Diretoria da Caixa de Assistência

dos profissionais do Crea os candidatos

deverão preencher as condições de

elegibilidade, não incidir em inelegibilidade,

apresentar tempestivamente o requerimento

de registro de candidatura e ter a


sua candidatura deferida.

Art. 26. São condições de elegibilidade

para concorrer à Diretoria da Caixa de

Assistência dos profissionais do Crea ser

sócio contribuinte inscrito há três anos,

no mínimo, contados da convocação da

eleição e estar em dia com as obrigações

perante a Mútua.

Art. 27. Aplicam-se às eleições dos membros

da Diretoria da Caixa de Assistência

dos profissionais do Crea todas as condições

de elegibilidade e causas de inelegibilidade

disciplinadas no regulamento

eleitoral para as eleições de presidentes

do Confea e dos Creas e de conselheiros

federais.

CAPÍTULO V

DO REGISTRO DE CANDIDATURA

Art. 28. Os candidatos a Diretoria da

Caixa de Assistência dos profissionais do

Crea serão registrados nos Creas, mediante

requerimento de registro de candidatura

instruído com a mesma documentação

exigida no regulamento eleitoral para as

eleições de presidentes do Confea e dos

Creas e de conselheiros federais.

Parágrafo único. Na ausência de qualquer

documentação obrigatória, a Comissão

Eleitoral Regional comunicará o interessado

acerca do(s) documento(s) faltante(s),

concedendo-lhe o prazo improrrogável de

03 (três) dias para complementação.

Art. 29. Encerrado o prazo para requerimento

de registro, a Comissão Eleitoral

Regional verificará junto ao banco de

dados a situação do candidato com relação

a eventuais débitos perante o Sistema

Confea/Crea e infrações ao Código de

Ética Profissional com decisão definitiva

nos últimos 05 (cinco) anos, anexando ao

respectivo processo de registro de candidatura

a documentação pertinente.

Parágrafo único. A Comissão Eleitoral Regional

consultará a Mútua acerca da situação

do candidato com relação a eventuais

débitos perante a Mútua e tempo de inscrição

como sócio contribuinte, anexando

ao respectivo processo de registro de candidatura

a documentação pertinente.

Art. 30. Aplicam-se às eleições de Diretoria

da Caixa de Assistência dos profissionais

do Crea todas as disposições relativas

à análise do requerimento de registro de

candidatura disciplinadas no regulamento

eleitoral para as eleições de presidentes

do Confea e dos Creas e de conselheiros

federais, inclusive no tocante aos prazos,

editais, impugnações, contestações, recursos,

contrarrazões e divulgações.

CAPÍTULO VI

DA CAMPANHA ELEITORAL

Art. 31. A campanha eleitoral tem como

finalidade apresentar e debater propostas

e ideias relacionadas às finalidades e aos

interesses da Mútua.

Art. 32. Serão reservados a cada candidato

espaço e condições iguais para divulgação

do material de campanha eleitoral

nos órgãos de comunicação oficiais do

Confea, do Crea e da Mútua, no âmbito

de suas circunscrições.

Art. 33. Aplicam-se às eleições dos membros

da Diretoria da Caixa de Assistência

dos profissionais do Crea todas as disposições

relativas à campanha eleitoral, à divulgação

e às condutas institucionais disciplinadas

no regulamento eleitoral para as

eleições de presidentes do Confea e dos

Creas e de conselheiros federais, inclusive

com relação à propaganda eleitoral na internet,

restrições à campanha e vedações

ao Confea, aos Creas e à Mútua.

TÍTULO II

DAS ELEIÇÕES DE DIRETOR-GERAL E

DIRETOR-

ADMINISTRATIVO

CAPÍTULO I

DOS ELEITORES

Art. 34. Nas eleições de diretor-geral e

de diretor-administrativo todo profissional

registrado e em dia com as obrigações perante

o Sistema Confea/Crea até 30 (trinta)

dias antes da data da eleição é considerado

eleitor, sendo o voto facultativo.

Parágrafo único. O eleitor votará na circunscrição

do Crea onde quitou sua última

anuidade, independente do seu registro

originário ou locais onde possuir visto.

Art. 35. O eleitor somente poderá votar

na Mesa Eleitoral em que estiver incluído

o seu nome, salvo as hipóteses de voto

em separado previstas pelo regulamento

eleitoral para as eleições de presidentes

do Confea e dos Creas e de conselheiros

federais.

Parágrafo único. É vedado o voto em trânsito

em qualquer hipótese.

Art. 36. Nas eleições de diretor-geral e

de diretor-administrativo será observada

a mesma distribuição dos eleitores por

Mesa Eleitoral das eleições de presidentes

do Confea e dos Creas.

CAPÍTULO II

DAS MESAS ELEITORAIS

Art. 37. Nas eleições de diretor-geral e de

diretor-administrativo serão utilizadas as

mesmas Mesas Eleitorais das eleições de

presidentes do Confea e dos Creas e de

conselheiros federais.

Art. 38. Aplicam-se às eleições de diretor-

-geral e de diretor-administrativo todas as

competências e disposições relativas às

Mesas Eleitorais disciplinadas no regulamento

eleitoral para as eleições de presidentes

do Confea e dos Creas e de conselheiros

federais, no que couber, inclusive

no tocante à composição e impedimentos.

CAPÍTULO III

DO PROCESSO DE VOTAÇÃO

E APURAÇÃO

Art. 39. Aplicam-se às eleições de diretor-

-geral e de diretor-administrativo todas as

disposições relativas à votação e apuração

disciplinadas no regulamento eleitoral

para as eleições de presidentes do Confea

e dos Creas e de conselheiros federais, inclusive

no tocante aos horários, materiais,

fiscais, voto em separado, mapas e atas

eleitorais, impugnações de voto e/ou de

urna e nulidades.

Art. 40. A votação e a totalização dos

votos, se por urnas convencionais, eletrônicas

ou por meio da internet, serão feitas

da mesma forma adotada pelo Plenário

do Confea para as eleições de presidentes

do Confea e dos Creas e de conselheiros

federais.

TÍTULO III

DA ELEIÇÃO DE DIRETOR-FINANCEIRO

Art. 41. Na eleição de diretor-financeiro

da Diretoria da Caixa de Assistência dos

profissionais do Crea todo Conselheiro

Regional do respectivo Crea presente na

Sessão Plenária em que se realizar a eleição

é considerado eleitor, sendo o voto

facultativo.

Art. 42. A votação e a totalização dos

votos serão feitas por urna convencional,

mediante cédulas oficiais e apuração manual.

Art. 43. A Comissão Eleitoral Regional

atuará como como Mesa Eleitoral na eleição

do diretor-financeiro, sob a presidência

de seu coordenador.

Parágrafo único. A Sessão Plenária do

Crea em que se realizar a eleição do diretor-financeiro

funcionará regularmente, na

forma do Regimento do Crea, observado

o quórum para instalação e funcionamento.

Art. 44. Aplicam-se à eleição de diretor-

-financeiro todas as disposições relativas

à votação e apuração disciplinadas no

regulamento eleitoral para as eleições de

conselheiros federais representantes das

instituições de ensino superior, inclusive no

tocante ao recebimento dos votos, apuração,

impugnações de voto e nulidades.

TÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 45. Quem, de qualquer forma, contribuir

para a ocorrência de fraude ou descumprimento

deste regulamento eleitoral,

estará sujeito às penalidades do Código

de Ética Profissional, sem prejuízo das sanções

civis, penais e administrativas.

Art. 46. A Comissão Eleitoral Federal

elaborará manuais, cartilhas, tutoriais ou

quaisquer outros documentos explicativos

destinados à orientação das pessoas

envolvidas no processo eleitoral, visando

auxiliar os trabalhos.

Art. 47. Alterar o caput e o § 2º do art. 18

da Resolução nº 1.020, de 8 de dezembro

de 2006, publicada no Diário Oficial da

União – DOU, de 19 de janeiro de 2007

– Seção 1, pág. 79 e 80, que passa a

vigorar com a seguinte redação:

“Art. 18. A Caixa de Assistência dos Profissionais

do Crea será administrada por

uma Diretoria-Regional composta por três

profissionais do Sistema, dentre os sócios

contribuintes com mais de três anos de associação,

eleitos pelo voto direto de todos

os profissionais aptos a votar, em conformidade

com o regulamento eleitoral, com

exceção do diretor-financeiro, que será

eleito pelo Plenário do Crea.

(...)

§ 2° Os diretores regionais, para serem

eleitos e empossados, deverão preencher

os mesmos requisitos estabelecidos para

as eleições de presidentes do Confea e

dos Creas e de conselheiros federais.”

(NR)

Art. 48. Revogar os incisos do art. 18 da

Resolução nº 1.020, de 8 de dezembro

de 2006, publicada no Diário Oficial da

União – DOU, de 19 de janeiro de 2007

– Seção 1, pág. 79 e 80.

Art. 49. Esta resolução entra em vigor na

data de sua publicação.

Art. 50. Fica revogada a Resolução nº

1.022, de 14 de dezembro de 2007.

Brasília, 02 de julho de 2019.

Eng. Civ. Joel Krüger

Presidente

Publicada no DOU de 5 de julho de 2019,

Seção 1 – página 167 e 168

Revista da Sociedade 15


Tecnologia

IMPRESSORAS 3D,

TECNOLOGIA DO PRESENTE

Criada na década de 1980, a impressora 3D produz hoje

objetos de decoração, satélites, alimentos e até pele humana

16 Revista da Sociedade


Tecnologia

Um mercado em crescimento e mais acessível.

Lançadas na década de 1980, as impressoras 3D

eram grandes máquinas, de alto custo e patenteadas,

o que restringia o mercado. Atualmente,

já com o vencimento do período de algumas patentes, o

setor está aberto a novos investidores e desenvolvedores,

resultando no desenvolvimento, tanto na parte física das

impressoras, quanto nos softwares utilizados. Para se ter

uma idéia, em 10 anos a impressora 3D reduziu seu preço

de cerca de US$ 20 mil para US$ 500 e tornou-se muito

mais rápida. Estima-se que até 2027, 10% de tudo o que for

produzido no mundo será impresso em 3D.

Além da questão das patentes, a tendência de crescimento

desse setor se dá por conta dos desenvolvimentos

de novos produtos que podem ser impressos (plásticos, metais

e cerâmicas), assim como a demanda dos mercados por

produtos sofisticados e de precisão. Ou seja, grande parte

das impressões 3D serve para a elaboração de protótipos

de testes para determinadas produções em massa. Esse nicho

de negócios continua em expansão, mas há, agora, uma

nova fronteira que está sendo explorada.

Aqui no Brasil, por exemplo, existem modelos que

custam a partir de R$ 2,6 mil, como a impressora nacional

Stella 2, produzida pela Boa Impressão 3D, de Curitiba

(PR). “Ter uma impressora 3D em casa é como ter uma

mini fábrica. É um mercado novo e as pessoas estão buscando

uma forma de empreender. Acreditamos que no futuro

a impressora 3D fique cada vez mais popular e chegue

a ser mais um eletrodoméstico essencial”, explica Felipe

Martins Peixoto, sócio da Boa Impressão 3D.

A impressora 3D nacional utiliza diversos tipos de

plástico para criar os objetos. Entre eles, o PLA, PET,

Nylon, flexível, com aspecto de madeira, com aspecto de

bronze. Segundo Felipe Peixoto, a Stella 2 é utilizada em

cursos do Senai e também na impressão de móveis, bolsas

e até próteses faciais, como faz a startup, a Figment Face.

A empresa brasileira foi criada em 2015, quando iniciou

a produção da primeira impressora 3D, chamada Stella

1. “Ainda hoje precisamos importar alguns componentes

que infelizmente não existem no Brasil, mas a montagem é

100% brasileira. A Stella consegue imprimir com qualquer

material que não precise de mesa aquecida. Os principais

são PLA, PETG, TPU entre outros”, afirma Felipe Martins

Peixoto.

Segundo ele é possível produzir diversos itens com a

ajuda de uma impressora 3D. “Elas imprimem desde chaveiros

até próteses de mão e de braço. Os nossos clientes

são de mercados diversos e usam tanto para hobby quanto

para uso profissional. Qualquer pessoa que tenha disposi-

Revista da Sociedade 17


Tecnologia

ção de aprender pode ter uma em casa”, revela.

O custo da impressão varia de acordo com o projeto. De acordo com Felipe Peixoto, o gasto de

energia é mínimo. Mas ele diz que o que é preciso avaliar é o valor da matéria-prima. “Um quilo de

PLA custa em torno de R$100, então, por exemplo, uma peça impressa de 100g teve o custo de R$10,

aproximadamente”. Esse equipamento, que já faz parte do nosso presente, é utilizado por pessoa física,

novos empreendedores, profissionais ligados a cultura maker ou vanguardistas da tecnologia e

também pessoas jurídicas, como escolas, escritórios, clínicas e pequenas indústrias.

18 Revista da Sociedade


(17) 99775-3383

Revista da Sociedade 19


Tecnologia

DE OBJETOS DE PLÁSTICO A CASAS INTEIRAS

As impressoras 3D, equipamentos que

parecem ter saído de filmes de ficção científica,

hoje são capazes de produzir casas inteiras.

Mas quando foram criadas, em 1984, na Califórnia,

EUA, o engenheiro físico norte-americano

Chuck Hull utilizou a estereolitografia,

tecnologia que utiliza um laser para solidificar

partes de uma resina. Essa técnica, aliás, é precursora

da impressão 3D.

A intenção de Hull ao criar a impressora

era produzir lâmpadas para solidificação de

resinas. A máquina dele também confeccionava

partes de plástico. Anos depois, Chuck Hull

fundou a 3D Systems Corp., que se mantém até

hoje como uma das líderes no segmento de impressão

3D.

E será que Chuck Hull imaginaria que

sua criação fosse capaz de construir casas inteiras?

Essa é proposta da Apis Cor, empresa

norte-americana especializada em construções

com impressoras 3D.

Eles conseguiram erguer uma casa inteira

em menos de 24 horas, por cerca de dez mil

dólares.

A primeira casa construída pela Apis foi

feita na Rússia. A impressora 3D aplicava o

concreto, desenhando as paredes da casa a partir

do chão. O valor total, de US$ 10 mil, foi

quase todo gasto com janelas e portas, que não

foram impressas.

A empresa ICON também consegue

construir uma casa em até 24 horas com a ajuda

de uma impressora 3D Vulcan. De baixo custo,

a moradia tem 60m² e custa cerca de US$ 4 mil.

O projeto, feito em parceria com a ONG New

Story, constrói a base e as paredes da casa com

camadas de cimento e inclui ambientes completos

de cozinha, quarto, banheiro, sala e até

varanda. Somente o telhado fica por conta de

construtores.

20 Revista da Sociedade


TECNOLOGIA PARA MOBILIDADE

Além de estar presente na construção civil,

é no segmento de mobilidade que as impressoras

3D têm maior espaço. Ajudam na linha de produção

de empresas de aviação e do setor automotivo,

como General Motors, Audi e BMW, que

recorrem ao equipamento para produzir peças

Tecnologia

mais leves e tecnológicas.

Na última década, o BMW Group atingiu

a marca de um milhão de componentes impressos

em 3D. Somente em 2018, foram produzidas

cerca de 200 mil peças a partir desse método. Um

aumento de 42% em relação a 2017.

REMÉDIOS E ÓRGÃOS HUMANOS

DIRETO DA IMPRESSORA 3D

Com a intenção de facilitar e diminuir os

custos de produção de remédios personalizados

e com dosagens específicas, a Vitae Industries,

empresa norte-americana, resolveu investir na

impressão de medicamentos. Para isso, o farmacêutico

precisa apenas unir a medicação a um polímero

e colocar o resultado da mistura em um

cartucho descartável individual. Em seguida, escolhe

a quantidade de comprimidos desejada, a

dosagem correta e apertar o botão para imprimir.

O produto fica pronto em 10 minutos.

Já a empresa Cellink, na Suécia, é líder no

mercado global de bioimpressão. Produz partes

do corpo humano em tamanho real. Funciona assim:

a agulha da impressora rabisca uma placa de

Petri com tinta biológica azul, que contém células

humanas. Em cerca de meia hora, já é possível

ver um nariz surgir sob a luz ultravioleta. De

acordo com a BBC, por enquanto a aplicação biomédica

da tecnologia de impressão 3D é voltada

para a fabricação de tecidos da pele e cartilagens,

usados para testar novos medicamentos e cosméticos.

No entanto, a intenção é produzir órgãos

humanos para transplantes.

DEU FOME?

IMPRIMA A SUA COMIDA!

Com a ajuda da Foodini, uma impressora

3D, a Natural Machines, empresa com sede na

Espanha, cria pratos diversos. A Foodini utiliza

alimentos frescos como matéria-prima. Funciona

assim: o cozinheiro prepara os ingredientes

antes e então coloca-os na máquina para que ela

possa moldar.

Após escolher a receita, a máquina indica

ao usuário quais ingredientes inserir em cada

cápsula. É possível imprimir diferentes tipos de

macarrão, hambúrgueres de carne ou vegetarianos,

nuggets, quiche, pizzas, biscoitos, brownies,

entre outras receita. A máquina custa US$ 4 mil.

Revista da Sociedade 21


Engenharia

CINCO TENDÊNCIAS DO FUTURO DA ENGENHARIA

A evolução tecnológica e a globalização transformaram as profissões e o universo do mercado

de trabalho, principalmente para a engenharia. Diante disso, o Ietec (Instituto de Educação

Tecnológica), de Belo Horizonte – MG, listou cinco tendências da engenharia para o futuro.

1- Engenharia sustentável

O meio ambiente vem mostrando que não suporta

mais o uso irracional de seus recursos.

Um bom exemplo disso são as mudanças climáticas,

assunto que é, inclusive, pauta da agenda

das maiores economias mundiais.

Nesse contexto se insere a base da engenharia

sustentável.

Conceitos como sustentabilidade e uso racional

2- Desafio da eficiência energética

Lidar com os escassos recursos naturais constitui

um dos principais desafios. A área de eficiência

energética trabalha justamente nesse

nicho: propor soluções para os processos e projetos,

adotando conceitos de utilização racional

dos insumos energéticos.

3 – Uso de ferramentas da tecnologia da informação

Hoje é praticamente impossível gerenciar equipes

e processos sem o uso da tecnologia da informação.

A utilização de ferramentas e aplicativos computacionais

no ambiente de trabalho deixou de

ser um luxo para se tornar praticamente uma

4 – Avanços da biomedicina

Uma das previsões com maior chance de se

tornar realidade é, sem sombra de dúvidas, o

crescimento da área de biomedicina, o campo

de atuação que alia conhecimentos da engenharia

com os conceitos da medicina.

5 – Retomada do setor de construção civil

A engenharia civil é uma das mais tradicionais

e procuradas profissões entre os amantes da

área tecnológica.

O crescimento do setor é algo tido quase como

certo. Afinal, a construção civil é um dos campos

mais importantes da economia.

dos recursos naturais são a base de uma nova

linha de pensar e projetar.

É uma área interdisciplinar e o engenheiro precisa

estar atento a todos os requisitos da legislação,

além de aberto a conviver com profissionais

dos mais diversos campos, pois as soluções

nesse setor, geralmente, envolvem trabalho de

interação e cooperação.

Trata-se de um tema abrangente e diversificado,

que requer dos profissionais capacitação

constante no sentido de gerar competências

que possibilitem uma atuação pautada em conceitos

de racionalidade e eficiência no uso de

recursos naturais.

questão de sobrevivência.

Estar alinhado a essas ferramentas e ter flexibilidade

e interesse para acompanhar as rápidas

e constantes evoluções de métodos e técnicas

computacionais é mais uma habilidade que

o profissional da engenharia precisa cultivar.

Caso esteja pensando em investir em uma formação

promissora, pode apostar nessa área: a

demanda por profissionais desse setor vem aumentando

muito nos últimos anos, apesar da

oferta de cursos ainda ser bem baixa no país.

Para se ter uma ideia da dimensão da construção

civil, estima-se que o setor seja responsável

por cerca de 6% do PIB (soma de todos os bens

e serviços produzidos em um país) do Brasil,

segundo estudos realizados pela CBIC (Câmara

Brasileira da Indústria da Construção).

22 Revista da Sociedade


Tecnologia

Ç

Revista da Sociedade 23

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