Edição 11 - Revista Winner ABC

revistawinnerabc

Matéria Especial com André Sá. Não perca!
Revista Winner ABC é a revista de tênis da sua região. Aqui você encontra dicas sobre saúde, prevenção de lesões, torneio, técnicas e muito mais.

A REVISTA DE TÊNIS DO ABC

Distribuição gratuita

ANO 3 • EDIÇÃO 11 • OUT. / NOV. / DEZ. 2018

O cara das

DUPLAS

André Sá lembra como abriu

as portas para compatriotas

e revela segredos de uma

dupla de sucesso no tênis

Revista Winner | 1


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Revista Winner | 2

SANTO ANDRÉ • SÃO SANTO BERNARDO ANDRÉ DO • CAMPO SÃO BERNARDO • SÃO JOSÉ DO DOS CAMPO CAMPOS • TAUBATÉ • TAUBATÉ • SANTOS • SANTOS • SÃO • SÃO VICENTE VICENTE • CAMPINAS • CAMPINAS • BRASÍLIA • RIBEIRÃO PRETO • BRASÍLIA


Expediente

A Revista WINNER é o veículo de

divulgação do esporte para o Grande

ABC, direcionada aos esportistas

e empresários da região, com sua

distribuição gratuita.

Editor responsável

Antonio Kurazumi

antonio@revistawinner.com.br

Supervisão editorial

Guilherme Menezes

guilherme@revistawinner.com.br

Supervisão comercial

Rodrigo Rocha

comercial@revistawinner.com.br

Jornalista responsável

Antonio Kurazumi (MTB: 54.632)

Direção de arte e diagramação

Rodrigo Rocha

Fotos

Capa:

Rodrigo Rocha e Divulgação

Colaboradores

Ricardo Coelho, André Lima, Edson

Santos e Ricardo Diaz Savoldelli

Editoração e comercialização

Imagem Brasil Produções

Impressão

FortPress Gráfica e Editora Eireli EPP

Rua Xavantes , 434 - Vila Pires

Santo André - SP - Tel: (11) 4810-6830

Tiragem desta edição

3.000 exemplares

Os artigos publicados nesta revista

expressam exclusivamente a opinião

de seus autores e são de sua inteira

responsabilidade.

Rua Yolanda Suppi Bosqueiro, 40

Jd. Belita - São Bernardo do Campo - SP

CEP: 09851-350

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www.revistawinner.com.br

Mais duplas

Não havia personagem melhor para a capa da 11ª edição da Winner. É difícil encontrar

um homem que tenha jogado tênis em alto nível por 20 anos, tal qual André Sá. Ou

então com um histórico de parcerias em quadra com nomes que se tornariam número

1 do mundo, evidenciando a capacidade do mineiro em potencializar talentos.

Hoje no papel de consultor da ITF (Federação Internacional de Tênis), o ex-tenista tem

trânsito livre com Federer, Nadal, Djokovic e companhia e conta um pouco dessa relação

em entrevista exclusiva. Também dá sugestões de como difundir o tênis no país, mas

é claro que o papo é mais aprofundado quando se trata do jogo de duplas. Ele tenta

explicar os motivos para o Brasil ter três homens capazes de vencer qualquer um no

circuito mundial e nenhum entre os 100 do mundo em simples.

A despeito do profissionalismo, acompanhando o tênis amador e a movimentação pelas

quadras do ABC e São Paulo, notamos como as duplas têm feito sucesso, outro motivo

importante para escutar o grande Sá - que esteve recentemente em São Bernardo para

clínica que movimentou a região. O espaço aqui também serve para pedirmos valorização

ainda maior desse mundo, que proporciona partidas eletrizantes e com capacidade de

atrair mais público para o tênis, algo que estamos precisando.

Partindo para o nosso 4º ano na estrada, reservamos duas páginas para quem toma as

decisões na modalidade atualmente: o presidente da CBT (Confederação Brasileira de

Tênis), Rafael Westrupp. Fizemos questionamentos e buscamos tirar dúvidas presentes

em rodas de especialistas e amantes da modalidade, que não representam segredo para

ninguém - e que carecem de resposta. Cabe a você tirar suas próprias conclusões, a

entrevista ficou na íntegra.

Como já tem sido corriqueiro, apresentamos um destaque do ABC. O nome da vez

é Vinicius Rodrigues, com apenas 15 anos, mas que tem como um dos diferenciais

justamente o jogo na rede - olha as duplas aí de novo.

Aqui nessa espaço também damos voz para as crianças que participaram da 1ª Copa

Winner Infantil, um dos grandes momentos da modalidade na região em 2018. Mostramos

como ações desse tipo podem transformar a vida de uma pessoa ou família, independente

da sequência em alto nível no tênis.

E ainda tem muito mais, com as colunas recheadas de conhecimento e os quadros lesões

e saúde. Fique à vontade.

Boa leitura.

EQUIPE WINNER

Revista Winner | 3


SUMÁRIO

05

PROJETO SOCIAL SANTO ANDRÉ

06

1ª COPA WINNER:

LEGADO PARA O TÊNIS DO ABC

08

Vinicius RODRIGUES:

SOFRER NÃO É PROBLEMA

10

empreendedorismo:

O QUE PENSA A CBT

12

especial: ANDRÉ SÁ

PRECURSOR DAS DUPLAS

16

coluna: andré LIMA

FLEXIBILIDADE DA RAQUETE O

QUE MUDA NO JOGO?

17

fala leitor: MINHA

EXPERIÊNCIA NO ATP FINALS

18

SAÚDE: NUTRIÇÃO

EFICIENTE PARA TENISTAS

VEGETARIANOS ESTRITOS

20

LESÃO: TÊNIS ATUAL “COBRA”

MAIS do ABDOME

22

Revista Winner | 4

COLUNA: RICARDO COELHO

CONFERÊNCIA DE TREINADORES

leia estas e outras matérias em:

www.revistawinner.com.br


PROJETO SOCIAL

Tênis nas regiões

mais afastadas

Alunos da rede municipal de Santo André

aprendem a modalidade em bairros

carentes da cidade

Fotos: Júlio Bastos

Redação

Estudantes da rede municipal de ensino de

Santo André estão aprendendo a jogar

tênis por meio de aulas gratuitas. Ainda

há vagas e as inscrições estão abertas. Podem

se matricular alunos do ensino fundamental,

com idade entre 6 e 11 anos. Para participar

é só procurar o CESA (Centro Educacional de

Santo André) mais próximo.

O tênis é uma das novas modalidades que em

2018 passou a integrar o leque de atividades

oferecidas pelas Ações Complementares da

Secretaria de Educação. O programa oferece

aulas de esporte e artes no contraturno escolar

nos CESAs.

As aulas de tênis acontecem em 12 CESAs

da cidade. “A iniciativa está proporcionando a

oportunidade de aprender a jogar tênis para

os alunos das regiões mais afastadas e com

população mais carente, como o bairro da Cata

Preta, o Parque Andreense e o Jardim Santo

André”, destacou o gerente dos CESAs, Márcio

“Tubarão” Ribeiro.

Cerca de 100 crianças já estão inscritas nas

aulas de tênis dos CESAs. “Temos capacidade

para formar turmas com até 15 crianças cada, o

que significa uma capacidade de atendimento

de 180 crianças”, acrescentou.

Ainda de acordo com Ribeiro, há vagas

disponíveis, porque é um esporte novo na rede

de ensino. “Muitas pessoas consideram o tênis

como um esporte elitista. Nosso objetivo é

mudar esse conceito, popularizando o esporte

e oferecendo ao aluno a possibilidade de

vivenciar essa atividade. Essa vivência traz

benefícios também no aspecto motor, social e

cognitivo, contribuindo para o desenvolvimento

global da criança”, acrescentou.

Método Play and Stay

Para manter as crianças estimuladas a

continuar a praticar o esporte que requer

muito treino, coordenação e concentração,

as aulas de tênis de Santo André seguem

o método Play and Stay, que transforma o

aprendizado do esporte em um processo fácil

e divertido. Criado em 2007 pela Federação

Internacional do Tênis, com o objetivo de

atrair pessoas para o esporte, o sistema

se baseia no uso de bolas mais lentas em

espaços reduzidos, aumentando a chance

das pessoas sem experiência aprenderem a

jogar. Há quatro velocidades de bolas e três

tamanhos de quadras. À medida que a criança

vai evoluindo, ela passa para o próximo estágio

com uma bola de maior velocidade e outro

tamanho de quadra.

Eliana Aparecida Banhara, mãe dos irmãos

Bryan, de 10 anos e Rian, de 8 anos, que

aprendem tênis juntos no CESA Vila Linda,

acredita que o esporte tem contribuído para

o desenvolvimento dos filhos. “A prática de

um esporte é muito benéfica para a saúde da

criança e para o crescimento, e, além disso,

contribui para o desenvolvimento no aspecto

social, já que eles passam a interagir com

outras crianças. Além disso, o aprendizado

acaba sendo mais completo”, afirmou.

Por isso, encontrar talentos não é o foco

principal do programa, mas se acontecer, o

estudante será direcionado para continuar

se aperfeiçoando. “Vamos realizar partidas

entre as unidades e inscrever nosso alunos

em festivais da região”, afirmou o gerente dos

CESAs, Márcio “Tubarão” Ribeiro.

QUER SER O ROSTO DA

2ª COPA WINNER?

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e marque este ponto

A 2ª Copa Winner

Infantil será realizada

no mês de Abril na

academia Tênis e Cia.

Organização:

Saiba como participar em nossas redes sociais

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A REVISTA DE TÊNIS DO ABC

Revista Winner | 5

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novidade

LEGADO PARA O

TÊNIS DO ABC

Com participação de técnicos, jogadores de nível

internacional e apoios importantes, 1ª Copa Winner

Infantil mostrou potencial do tênis no ABC

Antonio Kurazumi

Há vida no tênis do ABC e ela começa

pelas crianças, que só precisam de

oportunidades. Foi o que mostrou a

1ª Copa Winner Infantil, realizada na academia

Tênis & Cia, em Santo André, lembrada como

um dos grandes momentos da modalidade em

2018 na região. Foram mais de 120 inscritos e

com um detalhe importante: o limite de idade

para participar foi apenas 12 anos.

As seis quadras foram utilizadas simultaneamente

no evento, que começou na manhã de um

sábado e só acabou na tarde do dia seguinte.

A proposta, de fazer um campeonato para

incentivar a prática entre as crianças, pensando

desde o aspecto social até o desenvolvimento,

foi entendida por todos. Professores e técnicos

enviaram crianças, mas também estiveram

presentes de forma efetiva, inclusive ajudando

na arbitragem e nas atividades com os pequenos

da categoria bola vermelha.

“FOI MUITO LEGAL ESSA UNIÃO DO

PESSOAL PARA TUDO OCORRER BEM.

Todos abraçaram e entenderam

a mensagem, que é colocar AS

CRIANÇAS PARA JOGAR”, DISSE EDSON

SANTOS, UM DOS ORGANIZADORES

E TAMBÉM COORDENADOR DA

MODALIDADE NA TÊNIS & CIA.

Foi difícil achar um lugar nas arquibancadas

na manhã do segundo dia, período em que

aconteceu a brincadeira com as crianças da

bola vermelha junto de Thaisa Pedretti e Nicolas

Zanellato, um dos melhores juvenis do país.

“Muitos falam que o tênis não dá futuro, mas

aparecemos para mostrar que é diferente, muitos

têm um sonho e com nossa presença provamos

que é possível alcançar”, declarou Thaisa, ao

revelar que, nos primeiros contatos com o tênis,

também participava de clínicas. “Achei legal

porque senti que sirvo de motivação para eles,

queriam jogar comigo”, completou Zanellato.

Todos as crianças receberam brindes da

organização – squeeze e uma bolinha para

os pequenos da bola vermelha – cedidos pela

Decathlon e a Artengo de São Bernardo, que

também forneceram bolas e demais materiais

para o torneio, além de uma cobiçada mini rede

que aumentou a diversão.

No mais, aplausos, alegria e choro, que também

faz parte do processo de aprendizagem de

como é o tênis. Aliás, pelo formato definido, os

derrotados na estreia disputaram outras partidas,

já que há valores mais importantes do que a

Revista Winner | 6


vitória nessa faixa etária. “Houve boa aceitação

por parte dos pais, é preciso compreender que

um evento assim é educativo, especialmente a

arbitragem. Todos estão aprendendo, a criança

está tendo o primeiro contato com o joguinho

e precisa sair feliz de quadra”, explicou Edson,

antes de apontar outro papel importante de um

torneio desse tipo. “As crianças são as fontes. Se

não investir, não fizer esse tipo de festival, o tênis

morre, vai parando. As entidades que comandam

a modalidade focam no circuito juvenil, mas

esquecem das crianças e o esporte perde com

isso”, completou.

Pai de Davi Simão Ribeiro, que

jogou na categoria bola laranja,

Rodrigo enfatizou o aspecto

lúdico do evento. “Foi a chance

de ele ver como está, o nível

atual, mas acima de tudo se

divertir, tratar como se fosse

uma brincadeira”, comentou.

“É importante para a formação, aprender a

vencer e a perder também. Eu incentivo,

não gosto de colocar pressão nele”, destacou

Claudinei José de Oliveira, que inscreveu o filho

Gustavo na bola verde.

O andreense Nicholas Gameiro, que disputou

a bola amarela, comemorou o fato de não

precisar fazer grande deslocamento para jogar

um campeonato. “Eu tinha que ir para São Paulo,

agora tem esse torneio aqui que vejo com o nível

de uma Copa Guga”, elogiou. “Havia uma carência

desse tipo de evento no ABC, já tivemos que nos

deslocar para Campinas. Só peço obediência e

disciplina a ele, que vá lá e se divirta. O professor

gosta que todos estejam presentes. Não cobro

ele sobre resultados e é notória a evolução do

rendimento na escola”, acrescentou João Roberto

Tavares, pai de João Victor.

A Winner registrou uma bela história envolvendo

a família Padovesi, tendo como personagem o

pequeno Mateus. Conforme revelou o pai, o

tênis ajudou a vencer trauma com o futebol

do menino, que se assustava com a gritaria e

xingamentos. A inclusão esportiva por meio do

tênis foi fundamental no desenvolvimento de

Mateus, que não sai do youtube em busca de

informações sobre a modalidade. A história se

transformou em inspiração para o irmão mais

novo, Rafael, que também participou da Copa

Winner.

PRIMEIRA VEZ

A Copa Winner jamais será esquecida pelas

crianças do projeto social Raquete na Mão

é a Solução, desenvolvido pela CR Tennis no

Esporte Clube São Caetano. Pela primeira vez,

os jovens do projeto saíram de São Caetano

para uma competição, segundo conta a

coordenadora Cassia Lorenzini.

“Foi uma experiência e vivência diferente para

eles e os pais. O que mais nos deixou contentes

foi a postura de todas as crianças e os próprios

pais tanto na vitória ou na derrota, pois acima

de tudo trabalhamos para formar melhores

seres humanos. Eles voltaram com uma postura

diferente, a motivação foi notória”, destacou.

Feliz com o título da Copa

Winner, Nauhany Silva

retratou o momento em

desenho no colégio

Organização:

A REVISTA DE TÊNIS DO ABC

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Revista Winner | 7


DESTAQUE do abc

Divulgação

Sofrer não é

PROBLEMA

Antonio Kurazumi

Com muita determinação,

Vinicius Rodrigues deixou

de ser um dos “piores” do

início da carreira e se

tornou esperança do tênis

brasileiro; andreense tem

voleio como um dos pontos

fortes

Entre falar e pagar o preço no tênis

brasileiro, há uma distância que abrevia

carreiras, mas esse não é o caso de

Vinicius Rodrigues. Quando iniciou os treinos

na equipe Juninho Tennis, o andreense sequer

acompanhava o ritmo dos companheiros.

Apresentava nível inferior, porém, com a

dedicação e as aptidões estimuladas pelos

profissionais próximos, passou a ganhar de

todos em pouco tempo. Chegou ao topo do

ranking nacional de 12 e 14 anos. Nascido

em 2003, é olhado atualmente com carinho

por técnicos e especialistas que militam no

tênis brasileiro. Em dezembro, inclusive,

recebeu elogios de André Sá, confirmando

característica incomum em se tratando de um

jovem tenista do país: a eficiência na rede.

“Ele não é o cara mais talentoso que já treinei

na vida, mas é muito determinado. Se precisar

treinar domingo, às seis da manhã, ele vai,

vai nos feriados, fica em hotel e não reclama.

Quando veio trabalhar conosco, tínhamos

grupo de 4 a 5 garotos, ele nem arranhava,

mas em dois anos não perdia de mais ninguém.

Continuou treinando forte, há dias que fica 10

horas em quadra”, revela o treinador Juninho

Nascimento.

Com finais e título de sul-americano e presença

em pré-quali de torneios profissionais, tem

nível forte para a idade. Experiência também.

Foi um dos primeiros a disputar uma partida

na arena olímpica, ao jogar o Evento Teste da

Rio-2016. Nesse ano, viajou a Roland Garros

para elevar os treinos da colega Ana Paula

Melilo, que participou do Grand Slam. Voltou

com outra mentalidade e viu que é possível,

conforme disse em entrevista à Winner.

“Foi sensacional a oportunidade de estar lá,

em meu torneio preferido, e ver os melhores

juvenis e profissionais do mundo. Isso abriu o

caminho, ficou mais claro que é onde quero

chegar, virou um objetivo e sei que terei uma

oportunidade se continuar me dedicando”,

acredita o jovem. “Ele viu como os treinos

dos caras não são diferentes do que fazemos

e está com outra postura, ainda mais focado.

O Vinicius é disciplinado na parte tática, sabe

alterar o ritmo das partidas, tem esse diferencial

de enxergar bem o jogo. É um grande talento”,

enumera Juninho. Depois de Roland Garros, o

tenista entendeu que precisava treinar ainda

mais e as 10 horas em quadra, num só dia, têm

se tornado frequentes.

O campeonato dos sonhos de Vinicius Rodrigues

é no saibro, piso em que costuma treinar, mas o

andreense não hesita em subir na rede. “Não é

típico do nosso tênis ter um cara que vai bem

na rede. Geralmente, os tenistas são sólidos

apenas de fundo, até porque jogamos muito em

saibro”, enfatiza Juninho.

Em um dos últimos grandes resultados que

obteve, o vice-campeonato do Cosat no

Paraguai, Vini lembrou que venceu o jogo das

quartas de final indo para a rede na maioria dos

pontos. “Sempre gostei de matar os pontos

nos voleios e smashs. Logo descobri que tinha

uma facilidade para esse tipo de jogo, por isso

tenho bons resultados nos torneios de duplas”,

explicou o jovem, que tem 1,82 m. Em clínica

realizada em dezembro no São Bernardo Tênis

Clube, André Sá ficou impressionado com a

qualidade do menino - como um todo, não só

na rede.

“Consegui fazer jogos com

intensidade alta e bem

mentalmente. Não baixei

a cabeça nos momentos

adversos. Foram duas ótimas

semanas para fechar o ano

com chave de ouro”

Grato pelo apoio das empresas Just Line e MDS,

o tenista da equipe Juninho Tennis pretende

pontuar em curto prazo no ranking mundial da

ITF Júnior. Para o futuro, se vê no top 10 da

ATP. “Mas tenho de treinar muito e viajar para

jogar grandes torneios”. Concluiu.

Revista Winner | 8


PARA QUEM

LEVA O

TÊNIS

MUITO A

SÉRIO

Ana Paula Melilo, atleta da Juninho Tennis

joga em Roland Garros em 2018.

Vinicius Rodrigues conquista o título de

vice-campeão de simples da categoria 16 anos.

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no ATP Junior Open no Paraguai.

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NACIONAL

Divulgação

O que pensa a CBT

Antonio Kurazumi

Em entrevista exclusiva

à Winner, presidente da

Confederação Brasileira

de Tênis, Rafael Westrupp,

responde pontos críticos

sobre a modalidade no país

Desde o seu início, a Revista Winner

propõe temas críticos inerentes ao

tênis brasileiro e apresenta o que é

bem feito. Nessa edição, abrimos espaço para

o presidente da CBT (Confederação Brasileira

de Tênis), Rafael Westrupp, homem com o

poder de tomar decisões que alteram o rumo

da modalidade no país.

Em entrevista exclusiva – feita por email -,

deixamos o principal responsável pela entidade

à vontade para responder questões-chaves

a respeito do tênis, tais como a massificação,

projetos para desenvolvimento de jogadores e

do Centro Olímpico de Tênis. Por mais de uma

vez, o dirigente citou a falta de recursos. Leia

a entrevista na íntegra e tire suas conclusões:

Quais são suas principais bandeiras à frente

da gestão da CBT e em que pé elas estão no

Revista Winner | 10

momento? O que tem feito de diferente em

relação à gestão anterior?

Austeridade financeira, buscando realizar as

atividades administrativas e de alto rendimento

com menos recursos. Hoje participamos

de dois programas de Governança: O GET

(Gestão, Ética e Transparência) do COB (Comitê

Olímpico Brasileiro), e o Rating, do Instituto

Ethos. Este último tendo como signatários o

Itaú, a Gol, entre outras empresas de expressão.

As boas práticas são um mote da minha gestão.

Qual o plano que a CBT desenvolve

atualmente para tentar massificar o tênis

no Brasil? Por que a modalidade ainda é

elitizada?

Existem muitos projetos sociais, que oferecem

o contato e a prática com a modalidade, e

patrocinamos alguns, inclusive. A CBT oferece

isenção nas taxas de anuidades e inscrições

para 10 crianças de cada projeto, em todos os

torneios infanto-juvenis realizados pela CBT.

Isto é inclusão e oportuniza as crianças de

baixa renda a participarem do tênis social e de

competição.

Pensando ainda na massificação do tênis,

não seria interessante para a CBT liderar

movimento para ampliar a presença do tênis

nas escolas e organizar mais festivais para

as crianças, a fim de estimular a prática do

tênis? Há trabalho forte nesse sentido?

Temos o Programa Jogue Tênis nas Escolas,

liderado pela Suzana Silva e Aírton Santos.

Estamos no mercado buscando recursos para

ampliar este programa. Se tivermos êxito na

captação de recursos, sem dúvida este pilar

será ainda mais desenvolvido.

Em entrevista anterior à Winner, o senhor

citou projetos pensando no desenvolvimento

dos jovens jogadores brasileiros,

especialmente os que estão na fase de

transição ou acabaram de sair do juvenil.

Porém, faltou detalhar esses projetos e falar

dos resultados efetivos que eles já trouxeram.

O espaço está aberto.

O resultado tem sido o melhor de todos os

tempos. Neste ano de 2018 chegamos a ter

oito jogadores entre os 100 melhores do

mundo no juvenil, atrás somente dos EUA. Para


um país com o nosso investimento, isso é um

resultado muito expressivo. Temos investido

no cuidado da transição para o profissional.

Temos um projeto em execução há dois anos,

“transição juniors Pro”, e o resultado mais

expressivo deste projeto é o Thiago Wild. Ele

tem acompanhado os profissionais em grandes

competições e nas últimas quatro Copa Davis,

acompanhando as rotinas e amadurecendo no

convívio com os profissionais.

O senhor já declarou que não é viável criar

um centro de treinamento próprio da CBT no

momento, mas disse que apoia academias,

casos da Tennis Route e do Itamirim. Como

funcionam esses apoios?

Apoiamos os técnicos e os atletas dentro

dos programas de ajuda da CBT, viagens com

passagens aéreas, hospedagem e alimentação

em competições. Hoje apoiamos três centros

de treinamentos: Tennis Route, Itamirim e

Time Guga. O critério base para o apoio aos

centros é eles estarem em conformidade com

os programas de desenvolvimento da CBT.

A AGLO (Autoridade de Governança do

Legado Olímpico) administrará o Centro

Olímpico de Tênis, no Rio de Janeiro, até

junho de 2019. Não há a possibilidade de, ao

menos, a CBT propor parceria com o governo

federal para utilizar o espaço no próximo

ano? Não seria possível fechar acordos para a

realização de campeonatos, clínicas ou outras

atividades para massificar a modalidade?

O Ministério do Esporte apresentou uma

proposta de levar o COB para dentro do

Parque Olímpico, sendo que o mesmo seria

responsável pelo custeio das despesas do

local. Se isto se concretizar, acredito que há

chances da CBT fazer parte, e administrar

especificamente o Centro Olímpico de Tênis.

Do contrário, não há como a CBT assumir os

custos de manutenção do Centro, visto que

nossas limitações financeiras não comportam

tais investimentos.

A parceria da CBT com a BTT Tennis Academy

termina ao fim do ano, mas o senhor

comentou sobre a possibilidade de renovação.

Já é possível afirmar se o acordo vai seguir ou

não? Mais: essa parceria será ampliada com a

ida de mais tenistas para Barcelona?

Esta resposta complementa o tema da

transição. A base de Barcelona, onde a CBT

está pagando integralmente os custos de

treinamento, moradia e alimentação do

Orlando Luz e do Felipe Meligeni, já vem dando

resultados expressivos. Ambos subiram quase

400 posições no ranking. O investimento é

alto, e estou buscando recursos para manter

este programa lá.

O que o senhor pensa a respeito dos

ex-jogadores no sentido de ajuda no

desenvolvimento da modalidade? Junto

da CBT, trabalhando na entidade, eles não

poderiam exercer papel importante?

Imagino que você tenha acompanhado as

notícias recentes relacionadas ao Encontro

Internacional de Treinamento. Esta é uma ação

que criei no ano passado e que se expandiu.

Tivemos a ativa participação do Thomaz Koch,

Paulo Cleto, Marcos Hocevar, Marcos Daniel,

entre tantos outros. Dou muito valor aos que

fizeram parte da construção do nosso tênis, e

que estão dispostos a contribuir sem interesses

pessoais. Criei ainda um Conselho Consultivo,

com nomes importantes e totalmente

engajados: Rafael Kuerten, Marcelo Melo,

Christian Burgos e Rogério Melzi.

Você não acha que um dos problemas do tênis

brasileiro é a falta de uma “escola de tênis”,

um jeito de jogar, padrão de treinamento a

ser seguido desde as categorias de base? Há

um trabalho nesse sentido?

Nosso Departamento de Capacitação liderado

pelo Cesar Kist há 12 anos, tem o selo Ouro

da ITF. Somos referência neste tema. São mais

de 6.000 professores capacitados ao longo da

última década, e que agora estamos trazendo

para a realidade na prática, seja através do

programa juniors/transição/Pro, bem como

no Encontro de Treinamento. Isto está, sem

dúvida, criando um padrão de ensino, onde

todos começam a falar a mesma língua.

Como pegou o tênis brasileiro em 2017 e

como vai deixar ao fim do mandato? Detalhe.

Assumi a CBT em uma situação digna: com uma

sede com quadras, e sem qualquer dívida. Sofri

com a redução orçamentária, com um corte de

quase 80% no patrocínio dos Correios. Tive de

demitir e rescindir alguns contratos. Entendo

eu que a adaptação está compreendida no

guarda-chuva da gestão, e nos adaptamos à

uma nova realidade, mantendo os níveis de

produtividade.

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especial

Precursor

das duplas

Antonio Kurazumi

André Sá lembra

como abriu as

portas para

compatriotas e

revela um pouco

do segredo de uma

dupla de sucesso

em entrevista

exclusiva

Faz quase um ano que André Sá se

aposentou da carreira profissional, mas

ainda é tarefa fácil relacionar a palavra

desenvolvimento ao mineiro - inclusive com as

atividades atuais. O ex-tenista elevou o nível

de jogo de parceiros de duplas. Para os mais

novos, como esquecer da Olimpíada do Rio de

Janeiro, da vitória memorável ao lado de Thomaz

Bellucci diante dos irmãos Murray? E o título do

Brasil Open de 2017 junto de Rogério Dutra

Silva? Mais importante do que esse passado

não distante, o brasileiro abriu o caminho nas

duplas para os compatriotas e ainda tem esses

legados “vivos”: os respeitados Marcelo Melo,

ex-líder do ranking mundial de duplas, Bruno

Soares e Marcelo Demoliner, três homens que

encaram qualquer desafio quando se trata de

dois jogadores em cada lado da quadra.

Não vamos ignorar a história, claro. O Brasil

foi representado por outros duplistas de peso,

mas a geração atual recebeu ajuda primordial de

Sá, conforme ele próprio explica em entrevista

exclusiva à Winner ABC. “No desenvolvimento

dos duplistas (falando dos três citados acima),

fui mais uma referência de que, sim, é possível

encontrar um segmento que não seja só a simples

e você conseguir ter uma carreira de tenista

profissional nas duplas. Essa referência para eles

sinto que foi importante. Quando apareceram

no circuito, eu já estava há alguns anos, essa

entrada para eles foi mais fácil e tranquila”, opina

o campeão, que esteve recentemente em São

Bernardo para uma clínica de tênis. “Consegui

apresentá-los para tudo mundo, se sentiram mais

confortáveis no vestiário e dentro do circuito.

Isso foi importante. Daí em diante tocaram ficha,

se desenvolveram, tiveram resultados incríveis

(ele sempre se refere ao crescimento mental do

trio) e mérito total.”

Quando enfatizamos a questão do

desenvolvimento ligada a esse personagem, vale

lembrar de quando Marcelo Melo passou a se

dedicar de forma exclusiva as duplas. O parceiro

escolhido foi André Sá, consolidado no circuito

de simples. Com 32 anos à época, Sá entrou

no ritmo do compatriota, decidindo priorizar as

duplas. Não demorou para os dois chegarem às

semifinais de Wimbledon. A parceria durou três

temporadas. Tempos depois, Melo se tornaria o

número 1 do mundo, repetindo Gustavo Kuerten

nas simples - outro craque que já atuou ao lado

de André Sá.

“O parceiro ideal é o que completa o outro. Um

não saca bem, mas o outro sim, um não devolve

bem, só que tem o parceiro que corresponde.

Os dois são parecidos no jogo da rede, porém

tem um que se destaca mais. O ideal é jogar

com alguém que complete seus pontos fracos”,

ensina ele, homenageado até por Rafael Nadal

quando definiu pelo término da carreira. Sá

ainda discorre sobre um fator preponderante

para uma dupla. “É importante a química dentro

e fora da quadra, tanto que há bons jogadores

no individual e ruins nas duplas e vice-versa”,

ressalta.

Aproveitamos a experiência e conhecimento

de André Sá - com mais de duas décadas de

serviços prestados ao tênis nacional - para

perguntar os motivos para o Brasil ter três

tenistas que podem ganhar qualquer título

Revista Winner | 12


Revista Winner | 13

DGW Comunicação


nas duplas, mas representantes de simples

com poucas vitórias em chaves principais de

ATP em 2018. “Difícil explicar, acho que tudo

é cíclico. Agora a gente está em um ciclo onde

as duplas estão melhores. Mas, se você voltar

um tempo atrás, na época do Guga, Meligeni,

eu, Saretta, Ricardo Melo e Simoni...recordamos

de um momento com seis caras entre os 100

do mundo. Isso são fases, ciclos do esporte, o

tênis é mais a longo prazo”, analisa.

Consultor de jogadores da ITF (Federação

Internacional de Tênis), o brasileiro está em

contato frequente com as estrelas do circuito.

A despeito de não termos ninguém sobressaindo

em simples, batendo de frente com os grandes,

Sá assegura que a imagem do nosso tênis é bem

vista pelo profissionalismo dos tenistas do país.

Entrando de novo no desenvolvimento, o

voleador nato (não poderíamos falar dele sem

citar essa característica) diz por que o Brasil

vê a Europa de longe. “Continuamos atrás

por questão de tempo, o velho continente

se desenvolveu antes de nós e isso também

conta no esporte. Eles têm maior banco de

dados, que se transforma em informação e

experiência por ter passado por várias gerações

de tenistas. Precisamos ter paciência. Estamos

atrás, mas no caminho certo. Hoje em dia, com

tanta informação que se tem pelo mundo, a

globalização, a CBT (Confederação Brasileira

de Tênis) está investindo para trazer mais

conhecimento”, comentou o mineiro, que no

fim do ano palestrou para cerca de 400 técnicos

da América do Sul em capacitação organizada

pela entidade.

“Muito se discute qual é o papel da CBT e das

federações, mas na minha visão é fomentar e

popularizar o esporte. O alto rendimento é um

braço, não o principal, que é eles conseguirem

dar mais acesso ao esporte a outras crianças.

Seria fundamental hoje ter mais quadras públicas

e treinadores capacitados. Há grande restrição

sobre o público que tem acesso”, lamenta.

“Não acho que os jovens

deixam a desejar e acho

que na nossa cultura

precisamos ter mais

paciência com a transição.

É uma idade que necessita

de maturidade precoce e

isso demora um pouco mais

para nós. Não vejo como um

problema”

Revista Winner | 14

Fotos: DGW Comunicação


Ex-tenista tem

trânsito livre

com estrelas

do circuito

André Sá sempre exerceu influência

entre os jogadores durante a carreira.

Após ter se aposentado, com direito

à homenagem da ATP com declaração

de Rafael Nadal, assumiu cargo na ITF. O

mineiro é o elo de ligação dos jogadores com

a entidade, a fim de solucionar as polêmicas

envolvendo a nova Copa Davis. A partir de

2019, a competição será disputada em lugar

neutro durante uma semana.

“O trabalho com a ITF tem sido excelente.

É muito serviço porque se tomou a decisão

de alterar o formato da Davis, deixando

em estilo Copa do Mundo, com 18 países

jogando em uma semana. O meu trabalho

está sendo pegar o feedback, informação

dos tenistas e passar para a entidade, assim

como o inverso. Estou dentro do vestiário,

na sala dos jogadores procurando conversar

com todos e passar informação, em especial

sobre datas e premiação em dinheiro, que é

o que mais interessa a eles”, explica Sá.

De forma exclusiva à Winner ABC, o extenista

revelou como tem sido o papo

com três ícones dessa geração: Roger

Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic.

“As conversas têm sido boas com eles.

O Nadal está apoiando bastante a Davis,

sempre gostou de defender o país, então é

o nosso carro-chefe. Já o Federer não joga

desde 2014 (quando foi campeão), tem

uma posição mais em cima do muro. Disse

que mudanças são positivas, mas tem que

ver o que vai acontecer para chegar a uma

conclusão”, revelou, acrescentando que

Djoko é contra a data prevista para o evento

- final de novembro.

Por alguns meses, ele conciliou a função

de consultou da ITF com a de técnico de

Bellucci, outro jogador importante do tênis

brasileiro que aprendeu bastante com Sá - em

especial no jogo de duplas. Porém, a parceria

não se estendeu como esperado pelas partes.

“O trabalho foi positivo, mas muito

conturbado por conta dos cinco meses que

ele ficou sem jogar, depois decidiu se mudar

para os Estados Unidos. O Bellucci gostaria

que eu passasse mais tempo perto dele, mas

não conseguiria por motivos familiares, ia

além do nosso acerto”, contou.

clínica em

são bernardo

O ex-tenista tem contribuído pelo tênis, como

sempre. Em dezembro, Sá compartilhou de seu

conhecimento em clínica preparada pela Juninho

Tennis, no São Bernardo Tênis Clube. A ideia

é estender esse tipo de agenda por mais vezes

durante a temporada.

“A clínica serviu para eu passar um pouco da

minha experiência, conhecimento dentro da

quadra e também deixar formas novas de

treinamento para os participantes, assim como

professores e treinadores da região. Trabalhei

pontos específicos sobre a dupla, que de repente

o tenista amador não conhece muito, passando

o que o profissional pensa e faz durante o

treinamento”. O evento também trabalhou o

aspecto social e de incentivo as crianças, já que o

craque das duplas bateu bola com os pequenos

durante a programação.

Quanto ao futuro, ele só pensa em ficar

envolvido com o tênis. A frase sobre o tema não

poderia ser outra. “TENTAR DESENVOLVER

A MODALIDADE CADA VEZ MAIS”. Que

assim seja.

Revista Winner | 15


André Lima - Colunista

Amigos do tênis, como estão?

Bem, nessa edição é a vez de aprender um

pouquinho mais sobre raquetes e assim farei

uma nova pergunta: “FLEXIBILIDADE DAS

RAQUETES - O QUE MUDA NO SEU JOGO?”

Sobre flexibilidade dos aros gostaria de

esclarecer o maior equívoco espalhado no

nosso tênis, não por negligência, mas por

conta da especificidade da informação,

combinada com a sensação, o feeling, ao

golpear a bola e a vontade de “traduzir” este

impacto para as pessoas que querem entender

o que acontece nessa hora, mas que ainda não

tem tal sensibilidade.

Você já conseguiu perceber uma raquete mais

“dura” ou mais “macia” do que outra? Não estou

falando das cordas e suas tensões, mas do aro.

Imagine pegar duas raquetes bem diferentes com

a mesma corda, tensão e peso iguais e conseguir

perceber diferenças importantes entre elas.

Resolvida a forma como compreende e capta

essa sensação, pense da seguinte forma:

a raquete que te traz sensação de maciez,

conforto, absorção de choque, expulsão fácil

da bola, facilidade no manuseio e outros

fatores seria a raquete mais macia, certo?

Logo, a raquete que dá sensação de peso,

de impacto forte, de necessidade de fazer

força pra acelerar a bola, de que precisa

de mais precisão pra obter regularidade,

desconforto, seria então a raquete dura, não

é? E seu te dissesse que é EXATAMENTE O

CONTRÁRIO?!

A raquete mais macia tem aro MENOS FLEXÍVEL,

portanto, de fibras mais rígidas. E as raquetes

mais duras, na verdade, são as de material MAIS

FLEXÍVEL, assim então, menos rígidas.

Não ficou claro? Isso acontece por conta da

associação, muito equivocada, que fazemos

do aro com a tensão das cordas, onde tensões

mais baixas deixam as raquetes mais macias e

o contrário, onde tensões mais altas deixam

as raquetes mais duras, exemplos práticos

facilmente perceptíveis.

No caso do aro, as regras são opostas. Um aro

mais flexível faz com que a bola passe mais

tempo em contato com a cabeça da raquete,

transferindo muito mais impacto para seus

membros superiores. Com isso, é necessário

fazer muito mais força pra bater na bolinha

com um modelo muito flexível.

Já com uma raquete mais rígida, estes

“problemas” não ocorrem com a mesma

intensidade. Ao contrário, raquetes mais

rígidas promovem expulsão mais rápida e

intensa depois do impacto, diminuindo muito a

transferência de choque para o corpo, fazendo

a bolinha “andar” mais, fazendo menos força.

Se acha que sua raquete não “solta” a bola,

pode ser que ela seja flexível demais. Se

acontece o contrário, expulsa muito, pode ser

que tenha em mãos um aro muito mais rígido

do que deveria.

RESUMO MAIS QUE OBJETIVO: Raquete que

parece macia e confortável quase sempre terá

aro mais rígido. Raquete que parece dura e

difícil de manusear será a de aro mais flexível.

Entendeu agora?

A flexibilidade/rigidez do aro interfere demais

em muitos outros aspectos que vou falar lá

no YouTube e também no portal da revista. Te

espero lá.

Um abraço e que o spin esteja com você!

André Lima

André Lima atua como professor de tênis desde 1995. Assessorou a parte técnica de eventos como o Challenger de Belo Horizonte por quase 10 anos e foi Árbitro

da CBT /Juiz de Cadeira certificado como White Badge da ITF. Além disso atuou por 5 anos na HEAD Brasil, à frente da Coordenação de Patrocínios e como especialista

em equipamento. É atualmente Diretor de Conteúdo do CONATÊNIS – Congresso Nacional Online de Tênis e Criador do Canal Speak On TENNIS do YouTube

Revista Winner | 16


fala leitor

MINHA

EXPERIÊNCIA NO

ATP FINALS

Luiz Revite – Especial para a Winner

© Wonderhatch

Um sonho que se tornou realidade. Em

maio, ao lado de minha esposa, decidi ir

a Londres ver os maiores jogadores de

tênis da temporada de 2018 no ATP Finals -

que fecha a temporada.

Reservamos o hotel Crowne Plaza, que fica

perto da estação de metrô Glossner, uma ótima

região com vários restaurantes e shoppings ao

redor, na rua do Museu da História Natural.

Para se locomover até os jogos, o transporte

de Londres é excelente, você para em uma

estação com escada rolante que dá na Arena

O2. Os jogos têm início às 12h, sendo que a

sessão noturna começa às 18h.

Com os oito melhores do ano divididos em

duas chaves, compramos ingressos para os

dois primeiros dias com a intenção de ver todos

os tenistas que jogam na 1ª rodada. Ficamos

nas cadeiras centrais, mas a visão é boa de

qualquer lugar pelo modelo de construção,

típico de arena.

A Arena é enorme, com vários restaurantes,

lojas de shoppings e de várias marcas de

alto nível - outlet. Além disso, o complexo

tem atividades como escalada, boliche e até

cinema.

Campeão do torneio em 2000, após final

sensacional com André Agassi, Gustavo

Kuerten é bem conhecido e tem até uma das

chaves de simples levando o seu nome, além

disso as televisões do estádio apresentam,

volta e meia, a relação de todos os campeões

do torneio.

Chama a atenção o espetáculo de luzes, assim

como detalhes dos telões mostrando a torcida

quando os tenistas ganham um ponto direto,

com ace. Há músicas lindas motivando o

ambiente.

Despesas

Para servir de referência, compartilho média de

preços dos hotéis. Já adianto que a experiência

vale a pena.

Hotel: Por casal, a diária sai R$ 900

Avião: R$ 6.300 o casal, ida e volta

Refeição: Por casal, R$ 1 mil o dia

Transporte: R$ 100 por casal, de metrô

Ingressos: Para o casal, R$ 3.500 por dois dias

inteiros

Revista Winner | 17


SAÚDE

Fotos: USTA/Garrett Ellwood - AELTC/Florian Eisele

Nutrição eficiente para tenistas

vegetarianos estritos

Patrícia Ghattas - Especial para a Revista Winner

Está desinformado quem

pensa que tenistas devem

ter alimentação carnívora

para obter os nutrientes e

proteínas necessários para

a plena realização dos

exercícios

A

opção por uma alimentação vegetariana

estrita (também feita por veganos, que

recusam produtos testados em animais)

promove crescimento e desenvolvimento

adequado e não há problema na adoção em

todos os ciclos de vida, inclusive por atletas -

desde que bem planejada. Várias organizações

internacionais de renome têm parecer

favorável.

Qualquer modalidade esportiva que exige alto

desempenho pode ser realizada por pessoas

que são vegetarianas estritas, incluindo o

tênis. Está desinformado quem acredita que

tenistas devem ter alimentação carnívora para

obter os nutrientes e proteínas necessários

para a plena realização dos exercícios, treinos

intensos e partidas longas e extenuantes.

No tênis, há exemplos de jogadores bem

sucedidos que provam a eficiência. As irmãs

Venus e Serena são veganas, seguindo o

caminho das históricas Billie Jean King e

Martina Navratilova. Entre os homens, Novak

Djokovic já declarou que o vegetarianismo

melhorou sua qualidade de vida e até a forma

de jogar.

É possível atender os nutrientes essenciais

ao organismo por meio de um planejamento

alimentar adequado. Nesse caso, é

indispensável o consumo de cereais (arroz,

sorgo, aveia, milho, trigo, centeio, entre outros),

leguminosas (ervilha, lentilha, grão de bico,

feijão, soja e fava), oleaginosas (castanhas,

nozes, amêndoas, pistache), sementes (de

gergelim, abóbora, chia, linhaça, girassol),

amiláceos (mandioquinha, inhame, cará, batata

doce, mandioca, cúrcuma, gengibre), verduras,

legumes (rúcula, escarola, banana, abobrinha,

abóbora), frutas (coco, abacate) e óleos

(manteiga ghee vegana, óleo de coco, azeite

de oliva extra virgem, entre vários outros óleos

extra virgem não industrializados).

Os nutrientes que requerem atenção na

prescrição alimentar de um tenista vegetariano

estrito são ferro, zinco, cálcio, vitamina B12 e

ômega 3.

Para o tenista garantir um aporte de ferro

diário adequado é essencial que nas refeições

principais, ricas em ferro, sejam associados

o consumo de alimentos ricos em vitamina

C, ácidos orgânicos e betacaroteno - para

aprimorar a biodisponibilidade do ferro.

Convém evitar, nessas refeições, os alimentos

com alto teor de cálcio e polifenóis.

Os atletas que se encaixam nesse perfil

precisam priorizar as fontes de cálcio, com

pelo menos três refeições contendo esses

alimentos. As bebidas vegetais fortificadas

com cálcio são opções para substituir o leite

de vaca. Há outras opções vegetarianas ricas

em cálcio: folhas verdes escuras, como couve,

agrião, rúcula, brócolis, mostarda, salsão,

almeirão e catalonha, nos temperos frescos,

como tomilho, alecrim, hortelã, manjericão,

salsinha, e alho, nas leguminosas como soja, no

tofu fortificado com cálcio, no feijão branco,

creme de leite vegetal, iogurtes vegetais e

alguns cereais matinais. É importante também

não abusar de alimentos ricos em ácido oxálico,

como espinafre, beterraba (principalmente

a folha), acelga e cacau em pó na mesma

refeição que priorizar as fontes de cálcio - eles

dificultam a absorção do cálcio.

Outro nutriente que precisa de uma atenção

Foto: Nitrub

Revista Winner | 18


edobrada na alimentação vegana é a vitamina

B12. É o único nutriente ausente na alimentação

vegetariana estrita. As fontes principais

teoricamente dessa vitamina são carnes, ovos,

queijo, leite. Dessa forma, a deficiência de

vitamina B12 é comum em atletas veganos e,

portanto, também nos tenistas veganos. Os

alimentos de origem vegetal, algas e produtos

fermentados, não são fontes confiáveis. Sendo

assim, é essencial os tenistas incluírem a

suplementação dessa vitamina.

Uma alimentação vegana, mal planejada

e desorientada pode levar ao baixo

consumo de ômega 3, especificamente

o ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido

docosahexaenoico (DHA). O fornecimento

de ômega 3 em uma alimentação vegetariana

estrita é através de algumas sementes (exemplo:

linhaça e chia), oleaginosas (nozes) e algas.

A proteína não é um fator de preocupação

na alimentação vegetariana. Uma prescrição

alimentar bem planejada fornece todas

as proteínas necessárias. Uma vez que os

alimentos de origem vegetal têm um perfil

incompleto de aminoácidos, o segredo está

em variar razoavelmente as fontes de proteína

vegetal, o que garante a ingestão de todos os

aminoácidos essenciais. Uma boa estratégia

para o tenista atingir sua necessidade de

proteínas ideal é ingerir quantidades em torno

de 20 gramas de proteína a cada 3 ou 4 horas.

Como atletas tenistas viajam bastante

durante o ano todo, para garantir praticidade

e conforto a eles existem boas opções de

suplementos proteicos veganos no mercado,

tais como spirulina, proteína de cânhamo,

proteína de ervilha ou até mesmo uma mistura

de fontes proteicas vegetais. Existem algumas

variedades nacionais e importadas, mas é

importante que cada dose de 25g de proteína

tenha quantidade total de l-leucina próximo ou

igual a 3-3,5 gramas.

Quando se trata de atletas tenistas, uma

grande preocupação é como ter um excelente

desempenho físico e mental sem causar danos

à saúde. E quando o tenista é vegetariano

estrito, existem algumas especulações e

dúvidas quanto a manter o alto desempenho.

Porém, uma alimentação vegetariana estrita

pode garantir uma digestão e recuperação

muito mais rápida, afetando positivamente

sua performance, assegurando um maior

rendimento. A disposição, a energia, o

rendimento, o sono e a recuperação muscular

são mais efetivos.

Obs: o artigo completo está no portal da

Winner (www.revistawinner.com.br)

*Patrícia Ghattas é

nutricionista com

especialização em

adolescentes e fisiologia do

exercício. Atuou junto de tenistas de 2010

a 2018 e tem experiência acumulada com

atletas de alto rendimento. Trabalha como

nutricionista esportiva e clínica no Instituto

do Atleta (INA), atendendo esportistas de

modalidades variadas, praticantes de atividade

física e pessoas com queixas clínicas variadas

Fotos: USTA/Garrett Ellwood - AELTC/Florian Eisele

apoio:

Revista Winner | 19


lesões

Foto: USTA/Garrett Ellwood

Tênis atual

‘cobra’ mais

do abdome

Antonio Kurazumi

Lesões abdominais ocorrem

com frequência em músculos

sobrecarregados pelos

movimentos de saque e

forehand (em open stance), a

cada dia mais potentes

As lesões abdominais atrapalham a

carreira dos tenistas há tempos,

mas atualmente apresentam novos

desafios devido à evolução da modalidade. A

preocupação de se acompanhar a velocidade

do jogo, por meio de técnicas - apoiadas pela

ciência - para executar golpes com potência

superior a do adversário, deve ser integrada

ao trabalho de prevenção de lesões e à

preparação física. Os dois últimos aspectos são

essenciais para que a musculatura aguente a

sobrecarga que é exposta, além de ajudar no

desempenho em quadra.

Foi um problema no abdome que tirou Rafael

Nadal do Masters 1000 de Paris e do ATP

Finals de Londres, impedindo que o espanhol

terminasse a temporada no 1º lugar do ranking

mundial.

Conforme explica o fisiatra e médico do Brasil

na Copa Davis, Ricardo Diaz Savoldelli, os

músculos abdominais da parte da frente e

lateral estão mais sujeitos a lesões nesse local

(principalmente o reto abdominal e os oblíquos).

Eles realizam a flexão e rotação, podendo

acarretar em contraturas, distensões ou até

rotura de fibras. São justamente os gestos de

saque e forehand em open stance que forçam

esses grupos musculares. “Durante o saque, o

maior esforço é feito pelo lado contralateral (se

a pessoa é destra, o reto abdominal esquerdo

será mais exigido e vice-versa) e por repetir

esses movimentos inúmeras vezes, o músculo

acaba ficando mais forte e com o diâmetro

aumentado em relação ao músculo do lado

dominante (que o tenista empunha a raquete)”,

detalha Savoldelli, explicando o motivo para o

músculo do abdome do tenista ser mais fraco

do lado que ele saca.

O fisiatra enfatiza sobre o papel da prevenção

de lesões e a preparação física, que, além

de fazer toda a diferença por fortalecer a

musculatura do abdome, pode elevar o nível

de jogo dos tenistas. “Trabalhando esses

dois aspectos, a velocidade do saque e do

forehand é desenvolvida. A bola vai andar

mais”, garante.

“Tenistas profissionais

passam horas diárias

fazendo trabalho de

prevenção de lesões e

ainda assim se machucam.

Imagine se não fizessem? O

quanto iam se machucar?

Pegando o exemplo do

Nadal, com certeza ele não

estaria mais jogando”

Revista Winner | 20


Para prevenir ou reduzir as lesões nessa parte

do corpo, toda a região abdominal deve ser

preparada para a sobrecarga que a prática

do tênis exige. Com base em exercícios de

alongamento, fortalecimento, resistência,

potência e consciência corporal, a busca é pelo

equilíbrio pélvico, proteção articular e maior

eficiência dos músculos.

“Lembrando que é essencial o trabalho de

contração excêntrica dessa musculatura e

outro de pliometria, que em outras palavras

são exercícios que realizam certa sequência

de contrações musculares, com movimentos

rápidos de explosão. O principal exemplo

de exercício pliométrico é o de sequência

de saltos de um step para o chão e para

outro step. E existem exercícios pliométricos

específicos para se fazer com os músculos

abdominais”, enumera Savoldelli.

Um teve que parar de jogar e treinar por dois

meses, enquanto o outro só parou de sacar,

mas pôde seguir a rotina de treinamentos -

esse último foi liberado para fazer todos os

movimentos após 20 dias, inclusive o saque.

“No nível atual do tênis, as lesões se dão mais

por essa sobrecarga de querer levar o corpo

ao limite, a intensidade do treino e dos golpes.

Mas no amador, juvenil e, quiçá, na fase de

transição, existe mistura de desconhecimento

dos atletas e profissionais ou falta de dar

o devido valor. Fazem muito trabalho em

quadra e se esquecem da preparação física e

prevenção de lesões”, lamenta.

Sobre o risco de jogar com uma lesão no

abdome, o médico do Brasil na Davis alerta

sobre a possibilidade de o problema se agravar

ou “espalhar”. “Muitas vezes o tenista começa

a tentar modificar o gesto do saque e do

forehand procurando ficar mais confortável

e sentir menos dor. Com isso, sobrecarrega

outras estruturas, como lombar, ombro e

punho e podem aparecer dores em outros

locais. Tampouco podemos esquecer que vai

diminuir a velocidade e potência desses golpes

alterados.”

Músculo reto

abdominal

Com o problema constatado, vem a reabilitação

que depende de inúmeros fatores: desde a

gravidade da lesão, localização (mais próxima

ou distante da origem do músculo), idade do

atleta, se é profissional ou amador e momento

da temporada. Savoldelli lembra que já tratou

de jogadores com lesões em músculo idêntico

do abdome, mas de gravidades diferentes.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

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Revista Winner | 21


COLUNA

Conferência de treinadores

Ricardo Coelho

Como tem sido desde a 1ª coluna na

revista, nessa edição volto a abordar

tema que envolve conhecimento.

Estive na Conferência Regional de Treinadores

de Tênis da ITF (Federação Internacional de

Tênis) em Curitiba/PR, onde acumulei mais

informações e troca de experiências para

a carreira. É fundamental nós, técnicos e

professores, buscarmos novas tendências.

A Conferência se baseou na formação e no

desenvolvimento de jogadores. Nesse espaço

vou falar de alguns palestrantes que gostei,

além de temas importantes.

Começo pelo americano Paul Lubbers. Ele

tratou de treinos de devolução, progressão

do saque e padrões de ‘footwork’, necessário

para o sucesso. A formação e crescimento dos

tenistas passam por esses aspectos.

Outro estrangeiro que transmitiu seu

conhecimento foi Rafael Martinez, da Espanha,

que falou sobre metodologia e tendência para

o ensino. Seu compatriota Miguel Crespo,

responsável pelo programa de formação de

treinadores da ITF, palestrou sobre treinamento

psicológico para jogadores em formação, em

como se treinar aspectos mentais.

Coordenador de capacitação da CBT

(Confederação Brasileira de Tênis), César Kist

abordou os princípios básicos do jogo de

duplas.

Voltando à formação, o paraguaio Alfredo de

Brix discursou sobre o uso de bolas de baixa

pressão no desenvolvimento de padrões gerais

de jogadoras nessa etapa inicial da carreira.

Exemplo para os tenistas atuais, André Sá deu

detalhes da carreira de um jogador profissional,

enfatizando a disciplina como elemento que

leva a superar barreiras e à longevidade na

carreira. Capitão da Davis, João Zwetsch

entrou no mérito da competência do treinador

no alto rendimento. Ainda teve o argentino

Mariano Nunez, com o tema “antecipação com

processo progressivo motor”.

De todos os palestrantes, quem mais me

impressionou foi Bruce Elliott por falar de

um tema que gosto muito: a biomecânica.

O australiano falou sobre a biomecânica

do saque, desenvolvimento muscular que

devemos trabalhar nossos alunos para não se

lesionarem e terem uma melhor performance.

Destaco também a palestra do argentino

Fernando Virches, especialista em

desenvolvimento motor e que mostrou a

importância de fazer exercícios trabalhando

os braços e perna juntos, com o objetivo de

termos jovens mais coordenados. Já Suzana

Silva, que faz parte da equipe de capacitação

de professores da CBT, ressaltou como se

trabalha pouco com as nossas crianças a

paixão pelo tênis, quesito fundamental para se

estimular a garra, vontade de vencer.

Pegando como gancho a Conferência, entendo

que o estudo da parte científica está cada vez

mais em nosso esporte e temos que estar

adaptados a essas mudanças.

Até a próxima.

Ricardo Coelho é coordenador técnico da Hebraica. Na função de técnico, viajou para três torneios Grand Slam com Júlio Silva,

Rogério Dutra Silva e a argentina Maria Argeri. Formou-se em biomecânica aplicada ao tênis, em curso internacional da ATP e

nos cursos de níveis 1, 2, 3 e 4 da CBT e ITF

Revista Winner | 22


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