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Edição 10 - Revista Winner ABC

Entrevista Especial com Orlandinho. Leia na Integra. Revista Winner ABC é a revista de tênis da sua região. Aqui você encontra dicas sobre saúde, prevenção de lesões, torneio, técnicas e muito mais.

Entrevista Especial com Orlandinho. Leia na Integra.
Revista Winner ABC é a revista de tênis da sua região. Aqui você encontra dicas sobre saúde, prevenção de lesões, torneio, técnicas e muito mais.

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A REVISTA DE TÊNIS DO ABC

Distribuição gratuita

ANO 3 • EDIÇÃO 10 • JUL. / AGO. / SET. 2018

A retomada de

Orlandinho

Sob olhares do técnico

de Nadal e Leo Azevedo,

brasileiro voltou a ser

campeão em 2018

Torne-se já um visionário de SUCESSO, invista

agora em criptomoedas, a TECNOLOGIA que

Revista Winner | 1

está revolucionando a era digital (11) 96497-7381

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Revista Winner | 2

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Revista Winner | 3


Expediente

A Revista WINNER é o veículo de

divulgação do esporte para o Grande

ABC, direcionada aos esportistas

e empresários da região, com sua

distribuição gratuita.

Editor responsável

Antonio Kurazumi

antonio@revistawinner.com.br

Supervisão editorial

Guilherme Menezes

guilherme@revistawinner.com.br

Supervisão comercial

Rodrigo Rocha

comercial@revistawinner.com.br

Jornalista responsável

Antonio Kurazumi (MTB: 54.632)

Direção de arte e diagramação

Rodrigo Rocha

Fotos

Capa: João Pires/Fotojump,

Rodrigo Rocha e Divulgação

Colaboradores

Carlos Alberto Soares de Souza, Neusa

S. Oguihara de Souza, Ricardo Coelho,

André Lima, Edson Santos e

Ricardo Diaz Savoldelli.

Editoração e comercialização

Imagem Brasil Produções

Impressão

FortPress Gráfica e Editora Eireli EPP

Rua Xavantes , 434 - Vila Pires

Santo André - SP - Tel: (11) 4810-6830

Tiragem desta edição

3.000 exemplares

Os artigos publicados nesta revista

expressam exclusivamente a opinião

de seus autores e são de sua inteira

responsabilidade.

Rua Yolanda Suppi Bosqueiro, 40

Jd. Belita - São Bernardo do Campo - SP

CEP: 09851-350

Social Winner

A cada vez que fechamos uma edição da Winner, como essa 10ª, comemoramos como

se fosse uma vitória. Não apenas pelo compromisso que temos de entregar a revista

para você, mas por contribuir com o tênis. Também estamos em uma nova fase digital,

com o lançamento do portal. Porém, a maior alegria do ano foi ter tirado do papel um

velho sonho: organizar um campeonato exclusivo para as crianças no ABC.

Entre os dias 20 e 21 de outubro, na academia Tênis & Cia, meninos e meninas de 4 a

12 anos vão participar da Copa Winner Infantil. Graças ao apoio de pessoas e empresas

que levam o esporte a sério, preenchemos uma lacuna na região e fazemos o torneio

que é uma forma de incentivar a prática da modalidade na iniciação. Cumprimos, assim,

nossa obrigação social, um dos propósitos desde a origem da revista.

A penúltima revista do ano, aliás, tem os jovens como tema. A matéria de capa é com

Orlando Luz, que retomou a carreira depois de se mudar para Barcelona, onde treina

na academia de um dos técnicos de Rafael Nadal e com o brasileiro Leo Azevedo.

Entrevistamos Orlandinho e o seu treinador, que destaca as adaptações que fez no

jogo do gaúcho e você vai entender porque os títulos voltaram a fazer parte da carreira

deste atleta que já foi o melhor do mundo no juvenil.

Nós também buscamos compreender com precisão os tenistas que escolhem o tênis

universitário, ao escutar jovens que fizeram período de treinamento na Tênis & Cia

durante as férias nos Estados Unidos. Na reportagem, eles detalham como é dividir a

modalidade com os estudos. Chama a atenção a maneira como são valorizados, além

da reconhecida estrutura à disposição.

Em um degrau mais abaixo de idade, conversamos com Nicolas Zanellato. Com 16 anos,

o andreense está entre os melhores atletas do país no juvenil e já coleciona resultados

importantes na carreira.

O conteúdo da revista segue com os aguardados quadro de lesão, em que mostramos

números de dois Grand Slam, e o de saúde, em que apresentamos um material inédito:

um aprofundamento sobre como é o trabalho da fisiatria no tênis, com Ricardo Diaz

Savoldelli - que trabalha com alguns dos principais jogadores no circuito profissional.

Não abrimos mão do conhecimento, daí as colunas de Ricardo Coelho e André Lima,

além de um Fala Leitor com dupla que acompanhou de perto o US Open.

Venha conosco.

EQUIPE WINNER

Tel.: (11) 4392-7184

facebook.com/revistawinnerabc

www.revistawinner.com.br

Revista Winner | 4


SUMÁRIO

06

o caminho universitário

08

destaque juvenil:

nicolas zanellato

09

LIGA ABC:

o master está chegando

10

empreendedorismo:

trabalho em dobro

12

especial:

a retomada de orlandinho

16

fala leitor:

us open 2018

17

coluna: andré LIMA

formato de cabeça que

diferença faz?

18 lesão:

lesões mais sofridas no

circuito profissional

20

saúde: “A fisiatria tem uma

visão mais abrangente do

atleta”

22

COLUNA: RICARDO COELHO

DEVOLUÇÃO DE SAQUE

leia estas e outras matérias em:

www.revistawinner.com.br


carreira

O caminho

universitário

Instabilidade do tênis

no país e falta de apoio

motivam brasileiros a

optar pelos Estados

Unidos

É

difícil ter segurança e tranquilidade para

jogar tênis no Brasil. No profissionalismo,

quando o esporte é prioridade total, o

atleta treina e se dedica integralmente. Mas e

o futuro? Com essa indefinição sobre a carreira,

provocada pela forma como a modalidade é

administrada no país, a falta de patrocinadores

e outros problemas, muitos têm optado pelo

tênis universitário em caminho que lembra uma

rua com mão única.

Para entender melhor o que se passa na cabeça

de quem faz essa mudança, a Winner entrevistou

três brasileiros que jogam nos Estados Unidos.

Durante as férias na faculdade, eles se juntaram

a Rafaela Santos - nome importante do ABC que

tinha acabado de acertar a ida para a terra do

Tio Sam - e treinaram na academia Tênis & Cia,

em Santo André.

Eles são unânimes em afirmar que o nível do

tênis jogado por lá é superior tecnicamente,

Revista Winner | 6

a despeito da necessidade de se dividir entre

as quadras e os estudos. “Na minha opinião,

se você se forma no colégio e vai com 18

anos para os Estados Unidos, dependendo

da faculdade, se é uma focada em evoluir no

tênis, com programa competitivo, vejo como

totalmente positivo. Muitos jogadores top de

linha e que não foram para o profissional são

melhores do que os profissionais brasileiros”,

comparou Marcos Vinicius de Azevedo Silva,

que está na Universidade do Texas, há um ano

de completar o curso de finanças. “O feminino

é pior no Brasil, não tem ninguém para te puxar.

O nível dos futures sul-americanos é mais fraco

do que as divisões dos Estados Unidos. Conheço

uma menina que fazia semifinal aqui e agora

tem dificuldade para ganhar uma partida”,

complementa Giovanna Caputo.

Giovanna garante que na faculdade de

West Virginia, onde é valorizada, há tenistas

profissionais, mas ela, Marcos e Maycon Santos

Dias - também da West Virginia - admitem

priorizar a carreira acadêmica. “Joguei um tempo

profissional no Brasil, por dois ou três anos, mas

como estava difícil a situação aqui, com poucos

torneios no país e gasto grande para viajar, decidi

seguir o caminho de outros”, recorda Maycon,

fruto de um projeto social e que começou no

tênis com 16 anos.

Nos Estados Unidos, os jogadores recebem

valorização com direito à medalha por boas

notas e cartazes espalhados pelas instituições

de ensino. Outra questão interessante é que

o professor entende as ausências na aula por

conta de um compromisso esportivo, a ponto

de ficar esperando pelo chamado dos alunos/

atletas para um acompanhamento individual.

Nem por isso o tênis fica em segundo plano.

“É uma valorização que não tive enquanto

profissional no Brasil. Eles incentivam todos

os esportes, há uma estrutura só para os

esportistas, você até pode ligar para o técnico

para ele te treinar a qualquer momento. Não se

paga a bola para treinos, alimentação sempre

disponível, você não precisa se preocupar

porque tem pessoas que estão vendo isso por

nós”, detalha Marcos. “Certa vez, machuquei o

tornozelo, no exato momento me levaram para a

fisioterapia, deram toda a atenção. Chegaram até

a colocar uma calça em mim que aperta a perna

para a acelerar a recuperação, algo que nunca


tinha visto”, emendou Maycon, que também

joga futebol na West Virginia.

Em relação à metodologia de trabalho com o

tênis, há poucos técnicos para atender inúmeros

jogadores, além de o esporte ser olhado de

forma coletiva por conta dos confrontos entre

universidades. “No tênis, o treinador não pode

ficar falando com você durante a partida, isso

(de não ter acompanhamento individual do

profissional) nos torna independentes, caso

contrário pagaremos o preço”, opina Giovana.

Marcos Vinicius enfatiza que o sucesso ou o

fracasso é determinado pelo próprio atleta,

sem interferência externa. “É um compromisso

que você cria, você tem que ir na aula senão

chega outro que rouba o seu lugar. Vale bolsa,

você precisa de notas boas. Tudo gira em torno

do esporte, mas todas as outras questões são

importantes”. Giovana confirma as palavras do

compatriota. “Tudo mundo tem oportunidade

igual e vai colher o que plantar. Aqui (Brasil), você

se mata e não tem patrocinador. Lá é diferente,

“Mas até pensando no profissionalismo, a faculdade nos Estados

Unidos te dá maturidade. Você precisa ter nota mínima para

ficar na equipe, não perder a bolsa, falar inglês e depois segue

um caminho, que vai ser o próprio tênis ou o estudo”. diz giovana

é mais justo. Mas, se você não quiser, ninguém

vai crucificar, você tem o poder de escolha.”

A novata Rafaela Santos citou experiência

neste ano, quando disputou torneio no Brasil

em fevereiro, mas depois não conseguiu dar

sequência na Europa por escassez de recursos.

Ela se diz impressionada com o número de

meninas que têm escolhido o tênis universitário.

“No Brasil, você fica no profissional e deixa o

estudo em segundo plano, aí não dá certo no

tênis e fica difícil. Nos Estados Unidos, você

consegue fazer os dois juntos”, analisou.

Outro lado

É consenso entre os atletas que a experiência

nos Estados Unidos é fundamental no

amadurecimento, por vivenciar situações

atípicas em relação ao Brasil, o nível de jogo é

alto e o calendário, repleto de partidas ao longo

temporada - sem falar do suporte financeiro

com viagens e tudo mais. Entretanto, o tempo

dedicado ao tênis evidentemente é menor.

O técnico Edson Santos, pai de Rafaela e o

coordenador da modalidade na Tênis & Cia,

ressalta que cada história deve ser avaliada

individualmente, às vezes para entender se é

bom ou não optar pelo tênis universitário.

“O Maycon é um exemplo, veio de um projeto

social. O tênis feminino também favorece

a mudança, as bolsas são melhores e é mais

tentador ainda”, pontuou, antes de apresentar

o outro lado. “Lá é competitivo, mas a cobrança

de ganhar, pressão do torneio profissional não

é igual. Você joga por uma equipe, vai ser

cobrado, mas divide isso”, opinou.

Revista Winner | 7


Nicolas

Zanellato

Com 16 anos, tenista de Santo

André se acostumou a enfrentar

tenistas mais experientes e

aparece entre os melhores do

país no ranking juvenil

Antonio Kurazumi

Entre os resultados e a evolução do jogo,

a segunda opção é a que orienta a

carreira de Nicolas Zanellato. Moldado

para trabalhar assim no Instituto Tênis, o

andreense acumula horas em quadra diante

de adversários mais experientes, que estão

na forma física ideal para a categoria - juvenil.

Ainda assim, duas finais importantes neste ano

já entraram em seu currículo.

O tenista de 16 anos, que começou a jogar no

Aramaçan há uma década, foi vice-campeão

do ITF Juniors de Curitiba em julho, mesmo

com uma forte gripe desde as quartas de

final. Há pouco tempo, na França, em tour

pela Europa, só perdeu na decisão ao lado do

parceiro Bryan Kuntz. As fotos para a matéria

foram feitas justamente no clube de Santo

André, onde notamos a existência de um

jogador maduro nas palavras e trabalhado para

ser um profissional de ponta.

“Mudei muito a minha forma de pensar sobre

o tênis depois que comecei a treinar no

Instituto Tênis. Consegui entender a disciplina

e a autonomia que um jogador precisa ter

para chegar lá. Confio muito no processo de

trabalhar no dia a dia, tirando o foco apenas

de resultados imediatos e hoje entendo que

as conquistas são frutos do esforço dentro

e fora da quadra. Os resultados acontecem

naturalmente, são reflexo de um bom

treinamento”, garante Zanellato.

Nesse processo de autonomia, o jovem diz

que precisa subir degraus na parte física

e mental. O parâmetro para a análise são

jogos da categoria, alguns com rivais quase

dois anos mais velhos. “Tenho trabalhado a

pressão com a ajuda da psicóloga, durante

os torneios procuro ficar bem concentrado

evitando conversas paralelas com outros

atletas, pois isso acaba distraindo e tirando

o foco para a partida”, explica o tenista do

ABC. “E procuro não pensar muito em quem

será meu adversário, penso que treinei bem,

me preparei, vou focar no meu jogo e fazer

o melhor.”

“Foram semanas de muito

aprendizado na Europa,

onde encontrei adversários

mais fortes fisicamente,

porém, tive muitas chances e

acabei deixando escapar no

detalhe nas simples. Já nas

duplas, eu e meu parceiro

Bryan Kuntz fizemos ótimos

partidas, chegamos na final

em Clermont Ferrand e em

Dijon fizemos semifinal. O nível

é consideravelmente superior

em relação ao Brasil e

podemos perceber isso devido

à cultura e ao incentivo

que os atletas possuem em

relação ao nosso país”

Na preparação psicológica, há inclusive

exercícios para tirar um pouco o peso da

pressão, normal na modalidade. Apesar de

ser novo para a categoria que joga, o atleta

se cobra e tem na cabeça estar atuando em

alto nível na ATP daqui a quatro temporadas.

“Já temos que lidar com a pressão diária que

muitas vezes nós mesmos colocamos e isso é

um desafio, no sentido de que essa cobrança

própria não atrapalhe. Imagina ainda sofrer

por ter que mostrar resultados imediatos?

O jogador já sabe o que quer e onde precisa

chegar, acho que isso já é suficiente. O resto

só traz frustração”, voltou a enfatizar, em

raciocínio semelhante a Igor Gimenez, colega

de treino no Instituto e personagem da última

edição da Winner. “Faço minhas rotinas bem

feitas para me sentir merecedor durante o

jogo, com isso me sinto preparado e com

menos pressão”, completou.

Desde o início no Aramaçan, Nicolas bate

a esquerda com uma mão e diz que hoje

consegue construir, atacar e se defender,

mas crê tem de aperfeiçoar as devoluções de

backhand. “Também tenho treinado muito as

subidas à rede, busco ser um jogador completo,

o tênis de hoje pede.”

Diferente de outros jovens, até com mais

experiência, ele visualiza a carreira futura no

tênis, inclusive atuando profissionalmente.

Não pensa em plano B no momento. Assim

como acontece com os demais colegas de

profissão, um dos principais obstáculos é

a questão financeira. Nicolas tem apoio

fundamental do Instituto Tênis no custeio

de viagens e hospedagem, parcerias com a

Herbalife Nutrition Espaço Aramaçan e a Sodiê

Doces, mas ainda depende da ajuda da família,

presente desde sempre na trajetória do jovem.

“Os custos daqui para frente vão aumentar

com a quantidade de torneios que vou ter de

participar. Estou em busca de novos parceiros.”

Revista Winner | 8


LIGA ABC

o master está chegando

Redação

Depois de 15 etapas

realizadas, temporada da

Liga ABC se aproxima do fim

com disputa dos Masters de

simples e de duplas

A

Liga ABC de Tênis completou

recentemente 13 anos de história e,

para coroar mais uma temporada, a

entidade organiza os Masters. O de simples

será realizado em dois finais de semana, nos

dias 20, 21, 27 e 28 de outubro. O Masters

de duplas fecha a gira de jogos com partidas

programas para 10 e 11 de novembro. Ao

todo, foram disputadas 15 etapas em 2018.

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empreendedorismo

Trabalho em dobro

Academia em Diadema tem seis quadras cobertas

de saibro que passam por reformas a cada três

anos, inclusive na estrutura

Antonio Kurazumi

Com quadras cobertas, clubes e

academias particulares que têm a

locação como principal fonte de renda

não precisam se preocupar com o clima.

Porém, ainda mais trabalhando com o saibro,

os gastos são maiores com a manutenção para

deixar estrutura desse tipo em ordem.

Em Diadema, perto de São Paulo, a City Sports

tem sete quadras de terra batida, sendo seis

com cobertura. O centro de treinamento

(que pode ser classificado assim por ter até

academia de condicionamento físico) tem 26

anos de história. O proprietário Hans Bleidorn

optou pelo saibro por conta da preocupação

com a chuva, pensando em não interromper as

atividades durante o ano.

Como acontece com todas as quadras de

saibro, a manutenção exige cuidados diários.

É necessário irrigar o piso, fazer reparos e

espalhar o pó de telha com o vassourão para

que a quadra fique nivelada. Além da reforma

completa em períodos curtos, o espaço

fechado pede atenção com a cobertura.

Os recursos para manter as contas da

academia em dia vêm da locação e dos planos

de uso ilimitado para os frequentadores, que

pagam um valor mensal - como se fosse um

plano de sócio. São categorias distintas de

mensalidade, que variam de preço conforme

os horários e dias disponíveis para utilização

das quadras.

“Revisamos os planos recentemente. Estamos

cogitando para o próximo ano construir

quadras de beach tennis”, revelou Hans, que

responde por que a City Sports não investe

em quadras rápidas. “Isso se deve aos fatos de

elas provocarem mais lesões nos jogadores.”

HISTÓRIA

A academia surgiu de uma experiência de Hans

Bleidorn no Clube de Campo do Instituto de

Engenharia, que fica em São Bernardo. “Eu

frequentava lá desde 1972, nos finais de

semana. Por ser um entusiasta do tênis me

propus a iniciar essa atividade aqui, no Centro

de Diadema, em 1992”, recordou.

“Em média, a cada três anos fazemos a

manutenção mais elaborada, como a troca

do saibro, linhas demarcatórias, substituição

do pó de telha e da rede”, enumera Hans.

“Os maiores gastos que temos são com as

coberturas, para evitar vazamentos, e com a

própria manutenção das quadras”, completou

o responsável pela City Sports.

Mais empreendedorismo

Se você quiser ler mais sobre os clubes e academias ligadas ao tênis no ABC e o trabalho

que realizam, com esse foco no empreendedorismo, basta entrar no novo portal da Winner:

www.revistawinner.com.br.

Revista Winner | 10


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“Eu acabei ficando um pouco

para trás depois que saí do

juvenil. Mas agora estou

voltando a me sentir bem,

alcançando resultados. O

nível de tênis aumentou e

estou feliz porque estou me

encontrando de novo”

Revista Winner | 12


LUZ EM

Barcelona

Antonio Kurazumi

Em novo momento

na carreira,

Orlandinho volta

a ser campeão e já

imagina ‘bons jogos’

contra tenistas no

top 100

A

forma como é tratado o tênis no país

favorece o desperdício de talentos.

Jovens ficam pelo caminho sem atingir o

auge em todos os aspectos que envolvem o jogo,

muito em função da nossa cultura de se cobrar

resultados imediatos. A pressão faz parte do

esporte e tem de ser administrada pelo tenista,

claro, mas é inegável que atrapalha quando passa

do ponto. Muitas vezes, os patrocinadores só

aparecem depois que o pior da carreira do atleta

ficou para trás - no momento das vitórias. Entre

os brasileiros no ranking da ATP, nenhum jovem

está tão bem posicionado quanto Orlando Luz.

Ele tem apenas 20 anos, mas “pagou o peço” por

ter sido o número um do mundo no juvenil. Já

chegou até a ser taxado como falsa promessa.

Não deslanchou de imediato no profissional

e sofreu série de lesões, porém, com apoio

de profissionais capacitados e um centro de

treinamento de ponta em Barcelona, na Espanha,

Orlandinho voltou a ser campeão em 2018.

Oriundo de família humilde em Carazinho (RS),

de onde saiu quando criança para tentar a glória

no esporte, o tenista aceitou novo desafio e está

na BTT Tennis Academy desde o início do ano.

Os treinos são na academia fundada por Francis

Roig, técnico de Rafael Nadal, graças à parceria

feita pela CBT (Confederação Brasileira de Tênis).

A despeito do apoio da entidade, a retomada

de Orlandinho passa pelo seu treinador, Leo

Azevedo, que já trabalhou por quase uma década

na USTA (Associação Norte-Americana de Tênis)

e acumulava experiência anterior na Espanha,

na academia de Juan Carlos Ferrero.

“O Orlandinho chegou aqui (Espanha) um pouco

acima do peso ideal dele. Fizemos muitos testes

para saber o que era necessário, porque ele é

um cara forte. A primeira novidade no início foi

colocá-lo em uma boa forma física. Também

quis colocar as minhas ideias como treinador,

o que eu penso sobre tênis e o que eu achei

Foto: Divulgação

“Saí de uma família muito

humilde, de uma pequena

casa em Carazinho pra hoje

estar onde estou, tentando

buscar os sonhos que ainda

quero alcançar”

Revista Winner | 13


que ele podia fazer na pré-temporada. Houve

essa preocupação de moldá-lo fisicamente e, a

partir daí, algumas ideias táticas, de maneiras

de jogar”, explica Leo, que, junto do pupilo, deu

entrevista exclusiva à Winner.

A prioridade foi em cima do trabalho de

prevenção de lesões, em decorrência do histórico

recente. “Isso ajudou bastante, já venho há oito

meses treinando e jogando e nenhuma lesão

apareceu. A parte física é bem mais puxada, há

sempre atividades de resistência na quadra. É

por isso que estou conseguindo fazer vários

jogos seguidos, com bons resultados”, comemora

Orlando Luz, admitindo que não esperava

essa evolução rápida. “O Leo tem uns treinos

diferenciados, sabe extrair o que o tenista tem

de melhor. Cada um tem seu estilo e ele sabe

lidar bem.”

Sobre a parte tática, Leo disse que estimulou o

pupilo a jogar mais perto da linha e ser agressivo

com o saque, junto da ideia de buscar bastante

a direita. “Pedi para que ele não usasse o

serviço apenas como forma de iniciar o ponto,

mas como uma forma de finalizar, de poder

terminar na segunda bola porque estava muito

conservador. Para melhorar esse fundamento,

mexemos um pouco no toss e no giro do ombro,

apenas pequenos ajustes. Trabalhamos também

a devolução”, enumerou. Os resultados não

demoraram a vir, inclusive a primeira final depois

de um ano - diante do parceiro de treinos Felipe

Alves. Depois, enfileirou dois títulos de Future

em simples. Ao lado do próprio Felipe, foram

mais quatro em duplas.

“Minha avaliação é que a temporada está sendo

muito positiva, que a mudança do Brasil para a

Espanha deu certo. Estou colhendo os frutos

já, subindo mais de 300 posições no ranking no

primeiro semestre”, avaliou o jovem tenista, que

nessa reta final de temporada foca na disputa

de challengers.

Na opinião de Leo Azevedo, a decisão de

morar fora do Brasil por si só transmitiu força

mental a Orlandinho e a confiança voltou com

os resultados. “Fiz ele ver que dependia de si

próprio e do trabalho para sair dali e chegar no

ranking que acha que deve estar. Ele conseguiu

buscar a melhora, a evolução, e quando as

vitórias começaram a chegar, a confiança subiu

também. O jogador de tênis é movido pela

vitória”, analisou o técnico. “Venho buscando

evoluir de forma que eu consiga sair de situações

difíceis dentro de quadra de forma mais simples,

tentando achar um modo diferente de chegar

no meu máximo naquele dia”, acrescentou o

ex-número um do mundo juvenil.

Orlando Luz admite que, se tivesse saído mais

cedo do Brasil, poderia estar em um estágio

mais avançado da carreira. “Acho que treinar no

Brasil me atrasou um pouco pela quantidade de

torneios que eu podia disputar. Essa mudança

para a Europa me fez entender que é muito

importante você jogar três campeonatos, voltar,

treinar duas semanas, estar preparado para os

próximos três”, justificou.

Foto: Divulgação

“Gosto que o tenista tenha

bom posicionamento em

quadra, é importante

treinar o começo da

jogada. Alguns podem jogar

mais com o instinto, outros

menos, mas o importante é o

jogador saber o que fazer

taticamente na quadra,

ter algumas jogadas

preparadas”

Bom trabalhador

Na condição de um dos donos da BTT

Tennis Academy, Francisco Roig, que é um

dos técnicos de Rafael Nadal, acompanha

Orlandinho toda semana. Conforme revelou

Leo Azevedo, Roig costuma dizer que o

tenista de Carazinho é um “bom trabalhador”.

“Na pré-temporada, o Roig viu alguns vídeos

do Orlando e definimos alguns pontos para

trabalhar. Está envolvido”, conta Leo.

Nessa equipe de trabalho é unânime a visão

de que Orlandinho se aproximou dos melhores

do mundo, mas todos reconhecem que há um

longo caminho ainda para ser percorrido. O

tenista, inclusive, já se vê fazendo bons jogos

com integrantes do top 100.

“São etapas que ele precisa passar. Já passou

uma etapa importante, vamos ver se no final do

ano consegue se consolidar nos challengers.

Crescendo em todos os aspectos, o ranking

vem. Falei para ele: ‘você acha que esse é o

seu ranking?’. A resposta foi não. Também acho

que tem mais para subir”, acredita o treinador,

que ajudou a alterar o rumo da carreira de

Orlandinho. “Não faço comparações com

ninguém, muito menos falando sobre alguém

que tem 20 anos. Cada um é cada um. Tem

gente da época de juvenil do Orlando que está

brigando pelas primeiras posições, tem gente

que foi para o tênis universitário, tem gente

que está com ranking pior. Cada um tem seu

desenvolvimento, seu tempo. Não acho que o

ranking atual dele seja ruim para a idade atual.

Os outros que estão lá na frente são fora da

curva”, cravou.

“Claro que ficar longe da família, amigos,

namorada, é difícil, dá saudade, mas também

me motiva para trabalhar porque eu sei porquê

estou aqui. Deixei tudo isso lá e estou fazendo

de tudo para alcançar e tenho que fazer valer

a pena cada minuto que estou longe das

pessoas que gosto. Trabalho gera valor e é o

que soluciona no final”, avisa Orlandinho, com

convicção para conquistar mais títulos.

Revista Winner | 14


Westrupp:

Parceria vai

até o fim da

temporada,

mas pode ser

renovada

A ida de Orlando Luz para a Espanha foi

viabilizada após parceria feita entra a CBT

(Confederação Brasileira de Tênis) e a BTT

Academy. O acordo vai até o fim da temporada,

mas pode ser renovado. É o que garante o

presidente da CBT, Rafael Westrupp.

“No final de 2018 teremos as avaliações para

renovar por mais um ano a parceria e, assim,

sucessivamente. Os valores são confidenciais

por contrato”, comentou o dirigente.

No momento, pelo acordo com a BTT,

apenas Orlandinho e Felipe Meligeni estão

na academia full time. Se achar necessário,

a entidade que comanda o tênis brasileiro

tem a possibilidade de enviar outros atletas

para passar um período no local, considerado

um dos principais centros de treinamento

da Europa, com 16 quadras de saibro, e que

recebe tenistas importantes - o português

João Souza treina na academia.

“Os resultados alcançados são bem

satisfatórios. Primeiro é a evolução técnica

Foto: Divulgação

dos atletas, o rendimento, o amadurecimento

e, por fim, os resultados que vêm tendo nas

competições. Os dois, inclusive, obtiveram o

melhor ranking de suas carreiras profissionais

em sete meses desta experiência na Europa”,

enumerou Westrupp, salientando que os

tenistas têm tudo de mais avançado na BTT.

Questionado se a CBT poderia fazer um

centro de treinamento semelhante no país, o

presidente da Confederação afirmou que não

é viável no momento. “Pela sua localização,

na Europa, a BTT é estratégica para logística

de participação nos grandes torneios e serve

como base de apoio aos nossos atletas na

gira europeia”. Perguntando ainda sobre

projetos paralelos da entidade na busca do

desenvolvimento dos jovens, citou o bolsa

atleta, programa de transição juniors pro (em

que os juniors acompanham os profissionais

em competições pelo mundo) e apoio aos

jogadores dos centros de treinamento Tennis

Route, Itamirim Clube de Campo, Time Guga e

equipes de sul-americanos e mundiais 12, 14

e 16 anos.

Revista Winner | 15


fala leitor

MINHA

EXPERIÊNCIA NO

Edney Tauhyl e Erico Coelho – Especial para a Winner

O

último Grand Slam do ano foi

acompanhado de perto por dois

torcedores do ABC: Erico Coelho e

Edney Tauhyl. Durante as duas semanas de

disputa, a dupla compartilhou com os leitores

da Winner fotos e vídeos do US Open.

exemplo”, frisou Tauhyl, que ganhou uma

toalha de Marcelo Melo. “Também tive uma

história curiosa com o Gasquet. Emprestei

minha caneta para ele, que deu diversos

autógrafos, foi para tudo que foi lugar e depois

voltou para devolver a caneta.”

A cordialidade dos funcionários e pessoas que

trabalharam no torneio impressionou, segundo

relato de Coelho. “Havia pessoas entregando

protetores solares. Não só isso. Quando

você se prepara para tirar uma foto, aparece

alguém da organização oferecendo para fazer

a imagem”, revelou o andreense. “Chama a

atenção a quantidade de funcionários dentro

do complexo, um negócio assustador, que faz

com que tudo ande muito bem”, complementa

Tauhyl.

O torneio em Nova York recebe turistas de

todo o mundo, mas o número de americanos

presentes chegou a 80% neste ano, na

projeção de Edney Tauhyl. Ainda segundo

ele, o patriotismo dos norte-americanos fica

evidente na torcida pelos jogadores locais, a

ponto de uma partida de um tenista importante

ser trocada por outra de menor expressão só

pelo fato de ter um nome da casa em ação.

A dupla teve o privilégio de acompanhar

de perto o bate bola de tenistas do quilate

de Roger Federer e Rafael Nadal, antes da

entrada em quadra. “Há esse acesso a quadras

secundárias em que você pode acompanhar

os caras de perto, a poucos metros, diferente

do que acontece em uma Arthur Ashe, por

Segurança

Conforme os torcedores testemunharam, a

segurança é uma das prioridades no US Open.

Sequer é liberada a entrada de mochilas, sendo

permitido apenas carregar uma mala pequena

por pessoa.

“A bagagem passa por raio X como nos

aeroportos e as bolsas pequenas são abertas e

revistadas, igual acontece na Disney. Vi policiais

com armas pesadas”, contou Erico Coelho.

A proibição se estendeu a coolers, pacotes

selados e não identificados, qualquer tipo

de aerossol, álcool, câmeras de filmagem,

computadores, animais, bandeiras ou pôsteres,

raquetes de tênis ou outro item que a

segurança considerar como inapropriado.

“Tem uma segurança muito forte na entrada,

policiais com metralhadoras, como se fosse

um esquema de guerra. Porém, a partir do

momento que entra no complexo, você não vê

a segurança”, observou Edney.

Revista Winner | 16


André Lima - Colunista

Olá, amigos do tênis!

Volto de novo, dessa vez pra falar do

FORMATO DA CABEÇA DAS RAQUETES.

Você já pensou em como isso interfere em seu

jogo? Será que sua raquete tem um formato

que favorece à forma como bate na bola?

Bem, quase ninguém se liga nas diferenças

entre os formatos mais básicos: CIRCULAR,

OVAL e MISTO, os mais difundidos. Ainda

tem as raquetes “isométricas”, com a cabeça

“quadrada”, tecnologia exclusiva da Yonex e,

para citar um outro formato mais raro, tem as de

cabeça piramidais, muito difundidas na década

de 90, quando todos os fabricantes sempre

destacavam este formato, especialmente para

jogadores da terceira idade.

Quais seriam as principais características de

cada formato dos mais tradicionais, em um

plano geral?

CIRCULARES: Vão se tornando, infelizmente,

menos difundidas. Têm padrão de

encordoamento mais aberto, equilibradas ou

com peso no cabeça, aro mais largo, rigidez

mais alta, sweet spot maior, favorecem mais

a baseliners, que jogam mais longe da linha

de base, com mais spin que a média. Ajudam

a jogadores com todos os tamanhos e

velocidades de swing, mas ajuda mais ainda aos

que têm swing médio e até curto dependendo

do contexto. Todos os níveis de jogadores

poderiam usar este formato.

Exemplos de modelos: ARTENGO TR990

(Steve Darcis), HEAD Extreme PRO Graphene

XT (Richard Gasquet)

OVAIS: Extremo oposto das circulares, são

cada vez mais raras. Padrão de encordoamento

mais fechado, equilibradas ou com peso

no cabo, aro mais fino e rebatido, mais

flexibilidade, sweet spot menor, favorecem

mais jogadores que jogam mais longe da linha

de base, com spin menos intenso. Representa

grande vantagem dentro da quadra e na

rede, por sua estabilidade. Swings médios já

dificultariam o manejo dessa raquete, que

exige o máximo de amplitude e velocidade

dos movimentos.

Exemplo de modelo: Dunlop Srixon CX2.0

Tour (Kevin Anderson)

MISTAS: Junta características de ambos os

formatos citados e são, portanto, misturas

dos modelos mais difundidos. São as que hoje

dominam os mercados brasileiro e também

global, com destaque dos fabricantes e seus

principais patrocinados na ATP e WTA.

Exemplos de modelos: BABOLAT Pure Drive

2018 (Garbiñe Muguruza) e PRO KENNEX

Ki5 300 (Andreas Seppi usa um modelo da

marca).

Vale ressaltar que um formato de cabeça

favorece mais a determinado tipo de jogo,

mas as suas preferências pessoais podem

eventualmente ser um pouco diferente do que

seria um padrão segmentado.

E aí? Sentiu falta do que falaria sobre as Yonex?

Vai lá no portal da revista e no meu canal no

Youtube. Fiz um vídeo falando bastante sobre

essa que é a única raquete feita no Japão.

Um abraço e que o spin esteja com você!

André Lima atua como professor de tênis desde 1995. Assessorou a parte técnica de eventos como o Challenger de Belo Horizonte por quase 10 anos e foi Árbitro

da CBT /Juiz de Cadeira certificado como White Badge da ITF. Além disso atuou por 5 anos na HEAD Brasil, à frente da Coordenação de Patrocínios e como especialista

em equipamento. É atualmente Diretor de Conteúdo do CONATÊNIS – Congresso Nacional Online de Tênis e Criador do Canal Speak On TENNIS do YouTube

Revista Winner | 17


lesões

Estudos apontam

as lesões mais

sofridas no circuito

profissional

Deric Fukuda e Luiz Augusto Borges Gomes

USTA/Darren Carroll

Trabalho de dois

especialistas analisa

incidência de problema físicos

entre homens e mulheres em

dois Grand Slam; dupla faz

comparação com amadores

Na prática clínica diária, encontramos

diversos jogadores amadores que se

queixam de lesões nos ombros, nos

punhos, nos joelhos e principalmente nos

cotovelos. Apesar desses problemas físicos

poderem ter um início abrupto, em muitos

dos casos eles começam como um pequeno

desconforto, que gradualmente aumenta em

intensidade e se torna uma dor incapacitante

com a manutenção da prática esportiva -

reduzindo o desempenho dentro de quadra ou

até impedindo o atleta de continuar praticando

o tênis. Será que entre os profissionais as

queixas encontradas são semelhantes?

Dois estudos publicados recentemente tiveram

como objetivo principal verificar a incidência

de lesões entre os participantes de dois dos

quatro Grand Slam presentes no calendário

do tênis, que estão entre os torneios mais

importantes da temporada. O primeiro estudo,

publicado em 2014, fez uma análise dos

padrões de lesão encontrados entre os atletas

que estiveram nas edições de 1994 a 2009

do US Open, enquanto o segundo, de 2017,

avalia o perfil das lesões sofridas pelos tenistas

que disputaram o Australian Open entre 2011

e 2016.

Apesar do período analisado ser bem diferente,

com uma década de dados coletados a mais

do Slam americano, os dois eventos chegaram

em um número total de lesões semelhante.

O estudo realizado com dados provenientes

do US Open contabilizou 1219 lesões,

enquanto o do Australian Open mostrou

um total de 1170 problemas físicos. A partir

desses resultados, podemos inferir que, com

o passar dos anos, houve uma tendência ao

aumento de lesões sofridas pelos atletas, algo

mostrado diretamente pelo estudo publicado

em 2017, que ainda apresentou elevação

entre as temporadas de 2011 a 2016. Isto é

resultado de mudanças nas demandas durante

os jogos, com um aumento nas trocas de bolas

e consequentemente na duração dos pontos

e das partidas, o que eleva a exigência física

sobre os atletas, e também pelo calendário

extenuante de torneios. O grande número de

campeonatos durante a temporada, somado

aos períodos de treinamento, muitas vezes

sem periodização adequada, impõe carga

extremamente alta no organismo do atleta.

Ao contrário do que os amantes do tênis

pensam, a maioria das lesões diagnosticadas

entre esses atletas não acomete os membros

superiores (ombro, cotovelo, punho, mão/

dedos), mas os inferiores (incluindo quadril,

joelho, tornozelo, pé/dedos). O estudo

realizado com os dados provenientes do

registro das lesões ocorridas durante 16

edições do US Open mostrou que os atletas,

independentemente do sexo, apresentam

aproximadamente três vezes mais chances

de sofrer problemas no membro inferior.

Além disso, ambos os trabalhos apontaram

que a maioria das lesões sofridas pelos

atletas profissionais são lesões agudas

(condição resultante de um evento específico

identificável ou quando há um início súbito de

dor ou incapacidade) e atraumáticas (quando

não há contato), com uma representatividade

de cerca de 60% de todas as lesões,

conforme apresentou o estudo publicado

em 2014. Em relação aos tipos de lesão, os

mais comuns são musculares/tendíneas e

entorses. O trabalho publicado com dados do

Australian Open mostrou que a cada 10 mil

games disputados (contabilizando dados de

todos os jogadores), ocorre em média 45,9

a 56,5 lesões musculares, sendo que lesões

musculares/tendíneas podem representar até

80% de todas as lesões, conforme apontado

pelo estudo do US Open.

Ainda analisando os resultados, observamos

uma discrepância em relação ao padrão de

lesões que encontramos na prática clínica

diária atendendo atletas amadores de tênis,

que normalmente não se queixam de lesões

agudas (quando tem um choque) /traumáticas,

mas sim de lesões por sobrecarga, que

apresentam um início gradual e vão piorando

com o passar do tempo. Além disso, os locais

mais acometidos entre os atletas amadores

são os ombros, cotovelos, punhos e joelhos,

que sofrem com lesões como bursites e

tendinopatias.

Essa discrepância de padrão evidencia que

os atletas amadores não têm preparado seu

corpo adequadamente para lidar com as cargas

de treinamentos e jogos as quais se submetem

e também não têm dado a devida importância

à qualidade do movimento durante os golpes

e também aos equipamentos utilizados,

principalmente no que se refere ao tipo e

tensão da corda utilizada em suas raquetes.

Para que esse panorama mude, recomendamos

aos amadores que procurem um profissional

capacitado para auxiliá-lo na preparação de

seu corpo para a prática esportiva.

Revista Winner | 18


salsanova

DESDE

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Revista Winner | 19

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SAÚDE

Fotos: Matheus Joffre

“A fisiatria tem uma visão

mais abrangente do atleta”

Integrante da equipe de Bia Haddad, Ricardo Diaz Savoldelli

explica a importância da especialidade médica no tênis

Antonio Kurazumi

Há poucas publicações sobre fisiatria

específicas no tênis. A afirmação é

de Ricardo Diaz Savoldelli, uma das

referências nessa especialidade médica no

Brasil. Para transmitir o conhecimento, uma

das principais propostas da Winner ABC

desde o início, entrevistamos o médico para

apresentar material que se aprofunda no tema.

Savoldelli, que trabalha com a brasileira Beatriz

Haddad Maia, Teliana Pereira, Bruno Soares e

Marcelo Melo, ressaltou a importância de se

olhar o atleta como um todo na prevenção,

diagnóstico ou tratamento de problemas

físicos. “Não basta saber tratar uma dor no

ombro; precisamos entender por que o ombro

está doendo e como os movimentos do tênis

estão relacionados com essa alteração”, pontua

o fisiatra, acrescentando que esse profissional

deve ser um elo entre a equipe de saúde,

equipe técnica e o atleta. Para ele, o melhor

resultado só aparece por meio de um trabalho

integrado de especialistas. Leia mais:

Como você define a fisiatria? Sabemos que ela

se diferencia da ortopedia. Um profissional

dessa área não faz cirurgias, correto?

A fisiatria ou medicina física e reabilitação

é a especialidade médica responsável pela

prevenção, diagnóstico e tratamento de

distúrbios que levam a alguma incapacidade.

Somos os médicos do movimento e da função.

Portanto, pacientes com pequenas incapacidades

(por exemplo, pacientes com dor na coluna

por hérnia de disco, tendinopatias de ombro,

pós-operatório de ligamento cruzado anterior)

ou grandes incapacidades (pacientes com

hemiplegia após AVC, também conhecido como

derrame, amputados, paraplégicos, pacientes

oncológicos) podem ser acompanhados pelo

fisiatra e se beneficiar do nosso trabalho.

No caso específico da prática esportiva, atletas

amadores e profissionais que buscam um

trabalho de prevenção de lesões, que possuem

alguma alteração que prejudique à prática do

esporte ou ainda que diminua sua performance

podem e devem ser acompanhados pelo

fisiatra.

Não fazemos cirurgias, mas realizamos

procedimentos pouco invasivos se necessário,

porém, o principal é que “falamos a mesma

língua” dos fisioterapeutas, preparadores

físicos e trabalhamos em equipe para obter o

melhor resultado com o atleta.

Ricardo, qual é a peculiaridade desse

trabalho do fisiatra especificamente com o

tênis? Como é realizado? O que difere nos

procedimentos em relação a outros esportes?

Acho importante ressaltar que o fisiatra tem

uma visão mais abrangente do paciente/

atleta e isso no tênis é essencial. Não basta

saber tratar uma dor no ombro; precisamos

entender por que o ombro do tenista está

doendo e como os movimentos do tênis estão

relacionados com essa alteração. Muitas vezes,

o que está causando uma dor no ombro é

uma falha na rotação do tronco ao realizar o

forehand e se não corrigirmos o movimento, o

ombro pode até melhorar momentaneamente,

mas vai voltar a doer.

Vejo o papel do fisiatra como um “case

manager”, um gerenciador do processo de

prevenção ou reabilitação de uma lesão no

tenista. O fisiatra pode ser um elo entre a

equipe de saúde (fisioterapeuta, preparador

físico, outras especialidades médicas como

ortopedia, cardiologia, medicina do esporte) a

equipe técnica (treinador) e o atleta.

O diferencial para outros esportes é que

o fisiatra que trabalha com tênis tem que

conhecer a biomecânica do esporte, o gesto

esportivo, as principais lesões no tenista amador

e profissional, como preveni-las e tratá-las.

O tênis é um esporte bem característico por ser

de alta intensidade e intervalado, com gestos

bem específicos e isso é diferente dos outros

esportes. Além disso, o tenista é um atleta bem

“assimétrico”, ou seja, em linhas gerais, o lado

dominante (que segura a raquete) possui um

desenvolvimento muscular, ósseo e tendíneo

diferente do lado contralateral pelos golpes

com a raquete e o esforço realizado nos treinos

e jogos. Encontrar um equilíbrio articular e

de movimento dentro dessa assimetria é um

desafio que nenhum outro esporte apresenta.

Revista Winner | 20


Os fisiatras trabalham com músculos e

movimentos e aí estamos falando de dois

aspectos fundamentais no tênis. Fale sobre

isso, de que maneira esse profissional busca

deixar os jogadores em boas condições?

Esse trabalho vai depender sempre das

características do tenista e seus objetivos.

O trabalho deve ser sempre personalizado.

Nunca vão existir dois trabalhos iguais e isso

que é o mais apaixonante nessa área. Então

por exemplo: o trabalho para deixar um atleta

juvenil na fase de transição que vai disputar

um Grand Slam da categoria é bem diferente

de um trabalho com uma atleta de 60 anos

que quer jogar seu campeonato no clube.

De qualquer maneira, enfatizo sempre a

importância do trabalho em equipe. Um fisiatra

sozinho não terá o mesmo impacto na vida do

tenista, assim como um fisioterapeuta ou um

preparador físico trabalhando sós não vão ter,

portanto deixar o tenista em boas condições

depende dessa interdisciplinaridade. E quanto

mais “profissional” for o atleta, mais complexa

deve ser esta equipe.

Mas o conceito básico é tentar avaliar os

objetivos do tenista, suas capacidades, suas

deficiências e tentar trazer um equilíbrio

articular e de movimentos, aliado à potência,

agilidade, resistência e intensidade. Fácil? Com

certeza não... mas é muito possível, desde que

feito da maneira correta.

De que forma a fisiatria pode ajudar um

tenista, seja ele amador ou profissional?

O atleta amador, o juvenil, aqueles que estão

na fase de transição, o jovem que quer ir

ao College ou o profissional contam com o

fisiatra para atingir seus objetivos: desde não

se lesionar, ter o melhor acompanhamento

para tratar esta lesão e poder melhorar sua

performance dentro de quadra.

O fisiatra trabalha em um sistema de

integração de especialidades, junto de outros

profissionais. Quais os riscos de se fazer um

trabalho individualizado, que não seja em

conjunto com outros profissionais?

Vejo dois grandes problemas de

“compartimentalizar” o tenista:

O primeiro é quando compartimentamos o

trabalho dos membros da equipe interdisciplinar

e não há troca de informações ou trabalho em

conjunto se perde tempo, eficiência e eficácia

no tratamento ou na prevenção das lesões.

Comparo a um barco: se cada um remar para

um lado, o barco não sai do lugar. Se tivermos

uma coerência, uma sinergia e trabalharmos

em conjunto, as características e capacidades

dos profissionais se multiplicam e o trabalho

flui muito melhor, é muito mais efetivo e todos

saem ganhando, principalmente o atleta.

O segundo problema é quando

compartimentamos o atleta e começamos a

tratar o sintoma e não o tenista. Com isso se

perde uma visão geral. Por exemplo, um caso

que estou acompanhando de um tenista que

estava com dor no joelho e foi avaliado por

três ultra especialistas na referida articulação

e não melhorava. A dor era no joelho, mas o

problema era um desequilíbrio pélvico que

sobrecarregava o joelho e uma alteração na

ativação da musculatura da coxa na hora do

forehand. Neste caso, ele não melhorava,

pois o foco estava apenas no joelho. Quando

começamos a tratar o desequilíbrio pélvico e

a ativação correta da musculatura do gesto

esportivo, ele melhorou e voltou aos treinos e

a disputar campeonatos.

Como a tecnologia tem ajudado no

desenvolvimento da fisiatria?

Antes de mais nada, gostaria de salientar

que a tecnologia é um meio complementar.

Nada substitui uma boa anamnese (conversa

do profissional de saúde com o tenista) e

um bom exame físico. Contudo, a tecnologia

auxilia na avaliação objetiva do gesto esportivo

e na atividade e função do aparelho motor.

Alguns exemplos são os equipamentos

de avaliação isocinéticas que avaliam o

desempenho muscular, os aparelhos de

eletromiografia de superfície e o biofeedback

que nos ajudam a avaliar a ativação muscular.

Mas hoje, o que tenho utilizado muito e

acredito que seja o presente da avaliação do

gesto esportivo e se tornará cada vez mais

comum no futuro é a avaliação biomecânica 3D

do movimento, no qual colocamos marcadores

em pontos específicos das articulações e

na raquete, câmeras especiais captam o

posicionamento destes pontos, passam os

dados para um software que compila os dados

e nos dá informações com uma precisão

incrível (submilimétrica) do posicionamento

e do movimento das articulações, raquete,

braços, tronco, pelve, pernas e pés. Em

conjunto, utilizamos a eletroneuromiografia

de superfície para avaliar a ativação muscular.

Com isso temos dados incríveis para poder

identificar padrões de movimentos que levam

ou poderiam levar a alguma lesão em qualquer

movimento do tênis.

Revista Winner | 21


COLUNA

Rodrigo Rocha

Devolução de saque

Ricardo Coelho

Esse é um tema

que não recebe

o tratamento

adequado entre os

amadores, já que é

pouco treinado. Para

ser didático, vou dividir a

explicação em parte técnica e

tática e opções de devoluções.

Split step: na preparação para receber o saque,

o jogador dá aquele salto vertical e cai com os

dois pés no chão, movimento que gera ação

rápida para devolver a bola.

Preparação curta: usada para dar tempo

de responder ao sacador. Quando a bola

vem muito rápida, o tenista não tem tempo

necessário para fazer uma preparação longa.

Ponto de contato: necessário ser na frente

do corpo. Para saber que teve eficiência

nesse quesito, você deverá estar com o braço

esticado no momento do contato.

Outra questão importante na devolução

moderna são as pernas. Se a bola for para

seu forehand, coloque a perna direita para

o lado a fim de ter equilíbrio e ser agressivo

na devolução. Quando receber no backhand,

faça o mesmo movimento, só que com a perna

esquerda. Os jogadores profissionais fazem

bastante uso dessa ação atualmente.

Tipos de devoluções: acho fundamental o

jogador saber devolver de várias formas,

pensando em dificultar o sacador.

- Devolução bloqueada: quando o saque

vem forte, o tenista que vai receber utiliza a

empunhadura continental. É igual um voleio,

você bloqueia na frente do corpo. O Wawrinka

e o Federer são exemplos dessa prática.

- Devolução de slice: quando dá mais tempo

de devolver. Você também pode se tornar

agressivo e subir à rede com uma bola baixa.

- Devolução com top spin: com bolas altas

no fundo, como o Nadal gosta de fazer. O

recomendável é ficar mais atrás da linha de

base, porque aí terá tempo para executar

dessa forma.

- Devolução agressiva: pegando o Djokovic

como referência, que fica mais em cima da

linha de base e pega a bola bem na frente,

chapada.

Se tiver variações na devolução, aumenta a

chance de levar problemas ao adversário e,

consequentemente, obrigá-lo a mexer no

serviço. O sacador pensará mais, isso é bom.

Na parte tática da devolução, normalmente

quem está mais atrás, citando o Nadal

novamente, a bolinha volta profunda e no

meio, para se tirar o ângulo. A resposta ao

saque mais agressiva é na paralela.

Não há uma regra. A devolução de saque

depende de várias situações do jogo. Se, por

exemplo, o adversário estiver errando, você

tende a ser mais conservador. Por outro lado,

quando o sacador comete poucos erros, você

precisa elevar a agressividade.

Quando se joga com um atleta alto ou

lento, é importante devolver bloqueando e

deixando a bola mais baixa, assim o sacador

terá dificuldade de bater. Sempre bom

lembrar também que a devolução tem relação

com o piso que se joga, assim como com as

características de cada jogador.

PROFISSIONAIS

Mesmo na quadra rápida, o Nadal devolve

atrás, mas varia algumas vezes e se posiciona

à frente dependendo do oponente. A despeito

disso, o espanhol prefere ficar recuado para

devolver a bola alta, pensando em ter tempo

de mandar nos pontos e aí, durante o rally,

consegue se posicionar melhor.

O Djokovic, pela própria característica,

raramente vai para trás. O Federer também

é assim, mas a diferença é que ele muda a

forma de devolver, às vezes usa o slice e

confunde o adversário.

Treine sua devolução de várias formas, seja com

slice, batendo mais dentro da quadra, atrás com

bolas altas e bloqueando. Veja qual se adapta

melhor ao seu jogo, mas não deixe de variar

porque assim você terá uma arma a mais.

Ricardo Coelho é coordenador técnico da Hebraica. Na função de técnico, viajou para três torneios Grand Slam com Júlio Silva, Rogério Dutra

Silva e a argentina Maria Argeri. Formou-se em biomecânica aplicada ao tênis, em curso internacional da ATP e nos cursos de níveis 1, 2, 3 e

4 da CBT e ITF

Revista Winner | 22


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Revista Winner | 24

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