HF Agosto 2019 DIGITAL

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ABELHAS

O mundo precisa delas


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Tel.: (11) 5092-3305

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ISSN 2359-5310 - Edição 170 - Agosto 2019

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Imaginar o mundo sem elas parece impensável, para

os conhecedores de sua importância no contexto

ambiental. Sim, estou falando das abelhas, aqueles

seres voadores que se responsabilizam por fazer

coleta e entrega de pólen de flor em flor, promovendo

a chamada reprodução cruzada, que resulta em

frutos de melhor qualidade e mais sementes.

Há situações em que a polinização é realizada

pelo vento, como no milho, trigo, arroz, etc. Entretanto,

na maioria das vezes, ou 80% entre plantas

e flores, as abelhas são as responsáveis diretas,

sendo esta considerada uma das mais eficientes no

processo.

Sua importância é tal que se estima que os

serviços ecossistêmicos da polinização correspondam

a cerca de 10% do PIB agrícola, representando

uma cifra superior a U$ 200 bilhões/ano,

no mundo. Cerca de 85% das plantas com flores

presentes nas matas e florestas da natureza dependem, em algum

momento, dos polinizadores para se reproduzirem.

Sendo assim, nossa matéria de capa valoriza as abelhas, que cumprem um papel

imprescindível, verdadeiros “cupidos da natureza”, transportando o pólen entre

as plantas e garantindo assim a variação genética tão importante ao desenvolvimento

das espécies, o equilíbrio dos ecossistemas e a reprodução das espécies. Vamos à

leitura da matéria de capa?

Miriam Lins Oliveira

Editora

Nossos parceiros nesta edição

Foto Capa

Montagem Lavínya Freitas

Projeto Gráfico/Diagramação

MQAG

Impressão

agosto 2019

AgroComunicação

PABX: (34) 3231-2800

R. Bernardino Fonseca, 88 – B. General Osório

Uberlândia-MG 38.400-220

www.revistacampoenegocios.com.br

A Revista Campo & Negócios Hortifrúti

é imparcial em relação ao seu conteúdo

agronômico. Os textos aqui publicados são de

inteira responsabilidade de seus autores.

3


NESTA EDIÇÃO

06 Doenças do tomateiro - manejo

e controle

10 Calcário favorece enraizamento

da batata

12

Requeima da batata - qual a

solução?

15 Enxofre aumenta rendimento da

cebola

42 ABELHAS

o mundo precisa delas

18

Citronela - nematicida

orgânico para hortaliças

53

Balanço Hortitec 2019

agosto 2019

20

Minipepino ainda é pouco

explorado

22 Fertilizantes organominerais -

mitos e verdades

29 Aminoácidos - mais qualidade

para o repolho

34

Irrigação inteligente para

hidroponia

38 Vantagens da acelga em estufas

104 Fosfito + Fungicida - Mais

proteção para as cenouras

106 Brócolis Avenger Sakata

109 Porta-enxerto em citros

112 Fungos no controle do ácaro

do morangueiro

32

Mulching controla

pectobacterium em alface

40

Como garantir boa

produtividade da cenoura?

52 Luz de led pode acelerar o

desenvolvimento do morango

114

Cultivo de macieiras sob

telas antigranizo

116 Qualidade e tecnologia em

telas para frutas

4


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Uso exclusivamente agrícola. Aplique somente as doses recomendadas.

Descarte corretamente as embalagens e os restos de produtos. Incluir outros

métodos de controle do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando

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cultura do Tomate: Polyram ® DF para o alvo Alternaria solani. Registro Mapa:

Orkestra ® SC nº 08813, Polyram ® DF nº 01603, Tutor ® nº 02908, Fastac ® 100

nº 002793, Nomolt ® 150 nº 01393, Pirate ®

nº 05898, Cabrio ® Top nº 01303,

Caramba ® 90 nº 01601, Forum ® nº 01395, Acrobat ® MZ nº 02605,

Cantus ® nº 07503, Forum ® Plus nº 03502, Imunit ® nº 08806, Verismo ®

nº 18817, Comet ® nº 08801 e Timorex Gold ® nº 22116.


FITOSSANIDADE

DOENÇAS

MANEJO E CONTROLE

NO TOMATEIRO

Alice Quezado

agosto 2019

Carlos Antônio dos Santos

Engenheiro agrônomo e doutorando em

Fitotecnia – Universidade Federal Rural

do Rio de Janeiro (UFRRJ)

carlosantoniods@ufrrj.br

Margarida Goréte Ferreira do Carmo

Engenheira agrônoma, doutora em

Fitopatologia e professora - UFRRJ

gorete@ufrrj.br

Laura Carine Cândido Diniz Cruz

Graduanda em Agronomia - UFRRJ

O

tomateiro é uma das principais

culturas do segmento hortaliça

do agronegócio brasileiro. Devido

à grande quantidade produzida e

comercializada, sua produção tem sido

associada à obtenção de bons lucros e

benefícios para toda a cadeia produtiva.

No entanto, por ser uma lavoura que

demanda altos investimentos, necessita

ser bem planejada e manejada para alcançar

índices satisfatórios de produtividade

e retorno.

A produção do tomate está sujeita à

interferência de uma série de fatores capazes

de afetar negativamente o desempenho

e o retorno econômico das lavouras.

Dentre estes, as doenças se destacam

nos desafios a serem superados pelos produtores,

os quais devem ter atenção redobrada

no manejo fitossanitário da cultura.

Em destaque

Diversos agentes, como fungos e oomicetos,

bactérias, vírus e nematoides são

capazes de infectar o tomateiro e provocar

prejuízos, limitando sua produção.

Dentre as doenças foliares se destacam

a requeima causada pelo oomiceto

Phytophthora infestans; a alternariose

ou pinta-preta causada pelo fungo Alternaria

solani; a pinta-bacteriana causada

por Pseudomonas syringae pv. tomato, a

mancha-bacteriana causada pelo complexo

Xanthomonas spp., além de viroses

diversas.

Estas doenças são importantes por,

dentre outros fatores, reduzirem a área

foliar fotossinteticamente ativa, prejudicando

o desenvolvimento das plantas e o

crescimento dos frutos, além de, em alguns

casos, infectarem os frutos, depreciando-os.

O tomateiro também está sujeito ao

ataque de doenças causadas por patógenos

habituais do solo. Estes podem infectar

as raízes, o colo e o sistema vascular

das plantas, causando sintomas

diversos, como podridão radicular e do

colo e necrose vascular, que afetam o desenvolvimento

da planta, podendo levar

à sua morte prematura.

São exemplos frequentes de doenças

causadas por patógenos que habitam

o solo: tombamentos de mudas no

viveiro e podridão de colo e da raiz, causados

por Pythium spp., Rhizoctonia solani

e Fusarium solani; infecções vasculares

e murchas, como a murcha-de-fusário,

causada por F. oxysporum f. sp. lycopersici;

murcha-de-verticílio causada por Verticillium

albo-atrum e V. dahliae e murcha-bacteriana,

causada por Ralstonia

solanacearum.

Além destas, temos as doenças causadas

por nematoides de galhas nas raízes,

como Meloydogine spp. Estas doenças

são capazes de causar restrição ao crescimento

radicular, reduzir a absorção e

transporte de água e de nutrientes e limitar

o desenvolvimento da planta, causando

falhas no estande e redução da produtividade.

Regiões mais afetadas

Relatos de ocorrência de perdas em

áreas de cultivo de tomateiro por doenças

causadas por patógenos de solo são

frequentes nas principais regiões produtoras

de tomate no Brasil, tanto em sistema

protegido como no campo.

Este, quadro decorre do cultivo sucessivo

e intensificado do tomateiro e de outras

espécies suscetíveis na mesma área, ou

áreas adjacentes, e a constante dispersão

de inóculo pelos diferentes procedimen-

6


FITOSSANIDADE

tos adotados ao longo do manejo das áreas

e da cultura.

Estes patógenos têm como característica

a habilidade de sobreviver no solo por

longos períodos. O acúmulo de inóculo

do patógeno no solo, as práticas em geral

adotadas e a não observação de medidas

de caráter preventivo, aliado ao

plantio de cultivares suscetíveis sob condições

do ambiente favoráveis, têm resultado

em grandes perdas e levado produtores

à constante troca de áreas. Ou

seja, a cultura muitas vezes tem um caráter

nômade, isto é, com constante migração

devido à ocorrência generalizada

de doenças.

Ricardo Borges Pereira

Septoriose em tomate

Formas de controle

O manejo de doenças do tomateiro

causadas por patógenos de solo deve ser

feito, preferencialmente, de forma preventiva

e pela adoção de estratégias integradas.

Evitar a entrada e a dispersão

desses patógenos nas lavouras, estufas ou

viveiros é essencial. Aliado a isso, o produtor

pode adotar alguns cuidados que

auxiliam na redução da ocorrência dessas

doenças e perdas nas lavouras.

Neste aspecto, deve ser considerada,

por exemplo, a qualidade sanitária das

sementes e mudas, a qualidade da água

de irrigação, a limpeza de maquinários

e implementos, o arranquio e destruição

de plantas doentes, e limitação ao revolvimento

e arraste de solo de áreas contaminadas.

A escolha de áreas isentas de contaminação

e a rotação de culturas utilizando

espécies não hospedeiras, além do manejo

adequado da fertilidade do solo, também

são essenciais.

Para algumas doenças, como a murcha-de-fusário

do tomateiro, por exem-


FITOSSANIDADE

agosto 2019

Lavoura com xanthomonas

Sintomas de alternária no tomateiro

Tomateiro com fusarium

Leonardo Boiteux

Leonardo Boiteux

Hélcio Costa

plo, também é possível e recomendado o

uso de cultivares ou porta-enxertos com a

resistência a uma ou mais raças do patógeno

F. oxysporum f. sp. lycopersici.

Já o controle químico de patógenos

de solo é dificultado devido à complexidade

do ambiente no solo, custos e agressividade

à microbiota benéfica do perfil.

Técnicas e produtos

inovadores

Além das medidas de caráter preventivo,

outras tecnologias podem ser usadas.

Cultivares resistentes são, sem dúvida,

a principal estratégia e representam

um grande avanço no manejo destas doenças.

A utilização de agentes de controle

biológico visando a redução de doenças

na lavoura também vem crescendo e representa

uma alternativa complementar

muito útil. Dentre estes agentes, o mais

conhecido são espécies de Trichoderma,

fungo com atividade antagonista a vários

fungos fitopatogênicos.

Os mecanismos de ação do Trichoderma

sobre agentes fitopatogênicos se

baseiam na competição por espaço e nutrientes,

reduzindo a multiplicação dos

mesmos, na antibiose ou produção de

substâncias que inibem o crescimento e

reprodução desses patógenos, além do

parasitismo.

Além da atuação contra patógenos

de solo, estudos também demonstram

que isolados de algumas espécies de Trichoderma

podem atuar como indutores

de resistência nas plantas e favorecer o

crescimento radicular e solubilização de

nutrientes do solo.

Estes efeitos, porém, podem variar

de acordo com a espécie e linhagem de

Trichoderma utilizada, a espécie cultiva-

Questão de estratégia

O uso de agentes de biocontrole é uma das principais estratégias da agricultura

moderna para o manejo sustentável de doenças nas lavouras. Para a cultura

do tomate, que demanda grandes investimentos, a ocorrência de doenças pode

levar a perdas consideráveis de produção e à inviabilização de áreas de cultivo.

Com isso, visando assegurar a viabilidade do empreendimento, é necessário

a adoção de práticas preventivas e de manejo como forma de redução das perdas

causadas. Experiências práticas com o uso de Trichoderma apontam benefícios

a médio e longo prazo, quando utilizado em programas de manejo integrado.

Dessa forma, em função dos benefícios potenciais, tem sido uma realidade

para esta e outras culturas.

da e as condições do ambiente.

A tomaticultura

O uso de Trichoderma para a redução

de doenças causadas por patógenos

de solo em tomateiro tem crescido e se

mostrado uma prática eficiente em trabalhos

de pesquisa e em áreas de produção

de diferentes regiões do Brasil.

Os resultados positivos demonstram

redução dos danos causados por Pythium,

Rhizoctonia solani, Fusarium e Sclerotinia,

por exemplo, especialmente quando

usado de forma preventiva e associado

a práticas integradas. Incrementos de

produtividade de até 57% pela redução

da intensidade de algumas dessas doenças

e pelo estímulo ao crescimento das

plantas também são reportados.

Erros e acertos

As aplicações de produtos à base de

Trichoderma podem ser feitas durante a

fase de produção das mudas nas bandejas,

quando direcionadas à solução de problemas

com as mudas. Quando o alvo é

o controle de doenças no campo, a aplicação

tem sido feita nas mudas antes do

transplantio e prosseguindo ao longo do

desenvolvimento da cultura no campo ou

casa de vegetação.

Em muitas das formulações disponíveis

no mercado é possível a aplicação

via irrigação ou por meio de pulverizadores

mecanizados ou costais, direcionados

à base das plantas, o que facilita o

processo de aplicação.

Com relação aos custos de aplicação,

são equivalentes ou inferiores aos de outros

fungicidas aplicados nas lavouras de

tomate.

Por se tratar de um organismo vivo,

é necessário a adoção de alguns cuidados

no armazenamento e aplicação. Os

equipamentos e tanques devem ser limpos

adequadamente, priorizando aplicações

nos horários mais frescos do dia.

O volume de calda, número de aplicações,

concentração e épocas de aplicação

podem variar de acordo com as

recomendações de cada produto/fabricante.

Esses cuidados são importantes e visam

assegurar a viabilidade dos conídios

de Trichoderma e a sua eficácia no controle

dos patógenos presentes no solo

ou substrato.

8


SOLO

agosto 2019

CALCÁRIO

FAVORECE ENRAIZAMENTO DA BATATA

Tiago Henrique Costa Silva

Engenheiro agrônomo e mestrando em

Proteção de Plantas – Instituto Federal

de Goiás (IFG) - campus Urutaí (GO)

tiago@agronomo.eng.br

O

calcário favorece o enraizamento

da batata por meio da eliminação

da acidez do solo e fornecimento

suplementar de cálcio e magnésio

para as plantas. O cálcio estimula o crescimento

das raízes e, portanto, com a calagem

ocorre o aumento do sistema radicular

e uma maior exploração da água e

dos demais nutrientes do solo, auxiliando

a planta com mais raízes e radicelas

que, por consequência, fica mais forte e

tolerante à seca e demais estresses microclimáticos.

Produtividade

Sabemos que os solos brasileiros são

predominantemente classificados como

ácidos na maior parte do território brasileiro.

Essa acidez é representada basicamente

pela presença de dois elementos

minerais, os íons H + e Al +3 . Essa presença

de hidrogênio e alumínio em grandes

quantidades se dá de forma natural, devido

à intensa lavagem por chuva e lixiviação

dos nutrientes do solo, e também

pela retirada dos nutrientes catiônicos

pela cultura sem a devida reposição.

É, ainda, uma consequência por não

se respeitar a lei do mínimo na fertilidade

brasileira e, também, pela utilização

de fertilizantes de caráter ácido.

Dessa forma tudo trabalha voltado para

que nosso solo apresente essa característica

ácida.

Um solo classificado como ácido reflete

diretamente na produtividade das

culturas, inclusive da batata, pois quimicamente

falando, o excesso de íons (+),

que são cargas positivas, por meio de ligações

químicas, sequestram os nutrientes

aniônicos (-), que são cargas negativas

presentes nos demais nutrientes

essenciais para as plantas.

Este sequestro não deixa as plantas

Ação da calagem

A calagem é feita com calcário, e entrega grandes benefícios, como: aumenta

a disponibilidade de fósforo, já que diminui os sítios de fixação no solo; diminui

a disponibilidade de alumínio e manganês por meio da formação de hidróxidos

que não são absorvidos; aumenta a mineralização da matéria orgânica

com consequente maior disponibilidade de nutrientes e favorece a fixação biológica

de nitrogênio.

Nas propriedades físicas do solo, a calagem aumenta a agregação, pois o cálcio

é um cátion floculante e, com isso, diminui a compactação.

Luize Hess

absorverem todos os nutrientes necessários

para uma boa produção que, por

consequência, traz baixas produtividades

à lavoura de batata.

Manejo

O manejo de calagem foi uma das

grandes descobertas da pesquisa agropecuária

no que diz respeito à correção de

solo e incremento de produção. A calagem

tem a finalidade de corrigir a acidez

do solo, elevando o pH e neutralizando

os efeitos tóxicos do alumínio (Al) e

manganês (Mn).

Além da correção da acidez, a calagem

eleva os teores de cálcio (Ca) e magnésio

(Mg) do solo, porque o calcário, que

é o corretivo normalmente usado, con-

10


SOLO

Investimento

O custo é baixo em vista dos benefícios

proporcionados pela calagem,

e são relativos de região para

região. Algumas vezes o custo do frete

é mais preocupante do que o valor

do calcário em si, portanto, sugiro

pesquisar bem, antes de fechar

negócio.

FMC

tém teores altos desses nutrientes. Há vários

métodos para estimar a quantidade

de calcário a ser adicionada ao solo, a qual

deve ser determinada com base nos resultados

da análise de solo, de modo a elevar

a saturação de bases (V) a 80%.

O calcário deve ser aplicado a lanço

e incorporado ao solo por meio de gradagem

que, dependendo do grau de finura

e reação que classificamos como PRNT,

deve-se aplicar entre três e um mês antes

do plantio da batata. No que se refere

à quantidade, é muito relativo. É

preciso realizar um amostragem de solo

representativa e enviar para o laboratório

uma amostra composta.

Com a ajuda de um engenheiro agrônomo

deve-se realizar a interpretação de

solo, quando será possível saber a quantidade

exata a aplicar naquele solo especificamente.

A lei do retorno

Há muitos trabalhos científicos quanto

à calagem que comprovam resultados

na média de 28% a mais de produtividade,

com menor custo de condução da

lavoura, trazendo mais rentabilidade ao

agricultor.

Mas, infelizmente, o que é muito comum

e que observamos bastante é a “receita

de bolo” que alguns agricultores

adotam como manejo, simplesmente deixando

de realizar o processo de amostragem

e análise de solo para saber a quantidade

real de necessidade de calcário.

Eles simplesmente padronizam uma

quantidade específica para toda sua área,

sendo que, muitas das vezes, jogam muito

calcário em áreas que não necessitam e

menos em áreas que necessitam de muito,

ocorrendo assim um desequilíbrio na

correção do solo e insucesso da técnica.

É bom lembrar que tudo em excesso

é prejudicial, portanto, os agricultores

que aplicam muito volume podem, na

verdade, prejudicar sua lavoura com excesso

de nutrientes e levar ao desbalanço

nutricional das plantas, ou até mesmo

à intoxicação delas.

Assim, reforço aqui - é muito importante

para o sucesso da sua lavoura seguir

o protocolo de calagem da forma

correta, e assim aplicar somente o que é

de real necessidade para o sistema solo-planta.


DOENÇA

REQUEIMA DA BATATA

QUAL A SOLUÇÃO?

Carlos Antônio dos Santos

Engenheiro agrônomo e doutorando em

Fitotecnia – Universidade Federal Rural

do Rio de Janeiro (UFRRJ)

carlosantoniods@ufrrj.br

Rita de Cássia Silva

Discente de Agronomia - UFRRJ

Evandro Silva Pereira Costa

Engenheiro agrônomo e doutor em

Fitotecnia/Produção Vegetal

Fotos Jesus G. Töfoli

agosto 2019

Rápido desenvolvimento e alto potencial

destrutivo caracterizam a

requeima como uma das mais importantes

e agressivas doenças da batata.

Os fungicidas desempenham um papel

decisivo no controle da requeima, uma

vez que a maioria das cultivares comerciais

são suscetíveis à doença.

As estratégias de controle envolvendo

esses produtos têm o objetivo de prevenir

ou reduzir a doença no campo, sendo

necessário conhecer detalhadamente

o potencial de controle desses produtos

para alcançar os melhores níveis de controle

em programas de aplicação ou sistemas

de previsão de doenças.

Importância econômica

A batata é uma das hortaliças mais

importantes para o agronegócio brasileiro

e mundial. Dados do IBGE (2019)

apontam que a produção brasileira de

batata no ano passado foi de 3.847.037

toneladas, e com área cultivada de cerca

de 126.999 hectares.

Para a obtenção de êxito na produção

desta cultura, é necessário que sejam

atendidos alguns cuidados que incluem

a escolha da época de plantio, obtenção

de material propagativo de qualidade, cuidados

na adubação e irrigação e, principalmente,

cuidados relacionados ao seu

manejo fitossanitário.

A batata é afetada por uma série de

doenças e pragas que podem limitar a

produção e qualidade dos tubérculos e

trazer grandes prejuízos aos produtores.

Dentre as doenças, a principal delas

é a requeima, que é causada pelo oomiceto

Phytophthora infestans (Mont.) de

Bary. Devido ao seu alto potencial de devastação,

a requeima pode destruir completamente

(e em questão de dias) lavouras

de batata ou tomate, caso não seja

manejada corretamente.

A doença é favorecida por períodos

de alta umidade ou de molhamento foliar

e temperaturas amenas, entre 7,2 a

26,6° C.

A utilização de cultivares suscetíveis

ou com baixa resistência, associado a estas

condições ambientais, podem favorecer

as perdas causadas, o que justifica

a adoção de práticas de controle preventivo.

Sintomas

Os sintomas da doença são manchas

pequenas, irregulares, de cor escura que,

em condições de alta umidade e baixas

temperaturas, aumentam de tamanho e

apresentam aspecto encharcado e de coloração

escura, amarronzada a preta.

Os sintomas evoluem posteriormente

para a necrose dos tecidos e morte dos folíolos,

causando aspecto similar a queima.

A presença de molhamento foliar

associada a baixas temperaturas favorecem

a esporulação do patógeno, o que

pode ser notado pela observação de cres-

12


DOENÇA

Prejuízos

A requeima pode ocorrer em qualquer fase da cultura da batata exigindo,

portanto, um acompanhamento contínuo da lavoura. A doença apresenta potencial

para atacar severamente a parte aérea da planta, como as folhas, hastes,

pecíolo, caule, além de danos diretos e indiretos aos tubérculos.

cimento esbranquiçado na face inferior

da folha.

Prevenção e controle

O manejo da requeima é essencial

para a redução os riscos, e colabora para

o aumento da produtividade e qualidade

do produto.

Estas estratégias, por sua vez, devem

ser vistas sob uma concepção ampla, integrada

e preventiva.

O produtor deverá fazer uso da rotação

de culturas, evitar o plantio em áreas

passíveis de encharcamento e neblina, utilizar

batata-semente de boa procedência


DOENÇA

Erros frequentes

agosto 2019

Sintomas de requeima em folhas de batata

e evitar irrigações excessivas, por exemplo.

O uso de cultivares resistentes ou tolerantes

é uma estratégia que deve ser

considerada, quando disponível. No entanto,

a maioria das cultivares comerciais

atualmente plantadas no Brasil se mostram

suscetíveis ou moderadamente suscetíveis

à requeima.

A utilização de produtos com ação

fungicida tem sido a estratégia mais utilizada

e que, associada às práticas anteriormente

mencionadas, traz a melhor eficiência

no manejo da requeima em batata.

A utilização desses insumos deve ser

feita de forma preventiva a partir da emergência

da cultura, e deve-se considerar

alguns cuidados para assegurar a efetividade

da tecnologia e garantir um correto

controle da doença na lavoura.

Novidades

Atualmente, estão registrados, no

Brasil, 162 produtos comerciais (simples

ou misturas duplas), para controle de

P. infestans em batata. Dentre os princípios

ativos disponíveis é possível destacar

os de ação protetora e aqueles de

ação em profundidade (translaminar) e

sistêmicos.

Os fungicidas protetores formam uma

camada de proteção na superfície da planta,

impedindo o estabelecimento da doença.

Já os fungicidas com ação translaminar

penetram e se redistribuem no

local aplicado, enquanto os sistêmicos

são translocados pelo sistema vascular

das plantas.

No caso dos dois últimos, estão menos

sujeitos a perdas por lavagem pela

chuva, por exemplo, e podem ter ação

curativa ou antiesporulante. Na atualidade,

têm sido consideradas formulações

que contêm princípios ativos que abrangem

tanto a ação protetora quanto em

profundidade ou sistêmica.

Diferentes princípios ativos registrados

têm sido validados e utilizados

nas principais regiões produtores de batata

do Brasil e se destacam por resultarem

em menores níveis de doença e

aumentos significativos na produtividade

comercial e qualidade de tubérculos.

Por ser P. infestans um patógeno com

algumas particularidades, o produtor deverá

se atentar à escolha de princípios

ativos com registro no MAPA para a cultura.

Deverá também respeitar adequadamente

o uso das doses recomendadas, número

máximo e intervalo de aplicações,

conforme a bula.

A utilização e rodízio de fungicidas

com distintos princípios ativos e mecanismos

de ação também é interessante

para evitar o surgimento de variantes

resistentes de P. infestans.

A utilização de equipamentos de proteção

individual (EPI’s) e o respeito ao intervalo

de segurança também se faz necessária.

O controle da requeima com uso de

fungicidas tem sido racionalizado com a

utilização de sistemas de previsão da doença,

em que são considerados diferentes

elementos meteorológicos que indicam

os períodos favoráveis para o desenvolvimento

da doença, e que facilitam a tomada

de ações quanto à aplicação dos

fungicidas.

Em paralelo, o desenvolvimento de

cultivares com resistência tem sido feito

por programas de melhoramento em

desenvolvimento e fomentados pela iniciativa

pública e privada. Todas estas estratégias

são importantes e deverão ser

utilizadas sob a concepção de manejo integrado

da requeima da batata.

Custos

Os custos com a utilização de

fungicidas para o controle da requeima

da batata se situam na faixa de 10

a 15% da produção, segundo o Centro

Internacional da Batata (CIP).

No entanto, a não utilização de estratégias

de controle pode levar a perdas

de 100% da lavoura e dos investimentos

realizados.

A adoção de medidas de caráter

preventivo, como a utilização de fungicidas,

associadas a estratégias integradas

de manejo, são essenciais

em sistemas de produção que visem

a obtenção de elevadas produtividades.

14


NUTRIENTE

ENXOFRE

MAIS RENDIMENTO E

PUNGÊNCIA DA CEBOLA

Claudinei Kurtz

Engenheiro agrônomo, doutor em

Fertilidade do Solo e Nutrição de

Plantas e pesquisador da Epagri/Estação

Experimental de Ituporanga

kurtz@epagri.sc.gov.br

O

enxofre (S) é constituinte importante

de alguns aminoácidos,

como a cistina, metionina, cisteína

e triptofano, fazendo parte de todas as

proteínas vegetais, além de ser precursor

de compostos sulfurados voláteis.

A quantidade destes compostos à base

de S é que determina a pungência da cebola

e confere odor e sabor característicos

a esta espécie. Os sintomas de deficiência

nas plantas se caracterizam pelo

amarelecimento das folhas mais novas,

que se tornam finas e tortas, pela redução

drástica no crescimento da parte aérea

e radicular e pela bulbificação precoce,

podendo levar à morte das plantas

afetadas após alguns dias.

A deficiência de enxofre também reduz

a produtividade e a pungência da cebola,

podendo aumentar a suscetibilidade

a problemas fitossanitários, além de

reduzir a qualidade dos bulbos.

Resposta da cebola à adição

de S

O acúmulo deste nutriente é maior

no bulbo, com cerca de 80%, enquanto

na parte aérea o acúmulo é de aproximadamente

20% do S total extraído na

colheita.

A cebola é uma planta exigente em

S, e geralmente esse nutriente é o terceiro

ou quarto em ordem decrescente de

acúmulo.

A deficiência de enxofre normalmente

ocorre em solos com baixo teor de matéria

orgânica, arenosos, intensivamente

cultivados, sem reposição do nutriente

e principalmente com o cultivo de espécies

exigentes, a exemplo de famílias de

plantas como as leguminosas (soja, feijão),

as brássicas (repolho, couve-flor) e

as aliáceas (cebola, alho).

As condições que afetam a mineralização

da matéria orgânica, como baixas

temperaturas e déficit hídrico, também

podem reduzir a disponibilidade do elemento,

pois mais de 90% do enxofre do

solo está ligado à matéria orgânica.

Outro fator que também contribui

para o aparecimento da

deficiência é o

aumento

sucessivo

de produtividade nos cultivos,

como da cebola e de grãos, que promovem

grande exportação do nutriente por ocasião

das colheitas, o que torna inevitável a

reposição de enxofre.

Além disso, solos com pH elevado

e com altos teores de fósforo também

contribuem para reduzir a disponibilidade

de S na solução do solo e consequente

aparecimento de deficiências de S.

O sulfato (SO 4

2-

), que é a forma absorvida

pelas plantas, pode ser facilmente

lixiviado para camadas mais profundas

pela percolação da água proveniente da

chuva ou irrigação.

Desde 2010 são frequentes na região

do Alto Vale do Itajaí (SC), principal

região produtora de cebola do Brasil,

lavouras que apresentam sintomas da

carência de S. Nas lavouras afetadas com

a deficiência de S, se a adubação corretiva

com esse nutriente não for realizada de

imediato, pode ocorrer redução drástica

de produtividade, superior a 50%, mesmo

com adoção de um bom padrão tecnológico.

A inobservância

da deficiência

de S em

lavour

a s

O enxofre é absorvido pelas raízes

das plantas predominantemente na

forma altamente oxidada de sulfato

(SO 4

2-

). A maior demanda de S pelas

plantas ocorre entre os 90 e 150

dias após a semeadura.

agosto 2019

Shutterstock

15


NUTRIENTE

agosto 2019

no passado se deve provavelmente à reposição

do enxofre por formulações de

adubos NPK (nitrogênio, fósforo e potássio),

as quais normalmente continham o

elemento na sua composição, principalmente

pelo uso do superfosfato simples

para compor as fórmulas.

Estudos

Pesquisas avaliando a resposta da cultura

da cebola para S são muito escassas

na literatura. Em trabalho realizado por

Kurtz et al. (2018) em casa de vegetação,

avaliando dois Cambissolos catarinenses

da região de Ituporanga e um Nitossolo

do Estado do Paraná (Araucária),

ambos com cultivo frequente de cebola,

verificou-se aumento significativo do

rendimento de bulbos com a adição de S

na forma de sulfato de cálcio (gesso agrícola)

nos dois Cambissolos.

O rendimento passou de 111 g vaso -1 ,

na testemunha sem S, para 426 g vaso -1 , na

dose de 30 kg ha -1 de S, promovendo um

incremento de 384%, para o solo Cambissolo

Háplico. Neste solo não houve

aumento significativo de rendimento e

outras variáveis com doses superiores a

30 kg ha -1 de S.

No solo Cambissolo Húmico também

houve resposta e o rendimento de

bulbos aumentou de 53 g vaso -1 na testemunha

sem S para 363 g vaso -1 na dose

de 60 kg ha -1 de S, promovendo um incremento

de 688%, e não houve resposta

para doses superiores.

Já para o Nitossolo Bruno (coletado

em Araucária (PR)), não houve resposta

com a adição de S para rendimento e

outras variáveis avaliadas, produzindo em

Lavoura com deficiência de enxofre

média 450 g vaso -1 .

Portanto, conforme os resultados obtidos

nesse experimento, a recomendação

conforme o nível crítico determinado

para o RS e SC, que é de 10 mg

dm -3 , não está adequada para a cultura

da cebola para os dois Cambissolos

avaliados que abrangem a grande maioria

das áreas com cebola em Santa Catarina,

pois nestes solos houve resposta

para a adição de S mesmo quando os teores

foram de 16,6 mg dm -3 no Cambissolo

Húmico e de 18,7 mg dm -3 no Cambissolo

Háplico.

Desse modo, é indicada a adição de

S nestes dois solos sempre que os teores

de S forem inferiores a 20 mg dm -3 . Já

para o Nitossolo Bruno, mesmo com teores

menores (13,6 mg dm -3 ) não houve

resposta para a adição de S na cultura

da cebola, indicando que o nível crítico

de 10 mg dm -3 estaria adequado para

este tipo de solo.

No Estado de São Paulo (cultivar

‘Perfecta’), Souza (2013) também relatou

que o aumento da dose de S proporcionou

incremento de rendimento de bulbos

até a dose máxima de 45 kg ha -1 ,

utilizando como fonte de S o enxofre

-elementar.

No Estado de São Paulo o nível crítico

de S é de 15 mg dm -3 .

Recomendação de enxofre

para cebola

Com base nos trabalhos de pesquisa,

recomenda-se a reposição desse elemento

quando os teores no solo forem inferiores

a 20 mg dm -3 para os solos Cambissolos

e menores de 10 mg dm -3 para

Claudinei Kurtz

Via foliar

A adubação foliar com o enxofre,

embora possa auxiliar na recuperação

das plantas deficientes, não

é eficaz na correção da carência, por

ser um nutriente exigido em quantidades

relativamente altas.

Ainda em relação às fontes de

enxofre, é importante destacar que o

enxofre elementar constitui uma boa

fonte de S, mas precisa ser transformado

por microrganismos presentes

no solo (Thiobalillus sp.) em sulfato

(SO 4

2-

) para ser absorvido pelas

plantas.

Esse processo promove reações

de acidificação do solo e necessita de

aproximadamente 50 dias para máxima

disponibilidade de sulfato na

solução do solo.

Nitossolos. Com base nessas pesquisas,

recomenda-se nos Cambissolos a dose

de 60 kg ha -1 de S quando os teores do

nutriente no solo forem inferiores a 15

mg dm -3 e a adição de 30 kg ha -1 de S

quando os teores estiverem na faixa 15

a 20 mg dm -3 .

De modo geral, as doses de S necessárias

para as diversas regiões e culturas

ficam em média entre 30 e 60 kg ha -1 ,

sendo a maior dose em solos arenosos ou

pobres em matéria orgânica.

O produtor deve planejar a adubação

com S em função da disponibilidade das

fontes e dos custos de aquisição dos produtos

no mercado regional. Os custos da

adubação com o S normalmente são menores

em relação ao NPK, pois é menor

a quantidade exigida pelas plantas

e pelo fato de ser um nutriente acompanhante

de outros nutrientes usados na

adubação.

Para corrigir a deficiência de enxofre

quando diagnosticada na fase de lavoura,

recomenda-se fazer a reposição do nutriente

via solo (a lanço) com fórmulas

de adubos solúveis, como por exemplo,

o sulfato de amônio (22% de S e

20% de N), fórmula facilmente encontrada

no mercado e que apresenta alta concentração

do elemento.

Também podem ser usadas outras

fontes, como o gesso agrícola (sulfato de

16


NUTRIENTE

cálcio) (~16% de S; ~20% de Ca), sulfato

de potássio (15% de S e 50% de K 2

O),

sulfato de magnésio (11% de S; 10% de

Mg), bem como outras formulações comerciais,

contendo o enxofre na forma de

sulfato.

A reposição do nutriente também

pode ser realizada por ocasião do plantio

ou semeadura, usando formulações de

adubos mistas que contenham NPK + S

ou formulações simples, como superfosfato

simples (13% de S e 18% de P 2

O 5

),

enxofre elementar (95 - 100% de S), gesso

agrícola, entre outras.

Custo

O custo da adubação deste nutriente

é relativamente baixo, comparado aos

demais nutrientes, por ser um nutriente

secundário de diversas formulações comerciais,

havendo, deste modo, uma relação

custo-benefício muito favorável para

o uso deste nutriente, quando constatada

sua necessidade.

Luciano Brito

O enxofre define a pungência e sabor característicos da cebola


ORGÂNICO

CITRONELA

NEMATICIDA ORGÂNICO

PARA HORTALIÇAS

agosto 2019

Ana Elisa Lyra Brumat

Engenheira agrônoma, mestra em

Produção Vegetal e bolsista pesquisadora

do Incaper

anaelisalbrumat@gmail.com

Ana Carolina Lyra Brumat

Engenheira agrônoma, mestra em

Agricultura Tropical e doutoranda em

Produção Vegetal - Universidade Federal

do Paraná (UFPR)

anacarolinalb08@hotmail.com

Jade Cristynne Franco Bezerra

Engenheira florestal e mestranda em

Agronomia/Produção Vegetal – UFPR

jadefranco9@gmail.com

Lorena Karine Gomes Noronha

Engenheira agrônoma e doutoranda em

Agronomia/Produção Vegetal – UFPR

lorekare@yahoo.com.br

Citronela é o nome popular dado

às espécies Cymbopogon winterianus

e Cymbopogon nardus, que

pertencem à família Poaceae, originária

do Sul da Índia e hoje largamente cultivada

em regiões tropicais. São plantas perenes,

de crescimento ereto, folhas longas,

formando touceiras, e destacam-se

pelo forte cheiro característico de limão

e eucalipto.

A planta de citronela possui grande

quantidade de constituintes químicos

importantes, como por exemplo, o seu

óleo essencial, que é rico em citronelal,

aproximadamente 40%, e possui também

pequenas quantidades de geraniol,

citronelol e ésteres.

O citronelol é um excelente aromatizante

de ambientes e repelente de insetos,

possuindo ainda ação antimicrobiana

local e acaricida (Matos, 2000).

Aplicabilidade

Seu óleo essencial vem sendo amplamente

estudado quanto à eficiência de sua

aplicabilidade como nematicida “natural”

para plantas, principalmente em hortaliças,

visando uma alternativa orgânica,

econômica e sustentável na produção de

alimentos.

Os compostos presentes nos óleos

essenciais podem atuar diretamente sobre

o patógeno ou serem indutores de resistência,

envolvendo a ativação de mecanismos

de defesa latentes existentes

nas plantas (Moreira et al. 2015).

Contra doenças

No Brasil, os nematoides das galhas

(Meloidogyne spp.), principalmente as espécies

M. incognita e M. javanica são responsáveis

pelos maiores danos em hortaliças.

Atacam uma ampla gama de hospedeiros

e causam danos devastadores, sendo

responsáveis por perdas entre 20 e

100%, dependendo da densidade populacional,

suscetibilidade da cultivar, espécie

do nematoide, tipo de solo e condições

ambientais (Sikora e Fernández,

2005).

O manejo destes nematoides tornouse

ainda mais difícil, devido ao uso restrito

ou à proibição de nematicidas quí-

18


ORGÂNICO

micos fumigantes, por sua alta toxidade.

Contudo, a utilização de óleo essencial

de citronela vem se mostrando eficiente

no controle nematicida, apresentando

tanto efeito “protetor” quanto “curativo”,

quando aplicado ao solo no cultivo de

hortaliças.

Manejo

O extrato deve ser diluído antes de

ser aplicado. Com efeito protetor, pode

ser aplicado ao substrato para a produção

de mudas de olerícolas e também

nas covas/canteiros em decorrência do

transplantio das mudas.

Também pode ser utilizado com efeito

curativo, sendo aplicado no solo com

a cultura já estabelecida em campo.

Recomenda-se que a aplicação/incorporação

do extrato seja realizada no início

da manhã ou no final da tarde, horário de

temperaturas mais amenas, com o intuito

de diminuir o efeito da temperatura,

Internet

que pode acarretar a volatilização rápida

dos compostos presentes no extrato/óleo.

Resultados aparecem

no campo

Estudos demonstram que aplicações

protetoras e curativas de óleo essencial de

citronela são eficazes em atrasar a invasão

e o desenvolvimento de M. incognita

em cultivos de hortaliças, destacando

seu uso de forma protetora, antes do

transplante das mudas, principalmente.

Os principais efeitos observados com

a utilização do extrato/óleo é a imobilidade

e mortalidade dos juvenis de segundo

estádio ( J2), no entanto, a longo prazo

faz-se necessária a reaplicação das formulações

para manter as populações dos

nematoides baixas.

Ainda assim, vale ressaltar que o efeito

principal se deve à aplicação do tratamento

ao substrato para a produção das

mudas, que em concomitância ao manejo

do solo das áreas de cultivo, garante

o sucesso no controle do fitopatógeno e

uma alta produtividade.

Erros que devem

ser evitados

Os erros mais frequentes estão relacionados

à identificação da espécie e

densidade populacional para a entrada

do controle, assim como ao intervalo e

forma de aplicação do produto.

Estes erros devem ser evitados com

um bom diagnóstico de infestação. Deve-se

fazer a aplicação do produto sempre

em horas amenas do dia, para que

não haja perdas na potencialidade do

produto, como por volatilização dos seus

compostos, ocasionado pela temperatura.

Para que haja boa resposta do controle

e bom rendimento das culturas olerícolas,

devem-se respeitar os intervalos

de aplicação, pois produto em excesso

pode gerar efeitos contrários sobre

a ação nos fitopatógenos, como por

exemplo, proporcionar resistência.

Investimento x retorno

O embate

Os custos dos insumos químicos vão

além de financeiros, ao se pensar em agricultura

sustentável. Nematicidas sintéticos,

além de terem um custo elevado, são

altamente tóxicos e têm se mostrado

pouco efetivos a médio prazo, levando o

produtor a repetir as aplicações sempre

que necessário, acarretando em problemas

como indução de resistências aos

constituintes do produto, que implicam

em danos ao meio ambiente e aumento

do custo com manutenção da cultura

no campo.

Já os extratos/óleos essenciais apresentam

baixo custo de produção, pois são

extraídos da maceração, trituração e efusão

da planta de citronela, que demandam

metodologia simples, e até mesmo

o próprio produtor pode confeccionar,

possibilitando um custo-benefício satisfatório.

Uma das principais formas de manejo

das áreas infestadas se dá pela rotação

de cultura, e como os ciclos de produção

das hortaliças são curtos, é possível

o cultivo de diversas variedades ao logo

do tempo em uma mesma área, o que

diminui a infestação e permanência do

patógeno naturalmente.

Em concomitância com o uso dos extratos/óleos,

gera eficiência protetiva às

áreas de cultivo, assegurando a curto prazo

um bom rendimento das culturas, e a

longo prazo, pouca necessidade de aplicação,

e mesmo assim a um custo muito

baixo do produto.

Resultados

Os nematoides fitopatogênicos

atacam as raízes das plantas, absorvendo

seus nutrientes e danificando

as raízes, fazendo com que a absorção

de nutrientes e água sejam prejudicados.

Dessa forma, a diminuição e danificação

do sistema radicular fazem

com que as plantas hospedeiras apresentem

redução da parte aérea, tendo

como consequência uma menor

produtividade na área em razão da

mortalidade de plantas.

A erradicação dos nematoides se

torna impossível, e uma vez detectados

na área, o produtor tem que

buscar medidas de controle que diminuam

a população no solo, fazendo

com que o número de plantas

infectadas pelos nematoides seja o

menor possível.

agosto 2019

19


NICHOS

MINIPEPINO

AINDA É POUCO EXPLORADO

agosto 2019

André Rocha Duarte

Engenheiro agrônomo e mestrado em

Fitopatologia - Universidade Federal de

Viçosa (UFV)

agronomia@finom.edu.br

O

minipepino (Melothria pendula

L.) é uma planta, digamos assim,

muito ou pouco conhecida

e, neste imbróglio, quando muito conhecida

é dita “do mato”, ou seja, aquela

“plantinha” bonitinha e que passa a ser

pouco valorizada ao ponto de pensarmos

em investir em uma produção mais robusta

ou, no segundo caso, quando pouco

conhecida, é, em princípio, vista de

forma desconfiada ou que pode ser menosprezada

a priori.

Entretanto, o que ocorre, agronomicamente

falando, passa a ser uma opção

do produtor por atender o mercado in

natura ou para direcionar aos restaurantes

que utilizam o minipepino para adição

em saladas ou para conserva, nicho

que cresce a cada ano.

Contudo, embora o minipepino tenha,

em geral, os mesmos coeficientes

técnicos de produção do pepino comum

(Cucumis sativus L.), este perde para o

minipepino no quesito de maior resistência

ao clima frio e a algumas pragas e

doenças que o afetam há milênios. Mas,

devemos levar em conta que pragas e doenças

coevoluem com suas plantas hospedeiras

e levam gerações para tal adaptação

e, no mais, tal coevolução depende

do aumento da área plantada com a espécie

vegetal e a monocultura ao longo

dos anos.

Desafios no campo

Os desafios abrangem uma série de

necessidades que levam em conta a forma

de produção que, embora obedeça

aos preceitos aplicados às hortaliças de

tamanho usual, necessitam de uma análise

local e aprofundada que vão desde a

tecnologia disponível até a identificação

do mercado consumidor, que direcionarão

local de produção, insumos e, o mais

importante, a mão de obra disponível.

Isso porque após o início da produção

a colheita será praticamente diária

e especializada, em que o desperdício e

a perda do “ponto” de colheita não poderão

estar no ranking de opções, além

do fato de que o investimento em sementes

desta categoria de hortaliças, em geral,

é maior.

Solos

O preparo do solo é exatamente o

mesmo praticado para o pepino comum

e pode ser cultivado em vasos, no interior

de casas de vegetação e até mesmo

em sistemas de hidroponia. Entretanto, o

potencial hidrogeniônico (pH) do solo

deve ser mantido entre 6 e 6,8 e a textura

leve do solo (menos argila) é preferida.

A drenagem do local deve ser garantida,

pois estas plantas não toleram

encharcamento.

Os adubos utilizados são exatamente

os mesmos para a cultura tradicional

do pepino, contudo, estudos científicos

precisam ser realizados para a determinação

de parâmetros de correção química

do solo e o emprego de nutrientes em

forma e quantidade adequadas à cultura.

Entretanto, já é sabido que solos com

elevado teor de matéria orgânica são satisfatórios

para a produção. Assim, o emprego

de plantas direcionadas à adubação

verde (mucunas, crotalárias, etc.) podem

ter um grande potencial de uso, mas este é

outro parâmetro que exige estudo e avanços

científicos.

Controle fitossanitário

Com a evolução do plantio em maiores

escalas, as pragas e doenças demonstrarão

sua potencialidade de danos à cultura,

mas, em tese, o manejo de doenças e

pragas deve respeitar o que já é de conhe-

20


NICHOS

Após o início

da produção a

colheita será

praticamente

diária

Fotos Shutterstock

cimento dentro da família de hortaliças

do minipepino.

Acima de tudo, a agricultura familiar

possui um enorme potencial de uso

de minipepino nas conservas e demais

consumos para esta hortaliça.

Oferta e demanda

Poucos dados concretos estão disponíveis

nos sítios de pesquisa e compilação

de dados de produção e comércio destes

produtos, mas o Sul do Brasil tem

se destacado na produção de produtos

“mini”, tais como a melancia e o minitomate.

Nestes Estados, em especial no Rio

Grande do Sul, no caso do minipepino

não foram encontrados valores médios

de produção para exemplificação.

Esses mesmos Estados do Sul do

Brasil têm direcionado sua produção para

o Centro-oeste do Brasil, onde, por vezes,

os produtores não conseguem produzir

devido às condições climáticas de

dias longos e menor índice pluviométrico

nos meses de dezembro a fevereiro.

Vale ressaltar que, inicialmente, a demanda

para tais produtos mini foram as

cozinhas “gourmet” e/ou “premium”, mas

que tal demanda já ultrapassa os limites

destas classes, se popularizando a cada

ano.

Colheita

O início da colheita se dá aos 40 dias

após a germinação e, assim, já promove a

possibilidade de venda e retorno do capital

investido e, adicionando ao fato de

que, em condições de solo fértil, água em

condições ideais e permanência de temperaturas

médias entre 18 e 30º C, o minipepino

pode ser cultivado como planta

perene e produzir por vários meses.

Investimento que

vale a pena

Dentre todos os insumos requeridos

para o cultivo destas hortaliças, a semente

é, sem sombra de dúvidas, o que irá demandar

maior aporte de capital do produtor.

Portanto, o produtor deve se preparar

para desembolsar algo em torno de até

60% a mais para o investimento em sementes,

quando estas estão disponíveis.

Na atualidade, sementes de minimelancias,

da mesma família dos pepinos

(Cucurbitaceae), são mais facilmente encontradas

e ficam neste patamar, dandonos

uma noção do valor.

Custo x rentabilidade

Os preços têm se mantido mais

estáveis e são mais elevados frente aos

praticados para os produtos de tamanho

“normal”. Assim, alguns destes

produtos podem ter, no varejo, uma

diferença de até 1.000%, que é o caso

das minicenouras (Hortifrúti Brasil,

2013).

Assim, para se ter uma ideia, no

caso do minipepino já é demonstrado

valor, no preço de venda, da ordem

de R$ 4,25 (pacote de 200 gramas),

levando ao preço do produto

no quilo de R$ 21,25, enquanto que

o pepino tradicional gira em torno

de R$ 2,07/kg, promovendo uma variação

de mais de 900%.


NUTRIÇÃO

FERTILIZANTES

ORGANOMINERAIS

MITOS E VERDADES

Regina Maria Quintão Lana

Professora de Fertilidade e Nutrição

de Plantas – Universidade Federal de

Uberlândia (UFU)

Mara Lúcia Martins Magela

Danyela Cristina Marques Pires

Vinícius William Borges Rodrigues

Doutorandos em Agronomia - UFU

agosto 2019

A simples mistura

entre matéria

orgânica e fertilizantes minerais

resulta em um fertilizante organomineral.

De acordo com a Instrução Normativa

nº 25, de 23 de julho de 2009, do Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(MAPA), fertilizante organomineral é a

mistura física ou combinação de fertilizantes

minerais e orgânicos.

Os fertilizantes organominerais devem

respeitar especificações e garantias

exigidas pelo MAPA, sendo que para

produtos sólidos são estabelecidos os seguintes

parâmetros: mínimo de 8% de

carbono orgânico, máximo de 30% de

umidade, capacidade de troca de cátions

(CTC) mínima de 80 mmolc kg -1 e no

mínimo 10% de macronutrientes declarados

para os produtos com macronutrientes

primários.

Para produtos fluidos, as especificações

são: mínimo de 3% de carbono

orgânico e no mínimo 3% dos macronutrientes

primários declarados para

Luize Hess

os produtos com macronutrientes primários.

Todos os fertilizantes

organominerais

sólidos são iguais.

Atualmente, existem diferentes tipos

de fertilizantes organominerais disponíveis

no mercado. Esse setor teve início

com a elaboração dos fertilizantes

organominerais farelados, que são obtidos

a partir da mistura física de fertilizantes

minerais e matéria orgânica após passarem

pelos processos de compostagem e

moagem.

Este organomineral tem sido muito

recomendado para a cultura do café

com aplicação a lanço e em área total. Entretanto,

com o intuito de ampliar o mercado

e aplicabilidade para outras culturas,

passou-se a processar a matéria orgânica

na forma de grânulo ou pellet para que

pudesse ser misturada junto aos grânulos

dos fertilizantes minerais.

Assim, foram obtidos os fertilizantes

organominerais com mistura de grânulos,

quando a matéria orgânica é granulada,

e os fertilizantes organominerais

com mistura de grânulos minerais e matéria

orgânica peletizada.

Como uma última forma de especialização

dos organominerais, passou-se

22


NUTRIÇÃO

a trabalhar na elaboração destes fertilizantes

de maneira mais tecnológica.

Para isso, após os processos de moagem

e mistura das fontes minerais e da

matriz orgânica, realizaram-se processos

de granulação ou peletização, resultando

nos fertilizantes organominerais granulados

e fertilizantes organominerais peletizados,

em que ambos possuem fertilizantes

minerais e orgânicos em seus grânulos

ou pellets.

Além dos critérios estabelecidos pela

Instrução Normativa nº 25, a Instrução

Normativa nº 46, de 22 de novembro

de 2016 (MAPA, 2016), estabelece

que os fertilizantes organominerais granulados

e peletizados devem atender as

especificações quanto a sua natureza física,

como por exemplo, a garantia granulométrica.

Desta forma, a legislação assegura

que como requisito mínimo para garantia

da qualidade do fertilizante oganomineral

em grânulos, o máximo de partículas

passantes a 1 mm é de 5%, ou seja,

teor máximo para finos.

A Figura 1 apresenta as diferentes

formas de obtenção dos fertilizantes organominerais

sólidos presentes no mercado.

As fábricas de fertilizantes organominerais

menos especializadas produzem

principalmente os fertilizantes organominerais

farelados, pois seu processo

de elaboração é mais simples.

Esses fabricantes trabalham com fontes

de nutrientes que não apresentam

grandes possibilidades de perdas durante

o processo de elaboração do organomineral,

a exemplo de fontes fosfatadas,

que podem ser trabalhadas em maior

umidade por não terem perdas por volatilização,

como acontece com as fontes

nitrogenadas.

Os fertilizantes organominerais granulados

ou peletizados são fornecidos por

empresas de organominerais mais especializadas,

que conseguem processar as fontes

minerais e orgânicas de forma mais variada,

permitindo, inclusive, trabalhar com

fontes nitrogenadas que exigem maior

nível de tecnologia quanto às etapas de

formulação.

Dessa forma, nota-se que as inovações

tecnológicas para o organomineral

estão além da simples mistura das fontes

minerais e orgânicas.

No mercado existem diferentes tipos

de fertilizantes organominerais disponibilizados

por muitas empresas que

se diferenciam pelo grau de tecnologia,

principalmente no que se refere à peletização.

O fertilizante

organomineral

contém alta quantidade de carbono.

Para o registro do fertilizante no

MAPA (2009), os fertilizantes organominerais

para aplicação no solo devem

conter no mínimo 8% de carbono orgânico,

quando estiverem na forma sólida,

e no mínimo 3%, quando forem fertilizantes

fluidos.

Esses valores podem mudar para porcentagens

ainda maiores em função da

matriz orgânica utilizada para composição

do fertilizante organomineral sólido,

variando normalmente entre 9,0 a

14%. Isso ocorre em função das características

presentes na matéria orgânica escolhida

(vegetal, animal ou agroindustrial),

do processo de compostagem, da

quantidade utilizada na formulação, bem

como dos processos de estabilização biológica

realizados sobre estes materiais.

Shutterstock

É possível elaborar

um fertilizante

organomineral altamente

concentrado à semelhança das formulações

minerais.

Como organominerais devem apresentar

um mínimo de concentração de

carbono oriundo da fração orgânica

(MAPA, 2009), os formulados possuem

menor espaço para as fontes minerais, o

que leva à produção de fertilizantes organominerais

menos concentrados que

os fertilizantes exclusivamente minerais.

O produtor, ao

adquirir um fertilizante

organomineral, está transportando

grande quantidade de água.

A quantidade máxima de umidade

permitida nos fertilizantes organo-

Figura 1. Tipos de fertilizantes organominerais sólidos

agosto 2019

23


NUTRIÇÃO

Existem diferentes

tipos de fertilizantes

organominerais

disponíveis no mercado

Existem diferentes

matrizes

orgânicas para se fazer um fertilizante

organomineral.

Os fertilizantes organominerais podem

ser produzidos a partir de matéria

orgânica vegetal, animal ou agroindustrial.

Segundo Benites (2011), os fertilizantes

organominerais podem ser fabricados

a partir de estercos, turfa, resíduos

da indústria sucroalcooleira, farinhas de

ossos e sangue, tortas diversas e resíduos

agroindustriais.

É importante que o produtor avalie

as características da matriz orgânica

utilizada para a fabricação do organomineral,

evitando adquirir fertilizantes com

matéria orgânica compostada inadequadamente,

com baixos teores de nutrientes,

carbono orgânico instável e contaminações

químicas, a exemplo de metais

pesados, e biológicas, como proliferação

de microrganismos indesejáveis e plantas

espontâneas.

Assim, é preciso priorizar fontes de

matéria orgânica que estejam bioestabilizadas,

com relação adequada de carbono

e nitrogênio, além de conter outros

elementos importantes, como macro

e micronutrientes, substâncias húmicas,

aminoácidos e hormônios.

Esses fatores devem ser avaliados

para se determinar a fonte e quantidade

de matéria orgânica que será utilizada

na mistura com os fertilizantes minerais,

compondo o organomineral, para

que as suas proporções atendam às exigências

das culturas às quais eles serão recomendados,

além de trazer benefícios ao

solo.

agosto 2019

minerais sólidos para aplicação no solo é

de 30% (MAPA, 2009). Porém, os fertilizantes

organominerais sempre apresentam

umidade inferior, especificamente

quando se tratam de organominerais

granulados e peletizados. Isso porque os

processos de peletização ou granulação

do fertilizante organomineral exigem baixa

umidade para garantir a qualidade física

dos produtos e atender às exigências

da legislação.

Como exemplo, ao se optar pela utilização

de ureia no organomineral, fazse

a secagem da matéria orgânica a valores

inferiores a 8% para que a mistura

de um material mais úmido com a ureia

não resulte em perdas por volatilização.

Assim, na fábrica existe o desafio

de se trabalhar com secadores adequados

que processem as matérias-primas dentro

de uma faixa adequada de temperatura

que permita a secagem eficiente da

matéria orgânica, sem prejudicar os microrganismos

e o carbono.

A umidade da matéria orgânica influencia

diretamente nos parâmetros físicos,

como dureza dos grânulos e pellets,

sendo a dureza considerada ideal para

aplicabilidade no campo maior que 6,0

kgf cm -2 .

A dureza também influencia no período

de liberação dos nutrientes, chamado

de slow release, ou liberação gradual,

atendendo a demanda da cultura,

durante seu ciclo. Assim, o máximo de

umidade encontrado em fertilizantes organominerais

especializados (peletizados

e granulados) é, na realidade, muito

menor que o determinado na legislação,

apresentando teores de umidade inferiores

a 10%.

Diante disso, o produtor precisa se

informar sobre a qualidade e procedência

do fertilizante adquirido.

Ana Maria Diniz

É possível reduzir

doses de

NPK de forma viável com o uso de

fertilizantes organominerais.

A redução de dose com o uso de fertilizantes

organominerais é possível devido

ao aumento da eficiência de absorção

de nutrientes pelas plantas. Isso ocorre em

função da minimização das perdas, principalmente

pelos processos de volatilização

e lixiviação de nitrogênio, fixação

e precipitação do fósforo e lixiviação do

potássio.

As perdas de nutrientes aplicados ao

solo são observadas de forma muito intensa

quando se utilizam fontes exclusivamente

minerais, o que faz o aproveitamento

dos nutrientes dessas fontes ser

considerado muito baixo, principalmente

em solos de Cerrado.

Essas circunstâncias resultam na necessidade

de aplicação de altas doses

para o suprimento nutricional das culturas.

Estima-se que o aproveitamento de

nitrogênio com fontes minerais é de até

50%, do fósforo de até 20% e do potássio

de até 60% do que é aplicado. Em

contrapartida, os fertilizantes organominerais

aumentam o aproveitamento dos

nutrientes em até 70% para o nitrogênio,

50% para o fósforo e de 80% para o potássio

(Levrero, 2010).

O aumento na eficiência de aproveitamento

dos nutrientes pelas plantas, com

a utilização de organominerais, ocorre em

função da proteção que a matéria orgânica

exerce sobre a fração mineral, garantindo

que os nutrientes fiquem menos

expostos aos processos de perdas,

como as chuvas e cargas do solo.

Como consequência, há liberação

gradativa de nutrientes durante o ciclo

da cultura e maior aproveitamento do

fertilizante pelas plantas.

Assim, a aplicação de fertilizante

organomineral permite reduzir a dose

de forma viável e eficiente, desde que

24


NUTRIÇÃO

também sejam consideradas as condições

de cultivo e as exigências da cultura.

Os fertilizantes

organominerais

podem ser aplicados em qualquer

cultura.

Como são usadas fontes de fertilizantes

minerais para a composição dos

fertilizantes organominerais, conseguese

obter formulações que supram diversas

necessidades nutricionais, o que

possibilita sua aplicação em qualquer

cultura. No entanto, as formulações devem

atender as normativas estabelecidas

pelo MAPA e precisam ser posicionadas

adequadamente para o melhor aproveitamento

pelas plantas durante todo o

seu ciclo.

Experimentos científicos com diversas

culturas têm comprovado a eficiência

e aumento de produtividade com o

uso de fontes organominerais. Dentre

as principais culturas que se tem aplicado

estes fertilizantes estão a soja, milho,

café, feijão, cana-de-açúcar, alho, cebola,

tomate, batata, cenoura, amendoim,

sorgo e arroz.

Os fertilizantes organominerais podem

ser aplicados a lanço, no sulco de

semeadura, incorporado, via foliar e fertirrigação,

destacando-se que os parâmetros

físicos dos fertilizantes estão diretamente

associados a uma eficiente e

assertiva aplicabilidade nas diversas culturas.

Para produtos sólidos (farelados, granulados

e peletizados), os fatores que mais

interferem na aplicabilidade do organomineral

são granulometria, umidade

e dureza, sendo de extrema importância

para a qualidade final e rendimento

operacional.

Para melhor aplicabilidade em sulco

de semeadura, por meio de plantadeira,

alguns produtores têm utilizado

em sistema fertisystem roscas com duas

polegadas entre helicoides, proporcionando

melhor aplicabilidade, menores

danos na estrutura do fertilizante (peletizado

ou granulado) e menor teor de finos

por quebramento.

Estes finos, que podem obstruir as

roscas, levam à variação na aplicação do

fertilizante, como também danificam o

implemento.

Para os produtos líquidos, fatores

como viscosidade e tensão superficial são

aspectos importantes a serem observados,

pois estão diretamente relacionados

com o sucesso da aplicação.

Existem pesquisas

fundamentadas

a respeito da eficiência

agronômica dos fertilizantes organominerais.

O termo fertilizante organomineral

apareceu pela primeira vez na legislação

brasileira no Decreto 86.955, de 18 de

fevereiro de 1982 (Brasil, 1983). Apesar

disso, as pesquisas com organominerais

só começaram a ganhar força a partir do

ano de 2000.

Atualmente, existem várias pesquisas

que mostram que a substituição da

adubação mineral tradicional pela adubação

organomineral, além de ser viável,

pode ser mais vantajosa para o sistema

solo-planta e, consequentemente,

para o produtor.

Pesquisas com hortifrúti, que comparam

o fertilizante mineral com o organomineral,

mostram que a redução de

doses do organomineral pode proporcionar

produtividades semelhantes a 100%

da fonte exclusivamente mineral.

Isso foi observado no cultivo de alho,

ao reduzir em 20% a dose do organomineral

(Justino Neto, 2018), cultivo de inverno

de batata (Cardoso et al., 2017) e

também cebola (Luz et al., 2018), com redução

de 60%.

Em banana, a redução de 40% do

organomineral resultou em desenvolvimento

de mudas semelhante ao mineral

(Caron et al., 2017). Outras pesquisas

mostram a superioridade do organomineral

em relação à adubação química, a

exemplo de: tomate industrial, em que

obteve-se maior desenvolvimento das

plantas e aumento de 15% no número de

frutos por planta (Almeida, 2017); cebola,

com maior produtividade de bulbos

do tipo pirulito e menor descarte (Luz

et al., 2018); batata cultivada no período

das águas, com aumento de 22% na produtividade

total de tubérculos (Cardoso

Os organominerais

podem ser

produzidos a partir

de matéria orgânica

vegetal, animal ou

agroindustrial

agosto 2019

Shutterstock

25


NUTRIÇÃO

agosto 2019

et al., 2017); e alface; com aumento de

15% na massa fresca comercial (Zandonadi

et al., 2018).

Em soja, o organomineral foi semelhante

ao mineral na produtividade das

plantas (Costa et al., 2018; Lana et al.,

2019a), porém, outros trabalhos mostram

o organomineral superior ao mineral para

produtividade (Duarte et al., 2013; Alane,

2015, Nunes; Corrêa, 2015) e crescimento

de plantas (Silva, 2017).

Em pesquisa com milho, Lana et al.

(2019b) observaram que a aplicação de

nitrogênio por meio de um fertilizante

organomineral peletizado, em cobertura

e a lanço, proporcionou produtividade

igual ao uso de ureia convencional,

incluindo aplicações de doses reduzidas

do organomineral.

Quanto à característica de crescimento

inicial do milho, Magela et al. (2019)

constataram resultados semelhantes e/ou

superiores com a aplicação do organomineral

em relação à adubação exclusivamente

mineral.

De acordo com Franco (2019), fertilizantes

organominerais biochar, organomineral

torta de filtro e o composto

orgânico à base de torta de filtro apresentaram

maior eficiência agronômica

para crescimento e desenvolvimento

de plantas de milho em relação à fonte

mineral.

Este mesmo autor também constatou

que o fertilizante organomineral

torta + substâncias húmicas mostrouse

mais eficiente na cultura do milho,

podendo substituir o fertilizante mineral

e apresentar até 26% a mais de eficiência

na produção de massa seca de

Os organominerais

podem ser granulados

ou peletizados

plantas.

Em sorgo, Oliveira et al. (2017) verificaram

que fertilizantes organominerais

proporcionaram aumento na biomassa

vegetal, altura de planta e diâmetro de

colmo em relação ao uso de fonte exclusivamente

mineral.

Para o cafeeiro, o desenvolvimento

inicial foi maior com o uso do organomineral

quando comparado ao mineral

(Candido et al., 2013), porém, as duas

fontes de fertilizante apresentaram resultado

semelhante para a produtividade

(Sandy; Queiroz, 2018).

Carmo et al. (2014) observaram que

o fertilizante organomineral proporcionou

maiores acúmulos de macro e micronutrientes

na parte aérea do cafeeiro

em relação a outras fontes de fósforo:

superfosfato simples, fosfato natural, termofosfato

magnesiano e fosfato natural

com torta de filtro.

Esses são alguns exemplos de pesquisas

desenvolvidas sobre a eficiência

agronômica dos fertilizantes organominerais.

Entretanto, existem muitos outros

trabalhos com resultados científicos

e também de campo (em áreas de produtor),

demonstrando o efeito positivo

da aplicação dos organominerais em diversas

culturas.

Esses trabalhos podem ser encontrados

em revistas científicas, revistas de extensão

e sites de órgãos que desenvolvem

inovações tecnológicas focadas na geração

de conhecimento para o setor agropecuário,

como a Embrapa, além de currículos

de profissionais que atuam nesta

área, como técnicos, professores e alunos

de pós-graduação.

A aplicação de

baixas quantidades

de matéria orgânica no sulco de

plantio por meio do uso de organomineral

não ocasiona melhorias nas características

do solo.

O principal objetivo do fertilizante

organomineral não é aumentar quantitativamente

a matéria orgânica do solo

por meio da matriz orgânica de sua composição,

e sim promover um efeito de

condicionador de solo.

Com a aplicação de fontes organominerais

são observadas melhorias sobre

as características químicas, físicas e biológicas

do solo, in loco, e como consequência,

sobre o desenvolvimento das plantas.

Como efeito condicionador do solo, o organomineral,

por meio da matriz orgânica,

aumenta a superfície específica e CTC

do solo, fornece macro e micronutrientes,

promove a complexação de substâncias

tóxicas, melhora a agregação de partículas

do solo e com isso reduz a densidade

e melhora a circulação de água e ar,

além de favorecer a biota do solo (Andreote,

2018; Caron et al., 2015; Cruz

et al., 2017).

Existem pesquisas

fundamentadas

com fertilizantes organominerais

a respeito dos seus benefícios

para as características do solo.

A maioria das pesquisas está relacionada

aos benefícios do organomineral

para as características químicas do solo,

mas também existem pesquisas que mostram

os seus benefícios às características

físicas e biológicas.

A combinação entre a fonte de adubo

mineral e orgânico disponibiliza nutrientes

de maneira mais equilibrada às

plantas, pois favorecem o aumento da

Vigorfert

26


NUTRIÇÃO

capacidade de troca de cátions (Moreira,

2018).

O húmus do material orgânico é capaz

de adsorver eletrostaticamente cátions

como o potássio, cálcio e magnésio,

dificultando a lavagem desses nutrientes

pela água da chuva que atravessa o perfil

do solo, cedendo-os posteriormente

às raízes das plantas (Kiehl, 2010).

A decomposição e mineralização da

matéria orgânica, presente no organomineral,

também fornecem nutrientes para

as plantas, além de controlar a toxidez

causada por alguns elementos no solo,

por meio da complexação de substâncias

tóxicas (Cruz et al., 2017).

O organomineral também contribui

para a estabilidade do pH, devido ao tamponamento

do solo promovido pela matéria

orgânica (Moreira, 2018), o que reduz

os gastos com aplicação de calcário.

Além disso, favorece a redução momentânea

da fixação de fósforo, em virtude

da presença de maior quantidade de

ânions orgânicos nos grânulos de fertilizantes

organominerais, que competem

pelos sítios de adsorção de fósforo, favorecendo

a absorção pelas plantas (Benites

et al., 2010).

Com relação às características biológicas

e físicas do solo, as pesquisas

mostram que os benefícios dos organominerais

se devem à presença da matéria

orgânica em sua composição, que serve

de alimento para a macro e mesofauna

(Krolow, 2011) e para os microrganismos,

aumentando a sua proliferação

e biodiversidade (Souza; Resende, 2003;

Ferreira, 2012).

O organomineral também melhora

a distribuição das partículas e agregados

do solo, o que favorece a infiltração de

Shutterstock

água e raízes, aeração e armazenamento

de água, além de reduzir a pegajosidade

e plasticidade, tornando o manejo

mais fácil e contribuindo para uma maior

resistência aos processos de erosão do

solo (Oshunsanya; Akinrinola, 2013).

É importante

avaliar as características

da matriz orgânica

A matéria orgânica

utilizada

para a produção dos fertilizantes

organominerais contém substâncias

ou componentes benéficos às plantas.

Além de fornecer nutrientes por meio

das fontes minerais presentes no organomineral,

a matriz orgânica do fertilizante

também pode fornecer substâncias húmicas

(ácido húmico, fúlvico e humina) e

substâncias não húmicas, como lipídios,

carboidratos, proteínas, pigmentos, aminoácidos

(aproximadamente 20 tipos),

hormônios (auxinas, giberelinas, citocininas,

etileno e ácido abscísico) e macro

e micronutrientes.

Todos esses componentes podem ser

fornecidos em maior ou menor quantidade,

de acordo com a origem da matéria

orgânica do fertilizante organomineral,

podendo proporcionar melhorias

nos aspectos fisiológicos das plantas.

Como exemplo, a pesquisa de Silva

(2017) demonstrou que com o uso

de fertilizantes organominerais tem-se

aumento na atuação da enzima catalase,

que é indispensável para a desintoxicação

de espécies reativas de oxigênio em

condições de estresse.

A qualidade da

compostagem

influencia no fertilizante organomineral.

A compostagem é uma tecnologia capaz

de transformar resíduos sólidos orgânicos

em um produto orgânico com características

de condicionador de solo e/

ou fertilizante para ser usado de forma

segura na agricultura. É uma ferramenta

de valorização, tratamento, transformação

e reciclagem dos resíduos (Matias,

2019).

Trata-se de um processo biológico de

transformação parcialmente controlado


NUTRIÇÃO

agosto 2019

É preciso priorizar

fontes de matéria

orgânica que estejam

bioestabilizadas

Shutterstock

da matéria orgânica crua em substâncias

húmicas, estabilizadas, higienizadas, com

propriedades e características diferentes

do material que lhe deu origem (Torres;

Tarifa, 2012).

A qualidade do fertilizante organomineral

está diretamente relacionada com

a qualidade da compostagem. Assim, para

que o processo de compostagem ocorra

de maneira adequada é necessário estar

atento a uma série de fatores.

Para promover uma compostagem de

forma rápida e eficiente, a relação entre

carbono e nitrogênio dos resíduos deve

ser entre 26/1 e 35/1. O local de montagem

das pilhas de matéria-prima deve

ser limpo e ligeiramente inclinado, para

facilitar o escoamento de líquidos.

O tamanho das partículas e umidade

também precisa ser observado, pois

partículas muito finas podem levar à

compactação, enquanto que resíduos

maiores retardam o processo de decomposição.

Para a umidade, o adequado é estar

entre 40 e 60%, pois nessa faixa garante-se

que haja atividade microbiana sem

comprometimento da aeração da massa.

O oxigênio é fundamental para a oxigenação

biológica e o controle da temperatura

deve ser monitorado constantemente,

pois o processo fermentativo

gera calor (Torres; Tarifa, 2012).

Assim, é fundamental que a compostagem

seja realizada dentro dos padrões

de qualidade necessários para o

alcance de uma matriz orgânica bioestabilizada

para que a produção do organomineral

também seja de qualidade.

Uma compostagem inadequada pode

levar à fermentação da matéria orgânica,

contaminação microbiológica e também

por metais pesados, podendo ser

fonte de doenças.

O fertilizante

organomineral

pode ser inadequado e ineficiente.

Como qualquer outro fertilizante, a

eficiência do organomineral está associada

ao seu processo de fabricação e aplicação

no campo, por isso, alguns fatores

podem prejudicar o seu aproveitamento

pelas plantas e também o meio ambiente.

Alguns fatores que contribuem para

que o fertilizante organomineral seja ineficiente

e inadequado incluem posicionamento

de uma formulação não compatível

para a cultura e exageros na redução

dos teores de nutrientes, principalmente

quando se reduz além do que já foi comprovado

cientificamente.

A dureza do produto peletizado ou

granulado pode interferir diretamente na

aplicabilidade e na curva de liberação dos

nutrientes durante o ciclo da cultura.

Quanto à relação C:N, organominerais

que apresentam alta relação têm

por característica consumir o nitrogênio

que seria disponibilizado para as plantas

para bioestabilização do carbono.

A presença de metais pesados e contaminantes

pode comprometer a microbiota

do solo, como também prejudicar

o desenvolvimento da cultura.

A umidade é outro fator de extrema

importância na operação de aplicação

e também pode prejudicar, com perdas

por volatilização da ureia, quando presente

no fertilizante organomineral.

Destaca-se que o controle da compostagem

e dos parâmetros do processo

industrial (secagem, matérias-primas

minerais) também são de suma importância

para obtenção de resultados satisfatórios,

que atendam a necessidade da cultura

e expectativa dos produtores.

Sendo assim, recomenda-se buscar

sempre a aquisição de fertilizantes organominerais

por meio de empresas credenciadas

ao MAPA e que certifiquem a

qualidade do produto comercializado.

Existem vantagens

na utilização

do fertilizante organomineral.

O mercado de fertilizantes organominerais

está em plena expansão, por

apresentar ganhos no âmbito econômico,

social e ambiental. Isso porque o uso

do organomineral possibilita menor dependência

de fertilizantes do mercado externo

e o produtor consegue obter maior

lucro devido a melhorias na produção e

qualidade do produto.

No âmbito social, o organomineral é

importante, pois gera empregos e fomenta

a economia. Além disso, fertilizantes

organominerais possuem a característica

de reutilizar resíduos orgânicos, que podem

ser passivos ambientais.

Assim, a aplicação desses fertilizantes

é uma prática sustentável, pois reduz impactos

ambientais e diminui o uso de fontes

minerais esgotáveis.

28


SOLO

Fotos Shutterstock

Stefani Silva Bustamonte

stefanibustamonte@gmail.com

Thalita Helena Magalhães

thalitahmagalhaes@gmail.com

Alan Bordim de Oliveira

bordimalan@gmail.com

Graduandos em Engenharia Agronômica

- UNESP/FCAT

Pâmela Gomes Nakada Freitas

Engenheira agrônoma e professora

assistente - UNESP/FCAT

pamela.nakada@unesp.br

Todos os seres vivos necessitam de

aminoácidos para sintetizar proteínas,

enzimas e hormônios. Essas

moléculas, por definição, possuem um

carbono central ligado a um grupo nitrogenado

(amina) e um grupo carboxílico.

Os aminoácidos em cadeias longas

formam as proteínas e peptídeos e são

também precursores de hormônios, nucleotídeos,

polímeros de paredes celulares

e coenzimas.

As plantas podem conter até 300 aminoácidos

diferentes, porém, apenas 20 deles

são essenciais para sua manutenção e

crescimento.

Os biofertilizantes à base de aminoácidos

são produtos fitossanitários que contêm

componentes ativos ou agentes biológicos

que melhoram a produção e o

desempenho fisiológico direta ou indiretamente

das plantas. Este tipo de produto

já é muito difundido em sistemas

orgânicos de produção, já que é permitido

nesta modalidade de cultivo.

Benefícios

O uso de aminoácidos pode diminuir

a utilização de fertilizantes no campo

e causar um efeito complexante com nutrientes

e agroquímicos quando aplicados

em conjunto, por meio do processo

de quelatização.

Assim, os aminoácidos podem melhorar

a absorção de nutrientes de baixa

mobilidade na planta, que por estar mais

bem nutrida também torna-se mais resistente

ao estresse hídrico e temperatura.

As plantas que recebem aplicação

deste tipo de produto podem apresentar

maior quantidade de substâncias benéficas

à saúde.

Portanto, é um produto natural que

pode ser obtido por fermentação de fungos

ou bactérias com substrato de resíduos

industriais, sendo ótima ferramenta

para sistemas sustentáveis.

A importância dos aminoácidos glutamina

e glutamato, oriundos do ácido

L-glutâmico no metabolismo do nitrogênio,

é bem discutida na literatura, destacando-se

seu papel na fixação biológica

e no transporte do nitrogênio orgânico

de fontes para drenos, atuando no crescimento

e desenvolvimento das plantas,

sendo estes aminoácidos os mais estudados

em aplicação para a cultura do repolho.

Novidades

Os aminoácidos são transportados pela

agosto 2019

29


SOLO

agosto 2019

membrana plasmática da célula paralelamente

à entrada de H + , tendo grande eficiência

de absorção foliar pela planta,

devido a sua grande permeabilidade na

cutícula, podendo ser aplicado por pulverização

em conjunto com outros produtos:

fitossanitários ou fertilizantes

foliares, aumentando os benefícios de

ambos os produtos.

A outra via de absorção é pelo solo,

e pode ser aplicado por fertirrigação.

Deve ser aplicado nos estágios iniciais

da planta, potencializando desde

o começo sua eficiência metabólica e,

consequentemente, seu sistema de defesa,

sendo também

aplicado em

momentos de estresse

na planta.

A dose a ser

aplicada varia em

função do tipo de

produto, e o agricultor

deve receber auxílio de um engenheiro

agrônomo ou ler atentamente a

bula do produto, já que o tipo de aminoácido

e a quantidade deles variam. É preciso

também considerar o benefício que

está sendo buscado para essas plantas no

momento da escolha do produto, lembrando

de considerar o clima da região.

Em termos de produtividade

O uso de aminoácidos

pode diminuir

a utilização de

fertilizantes no campo

Os aminoácidos têm apresentado bons

resultados em termos de produtividade,

com ganhos de até 20%, os quais se devem

principalmente ao estímulo à síntese de

proteínas, que torna a planta mais preparada

para injúrias ambientais, melhora

a absorção de nutrientes e o transporte

nas vias metabólicas de hormônios e

enzimas, acelerando seu crescimento.

Em estudo de Roder et al. (2014), os

autores realizaram a aplicação de ácido

L-glutâmico na produção de repolho e

verificaram incremento linear na produção

orgânica.

A partir dos aminoácidos são sintetizadas

as proteínas, enzimas e hormônios

essenciais para o desenvolvimento de

um ser vivo. Sendo assim, uma vez aplicado

nas plantas, são considerados ativadores

metabólicos, precursores de fitohormônios,

atuando na função nutritiva,

no caso da germinação

de sementes,

regulação de

balanço hídrico,

além de proporcionar

formação

de proteínas para

as funções vitais

da planta.

No campo, esses benefícios são observados

com exatidão na formação do

sistema radicular da planta, na resistência

ao estresse hídrico e apresentam maior

desenvolvimento da área foliar, resultando

em maior produtividade, pois estão repletos

de proteínas oriundas desses aminoácidos,

não precisando gastar sua energia

para produção.

Atenção

Os erros mais frequentes cometidos

pelos produtores ocorrem no momento

da aplicação do bioestimulante, destacando-se

as condições climáticas, a regulação

e a limpeza correta do equipamento,

a dose de acordo com o produto e o tempo

de vigência após o período de aplicação.

Esses erros devem ser evitados a partir

de cuidados específicos do aplicador.

Para complementar o seu conhecimento,

deve-se adquirir práticas como

a leitura dos rótulos dos produtos, pois

é nessa parte que se encontram as informações

necessárias para uma aplicação

eficaz.

É importante agitar bem o produto

antes de usar, e no preparo da solução ele

deve ser adicionado sempre antes dos demais

produtos. Outro ponto a ser considerado

são as condições adequadas para

aplicações foliares, como umidade relativa

do ar (60 a 90%), temperatura (10 a

30ºC), velocidade dos ventos (aproximadamente

10 km h -1 ), bicos, vazão e pressão

adequadas, entre outros. Nas dosagens

recomendadas não há risco de

causar fitotoxicidade.

Custo envolvido

No mercado são encontrados diversos

fertilizantes líquidos para aplicação foliar

que contenham aminoácidos - são muitos

produtos e de marcas variadas com ampla

faixa de preço, numa média em torno de

R$ 60,00 por litro.

A dose recomendada para olerícolas

folhosas varia de 100 a 200 mL para cada

100 L de água, cerca de 400 a 800 mL

por hectare, devendo ser aplicado em intervalos

de 15 a 20 dias após a emergência.

Considerando o ciclo do repolho, são

realizadas de cinco a seis aplicações, totalizando

um custo médio de R$ 120,00 a

R$ 280,00 por hectare.

O uso de aminoácidos apresenta uma

excelente relação custo-benefício. Considerando

o custo total de produção do repolho

em torno de R$ 20 mil a R$ 30 mil

por hectare, o custo com produto, incluindo

a mão de obra, não chega a 5% do custo

total de produção, com um ótimo retorno

ao produtor.

Isso devido ao fato de proporcionar

diversos benefícios, incluindo um menor

gasto com aplicação de outros nutrientes,

pois o uso de aminoácidos facilita

a absorção e a translocação dos nutrientes

na planta, além de estimular o desenvolvimento

radicular, melhorando a absorção

dos nutrientes e da água do solo.

30


PROTEÇÃO

MULCHING

Fotos Nelson Iida

CONTROLE EFICIENTE DE PECTOBACTERIUM EM ALFACE

agosto 2019

Samara Moreira Perissato

samaraperissato@gmail.com

Leandro Bianchi

leandro_bianchii@hotmail.com

Engenheiros agrônomos, mestres em

Produção Vegetal e doutorandos em

Agronomia - UNESP/FCA

Roque de Carvalho Dias

roquediasagro@gmail.com

Vitor Muller Anunciato

vitor.muller@gmail.com

Engenheiros agrônomos, mestres em

Proteção de Plantas e doutorandos em

Agronomia - UNESP/FCA

Ronaldo Machado Junior

Engenheiro agrônomo, mestre em

Fitotecnia e doutorando em Genética e

Melhoramento – Universidade Federal de

Viçosa (UFV)

ronaldo.juniior@ufv.br

A

podridão-mole (Pectobacterium

spp.), uma doença causada por

bactéria em alface, pode ocorrer

tanto no campo como após a colheita. O

principal sintoma inicial é caracterizado

pela murcha das folhas mais externas,

podendo ser agravada em estádios mais

avançados, levando à necrose e morte da

planta inteira.

As condições ideais para o desenvolvimento

da doença estão associadas à

temperatura (30°C) e umidade elevadas.

A bactéria não é transmitida por sementes,

contudo, pode sobreviver em solo,

principalmente em restos culturais e em

plantas daninhas hospedeiras.

Tendo em vista todos esses aspectos

favoráveis ao desenvolvimento e permanência

da doença em solos, a técnica do

mulching, que consiste na utilização do

solo com algum tipo de cobertura vegetal

ou artificial (mais comum), tem sido

relatada por otimizar o controle da doença.

Essa alternativa proporciona uma diminuição

da perda de água por evaporação,

mantém a umidade do solo, reduz

a perda de nutrientes por volatilização

(para o ar) e lixiviação (pela água), diminui

a compactação, pelo menor contato da

gota da água diretamente com o solo, leva

maior inibição de germinação e desenvolvimento

de plantas daninhas, melhor

qualidade das folhas, pelo menor contato

com o solo, e uma redução de incidência

de pragas e doenças.

Benefícios para a alface

O mulching é um tipo de manejo

agrícola que consiste na formação de uma

barreira física, protegendo muito o cultivo

de hortaliças. Dentre as vantagens de sua

utilização, cita-se:

Controle de umidade e temperatura

do solo: leva à redução da perda

de água do solo, com menor suscetibilidade

a estresses ambientais. Além disso,

32


PROTEÇÃO

proporciona temperaturas mais amenas,

diminuindo a amplitude térmica, e atuando

preventivamente contra a podridãomole

e diversas outras doenças;

Controle de plantas daninhas:

por criar um microclima, pode suprimir a

germinação e emergência de plantas daninhas,

bem como servir de barreira física,

consequentemente diminuindo o uso de

herbicidas e tendo efeitos diretos na produtividade.

Como efeito secundário, controlando

as plantas daninhas hospedeiras

o mulching atua no manejo de pragas e

doenças;

Redução do contato entre as folhas

e o solo: aumenta a qualidade do

produto final e diminui a possibilidade

de infecções por doenças, como a podridão.

Efeitos positivos no solo e na

adubação: aumenta a eficiência da adubação

e diminui perdas por lixiviação.

Além disso, evita a erosão e compactação

do solo.

Todos esses aspectos relatados contribuem

para uma produção mais sustentável

e de menor impacto ambiental, favorecendo

a diminuição do ciclo de produção

da alface e aumentando a qualidade do

produto final, levando a um menor custo

de produção.

Manejo

O mulching é uma prática utilizada

por grandes e pequenos produtores, sendo

empregada tanto de maneira manual

como mecanizada. Este último caso está

restrito a grandes áreas de produção.

Para a utilização de cobertura artificial,

a implantação inicia-se com a escolha

do plástico ideal, dependendo das

condições do local e do objetivo do produtor,

sob o canteiro já instalado e com

a irrigação, em caso de gotejamento.

Primeiramente deve-se retirar aproximadamente

10 cm de solo das laterais

do canteiro, que servirá posteriormente

para a cobertura das extremidades da

lona plástica. O plástico deve ser bem esticado

e fixo, para evitar o deslocamento

pelo vento.

As perfurações da lona devem ser

realizadas conforme o espaçamento da

cultura por material abrasivo, aumentando

a vida útil da lona. Sua duração

é variável, entretanto, pode alcançar até

quatro ciclos de plantio.

As dimensões do plástico variam em

sua largura e comprimento, de 1,20 m

até 1,80 m para largura e 500 m e 1.000

m para comprimento.

Investimento x retorno

O valor depende de seu tamanho,

espessura e tipo (preto, branco e prata),

variando entre R$ 180 a R$ 400, quando

de 500 m de comprimento, e acrescido

o valor quanto maior for.

A principal diferença entre o cultivo

convencional e o cultivo com mulching

(artificial) é o preço do plástico e a mão

de obra necessária para sua instalação.

Em estudos realizados por Araujo et

al. (2009), a utilização de cobertura plástica

para a produção de alface obteve aproximadamente

27% a mais do custo total,

quando comparado ao plantio direto. Entretanto,

sua rentabilidade foi 36% superior

ao plantio direto.

Para o cultivo em campo, os custos totais

foram semelhantes, devido à necessidade

de mão de obra para o revolvimento

dos canteiros no plantio direto, o que

não foi necessário no mulching, pois o

mesmo é capaz de minimizar a compactação

do solo. Neste caso, a rentabilidade

foi 72% superior com a utilização de

plástico.

Um outro aspecto que deve ser considerado

no mulching é a redução da

mão de obra para a capina e do número

de aplicação de produtos fitossanitários.

Blind et al. (2015) observaram que

diversas cultivares apresentaram melhor

desempenho, como sanidade de folhas,

rendimento de massa fresca, diâmetro de

cabeça e número de folhas, na presença

desta técnica.

Por exemplo, em canteiros sem mulching

a matéria fresca da alface variou entre

143 e 379 g, entretanto, com o plástico

variou entre 148 a 413 g.

A adoção de mulching tem sido relatada

como uma técnica positiva para

o cultivo de alface e de diversas outras

hortaliças. Em condições agroclimáticas

desfavoráveis, suscetíveis à maior incidência

de doenças, além de todo o conjunto

de benefícios destacados, a maior

sanidade é de grande importância também

no controle da podridão-mole, além

de outros males.

Erros

Os erros mais frequentes relativos ao mulching são voltados à instalação

do plástico, sendo principalmente a má colocação da cobertura

e a realização incorreta das perfurações. Além disso, como os canteiros

ficam totalmente cobertos, o sistema de irrigação fica sob esta cobertura,

dificultando o manejo em caso de entupimentos, por exemplo. Por

isso deve ser instalado de maneira cuidadosa e sempre seguir as recomendações

técnicas.

Uma atenção especial deve ser dada ao descarte correto do material

após sua vida útil, já que o plástico não se degrada facilmente no solo,

consequentemente, o descarte em locais inadequados representa grande

impacto ambiental. Portanto, o material descartado deve ser enviado

para empresas de reciclagem.

Atualmente, há estudos para redução deste problema a partir da substituição

do filme de polietileno por plástico biodegradável, que possivelmente

será uma alternativa muito utilizada no futuro.

agosto 2019

33


HIDROPONIA

TECNOLOGIA

FERTIRRIGAÇÃO INTELIGENTE PARA HIDROPONIA

Glaucio da Cruz Genuncio

glauciogenuncio@gmail.com

Rafael Campagnol

rafcampagnol@hotmail.com

Elisamara Caldeira do Nascimento

elisamara.caldeira@gmail.com

Professores da Universidade Federal de

Mato Grosso (UFMT)

Talita Santana de Santana Matos

talitasmatos@gmail.com

Doutora em Agronomia – Universidade

Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

agosto 2019

O

cultivo hidropônico é uma das

técnicas mais modernas utilizadas

para a produção vegetal. Nela, as

plantas são cultivadas sem o uso do solo

e a nutrição e hidratação (fertirrigação)

das plantas são feitas por meio de soluções

nutritivas.

Num passado não muito distante,

essa forma de cultivo de plantas era considerada

inviável comercialmente. Hoje,

com o uso da hidroponia é possível produzir

algumas plantas de forma até mais

econômica do que de forma tradicional,

no solo.

Com o passar do tempo, novos equipamentos,

tecnologias e práticas foram

e são incorporados aos sistemas hidropônicos,

deixando-os cada vez mais produtivos

e simples de serem feitos.

Uma das tendências de tecnologia

para hidroponia, ainda pouco difundida

no Brasil, é a automação do manejo da

fertirrigação.

Essa prática consiste em sistemas

Fotos Shutterstock

constituídos por sensores e controladores

que reconhecem as condições atuais

de cultivo e automaticamente as ajustam

aos padrões recomendados e pré-programados.

Esses equipamentos podem ainda

estar conectados à internet, o que permite

o ajuste das condições de cultivo de forma

remota.

Benefícios da nova

tecnologia

Os principais parâmetros da solução

nutritiva que são ajustados diariamente

pelos produtores são o pH e a condutividade

elétrica.

Além desses, outros parâmetros muito

importantes e que também deveriam

ser controlados, são a temperatura e oxigenação

da solução nutritiva, a temperatura

e umidade relativa do ar e a luminosidade

que incide sobre as plantas.

A automação da fertirrigação de sistemas

hidropônicos permite a manutenção

das condições de cultivo mais próximas

às ideais para as plantas, evitando

as grandes variações que podem interferir

e prejudicar o seu desenvolvimento.

O pH da solução nutritiva aplicada

às plantas é um exemplo de parâmetro

que deve ser ajustado diariamente.

Variações acentuadas do seu valor

podem reduzir a disponibilidade de nu-

34


HIDROPONIA

trientes para as plantas. A forma mais comum

de fazer esse ajuste é manualmente,

pela aplicação de soluções ácidas ou básicas,

o que demanda bastante tempo, principalmente

em culturas hidropônicas que

possuem grande quantidade de reservatórios

de solução nutritiva.

Para fazer esses ajustes, o produtor ou

o funcionário deve receber um bom treinamento,

pois apesar de ser simples, qualquer

erro nesse manejo pode comprometer

severamente a produção.

Automação da fertirrigação

A automação da fertirrigação, além

de evitar situações desfavoráveis ao crescimento

vegetal, irá reduzir a demanda de

mão de obra.

E considerando que a mão de obra é

um dos componentes que mais impactam

o custo de produção em sistemas hidropônicos,

a automação também permitirá

o aumento da lucratividade do

empreendimento.

A automação da fertirrigação, de maneira

simplificada, funciona da seguinte

forma: vamos supor que a condutividade

elétrica da solução recomendada para

cultivo de alface seja de 1,6 mS/cm. Esse

valor deve ser ajustado no controlador,

que também permite definir o quanto ele

pode variar (por exemplo: entre 1,55 a

1,65).

O sensor de condutividade elétrica,

inserido no reservatório da solução nutritiva,

irá medir com uma determinada

frequência (que pode ser de minutos

a segundos) a condutividade elétrica da

solução e enviará sinais para o controlador.

O controlador receberá esses sinais

e, quando o valor da condutividade elétrica

estiver fora do valor ajustado no controlador,

irá acionar as bombas de injeção

das soluções nutritivas ou a válvula de

regulagem do volume de água do reservatório.

Caso a condutividade elétrica esteja

abaixo do valor ajustado, o controlador

acionará as bombas, que injetam pequenos

volumes de soluções nutritivas concentradas

até que a condutividade elétrica

retorne ao valor adequado.

Quando a condutividade elétrica estiver

acima do ideal, o controlador acionará

a válvula que regula o volume de

água no reservatório, ou seja, adicionará

mais água e, consequentemente, reduzirá

a condutividade elétrica da solução.

O controle do pH também é feito de

forma semelhante, mas o sensor é específico

para medição de pH e as bombas injetam

soluções ácida ou básica, de acordo

com o valor identificado na solução, até

que o pH volte ao valor adequado.

Os sensores de temperatura e de

oxigenação geralmente podem ser utilizados

para monitoramento e identificação

de situações estressantes para as

plantas.

Quando o sensor reconhece que

as condições estão fora do limite tolerado

(ajustado pelo produtor), o controlador

emite um comando, que pode

Como funcionam

Basicamente, os sistemas de automação

da fertirrigação em hidroponia

são compostos por:

Sensores, que identificam as

condições do ambiente (luminosidade,

temperatura e

umidade) ou da solução nutritiva

(condutividade elétrica,

pH, temperatura e

oxigênio);

Microcontrolador, que receberá

os sinais dos sensores

e, baseado em informações

pré-determinadas, irá

acionar as bombas;

Display, para visualização de

informações;

agosto 2019

Bombas, que injetam soluções

específicas no sistema; e

Reservatórios de soluções

ácidas e básicas, para ajuste

do pH, e soluções nutritivas

concentradas A e B, para

ajuste da condutividade elétrica.

35


HIDROPONIA

A redução da mão de obra é uma das vantagens dos sistemas hidropônicos

agosto 2019

ser para disparar uma sirene, ou enviar

uma informação via aplicativo de celular,

ou acionar algum equipamento que auxilie

na correção dessa situação, como

por exemplo, os microaspersores sobre

as bancadas hidropônicas para ajudar

na redução da temperatura da solução

nutritiva.

Em campo

A automação da fertirrigação em sistemas

hidropônicos ainda é pouco difundida

no Brasil, principalmente devido

à falta de empresas especializadas

que forneçam equipamentos específicos

e assistência técnica.

Algumas empresas do setor já vêm

desenvolvendo sistemas de automação e,

provavelmente em breve, disponibilizarão

seus equipamentos aos produtores. Sistemas

de automação “caseiros” já foram

desenvolvidos por alguns produtores e

instituições de pesquisa, contudo, os componentes

eletrônicos usados geralmente

são adaptados, não apresentando, muitas

vezes, o desempenho e custo desejado

para uma hidroponia comercial.

O custo

A definição exata do custo de aquisição

e implantação de um sistema de

automação da fertirrigação é difícil de ser

feita devido à falta de empresas especializadas

e de insumos específicos para essa

finalidade.

Usando-se sensores, controladores

e outros equipamentos existentes no

mercado brasileiro, um kit de automação

para um setor de hidroponia (um

reservatório de solução) pode custar de

R$ 500 a R$ 5 mil somente em insumos.

Contudo, a dificuldade maior é com

a instalação e calibração, que exigem mão

de obra capacitada, que é restrita e cara.

Investimento x retorno

Uma das principais vantagens dos

sistemas hidropônicos apontada pela

maioria dos produtores que migraram

do cultivo convencional para a hidroponia

é a redução da mão de obra.

Entretanto, quando analisamos todos

os itens que compõem os custos de

produção de uma empresa hidropônica,

a mão de obra é o que mais impacta, variando

de 20 até 40% do custo total de

produção.

Evidentemente, nem toda a mão de

obra é utilizada para o manejo da fertirrigação,

mas a automação dessa atividade

irá reduzir significativamente o custo

de produção.

Além disso, automatizar a fertirrigação

também trará uma condição mais

próxima do ideal para o cultivo das plantas,

evitando grande variações e erros de

manejo que muitas vezes acabam reduzindo

a eficiência produtiva e, consequentemente,

afetando o retorno financeiro

do empreendimento.

Problemas mais frequentes

Um dos principais problemas na

automação da fertirrigação de sistemas

hidropônicos é o escasso número

de empresas e insumos específicos

para sua implantação, orientação

técnica e manutenção dos equipamentos.

As grandes empreses que utilizam

a técnica de hidroponia para

produção vegetal, muitas delas na

área da floricultura, adquirem equipamentos,

materiais e até mesmo assistência

técnica fora do Brasil.

Para empresas de produção de

hortaliças hidropônicas, cujos produtos

possuem menor valor agregado

em comparação às flores, de maneira

geral os custos para obtenção

desses insumos e assistência técnica

no exterior não justificam o investimento.

36


ESTUFAS

ACELGA

EM ESTUFAS, QUAL A VANTAGEM?

agosto 2019

Wagner Terra

Talita de Santana Matos

talitasmatos@gmail.com

Elisamara Caldeira do Nascimento

Doutoras em Agronomia/Ciência do

Solo – Universidade Federal Rural do Rio

de Janeiro (UFRRJ)

Glaucio da Cruz Genuncio

Doutor em Agronomia e professor da

Universidade Federal do Mato Grosso

(UFMT)

glauciogenuncio@gmail.com

As variações climáticas, como chuvas

em demasia, geada fora de

época, granizo, seca, entre outros

fatores edafoclimáticos, fazem com que a

produção agrícola diminua drasticamente

ou tenha perda total, em alguns casos

tanto na qualidade quanto no rendimento

da produção, pois favorecem o aparecimento

de doenças e alteram os ciclos

da cultura.

O cultivo protegido (em estufas) consiste

em uma técnica que possibilita certo

controle de variáveis climáticas como

temperatura, umidade do ar, radiação solar

e vento, composição atmosférica, além

do controle do solo.

Auxilia na redução das necessidades

hídricas (irrigação), por meio do uso mais

eficiente da água pelas plantas e aproveitamento

dos recursos de produção (nutrientes,

luz solar e CO 2

), resultando em

precocidade de produção (redução do ciclo

da cultura) e redução do uso de insumos,

como fertilizantes (fertirrigação) e

defensivos.

Esses controles se traduzem em ganhos

de eficiência produtiva, além do

que o cultivo protegido reduz o efeito da

sazonalidade, favorecendo a oferta mais

equilibrada ao longo dos meses.

No cultivo protegido, quando se tem

conhecimento técnico é possível aumentar

a segurança na produção e valorizar

ainda mais produtos que, por si só, já são

rentáveis.

Sob esse sistema também é observada

a diminuição dos gastos com controle

de pragas e doenças, especialmente

na produção de mudas, visto que essas

plantas produzidas em estufas apresentam

menor incidência de pragas e doenças.

Mais que vantagens

Os ganhos em qualidade e em produtividade

são apontados como principais

vantagens. Um aspecto importante

a ser observado é o planejamento da

produção, dos custos e do mercado para

que possa ser uma ferramenta de alta eficiência.

Outra vantagem observada está na

melhoria da qualidade, principalmente

relacionada à aparência e sanidade, com

redução do uso de químicos.

Manejo prático

O manejo utilizado na produção de

acelga ou qualquer outra hortaliça sob

uma estufa é dependente do tipo de cultivo

que foi escolhido. Nos ambientes

38


ESTUFAS

protegidos as plantas podem ser cultivadas

diretamente no solo, em sistemas

hidropônicos ou em substratos agrícolas,

como fibra de coco e casca de pinus

carbonizada, sendo o manejo diferenciado

para cada um dos tipos.

As condições de cultivo em qualquer

modo de produção (convencional, orgânico

e hidropônico) influenciam diretamente

nas características

dos

produtos hortícolas

na fase póscolheita,

uma vez

que as tecnologias

utilizadas podem

prolongar a vida

útil, mas não melhoram

a qualidade,

ou seja, apenas

mantêm as características

normais

da espécie, considerando

o tipo de

mercado e o destino do produto.

De maneira geral, as maiores preocupações

devem ser em relação à importância

da utilização de mudas e/ou

sementes de qualidade, adquiridas de empresas

ou produtores idôneos de sementes

ou de fornecedores confiáveis.

Isso porque a utilização de mudas ou

sementes debilitadas compromete todo o

sistema produtivo, podendo aumentar o

ciclo e, em muitos casos, ocasionar perdas

na produção.

“Os ganhos em

qualidade e em

produtividade são

apontados como

principais vantagens

do cultivo de acelga em

estufas”

O caso da acelga

A acelga tem preferência por clima

mais ameno, com temperaturas entre 16

e 18°C, podendo ser cultivada tanto em

clima mais frio, sendo resistente a baixas

temperaturas e geadas leves, quanto

em clima mais quente.

É exigente em nutrientes, principalmente

em N,

portanto, é fundamental

utilizar

uma adubação

equilibrada

que contemple os

nutrientes necessários

para o bom

crescimento e desenvolvimento

da

planta, favorecendo

a resistência a

ataques de pragas

e doenças, assim

como permite

uma boa produção, gerando melhores

rendimentos.

Para tal, é importante saber qual a

função dos nutrientes e suas interações

com outros elementos minerais, bem

como a identificação dos sintomas de deficiência

ou excesso destes nas plantas

para que não ocorram desordens fisiológicas.

Quando cultivadas no solo, realizar

a correção da acidez e adubação sempre

com base na análise química do solo.

Limitações -

atenção a elas

A água é um fator limitante da produção

e deve ser de boa qualidade, ou

seja, estar livre de impurezas e contaminações

com microrganismos causadores

de doenças.

É fundamental fazer uma análise

química da água que será usada tanto

na irrigação quanto na fertirrigação ou

em sistemas hidropônicos, uma vez que

as concentrações de sais e o pH afetam

a formulação da solução nutritiva.

De posse da análise da água, o produtor

deve contar com o auxílio de um

técnico com experiência em nutrição vegetal,

a fim de utilizar uma formulação

de solução nutritiva adequada para a cultura

e as características químicas da água

de irrigação.

Colheita

A colheita das folhas da acelga

pode ser iniciada entre 60 e 85 dias

após o plantio. Normalmente são

colhidas apenas as folhas externas,

que estão bem desenvolvidas, embora

as folhas jovens também possam

ser colhidas para uso em saladas.

Dependendo das condições de

cultivo, a colheita pode continuar

por alguns meses.

Shutterstock

agosto 2019

39


RESULTADOS

CENOURA

COMO GARANTIR UMA BOA PRODUTIVIDADE?

Fotos Cláudio Ottoni

agosto 2019

Cláudio Carvalho Ottoni é produtor

de cenouras na fazenda

São Pedro, localizada na cidade

de Uberaba (MG), onde ele produz

uma média de duas mil caixas por

hectare ao ano.

Segundo ele, no inverno são indicadas

as variedades Maestro e Soprano,

enquanto no verão a mais utilizada

é a Verano. As variedades utilizadas pelo

produtor são da Vilmorin (empresa de sementes).

Além de uma boa semente e a variedade

correta para cada época do ano,

é necessário ter um manejo adequado.

“Para garantir uma boa produtividade

é necessário fazer uma boa rotação

de culturas, porque é o solo que garante

a segurança de preparo e qualidade em

relação aos nematoides. Então, é importante

cuidar muito bem da terra”, expõe

Cláudio.

Sementes peletizadas

“As sementes peletizadas, como a Verano,

que eu mais trabalho, garantem uma

qualidade de plantio superior, mas para

isso é necessário ter um cuidado específico.

Não adianta ter uma ótima semente,

perfeita em germinação, se não

for feita a regulagem do equipamento

de plantio. Então, compensa gastar um

pouco mais de tempo para alcançar qualidade

inicial do plantio, que é o berço

para uma planta nova, e com isso ter um

futuro de qualidade, com menor descarte.

Assim, também é muito importante

a qualidade da semeadura, além da semente”,

explica Cláudio Ottoni.

Os benefícios

Ao utilizar as sementes peletizadas

Cláudio notou os seguintes benefícios:

eliminação do raleio, qualidade da distribuição

entre plantas, quantidade mínima

de sementes duplas e, por reflexo,

sucesso da produção.

A Vilmorin

A Vilmorin do Brasil atua fortemente

em importantes culturas no mercado brasileiro,

tais como cenoura, alface e tomate.

A Vilmorin fez parte da transformação

do mercado de cenouras, com a introdução

de híbridos inovadores, como a Maestro

F1, que é referência no segmento

de inverno, e a Verano F1, principal híbrido

para semeios de verão.

A tecnologia de sementes Vilrob, exclusiva

da Vilmorin, melhora a plantabilidade,

o rendimento e a qualidade das

raízes, reduzindo bastante o custo com

mão de obra. Hoje, a Vilmorin do Brasil

ocupa posição de destaque no mer-

40


RESULTADOS

cado profissional de sementes de hortaliças,

oferecendo mais de 30 variedades

diferentes em cerca de 17 espécies para

seus clientes.

“Trabalho com a Vilmorin desde

2004, quando iniciou o desenvolvimento

e a seleção dos materiais tropicais. A

Verano foi o primeiro material com sucesso

e líder no mercado em vendas da

Vilmorin. Vejo que a empresa trabalha

com muita honestidade para com o produtor”,

declara Cláudio.

A Vilmorin criou as suas próprias

variedades visando atender os requisitos

de cultivo de cenouras durante todo o

ano.

Características

Maestro F1 - Referência para o cultivo de inverno.

Benefícios - Alta qualidade de raízes aliada à alta produtividade na lavoura.

Soprano F1 - Qualidade superior no cultivo de inverno.

Benefícios - Alta qualidade de raízes com muito boa tolerância ao Pythium sp.

Tropico F1 - Seu verão com muito mais qualidade.

Benefícios - Cenoura com alta qualidade no verão pleno, menores perdas

em épocas chuvosas e altas temperaturas.

Verano F1 - A cenoura perfeita para o verão brasileiro.

Benefícios - Segurança no plantio, alta tolerância ao pendoamento precoce

e produtividade.

Cláudio Carvalho Ottoni, produtor de

cenouras em Uberaba


CAPA

agosto 2019

42


CAPA

Abelhas

O MUNDO PRECISA DELAS

Abelhas são polinizadores generalistas muito efi cientes, e por isso

a polinização comercial é um dos mais importantes produtos da

apicultura comercial em todo o mundo. Algumas culturas, como o

melão, melancia e maçã são altamente dependentes da técnica, podendo

apresentar perdas de até 80% sem a polinização das abelhas.

A área agrícola dependente de polinizadores triplicou nos últimos

50 anos e nossa agricultura está cada vez mais carente deles. Na

cultura do café, por exemplo, o uso de abelhas pode aumentar a

produtividade em até 30%

Shutterstock

agosto 2019

43


CAPA

agosto 2019

Elisamara Caldeira do Nascimento

Pós-doutoranda PPG Agricultura

Tropical – Universidade Federal do Mato

Grosso (UFMT)

Talita de Santana Matos

Pós-doutoranda PPGA Ciência do Solo

– UFRuralRJ

Glaucio da Cruz Genuncio

Professor de Fitotecnia – UFMT

glauciogenuncio@gmail.com

Pedro Guilherme Lemes

Professor de Entomologia Florestal/

Apicultura - Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG)

pedroglemes@hotmail.com

Luiz Fernando Mendes

Pesquisador da Emater-MG

luiz.fernando@emater.mg.gov.br

Em ambientes naturais, as abelhas

nativas, dentre outros agentes polinizadores,

são responsáveis pela

reprodução vegetal de diversas famílias

da flora, aumentando a produtividade e a

variabilidade dos vegetais por meio da

polinização cruzada. Seu trabalho é tido

como um serviço ecológico-chave para a

manutenção e a conservação dos ecossistemas.

Além disso, os polinizadores na agricultura

melhoram a produção de mais de

75% de culturas agrícolas importantes

mundialmente e influenciam 35% do suprimento

alimentar humano (Klein et

al. 2007, Proceedings of the Royal Society).

Espécies

As abelhas formam um grupo diverso

e numeroso, compreendendo mais de

20 mil espécies no mundo. No Brasil, estima-se

a existência de mais de 3.000

espécies diferentes de abelhas, mas apenas

pouco mais de 400 estão catalogadas.

As espécies nativas são os meliponídeos,

ou abelhas nativas sem ferrão, que

compõem a maioria das espécies de abelhas

de nosso País.

Mas também existem as Apis Mellifera,

conhecidas como as abelhas do mel

ou africanizadas. Estas são abelhas exóticas,

híbridos do cruzamento de abelhas

trazidas da Europa e da África, e as mais

utilizadas na apicultura: as abelhas com

ferrão.

Existe também o grupo das abelhas

solitárias e as do gênero Bombus, popularmente

conhecidas como mamangavas.

Ao contrário de outros grupos de insetos,

tanto as abelhas adultas quanto suas

44


CAPA

Pixabay

Produtos

As abelhas são conhecidas pela sua

grande capacidade de fabricar vários tipos

de produtos, como mel, cera, própolis,

pólen e geleia real. Esses produtos,

além de servirem como alimentos,

também são usados para a confecção de

loção para barba, vela, xampu, sabonete,

hidratante, entre outros.

O mel é um alimento doce e natural,

produzido pelas abelhas, a partir

do néctar que elas coletam das flores

e o transformam neste líquido viscoso

que conhecemos.

A depender da florada e das condições

climáticas, sua composição pode

variar em aspecto, cor e sabor. Pode

ser uniflorada ou multiflorada, dependendo

dos tipos de flores que visitam

para buscar o néctar.

Composto, em sua maior parte,

por água e carboidratos, principalmente

glicose e frutose, além de várias vitaminas

(A, B1, B2, B3, B5, B6, C e

biotina), minerais (cálcio, cobre, ferro,

magnésio, fósforo, potássio e outros)

e flavonoides, devido à sua composição

o mel apresenta inúmeros efeitos terapêuticos,

usado especialmente para resistência

contra o cansaço físico, mental

e intelectual, além de desnutrição, imunidade,

gripes e resfriados.

Já a geleia real é um produto fabricado

pela própria abelha e serve de

alimento para as crias, por três dias, e

para a abelha rainha, pela vida toda,

que precisa de energia para continuar

reproduzindo e perpetuando a colmeia.

Por isso ela contém hormônios, vitaminas,

lipídeos, aminoácidos, enzimas

e outros componentes que contribuem

para a regeneração celular e manutenção

de uma colônia saudável.

A rainha pode viver cinco anos e a

operária, que não recebe a geleia real

pela vida toda, vive apenas 40 dias.

Produzido pelas abelhas, o própolis

é uma resina vegetal encontrada

em diversas plantas, que protege a colmeia

contra parasitas, bactérias e outros

agentes contaminantes.

Para os humanos, o própolis vai

além de proteger contra gripes e dor

de garganta, pois ele também age

como anti-inflamatório, antibiótico

natural, auxilia na imunidade, equilíbrio

da microbiota intestinal, controle

do colesterol e redução da gordura corporal.

Também produzida pelas abelhas,

a cera é fundamental para o desenvolvimento

das colmeias e criação dos

favos.

Nós a utilizamos em medicamentos

e cosméticos. Curiosamente, para

produzir 1,0 kg de cera as abelhas

precisam ingerir cerca de 6,0 kg de

mel.

larvas e pupas alimentam-se exclusivamente

de recursos florais.

Por isso, para suprir sua necessidade

alimentar as abelhas visitam uma grande

variedade de flores, colhendo o pólen

(fonte de proteína) e o néctar (para a produção

do mel). A atividade de polinização

é, portanto, uma ação involuntária dos polinizadores,

mas essencial à vida das plantas,

que se utiliza de cheiros, cores e sabores

para atraí-los.

Abelha africanizada polinizando pepino

agosto 2019

A polinização

A polinização nada mais é que a reprodução

sexuada das plantas, isto é,

a transferência do grão de pólen (parte

masculina) para o óvulo (parte feminina)

nas flores, que irão gerar os frutos. As

abelhas, ao buscarem néctar e pólen nas

plantas, acabam prestando esse serviço e

Daniel Nicodemo

45


CAPA

muitas flores possuem adaptações para

atraí-las e recebê-las.

Atualmente, circula na internet uma

frase atribuída a Albert Einstein que diz:

“Se as abelhas desaparecerem da Terra, a

humanidade terá apenas quatro anos de

existência”. É pouquíssimo provável que

essa frase tenha sido realmente proferida

pelo ilustríssimo cientista alemão. No

entanto, seu conteúdo não é tão fora de

realidade.

As abelhas (principalmente Apis mellifera,

ou as abelhas-africanizadas no Brasil)

são as principais responsáveis pela polinização

de muitas plantas e culturas de

interesse ao homem, e sem a reprodução

dessas plantas haveria redução na produtividade,

plantas nativas não iriam produzir,

fauna e flora iriam perecer e com

o tempo a raça humana iria sofrer as

consequências.

Obviamente, a raça humana não desapareceria

apenas em quatro anos. Muitas

culturas e plantas são polinizadas por

outras abelhas, insetos, animais, como

morcegos e aves, além de outros meios de

polinização, e o homem provavelmente

encontraria alguma solução.

Porém, pode-se dizer que o serviço de

polinização prestado atualmente por mamangavas,

abelhas nativas ou africanizadas

é imprescindível para a produção, ainda

mais no Brasil, altamente dependente

da exportação de commodities agrícolas.

Além das culturas agrícolas, as abelhas

polinizam a flora nativa e exótica,

pastagens e jardins.

Dependência direta

Estima-se que de 300 culturas comerciais

(incluindo frutas, legumes, grãos,

forragens, etc.) cultivadas no mundo todo,

84% têm algum grau de necessidade de

polinizadores para produzir. No Brasil,

das 53 principais culturas para produção

de alimentos, 68% dependem de animais

polinizadores.

Apesar das culturas que não dependem

de polinizadores serem as que produzem

maior quantidade, a área cultivada

(59% da área total) e o valor (68% do

total) das culturas que dependem da polinização

por animais é maior no Brasil.

As abelhas Apis mellifera são consideradas

os polinizadores comerciais mais

importantes, embora outras espécies de

abelhas também sejam usadas, pelo menos

90% é realizado por essa espécie.

A polinização feita por abelhas não

é importante apenas em termos de produtividade.

Estudos com várias culturas

têm demonstrado que, além de maior

produtividade, a qualidade também melhora,

como ganho de peso de frutos e

sementes, valor de mercado, mudanças

na composição de óleos produzidos por

sementes, entre outros benefícios.

Culturas dependentes das

abelhas para polinização

As abelhas também possuem papel

estratégico na reconstituição de florestas

tropicais e conservação de remanescentes

florestais, podendo voar até as árvores

mais altas e trabalhar na regeneração

das florestas primárias.

Um bom exemplo deste cenário é a

castanheira, árvore alta, nativa da Amazônia,

que é vinculada à polinização cruzada

(grãos de pólen de uma flor são

transportados para estruturas reprodutivas

femininas de outra flor da mesma espécie).

Ela depende completamente dos serviços

de polinização realizados por abelhas

para a formação da castanha-do-pará

(castanha-do-brasil).

Com a colônia instalada em certo local,

as abelhas conseguem saber o melhor

horário para coletar pólen. Elas observam

a flora próxima à colmeia e associam

com a intensidade da luz do dia.

Neste caso, as abelhas responsáveis por

esta polinização são as do tipo solitárias.

Outra riqueza amazônica que necessita

das abelhas para produzir é o açaí. Sua

polinização é realizada por abelhas sociais

sem ferrão (Meliponini).

A polinização realizada pelos insetos

é mais eficiente que a manual, mais

barata e produz frutos mais pesados e de

melhor qualidade (Nunes-Silva, 2013,

Apidologie).

Malagodi-Braga & Kleinert 2004

(Australian Journal Agriculture Research)

mostraram que uma colônia em estufa

com 1.350 plantas de morango é suficiente

para polinizar as flores primárias

da cultivar ‘Oso Grande’, aumentando

seu peso e formato, e ainda influenciando

no aumento da produção de morangos.

Apis mellifera é a abelha mais criada

no mundo e é explorada pelo homem há

mais de 6.000 anos em colmeias padronizadas.

A apicultura é desenvolvida com

várias finalidades, inclusive para poli-

Pixabay

agosto 2019

46


CAPA

nização, principalmente no hemisfério

Norte.

Ciência a caminho

da vida

Pesquisas feitas na Unesp de Jaboticabal

provaram que a produção de laranjas

pode crescer 30% com a ajuda dessas

laboriosas trabalhadoras. A experiência

é simples. Na florada, em setembro, as

colmeias são espalhadas pelo pomar.

Metade das laranjeiras, porém, é envolta

por telas e, no final do verão, com

as árvores carregadas, as frutas são contadas

para medir a produtividade em

cada lado.

A qualidade do fruto também melhorou.

As laranjas da Unesp, por exemplo,

ficaram 10% maiores e com mais 20%

de vitamina C, graças às persistentes caçadoras

de néctar, que fecundam o máximo

possível de óvulos na flor e fazem

com que o fruto se desenvolva por inteiro.

Nilton Scudeller

A produção do maracujá depende da polinização das abelhas


CAPA

Quando o agente polinizador é o vento

ou são outros insetos, este serviço fica

comprometido.

Criação de abelhas

Atualmente, vem se tornando cada

vez mais comum a criação migratória de

abelhas, baseada no calendário de floradas.

Isso aumenta a quantidade e qualidade

da produção de mel. Essa prática

também abre a visão da possibilidade de,

nos cultivos anuais, colmeias serem utilizadas

como fonte de contribuição para a

produção por meio da polinização.

Nos Estados Unidos, o recurso às

abelhas é tão intenso que, só na Califórnia,

existem cerca de 1,4 milhão de caixas

— como são chamadas as colmeias

artificiais, alugadas todos os anos — espalhadas

entre laranjais e outras culturas,

como a amendoeira.

Grande desafio

Atualmente, vivemos um cenário de

desaparecimento de abelhas. O Conselho

Nacional de Pesquisa dos Estados

Unidos já demonstrava, em 2006, como

estava ocorrendo e iria evoluir. As perdas

em 1987 já estavam entre 5 - 10%, 2006:

25% e para os anos seguintes, 2007: 31%,

2008: 35%, grande parte devido à varroa,

Na ponta do lápis

mas também a outras doenças, pesticidas,

endocruzamento e má alimentação.

Varroa destructor (Anderson & Trueman,

2000), conhecido pelo nome comum

de varroa, é um ácaro ectoparasita

que infesta colônias de abelhas das espécies

Apis cerana e Apis mellifera, dizimando

as colmeias ao causar a doença

chamada varroose ou varroatose.

O ácaro só pode se reproduzir em uma

Os valores estimados para os serviços

de polinização variam muito, dependendo

da metodologia utilizada. Apenas

nos EUA, se estima que o custo

para uso de abelhas manejadas para polinização

gire em torno de US$ 1,6 a

US$ 14,6 bilhões todos os anos.

Em estudo realizado na África do

Sul, estimou-se que o total de serviços

prestados pela polinização por abelhas

na indústria de frutas do país gire

em torno de US$ 338 milhões por ano,

sendo US$ 120 milhões de polinização

manejada (isto é, quando colocam-se

colmeias espalhadas na área) e US$

218 milhões de polinizadores silvestres.

Os serviços de polinização no Brasil

possuem um valor de US$ 13 bilhões

anuais, considerando as espécies

de plantas cultivadas no Relatório

IBGE.

No Sul do Brasil, estudos mostraram

que cerca de 80% dos produtores

de maçã entrevistados pagam em torno

de R$ 57,00 por colmeia alugada

para polinizar os pomares, com média

de três colmeias por hectare.

Na região Norte de Minas Gerais,

em especial no Projeto Jaíba (maior

área irrigada em área contínua na

América do Sul), o aluguel de colmeias

para a polinização na produção de sementes

de hortaliças das famílias das

cucurbitáceas, crucíferas e solanáceas

está em torno de R$ 100,00 a R$

120,00 por colmeia, durante o ciclo

de floração.

colônia de abelhas. Ele adere ao corpo da

abelha e a enfraquece, sugando a hemolinfa.

Neste processo alguns vírus disseminam

entre as abelhas. Uma significativa

infestação do ácaro levará à morte

de uma colônia de abelhas, geralmente

no final do outono até o começo da primavera.

O ácaro varroa é o parasita com o impacto

econômico mais significativo no se-

A abóbora necessita da polinização para produzir frutos

Estenio Alves

agosto 2019

48


CAPA

Pixabay

tor de apicultura. Por ser um fator que

contribui para a desordem do colapso da

colônia, como a pesquisa mostra ser, é o

principal fator para o distúrbio de colapso

das colônias em Ontário, Canadá e

EUA.

No Brasil, entretanto, as abelhas melíferas

são as africanizadas, uma espécie

híbrida do gênero Apis, que possui

comportamento de muita resistência à

varroa. Assim, podemos afirmar ser este

um problema de pouca significância em

nosso país.

Alerta

Apesar de todos os benefícios, tem

aumentado a preocupação com a sanidade

das abelhas no mundo inteiro, principalmente

após as ondas de desaparecimento

delas na América do Norte e

Europa. Mas, no Brasil, a preocupação

não é menor.

Uso de pesticidas, doenças e inimigos

naturais, mudanças climáticas e no

uso da terra têm provocado uma grande

diminuição dos polinizadores. Vários

inseticidas neonicotinoides, como o tiametoxam

e o imidacloprido, têm sido

ligados à mortalidade de abelhas, assim

como um dos herbicidas mais utilizados

no Brasil, o glifosato.

O desmatamento e o aumento da área

agrícola altera a paisagem, reduz a diversidade

e a disponibilidade de polinizadores,

pois cria fragmentação e isolamento

de habitat, reduz os recursos florais e

áreas de nidificação, além de faltar opções

para a dieta desses polinizadores.

A produção brasileira nas 29 das principais

culturas reduziria entre 16 e 50 milhões

de toneladas com a perda dos

serviços

de polinização.

Isso equivale

a uma redução do

PIB brasileiro entre 6,46

e 19,36%.

Agricultores familiares seriam os

mais afetados com problemas com esses

polinizadores, já que dependem praticamente

dos serviços prestados por abelhas

e outros animais silvestres, e não poderia

pagar por aluguel de colmeias ou trabalhadores

para fazer a polinização.

Portanto, deve-se analisar e trabalhar

na orientação e utilização racional dos

defensivos agrícolas hoje para evitarmos

problemas mais sérios no futuro.

Viabilidade de

um apiário

Para extrair o melhor do negócio, o

apicultor deve estar bem informado sobre

aspectos produtivos – que requerem

uma série de procedimentos de higiene

e sanidade relativos ao manejo e instalações.

O apicultor deve estar de olho nas

oportunidades de mercado, aumentando

a rentabilidade.

De acordo com dados do SEBRAE,

é recomendado que o apicultor inicie sua

produção com três ou quatro colmeias.

Dessa forma, é possível se familiarizar

mais com as abelhas e entender como

fazer um manejo adequado.

Outro elemento importante para

quem pretende começar no negócio é fazer

um bom plano de negócios. Planejar

os gastos, observar a realidade local do

espaço que será utilizado (se tem acesso

fácil à água, disponibilidade de vegetação,

animais que vivem nas redondezas,

etc.) e administrar

a produção

de forma profissional

também

são

ações essenciais.

O produtor precisa acompanhar a

perda de abelhas, que em geral varia de

10 a 15%.

De acordo com estudo de viabilidade

econômica da apicultura desenvolvido

pelo SEBRAE, existem três tipos de

classificação para apicultores: básico, intermediário

e avançado. O básico produz

até 50 colmeias, mas inicia com aproximadamente

20. Em geral, utiliza mão

de obra familiar e vê a prática como

uma renda secundária.

O intermediário possui de 200 a 300

colmeias, procura vender mel em atacado,

utiliza mão de obra própria, mas nas

épocas de alta demanda contrata diarista.

Como a produção exige pouca infraestrutura,

os custos gerais para ele ainda

se mantêm menores.

Já o avançado possui acima de 300

colmeias, sendo mais comum que tenha

aproximadamente mil. Possui funcionários

contratados, convoca diaristas quando

há muito trabalho e tem uma estrutura

mais completa, com caminhões e máquinas

que auxiliam nas rotinas. Ele costuma

vender em atacado, aumentando a taxa de

retorno por ganhar em escala.

O mercado consumidor é amplo, tanto

nacional quanto internacionalmente.

Produtos secundários também têm

ganhado visibilidade, deixando o produtor

menos dependente da produção

de mel e incrementando a produtividade

da propriedade.

agosto 2019

49


CAPA

Aposta certeira traz

ganhos significativos

agosto 2019

Ivan Pereira de Almeida e Divânio

Alencar Santos são apicultores de Bocaiúva

(MG) que trabalham com apicultura

migratória e polinização de culturas.

Atualmente as colmeias estão em Pirapora

(MG).

“Temos hoje 100 hectares de melancia

que trabalhamos com a polinização.

Neste projeto não foi contabilizada a produtividade

a mais, mas varia de 20 a 30%,

dependendo da cultura”, relatam.

Os apicultores escolheram a apicultura

devido às dificuldades encontradas

em outras atividades no meio rural e pelo

período prolongando de estiagem em sua

região. “Uma vez que abelhas não precisam

de grandes quantidades de água,

enxergamos a apicultura como uma alternativa

para a nossa região”, esclarecem.

Como benefícios, eles apontam o fato

de o apicultor poder trabalhar com outras

atividades na mesma propriedade, mesmo

sendo áreas de terceiros ou reflorestamentos.

“Não é necessário ser proprietário. O

apicultor pode explorar áreas de terceiros

ou empresas de reflorestamento para

a produção de mel, pólen, própolis, cera,

entre outros, sem grandes investimentos”,

pontuam.

Além da polinização, que tem a vantagem

financeira do aluguel das colmeias

para os produtores rurais, principalmente

para quem trabalha com a produção de

sementes de hortaliças, há ainda a possibilidade

da produção do mel, ou seja, com

o mesmo investimento o apicultor agrega

outras atividades.

Cuidados

O manejo da polinização é diferenciado.

Ivan Pereira diz que tem que ser

feita sempre uma revisão nas colmeias,

escolhendo os enxames com maior tendência

na coleta e na produção de pólen.

“É importante que, ao montar o apiário,

se escolha a área contra o vento, respeitando

sempre a distância de segurança

para que não ocorram acidentes”, ressalta.

É importante, também, fazer a colheita

de todo o mel existente no ninho

e nas melgueiras, colocar a tela de

transporte e fazer a amarração de cada

colmeia. Ao entardecer, deve-se fechar o

alvado com uma espuma e colocar no veículo

que transportará para o local onde

será feita a polinização. “Sendo recomendado,

caso demore no transporte e antes

de soltar o enxame, é sempre bom pulverizar

água em cima da tela de transporte”,

ensina o apicultor.

Alerta

Para a produção de mel, é importante

montar os apiários distantes de áreas onde

são aplicados agrotóxicos. Mas, para polinização

é interessante montar os apiários

contra o vento e evitar a aplicação

de defensivos agrícolas durante o período

de floração, quando as colmeias estão

polinizando.

Caso o agricultor tenha urgência em

aplicar defensivos, a operação só deve ser

feita com produtos que não são tóxicos

para as abelhas e somente no período noturno,

para tentar amenizar o risco de

mortalidade delas.

Lembrando que as abelhas são essenciais,

desde a produção dos frutos até as

50


CAPA

O mel é apenas

uma das produções

da abelha

sementes, melhorando a qualidade dos

mesmos.

“O investimento na atividade vai depender

muito do tamanho do projeto, ou

seja, de quantas colmeias terão o projeto.

Além das colmeias, há todos os materiais

e equipamentos necessários para

a implantação do apiário, desde o equipamento

de proteção individual até os

agosto 2019

Pixabay

demais necessários para o processamento

do mel ou outros produtos”, pontua

Ivan Pereira.

A rentabilidade vai depender de alguns

fatores:

Apicultura fixa ou migratória;

O porte da atividade e, principalmente,

de quais produtos serão explorados;

Tipo e qualidade da floração da região

onde será implantado o apiário ou

cultura a ser polinizada.

Conforme a época de início da implantação

da atividade, no primeiro ano

já se inicia a produção de mel, mas com

uma produção maior a partir do 2º ano.

“O custo-benefício dependerá de alguns

fatores, como da quantidade de colmeias

a serem trabalhadas pelo apicultor,

distância da implantação das colmeias,

quantidade e qualidade da floração na

região do apiário, manejo adequado do

apicultor, produção e produtividade das

colmeias”, recomenda o apicultor.

Ele enfatiza que a apicultura é como

qualquer outra atividade, mas que para

obter sucesso o apicultor tem que ter a assessoria

de uma empresa de assistência

técnica, e o mais importante, ser observador

e ter dedicação à atividade.

Seguindo essas dicas, sem dúvida o

produtor terá sucesso.

Pixabay

51


MORANGOS

LED

ILUMINAÇÃO

PODE ACELERAR

O DESENVOLVIMENTO

DE MORANGUEIROS

Shutterstock

agosto 2019

Uma pesquisa realizada na Escola

Superior de Agricultura “Luiz de

Queiroz” (Esalq/USP) avaliou o

desenvolvimento de plântulas de morangueiro

(planta frutífera pertencente à família

Rosaceae e caracterizada por seu hábito

rasteiro) conservadas in vitro, sob a

ação de diferentes espectros de luz.

O projeto foi realizado no programa

de Pós-Graduação em Fisiologia e

Bioquímica de Plantas, com autoria de

Jéssica Casarotto e orientação de Marcel

Bellato Sposito, do Departamento de

Produção Vegetal.

A pesquisadora utilizou diodos emissores

de luz (LEDs) para a realização da

análise do comportamento das plântulas.

Os LEDs são utilizados em vários setores

da agricultura, principalmente no

cultivo in vitro, por proporcionar uma

significativa economia de energia elétrica

e auxiliar no desenvolvimento de

plantas.

O estudo concluiu que a luz azul,

utilizada no cultivo in vitro, reduz o desenvolvimento

das plântulas de morangueiro

e a luz vermelha e a mista (70%

vermelha e 30% azul) aceleram o desenvolvimento

quando comparadas à luz branca,

normalmente utilizada em laboratórios.

“Além disso, plântulas de morangueiro

sob a luz vermelha e mista podem permanecer

por até três meses sem subcultivos,

obtendo sucesso na formação

de mudas após a aclimatização por 21

dias”, explica a pesquisadora.

Jéssica Casarotto

Variações

A quantidade de clorofila a, clorofila

b e carotenoides, presentes nas folhas

de morangueiro da cultivar Camarosa,

não apresentaram variações em seus teores

em função do espectro de luz a que as

plântulas foram submetidas em cada intervalo

de tempo de conservação.

A pesquisa utilizou a técnica de cultivo

in vitro, capaz de reduzir o desenvolvimento

da plântula a um mínimo

possível. “Isso diminui o metabolismo do

tecido vegetal e aumenta o período de seu

armazenamento. Na redução do metabolismo,

as condições de cultivo, tais

como temperatura, período de luz e intensidade

da luz podem ser alteradas durante

o período de incubação”, complementa

a autora.

Segundo Jéssica, no Brasil essa técnica

já é usada para a propagação de

plantas, no entanto ainda são poucos experimentos

com a presença de LEDs. As

plantas respondem a estímulos luminosos

por meio de fotorreceptores, como os

fitocromos e criptocromos. Os fitocromos

são fotorreceptores responsáveis pela percepção

da luz vermelha e regulam o processo

de florescimento. Os criptocomos

são responsáveis pela percepção da luz

azul.

A dissertação teve apoio da Coordenação

de Aperfeiçoamento de Pessoal

de Nível Superior (Capes).

52


EVENTO

HORTITEC

Adrielle Teodoro

HORTITEC

A 26ª EDIÇÃO MOSTROU MUITA TECNOLOGIA

E INOVAÇÃO PARA O SETOR DE HF. O EVENTO

REUNIU 30 MIL PARTICIPANTES E 420

EMPRESAS EXPOSITORAS DO BRASIL

agosto 2019

53


EVENTO

HORTITEC

HORTITEC

É SUCESSO DE PÚBLICO

MAIS UMA VEZ

Fotos Adrielle Teodoro

A Hortitec reuniu cerca de 30 mil pessoas

agosto 2019

A

26ª edição da Hortitec - Exposição

Técnica de Horticultura,

Cultivo Protegido e Culturas Intensivas

– alcançou as expectativas em número

de participantes e de expositores.

A maior e mais importante mostra de

horticultura da América Latina contabilizou

a participação de 29.298 visitantes

e de 420 empresas expositoras do

Brasil e do exterior.

A edição 2019 aconteceu de 26 a 28

de junho, no Parque da Expoflora, em

Holambra (SP).

Segundo o diretor da RBB e coordenador

da Hortitec, Renato Opitz, o diferencial

esteve, mais uma vez, na qualidade

do público visitante. E isso se dá,

reiteradas vezes, porque grande parte dos

convites é distribuída pelos próprios expositores

aos atuais e potenciais clientes,

o que acaba por fomentar os negócios

do setor.

Como prioritariamente visita o evento

quem tem real interesse em produzir

flores, frutas, hortaliças e demais culturas

intensivas, a Hortitec ratifica-se,

ano a ano, como passagem obrigatória

para produtores interessados em conhecer

tecnologias, inovações, lançamentos

para o mercado hortifrutícola, podendo,

ao mesmo tempo, trocar experiências, fazer

e programar negócios a curto, médio

e longo prazos.

“Na Hortitec 2019 trabalhamos com

a expectativa de gerar de R$ 110 milhões

em negócios, e acreditamos que este volume

poderá ser até superado neste período

pós-evento, considerando o feedback

dos expositores”, avalia Renato Opitz.

A 27ª edição já tem data e lugar: vai

acontecer de 17 a 19 de junho de 2020.

Mostra de tecnologia

atrai olhares

Nos cerca de 30 mil m² da exposição,

produtores de hortaliças, flores, frutas, florestais,

mudas, empresas e prestadores de

serviços encontraram os mais importantes

fornecedores de estufas, máquinas,

equipamentos e insumos diversos, as

tecnologias mais inovadoras em produtos

e serviços e muita possibilidade de atualizar

contatos, analisar o mercado, trocar

informações, se capacitar, realizar e programar

negócios em curto, médio e longo

prazos.

Em meio às soluções de climatização

e refrigeração, estufas para cultivo protegido,

ferramentas, fertilizantes, mudas e

substratos, os visitantes conheceram novidades

em irrigação e aquecedores, insumos,

sementes e telas em plásticos, embalagens,

vasos e poços artesianos, além de

muita consultoria técnica e informática

a serviço do produtor.

Capacitação 2019 finaliza

com êxito

Além de apresentar as novidades do

setor, paralelamente ao evento aconteceu

o Painel Embrapa sobre “Inovação

e Negócios 2019: Hortaliças e Sustentabilidade”.

54


EVENTO

BASF

OFERTA

COMPLETA

EM PROTEÇÃO

DE CULTIVOS

E SEMENTES

Fotos BASF

HORTITEC

A

BASF apresentou novidades durante

a Hortitec, a feira mais importante

do setor na América

Latina. A multinacional indicou um novo

aliado no controle de pragas, como traças

e lagartas, nos cultivos de tomate, batata,

entre outras hortaliças e frutas.

O inseticida Verismo® é uma novidade

para aplicação em hortifrúti. Com

modo de ação diferenciado e altamente

eficiente, age no controle das principais

pragas dos cultivos recomendados.

“Verismo® chegou forte ao mercado

HF, com alta eficácia contra pragas

como a lagarta-rosca, traça-do-tomateiro

e curuquerê-da-couve. O inseticida possui

autorização de uso para 25 cultivos,

entre frutas e hortaliças. Esta solução é

uma ótima opção de manejo de resistência

e controle de importantes pragas”,

afirma Rodrigo Pifano, gerente de

Marketing de Cultivos HF & Citros da

BASF.

Para o controle e manejo de doenças,

a BASF recomenda o uso de Cabrio®

Top. O fungicida, resultado da mistura

de dois ingredientes ativos, é importante

para o manejo da resistência de doenças,

e é muito eficiente no controle de míldio,

oídio, pinta-preta, antracnose, entre outras,

nas principais culturas de hortifrúti.

A solução também oferece o benefício

do efeito AgCelence®, efeitos fisiológicos

positivos na atividade fotossintética

das plantas que proporcionam mais

qualidade, produtividade e rentabilidade

aos produtores de hortifrúti.

A tecnologia AgCelence® é a marca

mundial da BASF relacionada aos resultados

do efeito fisiológico positivo com a

aplicação de fungicidas à base de F500.

Soluções customizadas para

cada necessidade

“A BASF está comprometida com o

legado da agricultura. Queremos oferecer

a Solução BASF customizada para cada

agricultor de frutas e hortaliças, sempre

valorizando o manejo feito de maneira

eficiente e correta. Os resultados devem

ser cultivos mais produtivos e rentáveis”,

pontua Pifano.

Nunhems® agora é BASF

Outro destaque da BASF é a marca

global de sementes Nunhems®, com

forte atuação no mercado brasileiro de

tomate, cebola, cenoura, melancia e melão.

Dentre as novidades estava o lançamento

da Melancia 21 e a consolidação

do conceito de produção de melancia

com menos sementes e comestíveis, a

Pingo Doce, como sucesso no varejo.

De acordo com o Diego Lemos, especialista

de cultivo para América do Sul

Nunhems®, a Melancia 21 tem alta produtividade

(até 30% mais que os demais

híbridos), maior pegamento de frutos por

planta, uniformidade, qualidade, estabilidade

de produção, independente da época

e região de plantio, firmeza de polpa

e shelf life, resultando em mais rentabilidade

para o produtor. “Entre as características

do fruto estão sementes pequenas,

firmeza e resistência da polpa, durabilidade

e maior tempo de prateleira. O peso

varia entre 12 e 18 quilos em formato

oval”, explica Lemos.

Os agricultores também conheceram

as vantagens do cultivo das cebolas roxas

Sofire e Mata Hari, a cebola amarela

Dulciana e dos tomates Pizzadoro, Totalle,

Arendell e a tecnologia de porta

-enxerto para este cultivo.

Rodrigo Pifano, gerente de marketing

da Basf

agosto 2019

55


EVENTO

HORTITEC

DEFENSIVE & AGROVANT

AN AMERICAN VANGUARD COMPANY

agosto 2019

Thomas Britze, CEO da Defensive &

Agrovant

Ana Maria Diniz

A

seguir você confere a entrevista

de Thomas Britze, CEO da Defensive

& Agrovant - Amvac do

Brasil, feita pela equipe da Revista Campo

& Negócios.

Thomas, você pode nos contar

um pouco sobre como foi a aquisição

da Defensive & Agrovant pela

American Vanguard?

TB Fui contratado pela AMVAC

no início de 2018 com a missão de iniciar

a operação da American Vanguard

no mercado brasileiro. Como a AMVAC

fez várias aquisições nos últimos anos,

um total de 50 em 15 anos, ela comprou

também alguns produtos, os direitos

globais de empresas multinacionais

e, por esse motivo, ela possui alguns registros

no Brasil e o mais concreto e que

está em fase de relançamento é o produto

Counter. Como fui contratado com o

objetivo de construir o negócio da AM-

VAC no Brasil, e como era um produto

mais cauteloso para acessar mercado e

atrair alguns profissionais e clientes, sugeri

visualizar o mercado brasileiro para

uma possível aquisição. Em junho do

ano passado, por coincidência, um colega

da Costa Rica me contatou para visitar

a feira de citricultura de Cordeirópolis,

onde ele me apresentou a Defensive

& Agrovant e o John, que foi fundador e

antigo proprietário. Nos conhecemos lá,

conversamos, gostei da empresa e depois

tivemos encontros em outras ocasiões e

feiras, até a Hortitec de 2018, onde foi

nosso terceiro encontro. Visitei o estande,

conversei com John e ele me convidou

para conhecer a empresa em Jaboticabal

(SP). No início de julho fiz uma

visita e depois informei ao Bob, COO

Global da AMVAC, nos Estados Unidos,

e disse que a empresa era interessante e ele

aceitou conhecê-la. Quando eu conheci o

John, perguntei se ele tinha interesse em

vender, e ele disse que não, pois a empresa

estava crescendo e que não tinha interesse

de jeito nenhum. Mas, como um

bom alemão, não desisti e consegui convencer

o John a avaliar uma possível venda,

que acabou acontecendo. Em 10 de

janeiro de 2019 comunicamos interna e

externamente a aquisição. Eu, particularmente,

estou muito feliz, porque é uma

empresa que já tem uma boa imagem e

marca, e está no mercado desde 2000.

Agora, com a AMVAC, ofereceremos

uma excelente plataforma para integrar

ao nosso portfólio. Há, também, uma solução

que traremos: a aplicação da tecnologia

distributiva chamada SIMPAS,

que tenho certeza que o produtor brasileiro

vai amar.

56


EVENTO

Equipe da Defensive & Agrovant junto

com os fornecedores

Você pode nos falar mais sobre

a tecnologia SIMPAS?

TB SIMPAS é um tratamento de

sementes no momento da plantação. O

produtor pode aplicar até oito produtos

diferentes e só uma prescrição: nematicida,

fertilizante e fungicida, mas o produto

só será aplicado onde há problema

no campo. Há alguns ensaios nos Estados

Unidos que preveem que o produtor

pode reduzir até 70% o volume do

produto aplicado: uma tecnologia moderna,

segura e que tem vantagens econômicas

e ecológicas.

Agência BlueTie

Como a Defensive & Agrovant

atende à necessidade da American

Vanguard?

TB Nós buscávamos uma empresa

pequena, com potencial de crescimento,

e a Defensive & Agrovant tem tudo isso

que precisamos. A empresa tem bastante

potencial de expansão, principalmente

em grandes culturas, como soja, milho

e algodão. Estamos implementando um

plano de expansão geográfica, contratando

mais pessoas no campo, buscando novos

clientes em regiões em que não atuamos

ainda e visando aumentar nossos

negócios com clientes já existentes, sobretudo

nos Estados de SP e MG. Além

disso, estamos complementando o nosso

portfólio com algumas novas soluções.

Thomas, o que você julga ser

o maior diferencial da Defensive &

Agrovant?

TB O nosso portfólio, com certeza,

é um diferencial, com soluções modernas

que podem melhorar a produtividade

e a qualidade das culturas. Além

disso, temos um time excelente de profissionais

que atendem o cliente da melhor

maneira, buscando o aprimoramento

contínuo.

Qual o portfólio que a Defensive

& Agrovant oferece?

TB Já temos dois portfólios atraentes:

a linha Defensive, que são nossas

especialidades (bioestimulantes e biofertilizantes)

e a linha da Agrovant, que

são os defensivos agrícolas. Estamos incluindo

agora o Counter, um nematicida

que combate um problema crescente

no Brasil e com poucas soluções para

o produtor, e ainda outras novas soluções

para os próximos anos. Esta feira

foi muito boa, pois conseguimos muitos

novos contatos e tivemos a presença

dos nossos três fornecedores-chave.

Com certeza a Defensive & Agrovant

– AMVAC do Brasil vai trazer muitas

soluções inovadoras e de qualidade para

os produtores brasileiros.

Quais são os produtos que

têm chance de crescimento?

TB Vejo bastante potencial de crescimento

para todo o nosso portfólio, sobretudo

para os produtos da Nordox -

Redshield e Verno, para os produtos da

Brandon - Seacrop e Terramar e para os

produtos da linha Massó – Invicto HS e

Calplant. Além deles, acreditamos muito

no Counter, um nematicida que está

sendo relançado no Brasil, disponível no

mercado desde julho. Temos investido

bastante em campo, junto aos nossos fornecedores,

para mostrar o valor agregado

dos produtos ao produtor.

Todo o portfólio de vocês

agora será o da American Vanguard?

TB Manteremos nosso portfólio,

que é tão rico, e faremos sempre complementos

a ele. Até o momento temos

quatro produtos que serão acrescentados,

que são da American Vanguard - um deles

é o Counter e os outros três ainda estão

em fase de registro. Além disso, começamos

a desenvolver novas soluções

e firmar algumas parcerias, sempre com

a visão de um portfólio diferenciado e

não aquele que todos já tenham. Prezamos

muito por qualidade em nosso

portfólio e qualidade em nosso atendimento.

Qual é a meta de crescimento

para os próximos anos?

TB Este ano nossa meta de crescimento

é de 30% e nos próximos anos

mais ou menos a mesma taxa. O Brasil é

um mercado grande e fantástico, mas não

é para iniciantes e a Defensive & Agrovant

mostrou, nos últimos 19 anos, que

é uma empresa diferenciada e eu quero

continuar essa história de sucesso, mas

com uma taxa de crescimento um pouco

acima do que a empresa teve nos últimos

anos, sempre pensando na qualidade

e sustentabilidade dos nossos negócios.

Ana Maria Diniz

Da esquerda para a direita: Álvaro Masso, John Redfern, Asbjorn Stromberg,

Paul Mullins e Thomas Britze

agosto 2019

57


EVENTO

agosto 2019

HORTITEC

NORDOX

RESULTADOS

COMPROVADOS

EM SOJA

Asbjorn Stromberg, Export Manager Agronomy – Nordox

“Há duas linhas de produtos

que trabalhamos no Brasil

em parceria com a Defensive

& Agrovant: o RedShield 750, registrado

como fungicida e bactericida, e

o Verno FG, um produto à base de cobre

e zinco, registrado como fertilizante.

Há 10 anos são realizados trabalhos no

Brasil com esses produtos e todos os resultados

são muito consistentes e positivos.

Nos últimos três anos focamos na

realização de trabalhos em soja utilizando

o Redshield 750, e ele tem despontado

entre os demais cobres, mostrando

equivalência no controle dos fungos”,

diz Asbjorn Stromberg, Export Manager

Agronomy – Nordox, em entrevista à

Campo & Negócios durante sua participação

na Hortitec, no estande da Defensive

& Agrovant.

O produto Redshield 750 oferece a

maior concentração de cobre metálico e

maior persistência pós-chuva, devido à

sua menor partícula, e possui registro para

mais de 40 culturas, sendo as principais:

citros, café e agora a soja, um mercado que

a Defensive & Agrovant e a Nordox estão

apostando muito, principalmente após os

resultados da Rede Embrapa.

As empresas esperam que em 2019/20

o RedShield 750 esteja posicionado entre

os principais produtos contra a ferrugem

asiática, ajudando os produtores

de todo o Brasil a protegerem as moléculas

e, assim, obterem maior rendimento

da cultura.

Fotos Ana Maria Diniz

Já o produto Verno mostra combinação

e sinergismo entre o cobre e o

zinco, o que ajuda muito na recuperação

do potencial produtivo da cultura.

“Em citros, café, cana-de-açúcar, trigo

e algodão, por exemplo, Verno oferece

excelentes resultados na fertilização,

proporcionados justamente pelo sinergismo

entre o cobre e o zinco”, explica

Luiz Busato, Business Development

Defensive.

“Trabalho há muito tempo com a

Defensive & Agrovant e o que me deixa

mais feliz e permite que eu tenha ainda

mais confiança é que todo o corpo técnico

da empresa sempre acreditou e confiou

na nossa qualidade”, finaliza Asbjorn

Stromberg.

58


EVENTO

HORTITEC

BRANDON

ESPECIALISTA EM ALTAS

PRODUTIVIDADES

Ana Maria Diniz

agosto 2019

Paul Mullins, CEO da Brandon,

deu uma entrevista exclusiva à

Campo & Negócios durante sua

participação na Hortitec, no estande da

Defensive & Agrovant: “A Brandon

trabalha desde 2005 com a Defensive

no Brasil, uma longa história de

sucesso e parceria. Começamos com

um produto chamado Seacrop, depois

veio o Searootz, Terramar e esse ano nosso

novo produto é o Martello, da família

de bioativos marinhos que a Defensive

traz para o mercado brasileiro. Fabricado

pela Brandon, na Irlanda, o objetivo

do produto Martello é atingir as áreas

que sofrem com altas temperaturas.

Em evidência estava também o produto

Terramar (muito utilizado para amenizar

os efeitos causados por fatores abióticos),

que tem como matéria-prima

a alga Ascophyllum nodosum. O produto

Martello passou por um processo de

fabricação, em que a alga Ascophyllum

nodosum foi modificada para trabalhar

exclusivamente contra situações extremas

de altas temperaturas”, explica.

Resultados

“Nos últimos três anos temos resultados

muito promissores nos Estados Unidos,

Espanha, Itália e Ásia. Estamos muito

confiantes que o mesmo sucesso se

traduza no Brasil e temos feito nos últimos

dois anos, nacionalmente, trabalhos

com o produto Martello: em uvas, na cidade

de Petrolina (PE), e em melão, na

cidade de Mossoró (RN). Sabemos que

o produto Terramar tem uma excelente

performance, mas acreditamos que, para

situações particulares, o produto Martello

tem um efeito muito maior sobre

altas temperaturas causadas por longos

períodos”, comentou Luiz Busato, Business

Development Defensive.

“Continuamos investindo em pesquisas

na Brandon, sendo que mais de

10% de nossas vendas são direcionadas

para P&D. Pessoas na empresa, na universidade

da Irlanda e ao redor do mundo

desenvolvem pesquisas para a nova

geração de produtos bioestimulantes.

Usando nossa tecnologia PSI (indução

de sinal da planta), que leva aos fundamentais

processos que ocorrem nas plantas

ao receber aplicações de Ascophyllum

nodosum, e nos testes de campo, conseguimos

altas e consistentes performances

com nossos produtos todo o tempo. Isso é

muito importante, porque a Europa está

regulamentando o registro de bioestimulantes

no mercado e a partir de 2022 tere-

Agência BlueTie

A Brandon participou da Hortitec no

estande junto com a Defensive

mos essa nova legislação. Fizemos uma

solicitação para que nossos produtos estejam

enquadrados nesse novo formato,

usando padrões de experimentos que

colhemos nos últimos anos para registro

desses produtos. Isso vai ajudar os

produtores a identificarem os melhores

produtos no mercado, que tiveram melhores

performances em situações específicas.

Infelizmente, nos últimos anos

diversas empresas colocaram produtos

de baixa qualidade no mercado. Porém,

existem empresas como a Brandon, que

continuam investindo e querendo participar

deste mercado transparente de

produtos de alta qualidade”, finaliza

Paul Mullins.

60


EVENTO

HORTITEC

MASSÓ

SOLUÇÕES

SOB MEDIDA

PARA O CAMPO

A

Massó é uma empresa espanhola

e sua equipe está sempre presente

no Brasil, com especialistas

e técnicos, para ir a campo analisar

os níveis de eficácia, os tipos de problemas

existentes e, então, tenta encontrar

soluções sob medida. “Trabalhamos em

parceria com a Defensive & Agrovant

há três anos e atualmente temos em seu

portfólio os seguintes produtos: Invicto,

Calplant e Welgro – K. Outros produtos

serão comercializados pela Defensive

& Agrovant, porém, ainda estão

em processo de registro”, relata Álvaro

Massó, gerente agrícola da América Latina

– Massó.

Agência BlueTie

Ana Maria Diniz

agosto 2019

Os produtos

Invicto é um ácido húmico que foi

alterado quimicamente para se tornar estável

em qualquer pH, sendo mais solúvel,

diferente de seus concorrentes, que

ficam em suspensão e precipitam a qualquer

pH. “Fizemos uma transformação

química por meio de um processo patenteado,

e nessa transformação química

o produto se tornou solúvel e estável em

qualquer pH. Este é um diferencial muito

importante a nível de manejo agronômico,

porque o produto é muito interessante

para fertirrigação: pode ser

aplicado misturado com outros fertilizantes,

enquanto que qualquer outro ácido

húmico deve vir separado de outros

produtos”, explica Álvaro.

Além das funções de ácido húmico

e fúlvico, Invicto também é coadjuvante,

melhorando a troca catiônica. Na parte

agronômica, ao ser aplicado no solo Invicto

alcança todo o sistema radicular.

Assim, onde a água alcançar o pro-

duto também chegará (justamente por

ser solúvel e estável em qualquer pH).

“Normalmente os ácidos húmicos tradicionais,

por serem insolúveis, ficam retidos

na superfície do solo e a parte fúlvica

é a única que chega às raízes, mas, com

Invicto todo o produto chega à raiz. Realizamos

estudos e concluímos que 1,0

kg de Invicto corresponde de 8,0 a 10

kg ou litros de um ácido húmico normal,

mostrando-se um produto muito interessante”,

afirma o especialista.

Invicto já é comercializado para mais

de 30 países e na Espanha a Massó tem

um market share de 35% em um mercado

com mais de 300 marcas diferentes.

Mais produtos para

cada necessidade

Calplant é outro produto que está

fazendo muito sucesso no Brasil. Trata-se

de um cálcio bem diferente dos demais,

pois é feito à base de formiato de cálcio,

uma forma inovadora para a agricultura.

O formiato de cálcio é utilizado pela

indústria alimentícia como fonte de cálcio

para vários produtos, entre eles o leite

e o iogurte. Além disso, é utilizado a

nível medicinal, mas a Massó é pioneira

em utilizar o formiato de cálcio na

agricultura.

Originado do ácido fórmico, produzido

por formigas, trata-se de uma molécula

muito pequena, e por isso mesmo,

altamente solúvel e se transloca muito

bem na planta.

Calplant também possui 1% de boro,

o qual não é usado no produto para suprir

deficiência nas plantas, mas que, associado

ao cálcio, melhora sua assimilação

dentro da planta.

Há, também, outra matéria-prima em

sua composição, a glicina betaína: derivada

do estresse intenso que a beterraba

sofre, ela atua como regulador osmótico

(evitando que a água da célula entre ou

saia sem necessidade), e ajuda a lavoura

em situações de estresse.

“Concluindo, a mistura destes três

62


EVENTO

Equipe da Defensive & Agrovant e Massó

produtos é bastante interessante. Outra

característica é que não há problemas

nas misturas de tanque. São compatíveis

com outros agroquímicos, enquanto

que o cálcio é um elemento complexo,

porque as misturas com ele apresentam

precipitação. Porém, com Calplant não

há problemas. Nós, aqui no Brasil, recomendamos

o produto Calplant para

algumas culturas, como uva de mesa,

melão, citros e muitas outras. Desenvolvemos

novos posicionamentos ao longo

do ciclo dessas culturas, mais adaptados

às nossa realidade, com ganhos surpreendentes

ao agricultor”, acrescenta Luiz

Busato, Business Development Defensive.

Welgro-K

Ana Maria Diniz

Por fim, o último produto que a

Massó registrou no final do ano passado

foi o Welgro-K, uma novidade para

o Brasil, mas que na Espanha já está

no mercado há anos. “Trata-se de uma

mistura de três potássios, cuja formulação

mantemos em sigilo, e um elemento

coadjuvante especial que o torna

muito bem assimilável pela planta.

Welgro-K fornece vários nutrientes

quelatizados e uma das vantagens que

apresenta é que não tem nitrogênio.

Normalmente, quando se aplica potássio

ao final do ciclo para o enchimento

dos frutos ou coloração, entre outros, o

nitrogênio não é de interesse, pois deixa

a planta esverdeada. Mas Welgro

-K regula o pH e se mistura bem com

agroquímicos. Por exemplo, ao final do

ciclo, quando se aplica algum inseticida

e é necessário aplicar algum regulador

de pH em conjunto, é melhor

aplicar Welgro-K, que já regula o pH e

proporciona uma melhoria interessante

na fruta, colaborando com a sua coloração,

proporcionando bom enchimento

dos frutos e aumentando o grau

Brix”, finaliza Álvaro Massó.


EVENTO

HORTITEC

DESTAQUE PARA A LINHA

DACOLHEITA NA HORTITEC

Fotos Termotécnica

agosto 2019

Com sua linha DaColheita, a Termotécnica

ampliou a presença

na Hortitec 2019. Fabricante de

conservadoras em EPS (Poliestireno Expandido)

para frutas e tendo conquistado

mercados como o Vale do São Francisco

e região sudeste, a Termotécnica expande

constantemente sua atuação no agronegócio

e diversifica o portfólio para atender

novas culturas.

Soluções na Hortitec

Na feira, a empresa mostrou em seu

estande as soluções para mamão, manga,

figo, snacks saudáveis, entre outros, e

destacou sua solução premiada internacionalmente

no WorldStar.

Concedido pela WPO (World Packaging

Organization), o WorldStar é

o mais importante prêmio internacional

do mercado de embalagens. Concorrendo

com mais de 300 soluções de todo

o mundo, a conservadora DaColheita para

cumbuca de frutas venceu nas categorias

Food e Save Food, recebendo reconhecimento

prata como solução para o combate

ao desperdício de alimentos.

Com a premiação, a marca DaColheita

consolida-se como referência mundial

em soluções pós-colheita, contribuindo

para que as frutas brasileiras ganhem

mais destaque nos mercados internacionais.

As conservadoras DaColheita são

desenvolvidas em EPS, 100% recicláveis

e alinhadas com a iniciativa Save Food da

ONU, que tem o objetivo de reduzir o

desperdício de alimentos em toda a cadeia

de produção, distribuição e consumo.

Com tecnologia e design patenteados,

permite alto isolamento térmico, facilidade

no empilhamento e transporte. E, nesta

verdadeira corrida contra o tempo, do

produtor ao consumidor, as soluções Da-

Colheita ampliam em até 30% o shelf-life

das frutas, mantendo suas propriedades

nutricionais. Isso representa também dias

a mais com a fruta saudável nas gôndolas,

com muitas vantagens para o varejista.

Inovação e tecnologia

pela sustentabilidade

As soluções DaColheita reforçam o

compromisso da Termotécnica em desenvolver

soluções de embalagens inovadoras,

ativas e sustentáveis. O EPS é

um material plástico 100% reciclável e,

desde 2007, a Termotécnica realiza o Programa

Reciclar EPS, com logística reversa

e reciclagem do material em todo

o Brasil.

Já são mais de 40 mil toneladas de

EPS pós-consumo que ganharam um

destino mais nobre – ou seja, 1/3 de todo

o material consumido no País. Estas iniciativas

já renderam à empresa várias premiações:

Guia Exame de Sustentabilidade

2018 como a PME mais sustentável do

Brasil e destaque no setor Químico.

Prêmio ABRE da Embalagem

Brasileira por dois anos consecutivos

pelo trabalho inovador no desenvolvimento

de soluções de alto valor agregado.

Campeã do WorldStar 2019, premiação

mundial pela conservadora Da-

Colheita, tendo como destaque de seus

benefícios garantir a redução do desperdício

de alimentos em toda a cadeia logística,

do produtor ao consumidor final.

Melhores Empresas para Trabalhar

no Brasil, da Você S/A, por cinco

anos consecutivos.

64


EVENTO

SYNGENTA

EXPERIMENTE O FUTURO

A

Hortitec é um dos eventos de

maior importância para a Syngenta,

especialmente por possibilitar

a apresentação de novas tecnologias

para os produtores. Nesta edição

foram destacados dois temas: produtos,

com foco nos fungicidas Amistar Top

(focado em controle de manchas) e Revus

Opti (focado no controle de requeima);

e como tema: ‘Experimente o futuro

da Syngenta hoje’.

“Quisemos mostrar para o mercado

que para chegar lá na frente temos que

construir o futuro agora, baseado em novas

tecnologias. Estamos em uma jornada

de olhar e preparar o agricultor para

A feira

André Fink se mostrou impressionado

com o tamanho desta edição

da Hortitec, bem como com o

número de expositores, tecnologias

e a participação maciça de um público

seleto e interessado. “A Hortitec

é um grande espaço para divulgarmos

nossas marcas, fazer contato

com os produtores e entender melhor

a dinâmica do mundo HF”, finaliza.

o que está por vir em questão de atender

as demandas dos consumidores do

Brasil e do mundo”, pontua André Fink,

Head de HF Brasil.

Para HF

A Syngenta tem um amplo portfólio

para HF, atualmente com mais de

40 produtos para diversos cultivos, entre

frutas e hortaliças.

Na Hortitec, os destaques foram os

dois produtos citados anteriormente, que

se mostram eficientes ferramentas de

controle de doenças e fazem parte do programa

fitossanitário da Syngenta.

“O produtor realmente precisa, em

um curto espaço de tempo, proteger as

lavouras de forma intensa, e as soluções

que propusemos vão de encontro a isso”,

aponta André Fink. Ainda segundo ele,

a eficiência de controle é o grande diferencial

da linha de produtos da Syngenta,

claro que seguidas as devidas recomendações

para o cultivo, o que resulta

em maior produtividade, qualidade e

interessante relação custo-benefício.

Assistência técnica

Fotos Adrielle Teodoro

A Syngenta tem uma completa e capacitada

equipe técnica de campo preparada

para assistir o produtor. “Estamos

ampliando nosso time de HF e estruturando

a distribuição, tudo para prover ao

produtor, independente da região e cultura,

a melhor orientação técnica, porque

sabemos que não adianta adquirir

um produto de alta tecnologia se este

não for usado de forma correta e no

momento ideal, para extrair o máximo

resultado”, enfatiza André Fink.

Não só em HF, mas em todos os cultivos,

tanto no Brasil quanto no exterior, a

Syngenta se preocupa muito com a orientação

quanto à utilização dos produtos

no momento certo e o uso da tecnologia

de forma assertiva para apurar resultados

cada vez mais positivos.

Equipe da Syngenta presente na

Hortitec

HORTITEC

65


EVENTO

HORTITEC

No Open Field Day foram apresentadas

190 variedades

AGRISTAR

Fotos Agristar

REFERÊNCIA

PARA

HORTICULTORES

ATRAI

VISITANTES

DE TODO

O BRASIL

Pelo segundo ano consecutivo, o

Open Field Day bateu recorde de

visitação e recebeu mais de três mil

visitantes, que estiveram no campo demonstrativo

da Agristar do Brasil entre os

dias 26 e 28 de junho, realizado simultaneamente

à Hortitec, maior feira de horticultura

da América Latina.

Na ocasião estiveram expostas mais

de 190 variedades, entre produtos comerciais,

pré-comerciais e em testes, em

quase 8.820 m² de culturas a campo aberto,

cerca de 1.700 m² de estufas, e hidroponia.

A Agristar do Brasil é a empresa referência

no desenvolvimento e comercialização

de sementes de hortaliças, flores e

ervas, e neste ano levou 13 novas opções

de materiais para os produtores do setor.

Pela linha Topseed Premium foram 11

novas variedades: alface crespa Samira, rúcula

Veloster, berinjela Firenze, couve-chinesa

Akira, as melancias híbridas Rochedo,

Riverside e Brutus, pimentão Iguazu,

cebola Excalibur, pepino Guerrero e melão

Robledo; e completando o portfólio da

Superseed as cultivares de tomate Dynamo

e a couve-chinesa Katsu.

Além de conhecer os estandes da empresa

na Hortitec, em Holambra (SP), os

visitantes também tiveram a oportunidade

de ver durante o evento as variedades

de alta tecnologia desenvolvidas

para atender as diversas necessidades

do produtor, que está sempre em busca

por produtos mais bem adaptados à sua

realidade, seja de clima ou de pressão de

doenças, ou para atender as demandas do

mercado por melhor pós-colheita, sabores

e formatos diferenciados.

Além disso, o tour foi enriquecido pela

troca de informações com especialistas e

técnicos de todo o Brasil, que estavam à

disposição para falar sobre as características

dos materiais, os melhores manejos

e os posicionamentos para cada região do

País.

Palavra de produtor

O produtor Victor de Souza Almeida,

de Campo Grande (MS), trabalha

com cultivo de pimentões e mini-tomates

e também presta assistência técnica a outros

agricultores da região. “Venho sempre

ao dia de campo da Agristar para conhecer

as novidades que estão sendo lançadas,

as diferentes características agregadas e

toda a tecnologia envolvida. Sempre tem

algo interessante para experimentarmos

na nossa região”.

Já Eduardo Gavioli, de Taquaritinga

(SP), é engenheiro agrônomo e produtor

rural - planta couve-flor, abóboras

e pimentas. “Vim conhecer, principalmente,

a pimenta jalapeño e as novidades que a

empresa está trazendo esse ano. Os materiais

são muito bons e adaptados para

a nossa região. Vale a viagem, porque o

evento é ótimo e muito bem organizado”,

destaca.

Como revendedor de sementes da

Topseed Premium pela Serrana Agrícola,

Douglas Gabriel Calot, de Santa Maria

do Jetibá (ES), acha importante estar

no evento. “Como fazemos o atendimento

dos produtores, o Open Field Day agrega

muito conhecimento para levarmos para

a nossa região. Tem materiais sendo lançados

e outros ainda em teste que podem

ser ótimas opções para nós”.

“Acredito que cumprimos com o nosso

objetivo, que é o de proporcionar ao

visitante do Open Field Day e da Hortitec

uma visão completa dos investimentos

que temos feito em Pesquisa & Desenvolvimento

de sementes, empregando

tecnologia de ponta para trazer todo ano

materiais cada vez mais produtivos, padronizados

e resistentes. Também foi a

oportunidade de ouvi-los para que saibamos

do que eles precisam e, assim, contribuir

de forma mais assertiva para o seu

sucesso. Juntos, com certeza somos mais

fortes e produtivos”, detalha o gerente de

Marketing da Agristar do Brasil, Marcos

Vieira.

66


EVENTO

AQUA DO BRASIL

TECNOLOGIAS ATRAEM

OLHARES INTERESSADOS

A

Hortitec superou todas as expectativas

da Aqua do Brasil. “Mais

do que uma grande exposição do

que há de mais moderno em tecnologia,

a Hortitec é um grande ‘ponto de encontro’

entre produtores, clientes, parceiros

e amigos do setor. Na feira tivemos

a oportunidade de realizar uma extensão

daquilo que fazemos em campo, e

de forma didática apresentar resultados,

além de compartilhar momentos agradáveis

com nossos clientes e destacar nosso

pioneirismo com a linha Química Verde®”,

conta Luciano Gasparini, diretor

geral da empresa.

De braços abertos

De otimista para muito satisfeita, a

equipe da Aqua do Brasil não poderia

se comportar diferente perante um

evento de tamanha importância para o

setor. “Dedicamo-nos intensamente a

montar estratégias e oferecer o que há

de melhor para nossos clientes e amigos.

Durante a feira apresentamos resultados

e cases de sucesso, difundimos

nossos conceitos e aportamos informação

e tecnologia ao agricultor”, pontua Gasparini.

Ainda segundo ele, o estande da empresa

recebeu visitas de distribuidores e

agricultores de diversos Estados e de países

da América Latina. “Para 2020 planejamos

muito mais - estamos buscando um

espaço mais amplo, além de inúmeras novidades

e atrações para nossos clientes”,

antecipa.

Fotos Aqua do Brasil

HORTITEC

Portfólio

Atraindo olhares interessados, a Aqua do Brasil apresentou,

durante esta edição da Hortitec, a linha de produtos

Química Verde® (Systemic®, Flavon®, Soberano®,

Soil®, Straike®, Best Fly®, Best Clean®, Best Grow®,

Cooper®, Nocaute Green®, Novir®, Silcare® e Preserv®),

composta por produtos orgânicos e ecologicamente corretos,

seguros e sem resíduos para o consumidor e meio

ambiente, tudo certificado com o Selo Verde, respaldado

por resultados nacionais e internacionais por meio

de pesquisas científicas e comprovados por produtores

e especialistas.

Além destes, foram apresentados também os produtos:

Movel Ca®: fertilizante especial à base de cálcio a

27,5%, com 1,3% de boro, pH neutro, complexado pela

tecnologia Carrier®. Graças a esta tecnologia, Movel Ca®

é móvel no xilema e floema, aportando cálcio a flores, frutos,

bulbos e tubérculos.

No Stress®: fertilizante orgânico à base de aminoácidos

na forma concentrada em formulação pó. Possui 21

tipos de aminoácidos em alta concentração.

Blindex®: fertilizante orgânico à base de ácidos húmicos

e fúlvicos em forma de micro flocos de alta solubilidade

e estabilidade. Blindex® é extraído de fonte pura de

Leonardita.

agosto 2019

67


EVENTO

HORTITEC

FMC

INOVADORA EM

PROTEÇÃO DE PLANTAS

A FMC participou da Hortitec com dois estandes,

uma unidade móvel externa, que mostrou o controle

de nematoides, e um interno, possibilitando

a troca de informações com os visitantes

Fotos Adrielle Teodoro

Equipe da FMC presente na Hortitec

A

FMC levou para a Hortitec, evento

em que participa pela 26ª vez,

o portfólio de produtos sustentáveis

do mercado que combina químicos e

biológicos, com soluções desde o tratamento

das mudas, para ter a melhor solução

em nutrição e proteção de plantas.

Flávio Irokawa, gerente de desenvolvimento

de mercado da FMC, conta que

a feira foi muito positiva para a empresa,

possibilitando a troca de experiência e

conhecimento com clientes, consultores,

produtores, parceiros, cooperativas e prospectos

de todo o País.

“A FMC é uma empresa de pesquisa

e desenvolvimento que está em constante

busca de soluções que colaborem

com o desafio de alimentar o mundo de

forma sustentável. No segmento de HF

não é diferente - queremos ser parceiros

estratégicos na entrega de tecnologia e

inovação”, conta.

Bem vistos

Nesta edição da Hortitec a FMC

apostou em dois estandes, uma unidade

móvel externa, que mostrou o controle de

nematoides, e um interno, possibilitando

a comunicação e a conexão com os

visitantes.

“A tecnologia da FMC realmente é

focada e tem por objetivo entregar a prestação

de serviços e soluções de confiança

para seus clientes finais”, conclui Flávio

Irokawa.


EVENTO

HORTITEC

TECHNES AGRÍCOLA

AGRICULTURA EM HARMONIA

COM A NATUREZA

Fotos Technes

agosto 2019

A

Technes Agrícola, uma empresa

brasileira fundada em 1987,

é pioneira na produção de condicionadores

de solo, com a utilização de

ácidos húmicos e fúlvicos, primando pelo

desenvolvimento de soluções inovadoras

para a agricultura.

Além dos condicionadores de solo,

também desenvolve adubos organominerais

à base de aminoácidos, que hoje

são de uso corrente na nossa agricultura.

“Nossos produtos agregam tecnologia

de ponta, produtividade e segurança, resultado

de investimentos constantes em

pesquisa e do nosso compromisso: Tecnologia

em harmonia com o meio ambiente”,

diz Edson Kenji Tsuzuki, sócio

da Technes Agrícola.

A agricultura sustentável, em harmonia

com a natureza, sempre foi parte

fundamental da filosofia do fundador

da Technes Agrícola e até hoje norteia

as pesquisas da empresa. Esta constante

preocupação com o meio ambiente e

com o homem do campo faz com que os

produtos da Technes sejam bem aceitos,

inclusive no Japão, para onde exportações

regulares são feitas desde 1990.

Verticalização do negócio

A Technes Agrícola investiu na verticalização

de seu negócio. Então, a turfa,

que antes era comprada como matéria

-prima para seus condicionadores de solo,

passou a ser extraída pela empresa após

obter a concessão, com o objetivo de ser

mais competitiva no mercado.

A fábrica, com 6 mil m 2 de área construída

e 64 mil m 2 , assim como a mineração,

estão localizadas em Guatapará (SP),

onde são produzidos, atualmente, os condicionadores

de solo e, futuramente, com

a expansão prevista da área, todos os demais

itens da empresa.

“Ainda temos a fábrica em Cabreúva,

mas o investimento na moderna fábrica

de Guatapará veio para encurtar a

distância entre a extração e a produção

de turfa, o que conseguimos com êxito -

de 220 km para apenas 15 km”, explica

Edson Tsuzuki.

O objetivo é atender todo o Brasil,

mas atualmente Minas Gerais e

São Paulo são os maiores consumidores

dos condicionadores produzidos pela Technes.

Destaques na Hortitec

A Technes, que começou com

uma produção de bioestimulantes à

base de aminoácidos e condicionadores

de solo à base de turfa, ampliou

sua linha com os fertilizantes minerais

mistos foliares e substratos para

plantas.

Na Hortitec, os destaques foram

os lançamentos de Sanin Campo

e Carbos, dois fertilizantes minerais

mistos, fontes de nitrogênio e

potássio, para aplicação foliar.

O Sanin Campo, além de fertilizante,

aumenta a durabilidade no

pós-colheita das culturas por meio de

seus componentes, além de ser biodegradável

e extremamente seguro.

“Estamos desenvolvendo produtos

novos para as próximas feiras

também, mas é algo que vamos revelar

mais à frente”, antecipa o empresário.

70


Aumente a

lucratividade com

• Alto poder saneante

• Aumento de durabilidade pós-colheita

• Facilitador da entrada de nutrientes

• Diminuição da contaminação

• Efeito protetor sobre as plantas

• Seguro e biodegradável

Rod. D. Gabriel P.B. Couto, Km 83

Cx. Postal 53 | CEP 13315-970

Cabreúva | SP

www.technes.com.br


EVENTO

agosto 2019

HORTITEC

GINEGAR

OLHANDO PARA O FUTURO,

DESENVOLVENDO SOLUÇÕES

PARA O PRESENTE

Para a Hortitec 2019 a Ginegar levou

três tipos de telas que são novidades

no mercado brasileiro, a

primeira delas a ChromatiNet® Leno

Amarela. Essa tecnologia de sombreamento

aumenta a produtividade de diversas

hortaliças de frutos e folhas, uvas

de mesa, reduz a incidência de insetos,

promove precocidade e tem 100% de garantia

contra chuvas de granizo. Todos

esses benefícios são em decorrência de

sua fotoconversão, melhorando a qualidade

de luz para o rendimento final em

função da maior produtividade.

O segundo destaque foi a linha de

Sombrinets®, que são telas de monofilamentos

pretas e vermelhas, também para

uso em telados e estufas agrícolas, com

o mesmo objetivo de impedir a entrada

de insetos, chuvas de granizo, ventos

fortes, animais diversos, além de promover

o sombreamento necessário das mais

diversas culturas.

Alessandro Lavandeira Mangetti, diretor

de marketing e vendas da Ginegar,

explica que essa tela permite a formação

de um microclima ideal para o desenvolvimento

das plantas em ambiente protegido.

Trata-se de uma nova linha no

mercado brasileiro, com maior resistência

mecânica em relação aos demais fabricantes

do mercado e que foi lançada

também na Hortitec.

O maior diferencial é que a sua trama

não desfia e possui reforços laterais

e central para fixação.

Por fim, no segmento de filmes plásticos

a Ginegar lançou os silos bolsas para

armazenamento de grãos, mais voltado

para o segmento de milho e soja; e as geomembranas,

utilizadas em grandes reservatórios

e tanques, que a Ginegar entrará

com nova linha de produção no Brasil

até o fim de 2019.

Custo-benefício

Alessandro Mangetti garante que todas

as tecnologias Ginegar são acessíveis

para desde o pequeno ao grande produtor.

“Nosso foco sempre foi levar melhorias de

qualidade, produtividade e rentabilidade

Fotos Adrielle Teodoro

Alessandro Mangetti, diretor de

marketing e vendas da Ginegar

para o produtor, o que independe do tamanho

do cliente. Também existem linhas

de crédito do governo, e a própria

indústria tem mecanismos de vendas que

facilitam a aquisição dessas mercadorias”,

aponta.

Os clientes da Ginegar são aqueles

agricultores que estão em busca de alavancar

sua produção e qualidade, reduzindo

custo e riscos, o que reflete diretamente

na maior rentabilidade.

A Hortitec

Participando há 20 anos da Hortitec,

a Ginegar é uma indústria de

origem israelense que chegou ao Brasil

em 1999 com o nome de Polysack,

a qual existiu até 2012.

A partir daí, tornou-se uma única

empresa, agora caracterizada pela atuação

de 100% na produção de plásticos

para a área agrícola, originada de

produtores de Israel.

72


EVENTO

HORTITEC

BEJO

A MARCA FORTE DE SEMENTES

Líder em sementes de beterraba e

cenoura de inverno, a Bejo Sementes

levou para a Hortitec suas

novidades em sementes de cebola e alface.

Larissa Zago, marketing da empresa,

conta que a Bejo tem opções disponíveis

em sementes de cebola para todas

as regiões do Brasil, de Norte a Sul, e

que em alfaces contam com duas cultivares

crespas, duas mimosas e uma

americana, mas vem muito mais por aí.

Pesquisa e dedicação marcam a Bejo

no mercado. “Somos uma empresa apaixonada

pelo que faz, e por isso investimos

muito em pesquisa e todos os colaboradores

são extremamente comprometidos e

envolvidos em entregar o melhor para o

produtor rural, pois sabemos que a produtividade

dele é a nossa também”, explica

Larissa.

Cebolas Bejo, tradição mundial

também presente no Brasil

Atualmente, a Bejo tem disponíveis

seis variedades de cebola. Marcelo Leite,

consultor técnico de vendas da Bejo Sementes

para o Nordeste, destaca a Raider,

Reforma e Hacienda, que se adaptaram

muito bem nesta região.

Também temos a Alvara, que vai bem

em quase todo o Brasil, tanto no Centro-Oeste,

Triângulo Mineiro quanto no

Nordeste; a Red Sensation, cebola roxa,

que tem chamado a atenção dos produtores;

e por fim a Maragogi, voltada para

a região de São José do Rio Pardo (SP).

“Em se tratando do Nordeste, todos

os trabalhos com cebola realizados

pela Bejo mostraram alta produtividade

e excelente padrão de qualidade, trazendo

muito resultado de campo. Estamos

constantemente pesquisando e lançando

inovações, tanto no Nordeste como

em todo o Brasil”, orgulha-se o representante

da empresa.

Programa de alfaces

Durante a Hortitec, a Bejo também

destacou seu programa de alfaces, segmento

que tem trabalhado desde que adquiriu

uma empresa de genética em sementes

de folhosas.

Atualmente, são cinco variedades comerciais

com excelente sabor: duas crespas

(Model e Myrtel), duas mimosas

(Oakly (roxa) e Pleasance (verde)) e uma

americana (Lectrice).

“Para breve estamos planejando inovadores

lançamentos, tanto de alfaces crespas

como americanas, para competir dire-

Fotos Bejo Sementes

Equipe Bejo, satisfeita com os

resultados da Hortitec 2019

tamente nesse mercado tão acirrado de

folhosas. Para isso, temos um programa

dedicado a desenvolver variedades específicas

para as necessidades de mercado,

o que é feito por melhoristas de renome

dentro do nosso corpo técnico”,

revela Larissa.

Crocância, sabor e shelf life são os

grandes diferenciais dessas alfaces, o

que rende aos produtores um melhor valor

agregado e ainda suporta o transporte

em longas distâncias.

É a Bejo, sempre à frente do seu tempo!

A Hortitec

Segundo Larissa Zago, muitos

produtores que ainda não são clientes

da Bejo, quando passam pela Hortitec

se tornam fiéis à marca. “Este é um

momento de estar perto dos parceiros

e produtores, em que há troca de

informações e conhecimentos. Nosso

estande ficou sempre cheio, porque

o produtor vai onde é bem recebido

e encontra o que precisa”,

finaliza a representante da empresa.

agosto 2019

73


EVENTO

HORTITEC

BAYER

Adrielle Teodoro

agosto 2019

NOVIDADES QUE SURPREENDEM

A

edição da Hortitec de 2019 foi

bastante positiva para a Bayer.

Fábio Maia, gerente de marketing

de frutas, vegetais, café, citros e tabaco

da Bayer CropScience, conta que o

estande recebeu um número maior que o

esperado de visitantes, com muita gente

interessada em conhecer as novidades.

“Tivemos produtores principalmente

querendo ter mais informações sobre o

inseticida Sivanto® Prime, que recentemente

recebeu a extensão de sua bula e

agora pode ser usado no controle de pragas

em 11 culturas, dentre frutas, folhosas,

tubérculos e outros”, pontua.

O princípio ativo de Sivanto possui

um modo de ação diferenciado, pois age

dentro do sistema nervoso do inseto e

não existe nenhum produto no mercado

com esta tecnologia. Outro diferencial é

que ele pode ser utilizado tanto no solo

quanto na folha. O especialista menciona,

ainda, que a formulação do produto

é SL, líquido solúvel.

O Sivanto possui Flupyradifurone,

ingrediente ativo inspirado no produto

natural Stemofoline – derivado de uma

planta originária da Ásia: Stemona japônica.

O produto é seguro ao meio ambiente

e não oferece risco aos insetos benéficos,

isto é, aos inimigos naturais do cultivo,

como joaninhas e vespas, que fazem

a predação natural nas culturas.

“É um produto que possui curto período

de carência, o que facilita o manejo

de pragas sugadoras até próximo da colheita”,

destaca Fábio Maia. Além disso,

o inseticida Sivanto Prime 200 SL®

oferece eficiência no controle de pragas e

é ideal para manejo de resistência, por

conta do grupo químico butenolide.

É um produto que oferece ao produtor

flexibilidade de uso (solo, folha e aéreo

para citros), mostrando-se uma excelente

ferramenta para o manejo integrado

de pragas (MIP), pois oferece segurança

aos insetos polinizadores, por possuir um

perfil favorável e seletivo para a maioria

dos insetos benéficos.

Novidades

Segundo Fábio Maia, outras novidades

da Bayer foram os lançamentos da

marca Seminis (negócio de frutas e hortaliças

da Bayer), como o tomate Coronel,

um híbrido que foi desenvolvido para as

regiões sudeste e sul do Brasil; a melancia

Red Heaven, uma cultivar com excelente

arranque inicial, que possui frutos grandes

de casca brilhante e com ótimo pós-colheita;

a cebola Duster de ciclo precoce,

alto potencial produtivo e alta sanidade,

além de excelente enraizamento; a cebola

Nomadé, uma planta muito vigorosa,

com pele dupla e formato uniforme; a cenoura

SV7390DT; o brócolis Titanium,

recomendado para cultivo de inverno; a

cebola Campo Limpo, que tem excelente

performance fitossanitária e boa tolerância

ao adensamento e a cebola Akamaru,

que possui plantas com folhas de alta sanidade

e raízes vigorosas, com tolerância

ao adensamento.

Ainda em destaque estava a cenoura

EX4098, variedade de plantas vigorosas,

folhas eretas, com excelente enfolhamento;

a couve-flor Barcelona, de coloração

branca a creme claro, com plantas muito

vigorosas e uniformes, além de cabeças

compactas e firmes; o pepino SV3506C-

VA, variedade com alto potencial produtivo

e alta resistência a doenças; o pimentão

SV1634PH, que se destaca por seus

frutos alongados de parede grossa; o tomate

Compack, de plantas robustas, frutos

com excelente firmeza, paredes grossas,

alta uniformidade de tamanho e

formato; o tomate Santawest, do tipo grape,

que tem um peso médio de 15 a 20 g e

oferece alto rendimento e excelente aparência,

e também o tomate DRC 564,

um mini tomate gourmet (18 a 22 g/fruto)

para colheita em pencas, com qualidade

e aspecto que se destacam na gôndola.

74


EVENTO

HORTITEC

SETOR DE

HORTICULTURA

REFORÇA

IMPORTÂNCIA

PARA A SATIS

Fotos Adrielle Teodoro

No estande da Satis foram apresentados

produtos que potencializam os mecanismos

de autodefesa do vegetal que fornecem mais

energia para as plantas e revigoram o metabolismo

vegetal

A equipe da Satis apresentou produtos inovadores para

os horticultores

agosto 2019

Um grande volume de visitantes

passou pelo estande da Satis

na Hortitec 2019, maior feira de

horticultura da América Latina, realizada

no último mês de junho em Holambra

(SP). Durante os três dias de programação,

a empresa mineira apresentou soluções

de seu portfólio indicadas para

as mais diferentes demandas deste segmento

que, juntamente com o setor de

frutas, representa cerca de 20% de seu

mercado de atuação.

Conforme Décio Shigihara, integrante

do suporte técnico da Satis, a movimentação

de visitantes no estande reforçou

o quadro de oportunidades para a

companhia. “Temos uma demanda crescente

no setor de hortaliças em todo o

País, especialmente nas regiões sudeste e

nordeste. Neste ano, com os efeitos climáticos

do El Niño, reforçando a necessidade

de cuidados com as plantações e

a respectiva valorização destas culturas,

percebemos um cenário favorável para

aumentarmos ainda mais a nossa participação

no mercado”.

Entre as principais culturas atendidas

pela Satis no segmento estão a cebola,

batata, tomate e folhagens. A grande

demanda também identificada nos relatos

dos visitantes no estande volta-se ao

fortalecimento nutricional de plantas e ao

manejo das doenças. “Neste sentido, apresentamos

soluções específicas sob medida

ao produtor, as quais também auxiliam

no combate aos problemas causados pelas

baixas temperaturas que têm marcado

este ano”, comenta Décio Shigihara.

No estande da Satis foram apresentados

produtos como o Fulland, que potencializa

os mecanismos de autodefesa do

vegetal, o Sturdy, que fornece mais energia

para as plantas, e o Vitakelp, revigorador

do metabolismo vegetal.

Além dos produtos, o espaço contou

com a consultoria de técnicos especializados

no setor de horticultura para atendimento

dos visitantes. A Hortitec 2019

ocorreu entre os dias 26 e 28 de junho,

no Parque da Expoflora, na cidade de

Holambra (SP).

76


EVENTO

MIREX-S

A CONFIANÇA

NO CONTROLE

EFICIENTE DE

FORMIGAS

Fotos Ana Maria Diniz

Equipe da Atta-Kill na Hortitec

Produto consolidado no mercado e

marca sinônimo de iscas formicidas,

MIREX-S é produzido e comercializado

pela Atta-Kill Indústria e

Comércio de Defensivos Agrícolas Ltda,

uma empresa do Grupo Agroceres que

conta com uma expertise de 50 anos na

produção de iscas formicidas.

A Atta-Kill é uma empresa jovem,

formada no início dos anos 90, inicialmente

numa Joint Venture das empresas

Agroceres e Fertibras, com o objetivo

maior de ser uma empresa inovadora e

especializada em desenvolver tecnologias

para o controle de formigas cortadeiras e

que tem na sua cultura o pioneirismo no

mercado de iscas formicidas.

A Atta-Kill uniu conhecimento de

vanguarda, experiência e alta tecnologia,

resultando no pioneiro lançamento da

Mirex-S – a primeira isca formicida à

base de sulfluramida, um moderno conceito

de produto, harmonizando a mais

alta eficácia com maior respeito ambiental.

Em 2007, a Agroceres assumiu 100%

da Atta-Kill, líder do mercado nacional

de iscas formicidas, com as marcas Mirex-S

e MIPIS, liderança assentada em

modernidade de produtos e consolidada

com abrangentes programas de serviços

a clientes.

No agronegócio brasileiro, a Atta-Kill

se distingue por comercializar a tecnologia

de alta eficácia – o Mirex-S2, com eficiência

comprovada e segurança no melhor

controle das formigas cortadeiras,

garantindo que as culturas não sofram danos

com o corte de folhas causado pelas

formigas cortadeiras e eliminando definitivamente

os formigueiros.

MIREX-S2: Confiança

e certeza de controle

MIREX-S2 é compromisso da melhor

tecnologia para o controle de formigas

cortadeiras, com a qualidade consistente

e padronizada de seus produtos,

única isca que possui certificação do seu

processo de produção com a NBR ISO

9001:2015, que tem no comprometimento

da equipe Atta-Kill o melhor atendimento

presente e capacitado, e principalmente

nos resultados que a empresa ajuda

os clientes a conquistar com o uso dos

produtos Mirex-S.

Além de ser a marca líder no mercado

nacional, MIREX-S é a isca formicida

mais exportada do Brasil. Atualmente,

a Atta-Kill comercializa seus

produtos em vários países da América do

Sul, Central e Caribe, nos quais as infestações

de formigas cortadeiras são motivo

de grande preocupação e a tecnologia

MIREX-S um destaque em eficiência de

controle.

Presença na Hortitec

Um evento anual, a Hortitec é

foco de participação da Atta-Kill,

que está sempre presente com estande

próprio. Para a empresa, esta é uma

oportunidade de estar próxima de seus

clientes, parceiros e revendas do Brasil

todo e em 2019 não foi diferente.

O estande ficou muito movimentado,

amparado por toda a equipe

nacional, que esteve presente para

tirar dúvidas, orientar tecnicamente e

também ter uma boa conversa casual

com seus clientes tradicionais que

por ali passaram para tomar um café.

“Divulgamos muito a importância

de aplicar na forma, dose e local

corretos para os produtores, que

muitas vezes perdem a eficiência da

isca pelo simples mau uso. Todos os

anos estaremos aqui, pois esta é a feira

mais importante do segmento agrícola”,

conclui Berenice Aparecida Ribeiro,

analista comercial e marketing

da empresa.

HORTITEC

agosto 2019

77


EVENTO

HORTITEC

Equipe da UPL presente na Hortitec

UPL

PROGRAMA PRONUTIVA ® É

REFERÊNCIA EM SAÚDE VEGETAL

Fotos Adrielle Teodoro

João Mancine, gerente de marketing da UPL

agosto 2019

A

UPL, com a aquisição da Arysta,

se tornou uma das cinco maiores

companhias do mundo no

mercado de proteção de cultivos, e esteve

na 26ª Hortitec apresentando a linha

completa de soluções composta por fungicidas,

bactericidas, inseticidas, herbicidas,

produtos biológicos e biossoluções,

com foco em promover a produtividade

e qualidade de frutas e hortaliças.

Juntamente, foi exposto aos visitantes

o exclusivo programa Pronutiva® da

UPL, que integra o uso de soluções para

proteção de cultivos com as mais modernas

tecnologias de biossoluções, que

são compostos por produtos biológicos

e de nutrição inovadora, além dos fisioativadores,

que estimulam as plantas a

desenvolverem mais vigor, produtividade

e qualidade.

Programa Pronutiva®

“O programa Pronutiva® garante um

trabalho voltado ao gerenciamento de resíduos,

que alia soluções de proteção de

cultivos às biossoluções. Nossa proposta

é cuidar de todo o ciclo de cultivo de

forma integrada, com soluções que contribuam

para a melhor saúde vegetal das

plantas”, explica o gerente de marketing

para os mercados de HF e perenes da

UPL Brasil, João Mancine.

A UPL também apresentou na Hortitec

algumas das principais ferramentas

para a proteção de cultivos em HF, segmento

no qual é referência e reconhecida

mundialmente em inovação e tecnologia:

fungicidas Ranman®, Proplant®,

Biobac®, Unizeb Glory, inseticida Sperto

e o fungicida e bactericida Kasumin,

além dos produtos biológicos e as biossoluções.

“A UPL é a parceira ideal para o produtor

de hortifrúti. Temos produtos para

todo o ciclo de cultivo, desde o tratamento

de sementes até a mesa do consumidor,

e isso está diretamente ligado

ao nosso programa Pronutiva®”, ressalta

Mancine.

Os agricultores que visitaram o estande

da UPL na Hortitec conheceram

os detalhes desse importante programa.

O profissional lembra que “o Pronutiva®

é composto por soluções que estão

acessíveis para o pequeno, médio e

grande produtor.

“O Pronutiva® veio para trazer eficiência,

e todo produtor pode utilizar”, finaliza

Mancine.

Sobre a UPL

A UPL atua na cadeia de produção de alimentos global e, com a aquisição da

Arysta LifeScience, torna-se uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas

do mundo. Com receita de aproximadamente US$ 5 bilhões, a nova UPL

está presente em 76 países, com vendas para mais de 130.

A empresa conta com mais de 10.800 pessoas em todo o mundo. Com acesso

ao mercado global para a cadeia de alimentos e focada em regiões de alto crescimento

em todo o mundo, o objetivo é transformar a agricultura por meio do

propósito OpenAg, uma rede agrícola aberta que alimenta um crescimento sustentável

para todos.

A UPL oferece um portfólio integrado de soluções agrícolas patenteadas e

pós-patente para diversas culturas, incluindo produtos para proteção de cultivos,

soluções biológicas e tratamentos de semente para toda a cadeia. Para mais informações

sobre a nova UPL, visite: https://br.uplonline.com

78


EVENTO

GREEN HAS BRASIL

& TECHFERTIL

Ana Maria Diniz

UMA ALIANÇA

À FRENTE DO

SEU TEMPO

A

Green Has Brasil Ltda, fundada

em 2014, é uma subsidiária da

empresa italiana Green Has Italia

Spa., fundada em 1985 na cidade de

Canale D’alba, Piemonte, Itália.

Fundadora do consórcio europeu de

bioestimulantes, o objetivo da empresa

sempre foi a produção de excelentes soluções

para nutrição vegetal e bioestimulantes,

um novo conceito com foco nos

efeitos fisiológicos. Atuante no agronegócio

brasileiro desde 2001 com o apoio

de importadores e distribuidores nacionais,

a partir de 2014, com a abertura da

filial em Jaboticabal (SP), vem desempenhando

um papel de liderança no mercado

de especialidades. Além do Brasil e

Itália, a empresa tem filial em Almeria,

Espanha e na Polônia.

A Techfertil Ind. e Com. Ltda, fundada

em 2009, é uma importante fabricante

na cidade de Araçatuba (SP), com

foco na tecnologia de aplicação. O objetivo

da empresa é auxiliar os produtores

na redução de perdas durante o processo

de aplicação e no aumento do rendimento

da calda aplicada.

Com produtos focados neste objetivo,

a empresa tem assistido um crescimento no

seu faturamento da ordem de 30% nos últimos

dois anos e agora prepara-se para o

lançamento de uma família de novos produtos

com óleos e essências.

Pesquisa e desenvolvimento

“Estamos empenhados, por meio da

pesquisa, na produção de especialidades

inovadoras em nutrição, sustentáveis, que

melhoram a qualidade e quantidade das

colheitas. O departamento de Pesquisa &

Desenvolvimento da Green Has está direcionado

para a concepção e execução de

especialidades inovadoras. Esse processo

é regulado nos laboratórios da empresa,

pela caracterização química e biológica

das matérias-primas minerais e orgânicas.

Contamos com experimentações agronômicas

para aferir as formulações em centros

renomados de pesquisa nacional e

internacional”, relata Franco Borsari, sócio-diretor

da Green Has Brasil.

Neste ano, para reforçar o time do Brasil,

a empresa contratou o renomado engenheiro

agrônomo Edgard G. V. Borrmann,

que assumirá o cargo de gerente

técnico, pesquisa e desenvolvimento.

“O objetivo é ampliar nossos investimentos

em pesquisas, fortalecendo nossos

laços com institutos, fundações e universidades

comprometidas com o aumento de

eficiência da agricultura brasileira, com

foco na nutrição e tecnologia de aplicação.

Além disso, Edgard coordenará nosso

time de assistentes técnicos espalhados

por todo o País, que hoje dão suporte

para distribuidores e cooperativas”, informa

Borsari.

O evento

A Green Has Brasil e a Techfertil formam

uma aliança comercial e juntas participaram

da Hortitec, o que chamou a

atenção dos visitantes com suas linhas de

fertilizantes de uso recomendado para as

culturas de HFF, dentre as quais: Linha

Especialidades, com os fertilizantes Calboron,

Algaren BZn e o Drin, ambos desenvolvidos

com o protocolo HPP (sigla

em inglês de Processo de Alto Rendimento)

para estimular respostas fisiológicas das

plantas contra os efeitos de estresses climáticos

e ataques de pragas e doenças;

Linha Minerais Premium, com os fertilizantes

para uso em fases fenológicas específicas

da planta, em especial o M10 AD,

que favorece a maturação em momentos

finais do ciclo produtivo; Linha Fertilizante

Orgânico Vit-Org e o Fisiocal, para uso

em folha, solo e irrigação, riquíssimos em

compostos naturais que aumentam a ativação

da planta para suportar altas produtividades

e melhoram as características do

solo, aumentando a atividade microbiana

e melhorando a capacidade de retenção

de nutrientes e da água.

Em destaque estava também

a Linha Nutriente Secundário e

Micronutrientes, com destaque para

Calboron, MagnesioGreen ativado, Borogreen

L e Agrucon, focados em corrigir

e prevenir as deficiências nutricionais

causadas pela falta de cálcio, magnésio,

enxofre e os micronutrientes.

Maurino Taniguchi, experiente consultor

técnico de vendas, com mais de 22

anos de mercado no Cinturão Verde de

São Paulo, diz que a Hortitec é um importante

momento para as empresas do segmento

agro na área de HFF, assim como

para distribuidores, técnicos e agricultores.

“Todo ano a Green Has do Brasil tem um

nítido aumento na procura por parcerias

comerciais e um incremento na área técnica

por recomendação de produtos nas

diferentes culturas, tanto durante a feira

como após o evento. Como era de se esperar,

os resultados da Hortitec impressionam”,

finaliza.

HORTITEC

agosto 2019

79


EVENTO

Fotos AgroVivaz

agosto 2019 HORTITEC

AGROVIVAZ

MORANGO COM

SABOR E QUALIDADE

A

AgroVivaz é importadora e ditribuidora

exclusiva das mudas

de morango da empresa Viveros

California, da Espanha. “A Hortitec é o

momento perfeito para a difusão de tecnologias,

conhecimento e troca de experiências

entre o consumidor e as empresas,

com muitos contatos efetivos. Considero

este um evento ímpar no Brasil, e o mais

esperado pela maioria das empresas que

dele participam”, avalia Dário Pauletto,

diretor técnico da AgroVivaz.

“ Estamos no terceiro ano de Hortitec

e finalizando as vendas das mudas do

ano de 2019 com pleno sucesso e com

toda a segurança. Por isso, destacamos

a questão da qualidade, produtividade e

vigor de plantas. Para a quarta temporada

2020 já estamos programando fazer

as plantas chegarem em fevereiro de 2020,

e com isso estamos iniciando as vendas a

partir de outubro/novembro próximo”,

salienta Altair Zotti, diretor comercial da

AgroVivaz.

Atualmente, a empresa está importando

a variedade San Andreas, Albion

e Portola dos Viveros California, na Espanha.

Segundo o especialista, a vantagem

de plantar essas variedades é que na

Europa o inverno acontece no início de

dezembro e, portanto, essas mudas enfrentam

baixas temperaturas e entram em

processo de dormência. “A partir daí ela

é retirada do solo, passa por um tratamento,

lavagem de raiz e segue para o

congelamento e armazenamento em câmaras

frias. Por esse processo, sua durabilidade

de plantio é de mais um ano”,

detalha Dário Pauletto.

Essas mesmas mudas começam a ser

comercializadas no Brasil no início de fevereiro

e vão até setembro/outubro, sem

interferência no processo de produção

ou qualidade final, 100% segura.

Diferencial

O diretor técnico da AgroVivaz destaca

como diferencial dessas mudas a produtividade

(1.200 a 1.500 gr/planta/ano,

contra a média de 800 gramas, das convencionais),

pois são materiais com muita

reserva natural, o que favorece, também,

a sua longevidade de produção, podendo

durar até três anos de safra, mas a média

é de um ano.

A alta segurança na qualidade das

mudas é outro ponto forte da AgroVivaz,

que garante a sanidade dos materiais.

“Nesse ano a aceitação foi além do que esperávamos,

pois os produtores vão trocando

informações e ressaltando os resultados

no campo. Temos mudas enviadas

para todas as regiões do Brasil, e a procura

tem sido crescente, tanto que nosso

estoque, neste ano, se esgotou antes do

tempo. Então, já estamos fazendo reservas

de mudas para o próximo ano”, conta

Dário Pauletto.

Por serem variedades de dias neutros,

tanto San Andreas quanto Albion

ou Portola podem ser plantadas em qualquer

região, e florescem praticamente o

ano todo. As variedades de dias curtos

ainda não estão sendo trabalhadas pela

AgroVivaz, mas é uma possibilidade que

a empresa não descarta.

Inovação

A cultura do morango está passando

por um processo de produção suspensa,

portanto, Dário Pauletto relata que a

procura está sendo grande por produtores

do Brasil inteiro, do Rio Grande do

Sul à Bahia.

A vantagem apontada pelo especialista

é que a fruta, por não ter contato com

o solo, fica mais saudável, há mais economia

de insumos, defensivos (mais de

50%), mão de obra e água (até 70%), e

na estufa o ambiente é 100% controlado.

80


EVENTO

HORTITEC

agosto 2019

AGROCULTIVO

DE ONDE SAEM AS MAIORES PRODUTIVIDADES

Na Hortitec, a AgroCultivo chegou

apresentando as tecnologias

do filme da Plastika Kritis,

com sete camadas. Combinando a tecnologia

de sete camadas com um novo sistema

para evitar a formação de gotículas

na superfície interna do filme de estufa e

ao mesmo tempo evitando a névoa que

às vezes é criada em estufas cobertas com

filmes anti-gotejamento, a Plastika Kritis

desenvolveu de forma exclusiva e inédita

o EVO AC, uma gama de filmes com

efeito anti-gotejamento e anti-neblina

muito duradoura.

Ao contrário dos tradicionais filmes

anti-gotejamento, em que a migração

gradual de aditivos da massa do filme resulta

na perda da propriedade anti-gotejamento

dentro de 1,5 a dois anos, os aditivos

dos filmes EVO AC não migram e

permanecem ativos por um período muito

mais longo, resultando na redução de

fungos e da condensação das estufas.

Altair Zotti, diretor comercial da

AgroCultivo, destacou também o Kritifilm

Silver 150m, composto por filmes

multicamadas com partículas de alumínio,

fabricados em largura de até 20 metros.

O objetivo é a redução de temperatura

em regiões com problema de calor

intenso. “Uma ampla gama de filmes

especializados está disponível para cada

aplicação, com o objetivo de oferecer uma

melhor proteção de culturas e uma maior

receita agrícola”, detalha.

Telas e mudas

em destaque

Além dos filmes, foram expostas as

telas da linha Ludvig Svensson, especificamente

a tela branca Harmony, que traz

como efeito a redução de temperatura em

relação à tela aluminizada em até 2,5°,

Adrielle Teodoro

além de ter mais luz PAR ou luz difusa

em até 8%.

Outro destaque foram as telas de monofilamentos

argentinas Agrinet pérola,

vermelha e anti-inseto 50 mesh, que têm

eficiência contra vetores de viroses.

Também foram apresentadas as variedades

de mudas de morango importadas

da Espanha da empresa Viveros

California, de quem a AgroCultivo é distribuidor

exclusivo e importador.

As ráfias de solo também tiveram seu

lugar, especialmente na cor branca, para

melhorar a qualidade de luz dentro das

estufas de tomate, especialmente na questão

de brix e maturação.

No final do estande estava exposta

a linha de acessórios da linha PasKal e

os medidores de controle de EC e pH,

além dos medidores de soluções de nitrato

de potássio e cálcio para as plantas.

82


www.viveroscalifornia.com


EVENTO

HORTITEC

FELTRIN

SEMENTES

ESTAÇÃO DE PESQUISA

APRESENTA INOVAÇÕES EM HF

Fotos Feltrin Sementes

agosto 2019

A

Estação de Pesquisa e Desenvolvimento

da Feltrin Sementes em

Jaguariúna (SP) foi palco para

demonstração de altas tecnologias durante

a Hortitec. “Chamamos essa estação

de ‘embrião’, onde são desenvolvidos

todos os híbridos e o melhoramento

genético da Feltrin”, relata Luis Gustavo

de Souza, coordenador de pesquisa e

desenvolvimento da empresa.

Com área total de 10 hectares, seis

deles são dedicados aos cultivos divididos

em espaços de campo aberto, hidroponia

e estufas, e ao longo do ano uma

média de 25 espécies de HF são testadas,

as quais ocupam 130 segmentos diferentes

de mercado.

Pimentão

A grande novidade lançada pela Feltrin

foi o pimentão Jaguariúna, de formato

irregular, adaptado tanto ao cultivo

protegido, por ter ciclo curto, quanto

a céu aberto, por sua tolerância ao vírus vira-cabeça.

“Além dele, apresentamos todo

o nosso programa de alface, e nele temos

trabalhado a característica de genética

tropicalizada, resultando em alfaces

mais tolerantes a doenças de solo e foliares

em geral, que permitem ao produtor

trabalhar com mais qualidade e economia

de insumos, além das colorações

das folhas, que têm mais brilho e intensidade,

o que, para o consumidor final,

é determinante”, ressalta Luis Gustavo.

Os pimentões que compõem a linha

de resistência à phytophtora complementam

o portfólio, em especial o Derick,

Ário (de frutos mais alongados, para

atender mais especificamente o Norte e

Nordeste do País) e Conrado (de frutos

mais largos e com maior volume, para

atender o enchimento de caixa, principalmente

no Sudeste do País).

O coordenador da estação esclarece

que a Feltrin tem como objetivo diversificar

as opções para cada realidade,

pois entende que o País é um continente

muito diverso, com climas e temperaturas

que variam de ponta a ponta.

Tomate

Os tomates também tiveram seu destaque

na Estação de Pesquisa e Desenvolvimento,

igualmente com uma linha

tropicalizada que entrega tolerância extrema

às condições de chuvas e altas temperaturas.

“Boa parte dos nossos híbridos

têm alta tolerância à mancha de stemphylium,

à pinta bacteriana, alternária e

requeima, com folhas muito mais saudáveis

e fortes, aliado a um sistema radicular

vigoroso, o que as torna muito

tolerantes a nematoides, verticilium, fusarium

raças 1, 2 e 3, viroses, vira-cabeça

e geminivírus, ou seja, é todo um pacote

tecnológico envolvido que realmente

faz a diferença no campo e na rentabilidade

final”, aponta o especialista.

O tomate salada indeterminado Astuto

foi ressaltado no evento, por ter

maior tolerância à alternária, requeima,

além de resistência ao fusarium 3, tendo

respondido muito bem em regiões do

Espírito Santo, Leste de Minas Gerais

e Norte do Rio de Janeiro, mostrando

excelente adaptação, principalmente ao

cultivo de verão e permitindo aos produtores

dessas regiões cultivar em uma

das janelas mais difíceis para o tomate

no Brasil.

Os tomates Grapes também tiveram

84


EVENTO

Foi apresentado o programa de alface

com genética tropicalizada

sua vitrine de demonstração na Estação,

com alta produtividade e vigor

de plantas dos tomates grapes, Alani,

Flavus, Kenny, Le Petit, Luan e

Scooby, assim como as especialidades

Lumen, Popuri e Seninha.

Pepinos

Os pepinos ganharam destaque

nos campos e estufas da Feltrin Sementes.

Com genética tropicalizada, eles

demonstraram alta produtividade em

campo e estufa, com destaque para o

pepino Corona e Opala no segmento

caipira verde claro, pepino Berg e

Gael no segmento Holandês, Pepino

Noa, Pioneiro e Toni no segmento

indústria de conserva e pepinos Gurin,

Hana, Kawaii e Soudai no segmento

Japonês.

Alfaces

A Feltrin destacou os novos pimentões

Os tomates tiveram seu espaço na

Estação de Pesquisa

A Hortitec

A possibilidade única que a Hortitec

cria, na opinião de Luis Gustavo,

permite que os mais tecnificados

produtores do País estejam reunidos

em um só lugar. “Recebemos, durante

o evento, uma média de três mil

visitantes, permitindo ter um feedback

e conversas que gerarão novos produtos,

serviços e ideias. Só aí entenderemos

a verdadeira dimensão da agricultura

brasileira”, conclui.

As alfaces tiveram sua importante

participação com a Gabriela, de cor

roxa brilhante, excelente pós-colheita,

com característica de planta de

porte grande, rústica e tropicalizada.

Apresenta folhas com bordos crespos,

de coloração roxa intensa e brilhante.

Indicada para cultivo protegido,

campo aberto e hidroponia, podendo

ser cultivada por todo o ano, com

excelente pós-colheita e tolerância a

TB (Tip burn) e pendoamento precoce.

A alface Loreane, do segmento

Crespa, mostra desempenho e maior

vigor de planta, tendo características

de planta eficiente na absorção

de cálcio, com grande porte de folhas

de coloração verde intensa brilhante.

Resistência/tolerância: Bl e

queima de bordas.

A alface Filó, do segmento Crespa

Verde, chega como destaque para

tolerância ao pendoamento precoce

e queima dos bordos.

Suas características são plantas

de arquitetura semi-ereta e volumosa,

folhas macias, de coloração verde

brilhante, com bordas crespas e

resistência/tolerância a Bl, queima

dos bordos e pendoamento precoce.

Adrielle Teodoro

BIOLCHIM

DE MÃOS

DADAS COM O

HORTICULTOR

Lucien de Paula Corrêa, diretor da

Biolchim, finalizou a Hortitec com êxito.

“A Hortitec 2019 atingiu plenamente

os nossos objetivos, uma vez que pudemos

interagir com clientes das mais

diversas regiões do Brasil, aumentando

nossa sensibilidade sobre as várias questões

conjunturais e estruturais que envolvem

o setor de HFF na atualidade”,

revela.

A Biolchim apresentou aos visitantes

da Hortitec 2019 toda a sua gama de

produtos, incluindo lançamentos recentemente

introduzidos no mercado brasileiro,

sempre focados na alta eficácia

agronômica, associados à inovação tecnológica.

HORTITEC

agosto 2019

85


EVENTO

HORTITEC

Ana Maria Diniz

Rigrantec

O time vitorioso da Rigrantec comemorou

os excelentes resultados da feira

RIGRANTEC

24 ANOS DE

BOAS HISTÓRIAS

agosto 2019

Para esta edição da Hortitec a Rigrantec

optou pela mudança em seu

layout de estande, o que atraiu os visitantes.

A hidroponia já montada, com as

culturas instaladas, mostrou que a tecnologia

chegou para ficar, e pode fazer toda

a diferença na rentabilidade do produtor.

A exposição da Rigrantec contou com

uma linha ainda mais completa, principalmente

com produtos voltados para o acabamento

da produção, com os fertilizantes, adjuvantes

e polímeros: BioGain NPK, Plus,

Nut, Amino, Florada, CoMo+, MoZn, Soliz,

Zero Espuma, Hydrodis, Max Repel,

GeoQuel Fe 6, Micromix, SuperSil, ProSilicon,

ácidos húmicos, algas, quelatos, aminoácidos

e polímeros.

Vinicius Py Camargo, gerente de negócios

da Rigrantec, conta que o destaque

ficou por conta do BioGain Fruta, um fertilizante

indicado para alongamento e

enchimento de cachos e frutos com ação

bioestimulante à base de aminoácidos e

micronutrientes. No caso das uvas, citado

como exemplo pelo especialista, este produto

atua na melhora visual dos cachos e

padronização, o que é muito buscado pelo

mercado consumidor em geral.

Com excelente aceitação, a Rigrantec

levou para a Hortitec os resultados de

campo do BioGain Fruta, para que os visitantes

pudessem conferir os benefícios

entregues à lavoura.

Também foi lançado um produto inovador,

o BioGain Cálcio 30, que oferece

uma base forte de cálcio + aminoácidos,

permitindo tanto o suplemento quanto a

translocação desses nutrientes no interior

da planta. “Todo ano trazemos de dois a

três novos produtos para o mercado, mais

o encaixe da linha, que são soluções para

todas as culturas, do início até a colheita”,

pontua o especialista.

Novidade à vista

Neste ano, acompanhando a necessidade

de mercado, a Rigrantec abriu seu

e-commerce, uma ferramenta para os

produtores conhecerem os novos produtos

e até mesmo para os clientes e revendas

comprarem um produto que ainda não

conhecem, mas em quantidades menores,

para testar em suas áreas. “Já tivemos compras

feitas pelo site oriundas de Manaus,

Rondônia, Roraima, Pará e outros Estados,

com apenas um clique, e os produtores

recebem qualquer produto da Rigrantec

na comodidade de sua casa”, informa

Vinicius Py Camargo.

A feira

Toda a equipe Rigrantec ficou animada

com os resultados da Hortitec. “O estande

teve um excelente movimento todos

os dias do evento, de visitantes realmente

interessados em novas tecnologias. Como

se trata de um público que nos visita anualmente,

eles vêm atrás das novidades que

já sabem que vão encontrar. Assim, em

nosso estande estavam nossos representantes

e supervisores, todos à disposição

dos visitantes”, relata Vinicius Py Camargo.

Em plena

comemoração

A Rigrantec teve o prazer de comemorar

seu 24º aniversário durante a Hortitec,

no dia 26 de junho, e ganhou de presente

um crescimento constante, baseado

em inovação e muitas tecnologias entregues

ao campo. “Comemorar e ainda dividir

isso com nossos clientes é um privilégio

para nós”, orgulha-se Vinicius Py

Camargo.

Com mais de 70 diferentes soluções

em produtos distribuídos em variadas linhas,

a Rigrantec atende desde o paisagismo

ao tratamento de grãos, passando

pela tecnologia em nutrição, bioestimulantes,

colheita e aplicação. “O que o produtor

imaginar de produtos inovadores e únicos

no mercado, a Rigrantec oferece em

seu portfólio, que prioriza tanto produção

quanto qualidade”, conclui o gerente de

negócios.

86


EVENTO

NATIVO

AGRÍCOLA

CLIPES E

CORTADORES

PARA ENXERTIA

A

Nativo Agrícola é uma empresa

de várias atividades, mas foram

os clipes para enxertia de hortaliças

os responsáveis pela participação na

Hortitec. “É a segunda edição que participamos

deste evento, e neste ano trouxemos

a novidades em clipes biodegradáveis

para enxertia, o que significa que

ele se decompõe por atividade microbiana,

transformando-se em CO 2

”, explica

Ernesto Naoki Abuno, sócio-diretor da

Nativo Agrícola.

Ainda segundo ele, no Brasil há um

conceito muito errado sobre a degradabilidade,

oriundo das sacolinhas plásticas

de mercado, que na verdade são oxidegradáveis,

ou seja, são polímeros de petróleo

que se degradam em partículas pequenas,

mas continuam sendo plásticos

que permanecem no ambiente por muito

tempo (até três mil anos).

Já o material biodegradável, por definição,

precisa ser degradado e transformado

em CO 2

, sendo essa a proposta do

clipe da Nativo Agrícola, e o mesmo vale

para suas sacolas, plásticos para cobertura

de canteiros e mulchings.

Adrielle Teodoro

Parceria

A Nativo Agrícola é parceira há oito

anos da Injertec, uma empresa chilena,

com o desenvolvimento de produtos específicos

para o mercado brasileiro. “Muitos

dos produtos comercializados no Brasil

foram desenvolvidos com polímeros específicos

para as necessidades nacionais,

o que nos torna uma empresa competitiva,

com 80% de market share na distribuição

de clipes para enxertia”, calcula

Ernesto Abuno.

Relativamente recente, o especialista

explica que a enxertia exige conhecimento

e adaptação dos viveiros, que são

os principais clientes da Nativo Agrícola.

Como engenheiro agrônomo, Abuno

tem dado muito suporte a viveiros de

todo o Brasil, um trabalho de pós-vendas

que a empresa executa com muita dedicação

e esmero. “De outro lado, os próprios

produtores acabam nos gerando muitas

informações específicas de sua região, o

que nos ajuda a desenvolver sempre soluções

que vão de encontro a essas necessidades,

com produtos cada vez melhores”,

declara.

HORTITEC

www.injertec.com.br

NATIVO AGRÍCOLA

Av. Miguel Petrere, 701 sala E, Campo Grande, Pilar do Sul-SP/ CEP: 18185-000 – www.nativoagricola.com.br / atendimento@nativoagricola.com.br

Fone: (15) 3278-1746/ 99826-3515


EVENTO

HORTITEC

agosto 2019

QUÍMICA ANASTACIO

A CIÊNCIA DA AGRICULTURA

A

Química Anastacio está solidificando

cada vez mais sua participação

no mercado, estando

presente em feiras importantes como a

Hortitec, evento que possibilita mostrar

toda a tecnologia de inovações, tendências

de mercado, e ainda estar próxima

dos clientes e consumidores,

entendendo o negócio como um todo.

Michel Clayton, executivo sênior da

Química Anastacio, diz que o evento é a

chance de a empresa se especializar com

novas matérias-primas e tendências, de

forma geral, as quais podem suprir as

necessidades do setor.

“O que levamos para a Hortitec

foi a linha de macro e micronutrientes,

mais o portfólio de químicos em

geral, pois acreditamos ser importante

essa composição para finalizar o ciclo

da lavoura”, diz, feliz pela aceitação dos

produtos na Hortitec.

A Química Anastacio trabalha para

suprir a ‘linha complementar’, que por

muito tempo os produtores tiveram dificuldades

de encontrar. “Temos soluções

completas para o setor, e a tendência

é essa: trabalhar sempre com

mais inovação e melhorias contínuas”,

avalia o executivo.

Michel Clayton define a Hortitec

como ‘espetacular’, uma vitrine para

os expositores e suas soluções. “Recebemos

produtores do Mato Grosso, do

Sul e do Centro-Oeste e tivemos uma

ótima receptividade”, pontua.

A história da

empresa

Fundada em 1941 por Frederico

Krueder, a Química Anastacio iniciou

suas atividades em São Paulo, na Vila

Anastácio, com a produção de glicerina

animal.

Posteriormente, em 1950, complementou

sua linha com a fabricação de

ácidos esteáricos e ácidos oleicos.

Em 1997, buscando ampliar seu

portfólio de produtos fabricados, investiu

em tecnologia e equipamentos

para produção de glicerina vegetal

e ácidos graxos vegetais, atingindo

rapidamente posição de destaque nestes

mercados.

Em 2001, a Química Anastacio ingressou

no mercado de distribuição de

produtos químicos, firmando parcerias

nacionais e internacionais com empresas

líderes de mercado, passando a oferecer

uma linha completa de produtos

para o segmento de beleza & saúde,

processos industriais e nutrição humana,

animal e esportiva.

Nos dias atuais, a Anastacio continua

investindo, ampliando suas instalações

e aumentando seu portfólio de

produtos, com a finalidade de atender

melhor seus clientes e fornecedores de

todo o Brasil.

Ana Maria Diniz

TROPICAL

ESTUFAS

SEU CULTIVO

MUITO MAIS

PROTEGIDO

A

Tropical Estufas levou para a 26ª

edição da Hortitec a maior novidade

em cultivo protegido do

mercado brasileiro e América do Sul, a

Estufa Agrícola Euro, com larguras de

9,6 m e 12,8 m em vãos únicos, sem limite

de comprimento, frente às larguras

padrões das estufas no Brasil, que são de

6,4 m a 8,0 m.

“Seu grande benefício é o aumento de

30% em produtividade, já que possibilita

colocar essa porcentagem a mais dentro

da estufa, devido à maior área útil. Além

disso, garante redução de 40% no custo

por metro quadrado, resultando em melhor

rentabilidade”, aponta Luis Gustavo

Santos Rios, gerente comercial da Tropical

Estufas.

Além de todos esses benefícios, as

estufas Euro também têm uma estrutura

altamente robusta, com duas e três polegadas,

seis anos de garantia na galvanização,

com resistência a ventos de até 100

km/h, assinada por engenheiros ART/

CREA, outro grande diferencial dessas

88


EVENTO

Fotos Ana Maria Diniz

sa entende a necessidade de seus clientes,

e por isso ainda disponibiliza opcionais

de acordo com a demanda. “Nosso

time comercial está preparado para ouvir

as necessidades dos clientes e oferecer

soluções sob medida”, afirma Luis

Gustavo Rios.

A Hortitec

Para a Tropical Estufas, a edição

2019 da Hortitec foi muito positiva.

“Finalizamos o evento com muitos

contatos e várias prospecções para

o segundo semestre. Acreditamos em

um aumento de vendas de pelo menos

10%, comparado a 2018”, finaliza

o gerente comercial da Tropical Estufas.

HORTITEC

estufas, que são extremamente seguras.

Ainda, por ser uma estrutura altamente

robusta, é possível inserir o tutoramento

de plantas para tomate, pepino,

pimentão ou qualquer outra, eliminando

a necessidade de colocar madeiras na

parte interna, o que atrapalha a sanidade

do fruto.

“Assim é possível melhorar a qualidade

do fruto, aumentando a porcentagem

de quilos por metro quadrado de

plantas”, aponta Luis Gustavo.

Exclusividade

A Estufa Euro, que foi lançada na

Hortitec, é um produto exclusivo e patenteado

pela Tropical Estufas, o que veio

para revolucionar o mercado de estufas

agrícolas no Brasil. É recomendada para

qualquer cultivo e região, pois a empre-


EVENTO

agosto 2019

HORTITEC

HYDROPLAN-EB

PARCERIA FORTE COM A

AGRICULTURA ORGÂNICA

Há 10 anos a Hydroplan-EB participa

da Hortitec, com o objetivo

de expor a tecnologia dos

seus produtos aos visitantes, fortalecer

suas parcerias e conquistar novos clientes.

Neste ano, ao completar 20 anos, a Hydroplan-EB

está ainda maior, com a linha

de produtos Hydroplan-EB Agro,

composta de mais de 30 produtos em

seu portfólio (Gel, HB10, Metalosate,

Ergofito, Pro Lyks, etc.).

Sempre preocupada com tecnologias

alinhadas com as necessidades de rastreabilidade

e uma nutrição equilibrada, a

Hydroplan-EB, nesta edição da Hortitec,

ampliou sua linha de produtos voltada

para a agricultura orgânica em parceria

com a Albion Plant Nutrition e a

BEA (italiana).

Pela primeira vez a Albion, por meio

da Hydroplan-EB, está trazendo ao Brasil

sua linha orgânica de nutrientes quelatados

em pó já certificados nos USA,

produtos que começarão a ser comercializados

a partir de novembro.

Já a BEA, detentora da linha Ergofito,

produzirá a mesma linha de fertilizantes

já utilizada na agricultura convencional,

adaptada para a legislação

brasileira para uso na agricultura orgânica,

e será igualmente distribuída pela

Hydroplan-EB em território nacional.

Dentro da linha própria Hydroplan

-EB de óleos essenciais, a empresa lança

agora uma expansão para a agricultura

orgânica, com fertilizantes e higienizadores

para as mais diversas culturas e finalidades.

Por fim, a equipe Hydroplan-EB

agradece a todos os seus colaboradores,

visitantes e parceiros que mais uma vez

prestigiaram o seu estande.

Fotos Ana Maria Diniz

Visita dos distribuidores ao estande da Hydroplan-EB

Equipe Hydroplan-EB

90


EVENTO

HORTITEC

SICIT GROUP

agosto 2019

EMPRESA ITALIANA LÍDER NO MERCADO

DE BIOESTIMULANTES

Fundada em 1960, a SICIT GROUP,

foi uma das primeiras empresas

do mundo a produzir hidrolisados

proteicos para a agricultura.

A empresa italiana consiste em duas

unidades totalmente automatizadas e

em três laboratórios inovadores para

pesquisa, desenvolvimento e controle

de qualidade, que permitem processar

o colágeno derivado de couros e de alcançar

uma capacidade de produção de

150 toneladas por dia.

Com quase 60 anos de experiência, a

Sicit estabeleceu-se como líder no mercado

de aminoácidos e peptídeos agrícolas, fazendo

da alta qualidade e a eficácia os pontos

de força de seus produtos, agora vendidos

com sucesso em mais de 90 países.

Como funciona

O processo de hidrólise desenvolvido

pela Sicit divide a cadeia proteica do colágeno

animal em uma mistura balanceada

de aminoácidos e peptídeos, facilmente

assimilados pela planta e com um amplo

espectro de efeitos na planta e no solo.

Os bioestimulantes da SICIT respondem

perfeitamente à definição delineada

no novo regulamento europeu sobre fertilizantes

Reg. CE 1009/2019, pois são capazes

de aumentar a absorção e eficiência

de nutrientes, a tolerância a estresses

abióticos e a qualidade das produções, independentemente

da quantidade de nutrientes

que fornecem.

Os aminoácidos e peptídeos neles contidos

são capazes de promover a atividade

fisiológica da planta, estimulando os processos

de crescimento e desenvolvimento

de raízes e brotos, fertilidade, floração,

absorção de nutrientes e resistência a estresses

ambientais.

A matriz animal da matéria-prima enriquece

os produtos em prolina e glicina,

aminoácidos que desempenham um papel

fundamental na fisiologia da planta. O

primeiro age como um osmorregulador e

Fotos Sicit

A SICIT é líder no mercado agrícola

dos aminoácidos & peptídeos

comercializando sua produção em

mais de 90 países

92


EVENTO

promotor da fertilidade, enquanto o segundo

é um forte agente quelante e precursor

da clorofila.

Crescimento

O mercado global de bioestimulantes

foi avaliado em US$ 1.870 milhões

em 2019, mas estima-se que atingirá

4.740 milhões em 2025. Essa previsão de

crescimento exponencial para os próximos

anos despertou o interesse de multinacionais

agroquímicas que estão incorporando

cada vez mais esses tipos de

insumos agronômicos em sua linha de

produtos normalmente dedicada à proteção

de cultivos.

A Hortitec

Estreando na Hortitec, a SICIT esteve presente com Massimo Raffaello (à esquerda),

responsável por vendas no Brasil, junto com seu colega Diego Mesa

“O mercado de bioestimulantes está

se tornando cada vez mais importante no

Brasil - prova disso é o grande interesse

demonstrado em nossa participação

na Hortitec. Depois de ter tido a oportunidade

de visitar as edições anteriores

da feira e de ver como as empresas mais

importantes do território nacional estavam

presentes, decidimos participar pela

primeira vez este ano como expositores”,

explica Massimo Raffaello, representante

de vendas da Sicit Group no Brasil.

Como líder mundial na produção e comércio

B2B de aminoácidos e peptídeos,

a Sicit está presente no mercado brasileiro

por meio de seus parceiros, multinacionais,

como a Bayer, bem como outros importantes

importadores nacionais.

O Brasil representa um desafio importante

para todas as empresas, portanto,

também para a Sicit, devido à extensão

da área cultivada e à variedade de cultivos

presentes. “Acreditamos que nossos produtos

atendam plenamente às necessidades

da agricultura brasileira, pois representam

um válido instrumento para todos

os tipos de culturas, como hortaliças, frutas

e cultivos extensivos, para aumentar a

produtividade e garantir a qualidade da

produção em caso de estresse abiótico e

baixa disponibilidade nutricional”, pontua

Raffaello.

Os bioestimulantes da Sicit possuem

características para se estabelecerem neste

mercado, pois se distinguem pela sua

alta concentração e eficácia, além de também

poderem ser usados na agricultura

orgânica.

“O objetivo da Sicit no Brasil é, em primeiro

lugar, alcançar empresas que já são

clientes em outros países, além de encontrar

novos parceiros que poderão testar

e comprovar localmente a qualidade

de nossos produtos. Este objetivo resulta

da recente combinação de negócios com a

SPAC SprintItaly: uma operação de 100

milhões de euros que permitirá potencializar

unidades e laboratórios, assim como

a construção de uma nova unidade de produção

na América Latina”, finaliza o representante

da empresa.


EVENTO

agosto 2019

HORTITEC

AGRIVALLE APRESENTA

SEUS LANÇAMENTOS

NA 26ª HORTITEC

Em sua 26ª edição, a Hortitec levou

para Holambra (SP) um público

de aproximadamente 30 mil

visitantes, dentre eles produtores, indústrias,

cooperativas e técnicos para discutir

sobre tudo que há de mais moderno

no segmento de hortifrúti.

Sempre palco para novidades, o evento,

que foi realizado no Parque de Exposições

da Expoflora, contou com o lançamento

de novos produtos, técnicas

inovadoras para aplicação de fertilizantes,

bioestimulantes e um destaque especial

para os biológicos, como é o caso da

Agrivalle, empresa de biológicos e fertilizantes

especiais que, de forma inovadora,

apresentou o primeiro fungicida

microbiológico composto por três organismos

(duas bactérias e um fungo).

“Shocker é considerado uma evolução

das ferramentas de controle biológico, pois

permite um aumento do espectro de ação

Fotos Ana Maria Diniz

Equipe da Agrivalle satisfeita com os

ótimos resultados dos novos produtos

O pioneiro Shocker e Auin CE são alguns dos principais destaques apresentados durante os dias de feira

do produto”, destaca o gerente de portfólio,

Wagner Coladel.

Segundo a empresa, a solução reduz a

capacidade de instalação das doenças, favorecendo

o desenvolvimento de raízes sadias

que irão explorar melhor o solo, gerando,

consequentemente, plantas mais

saudáveis e que podem expressar o máximo

do seu potencial produtivo com mais

eficiência e sanidade.

“As bactérias Bacillus amyloliquefa-

94


EVENTO

ciens e o fungo Trichoderma harzianum

reduzem o potencial de ocorrência das

doenças já no primeiro cultivo, pois inibem

e dificultam o crescimento dos patógenos”,

explica o diretor de pesquisa

e desenvolvimento da Agrivalle, Eduardo

Bernardo.

O fungicida microbiológico recebeu

registro do Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento (MAPA) para

duas importantes doenças de solo: rizoctoniose

e mofo branco, que atacam principalmente

as culturas de HF, soja, café e

algodão.

“Shocker é o primeiro produto disponível

ao agricultor brasileiro com essa

composição, resultado do pioneirismo

da Agrivalle, que investe em pesquisa e

formulações de biológicos desde 2006”,

conta Coladel.

O produto natural não deixa resíduos,

favorece o equilíbrio de microrganismos,

ajuda na decomposição da matéria

orgânica e beneficia a nutrição das plantas,

além de combater as doenças de solo.

Mosca-branca, vaquinha-verdeamarela

e larva-alfinete

A empresa levou ainda uma nova solução

à base de Beauveria bassiana. Para

somar à linha Auin, a Agrivalle lançou o

Auin CE, formulação oleosa que oferece

todas as vantagens do controle biológico:

não deixa resíduos químicos nas plantas,

frutos ou no ambiente, sendo pouco

perigoso ao meio ambiente e pouco tóxico

à saúde humana - para os consumidores

e trabalhadores que manuseiam o

produto no campo. Não há período de

carência para o consumo de vegetais

tratados com o produto, que ainda promove

o equilíbrio natural no ambiente.

Segundo a empresa, o Auin CE pode

ser utilizado no manejo de duas importantes

pragas da atualidade, a vaquinhaverde-amarela

e a larva-alfinete. Somadas

à mosca-branca, que tem seu controle

pelo Auin WP, formulação em pó, essas

pragas causam prejuízos significativos

às lavouras.

Wagner Coladel, gerente de portfólio e

Fernando Sousa, gerente de MKT

A empresa

A Agrivalle, empresa de tecnologia

e inovação, que atua há 16 anos

desenvolvendo produtos biológicos,

fertilizantes e bioestimulantes, tem

sede em Salto (SP), sendo uma das

pioneiras no segmento de biológicos

do Brasil. Investe em pesquisa

para associação de microrganismos

nas mais variadas situações e demandas

das plantas, para que possam expressar

o máximo potencial genético.


EVENTO

agosto 2019

HORTITEC

ACADIAN

O FUTURO JÁ CHEGOU

Para Marcos de Oliveira Bettini,

doutor em Agronomia e diretor

comercial da Acadian do Brasil, a

participação da Hortitec tem todo sentido

para a empresa. “Durante o evento

temos a oportunidade de nos aproximar

tanto dos clientes finais quanto de parceiros

comerciais. Já no primeiro dia nos

deparamos com novos clientes e possibilidades

de bons negócios e até o final

da feira tivemos ótima visitação e movimento,

o público presente foi de alta

qualidade, interessado e ligado a regiões

específicas do Brasil”, pontua.

Inovação

A Acadian é uma empresa que prima

por inovação, e por isso apresentou sua

tecnologia BioSwitch de bioativação de

plantas por meio de produtos com extratos

da alga Ascophyllum nodosum.

Fotos Ana Maria Diniz

Equipe da Acadian durante a Hortitec

A Acadian Plant Health, divisão agrícola

da Acadian Seaplants Ltda, se fundamenta

em quatro pilares.

1) Inovação: sua tecnologia e produtos

são baseados em ciência inovadora,

séria e de qualidade diferenciada. Há

uma linha de novos produtos em testes

internos para posterior lançamento ao

mercado.

2) Enfoque em sustentabilidade:

o trabalho da Acadian, o manejo dos

recursos naturais, seus produtos, serviços

e atuação são integralmente relacionados

à sustentabilidade, cuidados

com o meio ambiente, produção de extratos

naturais e atóxicos e rentabilidade

do negócio como um todo, de forma

que os clientes tenham resultados e

lucro, bem como a empresa possa investir

em tecnologia, inovação, ciência e

serviços.

3) Relação ganha-ganha com distribuidores

e clientes: a Acadian é uma

empresa canadense, com equipe e estrutura

recém-inaugurada no Brasil, que

se fundamenta na produção no Canadá

e no apoio da rede de distribuição

local. Por isso, busca fortalecer os laços

de parceria com seus clientes por meio

de pactos e contratos de longo prazo e

bom entendimento nas relações de negócio.

4) Investimos no fortalecimento da

própria equipe: a Acadian acredita que

um time de alta performance e motivado

é fundamental para o melhor atendimento

aos clientes e parceiros. A empresa

está crescendo e contratando mais

três agrônomos para diferentes regiões

do País.

Em resumo, a Acadian tem como

pilares: Inovação, Sustentabilidade, Parceria

com os clientes e Fortalecimento

da equipe.

96


EVENTO

HORTITEC

NUTRISAFRA

ADUBOS E FERTILIZANTES PARA ALTAS PRODUTIVIDADES

A

Hortitec é a maior e mais importante

feira do setor da América

Latina, e a edição de 2019

atendeu as expectativas da Nutrisafra,

com um grande e qualificado público visitante.

“A Nutrisafra atingiu seus objetivos,

divulgando nosso portfólio, apresentando

nossos lançamentos e serviços que

os clientes não conheciam, mantendo

Nutrisafra

contato com revendedores e representantes,

fechando parcerias estratégicas, além

de reforçar a imagem da marca”, destaca

Heitor Takahashi, gerente técnico da Nutrisafra.

Nesta edição a empresa lançou o Ecofós,

um adubo para plantio e fosfatagem,

com o diferencial da composição do fósforo

em três formas químicas diferentes,

garantindo a disponibilidade desse

nutriente, parte de forma rápida e parte

de maneira gradual, além de ser rico

em matéria orgânica, microrganismos e

aminoácidos.

Atua nas propriedades físicas, químicas

e biológicas do solo, com efeito

bioestimulante, confirmando que a Nutrisafra

sabe o que faz!

agosto 2019

97


EVENTO

HORTITEC

agosto 2019

DEGUSTAÇÃO DO

TOMATE VERO

Fotos Ana Maria Diniz

HORTICERES

A

Horticeres Sementes, sempre à

frente das inovações, realizou a

degustação de um de seus mais

recentes lançamentos, o tomate Vero.

Além do sabor e cor marcantes, o fruto

também apresenta uma consistência diferenciada,

que pode ser percebida pela firmeza

do fruto.

Outro diferencial do Vero é a durabilidade

pós-colheita, o que faz com que o

consumidor tenha acesso a tomates Vero

sempre frescos. E como a Horticeres pensa

e se preocupa com qualidade de ponta

a ponta na cadeia, fez com que os tomates

Vero pudessem ser facilmente identificados

pelo consumidor final por meio de

seu formato, que foi especialmente selecionado

para tal. “Preocupamo-nos com a

qualidade de nossos tomates desde o início

do melhoramento de nossas sementes.

E para mostrar os diferenciais do Vero

não teria melhor forma, senão pelo paladar

de quem nos visitou na Hortitec”, explica

o diretor executivo e engenheiro

agrônomo da Horticeres Sementes,

Ayrton Tullio Junior.

Preocupado em entregar alta produtividade,

aliado a um pacote de resistência

a doenças, o Vero também atende a necessidade

do produtor e do varejista, com

uma excelente conservação pós-colheita e

menores perdas, e do consumidor que terá

um produto saboroso e de alta qualidade

para molhos, sucos e saladas.

MECPLANT

TECNOLOGIA A SERVIÇO

DA NATUREZA

A

Mecplant levou para conhecimento

dos visitantes da Hortitec

seus substratos e condicionadores

de solo, orgânico e convencional,

ambos certificados, e a linha de tubetes

e bandejas plásticas injetadas, com

destaque para a bandeja 242.

Segundo o engenheiro de produção

Sergio Ferreira, gerente comercial

da empresa, o diferencial desta bandeja

está na produtividade, que proporciona

rendimento 21% superior em número

de plantas por área em relação

ao modelo mais difundido no mercado

de isopor.

“Isso porque ela possui 242 células,

contra 200 da usual. Além disso, o volume

da célula é de 15 ml, ideal para uma

melhor formação do sistema radicular

da maioria das espécies produzidas em

sistema float e suspenso, com destaque

para o tabaco, folhosas e mudas de tomate”,

pontua.

Além disso, as bandejas têm garantia

mínima de cinco anos, mas podendo

chegar à durabilidade de 15 anos se receberem

manejo adequado no viveiro,

por serem injetadas com matéria-prima

de alto percentual virgem que recebe

tratamento anti-UV.

No caso dos substratos e condicionadores

de solo, a Mecplant trabalha

exclusivamente com a casca de Pinus

taeda, certificada pelo FSC® Forest

Stewardship Council® e originária da

Klabin S/A, detentora da genética das

árvores.

Os substratos e condicionadores de

solos, além de certificados pelo FSC® e

Ecocert, também não contêm contaminantes.

As árvores são cortadas e descascadas

no sistema de tambor rotativo, o

que ameniza muito a geração de cavacos

de madeira no descascamento, os

quais seriam prejudiciais para a compostagem

da casca de pinus.

“Todo esse cuidado resulta em alto

padrão de qualidade constatado na homogeneidade

dos nossos produtos. Os

lotes são liberados para fabricação com

a relação carbono/nitrogênio de 40:1,

com 5:1 para ±, excelente padrão para

nível de substratos e condicionadores

de solo. Levamos em consideração a

qualidade de todo o processo, do começo

ao fim, sempre visando a satisfação

dos nossos clientes”, afirma Sergio

Ferreira.

Já a linha orgânica não leva fertilizantes

químicos e/ou minerais, e possui,

além da certificação do FSC®, tam-

98


EVENTO

Equipe da Mecplant presente na Hortitec

Fotos Ana Maria Diniz

bém da Ecocert.

“A Mecplant é uma das poucas empresas

no segmento que possui certificação

para manejo de matéria-prima sustentável

e de orgânico, o que nos torna

muitos diferenciados, além do custo-benefício.

Nossa única proposta é disponibilizar

produtos com excelência em qualidade”,

afirma o gerente da empresa.

Marca forte

A divulgação dos substratos e condicionadores

de solo da Mecplant foi

um gancho para fortalecer a atuação da

empresa no Estado de São Paulo. Sediada

em Telêmaco Borba (PR), a 270 km de

Curitiba e a 185 km de Londrina, esta

é a maior fábrica de substratos e condicionadores

de solo da América, com 23

hectares.

Sendo dominante na região sul, a empresa

busca expandir sua atuação nacional

com base na sustentabilidade, qualidade,

produtividade e assistência técnica.

“Holambra, o circuito das flores e o

Cinturão Verde de São Paulo são nossos

objetivos agora, assim como o desenvolvimento

da região noroeste. Em Ribeirão

Preto, com substratos e condicionadores

de solo para cana e citros, temos atuado

de forma direta e por meio de parceiros.

No geral, destacamos em São Paulo

nosso trabalho no segmento de flores,

florestais, cana e citros”, enumera Sergio

Ferreira.

A Hortitec

No topo das feiras de HF mais prestigiadas

do Brasil e da América Latina,

a Hortitec surpreendeu positivamente a

equipe Mecplant, que recebeu visitas de

todas as regiões nacionais e do exterior.

“É a oportunidade perfeita de prestigiar

nossos clientes num evento tão

importante. Também pudemos fazer novos

contatos com produtores realmente

interessados em tecnologias promissoras

e sustentáveis, linha de trabalho que

conduz nossa missão com o mercado”,

conta o profissional.

HORTITEC


EVENTO

agosto 2019

HORTITEC

Ana Maria Diniz

CROSS

LINK

AVANÇOS

RUMO AO

FUTURO

Para o gerente comercial da Cross

Link, Gilberto Trigo, o balanço

da Hortitec 2019 foi muito positivo:

“Tivemos contatos com muitos

produtores de várias regiões do Brasil.

Neste ano percebemos que a feira voltou

a ser frequentada por um número

maior de produtores, além de técnicos e

comerciantes, o que sempre é importante

para realização de negócios e apresentação

do nosso portfólio e soluções aos

produtores”, avalia.

Neste ano a empresa apresentou o

Captain 500 WP, um fungicida sintético

orgânico de amplo espectro de ação,

voltado principalmente para os mercados

de maçã, uva, tomate, etc. Também

foi a oportunidade de apresentar a empresa

Gowan, que recentemente adquiriu

a Cross Link. “A Gowan já era nosso

parceiro de longa data no Brasil, e agora

está presente na continuidade e aprimoramento

de suas atividades no mercado

de HF no Brasil”, finaliza Gilberto

Trigo.

JKS

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL PARA O

CULTIVO PROTEGIDO E INTENSIVO

A

JKS Industrial Ltda, em parceria

com a Valid S/A, as duas

empresas líderes de seus mercados,

estão lançando uma novidade

que será o divisor de águas no controle

da produção agrícola em cultivo protegido:

a IBandeja®.

A JKS, com 62 anos de mercado, há

16 anos produz e comercializa bandejas

e tubetes plásticos rígidos para os

mercados do cultivo protegido e culturas

intensivas.

“Estamos sempre em busca de inovações

em novos modelos de bandejas,

condição que nos permite ser eleitos o

maior produtor de bandejas plásticas

rígidas da América Latina”, conta Péricles

Antônio de Carvalho, presidente

da JKS.

Transição

Atualmente passando por um processo

de transição rumo à profissionalização,

a JKS está buscando desenvolver

e prover seus clientes de soluções

sustentáveis, com produtos e serviços que

agreguem valores ao mercado de propagação

de plantas.

Silas Mori Fernandes, diretor executivo

da JKS, destaca como novidades

a IBandeja®, uma bandeja inteligente

para cultivo de hortaliças, cana-de

-açúcar, tabaco, florestal, entre outras.

“A IBandeja® conta com uma etiqueta

de identificação por radiofrequência

(RFID) que possibilita administrar

com precisão a cadeia produtiva desde

o momento da entrada da bandeja

no viveiro, passando pelo semeio, germinação,

entrega ao produtor, até o

retorno da bandeja ao viveiro (logística

reversa). A tecnologia permite também

acompanhar todo histórico de informações

sobre controle nutricional

(aplicações de fertilizantes) e fitossanitário

(defensivos e bioindutores)”, explica.

100


EVENTO

Silas Mori, diretor executivo da JKS,

destaca a bandeja inteligente

Fotos Adrielle Teodoro

Equipe da JKS presente na Hortitec

Objetivo

A IBandeja®, desenvolvida em parceria

com a Valid, multinacional brasileira

especializada em soluções de tecnologia,

garante aos profissionais do cultivo

protegido e culturas intensivas maior controle

sobre as etapas de produção de mudas

(viveiros), otimizando custos e garantindo

a gestão de seus estoques com

precisão.

A leitura com as informações contidas

na IBandeja® podem ser acessadas

por coletores de dados e smartphones, garantindo

total rastreabilidade a qualquer

momento, em qualquer lugar.

A ferramenta foi apresentada pela

Valid no estande da JKS durante a 26ª

Hortitec, entre os dias 26 e 28 de junho,

em Holambra (SP). “A horticultura

é apenas um dos setores que pode se beneficiar

das soluções de apoio logístico”,

explica Ricardo Malizia, Data Solutions

Manager da Valid. Ele acrescenta ainda

que a empresa já oferece este tipo de

ferramenta para as indústrias químicas

e de healthcare.

A Valid

A Valid torna a vida digital mais

segura, com soluções que garantem

identificação em documentos, smartphones,

cartões com chip, certificados

digitais, aplicativos bancários, meios

de transporte e onde mais os dados de

clientes de todo o mundo estiverem.

Seis mil funcionários em 17 países

consideram as particularidades de

cada cultura e região para criar soluções

personalizadas e integradas, colocando

a Valid como relevante player

global na esfera da vida conectada.

Identificando objetos, transações e

pessoas com segurança, alcançou faturamento

de R$ 1,7 bilhão em 2018 e

é hoje a maior empresa na emissão de

documentos de identificação no Brasil,

5ª maior produtora de SIM Cards

do mundo e está entre as 10 maiores

fabricantes de cartões bancários do

planeta.

HORTITEC

A BANDEJA INTELIGENTE DA JKS.

RFID

Etiqueta eletrônica inteligente

de rádio frequência que permite:

• Rastreabilidade,

• Confiabilidade no processo,

• Logística simplificada,

• Aumento da produtividade,

• Gestão de inventário,

• Redução de desperdício,

• Monitoramento de perdas/furtos,

• Aumento da rentabilidade

Integração

com a nuvem

RFID

Etiqueta

inteligente

VIVEIRO 4.0

Integração

entre sistemas

ERP

Logística

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contato@jks.com.br | www.jks.com.br

Indicadores

de desempenho


EVENTO

HORTITEC

JACTO

Adrielle Teodoro

agosto 2019

PULVERIZADOR COSTAL

ESPECÍFICO PARA CULTIVOS PROTEGIDOS

A

Jacto participou da 26ª edição

da Hortitec apresentando várias

novidades para o segmento

de cultivos protegidos. O principal

destaque para este ano foi o pulverizador

costal Jacto PJA-18, movido à bateria

e com assistência a ar.

Desenvolvido para cultivos com média

a alta densidade foliar, é um pulverizador

que aplica inseticidas, fungicidas,

além de produtos para controle biológico

e fertilizantes foliares. Conta com o

sistema exclusivo Jacto Flow Control,

uma tecnologia que possibilita alcançar

a parte inferior das folhas e a parte

interna das plantas por meio do transporte

das gotas por um jato de ar.

Este sistema permite controlar de

forma independente o tamanho da gota,

a vazão de pulverização e a velocidade

do ar, possibilitando ajustes totalmente

personalizados e específicos para cada

necessidade, que aparecem em um display

de LCD.

“Nosso principal objetivo com o Jacto

PJA-18 é permitir que os produtores

rurais pulverizem com mais eficiência alvos

difíceis, reduzindo consideravelmente

o desperdício de insumos. Nossos testes

apontam que é possível aumentar a

eficiência da aplicação em até 66%, reduzindo

o volume de pulverização em

até 658 L/ha na aplicação de produtos

de contato no tomate adulto em cultivo

protegido”, explica Iago Reis de Oliveira,

especialista de produtos da Jacto da

unidade de produtos portáteis.

Conectado ao celular, ele gera

relatórios de gestão

Outra novidade apresentada ao público

da Hortitec foi o Jacto DJB-20S,

o primeiro pulverizador e dosador costal

do mundo com a possibilidade de

se conectar via bluetooth e ser controlado

por meio de um aparelho celular. Um

dos diferenciais do produto é o relatório

de gestão gerado ao final da jornada

de trabalho.

“Ao longo da operação, o equipamento

grava as informações da quantidade

de doses e volume total aplicados,

gerando um relatório que futuramente

pode ser compartilhado com as empresas

que vão comprar o seu produto, principalmente

no caso de exportação, assim

como para facilitar a certificação frente

aos órgãos certificadores e suas fiscalizações”,

explica Iago.

Quando conectado ao celular com

a localização GPS habilitada, o Jacto

DJB-20S gera ao final do dia um mapa

operacional da aplicação realizada. Se

uma dose for utilizada para cada planta,

é possível contar a quantidade de plantas

em uma área e reconhecer os pontos de

mortalidade. Com este relatório é possível

melhorar a gestão da produção e

prever a produção total ao final da safra,

por exemplo, além de ter um controle da

infestação de pragas, como plantas invasoras,

assim como uma melhor gestão

dos operadores.

Novidades também em

adubação e poda

Para a adubação, a empresa lançou

dois modelos de distribuidores de grânulos,

o Jacto GW-55 e o Jacto GP-3.

Disponíveis em duas opções de tamanho

e forma de condução, os novos produtos

distribuem grânulos sólidos de forma

homogênea e contam com um sistema

de controle do volume de aplicação.

Foi apresentada também a nova linha

de tesouras manuais de poda, com

quatro modelos diferentes: tesoura de

poda Jacto PS-20, tesourão de poda

Jacto PS-30 e tesouras para colheita

modelos Jacto PS-10 e PS-11.

DAYMSA

ONDE A

PRODUTIVIDADE VEM

EM PRIMEIRO LUGAR

A

Daymsa chegou com tudo à

Hortitec. E foi sua linha de soluções

de alta tecnologia a responsável

por deixar o estande sempre cheio

de produtores interessados nas novas tecnologias.

“O Raditonic, um tônico radicular

que fortalece a raiz da planta, foi a

grande estrela, fortalecendo as plantas e

deixando-as mais resistentes ao ataque

de pragas de solo e mais eficiente para a

absorção de água e nutrientes, resultando

em mais produtividade”, conta Ederson

Melo, analista de marketing da Daymsa.

Entregando tantos benefícios, Raditonic

é acessível para desde o pequeno

ao grande produtor, para qualquer

cultivo.

Portfólio

A Daymsa tem outras excelentes soluções.

Além de Raditonic, outro destaque

em sua linha é o Naturamin WSP,

um bioestimulante que reduz a fitotoxidez

das plantas e promove a recupe-

102


EVENTO

ração em situações de estresse; Raiza,

que estimula o enraizamento em sua fase

inicial; Xylemax, para as fases de intenso

desenvolvimento vegetativo e reprodutivo,

que proporciona maior divisão celular;

Naturfruit, excelente produto

para enchimento de grãos e frutos,

e a linha de solo Naturvital,

que atua como melhorador

de solo, tendo como matéria-prima

os ácidos húmicos e fúlvicos derivados

de leonardita, retirados da mina

de propriedade da Daymsa.

A empresa

HORTITEC

Fotos Adrielle Teodoro

A Daymsa, de origem espanhola,

acaba de completar 40 anos em seu

país, e no Brasil está há 13 anos. Voltada

para a alta tecnologia, oferece

soluções para todos os níveis de

produtores, principalmente na parte

de estimulação de produção e

nutrição vegetal. A empresa atua

em todo o Brasil.

Equipe da Daymsa presente na Hortitec

agosto 2019

103


TÉCNICA

FOSFITO

FUNGICIDA

MAIS

PROTEÇÃO

PARA AS

CENOURAS

agosto 2019

Samia Rayara de Sousa Ribeiro

samiaribeiro@ufpr.br

Ana Carolina Lyra Brumat

anacarolinalb08@hotmail.com

Engenheiras agrônomas e doutorandas

em Agronomia/Produção Vegetal –

Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Ana Elsa Lyra Brumat

Engenheira agrônoma, mestra em

Produção Vegetal e bolsista pesquisadora

do Incaper

anaelisalbrumat@gmail.com

Jade Cristynne Franco Bezerra

Engenheira florestal e mestranda em

Agronomia/Produção Vegetal – UFPR

jadefranco9@gmail.com

Gustavo Antônio Ruffeil Alves

Engenheiro agrônomo, doutor em

Ciências Agrárias e professor da

Universidade Federal Rural da Amazônia

(UFRA)

gustavo.ruffeil@ufra.edu.br

Os fosfitos são exemplos de formulações

com grande potencial

para o controle de doenças.

São compostos derivados do ácido

fosforoso e comercializados como fertilizantes

e protetores de plantas sob várias

formulações, como fosfito de potássio,

cobre, manganês e zinco.

Se caracterizam por estimular o

crescimento das plantas, possuírem

Fotos Shutterstock

considerável ação fungicida e não apresentarem

efeitos fitotóxicos quando utilizados

em concentrações adequadas

(Tofoli et al. 2012). Além disso, possuem

alta estabilidade nas plantas, podendo

permanecer ativos por períodos

consideráveis oferecendo proteção à

planta por longos intervalos de tempo,

o que é desejável, diminuindo o número

de aplicações de fungicidas num sistema

integrado de manejo de doenças.

Vantagens

Os fosfitos têm a vantagem de serem

absorvidos por todas as partes vegetativas

da planta, como também em

raízes. Devido a sua ação sistêmica, é

possível corrigir deficiência de fósforo

nos cultivos a curto prazo e possuem

a facilidade de serem aplicados de diferentes

formas, como em sistemas de

irrigação, pulverizações foliares, pincelando

os troncos ou partes afetadas das

árvores e na imersão de plântulas antes

do transplantio.

Estão registradas no Brasil mais

de 15 doenças de cenoura, causadas

por fungos, vírus, bactérias e nematoides

das galhas. Destas, as doenças fúngicas

são amplamente responsáveis pela

maior parte dos danos ocorridos na cul-

104


TÉCNICA

tura, como a podridão de pré e pós-emergência

e queima das folhas, causadas

por fungos de Alternaria dauci e

Cercospora carotae, que resultam em falhas

no estande, para a podridão, e necrose

das folhas que dependendo do nível

de ataque pode causar a completa

desfolha da planta e, consequentemente,

resultar em raízes de tamanho pequeno,

na doença da queima das folhas.

Destaca-se também a podridão das raízes

causadas por fungos do gênero Sclerotium

rolfsii (Embrapa, 2008).

Por isso, muitos ensaios têm sido

feitos com os fosfitos para avaliar sua

eficiência no controle de doenças em

diferentes culturas, e têm-se encontrados

resultados muito satisfatórios no

controle destas. Em alguns casos, somente

o uso de fosfitos é suficiente para

o controle de doenças, não havendo necessidade

de se utilizar outros fungicidas

convencionais (Tofoli et al. 2012).

Na maioria dos estudos, parece

ocorrer uma ação curativa direta contra

os microrganismos, contudo, estes fosfitos

podem atuar também na indução de

resistência de plantas a doenças, ativando

seu sistema de defesa numa ação semelhante

às vacinas.

Essas moléculas são capazes de induzir

resistência em várias espécies de

planta contra um amplo espectro de patógenos

microbianos. Isso pode ocorrer

através da indução da síntese de substâncias

como fitoalexinas, produção de

proteínas de defesa (proteínas relacionadas

à patogênese), acúmulo de lignina,

fenóis solúveis, dentre outros, que

auxiliam as plantas no combate dos patógenos.

Controle ideal

Pode-se dizer que o uso de fosfitos

para o controle de doenças na cultura da

cenoura ainda requer mais estudos para

se fazer uma recomendação quanto ao

seu uso. No entanto, os melhores resultados

já avaliados, referem-se àqueles

para o controle de doenças causadas pelos

oomicetos, tais como Phytophthora,

Pythium e os míldios (Peronospora, Plasmopara,

Pseudoperonospora, Bremia, etc.).

Como os fosfitos são absorvidos por

toda parte da planta (parte aérea e raízes),

é preciso tomar cuidado quanto

às doses e periodicidade de aplicação

para que não gere fitotoxidade às plantas,

sendo necessário seguir as orientações

da bula recomendada pelo fabricante

do produto.

Recomenda-se preparo da mistura,

assim como sua aplicação em horários

de temperatura mais amenas, como

início da manhã e final da tarde, o que

evita a perda de potencial do princípio

ativo do produto por volatilização por

exemplo, assim como a perda de eficiência

e absorção do produto, devido à

deriva de produto ocasionada pelo vento,

já que a sua aplicação é feita principalmente

via pulverizações.

Viabilidade

Em geral, o uso do fosfito é de menor

custo ao produtor em relação a fungicidas

convencionais e podem propiciar

controle total e/ou parcial de

diversas doenças que atacam o cultivo

da cenoura.

Sendo incorporados aos métodos alternativos

de manejo de doenças, geram

resultados positivos não só em relação

à economia financeira, mas principalmente

à preservação do meio ambiente

e da saúde humana, pois além de serem

produtos menos tóxicos ao homem

e ao ecossistema, são compatíveis com

outras metodologias já empregadas no

manejo da cultura.

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BIOESTIMULAÇÃO & NUTRIÇÃO

NA MEDIDA CERTA


BRÓCOLIS

SAKATA

EXPERTISE E

INOVAÇÃO A

CONSAGRAM COMO

Foto BRÓCOLIS AVENGER - Sakata

LÍDER EM BRÓCOLIS

agosto 2019

A

multinacional Sakata possui grande

tradição e destaque no desenvolvimento

de sementes de diversos

segmentos hortícolas, como é o caso

da cultura do brócolis.

A empresa é líder mundial neste segmento

de mercado, oferecendo aos produtores

cultivares mais produtivas e adaptadas

às diferentes condições de produção,

em termos de clima e solo, bem como

hortaliças com excelência em qualidade,

sabor e nutrição aos consumidores.

Resultado de um intenso e eficiente

trabalho de pesquisa, a Sakata possui

hoje um portfólio já consagrado de variedades

de brócolis, que a destaca como

uma referência mundial no segmento.

Um exemplo disto é o híbrido brócolis

Avenger, líder em vendas, que foi desenvolvido

pela empresa especialmente para

o cultivo durante o inverno, sendo este o

período ideal para se obter o máximo do

potencial genético do material e, assim,

usufruir de uma experiência a campo extremamente

satisfatória.

Vale destacar que para chegar até o desenvolvimento

de uma cultivar de excelente

qualidade, como o Avenger, o tempo necessário

para sua criação é bastante longo.

Desde a pesquisa até a disponibilidade

comercial de uma nova variedade, o tempo

estimado é de pelo menos 10 anos.

E para lançar uma variedade são feitos

diversos ensaios, nos quais são avaliados

alguns requisitos, tais como: resistência

a pragas e doenças, facilidade de cultivo,

adaptação às diferentes condições climáticas,

rusticidade, produtividade, aparência

do produto, sabor e durabilidade pós-colheita.

Garantia de qualidade

do início ao fim

Além de toda a tecnologia genética

empregada nas sementes e dos testes realizados

a campo, para garantir um produto

de alto padrão ainda é preciso ter

um rigoroso controle de qualidade no processamento

das sementes em escala industrial,

que é a análise de certificação. Este

trabalho engloba a fase de produção das

sementes no campo, operação de colheita,

transporte, secagem, beneficiamento e

armazenamento.

Para que a semente possua qualidade

superior, ela deve apresentar determinadas

características fisiológicas e sanitárias,

tais como: altas taxas de vigor, germinação

e sanidade, garantia de pureza física e

varietal, além de não conter sementes de

ervas daninhas ou impurezas físicas.

Exige, também, um grande cuidado

para que as sementes não sejam infectadas

por agentes que possam causar doenças

e prejudicar a futura produção comercial.

E, depois de todos estes processos,

após a colheita nos campos de produção da

Sakata essas sementes são transportadas

até a empresa e passam por um rigoroso

processo de beneficiamento, são padronizadas

por tamanho e cor, garantindo que

todas estejam no mesmo estágio de maturidade.

Processos rigorosos garantem

a alta qualidade

A Sakata possui mais de 50 anos de

experiência em produção de sementes de

brócolis híbrido, com alto controle nos processos

de produção de sementes e monitoramento

da qualidade física, genética e sanitária.

Os híbridos de brócolis do Grupo

Sakata são produzidos nas unidades da

empresa no Chile e nos Estados Unidos e

são exportados para o mundo todo.

Os dois países são reconhecidos pela

qualidade na produção de sementes, pois

possuem as condições climáticas ideais

para a produção de sementes de brócolis

e uma rígida fiscalização no cumprimento

das regras de isolamento genético e de

manejo fitossanitário.

As sementes genéticas utilizadas na

produção dos híbridos são rigorosamente

analisadas por marcadores de DNA e testes

morfológicos (Grow Out), com intuito

de assegurar a qualidade das linhagens ao

longo das sucessivas safras de produção

das sementes comerciais.

Além disso, os lotes de sementes produzidos

no Chile e nos Estados Unidos são

importados, respeitando todos os processos

da legislação brasileira de sementes,

com laudos que comprovam a alta qualidade

fisiológica e sanitária dos materiais.

E mesmo não sendo exigida pela legislação

brasileira, a Sakata também realiza

análises por DNA e morfologicamente

de todos os lotes de sementes comerciais,

a fim de garantir ao produtor a qualidade

genética do híbrido.

A comercialização das sementes é liberada

somente após a finalização de todas

as análises em seu laboratório credenciado

e fiscalizado pelo Ministério da

Agricultura.

Qualidade como

resultado

Sementes de alta qualidade resultam

em plântulas fortes, vigorosas e bem desenvolvidas,

que se estabelecem com

maior velocidade de emergência e de desenvolvimento

das plantas, permitindo

assim uma lavoura com maior produtividade

e elevado desempenho agronômico.

Para auxiliar ainda mais o produtor

no cultivo, a Sakata lançou recentemente

um Manual Técnico para cultivo de bró-

106


BRÓCOLIS

colis, disponível para download no link:

https://www.sakata.com.br/catalogo/

manual-tecnico-brocolis-mg

Do produtor ao consumidor:

brócolis Avenger é o preferido

De coloração verde-azulada, cabeças

grandes, compactas e pesadas, o brócolis

Avenger, do segmento cabeça-única, é

a variedade destinada ao cultivo de inverno

preferida dos produtores de todo o continente

sul-americano. São inúmeras as

características que fazem deste híbrido

uma aposta certeira para o cultivo e a comercialização

em território nacional.

Dentre os principais diferenciais estão

os floretes bem definidos e de granulação

fina; a maior durabilidade pós-colheita,

com manutenção da cor e da qualidade do

produto por mais tempo; e a versatilidade

na comercialização, que pode ser tanto in

natura quanto processado.

Sistema radicular vigoroso e rústico

são outras duas particularidades da variedade,

que asseguram a grande produtividade

e o ótimo rendimento na lavoura. Seu

Sakata

ciclo médio de produção gira em torno

de 105 dias.

Todas estas características superiores

obtidas no campo refletem em um produto

de excelente qualidade, tanto para a

indústria de congelamento quanto para o

mercado fresco. As cultivares Sakata possibilitaram

a produção e oferta constante

de brócolis de qualidade, o que tem contribuído

significativamente para aumento

do consumo no mercado brasileiro desta

hortaliça, considerada um superalimento

pelas propriedades nutritivas e anticancerígenas

que possui.


ALGAS

agosto 2019

Shutterstock

LITHOTHAMNIUM

AUMENTOS NA PRODUTIVIDADE,

QUALIDADE E RENTABILIDADE

O

Brasil hoje importa cerca de 75%

dos fertilizantes utilizados pelo

agronegócio. Esta dependência

do produto importado onera toda a cadeia.

A indústria precisa equacionar os

desafios da tomada de decisão que atendam

à competitividade de custos (câmbio/preços/lead

time/capital de trabalho)

e também atender às necessidades

do produtor.

Na ponta do produtor, os custos com

fertilizantes representam mais que 35%

do total, sendo esta uma das principais

decisões a ser tomada todos os anos.

Soma-se ainda, negativamente, o fato

de os fertilizantes industriais NPK terem

baixa eficiência de aproveitamento pelas

plantas, sendo que quantidades expressivas

ficam retidas no solo e/ou são perdidas

por lixiviação, volatilização, entre

outros.

Ao contrário dos insumos NPK, os

fertilizantes vegetais provenientes da alga

marinha Lithothamnium possuem matéria-prima

renovável e nacional.

Esta alga é conhecida há mais de 200

anos e vem sendo explorada nos últimos

30 anos por países da Europa e Ásia,

para oferecer nutrição animal, vegetal e

humana.

Por possuir macro e micronutrientes

minerais de rápida liberação, substâncias

orgânicas peculiares das algas marinhas,

carbonatos biogênicos e estrutura celular,

como microporos que abrigam microrganismos

e retêm umidade, a alga Lithothamnium

atua não só como fertilizante,

mas também como excelente condicionador

químico e biológico do solo, melhorando

a eficiência dos adubos NPK.

Lithothamnium pode ser aplicado em

mistura com o NPK ou separado, porém,

neste caso precisa ser aplicado no mesmo

lugar, preferencialmente perto das raízes.

Em campo resultados

são visíveis

Como potencializador dos adubos

NPK, diversos trabalhos de campo mostram

que, na presença do Lithothamnium,

foi possível atingir os patamares desejados

de produtividade utilizando níveis mais

ajustados de NPK, possibilitando ao produtor

equalizar a adubação, reduzir os

desperdícios e, consequentemente, economizar

e lucrar mais.

“Cada vez mais os estudos de campo

estão demonstrando o que já foi comprovado

em pesquisas científicas em todo

o mundo: fertilizantes biológicos provenientes

da alga Lithothamnium conseguem

aumentar a produtividade e melhorar

a qualidade das lavouras com baixo

investimento, atendendo às principais demandas

dos agricultores”, explica Ricardo

Macedo, gerente de pesquisa e desenvolvimento

da iniciativa privada.

“Além disso, trata-se de um produto

de matéria-prima 100% nacional, certificado

para cultivos orgânicos (IBD), renovável

e sustentável”, completa o especialista,

que é doutor e o principal

especialista em estudos com a alga Lithothamnium

no Brasil.

108


OPÇÃO

Fotos Fundecitrus

PORTA-ENXERTO

A IMPORTÂNCIA DE ESCOLHER BEM

Rhaiana Oliveira de Aviz

Graduandas em Agronomia

- Universidade Federal Rural

da Amazônia (UFRA)

rhaianaoliveiradeaviz@gmail.com

Luciana da Silva Borges

Doutora, professora – UFRA e

coordenadora do Grupo de Pesquisa

em Horticultura da Amazônia

(HORTIZON) e Núcleo de pesquisa em

agroecologia (NEA)

luciana.borges@ufra.edu.br

Luana Keslley Nascimento Casais

luana.casais@gmail.com

Atualmente a citricultura desempenha

uma das principais atividades

agrícolas do Brasil, sendo

um de seus produtos o suco de laranja, líder

em produção e comercialização mundial.

Esta é uma das áreas mais promissoras

da agricultura, pois apresenta cadeia

completa e tecnologias avançadas, desde a

produção de mudas até o processamento

de subprodutos.

Porém, é impossível obter sucesso

na produção do citros sem atentar para a

produção de mudas, pois este é um dos

insumos mais importantes, e por isso necessita

de cuidados redobrados quando o

que está em jogo é uma boa produtividade

futura.

Mudas certificadas

Para a produção adequada de mudas

certificadas de citros é necessário atentar

para alguns cuidados, tais como a correta

escolha dos porta-enxertos e copas que

possam resultar numa planta adequada

às diversas situações, como tipos de climas,

doenças e pragas.

Segundo a Embrapa (2016), a produção

de porta-enxertos tem sido realizada

utilizando o mesmo telado para a produção

das mudas. Essa medida visa uniformizar

os tratos culturais e manter condições

de temperatura e umidade mais

favoráveis à germinação e ao desenvolvimento

inicial das plântulas.

Além disso, a Embrapa (2016) também

ressalta que, para um bom porta

-enxerto, as características a seguir devem

ser levadas em consideração, como

elevado número de sementes por fruto,

capacidade de adaptação às condições de

clima e solo, resistência ou tolerância a vírus

e a outros organismos destrutivos, indução

de produção precoce de frutos às

copas, compatibilidade com copas de alta

produtividade, redução do porte da combinação

copa-porta-enxerto, tolerância à

seca, ao alumínio, à salinidade, ao frio

(geadas), indução de produção de frutos

de boa qualidade, determinação de

longevidade à combinação de copa-porta-enxerto,

alta eficiência no aproveitamento

de fertilizantes e indução de alta

eficiência produtiva.

Pompeu junior (2005), em sua pesquisa,

verificou que em 80% dos pomares

brasileiros o porta-enxerto limoeiro

‘Cravo’ (C. limonia Osbeck) é o mais

utilizado, por apresentar alto vigor, tolerância

ao estresse hídrico, fácil obtenção

de sementes, bom pegamento de mudas

no plantio, rápido crescimento, produção

alta e precoce, com frutos de qualidade

regular, além de ser compatível com todas

as variedades copa, e para quem produz

na região sudeste, apresenta média

tolerância ao frio.

Mas, além deste tipo de porta-enxerto

temos também outras cultivares bastante

utilizadas nos pomares brasileiros,

como a ‘Cleópatra’ (C. reshni hort. ex Tanaka),

que confere bom desenvolvimen-

agosto 2019

109


OPÇÃO

O substrato utilizado deve ser bem

aerado

Porém, deve-se atentar para alguns

fatos, como a questão que, como somente

alguns porta-enxertos são utilizados, os

riscos fitossanitários são grandes, fazendo-se

necessário a rotação de matrizes

na formação de mudas, a fim de evitar

danos futuros.

Outro fator que deve ser levado em

consideração é o tipo de copa que se quer

utilizar, pois deve haver uma boa harmonia

na combinação dessas duas partes,

a fim de que se produza mudas fortes

e bem adaptadas à região onde serão

utilizadas, aproveitando o máximo que

elas poderão oferecer.

Passo a passo

agosto 2019

to e uniformidade às plantas, mas apresenta

uma produção inicial lenta, sendo

mais exigente em nutrientes e menos tolerante

à seca.

A cultivar ‘Sunki’ (C. sunki (Hayata)

é uma tangerineira que, após passar

por seleção natural, deu origem à ‘Sunki

Tropical’, que apresenta precocidade de

produção, além de maior produtividade

e menor oscilação de safra.

O ‘Citrumelo Swingle’ (Citrus paradisi

x Poncirus trifoliata) é um híbrido bastante

utilizado como porta-enxerto, muito

produtivo, porém, as plantas resultantes

desse porta-enxerto são bastante exigentes

em adubação. Por outro lado, apresentam

resistência à gomose, à tristeza,

ao nematoide e ao frio.

A ‘Trifoliata’ (Poncirus trifoliata) é

uma planta suscetível à seca, bastante indicada

para a região sul do País, apresenta

menor tamanho de copa e os frutos

têm um alto teor de açúcar.

Estes são os porta-enxertos mais usuais

em nossos pomares, porém, com o

avanço da tecnologia e pesquisa, já podemos

encontrar no mercado outras cultivares

com grande potencial produtivo

e características próprias para produção

em cada região brasileira.

A hora da escolha

Incialmente, para escolher corretamente

o porta-enxerto mais adequado,

deve-se levar em consideração a região

em questão, onde estas mudas de citros

serão produzidas.

O porta-enxerto escolhido deve apresentar

características coerentes com a situação

local, como tolerância à temperatura

da região, tipo de solo existente

e doenças mais comumente ocasionadas

na área.

Pompeu Junior (1991 e 2005) constatou,

em sua pesquisa, que os porta

-enxertos afetam várias características

de produção e patológicas dos citros,

como: absorção, síntese e utilização de

nutrientes; composição química das folhas

e transpiração; precocidade de produção,

porte e longevidade das plantas;

peso, maturação e permanência de

frutos na planta; coloração da casca e do

suco; teores de açúcares, ácidos e de outros

componentes do suco; tolerância a

pragas, doenças e fatores abióticos; qualidade

da fruta e produtividade.

Segundo a Embrapa (2008), nas regiões

nordeste e sudeste do Brasil, onde

condições de clima são predominantemente

tropical e subtropical, o limoeiro

‘Cravo’ (Citrus limonia Osbeck) é o porta-enxerto

mais utilizado, por contar com

características hortícolas, como: maior vigor,

produtividade e longevidade às copas;

além de ser indicado para todas as

cultivares-copa, tanto em solos arenosos

quanto argilosos; e ser tolerante à seca,

fator esse muito importante.

De início, as sementes que serão utilizadas

devem ser certificadas e provenientes

de plantas matrizes. Essas sementes

deverão ser semeadas em bandejas, sacos

plásticos ou tubetes, sendo estes últimos

os mais recomendados, segundo

Oliveira et al. (2001).

O substrato utilizado deve ser bem

aerado, com capacidade de retenção e

drenagem de água adequados, devendo

estar isento de nematoides e patógenos.

Deve, ainda, conter uma nutrição adequada

para o bom desenvolvimento dos

porta-enxertos.

No ato da semeadura devem-se utilizar

de duas a três sementes por saco

plástico ou tubete plástico a uma profundidade

de no máximo 3,0 cm. Após a

emergência das mesmas, um desbaste

deve ser efetuado deixando apenas a

plântula mais vigorosa.

A irrigação deve ser constante, evitando

deixar o substrato seco ou encharcado.

A partir da primeira folha definitiva,

deverão ser efetuadas adubações nos

porta-enxertos a fim de potencializar o

seu crescimento e uniformidade, sempre

conforme a necessidade das plantas, sem

que haja excessos.

Essas plantas devem ser cultivadas no

viveiro onde as mudas de citros serão produzidas

a fim de reduzir custos e facilitar

o manejo. O local pode ser coberto

com sombrite nas laterais e teto. A porcentagem

de escurecimento dessa tela

deve ser de acordo com a região de produção

dos porta-enxertos.

A partir dos quatro a cinco meses

110


OPÇÃO

após a semeadura os porta-enxertos já

se encontram numa altura de 15 a 30

cm, com enraizamento bem desenvolvido.

Pode ser feito o transplante para recipientes

maiores, conduzindo-os com

uma única haste para a posterior enxertia.

Erros

Os erros mais frequentes podem começar

no início, na aquisição das sementes.

O produtor deve sempre optar pela

compra de sementes certificadas, levando

em conta a procedência desse material.

Deve ser feito um levantamento de cultivares

para a identificação da que mais

se adaptará às condições de clima e solo

da região, pois é imprescindível que o

porta-enxerto escolhido atenda a todos

os requisitos para um bom desempenho

em campo.

Outro erro muito comum que ocorre,

mas que deve ser levado em consideração,

é a escolha da copa que irá formar

a muda de citros. Esta deve apresentar

as características mais próximas possíveis

da cultivar escolhida como porta-enxerto,

a fim de que, juntas, elas possam ter uma

boa harmonia de composição, e deem

origem a uma muda boa, resistente e vigorosa.

O manejo também compõe outro fator

limitante no bom desempenho desse

porta-enxerto, pois é por meio dele que

essa planta desempenhará todo o seu

potencial produtivo.

É necessária uma adubação que atenda

às necessidades nutricionais em todas

as fases de cultivo, além da proteção

da muda em viveiro, que deve ampará-la

durante as fases de germinação, enxertia

e desenvolvimento contra pragas e intempéries

ocasionais, até que o transplante

seja efetuado.

Obstáculos

Um obstáculo que vem provocando

diversos problemas e deve ser considerado

é a falta de diversidade de porta-enxertos

no pomar. A utilização de

apenas um tipo de porta-enxerto pode

tornar o pomar suscetível a doenças e,

consequentemente, a perdas futuras.

Portanto, a diversificação é muito importante

quando o que está em jogo é a

segurança e rentabilidade econômica futura.

Custo-benefício

Uma produção própria de porta-enxertos pode significar maior economia

quando confeccionados de forma correta, pois dentre os insumos utilizados na

produção de mudas de citros, substrato e porta-enxerto são os mais importantes,

representando 20,7% do custo de produção (Bremer Neto et al. 2015).

Custos com mão de obra são os que mais encarecem a produção de porta-enxertos,

com 48% do custo total, no entanto, um porta-enxerto produzido pelo

próprio produtor pode custar em torno de R$ 0,60, uma excelente aposta quando

se espera por uma melhor lucratividade.

A correta escolha dos porta-enxertos e copas é fundamental

agosto 2019

111


MORANGO

agosto 2019

FUNGOS DO BEM

CONTROLAM ÁCARO RAJADO DO MORANGO

Ronnie Tomaz Pereira

Engenheiro agrônomo e mestrando em

Horticultura pela UNESP-FCA

ronnie@educarpv.com

O

uso de produtos biológicos na

agricultura tem se intensificado

ano a ano. Dados da Associação

Brasileira de Empresas de Controle

Biológico (ABCBio) mostram que

os produtos biológicos para controle de

pragas e doenças teve um crescimento de

78% em 2018 em relação a 2017, quando

se observam os valores movimentados.

Ao mesmo tempo, os consumidores

têm se preocupado cada vez mais, não

apenas com a qualidade estética dos produtos

consumidos, mas também com a

rastreabilidade dos mesmos, afim de saber

se o produtor utiliza técnicas de cultivo

sustentáveis, que tragam um alimento

seguro do ponto de vista da sanidade,

valorizando produtos certificados, seja no

sistema orgânico, seja no sistema integrado,

ou ainda no convencional, mas

que respeite a cartilha das boas práticas

agrícolas.

Essa mudança em relação às exigências

do consumidor culminou na recente

Instrução Normativa Conjunta nº

02/2018, da Agência de Vigilância Sanitária

(Anvisa) e do Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento (MAPA),

que regula os procedimentos para aplicação

da rastreabilidade ao longo da cadeia

de produtos vegetais frescos voltados

para a alimentação humana, com a

finalidade de monitoramento e controle

dos resíduos de agrotóxicos.

Estudos

Frente a esse cenário, muitos são os

estudos desenvolvidos visando o uso de

agentes de controle biológico, já que geralmente

apresentam toxicidade baixa ou

nula em relação ao ambiente e ao homem.

Um agente de controle biológico é

definido como qualquer organismo que

desempenhe controle sobre os insetos

-praga. Dentre eles podemos destacar os

insetos predadores, que atuam de forma

a competir com o inseto-praga, predando-o,

e os entomopatógenos, ou “microrganismos

do bem”, que são seres capazes

de provocar danos aos insetos-praga. Esses

microrganismos podem ser desde bactérias

até fungos.

Ao contrário do que popularmente

se pensa, nem todos os fungos causam

doenças às plantas e ao homem. Existem

alguns fungos específicos que são

benéficos às plantas e maléficos às pragas

- os chamados “fungos do bem”.

Para a cultura do morangueiro, o uso

de agentes como o Neoseiulus californicus,

um tipo de ácaro predador, já é bastante

conhecido, no entanto, o uso de fungos

não estava totalmente definido.

Danos

Alexandre Moura

O ácaro rajado é capaz de causar danos

a mais de 200 culturas, sendo praga-chave

para a cultura do morangueiro.

Mas, o uso de fungos pode diminuir

a incidência da praga.

Nos últimos anos, estudos vêm sendo

conduzidos utilizando os fungos Beauveria

bassiana e Metarhizium anisopliae

de diferentes formas, com sucesso

no controle do ácaro rajado.

Os conídios, estruturas de propagação

desses fungos, germinam na superfície

do inseto-praga, penetrando em

seu tegumento, colonizando-o internamente.

A liberação de toxinas no interior

do inseto reduz sua mobilidade até

a morte.

Insetos colonizados pelo fungo tornam-se

duros e cobertos por uma camada

pulverulenta de conídios, visível a

olho nu em tons de branco. Todo o processo

ocorre até 12 dias após a aplicação,

dependendo das condições climáticas.

Os consultores e representantes comerciais

Anderson Sena e Ronaldo Lima

relatam bons resultados obtidos nas propriedades

em que prestam serviços. Em

levantamento realizado, os mais de 50

produtores atendidos na região sul do

Estado de Minas Gerais utilizam esses

fungos no controle do ácaro.

As propriedades trabalham no sistema

de produção integrada, sendo que

112


MORANGO

a estratégia de combate ao ácaro rajado

adotada por eles se dá pelo uso de ácaros

predadores e produtos à base de fungos.

É importante destacar, também, que

não se utiliza o controle químico nessas

propriedades, uma vez que o controle biológico

é afetado negativamente pelo uso

do controle químico.

Manejo

O modo de aplicação utilizado é a

pulverização de Beauveria bassiana e Metarhizium

anisopliae. As doses recomendadas

são 100 gramas para Beauveria e 40

gramas para Metarhizium em 100 litros

de água, para 1,0 hectare.

A aplicação deve proporcionar contato

direto entre o produto e as pragas. Deve-se

aplicar, preferencialmente, no final

da tarde ou em dias nublados com temperatura

entre 25 e 35°C e umidade relativa

do ar mínima de 60%, não se esquecendo

de realizar a limpeza prévia do equipamento

de pulverização.

As aplicações em caráter preventivo

devem ser realizadas uma vez ao mês,

enquanto que para aplicações de caráter

curativo vêm sendo adotadas operações

semanais.

Em relação ao custo-benefício, a técnica

é vantajosa, uma vez que as doses utilizadas

são relativamente baixas, e os produtos

têm um custo menor quando se

compara o custo total de aplicação em relação

às demais técnicas.

É necessário que o produtor verifique

os valores dos produtos à base das

espécies de fungos citados junto aos representantes

das empresas de controle

biológico em sua região. Segundo relatos,

não se observa em campo alteração

grosseira de produtividade, no entanto,

o ganho real desse tipo de aplicação é

a efetividade no controle da praga e a

redução do uso de defensivo químico,

com consequente ganho de qualidade

e segurança para o consumidor, com a

possibilidade de busca por certificações

ao se adotar essa e as demais técnicas da

agricultura sustentável.

Vale a pena?

As aplicações dos “fungos do

bem”, por meio de pulverizações, não

são a única forma de utilização desses

microrganismos. Pesquisa ainda

em fase de conclusão traz como

forma de utilização a inoculação desses

fungos nas raízes das plantas, por

meio de solução contendo esses seres,

sendo observados ganhos tanto em

relação ao crescimento e desenvolvimento

quanto ao controle do inseto

-praga em si.

O uso desses fungos benéficos

apresenta-se com enorme potencial

de crescimento, podendo já

ser usado como mais uma ferramenta

de controle de pragas, à disposição

do agricultor, por meio dos diversos

produtos registrados no Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(MAPA).

Shutterstock


TELAS

MAÇÃS

CULTIVO SOB TELAS ANTIGRANIZO

Fotos Fernando José Hawerroth

agosto 2019

Fernando José Hawerroth

Pesquisador em Manejo e Fisiologia

de Frutíferas - Estação Experimental

de Fruticultura de Clima Temperado,

Embrapa Uva e Vinho

fernando.hawerroth@embrapa.br

Gilmar Ribeiro Nachtigall

Pesquisador em Nutrição de Plantas -

Estação Experimental de Fruticultura de

Clima Temperado, Embrapa Uva e Vinho

A

região sul do Brasil, apesar de

ter importantes características

climáticas para a produção de

frutíferas de clima temperado, como a

macieira, apresenta a ocorrência de precipitações

de granizo com certa frequência,

a qual implica em prejuízos significativos

ao setor frutícola.

De acordo com Martins et al. (2017),

o Sul do Brasil é a região com maior número

de eventos destrutivos do País vistos

por satélite, apresentando uma frequência

de ocorrência de granizo muito

superior ao observado em outros Estados

brasileiros.

A ocorrência de precipitações de granizo

causa danos imediatos à produção,

além de danos que podem ter reflexos

negativos por alguns ciclos produtivos.

Em macieira, se o fruto for atingido por

granizo logo após a floração, as frutas ficam

deformadas, depreciando sua qualidade.

Em frutos maiores, os danos por granizo

resultam em lesões que favorecem

a entrada de patógenos, impossibilitando,

muitas vezes, sua comercialização.

Quando em intensidade alta, o granizo

pode comprometer produções futuras

devido ao dano causado nos ramos e

nas folhas das plantas, além de favorecer

o desenvolvimento de doenças.

Solução

A frequência de ocorrência de granizo

no Sul do Brasil é maior do que em outros

Estados. Os riscos inerentes à ocorrência

desse evento climático são grandes, repercutindo

em prejuízos à produção e

qualidade de frutos, além de aumentar os

problemas de ordem fitossanitária em virtude

das lesões ocasionadas em frutos,

folhas e caule.

A solução é o sistema de produção de

macieiras sob tela antigranizo, mas que

demanda manejo diferenciado, uma vez

que as condições de microclima, sombreamento,

crescimento e desenvolvimento

das plantas são diferentes do manejo

utilizado em plantas conduzidas sob

céu aberto.

Demanda crescente

A utilização de telas antigranizo tem

sido a principal estratégia utilizada pelos

produtores de maçãs para minimizar os

riscos de danos pelo granizo, e apesar de

seu elevado custo, seu emprego tem aumentado

em pomares de macieiras nos

Estados de Santa Catarina e Rio Grande

do Sul.

114


TELAS

É uma tecnologia de grande eficiência

para controle de danos provocados por

este evento climático, porém, tem um impacto

significativo na fisiologia da macieira,

com reflexos no crescimento/desenvolvimento

das plantas, capacidade

produtiva e qualidade dos frutos.

Dentre as principais implicações do

uso da tela antigranizo na cultura da macieira

pode ser destacado o aumento do

desenvolvimento vegetativo, possíveis

problemas quanto ao manejo da carga de

frutos e menor desenvolvimento da coloração

dos frutos.

Frente a esses problemas, a utilização

do sistema de tela antigranizo exige

também a compreensão da necessidade

de um manejo diferenciado, uma vez

que as condições de microclima, sombreamento,

crescimento e desenvolvimento

das plantas são diferentes do manejo

utilizado em plantas conduzidas sob

céu aberto.

Investimento

O custo de utilização do sistema

de proteção com telas antigranizo varia

de R$ 35.000,00 a R$ 55.000,00 por

hectare. Menores custos são verificados

quando produtores/empresas dispõem

de sistema próprio para tratamento dos

postes utilizados para suporte à tela antigranizo.

A elevada frequência e severidade do

granizo nas principais regiões produtivas

de macieira, sobretudo nas de maior altitude,

justifica a utilização do sistema.

O retorno do investimento será obtido

já no primeiro ano após a instalação,

quando da ocorrência do granizo nesse

período.

Pesquisas em andamento

Danos por granizo em macieira

tela antigranizo.

As ações de pesquisa relacionadas à

caracterização dos efeitos das telas antigranizo

na resposta produtiva da macieira

contemplam a avaliação de diferentes

tecnologias de tela antigranizo,

dentre as quais podem ser destacadas as

telas antigranizo fotosseletivas e as telas

com menores níveis de sombreamento.

Mediante a parceria entre Embrapa

Uva e Vinho, Agropecuária Schio e

Polysack foi implantado projeto para avaliação

de telas fotosseletivas (telas com

a propriedade de alterar o espectro de

luz) na cultura da macieira (Chromatinet®

Leno Perola, Chromatinet® Leno

Amarela, Chromatinet® Leno Vermelha,

Telas fotosseletivas

Chromatinet® Leno Azul), comparando

-as com as telas antigranizo preta, mista

e ao ambiente sem tela antigranizo.

Paralelamente a essa ação de pesquisa,

estão sendo avaliados protótipos de

tela antigranizo com níveis de sombreamento

inferiores a 12% (telas da Têxtil

Kopruch e telas da Roma).

Além dos impactos na resposta produtiva

da macieira, parâmetros relacionados

à durabilidade das telas estão sendo

mensurados.

Com o conjunto de ações nesse segmento,

espera-se dispor de informações

técnicas para subsidiar técnicos/produtores

na escolha das telas antigranizo para

cobertura dos pomares.

A Embrapa Uva e Vinho, por meio

da Estação Experimental de Fruticultura

de Clima Temperado (EFCT), tem

realizado pesquisas direcionadas à produção

de macieiras sob tela antigranizo,

visando a regularização dos índices produtivos

e melhoria da qualidade de maçãs

produzidas em ambiente protegido.

As ações de pesquisa são direcionadas

em duas frentes: 1) caracterização dos

efeitos das telas antigranizo na resposta

produtiva de macieiras no Sul do Brasil;

e 2) aperfeiçoamento de tecnologias

no manejo de pomares de macieira sob

agosto 2019

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TELAS

Fotos Ginegar

GINEGAR

QUALIDADE E TECNOLOGIA

EM TELAS PARA FRUTAS

Figura 1. Área experimental da

Ginegar em parceria com a Embrapa

e Schio para obter soluções em

produção de maçãs com avaliação

das telas antigranizo preta e branca e

das Chromatinet ® Leno amarela, azul,

e azul e pérola.

agosto 2019

Gilberto Rostirolla Batista de Souza

Departamento de Pesquisa e

Desenvolvimento – Ginegar Brasil

gilberto@ginegar.com.br

A

produção agrícola em ambiente

protegido foi desenvolvida

para aumentar a produtividade

e tornar as plantações menos vulneráveis

às variações climáticas. Essa tecnologia

surgiu para contornar os problemas

que as variações climáticas bruscas

causam às lavouras. Com a evolução do

cultivo em ambiente protegido, a Ginegar,

empresa especializada em materiais

para o agronegócio, apresenta inovações

em telas com excelente qualidade e alta

tecnologia por meio de sua equipe de pesquisa

especializada.

As altas temperaturas, granizos, chuvas

em excesso, ventos fortes e elevada radiação

solar são alguns fatores de maior

risco em causar danos às frutas, pois favorece

o aparecimento de doenças e distúrbios

fisiológicos que resultam em quebra

de produção ou perdas de qualidade dos

produtos gerados.

A melhor forma de assegurar a produção

de frutas é com a cobertura do pomar

e, para isso, é necessário a escolha do

produto correto para minimizar os efeitos

adversos desses fatores.

As telas antigranizo são utilizadas

para proteger culturas como: macieira,

pessegueiro e frutas de caroço em geral,

videiras, kiwizeiro, etc.

Portfólio

A Ginegar, empresa líder em pesquisa,

desenvolvimento, fabricação e

comercialização de telas de alta qualidade,

possui em seu portfólio produtos

específicos para as diferentes condições

climáticas, que atendam às exigências de

cada cultura, trazendo soluções para o

produtor rural.

Recomendações

O primeiro passo para a implantação

de um sistema de cultivo em ambiente

protegido é a escolha da tela correta para

a cobertura, a qual deve apresentar longa

durabilidade, grande resistência mecânica

e permitir a transmissão e qualidade

de luz adequadas para cada cultura.

As telas antigranizo pretas e brancas

apresentam 10 anos de garantia contra

degradação UV, asseguram proteção contra

danos por granizo e reduzem a velocidade

dos ventos dentro do pomar.

A economia promovida pela cobertura

do pomar em uma chuva de granizo

forte é o suficiente para garantir o retorno

do investimento com as telas antigranizo.

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TELAS

Soluções

Figura 2. Macieiras cultivadas sob a Chromatinet Leno Pérola FS, com alta qualidade de

frutos produzidos

A Ginegar é uma das principais

fabricantes de tecnologias em filmes

plásticos e telas de sombreamento no

mundo, e se caracteriza pela preocupação

em desenvolver soluções para

os mais diversos cultivos e climas para

a produção em cultivo protegido.

Nosso corpo técnico especializado

tem por função sempre orientar

o produtor agrícola na escolha mais

adequada para a sua cultura e necessidades

para cada fase de desenvolvimento

e período do ano.

O nosso contínuo investimento

em pesquisa e desenvolvimento garantem

ao produtor agrícola brasileiro

a segurança em adquirir tecnologias

comprovadamente eficientes

aos seus cultivos, promovendo maiores

rendas ao produtor rural.

Figura 3. Porcentagens de maçãs Gala destinadas à indústria, com

queima de sol (golpe de sol), produzidas sob Chromatinet ® Leno

Pérola FS em comparação com tela branca

Figura 4. Quantidade de frutos em cada categoria de classificação

de maçãs Gala produzidas sob Chromatinet ® Leno Pérola FS em

comparação com tela branca.

agosto 2019

Alta transmissão de luz

A Ginegar apresenta a linha de telas

de alta transmissão de luz, desenvolvidas

especialmente para a produção de

frutas na região sul do Brasil, de 8% a

12% de sombreamento.

Aliada à maior entrada de radiação

solar, a Ginegar desenvolveu as telas

com alta porcentagem de difusão de

luz e as que promovem fotoconversão,

as quais modificam o espectro da luz

para a faixa utilizada pelas plantas – a

chamada radiação PAR.

Essas telas reduzem o efeito de sombra,

aumentando a entrada de luz na copa

das plantas, e fornecem melhor qualidade

de luz às plantas - são chamadas Chromatinet®

Leno FS.

A Chromatinet® Leno Pérola FS

é uma ótima opção à tela branca comumente

utilizada, classificada como a melhor

existente no mercado. A Leno Pérola

concilia a tecnologia de alta qualidade de

luz para produção de frutos com maior

qualidade com a longa durabilidade, recebendo

o selo de 10 anos de garantia

contra degradação UV.

A Chromatinet® Pérola aumenta a

difusão de luz, resultando em maior entrada

de luz nas gemas reprodutivas e

na redução de frutos de maçãs com injúrias

causadas por queima de sol (golpe

de sol). Outro resultado alcançado com

a aplicação desta tecnologia nos pomares

de macieiras foi o aumento na quantidade

de frutos CAT 1, trazendo maior

rentabilidade à produção agrícola e maior

lucro ao empresário rural.

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