Revista VOi 166

jota.2016

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Beto MADALOSSO, chef do

restaurante Forneria Copacabana

Do Madalosso à

Forneria Copacabana

“Nasci dentro de uma família de restaurantes, por isso costumo dizer que fui engolido por um sem nem me dar conta,

quando vi já era parte da engrenagem. Meu pai ainda dizia: “se algum dia quiser ter seu próprio negócio, vai ter que aprender

a cozinhar. Então, com uns 14 ou 15 anos de idade, comecei a fazer almoço em casa com a minha mãe. Depois, um

pouco mais maduro, morei em Nova York, onde estagiei em um restaurante. Por lá, cuidava da cozinha da Famiglia Fadanelli.

Mais tarde, fiz um curso de chef no Centro Europeu. Hoje em dia não trabalho diretamente na cozinha, faço mais a parte

empresarial, mas a culinária ainda é a minha grande paixão. Na posição de líder, aprendi que no restaurante há uma tensão

infinita, porque a comida me cobra o dia inteiro. Ela me cobra da qualidade estar boa, dos ingredientes, e do gosto da clientela.

Mas, domesticamente falando, cozinhar é um dos poucos momentos em que ainda se estabelece alguma relação com

a nossa essência. É lindo ver a transformação do alimento e, poder comer aquilo que fizemos, é um ato de amor. Hoje, sou

dono do Forneria Copacabana.

O estabelecimento deu muito certo, assim como o Madalosso, que tem como um dos sócios o meu pai. Cresci aprendendo

que ser dono de um lugar é uma conquista, nada vem de mão beijada, apesar das oportunidades e da retaguarda cultural

que tive, ser um empresário independente foi um grande desafio. E, mesmo cozinhando todos os dias para tanta gente, ainda

guardo com carinho os alimentos caseiros e sentar à mesa com família, isso não tem preço. Se pudesse dar um conselho ainda

para as pessoas, diria para valorizarem as receitas simples, os ingredientes que as protagonizam e o uso de panelas e facas

adequadas. O segredo está no risco e no básico!”

Fotos: divulgacão

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agosto 2019

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