Newslab 152

newslab.analytica

A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

Ano 26 - Edição 152 - Fev/Mar 2019

Artigo 1

Cistatina C: um novo

biomarcador do infarto do

miocárdio

Artigo 2

Relação entre as síndromes:

metabólica e do ovário

policístico

Artigo 3

Anemia autoimune

hemolítica primária:

Aspectos Gerais

Nova seção

Lady News: Por que a OFAC tem conquistado progressivamente

espaço no mercado virtual das Análises Clínicas?

Direito e saúde

Recondicionamento de produtos para saúde usados – desafios para uma nova

regulação do tema pela ANVISA

R$ 25,00

E muito mais


evista

Ano 26 - Edição 152 - Fev/Mar 2019

editorial

Uma edição especial para

as mulheres

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher (08/03), a Newslab apresenta uma edição

mais que especial.

Isso se deve ao fato de que a partir desta edição 152 iniciamos uma parceria com a Ofac (Organização

Feminina de Análises Clínicas), e com isso criamos uma nova seção na revista: “Lady News”. Esse espaço

terá como escopo uma abordagem da área de análises clínicas na visão feminina, abrangendo desafios

e perspectivas profissionais.

Além disso, como a organização possui membros em quase todos os estados do Brasil, os leitores poderão

notar a cada edição, de forma bem particular, as nuances do trabalho delas, já que as autoras dos

artigos se revezarão a cada Newslab. E mais: será possível perceber diferenças não apenas na questão

regional, mas também do ponto de vista profissional, pois a Ofac é composta por gestoras, empreendedoras,

profissionais técnicas, ocupantes de cargos políticos de órgãos ou sociedades das análises clínicas.

Há de se destacar ainda que a Ofac possui presença significativa nas redes sociais, além de criar o

Ofac Convida, um meio interessante de oferecer palestras de grandes nomes das análises clínicas via

WhatsApp para quem quiser participar, com direito a sorteio de brindes e perguntas ao final de cada

palestra. Com isso, a Newslab só tem boas expectativas sobre essa parceria.

Ainda nessa edição os leitores poderão contar com excelentes artigos, que transitam nas áreas técnicas,

jurídicas e administrativas, mas sempre com foco em análises clínicas e diagnósticos.

Boa leitura!

Expediente

Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Paolo Enryco - MTB nº. 0082159/SP | redação@newslab.com.br

Assessoria de Imprensa: | publicidade@newslab.com.br | Assinaturas: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues - 11 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Coordenação de Arte: HDesign - arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Vox Gráfica | Periodicidade: Bimestral

06

Ano 26 - Edição 152 - Fev/Mar 2019

DEN Editora - Revista NewsLab - Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

tel.: 11 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 74.310.962/0001-83 - Insc. Est.: 113.931.870.114 - Issn 0104-8384

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019


evista

1

Ano 26 - Edição 152 - Fev/Mar 2019

Date: Sept. 24-27, 2019

Booth No.: 112

010

normas de publicação

para artigos e informes assinados

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para publicação de artigos, aos autores interessados.

Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo

as normas para publicação de artigos, aos autores

interessados. Caso precise de informações adicionais,

entre em contato com a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos educacionais,

resumos de teses etc. Os editores levarão em

consideração para publicação toda e qualquer contribuição

que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores. Os autores deverão informar

todo e qualquer conflito de interesse existente, em

particular aqueles de natureza financeira relativo a

companhias interessadas ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados com a

contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de

compromisso assinado por todos os autores, atestando

a originalidade do artigo, bem como a participação

de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português,

mas com Abstract detalhado em inglês. O Resumo

e o Abstract deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

TELEFONE: (11) 3900-2390

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Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes assinados

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300 dpi’s, com extensão em TIF ou JPG.

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por e-mail, ordenados em título, nome e

sobrenomes completos dos autores e nome da

instituição onde o estudo foi realizado. Além disso,

o nome do autor correspondente, com endereço

completo fone/fax e e-mail também deverão constar.

Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos,

Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o

sobrenome do devido autor, seguido pelo ano da

publicação, segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência

citadas no texto devem vir listadas no fim, com o

sobrenome do autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes.

Título: subtítulo do artigo. Título do livro/periódico,

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Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

Filiado à:

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

MAGLUMI 800

Tumor Markers

Ferritin

AFP

CEA

Total PSA

f-PSA

CA 125

CA 15-3

CA 19-9

HCG/β-HCG

Tg (Thyroglobulin)

PAP

CA 50

CYFRA 21-1

CA 242

CA 72-4

NSE

S-100

SCCA

TPA-snibe

Pepsinogen I

Pepsinogen II

Gastrin-17

H.pylori IgG

β2-MG

Calcitonin

Proinsulin

ProGRP

HE4

HER-2

H.pylori IgA

H.pylori IgM

*PIVKA-II

Drug Monitoring

Digoxin

CSA (Cyclosporine A)

FK 506 (Tacrolimus)

Kidney Function

β 2

-MG

Albumin

*NGAL

MAGLUMI 2000 MAGLUMI 2000 Plus MAGLUMI 4000 Plus MAGLUMI X8

Fertility

FSH

LH

HCG/β–HCG

PRL

Estradiol

Testosterone

free Testosterone

DHEA-S

Progesterone

free Estriol

17-OH Progesterone

AMH

SHBG

Androstenedione

*PlGF

*sFlt-1

TORCH

Toxo lgG

Toxo lgM

Rubella lgG

Rubella lgM

CMV lgG

CMV lgM

HSV-1/2 lgG

HSV-1/2 lgM

HSV-2 lgG

*HSV-2 IgM

*HSV-1 IgG

*HSV-1 IgM

EBV

EBV EA lgG

EBV EA lgA

EBV VCA lgG

EBV VCA lgM

EBV VCA lgA

EBV NA lgG

EBV NA IgA

Immunoglobulin

lgM

lgA

lgE

lgG

Cardiac

CK-MB

Troponin I

Myoglobin

NT-proBNP

Aldosterone

Angiotensin I

Angiotensin II

D-Dimer

LP-PLA2

hs-cTnl

hs-CRP

Direct Renin

H-FABP

BNP

*MPO

Prenatal Screening

AFP (Prenatal Screening)

Free β–HCG

PAPP-A

HCG/β–HCG

free Estriol

Inflammation Monitoring

hs-CRP

PCT (Procalcitonin)

IL- 6

*SAA

Anemia

Vitamin B 12

Ferritin

Folate (FA)

*RBC Folate

Bone Metabolism

Calcitonin

Osteocalcin

25-OH Vitamin D

Intact PTH

*β-CrossLaps (β-CTx)

*total P1NP

Thyroid

TSH (3rd Generation)

T 4

T 3

FT 4

FT 3

Tg (Thyroglobulin)

TGA (Anti-Tg)

Intact PTH

Anti-TPO

TRAb

TMA

Rev T 3

*T-Uptake

Infectious Disease

HBsAg

Anti-HBs

HBeAg

Anti-HBe

Anti-HBc

Anti-HCV

Syphilis

Anti-HAV

HAV IgM

HIV Ab/Ag combi

Chagas

HTLV I+II

H.pylori IgG

H.pylori IgA

H.pylori IgM

*Anti-HBc IgM

Glyco Metabolism

C-Peptide

Insulin

ICA

IAA (Anti Insulin)

Proinsulin

GAD 65

Anti-IA2

Hepatic Fibrosis

HA

PIIIP N-P

C IV

Laminin

Cholyglycine

Autoimmune

TGA(Anti-Tg)

Anti-TPO

TRAb

TMA

ICA

IAA(Anti Insulin)

GAD 65

Anti-IA2

Anti-dsDNA IgG

ANA Screen

ENA Screen

Anti-Sm IgG

Anti-Rib-P IgG

Anti-Scl-70 IgG

Anti-Centromeres IgG

Anti-Jo-1 IgG

Anti-M2-3E IgG

Anti-Histone IgG

Anti-nRNP/Sm IgG

Anti-SS-B IgG

Anti-SS-A IgG

Anti-CCP

*Anti-Cardiolipin IgG

*Anti-Cardiolipin IgM

*Anti-MPO

Others

Cortisol

GH (hGH)

IGF-I

ACTH

IGFBP-3

Years

1

9

9

5

2

-

0

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Ano 26 - Edição 152 - Fev/Mar 2019

Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

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pág

Álvaro Apoio 46

Apparat Brasil 17 | 73 71

Beckman Coulter 48-49

Becton Dickinson 23 | 37 | 77 75

Bio Advance 69 67

Biotecno 63 61

Bunzl Saúde 79 77

Celer Biotecnologia 65 63

Cellavision 27

DB Diagnóstica 100

Diagmaster 25

Diagno 81 79

Ebram 91 89

Elber Ind. de Refrigeração Ltda. 19

Greiner Bio-One Brasil 53 | 83 81

GT Group 7

Hermes Pardini 87 85

Horiba 2-3 | 85 83

Hospitalar 97

Anunciante

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J. R. Ehlke 54-55

Kasvi 75 73

Mayo Clinic 29

Mobius Life Science 67 65

Nihon Kohden do Brasil 14-15 | 15 | - 51

PNCQ 89 87

Prime Cargo 98-99

SBAC 95

SBPC 61 93

Sebia 41

Snibe 11

Stramedical 71 69

TBS Binding Site 35

Veolia 8-9

Veríssimo 59 91

Vida Biotecnologia 13

Vyttra 4-5

Wama 57

Conselho Editorial

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Prof. Dr. Carlos A.

C. Sannazzaro – Professor Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Dr. Marco Antonio Abrahão – Biomédico |

Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP |

Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Jacques Elkis – Médico

Patologista, Mestre em Análises Clínicas da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de

Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas | Dra. Suely

Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva | Dra. Gilza Bastos Dos Santos – Farmacêutica-Bioquímica | Dra. Leda Bassit - Biomédica

do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue.

Colaboraram nesta Edição:

André nononononononononononononononon

Ricardo da Luz Almeida, Andressa Bernardi, Anne Caroline Cezimbra da Silva, Carlos Danilo Cardoso Matos Silva, Caroly de Brito Correia, Débora Graziela Farias, Eloir Dutra

Lourenço, nononononono Gabriela Schiling Alves, Humberto Façanha da Costa Filho, Ingrid Carvalho Assunção, José de Souza Andrade-Filho, Laíza Dias Silva, Luara da Silva, Marbenha Linko, Marcus

Vinicius Cardoso Matos Silva, Patrícia Fukuma, Siumara Tulio e Tássia Bombardieri Hoffmann

012 014

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019


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Rua Diadema, 89. 1º Andar, conjuntos 11 a 17 - Mauá - São Caetano do Sul-SP

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463 - www.nihonkohden.com


evista

Í n d i c e

Ano 26 - Edição 152 - Fev/Mar 2019

20

ARTIGO 1

ARTIGO 1

CISTATINA C:

UM NOVO BIOMARCADOR DO INFARTO DO MIOCÁRDIO

AUTORA:

SIUMARA TULIO

30

ARTIGO 2

ARTIGO 2

RELAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA E

SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO

AUTORES:

ANNE CAROLINE CEZIMBRA DA SILVA 1,

LUARA DA SILVA 1,

TÁSSIA BOMBARDIERI HOFFMANN 1,

ELOIR DUTRA LOURENÇO 2.

38

ARTIGO 3

ARTIGO 3

ANEMIA AUTOIMUNE HEMOLÍTICA

PRIMÁRIA: ASPECTOS GERAIS

AUTORES:

GABRIELA SCHILING ALVES¹,

ANDRESSA BERNARDI¹ E

DÉBORA GRAZIELA FARIAS¹

06 Editorial

18 Agenda

44 Direito a saúde

56 Radar Científico

62 Informes de Mercado

94 Logística Laboratorial

GESTÃO LABORATORIAL

E PROFISSIONAL

SOLUÇÕES EM GESTÃO PROFISSIONAL PARA PEQUENOS E

MÉDIOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS

LADY NEWS

POR QUE A OFAC TEM CONQUISTADO PROGRESSIVAMENTE

ESPAÇO NO MERCADO VIRTUAL DAS ANÁLISES CLÍNICAS?

96 Analogias em Medicina 50

42

016

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019


agenda

agenda

10º Brazilian Lymphoma Conference (BLC)

Data: 29/03/2019

Local: Grand Hyatt - São Paulo / SP

Informações: abhh.org.br/evento/10-brazilian-lymphoma-conference-blc

I Congresso Paulista de Dor

Data: 29 a 30/03/2019

Local: APM – São Paulo/SP

Informações: associacaopaulistamedicina.org.br/atualizacao-medica/eventos/i-congressopaulista-de-dor

Terapias Avançadas Células e Genes (TACG)

Data: 30 a 31/08/2019

Local: Four Seasons Hotel - São Paulo / SP

Informações: abhh.org.br/evento/terapias-avancadas-celulas-e-genes-tacg

30º Congresso Brasileiro de Microbiologia

Data: 06 a 09/10/2019

Local: Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso - Maceió/AL

Informações: sbmicrobiologia.org.br/30cbm2019/

XIX Workshop de Genética

Data: 12 a 14/04/2019

Local: UNESP - Botucatu / SP

Informações: fundibioeventos.ibb.unesp.br/eventos/workgenetica2018

Internacional Sepsis Forum

Data: 09 e 10/05/2019

Local: Windsor Barra - Rio de Janeiro / RJ

Informações: forumsepse.com.br

Hemo 2019

Data: 06 a 09/11/2019

Local: Rio Centro - Rio de Janeiro / RJ

Informações: http://hemo.org.br/

Hospitalar 2019

Data: 21 a 24/05/19

Local: Expo Center Norte - São Paulo / SP

Informações: www.hospitalar.com

46º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas

Data: 16 a 19/06/2019

Local: Belo Horizonte/MG

Informações: (21) 2187.0800 / e-mail: geral@sbac.org

II Encontro do Grupo de Gamopatias Monoclonais (Mieloma Múltiplo)

Data: 28 a 29/06/2019

Local: Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera - São Paulo / SP

Informações: abhh.org.br/evento/ii-encontro-do-grupo-de-gamopatias-monoclonais-mieloma-multiplo

XXIII Congresso SBTMO 2019 / III Encontro Latino-Americano de Transplante de

Medula Óssea

Data: 31/07 a 03/08

Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada - Brasília/DF

Informações: sbtmo2019.com.br

018

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019


AUTORA:

SIUMARA TULIO

artigo 1

Cistatina C:

um novo biomarcador do

infarto do miocárdio

Resumo

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo.

As cistatinas são proteínas inibidoras das cisteínas proteases que regulam a

atividade destas enzimas para evitar danos ao organismo, como processos

inflamatórios, doenças neurológicas e formação de tumores. Investigou-

-se a associação entre a elevação dos níveis séricos de Cistatina C e o risco

do infarto do miocárdio na população em geral, além da utilização deste

marcador no diagnóstico laboratorial. Foi realizada uma revisão bibliográfica

utilizando sites de busca para artigos científicos como: Pubmed,

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Google e Scielo. A cistatina C humana

(HCC) é produzida e secretada pelos cardiomiócitos e sua síntese eleva-

-se quando o coração está sob isquemia. A concentração plasmática de

HCC independe de fatores extrínsecos como gênero, idade, inflamação,

massa muscular e dieta. Quando a produção endógena deste marcador

é constante, sua concentração plasmática está diretamente relacionada ao

volume da filtração glomerular. A nefelometria e a turbidimetria têm sido

os métodos mais utilizados para a determinação dos níveis séricos desta

proteína. Este estudo de revisão apresenta resultados clínicos relevantes

para utilização da determinação da sérica da cistatina C como biomarcador

de doenças cardíacas.

Palavras chaves: Infarto do miocárdio. Cistatina C. Fator de risco.

Autora: Siumara Tulio.

Titulação: Doutora em Medicina Interna-UFPR

Função: Assessora Científica da Capricorn Technologies.

Endereço para correspondência: stulio@terra.com.br

Site consultado: http://www.paho.org/bra/index

Abstract

Cardiovascular diseases are the leading cause of death in the world. Cystatin

is a protein inhibitor of cysteine proteases that regulates the activity of these

enzymes to prevent damage to the body, such as inflammatory processes,

neurological diseases and tumor formation. To investigate the association

between elevated serum Cystatin C levels and the risk of myocardial infarction

in the general population, in addition to the use of this marker in laboratory

diagnosis. Method: Review was performed searched articles indexed in

Pubmed, Brazil BVS, Google and Scielo. Human cystatin C (HCC) is produced

and secreted by cardiomyocytes and its synthesis is elevated when the heart is

under ischemia. The plasma concentration of HCC is independent of extrinsic

factors such as gender, age, inflammation, muscle mass and diet. When the

endogenous production of this marker is constant, its plasma concentration is

directly related to the volume of the glomerular filtration. Nephelometry and

turbidimetry have been the most used methods for the determination of the

serum levels of this protein. This review study presents relevant clinical results

for the use of serum cystatin C as a biomarker for heart disease.

Keywords: Myocardial infarction. Cystatin C. Risk factor.

3. Desenvolvimento

3.1 CISTATINA C

As proteases, enzimas proteolíticas,

estão envolvidas em processos biológicos

essenciais, como a coagulação sanguínea,

apoptose celular e diferenciação

de tecidos (GAW et. al., 2015) (9). Estas

enzimas são classificadas em quatro

grupos de acordo com o sítio catalítico

de ação na cadeia peptídica: serinas

proteases, cisteínas proteases, proteases

aspárticas e metaloproteases (TURK et

al., 2008) (31).

As cisteínas proteases (CPs) são proteínas

com massa molecular de aproximadamente

21-30 kDa e estão presentes em

todos os organismos vivos (RAWLINGS &

BARRET, 1999) (24). São responsáveis

por muitos processos bioquímicos, principalmente

a degradação de peptídeos e

proteínas. Sua atividade é regulada pelo

equilíbrio entre a síntese e a degradação

celular e por meio de inibidores específicos

(GRZONKA et al., 2001) (12).

As cistatinas são proteínas inibidoras

das cisteínas proteases que regulam a

atividade destas enzimas para evitar

danos ao organismo como processos

inflamatórios, doenças neurológicas e

formação de tumores. Estas inibidoras

protegem a célula da proteólise inapropriada

e estão envolvidos no controle da

degradação das proteínas (HENSKENS et

al., 1996, TURK & BODE, 1991) (13,30).

A superfamília das cistatinas humanas

está dividida em três famílias, na Família

II encontra-se a cistatina C (HCC). A

distribuição intracelular de cistatina C

é predominante no retículo endoplasimagem

ilustrativa

Introdução

As doenças cardiovasculares são a

principal causa de morte no mundo. No

Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente,

sendo que, 30% dos casos são

fatais (OPAS/OMS, 2016) (23).

As doenças cardiovasculares são um

grupo de doenças que atingem o coração

e os vasos sanguíneos, sendo as mais

frequentes: cardiopatia isquêmica (infarto

do miocárdio), insuficiência cardíaca

congestiva (ICC), arritmias cardíacas,

miocardiopatias, cardiopatias congênitas

e trombose venosa. Os ataques cardíacos

geralmente são eventos agudos

causados principalmente pelo bloqueio

da circulação do sangue para o coração

ou para o cérebro, frequentemente ocasionado

pelo acúmulo de depósitos de

gordura nas paredes internas dos vasos

sanguíneos que irrigam o coração ou o

cérebro. A causa dos ataques cardíacos

inclui uma combinação de fatores comportamentais

de risco, como o uso de

tabaco, dietas inadequadas, obesidade,

sedentarismo, uso de álcool, hipertensão,

diabetes e hiperlipidemia. Portanto,

a maioria das doenças cardiovasculares

poderia ser prevenida por meio da redução

dos fatores de risco e do diagnóstico

precoce (NACB LMPG COMIMITTEE

MEMBERS et al., 2001) (20).

Além do exame físico, do eletrocardiograma

e dos exames de imagem os

exames laboratoriais são imprescindíveis

para avaliação das doenças cardíacas e

do risco de desenvolvimento da doença.

De acordo com a Academia Nacional de

Bioquímica Clínica (NACB) Americana

para prevenção primária de doenças

cardíacas é essencial que seja realizada

a pesquisa sorológica de biomarcadores,

como as Lipoproteínas, Apoproteínas,

Homocisteína, Fibrinogênio, Peptídeo

Natriurético Cerebral (BNP), Proteína C

Reativa e marcadores da função renal,

como a Cistatina C (MYERS et al., 2009)

(19). O diagnóstico laboratorial da doença

aguda deve ser realizado por meio

da determinação sérica de marcadores

cardíacos, proteínas e enzimas liberadas

na circulação quando existe lesão celular,

como a creatinofosfoquinase (CK) e a sua

fração MB (CK-MB) e a mioglobina (CA-

VALCANTI et al., 1998) (5).

A Cistatina C é uma proteína com

massa molecular de aproximadamente

13 kD produzida em todas as células nucleadas

(ABRAHAMSON et al., 1988) (1).

Estudos recentes têm demonstrado que

a elevação sérica dos níveis de Cistatina

C, utilizada atualmente como um marcador

da função renal, está relacionada ao

aumento do risco do desenvolvimento

de cardiopatias e morte (ASTOR et al.,

2012) (3).

Esta revisão bibliográfica tem o intuito

de investigar a associação entre a elevação

dos níveis séricos de Cistatina C e o

risco do infarto do miocárdio na população

em geral, além da utilização deste

marcador no diagnóstico laboratorial.

2. Metodologia

Foi realizada uma revisão bibliográfica

com objetivo de selecionar artigos

que relacionassem a determinação

laboratorial da cistatica C em casos de

infarto do miocárdio. Os artigos científicos

foram obtidos por meio de busca

nas principais base de dados científicos:

Pubmed, Biblioteca Virtual em Saúde,

Google e Scielo. Foram selecionados 28

artigos publicados nos últimos 15 anos

sobre cistatina C e infarto do miocárdio.

Os critérios de inclusão foram: 1) estudos

sobre cistatina C realizados em humanos,

2) determinação laboratorial de cistatina

C, 3) indivíduos que apresentaram

infarto do miocárdio. Empregaram-se

as seguintes palavras chave para busca:

cistatina C, doença cardiovascular, infarto

do miocárdio e diagnóstico laboratorial.

Foram excluídos artigos que tratavam

exclusivamente de doença renal.

020

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

021


Imagem Ilustrativa

AUTORA:

SIUMARA TULIO

artigo 1

mático e nos corpúsculos de Golgi, na

forma de dímeros inativos. Nas vesículas

secretoras os dímeros dissociam-se

e são secretados apenas monômeros

ativos (NOVO, 2009) (22) (FIGURA 1). A

proteína é codificada no cromossomo 20,

contém 120-122 aminoácido e apresenta

massa molecular de aproximadamente

13 kDa (ABRAHAMSON et al, 1987,

GRUBB & LOFBERG, 1982, SATOH et al,

1989) (1,10,25). A cistatina C é produzida

e secretada pelos cardiomiócitos e

sua síntese eleva-se quando o coração

está sob isquemia (SHILIPAK et al., 2005;

TOUSOULIS et al., 2014) (26, 29). A proteína

é eliminada exclusivamente por filtração

glomerular seguida de reabsorção

FIGURA tubular para 1-Cistatina posterior catabolismo C (p.5) (COLL

et al., 2000) (6).

entre 0,8-2,5 mg/L, é comumente utilizado

como um marcador endógeno da

função renal devido sua estabilidade e

razão constante de produção (GRUBB,

1992) (11). A concentração plasmática

de HCC independe de fatores extrínsecos

como gênero, idade, inflamação, massa

muscular e dieta. Quando a produção

endógena deste marcador é constante,

sua concentração plasmática está diretamente

relacionada ao volume da filtração

glomerular (FANOS et al., 1999) (7).

Recentemente alguns estudos têm

demonstrado que o nível sérico elevado

de HCC está associado com o aumento

do risco de doenças cardiovasculares,

principalmente o infarto do miocárdio, e

mortalidade (JIAN, 2015; MUSLIMOVIC et

al., 2015) (15,18).

Fonte: Adaptado www.google.com.br/search?q=cistatina+c&source

FIGURA 1-Cistatina C

Fonte: Adaptado www.google.com.br/search?q=cistatina+c&source

A HCC está amplamente distribuída

nos fluídos corporais, como líquor, saliva

e plasma sanguíneo, o que a torna

a principal proteína inibidora das CPs.

O nível plasmático de HCC, geralmente

3.2 INFARTO DO MIOCARDIO

A cardiopatia isquêmica é uma denominação

genérica para um grupo

de síndromes que resultam em isquemia

miocárdica, pode ser dividida em

Coronariopatia Aterosclerótica (CA),

responsável pela maioria dos eventos

cardíacos isquêmicos, e Coronariopatia

Não-Aterosclerótica. A CA consiste no

estreitamento focal das artérias coronárias

devido à proliferação de células

musculares lisas e da deposição de lipídios

(CAVALCANTI, et. al., 1998) (5).

A CA é prevalente em homens com

mais de 50 anos e com níveis séricos

de colesterol aumentados. Fumantes

têm 60% mais probabilidade de

desenvolver esta patologia do que os

não fumantes. O tabagismo aumenta

os níveis de monóxido de carbono no

sangue causando lesão ao endotélio

(NACB LMPG COMMITEE MEMBERS et

al., 2001) (20).

As manifestações clínicas da CA são

consequência direta da insuficiência de

suprimento sanguíneo para o coração.

O infarto do miocárdio (IM), uma das

síndromes clínicas básicas para a CA, é

definido como a necrose do tecido miocárdico

devido à isquemia prolongada e

ocorre quando o miocárdio é privado de

suprimento sanguíneo por um período

de tempo significativo. A rapidez e a

extensão do processo de infarto são determinadas

pela gravidade da redução

do fluxo sanguíneo para a área afetada

(NACB LMPG COMMITEE MEMBERS et

al., 2001) (20).

3.3 DIAGNÓSTICO

LABORATORIAL

A insuficiência cardíaca provoca

alterações celulares com diferentes intensidades,

desde discretas perdas de

propriedades da membrana celular até

a citólise. Devido estas modificações

algumas moléculas intracelulares são

022

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

023


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AUTORA:

SIUMARA TULIO

HUBI PCT

diagnóstico

HUBI D-Dímero

simplificado

HUBI PCT HUBI

D-Dímero

HUBI PCT

DiagM ster

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta

-

correlação

Diagnóstico

com

preciso

o instrumento

em apenas

de

15

diagnóstico

minutos;

de referência;

- Excelente

- Utiliza

precisão,

apenas

sensibilidade,

100µl de sangue

especificidade

total com EDTA,

e acurácia.

Citrato ou plasma;

- Alta sensibilidade e especificidade.

HUBI PCT

diagnóstico simplificado

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência;

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

HUBI PCT

requer procedimento simples

Specification HUBI PCT of HUBI- - Tenha a melhor hCG decisão no diagnóstico de sepse

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência

- Excelente precisão, HUBI sensibilidade, 3 in especificidade 1 - e 3 acurácia marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo;

- Diagnóstico rápido em pacientes com suspeita de infarto do miocárdio;

- Teste em sangue total ou plasma disponível;

- Qualidade do laboratório na velocidade POC.

Rápido, Rápido, Preciso Preciso e Decisivo

e D

nos nos nos momentos críticos críticos

artigo 1

024

liberadas no espaço intersticial e na

circulação sanguínea. O diagnóstico

laboratorial do IM é realizado por meio

da determinação destas moléculas,

denominadas marcadores de lesão cardíaca.

Os principais biomarcadores são:

mioglobina, troponinas cardíacas T e I,

a creatinina quinase (CK) em sua isoforma

M (CK-MB) encontrada em maior

porcentagem no miocárdio (GAW et al.,

2015) (9).

As troponinas são proteínas envolvidas

no processo de contração das fibras

musculares esqueléticas e cardíacas. A

troponinas T e I são consideradas marcadores

mais específicos e sensíveis da

lesão do miocárdio. Estas proteínas tornam-se

detectáveis na circulação entre

4 a 6 horas após o IM, com um pico em

12 horas; seus níveis se mantêm elevados

por 3 a 10 dias, o que permite realizar

o diagnóstico do IM agudo mesmo

depois de algum tempo do ocorrido

(GAW et al., 2015) (9).

A CK-MB, encontrada em maior porcentagem

no miocárdio, mas também

presente em baixos níveis no músculo

esquelético (1%), é considerada o indicador

mais específico de lesão cardíaca,

no entanto, sua concentração eleva-se

apenas após lesão isquêmica irreversível.

A atividade da CK-MB aumenta

dentro de 4-8 horas após o IM, com

pico entre 24-48 horas, e retorna ao

nível normal em aproximadamente 72

horas (CAVALCANTI et al.,1998, GAW et

al., 2015) (5, 9).

Os resultados laboratoriais utilizando

estes marcadores cardíacos são dependentes

do tempo decorrido entre o início

dos sintomas e a coleta da amostra.

Recomenda-se a coleta de amostras seriadas,

em geral, após 3,6 e 9h do início

dos sintomas (GAW et al., 2015) (9).

Recentemente pesquisadores têm

sugerido a inclusão da cistatina C entre

os biomarcadores cardíacos devido a

fortes evidências de que o aumento da

concentração de HCC está associado ao

IM (HUANG et al., 2017,TAGLIERI et al.,

2010) (14,28).

3.4 CISTATINA C -

BIOMARCADOR DO IM

Shilipak et al. (2006) (27) analisaram

4663 indivíduos idosos, com e sem doença

renal crônica, e concluíram que a

cistatina C é um biomarcador de risco

de morte, risco de doença cardiovascular

e de doença renal. Neste estudo, por

meio da determinação sérica da cistatina

C foi possível diagnosticar um estado

pré-clínico que não pôde ser detectado

com a determinação da creatinina sérica

ou utilizando o índice de filtração

glomerular.

Windhausen et al. (2009) (32) demonstraram

resultados similares analisando

1128 pacientes com síndrome

coronária aguda e com antecedente de

troponina elevada.

Em 2010 Taglieri et al. (28) analisando

pacientes com doença renal crônica

com risco de desenvolvimento de doença

cardiovascular, observaram que havia

em aumento na concentração sérica

de cistatina C nestes pacientes.

Em 2012, Astor et al. (3) publicaram

um estudo onde acompanharam por

um período de 10 os níveis de cistatina

C em 9.988 indivíduos e observaram

que o aumento da concentração deste

marcador estava associado com maior

risco de mortalidade por doenças cardiovasculares

assim como, a perda da

função renal.

Negrusz-Kawecka et al. (2014) (21)

ao analisar 63 pacientes com doença

coronária demonstrou que o aumento

do nível de cistatina C tinha um papel

importante na patogênese do infarto

do miocárdio.

Minghui et al. (2015) ( 17) realizou

um estudo de metanálise sobre os níveis

de cistatina C em casos de infarto

do miocárdio incluindo sete artigos

publicados no período de 2005 a 2014.

Este artigo reuniu estudos realizados

em indivíduos com idade entre 62 a 75

anos e concluiu que o aumento sérico

da cistatina C está associada ao maior

risco de infarto do miocárdio.

Zhao et al. (2016) (34) investigou a

concentração de cistatina C em 525 chineses

com doença coronária e observou

que os níveis elevados deste marcador

estavam relacionados com o prognóstico

da doença.

Recentemente, Wu et al.(2017) (33)

demonstrou que o nível sérico de catepsinas

e do inibidor endógeno cistatina

C pode ser utilizado como um

biomarcador no diagnóstico de doenças

cardiovasculares.

3.5 DETERMINAÇÃO LABORA-

TORIAL DA CISTATINA C (HCC)

A HCC pode ser determinada no sangue

e em fluídos corporais por meio

de diferentes métodos imunométricos.

A nefelometria e a turbidimetria têm

sido os métodos mais utilizados para a

determinação dos níveis séricos desta

proteína (GRUBB, 1992) (11).

Tanto a turbidimetria como a nefelometria

são métodos espectrofotométri-

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

HUBI 3 in 1

HUBI-hCG

HUBI HCG

HUBI PCT

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

- 3 marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo

- Milhares de usuários em PS e UTI

- Teste em sangue total ou plasma

HUBI

disponível

HCG

- Qualidade do laboratório na velocidade POC

HUBI HCG

HUBI HCG HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

HUBI 3 in 1

HUBI

D-Dímero

HUBI

D-Dímero

HUBI 3 in 1

HUBI PCT HCG

HUBI- hCG Specification

diagnóstico simplificado

- Rapidez e precisão quantificando em apenas 15 minutos;

Tenha a melhor

Specification HUBI-hCG (Cat. No. ANP-8025)

- Utiliza apenas 100µl decisão sangue no diagnóstico total ou de plasma; sepse;

Test Method Rapid Quantitative Immunoassay

- Ideal Alta correlação para prontos com socorros. o instrumento de diagnóstico de referência;

Result within 15 min

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

Specimen

Sample Volume

Detection Limit

HUBI HCG

EDTA whole blood

100 uL


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AUTORA:

SIUMARA TULIO

artigo 1

026

cos fundamentados na quantificação da

energia luminosa dispersada por soluções

que contenham imunocomplexos.

A nefelometria consiste em medir a turbidez

desenvolvida após reação imunológica,

o equipamento mede a difração

da luz ao passar pela solução contendo

os imunocomplexos, luz difundida (ME-

DEIROS, 2010) (16).

A turbidimetria mede a redução da luz

ao passar pelos imunocomplexos formados

na reação, portanto a luz absorvida.

Estes métodos permitem quantificar

o analito com precisão e exatidão em

função do fundamento físico químico

utilizado. É possível detectar entre 0,23

a 7,25 mg/L da HCC sérica, dependendo

dos reagentes e do equipamento utilizados

(MEDEIROS, 2010) (16).

A HCC apresenta boa estabilidade para

determinação laboratorial e não existem

diferenças relevantes nos valores de referência

entre indivíduos do sexo feminino

e masculino. No entanto, pode haver aumento

da concentração sérica em idosos,

com idade superior a 60 anos, devido à

diminuição da função renal (GABRIEL et

al., 2011; MEDEIROS, 2010) (8,16).

4. Discussão

As doenças cardiovasculares são importantes

causa de morte no Brasil e no

mundo e os doentes renais crônicos têm

maior risco de apresentarem doenças cardiovasculares.

Devido à ampla distribuição

da HCC em fluídos corporais como líquor,

saliva e plasma sanguíneo a determinação

sérica da cistatina C têm demonstrado ser

um bom marcador do volume de filtração

glomerular em doentes renais crônicos

(ASTOR et al., 2012) (3).

Este estudo de revisão apresentou

estudos clínicos recentes que demonstraram

que a determinação da sérica da

cistatina C pode também ser utilizada

como biomarcador de doenças cardíacas,

devido sua menor variabilidade sérica.

A cistatina C é secretada pelos cardiomiócitos,

sua síntese aumenta quando o

coração está sob isquemia e seu acúmulo

pode desencadear efeitos adversos,

como a deposição amiloide no interior

dos vasos (GRUBB, 1992) (11).

O aumento na concentração sérica da

cistatina C está fortemente associado ao

risco de desenvolvimento de doenças

cardiovasculares (MINGHUI et al. 2015)

(17). A HCC apresenta boa estabilidade

para determinação laboratorial e não

existem diferenças relevantes nos valores

de referência entre indivíduos do sexo

feminino e masculino (MEDEIROS, 2010)

(16).

Os resultados relatados nesta revisão

abrem novas perspectivas para que outros

estudos sejam realizados com o objetivo

de investigar a utilidade da cistatina

C como biomarcador do diagnóstico

de outras doenças cardiovasculares além

do infarto do miocárdio.

5. Conclusão

A determinação sérica da cistatina C,

uma proteína não glicosilada de baixa

massa molecular, comumente utilizada

como um marcador da filtração glomerular,

demonstrou ser um promissor

biomarcador para predição do risco de

infarto do miocárdio e útil para reduzir

o risco de morte, se utilizado rotineiramente

na prática clínica. A performance

da cistatina C como marcador de

doença cardíaca tem sido avaliada em

diferentes populações de pacientes corraborando

sua utilidade diagnóstica. A

determinação laboratorial com reagentes

padronizados está disponível na maioria

dos grandes laboratórios brasileiros, embora

seu custo ainda seja relativamente

elevado quando comparado aos outros

marcadores.

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

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027


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AUTORA:

SIUMARA TULIO

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in ethnic Chinese patientes with normal renal

function. Lab Med, v. 47, n. 1, p. 13-19, 2016. T +1-855-379-3115 E mclglobal@mayo.edu W mayocliniclabs.com

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AUTORES:

ANNE CAROLINE CEZIMBRA DA SILVA 1 ,

LUARA DA SILVA 1 ,

TÁSSIA BOMBARDIERI HOFFMANN 1 ,

ELOIR DUTRA LOURENÇO 2 .

artigo 2

Relação entre

síndrome

metabólica e

síndrome do ovário policístico

Resumo

A síndrome do ovário policístico (SOP) é uma síndrome heterogênea que afeta aproximadamente

5 a 14% das mulheres em idade reprodutiva. Está associada a uma ampla

variedade de alterações endócrinas e metabólicas, a maioria destas presentes na síndrome

metabólica, que afeta aproximadamente 50% das pacientes diagnosticadas com SOP,

aumentando duas vezes o risco de desenvolvimento de doenças vasculares ateroscleróticas

e cinco vezes o risco do aparecimento de diabetes mellitus II. Esta revisão tem como

objetivo evidenciar cientificamente a correlação existente entre a presença de síndrome

do ovário policístico e síndrome metabólica, descrevendo as principais alterações observadas

e demonstrando a relação existente entre essas desordens.

Palavras-chaves: síndrome do ovário policístico, síndrome metabólica, resistência

à insulina, hiperandrogenismo.

Abstract

The polycystic ovary syndrome (PCOS) is a heterogeneous syndrome that affects

approximately 5-14% of women in reproductive age. This coupled with a wide variety of

endocrine and metabolic disorders, most components of the metabolic syndrome, which

affects about 50% of patients diagnosed with PCOS, increasing twice the risk of developing

atherosclerotic vascular diseases and a 5-fold increase risk of diabetes mellitus II. This review

aims to scientifically demonstrate the correlation between the presence of PCOS and metabolic

syndrome, describing the main changes observed and demonstrating the relationship between

these disorders.

Keywords: polycystic ovary syndrome, metabolic syndrome, insulin resistance,

hyperandrogenism.

1 Graduandas do Curso de Biomedicina, Universidade Feevale.

2 Professor do Curso de Biomedicina, Universidade Feevale.

Autor correspondente:

Anne Caroline Cezimbra da Silva

Rodovia RS-239, 2755 – Vila Nova

Novo Hamburgo – RS, CEP – 93525-075

Fone: (51) 8537-2555

E-mail: anne.cezimbra@hotmail.com

1. Introdução

A síndrome do ovário policístico (SOP)

é uma síndrome heterogênea que afeta

aproximadamente 5 a 14% das mulheres

em idade reprodutiva, é a causa mais comum

de desordem endócrina e anormalidades

reprodutivas (1; 2). Atualmente, o

diagnóstico da SOP pode ser obtido através

dos critérios de Rotterdam, que define

na presença de dois dos três seguintes critérios:

oligo e/ou anovulação; hiperandrogenismo

clínico ou laboratorial e ovários

com aspectos policísticos a ultrassom (12

ou mais folículos medindo entre 2-9mm

de diâmetro ou volume ovariano aumentado

>10cm). Deve-se ainda excluir outras

causas de irregularidade menstrual e hiperandrogenismo,

tais como: hiperprolactinemia,

hipotireoidismo, hipertireoidismo,

síndrome de Cushing, formas não claras

das hiperplasias adrenais congênitas e neoplasias

secretoras de andrógenos. Acredita-se

que em condições intrauterinas

como a restrição de crescimento, hiperinsulinemia,

obesidade, hiperandrogenismo

e, finalmente, a SOP possam determinar a

cascata de efeitos metabólicos ao longo da

vida da mulher (3).

imagem ilustrativa

Está associada a uma ampla variedade

de alterações endócrinas e metabólicas,

sendo comum a presença de hiperinsulinemia,

hiperglicemia, intolerância a

glicose, dislipidemia, diabetes mellitus II,

disfunção endotelial, hipertensão arterial

sistêmica (HAS), alteração de marcadores

pró-inflamatórios e obesidade, a maioria

componentes da síndrome metabólica,

que afeta aproximadamente 50% das

pacientes diagnosticadas com SOP, atingindo

principalmente mulheres com alto

índice de massa corporal (IMC) e elevado

nível de insulina, isso sugere que a SOP

atue como uma forma sexo-específica de

síndrome metabólica (2; 4; 5). A síndrome

metabólica é um conjunto de fatores de

risco cardiovascular, abrange alteração

na glicemia de jejum, obesidade central,

dislipidemia e hipertensão arterial, além

de outros fatores. Seu significado clínico,

embora ainda discutível, reside no fato de

que pode prever um maior risco de eventos

cardiovasculares.

A resistência à insulina tem sido reconhecida

como um elo comum entre

essas anormalidades (6). A presença

concomitante de SOP e síndrome metabólica

aumentam duas vezes o risco de

desenvolvimento de doenças vasculares

ateroscleróticas e cinco vezes o risco do

aparecimento de diabetes mellitus II em

comparação com populações que não

apresentam síndrome metabólica (7).

Apesar de não fazer parte dos critérios

diagnósticos da PCOS, a resistência insulínica

(RI) com consequente hiperinsulinemia

atua no centro da patogenia

presente nas síndromes, eleva os riscos

de desenvolvimento de doenças cardiovasculares

e de síndrome metabólica, na

SOP age direta e indiretamente através do

estímulo da produção de androgênio pela

glândula pituitária. (5; 7). Esta revisão tem

como objetivo evidenciar cientificamente

a correlação existente entre a presença de

síndrome do ovário policístico e síndrome

metabólica, descrevendo as principais

alterações observadas e demonstrando a

relação existente entre essas desordens.

Metodologia

O procedimento da pesquisa para

revisão bibliográfica baseou-se na utilização

de sites de busca de artigos, como

Scielo, Pubmed, Google Acadêmico e

Bireme, onde foram selecionados artigos

que apresentassem as palavras chaves

síndrome do ovário policístico, síndrome

metabólica, bioquímica e resistência insulínica.

Foram selecionados artigos com

dados atualizados e que compreendessem

o período de 2000 a 2015, escritos em

português e inglês.

Diagnóstico de Síndrome

Metabólica

Na literatura, existem diversos critérios

diagnósticos para síndrome metabólica

(SM), mas nem todos são bem aceitos pela

comunidade científica. O primeiro critério

sugerido pela Organização Mundial da

Saúde (OMS) reforçava a intolerância à glicose

ou diabetes mellitus II, decorrente de

resistência insulínica, como fatores principais

para o diagnóstico da SM, acompanhados

de pelo menos dois dos critérios

a seguir: HAS, dislipidemia, obesidade ou

microalbuminúria. Porém, o Grupo Europeu

de Estudos sobre Resistência à Insulina

alterou os critérios estabelecidos pela

OMS, eliminando pacientes diabéticos,

mas passando a avaliar a hiperinsulinemia

e a medição da circunferência abdominal,

a fim de avaliar a obesidade.

Em 2001, a Third Report of the National

Cholesterol Education Program (NCEP)

sugeriu uma nova definição para SM, que

é fortemente questionada devido à imprecisão

de seus critérios e pela baixa aplicabilidade

em diferentes grupos étnicos. A

NCEP sugere a presença de pelo menos

três das seguintes alterações: circunferência

abdominal maior que 88 cm, glicose de

jejum em níveis iguais ou superiores a 110

mg/dL, triglicerídeos iguais ou superiores

a 150 mg/dL, HDL colesterol em níveis

iguais ou inferiores a 50 mg/dL e pressão

arterial de no mínimo 130/85 mmHg (7;

8). Posteriormente, foram aceitas duas novas

definições para a SM, provenientes da

OMS e da Europen Group for the Study of

Insulin Resistance, que passaram a avaliar

a resistência à insulina (RI) e tolerância à

glicose, em vez de utilizar a dosagem de

glicose em jejum, uma vez que os testes de

RI a partir de metodologias complexas são

mais específicos e os testes de tolerância

à glicose são frequentemente realizados,

porém esses critérios possuem melhor

aplicabilidade na pesquisa, sendo menos

utilizados na clínica.

Atualmente, os critérios publicados pela

International Diabetes Federation (IDF),

com base em um consenso mundial, são

os mais aceitos para o diagnóstico de SM,

com boa aplicabilidade na prática clínica

e diferenciação por grupos étnicos, apesar

disso não possuem unanimidade (8).

Segundo a IDF, o diagnóstico pode ser

definido, pela presença de circunferência

abdominal maior que 80 cm e pelo menos

mais dois dos seguintes critérios: triglicerídeos

em níveis iguais ou superiores a 150

mg/dL, HDL colesterol em níveis iguais ou

inferiores a 50 mg/dL, pressão arterial acima

de 130/85 mmHg e glicemia em níveis

iguais ou superiores a 100 mg/dL. Devido

à praticidade e simplicidade, a definição do

NCEP é amplamente aceita e recomendada

pela I Diretriz Brasileira de Diagnóstico

e Tratamento da Síndrome Metabólica (7).

Fatores associados à

fisiopatologia da síndrome

metabólica na síndrome do

ovário policístico

Resistência á Insulina

A resistência insulínica caracteriza-se

pela diminuição da sensibilidade dos tecidos

à ação da insulina, gerando importantes

implicações metabólicas. Na SOP,

tem prevalência de 50 a 70% e provoca

deterioração da função das células beta

do pâncreas, levando a intolerância à glicose

e causando uma hiperinsulinemia

compensadora, que conduz a muitas das

características presentes na SOP. (1; 9; 10).

As mulheres obesas com SOP devem ser

avaliadas quanto à presença de resistência

030

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

031


artigo 2

Imagem Ilustrativa

à insulina, uma vez que quando presente

contribui para características metabólicas,

mas também às características reprodutivas,

através do aumento da produção de

andrógeno e dos níveis de andrógenos

livres, diminuindo o nível de globulina ligadora

de hormônios sexuais (11).

Deve-se ainda pesquisar a ocorrência

de outros agravos como hipertensão arterial,

dislipidemia, obesidade central e

intolerância à glicose, pois a ocorrência

concomitante de todas estas alterações,

associada a um quadro de resistência insulínica,

compõe a síndrome metabólica,

que cursa com importante aumento do

risco de desenvolvimento de doenças

cardiovasculares severas (12). Além disso,

a presença concomitante de hiperinsulinemia

e/ou hiperandrogenismo sustenta a

patogenia envolvida na SOP. (11) A exata

natureza dos mecanismos implicados nas

alterações lipoprotéicas da síndrome de

resistência insulínica não se encontra totalmente

esclarecida, porém, a hiperinsulinemia

tem papel central neste processo,

visto que está implicada na modulação de

enzimas-chave do metabolismo lipídico.

As condições que cursam com hiperinsulinemia,

em geral, estão associadas a chamada

tríade lipídica: aumento moderado

de triglicerídeos, redução do HDL colesterol

e presença de níveis aumentados de

LDL colesterol.

Nos adipócitos, a resistência insulínica

causa aumento na liberação de ácidos graxos

livres, enquanto no fígado determina

menor supressão na síntese de VLDL. O

resultado desse processo é a liberação

de um excesso de grandes partículas de

VLDL, ricas em triglicerídeos, que, por sua

vez, geram uma cascata de eventos de

troca que culminam com a redução nos

níveis de HDL. Outras alterações, tais como

a redução da ação da lipoproteíno-lipase

e o aumento da ação da lipase hepática,

são também necessárias para a completa

expressão da tríade lipídica, contribuindo

para a transformação de LDL em partículas

de menor diâmetro e maior densidade,

e ainda para a manutenção de um

estado de lipemia pós-prandial, com a

circulação de lipoproteínas remanescentes

ricas em colesterol.

Existem diversas técnicas para avaliar

a resistência à insulina em pacientes

com SOP, dentre elas, incluem-se:

índice HOMA, medida da insulina em

mUI/l x glicemia em mmol/dl, teste de

intolerância oral à glicose, que consiste

na administração de 75g de glicose

e, faz-se a determinação da glicemia

e insulina nos tempos 0, 30, 60 e 120

minutos, teste de intolerância à glicose

simplificado, no qual se faz a dosagem

apenas nos tempos 0 e 120 minutos e

relação entre glicemia e insulina (G/I)

de jejum, cujo valor considerado normal

é menor que 4,5 (13).

Obesidade

A obesidade é considerada como importante

determinante da hiperinsulinemia,

parecendo ter um efeito independente,

no risco de desenvolver a síndrome

metabólica. Cerca de 50% das mulheres

com SOP são obesas e a maioria apresenta

distribuição de gordura tipo visceral ou

abdominal que, por sua vez, está associada

a um estado de resistência à insulina,

hiperinsulinemia compensatória e hiperandrogenismo

(3). A resistência à insulina

acomete grande parte das mulheres

portadoras da SOP. Embora, possa estar

presente nas pacientes magras com SOP,

a interação com a obesidade é um fator

agravante de grande importância.

Pacientes magras com SOP, quando

comparadas a pacientes normais, apresentam

sensibilidade à insulina reduzida,

redução que é duas vezes maior em pacientes

obesas. Além disso, essa interação

confere às mulheres com SOP risco

aumentado para o desenvolvimento de

intolerância à glicose, diabetes mellitus II e

AUTORES:

ANNE CAROLINE CEZIMBRA DA SILVA 1 ,

LUARA DA SILVA 1 ,

TÁSSIA BOMBARDIERI HOFFMANN 1 ,

ELOIR DUTRA LOURENÇO 2 .

doenças cardiovasculares. De fato, os estudos

sugerem que aproximadamente 40%

das mulheres portadoras da patologia

apresentam intolerância à glicose, e que

pelo menos 10% desenvolvem diabetes

mellitus II por volta da sua quarta década

de vida (14).

Como o aumento do percentual

de gordura e os fatores de risco para

doenças crônicas não transmissíveis

aumentam com o envelhecimento,

torna-se preocupante o fato de mulheres

jovens com SOP apresentarem

tais alterações no perfil metabólico.

Por isso, o papel do exercício físico e

a importância da abordagem multidisciplinar

têm sido explorados para

modificações do estilo de vida.

O exercício constitui-se num modulador

positivo dos fatores de risco cardiovascular

nessas mulheres, tornando-se sua

prática elemento dispensável no planejamento

terapêutico. Para que possam obter

prognósticos favoráveis, as evidências

atuais sugerem que a prática do exercício

físico deve ser estimulada e mantida por

longo prazo, uma vez que sua suspensão,

mesmo que por curtos períodos, é capaz

de gerar perdas relevantes, principalmente

em relação aos aspectos metabólicos e

cardiovasculares (15).

Características e desordens

da síndrome metabólica na

síndrome do ovário policístico

Hiperandrogenemia

A abordagem diagnóstica recomendada

para SOP inclui a dosagem dos

andrógenos, avaliação das causas de hiperandrogenismo

e avaliação adicional após

o diagnóstico da síndrome, porém níveis

elevados de andrógenos são encontrados

em aproximadamente 60 a 80% das

pacientes com SOP (16; 17). A detecção

de hiperandrogenemia irá depender da

qualidade e tipo de ensaio usado e dos

níveis da população controle, uma vez que

há diferenças conforme a etnia da mulher

(1). A testosterona plasmática é o principal

andrógeno a ser dosado, níveis mais

elevados de testosterona total vêm sendo

reportado mais em mulheres obesas com

SOP do que nas com peso normal (16; 18).

O limite superior do normal de testosterona

total em indivíduos do sexo feminino

varia de 0,70 a 0,90 ng/mL. A maioria das

mulheres com SOP apresenta valores inferiores

a 1,5 ng/mL. Níveis de testosterona

total superior a 2 ng/mL são raros e sugerem

a presença de um tumor virilizante. O

doseamento da testosterona livre é uma

medida mais sensível para detectar a presença

de hiperandrogenismo, sendo cerca

de 50% mais sensível que a testosterona

total. A dehidroepiandrosterona é considerada

um marcador de hiperandrogenismo

de causa supra-renal, mas pode estar aumentada

(superior a 8 µg/mL) em cerca de

50 a 75% de mulheres anovulatórias com

SOP (16; 17). O excesso de andrógeno

altera a relação de regulação dos hormônios

femininos, resultando em níveis de

estrógenos aumentados, irregularidade

menstrual e infertilidade.

As manifestações clínicas dermatológicas

do hiperandrogenismo incluem:

hirsutismo, acne, seborréia, alopecia e, nos

casos mais graves, sinais de virilização (19).

A acne e o hirsutismo geralmente se manifestam

no período perimenarca, embora

o hirsutismo possa aparecer mais tardiamente,

uma vez que depende do tempo

de exposição prévia aos androgênios (20).

A ocorrência de desordens metabólicas e

marcadores de risco cardiovascular em

mulheres com hirsutismo tem se correlacionado

com a severidade da hiperandrogenemia.

Por esta razão, muitos autores

tem reforçado a avaliação da hiperandrogenemia

como um importante dado de

SOP a ser avaliado (21).

Dislipidemia e detecção do risco

cardiovascular

A dislipidemia é uma anomalia metabólica

muito comum nas mulheres

com SOP, podendo atingir até 70% das

pacientes. O perfil lipídico caracteriza-se

habitualmente por uma diminuição dos

níveis de HDL colesterol e/ou elevação dos

níveis de triglicerídeos/ LDL colesterol (18).

Essas alterações podem estar relacionadas

com os efeitos da resistência à insulina e

hiperandrogenismo, combinados com fatores

ambientais como dietas e prática de

atividade física (16).

A dislipidemia está associada à obesidade

e é um dos fatores que acarreta maior

morbilidade cardiometabólica, devido ao

aumento da aterogênese, resistência à

insulina, estresse oxidativo, atividade pró-

-inflamatória e hiperatividade plaquetária

(18). A hipertensão arterial, habitual na

SOP, pode ser atribuída à hiperinsulinemia

a partir de múltiplos mecanismos fisiopatológicos:

aumento da volemia, redução

da excreção renal de sódio e água, menor

vasodilatação resultante da depleção de

óxido nítrico e disfunções relacionadas à

alteração do sistema renina-angiotensina-

-aldosterona. Desta forma, mulheres com

SOP apresentam mais predisposição à doença

cardiovascular (22). As variáveis referentes

ao perfil lipídico (colesterol total,

LDL colesterol, HDL colesterol e triglicerídeos)

apresentaram taxas elevadas, um

achado que pode contribuir para o maior

risco de desenvolvimento de doença cardiovascular

(DCV) (4).

É comum mulheres com diagnóstico de

SOP apresentarem resistência insulínica

(RI), obesidade abdominal, disfunção endotelial,

dislipidemia, hipertrigliceridemia,

e diminuição da lipoproteína de alta densidade,

hipertensão, diabetes mellitus II e

síndrome metabólica, sendo todos estes

importantes fatores de risco cardiovascular.

Ademais, a utilização de indicadores

antropométricos para a detecção do risco

cardiovascular em portadoras de SOP é

muito simples e prático. A circunferência

da cintura (CC), relação cintura-quadril

(RCQ) e relação cintura-estatura (RCEST)

são os indicadores mais explorados e têm

demonstrado bom desempenho no rastreamento

do risco cardiovascular. Estudos

demonstraram que a RCEST foi o melhor

indicador para discriminar a hipertensão

arterial, diabetes mellitus II e dislipidemia,

além disso, foi caracterizado como o

indicador mais bem correlacionado com

o risco cardiovascular, assim como a CC e

RCQ também apresentaram (16).

Hipertensão Arterial Sistemica

A associação entre a HAS e a SOP ainda

não está completamente esclarecida,

embora a alteração dos níveis pressóricos

já esteja englobada no contexto das manifestações

da SM e possa ser relacionada

com os distúrbios metabólicos comumente

encontrados nessa população, há uma

carência de estudos no que diz respeito à

prevalência de níveis pressóricos alterados

em mulheres brasileiras com SOP e os fatores

de risco cardiovasculares associados

a essa condição (23).

Contudo, essas pacientes tendem a

apresentar um aumento da pressão arterial

independente da sensibilidade à

insulina, representando um estado pré-hipertensivo,

indicando a presença de HAS

em algum momento posterior e redução

do comprimento vascular. Ademais, mulheres

com SOP na pós-menopausa apresentam

2,5 vezes mais chances de HAS

em comparação com mulheres controle

(7). Fica evidente então que a investigação

dessa problemática pode contribuir para o

preenchimento de lacunas científicas em

relação ao risco cardiovascular em pacientes

com SOP, fornecendo embasamento

para a prevenção e o diagnóstico precoce

da HAS nessa parcela específica da população

feminina (23).

Disfunções do sistema

reprodutor

A menstruação irregular é a principal

causa da ida das pacientes com SOP ao

ginecologista e ocorre devido à presença

anovulação ou oligovulação crônica, gerando

uma irregularidade denominada de

amenorréia ou oligomenorréia, que afeta

entre 70 e 80% das mulheres com SOP.

As disfunções abrangem também, com

menor frequência, sangramento uterino

disfuncional e infertilidade (11). A anovulação

crônica em mulheres com SOP é

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LUARA DA SILVA 1 ,

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artigo 2

034

caracterizada pela alteração e inversão dos

hormônios LH e FSH, (altas concentrações

plasmáticas de LH associadas a concentrações

normais ou reduzidas de FSH) (22).

A presença de sangramento disfuncional

ocorre devido a constante exposição

do endométrio ao estrogênio, ocasionando

um crescimento descontrolado que supera

a capacidade de fornecimento de sangue,

resultando em sangramento intenso, frequentemente

confundido com período

menstrual. (24). A SOP é a causa mais comum

de infertilidade anovulatória, sendo

responsável por 90 a 95% dos casos de

infertilidade feminina presentes em clínicas

de fertilização, porém cerca de 60% das

mulheres com SOP são férteis. Do total de

mulheres que possuem infertilidade juntamente

com SOP, cerca de 90% estão acima

do peso. A obesidade atua agravando de

forma independente a infertilidade, reduzindo

a eficácia do tratamento e induzindo

a um risco aumentado de aborto (11).

Os anticoncepcionais combinados são

empregados em pacientes com anovulação

ou com hiperandrogenismo, pois

os estrogênios diminuem os níveis androgênicos

circulantes ao incrementar

os níveis séricos de globulina ligadora de

hormônios sexuais e diminuir a atividade

da 5α-redutase. Contudo, as mulheres

com SOP e SM têm alta prevalência de

aterosclerose subclínica, refletindo na desregulação

da função endotelial, bem como

em anomalias na coagulação e no sistema

fibrinolítico, aumentando o risco de fenômenos

tromboembólicos. Por essa razão,

alguns autores acreditam que a escolha de

anticoncepcionais combinados representa

um desafio para o clínico (25).

Alteração no metabolismo

da glicose

Mulheres com SOP apresentam elevado

risco de desenvolvimento de anormalidades

no metabolismo da glicose quando

jovens, demonstrando uma conversão

rápida para alterações na glicose em jejum

e na tolerância à glicose, assim como para

diabetes mellitus II (DM2) (7; 11). Estudos

clínicos demonstram que cerca de 31 a 35%

de pacientes com SOP possuem tolerância à

glicose alterada e cerca de 7,5 a 10% apresentam

DM2. Ademais, a SOP eleva de 5 a

10 vezes a chance de haver uma conversão

da intolerância à glicose para DM2.

A oligomenorréia atua como marcador

substituto altamente preditivo para SOP e

quando presente eleva a taxa de conversão

para DM2 em duas vezes em comparação

com pacientes que apresentam eumenorréia,

independente da massa corporal,

indicando que a oligomenorréia é um fator

preditivo a parte para o desenvolvimento

de DM2. Um estudo retrospectivo revelou

que 27% de mulheres na pré-menopausa

com DM2 tem SOP e que 82% possuem

ovário policístico (7). A IDF identificou a

SOP como fator significativo não modificável

associado a DM2. A tolerância à glicose

alterada também é um fator preditivo

para DM2, assim como para mortalidade

de doenças cardiovasculares em mulheres

com SOP (11).

Consequências na Gestação

A SOP apresenta excesso de androgênio

e hiperinsulinemia na gestação, fatores

que afetam de uma forma adversa o período

gestacional. Há risco elevado para

presença de pré-eclampsia, dado o IMC

elevado na presença de SOP e a alta taxa

de gestações múltiplas, consequentes de

tratamentos de fertilidade realizados pela

paciente. (1). Entretanto, pacientes com

gravidez única, assim como gestantes de

múltiplos, apresentam risco aumentado

de diabetes mellitus gestacional (DMG),

além de hipertensão induzida pela gestação

e parto prematuro (1).

A DMG possui prevalência de 0,2 a

20%, variando conforme o método de

rastreio, idade gestacional e população

de estudo, é definida como a redução da

tolerância à glicose induzida pela gravidez,

possivelmente como consequência de alterações

fisiológicas no metabolismo da

glicose (2). O descontrole da DMG leva a

efeitos na mãe e no feto, podendo provocar

macrosomia, presença de natimorto

ou traumas no parto. As semelhanças

entre a SOP e a DMG deixa clara a relação

existente entre as patologias, alguns estudos

demonstram a associação de SOP com

DMG e resistência à insulina, deixando

claro que atua de forma independente no

desenvolvimento de DMG. Porém, outros

estudos alegam que não há relação entre

DMG e mulheres com SOP, uma vez que a

prevalência não é elevada. (2)

Considerações Finais

A síndrome dos ovários policísticos

(SOP) é uma desordem endócrino-metabólica

frequente, que acomete mulheres

em idade reprodutiva (3). A SOP apresenta

fatores de risco para desenvolvimento de

doença cardiovascular (DCV), tais como

resistência à insulina, dislipidemia, diabetes

mellitus, hipertensão arterial sistêmica,

disfunção endotelial, obesidade central e

marcadores pró-inflamatórios crônicos.

Dessa forma, mulheres com SOP apresentam

maior tendência para o desenvolvimento

precoce de distúrbios clínicos desfavoráveis,

como a síndrome metabólica

(SM) (15). A SM não possui fisiopatologia

esclarecida, mas a maioria dos estudos

indica uma associação de fatores, estes

envolvidos também na patogenia da SOP,

são eles: resistência à insulina, obesidade

e anormalidades vasculares e de coagulação

(7). Visto a alta prevalência de SM

em mulheres com SOP, principalmente na

presença de resistência à insulina. É necessária

uma triagem dessas pacientes, além

disso, seus tratamentos devem abranger

as complicadas inter-relacionais existentes

com a dislipidemia, obesidade, resistência

à insulina, síndrome metabólica e parâmetros

hormonais, minimizando ao máximo

o risco para o desenvolvimento de

patologias de difícil manejo como a DM2,

intolerância à glicose e DCV (1; 5).

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

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artigo 2

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036

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

037


AUTORES:

GABRIELA SCHILING ALVES¹,

ANDRESSA BERNARDI¹ E

DÉBORA GRAZIELA FARIAS¹

artigo 3

Anemia autoimune

hemolítica

primária:

Aspectos Gerais

Resumo

A anemia hemolítica autoimune primária, caracterizada por apresentar

auto-anticorpos que se ligam aos eritrócitos, pode se apresentar de

duas formas: a quente e a frio. Sua origem é idiopática, porém hipóteses

apontam para desequilíbrio de células T. A clínica do paciente contribui

para o diagnóstico, sendo indispensável a confirmação laboratorial hematológica

e sorológica. O tratamento consiste em diminuir ou cessar a

produção de anticorpos bem como a hem ólise. Apesar do aumento da

prevalência, o prognóstico é bom, com ótimas respostas para remissão

do quadro hemolítico.

Palavras-chave: Anemia hemolítica autoimune; AIHA; Anemia hemolítica

autoimune primária; Teste de Coombs;

Summary

Primary autoimmune hemolytic anemia, characterized by

autoantibodies that bind to erythrocytes, may present in two forms:

hot and cold. Its origin is idiopathic, but hypotheses point to imbalance

of T cells. The patient’s clinic contributes to the diagnosis, being

essential hematological and serological laboratory confirmation.

Treatment consists of decreasing or ceasing antibody production as

well as hemolysis. Despite the increased prevalence, the prognosis is

good, with excellent responses for hemolytic remission.

Keywords: Autoimmune hemolytic anemia; AIHA; Primary autoimmune

hemolytic anemia; Coombs test;

¹Acadêmica do curso de Biomedicina pela Universidade

Feevale. E-mail:gabrielaschiling@hotmail.com

Introdução

A anemia hemolítica autoimune primária (AHAI), é uma

doença rara, caracterizada pela presença de auto-anticorpos

que se ligam aos eritrócitos, onde são detectados e reconhecidos

pelo sistema reticulo-endotelial, diminuindo o tempo

de sobrevida dessas células. Os auto-anticorpos são proteínas

produzidos pelo sistema imunológico, que reagem contra

componentes do próprio organismo, isso ocorre porque o

sistema imune sofre uma falha no seu mecanismo supressor,

e passa a reconhecer antígenos próprios como substâncias

não próprias, onde iniciam um processo para eliminar essas

substâncias. Os anticorpos que estão presentes na anemia

hemolítica autoimune são denominados de antieritrocitários

e a intensidade e importância da hemólise causada por eles

depende da classe e subclasse dos anticorpos envolvidos que

podem ser IgG, IgM ou IgA.

AHAI primária é classificada em dois tipos, anemia hemolítica

autoimune a quente e anemia hemolítica autoimune a

frio, definida com base nas temperaturas em que os anticorpos

reagem juntamente com os eritrócitos. Sua diferenciação

é essencial, pois o prognostico e tratamento são distintos. Na

AHAI a quente, os anticorpos pertencem à classe IgG ou IgA,

e são responsáveis por cerca de 80% das anemias hemolíticas

autoimunes, reagem a temperaturas maiores ou iguais a 37°C,

não ativam o sistema complemento, não aglutinam in vitro.

Na AHAI a frio os anticorpos pertencem a classe IgM e reagem

a temperaturas menores que 37°C, requerem atividade

do sistema complemento, produzem aglutinação espontânea

in vitro.

imagem ilustrativa

Etiologia

A etiologia da anemia hemolítica

autoimune primária ainda permanece

desconhecida. Algumas hipóteses

apontam para um possível desequilíbrio

entre os linfócitos T facilitadores

e supressores que fazem parte do sistema

imunológico, ou ainda para uma

alteração da superfície dos antígenos,

possível reação cruzada dos anticorpos,

o reconhecimento de células próprias

como impróprias, erros na tolerância

periférica e central de linfócitos T e B,

defeitos na manutenção da homeostasia

de linfócitos, aumento da produção

de citocinas Th2 e uma redução de

IFN-γ e IL-12. (GERHS, 2002)

Fisiopatologia

AHAI primária é uma doença com

evolução extremamente variável, na

maioria dos casos se inicia de forma

lenta, os indivíduos portadores desta

doença geralmente apresentam

anemia grave (Hb


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

GABRIELA SCHILING ALVES¹,

ANDRESSA BERNARDI¹ E

DÉBORA GRAZIELA FARIAS¹

artigo 3

Conclusão

A anemia hemolítica autoimune primária

(AHAI), é uma doença que vem

se tornando cada vez mais prevalente,

infelizmente ainda não foram encontrados

mecanismos responsáveis por

seu aparecimento, sendo considerada

uma patologia de origem idiopática.

Felizmente, há um contínuo engajamento

de pesquisadores na busca por

novas técnicas para seu diagnóstico e

tratamento, uma vez que o diagnóstico

precoce tem suma importância para

que seja possível proporcionar uma melhor

qualidade de vida para o indivíduo

portador de AHAI primária.

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040

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

041


Soluções em gestão profissional para

pequenos e médios laboratórios clínicos

gestão laboratorial

Por Humberto Façanha*

Tenho dito em palestras, conferências e cursos que ministro, nos mais diversos lugares do Brasil, o seguinte: VOCÊ, GESTOR LABO-

RATORIAL, PODE ATÉ ESTAR LUCRANDO BEM, TODAVIA, SE NÃO SABE IDENTIFICAR, MEDIR E COMPARAR A COMPETITIVIDADE E

O RISCO DE INSOLVÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO, PROVAVELMENTE NÃO ESTARÁ CONTROLANDO ADEQUADAMENTE OS PROCESSOS DO

SEU LABORATÓRIO. Dito de outra forma, não estará gerenciando de forma eficaz e eficiente o laboratório! Quem não sabe

calcular e avaliar competitividade e risco de insolvência, não sabe se localizar no “MAPA DA CONCORRÊNCIA”. E quem não sabe

onde anda, ESTÁ PERDIDO. Simples assim!

Portanto, se atualmente existe um

grande problema no mercado das

análises clínicas, este será a queda da

competitividade e o aumento do risco

de insolvência dos pequenos e médios

laboratórios do País, decorrente de

causas conjunturais, dentre as quais a

principal foi a socialização da medicina

e, estruturais, onde destaco a produção

industrial de exames e a carência de

gestão profissional nessas organizações.

Isto causou um acentuado desequilíbrio

entre a procura (demanda) e a capacidade

instalada (oferta) nos laboratórios,

ocasionando uma queda na precificação

geral dos exames. Criei a expressão “Primeira

disrupção no mercado das análises

clínicas” para definir esta situação. Existe

um fato extremamente interessante que

observo nas minhas “andanças” pelo

Brasil. Quando peço ao pessoal presente

que liste os três principais problemas

que ocorrem em seus laboratórios, são

citados, invariavelmente, os seguintes:

dificuldade em reajustar os preços

pagos pelos convênios; concorrência

“de porta” por parte de laboratórios de

apoio; inexistência de reajuste na tabela

do Sistema Único de Saúde – SUS; ação

danosa do Governo decorrente de várias

esferas (impostos, agências reguladoras,

legislação trabalhista anacrônica, etc.);

direcionamento de exames por médicos

assistentes; concorrência desleal de colegas;

concorrência aguerrida dos grandes

“players” impulsionados por capital externo;

situação macroeconômica do País,

dentre outras.

Dois aspectos são extremamente interessantes nesse elenco:

A) Todos os itens podem ser, na realidade objetiva dos fatos, causas do verdadeiro

problema, que é a redução da competitividade e o aumento do risco de insolvência.

B) Todos os itens são inerentes às causas conjunturais, portanto, externas aos

laboratórios.

Isso é fantástico, de fato, extremamente importante, pois denota, por parte dos gestores

laboratoriais, um comportamento que pode nos indicar o caminho da

solução! Senão vejamos. De uma forma geral, na medida em que os gestores “culpam”

agentes externos pelas suas dificuldades, evidenciam a existência de um mar de oportunidades

esquecido dentro dos laboratórios, caracterizado por soluções estruturais.

Por exemplo, o que os gestores laboratoriais estão fazendo para:

1) Calcular os custos de produção dos exames?

2) Calcular a rentabilidade de cada exame para cada cliente (convênios e particulares)?

3) Avaliar a viabilidade de cada tabela de preços, considerando os mais diversos perfis

das inúmeras demandas?

4) Calcular a rentabilidade e avaliar a viabilidade dos equipamentos do parque

produtivo, levando em consideração o “mix” dos exames proveniente da diversidade

de clientes componentes da carteira?

5) Quantificar o desempenho dos diversos setores (bioquímica, hematologia,

imunologia, etc.) da produção?

6) Calcular o ponto de equilíbrio da organização?

7) Calcular o Grau de Alavancagem operacional – GAO?

8) Calcular a produtividade dos custos fixos e variáveis?

9) Avaliar a qualidade das receitas sob os pontos de vista econômico e financeiro?

10) E a correta adequação das receitas com a capacidade instalada do laboratório?

11) Calcular o momento economicamente e financeiramente correto para uma

terceirização ótima dos exames?

12) Avaliar os diversos níveis de desconto que podem ser concedidos aos clientes em

função das tabelas de preços e perfis de solicitações?

13) E, quais exames devem ser negociados de forma convicta, na busca de aumento

nos valores pagos pelos clientes?

14) Saber se existem valores mínimos para os exames. Quais e por quê?

15) Saber a rentabilidade do negócio para os mais diversos cenários de venda?

16) Saber, em caso de expansão do negócio que lucro esperar?

17) Saber se o laboratório é viável na região de atuação?

18) Em caso negativo, qual o momento certo de sair do negócio? Se os gestores

laboratoriais não souberem responder questões como as descritas, se não

souberem identificar, mensurar e analisar

problemas, causas e soluções (ações

corretivas e preventivas), certamente não

estarão controlando de forma eficiente e

eficaz, monitorando de forma profissional,

os laboratórios sob suas responsabilidades.

*Humberto Façanha da Costa Filho

Ainda que, atualmente, estejam

lucrando muito bem, com alta

geração de caixa, prosperando todos

os meses. Basta um concorrente

que saiba fazer uma verdadeira gestão

profissional, chegar no mercado local e,

mediante uma gestão com alta produtividade,

com qualidade e ética profissional,

derrubar os preços, provocando uma

disrupção no modo de fazer os negócios!

Os clientes irão diminuir dia

a dia nas recepções dos que não

forem competitivos. De nada adiantarão

as lamentações e não haverá para

quem reclamar! De uma forma geral, a

competição é global e brutal, no mercado

das análises clínicas, em algumas regiões,

a luta já é por centavos. A questão

crucial não é se chegará em todo o País,

tão somente, quando? A sobrevivência e

um futuro digno, somente ocorrerão para

os gestores profissionais. Mesmos os

competidores desleais enfrentarão obstáculos

extremos no longo prazo. Não há

alternativa honesta, repito, a não ser pela

gestão profissional.

Estamos fazendo a nossa parte, disponibilizando

aos empreendedores e

executivos laboratoriais, o PROGRAMA

DE PROFICIÊNCIA EM GESTÃO LABO-

RATORIAL – PPGL, cujo acesso é via

aluguel, com valores conforme o porte

da empresa, implantado sem custos, à

distância, via internet, proporcionando

um sistema de gestão profissional aos

pequenos e médios laboratórios do Brasil,

cujos gestores, praticamente não têm

acesso, por dificuldades financeiras, disponibilidade

de tempo e formação acadêmica.

O sistema do PPGL já beneficiou

aproximadamente uma centena de laboratórios

clínicos em todas as regiões do

País, viabilizando de forma confidencial,

anônima, comparar o desempenho dos

participantes do programa. Isto possibilita

identificar a existência de problemas,

onde os resultados de cada laboratório

forem piores que as médias de todos os

participantes.

O PPGL avalia a competitividade e o

risco de insolvência de cada um dos laboratórios

do programa, elabora o diagnóstico

organizacional e propõe plano de

ações corretivas e preventivas. Trata-se

Professor e engenheiro, atualmente é professor do Centro de Ensino e

Pesquisa em Análises Clínicas (CEPAC) da Sociedade Brasileira de

Análises Clínicas (SBAC) e do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo

Ângelo (IESA), Curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas. Diretor da Unidos

Consultoria e Treinamento.

CONTATO: 51 99841-5153 | e-mail: humberto@unidosconsultoria.com.br

de um algoritmo heurístico que agrega

alto valor ao processo decisório, tendendo

a tornar competitivos os laboratórios

que o implantam, reduzindo os riscos e

incrementando a competitividade.

Atualmente o PPGL conta com 327

indicadores de desempenho dos processos,

sendo 205 indicadores com

processo de benchmarking interno e

122 indicadores com processo de

benchmarking competitivo de âmbito

nacional! Trata-se de um produto

único, sem similar no mundo. Com este

programa, não houve dúvida de gestão,

até hoje, que não tenha sido respondida.

VISÃO DO PPGL: aumentar a competitividade

dos laboratórios clínicos do País,

proporcionando uma justa remuneração

aos seus acionistas. MISSÃO: oferecer

aos gestores dos laboratórios clínicos

do País, um eficiente sistema de gestão,

com custo acessível, ferramenta basilar

para a correta tomada de decisão fundamentada

em comparações competitivas,

influenciando de forma incisiva no incremento

da lucratividade desses laboratórios,

aumentando sua competitividade.

Esperando termos contribuído para

os negócios na área das análises clínicas,

nos despedimos até a próxima edição da

revista NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

042

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

043


direito a saúde

Recondicionamento de

produtos para saúde usados –

desafios para uma nova regulação

do tema pela ANVISA

Por Patrícia Fukuma*

Patrícia Fukuma

“Desde que tenhamos normas claras e objetivas, garantindo-se

a manutenção da segurança e eficácia do produto, assim como

a integridade da saúde do usuário e do paciente,

o recondicionamento de produtos para saúde usados pode

trazer grandes benefícios à cadeia de saúde e

ao sistema de saúde do Brasil.”

Há mais de uma década, o recondicionamento

e comercialização de produtos

para saúde usados vem sendo objeto de

discussão entre ANVISA e o setor regulado

e, até este momento, muito embora

não haja um consenso sobre o tema,

existe a certeza de que a norma vigente

necessita de urgente revisão, o que já é

um avanço importante nesta discussão.

Atualmente o tema é regulado pela

RDC nº 25/2001 da ANVISA e proíbe a

importação, comercialização e/ou recebimento

em doação de produto para

saúde usado, destinado a uso no sistema

de saúde do País; porém permite a

importação, comercialização e/ou recebimento

em doação de produto para

saúde recondicionado, desde que sob

responsabilidade expressa do detentor

do registro no Brasil.

Apesar de antiga, a RDC 25/2001 ainda

gera dúvidas para seu cumprimento,

em especial no que diz respeito aos

requisitos mínimos e necessários para

caracterizar o recondicionamento de um

equipamento.

Não sem razão, o tema preocupa o

setor regulado, em especial, as empresas

que atuam com o aluguel e comodato de

produtos para saúde usados recondicionados.

A falta de objetividade da norma

gera insegurança jurídica àqueles que

devem cumpri-la e, tal insegurança, não

beneficia a nenhum dos elos da cadeia

de saúde, sejam importadores, clínicas,

hospitais, laboratórios, pacientes e o sistema

de saúde como um todo.

Obviamente a ausência de critérios

objetivos para caracterizar o recondicionamento

de produtos para saúde usados

acabou ensejando interpretações e entendimentos

dos órgãos reguladores sobre

o tema, entendimentos que, embora

aprimorados ao longo dos anos, de forma

alguma, conseguiram suprir o “vazio

legal” existente na RDC 25/2001.

Ciente dos problemas decorrentes da

RDC 25/2001, com o objetivo de revisar

a regulamentação sobre o recondicionamento

de produtos para saúde usados,

em 2011 a ANVISA publicou a Consulta

Pública nº 34 de 28/06/2011, com uma

nova proposta de resolução. No entanto,

o teor sugerido não foi abrangente o suficiente

para transformar a regulamentação

proposta em ato normativo.

Neste cenário, o setor regulado permanece

enfrentando os problemas gerados

pelos “vazios legais“ da atual RDC

25/2001, recebendo inclusive sinalizações

das Vigilâncias Sanitárias acerca das

dificuldades por elas enfrentadas para

fiscalizar adequadamente as atividades

envolvidas com a importação, comercialização

e/ou doação de produtos para

saúde usados recondicionados.

Assim, em uma nova tentativa de

revisar a atual regulamentação, o tema

foi posto em destaque no rol de assuntos

da agenda regulatória 2017-2020 da

ANVISA, sendo a proposta de iniciativa

de revisão da RDC nº 25/2001 aprovada

através do Despacho nº 210, de 3 de

setembro de 2018. O marco inicial dessa

iniciativa deu-se no Diálogo com a Sociedade

e o Setor Regulado, promovido

pela ANVISA em seu auditório principal,

no dia 26 de novembro de 2018, que

contou com a participação de diversas

empresas do setor regulado, assim como

as associações e entidades de classe

diretamente afetadas pelo assunto. O

principal objetivo deste evento foi coletar

informações sobre os problemas e reais

necessidades do setor regulado para,

posteriormente, apresentar a proposta

de revisão da RDC nº 25/2001.

Dentre os principais desafios e dificuldades

relatadas pelo setor regulado

e toda a cadeia envolvida, destacam-se:

Definição dos requisitos mínimos

para configurar o recondicionamento

A confusão entre os conceitos de recondicionamento,

remanufatura e remodelação

gera conflito no entendimento

dos requisitos mínimos necessários para

configurar o recondicionamento.

Atualmente, a legislação estabelece

que o recondicionamento compreende o

conjunto de atividades necessárias para

colocar o produto usado nas condições

técnicas e operacionais de um produto

novo, tais como processo de reciclagem,

reforma, revisão ou reprocessamento,

ou que pode incluir a substituição de

componentes, partes e peças, calibração,

testes de qualidade, reesterilização ou

etiquetagem, entre outros serviços.

O ponto crucial desta discussão está

no fato de que a ANVISA e algumas Vigilâncias

Sanitárias preconizam que para

ser considerado recondicionado, o produto

precisa ser submetido aos mesmos

testes realizados pelo fabricante (ensaios

de rotina) quando da liberação do produto

acabado para comercialização. Porém,

muitas vezes, a realização destes testes

é inviável, em função da estrutura física,

técnica e tecnológica necessária. Mais do

que isso, os próprios fabricantes destes

equipamentos atestam que a realização

dos ensaios de rotina não é fundamental

para garantir a segurança e eficácia do

produto usado.

Neste sentido, é primordial que a nova

proposta de resolução adote uma definição

clara e objetiva de “recondicionamento”

e, preferencialmente, harmonizada

com os regulamentos internacionalmente

reconhecidos, aliando os conceitos de segurança

e eficácia, realidade do mercado e

segurança do paciente.

Dificuldade na manutenção da

rastreabilidade.

A legislação atual responsabiliza

exclusivamente o detentor do registro

pela rastreabilidade dos equipamentos

usados recondicionados importados, comercializados

e/ou doados.

A maior parte dos representantes do

setor regulado entende que a responsabilidade

pela rastreabilidade deve ser

de toda a cadeia envolvida (responsabilidade

solidária) na importação, comercialização

e/ou doação de produto para

saúde usado recondicionado, visto que,

teoricamente, apenas empresas qualificadas

e devidamente regularizadas

deveriam conduzir as atividades de recondicionamento

mediante qualificação

pelo fabricante e/ou detentor do registro.

Este é um ponto relevante nesta

discussão, pois a rastreabilidade é um

importante instrumento em caso de

detecção de qualquer problema com os

equipamentos, em especial, nos casos

em que possa existir risco à saúde e segurança

do paciente.

Necessidade de determinação,

pelo fabricante, do tempo de

vida útil do produto

A determinação do tempo de vida útil

do produto é fundamental para definir

a viabilidade do recondicionamento, e,

deste modo, evitar riscos à saúde do usuário

e paciente.

Ampliar a responsabilidade

pelo recondicionamento de produtos

para saúde usados para

outros atores, além do detentor

do registro

Hoje a responsabilidade pelo recondicionamento

é atribuída exclusivamente

ao detentor do registro. Contudo, entende-se

que tal responsabilidade deveria

ser também da empresa que efetua as

atividades necessárias para configurar o

recondicionamento, mediante qualificação

desta empresa pelo fabricante e/ou

detentor do registro e ao cumprimento

dos procedimentos mínimos estabelecidos

pelo fabricante.

Para garantir a segurança e eficácia do

equipamento usado após o recondicionamento,

sugere-se que a empresa que

executa o recondicionamento emita um

“Laudo de Conformidade” atestando o

adequado e correto funcionamento do

produto. Este laudo deveria ser emitido

por profissional capacitado e devidamente

registrado no conselho profissional

pertinente.

Falta de regulamentação específica

para a regularização das

empresas que atuam na área de

assistência técnica, aluguel e comodato

de produtos para saúde

usados e recondicionados

Tais empresas normalmente são qualificadas

pelo fabricante e/ou detentor do

044

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

045


Ofereça

o que há de mais moderno

para a mamãe e o bebê.

registro para efetuar as atividades de recondicionamento

do produto para saúde

usado. A falta de regulamentação específica

para tais atividades gera insegurança

jurídica e, por vezes, atuação ilegal

de empresas não qualificadas, comércio

ilegal de partes e peças, ensejando riscos

aos usuários e pacientes.

Harmonização das boas práticas

de recondicionamento de

produtos para saúde usados

com guias internacionalmente

reconhecidos, como os utilizados

pela Comunidade Europeia

e pelo FDA (Food and Drug Administration).

Consenso no setor pela manutenção

da proibição da importação

de produtos para saúde

usados sem o devido recondicionamento.

Tal entendimento decorre da preocupação,

pertinente e relevante, de que a

permissão para importação de produtos

para saúde usados possa ensejar a entrada

no país de equipamentos sem as

devidas condições de uso seguro e eficaz,

colocando em risco a saúde e segurança

dos pacientes. Além disso, uma vez inseridos

no mercado, o processo de logística

reversa destes produtos é complexo e

poderia gerar uma quantidade imensurável

de resíduos, agregando à questão

de saúde pública decorrente destes produtos

ainda uma questão ambiental.

A resultado geral das informações

trocadas e discutidas durante esse diálogo

do setor regulado com a ANVISA,

permite-nos concluir que, desde que

tenhamos normas claras e objetivas para

o recondicionamento dos produtos para

saúde, garantindo-se a manutenção da

segurança e eficácia do produto, assim

como a integridade da saúde do usuário

e do paciente, o recondicionamento de

produtos para saúde usados pode trazer

grandes benefícios à cadeia de saúde e

ao sistema de saúde do Brasil.

Como benefícios imediatos, teríamos:

• A possibilidade de as instituições

de saúde acelerarem a renovação de

seus parques tecnológicos, levando novas

tecnologias aos pacientes;

• Possibilidade de estabelecimentos

e regiões menos favorecidas economicamente

terem acesso à equipamentos

ainda em vida útil e à tecnologias ainda

não disponíveis nestes locais, com menor

investimento;

• Aumento de incentivo de doações

às entidades filantrópicas, permitindo a

ampliação de atendimento ao SUS;

• Benefício ao meio ambiente devido

a geração de menos resíduos de complexa

gestão, em função da utilização

dos equipamentos durante todo o prazo

de vida útil estabelecido pelo fabricante.

Os pontos aqui mencionados serão

objeto de apreciação pela ANVISA quando

da elaboração da Análise de Impacto

Regulatório e certamente a subsidiarão

na sugestão de resolução através de

consulta pública sobre o tema.

Não pretendemos aqui exaurir toda a

discussão sobre o tema, mas tão somente

trazer um panorama do atual cenário

regulatório existente e os desafios para

que tenhamos uma nova regulamentação

que supra todas as lacunas hoje existentes

e, que tanta insegurança jurídica

gera aos entes regulados.

Importante destacar o comprometimento

da ANVISA com o assunto e o

consenso geral de que a RDC 25/2001

não regula e nem reflete adequadamente

as práticas atuais do mercado, merecendo,

portanto, um aprimoramento

que, ao final, beneficiará a todos.

Somos certos de que os desafios para

construir um novo regramento são infinitamente

menores do que os benefícios

advindos de uma regulação mais alinhada

com as legislações internacionais e

com o dia a dia do setor regulado.

Patrícia Fukuma

É sócia e fundadora do escritório

Fukuma Advogados, escritório

altamente especializado na área

regulatória-sanitária.

Com agradecimento à colaboração

de Camila Tavares.

direito a saúde

046

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

047


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Por que a OFAC tem conquistado

progressivamente espaço no mercado virtual

das Análises Clínicas?

Por Marbenha Linko *

A priori, o grupo OFAC - Organização

Feminina de Análises Clínicas - foi concebido

sob o prisma de agregar mulheres

conhecidas e amigas para discussão mais

informal e sobre assuntos diversos que

fazem parte do cotidiano de cada uma,

com o intuito de fortalecer e estruturar

um vínculo pessoal entre as participantes,

estas captadas através do grupo ACB

- Análises Clínicas do Brasil -, criado por

Helder Fortes, o qual tem relevante importância

para a edificação das análises

clínicas no Brasil.

Assim, passou-se à composição do

grupo. Inicialmente, pensou-se em

reunir mulheres com o seguinte perfil:

alegres, dinâmicas, visionárias, criativas,

humanas, sensíveis e inteligentes, que

pudessem contribuir para o desenvolvimento

do coletivo. Com isso, chegou-se

à seleção de 21 profissionais com todas

essas – e tantas outras – características

marcantes. E assim nasceu a OFAC!

Com o decorrer das atividades em

grupo, pensado inicialmente para interação

social, começou-se a realizar algo

mais conciso: a enérgica troca de informações

técnicas, com valiosas dicas para

a estruturação de uma gestão eficaz, eficiente

e efetiva, bem como a ventilação

coletiva de ideias e ideais para alavancar

bons negócios. No grupo, conversa-se

sobre tudo, mas a riqueza de informações

técnicas narradas, com relatos de

experiências sobre todo o cotidiano da

bancada e da mesa de negociações

(parte administrativa), é, sobremaneira,

bastante construtiva.

Dessa forma, os assuntos debatidos

sobre as vivências individuais de distintas

regiões do país, sejam elas boas ou ruins,

alicerçam o labor, fortalecem os negócios,

vez que permitem otimizar recursos,

selecionar produtos de melhor qualidade

e técnica e discutir relações de trabalho

com maior capacidade gerencial, e, como

consequência, transmitem maior confiabilidade

e credibilidade junto aos colaboradores,

clientes e fornecedores.

É, pois, uma rede de atenção fortalecida,

construída sob a égide da sensibilidade

e da perspicácia feminina, tanto que

a logomarca é um sapatinho vermelho,

que indica a mulher firme, determinada,

profissional (o microscópio é a base do

salto da qualidade almejada e da ciência

praticada).

Estabelecida, pois, a reciprocidade entre

as componentes do grupo, pensou-se

em convidar profissionais especialistas

no ramo das análises clínicas para dirimir

as dúvidas mais frequentes debatidas

em grupo. Assim, surgiu o “Papo Sério”,

onde, semanalmente, encontros virtuais

eram organizados, sempre de forma estruturada.

Após alguns “encontros” virtuais,

evidenciou-se a necessidade de uma

reunião presencial e a oportunidade vislumbrada

para tal união entre as mulheres

distribuídas por quase todo o território

nacional foi o 45º Congresso Brasileiro

de Análises Clínicas, realizado no Rio de

Janeiro, em junho de 2018.

Dessa forma, o 1º encontro pessoal

entre algumas participantes ocorreu

durante o evento supracitado, ocasião

na qual, inclusive, entregou-se a 1ª comanda

“Sapatinho Vermelho”, como

homenagem aos primeiros apoiadores

que contribuíram para o crescimento da

organização, entrega esta, feita em uma

improvisada solenidade no banco da

praça do centro de convenções.

Diante da experiência desse encontro

presencial, percebeu-se a necessidade de

ampliar o trabalho aos demais colegas de

bancada, convidando participantes e palestrantes

para um interação virtual de

aulas. Nasceu, assim, o grande sucesso

chamado OFAC CONVIDA, performance

desenvolvida em um grupo de whatsapp

temporário, onde profissionais de

análises clínicas se reúnem – quinzenalmente

- de forma surpreendentemente

sistematizada, com certificado, pesquisa

de satisfação, sorteio de brindes (inscrições

para congressos, livros, etc), em

formatos de palestra, respeitando sempre

o modos operandi escolhido pelo

ministrante para lecionar sobre o tema

indicado.

No OFAC CONVIDA, há, portanto, uma

sistemática, ponderada para permitir

uma interatividade entre os participantes,

mas com organização e controle feito

pelas “meninas da OFAC”. Há regras para

a participação, todas transmitidas com

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Imaturos IG# e IG% com Flag de desvio a esquerda e NRBC;

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modo especial para contagem de WBC alto e WBC Baixo;

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Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

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Lady News

lisura e transparência. No OFAC CONVIDA

desobedeceu imediatamente é excluído

do grupo, permitindo, assim, uma melhor

desenvoltura do palestrante, o qual

leciona por meio de recurso em áudio,

seguido atentamente por pessoas ávidas

por conhecimento, este disseminado

pela cortesia do especialista.

Outrossim, observou-se um expressivo

crescimento da OFAC, permitindo

a ampliação de novos seguidores, o que

propiciou, por conseguinte, na edificação

de uma célula-filha da Organização,

denominada OFAC VIP, que tem como

premissa a difusão das atividades do

projeto principal, bem como a divulgação

de cursos, congressos, encontros técnicos

e assuntos afins à área laboratorial e de

gestão.

Ressalte-se que a principal proposta

da OFAC é a educação continuada, o

compartilhamento de conhecimentos,

sendo o whatsapp a plataforma mais

acessível, prática e direta de contato com

seus seguidores na busca do aprimoramento

e a conexão com o que há de

melhor nas análises clínicas para que seja

partilhado através das mídias digitais.

E quem são as “ofacanas”? São gestoras, empreendedoras, profissionais técnicas, de

cargos políticos de órgãos ou sociedades da análises clínicas, que resolveram levantar

da cadeira do microscópio ou poltrona do escritório pra fazer o diferencial no mercado.

São elas:

Marbenha Linko, Imperatriz-MA (idealizadora da OFAC);

Taís Pozza, Santo Ângelo-RS;

Mônica Amaral, Piripiri-PI;

Bianca Franco, Corrente-PI;

Cláudia Gonçalves, Itamarandiba-MG;

Silvana Almeida, São Gabriel-ES;

Samara Mota, Conceição da Barra-ES;

Waldirene Niciolli, Campo Mourão-PR;

Suellen Macopi, Concórdia-SC;

Rosileide dos Santos, Petrolina-PE;

Rosineide Gois, Ji-Paraná-RO;

Caroline Jung, Porto União-SC;

Maria Elizabeth Menezes, Florianópolis-SC;

Albany,Salvador-BA;

Kelly Araújo, Valença-BA;

Mauren Isfer, Curitiba-PR;

Gilcilene Chaer, Brasília-DF;

Tânia Bonilha, Naviraí-MS;

Lenira Costa, Natal-RN;

Laiara Lemos, Minas Novas-MG;

Lidiany Oliveira, Bebedouro-SP.

Essa conquista de público no mercado brasileiro das análises clínicas no qual hoje a

OFAC triunfa, deve-se, sobretudo, à empatia, à “organização” e à criatividade da mulher,

fundamental para que o grupo se mantenha estruturado e venha a continuar essa

missão de partilhar conhecimento. Neste mês de março, o grupo “Scarpin Microscópio”

das análises clínicas completará 1 ano. Qualquer coincidência com o mês das mulheres

é puro e mero… merecimento!

Marbenha Linko

é graduada em Farmácia Bioquímica pela UFMA; Especialista em Citologia

Clínica pela FACIMP/SBCC; Mestre em Gestão, Pesquisa e desenvolvimento em

Tecnologia Farmacêutica pela PUC-GO; Trabalha no Centro Integrado de Saúde

da Mulher-CISAM. É Membro da Comissão de Analises Clinicas do CRF-MA

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de de amostras com com base base em em regras predefinidas, além além de de possuir uma uma interface mais mais intuitiva para para validação manual.

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microscópica

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custo extra extra de de reagente evitando o falso o falso aumento nas nas contagens globais de de

leucócitos

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Conhecimento e nível socioeconômico

de pacientes diabéticos de um centro de

atendimento ao diabético e hipertenso do

sertão nordestino brasileiro

Por Marcus Vinicius Cardoso Matos Silva, Carlos Danilo Cardoso Matos Silva; Caroly de Brito Correia;

Ingrid Carvalho Assunção; Laíza Dias Silva; André Ricardo da Luz Almeida.

RESUMO

O Diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica caracterizada por um aumento

significativo da glicose no sangue, apresenta-se em pessoas que possui um déficit de

insulina no sangue ou dificuldade de absorção do organismo. O DM também precisa ser

tratado no cotidiano, tornando necessário o conhecimento dos pacientes e familiares

quanto a todos os pontos, sendo eles positivos ou negativos da doença, visto que o nível

social pode influenciar na qualidade de vida de um paciente com DM. O objetivo do estudo

é analisar a relação entre o nível socioeconômico e o conhecimento sobre a doença

dos pacientes diabéticos do Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH)

de Feira de Santana, Bahia, visando descrever a importância do acompanhamento aos

pacientes, pesquisar a condição socioeconômica dos mesmos, e compará-la ao conhecimento

de cada um sobre a doença. A amostra foi constituída por 30 diabéticos que

atenderam aos critérios de seleção. Para coleta de dados foi utilizado um questionário

de conhecimento (DKN-A) e um questionário socioeconômico. O estudo demonstrou

que dentre os pacientes que não possuem conhecimento do diabetes 72,73% era do

sexo feminino e 27,27% do sexo masculino, os que demonstraram melhor conhecimento,

87,5% eram do sexo feminino e 12,5% do sexo masculino. A condição socioeconômica

interfere significativamente nessa realidade, pois a desigualdade na distribuição de

recursos nos diferentes grupos sociais influencia na compreensão da origem de complicações

referentes à alimentação, saúde, doença e aos seus desdobramentos.

Palavras-chave: Diabetes mellitus; Conhecimento; Classe social.

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus (DM) é uma doença

crônico-degenerativa que envolve

alterações no metabolismo de carboidratos,

lipídios e proteínas. Caracteriza-

-se por deficiência de secreção e/ou

de ação da insulina com consequente

hiperglicemia. É preocupante saber que

dados da Organização Mundial de Saúde

(OMS) preveem um aumento no número

de diabéticos de 171 milhões no ano de

2000 para 336 milhões em 2030, o que

se assemelha a uma epidemia (GALINDO

et al., 2006). Sendo que o DM juntamente

com as doenças cardiovasculares e a

hipertensão arterial figuram como um

dos principais problemas do quadro sanitário

brasileiro.

Por ser uma patologia bastante prevalente

e sua crescente incidência nas populações

brasileiras e mundiais demandam

intervenções individuais e coletivas (GO-

MES, 2011). O DM está associado a complicações

que comprometem a produtividade,

qualidade de vida e sobrevida dos

indivíduos, além de envolver altos custos

no seu tratamento e das suas complicações;

medidas de prevenção do DM assim

como das complicações são eficazes em

reduzir o impacto desfavorável sobre morbimortalidade

destes pacientes (MENDES,

2009). Assim, o presente trabalho visa

determinar que o nível socioeconômico

dos pacientes reflete diretamente no tratamento

da doença, e que o acompanhamento

médico destes pacientes no Centro

de Atendimento ao Diabético e Hipertenso

(CADH) é importante, pois proporciona

conhecimento e conscientização sobre a

doença, para que eles tenham um prognóstico

satisfatório, levando a uma melhor

qualidade de vida.

ID 74188260 © Sebastian Kaulitzki | Dreamstime.com

Rev.: 09/2018

Os kits Imuno-Rápido Dengue IgG/IgM e Ns1 da Wama Diagnóstica,

permitem o diagnóstico da Dengue, uma arbovirose transmitida

pelo mosquito Aedes aegypti. Os testes baseiam-se no método de

imunocromatograa e detectam qualitativa e diferencialmente

anticorpos IgG/IgM e antígeno Ns1, contra os 4 sorotipos

do vírus da Dengue.

Alta Sensibilidade e Especicidade

Detecção de sangue total, soro ou plasma

Metodologia imunocromatográca

Fácil identicação das bandas

Resultados precisos e rápidos

Apresentação: 10, 20 e 40 testes

Assessoria técnica e cientíca para todo o Brasil.

Linha:

NOVO

NOVO

Doenças Infecciosas:

Alerta - Autoteste HIV 1e 2

Anti-HBs

HBsAg

HBsAg Plus

HCV (Hepatite C)

HIV 1e 2

Rotavírus

Sílis (Total)

Toxoplasmose IgG/IgM

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Doenças Tropicais:

Chikungunya IgG/IgM

Dengue IgG/IgM

Dengue Ns1

Malária - Pf/Pv

Malária - Pf/Pan

ZIKA IgG/IgM

Hormônios:

hCG (Placa-teste)

hCG (Tira-teste)

Precisão - Autoteste hCG

NOVO

Imuno-Rápido Wama

DENGUE

Dengue IgG/IgM

Dengue Ns1

Dengue IgG/IgM

Dengue Ns1

Marcadores Tumorais:

AFP (Alfa-fetoproteína)

PSA (sensib. 2,5mg/ml)

Sangue Oculto Fecal

Sangue Oculto Fecal Ultra

Marcador Cardíaco:

Troponina I

Reagente

Breve:

Sensibilidade

Não Reagente

Especicidade

99% 98%

94,6% 98,6%

Registros no Ministério da Saúde (MS)

HIV 1 & 2 - Triline

Multidrogas 7 Parâmetros

Multidrogas 10 Parâmetros

Precisão - Autoteste FSH

Precisão - Autoteste LH

Constante Evolução

056

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

Rua Aldo Germano Klein, 100 - CEAT, São Carlos/SP – Brasil

057


Radar Científico

058

MÉTODOS

Realizou-se em 2015/2016 um estudo

transversal de campo com caráter descritivo

explicativo na população adulta (urbana)

do município de Feira de Santana,

no sertão da Bahia/Brasil. Esta população

do estudo foi constituída por 30 pacientes

com diabetes cadastrados no CADH.

Para o recrutamento dos pacientes,

estabeleceram-se os seguintes critérios

de inclusão: estar cadastrado no serviço,

sendo portador do Diabetes Mellitus

e concordar em participar do estudo. A

admissão dos pacientes diabéticos do

CADH são guiadas através de alguns

critérios tais como, possuir hemoglobina

glicosilada acima de 9%, ser portador

do Diabetes tipo 1, caso seja diabético

tipo 2 é necessário que tenha feito um

tratamento anteriormente no Posto de

saúde com hipoglicemiante com dose

máxima sem controle durante 6 meses

e depois ter que passar à usar insulina

para controlar; pacientes diabéticos com

complicações crônicas.

Os dados foram coletados após obtenção

do consentimento livre e esclarecido

dos participantes, no próprio local de estudo,

mediante entrevista individual em

situação face-a-face. Cada entrevista teve

duração de aproximadamente 20 minutos.

Esta pesquisa foi revisada e aprovada

pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade

Nobre de Feira de Santana, Bahia

(registro n° 844.001/2014).

Os instrumentos utilizados para a

coleta de dados foram dois questionários:

um sobre aspectos relacionados

ao conhecimento geral do diabetes,

DKN-A (Diabetes Knowledge Questionnaire),

no qual foi traduzido e validado

no Brasil (anexo A), sendo autorizada

sua utilização pelas autoras do mesmo,

onde contém 15 questões de múltipla

escolha abrangendo fisiologia básica, a

ação da insulina, hipoglicemia, grupos

Knowledge Questionnaire), no qual foi traduzido e validado no Brasil (anexo A), sendo

autorizada sua utilização pelas autoras do mesmo, onde contém 15 questões de

múltipla escolha abrangendo fisiologia básica, a ação da insulina, hipoglicemia, grupos

de alimentos e suas substituições, tomadas de decisões e cuidados sobre a doença;

e outro socioeconômico, Critério de Classificação Econômica Brasil realizado pela

Associação Brasileira de Empresa de Pesquisa (anexo B) no qual os sujeitos da

de alimentos e suas substituições, tomadas de decisões e cuidados sobre a doença;

e outro socioeconômico, Critério de Classificação Econômica Brasil realizado pela Associação

grau de Brasileira escolaridade de Empresa do chefe de Pesquisa de família. (anexo B) no qual os sujeitos da amostra

marcaram a quantidade de itens que possuem na sua residência e indicar o grau de

escolaridade do chefe de família.

Para os dados do questionário de Conhecimento- DKN-A, a escala de medida utilizada

é de 0–15. Atribui-se escore um (1) para resposta correta e zero (0) para a

incorreta. Os itens de 1 a 12 requerem uma única resposta correta. Para os itens de 13

a 15, duas respostas são corretas e todas devem ser conferidas para obter o escore um

(1). Um escore maior que oito indica conhecimento acerca do diabetes mellitus (TOR-

RES; HORTALE; SCHALL, 2005). O Critério de Classificação Econômica Brasil utiliza um

sistema de pontos, no qual pontua uma determinada pontuação para quantidade de

itens para a posse que adquiriu. O escore obtido será classificado a partir do critério

de corte Brasil (Tabela 1). Este critério foi construído para definir grandes classes que

atendam às necessidades de segmentação (por poder aquisitivo) da grande maioria

das empresas (ABEP, 2012).

da Foi grande aplicada maioria a Correlação das empresas de Pearson (r) (ABEP, na associação 2012). entre as variáveis quan-

amostra marcaram a quantidade de itens que possuem na sua residência e indicar o

Para os dados do questionário de Conhecimento- DKN-A, a escala de medida

utilizada é de 0–15. Atribui-se escore um (1) para resposta correta e zero (0) para a

incorreta. Os itens de 1 a 12 requerem uma única resposta correta. Para os itens de

13 a 15, duas respostas são corretas e todas devem ser conferidas para obter o escore

um (1). Um escore maior que oito indica conhecimento acerca do diabetes mellitus

(TORRES; HORTALE; SCHALL, 2005). O Critério de Classificação Econômica Brasil

utiliza um sistema de pontos, no qual pontua uma determinada pontuação para

quantidade de itens para a posse que adquiriu. O escore obtido será classificado a

partir do critério de corte Brasil (Tabela 1). Este critério foi construído para definir

grandes classes que atendam às necessidades de segmentação (por poder aquisitivo)

Tabela 1: Cortes do Critério Brasil.

Classes

Pontos

A1 42-46

A2 35-41

B1 29-34

B2 23-28

C1 18-22

C2 14-17

D 8-13

E 0-7

Fonte: ABEP – Associação Brasileira de Empresa de Pesquisa – 2012 – www.abep.org –

Foi aplicada a Correlação de Pearson (r) na associação entre as variáveis

titativas e a Correlação de Spearman

(rs) para as qualitativas. Na realização

das análises, elaborou-se um banco de

dados no Programa Excel e os testes estatísticos

foram realizados com o programa

BioEstat 5.0. Buscando manter a

cientificidade da pesquisa foi adotado

nível de significância de p


exo A), sendo

questões de

emia, grupos

re a doença;

ealizado pela

Radar Científico

s sujeitos da

ia e indicar o

la de medida

ro (0) para a

ra os itens de

bter o escore

etes mellitus

nômica Brasil

ntuação para

classificado a

o para definir

er aquisitivo)

g –

as variáveis

ealização das

s estatísticos

ntificidade da

bilidade para

ipótese nula.

060 058

RESULTADOS e DISCUSSÃO

RESULTADOS e DISCUSSÃO

Dos 30 pacientes cadastrados no CADH, 23 são do sexo feminino e 7 do sexo

Dos 30 pacientes cadastrados no CADH, 23 são do sexo feminino e 7 do sexo

masculino. Em relação ao tempo de evolução Knowledge da doença, destacam-se Questionnaire), que 46,67% no qual foi traduzido e validado no Brasil (anexo A), sendo

masculino. Em relação ao tempo de evolução da doença, destacam-se que 46,67%

dos pacientes tem entre 10-20 anos portando

dos pacientes tem entre 10-20 anos portando autorizada o diabetes, 43,33%

o diabetes, 43,33% sua utilização têm menos

têm menos de pelas de 10

10 autoras do mesmo, onde contém 15 questões de

anos, e 10% com mais de 20 anos.

anos, 10% com mais de 20 anos. múltipla escolha abrangendo fisiologia básica, a ação da insulina, hipoglicemia, grupos

O estudo demonstrou que dentre os pacientes que não possuem conhecimento

estudo demonstrou que dentre os pacientes que não possuem conhecimento

do diabetes 72,73% era do sexo feminino e 27,27% de alimentos do sexo masculino. e suas substituições, Os pacientes tomadas de decisões e cuidados sobre a doença;

do diabetes 72,73% era do sexo feminino e 27,27% do sexo masculino. Os pacientes

que demonstraram melhor conhecimento, 87,5% e outro eram socioeconômico, do sexo feminino e 12,5% Critério do de Classificação Econômica Brasil realizado pela

que demonstraram melhor conhecimento, 87,5% eram do sexo feminino e 12,5% do

sexo

sexo

MÉTODOS masculino (Tabela 2).

masculino (Tabela 2).

Associação Brasileira de Empresa de Pesquisa (anexo B) no qual os sujeitos da

Realizou-se Este perfil

Este perfil em também 2015/2016 também foi encontrado em estudos realizado por Ribeiro (2006), o

foi um encontrado estudo de alimentos e suas substituições, tomadas de decisões e cuidados sobre a doença;

em estudos realizado por Ribeiro (2006), o

que

que

sinaliza

sinaliza

que

que a

diferença

diferença

encontrada

encontrada

pode

pode e

amostra

ser

ser outro

atribuída

atribuída socioeconômico,

marcaram a

à

à

maior

maior

preocupação

preocupação Critério

quantidade

de Classificação

de itens

que

que Econômica

que possuem

Brasil realizado

na sua

pela

residência

Associação

grau

e indicar o

reflete

reflete

em

em

uma

uma

busca

busca

maior

maior

dos

dos

serviços

serviços

de

de

saúde

saúde de

pelas

pelas Brasileira escolaridade

mulheres.

mulheres. de Empresa

O

O do

aumento

aumento chefe de Pesquisa

do

do de família. (anexo B) no qual os sujeitos da amostra

mulheres. conhecimento

conhecimento O aumento está

está

associado

associado conhecimento à

predisposição

predisposição está marcaram

para associado para

assumir

assumir Para a à quantidade predisposição o o

autocuidado.

autocuidado. dados de do itens para No questionário No que

caso assumir

particular o autocuidado. do do controle controle No do do caso diabetes, diabetes, particular essa essa predisposição predisposição do controle escolaridade do propicia propicia diabetes, do chefe

caso possuem da de na doença), sua Conhecimento- residência condição e socioeconômica indicar DKN-A, o grau a de e escala o de medida

maior maior essa de

receptividade receptividade família. predisposição ao ao

utilizada é de 0–15. Atribui-se escore acesso um aos (1) serviços para resposta de saúde contribuem correta e zero (0) para a

propicia tratamento, maior confiança receptividade na na equipe ao multiprofissional, tratamento, Para confiança melhora melhora os dados

da na autoestima, equipe do autoestima, questionário multiprofissional,

positiva melhora perante da a autoestima, doença e aceitação percepção social social positiva lizada incorreta. (RODRIGUES, perante é de 0–15. Os itens

percepção percepção de Conhecimento- para o processo DKN-A, a de escala aprendizagem de medida (RO- uti-

2009). a 2009). doença Atribui-se de 1

e aceitação escore a 12 requerem

so-

um (1) para DRIGUES uma resposta et única al., correta 2012). resposta e zero (0) correta. para a Para os itens de

13 a 15, duas respostas são corretas e Para todas Rodrigues devem et al. ser (2012), conferidas a baixa esco-

para obter o escore

transversal de campo com caráter descritivo

explicativo na população adulta (urbana)

do município de Feira de Santana,

no sertão da Bahia/Brasil. Esta população

do estudo foi constituída por 30 pacientes

com diabetes cadastrados no CADH.

Para cial (RODRIGUES, o recrutamento 2009). dos pacientes, incorreta. Os itens de 1 a 12 requerem uma única resposta correta. Para os itens de 13

estabeleceram-se Tabela 2 – Distribuição os do do seguintes escore total total critérios do do conhecimento a DKN-A 15, DKN-A duas segundo respostas o o sexo sexo são dos dos corretas pacientes pacientes e todas devem laridade ser conferidas é uma para características obter o escore predominantes

na população atendida pelos serviços

Escore estar de cadastrado conhecimento no servi-

(1). Um escore Sexo

um

diabéticos do Centro de de Atendimento ao ao diabético e e hipertenso, n=30, n=30, Feira Feira de de Santana, Bahia, Bahia, 2014. 2014.

de inclusão: maior que

n n

oito indica

%%

conhecimento acerca do diabetes mellitus (TOR-

Masculino 6 6 27,27 27,27

públicos de saúde. E quanto à escolaridade,

ço, sendo portador do Diabetes Mellitus RES; HORTALE; SCHALL, 2005). O Critério de Classificação Econômica Brasil utiliza um

Menor ou igual a 8

Feminino 16 16 72,73 72,73 os usuários com DM2 apresentaram baixo

e concordar em participar do estudo. A sistema de pontos, no qual pontua uma determinada pontuação para quantidade de

Total 22 22

100,00

grau de instrução, assim pode-se observar

admissão dos pacientes diabéticos do itens para a posse que adquiriu. O escore obtido será classificado a partir do critério

Masculino 1 1 12,5 12,5 que o baixo nível de escolaridade possibilita

CADH Maior são que guiadas 8 através de alguns de corte Brasil (Tabela 1). Este critério foi construído Feminino 7 7 87,5 87,5 limitar o

para

acesso

definir

às informações,

grandes classes

além de

que

que

critérios tais como, possuir hemoglobina atendam Total às necessidades 8 8 de segmentação 100,00 (por Fonte: Dados da Pesquisa.

variáveis

poder

escolaridade

aquisitivo)

e

da

tempo

grande

de diagnóstico

estão relacionadas ao conhecimento

maioria

glicosilada acima de 9%, ser portador das empresas (ABEP, 2012).

No que tange à classe socioeconômica, no presente estudo foram encontradas 4

do Diabetes tipo 1, caso seja diabético

da Foi grande aplicada maioria a Correlação das empresas de Pearson (r) (ABEP, na associação 2012). entre as variáveis quan-

No que tange à classe socioeconômica, no no presente estudo foram encontradas

classes, 4 classes, onde onde prevaleceu a classe a classe DE, DE, com com 83,34% do do sexo sexo feminino e e 16,66% do

do

e às atitudes das pessoas com DM.

tipo 2 é necessário que tenha feito um

sexo masculino; na classe C1, 66,66% do do do sexo feminino e e 33,34% e 33,34% do do sexo do sexo sexo masculino; masculino;

na classe na classe C2, C2, 80% 80% do do sexo sexo feminino e e e 20% 20% do do do sexo sexo sexo masculino; Classes e e com e com menos

Na pesquisa de Knuth et al. (2009),

tratamento anteriormente no Posto de Tabela 1: Cortes do Critério Brasil.

estudo de base populacional no

Pontos

Sul do

saúde com hipoglicemiante com dose

A1

prevalência a classe B2, B2, 75% do do sexo feminino e 25% do do sexo masculino (Tabela 3). 3).

Brasil, retrata que os entrevistados 42-46 de

máxima sem controle durante 6 meses

A2 sexo feminino têm maior nível

35-41

econômico,

indivíduos ativos e obesos 23-28 apre-

B1 29-34

e depois

Tabela 3 ter

– que passar

Distribuição das das classes à usar

classes socioeconômicas insulina

socioeconômicas segundo segundo o o sexo sexo do do pacientes pacientes B2 diabéticos diabéticos do do

Centro

Centro

de

de

Atendimento

Atendimento

ao

ao e

e

hipertenso,

hipertenso,

n=30,

n=30,

Feira

Feira

de

de

Santana,

Santana,

Bahia,

Bahia,

2014.

para controlar; pacientes diabéticos com

2014. C1 Classes socioeconômicas Sexo Sexo n n %

sentaram maior conhecimento 18-22 sobre o

%

complicações crônicas.

C2 14-17

B2 B2 Masculino Masculino 1 1 25,00

D 25,00 papel da atividade física no tratamento 8-13

E do diabetes. Dessa forma, retrata 0-7 que

Feminino Fonte: ABEP – Associação 3 75,00 Brasileira de Empresa de Pesquisa – 2012 – www.abep.org –

Total

4 100,00

o conhecimento não é apresentado da

Os dados foram coletados após obtenção

do consentimento livre e esclarecido

dos participantes, no próprio local de estudo,

mediante entrevista individual em Masculino titativas e a Correlação 3 de 33,34 Spearman tre

Foi aplicada a Correlação de mesma Pearson maneira (r) por na indivíduos associação de classes

10-20 diferentes, anos devendo portando haver o prioridade, diabetes,

entre as variáveis

Feminino

C1

quantitativas e a

6

Correlação

66,66

de Spearman (rs) para as qualitativas. Na realização das

situação face-a-face. Cada entrevista teve Total (rs) para as qualitativas. Na realização 43,33%

9 100,00

principalmente têm menos considerando 10 anos, a situação e 10%

duração de aproximadamente 20 minutos.

Esta pesquisa foi revisada e aprovada

das análises, elaborou-se um um banco banco de de dados com

Masculino

das classes mais no de Programa

empobrecidas.

20 anos. Excel e os testes estatísticos

1 20,00

Feminino dados foram no realizados Programa Excel com e os o testes programa estatísticos

BioEstat O

C2

4 80,00

Correlacionando estudo 5.0. demonstrou Buscando o tempo que manter da dentre doença

pacientes com o de nível que

a cientificidade da

Total

pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade

Nobre de Feira de Santana, Bahia Masculino grama BioEstat 5.0. 2 Buscando 16,66 manter a nhecimento participantes do da diabetes pesquisa 72,73% foi encon-

era

pesquisa

foram

foi adotado

realizados 5 100,00 com

nível

o

de

pro-significância os

p


Radar Científico

faixa etária e por motivos diversos, porém é sabido que alguns fatores relacionados

ao estilo de vida, juntamente com a hereditariedade e a idade maior de 40 anos, levam

as pessoas a um maior risco de desenvolvimento destas doenças. Estes agravos têm

por características a irreversibilidade e o constante agravamento que, diariamente,

vão direcionando o indivíduo à incapacitação (SBD, 2007).

Na correlação entre as classes socioeconômicas e o escore de conhecimento,

destaca-se a classe B2 com um nível de conhecimento maior que as outras classes,

sendo que as classes DE prevaleceu pacientes com nível de conhecimento baixo

(Tabela 4).

Tabela 4 – Distribuição das classes socioeconômicas dos pacientes do Centro de Atendimento ao

diabético e hipertenso segundo o escore do conhecimento, n=30, Feira de Santana, Bahia, 2014.

Classes socioeconômicas Escore do conhecimento n %

Menor ou igual a 8

3

75,00

B2

Maior que 8

1

25,00

Total

4

100,00

Menor ou igual a 8

4

44,45

C1

Maior que 8

5

55,55

Total

9

100,00

Menor ou igual a 8

4

80,00

C2

Maior que 8

1

20,00

Total

5

100,00

adultos sobre o papel da atividade física

na prevenção e tratamento de diabetes e

hipertensão: estudo de base populacional no

Sul do Brasil. Caderno Saúde Pública. vol. 25,

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São Paulo, v. 39, n.6, p. 906-911, 2005.

DE

DE

Menor ou ou igual a a 8

8

Maior que que 8

8

Total

11

11

1

1

12

12

91,66

8,34

8,34

100,00

Fonte: Dados da da Pesquisa.

062

060

O O aumento do do conhecimento em em DM DM está está relacionado com com maior nível de

de

nados a valores baixos na outra. Então,

adéquam a sua real situação, ou seja,

quanto escolaridade; maior a classe socioeconômica,

maior nível nível socioeconômico, agindo com coerência.

presença de de familiares REFERÊNCIAS

com com diabetes e

e

maior o faixa nível de etária conhecimento intermediária. dos pes-

Além Para disso, que o paciente fatores diabético pessoais obte-

(aspectos sociais, psicológicos

quisados em relação ao diabetes.

nha uma qualidade de vida é necessário

BRASIL, Ministério da Saúde. Biblioteca

e e percepção da da doença), condição conhecimento socioeconômica por parte dos acometi-

e o e o acesso virtual aos da aos saúde. serviços Plano de de reorganização de saúde

da

atenção à hipertensão arterial e ao diabetes

CONCLUSÃO

contribuem para para o o processo de dos de acerca aprendizagem dos aspectos fisiopatológi-

(RODRIGUES mellitus: et et al., hipertensão al., 2012).

arterial e diabetes

A compreensão dos elementos precos

e do tratamento da doença, exames

mellitus. São Paulo, 2009. Disponível

sentes nas pequenas Para decisões Rodrigues do ge-

et et al. al. regulares, (2012), práticas a a baixa de exercícios escolaridade físicos,

é em: é uma uma < das das http://bvsms.saude.gov.br/bvs/

características

renciamento da doença, que incluem as reeducação nutricional, automonitorização

da glicemia capilar, percepção

dicas/67diabetes.html>. Acesso em: 23 de

predominantes na na população atendida pelos serviços públicos dietas alimentares, sinalizando a complexidade

escolaridade, da patologia, os os limites os usuários impos-

com de com sinais DM2 e sintomas apresentaram da hipoglicemia,

baixo grau grau de de instrução, assim

CARVALHO, D. Diabetes e Hipertensão.

tos pelas normas médicas e as práticas

novembro

de de

de 2014.

saúde. E E quanto à à

prevenção das complicações crônicas,

pode-se observar que que o o baixo nível de de escolaridade possibilita Revista Factores limitar de o Risco. o acesso n.22 às

jul-set.

às

nutricionais adequada para cada quadro

além de saber tomar decisões frente a 2011, p.50-54.

informações, além de de que que situações variáveis especiais.

escolaridade e e tempo de de diagnóstico estão

clínico norteiam um controle glicêmico.

GOMES, R. As representações sociais e

A condição socioeconômica interfe-

O conhecimento relacionadas gera um ao ao melhor conhecimento com-

e e às às atitudes das das pessoas com a com experiência DM.

DM.

com o diabetes: um enfoque

re significativamente nessa realidade,

portamento frente a diversas situações

socioantropológico. Cad. Saúde Pública.

Na Na pesquisa de de Knuth pois et a et al. desigualdade al. (2009), na distribuição estudo de de base Barsaglini populacional RA. Rio de no Janeiro: no Sul Sul do

Editora

do

cotidianas que possa interferir na qua-

recursos nos diferentes grupos sociais

Fiocruz; p.1249-1250, jun., 2011.

lidade Brasil, de vida. Nesse retrata caso, que o que acometido

os os entrevistados de de sexo feminino têm têm maior nível econômico,

influencia na compreensão da origem e

pode se tornar um paciente ideal (co-

KNUTH, A. G.; BIELEMANN, R. M.;

indivíduos ativos e e obesos causa apresentaram de complicações referentes maior a conhecimento ali-

sobre o o papel da

da

operativo, obediente) ou progredir pra

SILVA, S. G.; BORGES, T. T.; DUCA, G. F. D.;

um paciente reflexivo, que conseguem

mentação, saúde, da doença e os seus KREMER, M. M.. HALLAL, P. C.; ROMBALDI,

atividade física no no tratamento do do diabetes. Dessa forma, retrata que que o o conhecimento

respectivos desdobramentos.

A. J.; AZEVEDO, M. R. Conhecimento de

entender não as prescrições alimentares e

não é é apresentado da da mesma maneira por por indivíduos de de classes diferentes, devendo

VISITE-NOS

Stand

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haver prioridade, principalmente considerando a a situação das das classes empobrecidas.

Revista NewsLab | Fev/Mar 2019

Correlacionando o o tempo da da doença com com o o nível de de conhecimento dos

dos

061

vendas@biotecno.com.br | 55 3513 0686

063 061


Informes de Mercado

informe de mercado

Esta seção é um espaço publicitário dedicado

para a divulgação e ou explanação dos produtos e

lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Novo biomarcador para auxiliar no Diagnóstico da

Sepse Severa - Finecare Procalcitonina (PCT)

Teste Rápido Quantitativo

064

A sepse é um conjunto de manifestações

graves em todo o organismo produzidas

por uma infecção. A sepse era conhecida

antigamente como septicemia ou

infecção no sangue. Hoje é mais conhecida

como infecção generalizada.

Na verdade, não é a infecção que está

em todos os locais do organismo. Por

vezes, a infecção pode estar localizada

em apenas um órgão, como por exemplo,

o pulmão, mas provoca em todo o

organismo uma resposta com inflamação

numa tentativa de combater o agente da

infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer

o funcionamento de vários dos

órgãos do paciente.

Por isso, o paciente pode não suportar

e vir a falecer. Esse quadro é conhecido

como disfunção ou falência de múltiplos

órgãos. É responsável por 25% da ocupação

de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente

a sepse é a principal causa de morte nas

Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e

uma das principais causas de mortalidade

hospitalar tardia, superando o infarto do

miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade

no país, chegando a 65% dos casos,

enquanto a média mundial está em torno

de 30-40%. Segundo um levantamento

feito pelo estudo mundial conhecido

como Progress, a mortalidade da sepse no

Brasil é maior que a de países como Índia

e a Argentina.

A doença é a principal geradora de

custos nos setores público e privado. Isto

é devido a necessidade de utilizar equipamentos

sofisticados, medicamentos caros

e exigir muito trabalho da equipe médica.

Em 2003 aconteceram 398.000 casos e

227.000 mortes por choque séptico no

Brasil com destinação de cerca de R$ 17,34

bilhões ao tratamento.

Fonte: Site ILAS https://ilas.org.br/o-que-e-sepse.php

O aumento da percepção sobre a gravidade

da sepse é fundamental entre os médicos

de todas as especialidades, para que

a detecção seja precoce e o paciente possa

ser adequadamente encaminhado para

os serviços nos quais os cuidados possam

ser prestados. Nesse sentido, estratégias

de divulgação entre a classe médica são

fundamentais para que a situação possa

ser controlada.

A Procalcitonina (PCT), peptídeo precursor

da calcitonina, hormônio envolvido na

homeostase do cálcio, apresenta níveis séricos

extremamente reduzidos em indivíduos

normais (0,1 a 0,5ng/ml). Em resposta a

estímulo infeccioso bacteriano o nível sérico

da Procalcitonina se eleva de forma substancial

e o seu papel na resposta inflamatória

inclui funções quimiotáxicas, modulação

do óxido nítricosintetase induzível e indução

de citocinas, entre outras.

Vários estudos demonstraram que a

Procalcitonina apresenta elevada sensibilidade

e especificidade para distinguir SIRS

(Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica)

de sepse, pneumonia bacteriana de

outros processos inflamatórios pulmonares

e necrose pancreática de necrose séptica

do pâncreas. Determinações seriadas de

PCT têm sido utilizadas para determinar o

tempo de tratamento de pneumonias e

outras infecções.

Recomenda-se que pacientes admitidos

na UTI com sepse presumida/choque

séptico tenha os níveis de PCT analisados

na admissão e a medida repetida durante

os próximos 2 dias. As decisões relativas à

antibioticoterapia podem então ser tomadas

com base na dinâmica da PCT e nos

dados clínicos específicos do paciente. De

acordo com estudos publicados

Normal: 72 horas e adultos)

Suspeita de Sepse: Considerar iniciar antibióticos

em todos os pacientes instáveis

0.1 – 0.5 ng/mL - Baixa probabilidade

de sepse; antibióticos não indicados.

>0.5 ng/mL - Aumento da probabilidade

de sepse; Antibióticos indicados.

> 2.0 ng/mL - Alto risco de sepse/

choque séptico; antibióticos fortemente

indicados.

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

A Celer Biotecnologia oferece o

produto Finecare Procalcitonina (PCT)

Teste Rápido Quantitativo que é utilizado

para determinar quantitativamente

a Procalcitonina, presente em

amostras de soro, plasma ou sangue

total, através da imunodetecção por

fluorescência.

O Finecare Procalcitonina (PCT) Teste

Rápido Quantitativo é de fácil manipulação

e tem a linearidade de: 0,1 a

100,0ng/ml e o tempo de reação é de

15 minutos, e o melhor equipamento de

testes por Imunofluorência do mercado,

com perfil amplo para ser utilizado em

UTIs, CTIs e atendimentos de urgência,

contate um dos nossos distribuidores

em sua região, consulte nosso site

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Rua Padre Eustáquio , 1133 - Subloja 11 Belo

Horizonte –MG

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CMV e EBV: A Importância da Rápida Detecção

nos Imunossuprimidos

O número de pessoas vivendo com

o sistema imune comprometido têm

aumentado progressivamente, seja por

causa de doenças que debilitam diretamente

a defesa do organismo, como

o HIV, ou pelo do uso de medicamentos

imunossupressores, aplicados em

pacientes de transplante de órgãos ou

medula. Como consequência, o aumento

na incidência de doenças causadas pela

reativação de vírus oportunistas.

O citomegalovírus (CMV) e o

vírus Epstein-Barr (EBV) pertencem

a família do Herpesvírus humano.

A maioria das pessoas tem o primeiro

contato com esses vírus ainda na infância

e raramente apresentam sintomas.

No entanto, ambos os vírus causam

problemas graves em pacientes

imunossuprimidos: o CMV pode

causar pneumonias e lesões do trato

digestivo; enquanto o EBV provoca infecções

hepáticas e pode ser relacionado

aos linfomas pós - transplante. Por

isso a importância do reconhecimento

clínico dos vírus.

A Mobius Life conta em seu portfólio

com testes de diagnóstico molecular

para detecção e quantificação

do DNA dos vírus CMV e EBV*. E a

metodologia molecular pode ser utilizada

para acompanhamento da

progressão da doença, distinção

da infecção sintomática da assintomática,

controle da eficácia do

tratamento antiviral e, se necessário,

permite a alteração da terapia

com a droga imunossupressora que

pode resultar na regressão da doença

proliferativa, já que o estado imunológico

do paciente influencia no desenvolvimento

de patologias relacionadas

ao CMV e EBV.

*Kit Master Epstein-Barr (EBV) e Kit

Master Citomegalovírus (CMV)

Mobius Life Science

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066

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

BIO ADVANCE: Novos lançamentos para

o mercado de Testes Rápidos - 2019

BIO ADVANCE: Novos lançamentos para o mercado de Testes Rápidos - 2019

Com um olhar sempre a frente a Bio Advance incorporará a partir de janeiro de 2019 novos testes em seu portfólio. A

crescente demanda por testes que promovam um diagnóstico rápido, preciso e de qualidade faz com que a Bio

Advance esteja sempre conectada com o que há de novo para suprir as necessidades dos laboratórios e hospitais.

Com um olhar sempre a frente a Bio Advance incorporará a partir de janeiro de 2019 novos testes em seu portfólio. A crescente demanda por testes

que promovam um diagnóstico rápido, preciso e de qualidade

Teste

faz

Rápidos

com que

com

a Bio

alta

Advance

sensibilidade

esteja

e

sempre

especificidade:

conectada com o que há de novo para suprir

as necessidades dos laboratórios e hospitais.

Teste Rápidos com alta sensibilidade e especificidade:

IRS-502 RSV (vírus sincicial respiratório)

CMY-402 MIOGLOBINA

IRS-502 RSV (vírus sincicial respiratório)

OFE-402 FERRITINA

CMY-402 MIOGLOBINA

OCAL-602 OFE-402 CALPROTECTINA

FERRITINA

OCAL-602 CALPROTECTINA

CPC-402 PROCALCITONINA

CCR-402 PCR

CPC-402 PROCALCITONINA

CCR-402 PCR

Todos Registrados na ANVISA

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Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

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CellaVision:

Morfologia Celular Digital para Líquidos Corporais

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

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Ab

O software de análise de Líquidos

Corporais permite que aos laboratórios

automatizar, padronizar e simplificar o

estudo morfológico de preparados de

fluidos biológicos, tais como líquor, líquido

ascítico, pleural, peritoneal, entre

outros.

Esta aplicação compreende a análise

e pré-classificação de leucócitos

em cinco tipos celulares: Neutrófilos,

Eosinófilos, Linfócitos, Macrógafos (o

que inclui Monócitos) e outros (Blastos,

células de linfoma, entre outros).

Como funciona?

O software extrai características

morfológicas a partir de imagens digitais

e realiza a pré-classificação das

células utilizando uma complexa rede

neural artificial. A pré-classificação é

então revisada e verificada pelo profissional

de laboratório.

A pré-classificação automatizada do

software acelera o processo de revisão

dos casos. Além disso, padroniza os

processos operacionais promovendo

maior consistência.

Características:

• Digitaliza a área completa da amostra e marca campos de interesse.

• Visualização dos tipos celulares dispostos lado a lado ou todas as

células em tela cheia.

• Aumento ajustável das imagens celulares.

• Permite adicionar células de sua casuística para criar um atlas de referência.

• Permite adicionar comentários em qualquer caso, classe celular ou célula

específica.

• Compartilhamento de imagens celulares para colaboração e consulta

com colegas através de acesso remoto ou e-mail.

• Arquivamento das imagens das células como parte do histórico do paciente.

Para mais detalhes acesse: www.cellavision.com

Contato: wagner.miyaura@cellavision.com

Ag

Anemia

Linha Completa

068

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

GynoPrep: A melhor solução em Citologia Líquida

com uma nova embalagem

O Câncer de Colo de Útero é o terceiro

tumor maligno mais frequente em

mulheres e a quarta causa de morte

de mulheres por câncer no Brasil¹. É

causado pela infecção por alguns tipos

do Papilomavírus Humano, mais

conhecido como HPV. Nem sempre o

HPV desenvolve a doença, porém, em

alguns casos, acontecem mutações

celulares e o câncer acontece.

Essas alterações são facilmente

identificadas através do exame Papanicolaou,

e são tratáveis e curáveis,

em sua grande maioria. Por isso a

prevenção e um diagnóstico precoce

e preciso é muito importante.

Para um exame mais preciso e um

diagnóstico mais confiável o Gyno-

Prep chegou ao mercado para facilitar

a realização do exame Papanicolaou.

Apesar do esfregaço ainda ser a técnica

mais utilizada, com a citologia líquida

é possível reduzir o desconforto

da paciente, além de diminuir o risco

de recoletas e resultados falsos-positivo,

além do material remanescente

poder se encaminhado para exames

de biologia molecular.

Em busca de maior segurança para

seus pacientes, o GynoPrep evoluiu. A

partir de novembro de 2018 o kit GynoPrep

será fornecido em papel grau

cirúrgico não estéril e embalado de

forma individual. Esse novo formato

traz maior higiene, melhor apresentação

do produto e facilita a distribuição,

melhorando a relação entre

o Laboratório e os médicos parceiros.

Entre em contato conosco e garanta

a melhor solução para coleta de Papanicolaou.

¹https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancerdo-colo-do-utero

GynoPrep - gynoprep.com.br

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Camboriú/SC

(47) 3183-8200

070

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

Fleury Medicina & Saúde instala a plataforma Optilite®

da Binding Site

Como principal lançamento no Brasil

em 2018, a Binding Site Brasil, disponibilizou

para seus clientes o Optilite®, sua

mais nova plataforma para automação

laboratorial. Trata-se de um analisador

projetado para simplificar o processo

analítico de proteínas plasmáticas, fazendo

com que o fluxo de trabalho seja

otimizado. Através do carregamento

contínuo de amostras e reagentes e

completa rastreabilidade de reagentes,

controles e calibradores por código de

barras o Optilite® é a solução ideal para

laboratórios que buscam eficiência e

segurança para seus processos.

A empresa comercializa produtos para

a área de proteínas plasmáticas, sendo

mundialmente reconhecida pelo desenvolvimento,

produção e comercialização

de kits para dosagens de biomarcadores

utilizados na área de Onco-Hematologia,

como o Freelite® (dosagem de Cadeias

Leves e Livres (CLLs) Kappa (κ) e Lambda

(λ) em soro) e o Hevylite® (dosagem dos

o Imunodeficiência: IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de IgG e IgA, Sistema

Complemento (CH50, C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

• Sistema nervoso central: Albumina, Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

• Nefrologia: Cistatina, Microalbumina e Beta-2-Microglobulina

• Proteínas Específicas: PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina, Transferrina, Pré-

Albumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina, Alfa-2-

Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a), etc.

“ O Optilite® e o menu de testes estão comercialmente disponíveis no Brasil e são

oferecidos por diferentes laboratórios. Os laboratórios Diagnósticos da América (DASA) e

Fleury Medicina e Saúde já estão com o Optilite® em seus respectivos núcleos técnicos

operacionais. Até o final deste ano de 2018, o Optilite® será instalado em pelo menos mais 3

grandes laboratórios/hospitais que já são nossos parceiros e buscam mais uma inovação

isotipos entre as cadeias leves e pesadas

das imunoglobulinas- IgG, IgM e IgA).

O menu de kits ofertado para o Optilite®

no Brasil, é bastante amplo. Além do

Freelite® e Hevylite® como já comentado,

destacam-se:

tecnológica para oferecer precisão e eficiência na realização dos exames em suas rotina”,

comenta Fúlvio Facco, Diretor Geral da empresa.

Para maiores informações, visitem nossas páginas na internet www.bindingsite.com.br e

www.freelite.com.br ou escrevam para info@bindingsite.com.br.

*Freelite® e Hevylite® são produtos de marca registrada da empresa Binding Site Ltd,

Birmingham, Reino Unido.

• Sistema Imune: Imunodeficiências:

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses

de IgG e IgA, Sistema do Complemento

(CH50, C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4);

• Sistema nervoso central: Albumina,

Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

• Nefrologia: Cistatina, Microalbumina

e Beta-2-Microglobulina;

• Proteínas Específicas: PCR, ASO,

Fator Reumatóide, Ferritina, Transferrina,

Pré-Albumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina,

Alfa-1-Antitripisina, Alfa-2-

-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outros.

O laboratório Fleury Medicina e

Saúde foi o pioneiro no Brasil a validar

e a incluir o Optilite® em sua rotina

de exames utilizando o Freelite® e as

Subclasses de IgG. Finalizamos o ano

de 2018, com a instalação de 5 Optilites®

em grandes laboratórios/hospitais

parceiros que se preocupam em

estar sempre utilizando o que há de

mais moderno e seguro para o resultado

clínico dos pacientes”, comenta

Fúlvio Facco, Diretor Geral da empresa.

Quanto ao Freelite®, reiteramos que

houve a incorporação do exame no

ROL de procedimentos e eventos em

saúde da Agência Nacional de Saúde

(ANS), estando em vigor desde janeiro

de 2018. Desde então, todos os

planos de saúde são obrigados a cobrir

os custos desse exame. O código

utilizado para os pedidos do exame

é: 4.03.24.26-5 – Quantificação de

cadeias kappa/lambda leves livres,

dosagem, sangue.

Para mais informações, visitem nossas

páginas na internet www.bindingsite.com.br

e www.freelite.com.br ou

escrevam para info@bindingsite.com.br.

Freelite® e Hevylite® são produtos de

marca registrada da empresa Binding Site Ltd,

Birmingham, Reino Unido.

A SBAC convida para o CBAC 2019

Neste ano, a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – SBAC realizará o

46° Congresso Brasileiro de Análises Clínicas na cidade de Belo Horizonte/MG.

O tradicional evento, de abrangência nacional, acontecerá entre os dias

16 e 19 de junho, no ExpoMinas.

O Congresso da SBAC tem no “Profissional do Futuro” seu principal foco.

A grade da programação científica do

evento estará disponível para consulta em

breve. Podemos adiantar que contará com a

apresentação dos mais recentes avanços do

conhecimento nas Ciências do Laboratório

Clínico e, por isso, estamos trazendo para o

evento um conteúdo que deixará um legado

para a SBAC e para a profissão. Um exemplo

é o Fórum de Compliance para Proprietários

e Gestores de Laboratórios, direcionado em

especial para os pequenos e médios laboratórios

– por possuírem particularidades

o Imunodeficiência: IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de IgG e IgA, Sistema

Complemento (CH50, C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

• Sistema nervoso central: Albumina, Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

• Nefrologia: Cistatina, Microalbumina e Beta-2-Microglobulina

• Proteínas Específicas: PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina, Transferrina, Pré-

Albumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina, Alfa-2-

Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a), etc.

“ O Optilite® e o menu de testes estão comercialmente disponíveis no Brasil e são

oferecidos por diferentes laboratórios. Os laboratórios Diagnósticos da América (DASA) e

Fleury Medicina e Saúde já estão com o Optilite® em seus respectivos núcleos técnicos

operacionais. Até o final deste ano de 2018, o Optilite® será instalado em pelo menos mais 3

grandes laboratórios/hospitais que já são nossos parceiros e buscam mais uma inovação

tecnológica para oferecer precisão e eficiência na realização dos exames em suas rotina”,

comenta Fúlvio Facco, Diretor Geral da empresa.

Para maiores informações, visitem nossas páginas na internet www.bindingsite.com.br e

www.freelite.com.br ou escrevam para info@bindingsite.com.br.

*Freelite® e Hevylite® são produtos de marca registrada da empresa Binding Site Ltd,

Birmingham, Reino Unido.

que requerem destaque neste campo do

conhecimento.

Nos estandes dos expositores presentes

ao Congresso será possível ver ao vivo diversas

novidades e atualizações tecnológicas

que poderão contribuir favoravelmente para

a produtividade de seu Laboratório, incluindo

a melhoria da confiabilidade nos seus resultados.

Será uma área de mais de 10.000

metros quadrados, com funcionários atenciosos

e totalmente dedicados a oferecer as

melhores soluções para suas necessidades.

Aguardamos você no 46° CBAC. A Organização

do Congresso, juntamente com

a Diretoria Nacional da SBAC, em especial

o presidente Dr. Luiz Fernando Barcelos, as

Direções Regionais da SBAC nos Estados e

seus colaboradores, está disponível para

ajudá-lo no que precisar.

Acompanhe a evolução da preparação

para o Congresso em nosso

site: sbac.org.br/cbac

Facebook (/SBACorg e /CongressoBrasil

eiroDeAnalisesClinicas) e

Instagram (@sbanalisesclinicas).

072

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

Swab – A importância da coleta e transporte de amostra

O diagnóstico laboratorial de uma

doença infecciosa começa com a obtenção

da amostra para análise. Porém

muitos fatores podem afetar a interpretação

e qualidade dos resultados.

A coleta adequada é o primeiro passo

para obter um diagnóstico preciso e

confiável.

A sobrevivência das bactérias em

um meio de transporte depende de

vários fatores, incluindo o tipo a ser

analisado, a duração do transporte,

a temperatura de armazenamento, e

principalmente, um produto de alta

qualidade. A coleta deve ser realizada

usando técnicas assépticas para garantir

a esterilidade e evitar a contaminação

por microrganismo ou outros

fluidos corporais, utilizando-se apenas

produtos estéreis e tomando as devidas

precauções durante o processo.

A linha de Swabs da Kasvi oferece

uma alternativa para realizar estes

procedimentos de uma forma mais

segura e fácil, garantindo a adequada

conservação da amostra coletada.

A qualidade das espécies recebidas

pelo laboratório para cultura é uma

condição importante para o diagnóstico

preciso. Oferecemos 4 modelos de

Swabs Estéreis com Meio de Transporte

para diferentes tipos de cultura. E

para as etapas que não são necessárias

o meio de transporte, seu laboratório

pode contar com os lançamentos da

Olen: Swabs com Tubo para Coleta

de Amostras e Swabs para Coleta de

Amostras - disponíveis em haste de

madeira e plástico - com embalagem

de fácil manuseio, garantem mais segurança

para o seu laboratório.

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074

Revista NewsLab | Fev/Mar 19

075


informe de mercado

BD faz parceria com Laboratório Tommasi para

promover nova experiência durante a coleta de sangue.

A BD, em parceria com o Laboratório

Tommasi, realizou nos dias 22 e 23 de

janeiro em Vitória-ES, o BD Experience

UltraTouch Day, um evento para promover

o novo escalpe BD Vacutainer®

UltraTouch Push Button e melhorar a

experiência do paciente e do profissional

durante a coleta de sangue.

O novo escalpe alia a tecnologia PentaPoint,

que traz uma agulha com bisel

pentafacetado que diminui a sensação

de dor, com a tecnologia RightGauge,

em que paredes ultra finas permitem o

uso de calibres menores para facilitar o

acesso venoso difícil, sem comprometer

a qualidade da amostra.

O evento teve como foco levar ao

paciente uma experiência diferenciada

de uma coleta de sangue normal, com

uma playlist selecionada e exclusiva

disponível aos clientes, brindes para

os pacientes levarem pra casa e também

um lanche especial após o exame,

proporcionando uma experiência

de coleta de sangue mais confortável

e diferenciada.

Contato

BD Life Sciences – Preanalytical Systems

Tel 0800 055 5654

e-mail: consultoria_vacutainer@bd.com

bd.com.br

076

Soluções Consumíveis para Analisadores Bioquímicos

EBRAM

nentes corrosivos e são livres de fosfatos.

O ph neutro e a ausência de componentes

agressivos permite que as

soluções Ebrawash tenha sua utilização

estendida aos analisadores íons seletivos

(sistema I.S.E) de maneira que

promove uma desproteinização completa

do sistema de canalículos destes

Código Produto sistemas, Apresentação

removendo completamente o

Linha de Soluções Consumíveis Ebram Da Linha de Soluções Consumíveis biofilme normalmente presente nestes

é o resultado apresentado pelo setor de Ebram QUIMICOL destacamos – as H soluções – HDL Colesterol Ebrawash,

uma solução de Linha lavagem Bulk de última amostragem.

instrumentos

R1=

devido

1 x 210mL

à alta incidência de

13026

R2= 1 x 70mL

pesquisa e desenvolvimento de novos

Cal= 1 x 1mL

produtos que nos possibilita oferecer geração, unindo a eficiência da ação

R1= 6 x 10mL

QUIMICOL – H – HDL Colesterol

produtos de qualidade diferenciada. 3026 enzimática específica na remoção das A Ebram R2= tem 2 disponíveis x 10mL para o mercado

as Soluções Consumíveis para os

Linha Geral

Cal= 1 x 1mL

Com excelente desempenho e menor sujidades à presença de condicionadores

R1= 2 x 60mL

custo, a Linha de Soluções foi criteriosamente

desenvolvida para atender especitas

de reação no processo de lavagem. LX, COBAS Cal= MIRAS, 1 x 1mL HITACHI 911/912,

que promovem QUIMICOL maior – H proteção – HDL Colesterol

6026

das cuve-

equipamentos:

R2=

ADVIA,

1 x 40mL

BECKMAN CX/

Linha específica Advia e Hitachi 917

ficamente a maioria dos equipamentos A elevada QUIMICOL concentração – H – HDL das Colesterol enzimas HITACHI 917/MODULAR, R1= 3 x 45mL MINDRAY/

11026

de bioquímica existente no mercado. em conjunto Linha específica com seus QUIMISAT ativadores 450 foi BS, QUIMISAT-450,

R2= 1 x 45mL

QUIMIFAST-130,

Cal= 1 x 1mL

Soluções de Limpeza, Soluções de desenhada segundo os processos de OLYMPUS, DIRUI, DIMENSION, LAB-

Lavagem e Condicionadora de Células, lavagem específicos de cada analisador MAX 240, ENVOY/BT3000

Soluções Acidas, Alcalinas, Detergente,

Desproteinizante e Enzimática, cuja função

é proporcionar a lavagem, limpeza e

bioquímico, propiciando uma ação rápida

e eficiente no curto período de tempo

disponível no processo de lavagem.

a descontaminação necessária garantindo

resultados precisos, além de aumendas

no Brasil, possuem Ph neutro, 100%

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As soluções de lavagem são produzi-

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Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

Novo Portal de Compras da Saúde

A Bunzl Saúde, uma divisão do Grupo

Bunzl, lançou em janeiro o seu mais novo

Portal de Compras.

A proposta é oferecer aos clientes

uma melhor experiência, com maior

navegabilidade e usabilidade, além de

soluções completas de compra para o

usuário.

O portal é dividido por lojas e segmentos

de negócios: Laboratório, Hospital,

Veterinário, Farmácia, Estética, Home

Care e Estudante.

Inicialmente está disponível cerca

de 2 mil produtos, como microscópios,

equipamentos laboratoriais, produtos

médicos e hospitalares das marcas Labor

Import, Lamedid, ProCare e Solidor e

a grande novidade é que o novo Portal

atenderá pessoas físicas e estudantes.

Os clientes contam com um atendimento

online para dúvidas sobre produtos,

suporte técnico e rastreio da compra

de ponta a ponta.

Confira em: bunzlsaude.com.br

Sobre a Bunzl

A Bunzl PLC é grupo internacional,

uma das 100 maiores empresas listadas

na bolsa de Londres.

Está focado nas áreas de distribuição

e logística, atendendo empresas de todo

o mundo com uma grande variedade

de produtos e soluções para que seus

clientes mantenham o funcionamento de

seus negócios.

Contato

https://www.bunzl.com/

078

Tuberculose: exames específicos podem ajudar no

controle da doença

A cada ano mais de 70 mil pessoas

são diagnosticadas com tuberculose no

Brasil, cerca de 4,5 mil desses casos acabam

em óbito. A doença é causada por

uma bactéria chamada Mycobacterium

Tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), que

afeta principalmente os pulmões, mas

também pode infectar qualquer outra

parte do corpo, incluindo os ossos e o

sistema nervoso.

Estima-se que 10% das pessoas infectadas

vão desenvolver a forma ativa

e contagiosa da doença em algum momento

da vida. A transmissão ocorre de

forma direta, ou seja, de um doente ao

outro, principalmente pela via respiratória,

ao falar, espirrar e, principalmente, ao

tossir, espalhando no ar partículas com

bacilos de Koch em forma de aerossóis,

que ao serem inaladas, ficam no trato

respiratório superior (garganta e nariz)

e podem chegar até os alvéolos, ocasionando

uma rápida resposta inflamatória

e comprometendo as células de defesa

do organismo, onde a bactéria começa a

se multiplicar.

Diagnóstico

A tuberculose é considerada um grande

problema de saúde pública e seu foco

transmissor está cada vez mais resistente

a medicamentos. A chave para o controle

da doença é a rápida detecção e, consequentemente,

a cura de novos casos.

A Mycobacterium Tuberculosis, é uma

espécie cultivável e de maior importância

médica para o diagnóstico da doença por

ser seu principal agente etiológico. A baciloscopia

é um meio rápido de triagem, que

pode auxiliar na detecção precoce do bacilo.

No DB, além da baciloscopia, é realizada

a cultura para Micobactéria através da

semeadura do material clínico em meio

específico (meio de Lowestein Jensen).

Por ser um meio rico para crescimento,

alguns materiais clínicos passam por

descontaminação prévia à semeadura.

Após a evidência de crescimento de

colônias suspeitas, é realizada a baciloscopia

destas através de coloração de

Ziehl-Neelsen. Em caso positivo, o laudo

sugestivo de morfologia compatível

com a Micobactéria é liberado e a cepa

fica disponível para resgate e encaminhamento

ao Laboratório de Referência

(LACEN).

Outro teste extremamente importante

é o Mycobacterium tuberculosis (MTB)

detecção por PCR. Este teste, liberado

em até 5 dias úteis, é capaz de detectar o

complexo MTB, composto pelo grupo: M.

tuberculosis, M. bovis, M. africanum e M.

microti. Também é capaz de detectar cepas

de vacina BCG. O resultado detectado

para este teste deve ser considerado apenas

como prova da doença e não como

monitoramento.

O DB também oferece aos seus clientes

o teste de ANTICORPOS IGM ANTI

MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS que

serve como um importante complemento

para o diagnóstico de tuberculose. Os

resultados dos testes devem ser correlacionados

aos demais dados clínicos e

testes complementares.

(41) 3299-3400

www.diagnosticosdobrasil.com.br

Referências:

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Tuberculose. Disponível

em: < http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/

tuberculose> Acesso em: 08 fev. 2019.

MINHA VIDA. Tuberculose: sintomas, tratamentos

e causas. Disponível em: Acesso em: 08

fev. 2019.

SECRETARIA DA SAÚDE. Tuberculose. Disponível

em: Acesso

em: 18 fev. 2019.

Revista NewsLab | Fev/Mar 19

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O Seu Portal de Compras da Saúde.

Com lojas divididas por segmentos de negócios, o Portal Bunzl Saúde oferece a facilidade de

compra e acesso a informações, tornando possível o aproveitamento máximo das potencialidades

de nossos produtos, seja para seu uso ou abastecimento de seu estoque com toda tranquilidade.

Tudo isso com um atendimento especializado, customizado

e com muitos benefícios!

Aproveite! Utilize o CUPOM DE DESCONTO* para compras em nosso Portal.

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informe de mercado

Sobre a Diagno

A DIAGNO é uma empresa consolidada com mais de 20 anos de

experiência. Fruto de uma parceria de sucesso com a DIAGON, empresa

húngara reconhecida mundialmente e presente em vários

países, desenvolvemos reagentes e controles hematológicos de

excelente custo/benefício, confiáveis e compatíveis com diversos

analisadores. Além disso, desenvolvemos e fabricamos os analisadores

hematológicos da linha Icounter, para laboratórios de médio

e pequeno porte.

O Icounter 3D realiza até 100 análises por hora, com 20 parâmetros

e histograma, possui a possibilidade de parcelamento com o

BNDES*. Já o Icounter 5D realiza até 80 análises por hora, com 24

parâmetros e scattergrama.

Nossos equipamentos são compactos, com display touch screen

colorido, porta ethernet para interfaceamento, conexões USB com

suporte a leitor de código de barras, teclado e mouse. Possui ainda

sensor de proximidade de amostra, impressora térmica embutida

e a opção do uso de impressora externa, além de sistema de

controle de qualidade interno. Usa apenas 2 reagentes livres de

cianeto.

E não paramos por aí: a empresa desenvolve produtos e cria

soluções através de pessoal próprio: engenheiros e profissionais

da área de saúde experientes que nos trazem novos produtos e

atualizações para os existentes, sempre alinhados com o que há de

melhor no mercado internacional. Inovação tecnológica é a nossa

marca!

Nossos produtos e serviços são 100% brasileiros. Contamos

com uma ampla rede de distribuição e assistência técnica por todo

o Brasil. Estamos bem perto de você, onde quer que você esteja!

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Imuno-Rápido Quanti – Troponina I

O Infarto agudo do miocárdio (IAM)

é uma síndrome que representa o contínuo

envolvimento patológico de erosão

e ruptura da placa arterial coronariana,

ativação das plaquetas e desenvolvimento

de trombos, bem como o processo

fisiológico da isquemia miocárdica. As

Troponinas cardíacas do subunidades T

(cTnT) e I (cTnI) são reconhecidas como

os marcadores bioquímicos mais específicos

e sensíveis para o diagnóstico deste

tipo de lesão.

O complexo Troponina atua como um

regulador das contrações da musculatura

cardíaca e esquelética, sendo composto

por três subunidades proteicas: Troponina

T, Troponina I e troponina C. A subunidade

C não apresenta diferenciação entre

a forma cardíaca e esquelética, sendo

ineficaz no diagnóstico de qualquer lesão

cardíaca. No entanto, como existem diferenças

antigênicas entre as Troponinas T

e I dos músculos esqueléticos e cardíacos,

é possível realizar a quantificação dessas

proteínas a partir do uso de anticorpos

específicos.

A elevação dos níveis de cTnI no soro

ocorre entre 4 e 6 horas após a dor precordial

e atinge um pico em 12 horas,

permanecendo elevada por 3 a 10 dias

após um evento isquêmico único. Por

terem menor massa molecular e apresentarem

uma fração livre no citoplasma

celular, as Troponinas são liberadas mesmo

em situação de isquemia reversível,

caracterizada clinicamente por angina

instável.

O kit Imuno-Rápido QUANTI TRO-

PONINA I da WAMA é um teste imunocromatográfico

que utiliza anticorpos

monoclonais marcados com látex fluorescente

para detecção quantitativa da

proteína cardíaca Troponina I (cTnI) no

sangue total, soro e plasma humano.

Relacionamento Wama Diagnóstica:

Tel: +55 16 3377.9977 | SAC: 0800 772 9977

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080

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


Resultados exatos e confiáveis para exames de urina

informe de mercado

Conheça o Sistema Fechado para Coleta de Urina CCM VACUETTE® e garanta a qualidade

do material biológico do início ao fim do processo laboratorial

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica

/ Medicina Laboratorial (SBPC/ML)

estima que 70% das decisões médicas ao

fechar um diagnóstico são baseadas nos

exames laboratoriais. A estatística revela a

importância da fase pré-analítica e reforça a

necessidade de procedimentos seguros para

que os resultados dos exames sejam exatos

e confiáveis.

Evitar o contato com o material biológico

e mantê-lo estabilizado adequadamente

são alguns dos cuidados que garantem a

qualidade da amostra e que são assegurados

pelo Sistema para Coleta de Urina

CCM VACUETTE®. Isso porque, o sistema da

Greiner Bio-One é fechado e contém componentes

químicos (ácido bórico, manitol,

tetraborato de sódio e formato de sódio)

que conservam a amostra por até 48 horas

em temperatura ambiente.

Tais componentes estão presentes nos

Tubos para Coleta de Urina CCM VACUETTE®

que, além de estéreis, possuem vácuo para

a aspiração exata do volume e estão disponíveis

com fundo redondo ou cônico. O

sistema também é composto por diferentes

coletores para realização da coleta da urina,

todos graduados e com tampa de rosca.

No Coletor para Urina com Dispositivo de

Transferência Integrado, conecta-se o tubo

diretamente no frasco. Já no Coletor para

Urina com Stopper, é necessário a utilização

do Dispositivo de Transferência para mover a

urina para o tubo.

Essa linha de produtos Greiner Bio-One

também conta com um coletor padrão

(sem itens acoplados), além de um frasco

âmbar para exames de urina de 24 horas

que, devido sua coloração, oferece proteção

fotorresistente e evita a alteração da amostra

causada pelo contato com a luz.

O Sistema para Coleta de Urina CCM VA-

CUETTE® une segurança e praticidade, o que

auxilia o profissional da saúde na sua rotina

de trabalho a elevar o padrão de qualidade

dos testes laboratoriais.

Assessoria de Imprensa

Greiner Bio-One Brasil

info@br.gbo.com

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Tubos CCM

VACUETTE®

Dispositivo para

transferência

para ser usado com

o coletor de urina

com stoper

tampa de

rosca

Coletores

dispositivo para

transferência integrado

A J.R.EHLKE amplia seu portfólio com equipamentos

para Hemoglobina Glicada por eletroforese capilar

Sebia Capillarys Flex Piercing 2 é um

sistema multiparâmetros baseado no

princípio de eletroforese por capilaridade.

Neste, frações de hemoglobina e

proteínas são separadas em capilares de

sílica, por sua mobilidade eletroforética e

fluxo eletro-osmótico em alta tensão, as

quais são, então, detectadas por espectrofotometria

de absorção.

O sistema proporciona análise totalmente

automatizada, desde o tubo de

amostra primário até o processamento

dos resultados e transferência dos da-

dos em rede de interface. Dessa forma,

aliado ao carregamento contínuo com

capacidade primária de 104 amostras, é

promovida a taxa de processamento de

38 testes/hora (HbA1c) e 78 testes/hora

(eletroforese de proteínas).

O software dedicado, responsável pelo

tratamento dos resultados e identificação

automática das frações, possibilita

a interpretação simultânea de 48 resultados,

visualmente separados por cores

para consequente validação e detecção

de anomalias. No que tange a técnica de

HbA1c, o reconhecimento de hemoglobinopatias

subjacentes é mais acessível e

pode servir como ferramenta de vigilância

passiva em populações chave, através

do provimento de informações adicionais

para abordagens de tratamento multidisciplinar.

Para rotinas menores, Sebia Minicap

Flex Piercing oferece a mesma qualidade

e padrão de análises em escala estrutural

reduzida, com taxa de processamento de

8 testes/hora (HbA1c) e 20 testes/hora

(eletroforese de proteínas).

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redondo ou

cônico

sistema corte

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de Urina CCM VACUETTE ®

Amostra conservada por até 48 horas em

temperatura ambiente

082

Revista NewsLab | Fev/Mar 19

Greiner Bio-One Brasil | Avenida Affonso Pansan, 1967 | 13473-620 Americana/SP

Telefone: (19) 3468-9600 | Fax: (19) 3468-9600 | E-mail: info@br.gbo.com

www.gbo.com/preanalytics


informe de mercado

Líderes da Horiba Brasil e América Latina realizam

encontro em 2019

O time gerencial da HORIBA Brasil e América Latina, liderados pelo Diretor Geral – Fernando Jorio - esteve

reunido no início de janeiro para iniciar a execução das ações e estratégias planejadas para o ano de 2019.

Na ocasião o grupo também avaliou as conquistas e os excelentes resultados alcançados em 2018, que

foi a base para o crescimento esperado em 2019.

Em uma conversa rápida com sr.

Jorio foram pontuados as conquistas e

novas ações para 2019.

Newslab: Em uma retrospectiva do

ano de 2018, com eventos como a greves

dos caminhoneiros, Copa do Mundo e Eleições,

quais o quais foram as ações implementadas

pelo seu time para superarem

os desafios?

Fernando Jorio: No início de 2018

implementamos uma estratégia baseada

em três pilares: 1 – lançamento de novos

produtos; 2 – foco na melhoria de serviços

ao cliente; 3- Aumento da produção

Fernando Jorio

de reagente local.

Com relação ao lançamento de novos produtos, trouxemos

para o mercado os analisadores da linha Yumizen com o novo

modelo Yumizen H550 para rotinas hematológicas. Complementando

as ações, reforçamos o time de serviços com novas

contratações, treinamentos no exterior e expansão da abrangência

nacional para diminuição do tempo de resposta ao

cliente.

Falando em produção, temos um grande diferencial que é a

fabricação local de reagentes de hematologia, que vem crescendo

ano a ano e que conta com processos de padrão internacional

de qualidade, gerando segurança no fornecimento de produtos,

sem riscos de falta de produtos para os clientes.

Newslab: Em 2018 a Horiba Medical apresentou novidades

ao mercado diagnóstico, destacando os analisadores hematológicos

da família Yumizen como solução global em Hematologia.

O que podemos esperar para 2019/2020?

F.J.: No curto prazo, em 2019, já temos vários projetos em

andamento e dentre eles destacamos: 1- HORIBA Webinar, que

são seminários on-line ministrados por profissionais de renome

na área de hematologia, com intuito de difundir o conhecimento

e promover a discussão técnico/científica. 2- Trazer novas tecnologias

no segmento de hematologia para fortalecer e consolidar

nossa participação de mercado. 3- Plano de comunicação

abrangente visando aproximar ainda mais a HORIBA de seus

clientes via canais digitais e participação em grandes eventos.

A médio prazo, em 2020, planejamos o grande lançamento

da nova linha de coagulação, ampliando o portfolio de produtos

da HORIBA e assim enriquecendo o mercado com tecnologia de

ponta e serviços de qualidade.

Newslab: E com os bons resultados obtidos em 2018

quais são as projeções para 2019?

F.J.: Estamos confiantes em continuarmos o expressivo crescimento

anual de negócios, com aumento de produtividade e

maior participação de mercado, e desta forma continuar os investimentos

e expansão da nossa operação no Brasil e América

Latina.

HORIBA Instruments Brasil Ltda

Rua Presbítero Plínio Alves de Souza, 645 - CEP 13.2012-181 - Jundiaí - SP

Tel.: +55 11 29235400 - marketing.br@horiba.com - www.horiba.com/br/medical

084

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


informe de mercado

Pardini lança testes para detectar duas ‘novas’

doenças transmitidas por mosquitos

CONFIANÇA FAZ BEM PRA

“Contar com o Laboratório Hermes Pardini

como apoio nos faz obter a excelência no

cuidado com a saúde dos nossos pacientes.”

Suellen Menezes

Biomédica da Uniccat,

cliente Hermes Pardini.

Crédito da foto: Léo Lara/Divulgação

O Grupo Pardini validou dois novos

testes para detectar os vírus Oropouche

e Mayaro. Com o acréscimo desses testes,

a Companhia tem capacidade para

identificar sete arboviroses. As outras

são: Dengue, Febre Amarela, vírus do

Oeste do Nilo, Zika Vírus e Chikungunya.

Essas arboviroses são transmitidas

por mosquitos comuns no Brasil. Enquanto

o Oropouche tem como vetor

Culicoides paraensis – conhecido como

maruim ou borrachudo –, o Mayaro

pode ser transmitido pelos mosquitos

Aedes albopictus e Aedes aegypti (o

mesmo que propaga Dengue, Febre

Amarela, Zika Vírus e Chikungunya).

De acordo com a Coordenadora do

Setor de Pesquisa e Desenvolvimento

do Grupo Pardini, Danielle Zauli, não há

surto de nenhuma das duas doenças.

No entanto, como há a preocupação

de especialistas de que tanto o vírus

do Oropouche como também da Febre

Mayaro possam atingir áreas populosas,

é fundamental que o laboratório

esteja pronto para dar uma rápida resposta,

caso seja acionado.

“Pode ser que o surto não venha.

Mas, se vier, estamos prontos. Se a

validação do teste só fosse feita após o

surgimento da epidemia, perderíamos

muito tempo até desenvolvê-lo. Por

isso é muito importante já o termos validado”,

enfatiza Danielle Zauli.

Casos dessas duas arboviroses já foram

identificados na América Central,

na Floresta Amazônica e no Nordeste

do Brasil. Pesquisadores alertam para

um possível alastramento para as áreas

mais populosas do país.

www.hermespardini.com.br

Buscar a mais alta qualidade na análise

e no processamento de exames para o seu

laboratório é o que motiva o Hermes Pardini.

E para estar sempre ao seu lado, oferece

canais de relacionamento exclusivos, como

o Customer Service e o MyPardini, e investe

no maior projeto de automação laboratorial

do mundo, o Enterprise. Para saber mais,

acesse www.mypardini.com.br.

(31) 4020-2175

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086

Revista NewsLab | Fev/Mar 19

Porque, quando o assunto é saúde,

faz bem ter em quem confiar.


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Participe do curso PNCQ gestor em 2019

Acredite seu laboratório com a ajuda

do curso Preparação do Laboratório para

Implantação de um Sistema de Gestão

da Qualidade – PNCQ Gestor e Formação

de Auditores Internos. O curso tem como

intuito o preparo de profissionais para a

implantação do Sistema de Gestão da

Qualidade, proporcionando orientações

para estruturar melhorias contínuas e

assegurar a eficiência e a competência

técnica de suas atividades.

Incluído no pacote do curso há um

software de fácil operação, aperfeiçoado

de acordo com os requisitos do Sistema

Nacional de Acreditação – SNA/DICQ,

da RDC 302:2005 da ANVISA, e da ABNT

NBR NM ISO 15.189:2015. O programa

auxilia a elaborar os procedimentos e

controlar documentos de laboratórios

que investem na Qualidade com foco na

Acreditação.

O investimento (software + curso

para até 2 pessoas + consultoria via e-

-mail) é de R$ 1.400,00 para nossos

Associados, valor que pode ser parcelado

em até 10 vezes no boleto mensal do

PRO-EX. Para não Associados, o valor é

de R$ 1.700,00 (via depósito ou transferência

bancária). Caso haja interesse em

adicionar profissionais, o valor cobrado é

de R$ 300,00 por pessoa.

Para se inscrever no Curso PNCQ Gestor, basta

preencher a ficha de pré-inscrição que você encontra em

nosso site: pn cq.org.br > Cursos e Congressos.

Informações pelo e-mail pncq@pncq.org.br ou pelo

telefone (21) 2569-6867.

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Revista NewsLab | Fev/Mar 19

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existem momentos que tem uma urgência e importância maior.

Na Nihon Kohden, acreditamos que são nesses momentos

que nosso incansável trabalho faz a diferença. Pessoas que

trabalham todos os dias garantindo que cada paciente e profissional

de saúde receba o cuidado que merece.

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e América Latina para garantir o melhor atendimento.

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informe de mercado

Celltac Es MEK-7300 Sensibilidade mínima de

detecção de Flag para Grandes Células Imaturas

Department of Clinical Laboratory, The University of Tokyo Hospital

As Grandes células imaturas (Blastos)

normalmente não são encontradas no

sangue periférico de indivíduos saudáveis,

a não ser que haja metástases de

câncer de medula ou a possibilidade de

leucêmia estar presente. Para um diagnóstico

clínico mais rápido e preciso,

é importante notificar com precisão o

médico da possibilidade de “Blastos”

através do hemograma utilizando um

analisador hematológico. O Celltac

ES MEK-7300 da Nihon Kohden

fornece um Flag “Blasts”, se possível, a

presença e detecção de Grandes Células

Imaturas na análise do hemograma.

Para confirmar a sua sensibilidade, foi

utilizada uma amostra de leucemia

mielóide aguda (AML-M5a) que possui

células Imaturas (Blastos) de 1.202 ×

102 / μL (Figura 1). Então, essas células

foram adicionadas a amostra de

individuos saudáveis e processadas no

Celltac ES MEK-7300.

Resultados:

Ao usar células imaturas adicionadas

a amostras normais, foram confirmados

a sensibilidade mínima detectável do

Flag “Blasts” como mostra o gráfico de

dispersão de um analisador de hematologia

Celltac ES MEK-7300.

À medida que o número de células imaturas

(Blastos) nas amostras de indivíduos

saudáveis aumentou, foi refletido no gráfico

de dispersão do Celltac Es MEK-7300

gerando alarmes e Flag “Blasts”.

Conclusão:

Ao medir as amostras com células

imaturas, adicionando-se 4,8 x 102 /

μL de “Blastos” o Celltac Es MEK-

7300 pode fornecer diagnóstico

clínico mais rápido e preciso porque

ele efetivamente detecta presença de

células Imaturas em sangue periférico.

NIHON KOHDEN

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Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

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Diagnóstico de Gravidez

Teste rápido, confiável e

de fácil manuseio.

Teste imunocromatográfico qualitativo para determinação da gonadotrofina

coriônica humana (hCG) no soro e na urina, o método emprega uma combinação

de anticorpos monoclonais e policlonais, para seletivamente identificar hCG nas

amostras, em até 5 minutos com alto grau de sensibilidade (25 mUI/ml)

TIRAS DE GRAVIDEZ - SORO/URINA

Código Apresentação

606 50 tiras Emb. Individual

607 50 tiras Tubo com sílica (Econômico)

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Revista NewsLab | Fev/Mar 19

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informe de mercado

092

A Água UltraPura em testes de Diagnóstico Clínico

Detectando câncer com uma gota de água ultrapura

Você sabia que podemos fazer a detecção de câncer utilizando uma única gota de

água ultrapura? E que a qualidade da água influencia o desenvolvimento de novos

medicamentos? Nós da ELGA LabWater ficamos maravilhados em descobrir o quão

importante é a água ultrapura nos diagnósticos clínicos!

Não se trata apenas de desempenhar um papel cada vez mais importante e

Detectando câncer com uma gota de água ultrapura

crucial no desenvolvimento, testes de diagnósticos clínicos cada vez mais inovadores,

mas

Você

também

sabia que podemos

em auxiliar

fazer a detecção

de câncer utilizando uma única clínicos!

em ascensão que medicina de pre-

no avanço,

é a água

de

ultrapura

uma tecnologia

nos diagnósticos

em ascensão

auxiliar no

que

avanço,

é a

de

medicina

uma tecnologia

de

precisão. gota de água Abaixo, ultrapura? veremos E que a qua-comlidade da água tem influencia o potencial o desenvol-

transformar nhar um papel a saúde cada vez do mais paciente. imporlamos

o poder da água ultrapura nos

Não o atrelamos se trata apenas o poder desempe-

da água cisão. ultrapura Abaixo, nos veremos diagnósticos

como o atre-

clínicos

vimento de novos medicamentos? Nós tante e crucial no desenvolvimento, diagnósticos clínicos tem o potencial

Como

da ELGA LabWater

a Água

ficamos

Ultrapura

maravilhados

em descobrir o quão importante vez mais inovadores, mas também em

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aumento do número de tecnologias água ultrapura é um elemento crítico

A Água UltraPura em testes de Diagnóstico Clínico

Tecnologias inovadoras de de testes diagnósticos clínicos clínicos

Recentemente Recentemente desenvolvido, este desenvolvido, tecido canceroso. este dispositivo usados de ionização anteriormente, portátil que além de e

dispositivo de ionização portátil e descartável,

libera uma pequena gota de são obtidos em dez (10) segundos, e trabalho intensivo (Ex.: detecção por

O mais relevante, é que os resultados consumirem muito tempo, exigem um

descartável, libera uma pequena gota de água ultrapura sobre o tecido com suspeita de

câncer. água ultrapura O conteúdo sobre o tecido molecular com suspeita

massas de câncer. O conectado conteúdo molecular ao dispositivo, identifiquem, com para precisão determinar e em tempo se pia), o diminuindo perfil assim biomolecular o tempo de re-

é

da assim gota permite de que água médicos é então cirurgiões, analisado imagem, por crio-preservação um espectrômetro

e microsco-

de

corresponde da gota água é ao então tecido analisado canceroso.

por real, os limites do tumor – o que significacuperação

dos pacientes, por reduzir o

um espectrômetro

O mais

de

relevante,

massas conectado

ao dispositivo, para determinar se serão removidas e que as células sadias pós-operatórios.

é que os resultados

que apenas as células

são

cancerosas

obtidos em

tempo

dez (10)

de cirurgia

segundos,

e reduzir os

e

cuidados

assim

permite

o perfil biomolecular

que médicos

é corresponde

cirurgiões,

ao serão

identifiquem,

mantidas. Isto supera

com

os métodos

precisão e em tempo real, os limites

do tumor – o que significa, que apenas as células cancerosas serão removidas e que as

células sadias serão mantidas. Isto supera os métodos usados anteriormente, que além

de consumirem muito tempo, exigem um trabalho intensivo (Ex.: Revista detecção NewsLab por | Fev/Mar imagem, 19

Uma gota de água ultrapura é crítica em diagnósticos clínicos

Para a gota de água que extrai o

conteúdo molecular do tecido, deve-se

usar água ultrapura por vários motivos.

Primeiro, utilizando água ultrapura

evita-se o risco de que contaminantes

interfiram no perfil molecular do

tecido canceroso. De fato, a equipe de

pesquisadores que desenvolveu este

dispositivo baseado em espectrometria

O papel da ELGA LabWater nos diagnósticos clínicos de precisão

A medicina de precisão está transformando

as áreas de healthcare e desenvolvimento

de novos medicamentos e

que dependem dos testes de diagnósticos

clínicos – nos quais os sistemas

de purificação de água são partes integrantes.

Por exemplo, biomarcadores

associados com doenças em pacientes,

estão sendo cada vez mais monitorados

pelas indústrias farmacêuticas, para

predizer quais pacientes irão responder

de forma favorável aos tratamentos,

acelerando assim as pesquisas clínicas

e fazendo com que novas drogas sejam

Testes de auto-diagnósticos – uma ajuda ou um obstáculo?

O surgimento da medicina de precisão

acompanhou o desenvolvimento de um

mercado de kits para testes de diagnóstico

em casa, incluindo kits para uma

enorme variedade de condições, desde

a infertilidade até o HIV. Especialistas dividem

opiniões sobre esses auto-testes de

diagnóstico - eles poderiam marcar uma

nova era da medicina diagnóstica ou apenas

ser um risco para a nossa saúde. (4).

Por um lado, eles têm o potencial de

fornecer kits de diagnóstico acessíveis

para pessoas com pouco ou nenhum

acesso a cuidados médicos em um mundo

em desenvolvimento; mas, por outro

lado, a remoção de testes diagnósticos

do laboratório clínico profissional, por algumas

vezes, gera resultados enganosos

de massas, descobriu que utilizando

água ultrapura, era possível gerar perfis

moleculares mais claros quando comparado

com as substâncias testadas

anteriormente (etanol e uma mistura

de etanol/água). (2)

Segundo, a água ultrapura permite

a extração química de compostos com

baixo peso molecular, como metabólitos

e lipídeos, do tecido. Finalmente,

a água ultrapura é biocompatível com

humanos, então este dispositivo é adequado

para análises in-vivo, uma vez

que não agride o danifica o tecido, ao

contrário de outras técnicas de ionização,

que danificam ou destroem o

tecido-alvo.

disponibilizadas mais rapidamente aos

pacientes a um custo reduzido.

Esse perfil de biomarcadores dos

pacientes se baseia em técnicas de

diagnósticos, tais como cromatografia

líquida acoplada a espectrometria

de massa (LC-MS), porém a qualidade

dos dados gerados por esses testes é

totalmente dependente da qualidade

da água utilizada. Isso porque a água

de baixa qualidade pode conter impurezas,

incluindo compostos orgânicos,

inorgânicos, bactérias ou partículados

que podem reduzir a precisão dos dados

gerados por LC-MS, como perda de

resolução, picos fantasmas e mudança

nos tempos de retenção.

Portanto, o alto grau de pureza da

água fornecida por sistemas de purificação

de água, como a linha PURELAB®

da ELGA LabWater (3), pode garantir a

confiabilidade dos perfis de biomarcadores,

aumentando as taxas de sucesso

de testes clínicos e possibilitando que

os pacientes recebam tratamentos potencialmente

transformadores.

e não confiáveis. Como tal, o conselho

regulatório atual é garantir que os kits de

diagnósticos domésticos sejam sempre

complementados por testes controlados

em um laboratório clínico, onde as tecnologias

analíticas mais atuais e água

ultrapura de grau clínico podem garantir

que a saúde do paciente não seja comprometida.

Com iniciativas notáveis e inovações sendo desenvolvidas na área de diagnósticos clínicos, fica claro para nós da ELGA LabWater

que esse é um momento incrivelmente interessante para a aplicação de água ultrapura como uma ferramenta biomédica.

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Referências:

(1) https://eberlin.cm.utexas.edu/masspec-pen

(2) https://www.360dx.com/molecular-diagnostics/ut-team-develops-mass-spec-based-device-guiding-cancer-surgery

(3) https://www.elgalabwater.com/products/purelab

(4) https://www.elgalabwater.com/blog/home-diagnostic-testing-kits-new-medical-era-or-risk-our-health

093


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Transporte de produtos clínicos é uma das

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Realizar uma boa logística de produtos

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094

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


analogias em medicina

Fila indiana

Figura 1: À esquerda,

histopatologia de carcinoma lobular invasor da mama com

células enfileiradas

(disponível em:

https://www.webpathology.com/image.asp?case=292&n=7, acessado em 05/12/2018).

À direita,

índios dispostos em fila

(disponível em:

https://www.ultracurioso.com.br/wp-content/uploads/2016/02/28.jpg,

acessado em 11/09/2018)

José de Souza Andrade-Filho*

*Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da Academia Mineira de Medicina

e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

C

Fila indiana refere-se a fila formada

por pessoas alinhadas uma

atrás da outra ou fileira de coisas

ou objetos dispostos da mesma

maneira; fila única ou singela. Os

primeiros alinhamentos das pessoas

em fila remontam à vida na

selva, quando um dos indivíduos

interessados em entrar na mata ia

na frente, abrindo caminho para

que os outros o seguissem. Segundo

os lexicógrafos, a expressão

fila indiana teve origem pela

formação em fila única dos índios

americanos ao caminharem pelas

florestas e trilhos (Ingl. indian ou

single file - fila por um). Por outro

lado, o homem pode ter se inspirado

nos animais que, frequentemente,

caminham enfileirados,

seja por instinto de organização,

proteção ou liderança.

A fila indiana, empregada em

geral como medida disciplinadora,

tem ampla aplicação em

escolas, conventos, bilheterias de

cinemas, teatros, estádios, atendimento

às pessoas em instituições

diversas etc.

A histopatologia diagnóstica

se vale da “fila indiana” em certos

casos:

• No carcinoma lobular invasor

da mama, as células malignas

tendem a infiltrar o estroma de

maneira linear, formando cordões

unicelulares ou fileiras de uma só

célula entre feixes de fibras colágenas,

o que motivou o conceito

de infiltração do tipo fila indiana

(em inglês: indian file pattern).

Esta disposição arquitetural é

muito útil para a identificação

morfológica deste tipo de tumor.

Às vezes, as fileiras dispõem-se

concentricamente ao redor de

ductos terminais, configurando

o aspecto de alvo ou olho de boi

(em inglês: bull’s eye pattern). O

mesmo padrão de células malignas

enfileiradas é visto em outros

cânceres, como no do estômago

e em metástases de carcinoma

mamário.

• Uma das formas mais importantes

de hepatite viral é a

provocada pelo vírus C. As alterações

patológicas deste tipo de

hepatite são semelhantes a outras

hepatites. Porém, pode conter

agregados linfoides portais

configurando folículos sobretudo

na sua fase crônica. O infiltrado

linfocítico pode ser proeminente

nos sinusoides e assumir o aspecto

de fila indiana (indian file

appearence) e não se acompanhando

de dano significativo ao

parênquima, assemelhando-se

à hepatite por vírus Epstein-Barr

(quadro mononucleose-símile).

Esses achados são importantes

para o reconhecimento histológico

dessa hepatite.

• Na mononuclease infecciosa

as células linfóides atípicas ao

longo dos sinusoides hepáticos

frequentemente se dispõem em

fila única, simulando infiltração

por doença linfoproliferativa

como leucemia.

• O nevo de Spitz – de células

epitelioides e fusiformes – pode

apresentar certo grau de comprometimento

da derme reticular,

com células névicas isoladas e

enfileiradas, diferentes do padrão

de invasão do melanoma maligno.

Este aspecto serve de critério

diagnóstico diferencial entre

estes tumores, um benigno e o

outro muito agressivo.

(Artigo adaptado, em parte, do

livro Analogias no Ensino Médico

1ª Ed. – Belo Horizonte)

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

096

Revista NewsLab | Fev/Mar 19


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