Newslab 151

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A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

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Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

Hologic lança sua linha de

Biologia Molecular no Brasil


evista

Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

editorial

2019 não é o ano

da esperança:

é o ano do recomeço

Como tudo na vida, vivemos ciclos, que nos forçam a mudar o modo como vemos o mundo, bem como

nossa relação com ele. Em volto disso, também há a esperança de quando há esse recomeço. Para a Newslab,

o início de um novo ano representa exatamente isso: 2019 já é realidade e temos que lidar com isso.

E as expectativas para esse ano são as melhores, já que a esperança de mudanças na economia,

tendem a ser objetivas, o que beneficiará todos direta ou indiretamente. Além disso, há a questão do

otimismo nacional, que já é um ótimo ponto de partida. Segundo pesquisa Ibope encomendada pela

CNI (Confederação Nacional da Indústria), apresenta que três em cada quatro brasileiros (75%) acreditam

que o novo governo está “no caminho certo”.

O mercado diagnóstico e de análises clínicas, que têm se mantido firme e sólido nesses tempos instáveis,

tende a obter muita vantagem com essa onda. Afinal, investimentos e fomento à pesquisa são

consequências de uma economia estável, e isso afeta positivamente todo esse mercado. E é exatamente

isso que esperamos.

Esse otimismo também parte da própria Newslab, que promete novidades para esse ano, seja de

conteúdo otimizados como de conveniências para seus leitores. Além da nossa participação ativa nos

eventos já confirmados esse ano: Hospitalar, Hemo, Congressos da SBAC e SBPC.

Diante disso, esperamos só o melhor para nossos leitores e prosperidade para esse ano que começa.

Boa leitura e um ótimo 2019.

Expediente

Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Paolo Enryco - MTB nº. 0082159/SP | redação@newslab.com.br

Assessoria de Imprensa: | publicidade@newslab.com.br | Assinaturas: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues - 11 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Coordenação de Arte: HDesign - arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Vox Gráfica | Periodicidade: Bimestral

04

Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

DEN Editora - Revista NewsLab - Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

tel.: 11 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 74.310.962/0001-83 - Insc. Est.: 113.931.870.114 - Issn 0104-8384

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

normas de publicação

para artigos e informes assinados

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para publicação de artigos, aos autores interessados.

Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

25,00

A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo

as normas para publicação de artigos, aos autores

interessados. Caso precise de informações adicionais,

entre em contato com a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos educacionais,

resumos de teses etc. Os editores levarão em

consideração para publicação toda e qualquer contribuição

que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores. Os autores deverão informar

todo e qualquer conflito de interesse existente, em

particular aqueles de natureza financeira relativo a

companhias interessadas ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados com a

contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de

compromisso assinado por todos os autores, atestando

a originalidade do artigo, bem como a participação

de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português,

mas com Abstract detalhado em inglês. O Resumo

e o Abstract deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

pedimos que a resolução do escaneamento seja de

300 dpi’s, com extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados

por e-mail, ordenados em título, nome e

sobrenomes completos dos autores e nome da

instituição onde o estudo foi realizado. Além disso,

o nome do autor correspondente, com endereço

completo fone/fax e e-mail também deverão constar.

Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos,

Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o

sobrenome do devido autor, seguido pelo ano da

publicação, segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência

citadas no texto devem vir listadas no fim, com o

sobrenome do autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes.

Título: subtítulo do artigo. Título do livro/periódico,

volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão

ser mencionadas como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: Paolo Enryco – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

TELEFONE: (11) 3900-2390

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Hologic lança sua linha de

Biologia Molecular no Brasil

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes assinados

são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

Filiado à:

08

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

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Conselho Editorial

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Prof. Dr. Carlos A.

C. Sannazzaro – Professor Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Dr. Marco Antonio Abrahão – Biomédico |

Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP |

Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Jacques Elkis – Médico

Patologista, Mestre em Análises Clínicas da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de

Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas | Dra. Suely

Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva | Dra. Gilza Bastos Dos Santos – Farmacêutica-Bioquímica | Dra. Leda Bassit - Biomédica

do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue.

Colaboraram nesta Edição:

Beatriz Dainese, Bruna Zaidan, Caroline Carrer, Cristiene Costa Carneiro, Diogo de Fraga Rosa, Elisabeth Philippsen, Fredson Costa Serejo, Humberto Façanha da Costa Filho, José de

Souza Andrade-Filhom Josimar Francisco Dias Filhom Kairo Silveiram LohineFerreira da Luz, Luiz GuilhermeHendrischky, Matheus Pires, Michele Amaral da Silveira e Xisto Sena Passos

010

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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Í n d i c e

Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

42

ARTIGO 1

MATÉRIA DE CAPA

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍNDROME DE

GUILLAIN-BARRÉ

AUTORES:

JOSIMAR FRANCISCO DIAS FILHO ;

XISTO SENA PASSOS ;

CRISTIENE COSTA CARNEIRO.

18

DESMAIO E VERTIGENS

DOR NAS COSTAS

FORMIGAMENTO

FRAQUEZA MUSCULAR

25,00

A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

Ano 26 - Edição 151 - Dez/Jan 2019

ARTIGO 2

REVISÃO IMUNOLÓGICA E BIOQUÍMICA DO

HIPOTIREOIDISMO

AUTORES:

CAROLINE CARRER;

DIOGO DE FRAGA ROSA;

ELISABETH PHILIPPSEN;

LUIZ GUILHERME HENDRISCHKY;

MATHEUS PIRES.

24

ARTIGO 3

PREVALÊNCIA DE LESÕES PRECURSORAS PARA O

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO NOS ESTADOS E CAPITAIS

DA REGIÃO NORTE DO BRASIL

AUTORES:

LOHINE FERREIRA DA LUZ¹

MICHELE AMARAL DA SILVEIRA¹

36

CÂNCER

DE COLO DE

ÚTERO

Hologic lança sua linha de

Biologia Molecular no Brasil

04 Editorial

16 Agenda

50 Diagnóstico por Imagem

56 Direito e Saúde

66 Informes de Mercado

96 Analogias em Medicina

GESTÃO LABORATORIAL

E PROFISSIONAL

SOLUÇÕES EM GESTÃO PROFISSIONAL PARA PEQUENOS E

MÉDIOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS

PANORAMA EM BIOMEDICINA

BIOMEDICINA

A ETERNA PROFISSÃO DO FUTURO:

SEREMOS EXTINTOS OU TEMOS QUE EVOLUIR?

46

58

012

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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Hospitalar 2019

Data: 21 a 24/05/19

Local: Expo Center Norte - São Paulo / SP

Informações: www.hospitalar.com

46º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas

Data: 16 a 19/06/2019

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30º Congresso Brasileiro de Microbiologia

Data: 06 a 09/10/2019

Local: Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso - Maceió/AL

Informações: sbmicrobiologia.org.br/30cbm2019/

Hemo 2019

Data: 06 a 09/11/2019

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016

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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DESMAIO E VERTIGENS

AUTORES:

JOSIMAR FRANCISCO DIAS FILHO 1,

XISTO SENA PASSOS 2,

CRISTIENE COSTA CARNEIRO 3.

DOR NAS COSTAS

artigo 1

Diagnóstico e

tratamento da

síndrome de

Guillain-Barré

Resumo

A síndrome de Guillain-Berré (SGB) é uma doença autoimune considerada

rara, que geralmente se manifesta após processos infecciosos virais ou

bacterianos. É uma doença grave, na qual 25% dos pacientes diagnosticados

necessitam de ventilação mecânica e de uma unidade de terapia intensiva

(UTI). A fraqueza bilateral é o sintoma mais importante para diagnosticar a

SGB, que começa nos membros inferiores e superiores. O objetivo deste estudo

de revisão foi abordar os principais meios de diagnóstico e tratamento

para a SGB disponíveis atualmente. O diagnóstico dos pacientes com SGB é

geralmente feito com base nas manifestações clínicas, somadas à realização

de exame neurológico, ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano

(LCR). Entre 1980 e 1990 tivemos a eficácia comprovada do tratamento

da SGB com imunoterapia, utilizando a plasmaférese e a injeção de

imunoglobulina intravenosa. O diagnóstico e o tratamento da SGB devem ser

estabelecidos precocemente a fim de evitar graves sequelas.

Palavras chaves: Síndrome de Guillain-Barré, diagnóstico, tratamento,

variantes da Síndrome de Guillain-Barré, Síndrome de Miller-Fisher.

Abstract

Diagnosis and treatment of Guillain-Barré syndrome

The Guillain-Berre syndrome (GBS) is an autoimmune disease considered rare,

which usually manifests after infectious viral or bacterial processes. It is a serious

disease in which 25% of diagnosed patients require mechanical ventilation and

intensive care unit (ICU). Bilateral weakness is the most important symptom to

diagnose GBS, which begins in the lower and upper limbs. The objective of this

review study was to address the main means of diagnosis and treatment for GBS

currently available. The diagnosis of patients with GBS is usually made based on

clinical manifestations, together with the realization of neurological examination,

MRI and analysis of cerebrospinal fluid (CSF). Between 1980 and 1990 we

had the proven effectiveness of treatment of GBS with immunotherapy using

plasmapheresis and intravenous immunoglobulin injection. The diagnosis and

treatment of GBS should be established early in order to avoid serious sequelae.

Keywords: Guillain-Barré syndrome, diagnosis, treatment, variants of Guillain-Barré

syndrome, Miller-Fisher syndrome.

FRAQUEZA MUSCULAR

FORMIGAMENTO

1. Graduado em Biomedicina pela a Universidade Paulista – Campus

Flamboyant

2. Doutor em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goiás.

Professor Titular do Curso de Biomedicina da Universidade Paulista - UNIP.

E-mail: xisto.sena@gmail.com

3. Biomédica, Doutora em Ciências Biológicas pelo Instituto de Ciências

Biológicas da Universidade Federal de Goiás. É professora adjunta na

Universidade Paulista (Unip-GO).

Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Paulista

Autor correspondente: Josimar Francisco Dias Filho

Rua PL-08 Quadra H Lote 21 – Loteamento Areião I

Goiânia – GO – CEP: 74820-057

Fone: (62) 98207-7423 / (62) 3241-3011

E-mail: josimarfranciscodias@gmail.com

Declaramos que não existem conflitos de interesse, quanto à publicação

deste artigo pelos autores.

Introdução

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença de

origem autoimune que em sua forma clássica é definida

como polineuropatia desmielinizante inflamatória aguda

(PDIA). Trata-se de uma síndrome de caráter heterogêneo

com diversas variantes, além da PDIA temos outros três

tipos principais, sendo elas a neuropatia axonal motora

aguda (NAMA), neuropatia axonal sensório-motora aguda

(NAMSA) e a síndrome de Miller-Fisher (SMF)(1–3).

Os sintomas da SGB podem se manifestar após processos

infecciosos associados a arbovírus, e outras infecções virais

e bacterianas. Na maioria dos casos, as infecções por

arborvírus e citomegalovirus, estão relacionadas à SGB

desmielinizante aguda. Já as infecções bacterianas estão ligadas

à SGB axonal e a SMF(4). Considerada uma síndrome

rara, atinge cerca de dois a cada 100.000 habitantes, a SGB

implica em paralisia flácida associada à perda de reflexos,

transtornos sensoriais e alta produção das proteínas do líquido

cefalorraquidiano (LCR)(2,5).

A SGB é uma doença grave, na qual cerca de 25% dos

pacientes necessitam de ventilação artificial, durante um período

que varia de dias a meses. Vinte por cento dos pacientes

ainda são incapazes de andar após 6 meses, e 3-10% dos

pacientes morrem, devido principalmente às doenças como,

insuficiência respiratória ou complicações pulmonares e disfunção

autonômica incluindo arritmia cardíaca. Além disso,

muitos pacientes têm dor, fadiga ou outras queixas residuais

que podem persistir por meses ou anos(6,7).

imagem ilustrativa

018

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


As manifestações clínicas do paciente,

a punção lombar (para a dosagem de

proteínas), os estudos eletrofisilógicos e

a ressonância magnética, podem ajudar

a comprovar o diagnóstico e identificar

a desmielinização dos subtipos axonais,

que é característica da SGB. A semelhança

molecular de antígenos de origem viral ou

bacteriana, conduz à geração de anticorpos

que causam reação cruzada com os

axônios do neurônio motor(8).

Diante do exposto, este estudo teve

como objetivo esclarecer as manifestações

clínicas da SGB e conhecer os meios

de diagnóstico e tratamentos rápidos e

precisos, que contribuem para a melhora

do paciente.

Revisão da Literatura

Histórico

As primeiras características clínicas

da SGB foram descritas pelo Francês

Landry em 1859, as quais ele denominou

de paralisia aguda ascendente. Em

1916, Georges Charles Guillain e Jean

Alexandre Barré, começaram a estudar

o caso de dois soldados franceses,

que ficaram paralíticos mas depois

tiveram recuperação espontânea dessa

morbidez. Pela análise do LCR desses

soldados, os pesquisadores identificaram

uma quantidade muito grande de

proteínas, com concentração de células

normais(9,10).

Em 1949, Haymaker e Kernohan

descreveram as características clínicas

e histopatológicas da síndrome,

incluindo alterações inflamatórias do

nervo periférico em 50 pacientes com

casos fatais, porém, eles acreditavam

que essa doença era diferente daquela

descrita por Guillain e Barré. Barré

por sua vez defendeu fortemente sua

pesquisa, e em 1953 publicou que a

doença se tratava de uma infecção de

causa desconhecida. Feasby e Cols por

volta de 1986, estudaram 5 pacientes

com suspeitas clínicas de SGB, e iden-

tificaram sinais de degeneração axonal

e sinais de desmielinização dos nervos

distais. Desde então essa doença ficou

conhecida como Síndrome de Gullain-

-Barré Axonal ou desmielinizante(9,10).

A síndrome de Miller-Fisher foi descrita

pela primeira vez em 1956 por

Fisher, na qual a mesma foi caracterizada

por oftalmoplegia, ataxia e arreflexia,

que compõem a tríade clássica da

doença. Após Fisher descrever 3 casos

da síndrome, vários autores relataram

casos isolados com os mesmo achados

clínicos, com por exemplo Smith e Walsh,

1957; Neubert em 1958; Darcourt e

Cossa em 1959, entres outros(11,12).

Estudos para o tratamento da SGB

foram bem sucedidos na década de

1980, nos quais a troca de plasma demonstrou

ser um tratamento eficaz, e

por volta da década de 1990, também

foi comprovada a eficácia no tratamento

com a imunoglobulina intravenosa

(IgIV)(9).

Diagnóstico

Em média dois terços dos casos

diagnosticados de SGB, ocorre semanas

após infecções virais ou bacterianas,

tais como Campylobacter jejuni (C.

jejuni), Citomegalovirus, Mycoplasma

pneumoniae, ou aborvirus. Esses

agentes infecciosos possuem epítopos

semelhantes aos dos nervos periféricos

como por exemplo os gangliosídeos

presentes na superfície da bactéria C.

jejuni, que estar presente em cerca de

25% dos casos de SGB. Em um processo

de infecção o organismo produz

anticorpos fixadores do complemento,

imunoglobulinas G (IgG), que são acionadas

para combater a infecção, mas

acabam se ligando também aos gangliósidos

dos nervos periféricos, induzindo

à autoimunidade(9). A formação de

anticorpos direcionados aos gangliosídeos

presentes nos axônios dos nevos

periféricos está ligada às variantes dos

tipos NAMA, NAMSA e também a SMF.

Já na PDIA a resposta imune é direcionada

às células de Schwann, causando

a desmielinização(13).

A SMF é uma variante da SGB que

quando comparada com os demais

tipos, se destaca por ter um melhor

prognóstico(12). A presença de anti-

-gangliosídeos no soro, pode ser identificada

em cerca de 80% dos pacientes,

com maior elevação nas primeiras semanas.

Já a dissociação albumino-citológica

no LCR costuma ser mais tardia,

mas ambas são importantes para auxiliar

o diagnóstico(14). A doença tem

seu pico em 1 semana, em média, e na

maioria dos casos, começa a melhorar

por volta de 2 semanas. A ataxia e a

oftalmoplegia tende a desaparecer em

média de 1 a 3 meses(4).

O diagnóstico da SGB é inicialmente

clínico, e devido a variação dos sintomas

é importante realizar exames complementares

para que o diagnóstico da

síndrome seja confirmando precocemente(15).

Na SGB a fraqueza bilateral

é o principal sintoma na maioria dos

pacientes, que geralmente começa nas

extremidades distal inferior, mas pode

começar proximalmente nas pernas ou

braços. A dor muscular ou dor radicular,

em muitas vezes na coluna vertebral, é

um sinal inicial frequente, o que pode

complicar o diagnóstico, pois a dor

pode causar fraqueza em cerca de um

terço dos pacientes com sintomas de

infecções anteriores causada por outras

doenças(7). O quadro 1 mostra alguns

critérios clínicos que ajudam a diagnosticar

a SGB.

No diagnóstico clínico são avaliados

os pacientes com sintomas de SGB em

graus inequívocos de fraqueza com

mais de um segmento apendicular de

forma simétrica incluindo a musculatura

craniana(16). A fraqueza muscular

progressiva de distribuição simétrica e

distal evolui para diminuição ou perda

019


vírus, a Organização Mundial da Saúde

(OMS), com o intuito de realizar as notificações

de casos da SGB, produziu um documento

com orientações e estratégia de

gestão da síndrome. A OMS recomenda

seguir os critérios de Brighton para definição

da SGB, para realizar levantamento

de dados epidemiológicos. Os critérios de

Brighton baseia-se na análise de resultados

clínicos, neurofisiológicos e da análise

do LCR. Os pacientes com suspeitas da

SGB podem ser classificados em nível 1

até o nível 3. O nível 1 caracteriza à maior

probabilidade de certeza do diagnóstiartigo

1

Imagem Ilustrativa

dos movimentos de maneira ascendentes,

com flacidez dos músculos sendo o

sinal mais perceptível no paciente(17).

No diagnóstico laboratorial, avaliar o

LCR é importante, especialmente para

excluir outras causas de fraqueza associada

com uma dissociação albumino-

-citológica que auxilia positivamente

no diagnóstico da SGB(7,15). Na análise

do LCR em pacientes com SGB haverá

um aumento das proteínas na primeira

semana, geralmente os leucócitos mononucleares

será ≤ 10/mm3, na qual

é uma das principais características do

diagnóstico da SGB(18).

Para o exame eletrofisiológico, é realizado

a eletroneuromiografia, que irá

apresentar ondas que indiquem a redução

proximal da velocidade de condução

nervosa(19), no entanto, anormalidades

serão observadas em cerda de 81% dos

pacientes com SGB, visto que a eletroneuromiografia

pode não apresentar

quaisquer alterações no início da doença.

Com o acompanhamento eletrofisiológico

é possível determinar o acometimento

patológico, se desmielinizante ou axonal(1).

O quadro 2 nos mostra algumas

alterações na eletroneuromigrafia que

são avaliadas para o diagnóstico da SGB.

A ressonância magnética (RM) da

coluna vertebral e da cauda equina com

contraste (gadolínio), também pode ser

usada como um meio de diagnóstico

complementar da SGB, especialmente

quando os achados clínicos e eletrofisiológicos

são duvidosos(20,21). A RM pode

não apresentar quaisquer alterações

na fase inicial da SGB, mas em seguida

pode revelar achados importantes para o

diagnóstico da mesma. Já a RM craniana

não tem uma importância relativa para

o diagnóstico de SGB, pois a mesma só

será eficaz se houver sintomas de encefalopatia(21).

Na SGB poderá haver um espessamento

do nervo espinhal e da cauda

confirmando precocemente(15). Na SGB a fraqueza bilateral é o principal sintoma na maioria

dos pacientes, que geralmente começa nas extremidades distal inferior, mas pode começar

proximalmente nas pernas ou braços. A dor muscular ou dor radicular, em muitas vezes na

coluna DESMAIO vertebral, E VERTIGENS é um sinal inicial frequente, o que pode complicar o diagnóstico, pois a dor

pode causar fraqueza em cerca de um terço dos pacientes com sintomas de infecções

anteriores DOR NAS COSTAS

AUTORES:

causada por outras doenças(7). O quadro 1 mostra alguns critérios clínicos que

JOSIMAR FRANCISCO DIAS FILHO 1,

ajudam a diagnosticar a SGB. XISTO SENA PASSOS 2,

No diagnóstico clínico são avaliados CRISTIENE os pacientes COSTA com CARNEIRO sintomas de 3. SGB em graus

inequívocos de FORMIGAMENTO

fraqueza com mais de um segmento apendicular de forma simétrica incluindo

a musculatura craniana(16). A fraqueza muscular progressiva de distribuição simétrica e distal

FRAQUEZA evolui MUSCULAR para diminuição ou perda dos movimentos de maneira ascendentes, com flacidez dos

6

músculos sendo o sinal mais perceptível no paciente(17).

positivamente no diagnóstico da SGB(7,15). Na análise do LCR em pacientes com SGB

Quadro 1. Quadro Critérios 1. clínicos Critérios que reforçam clínicos o diagnóstico que reforçam da SGB o diagnóstico por ordem de da importância SGB ordem de importância

haverá um aumento das proteínas na primeira semana, geralmente os leucócitos

Diminuição progressiva da força muscular;

mononucleares será ≤ 10/mm 3 , na qual é uma das principais características do diagnóstico da

Simetria relativa;

SGB(18).


Para

Sinais

o exame

e sintomas

eletrofisiológico,

sensitivos leves;

é realizado a eletroneuromiografia, que irá apresentar

ondas que Paralisia indiquem facial a redução em cerca proximal de 50% da dos velocidade casos, geralmente de condução bilateral, nervosa(19), envolvimento no entanto, de

anormalidades outros nervos serão observadas cranianos; em cerda de 81% dos pacientes com SGB, visto que a

eletroneuromiografia Recuperação pode após 2 não a 4 apresentar semanas; quaisquer alterações no início da doença. Com o

acompanhamento Ausência de eletrofisiológico febre no início dos é possível sintomas determinar e outros. o acometimento patológico, se

desmielinizante Fonte: Paraparesia aguda- ou axonal(1). um desafio diagnóstico(18). O quadro 2 nos mostra algumas alterações na

eletroneuromigrafia que são avaliadas para o diagnóstico da SGB.

No diagnóstico laboratorial, avaliar o LCR é importante, especialmente para excluir

Quadro outras 2. Alterações causas Quadro de na eletroneuromiografia fraqueza 2. Alterações associada na no eletroneuromiografia diagnóstico com uma da SGB dissociação no diagnóstico albumino-citológica da SGB que auxilia

Polineuropatia desmielinizante inflamatória aguda

Bloqueio da condução motora e/ou dispersão temporal do potencial de ação composto

muscular;

Prolongamento da onda F;

Aumento da latência distal motora;

Diminuição da velocidade de condução em pelo menos dois a três nervos motores.

Neuropatia axonal motora aguda

Comprometimento exclusivo do axônio motor;

Diminuição da amplitude dos potenciais compostos de ação muscular ou ausência do

potencial motor;

Pouca ou discreta alteração da velocidade de condução motora;

Mais preservação dos potenciais de ação sensitivos.

Neuropatia axonal sensório-motora aguda

Ausência de alterações desmielinizantes;

Diminuição da amplitude distal do potencial de ação composto muscular e redução de < 50%

da amplitude do potencial sensitivo;

Manifesta-se clinicamente por tetraplegia de início fulminante e necessidade de ventilação

mecânica, entre dois a cinco dias, após o início dos sintomas.

Síndrome de Miller-Fisher

Redução dos potenciais de ação do nervo sensorial;

Ausência de reflexos;

Variedades são observadas na onda F.

Fonte: Síndrome de guillain barré: epidemiologia, prognóstico e fatores de risco(3)

Miller Fisher syndrome: brief overview and update with a focus on electrophysiological findings(14)

A ressonância magnética (RM) da coluna vertebral e da cauda equina com contraste

(gadolínio), também pode ser usada como um meio de diagnóstico complementar da SGB,

equina. Vários estudos que analisaram

as características clínicas e os achados de

imagem da RM, em pacientes com SGB,

chegaram à conclusão que o mais aceitável

para essa alteração, é o rompimento

da barreira hematoencefálica ou alguma

inflamação das raízes, na qual essa alteração

é bem nítida na RM. Com isso, a

RM da coluna vertebral é tão importante

quanto a eletroneuromiografia e análise

do LCR para o diagnóstico da SGB(21).

Devido a SGB poder se manifestar após

processos de infecções por arbovírus, incluindo

a dengue, chikungunya e o zika

020

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


co, já o nível 3 é menos propício de ser

diagnosticado com SGB(22), conforme

descrito no quadro 3. Vale salientar, que

a certeza do diagnóstico de acordo com

os critérios de Brighton, embora aplicável

em quadro clínico, o mesmo é destinado

principalmente para fins epidemiológicos

e não para tratamento(22).

O diagnóstico diferencial da SGB é

amplo. Então, uma detalhada avaliação

neurológica dos nervos periféricos é mais

propícia ser realizada do que se for avaliar

o tronco cerebral, medula espinhal, cauda

equina, junção neuromuscular ou músculos.

A presença de hiperestesia distal

aumenta a probabilidade do diagnóstico

da SGB, se sensorial já não há tanta relação

com a SGB, mas pode estar associada à

uma poliomielite, miastenia grave, distúrbios

eletrolíticos, botulismo, ou miopatia

aguda. A baixa concentração de potássio

no sangue do paciente pode ter relação

com a SGB, mas é comumente negligenciado

no diagnóstico diferencial(4).

Tratamento

Em média, 3-10% dos pacientes diagnosticados

com a SGB vão à óbito, devido

à outras complicações como, embolia

pulmonar , sepse ou por parada cardíaca

sem motivo específico. Com isso, as medidas

para a detecção precoce destas

complicações, devem ser avaliadas com

muita cautela(4). De acordo com vários

critérios de diagnóstico da SGB, pode

ocorrer nos pacientes progressão rápida

da fraqueza em um período de 4 semanas.

A maioria dos pacientes, no entanto,

atinge o período de maior intensidade do

comprometimento motor dentro de 2

semanas, período no qual é denominado

de nadir. A progressão pode durar até 6

semanas após o início da SGB subaguda

em alguns casos raros(7).

Durante a fase progressiva, 20-30%

dos doentes desenvolvem insuficiência

respiratória, aumento da concentração

de gás carbônico (maior que 48 mmHg),

baixa concentração de oxigênio no sangue

(menor que 56 mmHg), capacidade

Brighton para definição da SGB, para realizar levantamento de dados epidemiológicos. Os

critérios de Brighton baseia-se na análise de resultados clínicos, neurofisiológicos e da análise

do LCR. Os pacientes com suspeitas da SGB podem ser classificados em nível 1 até o nível 3.

O nível 1 caracteriza à maior probabilidade de certeza do diagnóstico, já o nível 3 é menos

propício de ser diagnosticado com SGB(22), conforme descrito no quadro 3. Vale salientar,

que a certeza do diagnóstico de acordo com os critérios de Brighton, embora aplicável em

quadro clínico, o mesmo é destinado principalmente para fins epidemiológicos e não para

tratamento(22).

Quadro 3. Definições Quadro elaboradas 3. Definições por Brighton elaboradas para auxiliar por no Brighton diagnóstico para da auxiliar SBG. no diagnóstico da SBG.

Sintomas Nível 1 Nível 2 Nível 3

Fraqueza bilateral e flácida dos membros Presente Presente Presente

Reflexos diminuídos ou ausentes do tendão profundo em

membros fracos

Ausência de diagnóstico alternativo identificado para a

fraqueza muscular

Presente Presente Presente

Presente Presente Presente

Dissociação albumino-citológica Presente Ausente Ausente

8

Resultados eletrofisiológicos consistentes com SGB Presente Ausente Ausente

Contagem de leucócitos no LCR < 50 glóbulos/µl; ou

estudos eletrofisiológicos consistentes, se o LCR não tiver Ausente Presente Ausente

sido analisado.

Padrão de doença monofásico; e intervalo entre o inicio e

o nadir da fraqueza entre 13h e 28 dias; e patamar clínico Presente Presente Presente

subseqüente.

Ausência de diagnóstico alternativo identificado para a

Ausente

fraqueza

Ausente Presente

Fonte: Central/CIEVS-SP(17), Organização Mundial da Saúde: Orientações Provisória(22).

O diagnóstico diferencial da SGB é amplo. Então, uma detalhada avaliação

vital neurológica inferior dos a 15 nervos ml por periféricos quilograma é mais do propícia resposta ser realizada adequada do que se do for grau avaliar funcional o tronco é

peso cerebral, corporal, medula tose, espinhal, disfagia cauda e atelectasia. equina, junção neuromuscular mais rápida e evita ou músculos. recorrências(23). A presença Esse de

Para hiperestesia o tratamento distal aumenta dessas complicações a probabilidade é do diagnóstico método consiste da SGB, na se remoção sensorial de já anticorpos

circulantes, à uma poliomielite, frações do miastenia complemento grave,

não há

recomendado tanta relação com a utilização a SGB, mas da ventilação pode estar associada

mecânica. distúrbios eletrolíticos, O ideal é que botulismo, os pacientes ou miopatia permaneçam

sangue do em paciente uma pode unidade ter relação de terapia com a SGB, aplicada mas em é comumente duas sessões negligenciado nos casos leves no

aguda. e citocinas(15). A baixa concentração A plasmaférese de potássio pode ser no

diagnóstico diferencial(4).

intensiva (UTI), onde estará amparado de

recursos adequados para monitorar os

Tratamento

efeitos cardíacos e respiratórios, evitando graves deve ser realizada de 4 a 6 sessões.

O com volume a SGB de plasma vão à óbito, removido devido por à

assim complicações Em média, 3-10% mais dos severas(4,7). pacientes diagnosticados

outras A disfunção complicações autonômica como, embolia é geralmente pulmonar , sessão sepse ou deve por ser parada de 200-250 cardíaca mL/Kg sem motivo com

grave específico. e fatal, Com tais isso, sintomas medidas como para arritmia a detecção um precoce intervalo destas dois complicações, dias(24). devem ser

e avaliadas hipertensão com muita extrema cautela(4). ou hipotensão, De acordo com vários A IgIV critérios para de ser diagnóstico utilizada da terapeuticamente

em um deve período ser purificada de 4 semanas. , para A eliminar maioria

SGB, pode

acomete ocorrer nos cerca pacientes de 20% progressão dos rápida pacientes da fraqueza

com dos pacientes, a SGB. Bradicardia no entanto, em atinge alguns o período casos de maior possíveis intensidade riscos do de comprometimento transmissões de motor infecções.

de Diante nadir. A de progressão estudos, pode foi durar observado até 6

é dentro tão grave de 2 semanas, que faz período necessário no qual o é uso denominado

temporário semanas após de o um início marca da SGB passo. subaguda Deve haver

uma Durante preocupação a fase maior progressiva, com pacien-

20-30% eficácia dos doentes na aceleração desenvolvem motora, insuficiência quando

em alguns que casos IgIV raros(7). é um processo terapêutico com

tes respiratória, diagnosticados aumento com da SBG, concentração que não são de gás utilizada carbônico nas (maior primeiras que 48 duas mmHg), semanas baixa

hospitalizados, concentração de para oxigênio evitar no uma sangue profunda (menor que 56 após mmHg), o início capacidade dos sintomas vital inferior da SBG(24). a 15 ml

trombose por quilograma venosa. do Se peso isso corporal, ocorrer, tose, uma disfagia Essa e atelectasia. terapia é frequentimente Para o tratamento utilizada dessas

aplicação complicações de é heparina recomendado via a subcutânea utilização da ventilação devido mecânica. à sua universalidade O ideal é que os e facilidade pacientes

e permaneçam a utilização em de uma meias unidade de compressão,

de terapia intensiva de (UTI), administração(15), onde estará amparado cuja dose de deve recursos ser

serão adequados fundamentais para monitorar para os reverter efeitos cardíacos essa e de respiratórios, 2 g por quilograma evitando assim do peso complicações corporal,

mais severas(4,7).

trombose(4).

Imunoterapia

A plasmaférese foi considerada como

primeira opção para o tratamento da

SBG, se possível, deve ser realizado dentro

de 10 dias após início da doença. A

na qual não houve melhora espontânea

do paciente; em casos moderados ou

por via intravenosa durante um período

de cinco dias consecutivos(19).

O tratamento com a IgIV na SBG tem

como finalidade bloquear as proteínas

receptoras de Fc nos macrófagos, impedindo

que o anticorpo-alvo ataque a

membrana das células de Schwann e a

021


Imagem Ilustrativa

DESMAIO E VERTIGENS

DOR NAS COSTAS

FORMIGAMENTO

FRAQUEZA MUSCULAR

AUTORES:

JOSIMAR FRANCISCO DIAS FILHO 1,

XISTO SENA PASSOS 2,

CRISTIENE COSTA CARNEIRO 3.

artigo 1

bainha de mielina(25). Os efeitos adversos

após a administração de IgIV podem

ocorrem, mas raramente são graves.

Sua administração pode causar um pequeno

risco de anafilaxia, e ocorre mais

nos pacientes com grave deficiência de

imunoglobulina A, que não está normalmente

presente na SGB. Outros efeitos

relatados incluem cefaléia, mialgia, hipotensão

e rubor transitório, meningismo,

meningite asséptica, reações cutâneas

(especialmente eczema), neutropenia e

agravamento da insuficiência renal(25).

Conclusão

Com o surgimento de várias manifestações

virais e bacterianas em todo

o mundo, a SGB tem se destacado e

causado sérias preocupações à humanidade.

A SGB é bastante severa, e o

diagnóstico rápido e preciso é muito

importante para um tratamento eficaz,

evitando assim a paralisação dos membros

inferiores e superiores. Atualmente

contamos com os exames neurológicos,

análise do LCR e a ressonância

magnética para auxiliar no diagnóstico

diferencial da SGB, mas por ser rara,

geralmente há demora no seu diagnóstico,

o que pode causar complicações.

O tratamento com a imunoterarpia é o

mais utilizado nos pacientes com SGB:

tanto a plasmafére quanto a IgIV é extremamente

eficaz no tratamento dessa

doença. Assim, há uma grande necessidade

de monitorar cuidadosamente os

pacientes com sintomas da SGB e os que

são diagnosticados com a mesma, pois

quanto mais cedo esses pacientes forem

tratados, melhor será a sua recuperação

e menores serão as chances de apresentar

sequelas após a recuperação.

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022

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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AUTORES:

CAROLINE CARRER, DIOGO DE FRAGA ROSA,

ELISABETH PHILIPPSEN, LUIZ GUILHERME

HENDRISCHKY E MATHEUS PIRES.

Revisão imunológica e

bioquímica do Hipotireoidismo

imagem ilustrativa

artigo 2

Resumo

O hipotireoidismo é uma patologia que pode acometer indivíduos de todas as faixas etárias,

por isso a importância de investir cada vez mais na investigação de novos tratamentos e na

monitoração dos portadores desta doença. A tireoide é uma das maiores glândulas endócrinas,

localizada na parte anterior do pescoço. A sua principal função é sintetizar os hormônios T3

(Triiodotironina) e T4 (Tiroxina), controlados via feedback negativo formado pelo eixo hipotálamo

– hipófise e tireoide, que por sua vez são controlados pelos hormônios TSH, TRH e HT,

formando a tríade de feedback negativo. Os sinais e sintomas se apresentam de diversas formas,

tornando o diagnóstico clínico difícil de ser determinado.. O diagnóstico laboratorial comumente

se dá através da dosagem do nível sérico de TSH e T4 livre (T4L). O teste de TSH é considerado

padrão-ouro para a avaliação da função tireoidiana, comsensibilidade de 98% e especificidade

de 92% para definição do diagnóstico. Porém, a função tireoidiana pode ser avaliada por uma

grande variedade de testes.

Palavras-chaves: Hipotireoidismo; Tireoide; T3; T4; TSH; Diagnóstico; Dosagem Hormonal.

Abstract

Hypothyroidism is a condition that can affect individuals of all ages, so the importance of investing

in research focused on new treatments and patient monitoring is ever increasing. The thyroid is one of

the largest endocrine glands, located at front of the neck. Its main function is the synthesis of hormones

T3 (triiodothyronine) and T4 (thyroxine) which is controlled via negative feedback from the hypothalamic,

pituitary and thyroid , which are controlled by the hormones TSH , TRH and HT, forming the triad

of negative feedback. The TSH test is considered the gold standard for evaluation of thyroid function.

The signs and symptoms appear in different ways, that makes it difficult to identify during clinical

diagnosis. Laboratory diagnosis commonly occurs through the measure of TSH and free T4 (FT4) in

the blood serum. The TSH test is considered the gold standard for evaluation of thyroid function with

sensitivity of 98% and specificity of 92% in defining the diagnosis. However, thyroid function can be

evaluated by a variety of tests.

Keywords: Hypothyroidism; Thyroid; T3; T4; TSH; Diagnosis; Hormonal Dosage.

1. Introdução

As doenças tireoidianas acometem em torno de 12% da população em geral, com

maior prevalência em idosos do sexo feminino e indivíduos com anticorpos antitireoidianos

(AAT) [29], possuindo elevada prevalência no Brasil [30].

O hipotireoidismo primário tem como principais etiologias as doenças autoimunes

de tireoide, deficiência de iodo, redução do tecido tireoidiano por iodo radioativo ou

por cirurgia usada no tratamento de Doença de Graves ou do Câncer de Tireoide [30].

Universidade Feevale, Novo Hamburgo – RS, Brasil.

Visto que o hipotireoidismo é uma

das doenças endócrinas mais comuns

na atualidade, com inúmeros efeitos indesejáveis,

o presente artigo tem como

objetivo apresentar as principais características

do hipotireoidismo como as

dosagens hormonais juntamente com

as metodologias mais utilizadas, além

das alterações bioquímicas mais comuns

nestes pacientes.

2. Visão Geral do

Hipotiroidismo

A tireoide é uma das maiores glândulas

endócrinas, localizada na parte anterior

do pescoço. A sua principal função

é sintetizar os hormônios T3 (Triiodotironina)

e T4 (Tiroxina), controlados via

feedback negativo formado pelo eixo

hipotálamo – hipófise e tireoide, que por

sua vez são controlados pelos hormônios

TSH, TRH e HT, formando a tríade de feedback

negativo [1].

Os hormônios T3 e T4 promovem o

crescimento e o desenvolvimento normal

das pessoas e regulam uma variedade de

funções homeostáticas, como a produção

de energia e calor, diferenciação e

maturação dos tecidos e do sistema nervoso

central. Também atuam como reguladores

do metabolismo de carboidratos

e gorduras. São hormônios de grande

importância para o bom funcionamento

do corpo humano, por isso qualquer

alteração que leve ao desequilíbrio dos

hormônios secretados haverá sintomas

que precisarão ser investigados. [2]

O hipotiroidismo é definido como uma

024

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


diminuição ou ausência da produção dos

hormônios da tireoide. [3] Estafalha na

produção dos hormônios é classificada

conforme a sua origem. [4] O hipotireoidismo

primário é a disfunção tiroidiana

mais frequente, caracterizada pela diminuição

dos níveis circulantes de tiroxina

(T4) e triiodotironina (T3), levando a um

aumento da produção TSH e ocasionado

por uma falência da própria glândula,

mas também pode ocorrer hipotireoidismo

por uma diminuição da produção

do TSH pela hipófise ou do TRH (hormônio

liberador do TSH) pelo hipotálamo,

sendo denominado hipotireoidismo

central ou secundário. Nessa situação,

as concentrações séricas dos hormônios

tireoidianos se encontram diminuídas

e a do TSH encontra-se diminuída, inapropriadamente

normal ou até discretamente

elevada devido à secreção de TSH

biologicamente inativo [6].

No hipotireoidismo central ocorre estímulo

insuficiente da glândula tireoide

pelo TSH, por prejuízo na secreção ou

função do hipotálamo (hipotireoidismo

terciário) ou hipófise (hipotireoidismo

secundário). A clínica do hipotireoidismo

central é menos exuberante que a do

primário e o seu monitoramento deve ser

feito através da dosagem de T4 (tiroxina)

livre e não do TSH (hormônio tireoestimulante)

[6].

O hipotiroidismosubclínico (HSC) é

uma situação comum, especialmente

entre as mulheres conforme o avançar

da idade, é diagnosticado quando os

níveis de hormônios tireoidianos estão

dentro do valor de referência do laboratório,

embora o hormônio estimulante

da tireoide (TSH) esteja elevado. O manuseio

do hipotireoidismo subclínico é

controverso e pode representar o estágio

inicial de uma deterioração progressiva

da função tireoidiana, sendo que em alguns

casos esta função pode permanecer

inalterada durante anos ou mesmo se

normalizar [7].

Figura 1- Avaliação Laboratorial do Hipotireoidismo

Figura 1- Avaliação Laboratorial do Hipotireoidismo

TSH – hormônio tireoestimulante ou tireotrofina (valor normal: 0,3 – 0,4 um/L)

T4L – tiroxina livre (valor normal: 0,7 – 1,5 ng/dL)

2.1 Sintomas

2.2 Hipotireoidismo no Adulto,

Os 2.1 sintomas SINTOMAS do hipotireoidismo não Criança & Gestante

são específicos e podem se apresentar de O termo hipotireoidismo primário significa

a redução da secreção dos hormô-

diversas formas, por isso é importante o

médico Os responsável sintomas avaliar do cada hipotireoidismo um dos nios não tireoidianos são específicos por fatores que e afetam podem a se apresentar

sintomas de diversas e interpretá-los formas, se por podem isso ser é importante própria glândula. o médico A queda responsável das concentrações

podem séricas ser dos decorrentes hormônios tireoidianos da falta hormonal, ou

avaliar cada um

decorrentes dos sintomas da falta hormonal, e interpretá-los ou não [8]. se

Os sinais e sintomas mais frequentes causa um aumento na secreção de TSH,

se não apresentam [8]. como bradicardia, reflexo consequentemente, há uma elevação

aquileulentificado, Os sinais pele e sintomas grossa e seca, mais frequentes dos níveis séricos se de apresentam TSH. Outros fatores

que podem afetar a secreção desses

como bradicardia,

fraqueza, letargia, fala lenta, edema de

reflexo aquileulentificado, pele grossa e seca, fraqueza, letargia, fala lenta,

pálpebras, sensação de frio, diminuição hormônios são a baixa estimulação da

da edema sudorese, de pele pálpebras, fria, macroglossia, sensação tireoide frio, pelo diminuição TSH, devido à fatores da sudorese, que pele fria,

edema macroglossia, facial, cabelo edema seco e sem facial, brilho, cabelo interferem seco e na sem liberação brilho, pituitária aumento de TSH da área cardíaca

aumento da área cardíaca (ao raio-x), palidez

de pele, perturbações da memória, nuição indireta da liberação do hormô-

(hipotireoidismo secundário) e a dimi-

(ao raio-x), palidez de pele, perturbações da memória, constipação, ganho de

constipação, peso, perda ganho de peso, cabelo, perda dispneia, de nio liberador edema tireotrofina periférico, (TRF) rouquidão, pelo anorexia,

cabelo, nervosismo, dispneia, edema menorragia, periférico, surdez, rouquidão,

anorexia, nervosismo, menorra-

Na clínica médica, a diferenciação entre

hipotálamo palpitações, (hipotireoidismo abafamento terciário). de bulhas cardíacas,

dor precordial, e baixa acuidade visual, entre muitos outros [9].

gia, surdez, palpitações, abafamento de hipotireoidismo secundário e terciário é

bulhas Após cardíacas, os sinais dor precordial, clínicos e baixa terem complexa, sido considerados pois normalmente e avaliados, são consequências

de exames do hipotireoidismo bioquímicos central e [3]. imunológicos, se o

o médico deve

acuidade seguir visual, com entre a investigação muitos outros [9]. através

Após os sinais clínicos terem sido O diagnóstico precoce de hipotireoidismo

importante em crianças e que adolescentes a sua é etiologia muito também seja

considerados hipotireoidismo e avaliados, for confirmado, o médico é

deve verificado seguir com para a investigação que haja através o correto importante. tratamento Pesquisas [9]. recentes mostram

de exames bioquímicos e imunológicos, que o diagnóstico precoce seguido do

se o hipotireoidismo for confirmado, é tratamento adequado pode melhorar as

importante que a sua etiologia também funções cognitivas do portador de hipotireoidismo.

Pesquisadores estão sugerindo

seja verificado para que haja o correto

tratamento [9].

que o hipotireoidismo subclínico, carac-

025


Imagem Ilustrativa

3. DIAGNÓSTICO CLÍNICO AUTORES:

CAROLINE CARRER, DIOGO DE FRAGA ROSA,

Os sintomas clínicos do hipotireoidismo são inespecíficos e acometem a

ELISABETH PHILIPPSEN, LUIZ GUILHERME

maioria dos órgãos e sistemas devido HENDRISCHKY a deficiência tireoidiana E MATHEUS presente, PIRES. fadiga,

cansaço, queda de cabelo, alteração de peso, intolerância ao frio, irregulares

menstruais são os sintomas e sinais mais presentes em pacientes com este

diagnóstico [10].

artigo 2

terizado por um ligeiro aumento de TSH

em conjunto à níveis séricos normais de

tiroxina livre (T4L), é um fator de risco para

o desenvolvimento de doenças sistêmicas,

como doenças cardiovasculares, aterosclerose

e desordens neuropsiquiátricas [12].

A gravidez produz um efeito reversível

na tireoide e suas funções. Durante

a gravidez, há estimulação excessiva da

tireoide, fazendo com que seu tamanho

aumente. Além disso, as alterações hormonais

geram um aumento na produção

de T4 e T3, enquanto níveis de TSH

diminuem, especialmente no primeiro

trimestre. Em consequência dessas características

fisiológicas da gravidez, as

gestantes podem ter sintomas que são

observados em casos de hipertireoidismo.

Entretanto, gestantes também

podem ter sintomas iguais aos do hipotireoidismo,

incluindo fatiga, constipação,

ansiedade e ganho de peso.

Em decorrência disso, o diagnóstico de

hipotireoidismo durante a gravidez pode

ser difícil. O hipertireoidismo e hipotireoidismo

podem produzir diversos efeitos

severos no feto. A recomendação para um

diagnóstico livre de resultados incorretos é

a aplicação testes trimestrais específicos

para cada tipo de população [13].

3. Diagnóstico Clínico

Os sintomas clínicos do hipotireoidismo

são inespecíficos e acometem a

maioria dos órgãos e sistemas devido a

deficiência tireoidiana presente, fadiga,

cansaço, queda de cabelo, alteração de

peso, intolerância ao frio, irregulares

menstruais são os sintomas e sinais mais

presentes em pacientes com este diagnóstico

[10].

3.1 Diagnóstico Laboratorial

O diagnóstico laboratorial comumente

se dá através da dosagem do nível sérico

Figura 2 – Sinais e sintomas do hipotireoidismo

Figura 2 – Sinais e sintomas do hipotireoidismo

SINTOMAS

SINAIS

Sensação de frio, sudorese ↓

Pele seca, áspera, fria

Fraqueza; ↓ apetite

Letargia, fala lenta, hiporreflexia

Défict de memória, cognição e concentração; Edema palpebral, facil, periférico

Depressão; psicoses; distúrbios bipolares;

demência;

Lingua grossa

Constipação intestinal

Cabelos ásperos

para Ganho determinar peso o grau de hipotireoidismo e em Palidez casos cutânea em que o há a diminuição

sérico Queda de cabelos TSH, T4L deve ser feito para determinar Bradicardia o grau de hipertireoidismo.

Dispnéia, tolerância ↓ aos exercícios

Hipertensão arterial diastólica

Em Rouquidão casos em que o TSH encontra-se alterado, Cardiomegalia porém T4L encontra-se normal,

T3 Anorexia total é indicado. Em duas situações clínicas Derrame distintas pericárdio são feitas inicialmente e

Menorragia

↓ da motilidade gastrointestinal

conjuntamente Palpitações os dois testes, tanto TSH como ↓ T4 absorção que são intestinal os casos de suspeita

de Surdez doenças hipofisárias ou hipotalâmicas e quando hipotonia o paciente da vesícula apresenta biliar clínica

Doença hepática gordurosa não

convincente Dor precordial do quadro de disfunção tireoidiana alcoólica [11].

Cefaleia, tonturas, zumbidos

Apneia do sono

Parestesias

Ataxia cerebelar

Figura Cegueira 3 noturna - Possíveis alterações laboratoriais, Ascite do eletrocardiograma (ECG) e

hormonais do hipotireoidismo.

Figura 3 - Possíveis alterações laboratoriais, do eletrocardiograma (ECG) e hormonais do hipotireoidismo.

ALTERAÇÕES

3.1 DIAGNÓSTICO

LABORATORIAIS/ECG

LABORATORIAL

ALTERAÇÕES HORMONAIS

Colesterol Total e LDL ↑

Prolactina, ADH, PTH e 1,25 (OH) 2 D: ↑

O diagnóstico laboratorial comumente se dá Resposta através do da GH dosagem aos testes do de nível estímulo:

HDL-2: ↑ modesto; HDL-3: Sem alteração ↓

sérico de TSH e T4 livre (T4L). O teste de TSH é considerado padrão-ouro para

Triglicerídeos: sem alteração ou ↑ modesto IGF-1 e EGFBP3: ↓

a Transaminases, avaliação da CPK, função DHL tireoidiana, e CEA: ↑ com sensibilidade SHBG, de testosterona 98% e especificidade e estradiol totais: de ↓

92% PCR, homocisteína, para definição lipoproteína do diagnóstico (a): ↑ [10]. Resposta do LH/FSH ao GnRH: ↓

Sódio sérico: Apresentando ↓ o paciente níveis séricos normais de TSH, nenhum outro

Proteínas no líquor: ↑

teste é necessário, porém em casos em que o TSH é elevado, T4L deve ser feito

ECG: baixa voltagem; distúrbios de condução e

mudanças específicas do ST-T

CPK (creatinofosfoquinase); DHL (desidrogenas lática); CEA (antígeno carcinoembrionário); ADH (hormônio

antidiurético); PTH (paratormônio); GH (hormônio do crescimento); IGF-1 (fator de crescimento semelhante à

insulina); IGFBP3 (proteína ligadora-3 do IGF); SHBG (globulina ligadora dos hormônios sexuais); GnRH (hormônio

liberador de gonadotrofinas).

Figura 4 - Fluxograma para avaliação diagnóstica (Hipot = hipotireoidismo; N = normal; RM = ressonância magnética;

↑ = aumentado; ↓ = baixo).

Figura 4 - Fluxograma para avaliação diagnóstica (Hipot = hipotireoidismo; N =

normal; RM = ressonância magnética; ↑ = aumentado; ↓ = baixo).

026

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019

4. DINÂMICA E MONITORAÇÃO DO TRATAMENTO COM LEVOTIROXINA


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

CAROLINE CARRER, DIOGO DE FRAGA ROSA,

ELISABETH PHILIPPSEN, LUIZ GUILHERME

HENDRISCHKY E MATHEUS PIRES.

artigo 2

de TSH e T4 livre (T4L). O teste de TSH é

considerado padrão-ouro para a avaliação

da função tireoidiana, com sensibilidade

de 98% e especificidade de 92%

para definição do diagnóstico [10].

Apresentando o paciente níveis séricos

normais de TSH, nenhum outro teste é

necessário, porém em casos em que o

TSH é elevado, T4L deve ser feito para determinar

o grau de hipotireoidismo e em

casos em que o há a diminuição sérico de

TSH, T4L deve ser feito para determinar

o grau de hipertireoidismo. Em casos em

que o TSH encontra-se alterado, porém

T4L encontra-se normal, T3 total é indicado.

Em duas situações clínicas distintas

são feitas inicialmente e conjuntamente

os dois testes, tanto TSH como T4 que

são os casos de suspeita de doenças hipofisárias

ou hipotalâmicas e quando o

paciente apresenta clínica convincente

do quadro de disfunção tireoidiana [11].

4. Dinâmica e Monitoração do

Tratamento com Levotiroxina

Consiste na reposição de levotiroxina

(LT4), que na maioria do casos é mantida

indefinitivamente. Atualmente a Levotiroxina

esta disponível no mercado como,

Euthyrox (Merck), Levoid (Aché), Puran

T4 (Sanofi) e Synthroid (Abbott), além

da medicação genérica [10]. O uso de

levotiroxina é proporcional ao nível sérico

de TSH, se o TSH esta alto, a dose precisa

ser aumentada, caso o TSH esteja baixo a

dose precisa ser reduzida [11].

Uma vez atingida a dose de manutenção

adequada, faz-se a reavaliação da

função tireoidiana a cada 6-12 meses. A

dose de LT4 pode ser ajustada devido a

situações clínicas ou/e uso de substâncias

concomitantes administradas que

interferem sua absorção, metabolização

ou relação com a TBG (proteína ligadora

de hormônios tireoidianos) [10].

5. Hormônios Dosados

A American TrhyroidAssociation (ATA)

vem, nos últimos anos, publicando diversos

artigos científicos auxiliando significativamente

o diagnóstico das doeças tireoidianas

através dos testes laboratoriais.

A função tireoidiana pode ser avaliada

por uma grande variedade de testes,

tais como: Dosagen de T3 e T4, T3 e T4

livres ou Índice de Tiroxina Livre (ITL),

dosagem de tireoglobulina, T3 reverso,

TSH, teste de estímulo do TSH (dosagem

do TSH antes e após TRH), anticorpo

anti-tireoglobulina (anti-Tg), anticorpo

anti-peroxidase (anti-TPO), anticorpo

anti-receptor de TSH (TRAB), teste de

captação do iodo radioativo, testes que

avaliam o tamanho e a morfologia da

glândula, biopsia, além de testes observacionais

dos efeitos hormonais tireoidianos

sobre os tecidos periféricos.

5.1 Dosagem de Tsh

No hipotireoidismo primário, o TSH

sérico é o primeiro teste a ser solicitado,

devido a relação long-linear inversa entre

as concentrações de TSH e T4 livre, onde

se pode observar que pequenas variações

na concentração de T4 livre estão

associadas a um aumento exponencial

nas concentrações de TSH [9].

O hormônio estimulante da tireóide,

tireotrofina ou TSH é produzido pela adenohipófise

ou hipófise anterior devido a

estímulos provenientes do TRH. O TSH

é secretado de maneira circadiana, com

valores mais elevados entre as 2 e 4 horas

da manhã, e valores mais diminutos

entre as 5 e 6 horas da tarde. [2]

A ATA recomenda que toda as avaliações

da função tireoidiana iniciem-se

com a dosagem de TSHs, visto que os

ensaios sensíveis do TSH são muito bons

para confirmar um hipotireoidismo primário

ou hipertireoidismo.

A amostra biológica de escolha é preferencialmente

o soro, porém, plasma

colhido em EDTA ou heparina também

podem ser utilizados. A conservação

das amostras biológicas deve ser feita

sempre à temperatura de 2 - 8 °C por no

máximo 5 dias quando a dosagem não

puder ser feita no mesmo dia, evitando

sempre congelar e descongelar o soro

por repetidas vezes. Evita-se sempre

trabalhar com amostras hemolisadas ou

lipêmicas, entretanto tais características

exercem efeitos pequenos sobre a dosagem

do TSH. Hemólises acentuadas

diluem a amostra, consequentemente,

diminuindo os valores de TSH, já as

amostras turvas devem sempre passar

por centrifugação prévia ao ensaio. [2]

Os métodos disponíveis são: Imunoensaio

por Quimioluminescência (CLIA),

Imunoensaio por Fluorescência Polarizada

(FPIA), Enzima Imunoensaio (EIA),

Ensaio Imunoabsorvente Ligado a Enzima

(ELISA) e ainda Radioimunoensaio

(RIA). Os valores de referência para o TSH,

normalmente, variam de 0,3 à 0,4 mUl/L,

porém podem existir variações de acordo

com a metodologia empregada [2].

Os imunoensaios são considerados o

procedimento padrão para a dosagem do

TSH no laboratório clínico. O radioimunoensaio

(RIA) tradicional para o TSH é baseado

na competição entre o hormônio endógeno

presente no soro e no padrão e o radiomarcado

pelos sítios de ligação do anticorpo.

Desta forma, a quantidade de TSH marcado

ligado ao anticorpo é inversamente proporcional

a quantidade de TSH não marcado na

amostra de soro ou padrão [2].

Os ensaios imunométricos (IMA)

possuem além de melhor sensibilidade,

maior rapidez com faixa ampla (0,1 a

50,0 mU/L) quando comparados com os

RIAs tradicionais. Estes dispõem de uma

molécula do TSH do soro ou padrão forma

uma ponte entre 2 ou mais anticorpos

distintos anti-TSH, onde o primeiro

anticorpo (Ac de captura), de origem

monoclonal, é direcionado à sub-unidade

específica e é ancorado ao sistema de

separação em fase sólida. Esse anticorpo

está presente em excesso e seletivamente

imunoextrai a maioria das moléculas

de TSH do soro e do padrão. Desta forma,

028

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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AUTORES:

CAROLINE CARRER, DIOGO DE FRAGA ROSA,

ELISABETH PHILIPPSEN, LUIZ GUILHERME

HENDRISCHKY E MATHEUS PIRES.

artigo 2

o TSH ligado é dosado através de um

segundo anticorpo (Ac de detecção), de

origem monoclonal ou policlonal, contra

o TSH. Esse segundo anticorpo é direcionado

contra um local antigênico distintamente

diferente da molécula de TSH, por

exemplo, a subunidade. O anticorpo de

detecção é marcado com uma molécula

sinalizadora que pode ser um radioisótopo,

fluoróforo ou luminescente [2].

5.2 Dosagem de Tiroxina (T4)

A tiroxina ou T4 é o principal composto

secretado pela tireóide, este é transportado

no sangue ligado às proteínas

transportadoras (TBG, prealbumina e

albumina), e sua fração livre compreende

a forma metabolicamente ativa.

A secreção de T4 é estimulada pelo TSH

hipofisário, com controle de secreção por

feedback negativo a nível de eixo-hipotálamo-hipófise-tireóide.

O T4 é convertido

à T3 nos tecidos periféricos. [2]

Os valores de T4 sofrem influência dos

níveis das proteínas carreadoras, drogas

como clofibrato, estrógeno, anticoncepcionais

orais, andrógenos, lítio, além de

durante a gravidez, entre outros. A escolha

de amostra biológica, conservação e

manipulação seguem os mesmos parâmetros

da dosagem de TSH [2].

Os valores de referência para o T4,

normalmente, variam de 4,5 à 12,0 μg/

dL em adultos acima de 12 anos, porém

podem existir variações de acordo com a

metodologia empregada [2].

Os imunoensaios atuais necessitam da

dissociação do hormônio de sua proteínas

de transporte. Para este fim, emprega-se o

uso de um tampão de barbital ou agentes

bloqueadores, em função disso os imunoensaios

podem ser classificados em isotópicos

ou não isotópicos. Nos isotópicos temos

o Radioimunoensaio, onde o Iodo 125 é

amplamente utilizado como marcados para

acompanhar e medir a distribuição do T4

entre as frações do anticorpo. Já nos métodos

não isotópicos existe uma disponibilidade

grande de metodologias como o Imunoensaio

por Quimioluminescência (CLIA),

Imunoensaio por Fluorescência Polarizada

(FPIA), Enzima Imunoensaio (EIA), ELISA =

Enzyme- LinkedImmunosorbentAssay, etc.

Os fundamentos químicos destes ensaios

são semelhantes aos do RIA, diferenciando-

-se apenas na medida da atividade enzimática

(podendo esta ser fluorescente ou quimioluminescente

em substituição à medida

da radioatividade) [2].

5.3 Dosagem De Triidotironina (T3)

T3 é um hormônio tireoidiano produzido

principalmente pela conversão

periférica do T4, este é transportado no

sangue ligado 100% às TBGs, por isso seus

níveis sofrem uma grande influencia, pois

qualquer alteração (seja aumento ou diminuição)

na concentração dessa proteína

provocará um aumento ou diminuição nos

valores de T3. Sua secreção é estimulada

pelo TSH hipofisário com controle de secreção

por feedback negativo a nível de

eixo-hipotálamohipófise- tireóide. Seus

fatores interferentes e amostra biológica

são iguais aos já vistos para T4 [2].

Os valores de referência para o T3 em

adultos varia de 80 à 200 ng/dL, porém

podem existir variações de acordo com

a metodologia empregada. Como para a

dosagem do T4, são empregados as metodologias

de imunoensaios isotópicos e

não isotópicos [2].

5.4 Dosagem De Tireoglobulina

A tireoglubina (Tg) é uma glicoproteína

com característica de auto peso molecular.

É formada por duas subunidades

idênticas que estão unidas por uma ligação

não-covalente. É codificada por um

gene que está localizado no cromossomo

8 [16,15]. Esta glicoproteína apresenta

uma estrutura imunológica de extrema

complexidade que está envolvida em

diversas respostas imunológicas.

Sua síntese é de exclusividade do tecido

tireoidiano, normal ou neoplásico

e é a proteína quantitativamente mais

importante da tireóide [18]. Tem função

como proteína de estoque para iodeto e

hormônios tireoidianos [16].

Quando ocorre a hormonogense

controlada pelo TSH, a tireoglobulina é

incorporada ao lúmen do folículo tireoidiano,

porém pequenas quantidades

dessa proteína estão sendo secretadas

na circulação, portanto, podem ser quantificadas

[18].

A dosagem de tireoglobulina sérica

está indicada para o acompanhamento

de pacientes com carcinoma papilífero

ou folicular de tireoide após dectomia,

diagnostico de hipertireoidismo factício,

predizer efeito da terapia para hipertireoidismo,

diagnóstico de agenesia tireoidiana

em neonatos, entre outros [17].

Os valores podem estar aumentos

quando, carcinoma diferenciado de

tireoide, hipertireoidismo, tireoidite silenciosa,

bócio endêmico, insuficiência

hepática marcada. Valores podem estar

diminuídos quando agenesia tireoidiana

em neonatos e tireoidectomia total ou

destruição por radiação [17].

5.5 Pesquisa De Anticorpos

Antitireoidianos

5.5.1 Anticorpo Antimicrossomal

(Atpo)

O anticorpo antimicrossomal, também

conhecido como auto anticorpo antiperoxidase

(aTPO), é um anticorpo que

deve ser solicitado em toda suspeita de

doença autoimune [19].

Este auto-anticorpo está alterado em

todas as situações de citoxicidade celular e é

encontrado claramente elevado (aTPO>500

U/ml) em 59% dos casos de tireoidites de

qualquer tipo . Quando tireoidites de Hashimoto,

tem-se o aTPO alterado em 88% dos

casos; considerando o ponto de corte 200

U/ml, encontrase sensibilidade de 96% e

especifidade de 100% [20].

O aTPO é um marcador de extrema

importância para diagnóstico de do-

030

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


- Utiliza apenas 100µl de sangue total ou plasma;

- Ideal para prontos socorros.

HUBI PCT

diagnóstico

HUBI D-Dímero

simplificado

HUBI PCT HUBI

D-Dímero

HUBI PCT

DiagM ster

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta

-

correlação

Diagnóstico

com

preciso

o instrumento

em apenas

de

15

diagnóstico

minutos;

de referência;

- Excelente

- Utiliza

precisão,

apenas

sensibilidade,

100µl de sangue

especificidade

total com EDTA,

e acurácia.

Citrato ou plasma;

- Alta sensibilidade e especificidade.

HUBI PCT

diagnóstico simplificado

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência;

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

HUBI 3 in 1

HUBI PCT

requer procedimento simples

cification HUBI PCT of HUBI- - Tenha a melhor hCG decisão no diagnóstico de sepse

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade - e 3 acurácia marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo;

- Diagnóstico rápido em pacientes com suspeita de infarto do miocárdio;

- Teste em sangue total ou plasma disponível;

- Qualidade do laboratório na velocidade POC.

Rápido, Rápido, Preciso Preciso e Decisivo

Decisivo e nos nos nos momentos críticos críticos

G

HUBI HCG

HUBI PCT

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

- 3 marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo

- Milhares de usuários em PS e UTI

- Teste em sangue total ou plasma

HUBI

disponível

HCG

- Qualidade do laboratório na velocidade POC

HUBI

D-Dímero

HUBI PCT HCG

HUBI- hCG Specification

diagnóstico simplificado

- Rapidez e precisão quantificando em apenas 15 minutos;

Tenha a melhor

Specification HUBI-hCG (Cat. No. ANP-8025)

- Utiliza apenas 100µl decisão sangue no diagnóstico total ou de plasma; sepse;

Test Method Rapid Quantitative Immunoassay

- Ideal Alta correlação para prontos com socorros. o instrumento de diagnóstico de referência;

Result within 15 min

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

Specimen

Sample Volume

Detection Limit

HUBI HCG

EDTA whole blood

100 uL


artigo 2

Imagem Ilustrativa

enças autoimunes e, se não utilizado,

uma grande quantidade de pacientes

irão permanecer sem o diagnóstico

correto [21]. Paciente que é portador

de hipotireoidismo, devido a tireioidite

de Hashimoto, após 50 meses utilizado

levotiroxina para tratamento, tem declíneo

do nível do aTPO, entretanto, a minoria

dos pacientes consegue negativá-

-lo totalmente [22]. Devido a este fato,

não recomenda-se a monitorização em

série de seu nível sérico. O tratamento

sempre é direcionado para consequencia

(disfunção tireoidiana) e não para a

casa (autoimunidade).

5.5.2 Anticorpos

Anti-Receptores de Tsh(Trab)

Indicado para diagnóstico de doença

tireoidiana autoimune, é utilizado no diagnóstico

diferencial de hipertireoidismo, na

disfunção tireoidiana fetal e neonatal devido

ao fato da passagem transplacentária

de TRAb materno e também no prognóstico

da doença de Graves tratada com

fármacos que são antitireoidianos.Pode

mimetizar a ação do TSH e causar hipertireoidismo

ou ser antagonista causando

hipotireoidismo [17].

Nos pacientes hipertireóideos, a presença

de TRAb é específica para a doença

de Graves, evidenciado a doença na forma

ativa. Quando ocorrre a diminuição

do nível de TRAb, paciente que é hipertireóideo,

é considerado em remissão

clínica após o tratamento com fármacos

específicos antireoidianos [17].

O TRAb é importante para avaliação de

gestantes que possuam história de doença

autoimune, devido ao fato de que há

um risco da passagem transplacentária

deste anticorpo anti-receptor de TSH

para o feto. Quando os níveis de TRAb

estão aumentados no terceiro trimestre

de gestação, sugere-se o risco aumentado

de disfunção da tireoide neste neonato,

isto é, 2-10% destes recém-nascidos

apresentam hipertireoidismo [17].

5.5.3 Anticorpo

Antitireoglobulina (Anti-Tg)

Este anticorpo é utilizado na maior

parte das vezes para determinação da

tireoglobulina sérica e a tendência atual

é que não se utilize mais a dosagem de

anti-Tg na pesquisa de doenças tireioidianas

autoimunes, devido ao fato de

que, 95% dos pacientes são positivos

para este anticorpo e são também positivos

para o anti-TPO. Quando comparamos

com o inverso, isto é, a recíproca,

não é verdadeira, pois somente 50-60%

dos pacientes que são positivos para o

anti-TPO não são para o anti-Tg [17].

Títulos na doença de Graves são geralmente

mais baixos do que os valores

encontrados na tireoidite de Hashimoto.

Quando hipotireoidismo subclínico, é um

marcador de extrema utilidade para a

progressão de hipotireoidismo franco, e

em áreas com deficiência de iodo, pode

se tornar eficaz para detectar doença tireoidiana

autoimune. Quando pacientes

apresentarem bócio nodular e também

para monitorar terapia com iodo em bócio

endêmico [17].

AUTORES:

CAROLINE CARRER, DIOGO DE FRAGA ROSA,

ELISABETH PHILIPPSEN, LUIZ GUILHERME

HENDRISCHKY E MATHEUS PIRES.

5.5.4 Outros Testes

de Aplicação na Avaliação da

Função Tireoidiana

Dentre os inúmeros testes disponíveis

para a avaliação da função tireoidiana,

podemos citar também a dosagem da

carreadora TBG, que é útil em casos onde

suspeita-se de deficiência congênita da

TBG; teste do T3 reverso, bastante utilizado

para verificar desvios do metabolismo

periférico dos hormônios tireoidianos;

teste de estímulo com TRH, atualmente

empregado para o estudo das reservas

hipofisária de TSH; pesquisa de anticorpos

antireceptores de TSH (TRAB) útil

na confirmação da doença de Basedow

Graves e no diagnóstico diferencial de

hipertireoidismo; e ainda a dosagem de

calcitonina, empregada no acompanhamento

de pacientes com carcinoma medular

de tireóide com origem nas células

parafoliculares [11].

6. Alterações em Exames

Bioquímicos

Hormônios tireoidianos têm grande

efeito em diversas ações metabólicas

do organismo, por isso, um paciente

diagnosticado com hipotireoidismo pode

apresentar alterações em exames bioquímicos,

como o aumento do colesterol

e trigliceridoes, hiponatremia devido a

deficiência na produção do hormônio

antidiurético, o aumento de enzimas

musculares séricas (CK), anemia sem

causa aparente [23] e aumento na glicogenólise

e na gliconeogênese na tentativa

do organismo balancear o uso elevado

de glicose. [24]

6.1 Aumento do Colesterol

Os hormônios da tireoide aumentam

a expressão dos receptores de colesterol

LDL na superfície das células do fígado

e em outros tecidos. Nos pacientes com

hipotireoidismo a quantidade de receptores

para o colesterol LDL é menor, resultando

em um aumento de colesterol

nos níveis séricos desses pacientes. O

hipotireoidismo também pode elevar o

colesterol devido uma ação nas proteínas

Niemann-Pick C1, que fornecem um papel

fundamental na absorção de colesterol

no intestino. [25]

Todos os doentes com hipercolesterolemia

devem ser investigados no sentido

de ser excluído hipotiroidismo antes do

início de fármacos antilipidemiantes. [27]

6.2 Diminuição do Sódio Sérico

Hiponatremia é definida como uma

concentração de sódio sérico [Na+] abaixo

dos limites inferior da normalidade,

onde na maioria dos laboratórios o valor

referencial é de [Na+] < 135 meq/L. [26].

É um achado frequente em casos de hipotireoidismo

moderado a grave, resultando

da diminuição do filtrado glomerular, com

consequente diminuição da excreção de

032

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


artigo 2

Imagem Ilustrativa

água e redução das concentrações de sódio

por hemodiluição. [27]

6.1 Aumento dos Níveis

Séricos de CK

Outro achado laboratorial em casos de

hipotireoidismo é o aumento dos níveis

séricos de CK, transferase que catalisa

a formação da fosfocreatina a partir de

ADP e creatina; essa reação permite o armazenamento

da energia do ATP em forma

de fosfocreatina. A ação dos hormônios

tireoidianos ao nível muscular pode

alterar a permeabilidade da membrana

plasmática pelo aumento dos canais de

cálcio do retículo sarcoplasmático. Por

isso, o hipotireoidismo pode levar a diminuição

dos canais de cálcio causando

miopatia e muitos relatos de queixas de

dores musculares. [28]

Em geral ocorre aumento leve a moderado

das enzimas musculares, particularmente

da creatinaquinase (CK), ocorrendo

em 29% a 78% dos casos, porém

os níveis de CK são normalizados com o

tratamento hormonal adequado, sendo

incomum ocorrer grandes aumentos de

CK e a manutenção de queixas musculares.

Nos casos de deficiência hormonal

grave o nível de CK pode ser muito alto

(> 5000 U/L), sendo fundamental a reposição

hormonal com levotiroxina. [31]

7. Associação de Hipotireoidismo

na População de Pacientes

com Diabetes

A associação entre diabetes mellitus

(DM) e doença tireoidiana é amplamente

conhecida. Os distúrbios metabólicos

observados no DM podem interferir nos

níveis sanguíneos de T4 e T3 livres, assim

como nos de TSH, e as disfunções tireoidianas

também podem influenciar o controle

glicêmico. A prevalência da disfunção

tireoidiana em populações de diabéticos

varia entre os estudos, mas é maior que a

observada na população em geral.

A DM do tipo 1 é uma patologia auto-

-imune que sofre interação de fatores

genéticos e ambientais e esta associada

ao hipotireoidismo primário, estando

presente em 12% a 24% das mulheres e

6% dos homens com este distúrbio.

Aproximadamente 50% dos pacientes

com DM1A desenvolvem hipotireoidismo

num período de 10 anos. Estes pacientes

têm maior risco de desenvolver

doenças tireoidianas autoimunes devido

a presença de genes de suscetibilidade

compartilhados tanto para o DM como

para as tireopatias (Sistema HLA e gene

CTLA-4).

Em relação aos pacientes com Diabetes

Mellitus tipo 2 (DM2), a disfunção

tireoidiana tem sido menos frequente,

sendo entre 3 a 6%, descritos com hipotireoidismo

primário. Portanto, a triagem

tireoidiana em pacientes com DM, tanto

tipo 1 como tipo 2, é justificada por prevenir

o desenvolvimento de disfunção

tireoidiana clínica.

Além disso, o diagnóstico e o tratamento

do hipotireoidismo evitam

os efeitos adversos da diminuição dos

hormônios tireoidianos sobre o controle

glicêmico (maior tendência à hipoglicemia)

e também impedem a piora da

intolerância à glicose. É recomendado

o controle e investigação dos pacientes

com DM1, por desenvolverem disfunção

tireoidiana em idade mais precoce que a

população geral, independente da idade.

Entretanto, atualmente não há consenso

na literatura sobre a metodologia empregada

para a identificação da disfunção

tireoidiana em pacientes com DM.

Porém a maioria dos autores concordam

que a avaliação por métodos

ultrassensíveis dos níveis séricos de TSH

é a melhor maneira de se diagnosticar

disfunção tireoidiana assintomática em

pacientes com DM.

8. Conclusão

O hipotireoidismo é uma patologia

que, se não diagnosticada e tratada com

AUTORES:

CAROLINE CARRER, DIOGO DE FRAGA ROSA,

ELISABETH PHILIPPSEN, LUIZ GUILHERME

HENDRISCHKY E MATHEUS PIRES.

urgência, pode desencadear uma série de

consequências para o paciente.

Um dos fatores que tornam o hipotireoidismo

uma doença que necessita ser

constantemente investigada é o fato dele

acometer pessoas de ambos os sextos e

de todas faixas etárias. Como descrevemos

anteriormente no artigo, existem

diferentes tipos de hipotireoidismo com

diferentes manifestações clínicas. A nãoespecificidade

da sintomatologia torna

o diagnóstico difícil, fazendo com que o

médico responsável avalie cada um dos

sintomas cuidadosamente para interpretar

eles podem ser decorrentes da falta

hormonal, ou não.

Diversas alterações bioquímicas são

relatadas em pacientes com hipotireoidismo,

ocorrido devido alterações dos

hormônios tiroidianos, que possuem

diversas funções metabólicas no organismo.

Atualmente, podemos realizar

diversos testes laboratoriais para dosar

os principais hormônios envolvidos, que

são o T3, T4 e TSH. Também há testes

para dosar tireoglubina, anticorpo antimicrossomal,

anticorpos anti-receptores

de TSH, anticorpo antitireoglobulina, entre

outros. Precisamos continuar investigando,

desenvolvendo novos tipos de

tratamentos e monitorando de perto as

alterações que o hipotireoidismo causa

no organismo dos pacientes.

Referências

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034

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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v. 43, n. 5, p. 330–333, 2003.

ISO 13485

Dispositivos

Médicos

BPF

anos

no mercado


AUTORES:

LOHINE FERREIRA DA LUZ¹

MICHELE AMARAL DA SILVEIRA¹

artigo 3

Prevalência de lesões

precursoras para o

câncer de colo do útero

nos estados e capitais

da região norte do Brasil

CÂNCER

DE COLO DE

ÚTERO

1 Faculdade Integrada Brasil Amazônia

Autor de correspondência: Michele Amaral da Silveira

(mi_biom@yahoo.com.br)

Endereço: Av. Gentil Bittencourt 1144, Bairro: Nazaré, entre

Av. Generalíssimo Deodoro e Trav. 14 de março,

CEP: 66.040-174. Telefone: (91) 3266-3110 / 3226-5040 /

3223-1506

imagem ilustrativa

036

Resumo

No mundo todo mulheres sofrem com o câncer do colo do útero, sendo

um sério problema de saúde pública. A Região Norte, destaca-se alcançando

a primeira posição se comparada as outras as regiões do Brasil.

O presente estudo teve por objetivo realizar uma pesquisa de publicações

existentes em periódicos que avaliam as lesões precursoras do câncer do

colo do útero nos estados e capitais da região Norte do Brasil. O método

foi baseado nos registros publicados na SCIELO, LILACS e no INCA. Foram

encontrados nove artigos para este estudo, onde os mesmos visam que

os estados e capitais da região Norte de fato apresentam um elevado índice

de câncer do colo do útero devido à falta de escolaridade, falta de

acesso à saúde pública, a pouca infraestrutura, a cultura, e a região de

difícil acesso. Portanto, se faz necessário a participação do governo com

programas para as melhorias da população dessa região do Brasil para se

ter uma redução dessa alta taxa que é preocupante.

Palavras-chave: Câncer do colo do útero na região Norte, Prevalência

do câncer do colo do útero e Lesões precursoras do câncer do colo do útero.

Summary

Diabetes Mellitus (DM) is a syndrome of multiple etiologies, caused

by All over the world women suffer from cervical cancer is a serious

public health problem. The North, stands reaching the top position

compared to other regions of Brazil. This study aimed to carry out an

existing research publications in journals that evaluate the precursor

lesions of cervical cancer in the states and capitals of northern Brazil.

The method was based on records published in SCIELO, LILACS and

INCA. nine articles in this study, where they are aimed at the states

and the fact that the northern region capital with a high cervical

cancer rate due to lack of education, lack of access to public health,

little infrastructure, culture, and the region difficult to access. So if the

government involvement is necessary with programs for the population

of the improvements this region of Brazil to have a reduction of this

high rate which is worrying.

Keywords: cervical cancer in the North, cervical cancer prevalence

of the uterus and precursor lesions of cervical cancer.

Introdução

O câncer do colo de útero conhecido também por cervical, pode

ser causado por alguns tipos do HPV( Papilomavírus Humano). É

muito comum a infecção no trato genital por este vírus, mas o

mesmo não causa doença na maioria das vezes. Porém, podem

ocorrer alterações celulares displásicas [8].

O câncer geralmente é formado por mutações de genes celulares,

chamados de oncogenes, onde os genes celulares são responsáveis

pelo crescimento e pela mitose celular. Os oncogenes são

encarregados pela transformação de células normais em células

cancerosas. Com isso, o câncer é um procedimento patológico que

se inicia com uma mutação genética do DNA (Ácido desoxirribonucleico)

celular [16, 7].

Carcinoma é quando o câncer inicia-se em tecidos epiteliais

[16]. Existem dois tipos principais de carcinomas: o carcinoma

epidermoide que é considerado o mais comum (cerca de 80% dos

casos são representados por ele) e que acomete o epitélio escamoso,

e o adenocarcinoma que acomete o epitélio glandular e é

considerado mais raro (10% dos casos) [9].

É muito frequente a infecção pelo HPV, sendo o principal fator

de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, estima-se

que aproximadamente 80% das mulheres que apresentam

vida sexualmente ativa irão obter a infecção em algum momento

de suas vidas. Cerca de 291 milhões de mulheres no mundo todo

apresentam HPV, do modo que 32% estão infectadas pelos subtipos

16, 18 ou ambos que são subtipos oncogênicos do vírus HPV e

responsáveis pela maioria dos cânceres cervicais. Ao realizar uma

comparação dessa informação com a incidência anual, cerca de

500 mil mulheres apresentaram câncer do colo de útero, a infec-

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


ção pelo HPV é uma condição fundamental,

mas não suficiente, para o crescimento

do câncer do colo do útero [10].

No ano de 2012, houve uma estimativa

para o câncer de colo de útero com 528 mil

casos novos na população feminina mundial,

sendo o quarto tipo de câncer que

mais atinge as mulheres. A estimativa para

a mortalidade para este tipo de câncer foi

de 266.000 mulheres no mundo todo. De

cada dez mulheres, nove morreram com

câncer de colo de útero em regiões menos

desenvolvidas. Sendo que, em diversas

regiões do planeta Terra a mortalidade

chega a variar 18 vezes [19].

O câncer do colo de útero é um sério

problema de saúde pública que afeta as

mulheres no mundo todo. Em países com

menos desenvolvimento, a incidência chega

a ser duas vezes maior se comparada

com países bem desenvolvidos. O Brasil

por estar entre esses países em desenvolvimento

faz parte de uma taxa bastante

representativa desta estatística [18]. O

câncer do colo de útero é o terceiro tipo

mais comum entre as mulheres brasileiras.

E ocupa a quarta posição no ranking no

que diz a respeito de morte por causa do

câncer no Brasil [8].

Sobre a taxa de mortalidade no Brasil,

a região Norte é comparada com taxas da

Índia e de Bangladesh, já a região Sudeste

fica com a taxa mais próxima dos Estados

Unidos. Portanto, especialistas declaram

que o câncer de colo de útero é uma doença

da população mais pobre, morrendo

somente quem não tem acesso a saúde, ao

ginecologista [13].

A região Norte é a única do Brasil que

alcança a primeira colocação na estimativa

de incidência de câncer do colo de útero

entre o sexo feminino para 2008. Sendo

esperados 1.700 casos novos. Na maioria

dos estados da região Norte, o câncer de

colo de útero é o mais incidente com a

exclusão do Acre e Rondônia que ocupam

a segunda posição. A segunda e terceira

maior taxa do país para esse tipo de câncer

são os Estados do Amazonas e Tocantins,

respectivamente [11].

Mulheres que apresentam menos condições

sociais e econômicas, com dificuldade

ao acesso a saúde pública para a detecção

e/ou tratamento da doença, sejam

por motivos geográficos, culturais, econômicos

e por falta de serviço apresentam as

taxas de maior prevalência e mortalidade

para o câncer de colo de útero [1].

O território amazônico se faz presente

nessas dificuldades de acesso à prevenção,

onde embarcações não são tão frequentes

para viajar e dar assistência à saúde as comunidades

da região [13].

Frente a tais considerações o presente

trabalho justifica-se por poder vir a contribuir

com informações sobre a região Norte

do Brasil, podendo gerar bases de planejamento

e acompanhamento de ações de

controle sobre o câncer do colo de útero.

O objetivo desse estudo foi avaliar a Prevalência

de lesões precursoras para o câncer

de colo do útero nos estados e capitais da

região Norte do Brasil.

Material e Métodos

Trata-se de um estudo descritivo,

baseada na revisão de literatura, no

período de 2010 a 2016, a partir de bases

de dados como a SCIELO (Scientific

Electronic Library Online), LILACS (Literatura

Latino-Americana e do Caribe

em Ciências da Saúde) e INCA (Instituto

Nacional do Câncer). Foram utilizados

os seguintes descritores: Câncer do colo

do útero na região Norte, Prevalência do

câncer do colo do útero e Lesões precursoras

do câncer do colo do útero.

Os critérios de inclusão para a escolha

dos artigos foram:

• A prevalência de lesões precursoras

para o câncer de colo do câncer do

colo do útero especificamente na região

Norte do Brasil

• Artigos publicados em português

• Período de publicação de 2005 a

2016

• O estudo abrange informações do

câncer nos estados e capitais da região

Norte do Brasil?

Os critérios de exclusão para a eliminação

dos artigos foram:

• Artigos publicados antes do ano de

2005, pois já estão defasados.

• Artigos que não obtinham informações

sobre o câncer do colo do útero na

região Norte

• Artigos que tinham somente o rastreamento

do câncer do colo do útero.

Após essa etapa realizou-se uma leitura

cuidadosa dos artigos encontrados,

onde os mesmos que se enquadravam

nos critérios de inclusão foram separados

e salvos, e os artigos que não

se encaixavam nesses critérios foram

excluídos. Os artigos selecionados na

etapa anterior foram incluídos na constituição

deste trabalho. Os resultados

foram organizados por autores e seus

achados conforme o ano de publicação

em ordem temporal.

Resultados e Discussão

Diversos estudos mostram a prevalência

de lesões precursoras para o câncer

de colo do útero no Brasil. Porém no

período estabelecido no presente estudo,

foram selecionados nove artigos

que se enquadram nos critérios estabelecidos

sobre o assunto (QUADRO 1).

Estudos a respeito do estado do

Amapá e Tocantins sobre a prevalência

do câncer de colo do útero não foram

localizados. Dos nove artigos encontrados:

quatro são do Estado de Roraima,

dois do estado do Pará, um do estado

do Acre, um do estado do Amazonas e

um do estado de Rondônia.

O fator socioeconômico e a falta de

acesso a Unidade básica de saúde são

elementos significativos para a progressão

das lesões precursoras do câncer do

colo do útero na região Norte [2].

Conforme Prado et al. (2012) [14], as

atipias glandulares apresentam maior

risco para lesões de alto grau e câncer,

mas as atipias escamosas são dez vezes

mais comuns que as glandulares. E para

Nobre e Neto (2009) [12], a razão entre

LBGs que são as atipias celulares glandulares

de significado indeterminado

037


Norte

Artigos que tinham somente o rastreamento do câncer do colo do útero.

Após essa etapa realizou-se uma leitura cuidadosa dos artigos encontrados, onde os

mesmos que se enquadravam nos critérios de inclusão foram separados e salvos, e os artigos

que não se encaixavam nesses critérios foram excluídos. Os artigos selecionados na etapa

anterior foram incluídos na constituição deste trabalho. Os resultados foram organizados por

autores e seus achados conforme o ano de publicação em ordem temporal.

Imagem Ilustrativa

RESULTADOS E DISCUSSÃO

CÂNCER

Diversos estudos mostram a prevalência de lesões precursoras para o câncer DE de COLO colo DE

ÚTERO

do útero no Brasil. Porém no período estabelecido no presente estudo, foram selecionados

nove artigos que se enquadram nos critérios estabelecidos sobre o assunto (QUADRO 1).

AUTORES:

ANNA MARIA RIBEIRO DAL VESCO1,

BRUNA COCCO PILAR2,

VINÍCIUS TEJADA NUNES2,

VANUSA MANFREDINI2*

Autores

Achados

Rodrigues e Marques, 2005 [15]

Porto Velho, Rondônia

Total de 55 mulheres indígenas: 1 com

artigo 3

Nobre e Neto, 2009 [12]

Fonseca et al., 2010 [6]

Costa et al., 2011 [1]

Sousa et al., 2011 [17]

Prado et al., 2012 [14]

Fonseca et al., 2014 [4]

Fonseca et al., 2014 [3]

Fonseca, 2015[5]

carcinoma invasor; 1 de alterações celulares de

significado incerto em células escamosas e

glandulares (Ascus e Agus); 5 com NIC I; 1

com NIC II; 1 com NIC III; 44 casos de

doença inflamatória do colo do útero; e 2

Normais.

Amazonas

Resultados normais foram de 1,86% em 2001

e 2,23% em 2005; as atipias variaram entre

5,13% e 1,00%. A razão entre as lesões

precursoras de baixo grau (LBGs) e as lesões

precursoras de alto grau (LAGs) foi de 8,17 e

6,83.

Roraima

Total de 90 casos: 54 com carcinoma

invasor; 6 carcinoma in situ; 20 com neoplasi

intra epitelial de alto grau ( NIC III); e 10

normais.

Estado do Pará, comunidades ribeirinhas

Total de 104 mulheres: 23 normais; 65

inflamatórios; 10 com células escamosas

atípicas (ASC); e 6 com lesão escamosa

intraepitelial (SIL).

Estado do Pará, LACEN

Total de 26.203 exames: 25.143 dentro dos

limites da normalidade; 1060 apresentaram

algum tipo de alteração citológica, sendo 236

lesões intraepiteliais de alto grau e

microinvasivas e 25 de câncer invasor; 381

com presença de células atípicas de

significado indeterminado.

Rio Branco, Acre

Total de 48.729 exames: 846 apresentaram

resultados como ASCUS/AGC, LSIL e

HSIL, onde 154 apresentaram lesão

intraepitelial de baixo grau (LSIL), 112 lesão

intraepitelial de alto grau (HSIL), 563 atipias

de significado indeterminado (ASCUS/AGC)

e 17 tinham câncer.

Estado de Roraima

Total de 100 mulheres: 78 considerados

normais; 10 com ASC-US; 6 com LSIL; 5

com HSIL; e 1 com carcinoma invasor,

segundo o LAPER.

Extremo Norte da Região Amazônica

Brasileira (Roraima)

2.701 mulheres indígenas: 83 mulheres

apresentaram LSIL (3,0%) e 125 mulheres

HSIL (4,6%). 31 mulheres foram rastreadas

com citologia sugestiva de câncer invasivo

(1,1%). A prevalência de ASC-US na

população total foi de 40 mulheres (1,4%).

Extremo Norte da Amazônia Brasileira

661 mulheres indígenas: 607 amostras

satisfatórias, onde 10 casos de ASC-US

(1,6%), 7 casos de LSIL (1,15%), 2 casos de

HSIL (0,33%) e 1 caso de carcinoma

invasivo (0,17%).

(AGUS), as atipias celulares escamosas de significado

indeterminado (ASCUS), as alterações

citológicas compatíveis com HPV e as neoplasias

intraepiteliais grau I (NIC I) e as LAGs que

são as neoplasias intraepiteliais grau II (NIC

II) e as neoplasias intraepiteliais grau III (NIC

III) são crescentes por causa dos programas

de rastreamento que acabam funcionando

de forma eficaz indicando que as lesões precursoras

são localizadas precocemente, o que

possibilita também levantar a prevalência das

mesmas.

De acordo com Fonseca et al. (2010) [6],

há uma grande morbidade por câncer do

colo do útero no Estado de Roraima, devido

a ineficácia de programas preventivos

em atingir e informar as mulheres para essa

doença. A população indígena e as pessoas

que apresentam pouca escolaridade e um

perfil de exclusão social são as mais afetadas.

Para Fonseca et al. (2014) [4] a maioria

dos casos de câncer do colo do útero é diagnosticado

em estágio já avançado no Estado

de Roraima, por causa das mulheres que

são portadoras de lesão intraepitelial cervical

receberem resultados citológicos falsos

negativos que acabam impossibilitando-as

de acompanhamento especializado quando

ainda são assintomáticas e/ou com doença

inicial. E complementando Rodrigues e Marques

(2005) [15], demonstram que em fase

inicial as lesões precursoras, assim como o

câncer do colo do útero são regularmente assintomáticos.

E para Prado et al. (2012) [14],

a mesma situação ocorre no Estado do Acre,

onde o tratamento das mulheres acreanas

com lesões cervicais estão sendo adiados por

causa dos resultados citológicos que estão

sendo diagnosticados de modo errado.

Fonseca (2015) [5] afirma que as comunidades

indígenas sofrem consequências com

mudanças ambientais e socioculturais sobre

a saúde da mulher, elevando a incidência de

doenças crônicas e degenerativas por causa

do relacionamento com a vida ocidental. Já

038

Estudos a respeito do estado do Amapá e Tocantins sobre a prevalência do câncer de

colo do útero não foram localizados. Dos nove artigos encontrados: quatro são do Estado de

Roraima, dois do estado do Pará, um do estado do Acre, um do estado do Amazonas e um do

estado de Rondônia.

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


para Fonseca et al. (2014) [3] é diferente,

a alta prevalência de lesões pré-

-malignas e malignas se dá devido a

condição de isolamento geográfico na

floresta amazônica o que compromete

o entendimento e a aceitação das mulheres

do local, a pouca infraestrutura,

as barreiras geográficas e logísticas

acabam causando dificuldades de acesso

aos programas de prevenção.

Segundo Sousa et al. (2011) [17],

programas de rastreamento e tratamento

de lesões precursoras com

alto potencial de malignidade podem

diminuir a mortalidade pelo câncer do

colo do útero em 80%. Sendo que há

uma predisposição a ter um aumento

da mortalidade nos municípios dos

interiores das Regiões do Norte e Nordeste

do Brasil, sendo que nos países

desenvolvidos e nas capitais brasileiras

há uma diminuição da mortalidade pela

doença. Vários fatores contribuem para

esse aumento no Estado do Pará, sendo

eles a cobertura dos exames preventivos,

a qualidade e periodicidade destes

e o seguimento adequado de mulheres

com lesões.

Fonseca et al. (2010) [6] e Costa et

al. (2011) [1] associam a pouca escolaridade

da população como um fator

bastante importante na prevalência

e na mortalidade devido ao câncer do

colo do útero no Brasil.

Conclusão

Verificou-se com o presente estudo

que os estados e capitais da região

Norte do Brasil continuam apresentando

um alto índice para o câncer de

colo do útero devido à precariedade no

setor educacional, as poucas condições

econômicas da população, a dificuldade

nos acessos dos municípios das regiões

e o pouco acesso a Unidade Básica de

Saúde. Com isso, sugere-se que haja

melhorias de acesso aos serviços de

saúde, na qualidade do programa de

prevenção do câncer do colo do útero

em cada estado do Norte do Brasil,

abrangendo a avaliação e o controle

dos diagnósticos e do tratamento para

que se possa obter um maior êxito na

redução dos casos de câncer do colo do

útero nessa região.

Referências

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Globocan 2012. 2012.[acesso em 2016 julho

03]. Disponível em: http://globocan.iarc.fr/

Pages/fact_sheets_cancer.aspx.

039


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microscópica

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e e alta alta resolutividade que que diminuirá a a sua sua revisão microscópica de de

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custo extra extra de de reagente evitando o falso o falso aumento nas nas contagens globais de de

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• • Se Se os os resultados da da amostra acionarem os os critérios, o o carregador

automático retornará as as racks de de amostra para para verificação automática ou ou

repetição de de reflexo

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matéria de capa

A empresa americana Hologic Inc, fabricante de um amplo portfólio

de produtos voltados, em sua maioria, à saúde e bem estar das mulheres,

traz ao mercado Brasileiro sua linha de Biologia Molecular, composta por:

- Sistema Analítico Panther,

- Preparador de Amostras Tomcat e

- pela mundialmente conhecida linha de testes Aptima.

042

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Teste Aptima | HPV-16

Sistema Analítico Panther

A marca já é bastante conhecida no País

por sua linha de Mamógrafos – a Hologic é

responsável pelo desenvolvimento da mamografia

em 3D, que é hoje o padrão ouro

para este tipo de exame – e também pela

linha de citologia em meio líquido ThinPrep.

No início de 2017, criou oficialmente uma

estrutura própria em São Paulo, responsável

pela operação dos negócios em toda a América

Latina – “Com uma equipe dedicada na

região, será possível trazer todas as nossas

linhas de produto com muito mais agilidade

e eficiência” comenta Gustavo Montagnini,

Gerente Geral da Hologic América Latina.

“A Hologic é reconhecida pela excelência

nos seus produtos em todas as especialidades

que atendemos, fato comprovado pelo

grande número de citações em trabalhos

científicos e pela liderança no mercado americano,

que é o mais importante do mundo”.

Baseada em San Diego, na Califórnia, a

divisão de Diagnósticos da Hologic é líder

de mercado nos Estados Unidos e vem aumentando

rapidamente sua participação

no mercado internacional, principalmente

na Europa e Ásia. O sucesso se baseia principalmente

na integração entre a citologia

em base líquida e a biologia molecular, em

que o meio de coleta ThinPrep permite a

realização de uma série de exames em uma

mesma amostra, tanto morfológicos quanto

moleculares; e no fato do sistema Panther

ser extremamente flexível e eficiente.

O Sistema Panther é o único sistema

do mercado a oferecer automação amostra

- resultado real – não há necessidade

de remoção de tubos ou microplacas de um

instrumento para outro pelo operador - e a

apresentar acesso contínuo e aleatório, em

que existe a liberdade de processar entre uma

única amostra (de qualquer tipo e a qualquer

momento) e a capacidade completa do sistema,

sem necessidade de agrupar amostras

para formar um lote antes de cada processamento.

Além disso, apresenta o menor tempo

de manipulação pelo operador e ocupa o

menor espaço de apoio quando comparado

com seus concorrentes. Outra inovação deste

sistema é o processamento de até quatro

ensaios de alvos diferentes e de amostras de

urina, plasma, escovados cervico-vaginais e

secreções vaginais e uretrais em uma mesma

rotina, encerrando a tirania de um protocolo

de reação para um tipo de amostra específico.

Sua habilidade de processar múltiplos

ensaios em uma mesma amostra de maneira

concomitante e de processar amostras

emergenciais diminui o tempo de resposta e

minimiza o trabalho do operador. A consolidação

de todos os ensaios da linha APTIMA

em um mesmo instrumento, único, maximiza

a eficiência dos recursos e libera o tempo do

operador para realizar testes adicionais ou

outras tarefas.

O menu de testes da linha Aptima é outro

ponto forte da solução da Hologic.

043


matéria de capa

Na linha Aptima para o lançamento,

estão previstos os testes de

rastreamento de HPV (pool dos 14 tipos

de HPV de alto risco oncogênicos mais

prevalentes), de genotipagem de HPV

(identificação de HPV-16, responsável

por 80% dos casos de carcinoma de

células escamosas e de HPV-18 e/ou

HPV-45, responsáveis por 94% dos casos

de adenocarcinoma), de Chlamydia

trachomatis (CT), de Neisseria gonorrhoeae

(NG) e os exames quantitativos

de carga viral de HIV, HCV e HBV. Novos

testes devem ser trazidos no futuro,

pois há uma série de alvos que estão

em desenvolvimento e devem ser introduzidas

ao mercado em breve, tais

como os organismos causadores das

bacterioses vaginais (BV), das vaginites

relacionadas à Candida sp e o citomegalovírus

(CMV), dentre outros. O objetivo

da empresa é ter um menu completo,

que possa ser processado de maneira

simples e no mesmo equipamento.

Os testes Aptima utilizam a tecnologia

de Transcription Mediated Am-

-plification (TMA) ou seja, amplificação

mediada pela transcrição. A TMA

ainda é pouco difundida aqui no Brasil,

mas trata-se de uma tecnologia de

amplificação isotérmica, ou seja, é um

método de amplificação direta de moléculas

alvo de RNA ou de DNA através

do uso das enzimas transcriptase reversa

e RNA polimerase, a uma temperatura

constante compreendida entre 37-

42°C. Devido ao fato do RNA ser uma

parte integral do ciclo de amplificação

da TMA, esta tecnologia apresenta uma

excelente sensibilidade para alvos de

RNA, sejam eles de RNA mensageiro celular

(mRNA), RNA viral ou RNA ribossômico

(rRNA), que está tipicamente compreendida

entre < 10 cópias de mRNA

e < 50 cópias de rRNA. O produto final

gerado pela TMA, consiste de moléculas

de RNA de fita simples, denominadas

amplicons, que não necessitam de uma

etapa de desnaturação antes de serem

submetidas à uma metodologia de detecção

baseada em sondas específicas.

Ao contrário dos testes que buscam

a presença do DNA dos patógenos, os

testes que buscam a presença do seu

RNA permitem a identificação de vírus

com transcrição ativa (se o alvo for

RNAm) ou uma maior sensibilidade de

detecção do alvo, seja viral ou bacteriano,

devido a maior concentração de

moléculas de RNA do alvo (se o alvo

for RNAr) quando comparada com a

proporção da presença de moléculas

do DNA do mesmo alvo. Os testes de

RNAm tem apresentado uma maior

especificidade enquanto mantém a

mesma sensibilidade dos testes de

DNA (por exemplo: APTIMA HPV Assay

e APTIMA HPV 16, 18/45 Genotyping

Assay). Os testes de RNAr tem apresentado

um aumento de cerca de 10%

na sensibilidade quando comparados

com os testes de DNA (por exemplo:

APTIMA Combo 2 Assay, utilizado para

a identificação particular de CT e NG).

A obtenção das moléculas de RNA

alvo para a amplificação por TMA é realizada

previamente através da tecnologia

patenteada pela Hologic Inc de Target

Capture ou Captura dos Alvos. Basicamente,

esta tecnologia compreende o

isolamento específico somente do RNA

alvo presente na amostra, através do

uso de micropartículas magnéticas ligadas

a oligômeros de captura complementares

às sequencias de regiões do

RNA alvo, durante um passo de hibridização.

Em seguida, as micropartículas

ligadas ao RNA alvo são atraídas para o

lado do tubo de reação por magnetos,

permitindo a aspiração do sobrenadante

e a lavagem das micropartículas,

para a remoção de matrizes de amostra

residuais que possam conter inibidores

da amplificação ou outros ácidos

nucleicos inespecíficos para a reação.

A detecção dos amplicons produzi-

044

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Tomcat | Sistema Pré-Analítico

T5000 Autoloader

dos pela TMA é desempenhada por um

de dois métodos principais, de acordo

com o patógeno alvo. Os testes de TMA

do tipo endpoint, tais como os que

detectam o HPV e a CT e NG, utilizam

um ensaio de proteção da hibridização

(HPA), composto por sondas de ácidos

nucléicos de fita simples marcadas

com moléculas quimioluminescentes

complementares ao amplicon, que se

ligam especificamente aos RNA alvos

amplificados. A posterior adição de um

reagente de seleção diferencia entre

sondas hibridizadas e não hibridizadas

através da inativação da marcação

das sondas não hibridizadas e a etapa

de detecção propriamente dita é desempenhada

por um luminômetro,

em que a luz emitida pelos complexos

RNA alvo: DNA marcado é mensurada

como sinais fotônicos, denominados

Unidades de Luz Relativas (URL). Os

testes de TMA do tipo tempo real,

tais como os que quantificam a carga

viral do HIV, HCV e HBV, utilizam

sondas emissoras de fluorescência

específicas ao RNA/DNA alvo para

detecção dos amplicons produzidos

pela TMA, detectadas em tempo real.

Com tudo isso, a Hologic entende que

trará um impacto positivo e imediato

para laboratórios de Biologia Molecular

por todo o País, um segmento que vem

crescendo acima da média há anos e

com boas perspectivas para o futuro:

De acordo com Fernanda Nunes, Gerente

de Vendas para América Latina da

linha de Soluções Diagnósticas da HO-

LOGIC, “Nosso foco é trazer ao mercado

o workflow completo para rastreio de

câncer de colo de útero. Com o Sistema

ThinPrep, que já é amplamente

reconhecido no país, passível de automação

de pequenas a altas demandas,

agora será possível, na mesma coleta,

a detecção de HPV, HPV genotipagem,

CT/NG, Herpes I, II e Trichomonas, sem

necessidade de alíquotar amostras ou

preparação prévia. Isso é possível graças

ao equipamento TomCat, que reconhece

as amostras de ThinPrep através

de leitura de código de barras, agita e

abre automaticamente tanto o tubo de

amostra quanto o tubo secundário de

Biologia Molecular que vai ao sistema

Panther, e separa parte da amostra para

os testes adjuntos de biologia molecular.

Assim, o TomCat deixa uma rack

pronta para a confecção de laminas

ThinPrep e uma outra para o Panther”.

“Nossos laboratórios parceiros, além de ganharem em tecnologia, agora podem contar com a

agilidade e automação de uma mesma amostra que atenderá a dois departamentos diferentes.

Além disso, as inovações da Hologic para melhorar a detecção de HPV em todo mundo continuam

em um crescente, e trarão novidades como a Citologia Digital (Digital Cytology®), que

permitirá que patologistas a milhares de quilômetros de distância possam interagir em tempo

real sobre o diagnóstico de Papanicolau de seus pacientes”, complementa.

2019

Lançamento oficial da linha de Biologia Molecular da Hologic no Brasil

045


Soluções em gestão profissional para

pequenos e médios laboratórios clínicos

gestão laboratorial

Por Humberto Façanha*

Criei a expressão “Primeira disrupção

no mercado das análises clínicas” e tenho

debatido de forma reiterada esse assunto,

pela sua extrema relevância, senão

vejamos os motivos. A socialização da

medicina em conjunto com a forma industrial

de produção de exames, causou

um acentuado desequilíbrio entre a procura

e a capacidade instalada nos laboratórios,

ocasionando uma queda na precificação

geral dos exames, não obstante

os avanços científicos que introduziram

novas soluções de alto valor agregado,

para o auxílio ao diagnóstico médico. Em

última instância, a demanda continua

crescendo significativamente, portanto,

a crise não é do lado da demanda, é sim,

de desqualificação das receitas, decorrente

da citada queda ou estagnação nos

preços dos exames (sub-financiamento).

Isto constitui a causa fundamental do

grave problema que atualmente assola

o mercado das análises clínicas no Brasil,

o qual pode ser sintetizado por: “RISCO

CRESCENTE DE INSOLVÊNCIA DOS LA-

BORATÓRIOS CLÍNICOS DECORRENTE DA

QUEDA DA COMPETITIVIDADE”. Dito isto,

vou contar para os leitores, um evento

que ocorreu com a minha empresa de

consultoria, que precisou justificar os

motivos da originalidade e a notória especialização

no tema da gestão laboratorial,

visando se adequar aos requisitos

de uma licitação. Faço isso, pois a justificativa

traz consigo uma proposta prática,

com método exequível e custo acessível

para os pequenos e médios laboratórios

solucionarem o aludido problema. Transcrevemos

a seguir, de forma integral, o

conteúdo da defesa.

MOTIVOS:

1. Serão apresentados métodos e resultados

da aplicação prática de sistemas

de gestão profissional para laboratórios

de análises clínicas, por nós desenvolvidos,

sem similares, quais sejam:

Programa de Proficiência em Gestão

Laboratorial – PPGL, Sistema de Apoio

à Decisão Rápida e Inteligente – SADRI

e Sistema de Gestão Custo Certo – SGCC

(requerimento de patente para Privilégio

de Invenção PI1020120189356 junto ao

Instituto Nacional da Propriedade Industrial

– INPI). Estes programas são inéditos

no mundo da gestão laboratorial, já

implementados em aproximadamente

uma centena de laboratórios de análises

clínicas, nos últimos doze anos, em todas

as regiões do País, envolvendo laboratórios

de todos os portes, desde 2.000

a 3.500.000 de exames mensais, com

resultados práticos comprovados.

2. Estes sistemas utilizam conceitos

das ciências econômicas, financeiras e

contábeis já existentes (mais do mesmo)

e novos conhecimentos (algo a mais) por

nós desenvolvidos em função do banco

de dados (Big data) composto por mais

de trezentos indicadores de desempenho

de uma centena de clientes.

3. Estes novos conhecimentos foram

obtidos por meio do emprego de análises

estatísticas avançadas e algoritmos

matemáticos, gerando artigos científicos

inéditos, já publicados, tais como: 1) Em

que momento os laboratórios clínicos de

pequeno e médio porte devem terceirizar

exames? 2) Identificação e quantificação

das principais causas de perdas para

alguns exames do setor de bioquímica

em laboratórios clínicos. 3) Teoria da

operação ótima; 4) Gestão de riscos em

laboratórios clínicos no Brasil.

4. Ainda, o “Big data” construído

possibilitou que fossem escritos livros

inéditos de nossa autoria, publicados

pela editora Eskalab Eireli, São Paulo/SP.

Todos com edições esgotadas, sendo que

o tratado de gestão, com mais de 600

páginas, já está em sua quarta edição.

Os livros são os seguintes: 1) Cálculo

dos Custos e Análise da Rentabilidade

em Laboratórios Clínicos – Programa

Custo Certo. 2) Cálculo dos Custos e Análise

da Rentabilidade em Laboratórios

Clínicos – Modelo Custo Certo. Edição

revista, modificada e ampliada. 3) Gestão

de Clínicas e Laboratórios Clínicos.

Análise de Riscos, Cálculo dos Custos de

Produção e Rentabilidade. 4) Tratado de

Gestão Aplicada a Laboratórios Clínicos.

5) Programa de Proficiência em Gestão

Laboratorial – PPGL. Socializando a

Gestão Profissional no País. 6) Programa

Nacional para Profissionalização da Gestão

Laboratorial – PROGELAB – Gestão

Econômica Aplicada para Laboratórios

Clínicos (Atenção: este último livro está

em revisão editorial, portanto, ainda não

foi publicado).

5. Processo inédito de benchmarking

competitivo, de âmbito nacional, para mais

de trezentos indicadores de desempenho,

englobando itens de controle e de verificação,

sem similar no Brasil e no mundo.

6. Utilização da contabilidade gerencial,

método de custeio variável/marginal,

nas modalidades analítica e sintética,

para os produtos “Desempenho da produção”

e “Desempenho da organização”,

onde criamos novos indicadores e novas

abordagens para o tema, possibilitando

alcançar resultados efetivamente não só

aplicáveis na prática, como compatíveis

com a realidade objetiva dos fatos presentes

em um laboratório clínico. Isto definitivamente

não ocorre com o emprego

generalizado pelos gestores do País, da

contabilidade fiscal, tributária, legal, que

utiliza o método de custeio por absorção,

o qual onera os produtos finais (no caso,

046

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


os exames) com a totalidade dos custos.

Isso leva a resultados absurdos, por

exemplo, o custo de uma glicose pode

chegar a R$ 5,00, inviabilizando qualquer

empresa do setor, evento que não

é possível, portanto, não servindo para

os gestores das organizações. Por conseguinte,

todos os resultados envolvendo

rentabilidade, margens e outros, não

correspondem à realidade dos laboratórios,

só se prestando para a declaração

de rendimentos ou abertura de capital

na bolsa de valores, onde a abordagem

sintética produz resultados compatíveis.

Em suma, os nossos sistemas servem

efetivamente para a gestão do dia a dia

dos laboratórios clínicos, principalmente

os pequenos e médios. Não servem para

a arrecadação de tributos. Para isto já

existem os escritórios de contabilidade,

estes de fato, sem ineditismo.

7. Finalizando, com apenas cinco (5)

dados de entrada (Produção em número

de exames e reais, receita recebida, total

dos custos fixos e variáveis, força de

trabalho), o Sistema de Apoio à Decisão

Rápida e Inteligente – S.A.D.R.I., gera

informações vitais para o sucesso dos

laboratórios clínicos, mediante inúmeras

alternativas quantificadas de alocação

dos recursos físicos, financeiros e humanos,

para a obtenção dos melhores

resultados organizacionais. Trata-se de

SUPORTE CIENTÍFICO ÀS DECISÕES dos

gestores laboratoriais. De uma forma

geral, as dificuldades e os desafios empresariais,

convergem para um problema

capital, que de uma forma sintética

pode ser anunciado como: redução da

competitividade e aumento do risco de

insolvência. Todos os demais problemas

são causas secundárias que produzem

uma queda da produtividade, gerando

o verdadeiro problema. Um tema com

tal relevância necessariamente deve ser

considerado no âmbito do planejamento

estratégico, onde as decisões são tipicamente

não estruturadas e com ampla

repercussão, necessitando de informações

baseadas na inteligência interna e

de negócios. Os laboratórios clínicos são

organizações, portanto, inseridos neste

contexto. Na busca de soluções, pesquisamos

e até hoje não conseguimos encontrar

(o que não significa que não exista)

respostas quantificadas, mensuradas

para a solução do problema, a não ser, é

claro, vasta bibliografia sobre os aspectos

teóricos da questão. Por decorrência,

a Unidos Consultoria e Treinamento

investigou e parametrizou, com base na

pesquisa aplicada, envolvendo ciência

matemática (estatística avançada, banco

de dados) e tecnologia da informação, os

fatores passíveis de influenciar na competitividade

e no risco dos laboratórios

clínicos e sua aplicação na construção

do planejamento estratégico. Isto inclui

a metrificação da própria competitividade

e do risco. O objetivo contempla

a formulação de um Sistema de Apoio

à Decisão – SAD, com características

preditivas, decorrentes de um modelo

composto por funções de regressão. São

pesquisadas causas externas (conjunturais)

aos laboratórios, bem como motivos

internos (estruturais), suas correlações

e possíveis relações de causa e efeito.

Ainda são produzidas análises das diversas

situações encontradas, buscando

além das respostas práticas e específicas

inerentes a cada cliente (laboratório) de

forma individualizada, conclusões com

repercussões genéricas, caracterizando

o objetivo maior e social, que é produzir

novos conhecimentos sobre o assunto. A

utilização de um Sistema de Apoio à Decisão

(SAD) decorre, fundamentalmente,

da competição cada vez maior entre as

organizações, bem como da necessidade

de obter de forma rápida, informações

cruciais para a tomada de decisões. Um

SAD é responsável por captar e elaborar

informações contidas em uma base de

dados, transformando-os em vantagem

competitiva, pela tomada de decisões de

forma inteligente. Com esta finalidade,

desenvolvemos o Sistema de Apoio à

Decisão Rápida e Inteligente (S. A. D. R.

I.), composto por dois modelos: analítico

e preditivo, que abordam em conjunto a

perspectiva interna – estrutural – microeconômica

e externa – conjuntural

– macroeconômica, contemplando de

forma ampla a realidade dos laboratórios

clínicos de pequeno e médio portes.

Poderíamos continuar a exposição

dos argumentos, se derivarmos para o

ineditismo existente nos detalhes dos

diversos produtos citados, contudo, se as

alegações apresentadas não forem suficientes,

etc.

Esperando termos contribuído para

os negócios na área das análises clínicas,

nos despedimos até a próxima edição da

revista NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é diretor da Unidos Consultoria e Treinamento

e do Laboratório Unidos de Passo Fundo/RS, professor do Centro de Ensino

e Pesquisa em Análises Clínicas (CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises

Clínicas (SBAC) e professor do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo

Ângelo (IESA), curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

047


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048

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


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diagnóstico por imagem

Tuberculose intestinal

Autores: Kairo Silveira | Bruna Zaidan

Definição

Este assunto faz parte de um capítulo maior das doenças infectoparasitárias (especificamente do M. tuberculosis), sendo uma das formas de

apresentação da tuberculose abdominal. Também fazem parte deste capítulo a tuberculose peritoneal, linfonodal e de órgãos sólidos (aqui entram

as raras topografias esplênicas e pancreáticas).

Esta aula concentrará esforços na tuberculose intestinal (TBi) que pode ocorrer em qualquer local do trato gastrointestinal. De forma geral,

apesar de ser considerada rara em países desenvolvidos (a TB), é um diagnóstico que deve ser lembrado (sobretudo em países subdesenvolvidos),

dada a atual recrudescência da tuberculose em suas diversas apresentações.

Fluxograma esquemático ilustrando a patogênese da TB com disseminação hematogênica.

050

Epidemiologia

A TBi é uma apresentação relativamente

rara (cerca de 5% dos casos de TB),

geralmente relacionada a algum grau de

imunossupressão. Contudo, possivelmente

motivada pelo aumento da prevalência da

infecção pelo vírus da imunodeficiência humana

(HIV), observa-se um atual aumento

na incidência de casos de TB em suas diversas

apresentações. Outros fatores que parecem

contribuir para essa recrudescência

são o aumento no contingente de pacientes

transplantados e a marcada desigualdade

socioeconômica brasileira, com áreas de

injustificável precariedade social.

Seguindo ainda o contexto de imunossupressão,

outros fatores de risco são: uso

de imunossupressores, cirrose, diabetes

mellitus, neoplasia maligna e realização de

diálise peritoneal.

Patologia

A patogênese da TBi pode ocorrer através

de duas vias principais:

Reativação de um foco primário, geralmente

pulmonar, e consequente disseminação

pela via hematogênica e linfática.

Deglutição de alimento contaminado,

como leite não pasteurizado (atualmente

pouco frequente) ou através da deglutição

de expectoração dos doentes com tuberculose

pulmonar ativa (bacilíferos).

A TBi tem predileção pelo acometimento

do ceco e íleo terminal. A plausibilidade

teórica é aventada pelos seguintes

fatores: (1) tecido linfático abundante

nesta região; (2) a estase fecal neste

ponto do TGI permite um contato mais

prolongado do bacilo com a mucosa; e

também a alta capacidade absortiva do

epitélio regional.

Apresentação clínica

As manifestações clínicas da TBi são

inespecíficas e geralmente de aparecimento

insidioso, precedendo em vários meses

o diagnóstico.

Dor abdominal é o sintoma mais frequente.

Sintomas constitucionais são frequentes

na TBi: febre, sudorese noturna,

perda de peso, diarreia e anorexia; outros

sintomas são sangramento digestivo baixo

e, as vezes, constipação. Suboclusão /

oclusão intestinal pode acontecer, assim

como perfuração espontânea nos casos

mais dramáticos.

Diagnóstico

A partir da suspeita clínico-radiológica,

a colonoscopia com biópsia é

considerada o exame padrão-ouro para

o diagnóstico. Importante ressaltar que,

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


diagnóstico por imagem

em decorrência do frequente acometimento

do íleo terminal, é recomendável

a progressão sistemática de colonoscópio

alguns centímetros além da válvula

ileocecal.

Se houver a presença de ascite, esta fonte

biológica tem um bom rendimento para

positivação indireta do M. tuberculosis

(este micro-organismo faz parte daqueles

considerados fastidiosos – de crescimento

lento em meio de cultura – sólido ou líquido).

A evidência direta pode ser via amplificação

do ácido nucleico do M. tuberculosis

e cultura; e indireta pela dosagem da enzima

ADA (adenosina deaminase) ou perfil

celular com predomínio linfocítico.

TC de abdome, corte axial, fase portal do contraste venoso: espessamento parietal do íleo terminal.

Enema bartiado

com duplo contraste

Já foi o exame de eleição para avaliação

desta patologia. Hoje em dia está em

desuso pelo crescento uso da tomografia

computadorizada.

Tomografia

computadorizada

Os principais achados de imagem são:

• Espessamento circunferencial e assimétrico

de segmentos intestinais, especialmente

ceco e íleo terminal, eventualmente

associado a áreas de estenose que

ocorrem tanto pelo espessamento como

por espasmos da parede intestinal inflamada

(sinal de Stierlin).

• Linfonodomegalia abundante, comumente

com centro liquefeito / necrótico

(representando a necrose caseosa).

• Sinais inflamatórios em planos gordurosos

adjacentes (densificação da gordura

mesentérica) e espessamento peritoneal,

bem como omental.

• Outros acometimentos da tuberculose

abdominal (conforme conceito inserido no

início desta aula).

• Sinais de TB pulmonar (parte do raciocínio

dedutivo).

TC de abdome, reformatação coronal, fase portal do contraste venoso: espessamento parietal do ceco

(seta amarela) e concêntrico do íleo terminal (setas azuis).

052

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


TC de abdome, reformatação coronal, fase portal do contraste venoso, com imagem espelho

ao lado: linfonodomegalias em múltiplas cadeias exibindo centro hipoatenuante / necrótico

(setas finas) e espessamento parietal concêntrico e assimétrico do íleo terminal (setas azuis).

TC de tórax, corte axial: micronódulos de distribuição randômica, caracterizando o

padrão miliar de acometimento da tuberculose pulmonar.

TC de abdome, corte axial, fase portal do contraste venoso: linfonodomegalia mesentérica

com centro hipoatenuante / necrótico (setas finas).

TC de tórax, reformatação coronal: padrão miliar de acometimento da tuberculose pulmonar.

TC de abdome, reformatação coronal, fase portal do contraste venoso, com imagem espelho

ao lado: múltiplos focos de pneumoperitônio (setas laranjas) inferindo perfuração intestinal

(complicação) e líquido livre em pelve (setas roxas).

053


diagnóstico por imagem

Anatomia Patológica

Macroscopicamente, pode se apresentar

de três formas:

• Ulcerativa: mais comum. Há múltiplas

úlceras, superficiais e profundas, caracteristicamente

perpendiculares ao maior eixo

do intestino e circunferenciais.

• Hipertrófica: predomínia o espessamento

parietal e aparência massa-like.

• Ulcerohipertrófica: combinado das

duas formas anteriores.

Essas lesões na sua evolução sofrem

fibrose, resultando em cicatrizes e consequentes

áreas de estenose luminal.

À microscopia, caracteriza-se pela presença

de granulomas caseosos, frequentemente

numerosos e confluentes, em todos

os níveis da parede intestinal e em linfonodos.

A periferia dos granulomas contém

uma mistura de linfócitos, plasmócitos e

células gigantes em proporções variadas.

Em lesões crônicas, os granulomas podem

se tornar hialinizados ou serem bastante

raros. A pesquisa de bacilos álcool-ácido

resistentes (BAAR) através de colorações

especiais permite encontrar o agente etiológico

nas áreas de necrose e granulomas,

tendo este teste alta especificidade para o

diagnóstico.

Correlação anátomo-radiológica: espessamento parietal do íleo terminal (em vermelho) e o detalhe do apêndice cecal (seta amarela).

Peça cirúrgica - íleo aberto evidenciando úlceras mucosas perpendiculares ao maior eixo intestinal (setas amarelas)

054

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Diagnóstico diferencial

Dada a sua apresentação clínica inespecífica, há uma ampla

possibilidade de diagnósticos diferenciais. Os achados de imagem,

quando presentes em conjunto, ajudam a estreitar o diferencial,

ficando os demais métodos de avaliação citados no texto como

confirmatórios.

Microscpia em campo de pequeno aumento: processo inflamatório transmural com

ulceração de mucosa e presença de múltiplos granulomas por todas as camadas da

parede intestinal (círculos).

Os diagnósticos diferenciais incluem:

• Doença inflamatória intestinal: especialmente a Doença de

Crohn. Acometimento muito similar do íleo terminal, ressalvando-

-se a menor frequência de ascite;

• Neoplasia primária: espessamento parietal excêntrico;

• Linfoma: espessamento parietal mais exuberante e não curso

com segmentos de estenose.

Tratamento

O tratamento é realizado com esquemas combinados de drogas

via oral e tem longo tempo de duração. Na presença de complicações

(i.e.: perfuração, fístula, abscesso, obstrução ou sangramento)

a abordagem cirúrgica é adicionalmente necessária.

Agradecimentos

Expressivos e extensos agradecimentos à Dra Rita Carvalho

(Anatomia Patológica - Gastrocentro) pela colaboração com aula.

Microscopia em campo de moderado aumento: granulomas coalescentes com necrose caseosa central

Sobre o Dr. Pixel

Disponível online desde dezembro de 2015, e atualmente

com milhares de acessos por dia, o site Dr. Pixel (www.fcm.

unicamp.br/drpixel) tem como objetivo o ensino e a atualização

em diagnóstico por imagem. Suas aulas, discussões de

casos e banco de imagens são destinados principalmente a

estudantes da graduação em medicina, residentes e médicos

especialistas ou não em diagnóstico por imagem.

O conteúdo do site é produzido no Hospital da Mulher

“Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti” - CAISM -Universidade

Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, São Paulo,

Brasil, com o apoio dos Departamentos de Tocoginecologia

e Radiologia e pelo setor de Medicina Nuclear da Faculdade

de Ciências Médicas (FCM) -UNICAMP. A execução técnica é de

responsabilidade do Núcleo de Tecnologia da Informação da

FCM. Todo o conteúdo do Dr Pixel foi preparado a fim de assegurar

o anonimato dos pacientes.

Microscopia em campo de moderado aumento: coloração de Ziehl-Neelsen

evidenciando numerosos bacilos (BAAR) no interior do granuloma (pequenas estruturas

tubulares em roxo no detalhe).

055


direito a saúde

Formas de contratação do corpo clínico

Por Beatriz Dainese*

Para além das formas de contratação

do corpo clinico tradicionais, como por

exemplo o registro na Carteira de Trabalho

(CTPS) ou a contratação por meio de

empresa prestadora de serviços, as clinicas

médicas podem contratar o corpo clinico

por meio dos contratos de sociedade

em conta de participação.

Como cediço, as sociedades comerciais

surgem por meio de contrato através do

qual, duas ou mais pessoas se obrigam a

prestar determinada contribuição para o

capital social, com desejo de partilhar os

lucros obtidos entre si.

A sociedade em conta de participação

é um contrato de sociedade previsto em

lei e tem sido incrementada principalmente

nos setores da construção civil,

administração de apart-hotéis, hospitais,

clínicas médicas, visando proporcionar

vantagens na estruturação jurídica de

negócios empresariais, inclusive na organização

das forças de trabalho nas empresas,

face a própria atividade atrelada

a área de saúde, onde os prestadores de

serviços não prestam serviços em caráter

exclusivo em determinados locais, mas

em diversos, inclusive em consultórios

próprios.

Por conta disso, o Contrato de Sociedade

em Conta de Participação – SCP

- vem sendo utilizado em larga escala,

haja vista atender os anseios e necessidades

de ambas as partes contratantes, ou

seja, disciplina a questão da não exclusividade

de prestação de serviços, bem

como contempla justamente a questão

na participação monetária da relação

contratual, partilhando a receita obtida

das consultas realizadas em relação a

estrutura propiciada pela entidade hospitalar

ou clínica média.

E por ser uma sociedade não personificada,

não possui capacidade seja

para adquirir direitos e obrigações, seja

capacidade processual. Pode ser constituída

com facilidade através de contrato

particular, escritura pública, ou até mesmo

não ser constituída formalmente, podendo,

porém, provar a sua existência de

fato, por qualquer meio.

As clinicas e os médicos podem optar

por firmar este tipo de sociedade

para cada tipo de especialidade, como

dermatologistas, anestesistas, fonoaudiólogos,

psicólogos, fisioterapeutas, bem

como quais outras especialidades, com

o objetivo social específico de realização

daquele objeto. Dessa maneira, obviamente,

a clínica será o sócio ostensivo e

os médicos parceiros e demais prestadores

de serviços, os sócios participantes.

Nesse modelo de contratação, não

só a sociedade empresária, como, como

também os médicos e demais prestadores

de serviços são beneficiados por essa

modalidade de contratação.

Isto porque, esse tipo de sociedade

não gera custos contábeis, não havendo

emissão de notas fiscais por parte dos

médicos, recebendo o prestador ou sócio

ostensivo, distribuição de LUCROS,

os quais não têm incidência no imposto

de renda. Por outro lado, para as clinicas,

a vantagem se reveste na ausência de

todos os encargos trabalhistas a que se

submetem uma contratação com registro

na CTPS.

Assim sendo, é de suma importância

que as clinicas médicas tenham conhecimento

de todas as possibilidades de

contratação para que possam fazê-la da

melhor forma tanto para a sua estrutura

quanto para o corpo clinico.

*Beatriz Dainese

Beatriz Dainese é advogada graduada pela

Faculdade de Direito de São Bernardo do

Campo, especialista em Direito Tributário

pelo IBET e em Gestão de Tributos de pelo

SENAC, com mais de 08 anos de experiência

profissional. Professora Assistente do

Curso de Pós-Graduação “Latu Sensu”

– Especialização em Direito Tributário –

Faculdade de Direito de São Bernardo

do Campo. Participa como consultora do

Instituto Pro Bono – advocacia gratuita para

entidades beneficentes.

Contato: bd@giugliani.com.br

056

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Imuno-Rápido Wama

DENGUE

Dengue IgG/IgM

Dengue Ns1

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O kit Imuno-Rápido Dengue IgG/IgM e Ns1 da Wama diagnóstica,

permite o diagnóstico da Dengue, uma arbovirose transmitida

pelo mosquito Aedes aegypti. O teste baseia-se no método

de imunocromatograa e detecta qualitativa e diferencialmente

anticorpos IgG/IgM e Ns1, contra os 4 sorotipos do vírus

da Dengue em soro e plasma humanos.

Alta Sensibilidade e Especicidade

Detecção de anticorpos em sangue total, soro ou plasma

Metodologia imunocromatográca

Fácil identicação das bandas

Resultados precisos e rápidos: única etapa

Apresentação: 10, 20 e 40 testes

Assessoria técnica e cientíca para todo o Brasil.

Dengue IgG/IgM

Dengue Ns1

Reagente

Não Reagente

Sensibilidade Especicidade

99% 98%

94,6% 98,6%

Registros no Ministério da Saúde (MS)

Linha:

NOVO

NOVO

Doenças Infecciosas:

Alerta - Autoteste HIV 1e 2

Anti-HBe

Anti-HBs

HBsAg

HBsAg Plus

HCV (Hepatite C)

HIV 1e 2

Rotavírus

Sílis (Total)

Toxoplasmose IgG/IgM

Marcador Cardíaco:

Troponina I

NOVO

NOVO

Doenças Tropicais:

Chikungunya IgG/IgM

Dengue IgG/IgM

Dengue Ns1

Malária - Pf/Pv

Malária - Pf/Pan

ZIKA IgG/IgM

Hormônios:

hCG (Placa-teste)

hCG (Tira-teste)

Precisão - Autoteste hCG

NOVO

Marcadores Tumorais:

AFP (Alfa-fetoproteína)

PSA (sensib. 2,5mg/ml)

Sangue Oculto Fecal

Sangue Oculto Fecal Ultra

Drogas de Abuso:

Anfetamina

Cocaína

Maconha (THC)

Breve:

HIV 1 & 2 - Triline

Multidrogas 7 Parâmetros

Multidrogas 10 Parâmetros

Precisão - Autoteste FSH

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Constante Evolução


panorama em biomedicina

Biomedicina

a eterna profissão do futuro:

Seremos extintos ou temos que evoluir?

Por Fredson Costa Serejo*

Você está lendo essa edição agora,

mas eu não poderia de deixar de falar das

comemorações dos 52 anos da Biomedicina

que ocorreram no dia 20 de Novembro.

Deixo aqui as minhas congratulações

a todos nós Biomédicos, que temos suado

a camisa pra fazer dessa profissão a

melhor possível na condição que temos.

Faz parte da comemoração, também

a reflexão do processo, não cabe aqui

aquela eterna ladainha da criação da

profissão, do que fazemos ou do quanto

as pessoas batalharam por isso. Esse

papo já escuto há mais de 20 anos… o

que escuto hoje é mais reclamação do

que outra coisa e por isso resolvi escrever

sobre quais tendência temos que

adotar em 2019 para fugir da extinção!

Isso mesmo, já estou a bastante

tempo debatendo isso com amigos.

Tive a oportunidade de Palestrar esse

ano em 6 Estados (RJ, MT, RO, CE, BA e

MA), com realidades regionais bem diversas,

mas com o mesmo sentimento de

desespero! E aí cadê emprego? Conversei

com os coordenadores, em cada cidade

que visitei, perguntando da “realidade”,

tão mascarada pelas Instituições, e todos

são unânimes em concordar que a

situação não está fácil. Uma das frases

que escutei, eterniza em minha mente

até agora… “Biomedicina é um nome

bonito de vender”. As empresas mercantilistas

de educação tem proliferado

o curso de Biomedicina com essa ideologia.

Lucro só existe pro patrão e as Universidades

lotam com alunos vindos do

Ensino Médio que foram vislumbrados

com palestras sobre Biomedicina a “profissão

do futuro”, vocês serão a futura

geração de “cientistas do Brasil” ou a

mais emblemática de todas, que aguça

a curiosidade da molecada com as

séries americanas… “vocês serão os

futuros CSIs - peritos criminais”... As

histórias se repetem em todos os Estados.

Salas lotadas nos primeiros períodos,

com olhinhos brilhantes de emoção,

com sua futura carreira… mas

poucos são aqueles, que se informam,

e que verdadeiramente sabem que

70% dos biomédicos acabará fazendo

exames de sangue, urina e fezes… Se

soubessem de primeira, talvez nem

entrariam! E os dados do ENADE 2016

já mostram uma evasão do curso de

quase 90% como foi mostrado no

Blog do Biomedicina Padrão, muito

acima da média nacional de cursos de

graduação que é de 37,4%.

Fonte: Blog Biomedicina Padrão. Dados sobre a biomedicina no Censo da Educação Superior 2016. Disponível

em:

Embora, tenhamos 36 habilitações

“fakes em sua maioria” ainda podemos

atuar em áreas bem diversas, com bastante

competitividade com outras profissões

e com salários nem tão atrativos!

Temos aí um fato mais interessante

e agravante, de acordo com o Censo da

Educação Superior realizado em 2015

pelo Instituto Nacional de Estudos e

Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

(Inep), há no país 1.473 cursos superiores

a distância, cujo crescimento é de 10%

ao ano, desde 2010. Atualmente, são

mais de 1,3 milhão de estudantes matriculados,

com crescimento de 50% entre

os anos de 2010 e 2015. Dados como

estes, em franca ascensão, contribuíram

para a nova regulamentação do MEC

para EAD. Com a restrição de acesso ao

058

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Programa de Financiamento Estudantil

do Governo Federal (FIES), o setor privado

de educação tem visto no Ensino

a Distância (EaD) o maior potencial de

expansão das matrículas no ensino superior.

No entanto, as instituições sempre

se queixaram da lentidão do Ministério

da Educação (MEC) em aprovar os polos.

Agora, o processo será mais simples. Em

junho deste ano, o MEC publicou uma

portaria que determina uma série de

mudanças na regulamentação do Ensino

a Distância. A portaria institui o decreto

nº 9.057 que regulamenta o art. 80 da

Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,

que trata da criação e desenvolvimento

de ensino não presencial.

Agora pasmem… A Biomedicina foi

um dos cursos que mais cresceu vagas

autorizadas em EaD são mais de 3.000%

de aumento conforme a tabela ao lado.

Fonte: NICOLAU, Viviany. Implicação do Dec. 9057/17 na Formação dos Profissionais da Área da Saúde. In:

FÓRUM DOS CONSELHOS FEDERAIS DE SAÚDE. Brasília - DF, 2018

Com o aumento da oferta de vagas

é possível ter mais gente formada nos

próximos anos, e não estou aqui nem

avaliando, possíveis questões de qualidade

desse ensino, que aliás devem no

futuro com certeza. Fato é, vai ter mais

gente SIM no mercado de trabalho daqui

a 4 ou 5 anos. E quando a oferta é

maior do que a demanda SIM teremos

mais desemprego dos que os atuais quase

40%, e o salário vai SIM reduzir mais

ainda do que a média nacional de 2.000

reais. Dá uma olhada no meu artigo que

fiz na edição 146 onde falo sobre o Perfil

do Biomédico no Brasil. Então, é melhor

se preparar porque a profissão do futuro,

pode ser uma profissão arriscada e sem

propósitos financeiros em breve.

Um outro fator determinante para

uma possível “extinção” do curso é sobre

o que de fato devemos aprender na

faculdade de Biomedicina. Infelizmente,

ainda estamos engessados na eterna

concepção, que já caiu por terra em outras

profissões, mas que na nossa ainda é

muito forte, que é a questão das habilitações

profissionais. Temos 36 habilitações,

que em seu conjunto não mais funcionam

para a realidade de mercado. Uma

parte das habilitações são para carreiras

docentes, áreas de conhecimento acadêmico

como Embriologia, Biofísica, Fisiologia,

Fisiologia Geral, Fisiologia Humana,

Psicobiologia, Farmacologia… áreas essas

que não são áreas comerciais de oferta

de produtos e serviços mas sim áreas

acadêmicas de ensino e pesquisa. Temos

um forte tradicionalismo na iniciação

científica, uma parte dos alunos acaba

ingressando no Mestrado e Doutorado,

mas notem que apenas 20,7% dos Biomédicos

tem Especialização; 4,8% tem

Mestrado; 1,4% tem Doutorado e 0,5%

pós-Doutorado e, portanto, nem todos

seguem a carreira docente como avaliado

na Edição 146 da Revista Newslab.

Áreas novas, como Estética, Imagem

e Perfusão passam a ter destaque como

novas áreas de atuação profissional do

Biomédico. Tais áreas competem com

outras profissões e tem sido bem desgastante

esse embate. São vários processos

na justiça para permitir a atuação dos

Biomédicos, que temos ganhado, mas

com agravantes. Infelizmente, nem todas

as faculdades conseguem colocar na grade

todas as disciplinas para dar base de

sustentação teórica e prática para todas

as áreas de habilitação, o que tem sido

bem questionado. Algumas disciplinas

como Estética, são online, e alguns alunos

nem tiveram em suas matrizes curriculares.

A preceptoria em estágios ainda

é um grande problema, com supervisão

de profissionais não-biomédicos, e total

falta de planejamento de atividades.

Infelizmente, as instituições falam que

fazem tudo, comprovam em papel pro

MEC, mas a realidade é bem complicada,

porque o aluno questiona mas não é

ouvido.

Apenas para exemplificar a área de

Estética, fizemos uma pesquisa (dados

preliminares) com 376 pessoas (profissionais

e estudantes) questionando sobre

059


panorama em biomedicina

as dificuldades de formação na área de

Biomedicina Estética. Quando perguntados

se tinham estágio obrigatório, nesta

área na graduação, 78,7% responderam

que NÃO, e 55% dos que tiveram responderam

que NÃO se sentiam preparados

para atendimentos clínicos após a

faculdade. Quando perguntado aos 127

profissionais sobre quando a habilitação

deveria ser concedida a maioria respondeu

que somente após a Especialização.

Tais situações complicam mais ainda,

quando começam a ter processos judiciais

de erros de procedimentos e intercorrências,

como tem pipocado na mídia. Tal

reflexão se faz necessária sobre que caminhos

devem ser seguidos sobre a qualidade

da formação de nossas habilitações.

Agora, sem dúvidas, nossa principal

área de formação e de atuação é a área

de Análises Clínicas. Hoje, mais de 70%

dos Biomédicos atuam nessa área. Temos

várias disciplinas e estágios, mas

uma coisa chama muito a atenção para

a evolução tecnológica! É inegável que

o que aprendemos nas aulas teóricas e

práticas está totalmente ultrapassado.

Ainda, temos práticas de pipetagem e

hemograma manual com leitura em câmara

de Neubauer. Algumas faculdades

tentam se adaptar, fazendo convênios e

mandando os alunos para estágios em

laboratórios automatizados. Embora,

alguns desses alunos, relatem que podem

apenas olhar, pois a orientação que

recebem é que são equipamentos caros e

que a manipulação poderia “atrapalhar”

a rotina e acabam fazendo outros serviços

auxiliares.

Fato, é que a área de Análises Clínicas

tem evoluído drasticamente a passos

muito mais largos do que as Universidades

podem ou querem investir.

Em grandes empresas, já é possível

ter a automatização de quase todos

os setores, e com novas tecnologias

chegando ao mercado, que utilizam Inteligência

Artificial, o número de trabalhadores

tende a reduzir, principalmente

nas áreas de ações mais repetitivas.

E agora como fica essa enxurrada de

novos profissionais para daqui os próximos

5 anos? É um repensar de ações!

Do jeito que está não dá pra ficar, pois

entraremos em colapso que fatalmente

levará a extinção do curso de Biomedicina.

E o que os Biomédicos podem fazer?

Temos que nos adaptar e nos reinventar

em outras áreas que tem crescido e que

ainda não existe tanta competitividade.

Mas, para desbravar essas áreas é preciso

a busca de capacitações paralelas.

060

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Novas tendências para o Setor

Saúde que o Biomédico tem

que estar antenado!

O foco no Empreendedorismo, ferramentas

e tecnologias deve ser essencial

para buscar novos horizontes pois as novidades

estão cada vez mais aceleradas.

Na Saúde, caminhamos para mudanças

disruptivas e os profissionais devem estar

adaptados a essas exigências.

As tendências para os empreendimentos

da área da saúde em 2019 estão

relacionadas com a informação, com

personalização do atendimento e com a

excelência no contato com o paciente antes

e após a consulta. E o Biomédico deve

estar se atualizando para auxiliar nesse

processo de maneira multiprofissional.

1. Personalizar, humanizar e

informar

Personalização será sem dúvida, a

principal tendência de 2019 na Saúde. O

que você tem de diferente a oferecer? O

que sua clínica, consultório, laboratório

ou serviço traz para que o paciente se

sinta especial?

Essa necessidade de reconhecimento

e de obter uma sensação de exclusividade

está relacionada ao desejo de ser mais

do que um número para a contabilidade

da sua empresa. Não se trata de “mais

um caso de uma doença”. Trata-se, com

toda certeza, do caso mais importante

para a vida daquele paciente que chegou

até você.

O empreendedor na área de Saúde,

deve estar preparado para fazer seu

paciente sentir-se importante, único,

muito mais do que um número. Os recursos

para transmitir esse acolhimento

personalizado iniciam em uma escuta

cuidadosa na marcação da consulta; estão

presentes em uma sala de recepção

acolhedora, onde a recepcionista possui

tempo para atender com cuidado e respeito

cada pessoa; são demonstrados

a partir de uma organização precisa de

agenda; são confirmados por uma anamnese

atenta e bem arquivada, exames

precisos, procedimentos satisfatórios

e eficazes; e, finalmente, encantam no

momento que seu paciente recebe uma

pesquisa de satisfação, em que pode opinar

com sinceridade sobre os processos

que foram realizados em sua empresa.

Como bônus, se você fizer o maior esforço

para atender os desejos deste paciente,

então, ganhará sua fidelidade e

indicação em seu ciclo social.

Personalizar o atendimento é um ato

de humanização de sua prática. Ter registros

de tudo e não precisar da lembrança

do paciente sobre os últimos dados é

um mínimo. Você precisa direcionar seu

olhar de gestor para as ferramentas que

possibilitem que você trate cada paciente

como um caso único; que possibilitem

acompanhamento detalhado de exames

e registre um histórico completo de tratamentos

anteriores. Tais ferramentas

devem mapear morbidades familiares,

guardar dados que sua memória não

gravaria, e ter maior agilidade e praticidade

pra não perder tempo com papel ou

dar mais atenção ao computador do que

ao paciente. Desenvolver esses mecanismos

podem ser fortes tendências para

geração de aplicativos, softwares entre

outras ferramentas que facilitem a vida

de empresas e clientes.

2 . Gestão

de Processos

Uma tendência em 2019 será o foco

em Gestão de Processos em empreendimentos

da área da saúde. A gestão de

processos consiste em medir, monitorar

e executar ações de correções dos aspectos

organizacionais que implicam no

desempenho dos resultados obtidos pela

empresa.

As melhores empresas da área da saúde

em 2019 serão aquelas que têm suas

métricas controladas e que estiverem

sempre atentas aos avanços tecnológicos

para controle financeiro e operacional.

Foco no controle do fluxo financeiro,

permitirá decidir com maior assertividade

se deve comprar determinado

aparelho, insumo ou algum mobiliário

para inovar ou ter maior acessibilidade.

A acurácia dos processos dará o caminho

que terá maior impacto em seu atendimento

quando tiver que escolher entre

inovar em equipamentos ou contratar

mais colaboradores.

A atenção ao processo facilita a escolha

de melhorias, a correção de erros

e consolida a escalabilidade do seu negócio.

Portanto, controlar o fluxo operacional

do seu empreendimento, te dará

ideia das suas forças e fraquezas diante

do mercado. Saberá quais são seus diferenciais

e os porquês de seus pacientes

chegarem até você.

Perceba que o médico, dentista, enfermeiro,

fisioterapêuta,nutricionista entre

outros profissionais de saúde NÃO TEM

TEMPO em suas rotinas de monitorar todas

essas variáveis. Eles têm funções finalísticas,

eles estão ali com seus pacientes,

mas se sobrecarregam se tiverem

que fazer também essa parte de gestão,

ou acabam repassando para outros profissionais

que nada entendem de saúde.

E é nesse momento que se o Biomédico

estiver preparado pode se destacar.

3. Presença

online

A internet é um desafio para alguns

profissionais de saúde? SIM. Os

pacientes têm acesso a informação

hoje muito fácil, sabem suas doenças

e tratamentos, quase que querem só

a receita. E a sua empresa por que

não está a um passo à frente dos seus

clientes? Seja você mesmo o responsável

pelos conteúdos que os paciente

061


panorama em biomedicina

lêem na internet. Como bônus, ganhe

maior credibilidade!

Para criar conteúdo para web, você

pode planejar um blog e contratar um

redator especializado em Marketing

de Conteúdo, você biomédico pode ser

esse profissional, afinal você entende

tudo de saúde! Assim, junto com a

equipe de profissionais você pode sugerir

os temas e fazer a revisão técnica. Se

você tiver habilidade com escrita, pode

aproveitar para relatar alguns casos e

dar orientações sobre as principais doenças

que chegam nas empresas que

poderá prestar serviços. Lógico, que

existem técnicas para você ser uma

das primeiras páginas no Google na

hora da pesquisa, para isso é preciso

investir tempo nesse aprendizado de

marketing.

A produção de conteúdo resulta em

três ganhos principais:

1. Aproximação: seus pacientes terão

uma sensação de familiaridade;

2. Destaque: você será visto como

autoridade dentro de sua especialidade.

3. Terá mais chance de atrair novos

clientes para sua empresa

Quando um paciente lê um conteúdo

produzido pela clínica em que é atendido,

tem a sensação de que está no lugar

certo. Essa sensação fica mais intensa

se você tiver textos que discutam casos

próximos aos casos que atende.

Finalmente, ser uma autoridade em

seu mercado de atuação é uma posição

propulsora para sua carreira. Afinal,

muitos pacientes terão o desejo de ser

atendidos por um profissional que demonstra

tanto conhecimento sobre o

assunto. Agora, o médico da clínica ou

outro profissional da saúde, quer ter

mais clientes, mas ele não tem tempo

de produzir tantos conteúdos e gerenciar

redes sociais para atrair público.

Então, a terceirização desse serviço se

faz necessária e sem dúvida, você Biomédico

pode ser essa mão de obra que

faltava, diferente de um simples funcionário

de uma agência de propaganda,

você tem conhecimentos de saúde!

4. Telemedicina

Outra tendência que chegará com

mais força em 2019 é a telemedicina.

A telemedicina é o recurso que melhor

representa a utilização de tecnologias na

prática médica. Sabemos que você não

conseguirá fazer uma ausculta pulmonar

à distância, mas, ainda assim, você precisa

saber mais sobre a telemedicina, pois

é um recurso valioso que seus concorrentes,

certamente, vão conhecer.

Muitas instituições utilizam esses recursos

para que seus profissionais troquem

informações, discutindo casos a

quilômetros de distância. Como o avanço

tecnológico é rápido, a telemedicina

tem sido implementada, também, para

que profissionais possam se comunicar

com os pacientes, ou trocar informações

entre profissionais mais experientes.

O método serve para informar resultados

de exames, dar assistência a pacientes

crônicos ou com dificuldade de

locomoção; para promoção de saúde e

para informações sobre prevenção.

Os meios utilizados são diversos, mas,

principalmente, contatos intranet nas

instituições e serviços de comunicação

de teleconferência como o Skype ou

Whatsapp. A principal vantagem percebida

pelas empresas da área da saúde é a

maior aproximação com o paciente, com

uma atenção concentrada a seu caso.

Além disso, tecnologias de telemedicina

possibilitam que o fluxo de

informações seja mais rápido e que o

networking entre as empresas de saúde

funcione em prol da resolução dos

casos clínicos, principalmente, daqueles

com agravantes ou com poucos indícios

epidemiológicos. Atuar nessas áreas

como Biomédico tem tudo a ver com a

nossa profissão! Desenvolver softwares

e novas tecnologias de comunicação

médico-médico ou médico-paciente

pode ser uma necessidade em nosso

futuro tão grande e que ainda nem

existem profissionais nessas áreas para

validar essas ferramentas. A associação

de Biomédicos e profissionais de Tecnologia

da Informação é um campo vasto

de possibilidades ainda não exploradas!

5. Tudo estará “na nuvem”!

A tecnologia realmente vai dominar

o mercado da saúde. Uma tendência,

praticamente, imparável é o advento

das plataformas online. Os chamados

Portais médicos são plataformas mobile

ou desktop em que os pacientes podem

visualizar os resultados dos exames,

consultar seu médico e acompanhar seu

histórico de consultas e exames. Tudo

isso graças às tecnologias que mantém

todas essas informações da maneira

mais segura possível. Essa tecnologia

existe há alguns anos, mas no mercado

brasileiro é uma novidade que está

sendo muito bem aceita, as melhores

clínicas e consultórios já estão colhendo

o sucesso que é fruto deste tipo de

implantação.

A criação e a manutenção de um

portal são desafios para sua prática

como empreendedor, poderão garantir

a você um acompanhando da tendência

de seu mercado e a implementação

em clínicas e laboratório com inovações

para melhor atender os clientes e empresas

pode ser uma grande sacada.

A principal vantagem com o portal

é a liberdade, facilidade e otimização

de tempo. Uma ferramenta como essa

aproxima você de seu paciente, aumenta

a confiança que ele terá em você e

dinamiza seu processo de atendimento

em adequação ao estilo de vida contemporâneo.

062

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Temos que repensar as nossa

práticas!

Mas… Você está surpreso, não é? A

área de Saúde está muito mais próxima

das tecnologias digitais, plataformas

online e softwares de gestão do que se

costuma imaginar. Essa será tendências

para os próximos anos e temos que saber

explorar essas possibilidades!

Por mais que não tenhamos, uma área

de atuação exclusiva, o que não dá é ficar

numa eterna luta de reafirmação da profissão,

trabalhando em áreas conflituosas

ou estagnadas, com excesso de oferta de

mão de obra e salários baixos.

Esse novo olhar, o biomédico deve

ser empreendedor, pode e deve fugir da

competição em mercados já explorados

– onde as possibilidades de crescimento

e aumento de lucratividade são, justamente,

cada vez menores devido ao aumento

da concorrência – e direcionar seu

negócio para novos mercados, até então

inexplorados.

Antes de mais nada, para se criar uma

estratégia inovadora, é preciso conhecer

muito bem como funciona a sua realidade

hoje, o mercado que está atuando

e toda a sua dinâmica. Assim, é possível

entender os seus consumidores e concorrentes.

Mas também é preciso olhar

atentamente para seus não-consumidores.

As oportunidades estão com eles.

Outro ponto importante é ter clareza

que novos mercados surgem de inovação

de valor, e não necessariamente da inovação

tecnológica.

Um artigo bem interessante da

Harvard Business Review (https://hbr.

org/2015/03/red-ocean-traps) fala dessa

missão de desbravar novos mares, e não

cair em armadilhas comuns.

1. Cuidado para não desenvolver estratégias

de criação de mercado que sejam

voltadas para clientes já existentes:

é comum cair na armadilha de investir

apenas no desenvolvimento de estratégias

voltadas a clientes já existentes,

estratégias para melhorar a experiência

do cliente. Elas são importantes, ok? Mas

não para alcançar o objetivo de expandir

para novos mercados.

2. Cuidado para não confundir estratégias

de criação de novos mercados com

estratégias de nicho: identificar e capturar

nichos de mercado também é muito

importante, e essas estratégias podem

trazer excelentes resultados, mas descobrir

um nicho em um espaço já existente

não é a mesma coisa que identificar um

novo mercado.

3. Cuidado para não achar que uma

estratégia de criação de mercado está,

necessariamente, ligada à inovação tecnológica:

sim, a tecnologia vem transformando

mercados e indústrias, mas a

criação e expansão para novos mercados

não depende somente disso.

4. Atenção, criação de mercado não é

a mesma coisa que destruição criadora: a

Fredson Costa Serejo

teoria da destruição criadora de Joseph

Schumpeter está no cerne da economia

da inovação, e ocorre quando uma

invenção transforma radicalmente um

mercado e acaba destruindo concorrentes

que não acompanham essa transformação.

Um exemplo são os aplicativos

de táxi, que mudaram radicalmente a

forma como esse mercado funciona – e

as cooperativas e empresas tradicionais

estão ralando para correr atrás do prejuízo.

Agora, a criação de novos mercados

não envolve destruição criadora pois

expandir para novos mares significa, na

prática, justamente oferecer soluções

que não existiam anteriormente.

O mercado está muito competitivo.

Então, em vez de bater de frente com

seus concorrentes, que tal investir na

criação de novos mercados? BIOMÉDICO

fique atento às inovações e tendência e

pense fora da caixa… QUEM NÃO EVO-

LUI está fatidicamente sujeito à EXTIN-

ÇÃO! Lembre-se que não é a Faculdade

que te prepara para o mercado de trabalho

é você que tem que aprender com

a evolução do mercado em toda a sua

carreira. Que 2019 seja repleto de novas

conquistas, avante Biomedicina e até a

próxima edição!

Doutor e Mestre em Biofísica – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Especialista em Educação na Saúde para Preceptores do SUS – Hospital Sírio

Libanês/Ministério da Saúde.

Especialista em Micropolítica e Gestão do Trabalho em Saúde – UFF

Biomédico – CRBM 15688 – Hospital Municipal São Francisco de Assis – Porto

Real/RJ

Professor Adjunto do Centro Universitário de Barra Mansa – UBM/RJ.

Email: preparabiomedico@gmail.com

063


Publieditorial

Grupo São Marcos agrega

expertise da PHD Patologia

Cirúrgica e Molecular em

medicina de precisão.

Desde outubro, o Grupo São Marcos aumentou

seu portfólio de serviços em medicina diagnóstica

e laboratorial com exames de alta complexidade

(esotéricos) e de genética. Isso foi possível a partir

da aquisição da PHD Patologia Cirúrgica e Molecular,

localizada em São Paulo.

Com 11 anos de experiência, a PHD Patologia

Cirúrgica e Molecular é pioneira em medicina de

precisão. Apresenta sólido crescimento nas áreas de

anatomia patológica, patologia cirúrgica, biópsia de

congelação, citologia convencional e em meio líquido,

biologia molecular, imuno-histoquímica e genética de

tumores. Nas duas últimas, destaca-se pela qualidade

certif icada, segurança e rapidez da entrega dos testes

moleculares, que, segundo o diretor de Biotecnologia

do Grupo São Marcos, Rafael Malagoli Rocha,

desempenham papel importante tanto no prognóstico

de neoplasias e doenças infecciosas quanto na

assistência terapêutica, de acordo com a necessidade

individual de cada paciente.

A avaliação imuno-histoquímica dos receptores de

estrogênio e progesterona no câncer de mama, por

exemplo, pode def inir a elegibilidade para tratamento

com tamoxifeno. Este tipo de câncer está entre os

mais comuns em mulheres no Brasil e, de acordo

com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 25%

e 30% dos tumores expressam o fator de crescimento

epidérmico humano tipo 2 (HER-2). Com o teste

imuno-histoquímico é possível esboçar um prognóstico

e avaliar a acurácia e a ef icácia do tratamento da

doença com trastuzumabe.

O sequenciamento genético, por sua vez, é

um teste de última geração que complementa o

diagnóstico anatomopatológico e auxilia na detecção

de mutações no DNA. “A partir das informações sobre

as mutações encontradas em genes como K-RAS e

N-RAS no câncer colorretal, B-RAF em melanoma

e EGFR em câncer de pulmão, pode-se def inir se o

paciente responderá ou não a terapias alternativas à

radioterapia, quimioterapia ou ao tratamento cirúrgico”,

af irma Rafael Malagoli.

Na Oncologia, tempo, precisão e segurança

no diagnóstico são fatores decisivos para que se

obtenha resposta terapêutica efetiva. A PHD tem

como diferenciais a rapidez na entrega dos resultados,

liberados em até 24 horas, e a diversidade de sua

equipe, composta por patologistas oncologistas

especialistas em cada tipo de câncer.

O Grupo São Marcos e a PHD Patologia Cirúrgica

e Molecular estão à disposição para mais informações.

064

Revista NewsLab | Dez/Jan 2019


Um dos

diferenciais do

São Marcos

Laboratório

de Apoio.

Esse é o André, técnico em análises clínicas.

Ele está orgulhoso e confiante assim porque

consegue esclarecer dúvidas e deixar tudo em

ordem com a ajuda da central de atendimento

que dá suporte ao laboratório onde trabalha.

Assistidos. É assim que se sentem os

funcionários dos laboratórios apoiados pelo

São Marcos Laboratório de Apoio.

SÃO MARCOS LABORATÓRIO DE APOIO

PARCERIA TOTAL, TECNOLOGIA DE PONTA E OS MELHORES RESULTADOS PARA O SEU NEGÓCIO.

CALL CENTER ESPECIALIZADO

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Portfólio de exames oferecido pela Rede de Apoio:

• Anatomia Patológica

• Citologia Oncótica/Hormonal

• Citologia em Líquidos e em Monocamada

• Patologia Molecular

• Bioquímica Básica e Especializada

• Hormônios Básicos e Esotéricos

• Autoimunidade

• Doenças Infecciosas

• Biologia Molecular

• Toxicologia

• Microbiologia

• Micologia

• Hematologia

• Coagulação

• Alergias

• Genética Humana

065


informe de mercado

Crédito das fotos: Beto Satino.

Informes de Mercado

Esta seção é um espaço publicitário dedicado

para a divulgação e ou explanação dos produtos e

lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Pioneiro no Brasil, projeto Enterprise, do Grupo Pardini,

já está com 30% da sua implantação concluída

Companhia irá colocar no mercado a maior plataforma de automação laboratorial do

mundo, segundo informações de seus fornecedores, remodelando o setor de Medicina

Diagnóstica. A nova planta tecnológica irá aumentar de 46% para cerca de 82% a proporção

de resultados de exames processados em menos de seis horas, além dobrar a capacidade

potencial de realização de exames para mais de 160 milhões de exames/ano.

O Grupo Pardini, uma das maiores empresas de

Medicina Diagnóstica do país, foi pioneiro no Brasil

na montagem de um parque automatizado, capaz

de realizar exames em grande escala, com confiabilidade

e agilidade na entrega dos resultados. Há

exatos oito anos, a companhia inaugurava o seu

Núcleo Técnico Operacional (NTO), em Vespasiano/MG,

com capacidade produtiva para mais de 4

milhões de exames por mês. Agora, mais uma vez,

a empresa sai à frente no mercado com a implantação

do projeto mais ousado dos seus 60 anos de

história: o Enterprise.

Equipamentos de última geração, fluxo produtivo

inovador e acesso digital farão do NTO,

novamente, a maior plataforma de automação

laboratorial do mundo, conforme informaram

os fornecedores dos sistemas de automação. O

modelo, ainda inédito no segmento de análises

clínicas no Brasil, foi planejado pela equipe do

Grupo Pardini e detalhada com a participação

dos principais fornecedores de equipamentos

do mundo, entre eles, a Siemens Healthineers,

principal fornecedora das soluções do projeto. “O

Enterprise é um novo modelo produtivo, inédito.

Desenhamos a nossa necessidade a apresentamos

aos principais fornecedores de equipamentos

em saúde. Pela primeira vez um laboratório

apresentou a essas empresas um projeto autoral

para que elas avaliassem e respondessem se conseguiriam

atender a demanda. Do ponto de vista

empresarial, os ganhos são muitos, destacando-

-se redução de custos, aumento da produtividade

e da lucratividade”, explica o Diretor Presidente do

Grupo Pardini, Dr. Roberto Santoro. A nova planta

066

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


informe de mercado

irá permitir dobrar, em um prazo de cinco

anos, a capacidade potencial de realização

de exames da companhia para mais de 160

milhões de exames/ano. Além disso, o nível

de automação projetado permitirá aumentar

de 46% para cerca de 82% a proporção

de resultados de exames processados em

menos de seis horas. Todo esse resultado

aliado à alta confiabilidade dos resultados.

O Enterprise começou a ser desenhado

em meados de 2016, pela equipe do Dr.

Guilherme Collares, diretor de Operações

do Grupo Pardini. O ponto de partida do

projeto foi avaliar a necessidade dos clientes

(pacientes, laboratórios parceiros e médicos):

rapidez nos resultados e confiança. O

seu lançamento ocorreu em março deste

ano, quando ocorreu a assinatura do contrato

com a Siemens Healthineers. Agora, sete

meses depois, a implantação do projeto

encontra-se 30% concluída. A previsão é

que todos os equipamentos analisadores

entrem em operação até março do próximo

ano, com a conclusão da planta em junho

de 2019, quando o processo de implantação

chegará a sua etapa final. “Estamos,

atualmente, no processo de transferência

de metodologia e troca de equipamentos.

A primeira mudança no modo de operação

ocorreu em julho deste ano com exames de

coagulação e a implantação do modelo de

teste reportado. Em meados de setembro

e no início de outubro, novas mudanças

ocorreram com as migrações de alguns

exames hormonais e de sorologia para doenças

infecciosas para as novas plataformas.

Realizamos todas as mudanças sem queda

no nível de serviço”, comemora Collares.

Realizada toda a troca de equipamentos,

será instalada a esteira high throughput

(a primeira no Brasil), com 330 metros de

comprimento, desenvolvida pela Siemens

Healthineers. “Será um modelo de automação

inédito no mundo, com processos automatizados

desde os primeiros processos da

fase pré-analítica e que permitirá a redução

do tempo de separação e encaminhamento

das amostras”, aponta Collares.

A elevação no nível dos serviços com o

Enterprise irá beneficiar diretamente os laboratórios

do Apoio (Lab-to-Lab), colocando os

mais de 5.900 laboratórios parceiros do Grupo

Pardini à frente no mercado, uma vez que

serão favorecidos diretamente pela agilidade,

capacidade e qualidade dos exames emitidos.

“Com o Enterprise, estamos democratizando

ainda mais a tecnologia em saúde laboratorial,

possibilitando mais agilidade e qualidade

nos resultados”, exemplifica Alessandro Ferreira,

Vice-Presidente Comercial e Marketing

do Grupo Pardini.

www.hermespardini.com.br

A influência das mutações genéticas

nos quadros de trombofilia e o diagnóstico molecular

na orientação familiar

068

Estudos apontam que mais de 60% da

predisposição à trombofilia sejam atribuídos

a fatores genéticos. As mutações

genéticas mais comuns relacionadas a

trombose podem ser detectadas através

do diagnóstico molecular. Inclusive o polimorfismo

na região promotora do gene

PAI-1 conhecido como 4G/5G.

No período gestacional é comum

ocorrer o estado de hipercoagulabili-

dade do sangue materno para auxiliar

na contração uterina e no controle da

hemorragia pós-parto. O fator gravidez,

mais o fator hereditário, contribuem com

a probabilidade de desenvolver a trombose.

Infelizmente, mulheres portadoras

dessas mutações só descobrem a doença

após alguma complicação graves na gestação:

abortos recorrentes ocasionados

pela obstrução dos vasos da placenta,

óbito fetal, descolamento prematuro

de placenta e eclampsia precoce. Parte

desses casos têm ligação com a mutação

genética do PAI-1 4G/5G, heterozigoto.

Os kits da XGEN Fatores de Coagulação

Relacionados às Trombofilias apresentam

rapidez e sensibilidade para o diagnóstico

e permitem identificar diversos fatores

de coagulação relacionados à trombose

através da metodologia de PCR em

Tempo Real. Entre eles estão os kits para

identificação da Protrombina (Fator II),

Fator V de Leiden, enzima MTHFR C677T

e MTHFR A1298C e plasminogênio tipo 1

(PAI-1). E principalmente, permite estruturar

um programa de aconselhamento

genético/orientação familiar para determinar

com precisão a condição genética

da doença. Os dados disponibilizam potenciais

informações quanto às características

da doença, riscos de recorrência,

modalidades de transmissão genética e

diagnóstico pré e pós-natal.

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Revista NewsLab | Dez/Jan 19


informe de mercado

Biópsias: Cuidados pré-analíticos que garantem

qualidade e confiabilidade dos resultados

Segundo o INCA (Instituto Nacional do

Câncer) em 2018 são estimados aproximadamente

600 mil novos casos de Câncer no

Brasil¹. A forma mais eficaz de diagnosticar

se um tecido está contaminado com células

cancerosas, é fazendo uma biópsia. Para isso,

cuidados básicos na fase pré-analítica são

fundamentais e regulamentados pela Resolução

do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Nº 1.823/2007² para garantir resultados confiáveis,

entre eles destaca-se os seguintes:

1° A biópsia deverá ser fixada logo após

sua obtenção. O volume ideal de formol

para tecido é de 10 volumes de formol para

01 volume de tecido. Os frascos também

devem ter um volume ideal para a boa fixação

(no mínimo 10 vezes o volume da peça);

2° O formol é responsável por preservar

a amostra “matando” o tecido de forma a

prevenir a autólise e putrefação. Esse processo

denominado de fixação preserva a

amostra biológica (tecido ou células) ao

estado mais próximo ao natural possível;

3° É importante o uso do formol tamponado

a 10% pois ele possui um pH neutro

próximo de 7.0 que impede a oxidação do

formol, prevenindo que deteriore a amostra

e trazendo maior confiabilidade nos exames

laboratoriais, principalmente os de biologia

molecular, que requerem preservação do

DNA das células;

4° Os frascos devem ser tecnicamente

apropriados e com registro na ANVISA para

a coleta, armazenamento e transporte de

materiais biológicos de origem humana,

para uso em diagnóstico in vitro.

Publicações recentes relatam que cerca

de 70% dos erros laboratoriais acontecem

na fase pré-analítica. Para garantir que os

materiais e amostras tenham a qualidade

requerida, é imprescindível aplicar metodologias

mais rigorosas para detecção,

classificação e redução desses erros, já que

a maioria deles acontece por falta de padronização

nos processos e produtos utilizados.

HistoPot são frascos para coleta, armazenamento

e transporte de biópsias, que tem

toda a qualidade da tecnologia Irlandesa

e a segurança que o registro na ANVISA

pode oferecer. São diversos tamanhos para

padronizar os processos do seu laboratório

com a máxima segurança para o profissional

que colhe e transporta o material, e também

para o paciente, que tem a garantia de

preservação da sua peça. Diferentemente da

coleta de sangue, urina e fezes, que podem

em muitos casos serem refeitas, as biópsias

em sua maioria são peças únicas, que impossibilitam

sua recoleta, por isso o cuidado

deve ser redobrado neste tipo de amostra.

Entre em contato e solicite uma

amostra grátis.

¹https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer

² BRASIL. Resolução do Conselho Federal de

Medicina. Resolução nº 1.823, de 2007. Disciplina responsabilidades dos

médicos em relação aos procedimentos diagnósticos de Anatomia Patológica

e Citopatologia e cria normas técnicas para a conservação e transporte de

material biológico em relação a esses procedimentos, Brasília, DF, 31 ago.

2007. Seção I, pg. 119.

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BIO ADVANCE: Novos lançamentos para o mercado de Testes Rápidos - 2019

BIO ADVANCE: Novos lançamentos para

o mercado de Testes Rápidos - 2019

Com um olhar sempre a frente a Bio Advance incorporará a partir de janeiro de 2019 novos testes em seu portfólio. A

crescente demanda por testes que promovam um diagnóstico rápido, preciso e de qualidade faz com que a Bio

Advance esteja sempre conectada com o que há de novo para suprir as necessidades dos laboratórios e hospitais.

Com um olhar sempre a frente a Bio Advance incorporará a partir de janeiro de 2019 novos testes em seu portfólio. A crescente demanda por testes

Teste Rápidos com alta sensibilidade e especificidade:

que promovam um diagnóstico rápido, preciso e de qualidade faz com que a Bio Advance esteja sempre conectada com o que há de novo para suprir

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070

IRS-502 RSV (vírus sincicial respiratório)

CMY-402 MIOGLOBINA

OFE-402 FERRITINA

OCAL-602 CALPROTECTINA

CPC-402 PROCALCITONINA

CCR-402 PCR

IRS-502 RSV (vírus sincicial respiratório)

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Revista NewsLab | Dez/Jan 19


TM

Painel de Teste Rápido TORCH

Possibilita o controle pré-natal no local de atendimento

TRIAGEM TORCH

A triagem TORCH busca controlar a transmissão de agentes patogênicos TORCH e ajuda os

médicos a iniciar uma ação apropriada, em particular à mulher grávida, uma vez que lesões fetais

e outras complicações graves podem ocorrer aos recém-nascidos.

O painel de teste TORCH é projetado para mulheres grávidas e mulheres que estão planejando

engravidar.

Antes da gravidez:

Planejar vacinação contra a rubéola

Cuidados adequados no trato com animais de estimação

. Conduta sexual segura

Durante a gravidez:

Eliminação da exposição a patógenos

Monitoramento cuidadoso da gravidez

. Monitoramento cuidadoso do desenvolvimento fetal

Parto e estratégia neonatal apropriados

.

HSV-2

9-38%

HSV-1

49-93%

Toxo

15-75%

CMV

40-83%

Rubéola

89-94%

Soroprevalência global de TORCH em

mulheres grávidas

RECURSOS EXCLUSIVOS DO PAINEL DE TESTE RÁPIDO TORCH POR CTK

.

.

.

Design Multiplex do POCT

- 5 testes em 1 painel

- 1 procedimento de teste para 10 + 1 parâmetros de resultados

- detecção e diferenciação de IgM e IgG em todos os 5 testes

Diferenciação de HSV-1 e HSV-2

-

-

-

O HSV-1 tem sido associado à doença de Alzheimer

A infecção por HSV-2 pode aumentar o risco de contrair o HIV, especialmente durante a infecção ativa

Resultados semi-quantitativos para Rubéola

Auxilia no diagnóstico de todos os 4 estágios da infecção

- nenhuma infecção

- infecção aguda tardia (recorrente)

- infecção aguda

- imunidade protectora

. Compatível com sangue

Permite testes em vários cenários, como

- emergência

- consultório médico sem centrífuga

-

10-15 minutos

Nenhuma Infecção Infecção Aguda Infecção Recorrente Infecção passada/crônica

Negativo

IgM Positivo IgM & IgG Positivo IgG Positivo

TOXO

IgG/IgM

Rubella

IgG/IgM

CMV

IgG/IgM

HSV-1

IgG/IgM

HSV-2

IgG/IgM

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HSV-1

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HSV-2

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Rubella

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CMV

IgG/IgM

HSV-1

IgG/IgM

HSV-2

IgG/IgM

TOXO

IgG/IgM

Rubella

IgG/IgM

CMV

IgG/IgM

HSV-1

IgG/IgM

HSV-2

IgG/IgM

C

G

M

C

M

G1

G2

C

M

G

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informe de mercado

Índice de Saúde da Próstata

Uma nova ferramenta para o diagnóstico

e seguimento do câncer de próstata

SÍNTESE DO PSA

por Dr. Mateus Furtado Rocha

PHI = [-2]proPSA/PSAI x PSAt

PSA

Livre

PSA

Total

p2PSA

Gilgunn, S. et al. (2013) Aberrant PSA glycosylation—a sweet predictor of prostate cancer. Nat. Rev. Urol. doi:10.1038/nrurol.2012.258

S. et al. (2013) Aberrant PSA glycosylation—a sweet predictor of

prostate cancer. Nat. Rev. Urol. doi:10.1038/nrurol.2012.258

PHI

O câncer de próstata é a segunda neoplasia

que mais mata homens no Brasil.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional

de Câncer), 61 mil novos casos são

registrados anualmente no país, sendo

responsáveis por cerca de 13 mil mortes.

O diagnóstico precoce pode mudar o

paradigma do câncer de próstata. Resultados

favoráveis são alcançados em até

90% dos casos nessa fase. Porém, para

se chegar ao diagnóstico, são necessários

procedimentos invasivos que podem ter

consequências graves.

O exame do PSA (Antígeno Prostático

Específico), popularizou-se

na década de 90, após sua aprovação

pelo FDA (Food and Drug Administration

- órgão americano equivalente à

ANVISA) em 1986, e, com ele, surgiram

avanços relevantes no tratamento e

acompanhamento da neoplasia maligna

da próstata. Contudo, como qualquer

outro, esse exame tem suas limitações.

Um exemplo disso é o fato de

que a elevação dos níveis séricos de

PSA é comum em consequência de

outras enfermidades como prostatite

aguda ou crônica e hiperplasia

prostática benigna, o que pode levar

a resultados falso positivos.

Aproximadamente 75% das biópsias

prostáticas realizadas têm resultado negativo

para o câncer, e cerca de 2% dos

pacientes submetidos ao procedimento

apresentam complicações que necessitam

de internação hospitalar. Dessa

maneira, a necessidade de novos

métodos diagnósticos não invasivos

visa reduzir as indicações de biópsias

de próstata.

O novo exame do PHI (Prostate

Health Index) utiliza a combinação

de três marcadores presentes na

amostra sanguínea: o PSA livre, o PSA

total e o p2PSA. Um cálculo matemático

permite determinar com mais

assertividade as chances do paciente

ter, de fato, câncer de próstata. Esse

exame é aprovado desde 2012 pelo

FDA e recomendado pela National

Comprehensive Cancer Network.

Como citado anteriormente, muito

se evoluiu no entendimento da doença,

e hoje nem sempre o diagnóstico

de câncer de próstata implica em se

indicar o tratamento agressivo. Active

Surveillance (AS) é o nome do protocolo

de seguimento para esses casos de neoplasias

indolentes que podem ser tratados

e acompanhados de forma conservadora,

sem risco para o paciente. O PHI

tem sido avaliado em vários protocolos

no intuito de se reduzir o número de

biópsias e aumentar a segurança nesse

seguimento. Até o momento, os dados

são promissores.

Atualmente, espera-se que milhares de

pessoas possam se beneficiar dessa nova

ferramenta, uma vez que sua aferição

chega a reduzir em até 30% a indicação

de biópsias em pacientes considerados

candidatos apenas devido à alteração do

PSA total. Além disso, a associação com

doença de alto risco também tende a

gerar benefícios na seleção de pacientes

que poderão passar por terapias menos

agressivas, como o já citado AS.

Dr. Mateus Furtado Rocha

Urologista - CRM-MG 43824

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072

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


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Em adultos, a deficiência de

vitamina D pode levar à dor óssea,

osteomalacia e fraqueza muscular

proximal; em bebês e crianças,

a deficiência pode causar uma

deformação óssea conhecida

como raquitismo.

A deficiência de vitamina D também

tem sido associada com aumento do

risco de câncer, doenças infecciosas,

doenças cardiovasculares, diabetes e

outras doenças crônicas.

No corpo, as frações D2 e D3 são

convertidas em 25(OH) vitamina

D, que é o principal metabólito

circulante da vitamina D. A

concentração sérica de 25(OH)

vitamina D total é considerada a

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(Células grandes imaturas).

RDW-SD, P-LCC, P-LCR.

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Revista NewsLab | Dez/Jan 19


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de de Nutrição

Você Você está está comendo bem? Pergunte aos aos seus seus genes

O sobrepeso O ou ou a predisposição a a tê-lo a tê-lo pode pode ser ser devido devido a fatores a comportamentais e também e genéticos

informe de mercado

A Nutrigenética A é uma é uma ciência ciência que que investiga investiga a relação a relação entre entre os genes os genes e a e resposta a resposta individual

à dieta. à dieta. Então, Então, ela tenta ela tenta responder à pergunta à pergunta que que sempre sempre fizemos fizemos em relação relação à à

alimentação: por que duas pessoas, comendo o mesmo, respondem a uma mesma dieta de

forma forma tão tão diferente?

CERBA-LCA alimentação: por que duas pessoas, disponibiliza comendo o mesmo, respondem Estudo a uma mesma Genético dieta de de Nutrição

As associações As identificadas entre entre as variantes as genéticas e a e resposta a resposta do corpo do corpo à ingestão à ingestão

de alimentos de são são suportadas por por estudos estudos científicos internacionais que que estudaram a relação a relação

entre entre variantes genéticas e o e peso, o peso, índice índice de massa de massa corporal, corporal, perfil perfil metabólico, sensibilidade

ao sal ao Você e sal à e cafeína, à está cafeína, ritmo comendo ritmo circadiano bem? e apetite, e apetite, Pergunte entre entre outros. outros. aos seus genes

Cada Cada pessoa pessoa é única. é única. Os genes Os genes nos nos dizem... dizem...

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Estudo Genético da Nutrição

manutenção saudável do do peso peso

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saudável do peso

longo longo de sua de

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a pessoas de todas as idades, que desejam manter um peso

adequado ao longo de sua vida.

- Este teste só deve ser realizado uma vez na vida, uma vez que os dados

genéticos não variam.

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Informação técnica

Teste: ……….. 15596 Estudo Genético da Nutrição

Metodologia: Biologia Molecular. Estudo de 80 variantes em 54 genes.

Requisitos: Solicitação médica ou de nutricionista e consentimento informado

Tipo de amostra: Saliva

Preparação prévia: Não é necessária

Prazo de entrega: 2-3 semanas a partir do recebimento da amostra de saliva

O sobrepeso ou a predisposição a tê-lo

pode ser devido a fatores comportamentais

e também genéticos

A Nutrigenética é uma ciência que investiga

a relação entre os genes e a resposta individual

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pergunta que sempre fizemos em relação à

alimentação: por que duas pessoas, comendo

o mesmo, respondem a uma mesma

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variantes genéticas e a resposta do corpo à

ingestão de alimentos são suportadas por

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a relação entre variantes genéticas

e o peso, índice de massa corporal, perfil

metabólico, sensibilidade ao sal e à cafeína,

ritmo circadiano e apetite, entre outros.

Resultados

O sobrepeso e a obesidade são fontes de doenças como

diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, gordura no fígado,

danos musculoesqueléticos ou dificuldades respiratórias,

entre outros. Cada pessoa é única e, conhecendo sua genética,

são obtidas informações primordiais para controle do peso.

O uso de informações sobre a predisposição genética na definição

de um plano nutricional deve ser integrado com informações

sobre características físicas (por exemplo, idade, sexo,

índice de massa corporal, etc.) e informações comportamentais

(por exemplo, hábitos alimentares, atividade física, etc.).

Os resultados do teste genético não podem ser utilizados no

diagnóstico ou na prevenção de doença ou condição médica. Os

resultados do teste genético não dependem da condição física,

clínica ou terapêutica utilizada pela pessoa examinada.

Um teste para toda a vida

Interpretação de resultados

O Estudo Genético da Nutrição é realizado através da análise de DNA extraído de uma amostra de saliva, com o objetivo de avaliar 80 polimorfismos

genéticos de 54 genes. Esses genes estão associados à nutrição e controle de peso em cinco áreas principais:

• Predisposição ao aumento de peso

• Influência da nutrição na massa de gordura corporal

• Metabolismo nutricional

• Sensibilidades nutricionais, necessidades e desintoxicação

• Controle de apetite, saciedade e ingestão emocional

O relatório final consiste em:

076

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


informe de mercado

1. Introdução de conceitos genéticos básicos e que facilitam a compreensão dos resultados.

2. Resultados genéticos: os genes analisados e a variante genética (polimorfismo) apresentada pela pessoa estudada são exibidos.

3. Interpretação de resultados e explicações sobre:

a. Predisposição ao aumento de peso

b. Predisposição ao acúmulo de gordura de acordo com a dieta

c. Metabolismo nutricional com relação a carboidratos e gorduras

d. Capacidade antioxidante

e. Necessidade de vitaminas e Ômega-3 na dieta

f. Sensibilidade ao Sal

g. Sensibilidade à Cafeína

4. Plano de ação proposto para apoiar uma dieta saudável e controlar o peso.

HeartGenetics, Genetics & Biotechnology SA é uma empresa portuguesa de biotecnologia,

que desenvolveu testes genéticos e ferramentas computacionais; projetadas para apoiar o

diagnóstico clínico e a prevenção de doenças cardiovasculares, a farmacogenética e a nutrição.

Informações:

Cerba-LCA

Tel.: (11) 5035-5035

E-mail: contato@cerba-lca.com.br

Lançamentos Novos Testes Finecare FIA Meter -

Tecnologia POINT OF CARE

A Celer Biotecnologia, está com processo em andamento registro junto à ANVISA para os

novos testes com o objetivo de ampliar o seu portfolio para o FINECARE FIA METER POC

para o 1º Semestre de 2019.

Marcador de Função Renal

A Cistatina C pode ser usada como uma

triagem e monitoração em pessoas com

doença renal suspeita ou conhecida. Ela pode

ser de utilidade especial nos casos em que a

medida da creatinina não é adequada, como

pessoas com cirrose hepática, muito obesas,

desnutridas ou com massa muscular reduzida.

As dosagens da Cistatina C podem também

ser úteis na detecção precoce de doenças

renais quando outros exames ainda estão

normais e a pessoa tem poucos ou nenhum

sintomas. Pesquisadores estão explorando

outros usos para a Cistatina C, que podem se

desenvolver com o tempo. Além de disfunção

Cys C (Cistina C)

Teste quantitativo

Linearidade: 0,2-10

ng/L

Amostra: Soro, plasma

e/ou sangue total

Volume de amostra:

10mL

Tempo de reação: 15 min

Pode ser feito individual

ou em bateria.

CKMB

CEA

Teste quantitativo

Linearidade: 0,3-100

ng/mL

Amostra: Soro, plasma

e/ou sangue total

Volume de amostra:

75 mL

Tempo de reação: 15 min

Pode ser feito individual

ou em bateria.

Teste quantitativo

Linearidade: 1.0-500

ng/mL

Amostra: Soro, plasma

e/ou sangue total

Volume de amostra:

75 mL

Tempo de reação: 15 min

Pode ser feito individual

ou em bateria.

renal, a Cistatina C foi associada a aumento do

risco de doença cardiovascular e de insuficiência

cardíaca em idosos.

Marcador Cardíaco CKMB

A CK-MB é a fração (isoenzima) mais

específica da CK para diagnóstico da Infarto

Agudo do Miocárdio (IAM). O nível de CK-MB

começa a aumentar dentro de 3-6 horas após

o início do IAM, atinge valor máximo dentro

de 12-24 horas e normaliza-se em 24-48

horas (RAVEL, 1997), com pico médio de 16

vezes o valor normal, com sensibilidade e especificidade

maior que 97% nas primeiras 48

horas (WALLACH, 2003).

AFP

Teste quantitativo

Linearidade: 5,0-400

ng/mL

Amostra: Soro, plasma

e/ou sangue total

Volume de amostra:

75 mL

Tempo de reação: 15 min

Pode ser feito individual

ou em bateria.

PSA Total

Teste quantitativo

Linearidade: 2.0-100

ng/mL

Amostra: Soro

Volume de amostra:

75 mL

Tempo de reação: 15 min

Pode ser feito individual

ou em bateria.

Teste Laboratorial Point Of Care (POC)

Ideal para dar agilidade ao setor de emergência e praticidade no ambulatório.

Marcador Tumoral

Marcadores tumorais são macromoléculas

de caráter protéico presentes em tumores, no

sangue e em outros líquidos biológicos. O

aparecimento dos marcadores ou aumento

na concentração destes pode ser indicativo de

gênese e crescimento de células neoplásicas.

Os marcadores tumorais são úteis no manejo

clínico dos pacientes com câncer, auxiliam nos

processos de diagnóstico, estadiamento, avaliação

da resposta terapêutica e detecção de

recidivas. Podem ser detectados e quantificados

na corrente sanguínea, líquidos biológicos

e tecidos. O Marcador ideal éaquele produzido

por todos os tumores da mesma linhagem

e seus níveis são mensuráveis mesmo na presença

de pequenas quantidades de células.

Os níveis séricos devem refletir com precisão a

evolução clínica, a regressão da doença, e sua

remoção deve estar associada à cura.

Mais Informações : www.celer.ind.br

comercial@celer.ind.br

Tel : 31-3413-0814

078

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


informe de mercado

The Binding Site colabora com a Clínica Mayo e

desenvolve metodologia para quantificação de proteínas

o Imunodeficiência: IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de IgG e IgA, Sistema

monoclonais por Espectrometria de Massas

A The Binding Site já conhecida pelas

linhas de produtos para Gamopatias

Monoclonais e Imunodeficiências, tem

como prioridade contribuir contra essas

doenças, desenvolvendo produtos para

auxilliar no diagnóstico, monitoramento

e prognóstico das mesmas. Dessa

maneira, os pesquisadores da empresa,

entre outros produtos, desenvolveram o

Freelite® (único teste para quantificação

de cadeias kappa-lambda leves e livres

aprovado pelas diretrizes internacionais/nacionais

e FDA), para auxiliar no

diagnóstico e monitoramento destes

pacientes. O teste encontra-se disponível

no mercado e sendo muito utilizado em

estudos clínicos desde meados dos anos

2000 e no início de 2018, o exame foi

incorporado ao ROL de procedimentos

e eventos em saúde da Agência Nacional

de Saúde e passou a ter cobertura obrigatória

pelos planos de saúde.

Trabalhando sempre com tecnologias

de ponta, a The Binding Site iniciou mais

uma parceria com a Mayo Clinic dos Estados

Unidos neste ano de 2018, buscando

o desenvolvimento de uma tecnologia que

irá revolucionar a quantificação de proteínas

especiais para grandes rotinas.

Por mais de duas décadas, a The Binding

Site e a Mayo Clinic tem estado envolvidas

em atividades colaborativas. São

Complemento (CH50, C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

• Sistema nervoso central: Albumina, Freelite e Imunoglobulinas no líquor.

expertises complementares com foco no

lançamento de produtos que tragam impactos

positivos à conduta médica e à qualidade

de vida dos pacientes, em particular

àqueles que sofrem com alguma gamopatia

monoclonal, como o mieloma múltiplo.

A nova tecnologia, é baseada em interações

antígeno-anticorpo e espectrometria

de massas, que pela primeira vez, será

capaz de identificar e quantificar simultâneamente

todas as proteínas de interesse

clínico presente em pacientes com mieloma

múltiplo. Ela eliminará a interpretação

subjetiva inerente aos métodos atualmente

disponíveis (como a imunofixação),

melhorando a segurança dos resultados,

além de otimizar o fluxo de trabalho do

laboratório.

“As raízes da The Binding Site estão

fundamentadas numa ciência clinicamente

relevante e uma de nossas principais

competências é a capacidade de desenvolver

e produzir soluções de diagnóstico in

vitro aplicáveis à doenças de difícil identificação

e monitoramento”, comenta Charles

de Rohan, CEO do grupo The Binding Site.

“Este acordo demonstra ainda mais o nosso

compromisso em melhorar a qualidade

de vida dos pacientes, fornecendo técnicas

novas aos laboratórios em todo o mundo”,

comenta Fúlvio Facco, diretor geral da empresa

no Brasil.

• Nefrologia: Cistatina, Microalbumina e Beta-2-Microglobulina

• Proteínas Específicas: PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina, Transferrina, Pré-

Albumina, Ceruloplasmina, Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina, Alfa-2-

Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a), etc.

“ O Optilite® e o menu de testes estão comercialmente disponíveis no Brasil e são

oferecidos por diferentes laboratórios. Os laboratórios Diagnósticos da América (DASA) e

Fleury Medicina e Saúde já estão com o Optilite® em seus respectivos núcleos técnicos

operacionais. Até o final deste ano de 2018, o Optilite® será instalado em pelo menos mais 3

grandes laboratórios/hospitais que já são nossos parceiros e buscam mais uma inovação

tecnológica para oferecer precisão e eficiência na realização dos exames em suas rotina”,

comenta Fúlvio Facco, Diretor Geral da empresa.

Para maiores informações, visitem nossas páginas na internet www.bindingsite.com.br e

www.freelite.com.br ou escrevam para info@bindingsite.com.br.

*Freelite® e Hevylite® são produtos de marca registrada da empresa Binding Site Ltd,

Birmingham, Reino Unido.

“Por muitos anos, a The Binding Site

e a Mayo Clinic têm colaborado na busca

de melhores técnicas de diagnóstico,

especialmente nas áreas de proteínas

monoclonais e componentes de imunoglobulina”,

diz William Morice, II, MD,

Ph.D., Presidente do Departamento de

Proteínas da Clínica Mayo. “No final do

dia, nossos esforços colaborativos estão

sempre focados no laboratório clínico para

a implementação de técnicas que beneficiem

nossos pacientes e suas famílias.” A

tecnologia já encontra-se em uso na rotina

no laboratório clínico da Mayo Clinic em

Rochester, EUA.

Em breve teremos os produtos para a

espectrometria disponíveis para validação

no Brasil, demonstrando mais uma vez

que a The Binding Site está na vanguarda

tecnológica, colaborando na luta contra o

mieloma múltiplo e outras doenças relacionadas.

Para mais informações, visitem nossas

páginas na internet www.bindingsite.com.br

e www.freelite.com.br ou

escrevam para info@bindingsite.com.br.

Freelite® é produto de marca registrada da

empresa The Binding Site,

Birmingham- Reino Unido.

o Imunodeficiência: Ig

Complemento (CH5

• Sistema nervoso central: Al

• Nefrologia: Cistatina, Micro

• Proteínas Específicas: PCR,

Albumina, Ceruloplasmin

Glicoproteína Ácida, Lipopr

“ O Optilite® e o menu de testes

oferecidos por diferentes laboratórios. O

Fleury Medicina e Saúde já estão com

operacionais. Até o final deste ano de 201

grandes laboratórios/hospitais que já sã

tecnológica para oferecer precisão e efi

comenta Fúlvio Facco, Diretor Geral da em

Para maiores informações, visitem noss

www.freelite.com.br ou escrevam para info

*Freelite® e Hevylite® são produtos de

Birmingham, Reino Unido.

Detecção de agentes patológicos através do RNA:

Mais um passo rumo ao futuro

Conheça a Amplificação Mediada por Transcrição (TMA) e seus benefícios

A tecnologia de amplificação mediada

por transcrição, ou TMA, chega ao Brasil trazida

pela Hologic Inc, através dos reagentes

de biologia molecular da linha APTIMA e do

instrumento Panther System.

Ao contrário dos testes que buscam a presença

do DNA dos patógenos, os testes que

buscam a presença do RNA dos patógenos

permitem a identificação de vírus com transcrição

ativa (se o alvo for RNAm) ou maior

sensibilidade devido a maior concentração

de moléculas de alvo (se o alvo for RNAr). Os

testes de RNAm têm apresentado uma maior

especificidade enquanto mantém a mesma

sensibilidade dos testes de DNA. Os testes de

RNAr têm apresentado um aumento de cerca

de 10% na sensibilidade quando comparados

com os testes de DNA.

O método convencional de amplificação

de um alvo de RNA (conhecido como RT-

-PCR) requer um passo inicial de conversão

080

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


da molécula alvo de RNA para cDNA pela

enzima transcriptase reversa, seguido por

um método de amplificação de DNA em

separado que exige a ciclagem da temperatura

para a realização das etapas de desnaturação,

anelamento e extensão.

A TMA é uma tecnologia de amplificação

isotérmica, ou seja, é um método de amplificação

direta de moléculas alvo de RNA ou

de DNA através do uso das enzimas transcriptase

reversa e RNA polimerase, a uma

temperatura constante compreendida entre

37-42°C. Devido ao fato do RNA ser uma

parte integral do ciclo de amplificação da

TMA, esta tecnologia apresenta uma excelente

sensibilidade para alvos de RNA, sejam

eles de RNA mensageiro celular (mRNA),

RNA viral ou RNA ribossômico (rRNA), que

está tipicamente compreendida entre < 10

cópias de mRNA e < 50 cópias de rRNA. O

produto final gerado pela TMA, consiste de

moléculas de RNA de fita simples, denominadas

amplicons, que não necessitam de

uma etapa de desnaturação antes de serem

submetidas à uma metodologia de detecção

baseada em sondas específicas.

A obtenção das moléculas de RNA alvo

para a amplificação por TMA é realizada

previamente através da tecnologia de

Captura dos Alvos, exclusiva da Hologic

Inc., que compreende o isolamento específico

somente do RNA alvo presente na

amostra, através do uso de micropartículas

magnéticas ligadas a oligômeros de

captura complementares a sequencias de

regiões do RNA alvo, durante um passo de

hibridização. As micropartículas ligadas ao

RNA alvo são atraídas para o lado do tubo

de reação por magnetos, o que permite a

aspiração do sobrenadante e a lavagem das

micropartículas, para a remoção de matrizes

de amostra residuais que possam conter inibidores

da amplificação.

A detecção dos amplicons produzidos

pela TMA é obtida através de um ensaio

de proteção da hibridização (HPA), que se

utiliza de sondas de ácidos nucléicos de fita

simples marcadas com moléculas quimioluminescentes,

complementares ao amplicon,

que se ligam especificamente aos RNA alvos

amplificados. A adição de um reagente de

seleção diferencia entre sondas hibridizadas

e não hibridizadas através da inativação

da marcação das sondas não hibridizadas.

Na etapa de detecção, a luz emitida pelos

complexos RNA alvo: DNA marcado é mensurada

como sinais fotônicos, denominados

Unidades de Luz Relativas (URL), em um

luminômetro. A detecção dos amplicons

produzidos pela TMA também pode ser

obtida através do uso de sondas fluoroforas

específicas ao RNA alvo, cuja fluorescência é

detectada em tempo real.

Atualmente, os reagentes da linha AP-

TIMA permitem a detecção dos agentes

patogênicos Chlamydia trachomatis, Neisseria

gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis,

HPV, HIV-1, HCV, HBV, HSV 1/2, Zika Vírus

e Mycoplasma genitalium. Estão em desenvolvimento

os reagentes para detecção

dos agentes causadores das bacterioses

vaginais, das vaginites relacionadas com

Candida sp., e do CMV.

O Panther System realiza todas as etapas

dos ensaios da linha APTIMA – Captura dos

Alvos, TMA e HPA/Tempo Real – de maneira

automatizada. Trata-se do único sistema

a oferecer automação amostra-resultado

real – não há necessidade de remoção de

tubos ou microplacas de um instrumento

para outro pelo operador - e a apresentar

acesso contínuo e aleatório, em que existe

a liberdade de processar entre uma única

amostra e a capacidade completa do sistema,

sem necessidade de agrupar amostras

para formar um lote antes de cada processamento.

Além disso, apresenta o menor

tempo de manipulação pelo operador e

ocupa o menor espaço de apoio quando

comparado com seus concorrentes. Outra

inovação deste sistema é o processamento

de até quatro ensaios de alvos diferentes e

de amostras de urina, plasma, escovados

cervico-vaginais e secreções vaginais e uretrais

em uma mesma rotina. Sua habilidade

de processar múltiplos ensaios em uma

mesma amostra de maneira concomitante

e de processar amostras emergenciais

diminui o tempo de resposta e minimiza

o trabalho do operador. A consolidação de

todos os ensaios da linha APTIMA em um

mesmo instrumento, único, maximiza a

eficiência dos recursos e libera o tempo do

operador para realizar testes adicionais ou

outras tarefas.

Panther System e APTIMA: bem-vindos

ao futuro!

Sobre a Hologic

A Hologic (https://www.hologic.com)

é uma empresa líder de mercado em mamografia

e biópsia de mama e pioneira na

criação de tecnologia para mamografia digital.

Desenvolve, fabrica e fornece sistemas

médicos de imagem e diagnóstico relacionados

com a saúde feminina e também tecnologias

de imagem digital para aplicações

gerais de radiografia e mamografia. Com a

missão de ajudar as mulheres a terem vidas

mais longas e saudáveis, a Hologic une tecnologia

de ponta e ótimo custo-benefício,

para oferecer diagnósticos e tratamentos

mais precisos e cada vez menos invasivos.

No Brasil, seus equipamentos já estão presentes

em hospitais de referência, além de

clínicas espalhadas por todo o país.

Sobre Papanicolau ThinPrep

O teste de Papanicolau ThinPrep foi aprovado

pela Food and Drugs Administration

(FDA) dos EUA em 1996. Desde sua introdução,

o teste se tornou o mais utilizado no

país e é usado por 90% dos 50 principais

Melhores Hospitais dos EUA para Ginecologia.

É o único teste aprovado pela FDA para

uso com todos os testes adjuntos de HPV

e vários testes podem ser feitos a partir da

mesma amostra.

Contato:

Hologic Latin America

hologic.latam@hologic.com

+55 11 3758 2075

081


informe de mercado

CellaVision lança novo software de análise morfológica

digital da série vermelha: Advanced RBC

Conhecida mundialmente pela automação

da contagem diferencial de

leucócitos através da morfologia digital,

a CellaVision lança no mercado nacional

o Advanced RBC, software que realiza de

forma automatizada a pré-caracterização

da série vermelha. Assim como ocorre

na análise da série branca, a rede neural

artificial desenvolvida pela CellaVision

é capaz de analisar morfologicamente

mais de 350 características das células e

caracteriza-las de acordo com as alterações

da cromasia eritrocitária, tamanho,

forma e inclusões celulares.

O Advanced RBC Software avalia milhares

de eritrócitos por paciente, fornecendo

ao usuário resultados quantitativos em

termos percentuais, bem como em cruzes

(semi-quantitativo). O próprio usuário

pode estabelecer parâmetros de avaliação

eritrocitária de acordo com o protocolo do

laboratório ou de acordo com o guideline

de escolha. O sistema permite ainda

duas formas de visualização das células,

overview ou individualmente. No modo

overview o usuário verá as células dispostas

em um grande campo, assim como se

veria na lâmina, em imagem de altíssima

resolução. Já no modo individual, as células

estarão dispostas lado a lado, organizadas

de acordo com a alteração, seja ela

de cor, forma, tamanho ou inclusões. Por

exemplo, é possível avaliar separadamente

somente os esquizócitos ou somente os

esferócitos, assim como os drepanócitos,

que estarão dispostos lado a lado. As

inclusões eritrocitárias são divididas em

parasitas, Pappenheimer, pontilhados

basofílicos e Howell-Jolly, onde o sistema

é capaz de identifica-las e classifica-las

separadamente para o usuário.

Chama a atenção a quantidade de

hemácias que o CellaVision avalia por paciente,

em geral, de 1.500 a 3.500 células,

o que garante uma excelente sensibilidade

quando comparado ao que o olho humano

pode contar em uma avaliação manual à

microscópia comum.

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082

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


SEUS PROCESSOS EM

HEMATOLOGIA SÃO EFICIENTES?

Reduza o tempo de revisão de

lâminas e obtenha melhor

eficiência operacional e controle

de custos.

Padronize a análise morfológica

para resultados mais consistentes.

Torne mais flexível e eficiente a

utilização de recursos, equipes e

habilidades.

A contagem diferencial manual é um processo trabalhoso e intenso, muitas

vezes inconsistente, que pode ter impacto negativo no desempenho de seu

laboratório. Aqui está a solução.

A CellaVision conduz o caminho da morfologia celular digital

Há 15 anos, a CellaVision introduziu a automação e a imagem digital à morfologia

celular. Nosso conceito de produto, clinicamente comprovado, tem sido adotado

por laboratórios de vanguarda em todo o mundo, promovendo qualidade,

padronização e redução do tempo de análise.

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podem ajudar a transformar seu fluxo de trabalho em hematologia e ajuda-lo

a trabalhar de forma inteligente e melhor.

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A CellaVision é a líder mundial em morfologia celular digital. Nosso conceito de produto substitui a microscopia manual, criando um

fluxo de trabalho automatizado para a avaliação morfológica das células.

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informe de mercado

Comparação de Analisadores Hematológicos da

Diagno (Icounter) com outros analisadores

Hematológicos de referência

Existem no mercado vários tipos de

analisadores hematológicos para uso em

laboratórios de análises clínicas. Neste

artigo, são apresentados alguns dados

gerais de comparação entre analisadores

hematológicos da Diagno (Icounter), com

outros analisadores de marcas de referência

no mercado. Para isso, foram utilizados

alguns parâmetros relacionados ao hemograma,

como contagem global de eritróci-

tos (RBC), contagem global de leucócitos

(WBC) e Hemoglobina (HGB).

Os analisadores hematológicos da

Diagno apresentam resultados que possuem

boa correlação com resultados

provenientes de outros analisadores de

referência no mercado. Os produtos da

Diagno apresentam, entretanto, várias

vantagens em relação aos de outros fabricantes.

Dentre estas, vale ressaltar que

são os únicos analisadores hematológicos

produzidos nacionalmente, o que permite

uma assistência técnica eficiente, além de

serem produtos compactos, com liberação

rápida de resultados e que utilizam apenas

dois reagentes (um lisante e um diluente),

sendo que os volumes necessários dos

mesmos para cada teste são muito baixos.

Diagno - atendimento@diagno.ind.br

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permanecem conosco toda a nossa vida e guiam

nossas ações. Na Nihon Kohden, acreditamos em sonhadores

- pessoas que trabalham incansavelmente para fazer

a diferença todos os dias e têm orgulho pessoal para

garantir que cada paciente e profissional de saúde receba

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Revista NewsLab | Dez/Jan 19


informe de mercado

Analisadores hematológicos Ebram

Analisadores Hematológicos - EBRAM

Analisadores hematológicos Ebram

Os analisadores automáticos de hematologia da EBRAM possuem um sistema de alta

qualidade, que combinam tecnologias avançadas para oferecer resultados hematológicos

confiáveis

Os analisadores

e precisos com

automáticos

apenas 20µl de

hematologia

sangue.

Os analisadores automáticos de hematologia da EBRAM possuem da um EBRAM sistema de possuem alta

qualidade, que combinam tecnologias avançadas para oferecer resultados hematológicos

um confiáveis sistema e precisos de alta com apenas qualidade, 20µl de que sangue. combinam tecnologias avançadas

para São três oferecer modelos de resultados analisadores, sendo hematológicos um modelo 3 partes confiáveis com tela touch e precisos screen, um com

modelo compacto de 5 partes, e o mais completo analisador 5 partes, que realiza 80 testes

apenas por hora com 20µl carregador sangue. automático de alimentação contínua. Os reagentes para os

São três modelos de analisadores, sendo um modelo 3 partes com tela touch screen, um

modelo compacto de 5 partes, e o mais completo analisador 5 partes, que realiza 80 testes

por hora com carregador automático de alimentação contínua. Os reagentes para os

equipamentos são produzidos pela Ebram, garantindo assim o melhor custo benefício do

mercado.

equipamentos são produzidos pela Ebram, garantindo assim o melhor custo benefício do

mercado.

21 parâmetros

21 parâmetros

Capacidade: 60 amostras por hora

Capacidade: 60 amostras por hora







São três modelos de analisadores, sendo um modelo 3 partes

com tela touch screen, um modelo compacto de 5 partes, e o mais

completo analisador 5 partes, que realiza 80 testes por hora com

carregador automático de alimentação contínua. Os reagentes para

os equipamentos são produzidos pela Ebram, garantindo assim o

melhor custo benefício do mercado.

Impressora térmica acoplada

Impressora • 21 parâmetros térmica acoplada

3 histogramas, 3 histogramas, alarme para alarme para

• Capacidade: 60 amostras por hora

eritrócitos eritrócitos anormais, anormais, leucócitos e leucócitos e

plaquetas

• Impressora plaquetas térmica acoplada

Três modos Três de modos contagem: de contagem: sangue sangue

venoso, • 3 histogramas, sangue capilar alarme e amostra para eritrócitos anormais, leucócitos e plaquetas

venoso, sangue capilar e amostra

pré-diluída

• Três pré-diluída modos de contagem: sangue venoso, sangue capilar e amostra pré-diluída

Armazena até 50.000 resultados


Leitor de

Armazena

código até de barras até 50.000

externo

resultados

2 Leitor de código de barras externo

• reagentes Leitor de para código rotina de barras 2 reagentes para rotina

• 2 reagentes para rotina

29 parâmetros (4 parâmetros de

4 reagentes para rotina

*Veja as especificações completas em nosso site: www.ebram.com


pesquisa) • 29 parâmetros (4 parâmetros de pesquisa)

Capacidade:

• 29 parâmetros 60 amostras por

60 amostras (4 parâmetros hora

Armazena até 100.000 resultados por hora de

Tecnologia pesquisa) de dispersão a laser com

Leitor

• de código de barras

dispersão

externo

três ângulos de citometria de fluxo a laser com três ângulos de citometria de fluxo

Código 4 reagentes Capacidade: para rotina 60 amostras por Produto hora

Apresentação

Gráfico de dispersão 3D, 3

Armazena • Tecnologia até de 100.000 dispersão de resultados 3D, 3 diagramas dispersão e 3 histogramas

diagramas dispersão e 3 histogramas dispersão a laser com

Leitor

• Três

de três modos

código ângulos de barras

contagem: de citometria externo

sangue de fluxo

Três modos de contagem: sangue venoso sangue capilar e amostra pré-diluída

venoso 4 reagentes sangue Gráfico para capilar rotina de dispersão e amostra prédiluída

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3D, 3

R1= 1 x 210mL

13026 diagramas dispersão e 3 histogramas

R2= 1 x 70mL

• Leitor de código de barras externo Linha Bulk

Três modos de contagem: sangue

Cal= 1 x 1mL

• 4 reagentes venoso sangue para rotina capilar e amostra prédiluída

R1= 6 x 10mL

QUIMICOL – H – HDL Colesterol

3026

R2= 2 x 10mL

Linha Geral

29 parâmetros (4 parâmetros de

Cal= 1 x 1mL

pesquisa)

• 29 Capacidade: parâmetros 80 amostras (4 R1= 2 x 60mL

QUIMICOL parâmetros por hora de – pesquisa) H – HDL Colesterol

Tecnologia de dispersão a laser com

6026 • Capacidade: 80 R2= 1 x 40mL


Linha amostras específica por hora

três 29 parâmetros ângulos de (4 citometria parâmetros de fluxo de

Advia e Hitachi 917

Homogeneização pesquisa) automática da

Cal= 1 x 1mL

• Tecnologia de dispersão a laser com três ângulos de citometria de fluxo

amostra Capacidade: 80 amostras por hora

Leitor Tecnologia de código de dispersão de barra a interno laser com

R1= 3 x 45mL

• Homogeneização Carregador três ângulos automático de citometria QUIMICOL para automática de 60 fluxo da – amostra H – HDL Colesterol

11026 amostras Homogeneização com alimentação automática contínua da

R2= 1 x 45mL

• Leitor Três amostra modos de código de contagem: de Linha sangue barra específica interno QUIMISAT 450

Cal= 1 x 1mL

venoso, Leitor de sangue código capilar de barra e amostra interno prédiluída

Carregador automático para 60

• para 60 amostras com alimentação contínua

Gráfico amostras de com dispersão alimentação 3D, 3 diagramas contínua


de contagem: sangue venoso, sangue capilar e amostra pré-diluída

de Três dispersão modos de e 3 contagem: histogramas sangue

4 venoso, reagentes sangue para capilar rotina e amostra prédiluída

de dispersão 3D, 3 diagramas de dispersão e 3 histogramas

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Gráfico de dispersão 3D, 3 diagramas

• 4 de reagentes dispersão e 3 para histogramas rotina

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Revista NewsLab | Dez/Jan 19


LANÇAMENTO

Conheça a nova linha de

TESTES RÁPIDOS

Os testes rápidos são imunoensaios cromatográficos qualitativos capazes de

detectar diversas doenças com alto grau de sensibilidade e especificidade

em apenas alguns minutos. Inúmeras vantagens envolvem o uso dos

testes rápidos Ebram nos laboratórios como: redução nos custos, facilidade

e rapidez na execução do procedimento, não necessita de equipamentos,

armazenamento e transporte em temperatura ambiente, além da segurança

por utilizar produtos de qualidade.

ARBOVIROSES

CHIKUNGUNYA (IgM)

• Detecção: anticorpos IgM contra o vírus Chikungunya

• Amostras: sangue total, soro ou plasma.

• Tempo do teste: 15 minutos.

• Apresentação: 25 testes (cassete)

DENGUE IgG/IgM

• Detecção: anticorpos IgG e IgM contra o

vírus da Dengue

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

ZIKA IgG/IgM

• Detecção: anticorpos IgG e IgM para o vírus Zika

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

DENGUE NS1

• Detecção: antígeno NS1 do vírus da Dengue

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

DOENÇAS INFECCIOSAS

HCV

• Detecção: anticorpo contra o vírus de Hepatite C (HCV)

• Amostras: Sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

HbsAg

• Detecção: antígeno de superfície de Hepatite B (HBsAg)

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 15 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

MARCADORES CARDÍACOS

TROPONINA I

• Detecção: troponina I cardíaca humana

• Amostras: sangue total, soro ou plasma

• Tempo do teste: 10 minutos

• Apresentação: 25 testes (cassete)

Desejamos a você

um feliz 2019!


informe de mercado

Conheça o que há de mais novo e eficiente no

segmento pré-analítico

Preparada para 2019, a Greiner Bio-One apresenta seus destaques

Mais doze meses de desafio estão prestes

a começar e é com um portfólio atualizado

que a Greiner Bio-One dá boas-vindas

para 2019. Focada em procedimentos cada

mais vez mais eficientes, suas novidades

unem o melhor da tecnologia com a expertise

de anos de experiência no setor, com o

objetivo de apresentar ao mercado soluções

completas.

Atenta às futuras exigências dos órgãos

regulamentadores, a Greiner Bio-One começa

a implementar em seus tubos de coleta

o código UDI (Unique Device Identification).

Tal código consiste em um sistema de identificação

único de dispositivos que, entre suas

vantagens, facilita a rastreabilidade dos tubos,

agiliza sua identificação e proporciona maior

segurança durante o processo.

A busca por melhoria constante é um

dos pilares de crescimento da empresa, por

isso, depois de muita pesquisa e empenho,

a renomada marca VACUETTE® apresenta a

sua nova linha de produtos para a coleta de

pequenos volumes de amostras de sangue:

o MiniCollect® Complete System. Entre

seus diferenciais, estão o funil integrado e

a facilidade de os tubos de coleta já virem

acoplados aos tubos de transporte.

Além das inovações na linha VACUETTE®,

soluções em equipamentos também serão

destaque durante o próximo ano. O primeiro

deles é o Greiner Bio-One AV400 que, com

sua tecnologia de última geração, mapeia a

superfície da pele com máxima definição e

em tempo real, possibilitando a visualização

das veias. Sua utilização auxilia em diversos

procedimentos, desde a coleta de amostras

na fase pré-analítica até durante os tratamentos

dermatológicos, o que o torna versátil e

ideal para a realização de aplicações precisas.

Enquanto o AV400 facilita o procedimento

que antecede a coleta, o CXTM ARCHIVE

powered by Hamilton otimiza o processo

de armazenar e conservar a amostra após

a coleta. A plataforma oferece ao mercado

nacional uma nova solução em sorotecas

por transferir a amostra de sangue do tubo

primário para uma placa MASTERBLOCK®

com o objetivo de armazená-la e conservá-

-la em freezer, caso seja necessário utilizá-la

em repetições de exames no futuro.

Todas essas novidades não apenas

fortalecem a Greiner Bio-One como uma

empresa de destaque no segmento pré-

-analítico, como colaboram para que os

procedimentos dessa fase sejam cada vez

mais eficientes e seguros em laboratórios e

hospitais de todo o Brasil – o que significa

fortalecimento do setor da saúde e valorização

do paciente.

Assessoria de Imprensa

Greiner Bio-One Brasil

info@br.gbo.com

www.gbo.com

C

M

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DB Molecular aposta em exame inédito no Brasil

CMY

K

Exame que sequência o Genoma é capaz de detectar a pré-disposição sobre mais de 1.200 doenças

088

O DB Molecular, laboratório de apoio

focado em biologia molecular e genética,

acaba de anunciar mais uma novidade

aos seus clientes. Focado em fomentar e

inovar no mercado brasileiro de medicina

preventiva e diagnóstica, o laboratório

trouxe ao Brasil um exame inédito, o

myGenome.

O teste realiza o sequenciamento

completo do Genoma, possibilitando

a detecção da pré-disposição de mais

de 1.200 doenças hereditárias que incluem

câncer, transtornos neurológicos,

endócrinos e imunológicos, doenças

cardiovasculares, presença de alterações

genéticos, entre outros. Também possibilita

avaliar a predisposição sobre a eficácia

sobre a qual o indivíduo metaboliza

um medicamento (farmacogenética),

possibilitando tratamentos médicos com

precisão e agilidade, principalmente em

casos de doenças crônicas, como asma,

depressão e ansiedade, além de descrever

mais de 70 características relacionadas

a diversas áreas, como: atletismo,

metabolismo, nutrição e até mesmo a

ancestralidade.

O myGenome é um exame completo,

que possibilita ao paciente a fazer

escolhas sobre hábitos, estilo de vida,

nutrição e tratamentos, com suporte

de uma equipe especializada de conselheiros

genéticos, disponibilizados pelo

laboratório, para que seja possível que o

paciente entenda seus resultados junto

ao seu médico. Ele possibilita mais saúde,

uma melhor qualidade de vida, longevidade,

por isso é considerado de extrema

importância para o avanço da medicina

preventiva.

Sobre o DB Molecular

Localizado em São Paulo (SP), o laboratório

pertence ao grupo Diagnósticos

do Brasil, referência no mercado brasileiro

por ser o único laboratório exclusivamente

de apoio, assim como todas suas

unidades de negócios. Especializado em

exames nas áreas de infectologia molecular,

genética humana, farmacogenética,

histocompatibilidade imunogenética,

doenças hereditárias e infecciosas,

oncogenética, citogenética, medicina

preventiva e personalizada, destaca-se

no mercado pela inovação e alto índice

de satisfação de clientes.

CONTATO

DB Molecular

Tel.: (11) 3868-9800

E-mail: imprensa@dbdiagnosticos.com.br

www.dbmolecular.com.br

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


Divisão Pré-Analítica

Destaques 2019

Greiner Bio-One AV400 MiniCollect® Complete System Tubos VACUETTE® com código UDI

A Greiner Bio-One une o melhor da tecnologia com a expertise de anos de experiência no setor e apresenta

ao mercado soluções completas, que fortalecem a área da saúde e valorizam o bem-estar dos pacientes.

Greiner Bio-One Brasil | Avenida Affonso Pansan, 1967 | CEP 13473-620 | Americana | SP

Tel: +55 (19) 3468-9600 | Fax: +55 (19) 3468-3601 | E-mail: info@br.gbo.com

www.gbo.com/preanalytics


informe de mercado

A J.R.EHLKE amplia seu portfólio com equipamentos

para Hemoglobina Glicada por eletroforese capilar

Sebia Capillarys Flex Piercing 2 é um

sistema multiparâmetros baseado no

princípio de eletroforese por capilaridade.

Neste, frações de hemoglobina e

proteínas são separadas em capilares de

sílica, por sua mobilidade eletroforética e

fluxo eletro-osmótico em alta tensão, as

quais são, então, detectadas por espectrofotometria

de absorção.

O sistema proporciona análise totalmente

automatizada, desde o tubo de

amostra primário até o processamento

dos resultados e transferência dos da-

dos em rede de interface. Dessa forma,

aliado ao carregamento contínuo com

capacidade primária de 104 amostras, é

promovida a taxa de processamento de

38 testes/hora (HbA1c) e 78 testes/hora

(eletroforese de proteínas).

O software dedicado, responsável pelo

tratamento dos resultados e identificação

automática das frações, possibilita

a interpretação simultânea de 48 resultados,

visualmente separados por cores

para consequente validação e detecção

de anomalias. No que tange a técnica de

HbA1c, o reconhecimento de hemoglobinopatias

subjacentes é mais acessível e

pode servir como ferramenta de vigilância

passiva em populações chave, através

do provimento de informações adicionais

para abordagens de tratamento multidisciplinar.

Para rotinas menores, Sebia Minicap

Flex Piercing oferece a mesma qualidade

e padrão de análises em escala estrutural

reduzida, com taxa de processamento de

8 testes/hora (HbA1c) e 20 testes/hora

(eletroforese de proteínas).

J.R.EHLKE

Av. João Gualberto, 1.661 Juvevê

Curitiba-PR - Cep: 8003-001

Tel: +55 41 3352-2144

www.jrehlke.com.br

jrehlke@jrehlke.com.br

Condutivímetro de Bolso e Mini Agitador Magnético

completam a Linha de Equipamentos Kasvi

Equipamentos devem ser precisos e

de alta qualidade, desenvolvidos com

tecnologia de ponta que atendam as

principais exigências do mercado. E essa

é a prioridade da Kasvi, oferecer os melhores

produtos e soluções para atender

todas as necessidades do seu laboratório.

Apresentamos duas novidades em

nosso portfólio para auxiliar na rotina

do dia-a-dia e permitirem um resultado

mais preciso. O Mini Agitador Magnético

para agitação de soluções. Sua grande

vantagem: compacto, leve e fácil de

transportar de um lugar ao outro. Suas

principais características são: fabricação

em ABS e PC para resistência a produtos

químicos e melhor conservação e durabilidade

do produto, operação silenciosa

com baixa vibração, reduzindo o ruído

no laboratório, capacidade para 3 litros,

bivolt.

O Condutivímetro de Bolso leve e

prático, acompanha sua pesquisa aonde

ela estiver. É ideal para laboratórios que

precisam realizar análises com rapidez e

precisão em relação a condutividade e

temperatura em soluções aquosas. Com

embalagem fácil, ajuda no manuseio do

equipamento que vem em dois modelos:

para condutividade mais baixa com escala

em uS/cm e para condutividade mais

alta com escala em mS/cm. Display LCD

com retenção de dados através do botão

“Hold” e eletrodo incluso.

São mais de 2.000 produtos comercializados.

Seja um parceiro Kasvi, encontre

um distribuidor e saiba mais sobre todas

as nossas novidades.

Acesse: www.kasvi.com.br

Kasvi

(41) 3535-0900

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090

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


informe de mercado

GynoPrep: A melhor solução em Citologia Líquida

com uma nova embalagem

O Câncer de Colo de Útero é o terceiro tumor

maligno mais frequente em mulheres

e a quarta causa de morte de mulheres por

câncer no Brasil¹. É causado pela infecção

por alguns tipos do Papilomavírus Humano,

mais conhecido como HPV. Nem sempre o

HPV desenvolve a doença, porém, em alguns

casos, acontecem mutações celulares

e o câncer acontece.

Essas alterações são facilmente identificadas

através do exame Papanicolaou, e são tratáveis

e curáveis, em sua grande maioria. Por

isso a prevenção e um diagnóstico precoce e

preciso é muito importante.

Para um exame mais preciso e um diagnóstico

mais confiável o GynoPrep chegou ao

mercado para facilitar a realização do exame

Papanicolaou. Apesar do esfregaço ainda

ser a técnica mais utilizada, com a citologia

líquida é possível reduzir o desconforto da

paciente, além de diminuir o risco de recoletas

e resultados falsos-positivo, podendo ainda o

material remanescente ser encaminhado para

exame de biologia molecular.

Em busca de maior segurança para seus

pacientes, o GynoPrep evoluiu. A partir de

novembro de 2018 o kit GynoPrep será fornecido

em papel grau cirúrgico não estéril

e embalado de forma individual. Esse novo

formato traz maior higiene, melhor apresentação

do produto e facilita a distribuição,

melhorando a relação entre o Laboratório e os

médicos parceiros.

Entre em contato conosco e garanta a melhor

solução para coleta de Papanicolaou.

¹https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/

cancer-do-colo-do-utero

GynoPrep - gynoprep.com.br

vendas4@stramedical.com.br –

(49) 3325-7059

Stra Medical – www.stramedical.com.br

Rua São Paulo, 105 – Bairro dos Estados –

Balneário Camboriú/SC

(47) 3183-8200

ALERTA – Autoteste para diagnóstico rápido de HIV

A Wama Diagnóstica apresenta o

ALERTA. Autoteste para detecção de anticorpos

anti-HIV 1 e 2 em amostras de

sangue total

A Wama Diagnóstica, empresa líder

de testes rápidos no mercado brasileiro,

apresenta o autoteste ALERTA para detecção

de HIV, doença infecciosa transmitida

pelo Vírus da Imunodeficiência

Humana (HIV) causador da Síndrome

da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). O

autoteste rápido, que utiliza a metodologia

imunocromatográfica, faz a detecção

qualitativa de anticorpos anti-HIV 1 e

anti-HIV 2 usando uma combinação de

proteínas recombinantes imobilizadas

na membrana com a finalidade de identificar

de forma precisa indivíduos com

infecção pelo vírus HIV.

Desde que a AIDS foi descrita pela primeira

vez em 1981, a infecção com o HIV

tornou-se uma epidemia global. Embora

os usuários de drogas intravenosas, hemofílicos,

fetos de mães contaminadas e receptores

de transfusão constituam grupos

de riscos bem caracterizados, a transmissão

sexual (homossexual e heterossexual)

é responsável pela maioria dos casos de

092

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


infecção entre adultos em todo o mundo.

Segundo dados do Boletim Epidemiológico

de HIV – AIDS publicado pelo Ministério

da Saúde em 2016, no período de

2007 até junho de 2016 foram notificados

136.945 casos de infecção pelo HIV no

Brasil, sendo 71.396 no Sudeste (52,1%),

28.879 no Sul (21,1%), 18.840 no Nordeste

(13,8%), 9.152 no Centro-oeste (6,7%) e

6.868 na Região Norte (6,3%).

Existem dois tipos de HIV, denominados

HIV-1 e HIV-2. Ambos destroem os glóbulos

brancos (ou linfócitos), que são as células

de defesa do organismo humano e, em

consequência disso, o indivíduo fica debilitado

e se torna vulnerável a várias doenças

oportunistas. O portador do HIV, mesmo

não apresentando os sintomas da AIDS,

pode transmitir o vírus a outras pessoas.

É importante fazer o diagnóstico precoce,

pois isto aumenta a expectativa de vida

do paciente soropositivo. O diagnóstico da

infecção pelo HIV é feito a partir da coleta

de sangue do paciente. Entre os exames

laboratoriais que podem ser usados no

diagnóstico, se destacam os testes rápidos,

que detectam os anticorpos contra o HIV

em até 30 minutos, usando uma gota de

sangue da ponta do dedo. A infecção pelo

HIV pode ser detectada a partir de 30 dias

após a exposição à situação de risco. Isso

porque os exames detectam anticorpos

contra o HIV e esse é o tempo necessário

para produção dos mesmos. Esse período

é chamado de janela imunológica.

O Autoteste ALERTA da WAMA Diagnóstica

é um teste imunocromatográfico

altamente sensível e específico para detecção

qualitativa de anticorpos anti-HIV

1 e 2 no sangue total humano, com a

finalidade de identificar indivíduos com

infecção pelo vírus da imunodeficiência

humana. O Autoteste ALERTA oferece a

seus clientes um produto certificado pelo

rígido controle de qualidade ao qual o produto

é submetido, sendo um teste muito

fácil de realizar com segurança e resultado

em apenas 15 minutos.

Relacionamento: Tel: 16 3377.9977

SAC: 0800 772 9977 | 16 98224.9977 (Plantão 24 horas)

Min. da Saúde – Disque Saúde: 136 - sac@wamadiagnostica.com.br

www.testealerta.com.br - www.wamadiagnostica.com.br

O que é e como funciona a Eletrodeionização (EDI)?

A eletrodeionização (EDI) é uma tecnologia

de tratamento de água acionada

eletricamente que usa eletricidade, troca

iônica e resina para remover espécies

ionizadas da água. A combinação de resinas

e membranas de troca iônica, são

usadas para mover as impurezas iônicas

para um fluxo de água residual ou concentrado,

deixando a água do produto

purificada.

À medida que as impurezas saem

através do sistema de água concentrado,

seu acúmulo não esgota a resina e,

portanto, prolonga a sua vida útil. Uma

única unidade EDI pode operar por muitos

anos antes que uma substituição seja

necessária. Normalmente, a resistividade

da água do produto> 15 MΩ.cm é obtida

consistentemente usando este processo.

Esta tecnologia pode ser usada como

alternativa aos cartuchos de purificação

de uso único.

Seu desenvolvimento e uso na purificação

da água superaram algumas das

limitações dos leitos de resina de troca

iônica, particularmente a liberação de

íons como exaustão das camas.

Como o EDI funciona?

A água entra no módulo de EDI, onde

uma corrente aplicada força íons a se

mover através das resinas e através das

membranas. Esses íons são coletados

em fluxos de concentrado, que podem

então ser drenados ou reciclados. A água

desionizada do produto pode então ser

usada diretamente ou ser submetida a

tratamento adicional para aumentar a

pureza da água.

Quando os íons são movidos através

das resinas e entre as membranas seletivas

de cátion ou ânion, elas são trocadas

por íons H + e OH-. Os íons que se ligam

às resinas de troca iônica migram para

uma câmara separada sob a influência

de um campo elétrico aplicado externamente.

Isso também produz os íons H +

e OH- necessários para manter as resinas

em seu estado regenerado. Íons na câmara

separada são liberados para o lixo.

Os leitos de troca iônica em nossos sistemas

de EDI são regenerados continuamente

para que não sejam exaustos da

mesma maneira que os leitos de troca iônica

que são operados em modo de lote.

Para mais informações contate nossos especialistas:

watertech.marcom.latam@veolia.com • www.

veoliawatertech.com/latam

093


informe de mercado

Pensando em otimizar a gestão de seu laboratório?

O Curso PNCQ Gestor conquistou sucesso

na área de Análises Clínicas com o

preparo de profissionais para a implantação

do Sistema de Gestão da Qualidade

em seus laboratórios participantes para

solicitar a Auditoria pelo Sistema Nacional

de Acreditação – SNA/DICQ.

Totalmente desenvolvido pelo Programa

Nacional de Controle de Qualidade

– PNCQ, o curso fornece aos laboratórios

orientações precisas para promover

melhorias contínuas na estrutura da empresa,

auxiliando com diretrizes para assegurar

eficiência e competência técnica

em suas atividades.

Incluído no pacote do curso há um

software aperfeiçoado em acordo com os

requisitos do– SNA/DICQ e da ISO 15.189.

De fácil operação, o programa PNCQ Gestor

auxilia a elaborar os procedimentos e

a controlar documentos de laboratórios

que investem em capacitação com foco

na Qualidade e na Acreditação.

Os laboratórios que participam do

curso têm direito à inscrição de até 2

profissionais, recebem o software PNCQ

Gestor e consultoria por e-mail, além de

incentivos para a Acreditação pelo DICQ

(como descontos para quem agendar a

Auditoria em até 120 dias após o curso).

Informações pelo e-mail pncq@pncq.org.br

ou pelo telefone (21) 2569-6867.

O PNCQ está elaborando o calendário dos

cursos de 2019, mas o ano que já começa com duas

cidades contempladas:

São Luís/MA, Aracaju/SE.

Preencha sua ficha de pré-inscrição em

www.pncq.org.br.

Novo Celltac-G – Segurança, Qualidade e Tecnologias

Exclusivas para seu laboratório

094

ALERTA – Autoteste para diagnóstico rápido de HIV

DynaHelix Flow

Tecnologias Exclusivas para o seu Laboratório

DynaScatter Laser

Smart ColoRac Ma-

Walk Away System - O sistema “Walk

Away System” de acesso randômico e totalmente

automatizado atinge até 90 testes por

hora, apenas inserindo os racks no carregador.

DynaScatter Laser - A tecnologia ótica

”DynaScatter Laser” analisa e diferencia as

células WBC em seu estado “quase-nativo”

com muita precisão. O inovador sistema

de detecção de espalhamento de laser de

3 ângulos provê uma melhor detecção de

WBC realizando uma medição precisa de luz

dispersada. Obtendo a informação do tamanho

do WBC de um sensor chamado “FSS”,

as informações de estrutura e complexidade

das partículas do núcleo são coletadas por

um sensor chamado “FLS” e a informação da

granularidade interna e da lobularidade são

obtidas através de um sensor chamado “SDS”.

Essa informação gráfica 3D é calculada então

por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.

DynaHelix Flow - A tecnologia chamada

“DynaHelix Flow” alinha perfeitamente as

células WBC, RBC e PLT para uma contagem

de alta impedância com precisão usando um

fluxo hidrodinâmico focado antes de passar

pela abertura. Somado a isso, o” DynaHelix

Flow” previne totalmente contra o risco de a

mesma célula ser contada duas vezes (retorno)

usando o exclusivo “DynaHelix Flow stream”.

Esse avançado sistema recém desenvolvido,

melhora expressivamente a precisão e

confiabilidade das contagens.

Smart ColoRac Match - O sistema

“Smart ColoRac Match” ajuda a localizar rapidamente

amostras clinicamente alteradas

e tubos cujo código de barras não pôde ser

lido usando uma exclusiva codificação através

de racks coloridos que são associados ao

programa gerenciador de dados do Celltac G.

Isso aumenta muito a eficiência do laboratório

sem investimento extra, sem aumento de

espaço e sem a necessidade de treinamento

extra para o operador. O sistema “Smart Colo-

Rac Match” definitivamente maximiza a produtividade

do seu laboratório proporcionando

resultados mais rápidos e precisos.

Seamless information transfer - O

sistema de troca de dados baseado no protocolo

HL7 permite transferência de informação

bidirecional sem interrupção.

Reagent Management - O sistema

de gerenciamento de reagentes do Celltac G

torna muito fácil a manipulação dos mesmos.

Contribuindo assim para resultados com o

mais alto padrão de qualidade.

Novos parâmetros – Os novos parâmetros

Índice de Mentzer e RDW-I adicionam

valiosas informações clínicas para que se possa

diferenciar os traços de possibilidade de uma

Beta-talassemia de uma possível anemia ferropriva

nos casos de anemia microcítica. E com

os novos parâmetros Band%, Band# e Seg%,

Seg# sua análise diferencial será muito mais

precisa e confiável, já que o equipamento separa

a contagem de neutrófilos em Segmentados

% e # e Bastonetes % e #.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

fabio.jesus@nkbr.com

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


analogias em medicina

Cifose progressiva

(The Ciba Collection of Medical Illustrations –

Vol.8 – Frank H. Netter, 1990.)

José de Souza Andrade-Filho*

*Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da Academia Mineira de Medicina

e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Corcunda da

Viúva Herdeira

A osteoporose é doença de

evolução lenta e silenciosa, caracterizada

pela fraqueza dos ossos.

Muitas vezes é diagnosticada após

a ocorrência de fraturas. Não há

ainda cura, mas o seu tratamento

pode melhorar a qualidade de vida

do indivíduo, diminuindo o risco de

fraturas e de doenças associadas. O

sintoma mais aparente da osteoporose

é a fratura de algum osso

ao pequeno impacto.

Por ser silenciosa, a osteoporose

pode não apresentar sintomas,

embora o indivíduo já possa ser

identificado com a doença através

do exame de densitometria óssea.

Esta poderá ser realizada de ano a

ano ou a cada dois anos depois do

diagnóstico para o ajuste da dose

de medicamento.

Não se deve confundir osteoporose

com osteomalácia. Esta refere-

-se à deficiência de mineralização

óssea, causada geralmente pela

carência de vitamina D. A falta de

vitamina D impede a mineralização

da matriz óssea do osso cortical e

trabecular, com consequente acúmulo

de osteoide pouco mineralizado.

O osso torna-se amolecido, o

que provoca deformidades, como

ocorre no raquitismo. Portanto, na

osteomalácia, há uma deficiência

da calcificação do osso. A osteoporose,

ao contrário, refere-se à perda

de tecido ósseo, tornando-o mais

fraco e sujeito a fraturas por pequenos

traumas ou mesmo fraturas espontâneas.

Doenças com comprometimento

renal, disfunção da tireoide,

doenças do sangue e autoimunes

também podem ser uma causa

secundária da osteoporose. O resultado

é um desequilíbrio entre a

formação e a destruição óssea, que

torna os ossos frágeis e com a possibilidade

de se quebrarem com

maior facilidade.

A osteoporose - literalmente

“osso poroso” ou em “biscoito de

polvilho” vai se instalando naturalmente

acima dos 30 anos de idade.

Após os 50 anos, principalmente

nas mulheres, por causa da menopausa,

o osso passa a ser reabsorvido

em maior proporção.

Na coluna vertebral os corpos

vertebrais sofrem fraturas em for-

ma de cunha por compressão,

muitas vezes precipitadas por atividades

de rotina, como levantar-se,

curvar-se etc., que em circunstâncias

normais seriam insuficientes

para causar fratura. Cada episódio

de achatamento em cunha das

vértebras resulta em deformidade

e provoca corcunda progressiva

da coluna. A altura ou estatura da

pessoa pode diminuir de 2 a 4cm

ou mais. Tanto a cifose/corcunda

como a redução da altura são sinais

clínicos fidedignos de doença

avançada (Fig. 1).

Estas alterações são muito mais

acentuadas na mulher na pós-menopausa,

resultando em corcova

dorsal exagerada e lordose cervical

e recebendo a denominação de

corcunda da viúva herdeira (em

inglês: Dowager’s hump). Provavelmente

esta concepção norte-

-americana tem fundamento por

ser a osteoporose muito mais comum

em mulheres idosas e viúvas

e, supostamente, herdeiras de uma

renda ou dote, de títulos de nobreza

ou de bens do marido morto.

(Texto baseado em fontes diversas).

096

Revista NewsLab | Dez/Jan 19


DB TOXICOLÓGICO

Agilidade e segurança

que impulsionam

o seu negócio.

Conte com o atendimento exclusivo

de uma equipe especializada, que

coloca à disposição do seu laboratório o

melhor suporte em exames de Toxicologia

Ocupacional e de Larga Janela de Detecção.

Com uma estrutura inovadora, logística própria

e as melhores condições comerciais do mercado, o

DB Toxicológico oferece a confiabilidade e a rapidez

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sac.toxicologico@dbdiagnosticos.com.br • dbtoxicologico.com.br

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