FHOX 200 - julho/agosto 2019

fhoxonline

EDIÇÃO ESPECIAL

JUL/AGO

ANO XXX

EXEMPLAR

DE ASSINANTE

WWW.FHOX.COM.BR

QUEM

REALMENTE

ESTÁ GANHANDO

DINHEIRO COM A

FOTOGRAFIA

OS SEGREDOS DE QUEM ESTÁ

FATURANDO NO MERCADO E

CONSOLIDANDO MARCAS

AUTORAL

Fernanda Feitosa fala sobre

a SP-Foto e o mercado

PERFIL

FHOX responde às dúvidas

de expoentes da fotografia

NEWBORN

O que é preciso fazer para

iniciar na carreira newborn?


3 e 4 de setembro

VITÓRIA CONCEPT CAMPINAS

Av. José de Souza Campos, 425, Campinas/SP

FÓRUM DE IDEIAS

Conteúdo para quem quer se

atualizar e encarar os desafios

do mercado. Dicas, casos de

sucesso, inspiração para os

negócios. Participe e receba

muitos insights.

3 DE SETEMBRO

Para onde vai o negócio

de formaturas?

LEO SALDANHA

Case Avoice Fornaturas: como

ter uma gestão de sucesso

EMERSON PAULINELLI

e FERNANDA VILHENA

4 DE SETEMBRO

Marketing para o

resultado de vendas

TAIS FERNANDA CAMARGO

Cultura do Seguro: entendendo

os riscos de não ter um!

MIDIÃ BORGES,

LUCIANA DUARTE

e MARCIO GUERRERO

O Mercado

norte-americano

FABRÍCIO REZENDE

Fotografia é o teu negócio

WILLIAN SILVEIRA

Estudo de Case: AGF 360

ANDRE BIAZZO

Gestão: a alma do seu

negócio de formaturas

UNISAL

Debate: novos meios de

pagamento e a questão

tributária

CLAUDIO CRUZ, HELIO GALVÃO,

MICHEL BRUCE e THIAGO CHAIM

PATROCÍNIO

REALIZAÇÃO APOIO INFORMAÇÕES

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O mercado de formaturas

está passando por mudanças.

Encare novos horizontes

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fotográfico. Na Feira você encontra

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NESTA EDIÇÃO

PAPO COM O LEITOR

PERFIL: FHOX RESPONDE DÚVIDAS DO MERCADO

CAPA: ONDE ESTÁ O DINHEIRO DA FOTOGRAFIA?

ERA DAS FINTECHS NA FORMATURA

O SUCESSO VEM DE TUK-TUK

COLUNA DR. PAULO GOMES

PRIMEIROS PASSOS NA FOTOGRAFIA NEWBORN

COLUNA MARCO PERLMAN

A FORÇA DA ARTE NA FOTOGRAFIA

ESPECIAL FHOX 30 ANOS

COLUNA NICOLAU PIRATININGA

UM NOVO JEITO DE LER A FHOX

COLUNA RENATO RIZUTTI

VIACOLOR: É SÓ ALEGRIA...E NOVIDADES

COLUNA RAFAEL ARRUDA

NOTAS

VISITARAM A REDAÇÃO

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QUEM FAZ A

LEO SALDANHA Líder | MOZART MESQUITA Líder | POLIANE SILVEIRA Comercial | ANDREIA CACIJI Administrativo

DIOGO AMORIM Coordenador Geral | RENATA LASAK Líder Eventos | THALITA MONTE SANTO Redação

FLÁVIO AUGUSTO PRIORI Redação | FELLIPE SALES Design | GABRIELLE CESARETTI Mídias Sociais | WICTOR DUARTE Assinaturas

FUNDADOR: CARLOS DREHER MESQUITA (1953 - 2012). Uma publicação da Editora FHOX dirigida às atividades técnicas

e comerciais da fotografia brasileira. Circulação apenas por assinatura. Os artigos assinados não representam necessiariamente

a opinião da revista. Atenção! A venda de assinaturas é feita somente pela editora FHOX. Não temos representantes.

Na eventual não ocorrência da indicação de autoria da foto, entrar em contato com a Redação para a devida correção.

Membro

Assinaturas e números atrasados: DDG: 0800-015-8400 • redacao@fhox.com.br | assina@fhox.com.br | FHOX.com.br

Rua Clodomiro Amazonas, 1.099 · cj. 121 · CEP 04537-012 • Pré-Impressão e Impressão: Centrográfica

Tratamento de Imagens: Eduardo Leandro • Foto de Capa: Banco de Imagens


JULHO/AGOSTO 2019 · | 5

200 RAZÕES PARA

ACREDITAR NA

FOTOGRAFIA

Por Leo Saldanha

Um clichê para edições comemorativas é discorrer

sobre não sei quantas páginas em não sei quantos

anos de revista. Ou ainda abordar números de cidades

atendidas e falar de muitas situações que envolvem

essas histórias sobre a trajetória da publicação.

Contudo, preferimos olhar para outras razões. Afinal,

em 200 edições, certamente abordamos muito

mais do que 200 motivos para acreditar na fotografia.

Provavelmente foram mais do que mil razões.

O fato é que vamos completar 30 anos de revista

e, hoje, a FHOX é bem mais do que uma publicação

impressa. Temos mais de 30 mil leitores

mensais no site e agora estamos com um novo

modelo de assinatura direto na internet, em conjunto

com o Cameraclub. Os resultados iniciais

dessa nova fase mostram-se empolgantes.

A princípio, ficamos receosos de que o acesso

grátis do site sendo encerrado causaria impacto

negativo no número de leitores. O efeito foi

inverso. Não caiu, e tem tudo para crescer e ser

mais justo com os assinantes (tanto do impresso

quanto da versão digital).

Além de mais informações sobre o novo jeito de

ler a FHOX, essa edição de número 200 traz personagens

importantes do mercado fotográfico.

Fizemos questão de retratar uma representatividade

fascinante de algumas das figuras que movimentam

a economia criativa do setor.

A FHOX é uma marca de legado. Criada por Carlos

Dreher, primeiro como escola de fotografia

para depois se tornar uma edição que circula

pelo Brasil todo. Hoje tem leitores mundo afora.

Temos podcast, publicações com alto engajamento

nas redes sociais e o e-letter com maior

alcance e maior mailing do ramo no País. Organizamos

eventos e trabalhamos em parceria com

as empresas de fotografia e vídeo.

Nós, antes de tudo, esperamos continuar fomentando

a fotografia como negócio em todas as

suas vertentes. Da fotocabine às empresas de

foto de formatura, do fotógrafo de festa infantil

ao lojista com loja/estúdio.

Os desafios para todos nós que vivemos de fotografar

e imprimir são imensos. Ainda bem que

as famílias não vão deixar de viajar, de casar, se

formar e ter filhos. Elas querem ver esses momentos

em fotos impressas e poder compartilhar

com amigos e parentes. A FHOX comemora

essa edição 200 com a certeza de que a fotografia

nunca teve tantas possibilidades. E nossa

missão é mostrar a você quais são elas.

Boa leitura!


JULHO/AGOSTO 2019 · | 7

Thalita Monte Santo

O MERCADO

ENTREVISTA

A FHOX

SEGUINDO O EXEMPLO DA CENTÉSIMA EDIÇÃO, FHOX INVERTE

OS PAPÉIS E RESPONDE QUESTÕES DE EXPOENTES DA

FOTOGRAFIA PROFISSIONAL BRASILEIRA

Texto por Redação | Fotos: Arquivo Pessoal

Dizem que o importante não são as respostas,

mas sim fazer as perguntas certas. Nesta edição

especial que atinge o número 200, isso é

posto efetivamente em prática. FHOX recebeu

perguntas de diferentes figuras do cenário fotográfico,

sobre quais são suas perspectivas para

o mercado. As respostas foram submetidas aos

irmãos e sócios que conduzem o Grupo FHOX,

Mozart Mesquita e Leo Saldanha. Ensino, laboratórios,

casamento, formaturas, newborn e família,

distribuição, revenda e indústria, passado,

presente e futuro do mercado fotográfico brasileiro

foram abordados nas perguntas a seguir.

A ideia deste perfil segue o modelo da edição

nº 100, onde importantes agentes do mercado

naquele momento, novembro de 2005, também

questionaram a FHOX em um período de muitas

dúvidas, mas cheio de oportunidades.

Cem edições atrás o mundo era um pouco diferente:

o Orkut era a rede social predileta; o

celular que todos queriam ter era um Nokia e

a seleção brasileira, que se preparava para a

copa da Alemanha, destacava-se como franca

favorita. Na fotografia, digital ainda era

novidade e fotografia analógica um negócio

relevante. Câmeras compactas e lojas de fotografia

tinham outro status, assim como a fotografia

em si, já que Instagram estava longe de

ser criado e celular com câmera era um conceito

em desenvolvimento. Porém, ao comparar

as perguntas feitas para a FHOX naquele

momento e agora, percebe-se que empresários,

executivos e fotógrafos continuam motivados

e apaixonados pelo que fazem. Suas

perguntas, como as de 14 anos atrás, refletem

o instigante momento de mudanças que vivemos

e denotam um mercado mais maduro e

preparado para se adaptar, que afinal é a única

possibilidade de perseverar. Leia a seguir

um pouco das dúvidas e questões que povoam

o imaginário do mercado fotográfico brasileiro

no momento atual e as respostas que

estão ao alcance de FHOX.


8 | · JULHO/AGOSTO 2019

Foto: Arlindo Namour Filho

Autorretrato

Cristian de Lima, sócio da Go image

Qual a ideia ou produto disruptivo na área

da impressão?

FHOX - É difícil prever algo disruptivo na área

de impressão. Mas parece claro um avanço na

personalização. Sobretudo nas possibilidades de

aplicações direto na foto, com um avanço maior

na área gráfica. Contudo, a Fujifilm mostra que

os investimentos em papel fotográfico seguem

firmes e fortes e com resultados surpreendentes.

A grande questão é se a adesão do mercado

para um papel fotográfico mais em conta, com

qualidade e que pode competir com o gráfico

fará sucesso entre os laboratórios e lojas de foto

mundo afora.

Na parte de labs pro e encadernadoras, a personalização

vai depender da criatividade e de tentar

criar produtos ainda mais diferenciados seja

na embalagem, ou nos formatos de produtos impressos.

Isso é importante para os fotógrafos e

estúdios, pois assim eles conseguem se diferenciar

e cobrar mais. No fim, são esses profissionais

que vão puxar essa revolução, os fornecedores,

indústria, labs e todos nós teremos que nos adequar

a essa realidade. O mais do mesmo na impressão

só leva à guerra de preços. Resumindo:

é uma combinação de esforços de quem fabrica,

de quem imprime e de quem vende para o consumidor

final.

Douglas Cho, CEO da BM Works

Como conscientizar os mercados

fotográfico e gráfico da importância e

necessidade da impressão no papel nos

próximos anos?

FHOX - Terá que ser frequente e de consistência,

devendo ter o envolvimento de todos nós:

indústria, lojas, estúdios, empresas de foto de

formatura, fotógrafos e eventos. Fazemos isso ou

a foto no papel perderá força.

Recentemente até a novela da Globo questionou

o álbum impresso. E o mais surpreendente

é que foi na abordagem do fotógrafo,

onde ele afirmava que o álbum não faz mais

sentido, que não é popular. Uma defesa meio

estranha. Entretanto, a personagem de Juliana

Paes disse que era das antigas e fazia questão

de folhear. Causou comoção e uma grande polêmica

nos inumeros grupos de WhatsApp de

fotógrafos brasileiros.

O que nós fazemos sempre é mostrar esse valor.

Seja no Movimento Imprimir, nos eventos e em

matérias. É trabalho de formiguinha. Sem papel

o mercado, como conhecemos, pode sumir. Isso

acarreta em perda de valor em todas as etapas

do ramo fotográfico. O álbum e a foto impressa

justificam e completam o valor. Ajudam a valorizar

a experiência.


JULHO/AGOSTO 2019 · | 9

ponto de colocar em risco o trabalho do profissional.

O que não vai acabar é o interesse pela

fotografia. Na parte de impressão, inegável é o

avanço do gráfico. E a qualidade avança junto.

As marcas gráficas estão mais presentes e as

gráficas rápidas (e até grandes e que não estavam

na fotografia) passaram a olhar para

esse mercado. Para o papel fotográfico será um

grande desafio.

Luciano Souza, proprietário da Viacolor

A FHOX, nesses 30 anos, passou por

várias fases: do analógico para o digital, o

momento de vendas de equipamentos, a

força da Noritsu. Várias empresas chegaram.

Saímos de fotos impressas para os álbuns,

e minha pergunta é: como a FHOX vê os

próximos anos de fotografia no Brasil?

Foto: JOZZU

Foto: Mozart Mesquita

FHOX - É uma pergunta instigante. De um lado

temos um mercado que segue se transformando,

com mais competição e que muitas vezes leva

à guerra de preços e a comoditização. Por outro

viés, existem novas possibilidades de personalização

e de venda de experiências. Algo que

envolve tanto o produto quanto a entrega, e a

própria sessão em si.

Luciana Leite, Executiva da Hahnemühle

Uma pergunta que ouvimos constantemente

é: “como gerar valor com minhas

fotografias?“. O que um fotógrafo

profissional deve analisar ao colocar valor

na sua obra?

O Brasil não é uma bolha e não atua fechado

ao que ocorre lá fora. Existem pressões fortes

na indústria de câmeras, no avanço dos consumidores

com smartphones (cada vez melhores)

e na falta de interesse pela impressão. Alguns

desafios envolvem a chegada dos serviços estilo

Uber de fotógrafo (já atuante no Brasil). Caso

da Meero, que vai entrar em casamentos e eventos

sociais. Isso pode ajudar ou prejudicar. Depende

da atuação de todos nós e da adesão dos

consumidores. A grande questão é se os avanços

de inteligência artificial vão automatizar a

cobertura de eventos com drones inteligentes a

FHOX - Primeiro, ele precisa entender a importância

do impresso. Sem colocar a foto no papel

não existe forma de valorizar. A personificação da

obra é nesse caminho. E a maneira de justificar os

valores cobrados. Sem falar no jeito certo de perpetuar

memórias. Em papel fine art, então, pode

durar 200 anos ou mais. Para entender esse valor

o fotógrafo precisa conhecer os diferentes substratos

e conhecer as possibilidades de produtos.

Esse papel é da indústria, da FHOX e dos printers

e labs. Já o fotógrafo tem que entender de uma

vez por todas que tudo que é digital tende ao

valor zero. A foto só é foto quando impressa.


10 | · JULHO/AGOSTO 2019

Foto: JOZZU

Foto: Evandro Veiga

Mana Golo, fotógrafa

Qual a importância das relações não

formais e das redes sociais no mercado de

fotografia hoje?

FHOX - Em nossa visão, relação não formal é

troca de experiências no mundo real. E as redes

sociais e suas plataformas são o oposto.

Curioso é que no mercado muita gente gosta

de separar um do outro: se estou muito on-line

não posso ser bom no mundo real. E vice-versa.

Quando na verdade não são excludentes. O

ideal é trabalhar bem os dois. Até porque, os

consumidores, e todos nós, estão conectados

o tempo inteiro. Temos smartphones no bolso

que nos permitem cotar, conversar e reagir em

tempo real. Essa dinâmica é distinta e um tanto

recente. E com o 5G vai ficar ainda mais estonteante.

Já que teremos uma velocidade de

conexão absurda.

O Brasil é um dos países que mais consome

redes sociais no mundo. E parece que a relação

de olhar no olho se perdeu. O que na fotografia

é curioso, já que fotografar - e quase tudo

em nosso mercado - é feito de forma analógica.

Desde tocar fotos até clicar. De levar um casal

para um ensaio e até enviar um arquivo para

imprimir na impressora. A fotografia é uma experiência

do mundo real. Só não podemos esquecer

disso.

Celso Modeneze, designer de álbuns

Recentemente vocês fizeram um redesign

no layout da revista e também na marca

da FHOX. Como foi esse processo? O

quão importante foi o design nos projetos

institucionais até aqui para a editora? Os

profissionais do mercado fotográfico, na

opinião de vocês, estão sentindo, cada

vez mais, a necessidade de valorizar sua

identidade visual, sua entrega e o design

dos seus álbuns?

FHOX - A renovação visual da FHOX foi importante.

De tempos em tempos é fundamental renovarmos

aspectos visuais de qualquer produto.

Não poderia ser diferente com a FHOX. Em 30

anos de revista, o visual e a diagramação passaram

por ajustes (leves e outros mais profundos).

O trabalho de Vanuza Amarante, responsável

pela repaginação, ajudou muito a dar o enfoque,

equilibrando conteúdo e forma. Algo importante,

sobretudo, em uma publicação de imagem. Vale

dizer que agora a FHOX está integrada tanto no

conteúdo digital quanto impresso. Não fazemos

mais distinção entre as matérias. Ambas estão

indo para os dois canais. O que ocorre é que o

site conta com um modelo de acesso paywall.

Isso está mudando nossa forma de criar conteúdos

e nos relacionarmos com os leitores. Importante

destacar que muitos também estão preferindo

assinatura digital.


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12 | · JULHO/AGOSTO 2019

Arquivo pessoal

imprimem milhões de fotos ao mês. Só que antes

(15 anos atrás) era tudo papel fotográfico, agora é

fotográfico. O maior serviço de assinatura de impressão

do Brasil (Phosfato) comprou minilabs e

acaba de lançar um app. As pessoas querem imprimir.

Dá para profetizar o fim do papel em tudo

o que é tipo de aplicação para as próximas décadas?

Claro que dá. Mas o livro está firme e forte há

500 anos e crescendo de novo em várias partes

do mundo. Aliás, caiu a venda de tablets, e-books

e até de smartphones. Agora, se a gente que trabalha

não acreditar mais, aí acabou mesmo.

Alexandre Urch, fotógrafo

A fotografia como nasceu não existe mais,

trocamos a beleza do papel pela frieza

das telas. Então, qual o real destino da

fotografia e de tudo que gira em torno dela?

Arquivo pessoal

FHOX - Hoje, já são quase 6 bilhões de smartphones

no mundo. São mais aparelhos do que escovas

de dente, com espaço para mais câmeras e

telas. Em um futuro (2020) que o 5G oferece internet

super-rápida e presente em quase tudo a

nossa volta, dizer que nunca se fotografou tanto e

que nunca tivemos tanta gente interessada em fotografia

é jargão. Na verdade, proporcionalmente

se imprime mais no mundo todo. O que ocorreu é

que a base instalada de pessoas clicando cresceu

em uma velocidade alucinante. A estimativa é de

que 10% das pessoas com smartphone querem e

vão imprimir fotos. Estamos falando de 600 milhões

de pessoas no mundo todo. No Brasil, esse

dado é de 20 milhões de brasileiros. Em nosso entendimento,

a fotografia impressa não vai sumir.

Ela vai seguir se transformando. Se comparado

com 10 ou 20 anos, hoje as variações de aplicações

mudaram de forma completa. As ofertas de

impressão se sofisticaram e surgiram serviços voltados

para usuários de smartphone e das redes

sociais. Uma empresa da Alemanha cresce anualmente

imprimindo só photobooks via WhatsApp.

No ano passado imprimiram 50 mil álbuns. Por

aqui, alguns dos maiores laboratórios (on-line)

Thales Trigo, professor e dono da

Escola Contraste

A fotografia e outras artes estão sendo

ensinadas através das mídias sociais como

o YouTube e Facebook. Vocês acham que

esses métodos de ensino podem suprir as

demandas do mercado, no que diz respeito

à qualidade do trabalho?

FHOX - A verdade é que existe muito conteúdo de

tutoriais, testes e guias de como fotografar e criar

na internet. De gambiarras à técnicas, tudo vai depender

da vontade de quem assiste e de testar na

realidade. A geração Z que está aí é PHD em Google

e isso impacta o ensino e a formação da fotografia.

Ficou mais rápido e fácil aprender. Ficou

mais difícil e delicado ter uma assinatura própria e


JULHO/AGOSTO 2019 · | 13

aprender a conduta profissional, porque isso não

se ensina na internet. Só não dá para negar a importância

da internet no ensino. De certa forma é

por isso que cursos on-line pagos estão sofrendo

aqui e lá fora. Tem muito conteúdo bom de graça.

E muito conteúdo pago ruim. Curioso não?

Foto: JOZZU

Arquivo pessoal

Michel Bruce, empresário de foto de

formatura e presidente da ABEFORM

Com o aumento de 8 milhões de

estudantes no ensino superior até 2024 e

a mudança no perfil do formando, nosso

mercado estará preparado para esse novo

momento?

Laura Alzueta, fotógrafa de família e newborn

Nos últimos anos, vimos o surgimento de um

mercado novo, o de famílias, onde se incluem

os fotógrafos de gestante, bebês e newborn.

Vocês notam uma tendência de crescimento

por especialização em uma das áreas, ou

o fotógrafo está cada vez mais completo e

abrange a fotografia de família como um todo?

FHOX - Em nossa visão, vai ter espaço para os

dois. Com a crise estendida, ser muito nichado não

é saudável. Logo, ser fotógrafo da família parece

mais salutar. O profissional que é da família pode

fazer um pouco de tudo e atuar em diferentes

momentos daquela história familiar. Estendemos

até para o fotógrafo de casamento. Ele bem que

poderia fazer newborn também. Aliás, na Austrália

e EUA muitos fotógrafos têm ido por esse caminho.

O que faz sentido, pois a família começa

no casamento e dali parte para gestante, parto

e newborn. Um cliente “família” rende muito ao

longo de muitos anos. O desafio é conseguir conquistar

a confiança e ser o fotógrafo da família.

FHOX - Boa pergunta. Talvez não. É visível a

transformação que o mercado de formaturas

passou nos últimos anos. Com aprimoramento

do estilo fotográfico, aposta maior em formatos

de vendas mais saudáveis e melhoria de processos

e produtos. Muitas das práticas que eram tão

comuns no passado entraram em questionamento.

Para atender esse salto no número de concluintes

as empresas terão que se aperfeiçoar

ainda mais. Não é difícil imaginar o crescimento

das melhores operações do setor e a entrada de

mais marcas para atender esse avanço. O que

traz uma oportunidade para os empresários. Um

tempo de respiro que vai de agora (em plena crise

estendida) até o fim do ano que vem. Tudo

indica uma retomada dos negócios e do aquecimento

da economia brasileira. Mais estudantes,

mais instituições e possibilidades de serviços e

aplicações. Uma grande transformação parece

inevitável nas alterações tecnológicas que passam

desde o atendimento até avanços de serviços

tipo de Uber de fotografia para servir o mercado

de formatura.


14 | · JULHO/AGOSTO 2019

Autorretrato

na nuvem. Já os fotógrafos entusiastas e profissionais

estão em caminhos distintos. De um lado,

fotógrafos cedendo a clientes que querem só

arquivos digitais. Cedem para poder cobrar menos

e para não perder a venda. Esse parece ser

um consumo avulso de oportunidade. Algo que

quebra um elo importante e que vai impactar o

próprio profissional. Pois, cobrando pouco, nem

consegue pagar suas contas. Impacta toda a cadeia

e por isso acaba com o mercado. Os entusiastas

valorizam e querem imprimir. Gostam de

fotografar e ver suas fotos no papel. É por isso

que o fotoclubismo vai bem no Brasil.

Tchô Moioli, proprietário da Fotolab

Na curva de aprendizagem sobre a

importância da memória impressa, em que

estágio está o consumidor de fotografia

no Brasil?

FHOX - Nossa percepção é que está em fase

de retomada de impressão. Ainda tímida se pensarmos

no potencial total, já que temos mais

smartphones do que habitantes. Não é uma

confirmação com base em estatística. Mas, nos

inúmeros contatos da FHOX em eventos e em

grupos de redes sociais, a sensação geral é de

que os consumidores finais estão retomando a

impressão. Aqui perto da FHOX havia uma loja

de foto que fechou e, por algum tempo, ficamos

sem serviço na área. Hoje há uma papelaria na

frente, uma ótica com quiosque e um fotógrafo

que abriu loja de foto e recebe pedidos via

WhatsApp. Atualmente, 80% (talvez mais) dos

pedidos vem via smartphone e quase sempre via

WhatsApp para 10 por 15. Uma loja de Osasco,

participante da Escola de Negócios FHOX, passou

a cobrar 4 reais pela 10 por 15. Isso porque o

consumidor perdeu a referência de valores. Foram

os lojistas que acostumaram mal os valores

mínimos. Aliás, algo que agora parece assolar

os labs pro na guerra de preços pelo fotógrafo.

A nossa sensação é de que o estágio é de reaprendizado.

Reaprendendo a imprimir. Tanto de

jovens e até de famílias que estão sem espaço

Tchô - Os laboratórios fotográficos já são valorizados

como um serviço de relevância ou

a oferta de serviços on-line em papel couchê

mais barato atendem esta demanda e fragilizam

este segmento?

FHOX - Evoluiu, mas ainda falta muito. Os serviços

on-line se posicionaram logo no começo nos portais

e principais sites de varejo on-line do Brasil. Isso

fez toda a diferença no posicionamento da marca

no País. Contudo, os labs de várias partes do Brasil

conseguiram finalmente romper essa barreira digital

e estão operando muito mais conectados. Isso

quer dizer: de poder enviar o serviço e acessar uma

plataforma on-line. Por outro lado, uma parte dos

fotógrafos prefere um lab pro ou encadernadora

pelo atendimento personalista. De poder ir, visitar,

conversar e conhecer. Existe espaço para os dois.

E o mesmo cliente que está em um lado poderia

passar para a outra ponta. Tudo vai depender do

momento da carreira e perfil do profissional. Não

tem um formato absoluto. O que está claro é que

as encadernadoras que estavam muito offline, estão

se conectando. E, na outra ponta, vemos grandes

serviços on-line partindo para atendimentos e

pontos de coleta físicos. Tudo é muito dinâmico. A

única certeza é de que a concorrência não vai diminuir

e a guerra de preços (essa sim, preocupante)

vai continuar acontecendo nesse mercado. Lembrando

que tínhamos 1.200 encadernadoras até

alguns anos atrás. Hoje são mil. As bem pequenas

que muitas vezes atendem demandas internas de

loja-estúdio vão seguir atuando de forma micro e

super localizadas. O que parece certo é que teremos

mais fusões, aquisições e enxugamento nos

próximos anos.


JULHO/AGOSTO 2019 · | 17

POR ONDE ANDA

O DINHEIRO NA

FOTOGRAFIA

BRASILEIRA?

EM SUA EDIÇÃO ESPECIAL 200, FHOX CELEBRA EXEMPLOS

ALINHADOS À SUA MISSÃO: VIVER BEM DA FOTOGRAFIA

Por Leo Saldanha

Fotógrafos costumam dizer que quem realmente

ganha dinheiro com fotografia são as encadernadoras

e a indústria. Quando questionados,

os donos de laboratórios, de estúdios e lojistas

dizem que quem fatura mesmo é a indústria, os

fabricantes de equipamentos e afins. Entretanto,

organizadores de eventos de fotografia também

entraram para este seleto grupo. E mais, são eles

que ajudam nesse faturamento.

Já para os integrantes da indústria, quem ganha

dinheiro mesmo com fotografia é o Brasil. Na verdade,

os impostos (logo, o governo). Nesse ponto,

empresários de foto de formatura, cabines e

donos de loja e labs pro também concordam. Os

organizadores de eventos (como a FHOX) sabem

que a realidade dos congressos, encontros

e workshops é bem distinta do que muita gente

imagina (sobretudo o que imaginam os fotógrafos).

Na prática, eventos custam muito caro e rendem

pouco, e possuem enormes riscos.

Custoso também é fabricar papéis e câmeras

no Brasil e manter o papel de indústria fotográfica,

seja para transportar ou distribuir. E nem

chegamos no marketing. Em tempos de crise

estendida, o cenário é ainda mais desafiador.

O fato é que tirando a piadinha de que “fotografia

não dá dinheiro, quem dá dinheiro é pai”,

tem gente sim ganhando bem com fotografia

no País.

Mas qual é a indicação de sucesso financeiro?

Mais eventos, mais vendas de álbuns e/ou liderança

em câmeras? A resposta não é tão simples

quanto parece. Vender mais nem sempre

é melhor. Nos tempos áureos das vendas de

câmeras digitais compactas, não era incomum

ver marcas líderes disputando um mercado deficitário.

Ou seja, vendiam bem em unidades e

sentiam o resultado negativo na ponta. Às vezes

vender mais atrapalha.


18 | · JULHO/AGOSTO 2019

A mudança de mercado aponta uma transformação

gritante. Quando a Nikon deixa de ser segunda

colocada em resultados de vendas (não

em número de unidades) perdendo para a Sony

nas mirrorless, fica evidente a resposta dessa

nova dinâmica de quem está ganhando dinheiro

com fotografia. A Sony acertou na aposta em

equipamentos premium com alto valor adicionado.

Tanto aqui quanto lá fora. Da mesma forma,

existem fotógrafos ganhando bem com menos

sessões e mais valor adicionado. Cobram mais e

trabalham menos. Ou o contrário, vendem mais

sessões e fazem mais eventos ganhando bem.

Mas sofrem com a falta de tempo e cansaço.

Foto: Sony do Brasil

No ambiente das encadernadoras a situação é mais

nebulosa. Com o acirramento da competição, algumas

se destacaram e outras perderam o rumo.

Enquanto a fusão Digipix/Indimagem busca consolidação,

a Goimage é a indicação de crescimento

sustentável. Ao contrário do que parece, o laboratório

que mudou de sede (para um espaço expandido

no ano passado) cresceu na base do reinvestimento.

“Nós estamos reinvestindo na empresa com foco

claro em crescimento sustentável”, afirmou Cristian

Oliveira, um dos donos da Goimage. Frase que ele já

repetiu várias vezes, tanto no momento do anúncio

da nova sede quanto hoje, quando a empresa expande

operações em várias partes do Brasil.

No Lab Pro ainda surgem novas marcas atuando

na busca por fotógrafos. O que se nota são pequenas

empresas surgindo de forma muito amadora e

com espaço para mudanças consideráveis. Basta

ver o anúncio oficial da Premiere se juntando à Viacolor.

Essa movimentação mostra-se um caminho

que já tinha sido trilhado pela Digipix e abre espaço

para uma possível nova fase: será que veremos

mais encadernadoras médias ou de pequeno porte

unindo forças? Tudo indica que sim.

Kenichiro Hibi, presidente da Sony do Brasil. A

marca assumiu a liderança em full-frame em vários

mercados.

para melhorar a abordagem com os clientes e

usam recursos e ferramentas digitais disponíveis

no mercado. Inclusive, encontramos o casal no

RD Summit, que aconteceu em junho deste ano.

Segundo Flávio, até cinco anos atrás, era comum

os consumidores irem ao estúdio. “Agora com

a internet, é tudo online. Mandam e-mail e querem

saber de tudo. Dessa conversa já vão para

o WhatsApp. Outras vezes, o contato já começa

no WhatsApp”, diz.

O MARKETING NA CRISE

A transformação do negócio pede agilidade.

Veja o exemplo do Leão Studio, dos donos Flávio

e Leila Leão, que atua desde 2004 em São Paulo

com fotografia de crianças, gestantes, newborn

e famílias. Hoje, eles apostam forte em marketing

Vendo essa alteração na forma de comprar, o

Leão Studio adquiriu um sistema de relacionamento

com consumidor (CRM). “Agora nossa

estratégia para eventos está toda voltada para

atendimento online”, relata Leila.

Para o estúdio físico, eles seguem com as parcerias.

Estimulando a inversão de risco, deixam vou-


JULHO/AGOSTO 2019 · | 19

Arquivo pessoal

“Nossa estratégia

para eventos está

toda voltada para

atendimento online”

Leila Leão, do Leão Studio


20 | · JULHO/AGOSTO 2019

chers para fotos cortesia em seus parceiros físicos.

Assim, o prospect aparece no estúdio para ganhar

uma foto e isso gera a chance da venda de ensaio

completo. “Tem dado um resultado bacana, vendendo

fotos, quadros. Vemos que o segmento

evento está um pouco diferente de estúdio. Pelo

menos aqui na forma de captação. Em comparativos

numéricos, 2018 caiu em relação a 2017. Mas

mesmo 2018 foi um ano bom. Fizemos 90 festas

e também um número bom de ensaios” afirmam.

Agora para 2019, com uma estratégia focada em

ensaios, o fotógrafo percebe uma crescente nessa

categoria. Eles já tinham feito 45 festas em

2019. “Como o pessoal tem deixado para fechar

em cima da hora, acreditamos que será um número

parecido com o do ano passado. O mais

importante, porém, é que nossos ensaios estão

crescendo e essa é a nossa estratégia atual”.

E a pergunta mais importante: estão ganhando

dinheiro com fotografia? Eles respondem que

sim, mas afirmam ainda não ser o ideal. “Faturamos

bem. E acreditamos que vai ser uma curva

ascendente. Principalmente porque a economia

sempre cresce no segundo semestre”, afirma

Flávio, que percebeu um ânimo maior nos parceiros

em 2019. Quanto aos colegas, ele os enxerga

em dois tipos: aqueles que estão mal e

querem desistir e aqueles que estão bem.

No conceito das lojas de fotografia a mudança

dos últimos 10 anos reconfigurou toda a forma de

vender e atuar. Mas veja o exemplo da Photo Bril,

de Osasco. O negócio de família com dois pontos

naquela cidade dividiu as operações. Os pais ficaram

com uma loja e Tiago Godoy ficou com outra.

Empolgado com as possibilidades de fotopresentes

e estúdio, ele busca renovação na empresa. Participou

recentemente de uma turma da Escola de

Negócios FHOX e deixou claro algumas questões.

Primeiro, o consumidor final perdeu, de fato, a referência

do preço da foto impressa no varejo. Ele

cobra quase R$ 4 por uma 10 por 15. Vende fotopresentes

e está em busca de produtos com alto

valor adicionado. De um momento mais apertado

financeiramente, ele passou para uma nova fase de

motivação. Acredita que poderá crescer a loja, mudando

o posicionamento tanto no digital quanto no

ponto físico. Com ideias como apps e diversificar a

oferta de sessão na loja, o problema agora é o espaço.

Algo que vai pedir uma renovação completa.

Curioso é que a alteração vai passar pelo site também.

Quem acertou os negócios no varejo conseguindo

melhorar o faturamento e crescer de fato

foram os irmãos Sombra, Rafael e Daniel. Eles são

a terceira geração tocando a empresa com seis

lojas em São Luís (MA), renovaram o conceito de

loja de foto em uma aposta acertada e com diversificação

em várias frentes: decoração com fotos,

ambiente reformulado e moderno.

Sofisticaram os fotopresentes e combinaram os

esforços de ataque, tanto no site quanto no ponto

de venda. Algo que pede treinamento, esforço

de divulgação on-line e um cardápio atraente.

Não que não vendam clássicos como o 10 X 15

ou a caneca com foto. A diferença é que agora

agregam design e apelo para mães e jovens.

A marca trabalhou forte na decoração com fotos

em um dos pontos de venda, transformando

a loja numa espécie de galeria. Em outro ponto

combinou cosméticos de uma marca famosa

com fotografia. De um lado as impressões e de

outro os produtos de estética.

Outra iniciativa recente foi a de abordar o fotoclube

local para ações conjuntas que possam

futuramente atrair compradores de fotos impressas.

A aposta de diversificação em frentes

como decoração e a inclusão de cosméticos

surtiu efeito na ponta. E, com isso, o aumento

do faturamento. “Essa ressignificação do negócio

da loja de foto é desafiadora. Mas estamos

empolgados com as possibilidades”, afirmou

Rafael Sombra.

QUEM GANHA DINHEIRO COM

FORMATURAS?

Em formaturas não é diferente. Nos últimos anos

ocorreu uma mudança forte e parece que nem

os próprios empresários do mercado notaram.

Agora todos os formandos tem uma câmera no

bolso. E não é só isso. Há, ainda, a possibilidade

de fazer lives, postar stories e criar conteúdos


22 | · JULHO/AGOSTO 2019

JOZZU

Diretoria da ABEFORM após a eleição no 10º Fórum de Empresas de Formatura

em tempo real. O que isso tem a ver com os

empresários? Tudo. Já que o alvo desse setor

sempre será o jovem e ele está cada vez mais

conectado. Isso é ameaça na ponta para quem

vende álbuns? Sim e não. Quem faz o estilo

“mais do mesmo” cai no lugar comum e acaba

apelando para o preço, o que gera desvalorização

no mercado.

E valor ao impresso esses jovens dão. Basta

notar. Uma pesquisa recente, que envolveu a

ESPM São Paulo encomendada pela Ás Formaturas,

mostrou que 60% dos formandos (e

não os pais) querem e fazem questão de fotos

impressas dessa conquista. As empresas mudaram

o conceito e não só abraçaram todas

as possibilidades de personalização com fotos

(do álbum ao display em tamanho real dos formandos)

como também o vídeo, transmissão

de lives, drones e realidade aumentada. Um

mercado que vai crescer três ou quatro vezes

de tamanho em poucos anos e que atraiu fotógrafos

de outras áreas, como os de casamento.

O nível das fotos, que era muito questionável,

evoluiu. Agora tem o desafio de mudar

a forma de vender. O que antes era certeza

de faturamento com mais margem (venda no

risco) virou dúvida. Hoje vemos mais e mais

empresários trabalhando formatos distintos

com venda antecipada e mudando a forma

de abordagem.

O surgimento da ABEFORM (Associação de

Empresas de Formatura), ajudou no sentido

de que as empresas associadas representam

faturamento de mais de 285 milhões de reais

por ano. E nem representa a totalidade dos

associados, já que os valores montam a 66%

dos pesquisados.

Além desse faturamento poderoso, juntas as associadas

ABEFORM empregam mais de 1.000

funcionários, 6.500 trabalhadores indiretos e

atendem mais de 120 mil formandos ano. Segundo

a própria associação, se todos tivessem respondido

o faturamento total seria o dobro, atendendendo

quase 200 mil formandos em mais de

5 mil eventos por ano. São números imponentes

de quem fatura de verdade com fotografia, movimenta

o setor com impressão, é responsável

pela criação de empregos diretos e indiretos e

proporciona memórias para milhares de formandos

pelo Brasil.


JULHO/AGOSTO 2019 · | 23

COMO VAI FICAR O MERCADO

DAQUI PARA FRENTE?

Está claro o surgimento de um novo formato

de negócio, com proposta variada e totalmente

inovadora. Caso da Meero, startup francesa

que é uma espécie de Uber da fotografia. O

anúncio da empresa de que vai entrar em fotografia

de casamento é um risco e, ao mesmo

tempo, oportunidade.

De um lado, fotógrafos poderão se cadastrar

para pegar trabalhos e fazer serviços variados.

Desde fotos de imóveis até comida para aplicativos

como Uber Eats ou casas para Airbnb.

Na era da Social Photo a fotografia é líquida e

feita em tempo real. Os produtos impressos seguem

com seu valor, mesmo nessa mudança de

comportamento. A fotografia para redes sociais

feita só com smartphones é uma forma de linguagem,

mas se tornou uma moeda. Prova disso

é que consumidores comuns podem participar

de concursos de fotografia grátis e faturar com a

venda de fotos, ou ganhando concursos rápidos.

O modelo novo também ocorre nos negócios de

impressão para o consumidor final. Basta olhar

o caso da Phosfato, empresa digital de Curitiba

que cresceu como novo conceito de impressão

por assinatura.

O negócio antes contava com os dois empreendedores

e hoje está com vários funcionários,

equipamentos próprios de impressão (minilabs)

e base de assinantes em franca expansão. A nova

sede em Curitiba chega com o anúncio de um

aplicativo. A Phosfato prova que existe potencial

para novas formas de atrair e manter clientes finais

que querem imprimir e ganhar dinheiro com

fotografia impressa a partir do público Instagram:

o jovem, que presta atenção em qualidade

e design, não quer gastar muito e espera o melhor

produto e serviço.

O caso da indústria é até mais emblemático, principalmente

sobre a relevância e busca por se reinventar.

E várias marcas estão tentando fazer isso de

forma efetiva no mercado. A Fujifilm é um exemplo

dessa tentativa, transformando um negócio focado

em filmes fotográficos para se tornar uma empresa

global centrada em inovação. A fotografia

é parte, mas não representa o todo. A fabricante

investiu em saúde, áreas gráficas e mesmo na foto

soube evoluir. Prova disso é o conceito da Wonder

Photo Shop. Já são mais de 116 pelo mundo e cres-

Phosfato é um dos cases de mercado que só faz crescer na fotografia

Divulgação


24 | · JULHO/AGOSTO 2019

Divulgação

lançou um produto (câmera de ação) em um site

de financiamento coletivo, tanto para ajudar a

levantar verba quanto como marketing. Uma estratégia

inusitada que deveria ser aplaudida. Afinal,

representa a nova fase da fotografia usando

as ferramentas disponíveis no ambiente digital.

Divulgação

Isso vem provando que quem também ganha

com fotografia são marcas que usam a imagem

(foto e vídeo) para gerar demanda e venda de

seus produtos. São os casos da Apple, Facebook,

Huawei, Google e Adobe. Empresas 100% digitais,

porém híbridas. Cada uma delas usa a fotografia

não de forma direta, mas indireta para faturar.

BASTA NOTAR O EXEMPLO DO

GOOGLE

Meero: do ano passado para cá, mais de 20 mil

fotógrafos foram cadastrados. A nova etapa vai

envolver fotografia de casamento

cendo em um formato que nada lembra as lojas de

fotografia de antigamente.

A Fujifilm também investiu nas mirrorless, nas câmeras

Instax, quiosques e equipamentos de impressão.

Não esqueceu do passado, pois relançou filme

fotográfico recentemente e, na parte das câmeras

instantâneas, surpreendeu com Instax híbridas que

são ao mesmo tempo digitais e analógicas.

A Digipix, depois da fusão com a Indimagem, também

avançou com a integração das plataformas

para que os clientes possam circular por ambas opções.

Na parte voltada para os consumidores finais

lançou recentemente o D.book para Android. Um

app para gerar álbum com recursos de inteligência

artificial em uma parceria com uma empresa asiática.

Na prática, os consumidores conseguem criar álbuns

na base de um toque de dedo e com sugestão

automática de álbum. A Canon, por sua vez,

Um app como o Google Photos permite armazenar

fotos sem custo e com qualidade sem limite de dados

(desde que no tamanho definido por eles). Nos

Estados Unidos e Europa, além do aplicativo que

funciona com inteligência artificial, o usuário pode

fazer pedidos de fotos impressas e photobooks. No

caso do Google, a fotografia digital e impressa gera

resultados diretos. Some a isso os recentes modelos

de smartphone da linha Pixel (chegando em sua terceira

edição) e você tem um poderoso sistema que

envolve hardware e software, tudo integrado pela

nuvem. No caso do Facebook a fotografia é uma

moeda corrente junto com os vídeos. Isso vale para

o Instagram, WhatsApp e o próprio Facebook. O

Stories, que está integrado em todos esses canais

tem fotos e vídeos aos milhões. Todos os dias descarregados

ali de forma constante.

O Facebook atua de forma distinta do Google,

ou seja, sem integração com um hardware próprio.

O que ele quer, na verdade, é garantir que

as pessoas fiquem em seus produtos e descarreguem

suas fotos o tempo todo. Por que criar um

álbum se posso te lembrar todos os dias daquela

fotografia de cinco anos atrás? A integração

entre Facebook, Instagram e WhatsApp foi feita

só para deixar as pessoas mais tempo dentro da

plataforma com uma linha comum de interface.

Prova disso é que em breve poderemos responder

nossas conversas em qualquer uma das re-


O FUTURO DA

FOTOGRAFIA PROFISSIONAL

• Sensor Médio Formato CMOS de 51.4MP

(43.8 x 32.9mm, 1,7 x maior que o formato 35mm)

• Processador X Processor PRO

• Estilo rangefinder intuitivo

• Robusta e ao mesmo tempo compacta e leve (aprox. 775g).

Atende às necessidades de todos os fotógrafos

• Extensa linha de lentes para o Sistema GFX

ONDE COMPRAR:

VENDAS: [11] 5091-4086

xseries.br@fujifilm.com


26 | · JULHO/AGOSTO 2019

des sociais da marca da mesma maneira. Já a

Apple e todos os fabricantes de smartphone tem

na fotografia e no vídeo um diferencial de vendas.

Com direito a propaganda em horário nobre

para falar do modo retrato ou do vídeo 4K, a

Huawei faz barulho com quiosques em shoppings

e trade in de modelos antigos para tentar vender

aparelhos com 50x de zoom e lente Leica.

A FOTOGRAFIA AQUI É

O PRIMORDIAL

A Adobe também fez da fotografia e vídeo moeda

corrente. Os usuários se transformaram de compradores

de software em assinantes. A estimativa

é de que sejam entre 15 e 20 milhões de assinaturas

da Adobe CC pelo mundo. Boa parte delas

(senão a maior) são de fotógrafos e videomakers.

Em todos esses exemplos a fotografia é a moeda

que serve para atrair. Mas todas têm algo em comum:

não vivem da fotografia, mas de resolver um

problema para quem fotografa ou filma.

Enquanto isso, as opiniões de quem trabalha com

fotografia são distintas. Cesar Cruz, fotógrafo de

São Paulo (SP), disse em entrevista à FHOX que

quem fatura mesmo são “os falsos profetas da fotografia”,

pois vendem sonhos, segredos e fórmulas

mágicas através de cursos milagrosos que prometem

“encher a agenda” e ganhar “20 vezes mais”.

Segundo ele, a fotografia não tem segredo e nem

fórmula mágica. Para faturar mais, o caminho indicado

é direto: estudar duro! “Entenda de luz, enquadramento,

composição, pós-produção e tudo mais que

envolve fotografia”, conta. Cruz falou ainda sobre a

importância da identidade fotográfica, de colocar

a personalidade nas fotos e de ser um profissional

completo e tornar-se um fotógrafo empresário.

Wonder Photo Shop: dezenas de lojas estão

espalhadas pelo mundo


JULHO/AGOSTO 2019 · | 27

Divulgação

Não foram poucos os que falaram de colegas que

estão faturando com o ensino da fotografia ou

do negócio de ganhar dinheiro com fotos. Não é

algo novo. O que ocorre agora é a disponibilidade

da internet o tempo todo e conteúdo acessível

na palma da mão. São muitos os fotógrafos

de todas as partes do Brasil oferecendo cursos

e consultoria. E tudo via on-line. Quem entra no

Facebook sabe disso, pois é bombardeado com

posts patrocinados de fotógrafos(as) que ensinam

a ganhar dinheiro com aniversários, etc.

O fato é que se existe oferta é porque provavelmente

a demanda é grande. E é mesmo. Basta

notar que o número de pessoas que se dizem fotógrafos

no Facebook não parou de crescer. Aliás,

acelerou nos últimos cinco anos. Hoje, um milhão

de brasileiros se dizem fotógrafos, seja na base do

bico (informalidade) ou prestes a tornar a carreira

trabalho em tempo integral em breve. Daí surge a

necessidade de converter a paixão em negócio.

Luana Braga, fotógrafa de famílias e newborn de

São Paulo (SP) disse à FHOX que os fotógrafos devem

parar de reclamar. “Servir ao cliente de verdade

e acreditar na diferença que o seu trabalho faz

na vida do cliente. Ou seja, ter propósito. Trabalhar

muito, entregar sempre mais e parar de encher o

saco. Basicamente é o que funciona aqui”, afirmou.

André Helwig Gross, do Ateliê Fotos, atua com

estúdio para famílias e crianças em Porto Alegre

(RS). Segundo ele, para faturar mais o negócio

é se reinventar sempre. Ainda mais quando se

trata de uma loja de foto com estúdio, como no

caso dele. “Impressão e revelação de foto é quase

supérfluo. Os eventos chegaram no seu limite

podendo melhorar se a economia também avançar.

Enfim, continuar acreditando no seu estilo

de trabalho e sempre inovando”, diz ele.

Autorretrato

“Fiz dois trabalhos de

e-commerce. Em um

cobrei 15 mil reais e

fechei três contratos

de eventos”

Silas Abreu

Ser importante na vida das pessoas é não esquecer

do lado humano. Da importância do atendimento

em todas as fases. Uma pesquisa recente

da PwC feita em diversos países (inclusive no Brasil)

mostrou que 83% das pessoas entrevistadas

(de uma amostra de 15 mil pessoas) deixariam de

comprar de novo de uma marca ou qualquer negócio

se fossem mal atendidos. E no caso da fotografia,

a oferta em quase todas as áreas é enorme.

Logo, atender bem, ainda mais em tempos

de tudo na base do WhatsApp, parece desafiador.

“Direto ao ponto, fatura quem não perde o lado

humano da coisa. Não automatiza atendimento e

entrega mais que promete”, afirma Cizinho Rodrigues,

fotógrafo de gestantes, crianças e famílias

de Fortaleza (CE).

Depois de uma reformulação e nova abordagem

de negócios, Silas Abreu, fotógrafo de moda

em Caxias do Sul (RS), obteve resultado recorde

de faturamento no último mês de maio. “Fiz

dois trabalhos de e-commerce. Em um cobrei

15 mil reais e fechei três contratos de eventos.

E cobro caro, mas dou um mega desconto para

pagamento à vista. Fechei dois casamentos e

um evento de 15 anos. O cliente sempre espera

pagar à vista para poder receber o super desconto.

É uma estratégia minha de marketing”,

conta o fotografo.


28 | · JULHO/AGOSTO 2019

Trabalhando na estratégia de ancoragem de preço,

Abreu definiu um valor alto para ter margem

de negociação. Sem problemas para falar de números,

ele conta que faturou naquele mês quase

70 mil reais. Considerando trabalhos comerciais,

casamento, gestante e 15 anos.

O que ele considera importante nesse sucesso tem a

ver com a estratégia de atender poucos clientes de

alto valor. Algo que as grifes fazem. Com 15 eventos

sociais e outros 15 de moda ele consegue um faturamento

anual bem alto. Conta que o fato de ser fotógrafo

de moda ajuda muito em casamentos. Em seu

portfólio acumula trabalhos em Paris, Nova Iorque e

Califórnia. “Isso faz com que as noivas tenham uma

boa visão sobre mim”, diz Abreu. De olho no mercado

educacional, ele criou um workshop on-line

batizado de Os dez elementos da fotografia de

moda. “Ensino os fotógrafos a levarem os diferenciais

da moda para a fotografia de eventos”.

Outro case de sucesso é o Vitamina V, curso dos

irmãos Gustavo e Eduardo Vanassi. Com mais de

100 mil fotógrafos atendidos, eles trazem a percepção

de quem realmente movimenta o mercado de

educação. Mas ao contrário do que muitos imaginam,

não trabalham apenas a motivação (na verdade

motivam os colegas a venderem) e os cases

recentes apresentados por eles com depoimentos

de fotógrafos de todas as partes do Brasil (de experientes

a entrantes) mostra resultados inquestionáveis.

Fotógrafos à beira da falência que viraram

o jogo e de fato “encheram a agenda” em um mês.

Com a missão de ensinar a vender e trabalhar,

o Vitamina V vem fazendo a diferença na vida e

no faturamento de muitos fotógrafos pelo Brasil.

Segundo Gustavo Vanassi, dá para ganhar dinheiro

sim com fotografia de verdade.

“A gente está aqui como prova viva disso. De que

com esforço e foco bem definido dá sim para fazer

uma trajetória super bacana. E, assim, ter a fotografia

como uma fonte de renda séria. A história da minha

família começou mais de 40 anos atrás com estúdio

fotográfico e lá a gente aprendeu tudo o que a gente

ensina. Com a barriga no balcão atendendo os

clientes de maneira honesta, contínua e aprendendo

a vender, aprendemos que a vida do empresário de

fotografia é muito mais do que fotografar”, explica.

Com todo esse aprendizado, os irmãos desenvolveram

metodologias e perceberam que elas funcionam

no dia a dia, sejam em lojas e lugares diferentes

ou mesmo nos negócios paralelos de fotografia.

“E foi curioso porque vimos que muitos fotógrafos

não sabiam aplicar e nem conheciam essas

técnicas. E muitos nem sabiam que elas existiam.

Achavam que era só fotografar. Foi a partir dessa

visão que o mercado estava bem coberto na

parte de ensino de técnica de fotografar, mas

não de gestão e negócios e empreendedorismo.

E, assim, levantamos as práticas que mais funcionam,

mais eficientes e que a maior parte dos

fotógrafos não tinha conhecimento. Foi daí que

juntamos tudo em um método prático que chamamos

de Vitamina V”, conta.

Hoje o Vitamina V é o principal produto de educação

no mercado na América Latina e o que mais

tem resultados. E para os irmãos é uma alegria

muito grande ver seus alunos no Brasil e no mundo.

“Temos clientes em mais de 20 países aplicando

as metodologias que foram aprendidas e desenvolvidas

aqui no Brasil. E estão dando resultado

no mundo inteiro. Porque as pessoas usam foto no

mundo inteiro. A foto sensibiliza a parte emocional

e é maravilhoso ver o resultado incrível nesses alunos.

Para nós é um orgulho muito grande ver que

nossos alunos podem aplicar o que a gente ensina

e que conseguem ganhar a vida com a fotografia”.

Foram muitos anos de trabalho. Tanto Gustavo quanto

o irmão trabalharam mais de 20 anos na empresa

da família desenvolvendo tudo o que levam para o

Vitamina V. E hoje fazem um trabalho muito forte em

conscientizar as pessoas de que é possível sim viver

da fotografia. E ganhar bem com ela.

“Mostramos de forma muito leal aquilo que deu

certo para a gente. Sem esconder o jogo. Isso é um

diferencial do Vitamina V, a gente abre todo jogo.

Pois a gente acredita em um ideal que nosso pai

passou para nós. E esse ideal é algo que nós compartilhamos

muito no Fotologia, podcast e site,

que é nosso projeto gratuito e no Vitamina V. Seja

nas Lives, Instagram e podcast, YouTube. E todo

conteúdo grátis tem muita coisa bacana. Nosso

pai nos ensinou que se você quer fazer a diferença

tem que ensinar os outros a trabalhar”.


PubliEditorial

DATAPHOTO INVESTE NA

ACCURIOPRESS C6100 E AMPLIA

PARCERIA COM A KONICA MINOLTA

A AccurioPress C6100 vem sendo usada para produção de

páginas A3 para montagem de photobooks vincados

Contamos com um estúdio e excelentes profissionais,

o que é um grande diferencial”, afirma Devani.

O cenário mudou com a chegada dos Smartphones. A

empresa viu-se diante das novidades e acompanhou

o mercado desenvolvendo novas estratégias de negócios.

Em 2011 migrou para a venda de fotolivros online

via websites. Foi também nessa época que investiu no

primeiro modelo Konica Minolta – uma bizhub PRO

C6500, adquirida na época com a Milsul.

Devani Ribeiro de Souza, proprietário da Dataphoto,

localizada em Canoas (RS)

Um relacionamento comercial de muitos anos, que

vem desde a época dos filmes, câmeras e revelação,

agora se amplia com os sistemas de impressão digital.

A Dataphoto, de Canoas (RS), é tradicional usuária

da tecnologia Konica Minolta. Recentemente, ampliou

e estreitou seu relacionamento com a aquisição da

AccurioPress C6100.

O proprietário Devani Ribeiro de Souza afirma que por

ser usuário da marca japonesa há muitos anos conhece

a qualidade oferecida pela tecnologia Konica Minolta.

A Dataphoto já possui em seu parque de produção os

modelos bizhub PRO C6500, uma impressora bizhub

Press C6000 e duas bizhub Press C7000. “Agora, com

a AccurioPress C6100, acrescentamos velocidade sem

perder o padrão de qualidade que já conhecemos”, diz.

Hoje a Dataphoto é referência no segmento de photobooks

impressos nas duas cidades em que mantém

lojas: em Vitória (no Shopping Praia da Costa) e em

Porto Alegre (Shopping Total).

E não parou por aí. Além da Dataphoto, Devani possui

outro negócio: a Fox Fotografias, fundada em 1984 e

especializada em fotos de crianças e atuante nas cidades

de Porto Alegre e Brasília.

“Ampliando nosso negócio com novos projetos”, diz

Devani. “A AccurioPress C6100 vem sendo usada para

produção de páginas A3 para montagem de photobooks

vincados. Precisamos de qualidade em itens

como cor de pele e cabelo, que precisam ser impressos

na densidade correta, com as cores nas proporções

certas.”

Devani destaca o custo-benefício do equipamento. “O

negócio por clique é muito atrativo e nos oferece o

melhor custo-benefício do mercado se pensarmos na

velocidade de produção”, afirma.

Fundada em 2002, em Vila Velha (ES), a Dataphoto iniciou

no segmento de revelação e rapidamente migrou

para a revelação digital com minilabs.

Com o sucesso do negócio se espalhou pelo Brasil.

“Nossa visão sempre foi ir além da revelação digital.

Para conhecer mais a Konica

Minolta, basta acessar:

konicaminolta.com.br


30 | · JULHO/AGOSTO 2019

A ERA DA FINTECHS

E DA AUTONOMIA

DOS FORMANDOS

STARTUPS AUXILIAM ALUNOS NA ADMINISTRAÇÃO DA FESTA

DE FORMATURA E TRAZEM OPÇÕES DE ORGANIZAÇÃO

FINANCEIRA PARA OS EVENTOS

Por Redação


JULHO/AGOSTO 2019 · | 31

A formatura é, certamente, um dos eventos

mais aguardados por estudantes durante toda

a graduação. É a conclusão de um ciclo e todos

querem celebrar. Em média, apenas uma festa

costuma reunir cerca de 5 mil pessoas no Brasil.

E o mercado de eventos fatura, aproximadamente,

17 bilhões de reais por ano. São mais de 1

milhão de universitários se formando anualmente

e, entre eles, cerca de 40% planejam as festas

de formatura.

Os próprios alunos organizados em comissões

fazem a contratação de empresas especializadas

para a realização do evento. São eles também

que escolhem como e quanto vão pagar

mensalmente até o dia da grande festa. Porém,

as comissões de formatura, muitas vezes,

encontram desafios no meio do caminho. Entre

elas estão inseguranças, expectativas com

os valores, pouco poder de barganha com as

agências de formatura e, principalmente, descontrole

financeiro.

A grande movimentação de dinheiro e a falta

de orientação faz com que os alunos fiquem

perdidos. Algumas turmas chegam a gerar

cerca de 400 boletos por mês, por exemplo.

Assim, no caminho podem surgir os inadimplentes,

os que estão renegociando e os que

cancelam o contrato.

Por outro lado, algumas agências de formatura

também não garantem a transparência das

informações financeiras como, por exemplo,

valores de fornecedores. Os alunos sequer

sabem o que está sendo cobrado e, desse

modo, é muito fácil que se perca o controle

do que realmente entrou, do que saiu e de

quem está devendo.

Segundo Cláudio Cruz, da Z Systems, hoje as

empresas de formatura têm dificuldades em

justificar os recursos pagos pelos alunos para

as comissões de formatura. “Muitas comissões

têm medo de que as empresas sumam com

dinheiro, fechem e não paguem os fornecedores”,

conta.

Arquivo pessoal

“Acreditamos que as

empresas de formaturas

são competentes

na produção dos

eventos, mas que as

finanças devem ser

um assunto tratado

por outra empresa

focada nesse assunto e

independente.”

Caio Zanatti, CEO da Keeper

De acordo com Cruz, geralmente as empresas

recebem os valores em uma mesma conta empresa.

Muitas delas possuem várias comissões

como clientes. Se não houver organização por

parte de quem vai distribuir e organizar os serviços,

problemas podem surgir. Em 2018, por

exemplo, a Celebração Eventos, do Piauí, e a Original,

de Goiânia, faliram e tiveram que cancelar

mais de 100 festas de formatura já programadas

para os próximos anos.

“As comissões arrecadam dinheiro e todo esse

recurso cai em uma única conta corrente, no

caso, da empresa organizadora. Geralmente,


32 | · JULHO/AGOSTO 2019

essas empresas trabalham alavancadas e aí a

gente vê uma no Rio, por exemplo, que não entregou

evento, ou outra no Paraná, porque se

perde. Não tem jeito, às vezes nem é por má

fé”, ressalta.

Para solucionar os

problemas de gestão

e facilitar a vida de

quem vai se formar,

fintechs e empresas

especializadas em arrecadação

antecipada

e controle de gastos,

como a ZSystems e a

Keeper oferecem opções

de meios de pagamento

e organização

de arrecadações.

A paulistana Keeper é

outra plataforma que

vem atuando no mercado.

Além de ajudar

os alunos com a arrecadação

antecipada, ela

permite que eles façam

simulações de festas de

diversas maneiras e calcula

quanto é preciso

ser investido mensalmente

para que o evento

aconteça.

“Acreditamos que as

empresas de formaturas

são competentes

na produção dos eventos, mas que as finanças

devem ser um assunto tratado por outra empresa

focada nesse assunto e independente. O

mesmo acontece em outros mercados, como na

aquisição de um veículo em que a venda e entrega

é feita por uma concessionária, enquanto o

financiamento é feito por um banco. Essa divisão

garante a entrega de serviços melhores e mais

competitivos para o cliente final”, explica Caio

Zanatti, CEO da Keeper.

Já para Cruz, as fintechs vieram para mitigar

problemas de gestão. Se não, eliminá-los de

vez. “Antes de mais nada, as fintechs são bancos

digitais e totalmente desburocratizados.

Uma comissão de formatura, por exemplo,

pode abrir uma conta na fintech e todos os

boletos pagos pela turma terão os recursos

destinados diretamente

para essa conta,

onde a comissão de

formatura tem total

controle e pode, assim,

pagar diretamente

os fornecedores”.

FHOX

“Muitas comissões

têm medo de que

as empresas sumam

com dinheiro, fechem

e não paguem os

fornecedores”

Cláudio Cruz, da Z System

Mas qual é vantagem

desse meio de pagamento?

Cruz explica

que é a autonomia e

a transparência para

as comissões. “Quem

está contratando fornecedores

são as comissões

de formatura,

pois são elas que vão

estar com o dinheiro

na mão e as empresas

prestadoras de serviço

vão emitir suas notas

para comissão. Ou

seja, não tem nada a

ver com a empresa de

formatura em si. Com

isso há uma legalização

maior”, diz.

Zanatti também reforça

que transparência não

é mais algo opcional

nas relações comerciais e sim mandatório. “No

caso das formaturas, acreditamos que as comissões

precisam de um processo de arrecadação

mais seguro e transparente, que dê tranquilidade

para que eles foquem na produção do baile sem

preocupações e sustos, do ponto de vista financeiro”,

explica

Para ele também, a arrecadação independente

não só dá maior autonomia e segurança, mas do

controle e poder de planejamento. Isso evita que

os alunos sejam pegos de surpresa em casos de

adesão abaixo da meta.


34 | · JULHO/AGOSTO 2019

O SUCESSO VEM DE

TUK-TUK

EDUARDO PALERMO CONTA COMO CRIOU UMA FORMA DIFERENTE

E ATRATIVA DE TRABALHAR COM CABINE FOTOGRÁFICA

Por Flávio Augusto Priori | Fotos: VemCar

Boas ideias podem surgir a qualquer momento.

Às vezes, nas situações mais despretensiosas e

diversas. Foi assim que Eduardo Palermo, 31, resolveu

juntar um tuk-tuk (aqueles famosos táxis

indianos) com uma cabine fotográfica e criou o

seu diferencial no mercado.

Proprietário da VemCar, na cidade de Carapicuíba

(SP), ele já trabalhava há cinco anos no

setor de eventos. Os tuk-tuks vieram depois,

em um projeto de mobilidade urbana, no ano

de 2013.

“Assim que terminei minha graduação, iniciei um

MBA em gestão de empresas e negócios. Na

época ainda trabalhava na área de inovação de

uma empresa do ramo de benefícios e incentivos.

Decidi montar o plano de negócios do curso

em cima deste projeto”, conta.

Após finalizar o curso, o empresário resolveu se

dedicar integralmente ao projeto e deixou seu

emprego anterior. Ofereceu a proposta como

uma atração de incentivo ao turismo na cidade,

mas não teve sucesso.


JULHO/AGOSTO 2019 · | 35

“Foram alguns meses indo e voltando da Câmara

municipal e da Prefeitura de Carapicuíba, tentando

viabilizar algo que nem sequer havia lei.

Até que obtive uma autorização especial para

testar o projeto. O piloto durou cinco meses. E,

enquanto isso, fiz uma parceria com o Sebrae-SP

para me orientar sobre o projeto de lei e apresentar

na Câmara da cidade”, explica.

Infelizmente a proposta esbarrou em diversos

contratempos, da burocracia do poder público

até pedidos de contribuições ilícitas. O empresário

ainda tentou outros caminhos, mas encontrou

os mesmos problemas. Priorizando seus valores

ele decidiu, ao lado do sócio, sair do setor e levar

o projeto para estâncias turísticas.

Escolheu a cidade de São Roque (SP) para a

nova jornada. Os tuk-tuks rodavam a cidade pela

rota do vinho, inclusive com um guia conduzindo

os turistas. Contudo, a burocracias e até problemas

com taxistas da região não colaboraram.

Seus trabalhos com eventos passaram a se mostrar

mais rentáveis do que com o turismo. As dores

de cabeça também eram menores.

“Eu continuei fazendo eventos com as cabines

e totens fotográficos. Eram bem mais práticos

e com margem de lucro superior. Então, foi um

caminho natural a VemCar migrar do mercado

de transporte e turismo para o de eventos. Hoje,

atuamos especificamente nele”.

UMA CABINE NO TUK-TUK?

A ideia de dar nova utilidade para os tuk-tuks veio

ao acaso. “Meu sócio iria fazer a festa de 15 anos

da filha dele, e na época as cabines fotográficas

eram novidade, ninguém conhecia”, conta. “Durante

uma reunião em sua residência, ele e a esposa

falaram rapidamente sobre os preparativos da

festa e sobre a cabine fotográfica, que ainda não

conheciam. Então ela comentou que seria legal se

existisse uma cabine em um tuk-tuk”.

Isso ficou na cabeça do empresário, que começou

a pesquisar sobre algo do tipo no mercado.

“No dia seguinte disse que poderíamos fazer um

teste na festa de sua filha, ele aceitou. Montei o

equipamento no conceito de MVP (minimum viable

product). Foi um pouco desafiador, porque,

diferente de hoje, ninguém comercializava esse

tipo de equipamento e não havia dados disponíveis

sobre como montar. Quebrei bastante a

cabeça. E o pouco de informação que consegui

garimpar veio de fóruns de sites estrangeiros”.

RECEPTIVIDADE

Mesmo com dificuldade iniciais, a cabine tuk-tuk se

mostra um ótimo investimento. Hoje é uma das estrelas

da VemCar. Palermo conta que inicialmente

os clientes buscam pelas cabines tradicionais, mas

ao descobrirem sobre o “foto tuk-tuk”, se encantam

por ser algo único. “Todo mundo quer uma festa que

Quando os clientes descobrem o “foto tuk-tuk” acabam se encantando, por ser uma ideia única no Brasil


36 | · JULHO/AGOSTO 2019

“Foi um caminho

natural a VemCar

migrar do mercado de

transporte e turismo

para o de eventos.

especificamente nele”

Eduardo Palermo

faça o convidado se lembrar e comentar. E como

esquecer uma festa com um tuk-tuk?”, questiona.

Certa vez, a VemCar foi contratada por uma associação

comercial de São Roque para uma ação

de natal. O tuk-tuk começou como um “trenó”

do Papai Noel e, após um primeiro momento,

virou uma cabine, na qual as pessoas poderiam

tirar fotos com o bom velhinho.

“O que mais me marcou foi a simplicidade das

pessoas, principalmente das crianças, quando

chegavam e viam aquele equipamento todo,

algo de outro mundo, onde ainda podiam entrar

e tirar uma foto com o Papai Noel”.

Palermo diz que apesar da correria no evento,

tudo foi recompensado pelo sorriso das crianças,

a reação de surpresa delas ao ter a foto na hora

e a alegria dos pais. “Naquele momento eu soube

que tinha encontrado a minha missão. O equilíbrio

que tanto busquei entre minha vida pessoal e

profissional, um objetivo de levar entretenimento,

alegria, sorrisos e ainda ganhar com isto”.

FUTURO DAS CABINES

Para o futuro, Palermo se mostra otimista. Atualmente

ele está testando cabines em outros dois

tipos de veículos e quer direcionar seu foco para

eventos corporativos. Além disso, quer usar a

VemCar como um exemplo para guiar outros empreendedores

no ramo de cabines.

“Vejo muitos fornecedores de cabines e totens

entregando produtos para novos empreendedores.

Mas não vejo uma entrega que prepare

estes novos empresários, o que prejudica todos

os que já estão na área. Quem chega não sabe

como funciona o mercado, as práticas, nível

de qualidade e tantos outros fatores e requisitos

mínimos para iniciar um novo negócio. Não

adianta apenas entregar o peixe, tem que ensinar

a pescar”.

O empresário complementa que, neste sentido,

eventos como o Cabine Photoshow são importantes

para a criação de “um crescimento sustentável

para o mercado. Levando informação,

debates de ideias, tendências para os fornecedores

e compartilhamento de melhores práticas,

aumentando o profissionalismo e a qualidade do

ramo”, afirma.

Ele acredita que esse tipo de atitude não significa

ampliar a concorrência, mas sim investir

no profissionalismo e qualidade do segmento.

Aliás, o empresário vê com bastante otimismo o

futuro do mercado de cabines para os próximos

anos, graças aos avanços da tecnologia, a facilidade

ao acesso de informações e uma esperança

na retomada da confiança e do crescimento

da economia do País.


PubliEditorial

A XEROX IRIDESSE É O ÚNICO

EQUIPAMENTO DIGITAL QUE FAZ

IMPRESSÕES UTILIZANDO TONERS

METALIZADOS, TINTAS CMYK, ALÉM

DE BRANCO OU CLEAR TONER

A Xerox Iridesse é o único equipamento digital que faz impressões

utilizando toners metalizados, tintas CMYK e Clear toner

Recentemente, a Xerox surpreendeu o mercado

com o lançamento da Iridesse, a primeira impressora

xerográfica no mundo capaz de trabalhar com

tons metálicos em uma única passagem.

O equipamento oferece efeitos especiais e aprimoramentos

digitais de maneira econômica em um

fluxo de trabalho simplificado. Assim, lojas de foto,

estúdios, laboratórios e empresas de fotografias de

formatura podem criar aplicações personalizadas e

expandir seus negócios.

No Brasil, a primeira empresa a adquirir a Iridesse foi a

Copyhouse, gráfica especializada em impressão digital,

localizada no Rio de Janeiro (RJ). Depois de uma

pesquisa de mercado, que levou um ano, a gráfica escolheu

a Xerox Iridesse para atender suas demandas.

“O maior valor da nova tecnologia é para nosso

cliente e não para nós. É ele quem busca o melhor

investimento por página impressa”, explica Nikollas

Ramos, diretor comercial da Copyhouse.

O diretor acredita que não só a produção vai crescer,

mas também o ticket médio em cada trabalho, que

contará com maior valor e exclusividade, justificando o

investimento em página impressa feito por seus clientes.

Sobre a qualidade do produto final ele destaca: “a

impressão nunca esteve tão viva, vibrante e ansiosamente

aguardada como agora”. Isso porque a Xerox

Iridesse elimina a necessidade de vários processos,

geralmente necessários para o aprimoramento de

impressão, aumentando a capacidade e os lucros

para os clientes.

Com a Iridesse, a Copyhouse faz impressões de até 110x33 cm

De acordo com a Keypoint Intelligence-InfoTrends,

o investimento em um equipamento com essas funções

pode resultar em um rápido retorno do investimento,

já que as margens de lucro dos fornecedores

de serviços de impressão, com tais efeitos,

podem aumentar de 50% a 400%.

Em maio deste ano, o equipamento ganhou o Cut

Sheet Printer Award (Prêmio de Impressora de

Folhas Soltas), pela inovação na produção digital

concedido pela Associação Europeia de Imprensa

Digital (EDP), durante a maior feira de impressão especializada

da Europa, a FESPA Global Print Expo.

Para conhecer

mais a Xerox,

basta acessar:

xerox.com


38 | · JULHO/AGOSTO 2019

FOTOGRAFIAS

DE MENORES DE

IDADE – ALVARÁS

JUDICIAIS

Arquivo Pessoal

Paulo Gomes de Oliveira Filho é advogado e especialista em direito autoral

Na realização de sua atividade profissional, o fotógrafo

pode encontrar situações nas quais irá

realizar fotos com a participação de menores de

idade. Isso exige o cumprimento de disposições

legais que restringem ou limitam essa participação.

Se a participação do menor for destinada à

atividades artísticas e com finalidade comercial/

econômica – assim também considerada a publicidade

comercial – exige-se a obtenção prévia de

autorização judicial, através de alvarás judiciais.

Por disposição constitucional, não é permitido o

trabalho a menores de 14 anos, sendo permitido

entre 14 e 16 anos na condição de aprendiz e dos

16 aos 18 anos em condições especiais, como não

exercer atividades e em horários e locais incompatíveis

com a menoridade.

Excepcionalmente, entretanto, é possível uma

flexibilização quanto essa proibição para autorizar

o trabalho artístico infantil, com base no

Decreto Presidencial 4.134/2002, que ratifica a

Convenção n.138 da Organização Internacional

do Trabalho – OIT e o Estatuto da Criança e do

Adolescente - ECA (art. 149, II).

É admitida, pelos art. 8º da citada Convenção e

149, inciso II do ECA, a possibilidade do trabalho


JULHO/AGOSTO 2019 · | 39

artístico para menores em situações excepcionais,

individuais e especificas, mediante prévia e

expressa autorização judicial.

Portanto, ao ser contratado para a produção

fotográfica com a participação de menores

de idade, cabe ao fotógrafo verificar

qual será a finalidade dessa produção. Sendo

destinada para fins artísticos com intuito

comercial, inclusive publicitários, deverá ele

ou quem o estiver contratando, obter prévia

autorização judicial.

COMO SOLICITAR O ALVARÁ

JUDICIAL?

O alvará deve ser requerido com a maior antecedência

possível; e deverá ser exigido para a participação

do menor, ou seja, a criança só pode

entrar no estúdio para gravar/fotografar após a

obtenção dessa autorização judicial.

Documentos necessários para o pedido de alvará:

• Contrato social atualizado do estúdio;

• Autorização dos pais para participação do

menor;

• Certidão de nascimento do menor e, se tiver,

RG e CPF (cópias autenticadas);

• RG e CPF dos pais (cópia autenticada);

• Contrato de produção fotográfica e/ou licença

de uso de imagem, se houver;

• Comprovante de Endereço do menor;

• Comprovante escolar indicando nome do estabelecimento,

endereço, matricula, frequência

e período;

• Layout do anúncio em que será utilizada a foto;

• Números do Alvará de Funcionamento e do

Auto de Vistoria dos Bombeiros – AVB do local

da produção.

INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS:

• Denominação do cliente e do produto/serviço

a ser divulgado;

• Informar se for publicidade institucional;

• Mídia a ser utilizada; território da veiculação;

prazo;

• Data e horário da produção;

• Local da produção (é este endereço que vai

indicar qual será a Vara da Infância e da Juventude

onde o alvará será requerido);

• Valor e forma de remuneração.

PENALIDADES PELA FALTA DE

ALVARÁ:

O descumprimento da recomendação de requerimento

de alvará poderá “caracterizar inobservância

de norma de ordem pública, cabendo ao

Ministério Público convocar anunciante e produtor

fotográfico para prestar esclarecimentos

em audiência e firmar termo de compromisso de

ajustamento de conduta, ou propor ação judicial

visando a defesa da ordem jurídica e de interesses

sociais e individuais indisponíveis, bem como

à reparação de danos genéricos causados pela

conduta ilícita, sem prejuízo da apuração de responsabilidade

civil ou criminal”.

Por sua vez, o Estatuto da Criança e Adolescente

(ECA), em seu artigo 258, impõe a aplicação de

multa, conforme abaixo transcrito, e até fechamento

do estabelecimento, em casos graves:

“Art. 258. Deixar o responsável pelo estabelecimento

ou o empresário de observar o que

dispõe esta Lei sobre o acesso de criança ou

adolescente aos locais de diversão, ou sobre

sua participação no espetáculo: Pena - multa

de três a vinte salários de referência; em caso

de reincidência, a autoridade judiciária poderá

determinar o fechamento do estabelecimento

por até quinze dias.”


1 E 2 DE OUTUBRO

NOVOTEL JARAGUÁ CONVENTIONS | R. MARTINS FONTES, 71. SÃO PAULO - SP

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Gestante / infantil - Criação e pós-produção

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42 | · JULHO/AGOSTO 2019

PRIMEIROS

PASSOS NA

FOTOGRAFIA

NEWBORN

O QUE É NECESSÁRIO SABER

E INVESTIR PARA COMEÇAR

NO SEGMENTO?

Por Flávio Augusto Priori | Fotos: Daniela Margotto

A fotografia newborn encanta muitas pessoas e é um segmento

que pode trazer um bom retorno, se bem trabalhada e estudada.

Ao mesmo tempo, ela demanda uma atenção especial a detalhes

como, por exemplo, um espaço adequado, equipamentos e props

que não incomodem o bebê. Afinal, antes de qualquer coisa, o

fotógrafo precisa ter em mente que está lidando com crianças

recém-nascidas.

Assim, é normal que surjam dúvidas sobre como iniciar no segmento

e da maneira correta. De acordo Daniela Margotto, uma das fundadoras

da Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos

(ABFRN), quando o fotógrafo decide seguir na carreira newborn, a

primeira coisa a ser feita é procurar um curso específico.

Hoje já existem várias opções, tanto presenciais como on-line.

“Tendo o curso, a pessoa consegue se direcionar e ter noção do

que ela precisa investir para fazer o mínimo, é a principal porta de

entrada”, afirma Daniela.


ESTÚDIO PRÓPRIO: TER OU NÃO

TER?

Ter um estúdio próprio é a melhor opção? Ou começar

compartilhando um espaço é uma aposta mais segura?

Para a fotógrafa não há uma resposta certeira, depende

muito de organização. Ela começou com um estúdio

próprio, mas ressalta que tudo aconteceu em outra

época, com menos concorrência. Hoje há um número

maior de profissionais no mercado, cerca de 8 mil, apenas

no Brasil.

“As duas opções são válidas, se você conseguir dividir

um estúdio ou alugar um espaço já preparado diminui

custos, por exemplo. Quando comecei, eu fiz um planejamento

e isso foi essencial, assim eu sabia o que fazia

sentido para mim”, explica.

Outro ponto importante na hora de começar, independente

do ramo, é fazer o mundo conhecer o seu trabalho.

Nesse aspecto parcerias são muito importantes

para iniciantes newborn. Lojas de quartos de bebês,

roupas de gestantes, tudo que envolve esse universo

do recém-nascido é válido. Uma união bem feita só irá

gerar bons resultados para ambos os lados.


Aline Fontes

Roupinhas são versáteis. Ao escolher,

prefira cores neutras e vivas

NA PRÁTICA

As questões técnicas são um tópico importante,

mas que dependendo das preferências do

fotógrafo também podem variar. Uma delas é a

iluminação. Trabalhar com luz natural ou de estúdio

são opções viáveis, pois é possível ter bons

resultados com ambas.

Quando o trabalho é feito na casa dos clientes,

controlar a luz passa a ser um pouco mais difícil,

pois o fotógrafo não possui, muitas vezes, familiaridade

com o ambiente. Isso também prejudica

quando o assunto é a temperatura ideal para

o recém-nascido, que precisa estar em torno de

30ºC, de acordo com a ABFRN.

Por outro lado, algumas famílias preferem essa

opção por diversos motivos, como, por exemplo,

restrições médicas. Para quem está começando

essa talvez não seja a alternativa ideal, mas é

uma possibilidade que deve ser considerada.

Algo que sempre ajuda é ter um assistente para

auxiliar nas fotos. Há vários fotógrafos que conseguem

fazer todo o trabalho sozinho, mas ter

alguém para auxiliar nos ensaios sempre é um

bom negócio. Mesmo que seja o pai ou a mãe

da criança. Isso deixa o fotógrafo mais solto para

pensar nas fotos.

Sobre a câmera ideal para fotografar newborn,

Daniela diz que não há marcas ou modelos específicos,

pois o que faz a diferença é a lente que o

fotógrafo vai usar. “Você tem que oferecer qualidade

para o cliente. Eu gosto muito de 50mm para

fotografar bebês e a 100mm para fotos macro”.

Quanto a acessórios, é preciso ter algumas peças

básicas, como mantas, puffs, cestinhas e outros

apetrechos para posicionar a criança. Uma

boa ideia é pegar peças neutras, que possam ser

usadas tanto para meninos e meninas.

Elizabete Cândida Franco Santos, proprietária do

Atêlier Betty Props, de São Paulo (SP), está há

dois anos no mercado. Para ela, que trabalha principalmente

com roupas, as peças básicas para os

DICA DA ESPECIALISTA

Arquivo pessoal

Alguns pais sempre fazem pedidos inusitados no ensaio. De acordo

com Dani, é possível criar algo interessante e de bom gosto

— mesmo que a proposta não se encaixe muito na identidade do

fotógrafo em um primeiro momento. Ela afirma que a visão deles

também é importante. “Faça. Mesmo que não te agrade tanto.

Você pode só não colocar no seu portfólio depois. Sou aberta

para ideias e, sendo uma coisa que eu consiga fazer e não coloque

o bebê em risco, eu faço”.


46 | · JULHO/AGOSTO 2019

ensaios devem incluir headband, toucas avulsas,

wraps (aquelas mantinhas que envolvem os bebês)

e sonequinhas, que são pequenas calças.

“Os fotógrafos têm que observar se o tecido das

roupas tem elasticidade e se os elásticos estão

adequados para não marcar o corpo dos bebês,

que é muito sensível. O acabamento das peças

também é muito importante para ter uma boa

durabilidade”, explica a empresária. Em sua loja,

Elizabete comenta que as peças mais populares

atualmente são vestidinhos e bodys de renda.

Já para Renê Bueno de Andrade, da Renê Bueno

Newborn, de São Paulo (SP), geralmente iniciantes

gostam de wraps e toucas, pois são mais

fáceis de vestir nos bebês. “São roupinhas que

não apresentam tanta dificuldade para colocar”,

comenta Andrade, que trabalha no segmento há

três anos.

“É importante verificar se o produto é maleável o

suficiente para não incomodar a criança”, segundo

ele, que também ressalta ser preciso checar

se os materiais são antialérgicos.

CATÁLOGO NEWBORN

Separamos algumas sugestões de acessórios

para você dar o pontapé inicial na sua carreira

newborn. Confira:

1. Kit Bubble |

Lefotick

O Kit contém ao todo oito

itens, que incluem uma

Manta, Wrap Creme, Touca

Bear Creme, o Baldinho

dentre outros.

2. Posicionador Slim

Premium | Arte Brasil

Feito de Aço Inox, a peça

serve como base para

posicionar o newborn

durante a sessão, pode ser

usado com ou sem os pés.

3. Fundo Clouds |

Empório Criativo

Fundo fotográfico com arte

própria da loja. Material de

fácil manuseio e que pode

ser usado em conjunto com

a criatividade do fotógrafo.

4. Cabana de Índio |

Betty Props

Peça de algodão, com

80 cm de altura por 40

cm de largura. Pode ser

aproveitada em diversas

ocasiões.

5. Roupa de Ursinho

| Rene Andrade

Newborn

Roupa de Ursinho, uma

das peças de maior saída

da loja de acordo com o

proprietário.

6. Manta Color

Candy Texturizada

Rose Antigo | Cida

Reis Props

Manta usada junto com

um puff, mede 1,50 x

1,50 m

7. Wrap | Fofurices &

Props

Tecido feito de lã, pode ser

usado para enrolar o bebê

ou como uma camada de

fundo para a foto.

Fotos: Divulgação


Sua Marca pode fazer parte

das nossas Conquistas

Bel Ferreira

Seja um dos parceiros dessa nova fase da ABFRN e traga

sua marca para uma das comunidades mais unidas do mercado fotográfico.

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48 | · JULHO/AGOSTO 2019

TEM

DINHEIRO NA

FOTOGRAFIA?

Marco Perlman é diretor da Digipix

Arquivo pessoal

Em 1999, fotografia e digital não faziam parte

da mesma frase. Muitos de nós, inclusive eu,

nem sonhavam que um dia trabalhariam com

fotografia. Enquanto isso, em Redwood City,

na Califórnia, um grupo de visionários fundava

a Shutterfly, um dos primeiros comércios eletrônicos

de fotografia digital. O site cresceu (e

muito), abriu seu capital na

bolsa eletrônica Nasdaq e

tornou-se a principal empresa

de fotografia focada

no consumidor no planeta...

sem ter sequer saído dos

Estados Unidos.

Há poucos dias a Shutterfly

foi vendida. O Apollo Global

Management, um dos

maiores gestores de private

equity do mundo, adquiriu

100% da Shutterfly, avaliando

a empresa em 2,7 bilhões

de dólares. Isso mesmo

que você leu, mais de 10 bilhões de reais. E

aproveitando o embalo, fundiu a empresa com

a Snapfish, seu principal concorrente, aumentando

ainda mais seu poder de fogo.

Tentando olhar além da cifra bilionária (o que

não é fácil), o que mais me impressiona é que o

Apollo não tinha nem um pezinho na fotografia

até fazer essa aquisição. Tinha dinheiro de montão,

oportunidades de sobra para investir... e

nenhuma razão especial para apostar em nosso

mercado. Dentre tantas opções disponíveis, escolheu

a fotografia e, em particular, a impressão

de fotografia para receber o cheque bilionário.

Não tenho dúvidas que a

fotografia está passando

por transformações aceleradas.

Sei que todo mundo

que tem celular (ou seja,

todo mundo) virou fotógrafo.

Também sei que a maior

parte das fotos fica no celular,

vai para a nuvem e/ou

para as redes sociais. Também

já fui informado que o

Brasil não é os Estados Unidos.

Mas, gente, são DEZ bilhões

de reais.

Vamos, juntos, olhar para o futuro. Usar a tecnologia

como aliada. Entender melhor o consumidor.

Prestar serviços de qualidade. Vamos,

juntos, criar uma fotografia melhor e mais forte.

Oportunidades não faltam. Pode ter certeza que

tem mais gente olhando de fora e apreciando

nosso mercado.


50 | · JULHO/AGOSTO 2019

A FORÇA

DA ARTE NA

FOTOGRAFIA

FERNANDA FEITOSA, CRIADORA E RESPONSÁVEL

PELA SP-ARTE E SP-FOTO, FALA SOBRE O EVENTO

E O MERCADO AUTORAL DE FOTOGRAFIA

Texto por Leo Saldanha | Fotos: Jéssica Mangaba

Entre 21 a 25 de agosto, em São Paulo, acontece

a 13ª edição da SP-Foto, no centro de eventos

do Shopping JK Iguatemi. O evento, que tem

se firmado como o principal do meio dedicado

à linguagem artística no País, reúne fotógrafos

renomados e jovens apostas do mercado. Fernanda

Feitosa, criadora e responsável tanto pela

SP-Arte quanto pela SP-Foto, conversou com a

FHOX e falou sobre o mercado de fotos autorais

e as expectativas para o SP-Foto.

FHOX - Uma nova edição da SP-Foto vem aí.

Como estão os preparativos?

Fernanda Feitosa - Estamos muito contentes em

comemorar a 13ª edição da SP-Foto. Estamos expandindo

o Circuito Ateliês Abertos para o centro,

além do tradicional roteiro pela Vila Madalena.

No sábado que antecede a SP-Foto, 17 de

agosto, ateliês abrem as portas ao público, que

poderá conhecer de perto os bastidores do universo

fotográfico e da imagem. Durante a Feira,

oferecemos visitas guiadas com especialistas

para os interessados em conhecer histórias por

trás das obras expostas.

FHOX - E qual a sua expectativa para essa edição?

Feitosa - As expectativas são altas. A última

edição da SP-Foto recebeu 18 mil visitantes em

cinco dias de evento e acreditamos que iremos

superar esse número este ano. Por meio

de um cuidadoso e dedicado trabalho selecionamos

galerias de qualidade, prezamos também

pela diversidade de expositores e por uma

curadoria de conteúdo relevante para tornar

a experiência cultural o mais abrangente possível.

Nesta edição, estão confirmadas as presenças

de obras de nomes influentes da fotografia

como Jean Manzon, Ellen von Unworth,

Ana Vitória Mussi, Sebastião Salgado, Miguel

Rio Branco, Cinthia Marcelle e Mauro Restiffe.


52 | · JULHO/AGOSTO 2019

A Feira chega à sua 13ª edição

como o mais importante

evento dedicado ao trabalho

fotográfico no Brasil

Em meio ao ambiente de promoção da fotografia

criado pela Feira, convidamos especialistas

internacionais para se aproximarem da

produção nacional. Neste ano, Barbara Tennenbaum,

curadora de fotografia do Museu de

Arte de Cleveland; Margot Norton, curadora

de fotografia do New Museum (Nova York);

Julieta González, diretora artística do museu

Jumex (Cidade do México); e Sophie Hackett,

curadora de fotografia da Art Gallery of Ontario

(Toronto), vêm à SP-Foto pela primeira

vez. Já Simon Baker, ex-Tate Gallery (Londres)

e atual diretor da Maison Européenne de la

Photographie (Paris), retorna a São Paulo na

ocasião do evento para acompanhar as tendências

da fotografia local.

FHOX - Acredita que ainda há espaço para

crescimento dentro da fotografia autoral?

Feitosa - A fotografia autoral brasileira, desde

o período modernista, se destaca como referência

no mundo. Nos anos 1940, integrantes

do Foto Cine Clube Bandeirante como Thomaz

Farkas, Gaspar Gasparian e Geraldo de

Barros iniciaram uma pesquisa formal que

explorava planos, texturas, ângulos, sombras

e experimentações técnicas. Na contemporaneidade,

a riqueza da fotografia permanece

e vem ganhando ainda mais destaque.

Neste ano, a brasileira Bárbara Wagner, que trabalha

principalmente com fotografia e videoarte,

está em destaque na 58ª Bienal de Veneza, junto

com sua dupla Benjamin de Burca. Desde os

modernistas até os contemporâneos, todos estarão

na 13ª SP-Foto que abarca aproximadamente

cem anos de história da fotografia brasileira.

FHOX - Pode falar de números de mercado?

Quanto representa a fotografia nessa parte autoral

para o mercado?

Feitosa - Como a fotografia não pode ser dissociada

do mercado de arte, não há dados exclusivos.

De uma forma em geral, podemos dizer

que a fotografia brasileira vem crescendo, tanto

no Brasil como no exterior, e está cada vez

mais presente em acervos de instituições, assim

como em leilões e galerias comerciais. O MoMa,

de Nova York, por exemplo, já adquiriu mais de

100 obras de autoria de fotógrafos brasileiros.

Instituições com o Museu de Fine Arts de Houston,

o Metropolitan Museum (Nova Iorque), Museu

Stedelijk (Amsterdã) e Centro Pompidou

(Paris) também possuem nomes nacionais em

seus acervos de fotografia a exemplo de Claudia

Andujar, Miguel Rio Branco e Sebastião Salgado.

A tendência é que a visibilidade da fotografia

brasileira no exterior influencie o valor

das obras e fomente ainda mais o crescimento

do mercado.

FHOX - A fotografia é um bom negócio?

Feitosa - Nós não olhamos para fotografia e

arte por um viés comercial, mas como uma

oportunidade de fomentar a cultura no Brasil.

Com a SP-Arte e a SP-Foto, oferecemos a aproximadamente

55 mil pessoas a oportunidade

de se aproximar de obras de arte, raramente

expostas em instituições públicas. Além disso,

facilitamos um canal para as galerias gerarem

negócios. Os números demonstram que ambas

a SP-Arte como a SP-Foto têm sido lucrativas

para os expositores.


ESPECIAL

COMPARTILHANDO, AO LONGO DE TRÊS DÉCADAS, HISTÓRIAS E

LEGADOS NO MERCADO FOTOGRÁFICO

Texto por Redação | Fotos: Ale Ruaro

Essa é uma edição comemorativa de FHOX: chegamos

à edição 200 e em breve completamos

30 anos de atuação no mercado. Por isso, além

de relembrar a trajetória até aqui, decidimos homenagear

também algumas pessoas importantes

do mercado e que carregam uma história ao

nosso lado.

Para isso, selecionamos 30 convidados. A ideia

é apresentá-los aos poucos até a edição de aniversário.

Eles, que foram fotografados por Ale

Ruaro, um dos grandes retratistas do País, nos

contaram, em poucas palavras, sobre marcos importantes

de suas carreiras e sobre como enxergam

a FHOX.


NELLIE SOLITRENICK

Nellie começou a carreira na fotografia aos 19 anos e

possui um portfólio que vai do fotojornalismo às festas

de casamento. Recentemente apareceu nas páginas

da Revista com sua empreitada nas fotocabines. Ela

conta que a FHOX foi uma de suas grandes apoiadoras

quando resolveu dar workshops de fotografia de casamentos.

“Sempre divulgou, sempre me apoiou. Foram

meus grandes padrinhos no mercado de fotógrafos de

casamento”, diz.


LUCIANO SOUZA

Luciano Souza é o principal nome por trás da Viacolor,

empresa fundada em 1997, em Porto Alegre (RS), que

se estabeleceu como uma das grandes encadernadoras

do Brasil. Para ele, a Viacolor, no início, conseguiu

se projetar para o Brasil através da Feira Fotografar.

“Além da grande amizade que a gente tem com toda

a equipe, a FHOX está sempre nos ajudando em tudo

o que é possível”.


TCHÔ MOIOLI

Tchô Moioli é um parceiro de longa data da FHOX e

faz parte do conselho do Prêmio Wedding Best. “Na

FHOX eu busquei as informações para me encorajar a

abrir a Fotolab Álbuns. 25 anos depois, acho que nem

preciso explicar a importância. Com o Carlos me sentia

um filho. Com o Mozart e Léo, algo mais para pai. Muita

troca de informação, respeito, orgulho e carinho.”


OTÁVIO YOSHIDA

Otávio Yoshida é um dos proprietários da Angel Equipamentos

Fotográficos, empresa com mais de 20 anos

de mercado, localizada em São Paulo (SP). “Eu conheço

a FHOX desde quando ela era feita em Curitiba,

através do Carlos Dreher. Acompanhei a evolução da

revista ao longo dos anos, que hoje é uma marca de

respeito no mercado”, diz.


ODILA SENE GUANDALINI

A Colorkit já atua há 50 anos no mercado e mantém

o status de principal fornecedora de equipamentos e

consumíveis para encadernação no Brasil. Odila Sene

Guandalini, carinhosamente chamada de Dona Odila, é

quem está à frente da empresa. Para ela, “a FHOX tem

sido um canal fundamental, tanto pelas informações

que traz quanto pela energia que segue injetando no

ramo, é uma motivação que nos inspira”.


EMERSON STEIN

Emerson conta que sua relação com a FHOX vem desde

o começo dos anos 2000. “A FHOX sempre teve o

dom de trabalhar o mercado, para que ele evolua. Com

a FHOX aprendi a entender que esse desenvolvimento

depende de muitos aspectos, os quais a Revista sempre

trabalhou muito bem”.


MARCO PERLMAN

A Digipix Pro, comandada por Marco Perlman, é o maior

e mais moderno laboratório de impressão fotográfica da

América Latina. Na Feira Fotografar costuma ter um dos

estandes mais movimentados. Para Perlman, “a FHOX é

um parceiro de longa data, do mercado fotográfico e da

Digipix – informando, educando, organizando, aproximando,

provocando... enfim, sempre presente”.


MANUK POLADIAN

Manuk Poladian seguiu os passos do pai na carreira de

fotógrafo, da mesma forma que seus filhos estão dando

continuidade ao trabalho, no seu estúdio localizado

em Moema, São Paulo (SP), há 40 anos. Para ele, “a

FHOX foi a revista que mais apoiou e sempre esteve ao

lado dos fotógrafos no Brasil”.


DOUGLAS CHO

Douglas Cho, além de CEO da BM Works, também é

representante da DNP na Grande São Paulo. “Por compartilhar

dos mesmos ideais de fotografia cada vez mais

impressa no papel, tenho a FHOX como parte da minha

equipe, da minha família, na qual juntos colaboramos para

que tudo isso se torne possível e acessível a todos. Parabéns

a toda equipe da FHOX pelos 30 anos de história”.


DANIELA MARGOTTO

Fotógrafa de newborn e gestantes há quase uma década,

e uma das fundadoras da ABFRN. Para ela, sua

história está muito ligada à FHOX, pois foi em um dos

eventos do grupo FHOX que ela palestrou pela primeira

vez. “Desde então, sempre mantivemos uma relação

muito próxima. A revista foi muito importante na história

do newborn no Brasil. Moram no meu coração”, diz.


66 | · JULHO/AGOSTO 2019

FICAM AS

PAREDES E VÃO

OS QUADROS

Nicolau Piratininga é especialista em conservação

de acervos e montagens fine art

Autorretrato

Não tem jeito. Meu cérebro já está condicionado

a olhar e reparar profundamente nos quadros

exibidos em todos os ambientes em que vou.

Quando entro pela primeira vez em algum lugar,

sempre observo o que está pendurado na parede.

Para mim, quadros são pequenas janelas da

alma da pessoa que vive naquele local.

Salas de espera de consultórios médicos são

uma verdadeira loucura! Como um detetive forense,

passo o tempo tentando desvendar a história

que cada objeto ali exposto tem para me

contar a respeito do profissional que logo mais

vou encontrar.

Há o sujeito que montou o consultório quando se

formou e nunca mais mudou nada, e aquele cuja

esposa mantém o ambiente sempre atualizado,

com as últimas tendências da moda, o outro que

curte decoração, que teria sido arquiteto, se não

fosse médico. Sem falar do tipo informativo, que

forra as paredes com cartazes de esqueletos,

partes do corpo humano ou planilhas sobre doenças

e tratamentos.

Mas minha curiosidade não fica só pela frente

do quadro, gosto de ver detalhes da montagem.

Outro dia fui flagrado pelo meu médico retirando

da parede um quadro, para ver o acabamento

atrás dele. Ele veio me chamar para a consulta

justamente quando eu estava ali em pé, segurando

o quadro dele na mão. Ele perguntou o que

eu estava fazendo e respondi, brincando, que estava

procurando pelo cofre. Ainda bem que não

era um psiquiatra, pois se fosse, acho que ele teria

me mandado para o hospício.

Ter em mente o propósito final do quadro ajuda

na composição do orçamento, nas escolhas de

materiais e na forma de montar. Uma foto montada

para uma exposição temporária é muito diferente

de uma preparada para ser permanente.

É preciso ter uma visão holística, um olhar do

todo, da compreensão dos detalhes dentro do

contexto geral. No mundo dos quadros essa percepção

holística pode ser aplicada tanto para a

decoração de ambientes como na montagem de

exposições e até mesmo de uma fotografia no

quadro. Quadro a quadro, foto a foto, uma exposição

é montada, uma história é contada.

Montagens de exposição são uma ótima forma

de promover o negócio, seja o seu próprio ou do

cliente, o importante é ter um objetivo, um agente

transformador e pensar de maneira integral.

A decoração de paredes às vezes é colocada

em segundo plano, o que é um grande equívoco.

Enormes espaços vazios não mostram nada,

enquanto que quadros expostos podem revelar

muito sobre quem realmente somos e do que

gostamos. Embora as paredes sejam fixas, o que

nelas afixamos é um mural vivo, sujeito a mudanças

e evoluções constantes, assim como são nossos

corações e mentes. Espalhe fotos por aí.


NOVIDADES POR AÍ

A 1ª FINTECH VOLTADA PARA

EVENTOS NO BRASIL

SETEMBRO, NO FORMA SUMMIT


68 | · JULHO/AGOSTO 2019

UMA NOVA FORMA

DE ACESSAR O

CONTEÚDO FHOX

INSPIRADA NOS MELHORES JORNAIS E REVISTAS DO MUNDO,

FHOX ADERE AO FORMATO DE ASSINATURA PAYWALL

Por Redação

No ano em que completa 30 anos de mercado,

FHOX inicia os festejos da data histórica reorganizando

sua oferta de conteúdo impresso

e on-line. Além de simplificar a integração de

ambos ao Cameraclub, seu Clube de Benefícios

e Vantagens.

Desde maio, FHOX aderiu ao formato paywall

em seu site, o mesmo utilizado por jornais brasileiros

como a Folha de S. Paulo e o Estado de

São Paulo, e o NY Times e o Washington Post,

dos EUA.

O sistema é um dos modelos mais adotados

pelos publishers. Segundo um estudo realizado

pelo Instituto Verificador de Comunicação

– IVC, entre os anos de 2014 e 2015 houve

uma queda de 13% nas assinaturas de jornais

impressos no Brasil. As assinaturas digitais,

por outro lado, subiram 27%. Essa tendência


JULHO/AGOSTO 2019 · | 69

aumentou ainda mais nos últimos anos por

causa do acesso facilitado a conteúdos via

mídias digitais.

Se há cinco anos pagar por conteúdo no digital

soava estranho, atualmente, essa lógica se inverteu

e é cada vez mais natural a compreensão de

que conteúdo de qualidade é pago.

O QUE MUDA E QUAIS

SÃO OS BENEFÍCIOS DE

ASSINAR FHOX?

Com o paywall, agora há um limite de posts liberados

por mês no portal fhox.com.br. São três acessos

livres e outros três acessos concedidos caso o

leitor faça um cadastro simples, gratuito. Assim são

seis postagens liberadas ao público geral, por mês.

Visite o site do clube e descubra todas as vantagens

QUAIS SÃO OS PLANOS

DE ASSINATURAS

DISPONÍVEIS?

O QUE É IMPORTANTE VOCÊ,

ASSINANTE, SABER?

Os atuais assinantes de FHOX terão acesso completo

ao conteúdo e poderão ler a revista também

de forma digital. Além disso, a partir de

agora, novas assinaturas poderão ser apenas digitais

ou digitais com impresso.

Em ambos os casos, a grande vantagem são os

benefícios do Cameraclub, que nessa nova fase

traz muito mais ofertas – não só do meio fotográfico.

A atualização do Cameraclub chega com

a Rede Parcerias, que possui mais de 1 milhão de

ofertas com até 60% de descontos em produtos

e serviços. E o melhor: no novo posicionamento

do clube, os valores são muito mais acessíveis do

que na sua primeira versão.

O CAMERACLUB

É um clube de vantagens que surgiu de uma demanda

dos próprios fotógrafos. Além de oferecer

descontos em diversos produtos e serviços do

mercado fotográfico, os assinantes FHOX ganham

descontos em seguros, hotéis, cinemas, perfumarias,

em aluguéis de carros e até resorts. Para mais

informações acesse cameraclub.com.br.

ASSINATURA DIGITAL

MENSAL | R$ 16,90

Acesso a todo o conteúdo do site

por 30 dias.

ASSINATURA DIGITAL

ANUAL | R$ 190,80

Acesso a todo o conteúdo do site por 12

meses, a possibilidade de publicar a sua

história na FHOX e acesso ao Cameraclub.

Pode ser parcelado em 12x R$ 15,90.

ASSINATURA IMPRESSA +

DIGITAL ANUAL | R$ 298,80

Os mesmos benefícios da assinatura digital

anual somados ao recebimento da revista

impressa a cada dois meses. Pode ser

parcelado em 12x R$ 24,90.

Caso tenha dúvidas, entre em contato com

o nosso atendimento:

WICTOR DUARTE

wictor@fhox.com.br

WhatsApp: (11) 98245-0709

(11) 2344-0810


70 | · JULHO/AGOSTO 2019

O VÍDEO NA

INTERNET PODE

ALAVANCAR OS

SEUS NEGÓCIOS

Renato Rizzutti é fotógrafo e professor há 20

anos. Na FHOX lidera a produtora FHOXPlay

Arquivo pessoal

Dados apontam: o surgimento dos smartphones

e a velocidade da internet facilitou o acesso às

redes sociais. Mas onde o vídeo entra nisso?

Trends isso acontece porque o conteúdo gera

120 vezes mais compartilhamentos do que textos

e imagens.

De acordo com um relatório da Cisco, conteúdos

em vídeo foram responsáveis por 64% de todo o

tráfego de internet do mundo em 2014. Já para

2019, as estatísticas indicam que ele será responsável

por 80% da circulação.

A empresa também aponta que o crescimento

não só será impulsionado pela popularidade dos

serviços de vídeo streaming, mas também pelo

aumento de pessoas que estarão conectadas em

2019. Mais da metade do planeta (cerca de 3,9 bilhões

de pessoas) terá acesso à Internet e o número

de dispositivos capazes de acessar a web

será três vezes maior do que a população global.

Atualmente, entre as plataformas de distribuição

de vídeo que ganham destaque está o Youtube,

que é capaz de alcançar mais de um bilhão de

pessoas em todo mundo. Cerca de 86% dos usuários

acreditam que a plataforma é o melhor lugar

para encontrar conteúdos relevantes.

Entretanto, é possível notar melhorias na distribuição

de vídeos em outros espaços, como no

IGTV, stories e até no Facebook. Para a Small Biz

MAS COMO O VÍDEO PODE

AJUDAR EM MEUS NEGÓCIOS?

Segundo uma pesquisa da HubSpot, hoje 87%

das empresas utilizam o vídeo para o marketing

em suas estratégias. Em 2017, eram apenas 63%.

Desta forma, cada vez mais empresas têm procurado

o meio para mostrar o seu produto.

Trabalhar com a produção de vídeos em seus

negócios pode não somente alavancar vendas,

como também atingir outras pessoas que ainda

não acompanham seu trabalho. Por isso, é importante

não deixar de produzir vídeos, sejam

eles para a divulgação de uma campanha ou

making ofs de qualquer trabalho.

E você, vai ficar fora dessa? Agora, a cada

nova edição de FHOX, trarei dicas, curiosidades

e diversos conteúdos sobre o mundo do

vídeo. Até mais!


72 | · JULHO/AGOSTO 2019

É SÓ ALEGRIA…

E NOVIDADES!

A ENCADERNADORA GAÚCHA VIACOLOR ACELERA O PASSO EM 2019

Por Mozart Mesquita | Fotos: Evandro Veiga

Luciano Souza é a alma do seu negócio. Seu bordão

“é só alegria”, além de cartão de visitas, virou

marca registrada da ViaColor. O culto à sua

personalidade simpática chegou ao ponto de

virar um boneco de 3 metros de altura que, presente

no estande da empresa, causou frisson na

edição 2018 da Feira Fotografar.

Em 2019, todo esse marketing peculiar ganhou

também contornos arrojados. É de Luciano e da

ViaColor um leque interessante de novidades

que chamam a atenção e agitam o ambiente da

encadernação e dos laboratórios profissionais

do Brasil.

Tudo começou com a aquisição de uma empresa

gaúcha de formaturas, a DiFoccus. Focada em festas,

mas com alguma entrega impressa, a empresa

aproxima a ViaColor do lucrativo setor educacional.

“Já estamos trabalhando para ampliar as entregas

de álbuns e produtos impressos em geral”,

afirma Luciano, que não nega a surpresa com a

pujança do mercado de formaturas.

Luciano Souza e André Peixoto, da Difoccus


JULHO/AGOSTO 2019 · | 73

Enquanto desbravava esse novo segmento, Luciano

viu duas oportunidades de fusão - ou aquisição

- baterem à sua porta e não deixou passar.

A primeira foi a sofisticada encadernadora paulistana

Premiere, tida como uma das que produz alguns

dos melhores álbuns fotográficos do Brasil.

A empresa paulistana, dirigida por Fernando

Paes, havia vivido a tensão de uma mudança de

instalações, saindo da capital para o interior do

estado de São Paulo. O processo não foi dos mais

simples e o desgaste gerou o interesse em Fernando

de rever seu posicionamento na empresa.

As partes evoluíram para uma aquisição. Os equipamentos

já estão em Porto Alegre e Fernando

está no período de transferência de Know How.

Embora não vá ficar envolvido na produção, ele

deve continuar representando a marca Premiere

em São Paulo.

A outra novidade de impacto da ViaColor vem do

extremo norte do País. Trata-se da ProAlbuns, encadernadora

boutique, situada em Natal, e pilotada

pelo casal Tadeu Yussumassa e Marta Canelas.

Centro de operações Viacolor a todo o vapor

Não se trata de uma aquisição, mas sim de uma

parceria que tende a caminhar para uma fusão.

A ProAlbuns agrega uma nova geolocalização às

operações da ViaColor, abrindo uma considerável

frente nordestina para os negócios da empresa.

Também agrega inovação, no sentido de que a

ProAlbuns encampou, recentemente, o movimento

Eye ‘n’ Art, que busca redefinir a relação

das premiações com encadernadoras, explorando

o conceito de reciprocidade para que os

fotógrafos que pagam por premiações recebam

parte do que investem em álbuns fotográficos.

“Já estamos trabalhando

para ampliar as entregas

de álbuns e produtos

impressos em geral”

Luciano Souza

O fato é que o movimento da ViaColor pegou

muita gente de surpresa e pode ser o primeiro

de outros movimentos similares.

Já nos bastidores do mercado, surgem encadernadoras

curiosas em saber se há interesse

em sua carteira de álbuns e clientes. Luciano faz

questão de ressaltar que para os clientes da Via-

Color, Premiere e ProAlbuns nada drástico vai

acontecer. “Uma coisa bacana é que já integramos

as bases e os pedidos podem ser feitos em

qualquer uma das marcas com o mesmo CPF”.

O foco da movimentação inegavelmente é crescer.

E, para isso, as novidades da ViaColor também

giram em torno da capacidade produtiva da empresa.

“Fizemos um investimento em um terreno

e estamos preparando o projeto arquitetônico

de uma nova planta de produção, na região de

Viamão, aqui no Rio Grande do Sul”, conta Luciano

empolgado com os projetos. Ele também avisa

que o espaço será plano, terá mais de dois mil

metros e deve ser inaugurado no próximo ano.


74 | · JULHO/AGOSTO 2019

COMO ATRAIR

NOVOS CLIENTES

E GANHAR

DINHEIRO DE

VERDADE COM

FOTOGRAFIA?

Arquivo pessoal

Rafael Arruda é especialista em marketing digital

e diretor da Soul + Digital

O marketing digital está aí para quem quiser

usar. No mercado da fotografia então, pode ser

seu passaporte para o sucesso. Só precisa ser

bem feito. Mas é preciso lembrar que não existe

almoço grátis. Trabalhar para fazer acontecer é

necessário.

Aqui vão algumas dicas práticas do marketing

digital para conseguir atrair mais clientes e ganhar

dinheiro, de verdade, com a fotografia.

TENHA UM SITE, UM BOM SITE

Você precisa ter um site. Não ache que marketing

digital é só Facebook e Instagram, porque nesse

momento em que você lê, alguém está procurando

por seu tipo de negócio é no Google. O que

importa aqui são dois pontos: essa pessoa vai te

encontrar? Se sim, o que ela encontrar vai fazer

com que queira te contratar?

TRANSFORME SEU SITE EM

UMA MÁQUINA DE VENDAS,

COM UM PORTFÓLIO MATADOR

Não se preocupe tanto em subir todos os seus ensaios

para seu site, exceto se essa for uma forma de

entrega de trabalho para seus clientes. Ele deve ser

um portfólio, conter uma seleção com o que você

melhor executa e/ou com os serviços em que você

quer focar. Assim os clientes em potencial vão ver

do que você é capaz profissionalmente, para quererem

clicar no contato e pedir um orçamento.

UTILIZE AS MÍDIAS SOCIAIS

SEMPRE A SEU FAVOR

Utilize as mídias a seu favor. Existem técnicas que

já expus nesse espaço, e estão no FHOX online,

que podem te ajudar nisso. O importante aqui é

foco, pensar cada mídia separadamente e produzir

conteúdo de qualidade para cada uma. Facebook,

Instagram e site não são a mesma coisa.

Ter foco e abusar das ferramentas online são as

principais dicas para os amigos fotógrafos terem

resultado e ganharem dinheiro de verdade. Qualquer

dúvida é só chamar no @rafaelarrudamkt.


30 PUBLICATIONS 14 COUNTRIES 10 LANGUAGES

Since 1991, the TIPA World Awards logos have shown which are the best photographic, video and imaging products each year.

For over 25 years, the TIPA World Awards have been judged on quality, performance and value, making them the independent

photo and imaging awards you can trust. In cooperation with the Camera Journal Press Club of Japan. www.tipa.com


76 | · JULHO/AGOSTO 2019

NOTAS

SEBASTIÃO SALGADO É

PREMIADO NA ALEMANHA

Reprodução

Gorka Lejarcegui

SIGMA ANUNCIA A

MENOR MIRRORLESS

FULLFRAME DO MUNDO

A escolha pela Federação do Comércio Livreiro foi

feita com base na importância das fotografias de

Salgado. O Prêmio da Paz do Comércio Livreiro

Alemão é entregue desde 1950 e é uma das mais

importantes distinções literárias do país. Entre as

personalidades agraciadas estão Albert Schweitzer

(1951), Hermann Hesse (1955), Astrid Lindgren

(1978), Siegfried Lenz (1988), Mario Vargas Llosa

(1996), Martin Walser (1998), Jürgen Habermas

(2001), Orhan Pamuk (2005) e David Grossman

(2010). A cerimônia de entrega do prêmio será realizada

no final da Feira do Livro de Frankfurt, em

20 de outubro, na igreja Paulskirche, e terá transmissão

ao vivo pela TV alemã. A Federação disse

ainda que com a força do Instituto Terra, o fotógrafo

atuou de forma direta na recuperação ambiental.

O presidente do órgão, Heinrich Riethmüller,

disse que as fotos em preto e branco do fotógrafo

servem como uma homenagem à grandeza da

natureza, dando visibilidade tanto à desfiguração

da Terra quanto à sua frágil beleza. “Sebastião Salgado

nos dá a chance de compreender o planeta

como ele é: um habitat que não pertence somente

a nós e que deve ser preservado urgentemente”.

A Sigma acaba de lançar uma nova câmera

sem espelho full-frame. O equipamento traz

sensor BSI-CMOS de 24.6MP. Bem leve e

compacta, a mirrorless pesa só 370 gramas.

Ela possui entrada para HDMI, tela sensível

ao toque de 3.2 polegadas e ISO que pode

ser expandido para 6/102400. A fp consegue

capturar fotos em arquivos DNG de 14

bits e é compatível com o programa Photo

Pro da Sigma. Em disparo rápido, ela clica

18 quadros por segundo. Na parte de vídeo,

o equipamento filma com qualidade 4K.

FHOX NO VÍDEO

FHOX agora também é uma produtora de vídeo.

Encabeçada por Mozart Mesquita e Renato

Rizzutti, a FHOXPlay trará entrevistas em vídeo,

coberturas de eventos, tutoriais de equipamentos,

apresentações ao vivo e cursos online. Parte

da produção será disponibilizada no YouTube.

Além disso, a produtora também fará consultorias

e gravações para empresas interessadas no

vídeo como ferramenta de conteúdo.


JULHO/AGOSTO 2019 · | 77

Divulgação

SIRUI LANÇA DOIS NOVOS

MODELOS DE LENTE

Recentemente, a SIRUI USA anunciou o lançamento

de dois novos modelos de lentes que podem

ser acopladas a smartphones para uso de fotos

e vídeos. As novidades prometem ser opções

interessantes para aqueles que usam o aparelho

celular para produzir seu material. Um dos modelos

é o TL-400mm Long Focus Lens Kit, que

conta com um tripé de mesa e um sistema de

multi-lentes anti-reflexo. Ele prioriza o trabalho

com as luzes e redução de distorções. Feito de

alumínio e com um controle remoto via Bluetooth,

permite liberdade no manuseio do fotógrafo.

O outro acessório, esse voltado para gravação de

vídeos, é o VD-01 Anamorphic Lens. A peça permite

a gravação no formato widescreen. Vale dizer

que o manuseio de ambos também requer o uso

do SIRUI Lens App, disponível para iOS e Android.

CANON PROMOVE

FESTIVAL DE

FOTOGRAFIA EM SP

A Canon do Brasil realizará, no dia 21 de setembro,

o Brasil o Zoom iN Project, festival

de fotografia que é sucesso em várias partes

do mundo. O evento, com entrada gratuita,

acontecerá no Pavilhão da Bienal, no Parque

do Ibirapuera, em São Paulo. Durante todo o

dia ocorrerão diversas atividades para fotógrafos

amadores, profissionais, produtores de

vídeo e influenciadores. Entre as atividades

estão palestras com nomes importantes do

mercado, como Bob Wolfeson e Araquém Alcântara.

Além de exposições, serviço de limpeza

de equipamentos EOS Digital da Canon

(valores cobrados a parte) e ações voltadas

para impressão, fotografia e soluções de imagem

da própria empresa.

O RETORNO DO FILME

NEOPAN 100 ACROS II

(P&B), DA FUJIFILM

Um filme com granulação fina e nitidez

extrema que realçam detalhes. Assim é a

descrição das características do Neopan

100 Acros II. Indicado para várias situações,

a Fujifilm decidiu retomar a produção do

produto por conta do interesse de jovens

(millennials e geração Z). Trata-se de uma

versão superior ao filme Neopan 100 Acros.

O relançamento chegará nas versões 35mm

e 120, primeiro de forma exclusiva no Japão.

E na sequência deve ser lançado em outras

partes do mundo (de acordo com a demanda).

Uma boa notícia para a fotografia

analógica e apaixonados por fotografia em

preto e branco com a mais qualidade.

BENQ ANUNCIA SW270C,

NOVO MONITOR PARA

FOTÓGRAFOS

A BenQ lançou no

mercado um novo

modelo de monitor,

voltado para edição

de imagens e vídeo.

Trata-se do Photovue

SW270C, que

é da mesma linha

do já conhecido

SW2700PT, mas que conta com alguns recursos

adicionais. O monitor tem tela de 27”, resolução

de 2560x1440, resolução 2K e 99% de fidelidade

no AdobeRGB. Além disso, também traz duas

portas HDMI 2.0, duas USB 3.1, um DisplayPort

1.4 e um leitor de cartões SD. Também traz uma

entrada USB-C que permite transmissão de dados

e de energia pelo mesmo cabo. O SW270C

também traz um recurso chamado Color Uniformity

Technology que, segundo a fabricante, promete

ainda maior precisão nas cores por toda a

altura e largura da tela.

Divulgação


78 | · JULHO/AGOSTO 2019

VISITARAM A REDAÇÃO Fotos: FHOX

Vinícius Granes, responsável pela área de câmeras da Série X da

Fujifilm no Brasil, nos visitou para falar da expansão da linha X no

País. Contou também sobre as atividades inovadoras que a Fuji está

preparando para o 2º semestre.

Pedro Garcia, fotógrafo responsável pela conta do Instagram “Cartiê

Bressão” (@cartiebressao), visitou nossa redação e ainda participou do

episódio #193 do FHOXCast, que já está disponível nas plataformas de

streaming.

Alexandre Keese, empresário e especialista em Photoshop, é criador

do Photoshop Conference e ExpoPrint Latin America. Veio falar das

perspectivas para os eventos no próximo ano e comentou sobre os

desafios com a quantidade de atividades desse tipo acontecendo no

País.

Cristiano Burmester, fotógrafo, publicitário e presidente da

Associação Brasileira de Fotógrafos (ABRAFOTO). Esteve na FHOX

e falou sobre seu interesse em parcerias com a Escola de Negócios

FHOX, além da necessidade do profissional se adaptar às novas

realidades do mercado.

Lucas Lima, proprietário do Rei da Cabine, nos visitou para falar sobre

empreendedorismo no setor de cabines e sobre sua apresentação no

Cabine Photoshow 2019.

Andressa Braga, gerente de marketing do Grupo FotoSul, e Rodrigo

Scortegna, diretor do Grupo FotoSul, estiveram na FHOX e falaram

sobre as novidades da empresa, que tem investido em design e em

aproximações com o universo da moda e arquitetura para agregar

valor aos seus produtos fotográficos.

SÃO PAULO

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