Jornal das Oficinas 166

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LUBRIFICANTES

ESPECIAIS

ADITIVOS

& SPRAYS HOLANDA - DESDE 1906

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

166

Setembro 2019

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XIV | 3 EUROS

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ECONOMIA CIRCULAR

GUERRA

ao AO DESPERDÍcio

PÁG. 6

indasa

PÁG. 16

Mudança no paradigma comercial

da empresa. Rafael Dias é o novo

responsável pelo mercado ibérico

ancia

PÁG. 20

Paulo Areal, presidente da

associação, defende a inspeção

de todos os veículos motorizados

bilstein group

PÁG. 30

Joaquim Candeias faz balanço

positivo dos 15 anos de atividade

da empresa em Portugal

técnica

PÁG. 84

No setor de pesados, o controlo

pericial é crucial para apurar a

amplitude dos danos produzidos

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OMaior

Evento

do AFTERMARKET em PORTUGAL

13SETEMBRO2019

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Editorial

DIRETOR

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO

Bruno Castanheira

bruno.castanheira@apcomunicacao.com

REDAÇÃO

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Joana Calado

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Propriedade/Editor João Vieira -

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Contribuinte 510447953

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Tel. +351 219 288 052/4

Fax +351 219 288 053

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Consulte o Estatuto Editorial no

site www.jornaldasoficinas.com

COMO CONTROLAR

O SEU NEGÓCIO

Numa época de grandes mudanças no mercado, com novas tecnologias a serem lançadas a um ritmo

quase diário, veículos com diversos tipos de motorizações a circularem nas estradas e novos

conceitos de mobilidade, os empresários da reparação debatem-se com muitas incertezas

relativamente ao futuro dos seus negócios. Que modelo de negócio devo implementar na minha

oficina para ser rentável no futuro? É a questão que muitos proprietários de oficinas nos colocam.

Não conseguimos prever o futuro, mas perante a evolução a que estamos a assistir, é fácil constatar que o

tradicional negócio da reparação automóvel vai mudar bastante.

Tradicionalmente, as oficinas independentes divulgam os respetivos serviços nas áreas onde estão localizadas e

os condutores telefonam ou visitam-nas para solicitarem um serviço de manutenção do veículo ou o diagnóstico

de um problema e a reparação do mesmo. Uma vez iniciado o trabalho, a cadeia de ações leva à obtenção da

informação técnica necessária para realizar o trabalho no veículo, à encomenda das peças de substituição e, por

fim, à instalação das mesmas.

Tem sido esta a base do modelo de negócio das oficinas independentes. No entanto, o cenário está a começar a

mudar. O futuro está a ficar muito mais relacionado com a mobilidade e com os seus serviços. E, isto, terá um impacto

enorme no modelo de negócio existente. Já está a acontecer e é influenciado por

diversos fatores, sendo o mais importante a mudança de propriedade

do próprio veículo. As gerações mais novas preferem os veículos de

leasing ou renting à compra de um e, portanto, toda uma nova

gama de serviços de mobilidade está a ser concebida. Isto significa

que o proprietário do veículo deixa de ser o indivíduo para

passar a ser uma organização ou até continuar a ser o próprio

fabricante do veículo. Este fator está a alterar de modo fundamental

a forma como a manutenção e a reparação dos veículos

é efetuada, o que, por sua vez, altera o modelo de negócio das

oficinas independentes.

As empresas de leasing e renting que gerem grandes frotas serão

os novos clientes das oficinas e quererão negociar preços baixos

dos serviços e das peças utilizadas nas reparações. Precisam,

também, de um contacto centralizado e uma função de administração,

o que, numa oficina individual independente,

será difícil de proporcionar.

Integrar uma rede oficinal é uma solução, tendo em

consideração a estrutura e a estratégia da organização

à qual se possa juntar, dado que necessita de muito

mais do que apenas um projeto de oficina. Irá necessitar

de uma abordagem orientada para o negócio, na

qual as negociações possam ser realizadas em nome

dos membros da rede, com funções de administração

coordenadas centralmente. À medida que estes novos

serviços de mobilidade se tornem parte dos modelos

de propriedade dos veículos, elementos cruciais do

negócio das oficinas serão fortemente influenciados

pelas exigências destas organizações proprietárias

de veículos. l

João Vieira | Diretor

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FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

PAULO MALHEIRO TOMÁS,

BUSINESS COACH NA THROUGH

THE NOUS E CEO DA AUTO

DIESEL, LDA.

OS INVESTIMENTOS

NECESSÁRIOS PARA

REPARAR VEÍCULOS

ELÉTRICOS E

TECNOLOGICAMENTE

EVOLUÍDOS SÓ ESTÃO

AO ALCANCE DE

POUCOS

DÁRIO AFONSO, DIRETOR-GERAL

DA ACM E FUNDADOR DO IMC

A NOVA MOBILIDADE

VAI TRAZER

BENEFÍCIOS

FANTÁSTICOS

ÀS SOCIEDADES, ÀS

ORGANIZAÇÕES,

ÀS PESSOAS E ATÉ

MESMO AO PLANETA

V GALA TOP100

É

já no próximo dia 13 de setembro que se realiza a V Gala TOP100. Um evento que é já uma tradição

no aftermarket nacional e que volta a juntar mais de 150 personalidades de diversas áreas ligadas

à distribuição de peças, equipamentos e repintura. O local será, de novo, a Quinta do Monte Redondo,

parceiro da gala desde a primeira hora e local privilegiado para receber os convidados, que, este

ano, terão a oportunidade de desfrutar de um magnífico sunset nos jardins da quinta. Para além dos

bons momentos de convívio e confraternização que esperam todos os participantes, a gala é, também, um

evento de celebração e reconhecimento das empresas que mais se destacaram no último ano em diversos

rácios económico-financeiros. Tudo está a postos para receber os convidados e premiar os vencedores,

num evento que pretendemos que seja inesquecível para todos. A realização desta gala corresponde, em

absoluto, à nossa maneira de estar no mercado e à forma como gostamos de acrescentar valor ao setor.

É este o nosso compromisso com as empresas que confiam no nosso trabalho e com os leitores que nos

seguem. Um agradecimento muito especial aos patrocinadores, que nos apoiam e ajudam a manter o

elevado nível deste evento cheio de glamour: SKF, Arnott, Pro4matic, Bahco, KYB, Japanparts Group,

TRUSTAUTO, Quinta do Monte Redondo, UFI/Sofima, Safetykleen e Europartner.

SEMÁFORO

PAULO AREAL, PRESIDENTE DA

ANCIA

OS CENTROS DE

INSPEÇÃO SÃO

JÁ VERDADEIROS

‘POSTOS DE

EXCELÊNCIA’, NO

ÂMBITO ESPECÍFICO

DA INSPEÇÃO

TÉCNICA DE

VEÍCULOS

PNEUS CONTINUAM A

SER NEGLICENCIADOS

Os pneus são o único elo de ligação

entre o veículo e a estrada. Mas os

condutores continuam a negligenciá-los.

Os resultados da campanha realizada

pela Comissão dos Produtores de Pneus

da ACAP, em julho, na cidade de Coimbra,

a 130 veículos, são merecedores do

nosso Semáforo Vermelho. Porque são

elucidativos: 29% dos pneus analisados

tinha uma profundidade incorreta.

WLTP CONDICIONA

FROTAS DE EMPRESAS

Os números são claros: 58% das

empresas lusas prevê alterar as suas

frotas de ligeiros graças ao WLTP; 46%

pensa alterá-las devido às notícias

sobre o Diesel; 24% garante começar a

escolher modelos com menores emissões

de CO 2

. O nosso Semáforo Laranja, de

expectativa, vai para este último ponto

do Observatório 2019 da Arval, aquele

que devia nortear estas decisões.

DPAI E INDEG-ISCTE

FORMAM SETOR

A DPAI e o INDEG-ISCTE voltam

a promover uma formação para

profissionais do pós-venda automóvel.

O nosso Semáforo Verde, de aplauso, vai

direto para esta parceria, que permite

colocar em ação, no mês de outubro, mais

uma edição do Programa Avançado de

Gestão para Profissionais do Pós-Venda.

Perante os desafios atuais, apenas um

setor bem conhecedor estará à altura.

4 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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DESTAQUE

ECONOMIA CIRCULAR

REDUZIR IMPACTO

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TODOS OS DIAS, SOMOS “BOMBARDEADOS”

COM IMAGENS E CAMPANHAS A PROMOVER O

BEM-ESTAR DO NOSSO PLANETA. MAS SERÁ

QUE TODOS ESTAMOS A UNIR ESFORÇOS

PARA, EFETIVAMENTE, TORNAR O AMBIENTE

MELHOR? ESTAREMOS MESMO TODOS

A FAZER TUDO O QUE ESTÁ AO NOSSO

ALCANCE? ESTARÁ O AFTERMARKET A DAR

ÀS QUESTÕES AMBIENTAIS A ATENÇÃO QUE

ELAS MERECEM? EM QUE MEDIDA PODE A

ECONOMIA CIRCULAR CONTRIBUIR PARA

REDUZIR O IMPACTO AMBIENTAL? NESTE

ARTIGO, FOMOS À PROCURA DE RESPOSTAS

por Joana Calado

Vivemos numa sociedade cada vez mais alerta e preocupada com

as questões ambientais. Quanto mais não seja, pela proliferação

das doenças respiratórias e pelo (cada vez mais evidente) aquecimento

global que, a um ritmo frenético, nos chegam através das

notícias. Muitos de nós recicla o lixo que produz em casa. Mas, e

as peças que são retiradas dos veículos? A Economia Circular pretende

colmatar os erros que possam ser cometidos nesta área. Já

foi aplicada aos pneus e começa, agora, estar cada vez mais presente

no setor dos componentes também.

Linear vs Circular

O modelo linear assenta no pressuposto de que existe um número

limitado de recursos que são utilizados na fabricação dos diversos

componentes, não havendo uma preocupação com o impacto ambiental

que estes terão no final do seu ciclo de vida útil nem com

os resíduos resultantes da sua produção e utilização. No modelo

circular, os recursos partem da natureza e deverão lá regressar no

final da sua vida útil, quer em forma de resíduos ou noutras formas

com menor impacto ambiental. Procura-se, assim, minimizar tanto

quanto possível os efeitos que determinado componente possa

ter no meio ambiente.

O modelo de Economia Circular surge devido à escassez de recursos

naturais, aos preços elevados das matérias-primas, à maior

volatilidade dos preços dos materiais e ao aumento estimado da

população mundial. Ao utilizarem este sistema económico, os fa-

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ECONOMIA

CIRCULAR

bricantes garantem que, não só, poderão

adquirir alguma matéria-prima

proveniente da produção, que

poderá ser utilizada em componentes

de outro tipo, como, eventualmente,

reaver algum do valor investido.

Por isso, a Direção-Geral das

Atividades Económicas define, no

seu website, a Economia Circular como

um elemento chave para promover

a dissociação entre o crescimento

económico e o aumento no consumo

de recursos. Este é um assunto que

tem vindo a ganhar força, não só em

Portugal, mas, também, em toda a

Europa. Em 2015, a Comissão Europeia

adotou o Plano de Ação para a

Economia Circular.

Na diretiva tornada pública em relação

a este plano pode ler-se: “A

Economia Circular criará empregos

a todos os níveis de competências e

oferecerá oportunidades de integração

e coesão social”. Hoje, começamos

a ver os resultados de um novo

sistema económico.

Valorcar: resíduos ativos

A Valorcar, a única entidade que respondeu

até à data de fecho deste artigo,

de todas as que o Jornal das

Oficinas contactou a propósito deste

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8 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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tema, tem vindo a desenvolver, juntamente

com a Valorpneu, uma série

que iniciativas que conduzem ao

reaproveitamento ou reciclagem de

resíduos produzidos pelo setor automóvel.

Através da reciclagem do aço

da carroçaria do automóvel, é possível

produzir vigas de sustentação para a

construção civil. Utilizando os pneus,

produz-se pavimentos para parques

infantis, pistas de atletismo e campos

de futebol, entre outras aplicações.

Até mesmo o óleo pode ser aproveitado

como base para novos fluidos.

José Amaral, diretor operacional da

Valorcar, explica que estes resíduos poderão

ser tratados de forma a ocorrer

valorização energética dos mesmos. E

exemplifica: “Através da combustão

do pneu ou de uma mistura de fibras e

plásticos (resultante do processamento

de veículos em fim de vida), num

forno de cimento para fornecer o calor

necessário à produção de clínquer, um

dos constituintes do cimento”. E prossegue:

“Por outro lado, estando nós a

falar de componentes automóveis, o

mais simples será a reutilização de peças,

que poderão ser colocadas em veículos

diferentes do original. No caso

de componentes mais complexos, como

motores e caixas de velocidade, deverá

ser realizada a substituição ou retificação

das peças necessárias”.

Atualmente, a Valorcar apresenta

no seu website os seguintes da-

dos: 808.890 veículos reciclados e

209.491 baterias recicladas desde

o início da sua atividade. O diretor

operacional não tem dúvidas quando

afirma que “estes números têm uma

forte tendência para aumentar, até

porque, até aqui, a Valorcar tem vindo

a cumprir com os objetivos de reciclagem

anuais previstos nas licenças:

85% no caso dos veículos e 65% para

baterias de chumbo”.

Da reposição às oficinas

O setor da reposição e as oficinas ficam

ainda mais intrinsecamente ligadas

quando adotam o modelo de

Economia Circular. A experiência

mostra-nos que ambos os elos têm

SEGUNDO O PLANO DE AÇÃO PARA A ECONOMIA CIRCULAR, ESTA

CRIARÁ EMPREGOS A TODOS OS NÍVEIS DE COMPETÊNCIAS E

OFERECERÁ OPORTUNIDADES DE INTEGRAÇÃO E COESÃO SOCIAL

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ECONOMIA

CIRCULAR

ESTANDO NÓS A FALAR DE COMPONENTES PARA AUTOMÓVEIS,

O MAIS SIMPLES SERÁ A REUTILIZAÇÃO DE PEÇas, QUE PODERÃO

SER COLOCADAS EM VEÍCULOS DIFERENTES DO ORIGINAL

realizado vários esforços para pôr

em marcha um sistema de Economia

Circular completamente funcional.

E se este esforço não for conjunto

dos vários intervenientes, alguns deles

externos à área do aftermarket, o

sistema nunca será totalmente implementado.

“Muitas peças novas vendidas

para reposição incorporam já

material reciclado. Por exemplo, uma

quantidade significativa do chumbo

incorporado nas baterias novas foi reciclado

a partir de baterias usadas”,

explica José Amaral. Este exemplo reflete,

perfeitamente, a necessidade de

colaboração de ambas as partes, pois,

se as oficinas não entregarem o material

passível de reciclagem ou reutilização,

então as empresas especializadas

na área ambiental não poderão

executar este tipo de serviços. Por isso,

o diretor operacional da Valorcar

deixa um alerta: “As oficinas devem

continuar a apostar na separação e

encaminhamento adequado dos resíduos

resultantes da sua atividade, por

forma a potenciar a sua reciclagem ou

valorização energética, bem como os

ganhos económicos associados”.

Por outro lado, os centros de abate

também devem continuar a sua importante

tarefa nesta cadeia, uma vez

que têm vindo a “desenvolver ferramentas

de venda de peças usadas cada

vez mais sofisticadas. Por exemplo, lojas

online com fotos das peças”, afirma

José Amaral. Apesar de os centros de

abate estarem em ascensão e existirem

cada vez mais formas de aquisição destas

peças, até para o cliente final, alertamos

para que antes de se adquirir

uma destas peças, se tenha em atenção

que é proveniente de um centro de

abate licenciado, pois a aquisição de

peças usadas em centros não licenciados

é proibida legalmente.

Pontos de recolha

Atualmente, a Valorcar dispõe de 160

centros de abate de veículos e recolha

de baterias, aos quais podemos adicionar

os cerca de 50 centros de recolha

da Valorpneu. O que perfaz, assim,

um total de mais de 200 centros

de recolha ao dispor dos produtores

de resíduos, todos eles criteriosamente

selecionados e, posteriormente, auditados

regularmente, de forma a garantir

que todos cumprem as normas

exigidas para a Gestão de Veículos em

Fim de Vida e/ou Resíduos de Baterias

e Acumuladores.

No que diz respeito às baterias e

acumuladores, já existem centros

Valorcar capacitados para receber,

também, baterias de veículos híbridos

e elétricos. No caso específico

que abordamos aqui, destacam-se

os centros de abate. Estes devem, tal

como alertado acima, ser licenciados

para as atividades que praticam. “São

gestores de resíduos que efetuam o

desmantelamento do veículo em fim

de vida em vários componentes ou

materiais e possibilitam o encaminhamento

destes para reutilização,

reciclagem ou valorização energética”,

esclarece o diretor operacional

da Valorcar.

Destacam-se, como atividades dos

centros de abate, a trituração de carcaças

de veículos e posterior separação

dos vários metais, a fundição de

todo o alumínio retirado para posterior

reciclagem e produção de novos

componentes e ainda o processamento

de vidro automóvel para, posteriormente,

ser entregue à indústria cerâmica.

Para além disso, muitos deles

realizam, também, a gestão dos resíduos

produzidos pelas oficinas durante

a manutenção de veículos. “Por

estes motivos, continuarão a ser parceiros

importantes das oficinas no encaminhamento

dos resíduos por elas

produzidos”, conclui José Amaral.. l

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OPINIÃO

PAULO MALHEIRO TOMÁS, BUSINESS COACH NA THROUGH THE NOUS

E CEO DA AUTO DIESEL, LDA.

(R)EVOLUÇÃO SOCIAL

SEGUNDO UM ESTUDO DO WORLD ECONOMIC FORUM, A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E A EVOLUÇÃO DAS

MÁQUINAS, DURANTE OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS, VÃO ACABAR, EM TODO O MUNDO, COM 75 MILHÕES DE

POSTOS DE TRABALHO E CRIAR 133 MILHÕES DE NOVOS POSTOS

Por outras palavras, em termos

mundiais, a Indústria 4.0

criará 58 milhões de novos

postos de trabalho, que, por

definição, serão funções diferentes

das extintas. Na área das oficinas e

suas congéneres, foi, recentemente,

divulgado um estudo efetuado pelo

UBS e publicado pelo Ministério da

Indústria, Comércio e Turismo, na

sua revista “Industrial Economics”,

sobre Espanha, onde é afirmado que

a chegada do veículo elétrico a esse

país poderá significar a destruição de

40 mil empregos, diretos

e indiretos, no

setor automóvel,

nos próximos

seis anos.

A ausência de fábricas de baterias

elétricas e semicondutoras, além

da alta exposição a fabricantes de

componentes, setor que num veículo

elétrico terá menor peso e que agrega

o potencial impacto económico

do setor elétrico, poderá reduzir

em 60% o volume de negócio das

oficinas, como resultado de menos

componentes e do menor desgaste

do veículo elétrico.

Em Portugal, o McKinsey Global

Institute e a Nova School of

Bussiness and Economics efetuaram

um estudo sobre a mesma temática

e chegaram à conclusão que o nosso

país perderá, até 2030, cerca de

500 mil postos de trabalho. Este

estudo tem já em linha de conta as

entradas e saídas das novas funções.

Segundo dados do INE (Inquérito

ao Emprego, tendo como fonte

a PORDATA e estando a última

atualização datada de 6 de fevereiro

deste ano), Portugal tem 5.232.600

trabalhadores no ativo, prevendose

a sua diminuição devido ao

envelhecimento da população. Se

contabilizarmos a diminuição da

população ativa por envelhecimento

e a diminuição do número de postos

de trabalho devido à Indústria 4.0,

passaremos para, aproximadamente,

quatro milhões de trabalhadores

ativos e 6,5 milhões de inativos,

o que colocará em risco toda a

estrutura de um estado social.

No setor da manutenção e

reparação de veículos, existem 7.300

empresas registadas com este CAE

(45200) que empregam 30.500

colaboradores, que, na sua grande

maioria, são micro empresas, sem

capacidade de investimento nas

novas tecnologias. Semelhante

situação vai originar a que o mercado

se torne polarizado, entre as muito

grandes, com acesso à tecnologia, e as

muito pequenas, sem acesso à mesma

e sem capacidade para acompanhar

a evolução do automóvel. Não será,

pois, de estranhar, que os fabricantes

ou os representantes destes em

Portugal, tenham uma postura de

mercado, mais fechada do que há uns

anos. Se até aqui, apesar de muitas

RECENTES

ESTUDOS

VIERAM TRAZER

À TONA ALGUMAS

ALTERAÇÕES

SOCIOLÓGICAS,

PREVISÍVEIS COM

A INDÚSTRIA 4.0

falhas, o regulamento europeu

Block Exemption ainda funcionava,

num futuro próximo deixará de ter

qualquer utilidade. Sem a ajuda dos

fabricantes, poucos serão os que

conseguirão efetuar reparações nos

novos veículos.

Os investimentos necessários

para reparar veículos elétricos e

tecnologicamente evoluídos só

estão ao alcance de poucos, quer em

termos da formação e conhecimento

necessários, quer em termos de

aparelhos de diagnóstico e de

intervenção nas viaturas. Estamos

perante um novo paradigma. Dentro

de cinco anos, teremos milhares

de indivíduos com capacidade

para trabalhar mas “inaptos” para

as exigências do mercado. Por

outro lado, existirá falta de mão de

obra especializada neste setor em

profunda mudança. Não se trata

apenas de estar atento à evolução do

setor da reparação automóvel. Estou

profundamente preocupado com a

falta de medidas, que já deveriam

ter sido tomadas em prol da nossa

sociedade.

A mudança já não acompanha os

ventos. É mais rápida. O próprio

pensamento corre sérios riscos de

ficar para trás. Importa, por isso,

repensar o modelo empresarial e

dar a devida importância às pessoas,

que, na realidade, são a essência de

qualquer empresa! l

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Melhora o rendimento do motor

Até 5% de economia no consumo

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Observatório

CONCEITOS DE MOBILIDADE

UM AVIÃO? NÃO!

UM CARRO VOADOR!

Será um avião? Um drone? Não

exatamente! É um automóvel

voador! A NEC acaba de dar

um primeiro passo – ou voo, se quisermos...

– no sentido de tirar o automóvel

do asfalto e de o apontar ao céu. Para

já, o projeto encontra-se ainda numa

fase experimental. O teste centrou-se

no ato de descolagem, tendo sido realizado

numa área delimitada para garantir

a segurança deste carro-voador,

um protótipo da New Corp. O veículo,

não tripulado, tem um formato em

tudo idêntico ao de um drone, embora

gigante, e levantou voo durante apenas

um minuto, mas alcançou uma altura

de três metros, através dos comandos, a

partir do solo, por controlo remoto. Na

opinião do vice-presidente da empresa,

Abiko, Norihiko Ishiguro, em declarações

à Bloomberg, “a NEC acredita que

uma revolução de viagens, centrada em

carros voadores, vai acontecer. E quando

chegar a hora, a empresa fornecerá

A EMPRESA NIPÓNICA

NEC DÁ UM PULO

GIGANTE NO

DESENVOLVIMENTO

DOS AUTOMÓVEIS

VOADORES. PARA JÁ, O

PROTÓTIPO AINDA SÓ

DESCOLOU, MAS, EM

2023, O PROJETO SERÁ

REALIZAR ENTREGA DE

MERCADORIA POR VIA

AÉREA por Jorge Flores

tecnologia e serviços como base na gestão/administração”.

Autónomos pelo ar

Graças ao sucesso da experiência, a

nipónica NEC garante uma posição

privilegiada na grelha de partida, entre

as grandes empresas (Uber, Airbus,

Volocopter e Boeing, por exemplo),

para a corrida generalizada aos

veículos voadores autónomos. Mas

até ver a luz do dia, o protótipo ainda

terá de voar muito. São diversos

os problemas ainda por resolver. O

maior deles prende-se com a vida útil

da bateria. O modelo recorre à tecnologia

EVtol (significa descolagem

e aterragem vertical elétrica, numa

tradução livre), que pretende ser menos

dispendiosa e silenciosa do que a

utilizada nos helicópteros.

Investimento de risco

Por enquanto, o investimento da NEC

é ainda considerado de risco. De tal

maneira, que o Japão criou o “Fundo

Drone”, reunindo um grupo de

capitais de risco de modo a financiar

grande parte dos projetos de modelos

voadores autónomos. Ainda em 2018,

Fumiaki Ebihara, analista do Ministério

da Economia japonês, afirmara

que estava “na hora” de os veículos

voadores se tornarem reais, devido

às inovações em termos de motores e

baterias”. As afirmações ganham agora

sentido.

Em construção, pelas mãos do governo

nipónico, encontra-se ainda um

campo de testes, em Fukushima, na

zona da central nuclear onde aconteceu

a catástrofe provocada pelo maremoto

do sismo de 11 de março de 2011.

O objetivo final será criar infraestruturas

tecnológicas para assegurar que, a

partir de 2023, as viagens diárias de

entrega de mercadoria sejam realizadas

(também) por via aérea. l

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empresas

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INDASA

DIREÇÃO IBÉRICA

RAFAEL DIAS É O NOVO DIRETOR IBÉRICO DA INDASA, CARGO ASSUMIDO

A 1 DE SETEMBRO. A MUDANÇA DE PARADIGMA COMERCIAL UNIRÁ

OS MERCADOS PORTUGUÊS E ESPANHOL ATRAVÉS DE UMA VISÃO COMUM.

O JORNAL DAS OFICINAS ACOMPANHOU A PASSAGEM DE TESTEMUNHO

DO HISTÓRICO RESPONSÁVEL NACIONAL DE VENDAS, PAULO CASTRO por Jorge Flores

Portugal e Espanha. Dois mercados unidos numa

estratégia e numa direção comum. A Indasa empreendeu

uma grande mudança na sua estrutura

comercial, nomeando Rafael Dias como iberian

market manager, substituindo, já em setembro, o anterior

responsável da área de vendas a nível nacional,

Paulo Castro. O Jornal das Oficinas presenciou a passagem

de testemunho.

Num ano em que a Indasa abriu uma filial em Itália e se

prepara para celebrar quatro décadas de existência, trata-se

de uma fusão relevante para a atividade da empresa.

Antes desta mudança de estratégia comercial, a Indasa

dispunha apenas de uma filial em Barcelona, que era

controlada a partir de Portugal. Mas faltava uma figura

que assumisse categoricamente a direção ibérica.

Rafael Dias abraçou a empresa a 15 de abril deste ano.

De nacionalidade venezuelana, mas filho de portugueses,

conta com traços de ambas as culturas como trunfo

para abordar o mercado ibérico com forte ambição.

“Trabalhei 12 anos numa empresa do setor e a minha

última função era business unit manager da Automotive

Aftermarket Division da América Central. Estava

sedeado no Panamá. Estive seis anos neste país a fazer

isso. Entretanto, fui convidado a participar neste projeto.

Achei que era um projeto muito interessante, desafiante”,

começa por explicar Rafael Dias. “É um processo

de transição da empresa. Estão a construir-se os

próximos 40 anos da Indasa. Achei muito gratificante

fazer parte disso”, afirma. “Vim com a minha família e

tem sido tudo uma aventura. Conhecer toda a cultura

da empresa. Conhecer os clientes da empresa. Conhecer

os mercados, que são um bocado diferentes da

América Central e Caribe. Estamos nessa fase. O Paulo

Castro está a ser uma guia espetacular a levar-me a conhecer

o mercado nacional, explicando-me as especificidades

dos clientes”, sublinha.

Unir realidades

O desafio de Rafael Dias, para os próximos tempos,

é grande. “Nesta fase de transição, a Indasa tem feito

um plano muito importante para o mercado nacional.

O objetivo é que a transição seja feita da forma mais

simples possível, sem afetar os nossos clientes. E ambas

as realidades são diferentes. Na portuguesa, temos

uma grande presença nas oficinas. Tem sido um ótimo

acompanhamento dos clientes com o Paulo Castro. E

RAFAEL DIAS MUDOU-SE, JUNTAMENTE

COM A FAMÍLIA, DE “ARMAS E BAGAGENS”

DO PANAMÁ PARA PORTUGAL. ESTÁ NA

INDASA DESDE O DIA 15 DE ABRIL DE 2019

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INDASA

DE NACIONALIDADE VENEZUELANA, MAS FILHO DE PORTUGUESES,

RAFAEL DIAS VESTE A CAMISOLA (OU MELHOR, O FATO) DA INDASA

24H POR DIA. A APRENDIZAGEM TEM SIDO UMA CONSTANTE

o mercado espanhol é diferente. Estamos,

agora, numa posição mais de

conquista. A apresentar as nossas

soluções, a gerir o mercado de outra

forma, simulando, mais ou menos,

o que é feito em Portugal. São

duas realidades distintas. Aqui, é um

mercado mais a proteger o que temos

e ainda a acrescentar valor. Em Espanha,

é conquistar. São duas estratégias”,

explica o responsável ao nosso

jornal.

Conforme dá conta, são três os objetivos

prioritários. “Primeiro, tentar

conhecer 100% dos clientes da Indasa

até final deste ano. Estou a conhecer

aos poucos os clientes que temos.

Ainda temos alguns meses pela

frente. Espero apresentar-me a todos

os clientes. O segundo objetivo é fazer

a transição o mais simples possível.

Isto implica não fazer alterações,

não fazer mudanças, continuar, mais

ou menos, a mesma filosofia de trabalho

e concretizar essa transição. O

terceiro objetivo é adaptar-me ao negócio

e ao mercado português. Perceber

bem a nossa realidade e qual

o posicionamento da Indasa dentro

do mercado. Ver onde é que estão as

oportunidades de crescer. Vestir a camisola

da Indasa. Conhecer os nossos

produtos e processos”, revela Rafael

Dias ao Jornal das Oficinas.

Por outro lado, em Espanha, a Indasa

tem uma margem de exploração

muito maior do que em Portugal,

por via do próprio mercado e do

trabalhado já realizado. “Estamos,

agora, a investir numa nova estrutura

de comerciais. No ano passado,

foi inserido na equipa um técnico comercial.

Vamos ter um outro na área

de Madrid. Vamos construir, fazer

parte de um espaço de uma academia.

São duas realidades diferentes,

mas igualmente desafiantes. Mas o

mais exigente, é continuar o legado

de Paulo Castro. São 25 anos como

rosto da Indasa, A passagem de testemunho,

junto dos clientes, sem haver

nenhuma disfunção, isso sim, será

muito difícil”, reforça Rafael Dias.

PASSAGEM de testemunho

Paulo Castro continuará na empresa

até ao final deste ano, certificando-se

que a passagem de testemunho será

feita da melhor maneira. “Vou continuar

a tentar ajudar, aconselhar,

na medida do possível e das necessidades.

E, no final deste ano, entro

de férias definitivamente”, conta. Da

sua parte, de resto, a escolha do novo

responsável ibérico não poderia ter

sido mais feliz. “Em primeiro lugar,

considero que é muito importante o

facto de ele vir de uma empresa líder

no nosso setor. Portanto, traz uma

experiência profissional obviamente

muito rica. E, isso, é muito positivo.

Desde o início que previ que houvesse

alguma dificuldade no processo de

adaptação do Rafael em termos da

língua e da mentalidade, mas sempre

achei que isso seria ultrapassado com

o tempo. E vai ser ultrapassado, com

certeza, naturalmente. Ao fim de três

meses, sinto que o Rafael já fala melhor

português do que falava no início

e, também, já está mais adaptado. Já

foi percebendo quais são as diferenças

culturais, a forma de estar com as pessoas.

É um processo evolutivo. Muito

honestamente, acredito que o Rafael

fará um excelente programa na Indasa”,

enfatiza Paulo Casto.

O responsável de vendas a nível nacional

tem acompanhado a longa

história da empresa, que é, atual-

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mente, um dos líderes europeus na

produção de abrasivos flexíveis de

alta performance, exportando 90%

dos seus produtos para cerca de 100

países. “Posso dizer que estou na Indasa

desde o início. Porquê? Porque

fui eu que fiz o transporte das primeiras

máquinas para a Indasa em

1979/1980, porque trabalhava numa

firma transitária e fui o encarregado

do transporte da primeira máquina

de fabrico. E, portanto, eu conheci

a Indasa e o engenheiro Santos desde

a primeira hora. Depois, fui fornecedor

da Indasa, como transitário,

durante vários anos. Há um quarto

de século, o engenheiro Santos veio

convidar-me para vir para esta casa.

E por aqui fiquei”, recorda.

Será uma despedida difícil? “É um

misto de... não digo que a saída será

emotiva, até porque vou continuar ligado

a esta empresa, deixo cá muitos

amigos e, portanto, virei cá de vez em

quando matar saudades. E espero

continuar a ser convidado para o almoço

de Natal. Não, não é isso”, brinca.

“É mais um misto de curiosidade,

mas, também, de alguma apreensão

face à nova etapa de vida que vem aí

e que não será fácil. Eu sei que nem

sempre é fácil a adaptação depois de

uma vida ativa, não é? Nem sempre

é fácil a pessoa passar para uma fase

em que vai ter muitas horas durante

o dia para gastar e, às vezes, sem saber

como. Mas vamos ver, vamos ver

como corre. É uma nova etapa da minha

vida. E direi que é a última! Mas

espero que seja muito longa ainda”,

deseja Paulo Castro. Uma certeza,

este histórico responsável nacional

de vendas tem: a Indasa marcou, definitivamente,

a sua vida. “Ah, sim!

Claro. Foram 25 anos. Foi a profissão

mais longa que tive na minha vida

profissional e foi uma excelente escola”,

remata. l

EM ESPANHA, A INDASA TEM MAIOR MARGEM DE PROGRESSÃO DO

QUE EM PORTUGAL, POR VIA DO PRÓPRIO MERCADO E DO TRABALHO

FEITO. O MAIS EXIGENTE É CONTINUAR O LEGADO DE PAULO CASTRO

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ENTREVISTA

PAULO AREAL, PRESIDENTE DA ANCIA

OS CENTROS DE INSPEÇÃO TERÃO

UM PAPEL CADA VEZ

MAIS PREPONDERANTE

NA NOSSA SOCIEDADE

A EVOLUÇÃO DOS CENTROS DE INSPEÇÃO AUTOMÓVEL TEM SIDO MUITO POSITIVA. NA OPINIÃO DE PAULO

AREAL, PRESIDENTE DA ANCIA, O CONTRIBUTO DO SETOR PARA A SEGURANÇA RODOVIÁRIA É GRANDE, MAS

LAMENTA A EXISTÊNCIA DE TANTOS OPERADORES por Jorge Flores

Reconduzido na presidência da Associação Nacional

de Centros de Inspeção Automóvel (ANCIA)

há dois anos, Paulo Areal realça a evolução positiva

do setor, nos últimos tempos. Destaca o papel

crucial dos centros na promoção da segurança

rodoviária e defende o alargamento das inspeções

a todos os veículos motorizados. Em entrevista ao

Jornal das Oficinas, o responsável lamenta a existência

de demasiados operadores no setor e reclama

uma alteração dos requisitos técnicos aplicados

pelos centros de inspeção relativos ao controlo

de emissões, que, segundo explica, devem “evoluir

rapidamente para formas mais rigorosas de inspeção”.

Foi reeleito há pouco mais de dois anos. Na altura,

estabeleceu como prioridade reforçar a “reputação

técnica e social” do setor. Que balanço pode fazer

da evolução do mesmo nestes dois últimos anos?

Ao longo dos últimos anos, o setor fez uma evolução

bastante significativa, tendo-se verificado um reforço

da credibilidade das inspeções junto da opinião pública,

em resultado do rigor e credibilidade do trabalho

desenvolvido pela generalidade dos operadores.

É indiscutível que estamos perante um setor que tem

contribuído para o aumento da segurança rodoviária

nas nossas estradas. E os centros de inspeção estão,

claramente, comprometidos com um serviço de

qualidade.

O que falta para que os centros de inspeção sejam

verdadeiros postos de excelência?

Os centros de inspeção são já verdadeiros “postos de

excelência”, no âmbito específico da inspeção técnica

de veículos, podendo, contudo, reforçar o seu contributo

à sociedade, quer no alargamento dos veículos

sujeitos a inspeção, quer na prestação de outros serviços

ao utente relacionados com o veículo. Considerando

a rede de centros de inspeção existente, quase

todos os serviços administrativos do Estado relacionados

com o veículo poderiam, vantajosamente, ser

prestados através da Rede Nacional de Centros de

Inspeção, facilitando, assim, o cumprimento de obrigações

legais dos cidadãos, reduzindo custos (e tempo),

para, por esta via, aproximar os serviços públicos

de quem deles precisa. Os centros de inspeção

dispõem dos meios necessários e Portugal pode tornar-se,

rapidamente, num exemplo de eficiência no

tratamento das diversas questões conexas com a mobilidade.

E, muito especialmente, com tudo o que se

relaciona com os veículos e seus proprietários. Esta

descentralização, com impacto direto na melhoria da

qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, constituiria

um momento de modernidade e de simplificação,

com ganhos para todas as partes envolvidas,

tendo sempre presente o objetivo de melhorar o serviço

prestado aos cidadãos.

Considera que existem demasiados centros de

inspeção em Portugal? Devia existir maior rigor na

atribuição de licenças para a sua abertura?

A ANCIA, enquanto associação do setor, considera

que a abertura de novos centros, operada pela Lei n.°

11/2011, de 26 de abril, alterada pelo Decreto-Lei n.°

26/2013, de 19 de fevereiro, muito para além daquilo

de que o utente necessita, gera problemas de vária

ordem, nomeadamente no controlo do sistema, com

consequências negativas para a segurança rodoviária,

e para a sustentabilidade e solvabilidade das empresas

que exercem esta atividade. Na verdade, estamos

perante um setor de atividade em que a procura

não é elástica, ou seja, é limitada por regulação legal,

em que o número de inspeções a efetuar é igual ao

número de veículos em função da sua idade de matrícula,

devendo ser conciliada a defesa e a promoção

da segurança rodoviária com uma rede de centros de

inspeção que cubra, adequadamente, o país, com a

garantia de qualidade, rigor e a adoção de padrões

de maior exigência, neste setor. E com as condições

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PAULO AREAL

OS CENTROS DE INSPEÇÃO SÃO JÁ VERDADEIROS ‘POSTOS DE

EXCELÊNCIA’ NO ÂMBITO ESPECÍFICO DAS INSPEÇÕES TÉCNICAS DE

VEÍCULOS, PODENDO REFORÇAR O SEU CONTRIBUTO À SOCIEDADE

mínimas de sustentabilidade económica

dos centros de inspeção. Neste

enquadramento, a ANCIA considera

ainda fundamental uma regulação e

fiscalização do setor mais ativa, condição

imprescindível para o exercício da

atividade com qualidade, assim como

um reforço da fiscalização no âmbito

do cumprimento desta obrigação legal

pelos utentes.

A realidade nacional é muito

diferente, quando comparada com

Espanha e com o resto da Europa?

Cada país tem, naturalmente, a sua

realidade adaptada à dimensão que

tem. No entanto, todos atuam sobre

o enquadramento da Diretiva

2014/45/UE e com um objetivo

comum: a segurança rodoviária. É

certo que a inspeção técnica de um

veículo tem um impacto direto na segurança

rodoviária. E, por este facto,

devido ao seu impacto na sociedade,

os veículos que circulam na via pública

devem estar em boas condições

técnicas e circular em segurança.

Esse excesso de oferta é prejudicial

à sua qualidade? Pode convidar

a facilitismos perigosos para a

segurança rodoviária?

Os centros de inspeção prestam um

serviço público aos utentes, sem

margem para erros ou atuações contrárias

ao prescrito legalmente. Com

a abertura de novos centros, muito

para além daquilo de que o utente

deste setor de atividade necessita,

não se verificou o necessário acompanhamento

de recursos humanos

para fiscalizar esta atividade. Neste

enquadramento, a ANCIA tem mantido

um diálogo persistente com a

tutela no sentido de uma regulação

mais forte e ativa em todas as suas

dimensões, em particular no âmbito

da regulamentação técnica, coordenação

e fiscalização, bem como na

adoção de medidas de salvaguarda

da sustentabilidade e solvabilidade

dos centros, pressuposto essencial

para garantir a qualidade e o rigor na

prestação deste serviço ao utente.

De um modo geral, os centros estão

bem equipados do ponto de vista

tecnológico?

A inspeção técnica constitui o principal

instrumento para garantir a aptidão

para a circulação rodoviária,

sendo marcada por uma forte regulamentação

por parte do Estado, situação

esta que implica o rigoroso cumprimento

de um conjunto amplo de

requisitos, assim como de elevado e

permanente esforço financeiro, designadamente

em instalações, recursos

tecnológicos, equipamentos, recursos

humanos e pagamento ao Estado de

uma contrapartida financeira de 15%

por cada inspeção realizada.

Continua a bater-se para que todos

os veículos motorizados sejam alvo

de inspeções. O que falta para que

isso seja possível?

Considerando a importância e o contributo

da inspeção técnica de veículos

na segurança rodoviária, na qualidade

ambiental e na conformidade

dos veículos de acordo com as suas

características originais ou homologadas,

defende-se o alargamento da

obrigatoriedade da inspeção periódica

obrigatória a todos os veículos

a motor que circulam na via pública,

designadamente, a todos os veículos

a motor de duas e três rodas,

bem como aos tratores agrícolas. Naturalmente

que tal medida depende

da decisão do Governo e os centros

de inspeção estão preparados e aptos

a controlar todos os veículos a motor

que circulam na via pública.

Há muito que defende uma “visão

integrada do setor”. As oficinas

de reparação e os centros deviam

estar mais próximos? De que

forma?

Cada setor tem a sua lógica e utilida-

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de na sociedade. As oficinas de reparação,

no âmbito do exercício da sua

atividade, bem como os centros de

inspeção, imbuídos do poder público

delegado pelo Estado, no controlo

das condições de funcionamento dos

veículos, qualidade ambiental e verificação

da sua conformidade de acordo

com as suas características originais

ou homologadas.

realidade dos centros de inspeção?

O parque automóvel de veículos híbridos

e elétricos mantém-se ainda

reduzido no nosso país, embora se

tenha verificado, nos últimos anos,

um crescimento bastante acentuado.

Sem prejuízo deste facto, os centros

de inspeção têm desenvolvido a sua

atividade com normalidade no que

se refere à inspeção técnica deste tipo

de veículos, antecipando-se, naturalmente,

inovações no que se refere

aos veículos autónomos.

Como está o setor a preparar-se

para esta revolução?

O setor sempre soube responder com

sucesso a todos os desafios ao longo

da sua atividade, estando a acompanhar

e a preparar-se para esta “revolução”.

Na verdade, a ANCIA tem

uma preocupação efetiva com esta

temática e, no âmbito das parcerias

que mantém com organizações internacionais,

participa em diversos

fóruns e grupos de trabalho, que visam

colocar a associação na linha da

frente no que respeita a esta matéria

e na antecipação das necessárias soluções

técnicas. l

A remoção dos filtros de partículas

continua a ser um flagelo. E os

centros continuam a aplicar um

despacho, no mínimo, desatualizado...

A inspeção técnica de veículos é uma

atividade em que o respetivo exercício

é completamente regulado e fiscalizado

pelo Estado, devendo os centros de

inspeção cumprir escrupulosamente

todos os requisitos previstos legalmente.

Neste enquadramento, como a AN-

CIA tem, repetidamente, vindo a referir,

torna-se necessário proceder a uma

alteração dos requisitos técnicos aplicados

pelos centros de inspeção relativos

ao controlo de emissões, que devem

evoluir rapidamente para formas

mais rigorosas de inspeção.

Por outro lado, a fiscalização destas

práticas criminosas é prometida mas

continuam a existir sites a anunciar,

livremente, a remoção destes filtros...

Sem prejuízo do regime sancionatório

previsto no Código da Estrada sobre

o trânsito de veículos que não disponham

dos sistemas, componentes ou

acessórios com os quais foram aprovados,

ou a sua transformação não autorizada,

assim como - sublinho - o papel

que os centros de inspeção podem

ter neste domínio específico, julgo que

esta questão deverá ser acompanhada

de uma ampla sensibilização sobre os

efeitos nocivos destas práticas para o

ambiente e saúde.

Como imagina a atividade dos

centros de inspeção daqui a 10 anos?

Os centros de inspeção terão um papel

cada vez mais preponderante na nossa

sociedade, quer no reforço do seu contributo

para a segurança rodoviária e

qualidade ambiental, designadamente,

através do alargamento do controlo

técnico a todos os veículos a motor

que circulam na via pública, quer na

prestação de serviços administrativos

do Estado relacionados com o veículo.

Os veículos elétricos, conectados

e autónomos vão mudar muito a

PUB

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EM FOCO

RECEÇÃO DE VEÍCULOS SINISTRADOS

FERRAMENTA

DE FIDELIZAÇÃO

A RECEÇÃO DE VEÍCULOS SINISTRADOS É UMA TAREFA QUE A OFICINA DEVE TER EM CONTA

E DEVE APROVEITAR COMO FERRAMENTA DE FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE E DE RENTABILIDADE PARA

O NEGÓCIO. AQUI FICAM AS RECOMENDAÇÕES NECESSÁRIAS

Os condutores que recorrem a uma oficina

depois de sofrerem um acidente enfrentam

uma situação com a qual não estão familiarizados

e que gera muito stress. É importante

estar atento na fase de assessoria ao proprietário,

sobretudo no que respeita às coberturas do seu

seguro. Neste artigo, apresentamos algumas

recomendações relativas à receção de veículos

sinistrados, para que proceda da forma mais correta,

dispondo de elementos chave que lhe vão

permitir desempenhar as suas funções com maior

profissionalismo.

Figura do assessor de serviços

O primeiro agente que intervém na receção de um

veículo sinistrado é o assessor de serviços. A sua

função principal é informar o cliente sobre os serviços

necessários para efetuar a reparação do veículo

sinistrado e verificar que a avaliação de danos

se ajusta à realidade. Assim sendo, esta figura deve

dispor das seguintes competências:

l Capacidade para tratar o cliente com respeito,

educação e empatia. Um sinistro é precedido de

uma situação desagradável, o que pode levar a que

o cliente se encontre num estado de tensão;

l Formação específica para explicar ao cliente determinadas

questões técnicas que ele possa desconhecer;

l Conhecer todos os serviços disponíveis na oficina

(serviço de táxi e viatura de substituição, entre outros)

que possam tornar mais suportável a situação

do utilizador.

Procedimentos a ter em conta

Perante a receção de um veículo sinistrado na oficina,

é necessário levar a cabo uma identificação e

avaliação de danos que permita garantir a quali-

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dade da reparação e a rentabilidade para a oficina.

Não obstante, os veículos sinistrados costumam

chegar com uma peritagem ou com orçamento

prévio, que deve ser tido em consideração pela oficina

ao efetuar a reparação. Este documento determina

o tipo de reparação e quem se responsabiliza

pelos custos. Neste último caso, existem três situações

possíveis: os danos são cobertos por um terceiro;

os danos são cobertos pelo próprio seguro;

os danos ficam a cargo do proprietário.

Danos cobertos por um terceiro

Quando o veículo apresenta danos provocados por

um terceiro e aguarda peritagem para que a reparação

possa ser iniciada, o assessor de serviços

tem duas opções: deixar a avaliação do sinistro nas

mãos do perito; realizar uma pré-peritagem para

entregar ao avaliador da companhia de seguros ou

para ter uma referência do que será necessário solicitar

e negociar quando este visitar a oficina.

Para efetuar esta identificação e avaliação inicial

de danos, devemos aplicar as técnicas de identificação

necessárias (deteção visual, deteção através

do tato, medição e sinalização dos danos). Além do

mais, é fundamental avisar o cliente que deve trazer

o veículo limpo para permitir uma melhor deteção

de danos, especialmente no que se refere a

danos de menor intensidade sobre a chapa.

Por outro lado, ao pressupor danos ocultos, teremos

de aguardar a aceitação por parte da companhia

de seguros para proceder à desmontagem e

levar a cabo uma avaliação exaustiva. Ainda assim,

se não for possível determinar, claramente, a potencial

existência deste tipo de problemas ocultos,

é muito importante comunicar ao avaliador esta

possibilidade, para que o relatório pericial fique

em aberto caso seja necessário incluir posteriormente

algum material ou mão de obra adicional.

Danos cobertos pelo seguro

Nos casos em que o veículo apresenta danos que

não são provocados por um terceiro, mas que estão

cobertos por cláusulas específicas ou por um seguro

contra todos os riscos, a forma de agir é idêntica

ao do caso anterior, embora seja importante que

a oficina preste assessoria ao cliente relativamente

às coberturas destes seguros na medida do possível,

já que, por vezes, desconhecem exatamente o

que implicam. Por exemplo, os seguros contra todos

os riscos com franquia estabelecem que o proprietário

do veículo se responsabilizará por um

certo montante do valor da reparação. Este montante

será, no máximo, o valor acordado de franquia

com a seguradora. Isto significa, por exemplo,

que se o total da reparação são €350 e a franquia

são €200, os primeiros €200 serão por conta do

proprietário, ficando o restante valor a cargo da seguradora.

A existência de uma franquia também

implica que, para montantes inferiores ou iguais

à mesma, será o cliente a assumir o valor estabelecido.

Adicionalmente, é necessário ter em conta que a

empresa de seguros divide um veículo em cinco

partes suscetíveis de sinistro (frente, traseira, lateral

esquerda, lateral direita, tejadilho). Isto traduz-se,

em determinados casos, como a intenção

do proprietário de efetuar uma pintura geral, na

obrigação de aplicar cinco franquias (a não ser que

se trate de um único ato de vandalismo ou que um

mesmo sinistro tenha danificado todo o veículo)

para proceder à pintura de um veículo completo.

Se tivermos em conta o exemplo anterior, para realizar

a pintura geral incluindo o tejadilho, o proprietário

pagaria os primeiros €1.000 e a companhia

de seguros o valor restante.

Importa realçar que, tanto seguros contra todos os

riscos, independentemente de conterem franquias,

como alguns seguros contra terceiros com bonificações,

têm uma cobertura determinada quando se

trata de danos por roubo e incêndio, entre outros.

Nestes casos, é a seguradora que se encarrega de

todo o custo da reparação. Todo este trabalho de

informação e assessoria contribuirá para fidelizar

o cliente e evitará confusões no futuro.

Danos a cargo do proprietário

Por último, outra das opções possíveis é que os danos

que o automóvel apresente fiquem totalmente

a cargo do cliente. Esta circunstância obriga a oficina

a abordar a situação com a máxima cautela e

dedicação. Os montantes das reparações e o custo

dos materiais costumam ser elevados e um aumento,

a posteriori, por um erro na identificação

e avaliação de danos inicial, poderá não ser compreendido

pelo cliente, deixando-o insatisfeito ou,

inclusivamente, levando-o a fazer uma reclamação,

o que conduz à perda de credibilidade da oficina

e à perda de clientes.

Para evitar este problema, é essencial realizar sempre

um orçamento rigoroso que, além do mais, detalhe,

claramente, os montantes de todos os conceitos

da reparação. Uma vez que há situações que

pressupõem danos ocultos, a oficina terá o cuidado

de deixar bem claro e por escrito no orçamento que

a avaliação efetuada não teve em conta esses possíveis

danos ocultos. Por outro lado, caso o cliente

pretenda saber qual é a extensão deste tipo de danos,

deverá informá-lo que é possível proceder a

uma desmontagem para determinar os mesmos e

que, se o orçamento não for aceite, será necessário

proceder novamente à montagem, tendo o cliente

de pagar o custo de ambas as operações.

Convém destacar a necessidade de informar o cliente

se a elaboração do orçamento tiver um custo em

caso de não aceitação do mesmo, caso contrário poderá

dar azo a desentendimentos, uma vez que existem

muitas empresas que não cobram este serviço.

Também será necessário informar sobre as cláusulas

que derivam da aceitação de um orçamento e da

abertura de uma ordem de trabalho. l

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ENTREVISTA

DÁRIO AFONSO E RICARDO NEVES, FUNDADORES DO IMC

O FOCO DA MOBILIDADE

TEM DE ESTAR NAS

PESSOAS

CONHECEDORES DAS NOVAS TECNOLOGIAS E DAS PROFUNDAS TRANSFORMAÇÕES QUE A MOBILIDADE

VAI PROVOCAR NAS ORGANIZAÇÕES E NA SOCIEDADE EM GERAL, DÁRIO AFONSO E RICARDO NEVES

UNIRAM IDEIAS E VONTADES PARA CRIAR O IMC (INTERNATIONAL MOBILITY CENTER) por João Vieira

Ainda em fase de projeto, o IMC propõe

analisar a mobilidade numa perspetiva de

360°. É uma forma inovadora de abordar

este tema, partindo do princípio que as novas soluções

de mobilidade afetam outras indústrias e setores

para além do automóvel. E que estes setores

acabam por influenciar, mais tarde, novamente o

setor automóvel e, muito particularmente, o setor

do pós-venda. Para Dário Afonso (diretor-geral da

ACM) e Ricardo Neves (consultor de empresas),

“estamos num ecossistema de ‘ricochete’, onde tudo

aquilo que fazemos em termos de mobilidade

afeta outros setores que, mais tarde ou mais cedo,

nos afetarão”. Conhecendo bem as novas tecnologias

e as tendências das mesmas que “mexem” com

a mobilidade, o IMC coloca as pessoas sempre no

centro das questões e não a tecnologia.

A quem se destinam os workshops?

Estes workshops são dirigidos a todos aqueles que

queiram entender como a nova mobilidade está a

ter impacto no seu mercado e no negócio de hoje

e amanhã. No nosso setor, todos os players, desde

fabricantes de peças e automóveis passando por

concessionários, distribuidores de peças e oficinas

(autorizadas ou independentes), necessitam de

perceber como já hoje esta nova realidade os afeta

e como irá afetá-los muito nos próximos anos. Os

temas que serão tratados nestes workshops serão

personalizados em função da realidade dos clientes,

mas parece-nos claro que quando fabricantes

como a VW dizem que se querem transformar em

prestadores de serviços de mobilidade em substizações

é um desperdício. Por isso, entendemos que

o foco deste processo tem de estar nas pessoas. E

em duas dimensões distintas, mas complementares:

os utilizadores da nova mobilidade (ou potenciais)

e os que criam as novas soluções de mobilidade.

Estamos, por isso, junto das organizações e

dos clientes das mesmas. Damos um exemplo para

ilustrar o anterior: se perguntarmos a qualquer

pessoa se ela quer contribuir para um planeta mais

limpo e sustentável, muito provavelmente teremos

respostas positivas, acima dos 99%. Mas se questionarmos

se estão dispostas a alterar o seu estilo

de vida de uma forma profunda, então esta percentagem

será, indubitavelmente, inferior.

Como conseguem mudar a mentalidade das

pessoas?

Desenvolvemos um workshop transformacional,

baseado no princípio de Kurt Lewin, em que a teoria

da mudança das pessoas assenta num processo

de redefinição da realidade percebida e das alterações

comportamentais necessárias para a adaptação

a esta nova realidade. O workshop está estru-

O que consideram mais importante num sistema

de mobilidade?

Todas as transformações a que estamos a assistir

na mobilidade das pessoas têm de beneficiá-las. A

tecnologia sem benefício para pessoas e/ou organiturado

em quatro fases: Reconhecimento do Novo

Meio Envolvente e Meio Ambiente; Dinâmicas de

Grupo; Apresentações em Grupo; Conclusões. O

grande objetivo destas ações é informar com visão

360°, mostrar o que se deve mudar nas organizações,

como se deve efetuar a mudança e como implementá-la

na organização.

26 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

26-29_Entrevista IMC FolderREV.indd 26 26/08/2019 03:13


O FINANCIAMENTO DA NOVA MOBILIDADE VIRÁ DOS PROGRAMAS

EUROPEUS DE INCENTIVO À INOVAÇÃO E DOS GOVERNOS LOCAIS, QUE

QUEREM OS SEUS PAÍSES NA MOBILIDADE DO SÉCULO 21

26-29_Entrevista IMC FolderREV.indd 27 26/08/2019 03:14


DÁRIO AFONSO E

RICARDO NEVES

O IMC É UM PROJETO COM CARACTERÍSTICAS DE START-UP. GRAÇAS

A UM NETWORKING VASTO, ALÉM-FRONTEIRAS, ACREDITAMOS QUE

PODEMOS LEVÁ-LO PARA OUTROS PAÍSES E MERCADOS

tuição de fabricantes e distribuidores

de automóveis, é na mobilidade das

pessoas (serviço) e não no automóvel

(produto) que a indústria aposta. As

oficinas têm, de uma vez por todas,

de servir o cliente na sua mobilidade,

em substituição da reparação do automóvel.

Os distribuidores de peças

têm de rapidamente perceber o seu

papel neste novo mundo da mobilidade,

a fim de garantirem a sua continuidade

no setor.

Que acompanhamento fazem

às empresas e entidades que

queiram avançar com um projeto

de mobilidade para as suas

organizações?

O compromisso da IMC é ir junto

com o cliente, tão fundo quanto

ele pretenda na sua adaptação ou

transformação ao novo meio envolvente.

E ainda à incerteza da realidade

vindoura. Quer isto dizer que

o IMC ajuda na definição estratégica

da empresa, na sua implementação

e na preparação das pessoas (nomeadamente

os seus líderes), para o

“Mundo VUCA” onde a única certeza

é a: Volatilidade; Incerteza; Complexidade;

Ambiguidade. No “Mundo

VUCA” não existem crises. Esses momentos

passam a ser o normal.

Que impacto terá a mobilidade no

pós-venda automóvel?

O setor automóvel viveu durante quase

um século na sua “bolha”, completamente

isolado dos restantes negócios

e indústrias. Muitas vezes, esta

indústria foi acusada de arrogante

por oferecer produtos e serviços que

lhe convinham e não aqueles que o

cliente pretendia. Hoje, como sabemos,

a indústria automóvel depende

das Telecom e das Dot Com para desenvolver

e vender os seus produtos e

serviços. A indústria da mobilidade

é, hoje, vista como o futuro próximo

dos grandes fabricantes de automóveis.

Existem várias start-ups de tecnologias

de informação espalhadas

por este mundo, na mesma área de

atividade que estão a ser patrocinadas

pela indústria automóvel. Isto mostra

que, no “Mundo VUCA”, esta indústria

está a “apostar” em vários ao mesmo

tempo, sem ter a certeza de quem

vão ser os vencedores. Mas estar com

estas empresas hoje, é a garantia da

existência destes gigantes amanhã.

Soluções de car sharing, ride sharing

e outras, estão, na sua maioria, a ser

financiadas pela indústria automóvel,

um claro indicador do interesse destes

na mobilidade, em substituição do

tradicional e fora de moda: venda de

viatura ao cliente final. Os fabricantes

de peças irão tendencialmente usar

ferramentas de telemática e algoritmos

para saberem quais as peças que

devem produzir, quando e onde devem

entregá-las. Para que todo este

processo funcione na perfeição, as

questões relacionadas com a mobilidade

(real e prevista) são um fator crítico

de sucesso. Os distribuidores de

peças serão uma consequência do anterior,

mas, também, potencialmente

parte envolvida se desenvolverem

relacionamento digital com os seus

clientes oficinas e clientes finais (negócio

online).

Como devem fabricantes de peças,

distribuidores e oficinas prepararse

para serem players ativos no

negócio da mobilidade?

O primeiro passo é reconhecerem

que são players do negócio da mobilidade

e não do fabrico de peças,

distribuição de peças e reparação automóvel.

A venda das peças vai ser

28 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

26-29_Entrevista IMC FolderREV.indd 28 26/08/2019 03:14


uma consequência dos serviços que

fabricantes, distribuidores e oficinas

prestam aos clientes. Os players que

quiserem vencer neste novo meio envolvente,

têm de olhar para a mobilidade

com muita seriedade.

Como definem o conceito de

Mobility Service Providers e quais

os serviços prestados?

As oficinas são a parte mais interessante

de todo este conjunto, já que são

elas que estão junto do cliente, que pode

ser uma gestora de frota, uma frota,

car sharing, bike sharing ou o consumidor

final. Mas é a oficina que resolve

tecnicamente, que aconselha, que conhece

o cliente e as suas preferências e

expectativas (pelo menos devia!) e, como

tal, é ela que pode ser um Mobility

Service Provider (Prestador de Serviço

de Mobilidade). Uma oficina que queira

subir ao patamar de Mobility Service

Provider, pode associar-se à Uber ou

à Cabify e ter um serviço personalizado

de ir levar o cliente ao trabalho ou a casa,

enquanto o seu veículo é assistido.

Esta mesma oficina pode colocar à disposição

do cliente soluções de mobilidade,

que vão de uma bicicleta a um

SUV de sete lugares para umas férias.

Se o cliente procurar soluções de transporte

para um familiar que se mova

em cadeira de rodas, a oficina promove

este serviço de mobilidade. O nível de

opções é quase ilimitado e as oficinas

que pensarem na mobilidade dos seus

clientes em substituição de reparação

de automóveis, vão ser os verdadeiros

vencedores desta transformação que

assistimos no início do século 21.

Que benefícios vai trazer a nova

mobilidade?

Benefícios fantásticos às sociedades,

às organizações, às pessoas e, se tudo

correr bem, ao nosso planeta, que enfrenta

uma crise ambiental sem precedentes.

Muitas soluções de mobilidade

de amanhã ainda não as conhecemos,

mas sabemos como a tecnologia se

tem desenvolvido. Ainda não falámos

do papel do big data, da inteligência

artificial e dos famosos algoritmos,

que terão, seguramente, um impacto

fortíssimo nas soluções de mobilidade

integradas. O financiamento desta

nova mobilidade virá dos programas

europeus de incentivo à inovação, dos

governos locais que querem os seus

países na mobilidade do século 21 e

do setor privado, que tem mostrado

grande dinâmica nesta área. Temos

ainda alguns fundos de investimento

e capitais de risco, que também estão

a custear estes novos negócios, com o

objetivo de obter o retorno do investimento.

O pós-venda será assegurado

pelos atores de hoje que consigam

adaptar-se. Aqueles que não conseguirem,

“morrerão”. Não nos devemos

esquecer de outros players importantes.

As companhias de seguros, que

também já mostraram ambições em

ser elas mesmas a prestar serviços de

reparação aos seus clientes. Muito em

breve, a palavra pós-venda será considerada

jurássica no nosso setor. O ciclo

pré-venda, venda, pós-venda, deixa de

fazer sentido quando o foco é servir o

cliente na sua mobilidade, não interessando

qual o produto ou serviço que

está a ser oferecido em determinado

momento. l

PUB

26-29_Entrevista IMC FolderREV.indd 29 26/08/2019 03:14


MÁQUINA

D0 TEMPO

BILSTEIN GROUP PORTUGAL

15 ANOS,

PERGUNTAS

30-33_MdT - Bilstein (15 anos)REV.indd 30 26/08/2019 00:15


DESAFIÁMOS JOAQUIM CANDEIAS A RESPONDER A 15 PERGUNTAS. UMA

POR CADA ANO DE ATIVIDADE DO BILSTEIN GROUP EM PORTUGAL, DATA QUE

COMEMORA EM 2019. DAS NOVAS (E AMPLAS) INSTALAÇÕES, NA MALVEIRA, ÀS

MARCAS REPRESENTADAS, NADA FICOU POR DIZER por Jorge Flores

Como resumiria estes primeiros 15

anos de atividade do bilstein group

em Portugal?

Com uma palavra só: crescimento.

É isso que temos tido ao longo dos

15 anos! Um crescimento que é fruto

de parcerias. Sempre com uma

estratégia muito bem definida, muito

honesta e muito aberta. Criámos

índices de confiança extremamente

elevados. E tudo isto, em conjunto,

garante-nos o crescimento no topo.

A estratégia foi assumida logo de

início...

Nunca fizemos nada diferente do que

prometemos. Todos os que estão connosco

sabem a direção que traçámos,

desde a primeira hora. É a mesma de

hoje. E, isso, traz o posicionamento

que temos. Sempre com o respeito,

a consideração, o posicionamento,

de parte a parte, sem arrogâncias,

aprendendo muito com todos.

Qual foi o momento mais marcante

neste percurso?

Isso é complicado, porque há momentos

sempre marcantes. É evidente

que o início é especial. Um bebé,

quando nasce, não começa logo a

andar. Todos nós, quando nascemos,

no primeiro ano, não conseguimos

andar. Estabelecendo uma analogia

com o nosso negócio: a mobilidade é

muito reduzida. E de um momento

para o outro pomo-nos de pé e começamos

a andar. E então os nossos horizontes

e a nossa capacidade ficam

muito maiores. O início é sempre

muito marcante. São os alicerces, a

criação da estratégia. Pensar sempre

a médio e longo prazos. A muito

longo prazo. Não pensar logo no

imediato. Isso, para nós, foi muito

importante. Não tínhamos uma data

específica para alcançar o break even.

Foi um crescimento natural...

Foram criados objetivos, princípios

e estratégias. Tinha três objetivos

muito grandes quando nascemos

em Portugal. E que partilhei com

os meus colegas do conselho de administração,

em Inglaterra. E esses

três grandes objetivos definem toda

a nossa história de 15 anos. Primeiro

objetivo: estabelecer a empresa em

Portugal. Nessa altura, éramos uma

sucursal. Hoje, somos uma subsi-

diária. Estabelecemo-la com toda a

legalidade. O segundo objetivo era

conseguirmos entrar naqueles valores

que estavam pré-estabelecidos

ou que nós, pelo menos, sonhávamos

no início de todo este projeto. Mas,

para isso, o terceiro objetivo era o

mais importante: garantir que todos

dentro da empresa, no grupo – inclusivamente

em colegas de Inglaterra –

tivessem orgulho numa sucursal em

Portugal. Essa sempre foi a minha visão,

a minha maneira de estar. De tal

forma assim é que, de todos os passos

que demos, tudo aquilo que decido,

ainda hoje, tem essa vertente em

mente. E todos olham para Portugal

com muito respeito e admiração.

Quais foram os principais obstáculos

na criação de uma estrutura como

esta?

Foram os obstáculos habituais. Posso

dizer-lhe que, de facto, no início,

começámos com uma marca só, a

Blue Print. Estava vocacionada para

o mercado inglês. Era um parque

automóvel diferente, onde se conduzia

do lado contrário (volante à

direita) e muitas das peças não tinham

aplicação no nosso mercado.

Por isso, começámos a desenvolver

uma área de Pesquisa & Desenvolvimento

para produtos próprios para

os mercados português e espanhol

- mais tarde, também para Itália e

outros mercados europeus, porque

a minha função era a de managing

“NUNCA FIZEMOS NADA DIFERENTE DO QUE

PROMETEMOS. TODOS OS QUE ESTÃO CONNOSCO

SABEM A DIREÇÃO QUE TRAÇÁMOS NO INÍCIO”

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 31

30-33_MdT - Bilstein (15 anos)REV.indd 31 26/08/2019 00:15


BILSTEIN GROUP

PORTUGAL

“HOJE, SOMOS UMA EMPRESA RECONHECIDA NO MERCADO, COM

UM BOM POSICIONAMENTO, COM ALGUMA INFLUÊNCIA. MAS FOI

NECESSÁRIO INVESTIR PARA NÃO COMEÇARMOS A IR PARA BAIXO”

diretor european operations. Tinha a

responsabilidade de todos os mercados,

nessa época, fora de Inglaterra.

Tudo o que era Europa estava sob

minha responsabilidade. Esse foi o

primeiro obstáculo que encontrei:

posicionar a marca fora de Inglaterra

e em todos os outros mercados que

estava a desenvolver. Mas isso são

os obstáculos normais da atividade

e da estratégia. Obstáculos difíceis,

de facto, nunca encontrei. É evidente

que chegámos a uma altura em que

Blue Print foi vendida (a ADL foi

vendida) e a marca passou a fazer

parte de um grupo alemão, onde está

hoje, debaixo do “chapéu” do bilstein

group. Fui convidado a ficar, porque

era uma das peças importantes

e com forte conhecimento da marca.

Fazia parte do Conselho de Administração.

Portanto, seria importante,

para quem estava a comprar, manter

alguém que estivesse no topo. Deixei

de ser acionista, mas sinto-me com

uma liberdade e uma autonomia

muito grandes. Os acionistas do grupo

depositam em mim uma confiança

enorme.

A construção deste edifício, em

2017, também trouxe uma grande

mudança. Como tem sido esta nova

vida, nesta nova casa?

É a continuação do negócio. Só construímos

este edifício porque, em

2015, comecei a aperceber-me que

chegaríamos ao final de 2018 e não

haveria como crescer. Por antecipação,

fizemos a construção, em 2016

(os projetos e as terraplanagens) e

arrancámos para a construção em

2017. Viemos para aqui no início de

2018. Este edifício traz-nos a possibilidade

de dar continuidade ao negócio

e de mantê-lo em velocidade de

cruzeiro. Dá-nos a possibilidade de

continuar a evoluir, a crescer, como

sempre pensámos: a médio e longo

prazos. Não era possível continuar

no local onde estávamos. Hoje, somos

uma empresa reconhecida no

mercado, com um bom posicionamento,

com alguma influência, mas

foi necessário investir. Caso contrário,

rapidamente começaríamos a ir

para baixo. Isso foi muito claro para

o grupo quando fiz a proposta do

investimento para Portugal – e que

envolvia milhões de euros. Foi uma

reunião rápida, de 30 ou 40 minutos

e ninguém pestanejou. Estar aqui

dá-nos maior eficiência e capacidade.

Os procedimentos têm vindo a

ser melhorados diariamente. Dá-nos

ainda a vantagem de não ter a necessidade

de crescer a nível de mão de

obra, mas sim de procedimentos e

métodos de trabalho. Garante uma

prestação, para quem trabalha o

nosso produto, mais eficiente. Para

eles, também é muito bom. Sabem

que têm aqui uma âncora, uma marca

que, apesar de ter uma estratégia

muito bem definida, e isso é um bom

princípio, tem, depois, um background

que garante uma continuidade de

negócio e uma perspetiva de futuro.

Os recursos humanos continuam a

ser uma mais-valia? Qual a dimensão

da equipa, atualmente?

Neste momento, em Portugal, somos

praticamente 100 pessoas, apesar de

50 delas trabalharem para o grupo.

Esta subsidiária tem muita influência

dentro do grupo. Hoje, só na Pesquisa

& Desenvolvimento, em Portugal,

temos cerca de 40 pessoas, que

fazem esse trabalho para os 170 mercados

onde estamos inseridos. Os recursos

humanos, para mim, são extremamente

importantes. As pessoas

são a empresa. Quando iniciámos a

nossa atividade, éramos meia dúzia

de pessoas e eu tinha a capacidade

de fazer tudo dentro da empresa. Tinha

a capacidade de ter a função de

administrador, de ser o número um,

de estar no topo, mas, também, de

varrer o que fosse necessário. Fazia

tudo. Desde lá de baixo até cá acima.

Entrava em todos os departamentos.

Hoje, não tenho essa capacidade. Felizmente.

E digo isto porque consigo

delegar e dar responsabilidades a

quem está comigo. É o primeiro passo

para podermos crescer. As pessoas

são muito importantes. Confio imenso

nelas. Digo, na brincadeira: quem

entra para cá, é para o resto da vida.

É como o casamento – e eu sou casado

há muitos anos. Estimo e respeito

muito todas as pessoas que cá trabalham,

porque penso que também só

assim posso ser respeitado.

Como está a correr o negócio, cumprido

o primeiro semestre, comparado

com o ano passado?

Registamos um crescimento. Estamos

dentro das nossas perspetivas

e budget que criámos para este

ano. Estamos otimistas. Estamos a

ganhar market share. O nosso crescimento

é acima da média, dando,

também, oportunidade a quem está

com o nosso produto de poder evoluir

e ter bons resultados. Para nós, é

muito importante.

Como está a saúde das marcas que

representam? Começando pela febi?

A febi é a marca que mais cresce.

Com total responsabilidade, connosco,

está há dois anos, praticamente.

É a aquela que apresenta um melhor

índice de crescimento. E também a

que tem maior capacidade para crescer.

E a Blue Print?

A Blue Print é uma marca líder de

mercado há mais de 10 anos. Feliz-

32 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

30-33_MdT - Bilstein (15 anos)REV.indd 32 26/08/2019 00:15


mente, mantêm-se na liderança, o

que, para nós, é muito importante.

Chegar a líder já não é fácil, mas

manter-se no topo é bem mais difícil.

Somos o foco de todos. Todos nos

querem tirar dessa posição. Também

não sou líder noutras áreas e estou

à procura de tirar de lá os líderes. É

uma marca com um share fantástico.

Continua a ser uma marca extremamente

apetecível. Não abrimos novos

clientes, mantemos a nossa linha,

estratégia e cadeia de distribuição.

E no caso da SWAG?

Mantém-se estável. É uma marca

idêntica à febi, mas que não tem o

crescimento idêntico. Denota um

posicionamento bastante importante.

Quem trabalha com esta marca,

tem, também, muito bons resultados

no mercado nacional.

Como está o mercado de distribuição

de peças em Portugal?

Tenho uma ideia muito própria.

Muitos não concordam. Na ACAP,

temos vindo a desenvolver algumas

estatísticas e temos dois indicadores

que nos ajudam a posicionar em

relação ao aftermarket em Portugal.

Temos correlações muito elevadas,

muito acima dos 80%. Uma delas, é

a venda de veículos novos: tem 84%

ou 85% de correlação, portanto, é

quase coincidente. Outra é o PIB.

Conforme este cresce, o nosso negócio

sobe ou vem para baixo. A venda

de veículos novos, este ano, está

debaixo de água: 4,7%, no primeiro

semestre. Todos os meses com indicadores

negativos. Os últimos quatro

meses de 2018, tiveram o mesmo indicador

negativo. Se seguirmos esse

raciocínio, o nosso negócio, se entre

80%, 85% na mesma direção, estaria

nesse posicionamento. O PIB, em

2018, foi de 2,1% de crescimento,

no primeiro trimestre. E no primeiro

trimestre de 2019, foi de 1,7%.

Ficou um pouco aquém do ano passado.

Concluo que o nosso mercado

estará flat. Nem há crescimento,

nem há quebras. As empresas bem

estruturadas, com boas estratégias,

bem planeadas, estão a crescer. E,

depois, há outras que estão a cair.

Essencialmente empresas pequenas

que começam a cair. Algumas estão a

vir para baixo e outras a ir para cima.

Mas no topo mantém-se o mesmo

valor de faturação.

Poderá haver aqui um processo de

seleção natural?

Penso que sim. Não temos uma globalização

por aquisições, mas sim

orgânica. Começamos a ver as boas

empresas a apresentar bons índices

de crescimento e podemos pensar

que o mercado está todo a crescer.

Mas, depois, se formos ver as mais

pequenas, algumas com estratégias

não tão bem definidas, começam a

ficar enfraquecidas e a ir para baixo.

As empresas maiores cada vez estão

maiores e as mais pequenas, cada vez

mais pequenas.

Poderá estar no vosso horizonte a

representação de mais marcas?

Para já, não. Temos bastantes projetos

em desenvolvimento com as

marcas que temos, bem como alguns

reajustes internos que nos permitirão

evoluir bastante. Teremos boas

novidades, a seu tempo. Mas ter novas

marcas não penso que possa ser

uma realidade por agora. Não quer

dizer que não possa acontecer, porque

a nossa empresa está e sempre

esteve virada para o mercado. Temos

uma grande flexibilidade, mas não

está nos nossos planos.

O que podemos esperar do bilstein

group Portugal para os próximos

tempos?

Não temos nada de muito especial a

apresentar. O que podemos referir é

que a nossa empresa procura estar

à frente das situações. Estamos em

mais de 170 mercados. Portanto, somos

uma multinacional. Queremos

e estamos nos tops do aftermarket

internacional. Somos uma das mais

importantes nesse contexto. Estamos

a viver todos os impactos que o

aftermarket internacional tem vindo

a apresentar com a globalização, com

as aquisições. Isso é o primeiro impacto.

Todas estas novas tecnologias

que estão a surgir na era digital, da

telemática e o acesso a dados. Como

sabe, sou board member da FIGIEFA

e tenho um colega, do bilstein group,

na Turquia, que também é membro.

Somos muito ativos, estamos muito

ligados ao aftermarket independente

e queremos estar na vanguarda, garantindo

a quem está connosco que

pode estar descansado. Porque estamos

a trabalhar seriamente para que

o negócio dure, no mínimo, mais 175

anos, que é já o tempo que conta a

nossa história. l

“QUEREMOS ESTAR NA VANGUARDA. ENCONTRAMO-NOS A

TRABALHAR SERIAMENTE PARA QUE O NEGÓCIO DURE, NO MÍNIMO,

MAIS 175 ANOS, QUE É JÁ O TEMPO QUE CONTA A NOSSA HISTÓRIA”

30-33_MdT - Bilstein (15 anos)REV.indd 33 26/08/2019 00:15


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PatrOCINADA POR TOtal ROC (RAPID OIL CHANGE)

O MEU MECÂNICO

RELAÇÕES DE CONFIANÇA

SITUADA EM ODIVELAS, A OFICINA O MEU MECÂNICO FAZ JUS AO NOME E TEM NAS RELAÇÕES

DE CONFIANÇA COM OS CLIENTES A BASE DO SEU NEGÓCIO. AS COMPANHIAS DE SEGUROS E AS FROTAS

DA UBER SÃO QUEM MAIS PROCURA ESTE ESPECIALISTA EM MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO AUTOMÓVEL

por Jorge Flores

O

nome diz tudo: O Meu Mecânico. A oficina,

situada no centro de Odivelas, é um projeto

conjunto dos sócios Nelson Duarte e Jorge

Sepúlveda, já com três anos, mas que ganhou contornos

mais ambiciosos no último ano. “É uma expressão

que todos utilizamos no quotidiano: vou

ao meu mecânico. Além disso, é muito fácil de fixar”,

conta Jorge Sepúlveda, que é responsável pela

gestão da empresa, cabendo a área mais técnica

dos serviços a Nuno Duarte.

Nesta oficina, a proximidade e a confiança dos

clientes é a base do negócio. “Mais do que vender

serviços, procuramos ver sempre tudo na ótica do

cliente”, explica Nelson Duarte”. Procuramos solucionar

os problemas dos clientes com o menor custo

possível”, acrescenta Jorge Sepúlveda. Palavra,

de novo, ao primeiro sócio: “Temos uma relação de

amizade com todos eles. Tu cá, tu lá! Vamos almoçar

com todos eles e arranjamos soluções á medida.

Comunicamos, muitas vezes, por WhatsApp”.

E o segundo sócio resume o raciocínio: “Realizamos

um trabalho sério, mas descontraído”.

Clientes frotistas

Parte significativa da atividade da oficina é pres-

tada a clientes empresariais, desde companhias

de seguros a frotas ao serviço da Uber. Trata-se

de uma área onde Jorge Sepúlveda tem profundos

conhecimentos e que aproveitou para estabelecer

ligação com a oficina O Meu Mecânico.

“Alguns clientes têm as frotas inteiras nas nossas

mãos. Procuramos educá-los para que cuidem dos

veículos para durarem mais. Mais de 80% leva esses

conselhos em consideração. São educados e o

diálogo é sempre positivo. Também para Nelson

Duarte, a “maioria não tem problemas com nada,

O MEU MECÂNICO

Sócios: Nelson Duarte e Jorge Sepúlveda

Morada: Rua Frei João Turiano, n.° 6,

2675 - 389 Odivelas

Telefones: 936 111 432 / 963 112 694

Email: mail@omeumecanico.com

Site: www.omeumecanico.com

desde que seja em benefício da longevidade do veículo”,

sustenta. Pela natureza da atividade da Uber,

importa que o automóvel não esteja muito tempo

parado, sim, mas será ainda mais importante... durar

muito.

Continuar a crescer

Desde que abriu as portas, a oficina tem conseguido

crescer sempre, apesar das dificuldades inerentes

ao início de atividade. Começaram por ser apenas

os dois sócios a assegurar todo o trabalho, mas

depressa concluíram que precisavam de contratar

colaboradores. Atualmente, a equipa é composta

por cinco pessoas. E ainda continuam a faltar

mãos para tanto serviço. “Bom sinal”, reconhecem

ambos ao Jornal das Oficinas.

A oficina O Meu Mecânico assegura os serviços de

mecânica, eletricidade e chapa e pintura, subcontratando

esta última. Mas apenas por enquanto. É

que no próximo trimestre a intenção é “trazer esta

área para dentro de casa”, avança Jorge Sepúlveda.

Será o passo seguinte desta empresa especialista

em manutenção e reparação automóvel, num percurso

ascendente, mas sempre próximo dos amigos

e clientes. l

34 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

34-35_ODM (166)REV.indd 34 26/08/2019 00:16


DESDE QUE ABRIU AS SUAS PORTAS, A OFICINA

TEM CONSEGUIDO CRESCER SEMPRE, APESAR DAS

DIFICULDADES INERENTES AO INÍCIO DE ATIVIDADE

34-35_ODM (166)REV.indd 35 26/08/2019 00:17


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

ISQ

FORMAÇÃO EM SOLDADURA

No âmbito do projeto europeu CARBOREP (Car Body Repair), está a

ser desenvolvido o perfil profissional de Técnico Europeu de Reparação

de Carroçaria Automóvel (TERCA) e o curso de formação que o

suporta, vindo, assim, suprimir uma necessidade real do mercado em termos

de pessoal qualificado no setor da reparação automóvel. A qualidade da formação

é um dos objetivos deste projeto no que diz respeito aos conteúdos,

métodos de ensino e transparência do processo de reconhecimento, validação

e certificação de competências (RVCC) entre países europeus.

Esta qualificação abrange os processos MAG, GMAW, soldadura por resistência,

ligação por adesivos, fixadores mecânicos e processos híbridos. O curso de

formação (56 horas), maioritariamente prático, é ministrado pelo Grupo ISQ

e abrange duas Unidades de Competência: CU01 – Aços para Reparação Estrutural

de Carroçaria Automóvel – Reparação por Soldadura; CU02 – Aço,

Alumínio e Compósitos para Reparação Estrutural de Carroçaria Automóvel

– Reparação com Adesivos e Ligações Mecânicas. Os interessados podem contactar

diretamente o ISQ, através do telefone 214 234 044.

36-58_Noticias_empresasREV.indd 36 26/08/2019 02:13


SWAG

APRESENTA NOVO WEBSITE

A

marca renovou a sua imagem recentemente

e o novo site reflete essa mesma

alteração. No site podem ser consultadas

diferentes informações de relevo sobre a marca:

critérios de qualidade, competências de fabrico

do grupo e informação sobre as gamas que disponibiliza

ao mercado, permitindo ainda acesso

direto ao catálogo online de pesquisa avançada.

A SWAG traduz-se em produtos que cumprem

os mais elevados requisitos de qualidade ao nível

da produção, durabilidade e precisão. Com uma

qualidade elevada, uma impressionante gama de

produtos, uma precisão contínua e um serviço

de confiança. Há mais de 60 anos que os clientes

confiam na SWAG como especialista consistente,

durável e preciso no mercado. É uma das principais

parcerias mundiais no aftermarket independente,

conhecida internacionalmente por fornecer

mais de 26 mil peças. O novo website pode ser

visitado em www.swag.de/pt/.

PRESENÇA EM FEIRAS LOCAIS

MC Peças | A empresa especialista no comércio de

componentes automóveis, membro da RedeInnov, está

localizada em Alverca do Ribatejo e tem, na Sertã, uma filial,

que foi inaugurada no ano de 2018. Em 2019, a empresa

apostou em aumentar a notoriedade do seu negócio,

valorizar a sua marca e os produtos que comercializa,

participando em eventos típicos das regiões onde atua.

Em Alverca do Ribatejo, a MC Peças marcou presença nas

Festas da Cidade de Alverca, que decorreram em junho. E,

no mês de julho, a empresa marcou presença no Festival

Gastronómico do Maranho, na Sertã.

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www.jornaldasoficinas.com Agosto I 2019 37

36-58_Noticias_empresasREV.indd 37 26/08/2019 08:49


Notícias

empresas

RENTING

CRESCIMENTO NOS

ÚLTIMOS SEIS ANOS

Os empresários portugueses têm vindo a alterar os métodos de financiamento

para a aquisição de frotas automóveis, acompanhando a

tendência entre as congéneres europeias. As empresas valorizam

cada vez mais um modelo de financiamento que inclua todo o tipo de serviços

e responda às suas necessidades de forma eficaz. Estas são, de resto, as

conclusões do Barómetro 2019 do Arval Mobility Observatory, estudo realizado,

no passado mês de março, a mais de 4.000 empresas, das quais 300

em Portugal, que visa fornecer informações independentes e precisas sobre

a mobilidade nas empresas. O renting tem vindo a ganhar terreno entre as

escolhas dos gestores. São já 20% as empresas portuguesas que utilizam o

renting como método de financiamento para os seus automóveis. Um valor

muito superior ao verificado em 2014, ano em que somente 4% assumia

utilizar este instrumento em detrimento dos modelos mais tradicionais.

Isto significa que o renting é o método de financiamento automóvel que

mais cresceu em Portugal nos últimos seis anos.

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38 Agosto I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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Notícias

empresas

secretÁRIO DE ESTADO FEZ VISITA

casa | No ano em que celebra o 25.º aniversário, o Centro de Arbitragem do Sector Automóvel,

recebeu, no passado dia 25 de julho, o Secretário de Estado da Defesa Consumidor, João

Torres, que participou numa reunião de trabalho. Para além deste responsável, encontravamse

presentes o seu assessor, João Magalhães Torres, e a diretora-geral da Direcção-Geral do

Consumidor, Ana Catarina Fonseca. Por parte do CASA, esteve a administração, através do seu

presidente, José Luís Veríssimo, representante da ANECRA, o vogal, Rodrigo Ferreira da Silva,

em representação da ARAN, e a diretora-geral da DECO, Ana Tapadinhas, também como vogal.

Além da diretora do CASA, Sara Mendes, que começou por fazer uma apresentação do centro

e o balanço dos 25 anos, destacando os marcos mais importantes da vida da entidade, tendo

apresentado alguns números interessantes relacionados com a atividade da entidade.

VENEPORTE

FINALISTA DO GPIIA 2019

Já são conhecidos os nomeados para a fase final do Grande Prémio

Internacional de Inovação Automóvel da Equip Auto 2019. A edição

deste ano do GPIIA contou com a entrega de 153 dossiers de

candidatura, um número recorde, que, por si só, traduz o dinamismo das

marcas e empresas participantes. Coube ao júri, composto por 42 jornalistas

da especialidade, onde se inclui o Jornal das Oficinas, eleger os cinco

finalistas das sete categorias. A Veneporte é um dos finalistas nomeados da

categoria “Peças, equipamentos e componentes de reposição”, ao apresentar

o desenvolvimento dos sistemas SCR (Selective Catalytic Reduction).

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40 Agosto I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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Notícias

empresas

CLIENTES FORAM A VILA REAL

Bahco | Esteve com alguns clientes no Circuito de Vila Real.

Incluída no cartaz da edição 50 deste traçado, a etapa do Kia

Picanto GT Cup foi um dos pontos altos, dado o apoio da Bahco à

dupla Luís Maria Lisboa/David Matos Chaves. A Bahco juntou-se aos

seus clientes num fim de semana de convívio muito agradável.

MUDANÇA ESTRATÉGICA

FUCHS | Com base numa decisão do Grupo FUCHS, todos os

produtos da marca Pentosin vão ser integrados nas gamas FUCHS Titan

e Maintain. Importa frisar que os fluidos para transmissões de dupla

embraiagem e fluidos para centrais hidráulicas e direção assistida

irão manter a sua formulação e perfil de especificações, aprovações

e recomendações FUCHS. Esta alteração consiste numa mudança de

nome de Pentosin para Titan. Os fluidos anticongelantes e fluidos para

travões da gama Pentosin foram englobados na gama de produtos

FUCHS Maintain.

APOSTA NAS 24 HORAS DE SPA

Wolf Lubricants | Anunciou a sua parceria com um

carro de corrida personalizado, denominado Juliet, que tem

atraído as atenções nas 24 Horas de Spa. Fazendo lembrar um dos

carros do cinema favoritos das famílias com um espírito próprio,

estamos perante uma reconfiguração totalmente nova de um carro

que não receia fazer as coisas de modo diferente. Para Frédéric

Decroix, diretor global de marketing da Wolf, a parceria constitui

uma oportunidade de celebrar o passado, mas a piscar um olho

ao futuro. O Juliet é um Porsche 911 GT3 Cup MR modificado e

personalizado para levar o melhor do passado para um futuro mais

promissor.

EMBRAIAGEM ELÉTRICA

Diesel Technic | Quando o pedal da embraiagem elétrica é

acionado, o movimento do pistão faz com que a pressão se acumule

no cilindro mestre, que é passado através da linha hidráulica para o

cilindro escravo. A partir daqui, a pressão é novamente transmitida

para o mecanismo de libertação, que abre a embraiagem e, assim,

interrompe o fluxo de potência do motor para a transmissão.

A Diesel Technic aconselhaa substituir as vedações dos cabos

de conexão antes da montagem. Se estiver contaminado ou a

manutenção fora do prazo, o equipamento deverá ser substituído.

A empresa aconselha, também, a verificar a função da ativação

elétrica e o suprimento de ar. Arranhões e torções em condutas de

ar ou contactos elétricos podem resultar em mau funcionamento.

O sistema deve, então, ser ventilado e configurado conforme

necessário para o veículo específico.

TECNOLOGIA DA SOGEFI PRESENTE NO

“INTERNATIONAL ENGINE OF THE YEAR”

A

Sogefi

foi escolhida como fornecedora do primeiro equipamento do novo módulo de filtro de óleo

utilizado no motor V8 de 3,9 litros com 720 cv da Ferrari. No 21.º aniversário do “International

Engine & Powertrain of the Year”, o motor biturbo V8 da Ferrari foi premiado pela quarta vez consecutiva

com o prémio “Melhor Motor do Ano”, um feito nunca antes alcançado por nenhum motor. Além

de ganhar outros dois prémios, a Ferrari também arrecadou o prémio de “Motor com Melhor Performance”.

Juntamente com os seus engenheiros, ano após ano, a Sogefi confirma o seu compromisso total com a

pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de filtragem avançadas e bem sucedidas.

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Notícias

empresas

PARTS AFTERMARKET CONGRESS 2019

JOrnal das oficinas | Nos dias 29 e 30 de outubro realizar-se-á,

em Roma, a 15.ª edição do Parts Aftermarket Congress. Organizado pela

revista italiana Parts, conta, uma vez mais, com a participação do Jornal das

Oficinas como media partner, no âmbito da parceria que mantemos com a

AMN (Aftermarket Media Network), grupo europeu de meios especializados no

aftermarket. O congresso, considerado o maior encontro europeu de profissionais

da distribuição de peças auto, contará, este ano, com um leque alargado de

representantes de empresas e entidades do setor. Participar neste congresso

significa entrar no “coração” do mercado do pós-venda internacional, graças à

partilha de informação disponibilizada pelos oradores presentes. Todo o evento

está organizado com o objetivo de proporcionar momentos exclusivos de

networking entre participantes e oradores.

PRÉMIO “FORNECEDOR BOEING”

GS Yuasa | Empresa foi reconhecida com o prémio “Fornecedor do Ano” da

empresa Boeing na categoria de inovação. O fabricante foi elogiado pelas suas

baterias com células de iões de lítio de alto desempenho para o espaço exterior,

bem como pelo excelente suporte técnico e contribuição para programas

espaciais atuais e futuros. A GS Yuasa assinou um contrato de longo prazo

com a Boeing em 2016 e, desde então, forneceu uma série de células de iões

de lítio específicas para o espaço na principal empresa aeroespacial. A Boeing

reconheceu as baterias de iões de lítio da GS Yuasa na “Boeing Global Supplier

Conference”, em 2019, em Los Angeles, na Califórnia, pelo seu excecional

desempenho, capacidade de implementação e crescimento.

EUROREPAR CAR SERVICE

NOVA OFICINA EM MIRA

A

oficina Twin Cam, Lda., em Mira, aderiu ao projeto Eurorepar Car Service, dinamizado

pela Gamobar Peças/Distrigo. A empresa de distribuição Gamobar

Peças/Distrigo assinou mais um contrato, continuando, assim, a desenvolver

a rede em parceria com o Groupe PSA, de modo a obter um crescimento contínuo em

todo o país. “Agradecemos ao sócio Luís Monteiro a confiança depositada na Gamobar

Peças”, referiu fonte da empresa em comunicado enviado à nossa redação. A oficina

de reparação automóvel Garagem Twin Cam, Lda. situa-se na Rua Sancho Nunes n.°

12, em Mira, dedicando-se à área da mecânica para as mais diversas marcas do ramo

automóvel.

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Notícias

empresas

NOVO MEMBRO DO GRUPO TRUSTAUTO

auto pop |O Grupo TRUSTAUTO continua a reforçar a sua presença no mercado.

E expandiu-se para a ilha da Madeira. A empresa C. Correia & Filhos, mais conhecida

por Auto Pop, dispensa apresentações. Com uma história no mercado independente

que remonta a 1973, a Auto Pop é sinónimo de credibilidade, prestígio e, acima de

tudo, de saber fazer. Com o passar dos anos, surgem novos desafios. E, com eles, a

nova geração da família Correia vem impondo dinâmicas de inovação que, agora,

ficam ainda mais reforçadas no contexto TRUSTAUTO. De referir que a Auto Pop

dispõe de três unidades de venda: uma no centro do Funchal, outra no Caniço e

uma terceira em Câmara de Lobos. “A entrada da Auto Pop para o nosso grupo foi

motivo de um enorme orgulho. Fica claro que o nosso projeto vai-se consolidando

e ganhando credibilidade no mercado. Sem margem para dúvida que o Grupo

TRUSTAUTO ficou ainda mais forte”, afirma Ricardo Ribeiro, CEO do grupo.

FERSA tooLS AUMENTA

catÁLOGO DE PRODUTOS

A

marca ampliou o número de famílias e incluiu novos produtos exclusivos da

Fersa, como placas de montagem de ABS e vedações, bem como a nova ferramenta

para montagem do módulo de pinhão. As novas ferramentas respondem

às necessidades das oficinas em termos de peças de reposição, com uma garantia

total dos produtos da Fersa Bearings. A Fersa também lançou uma nova linha de

aquecedores por indução (adequados para rolamentos de 20 até 50 kg) e outra linha

de ferramentas ergonómicas. Ambas facilitam o trabalho nas oficinas e permitem um

funcionamento otimizado e seguro, evitando acidentes relacionados com a queda de

partes pesadas e sobrecargas musculares. Além disso, o programa Fersa Care oferece

formação e informações técnicas completas para as oficinas, com dicas e conselhos

sobre montagem e desmontagem, bem como demonstrações ao vivo nas suas instalações.

O programa Fersa Care foi criado em 2015 para fornecer um serviço abrangente

para peças de reposição e, especialmente, para mecânica.

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46 Agosto I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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Notícias

empresas

LUBRIFICANTES

Transforma o motor do

seu veículo num atleta

incansável

15 ANOS DE EXISTÊNCIA

Negrelcar | A empresa da região norte

do país comemorou o seu 15.º aniversário. A

celebração da empresa de assistência foi realizada

com pompa e circunstância, tendo estado

presentes colaboradores, amigos e parceiros. A

reparação elétrica continua a ser a grande aposta

da Negrelcar, apesar de, atualmente, a empresa

já ter serviços de mecânica geral. Por outro lado,

a oficina de Lordelo, que já completa cinco anos,

dedica-se aos serviços de chapa e pintura.

Os engenheiros da Total desenvolveram a Age Resistance Technology,

ART* para os nossos lubrificantes TOTAL QUARTZ. Esta tecnologia de

última geração garante um desempenho ideal para o seu motor,

melhorando até 64%** a proteção contra o desgaste mecânico, mesmo

sob condições extremas de temperatura e pressão. Escolher o TOTAL

QUARTZ com ART é escolher o lubrificante de motor que mantém o

motor mais jovem por mais tempo.

NOVO WEBSITE

FIAMM Energy Technology | O site

recentemente redesenhado da FIAMM Energy

Technology está, agora, disponível em alemão,

francês, espanhol, russo e chinês, com um novo

layout, uma nova abordagem comunicativa e

uma nova estrutura de navegação. É esta a visão

da FIAMM aplicada aos detalhes. Na secção

atualizada do Mobility Power Solutions, tem-se

acesso ao novo catálogo eletrónico atualizado

e a uma nova secção de suporte, contendo

informações úteis para utilizadores profissionais.

Conheça todas as novidades em www.fiamm.

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Notícias

empresas

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FORNECEDOR OE DO NOVO ŠKODA SCALA

KYB | Anunciou que fornecerá como equipamento de origem os amortecedores para

o novo Škoda Scala, sendo a primeira colaboração OE com o fabricante de automóveis

checo. A KYB produzirá, na sua fábrica, amortecedores dianteiros e traseiros para o

Scala, o novo familiar compacto de cinco portas que será distribuído na Europa este

ano. O Scala é montado na fábrica da Mladá Boleslav, na República Checa, e já conta

com excelentes análises da imprensa especializada. A Škoda junta-se a uma longa lista

de fabricantes de veículos em todo o mundo que confiam na KYB como fornecedor

de amortecedores OE para os seus novos modelos, incluindo outras marcas do Grupo

Volkswagen.

CRESCIMENTO DO GRUPO OS MOSQUETEIROS

roady | O Grupo Os Mosqueteiros encerrou o ano de 2018 com um volume de

negócios global de 2,2 mil milhões de euros, correspondendo a um crescimento de

10% em relação ao ano anterior. A insígnia Roady contribuiu com uma faturação

de 37,5 milhões de euros de volume de negócios em Portugal, cerca de um ponto

percentual acima do valor alcançado no ano anterior. Com um total de 32 lojas no

nosso país, os centros auto Roady querem igualmente crescer em 2019, com o apoio

de um plano que prevê a abertura de duas novas lojas. “Esta é a única rede de centros

auto em Portugal dirigida por empresários independentes, pelo que as características

do modelo de negócio da Roady, aliadas à boa performance financeira do setor e da

insígnia, fazem desde negócio uma excelente oportunidade de investimento”, frisou

Eduardo Santos, administrador da Roady em Portugal. O responsável acrescentou

ainda que, “para pertencer à rede de centros auto Roady, o investimento necessário é

de 75 mil euros”. Além da ampliação do leque de lojas, as prioridades da Roady têm-se

centrado na formação e implementação de tecnologias e ferramentas, que potenciam

a qualidade do atendimento e do serviço prestado na oficina.

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Notícias

empresas

AUTO POP ESTEVE PRESENTE NO RALI

VINHO DA MADEIRA 2019

O

Grupo TRUSTAUTO anunciou que a Auto Pop esteve presente no Rali Vinho da Madeira 2019, como

patrocinador do piloto Ricardo Teodósio, líder do Campeonato Nacional. A Auto Pop, novo membro do

Grupo TRUSTAUTO, surgiu, uma vez mais, representada no Rali Vinho da Madeira, evento de referência

a nível europeu. No Škoda Fabia R5 do piloto Ricardo Teodósio, foi visível o logótipo da empresa madeirense,

naquela que foi a sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Esta representação é motivo de enorme

orgulho tanto para a Auto Pop como para o Grupo TRUSTAUTO, que a empresa integra desde há pouco tempo.

Acompanhado pelo navegador José Teixeira, o piloto algarvio é dos mais rápidos e competitivos do Nacional de

Ralis, contando, atualmente, na sua carreira, com 19 pódios e três vitórias, liderando o CPR de 2019 na Classe

RC 2.

Publireportagem

MINUTO VALORPNEU

SABE O QUE acoNTECE aos PNEUS USADOS

QUANDO OS ENTREGA NA REDE DE CENTROS DE RECEÇÃO

(CR) DA VALORPNEU?

A

rede de recolha da Valorpneu é constituída

por 40 Centros de Receção no Continente,

oito Centros de Receção na região autónoma

dos Açores e um Centro de Receção na região autónoma

da Madeira. Mas, afinal, o que é um Centro de Receção?

São locais devidamente licenciados para o

armazenamento temporário de pneus usados, onde

todas as entidades públicas ou privadas podem entregar,

livre de encargos, os seus pneus usados. O transporte até

ao Centro de Receção é da responsabilidade do detentor.

Ao chegar ao Centro de Receção, os pneus usados

têm de passar por várias etapas. Primeiro, o peso

dos pneus é registado no sistema de informação da

Valorpneu (transversal a todos os operadores da rede).

Em seguida, os pneus são armazenados por cinco

tipologias (ligeiros, pesados, industriais, danificados e

maciços) para, posteriormente, serem triados com vista à

recauchutagem.

Semanalmente, a Valorpneu faz um planeamento

de entrega dos pneus usados nos valorizadores e dá

instruções aos Centros de Receção e aos transportadores

para preparação das cargas a transportar. Os pneus são

encaminhados nos dias planeados para os recicladores e

valorizadores energéticos. Mas atenção: a descarga dos

pneus usados nos Centros de Receção tem de respeitar

várias condições. Entre as quais, não podem apresentar

quaisquer contaminações e devem ser acompanhados

da documentação necessária, nomeadamente da

Guia de Acompanhamento de Resíduos e-GAR (exceto

particulares), do documento de identificação da empresa

e da ficha de caracterização de origens devidamente

preenchida.

Depois de corretamente encaminhados, os pneus usados

são transformados em granulado de borracha, nos

recicladores, e aplicados em novos materiais, como, por

exemplo, relvado sintético ou pavimento, podendo ser

ainda utilizados como combustível nos valorizadores

energéticos, devido ao seu elevado poder calorífico.

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potentes como os lubrificantes Champion. A Adaptive Shield Technology cria um escudo protetor à volta das

peças do motor, o que torna os lubrificantes Champion

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PERCEÇÃO SOBRE

DIESEL CONDICIONA

A

chegada de novos testes de homologação WLTP para

consumos e emissões poluentes, bem como a discussão

pública sobre os automóveis Diesel, são dois fatores

determinantes nas empresas portuguesas, que assumem uma

aposta em viaturas com energias alternativas ou com menos

emissões de CO 2. Desta forma, os gestores de frotas portugueses

não só estão atentos à necessidade de mudança nas suas frotas

automóveis, devido ao impacto de fatores externos, como acompanham,

também, a tendência europeia. Estas são as conclusões

do Barómetro 2019 do Arval Mobility Observatory, estudo

realizado no passado mês de março a mais de 4.000 empresas,

das quais 300 em Portugal, visando fornecer informações sobre

a mobilidade nas empresas. Mais de metade das empresas

portuguesas afirma que o novo procedimento de medição de

consumos de combustível e de emissões de CO 2 (WLTP) já tem,

ou terá no futuro, impacto nas suas frotas (58%). O barómetro

mostra, também, que, em Portugal, a percentagem de empresas

que já foi ou será afetada pelo WLTP é 11% superior à média europeia,

onde esta medida afeta ainda uma percentagem de 47%

das empresas.

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EXPORTAÇÕES DE

COMPONENTES COM

RECORDE ABSOLUTO

De acordo com a AFIA (Associação de Fabricantes

para a Indústria Automóvel), as exportações de componentes

registaram um crescimento de 2,6%. No

primeiro semestre de 2019, atingiram-se os 4.400 milhões

de euros quando comparados com os resultados do mesmo

período do ano passado. Esta informação surge com base

nos dados de comércio internacional de bens, divulgados

pelo INE. Em relação aos destinos das exportações, a AFIA

refere que estes mantêm, também, a tendência, apresentando

Espanha e Alemanha como os principais destinos, seguidos

de perto por França e Inglaterra. O conjunto destes

quatro países representam, assim, 71% do total das exportações,

estando os restantes 29% distribuídos por outros

países europeus e outros fora da Europa, como EUA, Marrocos,

China, México e Turquia.

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36-58_Noticias_empresasREV.indd 55 26/08/2019 08:54


Notícias

empresas

ALECARPEÇAS

TUBOS DE

COMBUSTÍVEL

CONTINENTAL

O

tubo de combustível desempenha um papel

preponderante no sistema de alimentação

do veículo. A AleCarPeças recomenda: “Não

comprometa a qualidade e utilize o tubo de combustível

do primeiro equipamento. Utilize Continental”.

A empresa, que abriu, recentemente, um novo

armazém na Maia, dispõe de tubos de combustível

com medidas compreendidas entre os 3.2 mm e os

12 mm, todos comercializados em bobines de 20 metros.

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O CONCEITO SMARTFIT

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FORMAÇÃO DA RPL CLIMA JÁ É CONHECIDA

O PROGRAMA PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE

2019 JÁ ESTÁ DISPONÍVEL PARA CONSULTA

E INSCRIÇÃO. AS FORMAÇÕES REALIZAM-

SE NAS INSTALAÇÕES DA RPL CLIMA. A

EMPRESA ALGARVIA ESTÁ A PREPARAR UMA

RENOVAÇÃO DO CURSO DE RECEÇÃO E GESTÃO

OFICINAL, NOS DIAS 13 E 14 DE SETEMBRO,

E DIAGNÓSTICO DE SISTEMAS DE FILTROS

DE PARTÍCULAS E TRATAMENTO DE GASES

DE ESCAPE DIESEL, NOS DIAS 18 E 19 DE

OUTUBRO. A FECHAR O SEMESTRE, JÁ NOS

MESES DE NOVEMBRO E DEZEMBRO, HAVERÁ

AINDA LUGAR A OUTRA FORMAÇÃO.

PARCEIRAS NA FORMAÇÃO DO SETOR

INDEG-ISCTE e DPAI/ACAP | A ACAP considera fundamental promover

a consolidação das competências dos profissionais da indústria do pós-venda

automóvel, assegurando a sua capacidade de tomar decisões de gestão bem

sustentadas, de identificar e concretizar oportunidades de negócio e de desenvolver

equipas mais produtivas e motivadas para o sucesso. Neste contexto, como ponto

de partida para uma futura parceria estratégica, o INDEG-ISCTE Executive Education

apresentou uma proposta de colaboração para um Programa Avançado de Gestão

para Profissionais do Pós-Venda Automóvel, que visa aprofundar os conhecimento

desta área e servir de espaço privilegiado de debate e reflexão sobre o futuro do

setor em Portugal.

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Notícias

empresas

Faça pausas regulares

Os conselhos mais simples são, muitas vezes, os

melhores. Quando aparece um problema, por

vezes anda às voltas e a única maneira de resolvêlo

é voltar a abordá-lo de novo. Uma pausa breve,

na qual se ausenta – mesmo que seja por apenas

10 minutos – pode ser tudo o que precisa.

Identifique a causa do stress

Se as coisas começarem a acumular-se, tire

um momento para parar e refletir sobre a sua

situação. Respire fundo e pergunte a si mesmo o

que está exatamente a aborrecê-lo. Não poderá

colocar o seu problema em perspetiva e analisá-lo

se não souber qual é.

CONSELHOS TRW

DICAS PARA LIDAR COM O STRESS NA OFICINA

Fale com alguém

Discuta o(s) seu(s) problema(s) com o seu sócio/

chefe/colegas/colaboradores/família. É do seu

interesse e do interesse das outras pessoas que

estas situações fiquem resolvidas. Falar com

alguém impede-o de acumular problemas –

partilhar o seu problema muitas vezes serve,

também, para resolvê-lo, j á que agora tem duas

cabeças à procura de soluções.

Ter uma oficina pode ser muito rentável,

mas mesmo quando as coisas estão bem,

gerir um negócio pode ser stressante.

A ansiedade mantém-no acordado à noite,

enquanto a sua mente é invadida por uma série

de perguntas. Os clientes estarão contentes? Irão

regressar? Será capaz de cobrir os custos e pagar

as suas dívidas? O fluxo de caixa é suficiente? Os

colaboradores estarão contentes? Será capaz de

manter os melhores membros da sua equipa?

Os seus equipamentos são suficientemente

bons e estão atualizados para acompanharem a

evolução dos veículos? E se não forem, poderá

substituí-los?

A pressão mental pode ser tão desgastante como

o esforço físico, deixando-o ansioso e exausto.

Não pode alterar qualquer um destes factos, pois

gerir uma oficina é stressante. O que pode fazer

é aprender a gerir o stress de uma forma mais

eficaz para poder dar o seu melhor e aproveitar a

vida. Quanto menos stressado estiver, melhor será

o serviço que presta aos seus clientes. Aqui fica

uma lista das melhores dicas:

Não se esqueça das coisas boas

Quando pensa em todas as coisas que precisa de

fazer para manter o negócio a funcionar, é fácil

sentir-se negativo. Em vez disso, tente recordar

todas as coisas que estão a correr bem e pense de

forma positiva. Pode até escrevê-las – ao listar os

aspetos positivos do seu negócio vai recordar-se

de alguns que já tinha esquecido e tomado como

garantidos. É fácil esquecer-se de todas as coisas

boas que alcançou quando está distraído a tratar

de todos os problemas que requerem atenção.

Atribua níveis de prioridade às

suas tarefas

Atribuir níveis de prioridade ao seu volume de

trabalho não só torna a sua oficina eficiente

como o ajuda, também, a manter a calma. Uma

das causas de stress mais comuns é a sensação

de que há demasiado trabalho para fazer, o que

significa que, por vezes, alterna entre tarefas

sem obter grandes resultados de nenhuma delas.

Não tente resolver todos os seus problemas de

uma só vez. Atribua níveis de prioridade às suas

tarefas. Coloque-as por ordem de importância e

concentre-se numa tarefa de cada vez.

Escreva as suas preocupações

Uma maneira simples e rápida de escapar aos

seus pensamentos é anotar qualquer problema

e/ou possível solução nos quais tem refletido.

Psicologicamente, arrumou o pensamento e

“guardou-o”. Pode estar seguro, sabendo que

o problema não será esquecido e pode voltar a

pensar nele quando se sentir revigorado.

Resolva de imediato os

problemas mais fáceis

Quando listar as suas preocupações, classifique-as

por ordem de dificuldade de resolução. Poderá

ficar surpreendido com o facto de os problemas

maiores serem aqueles que se resolvem mais

facilmente. Por exemplo, os técnicos podem ficar

rapidamente stressados se não conseguirem aceder

às informações de que precisam para realizar uma

tarefa – este problema pode ser fácil de resolver,

melhorando a velocidade da ligação à Internet.

Invista na formação

Falar é fácil, já que há custos associados, mas a

formação também permite poupar dinheiro –

assim como reduzir o stress a longo prazo. Assim,

se considerar stressante algum tipo de reparação

em particular – ou se verificar um défice de

determinadas competências na sua oficina que

está a contribuir para o aumento da pressão –

pondere fazer mais formação.

Não faça promessas que não

pode cumprir

Certifique-se de que o cliente sabe que o veículo

estará pronto. Por exemplo, ao fim do dia e não

à hora de almoço. Assim, aliviará um pouco

a pressão. Os clientes ficarão mais felizes se

“prometer pouco e cumprir muito”. Lembre-se:

é importante olhar por si, mas quanto menos

stressado estiver, mais poderá investir na

prestação de um serviço de excelência ao cliente.

NOTA: Para saber mais sobre este tema, consulte

o site www.trwaftermarket.com/oficinasoriginais

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36-58_Noticias_empresasREV.indd 58 26/08/2019 02:14


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produto

ATRAVÉS DO GESTOR DE DOWNLOADS, PODE OPTAR-SE PELA INSTALAÇÃO

RÁPIDA, QUE OCUPA MENOS ESPAÇO NO DISCO RÍGIDO DO COMPUTADOR

60-61_Produto - BoschREV.indd 60 26/08/2019 01:12


BOSCH ESI[TRONIC] 2.0

EVOLUÇÃO DIGITAL

DESDE 2018 QUE AS OFICINAS COM ESI[TRONIC] PODEM UTILIZAR, EM SIMULTÂNEO, A VERSÃO ONLINE

DESTE SOFTWARE. COM A INTRODUÇÃO DE NOVAS FUNCIONALIDADES, A BOSCH CRIOU A EVOLUÇÃO 2.0

COM BASE NO FEEDBACK DE INÚMEROS UTILIZADORES por Bruno Castanheira

Através do gestor de downloads,

as oficinas podem, por

exemplo, optar por uma instalação

rápida que ocupa menos espaço,

selecionando a informação ou

as funcionalidades que pretendem

instalar. Neste caso, apenas a função

de diagnóstico de ECU (SD) e os

catálogos individuais de peças de reposição

são armazenados localmente

no disco rígido do computador da

oficina. Informações adicionais, como

instruções e manuais de resolução

de problemas (SIS), informações

de manutenção (M), diagramas

de circuitos (P) e módulo “reparação

baseado em experiência - padrões de

erros conhecidos” (TSB/EBR), podem,

agora, ser acedidos e utilizados

online.

Quer as oficinas independentes quer

as associadas a redes, caso reparem

veículos ligeiros ou industriais, têm,

agora, algo mais do que o simples

diagnóstico das unidades de comando

no seu software de diagnóstico. A

oficina necessita de uma procura de

avarias inteligente, de um suporte

para uma reparação rápida e de especificações

simples de manutenção. O

novo ESI[tronic] 2.0, proporciona

diveras funções. A saber: elevado nível

de funcionalidade com uma utilização

simples, permitindo economizar

tempo; diagnóstico preciso, que

assegura eficaz localização de avarias;

reparações rápidas e eficazes,

que são, na verdade, a base para um

elevado nível de satisfação.

Informação ao segundo

Ao selecionar-se a opção «instalação

rápida e utilização online” no gestor

de downloads, o tamanho do pacote

de download pode ser reduzido

até 50%, o que não apenas permite

poupar espaço no disco rígido como,

também reduz o tempo instalação

de forma significativa. Os dados e tipos

de informação para o acesso online

estão disponíveis num curto espaço

de tempo. Este software otimiza

os tempos de carregamento graças a

estratégias de armazenamento inteligentes

e servidores. O que permite

que, mesmo utilizadores com pouca

largura de banda de Internet, utilizem

comodamente os recursos online

do ESI[tronic] 2.0.

Como se estivessem a utilizar motores

de busca online, os profissionais

da oficina podem tirar partido

da pesquisa de texto livre do ESI[-

tronic] 2.0 Online para ter acesso a

qualquer informação relevante.

Os termos de pesquisa podem incluir,

por exemplo, sintomas específicos,

determinados códigos de erro

ou componentes específicos do veículo.

Mal o utilizador digita a primeira

letra do termo a pesquisar, são

sugeridos termos de pesquisa correspondentes.

Assim que o termo da

pesquisa for encontrado, os resultados

são enumerados de acordo com

a sua relevância e exibidos de forma

resumida. Além disso, as opções para

utilização online serão ampliadas

ao longo deste ano. Deste modo, os

catálogos de peças de reposição para

equipamentos (A), Diesel (D) e

elétricos (E) também passarão a estar

disponíveis online, o que reduzirá

ainda mais o tamanho do download.

O pacote completo do ESI[tronic],

que inclui todos os arquivos e programas,

pode ser armazenado localmente

no disco rígido do computador

da oficina, caso seja essa a

intenção. l

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 61

60-61_Produto - BoschREV.indd 61 26/08/2019 01:12


EMPRESA

SABUGALAUTO

HISTÓRIA EM FAMÍLIA

A SABUGALAUTO COMEMOROU, EM 2018, 20 ANOS DE EXISTÊNCIA. AINDA QUE O SEU REGISTO COMERCIAL

PERMITA DEFINI-LA COMO “ADOLESCENTE”, NA ÁREA DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS A EMPRESA DO SABUGAL

TEM A EXPERIÊNCIA DE UMA ORGANIZAÇÃO MADURA por Joana Calado

Em 1998, José Araújo trocou a cosmopolita cidade

de Lisboa pelo sossego da província, mudando-se para

o Sabugal, onde tinha raízes familiares. Foi aqui

que fundou, há mais de 20 anos, a Sabugalauto. Começou

sozinho, mas foi crescendo aos poucos, chegando,

hoje, aos sete colaboradores. Agora, mais de

duas décadas volvidas, o filho, Luís Silva, assume a

posição de gerente ao leme da Sabugalauto. “Os 20

anos são uma sensação fantástica”, afirma, com orgulho.

Por isso, a data foi assinala com pompa e circunstância.

“Fizemos uma renovação do logótipo da

empresa e realizámos um evento com clientes, fornecedores

e alguns fabricantes, onde estiveram todos

envolvidos num saudável convívio, algo que creio ser

inédito no distrito da Guarda”, explica o gerente ao

nosso jornal.

Expansão arriscada

A história da Sabugalauto está, inevitavelmente, ligada

ao risco desde a sua fundação. José Araújo arriscou

quando partiu de Lisboa para o Sabugal em 1998

para abrir uma empresa, tendo arriscado ainda mais

quando abriu, em 2013, uma loja de Pinhel, ano em

que o país atravessava uma crise económica e financeira.

A premissa da abertura da nova loja foi a mesma

que o tinha levado a fundar a empresa: oferecer

aos clientes daquela região uma relação de proximidade.

Até a Sabugalauto abrir as suas lojas, a área era

servida, maioritariamente, por players sem estrutura

física na região. “Abrir a nossa filial de Pinhel não foi

arriscar. Foi arriscar imenso. Não conhecíamos a zona,

não tínhamos clientes. Apostámos muito na criação

da loja. Acreditámos que conseguíamos fazer a

diferença pela proximidade. E a prova está no crescimento

da faturação e no aumento de clientes que

continuamos a ter”, revela Luís Silva.

TopPartner AS Parts

Apesar de a “eletrificação” e da “hibridização” ainda

não se fazer sentir no interior norte do país, a Sabugalauto

prepara-se para esta realidade. “Já temos fer-

SABUGALAUTO

Gerente Luís Silva

sede Rua Alves Redol, n.° 15, Lj. Dt. A,

6320 - 352 Sabugal

Telefone 271 753 624

Email sabugalauto@sapo.pt

Site www.sabugalauto.pt

ramentas para estes veículos e temos parceiros muito

vocacionados para eles. Mas ainda nos chegam poucas

solicitações para estes veículos”, explica o gerente.

No entanto, sendo este tema não o futuro mas o

presente, é necessário apostar em formação. “Consideramos

a formação uma ferramenta chave do nosso

negócio. E este é um dos aspetos que distingue a

Sabugalauto dos restantes players locais. Apostamos

em dar formação aos clientes. Nos híbridos, é muito

importante formar as oficinas. Estamos a trabalhar

para isso”, assegura Luís Silva.

E em relação à automação? Afinal, caminhamos a

passos largos para os veículos autónomos. “Os veículos

autónomos são um futuro ainda distante. Ainda

não começámos a preparar-nos para eles”. Contudo,

para o gerente, o futuro a curto prazo poderá

ser preocupante. “Um dos problemas que iremos ter

é que o consumidor não considerará o veículo como

seu, ou seja, não terá o sentimento de posse da viatura

e não irá preocupar-se com a sua manutenção ou

limpeza. Irá ser como uma torradeira ou um microondas”,

compara.

A Sabugalauto é um dos TopPartner da AS Parts,

sendo este o seu principal parceiro. “Foi uma aposta

que fizemos no projeto quando nos foi apresentado e

estamos satisfeitos”, refere Luís Silva. No entanto, a

empresa não trabalha, em exclusivo, com este distribuidor,

até porque a prioridade é satisfazer o cliente.

Por isso, faz diversificar o seu stock. Apesar de, para a

Sabugalauto, o importante não ser ter muitos parceiros,

mas os parceiros certos. “A relação de confiança

que tem de haver entre importador e distribuidor é

o mais importante. O mesmo se passa com a oficina,

que tem de olhar para o seu distribuidor como um

parceiro no qual pode confiar”, alerta o responsável.

Futuro risonho

A mercado pode contar com a expansão da Sabugalauto.

Depois de Pinhel, o gerente revela vontade em

alargar território. Apesar disso, a estratégia de manter

uma relação de proximidade com o cliente poderá

trazer percalços em todo este processo. “A dificuldade

é sempre a de manter a nossa identidade e

de passarmos os valores que defendemos enquanto

empresa, conforme vamos contratando novos colaboradores

e alargando a nossa área de ação”, explica.

Apesar da vontade de continuar a crescer, Luís Silva

alerta que “o mercado está como os outros todos: saturado

de players com pouca qualidade, que tentam

sempre chegar ao cliente e fazer guerra de preços. Ou

não ganhado dinheiro ou vendendo material de baixa

qualidade”.

Estar tão próximo da fronteira com Espanha acaba

por trazer dissabores ao gerente da Sabugalauto. “Os

espanhóis vêm vender a Portugal e a oficina, como

não paga o IVA na compra, pensa que está a fazer um

bom negócio ao adquirir mais barato, quando numa

compra nacional também abate o IVA. Isto traduz-se

num problema de falta de informação”, enfatiza.

Luís Silva considera mesmo que, perante as dificuldades

que vai encontrando no seu caminho, o apoio

da AS Parts tem sido fundamental. “Atualmente, é

muito difícil estar no mercado e ser competitivo sem

se estar associado, direta ou indiretamente, a um

grupo ou a uma central de compras, visto que as vantagens

são muitas, como, por exemplo, melhores preços,

auxílio nas formações e apoio em eventos”, conclui

o gerente. l

62 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

62-63_Empresa_SabugalautoREV.indd 62 26/08/2019 01:13


LUÍS SILVA É QUEM GERE OS DESTINOS DA SABUGALAUTO,

QUE DISPÕE, TAMBÉM, DE UMA LOJA SITUADA EM PINHEL

62-63_Empresa_SabugalautoREV.indd 63 26/08/2019 01:13


ENTREVISTA

DARIO ALVES, DIRETOR COMERCIAL DA INFORAP

AS NOSSAS SOLUÇÕES PERMITEM A

OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS

64-67_Entrevista_Inforap2REVaaa.indd 64 27/08/2019 09:26


ESPECIALISTA EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E GESTÃO, A INFORAP CONTA,

HOJE, COM 34 ANOS DE HISTÓRIA, EMBORA DE EXPERIÊNCIA TENHA MUITOS

MAIS. O JORNAL DAS OFICINAS ESTEVE À CONVERSA COM DARIO ALVES, DIRETOR

COMERCIAL E UM DOS SÓCIOS por Joana Calado

Falar na Inforap é falar em sistemas

de informação e gestão.

A empresa de Braga, fundada

em 1984, está em constante mutação

devido às especificidades do setor

onde atua, apresentando diversas

soluções para as mais variadas

áreas, que vão desde o aftermarket à

distribuição, passando pela indústria

transformadora. Atualmente, conta

com 28 colaboradores, quase 10 vezes

mais do que no ano da sua fundação.

Pode fazer-nos uma descrição

histórica da empresa?

O projeto Inforap teve origem no final

de 1984, na sequência do fim de atividade

da DATAMATIC, onde os promotores

do empreendimento, Altamiro

Machado, Eduardo Bueso e José

Luís Monteiro, se conheceram e trabalharam

juntos. Os primeiros anos

foram, essencialmente, dedicados a

prestar o serviço que garantia a continuidade

de uso das aplicações DTM.

Em maio de 1987, foi feita a escritura

da Inforap, Lda., com um novo pacto

social. No ano de 1989, lançámos

uma nova geração de soluções de software

de gestão, baseadas em sistemas

UNIX e base de dados Informix.

Inicialmente em servidores Intel e, a

partir de 1990, em servidores IBM

Risc System 6000. Em finais da década

de 90, lançámos um novo ciclo

tecnológico, com soluções baseadas

em tecnologias Windows Microsoft,

da qual somos parceiros com estatuto

Gold Partner. Atualmente, dispomos

de um leque alargado de soluções,

recorrendo a diferentes tecnologias

desktop e web, onde se destacam as

apps multiplataforma para gestão de

necessidades pontuais e objetivas.

Qual é a sensação de comemorar 34

anos de existência? De que forma

festejaram este marco?

Festejar 34 anos de percurso empresarial

é sempre algo de assinalar. No

setor das tecnologias de informação,

acresce a dificuldade de estarmos em

permanente mutação tecnológica, a

qual obriga a uma aprendizagem e renovação

de produtos constantes. Se

acrescentarmos os imperativos legais,

no nosso caso particular de produtores

de software de gestão, este percurso

adquire contornos notáveis. Esta longevidade

só é possível com um espírito

de equipa soliDario e uma clarividência

relativamente às necessidades e

expectativas dos clientes. É, por estas

razões, uma sensação extremamente

gratificante festejarmos a efeméride

do nosso aniversário. O Inforap day

do 34.° aniversário foi passado no Gerês,

dedicado a toda a equipa, com atividades

de team building, para além

dos momentos formais de celebração.

Qual foi a ideia que esteve por detrás

da criação da Inforap?

No início da década de 80, todos os

fabricantes de computadores dispunham

de tecnologias proprietárias. A

DATAMATIC fornecia soluções baseadas

em tecnologia Data General.

Com o fim da sua atividade, muitas

empresas e instituições do estado iam

ficar com os seus investimentos comprometidos.

A ideia inicial da Inforap

foi a de garantir o apoio e a continuidade

das soluções instaladas. Só

depois de maio de 1987 é que começámos

a desenvolver e a instalar soluções

próprias e independentes do fabricante

de hardware.

Quais são as principais soluções

apresentadas pela Inforap?

A Inforap dispõe de soluções para

quatro mercados principais: indústria;

comércio grossista e retalhista;

distribuição e reparação automóvel;

aftermarket de peças/acessórios auto.

Dada a capacidade interna para

análise e desenvolvimento, dispomos

de um conjunto alargado de soluções

para mercados específicos, nomeadamente

livrarias, óticas, publicações e

jornais, instrumentos de precisão, entre

outros.

A Inforap está presente em várias

áreas de negócio. Ainda há espaço

para se expandir para outras? Está

nos vossos planos essa expansão?

Sim, estamos convictos haver espaço

para darmos respostas a novas necessidades

do mercado. Temos as competências

e a experiência para avaliarmos

novos desafios.

E no aftermarket? Ainda há espaço

para crescer?

Sem dúvida. É um setor que conhecemos

particularmente bem e onde

temos empresas de referência do

nosso mercado nacional e internacional.

Há um potencial de crescimento

no que diz respeito à forma

como os processos se fazem hoje,

particularmente no que diz respeito

à disponibilização de informação e

automatização de fluxos de informa-

A INFORAP DISPÕE DE UM LEQUE ALARGADO

DE SOLUÇÕES, RECORRENDO A DIFERENTES

TECNOLOGIAS DESKTOP E WEB, ONDE SE DESTACAM

AS APPS MULTIPLATAFORMA PARA GESTÃO

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 65

64-67_Entrevista_Inforap2REVaaa.indd 65 27/08/2019 09:26


34.° ANIVERSÁRIO

DA INFORAP

ção. O dia a dia das empresas deste

setor pode fazer bem mais, em menos

tempo e com menos necessidade

de recursos humanos, com a implementação

de processos digitais. É

uma área em que estamos particularmente

focados.

Um mundo automóvel mais

digitalizado pode trazer novas áreas

de negócio para a Inforap?

Claramente. A capacidade crescente

de interação entre automóveis,

dispositivos móveis e sistemas de

gestão, abre um horizonte enorme

de novos produtos e novas áreas de

negócio. Os fabricantes de automóveis

já estão a fornecer soluções

que transformam a experiência de

utilização do automóvel em mais

conforto e segurança.

Como olha a Inforap para o

aftermarket (concorrência feroz;

luta desenfreada por preços

baixos)?

Com a atenção que sempre o fizemos,

evitando as situações manifestamente

insustentáveis. Procurámos

evidenciar junto do mercado a capacidade

que dispomos de acrescentar

valor ao negócio, com base no conhecimento

e na experiência que dispomos

neste setor de atividade. Temos

constatado, ao longo dos anos, que

os nossos serviços e soluções indu-

PUB

66 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

64-67_Entrevista_Inforap2REVaaa.indd 66 27/08/2019 09:26


zem um elevado índice de eficiência

nas empresas com que trabalhamos,

que irá traduzir-se num aumento de

competitividade e rentabilidade. Entre

muitos exemplos que poderíamos

dar, referimos o caso da empresa líder

do aftermarket nacional (ligeiros),

que trabalha com a Inforap há

mais de 20 anos.

De que forma a Inforap otimiza

a eficiência das empresas que

escolhem as suas soluções?

Temos naturalmente abordagens diferentes

para empresas industriais e

comercias. Mas de uma forma macro,

podemos dizer que as nossas soluções

permitem a otimização dos processos

de compra, com orientação na escolha

de fornecedores, disponibilizando um

cálculo de necessidades de aprovisionamento

sofisticado que evita compra

de “monos”, compras desajustadas da

real procura. Ajuda a obter os preços

de venda mais competitivos do mercado

e a gestão da boa cobrança. É todo

um ciclo de funcionalidades pensado

para uma otimização generalizada,

que se traduz na desejada eficiência

global e maximização de resultados.

Não vos “assusta” a chegada dos

veículos autónomos? Em que medida

irão eles interferir no vosso negócio?

Não nos assusta, de todo. Sabemos

que a chegada de veículos autónomos

irá ter repercussão em todo o

circuito de distribuição e reparação,

mas as empresas vão ter sempre necessidade

de gestão dos seus negócios

e poderão sempre contar com os

serviços da Inforap.

Desafios futuros: que visão tem uma

empresa informática especializada

em soluções de software de gestão?

Os desafios são, como referimos anteriormente,

uma constante na nossa

atividade. Para além dos aspetos

tecnológicos e legais, temos de antever

e ajustar as nossas soluções para

as novas necessidades de tratamento

de informação just in time e multiplataforma.

Acredita que os próximos 34 anos

da Inforap vão ser tão desafiantes e

exigentes quanto os primeiros, num

mundo cada vez mais digital, em que

tudo muda ao segundo?

Vão ser, seguramente, desafiantes e

exigentes, como no passado. Mas em

timings mais curtos, o que acrescenta

maior exigência na capacidade preditiva

e de decisão. l

IMYCAR

NOVA APP DA INFORAP RUMO AO FUTURO

Apesar de a Inforap ser uma empresa especialista em softwares de gestão profissional, a app iMyCar

promete criar uma relação mais forte entre as oficinas e os proprietários das viaturas. A nova app vai

permitir ao profissional da oficina estabelecer uma comunicação simples através de um smartphone

com os clientes, facultando a consulta de serviços e substituição de peças, notificações automáticas para

inspeção obrigatória e caducidade do seguro, entre outras.

Na app disponível para o cliente existirá a possibilidade de se pedir orçamentos ou marcar revisões, além

do apoio do GPS da aplicação para a deslocação até à oficina. A solução iMyCar permite também ao

cliente fazer um registo e gestão das suas despesas, como portagens e combustível, permitindo ainda

obter gráficos de análise de gastos, em comparação com períodos homólogos do ano anterior. Segundo

Dario Alves, “o mercado está a reagir acima das nossas expectativas. Constatamos que a ideia do iMyCar

toca com precisão no insight do cliente e do gestor da oficina”.

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64-67_Entrevista_Inforap2REVaaa.indd 67 27/08/2019 09:26


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

A

PFC Brakes é a mais recente aposta da

Q&F, Lda. para sistemas de travagem. Sediada

nos EUA, a PFC Brakes dispõe de

35 anos de experiência adquirida na indústria e

Q&F, LDA.

NOVA MARCA EXCLUSIVA

competição automóvel, com desenvolvimento de

tecnologia pioneira e patenteada em discos, pinças

e pastilhas. Como resultado, em 2012, a PFC tornou-se

fornecedor oficial para a Porsche Motorsport

e, também, da Indicar em 2016. Vocacionada

para a competição automóvel, a PFC é uma presença

constante em fórmulas, turismos, motos e ralies,

entre outros.

68 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

68-79_Noticias_ProdutoREV.indd 68 26/08/2019 03:00


AUTO DELTA

APOSTA FORTE

NA SUSPENSÃO

Cumprindo mais um objetivo, a Auto Delta já dispõe em stock

de uma ampla gama de amortecedores e foles pneumáticos,

não só para veículos europeus, mas, também, para asiáticos

e norte-americanos, oferecendo, deste modo, ao mercado mais uma

solução. Especialmente desenvolvidos para obter uma qualidade

de condução superior através de um ajuste rápido às condições da

via e do veículo, os produtos de suspensão pneumática oferecem,

sem sombra de dúvidas, condições de segurança e funcionalidade

de grande qualidade. “Assim, é dado mais um passo para que os

nossos parceiros comerciais encontrem na Auto Delta tudo o que

necessitam para satisfazer o seu cliente. Com os Melhores, a Caminho

do Futuro!”, pode ler-se no comunicado enviado pela empresa

de Leiria à nossa redação.

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Notícias

Produto

APOSTA NA PROTEÇÃO

CONTRA A SUJIDADE

Motormáquina | Apresentou ao mercado

as novas capas de proteção da Terrafirma.

A pensar no interior e exterior do veículo, a

Terrafirma lançou novas capas de proteção

para bancos e para roda. A Motormáquina

comercializa as novas capas para bancos em

polyester e eva. Totalmente impermeáveis,

protegem os bancos da água e sujidade,

mantendo a forma durante bastante tempo. No

que diz respeito à capa da roda, a Motormáquina

promete proteger a sua roda sobressalente da

sujidade em grande estilo, com a nova capa

em napa. Para além disso, é possível enrolá-la

quando não está a ser utilizada, ocupando pouco

espaço.

PCC

NOVA LINHA DE

PRÉ-INSPEÇÃO RAVAGLIOLI

A

empresa especialista em equipamento oficinal comercializa a nova linha completa de pré-inspeção Profiler

Plus da marca italiana Ravaglioli. Trata-se de um equipamento revolucionário que integra três

funcionalidades distinta: Elevador de Tesoura - permite ao utilizador realizar uma inspeção visual

ao veículo, sendo possível, também, efetuar operações de matutação; Medidor de profundidade do piso dos

pneus (totalmente automático) - a profundidade do piso dos pneus é medida quando o veículo passa por cima

do equipamento; Sistema para verificação de alinhamento de direções - através do sistema 3D-Quick RAV, é

possível verificar, rápida e eficazmente, a convergência e o camber.

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MEYLE-KITS:

Soluções melhores...

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Os MEYLE-KITS poupam tempo e dinheiro, tornando o trabalho diário da oficina mais eficiente.

Isso simplifica bastante todas as reparações e reduz significativamente os custos, otimizando o

aproveitamento das plataformas elevatórias. Resultado: clientes satisfeitos. Desenvolvemos os

MEYLE-KITS colocando-nos no lugar do mecânico e dando ênfase ao aumento da eficiência

e da rapidez no dia-a-dia da oficina.

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Notícias

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SHOCK ABSORBER,

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CUSHION BUFFER

GAMA COMPLETA DE SUSPENSÕES

Japanparts | A gama de amortecedores tradicionais, que se tornou no elemento

principal da oferta da empresa, expande-se com a inserção dos componentes para as

suspensões de controlo eletrónico da altura. O Japanparts Group ampliou, com esta linha

de produtos, a sua cobertura para as maiores marcas europeias e norte-americanas, do

Grupo VAG ao Grupo FCA, do Renault ao Groupe PSA, integrando à sua lista de aplicações

BMW, GM, Mercedes-Benz, Subaru, Toyota e Volvo, entre outras. Completando o serviço,

acrescentam-se os suportes de amortecedor, que devem ser inseridos na mola helicoidal

a fim de reforçar o automóvel e controlar a sua suspensão, bem como os kits guardapó

que, com apenas seis códigos, permitem cobrir 92% do parque circulante, ambos

perfeitamente compatíveis com os amortecedores tradicionais. A empresa aumentou

a área de armazenamento, acrescentando um complexo de 18.000 m² dedicado,

exclusivamente, a este produto.

NOVA TECNOLOGIA REDUZ USO DE SOLVENTES

ZF | A marca está a moldar, ativamente, a mobilidade do futuro e a definir novos

padrões de sustentabilidade no mercado do pós-venda, com inovações no seu portefólio

de produtos. A utilização de “Powder Adhesive Technology” na produção das pastilhas de

travão da marca TRW, que passaram a ser fabricadas sem solventes orgânicos, comprova,

uma vez mais, este facto. Graças a esta tecnologia, a ZF Aftermarket conquistou o

prestigiado prémio ambiental Partslife. Para reduzir e eliminar os solventes sem afetar

a qualidade do produto e de modo a criar um ambiente de trabalho mais limpo para

os colaboradores, a ZF desenvolveu uma nova tecnologia que utiliza um revestimento

adesivo de pó seco nos travões. As pastilhas de travão dos automóveis de passageiros e

veículos comerciais deixaram de ser unidas às chapas de suporte por um adesivo à base

de solvente para passarem a utilizar um inovador adesivo em pó seco. Esta mudança

permite cortar a utilização de solvente em mais de 150 toneladas por ano.

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68-79_Noticias_ProdutoREV.indd 72 26/08/2019 03:07


TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO

_PubsJO166.indd 73 26/08/2019 01:53


Notícias

Produto

ZF AFTERMARKET

LEMFÖRDER AUMENTA

PORTEFÓLIO PARA

ELÉTRICOS E HÍBRIDOS

A

ZF Aftermarket dispõe de um programa de desenvolvimento contínuo,

implementado em todo o seu portefólio de marcas. A sua oferta mais recente

consiste em componentes de borracha-metal para veículos elétricos

e híbridos da marca Lemförder. Os componentes de direção e suspensão são

responsáveis pela ligação entre o veículo e a estrada, tornam-se indispensáveis

para uma condução segura e confortável. Apenas a precisão absoluta na conceção,

fabrico, controlo de qualidade e montagem de todos os componentes garante que

o veículo esteja sempre em segurança na estrada. Em linha com o aumento da

procura de veículos elétricos e híbridos, a ZF Aftermarket está a trabalhar arduamente

para aumentar o portefólio de produtos da marca Lemförder. A instalação

e remoção destes componentes requerem as ferramentas certas e devem ser seguidas

algumas regras simples para evitar erros dispendiosos.

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68-79_Noticias_ProdutoREV.indd 74 26/08/2019 03:07


FAE VOLTA A AUMENTAR

GAMA DE PRODUTOS

A FAE adicionou, no mês de julho, 22 novas referências, que

oferecem novas aplicações para os mercados europeu, norteamericano

e asiático. Nas novas referências, incluem-se 10

sondas Lambda, dois captadores de impulso, um ABS e nove

bobinas de ignição. Estes novos produtos da FAE poderão ser

aplicados nos seguintes veículos: Hyundai ix55, Sonata, Accent

e Getz, Volkswagen Passat GTE, Kia Ceed e Sorento, Renault 5,

19, 21, Traffic e Espace e Toyota Hiace, Hilux, Dyna e Fortuner.

Todas as referências já estão disponíveis no TecDoc, onde a FAE

é certificada como fornecedor de dados “Classe A”, bem como

no catálogo online do fabricante espanhol especialista em

componentes elétricos e eletrónicos.

GAMA METAL-BORRACHA

febi | A empresa oferece uma das gamas mais abrangentes no segmento

metal-borracha com qualidade equivalente OE testada. A variedade inclui

vários apoios, tais como topos de amortecedores, braços de suspensão,

apoios da barra estabilizadora, juntas flexíveis e apoios de motor. Todos os

componentes da gama metal-borracha da febi têm a importante função de

garantir uma utilização do veículo confortável e segura, quer para condutor

quer para passageiros. Ao filtrar as vibrações, os proprietários dos veículos

de passageiros vão ficar continuamente satisfeitos, pois o seu veículo vai

ter uma condução suave. Podemos destacar quatro benefícios chave desta

gama: processo otimizado para uma vida prolongada; precisão de encaixe;

normas de qualidade rigorosas; dureza da borracha em conformidade com as

especificações do fabricante do veículo.

GAMA MARINE & LEISURE CERTIFICADA PELA DNV GL

Exide Technologies | Empresa recebeu a renovação da Certificação DNV GL para as baterias AGM e GEL Marine &

Leisure. Esta certificação, sendo o mais elevado galardão para os produtos de aplicação marítima, significa que as baterias

foram declaradas seguras e confiáveis para uso marítimo e de laser. A DNV GL aprovou, pela primeira vez, as baterias GEL e

AGM da Exide em 2011, depois de visitar as fábricas da empresa na Europa e nos EUA, examinando as normas de controlo de

qualidade das baterias em cada fábrica. Este processo rigoroso é repetido a cada dois anos para garantir que as mais rigorosas

normas standard de qualidade são mantidas. A Exide é fornecedora de equipamentos originais para muitos fabricantes líderes

de barcos e embarcações marítimas, que confiam na qualidade e confiabilidade dos produtos da empresa. Além da DNV

GL, a gama Exide Marine & Leisure é verificada pelo National Caravan Council do Reino Unido, autoridade confiável entre os

utilizadores de autocaravanas e caravanas. Essas verificações oficiais ajudam os revendedores da Exide a estabelecer os seus

conhecimentos e mostram que são oferecidos produtos confiáveis e de alta qualidade.

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www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 75

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Notícias

Produto

BOSCH ABRE caMINHO

PARA INSTALAÇÃO DE

ECRÃS 3D EM VEÍCULOS

Maiores, visualmente mais atraentes e com cada vez mais recursos,

os ecrãs digitais estão a tornar-se numa ferramenta

fundamental dos cockpits dos veículos. Nem pilotos nem

passageiros querem ficar sem os recursos de visualização e controlo

que, atualmente, têm à disposição em dispositivos como smartphones

e televisões. Mas há mais do que isso: nos do futuro, os monitores

digitais terão um papel fundamental na interação entre condutores

e veículos. Com os novos dispositivos de visualização 3D, a

Bosch está a dar resposta a essa tendência. Estes produtos utilizam

tecnologia 3D passiva para gerar um efeito tridimensional realista,

que permite que a informação visual seja captada mais rapidamente

do que quando exibida em telas convencionais. “Os monitores

estão, cada vez mais, a tornarem-se sistemas interativos que podem

antecipar melhor as necessidades individuais dos condutores. Há

um enorme potencial de negócio para a Bosch aqui”, afirma Steffen

Berns, presidente da Bosch Car Multimedia. As previsões sugerem

que o mercado global de displays de veículos vá duplicar de 15 para

26,7 biliões de dólares até 2025 (fonte: Global Market Insights).

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Notícias

Produto

PRO4MATIC

QUATRO ANOS

DE GARANTIA

Em 10 anos de liderança no mercado das suspensões pneumáticas e

aposta em produtos de qualidade, a empresa lança a sua marca própria,

Pro4matic, com quatro anos de garantia. Esta mudança teve

início neste mês em setembro. O foco da empresa é prestar um serviço de

excelência aos clientes, disponibilizando várias soluções para a reparação

do veículo, mantendo a qualidade a que já habituou o mercado. A ampliação

da gama de marca própria vem dar a possibilidade ao cliente de este

poder escolher uma chancela de confiança ao melhor preço de mercado. O

aconselhamento técnico especializado e as entregas em 24h são alguns dos

pontos fortes da Pro4matic, que é constituída por uma equipa de profissionais

preparados para ajudar e aconselhar.

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+

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AUTO BARROS

AUMENTOU

PORTEFÓLIO

A

empresa fundada por Ricardo Barros

adicionou à sua vasta gama de

produtos os compressores de ar

condicionado da ALANKO. Trata-se de

uma conceituada marca alemã que oferece

elevada qualidade. Os novos compressores

de ar condicionado para veículos

ligeiros, comerciais, pesados e máquinas

industriais da ALANKO já se encontram

disponíveis na Auto Barros - Acessórios.

O compressor de ar condicionado é uma

peça necessária e indispensável para a produção

de ar frio no habitáculo do veículo.

O seu papel consiste em comprimir o gás

do ar condicionado de forma a aquecê-lo

e acumular a pressão. O condensador, por

sua vez, transforma o líquido em calor e

dissipa-o, enquanto o redutor e o evaporador

de ar condicionado produzem o ar

fresco desejado.

FAE.pdf 1 22/02/19 15:00

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SENSORES DE

DE

PRESIÓN

PRESSÃO

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Ref.

SENSOR:

SENSOR: Incorpora

Incorpora elementos

elementos piezoeléctricos

piezoelétricos que

que que

miden la la presión por por diferencia entre la

medem a pressão pela diferença entre

la entrada

a y la

entrada

y

e

la

a

salida del del filtro de de partículas. De De fabricación OE. OE.

saída do filtro de partículas. De frabricação OE.

CUERPO:

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ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

PLANTEL FECHADO

NESTA EDIÇÃO, DESVENDAMOS OS RESTANTES QUATRO FINALISTAS DO CONCURSO MELHOR MECATRÓNICO

2019. OITO PROFISSIONAIS MARCARÃO PRESENÇA, NA ATEC - ACADEMIA DE FORMAÇÃO, NOS DIAS 15 E 16

DE NOVEMBRO, PARA DISPUTAR A DERRADEIRA ETAPA. A INICIATIVA DESTE ANO ESTÁ AO RUBRO

MARCO CORDEIRO

NUNO CRISTÃO

HUGO GUERRA

PAULO TOMÉ

“GOSTO DE DESAFIOS E NÃO

PODIA DEIXAR DE PARTICIPAR”

Faz parte da natureza de Marco Cordeiro gostar de

desafios. É, de resto, o próprio quem faz questão

de afirmá-lo: “Sendo eu uma pessoa que gosta

de desafios, não podia deixar de participar neste

concurso. Para mais, sendo esta uma iniciativa de

grande relevância. É uma forma de colocar-me

à prova e de perceber se estou atualizado face à

constante evolução ao nível da eletrónica automóvel”.

Marco Cordeiro não prevê, contudo, facilidades.

“Espero que seja uma prova desafiante. Não

poderá, aliás, ser de outra forma, uma vez que a

realidade do dia a dia assim o exige. Na vida, não

encaro as situações como ‘dificuldades’ mas como

tarefas que necessitam de resolução. Algumas são

mais rápidas, outras requerem mais tempo, mas

existe sempre solução”, frisa. E conclui: “Olho, de

forma expectante e com algum receio, para esta

profissão, pois penso que existe, atualmente, uma

pequena crise, devivo a alguma falta de técnicos

qualificados”.

“ESPERO UMA EDIÇÃO COMPETI-

TIVA E CHEIA DE EXIGÊNCIAS”

“Experiência enriquecedora, desafio pessoal,

revisão de conceitos e valorização da profissão”.

Foram estes os principais motivos que levaram

Nuno Cristão a participar na edição deste ano

do concurso Melhor Mecatrónico. E o que espera

este finalista da edição de 2019? “Espero que

seja uma edição competitiva e cheia de novos

desafios, que possam replicar ao máximo aquilo

que é, no fundo, o dia a dia das oficinas”. E quanto

a dificuldades? “Prevejo encontrar algumas, mas

espero estar a altura dos desafios propostos”.

E como encara Nuno Cristão a profissão de

mecatrónico automóvel? “Olho para a profissão

de mecatrónico como uma das mais completas,

estando em constante evolução e sendo bastante

promissora”. A terminar o seu testemunho, quando

questionado sobre o que o levou a escolher esta

profissão, o concorrente revela, de uma forma

direta e sucinta, que foi “a paixão que sente pelo

mundo automóvel”.

“OS NÍVEIS DE PREPARAÇÃO E

ENTUSIASMO TÊM AUMENTADO”

No caso de Hugo Guerra, o concurso despertou-lhe

atenção, principalmente por ser único. “Não me

recordo, para além das iniciativas promovidas por

alguns construtores de automóveis nas suas redes

de assistência oficiais, de existir este tipo de jornada

técnica. Com a vantagem de, no caso da ação

promovida pelo Jornal das Oficinas, ser aberta a

todos e se basear em conhecimento transversal na

área da mecatrónica”, afirma. Hugo Guerra revela

que “gostaria de encontrar no concurso provas em

que fosse testado o conhecimento transversal dos

concorrentes, desde a mecânica dita convencional

do trem de força (motor, caixa de velocidades e diferenciais),

passando pelo controlo eletrónico dos

sistemas a bordo, incluindo os mais recentes de

pós-tratamento de gases de escape, como SCR e

DPF, e quem sabe, diagnóstico em veículos com

propulsão elétrica/híbrida”. E remata: “Os níveis

de preparação e entusiasmo dos candidatos têm

aumentado”.

“A PROFISSÃO DE MECATRÓNICO

NADA TEM DE MONÓTONA”

Apesar de parco em palavras, Paulo Tomé não

deixa de partilhar com os leitores e parceiros do

Jornal das Oficinas, órgão de comunicação social

especializado que leva a cabo, em parceria com

a ATEC – Academia de Formação, este concurso,

as razões que o levaram a aderir a esta iniciativa:

“Achei um desafio interessante. E como podia

participar a qualquer hora do dia, decidi tentar”.

Como se constata, a vontade de enfrentar novos

desafios não tem data nem hora marcada. Mas

uma final, é sempre uma final. Para mais, estando

envolvidos prémios aliciantes. Questionado sobre

o que espera da edição deste ano do concurso

e que dificuldades prevê encontrar, Paulo Tomé

afirma que, “na verdade, não sei muito bem as

dificuldades que irei encontrar. Mas estarei pronto

para tentar resolvê-las”. E quanto à profissão de

mecatrónico? “Nada tem de monótona. Todos os

dias aparecem problemas diferentes. A eletrónica

automóvel interessa-me”.

80 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

80_Melhor Mecatrónico JO166REV.indd 80 26/08/2019 01:25


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2019

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ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

AVALIAÇÕES JÁ DECORREM

O CONCURSO CHALLENGE OFICINAS 2019 ENTROU NA 2.ª FASE DE AVALIAÇÃO. AS SEIS OFICINAS QUE MELHOR

PONTUAÇÃO OBTIVERAM NO QUESTIONÁRIO ONLINE ESTÃO APURADAS E OS AUDITORES DA POLIVALOR JÁ SE

ENCONTRAM NO TERRENO A FAZER A AVALIAÇÃO PRESENCIAL PARA ELEGER AS TRÊS FINALISTAS

Concluído o período de respostas

ao questionário para seleção

das seis oficinas melhor

classificadas, o concurso Challenge

Oficinas entra, agora, numa fase decisiva

de apuramento das três finalistas.

Uma equipa de jornalistas do Jornal

das Oficinas está a acompanhar os

auditores da Polivalor no trabalho de

avaliação presencial que estes se encontram

a efetuar a cada organização

selecionada. O contacto pessoal com

os proprietários e funcionários das

oficinas é essencial, pois só assim é

possível avaliar, com rigor, os conhecimentos

das equipas e a funcionalidade

das instalações. Nesta fase, o

processo de avaliação dos auditores

centra-se em seis área chave do funcionamento

da oficina: Marcação;

Receção; Intervenção; Explicação

dos Trabalhos Executados; Gestão do

Pós-venda; Instalações.

Na área da Receção, são verificados

os procedimentos relativos à abertura

das ordens de reparação, diagnóstico

da viatura com o cliente e

estimativa descriminada para cada

intervenção. Já no que diz respeito

à Explicação dos Trabalhos Executados,

verifica-se se o cliente é contactado

para informar que a viatura

está pronta e se o rececionista explica

ao cliente a conformidade da fatura

com os trabalhos acordados. A nível

das Instalações, é aferido o aspeto

exterior, nomeadamente a sinalética,

o parque de clientes e o sistema

de tratamento de resíduos, de acordo

com o previsto na legislação em

vigor. No interior, o auditor avalia a

arrumação e limpeza das zonas de

receção, bem como o trabalho e o

equipamento oficinal (ferramentas,

elevadores e baias de trabalho).

As seis oficinas que foram selecionadas

para a 2.ª fase deste concurso são

já todas vencedoras, pela vontade de

participar, por serem postas à prova

e por saírem da sua zona de conforto

para viverem uma experiência diferente,

junto de outros colegas de profissão.

São exemplo de organizações

proativas, que querem aportar mais

valor ao mercado, com novos modelos

de negócio e ações construtivas

com benefícios para colaboradores e

clientes. l

OFICINAS SELECIONADAS

PARA A 2.ª FASE

1 - Auto Reno

2 - Pneufurado

3 - CRAM

4 - VAP Via Norte

5 - JAPblue

6 - Farmotive

Nota: A classificação geral pode ser consultada no

site www.challengeoficinas.pt

82 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

82_challenge oficinas JO 166REV.indd 82 26/08/2019 01:26


y

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PRÉMIOS

24 NOVEMBRO

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NOVEMBRO

2019

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FIL - Lisboa

COMPETIÇÃO

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Técnica

&Serviço

DANOS NUM CAMIÃO SINISTRADO

CONTROLO PERICIAL

O ACIDENTE DE UM CAMIÃO, SOBRETUDO SE ENVOLVER OUTROS VEÍCULOS E/OU PESSOAS, REQUER UM

MINUCIOSO PROCEDIMENTO TÉCNICO PARA ANALISAR, A PARTIR DE UM PONTO DE VISTA PERICIAL, A

AMPLITUDE DOS DANOS PRODUZIDOS

84 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

84-86_tecnica e servico controlo pericialREV.indd 84 26/08/2019 03:29


Colaboração Centro CESVIMAP

www.cesvimap.com

O

perito de veículos ligeiros

também pode avaliar danos

em veículos pesados.

Com a sua experiência, tem plena

consciência de que, num acidente,

os volumes destes veículos e, portanto,

as massas que eles deslocam,

produzem elevados danos por

efeito direto ou indireto da inércia que

desenvolvem. Em alguns elementos

mecânicos, estes danos talvez não sejam

facilmente observáveis de forma

direta. Para conhecer exatamente a

sua amplitude, poderá ser necessário

realizar determinadas verificações

dimensionais específicas para cada

peça. O perito responsável por avaliar

os danos materiais provocados

num acidente assumirá, além do

mais, um papel adicional: controlar

o estado de alguns elementos mecânicos

que poderão ter sofrido danos.

É de extrema importância para conservar

a segurança do veículo.

Todos os componentes mecânicos de

um camião têm a sua importância.

1

1 Inspeção de barras e hastes

da direção

2 Ângulo de queda do pino da manga

de eixo

2

Mas, do ponto de vista pericial, os

da secção dianteira, ligados, direta

ou indiretamente, ao mecanismo da

direção do veículo, são cruciais para

controlar danos e deformações resultantes.

Eis os mais importantes:

l Eixo dianteiro;

l Caixa da direção e tirantes;

l Molas de lâminas de suspensão.

Eixo dianteiro

Num camião que transporte mercadorias,

seja de configuração rígida

(camião chassis-cabina com carroçaria)

ou trator, as rodas dianteiras são

os pontos de apoio que transmitem

a distribuição de cargas máximas

sobre o eixo dianteiro. Esta circunstância

implica que os requisitos de

resistência mecânica aos quais são

sujeitas sejam muito altos, visto que

trabalham durante toda a vida do camião

com enormes forças compressivas.

Um sinistro de elevada inten-

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 85

84-86_tecnica e servico controlo pericialREV.indd 85 26/08/2019 03:29


Técnica

&Serviço

3 4

5 6

3 Inclinação longitudinal do

pino

da manga de eixo

4 Controlo das molas de lâminas

de suspensão

5 Inspeção da caixa da direção

6 Verificação da torsão da mola

de lâminas

OS COMPONENTES MECÂNICOS DA SECÇÃO DIANTEIRA SÃO CRUCIAIS PARA

CONTROLAR DANOS E DEFORMAÇÕES RESULTANTES

sidade num eixo dianteiro pode levar

a que as forças de compressão, aliadas

às de deformação, danifiquem a

viga do eixo dianteiro. Nestes casos,

é recomendável efetuar um controlo

dimensional.

O primeiro elemento a verificar serão

as bases de apoio do eixo, verificando

que os planos de ambas continuam a

formar 0° entre si, ou seja, que não

foi produzida uma torsão na viga do

eixo dianteiro. Para o efeito, devemos

colocar sobre estas bases réguas com

o maior cumprimento possível, verificando

se existe deformação torsional

entre elas. Por vezes, ainda que

o acidente do camião não seja muito

violento, se estiver localizado em

alguma das extremidades do eixo, a

geometria da própria manga de eixo

e da roda poderá ter sido afetada.

É necessário controlar, fundamentalmente,

o alojamento do pino da

manga de eixo na direção longitudinal

(direção paralela ao eixo de

simetria longitudinal do veículo) e

transversal (direção perpendicular à

anterior). Logicamente, em as ambas

as extremidades do eixo terão

de corresponder exatamente os mesmos

valores absolutos e tolerâncias

especificados por cada fabricante

para cada eixo em concreto. Ao avaliar

estas variáveis, poderemos assegurar-nos

de que o eixo não está deformado

nas suas extremidades.

Caixa da direção e tirantes

Localizada, geralmente, na zona

frontal esquerda do camião e, portanto,

muito exposta a impactos

diretos em acidentes, a caixa da direção

é um elemento mecânico de

condução crucial para a segurança.

Face a danos na zona dianteira do camião,

em primeiro lugar é necessário

realizar o controlo de forma visual,

verificando se a caixa ou os respetivos

suportes sofreram algum esforço

direto. Se o corpo da caixa apresentar

ruturas, devemos proceder à substituição.

Caso contrário, se apresentar

marcas de esforços ou impactos, poderá

ser testada no serviço oficial do

fabricante da caixa da direção, tanto

do ponto de vista estrutural como

funcional, aspeto este de máxima

importância. De qualquer forma, em

qualquer sinistro, na zona dianteira

de um camião é sempre recomendável

verificar que o funcionamento da

caixa da direção continua uniforme,

suave, sem ressaltos ou pontos de

fricção intermédios.

Os mecanismos de união entre a caixa

da direção e as mangas de eixo das

rodas implicam os tirantes de acionamento

da rotação das rodas dianteiras.

Para controlar o estado destes

tirantes e barras de direção longitudinais

e transversais, além da análise

visual de cada elemento, poderá ser

necessário um exame comparativo.

Sempre que possível, devemos verificar

visualmente, utilizando como

referência uma barra nova igual. Se

tal não for possível, podemos utilizar

um modelo realizado previamente

sobre uma barra não deformada.

Molas de lâminas de suspensão

Responsáveis por minimizar os efeitos

da rodagem do camião sobre as

irregularidades do terreno, as molas

de lâminas do eixo dianteiro atuam

em conjugação com os elementos

de amortecimento para assegurar

a estabilidade do veículo durante a

marcha, seja descarregado ou carregado

até ao seu limite admissível. Os

camiões podem montar dois tipos diferentes

de molas de lâminas: semielípticas

e parabólicas. Normalmente,

estas últimas são montadas no eixo

dianteiro e as semielípticas são montadas

no eixo traseiro em veículos de

obras e transportes mais exigentes.

Também desempenham uma função

como elementos de união e fixação

entre o chassis e o eixo dianteiro do

camião. Caso estejam danificadas ou

deformadas, a estabilidade em rodagem

será afetada e o veículo não irá

circular adequadamente.

Para controlar o seu estado, em primeiro

lugar é necessário realizar

uma inspeção visual muito pormenorizada

a todos os seus elementos,

analisando o estado e procurando

identificar possíveis impactos diretos

ou indiretos. Se as molas de lâminas

estiverem desmontadas, é possível

realizar comparações geométricas

entre ambas para assegurar que as

diferentes cotas são iguais em ambas

e que não existe qualquer deformação

de torsão entre os seus pontos de

fixação extremos nem entre os seus

apoios ao eixo. Para realizar estas verificações

dimensionais, utilizaremos

um compasso de varas para medir os

comprimentos e réguas com cones

autocentrantes para analisar o paralelismo.

l

86 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

84-86_tecnica e servico controlo pericialREV.indd 86 26/08/2019 03:29


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SOTINAR

NA VANGUARDA DA COR

A SOTINAR ESTÁ PREPARADA PARA O FUTURO. A DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE QUALIDADE

QUE PERMITEM ÀS OFICINAS RENTABILIZAR O SEU NEGÓCIO, É O GRANDE FOCO DA EMPRESA.

A PARCERIA COM A CROMAX FOI UM PASSO NESSE SENTIDO por Jorge Flores

Coimbra foi a cidade que viu

nascer a Sotinar, em 1984.

Hoje, o grupo é composto

por seis unidades de negócio fortes

(Coimbra, Aveiro, Lisboa, Leiria, Porto

e Santa Maria da Feira). Todas com

uma gestão autónoma mas todas seguindo

a mesma filosofia e integradas

numa mesma unidade diretriz estratégica

de gestão de negócio”, explica

ao Jornal das Oficinas Fernando Jorge,

diretor comercial das unidades de

Coimbra e Leiria. A conversa decorreu

na Sotinar de Coimbra, estando a filial

de Leiria também sob alçada desta

administração. Segundo Fernando

Jorge, a realidade destas duas casas da

Sotinar é, também ela, muito distinta.

“Leiria faz parte da nossa empresa e

ajuda muito ao nosso crescimento.

Nestes últimos anos, tem contribuído

bastante para o nosso fortalecimento.

Foi, por isso mesmo, que abrimos lá a

loja, em 2012. Felizmente, tem estado

sempre em crescimento. Mais até do

que em Coimbra, onde o mercado se

encontra, digamos, mais maduro. Leiria

cresce todos os dias”, reconhece o

responsável.

Rentabilizar é a palavra

Além de instalações administrativas

e armazéns próprios em todas as seis

unidades do Grupo Sotinar, as unidades

de Coimbra e Leiria beneficiam

de uma localização contígua aos seus

fornecedores Carsistema, S.A. e Portepim,

S.A., o que facilita e potencia

a gestão de stocks. A empresa faz-se

valer de uma forte equipa comercial e

de distribuição, que garante a entrega

dos produtos às oficinas sempre em

tempo útil, contando com fornecedores

e técnicos competentes para resolver

eventuais problemas junto dos

pintores.

A maior dificuldade sentida por Fernando

Jorge é a falta de profissionais

do ramo. “Há 12 anos, já era previsível

o que estamos a viver hoje. Faltou formação.

O próprio Instituto de Emprego

começou, aqui em Coimbra, Leiria,

Pombal, mas também terminou, a

dada altura. Neste momento, há uma

dificuldade muito grande em encontrar

pintores. Esse será o nosso maior

problema. Os clientes têm serviço,

mas não dispõem de profissionais

para o fazer. Por outro lado, não havendo

tantos pintores, haverá oficinas

a deixar de fazer trabalhos de pintura,

eventualmente, e vão localizar. Ou

seja, haverá a oficina A, B, C ou D com

mais trabalho, que tratará de ir buscar

os poucos profissionais ainda existentes”,

lamenta.

Evolução constante

A empresa está em constante evolução.

Fernando Jorge não receia o fu-

SOTINAR

Diretor comercial Fernando

Jorge

Sede Ribeira de Eiras, Adémia,

3020 – 326 Coimbra

Telefone 239 433 250

Email sotinar.coimbra@sotinar.pt

Site www.sotinar.pt

turo. Até porque os veículos elétricos

e mesmo autónomos, precisarão sempre

de... tinta. “Essa é a nossa mais-valia.

Sem tinta, não se pintam carros”,

brinca. De seguida, já mais a sério, frisa

que “o desafio é diário. Procuramos

estar em constante evolução, acompanhando

as tendências. Procuramos

ver o que há de bom no mercado para

que possamos levar esses produtos aos

nossos clientes, de modo a que estes

rentabilizem os seus negócios”.

Fernando Jorge reforça que a preocupação

é constante. “E, neste caso

da Carsistema e da Portepim, passa

por, diariamente, estarmos atentos ao

mercado exterior para ver o que aparece

de novo. Para irmos reajustando,

junto das oficinas, esse processo de

trabalho, de modo a garantir a rentabilização”,

explica. E acrescenta. “Hoje

em dia, não se trata de questionar se o

material de pintura ‘x’ ou ‘y’ é mais ou

menos caro do que os demais. O que

se trata é de maximizar processos de

trabalho que rentabilizem os produtos

aplicados, dando lucro à oficina. Esse

é o trabalho diário das Sotinares e das

suas equipas técnico-comerciais. Prestar

um serviço que potencie a aplicação

dos produtos fornecidos às oficinas,

formando os pintores. E tem sido feito

com sucesso. A mudança para a marca

Cromax, em 2016, veio nesse sentido e

foi uma aposta ganha”, conclui. l

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 89

88-89_Repintura - Sotinar (ok)REVOK.indd 89 27/08/2019 11:50


Técnica

&Serviço

SOLDADURA COLD METAL TRANSFER ADVANCED

UNIÃO TÉRMICA

É FUNDAMENTAL

A UNIÃO TÉRMICA DE DIFERENTES MATERIAIS, COMO O AÇO E O ALUMÍNIO, É FUNDAMENTAL NO FABRICO

DE AUTOMÓVEIS. NO ENTANTO, ESTE PROCESSO É UM GRANDE DESAFIO DEVIDO ÀS DIFERENTES

PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS DOS MATERIAIS

É

difícil conseguir resultados de

alta qualidade e estáveis.

As opções para continuar a

trabalhar com peças semi-acabadas

são, significativamente, limitadas. A

solução para isto é um processo de

soldadura com reduzida transmissão

de calor, como o processo Cold Metal

Transfer (CMT) Advanced desenvolvido

pela Fronius. O baixo nível de

formação de projeções, juntamente

com um arco voltaico constante e extremamente

estável, oferece excelentes

resultados de soldadura.

Os fabricantes de carroçarias na indústria

automóvel dependem cada

vez mais da combinação de materiais

diferentes, dado que o peso dos veículos

pode ser reduzido de forma considerável

ao utilizarem-se materiais

como o alumínio ou plásticos de fibra

reforçada, o que tem um efeito muito

positivo no rendimento e no consumo

de combustível. Além disso, seria

difícil cumprir com as regulamentações

cada vez mais exigentes relativas

às emissões sem estes avanços no

fabrico ligeiro. Portanto, os veículos

90 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

90-91_tecnica carrocariaREV.indd 90 26/08/2019 02:45


Colaboração Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

modernos tendem a apresentar uma

engenhosa mistura de materiais até

ao último pormenor. Cada peça individual

é concebida para ser tão leve

quanto possível, mas continuando a

proporcionar uma excelente funcionalidade.

A união destes materiais

com diferentes propriedades implica

um enorme desafio.

Força e conformabilidade

limitadas

O aço e o alumínio é uma das combinações

de materiais mais frequente

que se utiliza na soldadura para a

construção de automóveis. Para reduzir

custos, os fabricantes soldam desde

componentes de alumínio concebidos

de determinada forma até conjuntos

de aço galvanizado, para que se possam

unir utilizando um processo rentável

na linha de produção de carroçarias,

como é o processo convencional

de soldadura por resistência. No entanto,

devem ter-se em conta as diferentes

características físicas e químicas

de influência na qualidade do cordão

de soldadura.

Processo de soldadura a

“frio” melhora estabilidade

A transmissão de calor durante a soldadura

tem um papel significativo

para determinar a espessura da fase

intermetálica. Nos testes realizados

pelos engenheiros da Magna Steyr,

descobriu-se que o ideal é que esta

não exceda 10 mícrones, para garantir

que a união seja estável. Para

consegui-lo, os especialistas tiveram

de controlar a progressão da temperatura

de forma ideal, mantendo-a

acima da temperatura de fusão do

alumínio, mas abaixo da temperatura

de vaporização da camada de

zinco aplicada às chapas de aço. Na

maioria dos processos de soldadura

por arco voltaico, isto não é possível.

Mas a Magna Steyr encontrou, finalmente,

a solução que era necessária

com o Cold Metal Transfer (CMT)

Advanced, o processo de soldadura a

“frio” desenvolvido pela Fronius.

Este processo de soldadura reduz,

significativamente, a transmissão

de calor em comparação com outros

processos de soldadura MIG/MAG.

O segredo está na regulação digital

do processo, o qual deteta, automaticamente,

os curto-circuitos e, posteriormente,

ajuda a desprender a

gota com a retração do fio: durante a

soldadura, o fio move-se para a frente

e, depois, para trás, tão rapidamente

quanto o modo como se apresenta o

curto-circuito. Como resultado, a fase

de ignição do arco voltaico é muito

curta e a transmissão de calor reduz-

-se. Utilizando este processo, a entrada

de energia também se pode adaptar

continuamente para se adequar

ao componente que será soldado. Os

utilizadores beneficiam de uma transferência

de material sem projeções e

de uns excelentes resultados de soldadura.

O CMT é, portanto, o processo

perfeito para soldar uniões de aço utilizando

CO 2 e outros gases protetores.

Também está concebido para ser utilizado

na união de aço e alumínio, visto

que o material base do aço apenas é

humedecido por estas uniões soldadas

indiretamente e não se derrete. Isto

significa que cumpre perfeitamente os

requisitos de utilização na indústria

automóvel.

Bons resultados graças a um

processo excecional

Com a ajuda do processo de soldadura

CMT Advanced e a otimização do

fio de soldadura, a Magna Steyr desenvolveu

uma tecnologia para unir

o aço e o alumínio de forma eficiente

e segura. Poder definir os parâmetros

de soldadura com precisão mantém

a fase intermetálica em menos de 10

mícrones. As propriedades mecânicas

da união cumprem todos os requisitos

necessários, evitando-se a revisão

mecânica de veículos ligeiros quanto

à sua qualidade, algo impensável no

passado.

Em comparação com os processos

O PROCESSO DE SOLDADURA CMT ADVANCED REDUZ,

SIGNIFICATIVAMENTE, A TRANSMISSÃO DE CALOR COMPARATIVAMENTE

A OUTROS PROCESSOS DE SOLDADURA MIG/mag

destes dois materiais, como o seu alongamento

térmico, condução de calor

e resistência à corrosão. Estes aspetos

têm um efeito negativo na qualidade

e na resistência da união soldada. A

conformabilidade nos processos de

produção posteriores também é muito

limitada. O CMT Advanced permite

evitar problemas, como o aparecimento

de poros em uniões fundidas.

Tecnologia premiada

O fornecedor internacional da indústria

automóvel Magna Steyr, constituído

por 36 sucursais na América

do Norte, Europa e Ásia, com acordos

com marcas como a BMW, dedica-se

à produção de componentes

individuais, assim como de veículos

completos, utilizando novos métodos

de fabrico para as carroçarias dos

seus veículos. Para reduzir os custos

de produção em peças de soldadura

de aço com alumínio, a Magna Steyr

examinou o processo de união com

grande detalhe e chegou à conclusão

de que a temperatura tem uma gran-

convencionais, o CMT Advanced também

oferece a vantagem da soldadura

já não ter de ser realizada de ambos os

lados, podendo, agora, ser realizada

somente num lado caso tal seja pretendido,

o que reduz os gastos e o volume

de trabalho. Os dispendiosos processos

adicionais, como a rebitagem, passaram

à história, aumentando a rentabilidade.

Karl Hartl, diretor de projeto

da Magna Steyr, afirmou que “graças à

solução desenvolvida com o CMT Advanced,

podemos esquecer as restantes

alternativas de produção complicadas,

como, por exemplo, o recorte posterior

da pele do tejadilho“.

A Magna Steyr ganhou o prémio “Automotive

Innovations 2017” do Center

of Automotive Management (CAM)

e da PricewaterhouseCoopers (PwC)

Germany, pela sua inovadora tecnologia

de união. A Magna Steyr recebeu

o reconhecimento de fornecedor automóvel

mais inovador (Most Innovative

Automotive Supplier) ao impressionar

o júri na categoria de chassis, carroçaria

e exterior. l

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 91

90-91_tecnica carrocariaREV.indd 91 26/08/2019 02:46


G

NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

R-M CELEBRA PARCERIA COM DESIGNER DE RENOME

Michael Young, mundialmente famoso e reconhecido

designer industrial, revitalizou

por completo o Acura CDX SUV compacto

com uma identidade deslumbrante, utilizando

os produtos R-M. Lançado, em primeira mão, na

Ásia, o projeto “R-M THE_CODE” desvendou o

novo Acura CDX nas instalações da BASF-TGPM

Automotive Refinish Competence Center (RCC)

em Foshan, província de Guangdong, na China.

A R-M apoiou o designer através da disponibilização

da base de dados de cores, dos centros de

treino e formação, bem como com os seus peritos

de cor e laboratórios. “THE_CODE” representa,

no final, uma cor especial para cada um dos designers

e respetivos projetos. O fator diferenciador

principal deste Acura é a novíssima cor do designer,

“New English White”, especificamente criada

por Michael Young para o conceito de car sharing,

nomeadamente para os consumidores urbanos

chineses. “R-M THE_CODE” ajuda a demonstrar

o futuro da mobilidade, em termos de cor e design,

reforçando, claramente, a posição da R-M enquanto

marca premium de repintura automóvel e líder

em inovação e enquanto parceiro de referência

para os seus clientes, providenciando a criatividade

e flexibilidade necessárias para a próxima geração

de cores e design.

92 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

92-98_Notícias_repinturaREV.indd 92 26/08/2019 01:42

SH_D


STANDOX

APOIA EQUIPA PORTUGUESA

NO FORMULA STUDENT

No passado dia 5 de agosto, teve início a maior prova do ranking mundial de Formula Student,

FS Germany, no circuito de Hockenheimring, na Alemanha. Para quem não conhece

a Formula Student, trata-se da maior competição internacional de design de engenharia

para estudantes. Em Portugal, uma das equipas participantes é a FST Lisboa, equipa de Formula

Student do Instituto Superior Técnico, constituída por 40 estudantes de diversos cursos de engenharia.

O projeto foi criado em 2001 e é, atualmente, a equipa de Formula Student mais ativa em

Portugal, contando já com nove carros construídos: três de combustão interna e seis totalmente

elétricos. O protótipo, 100 % elétrico e 100% português, foi apresentado no passado dia 26 de

junho e conta com o apoio de 80 empresas patrocinadoras, incluindo a marca Standox, representada

pelas Tintas Robbialac, responsável pela pintura dos últimos quatro carros construídos. As

equipas FST e Standox trabalharam bastante com o objetivo de garantir que o FS09 tivesse uma

aparência arrojada e incrível com um acabamento excelente.

NOVA LIXADEIRA PROFISSIONAL

Bosch | A marca aumentou a sua oferta de lixadeiras excêntricas

com a introdução no mercado da GET 75-150 Professional. Esta

lixadeira, com acionamento ativo, está equipada com um potente

motor de 750 W. Assim, é possível um rápido desbaste na superfície,

com uma elevada qualidade. Adicionalmente, os profissionais

podem mudar, com apenas um clique, de acabamento fino a lixar

ou polir com mais intensidade, graças à função de acionamento

ativo, e alcançar, assim, um desbaste até três vezes mais rápido.

Outra vantagem é o manuseamento mais simples graças ao design

otimizado da ferramenta. O prato multifuros proporciona uma

extração do pó significativamente melhor comparativamente aos

pratos padrão de seis a oito furos. Este prato multifuros é, também,

compatível com todas as lixas convencionais e adequado para todos

os tipos de furos e autofixação.

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pintura é agora ainda mais fácil e precisa do que sempre.

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Com Phoenix Cloud Base, Classic ou Performance, encontra

a solução digital ideal para cada necessidade. Cada pacote

inclui um espectrofotômetro ColorDialog e acesso on-line a

mais de 200.000 fórmulas de cor atualizadas. Usando um tablet

ou smartphone, as fórmulas de mistura podem ser enviadas

diretamente para a balança. Isso torna a gestão de cores

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Notícias

repintura

O BRANCO É A COR MAIS POPULAR

DO MUNDO PARA autoMÓVEIS

A

indústria automóvel está a passar por

uma constante revolução, desde a mobilidade

elétrica à digitalização. Mas há

um momento especial na compra de um veículo

que não muda: a escolha da cor do futuro

automóvel. Segundo a Axalta Coating Systems,

o branco é a cor mais escolhida pelos condutores

em todo o mundo, liderando o ranking

pelo sétimo ano consecutivo, com uma percentagem

de 39%. Mas o domínio desta tonalidade

é diferente de acordo com a região. Na Ásia,

por exemplo, esta cor arrebata. Seis em cada

10 carros vendidos na China são brancos. Por

outro lado, na Europa e nos EUA, a sua quota é

de cerca de 25%. O preto é a segunda cor mundial,

com uma quota de 16%. Mas, mais uma

vez, as diferenças por país são muito significativas.

No Japão, 22% dos veículos são desta

tonalidade, enquanto na Índia é praticamente

inexistente, em parte devido à crença de que

o preto concentra mais calor. E, como curiosidade,

é uma cor oficialmente proibida no Turquemenistão,

porque está associada à má sorte.

No caso do cinza, 11% dos clientes mundiais

escolhem-no. O prata é especialmente popular

na Índia, com uma quota de 30%. No outro extremo,

apenas 6% dos clientes chineses optam

pela cor prata. Há muitos fatores que explicam

as diferenças entre as regiões. Desde o clima

até às cores que estão associadas à boa ou má

sorte, passando pelos países onde o automóvel

continua a ser um símbolo de status. O tipo de

carro também influencia: um desportivo não

terá a mesma gama cromática de um SUV, que

requer tons mais ligados à terra e à natureza.

Carros pequenos podem ter tons mais marcantes

e homogéneos, enquanto veículos maiores

tendem a ter tons metálicos escuros. Por exemplo,

34% dos SUV de luxo na Europa são pretos,

enquanto no caso dos SUV compactos essa

percentagem cai para metade. Por outro lado,

apenas 3% dos clientes dos SUV de luxo optam

pelo vermelho, uma percentagem que, no caso

dos SUV compactos, sobe para 10%.

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94 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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BANDEJA MAGNÉTICA DE PINTURA

Zaphiro | Lançou uma nova e útil bandeja de canto magnética para cabines

de pintura, que é usada para depositar pequenas ferramentas, peças ou materiais

que o pintor possa precisar no seu trabalho. Quando fixada nas paredes por quatro

poderosos ímanes de neodímio, que fornecem suporte para 10 kg de peso, não

impede a mudança do plástico protetor das paredes da cabine. Além disso, permite

posicioná-lo no lugar e na altura mais confortáveis em todos os momentos,

dependendo das tarefas ou das pessoas envolvidas. A nova bandeja magnética

triangular, feita de aço inoxidável, que mede 50 x 50 cm, vem complementar o

catálogo de ferramentas de produtividade da Zaphiro para oficinas de chapa e

pintura.

FORMAÇÃO TÉCNICA PARA COLABORADORES

Standox | No passado dia 1 de julho, iniciou-se mais uma formação técnica da Standox, nas instalações

da Tintas Robbialac, representante português da conceituada marca de tintas automóvel. Foi uma formação

destinada à equipa técnica e comercial de repintura automóvel das Tintas Robbialac, no âmbito do plano

anual de formação a nível EMEA da Standox-Axalta. Durante três dias, os profissionais de repintura da Tintas

Robbialac atualizaram e exercitaram os seus conhecimentos no que diz respeito a aplicação da nova tecnologia

de pintura Standoblue, com o objetivo de uniformizar os procedimentos de aplicação, de forma a garantir maior

rentabilidade e uma aplicação correta para evitar ao máximo a possibilidade de desvios da cor. Uma vez que uma

das grandes vantagens do Sandoblue é o seu método de aplicação, que pode ser efetuado numa única operação

em 1,5 demãos sem tempos intermédios de evaporação, economizando tempo e material, esta formação foi

fundamental para a atualização dos profissionais.

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Notícias

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FATORES CHAVE PARA

MELHORAR RENDIMENTO NA

OFICINA DE CHAPA E PINTURA

Qualquer profissional de oficina de carroçaria concordará que a melhor reparação é

aquela que não se nota (da perspetiva do cliente) e a que mais rentabilidade gera à

própria oficina. Por isso, é fundamental implementar processos que permitam que as

oficinas tenham elevada produtividade que se traduza, entre outras coisas, em menos tempo

até que o condutor receba o seu veículo reparado, mais clientes, mais receitas e, em suma,

melhores resultados.

Deste modo, para aumentar a sua produtividade, as oficinas devem otimizar os recursos,

tendo em conta o mais limitado de todos: o tempo. Uma variável que pode levar a que as

oficinas sejam pouco produtivas e que pode ser influenciada por inúmeros fatores (formação

ou disponibilidade do pessoal técnico, atraso nas peças de substituição, avarias nas

ferramentas ou na maquinaria utilizada…).

Para que a oficina seja mais eficiente é, também, fundamental contar com as melhores

ferramentas digitais de gestão, que permitam medir e monitorizar todas as áreas do negócio.

Graças a estas ferramentas, poderemos rastrear facilmente os processos, as tarefas e o

desempenho das pessoas, o que significa melhor e maior controlo sobre os trabalhos e a

organização da oficina.

Para evitar perdas e melhorar o rendimento do negócio de reparação de veículos, é

recomendável seguir quatro estratégias chave. A saber:

l Maior eficiência. Máximo aproveitamento. Uma oficina não deve ter operários

desocupados e, naturalmente, tem de contar com as ferramentas necessárias. Além do mais,

é importante que os equipamentos utilizados estejam calibrados e em ótimas condições, já

que o descuido obrigará à repetição de processos ou tornará as operações mais lentas.

l Pessoal qualificado. É fundamental que os técnicos recebam a melhor formação

teórica e prática possível, tanto para executar processos como para utilizar corretamente

as ferramentas. O desconhecimento resulta em procedimentos demorados e com menores

padrões de qualidade.

l Produtividade sem sacrificar qualidade. A preocupação em poupar ou reduzir

custos pode levar a que a qualidade seja inferior e a que seja necessário atribuir recursos a

repetições evitáveis. Por exemplo, se num processo de pintura não for obtido um acabamento

perfeito, seremos obrigados a investir tempo e materiais em correções que acabam por

aumentar os custos da oficina.

l Padronizar processos. Muitos dos problemas gerados na oficina surgem devido à falta

de processos padronizados, uma meta que pode ser atingida com a utilização de tecnologia.

Na verdade, cada técnico realiza as reparações tal como aprendeu a fazê-las, o que implica

que os passos adotados por uns sejam diferentes dos adotados por outros. É recomendável

a implementação de padrões de qualidade para que os processos sigam sequências

determinadas, reduzindo os tempos em cada intervenção.

98 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt

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Mundo

automóvel

VOLKSWAGEN TOUAREG 3.0 TDI V6 AUTO ELEGANCE

DOMÍNIO

DOS DEUSES

O DEUSES (GERMÂNICOS) DEVIAM ESTAR, NÃO LOUCOS, MAS

INSPIRADOS, QUANDO CRIARAM O NOVO VOLKSWAGEN TOUAREG.

EQUIPADO COM MOTOR 3.0 TDI V6 DE 231 CV, QUE TRAZ ACOPLADA

CAIXA AUTOMÁTICA DE OITO VELOCIDADES, TRAÇÃO 4MOTION

E INÚMEROS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA E CONECTIVIDADE,

ESTE SUV PREMIUM É O SUPERLATIVO ABSOLUTO por Bruno Castanheira

O

novo Touareg, que já é comercializado em

Portugal há um ano, assinala um ponto de

viragem em termos tecnológicos, evidenciando

todo o potencial dos engenheiros e designers

da marca alemã. O novo porta-estandarte

da Volkswagen ocupa uma posição de destaque

no segmento SUV da classe premium, com o seu

design expressivo, os seus sistemas inovadores

de assistência, conforto e segurança, bem como

pela elevada qualidade de construção e materiais.

A versão ensaiada nesta edição do Jornal

das Oficinas, 3.0 TDI V6 Auto Elegance, é a mais

acessível da gama. Ainda assim, custa €92.557.

Isto sem contabilizar a panóplia de extras de que

dispõe. Mas será que este novo SUV vale o preço

que é pedido? Deixe-se guiar pelas próximas linhas

se quiser saber a resposta.

Grande porte

Face ao modelo antecessor, a terceira geração do

Touareg é mais larga e mais comprida. As novas

dimensões refletem-se, positivamente, nas proporções

deste SUV e nas cotas de habitabilidade.

O comprimento exterior adicional garante um

aumento significativo da capacidade de bagagem,

que passou de 697 para 810 litros (com o

banco traseiro na posição normal). A carga fica

oculta por uma chapeleira elétrica (opcional).

Apesar do comprimento e da largura terem aumentado,

a carroçaria é 106 kg mais leve devido

à construção mista de alumínio (48%) e aços de

elevada tecnologia (52%).

Apesar de ser um “animal” de grande porte, o

novo Touareg é elegante e, sobretudo, imponente.

O seu forte carácter reconhece-se, desde logo,

pela frente dominante. A grelha vertical funde-

-se com os faróis, através de frisos cromados que

se estendem para fora, desde o logótipo central

da Volkswagen até aos vidros dos faróis. O capot

alongado apresenta linhas distintas e confere ao

Touareg uma imagem desportiva. Já a secção traseira,

destaca uma linha de cintura pronunciada

e os largos farolins reforçam a imagem futurista.

O estilo marcante e dinâmico deste SUV é rematado

pelo spoiler do tejadilho, em preto brilhante

na sua parte interior, e pelas grandes ponteiras

de escape cromadas. A pintura metalizada prata

“Antimonial” (€1.154) e as jantes de 20” Braga

100 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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PINTURA METALIZADA PRATA “ANTIMONIAL”, JANTES DE 20”

“BRAGA DARK GRAPHITE”, BARRAS DE TEJADILHO CROMADAS E

VIDROS TRASEIROS ESCURECIDOS: QUATRO EXTRAS

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SUV PREMIUM. INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E

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“Dark Graphite” (€1.114), são dois

extras que resultam bem.

No habitáculo, de dimensões generosas,

é onde se sente toda a inovação.

O cockpit direcionado para o condutor

permite uma visão global e os

passageiros podem apreciar a luz, o

ar ou as estrelas através do opcional

teto de abrir panorâmico, extensível

aos lugares traseiros. Além do amplo

espaço para ocupantes e bagagem,

da qualidade de topo, do posto de

condução ótimo, do equipamento

extenso e da panóplia de dispositivos

de segurança, o novo Touareg demarca-se

pela estreia do Innovision

Cockpit, que implica o dispêndio de

€2.443). Os instrumentos digitais

(Digital Cockpit com ecrã de 12”)

e o sistema de infoentretenimento

Discover Premium (com ecrã de 15”)

fundem-se para formar uma unidade

digital de funcionamento, informação,

comunicação e entretenimento,

que quase não precisa de botões ou

comandos convencionais. Sempre ligado,

oferecendo controlo intuitivo e

máxima personalização.

Tecnologia aos montes

O novo Touareg pode ser requisitado,

também, com bancos dianteiros

Espaço, conforto, qualidade, segurança, design,

conectividade, tecnologia. Nada falta ao novo

Volkswagen Touareg. O preço reflete tudo isto

ergoConfort (regulação de 18 vias)

e visão noturna (deteta pessoas e

animais em zonas escuras graças a

uma câmara com imagem térmica).

Contudo, além dos extras acima

mencionados, esta unidade dispõe de

gancho de reboque removível eletricamente

(€1.369), Head-Up Display

(€1.320), pacote Driver Assistance

Plus (€355), sistema Easy Open/

Easy Close (€1.802), pacote faróis

LED Matrix (€1.895), suspensão

Air&Steering (€2.890), barras de

tejadilho cromadas (€114) e vidros

traseiros escurecidos (€424).

Quis a SIVA, importador da Volkswagen

para Portugal, que o ensaio ao

novo Touareg incidisse sobre a versão

de acesso à gama: 3.0 TDI V6 Auto

Elegance. Apesar disso, eficácia não

lhe falta. Os 231 cv e 500 Nm, que são

transmitidos às quatro rodas (tração

4Motion) por intermédio de uma caixa

automática de oito velocidades rápida

e inteligente, permitem um ritmo

de condução deveras interessante

e lidam bem com os 2.070 kg de peso

do conjunto. Equipado com opcional

suspensão pneumática e direção às

quatro rodas, o novo Touraeg pode

receber, também mediante o pagamento

de um extra, o pacote off-road.

Certo, certo, é que a unidade ensaiada

dispõe de nada menos do que sete

modos de condução selecionáveis:

“Eco”; “Comfort”; “Normal”; “Sport”;

“Individual”; “Off-road”; “Snow”.

Apesar das suas dimensões e peso, o

novo Touareg é um modelo mais ágil

e reativo do que aquilo que se possa

pensar. A direção transmite feedback

da estrada, os travões são potentes,

os pneus Bridgestone Alenza 001, de

medida 285/45 R20 108W, desempenham

o seu papel com competência

e a carroçaria, cuja altura pode ser

regulada através do comando circular

da suspensão pneumática, não exibe

um exagerado rolamento em curva.

Eficaz em qualquer tipo de piso e

em todas as condições climatéricas,

sempre com consumos comedidos,

o novo Touareg é o superlativo absoluto

da Volkswagen no domínio dos

SUV. Se vale os €92.557 (€106.283

no caso desta unidade)? Vale, embora

seja, de facto, muita “massa”. A

oferta SUV da marca alemã contempla

o T-Cross, o T-Roc, o Tiguan, os

Tiguan Allspace (Europa) e Tiguan

L (China), o Atlas (EUA) e o Teramont

(China). Em 2020, estreia-se

o primeiro SUV 100% elétrico da

Volkswagen: o I.D. CROZZ. l

MOTOR

Tipo

6 cil. em V Diesel, long., diant.

Cilindrada (cc) 2967

Diâmetro x curso (mm)

83,0x91,4

Taxa de compressão 16,0:1

Potência máxima (cv/rpm) 231/3500

Binário máximo (Nm/rpm) 500/1750 - 3000

Distribuição

2x2 v.e.c., 24 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

integral permanente com ESC

Caixa de velocidades automática de 8+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 12,19

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (330)

Traseiros (ø mm) discos ventilados (330)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira indep. com triângulos duplos

Traseira

indep. com triângulos duplos

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 218

0-100 km/h (s) 7,5

Cons. extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 5,9/6,6/7,7

Emissões de CO 2 (g/km) 173

Nível de emissões Euro 6

Ângulos de ataque/saída/vent. (°) 25/25/18,5

Passagem a vau (mm) 500

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,32

Comp./larg./alt.(mm) 4878/1984/1717

Distância entre eixos (mm) 2904

Vias frente/trás (mm) 1669/1685

Altura ao solo (mm) 215

Capacidade do depósito (l) 75

Capacidade da mala (l) 810-1800

Peso (kg) 2070

Relação peso/potência (kg/cv) 8,96

Jantes de série

8 1/2Jx19”

Pneus de série

255/55 R19

Pneus de teste Bridgestone Alenza 001,

285/45 R20 108W

GARANTIAS

Mecânica

2 anos

Pintura

3 anos

Anticorrosão

12 anos

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 2 anos ou 30.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €383

Intervalos

2 anos ou 30.000 km

Preço (sem despesas) €92.557

Unidade testada €106.283

Imposto Único de Circulação (IUC) €560,93

100-102_Avaliação Obrigatória (VW Touareg)REV.indd 102 26/08/2019 00:24


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Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

por Bruno Castanheira

HYUNDAI I10 1.0 GLS COMFORT

EGO ELEVADO

Pequeno em tamanho, grande em excelência. A frase é da Hyundai. E não podia vir mais a propósito.

O citadino i10 demonstra que os automóveis não se medem aos palmos. Apesar de recorrer a

materiais menos nobres e a soluções mais simplistas, o que faz todo o sentido atendendo ao

segmento onde concorre e ao preço diminuto a que é comercializado, o i10 apresenta uma série de

argumentos. Desde logo, o seu aspeto jovem e irreverente. Pintada de vermelho, a carroçaria destaca-se

pelos grupos óticos arrojados e pela grelha frontal escura. Depois, abrindo uma das portas

que garante um bom acesso ao interior, constata-se a qualidade de construção razoável, o espaço

agradável para ocupantes e bagagem (252 litros é o volume da mala com os bancos traseiros na

posição normal), o posto de condução correto, o equipamento adequado e os locais de arrumação presentes em número suficiente. Equipado com

o motor a gasolina 1.0 MPI de 66 cv, que traz acoplada caixa manual de cinco velocidades, as prestações, tal como os consumos, são, como seria

de esperar, muito modestas. Ainda assim, o i10 não envergonha ninguém, nem mesmo nos percursos em autoestrada, atingindo, sem grandes

demoras, velocidades acima das legalmente permitidas.

Motor 3 cil. linha, transv., diant. Cilindrada (cc) 998 Potência máxima (cv/rpm) 66/5500 Binário máximo (Nm/rpm) 94/3500

Velocidade máxima (km/h) 156 0-100 km/h (s) 14,9 Consumo combinado (l/100 km) 5,1 Emissões de CO 2 (g/km) 117

Preço €11.950 (com campanha) IUC €94,42

JEEP CHEROKEE LIMITED 2.2 4X2

CLASSE BURGUESA

Equipado com motor turbodiesel de 2,2 litros com 195 cv, caixa automática de nove

velocidades, tração 4x2, acabamento Limited e uma imagem que se faz valer da

exclusividade e do inigualável património genético da marca norte-americana Jeep

(hoje inserida no FCA Group, juntamente com a Fiat), é impossível não associar o Cherokee à

classe burguesa. Se dúvidas houver, atente-se no seu preço: €60.000 (ao abrigo da campanha).

Não é um exagero, mas também não está ao alcance de todas as bolsas. Para mais, existindo no

segmento muitas outras propostas. Mas nenhuma delas terá, porventura, o charme e a áurea do

Cherokee. Ainda que a insonorização não seja a mais apurada e o desempenho dinâmico se ressinta

do amortecimento algo “vago” da suspensão e da falta de acutilância da direção, este SUV oferece

elevado nível de conforto, muito espaço, tudo o que se pode requerer em matéria de equipamento e dispositivos de segurança, design, irreverente

e posto de condução deveras agradável. Quanto a prestações, os 195 cv chegam perfeitamente para adotar um ritmo mais vivo. Os consumos, claro

está, acusam este maior atrevimento ao volante, mas nada que suba para níveis exagerados. Com teto de abrir panorâmico (€1.450) e pintura metaliza

(€950), o Cherokee torna-se ainda mais elitista (e oneroso). Quem preferir ir mais longe fora de estrada, poderá sempre optar pela versão Overland.

Motor 4 cil. linha Diesel, transv., diant. Cilindrada (cc) 2184 Potência máxima (cv/rpm) 195/3500 Binário máximo (Nm/rpm) 450/2000

Velocidade máxima (km/h) 205 0-100 km/h (s) 9,1 Consumo combinado (l/100 km) 6,1 Emissões de CO 2 (g/km) 161

Preço €60.000 (com campanha) IUC €227,65

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tecnologia

TOYOTA GR SUPRA

REGRESSO DO MITO

A TOYOTA REEDITOU O MÍTICO SUPRA, UM AUTOMÓVEL QUE SURGE NO IMAGINÁRIO DE MUITOS COMO UM DOS

DESPORTIVOS MAIS MEDIÁTICOS DO PLANETA. ESTA NOVA GERAÇÃO, QUE CHEGA AGORA AO MERCADO, FOI

FEITA EM PARCERIA COM A BMW. MAS TERÁ SIDO ESTA UMA BOA DECISÃO PARA A IMAGEM E REPUTAÇÃO DO

MODELO? CONHEÇA OS ARGUMENTOS DESTE AUTÊNTICO “BRINQUEDO PARA ADULTOS” por Ricardo Carvalho

O

Toyota GR Supra é um... BMW

Z4, ainda que com outra carroçaria.

Mas será esta uma afirmação

assim tão linear? A verdade

é que as parecenças entre ambos os

modelos são muitas. Mas também

existem diferenças. Por isso, ao longo

destas duas páginas, explicar-lhe-emos

o GR Supra em detalhe, de uma

forma, digamos, mais técnica. Os dois

modelos são produzidos na fábrica da

BMW, em Graz, na Áustria. Ambos

dispõem de tração traseira e têm o

motor colocado em posição longitudinal

dianteira, debaixo do longo capot.

Conheça, em detalhe, os 10 mandamentos

deste desportivo de eleição.

Suspensão

É precisamente aqui que se nota melhor

o trabalho efetuado pela Toyota

Gazoo Racing e onde se refletem as

diferenças face ao BMW Z4 M40i,

até porque são utilizados alguns elementos

mecânicos distintos. A arquitetura

da suspensão dianteira é do

tipo McPherson de dupla articulação,

enquanto atrás encontramos um eixo

multilink com cinco braços. Nos dois

casos, com a maioria dos componentes

a ser produzida em alumínio, de modo

a atingir um peso ainda mais baixo.

Os amortecedores, fabricados pela

Monroe, são adaptativos e a regulação

da firmeza é feita mediante a escolha

dos modos de condução, que, no GR

Supra, são dois: “Normal” e “Sport”.

Travões

O sistema de travagem é proveniente

da Brembo, sendo precisamente o

mesmo que é utilizado no BMW Z4

M40i. No eixo dianteiro, encontramos

pinças do tipo monobloco com

quatro pistões, que “mordem” discos

ventilados em ferro com 348 mm de

diâmetro. Atrás, os travões são mais

“modestos”: pinças flutuantes de pistão

único, que, tal como as dianteiras,

são pintadas em vermelho brilhante,

contando ainda com discos ventilados

de 345 mm de diâmetro.

Motor

A gama do GR Supra dispõe de três

motorizações, duas de quatro cilindros

e uma de seis cilindros, todas de

origem BMW. A Portugal, tal como

sucede com a maioria dos mercados

europeus, só chegará o bloco mais potente,

com 340 cv de potência e 500

Nm de binário, idêntico ao que está

alojado debaixo do capot do Z4 M40i.

Trata-se de um propulsor de 3,0 litros

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106-107_TecnologiaREV.indd 106 24/08/2019 22:19


ter maior rigidez estrutural comparativamente

ao BMW.

Centro de gravidade

É um dos segredos para o excelente

comportamento e estabilidade do

Toyota. A carroçaria praticamente

não adorna, o que afeta diretamente a

velocidade de passagem em curva. No

GR Supra, o motor e a transmissão

estão montados numa posição mais

baixa, os bancos estão quase “colados”

ao chão e a carroçaria tem apenas 1,29

m de altura. Tudo isto traduz-se num

centro de gravidade muito baixo.

Distribuição de peso

Simplesmente perfeita. Neste aspeto,

o trabalho da Toyota Gazoo Racing foi

meritório. Conseguir colocar a mesma

quantidade de peso sobre cada um dos

eixos foi a chave para o comportamento

do veículo. No GR Supra, mais de

70% da massa do motor posiciona-se

atrás do eixo dianteiro e os bancos estão

muito próximos do eixo traseiro.

Duas das razões, entre outras, pelas

quais a distribuição de peso do GR

Supra é de 50:50.

Diferencial

Entre as duas rodas traseiras, o Toyota

conta com os préstimos do mesmo

diferencial do Z4 M40i. Uma unidade

com embraiagem multidiscos e acionamento

elétrico desenvolvida pela

ZF. Apresenta como virtudes o facto

de pesar pouco e de ter dimensões

reduzidas, o que acaba por tornar o

seu funcionamento simples e fiável.

O grau de bloqueio é muito extenso e

continuamente variável: de 0 a 100%

(este último bloqueio total). O seu

funcionamento vai sendo modificado

em função do programa de condução

escolhido.

de seis cilindros em linha, equipado

com turbocompressor, conhecido internamente

como B58. Conta com injeção

direta de gasolina, distribuição

variável, filtro de partículas e turbo de

entrada dupla.

Transmissão

Todos os GR Supra partilham a caixa

automática de oito velocidades, até

porque não existe possibilidade de se

optar por uma transmissão manual.

As patilhas no volante, que permitem

fazer passagens de caixa de forma manual,

são propostas de série. A caixa é

exatamente a mesma que é utilizada

no BMW Z4, ou seja, trata-se da conhecida,

fiável e eficiente ZF 8HP dotada

de conversor de binário, com oito

relações. Surge montada logo a seguir

ao motor e os dois modos de condução,

“Normal” e “Sport”, interferem no

seu funcionamento.

Largura de vias

A largura de vias também é igual à do

Z4, ou seja, 1.594 mm à frente e 1.589

mm atrás. A largura face à distância

entre eixos (2.470 mm) é elevada, o

que acaba por beneficiar o equilíbrio

geral do veículo numa condução mais

desportiva. Como dado extra, a título

de comparação, convém destacar que

a largura de vias do Toyota GT86, que

já é um automóvel muito equilibrado,

é mais estreita (1.520 e 1.540 mm, respetivamente),

mas a distância entre

eixos é superior (2.570 mm).

Distância entre eixos

A distância entre eixos, tal como acima

foi mencionado, é mais curta face

à do GT86: 2,47 m. Ou seja, é igual à

do Z4, até porque o GR Supra é produzido

sob a mesma plataforma modular

CLAR, desenvolvida pela BMW

e fabricada em aço, alumínio e fibra de

carbono. Mas o GR Supra consegue

Pneus

O GR Supra vem equipado, de série,

com jantes de 19” produzidas pela

SAI, não existindo qualquer alternativa

em opção. As jantes são forjadas,

pesam pouco e reduzem a massa suspensa.

Os pneus também são específicos,

dispondo de medida 255/35 no

eixo dianteiro e 275/35 no eixo traseiro.

Falamos dos Michelin Pilot Super

Sport, os mesmos que o fabricante

francês desenvolveu e que fornece

para o BMW Z4, ainda que, no caso

do modelo alemão, possam surgir em

jantes de 18”. O pneu inclui referência

à homologação da BMW. l

www.jornaldasoficinas.com Setembro I 2019 107

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Mundo

Automóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

MERCEDES-BENZ GLB

JÁ TEM PREÇOS

A

speto robusto, extremidades curtas e design orientado para condução fora de estrada. Equipado,

em algumas versões, com tração integral 4Matic e luz especial para condução todo-o-

-terreno, o novo Mercedes-Benz GLB anuncia-se como um SUV extremamente versátil. E

é, também, um automóvel familiar muito espaçoso, tratando-se do primeiro Mercedes-Benz neste

segmento disponível com sete lugares. Os dois bancos (opcionais) instalados na terceira fila podem

acomodar pessoas com estatura até 1,68 metros. Equipado com motorizações potentes e eficientes,

diversos dispositivos de assistência à condução, sistema MBUX e ENERGIZING Comfort, este novo

SUV estará disponível em Portugal a partir de €42.350 na versão 180d (116 cv). Aqui ficam os restantes

preços (indicativos): €49.100 (200d de 150 cv); €52.450 (200d 4Matic de 150 cv); €57.200 (220d

4Matic de 190 cv); €42.900 (200 de 163 cv); €52.350 (250 4Matic de 224 cv).

PORSCHE CAYENNE

MAIS POTENTE É HÍBRIDO PLUG-IN

A

Porsche continua focada na mobilidade elétrica. Depois do Panamera, é a vez do Cayenne

passar a incluir uma versão híbrida plug-in como topo de gama. Os Cayenne Turbo S E-Hybrid

(carroçarias “convencional” e coupé), devem a sua potência combinada (680 cv) à inteligente

interação entre o motor 4.0 V8 a gasolina (550 cv) e um motor elétrico (136 cv) integrado na transmissão

Tiptronic S de oito velocidades. O binário máximo combinado (900 Nm) está disponível desde

o ralenti. Ambos os modelos aceleram dos 0 aos 100 km/h em 3,8 segundos e alcançam uma velocidade

máxima de 295 km/h. Esta excecional performance é combinada com um elevado nível de eficiência:

os Cayenne Turbo S E-Hybrid estão aptos a percorrer até 32 km em modo exclusivamente elétrico.

Além destas versões, a gama híbrida da Porsche inclui, também, os Cayenne E-Hybrid (carroçarias

“convencional” e coupé), com 462 cv de potência máxima combinada, 700 Nm de binário máximo

combinado e 37 km de autonomia em modo 100% elétrico.

HYUNDAI

ANUNCIA I30 N PROJECT C

A Hyundai anuncia uma edição limitada do desportivo i30 N,

apresentando a viatura ainda camuflada antes da sua estreia

mundial, agendada para o Salão de Frankfurt. O i30 N Project C

apresenta várias atualizações no design e retoques dinâmicos. Esta

nova especificação inclui materiais reforçados com fibra de carbono

e jantes de 19”, tornando este modelo mais leve e responsivo face

ao i30 N. O aperfeiçoamento da aerodinâmica contribui, também,

para uma experiência mais entusiasmante. As primeiras imagens

demonstram o i30 N Project C ainda camuflado, com um design

de vinil cor-de-laranja escuro e decorado com um “C” maiúsculo,

inspirado nos testes do mo delo de elevada performance da Hyundai

e no desenvolvimento da pista “Área C”, desenvolvida no Centro

de I&D de Namyang, na Coreia do Sul. Este novo modelo estará

limitado a apenas 600 unidades, que ficarão disponíveis para alguns

mercados europeus no final deste ano.

VOLKSWAGEN

ATUALIZA GAMA PASSAT

Setembro traz uma atualização para o Volkswagen Passat, com

particular foco na versão GTE, equipada com uma motorização

híbrida plug-in melhorada. O sistema combinado de 218 cv resulta

da união de esforços entre um motor a gasolina (1.4 TSI de 156 cv)

e um motor elétrico (85 kW), oferecendo uma autonomia de 55 km

sem quaisquer emissões (mais 40% face ao anterior), de acordo

com o ciclo WLTP. O revisto e melhorado Passat GTE chega a Portugal

com preços a partir de €45.200 na versão limousine e €48.500 na

variante carrinha (cerca de €5.000 menos do que o anterior GTE).

Cumpridor da norma Euro 6d, prevista para 2021, o novo Passat

GTE está equipado com uma bateria de iões de lítio de maior

capacidade (aumentou de 9,9 para 13,0 kWh, ou seja, 31%). Modos

de condução, são três: “E-Mode”; “GTE”; “Híbrido”. Os dois modos

anteriormente disponíveis, “Battery Hold” e “Battery Charge”, foram

incluídos no modo “Híbrido” do novo Passat GTE.

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Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL COMERCIAIS OPEL

RENOVAÇÃO TOTAL

COM OS VIVARO, COMBO CARGO DANGEL 4X4 E MOVANO, A OPEL OFERECE UMA GAMA DE VEÍCULOS

COMERCIAIS TOTALMENTE ATUALIZADA E ADAPTADA ÀS MAIS VARIADAS NECESSIDADES. TUDO PARA

PROPORCIONAR UMA AMPLA VARIEDADE DE ESCOLHA AOS DIFERENTES TIPOS DE UTILIZADORES por Ricardo Carvalho

A

Opel tem uma gama de veículos

comerciais totalmente

renovada. E o melhor sinal

dessa renovação é o volume de vendas

que o novo Combo, produzido

no seio do Groupe PSA, tem conseguido

alcançar. Todavia, este Combo

já não é uma novidade total. Novo é,

esse sim, o Movano, que ganhou detalhes

estéticos mais modernos e vários

sistemas de assistência à condução,

tecnologias que tornam este furgão

alemão mais seguro. Agora, há uma

câmara de visão traseira, dispositivo

cada vez mais apreciado nos furgões,

alerta de transposição involuntária de

faixa de rodagem, assistente de vento

lateral ou avisador de ângulo morto,

soluções que favorecem a segurança

em estrada.

O Movano está disponível em quatro

comprimentos de carroçaria e três alturas

de teto, sendo que, em termos de

volumes de carga, todas as versões oferecem

17 m3. No total, estão disponíveis

150 variantes distintas de carroçaria.

E, em função da versão, podem ser

transportadas até cinco europaletes.

Escritório sobre rodas

Quanto ao habitáculo, o novo Movano

apresenta-se como um autêntico

escritório móvel. Aqui, o bem-estar

do condutor foi o que mereceu maior

atenção. Por isso, encontram-se 22

porta-objetos estrategicamente posicionados

no interior, que incluem porta-luvas

FlexTray (capacidade de até

10,5 litros), que pode ser aberto como

uma gaveta.

O banco beneficia da utilização da

suspensão pneumática. Por seu turno,

o ecrã de 7” do sistema de navegação

e infoentretenimento surge perfeitamente

integrado no tablier, que estreia

um painel de instrumentos. A conectividade

está assegurada pela compatibilidade

tanto com Apple CarPlay

como com Android Auto. Também

como novidade, inclui um sistema de

carga inovador para smartphones.

Por fora, o novo Movano estreia uma

secção dianteira com uma grelha proeminente,

complementada com luzes

de circulação diurna de LED integradas

nos faróis. Quanto a motores, a

gama de propulsores não sofre alterações

face à atual. l

COMBO DANGEL 4X4 NÃO ESTARÁ DISPONÍVEL

A grande novidade do Opel Combo não vai chegar a Portugal. Em causa está o seu preço e, também,

o facto de pagar Classe 2 nas portagens. Trata-se da versão 4x4 produzida pela Dangel, especialista

francês em converter veículos para tração integral, que já trabalha com o Groupe PSA há muitos anos.

Nesta versão, os sistemas de suspensão e direção foram otimizados para incluir a tração integral e são

instalados de série a partir da fábrica de Vigo, onde o modelo é produzido. De série, o Combo Dangel

4x4 traz proteções inferiores para o motor e caixa de velocidades. A altura ao solo aumentou 20 mm.

Em opção, pode chegar aos 80 mm. E pode ainda ser pedida uma proteção extra para o eixo traseiro e

depósito de combustível.

A qualquer momento, quem vai ao volante pode alterar o modo de condução de forma simples. No

tablier, existe um comutador rotativo ao lado da caixa de velocidades, que permite escolher entre os

modos Eco e 4x4 Com o primeiro selecionado, o modo 4x4 desativa-se e o furgão circula apenas com

tração dianteira. Quando o terreno se torna complicado, chega o momento de optar pelo modo 4x4. E

não é preciso parar o veículo. Basta acionar o comando e desfrutar de maior aderência. Como opção, para

clientes que se movimentem por pisos ainda mais degradados, existe a possibilidade de solicitar um diferencial

de escorregamento limitado para obter uma tração ainda mais eficaz. O Combo Dangel 4x4 está

equipado com motor Diesel (1.5 Turbo D) de 130 cv, que traz acoplada caixa manual de seis velocidades.

110 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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O próximo pano

limpo está à distância

de uma manobra.

NÓS TRATAMOS DISSO

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