Jornal das Oficinas 166

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ECONOMIA

CIRCULAR

ESTANDO NÓS A FALAR DE COMPONENTES PARA AUTOMÓVEIS,

O MAIS SIMPLES SERÁ A REUTILIZAÇÃO DE PEÇas, QUE PODERÃO

SER COLOCADAS EM VEÍCULOS DIFERENTES DO ORIGINAL

realizado vários esforços para pôr

em marcha um sistema de Economia

Circular completamente funcional.

E se este esforço não for conjunto

dos vários intervenientes, alguns deles

externos à área do aftermarket, o

sistema nunca será totalmente implementado.

“Muitas peças novas vendidas

para reposição incorporam já

material reciclado. Por exemplo, uma

quantidade significativa do chumbo

incorporado nas baterias novas foi reciclado

a partir de baterias usadas”,

explica José Amaral. Este exemplo reflete,

perfeitamente, a necessidade de

colaboração de ambas as partes, pois,

se as oficinas não entregarem o material

passível de reciclagem ou reutilização,

então as empresas especializadas

na área ambiental não poderão

executar este tipo de serviços. Por isso,

o diretor operacional da Valorcar

deixa um alerta: “As oficinas devem

continuar a apostar na separação e

encaminhamento adequado dos resíduos

resultantes da sua atividade, por

forma a potenciar a sua reciclagem ou

valorização energética, bem como os

ganhos económicos associados”.

Por outro lado, os centros de abate

também devem continuar a sua importante

tarefa nesta cadeia, uma vez

que têm vindo a “desenvolver ferramentas

de venda de peças usadas cada

vez mais sofisticadas. Por exemplo, lojas

online com fotos das peças”, afirma

José Amaral. Apesar de os centros de

abate estarem em ascensão e existirem

cada vez mais formas de aquisição destas

peças, até para o cliente final, alertamos

para que antes de se adquirir

uma destas peças, se tenha em atenção

que é proveniente de um centro de

abate licenciado, pois a aquisição de

peças usadas em centros não licenciados

é proibida legalmente.

Pontos de recolha

Atualmente, a Valorcar dispõe de 160

centros de abate de veículos e recolha

de baterias, aos quais podemos adicionar

os cerca de 50 centros de recolha

da Valorpneu. O que perfaz, assim,

um total de mais de 200 centros

de recolha ao dispor dos produtores

de resíduos, todos eles criteriosamente

selecionados e, posteriormente, auditados

regularmente, de forma a garantir

que todos cumprem as normas

exigidas para a Gestão de Veículos em

Fim de Vida e/ou Resíduos de Baterias

e Acumuladores.

No que diz respeito às baterias e

acumuladores, já existem centros

Valorcar capacitados para receber,

também, baterias de veículos híbridos

e elétricos. No caso específico

que abordamos aqui, destacam-se

os centros de abate. Estes devem, tal

como alertado acima, ser licenciados

para as atividades que praticam. “São

gestores de resíduos que efetuam o

desmantelamento do veículo em fim

de vida em vários componentes ou

materiais e possibilitam o encaminhamento

destes para reutilização,

reciclagem ou valorização energética”,

esclarece o diretor operacional

da Valorcar.

Destacam-se, como atividades dos

centros de abate, a trituração de carcaças

de veículos e posterior separação

dos vários metais, a fundição de

todo o alumínio retirado para posterior

reciclagem e produção de novos

componentes e ainda o processamento

de vidro automóvel para, posteriormente,

ser entregue à indústria cerâmica.

Para além disso, muitos deles

realizam, também, a gestão dos resíduos

produzidos pelas oficinas durante

a manutenção de veículos. “Por

estes motivos, continuarão a ser parceiros

importantes das oficinas no encaminhamento

dos resíduos por elas

produzidos”, conclui José Amaral.. l

10 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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