Jornal das Oficinas 166

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DÁRIO AFONSO E

RICARDO NEVES

O IMC É UM PROJETO COM CARACTERÍSTICAS DE START-UP. GRAÇAS

A UM NETWORKING VASTO, ALÉM-FRONTEIRAS, ACREDITAMOS QUE

PODEMOS LEVÁ-LO PARA OUTROS PAÍSES E MERCADOS

tuição de fabricantes e distribuidores

de automóveis, é na mobilidade das

pessoas (serviço) e não no automóvel

(produto) que a indústria aposta. As

oficinas têm, de uma vez por todas,

de servir o cliente na sua mobilidade,

em substituição da reparação do automóvel.

Os distribuidores de peças

têm de rapidamente perceber o seu

papel neste novo mundo da mobilidade,

a fim de garantirem a sua continuidade

no setor.

Que acompanhamento fazem

às empresas e entidades que

queiram avançar com um projeto

de mobilidade para as suas

organizações?

O compromisso da IMC é ir junto

com o cliente, tão fundo quanto

ele pretenda na sua adaptação ou

transformação ao novo meio envolvente.

E ainda à incerteza da realidade

vindoura. Quer isto dizer que

o IMC ajuda na definição estratégica

da empresa, na sua implementação

e na preparação das pessoas (nomeadamente

os seus líderes), para o

“Mundo VUCA” onde a única certeza

é a: Volatilidade; Incerteza; Complexidade;

Ambiguidade. No “Mundo

VUCA” não existem crises. Esses momentos

passam a ser o normal.

Que impacto terá a mobilidade no

pós-venda automóvel?

O setor automóvel viveu durante quase

um século na sua “bolha”, completamente

isolado dos restantes negócios

e indústrias. Muitas vezes, esta

indústria foi acusada de arrogante

por oferecer produtos e serviços que

lhe convinham e não aqueles que o

cliente pretendia. Hoje, como sabemos,

a indústria automóvel depende

das Telecom e das Dot Com para desenvolver

e vender os seus produtos e

serviços. A indústria da mobilidade

é, hoje, vista como o futuro próximo

dos grandes fabricantes de automóveis.

Existem várias start-ups de tecnologias

de informação espalhadas

por este mundo, na mesma área de

atividade que estão a ser patrocinadas

pela indústria automóvel. Isto mostra

que, no “Mundo VUCA”, esta indústria

está a “apostar” em vários ao mesmo

tempo, sem ter a certeza de quem

vão ser os vencedores. Mas estar com

estas empresas hoje, é a garantia da

existência destes gigantes amanhã.

Soluções de car sharing, ride sharing

e outras, estão, na sua maioria, a ser

financiadas pela indústria automóvel,

um claro indicador do interesse destes

na mobilidade, em substituição do

tradicional e fora de moda: venda de

viatura ao cliente final. Os fabricantes

de peças irão tendencialmente usar

ferramentas de telemática e algoritmos

para saberem quais as peças que

devem produzir, quando e onde devem

entregá-las. Para que todo este

processo funcione na perfeição, as

questões relacionadas com a mobilidade

(real e prevista) são um fator crítico

de sucesso. Os distribuidores de

peças serão uma consequência do anterior,

mas, também, potencialmente

parte envolvida se desenvolverem

relacionamento digital com os seus

clientes oficinas e clientes finais (negócio

online).

Como devem fabricantes de peças,

distribuidores e oficinas prepararse

para serem players ativos no

negócio da mobilidade?

O primeiro passo é reconhecerem

que são players do negócio da mobilidade

e não do fabrico de peças,

distribuição de peças e reparação automóvel.

A venda das peças vai ser

28 Setembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

26-29_Entrevista IMC FolderREV.indd 28 26/08/2019 03:14

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