REVISTA AUGE SAÚDE - EDIÇÃO 34

redacao
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VITALIDADE -

Já se passaram oito meses desde a última edição da AUGE Saúde, sem dúvidas, um marco na nossa história. Veiculamos uma entrevista exclusiva e inédita com Dr. Trigo, obstetra responsável por mais de 15 mil partos na região. O ping pong foi especial em si mesmo, devido à força do personagem principal, abrindo precedentes para veicularmos em nossa capa um conteúdo com vitalidade, apelo local e relevância entre os nossos leitores. Se da primeira vez inovamos com uma pauta sensível, desta vez, ousamos ao mostrar a veia business da região em um texto impecável sobre o Hospital INCAR. A propósito, você percebeu a imponência da nossa foto de capa? Na edição #34, além de publieditoriais sobre produtos e serviços essenciais para a manutenção da saúde e bem-estar, alguns assuntos estão alinhados com o que esperamos para o futuro: mais justiça, igualdade, respeito e saúde. Convido você a ler com cuidado a matéria sobre a Associação Santoantoniense da Pessoa com Deficiência Visual e a reportagem que apresenta a primeira turma de médicos egressos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A AUGE Saúde está cada vez mais original, instrumental e sensível para que você a perceba desde a sala de espera até a cabeceira.
Excelente leitura.

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#34

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SAÚDE E BEM-ESTAR

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DEFICIÊNCIA

VISUAL

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UFRB

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Editorial

VITALI

DADE

Já se passaram oito meses desde a

última edição da AUGE Saúde, sem

dúvidas, um marco na nossa história.

Veiculamos uma entrevista exclusiva

e inédita com Dr. Trigo, obstetra responsável

por mais de 15 mil partos

na região. O ping pong foi especial

em si mesmo, devido à força do

personagem principal, abrindo precedentes

para veicularmos em nossa

capa um conteúdo com vitalidade,

apelo local e relevância entre os

nossos leitores. Se da primeira vez

inovamos com uma pauta sensível,

desta vez, ousamos ao mostrar a

veia business da região em um texto

impecável sobre o Hospital INCAR. A

propósito, você percebeu a imponência

da nossa foto de capa? Na

edição #34, além de publieditoriais

sobre produtos e serviços essenciais

para a manutenção da saúde e

bem-estar, alguns assuntos estão alinhados

com o que esperamos para

o futuro: mais justiça, igualdade,

respeito e saúde. Convido você a ler

com cuidado a matéria sobre a Associação

Santoantoniense da Pessoa

com Deficiência Visual e a reportagem

que apresenta a primeira turma

de médicos egressos da Universidade

Federal do Recôncavo da Bahia

(UFRB). A AUGE Saúde está cada vez

mais original, instrumental e sensível

para que você a perceba desde a

sala de espera até a cabeceira.

Excelente leitura.

8 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Expediente

DIRETOR GERAL

GLEYSON SILVA

FINANCEIRO

TUANY OLIVEIRA

Há 10 anos

cuidando da sua saúde com o

melhor em Diagnóstico por imagem

JORNALISTA

EDVAN LESSA - DRT5125/BA

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

GLEYSON SILVA

FOTÓGRAFOS

GEORGE BITENCOURT

MARCELO NUNES

ISRAEL PIRES

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO

DANIELA PALMEIRA

EDVAN LESSA

NÁDIA CONCEIÇÃO

CIRCULAÇÃO

SANTO ANTÔNIO DE JESUS

MORRO DE SÃO PAULO

CRUZ DAS ALMAS

AMARGOSA

VALENÇA

CAPA

ERICK M. MEDEIROS

FOTO DE CAPA

ISRAEL PIRES

CAPA DA ÚLTIMA EDIÇÃO DA AUGE SAÚDE

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Responsável Técnico: Dr Marcos Guimarães El Khouri CRM 22788

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FACEBOOK: REVISTA AUGE

TEXTOS E SUGESTÕES DE PAUTA

REDACAO@REVISTAAUGE.COM.BR

OS ANÚNCIOS E PUBLIEDITORIAIS ASSINADOS NÃO

REPRESENTAM A OPINIÃO DESTA REVISTA. NA FOR-

MA DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR, A DIREÇÃO DA REVIS-

TA AUGE NÃO SE RESPONSABILIZA POR CONCEITOS

EMITIDOS EM ARTIGOS ASSINADOS. A REPRODUÇÃO

TOTAL OU PARCIAL DO CONTEÚDO DESTA OBRA É EX-

PRESSAMENTE PROIBIDA SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO.

75.3311-0300/ 75. 3311-0316

10 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


SUMÁ

RIO

14 VIDA DAY HOSPITAL

CLÍNICA VIDA

18 UM PRESENTE AO CÉREBRO

MÉTODO SUPERA

22 MAIS SAÚDE

LABOCLIV

26 OLHOS QUE CUIDAM

SENSORIAL

30 INVISÍVEL AOS OLHOS

ASDEV

36 VEIA BUSINESS

HOSPITAL INCAR

44 PERSONAL TRAINER

STUDIO THASSIS BULHÕES

46 CUIDADO ONCOLÓGICO

CLÍNICA AMO

50 FIRME TRAJETÓRIA

DR. VALONIE BRASILEIRO

52 CONTRA VARIZES, PELA VIDA

DRA. MARIANA TERRA

54 ESTADO DE LEVEZA

ESPAÇO JUCY SANTOS

56 SAÚDE DA PELE

DRA. LIVIA MARTIS

58 HÁ DUAS DÉCADAS, INVICTO

GRUPO CTO

60 DE SORRISO NOVO

ORTHOESTÉTICA

62 DE BECA PRETA E JALECO BRANCO

MEDICINA UFRB

74 APP SOLIDÁRIO

IFBA SAJ

76 FIM DA PÓLIO

ROTARY CLUB SAJ

78 LIDERAR NA PRÁTICA

SEBRAE SAJ

80 A COR DO RESPEITO

AGOSTO LILÁS

12 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

TEXTO: ALOMA BRITO

Agora, o cirurgião Dr. Michel

Santos, especialista em Cirurgia

e Traumatologia Bucomaxilofacial

completa a equipe

Vida. Com a sua chegada, a

Vida Centro Médico Odontológico

passa a ofertar aos seus

pacientes uma ampla gama de

serviços englobando todos os

tratamentos cirúrgicos no setor.

Ao longo desses quase 20

anos, sempre foram realizadas,

na Clínica Vida, cirurgias de

grandes reconstruções, enxertos

ósseos e implantes, entretanto,

com a chegada de Dr.

Michel Santos passarão a ser

realizadas também cirurgias

Ortognáticas, ATM, cirurgias

de trauma e complexo de face,

retiradas de cistos e tumores

faciais benignos, entre outras.

Todas as cirurgias dessa área

serão realizadas no próprio

Vida Day Hospital.

O principal destaque no

currículo de Dr. Michel Santos

é a cirurgia Ortognática, muito

indicada para pacientes que

têm problemas no crescimento

e posicionamento dos maxilares.

Pois tais alterações esqueléticas

repercutem diretamente

na aparência, funcionalidade

e harmonia da face. Entre os

principais benefícios desse procedimento

estão ganhos estéticos

significativos (suavização

de rugas e rejuvenescimento) e

morfofuncionais, aumentando

a qualidade de vida e a autoestima

desses pacientes.

“É uma satisfação imensa

fazer parte desse corpo de

profissionais montado por Dr.

Christian Campista. Será ainda

mais gratificante ajudar a

trazer qualidade de vida aos

pacientes do Recôncavo baiano

e interior do estado”, afirmou

Dr. Michel.

Já de olho no futuro, Dr. Christian

afirma que a chegada do

novo membro de sua equipe

vem confirmar também a preocupação

de toda equipe Vida

em trazer o que há de mais

moderno para a região sempre:

VIDA DAY HOSPITAL

CONTA COM MAIS UM GRANDE REFORÇO NA EQUIPE

Há quase 20 anos com excelentes

serviços prestados

em Santo Antônio de Jesus, a

Vida Centro Médico Odontológico

vem conquistando

cada vez mais o posto de

referência na área de cirurgias

maxilofaciais na região

do Recôncavo baiano e em

diversas cidades do interior

da Bahia por meio de um trabalho

diferenciado e inovador.

Em 2018, com a abertura

do Day Hospital Vida, um

moderno centro foi inaugurado

com tecnologia de ponta

e voltado para atendimentos

multidisciplinares. Recentemente,

mais uma novidade

foi anunciada e a clínica

comunicou a chegada de um

membro para somar ao time

de profissionais.


TODO BOM TIME CONTINUA CONTRATANDO CRAQUES E, POR ISSO,

CONTINUA NO TOPO. VAMOS CONTINUAR MELHORANDO NOSSO CASTING

DE SERVIÇOS, AMPLIANDO INSTALAÇÕES E INOVANDO EM TÉCNICAS

PORQUE A NOSSA META É SERVIR BEM AOS NOSSOS PACIENTES”, FINALIZA

DR. CHRISTIAN.

DR. MICHEL SANTOS

MEMBRO DO COLÉGIO DE CIRURGIA

& TRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFA-

CIAL | MESTRANDO EM DISFUNÇÃO

TEMPOROMANDIBULAR E DOR ORO-

FACIAL | DOCENTE DO DEPARTAMEN-

TO DE CIRURGIA ORTOGNÁTICA DA

ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA

DA ABO-BA | PROFESSOR DO CURSO

DE CIRURGIA ORAL DA ABO-BA.

14 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

CIRURGIAS

PLÁSTICAS

CLÍNICA VIDA INOVA E

CELEBRA PARCERIA COM

O EXPERIENTE DR.

LUCIANO BECKER

DR. LUCIANO BECKER

MÉDICO, CIRURGIÃO PLÁSTICO

E MEMBRO DA SOCIEDADE

BRASILEIRA DE CIRURGIA

PLÁSTICA (SBCP)

Os pacientes da Vida Centro Médico Odontológico

e de toda a região já podem contar

desde julho desse ano com mais um grande

profissional no setor de cirurgias plásticas.

Recém-chegado à equipe Vida, o Dr. Luciano

Becker tem vasta experiência na área sendo

formado pela Escola Baiana de Medicina há

quase 14 anos e se tornado especialista em

Cirurgia Geral pela Universidade Federal de

Alagoas e Cirurgia Plástica pelo Hospital São

Rafael, em Salvador.

Com comprovada experiência,

Dr. Luciano realiza procedimentos tanto na

parte de cirurgia estética como Lipoaspiração,

Rinoplastia, Mamoplastia, entre outras,

como também nas cirurgias reparadoras.

“A cirurgia plástica surgiu exatamente da

necessidade em se fazer a reconstrução de

determinadas áreas do corpo após cirurgias

oncológicas, grandes traumatismos ou

queimaduras, etc. e, por isso, não existe nada

mais reparador do que uma cirurgia estética

e nada mais estético do que uma cirurgia

reparadora. Esse é um lema que levamos na

cirurgia plástica”, afirmou o especialista.

Ainda segundo Dr. Luciano Becker, a cirurgia

plástica é uma especialidade muito democrática,

atendendo desde bebês com cirurgias de

lábio leporino até idosos dependendo sempre

do diagnóstico e, principalmente, da saúde do

paciente em questão. “Na cirurgia plástica,

como em qualquer outra especialidade, nós

temos riscos e condições que devem ser

observadas. Contudo, se o paciente estiver

com a avaliação pré-operatória bem feita,

não temos um limite específico de idade para

realizar qualquer procedimento”, afirma.

Questionado sobre a parceria firmada com

Clínica Vida, o cirurgião informou que aceitou

o convite de Dr. Christian Campista para

conhecer a Clínica Vida em Santo Antônio

de Jesus e acabou ficando surpreso com a

infraestrutura e com o tamanho da Clínica e

do Day Hospital.

MAIS DO QUE UM LOCAL DE TRA-

BALHO, ESSA É UMA PARCERIA DE

IDEAIS. EU ESTOU BASTANTE FELIZ

E MOTIVADO. A PROPOSTA É OFE-

RECER MAIS UM ESPAÇO CONFOR-

TÁVEL COM UMA QUALIDADE

MUITO GRANDE E UM SERVIÇO

DIFERENCIADO E, COM ISSO,

GERAR MUITOS FRUTOS”, FINALIZA

DR. LUCIANO QUE PASSA A INTE-

GRAR A EQUIPE DE ESTÉTICA DA

VIDA.“

ATENDIMENTO

AV. BARROS DE ALMEIDA, 733 - CENTRO,

SANTO ANTÔNIO DE JESUS - BAHIA

CONTATOS: (75) 3631-0027

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17 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

Crianças a partir dos cinco anos de idade,

adolescentes, adultos e idosos estão aptos

a conhecer o método SUPERA, oferecido

na modalidade de curso – dinâmico,

contagiante e, sem sombra de dúvidas,

diferente de tudo que você já viu. No SU-

PERA, os alunos tomam consciência de seu

potencial, descobrem novas habilidades,

praticam o ábaco – instrumento milenar

utilizado para cálculos –, usam jogos e participam

de dinâmicas de grupo.

“Alunos de todas as idades relatam que

depois do Supera passaram a se concentrar

mais, não estão tão esquecidos como

estavam, conseguem persistir na resolução

de alguns problemas e conseguem

enxergar uma outra alternativa, além do

relacionamento interpessoal; fazem novas

amizades, novas descobertas e descobrem

potencialidades adormecidas”, afirma

Luciana Cardoso, diretora franqueada do

SUPERA em Santo Antônio de Jesus.

UM PRESENTE AO CÉREBRO

MÉTODO INOVADOR DO SUPERA, QUE MELHORA SAÚDE DO

CÉREBRO, CRESCE NO RECÔNCAVO E CHEGA AO BAIXO SUL

Os ganhos do SUPERA para saúde incluem:

aumento da capacidade cognitiva e da

criatividade, concentração, raciocínio lógico,

segurança, autoestima, perseverança,

disciplina e coordenação motora. Segundo

estudos, as falhas de memória, atenção

e foco são cada vez mais frequentes e

iniciam cada vez mais cedo, uma vez que

as conexões cerebrais começam a sofrer

um declínio natural a partir dos 25 anos –

independentemente do uso da internet.

Ser saudável, na prática,

significa ter tudo funcionando

direitinho no corpo. Não

dá para eleger o que é mais

importante nessa máquina

que sustenta cada um de nós,

mas, com segurança, podemos

dizer que o cérebro é o

grande soberano do bom funcionamento

de todos os processos

internos. Como centro

de comando das funções

básicas do corpo – pensar,

perceber, se movimentar, falar

–, ele precisa estar em pleno

funcionamento e se exercitar.

No Brasil, uma escola dedicada

exclusivamente ao desenvolvimento

das capacidades

do cérebro, o SUPERA, tem

transformado a vida pessoal,

acadêmica e profissional de

mais de 120 mil pessoas. Apesar

de se destacar na área de

educação com práticas que

treinam o cérebro e melhoram

a performance cognitiva dos

alunos em diferentes faixas

etárias, o SUPERA beneficia a

saúde mental e qualidade de

vida dos alunos. Educadores

e médicos neurologistas recomendam

o método.

18 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

Acerca disso, uma pesquisa

da Universidade de Stanford,

realizada em 2009, concluiu que

os estudantes que faziam uso

excessivo da internet, quando

comparados a estudantes que

navegavam pouco, possuíam

um baixo desempenho ao

executar tarefas cotidianas que

não dependiam do ambiente

digital. Por isso, é tão importante

manter o cérebro ativo

com atividades que promovam

novidade, variedade e desafio

crescente.

Assim como o corpo, o cérebro

depende de manutenção

e treinamento. Além de ter

uma alimentação balanceada,

ingerir pouca bebida alcoólica

e controlar o estresse, é preciso

fazer exercícios cerebrais para

melhorar a qualidade de vida.

As atividades para o cérebro

são chamadas de neuróbicas,

ou seja, tarefas aeróbicas para

os neurônios. Entende agora

por qual razão o SUPERA é

chamado de ginástica para o

cérebro?

Quando estimulado de forma

adequada, o cérebro ativa

novas conexões sinápticas e

potencializa suas habilidades.

Usar o mouse do computador

na mão inversa, tomar banho

no escuro e trocar o relógio de

pulso são exemplos de neuróbicas.

No Brasil, a ginástica para

o cérebro está sendo amplamente

difundida graças à metodologia

inovadora oferecida

pelo SUPERA – rede com mais

de 350 franqueados.

Na Bahia, além da capital do Recôncavo,

outras cidades têm demonstrado

potencial para receber o SUPERA,

a exemplo de Valença, com uma

unidade recém-inaugurada sob a direção

de Ricardo Funaki e Emy Goto.

Segundo Funaki, a expectativa é que

as pessoas enxerguem os benefícios

de manter o cérebro ativo através da

ginástica cerebral. “Ela nos possibilita

olhar o lado positivo das coisas, ajudando

a analisar e solucionar problemas,

encarando-os como desafios a

serem superados, em vez de dificuldades”,

conclui.

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20 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 21 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

“A região do Baixo Sul é altamente

populosa e carece de uma Saúde Suplementar

satisfatória para atender as

demandas dos cidadãos. O LABOCLIV

chega para trazer um serviço de qualidade

e diferenciado, com atendimento

humanizado, equipamentos de última

geração, profissionais capacitados e

especializados, com preços acessíveis à

grande massa”, salienta a sócia diretora

Tatiana Schleu.

De acordo com ela, graças ao fortalecimento

da marca, é possível afirmar: onde

quer que você vá, tem um LABOCLIV

esperando você. O LABOCLIV conta hoje

com 20 unidades de atendimentos e está

presente nos municípios de Santo Antônio

de Jesus, Amargosa, Laje, Mutuípe,

Jiquiriçá, Ubaíra, Santa Inês, Jaguaquara,

São Miguel das Matas, Muniz Ferreira,

Nazaré, Teolândia, Wenceslau Guimarães,

Presidente Tancredo Neves, Gandu

e Valença.

EXCELÊNCIA

MAIS SAÚDE

REDE LABOCLIV INAUGURA UNIDADES EM

VALENÇA E GANDU E ATESTA EXCELÊNCIA

EM MEDICINA DIAGNÓSTICA

O LABOCLIV, centro médico e laboratório, opera como uma rede, através das suas

20 unidades de atendimento. Dada à sua capilaridade e envergadura, a Rede LABO-

CLIV realiza mais de 2000 exames laboratoriais e de diagnóstico complementar,

dispõe de 30 especialidades médicas e conta com uma equipe de mais de 180 colaboradores,

entre médicos especialistas, profissionais da área de saúde e de apoio

técnico e administrativo. Em nova expansão, acaba de inaugurar duas unidades:

uma em Gandu e outra em Valença – esta última robusta, com cerca de 500m²,

projetada para dar ainda mais conforto e comodidade aos pacientes do Baixo Sul

baiano.

Segundo o diretor Jorge Barretto, o

LABOCLIV utiliza um sistema único e

moderno de gestão no qual o paciente

possui um prontuário integrado que pode

ser acessado por qualquer profissional

em toda a Rede LABOCLIV. Além disso, é

possível consultar os resultados on-line.

Dentre os diferenciais das unidades destacam-se,

ainda, o atendimento especial

a idosos e crianças, neste caso, com área

kids e salas de coleta infantil exclusivas.

Membro da Sociedade Brasileira de

Análises Clínicas, o LABOCLIV participa

do Programa de Controle de Qualidade

(PNCQ-SBAC) e tem obtido a classificação

“Excelente” desde a sua inscrição.

22 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 23 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Na gestão da Rede LABOCLIV estão Dr. Jorge

Barretto, sócio e CEO, e Dra. Tatiana Schleu, sócia

e CFO. De acordo com eles, devido à sua expansão,

o LABOCLIV passou por uma padronização

visual e organizacional que o alçou à categoria de

Rede de Atendimento.


“NOS PREOCUPAMOS EM FAZER DAS NOSSAS UNIDADES AMBIENTES ACONCHEGANTES E ACOLHEDORES,

BUSCANDO DESTACAR NOS DETALHES DA DECORAÇÃO ALGO QUE REMETA O PACIENTE À SUA CIDADE —

COMO EXPOR FOTOGRAFIAS DA REGIÃO, VALORIZANDO A CULTURA LOCAL”, ASSINALA TATIANA SCHLEU

SERVIÇOS OFERECIDOS PELA REDE LABOCLIV

Há 14 anos

construindo

sorrisos

Implante dentário

e reabilitação oral

ESPECIALIDADES

Otorrinolaringologia

Pediatria

Espermograma Automatizado

Parasitologia

Biópsia de Próstata

Biópsia em Geral

Angiologia

Cardiologia

Cardiologia Pediátrica

Clínica Cirúrgica

Clínica Médica

Dermatologia

Endocrinologia

Fonoaudiologia

Gastroenterologia

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Imunologia

Mastologia

Neurologia

Nutrição

Nutrição Esportiva

Obstetrícia

Oftalmologia

Ortomolecular

Ortopedia

Pneumologista

Proctologia

Psicologia

Psiquiatria

Reumatologia

Radiologia

Saúde do Trabalhador

Urologia

MEDICINA

LABORATORIAL

Bioquímica

Imunologia

Hematologia

Hormônios

Triagem Neonatal

Radioimunoensaio

Microbiologia

Sexagem Fetal

Testes Genéticos

Testes de Paternidade-DNA

Uroanálise

Exame Toxicológico (DETRAN)

Testes Alérgicos

DIAGNÓSTICO

POR IMAGEM:

Densitometria Óssea

Doppler de Carótidas

Duplex Scan Venoso

Ecorcardiograma com Doppler

Colorido

Mamografia Digital

Raio X Digital

Ultrassonografia com Doppler

3D/4D

DIAGNÓSTICO

COMPLEMENTAR

Anuscopia

Baropodometria

Biópsia Guiada – Core Biopsy

Eletrocardiograma Digital

Eletroencefalograma

Endoscopia Digestiva Alta

Endoscopia Nasal

Escleroterapia

Espirometria

Holter 24 Hs

Ligadura Elástica

Mapa

Pequenas Cirurgias

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Procedimentos Ortopédicos

Punção Aspirativa por Agulha Fina

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Publieditorial

OLHOS QUE

CUIDAM

PARA DR. MAURO DIAS, PAIXÃO

POR ZELAR A VIDA DO OUTRO

JUSTIFICA DEDICAÇÃO E

ATENDIMENTO HUMANIZADO

Ao pensarmos que os olhos são a janela da

alma, vemos um sentido muito mais amplo

para o órgão da visão. Esse é, aliás, um dos

ideais da Sensorial, clínica oftalmológica fundada

há 20 anos, reconhecida pelo atendimento

integral e especializado na promoção da

saúde ocular e melhora da qualidade de vida

dos pacientes.

Fundador da clínica Sensorial, Dr. Mauro Dias

explica que a saúde dos olhos é mais abrangente

do que se possa imaginar. “Através do

exame oftalmológico, a gente tem a condição

de detectar muitas doenças. Identificamos

pacientes hipertensos, diabéticos e até com

problemas neurológicos”, enumera.

Respeitado e experiente, o médico oftalmologista

observa, entretanto, que a paixão do seu

ofício está na dimensão do zelo ao semelhante.

“Eu tenho paixão em cuidar; não somente

do olho, mas, sobretudo, do outro”, garante.

Isso inclui, ele diz, atender, conversar, conhecer

a história e aprender com cada paciente.

HISTÓRIA

Ao se instalar na cidade, o oftalmologista

buscou um imóvel

na Avenida Barros e Almeida.

Um ano depois de alugado,

adaptou-o e começou a realizar

os primeiros atendimentos. Ao

longo dos anos, inaugurou uma

unidade na cidade de Amargosa

e, aqui, inovou gradativamente

até a atual configuração

do arrojado espaço oftalmológico.

Em 1999, a Sensorial iniciou

suas atividades, realizando

consultas oftalmológicas e procedimentos

como tonometria,

gonioscopia e mapeamento de

retina. A clínica também abriu

precedentes na cidade com a

realização das primeiras cirurgias

de catarata, em parceria

com hospitais da região – um

marco importante no campo da

oftalmologia, no interior baiano.

26 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 27 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Diante da elevada incidência de glaucoma,

a Sensorial adquiriu o campo visual e o

paquímetro, ambos equipamentos utilizados

para diagnóstico e acompanhamento

dos pacientes. Com o topógrafo de córnea,

proporcionou a adaptação de lentes de

contato rígidas e simples; bifocais e especiais,

inclusive, para ceratocone.

Com visão empreendedora, a Sensorial

implantou o Serviço de Retina, realizando

procedimentos como retinografia fluorescente

e fotocoagulação a laser, especialmente

para os pacientes com diabetes,

hipertensão e alto-míopes, atualmente, sob

a coordenação de Dr. Efrígenes Ferreira.

Pacientes com glaucoma também passaram

a ser assistidos de maneira completa

com a retinografia simples.

No dia 14 de junho, quando a Sensorial

completou oficialmente duas décadas, a

equipe do Dr. Mauro Dias e sua esposa,

a administradora Júnia Dias, realizaram

um café da manhã especial. Na ocasião,

convidaram amigos e celebraram um

momento de gratidão. “A clínica Sensorial

é um projeto de Deus”, resumem, em coro,

os responsáveis.

No ano vigente, além do aniversário, houve

a ampliação da estrutura física e aquisição

do equipamento de tomografia de coerência

óptica OCT – essencial para a avaliação

de glaucoma e doenças da retina. Atualmente,

há três consultórios altamente

equipamentos e uma sala de exames,

integrados, para oferecer máximo conforto

e celeridade no atendimento ao paciente.

PROCEDIMENTOS

Adaptação de lentes de contato

gelatinosas e rígidas (simples,

tóricas, multifocais, dupla face e

esclerais)

Angiooct

Campimetria computadorizada

Cirurgias oftalmológicas

Consultas oftalmológicas

Curva tensional diária

Fotocoagulação a laser

Gonioscopia

Mapeamento de retina

Microscopia especular de córnea

OCT

Paquimetria

Retinografia fluorescente

Retinografia simples

Teste de Schirmer

Tonometria

Topografia de córnea

Para celebrar de maneira icônica a história

que atravessa duas décadas, a Sensorial

promoveu, no dia 3 de agosto, o Recital

Latinos Clássicos. O evento especialíssimo

ocorreu no Teatro do Serviço Social do

Comércio (SESC) sob o protagonismo do

violonista clássico Mateus Dela Fonte e do

flautista Vitor Diniz; um verdadeiro presente

aos clientes, parceiros, amigos, e uma

experiência sensorial marcante.

ATENDIMENTOS

AV. BARROS E ALMEIDA, 635 - CENTRO, SAJ - BA

TELEFONE: (75) 3631-7238 / 98832-9470

INSTAGRAM: @OFTALMOSENSORIAL

RUA RIO BRANCO, 11 - CENTRO - AMARGOSA - BA

TELEFONE: (75) 3634-3860


Original AUGE

TEXTO: EDVAN LESSA | FOTOS: MARCELO NUNES

INVISÍVEL

AOS OLHOS

CONQUISTAS DA ASDEV

REDUZEM BARREIRAS E

APROXIMAM PESSOAS

COM DEFICIÊNCIA DA EFE-

TIVA PARTICIPAÇÃO SOCIAL

“A hora da cegolândia” e “mitos e tabus sobre

a cegueira” são os nomes de dois quadros

existentes no canal do YouTube da Associação

Santoantoniense dos Deficientes Visuais (AS-

DEV) em que, respectivamente, são compartilhadas

histórias e informações didáticas a pessoas

videntes e não videntes. A plataforma difunde

os ideais da ASDEV, instituição que discute a

deficiência como parte da diversidade humana e

atua em prol da garantia e igualdade de direitos

e deveres.

Fundada em 2001, a ASDEV surgiu na Escola

Lions Clube Aurélio Pires, fruto do anseio do

presidente fundador Josiel Barreto, 49 anos,

de promover ações contínuas e educativas – a

exemplo dos vídeos no YouTube – sobre e para a

pessoa com deficiência visual. O lampejo inicial

para a fundação da associação veio a partir de

um curso de braille promovido pelo professor

João Prazeres, que é deficiente visual.

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A trajetória de Josiel Barreto,

funcionário público e um dos

principais porta vozes sobre

os direitos da pessoa com

deficiência na Bahia, denota

que o engajamento junto à

ASDEV decorre do significado

pessoal desta luta. “Eu

já vinha de uma exclusão

porque tive que parar de

estudar aos 12 anos por não

haver um trabalho específico

para deficientes visuais

[na escola]”, narra. Josiel é

deficiente visual há quase

quarenta anos.

Em parceria com a UNEB, a

associação já realizou cursos

para intérpretes na Língua

Brasileira de Sinais (Libras).

Junto com o Rotary Club

local, a ASDEV doa bengalas,

capacitando os usuários

acerca do uso do instrumento,

e cadeiras de rodas

e de banho para quem tem

dificuldades de locomoção e

está em situação de vulnerabilidade

social e econômica.

“O Rotary Club de Santo

Antônio de Jesus conheceu

o trabalho da ASDEV no ano

de 2017 através do então

presidente Josiel. Naquela

oportunidade, estávamos

realizando o evento Flores

Holambra, e no qual

transformamos a renda em

cadeiras de rodas e banho,

doadas durante todo o ano”,

reconta José Carlos Júnior,

presidente do Rotary Club

local. “No ano passado, doamos

20 unidades e esse ano

doaremos mais 20, ou seja,

esse já se tornou um projeto

do Rotary Club local”, completa.

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Original AUGE

PARCERIA COM A UFRB

A professora Josineide

Vieira Alves, da Universidade

Federal do Recôncavo

da Bahia (UFRB), conheceu

Josiel Barreto em 2009 e o

convidou para participar de

uma aula na universidade.

A ponte estabelecida entre

ambos resultou no desenvolvimento

de vários projetos

de estágios para estudantes

de Psicologia e de extensão

que consistem na escuta das

histórias de vida dos adultos

que frequentam a ASDEV.

“Como produto, organizamos

um material escrito, impresso,

contendo as narrativas”,

detalha a pesquisadora. Ela

se refere a um livro impresso

com ao menos sete histórias

e cuja expectativa é ser

veiculado em braille. “O livro

contribui para que as pessoas

em geral percebam as

diversas potencialidades do

cego e como as suas limitações

são produzidas pelas

barreiras que construímos

socialmente”, pontua.

PROJETO DE EMENDA

O impacto da ASDEV na

efetiva participação social da

pessoa com deficiência se

revela, por exemplo, no depoimento

do advogado Djalma

Santana, atual vice-presidente

da associação. Aos 11 anos de

idade, ele teve uma toxoplasmose

– infecção com um parasita

comumente encontrado

em fezes de gato e alimentos

contaminados – e passou a ter

baixa visão no olho. Anos mais

tarde, uma pancada na cabeça

o fez perder toda visão.

Djalma é autor de um projeto

encaminhado ao Senado por

meio do parlamentar Romário.

Alçado à Proposta de Emenda

à Constituição (PEC) nº 34 de

2016, o projeto visa instituir

a reserva de cadeiras parlamentares

para pessoas com

deficiência na Câmara dos

Deputados; nas assembleias

legislativas; na Câmara Legislativa

do Distrito Federal e nas

câmaras municipais nas quatro

legislaturas subsequentes.

DIREITOS

Para Josiel Barreto, apesar das

importantes ações de assistência,

o maior projeto que a

ASDEV tem visa a defesa de

direitos da pessoa com deficiência,

inserindo-a em espaços

de debate. “Todos os conselhos

importantes da cidade

têm a participação da ASDEV”,

salienta. Para a advogada

Ionara Peixoto, membro do

Conselho Municipal dos Direitos

das Mulheres, ter mulheres

deficientes no colegiado já

sinaliza a importância de assegurar

essa cadeira para que as

demandas específicas sejam

consideradas.

GOLBOL

Na Bahia, uma das cinco entidades

que promovem o golbol

(ou goalbal), esporte adaptado

para a pessoa com deficiência

visual, cega e de baixa visão,

é a ASDEV. Ele conta com ao

menos nove atletas e é um

meio para inserir a pessoa com

deficiência na sociedade. Em

junho, seis equipes baianas,

incluindo a santoantoniense,

foram a Recife para participar

do Torneio Regional Nordeste

de Goalball, nas dependências

da Universidade Federal de

Pernambuco.

*Colaborou Nádia Conceição

Na página anterior, presidente

fundador da ASDEV

Josiel Barreto. Acima capa

do livro feito com a UFRB.

Ao lado, advogado Djalma

Santana. À direita, time de

golbol da associação.

Fotos: Marcelo Nunes.

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35 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Capa

VEIA BUSINESS

EM DUAS DÉCADAS, INCAR SE TORNOU

INSTITUIÇÃO REFERÊNCIA EM SERVIÇOS

MÉDICOS E MODELO DE NEGÓCIO NO

SETOR DE SAÚDE

Cuidar com o coração e agir conforme a razão são gestos vistos,

quase sempre, como antagônicos. Mas, há pelo menos duas décadas,

a dedicação à vida e o investimento sistemático em infraestrutura

feitos pelo hospital referência em cardiologia no Recôncavo, o

INCAR, têm mostrado que zelo e respeito com o paciente, e rigor com

a saúde integral, caminham de maneira inseparável.

No organograma do hospital há 350 funcionários e 100 médicos.

No banco de dados, já passam de 216 mil o número de pacientes.

As especialidades perfazem a inteira anatomia humana, incluindo o

equilíbrio da mente.

A evolução da marca INCAR é fruto da legitimidade ao tratar de

assuntos sérios – isto é, questões de saúde complexas que, muitas

vezes, forçavam pacientes a buscarem tratamento em Salvador. Mas,

não só: ampliação e integração das instalações; senso de unidade

no atendimento das múltiplas especialidades e investimento contínuo

em equipamentos que conferem segurança à equipe exclusiva e

asseguram resolutividade dos tratamentos médicos.

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37 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Capa

ONTEM E HOJE

A história do empreendimento, que efetivamente

se tornou um complexo hospitalar há

11 anos, remete ao sonho de dois profissionais

recém-formados que, apoiados por sócios e

parceiros, transformaram um restrito consultório

em uma ousada e pioneira estrutura. A

busca espontânea e recomendada de pessoas

de diferentes cidades baianas levou a um crescimento

em anexos, ajustando-se à geografia

da avenida onde está instalada, no coração da

cidade de Santo Antônio de Jesus, priorizando a

comodidade dos pacientes.

Se hoje o município é considerado referência

em saúde, uma significativa parcela desse

reconhecimento passa pela consistente atuação

do INCAR. Isto é, desde ações como oferecer

musicoterapia aos pacientes acamados e valorizar

datas como o Dia do Abraço até realizar

cirurgias cardíacas decisivas para pessoas no

limiar da vida.

Numa curva de crescimento, o Hospital INCAR

já se equipara aos melhores centros médicos

brasileiros ao adquirir os mais sofisticados aparelhos

e empregar técnicas modernas, postas

em prática por profissionais experientes e altamente

especializados. Atualmente, há quatro

dimensões que organizam a instituição: Atendimento,

Tecnologia, Qualidade e Inovação.

A veia business dos sócios diretores do INCAR,

Arthur Gonzalez, Gilmar Ribeiro, Maria Conceição

e Adelina Dias, se verifica na adoção de

protocolos médicos universais e na condução

séria da gestão do hospital. A empresa é considerada

um caso de sucesso regional dentre os

empreendimentos do segmento.

Continuamente, ambos os sócios investem em

especializações baseadas nas respectivas áreas

em que atuam. Além disso, participam de eventos

considerados referência e instrumentalizam

conhecimentos obtidos em consultorias.

Centro cirúrgico equipado com tecnologia avançada.

38 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

39 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


VISÃO AO REDOR

Diante da responsabilidade empresarial assumida

pelo Hospital INCAR, há um maciço

investimento em projetos sociais, com destaque

para cerca de R$200 mil em benefícios à

população que incluem atendimentos médicos,

patrocínios culturais e desportivos. No

âmbito organizacional, a instituição age com

sistemática para promover a valorização dos

colaboradores e aposta em ações que minimizam

o impacto ambiental de suas atividades.

Ações socioambientais multidisciplinares.

O Hospital também promove iniciativas de

educação, como o Congresso Regional de

Cardiologia, e abre-se para estágios em parceria

com a Universidade Federal do Recôncavo

da Bahia (UFRB). Há, além disso, uma

política de fortalecimento e manutenção de

parcerias estratégicas.

Ao pensar em um paralelo com o corpo humano,

o Hospital INCAR funcionaria como o complexo

sistema circulatório. Esse é, aliás, objeto

de sua especialidade primeira, sobretudo,

na área de Cardiologia, e na qual a empresa

ainda é referência.

3ª edição da Jornada de Cardiologia do Recôncavo.

Diagnóstico por imagem com laudos precisos e céleres..

No entanto, se considerarmos que o coração

é órgão bombeador do sangue que perfaz

o oxigênio da cabeça aos pés, compreendemos

porque o INCAR atua hoje com tantas

especialidades: Angiologia (sistema vascular),

Endocrinologia (sistema endócrino), Nefrologia

(sistema urinário), Oftalmologia (visão),

Nutrição (equilíbrio alimentar), Psicologia

(saúde mental), Neurologia (sistema nervoso),

Cirurgia Plástica (harmonia físico-estética),

Gastroenterologia (sistema digestivo), Clínica

Geral (check up integral), Fisioterapia (equilíbrio

e locomoção), Radiologia (diagnóstico) e

Laboratório (exames).

Apartamentos e enfermarias para um internamento confortável.

A infraestrutura do INCAR, apta a bem

atender as múltiplas especialidades, dispõe

também de um centro cirúrgico que, além de

tecnologia avançada, ainda conta com Unidade

de Terapia Intensiva (UTI), garantindo mais

segurança ao paciente e ao médico cirurgião

no alcance dos resultados em saúde.

40 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

Equipamento de diagnóstico por imagem.

UTI com sistemas de monitoramento contínuo e equipamentos para o suporte ao paciente grave.


Capa


DR. ARTHUR GONZALEZ

DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO

Nós sempre planejamos profissionalizar

a empresa, crescer, agregar novos profissionais,

novos colegas. A nossa vontade

é transformar a região do Recôncavo, por

meio do Hospital INCAR, em referência

no setor de saúde em nível nacional,

com gestão competente, atendendo em

todas as especialidades e mais pessoas.

Vale destacar que o nosso cuidado

começa na escolha de médicos que tenham

residência médica e especialidade

comprovada na área em que atuam.

CONCEIÇÃO GONZALEZ

DIRETORA COMERCIAL E JURÍDICA

Nosso objetivo é adotar uma estrutura de

gestão comercial moderna e sustentável no

INCAR. O modelo do hospital está pautado

no bom relacionamento com os médicos e

com os nossos recursos humanos que são

valiosos para a prestação de serviços. Estamos

atentos à experiência do paciente em

suas múltiplas particularidades e ao compromisso

socioambiental que está no contexto

das ações internas.

GILMAR RIBEIRO

DIRETOR TÉCNICO


No INCAR, a diretoria desempenha funções

estratégicas, definindo quais serão os rumos da

empresa, e cada diretor acompanha mais de

perto os respectivos segmentos em que atuam.

Eu, por exemplo, lido com a definição dos protocolos,

estabeleço critérios de monitoramento

e, junto com os responsáveis na área de assistência,

vejo onde é preciso intervir. As rotinas de

cuidado dos pacientes são estabelecidas diariamente,

de forma multidisciplinar, por pessoas

com alto nível formação.

ATENDIMENTOS

AV. BARROS E ALMEIDA, 409 - CENTRO,

SANTO ANTÔNIO DE JESUS - BA

TELEFONE (75) 3311-6652

INSTAGRAM: @HOSPITALINCAR

FACEBOOK: HOSPITAL INCAR


DRA. ADELINA DIAS

DIRETORA DE QUALIDADE

A preocupação da diretoria do Hospital INCAR é

melhorar sempre e oferecer um atendimento de

qualidade, não apenas ao realizar novos procedimentos.

Temos envolvido nossos colaboradores e

aproximado os parceiros para melhorar a dimensão

humana do nosso trabalho. Há um longo

caminho a ser percorrido, mas o sentido de qualidade

que empregamos vai além da área técnica.

42 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

TEXTO: DANIELLA PALMEIRA

Com essa proposta, o TB Studio vem atuando

em Santo Antônio de Jesus há pouco mais de um

ano, com o que há de mais moderno relacionado

ao treinamento personalizado e aparelhagens.

Assim, garantindo resultados de forma segura

e eficaz, num ambiente agradável, climatizado,

com acessibilidade para cadeirantes, estacionamento

exclusivo para os alunos, no centro da

cidade.

Para quem gosta de aliar musculação a outros

esportes, o Studio promove, à noite e nos finais

de semana, o grupo de pedal, sendo mais um

espaço para promoção da saúde, bem-estar e

condicionamento físico.

Em entrevista à revista AUGE, o Personal Thassis

Bulhões destacou o tipo de treinamento desenvolvido

no Studio: “Nossa proposta é promover

qualidade de vida a partir do HIT que tem como

objetivo um treinamento intenso, intervalado,

em curto período de tempo, proporcionando

um melhor resultado fisiológico dos praticantes

dessa modalidade”.

CONVIDAMOS VOCÊ, LEITOR, PARA REALI-

ZAR UMA AULA EXPERIMENTAL NO INTUITO

DE VIVENCIAR NA PRÁTICA ESSE MÉTODO

INOVADOR EM SANTO ANTÔNIO DE JESUS.

STUDIO THASSIS BULHÕES

HÁ UM ANO EM SANTO ANTÔNIO DE JESUS,

INOVANDO NA ATIVIDADE FÍSICA

RESPONSÁVEL:

THASSIS BULHÕES DE SIQUEIRA

LICENCIADO E BACHAREL EM EDUCAÇÃO FÍSICA

PELA UCSAL - SSA; ESPECIALISTA EM FISIOLOGIA DO

EXERCÍCIO PELA ESTÁCIO – SSA; CREFI 009856-G/BA

Manter a boa forma e a saúde

é o que todos nós queremos.

Entretanto, mais importante do

que praticar qualquer exercício

físico, é se conhecer primeiramente

e definir em qual lugar

você deseja se exercitar.

O conceito de Studio surgiu no

final de 2010, sendo definido

como a fusão entre o que há de

melhor da estrutura da academia

convencional com o melhor

do serviço do Personal Trainer,

em um ambiente mais intimista,

visando um treinamento mais

focado, de qualidade, privacidade,

saúde e segurança.

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44 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

45 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

TEXTO: DANIELLA PALMEIRA

A credibilidade da AMO deve-se à qualidade científica de seu corpo

clínico e da moderna estrutura, mas, sobretudo, pela integração da

sua equipe multidisciplinar. Ela representa um diferencial no cuidado

e acolhimento aos pacientes que realizam seus tratamentos integralmente

em Santo Antônio de Jesus, proporcionando mais conforto e

comodidade, antes somente possíveis na capital.

CLÍNICA AMO

HÁ 7 ANOS NA CIDADE, ATUA DESDE

A PREVENÇÃO ATÉ O SUPORTE AOS

PACIENTES, OFERECENDO À REGIÃO

DO RECÔNCAVO E BAIXO SUL DA

BAHIA CUIDADO ONCOLÓGICO DE

PADRÃO INTERNACIONAL

Nesses sete anos, a AMO tem contribuído para elevar o padrão da

medicina local e do Recôncavo Baiano, incorporando novas tecnologias

e terapias no combate ao câncer, doenças do sangue e outras

patologias não oncológicas. Atualmente, a clínica realiza atendimento

ambulatorial nas mais diversas especialidades.

Consolidada no mercado pelo seu serviço de excelência,

a Clínica AMO – Assistência Multidisciplinar

em Oncologia é uma instituição de saúde focada no

atendimento especializado a pacientes oncológicos

e hematológicos. Sua missão é promover o cuidado

multidisciplinar, integrado e efetivo em oncologia,

hematologia e especialidades correlatas através da

prevenção, diagnóstico, tratamento, cura, suporte paliativo

e pesquisa clínica. Presente em Santo Antônio

de Jesus, Ilhéus, Salvador, Feira de Santana e Vitória

da Conquista, a Clínica AMO vem assumindo importante

posição no cenário nacional em função do seu

modelo assistencial. Recentemente, foi certificada

pela ASCO® (Sociedade Americana de Oncologia Clínica)

que apoia o desenvolvimento científico, sendo a

1ª da Bahia, a 2ª no Brasil e a 6ª no mundo, fora dos

Estados Unidos, a alcançar certificação internacional

QOPI® (Quality Oncology Practice Initiative), programa

que, através de um modelo de certificação internacional,

visa promover os mais elevados padrões de

cuidado e segurança nas instituições dedicadas ao

tratamento e cura do câncer ao redor do mundo.

46 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 47 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


EM ENTREVISTA À REVISTA

AUGE, O MÉDICO ON-

COLOGISTA DR. VINICIUS

VALVERDE CRUZ ORIENTA

SOBRE ESTILO DE VIDA

QUE CONTRIBUI PARA

DIMINUIR OS RISCOS DA

DOENÇA E SOBRE A DE-

TECÇÃO PRECOCE.

Dr. Vinicius Valverde Cruz (CRM/BA:

17.983) é oncologista clínico e membro

da Sociedade Brasileira de Oncologia

Clínica. Graduado pela Escola

Bahiana de Medicina e Saúde Pública

(EBMSP), Residência médica em

Cancerologia clínica pela Santa Casa

de Misericórdia da Bahia - Hospital

Santa Izabel, Residência médica em

Clínica médica pelo Hospital Geral

Roberto Santos/Salvador-Bahia.

EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

DR. IURI SANTANA

Oncologista

DR. VINÍCIUS VALVERDE CRUZ

Oncologista

DR. VITOR HUGO GOMES

Hematologista

DR. IVAN BARBOSA

Hematologista

COMO PREVENIR O CÂNCER?

Apesar dos avanços já alcançados

no tratamento do câncer,

para esse grupo de doenças,

“mais vale prevenir do que

remediar”. Chamamos de câncer

mais de 200 tipos de doenças,

com muitas características em

comum. Mudanças nos hábitos e

um estilo de vida mais saudável

têm se revelado nosso principal

aliado na prevenção da doença.

QUAIS HÁBITOS DEVEMOS ADO-

TAR PARA REDUZIR O RISCO DE

DESENVOLVER A DOENÇA?

Entre os bons hábitos que devem

ser seguidos estão: manter o

peso corporal adequado, praticar

atividade física regularmente,

assim como alimentação saudável.

Estudos científicos confirmam

benefícios de uma dieta rica em

folhas, legumes e frutas, azeites,

grãos, castanhas e peixes, assim

como nos orientam a limitar a ingestão

de açúcar, alimentos enlatados

e defumados. Sempre que

possível, devemos preferir pães e

massas feitos de farinha integral,

e não abusar das gorduras

saturadas (presente nas carnes).

COMO É FEITO O RASTREAMEN-

TO (DETECÇÃO PRECOCE) DOS

PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER?

Mama: a mamografia é o exame

recomendado para realização de

rastreamento populacional de

câncer de mama, que deve ser

realizado anualmente, a partir

dos 40 anos. Para as pessoas

com histórico familiar da doença,

dever receber orientação médica

para identificar quando iniciar o

rastreamento.

Colo uterino: o exame preventivo

ginecológico (colpocitologia

ou teste de Papanicolau) visa

identificar a presença de infecção

pelo HPV ou lesões malignas no

colo; deve ser realizado em toda

mulher a partir dos 25 anos e que

já iniciou atividade sexual. Após

dois testes anuais com resultado

normal, o exame deve ser repetido

a cada três anos.

Intestino: o câncer de intestino

(ou câncer colorretal) é um dos

poucos tipos de tumor que pode

ser rastreado, já que a maioria

tem origem no pólipo; podem ser

detectados precocemente através

de dois exames principais: pesquisa

de sangue oculto nas fezes

e colonoscopia. O diagnóstico requer

biópsia (análise de pequeno

fragmento de tecido retirado da

lesão suspeita). Na ausência de

contraindicação, a colonoscopia

pode ser realizada como exame

de rastreamento inicial (repetida

a cada 10 anos, caso não tenha

sido observada qualquer alteração

no exame anterior). O rastreamento

deve iniciar aos 45 anos.

Próstata: o câncer de próstata

permanece como a neoplasia

sólida mais comum no homem e

a segunda causa de óbito oncológico

no sexo masculino. Pode

ser detectado com a combinação

de dois exames: PSA (exame de

sangue) e Toque Retal. Homens a

partir de 50 anos devem procurar

um profissional especializado,

para avaliação individualizada.

QUAL MENSAGEM VOCÊ DEIXA

PARA QUE AS PESSOAS APA-

RENTEMENTE SAUDÁVEIS REALI-

ZEM OS EXAMES PREVENTIVOS?

O câncer é, de maneira geral,

uma doença silenciosa. Muitas

pessoas que têm câncer não

percebem nenhum sintoma no

estágio mais inicial, característica

que torna sua detecção precoce

mais difícil. Assim, perde-se um

tempo precioso para o tratamento,

que poderia aumentar de

forma importante às chances de

cura. A prevenção do câncer é

um investimento com retorno garantido,

proporcionando uma vida

mais longa e com mais qualidade.

E depende muito de você.

CONVÊNIOS

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Gastroenterologista / Hepatologista

DRA LUANDA SAKAGUCHI

Mastologista

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Psicóloga

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Enfermeira

JULIANA BARRETO DINIZ

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48 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

FIRME TRAJETÓRIA

ORTOPEDISTA DR. VALONIE BRASILEIRO SE TORNA DESTAQUE

NA MEDICINA DO JOELHO NO INTERIOR BAIANO

O trabalho consistente prestado

pelo Dr. Valonie alçou a medicina

do joelho, no interior, sobretudo, a

cidade de Santo Antônio de Jesus,

a um patamar elevado. “Hoje em

dia, não há mais a necessidade

das pessoas se deslocarem para

Salvador para se submeterem

a um procedimento cirúrgico,

visto que a cidade já dispõe de

profissionais e equipamentos de

alta tecnologia para realização

de cirurgias dentro das lesões

ligamentares, fraturas, lesões de

cartilagem, artrose, artroplastia

de joelho e outras cirurgias de

alta complexidade”, salienta Dr.

Valonie.

A afirmação se verifica nos números:

ao longo dos seis anos em

que atuou no HRSAJ foram realizadas

cerca de três mil cirurgias

do trauma. Ao feito, adicione-se

o pioneirismo do médico ortopedista

ao implantar o único serviço

de cirurgia do joelho, pelo Sistema

Único de Saúde (SUS), no interior

do estado, na cidade de Bom

Jesus da Lapa. “Todas as cirurgias

tiveram resultados positivos e

sem nenhuma complicação para

o paciente”, assegura Dr. Valonie

Brasileiro.

CURRÍCULO

Em aprimoramento contínuo, o

Dr. Valonie Brasileiro acumula em

seu currículo o título de especialista

em Ortopedia e Traumatologia,

concedido pela Sociedade

Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

(SBOT); título de sócio

efetivo da Sociedade Brasileira da

Cirurgia do Joelho (SBCJ) e fellow

em cirurgia do joelho no Hospital

Santa Izabel, sob orientação do

Prof. Dr. Robson Rocha.

Na Universidade de São Paulo

(USP), Dr. Valonie realizou estágio

sob orientação do, mundialmente

conhecido, Dr. Kodi Kojima, com

quem adquiriu relevante conhecimento

e ampliou a sua experiência

na área de atuação. Ainda na

academia, o médico ortopedista

realizou pesquisa científica e redigiu

artigos, alcançando publicação

na prestigiosa KSRR – periódico

internacional que difunde

estudos sobre cirurgia do joelho

–, ao lado de grandes nomes da

medicina brasileira.

Em Santo Antônio de Jesus, Dr.

Valonie Brasileiro atua no Hospital

Santo Antônio (HSA), desde 2016.

Ele também é membro da equipe

do Hospital INCAR, na subespecialidade

cirurgia do joelho. Na

capital, está vinculado ao serviço

de cirurgia do joelho do Hospital

Teresa de Lisieux. “Santo Antônio

de Jesus vem se desenvolvendo

muito bem na parte médica; no

quesito tecnologia e em relação

aos bons profissionais que para

cá estão migrando para morar e

trabalhar com a mesma qualidade

e condição de grandes centros

como Salvador”, assinala.

Cirurgia minimamente invasiva do joelho, por

meio de videoartroscopia.

Uso de equipamento de ponta e última

geração na cirurgia do joelho.

Visão cirúrgica por meio de videoartroscopia.

No sobrenome, o médico

Valonie Carlos Neves Brasileiro

Costa imprime a sua identidade.

Ao longo de sua formação, o

baiano de Bom Jesus da Lapa

percorreu várias instituições

brasileiras e acumulou notável

experiência no interior do estado.

A trajetória do ortopedista é

marcada por dedicação intensa

à melhora da qualidade de vida

de pacientes acometidos por

limitantes problemas no joelho.

O Dr. Valonie Brasileiro, como

assina em seu consultório,

concluiu o curso de graduação

em Medicina na Universidade

Federal da Bahia (UFBA), em

2007. Três anos depois, concluiu

residência médica em ortopedia

e traumatologia no Hospital

Santa Izabel; atuou em seguida

como médico ortopedista, no

Hospital Geral do Estado (HGE),

ambos em Salvador, e no Hospital

Regional de Santo Antônio

de Jesus (HRSAJ).

ATENDIMENTOS

HOSPITAL SANTO ANTÔNIO: (75) 3631-3725

HOSPITAL INCAR: (75) 3311-6652

INSTAGRAM: @DR.VALONIE.BRASILEIRO

FACEBOOK: NOSSO JOELHO

50 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

CRM-BA 19353 | RQE N° 10085


Publieditorial

CONTRA VARIZES, PELA VIDA

ESPECIALISTA EM FLEBOESTÉTICA, ÁREA QUETRATA DE VARIZES,

DRA. MARIANA TERRA EXPÕE 12 ASPECTOS SOBRE A DOENÇA

Em busca de qualidade de vida

para a família, a paulista Dra.

Mariana Terra se fixou em Santo

Antônio de Jesus há quatro

anos. Na região, é o principal

nome na área de fleboestética:

um novo conceito no tratamento

de varizes, doença genética

que acomete mulheres e homens,

em momentos diferentes,

mas ao longo de suas vidas. Na

cidade, após atender pacientes

recusados por outros médicos,

ampliou as perspectivas para

quem apresentava incômodas

obstruções no sistema circulatório.

Segundo ela, as varizes

podem causar dor e evoluir para

feridas. Apesar disso, são vastos

os procedimentos disponíveis

no Espaço Cuidar, onde atende

a Dra. Mariana que destaca, a

seguir, 12 aspectos esclarecedores

sobre a doença.

1. Por conta do próprio histórico

familiar, alguns pacientes – ao

verificar que seus pais, avós

apresentam o problema – naturalizam

a ocorrência das varizes e

não consideram o tratamento da

doença.

2. No corpo, a função da veia

é conduzir o sangue em sentido

ascendente, do pé ao abdômen.

Em pacientes com veia varicosa

e safena insuficiente o sangue

sobe, mas também desce,

deixando a veia com bastante

sangue. A consequência disso é

uma perna inchada, dolorida e

pesada porque naquele local há

mais sangue do que deveria.

3. As varizes podem causar

muito estigma entre as pessoas

que apresentam a doença. Há

casos que apresentam varicorragia,

na qual as varizes estouram,

e podem abrir feridas chamadas

úlceras varicosas.

4. Esse é um problema que

também acomete homens. Um

dos pacientes atendidos pela Dra.

Mariana, aos 35 anos de idade,

apresentava varizes enormes

com feridas; outros médicos não

o operaram. Segundo a Dra.

Mariana, ela o tratou, primeiro,

com laser, sem qualquer incisão.

Depois, associou outro tratamento

– a espuma de polidocanol. “A

minha intenção não era tão somente

que ele ficasse com uma

perna bonita, mas sim, melhorar

a vida dele”, ressalta.

Dra. MARIANA TERRA - CIRURGIÃ VASCULAR

HOSPITAL SANTO ANTÔNIO: (75) 3637-3725

ESPAÇO CUIDAR: (75) 3631-5986

INSTAGRAM: @DRA.MARIANATERRAVASC

5. Há dois aspectos que geralmente

conduzem as pessoas ao

tratamento de varizes. Um deles,

envolve sintomas como: sensação

de peso, cansaço e inchaço

nas pernas, sobretudo, no fim do

dia, e cãimbra noturna. O outro

diz respeito à dimensão estética.

6. Hoje a Dra. Mariana tem

acesso a todos os tratamentos

possíveis (ver AUGE #33) para

chegar em um bom resultado no

cuidado dos vasinhos e varizes:

desde o laser endovascular, que

trata a safena, até a cirurgia

tradicional de varizes e a espuma

de polidocanol – considerado o

procedimento do momento.

7. O pós-tratamento de varizes

mudou muito, principalmente por

conta do laser. O que acontece:

em vez de arrancar a veia, a

Dra. Mariana Terra explica que a

queima por dentro e ela fecha. O

sangue, então, passa a circular

adequadamente por outras veias.

O resultado é o mesmo de uma

cirurgia tradicional, mas de maneira

muito menos “agressiva”.

8. Hoje é muito difícil que um

paciente não consiga tratar das

varizes. O Espaço Cuidar dispõe

de possibilidades que incluem o

parcelamento no cartão de crédito,

por exemplo. No Sistema Único

de Saúde (SUS), o tratamento

de varizes ainda é muito difícil, de

acordo com Dra. Mariana.

9. O procedimento não é escolhido

pelo paciente. “Quando

eu mesma faço a consulta e o

exame de ultrassom doppler, vejo

qual o melhor tratamento para o

paciente e ranqueio, então, com

os devidos custos, as opções possíveis”,

salienta a Dra. Mariana.

10. A varizes tem uma predisposição

genética, mas há fatores

ambientais que a pioram: empregos

em que as pessoas ficam

muito tempo em pé; sedentarismo,

obesidade, gestação. Quando

os pacientes operam, no geral,

eles melhoram a qualidade de

vida e isso prolonga os resultados

dos procedimentos realizados

pela Dra. Mariana.

11. Há pouquíssimos casos

em que não é possível tratar o

paciente e a eles recomenda-se

tratamento clínico que dependerá

do próprio paciente. Pacientes

assim geralmente têm contra

indicação à cirurgia e contra

indicação à espuma de polidocanol.

No caso das mulheres

grávidas, recomenda-se apenas

tratamento clínico, a exemplo da

drenagem linfática e uso de meia

elástica.

12. Há pessoas que se queixam

de dor, mas há aqueles

que deitam e dormem durante

o procedimento. Por outro lado,

existem técnicas para amenizá-la.

“Quando eu faço um tratamento

de vasinhos a laser, por exemplo,

utilizo o resfriador na pele: uma

máquina que sopra ar resfriado

que gela a pele do paciente. Segundo

eles, isso melhora muito a

sensibilidade a dor”, finaliza.

52 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


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ESTADO DE LEVEZA

NO ESPAÇO JUCY SANTOS, MASSOTERAPIA ROMPE DIMENSÃO

RELAXANTE E CONTRIBUI PARA SAÚDE DO CORPO E MENTE

DRENAGEM LINFÁTICA A drenagem linfática reduz os

edemas, ativa a circulação, potencializa o complexo de

redes de vasos; acelera o metabolismo e age como se

fosse uma “faxina” do nosso corpo, bem como suaviza

as celulites. No espaço Jucy Santos Massoterapia, o

procedimento é feito sob o método tradicional e com a

técnica que ganhou destaque com Renata França.

A drenagem promove excelentes resultados aos pacientes,

sobretudo, na fase pós-operatória. “Na drenagem,

eu trabalho com uma pressão mais firme, com ritmo

mais acelerado em relação ao tratamento tradicional:

os bombeamentos são diferentes”, destaca Jucy.

MASSAGEM RELAXANTE Os movimentos mais profundos

associados a alongamentos promovem significativo

relaxamento muscular. Segundo a especialista,

essa massagem contribui com o equilíbrio entre o corpo

e a mente. Isso porque, além de promover alívio para

dores e tensões, ameniza a ansiedade, reduz a insônia

e a enxaqueca. “A sensação de bem-estar é imediata”,

assinala Jucy. O procedimento envolve um conjunto

de técnicas de massagem: a Tui Ná, a integrativa e a

clássica, aplicadas em uma única sessão.

MASSAGEM MODELADORA O principal objetivo desta

massagem é atingir as camadas mais profundas da

pele. Com isso, ativa-se o metabolismo e a circulação

sanguínea. “Eu trabalho com algumas manobras de

amassamento e pinçamento que dão uma nova forma

para o corpo, para a cintura, e trabalha a celulite”, adiciona

Jucy Santos.

DRENAGEM FACIAL Costuma ser recomendada no

pós-operatório de pacientes que foram operados na

face. Além disso, é bastante procurada por noivas prestes

a casar e que desejam deixar o rosto bem definido.

“Serve para aquelas que querem tirar olheira, para

quem precisa drenar o inchaço; promove o contorno do

rosto”, diz. Ainda segundo Jucy, esta modalidade une a

drenagem linfática e a massagem modeladora, promovendo

um resultado bastante satisfatório aos clientes.

DEPOIMENTOS

“Os diferenciais do serviço é que não existem

máquinas ou aparelhos, por mais modernos que

sejam, que possam dar o calor. Ao tocar o meu

corpo, as mãos de Jucy transmitem cumplicidade

e emoção. Na realidade, não sei descrever a

sensação. Ela é maravilhosa! O toque de Jucy é

diferente. Ela torna o momento único. Independentemente

do que eu faça, consigo sair sempre

com a sensação de leveza e bem-estar” – Nívia

Sampaio, enfermeira, cliente há mais de cinco

anos.

“Eu conheci Jucy por intermédio de uma conhecida

e me tornei cliente a partir do momento

que eu fui fazer uma simples massagem para

uma ocasião muito especial: o meu casamento.

Jucy tem uma mão muito leve, o toque dela é de

fada. Sou de Salvador, então sempre que vou

à cidade, vou focado para fazer a massagem

relaxante. Um grande diferencial é o espaço,

muito aconchegante, e a equipe. SAJ carecia

de um espaço desse porte” – Marcelo Oliveira,

representante comercial, cliente há um ano.

“Encontrei nas sessões com Jucy uma qualidade

técnica, nos serviços de drenagem, que ainda

não tinha experimentado na cidade. Como

tenho muita retenção de líquido, precisava de

resultados consistentes e duradouros, e encontrei

em Jucy uma profissional com essa habilidade.

Mas, além disso, encontrei carinho; delicadeza

em lidar com o toque e cuidado com a

troca de energia que a técnica manual exige. Ao

final das minhas sessões eu estou não apenas

“drenada”, mas tranquila e energizada” – Dra.

Tiana Mascarenhas, médica, cliente há mais de

um ano.

A ferramenta de Jucy Santos é

seu par de mãos. Há 10 anos, a

massoterapeuta emprega técnicas

variadas para promover o relaxamento,

estimular os músculos e o

metabolismo de seus clientes. Com a

melhora na qualidade de vida depois

das sessões, associado ao carisma

inegável da profissional, homens e

mulheres encontram alívio contra

dores e tensão física e mental por

meio de uma série de manobras

manuais que, dentre outros benefícios,

ajudam a prevenir doenças. “A

massagem é um procedimento de

saúde e traz benefícios, por exemplo,

para pessoas com câncer; pacientes

que fizeram cirurgia bucal; que

estão com depressão e problema

de circulação; que tomam muito

medicamento e acabam retendo

muito líquido”, explica Jucy. “Você

não precisa procurar a massagem

apenas quando busca um tratamento

estético”, aconselha Jucy. Para ela,

o ideal é incluir o procedimento na

rotina semanal. A seguir, alguns dos

serviços oferecidos pela massoterapeuta

e os benefícios associados aos

mesmos.

ATENDIMENTOS - ESPAÇO CUIDAR

R. ANTÔNIO MENDES, 57 - CENTRO, SAJ - BA

TELEFONE (75) 3631-2986 / 99163-9258

INSTAGRAM: @JUCY.MASSOTERAPEUTA

FACEBOOK: JUCY SANTOS MASSOTERAPEUTA

54 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

SAÚDE

DA PELE

DESTAQUE NA DERMATOLOGIA

CLÍNICA E ESTÉTICA, DRA. LIVIA

PRIORIZA SAÚDE, BEM-ESTAR

E AUTOESTIMA DO PACIENTE

Dra. Livia atua nas áreas de clínica dermatológica,

cosmiatria, laser e tricologia.

Apenas para se ter uma ideia, na

dermatologia estética são realizados

procedimentos para melhora da qualidade

da pele e da estruturação facial

do paciente, buscando-se a naturalidade

e ressaltando a beleza e a autoestima

de cada indivíduo, sem exageros.

Segundo Dra. Livia Martins, esses procedimentos

incluem os preenchimentos

faciais - conhecidos hoje como MD

Codes ou harmonização facial; botox,

peelings, microagulhamento para

cicatrizes de acne e melasma; laser

para manchas, rejuvenescimento, vasos

faciais e corporais, dentre outros.

Destacam-se, ainda, tratamentos para

alopecia androgenética, a calvície, com

aplicação de medicamentos específicos

no couro cabeludo associado ao

uso do laser.

Na área de dermatologia clínica, de

acordo com a Dra. Livia, doenças como

psoríase, dermatite seborreica; queda

de cabelo e acne são queixas muito

frequentes no consultório. No dia a dia

também é comum a retirada de sinais

e biópsia de pele.

ATENDIMENTO

Na região, o pioneirismo do trabalho

de Dra. Livia Martins inclui a aquisição,

junto com a também dermatologista

Dra. Aline Gontijo e a cirurgiã vascular,

Dra Mariana Terra, da primeira plataforma

de laser da região. O equipamento

é altamente recomendado para

rejuvenescimento facial, tratamento

de vasos faciais e corporais; depilação,

tratamento de manchas de sol e doenças

como rosácea, acne e onicomicose,

dentre outros.

De acordo com Dra. Livia, os tratamentos

dermatológicos estéticos fazem

parte hoje de uma demanda de saúde

na sua totalidade “de dentro pra fora

e de fora pra dentro”. “Com a melhora

da imagem e da autoestima, os tratamentos

dermatológicos impactam

diretamente na qualidade de vida do

indivíduo, no seu trabalho e no seu

ambiente social”, aponta.

Há uma tendência na dermatologia,

assim como em outras áreas, ela

afirma, de que o foco seja na prevenção,

principalmente em se tratando de

estética. Os resultados mais positivos

costumam advir dos pacientes que

procuram o tratamento médico com

maior brevidade. “Quanto mais cedo

iniciarmos, menos procedimentos

serão necessários e o ‘envelhecer bem’

se torna uma tarefa muito mais fácil de

ser alcançada e de uma forma natural”,

assegura.

“A fim de oferecer o melhor para o

nosso paciente, temos um espaço

aconchegante, acolhedor, com profissionais

competentes e bem formados,

que compõem uma equipe multidisciplinar

para atendimento em saúde”,

adiciona Dra. Livia. Fruto do investimento

em tecnologia, ainda segundo

ela, são possíveis resultados muito

satisfatórios nos tratamentos dos

pacientes.

Qual a hora certa de procurar

um dermatologista? Segundo

a Dra. Livia Cibele Gomes

Martins, se há alguma queixa

de pele, cabelos e unhas você

deve buscar um especialista

nesta área médica. “Ou, ainda,

se deseja melhorar a sua autoestima

e envelhecer bem, com

naturalidade”, recomenda.

Dra. Livia Martins é especialista

pela Sociedade Brasileira

de Dermatologia e membro

da Sociedade Brasileira de

Cirurgia Dermatológica. Antes,

realizou graduação na Universidade

Estadual de Santa Cruz

(UESC), em Ilhéus, residência

médica no Complexo Hospitalar

Universitário Professor

Edgard Santos (Hupes), em

Salvador, e estágio na Universidade

de Stanford, Califórnia.

ATENDIMENTOS

ESPAÇO CUIDAR: (75) 3631-5986

HOSPITAL SANTO ANTÔNIO: (75) 3637-3725

INSTAGRAM: @DRALIVIAMARTINS

56 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

57 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


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ALTRUÍSMO

Quando comemorou duas décadas de existência, em 27 de

julho de 2019, o Grupo CTO decidiu realizar uma ação em

benefício das pessoas que estavam na fila do Sistema Único

de Saúde (SUS): 200 exames de raio-x, gratuitos, para aqueles

que aguardavam a marcação há pelo menos um mês. Além

da ação altruísta, o Grupo também reinaugurou as suas instalações,

oferecendo mais conforto e otimização aos pacientes.

A autonomia conquistada ao longo dos últimos 10 anos

elevou a marca do Grupo CTO, reconhecido pelas caminhadas

– ao todo seis; corrida noturna, feiras de saúde; fórum social

para discutir a violência, dentre outros projetos. “A gente tem

uma visão diferenciada que busca uma integração dos serviços

com a comunidade”, pontua Dr. Everaldo.

HÁ DUAS DÉCADAS, INVICTO

NÚMERO UM NO SEGMENTO, GRUPO CTO É EXEMPLO DE

INTEGRAÇÃO ENTRE SERVIÇOS MÉDICOS E CIDADANIA

Historicamente, quando não havia a municipalização da saúde,

o CTO atendia pacientes via SUS. Apesar da descontinuidade,

a ação em que foram disponibilizados 200 exames para

a população, prestada com a mesma qualidade dedicada aos

pacientes regulares, atesta que o Grupo CTO jamais se eximiu

de sua responsabilidade social e empresarial –e o faz com a

notável dedicação.

“Para mim, o ‘dono’ da empresa é tanto quem usa, quanto os

colaboradores que nela atuam. Fizemos treinamentos recentes

com o grupo e investimos em equipamentos modernos,

buscando lhes dar mais autonomia, aprimorar as condutas,

fazer cumprir protocolos e, cada vez mais, oferecer um atendimento

seguro e humanizado”, adiciona Dr. Everaldo Júnior.

A notável expansão do setor de

saúde, no município, não destituiu

o Grupo CTO do posto de única

clínica especializada em serviços

de traumatologia e ortopedia. Além

da tradição, há 20 anos o empreendimento

é referência em promoção

de saúde e prevenção de doenças

e, ao mesmo tempo, destaque

quando o assunto é empreendedorismo

e inovação.

O Centro de Traumatologia e

Ortopedia (CTO) surgiu em 1999,

idealizado por seis jovens médicos,

vindos de Salvador. Dentre

eles, estava o médico ortopedista

Dr. Everaldo Ferreira Júnior, figura

pública reconhecida por serviços

prestados à comunidade.

Após visitarem várias cidades no

interior baiano, encontraram em

Santo Antônio de Jesus o local ideal

para pôr em prática o sonho de

atuar em medicina. “O caminho foi

árduo para a empresa se estabilizar

e alguns médicos desistiram

da sociedade. Eu continuei aqui:

sempre acreditando, ampliando

os serviços, promovendo saúde e

prevenindo doenças”, lembra Dr.

Everaldo. Graduado pela Escola

Bahiana de Medicina e Saúde Pública,

o médico ortopedista lembra

que o empreendimento passou a

se chamar Grupo CTO, há 10 anos,

após o fim da sociedade – e ao

passar a oferecer outros serviços

para além da dimensão ortopédica

e traumatológica. O centro multidisciplinar

conta hoje com uma

academia; serviço de fisioterapia,

saúde ocupacional e realização de

exames complementares.

Criada com o intuito de ser referência na área de traumatologia

e ortopedia, o Grupo CTO continua sendo a única nas

respectivas especialidades. Além de Dr. Everaldo, atuam também

respeitados médicos em subespecialidades como mão,

coluna e ortopediatria. Ao longo de 20 anos, são as pessoas

que fortalecem a estrutura da empresa, cuja espinha dorsal é

a empatia.

ATENDIMENTO

AV. BARROS E ALMEIDA, 292 - CENTRO, SAJ - BA

TELEFONE: (75) 3631-7444

INSTAGRAM: @CTOMULTICENTRO

FACEBOOK: GRUPO C.T.O

RESPONSÁVEL TÉCNICO:

DR. EVERALDO FERREIRA JUNIOR

CRM/BA - 12313

58 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

DE SORRISO NOVO

CONQUISTA DO SORRISO

O slogan do espaço Orthoestética é a “conquista

do sorriso” de cada paciente. Para isso, a clínica

investe em salas confortáveis e locais que

transmitem leveza e aconchego, respeitando os

padrões de qualidade sanitários. Mais do que oferecer

um ambiente para atender novas pessoas, a

Orthoestética busca imprimir o máximo cuidado,

acolhimento e apresentar possibilidades clínicas

personalizadas.

A equipe treinada, desde a recepção, até as salas

internas, mantém o atendimento em sintonia,

sem que o paciente se sinta “solto”. Para quem

conhece a marca, a inovação se revela no espaço

maior e na otimização dos serviços. Destaque-se

o time de mulheres na liderança, capaz de fazer o

máximo pela saúde bucal e estética da face dos

clientes.

INOVAÇÃO

ORTHOESTÉTICA INOVA EM INFRAESTRUTURA E SE DESTACA

POR ATENDIMENTO INTEGRAL E HUMANIZADO

A Orthoestética é uma empresa

à frente do seu tempo. Enquanto

outras clínicas do mesmo segmento

ainda não ousavam em associar

ortodontia e estética, explicitamente,

o empreendimento já transformava

a saúde bucal dos seus

clientes, utilizando parâmetros

estéticos dentários e faciais.

Especializada em odontologia

integrada, a Orthoestética está,

agora, mais ampla, confortável e

moderna, com um time de excelente

performance: Dra. Daniele

Martins, Dra. Paula Kauark, Dra.

Keila Oliveira e Dra. Paula Aguiar.

Ambas são profissionais especializadas

e altamente experientes nas

áreas de Ortodontia, Endodontia,

Estética, Prótese e Periodontia.

Além disso, oferecem Tecnologias

diferenciadas para melhor análise

do sorriso e estética facial.

A ideia de inovar e fortalecer o time de profissionais,

numa nova configuração societária, surgiu

após uma pesquisa de satisfação apontar para a

excelente qualidade dos resultados já promovidos

pela clínica, mas indicar que a recepção poderia

ser um pouco maior. O atendimento humanizado,

a facilidade de pagamento – o cliente pode utilizar

os convênios Odontoprev e Bradesco, por exemplo

– e a confiabilidade viabilizam do mais básico

ao mais complexo procedimento.

Ao chegar na Orthoestética, o paciente tem acesso

aos diagnósticos; inicia e finaliza os serviços

no próprio espaço, sem a necessidade de buscar

complementos em consultórios externos. Um diferencial

é a endondontia numa única sessão.

Comumente, o paciente retorna à clínica para

uma avaliação seis meses após o tratamento. O

trabalho das Dras. Daniele Martins, Paula Kauark,

Keila Oliveira e Paula Aguiar inclui tratar e monitorar

a saúde bucal dos pacientes. O resultado disso

é mais estética, mais saúde e mais felicidade para

cada uma das partes envolvidas na conquista do

sorriso.

ATENDIMENTO

RUA SETE DE SETEMBRO, 293 - CENTRO, SAJ - BA

TELEFONE: (75) 36319170 / 36313311

INSTAGRAM: @ORTHOESTETICASAJ

FACEBOOK: ORTHOESTÉTICA

60 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Original AUGE

TEXTO EDVAN LESSA | FOTOS MARCELO NUNES

#1

DE BECA PRETA E

JALECO BRANCO

PRIMEIRA TURMA DE MEDICINA DA

UFRB É A MAIS NEGRA DO BRASIL.

AUGE OUVIU 23 HISTÓRIAS DE

FORÇA E SENSIBILIDADE

A noite do dia 4 de julho apresentava temperatura amena.

Em contraponto ao clima externo, havia ebulição numa das

salas do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade

Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Santo Antônio

de Jesus. Reunida ali, em um debate acalorado, a primeira

turma de estudantes de Medicina da instituição discutia o

desfecho de uma trajetória acadêmica de dez anos.

A turma pioneira de Medicina ingressou na UFRB por meio

do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde (BIS), ofertado na

universidade desde o segundo semestre de 2009. A duração

do bacharelado é três anos e funciona como um curso de

graduação no qual o estudante adquire uma compreensão

abrangente da situação de saúde nas sociedades contemporâneas.

O projeto pedagógico da graduação em Medicina

foi aprovado no dia 11 de junho de 2013. Trata-se do primeiro

curso na área ofertado por uma universidade federal no

interior da Bahia. Quando foi autorizado, 60 vagas iniciais

chegaram a ser abertas – uma parte delas reservada aos

egressos do BIS. Em novembro daquele ano, egressos do

BIS se candidataram para ingressar no segundo ciclo de

estudos em Medicina, conferindo-lhes um segundo diploma.

Na época, foram aprovados 32 estudantes do bacharelado.

#2

Entre 2013 e 2014, período em que a professora

Luciana Santana dirigiu a Pró- reitoria de

Graduação da UFRB, foi elaborado o perfil dos

estudantes da primeira turma de ingressantes

no curso de medicina do CCS. Conforme relatório

do primeiro ano de gestão, a turma aprovada

era, predominantemente, do sexo feminino

(76,7%); 86% era natural no estado da Bahia

(86%); 66% havia cursado o ensino médio em

escola pública; 40% dos alunos se declararam

negros e 53,3% informaram renda familiar entre

um e dois salários mínimos.

“A principal diferença entre os estudantes do

curso de Medicina da UFRB, de outros cursos de

Medicina [no país], está no perfil social”, afirma

Santana. “Ao longo da história da universidade

no Brasil, uma característica marcante dos seus

estudantes foi a presença maciça de indivíduos

autodeclarados brancos e de alta renda, especialmente,

em curso de elevado prestígio social,

como o curso de Medicina”, observa.

Em um estudo publicado neste ano, a pesquisadora

Luciana Santana, em coautoria, observou

que o percentual de estudantes autodeclarados

brancos no ensino superior brasileiro foi de

38,3%, enquanto os autodeclarados negros, isto

é, pretos e pardos, chegava a 30%. Na UFRB,

este percentual chegou a 76,7% – 40% negros;

36,7% pardos – no curso de Medicina.

“Acredito que não encontraremos este percentual

de negros em outra universidade brasileira,

em curso de Medicina. Afirmo isso em função

de estudos que revelaram que, apesar da primazia

dos brancos nas universidades, – estão

ocorrendo mudanças em relação à presença de

pessoas da cor branca no campi brasileiros, em

todos os cursos – este fenômeno ocorre mais

lentamente nos cursos de Medicina”, pondera a

pesquisadora.

Tal cenário resulta, embora não exclusivamente,

da Lei de Cotas que incide nas federais. A Lei

nº 12.711/2012 garante a reserva de 50% das

matrículas por curso e turno nas universidades

federais e institutos federais de educação, ciência

e tecnologia a alunos oriundos integralmente

do ensino médio público, em cursos regulares

ou da educação de jovens e adultos. Os demais

50% das vagas permanecem para ampla concorrência.

#3

#4

62 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


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#15 #16

O Ministério da Educação (MEC) e Instituto

Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Anísio Teixeira (INEP), por meio das

respectivas assessorias de comunicação,

afirmaram não dispor de dados sobre o

perfil racial dos estudantes de medicina

por universidade brasileira. O Conselho

Regional de Medicina do Estado da Bahia

(Cremeb), conforme também informou a

própria assessoria de comunicação, não

tem, por exemplo, estatísticas referentes

aos médicos autodeclarados negros no

estado.

IMPACTO DA FORMAÇÃO

“Como a maioria dos médicos recém formados,

[os egressos da UFRB] necessitam

ganhar experiência e crescer profissionalmente,

ter condições de trabalho, etc. Por

serem oriundos da região, muitos devem

tentar permanecer no Recôncavo baiano”,

aconselha o vice-presidente do Cremeb

Julio Braga.

Na visão de Braga, apesar de as Diretrizes

Curriculares de Medicina de 2014, que normatizam

a formação do estudante de Medicina

brasileira, citarem a importância das

“culturas e práticas nacionais e regionais”,

a formação dos profissionais médicos enfrenta

desafios como a falta de campos de

estágio na graduação, residência médica,

corpo docente qualificado, faculdades com

custos elevadíssimos, dentre outros.

A Associação Médica Brasileira (AMB), ao

ser questionada sobre o impacto da formação

dos estudantes da UFRB no campo da

Saúde, enviou nota em que restringe-se à

manutenção da Moratória. Esta suspensão

proíbe a criação de escolas médicas por

cinco anos e prevê a criação um grupo de

trabalho com a participação da AMB e do

Conselho Federal de Medicina (CFM) para

realizar a reorientação da formação médica

no Brasil.

Com isso, seriam definidos os critérios de

abertura de novas escolas e de escolha

dos municípios, bem como para a avaliação

dos atuais cursos. “Assim, até que o

Grupo de Trabalho realize a reorientação

da formação, estabeleça os critérios para

avaliação dos cursos atuais e as escolas

sejam avaliadas, não há como opinar na

matéria”, divulgou a AMB.

COLAÇÃO DE GRAU

No começo de agosto, a turma pioneira de

Medicina da UFRB aguardava posicionamento

do colegiado do Centro de Ciências

da Saúde acerca da data de confirmação

da colação de grau. A previsão era que

ela acontecesse formalmente no dia 29 do

mesmo mês. A festa, para a qual a turma

já mobilizou recursos, ocorrerá nos 7, 8 e 9

de novembro, segundo um dos 23 egressos

da primeira turma de Medicina entrevistados

pela AUGE. Conforme os relatos, a

maioria tem preferência pela especialidade

medicina de família e comunidade, caracterizada

por atender as pessoas ao longo

de suas vidas, reunindo ações de promoção

e recuperação da saúde. Além disso,

estão presentes nos respectivos relatos as

experiências de racismo; empoderamento

e superação de obstáculos pessoais. A

seguir, trechos dos depoimentos.

#18

#19

#20

#21

#22 #23


“Ser médica sempre foi um grande

sonho. A minha maior inspiração

na escolha da área da Saúde

foi a minha mãe, que é técnica

em enfermagem. Vale pontuar

que situações de racismo se tornaram

bem mais frequentes em

minha vida desde a primeira vez

que resolvi anunciar à sociedade

sobre o sonho de ser médica.

Pretendo ser uma profissional

tal qual a minha formação me

propôs: médica do SUS, do povo

do Recôncavo baiano e comprometida

com a realidade social.

Espero também que a minha

conclusão deste ciclo seja mais

um exemplo de resistência para

jovens negros, de baixa renda e

da escola pública que sonham

em ingressar no ensino superior”.

#1 - Tayana Santos Barbosa,

28 anos, Conceição do Almeida

(Bahia)

“Cuidar do outro sempre foi

uma certeza em minha vida. A

medicina, por outro lado, nunca

foi a primeira opção. Afinal, não

é muito comum que uma mulher

preta, de família humilde, estudante

de escola pública, filha de

motorista de táxi e agente comunitária

de saúde se torne médica,

não é mesmo? A meu ver, a

formatura de uma mulher preta

representa um ato político e de

resistência. Espero que eu possa

ser um exemplo para as meninas

negras que sonham em ingressar

em uma universidade. Acredito

que iniciar a carreira profissional

diante do atual cenário político,

econômico e social do nosso país

será um desafio importante”.

#2 - Reisyanne Cristinne Santos

Lopes, 30 anos, Feira de Santana

(Bahia)

“O curso de Medicina se apresentou

para mim, primeiro, como

uma forma de cuidar e ser útil

para o outro e, depois, como

um caminho para dar uma vida

melhor a meus pais. Eu pretendo

atuar um tempo na Atenção

Básica por acreditar que para

o médico recém-formado esse

é um campo fundamental. Ser

um médico negro, de origem

humilde, tendo sido formado

como primeira turma em uma

universidade relativamente nova

será desafiador. Sobretudo, por

adentrar em um espaço historicamente

ocupado por gente

branca e privilegiada. Gratidão

aos que me antecederam e força

aos que estão por vir. Não retrocederemos”.

#3 - Vinícius Oliveira de Miranda

Pereira, 26 anos, Salvador

(Bahia)

“Estudar numa universidade federal

foi uma experiência incrível.

Mas houve muitas lágrimas derramadas;

sofrimento por vivenciar

a descrença diária de muitos

colegas e alguns professores; injustiça

e preconceito. Hoje posso

afirmar que transformei a dor em

força para continuar seguindo e

ajudar aqueles que necessitam

de meu amor e profissionalismo.

Espero conseguir desempenhar

minha profissão com ética e

respeito, sem jamais esquecer

de onde vim. Quero muito ter

a oportunidade de incentivar

outros sonhadores, assim como

eu, mulher negra, a colocar seus

planos em prática”.

#4 - Letícia Aparecida Almeida

Santos, 34 anos, Santo Antônio

de Jesus (Bahia)

“Pretendo ser elemento atuante

na construção de uma saúde

pública universal, integral e que

atenda as pessoas de acordo

com suas necessidades com

plena capacidade técnico-operacional.

Difícil e utópico, não é?!

Só que eu acredito na utopia tal

qual fala Eduardo Galeano. E eu

não deixo de caminhar. Certa

vez, enquanto brincavam, uma

amiga da minha irmã disse que

não poderia ser médica porque

não havia médica da cor dela.

Abri o WhatsApp no grupo da

sala e fui mostrando cada colega

negra que se tornaria médica. A

amiguinha da minha irmã viu as

fotos, pegou o estetoscópio de

plástico e foi atender as bonecas

dela. A primeira turma já é a mudança

que se quer para o futuro.

Eu tenho muito orgulho disso”.

#5 - Adrian São Pedro Silva, 28

anos, Salvador (Bahia)

“Medicina nem sempre foi a minha

primeira escolha. Ao iniciar o

BIS, acabei me apaixonando pela

área. Foi necessária muita luta

para cursar Medicina. Por ser um

curso novo, ninguém acreditou

que seria possível. Foram três

anos amando o que estava

fazendo para conseguir aguentar

as piadas dos colegas de outros

cursos dizendo que nunca faríamos

Medicina. Lutamos contra

a falta de professor e estrutura.

Considero que, agora, um dos

desafios é fazer funcionar o SUS,

conforme está no papel, para

melhorar a saúde do Brasil”.

#6 - Rodolpho Alves Barbosa

Santana, 30 anos, Itaberaba

(Bahia)

“Por sermos a primeira turma de

Medicina da UFRB, sofremos o

ônus de cursar e nos adequar às

mudanças da grade curricular em

construção. Fizemos o papel de

desbravadores nesse processo;

cobrando, discutindo e promovendo

questionamentos à instituição.

Antes de cursar o BIS e Medicina,

eu era desafiada como esposa

e mãe. A partir de agora, espero

pôr em prática uma medicina

mais preventiva, e não só curativa.

Ou seja, com um olhar mais

na saúde e não só na doença”.

#7 - Sálua Sofia Azevedo Tanure

Coelho, 54 anos, Belo Horizonte

(Minas Gerais)

“Hoje estou aqui, vivendo o sonho

de Deus para a minha vida.

Nasci na periferia, em uma família

com poucos recursos e sempre

estudei em escola pública. Nunca

ousei sonhar cursar Medicina. A

UFRB me ajudou a amadurecer,

pois foram dez longos anos desde

o início da graduação no BIS.

Foram também anos de muitas

lutas e algumas situações geradoras

de sofrimento. Os desafios

profissionais incluem ingressar

em uma residência médica e

encarar o mercado de trabalho

como recém-formada aqui na minha

região onde já atuam muitos

médicos, “filhos da terra”, com

carreiras consolidadas”.

#8 - Aline Menezes de Souza

Santana, 31 anos, Santo Antônio

de Jesus (Bahia)

“A jornada foi longa, cansativa

e houve muitos obstáculos. Mas

estamos chegando ao final e

agradeço a todas às pessoas

envolvidas na chegada e consolidação

do curso. Gratidão aos professores

que se dedicaram a nos

dar o seu melhor; aos hospitais,

Centro de Atenção Psicossocial

(CAPS) e Unidades de Saúde da

Família (USFs) que nos acolheram

e foi onde pudemos compartilhar

conhecimentos. À minha mãe,

que se dedicou aos meus filhos

enquanto eu estava exaustivamente

estudando diuturnamente,

e ao meu esposo que aguentou

as pontas em todos os sentidos.

Espero contribuir e retribuir com

muita dedicação a esta oportunidade

que a mim foi concedida”.

#9 - Ana Maria Vieira da Silva,

38 anos, Santo Antônio de Jesus

“Medicina não foi meu sonho

desde criança porque, socioculturalmente,

crianças e indivíduos

negros não são estimulados a

acreditar que esse é um sonho

possível para eles, para nós. Cursando

o BIS, comecei a me ver e

a acreditar nesse “lugar médico”

e a perceber que posso ser a

representatividade negra que eu

não tive. Terei que provar diariamente

que sou mulher, negra

e posso, sim, ser médica. Essa

já é uma luta diária – por vezes

invisibilizada pela maioria das

pessoas com as quais já estou

familiarizada. Por isso, procuro

sempre me fortalecer compartilhando

vivências e sentimentos

com meus pares”.

#10 - Nadjane Rodrigues Santos,

28 anos, Feira de Santana

(Bahia)

“Passei uma década me preparando

para que então chegasse o

momento de atuar como médica

generalista e levar um pouco de

conforto e esperança aos que

mais necessitam. A especialidade

médica que me encanta hoje é

a medicina de família e comunidade,

pois ela leva o profissional

médico a ter um olhar holístico

sobre o paciente. Os desafios

impostos logo após a conclusão

do curso serão muitos: dificuldade

de inserção no mercado de

trabalho por ser recém-formada;

jornadas de trabalho extensas;

número exaustivo de pacientes

para atendermos em pouco tempo;

abdicação de tempo com a

família, e necessidade constante

de atualização dos estudos”.

#11 - Maria Claudia de Melo Argolo,

33 anos, Mutuípe (Bahia)

“Na minha experiência, resisti

e me permiti construir laços de

amizade, e compartilhar conhecimento

com pessoas que

somaram na minha formação

acadêmica nos anos de UFRB.

Quero atuar em Unidade de Saúde

da Família (USF) e em urgência

e emergência hospitalar no

Recôncavo baiano. Medicina de

família e comunidade é a área de

maior interesse e sempre esteve

presente na minha trajetória no

curso. Ser um homem negro, de

família humilde em um espaço

antes ocupado por maioria branca

e representar a primeira turma

de médicos formada aqui no Recôncavo

estão dentre os maiores

desafios e responsabilidades”.

#12 - Antonio Wagner de Souza

Oliveira Nogueira, 30 anos, Almenaras

(Minas Gerais)

66 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 67 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


“Considero que foi essencial a

passagem pela UFRB, mesmo

vivenciando muitos entraves ao

longo do curso. Concluir dois

cursos de graduação ao longo

de dez anos fez com que o caminho

fosse árduo e, às vezes,

parecesse interminável. Eu era

lavradora. Vim trabalhar como

técnica em enfermagem efetiva

no município e hoje trabalho no

Serviço de Atendimento Móvel

de Urgência (SAMU) do Reconvale.

Sei que haverá desafios

na atuação, mas a vida e a

universidade vieram me lapidando

para que este momento

chegasse e fosse enfrentado

com plenitude”.

#13 - Daniela Santos de Jesus,

32 anos, Nazaré das Farinhas

(Bahia)

“Talvez a situação mais marcante

de qualquer estudante de

Medicina seja perder o primeiro

paciente. Comigo não foi diferente.

Senti como se fosse meu

parente e achei que poderia ter

feito mais para salvá-lo. A gente

se sente impotente diante da

morte, e ainda vejo esse assunto

como um grande tabu. Gosto

de trabalhar com emergência

e crianças. Por isso, acabei

escolhendo a cirurgia pediátrica.

Espero poder proporcionar

um atendimento humanizado

e de qualidade às pessoas e

também ajudar a minha família

num primeiro momento”.

#14 - Lívia Moreira de Souza

Cedraz, 30 anos, Ibotirama

(Bahia)

“O BIS me permitiu expandir

horizontes. Busquei uma

profissão que me fizesse refletir

e aprender mais sobre a vida

todos os dias. Acho que vai

ser maravilhoso esse início no

mercado de trabalho, ocupando

espaços como primeira turma

de Medicina do Recôncavo.

Pretendo inicialmente atuar

como generalista por um tempo

e depois seguir a especialidade

de cirurgia geral. Gostaria de

retribuir à comunidade, com o

meu trabalho, o acolhimento,

carinho, respeito e comprometimento

que recebi enquanto

estudante da UFRB”.

#15 - Lissandra Leane Sacramento

Caldeira, 27 anos,

Alagoinhas (Bahia)

“Eu, diferente da maioria das

jovens negras, sem a mesma

oportunidade, ocupei esse lugar

e hoje vejo que ele nos pertence,

apesar de nos dizerem

o contrário. Talvez tenha sido

esse o motivo para que nunca

tenha passado pela minha cabeça

que um dia eu pudesse fazer

Medicina, apesar de sempre

gostar da área da Saúde e de

lidar com pessoas. Sem dúvida,

um dos maiores desafios a

partir de agora é enfrentar o racismo

institucional no mercado

de trabalho, já que a sociedade

está acostumada com outro

“padrão” de médico. Embora

seja sucateado e esteja sofrendo

um processo de desmonte,

quero trabalhar no SUS, pois

esta é uma grande conquista

do povo brasileiro”.

#16 - Fabíola Fabianne Dantas

de Souza, 28 anos, Serrinha

(Bahia)

“O contato com os pacientes

sempre é algo marcante,

esplêndido. Cada um traz uma

singularidade extraordinária.

Com eles e por eles eu já sorri

e sofri, mas sempre me deixam

com a certeza de que tenho

muito a aprender. A Medicina

sempre foi um sonho em

minha vida. Acredito que cuidar

das pessoas é a forma mais

autêntica de existência. E é

maravilhoso ter uma universidade

federal em minha cidade

e, melhor ainda, com o curso de

Medicina. Tudo se encaminhou

para que eu conseguisse alcançar

esse sonho”.

#17 - Fernanda de Souza Agapito,

28 anos, Santo Antônio

de Jesus (Bahia)

“Foi na UFRB que me descobri

mulher preta. Aprendi sobre

lutas, militância e sobre quem

sou e qual o meu propósito nesse

lugar que ocupo no mundo.

Em um certo dia, fazendo uma

visita domiciliar, uma senhora

– que era minha paciente e

que tinha sofrido um Acidente

Vascular Cerebral (AVC) – segurou

minha mão e disse ao neto

que estava ao lado: “Ela é das

nossas, ela é preta e é médica”.

Eles sorriram e eu me emocionei

enquanto ela me encorajava

a seguir sem desistir, apertando

a minha mão.Enfrentar um

mundo machista e racista, sendo

uma mulher preta, ocupando

um lugar que socialmente

não é projetado para mim não

vai ser agradável, mas eu estou

aqui para desagradar mesmo”.

#18 - Francine Lima da Conceição,

29 anos, São Félix (Bahia)

“Eu ingressei na UFRB há 10

anos. Há uma vida, não é?! A

nossa turma lutou muito por

melhorias e por um curso com

a qualidade necessária para

que nos tornássemos profissionais

aptos a lidar com as adversidades,

e nos preparar para

a vida em si. A minha mãe

foi o grande motivo para eu

escolher o curso de Medicina,

devido à dificuldade que ela

tinha em ter acesso a médicos

no SUS. Apesar dos desafios,

dentre eles o mercado

de trabalho, buscarei trazer à

população do Recôncavo uma

medicina diferenciada, mais

humanizada, e que saberá

compreender o paciente como

um todo, ou seja, o contexto

no qual ele está inserido e não

apenas a doença”.

#19 - Juliete de Jesus Santos,

29 anos, Laje (Bahia)

“Decidi a fazer Medicina por

maior afinidade com as disciplinas

do curso e por acreditar

também no impacto social que

a minha formação teria para o

Recôncavo.

O fato de sermos egressos

de uma universidade nova e

Medicina ser um curso recém-

-implantado configuram alguns

dos desafios para nós enquanto

profissionais. Ser da primeira

turma traz o “peso” de estar

levando a “cara” da UFRB

comigo. A missão é fazer com

que as pessoas conheçam a

UFRB e a qualidade do curso

de Medicina no mercado de

trabalho”.

#20 - Keline Santos de Carvalho,

27 anos, Amargosa

(Bahia)

“O racismo está entre os

principais desafios impostos a

mim porque sou mulher negra

e o perfil de médico esperado

pela sociedade não é o meu.

No início da graduação, vivi

uma situação muito marcante

quando a turma foi para um

congresso e lá um professor

nosso falou que a primeira

turma de Medicina da UFRB

tinha maioria negra nessa área

em todo o Brasil. A reação de

vários professores e doutores

indicava que nós, alunos

negros, estávamos “sujando a

medicina”. Dali por diante teria

que provar a todo momento

que eu, negra, egressa de escola

pública e vinda de família

humilde, era capaz, sim, de me

tornar médica”.

#21 - Lícia Moreira Reis, 29

anos, Santo Antônio de Jesus

“Através da experiência na

universidade, aprendi a superar

minhas dificuldades, vencer a

timidez e enxergar a medicina

de forma mais sensível. Na

universidade, convivi com a

diversidade, pois a UFRB é um

ambiente multiplural e tem o

seu povo do Recôncavo muito

bem representado em todos os

campi. As minhas perspectivas

de atuação profissional incluem

aplicar o que foi aprendido

durante a formação e oferecer

um atendimento qualificado à

comunidade, desmistificando a

figura do médico ou da médica

enquanto “herói” ou “heroína”

distante do convívio social”.

#22 - Letícia Leão de Oliveira

Falcão, 31 anos, Conceição do

Coité (Bahia)

“A medicina é um novo desafio

a cada paciente. Ser a primeira

turma de um curso como

o nosso com certeza não foi

fácil. A dificuldade de conseguir

professores, lidar com os preconceitos

em relação ao curso

anterior; abrir todas as portas e

conquistar espaços de estágio.

Mas como me disseram várias

vezes, quem faz o curso são

os alunos e todos dessa turma

obtivemos conquistas incríveis

ao longo desses anos. Com

certeza será uma vitória para

mim e para aqueles que me

apoiaram de alguma forma

durante a caminhada.

Tainar Cerqueira Lima, 27 anos,

“Cabaceiras do Paraguaçú

68 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 69 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Original AUGE

PROCESSO SELETIVO

No dia 24 de agosto, o Centro Acadêmico

de Medicina Professora Dra.

Clara Maia Bastos, da UFRB, emitiu

uma nota de repúdio ao Edital Nº

01/2019 da prefeitura municipal de

Santo Antônio de Jesus referente

ao processo seletivo para a contratação

de médicos que atuarão na

Atenção Básica municipal.

A exigência da residência em clínica

médica ou a especialização em

Clínica Médica foi criticada por não

permitir que os egressos da universidade,

com ênfase em medicina de

família e comunidade, concorram

ao certame.

“Reiteramos que os profissionais

formados pela UFRB detêm as competências

e habilidades necessárias

para o exercício da Medicina (...)”,

expõe trecho da nota divulgada no

Instagram do Centro Acadêmico.

Ainda conforme a postagem, tal

requisito está em desacordo com a

Política Nacional de Atenção Básica

(PNAB) do Ministério da Saúde.

“Acho importante [a manifestação

de repúdio] e concordo plenamente

com a nota”, afirma a professora

Luciana Alaíde. Até o fechamento

desta edição, a prefeitura municipal

ainda não havia se posicionado. A

AUGE também não obteve resposta

do Cremeb, e não conseguiu

contato com a AMB e o Sindicato

dos Médicos do Estado da Bahia

(Sindmed).

* Colaborou Nádia Conceição

70 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019 71 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


FOTOS ISRAEL PIRES

academiaespacofit


Mural

POR: EDVAN LESSA | FOTO: KESSIA CAMPOS

APP SOLIDÁRIO

IDEIA PREMIADA MOSTRA VOCAÇÃO DO IFBA SAJ EM

DESENVOLVER SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS INOVADORAS

Quase três mil e quinhentas pessoas

assistiram ao vídeo “Doação

na mão” em que Aldinei Vitor,

estudante do curso de Produção

Multimídia do Instituto Federal

Baiano (IFBA), campus Santo

Antônio de Jesus, apresenta um

aplicativo inovador que conecta

pacientes com necessidade de

transfusão de sangue e possíveis

doadores. A ideia premiada num

concurso do Departamento de

Inovação da Pró-reitoria de Pesquisa,

Pós-graduação e Inovação

do IFBA, em Salvador, traz implícito

o impacto social do ensino

superior público.

Aldinei levou 30 dias para desenvolver

a ideia por completo do

aplicativo Doação na Mão e ficou

em segundo lugar na premiação

entre os discentes. Além do aplicativo,

ele precisou realizar um

pitch - apresentação objetiva de

três a cinco minutos com intuito

de despertar o interesse da outra

parte, seja investidor ou cliente,

por um negócio - no qual ficou

em terceiro.

“Atualmente, eu trabalho diretamente

ligado ao processo

de doação de sangue em uma

unidade da Hemoba e posso ver

de perto a dificuldade enfrentada

para manter os estoques de

sangue satisfatórios para atender

toda a rede pública baiana”,

explica Aldinei Vitor. “Foi pensando

em minimizar essa demanda

que tive essa ideia, pois a maioria

das pessoas hoje faz uso de um

smartphone e tende a compartilhar

seus momentos em redes

sociais”, adiciona.

Os dados dos possíveis doadores

e dos pacientes são cadastrados

no programa. O aplicativo então

se encarrega de avisar aos doadores

quando houver paciente

necessitando de doação do mesmo

grupo sanguíneo que o deles,

na sua região de domicílio.

De acordo com France Arnaut,

professor do IFBA que orientou o

projeto, o campus Santo Antônio

de Jesus tem vocação para a

área de Tecnologia da Informação

e os alunos formados podem

desenvolver soluções tecnológicas

inovadoras no âmbito dos

serviços de saúde. “O campus

de Santo Antônio de Jesus é um

dos mais recentes resultados

da política de expansão do IFBA

vivida nos últimos anos. Suas

obras foram iniciadas em 2013 e

finalizadas em 2015. A partir de

2016, iniciou suas atividades acadêmicas

oferecendo cursos de

Formação Inicial e Continuada”,

finaliza Arnaut.

74 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Informe

FIM DA PÓLIO

CAMPANHA

Atualmente, está andamento

uma campanha para erradicação

da doença. A meta é

que o feito ocorra no dia 24 de

outubro de 2019, Dia Mundial

de Combate à Pólio.

Na página endpolio.org é

possível fazer doações em

dinheiro a partir de R$30. De

acordo com a organização

internacional, se a pólio não

for erradicada dentro dos

próximos 10 anos poderá

haver 200 mil novos casos da

doença anualmente.

Ainda que a pólio seja endêmica

de somente três países,

Afeganistão, Paquistão e

Nigéria, segundo a Organização

Mundial da Saúde (OMS),

devido à incidência ser maior

em crianças, menores de idade

de outras partes do mundo

estarão expostos à paralisia

infantil. A pólio afeta, principalmente,

meninos e meninas

de cinco anos de idade.

Para os subgrupos da geração

millennials, nascida

depois dos anos 1980, essa

doença pode soar totalmente

desconhecida. No entanto, a

campanha de vacinação da

“gotinha” – vacina oral (VOP)

–, bastante nostálgica, faz

lembrar o apelo midiático da

campanha contra a pólio nos

anos 1990 e início dos anos

2000. Atualmente, a vacina

também é injetável.

A vacina, criada pelo cientista

americano Albert Sabin na década

de 1950, apresenta baixo

custo e é de fácil administração.

No Brasil, graças a ela,

há 24 anos não há registro de

ataques do poliovírus selvagem.

Em 2018, o Ministério da

Saúde informou haver alto

risco de retorno da pólio em

312 cidades, após um registro

da doença na Venezuela e

a circulação do vírus em 23

países nos últimos três anos.

Sob o risco, a ação do Rotary

Club Internacional, mais do

que necessária, é urgente.

ROTARY CLUB INTERNACIONAL QUER

ELIMINAR DEFINITIVAMENTE CASOS

ENTRE CRIANÇAS DE ATÉ CINCO ANOS

Em Santo Antônio de Jesus, o Rotary Club local

entra para a história com uma campanha para

construção de cinco Unidades de Terapia Intensiva

(UTI) neonatal para o Hospital e Maternidade Luiz

Argolo Santa Casa de Misericórdia. No mundo, o

Rotary Club Internacional está na contagem regressiva

para outro feito significativo, numa escala sem

precedentes: erradicar a poliomielite para sempre.

A pólio ou paralisia infantil, como é conhecida, é

uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus,

que pode infectar crianças e adultos. O contágio

pode se dar no contato direto com fezes ou

com secreções eliminadas pela boca das pessoas

doentes e provocar ou não paralisia. Em casos graves,

quando acontecem as paralisias dos músculos,

os membros inferiores são os mais atingidos.

Embora não haja cura, a pólio pode ser prevenida

pela vacina, usada pelo Rotary Club e seus parceiros

para imunizar mais de 2,5 bilhões de crianças

no mundo inteiro. Desde 1988, o Rotary Club

reduziu o número de casos de pólio em 99,9%. No

ano anterior, foram registrados 29 casos em todo o

mundo.

2000

Um recorde de 550 milhões

de crianças – quase 1/10

da população mundial

– recebem a vacina oral

contra a pólio. O Pacífico

Ocidental, que abrange

da Austrália à China, é

declarado livre da paralisia

infantil.

1988

Com 350.000 casos

anuais da doença ocorrendo

em 125 países,

o Rotary Internacional

e a OMS lançam a

Iniciativa Global de

Erradicação da Pólio.

CONTRIBUA

2003

A Fundação Rotária arrecada

US$119 milhões em um ano.

O total contribuído pelo Rotary

ultrapassa US$500 milhões.

A paralisia infantil continua

endêmica em seis países: Afeganistão,

Egito, Índia, Níger,

Nigéria e Paquistão.

1994

A Comissão

Internacional para

a Certificação

da Poliomielite

anuncia que a pólio

foi eliminada das

Américas.

ENDPOLIO.ORG

2012

Por ficar mais de um ano sem

registrar um caso de pólio, a

Índia é retirada da lista de países

endêmicos. O vírus resiste

agora em três países. O Rotary

ultrapassa sua meta de arrecadação

de US$200 milhões

cinco meses antes do prazo.

1995

Agentes da saúde e voluntários

imunizam 165 milhões de

crianças na China e na Índia em

uma única semana. O Rotary

lança o programa Parceiros Pólio

Plus, capacitando os rotarianos

em países livres da pólio a dar

suporte a rotarianos de países

afetados pela paralisia infantil.

2014

A Índia passa três anos sem

nenhum caso de pólio provocado

pelo vírus selvagem.

Com isso, a OMS certifica o

Sudeste Asiático como livre

da pólio. Os casos de paralisia

infantil computam redução

de mais de 99% desde 1988.

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77 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Publieditorial

POR: RAFAEL LOPES | FOTOS: DIVULGAÇÃO

LIDERAR NA PRÁTICA

APÓS QUALIFICAÇÃO NO SEBRAE, EMPREENDEDORA

MELHORA GESTÃO DE CLÍNICA EM AMARGOSA


“ADORO FAZER CURSOS E

PERCEBI QUE [O LIDERAR

O FUTURO] NÃO PECOU

NA QUALIDADE. REALMEN-

TE, FOI UMA EXPERIÊNCIA

MUITO INTERESSANTE PARA

AGREGARMOS NA GESTÃO.

O LIDERAR FOI MUITO BEM

FUNDAMENTADO E BEM

EXECUTADO”, CONTA.

Até aqui, ela diz, o Sebrae tem

proporcionado uma formação

acessível e relevante para

todas as empresas da região.

Sampaio participará da próxima

turma do Empretec - um

importante seminário sobre

características empreendedoras

-, em Amargosa.

“Há cursos muito caros por

aí afora e o investimento que

você tem com os cursos do

Sebrae não é alto”, avalia. “O

principal [aspecto] desse trabalho

do Sebrae é instaurar uma

cultura de que a empresa é

tudo e de que precisamos nos

atualizar sempre”, acrescenta.

GESTÃO NA PRÁTICA

De família empreendedora, a

fisioterapeuta salienta que já

realiza reuniões de liderança

no próprio empreendimento,

colocando em prática os

conhecimentos do Liderar o

Futuro. Na visão de Sampaio,

os tempos mudaram e é preciso

acompanhar a dinâmica

de mercado que requer se

qualificar e pôr em ação novos

conhecimentos.

“Depois do Liderar, nos atentamos

para a importância do

trabalho na comunidade, algo

que já vínhamos fazendo há

um tempo, não cobrando a

prestação de serviços para o

público carente, por exemplo”,

revela. “Porém, seguimos trabalhando

na nossa equipe que

não é só o carente que precisa

de um olhar especial, mas a

comunidade como um todo,

daí a necessidade da empatia

no cotidiano”, adiciona.

Para Flávia, o fruto do trabalho

na gestão não se resume

ao resultado imediato em

números. “Tornar sua empresa

sustentável é muito mais

seguro do que ter um pico de

lucro por alguma ação pontual”,

completa.

O gerente regional do Sebrae

em Santo Antônio de Jesus,

Carlos Henrique Oliveira,

destaca a importância do

Liderar o Futuro. “O programa

alcançou bons resultados e

pode proporcionar um desenvolvimento

maior no município.

Já conseguimos visualizar projetos

importantes que poderão

inserir Amargosa cada vez

mais numa posição de cidade

empreendedora e proporcionar

também qualidade de vida”,

pontua.

Flávia Daniela Sampaio é fisioterapeuta e trabalha com seu esposo na gestão da clínica Usemed, empresa

instalada em duas cidades do interior baiano. Com 18 anos no mercado, o empreendimento possui

unidades em Amargosa, Iaçu e agora está expandindo as atividades para o município de Itaberaba.

Visando “lapidar” o próprio negócio, a empreendedora participou do programa Liderar o Futuro, do Sebrae,

e conseguiu melhorar a gestão e liderança na empresa. De acordo com a fisioterapeuta, a capacitação

proporcionou a ampliação da visão sobre o negócio.

AGÊNCIA DO SEBRAE DE NOTÍCIAS BAHIA

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79 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019


Em tempo

TEXTO: EDVAN LESSA

A COR DO

RESPEITO

NO AGOSTO LILÁS FALTA

AGENDA EFETIVA DE

PROTEÇÃO PELO FIM

DA VIOLÊNCIA CONTRA

A MULHER

“O pouco que eu tenho pra falar da

minha história de vida com homem:

sofrimento. Não em palavras de galinha

e vaca, mas tomar tapa, murro”,

resume Violeta, 39 anos, dona de

casa. De acordo com ela, seu antigo

companheiro lhe deixava constantes

marcas roxas e quase provocou um

aborto, após socar a barriga dela.

“Ser espancada por certos tipos

de cafajeste, isso pra mim não dá

[mais]”, acrescenta.

Violeta, cujo nome foi alterado para

preservar a sua identidade, jamais

denunciou o ex-companheiro. Segundo

o Código Penal, caso houvesse à

denúncia, ele seria responsabilizado

pela Lei 11.340/06, a Lei Maria da Penha,

que tornou mais rigorosa a punição

para agressões contra mulheres.

O nome da lei é uma homenagem

a Maria da Penha Maia,

que foi agredida pelo marido

durante seis anos até se tornar

paraplégica, depois de sofrer

atentado com arma de fogo,

em 1983. Nos 13 anos da lei,

em 7 de agosto, inúmeras

ações de sensibilização ocorreram

Brasil afora, dentre elas,

o Agosto Lilás, comemorado

desde 2018 e que remete à defesa

pelos direitos da mulher e

conclama por menos violência.

Em Santo Antônio de Jesus,

apesar dos avanços, não há

polícias em rede de combate e

enfrentamento à violência contra

a mulher, segundo a professora

e jurista Carla de Quadros,

membro do Conselho Municipal

dos Direitos das Mulheres. “Os

órgãos fazem o monitoramento

dos casos isoladamente, mas a

gente não tem uma política de

enfretamento no que se refere

ao poder público. Há um pacto

de combate à violência contra

a mulher assinado, mas não

existe a rede”, salienta.

Ainda de acordo com a pesquisadora,

algumas instituições,

incluindo o Conselho da Mulher,

se reuniram e tornaram possível

a criação do Núcleo de Apoio

à Mulher (NAM), que funciona

na Delegacia de Polícia Civil de

Santo Antônio de Jesus com

a presença de uma delegada.

“Efetivamente, as políticas têm

sido [marcadas] por rodas de

conversa, acompanhamento,

oitiva e esforços unilaterais, não

como uma rede”, reitera.

Na Prefeitura Municipal, as

ações desenvolvidas para

mulher são realizadas pela

Secretaria de Assistência Social,

através do Centro de Referência

de Assistência Social (CRAS).

Esse é um serviço de proteção

básica que trabalha com a prevenção

da violência. Há, ainda,

o Centro de Referência Especializado

de Assistência Social

(CREAS), serviço de proteção

que atende famílias e indivíduos

vítimas de violência ou violação

de direitos.

“O CREAS realiza rodas de

diálogos com as comunidades

referenciadas pelos CRAS sobre

a violência de gênero e temáticas

transversais, como abuso

sexual, fluxos de atendimento

do SUAS [Sistema Único de

Assistência Social], Lei Maria

da Penha, entre outros”, afirma

Aryani Dias, coordenadora do

CREAS. Ainda de acordo com

ela, o enfrentamento à violência

contra mulher ocorreria com

articulação de uma rede, mas

ainda seria preciso mais diálogo

até a efetiva prevenção desse

tipo de violência.

Segundo o defensor Gustavo

Pereira Silva, da 3ª Defensoria

Pública de Santo Antônio de

Jesus, a cidade apresenta um

alarmante quadro de violência

contra a mulher, decorrente da

grande quantidade de casos

somada com a ausência de

políticas públicas voltada para

o enfrentamento da questão e

acolhimento da mulher vítima.

Ainda conforme o defensor,

não há serviços públicos de

apoio psicossocial às mulheres

na localidade. “Este fato, de

forma significativa, impede ou

dificulta que o ciclo de violência

doméstica venha a cessar, bem

como que se assegure de forma

mais eficaz a saúde mental da

vítima”, observa.

EMPODERAMENTO

A psicóloga Maria Guadalupe

Souza é palestrante e multiplicadora

voluntária do Ela Pode,

programa que encoraja mulheres

a empreender. Segundo

ela, esta é uma ponte para o

empoderamento feminino. “Ele

possibilita que as mulheres

aumentem seus rendimentos,

gera empregos e principalmente

promove a independência

econômica, possibilitando que

ela seja dona de sua própria

vida. Outro aspecto importante

é que ele também promove a

interrupção de ciclos de violência,

contra ela e seus filhos”,

reforça.

80 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

81 . AUGE SAÚDE . EDIÇÃO 34 | 2019

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