Revista dos Pneus 56

apcomunicacao

MICHELIN UPTIS O pneu que dispensa ar

REPORTAGEM Em pista com a Triangle Tyres

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

56

Setembro 2019

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Trimestral

Entrevista MIKE RIGNALL

Senior marketing manager da Toyo Tires

Europe explica a importância do Velho

Continente para a estratégia da marca

fedima

50 anos de história

Viagem às raízes da

Recauchutagem 31 pela voz

de um dos seus fundadores

JAntes

Processo de Produção

Mercado disponibiliza um vasto

leque de opções que cumprem os

exigentes requisitos dos OEM

DIGITALIZAÇÃO

tecnologia

sobre rodas

Investimento seguro | Rentabilizar negócio | Exemplos dos fabricantes


O pneu de Altas Prestações

que junta o desportivismo e a

sustentabilidade

O equilíbrio perfeito entre

o rendimento, o conforto

e a segurança

A escolha mais inteligente e

ecológica para o condutor atual

SINTA A CONEXÃO

O que o separa da estrada é o que o une a ela

www.hankooktire.com/es

02 | Revista dos Pneus | Outubro 2016


Editorial

Diretor

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

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Redação

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Trimestral

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DOS PNEUS

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Urgente repensar

estratégia

JOÃO VIEIRA, Diretor

Nunca o negócio do comércio de

pneus foi tão exigente a nível

de conhecimento técnico, de

gestão e de criatividade. Num

mercado cada vez mais competitivo,

as empresas têm de fazer mais com

menos e saber responder às novas necessidades

dos clientes. É cada vez mais importante

os empresários do setor analisarem o que se

está a passar no mercado e tirarem as suas

conclusões.

Factos recentes deixam antever uma redução

significativa na venda de pneus. Referimo-nos

às declarações do Ministro do Ambiente e da

Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes,

sobre a questão dos veículos Diesel

e, também, da entrada em vigor dos novos

passes sociais. Relativamente às declarações

do membro do Governo liderado por António

Costa, muitos condutores começam a optar por

veículos a gasolina e elétricos, supostamente

mais amigos do ambiente. Preocupados com

a autonomia, conduzem mais devagar, desgastando

menos os pneus. Por outro lado, os

novos passes retiraram já imensos automóveis

de circulação.

Com a diminuição prevista da venda de pneus,

os problemas vão agravar-se para distribuidores

e retalhistas, num setor que já se encontra

em contração pelo enorme “esmagamento” de

preços com a inevitável redução de margens.

Apesar deste cenário pouco animador, as estruturas

teimam em manter-se iguais. E enquanto

noutros setores, nomeadamente no aftermarket,

a concentração é um fenómeno cada vez

mais recorrente, os pneus continuam de fora,

apesar das empresas estarem a ganhar cada

vez menos. Consideramos as fusões no setor

dos pneus um processo também inevitável,

pois um mercado pequeno como o nosso não

suporta tantos players sem capacidade financeira

de cumprir com os seus compromissos,

elevando, assim, os riscos da operação. Enquanto

a concentração não acontecer, iremos

continuar a assistir a uma enorme pressão entre

todos os operadores, com clara destruição de

valor sem benefício para ninguém, dado que

os benefícios estão a passar para o consumidor

final sem este ter nenhuma perceção do real

valor do serviço que está a usufruir e sem um

aumento da qualidade do mesmo.

Para completar este quadro, temos a concorrência

dos operadores espanhóis, que, fruto da

sua dimensão e da sua capacidade de negociação

com os mesmos fabricantes que existem

em Portugal, assumem a verticalização do

canal de distribuição, permitindo-lhes, assim,

ter uma postura comercial muito agressiva e

uma concorrência que, se não for desleal, pelo

menos é muito pouco recomendável. Neste

quadro macroeconómico difícil de entender

e perspetivar com alguma segurança e estabilidade,

é urgente que as empresas repensem

a sua estratégia comercial e assumam uma

gestão eficaz, através de novas abordagens

na comercialização de pneus e na relação de

proximidade com os clientes e mercados onde

está presente, assente na experiência, na ética

e na motivação dos seus colaboradores,

com dedicação e coragem para responder às

constantes exigências que o mercado coloca.

Os retalhistas de pneus, tal como a maioria

dos negócios, deve diversificar a sua atividade,

para não correr o risco da dependência total

por parte de um produto ou segmento. Hoje,

é difícil uma oficina ser rentável e sustentável

apostando apenas em serviços de pneus. É

necessário oferecer um serviço integrado,

procurando colmatar todas as necessidades

inerentes ao setor automóvel, de forma a aumentar,

não só, a rotatividade das visitas à

oficina, mas, também, alternando segmentos

de produtos com rentabilidades diferentes,

evitando, desta forma, eventuais perdas de

sustentabilidade provocadas por oscilações

num único produto. A par da diversificação do

negócio, as casas de pneus têm de trabalhar,

não só, na atração de clientes, mas, também,

na sua retenção, sendo essencial que cada vez

mais transformem o negócio na prestação de

um serviço que o cliente valorize, serviço esse

que pode incluir a venda de pneus.

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

Goodyear Eagle F1 SuperSport RS

Genes de

competição

Com a nova gama Eagle F1 SuperSport, composta pelos SuperSport, SuperSport R e

SuperSport RS, a Goodyear regressa ao segmento UUHP (Ultra Ultra High Performance),

transferindo para os seus novos produtos a tecnologia desenvolvida após anos de

experiência na competição

Por: Bruno Castanheira

O

Eagle F1 SuperSport RS trata-se

de uma versão que, apesar de

muito exclusiva e homologada

para estrada, está orientada,

principalmente, para utilização em circuito.

O composto de borracha da banda de rolamento

é feito com uma mistura derivada da

competição (RacePro Compound), de modo

a responder às mais elevadas exigências em

circuito. Sobre piso seco, a Goodyear afirma

que a aderência deste novo pneu é, simplesmente,

sensacional. Mais: que a performance

alcança o mais alto nível. Tudo porque o novo

Eagle F1 SuperSport RS beneficia das tecnologias

Bridge Assist e Powerline Cover, também

desenvolvidas para condições extremas.

Mas, afinal, em que consiste a tecnologia

Bridge Assist? Recorre a pontos de borracha

integrados no primeiro sulco da banda

de rolamento do pneu, que proporcionam

maior resistência à flexão em curva. Deste

modo, aumenta o nível de estabilidade,

permitindo um melhor grau de direção e

trajetórias mais fiéis, independentemente

da temperatura do pneu.

Compound também fazem parte do ADN

do novo Eagle F1 SuperSport RS. Quanto à

primeira, trata-se de um sistema que inclui

uma estrutura interna construída em aramida

e nylon, que tem como tarefa evitar a

deformação da banda de rolamento. Deste

modo, mantém-se sempre o contacto do

pneu com o solo, o que proporciona uma

estabilidade constante, mesmo a altas velocidades.

Já o RacePro Compound, como o próprio

nome indica, consiste num composto de

competição que maximiza a aderência em

piso seco, ao combinar elementos da banda

de rolamento muito rígidos com uma reduzida

profundidade da mesma. A vantagem

combinada ajuda a maximizar as forças g, ao

mesmo tempo que minimiza o movimento

da escultura da banda de rolamento em condições

extremas em curva, o que proporciona

ao condutor tanto um nível máximo

de aderência como um comportamento da

direção extremamente preciso.

Disponível, desde o passado mês de junho,

em duas medidas, para jantes de 20” e 21”, o

Eagle F1 SuperSport RS oferece, de acordo

com a Goodyear, uma capacidade direcional

absolutamente excecional e um elevadíssimo

nível de performance em asfalto seco. Prova

disso, é que este novo pneu foi selecionado

pela Porsche para equipar, de origem, os

superdesportivos 911 GT2 RS e GT3 RS. ♦

EFICÁCIA EXTREMA

As tecnologias Powerline Cover e RacePro

04 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Equipamento do mês

Sicam SBM Wave 5

Equilibrar

com arte

Comercializada pela Leirilis, a Sicam SBM Wave 5 é uma equilibradora eletrónica de

rodas que dispõe de ecrã tátil de 22”. Exibindo um design renovado, integra a nova GUI

(Graphic User Interface), oferecendo elevada performance e enorme precisão para rodas

de todos os tipos de automóveis, motos e veículos comerciais ligeiros

Por: Bruno Castanheira

A

Sicam é, atualmente, a única

marca de equipamentos de

roda comercializada pela Leirilis.

A sua inclusão no portefólio da

empresa de Leiria vem fortalecer a imagem

desta no mercado, reforçando a sua posição

enquanto fornecedora global para a oficina,

quer a nível de produtos e equipamentos,

quer a nível de serviços. Inserida, hoje, no

Grupo BASE, a Sicam dispõe de uma ampla

oferta de produto. A equilibradora eletrónica

de rodas SBM Wave 5, que pode ser requisitada

em duas versões (aperto manual com

e sem laser; pneumática com e sem laser),

demonstra como equilibrar com arte, oferecendo

elevada performance e enorme

precisão para rodas de todos os tipos de

automóveis, motos e comerciais ligeiros.

CARACTERÍSTICAS DIFERENCIADORAS

A Sicam SBM Wave 5 é uma equilibradora de

rodas de nova geração. Segundo a Leirilis,

este equipamento faz-se valer de um ecrã

tátil de qualidade industrial e dispõe de um

novo sistema de comunicação com o utilizador.

Tudo para oferecer grande precisão e

qualidade de trabalho. Como características

diferenciadoras, a SBM Wave 5 anuncia as

seguintes: introdução automática do programa

durante o processo de inserção das

medidas; novo algoritmo de cálculo de massa

que relaciona os desequilíbrios estáticos e

dinâmicos capturados na roda para, então,

aplicar menos contrapesos possíveis, proporcionando

um equilíbrio perfeito e duradouro;

braço para tirar, automaticamente, a largura

do pneu; programas dinâmicos e estáticos,

peso oculto, adesivos em várias combinações;

possibilidade de imprimir relatório detalhado;

duas marcações a laser internas com a posição

exata do centro do contrapeso adesivo

a ser colocado; posicionamento automático

da roda no ponto de desequilíbrio; travão

eletromagnético.

Disponível com uma panóplia de acessórios,

as inovações introduzidas na SBM

Wave 5 incluem: uma bandeja com maior

superfície, que oferece mais espaço para

ferramentas; uma proteção automática da

roda, que incorpora os sistemas de medição

da largura da roda e posicionamento do

contrapeso; um laser interno para posicionamento

preciso de contrapesos adesivos

e de mola; uma função de stop na parte superior

para colocar a roda na posição correta.

Já a interface do utilizador, incorpora um

fluxo de trabalho que reduz, significativamente,

os tempos de seleção de programas.

A versão touchscreen, além de um sistema

de diagnóstico inteligente, também integra

conectividade plug&play.

Com a saída da Bosch, a Leirilis encontrou outro

fornecedor de equipamentos de roda que

garante qualidade e variedade de produto.

Sendo a Sicam um dos principais fabricantes

de equipamentos para oficinas de pneus e

passando a sua estratégia pela inovação e

qualidade dos serviços e produtos, bem como

por uma forte aposta em I&D (investigação e

desenvolvimento), a Leirilis chegou à conclusão

que a marca italiana seria o fornecedor

ideal para colmatar a lacuna existente. ♦

06 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


C

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Mercado

Queda livre

Em julho de 2019, o

mercado de pneus novos de

substituição, em Portugal, no

segmento Consumer, caiu 3,4%

face a igual mês de 2018. Já no

acumulado dos primeiros sete

meses deste ano, verificou-se,

também, uma queda, ainda

que menos acentuada: 1,8%

Por: Bruno Castanheira

Segundo dados do Europool a que

tivemos acesso, em julho de 2019,

no que ao mercado de pneus novos

de substituição disse respeito,

venderam-se, em Portugal, no segmento

Consumer (ligeiros de passageiros, comerciais

ligeiros e 4x4), 262.482 unidades, ou seja,

menos 9.130 comparativamente ao período

homólogo do ano anterior. O que, na prática,

traduziu-se numa descida de 3,4%. Quanto ao

acumulado dos primeiros sete meses deste

ano, registou-se, também, uma queda, ainda

menos acentuada, 1,8% (1.778.289 unidades

contra 1.810.339 transacionadas entre janeiro

e julho de 2018).

Na divisão por categorias, no sétimo mês de

2019, o mercado nacional “absorveu” 226.257

pneus radiais para veículos de passageiros

(-4% do que em julho de 2018), 21.077

pneus radiais para veículos comerciais ligeiros

(+0,4%) e 15.148 pneus 4x4 (+3%). No

acumulado de janeiro a julho de 2019, por

comparação com os primeiros sete meses

de 2018, o Europool revela que foram vendidos

no nosso país 1.529.558 pneus radiais

para veículos de passageiros (-2,7%), 144.827

pneus radiais para veículos comerciais ligeiros

(+4,2%) e 103.904 pneus 4x4 (+4,8%).

Analisando os segmentos, em julho de 2019,

a maior fatia pertenceu aos pneus premium,

com 130.340 (+6,4%), seguindo-se os budget,

com 82.542 (+0,9%), e os mid, com 49.622

(-26,3%). No acumulado de janeiro a julho de

2019, os números alteram-se para 833.035

pneus premium (-2,9%), 516.480 pneus budget

(+1,1%) e 421.319 pneus mid (-2%) comparativamente

aos sete primeiros meses de 2018.

Quanto à tipologia, em julho de 2019, foram

comercializados 78.635 pneus HRD,

ou seja, destinados a jantes de 17” para

cima (+21,7%), 15.148 pneus SUV/4x4

(+3%), 11.769 pneus RFT (+38,4%) e 2.351

pneus All Season (+106,2%). Números

que, no acumulado de janeiro a julho de

2019, alteram-se para 501.798 pneus HRD

(+9,5%), 103.904 pneus SUV/4x4 (+4,8%),

85.793 pneus RFT (+22,8%) e 11.757 pneus

All Season (+52,3%). ♦

08 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Europool

UNIDADES JULHO 2018 JULHO 2019 VARIAÇÃO

Passageiros 235.746 226.257 -4%

Comerciais 21.153 21.077 +0,4%

4x4 14.713 15.148 +3%

TOTAL 271.612 262.482 -3,4%

All Season 1.140 2.351 +106,2%

HRD 64.638 78.635 +21,7%

RFT 8.506 11.769 +38,4%

SUV/4x4 14.713 15.148 +3%

Budget 81.806 82.542 +0,9%

Mid 67.360 49.622 -26,3%

Premium 122.458 130.340 +6,4%

12” 62 4 -93,5%

13” 10.179 8.652 -15%

14” 37.117 29.900 -19,4%

15” 73.670 69.955 -5%

16” 85.872 75.341 -12,3%

17” 40.214 48.265 +20%

18” 16.356 20.646 +26,2%

19” 6.227 6.130 -1,6%

20” 1.090 2.618 +140,2%

21” 504 758 +50,4%

22” 247 200 -19%

23” 0 18 -

UNIDADES JAN./JUL. 2018 JAN./JUL. 2019 VARIAÇÃO

Passageiros 1.572.237 1.529.558 -2,7%

Comerciais 138.925 144.827 +4,2%

4x4 99.177 103.904 +4,8%

Total 1.810.339 1.778.289 -1,8%

All Season 7.721 11.757 +52,3%

HRD 458.262 501.798 +9,5%

RFT 69.868 85.793 +22,8%

SUV/4x4 99.177 103.904 +4,8%

Budget 510.978 516.480 +1,1%

Mid 429.949 421.319 -2%

Premium 858.179 833.035 -2,9%

12” 301 182 -39,5%

13” 71.604 67.691 -5,5%

14” 242.586 227.493 -6,2s%

15” 503.631 478.957 -4,9%

16” 522.524 494.652 -5,3%

17” 279.034 305.189 +9,4%

18” 116.783 128.655 +10,2%

19” 41.084 41.462 +0,9%

20” 13.924 17.714 +27,2%

21” 6.434 7.167 +11,4%

22” 1.007 1.525 +51,4%

23” -4 86 -2.150%

www.revistadospneus.com | 09


Destaque


Digitalização das empresas

Tecnologia

sobre rodas

Num mundo cada vez mais tecnológico, as empresas estão obrigadas a adaptar-se aos

inevitáveis processos de digitalização. O setor dos pneus, dos fabricantes às casas de

pneus, passando por distribuidores e retalhistas, está a render-se a esta revolução. Para

que o negócio continue a correr sobre rodas

Por: Jorge Flores

Digitalização. A palavra é, hoje,

incontornável. Amanhã, sê-lo-

-á ainda mais. Sem margem para

dúvidas. Não haverá nenhuma

empresa que tenha os olhos postos no

futuro (e no presente) que possa ignorar,

atualmente, a evolução tecnológica e os

benefícios que dela poderá extrair.

O setor dos pneus, na sua globalidade, dos

fabricantes às casas de pneus, passando

por distribuidores e retalhistas, tem vindo

a adaptar-se aos novos tempos. E a otimizar

o seu negócio por intermédio desta revolução

digital, a mesma que tem transformado

produtos, serviços e comunicações com os

clientes, todos eles, paralelamente, cada

vez mais exigentes em matéria de rapidez,

mobilidade, flexibilidade, personalização e

disponibilidade. Isto porque, também eles,

vivem neste mundo digitalizado e dele querem

obter vantagens. A grande missão será

satisfazer ambas as partes.

Não se trata, sequer, de uma opção, mas,

antes, de uma obrigação, para se poder ser

competitivo e sobreviver. A resposta está

na tecnologia. Mais concretamente, na utilização

de ferramentas tecnológicas que

elevem os níveis de eficiência em todas as

atividades e processos de trabalho. Posto

isto, antes de mais, é necessário que o responsável

máximo da empresa tenha isso

bem presente. Ou seja, terá de interiorizar

que o investimento em soluções tecnológicas

permitirá otimizar a sua atividade.

CONCEITO DIGITAL

Estamos perante um conceito centrado

na integração e no aproveitamento da

tecnologia digital, transformando processos

e modelos de negócio para se obterem

vantagens. A saber: maior eficiência

e rentabilidade, maiores oportunidades

de negócio, experiências do cliente mais

satisfatórias. Estas são as noções mais amplas

do conceito. Mas existem várias facetas

na digitalização do negócio. Começando,

desde logo, pela componente externa, relacionada

com o marketing e com a relação

direta com o cliente.

Os processos internos são, igualmente,

cruciais. De duas formas muito claras: no

conhecimento e na devida utilização das


Destaque

não haverá nenhuma empresa que tenha os olhos no

futuro (e no presente) que possa ignorar a evolução

tecnológica e os benefícios que dela poderá extrair

ferramentas necessárias para trabalhar com

as novas tecnologias da indústria automóvel

e dos pneus, em particular. E no que respeita

à digitalização dos processos de organização

do trabalho interno. Um exemplo básico?

Tudo o que se relacionar com o reduzir a zero

a utilização do papel dentro da empresa.

INVESTIMENTO SEGURO

Já entendemos que o investimento no processo

digital é isso mesmo, um investimento.

Não um custo. Mas como poderá este ser feito

pela empresa? Por um lado, esta pode tirar

partido de soluções que ajudem a melhorar

a eficiência de diferentes partes do processo

de gestão de atividade. Por outro, tem de

trabalhar, também, a parte mais externa, a de

conseguir que cheguem clientes ao negócio,

mediante, por exemplo, um CRM adequado

às suas necessidades e o investimento em

marketing online com uma página web esclarecedora

e uma eficaz e estruturada atividade

nas redes sociais. Em ambos os casos,

existem vias não muito dispendiosas para

cumprir esta necessidade digital. Por vezes,

de forma gratuita.

TORNAR EFICIENTE

De forma resumida, digitalizar um negócio

consiste em torná-lo mais eficiente. E, isso,

significa otimizar cada euro que se investe,

tirar o máximo partido disso. Para tal, implica,

em primeiro lugar, uma mudança de mentalidades.

Algo difícil de conseguir em certos

líderes de empresas do setor, ainda apegados

a tempos idos. No entanto, a realidade e a

atualidade têm vindo, de forma ostensiva, a

reclamar esta mudança. Até porque as exigências

dos clientes têm vindo a acelerar

este processo.

Os empresários que investem em novas tecnologias

para gerir os seus negócios, para

melhorar os seus processos e para atrair e

fidelizar clientes, não têm dúvidas: a digitalização

é conveniente. A diferença entre

investir ou não, entre utilizar bem ou mal as

ferramentas tecnológicas é o que separa o

investimento dos gastos.

EXEMPLO DA BRIDGESTONE

Os principais fabricantes de pneus estão

atentos particularmente à evolução da tecnologia.

E têm dado passos nesse sentido. A

Bridgestone, por exemplo, anunciou, recentemente,

um forte investimento, na ordem

dos 36 milhões de euros, na digitalização das

suas operações de fabrico e na criação das

fábricas inteligentes do futuro. O processo

está em marcha. E os benefícios visíveis, com

a Bridgestone a conseguir responder, de maneira

mais rápida e flexível, às necessidades

cada vez maiores dos clientes, permitindo, ao

mesmo tempo, que a produção utilize menos

12 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Digitalização das empresas

A digitalização das fábricas garante ainda

que os dados da produção de pneus sejam

armazenados, analisados e utilizados pelos

engenheiros da Bridgestone, em Roma e Tóquio,

para ajudar a projetar novos e melhores

modelos de pneus. Estes novos modelos de

pneus serão devolvidos à fábrica em formato

digital, o que reduzirá o tempo de produção

da primeira série dos novos pneus pela

metade.

CONTINENTAL MODERNIZA-SE

Simultaneamente, a digitalização terá um

papel importante na melhoria da eficiência

de produção da Bridgestone, permitindo a

manutenção inteligente das instalações das

fábricas. A inteligência artificial será utilizada

para analisar dados e prever possíveis falhas

em máquinas. O sistema mede e analisa os

principais parâmetros da maquinaria com

a ajuda de sensores e, automaticamente,

sugere manutenção para evitar problemas

de funcionamento que podem ser caros.

Este novo processo também poderá ajudar

a otimizar o planeamento dos ciclos de manutenção.

Mas não só.

Com esta aposta, os resíduos produzidos

pela Bridgestone EMEA em toda a Europa

serão reduzidos. Um fluxo de dados sobre o

desempenho da produção será enviado para

um banco de dados baseado numa “nuvem”,

onde um algoritmo específico procurará conexões

entre os parâmetros de produção e os

recursos dos pneus fabricados. A introdução

da tecnologia de materiais inteligentes significa

que os especialistas das fábricas podem

pesquisar e gerir digitalmente o caminho de

materiais preparados e produtos semi-acabados

dentro da fábrica. Isso poderá simplificar

drasticamente o planeamento da produção e

os processos administrativos, desde a mistura

de materiais até ao armazenamento.

A Continental é outro dos fabricantes a investir

neste processo de digitalização, ciente

da sua importância. O fabricante alemão tem

recorrido a um número cada vez maior de

possibilidades oferecido pela digitalização

para ajudar os fabricantes de veículos, indústrias

e novos participantes no mercado, de

modo a tornar a mobilidade tão agradável

quanto possível, por intermédio de tecnologias

que melhoram o conforto e a comodidade

durante a condução, em combinação

com aspetos como segurança dos veículos

e sustentabilidade.

Para a Continental, a digitalização oferece um

vasto campo de desenvolvimento. Desde sistemas

de transporte inteligente, até software

e eletrónica no veículo. Tudo intimamente

interligado, oferece a oportunidade para novas

funções e mais eficiência, além de tornar

os automóveis do futuro mais apelativos em

termos de mobilidade. No processo de desenvolvimento

especializado em soluções

de software na indústria automóvel, a Continental

conta com subsidiária Elektrobit. ♦

energia e produza menos resíduos. Por outras

palavras, o ambiente também agradece que

a pegada seja... digital.

Este investimento do fabricante japonês permitirá

ainda que os próprios funcionários da

Bridgestone tenham uma qualificação melhor

para trabalhar com tecnologias digitais líderes

do setor, o que ajudará a melhorar a eficiência

dos recursos e a satisfação no trabalho.

O projeto da fábrica inteligente verá o seu

processo de produção completo – cobre os

produtos semi-acabados, o fornecimento

de energia, a manutenção, a monitorização

de produção e planeamento de produção -

quando transformado em oito fábricas europeias,

distribuídas por cinco países: Polónia,

Hungria, Espanha, Itália e França.

Todas elas beneficiadas pela economia de

energia, maior eficiência, redução de desperdícios

e processos simplificados. O primeiro

dos projetos de “Energia Inteligente”, otimiza

o consumo de energia e os custos das usinas,

possibilitando uma economia de energia de

cerca de 10%. Além disso, cria uma ligação

entre os planos de produção e o consumo

de energia. E a modelagem destes otimizará

a necessidade de energia da produção de

pneus.

www.revistadospneus.com | 13


Atualidade

Pneu sem ar

A Michelin e a General Motors apresentaram, na Cimeira da Mobilidade Sustentável,

que se realizou em Montreal, no Canadá, uma nova geração de pneus sem ar

desenvolvida para veículos de passageiros. O protótipo UPTIS (Unique Puncture proof

Tire System) já anda em testes no Chevrolet Bolt EV

Por: Bruno Castanheira

De 4 a 6 de junho, em Montreal, no

Canadá, na Movin’On, Cimeira da

Mobilidade Sustentável, a Michelin

e a General Motors apresentaram

uma nova geração de pneus sem ar

desenvolvida para veículos de passageiros:

UTPIS (Unique Puncture proof Tire System).

Os dois fabricantes (o francês de pneus e

o norte-americano de automóveis), anunciaram,

também, um acordo de investigação

conjunta, ao abrigo do qual ambas as

empresas pretendem validar o protótipo

UPTIS para utilização em veículos de turismo

a partir de 2024.

A Michelin e a GM encontram-se a efetuar

testes ao protótipo UPTIS em veículos como

o Chevrolet Bolt EV (100% elétrico). No final

deste ano, terão início os ensaios em condições

reais de utilização numa frota de Chevrolet

Bolt EV, no estado norte-americano

do Michigan.

MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Uma vez que o UPTIS não necessita de ar,

14 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Michelin UPTIS

fornecer soluções de mobilidade mais seguras e

sustentáveis é o compromisso da michelin e da gm

esta revolucionária inovação elimina o risco

da ocorrência de um furo. Por isso, permite

que os automobilistas viagem com maior segurança

quando se desloquem de automóvel;

reduz o tempo de inatividade relacionado com

os furos para profissionais e proprietários de

frotas, otimizando, assim, a produtividade

ao eliminar as operações de

manutenção; apresenta poupanças consideráveis

para o meio ambiente, ao utilizar

menos matéria-prima para fabricar

pneus de substituição ou sobressalentes.

O protótipo UPTIS representa um passo decisivo

para a implementação do conceito

Vision da Michelin, apresentado na cimeira

Movin’On de 2017, para ilustrar a estratégia

de investigação e desenvolvimento do fabricante

francês em termos de mobilidade

sustentável. O conceito Vision baseia-se em

quatro pilares de inovação: “Sem ar”; “Conectado”;

“Imprimível em 3D“; “100% sustentável”

(realizado com materiais totalmente renováveis

ou de origem biológica).

Florent Menegaux, presidente do Grupo Michelin,

afirmou que “o UPTIS demonstra que a

visão de mobilidade sustentável da Michelin

é um sonho realizável. A nossa colaboração

com parceiros estratégicos, como a GM, que

partilham as nossas ambições de transformar

a mobilidade, permite-nos olhar para o futuro

já a partir hoje”.

Por seu turno, Steve Kiefer, diretor-geral de

compras da General Motors, acrescentou que,

“na General Motors, estamos entusiasmados

com as oportunidades que oferecem o

UPTIS e a colaboração com a Michelin nesta

inovadora tecnologia. O UPTIS é a solução

ideal para impulsionar a indústria automóvel

rumo ao futuro e ilustra, na perfeição, como os

clientes beneficiam das inovações desenvolvidas

com os nossos parceiros fornecedores”.

AUSÊNCIA DE MANUTENÇÃO

O protótipo UPTIS, repensado para os atuais

veículos de passageiros, adapta-se especialmente

bem às novas formas de mobilidade.

Os veículos e as frotas do amanhã

– automóveis autónomos, partilhados ou

de outro género – equipados com o UPTIS

não necessitarão de qualquer manutenção

relacionada com os pneus, o que otimizará

a sua produtividade. “O protótipo UPTIS

demonstra a capacidade de inovação da

Michelin, tanto no domínio dos materiais

de alta tecnologia, como na abordagem do

desenvolvimento, em estreita colaboração

com a GM. Esta parceria reforça ainda mais

o nosso plano de rota em matéria de inovação,

baseado no nosso conceito Vision”,

declarou Eric Vinesse, diretor de Investigação

e Desenvolvimento do Grupo Michelin, que

ficou encarregue de apresentar o UPTIS na

cimeira Movin’On.

“O UPTIS concretiza uma etapa significativa

da ambição da Michelin no que respeita à

mobilidade do amanhã. Encarna, igualmente,

o nosso compromisso para com mobilidade

melhor e mais sustentável para todos”, acrescentou.

O UPTIS introduz melhorias revolucionárias

em termos de arquitetura e dos

materiais compósitos, que lhe permitem suportar

tanto o peso como a velocidade de um

veículo. Estas inovações combinam-se para

eliminar o ar comprimido e suportar a carga

do veículo. Além do mais, representam uma

importante poupança para o meio ambiente:

todos os anos são eliminados, prematuramente,

cerca de 200 milhões de pneus em

todo o mundo devido a furos, danos causados

por riscos da estrada ou desgaste irregular

derivado de pressão desadequada.

Este progresso, alcançado graças ao protótipo

UPTIS, demonstra o compromisso conjunto

da Michelin e da General Motors para fornecer

soluções de mobilidade mais seguras e

sustentáveis. ♦

www.revistadospneus.com | 15


Atualidade

Objetivo:

máxima

rentabilidade

No passado mês de julho, a Nex Portugal e a Avon Tyres realizaram a sua primeira

convenção CarExpert, rede criada para desenvolver a marca de pneus no nosso país,

cujo objetivo máximo é aumentar a rentabilidade das oficinas associadas

Por: João Vieira

Esta primeira convenção serviu para

reunir os membros fundadores da

rede e divulgar as inúmeras iniciativas

que a mesma pretende implementar,

tendo como objetivo principal

a divulgação do binómio Oficina CarExpert/Avon,

o alargamento da sua base de

clientes e o aumento da sua rentabilidade,

conjugado com uma vertente tecnológica

e imagem vanguardista, respeitando, assim,

a tradição da marca. sCom o lançamento do

projeto CarExpert, a Nex Portugal pretende

consolidar a sua presença no segmento quality,

tornando-se no único distribuidor a nível

nacional com duas marcas europeias nesta

classe, algo que é diferenciador no mercado

e acrescenta valor ao portefólio da empresa.

O segmento quality tem crescido nos últimos

cinco anos em Portugal. E a tendência

é para continuar a ganhar expressão. A

rede CarExpert insere-se neste segmento

de mercado em crescimento e as expectativas

são as melhores, conforme refere

Aldo Machado, country manager da Nex

Portugal: “Com a Avon, a oficina consegue

diferenciar-se da concorrência, pois não é

uma marca massificada, ao mesmo tempo

que permite fidelizar o cliente, associando a

marca à oficina. A rede CarExpert dispõe de

condições realmente distintas e vai ajudar

as oficinas a aproveitar a oportunidade de

negócio que o mercado de pneus quality

atualmente oferece”. De acordo com o res-

16 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Convenção CarExpert

ponsável, “o objetivo é convertermo-nos na

referência do segmento intermédio, oferecendo

ao cliente produto e serviço de qualidade,

com um preço razoável, permitindo

à oficina ser rentável e obter uma posição

mais competitiva”.

PLANOS DE FIDELIZAÇÃO

Para os associados, foram criados três planos

de fidelização: Platinium, Gold e Silver,

que garantem preços exclusivos, garantia

extra care e acesso a campanhas e artigos

A rede carexpert

vai ajudar os

associados a

aproveitar a

oportunidade

de negócio que

o mercado de

pneus quality

atualmente

oferece

Novos produtos em exibição

O novíssimo pneu off-road Avon AX7 foi uma das principais atrações da convenção, estando exposta

a restante gama de pneus ligeiros, comerciais e SUV, assim como a extensa gama de pneus

de moto, onde o destaque recaiu sobre o novo Avon Cobra Chrome, que irá equipar, de série, a

recém-divulgada Triumph Rocket III, cuja nova série dispõe de motor de 2.500 cc com binário de

221 Nm, os maiores valores a nível mundial. Um pneu que fará as delícias dos amantes das duas

rodas dos segmentos touring, cruiser e custom, nos quais a marca é mundialmente reconhecida.

Avon é o segundo fabricante

mais antigo do mundo

de merchandising. Existe ainda um pack

para divulgação e promoção da marca,

que consiste na cedência de um arco Avon

insuflável para a realização de campanhas,

placas de identificação da rede CarExpert,

logótipos da marca na fachada e um mupi

interior digital, onde o cliente pode visualizar

e consultar as características de todos os

pneus da gama. Os associados têm ainda

acesso a roupa de trabalho identificada com

a imagem CarExpert.

Na convenção, foi ainda anunciada a oferta

de uma viagem a Inglaterra para um evento

de track day para os três melhores clientes

do mês de julho. Uma experiência exclusiva

aos comandos de veículos desportivos

equipados com pneus Avon, no circuito de

Castle Combe, localizado em Whiltshire, no

Reino Unido. ♦

A Avon, que ostenta o título de segundo fabricante mais antigo do mundo, disponibiliza uma gama

de produtos de qualidade altamente reconhecida, quer no segmento de quatro como de duas

rodas. Com produção integral em território europeu (Inglaterra e Sérvia), a Avon nasceu em 1885

no Reino Unido, tendo sido adquirida na década de 90 pela norte-americana Cooper. A qualidade

e inovação dos seus produtos permitem que seja uma referência no mundo e na competição automóvel,

tendo inclusive, na década de 80, sido fornecedora de pneus para a Fórmula 1.

A nível tecnológico a Avon dispõe de enorme know-how, destacando-se a excelente etiquetagem

energética de quase toda a gama de pneus ligeiros (onde a letra “A” na travagem em piso

molhado abrange toda a gama de pneus de turismo e SUV acima de jantes de 16” e até 21”) e o

equipamento de origem em viaturas de ultraelevadas prestações, como é o caso do exclusivo TVR

Griffith de 507 cv, desvendado há cerca de um ano e equipado com pneus Avon ZZ5. Esta parceria

da Nex Portugal com a Avon insere-se na dinâmica imposta pela Nex sob a insígnia “Ano Novo…

Marca Nova”, onde a empresa revelará novas apostas em diversas gamas de produto de forma a

completar a sua presença em todos os nichos de mercado.


Reportagem

Piloto por

um dia

A Triangle Tyre está a investir no mercado europeu e Portugal não é exceção. Nos dias 13

e 14 de junho, a marca chinesa levou ao Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em

Portimão, uma equipa de 17 jornalistas. Entre eles, apenas um era português. Ou melhor,

portuguesa: eu mesma, Joana Calado, em representação da Revista dos Pneus

Por: Joana Calado


Triangle Tyre

A

Triangle Tyre é uma empresa

de origem chinesa ainda pouco

conhecida na Europa, mas que

conta com 8.000 colaboradores,

estando já presente em 165 países. Dispõe

de cinco fábricas, quatro na China e uma

nos EUA, além de dois centros técnicos nas

mesmas localizações. O primeiro dia do

evento organizado pela Triangle Tyre serviu

para relaxar antes da grande apresentação

de produto. Durante a mesma, ficámos a

conhecer grande parte da gama da marca,

através dos modelos AdvanteX, AdvanteX

SUV, SporteX, SeasonX e GripX, à qual se

seguiu um fantástico jantar.

Mas era o dia seguinte que suscitava maiores

expectativa e causava ansiedade entre

os convidados. Apesar das poucas horas

de sono, o grupo de jornalistas presentes

no evento (eu incluída) acordou cheio de

energia para uma manhã fresca, mas que

prometia momentos quentes. Divididos por

equipas, às quais a gama de pneus dava

nome, AdvanteX, AdvanteX SUV, GripX, Sea-


Reportagem

há eventos que ficarão para sempre gravados na memória

de quem os vivenciou. o da triangle tyres é um deles

sonX e SporteX, foi proposto a cada equipa

realizar uma série de testes, onde eram

postas à prova todas as características dos

pneus Triangle Tyres. O nervoso miudinho

começava a apoderar-se de mim.

TESTES, EMOÇÃO E RISOS

Apesar de nunca nos termos visto, a equipa

da Triangle Tyres, responsável pela organização

do evento, foi exímia na forma como

criou boas relações entre os participantes e

os próprios instrutores, que não deixavam

de parecer surpreendidos quando, depois

de vários bons dias em inglês, ouviam um

jornalista a falar português. E logo uma

mulher: eu. Equipas escolhidas e lá fui

rumo à pista de karting, onde iria testar a

gama AdvanteX em piso seco e molhado

ao volante de um BMW Série 1. Graças ao

sistema de rega da pista, consegui experimentar

as diversas variações do traçado.

E percebi qual o comportamento do pneu

em piso seco e molhado, bem como nas

transições de um para o outro. Tudo eficaz

e sem sobressaltos.

Regressada ao ponto de partida, integrei

a equipa escolhida para o teste off-road.

Desfeita das desfeitas, não tive hipótese

de conduzir. Mas estando eu nas “mãos”

de dois condutores altamente qualificados,

pude confirmar a fantástica performance

dos pneus GripX, fosse em terra batida,

fosse em alcatrão. Prova disso, foi uma

das descidas, com a pick-up Mercedes-Benz

Classe X em que circulava ter ficado apoiada

em apenas três rodas, sem que nenhuma

resvalasse no terreno. Tudo controlado.

Depois, regressei novamente ao volante

do BMW Série 1, desta vez equipado com

pneus SeasonX, acabados de lançar nesse

mês em exclusivo para a Europa. “Passeei”

durante cerca de 10 km em redor do circuito,

o que serviu para demonstrar que,

até mesmo em estradas portuguesas, onde,

como sabemos, os buracos são muitos, os

pneus Triangle conseguem manter o nível

de ruído extremamente baixo e o conforto

lá para cima. Por isso, consegui desfrutar a

100% da viagem por paisagens algarvias.

Finalmente, chegou a prova que arrancou

mais risos entre os elementos da equipa

à qual pertencia: o teste de travagem em

piso molhado com os pneus AdvanteX SUV.

Ao volante de um Mercedes-Benz GLE, fiz a

travagem com pneus Triangle, tendo sido,

posteriormente, colocado um cone a sinalizar

o local de paragem, que deveria atingir

no segundo teste com pneus concorrentes.

Sendo que este teste estava condicionado

por uma forte premissa: apenas deveria travar

quando entrasse em piso molhado a uma

velocidade constante de 50 km/h. Muitos

jornalistas foram “apanhados a fazer batota”,

pois acabavam por, inconscientemente, travar

ligeiramente antes de ter início o piso

molhado, o que acabava por arrancar alguns

risos entre os elementos da equipa. Eu não.

Fiz a coisa como mandavam as “regras”.

ADRENALINA A 200 KM/H

O momento mais aguardado chegou ao

final da manhã. Depois de todos os testes

realizados, era o momento de testar os robustos

SporteX equipados em cinco veículos

preparados para a pista do Autódromo

Internacional do Algarve. E tinha ao meu

dispor nada mais nada menos do que...

Mercedes-AMG E 43 Cabrio e E 53 Coupé,

Porsche 718 Cayman e Honda Civic Type

R. Parecia o Jardim do Éden. Só que com

automóveis. E que automóveis. Para quem,

como eu, nunca tinha estado ao volante de

um desportivo de corrida, para mais em

circuito, devo confessar que os meus nervos

estavam à flor da pele. Mas, após a volta

de reconhecimento da pista, onde estive

apenas “à pendura” para aprender que trajetórias

devia seguir e quais as relações de

caixa mais adequadas e pontos de travagem

a adotar, a adrenalina levou a melhor sobre

os nervos. E diverti-me como uma criança

quando recebe o seu primeiro presente.

A sensação de estar ao volante do Honda

Civic Type R é incrível e os pneus SporteX

da Triangle oferecem uma estabilidade inacreditável

a este desportivo compacto de

eleição, sendo que a pista do Autódromo Internacional

do Algarve é constituída por 16

curvas e alguns altos e baixos, onde, muitas

20 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


vezes, deixava de ver a pista à minha frente.

Parecia um jogo de PlayStation. Quando

me sentei no lugar do condutor, tinha a

adrenalina ao rubro. Só queria acelerar

pela pista fora. Mas, rapidamente, percebi

que utilizar o travão foi fundamental para

conseguir concluir o percurso com sucesso.

Sem ir à gravilha e de modo a entregar o

carro no final do round com as peças todas.

Até porque, se não seguisse as indicações

dadas pelos instrutores, facilmente passaria

a ser conhecida pelas piores razões. Mas, no

fundo, o que fiz foi acelerar pista fora, aproveitando

a estabilidade e segurança que os

pneus da Triangle me ofereciam. Concluído

o teste, acho que passei com nota positiva.

Mas soube a pouco. Por mim, teria ficado o

dia inteiro no circuito a “queimar borracha”.

Em jeito de conclusão, estou em condições

de partilhar com o leitor que esta foi uma

das mais entusiasmantes reportagens que

fiz. Não que foi a oportunidade de uma vida,

pois ainda sou muito nova e cheia de ambição,

mas esta ação foi, sem dúvida um

dos momentos mais marcantes da minha

carreira profissional. Missão cumprida. Venha

outra de seguida. ♦

Gama, especificações, medidas

Testados todos os pneus, concluímos que nenhum falhou nos testes. A Triangle tem feito uma

grande aposta na qualidade dos seus produtos e, isso, refletiu-se ao longo da manhã de testes.

Curiosos em relação ao que testámos? A gama AdvanteX caracteriza-se por ser um pneu de

alta performance, que oferece uma excelente aderência em piso molhado, estabilidade acima

da média e uma eficiente dispersão da água. Está disponível para jantes entre 15” e 17”.

Para medidas maiores, conhecemos o seu “irmão mais velho”, o AdvanteX SUV. Ainda que

esteja preparado para ser aplicado em jantes de 15” a 19”. A gama AdvanteX SUV contempla

medidas que vão de 235/70R15 a 255/50R19. E oferece elevada estabilidade,

quer em piso seco, quer em piso molhado, além de um excelente conforto acústico.

A pensar, exclusivamente, no mercado europeu, a Triangle lançou, no passado mês

de junho, a sua gama SeasonX, disponível para jantes de 14” a 19”. Este pneu é indicado

para todas as estações, fazendo com que não seja necessário, nomeadamente

em países mais frios onde tal não é obrigatório, trocar de pneus de verão para inverno.

Este pneu tem um padrão particular, com uma parte central sólida e uma geometria

lateral rígida, o que garante um desempenho superior na condução, enquanto

as ranhuras direcionais em “V” ajudam ao deslocamento da água e da lama.

Para os fãs do todo-o-terreno, a Triangle lançou a gama GripX, adaptada para circular em

estrada e fora dela, oferecendo exatamente a mesma estabilidade. Graças ao seu design reforçado,

com ranhuras oblíquas, os GripX estão preparados para oferecer elevada aderência

até em areia solta e lama. Finalmente, o pneu que mais entusiasmou os jornalistas: SporteX.

Trata-se de um pneu desportivo, tal como o nome indicada, preparado para satisfazer as necessidades

de condutores de veículos de alta performance. Mesmo a velocidades elevadas,

o pneu continua a oferecer estabilidade sem derrapar ou “fugir” da direção pretendida, tanto

em piso seco como em piso molhado. Os pneus da gama SporteX vão até jantes de 24”.

www.revistadospneus.com | 21


Entrevista

O papel dos

distribuidores

é essencial

no combate

ao dumping

22 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Leandro Rigon, Diretor de Negócios Internacionais da Vipal Borrachas

Leandro Rigon, diretor de Negócios Internacionais da Vipal Borrachas, falou à Revista

dos Pneus sobre a lei anti-dumping. A empresa brasileira foi uma das impulsionadoras

da tomada de posição por parte da Comissão Europeia sobre esta matéria e, por isso,

fez parte do comité de investigação

Por: Joana Calado

A

Comissão Europeia criou, em

2016, um grupo de trabalho

composto por diversas empresas

de todo o mundo, das

quais a Vipal fazia parte, para encontrar

uma solução para a questão do dumping

de pneus chineses. Após diversas reuniões

foi aprovado um documento a partir do qual

vigora a lei anti-dumping. Leandro Rigon,

diretor de Negócios Internacionais da Vipal

Borrachas, concedeu à Revista dos Pneus

uma entrevista, onde aborda esta e outras

temáticas.

Pode fazer-nos uma descrição histórica

da Vipal Borrachas?

A Vipal Borrachas iniciou a sua atividade em

1973, numa pequena fábrica de remendos

na cidade de Nova Prata, no estado do Rio

Grande do Sul, região sul do Brasil, cidade

onde ainda mantém duas das suas quatro

fábricas. Ao constatar que havia uma

oportunidade de mercado, a família Paludo

começou, então, a produzir remendos e,

gradualmente, passou a ganhar cada vez

mais destaque na região, expandindo-se,

nas décadas seguintes, para outras zonas

do Brasil e para o exterior. Atualmente, a

Vipal Borrachas está presente em cinco

continentes, sendo um dos principais

fabricantes globais do segmento e cuja

trajetória assenta na procura incessante

pela inovação e proximidade com parceiros,

fornecedores, clientes e colaboradores. A

Vipal Borrachas foi o primeiro fabricante

brasileiro de produtos para reparação de

pneus e câmaras de ar. Ao longo dos anos,

ampliou a sua atuação para o segmento da

recauchutagem, no qual é uma das maiores

empresas do mundo. Com 13 centros de

distribuição espalhados por diversos pontos

estratégicos do globo, está presente

em mais de 90 países. A Vipal Borrachas é

líder na América Latina, com mais de 300

centros de reciclagem autorizados, sendo

a única empresa com uma linha completa

de produtos para recauchutagem e reparação

de todos os tipos de pneus. Ainda

oferece compostos de borracha, pisos e

lençóis, produtos para indústria e fabrica

máquinas para recauchutagem de pneus

de carga e agrícolas. Para abastecer o mercado

mundial, a Vipal Borrachas conta com

quatro fábricas na América do Sul, com uma

capacidade instalada superior a 19 mil toneladas

por mês e três mil funcionários,

que usufruem de uma estrutura física de

183 mil m². Ao longo dos seus 46 anos, a

Vipal Borrachas tem aliado experiência a

conhecimento técnico, sempre somado à

valorização das pessoas. Dispõe de uma

Universidade Corporativa e um dos mais

robustos Centros de Pesquisa e Tecnologia

do mundo no segmento, onde se incluem

13 laboratórios. Toda esta estrutura reflete-

-se em produtos de excelência, que são

referência de qualidade em todo o mundo.

O que entende por lei anti-dumping?

Trata-se de uma lei aprovada pela União

Europeia que regula as práticas comerciais

de importação de pneus radiais de camião

e autocarro provenientes da República Popular

da China para a Europa. Em 2016, após

uma mobilização do setor, em que a Vipal

Borrachas foi parte ativa desde o início, foi

formado pela Comissão Europeia um comité

de investigação, que teve como finalidade

descobrir as possíveis irregularidades comerciais

praticadas na importação de produtos

provenientes da Ásia. A comissão aprovou

um documento que confirmou a irregularidade

em relação à importação de pneus da

China para a Europa, o qual foi publicado

no Official Journal of the European Union,

em outubro de 2018.

De que forma a Vipal Borrachas teve

influência na criação de uma lei anti-

-dumping?

Durante todo o período de investigação e

formatação dos dados, além de participar

ativamente no movimento para a lei anti-

-dumping, estivemos em reuniões e mantivemos

diálogo constante com os players do

setor. Além disso, ajudámos com o fornecimento

de informações de mercado essenciais

para compilar o documento aprovado

pela comissão e publicado no final do ano

passado. A Vipal Borrachas foi mencionada

várias vezes neste relatório, juntamente com

associações do setor, devido ao seu papel

fundamental na construção e na aprovação

da nova lei.

De que forma o dumping estava a prejudicar

o negócio dos principais fabricantes

de pneus?

Os valores comerciais destes pneus importados

estavam baseados em patamares pouco

competitivos, desequilibrando os preços

junto dos compradores. Por consequência,

os recauchutadores perderam espaço junto

dos seus clientes e empresas de transporte,

enfraquecendo o mercado europeu de recauchutagem

de pneus.

www.revistadospneus.com | 23


Entrevista

Leandro Rigon

“participámos, ativamente, no movimento para a criação

da lei anti-dumping e fizemos reuniões com os players”

Será possível os fabricantes chineses contornarem

esta lei? Se sim, de que forma?

Legalmente, a lei anti-dumping pode ser

extinta se os fabricantes chineses demonstrarem

que as evidências levantadas

suportando o anti-dumping e anti-subsídio

já não existem.

Poderá ser necessário encontrar medidas

mais fortes para combater o dumping?

Anti-dumping e anti-subsídio já foram implementados

nos produtos oriundos da China.

Estamos atentos para que o mesmo não

ocorra em pneus fabricados noutros países

onde não existe estas medidas. A posição da

Vipal Borrachas sobre esta matéria defende

que o mercado deve ser aberto para todos,

desde que não exista concorrência desleal.

Acreditamos na liberdade de comércio, pois

tal fortalece a economia, aprimorando o

mercado e trazendo novas soluções.

Poderão os distribuidores de pneus ter um

papel mais ativo no combate ao dumping?

O papel dos distribuidores é muito importante

no combate ao dumping, uma vez que

recebem informações sobre o mercado antes

de todos os outros intervenientes. Possíveis

violações das leis de comércio e importação

devem ser reportadas às associações

nacionais, que podem informar a Comissão

Europeia para averiguar se as irregularidades

existem ou não.

Alguns fabricantes e distribuidores foram

obrigados a mudar de estratégia. De que

forma a lei anti-dumping afetou a Vipal

Borrachas?

Falando mais especificamente da indústria

de pneus recauchutados, em 2011 o volume

anual europeu era de cerca de sete milhões

de pneus. Já em 2018, estima-se que estivesse

abaixo dos quatro milhões e em queda.

Esta redução está diretamente relacionada

com a importação de pneus chineses, comprovando

as práticas de dumping e subsídios.

Devido a esta diminuição, várias empresas

tiveram de ajustar o seu quadro funcional e

muitas fecharam, o que gerou forte desemprego

no setor. Com a adoção das medidas

anti-dumping e anti-subsídio, primeiro notámos

uma estabilidade no volume de pneus

recauchutados. A procura por estes produtos

começou a aumentar de forma subtil, mas

constante. Atualmente, um tema de bastante

relevância é a Economia Circular. No que se

refere a pneus, a essência da indústria da

recauchutagem está baseada na extensão

da vida útil do mesmo, de forma segura e

economicamente viável. Felizmente, os governos

perceberam que não é necessário

criar um conceito ou uma nova indústria,

pois já existe. O que é necessário é a conscientização

e a estimulação da utilização

deste produto, orientando o consumidor

para os seus benefícios e, principalmente,

esclarecendo os mitos negativos que condicionam

a sua imagem.

Caso os fabricantes chineses melhorem

a qualidade dos seus produtos, seria

previsível que a Europa retirasse a lei

anti-dumping?

A implementação do anti-dumping não

está baseada na qualidade do pneu, mas

sim em medidas de dumping e subsídio.

Muitas marcas chinesas tem aprimorado

os seus produtos e, como consequência,

a sua qualidade. Atualmente, é possível

encontrar marcas chinesas com rendimento

e qualidade aceitáveis, o que é essencial

para ter o melhor retorno económico ao

prolongar a vida útil do pneu. É importante

realçar que o mercado europeu está aberto

aos produtos chineses. O que o anti-dumping

permite é que esses produtos entrem no

mercado de forma adequada. ♦

24 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Entrevista

26 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Mike Rignall, Senior Marketing Manager da Toyo Tires Europe

O mercado europeu

é muito importante

para nós

Durante a 28.ª edição da Autopromotec, que se realizou,

em Bolonha, de 22 a 26 de maio, a Revista dos Pneus teve a

oportunidade de entrevistar Mike Rignall, senior marketing

manager da Toyo Tires Europe

Por: Joana Calado

A

marca japonesa Toyo Tires entrou

em Portugal pela mão de Luís Filipe

Vieira, hoje conhecido por

razões mais ligadas ao futebol do

que aos pneus, à data Presidente do Conselho

de Administração da Hiperpneus, para, posteriormente,

ser comercializada pela Império

Pneus. Só em 2010 passou a ser conduzida

pela Dispnal Pneus. É pelas mãos da empresa

de Rui Chorado que a Toyo Tires começa a

reforçar a imagem de produto de qualidade,

nomeadamente através do envolvimento dos

seus pneus nas mais diversas categorias do

desporto automóvel em Portugal.

Mike Rignall, senior marketing manager da

Toyo Tires Europe, aproveitou o encontro

com a Revista dos Pneus na Autopromotec

2019 para falar sobre a marca japonesa, que

ambiciona ganhar força no mercado europeu,

apostando sempre na qualidade do produto

e do serviço prestado, quer aos distribuidores,

quer ao cliente final.

Pode fazer-nos uma breve descrição da

presença da Toyo Tires na Europa?

A Toyo Tires está presente na Europa há cerca

de 40 anos. Tem tudo a ver com a forma

como pensamos no desenvolvimento do

nosso negócio a uma escala global. Dispomos

de clientes muito “leais”, como é o caso

da Dispnal, em Portugal, mas necessitamos

de desenvolver o nosso negócio adotando

uma visão mais à frente. Em 2016, a Toyo Tires

Europe passou a ter um novo presidente,

que veio revolucionar o negócio. Colocou

vários experts em diversas áreas e estamos

mais do que preparados para o crescimento

que pretendemos atingir na Europa.

Como descreve a Toyo Tires? Em que

segmento se posiciona?

Descrevemo-nos com uma marca que se posiciona

no topo do segmento quality. Não

competimos com marcas premium, antes com

segundas marcas. Mas temos uma ambição,

que passa por estar perto das marcas premium.

Parte das mudanças que estamos a

efetuar estão relacionadas com o aumento

da nossa capacidade, introdução de novas

tecnologias, expansão da nossa área de negócio

e aumento da perceção dos clientes

europeus em relação à nossa marca.

Qual será a estratégia da Toyo Tires para

o futuro, tendo em conta os diferentes

produtos de que dispõem?

A nossa estratégia passa por tentar ter os

produtos certos nos segmentos que entendemos

serem os mais importantes para

nós, que são, neste momento os UHP e SUV,

que estão em franco crescimento. Depois, os

pneus All Season, que estão a ganhar maior

protagonismo, merecem especial atenção, tal

como os pneus UHP. Estes, a par com os pneus

SUV, são duas categorias muito importantes

na nossa estratégia de produto. Dispomos de

uma gama completa de pneus PCR e para

vans, mas, dentro da nossa oferta, os pneus

UHP e para SUV são, sem dúvida, os mais

importantes, precisamente pelo crescimento

que têm registado.

Que tipos de pneus está a Toyo a produzir

atualmente?

A Toyo Tires produz, predominantemente,

pneus para automóveis e vans, embora,

noutros mercados, tenhamos, também,

pneus pesados e para movimentação de

terras. Mas, na Europa, vendemos, sobre-

www.revistadospneus.com | 27


Entrevista

Mike Rignall

“PRETENDEMOS TER OS PRODUTOS CERTOS NOS SEGMENTOS

QUE ENTENDEMOS SEREM OS MAIS IMPORTANTES”

tudo, pneus para automóveis e comerciais

ligeiros, embora tenhamos alguma expressão

na venda de equipamentos regionais.

Temos ambição de crescer no futuro. Muitos

dos veículos que são vendidos noutros

mercados já trazem pneus Toyo como

equipamento de origem e gostaríamos de

expandir a nossa marca neste segmento na

Europa. Neste momento, estamos focados

no mercado de substituição. Anunciámos

um aumento da nossa capacidade em três

milhões de pneus, que provêm da nossa

fábrica na Malásia, por exemplo. Quando

tivermos capacidade para dar resposta às

necessidades dos fabricantes de automóveis,

iremos expandir o nosso negócio. Já temos

vindo a falar nisso, ou seja, no aumento da

nossa capacidade.

Como vê a Toyo Tires o mercado de pneus

na Europa?

O mercado europeu é muito importante para

nós. É o último mercado onde sentimos que

não atingimos ainda a nossa posição natural.

Estamos muito forte no Japão e na Ásia,

estamos extremamente fortes na América,

mas ainda não estamos nesse patamar na

Europa. Mas queremos estar. A nossa ambição

é estar ao mesmo nível em todos os

mercados do mundo. Temos mais trabalho

aqui na Europa, mas temos uma grande ambição

e muitos planos a curto, médio e longo

prazos para atingir esse objetivo, de modo

a que o mercado europeu se torne tão forte

para nós como os outros mercados.

De que forma está a Toyo Tires a apostar

nas novas tecnologias?

Esta pergunta é bastante interessante. Existem

tantos canais que as formas “convencionais”

já não funcionam. Houve uma altura

em que, se estivéssemos na televisão, todos

nos conheciam e podíamos subir muito o

volume de vendas. Atualmente, isto já não

acontece e temos de ter muito cuidado com

os canais que utilizamos. Temos de ter objetivos

muito bem definidos e estratégias diferentes

para cada um deles. A Toyo Tires tem

uma estratégia para as redes sociais e outra,

diferente, para o website, que temos vindo

a renovar nos últimos meses. Renovámos

a interface para os nossos distribuidores e

para os nossos consumidores que procuram

informação no website e nas redes sociais.

Quais são os serviços que a Toyo Tires

oferece aos distribuidores e consumidores?

Os serviços para nós, independentemente

se são para distribuidores ou consumidores,

tem a ver com satisfação. Antigamente,

tivemos alguns distribuidores insatisfeitos,

mas, desde a chegada do nosso novo presidente,

há dois anos, temos estado a trabalhar

arduamente para que, quando fazemos os

nossos inquéritos anuais, a satisfação dos

nossos distribuidores aumente. E isto está

a acontecer, apesar de a nossa capacidade

de fornecimento não ter sofrido alterações.

O que mudou foi a nossa atitude perante o

mercado e a nossa capacidade de resolver

os problemas dos consumidores. No que

diz respeito aos consumidores, tentamos

ter uma linha de comunicação mais direta

com eles, mais verdadeiros e mais honestos,

dotando-os de todos os factos para que eles

possam decidir em consciência em relação

aos pneus que fabricamos. Tentamos dar-

-lhes informações claras e concisas, mas

com uma componente de entretenimento.

Dedicámos algum tempo a perceber como

deveríamos comunicar com o cliente final,

pois, apesar de publicarmos vídeos com

muitos detalhes técnicos, o número de

visualizações mostrava que não estavam

a ser bem recebidos. Agora, conseguimos

que estes números aumentem, ao definir,

claramente, qual o publico que queremos

atingir e de que forma. Acreditamos que,

agora, estamos a prestar um bom serviço de

informação ao cliente final e o nosso círculo

de distribuidores também contribui para

passar a informação mais completa aos

consumidores. Neste momento, a qualidade

do nosso serviço está a crescer. Mas ainda

há um longo caminho pela frente e temos

muitos passos a dar.

O desporto motorizado é importante

para a Toyo Tires?

É uma área interessante para nós. Não somos

dos maiores fornecedores para desporto,

mas existem cerca de 50 campeonatos em

todo o mundo que nós apoiamos, alguns de

forma direta, outros através da nossa equipa

de distribuidores. Atualmente, patrocinamos

a modalidade de Rally Cross no Reino Unido,

Portugal, Itália e Alemanha. Esta é uma área

onde vemos grande sucesso, mesmo que

as equipas não estejam a utilizar os nossos

pneus. No futuro, esperamos que, à medida

que os novos produtos estejam disponíveis,

as equipas reconheçam o nosso valor e queiram

começar a utilizar os nossos pneus. Esta

é uma área que, apesar de não ter grande

representatividade para a Toyo, não deixa

de ser muito importante. ♦

28 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


70

O inovador desenho do piso do Proxes TR1,

combina performances de excelência com a

exclusividade de um design único.

Os exclusivos indicadores de desgaste do piso,

auxiliam os condutores mais entusiastas da

condução desportiva a tirar o máximo rendimento

da excepcional tração e do superior

comportamento em curva do Proxes TR1.

VERÃO

Uma forte redução do impacto ambiental é

assegurada pelo maior aproveitamento da vida

útil do pneu.

Índices de velocidade V, W e Y.

Jantes 14 - 20 polegadas.

255 617 480


Em Foco

Licenciei os meus

filhos, mas

ensinei-os a sujar

as mãos de óleo

Aos 64 anos, Francisco José Ribeiro Miguel conta 53 de profissão.

Uma vida inteira dedicada aos pneus. O fundador da Auto Pneus da Covilhã,

casa prestes a cumprir 30 anos, tem um mundo de histórias do setor

e partilhou-as com a Revista dos Pneus

Por: Jorge Flores

Há momentos que mudam uma carreira. Uma vida

inteira, na verdade. Para Francisco José Ribeiro

Miguel, de 64 anos, 53 dos quais dedicados ao

ramo dos pneus, o momento aconteceu há cerca

de três décadas, quando percebeu, de forma inabalável, que

a criação do seu próprio negócio seria o próximo passo a dar.

Foi um episódio relativamente simples que o fez avançar,

finalmente. “Certo dia, montei quatro pneus a um médico, por

sinal, ortopedista. Passado algum tempo, ele rebentou um

pneu numa pedra. E eu disse-lhe: senhor Dr., eu reparo-lho.

Não! Respondeu-me ele. Queria um novo. E eu expliquei-lhe.

Se eu partir um braço, o senhor Dr. coloca-me um braço

novo? Não. Tem de o reparar para ele continuar funcional.

Pois é isso mesmo que eu vou fazer ao seu pneu. Reparo-o

de forma a ele ficar perfeitamente funcional como antes!

Como se não tivesse tido nada. Assim foi. Reparei-lhe o pneu.

Passado um ano, veio dar-me os parabéns, porque nunca

notou nada no automóvel nem no pneu, que cumpriu a sua

vida útil sem problemas”.

Para Francisco José Ribeiro Miguel, foi determinante. “Deu-

-me muita confiança sobre os meus conhecimentos e profissionalismo.

Foi quando percebi que acreditavam no meu

trabalho e nos meus conselhos para rentabilizar a vida dos

pneus, para que estes fizessem mais quilómetros”, conta à

nossa revista. Com este episódio em mente, fundou a Auto

Pneus da Covilhã, ainda na sua primeira expressão (casa

que ainda continua aberta), a escassos cinco quilómetros

de onde se encontra a empresa, atualmente, na Zona Industrial

de Tortosendo. Em 2020, a empresa celebrará 30

anos de atividade.

BOTA ROTA, MÃO FIRME

Para contar toda a história da Francisco José Ribeiro Miguel,

porém, teremos de recuar até à sua infância. Onde e quando

tudo começou, como se pode ver, numa fotografia, a preto

e branco, de bota rota, sim, mas mão firme, a montar um

pneu. “Comecei aos 11 anos e aos 12 já desmontava pneus.

Nasci em 1955, comecei a trabalhar em 1966 e, em 1967, já

descontava. Reformei-me com 51 anos de trabalho”, confidencia.

A paixão pelo ramo nasceu nessa época. Ganhou corpo,

experiência. E nunca parou de aprender, de aperfeiçoar a sua

arte na reparação de pneus. “Os tempos eram diferentes. As

pessoas não tinham dinheiro para estar sempre a comprar

pneus, como agora. Recorria-se muito a pneus recauchutados

30 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Auto Pneus da Covilhã

www.revistadospneus.com | 31


Em Foco

Francisco José Ribeiro Miguel, ladeado pelos

filhos, junto da sua equipa, nas amplas instalações

da Auto Pneus da Covilhã. Em cima,

foto dos tempos em que o fundador da Auto

Pneus da Covilhã trabalhava na Covipneus

e reparados. Quanto sofriam um golpe, eram

reparados. Daí ter optado por aperfeiçoar-me

nesta área”, sublinha. Trabalhou com casas de

renome, na época, com profissionais muito

conhecedores, caso de Abel Serra Proença (já

falecido). Na RioMar, ainda hoje importadora

das borrachas Tip Top, em1987, tirou um curso

de vulcanização de pneus. O patrão não sabia.

“Disse-lhe que estava doente e tinha de ir ao

médico, mas ia a Lisboa às aulas”, conta. Um

ano mais tarde, em 1988, tirou outro curso.

Desta vez, na reparação de telas nas britadeiras.

“Foi uma mais-valia para o meu futuro na

profissão. Aprendi mesmo muito”, reconhece.

O último patrão para quem trabalhou foi

João Almeida, já protagonista da rubrica

Máquina do Tempo da Revista dos Pneus.

“Na altura, comprou a Electro Vulcanizadora

da Covilhã, onde eu trabalhava e passou

a designar-se Covipneus. Ainda existe no

Fundão, mas não na Covilhã”. Quando decidiu

estabelecer-se por conta própria, João

Almeida ainda procurou aumentar-lhe o

ordenado. Em vão. “Estava convicto. Devia

tê-lo feito muito antes. Tinha os conhecimentos,

a experiência e os clientes também.

Muitos deles vieram comigo”, recorda

à nossa revista.

DIA DA INDEPENDÊNCIA

Para a Auto Pneus da Covilhã, os primeiros

tempos não foram fáceis. Nunca são. Mas, a

pouco e pouco, foi conquistando o mercado

da região. Até que, em 2004, há 15 anos,

mudou-se para as amplas e bem equipadas

instalações que ainda hoje ocupa. “Mudámos

por uma questão de espaço. Para podermos

alargar o nosso leque de clientes, porque

estávamos num local onde os camiões

não conseguiam fazer as suas manobras”,

conta. Mal a câmara local abriu o terreno à

construção do parque industrial, Francisco

José Ribeiro Miguel não hesitou. Arriscou.

Investiu. Desbravou mato, até porque nunca

teve medo de meter as mãos ao trabalho

duro. “Foi complicado, na altura, porque não

tínhamos capitais próprios e recorremos à

banca. Mas os nossos clientes apoiaram-nos

imenso. Deram-nos muita força para investir

em máquinas novas. E conseguimos criar

condições para, inclusivamente, receber dois

camiões, dentro do pavilhão. E trabalhá-los,

em simultâneo. Criámos as boxes de montagem

e desmontagem”, revela o fundador.

“Estabelecer-me por conta própria foi a melhor das

decisões. Devia tê-lo feito antes. tinha o conhecimento”

32 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Auto Pneus da Covilhã

Com o tempo, a Auto Pneus da Covilhã

foi crescendo. De forma sustentável. Hoje,

Francisco José Ribeiro Miguel orgulha-se de

já não precisar de créditos bancários. “Sei

que a banca está lá para qualquer eventualidade,

mas não precisamos”, garante.

Orgulho é, também, o facto de continuarem

a contar com alguns clientes há mais

de duas décadas. Casos da LeasePlan e de

outras gestoras de frotas.

A empresa dispõe, atualmente, em permanência,

de um stock de 250 a 300 mil euros,

com pneus de todas as marcas e segmentos.

“Desde o mais simples, para um carrinho

de mão, até pneus para uma dumper, para

serviços de terraplanagem. De €5 a €5.000

ou €10.000, temos de tudo em armazém”,

diz Francisco José Ribeiro Miguel. Quando

não tem um determinado pneu para entrega

imediata, ou no dia seguinte ao pedido, a

empresa tenta sempre “emprestar um pneu

válido para trabalhar. Para que a máquina

não fique parada até vir o pneu”, afirma.

Fundamental é a satisfação dos clientes.

“Entregam-nos um camião e, em duas horas,

montamos seis pneus. Chegámos a fazê-lo

em apenas 30 minutos”, acrescenta.

Montagem, reparação, calibragem, ou seja,

todos os serviços relacionados com pneus

são assegurados pela casa, que não deixa de

realizar serviços de mecânica rápida, como,

por exemplo, mudanças de pastilhas e calços

de travão, ou de óleo, quando necessário.

Embora muito distinto do passado,

o mercado, hoje, também apresenta as

suas (enormes) dificuldades. “Existe muita

concorrência. Temos de ter sempre em

consideração os preços e a qualidade do

serviço”, refere.

SUCESSÃO ASSEGURADA

Embora reformado, Francisco José Ribeiro

Miguel continua presente na empresa. “Sei

que ainda sou um jovem e que posso ensinar

muito aos meus filhos e aos meus colaboradores”,

admite. A sucessão, de resto, está

assegurada. A seu lado, tem o filho, Rodrigo

Miguel, a tomar conta dos serviços de pneus,

e a filha, Catarina Miguel, psicóloga clínica

de profissão, mas que apoia a Auto Pneus

da Covilhã em matérias que envolvam documentos

e todo o tipo de “papelada”.

O fundador não tem dúvidas: “Vai ficar bem

entregue. Vou acompanhar, no que for preciso,

quer nas compras quer nas vendas

e na relação com os clientes. Mas estou

absolutamente seguro de que eles darão

continuidade ao negócio que o pai criou”.

E acrescenta, categórico: “Licenciei os meus

filhos, mas digo-lhes sempre que, quando

é preciso, temos de sujar as mãos de óleo.

Trabalhar nunca será uma vergonha”. Uma

noção de humildade que procura colocar em

tudo na vida. E que terá sido já assimilada

pelos sucessores. Em género de confissão,

Rodrigo Pereira garante à Revista dos Pneus

que não se recorda de quando começou a

montar pneus. Como se tal já fizesse parte

do seu código genético... ♦

www.revistadospneus.com | 33


MáquinadoTempo

A recriar

desde 1969

34 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Fedima

A Revista dos Pneus visitou as instalações da Fedima no mês em que a marca celebrou

o seu 50.° aniversário. Carlos Feliciano Marques e Maria da Conceição Marques, foram os

anfitriões que nos guiaram pelas cinco décadas de história da empresa de Alcobaça

Por: João Vieira

Localizada à entrada de Alcobaça, a

Recauchutagem 31 (R31), que tem

no seu portefólio a Fedima, marca

com a “produção mais variada do

mundo”, é uma empresa de referência no

concelho, onde sempre exerceu a sua atividade.

A Revista dos Pneus foi conhecer, por

dentro, esta carismática empresa de pneus

ao longo dos 15.000 m 2 das instalações, repartidas

por várias áreas e setores, nos quais

trabalham, atualmente, cerca de 90 pessoas.

Equipada com a mais moderna tecnologia

para recauchutagem de pneus, a R31 tem

uma capacidade de produção diária instalada

superior a 1.000 pneus. Mas, no início, tudo

foi diferente, conforme nos contou Carlos

Marques, administrador da empresa. “A R31

abriu a sua atividade em 1969 no setor da

reconstrução de pneus usados e comercialização

de pneus novos. No início, esta sociedade,

de cariz familiar, constituída pelo

meu pai, por mim, por um cunhado e por

um primo, desenvolvia a sua atividade com

o apoio de cinco colaboradores, numa área

de 400 m 2 . A fundação da empresa coincidiu

com a minha entrada no serviço militar, onde

estive 38 meses, 25 dos quais em Angola, de

onde regressei em 1972”, começa por revelar.

NEGÓCIO EM CRESCIMENTO

A 23 de fevereiro de 1974, Carlos Marques

casou-se e, poucos meses depois, aconteceu

a revolução do 25 de Abril. “As empresas onde

eu e a minha esposa trabalhávamos, entraram

em autogestão e os tempos eram de indecisão.

Consegui acabar o curso de engenharia

e, em 1975, eu e a minha esposa, grávida da

nossa filha, Rita, entrámos na empresa. Até

1981, foram seis anos excecionais e um período

interessante de venda de pneus novos

e recauchutados”, dá conta o administrador.

Em 1981, houve uma separação da empresa.

“Eu e a minha esposa ficámos com o setor

industrial. Nesse ano, a empresa virou a sua

estratégia, exclusivamente, para o processo

de reconstrução de pneus, procurando know-

-how sobretudo em mercados estrangeiros”,

acrescenta. Em 1986, a empresa lançou os

pisos pré-moldados, graças à parceria com

o grupo italiano Ital-Rubber, que alavancou

todo o processo de crescimento da empresa.

A aquisição do primeiro autoclave veio revolucionar

o sistema de recauchutagem pela

simplicidade e a produção aumentou consideravelmente.

“Nesse período, cheguei a

receber quatro camiões de borracha e pisos

pré moldados por mês, equivalentes a 100

toneladas de material que revendia. Fomos

pioneiros na recauchutagem a frio em Portugal

com pisos pré moldados”, frisa Carlos

Marques.

Em 1991, a empresa arrancou com a recauchutagem

integral para pneus de turismo, comerciais

e 4x4. Na altura, fazia muita confusão

aos clientes não utilizar as carcaças que estes

enviavam. Mas, com o tempo, essa preocupação

desapareceu, porque a empresa garantia

a qualidade do pneu independente da carcaça

utilizada. “Ainda no ano 1991”, recorda

o nosso interlocutor, “criámos duas marcas

próprias: Fedima para as gamas de turismo,

comercial e 4x4; Cafema para o mercado agrícola.

Esta aposta aumentou a produção diária

em muitas centenas de unidades. Em 1993,

adquirimos uma autoclave de três metros

de diâmetro para pneus industriais e OTR”,

explica o administrador.

Para acompanhar as exigências crescentes

dos mercados, a empresa avançou com a

melhoria das instalações, criando setores de

produção específicos em espaços distintos,

com uma área total de 15.000 m2. “A 26 de

fevereiro de 1998, coincidindo com o meu

50.° aniversário, inaugurámos as novas instalações

e foi também neste ano que realizámos

uma exposição de pneus 4x4 em Santa Maria

da Feira, que se revelou um marco importante

na história da empresa. Verificámos a grande

necessidade que o mercado tinha de pneus

4x4 recauchutados de piso agressivo, para

fora de estrada, e iniciámos a produção de

uma linha completa deste tipo de pneus”,

refere Carlos Marques.

PRESENÇA ASSÍDUA NA MOTORTEC

Em 1999, também foi importante a parceria

com um fornecedor do Peru, que permitiu

à companhia lançar os pisos pré moldados

industriais com um único “pegamento”, que

era um sistema totalmente diferente do que

havia. “No ano 2000, certificámos a empresa

com a norma NP EN ISO9001:2000. Uma

decisão importante e, também, necessária,

pois a exportação a tal obrigava. Iniciámos o

processo de exportação no início da década

de 2000, para países de proximidade física e

cultural, como Espanha e, mais tarde, França,

Fernando Dias Marques, fundador da

Recauchutagem 31, iniciou a atividade com a

reconstrução de pneus usados e a comercialização

de pneus novos

www.revistadospneus.com | 35


MáquinadoTempo

Fedima

1990

Registo de duas marcas:

Fedima e Cafema

1969

Fundação da

Recauchutagem 31

1980

Início da parceria

com o grupo italiano

Ital-Rubber

onde criámos a Fedima France, uma filial que,

atualmente, é 100% nossa”, dá conta o administrador.

Em França, graças ao trabalho do

gerente que lá estava, muito dinâmico na

competição 4x4, a marca conseguiu entrar

no campeonato europeu de super camiões,

fornecendo, em exclusivo, pneus Fedima para

todos os veículos. “Fizemos as 10 provas do

campeonato e tudo correu bem, tendo a

primeira prova decorrido no Autódromo do

Estoril. O mercado francês foi o motor impulsionador

e determinante para o crescimento

atual da marca Fedima, não só em França, mas

no mundo. Atualmente, exportamos para

mais de 20 países, num processo produtivo

contínuo”, salienta Carlos Marques.

Em 2001 e 2003, a marca ganhou o prémio

de melhor pneu em exposição no Salão ITRA,

realizado nos EUA. A presença no Salão Motortec,

em 2003, foi outro marco importante

para a Fedima, pois foi neste certame que a

marca foi lançada no mercado espanhol. “A

partir daí, estivemos sempre presentes em

todas as edições da Motortec. Ainda hoje,

enviamos dois camiões TIR todas as semanas

para Espanha”, frisa o responsável. Em

2006, a empresa adquiriu um equipamento

de xerografia para detetar inconformidades

na estrutura interna dos pneus. “Tira 24 fotos

1981

Importação da

primeira autoclave

1986

Lançamento dos

pisos pré-moldados

ao pneu, oito na lateral direita, oito na lateral

esquerda e mais oito no piso. O técnico

verifica se há separação ou não da carcaça

e falhas no talão, que é onde o pneu sofre

maior esforço”, revela o administrador.

Em 2012, a empresa iniciou a produção dos

pneus semi-maciços, que são, atualmente,

uma das suas especialidades. “São pneus

utilizados em siderurgias, fábricas de vidros

e sucatas, atividades onde o pneu está sujeito

a perfurações. Os anos mais recentes têm sido

de constantes investimentos, quer a nível

de aquisição de novos equipamentos para

a fábrica, quer da melhoria das condições

de trabalho para todos os colaboradores”,

acrescenta Carlos Marques.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

A parte social sempre foi muito importante

para a Fedima, conforme refere Carlos Marques:

“Sempre demos grande enfoque ao

compromisso social da empresa. Apoiamos

diversas coletividades com fins formativos,

pois consideramos a formação uma prioridade

da sociedade e das organizações.

Já oferecemos diversas carrinhas a várias

coletividades e apoiamos eventos e meios

de comunicação locais. Este ano, integrado

nas comemorações dos 50 anos da empresa,

1991

Início da recauchutagem

integral para pneus de

turismo, comerciais e 4x4

1993

Aquisição da autoclave de

três metros de diâmetro para

pneus industriais e OTR

1998

Aumento da área fabril

para 12.000 m 2

1999

Parceria com fornecedor do

Peru e lançamento de pisos

pré moldados industriais

2000

Certificação da empresa

2003

Prémio de melhor pneu em exposição

no Salão ITRA, realizado nos EUA

36 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


“ACREDITO QUE TEMOS TODAS AS CONDIÇÕES PARA CRESCER

E SER UMA INDÚSTRIA DE FUTURO”, refere Carlos Marques

oferecemos aos Bombeiros Voluntários de

Alcobaça um camião-contentor, com 60 m 3 ,

para ser utilizado nos grandes incêndios ou

acidentes, podendo funcionar como posto

de comando”.

APOSTA NA COMPETIÇÃO

Desde 1998 que a empresa iniciou uma estratégia

para o desenvolvimento no segmento

4x4. O crescimento da quota de mercado de

veículos 4x4 e a generalização dos vários tipos

de provas de desporto motorizado ligado

a este segmento, lançaram a Fedima no

mundo da competição. A marca aumentou

a sua projeção apostando neste mercado,

onde encontrou condições reais de teste e

resistência para pôr à prova o seu trabalho e

desenvolvimento de produto. “Para termos

bons pneus de competição, precisamos de

boas carcaças, ou seja, de pneus usados de

marcas premium, que são apenas essas as

que consideramos na nossa produção para

os pneus Fedima de competição”, explica

Carlos Marques.

Na competição automóvel, a Fedima tinha,

até 2006, apenas disponíveis pneus para ralicross

e autocross. Desde então, tem desenvolvido

um trabalho criterioso, estabelecendo

sinergias entre pilotos e parceiros, quer em

Portugal, quer em França e na Alemanha,

com o objetivo de abrir caminho para um

novo desafio no mercado motorsport, lançando

as gamas F/N e F/T para rali. Em 2009,

a marca atingiu as 12.000 unidades de pneus

para competição automóvel, cujas principais

características são resistência e valor significativamente

inferior às marcas habituais

envolvidas na competição. São inúmeros os

troféus conquistados em diversas provas,

quer em Portugal, quer no estrangeiro, onde

se destacam as 24 Horas TT de Fronteira e o

Rali da Grécia. “Vamos continuar a apoiar o

desporto motorizado. É a área mais exigente

dentro do setor automóvel. Fomos gradualmente

diversificando estes apoios consoante

os novos produtos que desenvolvemos. O

retorno em termos de desafio, experiência

e imagem de marca, é muito positivo. Temos

orgulho que o nosso melhor cliente neste

setor seja a Fedima Alemanha, nosso parceiro

há muitos anos”, salienta o responsável.

FUTURO COM POTENCIAL, MAS...

O futuro não assusta Carlos Marques, pois

considera o pneu recauchutado um produto

totalmente integrado na denominada Eco-

nomia Circular, que combate o desperdício e

promove a reutilização dos produtos. “A utilização

de pneus recauchutados significa criar

novos valores, permitindo uma substancial

redução de custos e utilização de recursos

relativamente a um pneu novo. O processo

de recauchutagem é amigo do ambiente e é

considerado uma boa prática em termos de

reaproveitamento de pneus, que, de outro

modo, seriam resíduo poluente. Acredito,

por isso, que temos todas as condições para

crescer e ser uma indústria de futuro. Mas

tem de haver uma política de proteção às

empresas europeias, de forma a controlar

a entrada de pneus asiáticos com valores,

muitas vezes, mais abaixo dos nossos custos

de produção, porque, embora já exista a taxa

anti-dumping para os pneus pesados com

origem na China, para os pneus ligeiros não

existe”, alerta o responsável.

De acordo com Carlos Marques, “a Europa não

se tem protegido e não se vislumbram grandes

alterações. Vamos continuar a aproveitar

a nossa política de variedade. A aposta nos

mercados de nicho que consumam produtos

muito específicos faz parte do nosso ADN

e vamos manter esta estratégia”, assegura

Carlos Marques, em jeito de conclusão. ♦

2006

Aquisição dos

equipamentos

de xerografia

2008

Aquisição de

equipamento MGT

para pneus OTR

2010

Atribuição do estatuto

de PME Líder

2011

Aquisição de extrusora

100% automática

para camião

2012

Início da produção de

pneus semi-maciços

2019

Celebração do

50.° aniversário


Empresa

União ibérica

É a primeira vez que dois dos maiores clientes da Vulco em Portugal unem esforços

para desenvolver um projeto comum. Inaugurada, oficialmente, no dia 14 de maio, a

Alcaide & Salco, localizada em Leça da Palmeira, é fruto de uma parceria estabelecida

entre a Pneus do Alcaide e o Grupo Salco. A Revista dos Pneus visitou a nova casa

Por: Bruno Castanheira

38 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Alcaide & Salco

Salco, tivesse sido a 14 de maio, a casa abriu

as suas portas no início de março. No momento

solene da inauguração, estiveram

presentes Alberto Granadino, diretor-geral

da Goodyear Dunlop Iberia, Mario Recio,

diretor de retail da Goodyear Dunlop Iberia,

Agustín Salinas, do Grupo Salco, e David

Laureano, da Pneus do Alcaide. O que demonstra

bem a importância deste projeto.

AMPLAS INSTALAÇÕES

Localizada em Leça da Palmeira, mais concretamente

na Rua Veloso Salgado, 1104, as exuberantes

cores que caracterizam a imagem da

Vulco (azul e amarelo) permitem identificar

a nova casa à distância. Os 1.100 m 2 de área

são, a par da imagem, uma das mais-valias

da 40.ª oficina da rede apoiada pela Goodyear

Dunlop. Lá dentro, David Laureano,

administrador da Pneus do Alcaide e sóciogerente

da Alcaide & Salco, função que divide

com Agustín Salinas, do Grupo Salco,

estava à nossa espera. A conversa começara,

invariavelmente, pela intenção que presidiu

à criação deste projeto. “A ideia já tinha três,

quatro anos. A Pneus do Alcaide conheceu o

Grupo Salco há meia dúzia de anos, quando

este mudou a sua fábrica de recauchutagem,

uma vez que o auxiliámos durante esse processo”,

recorda David Laureano. Acrescentando

de seguida: “A abertura da Alcaide &

Salco resulta de uma aproximação entre as

duas organizações. Sendo nós dos maiores

grupos em Portugal e eles dos maiores em

Espanha, estavam reunidas as condições para

uma união de esforços. Como o Grupo Salco

pretendia estar em Portugal com um posto e

como a Pneus do Alcaide estava no Porto há

muitos anos com uma situação mais precária,

decidimos juntar sinergias e criar este projeto”.

E não há dúvida de que, nos negócios, como

na vida privada, a união faz a força. Ainda

para mais, sendo ibérica. Disso mesma dá

conta o responsável: “Creio que fazia mais

sentido virmos para Leça da Palmeira juntos

do que separados, uma vez que, mais cedo

ou mais tarde, o Grupo Salco teria um espaço

físico no mercado português, visto que era

esse um dos seus objetivos”. Mas atenção:

esta nova casa não representa a primeira

incursão do Grupo Salco em Portugal, visto

que este já tem uma empresa comercial no

nosso país (Galusal). “Um dos objetivos do

Grupo Salco era abrir um posto em Portugal,

nomeadamente no norte, uma vez que

achava o mercado da região interessante. E

como esse mercado necessitava de um trabalho

mais efetivo com frotas e pressupunha

outra abordagem... Foi assim que a ideia

passou à prática”, explica David Laureano.

SINERGIAS DE GRUPO

Ainda que o nome fiscal seja Alcaide & Galusal,

a nova casa é conhecida pela designação

comercial Alcaide & Salco. A Pneus do Alcaide

dispõe de três lojas (Leça da Palmeira;

Porto de Mós; Benedita), uma fábrica de

recauchutagem e um serviço de assistência

de pneus 24h. “Já pertencíamos à rede Vulco

há cerca de 10 anos, com a loja da Benedita,

mas esta é a nossa segunda casa que integra

o conceito da rede apoiada pela Goodyear

Dunlop, ainda que a primeira da parceria com

o Grupo Salco. O conceito Vulco é igual nas

nossas duas lojas. Apenas a propriedade destas

casas é diferente”, frisa David Laureano.

Porquê a aposta na Vulco? “Sendo nós, tal

como o Grupo Salco (que dispõe de 17 postos

em Espanha), membros desta rede há muitos

anos, só fazia sentido abrir a nova casa com

a imagem Vulco. Para mais, sendo ambos os

grupos dos principais clientes da Goodyear”,

dá conta o responsável. “Já trabalhávamos

com o Grupo Salco na parte da recauchutagem,

há cerca de seis anos. Foi nessa altura

que nasceu o relacionamento que temos hoje.

A

Vulco, rede de oficinas apoiada

pela Goodyear Dunlop, especializada

em pneus e mecânica

rápida, continua a crescer. Presente

em dois continentes, é formada por

290 pontos de venda em Portugal e Espanha

(mais de 2.000 na Europa). Um rápido

desenvolvimento que está cimentado na

gestão moderna, na qualidade do serviço e

no compromisso para com o cliente.

Embora a inauguração oficial da Alcaide &

Salco (a 40.ª oficina da rede Vulco em Portugal),

que resulta de uma parceria estabelecida

entre a Pneus do Alcaide e o Grupo

www.revistadospneus.com | 39


Empresa

Alcaide & Salco

a abertura da alcaide & salco resulta de uma

aproximação entre os dois grupos, que saem

fortalecidos com esta nova casa da rede vulco

Mais tarde, pensámos no projeto de ter uma

casa em conjunto, o que, estrategicamente,

é muito importante”, acrescenta.

As sinergias, hoje, desde que salvaguardados

os devidos interesses e na proporção certa,

fazem todo o sentido. David Laureano partilha,

de resto, desta opinião: “Da maneira

como está o mercado, foi mais fácil juntarmos

sinergias para estarmos mais fortes no

setor, em vez de estarmos a dividi-lo. Como

o objetivo do Grupo Salco era ter um espaço

físico em Portugal e nós já cá estávamos,

em vez de os termos como concorrentes,

temo-los como parceiros, o que acaba por

ser benéfico para ambas as partes”, explica.

“Juntámos vontades e know-how e tornámo-

-nos num operador mais forte. A todos os

níveis. Partimos para um projeto novo e totalmente

inovador no mercado, que vem

fortalecer os dois grupos. A Pneus do Alcaide

ficou com uma presença mais forte na zona

do Porto e o Grupo Salco passou a ter uma

presença física em Portugal. O que nos tem

aberto, também, algumas portas no setor

da recauchutagem no país vizinho, visto

que isto nos permite produzir pneus para

Espanha”, revela.

VARIEDADE DE SERVIÇOS

Para além de prestar todos os serviços para

pneus ligeiros e pesados (a oficina dispõe,

aliás, de duas áreas de alinhamento distintas

para servir esses segmentos), a Alcaide &

Salco trabalha com equipamentos de topo

e faz mecânica rápida, embora esteja habilitada

para intervenções mais profundas,

onde conta com dois elevadores e pessoal

qualificado. “Temos tudo o que é necessário

para dar ao mercado a resposta que se impõe.

Fazemos todos os serviços de pneus ligeiros,

pesados, agrícolas e industriais. Temos espaço

e meios para isso”, salienta David Laureano.

“O mercado de pneus pesados, onde nos

movimentamos mais à-vontade (assegura

um volume muito maior face aos ligeiros),

está estagnado e está a trabalhar muito para

o preço. É um mercado que tem muitos operadores

e onde as pessoas procuram muito o

preço. A nossa estratégia é fazer ver ao cliente

que o pneu não é só preço e atravessa muitas

fases, implicando muitas tarefas. Temos

quatro unidades de assistência móvel para

pneus pesados e uma específica para pneus

industriais”, explica o responsável.

Com uma equipa constituída por quatro

pessoas efetivas e um comercial, que faz a

parte das vendas, a Alcaide & Salco tem nos

pneus o seu core business. “O nosso principal

know-how são os pneus. A mecânica rápida,

que representa cerca de 20% da nossa faturação,

surge como um complemento ao

negócio. Os pneus pesados assumem maior

expressão na nova casa do que os pneus ligeiros.

Mas queremos equilibrar os segmentos.

Contudo, margem de progressão existe no

mercado todo”, esclarece David Laureano.

O arranque da nova casa correu bem. Até

está acima das previsões. “Tentamos trazer

ao mercado qualidade de serviço e acompanhamento

às frotas. Dispomos de acordos

com empresas de renting e ALD. Não estamos

preocupados em vender apenas o pneu,

mas em oferecer um pouco de tudo e dar

acompanhamento. Tentamos que as frotas

olhem para o pneu como um investimento

e não como um custo. Há muita coisa que

se pode fazer com o pneu. E, nesse sentido,

tentamos sensibilizar as frotas, de modo a

tirar mais partido do pneu e a aumentar a

rentabilidade. Pneus, qualquer um vende.

Prestar os serviços que nós prestamos, é que

já não está ao alcance de todos. Existe todo

um trabalho que pode ser feito para além da

venda do pneu”, alerta o responsável.

E no que diz respeito à recauchutagem? “Embora

se tenha ressentido com a entrada, há

uns anos, dos pneus económicos, a verdade

é que, em 2018, crescemos face a 2017. A lei

anti-dumping veio ajudar a recauchutagem,

que é um setor onde impera a qualidade e

que tem fábricas muito evoluídas. Em 2018,

recauchutámos (a frio) cerca de 8.000 pneus

pesados (jantes de 17,5” a 22,5”). A perspetiva

para este ano é crescer, até pela abertura

desta nova casa com o Grupo Salco”, afirma

David Laureano. Que, a concluir, não vira às

costas à abertura de um novo espaço ao

abrigo desta parceria, embora com muita

prudência: “Para já, vamos cimentar a nova

casa de Leça da Palmeira. Fazê-la crescer de

forma sustentada. No futuro, logo se vê. Um

passo de cada vez”. ♦

Alcaide & Salco

Sócios-gerentes David Laureano e Agustín Salinas | Sede Rua Veloso Salgado, 1104, 4450 – 337 Leça da Palmeira

Telefone 229 961 024 | Email geral@alcaidesalco.com | Sites www.pneusalcaide.com; www.gruposalco.com

40 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Empresa

70 anos a

reconstruir

Quase a cumprir 70 anos de vida, a Seiça Pneus é a mais antiga empresa dedicada à

reconstrução de pneus. O segredo do sucesso da fábrica, situada, desde sempre, na

Marinha Grande, é a sua capacidade de evolução

Por: Jorge Flores

Na Seiça Pneus, os aniversários

contam-se pelas décadas. São já

quase sete. Prestes a completar 70

anos de existência (data a cumprir

em dezembro), a mais antiga empresa dedicada

à recauchutagem de pneus, fundada

sob o nome comercial de J. Roldão Seiça &

Tavares, nomes dos dois sócios fundadores,

continua a evidenciar uma enorme vivacidade.

Socorrendo-se do lema “Confiança para

avançar”, a empresa aproveitou a época festiva

para refrescar a sua imagem, como conta

Joaquim Manuel Seiça, administrador (e neto

do fundador) da empresa situada, desde a

sua origem, na Marinha Grande.

Para o desenrolar da atividade, a empresa

conta com uma (muito bem) equipada fábrica,

com 12.000 m 2 e com 40 funcionários,

produzindo, diariamente, pneus reconstruídos

para vários segmentos: veículos ligeiros,

comerciais, 4x4, pesados, agrícolas e industriais.

Entre estes, destaque para os pneus de

camião, que representam cerca de 50% da

atividade da Seiça Pneus, cuja área engloba

Portugal continental, de norte a sul.

Em conversa com a Revista dos Pneus, Joaquim

Manuel Seiça garante que a chave do

sucesso e da longevidade da empresa reside

na sua “capacidade de evolução”. Ou seja, na

forma como esta tem sabido “acompanhar,

desde sempre, as mudanças estruturais do

mercado e as tecnologias do próprio pneu.

É estar atento e adaptar-nos às necessidades

42 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Seiça Pneus

dos nossos clientes, mantendo o foco sempre

no futuro”, sustenta o responsável.

GESTÃO DE FROTAS

Para Joaquim Manuel Seiça, o principal obstáculo

do setor da reconstrução de pneus, nos

últimos tempos, é inequívoco: “A presença

de pneus chineses, baratos, condicionou

um pouco o setor da recauchutagem. Foi a

principal dificuldade que sentimos ultimamente.

Uma grande mudança de paradigma

no setor”, admite. As leis anti-dumping, na sua

perspetiva, “já começaram a fazer alguma

diferença, mas estas coisas demoram”, afirma.

O leque de clientes da empresa é vasto, perto

de 300 ativos, e bastante variado. Neste contexto,

“as casas de pneus são os clientes mais

tradicionais”, explica Joaquim Manuel Seiça.

Mas existem muitos outros de diversos nichos,

nomeadamente das empresas transportadoras.

Atualmente, a Seiça Pneus dispõe,

também, de um serviço de gestão de frotas

com assistência rápida disponível 24 horas e

com uma cobertura a nível europeu, fruto de

parcerias estabelecidas com várias empresas.

Como forma “complementar” do negócio, a

Seiça Pneus dedica-se ainda à comercialização

de pneus novos multimarca. “Uma forma

de não deixar de disponibilizar esse serviço

aos nossos clientes”, explica o responsável.

Rui Vieira, junto a um pneu industrial, é

funcionário da empresa há 45 anos...

FUTURO EM EVOLUÇÃO

A receita para o futuro? Parecida com a do

passado. “Analisar o mercado, sempre. Procurar

melhorar continuamente os processos

de produção. Nunca estarmos conformados

com o sistema produtivo, mas tentar sempre

fazer melhor”, refere o administrador.

Temas como a conectividade, a telemática,

os veículos elétricos e autónomos, não preocupam,

de forma alguma, o responsável da

Seiça Pneus. Antes pelo contrário. Desde logo,

porque, tudo indica que os automóveis do

futuro continuarão a ter pneus. “E os próprios

aviões têm pneus”, acrescenta Joaquim Manuel

Seiça. Depois, porque, preconiza, “são,

todos eles, equipamentos que aumentam o

nível de segurança dos veículos e dos pneus.

Essa evolução deixa-nos satisfeitos”, reforça. E

explica porque, no seu entender, a recauchutagem

terá lugar seguro no futuro: “Fala-se

muito, agora, nos sistemas de controlo da

pressão dos pneus. Para mim, é uma excelente

evolução. E espero que todos os modelos

usem este sistema daqui a uns anos, porque

aumenta a rentabilidade de um pneu e diminui

o número de rebentamentos. A principal

causa de rebentamentos de pneus é a falta

de pressão. A partir do momento em que isso

seja eliminado, conseguiremos chegar a um

número de rebentamentos muito inferior. O

condutor é avisado que está a perder pressão

e que o pneu vai rebentar. A tempo de parar

antes de causar estragos”.

O responsável recorre ainda à sua experiência

como diretor da Associação Nacional dos Industriais

da Recauchutagem de Pneus (ANIRP)

e a um estudo apelidado de “caça ao crocodilo”,

que consistiu em recolher os destroços

de pneus rebentados nas autoestradas. “Concluímos

que 55% deles eram recauchutados,

mas 55% eram pneus novos. Muitas vezes,

pensa-se que estes bocados de pneus que

vemos nas autoestradas são sempre de recauchutados,

mas não é necessariamente

verdade. Grande parte são de pneus novos”,

diz. E remata, convicto: “Os pneus recauchutados

têm testes de qualidade e homologações

idênticos aos pneus novos”. ♦

A Seiça Pneus foi uma das primeiras empresas

certificadas no segmento, oferecendo segurança,

economia e sustentabilidade ambiental

Seiça Pneus

Administrador Joaquim Manuel Seiça | Sede Av.ª Dr. José H. Varanda, 120, Apart. 49, 2431 - 901 Marinha Grande | Telefone

244 545 370 | Email joaquimseica@seicapneus.com | Site www.jlpneus.pt

www.revistadospneus.com | 43


Destaque

SN Pneus

DA CONSTRUÇÃO CIVIL

AOS PNEUS

Os pneus e a construção civil andam de braço dado na vida

de Nelson Cagarrinho, gerente e fundador da SN Pneus. A completar

um ano de existência, este parceiro Falken veio colmatar a necessidade

de executar determinados serviços em veículos da empresa de construção

que o responsável também detém

A

experiência de Nelson Cagarrinho

no mundo dos pneus é muito

superior ao tempo de vida da

empresa, fruto de um projeto já

antigo, a Pneurepa, focada, única e exclusivamente,

nos pneus. A SN Pneus surge da

necessidade de manutenção dos próprios

veículos da companhia ligada à construção

civil e de outras empresas parceiras. No entanto,

atualmente, a manutenção de veículos

representa apenas 40% do volume de negócios

da SN Pneus, ficando 60% a cargo dos

pneus. “Quisemos que, no mesmo espaço,

o cliente pudesse encontrar a solução para

todas as suas necessidades. O mercado está a

mudar e, se antigamente o cliente procurava

mudar os pneus e aproveitava para fazer a

revisão, hoje, se possível, é o contrário”, explica

Nelson Cagarrinho.

A empresa, sediada na Amadora, oferece

aos clientes uma gama completa de pneus

para qualquer tipo de veículo ligeiro, desde o

segmento premium até ao low cost, contando

com um stock de 940 pneus prontos a serem

instalados. O facto de trabalhar, maioritariamente,

com clientes profissionais, faz com que

a necessidade de reparação rápida seja maior.

FALKEN É APOSTA FORTE

Apesar de considerar estar aquém das expectativas

para o ano de 2019, Nelson Cagarrinho

mantém a aposta forte na marca Falken. “Estamos

com alguma dificuldade, no momento,

pois as obras estão a condicionar um pouco

a circulação na rua, mas rapidamente iremos

ultrapassar”, lamenta. A prova da aposta forte

44 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Publireportagem

AB TYRES

PERSISTÊNCIA

E MOTIVAÇÃO

Publireportagem

A relação da AB Tyres com a SN

Pneus é muito anterior à criação da

casa de Nelson Cagarrinho. “João

Coelho, comercial da AB Tyres e

amigo de longa data, foi um dos

impulsionadores iniciais deste projeto

AB/Falken, contando, também, com

o apoio de Paulo Santos e da equipa

de marketing”, afirma o gerente.

Por isso, desde o primeiro minuto

da SN Pneus que a Falken e a AB

Tyres estiveram sempre presentes.

A satisfação está bem patente, de

resto, no rosto de Nelson Cagarrinho

sempre que fala sobre a parceria que

tem com a AB Tyres. O responsável

considera que a disponibilidade da

equipa comercial e técnica que os

acompanha é fundamental para que

consiga satisfazer completamente o

cliente final. A rapidez de entrega

é, também, um dos pontos mais

valorizados pelo gerente. “Se, por

acaso, não tiver os pneus que o cliente

necessita, basta um telefonema. Caso

peça os pneus de manhã, à tarde

já posso executar o trabalho. Caso

os peça à tarde, posso executar o

trabalho na manhã seguinte”, diz.

A ajuda da AB Tyres foi, também,

fundamental para a composição do

stock existente na oficina. “O stock

elaborado inicialmente foi adaptado à

necessidade da zona empresarial, onde

nos localizamos, tendo sido, numa

primeira fase, previsto um tipo de

mercado que, depois, se revelou bem

diferente. A AB Tyres foi, também,

essencial nessa adaptação, bem como

na diversidade de produtos de que

dispomos”, conclui Nelson Cagarrinho.

da SN Pneus na Falken é a grande quantidade

de referências disponíveis. “Temos, no nosso

leque de clientes, pessoas que já conhecem

a Falken”, explica o gerente. No entanto, o

responsável alerta para a necessidade de

continuar a colocar a Falken nas “bocas do

mundo”.

Deixar de trabalhar com a marca de pneus

da Sumitomo Rubber Company está fora de

questão para Nelson Cagarrinho (que “empresta”

o seu primeiro nome, juntamente com

Sónia, sua esposa, à casa). O feedback dos

SN PNEUS

Gerente Nelson Cagarrinho

Morada Rua Henrique Paiva

Couceiro, 8E, Venda Nova,

2700 - 453 Amadora

Telefone 215 890 565

Email snpneus2018@gmail.com

clientes tem sido 100% positivo. “Até mesmo

da parte de alguns clientes que não conheciam

a marca. Quando regressam, dizem que

querem os mesmos pneus”, revela. A relação

que a Falken tem vindo a criar, juntamente

com a AB Tyres, entre os seus parceiros, ficou

gravada na memória do gerente. “Este ano, na

Convenção AB Partner, foi possível perceber

que não somos concorrentes. Somos quase

como uma família. E, nisso, a AB Tyres tem

muita responsabilidade”, destaca o responsável

da SN Pneus. u

www.revistadospneus.com | 45


Notícias

Empresas

BKT à conquista

do futebol espanhol

A BKT e a LaLiga (Liga Espanhola de Futebol Profissional),

assinaram um acordo que torna a BKT “Parceira Oficial Global da

LaLiga”. O período de duração é de três anos e ficará concluído

no final da temporada de 2021/2022. “LaLiga é sinónimo de

excelência, de Futebol com ‘F’ maiúsculo,” declarou Rajiv Poddar,

diretor-geral adjunto da BKT. “A partir de hoje, damos início a uma

nova iniciativa de marketing no âmago do universo do futebol

espanhol e estou realmente muito feliz e orgulhoso. LaLiga é uma

marca de valor indiscutível e, para nós, é uma honra poder estar ao

lado de um nome de tamanha relevância. Estou realmente radiante

de poder estreitar os laços entre a BKT e o mundo do desporto,

sobretudo do futebol, com as suas regras e a sua dinâmica, nas

quais encontrei uma perfeita harmonia com os nossos valores,

somados à garra e ao desejo de vencer”, referiu o responsável.

Yokohama junta-se à

8.000vueltas no Circuito de Ascari

A Yokohama Iberia anunciou a sua participação através, do prestigiado pneu Advan

Fleva V701, no evento trackday de 24 horas organizado pela 8.000vueltas, a realizar

nos dias 21 e 22 de setembro, no Circuito de Ascari. A experiência de 24h é um ponto

de encontro para aficionados que desejam desfrutar do seu próprio veículo na segurança

de um circuito. É um evento diferente, não competitivo, que conta com os mais

elevados padrões de qualidade. Sendo um desafio de resistência, desde o mundo dos

motores até ao aficionado por automobilismo, todos podem participar com veículos

desportivos, versões desportivas de veículos e clássicos selecionados pelos organizadores.

A Yokohama une-se a esta grande experiência fornecendo um único pneu para

todos os participantes, o Advan Fleva V701. Este pneu conta com um desenho do piso

direcional e um perfil adaptado do lendário Advan Sport V105, o pneu referência da

marca, que otimiza a estabilidade através do contacto com a superfície em altas velocidades.

Dispnal nomeada

distribuidora oficial

ibérica da Roadmarch

No seguimento do seu ambicioso plano de otimização do portefólio

de marcas e produtos, a Dispnal vai passar a distribuir, em regime

de exclusividade para Portugal e Espanha, toda a novíssima gama

da Roadmarch. A renovada marca Roadmarch ganhou uma nova

dinâmica industrial e de engenharia de produto, após ter sido

incluída no Grupo Haohua, que detêm um conjunto de empresas

modernas, focadas, todas elas, num conceito “Eco-Friendly”

(empresas amigas do ambiente). Fabricados num complexo

industrial com mais de 1.066.672 m 2 , onde foram investidos

mais de 500 milhões de dólares, a companhia dispõe do mais

avançado centro de investigação e desenvolvimento de produtos,

equipamentos de fabrico de última geração e uma equipa de

gestão formada por profissionais com longa experiência na

indústria.

ALTARODA recebeu a visita

da TECH Europe

O diretor de vendas da TECH Europe, Jon Bartholomew, e o VP de Vendas e Formação,

Walter van Loon, visitaram, recentemente, o seu distribuidor ALTARODA, que se

encontra sediado em Paredes. A ALTARODA tem sido um participante chave na indústria

de reparação de pneus há mais de 12 anos e construiu uma base de clientes

impressionante, graças ao seu compromisso

com o serviço ao cliente e desenvolvimento

de produtos. Jon e Walter ficaram

encantados ao conversar com o CEO da

ALTARODA, Vítor Rocha, dedicando tempo

para discutir os mais recentes desenvolvimentos

do setor em todo o país e em

toda a região EMEA. Tendo demonstrado

uma dedicação excecional à marca TECH,

a ALTARODA não mostrou sinais de desaceleração

ao desenvolver, continuamente,

iniciativas para promover práticas seguras

de reparação de pneus nos seus mercados,

não apenas com os principais materiais de

reparação da TECH mas, também, através

da utilização de marcas adicionais dentro

da família TRC, incluindo equipamentos de

recauchutagem Salvadori.

46 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Falken garante lugar

nas principais ligas europeias

A Falken aposta no futebol de elite europeu durante a temporada de 2019/2020 e estará

a apoiar 18 clubes na Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Polónia, Espanha e, pela

primeira vez, na Bélgica. Já em 2017, a marca de pneus, representada em Portugal pela

AB Tyres, garantiu o título de “Global Official Tyre Collaborator” com o atual campeão

da Champions League, o Liverpool FC, continuando a colaboração acordada no ano

passado com o Club Atlético de Madrid. A partir da temporada de 2019/2020, Falken

é o “Global Official Tyre Collaborator” do Borussia Mönchengladbach, a equipa de futebol

da Renânia do Norte-Vestfália, que alcançou o quinto lugar na Bundesliga na

última temporada. Desta forma, a marca de pneus garante uma ampla presença nos

estádios dos seus principais mercados (Alemanha, Inglaterra e Espanha) por meio de

diversas ações em diferentes canais, entre os quais está, por exemplo, a colocação do

logótipo no photocall da sala de imprensa, tal como em entrevistas e telas.

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Tiresur é distribuidor

oficial da Triangle Tyre em

Portugal

A marca Triangle, na sua linha de pneus consumer, passou a ser

distribuída no nosso país, em exclusivo pela empresa Tiresur

Portugal, que faz parte do Grupo AM, liderado por António Mañas.

A Tiresur durante os últimos meses já nomeou 75 membros

“Triangle Club”, uma rede de oficinas com um programa específico

de marketing, criada em Espanha e Portugal para ser o principal

motor das vendas da marca. Com este novo passo, a Triangle vem

reforçar a confiança depositada na Tiresur para desenvolver a

correta abordagem ao mercado para a marca, um ano depois de ter

sido anunciado o acordo de exclusividade em Espanha, para a linha

de PCR e com a inclusão também da gama OTR no final de 2018.

Em Espanha, atualmente, a linha de pneus ligeiros PCR já está a

ser comercializada em mais de 2.000 pontos de venda, tornando

a marca já numa referência no segmento económico. O diretor

de vendas da Triangle para a Europa do Sul, Roberto Pizzamiglio,

declarou que “a extensão da exclusividade para a nossa gama

PCR também em Portugal, reforça a visão estratégica comum

partilhada com a Tiresur. Por isso, estamos muito confiantes no

êxito da implementação de uma abordagem idêntica à que já está

a ser implementada em Espanha”.

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OBRIGADO

a todos os que nos acompanharam ao longo destes 50 anos.

www.revistadospneus.com | 47


Notícias

Empresas

Q&F, Lda. apresentou

novas jantes BBS

A jante CC-R é a mais recente novidade da marca alemã BBS. Destaca-se, essencialmente,

pelo seu baixo peso, dinamismo e visual característico da marca. Este

modelo, com uma aparência distinta, é elaborado por cinco raios sobrepostos por

outros cinco raios em “Y” com corte de diamante, conferindo, assim, uma maior

profundidade. Dispõe de um protetor de aro em aço inoxidável e detalhes como

o logótipo BBS gravado a laser, enquadrando-se, deste modo, num segmento de

jantes para viaturas de estrada. Está disponível em várias medidas, desde 8x19”

até 10,5x20” e uma furação de cinco furos. A sua aparência distingue-se, também,

pelas cores, estando disponível em três tonalidades: Grafite Diamond Cut, Platina

acetinado e preto acetinado.

Pirelli Portugal lançou nova

página no Facebook

A Pirelli Portugal lançou a sua própria página de Facebook, um novo

canal de comunicação destinado aos seguidores da marca no país. A

estreia da filial lusa no mundo das redes sociais abre uma nova via de

contacto para os consumidores portugueses, que poderão conhecer as

últimas informações sobre os produtos da marca do “P Longo”, novos

lançamentos, concursos e desafios. Este novo canal está alinhado com

a crescente aposta digital da Pirelli na Península Ibérica, potenciada,

em 2017, com a abertura dos canais sociais em Espanha e que contou

com uma profunda renovação da web em ambos países, levada a cabo

em 2018. “Após a renovação da web, chega um novo passo obrigatório

à progressiva digitalização da marca”, afirmou Sérgio Sá, country

manager da Pirelli em Portugal. “Dispor de um novo canal de Facebook

vai aproximar-nos dos consumidores, um passo imprescindível no nosso

tempo. E é uma oportunidade de comunicar os nossos produtos de alto

valor e elevadas prestações”, concluiu o responsável.

Rede Driver Center

tem novo sócio em Portugal

A Driver Center escreve um importante capítulo na sua história na Península

Ibérica com a abertura do seu primeiro ponto de venda em Portugal, a N Líder

- Nac Amaro. Este centro é uma referência nacional em pneus para camião e procura

crescer em pneus para turismo pela mão da Pirelli. Terá direito a todas as

vantagens da rede, como as suas inovadoras e eficientes ferramentas digitais de

gestão, bem como com a sua base de fornecedores. Depois de Itália, Alemanha,

Finlândia, Grécia, Suíça, Polónia e Espanha, Portugal será o oitavo país da rede

Driver Center na Europa, que, em 2020, celebra o seu 25.º aniversário. Esta nova

oficina, a N Líder - Nac Amaro, situa-se em Turquel, Alcobaça, e foi fundada em

2010 por Nuno Amaro, profissional com mais de duas décadas de experiência no

setor. Atualmente, a oficina emprega 14 pessoas e sobressai pelo seu importante

volume de vendas de pneus para camião, setor no qual foi líder de vendas em

2017 e que fechou o ano de 2018 com a comercialização de 5.000 pneus.

E-CUBE comemora um ano

desde o seu lançamento

Não há dúvida de que, nos últimos anos, o conceito flexível de

manutenção de pneus móveis evoluiu para uma oportunidade de

negócio cada vez maior para vendedores de pneus empreendedores e

fornecedores de serviços oficinais. Por isso, surgiu o 48 Volt E-CUBE, um

novo tipo revolucionário de unidade móvel de manutenção de pneus

habilmente projetado e fabricado pela TechnoMarketing Group (TMG),

na Holanda, e distruído em Portugal pela ALTARODA. Desde o seu

lançamento, o E-CUBE sofreu várias melhorias e adaptações inovadoras,

seguindo as recomendações dos clientes. O que provou ser de particular

interesse para especialistas em montagem móvel de pneus é que o

E-CUBE não é apenas a unidade compacta perfeita que permite que os

técnicos de pneus trabalhem com segurança dentro e fora do veículo.

48 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Dispnal cresce a dois dígitos

nos pneus OTR da Triangle

No primeiro semestre do ano em curso, a Dispnal, distribuidor

histórico da marca Triangle em Portugal, registou um crescimento de

dois dígitos no volume de vendas do segmento OTR (Engenharia Civil

e Obras Públicas). Este resultados demonstram o excelente trabalho

que a empresa liderada por Rui Chorado tem realizado na promoção

e comercialização da marca Triangle neste segmento de produto

tão sensível, especializado, técnico e profissional. Para este facto,

tem contribuído sobremaneira o profissionalismo de toda a equipa

da Dispnal, além, claro, da qualidade do seu serviço pós-venda.

Roberto Pizzamiglio, diretor de vendas do sul da Europa da Triangle,

afirmou: “Estamos plenamente satisfeitos com o magnífico trabalho

desenvolvido ao longo dos anos pela Dispnal e é com muita satisfação

que continuaremos a trabalhar e a contar com a Dispnal para ser

distribuidora exclusiva dos pneus OTR da Triangle em Portugal”.

Continental Pneus Portugal

nomeia novo diretor de marketing

Nuno Rebelo, que já conta com mais de 10 anos de experiência na Continental, é

o novo diretor de marketing da marca em Portugal. Licenciado em Gestão de Empresas,

com especialização em Marketing e com um Master em Liderança e Gestão

de Grupos pela Universidade de Barcelona, Nuno Rebelo tem 40 anos e integra os

quadros da Continental desde 2006. Ingressou na Continental como responsável de

marketing da Divisão de Pneus Ligeiros. Em 2011, foi nomeado responsável técnico

e comercial e, em 2018, key account manager da Divisão de CST. Na qualidade de

diretor de marketing da Continental Pneus Portugal, Nuno Rebelo é responsável pelo

desenvolvimento e implementação de toda a estratégia de marketing no mercado

nacional, pela coordenação das atividades entre os diferentes departamentos e pelo

fluxo de comunicação entre as diretivas enviadas pela sede e o mercado português.

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50 | Revista dos Pneus | Outubro 2016


ON ROAD. ON TRACK. ON AVONS

DISTRIBUIDOR OFICIAL

COBRA

AV71/AV72


Notícias

Empresas

Driver Center e Autia

unem forças para reforçar projetos

A Autia e a Driver Center celebraram um acordo de colaboração que, sem alterar a

independência de ambas as redes, oferecerá sinergias positivas e melhorará a cobertura

e o serviço ao consumidor final. Este acordo, que tem vindo a ser discutido há

alguns meses com a aprovação dos respetivos conselhos de administração e a aprovação

dos parceiros independentes de ambas as redes, gera o grupo mais importante

de oficinas autónomas e independentes do setor dos pneus, com quase 300 pontos

em toda a Espanha (inclui ilhas), Andorra e Portugal. A procura de novas formas para

melhorar os projetos Driver Center e Autia é um dos motivos que tem impulsionado

estas referências do setor. A Autia, que já comemorou 25 anos de história, e a Driver,

que fará o mesmo em 2020, são projetos que rolam em paralelo ao longo da história

e partilham muitos valores.

Bridgestone lançou

relatório de sustentabilidade

O Grupo Bridgestone publicou o seu Relatório de Sustentabilidade 2018/2019, destacando

o forte progresso em direção ao seu compromisso global de ajudar a alcançar

uma sociedade mais sustentável. Dois anos antes do previsto, o grupo superou a sua

meta de 2020, de reduzir a captação global de água em 35%. Também introduziu,

com sucesso, a sua Política Global de Compras Sustentáveis para 98% dos seus principais

fornecedores de Nível 1, com a maioria dos fornecedores no processo de conclusão

de avaliações de terceiros. Além disso, o grupo lançou a Plataforma Global para

a Borracha Natural Sustentável, em colaboração com outros fabricantes de pneus e

partes interessadas do setor, para liderar as melhorias no desempenho socio-económico

e ambiental da cadeia de valor da borracha natural.

Circuito de Portugal

Valorpneu chega às ilhas

Depois de percorrer Portugal Continental de norte a sul, entre

janeiro e junho deste ano, com 3.653 visitas realizadas aos

detentores portugueses de pneus usados, foi a vez de Açores

e Madeira receberem o Circuito de Portugal Valorpneu, que

é uma ação no local que tem como objetivo recordar as boas

práticas do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados

(SGPU), fortalecendo a ligação com todos os agentes envolvidos

e reforçando o seu compromisso para com a sustentabilidade do

setor. O calendário de visitas prevê a passagem por um total de

147 pontos distribuídos pelos Açores e Madeira. O envolvimento

de uma equipa de trabalho multidisciplinar tem permitido fazer

um levantamento das principais necessidades dos detentores de

pneus usados, assim como dar a conhecer, de forma detalhada, os

limites do sistema, o contributo essencial que cada um pode dar

para assegurar o bom funcionamento do mesmo e os níveis de

ação e atuação da Valorpneu.

CEMB anunciou aquisição da

M&B Engineering

No dia 2 de julho, a CEMB anunciou a aquisição da M&B

Engineering, importante player na produção de equipamentos

oficinais. Desde sua fundação, em 1946, pelo engenheiro

Luigi Buzzi, a CEMB incorporou todas as aplicações industriais

inerentes à análise de vibrações, inicialmente produzindo

balanças industriais e, seis anos depois, passando a atuar no setor

automóvel com a produção de sistemas de calibração para veículos

motorizados. Graças aos contínuos investimentos em pesquisa

e desenvolvimento e ao crescimento de uma equipa técnica

experiente e altamente profissional, a CEMB é, hoje, reconhecida

como líder no projeto e fabrico de máquinas de calibração

para cada tipo de aplicação. A M&B Engineering, com sede em

Correggio, Itália, foi fundada, em 2006, por Franco Magnani e Dido

Boni, com experiência de 30 anos na SICAM. Com esta aquisição,

a CEMB responde às necessidades dos clientes e pretende

desenvolver sinergias produtivas, comerciais e estratégicas.

52 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


ACAP divulgou resultados

da campanha de pneus

A Comissão Especializada de Produtores de Pneus (CEPP) da ACAP (Associação Automóvel

de Portugal), efetuou, no passado mês de junho, em Coimbra, mais uma campanha

de verificação do estado dos pneus, desta vez a cerca de 130 veículos. Os resultados

desta campanha, efetuada em colaboração com a PSP (Polícia de Segurança

Pública) de Coimbra, no apoio operacional e com o apoio institucional da ANSR, IMT,

Quercus e Valorpneu, continuam a apontar para um elevado risco na segurança dos

passageiros, decorrente da manutenção incorreta dos pneus. No que respeita à profundidade

do piso dos pneus analisados, os resultados desta campanha foram piores

do que a campanha em 2018, pois revelaram que 29% dos pneus analisados não estavam

com a profundidade correta (em 2018, foram 17%). Relativamente à pressão dos

pneus, 31% dos pneus verificados pela ACAP não estava com a pressão correta, sendo

que 9,4% teriam de ser consultados com urgência e 21,9% brevemente. Os condutores

que beneficiaram do check-up, efetuado por especialistas dos produtores de pneus

que integram a ACAP, tiveram, ainda, acesso a diverso material informativo sobre os

cuidados a ter para uma boa manutenção dos pneus dos seus veículos, assegurando,

assim, uma maior segurança rodoviária.

Domingos & Morgado tem

Manatec Jumbo 3D Super

Ao comercializar no nosso país este equipamento de alinhamento

de direções, a Domingos & Morgado disponibiliza aos clientes o

primeiro equipamento do mundo com alinhamento de rodas 3D

para autocarros e camiões multieixos. A Manatec é uma empresa

indiana – país líder mundial na tecnologia informática – e é

especializada na conceção e fabrico de máquinas de alinhar

direções para veículos pesados. Representada em Portugal

pela Domingos & Morgado, a marca lançou, recentemente, a

alinhadora Manatec Jumbo 3D Super, o primeiro equipamento do

mundo para alinhamento de camiões e autocarros 3D, podendo

medir, em simultâneo, até seis eixos, com um alcance de medição

máximo de 19 metros. O sistema de medição é semelhante a

qualquer máquina full 3D, sendo a medição de todos os ângulos de

todos os eixos efetuada em menos de quatro minutos.

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Notícias

Empresas

Michelin defende testes

para pneus usados

Muitos fabricantes concebem pneus seguros até que alcancem

o limite legal mínimo de 1,6 mm de profundidade do desenho

da banda de rolamento. Mas, atualmente, não existe nada que

impeça que se comercializem pneus cujas distâncias de travagem

se degradem de forma extremamente acentuada com o passar dos

quilómetros. Essa ausência de uma norma relativa ao desempenho

mínimo que um pneu deve cumprir quando se desgasta, pode levar

profissionais e utilizadores a substituir os pneus antes que estes

alcancem o limite legal de desgaste de 1,6 mm de profundidade

na banda de rolamento. A Michelin apoia a implementação de

uma regulamentação que responda às expectativas em termos de

máxima segurança, redução dos custos para a sociedade e proteção

do meio ambiente.

PCC lançou novidades da Ravaglioli

A PCC, empresa especialista em equipamento oficinal, lançou no mercado dois novos

elevadores de colunas independentes da marca italiana Ravaglioli. Ambos são adaptáveis

a tratores agrícolas, ainda que um seja eletromecânico (RAV262AGR) e outro

eletrohidráulico (RAV308H.2AGR). A PCC lançou, assim, no mercado não um, mas dois

elevadores da Ravaglioli. A empresa especialista em equipamentos oficinais aposta,

desta forma, forte na conceituada marca italiana. Fundada em 1958, a Ravaglioli é,

atualmente, um dos maiores fabricantes mundiais do setor e líder europeu no fabrico

de elevadores e equipamentos para pneus, com níveis de exportação de 85% e presente

em todos os continentes e em mais de 140 países.

Hankook manter-se-á

“ligada” ao DTM até 2023

A Hankook Tire ampliou o seu compromisso com o DTM por mais

quatro anos, apesar de o contrato ainda estar em vigor. A empresa

participa nesta popular competição internacional de carros de

turismo como patrocinadora e fornecedora oficial exclusiva

desde 2011. A atual temporada do DTM apresenta carros de

corrida baseados em modelos de produção de três dos principais

fabricantes de automóveis do mundo. Este ano, além de Audi e

BMW, estará em competição o fabricante de desportivos de luxo

Aston Martin. Na temporada de 2019, novos regulamentos técnicos

também foram introduzidos de acordo com as regulamentações

internacionais de Classe 1, que resultaram em carros de DTM mais

potentes, mais espetaculares e capazes de completar tempos de

volta muito mais rápidos.

Goodyear regressa ao espaço

para melhorar performances

A Goodyear quer chegar de novo às estrelas para melhorar a performance dos seus

pneus. Por isso, testará compostos no espaço como parte de um projeto na Estação

Espacial Internacional dos EUA. No ambiente de microgravidade da estação espacial, a

Goodyear estudará a formação de partículas de sílica, material muito comum utilizado

nos pneus para turismo. Com a informação recolhida após a experiência, os engenheiros

e cientistas da Goodyear poderão determinar se as partículas separadas de sílica

precipitada podem ser aplicadas nos pneus para melhorar a sua performance. Os astronautas

da Estação Espacial Internacional realizarão a experiência de sílica preparado

pela Goodyear, enquanto que cientistas da Goodyear realizarão, simultaneamente,

a mesma experiência nos laboratórios da empresa, permitindo estabelecer uma comparação

quando os resultados da investigação espacial, congelados para a viagem de

regresso à Terra, sejam, posteriormente, estudados.

54 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


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Notícias

Empresas

Marangoni apresentou novo piso em evento da Énykk

No passado dia 12 de junho, uma delegação de 30 gerentes de empresas de autocarros de toda a Hungria participou numa reunião organizada

pela Énykk na sua sede. Durante a reunião, o representante

da Marangoni realizou uma apresentação que chamou a

atenção do público, expondo os benefícios exclusivos que

o sistema de recauchutagem Ringtread oferece. Os recém-

-criados RD4 235 XXS com novo molde foram destacados

durante a ação. O Ringtread RD4 é a solução ideal para autocarros

intermunicipais de longa distância, graças à sua

segurança operacional, melhor tração e baixo ruído, bem

como aos elevados níveis de quilometragem e desempenho.

Énykk, anteriormente conhecido como Kiszalföld

Volán, é um cliente histórico da Marangoni, que fornece

serviços de transporte de passageiros locais, interurbanos

e internacionais em quatro províncias da Hungria.

Minuto Valorpneu

Publireportagem

Sabe o que acontece aos pneus usados

quando os entrega na rede de Centros

de Receção (CR) da Valorpneu?

A

rede de recolha da Valorpneu é constituída por 40 Centros de Receção no Continente, oito Centros de Receção na região autónoma

dos Açores e um Centro de Receção na região autónoma da Madeira. Mas, afinal, o que é um Centro de Receção? São locais devidamente

licenciados para o armazenamento temporário de pneus usados, onde todas as entidades públicas ou privadas podem

entregar, livre de encargos, os seus pneus usados. O transporte até ao Centro de Receção é da responsabilidade do detentor.

Ao chegar ao Centro de Receção, os pneus usados têm de passar por várias etapas. Primeiro, o peso dos pneus é registado no sistema de

informação da Valorpneu (transversal a todos os operadores da rede).

Em seguida, os pneus são armazenados por cinco tipologias (ligeiros,

pesados, industriais, danificados e maciços) para, posteriormente, serem

triados com vista à recauchutagem.

Semanalmente, a Valorpneu faz um planeamento de entrega dos pneus

usados nos valorizadores e dá instruções aos Centros de Receção e aos

transportadores para preparação das cargas a transportar. Os pneus são

encaminhados nos dias planeados para os recicladores e valorizadores

energéticos. Mas atenção: a descarga dos pneus usados nos Centros de

Receção tem de respeitar várias condições. Entre as quais, não podem

apresentar quaisquer contaminações e devem ser acompanhados da documentação

necessária, nomeadamente da Guia de Acompanhamento de

Resíduos e-GAR (exceto particulares), do documento de identificação da

empresa e da ficha de caracterização de origens devidamente preenchida.

Depois de corretamente encaminhados, os pneus usados são transformados

em granulado de borracha, nos recicladores, e aplicados em novos

materiais, como, por exemplo, relvado sintético ou pavimento, podendo

ser ainda utilizados como combustível nos valorizadores energéticos,

devido ao seu elevado poder calorífico.

56 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Chegou o último episódio do “País a Rolar”

A Bridgestone lançou o sexto e último episódio da webserie “País a Rolar”, onde apresenta o cliente AGROS. Nasceu há 70 anos, em 1949, esta união

de cooperativas de produtores de leite, com apenas três cooperativas. Hoje, conta com 44 e representa, a nível nacional, a produção de 30% de

leite, com uma recolha média anual de 500 milhões de litros. “Na AGROS, a nossa missão passa por promover a valorização do leite e a melhoria

contínua da qualidade. Para o nosso trabalho, a confiança nos equipamentos é essencial, em que os pneus são o elemento que liga os nossos

veículos à estrada. É pelos produtores que percorremos estes caminhos, todos os dias. E com a Bridgestone como parceira, fazemo-lo com toda a

confiança”, afirmou Ricardo Almeida, responsável de marketing da AGROS.

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Notícias

Produto

Point S lança nova

versão All Season

A Point S Development orgulha-se de anunciar o lançamento

no mercado da segunda versão do Point S 4 Seasons na

Europa. Depois de identificar uma procura real por pneus

All Season no Velho Continente, com um constante e

forte crescimento do mercado de pneus nesse sentido e

impulsionado pelo sucesso do primeiro pneu Point S 4

Seasons, lançado em julho de 2017, a Point S Development

quis evoluir o seu pneu. Disponível, exclusivamente, dentro

da rede Point S, esta nova gama deve permitir suportar

as margens de retalho dos membros no ponto de venda,

continuando a oferecer uma boa relação qualidade/preço aos

consumidores finais, que é o posicionamento de mercado

visado pelo Point S para toda a sua gama de rótulos privados.

Juntamente com a gama Point S existente e o antigo Point S 4

Seasons, o Point S 4 Seasons 2 foi concebido e produzido por

um dos maiores fabricantes da Europa.

Pirelli desenvolve P Zero Trofeo R

para a Pagani

A história começou com o P Zero, continuou com o P Zero Corsa e alcança o seu auge

com o P Zero Trofeo R. Pela primeira vez, a Pirelli completou uma conceção específica

do seu pneu homologado de utilização em estrada para um novo modelo de Pagani.

Trata-se do Huayra Roadster BC, a última criação de Horacio Pagani, que sairá de fábrica

equipado com pneus P Zero Trofeo R como equipamento original. A sua missão é levar ao

solo as incríveis prestações do novo motor Pagani V12 twin-turbo de seis litros, capaz de

alcançar 800 cv de potência e 1.050 Nm de binário máximo. Falamos de um automóvel

com uma velocidade superior a 300 km/h e que pode gerar 1,9 g nas viragens, com picos

máximos de carga lateral de 2,2 g. Estes números ilustram na perfeição a dimensão da

tarefa encomendada às “borrachas” da Pirelli.

Aeolus mostrou pneu Allroads melhorado

A Aeolus aperfeiçoou o seu pneu de reboque universal mais popular. Este pneu surge, agora, no mercado com

o nome de NEO Allroads T2 e pode ser considerado o sucessor do famoso T+. Na dimensão 385/65R22.5, a

capacidade de carga aumentou de 160K para 164K, o que representa uma capacidade de carga de 5.000 kg por

pneu e ostenta, também, o símbolo 3PMSF. A garantia de dois anos a 100% também demonstra uma excelente

relação qualidade/preço. O volume combinado de tecnologia Aeolus permite criar pneus inovadores de elevada

qualidade, que estão disponíveis a partir de stock em praticamente todas as dimensões e perfis. As dimensões dos

pneus NEO Allroads estão disponíveis online. A adição de ranhuras garante ótima aderência e bom desempenho

de travagem. E com uma estrutura conveniente da carcaça do pneu, a capacidade de carga pode aumentar de

160K para 164K na medida 385/65R22.5”.

58 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Bridgestone

escolhida para

equipar BMW X5 e X7

A Bridgestone acaba de anunciar que as suas

gamas de pneus premium foram selecionadas

como equipamento de origem para a quarta

geração do BMW X5, bem como para o novo

BMW X7. Continuando a sua longa relação com

a BMW, a Bridgestone tem, atualmente, uma

variedade de pneus em 15 tamanhos e padrões

diferentes das gamas Alenza e Blizzak a rolar nos

veículos da marca alemã. O pneu Alenza 001

proporciona uma experiência de condução luxuosa,

precisa em condições secas e húmidas,

enquanto o pneu Alenza Sport A/S proporciona

um desempenho de confiança em todas as estações,

bem como uma condução confortável. Os

condutores em mercados com clima de inverno

poderão optar pelos pneus Bridgestone Blizzak

LM001, que também estão disponíveis para os

modelos BMW X5 e X7. Os pneus Blizzak estão

disponíveis em jantes de 18”, 19” e 20” para o

BWM X5 e em 20” e 21” para o BMW X7.

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Notícias

Produto

Dunlop TT100 GP

Radial já chegou

O TT100 GP Radial é o novo pneu da Dunlop para

um dos segmentos que mais tem crescido no mercado

europeu de motos nos últimos tempos. O

mercado das roadsters desportivas retro, que inclui

máquinas tão diversas como BMW R NineT, Yamaha

XSR ou Kawasaki Z900RS, chamou a atenção dos

motociclistas que procuram combinar a mais moderna

performance com uma aparência tradicional.

Muitos motociclistas neste segmento escolhem um

design moderno, como o RoadSmart III da Dunlop

para viagem, ou o SportSmart TT para rolar em pista

ocasionalmente. Contudo, um número cada vez

maior de consumidores procura uma aparência

autêntica, de acordo com a imagem vintage da sua

moto. O Dunlop TT100GP Radial inspira-se num dos

pneus de competição mais importantes da empresa.

O Dunlop é o pneu melhor sucedido da história do

TT da Ilha de Man, com mais vitórias do que qualquer

outro fabricante de pneus na edição de 2019.

Pirelli P Zero venceu comparativo

O Pirelli P Zero bateu os seus principais rivais num teste comparativo organizado pela revista

EVO, onde o P Zero sobressaiu à condição de pneu de referência da Pirelli e a sua indiscutível

liderança mundial no segmento de altas prestações. EVO, cujo slogan é “a emoção da

condução”, nasceu em 1998 e conta com diferentes edições internacionais, o que a converte

numa das publicações de referência para os amantes dos automóveis de altas prestações em

todo o mundo. Na última edição do sempre esperado teste comparativo de pneus de verão,

a EVO testou os pneus de referência atualmente à venda. Assim, o P Zero enfrentou outros

sete reconhecidos rivais de fabricantes consolidados numa ampla bateria de ensaios. Os

testes avaliaram aspetos importantes no rendimento total do pneu, como a maneabilidade,

a aceleração e a travagem numa grande variedade de condições, tanto em asfalto seco como

molhado. O Pirelli P Zero foi o vencedor absoluto do teste com uma margem notável: sempre

entre os seis melhores, foi especialmente impressionante sobre o molhado e, de longe, o

melhor pneu nas apreciações subjetivas.

Firestone lançou segunda geração do

pneu Multiseason

A Firestone tem vindo a reforçar a sua presença no mercado europeu nos últimos anos.

Agora, está ainda mais fortalecida com o lançamento do novo pneu para todas as estações.

Projetado para aperfeiçoar o desempenho, a segunda geração do Multiseason é a mais

recente chegada ao portefólio da Firestone, tendo sido projetado para se adaptar a todos

os tipos de veículos e condutores. Este novo pneu e outros lançamentos recentes, como os

Roadhawk e Vanhawk 2, fizeram com que a Firestone se tornasse numa referência para pneus

de elevada confiança, que oferecem uma excelente relação qualidade/preço. O Multiseason

original foi reconhecido como um excelente pneu para todas as estações. No entanto, a

Firestone está determinada a alcançar ainda mais com a segunda geração.

60 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Petlas aumenta medidas da gama com

tecnologia Run Flat

A Petlas acrescentou quatro novas medidas Run Flat à gama PT741. De acordo

com o fabricante turco, os Petlas Run Flat têm capacidade para percorrer até

200 km sem “quaisquer problemas de integridade do pneu”. O PT741, especialmente

concebido para os entusiastas das altas prestações, proporciona os mais

elevados níveis de segurança e prazer a ritmos de condução exigentes. O rigoroso

controlo das trajetórias, os elevados níveis de aderência em curva, quer em

pisos molhados quer em pisos secos, juntamente com os insuperáveis níveis

de conforto em rolamento, fazem do Petlas PT741, nas medidas, 245/40R 20 RF,

285/35R18, 285/35R19 e 225/35R20 RF, um pneu que lida com intransigência

com os mais elevados padrões da indústria. O desenho do piso moderno aliado

aos compostos de última geração, asseguram maior economia de combustível

e elevadas quilometragens de pura performance.

O PT741 está particularmente adaptado às mais elevadas exigências dos automóveis

de carácter desportivo e das berlinas de luxo. A marca Petlas é distribuída

em Portugal pela Dispnal Pneus, que se destaca no mercado Ibérico enquanto

especialista em todos os tipos de pneus, desde as gamas de consumo, como

os pneus de turismo, até aos mais técnicos pneus de Engenharia Civil. A ampla

gama de marcas que comercializa cobre ainda os segmentos de pneus vans,

SUV/4x4, camião, movimentação de cargas, industriais, máquinas agrícolas e

florestais.

Destaque ainda para a ampla gama de câmaras de ar e jantes de camião.

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Técnica

Processo de

produção é crucial

O mercado disponibiliza um vasto leque de opções de jantes de fabricantes que

adotaram os processos de produção que cumprem os exigentes requisitos dos OEM

(Fabricantes de Equipamento Original)

Embora não sejam obrigatórias,

existem normas de qualidade

para regular a produção de jantes.

Assim, alguns países, como a

Alemanha e o Japão, dispõem de regulamentos

governamentais que exigem que

as jantes do mercado de pós-venda cumpram

determinados critérios e garantam

uma instalação adequada. A Europa deu

alguns passos para definir diretrizes, mas

demorará algum tempo até que consiga

promulgar algum tipo de regulamentação.

Consequentemente, as jantes não são todas

iguais. O desempenho de uma jante de liga

leve é o resultado direto da técnica de produção

utilizada. As empresas de jantes que

fornecem o mercado OEM têm de seguir

determinados procedimentos durante o processo

de produção, para manter a qualidade

e a integridade dos respetivos produtos.

Pode parecer óbvio, mas uma jante é constituída

por um cubo, pelos raios e pelo aro.

Por vezes, estes componentes serão uma

peça única, outra vezes duas ou três. O cubo

é a parte central da jante e é o que acopla a

jante à suspensão. Os raios irradiam a partir

do cubo e acoplam ao aro. O aro é a parte

exterior da jante que segura o pneu. A seguir,

abordaremos várias formas como as jantes

são produzidas.

JANTES FUNDIDAS MONOBLOCO

Este é o tipo mais comum de jantes de alumínio.

A fundição de jantes é o processo

de obter alumínio fundido no interior de

um molde para formar uma jante. Existem

diferentes modos de isto ser conseguido e

embora tal possa parecer simples é, efetivamente,

uma arte quando feito adequadamente.

FUNDIÇÃO POR GRAVIDADE

A fundição por gravidade é o processo mais

básico de verter alumínio fundido num

molde utilizando a gravidade terrestre para

encher o molde. A fundição por gravidade

62 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Construção de jantes

proporciona um custo de produção muito

razoável e é um bom método para fundir

modelos que estão mais orientados para o

aspeto visual ou quando a redução do peso

não é uma preocupação fundamental. Uma

vez que o processo se baseia na gravidade

para encher o molde, o alumínio não é aglomerado

de forma tão tensa no molde, contrariamente

ao que ocorre noutros processos

de fundição. Muitas vezes, as jantes fundidas

por gravidade terão um peso mais elevado

para se conseguir a resistência necessária.

FUNDIÇÃO A BAIXA PRESSÃO

A fundição a baixa pressão utiliza pressão positiva

para se passar o alumínio fundido para

o molde mais rapidamente e conseguir-se

um produto acabado com melhores propriedades

mecânicas (mais densidade) do que

no caso de uma jante fundida por gravidade.

O custo de produção é ligeiramente superior

em relação à fundição por gravidade, mas a

fundição a baixa pressão é o processo mais

comum aprovado para jantes de alumínio

vendidas para o mercado OEM. Algumas

empresas disponibilizam jantes que são produzidas

com uma pressão mais elevada em

equipamento de fundição especial de modo

a criar uma jante mais leve e mais resistente

do que uma jante produzida a baixa pressão,

mas o custo associado ao processo é mais

elevado. As jantes fundidas a baixa pressão

proporcionam um bom valor para o mercado

de pós-venda, mantendo a resistência

e menor peso.

TECNOLOGIA DE ARCO POR ROTAÇÃO

Este processo especializado começa com

uma fundição a baixa pressão e utiliza uma

máquina especial que gira a fundição inicial,

aquece a parte exterior da fundição e, em

seguida, utiliza rolos de aço pressionados

contra a área do aro para dar ao mesmo a

sua largura e forma finais. A combinação do

calor, da pressão e da rotação cria uma área

do aro com uma resistência similar à de uma

jante forjada, mas sem o elevado custo do

forjamento. Algumas das jantes especiais

produzidas para veículos OEM de elevado

desempenho ou veículos de produção limitada

utilizam este tipo de tecnologia, o que

resulta numa drástica redução do peso das

jantes, ainda que melhore a rigidez estrutural

comparativamente às jantes fundidas

standard.

Os fabricantes de jantes estabelecem este

processo de muitas formas. As jantes de

enformação contínua da OZ Racing, como

as Hyper GT HLT, por exemplo, são criadas

utilizando a sua própria tecnologia exclusiva

High Light Technology (HLT), uma combinação

de enformação contínua e outras

O que é a qualidade?

Em geral, pretende-se que os padrões de qualidade das jantes sejam muito elevados e os

fabricantes presentes neste mercado percebem que os vendedores controlam, constantemente,

os produtos de modo a garantir que vendem produtos de qualidade aos respetivos clientes. Mas

o que determina a qualidade? Os processos de produção e os níveis de teste são cruciais para a

integridade estrutural de uma jante. As normas de qualidade internacionais, tais como ISO9001,

QS9000, TÜV da Alemanha ou VIA do Japão, estabelecem importantes normas de produção e de

qualidade que os fabricantes devem seguir. Além disso, devem ser cumpridas as tolerâncias

dimensionais baseadas nas normas rigorosas do mercado de Equipamento Original, por

oposição às normas mais “tolerantes” permitidas para muitos produtos do mercado de pósvenda.

Até as normas de durabilidade do acabamento são diferentes entre o mercado de

Equipamento Original e o mercado de pós-venda.

Compatibilidade adequada

Uma compatibilidade rigorosa é a diferença entre bom, melhor e perfeito. As dimensões cruciais

das jantes, tais como largura, diâmetro, offset, orifício central, distância em relação aos travões,

bem como o fator de carga e o material de aperto, são os elementos básicos quando se trata de

avaliar a compatibilidade adequada de jantes do mercado de pós-venda. A instalação também

requer um elevado nível de sofisticação. Muitos veículos novos estão disponíveis com

funcionalidades como o ABS e controlo de tração, entre outras, que criam condições mais

difíceis para a instalação de jantes do mercado de pós-venda. Sistemas de controlo de

estabilidade, pneus Run Flat, grandes sistemas de travões de alto desempenho e tamanhos

diferenciados de jantes e pneus são, também, fatores a considerar ao estabelecer

compatibilidades rigorosas. Fabricantes de jantes com equipas de design, investigação e

desenvolvimento de produto trabalham para determinar a compatibilidade adequada como

parte do processo de produção.

Acabamento de proteção

O tipo e a qualidade do acabamento de proteção das jantes (bem como a manutenção

adequada) irão determinar o aspeto das jantes passados alguns anos. É aconselhável procurar

garantias de acabamento propostas por fabricantes com uma boa reputação no que respeita à

qualidade.

Reputação e legado

A reputação de um fabricante é um forte indicador de qualidade, uma vez que é com base na

qualidade que se constrói uma reputação distinta. Leva muito tempo a criar uma reputação

positiva e é importante um compromisso para manter a mesma. E conhecer as origens de uma

empresa de jantes. Muitos fabricantes de jantes impuseram-se inicialmente no plano dos

desportos motorizados e aplicam essas bases tecnológicas e filosóficas na respetiva produção

de jantes para utilização em estrada.

Compromisso com a qualidade

Os comerciantes analisam, constantemente, dados de jantes de novos veículos para se

certificarem de que estão a par dos tamanhos do Equipamento Original e dos pacotes

disponibilizados. Inspecionam fisicamente muitos dos novos veículos atuais e, frequentemente,

fornecem dados técnicos a alguns dos fabricantes localizados noutros países, que podem não

ter acesso a certos veículos nos mercados nacionais. Para muitas jantes importadas ou

representadas por comerciantes, estes especificam determinadas dimensões que necessitam

para garantir a compatibilidade das jantes e manter padrões de qualidade elevados.

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Técnica

Jante de liga leve

As ligas metálicas proporcionam uma

resistência superior e reduções drásticas de

peso comparativamente aos metais ferrosos,

tais como o aço, e, assim, são o material ideal

para a produção de jantes de elevado

desempenho. De facto, atualmente é difícil

imaginar um automóvel de competição de

nível mundial ou um veículo automóvel de alto

desempenho que não utilize as vantagens das

jantes de liga leve. A liga utilizada nas

melhores jantes é uma mistura de alumínio e

outros elementos. O termo “jante de

magnésio” é, por vezes, utilizado

incorretamente para descrever jantes de liga

leve. O magnésio é, geralmente, considerado

inadequado para ligas usadas em jantes de

veículos de utilização diária devido à sua

natureza frágil e por ser suscetível à corrosão

(a inflamabilidade também não ajuda).

tecnologias diretamente derivadas da experiência

ganha durante a produção das

suas jantes para automóveis de Fórmula 1 e

Fórmula Indy. Nas jantes forjadas, fresadoras

de controlo numérico por computador (CNC)

adicionam a parte estética e o círculo dos

parafusos com tolerâncias rigorosas.

JANTES FORJADAS

O melhor em termos de jantes monobloco.

O forjamento é o processo de pressionar um

bloco sólido de alumínio entre as matrizes

de forjamento através de uma quantidade

de pressão extrema. Isto cria um produto

acabado que é muito denso, muito resistente

e que, portanto, consegue ser muito leve. O

custo das ferramentas, do desenvolvimento

e do equipamento torna este tipo de jantes

muito exclusivo e, por norma, obriga a um

preço elevado no mercado de pós-venda.

JANTES MODULARES

Este tipo de jante utiliza dois ou três componentes

montados em conjunto para gerar

uma jante acabada. As jantes modulares

podem utilizar muitos métodos diferentes

de produção. Os centros podem ser fundidos

através de vários métodos ou forjados. As

secções de aro para jantes tripartidas são, por

norma, produzidas por rotação a partir de

discos de alumínio. Geralmente, as secções

de aro produzidas por rotação proporcionam

a capacidade de adaptar as jantes para aplicações

especiais que não estariam à disposição

de outra forma. As secções de aro são

aparafusadas ao centro e, normalmente, é

aplicado um selante na área de montagem

para selar a jante. Este tipo de construção

tripartida foi inicialmente desenvolvido para

a competição no início dos anos 70 e tem

sido utilizado nos automóveis desde então.

As jantes tripartidas são mais populares nos

diâmetros de 17” e superiores.

Existem, atualmente, muitas opções para

jantes bipartidas no mercado. A conceção

das jantes bipartidas não proporciona um

leque de aplicações tão vasto como a das

jantes tripartidas. No entanto, são mais comuns

no mercado e os preços começam bem

abaixo do preço médio das jantes tripartidas.

Algumas jantes bipartidas têm o centro

aparafusado a uma secção de aro fundida

ou fundida/produzida por rotação e outros

fabricantes pressionam os centros contra

Figura 1

Aro metálico

Instruções de instalação

de tampões de rodas

Aro metálico

com entalhe

Haste da válvula

Todos os tampões de rodas têm de ter um aro metálico com um entalhe.

O entalhe do aro deverá ser alinhado com o desenho estampado de uma haste de válvula situado

na parte detrás do tampão da roda. A haste da válvula da roda irá encaixar dentro deste entalhe

(Figura 1).

Verifique cada entalhe para se certificar de que este está virado para baixo e para dentro (distante

de si olhando para a parte detrás do tampão da roda).

Empurre o tampão da roda contra a jante de aço e, quando estiver seguro, verifique novamente

para se certificar de que o entalhe e a haste da válvula do pneu estão alinhados.

Teste o encaixe do tampão da roda tentando retirá-lo com as mãos. Se conseguir remover

facilmente o tampão da roda, mude a posição do aro de arame, empurrando-o para baixo para a

fenda inferior nas abas (Figura 2).

Figura 2

Encaixe do

tampão de roda

Colocação normal

Tampão de roda

Colocação para

ajuste mais

apertado

64 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Construção de jantes

secções de aro produzidas por rotação e

soldam o conjunto da unidade. Quando a

BBS desenvolveu uma nova jante bipartida

para substituir a anterior jante tripartida de

estrada, utilizou a tecnologia especial de

enrolamento do arco (inicialmente desen-

volvida para jantes de competição) para

proporcionar à secção do aro qualidades,

em termos de peso e resistência, similares

às de um aro forjado. No mercado de jantes

bipartidas de alta qualidade, encontram-se

jantes que utilizam arcos forjados e centros

forjados. Visto que os mesmos são vendidos

apenas em pequena quantidade e devido

ao elevado custo de desenvolvimento e de

produção associado ao processo de forjamento,

tendem a estar no topo da tabela

de preços. ♦

Binário de aperto da roda

A instalação adequada da roda requer que o

material de fixação da roda (porcas ou

parafusos) seja apertado de acordo com a

especificação de binário recomendada para a

marca, modelo e ano do veículo. As

especificações de binário encontram-se,

habitualmente, no manual de proprietário do

veículo. O binário adequado requer a utilização

de ferramentas, procedimentos e padrões

corretos. Tudo isto evitará o aperto excessivo

do material, a deformação das roscas e o

estiramento dos pernos. Também reduzirá a

possibilidade de deformação dos tambores de

travão, dos discos de travão ou dos cubos. O

aperto insuficiente ou excessivo do material de

fixação das rodas pode provocar danos e

situações de perigo.

As especificações de binário são apenas para

roscas secas. As roscas dos parafusos não

devem ter óleo, sujidade, areia e ferrugem. O

material deve rodar livremente sem emperrar

quando apertado à mão. É importante não

lubrificar as roscas ou assentos do material. A

fricção face à qual o binário é medido deve

resultar dos assentos do material. Lubrificar as

roscas e os assentos do material altera a

fricção gerada no assento de aperto, o que

resultará em leituras de binário imprecisas e/

ou binário excessivo do material.

É recomendável iniciar o aperto do material à

mão, enroscando manualmente enquanto for

fácil e, em seguida, utilizando uma chave de

rodas com barra ou uma chave dinamométrica

para aplicar o binário final de acordo com um

dos padrões corretos mostrados abaixo, para

confirmar que o valor de binário recomendado

foi atingido.

Não é recomendável a utilização de pistolas de

impacto ou chaves de caixa ao instalar rodas.

As pistolas de impacto podem danificar o

material e o acabamento das jantes. Alguns

veículos, como os Porsche, requerem a

utilização de chaves especiais para apertar o

material sem danificar o respetivo

revestimento anodizado. O binário das pistolas

de impacto pode variar bastante desde binário

reduzido (resultando em rodas soltas) até

binário extremamente elevado (resultando em

material danificado ou partido).

Algumas das variáveis que podem provocar a

aplicação de um binário incorreto:

• Tipo de impacto utilizado (ar, elétrico, sem

fios)

• Potência (pressão do ar, volume do ar,

comprimento da mangueira, tamanho das

peças, potência da bateria, idade da bateria)

• Impactos por segundo

• Tamanho dos martelos internos

• Possível utilização de adaptadores adicionais

• Tamanho, peso, comprimento da chave

• Força de aperto do operador

• Peso do impacto

• Ângulo aplicado durante a utilização

A tentativa de apertar totalmente material com

pistolas de impacto/chaves de caixa impede,

também, a utilização de uma chave

dinamométrica para confirmar a correção do

valor especificado de binário. Embora uma

chave dinamométrica consiga indicar quando

o binário selecionado é atingido, não consegue

diagnosticar um binário excessivo. Tendo à

disposição as ferramentas corretas, utilize a

sequência cruzada adequada (padrões

apresentados abaixo) para o número de

posições de material de fixação da roda do

veículo, até que se atinja em todas elas o valor

de binário especificado.

Padrões de aperto e desaperto

As jantes novas devem ser reapertadas após

os primeiros 80 a 160 km percorridos. Isto

deve ser feito caso as cargas de fixação

tenham mudado após a instalação inicial

devido à compressão/alongamento do metal

ou a esforços térmicos que afetam as jantes,

visto que as mesmas cedem, bem como para

verificar a correção da instalação original. Ao

verificar o valor do binário, aguarde que as

rodas arrefeçam até à temperatura ambiente

(nunca aperte uma roda que esteja quente).

Desaperte e reaperte de acordo com o valor,

em sequência, usando os procedimentos de

aperto listados acima. Caso não encontre as

especificações de binário recomendadas pelo

fabricante do veículo, pode utilizar as

referências deste quadro:

Tamanho dos

Intervalo de

parafusos ou pernos

binário típico

libras

12 x 1,5 mm 70 – 80 6,5

12 x 1,25 mm 70 – 80 8

14 x 1,5 mm 85 – 90 7,5

14 x 1,25 mm 85 – 90 9

7/16 pol. 70 – 80 9

1/2 pol. 75 – 85 8

9/16 pol. 135 – 145 8

Nº míni de voltas

ao acoplar o

material

Siga estas recomendações para garantir que a

instalação decorre sem problemas:

• Inspecione o produto quanto a danos. Se a

instalação for efetuada pelo cliente, este deve

comunicar quaisquer problemas ao

estabelecimento de venda antes da instalação.

• Verifique os tamanhos das jantes/pneus

antes da instalação para se certificar de uma

compatibilidade adequada caso não se trate

de um conjunto.

• Verifique tamanhos diferenciados antes de

começar. Está na posse de jantes específicas

para a dianteira/traseira?

• Verifique as posições dos pneus e certifiquese

de que pneus direcionais são instalados nas

posições certas.

• Enrosque primeiro todas as porcas ou

parafusos à mão para evitar moer a rosca.

• Defina o binário de aperto da roda de acordo

com a especificação recomendada por veículo,

utilizando o padrão cruzado adequado.

• Limpe qualquer lubrificante de pneus que se

encontre na jante após a instalação.

www.revistadospneus.com | 65


Técnica

As múltiplas

vidas dos pneus

A gestão dos pneus desempenha um papel significativo na rentabilidade das empresas

de transporte. Esta gestão combina a escolha correta de produtos originais com as

operações de reesculturação e recauchutagem, que prolongam a sua vida útil

Para a maioria das frotas, os pneus

representam a terceira maior rubrica

no orçamento de funcionamento.

O menor custo por

quilómetro possível é alcançado com um

bom sistema de gestão de pneus que inclua

a utilização de pneus reesculturados

ou recauchutados de qualidade. Cada empresa

deve programar as múltiplas vidas dos

seus pneus para aproveitá-los ao máximo,

de acordo com as suas próprias exigências.

Neste artigo, baseado em informação da

Michelin, respondemos às perguntas que

muitos profissionais do transporte fazem:

Quando utilizar estas soluções? Até que

ponto? Em que condições?

SINÓNIMO DE

SEGURANÇA

Um veículo pesado pode viajar com toda

a segurança com pneus reesculturados,

desde que os pneus tenham sido concebidos

para serem reesculturados e que a

operação seja realizada por um profissional.

Reesculturar é uma operação autorizada

66 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Pneus reesculturados e recauchutados

pelo código da estrada e recomendada pela

ETRTO (European Tyre and Rim Technical

Organisation). Considerando que devolve

as arestas vivas e uma altura de 6 a 8 mm

às esculturas, o reesculturado prolonga a

vida útil dos pneus e aumenta o seu nível

de segurança. Esta operação permite que os

pneus aumentem o seu nível de aderência

transversal e de motricidade em até 10%,

por comparação com os desempenhos

verificados nos mesmos pneus utilizados

atá ao desgaste.

Alguns fabricantes produzem pneus

equipados com uma camada de borracha

regular e suficiente para permitir um

reesculturado de qualidade, sem alterar a

robustez ou a resistência do produto. Neste

tipo de pneus, a operação deve ser realizada

quando a altura de escultura é de 2 a 4 mm.

Não se recomenda reesculturar quando a

banda de rolamento apresenta vestígios de

agressões (cortes, arrancamentos ou lonas

metálicas visíveis). É desaconselhado reesculturar

os pneus submetidos a utilização

intensa e agressiva, como a circulação em

todo-o-terreno.

consumido. Na verdade, o reesculturado é

realizado quando a resistência ao rolamento

do pneu é mais reduzida. Os ribs de borracha

ficam, então, menos altos e, portanto, mais

rígidos do que os dos pneus novos. Rigidez

que tem a vantagem de limitar os atritos na

estrada, de retardar o desgaste dos pneus

e de economizar combustível.

RECAUCHUTAGEM:

TODOS PODEM?

Os pneus não são todos iguais perante o

teste de admissão para recauchutagem. Para

o sucesso na recauchutagem, impõem-se

várias condições:

l Devem ter sido concebidos de origem para

serem recauchutados em condições ideais;

l Apenas aqueles cuja carcaça é suficientemente

robusta para permitir vários ciclos de

vida útil passam na filtragem dos recauchutadores

mais exigentes;

l Devem ser submetidos a uma manutenção

profissional e regular.

Alguns fabricantes evoluem continuamente o

potencial das suas carcaças. Na Michelin, 80%

das carcaças são, efetivamente, recauchutadas.

ao máximo o desempenho das carcaças

de origem; a homogeneidade dimensional

que oferece garante um desgaste mais

regular, independentemente da carcaça

de origem; o aspeto obtido é comparável

ao de um pneu novo, com as laterais e

as marcações totalmente renovadas, o

que é uma vantagem para a aparência

do veículo.

l A FRIO: uma banda de rolamento pré-

-vulcanizada com a sua escultura definitiva

é colocada sobre a carcaça previamente

preparada. A vulcanização a 115°C durante

cerca de três horas garante a coesão

do conjunto. Vantagens: a gestão deste

processo permite recuperar as carcaças

recauchutadas com maior rapidez; proporciona

mais possibilidades de mudança

das esculturas.

A atenção e a experiência que têm os operadores

de recauchutagem são cruciais

nas etapas de seleção,

verificação, reparação e revestimento das

carcaças, para garantir a qualidade e a fiabilidade

do produto acabado.

CONSEGUE-SE

ECONOMIZAR?

A escolha correta dos pneus e cuidar da

manutenção durante toda a sua vida útil é

a melhor forma de reduzir os custos. Realizada

segundo as regras estabelecidas pelo

fabricante, o reesculturado também pode

representar:

l Até 25% mais de km percorridos;

l Até 2 litros de combustível economizado

em cada 100 km;

l 70 kg de matéria-prima economizada em

cada quatro pneus reesculturados, o equivalente

a um pneu novo.

Poderá parecer surpreendente, mas um

pneu reesculturado é económico porque

se gasta mais

lentamente do que um pneu novo, o que permite

obter uma economia no combustível

DOIS PROCESSOS

DE RECAUCHUTAGEM

O processo de recauchutagem consiste

numa série de passos, com equipamento

específico usado em cada um deles. De

acordo com as prioridades, o proprietário

do camião pode escolher entre dois processos

de recauchutagem:

l A QUENTE: a borracha em frio é colocada

sobre a carcaça previamente preparada

(cima + flancos). O conjunto é colocado

num molde que vai dar o perfil definitivo

ao pneu recauchutado. A vulcanização

é realizada numa prensa de cozedura

a 160°C, durante cerca de uma hora, tal

como para o fabrico de um pneu novo.

Vantagens: se for efetuado pelos próprios

fabricantes, este processo permite explorar

NOVOS EVOLUEM

GRAÇAS AOS USADOS

O conhecimento profundo dos pneus usados

serve de guia para a evolução das estruturas

e materiais para as futuras gerações

de pneus. Alguns dos maiores fabricantes

realizam, eles próprios, a recauchutagem

dos seus pneus. Alguns recorrem aos exames

que efetuam aquando da chegada das

carcaças às suas fábricas de recauchutagem,

para melhor analisarem o impacto da utilização

real nos seus pneus. Estes dados,

observados ano após ano, completam os

testes realizados em laboratório e nas pistas

de ensaios, fornecendo informação muito

valiosa para os desenhadores de pneus novos.

Este conhecimento profundo orienta a

evolução das estruturas e dos materiais para

as futuras gerações de pneus.

www.revistadospneus.com | 67


Técnica

Desde a chegada às fábricas de recauchutagem,

os pneus são submetidos a uma revisão

profunda (86

pontos de controlo, no caso da Michelin).

A síntese destes diagnósticos constitui

uma fantástica fonte de informação sobre

os pneus atuais. Os engenheiros da marca

interpretam estes dados para otimizar os

pneus do futuro.

PERFORMANCES

IGUAIS ÀS DE NOVO

Um pneu recauchutado pode ter as mesmas

performances de um pneu novo, se a carcaça

de origem for de qualidade superior, robusta

e resistente, bem como se os materiais, as

tecnologias, as capacidades e a experiência

profissional, aplicadas pelo recauchutador,

forem excelentes. Alguns fabricantes recauchutadores

utilizam para os seus pneus

recauchutados as mesmas borrachas e as

mesmas esculturas patenteadas do que

para os pneus novos, restabelecendo a arquitetura

inicial. Uma garantia de qualidade

que permite recuperar as performances dos

pneus novos e uma garantia de economia, já

que poderá reesculturar no futuro os pneus

recauchutados.

RECAUCHUTADOS

ECONOMIZAM?

A recauchutagem conjuga três vantagens

para o orçamento de pneus de um frotista,

sem comprometer a segurança:

- Um pneu recauchutado é 40 % mais barato

do que o pneu novo equivalente;

- Poderá percorrer 100% mais de quilómetros

(a recauchutagem de uma carcaça, realizada

por um especialista, duplica a vida útil dos

pneus a um custo menor);

- Várias recauchutagens (em função da análise

externa e interna da carcaça, um pneu

pode ser recauchutado várias vezes, para

realizar ainda mais quilómetros).

A capacidade de recauchutagem dos pneus

depende da atividade e da gestão da frota.

Se o frotista apostar no prolongamento da

vida útil dos pneus, deverá ter em conta

os fatores que influenciam o seu desgaste:

- As características intrínsecas do pneu (robustez

e resistência da carcaça, tipo e volume

das borrachas, esculturas adaptadas às suas

utilizações);

l A pressão de enchimento dos pneus;

l O nível de carga dos eixos;

l O estado do veículo (alinhamento dos

eixos, geometria do veículo);

l O estilo de condução.

EM NOME DA

FLEXIBILIDADE

DO NEGÓCIO

Para uma escolha correta, o frotista deve

seguir as recomendações da marca e os

conselhos do distribuidor. Para uma gestão

ótima do stock, dispõe de diferentes opções

para voltar a montar os pneus recauchutados

nos seus veículos. Depois de recauchutado,

um pneu pode voltar a ser montado num

eixo diferente do original. É desaconselhada

a montagem de um pneu recauchutado no

eixo de direção, recomendando-se a montagem

no eixo motriz ou portador dos veículos.

Podem ser utilizados diferentes tipos de

pneus nos veículos em função da atividade

desenvolvida. Os transportadores e

empresas do setor da construção podem

pedir os pneus recauchutados que melhor se

adaptam à utilização, graças aos diferentes

tipos de esculturas disponíveis. Os fabricantes

recauchutadores, com a sua variedade de

modelos, contribuem para a flexibilidade de

utilização dos veículos. Um pneu recauchutado

pode substituir um pneu novo, tendo

em conta as seguintes condições:

é possível reduzir o custo por quilómetro através

de um bom sistema de gestão de pneus, que inclua

reesculturados ou recauchutados de qualidade

68 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Pneus reesculturados e recauchutados

l Todos os pneus recauchutados de um

mesmo eixo devem ter características iguais

(mesma marca de recauchutador; mesma

dimensão; mesmo modelo e categoria de

utilização; estrutura - radial ou diagonal;

mesmo índice de velocidade e de capacidade

de carga).

Não se pode misturar num mesmo eixo pneus

novos com outros recauchutados (esta opção

apenas se pode recomendar de forma transitária

para tratar de uma avaria em estrada).

PRESERVAR O MEIO

AMBIENTE

Os pneus reesculturados e recauchutados

implicam uma economia de recursos naturais

e ajudam a preservar o meio ambiente.

Estas duas operações permitem prolongar a

vida útil dos pneus usados, o que equivale

a reduzir consumo de recursos naturais em

17 milhões de toneladas por ano em todo

o mundo, conforme estimado pela Agência

para o Meio Ambiente e Gestão de Energia.

Eis os benefícios do pneu reesculturado para

o meio ambiente:

l Menos emissões de CO 2 Até 1,6 toneladas/ano.

Com pneus reesculturados, um

veículo reduz o seu consumo de combustível

e as suas emissões de CO 2 (exemplo de um

conjunto de veículos que percorra 120.000

km/ano com uma taxa de pneus reesculturados

de 25%).

l Menos matéria-prima consumida 100

kg de matéria-prima consumida por cada

cinco pneus reesculturados.

l Menos resíduos 200 kg de pneus usados

para reciclar por cada quatro reesculturados.

Agora os benefícios do pneu recauchutado

para o meio ambiente:

l Menos emissões de CO 2 100 pneus recauchutados,

representam cinco toneladas

de matéria-prima não consumida e mais de

seis toneladas de CO 2 não emitidas para a

atmosfera.

l Menos matéria-prima consumida 1

recauchutado = 50 kg de matéria-prima

economizada. A borracha necessária para

recauchutar uma carcaça é de apenas 20 kg

em média (um ganho de 70% relativamente

ao necessário para fabricar um pneu novo).

l Menos resíduos 300 kg para um reboque

de três eixos. O recauchutado dos seis pneus

de um reboque de três eixos representa menos

seis pneus usados para reciclar. ♦

Porquê

reesculturar?

Porquê

recauchutar?

+ 10%

em aderência e motricidade

2 vezes mais

quilómetros

Até -2 l/100 km

de economia de combustível

Melhoria dos custos de exploração:

4 x =1 x

pneus

reesculturados

pneu novo

economizado

70 kg

de matéria-prima economizada

Pneus

novos

100%

Pneus

novos

30%

pneus

recauchutados

pneus

recauchutados

40%

de economia na compra

Consumo de matéria-prima

Resíduos para reciclar

50 kg menos

por cada pneu recauchutado

Rentabilidade - ecologia - Segurança

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Avaliação Obrigatória

Classe

compacta

Espaçoso, eficaz, elitista. O Classe B da Mercedes-Benz, cuja carroçaria se situa a

meio caminho entre um tradicional hatchback de cinco portas e um monovolume

compacto, é um automóvel pleno de oportunidade. Na versão 200d, de 150 cv,

que traz acoplada caixa automática de oito velocidades, tudo tem a sua razão de ser

Por: Bruno Castanheira

70 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Mercedes-Benz B 200d

A

par do A, dos CLA (Coupé; Shooting

Break) e GLA, o B faz parte

da classe compacta da Mercedes-Benz,

que reúne uma fatia

significativa de vendas. Se dúvidas houvesse,

atente-se nos dados divulgados pela marca

alemã no passado mês de agosto. De acordo

com o comunicado, os automóveis compactos

da Mercedes-Benz registaram um

crescimento de 29,7% em julho. No sétimo

mês deste ano, o novo Classe B alcançou um

crescimento mundial muito forte: 52,7%. De

janeiro a julho de 2019, foram vendidos, em

todo o mundo, mais de 368.000 modelos

Classe A, B, CLA, CLA Shooting Brake e GLA

(+7,3%). Já a popularidade do novo Classe A

continua, com um crescimento nas vendas

unitárias de 33,6% nos primeiros sete meses

deste ano. Vê, caro leitor, como o Classe

B, que, na presente edição, é analisado na

versão 200d, tem toda a razão de ser, por

mais que o seu design exterior não reúna

consenso?

PRESENÇA VISTOSA

Sem romper totalmente com as linhas do

modelo da anterior geração, antes pelo

contrário, o Classe B, que foi lançado no final

de 2018, começa por demarcar-se pela

presença vistosa da sua carroçaria de cinco

portas, que se situa a meio caminho entre

um tradicional hatchback de cinco portas

e um monovolume compacto. Goste-se ou

não das suas linhas exteriores, ache-se ou

não que são “desajeitadas” e pouco fluidas,

a verdade é o Classe B, para mais este, que

está equipado com linha AMG (€2.250), pintura

metalizada cinzento “Mountain” (€750),

teto de abrir panorâmico em vidro (€1.450)

e vidros escurecidos (€400), consegue convencer

pelo estilo.

Por dentro, este modelo ganhou um visual

moderno e vanguardista. O interior não

difere muito, claro está, dos restantes modelos

compactos da Mercedes-Benz, mas

apresenta-se mais “folgado” em termos de

habitabilidade e mala. Mais: adota uma abordagem

completamente nova face ao modelo

da geração anterior, redefinindo, de acordo

com a marca, o luxo moderno na classe dos

automóveis compactos, transmitindo uma

nova sensação de espaço. E, nisto, o Classe

B é exímio.

A nova arquitetura do habitáculo tem na

eliminação da grelha de ventilação, que

habitualmente existe na secção superior

do tablier, o seu ex-líbris. Como resultado,

a estrutura principal do tablier, em forma de

asa, estende-se entre as portas dianteiras,

sem descontinuidade visual. A qualidade de

construção está em alta, assim como o posto

de condução. Dispositivos de segurança,

não faltam. Já no que toca a equipamento,

esta unidade dispõe, para além dos extras

acima mencionados, outros dois: Pack Premium

(€3.850); Pack de Conectividade para

smartphone (€500). Contas feitas, são nada

menos do que €9.200 de opções. Interessante

no Classe B é o painel de instrumentos,

de ecrã amplo, totalmente independente,

que transmite a sensação de estar a “flutuar”

no interior. As desportivas saídas de

ventilação, com visual em forma de turbina

(podem dispor de iluminação), são outros

elementos de destaque no interior.

ELEVADA COMPETÊNCIA

Além de ser um modelo compacto confortável,

seguro, fácil de controlar, pouco

gastador e com boa capacidade de resposta

ao movimento descendente do pé direito,

o B 200d vale, também, pela envolvência

sem precedentes que oferece. Ter uma doce

e sensual voz feminina que comunica connosco

e executa as tarefas que ditamos,

não é para todos. E, isto, deve-se ao MBUX

(Mercedes-Benz User Experience), que abre

caminho a uma nova era nos serviços Mercedes

me connect. Uma das características

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Avaliação Obrigatória

Mercedes-Benz B 200d

Hankook Ventus S1 evo2

tecnologia

“sound absorber”

w O Mercedes-Benz B 200d que a Revista dos Pneus testou vinha

equipado com Hankook Ventus S1 evo2, de medida 225/45 R 18 91W

em ambos os eixos. O inovador desenho de três camadas, inspirado

no DTM, com a sua disposição especial em escada, garante uma zona

de contacto uniforme com a estrada, assegurando uma tração mais

eficaz. As distâncias de travagem curtas e o rendimento em piso

molhado situa-se acima da média. A tecnologia “sound absorber”

reduz, significativamente, o ruído na cavidade do pneu. Mesmo não

tendo grandes pretensões desportivas, o B 200d faz uso de umas

“borrachas” eficazes.

únicas deste sistema reside, precisamente,

na sua capacidade de interação. Graças à

inteligência artificial, o MBUX pode ser personalizado

e adapta-se ao utilizador, criando,

desta forma, uma ligação emocional.

Os pontes fortes do MBUX incluem o opcional

cockpit panorâmico de alta resolução

com operação tátil do ecrã multimédia, o

ecrã de navegação com tecnologia de

realidade aumentada e, ainda, o controlo

inteligente por voz com reconhecimento

de discurso natural, que é ativado com a

palavra-código “Olá, Mercedes” ou, apenas,

“Mercedes”. Disponível está, também, um

head-up display. O ecrã tátil surge incluído

no conceito touch control, trio constituído

pelo ecrã tátil, pelo touchpad existente na

consola central e pelos botões de controlo

táteis localizados no volante.

O MBUX vem revolucionar, autenticamente,

a experiência de utilização do veículo. As

características de apresentação apelativas

destacam a abrangência da estrutura de

controlo e dispõem de imagens 3D de alta

resolução, que são reproduzidas em tempo

Espaço, qualidade,

equipamento e

segurança não faltam

no Classe B, que

dispõe do MBUX

real. Os novos e aperfeiçoados serviços Mercedes

me connect estão a ser lançados com

a nova geração do sistema de informação

e entretenimento MBUX, que incluem funções

de navegação baseadas no “Car-to-X

communication” (informação trocada entre

veículos sobre acontecimentos registados

por sensores, como, por exemplo, travagem

MOTOR

Tipo

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1950

Diâmetro x curso (mm)

82,0x92,3

Taxa de compressão 15,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 150/3400

Binário máximo (Nm/rpm) 320/1400-3200

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação

turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira com ESP

Caixa de velocidades

automática de 8+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 11,0

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (305)

Traseiros (ø mm) discos maciços (295)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

Multilink

Barra estabilizadora dianteira/traseira sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 219

0-100 km/h (s) 8,3

CONSUMO (L/100 KM)

Cons. Extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 4,0/4,5/5,5

Emissões de CO 2 (g/km) 130

Nível de emissões

Euro 6d

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,25

Comprimento/largura/altura (mm) 4419/1796/1562

Distância entre eixos (mm) 2729

Vias frente/trás (mm) 1567/1547

Capacidade do depósito (l) 43

Capacidade da mala (l) 445-1530

Peso (kg) 1535

Relação peso/potência (kg/cv) 10,23

Jantes de série

6 1/2Jx16”

Pneus de série

205/60 R16

PNEUS DE TESTE

Hankook Ventus S1 evo2,

225/45 R18 91W

Imposto Único de Circulação (IUC) €227,65

PREÇO (s/ despesas) €42.250

Unidade testada €51.626

de emergência, intervenção do controlo de

estabilidade ou comunicação manual de

um acidente por parte do condutor) e no

localizador de veículo, o que torna mais fácil

encontrar a viatura estacionada, assim como

enviar uma mensagem se esta sofrer uma

colisão ou for rebocada. Ainda há dúvidas

que o Classe B é uma boa escolha? u

72 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


Em Estrada

Por: Bruno Castanheira

Ford Focus ST Vignale 1.5 EcoBoost

Assinatura especial

A Vignale não é uma Focus ST qualquer. Ao dispor de uma assinatura

especial, trata-se da carrinha mais luxuosa do segmento C. A justificar

este título, está a cor “Diffused Silver” que reveste a carroçaria,

os acabamentos cromados e as jantes de 18” específicas. Isto no que

se refere ao exterior. É que, por dentro, detalhes exclusivos também

não faltam, como se comprova na qualidade dos revestimentos

em pele, no conforto dos bancos e no maior recheio em termos

de equipamento. Bem construída, com um posto de condução

correto e uma boa habitabilidade e mala, a Focus ST Vignale faz-se

valer ainda de um desempenho dinâmico de elevado gabarito. Não

tendo propriamente uma suspensão macia nem um comando da

caixa rápido, a direção oferece

uma precisão convincente, os

travões são competentes, os

pneus são do melhor que a

Michelin tem e as prestações do

motor a gasolina, 1.5 EcoBoost

de 150 cv, aqui associado a uma

caixa manual de seis velocidades,

permite adotar um ritmo

de condução mais irreverente,

ainda que com consumos não

muito apelativos. Carrinhas, há muitas, é um facto, mas nenhuma

na classe exibe a exclusividade da Focus ST Vignale, o que, só

por si, já é um fator diferenciador. O preço (€27.629, sem extras

nem despesas) é que não é irresistível. Mas existem campanhas

especiais disponíveis.

Fiat 500X 1.3 Turbo DCT S-Design

Fator “X”

Pintado de verde “Alpi” e aprimorado por umas jantes de 18”pretas

(€440), o 500X 1.3 Turbo DCT S-Design está disponível por €26.565.

Preço que pode ser considerado competitivo atendendo ao espaço

oferecido para ocupantes e bagagem, ao bom nível de prestações

que alcança, aos consumos comedidos que regista e ao nível de

equipamento recheado, onde não faltam todos os itens que, hoje,

se tornaram indispensáveis num SUV compacto, como é o caso do

Uconnect Link (Apple Carplay e Android Auto),Serviços Uconnect

LIVE (diversas aplicações como Twitter e Facebook), Hill Holder,

volante desportivo multifunções em pele, alerta de transposição

de faixa de rodagem, faróis dianteiros full LED, barras de tejadilho

em cinzento escuro acetinado,

cruise control, TPMS e

vidros escurecidos, só para

citarmos alguns exemplos.

Menos convincente é a qualidade

de alguns materiais.

Já o desempenho dinâmico,

carece de alguma precisão

e solidez. Para mais, sendo

a caixa automática de seis

velocidades pouco rápida. No entanto, o 500X consegue proporcionar

bons momentos ao volante, quanto mais não seja pela

pronta capacidade de resposta dos 150 cv e 270 Nm do motor a

gasolina 1.3 FireFly. A direção até tem boa assistência e a carroçaria

não exibe demasiado rolamento em curva. Mas a elegância deste

modelo fala, de facto, mais alto.

FICHA TÉCNICA

Motor

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1496

Potência máxima (cv/rpm) 150/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 240/1600

Velocidade máxima (km/h) 208

0-100 km/h (s) 9,0

Consumo combinado (l/100 km) 6,3

Emissões de CO 2 (g/km) 125

Preço €27.629

IUC €158,92

Pneus teste

Michelin Pilot Sport 4, 235/40R18 91W

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1332

Potência máxima (cv/rpm) 150/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 270/1850

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 9,1

Consumo combinado (l/100 km) 6,5

Emissões de CO 2 (g/km) 155

Preço €26.565

IUC €158,92

Pneus teste

Goodyear Eagle F1, 225/45R18 91Y

www.revistadospneus.com | 73


Em Estrada

Por: Bruno Castanheira

Kia ProCeed 1.4 T-GDi GT Line

Cruzamento de espécies

O ProCeed é um automóvel difícil de definir. De frente, lembra um

familiar de quatro portas “convencional”. De perfil e de traseira, assemelha-se

a uma carrinha. Mas de uma coisa podemos estar certos: este

Kia exibe um design marcante que se pauta, na versão GT Line (grelha

dianteira escura e jantes de 17”) pela elegância e bom gosto. Depois,

a carroçaria pintada de vermelho (cor menos habitual numa proposta

de cariz familiar), confere-lhe ousadia. Por dentro, o ProCeed reúne

todos os argumentos que deixam os pais de família rendidos aos seus

encantos: espaço amplo para ocupantes e bagagem; posto de condução

ergonómico; equipamento expressivo; dispositivos de segurança

presentes em número elevado.

Dispondo de um ambiente sóbrio,

onde impera o preto e a

boa qualidade geral dos materiais,

o habitáculo exibe alguns

pormenores interessantes.

Quanto à condução propriamente

dita, não esquecendo

que a unidade aqui presente

está equipada com o motor a

gasolina 1.4 T-GDi de 140 cv, que traz acoplada caixa manual de seis

velocidades, o ProCeed não é propriamente o modelo mais económico

da sua classe, mas exibe boa solidez e reações previsíveis em todas

as circunstâncias. As prestações são bastante interessantes.

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1353

Potência máxima (cv/rpm) 140/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 242/1500-3200

Velocidade máxima (km/h) 210

0-100 km/h (s) 9,1

Consumo combinado (l/100 km) 5,8

Emissões de CO 2 (g/km) 132

Preço €27.090

IUC €158,92

Pneus teste

Michelin Primacy 3, 225/45R17 91W

Volkswagen T-Cross 1.0 TSI Life

Laranja mecânica

O T-Cross é o modelo de acesso à oferta SUV da Volkswagen.

Ainda que não esteja muito distante dos seus irmãos em termos

estéticos, no que à qualidade diz respeito, a proliferação

de maiores superfícies plásticas e de materiais menos nobres

indicam que este modelo está uns furos abaixo dos T-Roc, Tiguan

e, como é óbvio, Touareg. No entanto, o trunfo do T-Cross

não está na qualidade de construção, mas no preço a que é

comercializado (€22.336 no caso da versão Life com motor a

gasolina 1.0 TSI de 115 cv com caixa manual de seis velocidades),

no design bem conseguido, no posto de condução correto,

no nível de conforto convincente e no habitáculo funcional.

O espaço para ocupantes e

bagagem é algo limitado, é

certo, mas nada de grave.

Quanto a equipamento e

dispositivos de segurança,

o T-Cross também não desilude.

As prestações e os

consumos, por seu turno, até

são deveras interessantes, tal

como o desempenho dinâmico, sendo de realçar o conforto

em ordem de marcha e, sobretudo, a suavidade do motor a

gasolina, que quase nem se dá por ele ao ralenti. O comando

da caixa agradável, a direção precisa q.b. e a boa solidez do

conjunto são argumentos que jogam a favor deste pequeno

SUV, embora, no cômputo geral, passe no teste apenas com

nota média.

FICHA TÉCNICA

Motor

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 115/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 200/2000-3000

Velocidade máxima (km/h) 193

0-100 km/h (s) 10,2

Consumo combinado (l/100 km) 5,9

Emissões de CO 2 (g/km) 133

Preço €22.336

IUC €124,38

Pneus teste Hankook Ventus Prime 3,

205/55R17 91V

74 | Revista dos Pneus | Setembro 2019


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

TÉCNICO

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76 | Revista dos Pneus | Outubro 2016

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