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SP, setembro de 2019

DENORTE

ASUL

CONHECENDO OS DELICIOSOS

VINHOS BRASILEIROS

ENOTURISMO

NO PARANÁ:

4 vinícolas que você

precisa conhecer

DOS PRATOS À

DECORAÇÃO

organize o happy hour em casa

QUAL É A MELHOR

CACHAÇADO BRASIL?

O Brasil tem cerca de mil produtores

de cachaça devidamente registrados.

Juntos eles produzem quase

5 mil rótulos do destilado nacional


SUMÁRIO

w

4VINHOS

A trajetória do vinho

no Brasil: como tudo

começou

6VINHOS

Vinhos do Brasil

22

acontece

O que você deve fazer

para beber a melhor

cachaça do Brasil

10

pot-pourri

Restaurantes escondidos

em São Paulo

26

restaurantes

Explore o Rio Grande

do Sul

12

VIAGEM DO

VINHO

Enoturismo no Paraná

14

seleção do mÊs

Explore as escolhas

de setembro

28

lifestyle

6 paraísos para perder o

fôlego pelo Brasil

/clubepaladar

@clubepaladar

clubepaladar

ComitêExecutivoClubePaladar

Paulo Pessoa e Luciano Kleiman

DiretorClubePaladar

Anderson GarciaAlves

ProjetoGráfico

João Guitton

Leandro Dantas Faustino

ConsultordeVinhos

Guilherme Haas

DiretordeProjetosEspeciais

Luis Fernando Bovo

EditoraResponsável

Lorena Estevam

EditoradeArte

Carolina Perazzoli

Revisão

Debora Capella

Juliana Fortunato

Colaboraramnestaedição

Ana Claudia Bigliardi

Daniella Romano

JoãoAlmeida

Krislany Gaiato

Mariana Macedo

Pâmela da Silva Lima

Victoria Romano

Ilustraçãodacapa

ShutterStock

2 | clubepaladar.com.br


ACONTECE

ITÁLIA

APRECIE A CULINÁRIA ITALIANA

SEM SAIR DO PAÍS

POR ANA CLAUDIA BIGLIARDI

NO

BRASIL:

Já é comprovado que o brasileiro é

apaixonado pela cozinha italiana,

desde os tempos da imigração.

E não é para menos! Afinal, são várias

receitas incríveis, além da enorme variedade

de ingredientes etemperos utilizados,

que dão aqueletoque especial à

macarronada da nona.

Pensando nisso, reunimos aqui 5

restaurantes brasileiros que permitem

a você curtir o melhor da cozinha e

deixar sua refeição ainda mais especial

e memorável.

CALICETIDIBOLOGNA,

PARANÁ

O restauranteestáemfuncionamento

desde os anos 70, e sua decoração

remete totalmente à Itália. O cardápio

apresenta comida tradicional, incluindo

antepastos, carnes, massas, risotos

e, é claro, deliciosas sobremesas. Você

pode contar também com especialidades

da casa, como a paleta de cordeiro

combatatasepolpete. Édesalivar!Você

encontra a cantina na Rua Al. Carlos de

Carvalho, nº 1.365, em Curitiba; os preços

variam entre R$ 45 e R$ 90.

DITARONITRATTORIA,

SANTACATARINA

Com suas atividades iniciadas em

2007, a Di Taroni Trattoria é uma referência

no que diz respeito à culinária

italiana em terras catarinenses. Tem

uma decoração simples, mas o cardápio

é recheado: é possível se deliciar

com saladas, polentas, carnes, massas,

antepastos e sobremesas. Seu carro-

-chefe é o Filleto Di Medina, feito com

mignon fl ambado em conhaque, gratinado

com molhofunghi e acompanhado

de macarrão tagliatelle. O endereço é

Av. Engenheiro Max de Souza, nº 730,

emFlorianópolis;o preço médioéR$ 94.

AGUZZOCUCINA

ITALIANA,SÃOPAULO

OAguzzo Cucina Italiana oferece um

cardápiotradicionalem umlugarrefi nado.

São servidos peixes, frutos do mar,

risotos, massas, gelatos e outras delícias,

mas os veganos também podem

se esbaldar com receitas especiais sem

nenhum derivado animal; um exemplo

é a tagliolini ortaggio, que consiste

em massa fresca de alcachofra, shiitake,

aspargos, molho de manjericão,

tomates-cereja e nozes. Impossível não

sentirfome!Você encontra a cantina na

R. Simão Álvares, nº 325, em São Paulo.

O preço é um pouco alto,variando entre

R$ 166 e R$ 275, mas a experiência vale

a pena!

VECCHIOSOGNO,

MINASGERAIS

Aculinária italianatambém está presente

na terra do pão de queijo. Em um

ambiente sofi sticado, o Vecchio Sogno

conta com fabricação própria de massas

e pães, além de uma carta de vinho

com mais de 200 rótulos e um cardápio

com criações clássicas do chef Ivo Faria.

O restaurante fi ca na R. Martim de

Carvalho, nº 75, em Belo Horizonte; os

preços variam de R$ 66 a R$ 129.

FASANOALMARE,

RIODEJANEIRO

Parte do Hotel Fasano, na capital

do Rio de Janeiro, o restaurante venceu

três vezes o COMER & BEBER; com

menu refinado da culinária italiana,

mantém uma tradição há anos. Em um

ambiente privativo — com cortinas de

linho branco, mesa escandinava e lustre

de Murano —, o restaurante acomoda

até 14 pessoas em almoços e jantares.

O carro-chefe de seu cardápio são peixes

e frutos do mar, mas também marcam

presença a polenta gratinada com

queijo gorgonzola etaleggio, o risoto de

cogumelos e uma espetacularpaleta de

cordeiro aoforno guarnecidade batatas

ealcachofras.Sualocalização?Av.Vieira

Souto,nº80-HotelFasano,noRiodeJaneiro;

os preços podem chegaraR$ 250.

Com uma rota de culinária italiana

dessas no Brasil, é impossível você não

querer degustar pratos maravilhosos e

inesquecíveisnopaís.E,claro,tudoacompanhadodeumbomvinho,parasetransportardireto

para a Itália pelo paladar.

e

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VINHOS

ATRAJETÓRIA DO

VINHO NO BRASIL:

COMO TUDO COMEÇOU

Descubra como se deu a introdução da bebida no país e

quais aspectos históricos estão envolvidos

POR KRISLANY GAIATO

E

ssa bebida que já foi reservada às elites atualmente não ostenta mais um status tão restritivo. Isso tudo graças a uma

verdadeira revolução no consumo que, felizmente, tem seus efeitos ainda perceptíveis. O fato que mais surpreende, no

entanto, é: essa bebida deixou de ser “propriedade” das elites somente há 40 anos. Mas, vamos ao que interessa…

COMO TUDO COMEÇOU,AFINAL?

d

4 | clubepaladar.com.br


DE CABRALAOS ÍNDIOS

Saindo de Lisboa, as frotas de Cabral vieram abastecidas

de vinho, bebida altamente popular na Europa. A propósito,

historiadores estimam que 65 mil litros foram trazidos

(isso mesmo!).

No entanto, depois de meses em uma viagem turbulenta,

a bebida de Dionísio já não estava em boas condições. Diante

da situação, os índios ofereceram aos portugueses uma novidade

que colaboraria para o desenvolvimento das futuras

vinícolas no Brasil: uma bebida fermentada produzida a partir

da mandioca, o cauim.

DOS ÍNDIOS A BRÁS CUBAS

Somenteem1532,osprimeirosvinhosnacionaiscomeçaram

a surgir. O responsável por isso foi um fi dalgo português chamado

Brás Cubas (dos vinhos, não de Machado de Assis). Ele

participou da expedição de MartimAfonso de Sousa que deu

origem, posteriormente, à Capitania de SãoVicente. Brásfoi o

fundadordaviladeSantos,ondeelemandouplantarmudasde

parreirasportuguesas.Suaprimeiratentativafoiumfracasso,

mas ele persistiu e, algum tempo depois, conseguiu cultivar

umvinhedo criado e nascido no Brasil (mais especifi camente,

nas terras de Tatuapé).

Em pouco tempo, o vinho de Brás se tornou a riqueza do

lugarefoi se espalhando pelas regiõesvizinhas. Esse sucesso

foi possível apenas porque eram os índios, criadores do cauim

e mestres na arte de produzir bebidas fermentadas, que trabalhavam

nos vinhedos.

REVIRAVOLTAS NO BRASIL COLÔNIA

Em meados do século XVII, a Capitania de Pernambuco

— sob a administração do holandês Maurício de Nassau —

ascendeu, e sua população passou a crescer. Para dar conta

dessa mudança, a vitivinicultura precisou ser levada a Pernambuco.

Diversas desventuras, contudo, fi zeram com que o

planofalhasse—sobretudoapósanotíciadequeMinasGerais

e Goiás guardavam grandes reservas de ouro.

Uma série de fatores propiciaram a ascensão econômica

do Brasil Colônia, principalmente a atividade de manufatura.

E esse fato não agradava Portugal, uma vez que os produtos

brasileiros elevaram a concorrência. Como consequência, foi

criado um decreto em 1785 que proibia a atividade manufatureira

na colônia. No que se referia a vinhos, era permitido

cultivar as uvas, mas não as transformar na bebida.

O jogo virou com a chegada da Corte real ao Brasil, a qual

vinha às pressas trazendo pouca mão de obra e profissionais

de diversas áreas, que fugiam do que foi o fenômeno napoleônico

— evento que deu forças à produção vinífera nacional.

UM SALTO PARA OS SÉCULOS XX E XXI

Comosintensosfluxosmigratórios,diversasfamíliasitalianas

se estabeleceram na Serra Gaúcha e enraizaram, por fi m, a

sua cultura do vinho — que perdura até os dias atuais como

referência no assunto.

Em 1970, aconteceu um boom no consumo mundial da

bebida. O Brasil, então, começou a chamar atenção das multinacionais

no ramo — comoAlmadén, Martini & Rossi e Chandon

— que se instalaram poraqui.As empresas nacionais não

se abalaram e seguiram na concorrência, o que fez com que a

qualidade do nosso vinho disparasse.

Esse foi um divisor de águas e, a partir dele, a indústria só

cresceu. No entanto, existem alguns percalços de consumo

na atualidade. Um brasileiro bebe, em média, apenas 2 litros

de vinho por ano. Apesar de Dionísio estar, provavelmente,

orgulhoso das refi nadas bebidas que produzimos, elas ainda

sofrem com a baixa adesão.Já deu para imaginarodesafio?

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VINHOS

Vinhos do

BRASILPOR DANIELLA ROMANO

Sempre que me apresento a alguém e conto que trabalho com vinhos, a pergunta

mais comum que escuto é: e o vinho brasileiro, é bom? Ao longo dos últimos

quase 20 anos, minha resposta variou algumas vezes, mas hoje posso afirmar

com orgulho: sim, é bom, é muito bom! E se você é daqueles que ainda torcem o

nariz para os vinhos do Brasil, tenho certeza que, ao fi nal desta matéria, vai sentir

vontade de abrir uma garrafa e se deliciar com um bom vinho nacional.

Vale lembrar que as primeiras mudas de videiras foram trazidas da Europa ao Brasil

por Martim Afonso de Souza, em 1532, e plantadas na Capitania de São Vicente.

Ainda, foram os jesuítas que, em 1626, levaram as videiras para o Rio Grande do

Sul para fazer vinho, com a ajuda dos índios, para ser usado na missa e nas festas

religiosas. Desde então, muita coisa aconteceu — inclusive um período em que a

Coroa portuguesa proibiu a produção brasileira, com medo da concorrência —, mas

felizmente sobrevivemos a todos os desafi os e cá estamos nós!

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O vinho de maneira geral e mundial teve uma grande melhora nos últimos 15

anos. Isso porque a tecnologia evoluiu e se desenvolveu, novas descobertas ajudaram

(e continuam ajudando) no aprimoramento da produção, técnicas de vinifi

cação também mudaram, e muitas foram resgatadas do passado — para os que

preferem produzir a bebida seguindo estilos mais puristas. Inseridos e atentos

ao cenário mundial, os produtores brasileiros não fi caram para trás e trouxeram

todas essas melhorias para nossos vinhedos. E essa revolução pode ser sentida

claramente. Por exemplo, os espumantes produzidos no Sul do país, em Pinto

Bandeira e Garibaldi, estão entre os melhores vinhos do mundo dessa categoria,

recebendo inclusive prêmios e reconhecimentos internacionais.

Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), a produção de vinhos

com uvas vitis vinifera está espalhada por seis principais regiões: Serra Gaúcha,

Campanha, Serra do Sudeste e Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do

Sul; Planalto Catarinense, em Santa Catarina; e Vale do São Francisco, no Nordeste

do país. São cerca de 83,7 mil hectares de uvas fi nas e 1,1 mil vinícolas, e o Brasil

é hoje o quinto maior produtor de vinhos do Hemisfério Sul. Com a produção

acontecendo em áreas que se encontram em extremos opostos, é de se esperar

que o resultado seja diferente; de modo geral, o vinho brasileiro se destaca por ser

fresco, frutado e com teor alcoólico moderado.

A maioria das vinícolas (quase 80%) se localizam no Sul do país, onde se encontra

o clima perfeito para produção das uvas para os vinhos espumantes, que se

desenvolvem muito bem — com destaques para o frescor e a acidez pronunciada

e muito bem-vinda. Apesar de ser uma tendência, existe espaço — e muito — para

os tintos, que também são produzidos com excelência. Quando o assunto é terroir,

já temos algumas classificações e regiões protegidas.

Um diferencial que torna os vinhos do Brasil tão únicos e interessantes é que

muitos projetos são tocados por famílias, que se dedicam com afinco para traduzir

o melhor de seus terroirs. São todos apaixonantes, e cada um valeria uma história

aqui; porém, como são muitos, priorizo aqueles que se destacaram por criar inovações

que merecem a citação. Em Espírito Santo do Pinhal, a aproximadamente 120

quilômetros de São Paulo, uma família (Vinícola Guaspari) teve um insight sensacional:

usou a tecnologia a seu favor e está produzindo maravilhosos.u

vinhos

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VINHOS

Ao perceberem que a colheita estava sendo prejudicada

pelo alto índice de chuvas na região na época da vindima

(tradicionalmente, em todas as partes do mundo, as uvas

são colhidas no verão), desenvolveram um processo de

dupla poda da videira — para enganar a planta. Com a novidade,

desenvolvida em parceria com a Empresa Brasileira

de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi possível inverter o

ciclo de produção. A planta muda seu ciclo natural e começa

a produzir uvas que, em vez de serem colhidas no verão,

quando chove muito, são colhidas no inverno, quando a amplitude

térmica, a insolação e a falta de chuvas contribuem

para o vinhedo.

Desse modo, as uvas conseguem completar o ciclo, atingem

a maturação ideal, não sofrem com a umidade nem são

atingidas por fungos que surgem em função da umidade

excessiva causada por muita chuva. O resultado é um vinho

pleno, rico, elegante e com muita capacidade de guarda.

Parecido com esse processo é o que vem sendo utilizado

no Vale do São Francisco, no Nordeste, o qual também se

destaca por ser uma prática quase que exclusivamente

dessa região. Em virtude do clima tropical e seco, bastante

quente o ano inteiro, a videira tinha dificuldade de se desenvolver

e completar o ciclo.

Diante disso, os agrônomos criaram um expediente para

enganar as plantas e viabilizar a produção através de um

sistema de gotejamento, com irrigação utilizando a abundante

água que vem do rio São Francisco. Lá eles controlam

a quantidade de água que a planta recebe — intensificando

para despertá-la e depois reduzindo, causando stress hídrico

—, conduzindo os vinhedos de modo a oportunizar que

as vinhas produzam em diferentes períodos e haja até duas

colheitas e meia por ano.

A bebida também está muito ligada à gastronomia e ao

turismo, cada vez mais aumenta o interesse por destinos de

enoturismo mundo afora, e essa foi outra coisa que se intensificou

e melhorou muito nos últimos anos. No Brasil, hoje

existem várias Rotas de Vinhos.

Se você tem vontade de visitar uma vinícola, conhecer de

pertinho o processo de produção, fazer visitas guiadas ao

vinhedo, às salas de barrica, degustações e — por que não

— participar de uma vindima, essa pode ser uma daquelas

viagens inesquecíveis! A grande maioria das vinícolas está

preparada para receber não só os apaixonados pela bebida,

mas também a família toda, pois existem atividades para os

pequenos e acompanhantes. Vale lembrar que, se a ideia for

participar da colheita e de outras atividades que envolvam

uvas no pé, é preciso prestar atenção à época do ano — é

melhor se informar antes de partir rumo à sua enotrip.

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SUL DO BRASIL

1. SERRA GAÚCHA

O ponto de partida é a pequena e encantadora cidade de Bento Gonçalves, onde

existem vinícolas que recebem os visitantes, além de atrações referentes a essa

temática, como piqueniques e o passeio de Maria Fumaça, uma locomotiva antiga,

quefaz a rota entre Bento e Carlos Barbosa. Outra recomendação é a rota Caminhos

da Pedra, que tem vários restaurantes, cafés, artesanatos e programas culturais.

2. VALE DOS VINHEDOS

Essa é a primeira região demarcada do Brasil, nossa primeira Denominação de

Origem (DO), também no Sul, uma região belíssima e muito preparada para o enoturismo

— tanto que a revista Wine Enthusiast a elegeu como um dos 10 melhores

lugares de enoturismo do mundo.Vale a pena conferiro site deles e pesquisartudo

que a região oferece. (http://www.valedosvinhedos.com.br)

3. PINTO BANDEIRA

Essa região se destaca pelos vinhos espumantes de excelente qualidade, mas o

visual também é impactante; são vales, cachoeiras, matas nativas e vinhedos, formandoumacombinaçãoperfeitapara

umavisita.(http://www.asprovinho.com.br/)

4. GARIBALDI

A cidade faz parte do Vale dos Vinhedos e se especializou em espumantes; há

até uma rota dedicada a eles: a Rota dos Espumantes. Veja mais detalhes no site

da Secretaria de Turismo de Garibaldi. (http://www.turismo.garibaldi.rs.gov.br)

PLANALTO CATARINENSE

Essa é a região brasileira de produção de vinhos que está fi ca no ponto mais

alto — 1,4 mil metros acima do nível do mar — e também uma das mais frias no

inverno. Em SãoJoaquim, quase sempre cai neve, e descera Serra do Rastro é uma

das paisagens mais deslumbrantes que já vi.

SUDESTE DO BRASIL

Dividido em dois polos, um em São Paulo e outro em Minas Gerais.

SÃO PAULO

O roteiro é formado por Estrada do Vinho, Estrada dos Venâncios e Rodovia

Quintino de Lima. Tudo bem pertinho, a 50 quilômetros da capital Paulista.

(www.roteirodovinho.com.br/)

MINAS GERAIS

As principais cidades são Andradas e Poços de Caldas, e esse roteiro tem um

charme à parte, pois é em Minas Gerais que se encontram os queijos da Serra da

Canastra e boas cachaças também.

NORDESTE DO BRASIL

VALE DO SÃO FRANCISCO

Aprodução é concentrada em Pernambuco (Petrolina, Santa Maria da BoaVista

e Lagoa Grande) e na Bahia (Casa Nova). Muitas agências oferecem passeios de

barco para visitar as vinícolas.

BOAVIAGEM

Cheers

clubepaladar.com.br | 9


POT-POURRI

DICASPARAPREPARAR

UMSANDUÍCHEINCRÍVEL!

Por Krislany Gaiato

Duas fatias de pão com um recheio

entre elas: a lógica é bem simples, mas

não se engane; fazer um sanduíche

guarda muitos segredos e pode não ser

tão fácil quanto parece. Esse lanche é o

queridinho de muitas pessoas, porque,

além de prático, pode se encaixar em

qualquer dieta — basta adaptar os ingredientes.

É importante ressaltar que existem

algumas dicas para deixar seu sanduíche

(seja ele qual for) irresistível. O chef

Felipe Vianna, um dos autores do livro

Sanduíches Especiais: Receitas Clássicas

e Contemporâneas, compartilhou

alguns segredosvaliosos sobretécnicas

de montagem.

1. Se o pão tiver uma casca dura ou for

consistente, o recheio deve ser mais

estável para que não escape com a

pressão da mordida.

2. Utilize folhas inteiras, pois isso

evita que as partes picadas da salada

percam umidade; assim, o sanduíche

continuará suculento.

3.Derreta o queijo sempre sobre um

ingrediente quente, como a carne, por

exemplo.

4.Itens mais consistentes fi cam porbaixo

e itens menos consistentes, porcima;

dessa maneira,tudo permanecerá em

seu devido lugar.

5.Evite colocaritens frescos e delicados,

comovegetais e folhas, sobre ingredientes

quentes.

DRINKS COM VINHO

Se você é fã de vinhos, mas sente

receio ao criar drinks com a bebida, não

tema! Existem inúmeras opções de coquetéisdeliciososesofi

sticadosquesão

preparados a partirdesse ingrediente.

Por Maria Tamanini

UNSPLASH/DANIEL HORVATH/REPRODUÇÃO

SPRITZER

DE VINHO BRANCO

Apesar do nome “difícil”, o Spritzer

de vinho branco é um dos coquetéis

mais fáceis de se preparar. São necessários

apenas três ingredientes:

Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot

Grigio, Gewurztraminer ou Reisling,

por exemplo, água com gás e gelo —

e o segredo é que ambos os líquidos

estejam extremamente gelados. Além

disso, apesar de as quantidades das

bebidas poderem ser ajustadas para

agradargostos pessoais, normalmente

as proporções são 3 para 1.

Ingredientes para duas porções

• 90 ml de vinho branco

30 ml de água com gás

• Gelo

Preparo

Encha uma taça de vinho branco com

gelo, coloque o vinho, preencha com a

água com gás e decore com um twist

de casca de laranja ou de limão siciliano

antes de servir.

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BISHOP

COCKTAIL

Esse clássico leva uma mistura de vinho

tinto e rum e, na opinião de alguns, trata-se

de uma sangria simplificada. A receita vem de uma

impressão de meados da década de 1930 do famoso

guia de preparo de drinks The Old Waldorf-Astoria

Bar Book, de A. S. Crockett, e costuma agradar a

todos os gostos.

Ingredientes para duas porções

• 90 ml de rum

30 ml de vinho tinto

• 1 colher (chá) de xarope de açúcar

• Suco de meio limão

Preparo

Coloque todos os ingredientes em uma

coqueteleira com gelo, bata bem e sirva em uma

taça de vinho tinto.


Escondidos

RESTAURANTES

EM SÃOPAULO

POR MARIANAMACEDO

ATELIÊNOESCURO

Para participar de um dos eventos do

AteliêdoEscuroéprecisocoragem,curiosidade

evontade de fugir da rotina. Cada

jantar éúnico, já que os temas, olocal eo

cardápiomudam,masumacoisasempre

éigual: aexperiência de comer de olhos

vendados; aaventura começa comum

coqueteleseguecom ojantarservido

no salão.

Oprojeto surgiu em 2008 comtrês

psicólogas euma terapeutacorporal

que mergulharam afundo na ideiade

oferecer umaexperiência gastronômica

inesquecível.

ACASADOPORCO

Como opróprionomediz,agrande

estrela do restaurante éacarne suína.

Fundado em 2015 pelo chef Jefferson

Rueda,oempreendimentonasceucoma

propostadetrazeràcapitalpaulistaaalta

gastronomia comumpreço acessível.

Ocarro-chefedaCasadoPorco, localizada

no centrodeSão Paulo,éoPorco San

Zé. Inspirado pelo PorcoàParaguaia,

pratotípicodeSão José do RioPardo,

ochef desenvolveu asua versão com

novastécnicas euma churrasqueiradesenhada

por ele.

Orestaurante tem uma carta de vinhosespecialmenteescolhidosparaharmonizarcomosaborda

carne de porco.

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VIAGEM DO VINHO

ENOTURISMO

NO PARANÁ:

4VINÍCOLAS QUEVOCÊ

PRECISA CONHECER

O Paranátem diversas opções paravocê se

aventurarno mundo dosvinhos

POR MARIANA MACEDO

Que o Brasil tem ganhado destaque internacional na produção de bons vinhos

você provavelmente já sabe, mas e que o estado do Paraná tem diversas

vinícolas que oferecem não só bons vinhos, mas também passeios para

conhecer a fabricação dos rótulos?

O enoturismo na região tem crescido cada vez mais e, além de acompanhar a produção

da bebida, é possível andar pelos parreirais e almoçar em restaurantes dentro dessas

propriedades.

“Aqui na nossa região temos vinícolas que plantam as uvas e outras que optam

por buscar a fruta em outras partes do Brasil. Mas o produto fi nal, elaborado aqui

mesmo, tem merecido destaque; inclusive em premiações nacionais e internacionais

em concursos de grande relevância”, disse Thays Ferrão, coordenadora dos cursos de

pós-graduação em Alimentos e Bebidas, da Universidade Positivo, em entrevista ao

Jornal Metro.

Confira cinco opções de enoturismo no Paraná.

FRANCO ITALIANO

Localizada em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, a vinícola Franco Italiano

fica a 40 minutos da capital paranaense e começou em 1973 com a produção de vinhos

coloniais. Em 2000, passou a produzir vinhos finos, e 8 anos depois o reconhecimento veio

com a premiação no Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, com o rótulo Censurato

Cabernet Sauvignon.

A Franco Italiano recebe visitas gratuitas, mas que devem ser agendadas previamente

e são guiadas por um enólogo que explica todo o processo de elaboração das bebidas,

incluindo espumantes. Há também um restaurante aberto aos sábados, domingos e

feriados com comida franco-italiana.

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FAMÍLIA FARDO

A vinícola Família Fardo é uma bela

construção de pedras localizada em Quatro

Barras, com foco na qualidade do vinho,

de acordo com o proprietário, Ambrósio

Fardo. “O vinho elaborado nessa vinícola

não é para beber, simplesmente; é para

saborear”, diz ele.

Há três roteiros que podem ser feitos

dentro da propriedade, com agendamento

prévio para a recepção de 10 a 20 pessoas.

Os visitantes têm uma aula sobre a origem

do vinho, o processo de elaboração, além

de conhecerem mais sobre a história da

vinícola e aproveitarem uma degustação

acompanhada de pães e queijos.

ARAUCÁRIA

Localizada em São José dos Pinhais, sua

construção se iniciou em 2008, e agora,

com 4 hectares, cultiva Cabernet Franc,

Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Pinot

Noir, Viognier, Nebbiolo e Teroldego.

Os vinhos tintos e espumantes da vinícola

Araucária são batizados com nomes que

homenageiam a cultura paranaense. O

passeio enoturístico pode ser feito durante

o ano todo e em época de colheita fica ainda

mais agradável.

DEZEM

A vinícola Dezem fica localizada na região

oeste do Paraná, em Toledo, a 500 km de

Curitiba. Fundada há 14 anos, a empresa

familiar recebe visitantes gratuitamente em

uma exposição guiada que inclui passeio

por parreirais e caves subterrâneas com

barris de carvalho, para fermentação dos

espumantes.

Durante o tour há uma aula sobre tempo

de envelhecimento, detalhes da produção

e, no fim, degustação. Dentre as uvas

escolhidas estão as brancas Chardonnay,

Sauvignon Blanc e Malvasia de Cândia, e

as tintas Merlot, Cabernet Franc, Cabernet

Sauvignon, Tempranillo, Pinot Noir e Tannat.

clubepaladar.com.br | 13


CLUBE PALADAR

SELEÇÃO DO MÊS

PORGUILHERMEHAAS

AseleçãodesetembrodoClubePaladarapresentauma

variedade devinhos de alta qualidade, provenientes

de países como Portugal, Itália e Chile, e que harmonizam

bem com pratos que representam a diversidade de

estilos e infl uências da culinária brasileira. Entre os rótulos

selecionados para este mês, estão produtos de vinícolas de

renome, como a chilena Errazuriz Max, presente nesta edição

tanto com seu Merlot quanto com seu Cabernet Sauvignon;

e tradicionalíssima casa portuguesa Quinta do Vesuvio, uma

das produtoras mais antigas da região de Douro.

AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK

14 | clubepaladar.com.br


CLUBE PALADAR

ESSENCIAL PALADAR

CHURCHILLS

MEIO QUEIJO

DOURO 2017

Churchills Meio Queijo

Douro 2017

ARROZ CARRETEIRO

Ingredientes

• 2 xícaras (chá) de arroz

• 4 xícaras (chá) de água

• 100 g de carne-seca dessalgada e desfiada

• 250 g linguiça calabresa aperitivo

• 70 g de bacon em cubos

• 2 colheres (sopa) de óleo

• ½ cebola

• 2 dentes de alho

• 2 folhas de louro

• ½ xícara (chá) de salsinha fresca

• pimenta-do-reino moída na hora a gosto

• 1 limão (opcional)

Preparo

1. Leve uma chaleira com um pouco

mais de 4 xícaras (chá) de água ao fogo

baixo. Descasque e fatie meia cebola em

meias-luas fi nas. Descasque e pique fi no

os dentes de alho. Corte a linguiça em 3

pedaços na diagonal.

2. Em uma panela grande, aqueça o

óleo em fogo médio. Doure o bacon

e a linguiça calabresa por 5 minutos,

mexendo de vez em quando.

3. Junte a cebola e refogue por 2 minutos,

mexendo sempre, até fi car transparente.

Acrescente o alho e misture por apenas

mais 1 minuto.

4. Junte a carne-seca, o arroz e as folhas

de louro. Mexa bem, por cerca de 1 minuto.

5. Antes de começar a grudar no fundo

da panela, meça 4 xícaras (chá) de água

fervente e regue o arroz. Misture bem,

raspando o fundo com a colher de pau,

e tampe parcialmente a panela.

6. Deixe cozinhar até que o arroz absorva

toda a água, por cerca de 20 minutos

— para verificar se a água secou, fure o

arroz com um garfo para ver fundo da

panela; se ainda estiver molhado, deixe

cozinhar mais um pouco.

7. Desligue o fogo e mantenha a panela

tampada por 5 minutos, para que o

arroz termine de cozinhar no próprio

vapor. Enquanto isso, lave, seque e

pique a salsinha.

8. Sirva a seguir com salsinha picada e

pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

Fica ótimo com gotas de limão.

PAÍS: Portugal

REGIÃO: Douro

UVA: Touriga Nacional,

Touriga Franca, Tinta Roriz

ÁLCOOL: 13%

PRODUTOR: Churchill Graham

O Meio Queijo 2017 é um

vinho de entrada da vinícola

Churchill’s, produzido na

região de Douro, em Portugal,

de corpo médio e com ótima

relação custo-benefício. De cor

rubi intensa, apresenta taninos

equilibrados e de pouca acidez,

com notas de baunilha e

frutas pretas, como ameixa e

amora. Como todo bom vinho

de Douro, o Meio Queijo 2017

harmoniza perfeitamente

com queijos, hambúrgueres e

massas com molho à base de

carne e tomate, como um arroz

carreteiro.

clubepaladar.com.br | 15


CLUBE PALADAR

SUPER PALADAR

LEYDA SYRAH

RESERVA 2018

Leyda Syrah

Reserva 2018

PAÍS: Chile

REGIÃO: Vale do Leyda

UVA:100% Syrah

ÁLCOOL: 14%

PRODUTOR: Viña Leyda

O Leyda Syrah Reserva 2018 é

um vinho tinto denso, volumoso

e bem encorpado do Vale do

Leyda, região vinícola da costa

do Chile. Devido ao cultivo

das uvas em proximidade ao

mar, os vinhos dessa região

apresentam aromas minerais

e até mesmo salinos, com alta

acidez e taninos marcantes.

De sabor intenso, o Leyda Syrah

Reserva 2018 tem nuances de

frutas vermelhas e um sabor

levemente condimentado e

apimentado. O vinho harmoniza

bem com pratos de carne,

tanto de origem bovina quanto

aves e cordeiro. Uma ótima

opção de acompanhamento é o

escondidinho de carne-seca.

ESCONDIDINHO DE CARNE-SECA

Ingredientes

• 1 kg de mandioca cozida

• 1 lata de creme de leite com soro

• 2 colheres de margarina

• ½ kg de carne-seca dessalgada e cozida

• 1 cebola média picadinha

• 4 dentes de alho esmagados

• 2 tomates sem casca e picados

• sal e pimenta a gosto

• queijo ralado a gosto

Preparo

1. Esprema a mandioca ainda quente e leve

em uma panela com a margarina e sal.

2. Quando estiverem bem misturados,

acrescente o creme de leite, misture

e reserve.

3. Refogue a cebola e o alho em um fi o

de azeite.

4. Acrescente a carne-seca desfiada e

deixe fritar um pouco.

5. Acrescente os tomates e deixe

cozinhar até fi carem murchos; acerte

o sal se achar necessário.

6. Em um refratário untado com azeite,

coloque uma camada do purê de

mandioca, a carne-seca e termine com

o restante do purê.

7. Polvilhe com queijo parmesão ralado

e leve ao forno para gratinar.

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CIRCUS

CABERNET

SAUVIGNON 2018

CARRÉ DE CORDEIRO ASSADO

Ingredientes

• 500 g de carré de cordeiro

• 2 ramos de alecrim fresco

• 1 cebola

• ½ taça de vinho tinto de boa qualidade

• 3 colheres (sopa) de azeite de oliva

extra virgem

• 1 colher (sopa) de vinagre balsâmico

• 1 colher (sopa) de suco de limão

• pimenta-do-reino

• sal

Preparo

1. Você escolhe se prefere cozinhar o carré inteiro ou cortado

em pedaços.

2. Misture todos os ingredientes (com exceção do sal) em uma

tigela e coloque a carne marinando. Reserve na geladeira

por pelo menos 2 horas. Quanto mais tempo o carré fi car

marinando, mais sabor terá!

3. Após o tempo indicado, retire a carne e deixe repousar por

uns 30 minutos, para fi car à temperatura ambiente. Depois unte

uma assadeira com azeite, coloque a carne, tempere-a com sal e

acrescente a marinada.

Dica: Se estiver usando a peça inteira de carré, coloque-a na

assadeira com os ossos entrelaçados.

4. Leve o carré com alecrim a assar no forno preaquecido

a 220 °C por 15-20 minutos. O ponto do carré de cordeiro é

quando está dourado por fora, mas vermelhinho por dentro.

Nesse momento, retire e deixe repousar por 10-15 minutos

antes de cortar.

Dica: Espete uma faca no carré para verificar a consistência no

interior.

5. Após o passo anterior, sirva o carré de cordeiro no forno com

ramos de alecrim e, por exemplo, redução de vinagre balsâmico

ou molho gravy para uma apresentação mais requintada.

Circus Cabernet

Sauvignon 2018

PAÍS: Argentina

REGIÃO: Mendoza

UVA: 100% Cabernet

Sauvignon

ÁLCOOL: 13,5%

PRODUTOR: Circus

Este Cabernet Sauvignon da

linha Circus da Escorihuela

Gascón é um vinho argentino

bem estruturado, com

aromas adocicados e notas

de chocolate, caramelo e

frutas vermelhas. Destaca-se

pelos taninos marcantes, com

fi nalização intensa no paladar.

Seco e de corpo médio, o

rótulo combina com carnes

temperadas e pratos rústicos,

como o carré de cordeiro.

Para quem conhece os vinhos

Malbec da região de Mendoza,

este Circus é uma ótima opção

para experimentar a variedade

de sabores que um Cabernet

Sauvignon argentino pode

oferecer.

clubepaladar.com.br | 17


CLUBE PALADAR

INCRÍVEL PALADAR

BRANCAIA

TRE MAREMMA

IGT 2015

Brancaia TRE Maremma

IGT 2015

PAÍS: Itália

REGIÃO: Toscana

UVA: Sangiovese, Cabernet

Sauvignon, Merlot

ÁLCOOL: 14%

PRODUTOR: La Brancaia

Este italiano da região de

Toscana é um blend de uvas

Sangiovese, Cabernet Sauvignon

e Merlot, com ótima estrutura,

corpo médio e rico em aromas.

No paladar, o Brancaia TRE

Maremma apresenta notas

de frutas vermelhas, como

framboesas e amoras, além

de um toque de tabaco. Os

diferentes aromas se tornam

mais marcantes e persistentes

conforme o vinho respira.

Para melhor experimentar sua

variedade de sabores, harmonize

com um prato de massa ou carne.

Uma boa pedida é um spaghetti

ao molho bolonhesa.

SPAGHETTI AO MOLHO BOLONHESA

Ingredientes

• 500 g de carne bovina moída (patinho,

coxão duro ou músculo)

• 150 g de bacon

• 2 cenouras pequenas

• 1 cebola

• 2 talos de salsão

• ½ pimenta-dedo-de-moça

• ⅓ de pimentão verde

• 1 dente de alho grande

• cebolinha, alecrim e salsa a gosto

• 1 cálice de vinho branco

• 1 lata de tomate pelado

• 1 ramo de manjericão

Preparo

Primeirocoloca-senapanelaobacon

em cubinhos pequenos, até quase virar

torresmo. Depois é a vez da carne, que

deve ser refogada até fi car bem dourada.

Em seguida, acrescente a cebola, o

salsão, o pimentão, a pimenta e o alho

cortados bem miudinhos e as cenouras

raladas. Refogue até secar.

A essa altura, adiciona-se o vinho

branco e os tomates previamente triturados

em um mixer ou liquidificador.

Porfi m, coloca-se sal, o manjericão

picado e um pouco de alecrim.

Deixeomolhoapurarporuns20minutos

mexendo um pouco e, se necessário,

acrescentandoágua.Antesdeservir,com

o fogo desligado, acrescente a salsinha e

a cebolinha.

Sirva com spaghetti e acompanhe

com um queijo parmesão ralado de

boa qualidade.

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CLUBE PALADAR

RISOTO DE COGUMELOS

COM SALSINHA

Para o caldo

Ingredientes

• 2 cenouras

• 2 talos de salsão (as folhas de 1)

• 1 cebola grande

• 3 litros de água

• 2 folhas de louro

• 3 cravos-da-índia

Preparo

1. Lave bem todos os legumes. Corte a

cenoura em fatias grossas; a cebola e o

salsão, em pedaços médios.

2. Em uma panela, junte os legumes, as

folhas de salsão e os temperos. Coloque a

água e leve ao fogo alto. Quando ferver, baixe

o fogo e deixe cozinhar por 30 minutos.

3. Desligue o fogo e, com uma peneira

fi na, coe o caldo. Reserve.

Para o risoto

Ingredientes

• 3 xícaras (chá) de arroz para risoto

• 200 g de cogumelos shiitake

• 200 g de cogumelos shimeji

• 200 g de cogumelos-de-paris

• 9 xícaras (chá) do caldo de legumes

• 1 cebola

• 2 colheres (sopa) de azeite

• 1 ½ xícara (chá) de vinho branco

• ¼ xícara (chá) de salsinha

• 1 dente de alho

• sal e pimenta-do-reino moída na hora

a gosto

Preparo

1. Em uma panela, coloque as 9 xícaras de

caldo coado e leve ao fogo alto. Quando

ferver, baixe o fogo.

2. Descasque e pique a cebola em cubos

pequenos.

3. Em uma outra panela, coloque o

azeite, a cebola, tempere com sal e leve

ao fogo baixo. Quando a cebola fi car

transparente, aumente o fogo, coloque

o arroz e refogue por aproximadamente

2 minutos — todos os grãos de arroz

devem fi car com uma camadinha

de azeite. Coloque o vinho e mexa

vigorosamente até evaporar.

4. Junte 6 xícaras de caldo e mexa até secar.

Reserve, na geladeira, as outras 3 xícaras

para usar quando for finalizar o risoto.

5. Em duas assadeiras grandes, espalhe o

arroz em camadas fi ninhas, espere esfriar

um pouco e leve à geladeira — o arroz

dura até 3 dias na geladeira.

6. Na hora de servir o risoto, lave,

seque e pique a salsinha Descasque e

pique fi ninho o dente de alho. Corte o

shimeji em arvorezinhas e o shitake e o

cogumelo-de-paris, em fatias.

7. Aqueça bem uma frigideira grande.

Coloque uma colher de azeite e adicione o

shitake, aguarde dourar, tempere com sal,

pimenta-do-reino a gosto e transfira para

uma tigela. Repita o processo com o shimeji,

reserve. Coloque o cogumelo-de-paris, junte

o alho picado e espere dourar, coloque a

salsinha e junte aos outros cogumelos.

8. Em uma panela, coloque as 3 xícaras

restantes de caldo e leve ao fogo médio

para aquecer.

9. Assim que o caldo ferver, coloque

o risoto pré-cozido em uma panela,

adicione os cogumelos e metade do

caldo. Leve ao fogo alto e mexa bem.

10. Verifique o ponto do risoto, que

deve ser al dente. Se ainda não estiver

no ponto de risoto, adicione mais caldo

e deixe secar. Acerte o tempero e sirva

imediatamente.

ERRAZURIZ

MAX RESERVA

MERLOT 2016

Errazuriz Max Reserva

Merlot 2016

PAÍS: Chile

REGIÃO: Vale do Aconcágua

UVA: 100% Merlot

ÁLCOOL: 14%

PRODUTOR: Errazuriz

Este Merlot chileno é um vinho

muito perfumado, macio e

saboroso, com toques de frutas

vermelhas que persistem por

bastante tempo no paladar.

De acidez e taninos médios,

o vinho apresenta traços de

cereja, framboesa e amora,

bem como notas de especiarias,

tabaco e cravo-da-índia. O forte

perfume intensifica ainda mais

o sabor frutado do vinho. Para

acompanhar este Merlot, não

há nada melhor do que uma

boa e variada tábua de queijos.

Se desejar algo mais sofi sticado,

experimente harmonizar com

um risoto de cogumelos.

clubepaladar.com.br | 19


CLUBE PALADAR

SUBLIME PALADAR

ERRAZURIZ

MAX RESERVA

CABERNET

SAUVIGNON 2016

Errazuriz Max Reserva

Cabernet Sauvignon 2016

PAÍS: Chile

REGIÃO: Vale do Aconcágua

UVA: 100% Cabernet

Sauvignon

ÁLCOOL: 14%

PRODUTOR: Errazuriz

O Cabernet Sauvignon da

Errazuriz Max é um excelente

exemplar do Vale do Aconcágua,

no Chile. De tanino expressivo,

mas macio, e acidez média, o

vinho conta com um aroma

marcante de amora e toques

de especiarias, além de notas

de madeira, tabaco e café

torrado. A expressividade deste

Cabernet Sauvignon, com seu

acabamento longo e duradouro,

combina com pratos elaborados

de cortes bovinos, massas

com molhos ou queijos mais

maduros. Uma combinação

perfeita é o Filet au poivre.

FILET AU POIVRE.

Ingredientes

• 4 medalhões de filé mignon

• 2 colheres (sopa) de óleo

• 2 colheres (sopa) de azeite

• 4 colheres (sopa) de pimenta-verde

em grãos

• 1 xícara (chá) de vinho branco seco

• 4 colheres (sopa) de conhaque

• 400 ml de creme de leite fresco

• sal a gosto

Preparo

1. Preaqueça o forno a 200 °C.

2. Em uma frigideira grande, coloque

a metade do óleo e do azeite e leve ao

fogo alto.

3. Quando estiver bem quente,

acrescente 4 medalhões na frigideira e

deixe dourar por 2 minutos sem mexer.

Vire os medalhões, de preferência com

uma pinça de cozinha, para não furar a

carne e perder líquido, e doure o outro

lado por mais 2 minutos.

4. Com a pinça, segure os medalhões e

apoie um ao lado do outro para dourar

as laterais por 1 minuto. Vá rodando até

dourar a lateral toda.

5. Retire os medalhões da frigideira e os

transfi ra para uma assadeira, sem levar

ao forno.

6. Coloque o óleo e o azeite restantes,

sem lavar a frigideira, e volte ao fogo até

esquentar. Repita a operação anterior

com os medalhões restantes.

7. Retire os medalhões da frigideira,

transfira para a assadeira e leve ao forno

preaquecido por 18 minutos (ao ponto).

8. Sem lavar a frigideira, acrescente

o vinho branco e leve ao fogo baixo.

Com uma colher de pau, esfregue o fundo

da frigideira para que os resíduos da

carne sejam incorporados ao molho.

9. Pique as pimentas-verdes.

10. Acrescente o conhaque, as pimentas-

-verdes e o creme de leite. Deixe reduzir

por cerca de 10 minutos, até que o molho

comece a encorpar. Reserve.

11. Retire os medalhões do forno.

Acrescente o líquido que se formou

na assadeira ao molho de pimentas e

misture bem.

12. Distribua o molho quente no fundo de

quatro pratos e sirva dois medalhões por

pessoa. Sirva imediatamente.

20 | clubepaladar.com.br


CLUBE PALADAR

BACALHAU À BRÁS

Ingredientes

• 500 g de bacalhau

• 2 unidades de cebola picada

• ⅔ xícara (chá) de azeite de oliva

• 6 ovos

• 500 g de batata ou 200 g de batata palha

• 3 colheres (sopa) de salsinha

• sal e pimenta-do-reino a gosto

• óleo de girassol para fritar a gosto

Preparo

1. Lave bem o bacalhau, desfie-o

eliminando a pele e as espinhas.

2. Coloque-o de molho em água gelada

por 24 horas, trocando a água 3 vezes.

3. Descasque as batatas e rale-as.

4. Para fazer palitos, coloque em uma

peneira e lave bem até que a água saia

transparente.

5. Seque bem com papel absorvente

e frite em bastante óleo quente até

estarem douradas e crocantes.

6. Escorra e coloque em papel

absorvente.

7. Reserve.

8. Bata levemente os ovos e temperar

com sal e pimenta-do-reino.

9. Coloque o azeite de oliva em uma

frigideira ou panela grande e acrescente

cebolas picadas.

10. Refogue em fogo baixo até que as

cebolas estejam levemente douradas.

11. Acrescente o bacalhau escorrido e o

refogue por cerca de 4 minutos.

12. Acrescente metade da batata palha e

misture bem.

13. Tempere com sal e pimenta-do-reino.

14. Coloque os ovos e misture como se

fossem ovos mexidos.

15. Assim que os ovos firmarem, acrescente

a salsinha e a batata palha restante.

16. Sirva com pão italiano ou arroz branco.

QUINTA

DOVESUVIO

POMBAL DO

VESUVIO 2016

Quinta do Vesuvio Pombal

do Vesuvio 2016

PAÍS: Portugal

REGIÃO: Portugal

UVAS: 70% Touriga Nacional,

25% Touriga Franca e 5% Tinta

Amarela

ÁLCOOL: 13,7%

PRODUTOR: Quinta do Vesuvio

Pombal do Vesuvio está entre

os melhores vinhos produzidos

na região do Douro, em

Portugal, e é um dos destaques

da tradicional casa Quinta do

Vesuvio, erguida em 1827. Este

rótulo apresenta uma excelente

estrutura, com predominância

de frutas vermelhas e toques

florais que chegam ao paladar

de maneira macia, redonda e

aveludada. O Pombal do Vesuvio

entrega também um expressivo

equilíbrio de taninos, com média

acidez, e sua complexidade de

sabores pode ser explorada com

pratos de carnes ou massas. ou

mesmo com um bacalhau à Brás.

clubepaladar.com.br | 21


ACONTECE

O QUE VOCÊ DEVE

FAZER PARA BEBERA

melhor cachaça

DO BRASIL

POR JOÃO ALMEIDA | JORNALISTA E SOMMELIER DE CACHAÇAS

Qual é a melhor cachaça do Brasil? Essa é certamente a pergunta campeã

entre as que chegam para mim diariamente porredes sociais, e-mails ou

em conversas pessoais. Confesso que desenvolvi uma incrível habilidade

de levar a conversa para uma tangente, até que o assunto se esgote.

Afinal, como escolher a melhor cachaça em um universo repleto de possibilidades?

O Brasil tem aproximadamente 1 mil produtores de cachaça devidamente

registrados; juntos, eles produzem quase 5 mil rótulos do destilado nacional.Além

disso, mais de 30 tipos de madeiras são utilizados para envelhecer cachaça, o que

confere a cada rótulo uma complexidade sensorial diferente e intrigante.

22 | clubepaladar.com.br


E é exatamente isso quetorna nossa

cachaçaumaexperiênciaúnica.Porconta

dessa festa sensorial, você pode receberseus

amigos para um jantare lhes

oferecerumacachaçaparaacompanhar

cada item do jantar: uma branca leve

para a entrada, uma envelhecida leve

para o prato principal, outra de corpo

médiomaisadocicadaparaacompanhar

a sobremesa e até uma mais encorpada

para o cafezinho fi nal. Tudo isso dentro

da mais perfeita harmonia entre o que

se come e o que se bebe.

Se essa pergunta vier ainda mais

refi nada, incluindo a região produzida,

aumenta a dificuldade para responder.

Em praticamente todo o território nacionalseproduzumaboacachaçaecada

pedaço de chão, em cada colmo da cana,

uma característica diferente. Para se

teruma ideia, de acordo com o Instituto

Brasileiro da Cachaça (IBRAC), o Brasil

produzquase1bilhãodelitrosdabebida

todos os anos, e menos de 2% vão para

fora do país; ou seja, o que não falta ao

consumidor brasileiro é um bom rótulo

para servir.

u

Entretanto, quando a pergunta se

refi napara “comobeberamelhorcachaça

do Brasil”, a situação muda de fi gura.

Porque agora, além de poder escolher

entre milhares de rótulos, você pode

produzira sua — aí mesmo em sua casa.

E quase não é exagero dizerque essa

talvez seja a maior novidade no mundo

da cachaça desde a invenção da bebida

no período colonial.Afinal, qual amante

da boa cachaça não gostaria detera experiência

de produzir a própria bebida

para apreciar e oferecer aos amigos?

Foi pensando em proporcionar essa

experiência que a Escola da Cachaça,

com sede em São Paulo, estruturou o

curso Mestre dos Destilados.Aideia, de

acordo com o empresário Leandro Dias,

um dos criadores do curso, surgiu em

2017 durante umavisita à Expocachaça

(maior feira de Cachaça do Brasil). “Na

ocasião, nósvimos um alambique de 40

litros que caberia em uma varanda, então

pensei: será que é possível produzir

um alambique ainda menor que este?”,

relembra. Para a surpresa de Dias, ali

mesmo na Expocachaça ele descobriu

que sim, era possível.

Menos de 1 ano depois, a pedido da

Escola da Cachaça, a Fábrica de AlambiquesSantaEfigêniadesenvolveuumminialambique

com capacidade de 5 litros

degarapafermentada,prontaparafazer

cerca de 1 litro de cachaça pronta para o

consumo, a cada alambicada com duração

de aproximadamente 2 horas. Tudo

com o passo a passo completo gravado

emvídeo,oquepermitequeoalunoveja

erevejaasaulasquandoquiser.Acriação

do aparelho foi o ponto de partida para

que o curso pudesse alcançar alunos no

Brasil e no exterior.

O curso é aplicado em parceria com

o engenheiro químico Arnaldo Ribeiro,

proprietário da Escola Cana Brasil, que

funciona na Fazenda dele em Itaverava,

em Minas Gerais. Ribeiro já formou

mais de 4 mil mestres alambiqueiros

em todo o Brasil e hoje, através da internet,

com o curso Mestre dos Destilados,

consegue atingir um número bem

maior de alunos.

“Produzira própria bebida destilada

em casa — de maneira segura, prática

e profissional — é uma novidade por

aqui, já que antes dos minialambiques

e de um curso o que havia eram muitas

pessoas que se arriscavam a produzir

destilados de qualquer jeito, sem a segurança

que nós proporcionamos com

o curso Mestre dos Destilados”, explica

Arnaldo Ribeiro.

“Claro que uma rápida busca na internet

ainda vai mostrar a forma rudimentar

de se produzir cachaça: sem

higiene, sem segurança e com muito risco

de contaminação. Mas, aos poucos,

estamos mudando esse cenário”, afirma

Leandro Dias.

OUTROS

O home distilling no Brasil surge como um hobby, uma

experiência, como aconteceu com a produção da cerveja artesanal.

Mas a prática diária vai inevitavelmente levando a

cabeça do aluno ao mundo do negócio. Isso porque a primeira

coisa que ele aprende é que o curso foi formatado para que o

praticante do home distilling possa implantar o aprendizado

em uma escala maior.

Ou seja, partir para o negócio quando o aluno está produzindo

a própria bebida é apenas uma questão de tempo e

oportunidade. Vale ressaltar que, além de cachaça, o mestre

destilador em formação aprende a produzir outras bebidas,

como rum, vodca, whisky, aguardente de melado e gin. Este

último foi o escolhido por Guilherme Bossoni, aluno do curso

online, para iniciar o próprio negócio na cidade de Pinhais,

no Paraná.

Bossoni começou por curiosidade, mas logo se aprofundou

na matéria e resolveu criar a marca de gin Hambre, hoje

vendida no Brasil inteiro e com perspectivas até mesmo de

exportação. São produzidas 8 mil garrafas de 750 ml pormês

e já se estuda aumentar esse número.

Destilados

O empresário paranaense é apenas mais um que encontrou

umaválvula de escape e acaboutransformando o hobby

em uma profissão. Aos poucos, o mundo dos destilados vai

experimentando o que já aconteceu no mercado da cerveja

artesanal. Nos anos 1990, marcas como Dado Biere Colorado

abriram o caminho para a produção da bebidafermentada em

microcervejarias, e o que vemos hoje são milhares de rótulos

disputando consumidores cada vez mais exigentes.

No Brasil, a cachaça espera a sua vez e, embora por aqui a

práticadohomedistillingaindaestejadandoosprimeirospassos,

produzir em casa o próprio destilado já é uma realidade

em vários países do mundo. Na Nova Zelândia, por exemplo,

existem lojas especializadas em produtos paraviabilizar esse

processo caseiro. De qualquer modo, apesar de a princípio

parecer pouco, só a Escola da Cachaça já formou mais de 1 mil

alunos no curso Mestre dos Destilados; em breve, um rótulo

novo pode estar chegando bem pertinho de você!

b

clubepaladar.com.br | 23


1º leilão

no Brasil

de imóveis

em Portugal.

Imóveis até 20% abaixo do valor

de mercado, com ótimas condições

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RESTAURANTES

EXPLORE O

RIO GRANDE DO SUL

COM UMATAÇA NA MÃO

EM PASSEIOS INCRÍVEIS

POR PÂMELA DA SILVA

ORio Grande do Sul é muito popular entre turistas durante o inverno, mas

as temperaturas mais baixas da Região Sul não são o único atrativo para

quem quer uma boa viagem: as belezas naturais locais e principalmente

a gastronomia atraemvisitantes detodo o país. Confira alguns destinos ideais para

quem quer passear pelo estado com uma taça de vinho na mão.

BENTO GONÇALVES

Quando se fala de passeios no Rio Grande do Sul com uma taça na mão não se

pode deixarBento Gonçalves defora, afinal é a capital brasileira dovinho.Aviagem

vale a pena pelas lindas paisagens, pelos parreirais e pela arquitetura, mas é ainda

mais especial para quem aprecia um bom vinho.

Em vinícolas como Casa Valduga, Miolo, Aurora e Salton você pode visitar

parreirais, fazer cursos, conhecer o processo de fabricação dos vinhos em visitas

guiadas, fazer degustações e, é claro, comprar produtos locais. O passeio é muito

popular entre casais que amam descobrir novos sabores juntos.

GARIBALDI

A cidade vizinha de Bento Gonçalves

também é imperdível para quem ama

vinhos gaúchos. Conhecida como aterra

do espumante, Garibaldi é cheia devinícolas

que podem ser visitadas, desde a

conhecida Chandon até a pequena, mas

repleta de qualidades, Adolfo Lona, em

que o próprio dono faz o passeio guiado

e atende aos visitantes na degustação.

SÃO FRANCISCO DE PAULA

Não muito longe da rota dos vinhos,

São Francisco de Paula é uma das joias

escondidas do Rio Grande do Sul. A cidade

é conhecida por suas baixas temperaturas

e pelas trilhas, muito procuradas

por praticantes de esportes e

aventureiros.

Além disso, é o destino de quem busca

um bom lugar para uma viagem romântica,

na qual o casal pode descansar

e provar delícias da gastronomia local.

ANTÔNIO PRADO

Qualquer um que já tenha visto uma

novela que se passa em uma colônia

italiana se sentirá dentro da televisão

chegando aAntônio Prado. Essaviagem

é repleta de casinhas de arquitetura única

tombadas como patrimônio cultural,

exposições de artesanato, belezas naturais

e, é claro, delícias gastronômicas.

É imperdível!

SÃO JOSÉ DOS AUSENTES

Na divisa com Santa Catarina, SãoJosédosAusentessóéumbomdestinonos

meses mais frios sevocê for corajoso: as

temperaturasnegativaseanevenãosão

acontecimentos raros durante o inverno

na região.

As hospedagens costumam ser feitas

em fazendas, e o cliente pode participar

dastarefascomunsdapropriedade,ordenhandovacas,alimentandoosanimaisou

auxiliandonascolheitas.Ànoite,aboacomidaeabebidasãoasatraçõesprincipais.

26 | clubepaladar.com.br


MUNDO VEGGIE

LULA DORÊ

VEGANA

POR VICTORIA ROMANO

Falando debrasilidades, nada

mais “nosso” doque reunir os

amigos na mesa do barcommuita

conversa epetiscos. Éverdade que o

combo barecomidinhasnormalmente

vemacompanhado de (muita)cerveja,

mas acena gastronômica tem se sofisticado

cada vezmais, enão são poucos

os restaurantes que oferecem extensas

cartasdevinhos paramudar um pouco

esse cenário.

Conversando comaminha turma, 9

entre10amigosdisseramqueoaperitivo

favorito éafamosa lula àdorê. Crocante,

regadacombastantelimão,acompanhada

ou nãopormolhotártaroemaionese,

não édifícil entenderporque éopetisco

queridinho de muita gente.

Para não deixar ninguém de fora

da festa, trouxeuma versão da receita

usando cogumelo no lugarda lula.Atexturaeaaparência

do cogumelo cortado

em rodelas são muito semelhantes às

da lula, eseu sabor neutropermite que,

comostemperos certos, ogosto fique

bem parecido também.

Essa receita émuito saborosa, crocante,requerpoucos

ingredientes efica

pronta em pouquíssimo tempo,então

vamos preparar? Na minhaopinião,o

cogumelo Eryngui éamelhor opção para

substituir frutos do mar em receitas,

eseu formato,sua larguraeseu comprimento

sãoperfeitos paracriarmos

nossos “anéis de lula”.

Ingredientes paraduasporções

• 1bandeja de cogumelos Eryngui

• 1xícaradefarinha de trigo

• 1xícaradefarinha panko

• 1colher de sal

• 1colher (café) de páprica picante

• 1colher(café) de pimenta-do-reino

• 1copo de águagelada

• 1copodeóleoparafritar

• 1maçodecoentro

• 1limão siciliano

Preparo

Depois de lavaresecar comcuidado

oscogumelos,corte-osemrodelascoma

larguraaproximadade1dedo.Comaajuda

de um cortador redondo ou de uma

faca, retirecírculos internos, de modo a

formar anéis.

Em umatigela,misturetodos os ingredientessecos

eváacrescentandoa

água aos poucos, atéobter uma massa

nãomuitogrossa. Despejeoscogumelos

na tigela emisturecom as mãos.

Leve oóleoparaesquentar em uma

panelae,quando começar aborbulhar,

acrescente os cogumelos aos poucos.

Deixe fritar,retire comuma escumadeira

ecoloqueparadescansaremtoalhas

de papel.

Para servir,polvilhe coentropicado e

bastante limão siciliano espremido.Sirva

comseu molhofavorito eumataça de

vinho branco gelada, quevaiharmonizar

perfeitamente,equilibrando ocítricodo

limão comaacidez do vinho.

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LIFESTYLE

6

paraísos

PARAPERDERO

FÔLEGOPELOBRASIL

POR ANA CLAUDIA BIGLIARDI

Com proporções quase continentais, fl ora e fauna diferentes

conforme a região e os maisvariados destinos

turísticos, nosso país já tem a maior parte de suas

belezas mapeadas e visitadas constantemente em férias,

feriados e fi ns de semana. Entretanto, ainda existem destinos

pouco conhecidos, de beleza paradisíaca, estonteante, esperando

porvocê para serem admirados e curtidos.

Se você querver paisagens inesquecíveis, fugir da loucura

do dia a dia, recarregarsuas energias e buscarmuito sossego,

então estes seis destinos merecem atenção no seu próximo

roteiro de viagem.

JALAPÃO, TOCANTINS

Aprincipal atração do estado é um parque de conservação da

biodiversidade, com difícil acesso e comunicação quase inexistente

com o exterior. PassearpeloJalapão é poderadmirar

suas dunas, cachoeiras, piscinas naturais de água quente e

mirantes; é uma experiência para servivida ao máximo nesse

paraíso isolado, desconectado do mundo, já que não há sinal

para celular na região.

MONTE RORAIMA, TRÍPLICE FRONTEIRA

Localizado na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, sua

paisagem é formada por cachoeiras, montanhas, savanas,

vales eformações rochosas que, com os anos e a ação da natureza,

acabaramtomando umaforma plana semelhante a uma

grande mesa. Para acessaro lugarpelo Brasil, são necessários

alguns dias de caminhada pela fl oresta que rodeia o monte.

TAIPUS DE FORA, BAHIA

Para os fãs de areia e mar, essa praia paradisíaca

está localizada na Península de Maraú.

Sua extensão é composta por recifes de

corais coloridos, piscinas naturais e areia

branca, além dasvariadas espécies marinhas

que podem seravistadas. Mesmo sendo considerada

deserta, você pode descansar em

pousadasecomerdeliciosospratosnaregião.

28 | clubepaladar.com.br

28 clubepaladar.com.br


JERICOACOARA, CEARÁ

Aospoucos,essedestinodeslumbrantevemganhando

a atenção das pessoas, pois é umvilarejo localizado no

meio de um deserto no Estado do Ceará, onde você

pode curtirbanhos de sol e nadarem águas cristalinas.

Já imaginou poder curtir o dia deitado em uma rede à

beira-mar, vislumbrar formações rochosas e admirar

o pôr do sol no topo de uma duna? É uma viagem para

repetir sempre.

PARQUE MUNICIPAL LAGOINHA DO LESTE, SANTA CATARINA

Os chegados em trilhas perdem o fôlego com esse passeio, e

não apenas pela caminhada. O parque possui nada menos que 480

hectares de MataAtlântica quevocê pode conferirpelastrilhas, para

chegaraumapraiaestonteante,cachoeiraselagoas,curtindoaquele

banho em meio ao melhorda natureza que só o Brasil pode oferecer.

LAGOA MISTERIOSA,

MATO GROSSO DO SUL

A localidade faz jus ao nome: uma lagoa de água cristalina que

guarda em seu interior a quinta caverna mais profunda do país, da

qual nem mesmo mergulhadores profissionais conseguiram determinar

a profundidade. Conhecida também como “abismo azul”,

ela só pode ser acessada em passeios guiados por profissionais

credenciados; afinal, por mais maravilhoso que deva ser fazer um

mergulho cilíndrico ou fl utuação em suas águas, são 220 metros de

profundidade já relatados.

Desbravaro Brasil além dos destinos que já conhecemos permite

viverculturas diversifi cadas, experimentarsabores sem igual, experienciar

momentos únicos em paraísos naturais e criar lembranças

que só uma boa viagem pode oferecer. Que tal umas férias?!

clubepaladar.com.br | 29


LIFESTYLE

VINHOS BONS E

BARATOS PARA

5O HAPPY HOUR

PORMARIANAMACEDO

Engana-se quem pensa que só é

possível saborear bons vinhos

gastando muito dinheiro. Existem

vários rótulos de diferentes países

disponíveis no mercado e que oferecem

muita qualidade e um preço atrativo.

Se você quer aproveitar o happy

hour sem pesar no bolso, confira estas

opções de vinhos com excelente custo-

-benefício.

q

VINHO TINTO

TERRAPURA

CARMÉNÈRE 2017

Esse típico Carménère chileno da vinícolaTerrapura,fundada

em 2005,tem

sabor frutado e taninos macios. Com

passagem em barrica de 4 a 6 meses,

é excelente para saborear no dia a dia

com os amigos ou a família. Você pode

harmonizar com pizzas de calabresa ou

presunto de Parma, massas e carnes no

geral.Tambémvaibemcomumaseleção

de salames e queijos.

VINHO TINTO

PALAGETTO CHIANTI

COLLI SENESI 2016

R$ 49,90

Se você é fã de vinhos italianos, sabe

que não é nada fácil encontrar um bom

Chianti com preço atraente, mas esse

rótulo éum exemplo deexcelente custo-

-benefício. Com intensa corrubi, mostra

notas de cerejas frescas, especiarias,

pimenta-preta e fl ores que vão do nariz

à boca.

Essevinhoextremamentesaborosoe

fácil de bebere um bom acompanhante

para massas à bolonhesa ou tábuas de

embutidos e queijos.

R$ 59,90

VINHO TINTO

MANCURA ETNIA

CABERNET

SAUVIGNON 2018

Esse Cabernet Sauvignon chileno é

uma excelente opção para noites despretensiosasaoladodosamigos.Seus

aromas de amora, ameixa madura e

chocolate são discretos, e no paladar

é possível sentir seu caráter frutado

e seu frescor.

É ideal para ser servido com petiscos

de boteco, como asinhas de frango

fritas, hambúrgueres, bolinhos de

feijoada e até mesmo durante um

churrasco.

30 | clubepaladar.com.br

VINHO BRANCO

LES FLEURINES

CHARDONNAY

IGP 2016

Foi nas colinas de argila e calcário

de Languedoc-Roussillon, na França,

quenasceuesseChardonnaydeexcelente

custo-benefício. Sua cor indica

a delicadeza do vinho no nariz e na

boca, em que se sobressaem as notas

cítricas e minerais, e o contato com as

lias garantiu a esse rótulo um pouco

mais de corpo.

É uma ótima opção para bebericar

emnoitesdeverãoouparaservircom

pratos mais leves, como ceviche de

peixe branco, salmão grelhado com

batatas assadas ou aperitivos de muçarela

de búfala com tomate cereja.

ESPUMANTE

TERRA SERENA

EXTRA DRY ROSÉ

Esse espumante rosé nasceu em

Vêneto e reúne frescor, delicadeza e

equilíbrio. Feito em sua maioria com

auvaGlera,amesmadoprosecco,ganhouumtoqueespecialdaMerlot,que

emprestou aromas de morango, um

poucomaisdeestruturaeintensidade.

Fácil de agradar, é perfeito para

saborear com os amigos durante

um happy hour, acompanhado de

canapés, queijos de sabor suave ou

biscoitos de arroztemperados.

R$ 59,90 R$ 59,90 R$ 59,90


DOS PRATOS

à decoração

Quandochegaofi mdesemana,

o pessoal do trabalho só consegue

pensar no happy hour.

Normalmentefeito em um bar, ele exige

pouca preparação, mas um bocado de

dinheiro, então esse encontro em casa

pode ser uma opção mais econômica

e muito mais divertida se você souber

como prepará-lo.

Confira algumas dicas de como decorar

sua casa, prepararpratos e escolher

bebidas que vão fazer essa noite ser

muito especial.

Divirta-se

com a decoração

ORGANIZE O HAPPY HOUR EM CASA

Capriche

nos petiscos

O que seria do happy hour sem petiscos?Ospratosnãoprecisamsermuitoelaboradosevocê

podefazerlanchessimples

e rápidos em casa, como palitos de queijo

com salame ou bolinhos de carne moída.

A preparação pode fazer parte do entretenimento

da noite — assimtodo mundofaz

sua parte — ou adiantada, para que

o anfitrião possa aproveitar a festa com

os convidados.

pense nas bebidas

POR PÂMELA DA SILVA

Enquanto a cerveja é a bebida mais comum no happy hour do bar, você pode

incrementar as opções em casa com vinhos, que podem ser baratos quando se

sabe qual escolher. Assim, quem não bebe cerveja tem mais uma opção, e os

vinhos podem ser tomados sozinhos ou usados em coquetéis diferentes. São

opções para todos os gostos.

entretenimento

prepare o

Mesmo nasfestas mais animadas,teruma opção divertida de entretenimento

é sempre uma boa ideia. Quem tem acesso a mesas de pebolim ou de sinuca tem

uma grandevantagem nesse quesito, mas jogos de carta ou detabuleirotambém

são ótimas pedidas. No fi m da noite, convide o pessoal para assistir a um fi lme.

A decoração para um happy hour

não precisa ser sofisticada. A palavra

deordemaquiédiversão, entãoprocure

incorporar o estilo dos seus amigos em

pequenos detalhes, sem se estressar

muito com essa tarefa.

Peças básicas, como uma toalha de

mesa estilosa, descansos de copotemáticos,

sinalizadores coloridos de taças

e tigelas de diversos tipos, já dão todo

o charme da comemoração. Buscar a

ajuda daquele colega que entendetudo

de organização é uma boa pedida.

crie uma boa

playlist

O happy hour é um momento para

relaxar e se divertir, e a música é uma

grande aliada para descontrair seus

convidados, melhorando o humor e espantandoocansaço.

Escolhamúsicasde

váriostiposparaagradaratodos edeixe

tocando enquanto vocês conversam,

comem e se divertem.

Uma boa ideia é criaruma playlist colaborativa

e deixartodos darem sugestõesantesdafesta,assimninguémpode

reclamar do gosto musical do anfitrião.

clubepaladar.com.br | 31


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