Revista da Sociedade SETEMBRO 28p semcortes

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REVISTA

DA SOCIEDADE

GESTÃO 2019/2020

DESDE 1967 | SETEMBRO | 2019

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

ENGENHARIAS

Engenharia de Custos

REALIDADE

AUMENTADA

SUSTENTABILIDADE

Energia solar fotovoltaica:

Brasil ultrapassa 1GW

ENTREVISTAS

Presidente do CREA-SP

Vinicius Marchese Marinelli

e Israel Cestari Júnior,

secretário de planejamento

de São José do Rio Preto


02 Revista da Sociedade


Palavra da Diretoria

76ª SEMANA OFICIAL DA

ENGENHARIA E DA AGRONOMIA

Neste mês de setembro, a AEAA-SJRP

(Associação dos Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto), por meio

de seu presidente e conselheiros, participa da

76ª SOEA (Semana Oficial da Engenharia e da

Agronomia), entre os dias 16 e 19, em Palmas,

capital do Tocantins.

Considerado o maior evento de engenharia,

agronomia e geociências do Brasil, a SOEA

reúne uma vez por ano mais de 3 mil engenheiros,

agrônomos, meteorologistas, geólogos, geógrafos,

técnicos e tecnólogos dos quatro cantos

do país.

Organizada pelo Sistema Confea/Crea e

Mútua, a SOEA traz em sua programação palestras,

reuniões, mesas-redondas, minicursos,

workshops e fóruns. Durante as atividades são

debatidos temas diretamente ligados ao desenvolvimento

e à infraestrutura do país.

Participar deste que é considerado o principal

evento da área tecnológica brasileira, para

nós da AEAA-SJRP, é fundamental para que o

profissional da área desenvolva uma visão sistêmica

do mundo. É enxergar a engenharia como

fator determinante para o desenvolvimento.

Por fim, é reforçar nosso compromisso em

recriar a AEAA-SJRP como ambiente de aproximação,

aprendizagem, reflexões e debates sobre

os rumos da profissão.

Cesar Antônio Vessani, engenheiro civil e presidente

da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto

Revista da Sociedade 03


ÍNDICE

03 - Palavra da Diretoria

76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia

06 - Entrevista

Israel Cestari Júnior, secretário de planejamento de

São José do Rio Preto

10 - Sustentabilidade

Energia solar fotovoltaica: Brasil ultrapassa 1GW

14 - Entrevista

Vinicius Marchese Marinelli, presidente CREA-SP

18 - Tecnologia

Realidade aumentada

20 - Motor

Carro vai responder ao humor do motorista

23 - Engenharias

Engenharia de custos

26 - Educação

Rio Preto terá MBA em Engenharia de custos

GESTÃO 2019/2020

Engenheiro Civil

Paulo Henrique da Silva

1º Vice-Presidente

Engenheiro Civil

Lucas Tamelini

1º Secretário

Engenheiro Agrônomo

Carlos Henrique Ravacci Pires

1º Tesoureiro

Arquiteto

Marco Antônio Miceli

Diretor de Sede

Arquiteto

Antônio Sérgio Agustini

Diretor Cultural

REVISTA

DA SOCIEDADE

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS

E AGRÔNOMOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Composição nova diretoria biênio

janeiro 2019 - dezembro 2020

Diretoria

Engenheiro Civil

Cesar Antônio Vessani

Presidente

Expediente

Diretor de Produção

Vergílio Dalla Pria Jr.

Engenheiro Agrônomo

Maurício Tucci Marconi

2º Vice-Presidente

Engenheiro Eletricista

Fábio Henrique dos Reis

2º Secretário

Eng. Metalurgista e de Segurança

Ricardo Scandiuzzi Neto

2º Tesoureiro

Engenheiro Civil

Rogério C. Azevedo Souza

Diretor de Esportes

Engenheiro Civil

Renato Luis Grollla

Diretor Social

Diretor de Arte

Thiago Dantas

Diretor de Jornalismo

Marcelo Ferri | Mtb: 39.205/SP

Michelle Monte Mor | Mtb: 31.925/SP

Fotografia

Editora

Impressão

Gráfica São Sebastião

Distribuição

BR2

Tiragem

15.000 exemplares

Publicação mensal

Mídias Sociais

socengriopreto

sociedade.engenheiros

A Revista da Sociedade é uma publicação mensal

da RP Industria Gráfica e Editora em Parceria da

Associação do Engenheiros, Arquitetos e

Agrônomos de São José do Rio Preto.

Associação dos Engenheiros

Rua Raul Silva, 1417, Nova Redentora

CEP 15090-260

São José do Rio Preto/SP

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Fone: (17) 3227-7000

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(17) 99775-3383

04 Revista da Sociedade


RESOLUÇÃO Nº 1.118, DE 26 DE JULHO DE 2019

Institui o programa de recuperação de créditos no âmbito do Sistema

Confea/Crea para o exercício de 2020, destinado à regularização

dos débitos das Pessoas Físicas e Jurídicas registradas e dá

outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA

– CONFEA, no uso das atribuições que lhe confere a alínea “f” do

art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e Considerando

o disposto no parágrafo 2º do artigo 6º da Lei nº 12.514, de

28 de outubro de 2011, que expressamente autoriza os Conselhos

Federais de Profissões Regulamentadas a estabelecerem regras de

recuperação de créditos;

Considerando o disposto no art. 24 da Lei nº 5.194, de 1966, que

define que o Confea e os Creas são organizados de forma a assegurarem

unidade de ação;

Considerando o disposto nos arts. 28 e 35 da Lei nº 5.194, de

1966, que definem a renda do Confea e dos Conselhos Regionais

de Engenharia e Agronomia - Creas;

Considerando o disposto nos arts. 63, 64, 65 e 66 da Lei n° 5.194,

de 1966, que tratam da obrigatoriedade de pagamento de anuidade

aos Creas de pessoas físicas e jurídicas pertencentes ao Sistema

Confea/Crea;

Considerando o disposto no art. 73, alíneas “a”, “b”, “c”, “d” e

“e”, da Lei nº 5.194, de 1966, e no art. 3º da Lei nº 6.496, de 7 de

dezembro de 1977, que estipulam as multas a serem cobradas de

pessoas físicas e jurídicas autuadas pelos Creas;

Considerando a necessidade de instituir um Programa de Recuperação

de Créditos no âmbito do Sistema Confea/Crea para que

os Conselhos Regionais possam adotar medidas administrativas e

judiciais com o objetivo de reverter o quadro de inadimplência tanto

em acordos administrativos como em audiências de conciliação,

nos termos da Lei nº 12.514, de 2011;

Considerando a orientação do Conselho Nacional de Justiça e do

Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas, juntamente

com os Tribunais Regionais Federais, no sentido de promover

política sistematizada de conciliação relacionada aos débitos

existentes nos respectivos Conselhos;

Considerando as solicitações encaminhadas ao Confea pelos Conselhos

Regionais de Engenharia e Agronomia requerendo a instituição

de Programa de Recuperação de Créditos,

RESOLVE:

Art. 1º Instituir o programa de recuperação de créditos no âmbito

do Sistema Confea/Crea para o exercício de 2020, autorizando

os Creas a promover conciliações administrativas e judiciais nas

condições estipuladas nesta Resolução.

§ 1º Poderão aderir ao programa de recuperação de créditos as

pessoas físicas e jurídicas, de direito público ou privado, inclusive

aquelas que se encontrarem com o registro suspenso ou que tenham

tido o registro cancelado.

§ 2º O programa de recuperação de créditos abrange todos os

débitos de natureza tributária e não tributária dos Creas, vencidos

até 31 de dezembro de 2018, constituídos ou não, com exigibilidade

suspensa ou não, inscritos ou não em dívida ativa, mesmo

em fase de execução fiscal já ajuizada, inclusive aqueles objeto

de parcelamentos anteriores ativos ou não integralmente quitados,

ainda que cancelados por falta de pagamento, em discussão administrativa

ou judicial.

§ 3º A adesão ao programa de recuperação de créditos ocorrerá

por meio da celebração de Termo de Confissão de Dívida, mediante

requerimento do interessado ao Crea, a ser efetuado até o dia

31 de julho de 2020.

CAPÍTULO I

DOS PARCELAMENTOS

Art. 2º A adesão ao programa de recuperação de créditos implicará:

I - a confissão irrevogável e irretratável dos débitos existentes em

nome da pessoa física ou jurídica;

II - a aceitação plena e irretratável pela pessoa física ou jurídica de

todas as condições estabelecidas;

III - o dever de pagar regularmente as parcelas dos débitos consolidados

no programa de recuperação de créditos; e

IV - o dever de manter atualizado o cadastro junto ao Crea, informando

qualquer alteração nos endereços residencial e comercial,

inclusive eletrônicos, e nos telefones de contato.

Art. 3º A pessoa física ou jurídica que aderir ao programa de recuperação

de créditos poderá liquidar os débitos de que trata o

art. 1º desta Resolução mediante a opção por uma das seguintes

modalidades:

I - liquidado integralmente, em parcela única, com redução de até

90% (noventa por cento) dos juros de mora;

II - parcelado em até 06 (seis) parcelas mensais e sucessivas, com

redução de até 60% (sessenta por cento) dos juros de mora;

III - parcelado em até 12 (doze) parcelas mensais e sucessivas, com

redução de até 40% (quarenta por cento) dos juros de mora; e

IV - parcelado em até 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas,

com redução de até 30% (trinta por cento) dos juros de

mora.

§ 1º A dívida objeto do parcelamento abrangerá todos os débitos

da pessoa física ou jurídica perante o Crea vencidos até 31 de

dezembro de 2018, consolidados na data do requerimento de adesão

ao programa de recuperação de créditos e será dividida pelo

número de prestações indicadas.

§ 2º Os valores das parcelas de que trata este artigo não serão inferiores

a R$ 100,00 (cem reais) para pessoas físicas e R$ 150,00

(cento e cinquenta reais) para pessoas jurídicas.

§ 3º O Crea emitirá o(s) boleto(s) bancário(s) em nome da pessoa

física ou jurídica que aderir ao programa de recuperação de créditos

para pagamento da(s) parcela(s) de que trata este artigo.

Art. 4º A falta de pagamento de qualquer parcela acarretará a

imediata rescisão do parcelamento e a exclusão da pessoa física

ou jurídica do programa de recuperação de créditos, implicando a

exigibilidade imediata da totalidade do débito confessado e ainda

não pago, restabelecendo-se, em relação ao saldo remanescente

da dívida, a integralidade dos acréscimos legais devidos.

Art. 5º O Crea poderá emitir certidão positiva com efeito de negativa

de débitos, durante a vigência do parcelamento de que trata

o artigo 3º, a pedido da pessoa física ou jurídica interessada, com

prazo de validade não superior a 30 (trinta) dias.

CAPÍTULO II

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 6º Para instituir o programa de recuperação de créditos no

âmbito de sua circunscrição, o Crea deverá elaborar a estimativa

do impacto orçamentário-financeiro nos exercícios 2020, 2021

e 2022, com a demonstração de que a renúncia foi considerada

na estimativa de receita da proposta orçamentária e de que não

afetará as metas de resultados fiscais previstas, nos termos da Lei

Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade

Fiscal.

§ 1º A estimativa de receita de que trata o caput observará as

normas técnicas e legais, considerará os efeitos das alterações na

legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico

ou de qualquer outro fator relevante e será acompanhada de

demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção

para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia

de cálculo e premissas utilizadas.

§ 2º A instituição do programa de recuperação de créditos deverá

ser aprovada no Plenário do Crea, na forma de seu Regimento.

§ 3º A proposta orçamentária do Crea para exercício 2020, a ser

apresentada ao Confea até 15 de outubro de 2019, nos termos da

Resolução nº 1.037, de 21 de dezembro de 2011, deverá contemplar

os requisitos exigidos no presente artigo, se for o caso.

Art. 7º Os Creas deverão dar ampla publicidade ao programa de

recuperação de créditos em seus sítios eletrônicos e em todos os

seus meios de comunicação institucionais, inclusive mídias sociais,

bem como, se possível, em jornais de grande circulação local, rádio,

televisão, e por quaisquer outros meios de comunicação.

Art. 8º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação,

com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2020.

Art. 9º Revogam-se a Resolução nº 479, de 29 de agosto de 2003,

e os §§ 4º e 5º do art. 3º e os §§ 4º e 5º do art. 10, todos da

Resolução nº 1.066, de 25 de setembro de 2015.

Brasília, 1º de agosto de 2019

Eng. Civ. Joel Krüger

Presidente

Publicada no DOU de 2 de agosto de 2019, Seção 1 – página 76

Revista da Sociedade 05


Entrevista

FOTO: IVAN FEITOSA/PREF. RIO PRETO.

DESAFIOS

DA MÁQUINA

PÚBLICA

Israel Cestari Júnior, secretário de

planejamento de São José do Rio

Preto, fala sobre os desafios da cidade

06 Revista da Sociedade


Entrevista

Israel Cestari Júnior formou-se na cidade de

Mogi das Cruzes – SP. Pegou o diploma em

1980 e dias depois já estava em São José do

Rio Preto – SP para ocupar uma vaga de engenheiro

civil na prefeitura, conquistada após

aprovação em concurso público.

Engenheiro concursado, fez pós-graduação

em engenharia sanitária e ambiental, de avaliações

e gerente de cidades. Formou-se também

em direito e administração de empresas.

Na prefeitura foi secretário de obras, superintendente

do Semae e atualmente é o titular da

pasta de planejamento da administração Edinho

Araújo.

Em quase quatro décadas de atuação como

servidor público municipal, teve a oportunidade

de participar dos planos e ações de desenvolvimento

da cidade, que já há alguns anos figura entre

os melhores lugares do país quando o assunto

é qualidade de vida.

Os desafios para fazer São José do Rio Preto

alcançar índices de desenvolvimento


humano

considerados de excelência foram

muitos. Porém, o maior deles, na

opinião do secretário de planejamento,

será encarado em breve.

“Desafio maior vai ser achar soluções

para manter a máquina funcionando

com a mesma qualidade

que temos hoje”.

Israel recebeu a reportagem

da Revista da Sociedade

para um bate-papo em seu gabinete,

onde falou um pouco sobre

a carreira e o que pensa sobre o

futuro próximo da cidade. Confira

os principais trechos.

Percebeu quando o interesse pela engenharia

civil?

Esse interesse pela engenharia civil nasceu

do contato que sempre tive com construções.

Meu pai, contador, também construía. Era sua

fonte de renda extra. E foi a convivência nesse

meio que fez nascer e crescer o interesse pela

profissão. Foi minha primeira opção de carreira

desde sempre.

Desde quando trabalha na prefeitura?

Me formei em Mogi das Cruzes. Peguei

meu diploma em 1980 e dias depois já estava

trabalhando na prefeitura como engenheiro civil

concursado. Ano que vem completo 40 anos de

carreira como servidor público municipal. Já fui

secretário de obras, superintendente do Semae e

atualmente sou secretário de planejamento.

Qual o principal desafio de planejar o

futuro de São José do Rio Preto?

O principal desafio que teremos de enfrentar

é manter a máquina pública funcionando com

a mesma qualidade alcançada atualmente. Com a

crise econômica, gente que tinha plano de saúde

agora usa o SUS. Gente que mantinha filho em

escola particular migrou para o sistema público.

Soma-se a esse uso maior dos serviços públicos

o fato de a população de São José do Rio Preto

estar envelhecendo, a exemplo do que ocorre no

Brasil. Estima-se que em algumas poucas décadas

cerca de 60% da população rio-pretense seja

idosa.

E quais os planos para enfrentar tal

questão?

Esse é realmente o grande desafio e estamos

nos preparando para encara-lo da melhor

maneira possível. Mas o país precisa resolver

uma série de questões estruturais, que passam

necessariamente pelas reformas, como a da previdência

por exemplo. Precisamos de equilíbrio

das contas públicas. Está cada vez mais difícil

para o poder público bancar saúde, educação e

outros serviços de qualidade.

Chegamos ao ponto de ver o

Desafio é

manter a

máquina

pública com

qualidade

STF analisar pedido de redução

de salários de servidores

públicos, o que penso ser realmente

necessário.

Mas qual a solução?

Privatizar os serviços?

A grande discussão do

país hoje é sobre o que deve

ser público e o que deve ser


privado. Temos de buscar soluções,

pois da forma como

vem será impossível.

São José do Rio Preto é

uma das três melhores cidades do país em qualidade

de vida. Isso atrai muita gente. Nosso sistema

de saúde pública, por exemplo, é de primeiro

mundo. E por conta de sua qualidade, atrai gente

até de outros estados.

A saúde é universalizada. Não podemos

deixar de atender alguém, independentemente

de onde venha. Mas isso tem um custo e o desafio

está em como manter a máquina, levando

em consideração que não podemos interferir no

direito de mobilidade das pessoas.

De que forma a cidade está se preparando

como para encarar o futuro?

Uma das maneiras é uso de tecnologia.

Antes nós não tínhamos dados da cidade. Imagine.

Como planejar uma cidade se você não conta

com dados. Antes trabalhávamos com dados dos

ministérios da Educação, da Saúde, e do IBGE.

Cada um trabalha com uma metodologia e divide

a cidade em regiões distintas, o que dificultava

demais o trabalho.

Revista da Sociedade 07


Entrevista

FOTO: IVAN FEITOSA/PREF. RIO PRETO.

Hoje estamos em processo de implantação

de um sistema que já está começando a mudar

isso. Tivemos de comprar um programa de geodados,

comprar computadores compatíveis e

estamos treinando o pessoal que vai operar o sistema.

O que esse sistema permite?

Com esse sistema, conseguimos dividir a

cidade em regiões de maneira a permitir a integração

de dados entre todos os setores da prefeitura.

Educação, saúde, segurança, por exemplo.

Isso permitiu que déssemos uma cor para

cada uma dessas regiões, que serão usadas em

placas de sinalização, por exemplo, facilitando a

localização e o trânsito das pessoas.

Outro plano para o futuro próximo é que

os equipamentos públicos sejam pintados com a

cor que represente sua região. Alguns, inclusive,

já foram pintados. Assim a população consegue

identificar de um jeito mais fácil a região a que

pertence.

Essas regiões foram nominadas de forma a

facilitar o senso de localização das pessoas. Temos,

por exemplo, a região da represa, a região

do bosque, a região do Hospital de Base. Com

esse uso de referências fica fácil a pessoa saber

onde está e para onde tem de ir.

O arquiteto italiano Ugolino Ugolini

foi o responsável pelo primeiro planejamento

urbano de São José do Rio Preto. Seu projeto

previa a criação de uma enorme praça que se

estendia por praticamente todo o quadrilátero

central da cidade. O levou o município a

não segui-lo?

O arquiteto italiano Ugolino Ugolini veio

para a cidade e foi o primeiro a projetar seu futuro

urbano, sim. E sim, a ideia inicial era de que

o quadrilátero central fosse uma grande praça, a

nossa Champs-Élysées. As ruas da cidade, inclusive,

com perpendiculares e paralelas, seguiram o

desenho de Ugolini.

Por que esse projeto foi abandonado?

O urbanismo não é uma coisa estática. As

coisas mudam. Fecha um lugar aqui. Um outro é

construído ali. O planejamento foi se adequando

ao que a cidade pedia.

Sobre o trânsito rio-pretense, o que tem

a dizer?

Muitos pensam que a questão do trânsito é

o principal desafio. Mas não é. O que não significa

que não é uma questão que mereça atenção.

As nossas cidades não estavam preparadas para

lidar com o aumento exponencial do número de

veículos nas ruas. Hoje o país inteiro vive esse

problema. Nossa cidade, por exemplo, tem quase

um carro por habitante.

Soma-se ao número excessivo de veículos

a agressividade de muitos condutores. É uma

questão de educação mesmo. Dá para fazer um

paralelo com a questão do lixo. A gente limpa

uma rua, retira sofá velho e todo tipo de tranqueira

e na semana seguinte a mesma rua está

toda suja novamente.

Os engarrafamentos estão cada vez

maiores e mais demorados. O anel viário vai

acabar com esse problema?

O anel viário deve ficar pronto até o final

de 2020 e certamente vai melhorar o fluxo de veículos

da cidade. De qualquer ponto do município

será possível acessar o anel viário e se deslocar

para outro ponto sem a necessidade de passar

pelo centro.

Vai melhorar o trânsito na região central

e nos trechos urbanos das rodovias BR-

153 e SP-310?

É muito difícil afirmar isso. A ideia é que

melhore e a tendência é melhorar. Mas não dá

pra cravar quando. Só é possível ter essa certeza

depois que as pessoas começarem a usar. No início

as pessoas acabam optando por continuar a

fazer os mesmo caminhos de antes. É aquela coisa

automática. Mas depois de um tempo o novo

caminho é absorvido. A ideia é que, sim, o trânsito

nesses locais melhore.

08 Revista da Sociedade


Quanto ao abastecimento de

água. O futuro está no rio Grande?

A transposição do rio Grande é

sim uma obra que já está em nossos

planos. Está muito claro que temos

de voltar a captar água superficial.

Os recursos do aquífero Guarani são

finitos. Em nossa região, diferente de

outras banhadas pelo aquífero, a água

não se renova. Ou seja, o que temos

feito hoje em dia é extrativismo puro

e simples. Temos de buscar soluções

e os caminhos apontam para o rio

Grande.

Trata-se um empreendimento

muito complexo e caro. Corre-

-se o risco de o rio Grande entrar

em colapso hídrico antes da obra

ficar pronta?

De fato trata-se de uma obra

muito complexa e cara. Por isso que

encomendamos o projeto de viabilidade.

Aliás, para se ter ideia, só esse

estudo nos custou R$ 4 milhões. É

esse projeto que vai nos indicar o caminho.

Recuperar a capacidade de

armazenamento da represa municipal,

promovendo o desassoreamento

e a recuperação das nascentes

não resolve ao menos parte da

questão?

A represa hoje abastece 30% da

população e, sim, o desassoreamento

tem de ser feito com frequência. Assim

como o cuidado com as nascentes

do rio Preto também são de extrema

importância. Mas temos de buscar

alternativas para que não nos falte

água em um futuro nem tão distante

assim.

Nesses seus 40 anos como

servidor público, consegue identificar

um divisor de águas no desenvolvimento

da cidade?

Considero que a inauguração

da estação de tratamento de esgoto

inaugurou uma nova etapa no desenvolvimento

de São José do Rio Preto.

A cidade estava impedida de receber

empresas. A Cetesb não concedia

mais licenças ambientais para que

atuassem na cidade. Tratar o esgoto

era algo imprescindível para que a cidade

pudesse voltar a crescer.

Quando inaugurada a estação

tratava praticamente 100% do esgoto

da cidade. Mas a população, que

era de 412 mil habitantes, aumentou.

Atualmente estamos trabalhando

para ampliar a capacidade de tratamento

da estação para que atenda

100% da cidade durante as próximas

décadas.

E a questão do lixo nas ruas.

Quais os planos?

A questão do lixo é cultural. Só

a educação vai salvar esse país. É o

único caminho, já dizia Paulo Freire.

A gente gasta milhões para manter a

cidade limpa, mas na semana seguinte

já sujam de novo. Jogam sofá velho,

entre outras coisas.

A mídia não poderia ajudar

nessa questão de educação e conscientização?

Não conto com a mídia para

ações assim. Só querem noticiar coisa

ruim, tragédia. Até tem veículo de

comunicação que mostra o problema

e cobra a população para que faça sua

parte. Mas no geral a mídia não quer

destacar coisas positivas. Tem muita

coisa legal acontecendo na cidade, temos

vários coletivos trabalhando em

prol de uma série de coisas, mas você

não vê na imprensa.

Ao noticiar só coisa ruim, a

mídia ajuda nesse processo de fazer

com que o cidadão seja cada

vez mais recluso, se negando a

conviver em comunidade?

É uma questão complicada. Fazer

com que a pessoa cuide da praça,

da rua, do bairro é uma questão complicada

nesse mundo de hoje.

Como fazer com que a população

zele pelo o que é público?

Não existe outro caminho que

não seja a educação, o Paulo Freire

já dizia isso. E confio muito nas gerações

que estão vindo aí. Mesmo taxada

de individualista, essa turma mais

nova tem um senso coletivo que nos

faz falta.

Acredito muito que o planeta

esteja em mãos melhores no futuro.

Em que pese tudo isso que estamos

vivendo atualmente no país e no

mundo, acho que já estamos começando

a buscar um novo caminho, um

caminho melhor.

Revista da Sociedade 09


Sustentabilidade

ENERGIA

SOLAR

FOTOVOLTAICA:

BRASIL ULTRAPASSA 1GW

País entra na lista de 30 países a superarem a marca,

porém ainda trabalha muito abaixo de seu potencial

10 Revista da Sociedade


Sustentabilidade Motor

O

Brasil ultrapassou 1 GW (gigawatt) em projetos

operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados

na matriz elétrica nacional. Os dados são da

Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar

Fotovoltaica).

É energia renovável, limpa, sustentável e competitiva

o suficiente para abastecer cerca de 500 mil residências e

atender o consumo de 2 milhões de pessoas, considerada a

média nacional.

A marca é considerada histórica pela entidade que representa

o setor. De acordo com a Absolar, dos 195 países

do mundo, apenas 30 possuem mais de 1GW de fonte solar

fotovoltaica.

O primeiro gigawatt solar fotovoltaico do país é resultado

do forte crescimento dos mercados de geração centralizada

e geração distribuída solar fotovoltaica no ano de

2017.

“Na geração centralizada, contamos com a inauguração

de grandes usinas solares fotovoltaicas contratadas

pelo governo federal em leilões de energia elétrica realizados

em 2014 e 2015”, diz o presidente executivo da Absolar,

Rodrigo Sauaia.

As usinas em funcionamento estão localizadas principalmente

nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio

Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência

total de 0,935 GW.

“Na geração distribuída, registramos forte crescimento

no uso de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios,

indústrias, prédios públicos e na zona rural. Isso

resultou em mais 0,164 GW de potência”, afirma o dirigente.

Atualmente o país conta com 93.597 sistemas solares

fotovoltaicos conectados à rede, levando economia e sustentabilidade

ambiental a 117.312 unidades consumidoras.

São mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos acumulados.

Esses equipamentos estão em residências, comércios, indústrias,

produções rurais, prédios públicos e pequenos

terrenos.

Em número de sistemas instalados, os consumidores

residenciais estão no topo da lista. Representam 73,8% do

total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio

e serviços (17,3%), consumidores rurais (5,5%), indústrias

(2,8%), poder público (0,6%) e outros tipos, como

serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores dos setores

de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica,

com 41,6% da potência instalada no País, seguidos

Revista da Sociedade 11


12 Revista da Sociedade


Sustentabilidade

de perto por consumidores residenciais (36,0%),

indústrias (10,4%), consumidores rurais (9,8%),

poder público (2,1%) e outros tipos, como serviços

públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%).

Abaixo do potencial

Apesar do avanço, a entidade reconhece

que o Brasil ainda continua bem abaixo de seu

potencial, considerado seu imenso recurso solar.

“Estamos mais de 15 anos atrasados no uso da

energia solar fotovoltaica. Temos condições de

ficar entre os principais países do mundo neste

mercado, assim como já somos em energia hidrelétrica,

biomassa e eólica”, diz Sauaia.

Para acelerar o desenvolvimento da energia

solar fotovoltaica no país, Sauaia afirma ser

necessário a criação de um programa nacional

estruturado. “O Brasil precisa ter uma política de

Estado, com marco legal e regulatório estáveis,

para ampliar o acesso da população, das empresas

e dos governos a esta tecnologia estratégica

para a redução de custos com sustentabilidade”,

diz Sauaia.

Interesse maior

O presidente do conselho de administração

da Absolar, Ronaldo Koloszuk, ressalta que

o crescimento da microgeração e minigeração

distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por

fatores como a forte redução de mais de 85% no

custo da tecnologia solar fotovoltaica desde 2010

e o excessivo aumento nas tarifas de energia elétrica

dos consumidores brasileiros, pressionando

o orçamento de famílias e empresas.

“A energia solar fotovoltaica nos telhados

e pequenos terrenos também traz liberdade ao

consumidor, que já não aguenta mais depender

de uma única distribuidora e ainda ter de arcar

com aumentos abusivos nas tarifas de energia

elétrica”, comenta Koloszuk.

“O interesse em aproveitar telhados, fachadas

e estacionamentos para gerar energia limpa

e renovável é cada vez maior. É uma forma de

economizar dinheiro e contribuir na construção

de um país sustentável”.

E é esse interesse maior da população, dos

empresários e dos gestores públicos pela energia

solar fotovoltaica que leva o dirigente a acreditar

no forte crescimento do setor nos próximos anos

e décadas.

Benefícios

A energia solar fotovoltaica agrega inúmeros

benefícios para o progresso do Brasil. Reduz

gastos com energia elétrica, atrai investimentos,

gera empregos locais de qualidade, reduz impactos

ao meio ambiente, reduz perdas elétricas na

rede nacional.

Além disso, posterga investimentos em

transmissão e distribuição e alivia o sistema elétrico

em horários de alta demanda diurna, como

nos meses de verão.

O custo dos sistemas fotovoltaicos, no entanto,

ainda afasta muitos consumidores do uso.

O valor a ser gasto varia conforme a potência,

medida em kWp (quilowatts pico).

Sistemas menores custam cerca de R$

8.000/kWp. Normalmente um sistema capaz de

atender a uma casa pequena terá cerca de 1,60

kWp, o que significa que irá custar pouco menos

de R$ 13 mil.

Revista da Sociedade 13


Entrevista

PROTAGONISMO

Presidente do CREA-SP, Vinicius Marchese Marinelli,

fala sobre sua gestão e a nova fase da entidade

Vinicius Marchese Marinelli, presidente do

CREA-SP, e Cesar Antônio Vessani, presidente

da Associação dos Engenheiros SJRP, durante

encontro da entidade em São Pedro-SP

14 Revista da Sociedade


Entrevista

Vinicius Marchese Marinelli, presidente

CREA-SP, concedeu uma breve entrevista

à Revista da Sociedade, no final de

um encontro com integrantes da entidade,

realizado no início deste mês, na cidade de São

Pedro, e que contou com a participação do presidente

da Associação dos Engenheiros, Arquitetos

e Agrônomos de São José do Rio Preto, César Antônio

Vessani.

Engenheiro de telecomunicações, Vinícius

assumiu o CREA-SP em 12 de setembro de 2016.

Seu mandato vai até o dia 31 de dezembro de 2020

e legalmente pode concorrer à reeleição, mas sobre

o tema, Vinícius afirma que: “ no momento a ideia

é que o trabalho que tem de ser feito seja desenvolvido.

No futuro, se atingirmos nossos objetivos

traçados e os compromissos assumidos, tendo

apoio a gente concorre.”

Qual o grande desafio encontrado desde

que assumiu o mandato?

Num primeiro momento foi a reestruturação

do CREA. A estrutura deixava muito a desejar.

Não tínhamos estrutura física básica. Frota em

frangalhos, computadores sem condições de uso.

Cuidamos de resolver isso tudo. Depois veio a modernização,

com um projeto de ação na área de fiscalização,

que é nossa atividade fim, com foco em

resultados, buscando atingir segmentos da engenharia

onde nunca ninguém fiscalizou.

Nós temos esse objetivo de chegar em determinadas

áreas onde não chegávamos antes. Não só

na engenharia civil, que é a área mais simples de se

fiscalizar, que é mais visível. Nosso planejamento

hoje é muito maior do que isso.

Já vem colhendo resultados?

Os resultados são muito positivos. Nós fomos

corrigindo a atuação do CREA-SP naquelas

situações em que percebíamos que poderíamos ter

melhor eficiência. Com isso conseguimos elevar

muito os números do CREA em todos os âmbitos.

A partir desse princípio, da busca de eficiên-

Revista da Sociedade 15


Entrevista

cia, bem estabelecido, começamos a abrir

outras frentes de trabalho. Hoje o CRE-

A-SP vai muito além da fiscalização, que

é a atividade fim. Hoje fazemos um trabalho

voltado para o aperfeiçoamento e

valorização profissional em parceria com

as entidades de classe, como no caso da

Associação dos Engenheiros em São José

do Rio Preto.

Temos potencializado essas parcerias

em mais de 100%. Isso traz resultados

muito interessantes para o CREA-SP.

É um cenário de cooperação mútua. A

gente investe e o resultado aparece.

A ideia é de recriar um ambiente

de discussão dos rumos da profissão?

Também. Com a fiscalização funcionando

bem, que é nosso pilar, nossa base,

com os processos sendo relatados com celeridade

e com a resolução dos problemas

na área administrativa, vamos conseguir

ampliar nosso olhar para discussões importantes

na área de engenharia.

Vamos falar de infraestrutura, de

desenvolvimento. Vamos falar de assuntos

relevantes que atingem a engenharia

dentro do CREA-SP. Vamos falar de

meio ambiente, falar de defensivos agrícolas.

Vamos falar do que for necessário

e importante. Montamos um ambiente

de discussão onde discutimos problemas

e apresentamos soluções, sempre em uma

linha técnica, sem envolver política. Apesar

desses assuntos serem assuntos que

são debatidos no âmbito político; porém

nossa cooperação é técnica.

Hoje o estado de São Paulo tem

quantos engenheiros?

Cerca de 350 mil profissionais habilitados

em dia com o sistema.

16 Revista da Sociedade


Entrevista

É profissional de qual engenharia

e como a escolheu?

Sou formado na área de telecomunicações.

Trabalhei na Vivo, na Embratel.

Sempre tive facilidade com exatas. Isso ou

te encaminha para um determinado rumo,

ou te tira da área de humanas. Naqueles

testes vocacionais que fazemos na época

de colegial comecei a perceber a engenharia,

que já tinha me chamado a atenção.

Na época a engenharia de telecomunicações

era uma coisa nova e muito promissora.

Fui pesquisar sobre as aptidões,

sobre as atribuições de um engenheiro de

telecomunicações, a área de


atuação. Isso me chamou a

atenção e acabei fazendo a

escolha.

Foi uma escolha feliz?

Fui muito feliz. Você

pega aí hoje, o mundo gira

em torno das telecomunicações.

Se for falar de carros

autônomos, de aplicativo, de

celular. Hoje é uma das principais

profissões, na minha

opinião. Está entre as mais tecnológicas

das engenharias. É onde se percebe que

existe mais evolução, mais criação. Gosto

muito de atuar nessa área.

Atua há quanto tempo?

Sou formado desde 2005, logo atuo

há 14 anos. Sou formado na universidade

de Taubaté. Tenho uma pós graduação na

área de telecomunicações na universidade

presbiteriana Mackenzie e uma pós graduação

fora do país, na área de administração.

É natural de onde e reside onde?

Sou natural de Mogi Guaçú e residente

atualmente da vizinha Mogi Mirim.

O que destacar da sua gestão?

Acho que o grande ponto é a evolução

do CREA - SP na participação dos assuntos

que são relevantes para os municípios,

através das suas entidades de classe.

A evolução das discussões da engenharia

em âmbito estadual.

Outro ponto é todo o suporte, a participação

que a gente tem hoje na área legislativa,

junto ao Congresso Nacional.

Participamos hoje das discussões técnicas

que se desenvolvem dentro do Congresso.

Tivemos representantes, por exemplo, na

lei geral do licenciamento ambiental.

O CREA-SP está em busca de protagonismo?

Hoje a gente traz os

Hoje o

CREA-SP

é mais

eficiente e

participativo

problemas para dentro

de casa e devolvemos soluções

em todas as áreas

possíveis. Essa participação

efetiva do CREA-SP

nas discussões técnicas

de interesse da sociedade

como um todo é um dos

nossos objetivos, o que

vemos com alegria, crescer

de uma maneira muito

interessante.


O que significa fazer uma boa gestão?

Melhorar o desempenho e os números

administrativos, que é o mínimo que

o administrador tem de fazer hoje. Tem

de ter também transparência e eficiência.

Tem de simplificar e melhorar o serviço

para os seus profissionais, para os seus

atores interessados, no nosso caso os profissionais

registrados. E em tudo isso nós

estamos tendo êxito. A fiscalização está

melhorando, os serviços dos profissionais

estão melhorando, a valorização profissional

está acontecendo através das entidades,

o CREA-SP hoje é mais eficiente,

mais transparente, mais participativo na

sociedade e nas questões da administração

pública que exijam competência e expertise

técnico. Hoje o CREA-SP é um

Conselho profissional em ascensão.

Revista da Sociedade 17


Tecnologia

REALIDADE

AUMENTADA

Cada vez mais presente, principalmente

em ações de marketing, realidade

aumentada mistura mundo real e virtual

18 Revista da Sociedade


Tecnologia

Tecnologia que vem revolucionando a interação entre

seres humanos e máquinas, a RA (Realidade

Aumentada), também conhecida como realidade

expandida e realidade ampliada, permite misturar

o mundo virtual ao real por meio de uma tela.

Um exemplo de aplicação de Realidade Aumentada

é o jogo Pokemon Go. Lançado em 2016 pela Nintendo, o

game utiliza RA e a geolocalização para mostrar, através

da câmera do smartphone, bichinhos virtuais escondidos

no mundo real.

Origem

De forma resumida, a RA teve origem nas etiquetas.

Os códigos de barras já não cumpriam com perfeição a tarefa

de carregar todas as informações pretendidas. Foram

criados então os códigos bidimensionais, os QR Codes.

Com capacidade de armazenar muito mais dados que

os códigos de barras, os QR Codes logo foram incorporados

à comunicação visual e ao marketing, permitindo a um

usuário, por exemplo, assistir ao trailer de um filme em seu

smartphone após apontar a câmera para o código impresso

em um pôster.

Como funciona

A RA funciona por meio de uma combinação entre

códigos bidimensionais e um programa de computador,

que possibilitam a projeção de objetos virtuais em filmagens

do mundo real.

São necessários três componentes básicos para a

existência da Realidade Aumentada. O primeiro é objeto

real com algum tipo de marca de referência, que possibilite

a interpretação e criação do objeto virtual.

O segundo é uma câmera ou dispositivo capaz de

transmitir a imagem do objeto real. Já o terceiro é um software

capaz de interpretar o sinal transmitido pela câmera

ou dispositivo.

Dispositivos móveis de computação como smartphones,

computadores e tablets geralmente possuem uma câmera

e sensores como acelerômetro, GPS, e outros componentes

que os transformam em plataformas de Realidade

Aumentada.

Evolução

Na última década, a RA evoluiu em ritmo acelerado

e depois do sucesso de Pokemon Go, em 2016, a tecnologia

passou a ser utilizada como ferramenta de marketing.

Hoje já é possível mirar a câmera do dispositivo em

um anúncio de revista, ou jornal, por exemplo, e ver o produto

em 3 dimensões saltar da página e mover-se.

A RA está em constante desenvolvimento. Desde

seu surgimento, aplicações incríveis já foram criadas. Já há

quem diga que o livro do futuro virá acompanhado de óculos

especiais que vão tornar possível assistir a determinada

cena narrada na publicação.

Revista da Sociedade 19


Motor

CARRO VAI

RESPONDER AO

HUMOR DO

MOTORISTA

Jaguar Land Rover vem desenvolvendo

inteligência artificial para ajudar a

reduzir o estresse do motorista ao volante

20 Revista da Sociedade


Motor

Após ter acesso a relatórios indicando que 74% da

população admite sentir-se estressada ou sobrecarregada

todos os dias, a Jaguar Land Rover deu

início a pesquisas de tecnologias de IA (inteligência

artificial) para entender o estado de espírito de quem

estiver ao volante e ajustar as configurações da cabine para

melhorar seu bem-estar.

A tecnologia usa uma câmera com sensoriamento

biométrico. Voltado para o motorista, o equipamento tem

as funções de monitorar e avaliar seu humor. A IA então

adapta os sistemas de aquecimento, ventilação, ar condicionado,

mídia e iluminação ambiente, de acordo com as

informações coletadas.

As configurações são alteradas em resposta às expressões

faciais do motorista de maneira a ajudar a combater

o estresse.

O sistema de detecção de humor usa técnicas recentes

de IA para se adaptar continuamente às nuances das

expressões faciais do motorista e implementar as configurações

apropriadas automaticamente. Com o tempo, o sistema

aprenderá a preferência de um motorista e fará ajustes

cada vez mais personalizados.

As configurações de personalização podem incluir a

mudança da iluminação ambiente para cores calmantes se

o sistema detectar que o motorista está sob estresse. Ou

ainda selecionar uma lista de reprodução favorita se forem

identificados sinais de cansaço, além de baixar a temperatura

ambiente em resposta a bocejos ou outros sinais de

desgaste físico.

“Adotando uma abordagem holística e implementando

muito do que aprendemos com os avanços na pesquisa

em torno do bem-estar pessoal nos últimos 10 ou 15 anos,

podemos garantir que os motoristas permaneçam confortáveis,

engajados e alertas por trás do volante em todos os

cenários de condução, mesmo em viagens monótonas de

auto-estrada”, afirma Steve Iley, diretor médico da Jaguar

Land Rover.

Passageiros

Tecnologia semelhante também está sendo experimentada

pela fabricante de veículos inglesa para os passageiros

do branco de trás. Uma câmera instalada na estofado

de cabeça detecta sinais de cansaço, podendo diminuir as

luzes, elevar a temperatura nas costas e até mesmo tingir as

janelas para ajudar o ocupante do banco traseiro a dormir.

O novo sistema de detecção de humor é parte de um

conjunto de tecnologias que a Jaguar Land Rover vem explorando

para alcançar o chamado “santuário tranquilo”,

com o objetivo de garantir que os ocupantes estejam o

mais confortável possível, enquanto o motorista permaneça

atento, alerta e em controle.

O software de detecção de humor é a próxima geração

das tecnologias voltadas ao motorista da Jaguar Land

Rover. A tecnologia Driver Condition Monitor, que é capaz

de detectar se um motorista está começando a se sentir sonolento

e dá um aviso antecipado para fazer uma pausa, já

está disponível em todos os veículos da marca.

Revista da Sociedade 21


22 Revista da Sociedade


Engenharias

ENGENHARIA DE CUSTOS

Considerada fundamental em países desenvolvidos,

especialidade vem ganhando mais espaço no Brasil

Converter apropriadamente orçamentos

bem feitos em gastos bem realizados e

maximizar a viabilidade técnica e econômica

de um empreendimento é a especialidade

da Engenharia de Custos.

Ramo aplicado em qualquer Engenharia e

considerado fundamental em países desenvolvidos,

a Engenharia de Custos ainda é pouco difundida

no Brasil, apesar da lei que define atribuições

aos engenheiros tratar dos orçamentos de

obras desde a sua implantação, em 1964.

Para se ter ideia da importância dada à especialidade

em países desenvolvidos, na Inglaterra

a engenharia de custos é profissão reconhecida

pela rainha.

Para saber mais sobre a atuação do engenharia

de custos a Revista da Sociedade dá

sequência à série de reportagem sobre engenharias,

trazendo trechos da entrevista concedida

por Paulo e Fernando na sede da associação, no

final de agosto.

O que faz um engenheiro de custos?

Paulo – Orçar obra e fazer o acompanhamento

de custos é a nossa tarefa. É uma atividade

de fundamental importância para todas as

engenharias. Seja qual for a obra em questão, tem

de ser feito o orçamento, o planejamento e o gerenciamento.

Quanto mais minuciosos, maior a

garantia de um empreendimento viável, sustentável.

A engenharia de custos acaba com o

desperdício?

Fernando – Ajuda nessa questão, sim. Aliás,

temos visto esse desperdício cair ano a ano.

Grandes desperdícios, somados aos preços contidos

praticados hoje, tornam inviável a venda de

um apartamento, por exemplo. Então essa questão

já está bem melhor resolvida no Brasil.

Paulo – Mas a engenharia de custos faz

isso também, por meio do acompanhamento da

obra. A questão da logística, da compra do material,

do deslocamento do material, da saída do

material do almoxarifado. É o controle total para

que saibamos o quanto exatamente custou a obra

após sua conclusão.

A engenharia de custos é uma prática

nova no Brasil?

Paulo – Veja bem, a lei que define as atribuições

dos engenheiros é de 1964 e já tratava do

orçamento de obra, que é uma das atribuições do

engenheiro de custos. A questão é que as escolas

de engenharia do Brasil até hoje não tratam a engenharia

de custos como devem.

Existe alguma grande obra no Brasil em

que vem sendo aplicada a engenharia de custos?

Paulo – Nós hoje temos a gestão de custo

de um empreendimento da marinha.

Fernando – Esse empreendimento a marinha

está desenvolvendo em Itaguaí, próximo

da capital do Rio de Janeiro. É um programa

para construção de submarinos convencionais e

submarinos de propulsão nuclear. A tecnologia

de fabricação dos submarinos é francesa, mas o

propulsor nuclear é tecnologia desenvolvida no

Brasil. Tecnologia nuclear ninguém vende para

ninguém.

Paulo – É a maior obra do Brasil atualmente.

Fernando – Das mais complexas que a

gente já participou. E olha que temos 40 anos na

estrada.

Por que complexa?

Fernando – No mesmo empreendimento

tem obra marítima, como construção de cais,

cravação de estaca, dragagem, entre outras. Tem

obras de edificações industriais. Por exemplo,

o prédio principal é um galpão com 52 metros

de altura, todo em estrutura metálica. Dá para

colocar debaixo um edifício de 17 andares. Tem

túnel, pois parte do empreendimento que é junto

ao mar é separada da outra por uma montanha.

Tem obra rodoviária e ainda o complexo nuclear,

que é onde será feita a manutenção dos submarinos

de propulsão nuclear. É uma obra extremamente

complexa por contar com diversas especialidades

funcionando ao mesmo tempo.

Qual o orçamento dessa obra toda?

Fernando – O orçamento inicial desse

complexo de submarinos é de 2008 e foi de R$

$ 7,8 bi. Quando o assunto é dinheiro é importante

posicionar no tempo. Estamos indo para o

nono ano de acompanhamento de conformidade

dos custos dessas obras e arriscaria dizer que não

Revista da Sociedade 23


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Engenharias

existe outro empreendimento do país que tenha

um nível de acompanhamento tão sofisticado, tão

próximo da realidade.

Por exemplo, em 2010, 2011, a economia

estava bastante aquecida e os custos foram

maiores. Depois a economia ficou reprimida e

os custos diminuíram. Nossa função é ajustar e

monitorar isso ao longo do processo todo, o que

requer uma equipe com grande experiência.

Essa equipe envolve quantas pessoas e

de que áreas?

Paulo – Já envolveu 40 pessoas. Agora estamos

a caminho da parte final do empreendimento

e a equipe foi reduzida. Hoje temos 15 pessoas

cumprindo o contrato que está em vigência.

A parte executiva envolve pessoal da área

de análise de projetos, da área de orçamento.

Tem engenheiro elétrico, engenheiro civil, engenheiro

mecânico, técnico em edificações.

Essa obra da marinha precisou de aditivo?

Fernando – Aditivo é a forma que se usa

para fazer ajustes de contrato. A percepção corriqueira

é que quando se fez um aditivo é que foi

colocado mais dinheiro e não é necessariamente

isso.

Paulo – Não existe obra que não teve aditivo.

Aditivo é legal e previsto na lei das licitações.

É previsto no código civil brasileiro. O mundo

todo aceita. Afinal, você pode querer mudar a

obra no meio dela. Ao não querer mais um piso e

optar por outro, você já mudou a obra.

Fernando – Esse empreendimento tem vários

aditivos, que são de ajustes de andamento.

Um projeto de longa duração, de 10, 15 anos, é

evidente que vai ter alterações ao longo do tempo.

Então tem vários aditivos nesse sentido, mas

o valor global inicial continua o mesmo previsto.

Nossa tarefa é conseguir fazer mais e melhor,

com o mesmo recurso.

Dá para estimar o quanto foi economizado

com a aplicação da engenharia de custos?

Paulo – Com base no que a gente discute

mensalmente, me lembro que em algum momento

a economia chegou a quase 100 vezes o valor

que pagavam para a nossa equipe.

Fernando – Essa economia, na verdade,

são recursos que você vai ajustar e vai usar de

maneira melhor. Posso citar um exemplo. A primeira

parte da obra da marinha tinha uma especificação

de um piso de altíssima resistência, com

agregado metálico, etc. Um material importado e

caro. Quando partimos para a segunda parte da

obra, a construtora estudou, junto conosco, com

o pessoal de projeto, e aplicou no piso um material

exatamente com as mesmas características,

que supera todos os desafios de ensaios, mas com

produção nacional e um valor muito menor.

Isso não é dizer que o importado tinha preço

errado, mas que é possível fazer melhor. Esse

é o trabalho, além de encontrar equívocos que

sempre vão acontecer, as vezes erros primários

acontecem, como trocar uma vírgula de lugar.

Esse ajuste dá uma diferença muito significativa

no final.

Quais são as ferramentas para desenvolver

esse trabalho?

Paulo – A primeira ferramenta para fazer

um bom orçamento é um projeto razoável, que

tenha as informações adequadas. Se o projeto

não tiver informações, você vai estimar as coisas

com um grau de discrepância que pode ser muito

grande, com pouca precisão.

Fernando – As ferramentas vão evoluindo.

Quando entrei na escola de engenharia, meu orgulho

era andar com a régua T e usar régua de

cálculo. Hoje em dia tem estudante de engenharia

que nunca viu régua T. Hoje temos ferramentas

capazes de fazer cálculos de uma forma muito

mais rápida e bastante precisa.

Hoje existem ferramentas modernas de informações

para construção, que servem para precisar

melhor as quantidades. Essas informações

são importadas para softwares de orçamentos,

que levam em conta as quantidades e os custos

unitários.

A engenharia de custos também tem evoluído

nessa questão dos custos unitários. Se pegar

um sujeito para pintar uma parede perto chão, ele

vai demandar um tempo. Em uma mesma área de

parede, mas no alto de um edifício, o rendimento

do pintor não vai ser o mesmo. Sem levar em

conta que tem o custo do andaime. Essas composições

precisam ser periodicamente aferidas, pois

a produtividade vai mudando ao longo do tempo,

os equipamentos vão mudando ao longo do tempo

e já contamos com ferramentas que levam isso

em consideração.

A engenharia de custos também é antenada

em novas tecnologias, no sentido de

sugerir novos jeitos de execução mais vantajosos?

Paulo – Não é do nosso dia a dia, mas eventualmente

sim. Afinal, a gente tem de revisar o

projeto, fazer levantamento. Mas, se surgiu um

equipamento novo, uma especificação nova, temos

de fazer a composição de custos e mostrar

se compensa usar. Surgiu uma novidade, cabe a

nós dizer quanto custa e sua viabilidade.

Na área de engenharia de custos buscamos

melhorar o nível de procedimentos.

Revista da Sociedade 25


Educação

RIO PRETO TERÁ MBA EM

ENGENHARIA DE CUSTOS

Curso lato sensu é resultado de parceria recém firmada entre Associação dos

Engenheiros e IBEC

São José do Rio Preto terá um curso de

pós-graduação lato sensu em Engenharia

de Custos. A novidade é fruto de parceria

recém firmada entre a Associação dos

Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos e o IBEC

(Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos).

A parceria foi celebrada no final de agosto,

com a realização de uma palestra no anfiteatro

da associação, ministrada pelos engenheiros de

custos e professores Paulo Roberto Vilela Dias e

Fernando Camargo, respectivamente presidente

e vice-presidente do IBEC.

Com 41 anos de existência e sede no Rio

de Janeiro, o IBEC é desde 1981 filiado ao ICEC

(International Cost Engineering Council ou, em

português, Conselho Internacional de Engenharia

de Custos). Paulo é diretor para as Américas

deste conselho, que tem como missão principal a

difusão da Engenharia de Custos.

Para o presidente da associação, César Antônio

Vessani, a chegada do curso de MBA em

Gestão e Engenharia de Custos a São José do Rio

Preto é mais uma ação da atual diretoria em busca

de recriar um ambiente de valorização profissional

que incentive a busca por conhecimento.

O curso

O MBA em Engenharia de Custos do IBEC

foi criado em 2001. Atualmente o curso está presente

em 18 cidades do Brasil e conta com mais

de 1.000 alunos.

Seguindo as diretrizes brasileiras do lato

sensu, o curso tem carga de 360 horas. Foi desenhado

para que os alunos tenham um encontro

por mês em um final de semana, sexta e sábado.

São 18 encontros no total.

Este ano, o curso conta ainda com um módulo

internacional sobre Gestão na Construção,

resultado da parceria do IBEC com a FEUP

(Faculdade de Engenharia da Universidade do

Porto), tradicional universidade portuguesa, que

figura entre as 10 melhores da Europa e as 50

melhores do mundo.

O módulo será ministrado, através de videoconferências,

por professores doutores da

FEUP e alguns especialistas portugueses conceituados.

Para mais informações sobre o MBA em

Engenharia de Custos os interessados devem

entrar em contato com a Associação dos Engenheiros,

Arquitetos e Agrônomos de São José do

Rio Preto, ou ainda acessar o site do IBEC (www.

ibec.org.br).

Interesse

Além de ser considerada um ramo fundamental

das Engenharias, a Engenharia de Custos

é uma ciência que tem atraído profissionais de

outras áreas, como administração, ciências contábeis,

física e até direito.

“O pleito por aditivo em uma obra, por

exemplo, é uma questão que envolve ambas as

áreas, jurídica e de custos. Nosso curso tem atraído

advogados que atuam nessa atividade”, explica

o presidente do IBEC, ressaltando ser muito

comum escritórios de advocacia e engenheiros de

custos atuarem em parceria.

Apesar de não haver impeditivos para que

profissionais graduados em outras áreas ingressem

nos cursos de pós-graduação do IBEC, Paulo

afirma ser mais comum a participação de engenheiros

de todas as especialidades e arquitetos.

26 Revista da Sociedade


Revista da Sociedade 27


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