Dados seguros

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Ano 102 - Nº 1153 a 1156

MBC

Mensário Brasileiro de Contabilidade

ano 102 | número 1153 a 1156

Dados seguros

Em vigor a partir de 2020, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

demanda alterações nos processos das empresas

Nossa Missão

Oferecer aos profissionais da contabilidade um Sindicato forte e atuante na defesa dos direitos e

interesses da classe, de forma eficiente e eficaz, visando o respeito e o aprimoramento da categoria.


ÍNDICE

Editorial..............................................................................................................3

EXPEDIENTE

Entrevista..........................................................................................................4

Diretoria 2018-2022

Palestra................................................................................................................5

Atividades...........................................................................................6 e 7

Capa...........................................................................................................8 e 9

Artigo............................................................................................... 10 e 11

Movimento Sindical.................................................... 12 e 13

Presidente: Diva Maria de Oliveira Gesualdi

Vice-Presidente: Sandra Helena Gonzaga Pedroso

Diretora Secretária Geral: Elismar Moraes dos Santos

Diretora 2ª Secretária: Ana Maria da Silva

Diretora Financeira: Maria de Fátima Moreira

Diretora de Contabilidade: Sonia Regina Mandarino

Diretora de Assuntos Jurídicos: Lygia Maria Vieira Sampaio

Doações........................................................................................................ 14

Bem-Estar.....................................................................................................15

O Mensário Brasileiro de Contabilidade é uma publicação

do Sindicato dos Contabilistas do Município do Rio

de Janeiro, detentor das medalhas Tiradentes (Alerj,

Resolução 1.156/2015) e Pedro Ernesto (Câmara

Municipal RJ, Resolução 9.293/2016).

Sede: Rua Buenos Aires, 283 (Edifício Moraes Junior),

2º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ. CEP: 20061-003

Tel: (21) 2224-2281

Site: www.sindicont-rio.org.br

E-mail: sindicont-rio@sindicont-rio.org.br

Facebook: @sindicont.rio

Instagram: @sindicontrio

Filiações:

Federação dos Contabilistas nos Estados do

Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia (FEDCONT)

Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL)

Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

O SINDICONT-Rio não se responsabiliza pelos conceitos

emitidos nos artigos assinados e pelos produtos e/ou

serviços oferecidos pelos anunciantes.

Diretora Social: Mary Isabel Pereira

Diretora Cultural e de Divulgação: Fátima Bernardo da Silva

Diretores Suplentes: Ana Luiza Pereira Lima, Andrea Pereira

da Silva, Bela Balassiano, Jayme Pina Rocio, José Paulo

Cosenza, José Rubens do Amaral, José Vicente de Paula,

Raimundo Viana Pereira, Rosângela Dias Marinho

Conselho Fiscal (Efetivos): Josuel Batista Ferreira, João

Bosco Lopes, Aldo Gagliardo

Conselho Fiscal (Suplentes): Gustavo Fontoura Cretton,

Celi Coelho da Silva, Cristina Maria Araújo Costelha

Delegados representantes junto à Federação (Titulares):

Diva Maria de Oliveira Gesualdi e José Rubens do Amaral

Delegados representantes junto à Federação (Suplentes):

Maria de Fátima Moreira e Ana Luiza Pereira Lima

Produção editorial e design: Cajá Comunicação

Projeto Gráfico: Cajá Comunicação

Fotografias: Arquivo SINDICONT-Rio,

Eliane Carvalho e Freepik

Impressão: Imos Gráfica e Editorial Ltda.

Tiragem: 2.000 exemplares - Distribuição gratuita

Versão digital: www.sindicont-rio.org.br


EDITORIAL

Diva Gesualdi

Presidente do SINDICONT-Rio

Tratamento

adequado

As informações das empresas, de seus

fornecedores e colaboradores são parte

fundamental do trabalho contábil. Por isso,

ter atenção à preservação das mesmas é

essencial para a privacidade de seus donos.

Essa necessidade se materializa agora

com a Lei Geral de Proteção de Dados

Pessoais, que entra em vigor em 2020 em

consonância com legislações semelhantes

em outros continentes. Nesta edição,

destacamos as medidas a serem tomadas

pelos Profissionais da Contabilidade a tempo

da vigência para garantir esse direito e se

preservarem de eventuais punições.

Para apontar outras possibilidades de

trabalho na nossa área, entrevistamos o

especialista Gilberto Cunha Jr, que apontou

formas para profissionais da contabilidade

obterem novos clientes e oferecem

novos serviços. Ainda que os avanços

tecnológicos tenham trazido mudanças

para a área, o uso adequado das mesmas

com novas abordagens pode trazer

oportunidades na área.

A agenda de cursos e palestras do

SINDICONT-Rio sobre diversos temas da área

contábil segue extensa. Listamos algumas

das atividades realizadas no período, como

a palestra sobre malha fina com o auditor

da Receita Federal Leônidas Quaresma,

além de outros assuntos, como eSocial, IFRS,

EFD-ICMS/IPI, Lei Rouanet e destinação de

parte do imposto de renda para Fundos

dos Direitos da Criança e do Adolescente

e da Pessoa Idosa, que, além do incentivo

para os clientes contribuírem com a causa,

requerem a participação de profissionais da

contabilidade em sua gestão.

Nessa edição também recordamos as

conquistas do SINDICONT-Rio nos seus

primeiros anos de existência, como

alterações legislativas em prol do exercício

da profissão e eventos que propiciaram a

capacitação dos profissionais da área.

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ENTREVISTA

Ações para

novos trabalhos

Gilberto Cunha Jr

Gilberto Cunha Jr, head da Omie Academy, fala sobre estratégias

para obter novos clientes e oferecer novos serviços

Que técnicas os profissionais da contabilidade

podem adotar para obterem mais vendas?

Sugiro a que mais se adapta ao modelo de

vendas no caso de serviços contábeis, o spin

selling, com técnicas de perguntas abertas. Só

se conseguirá a venda se o cliente responder

sobre as situações. Assim, se pensa realmente

no negócio. Normalmente, no Brasil, o

empresário é um bom vendedor, técnico, mas

não acredita muito em gestão.

Com o aprofundamento, ele percebe

problemas que não via. A técnica também

mantém portas abertas, porém, somente ela

não faz uma boa venda. Há uma metodologia

para vendas de serviços que precisa de

um padrão. Foco muito em um método de

quatro passos: abordagem, investigação,

apresentação da solução e fechamento.

Quais são as dificuldades na captação de

clientes e no relacionamento posterior?

Na captação, é a generalização. Esse “clínico

geral” que faz tudo ninguém acredita mais.

A simples entrega de guias mensais não gera

uma fidelização porque o cliente recebe o

documento no prazo e considera o trabalho

feito. Muita gente busca clientes fora da própria

base. Poderia se aproveitar a carteira para

fazer uma investigação, entender os possíveis

problemas, criar novos produtos, serviços e

soluções, revisitar clientes, com reuniões até

pessoalmente para fidelizá-lo e oferecer novos

serviços, agregando mais valor financeiro para

ambos. Além disso, ele o passa a enxergar

como um solucionador de outros problemas,

não apenas um entregador de guias.

Após a captação, como deve ser o

acompanhamento em relação à satisfação com

o serviço prestado?

Há diferenciais em atendimento, agilidade

nas entregas, mas a relação só será

duradoura se o cliente perceber que você

o ajuda. Por exemplo, o BPO financeiro. É

um produto que, ao contratar do contador,

sempre é mais barato do que ele fazer ou

contratar alguém porque tira uma operação

da empresa. Nesse caso, ele enxerga valor e

quem o faz é o contador.

Com o desenvolvimento da tecnologia

e mudanças nas obrigações acessórias,

a contabilidade passa por mudanças e

devem ocorrer outras. Que produtos seriam

mais adequados?

Na minha visão, é hora do contador usar

a vantagem da tecnologia, essa sobra de

tempo para visitar os clientes e questionar

o que o fere e o atrapalha para crescer

mais. Daí, a melhor maneira é voltar para

a empresa, estudar, fazer os produtos,

oferecer como teste para alguns, implantar,

acompanhar a entrega e formatar o novo

produto para ser vendido. A tecnologia só

vai avançar.

Acredito em uma pirâmide em que o

contador sai da zona de commodity

e migra para a zona consultiva, com

consultorias e planejamentos para

crescimento empresarial, acompanha isso

com estratégias e depois se torna mentor,

conselheiro de empresas, justamente por

ter um know how, o que micro e pequenas

empresas não têm. É migrar fase a fase,

mas ele só conseguirá com novos serviços,

principalmente de consultoria.

Quais seriam as principais dificuldades dos

profissionais da contabilidade ao se adaptarem

a essas mudanças?

O principal é crença interna, falta de atitude

e de acreditar que consegue. Primeiro pelo

habitat, que nunca exigiu isso, a lentidão em

entender que o cenário mudou e que essas

mudanças não entram agora.

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PALESTRA

Sem

retenção

Leônidas Quaresma em

matéria sobre malha fina

no SINDICONT-Rio

Dúvidas sobre malha fina são esclarecidas em palestra no SINDICONT-Rio

Após o envio da declaração de Imposto

de Renda Pessoa Física, eventuais erros

no preenchimento podem direcionar o

documento para a malha fina da Receita

Federal. Para esclarecer as dúvidas sobre o

tema e indicar as situações mais recorrentes, o

auditor fiscal Leônidas Quaresma realizou uma

palestra no SINDICONT-Rio no dia 3 de julho.

A declaração de despesas médicas

costuma reunir inconsistências, segundo

o palestrante. Entre ocorrências dessa

área, casos de moléstia grave declarados

com outro código senão o 62. Dados

relacionados ao tema, como de médicos

e outros profissionais da área não causam

o problema já que a RFB já tem essas

informações. Erros de preenchimento de

dados como inclusão de CNPJs e CPFs

baixados e declaração de despesas

não dedutíveis, como cursos de idiomas,

também podem causar a retenção.

Leônidas explicou os procedimentos da

Receita nos casos de malha, como as

diferenças entre intimação e notificação.

No primeiro caso, o contribuinte é chamado

para apresentar documentos e esclarecer a

declaração prestada para, posteriormente,

retificar a declaração. Na segunda opção,

não há essa possibilidade e a autuação

ocorre. Além disso, a análise das informações

até este momento não tem intervenção

humana. Caso o declarante não apareça, a

notificação é feita. “A Receita presume que

não há documentos”, explicou.

Em relação à declaração de Rendimentos

Recebidos Acumuladamente (RRA),

Leônidas explicou os casos em que

cabe isenção ou não e que, em caso de

pagamentos em partes, eles devem ser

proporcionalizados e o código deve constar

no documento para evitar a retenção. Em

caso de imóveis, o palestrante destacou

que a data do fechamento do negócio que

deve constar na declaração.

Na ocasião, o auditor também alertou para

casos relacionados a débitos previdenciários

do eSocial de empregados domésticos,

modalidade iniciada em 2015. Segundo ele,

há casos apurados e identificados agora. O

total pode ser visualizado no eCac, porém, é

preciso acessar o eSocial para gerar o DAE

dos meses pendentes e quitar os débitos.

MBC | MAI-AGO | 2019 | 5


ATIVIDADES

01

02

Capacitação

constante

SINDICONT-Rio realiza cursos e palestras sobre Simples Nacional,

eSocial, Prestação de Contas de Projetos Culturais, entre outros temas

Temas contábeis, como IFRS, EFD e eSocial,

além de assuntos relacionados à gestão

empresarial foram tratados nas palestras

e cursos promovidos pelo SINDICONT-Rio

nos últimos meses. Em maio (7), o Novo

Licenciamento Sanitário foi abordado em

uma palestra realizada pelo Dr. Flávio Graça.

Os eventos de Saúde e Segurança do

Trabalho (SST) do eSocial, que passarão a ser

enviados pela plataforma a partir de 2020,

foram tratados pelos especialistas Orlando

Pereira e Renato Ribeiro em palestra no

Sindicato no dia 27 de maio. No dia seguinte,

o professor Nabil Mourad abordou o tema

Prestando Consultoria em IFRS em palestra, na

qual tratou das oportunidades para a área

contábil dentro do assunto.

O Simples Nacional foi tratado no curso com a

professora Rose Marie de Bom no dia 5 de junho,

que tratou das regras que regem o regime.

Em julho (1º), o SINDICONT-Rio realizou a palestra

Prestação de Contas de Projetos Culturais

com a vice-presidente da entidade, Sandra

Pedroso, e a especialista Carol Bassin. No dia

10, a professora Rose Marie de Bom retornou

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03

06

04

07

05

08

01. Carol Bassin na palestra sobre Prestação de Contas de Projetos Culturais; 02. Participantes do curso sobre Simples Nacional com a professora Rose

Marie de Bom e a diretora Mary Isabel; 03. Dr. Flávio Graça tira dúvidas na palestra sobre Vigilância Sanitária; 04. Alunos do curso sobre Substituição

Tributária com a professora Rose Marie de Bom; 05. Elaine Sampaio realizou palestra sobre compliance no SINDICONT-Rio; 06. Anderson Fumaux com

os alunos do curso sobre Normas Internacionais; 07. Os especialistas Orlando Pereira e Renato Ribeiro falaram sobre os eventos de SST no eSocial em

palestra; 08. Elaine Sampaio em palestra sobre Regularização estatutária, fiscal e contábil das organizações religiosas, suas normas e procedimentos

ao Sindicato para ministrar uma atividade

sobre substituição tributária, em especial após

as mudanças causadas pelo Convênio ICMS

142/2018. Em outra atividade no dia 19 de

julho, a palestrante Elaine Sampaio abordou

a importância do Compliance Officer para o

profissional da contabilidade.

No mesmo mês, o professor e perito contábil

Anderson Fumaux realizou um curso sobre

Capacitação em Normas Internacionais

de Contabilidade (IFRS) nos dias 22 e 23. A

Regularização estatutária, fiscal e contábil

das organizações religiosas, suas normas e

procedimentos foram tratados pela professora

Elaine Sampaio em palestra no dia 29.

No dia 7 de agosto, a administradora Ana

Rastrelli realizou o workshop A Importância

da Liderança para os Profissionais da

Contabilidade no Sindicato, evento

realizado em parceria com o Sebrae. No

dia 13, a Reforma Trabalhista na visão

da Fiscalização do Trabalho foi o assunto

tratado pelo auditor fiscal Ronald Sharp em

palestra, que abordou o uso do eSocial e

obrigações acessórias como a DCTF-Web

nesse contexto.

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CAPA

Informações

protegidas

Lei Geral de Proteção de Dados exigirá mudanças em processos

e conscientização cultural nas empresas

Em 2018, foi instituída a Lei Geral de Proteção

de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), com a

finalidade de regular o tratamento de dados

pessoais. O texto entra em vigor em agosto

de 2020 e as medidas de adequação das

empresas devem ser iniciadas antes da data.

Dr. Márcio Chaves, especialista em Direito

Digital e sócio da PG Advogados, explica que

as mudanças abrangem as empresas como um

todo, assim como seus fornecedores, clientes

e órgãos públicos e que os procedimentos

internos, dados usados e documentos internos

que tratam dos mesmos devem ser levantados.

“Boa parte do trabalho deve começar

agora porque envolverá uma análise de

cada processo interno em todas as áreas e

verificação dos dados pessoais usados, com

um diagnóstico do que a lei exige versus

o encontrado, e a definição de um plano

de ação, que envolve necessariamente,

dentro da estrutura da empresa, as

priorizações dentro do que foi identificado

no mapeamento”, enumera.

O descumprimento da legislação tem

penalidades previstas como multas (até R$ 50

milhões ou 2% do faturamento da empresa),

divulgação do incidente na mídia. Além das

punições previstas em lei, a empresa pode

perder a oportunidade de obter negócios com

outras empresas em conformidade, a mais

grave, na opinião do especialista. “Se deixa não

só de gerar negócio como também começa a

perder os clientes, porque é vulnerabilidade para

eles se a empresa não tiver em conformidade.

Ele precisa garantir que os parceiros estão

conformes, se não, ele também não está. Outra

consequência é a reputação, porque se há

um incidente de vazamento, apagamento,

uso indevido das informações, há uma perda

reputacional muito grande”, avalia Dr. Márcio.

Para atestar a guarda adequada dos dados,

a demonstração pode ser feita com relatórios,

pareceres e auditorias. “Primeiro é preciso saber

os riscos existentes para depois demonstrar o

que fez para afastá-los, como medidas em caso

de perda de dispositivos”, exemplifica.

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Agentes de proteção

Três figuras são mencionadas na

lei geral de proteção de dados:

controlador, operador e encarregado.

Cada um tem atribuições distintas

na gestão dos dados pessoais. “O

controlador determina o que será

feito com o dado. Quando se fala de

dado pessoal, no RH, é o empregador.

O operador usa o dado a mando

do controlador. Em uma empresa

de armazenamento desses dados

em uma nuvem terceirizada, esse

fornecedor é o operador do dado

pessoal”, enumera Dr. Marcio Chaves.

O encarregado, por sua vez, lida

com a diretoria da companhia

e entes públicos. “Ele age como

um grande canal para garantir

a prática dos controles. Ele faz o

acompanhamento, gestão dessas

confirmações, tem o papel de

interagir com a autoridade nacional

de dados e tem que ter uma

vinculação direta com a diretoria

da empresa”, conclui.

Além da revisão de processos, outras

medidas devem ser tomadas para a

gestão adequada dos dados pessoais

nas empresas, como nas ferramentas

tecnológicas usadas, conforme

as vulnerabilidades detectadas e

conscientização de todos os setores

da empresa.

“É preciso verificar ferramentas já existentes

com o cumprimento da legislação.

Há também uma linha relacionada à

governança, reestruturação interna da

empresa e toda a proteção contratual

normativa, verificar todas as normas internas,

políticas, termos, contratos que legitimem

e formalizem a utilização do dado pessoal

para cada finalidade em cada processo. E

há a cultura, que é o elo mais frágil desse

processo. Garantir que todos da empresa

tenham conhecimento, essa sensibilização de

que todos têm que cumprir e conscientes de

como não gerar risco na atividade prestada

de exposição da intimidade”, destaca.

Demanda internacional

A lei geral de proteção de

dados brasileira foi criada após

o Regulamento Geral sobre a

Proteção de Dados (RGPD), em

vigor na Europa desde 2018. O texto

garante a proteção à privacidade

e ao ciclo de vida do dado pessoal

no continente. “Ela atualizou e

padronizou a legislação de todos

os países da comunidade europeia

que já tinham leis de proteção de

dados pessoais. Foi uma atualização

e tentativa de unificar várias leis que

já existiam”, contextualiza Dr. Marcio,

acrescentando que as mudanças

impactam os parceiros comerciais de

companhias localizadas nesses países.

“Não adianta uma empresa na

comunidade europeia estar em

conformidade se ela tem um

parceiro, fornecedor ou cliente que,

fora da região, não é obrigado a

cumprir aquela lei, porque o dado

pessoal vai para o outro lado e esse

tipo de garantia se perde. Foi uma

inspiração e uma obrigação, ao

mesmo tempo”, explica.

Em outros países, como nos Estados

Unidos, a legislação é definida pelos

estados. “Lá havia uma legislação

federal sobre o tema, revogada em

2018. Por essa ausência, os estados

começaram a se movimentar para

garantir um mínimo de proteção. A

Califórnia é referência por fazer uso

de regulamentação específica para

garantir que as empresas sediadas

lá possuam o mesmo patamar e

garantam o livre comércio com a

Europa”, pontua Dr. Marcio.

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ARTIGO

Gestão de Custos

como Sobrevivência

Empresarial

Hélio Moreira de Azevedo,

docente da Mackenzie-Rio

1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A ausência de sistemas de controles de custos,

ou o uso de ferramentas inadequadas conduzirá

as empresas ao fracasso. No passado, isso

era deixado de lado. As “gordas” margens

de lucro dispersavam a atenção para medir

a performance. Neste cenário, essa gestão

tornou-se aparentemente dispensável, pois não

contribuía para as decisões.

Acompanhar a performance sempre foi

prioridade, só que empresários e administradores,

“embriagados” pelo sucesso momentâneo,

esqueceram os conceitos de controles

gerenciais. Atualmente, com margens

apertadas, sucesso e insucesso são separados

por uma linha tênue. Por isso, informações sem

consistência geram dificuldades, com situações

cujo destaque é essencial:

• a maioria das empresas opera com estimativas

deturpadas de custo dos produtos e serviços;

• produtos e serviços de baixo volume dão prejuízo,

sem que os gestores saibam corretamente;

• os métodos para distribuir os custos leva à

preços altos ou baixos demais, dificultando a

definição de onde lucram ou têm prejuízo;

• os números nebulosos as fazem alocarem capital

inadequadamente e confundem a destinação

dos esforços para melhorar a eficiência;

• os sistemas de custos dificilmente têm uma visão

objetiva dos resultados. Os sistemas contábeis

tradicionais, com a adoção de princípios

contábeis ou da legislação do imposto de

renda, além de buscarem atender o fisco,

também determinam uma correta valorização

dos estoques e, por consequência, a apuração

dos custos, sem compromisso com a gestão.

2 - CENÁRIO ATUAL E AS MUDANÇAS PROVOCADAS

PELOS NOVOS RUMOS EMPRESARIAIS

2.1 - Ambiente empresarial num passado recente:

os instrumentos de gestão em plano secundário

Antes, o ambiente empresarial tinha sinais distintos,

com predomínio de um mercado doméstico

e fortemente protecionista, onde quem tinha

posição de destaque determinava preços.

No Brasil, a inflação e a especulação financeira

tornaram-se parâmetros, de certa forma

distorcidos, para a orientação dos negócios,

o que também distorceu e deixou enterradas

as atitudes do administrador, influenciando

negativamente nas operações, controles e

postura gerencial. A estratégia predominante

era vender com margem máxima, fazer caixa

rápido e multiplicar o dinheiro na ciranda

financeira. E assim, empresas e seus empresários

pareciam bem-sucedidos, assim como as

decisões, e os negócios pareciam crescer

em escala apreciável, praticamente sem

problemas financeiros, e o patrimônio pessoal

dos proprietários crescia.

Nas empresas, algumas características

provocaram sequelas quando o cenário mudou:

• despreocupação com eficiência,

produtividade e competitividade, na medida

em que as “gordas margens de lucro

• cobriam a ineficiência no processo de gestão”;

• ausência de planejamentos e controles de

performance, pela aparente sensação de

“lucro fácil”;

• manutenção de estoques excedentes, sem

contemplação do custo;

• pouca ou nenhuma preocupação com a

gestão dos custos, desinteresse pela avaliação

dos resultados, ou indevida avaliação,

conseqüência da deformação dos valores

devido à inflação;

• políticas de preços sem contemplar

questões como o ambiente externo, com

definição com multiplicadores (mark-ups)

sobre os custos.

2.2) Exigências dos sistemas de custos no

atual cenário

Alguns fatores que provocaram as

mudanças permitem-nos identificar

a carência pela nova postura:

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

10 | 2019 | MAI-AGO | MBC

K


• tecnologia: o crescente e veloz

desenvolvimento tecnológico ameaça

posições e investimentos;

• competição: a presença crescente de

competidores eficientes acirra a competição;

• excesso de oferta: em muitos mercados, a

oferta de produtos é superior à demanda;

• globalização: competição em escala global;

• expectativa dos clientes: clientes exigentes que,

com mais opções, anseiam por menores preços,

maior qualidade e maiores prazos para pagar.

No Brasil, a abertura econômica no início da

década de 1990 aumentou a competição,

demandando um novo tipo de empresa, com

preocupação com crescimento e escala,

eficiência e criação de valor para os proprietários,

formatando estruturas flexíveis, ágeis, criativas e

capazes de antecipar mudanças.

Mas, para isso, são necessários instrumentos para

criar e manter a eficiência organizacional. Assim,

um sistema de custos eficiente, bem estruturado e

com preocupações voltadas ao embasamento

das ações gerenciais é fundamental.

Diante das mudanças, o cenário empresarial

passou a exigir outros entendimentos:

• empreendimentos competitivos;

• que as empresas conscientizem-se do nível de

exigência do consumidor e do aumento da

oferta frente à retração da demanda;

• que o fator preço seja encarado como

decisivo, na medida em que são orientados

por mudanças no mercado consumidor,

situação comum em cenários competitivos;

• que é necessário conhecer e controlar os

custos, sendo a gestão dos mesmos uma

alternativa de sobrevivência;

• que o foco no negócio se tornou uma

importante estratégia de eficiência em custos;

• que se tornou fundamental conhecer as

atividades que não agregam valor.

2.3 - Sistemas de custos nas empresas: ferramenta

vital à sobrevivência

Globalização, excesso de oferta e aumento

das expectativas dos consumidores acirraram

a competição, passando a exigir das

empresas mais eficiência, para sustentar sua

posição e criar base sólida de crescimento,

somente possível com estruturas flexíveis

e ágeis, que possibilitem mudanças sem

prejuízo, o que destaca a relevância da

abordagem dos custos.

Uma empresa sem os modernos conceitos de

gestão empresarial terá menores chances de

gerir crises, comprometendo sua sobrevivência.

A realidade hoje exige planejamento e

controles rigorosos e sistemáticos, acompanhar

dados e avaliações corretas, medidas

corretivas rápidas e adequadas.

As evidências indicam que, para terem êxito,

as empresas deverão prever mudanças e

desenvolver antecipadamente sua estratégia.

Em pouco tempo, não caberá a reação

aos fatos, o que as obrigará a agirem como

previsoras e administradoras da mudança,

notadamente as pequenas e médias que,

em muitos casos, convivem com uma

competição em desigualdade.

Conclui-se, portanto, que o uso dessas

ferramentas tornou-se prioridade. A competição

influencia os preços e, para ser rentável, é

preciso que o custo final não ultrapasse o preço

de venda diminuído da parcela de lucro.

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não há mais espaço para decisões empíricas.

Hoje, a certeza é de que mudanças serão

mais frequentes e ágeis.

Em geral, as empresas não dispõem de controles

que retratem fielmente seus rumos, prejudicando

as ações, o que identifica que controles

gerenciais são prioridade. Tê-los tornou-se uma

exigência e a informação confiável e baseada

em controles exercidos sob inspiração gerencial

se tornou vital ao embasamento das decisões.

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MBC | JAN-ABR | 2019 | 11


MOVIMENTO

SINDICAL

Ações de

destaque

Desde a fundação, Instituto Brasileiro de Contabilidade participou

de lutas e conquistas da classe contábil

Entidade que deu origem ao SINDICONT-Rio, o

Instituto Brasileiro de Contabilidade (IBC) obteve

diversas vitórias desde a sua fundação, em

1916. Na década seguinte, em 1929, a entidade

obteve a sua primeira conquista. Por meio do

deputado Lindolfo Collor, a entidade conseguiu

acrescentar à Lei de Falência da época um

dispositivo que reconhecia a validade dos

diplomas expedidos pelo IBC para atribuições

como realização de perícias em igualdade de

condições a outras instituições oficializadas já

existentes. Esse texto foi reproduzido em outro

dispositivo, o Decreto-lei nº 20.158/31, que

regulamentou o exercício da profissão.

Em 1932, o IBC acelerou as convocações para

o 2º Congresso Brasileiro de Contabilidade,

no Rio de Janeiro (RJ), com o objetivo de

debater a regulamentação da atividade

contábil, que, na época, estava ameaçada.

Mais de 200 profissionais participaram do

evento, cujos resultados foram encorajadores

para a categoria em termos de ensino

profissional e exercício da profissão.

O reconhecimento como sindicato da classe

ocorreu em 16 de novembro de 1934, quando o

IBC obteve o diferimento de sua sindicalização

no Ministério do Trabalho como associação

de profissionais liberais. No âmbito sindical, o

12 | 2019 | MAI-AGO | MBC


Vista aérea do Porto do Rio de Janeiro em

1929, ano que o SINDICONT-Rio conseguiu

acrescentar à Lei de Falência um dispositivo

que reconhecia a validade dos diplomas

expedidos pelo IBC para atribuições como

realização de perícias em igualdade de

condições a outras instituições já existentes

IBC pleiteou a classificação dos contadores e

guarda-livros como profissionais liberais, obtendo

êxito quando os mesmos foram definidos dessa

forma no Decreto-Lei nº 23.611/1933.

Ainda na década de 1930, o IBC contribuiu

com o desenvolvimento da classe contábil

brasileira ao promover com a Associação

dos Empregados do Comércio do Rio de

Janeiro (AECRJ) o 4º Congresso Brasileiro de

Contabilidade, em 1937. O evento tratou das

novas aplicações da contabilidade, reivindicou

direitos legais inerentes relacionados ao

exercício da profissão e defendeu a melhora da

qualidade no ensino técnico-comercial.

Nos anos 1940, a elevação da Contabilidade ao

nível universitário ocorreu após a 1ª Convenção

Nacional de Contabilistas em 1945, evento no

qual foram realizadas as primeiras campanhas

com esta finalidade. No ano seguinte, após o

presidente Eurico Gaspar Dutra compreender a

legitimidade das aspirações da classe, foi criado

o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e

os Conselhos Regionais.

Nessa década, o IBC deixou a sua sede na Rua

da Carioca devido a um incêndio, mudandose

para a Rua Tomé de Souza, 170, onde

ficou até 1942, quando a entidade se mudou

para a Avenida Rio Branco 118 por conta das

desapropriações para as obras da criação da

Avenida Presidente Vargas. Em 1949, o IBC se

mudou definitivamente para o Edifício Moraes

Junior, atual sede do SINDICONT-Rio, na Rua

Buenos Aires 283.

Foto antiga da fachada da sede da Associação dos

Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, na Avenida Rio

Branco, entidade que promoveu com o SINDICONT-Rio o 4º

Congresso Brasileiro de Contabilidade, em 1937

“Como pode ser observado, o SINDICONT-Rio

mostra uma trajetória sempre progressiva na

luta e defesa dos interesses dos contabilistas

fluminenses, inclusive fazendo-se representar, de

modo destacado, em esferas que ultrapassam

a fronteira do mero papel sindical, como é o

caso da educação contábil e a defesa da

atividade contábil como ciência”, menciona

trecho do livro Os 100 anos do SINDICONT-Rio,

de José Paulo Cosenza.

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DOAÇÕES

Participação social

Além de doações, profissionais da contabilidade podem participar

da gestão de fundos municipais e nas organizações

No momento do envio da Declaração de

Imposto de Renda Pessoa Física para a Receita

Federal, os contribuintes podem destinar parte

do imposto devido aos Fundos voltados para a

atenção de crianças, adolescentes e, a partir

de 2020, idosos, assim como fazer a doação

ao longo do ano e incluir no documento.

O montante arrecadado é repassado pela

Receita aos Fundos dos Direitos da Criança e

do Adolescente (FDCA) e da Pessoa Idosa, que

são geridos por conselhos de cada cidade.

“Se pode doar, durante o ano, 6% do Imposto

de Renda aos fundos da Criança e da

Adolescência e do Idoso, além de projetos

da Lei Rouanet, projetos de audiovisual e Lei

dos Esportes. No momento da Declaração,

o percentual permitido é de somente 3%.

Porém, as doações direcionadas a uma

organização não podem ser abatidas do

Imposto de Renda”, explica a vice-presidente

do SINDICONT-Rio, Sandra Pedroso.

O valor acumulado com as doações é

encaminhado aos fundos de cada cidade,

que são geridos por conselhos municipais,

que realizam editais públicos para que essas

organizações possam cumprir o seu propósito.

Esses locais demandam a participação de

profissionais da contabilidade em sua gestão.

“Os fundos demandam contabilidade e a

participação da sociedade neles é necessária.

Nas organizações que recebem esses recursos,

o monitoramento é imprescindível, assim como

a prestação de contas de todos os recursos

públicos e privados que recebem. Para isso,

é fundamental a participação do profissional

da contabilidade nestas ações, que ajuda

na destinação correta, na contabilização

das receitas e despesas, na preparação de

contas e no monitoramento. É um mercado de

trabalho para os contadores”, pontua Sandra.

A gerente geral do Instituto Ronald

McDonald, Helen Pedroso, explica a

relevância dos dados das organizações

sociais para o engajamento dos

doadores com as ações das instituições.

“Transparência, divulgação de resultados,

da aplicação dos recursos, consistência das

ações e das boas práticas de governança

ajudam os doadores a avaliar o impacto

da Organização Social e se engajarem

com a causa e colaborarem de forma

recorrente via apoio financeiro. Quanto mais

transparente, mais a organização se destaca

e chama a atenção do doador pela sua

seriedade e eficiência”.

O diretor do Instituto Fernandes Figueira (IFF),

Fábio Russomano, explica que “a partir do

incremento e regularidade de doações, a

sociedade civil poderá contribuir de forma

mais significativa para sua cidadania plena e

para manutenção de melhores condições de

vida possíveis dos pacientes atendidos”.

Além da participação na gestão dos fundos,

os profissionais da contabilidade podem

incentivar os clientes a fazerem suas doações.

“Eles podem e devem sugerir aos clientes

e estimulá-los a doarem”, ressalta Sandra,

acrescentando que há pessoas que dizem que

caem na malha fina ao fazerem doações, o

que não ocorre no caso dos fundos. O auditor

fiscal da Receita Federal, Leônidas Quaresma,

explica que as doações aos fundos não

são retidas na malha fina. “Quando se faz a

doação, o contribuinte usa o Darf. Se ele gera

o Darf e paga, não cai na malha”.

14 | 2019 | MAI-AGO | MBC


BEM-ESTAR

Estande do o SINDICONT-Rio

na etapa Inverno do Circuito

das Estações

Cuidado ampliado

Tratamento do estresse requer atenção a vários aspectos da saúde

Tensão muscular, ansiedade, pressão alta,

formigamento, alteração de humor e de apetite.

Esses são alguns sinais do corpo humano sob

estresse, mecanismo fisiológico acionado em

situações de risco ou perigo.

“As principais causas são relacionadas com

a rotina e o estilo de vida do indivíduo, como

problemas com a vida pessoal, relacionamentos,

trabalho, sobrecarga, provas, falecimentos. São

comportamentos e sentimentos que o levam

a um choque emocional. No que tange a

doenças, o estresse ocorre com forte elevação

por exemplo em casos de depressão, lúpus,

câncer e dependência química”, explica a

psicóloga Carolina Soares.

O diagnóstico é feito por médicos e psicólogos

após estudarem a vida do paciente, seu estado

emocional e rotina. O tratamento demanda

mudanças no cotidiano do indivíduo, o que

pode causar resistência e, por consequência, a

necessidade de uso de medicamentos prescritos.

Os efeitos do estresse demanda atenção

multidisciplinar às suas consequências e outros

aspectos da saúde, como alimentação. A

nutricionista Tatiana Fernandes destaca a

importância da ingestão de água, fibras,

alimentos integrais, frutas, verduras e legumes.

“A alimentação saudável promove a saúde,

qualidade de vida e é fator protetor contra

o estresse. Para isso e controle do cortisol,

pode-se consumir oleaginosas, como nozes e

amêndoas, e gorduras boas como abacate,

couve, aipo e salsa. Também é importante

cuidar do intestino para boa absorção dos

nutrientes e modulação de neutrotransmissores

relacionados ao controle de ansiedade e

estresse. Não deixe de consumir semente

de abóbora, banana e cacau, fontes de

magnésio que ajudam na liberação de

neurotransmissores”, destaca.

Entre as consequências do estresse, estão

o aumento da vulnerabilidade a doenças,

assim como hábitos nocivos. “A pessoa

estressada tende a adquirir ou aumentar maus

hábitos como consumo de álcool, tabaco

e negligência da higiene oral. O efeito próinflamatório,

desencadeado no paciente

estressado, aliado aos maus hábitos de higiene

bucal, tornam o ambiente propício para o

aparecimento de infecções orais”, explica a

odontóloga Renata Ramos.

“O relaxamento mental e físico proporciona

imensos benefícios à saúde. Quando praticado

regularmente, tem efeitos profundos no sistema

imunológico da pessoa, tornando-a mais

resistente”, acrescentou.

Em breve, o SINDICONT-Rio contará com a

parceria da clínica Renata Ramos Saúde e

Estética, que oferece especialidades como

psicologia, fisioterapia, odontologia, nutrição e

estética, com atendimento na sede do Sindicato.

SINDICONT-Rio participa da etapa

Inverno da Corrida das Estações

No dia 14 de julho, o SINDICONT-Rio esteve na

etapa Inverno do Circuito das Estações, no

Aterro do Flamengo. A entidade ofereceu uma

tenda, em parceria com o Conselho Regional

de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ),

Comissão de Esportes do CRCRJ, Contador

Protegido, Grupo RM Negócios, MBM Solutions

e Web Certificados, para os associados

que se inscreveram junto ao Sindicato. O

local ofereceu café da manhã, frutas e

alongamento com profissional de educação

física aos corredores, que participaram das

provas de 5 e 10 quilômetros.

MBC | MAI-AGO | 2019 | 15


10ª Caminhada da Contabilidade

terá novo endereço em 2019

No dia 22 de setembro, Dia do Contador, o SINDICONT-Rio, em

parceria com o CRCRJ e o SESC, realizarão a 10ª Caminhada da

Contabilidade. Pela primeira vez, o evento ocorrerá na cidade

de Niterói, na praia de Charitas, com 5 km de percurso. No dia,

também ocorrerá a 1ª Corrida da Contabilidade, com 7 km de

distância. Também estarão disponíveis tendas de massoterapia e

de informações sobre saúde.

As informações e inscrições serão disponibilizadas no site do

SINDICONT-Rio: http://www.sindicont-rio.org.br/

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