EMPREENDA REVISTA - ED. 28 - MAITÊ PEDROSO - SET/19

elaineempreenda

Revista de Negócios focada no público empreendedor

04


07 05


06

SUMÁRIO

10 EMPREENDA

SUMMIT BH

18 COMO FAZER O TIME

DE VENDAS

USAR UM CRM?

22 COMO A DISNEY INTER-

NACIONALIZOU SEUS

PARQUES

38 COMO SE PREPARAR

PARA INTERNACIO-

NALIZAÇÃO DE NEGÓ-

CIOS?

44 UM OLHAR A PARTIR 50 COMO SE TORNAR

DAS MUDANÇAS

UM INFLUENCIADOR

E VENDER MAIS PARA

SEUS SEGUIDORES!

28


07

EDITORIAL

MAIS UM PAÍS PARA DESBRAVARMOS!

Setembro chegou cheio de novidades, por aqui,

estamos muito felizes em te dizer que além do

Japão, a Empreenda Revista, passa a contar com

mais um País para desbravar, sim, começamos

nosso posicionamento nos Estados Unidos. E por

quê? Bom, nossa missão é entregar conteúdo relevante

e aplicável aos empreendedores e onde

tem brasileiro empreendendo terá Empreenda

Revista. Há, nos Estados Unidos, uma ampla comunidade

de empreendedores brasileiros e a

partir desse mês passaremos a entregar nosso

conteúdo a eles.

Para iniciar com chave de ouro, nossa capa do

mês é a empreendedora Maitê Pedroso, ela que

é CEO da Miss Pink e acabou de receber um investimento

de 10 milhões de dólares para iniciar

as atividades da Miss Pink em solo americano.

Em especial nessa edição, trazemos um conteúdo

voltado a internacionalização, queremos te

inspirar a dar passos maiores em seu negócio,

sim, é possível internacionalizar, é possível ter a

sua marca exposta para o mundo.

Nossos colunistas entregaram suas experiências

em internacionalização e tenho certeza que você

vai aprender muito com todos os artigos.

Em agosto, tivemos o Empreenda Summit BH,

primeiro evento da Empreenda Revista fora de

São Paulo, durante 8 horas de evento, entregamos

muito conteúdo aos participantes, ainda

esse ano teremos mais uma versão do Empreenda

Summit em outra cidade pelo Brasil. Em breve

divulgaremos o calendário.

Venha fazer parte dessa comunidade de empreendedores,

estamos nos conectando mundialmente

para que cada vez mais possamos entregar

um conteúdo relevante e aplicável a você

que empreende e que quer ter sucesso em seus

negócios. Acesse nosso portal, www.empreendarevista.com.br

e faça sua assinatura da Empreenda

Revista.

Queremos estar próximos de você, por isso sugestões

de pautas, eventos, palestras, podem

ser enviadas para o nosso e-mail redacao@empreendarevista.com.br.

@empreendarevista

/empreendarevista

@empreendarev

/empreenda-revista

Desejo a todos uma

boa leitura e até a

próxima!

ELAINE JULIÃO

Diretora da

Empreenda Revista

Errata:

Na página 28 da Edição 27, foi informado

que a Patricia chegou a pesar

120kgs, na verdade foram 85kgs.

EXPEDIENTE

EMPREENDA REVISTA

ANO III | EDIÇÃO 28 | Setembro 2019

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Elaine Julião

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Produção de conteúdo e desenvolvimento

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A EMPREENDA REVISTA é uma publicação

mensal. A revista não se responsabiliza por

conceitos e opiniões emitidas em colunas

assinadas e materiais divulgados em

anúncios publicitários.


08

COLUNA DO LEITOR

EDIÇÃO DE AGOSTO DA EMPREENDA

É SUCESSO NAS REDES SOCIAIS


09 07


10

EVENTO

EMPREENDA SUMMIT BH

Dando início aos eventos itinerantes da Empreenda Revista,

o Empreenda Summit foi realizado em Belo Horizonte

no Raja Valley para empreendedores locais.

O Emprenda Summit, evento realizado pela Empreenda

Revista, aconteceu no último dia 24 de agosto, em Belo

Horizonte. Com seis palestras, um case de sucesso e um

painel, o evento entregou muito conteúdo aos presentes.

A primeira parte do evento contou com a palestra de

Fred Rocha, que falou a todos da importância de serem

vendedores e que a inovação é simples, é necessário fazer

o básico.

A KRURG BIER, trouxe seu case de sucesso e mostrou

como através das ações de Neuromarketing está ganhando

o mercado mineiro.

Agenda Consulta, GUILHERME ARRUDA, CEO da Startup

VG Resíduos, EDUARDO CARNEIRO, sócio da Startup

Tag Plus, PRISCILA SPADINGER, advogada e JANA-

ÍNA BHERINGER, Diretora do Founder Institute BH que

mediou o painel.

CRISTIANO LOPES, trouxe um pouco do que aprendeu

na última NRF, maior evento de varejo do mundo, que

acontece anualmente nos EUA. E motivou os presentes

a buscarem melhores relacionamentos em seus negócios.

RENNER SILVA, um dos maiores palestrantes em Ciência

da Felicidade do Brasil, encerrou o Empreenda Summit

BH, emocionando a todos e mostrando que é importante

o empreendedor buscar os 5 pilares da felicidade,

pessoas felizes rendem mais, segundo o palestrante

que lançou sua hashtag #GenteFelizNaoEncheoSaco

A G2 CAPITAL esteve presente no evento e informou

como é possível conseguir um investimento anjo para

o seu negócio. Luiza ensinou aos presentes estruturar

sua proposta de investimento e as melhores fases para

investimento de uma startup.

Já a DRA ERIKA STANCOLOWITH, fechou a manhã com

uma palestra sobre resiliência, mostrando aos participantes

a importância de controlar o stress e a pressão

sofrida no decorrer do seu negócio.

Logo após o almoço, os participantes do Empreenda

Summit tiveram acesso a muito conteúdo de vendas,

como a palestra do THIAGO OLIVEIRA, do Varejo Show

e empreendedor local que mostrou como é possível ter

um negócio de proporção nacional, segundo Thiago, é

importante pensar grande.

O Painel Startup, falou sobre a internacionalizou e teve

como painelistas THIAGO MENDES CEO da startup

“PARA NÓS FAZER ESSE PRIMEIRO EVEN-

TO FORA DE SÃO PAULO É UM GRANDE

DESAFIO E AQUI NA EMPREENDA SOMOS

MOVIDOS A DESAFIOS. FOI UMA HONRA

PODER LEVAR UM POUCO DO CONTEÚ-

DO QUE ENTREGAMOS MENSALMENTE

NA REVISTA PARA MAIS DE CEM PESSO-

AS AQUI EM BELO HORIZONTE, CIDADE

ONDE RESPIRA EMPREENDEDORISMO E

ONDE TEMOS MUITOS ASSINANTES”

afirma Elaine Julião, CEO da Empreenda Revista.

O Evento contou com o patrocinio das empresas, RAJA

VALLEY, DOCÊDOCÊ e KRUG BIER, que proporcionou

o Happy Hour, ao final do evento, regado a muito

chopp artesanal.


11

EVENTO


12

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

STARTUPS BRASILEIRAS ABREM

MERCADO EM PORTUGAL

POR MEIO DE PROGRAMAS DE INCENTIVOS

OFERECIDOS PELO GOVERNO PORTUGUÊS,

AS STARTUPS BRASILEIRAS ESTÃO SE CON-

SOLIDANDO EM TERRAS LUSAS.

O nascimento das primeiras startups de Portugal surgiu

há pouco menos de dez anos, e hoje o país desponta

como um dos maiores celeiros mundiais nesse nicho.

Empreendedores do mundo inteiro são atraídos pelos

incentivos do governo português, que caminha para se

tornar o maior hub de tecnologia, inovação e empreendedorismo

da Europa.

Com custo de vida bem menor do que os países vizinhos

– como Alemanha e França –, além da alta qualidade de

vida, Portugal deixou de ser visto apenas como um destino

turístico, para ser reconhecido como o país europeu

das startups, que possui um governo que desenvolve

programas de fomento a competitividade da economia,

criação de emprego e atração de investimentos. De

acordo com o relatório da State of European Tech, a facilidade

de acesso ao mercado local (desburocratização) e

financiamentos com taxas baixas de juros, torna Portugal

um dos favoritos para se investir. A multiplicação de

centros de empreendedorismo, redes de investidores

e políticas de incentivo à inovação são fatores determinantes

para a ascensão do ecossistema português.

Outro passo importante pensando nas startups, foi a

criação do programa Startup Visa Portugal, anunciado

oficialmente durante o WebSummit 2018. Trata-se de

um visto que permite aos empreendedores de qualquer

lugar do mundo abrirem uma empresa inovadora em

Portugal e, assim, obterem a permissão de residência

no país. “Portugal aposta na nova geração de empreendedores

com programas atraentes de redução de

impostos e desburocratização. Para se ter uma ideia,

é possível abrir uma empresa em menos de 24 horas”,

revela o co-founder da Atlantic Hub, Thiago Matsumoto.

A Startup Portugal – associação privada sem fins lucrativos,

que integra a Estratégia Nacional para o Empreendedorismo

–, mostrou que as startups e empreendedores

impactaram em 1,1% (cerca de 2,2 bilhões de

euros) no PIB português. Na última pesquisa realizada,

em 2018, a associação revelou que os empregos neste

setor subiram de 15.534 para 25.084, e que as startups

foram cruciais para o crescimento do volume de exportações,

que subiu de 673 milhões de euros para 1,121

bilhões. De olho nesse mercado, as startups brasileiras

estão cada vez mais presentes em terras lusas. Conhecidas

por apresentarem soluções inovadoras, esses tipos

de empresas estão internacionalizando seus negócios

para lá. “Ainda há muito o que explorar no Brasil, mas é

importante entender que o mercado internacional não

só blinda para eventuais dificuldades, mas também

prepara para competir melhor aqui e lá fora. Para isso,

é fundamental contar com mecanismos importantes

de apoio, para ajudar no planejamento e estratégias

de sucesso”, explica Guilhermo Pires de Queiroz, CEO

e founder da Biosolvit, startup reconhecida como uma

das 12 melhores do mundo.

O cenário promissor entre os dois países pode ser medido

pelos 28 mil novos títulos de residências a cidadãos

brasileiros, de acordo com o SEF – Serviço de Estrangeiros

e Fronteiras português. Com isso, o total de brasileiros

residindo legalmente em terras lusitanas ultrapassou

a marca dos 100 mil. Só nos primeiros quatro meses

de 2019 foram concedidas 17 mil autorizações de residência

- média aproximada de seis por hora.

Reconhecido por ser um dos maiores eventos sobre empreendedorismo,

inovação e internacionalização entre

Brasil e Portugal, o Atlantic Connection tem o objetivo

de informar e atualizar questões que envolvem a obtenção

da nacionalidade até oportunidades de investimentos

e mercado de trabalho em terras portuguesas. “O

Atlantic Connection apresenta o status atual de Portugal.

O número de investidores e startups brasileiras

no WebSummit tem triplicado nos últimos anos, graças

às iniciativas como esta, que divulgam o maior e mais

importante evento de Portugal da atualidade. Ouvir ao


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vivo os testemunhos reais de startups, investidores e

empresários brasileiros que estão em Portugal é fundamental,

pois mostra os casos de sucesso e insucesso”,

explica o Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas

de Comércio no Brasil, Nuno Rebelo de Souza.

A terceira edição do Atlantic Connection foi realizada

neste último sábado (24), no Teatro CIEE, em São Paulo

(SP), e contou com a participação de mais de 250 pessoas

entre empreendedores, empresários e investidores.

Organizado pela Atlantic Hub, o encontro teve a abertura

do vice-consul geral de Portugal no Brasil, Hugo Andrade

Gravanita, destacando a mudança na economia

do país que, acima de tudo, ganhou visibilidade.

ATLANTIC AWARDS

Entre os painéis realizados no período da tarde, houve

o Atlantic Awards – uma disputa que reuniu dez startups

com potencial de internacionalização de negócios.

Todas fizeram um pitch de quatro minutos, com mais

quatro minutos para perguntas e respostas. Elas foram

avaliadas por uma banca altamente qualificada e a vencedora

participará da Missão WebSummit Lisboa 2019

com tudo pago pela Atlantic Hub.

urinar. A empresa trabalha com uma solução biodegradável,

ecologicamente correta e que atua nas características

físico-químicas da urina, removendo o odor,

alterando a coloração, odorizando e higienizando o banheiro,

sem utilizar água. “Vencer esse prêmio foi muito

importante para nós, pois estamos em uma fase na qual

olhamos para o mercado externo e tentamos entender

quais são as principais oportunidades lá fora que nos

favorece nesta internacionalização. Vencer este prêmio

muda o nosso dia-a-dia e o nosso futuro, pois nos abrirá

as portas para Portugal e a Europa toda”, disse o CEO

da Piipee, Ezequiel Vedana da Rosa.

Organizado pela Atlantic Hub, o 3º Atlantic Connection

cumpriu a missão.

“LOTAMOS A CASA, APRESENTAMOS CONTEÚDO DE QUA-

LIDADE E MUITAS NOVIDADES QUE SURPREENDERAM E

MOTIVARAM O PÚBLICO. LUTAMOS PELO EMPREENDE-

DORISMO NO BRASIL E ESTAMOS ENGAJADOS NO SU-

CESSO DAS PESSOAS QUE CAMINHAM CONOSCO NESTA

JORNADA”, encerrou o também CEO da Atlantic Hub,

Benicio José Oliveira Filho.

EMPREENDEDORES

PELO MUNDO

A startup vencedora foi a Piipee, cujo propósito é o de

economizar em 100% o uso da água na descarga ao


14

GESTÃO E NEGÓCIOS

A INTERNACIONALIZAÇÃO DAS STARTUPS

É comum Startups iniciarem suas operações em outros

países e terem crescimentos exponenciais no Brasil,

sendo que tal comparação é apenas um exemplo do

que pode acontecer, assim como algumas inauguram

suas operações no Brasil e partem para outros países.

Temos visto nos últimos tempos que o ecossistema

empreendedor brasileiro vem crescendo de maneira

significativa, sendo que o mesmo tende a crescer cada

vez mais rápido, uma vez que não somente a economia

é global, mas também as tecnologias que nos cercam.

O Brasil assumiu de vez sua posição de protagonista

no mundo da inovação e das Startups. Atualmente,

recebemos cerca de 70% do capital de risco para startups

da América Latina, o que nos mostra claramente

a capacidade de crescimento vista de fora em relação

ao nosso país. Ou seja, os estrangeiros, talvez mais do

que nós mesmos, acreditam sermos solo fértil para

que grandes ideias se desenvolvam e alcancem patamares

jamais alcançados.

Cada vez mais reforço minhas convicções sobre o

quanto nosso povo é criativo e propenso ao sucesso,

não apenas em grandes empreitadas, mas também

em iniciativas de pequenos e médios portes, empreendendo

do nada e chegando a grandes escalas, com

possibilidades reais de crescimento exponencial, o

que deixou de ser privilégio de terras distantes.

Não é por acaso que grandes Startups iniciam e solidificam

suas operações em nosso país, o potencial crescimento

é visto a olhos nus por investidores estrangeiros,

além da habilidade de empreender.

Esta potencialidade está mais do que claro ao vermos

o apetite do Banco Japonês Softbank no Brasil.


15

O mesmo acaba de liderar uma rodada de investimentos

de US$ 100 milhões na Loggi, o mais novo unicórnio

brasileiro e na Fintech Creditas. No ano passado, o

banco já havia realizado um aporte de R$ 400 milhões

na Loggi. Além destas, a Gympass também foi sua investida.

A empresa está levantando US$ 300 milhões de um

grupo de investidores liderados pelo Softbank, numa

rodada que catapulta a startup brasileira ao status de

unicórnio.

Já a Rappi, recebeu US$ 1 bilhão do Softbank e US$ 200

milhões de seus investidores atuais, que incluem DST

Global, Delivery Hero, Sequoia Capital, Andreessen

Horowitz e Y Combinator. O presidente e co-fundador,

Sebastian Mejia, disse que a empresa vai usar a maior

parte do investimento que recebeu do Softbank e de

investidores atuais para elevar o número de cidades

brasileiras onde opera de 20 para 70.

Embora concorde plenamente com a globalização e

atue em prol da mesma, acredito ser extremamente

importante que investidores brasileiros apoiem e invistam

em iniciativas que nascem em nosso território

com a mesma sagacidade e rapidez que nossos amigos

estrangeiros.

Passou da hora de compreendermos as virtudes que

o Brasil possui, terra fértil de pessoas corajosas que

não deixam a “peteca” cair, pessoas que têm o empreendedorismo

como missão e propósito de vida, que

buscam em suas ações beneficiar aos demais, curando

dores com ideias inovadoras.

Existem alguns detalhes que devem ser considerados

na internacionalização das Startups. Para que aconteça

de maneira significativa e eficaz, devemos estar

atentos em relação ao mercado, fazer um bom planejamento,

buscar investimentos e parceiros no país

onde pretende realizar a ampliação. E talvez, seja necessário

desenvolver uma nova cultura no mercado

em que irá entrar.

Pergunte-se primeiro se onde você pretende iniciar

suas operações possui a mesma dor que existe em

seu país de origem, não seria muito propício vender

biquínis na Suíça por exemplo, ou até mesmo cadeiras

de praia no Alasca.

Conheça o mercado e comece a planejar, questione se

é possível iniciar tais operações, compreendendo passo

a passo o planejamento que deve ser feito. E nada

melhor que um morador do país para conhecer parceiros

ou mesmo buscar investimentos, até pelo fato

de que só entenderá o projeto, aquele que já teve a

mesma preocupação.

Internacionalizar amplia de maneira significativa o

desenvolvimento delas, independente de se tratar de

um produto ou serviço, tal ação coopera para que um

maior público seja alcançado.

Segundo o site Santander Negócios e Empresas, a PSafe,

desenvolvedora de aplicações de segurança que

expandiu suas operações para os EUA, é a primeira

empresa brasileira de aplicativos a ultrapassar R$ 1 bilhão

em valor de mercado. E a Movile, dona do iFoods

e de outras soluções, já alcançou mais de 100 milhões

de usuários em seus apps e conta com 15 escritórios

em 7 países.

As oportunidades internacionais envolvem também a

captação de recursos. Isso ocorreu com o Netshoes,

e-commerce de artigos esportivos, que abriu capital

na Bolsa de Nova Iorque em 2017.

Acompanhei inúmeros cases de sucesso que receberam

investimento estrangeiro, sendo nítido o quanto

se tornaram exponenciais após ampliarem suas atuações

para fora do país, considerando que adentrar

outros ecossistemas faz com que a visão do negócio

tenha maior alcance. E encontro cada vez mais pessoas

que possam contribuir com a ideia ou projeto.

QUE A NÓS BRASILEIROS, NUNCA FALTE ÂNI-

MO E INCENTIVO PARA EMPREENDER, SEJA

EM NOSSO SOLO OU EM TERRAS LONGÍN-

QUAS. O QUE IMPORTA É NÃO PERDER A DE-

TERMINAÇÃO E, MUDAR A VIDA DE OUTRAS

PESSOAS.

Ouso dizer que o céu não é mais o limite como muitos

dizem, tanto que já lancei inúmeros foguetes além do

que podemos ver e pretendo lançar ainda muitos outros,

sempre contribuindo para que mais e mais pessoas

sejam alcançadas.

E se você acredita no que desenvolve, não existem limites

geográficos para que dores sejam curadas e soluções

apresentadas.

#BORAFAZER

FERNANDO SEABRA,

especialista em negócios, inovação

e startups; é Líder do GRI - Grupo de

Relacionamento com Investidores do

DEMPI e Acelera FIESP, hoje o maior

projeto de incentivo ao investimento

anjo em Startups da América Latina

GESTÃO E NEGÓCIOS


16

GESTÃO E NEGÓCIOS

EMPRESA CIDADÃ

ABTRF – Associação Brasileira da The Rotary Foundation

Empresa Cidadã é um programa de investimento à AB-

TRF, que atesta a responsabilidade social da empresa,

tornando-a parceira do Rotary ao financiar projetos sociais

no Brasil. Para o reconhecimento como Empresa

Cidadã, a empresa deve investir à ABTRF mil dólares

(convertidos pela taxa do dólar rotário vigente no ato do

investimento) ao longo de um ano, o que pode ser feito

de maneira única ou através de parcelas mensais. No

caso do investimento mensal, o valor mínimo por mês

para participar do programa é de 300 reais.

Ao aderir ao programa, a empresa recebe um selo eletrônico,

que pode ser incluído em seus e-mails e website

como chancela de responsabilidade social. Completado

o investimento de mil dólares, a Empresa Cidadã recebe

um certificado da ABTRF.

Todo valor investido à ABTRF é gerenciado pela Fundação

Rotária – organização centenária internacionalmente

reconhecida por fazer o bem no mundo. A agência

CharityNavigator (EUA), por exemplo, classificou a

Fundação por 10 anos consecutivos com nota máxima, o

que mostra sua confiabilidade quanto ao uso dos investimentos

que recebe, administração de seus programas

e comprometimento com a governança responsável.

Ao longo destes anos de história, a ABTRF conta com

cerca de 3 mil empresas, parceiras e já investiu mais de

16,5 milhões de reais em projetos humanitários desenvolvidos

por Rotarianos Brasil afora.

TORNAR-SE UMA

EMPRESA CIDADÃ

É UM EXCELENTE

INVESTIMENTO SOCIAL

PARA A EMPRESA,

O ROTARY IRÁ USAR

EM PROJETOS NA

COMUNIDADE E

NO MUNDO.

A ABTRF – Associação Brasileira da The Rotary Foundation

é uma entidade civil sem fins lucrativos, estabelecida

em 2004 com fim de oferecer um novo caminho

para receber investimentos de empresa à Fundação

Rotária do Rotary no Brasil. Todos os investimentos feitos

à ABTRF são aplicados em fundos gerenciados pela

Fundação Rotária e financiam projetos sociais sustentáveis

realizados pelos Rotary Clubs atuantes no território

nacional, com foco nas seguintes áreas:

Maiores informações:

Maria Angélica G. V. F. Rampin

Gestora de Processo da ABTRF

empresacidada@rotary4420.org.br

+5511 95785-3774


17

GESTÃO E NEGÓCIOS


18

GESTÃO E NEGÓCIOS

COMO FAZER O TIME DE VENDAS

USAR UM CRM?

Quem já implantou uma nova tecnologia, metodologia

ou uma mudança de processo em uma equipe sabe que

esta não é uma tarefa fácil.

É comum as pessoas serem resistentes a mudanças,

porque estão acostumadas a fazerem o trabalho delas

de determinada maneira.

Nosso cérebro foi feito para duas coisas: economizar

energia criando e reconhecendo padrões e, para entrar

no modo de sobrevivência, a tal da zona de conforto.

Portanto, toda mudança impactará na zona de conforto

e praticamente ninguém quer isso no ambiente de trabalho,

ou até mesmo em sua vida pessoal.

Se você, gestor de vendas, está batalhando todo dia

para que a sua equipe use o sistema de CRM (Customer

Relationship Management ou Gestão de Relacionamento

com o Cliente), sabe muito bem do que

estou falando.

Mas, não se preocupe, o seu time não é o único a agir

dessa maneira, aqui no Funil de Vendas temos muita experiência

com essa situação, veja a seguir dicas de como

ter sucesso nessa tarefa.

Seja exemplo

Pode parecer clichê, mas é a mais pura verdade: o time é

reflexo do comportamento do líder. Se você se mostrar

aberto a novas ideias e curioso para testar as novidades

do mercado, a sua equipe também será.

Use todos os dias o sistema de CRM e ensine adequadamente

a sua equipe como utilizá-lo para tirar o máximo

de resultados.

Não somente com a sua equipe, mas mostre os números

da área de vendas na reunião de diretoria pelo

dashboard da ferramenta, faça com que outras pessoas

também conheçam a tecnologia para que elas te ajudem

no convencimento da equipe. Você deve mostrar para o

time que está usando continuamente os números para

as estratégias.

E certamente eles vendo você usar, também farão o

mesmo. Lembre-se o papel do líder é fazer o time bater

a meta, você é quem dita as regras do jogo. Infelizmente

sempre terão pessoas que contaminam outras, corte

pela raiz respostas como:

“Você quer que eu venda ou que fique preenchendo

estes relatórios?”


19

Mesmo que os números gerados pelas informações te

assustem, sem eles, você não conseguirá evoluir.

Mostre e cobre os resultados

Ao fazer reunião de equipe ou mesmo individual, apresente

as metas e resultados alcançados pela ferramenta.

Mostre como é fácil mensurar a performance de cada

um por ali, para incentivá-los a sempre alimentarem o

sistema.

A tecnologia deve lhe favorecer a todo instante, descartar

ela, principalmente no momento de crescimento que

estamos, é pilotar sua empresa às cegas.

Com a tecnologia de CRM com foco no funil de vendas,

é fácil identificar em qual etapa da venda está as principais

dificuldades de cada colaborador e, assim, oferecer

treinamentos mais assertivos.

Aproveite os early adopters

No mercado de tecnologia, existe o conceito de “ciclo de

adoção tecnológica”, uma teoria criada pelos professores

Beal, Rogers e Bohlen no qual aponta que um novo

produto é adotado aos poucos pelo público, não são todos

que aderem à novidade de uma vez.

Podemos pensar neste contexto para o microuniverso

da sua equipe, onde o inovador seria você por trazer o

sistema de CRM e os early adopters são aqueles colaboradores

mais curiosos, que normalmente gostam mais

de tecnologia e ainda são formadores de opinião.

Aproveite muito bem essas pessoas para que elas sejam

propagadoras da ideia, parabenize aqueles mais engajados

e busque também casos de sucesso de outras

empresas que adotaram o mesmo sistema para utilizar

como exemplo.

Esteja preparado para os momentos

baixos

GESTÃO E NEGÓCIOS

Mesmo quando toda a equipe utilizar quase que diariamente

a nova ferramenta, é comum que após

um tempo esse novo hábito seja deixado de

lado. No livro “O poder do hábito”, de Charles

Duhigg, o autor nos conta que mesmo

depois de adotarmos uma nova rotina,

como comer lanches saudáveis entre

as refeições, quando a situação aperta

pela correria do dia a dia ou por

fortes gatilhos emocionais, nós voltamos

aos nossos hábitos antigos,

porque era o que fazíamos sem

pensar e sem precisar de esforço.

Dessa maneira, entenda que é possível

que os colaboradores esqueçam

da ferramenta quando estiverem

muito atarefados, assim, é a sua

função de persistir no exemplo e na

demonstração de resultados. Ou seja,

mesmo depois que todos adotarem,

continue parabenizando o time pelo engajamento,

pela produtividade ganha, pelo

bom relacionamento com o cliente e mostre

a evolução das taxas de conversão após a

adesão da tecnologia.

VOCÊ, COMO GESTOR, É O ÚNICO

QUE NÃO PODE DESISTIR AO ADOTAR

UMA NOVA FERRAMENTA, SEJA

SEMPRE O EXEMPLO E A SUA

EQUIPE IRÁ SEGUI-LO.

THIAGO PIRINELLI

Sócio Fundador

do Funil de Vendas


20

GESTÃO E NEGÓCIOS

6 TIPOS DE EMPREENDEDORISMO

DIGITAL PARA INSPIRAR

Conheça alguns tipos de empreendedorismo

digital para se inspirar e motivar!

Desde que a Internet surgiu, o empreendedorismo digital

conquistou muitas pessoas pela possibilidade de

abrir um negócio com maior facilidade, diretamente da

sua casa ou de qualquer outro lugar do mundo. Quando

se pensa neste tema, é comum vir à mente as lojas virtuais.

No entanto, o empreendedorismo digital não se

limita a e-commerce. Nesse texto que preparei vou falar

de 6 tipos de empreendedorismo digital para inspirar.

QUEM SABE VOCÊ NÃO TERMINA ESSA LEITU-

RA COM UMA IDEIA DE NEGÓCIO NA CABEÇA?


21

1. E-COMMERCE

Um dos tipos de empreendedorismo

digital mais comuns é o e-commerce.

Nada mais é do que uma

loja que funciona de forma online.

Geralmente, funciona em tempo

integral — 24 horas por dia e sete

dias por semana — e não há espaço

físico para fazer a comercialização.

Logo, pode-se atender o cliente a

qualquer hora, de qualquer lugar.

Para o consumidor, fica a comodidade

de realizar uma compra e receber

o produto sem precisar sair

de casa.

O modelo de e-commerce funciona

para produtos de diversos tipos e

lojas de vários tamanhos. Pode-se

vender desde artesanatos feitos por

alguém em seu tempo livre até produtos

industriais em grande escala

e o melhor, com a possibilidade de

levar o seu negócio para o mundo.

Ti.

2. BLOG OU CANAL

NO YOUTUBE

Outra opção de negócio online é

escrever um blog ou criar um canal

no YouTube. Com conteúdo especializado

sobre um tema que atinja

um nicho específico, é possível ter

um bom volume de visitas e comunicar

a sua mensagem para muitas

pessoas.

Geralmente, são pessoas com alguma

causa específica — por exemplo,

feminismo, sustentabilidade ou gordofobia

— que desejam mobilizar e

gerar discussões; artistas que fazem

séries ou esquetes; educadores ou

profissionais que promovem cursos

e tutoriais; entre outros.

Para começar um blog ou um canal

no YouTube, você só precisa de um

computador, Internet, uma câmera

(no caso do canal) e uma ideia na

cabeça. Muitos se perguntam como

monetizar um produto assim.

A resposta está em parceria com

marcas. Ou seja, produzir um conteúdo

em parceria com uma marca,

testar e/ou apresentar um produto

deles e assim por diante.

Outra opção é ser parceiro do Google

e permitir que ele apresente

anúncios no seu site ou nos seus ví-

deos. Dessa forma, sempre que um

visitante seu clicar no banner de um

anunciante, você recebe.

3. PROGRAMA DE

AFILIADOS

Este é um dos tipos de empreendedorismo

digital pouco conhecido,

mas que pode trazer bons frutos.

Trata-se de promover um produto

ou serviço no seu site e, toda vez

que uma compra for realizada por

meio da sua indicação — ou seja,

por meio do link disponibilizado por

você —, você recebe uma porcentagem.

4. DROP SHIPPING

Um dos tipos de empreendedorismo

digital que se assemelha ao

programa de afiliados é o drop shipping.

Nele, o seu site promove um produto

e toda vez que uma compra é

realizada graças a ele, o fabricante

envia o produto diretamente para o

cliente e você paga para o fabricante

um preço menor do que foi comercializado

para o consumidor. Essa

diferença de valores é o seu lucro

na transação.

Alfredo Soares

Head Global SMB da VTEX. É fundador da

Xtech Commerce, plataforma que em

três anos criou mais de 40 mil lojas tuais e transacionou mais de 500 mi-

virlhões

de reais.

5. INFOPRODUTOS

Os infoprodutos são infográficos,

e-books, vídeos, PDF e qualquer tipo

de material que é disponibilizado

para transmitir algum to.

conhecimen-

Como a Internet se tornou uma potente

fonte de pesquisa e muitas

pessoas passaram consumir conteúdo

online, ficou possível distribuir

vídeos e até mesmo livros ou apostilas

pela Internet. Sem a necessidade

de estoque e impressão, o empreendedor

pode distribuir o seu conhecimento

com mais facilidade, cobrando

pelo download e/ou acesso.

6. CURSOS

ONLINE

Seguindo a mesma lógica dos infoprodutos,

realizar cursos online

passou a ser uma opção interessante

para aqueles que têm pouco

tempo disponível ou precisam de

flexibilidade.

Há plataformas especializadas em

oferecer aulas virtuais — cursos livres,

profissionalizantes, de graduação

etc. Assim, o consumidor pode

aprender algo novo facilmente e o

educador pode dar sua aula uma

vez, gravar e multiplicá-la para várias

pessoas. Ele economiza tempo

e tem a possibilidade de atingir ainda

mais alunos, lucrando mais.

GOSTOU DO TEXTO DE HOJE?

SAIBA QUE VOCÊ NÃO PRECISA NECESSARIAMEN-

TE ESCOLHER UM DESTES TIPOS DE EMPREENDE-

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GESTÃO E NEGÓCIOS


22

GESTÃO E NEGÓCIOS

COMO A DISNEY INTERNACIONALIZOU

SEUS PARQUES

Levar a sua empresa para outro país é uma decisão difícil

de ser tomada e pode carregar um grande nível de

ansiedade. Mas como devemos enxergar a oportunidade

que bate a porta, de oferecer ao mundo nossos produtos

e serviços? Será que essa oportunidade é sempre

um bom negócio?

Como me dedico a estudar a metodologia Disney, é meu

dever analisar essa circunstância sob o ponto de vista

do Mickey, o verdadeiro CEO da Disney. Sendo assim,

vamos entender como a Disney deu seus primeiros passos

para fora dos EUA e como ela encarou e, ainda encara,

seus negócios além de suas fronteiras. As animações

criadas por Walt Disney sempre foram aclamadas pelo

mundo todo. No entanto, ao serem exibidas em outros

países, a Disney tinha pouca ou nenhuma participação

no processo. Pois o Disney Brothers Studios (antigo

nome da empresa), era apenas a produtora desses

conteúdos e, precisava de empresas distribuidoras para

que esse produto chegasse nos 4 cantos dos EUA, em

alguns casos para outros países. Por esse motivo, o primeiro

processo de internacionalização que a Disney sofreu

foi de suma importância para a empresa, mas não

se tornou lucrativo neste momento.

O resultado? Sucesso absoluto. A Tokio Disneyland foi

um protótipo de sucesso, predecessor dos parques de

Paris, Hong Kong e Shanghai, e é até hoje um dos parques

mais visitados da franquia Disney. Além disso foi

expandido em 2001 com a construção do “Tokio Disney

Sea”, um parque diferente de todos os outros ao

redor do mundo. Essa experiência foi a base de como

a Disney encara seus projetos internacionais. Com cautela,

por meio de muito estudo e, acima de tudo mantendo

o padrão de excelência da empresa. Aprendemos,

portanto, que paciência é vital para saber a hora certa

de tomar esse passo importante na vida do nosso negócio.

Além disso, o equilíbrio entre ceder e ser firme

com os seus processos também é parte vital. Perceba

que a Disney abriu mão de certo controle, mas não do

que está estabelecido em sua cultura, como a excelência

e a experiência de seu cliente.

Lembre-se das sábias palavras do explorador espacial

Buzz Lightyear sempre que decidir expandir seus negócios:

“Ao infinito e além”

Quando falamos da divisão de Parks & Resorts, a Disney

decidiu construir seu primeiro parque fora dos EUA no

fim da década de 70, e este projeto se concretizou no

início da década de 80. Este processo foi interessante,

pois a Disney, uma empresa com as garras fincadas no

legado de seu fundador, teve que abrir exceções importantes

para se adequar ao mercado japonês, que tanto

a interessava e também serviria de protótipo para futuros

projetos. A Disney, sempre tão possessiva com suas

marcas e personagens, teve de abrir mão da administração

do parque para a “The Oriental Land Company”,

dona do terreno e das licenças do governo japonês para

a construção. No entanto, não abriu mão de liderar o

projeto e de impor os seus padrões de qualidade, atendimento

e excelência.

Lembre-se sempre:

“AO INFINITO E ALÉM”

BRUNO GONÇALVES

Especialista em metodologia

Disney @uau.business


23

GESTÃO E NEGÓCIOS


24

GESTÃO E NEGÓCIOS

OPORTUNIDADE PARA INTERNACIONALI-

ZAR A SUA EMPRESA

Eu como empreendedora tenho uma visão muito ampla

em relação às oportunidades que o mercado nos oferece.

A internacionalização de uma empresa é um assunto

que vem ganhando espaço pela possibilidade de

expandir os vínculos comerciais. É um processo com várias

etapas, desde a simples exportação até a produção

no mercado internacional. Uma das oportunidades é o

ajuste nas datas sazonais, que podem ser alinhadas de

acordo com o segmento em que atua. Precisa ser muito

bem planejado para que não ocorram falhas na execução.

É interessante que vocês vejam como um ciclo de

oportunidade e de mudanças para empreendimentos

obsoletas. E para os novos, é a chance de inovar e colocar

em prática as suas ideias, sendo uma alternativa

para o momento de instabilidade financeira. Antes de

você fazer essa expansão é importante estudar a cultura

e as leis dos países, para saber os riscos e o melhor

modelo de adequação.

APROVEITO PARA FALAR UM POUCO SOBRE O

EMPREENDEDORISMO EM ALGUNS PAÍSES.

Nos Estados Unidos eles possuem peculiaridades interessantes,

as crianças desde muito novas já são incentivadas

a empreender, além disso, o que faz parte da

cultura deles é a inovação, criar algo novo e se arriscar

no ciclo mercadológico são primordiais, inclusive, sabemos

que são de lá as maiores companhias de sucesso

como: Mc Donalds, Apple, Walmart entre outras. Na

Alemanha são conhecidos pela ética e suas diferenças

culturais. Priorizam os trabalhos em grandes empresas

e até mesmo no governo. Desta forma os imigrantes

têm oportunidades para prosperar novos empreendimentos.

Os alemães são requisitados no âmbito de criar

parcerias com seus pares em outros países. São conhecidos

pela competência de conquistarem a confiança no

mundo dos negócios e estimularem a criação de novas

iniciativas.

país é riquíssima, estamos falando de uma das maiores

economias mundiais. O governo chinês enxerga na

criação de novas empresas uma saída para aquecer a

economia.

Você sabia que liberaram isenção tributária para empresas

que desenvolvem novas tecnologias ou novos

produtos? Isso nada mais é que o empreendedorismo

em massa. Falando um pouco sobre nosso país, a entrada

de empresas multinacionais aqui no Brasil começou

a ganhar importância durante o governo de Juscelino

Kubitschek em meados de 1956. Temos empresas com

instalações em grandes países, como Petrobras, Sadia,

Alpargatas e outras, contribuíram para a geração de empregos

e desenvolvimento industrial.

Somos muito burocráticos em relação à abertura de novos

negócios, esse processo pode levar até 100 dias, isso

acontece por diversos fatores e, um deles é a reestruturação

econômica. Mas vamos pensar sempre no lado

bom das coisas. Eu gosto de dizer que empreender está

mais ligado a postura, a forma de encarar os problemas

como oportunidades e novos desafios.

As condições dos países onde o seu negócio está instalado

influenciará muito no seu resultado lucrativo. É

essencial que tenham todos os seus planos de ação já

traçados para a comercialização.

Para conhecer melhor o meu trabalho, acesse:

http://grupoprojeto.com/contato/

Acompanhe as minhas redes sociais e fique por dentro

das novidades;

@tatyaneluncah

Na China o mercado de tecnologia está em um momento

de crescimento e o foco deles é estimular empreendedores

para as Startups, que inclusive são as que mais

crescem no mundo. A cultura empreendedora desse

Tatyane Luncah

Fundadora e CEO da

Agência Grupo Projeto.


25

MARKETING


26

FINANÇAS

MUDE DE VIDA, INTERNACIONALIZE-SE

NO MERCADO FINANCEIRO!

O mercado financeiro está cheio de pessoas com histórias

de mudanças de vida. Com dedicação, é possível iniciar

uma nova carreira até mesmo internacional, dentro

desse mercado e ganhar dinheiro.

Os traders entendem essa mudança. Acreditam que não

há motivos para encabeçar a lista dos que trabalham em

horário comercial, e vivem em um ritmo frenético. No

mercado financeiro é possível criar a própria rotina de

horários, geralmente pela manhã quando abre o pregão.

E depois de operar por algumas horas, fechar a tela

do computador e ir aproveitar o momento presente.

Trabalhar com investimentos pode proporcionar um

novo estilo de vida que muitos brasileiros ainda desconhecem.

Hoje no Brasil, a parcela da população que

procura investir na Bolsa de Valores é baixa, cerca de

0,3% da população. Já nos Estados Unidos, um número

surpreendente de pessoas buscam informações sobre

investimentos, e tem maior abertura nesse mercado.

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR COMO

E POR QUE OS AMERICANOS INVES-

TEM?

Realmente, a população americana é bem diferente da

brasileira quando o assunto é mercado financeiro. Por

lá, investir na NYSE ou a Bolsa de Valores de Nova York,

é cultural. Tanto que a parcela da população investidora

gira em torno de 54%, ou seja, são milhares de americanos

que dominam o assunto e, se ainda não dominam,

conhecem alguém que não tem medo de investir.

embora esses dois últimos venha perdendo força nos

últimos anos. Mesmo que suas aplicações rendam pouco,

na cabeça dos yankees isso faz parte do jogo. Em

contrapartida, justamente pela taxa básica de juros menor,

eles buscam negócios que possam render mais e

abraçam o risco.

O importante é continuar a investir. Aos brasileiros que

ainda temem a Bolsa, falta apenas descobrir que investir

não é um bicho de sete cabeças. Mesmo com juros mais

altos por aqui, os traders ganham dinheiro no mercado

financeiro, inclusive, passam a internacionalizar-se, passando

a investir no exterior. Nesse quesito uma coisa é

certa: para correr mais risco investindo em uma moeda

forte como o dólar, é preciso remodelar o pensamento,

adaptando-se ao modelo americano de investir.

O MERCADO AMERICANO TAMBÉM

ESTÁ NA CABEÇA DO TRADER

Uma vez que o mercado financeiro global é amplamente

influenciado pela NYSE, traders do mundo todo sofrem

essa influência, inclusive os brasileiros. Abrir a mente

para novas experiências a partir do modus operandis

do mercado estrangeiro, significa absorver a influência

americana de forma positiva.

COMO FAZER ISSO? NA PRÁTICA

A internacionalização depende de estudo e mudança de

mindset que possibilita investimentos maiores, mas em

contrapartida, retornos cada vez melhores.

Mas o que o povo da América do Norte tem de diferente

dos da América do Sul no quesito investimentos? Em

primeiro lugar, a ampla procura se dá porque os juros

nos EUA é muito menor que no Brasil, isso faz uma enorme

diferença na hora de investir.

Por causa dos juros mais baixos, os americanos estão

aptos a tomarem mais riscos. Compram e vendem

ações por conta própria, mas uma parcela utiliza fundos

de investimentos e apostam em títulos de renda fixa,

CAROL PAIFFER

Sócia fundadora ATOM -

Especialista em Mercado

Financeiro


27

MARKETING


28

MATÉRIA DE CAPA

“A MISS PINK É MUITO MAIS DO

QUE UMA EMPRESA DE COSMÉTI-

COS. NOS CONSIDERAMOS UMA

STARTUP DE INOVAÇÃO, CRIANDO

PRODUTOS QUE BUSCAM RESOL-

VER PROBLEMAS E A UM CUSTO

QUE A MINHA CLIENTE POSSA

PAGAR. A COMPETITIVIDADE NA

ÁREA DE COSMÉTICOS É MUITO

GRANDE, MAS SE VOCÊ TIVER A

MENTALIDADE INOVADORA CON-

SEGUE SE SOBRESSAIR”


29

MATÉRIA DE CAPA

Apostando em inovação, ex-estudante de medicina

Maitê Pedroso fez da Miss Pink a “startup dos cosméticos”.

Com linha de maquiagem para os olhos, conquistou

investidores e agora desembarca nos Estados

Unidos

“É impossível inovar e crescer em mercados saturados”.

Aos 34 anos, a CEO da Miss Pink, Maitê Pedroso

perdeu as contas de quantas vezes ouviu essa frase ao

longo da última década, mas nunca se conformou com

ela. Ao resolver empreender, dez anos atrás, decidiu

entrar no ramo de maquiagem e cosméticos mesmo

disposta a disputar com gigantes do setor muito mais

capitalizadas. Seu trunfo? Mirar sua linha de maquiagem

e cosméticos para as lacunas do mercado, com

funcionalidades orientadas para resolver problemas

das consumidoras e dos parceiros de negócios e com

preço acessível, tal como uma startup.

E foi justamente com essa abordagem que a Miss Pink,

criada em Londrina, norte do Paraná, atingiu mais de

R$ 40 milhões em valuation, passando a operar em

todo o território nacional. De quebra, conquistou 13

patentes, que vão desde a loja móvel de cosméticos

- que a tornou ícone em microfranquias no Brasil - a

itens funcionais de maquiagem, de embalagem a produtos

em si. Agora, a passos mais largos, dá um novo

salto, iniciando as operações nos Estados Unidos, conforme

conta Maitê em primeira mão para a Empreenda

Revista.

Com capital de US$ 10 milhõ es a ser aportado pelo

investidor Enrico Leonardo Daniele, o plano de negó -

cios liderado por Maitê e seu só cio Guilherme Tavares,

també m empreendedor brasileiro, prevê uma estraté

gia ambiciosa de expansã o com cinco lojas já neste

ano na Fló rida, seguindo para outras 20 já nos pró ximos

12 meses. “A expectativa é , em seguida, escalar as

operaç õ es via modelo de franquias e venda online em

territó rio americano, gerando um negó cio de US$ 100

milhõ es em cinco anos”, revela.

O produto carro-chefe que levou a Miss Pink a desembarcar

em solo americano é a “caneta-gatinho”,

delineador que permite às mulheres fazer o contorno

do canto dos olhos com um carimbo. A ideia permite

simetria ao traçado para os dois lados dos olhos, uma

dificuldade que Maitê percebia entre as clientes ainda

no início da concepção das linhas de produto. A caneta,

testada, validada pela CEO e patenteada pela Miss

Pink, é vendida no Brasil há dois anos e também

teve registro pedido nos Estados Unidos. Em

apenas três dias à venda no Florida Mall,

em Orlando, esgotou do estoque. Também estarão

à venda nos Estados Unidos inicialmente os lápis de

olhos veganos, mousses corporais com fragrâncias tipicamente

tropicais, além de acessórios complementares.

Indo além dos produtos de maquiagem e cosméticos,

a loja-móvel da Miss Pink será outra das inovações patenteadas

a desembarcar nos Estados Unidos. O conceito

foi criado a partir de uma dificuldade vivenciada

pela própria Maitê, quando abriu uma loja própria da

Miss Pink há alguns anos no shopping e se deparou

com as dificuldades de chegar a uma operação lucrativa

em virtude dos custos de aluguel e condomínio.

A jovem empreendedora começou então a estudar

um modelo itinerante em que pudesse transportar

sua loja completa, fosse para vender os produtos em

centros comerciais sem ter um ponto fixo ou mesmo

lucrar em eventos e festas. Nasceu aí a micro-franquia

dos cosméticos: um box de 80 centímetros capaz de

se transformar em uma loja completa de mais de 2

metros de altura, com iluminação de led, espaço para

expôr maquiagens, produtos para o corpo e até estocar

os produtos.

“Executei o projeto de ponta a ponta, desde desenhar

o que imaginava para essa espécie de quiosque, até

prospectar fornecedores e opinar o layout e montagem.

Registramos a patente e, mais do que lucrar com

a venda de franquias, me sinto muito feliz em ajudar

o pequeno empreendedor a iniciar seu negócio. Vamos

repetir o modelo nos Estados Unidos” , diz Maitê.

O conceito de microfranquia fez a Miss Pink acelerar

suas operações - hoje também composta de loja online

e cerca de 10 mil consultoras cadastradas. Mesmo

na época em que o setor de higiene e beleza viveu o

auge da crise no Brasil, chegando a encolher 9% em

2015, segundo a Abihpec, a empresa liderada por Maitê

Pedroso crescia cerca de 35%.

Com preço de R$ 45 mil, a franquia itinerante passou

a ser para muitos profissionais que perdiam o emprego,

a porta de entrada para o empreendedorismo.

“Víamos muitas pessoas desligadas de seus empregos

utilizarem parte do valor de sua rescisão trabalhista

para investir na microfranquia e realizar seu desejo

de empreender em um negócio capaz de

trazer ótima

margem”, afirma. Com essa filosofia,

a Miss Pink passou de 0 a 137

franquias em quatro anos.


30

MATÉRIA DE CAPA

NA FACULDADE, QUANDO VENDEU TUDO,

CHEGOU A COZINHA NO CHÃO

DO ZERO AO MILHÃO

“Aprendi que o investidor busca, além de

um bom produto, empreendedores que

sejam capazes de executar. Sair do escritório,

pesquisar as oportunidades na rua,

junto aos consumidores, ouvir parceiros

e botar o protótipo para rodar”, diz quando

questionada como conseguiu o aporte mesmo sem ter

nenhum dólar de faturamento nos Estados Unidos.

CANETA

GATINHO

A operação da Miss Pink nos Estados Unidos nasceu do

espírito tipicamente inquieto da CEO. Em viagem de férias

ao país no ano passado, começou a observar em

lojas de cosméticos e supermercados que, embora farto,

o mercado americano não tinha alguns dos produtos

funcionais que a rede mais vendia na América Latina.

Entre eles estavam, além da

caneta-carimbo, a paleta de

sombras com limpador instantâneo

de pincéis de silicone por

estática, ou cremes corporais

funcionais com ingredientes

naturais, desenvolvidos pela

própria Maitê - que além de

CEO acumula funções como líder

de criação de produtos. A

partir daí, ela suspendeu as férias,

passou a fazer benchmark

e pesquisas de campo em dezenas

de cidades da Flórida.

Vinte dias depois, voltou ao Brasil já com a empresa legalmente

aberta e trâmites burocráticos encaminhados.

Desde o início de 2019, quando os rumores da expansão

internacional começaram a correr, investidores passaram

a procurar a Miss Pink. Em maio, Maitê recebeu

o sinal verde do aporte do fundo americano. Levantou

US$ 1 milhão imediatamente e está com os outros US$

10 milhões já alocados para investimentos.

COM O SÓCIO BRASILEIRO, PEDRO CESAR

“EMPREENDEDORISMO

‘DE ESCRITÓRIO’ DIFICIL-

MENTE LEVA A NEGÓCIOS

DE SUCESSO. É PRECISO

ENTENDER NA PRÁ-

TICA ONDE PODEM

ESTAR OS BONS

NEGÓCIOS, ESTAR

SEMPRE ALERTA,

FAREJANDO OPOR-

TUNIDADES E CRIAR

UMA ESTRUTURA

LEVE, COM PERS-

PECTIVA RENTÁVEL

E ESCALÁVEL”

QUIOSQUE FLORIDA MALL E VENDEDORAS

LOJA MOVEL


31

O CÉU É O LIMITE

Nascida em Arapongas, interior do Paraná, e a mais

velha entre três irmãos, Maitê Pedroso nunca aceitou

caminhos pré-delimitados. Desde de criança, acostumou-se

a comandar e ditar o ritmo das brincadeiras,

desenvolvendo, mesmo sem saber, uma de suas características

mais marcantes: a liderança.

Também não gostava nem um pouco de ser comparada

à média, desde cedo mergulhou nos estudos

para se sobressair nas disciplinas da escola e mostrar

a todos os que estavam por perto que não era uma

adolescente comum. “Eu queria mais. Queria mostrar

para todo mundo que tinha algo especial em mim que

me empurrava adiante, e que eu tinha uma força bem

grande capaz de alcançar praticamente tudo o que quisesse”.

MATÉRIA DE CAPA

Ao contrário do que boa parte de seus colegas de classe

ou familiares planejavam, também não se conformava

em seguir o caminho característico à maioria

dos moradores da região: estudar, iniciar a faculdade,

ingressar no mercado de trabalho e construir família

ali mesmo na terra natal. Queria correr atrás de oportunidades

em cidades maiores, onde sentia que teria

mais oxigênio para criar, aprender e crescer.

Não à toa, logo aos 15 anos foi morar sozinha na vizinha

Londrina para cursar o Ensino Médio mais completo,

em busca de preparação sólida para a faculdade

de Medicina. E nem mesmo a gravidez inesperada às

vésperas do vestibular tirou o foco da jovem estudante.

“Foi um baque receber a notícia, mas uma vez que me

vi grávida, decidi manter todos os planos para não desviar

do meu objetivo. E mesmo com minha filha pequena,

continuei seguindo os estudos e ingressei na universidade,

em Santa Catarina. Foi uma grande lição de

como lidar com adversidades, contornar as situações

imprevistas e continuar seguindo em frente”, relembra.


32

MATÉRIA DE CAPA

OBSERVANDO OPORTUNIDADES

Quem ouve a jovem CEO falando sobre todos esses

anos de experiência em negócios, não imagina que empreender

não foi escolha, mas uma necessidade. Logo

nos primeiros anos da faculdade de Medicina, com a

separação dos pais, passou a enfrentar sérias dificuldades

financeiras e, para se manter estudando, começou

a vender um pouco de tudo.

“Era realmente uma vida de sacoleira, e não tenho

nenhum pouco de vergonha de dizer que comecei

assim. Saía de Lages, em Santa Catarina, onde estudava,

ía para São Paulo, comprava produtos de

vários tipos, desde roupas e cosméticos até itens

eróticos para revender”, recorda.

A ideia deu certo e, ao lado de Pedro César, estudante

de Direito e colega de faculdade, desenvolveu o primeiro

modelo de venda porta a porta de itens de sex shop

da cidade. “Descobri o primeiro filão, criei um catálogo

de produtos eróticos, justamente para quem

tinha vergonha de ir às lojas. Foi um sucesso, vendia

todo o estoque”.

A descoberta fez Maitê e Pedro César, que viria a se tornar

depois o sócio da Miss Pink no Brasil, pensarem em

expandir a rede, buscando no Orkut, rede social em alta

na época no Brasil, os contatos das vendedoras. “Mandamos

10 mil mensagens para revendedoras de

produtos de outras marcas. Tivemos 100 respostas

positivas e começamos nosso catálogo e nossa

mini-rede de consultoras”.

No ano seguinte, já no quarto ano de medicina, Maitê

decidiu combinar os conhecimentos da faculdade com

a oportunidade de criar um produto cosmético que

complementasse o catálogo dos itens eróticos. Nasceu

a primeira versão do sabonete íntimo, com fórmula diferente

dos itens de prateleira disponíveis na época, e

com fabricação terceirizada. Em complemento às habilidades

da sócia desenvolvedora de produtos, Pedro

César herdou o braço comercial. Com os primeiros lotes

de produtos prontos, viajava do sul até São Paulo e os

vendia na tradicional rua de comércio Vinte e Cinco de

Março.

O salto znas operações veio com a primeira encomenda

internacional do sabonete líquido. No tímido box na Beauty

Fair de São Paulo em 2011, um atacadista libanês

encomendou nada menos do que US$ 250 mil à nascente

Miss Pink. Foi o momento decisivo em que a estudante-empreendedora

decidiu trocar definitivamente

o posto de saúde em que clinicava como assistente em

Lages, para um escritório no centro da cidade, que foi o

ponto de partida para as operações atuais.

“QUEM OUVE A HISTÓRIA

RESUMIDA TALVEZ NÃO

ABSORVA O TANTO

QUE ERRAMOS,

APRENDEMOS E

CORRIGIMOS RÁPI-

DO PARA FAZER O

NEGÓCIO DECOLAR.

FOI SOFRIDO, MAS

ACREDITO QUE RESI-

LIÊNCIA, CURIOSIDA-

DE E ATÉ UMA BOA

DOSE DE OUSADIA FOI

FUNDAMENTAL PARA

CRESCERMOS”.


33

FOCO EM PESSOAS

E foi nessa busca inquieta pelo “o que vem depois” e de

“como melhorar”, que Maitê Pedroso desembarcou no

Japão ainda em 2018, em uma missão com empreendedores

liderada pelos tubarões Robinson Shiba e Camila

Farani, do programa Shark Tank Brasil. O maior objetivo,

segundo a empresária, era absorver conhecimentos de

gestão e conhecer melhor as características do mercado

japonês de cosméticos. Dos 25 dias de imersão, além

de conhecimento, Maitê também conquistou amigos

e sócios para o negócio desenvolvido posteriormente

nos Estados Unidos. O empresário Guilherme Tavares,

CEO da empresa de software Tagplus, tem a missão de

ajudar a desenvolver a gestão estratégica, assim como

potencializar a tração do negócio por meio da aplicação

de tecnologia e inovação. A jornalista Camila Fusco,

também parte do time fundador, será responsável pela

estratégia de marketing e comunicação.

MENTORIA COM CAMILA FARANI NO JAPAO

MATÉRIA DE CAPA

“Desde quando eu conheci a Maitê, percebi nela um potencial

de execução e entrega que vi em poucas poucas pessoas na

minha vida. Eu acredito muito no potencial empreendedor da

Maitê e no futuro da Miss Pink Estados Unidos”, diz Tavares.

Hoje, além das operações da Miss Pink no Brasil e nos Estados

Unidos, Maitê também integra um fundo de investimento

G2 Capital, da investidora-anjo Camila Farani, e a holding

358 Dreams, voltada a negócios de tecnologia que atendem

mais de 10 mil clientes e que movimenta mais de R$ 300 milhões

todos os meses.

Questionada se chegou onde planejava, a resposta

é enfática. “Me sinto feliz neste momento,

mas o que estamos construindo por aqui não

é o objetivo final, é só um primeiro passo. Estou

trabalhando para construir uma empresa

de US$ 1 bilhão. Até pelo meu DNA empreendedor,

pela minha inquietude, preciso primeiro

conquistar isso aqui e depois, vou seguir

para desbravar outros mercados”.


34

COMPORTAMENTO

PALESTRANTE MARCOS SOUSA GANHA O

MUNDO E DÁ DICAS DE COMO É POSSIVEL

INTERNACIONALIZAR O SEU NEGÓCIO

Marcos Sousa é o décimo primeiro filho do motorista

de ônibus Seu Antonio e da dona de casa Dona Tereza.

Nasceu no interior do Piauí, em Picos. Depois mudou

para Campina Grande, onde viveu dos 2 aos 21 anos.

Após concluir a graduação em engenharia elétrica na

UFPB em Campina Grande, mudou para São Paulo e ingressou

no mercado de tecnologia, especificamente, na

área de segurança.

O emprego era numa distribuidora de equipamentos

eletrônicos. No início o foco era vender projetos, mas

acabou se apaixonando por vendas e virou um vendedor.

Depois de dois anos foi convidado para assumir a

filial de Recife, e daí para gerente regional Norte/Nordeste

foi um pulo. Não satisfeito com o que já havia conquistado,

foi fazer uma pós graduação em Marketing

pela FGV. Fez diversos cursos na área de vendas, não

só no Brasil como fora. Se tornou Trainer e Master em

Programação NeuroLinguística.

Depois de tantas mudanças na vida, Marcos nem imaginava

que todo esse percurso tinha um propósito lá na

frente. Já tinha ido muito mais longe do que imaginava.

Mas deixa bem claro que batalhou muito para conquistar

tudo que tem hoje. E não esquece de sua origem

simples, aproveitou a criação dada pelos seus pais, que

ralaram muito para lhe dar uma boa educação; do incentivo

do irmão mais velho Izidro; dos livros; dos estudos.

Sousa já fez mais de 35 palestras em 14 países e passou

por 4 continentes. Dentre eles: Estados Unidos, México,

Espanha, Inglaterra, Costa Rica, Colômbia, Argentina e

Uruguai. E recentemente recebeu o convite para ir a sua

primeira cidade da Ásia, Dubai. Marcos é um dos poucos

autores e palestrantes brasileiros que teve um livro

(Vendendo segurança com segurança) traduzido em

espanhol em 8 países, e em breve em inglês. Escreveu

também: 52 Sacadas Para Vender Mais, Gigantes das

Vendas e Coleção Premium - Coletânea de Artigos sobre

Vendas e Motivação. Tornou-se uma referência em

vendas na América Latina no segmento de segurança e

também em Neurovendas no Brasil, ministrando muitas

palestras para indústrias, varejo e agronegócio.

Ele já tinha realizado mais de 1000 palestras e treinado

mais de 50 mil pessoas nos últi-mos 15 anos, e achava

que os resultados já eram extraordinários. Mas decidiu

se colocar em teste para ver até onde poderia ir. Em

Janeiro de 2015 ficou 3 horas na frente do espelho, e

só saiu de lá com uma meta extraordinária: ministrar

palestras em espanhol e inglês em 6 países. Por que ex-

traordinária? Porque ele não se via um palestrante internacional,

não falava bem Espanhol ou Inglês, e achava

realmente, impossível, um garoto pobre se transformar


33

num palestrante internacional. E na verdade, não sabia

sequer como e por onde começar. No final do primeiro

ano, conseguiu fazer palestras no México, Estados Unidos

e Argentina. Era o que precisava para romper essa

crença limitante. “Descobri que metade de uma meta

extraordinária é melhor do que alcançar o dobro de

uma meta que você sempre fez (ordinária)” comenta

Marcos. No ano seguinte fez 12 palestras internacionais.

Depois disso, passou a fazer uma a duas por mês.

Hoje, o conferencista passa metade do mês pelo mundo,

ministrando palestras e cursos. “Minha missão é

ajudar as pessoas a serem ainda mais EXTRA-

ORDINÁRIAS do que já são. E não meço esforços

nessa missão e propósito.”

O que é uma dor, já que tem que deixar no Paraná sua

esposa e seu filho de 7 anos.

Mas quem pensa que a vida tá fácil para o palestrante,

se engana. Existem vários desafios de conciliar uma

agenda internacional com outra no Brasil, além de toda

a logística. Marcos lembra de um caso e nos conta:

“Lembro uma vez que postei uma foto à noite de uma

palestra na Guatemala. O cliente me ligou super nervoso,

pois na noite seguinte eu faria outra palestra em

Santa Cruz do Capiberibe, sertão de Pernambuco. Ele

me falou que eu não conseguiria. Saí após a palestra

pro aeroporto correndo, decolei e, na manhã seguinte

já estava no Rio. Depois subi pra Recife, e ao pousar

lá, foram mais 3 horas de carro. E finalmente cheguei

duas horas antes do evento. Somando o tempo de ida

pra Guatemala, foram no total 30 horas de viagem num

intervalo de 60 horas”.

O segundo desafio é a cultura, pois tem que entender

rapidamente os costumes de cada cidade. Tem que saber

quais brincadeiras pode fazer, quais temas debater

e gafes que não pode cometer. Outro cuidado é a comida

e adaptação a diferentes temperaturas.

O risco de passar mal é grande.O

último desafio é a palestra em outro

idioma. “É muito difícil, pois

não conseguimos traduzir as piadas,

e nem todos cases aqui do

Brasil funcionam em outros países”

relata Sousa.

Marcos nos deixa alguns desafios

para internacionalizar uma marca

ou levar produtos e serviços para

outros países:

quão bom você seja no Brasil, você terá que desaprender

rápido e reaprender ainda mais rápido sobre o idioma,

cultura e o povo de cada país, para saber produzir,

traduzir e entregar algo tão bom quanto faz aqui no Brasil.

- RESPEITO - Você tem que chegar com humildade,

respeitando e valorizando a cultura local, pois nenhum

povo tem uma cultura, história ou importância maior

que outro povo. No final, negócios são feitos de pessoas

para pessoas.

- RESILIÊNCIA - Serão inúmeros os desafios, e você

terá que ser muito flexível para se adaptar rapidamente

e, superar as dificuldades e exigências legais.

- CONSISTÊNCIA - Continue produzindo e entregando

sempre o seu melhor. Não basta apenas criar uma

versão internacional de sua empresa ou de si mesmo.

Você tem que ser uma versão melhor, maior e inédita

de si a cada dia.

Ser EXTRAORDINÁRIO é fazer algo EXTRA que

os ordinários não fazem. É ser alguém fora

da curva e acima da média (mediano ou medíocre).

Ser EXTRAORDINÁRIO é ter um produto,

serviço e oferta, pessoa que excede as

opções, ou seja, ser excepcional. Ser EXTRA-

ORDINÁRIO é pensar de modo ilimitado e

incomparável. Ser EXTRAORDINÁRIO é sentir

que tem um propósito maior do que ganhar

dinheiro, e ajudar muitas pessoas a também

alcançarem seus sonhos. Ser EXTRAORDINÁ-

RIO é modelar a excelência e buscá-la em

tudo que faz, entregando sempre mais do

que outros esperam. SER EXTRAORDINÁRIO

é viver uma VIDA EXTRAORDINÁRIA em toda

sua plenitude.

#SEJAEXTRAORDINÁRIO

COMPORTAMENTO

- CRENÇA - Você tem que ter uma

crença inabalável em si mesmo,

no seu produto, na sua equipe e

principalmente de que seu sonho

é sim possível e realizável. Os desafios

e dificuldades serão muitas;

- COMPETÊNCIA - Não importa


36

COMPORTAMENTO

Até que enfim,

HOJE É SEXTA

FEIRA!

Tá aí uma das frases mais comentadas

e postadas da internet. Porém,

a sexta-feira, infelizmente é

considerada um dos dias mais

improdutivos no mercado de

trabalho, pois as pessoas já

começam a entrar no clima de

felicidade do final de semana.

Bem, avaliando que o final de

semana que começa, em tese, na

sexta às 18 horas, e corresponde a 1/3

da semana. Matematicamente falando,

se você tem tentado ser feliz em apenas

1/3 da sua vida, algo está errado.

Vivemos numa era onde praticamente

moramos no trabalho e visitamos nossas

casas, então definitivamente: Não

dá pra esperar a sexta-feira para ser feliz!

E sim, você precisa ser feliz no seu

trabalho para ser feliz de verdade!

Qual o seu grande objetivo de vida?

Uma resposta é unânime: ser feliz. E

quando falamos de felicidade, normalmente,

pensamos em nossas relações

familiares e amorosas. Já reparou como

pouco associamos felicidade com o nosso

ambiente de trabalho? Para alguns,

isso soa como utopia, como se nosso

serviço fosse uma mera questão de sobrevivência.

A verdade é que o mercado de trabalho

se transformou completamente, a economia

está instável e cada vez mais difícil

conseguir emprego na própria área.

Diante deste cenário, é possível alcançar

a tão sonhada felicidade no trabalho?

Quais são os fatores determinantes

para que esta “utopia”

se transforme em realidade? É

o que você vai entender na sequência

do artigo.

Onde está o prazer?

O fato de passarmos mais tempo

na empresa do que na própria

casa é a realidade de muitos

brasileiros. Em linhas gerais, estamos

vivendo cada vez mais em função dos

fins de semana. Cinco dias de estresse

precisam ser suportados, para que dois

sejam desfrutados com alívio e satisfação

pessoal.


37

MAS SERÁ QUE ISSO PRECISA SER UMA REGRA?

É bem verdade que, a falta de prazer no trabalho está

ligada a diversos motivos. Em primeiro lugar, como já

disse, está cada vez mais difícil encontrar empregos na

própria área. Ainda mais encontrar um que proporcione

estabilidade, sobretudo, na questão financeira.

E não é apenas a questão do dinheiro que torna o serviço

algo pesado e sobrecarregado durante sua semana.

Abaixo, listo os principais motivos dessa infeliz ocorrência:

1 – PROPÓSITO

Quando você não consegue ver no seu emprego um

propósito definido, sua mente tende a ficar perdido,

sem saber ao certo o porquê levanta cedo todos os dias

para trabalhar. Isso geralmente se descobre ao longo do

tempo, quando percebe que tal esforço tem perdido o

sentido.

2 – PERCEPÇÃO DE VALOR

Muitas pessoas não sentem que seu serviço é importante

para os outros. Uma pesquisa feita em um hospital

mostrou que a equipe da limpeza, tinha claramente a

consciência da importância do seu trabalho por manter

o local limpo, e assim, cuidar para que os pacientes ficassem

longe de uma possível infecção, garantindo sua

recuperação e a volta mais rápida para casa. Isso nos

mostra que essa consciência não está diretamente ligada

a cargos ou hierarquias. Certamente essas pessoas

da limpeza têm mais prazer no seu trabalho do que alguns

médicos, que vão apenas cumprir seu papel.

3 - BEM ESTAR NO AMBIENTE DE TRABALHO

Trabalhar em um lugar onde se tem bons relacionamentos,

tanto com colegas de trabalho quanto com seus superiores

diretos, sem dúvida evita transtornos, que afetam

diretamente na sua vontade de ir para empresa e

se sentir produtivo.

4 - TRABALHAR COM AQUILO QUE VOCÊ É BOM

Esse aspecto é um dos que mais atingem homens e mulheres

em todos os segmentos. É mais ou menos como,

em um time de futebol, colocar um centroavante para

jogar de goleiro - o goleiro de lateral e o lateral de meio-

-campo. Isso tende a não dar certo. Grandes empresas

que se preocupam com a qualidade do ambiente de trabalho

e bem estar dos seus colaboradores fazem testes

de força e virtudes até mesmo no momento de sua

contratação, porque sabem da importância de cada um

trabalhar com aquilo que realmente gosta, pois tendem

a produzir mais e melhor.

As pesquisas mostram que salário é o quinto critério de

escolha de um profissional na hora de selecionar onde

vai trabalhar, pois cada vez mais, profissionais têm se

alertado para os males que a infelicidade e a sobrecarga

podem gerar.

Essa sobrecarga está cada vez mais em evidência. De

acordo com um estudo da Organização Mundial da

Saúde (OMS), mais de 30% dos trabalhadores em uma

escala global sofrem de depressão, o “mal do século”,

transtornos de ansiedade ou estresse.

VIA DE MÃO DUPLA

Não pense que a preocupação com a felicidade no trabalho

é unicamente do empregado. Os empregadores

estão cada vez mais atentos a essa questão, afinal, sabe-

-se que um trabalhador infeliz é um trabalhador improdutivo.

Mais do que isso, este fator também contribui

diretamente para o aumento da rotatividade, absenteísmo

e afastamento por acidentes e doenças.

As medidas para contribuir com a saúde mental desses

indivíduos variam de acordo com a dinâmica de cada organização,

desde recompensas financeiras até atividades

mais leves, que aproximam o máximo o ambiente

de trabalho do seu lar.

DÁ PARA SER FELIZ NO TRABALHO?

Acredite, trabalho e felicidade não são incompatíveis.

Não somente dá quanto precisa!

Mas para que exista felicidade, muitos fatores devem

convergir. Claro, como disse acima, fazer o que ama é

algo que pode impulsionar esse sentimento. Mas isso

não é tudo. Ser feliz no trabalho também exige autoconhecimento.

Quais são minhas competências e habilidades?

Como alinhar minhas expectativas com a missão

e os valores da empresa para a qual eu trabalho?

A felicidade no trabalho também dependerá estritamente

da sua vida pessoal. E ser feliz, tanto no trabalho

quanto no pessoal, exige resiliência, inteligência emocional

e outros aspectos. Logo, antes de sentir felicidade,

é preciso aprender a ser feliz.

E O EMPREENDEDOR?

O empreendedor já começa um passo à frente,

pois ele escolheu o ramo de atividade, o que tende

aproximá-lo de algo que realmente goste de

fazer e estar dentro de suas aptidões. Assim fica

mais prazeroso, tanto buscar o conhecimento na

área, bem como se submeter a erros e acertos,

a fim de gerar aprendizado prático. Por esse e

outros motivos, a maioria dos empreendedores

bem sucedidos, trabalham mais horas do que se

estivessem em uma empresa convencional. E

se, além disso, ele encontra propósito, percebe

valor no resultado do seu trabalho, em especial

na vida das pessoas, e consegue uma

boa gestão no seu negócio. Certamente

os resultados tendem a aparecer com

mais evidência. E talvez agora,

entendamos porque muitos

desses empreendedores

têm como frase preferida

para seus posts na

internet:

Uhuuu hoje

é segunda feira!

Consultor, Mestre em Ciência

da Educação e Professor

da PUC MINAS: Ciência da

Felicidade e Bem-Estar

COMPORTAMENTO


38

MARKETING DIGITAL

COMO SE PREPARAR PARA

INTERNACIONALIZAÇÃO DE NEGÓCIOS?

ENTENDENDO O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO

Se você tem algum negócio digital, físico, franqueado ou

qualquer negócio que seja, já deve ter parado para pensar

na possibilidade de torná-lo internacional.

Afinal, com a nossa situação econômica atual, é normal

e recorrente pensar em começar a receber em dólares,

ou outros tipos de moeda. Mas o processo de internacionalização

de qualquer negócio não é tão simples assim.

tas de negócios guiarem esse tipo de ação.

MAS ANTES DE NOS APROFUNDARMOS, O QUE É

UM PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO?

O processo de internacionalização se dá em qualquer

organização, que queira atuar em diferentes nacionalidades.

E esse tipo de processo envolve todas as pontas

de um negócio, desde a comunicação, colaboradores,

remodelagem do negócio até a moeda de câmbio.

Detalhes como cultura, compreensão de funcionalidades,

uso dos produtos ou serviços, sempre vão ser assimilados

de maneiras diferentes, e cabe aos estrategis-

Isso significa que a empresa se adapta a cultura e exigência

legal imposta pela nação com quem vai trabalhar.

Então, entrar em processo ou executar um processo de

internacionalização, não é nada mais do que abrir um

espaço em um mercado ou localidade para a empresa

começar a trabalhar.

Os processos de internacionalização, se executados de

maneira assertiva e funcional, trazem diferentes benefícios

para a empresa. São eles:


39

EXPANSÃO DO MERCADO DE ATUAÇÃO

A partir do momento que a empresa entende que

pode atuar em outras localizações, isso significa um

aproach em um mercado diferente do que se está

acostumado. Se o negócio for na área do varejo por

exemplo, entra todo um processo de logística para entregar

os produtos comprados, nas diferentes regiões.

A expansão do negócio nunca é simples, há diferentes

variantes para validar esse processo.

OPORTUNIDADES DE CAPITAL

Ao expandir para outros lugares, podem acontecer diferentes

ações com relação à sua empresa, o processo

de aceitação e compreensão do público perante o negócio

pode demorar, levar um tempo para se tornar

lucrativo de forma autônoma, e também pode ser rápido

e muito bem recebido.

Em qualquer uma das possibilidades, as oportunidades

de aumentar o capital vão junto, ninguém quer

expandir o negócio se não for para ser algo que seja

lucrativo e que tenha sentido.

INCENTIVO A INTERCULTURALIDADE DENTRO

DA EMPRESA

O mundo já está entrando na fase de maturação da

globalização, isso quer dizer que a cada dia que passa,

nos tornamos mais globais, mais dinâmicos e ao

que tudo indica, mais democráticos na troca de informações.

Essa globalização e democratização vai exigir

um posicionamento de colaboradores mais plural

e compreensivo. Entender os diferentes lados

de uma cultura não é simples, e ter ferramentas

para trabalhar a interculturalidade, é algo

que a internacionalização vai exigir.

COMPETITIVIDADE DO NEGÓCIO

Quer entender até onde pode chegar e

sair na frente de seus concorrentes locais?

A internacionalização te leva a

esse patamar.

FORTALECIMENTO

DE MARCA NO ÂMBI-

TO INTERNACIONAL

E LOCAL

Passar a atuar em

mercado internacional

sempre traz um peso

e validação da marca.

A partir do momento

que existe uma demanda

pelo seu negócio no

exterior, o público local

entende que sim, seus

serviços são valiosos e

relevantes até os níveis

internacionais.

Como identificar se a internacionalização é

pra minha empresa?

A chave para entender se seu negócio pode ser internacionalizado

ou não é, compreender a demanda e se

sua empresa possui capacidade para expandir. A demanda

pode ser uma demanda latente, ou uma demanda

que já está sendo exigida, só falta seu produto

na área. E a capacidade envolve diferentes variantes, o

primeiro é se você possui capital para realizar a expansão,

possuem fornecedores ou pessoas que conheçam

da cultura para te orientar, um plano de negócios específico

para aquela localização, entre outras.

QUALQUER EMPRESA, QUE PASSE PELO PROCES-

SO DE INTERNACIONALIZAÇÃO PRECISA ENTEN-

DER SE HÁ ESPAÇO NOS MERCADOS ESTRANGEI-

ROS QUE QUER ATINGIR, SE ISSO É UMA AÇÃO

ESTRATÉGICA, SE HAVERÁ DE FATO RETORNO SO-

BRE OS ESFORÇOS DISPONIBILIZADOS...

Vamos imaginar que seu negócio é um restaurante

que possui várias franquias no Brasil, e você quer

expandir para outras regiões do país e exterior. Percebeu

que pessoas que provam e frequentam o restaurante

que são de fora, quando estão lá possuem

uma surpresa e querem voltar sempre. No caso de um

restaurante, se você for expandir precisa ser de forma

que os pontos de vendas se sustentam após um determinado

período de tempo, então o local precisa ser

mapeado, identificando fornecedores em um raio de

X quilômetros, público do local, faixa etária, renda per

capita… diversas variantes.

E é entender a demanda local que dificulta o processo.

Mas qualquer ação dentro do âmbito de internacionalização

será complexa. Por isso estude a fundo todas

as estratégias, e valide as possibilidades e variantes

antes de se jogar em terreno desconhecido.

Boas vendas!

Diego Carmona

Fundador da Leadlovers

MARKETING DIGITAL


40

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

SE O NEGÓCIO

NÃO FOR GLOBAL,

VOLTE PARA A

PRANCHETA

O mundo digital eliminou as barreiras

nacionais e os empreendedores precisam

competir internacionalmente.

Antes da internet, o mundo era menor e mais

estático. Os negócios que quisessem estar em

outros países precisavam enviar representantes

para o exterior, inaugurar novas fábricas ou escritórios

e contratar equipes locais. Com tudo isso,

criar um produto para expandir internacionalmente

era muito caro.

Mas o Instagram, por exemplo, nasceu global

desde seu primeiro dia de vida, em 2010. A rede

social está presente no mundo inteiro e pode ser

utilizada por qualquer pessoa que possua um

smartphone – seja o aparelho Samsung, iPhone

ou Huawei, não importa a marca. Se o Instagram

fosse restrito apenas aos Estados Unidos, não teria

a escala que tem hoje e, provavelmente, um

outro app teria sido criado para atender à população

mundial.

O mundo digital acelerou e padronizou a geração

de negócios. Os produtos digitais têm uma tendência

a escalar rapidamente se caírem no gosto

dos usuários. Todo aplicativo ou site pode ser desenvolvido

para rodar em qualquer celular e acessado

por qualquer pessoa no planeta.

Acontece que essa mentalidade está sendo transferida

para todos os tipos de transações. Para ser

escalável, é preciso ser global. E se não for global,

o negócio morre. O mundo está convergindo

cada vez mais para o digital e os empreendedores

precisam se adequar a essa mentalidade se quiserem

sobreviver. A competição não se dá apenas

dentro de uma cidade, um estado, ou mesmo um

país. Agora ela é no mundo todo. Um empreendedor

no Japão pode ser o concorrente direto de um

empresário na Argentina.


Um bom exemplo é o banco digital alemão

N26, que desembarcou no Brasil este ano.

É o mesmo serviço oferecido na Europa,

adaptado às regulamentações locais.

Há ainda mais uma vantagem para a internacionalização:

se está presente em

vários países e é escalável, possui mais recursos

para investir em tecnologia e melhorar

seu serviço.

Podemos ver como essa mentalidade já

influencia o marketing. Para fazer publicidade

em outros países antes da internet, era

preciso contratar uma agência local para conseguir

negociar com as mídias regionais. Hoje,

é possível anunciar no Google ou no Facebook e

atingir milhares de pessoas sem muitas barreiras.

Pode ser que o empreendedor queira fazer uma

campanha para a Europa toda por um mês e, em seguida,

restringir para apenas alguns países do continente.

Com apenas alguns toques na tela do celular,

a empresa muda essa configuração.

Essa mentalidade não se aplica apenas para produtos

digitais. Tanto uma consultoria quanto uma padaria

ou uma varejista podem nascer globais. Veja

o Starbucks, que oferece o mesmo café e o mesmo

atendimento em todo o mundo. Ou então a Zara,

que identifica tendências da moda e as distribui

para os vários países onde está presente. Para que

isso aconteça, é preciso criar processos replicáveis,

um produto rápido de fazer e um modelo de negócio

escalável.

“Software is eating the world”

Um aliado importante para os modelos de negócios

escaláveis são os softwares, que permitem um controle

e uma organização das empresas. Não foi à toa

que Marc Andreessen, cofundador e sócio da empresa

de venture capital Andreessen Horowitz, disse

que o software está engolindo o mundo.

Um exemplo de negócio

controlado por softwares

é a Ritual Gym, academia

que ajudei a trazer para o

Brasil. Original de Cingapura,

possui seus processos e

padrões bem estruturados,

que são passados aos franqueados

que desejam abrir

uma unidade. Um manual

informa o tamanho que o

imóvel precisa ter, qual piso

deve ser colocado e até mesmo

o design logo para que

seja impresso em camisetas

e materiais.

Além disso, um software permite que os empreendedores

da Ritual Gym acessem um sistema com

todos os dados relevantes para o negócio. Informa,

por exemplo, o número de clientes, o desempenho

financeiro da academia, quais são as próximas séries

de exercícios que cada pessoa deve realizar na

próxima visita e permite até mesmo que o empresário

pague a taxa de franquia. Hoje, a Ritual Gym

está presente em seis países. Até a academia pode

ser global.

PARA ALÉM DO LOCAL

Quando falamos de Brasil, criar negócios que ultrapassam

as fronteiras nacionais se torna um pouco

mais complicado. Essa mentalidade não está tão

disseminada entre os empreendedores brasileiros.

Ao contrário de países como Israel e Argentina, que

possuem mercados internos pequenos e dependem

da exportação de produtos, temos um mercado gigantesco.

Por muitos anos, o protecionismo regeu

a economia nacional, o que prevenia a exportação

de negócios. Além disso, a internacionalização não

é uma cultura passada nas escolas e faculdades,

o que agrava nossas dificuldades para fazer essa

adaptação. No entanto, não é mais possível seguir

com esse modelo. O digital está unificando o mundo

inteiro e, com isso, a concorrência não é mais o

vizinho, mas qualquer pessoa ou empresa ao redor

do globo. Todo empreendedor precisa construir sua

empresa com essa mentalidade. Se o seu negócio

não é escalável e não nasceu para ganhar o mundo,

volte para a prancheta e comece tudo de novo.

Guga Stocco

CEO da GR1D, cofundador da Domo

Invest, embaixador do Stanford

Research Institute (SRI) no Brasil e

membro dos conselhos consultivos

da TOTVS, B3, Carrefour e Hapvida.

41

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO


42

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

INTERNACIONALIZAÇÃO SOCIAL SELLING:

O CUSTO DA PERCEPÇÃO

Várias empresas até pensam como seria abrir

novos mercados, aumentar o faturamento,

vender em sazonalidades diferentes do globo,

mas esbarram no que chamo de dificuldade de

internacionalizar o próprio Brasil.

Com 209 milhões de habitantes – e um mercado de

consumo interno em que a classe média representa

mais de 50% da população – o país possui um alto

potencial, no entanto, pela discrepância entre as regiões,

a maioria dos empresários reflete muito antes de

apostar no exterior porque, se já existem dificuldades

internas, poderia imaginar como seria fazer isso em

outra língua?

Além disso, esbarramos

em outra questão: a falta

de interesse pela internacionalização

também

dá-se pela baixa fluência

da língua inglesa do brasileiro.

De acordo com a

organização internacional

British Council, 95%

da população não fala

inglês e apenas 1% tem

grau de fluência.

O Nordeste, por exemplo, tem uma estratégia de

vendas e de aceitação de produto totalmente

diferente do Sul, assim como o

engajamento de uma equipe do

Norte seria completamente

distinta da do Centro-

-oeste.


43

Outro ponto que desestimula os empreendedores é

o IDP - Índice de distância do poder: por mais que o

brasileiro seja um dos povos mais criativos, a distância

do poder no Brasil é uma das mais altas, fazendo

que a crença e empoderamento do indivíduo seja menor.

Acredito que o índice tenha influência em nosso

comportamento internacional, e, principalmente, na

alta valorização que damos para serviços ou produtos

importados. Isso sem falar na insegurança de investir

externamente em cenários de instabilidade política.

Porém, onde se tem uma grande dor, oportunidades

aparecem. Com a percepção de que o consumidor

brasileiro valoriza empresas com comportamento internacional,

começou a surgir um novo nicho de mercado,

um produto que está muito mais relacionado ao

marketing: a INTERNACIONALIZAÇÃO SOCIAL SELLING.

Muito tem se falado sobre o poder que o marketing

de percepção gera para a empresa quando ela começa

a construir uma jornada fora do país. Mas, veja, não

estou falando de estabelecer uma operação de expansão,

construir um time ou, até mesmo, validar um

produto em diferente mercado. O que interessa nessa

estratégia é o quanto isso pode fazer a marca se fortalecer

internamente.

Então, como abrir uma filial lá fora pode ajudar a vender

mais aqui no Brasil? Bom, aí que está a grande jogada:

quem tiver a maior autoridade e agregar mais

valor nos primeiros segundos ganha atenção plena do

público-alvo e, com isso, tem mais força para contar

sua história e vender seu produto ou serviço.

Aplicar estratégias como essa cria mais argumentos

com os prospects locais e mostra o quanto o produto é

“desejável” até em outros países – ainda que não seja!

Percebendo que o Brasil é um dos países que mais tem

burocracias para abrir uma empresa e todas as outras

dificuldades citadas anteriormente, conseguir ser uma

multinacional brasileira traz muita relevância, mesmo

que isso só seja uma estratégia de “SOCIAL SELLING”,

buscando contar algo que ajuda na construção de

uma nova percepção de imagem por meio das redes

sociais, páginas web ou, até mesmo, palestras.

Em função disso, diversas empresas têm estabelecido

seus contratos sociais ou buscado parcerias internacionais

para terem essa percepção de que estão com

operação lá fora, principalmente quando o produto é

serviço e se caracteriza como um infoproduto. Com a

diversidade de co-workings que aceitam apenas o aluguel

de endereço fiscal, isso tem aumentando muito

nos cartões de visitas e gerado retorno positivo.

No entanto, vale a dica: o que não contam

é que, ao mesmo tempo que essa pode ser

uma eficaz estratégia, ela também pode

destruir uma reputação – principalmente

com esse movimento forte que temos

hoje de transparência nas redes. Ou seja,

quando não há sustentação e o consumidor,

ao interagir com a marca, nota que

é apenas uma jogada de marketing, tudo

vai por água abaixo.

Com o acesso à informação disponível hoje, pensar

GLOCAL – ou seja pensar global, agir local –

torna-se cada vez necessário. Em uma mentoria

que fiz com o empreendedor de sucesso

Tallis Gomes, por exemplo, ele teve como

assunto principal o Product Marketing Fit e,

em diversos cases, citou a importância de

estar onde o seu cliente está.

Onde quero chegar? Se você

fizer um movimento de internacionalização,

faça sem

medo e de verdade. Busque

mentores que o ajudem a

construir um projeto duradouro,

não apenas uma

jogada em curto prazo.

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

THIAGO SODRÉ,

Publicitário e empreendedor, é idealizador do

Club&Casa Design, uma plataforma de relacionamento

entre profissionais e lojistas do

segmento de arquitetura e interiores. Com

mais de R$ 300 milhões de negócios já intermediados

e uma rede de 170 empresas, o Club

proporciona um grande relacionamento por

meio de estratégias eficazes e experiências de

alto impacto, engajando mais clientes e fidelizando-os.


44

DESIGN E INOVAÇÃO

UM OLHAR A PARTIR DAS MUDANÇAS

Como nos posicionar frente às grandes

e rápidas transformações de um mundo

VUCA: Vulnerável, Imprevisível, Complexo

e Ambíguo?

Vivemos uma mudança de era e de paradigma, do modelo

industrial para um novo, exponencial e baseado no

conhecimento, informação, criatividade e nossa existência.

Nos meus artigos, sempre abordo com intensidade

o que é fundamental e indispensável para que a INOVA-

ÇÃO aconteça de fato, e quais os novos caminhos para

as organizações, gestores e empreendedores perceberem

logo a mudança em curso e, adaptarem seu raciocínio

linear aprendido e executado na era industrial com

as conexões do modelo de pensamento exponencial da

digital.

Devemos refletir e promover uma leitura contemporânea

- sobre o que está em transformação; o que está

em ruptura; quais seriam as novas perspectivas de trabalhos;

produtos; serviços e consumo. Diante da minha

jornada pelo mundo e experiências vividas em diversos

setores, observo com mais velocidade as novas demandas

da sociedade e a criação de novos postos de trabalho,

sendo que nem todos estão diretamente ligados à

tecnologia.

As empresas precisam ajustar seu radar para essas novas

demandas, absorver novos conhecimentos, capacitar

e provocar em seus colaboradores a busca por novas

habilidades e competências, que a partir da evolução da

tecnologia proporciona novos hábitos e comportamentos.

Obvio que, não será necessário que todos saibam

como tudo isso funciona, mas será um pré-requisito

primordial adquirir a mentalidade de querer ser amigo

dessas mudanças e aprender de maneira contínua.

Cito aqui algumas características indispensáveis para

nossa adaptação num ambiente de negócios volátil, incerto,

complexo e ambíguo, como uma organização se

posiciona para atender as novas demandas de produtos

e serviços com relevância e, principalmente, a entrega

de valores que sejam percebidos pelo consumidor.

MINDSET EMPREENDEDOR:

ADOTE TECNOLOGIAS EXPONENCIAIS: Todos os dias o

mercado de trabalho e os modelos de negócios passam

por processos de transformações. Assim como a sociedade

de modo geral, o meio corporativo e as tarefas do

dia a dia são impactadoss pelo alto e rápido desenvolvimento

da tecnologia. Compreender e adotar as inovações

exponenciais, como Inteligência Artificial, Internet

das Coisas, Realidade Virtual e Aumentada, Big Data,

Impressão 3D entre outras, conseguimos proporcionar

velocidade, ganhamos efeito escala e novo mercado.

Conseguir aliar a Inteligência Artificial com a inteligência

humana, e definir que descobrir o COMO otimizar é

um problema das Ciências da Computação e descobrir

O QUE e POR QUE otimizar não é, eis aí o grande passo

para uma empresa inovadora.

PROPÓSITO EMPREENDEDOR: Se não há respostas precisas

e específicas para essa dinâmica, e tomar decisões

num contexto VUCA é um ato de coragem - por que não

falar de fé? o caminho é criar um ambiente favorável

ao compartilhamento para a geração de novos conhecimentos,

ou seja, o aprendizado coletivo. Ter um propósito

e um posicionamento claro sobre a causa e qual

problema você resolve, é essencial para engajar seus

colaboradores e usuários. Além disso, é primordial a


45

transparência e autenticidade com um desenvolvimento

contínuo de processos integrados, que possibilitem ao

máximo a formação de uma cultura organizacional que

tenha convergência com o propósito da empresa. Sua

visão, missão e valores devem engajar as pessoas em

torno do seu futuro e, principalmente, gerando resultados

com base em ativos intangíveis.

NOVAS HABILIDADES: Multidisciplinariedade para lidar

com a complexidade. Todas essas mudanças proporcionam

novos problemas, que na maioria das vezes

são mal definidos. E quanto mais ampla a visão maior a

probabilidade de encontrar soluções desejáveis, possíveis,

viáveis e relevantes. Nesse sentido, é fundamental

ter frio na barriga e obter desafios que gerem a curiosidade

de estudar diferentes assuntos de áreas distintas.

Com equipes multidisciplinares os estímulos gerados

colidem com vários pontos de vista e geram conexões,

que tendem a obter mais resultados relevantes perante

o mundo VUCA. O desafio é aprender a lidar com as

diferenças.

EXPERIÊNCIA ÚNICA: Devemos propor para as organizações:

pensarem primeiro na diferença que os novos

produtos e serviços farão na vida das pessoas, ao invés

de fazer mais um lançamento. Consumidores começam

a dar preferências a mercadorias mais simples e serviços

mais convenientes. Nos últimos anos, presenciamos

um crescimento de pessoas que buscam experiências

autênticas, diferentes e que representem sua individualidade,

por meio de produtos artesanais, locais e básicos.

CONSUMIDOR CONSCIENTE: Muitas pessoas já não

compram mais o que você faz, elas compram o porquê

você faz. E o que produz serve apenas como prova do

que acredita, ou seja, seu propósito e valores antes do

lucro. Diante dessa evolução da consciência do ser humano,

relativo ao consumo, potencializam-se as preocupações

com o planeta, saúde, animais e problemas

sociais, por isso, a expressão “negócio responsável” mudou

drasticamente na última década – ser responsável

não é mais um diferencial, mas item obrigatório de qualquer

empresa que deseje se manter no mercado.

DESIGN E INOVAÇÃO

RESILIÊNCIA E FLEXIBILIDADE: Se as mudanças são

inevitáveis, voláteis e cheio de incertezas, é preciso resiliência

para lidar com essa situação. A capacidade de

manter-se em pé diante desse tsunami de mudanças e,

ainda ter forças para se adaptar ao novo cenário, não é

uma habilidade natural para todos que empreendem.

Resiliência não é uma opção num mundo volátil e incerto,

é preciso reforçar a sua autoestima e colocar amor

acima de tudo, fazer o seu melhor diante dos acontecimentos.

O futuro é líquido “as relações escorrem pelo

vão dos dedos”, assim são as nossas certezas, ser flexível

perante esse futuro é uma competência essencial

para o aprendizado e adaptação. Devemos abrir nossa

cabeça, aceitar e compreender que, existem inúmeras

formas de resolver o mesmo problema.

FRACASSO COMO AMIGO E PROFESSOR: O aprendizado

vem da ação e, por isso, é importante estar aberto

a cometer erros. Há uma expectativa nas organizações

de que devemos nos esforçar ao máximo para alcançar

a perfeição e a meta desejada, não podemos cometer

equívocos e devemos ser modelos perfeitos. Esse tipo

de expectativa dificulta assumir riscos e limita as possibilidades

de criar mudanças mais radicais. Utilizar os

conceitos do Design Thinking como exemplo permite

aprender fazendo, Decidindo rápido, Errando rápido

e Aprendendo rápido. A diferença agora é que, mais

prudente que planejar cenários em longo prazo, é ter

agilidade na capacidade de experimentar respostas às

perguntas geradas pelas demandas do ambiente.

MINDSET CONSUMIDOR:

EU QUERO JÁ: O consumidor quer a velocidade, a economia

do tempo e a garantia de prazer imediato. O

avanço tecnológico por meio do 5G, Big Data, Inteligência

Artificial, entre outras tecnologias, proporcionaram

essa agilidade. E à medida que os consumidores passem

a contar com essa eficiência e velocidade de informação

a tomada de decisão, começam a cobrar o mesmo nível

de excelência para todas as empresas e setores, independentemente

de seu tamanho. Essa é uma tendência

que pode representar problemas para muitas empresas

de pequeno porte, ou então, uma oportunidade fantástica

para sonharem grande e crescer.

SOMOS EXPERT: O consumo se tornou tema de discussões

públicas e coletivas. E como clientes nunca tivemos

tanta razão nesse mundo digital e de mídias sociais, exigimos

bom custo-benefício nas compras, e usamos as

redes e grupos de interesse como movimentos de ódio.

E se possível muito barulho, sempre que nos sentirmos

vítimas de experiências negativas de consumo, assim

como contamos com a experiência de outros usuários

para garantir mais segurança diante de tantas opções.

Consumidores se sentem mais empoderados. Para as

empresas este é um cenário muito delicado. Cliente satisfeito

se torna um embaixador ambulante de boas indicações.

Porém, se ele vivenciou problemas é crise nas

redes sociais.

MOVIDOS PELO BEM DO PLANETA: As novas gerações

têm aversão e não querem nem ouvir falar de plástico.

Essa intolerância só piora a cada vídeo e depoimentos

de ambientalistas postados nas redes sociais sobre sacos

de lixo, canudinhos e embalagens jogadas no mar

- principal vilão e causador da morte dos animais marinhos

e da poluição no planeta. Partindo desse princípio,

vamos presenciar cada vez mais a ação reversa, e partirá

das empresas, a substituição do plástico por produtos

biodegradáveis. A cada dia, marcas do mundo inteiro se

engajam na missão de tornar suas embalagens reutilizáveis,

recicláveis e recicladas, adotando o conceito da

economia circular e, se possível 100% livre de resíduos

plásticos.

“O que faz bem ao planeta faz

bem a sua empresa também”

Marcos Batista Apresentador

Inova360 da News, Palestrante, Professor,

Consultor e Empreendedor

Inovação | Design | Empreendedorismo

| Startup


46

DIREITO

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM FASHION LAW?

Quando falamos em Fashion Law muitos erroneamente

imaginam se tratar do dress code (forma de se vestir)

dos advogados no tribunal, outros ainda imaginam que

se trata do mundo das modelos internacionais e dos

desfiles de grifes famosas.

Contudo, o Fashion Law é a área jurídica que se encarrega

de proteger a indústria da moda, que engloba

desde o produtor têxtil, criação de designs, confecção

de peças , as lojas varejistas e seus empregados, até o

produto ser entregue na casa do consumidor, inclusive

através das vendas online. Ressalta-se que o fashion law

abrange não somente a indústria têxtil, mas também

a de cosméticos e de joias, e ele engloba várias especialidades

jurídicas concomitantemente: os direitos de

propriedade intelectual, contratual, do consumidor, ambiental,

do trabalho, digital, tributário, aduaneiro, empresarial

entre outros.

Não é nenhuma novidade que ao abrir um negócio ou

criar um novo produto nessa área, é necessário estar

atento às leis, registrar seu nome e marca (que em

muitos casos considerado o ativo mais valioso de uma

empresa), contudo muitas empresas deixam de se respaldar

legalmente em relação a esses fatores. Os empresários

também precisam ter muito cuidado ao fazer

parcerias com outras empresas, seja no âmbito nacional

ou internacional, para ter certeza que seus parceiros

não estão envolvidos com questões de trabalhos análogos

ao escravo.

Nesse caso, além de mancharem sua reputação, ainda

correm o risco de no Brasil, caírem na “lista suja” do Ministério

Público do Trabalho, acarretando diversas restrições,

como por exemplo, o acesso às linhas de crédito

dos bancos estatais e privados. Um assunto de extrema

relevância e que precisamos dar atenção é o abuso sexual,

a discriminação e a violência contra mulheres na

indústria da moda, estima-se que as mulheres representam

por volta de 80% da força de trabalho nesse setor.

Um relatório emitido pelo Global Slavery Index, constatou

que 71% de pessoas em situação de escravidão moderna

em 2016 são mulheres.

Mas os principais assuntos relacionados ao Fashion

Law são: direito autoral, marcas, desenho industrial e

patentes, concorrência desleal, questão da pirataria e

apropriação cultural.No quesito apropriação cultural,

sabemos que muitas marcas de moda costumam inspirar

suas tendências e coleções em outras culturas, e

esse ato de “tomar” para si outras culturas, pode ser

considerado um enorme desrespeito do ponto de vista

de moralidade e ético.

A exemplo do grafismo indígena, a própria gigante Nike

precisou cancelar o lançamento de um tênis edição limitada

após protestos de indígenas panamenhos. Em

relação a plágio, um caso que ficou famoso no Brasil foi

o da artesã Solange Ferrini, que vendia seus biquínis feitos

de crochê em Trancoso na Bahia, e teve seus modelos

copiados por uma turista que havia passado férias

no Brasil e conheceu o trabalho da artesã, assim surgiu

a marca de biquínis Kiini que é reconhecida mundialmente,

o caso está na justiça dos Estados Unidos.A

questão de sustentabilidade também está diretamente

relacionada com a indústria da moda e é urgente.

De acordo com a organização WWF, 29 de julho desse

ano foi considerado o dia da sobrecarga da terra (Earth

Overshoot Day) , ou seja, o dia que mais consumimos

recursos naturais do que o planeta pode regenerar

em um período de 12 meses, portanto a indústria da

moda tem um grande desafio para diminuir o impacto

ambiental, pois é a segunda mais poluente, atrás apenas

do petróleo. Levando em consideração a cultura do

consumo em que estamos inseridos, significa que nós

precisamos também repensar nossa forma de compra,

a fim de contribuir com o futuro do planeta.

O Fashion Law, portanto, tem como objetivo fazer a

integração entre as diversas especialidades do Direito

que afetam o mercado da moda. Dialogar com outros

campos do conhecimento para que as empresas busquem

sair da informalidade, e possam

avaliar as consequências sobre os direitos

humanos, criando oportunidades de

melhoria nas condições de trabalho e

para meio ambiente, tomando ações

necessárias para reduzir qualquer

impacto negativo e revisar todas

as etapas de seus processos,

desde a produção até o guarda

roupa do cliente.

CAMILA MEDEIROS

Advogada da Mulher

Especialista em Empoderamento

Feminino


47

DIREITO

SEGURANÇA JURÍDICA NA

INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS

A internacionalização de empresas ou globalização permite

a diversificação de novos mercados para maior

estabilidade e segurança, através do crescimento exponencial

de faturamento, por negociação de produtos de

exportação, tanto quanto a própria produção em escala

internacional.

O Brasil vem apostando no cenário internacional, onde

de acordo com a Forbes, há mais de 400 empresas com

atuação em 56 países, sendo líderes mundiais com várias

cadeias produtivas. Vale ressaltar o exemplo da

Uber, startup que nasceu há pouco mais de dez anos e,

hoje, tornou-se uma organização com o valor estimado

em US$ 120 bilhões. A partir de ações de benchmarking,

ao contar com informações de experiências de empresas

parceiras ou concorrentes, é possível desenhar um

planejamento fiscal estratégico e específico para cada

país de investimento, como forma de reduzir custos de

tributação, condizente com todos os aspectos que envolvem

os negócios no cenário internacional, incluindo

particularidades de cada território.

Os países de destino das mercadorias, por muitas vezes,

como troca de bons acordos comerciais, reduzem a

carga tributária dos produtos exportados, estimulando

maiores lucros, bem como, o benefício fiscal pode vir do

governo brasileiro, que diminui e isenta, em alguns casos,

a cobrança de impostos como: ICMS, CONFINS, IPI,

IOF, entre outros.

Para um maior resguardo da internacionalização das

organizações existem diversos contratos, dentre eles citaremos

os principais - como o de Produção, que ocorre

quando a empresa delega a confecção dos seus bens a

uma empresa independente, podendo assim desenvolver

o marketing do produto que foi fabricado por um estabelecimento

da região. Já o contrato de Licenciamento,

serve para produtores locais que cedem os direitos

de produzir, vendendo os produtos do exportador, que

poderá incluir a utilização de uma marca registrada, patentes,

técnicas de fabricação e de marketing.

O contrato de Franchising, ou franquia, modelo em que

um franqueador cede ao franqueado o direito ao uso da

marca, patente, com distribuição exclusiva ou semi-exclusiva

de produtos ou serviços, podendo haver o direito

ao uso da tecnologia para implementação do negócio,

diretrizes administrativas em troca de determinado valor

inicial, além de um pagamento mensal a título de

royalties.

Há também o de Transferência de Tecnologia, que consiste

no fornecimento de conhecimentos tecnológicos

não patenteados, total ou parcialmente secretos e na

autorização de exploração de direitos de propriedade

industrial. O de Consórcio, aborda o acordo entre empresas

concorrentes ou complementares, com o objetivo

das partes integrantes terem autonomia jurídica, estratégia

e tempo previamente definidos. O contrato de

Joint-venture, é um modelo de contratação, que pode

ser realizado a nível nacional e internacional, em que

duas ou mais pessoas jurídicas já existentes criam uma

nova, definindo estratégias de internacionalização comum.

É um modelo utilizado por grandes corporações,

que combinam suas tecnologias e know-how para criar

algo diferente do que já produzem, por um determinado

período de tempo, com o viés financeiro objetivando

o lucro.

Por fim, a mais complexa de todas as estratégias de internacionalização

de empresas, o Investimento Direto,

que consiste em materializar a aquisição de uma fábrica

ou unidade comercial em um país, ou criando por conta

própria uma filial já existente. Entretanto, a empresa

se estabelece como pessoa jurídica licenciada e possui

controle total das atividades realizadas. A vantagem é a

autonomia, além de possibilidades ilimitadas de crescimento.

No rol das desvantagens, estão os investimentos

em maiores montas e as burocracias enfrentadas.

Nesse contexto, percebe-se que a internacionalização

de empresas é uma ótima alternativa para aumentar

as possibilidades de lucratividade, de buscar novos horizontes,

explorar outras perspectivas para expandir a

empresa, ou grupo empresarial e até iniciar outra.

Porém, há grandes desafios e burocracias a serem superadas,

pois as leis e normas que regulamentam as

diferentes atividades empresariais não são as mesmas

em todos os países.

É preciso planejamento, pesquisa de mercado visando

verificar a viabilidade do negócio, além de buscar entender

a cultura local, e compreender o cenário para conquistar

o público consumidor. Contudo, se o produto for

uma grande inovação, terá menos concorrência,

ao passo que não sendo renovador, haverá

disputa com as marcas locais. É necessário

buscar desenvolver um diferencial, que aliado

a uma boa estratégia de expansão, planejamento

e pesquisa de mercado, possibilitarão

maiores chances de sucesso.

GABRIELA BARRETO, Advogada,

Palestrante e Coautora do Livro

“Mulheres que Empreendem e

Transformam” .

gabriela.lima.barreto@hotmail.com

@gabrielabarretoadv


48

CONTABILIDADE

MOTORISTAS DE APLICATIVOS AGORA PODEM SER MEI’S

Foi publicada, no Diário Oficial da União, uma nota onde

informa que os motoristas de aplicativos como Uber,

Cabify e 99, poderão aderir ao MEI e aproveitar os benefícios

que a formalização oferece. Segundo o Portal do

Empreendedor, mais de 8 milhões de pessoas aderiram

ao MEI no ano de 2018. Nos últimos 5 anos, o número

de MEI’s cresceu mais de 120%.

Esta modalidade foi criada em 2009 pelo então presidente

Luís Inácio Lula da Silva e tem como intuito ajudar

o profissional autônomo, sair da informalidade e com

isso possam obter novas oportunidades de trabalho

ao emitirem notas fiscais, recolham tributos menores

atrelados ao CNPJ e ganhem acesso a benefícios como

suporte do SEBRAE, empréstimos a juros mais baixos e

aposentadoria. O MEI é costumeiramente utilizado por

cabeleireiros, açougueiros, entregadores, mototaxistas,

os chamados “bike boys”, consultores empresariais de

diversos setores, e agora, também, pode ser utilizada

por motoristas de aplicativos.

O QUE SERÁ DIFERENTE?

Quem optar por se formalizar, deve saber que precisará

pagar o valor de R$ 54,90 por se tratar de prestação de

serviços. Além disso, também é preciso entregar, anualmente,

a Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor

Individual (DASN SIMEI). É necessário,

também, manter um controle financeiro do seu negócio

e emitir notas fiscais.

BENEFÍCIOS

Pagando essa taxa mensal, o empreendedor está automaticamente

contribuindo com o INSS e dessa forma

passa a ter direito à auxílio doença (com pelo menos 12

meses de contribuição), salário maternidade (com pelo

menos 10 meses de contribuição), benefícios à familiares

e aposentadoria por idade, auxílio-reclusão e pensão

por morte para seus dependentes. Além disso, é

possível gerar notas fiscais, utilizar máquinas de cartão

e acesso à empréstimos.

Quer se formalizar? Verifique se o seu negócio está dentro

das medidas requisitadas, basta fazer o seu cadastro

através do Portal do Empreendedor. Para isso, serão

necessários os seguintes documentos: RG, CPF, comprovante

de endereço, título de Eleitor e última DIRPF.


49

EDUCAÇÃO

EAD É O FUTURO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR

Se antes, em um passado recente, fazer um curso superior

era algo quase inacessível – seja pelos altos valores

das faculdades particulares, seja pela dificuldade de

conseguir uma vaga nas instituições públicas –, o cenário

atual da Educação Superior é muito mais promissor

e democrático.

Parte desse progresso é reflexo da expansão da educação

a distância (EAD), que vem crescendo a passos largos

nos últimos anos.

Segundo pesquisa realizada em 2018 pela Associação

Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (AB-

MES), naquele ano, o número de matrículas no ensino

a distância nas universidades particulares aumentou de

818 mil para quase 950 mil.

Nesse ritmo, a entidade prevê que o EAD supere o ensino

presencial em 2023. Razões para esse crescimento

não faltam.

Os cursos EAD são mais acessíveis à população em vários

pontos: é possível estudar onde, como e quando

puder, permitindo que o aluno adeque seu tempo de

estudo à sua rotina diária; os custos são, em geral, mais

baixos do que o ensino presencial; e os diplomas têm a

mesma validade dos da modalidade tradicional.

Enquanto o ensino presencial vive um momento de

instabilidade, o EAD só cresce. O número de matrículas

em cursos de graduação presencial diminuiu 0,4% entre

2016 e 2017; na modalidade a distância, no entanto,

houve aumento de 17,6% no mesmo período, maior

percentual registrado desde 2008.

Os números mostram que o EAD é uma realidade e tem

sua força. Ainda que existam pessoas que tenham receio

de aderir a esse tipo de ensino, por gosto ou insegurança,

fato é que as grandes marcas da educação

superior privada no Brasil já voltam seus olhos para o

que deve se tornar o futuro do setor. A oferta cresce

cada vez mais.

Por vezes, se questiona sobre as limitações didáticas ou

pedagógicas do EAD, ou mesmo da falta de oportunidades

para networking, mas esses pontos vêm sendo observados

pelas instituições que oferecem a modalidade.

Para promover o networking, por exemplo, é possível

colocar pessoas de locais diferentes, o que gera possibilidades

até mais abrangentes de comunicação e troca

de conhecimentos.

Também, as ferramentas utilizadas para o ensino a distância

estão se modernizando para promover melhores

estratégias e didáticas. Tudo para que o aluno tenha

uma experiência igual à presencial.

O EAD é uma realidade e vem para somar no desenvolvimento

da educação brasileira. Com ele, é possível expandir

ainda mais o alcance do conhecimento acadêmico,

alcançando milhares de vidas antes distantes desse

mundo, impossibilitadas por limitações geográficas ou

econômicas.

O Brasil é um país continental e, como tal, tem suas dificuldades

de levar educação superior a todos os locais.

O EAD se torna, então, também uma potente forma de

inclusão social.

Janguiê Diniz

Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho

de Administração do Grupo Ser

Educacional.


50

EDUCAÇÃO

COMO SE TORNAR UM INFLUENCIADOR

E VENDER MAIS PARA SEUS SEGUIDORES!

Não importa quantos seguidores você tem! E SIM,

QUANTOS DELES SÃO OU SERÃO SEUS CLIENTES

Depois que o Instagram inibiu os números de curtidas

dos posts para o público, muito se fala sobre ansiedade

e depressão gerados pelas métricas da vaidade. E aqui

entre nós, tenho um forte palpite sobre o próximo número

que será inibido, o número de seguidores. Pois

há uma grande tendência no mundo para julgar o “livro

pela capa”, ou de julgar um influenciador “bom de venda”

pelo número que vem antes do K ou do M na parte

superior de suas biografias na página principal de seus

perfis.

Costumo dizer que não importa quantos seguidores

você tem, o que importa mesmo é quantos te compram,

ou quantos respondem ao que você pergunta em suas

enquetes, ou quantos interagem com você no direct.

O importante mesmo é entender quem é você de verdade

e qual o propósito de jogar esse jogo. Esse meio

pode ser cruel se você não tiver muita clareza de que

ele é apenas um veículo de propagação da sua mensagem.

Esta mensagem precisa ser clara e estar embasada

em pilares muito fortes para ajudar pessoas a superar

limites, solucionar dores, realizar sonhos, proporcionar

prazer...TRANSFORMAR VIDAS.

Aqui vou te mostrar como vender de forma leal e num

volume cada vez maior para os seguidores que você já

tem e os que ainda irá conquistar.

Mas antes você precisa entender os 3 tipos de seguidores

que compõe sua audiência.

PROPAGADOR: Já essa parte da sua audiência te trará

“capital social”, com eles seu negócio ganhará reputação

e viralização.

SEJA UM INFLUENCIADOR

DA SUA MARCA/NEGÓCIO

O que te tornará um BUSINESS INFLUENCER será o nível

de autoridade que você conquista com sua audiência.

Então entenda agora o passo a passo para se tornar o

Influenciador do seu Negócio com todos os detalhes do

que você precisa incluir em seus textos e imagens para

propagar seu negócio.

1 - POSICIONAMENTO: Existem muitas formas de se diferenciar

da concorrência, a seguir trago as 3 principais:

Menor Preço: é sempre muito atrativo para os clientes,

mas se você não tem robustez e volume absurdo de

compra, seu concorrente só precisa de 60 dias para te

alcançar.

Personalização: é uma tendência mundial a individualidade.

Então aposte no exclusivo, quase que “feito sob

medida”. Esse é um mercado de alta margem de lucro,

pois quanto mais raro, maior seu valor. Se você é pequeno

e não tem potencial para escala de produção invista

nesse posicionamento.

Resultados: se o seu negócio gerar algum tipo de transformação

na vida do cliente, seja um colecionador de

“OBRIGADOS”. Colete depoimentos e use-os para convencer

outros seguidores a comprar de você.

LEADS: São os seguidores que tem interesse em seu

conteúdo e consequentemente em seu trabalho. Aquecê-lo

com cada vez mais conteúdo relevante será seu

trabalho, até que ele se torne um cliente.

CLIENTE: Esse é o tipo de seguidor que te traz “capital financeiro”,

gera receita e lucratividade para seu negócio.

2 - NICHO: não caia na armadilha da abrangência. Pare

de tentar vender para todo mundo na esperança de

vender para alguém. É CILADA! Comunique-se apenas

com as pessoas que tenham as mesmas necessidades, e

que possam ser atendidas de uma maneira muito mais

qualificada por você.


51

3 - ESTRATÉGIA: não é trabalhando mais horas por dia

que seu negócio vai se consolidar, e sim de maneira mais

inteligente. Quanto maior o nível de subjetividade das

suas decisões, mais maduro está o seu posicionamento.

Não é entre coisas que você tem que decidir, você precisa

focar em possibilidades. Não pode ter ações soltas,

que não estejam amarradas a uma estratégia que irá levar

sua audiência aonde você deseja.

4 - BRANDING: você e sua empresa precisam de uma

imagem sólida, com constância no discurso e com uma

identidade visual muito bem arquitetada para comunicar,

o que de fato quer que seus atuais e futuros clientes

enxerguem em suas comunicações. Lembre-se que no

ambiente virtual NÃO BASTA SER, TEM QUE PARECER.

5 - PLANO DE AÇÃO: nos passos anteriores você preparou

a casa, agora é hora do “valendo”. Monte um plano

de ação descrevendo de forma detalhada todas as tarefas

que precisam ser executadas. Como por exemplo,

desenhar o cliente ideal e suas preferencias, como um

plano de conteúdo com estudo de horários de maior audiência

em suas redes.

NÃO ESQUECE DE ESTABELECER PRAZOS

PARA CADA TAREFA E QUAIS RECURSOS

IRÁ PRECISAR. AGORA É SÓ COMEÇAR.

Para isso vou te mostra 4 DICAS sobre como aquecer e

engajar seu púbico (seja ele de que tamanho for) despertando

a necessidade de seu produto ou serviço fazendo

com que eles se tornem fãs da sua marca. Isso

fará com que você,

“PARE DE OFERECER PARA

VENDER, E COMECE A

INFLUENCIAR PESSOAS

A CONSUMIR DO

SEU NEGÓCIO”

DICA 2 – QUAL O SEU TÓPICO?

Deixe claro para o seu público do que você fala!

Não pode haver dúvida sobre qual assunto a audiência

vai encontrar em seu perfil. Só será pos-

sível se tornar uma grande AUTORIDADE em seu

assunto, quando o seu público lhe atribuir este

título.

LEMBRE-SE: Não existe um “Especialista” em dezenas

de coisas seja bom em UM TÓPICO!

DICA 3 – CONTEÚDO É REI

Existem 3 tipos de conteúdo que prendem a atenção

da sua audiência.

Inspiracional: Nada envolve mais do que uma

boa história, elas te aproximam dos seus seguidores.

Técnico: Explicação racional sobre seu produto

ou serviço, não engajam tanto, mas te dão autoridade

diante da sua audiência.

Persuasivo: Conteúdos que respondam a pergun-

tas e objeções frequentes de seus clientes usando

gatilhos mentais. Importante é ter um objetivo claro

como, por exemplo: venda.

DICA 4 – CONVERSE E

PROMOVA CONVERSAS

Seus postes não precisam de comentários, seus

postes precisam de fóruns de debate. Responda

a todos os comentários com mais de 4 palavras e

de preferência fazendo perguntas. Isso fará com

que o algoritmo que faz o Instagram funcionar

entenda que seu conteúdo e muito bom e mos-

trará para mais pessoas com o mesmo perfil de

interesses.

EDUCAÇÃO

DICA 1 – CLIENTE IDEAL

Quanto mais homogênea for sua audiência mais

fácil de acertar no conteúdo e mais rápido fará

seu negócio cresce. Assim você garante que tudo

que publicar será relevante para toda a audiência,

logo muito mais propagado.

Lembre-se: Audiência Homogênea gera maior Relevância

do conteúdo, que gera mais Engajamento

da audiência, que gera mais VENDAS.

Uliana Ferreira

@ulianaferreira

Criadora do Método Foguete

Mentora de Alavancagem de

Pequenos Negócios


52

CASE DE SUCESSO

EMPREENDEDORISMO

CRIATIVO E

SUSTENTÁVEL

De jardineiro à empreendedor, a história de

Sidnei Santos passa pelo sucesso construído

com aprendizado, superação e resiliência.

A alma de empreendedor e a capacidade de gestão, aliada

à qualidade de conectar pessoas, fizeram com que

Sidnei Santos começasse a empreender muito cedo,

logo após o falecimento de seu pai, aos 13 anos de idade.

Na época, para auxiliar nas despesas da casa, ele

foi trabalhar como jardineiro num condomínio de luxo

em Taubaté, sua cidade natal, e enquanto desenvolvia

esta atividade permaneceu aberto a novas oportunidades.

Uma vez, quando questionado se também pintava

e fazia pequenos reparos, viu nesta solicitação uma possiblidade

de ganho extra conectando os profissionais do

seu bairro, conhecidos que faziam este serviço, com os

interessados e foi assim que nasceu sua primeira empresa

a Empreiteira SS.

Trabalhando duro, colocando a mão na massa,

dormindo no local do trabalho, motivando a

equipe, fazendo hora extra Sidnei fez o negócio

crescer e se estruturar. Ao mesmo tempo

que seu negócio prosperava foi estudar e se

formou em Administração de empresas e Engenharia

Civil. Com pós-graduação em Gestão

de Negócios, curso realizado em Orlando |

USA, entendeu que sua maior virtude, além da

resiliência, era conectar pessoas percebendo

as novas necessidades de mercado e montando

equipes para resolvê-las. Assim se consolidava

seu jeito de fazer negócio, o qual reflete

sua lógica de atendimento ao cliente:

“SE EU NÃO SEI FAZER,

SEI QUEM SABE.”


53

Como a vida é feita de desafios Sidnei Santos resolveu

empreender mais uma vez e criou a Total Oficina, que

começou como uma oficina auto elétrica e atualmente

faz mais de 40 serviços atendendo carros, máquinas, caminhões

e mais de 50 frotas.

E como a vida faz mais sentido se podemos compartilhar

nossas experiências, hoje Sidnei Santos se dedica à

sua mais nova empresa a Total Design Art trabalhando

firme no proposito de mudar a vida das pessoas, investir

em um projeto social, capacitar os que necessitam de

uma atividade e trazer mais beleza ao mundo integrando

ideias conceituais de sustentabilidade por meio da

arte.

CASE DE SUCESSO

e adquiriram peças de arte consagrando e divulgando

ainda mais o conceito de UPcycling – a base do trabalho

da Total Design Art.

No desenvolvimento do seu trabalho a Total Design

Art também registra todo o processo de produção das

obras de arte por meio de vídeos posteriormente transformados

em episódios de um reality. Desta forma,

além da peça produzida o trabalho do reality permite

uma interação maior com os artistas e o processo de

reutilização criativa.

A Total Design Art é uma oficina de artes inovadora que

transforma em obras de arte materiais que seriam descartados,

no meio ambiente, por indústrias e empresas

em geral, desenvolvendo o conceito de reutilização criativa-

UPcycling.

Trata-se de uma produção de peças exclusivas e funcionais,

altamente sustentável que contribui com a recuperação

do planeta retirando materiais em desuso do

meio ambiente transformando-os e praticando a Economia

Circular. Assim, a Total Desing Art em parceria

com decoradores, arquitetos e comerciantes não vende

apenas uma peça de decoração, mas verdadeiras obras

de arte.

Além disso, na parte social a Total Design

Art utiliza a expertise de seus artistas em

ações sociais capacitando jovens da ONG

- Hampet, despertando vocações. A Total

Design Art também realiza palestras e

oficinas educativas para várias entidades

públicas e privadas. (Sebrae/Industria/Universidade).

Assim, Sidnei Santos vem empreendendo dando sua

contribuição para criar um futuro no qual todos gostaríamos

de viver.

No desenvolvimento do seu processo criativo,

a Total Design Art vem trabalhando

com peças em desuso da indústria da aviação,

náutica, automotiva entre outros.

Com o destaque do trabalho da Total Design

Art nas mídias sociais a empresa foi

contatada por várias celebridades que se

identificaram com o trabalho realizado


54

DICA EMPREENDA


55


56

EVENTO

O Talk Empreenda de Agosto aconteceu em São Caetano,

São Paulo, no dia 13 de agosto e contou com a presença

de Fernando Seabra e Rafa Prado, dois grandes

empreendedores que compartilharam suas experiências

com nosso público.

Com o apoio do Club&Casa, o Talk Empreenda trouxe

a discussão do “EU Empreendedor”, o que falta

para você realmente tomar a atitude certa para o crescimento

do seu negócio, a plateia fez perguntas aos

nossos convidados que deram uma verdadeira aula de

como ser protagonista de sua trajetória.

“Fico muito feliz em poder trazer ao ABC Paulista

pessoas de renome como o Fernando Seabra

e Rafa Prado, eventos gratuitos como esse,

proporcionam aos nossos leitores, uma conexão

com o conteúdo que trazemos na revista e sua

vida real”. Elaine Julião, CEO da Empreenda Revista.

Faça parte da comunidade de Empreendedores da Empreenda

Revista e tenha acesso a esse e muitos outros

eventos, acesse www.empreendarevista.com.br/

assinaturas.


57

EVENTO

UAU BUSINESS CONFERECE ACONTECEU

EM SÃO PAULO

O primeiro Uau Business Conference aconteceu em São

Paulo no dia 15 de Agosto, com o tema “A revolução

da excelência.” Trouxe para os profissionais inscritos

palestrantes internacionais, executivos de grandes empresas

e outros especialistas para discutir como a excelência

Disney pode revolucionar o mercado.

Paula Bellizia, primeira mulher a ser CEO da Microsoft no

Brasil e atual VP de Marketing e Operações da Microsoft

América Latina, discursou sobre a importância de estarmos

atentos as mudanças que a tecnologia trouxe para

o mercado, em nossas vidas e o mundo. Ela destacou

ainda como a transformação digital já está impactando

as empresas hoje, e como continuará a revolucionar a

forma como vemos o mundo.

com seu consumidor. A criação de um ambiente positivo

e de relações pessoais relevantes, também foi destacado

como vital para se ter o cliente a favor das marcas,

falando sobre ela e principalmente comprando de maneira

recorrente.

Por fim, Alexandre Slivnik, abrilhantou o evento com sua

apresentação que fechou o dia com histórias marcantes

e relatos emocionantes de como criar a magia na prática.

Alexandre trouxe sua experiência de mais de 20 anos

no mercado de desenvolvimento de pessoas, para auxiliar

o público a entender como transformar haters em

clientes e clientes em fãs. A palestra recheada de fotos,

vídeos e interações com a plateia deixou todos com lágrimas

nos olhos e sorrisos de satisfação nos lábios.

Claudemir Oliveira, atual CEO do Seeds of Dreams Institute

e ex-professor da Disney University e Disney Institute,

nos agraciou com toda a sua sinceridade e amor pela

Disney ao nos apresentar a guestologia, ou o estudo de

como servir melhor ao cliente. Além disso, nos trouxe

aos bastidores de como a Disney faz a magia acontecer,

destacando os pilares do sucesso da empresa e como a

metodologia criada por Walt Disney impacta nos resultados

da empresa até hoje.

Como se a emoção não tivesse sido o suficiente, o evento

foi encerrado com um lindo coral afro, cantando ao

vivo diversos sucessos que marcaram nossa infância.

Na parte da tarde, Bruno Gonçalves trouxe para o palco

a especialista em liderança e carreira, a professora e

coordenadora da ESPM de São Paulo, Adriana Gomes,

para um bate papo informal sobre liderança. Entre outros

assuntos abordados, foi levantada a necessidade

dos líderes atuais serem mais humanos ao entenderem

que cada profissional de sua equipe também tem sentimentos,

angustias e necessidades únicas. A plateia levantou

perguntas ao final da conversa, e a professora

Adriana foi extremamente assertiva ao responder os

mais diferentes questionamentos.

Em seguida, Bruno Gonçalves, diretor e fundador do

Uau Business Institute, falou sobre como os sentimentos

podem revolucionar os resultados da empresa. Dentre

outros dados apresentados, Bruno apontou como os

seres humanos em geral são guiados por suas emoções

e não pela razão, e como toda e qualquer empresa pode

se aproveitar disso para gerar engajamento emocional


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