Contato VIP - Setembro de 2019 - Santo Ângelo

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Edição da Revista Contato VIP do mês de Setembro de 2019, com a capa de circulação da cidade de Santo Ângelo/RS

O PAPEL

DE CUIDADOR

DO MÉDICO

A

profissão médica é milenar.

Talvez uma das mais antigas

de toda a história. Existem

inúmeras evidências de um

corpo de conhecimento estruturado já

nas civilizações egípcias, persas, chinesas,

hindus e árabes. Cada qual com suas

qualidades e princípios. Mas foi na Grécia

antiga que a filosofia, a lógica natural do

observar e explicar, questionar-se e entender,

veio à tona. Hipócrates, reverenciado

como o pai da medicina moderna, viveu

entre 460 e 377 Antes de Cristo e criou

as bases filosóficas e morais do médico

moderno.

As crendices, a adivinhação e as orações

dos primeiros pajens e curandeiros deram

lugar a um profissional treinado, lapidado

pela prática e afeito ao estudo. O conhecimento

oral cedeu aos estudos baseados

nos princípios científicos que separam

o acaso e coincidência do efeito real e

mensurado. A escuridão da ignorância

caiu frente à luz do saber. A joia do

conhecimento foi aperfeiçoada, afinada e

objetivada para cuidar não só da doença,

mas do indivíduo como um todo.

O médico sempre foi valorizado pelo seu

conhecimento e sabedoria. Mas além do

saber técnico deve existir um homem

capaz de se colocar no lugar do outro e

de entender o que é cuidar. Os princípios

fundamentais da ética e postura frente ao

paciente nos levam a resumir (pretendo

ser prático e não me estender em demasia)

aos quatro postulados já considerados

por Hipócrates e em prática hoje em

dia. Vide artigo do The British Medical

Journal 1994; 309:184-8, de Raanan

Gillon. Tais princípios seriam:

Primeiro - Respeito pela autonomia do

paciente em tomar suas próprias decisões.

O médico sempre deve ouvir a opinião e

ter o consentimento do seu paciente sobre

quaisquer atitudes que serão tomadas,

orientando-o sobre as opções disponíveis

e consequências das decisões; as exceções

estão fora do escopo desse texto.

Segundo e terceiro - Juntos porque um

se relaciona com o outro. Beneficência e

não maleficência: os princípios de sempre

trazer a cura, o alívio ou a melhora do

paciente, pesando os riscos de não causar

o mal; princípios pautados no conhecimento

e habilidade de saber o que fazer,

quando fazer e de que forma o executar;

na dúvida ou no desconhecimento, primar

por não causar dano ou sofrimento ao seu

paciente, isto é, não causar mal.

Quarto - O princípio da justiça. Encerra

a obrigação de agir dentro dos limites

morais e da lei, de respeitar os direitos individuais

e da comunidade além de saber

priorizar como usar recursos limitados ou

finitos em benefício de vários indivíduos

em necessidade (isto é, onde aplicar algo

para se obter o melhor resultado possível),

não se deixando influenciar por quaisquer

outras influências afora os princípios

acima.

Concluo com a frase retirada do Juramento

Médico escrito por Hipócrates, e que

todos os médicos juraram ao concluírem

sua graduação: “Na pureza e de acordo

com a lei divina, cumprirei minha vida e

minha arte.”

MD Valdemar Fagundes

Borges Neto

CREMERS 024594

Neurologista (RQE 22630)

Formado em Medicina

pela UFRGS 1999.

Residência em Neurologia

pela UFSCPA (FFFCMPA) 2002.

Eletroencefalografia

e Polissonografia.

Neuroclínica

Centro Clínico Viva Vida

Três de Maio/RS

Rua Osvaldo Cruz, 479

Sala 301 - Centro

(55) 3535-2687

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