*Setembro/2019 - Referência Industrial 211

jota.2016
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MINHA CASA MINHA VIDA - programa de habitação deve aquecer mercado da construção civil

FOCO NO

ATENDIMENTO

EMPRESA RESPONSÁVEL PELA

VENDA DE PRODUTOS PARA

TRATAMENTO DE MADEIRA

SE DESTACA NO MERCADO AO

OFERECER CONSULTORIA

DIFERENCIADA AO CLIENTE

FOCUS ON

SERVICE

A COMPANY RESPONSIBLE FOR

THE SALE OF WOOD TREATMENT

PRODUCTS STANDS OUT IN THE MARKET

BY OFFERING DIFFERENTIATED

CONSULTANCY TO

THE CUSTOMER

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INDUSTRIAL

66

2019

36

50

SUMÁRIO

44

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 02

Bonardi 15

Cavassim Madeiras 31

Codornada Florestal 81

Contraco 79

Dallabona Máquinas 75

DRV Ferramentas 17

Engecass 13

Fezer 77

Formóbile 27

H Bremer 19

Indumec 21

Koppers 35

Linck 09

Máquinas Águia 83

Mendes Máquinas 07

Metalcava 69

Mill Indústrias 29

Mill Indústrias 73

Mill Indústrias 84

MSM Química 11

Omil 43

Rotteng 47

Siempelkamp 05

Siromat 23

Unesa Máquinas 49

Vantec 25

SUMÁRIO

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

22 Aplicação

24 Frases

26 Entrevista

34 Coluna Abimci Paulo Pupo

36 Principal Atendimento especializado

42 Construção Civil

44 Marcenaria

50 Feira Encontro do setor

66 Madeira Tratada

70 Economia

74 Artigo

80 Agenda

82 Espaço Aberto

SETEMBRO 2019 03


0 0 2 1

EDITORIAL

NOVOS

ARES

C

om a aprovação da reforma da Previdência

e a promessa de uma mudança

tributária no Brasil, o setor empresarial

prevê um novo momento para

a indústria nacional. Embalados por

esse novo cenário, nós, da REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL, entrevistamos o especialista em Relações

Internacionais, Alfredo Lopes Nyegray, sobre o

novo acordo comercial entre o Mercosul e a Europa,

que promete beneficiar em muitos pontos

o Brasil. Na editoria de Marcenaria, a história da

Noos, uma linha de móveis infantis ergonômicos

que promete revolucionar o mercado. Além disso,

trazemos também reportagens exclusivas nas

editorias de Construção Civil e Madeira Tratada,

assim como novidades do setor. A todos uma ótima

leitura!

NA CAPA

CAPA DA EDIÇÃO, A KOOPERS

ESTÁ MOVIMENTANDO O

MERCADO BRASILEIRO DE

PRODUTOS QUÍMICOS PARA

TRATAMENTO DE MADEIRA

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 211 - SETEMBRO 2019

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°211 • Setembro 2019

MINHA CASA MINHA VIDA - programa de habitação deve aquecer mercado da construção civil

9 77 2 3 5 9 4 6 6 0 9 7 1

FOCO NO

ATENDIMENTO

EMPRESA RESPONSÁVEL PELA

VENDA DE PRODUTOS PARA

TRATAMENTO DE MADEIRA

SE DESTACA NO MERCADO AO

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Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

04

W

ith the approval of the social insurance

reform and the promise

of changes in the tax scheme in

Brazil, the Business Sector foresees

a new moment for Brazilian

industry. Embraced by this new scenario, we, from

REFERÊNCIA Industrial, interviewed Alfredo Lopes

Nyegray, a specialist in international relations, on

the new trade agreement between Mercosur and

Europe, which promises to benefit Brazil in many

areas. In the Woodworking Section, we have a

story about Noos, a line of ergonomic children’s

furniture that promises to revolutionize the market.

Also, we have exclusive stories in the Construction

and Treated Wood Sections, as well as the news in

the Sector. Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019

NEW TIMES

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cassiele Ferreira - Supervisão

assinatura@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

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0 0 2 1

RAW MATERIAL QUALITY

MAKES THE DIFFERENCE

IN THE INDUSTRIAL

SAW MARKET

AGORA VAI - finalmente segmento madeireiro industrial dá sinais consistentes de crescimento

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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THE STRENGTH

OF STEEL

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 210 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE AGOSTO DE 2019

REOCUPAÇÃO

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°210 • Agosto 2019

A FORÇA DO AÇO

QUALIDADE NA MATÉRIA-PRIMA

FAZ A DIFERENÇA NO MERCADO DE CORTE

Por Jorge Santos - Curitiba (PR)

MARCENARIA

Por Diego Gerdhart -

Belo Horizonte (MG)

Excelente iniciativa dos Parklets na cidade

de Portland. Reocupar locais esquecidos

pelos órgãos públicos é fundamental para o

desenvolvimento saudável das grandes cidades.

Parabéns pela matéria

sobre a organização em

uma marcenaria. Abri

meu negócio há 5 anos

e só um empreendedor

sabe como é difícil sair

da zona de conforto e

buscar ser seu próprio

chefe. Excelente

reportagem!

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ECONOMIA

Por Elias Wosniak -

Ponta Grossa (PR)

MADEIRA

Por Creuza Dias - Florianópolis (SC)

Processos de burocracia

ainda são um dos maiores

entraves para o setor

industrial brasileiro se

desenvolver ainda mais e,

claro, é fundamental revêlos

para nos adequarmos

aos novos tempos.

Parabéns por abordar o

tema!

É revigorante perceber que prefeituras como a de

Joinville ainda investem em materiais renováveis.

A ponte que liga a Rodovia do Arroz ao bairro de

São Marcos deve ser um exemplo para todo o

Estado de Santa Catarina.

06

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA

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Kadant Carmanah no Brasil, Uruguai e Argentina

A Kadant Carmanah desenvolve equipamentos robustos, de alta tecnologia e qualidade para

serrarias e outras aplicações madeireiras. Fundada há mais de um século, a empresa já fabricou

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da madeira em todo o mundo.

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BASTIDORES

BASTIDORES

COMEMORAÇÃO

A LIGNUM LATIN AMERICA TAMBÉM FOI MARCADA POR MOMENTOS DE FESTA. DUAS IMPORTANTES EMPRESAS DO SETOR COMEMORARAM SEUS

ANIVERSÁRIOS DURANTE A FEIRA, EM CURITIBA (PR). A SIROMAT COMPLETOU 38 ANOS DE ATUAÇÃO NO MERCADO E A MARRARI AUTOMAÇÃO

CELEBROU SEUS 30 ANOS. AS DUAS EMPRESAS COMEMORARAM A DATA ESPECIAL COM SEUS COLABORADORES, CLIENTES E PARCEIROS.

A Siromat fez uma comemoração especial em

seu estande, com coquetel e música aos clientes,

para celebrar seus 38 anos.

Foto: REFERÊNCIA

A comemoração dos 30 anos da Marrari

teve parabéns e um bolo distribuído a seus

colaboradores e clientes.

Foto: Marrari

ALTA

PIB

O mais recente levantamento

do boletim Focus - realizado

pelo Banco Central - afirma

que a previsão do PIB (Produto

Interno Bruto) brasileiro

para este ano cresceu de

0,81% para 0,83%. Para 2020,

a soma de todas as riquezas

produzidas no país subiu de

2,1% para 2,2%. O mercado

financeiro também está reagindo:

com uma possível

taxa de juros em 5% ao ano

até o final de 2019. Atualmente

a taxa está em 6%.

Para o final de 2020, a previsão

de 5,5% foi mantida. Para

o fim de 2021 e 2022, a projeção

segue em 7% ao ano.

BAIXA

FALTA DE DEMANDA

A falta de demanda interna voltou a

ganhar importância entre os principais

problemas enfrentados pela indústria

nos últimos meses. O percentual

de empresários que assinalam

essa dificuldade é o maior desde o

terceiro trimestre de 2016. No último

semestre, esse índice aumentou 10

pontos percentuais, chegando a

41,1% dos entrevistados. O índice de

evolução da produção ficou em 43,4

pontos, abaixo da linha divisória. O

índice costuma ficar abaixo dos 50

pontos no mês. Porém, o índice de

junho de 2019 é o menor para o mês

dos últimos quatro anos, superando

somente os registrados durante a

fase mais aguda da crise econômica

brasileira, entre 2014 e 2015.

08

referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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Inovação. Qualidade.

Economia.

MADE IN GERMANY


COLUNA

RENASCENTISMO

CONSTRUÇÃO BASE CLT ESTÁ SENDO CONSIDERADA COMO O RENASCIMENTO DA CONSTRUÇÃO EM MADEIRAS

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

QUANDO SE FALA DO CLT EM SISTEMAS

CONSTRUTIVOS EM PAÍSES ONDE ESSAS

TECNOLOGIAS CONSTRUTIVAS JÁ SÃO

REALIDADE, AS PREOCUPAÇÕES ESTÃO COM BUSCAS

DE MELHORIAS JÁ ATRAVÉS DA SINTONIA FINA

Logo após o início do período da história que

identificava profundas transformações, que

levavam a uma evolução, conhecido como o Renascentismo,

considerado como um período de

transição entre a Idade Média e a Idade Moderna,

os primeiros exploradores europeus desembarcavam

em terras do atual território norte-americano, criando colônias

com diferentes estruturas políticas, sociais, religiosas e

econômicas.

No entanto, independentemente dessas diferenças,

todos esses grupos tinham em comum a vocação e competência

para construção de suas moradias e demais edificações

utilizando a madeira como o principal material construtivo.

Desde então, a indústria madeireira na América do

Norte vem apresentando inovações, suprindo os mercados

com produtos madeireiros mais elaborados, com especial

atenção ao mercado da construção.

Passaram pela madeira roliça, com suas casas de troncos,

depois introduziram a madeira serrada, utilizada na

forma sólida e foram evoluindo, chegando aos diferentes

tipos de painéis e diferentes tipos de sistemas construtivos

até hoje empregados, em especial com a evolução alcançada

pelo uso do sistema wood frame e a intensa utilização

da madeira engenheirada. De repente, graças aos esforços

da engenharia madeireira de alguns países europeus, em

especial Áustria, Suíça e Itália, surge um novo produto,

de características inovadoras, denominado como Madeira

Laminada Cruzada (Cross Laminated Timber), conhecida

pela sigla CLT, cuja principal característica é a possibilidade

de se ter peças estruturais de grandes dimensões, abrindo

novas perspectivas de aplicações para a indústria da construção.

Uma das mais conhecidas revistas internacionais de arquitetura,

a Dezeen Magazine, menciona em recente artigo

Foto: divulgação

as palavras do arquiteto britânico Andrew Waugh em relação

ao CLT: “Este é o início da era da madeira” e, reconhecendo

as vantagens da construção industrializada com madeiras,

acrescenta,” É o tipo de construção super-rápida,

muito precisa, que proporciona os mais surpreendentes e

belos espaços construídos, transmitindo sensação de bem

estar, com solidez e robustez.”

Tudo isto para não mencionar as vantagens relacionadas

aos conceitos da NeoEcology, tomando como

significativo exemplo o fato de que a substituição do aço

em uma estrutura de piso por uma estrutura similar base

madeira, como o CLT, possibilita a redução da pegada de

carbono em cerca de dez toneladas de dióxido de carbono

para cada tonelada de madeira utilizada. Diante de inúmeras

outras vantagens no campo da construção modular / industrializada,

o CLT parece ter despertado uma verdadeira

revolução no contexto da construção urbana com a madeira.

São inúmeros os desafios, em especial no Brasil, onde

ainda sequer entramos nos tempos Renascentistas.

Quando se fala do CLT em sistemas construtivos em

países onde essas tecnologias construtivas já são realidade,

as preocupações estão com buscas de melhorias já através

da sintonia fina. Por exemplo, há a preocupação com

relação à proteção dos componentes contra a ação dos

agentes deterioradores. Cupins e fungos apodrecedores já

são mencionados como fatores de preocupação nos EUA

(Estados Unidos da América), China e Austrália.

Vários produtos e processos estão em estudos, envolvendo

as instituições de pesquisas, academia, indústria e

instituições setoriais representativas, buscando soluções

para o alcance de textos normativos que possam dar a

devida retaguarda para a indústria da construção. Há nítidas

indicações de que esse pessoal já está no caminho de

soluções. No Brasil, temos nossas particularidades: a disponibilidade

de matéria-prima adequada, a capacidade industrial

instalada, a falta de textos normativos, além de nos

confrontarmos também com o preconceito da engenharia

construtiva em relação ao uso da madeira.

Nada que uma maior interação entre as instituições de

ensino e pesquisa, a indústria, as entidades setoriais representativas

e órgãos governamentais não possam resolver. A

exemplo do que está fazendo a China, o estabelecimento

de um programa cross-border, envolvendo a cooperação

técnica com instituições voltadas ao desenvolvimento de

pesquisas em países onde esse tipo de tecnologia madeireira

está mais avançado, as soluções e a consolidação

desses mercados podem ser aceleradas , permitindo ao

país sair do obscurantismo quando se fala da utilização da

madeira em sistemas construtivos.

Não à toa a construção base CLT está sendo considerada

como o Renascimento da construção em madeiras

em países cuja tradição construtiva tem a madeira como

protagonista.

10 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


NOTAS

MOVELSUL

2020

Um pavilhão inédito para ótimos negócios. A Movelsul

Brasil 2020 apresenta uma grande novidade

para sua próxima edição: o Espaço Corporativo

& Tecnovarejo, localizado no Pavilhão F, que vai

reunir expositores do segmento corporativo, de

planejados, decoração e tecnologias, oferecendo

soluções de vários níveis para o público visitante

da feira. Com a iniciativa, o pavilhão F passa a abrigar especificamente três segmentos: móveis planejados, decoração

e soluções para o varejo. Além da exposição, a feira vai articular rodadas de negócios específicas entre os expositores e

compradores de mobiliário corporativo, investidores e especificadores desse segmento. O espaço de soluções para o varejo,

por sua vez, vai incluir empresas que desenvolvem produtos e serviços nas áreas de tecnologia, logística, gestão e crédito,

entre outros. O presidente do Sindmóveis, Vinicius Benini, comemora mais essa inovação. “É um ambiente inédito e

necessário para fomentar grandes negócios e oferecer ferramentas para a melhoria da gestão e produtividade no varejo”,

pontua. A Movelsul acontecerá nos dias 16 a 19 de março, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS).

POUPANÇA

A poupança registrou saldo positivo com a captação líquida

somando R$ 1,316 bilhão em agosto, informou o Banco

Central. Em julho, a captação líquida da poupança foi de R$

1,605 bilhão. No mês de agosto, os depósitos somaram R$

203,818 bilhões, contra R$ 202,502 bilhões dos saques. Considerando

o rendimento de R$ 3,008 bilhões no mês, o estoque

total na caderneta de poupança passou a R$ 806,387

bilhões no fim de agosto. Apesar da captação positiva, o

resultado é o pior para o mês de agosto desde 2016, quando

o saldo da captação líquida foi negativo em R$ 4,466 bilhões.

Com o resultado de agosto, a caderneta de poupança

acumula saques líquidos de R$ 14,789 bilhões no ano de

2019. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos)

tinham superado as retiradas em R$ 16,960 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam

da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram

a R$ 24 bilhões.

Foto: divulgação

BLACK FRIDAY

A Presidente da Abimóvel, Maristela C. Longhi, se reuniu,

em Brasília, com o Ministro Chefe da Casa Civil,

Onix Lorenzoni, e o Secretário Especial do Ministério

da Economia, Caio Megale, para tratar de assuntos

do setor e, em especial, da inclusão da indústria de

móveis na campanha denominada “Semana do Brasil/

Black Friday”, que aconteceu no começo do mês de

setembro. O objetivo da Abimóvel é incentivar que o

governo Bolsonaro promova uma isenção ou redução

do Icms (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e

Serviços) e do IPI (Imposto sobre os Produtos Industrializados)

para setores ligados ao varejo. A medida

deve voltar a ser discutida nos próximos meses.

Foto: divulgação Foto: divulgação

12 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


Foto: divulgação

NOTAS

MÓVEIS

ACREANOS

O governo do Acre tem desenvolvido nos últimos

meses diversas reuniões e visitas técnicas junto aos

Polos Moveleiros da região para buscar investimentos

para que o setor possa desenvolver e expandir

suas atividades. Na primeira etapa de reuniões

foram atendidas as solicitações dos moveleiros do

Alto Acre. As equipes das duas pastas realizaram

o encontro nos próprios municípios. Em seguida,

foi a vez dos moveleiros de Sena Madureira e Feijó

pedirem apoio do governo, para corrigir a situação

de abandono em que se encontram os galpões.

Os pedidos de desburocratização para agilidade

no licenciamento, bem como ações que priorizem

elaborações de planos de manejo são as principais

reivindicações.

MINHA CASA

MINHA VIDA

O governo federal anunciou que repassou R$ 443 milhões

para o programa Minha Casa Minha Vida. A informação é do

MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional). Segundo

a pasta, a expectativa é que até a próxima semana sejam

liberados mais R$ 100 milhões para o programa. “A preocupação

do presidente Jair Bolsonaro é com as famílias de

baixa renda. E que, mesmo em um período de ajuste fiscal,

as pessoas não percam seus empregos e a economia fique

aquecida. Serão injetados no mercado R$ 543 milhões para

garantir a continuidade de 234 mil unidades em andamento

no país”, ressalta o ministro Gustavo Canuto. O aporte financeiro

faz parte dos R$ 600 milhões que foram liberados pelo

Ministério da Economia ao MDR. Dos R$ 443 milhões, cerca

de R$ 366,1 milhões destinam-se ao FAR (Fundo de Arrendamento

Residencial), a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida,

que atende famílias com renda mensal de R$ 1.800.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

FERROVIAS

BRASILEIRAS

Durante a XXV Semana de Tecnologia Metroferroviária,

a Fiesp reuniu especialistas para discutir o potencial de

crescimento do setor ferroviário no Brasil. O evento,

organizado pela Aeamesp (Associação dos Engenheiros

e Arquitetos de Metrô), contou com a presença do

diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp e

presidente da Abifer, Vicente Abate, que mediou o debate

sobre esse que é um dos modais mais estratégicos

para a indústria. Na presença do superintendente

de Projetos Custos e Estudos da Valec, Marcos Aires Albuquerque Santos, e do presidente da Aeamesp, Pedro Machado, o secretário

nacional de Transporte Terrestre do Ministério de Infraestrutura, general Jamil Megid Júnior, garantiu que a retomada

do setor ferroviário já começou e que algumas metas já estão muito bem definidas, entre elas, a ampliação da participação e

dos investimentos privados, a prorrogação de contratos de concessões e investimentos cruzados e o aumento da capacidade

da malha existente. “Nossa meta é aumentar a malha ferroviária de 16% para 30% até 2030”, projetou Megid Júnior.

14 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


A Bonardi está preparada

para atender diversos

segmentos da madeira:

Compensados, MDP e MDF.

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NOTAS

REFORMA TRIBUTÁRIA

O relator da reforma tributária no Senado, Roberto

Rocha, deve entregar nos próximos dias seu relatório

sobre o tema. O parlamentar adiantou que seu texto

terá como objetivos reduzir a carga tributária, sobretudo

para os mais pobres, e desonerar a folha de pagamento

das empresas, para estimular a geração de emprego.

“A gente está querendo aprovar uma reforma tributária

baseada em princípios de justiça social, para simplificar,

para estabelecer uma competição e modernizar o sistema

atual, que é muito predatório, injusto e desigual.

Penaliza os mais pobres. Temos que encontrar formas

de desonerar a folha de pagamento, para dar oportunidade

melhor de emprego para milhões de brasileiros”,

disse o senador.

Foto: divulgação

MOSTRA MÓVEIS

Em seus três dias de realização, a MostraMóveis registrou

a presença de 2,1 mil participantes, sendo que deste montante

859 são lojistas. O Projeto Comprador Internacional,

que trouxe ao evento 20 importadores de 11 países, realizou

603 rodadas com projeção de negócios, até dezembro

deste ano, estimada em US$ 15,5 milhões. Somente durante

os encontros internacionais, foram fechados o valor

de US$ 3,4 milhões em negócios com a indústria moveleira.

Nas rodadas com o mercado interno, a estimativa é a concretização

de negócios no valor de R$ 2,24 milhões até o final

deste ano decorrentes de 80 encontros de redes varejistas

com 23 indústrias do setor. Os negócios na MostraMóveis,

que contou com 65 indústrias expositoras, deverão se

concretizar nos próximos meses, com estimativas otimistas

para compras de lojistas focadas na semana da Black Friday.

As negociações com o mercado nacional realizadas na

MostraMóveis e nas rodadas de negócios decorrentes de

80 encontros de redes varejistas com 23 indústrias do setor,

geraram R$ 3,15 milhões de negócios imediatos.

Foto: divulgação

NORMAS

REGULAMENTADORAS

Após intenso esforço do setor industrial brasileiro, as NRs

(Normas Regulamentadoras) de SST (Saúde e Segurança

no Trabalho) dão os primeiros passos para se tornarem

regras modernas e equilibradas. Na visão da CNI (Confederação

Nacional da Indústria), a atualização das três

primeiras NRs representa um avanço urgente e necessário

no processo de simplificar e reduzir a burocracia imposta

às empresas, dando clareza às obrigações a serem cumpridas

sem reduzir ou afrouxar os princípios de proteção

ao trabalhador. Nesse sentido, o principal avanço para a indústria ocorre nas alterações feitas no texto da NR 12, que estabelece

padrões de segurança na operação de máquinas e equipamentos na linha de produção. Atualizada em 2010 para se

alinhar aos padrões europeus, a norma chegou a tal nível de detalhismo que se tornou, na prática, inexequível. “Em vez de

prestigiar o princípio da segurança, o texto de 2010 da NR 12 impôs custos e obrigações que, nem sempre, traziam ganhos

em proteção”, explica o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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Foto: divulgação

NOTAS

CONGRESSO

NACIONAL MOVELEIRO

Durante a décima edição do Congresso Nacional

Moveleiro, o vice-presidente e presidente eleito

da Fiep, Carlos Walter, destacou a importância da

realização do evento em Arapongas (PR), um dos

maiores polos moveleiros do país. Estamos no principal

polo moveleiro do país e no melhor centro de

eventos do Paraná. O nosso objetivo é fomentar

negócios, o que se concretiza quando falamos da

somatória entre conhecimentos gerados, rodadas

de negócios com mercado comprador nacional e

internacional e feira setorial que aproxima as indústrias

da cadeia varejista”, destacou Carlos. O tema

deste ano foi: Na era da transformação digital - os

modelos de negócios e a inovação pelo significado

da indústria moveleira.

INFLAÇÃO

Instituições financeiras reduziram, pela sétima vez seguida,

a estimativa para a inflação neste ano. De acordo com

pesquisa do BC (Banco Central) ao mercado financeiro, a

previsão para a inflação, calculada pelo Ipca (Índice Nacional

de Preços ao Consumidor Amplo), deste vez, passou

de 3,45% para 3,44%, em 2019. Para 2020, foi mantida

em 3,80%. A previsão para os anos seguintes também

não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo

da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A

meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário

Nacional) é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em

2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de

1,5% para cima ou para baixo.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

BALANÇO

DO SETOR

A Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário divulgou, em agosto,

um balanço que registrou os números da produção e exportação

dos meses de junho e julho. De acordo com a instituição, as exportações

do setor moveleiro somaram US$ 353,6 milhões no acumulado do

ano em 2019, resultado que representa alta de 4,1% em comparação

com o mesmo período de 2018. Desse total, destacam-se as exportações

de móveis para os EUA (Estados Unidos da América), com participação

de 33,8% dos valores exportados e aumento de 12,5% em

relação a 2018. Em termos de crescimento do valor importado, dentre

os principais países, a França e o México tiveram crescimento expressivo

no montante enviado ao Brasil, quando comparado com o mesmo

período do ano passado. Os três Estados da região sul são os maiores

exportadores de móveis do Brasil. Juntos, Santa Catarina (41,3%), Rio

Grande do Sul (28,9%) e Paraná (14,8%), corresponderam a 85,0% das

exportações brasileiras de móveis entre janeiro e julho de 2019.

18 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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NOTAS

CONVENÇÃO

COLETIVA

O mês de setembro ficou marcado pela assinatura da Convenção

Coletiva de Trabalho 2019/2020 vigente para as empresas

do setor moveleiro localizadas no polo de Bento Gonçalves (RS)

– que inclui quase 300 indústrias de Bento Gonçalves, Monte

Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza. O acordo foi formatado

pelas Comissões de Negociação do Sindmóveis (Sindicato

das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves) e Sitracom

(Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e

do Mobiliário de Bento Gonçalves), resultando num reajuste de

3,57%, equivalente ao Inpc do período. O acordo promove direcionamentos

sobre os pisos salariais e benefícios ao trabalhador.

Com a convenção, o salário admissional da categoria (para o

período de experiência de 60 dias) passa a ser de R$ 1.314,51. O

salário intermediário é de R$ 1.349,72 e, a partir de seis meses

de empresa, o empregado passa a receber R$ 1.525,27. O acordado

entre as entidades é válido até o dia 31 de janeiro de 2020.

Foto: divulgação

PETRÓLEO

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque,

afirmou que o ataque terrorista

contra instalações petrolíferas na Arábia

Saudita pode resultar em uma atração de investimentos

para o Brasil. Em entrevista à TV

Brasil, ele disse que, além de oportunidades

em novos leilões de petróleo, o país oferece

um ambiente mais seguro. “Dentro da crise

internacional que estamos presenciando, do

que aconteceu na Arábia Saudita, em um

ataque terrorista, as condições para o investimento

no Brasil se tornam muito mais favoráveis,

não só em relação à produtividade

dos nossos campos de petróleo, mas pela

estabilidade que existe no país, além de um

bom ambiente de negócios”, afirmou.

Foto: divulgação

MOVERGS 32 ANOS

Representando 2.640 empresas moveleiras gaúchas, o que

equivale a 13,5% das unidades fabris do Brasil, a Movergs

(Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio

Grande do Sul) chegou aos seus 32 anos no último 14 de

setembro. Com a importante missão de representar e defender

os interesses da cadeia produtiva de madeira e móveis,

desde 1987 a entidade tem direcionado seus esforços no

sentido de contribuir e garantir ferramentas competitivas em

prol do desenvolvimento de seus associados. As indústrias

de móveis gaúchas produziram, em 2018, aproximadamente, 78,5 milhões de peças, o que corresponde por 17,4% do total de

móveis fabricados no país, gerando faturamento de R$ 11,1 bilhões e mais de U$ 188 milhões em exportações, equivalente a

28,9% das exportações nacionais. “Há três décadas, a Movergs tem trabalhado com o compromisso de representar e defender

os interesses da cadeia produtiva moveleira. Seguindo o slogan da entidade: Unir para fortalecer, renovar para crescer; temos

sido incansáveis no aprimoramento de projetos, na geração de oportunidades e parcerias e na defesa dos interesses das empresas”,

ressalta o presidente da Movergs, Rogério Francio.

Foto: Vértice Comunicação

20 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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APLICAÇÃO

DESIGN

MODERNO

Foto: Daniel Santo

Quem trabalha em casa ou no escritório sabe que a cadeira é

item fundamental para manter uma jornada de trabalho saudável

e produtiva. Sua ergometria e conforto são fortes aliados

tanto para aqueles que utilizam o home office ou para

os funcionários que se deslocam diariamente para o local de

trabalho. Outro fator importante nesse processo é o estímulo

à criatividade em meio a um ambiente estiloso e com peças

com um design moderno e confortável. Com todas estas características,

a cadeira Ayra, lançamento da F.Way, se destaca

por ser despojada e concisa, sem deixar de lado a sofisticação

do designer Christoph Jenni. Os elementos estruturais

da peça demonstram toda a excelência do design. Com

linhas definidas, o minimalismo presente se encontra em

perfeita harmonia com texturas e formas extremamente humanas.

O encosto alto se destaca com uma estrutura em aço

carbono que garantem o conforto necessário e se moldam

ao corpo. Para amenizar as longas horas que passamos sobre

a cadeira, a concha de espuma poliuretano de alta densidade

é extremamente confortável. A Ayra se destaca também

pelo ajuste de altura e o mecanismo giratório suave.

CONFORTO

E ESTILO

A Pantone, empresa norte-americana famosa por seu

sistema de cores, largamente utilizadas na indústria gráfica,

elegeu a Coral Living como a cor de 2019. O tom faz

referência ao céu nas primeiras horas do anoitecer, trazendo

também as tonalidades dos recifes subaquáticos. A

definição da Pantone deu inspiração a vários arquitetos e

designers, que desenvolveram peças exclusivamente para

a campanha: Color Of The Year; da empresa. Foi a partir

desse conceito que a poltrona Daff ganhou vida: estruturada

predominantemente em madeira maciça, com assento

e encosto estofados, revestidos de espuma e tecido, ela

serve também como mesa de apoio. A cor, a Coral Living,

deu um ar mais vívido e vibrante ao móvel, combinando

com qualquer estilo de decoração. Seu formato em concha

prioriza o conforto e o seu conjunto estético orgânico mostra

o perfeito equilíbrio entre formas e volumes dos móveis

de traços modernistas. “A poltrona Daff tem como principal objetivo o conforto, sem esquecer da importância das linhas

modernas e inovadoras, trazendo um toque intimista e pessoal ao décor”, explica Jader Almeida, criador da poltrona.

Foto: divulgação

22 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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FRASES

“A INDÚSTRIA DO PARANÁ É FORTE, É DIVERSIFICADA E

CAPACITADA TECNICAMENTE. A FEDERAÇÃO, POR MEIO DOS

SINDICATOS QUE SÃO SEUS FEDERADOS, OS REPRESENTA E TÊM A

MISSÃO DA DEFESA DOS INTERESSES DA INDÚSTRIA. É ISSO QUE A

NOSSA DIRETORIA FARÁ, ASSUMINDO A NOVA GESTÃO BUSCANDO

TUDO PARA A DEFESA E A EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA DO PARANÁ”

CARLOS WALTER MARTINS PEDRO, NOVO PRESIDENTE DA FIEP

(FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO PARANÁ)

“VENCEMOS

A PRIMEIRA

ETAPA NA

CÂMARA, E MUITO

BREVEMENTE, EM

SETEMBRO, VAMOS

TER A APROVAÇÃO

DA REFORMA DA

PREVIDÊNCIA NO

SENADO E PODEREMOS

DAR SEGMENTO AO MAIOR

PROGRAMA DE CONCESSÕES

E PRIVATIZAÇÕES DO

MUNDO. NÃO HÁ NENHUM

PAÍS NO MUNDO QUE TENHA

UM PROGRAMA TÃO EXTENSO

COMO O QUE TEMOS”

“IMAGINAR QUE A POLÍTICA MONETÁRIA AJUDA O

CRESCIMENTO É UM EQUÍVOCO QUE COMETEMOS HÁ

ANOS. ELA CONTROLA A INFLAÇÃO E AJUDA A ATIVIDADE.

OS JUROS ESTÃO CAINDO POR UMA RAZÃO RUIM, POIS A

ECONOMIA ESTÁ MUITO FRACA. PELA QUEDA QUE OCORREU,

JÁ DEVERÍAMOS TER NOS RECUPERADO. ISSO É UM SINAL

PREOCUPANTE DE COMO A ECONOMIA ESTÁ FRÁGIL. HÁ

SINAIS UM POUCO POSITIVOS. ESSE ANO TERMINAREMOS COM

CRESCIMENTO AO REDOR DE 1%, TALVEZ UM POUCO MENOS.

É POSSÍVEL QUE, 12 MESES À FRENTE, POSSAMOS CRESCER 2%.

MAS O NOSSO CRESCIMENTO POTENCIAL, SUSTENTADO, É DE

1% OU MENOS. E ISSO É UMA MÁ NOTÍCIA”

MARCOS LISBOA, ECONOMISTA, SOBRE A RELAÇÃO ENTRE A BAIXA DA

TAXA DE JUROS E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA

ONYX LORENZONI,

MINISTRO DA CASA

CIVIL, SOBRE OS

PROJETOS DO

GOVERNO PARA

OS PRÓXIMOS

ANOS

Foto: divulgação

“AS COISAS ESTÃO

ACONTECENDO DEVAGARZINHO,

VAI UMA BR DISTRIBUIDORA

AQUI, DAQUI A POUCO VEM UMA

ELETROBRAS, UMA TELEBRAS,

DAQUI A POUCO VEM TAMBÉM

OS CORREIOS, ESTÁ TUDO NA

LISTA”

PAULO GUEDES, MINISTRO DA

ECONOMIA, SOBRE O PROJETO

DE PRIVATIZAÇÕES DO GOVERNO

FEDERAL

24 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


ENTREVISTA

NOVOS

MERCADOS

NEW MARKETS

O

s países do Mercosul e da União Europeia formarão

uma das maiores áreas de livre comércio do planeta,

após assinatura do acordo entre os dois blocos

comerciais. Juntos, eles representam cerca de 25%

da economia mundial e um mercado de 780 milhões

de pessoas. O tratado foi discutido durante mais de 20 anos e a

novela chegou ao fim no último mês de junho, em Bruxelas. Para

explicar quais são os benefícios para a indústria e os consumidores

brasileiros, a REFERÊNCIA INDUSTRIAL entrevistou o professor

e especialista em Relações Internacionais, João Alfredo Lopes

Nyegray, que traça um panorama geral desse acordo comercial

que promete trazer o mercado europeu para as fronteiras brasileiras.

Confira:

ENTREVISTA

The Mercosur Countries and the European Union will form

one of the largest free trade zones on the planet, after signing

an agreement between the two commercial blocks.

Together, they represent about 25% of the world economy

and a market of over 780 million people. The Accords have

been being discussed for more than twenty years, and the story came

to an end last June in Brussels. To explain the benefits for Brazilian

industry and consumers, REFERÊNCIA Industrial interviewed João

Alfredo Lopes Nyegray, Professor and Specialist in International Relations,

who gives us a general overview of this trade agreement that

promises to bring the European market to Brazilian borders.

Check out his comments:

Foto: divulgação

JOÃO ALFREDO

LOPES NYEGRAY

CARGO: PROFESSOR NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DA

UP (UNIVERSIDADE POSITIVO)

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: GRADUADO EM RELAÇÕES

INTERNACIONAIS (UNICURITIBA) E MESTRE EM ESTRATÉGIA E

INTERNACIONALIZAÇÃO (UP)

FUNCTION: PROFESSOR OF BUSINESS ADMINISTRATION AND FOREIGN

TRADE AT POSITIVO UNIVERSITY (UP)

PROFESSIONAL EDUCATION: BSC. IN INTERNATIONAL RELATIONS,

UNICURITIBA, AND MSC. IN STRATEGY AND INTERNATIONALIZATION,

POSITIVO UNIVERSITY (UP)

26 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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ENTREVISTA

A NEGOCIAÇÃO DE UM ACORDO DE LIVRE-

-COMÉRCIO ENTRE O MERCOSUL E A UNIÃO

EUROPEIA SE ESTENDE POR MAIS DE DUAS

DÉCADAS. QUAL FOI O PRINCIPAL ENTRAVE

PARA QUE ESSE TRATADO FOSSE FIRMADO?

Sem dúvida que as pautas comerciais envolvidas.

De um lado, os europeus esperavam proteger

seus agricultores, em sua maior parte de pequeno e

médio porte, do competitivo agronegócio do Mercosul.

De outro, brasileiros, argentinos, uruguaios

e paraguaios esperavam proteger suas indústrias

dos tecnológicos e inovadores produtos alemães,

franceses e italianos. A demora se deu por conta

da dificuldade de se harmonizar interesses internos

com necessidades externas em cada um dos lados.

Além disso, o fato de haver muitos países envolvidos

certamente contribuiu com a morosidade da

negociação do acordo.

A AMÉRICA LATINA É UM DOS PRINCIPAIS

DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

DE MANUFATURADOS E SEMIMANUFATURA-

DOS. ALÉM DISSO, O CONSUMO INTERNO

TEM UMA GRANDE IMPORTÂNCIA PARA O

BRASIL. NESSE SENTIDO, EM QUE MEDIDA UM

ACORDO DE LIVRE-COMÉRCIO ENTRE O MER-

COSUL E A UNIÃO EUROPEIA BENEFICIARIA O

PAÍS?

Em primeiro lugar tem-se a abertura de um novo

mercado, no caso, o mercado europeu. Não que

hoje esse mercado seja fechado aos nossos produtos,

mas as tarifas praticadas lá certamente atrapalham.

Com o acordo, nossos itens tendem a ficar

mais baratos, o que facilita sua entrada na UE (União

Europeia). Em segundo lugar vem a necessidade de

aprimoramento de uma variada gama de produtos

para que possam competir com o que é ofertado

na Europa. O público europeu tem acesso a itens

inovadores e de alto valor agregado por um preço

relativamente baixo quando comparado ao valor

dos mesmos produtos no Brasil. São, por exemplo,

medicamentos, produtos químicos, eletrônicos e

automobilísticos. Para competir num cenário assim

as indústrias brasileiras precisam, também, inovar

e agregar diferenciais. Isso é positivo não apenas

por possibilitar a entrada no mercado europeu, mas

pela possibilidade de ofertar produtos melhores

também aqui, em nosso mercado interno.

O CONSUMIDOR BRASILEIRO SERÁ BENE-

FICIADO POR ESSE ACORDO, OU ELE SE RES-

TRINGE EXCLUSIVAMENTE À INDÚSTRIA?

O consumidor brasileiro será, sem dúvidas, um

dos grandes beneficiados. Da mesma forma que

nossos produtos entrarão mais baratos na UE, os

produtos europeus também chegarão aqui com pre-

THE NEGOTIATIONS OF A FREE TRADE AGREE-

MENT BETWEEN MERCOSUR AND THE EUROPEAN

UNION HAVE EXTENDED FOR MORE THAN TWO

DECADES. WHAT WERE THE MAIN OBSTACLES FOR

THIS ACCORD TO BE SIGNED?

Undoubtedly, the commercial agendas involved.

On the one hand, the Europeans hoped to protect their

farmers, mostly small and medium-sized, from the competitive

agribusiness of Mercosur. On the other hand,

Brazilians, Argentines, Uruguayans, and Paraguayans

hoped to protect their industries from technological and

innovative German, French, and Italian products. The

delay took place because of the difficulty of harmonizing

internal interests with external needs on each side. Moreover,

the fact that there are many countries involved

certainly contributed to the sluggishness of negotiating

the agreement.

LATIN AMERICA IS ONE OF THE MAIN DESTI-

NATIONS FOR BRAZILIAN EXPORTS OF MANU-

FACTURED AND SEMI-MANUFACTURED GOODS.

ALSO, DOMESTIC CONSUMPTION IS OF GREAT IM-

PORTANCE TO BRAZIL. IN THAT SENSE, TO WHAT

EXTENT WOULD A FREE-TRADE AGREEMENT BE-

TWEEN MERCOSUR AND THE EUROPEAN UNION

BENEFIT THE COUNTRY?

Firstly, there is the opening up of a “new” market,

in this case, the European market. Not that today, this

market is closed to our products, but the tariffs practiced

there certainly hinder. With the agreement, our items will

tend to become less expensive, which facilitates their entry

into the European Union. Secondly, there is a need to

improve a wide range of products so that they can compete

with those offered in Europe. The European public

has access to innovative and high value-added items at

a relatively low price when compared to the value of the

same products in Brazil. They are, for example, medicines,

chemicals, and electronic and automobile compo-

O ACORDO

FECHADO COM A

UNIÃO EUROPEIA PODE

SER, NESSE SENTIDO, UM

INDICATIVO DE QUE

ESTAMOS NOS ABRINDO

MAIS À REALIDADE DO

COMÉRCIO

INTERNACIONAL

28 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


ENTREVISTA

ços mais baixos. Isso permite que o consumidor brasileiro

tenha acesso a esses itens pagando menos, e

força a indústria nacional a melhorar e inovar para se

manter atraente. O aumento da concorrência tende

a movimentar o mercado, e ganha quem consegue

ofertar algo de maior qualidade e menor preço.

COMO O ACORDO PODE IMPACTAR NAS

TARIFAS DE IMPORTAÇÃO PARA AS COMPA-

NHIAS BRASILEIRAS?

De duas formas: primeiro, entrarão em nosso

mercado produtos com valor menor, aumentando

a concorrência. Segundo, da mesma forma, poderemos

entrar no mercado europeu com preços

menores. Seja no Mercosul, seja na UE, com tarifas

menores na importação tudo tende a ficar mais

barato, e a concorrência tende a aumentar dos dois

lados. Com a diminuição dos custos, vem o desafio

aos empresários e às companhias brasileiras: como

manter-se ativo num mercado mais concorrido?

NO CASO DA INDÚSTRIA MOVELEIRA,

COMO O ACORDO IMPACTA AS EXPORTAÇÕES

DO SEGMENTO?

Sem dúvidas que os impactos serão positivos. A

indústria moveleira brasileira produz itens de altíssima

qualidade, alinhados a tendências mundiais na

área – seja no quesito sustentabilidade, seja no quesito

design. Vejo nesse segmento um potencial de

crescimento ainda inexplorado, não por demérito

do setor, mas pela histórica falta de apoio do governo

e pela excessiva tributação. O mercado alemão,

por exemplo, é um dos maiores importadores e

exportadores da área, e pode ser bastante explorado

pelas indústrias brasileiras. O desafio, agora,

é a capacitação na área de internacionalização e

COM A DIMINUIÇÃO

DOS CUSTOS, VEM O

DESAFIO AOS EMPRESÁRIOS E

ÀS COMPANHIAS BRASILEIRAS:

COMO MANTER-SE ATIVO

NUM MERCADO MAIS

CONCORRIDO?

nents. To compete under such a scenario, Brazilian companies

also need to innovate and aggregate differentials.

This is positive not only because it allows us to enter the

European market, but also for the possibility of offering

better products here, in the domestic market.

WILL THE BRAZILIAN CONSUMER BENEFIT

FROM THIS AGREEMENT, OR ARE BENEFITS RES-

TRICTED EXCLUSIVELY TO THE INDUSTRIAL SEC-

TOR?

The Brazilian consumer will undoubtedly be one of

the great beneficiaries. In the same way that our products

will become less expensive in the European Union,

European products also arrive here at reduced prices.

This allows the Brazilian consumer to have access to these

items paying less, and forces domestic companies to

improve and innovate to stay attractive. The increase in

competition tends to move the market, and those who

gain are those who can offer something with better quality

and at a lower price.

HOW CAN THIS AGREEMENT IMPACT ON IM-

PORT TARIFFS FOR BRAZILIAN COMPANIES?

In two ways: First, products enter our market with

lower prices, increasing competition. Secondly, in the

same way, our products can enter the European market

at a lower price. Whether in the Mercosur or the European

Union, with lower import tariffs, everything tends to

become less expensive, and competition tends to increase

on both sides. With the cost reductions, the challenge

for Brazilian entrepreneurs and companies becomes

“How to stay active in a more competitive market?”.

IN THE CASE OF THE FURNITURE INDUSTRY,

HOW DOES THIS AGREEMENT IMPACT EXPORTS IN

THIS MARKET?

There is no doubt that the impacts will be positive.

The Brazilian Furniture Sector produces high quality

items, aligned with global trends in the area – whether

as to sustainability or design. I see a still unexplored

potential for growth in this segment, not due to any

shortcomings of the Sector, but due to the historical lack

of government support and excessive taxation. The German

market, for example, is one of the largest importers

and exporters in the area and can be widely exploited by

Brazilian companies. The challenge now is the training

in the area of internationalization and international business,

so that when the agreement is ratified, we are adequately

prepared to explore the new opportunities.

ACCORDING TO MINISTER ERNESTO ARAÚJO,

THE NEGOTIATIONS BETWEEN THE TWO COM-

MERCIAL BLOCKS WOULD STIMULATE A “NEGO-

TIATOR APPETITE” FOR OTHER NATIONS IN FAVOR

OF INVESTMENTS IN BRAZIL OR ASSOCIATION

30 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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LOCALIZAÇÃO

Empresa sediada há mais de 17 anos no

município de Inácio Martins, região Centro Sul do

Estado do Paraná, contamos com uma área de

aproximadamente 50 mil hectares de florestas de

pinus, num raio de ação de 50 km da fábrica.

Área industrial contendo 03 barracões com

estrutura em concreto e coberturas metálicas, com

área de 7.817,50 m². Total do imóvel 46.392,00 m²

com área de estoque e estacionamento. Apresenta

rede de água, energia elétrica, telefônica, internet

via fibra e pavimentação asfáltica.

Acesso asfáltico pela rodovia PR-364 estando a 40

km do trevo de acesso à rodovia Federal BR-277, na

localidade do Guará, a 60 km de Guarapuava-PR e

58 km do trevo de acesso à Rodovia Federal BR-277,

no município de Irati-PR. Estamos na distância de

300 km do porto de Paranaguá-PR, e a 451 km do

porto de Itajaí-SC, principais portos de exportação

de madeiras.

ESTRUTURA

A capacidade de produção de taboado

para paletes, serrados e secados é de 3.620,00 m².

Contamos com toda a linha da serraria da marca

Mill Indústrias, duas caldeiras de 3 e 5 toneladas,

com 11 estufas de secagem padrão e estação de

energia completa com 1.000 KW, permitindo a

compra do mercado livre de energia elétrica e

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Maurício Cavassin:

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ENTREVISTA

negócios internacionais, para que quando o acordo

seja ratificado, estejamos devidamente prontos para

explorar as novas oportunidades.

DE ACORDO COM O MINISTRO ERNESTO

ARAÚJO, ESSAS NEGOCIAÇÕES ENTRE OS

DOIS BLOCOS COMERCIAIS PODEM INCENTI-

VAR UM “APETITE NEGOCIADOR” POR PARTE

DE OUTRAS NAÇÕES EM FAVOR DE INVES-

TIMENTOS NO BRASIL OU EM ASSOCIAÇÃO

COM O BLOCO DA AMÉRICA DO SUL. VOCÊ

CONCORDA COM ESSA AFIRMAÇÃO? POR

QUÊ?

Concordo plenamente. A recente disposição

dos EUA (Estados Unidos da América) em celebrar

um acordo de livre comércio com o Brasil é um indicativo.

Muitos países certamente perderão espaço

no mercado europeu para produtos oriundos do

Mercosul. Sendo assim, é prudente buscar novos

clientes. Uma outra razão é o fato de que, para

um acordo comercial, é necessário um certo grau

de abertura do país ou bloco em relação ao resto

do mundo. O acordo fechado com a UE pode ser,

nesse sentido, um indicativo de que estamos nos

abrindo mais à realidade do comércio internacional.

Deve-se ressaltar que, na década de 1950, o Brasil

tinha cerca de 2% do comércio mundial. Atualmente,

sofremos para chegar a 1%. Como venho dizendo,

esse dado nos mostra que nós perdemos para

nós mesmos. Fomos um país fechado durante muitas

décadas, e nossa abertura comercial veio apenas

na década de 1990. De lá para cá não celebramos

tantos acordos comerciais quanto outros países

emergentes como o Chile, por exemplo. Assim,

espera-se que nosso apetite negociador realmente

aumente, para aumentarmos nosso acesso a outros

mercados.

EM QUE ESSE NOVO ACORDO SE DIFE-

RENCIA DOS TRATADOS COMERCIAIS QUE O

BRASIL JÁ ASSINOU COM OUTROS PAÍSES E

BLOCOS COMERCIAIS?

Se diferencia pela quantidade de países envolvidos.

Além dos quatro países do Mercosul, são pelo

menos outras 28 nações europeias. No total, são

quase 800 milhões de consumidores, o que é muito

expressivo. Outro ponto que diferencia o acordo

Mercosul-EU é a pauta comercial envolvida. São

centenas de produtos que receberão tratamento tarifário

diferenciado, ao contrário do que ocorreu em

outros acordos onde apenas uma pequena parcela

de nossa economia era contemplada.

WITH THE SOUTH AMERICAN BLOC. DO YOU

AGREE WITH THAT STATEMENT? WHY?

I fully agree. The recent American willingness to

conclude a free trade agreement with Brazil is indicative.

Many countries will certainly lose space in the European

market for products originating in the Mercosur. Therefore,

it is prudent to seek new customers. Another reason

is the fact that, for a trade agreement, a certain degree

of openness of the country or block is needed concerning

the rest of the world. The agreement with the

European Union can be, in this regard, an indication that

we are opening up more to the reality of international

trade. It should be emphasized that, in the 1950s, Brazil

accounted for about 2% of world trade. Currently, we suffer

to reach 1%. As I have been saying, this data shows

us that we have lost out to ourselves. We were a closed

country for many decades, and our opening up commercially

only came in the 1990s. Since then, we have not

celebrated as many trade agreements as other emerging

countries, such as Chile, for example. Thus, our negotiating

appetite is expected to increase our access to other

markets.

IN WHAT WAY IS THIS NEW AGREEMENT DIF-

FERENT FROM THE COMMERCIAL ACCORDS THAT

BRAZIL HAS ALREADY SIGNED WITH OTHER COU-

NTRIES?

It differs by the number of countries involved. In addition

to the four Mercosur countries, there are at least

28 other European nations. In total, there are almost 800

million consumers, which is very expressive. Another

point that differentiates the Mercosur-EU Agreement is

the commercial agenda involved. There are hundreds of

products that will receive differentiated tariff treatment,

contrary to what happened in other agreements where

only a small portion of our economy was contemplated.

A INDÚSTRIA

MOVELEIRA

BRASILEIRA PRODUZ ITENS DE

ALTÍSSIMA QUALIDADE,

ALINHADOS A TENDÊNCIAS

MUNDIAIS NA ÁREA

32 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


Vem aí...

PRÊMIO

2

19

>> 28 de outubro de 2019


COLUNA ABIMCI

AGENDA POSITIVA

PARA O SETOR DE BASE FLORESTAL

O RESULTADO DE TUDO ISSO, PROVAVELMENTE, SERÁ TRADUZIDO EM INVESTIMENTOS, MAIS TRABALHO, NOVOS

NEGÓCIOS E COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO DO SETOR FLORESTAL E MADEIREIRO

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

O RESULTADO DE TUDO ISSO,

PROVAVELMENTE, SERÁ

TRADUZIDO EM INVESTIMENTOS, MAIS

TRABALHO, NOVOS NEGÓCIOS E

COMPROMISSO COM O

DESENVOLVIMENTO DO SETOR

FLORESTAL E MADEIREIRO

U

ma semana que nos garantiu uma série de

aprendizados e alguns compromissos com

o futuro. A intensa programação dos eventos

da Semana Internacional da Madeira,

que reuniu em Curitiba (PR) a cadeia de

base madeireira e florestal brasileira e também um público

internacional, foi uma clara evolução da edição anterior.

Em um momento crítico para os negócios, em meio

às incertezas mundiais das disputas comerciais e do lento

avanço na economia interna, a troca de informações e o

nível de interesse dos participantes no Wood Trade Brazil,

nos eventos técnicos e dos presentes na feira Lignum Latin

America, surpreenderam.

Em um ambiente preparado para gerar oportunidades

de negócios e diante de um público ávido por informações

estratégicas e atualizadas, a Abimci, mais uma vez,

marcou seu posicionamento institucional e de representação

na defesa de interesses do setor. Com a realização da

terceira edição do Wood Trade Brazil, a associação apresentou

aos participantes do evento um conteúdo de alto

nível, com a visão da realidade dos industriais brasileiros

associada a informações atualizadas de palestrantes da

Foto: divulgação

Europa e dos Estados, dois dos principais mercados para

as exportações de produtos brasileiros de madeira.

Já a ação da Rodada de Negócios promovida pela

Associação com compradores do México juntamente

com visitas técnicas a empresas brasileiras, deve culminar

em um acordo de cooperação mútua entre a Abimci e a

associação de importadores mexicanos. Uma conquista

importante em um mercado promissor que tem uma alta

dependência do mercado externo de madeira para abastecer

a demanda do país.

Somado a isso, o lançamento do Estudo Setorial

Abimci 2019, certamente o documento mais robusto e

completo dessa cadeia produtiva, ofereceu aos empresários,

representantes de outras entidades, formadores

de opinião, pesquisadores e tantos outros profissionais

presentes aos eventos, um panorama de onde estamos

e para onde podemos caminhar. Ao apresentar as ações

prioritárias defendidas pela associação, o documento se

torna um compromisso com o futuro do setor em busca

de assertividade, sustentabilidade dos negócios e inovação.

O resultado de tudo isso, provavelmente, será traduzido

em investimentos, mais trabalho, novos negócios e

compromisso com o desenvolvimento do setor florestal e

madeireiro. Por parte da Abimci, o reconhecimento pelo

papel representativo nos transfere uma responsabilidade

ainda maior diante dos enormes desafios que temos pela

frente.

Ainda é difícil traçar uma única perspectiva daqui até

o fim de 2019. Talvez possamos começar 2020 em condições

melhores do que iniciamos este ano, já que a recuperação

das perdas que tivemos até aqui – tanto nas exportações

como no mercado interno – tende a crescer, de

acordo com alguns cenários otimistas, como a baixa dos

juros e aumento do índice de confiança do consumidor.

Para isso, devemos estar preparados – tecnicamente, comercialmente,

institucionalmente e politicamente – para

os próximos passos.

O somatório da Semana Internacional da Madeira

mostra o comprometimento das pessoas e a necessidade

de inovação para buscar sustentabilidade para as

empresas. As ferramentas e o networking para isso estão

à disposição de quem quiser fazer parte da mudança. A

hora agora é de, ao retornar para a rotina das empresas,

colocar todo o conhecimento e experiências adquiridos

em prática. Tempos difíceis exigem maior agilidade e

ações ainda mais pontuais!

34 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


produtos para

tratamento de madeira

com consultoria

técnica customizada.

esse é o dna da koppers

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A Koppers é uma fornecedora de produtos químicos

para tratamento de madeira. Com atuação em todo o

país, a empresa tem uma filosofia de atendimento que

cativou as empresas do ramo. A proposta é garantir um

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36 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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Acompetitividade entre empresas que comercializam

produtos considerados standard – nacional

e internacionalmente – nem sempre se limita à

oferta de um preço atrativo. Na venda de produtos

químicos para tratamento de madeira, a

Koppers movimentou o mercado brasileiro ao apresentar um

serviço que vai além do abastecimento das usinas.

Com atuação em todo o país, a empresa tem uma filosofia

de atendimento que cativou as empresas do ramo. A proposta

é garantir um atendimento global no serviço pré e pós-venda,

com oferta de soluções adequadas à realidade de cada usina.

“O DNA da Koppers é ajudar nossos clientes e a indústria

de uma maneira segura. Nossa filosofia é de serviços e

nosso interesse é que nossos clientes prosperem, que o setor

industrial de tratamento da madeira seja forte e próspero.

Atingimos esses objetivos quando trabalhamos com clientes

e estabelecemos relacionamentos de longo prazo. Somos

uma entidade muito jovem no Brasil, mas na América Latina

temos clientes que trabalham conosco há mais de 50 anos,

por várias gerações, e que são os líderes do setor em suas

regiões. Somos uma empresa global com a filosofia de que

sempre cumprimos nossos compromissos. No Brasil muitas

empresas já experimentaram e aprovaram nosso comprometimento

com elas”, garante o diretor da Koppers América

Latina e a região do Caribe, doutor Javier Romero.

The competitiveness amongst companies that

market products considered standard – nationally

and internationally – is not always limited to just

offering an attractive price. In the sale of chemical

products for wood treatment, Koppers stirred up

the Brazilian market by presenting a technical assistance that

goes beyond just supplying products to treatment plants.

With operations throughout Brazil, the Company has a

philosophy of technical assistance that captivated companies

in the segment. The proposal is to ensure a global service in

our pre and after-sales technical assistance, offering adequate

solutions to the reality of each plant.

“Koppers’ DNA is to help our customers and industry

in a safe manner. Our philosophy is serving and our interest

is that our customers thrive, that the Industrial Wood Treatment

Sector is strong and prosperous. We achieve these

goals when we work with customers and establish long-term

relationships. We are a very young entity in Brazil, but in

Latin America, we have customers who have worked with us

for over 50 years, for several generations, and who are the

industry leaders in their regions. We are a global company

with the philosophy that we always fulfill our commitments. In

Brazil, many companies have already tried our products and

approve of our commitment to them,” says Dr. Javier Romero,

Director for Latin America and the Caribbean for Koppers.

SETEMBRO 2019 37


PRINCIPAL

O gerente Brasil da Koppers, Luiz Eduardo Silva confirma

que, se o cliente melhora suas atividades, melhora a qualidade

do seu produto, é mais eficiente do ponto de vista de

custo e produtividade, ele será mais competitivo no mercado.

Sendo mais competitivo, a Koppers o acompanhará. “Então

trabalhamos muito forte para que nosso cliente seja muito

competitivo, faça um produto melhor, seja mais ágil e mais

efetivo do ponto de vista de custo. E isto envolve muito conhecimento

técnico, muito apoio ao cliente”, destaca Luiz.

Na prática, os técnicos de vendas – todos engenheiros

formados na área e que passam por treinamentos – fazem o

acompanhamento das empresas que realizam o tratamento

da madeira (procedimento também chamado de preservação

da madeira). Eles identificam as demandas de cada cliente,

apontam as melhores soluções para o negócio e também

apresentam as oportunidades oferecidas pela empresa

global.

O envolvimento da Koppers na otimização dos processos

aumenta conforme a disponibilidade das empresas em

receber as orientações, o tamanho das usinas, o layout e

o equipamento com que eles contam. “Tem clientes que

precisam de um apoio muito forte e estão dispostos a receber

esse apoio. Normalmente o cliente tende a comprar

produtos exclusivamente da Koppers e então a Koppers abre

um grande leque de possibilidades para ele”, compara Luiz.

As soluções compreendem desde pequenos ajustes

na produção, treinamento de equipe, até a mudança de

processos, ajustes no layout das usinas, indicações para

a troca de equipamentos e a implementação de sistemas

específicos para o tratamento da madeira. “Na maioria das

vezes, quando o cliente percebe que isso lhe traz benefícios

significativos, é muito difícil ele deixar a Koppers por outro

fornecedor. Ele fideliza pelos resultados que obtém – isso é

uma consequência natural.”

BRASIL

No mercado brasileiro desde 2011, a Koppers conta com

mais de 500 empresas cadastradas para os diferentes produ-

Luiz Eduardo Silva, Manager in Brazil for Koppers, confirms

that, if the customer improves its activities, it improves

the quality of its product, becomes more efficient as to cost

and productivity, and will become more competitive in the

market. By being more competitive, Koppers will accompany

you. “So we work very hard for our customers to be very

competitive, make better products, be more agile, and be

more effective from the cost point of view. And this involves

much technical knowledge and much customer support.”

In practice, the sales technicians – all engineers are trained

in the area and continuously undergo training – monitor

companies that carry out wood treatment (a procedure also

called wood preservation). They identify the demands of each

client, point out the best solutions for their business, and also

present the opportunities offered by the global Company.

Koppers’ involvement in optimizing processes increases

according to the readiness of companies in receiving guidance,

the size of the mills, the layout, and the equipment

that they use. “There are customers who need much support

and are willing to receive this support. Usually, the customer

tends to buy products exclusively from Koppers, and then

Koppers opens a wide range of possibilities for it,” says

Koppers’ Manager Silva.

The solutions include small production adjustments, team

training, process changes, adjustments in the mill layout,

indications for equipment replacement, and implementation

of specific wood treatment systems. “Most of the time, when

the customer realizes that this leads to their having significant

benefits, it is very difficult for them to leave Koppers for another

supplier. They are loyal to the results they obtain – this

is a natural consequence.”

BRAZIL

Operating in the Brazilian market since 2011, Koppers has

more than 500 companies registered as customers for the different

products. The technicians serve plants from the North

to the South of Brazil, with periodic visits and availability of

instantaneous contact. The profile of the clients is varied,

from family companies to plants with an industrial structure,

which work with different wood species.

38 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


tos. Os técnicos atendem usinas de norte a sul do Brasil, com

visitas periódicas e contato imediato.

O perfil dos clientes é variado, desde empresas familiares

até usinas com estrutura industrial, que trabalham com

diferentes espécies de madeira.

NOVOS PRODUTOS

A Koppers atua no Brasil com dois produtos para tratamento

da madeira. O líder do mercado brasileiro é o Lifewood

CCA (Arseniato de Cobre Cromatado), usado no tratamento

definitivo pelo sistema de vácuo-pressão. Na composição, o

cromo atua como fixador dos demais biocidas na madeira: o

cobre, que é fungicida, e o arsênico, inseticida.

O outro produto é o Madepil Tri-90, fungicida utilizado em

serrarias para o tratamento profilático temporário.

A Koppers é o líder mundial no desenvolvimento e

comercialização de preservativos de madeira com o maior

e mais importante laboratório de pesquisas da indústria. A

expectativa é que nos próximos anos a empresa traga para

o país os demais componentes da linha internacional, que

conta com vários produtos comercializados nos EUA (Estados

Unidos da América), América Latina, Caribe, Ásia e em países

da Oceania e da Europa. Entre eles está o MicroPro, desenvolvido

exclusivamente pela Koppers nos EUA, preservativo

de madeira líder no mercado internacional.

A formulação conta apenas com o cobre, que atua

como fungicida e como inseticida. Também fazem parte

da composição o tebuconazole e o propiconazole. Juntos

estes componentes realizam o mesmo trabalho que o CCA,

pontua o gerente Brasil da Koppers. “Estes produtos podem

abrir mercados de exportação interessantes para a indústria

brasileira”, completa Silva.

NEW PRODUCTS

Koppers operates in Brazil with two products for wood

treatment. The leader of the Brazilian market is Lifewood CCA

(Chromated Copper Arsenate), used in the vacuum-pressure

treatment system. The material, chromium, acts as fixator of

the other biocides in wood: copper, which is a fungicide, and

arsenic an insecticide.

The other product is the Madepil Tri-90, a fungicide used

in sawmills for temporary prophylactic treatment.

Koppers is the world leader in the development and

marketing of wood preservatives with the largest and most

important research laboratory in the industry. In the coming

years, it is expected that the Company will introduced several

other components from its international product line to

Brazil, which has several diverse other products marketed in

the United States, Latin America, the Caribbean, Asia, and

countries in Oceania and Europe. Amongst them is MicroPro,

developed exclusively by Koppers in the United States, a

leading wood preservative in the international market.

The product’s composition counts only on copper, which

acts as a fungicide and as an insecticide. Also part of the

composition is tebuconazole and propiconazole. Together

these components perform the same work as CCA, points out

Koppers’ Manager for Brazil Silva. “These products can open

up interesting export markets for the Brazilian company,”

adds Manager for Brazil.

GUARANTEED EFFICIENCY AND QUALITY

The guarantee of results obtained from the work of

Koppers can be proven in numbers. Plants that carried out

wood treatment in Brazil and began to rely on customized

service recorded more efficiency, improvements, and incre-

SETEMBRO 2019 39


PRINCIPAL

40 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019

EFICIÊNCIA E QUALIDADE GARANTIDAS

A garantia de resultados obtidos junto ao trabalho da

Koppers pode ser comprovada em números. Usinas que realizam

o tratamento da madeira no Brasil e passaram a contar

com o atendimento customizado registraram mais eficiência,

ganhos e aumento na produção.

“Tivemos um salto na qualidade e na eficiência”, ressalta

o diretor da CBI Madeiras, Paulo Roberto (Beto) Maciel. Na

usina localizada em Capelinha (MG) a empresa produz principalmente

postes, cruzetas e madeira para a construção civil

a partir do eucalipto.

A CBI conta com a usina de tratamento de madeira mais

segura e moderna da América Latina. A unidade foi montada

com a consultoria da Koppers, que indicou o melhor layout,

equipamentos e processos. Para isso, a empresa providenciou

a visita dos diretores da CBI a usinas dos EUA, para

conhecer processos e então criar um modelo adequado à

necessidade local.

Todo o processo de tratamento de madeira na CBI é

automatizado. Este sistema foi integralmente desenvolvido

pela Koppers. A CBI possui o primeiro e único sistema de

tratamento da madeira com controle totalmente automatizado

no Brasil.

Isto confere, além de segurança aos operadores, precisão

e customização do procedimento, conforme a espécie da

madeira e o uso que será feito do produto posteriormente.

O sistema também realiza o registro das informações, que é

integralmente acompanhado pela Koppers em uma garantia

compartilhada. Caso seja necessário, a equipe técnica da

empresa global executa comandos remotamente.

A usina foi pensada nos mínimos detalhes, desde a área

para acomodação da madeira in natura até o espaço destinado

para a madeira já tratada, que é asfaltado para evitar o

contato do produto químico com o solo após o tratamento.

Além disso, a CBI montou, junto com a Koppers, um laboratório

para analisar imediatamente os resultados do tratamento

e, consequentemente, garantir a rastreabilidade da madeira.

A parceria entre a CBI e a Koppers começou há quatro

anos e desde então a otimização do processo garantiu auases

in production.

“We had a jump in quality and efficiency,” says Paulo

Roberto Maciel (Beto), Director of CBI Madeiras. At its mill

located in Capelinha (MG), the Company produces mainly

eucalyptus telephone poles and crossbars, and lumber for

construction.

CBI has the safest and most modern wood treatment

plant in Latin America. The unit was built with the assistance

of Koppers’ consultants, who indicated the best layout,

equipment, and processes. For this, Koppers took the CBI

directors to visit treatment plants in the United States, to get

to know the processes, and then, to create a model suitable

for local needs.

The entire CBI wood treatment process is automated; this

system was fully developed by Koppers. CBI has the first and

only fully automated wood treatment system within Brazil.

This confers, in addition to the operator safety, precision,

and procedure customization according to the species of

wood and the use that will be made of the product afterward.

The system also records the information that is monitored

by Koppers for ensuring proper functioning. If necessary, the

international Company’s technical team executes commands

remotely.

The plant was planned down to the smallest detail, from

the area for conditioning the wood in natura, to the space

for stocking the treated wood, which is paved to avoid the

contact of the chemical with the soil after treatment. Also,

CBI assembled, together with Koppers, a laboratory to immediately

analyze the treatment results and, consequently,

ensure the traceability of the wood.

The partnership between CBI and Koppers began four

years ago, and, since then, the optimization process has ensured

increased quality and better market positioning. “The

partnership we have with Koppers is matchless, perfect. There

is nothing I could say that needs to be improved. The big difference

is trust and friendship in this partnership,” evaluates

CBI director Maciel. He says that he found in Koppers the

confidence and credibility that he was looking for and makes

a point to tell this to the market.

“We had a 50% increase in productivity. And we still have


mento de qualidade e melhor posicionamento de mercado.

“A parceria que temos com a Koppers é irretocável, perfeita.

Não tem nada que eu poderia dizer que precisaria melhorar.

O grande diferencial é a confiança, a amizade nessa parceria”,

avalia o diretor da CBI, Paulo Maciel. Ele conta que encontrou

na Koppers a confiança e credibilidade que procurava e que

faz questão de oferecer para o mercado.

“Tivemos um aumento de 50% na produtividade. Ainda

temos a possibilidade de produzir mais, pois trabalhamos com

apenas um turno e podemos aumentar nosso mercado se tiver

demanda, trabalhando com até três turnos”, completa Beto.

Entre os principais clientes da CBI está a Cemig (Companhia

Energética de Minas Gerais), que tem critérios rigorosos para

a seleção de seus fornecedores.

No Grupo SD Florestal, localizada em Martinho Campos

(MG), a parceria começou logo após a chegada da Koppers

ao Brasil e garantiu resultados imediatos: o aumento na

produtividade passou de 30% com a mesma estrutura já estabelecida.

O gerente do grupo, João Carlos Pereira, conta

que até então não conhecia a solução oferecida pela empresa,

mas que o diferencial no atendimento garantiu a fidelização.

Além da compra dos produtos químicos para o tratamento

da madeira, a SD Florestal recebeu atendimento no

treinamento dos colaboradores – que sempre passam por

atualização – e a criação de um laboratório para análises.

A SD Florestal produz madeira roliça especialmente para o

mercado agropecuário, a partir do eucalipto.

“O que admiro muito na Koppers é que eles vendem o

produto, mas também investem no pós-venda. É muito boa

essa parceria, eles nos ajudam a buscar novas tecnologias

para a usina, não estão só preocupados em vender, mas sim

a nos desenvolver e a crescer no mercado”, enaltece. No

começo da parceria, Pereira esteve nos EUA para conhecer

outras usinas atendidas pela Koppers e já está com uma nova

visita marcada.

the possibility to improve this as we work with only one shift

and can increase our market if we have demand, working

with up to three shifts,” says the CBI Director. Amongst the

main CBI customers is the Companhia Energetica de Minas

Gerais (Cemig), which has strict criteria for the selection of

its suppliers.

With Grupo SD Florestal, located in Martinho Campos

(MG), the partnership began shortly after the arrival of

Koppers in Brazil and ensured immediate results: the increase

in productivity was 30% with the same already established

structure. João Carlos Pereira, Manager of the Group, says

that up to than he did not know about the solutions offered

by Koppers, but that the differential in providing technical

assistance later ensured loyalty.

In addition to the purchase of chemical products for wood

treatment, SD Florestal received assistance in employee

training – who are continuously being brought up-to-date –

and in the creation of a laboratory for analysis. SD Florestal

produces treated wood from eucalyptus, especially for the

agricultural market.

“What I admire very much in Koppers is that as well as

selling the product, they also invest in after-sales. This partnership

is very profitable, and they help us to search out new

technologies for the plant; they are not only concerned with

selling, but rather in developing and expanding the market,”

he says. At the beginning of the partnership, Group Manager

Pereira visited the U.S. to get to know other plants served by

Koppers and has already marked a new visit.

A seleção dos colaboradores faz parte da

estratégia de atuação da Koppers. O diretor

da Koppers América Latina e região do Caribe,

Dr. Javier Romero, afirma que o investimento

em técnicos é bastante criterioso, bem como, o

desenvolvimento de pesquisas sobre o tratamento

de madeira. “Temos o maior banco de informações

do mundo sobre madeira tratada”, garante.

SETEMBRO 2019 41


CONSTRUÇÃO CIVIL

MADEIRA

AMIGA

Fotos: divulgação

NA CIDADE DE POZNAN,

NA POLÔNIA, PÁTIO EM

FRENTE À PREFEITURA

FOI TRANSFORMADO EM

LOCAL DE DESCANSO

O

cupar a cidade e trazer funcionalidade para

locais pouco aproveitados pela população

de forma barata e sustentável. Esse era o objetivo

das autoridades de Poznan, na Polônia,

ao tornar mais amigável o pátio em frente à

prefeitura da cidade.

Inicialmente, a ideia, desenvolvida pelo escritório de

arquitetura Starzak Strebicki, era criar um pequeno jardim

que pudesse ser administrado pelos próprios moradores,

em uma espécie de horta coletiva sob a tutela da prefeitura.

Após abandonar esse projeto, o governo municipal

decidiu por uma alternativa mais dinâmica: colocar ins-

talações móveis, que pudessem ser levadas para outras

regiões da cidade - ou até mesmo se transformarem em

outros utensílios para a praça de Poznan.

Assim surgiram as plataformas móveis de madeira,

distribuídas nos cerca de quase 3 mil m 2 (metros quadrados)

do pátio que antes funcionava como estacionamento

para os funcionários públicos da prefeitura. A estrutura é

formada por 20 vasos com árvores e plantas, 14 bancos

móveis e bancos redondos em torno do canteiro de flores.

As peças foram confeccionadas em dois tamanhos,

funcionando como bancos de descanso e jardins triangulares,

pensado para trazer aconchego e conforto para os

42 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


moradores e turistas que visitam a região. “A ideia deverá

ser levada para outras regiões de Poznan, com o mesmo

intuito: ocupar a região central da cidade e mostrar para

a população que esses locais são de responsabilidade de

todos nós, poder público e povo”, explica a secretária de

urbanismo, Hanna Surma.

Versáteis, as instalações possuem nas extremidades

um canteiro de flores circular, criando um jardim menor

entre os assentos. Cumprindo sua característica móvel, as

peças podem ser organizadas de acordo com a finalidade

escolhida, desde o jardim rodeado de assentos até

um anfiteatro com pódio ou um palco para apresentações

de teatro e música ao vivo.

“Estou convencido de que este local atrairá moradores

e que os turistas poderão conhecer os prédios

históricos em volta, assim como a história da cidade de

forma mais descontraída”, acredita o prefeito da cidade

Jacek Jaśkowiak.

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MARCENARIA

44 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


DE OLHO

NOS PEQUENOS

MARCA CRIA LINHA DE MÓVEIS ERGONÔMICA PARA CRIANÇAS

Fotos: divulgação

SETEMBRO 2019 45


MARCENARIA

O

casal de arquitetos Karina Schrappe

Sucre e Eduardo Sucre se conheceu

durante o curso de Arquitetura e Artes

Plásticas na Risd (Rhode Island School

of Design), na cidade de Providence,

nos EUA (Estados Unidos da América), no ano 2000.

Após mais de quinze anos criando e trabalhando em

equipe para empresas e residências, Karina e Eduardo

tiveram seu primeiro filho em 2016.

A partir desse importante passo na vida pessoal,

os dois perceberam a falta de móveis e brinquedos

nacionais pensados a partir da perspectiva das crianças,

ergonômicos, de qualidade e que, ao mesmo

tempo, também contassem com um design contemporâneo.

“Nos chocavam aqueles brinquedos e móveis de

plástico que destoavam do nosso estilo de vida, da

nossa consciência ambiental, dos nossos princípios

e que, afinal, não respeitavam o desenvolvimento,

autonomia e consciência que queríamos passar para

os nossos filhos”, conta Karina, designer e sócia-fundadora

da Noss.

“Foi aí que entendemos que havia um nicho

de mercado a ser explorado, por isso resolvemos

empreender e transformar esse cenário oferecendo

novas possibilidades para os pais”, acrescenta.

OS MÓVEIS SÃO

ENTREGUES

DESMONTADOS DENTRO DE

CAIXAS EXTREMAMENTE FINAS,

E OFERECEM UMA MONTAGEM

INSTINTIVA E EXTREMAMENTE

RÁPIDA

46 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


Após pesquisarem referências e materiais nacionais

com foco nas necessidades do público infantil,

os empreendedores desenvolveram seu primeiro

produto: um Conjunto de Atividades com mesa, cadeira

e banquinho, produzido com técnicas de fabricação

digital e encaixes precisos, no qual a criança

pode se sentar sozinha com conforto e segurança

a partir de 6 ou 9 meses para desenvolver suas habilidades

desenhando, brincando e interagindo no

ambiente familiar.

Daí para o desenvolvimento de outros produtos

foi um processo natural, e hoje a linha da Noos já

conta com mais de 15 itens, entre móveis, acessórios

e decoração, como mesa, cadeira de alimentação,

moisés, estante e balanço.

NOOS

Todos os produtos da empresa são criados pelo

casal, sempre com foco em aliar técnicas da marcenaria

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MARCENARIA

ção digital. Eduardo fabrica todos os protótipos artesanalmente

com técnicas de marcenaria tradicional

até chegarem ao produto final, quando são definidos

os processos precisos de fabricação digital, para então

contarem com parceiros que fabricam as peças

em escala industrial.

Os móveis são produzidos em multilaminado

de madeira exclusivo, como cola E1 (padrão Europeu),

de alta qualidade. A ergonomia também está

presente em todos os produtos, desde as alturas

corretas e proporcionais ao corpo das crianças até a

utilização de técnicas tradicionais de madeira laminada

curvada para acomodar a curva natural das costas

das crianças nas cadeirinhas e cadeirões.

A Noos ainda tem uma preocupação com a sustentabilidade

e em oferecer produtos com matéria-

-prima renovável, biodegradável e atóxica, que não

prejudicam o planeta.

48 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


A maioria dos itens ainda se adapta ou cresce

junto com a criança. O Moisés, por exemplo, se

transforma em um mini-sofá de balanço para o cantinho

da leitura quando o bebê cresce, enquanto o

Cadeirão Click vira uma cadeira alta que pode ser

usada de 6 meses a até aproximadamente os 8 anos

de idade.

Além dessas qualidades, os empreendedores

também optaram por criar peças inteligentes, realmente

fáceis de montar e que não ocupam volume

no armazenamento e transporte, diminuindo muito o

custo final e conseguindo, assim, oferecer produtos

de alta qualidade. Os móveis são entregues desmontados

dentro de caixas extremamente finas, e

oferecem uma montagem instintiva e extremamente

rápida, que é possível devido à alta precisão de corte

das peças produzidas com técnicas de fabricação

digital.

A NOOS AINDA TEM

UMA PREOCUPAÇÃO

COM A SUSTENTABILIDADE E

EM OFERECER PRODUTOS COM

MATÉRIA-PRIMA RENOVÁVEL,

BIODEGRADÁVEL E ATÓXICA


FEIRA

ENCONTRO

DO SETOR

LIGNUM LATIN AMERICA REÚNE CADEIA

PRODUTIVA DA MADEIRA EM CURITIBA

E BATE RECORDES

Fotos: Fabiano Mendes e Thyago Eduardo

50 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


Profissionais, equipamentos, produtos, serviços,

novas tecnologias e conhecimento técnico. Todos

os envolvidos na cadeia produtiva completa

da madeira se reuniram em Curitiba (PR) durante

a Lignum Latin America. A terceira edição do

evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de setembro, com

diversas novidades.

Batizada inicialmente de Lignum Brasil, a feira teve seu

nome alterado devido à crescente presença do público

de países da América Latina desde a primeira edição, em

2016. A estratégia adotada a partir deste ano, com a troca

do nome do evento para Lignum Latin America, fortaleceu

a aproximação com os países vizinhos.

“A intenção é aumentar a visibilidade da feira para

os profissionais ligados à cadeia produtiva da madeira,

especialmente nos países da América do Sul, como Chile,

Argentina, Paraguai, Uruguai e Peru”, explicou o diretor da

Lignum Latin America e CEO da Malinovski, Ricardo Malinovski.

Além do novo nome, o evento bateu recordes importantes:

o número de expositores passou de 86 em 2017

para 101, o que representa um aumento de 17%. De acordo

com a organização do evento, o registro de visitantes

também aumentou significativamente, passando de 6.188

para 7.503 (21%). Entre eles, profissionais de 22 Estados

brasileiros e de países como China, Chile, Colômbia,

Coréia do Sul, Finlândia, Itália, Japão, México, Paraguai,

Rússia e Uruguai.

Mais que os números e volumes de negócios, a realização

da Lignum representa a importância da cadeia produtiva

da madeira que, na avaliação de Malinovski, é fundamental

para a economia e também para a sustentabilidade

do planeta. “A madeira de floresta plantada é uma matéria-prima

extremamente versátil e renovável. Os produtos

feitos com madeira mantêm o carbono sequestrado durante

sua vida útil, além de serem biodegradáveis. Na economia,

gera uma infinidade de empregos e receitas e envolve

uma gama gigantesca de produtos e serviços. O setor de

florestas plantadas, principalmente pinus e eucalipto, é responsável

por empurrar para cima os limites tecnológicos,

que vão desde o melhoramento genético das espécies, até

a utilização de ferramentas aeroespaciais, para monitorar

e planejar plantios, por exemplo. Na indústria da madeira,

a automatização de processos e sensores ultramodernos

estão revolucionando o modo de produção, fazendo cada

vez mais com menos”, comentou.

SETEMBRO 2019 51


FEIRA

SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA

Junto com a Lignum foi realizada a Semana Internacional

da Madeira, que contou com cinco encontros técnicos

sobre os setor: 3º Wood Trade Brazil; 2º ProWood; 3º Ebem

(Encontro Brasileiro de Biomassa e Energia da Madeira); e

os inéditos Floresta 4.0 e Gis Forest. Os eventos reuniram

quase mil pessoas no Campus da Indústria do Sistema

Fiep. “Este conjunto de ações estratégicas, assertivas, reunindo

toda a cadeia, dividido por segmentos em encontros

técnicos e comerciais, somado a uma feira que traz acesso

a novas tecnologias, de completa interface, é um movimento

essencial para geração de negócios”, comentou o superintendente

executivo da Abimci (Associação Brasileira da

Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), Paulo

Roberto Pupo.

ESTUDO SETORIAL

Durante o evento a Abimci também lançou o Estudo

Setorial 2019, publicação que retrata o panorama mais atualizado

do segmento ao apresentar dados socioeconômicos

e as contribuições para a economia brasileira.

Dividido em quatro capítulos: Floresta, Indústria, Mercado

e Ações Prioritárias, a publicação destina-se ao mercado,

empresas associadas, institutos de pesquisa, universidades,

imprensa, agentes financeiros e de investimentos,

órgãos de governo e outras entidades representativas.

A REFERÊNCIA INDUSTRIAL MARCOU PRESENÇA NA LIGNUM COM UM ESTANDE NO

EVENTO. CONFIRA OS MELHORES MOMENTOS DE VISITAS AO ESPAÇO E COM OS

PARCEIROS DE NEGÓCIOS

52 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


SETEMBRO 2019 53


FEIRA

54 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


SETEMBRO 2019 55


FEIRA

MOMENTO

INDUSTRIAL

CLIENTES E PARCEIROS QUE ESTIVERAM PRESENTE

NA LIGNUM LATIN AMERICA, EM CURITIBA

DALLABONA

A Dallabona participou de todas as três edições da Lignum

e, por isso, a expectativa estava alta, ainda mais agora que o

mercado voltou a se movimentar. “No primeiro dia já estava um

movimento muito legal, ficamos impressionados”, conta Everton

Ewald. Na feira, a empresa apresentou a serra circular múltipla

de bloco, específica com corte mais fino, que foi desenvolvida

em conjunto com o fornecedor Franzoi. Ela tem capacidade de

corte de até 150mm (milímetros) de altura e sistema de trocas

de cartucho, o que facilita o setup da máquina, proporcionando

para o cliente uma troca bem mais rápida das ferramentas do

maquinário. No mercado há 36 anos, referencial de qualidade nos

produtos e com uma assistência técnica muito eficaz, a Dallabona

fabrica desde a parte inicial de serrarias, como carro, fita, guincho,

como um forte trabalho de máquinas para o setor de embalagens,

além das linhas de montagem de pallets.

ENGECASS

Já no primeiro dia da Lignum, a Engecass

surpreendeu-se com o fato do movimento no

estande não ter parado desde a hora que se

abriram os portões. Nesta feira, a empresa trouxe

como destaque as caldeiras para geração de vapor

e estufas para secagem de madeira. “Estamos

implementando novos projetos e tecnologias

aplicadas há 25 anos e podemos dizer que sempre

com sucesso. Estamos otimistas com o novo

crescimento no mercado madeireiro. Acreditamos

que o próximo ano será ainda melhor”, afirma

Marcos Batista.

56 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


IMPACTO

“Viemos mostrar nosso produto, que é baseado

na inovação.Este é o momento ideal de dar atenção

aos nossos clientes”, abre a conversa Daniel Engel,

da Impacto. A empresa fez sucesso na Lignum

apresentando a serra circular múltipla, que possui

a função de fazer corte de madeira no sentido

longitudinal, obtendo o melhor aproveitamento da

madeira, com menor espessura de corte. “Ela tem

um ajuste dos eixos de corte, que o centraliza e

diminui a espessura. A máquina foi lançada na feira

e nos deixou muito contentes a reação do público”,

complementa. Além disso, a Impacto tem uma

variada opção de produtos de automação, desde

entrada de toras, até a parte de cortes.

INDUMEC

A empresa apresentou como destaque a linha de

secadores, prensa e pré-prensa, mostradas através

de uma novidade: realidade virtual. Os clientes

puderam ter a sensação do 3D, visualizando o interior

e o entorno da máquina. “A experiência dinâmica e

visual do maquinário trouxe muitos interessados em

conhecer nossos produtos”, conta Stephanie Koller.

Além disso, também apresentaram aos clientes a

prensa, carregadores, prensa contínua, secadores e

a passadeira de cola.”O pessoal está entendendo

melhor o que é essa tecnologia nova e o mercado

também está respondendo, vem só coisa boa por aí”,

constata otimista.

SIROMAT

Pela segunda vez na Lignum, a Siromat

percebeu que a feira cresceu bastante, o que

foi ótimo, porque no terceiro dia aconteceu o

evento de comemoração dos 38 anos da empresa,

com direito a um coquetel especial, música e

muito agito. “O produto de principal destaque

apresentado por nós foi a serra circular e a serra

fita. Nesta feira, a Siromat decidiu dar mais ênfase a

parte de facas para madeira”, explica Adriano Silva.

A funcionalidade da serra circular com espessura

mais fina ajuda na economia do madeireiro, além

de que as facas rendem mais e têm um preço

acessível.

SETEMBRO 2019 57


FEIRA

FRANZOI

A expectativa estava forte na feira, principalmente porque a

Franzoi ouviu bastante elogios de seus clientes sobre o trabalho de

marketing do evento. “Gostamos muito disso e por isso trouxemos

a linha para serrarias, que é o foco da Lignum, nosso material é líder

de mercado há mais de 40 anos, temos um domínio grande de serras

fitas largas para madeira e da serra circular, com destaque para a

linha colorface que é um lançamento do ano passado”, conta Tiago

Martini. Essa é uma linha especial que possui tratamento de superfície

para menor aderência de resina nas serras. A Franzoi também explica

que os Investimentos em tempos de crise estão dando frutos para

colher hoje em dia e que estão cada vez mais prontos para um

mercado em reação. “A Franzoi completou 47 anos de história e se

consolidou como a mais tradicional deste segmento, participando da

Lignum desde a primeira edição”, complementa.

FEZER

“Estamos muito felizes com o movimento da feira. Ela é

curta, então tem que ser aproveitada o máximo possível. Já

estamos satisfeitos, porque o volume de visitantes foi muito

alto”, garante Gustavo Mostiack. A Fezer é uma tradicional

fabricante de máquinas para produção de lâminas de madeira

e para produção de biomassa. Nesta feira, trouxe como

novidade a linha de laminação de torno sem fuso, que são

os tornos roleteiros, com uma linha que engloba desde o

recebimento de tora, arredondador, torno e guilhotina, até

o empilhador automático. Compacta e com baixa demanda

de mão de obra, essas são uma das principais qualidades da

linha. Além disso, também foi apresentada uma nova geração

de alimentadores para secadores, que permitem ganho de

velocidade, maior qualidade e eficiência.

DRV

Para a empresa a Lignum foi surpreendente.

“Tivemos muitos clientes novos e foi gratificante

sentar com um cliente amigo e tomar um chope”,

relata Diego Vieira. O diferencial exposto no

evento foram as facas pilana, facas para picadores

de serraria, picadores elétricos, florestais, e para

linha de papel e celulose. “Outra novidade são

as fitas com perfil descartável, que possuem até

4 polegadas, é considerada a evolução da fita

larga”, complementa Diego. Além disso, a empresa

também fabrica lâminas, máquina e pedra para

afiação.

58 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


DUDDI

Pela primeira vez na Lignum, por incentivo

de clientes e parceiros, a experiência foi muito

satisfatória para a Duddi. “Conseguimos

divulgar o trabalho até para outros expositores,

fortalecemos laços que não esperávamos”,

conta o engenherio mecânico Julio César. O

maquinário de destaque apresentado pela Duddi

foi a guilhotina de rotina para corte de lâmina

de compensado. “Já fabricamos há dez anos

e com o passar do tempo conseguimos aliar

tecnologia com produção em série, conseguindo

fornecer para os clientes um equipamento barato,

funcional e confiável”, conclui.

OMIL

Para a Omil, a feira estava focada em tecnologias que

auxiliam o investidor desde a extração da matéria-prima até

máquinas responsáveis pelo beneficiamento do produto

final. Tudo isto voltado às reduções de custo, produtividade,

reaproveitamento e geração de energia. “Para a Lignum,

trouxemos a nossa plaina moldureira de entrada PMC 200,

que é responsável por fazer o acabamento na madeira de

forma a gerar produtos conforme a necessidade de cada

cliente. Também realizamos o lançamento da Plus 2020,

essa que foi totalmente repaginada para o próximo ano. E

evidenciamos a nossa máquina mais completa que é a PMO,

focada para as indústrias que necessitam uma alta produção

com a certeza da geração de um produto de altíssima

qualidade”, garante Maikon A. dos Santos Koelbel.

HB MÁQUINAS

Para Ricardo Benecke, a feira estava com

um público bem selecionado e preparado para

falar sobre madeira. “Participamos de todas as

edições e essa foi com certeza a melhor”, afirma.

O maquinário apresentado pela empresa foi a linha

de picadores, com forte direção para a produção

de biomassa, que é o principal foco da empresa.

“Mas também fabricamos toda linha para indústria

de laminados. O mercado para esses maquinários

está cada vez melhor no país, estamos muito

otimistas com o que vem por aí”, constata.

SETEMBRO 2019 59


FEIRA

PICOLOTO

Com um volume de visitantes enorme na

Picoloto e inúmeras oportunidades de negócios,

com um grande aumento na procura pelos produtos

relacionados à madeira, a empresa se impressionou

com a primeira participação na Lignum. “Hoje

apresentamos um arredondador de toras, ele está

antes da linha de torno do segmento de compensado,

e serve para fazer o arredondamento e o descasque

da tora. O pessoal está muito interessado em ver

a máquina e conhecer o equipamento. Também

temos uma linha completa da laminação, que tem

uma qualidade muito boa para o consumidor final”,

garante Leandro Fonseca Picoloto.

MSM QUÍMICA

Participante da feira desde a primeira edição,

a MSM Química percebe que a cada ano o evento

aumenta de tamanho, principalmente na parte dos

expositores e dos visitantes. “Como temos uma

atuação no Brasil inteiro, o caráter internacional do

evento também é muito positivo”, explica Mário

Sérgio de Lima. A MSM é referência em produtos

químicos de conservantes de madeira, como

inseticidas e fungicidas. O objetivo na participação

da feira é mais institucional, mostrando o trabalho da

empresa.

SERF

Veterana, a Serf participa da feira desde a primeira

edição. Especialistas em consultoria de projetos,

avaliam florestas e entregam resultado a partir

de aplicação de tecnologia. Como equipamento,

apresentaram a estufa atacama, que auxilia na

secagem, é moderna e atende alguns produtores

principalmente na área de eucalipto. É uma empresa

completa a nível de suporte para produtor florestal

que quer virar industrial. “Somos uma consultoria com

engenharia. Os clientes chegam até nós dizendo:

eu tenho uma floresta e não sei o que fazer com

ela! Então, apresentamos a solução, delimitamos o

mercado, desenvolvemos os produtos e montamos os

processos de produção”, descreve Gabriel Marques.

60 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


VIKON

“Estamos achando a feira muito boa, principalmente

em relação aos contatos novos. O ramo madeireiro

é importante para a empresa, porque fornecemos

caldeiras, equipamentos para geração de gases quentes

para sistemas de secagem e acreditamos que vamos

colher bons frutos daqui”, projeta Ricardo Osório dos

Santos. O foco da Vikon são as caldeiras, aquatubular até

160 t (toneladas), caldeiras mistas até 40 t. Eles fabricam

a parte de geradores de gases quentes, fornalhas a seco

e também refrigeradas, além de toda parte de reforma

de equipamentos, promovendo melhoria de eficiência

da indústria. “Fazemos o dimensionamento, as análises

da empresa e detectamos os pontos que ela pode ser

melhorada”, conclui.

MARRARI

Comemorando 30 anos na Lignum, a Marrari se destaca

no mercado madeireiro e também trabalha com mineração,

cana-de-açúcar e outros meios, se consolidando como

uma empresa de ponta e tecnologia a nível internacional.

“A Marrari se destaca por conta da inovação no mercado

madeireiro”, enfatiza Joaquim Almeida. Além de

comemorar aniversário, a Marrari escolheu a Lignum para

lançar seu mais novo produto - o sistema de supervisão e

automação para caldeiras. “A tendência desse sistema é

contar com uma inteligência artificial, com informações na

nuvem e também com interação com as fábricas”, destaca

o representante da marca. E sobre a feira, eles estão felizes

com os resultados que ela proporcionou e com a visita de

empresários e estudantes do Brasil inteiro.

BONARDI

Participando pela primeira vez na Lignum, a Bonardi foi para

a feira com o objetivo de marcar presença em função da relação

que eles têm com o mercado. A marca fez da Lignum um lugar

para ampliar o relacionamento com os clientes e recebê-los como

se fosse sua casa. “Nesse ramo os clientes geralmente não visitam

o fornecedor, é sempre nós que os visitamos, então aqui o efeito

é contrário e isso que é o mais interessante da feira”, compara

Robson Lemos. A empresa também aproveitou para apresentar

seu novo lançamento: os papéis tego filmes e os papéis fenólicos

para impregnação. Mesmo considerando o mercado nacional

delicado no momento, eles estão otimistas! “Notamos que houve

um excesso de oferta de produto, o preço caiu e todo mundo está

estocado, mas lá na ponta a demanda e o consumo continuam e é

isso que importa”, complementa Robson.

SETEMBRO 2019 61


FEIRA

METALCAVA

Veteranos na Lignum, a Metalcava ficou impressionada

com o quanto a feira cresceu. Com o objetivo de conhecer

novos produtos e apresentar a empresa pra quem não

conhece, a empresa fez da feira um lugar importante para

lançar seu novo equipamento, a fita horizontal que pode

ser encontrada em três tamanhos e que comporta de 1

a 12 cabeçotes. “O objetivo do maquinário é aumentar

a produtividade e a qualidade, diminuindo o custo”,

ressalta Charles Cava. Sobre o mercado, o representante

da Metalcava também está com grandes expectativas.

“Em minha opinião o mercado geral não está bom.

Porém está otimista, porque a hora que os problemas

econômicos forem resolvidos, isso vai animar e aquecer a

economia novamente”, constata.

COSTRUZIONI NAZZARENO

“Somos uma empresa de ponta no setor de pellet na

Europa e, no Brasil estamos crescendo cada vez mais”,

apresenta Francesco Stella a empresa italiana Nazzareno,

que está participando pela primeira vez da Lignum. O

representante da marca achou a feira bem completa,

bem estruturada, bem organizada e com o serviço bem

feito. Nas palavras dele, uma excelente feira. “Hoje não

trouxemos nenhum produto em destaque, estamos

aqui para apresentar a nossa empresa, ver os nossos

clientes e claro, buscar parceiros novos”. O italiano ainda

destaca que os brasileiros são muito pessimistas com a

economia e o mercado. “A minha visão sobre o mercado

brasileiro é que ele é um mercado promissor”, ressalta

Francesco.

ITAMAQ

Com a perspectiva de iniciar novos negócios e buscar novos

clientes da América Latina, a Itamaq expôs pela segunda vez

na Lignum. “Estamos tentando fortalecer a nossa marca no

sul e mostrar a qualidade dos nossos produtos e as linhas de

equipamentos que temos a oferecer”, comenta Everton Galina,

representante da Itamaq. Segundo ele, na feira eles escolheram

mostrar três tipos de máquinas na linha de corte de disco, como

por exemplo, as serras circulares, que servem para serrar madeira

para embalagem. “Os equipamentos que estamos expondo

são modelos 2019, mas estão sofrendo diversas evoluções e

melhorias”, completa. Everton ainda afirma que no ano de 2019

o mercado teve uma queda e não favoreceu a parte florestal,

porém ele acredita que as coisas vêm melhorando. “Acho que

2020 será um ano melhor”, finaliza esperançoso.

62 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


MILL INDÚSTRIAS

Marcando presença na Lignum, a Mill prepara

novidades futuras para sua linha de serrarias.

“Estamos trabalhando em alguns projetos de

serraria mais parecidos com as serrarias de fora

do Brasil, só que com baixo custo”, adiantou o

gerente comercial da marca, Jonathan Taborda.

“Estamos tentando trabalhar uma questão para

que o mercado absorva, que o mercado brasileiro

consiga pagar e com tecnologia similar à

aplicada em países do primeiro mundo.” Taborda

comentou ainda que durante a feira a Mill teve

oportunidade de coletar vários projetos para

desenvolver. “A feira é um ponto de encontro,

uma referência”, resumiu.

ALCA

Também participando desde a primeira edição da Lignum,

a Alca estava com grandes expectativas sobre o evento.

“A feira em si está super organizada e estamos contentes”,

conta Eduardo Rechenberg, representante da empresa. Para

expor na feira, eles trouxeram a Plaina Moldureira, sua maior

especialidade e uma plaina desengrossadeira dupla face, que

é voltada para o mercado de beneficiamento de madeira.

Segundo Eduardo, a plaina moldureira tem 6 eixos e é um

equipamento que tem o poder de tracionamento diferenciado

dos outros. “Essa é uma máquina específica para a produção

de deck, piso, madeira tropical, pinus e eucalipto, aplicada

em várias partes do processo de beneficiamento da madeira”.

Sobre o mercado, Eduardo afirmou ter grandes expectativas,

pois segundo ele, os clientes estão querendo investir e isso vai

fazer o mercado andar novamente.

CONTRACO

A Contraco participou de outras edições da

Lignum, mas para eles é notável a mudança positiva

que ela teve. “A feira está bem movimentada, com

bastante estudantes e clientes, por enquanto está

ótima”, enalteceu Edson Melcherdt. O produto mais

forte hoje da empresa é a Estufa de Secagem de

Madeira e, foi essa máquina que eles escolheram para

expor no evento. “Essa estufa dispensa caldeira, ela

tem um sistema de ar quente forçado e sistema de HT,

que é o tratamento fixo unitário.” Edson ainda afirma

que esse maquinário é bem mais econômico que o

dos concorrentes, pois a estufa trabalha igual a uma

estufa a vapor, porém economiza por não ir a caldeira,

que acaba gerando diversos gastos terceirizados.

SETEMBRO 2019 63


FEIRA

HRV

“A feira está bem maior que a edição passada”, assim

Radames Parmeggiani, representante da HRV, começa a

nossa conversa. Participando pela segunda vez da Lignum,

ele acredita que o mercado de pellets está muito bom

e cresceu mais de 300% na produção. “Estamos bem

confiantes de que essa feira seja o primeiro passo para

novas instalações e novas fábricas”, comenta otimista. Um

destaque muito importante da HRV é que o equipamento

deles é considerado o mais usado no mundo na produção

de pellets. Segundo Radames, hoje mais de 50% de toda

produção mundial é utilizando a máquina da marca. “Nosso

grande diferencial é oferecer uma tecnologia que aguenta

trabalhar 24h (horas) por dia e 7 dias na semana”, finaliza

orgulhoso.

MÁQUINAS ÁGUIA

Pela segunda vez participando da Lignum, Elcio Wuicik,

representante da Águia não se decepciona. “A primeira

participação foi muito boa para nós e essa está indo para

o mesmo caminho”, comenta que estava surpreendido

com o interesse dos visitantes. E, segundo Elcio, mesmo

com o mercado instável, a Águia conseguiu fechar a feira

com grandes oportunidades de negócio. Para expor na

Lignum, eles escolheram seu último lançamento, a serra

circular multi lâmina, específica para trabalhar com lâminas

extremamente finas. “Essa máquina consegue deixar

menos da metade do desperdício de madeira do que a

nossa principal concorrência, e esse é o foco da Águia,

que nestes 50 anos recém-completados, tem o objetivo de

racionalizar o reaproveitamento”, orgulha-se Elcio.

W. LENNARTZ

A fábrica de serras e ferramentas de cortes de

madeira Lennartz já é veterana na Lignum, mas pela

primeira vez teve a oportunidade de expor sozinha.

“Estamos com uma percepção muito boa da feira,

vamos alavancar vários negócios aqui, desde

clientes brasileiros, até os estrangeiros”, comentou

Sandro Crespo Borzio. Segundo ele, essa feira ajuda

as empresas a expor os produtos que nem todo

mundo conhece e é uma grande oportunidade de

fechar negócios. “Estamos apresentando hoje a

nossa serrinha de fita estreita para serraria, ela é

uma ferramenta que vem se destacando em relação

aos concorrentes e é uma novidade”, concluiu.

64 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


IMTAB

Participando pela terceira vez da Lignum, o representante

da Imtab, Joel Padilha, notou que a feira está crescendo cada

vez mais. “As empresas estão apostando mais no setor de

madeiras, pellets e etc”, destaca Joel. Na feira, apresentaram

um equipamento novo, que é um gerador de gás quente

modelo alemão que passou por uma série de reformulações

técnicas para chegar num equipamento mais eficiente e menos

contaminante. “Ele usa resíduos de biomassa como fonte de

matriz energética, faz a queima desse produto e gera o gás

quente”, descreve. Otimista com o mercado, Joel afirmou que

em comparação com a última vez que estiveram na Lignum, em

2017, houve uma crescente de 20 a 25% de negócios e visitas

no estande. “De modo geral só temos elogios com a forma

que organizaram a feira e com o tratamento e auxílio que foram

dados”, ressalta satisfeito Joel.

VANTEC

Parceira de longa data da Lignum, a Vantec levou

diversos produtos para o evento, apresentados no

estande já tradicional da feira: logo na entrada.

“Somos quase sócios da feira”, brincou o gerente

comercial Jakson Fabiani, que aproveitou para

rever clientes e fazer novos contatos. Entre os

destaques da marca apresentados ao público, a

Vantec destacou a serra circular múltipla de alto

rendimento, com capacidade para processar blocos

de madeira de até 35 m (metros) lineares por minuto;

a serra de fita de perfil estreito; o torno laminador

de pressão periférica, que não conta com fusos e

garante melhor rendimento e tem como diferencial

o rolo pressionador, entre outros.

REVISTA REFERÊNCIA

O estande da REFERÊNCIA fez sucesso na

feira Lignum. No espaço, foram reunidos clientes

e parceiros da Revista, que aproveitaram o local

como um verdadeiro ponto de encontro. O

diretor comercial da publicação, Fábio Machado,

ainda enalteceu o evento: “A Lignum estava

muito focada no segmento da madeira e com um

público muito qualificado. Acredito que a feira

gerou ótimos resultados tanto para a Revista,

quanto para o mercado”, ressaltou.

SETEMBRO 2019 65


MADEIRA TRATADA

66 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


CAMINHO

RENOVADO

Fotos: divulgação

PONTE QUE LIGA CIDADE DE

TUBARÃO (SC) TEM MADEIRA

COMO PROTAGONISTA

U

m vendaval em outubro de 2017 destruiu

um dos acessos dos moradores

da cidade de Tubarão (SC), à Unisul

(Universidade do Sul), uma das principais

instituições de ensino da região.

Após um intenso processo de licitação, foi inaugurada

recentemente a ponte pênsil da Unisul, que é

somente uma etapa da revitalização do local.

A entrega da reforma da ponte se deu em uma

cerimônia simbólica e bastante rápida na cabeceira

da margem esquerda, em frente à Unisul. Junto a

alguns secretários municipais, representantes da

Unisul, do Colégio Dehon e autoridades, o prefeito

Joares Ponticelli fez um rápido discurso e convidou

a todos para seguirem para a margem direita.

O custo da reforma ficou em cerca de R$

145.974,94, valor semelhante à reforma da ponte

pênsil da localidade da Guarda, executada em

2016. O dinheiro foi disponibilizado pela Secretaria

de Infraestutura do município. A reabertura da ponte

ocorre 35 dias antes da previsão estipulada pela

Sanero Construções, empresa privada e parceira da

prefeitura, além de responsável pela obra.

A recuperação dos 155 metros de extensão da

estrutura exigiu a colocação de 136 peças de corrimão,

142 conjuntos de pilares laterais de madeiras,

204 longitudinais de madeira (sob o assoalho), 68

peças de madeira tratada para o assoalho e 695

metros de extensão de cabos verticais, além de

centenas de outras peças de acabamento e das

barras de ferro de sustentação das rampas de acesso

nas duas cabeceiras. A madeira utilizada foi o

eucalipto tratado.

Foram mantidas as duas torres de concreto,

que receberam nova pintura, os cabos horizontais

que seguram toda a ponte e, na margem direita, a

estrutura de ferro que impede a passagem de motos

ou bicicletas. As peças de madeiras nas laterais

foram pintadas nas cores azul e branca e o assoalho

recebeu aplicação de verniz. O último trabalho da

recuperação foi a instalação dos reflores de iluminação

nas duas torres. De acordo com representantes

da Sanero Construções Ltda, as últimas etapas

da reforma foram exatamente o alambrado lateral e

os restantes trabalhos estruturais.

O prefeito de Tubarão ressaltou a importância

SETEMBRO 2019 67


MADEIRA TRATADA

TODAS AS PEÇAS E

MATERIAIS SERÃO

UTILIZADOS NA MANUTENÇÃO

DAS OUTRAS TRÊS PONTES

PÊNSIS DO MUNICÍPIO

da ponte pênsil para a região. “A obra era fundamental

para recuperar um dos acessos. O município

carecia dessa estrutura, que será extremamente

útil enquanto não concluir a construção de uma

passarela de concreto para pedestres, ciclistas e

cadeirantes”, afirmou o prefeito.

As obras para a edificação de concreto serão

concluídas ainda este ano, espera o executivo. O

primeiro projeto foi cancelado por inviabilidade

técnica e a prefeitura decidiu refazer todo o procedimento

para uma nova iniciativa. Os recursos

disponibilizados para a obra estão assegurados

pela Defesa Civil Nacional e Joares reafirmou que a

passarela de concreto será construída.

Enquanto a obra não é executada, a população

68 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


poderá utilizar a ponte pênsil. Quando a passarela

de concreto for concluída, a estrutura que é reformada

será desmontada e todas as peças e materiais

serão utilizados na manutenção das outras três

pontes pênsis do município.

A RECUPERAÇÃO DOS

155 METROS DE

EXTENSÃO EXIGIU 142

CONJUNTOS DE PILARES

LATERAIS DE MADEIRAS, 204

LONGITUDINAIS DE MADEIRA E

68 PEÇAS DE MADEIRA

TRATADA PARA O ASSOALHO

SERRA FITA

DESDOBRO HORIZONTAL

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ECONOMIA

MINHA CASA

MINHA VIDA

COM MUDANÇAS A PARTIR DE DEZEMBRO,

PROGRAMA DE HABITAÇÃO DEVE AQUECER

MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Fotos: divulgação

70 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


O

programa Minha Casa, Minha Vida,

completa 10 anos em 2019. Criado com

o objetivo de tornar a moradia acessível

às famílias organizadas por meio de

cooperativas habitacionais, associações

e demais entidades privadas sem fins lucrativos, a

medida perdeu forças nos últimos quatro anos - e

comprometeu o setor de construção civil e seus dependentes,

como a indústria madeireira.

Ligado atualmente à Secretaria Nacional de Habitação

do Ministério das Cidades, o programa é

destinado às famílias de renda familiar mensal bruta

de até R$ 1.600,00 e revolucionou de muitas maneiras

as práticas do setor habitacional brasileiro – recentemente,

o Minha Casa, Minha Vida realizou um ousado

projeto com as Moradias Nilo, um condomínio de

casas populares, que conta com 66 residências construídas

com a tecnologia de wood frame, sistema

sustentável que utiliza majoritariamente painéis de

madeira reflorestada.

A madeira de pinus autoclavado, usada na confecção

dos imóveis, conta com inúmeras vantagens,

entre elas a rápida construção: as casas ficam prontas

em um dia, sem contar o acabamento com outros

materiais.

SETEMBRO 2019 71


ECONOMIA

RETOMADA

Mas a crise econômica brasileira atrapalhou o

crescimento de medidas semelhantes, preocupando

vários segmentos produtivos do país. O governo

Jair Bolsonaro, que assumiu em janeiro deste ano,

tenta incentivar novamente a economia, com medidas

como o saque do Fgts (Fundo de Garantia por

Tempo de Serviço) e um novo formato do programa

habitacional.

No começo de setembro, o ministro de Desenvolvimento

Regional, Gustavo Canuto, afirmou que o Minha

Casa Minha Vida “não deixará de existir, mas será

repaginado.” Segundo o ministro, a nova proposta

do programa será entregue ao presidente Jair Bolsonaro

até o final de novembro e deverá ser anunciada

em dezembro.

Canuto adiantou que uma das ideias é reduzir o

patamar atual da faixa 1, que passaria de R$ 1,8 mil

para R$ 1,2 mil ou R$ 1,4 mil. Outra medida que o governo

pretende tomar é “alocar recursos onde mais

se precisa e para quem mais precisa”, disse o ministro

a jornalistas, em São Paulo (SP).

O ÍNDICE DE

CONFIANÇA DA

CONSTRUÇÃO CIVIL CRESCEU

EM 2,6 DO MÊS DE JULHO PARA

AGOSTO DE 2019

“As mudanças ainda estão em construção. Em

reunião da pasta, ficou definido que vai ter um grupo

específico na Casa Civil, com [representantes dos] ministérios

da Economia e do Desenvolvimento Regional

e da CEF (Caixa Econômica Federal), para finalizar

o que foi proposto”, revelou Canuto após a 2ª edição

do Fórum Brasileiro das Incorporadoras, promovido

pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras

Imobiliárias).

De acordo com o ministro, há atualmente 222 mil

unidades do programa Minha Casa Minha Vida em

construção no país, que vão demandar R$ 2,1 bilhões

em aportes. Canuto disse que haverá recursos para

manter o que está em construção e, provavelmente,

construir novas unidades ou retomar as obras que

estão paralisadas.

A CRISE E O PROGRAMA

Para o secretário de Produtividade, Emprego e

Competitividade do Ministério da Economia, Carlos

da Costa, a crise econômica do setor de construção

no país só não foi pior por causa do programa Minha

Casa Minha Vida. "É um dos poucos programas públicos

que trouxeram alguns bons resultados”, defendeu

o secretário.

“Foi um programa que ajudou para que essa queda

não fosse ainda maior, mas que não é solução de

longo prazo para a economia brasileira”, afirmou.

“Quando falamos no futuro da construção brasileira,

ele passa necessariamente por mecanismos pri-

72 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


vados de financiamento e por ambiente regulatório

mais simples”, acrescentou.

CRÉDITO

O presidente da CEF, Pedro Guimarães, que também

participou do evento, informou que, em cerca

de um mês, R$ 450 milhões em crédito imobiliário

indexado ao Ipca (Índice de Preços ao Consumidor

Amplo) já foram contratados pela nova linha de financiamento

que é oferecida pelo banco público.

“Foi muito mais rápido do que imaginava”, revelou

Guimarães.

As novidades não param por aí. O Governo Federal

também divulgou que irá aportar cerca de R$

443 milhões para uma nova fase do programa. A ideia

do MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional)

é trazer de volta para a política pública seu DNA de

financiamento a um dos mais importantes setores

produtivos brasileiros.

“O sucesso de outros períodos mostra que podemos

sim trazer essa iniciativa para o centro das

medidas do governo, que visa auxiliar famílias de baixa

e baixa-média renda. A ideia é dar continuidade

aos projetos já existentes e aquecer a economia de

forma consciente”, destacou a Secretaria Nacional de

Desenvolvimento Regional e Urbano, Adriana Melo

Alves

E O EMPRESARIADO?

A classe empresarial tem confiado nas recentes

medidas do governo Bolsonaro. De acordo com o

recente levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas),

o Índice de Confiança da Construção Civil cresceu

em 2,6 do mês de julho para agosto de 2019.

Com o resultado, que foi a segunda alta consecutiva,

o indicador chegou a 85,4 pontos, em uma escala

de zero a 200 pontos, e voltou ao nível observado

em dezembro de 2018.

Segundo a pesquisadora Ana Maria Castelo, o

resultado é reflexo de uma melhora no ambiente de

negócios corrente e expectativas de curto prazo mais

favoráveis.

“A aprovação da reforma da Previdência e a retomada

das obras do programa Minha Casa Minha

Vida certamente contribuíram para a melhora do

cenário nesses dois últimos meses. No entanto, se a

adoção de uma política para incentivar o consumo

comprometer a fonte de financiamento do programa

habitacional, não haverá sustentação nessa melhora a

médio e longo prazo”, analisou.


ARTIGO

PANORAMA

DO SISTEMA

CONSTRUTIVO LIGHT

WOOD FRAME NO

BRASIL

Fotos: divulgação

ADRIANE DE PAULA LACERDA SANTOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

NICOLLE CHRISTINE SOTSEK

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

74 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


RESUMO

O

LWF (Light Wood Frame) representa

grande inovação para o setor de construção

civil no Brasil, devido a suas características

de racionalização de material,

flexibilidade operacional, agilidade

produtiva, custos competitivos e, também, pelos níveis

eficientes de limpeza e tempo de montagem. Por esses

motivos, esse sistema é considerado uma alternativa

construtiva promissora. O objetivo deste estudo é

explorar o potencial do sistema no Brasil.

Esta pesquisa é um estudo exploratório que utiliza

como instrumento de coleta um questionário de

avaliação qualitativa aplicado com representantes da

construção civil envolvidos com o LWF. O estudo propõe

analisar as variáveis críticas que devem ser gerenciadas

dentro do setor, investiga as necessidades e os

potenciais do sistema construtivo e formula estratégias

competitivas para a difusão do LWF no país.

Os resultados da pesquisa mostram que a expansão

do LWF no Brasil é fortemente dependente dos

incentivos governamentais, do aumento da integração

dos agentes tanto da cadeia de valor da construção

civil como do setor de madeireiro, da necessidade de

disseminar mais informações aos usuários finais como

forma de combate ao preconceito em relação ao uso

da madeira e, por fim, da necessidade de formar profissionais

para atuar de forma direta com a construção

em madeira.

INTRODUÇÃO

O sistema construtivo LWF, por décadas, tem sido

uma tecnologia relevante e popular em países desenvolvidos

da Europa, Oceania e América do Norte. Hoje

mais de 90% das novas construções americanas são

feitas com alguma versão do sistema (Thallon, 2008). Já

no Brasil a realidade é outra. O principal sistema construtivo

ainda é a alvenaria de blocos. Segundo Nascimento

(2004), culturalmente a grande aplicabilidade

deste sistema construtivo está na presunção de que a

alvenaria tem maior durabilidade, embora essa vantagem

seja questionada por diversos autores.

Percebe-se mesmo assim que, em função de suas

características promissoras, o LWF começa a ser explorado

também no Brasil, por conta principalmente

da necessidade de novos insumos, pela flexibilidade

no processo de fabricação, pela alta velocidade de

SETEMBRO 2019 75


ARTIGO

OS PRIMEIROS

PROTÓTIPOS EM

LWF NO BRASIL FORAM

INICIATIVAS DE

CONSTRUTORAS

INTERNACIONAIS. O PRIMEIRO

FOI CONSTRUÍDO EM 1973

POR GYPSUM NA REGIÃO

NORDESTE DO PAÍS

montagem, pela padronização dos processos (Thallon,

2008) e, ainda, devido à preocupação pela busca de

sistemas construtivos mais eficientes para contribuir

com a sustentabilidade ambiental (Mahapatra; Gustavsson;

Hemstrom, 2012).

Para Wang, Toppinen e Juslin (2014), aumentar o

uso da madeira na construção ajudaria a atingir os

objetivos de desenvolvimento sustentável de forma

mundial. Segundo Mahapatra (2007), a substituição do

material de madeira por outros materiais de construção,

como concreto e aço, pode reduzir as emissões

líquidas de CO 2

e o uso de energia primária, visto que,

de acordo com Jadid e Badrah (2012), o setor de construção

civil é um dos maiores consumidores desses

insumos no mundo.

Além dessas vantagens, o Brasil possui enorme

disponibilidade de áreas de reflorestamento. As duas

espécies mais utilizadas para esse fim, pínus e eucalipto,

apresentam elevada taxa de crescimento. A

madeira, em sua maioria, tem fácil trabalhabilidade e

excelente desempenho térmico e acústico, além de

elevada relação resistência-peso (Molina; Calil, 2010),

o que faz dela um insumo promissor para o setor da

construção civil no país. Segundo Gold e Rubik (2009),

a madeira como um recurso renovável pode contribuir

para estabelecer padrões de consumo e produções

mais sustentáveis.

Entretanto, a difusão de uma nova tecnologia nem

sempre é um caminho simples a percorrer. Segundo

Mahapatra (2007), a difusão de uma inovação depende

dos atores da cadeia de suprimentos (fornecedores,

fabricantes, prestadores de serviço) e instituições

(universidades, associações de interesse público ou

privado e órgãos governamentais), por onde o conhecimento

transita. Além disso, o processo de inovação é

influenciado por fatores econômicos, sociais, políticos

e organizacionais. Dessa forma, cabe à academia promover

a difusão dessa tecnologia e buscar por meio da

pesquisa a disseminação do conhecimento.

Uma grande parte dos trabalhos na literatura nacional

já explora os aspectos técnicos relacionados ao

LWF e enfatiza suas vantagens, suas características e

a importância para o setor (Araújo et al., 2016; Molina;

Calil, 2010; Leite; Lahr, 2015), dando ênfase ao processo

produtivo (Kokubun, 2014), a sua viabilidade técnica

na construção civil (Silva, 2015) e a sua viabilidade ambiental

(Espindola, 2016) e social (Cardoso, 2015), explorando

sua aceitação pelos usuários (Oliveira, 2014)

e comparando o sistema com outros mais tradicionais

(Gomes; Lacerda, 2014; Pereira; Vieira, 2015; Souza,

2013). No entanto, não foram encontrados na literatura

nacional estudos prospectivos orientados para análise

do futuro do light wood frame no mercado brasileiro.

Em pesquisas internacionais nota-se a preocupação

com a discussão de estudos futuros e de tendências

nessa área, principalmente ao que remete a prédios

em LWF na China (QU et al., 2012), na Suécia (Hemstrom;

Mahapatra; Gustavsson, 2011), na Alemanha,

Suécia e Reino Unido (Mahapatra; Gustavsson; Hemstrom,

2012) e em toda a Europa (Humerkoski; Jonsson;

Nord, 2015), visto que a análise prospectiva é uma forma

de gerar vantagens competitivas para os agentes

do setor da construção civil.

Dessa forma, o objetivo deste artigo é explorar o

potencial do sistema construtivo LWF no Brasil usando

a abordagem de cenários prospectivos. A proposta

visa analisar as variáveis críticas que devem ser gerenciadas

dentro do setor, investigar as necessidades e

limitações do sistema construtivo e, por fim, formular

estratégias competitivas para a difusão do LWF no

país. Por conseguinte, o estudo busca preencher a

lacuna no mercado a respeito de análises prospectivas

no âmbito da construção civil, mais em específico dos

novos sistemas construtivos no Brasil.

Para isso, este artigo utiliza como base o método

Cenários Prospectivos e as ferramentas Swot, Delphi e

76 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


Árvore Morfológica para operacionalização e condução

dos cenários. Os cenários são elaborados considerando

um horizonte de análise de 10 anos, sob três

perspectivas:

a. a primeira, pessimista (C1);

b. a segunda, intermediária (C2); e

c. a terceira, otimista (C3).

Esses cenários são descritos e analisados por especialistas

do setor da construção civil de forma que

estratégias são formuladas para cada cenário a fim de

contribuir efetivamente para a consolidação e a expansão

do LWF no Brasil.

MÉTODOS

A pesquisa, de caráter qualitativo, tem como objetivo

explorar o potencial do sistema construtivo LWF

no Brasil. Para isso se trabalhou com duas fontes de

informações, a literatura nacional e a consulta a especialistas

da área.

Optou-se por conduzir a pesquisa dessa forma em

virtude de o assunto possuir alto grau de incerteza,

visto que o sistema construtivo ainda está sendo difundido

no Brasil e poucas são as informações científicas

quanto ao LWF no país. Os próprios agentes da cadeia

produtiva que atuam de forma direta são poucos. Além

disso, a maior parte das informações nacionais é oriunda

de fontes tais como: jornais, revistas e reportagens.

Dessa forma, foram escolhidos para participar da

atividade os representantes da cadeia de suprimentos

do LWF. A amostra adotada é de caráter não probabilístico

e realizada por conveniência. Os especialistas

foram selecionados com base em sua atuação e experiência

na área.

Esses são pesquisadores de universidades e profissionais

que atuam em sindicatos, associações e no

meio corporativo. Os critérios para escolha dos especialistas

foram três: experiência direta com sistema

construtivo, tempo de pesquisa na área e disponibilidade

para participar do estudo prospectivo. Vale

ressaltar que um grupo com 20 especialistas da área

foi consultado para participar da pesquisa, mas apenas

cinco tiveram interesse e disponibilidade para participar

do estudo prospectivo.

Esta pesquisa buscou responder a duas perguntas:

a. Quais são as variáveis críticas que afetam a difusão

e o potencial do LWF no Brasil atualmente e nos

próximos 10 anos?

b. Quais são as estratégias mais pertinentes para

maior difusão do LWF no Brasil?

No primeiro momento foi fornecida aos especialistas

uma breve explicação do estudo, apresentando

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SETEMBRO 2019 77


ARTIGO

a necessidade de se conhecer mais sobre os fatores

que vêm influenciando de forma direta a expansão do

LWF no Brasil. Em seguida as ferramentas prospectivas

foram implantadas com a proposta de elaborar

os cenários prospectivos. Os cenários elaborados são

classificados como contrastantes, pois buscam, por um

período no tempo, investigar o contexto e descrever

diferentes situações a partir de variações de cada fator

crítico identificado.

RESULTADOS

PRIMEIRA ETAPA: APLICAÇÃO DA SWOT

A pesquisa iniciou com a proposta de conhecer o

estado atual do LWF no Brasil. Para isso foram consultadas

fontes diversas na literatura (artigos científicos,

artigos de journais e notícias do mercado e do setor de

construção civil) do país.

Com essas informações foi possível elaborar, em

conjunto com os especialistas, a matriz Swot, que apresenta

os pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades

do LWF no Brasil. A proposta buscou mapear a

situação atual no país ao listar os fatores essenciais que

norteiam hoje a difusão desse sistema construtivo.

SEGUNDA ETAPA: APLICAÇÃO DA DELPHI

De posse das informações coletadas na literatura

nacional (referencial teórico) e com os especialistas do

setor de construção civil, a técnica Delphi foi aplicada.

O objetivo dessa atividade foi identificar quais variáveis

críticas deveriam ser conhecidas e gerenciadas para a

elaboração de cenários prospectivos para o setor da

construção civil, considerando uma prospecção do setor

para os próximos 10 anos.

No primeiro momento foi enviada aos participantes

uma lista com as variáveis identificadas na literatura.

Essas informações foram retiradas de trabalhos identificados

na literatura nacional.

TERCEIRA ETAPA: APLICAÇÃO DA ÁRVORE

MORFOLÓGICA

Dada as variáveis selecionadas pelos especialistas,

as hipóteses com relação às possibilidades existentes

para cada variável foram geradas a fim de que fosse

selecionadas as opções mais plausíveis considerando

os três cenários propostos neste trabalho: um cenário

pessimista (C1), um intermediário (C2) e um mais otimista

(C3).

QUARTA ETAPA: ESTRATÉGIAS GERADAS

PARA DIFUSÃO DO SISTEMA CONSIDERADO

UM HORIZONTE DE 10 ANOS

A partir dos cenários elaborados, um resumo de

cada um foi enviado novamente aos especialistas, que

tiveram como atividade elaborar estratégias específicas

para eles. Para isso, a seguinte questão foi apresentada:

se nos próximos anos um dos cenários C1/C2/C3

for o mais próximo da realidade, quais deveriam ser

as estratégias que « nós » do setor da construção civil

(acadêmicos, profissionais, pesquisadores, empresários)

deveríamos tomar hoje para mantê-lo competitivo,

buscando a fomentação e consolidação do sistema

construtivo light wood frame no Brasil?

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho propõe o uso dos cenários

prospectivos com o objetivo de contribuir para disseminação

do sistema construtivo light wood frame no

Brasil. O enfoque dado nesta pesquisa levou em consideração

a análise de três cenários, sob as perspectivas

otimista, intermediária e pessimista.

Com esta pesquisa foi possível explorar o potencial

do futuro do LWF no Brasil. No primeiro momento foram

identificadas as variáveis críticas que influenciam

de forma direta sua expansão e, em seguida, foi realizada

uma discussão de cunho mais exploratório com

os especialistas, que puderam apresentar seu ponto

de vista e estratégias para cada cenário elaborado. A

atividade prospectiva proposta neste trabalho permite

fomentar o pensamento crítico sobre o mercado, o

setor e a tecnologia, conduzido a uma reflexão sobre

as possibilidades de mudanças estruturais no ambiente

operacional.

Os resultados da pesquisa mostram que a expansão

do LWF no Brasil depende fortemente dos incentivos

governamentais, do aumento da integração dos

agentes tanto da cadeia de valor da construção civil

como do setor madeireiro, da necessidade de disseminar

mais informações aos usuários finais como forma

de combate ao preconceito com o uso da madeira e,

por fim, da necessidade de formar profissionais capaci-

A TRADIÇÃO DO USO DO

CONCRETO PARA

CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL E

COMO A ALVENARIA É UMA TÉCNICA

CONSOLIDADA, A CADEIA DE

SUPRIMENTOS JÁ ESTÁ PRONTA PARA

ATENDÊ-LA. ESTES DOIS FATORES

IMPACTAM DE FORMA NEGATIVA A

CONSOLIDAÇÃO DO LWF

78 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


tados para atuar de forma direta com a construção em

madeira.

O que se percebe de fato é que as principais barreiras

de difusão do LWF estão relacionadas com a

credibilidade do sistema em toda a cadeia de suprimentos

do setor, não somente do setor da construção

civil, mas também do setor madeireiro e dos próprios

usuários.

A estrutura escolhida permitiu tirar conclusões gerais

sobre o potencial de mercado do LWF no Brasil.

Como o sistema LWF ainda é uma tecnologia em expansão,

acredita-se ser importante o desenvolvimento

de pesquisa de caráter reflexivo.

Nesse sentido, o estudo exploratório buscou, por

meio da investigação e análise de um grupo específico,

gerar uma discussão sobre as variáveis críticas que

influenciam o LWF no Brasil e sobre estratégias que

possam ser relevantes para sua disseminação. Esses

resultados são um ponto de partida válido para uma

discussão mais aprofundada sobre o desenvolvimento

do sistema em todo o país.

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SETEMBRO 2019 79


AGENDA

AGENDA

2019

SETEMBRO

11 A 13

BRASIL LOG

JUNDIAÍ (SP)

WWW.FEIRADELOGISTICA.COM

OUTUBRO

1 A 3

TUBOTECH 2019

SÃO PAULO (BRASIL)

HTTP://TUBOTECH.COM.BR/16

TUBOTECH

1 A 3 DE OUTUBRO

SÃO PAULO (BRASIL)

HTTP://TUBOTECH.COM.BR/16

OUTUBRO

3 A 6

HOLZHAUS - WOODEN

HOUSE-BUILDING

MOSCOU (RÚSSIA)

WWW.ZAGORODDOM.COM/RU-RU

OUTUBRO

8 A 10

THE BUILD SHOW | UK

CONSTRUCTION WEEK

BIRMINGHAM (INGLATERRA)

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COM/BUILD-SHOW

OUTUBRO

29 A 1/11

EVENTO EM QUE FABRICANTES, DISTRIBUIDORES E PRESTADORES DE SERVIÇOS DAS

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E EQUIPAMENTOS E UMA SÉRIE DE OUTROS COMPONENTES E ACESSÓRIOS

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DEZEMBRO

3 A 6

CAIRO WOODSHOW

2019

CAIRO (EGITO)

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DEZEMBRO

3 A 6

WOODEX 2019

MOSCOU (RÚSSIA)

WWW.WOODEXPO.RU

MARÇO 2020

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80 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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ESPAÇO ABERTO

A FORÇA E A

IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA

Aindústria é responsável pela geração de

mais de 9,3 milhões de postos de trabalho

no Brasil, ou 20,3% de todos os empregos

formais do país. No Paraná, essa proporção

é ainda maior: o setor industrial

emprega 25,3% da força de trabalho, com 765 mil empregos

diretos. É relevante ainda sua capacidade de

geração de renda. O salário médio pago pela indústria

paranaense é de mais de R$ 2,4 mil, superior aos R$ 1,9

mil do comércio e R$ 1,8 mil da agropecuária.

Todos esses números mostram a relevância do

empreendedor e dos trabalhadores industriais. Mas a

importância de seu trabalho se mede, especialmente,

pelos efeitos que causa em todos os outros segmentos

da economia. É possível dizer que eles estão no topo

de uma cadeia, fornecendo produtos e tecnologias que

viabilizam ou alavancam as atividades no comércio, nos

serviços, nos transportes ou na agricultura.

É preciso destacar, que todo o desenvolvimento e

produção desse conteúdo nacional pela indústria acontece

em um ambiente inóspito para o empreendedor.

Inúmeros obstáculos tiram a competitividade das empresas,

impedem que produzam mais e gerem ainda

mais empregos. Felizmente, já tivemos alguns avanços

que começaram a amenizar essa situação, como a regulamentação

do serviço terceirizado e a modernização

das leis trabalhistas.

Mas, para que a indústria possa contribuir ainda mais

para a geração de riquezas para o país, é necessária

É PRECISO DESTACAR

QUE TODO O

DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO

DESSE CONTEÚDO NACIONAL PELA

INDÚSTRIA ACONTECE EM UM

AMBIENTE INÓSPITO PARA O

EMPREENDEDOR

POR

EDSON

CAMPAGNOLO

EMPRESÁRIO E

EX-PRESIDENTE DA

FIEP (FEDERAÇÃO

DAS INDÚSTRIAS DO

ESTADO DO PARANÁ)

uma verdadeira política industrial, com medidas que ajudem

a tornar o setor mais competitivo tanto no mercado

interno quanto no externo.

Em passado recente, tentou-se um incentivo por

meio da desoneração da folha de pagamentos, mas foi

apenas um paliativo para amenizar a dificuldade que as

empresas brasileiras enfrentavam naquele momento.

A indústria não precisa da concessão de benesses

para determinados setores, mas de um conjunto de

medidas que diminua os custos de produção, facilite o

acesso ao crédito, aumente a produtividade e incentive,

de fato, a inovação. Um movimento similar ao que o país

já promoveu para aprimorar seu agronegócio, hoje referência

internacional.

A implantação de uma política industrial consistente

ganha mais relevância devido às transformações pelas

quais o setor vem passando. O advento da Indústria 4.0

exige das empresas brasileiras, para que sigam competitivas

no cenário global, a adoção de novas tecnologias

e a preparação de pessoal para utilizá-las. O Sistema

Indústria, por meio do Senai e do Sesi, já vem atuando

nessas áreas, com apoio técnico e tecnológico às indústrias,

além da qualificação profissional com foco nessa

nova realidade. Mas é fundamental que o país avance

mais rapidamente nesse processo.

Não restam dúvidas de que a indústria é estratégica.

Ela tem a capacidade de ser a base para que possamos

ter crescimento em longo prazo, gerando mais empregos

de qualidade e renda. O empreendedor industrial,

que tantas mostras já deu de sua enorme capacidade,

está pronto para contribuir cada vez mais com o desenvolvimento

do Paraná e do Brasil, esperando que, daqui

para frente, encontre um ambiente mais favorável para

que isso possa efetivamente se concretizar.

Foto: divulgação

82 referenciaindustrial.com.br SETEMBRO 2019


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