*Setembro/2019 - Referência Florestal

jota.2016

FAKE NEWS Entenda como polêmica com viés político ideológico faz Amazônia pegar fogo

MANEJO DE

FORMIGAS

CORTADEIRAS

APLICAÇÃO MECANIZADA DE ISCAS

FORMICIDAS VEM SE CONSOLIDANDO

NA SILVICULTURA

LEAF-CUTTING

ANT MANAGEMENT

MECHANIZED APPLICATION OF ANT

BAITS HAS TAKEN ON AN IMPORTANT

ROLE IN FOREST MANAGEMENT

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SUMÁRIO

SETEMBRO 2019

48

APLICAÇÃO

MECANIZADA

DE ISCA

FORMICIDA

12 Editorial

14 Cartas

16 Bastidores

18 Coluna Ivan Tomaselli

20 Notas

32 Biomassa

34 Frases

36 Entrevista

48 Principal

54 Mercado

60 Silvicultura

66 Feira

80 Amazônia

84 Madeira Nativa

88 Economia

92 Pesquisa

96 Agenda

98 Espaço Aberto

54

66

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

11 Agroceres

43 Ambipar

15 BKT

17 Carrocerias Bachiega

45 Codornada Florestal

97 D’Antonio Equipamentos

100 Denis Cimaf

02 Dinagro

04 Emex

33 Engeforest

19 Envimat

06 Grupo AIZ

08 Grupo AIZ

83 J de Souza

13 Komatsu Forest

63 Log Max

97 Master Brasil

23 MSC Cargo

87 Mill Indústrias

95 Mill Indústrias

31 PCP Steel

65 Potenza

35 Real Vedações

39 Rotary-Ax

91 Rotor Equipamentos

25 Sergomel

79 Tissue World

99 TMO

29 Unibrás

41 Vantec

27 West Rock

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EDITORIAL

Força do setor

Em meio a polêmicas em relação ao suposto aumento no desmatamento

da Amazônia, que a partir de um movimento político tomou

– equivocadas – proporções internacionais, o setor florestal mostra

mais uma vez sua força. É o que apresenta a edição de setembro da

REFERÊNCIA FLORESTAL, que traz iniciativas de empresas que investem

em eficiência e qualidade. Um exemplo é a Dinagro, que na reportagem

principal da edição apresenta sua tecnologia para aplicação

mecanizada de isca formicida. Outro destaque é a cobertura especial

da Lignum, que em 2019 incorporou no nome sua importância no

mercado latino-americano e passou a se chamar Lignum Latin America.

A união de forças entre TMO e Waratah é mais um exemplo de

que o setor caminha para o fim de 2019 com grandes expectativas de

fortalecimento do mercado. Ainda falando sobre a Amazônia, a Revista

FLORESTAL apresenta mais detalhes sobre a Concessão para manejo

na Floresta Nacional do Jamari, iniciativa que prova que a floresta é

um meio sustentável e economicamente viável. Ótima leitura!

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A segurança que o seu desafio

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A aplicação mecanizada

de iscas formicidas

desenvolvida pela Dinagro

é o destaque da edição

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XXI • N°211 • Setembro 2019

FAKE NEWS Entenda como polêmica com viés político ideológico faz Amazônia pegar fogo

MANEJO DE

FORMIGAS

CORTADEIRAS

APLICAÇÃO MECANIZADA DE ISCAS

FORMICIDAS VEM SE CONSOLIDANDO

NA SILVICULTURA

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LEAF-CUTTING

ANT MANAGEMENT

MECHANIZED APPLICATION OF ANT

BAITS HAS TAKEN ON AN IMPORTANT

ROLE IN FOREST MANAGEMENT

SECTOR STRENGTH

Amid controversy over the alleged increase in deforestation of the

Amazon, which due to political interests took on – equivocal – international

proportions, the Forest Sector once again shows its strength.

This is the subject of the September issue of REFERÊNCIA Florestal,

which reports on the initiatives being taken by companies investing

in efficiency and quality. One example is Dinagro, highlighted in our

main story in this month’s issue that outlines its technology for the

mechanized application of ant baits. Another highlight is the special

coverage of Lignum, which in 2019 incorporated in the Fair’s name

its importance in the Latin American market, renaming itself, Lignum

Latin America. The union of the forces between TMO, John Deere, and

Waratah is another example of where the Sector is heading towards

the end of 2019 with high expectations of a stronger market. Still

speaking about the Amazon, REFERÊNCIA Florestal presents more

details about the Management Concessions in the Jamari National

Forest, an initiative that proves that the forest is environmentally

sustainable and economically viable. Pleasant reading!

Entrevista com

Claudio Luiz Ortolan

Amazônia em perigo?

3

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 211 - SETEMBRO 2019

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Carolina Gabardo Belo

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

Supervisão - Cassiele Ferreira

assinatura@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

MERCADO Indicadores e novos investimentos apontam que o setor florestal continuará crescendo no Brasil

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Capa da Edição 210 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de agosto de 2019

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Ano XXI • N°210 • Agosto 2019

9 772359 465083 0

VISITA ESPECIAL

Por Norival Scaramussa - Volta Redonda (RJ)

Desde 2009 sou assinante das revistas REFERÊNCIA FLORESTAL, INDUSTRIAL,

PRODUTOS DE MADEIRA e BIOMAIS, aproveitei a feira Lignum para visitar o

estande da REFERÊNCIA.

MANEJO SUSTENTÁVEL

Por Gideão Santos - Castanhal (PA), via Facebook

Se a produção de madeira proveniente de áreas sob concessão

florestal de áreas nativas for muito bem fiscalizada, pode dar certo.

PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

DE FLORESTAS PLANTADAS

Por Samuel Poubel Junior - Rio de Janeiro (RJ), via Instagram

Muito importante amigos da @referenciaflorestal essa aprovação do Pndf, abre

caminho, como no Estado do Rio de Janeiro, para o plantio de madeira que vai gerar

emprego e renda para o povo fluminense.

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista

REFERÊNCIA FLORESTAL ou a

respeito de reportagem produzida

pelo veículo.

CURTA NOSSA PÁGINA

14 www.referenciaflorestal.com.br

ÓTIMA LEITURA

Por Marcelo Fernandes Camargo -

Colíder (MT)

Para horas vagas, um bom chimarrão,

boa paisagem e uma ótima leitura.

Para relembrar do Sul e ficar atento às

novidades do mundo florestal.

referenciamadeira

RECONHECIMENTO

Por Associação dos Engenheiros Florestais do Oeste e Sudoeste do

Paraná, via Facebook

Engenharia Florestal em destaque em uma das melhores Revistas do

Setor Florestal (Parceria Aefos/PR e Engenharia Florestal Utfpr/DV).

Foto: REFERÊNCIA Imagem: divulgação Foto: divulgação


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Charge

Charge: Francis Ortolan

Revista

NA FLORESTA

A equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL esteve em Capelinha

(MG) e visitou uma floresta de eucalipto da empresa de

reflorestamento, produção, tratamento e comercialização

de madeiras, a CBI Madeiras.

Na foto, o fotógrafo Fabiano Mendes em

ação para garantir as melhores imagens

Foto: REFERÊNCIA

VISITA INTERNACIONAL

A REFERÊNCIA FLORESTAL recebeu integrantes de uma

missão russa que esteve em visita ao Brasil durante o

mês de setembro. Você confere mais detalhes sobre esse

encontro na editoria Notas.

Na foto: Fábio Machado, diretor comercial da Revista REFERÊNCIA,

Kutikhin Sergey, diretor comercial da Kami Drev, Smirnov Yury,

diretor técnico Kami Drev, Sueli Ferreira de Souza, gerente executiva

da Abimaq, Casemiro Bruno Taleikis, assessor da Abimaq e Arsen

Sogoyan, da ApexBrasil

Foto: REFERÊNCIA

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COLUNA

O impacto da

concentração de mercado

nas exportações

Diversificar os mercados pode ser uma saída

para reduzir os riscos

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

De janeiro

a julho de

2019, exceto o

compensado de

pinus fenólico

(que teve

uma pequena

redução), os

produtos de

madeira sólida

apresentaram

um crescimento

acentuado nas

exportações

N

o início do ano, nesta coluna,

analisamos a evolução das exportações

brasileiras de produtos de

madeira sólida. A conclusão foi

de que em 2018 as exportações

de produtos de madeira haviam sido favorecidas

pela desvalorização cambial (cerca de 30%)

e pelo crescimento da economia mundial. Em

2018 as exportações de madeira serrada e de

compensado aumentaram 10% e as de toras

de folhosas 63%. A análise indicou que apesar

de um cenário positivo havia riscos associados

à concentração das exportações para poucos

países.

Uma primeira análise dos dados recentes

indica que o crescimento nas exportações de

produtos de madeira sólida continuou em 2019.

Uma comparação das exportações brasileiras

de 2019 com 2018, envolvendo os produtos

de madeira mais relevantes, é apresentada no

quadro abaixo. De janeiro a julho de 2019, exceto

o compensado de pinus fenólico (que teve

uma pequena redução), os produtos de madeira

sólida apresentaram um crescimento acentuado

nas exportações. A exportação de toras de coníferas,

por exemplo, cresceu mais de 2.000%.

Embora, analisando o período janeiro- julho

os dados sejam positivos, a evolução dos

últimos 3 a 4 meses indica uma tendência diferente.

Nestes últimos meses, como mostrado

abaixo, houve uma queda acentuada na exportação

de compensados e serrados. O principal

importador destes produtos são os EUA (Esta-

Produto Exportado

2019 Maio

Comp. Pinus

Comp. Tropical

Comp. Eucalipto

Serrado Pinus

Serrado Tropical

195.000

13.000

8.636

233.000

56.000

Junho

168.000

9.600

5.151

237.000

43.000

Produto

Exportado

Compensado Pinus Fenólico

Compensado Tropical

Serrado Pinus

Serrado Tropical

Tora Coníferas

Tora Folhosas

Piso Maciço Acabado

Piso Engenheirado

Portas

Variação

2018 - 2019

(jan. - jul.)

-3%

+81%

+13%

+22%

+2.317%

+113%

+9%

+9%

+9%

dos Unidos da América). Este país importou em

2019 quase 40% do compensado de pinus, 71%

do compensado tropical e de eucalipto.

Por outro lado, as exportações de produtos

de valor agregado, como portas e pisos, mantiveram-se

relativamente estáveis nestes últimos

três meses, e as de toras cresceram - particularmente

as de toras de folhosas.

A queda nas exportações está em grande

parte associada à contração de mercado. As

exportações de compensado têm sido muito

concentradas nos EUA e a redução da demanda

por produtos de madeira naquele país afetou as

empresas exportadoras brasileiras.

No caso de toras existe uma concentração

ainda maior. Mais de 99% das exportações de

toras de pinus e 65% de toras de eucaliptos são

para China. É fundamental diversificar mercados

para mitigar os riscos.

Julho

134.000

7.230

1.880

190.000

49.000

Redução

-31,28

-44,4

-78,2

-18,5

-12,5

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NOTAS

Mulheres no setor florestal

A Rede Mulher Florestal está

levantando informações sobre a

presença e a atuação das mulheres

no setor florestal brasileiro. A pesquisa

é inédita no país e tem como

objetivo identificar a presença das

mulheres nas diferentes posições e

áreas técnico-administrativas dentro

das empresas do ramo. As informações

foram colhidas durante o mês

de agosto e contou com um estudo

qualitativo, conforme os indicadores

de gênero da certificação FSC (Forest

Stewardship Council) e o Objetivo de

Desenvolvimento Sustentável 5 da

ONU, e uma pesquisa quantitativa. O

estudo é realizado em parceria com a

Fajar (Faculdade de Jaguariaíva - PR)

e os dados serão usados para compor

um TCC (Trabalho de Conclusão de

Curso) e um relatório específico da

Rede Mulher Florestal.

Foto: divulgação

Simovale incentiva integração

de venezuelanos

Foto: divulgação

O Simovale (Sindicato da Indústria

Madeireira e Moveleira do Vale do

Uruguai) participou de discussões com

diversas agências sobre estratégias para

possibilitar o acolhimento de venezuelanos

na região Oeste de Santa Catarina.

O objetivo é integrar os venezuelanos

que cruzam a fronteira do Brasil no

desenvolvimento da região. “A região

Oeste de Santa Catarina é promissora

em negócios e expansão fabril. Faltam

trabalhadores para as vagas que estão

disponíveis e por isso, inclusive, é preciso

olhar para as opções de preenchê-

-las", comentou o diretor do Simovale,

Nivaldo Lazaron Júnior.

20 www.referenciaflorestal.com.br


Exportações do setor

florestal brasileiro

O valor das exportações de produtos florestais aumentou 2,9% na comparação entre o primeiro semestre de 2019 e 2018.

O dado foi divulgado pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). De acordo com o Boletim Cenários Ibá, as negociações com

outros países atingiram US$ 5,6 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

O saldo da balança comercial do setor chegou a US$ 5,1 bilhões, que corresponde a um avanço de 3,3%. A representatividade

da balança do setor também cresceu e somou 5,1% do total das exportações brasileiras.

A China (US$ 1,9 bilhão do produto) e a Europa (US$ 1,2 bilhão) seguem como principais mercados da celulose brasileira

enquanto a América Latina é o destino com maior negociação para painéis de madeira (US$ 89 milhões) e papel (US$ 592

milhões).

CRESCIMENTO NAS VENDAS

Os painéis de madeira tiveram crescimento de 3,4% nas vendas entre janeiro e junho de 2019. A alta corresponde a 3,2

milhões de m3 (metros cúbicos) comercializados. A exportação do produto chegou a 598 mil m3 exportados. Já a produção de

celulose chegou a 10 milhões de t (toneladas), entre janeiro e junho deste ano. Além disso, 7,8 milhões de t do produto foram

negociadas com outros países.

Foto: divulgação

Setembro 2019

21


NOTAS

Programa Madeira 4.0 oferece

consultorias gratuitas

Foto: divulgação

Empresas do setor florestal do Mato Grosso

têm a oportunidade de receber consultorias gratuitas

pelo Programa Madeira 4.0, realizado pelo

Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso)

e pelo Sebrae (MT). As capacitações abordam

a gestão de estoques e processos e a eficiência

energética. “Essa é uma oportunidade de ouro

para os empresários que desejam evoluir em suas

atividades. Além disso, normalmente seria necessário

desembolsar valores substanciais para ter

acesso a essas consultorias e, neste programa, em

função da parceria do Sebrae (MT) com o Cipem,

que aportaram recursos, todas as ações estão

sendo disponibilizadas de forma gratuita”, reforça

Cynthia Justino, da Unidade de Macrossegmento

do Sebrae em Mato Grosso.

MBA em gestão de

negócios socioambientais

Estão abertas até 23 de setembro as inscrições para o MBA

Gestão de Negócios Socioambientais, curso realizado pela Escas-

-IPÊ, em parceria com Ceats-USP e Artemisia. O curso é estruturado

no formato Blended Learning, com aulas divididas em

módulos online e presenciais, durante 18 meses. Os encontros

presenciais acontecem na sede do IPÊ (Instituto de Pesquisas

Ecológicas), na cidade de Nazaré Paulista (SP), a cada dois meses,

de sexta a domingo. O curso é direcionado tanto para quem quer

criar um negócio socioambiental como para quem atua em empresas

e pode gerar essa transformação dentro do setor corporativo.

Ao final do MBA, o aluno estará apto a: desenvolver planos

de ação para projetos de impacto, empreender, gerir negócios

de impacto, projetos e parcerias em fundações empresariais;

atuar como consultor ou gestor de projetos em organizações de

fomento como aceleradoras e fundos de investimento; tornar-se

gestor ou responsável da área/comitês de sustentabilidade dentro

de grandes corporações; e tornar-se gestor ou responsável

de inovação social em grandes corporações. As inscrições podem

ser feitas no site http://mba.ipe.org.br/2019.

Foto: divulgação

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NOTAS

Aceleração das vendas

A Suzano registrou no segundo trimestre do ano uma

aceleração das vendas de celulose no exterior e maiores

volumes de papéis comercializados no mercado externo. A

companhia chegou à marca de R$ 2,2 bilhões de caixa operacional

entre abril e junho de 2019. O número representa um

aumento de 25% na comparação com o trimestre anterior e

a receita líquida da Suzano atingiu R$ 6,7 bilhões no período.

Considerando os resultados dos últimos 12 meses, a receita

líquida acumulada soma R$ 29,4 bilhões. O resultado líquido

do segundo trimestre foi um lucro de R$ 700 milhões, beneficiado

pelo maior volume de vendas de celulose e de papel e

pelo impacto positivo da variação cambial no resultado financeiro.

A companhia também encerrou o primeiro semestre

com investimentos totais de R$ 2,8 bilhões, recursos destinados

a atividades de manutenção, modernização de suas

operações e crescimento de seu negócio, incluindo compra

de terras e a construção de terminais portuários em Santos

(SP) e Itaqui (MA). Os investimentos de capital em 2019 estão

estimados em R$ 5,9 bilhões, um total de aproximadamente

R$ 500 milhões abaixo do previsto inicialmente para o ano.

Foto: Thyago Eduardo

Missão Russa

Dois compradores russos que estiveram

no Brasil durante a Feira Lignum, a convite do

escritório da Apex-Brasil em Moscou (Rússia),

fizeram uma visita à REFERÊNCIA FLORESTAL.

O objetivo da ação foi posicionar o Brasil como

um importante parceiro para o mercado russo

no fornecimento de máquinas e equipamentos

para o setor madeireiro. Estiveram na editora

representantes da Kami (Associação Comercial

de Máquinas e Ferramentas), um dos maiores

importadores de equipamentos industrial da

Rússia. Eles também fizeram visitas técnicas,

reuniões de negócios e visitas guiadas pela

feira.

PRINCIPAL COMPRADOR

De acordo com a diretora executiva de

mercado externo da Abimaq (Associação

Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e gerente do BMS (Programa Brazil Machinery Solutions), Patrícia Gomes,

a Rússia é o principal comprador de máquinas e equipamentos para o setor madeireiro no Brasil. As duas organizações apoiaram

a visita. “Receber esses compradores no Brasil é muito positivo para as empresas brasileiras do setor madeireiro, principalmente

pelo fato de eles serem um mercado tão relevante”, comenta. No primeiro semestre de 2019, as exportações para o país registraram

4,5 milhões de dólares em vendas, um aumento de 17% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Foto: divulgação

24 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Inventário Florestal em

áreas indígenas

Foto: Ana Nascimento/SFB

O Serviço Florestal Brasileiro lançou

o primeiro relatório do IFN (Inventário

Florestal Nacional) em áreas indígenas.

O lançamento aconteceu em duas localidades:

a aldeia indígena Kaingang

e aldeia Guarani Mbya, pertencentes à

Terra Indígena Mangueirinha (PR). A coleta

de dados foi realizada em 30 pontos

em uma área de 17,2 mil ha (hectares),

definida pela importância significativa

de conservar uma das maiores florestas

de araucárias da região sul. O trabalho

foi realizado de outubro de 2015 a novembro

de 2016, com a coleta de dados

biofísicos, análise da cobertura florestal

e levantamento socioambiental. Essas

informações permitem avaliar a qualidade

e as condições das florestas, os

estoques de madeira, biomassa e carbono e a sua importância para as pessoas e comunidades e poderão contribuir para a

formulação de políticas públicas estratégicas e projetos de uso, conservação e recuperação dos recursos florestais.

Gestão florestal paranaense

O Paraná é um dos estados brasileiros que mais

se destaca na gestão de florestas a partir do Sinaflor

(Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos

Florestais). O Estado conta com 1,7 mil empreendimentos

cadastrados no sistema e foi o que mais autorizações florestais

concedeu: 400 desde que o Sinaflor foi implantado

no Estado, em maio de 2018, entre as 2.049 autorizações

concedidas em todo o Brasil para corte de árvores. No

mesmo período, 7.814 empreendimentos em todo o país

foram cadastrados. Entre os 7.818 projetos cadastrados

no Sinaflor em todo o Brasil, 1.549 foram registrados no

Paraná. O Sinaflor atende o novo Código Florestal (Lei

Federal 12.651/2012), que estabelece a necessidade de

um sistema nacional para a gestão de florestas no país.

O objetivo da nova ferramenta é dar transparência às

autorizações e às transações florestais, dificultar fraudes

na emissão de documentos, além de possibilitar a elaboração

de relatórios para auxiliar nos procedimentos de

licenciamento e fiscalização ambiental em todo o país.

Foto: divulgação

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NOTAS

Instituto Florestal Tropical

completa 25 anos

Em 2019 o IFT (Instituto Florestal Tropical) completa

25 anos de atuação com a marca de 7.877 pessoas

capacitadas e treinadas pela instituição. Entre os

capacitados estão estudantes de Engenharia Florestal,

trabalhadores, empresários, agentes do governo e populações

de comunidades agroextrativistas do Brasil e

de países como Guiana, Suriname, Colômbia, Equador,

Peru, Venezuela, Gana, Gabão, Congo e Bolívia.

“Temos um programa sólido com mais de 20 anos

de aplicação. Foram estes anos de experiência que

possibilitaram testar, aplicar, rever métodos e propor

inovações que se transformaram em tecnologias e conhecimentos

replicáveis no campo florestal. Por esses

motivos, o IFT é uma instituição que se faz necessária

à Amazônia, ao Brasil e ao mercado internacional”,

comenta o secretário executivo do IFT, Iran Paz Pires.

NOVAS TURMAS

O IFT terá novas turmas ainda em 2019, nos meses

de outubro, novembro e dezembro. A capacitação

será realizada no Centro de Manejo Florestal Roberto

Bauch. O curso possui carga horária de aproximadamente

55h (horas) e abordará temas contidos nas

etapas pré-exploratória, exploratória e pós-exploratória

do manejo florestal com Exploração de Impacto

Reduzido. Os participantes permanecerão seis dias no

centro de manejo, vivenciando e discutindo as atividades

e operações florestais com atividades teóricas

e práticas.

Mais informações estão disponíveis no site: http://

www.ift.org.br - e os interessados podem entrar em

contato com a coordenação de cursos pelos telefones:

(91) 3202-8300 / (91) 98866-1807 ou pelos e-mails

cursos@ift.org.br e maracris@ift.org.br.

Fotos: divulgação

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Não permita que as

formigas cortem seu

lucro e produtividade

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O controle está em suas mãos!

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NOTAS

Lista de preços mínimos da

madeira suspensa no Mato Grosso

Foto: divulgação

Sindicatos empresariais do setor de base florestal

do Mato Grosso entraram com mandados

de segurança requerendo a suspensão da lista

de preços mínimos dos produtos madeireiros,

editada pelo governo do Estado. Ao menos duas

instituições - Simava (Sindicato das Indústrias

Madeireiras do Vale do Arinos) e Simenorte

(Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte do

Estado de Mato Grosso) - conseguiram liminar

favorável. Com a decisão, as empresas associadas

aos dois sindicatos não precisam seguir a

chamada pauta da madeira como parâmetro

para composição do preço dos produtos, podendo

praticar os valores de mercado.

ALTA

PRODUÇÃO EM ALTA

O primeiro semestre de 2019 registrou a

produção de 5,2 milhões de t (toneladas) de

papel no Brasil, de acordo com a Ibá (Indústria

Brasileira de Árvores). A alta foi de 2,1%. Entre

os destaques estão os papéis para fins sanitários

(8,1%) e cartões (4,8%). O país ainda

exportou 1,1 milhão de toneladas de papel

e registrou venda doméstica de 2,6 milhões

de t.

SETEMBRO 2019

PRESIDENTE DA FRANÇA

Foi lamentável a postura do presidente francês,

Emmanuel Macron, na repercussão dos focos

de incêndio na Amazônia. Durante as reuniões

do G7 ele adotou um tom alarmista sobre a

situação, que classificou como “crise internacional”,

e chegou a cogitar a internacionalização

da floresta. Além disso, Macron atacou

diretamente o presidente Jair Bolsonaro, a

quem chamou de mentiroso ao questionar o

comprometimento do Governo Brasileiro com

as questões ambientais. Algo estritamente político,

uma vez que se quer conseguiu cuidar da

catedral Notre Dame, queimada recentemente

no coração da França.

BAIXA

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BIOMASSA

FENASUCRO

MOVIMENTA MAIS DE

R$ 4 BILHÕES

Foto: Fenasucro & Agrocana

AXXVII edição da Fenasucro foi marcada por recordes.

Realizada entre os dias 20 e 23 de agosto,

em Sertãozinho (SP), o evento reuniu mais de

41 mil pessoas que atuam na cadeia produtiva

do setor de bioenergia.

O grande volume de negócios também foi destaque da

Feira Internacional da Bioenergia. O evento movimentou R$

4,2 bilhões em negociações, que começaram na Fenasucro e

serão concretizadas nos próximos seis meses. As rodadas de

negócios, por exemplo, atraíram compradores de 11 países e

do Brasil, com mais de 600 reuniões e previsão de negócios

em torno de R$ 99 milhões. No estande de startups do Sebrae

(SP) foram realizados cerca de 1,5 mil atendimentos e R$ 100

mil em negócios.

As perspectivas diante do Renovabio se concretizaram e,

na avaliação do diretor Paulo Montabone, também irão movimentar

as próximas edições do evento. “No mínimo 10% de

todos esses investimentos que serão injetados no mercado a

partir do RenovaBio, circularão pela feira nos próximos anos”,

comentou.

RENOVABIO

Anova Política Nacional de Biocombustíveis foi

um dos grandes destaques do evento. A iniciativa

faz parte da política criada para garantir o

papel estratégico dos biocombustíveis e a segurança

energética, o que deve impulsionar os

investimentos e a participação do setor na matriz energética

brasileira por meio de produtos como bioquerosene, biogás,

etanol, biodiesel e cogeração de energia elétrica.

“Temos convicção da importância do nosso ativo ambiental,

das oportunidades de atração de investimento para todos

esses mecanismos como o CBIO e o Brasil está indo bem nas

suas metas”, comentou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo

Salles, durante a abertura da Fenasucro. O Ministério determinou

uma redução de 10% na intensidade de carbono da

matriz de combustíveis do Brasil até 2028, o que movimentará

um mercado estimado em torno de R$ 23 bilhões por meio

de emissão de títulos de Cbio (Créditos de Descarbonização).

Foto: Fenasucro & Agrocana

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FRASES

Foto: Carolina Antunes/PR

Incêndios florestais existem em

todo o mundo. Isso não pode ser

pretexto para possíveis sanções

internacionais. O Brasil continuará

sendo, como foi até hoje, um país

amigo de todos e responsável pela

proteção de sua Floresta Amazônica

Presidente Jair Bolsonaro, em

pronunciamento em cadeia nacional de rádio

e televisão sobre as queimadas na Amazônia

“Temos milhões de hectares de áreas de

baixa qualidade para a agricultura em geral,

mas que podem ser usados para novas

florestas. Ou as usamos ou vão se degradar.

Além disso, é importante aprender a

lição com o setor de papel e celulose, por

exemplo, para aproveitar a diversidade de

madeiras nativas que temos e que podem

ser cultivadas para fins comerciais”

Miguel Calmon, representante da Latin American Restoration

– Initiative 20×20 na Semana do Clima da América Latina e

Caribe (Climate Week), realizada em Salvador (BA)

“Nós precisamos investir

em políticas públicas, como

regularização de terras e

áreas para que os cultivadores

possam expandir. A indústria

tem um potencial enorme e

quer implantar mais núcleos

de beneficiamentos. A gente

está articulando para

que isso aconteça”

Lucas Teixeira Costa, secretário da Seagri (Secretaria

de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e

Aquicultura da Bahia), durante ao IV Congresso

Brasileiro de Eucalipto, realizado em Salvador (BA)

“O caminho que o governo quer seguir é o caminho da

sustentabilidade. E esse modelo de parceria público-privada,

das concessões florestais, é o modelo que vai dar certo. Onde

a gente faz essas concessões para que a floresta continue,

e possa ser manejada de maneira legal e sustentável.

Queremos mostrar que o Brasil, além de ser uma potência

agrícola, é também uma potência ambiental”

Ministra da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento,

Tereza Cristina, durante

assinatura da concessão para

manejo da Flona do Jamari,

em Rondônia

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ENTREVISTA

Carreira

dedicada ao ramo

FLORESTAL

A career dedicated

to forestry

Foto: divulgação

ENTREVISTA

A

trajetória de Claudio Luiz Ortolan acompanha

uma parte importante do desenvolvimento florestal

brasileiro. Engenheiro Químico formado

pela Ufpr (Universidade Federal do Paraná), ele

desenvolveu sua carreira junto a gigantes do setor. A experiência

– que conta ainda com um MBA na área – é utilizada agora

em serviços de consultoria. Em entrevista exclusiva à revista

REFERÊNCIA FLORESTAL, ele conta sua trajetória e faz uma

análise do setor florestal brasileiro.

Claudio

Luiz Ortolan

C

laudio Luiz Ortolan’s experience accompanies an

important period in the development of Brazilian

forestry. A Chemical Engineering graduate from

the Federal University of Paraná (Ufpr), he established

his career with the giants of the Sector. The experience

– which also includes an MBA Degree in the area – is now

used in providing consulting services. In an exclusive interview

with REFERÊNCIA Florestal, he talks about his experience and

outlines his analysis of the Brazilian Forest Sector.

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO

19 de Dezembro de 1959, em Lages (SC)

December 19, 1959, Lages (SC)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Consultor

Consultant

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Engenharia Química

Chemical Engineering

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Muito antes da globalização

geral que hoje vemos,

a indústria de produtos

florestais já era uma

indústria globalizada

>> O que o levou a trabalhar no ramo florestal? O que despertou

seu interesse na área?

Vim fazer Engenharia Química em Curitiba na Ufpr que finalizei

em 1982. Gostava de fazer estágios de verão. O primeiro foi na

fábrica da Placas do Paraná onde tive um contato inicial com

a indústria de produtos florestais. O segundo foi na Papel e

Celulose Catarinense em Correia Pinto (SC). Na sequência fiz

estágio na Battistella, que era uma empresa muito inovadora.

Esses estágios moldaram a minha carreira. Na Battistella ajudei

a definir e montar o primeiro tratamento em autoclave para

madeira serrada, que era usado nas casas pré-fabricadas e

canteiros de obras, que naquela fase do Brasil era uma atividade

muito dinâmica. Trabalhei em um projeto de produção de

etanol a partir de resíduos celulósicos. Algo tecnicamente razoavelmente

resolvido há décadas, mas não ainda econômico.

Também trabalhei com adesivos e vários produtos novos que

foram desenvolvidos como pisos de container, vigas laminadas,

etc. A Battistella criou um projeto em parceria com uma empresa

sueca, MoDo - hoje a Holmen é a sucessora. Esse projeto

que seria instalado em Rio Negrinho (SC) visava à produção de

cartão, uma mistura de Ctpm e celulose. O conceito era inovador

na época, hoje é um padrão da indústria. Com esse projeto

tive a oportunidade de fazer vários estágios e treinamentos

na Suécia e outros países. Muito antes da globalização geral

que hoje vemos, a indústria de produtos florestais já era uma

indústria globalizada. Porém, a MoDo passou por um período

de dificuldades e resolveu sair do projeto. A Battistella não tinha

capacidade de investimento e o projeto acabou não sendo

implementado. Do projeto ficou o Porto de Itapoá (SC), o plano

era escoar a produção por lá.

>> Com toda essa experiência inicial, como seguiu sua carreira?

Depois de ajudar a instalar uma fábrica de chapas de compensado

em Rio Negrinho (SC), em 1994, e iniciar as primeiras exportações

de compensado de pinus para o mercado americano

decidi passar o ano de 1996 no WFI (World Forest Institute)

em Portland, Oregon. O instituto era focado na troca de informações

sobre o comércio internacional de produtos florestais.

Havia pessoas de várias nacionalidades, entre os principais

países do comércio internacional de produtos florestais. Gerava

What led you to work in the forestry segment? What aroused

your interest in the area?

I went to Curitiba to study Chemical Engineering at Ufpr and

completed the course in 1982. I liked to take summer jobs in the

area. The first was in the factory at Placas do Paraná, where I

had my first contact with the forest products industry. The second

was at Papel e Celulose Catarinense in Correia Pinto (Santa

Catarina). Following, I had a summer job at Battistella, which

was a very innovative company. These have shaped my career.

At Battistella, I helped define and assemble the first autoclave

treatment for sawn wood, which was used in prefabricated

houses and construction sites at the stage when the economic

activity in Brazil was very dynamic. I worked on a project to

produce ethanol from cellulosic residues. Something technically

reasonably resolved decades ago, but not yet economical.

I also worked on the development of adhesives and several

new products such as container floors, laminated beams, etc.

Battistella created a project in partnership with a Swedish

company, MoDo – today Holmen. This project that was to be

installed in Rio Negrinho (SC) was aimed at the production of

paperboard, a mixture of chemi-thermomechanical pulp (Ctmp)

and virgin pulp. The concept was innovative at the time; today,

it is an industry standard. With this project, I had the opportunity

to work and train in Sweden and other countries. Long before

the general globalization that we see today, the forest products

industry was already a globalized industry. However, MoDo

went through a period of difficulties and decided to abandon

the project. Battistella had little investment capacity, and the

project ended up not being implemented. From the project

came about the Porto de Itapoá (SC), as the plan was to ship

production from there.

With all this initial experience, where did your career go from

here?

After helping to install the plywood panel factory in Rio Negrinho

(SC) in 1994, and the beginning of the first exports of pine

plywood to the American market, I decided to spend 1996 with

the World Forest Institute (WFI) in Portland, Oregon. The Institute

was focused on exchanging information on international

trade in forest products. There were people of various nationalities

amongst the main countries involved with international

trade in forest products. It generated statistics and information

and provided direct contact between producers and consumers,

very useful in pre-internet times. The experience was fascinating.

What was your first contact with Klabin?

Still with the WFI, through a seminar on the Brazilian forest industry

that I organized in Portland, I got to know Klabin, a special

company: a mixture of a family business with traditions and

the dynamism of a publicly traded company. Miguel Sampol,

who later became Managing Director, invited me to work for

the Company in a joint venture that was being assembled with

Boise Cascade, a large American forest company that also acted

in the framing industry. The project was a sawmill and framing

factory. Boise would distribute the products through its network

in the U.S. During the final phase of the project, Boise was sold.

Setembro 2019

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A Codornada Florestal está

de volta em sua 13ª Edição!

O evento promove o ponto de encontro do

setor florestal, através de um jantar voltado

às empresas e profissionais do setor de base:

madeireira, florestal e de celulose.

04 E 05 DE DEZEMBR0 DE 2019

Ponte Alta do Norte - SC

1º DIA

04/12

DIA DE CAMPO

2º DIA

05/12

MANHÃ - SEMINÁRIO

TARDE - EXPOSIÇÃO DE MÁQUINAS

NOITE - JANTAR

AÇÃO SOCIAL

Natal das Crianças de Ponte Alta do Norte

Cada convidado: Doar 2 brinquedos

(uma para menino/outro para menina)

Informações: 49 9 9157.6365 I 41 9 9924.7071 /cordornadaflorestal

Apoio:

Realização:


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Vem aí...

PRÊMIO

2

19

>> 28 de outubro de 2019


PRINCIPAL

APLICAÇÃO

MECANIZADA

DE

ISCA

FORMICIDA

Fotos: divulgação

Mechanized ant

bait application

Texto de Thaís de Camargo Lopes e Maria Fernanda Schiavetti Simões

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Setembro 2019 49


PRINCIPAL

As formigas cortadeiras, principal praga da eucaliptocultura,

são insetos desfolhadores que vivem em simbiose

com seu fungo alimentar e para a sobrevivência

e prosperidade de sua colônia atacam, verozmente,

plantas em qualquer fase de desenvolvimento, causando

danos irreversíveis às florestas plantadas e reduzindo, por

consequência, a produtividade final de madeira.

Quando o assunto é o manejo de formigas cortadeiras devemos

levar em consideração toda informação de campo e as ferramentas

disponíveis no mercado para melhor delinear a operação e obter

sucesso no controle destes insetos-praga. A mecanização da aplicação

de iscas formicidas apresenta-se como um destes importantes

recursos e está cada vez mais consolidada na operação silvicultural.

O controle mecanizado começou a ser realizado de forma sistemática

nas fases de implantação, reforma e pré plantio da cultura

do eucalipto porém hoje, já é empregado de forma localizada e

sistemática em todas as fases de formação da floresta. Diversas

empresas do ramo florestal têm aumentado a percentagem de

áreas controladas mecanicamente devido às vantagens que este

sistema oferece no manejo de cortadeiras, tais como: redução do

custo final de produção, otimização do tempo na operação e emprego

de mão de obra especializada. Todos estes pontos garantem

ganhos em produtividade, qualidade e uso racional dos recursos.

Para exemplificar, o rendimento operacional de uma máquina

nesta operação é da ordem de 20 a 25 ha/dia enquanto que no sistema

manual, um colaborador percorre em média 6 ha/dia. Contudo,

vale frisar que, esse resultado dependerá do tipo do equipamento/

aplicador de isca, das condições das áreas (topografia, sub-bosque

L

eaf-cutting ants, the main eucalyptus forest pest,

are defoliating insects that live in symbiosis with

their food fungus, and for the survival and prosperity

of their colony, viciously attack plants at any

stage of development, causing damage to planted

forests, and thus, reducing the final forest productivity.

When it comes to leaf-cutting ant management, we must

take into consideration the whole field of information and the

tools available in the market to better delineate the operation

and success in the control of these insect pests. Mechanization of

the ant bait application presents itself as one of these important

resources and is being increasingly consolidated in the forestry

operation.

Systematic mechanized control began in the implantation,

renovation, and pre-planting phases of a eucalyptus plantation,

but today, it is also being employed in a localized way in all phases

of forest formation. Several companies in the Forest Sector have

increased the percentage of mechanically controlled areas due

to the advantages that this system offers in the management of

leaf-cutting ants, such as reduced final production cost, optimization

of the time in operation, and reduced use of specialized

labor. All these points ensure gains in productivity, quality, and

rational use of resources.

For example, the operating performance of a machine in

this operation is about 20 to 25 ha/day, while, with the manual

system, a worker covers only 6 ha/day, on average. However,

it is worth stressing that this result will depend on the type of

equipment/bait applicator, the conditions of the areas (topography,

underbrush, and planting density), operator training, nest

infestation in the area, amongst others.

Forestry operations aim at sustainability in productive processes,

i.e., satisfactory results as to the lowest possible social,

environmental, and economic impact. For this reason, in addition

to the search for more efficient systems, the need for integrated

technological solutions (aerial photographs, satellite and video

imaging, and GPS systems) arose with the objective of collecting

reliable data that allow for agility in the activity and information

flow (Sanquetta, C.R. et al. Inventários florestais: planejamento e

execução. Curitiba: MultiGraphi. 2006. p.270). With this data, it

is possible to make more assertive decisions and improve team

performance in the field.

The technology employed in a mechanized operation consists

of a base machine (agricultural tractor or other equipment) coupled

with a mechanized bait applicator and embedded technology.

To ensure higher quality in application, it is imperative that the

applicator uses precision dosages. The application methodology

in leafcutter control considers nest size, and the technological

system (software) with GPS being capable of geo-referencing,

mapping, and logging the complete operation. Thus, with the

geo-referencing data of the nests and the traceability of the

operation, it is possible to monitor and manage the information

from the operating maps, average speed of the tractor, reasons

for a stoppage, area infestation, amount of bait applied, amongst

other things. From this range of information being collected, the

inferences about the operational standard, quality control, application

efficiency, and recommendations for future applications

are made, which would not be possible using the manual method.

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MERCADO

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Parceria

CONSOLIDADA

TMO e Waratah celebram

atuação no sul do Brasil

Fotos: Fabiano Mendes

Avenda de cabeçotes harvester Waratah aos

pequenos e médios produtores florestais que

atuam no sul do Brasil é considerada um sucesso.

Nos últimos dois anos as negociações

chegaram à marca de 70 unidades vendidas e

representam ainda mais eficiência na produção florestal.

Este movimento foi possível graças a uma parceria

entre grandes empresas do setor. A TMO passou a ser a res-

Setembro 2019

55


MERCADO

ponsável pela revenda dos cabeçotes harvester Waratah,

marca que tem como estrutura de vendas no país a John

Deere Florestal.

Para celebrar a parceria, as três empresas reuniram

clientes para o Waratah Day. O evento foi realizado na fábrica

da TMO, em Caçador (SC), no fim de agosto. Os clientes

puderam observar de perto os produtos e, principalmente,

tiveram contato direto com os representantes das marcas.

“O grande intuito desse encontro foi o relacionamento

com os clientes do setor. Juntamos as duas marcas: TMO

e Waratah realmente consagrando a parceria de força nos

equipamentos florestais”, explica o diretor comercial da

TMO, Heuro Tortato.

O coordenador de vendas da John Deere Florestal /

Waratah, Eduardo Rodrigues, destaca que a parceria com a

TMO permitiu a aproximação de clientes de pequeno e médio

porte, que até então não eram atendidos pela empresa.

“São clientes que estão saindo da linha de corte manual e

entrando para a mecanização florestal, com equipamento

pequeno e médio. É um cliente que a John Deere acaba não

atendendo, a gente não tinha esse mercado”, revela.

A ampliação do mercado, diz Eduardo, se deve ao processo

de mecanização, aliada à globalização e à falta de

mão de obra no campo. “A mecanização no começo era

questão das grandes empresas. Os investimentos eram

mais altos, não compensava mecanizar. Mas hoje tudo mudou”,

compara.

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SILVICULTURA

Atividades

nas

Por Rafael Macedo

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Segurança para os alpinistas florestais

e operadores de cesta aérea

Fotos: divulgação

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SILVICULTURA

O

Brasil registrou mais de 16 mil mortes e

4,5 milhões de acidentes em atividades

laborais nos últimos sete anos. Os gastos

da previdência com benefícios acidentários

neste período correspondem a R$ 79

bilhões.

Cerca de 40% dos acidentes aconteceram em atividades

que envolvem trabalho em altura, de acordo com o

Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

A ferramenta monitora acidentes de trabalho e suas causas,

e foi desenvolvida através da Plataforma SmartLab,

criada em uma parceria entre a OIT (Organização Internacional

do Trabalho) e o MPT (Ministério Público do

Trabalho).

Segundo dados do MT (Ministério do Trabalho), as

quedas de trabalhadores durante atividades profissionais

são o segundo motivo das mortes em acidentes de trabalho.

Estes números levaram à elaboração de uma norma

regulamentadora específica para o trabalho em altura, a

NR 35.

De acordo com a NR 35 é considerado “Trabalho em

Altura” qualquer atividade executada com diferença de

nível superior a dois metros da superfície de referência e

que ofereça risco de queda. Para que o profissional possa

trabalhar nestas condições existem algumas exigências,

como capacitações e cursos.

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Setembro 2019 65


FEIRA

Encontro

DO SETOR

Fotos: Fabiano Mendes e Thyago Eduardo

Lignum Latin America reúne

cadeia produtiva da madeira em

Curitiba e bate recordes

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Profissionais, equipamentos, produtos, serviços,

novas tecnologias e conhecimento técnico.

Todos os envolvidos na cadeia produtiva completa

da madeira se reuniram em Curitiba (PR)

durante a Lignum Latin America. A terceira

edição do evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de setembro,

com diversas novidades.

Batizada inicialmente de Lignum Brasil, a feira teve seu

nome alterado devido à crescente presença do público de

países da América Latina desde a primeira edição, em 2016.

A estratégia adotada a partir deste ano, com a troca do

nome do evento para Lignum Latin America, fortaleceu a

aproximação com os países vizinhos.

“A intenção é aumentar a visibilidade da feira para

os profissionais ligados à cadeia produtiva da madeira,

especialmente nos países da América do Sul, como Chile,

Argentina, Paraguai, Uruguai e Peru”, explicou o diretor da

Lignum Latin America e CEO da Malinovski, Ricardo Malinovski.

Além do novo nome, o evento bateu recordes importantes:

o número de expositores passou de 86 em 2017

para 101, aumento de 17%. De acordo com a organização

do evento, o registro de visitantes também aumentou significativamente,

passando de 6.188 para 7.503 (21%). Entre

eles, profissionais de 22 Estados brasileiros e de países

como China, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Finlândia, Itália,

Japão, México, Paraguai, Rússia e Uruguai.

Mais que os números e volumes de negócios, a realização

da Lignum representa a importância da cadeia produtiva

da madeira que, na avaliação de Malinovski, é fundamental

para a economia e também para a sustentabilidade

do planeta.

“A madeira de floresta plantada é uma matéria-prima

extremamente versátil e renovável. Os produtos feitos com

madeira mantêm o carbono sequestrado durante sua vida

útil, além de serem biodegradáveis. Na economia, gera uma

infinidade de empregos e receitas e envolve uma gama gigantesca

de produtos e serviços. O setor de florestas plantadas,

principalmente pinus e eucalipto, é responsável por

empurrar para cima os limites tecnológicos, que vão desde

o melhoramento genético das espécies, até a utilização

de ferramentas aeroespaciais, para monitorar e planejar

plantios, por exemplo. Na indústria da madeira, a automatização

de processos e sensores ultramodernos estão revolucionando

o modo de produção, fazendo cada vez mais com

menos”, comentou.

SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA

Junto com a Lignum foi realizada a Semana Internacional

da Madeira, que contou com cinco encontros técnicos

sobre os setor: 3º Wood Trade Brazil; 2º ProWood; 3º Ebem

(Encontro Brasileiro de Biomassa e Energia da Madeira); e

os inéditos Floresta 4.0 e Gis Forest. Os eventos reuniram

quase mil pessoas no Campus da Indústria do Sistema Fiep.

“Este conjunto de ações estratégicas, assertivas, reunindo

toda a cadeia, dividido por segmentos em encontros técnicos

e comerciais, somado a uma feira que traz acesso a novas

tecnologias, de completa interface, é um movimento essencial

para geração de negócios”, comentou o superintendente

executivo da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente), Paulo Roberto Pupo.

ESTUDO SETORIAL

Durante o evento a Abimci também lançou o Estudo

Setorial 2019, publicação que retrata o panorama mais atualizado

do segmento ao apresentar dados socioeconômicos e

as contribuições para a economia brasileira.

Dividido em quatro capítulos: Floresta, Indústria, Mercado

e Ações Prioritárias, a publicação destina-se ao mercado,

empresas associadas, institutos de pesquisa, universidades,

imprensa, agentes financeiros e de investimentos, órgãos de

governo e outras entidades representativas.

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FEIRA

MELHORES MOMENTOS

A REFERÊNCIA FLORESTAL marcou presença na Lignum com um estande no evento.

Confira os melhores momentos de visitas ao espaço e com os parceiros de negócios.

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Localizado no mesmo

local que:

FAÇA TODAS AS

CONEXÕES DE

NEGÓCIOS DO SETOR

TISSUE NO BRASIL E

AMÉRICA DO SUL

22 A 24 DE OUTUBRO DE 2019

Transamerica Expo Center,

São Paulo, Brazil

A 3ª edição da feira e conferência Tissue World

São Paulo será realizada de 22 a 24 de outubro de

2019.

Um evento fundamental para o setor tissue

regional que recebe mais de 90% dos seus

participantes de países sul-americanos.

Em 2019, a Tissue World de São Paulo será

realizada no mesmo local que o Congresso ABTCP,

oferecendo uma melhor plataforma de networking

para todos os participantes do setor tissue local e

regional.

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Portfolio

Organised by

Official Magazine


AMAZÔNIA

AMAZÔNIA EM

PERIGO?

Apesar dos fake news,

estudos mostram que o número de

incêndios registrados até agosto

deste ano é quatro vezes menor

que há doze anos

80 www.referenciaflorestal.com.br


Apolêmica envolvendo os dados dos desmatamentos

na Amazônia, divulgados pelo

Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

recentemente, incendiaram o país

nos últimos meses. ONGs, associações de

cientistas e grupos políticos opositores ao governo Bolsonaro

criticaram duramente a maneira com que o Executivo

tem tratado a questão ambiental, ao acusar o presidente

de promover ‘a maior queimada da história’ da Amazônia.

Mas os números mostram uma realidade bem diferente.

Em 2019, segundo dados divulgados pelo próprio Inpe,

menos de 100 mil focos ativos foram registrados no Brasil

até o mês de agosto, o menor número da série histórica,

iniciada em 1998. Essa queda já era notada no ano passado.

Como comparação, nos anos em que o PT (Partido

dos Trabalhadores) esteve no poder, foram registrados

números bem mais alarmantes. Em 2006, durante os oito

primeiros meses do ano, cerca de 390 mil focos ativos de

desmatamento foram registrados no ano em que o ex-presidente

Lula conquistou seu segundo mandato. Em seu

último ano como político eleito, o Brasil ainda assinalava

mais de 300 mil focos até agosto de 2010.

A situação era pior que a vivida atualmente. Em 2008,

quando deixou a pasta de Meio Ambiente do governo Lula,

Marina Silva divergia frontalmente da então ministra das

Minas e Energia, Dilma Rousseff, que cobrava uma simplificação

das exigências ambientais em relação às obras

do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Já em

2009, quando estava claro que Lula escolheria Dilma para

a sucessão, Marina deixou o PT e foi para o PV (Partido

Verde). Mesmo assim, houve pouca ou nenhuma mobilização

pela Amazônia.

E muito embora 60% da região amazônica se situe no

Brasil, a maior floresta do mundo também se estende por

outros oito países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana,

Peru, Suriname, Venezuela, e até mesmo o departamento

ultramarino da França, a Guiana Francesa. Inclusive, entre

os países que abrangem a região amazônica, o Brasil é

o que menos registrou queimadas neste ano, atrás de

Guiana, Suriname e, relativamente distante da Bolívia,

comandada por Evo Morales.

Apesar de desacreditar a preocupação de certos veículos

da imprensa e até de celebridades sobre o tema, que

lideraram campanhas de conscientização, Bolsonaro disse

que está "ciente" das queimadas e que o governo não está

"satisfeito" com o que está assistindo. "Tenho profundo

amor e respeito pela Amazônia. A proteção da floresta é

nosso dever", garantiu.

Em 2019, menos de 100 mil

focos ativos foram registrados

no Brasil até o mês de agosto,

o menor número da série

histórica

Setembro 2019

81


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MADEIRA NATIVA

CONCESSÃO

PARA MANEJO NA

FLORESTA

NACIONAL

DO JAMARI

84 www.referenciaflorestal.com.br


Área de 32 mil hectares em

Rondônia foi licitada pelo

Serviço Florestal Brasileiro

Fotos: divulgação

AFlona (Floresta Nacional) do Jamari

recebeu um novo contrato para concessão

da unidade de manejo. O documento foi

assinado pelo Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento e pelo Serviço

Florestal Brasileiro, junto com a empresa vencedora da

licitação: Madeflona Industrial Ltda.

A área já havia sido licitada para manejo florestal,

mas a concorrência foi realizada novamente depois que

a empresa contemplada inicialmente devolveu o direito

de operação. A unidade conta ainda com outras duas

áreas que estão sendo manejadas.

As operações irão começar logo após a apresentação

do plano de manejo elaborado pela empresa. A

expectativa é que a produção na área acompanhe a

média dos demais contratos: cerca de 15 mil m3 (metros

cúbicos) de madeira por ano.

O diretor de Concessão Florestal e Monitoramento

do Serviço Florestal Brasileiro, Paulo Henrique Marostegan

e Carneiro, explica que o contrato prevê que as empresas

responsáveis pelo manejo realizem a exploração

e o primeiro processamento da madeira.

Inicialmente a madeira é serrada em toras para

então ser comercializada. “Algumas empresas vão mais

pra frente [no processamento da madeira], mas a regra

é que realizem o primeiro processamento”, afirma ele,

que cita o critério de agregação de valor do produto.

Setembro 2019

85


86 www.referenciaflorestal.com.br


ECONOMIA

88 www.referenciaflorestal.com.br


KLABIN ARREMATA

TERMINAL NO PORTO

DE PARANAGUÁ

Empresa vai operar o terminal de

celulose por 25 anos, prorrogáveis

por mais 45 anos

Fotos: Rodrigo Felix Leal/AEN e divulgação

Setembro 2019

89


ECONOMIA

AKlabin, produtora e exportadora de papéis

para embalagens, deu mais um passo na

ampliação de suas operações no Paraná e

venceu a licitação do terminal de celulose

do Porto de Paranaguá. A ação aconteceu

meses após o anúncio do Projeto Puma II, realizado em

Ortigueira (PR).

A licitação foi realizada na primeira quinzena de

agosto. A Klabin arrematou o acesso ao terminal de celulose

por R$ 1 milhão. O espaço tem área de 27.530 m²

(metros quadrados) e será utilizado pelo período de 25

anos, prazo que pode ser prorrogado por mais 45 anos.

De acordo com a empresa, o investimento previsto é

de R$ 130 milhões e as operações devem começar em

2022.

A expectativa é que o terminal apresente o melhor

modelo de logística de celulose do mundo, que vai atender

a produção de papel do Paraná e de Santa Catarina.

A produção é exportada principalmente para a China.

“O Porto de Paranaguá é um dos mais importantes

do Brasil e a principal rota de escoamento de produção

da Klabin. Com o Projeto Puma II e o aumento dos volumes

previstos para exportação, o novo armazém trará

garantia operacional de longo prazo, verticalizando totalmente

nossa operação com a ligação ferroviária das fábricas

diretamente ao terminal portuário, condição que

nos permite atingir índices de produtividade logística de

alto desempenho e consequente incremento na competitividade

dos nossos produtos, indispensável para o setor”,

comentou o diretor de Planejamento Operacional,

Logística e Suprimentos da Klabin, Sandro Ávila.

OPERAÇÕES

O terminal de celulose, que conta com conexões viárias

e ferroviárias, terá capacidade para movimentar 1,2

milhão de toneladas por ano. De acordo com o Governo

do Paraná, o projeto prevê um armazém com 15 mil m²

dedicados à armazenagem e 6,6 mil m² para alocação

dos ramais ferroviários, que totaliza aproximadamente

21,6 mil m² – sem mencionar a área destinada às manobras

das empilhadeiras.

Além de acomodar os ramais ferroviários para a

descarga do material, o armazém vai permitir a transferência

de fardos para caminhões, que levarão a carga

até o berço para o carregamento dos navios. Estas operações

contarão com equipamentos como guindastes e

empilhadeiras. A armazenagem deve ser feita a partir da

construção de uma ponte rolante para facilitar o transbordo

da carga.

PROJETO PUMA II

A primeira fase das obras do Projeto Puma II começaram

em julho, com a colocação da primeira estaca do

prédio da Máquina de Papel 27 (MP 27) e a terrapla-

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PESQUISA

ESTUDO ANALISA

CAPACIDADE DE ABSORÇÃO

DA FLORESTA

Fotos: divulgação

92 www.referenciaflorestal.com.br


Pesquisa inédita é realizada em cooperação

científica internacional com participação do Inpe

Setembro 2019

93


PESQUISA

Acapacidade de absorção das florestas é limitada

pelo conteúdo de fósforo no solo. É

o que indica um estudo realizado em uma

cooperação científica internacional com

participação do Inpe (Instituto Nacional de

Pesquisas Espaciais).

Estudos sugerem que a absorção de carbono pelas florestas,

entre elas a Amazônia - que absorve até um quarto

do que as florestas absorvem por ano – aumenta conforme

a concentração do carbono na atmosfera. “Porém, esta

capacidade da floresta absorver o CO2 atmosférico não é

infinita”, alerta Celso Von Randow, pesquisador do Ccst

(Centro de Ciência do Sistema Terrestre) do Inpe e coautor

do estudo. “Para explorar como a floresta pode responder

a diversas mudanças ambientais, uma ferramenta de grande

valia é combinar experimentos de campo com simulações

de modelos da biosfera terrestre.”

O estudo analisou 14 modelos de biosfera. Entre eles,

três consideravam apenas o ciclo de carbono e cinco também

levavam em conta o nitrogênio. Outros seis incluíam

o fósforo. “Quando comparados uns com os outros, as

simulações indicaram que a escassez de fósforo do solo

amazônico pode comprometer em cerca de 50% a capacidade

das árvores de absorver o carbono extra que estará

no ar”, explica Von Randow.

A capacidade da floresta

absorver o CO 2

atmosférico

não é infinita, alerta Celso

Von Randow, do Inpe

94 www.referenciaflorestal.com.br


Setembro 2019

95


AGENDA

AGENDA2019

SETEMBRO

2019

Imagem: reprodução

XXV Congresso Mundial da Iufro

29 a 05 de outubro

Curitiba (PR)

www.iufro2019.com/pb

OUTUBRO

2019

SET

2019

XXV CONGRESSO

MUNDIAL DA IUFRO

Pela primeira vez a América Latina vai sediar um Congresso

Mundial da Iufro (International Union of Forest

Research Organizations). O evento irá apresentar os

mais recentes resultados de pesquisa e as tendências

para o futuro da pesquisa florestal e agroflorestal,

além de ser uma oportunidade para troca de experiências

e encontro entre pesquisadores, professores,

estudantes e profissionais do setor florestal de todo o

mundo. O evento acontece de 29 de setembro a 5 de

outubro, em Curitiba (PR).

I Congresso Internacional sobre

Espécies e Híbridos de Corymbias

8 a 10

Belo Horizonte (MG)

www.sif.org.br/evento

OUTUBRO

2019

Imagem: reprodução

SilviLaser 2019

8 a 10

Foz do Iguaçu (PR)

www.silvilaser2019.ipef.br

OUT

2019

SILVILASER 2019

Pesquisadores e profissionais se reúnem na SilviLaser

2019 para discutir o ecossistema florestal e seu gerenciamento

sustentável, a partir da avaliação de inventários

florestais aprimorados. O evento acontece entre os

dias 8 e 10 de outubro, em Foz do Iguaçu (PR).

96 www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

AGENDA2019

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

OUTUBRO

2019

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

Conferência Internacional sobre

Incêndios Florestais (Wildfire)

28 a 4 de novembro

Campo Grande (MS)

www.ibama.gov.br/wildfire2019

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

OUTUBRO

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Setembro 2019

97


Foto: divulgação

ESPAÇO ABERTO

Gestão tributária será a

margem de lucro das

EMPRESAS DO

FUTURO

Por Paulo Paiva,

Vice-Presidente da Becomex

Imposto nunca vai acabar,

porém gerenciá-lo com

estratégia será sua chance

de margem. Será vital!

O

Brasil tem mais de 20 mil empresas exportadoras,

porém somente cerca de 3 mil delas

fazem uso do principal benefício do exportador,

o Drawback. As outras 17 mil continuam

a exportar seus produtos com o custo Brasil. Esse dado

revela o caminho que ainda é preciso correr, muito além de

apenas aguardar a reforma tributária.

As empresas já poderiam usar os benefícios, mas isso

não ocorre por falta de conhecimento sobre como fazer e

a quem procurar. Os benefícios fiscais são legítimos e atendem

a todos os portes de empresas exportadoras.

A capacidade de investimento para buscar esses recursos

é estratégica para aumentar a competitividade e viabilizar

novos investimentos. Mais urgente que esperar por

reformas que talvez não impactem diretamente o negócio, é

realizar uma gestão tributária estratégica.

No futuro, que já é hoje, a área fiscal será o maior diferencial

competitivo para gerar mais resultados que os

já espremidos projetos de redução de custos no processo

produtivo. Buscar o conhecimento sobre as melhorias que o

setor pode promover é garantir a continuidade e o aumento

de competitividade no mercado interno e externo.

Sair dos limites territoriais da empresa e olhar para toda

a sua cadeia é um desafio que pode gerar benefícios fiscais

compartilhados. Integrar esse ecossistema fiscal e tributário

das empresas já é possível com tecnologia e conhecimento.

A gestão tributária é um ambiente vivo. Não é mais

possível pagar impostos no modo piloto automático. As

discussões sobre onde comprar insumos e como distribuir

seu produto precisam acontecer diariamente, entre todas as

áreas da empresa, a cada nova lei, a cada novo incentivo fiscal.

Saber equilibrar esse conhecimento interno com a visão

de mercado é o grande diferencial.

A nós cabe o esforço de cobrar do governo mais atuação

nos acordos internacionais, fundamentais para o intercâmbio

de tecnologia e interação na cadeia produtiva que estimula

os negócios. As condições para melhoria dos negócios

estão no olhar sobre as oportunidades e na forma como

clientes e fornecedores se unem na busca de mais competitividade.

Os mecanismos disponíveis já são muito significativos

para reduzir custos e não somente para quem exporta. Tem

muito benefício para segmentos que o governo incentiva e

mesmo assim, até grandes empresas têm deixado “dinheiro

na mesa.”

A empresa que não faz uma boa gestão fiscal transfere a

sua ineficiência fiscal para o cliente no preço do seu produto.

Portanto, equilibrar preço com imposto será sua maior

força. A margem estará na questão tributária.

O que a sua empresa faz e o que ela ainda pode fazer

para reduzir seus custos em impostos é a grande questão.

Sua empresa está fazendo tudo o que é possível?

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